BORBA – FORAL MENUELINO de 1 de JUNHO de 1512

FRONTESPÍCIO INICIAL a abrir os FORAIS NOVOS mandados fazer por Dom Manuel I

LIVRO DOS FORAES DENTRE TEJO E ODIANA (ffs DOUS)

TODOLOS FORAES NOVOS DA COMARCA DANTRE TEJO E ODIANA

As duas primeiras páginas (das cinco) com a lista de forais, onde, na letra B, está BORBA…

LIVRO DOS FORAIS NOVOS DE ENTRE TEJO E ODIANA ÂMBITO E CONTEÚDO Abrange o Alentejo e o Algarve, ou seja, a região outrora designada por Entre-Tejo-e-Odiana. Contém tabuada dos forais novos da Comarca, organizada alfabeticamente por nome de localidade. Corresponde ao "Registo no tombo" indicado por Fernão de Pina a seguir ao texto dos forais novos entregues às diferentes localidades do reino. Começa por uma rubrica indicando o nome do rei ou do senhor que deu o foral antigo, dos reis que o confirmaram, tal como consta no preâmbulo dos forais novos entregues às localidades. A rubrica pode referir a ordem militar a que pertencia a localidade, e também mencionar "foral dado por inquirições". Pode incluir o registo integral dos forais novos, ou apenas os capítulos dos forais novos, que diferiam do texto do foral que lhes tinha servido de modelo. Frequentemente, apresenta o preâmbulo abreviado "Dom Manuel etc.", e no final, indica o número de fólios em que "vai escrito o original" bem como a informação "subscrito e concertado pelo dito Fernão de Pina". Inclui o registo dos forais novos, datados de 1501 a 1520, de Albufeira, Aljezur, Alter do Chão, Almodôvar, Alvalade, Aljustrel, Avis e Benavila Galveias, Amieira, Alpalhão, Arronches, Arraiolos,

Alcáçovas, Almada, Alcochete, Aldeia Galega, Alhos Vedros, Alandroal, Alegrete, Alcácer, Alvito, Águias, Arez, Águias Alcoutim, Borba, Benavente, Benavila, Beringel, Barbacena, Castro Marim, Colos, Castro Verde, Casével, Cabeço de Vide, Cano, Crato, Campo Maior, Castelo de Vide, Samora Correia, Coruche, Canha, Cabrela, Coina, Sesimbra, Chancelaria, [Dares], Évora, Estremoz, Entradas, Elvas, Erra, Évoramonte, Farão, Fronteira, Figueira, Ferreira, Gavião, Galveias, Garvão lugar, Juromenha, Lagos, Loulé, Longomel, Lavre, Monforte, Monsaraz, Milfontes, Mértola, Messejana, Montalvão, Moura, Mourão, Marvão, Montemor-o-Novo, Montoito da Ordem de São João, Montoito lugar, Mora, Meira, Nisa, Noudal, Odemira, Ourique, Olivença, Ouguela, Oriola, Panóias, Portalegre, Póvoa, Portel, Palmela, Ponte de Sôr, Pavia, Redondo, Silves, Samora Correia, Santiago do Cacém, Sines, Seda, Sesimbra, Serpa, Setúbal, Salvaterra, Tavira, Torrão, Terena, Tolosa, Vila Nova, Vila Viçosa, Vidigueira, Vila Ruiva, Vila de Frades, Viana da Paz d’Alvito, Vilalva, Veiros, Vimieiro, Vila Nova do Alvito, Viana de Alvito, Vila de Ares, Vila Boim. http://digitarq.dgarq.gov.pt/details?id=4223237

BORBA – Foral de Dom Manuel I – 1 de Junho de 1512 – (enviado em pdf por Filipe Rosado 2013 03 18) e depois digitalizado e recortado em 12 / 13 imagens a partir dos arquivos da Torre Tombo: http://digitarq.dgarq.gov.pt/details?id=4223237

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FORAL DE BORBA DADO PER El Rey Dom Denis Dom Manuel ect. (etc. = título do Rey… que se omite por ser extenso e só se encontra na introdução do modelo de foral…) [IDENTIFICAÇÃO DAS PROPRIEDADES E DIREITOS RÉGIOS] Decraramos primeiramente que no dito lugar no há ora reguengos nem terras foreiras posto que fosse do termo de Estremoz onde foram as ditas cousas impostas pollo dito foral As quaes ficarão com a dita Villa d’Estremoz quando o dito lugar de BORBA foi apartado do termo delle pollo qual ficou com os outros reaaes do dito lugar d’Estremoz.

FORAL de BORBA D. Manuel I 1512 06 01 Direitos Régios não há Baseado no foral de D. Diniz, 1302, em que foi separado de Estremoz

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Primeiramente as moendas das agoas da dita villa nas quaes agoas ninhuma pessoa de qualquer condição e em qualquer terra que seja proxima fazer as ditas moendas sem licença. e avença do Senhorio dos ditos ditos Locaes e fazenda alhi será logo ametade da renda das taes moendas para o Senhorio e portanto o dito das moendas da dita da Villa se pagou atee agora feitas, mandamos que se paguem os ditos das ditas azenhas e por conseguinte assy se fará das que ao diante na dita maneira se fizerem.

MOENDAS DAGOA Os moinhos de água…

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na dita maneira se fizerem. E O senhorio não (h)é nem será obrigado a faz(er) as casas das ditas moendas soomente será obrigado a a composição e paga dos engenhos e aparelhos deles segundo atte agora se custumou. E POR ASSI não for obrigado ao reparo das ditas azenhas foy julgado por sentença em nossa rollação que se não levasse em Estremoz pollo senhorio nenhuma pena de dinheiro nem coyma por razão dos gaadose bestas que passarem pelas levadas e açudes dos moynhos e pilooes A qual sentença

O senhorio…

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neste nosso foral aprovamos e mandamos que se cumpra para sempre aqui na dita villa de BORBA por seer o dito lugar do foral e termo da dita villa d’Etremoz. E os senhorios das ditas moendas terão avença contra as pessoas ou gados que lhe suas levadas ou açudes danificarem como i for justiça. -----------------

Aprovamos e Mandamos…

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E sam três tabeliães na dita Villa silicet (a saber) três do judicial e hum das notas paga cada hum duzentos e quarenta mil reis por anno.

TABELIO NADO

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O Sçalayo posto que o dito foral se mandasse pagar de XXX paães huum doze custumasse de muyto tempo na dita villa pagasse de cada 1 amassadura hum paã ora seja mais ora menos E ally farão daqui adiante do pam somente que for para vender e do outro não. E posto que seja para hir vender a Villa Viçosa ou a outro lugar fora do dito e termo não pagarão nenhum dito do dito çalayo nem se pagará do pam d’ofertas ou esmolas nem do que se mandou amassar a pessoas que não forem padeiras per algum oficial ou pessoa que pessoa que para ysso tenha poder Nem isso mesmo se pagara do pão das poyas dos fornos.

Sçalayo (celaio) Imposto sobre o pão que se cozia

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A ÇOUGAGEM se paga desta maneira silicet (isto é) do boy que se cortar no açougue três mil reis 3 me(i)o E da vaca XI çeitys e ametade do huvre, e do porco hun real e huum dos lombinhos de dentro, e do carneiro me(i)o real e do bode ou cabra dous çeitys e das que vendem fruta ou ortaliça ou pescado dous çeitys por dia o qual dito levara o senhorio reparando os ditos açougues e doutra maneira nam. ----------------------

AÇOUGA GEM

Huvre Úbre Zoma mamária

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Da telha e tijolo que se fizer na dita villa e termo para vender, se pagará dizima e se se levar para fora para homens de fora a dous mil reis por carga mayor e do linho em cabelo Etcc.

TELHA TIJOLO

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alhos e cebolas secas e de scudelas e Vasos e louça de paao de forno se levara dizima aos que a trouxerem pera vender se primeiro não fizerem avença com os rendeiros e officiaes da portagem e de tanta parte pagarão o dito dito de quanto venderem e mais não E outro tanto se pagará quem as as ditas cousas comprar e tirar para fora do termo. E da madeira lavrada de serra ou de machado se pagará quatro mil reis por carga mayor. E de outra madeira não lavrada se não pagará ninhuma cousa vindo ou hyndo.

ALHOS E Cebolas…

Madeira lavrada (cortada) de (com) serra ou machado

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E o pescado fresco ou seco se pagará somente quatro mil reis por carga mayor e isto às pessoas de fora por que os moradores da dita villa não pagarão este nem outro nynhum dito de portagem e quem o dito pescado tirar para fora pagará somente hum real por carga mayor E o dito dito nem outro nenhum de portagem não pagam os moradores da dita villa Nem soldo (soldi?) por não aver hy memoria que tal pagasse.

PESCADO FRECO OU SECO

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E Pagar-se-á mais por dito 1 real na dita villa por todollos almocreves e pessoas que com suas bestas acarretarem pão alheio das eiras ou para os moynhos ou azenhas pagarão por bestas muares ou cavalares por cada hum anno cento e oyto mil reis desta moeda ora corrente. E sse trouxerem asnos ao dito tracto pagarão ametade do dito preço que são cinquenta e quanto mil reis. E se de humas e outras trouxerem não pagarão mais que das da mayor conthia e nem pagarão de carretas nem carros posto que com ellas acarretem o dito pão Do qual dito não escusarão nynhumas pessoas por isentas ou privilegiados que sejam salvo se forem cavaleiros ou trouxerem cavalos de marca sem embargo do qual dito poderão fazer avença por menos disso com as pessoas a que pertencer.

GANA DARIA e ALMOCRE VARIA

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E A DIZIMA das sentenças e a pena d’arma e o gaado do vento assy como Estremoz e assy a portagens com todollos capittollos atee o cabo SILICET E vay escripto ho original em. XIIy Folhas e sobescripto e assynado pello dito Fernão de Pina, dada na cidade de Lyxboa ao primeiro dia do mês de Junho do ano do nacimento de Nosso Senhor Jesu[s] Christo de mil e quinhentos e doze. ---------------------------------------------

PENA dARMA e GADO Do VENTO como o de Estremoz

Fernão De Pina LX 1512 06 01

Nota: (Importa consultar o FORAL DE ESTREMOZ para saber o que nele consta e se refere também a BORBA…)

FORAL MANUELINO DE BORBA PT-TT-LN-45_M0080.TIF - /81 / 82

FORAL DE BORBA DADO PER El Rey Dom Denis Dom Manuel ect. (etc. = título do Rey… que se omite por ser extenso e só se en contra na introdução do modelo de foral…) [IDENTIFICAÇÃO DAS PROPRIEDADES E DIREITOS RÉGIOS] 1 - Decraramos primeiramente que no dito lugar no há ora reguengos nem terras foreiras posto que fosse do termo de Estremoz onde foram as ditas cousas impostas pollo dito foral As quaes ficarão com a dita Villa d’Estremoz quando o dito lugar de BORBA foi apartado do termo delle pollo qual ficou com os outros reaaes do dito lugar d’Estremoz. 2 - Primeiramente as moendas das agoas da dita villa nas quaes agoas ninhuma pessoa de qualquer condição e em qualquer terra que seja proxima fazer as ditas moendas sem licença e avença do senhorio dos ditos ditos locaes e fazenda alhi será logo ametade da renda das taes moendas para o senhorio e portanto o dito das moendas da dita da Villa se pagou atee agora feitas, mandamos que se paguem os ditos das ditas azenhas e por conseguinte assy se fará das que ao diante na dita maneira se fizerem. 3 e 4 - E o senhorio não (h)é nem será obrigado a faz(er) as casas das ditas moendas soomente será obrigado a a composição e paga dos engenhos e aparelhos deles segundo atte agora se custumou. E por assi não for obrigado ao reparo das ditas azenhas foy julgado por sentença em nossa rollação que se não levasse em Estremoz pollo senhorio nenhuma pena de dinheiro nem coyma por razão dos gaados e bestas que passarem pelas levadas e açudes dos moynhos e pilooes A qual sentença neste nosso foral aprovamos e mandamos que se cumpra para sempre aqui na dita villa de BORBA por seer o dito lugar do foral e termo da dita villa d’Etremoz. E os senhorios das ditas moendas terão avença contra as pessoas ou gados que lhe suas levadas ou açudes danificarem como i for justiça. 5 - E sam três tabeliães na dita Villa silicet (a saber) três do judicial e hum das notas paga cada hum duzentos e quarenta mil reis por anno.

6 - O Sçalayo posto que o dito foral se mandasse pagar de XXX paães huum doze custumasse de muyto tempo na dita villa pagasse de cada 1 amassadura hum paã ora seja mais ora menos E ally farão daqui adiante do pam somente que for para vender e do outro não. E posto que seja para hir vender a Villa Viçosa ou a outro lugar fora do dito e termo não pagarão nenhum dito do dito çalayo nem se pagará do pam d’ofertas ou esmolas nem do que se mandou amassar a pessoas que não forem pad eiras per algum oficial ou pessoa que pessoa que para ysso tenha poder nem isso mesmo se pagara do pão das poyas dos fornos. 7 - A ÇOUGAGEM se paga desta maneira silicet (isto é) do boy que se cortar no açougue três mil reis 3 me(i)o e da vaca XI çeitys e ametade do huvre, e do porco hun real e huum dos lombinhos de dentro, e do carneiro me(i)o real e do bode ou cabra dous çeitys e das que vendem fruta ou ortaliça ou pescado dous çeitys por dia o qual dito levara o senhorio reparando os ditos açougues e doutra maneira nam. 8 - Da telha e tijolo que se fizer na dita villa e termo para vender, se pagará dizima e se se levar para fora para homens de fora a dous mil reis por carga mayor e do linho em cabelo Etcc. 9 - alhos e cebolas secas e de scudelas e vasos e louça de paao de forno se levara dizima aos que a trouxerem pera vender se primeiro não fizerem avença com os rendeiros e officiaes da portagem e de tanta parte pagarão o dito dito de quanto venderem e mais não E outro tanto se pagará quem as as ditas cousas comprar e tirar para fora do termo. E da madeira lavrada de serra ou de machado se pagará quatro mil reis por carga mayor. E de outra madeira não lavrada se não pagará ninhuma cousa vindo ou hyndo. 10 - E o pescado fresco ou seco se pagará somente quatro mil reis por carga mayor e isto às pessoas de fora por que os moradores da dita villa não pagarão este nem outro nynhum dito de portagem e quem o dito pescado tirar para fora pagará somente hum real por carga mayor E o dito dito nem outro nenhum de portagem não pagam os moradores da dita villa Nem soldo (soldi?) por não aver hy memoria que tal pagasse.

11 - E Pagar-se-á mais por dito 1 real na dita villa por todollos almocreves e pessoas que com suas bestas acarretarem pão alheio das eiras ou para os moynhos ou azenhas pagarão por bestas muares ou cavalares por cada hum anno cento e oyto mil reis desta moeda ora corrente. E sse trouxerem asnos ao dito tracto pagarão ametade do dito preço que são cinquenta e quanto mil reis. E se de humas e outras trouxerem não pagarão mais que das da mayor conthia e nem pagarão de carretas nem carros posto que com ellas acarretem o dito pão Do qual dito não escusarão nynhumas pessoas por isentas ou privilegiados que sejam salvo se forem cavaleiros ou trouxerem cavalos de marca sem embargo do qual dito poderão fazer avença por menos disso com as pessoas a que pertencer. 12 - E A DIZIMA das sentenças e a pena d’arma e o gaado do vento assy como Estremoz e

assy a portagens com todollos capittollos atee o cabo SILICET. E vay escripto ho original em. XIIy (?) Folhas e sobescripto e assynado pello dito Fernão de Pina, dada na cidade de Lyxboa ao primeiro dia do mês de Junho do ano do nacimento de Nosso Senhor Jesu[s] Christo de mil e quinhentos e doze.

Cópia do final usado na maioria dos forais, com a assinatura do Cavaleiro, Fernão de Pina e do Rei, Dom Manuel I.

Assinatura de Rui de Pina

FORAL DE ESTREMOZ – 1ª FOLHA DE 10 e meia

Porquê referir os forais de ESTREMOZ e de ÉVORA? Ver no final deste foral de BORBA: «E A DIZIMA das sentenças e a pena d’arma e o gaado do vento assy como Estremoz e assy a portagens com todollos capittollos atee o cabo…» E porquê referir o Foral Évora de 1501 09 01? Ver também in - 'O Concelho de Borba' de Padre António Joaquim Anselmo, p. 81-82: «É do reinado de D. Manoel que data a célebre reforma dos antigos foraes; obra de centralização administrativa iniciada em tempos de D. Affonso V, continuada por D. João II e ultimada por D. Manoel que pela publicação das suas ordenações (1521), lhe deu o último retoque. O novo oral de Borba - extenso documento que é desnecessário transcrever tem a data do 1º de Junho de 1512 e, como todos os do Alentejo, segue o foral-tipo d'Evora, cujas características principaes são a abolição dos antigos direitos de passagem e portagem, tornando assim geralmente livres a circulação de pessoas e cousas. e a subordinação das penalidades dos velhos foraes ás das Ordenações Affonsinas. D'este modo acabaram os privilegos que os reis da primeira dynastia tinham conferido nos concelhos - de direito porque de facto já desde D. Afifonso V pode dizer-se, se não exerciam.»

Notas extra: Lista dos guarda-mores: (Desde 1387 a 1523 – Fernão de Pina só foi nomeado guarda-mor em 1523, embora, como verificamos, assina a quase totalidade dos forais datadas de 1512… ) João Anes, vedor da fazenda. Por 1387. Gonçalo Esteves, contador dos contos de Lisboa. Por 1403 a 1411. Gonçalo Gonçalves. Nomeação de 2 de Janeiro de 1414. Fernão Lopes. Por 1418. Gomes Eanes de Zurara. Nomeação de 6 de Junho de 1454. Afonso Eanes de Óbidos. Por 1475 a 1482. Fernão Lourenço. Por 1483 e 1484. Vasco Fernandes de Lucena. Por 1486 a 1496. Rui de Pina. Nomeação de 24 de Junho de 1497. Fernão de Pina. Nomeação de 20 de Março de 1523. Fernão de Pina foi um cronista-mor e guarda-mor da Torre do Tombo, da qual foi nomeado em 20 de março de 1523.[1] Era filho de Rui de Pina.[2][3] http://pt.wikipedia.org/wiki/Fern%C3%A3o_de_Pina

Nota de JRG – Baseado no trabalho de João Cosme, ‘O Foral Manuelino de Arronches’, ed. Colibri e Câmara Municipal de Arronches, 2005; http://www.edi-colibri.pt/Detalhes.aspx?ItemID=369 que pode ser consultado no Banco de Dados da BIBLIOTECA DIGITAL DO ALENTEJO, em: http://www.bdalentejo.net/BDAObra/BDADigital/Obra.aspx?id=72 e depois de ter tido acesso a um fac-simile, enviado pelo ‘Amigo de Borba’ Filipe Rosado, e depois de consultarmos os arquivos da Torre do Tombo, decidimos arriscar uma transcrição, seguindo em grande parte as suas normas e sugestões de leitura, para partilhar com outros amigos e pessoas interessadas neste assunto a fim de podermos partilhar na página ‘Amigos de Borba’ https://sites.google.com/site/amigosterrasborba/ - tornando-o assim acessível a todos os Borbenses e Amigos de Borba. De salientar, é importante ter em conta que, estando nós na primeira década do século XVI, cada FORAL NOVO (mais de trezentos) foram cuidadosamente baseados numa cuidada informação recolhida ao longo de décadas que se esmerou na observação e estudo das características, condições de cada região e terra… E isto numa época em que as deslocações e a comunicação apr esentava enormes dificuldades, perigos e necessitava de imenso tempo… Além do mais, é de louvar o esmero e apuro artístico e a cuidada letra com que Fernão de Pina e seus colaboradores conseguiram em cada FORAL…

NORMAS DE TRANSCRIÇÃO NORMAS DE TRANSCRIÇÃO TENDO EM VISTA UMA maior compreensão por parte dos leitores, optamos pelas seguintes regras de transcrição: a) Desenvolveram-se todas as abreviaturas. b) Actualizou-se o emprego das maiúsculas e minúsculas. c) Actualizou-se o emprego do i e do j do u e do v. d) A pontuação foi discretamente actualizada, para uma melhor compreensão do texto. e) As mudanças ele fólíos são referidas entre barras: /…./. ? f) As palavras que acrescentámos, com vista a uma melhor compreensão do texto, vão colocadas entre parênteses tectos: […..]. João Cosme
g) os sinais de nasalação passam a – m – n – ou – ão – ou – ões – conforme o sentido que os torne mais legíveis…

GLOSSÁRIO Termo INRI JNRJ Explicação ou significado I - INRI o acrónimo de Iesus Nazarenus Rex Iudaeorum, "Jesus Nazareno Rei dos Judeus" Ichtys ou Ichtus (do grego antigo ἰχθύς, em maiúsculas ΙΧΘΥΣ ou ΙΧΘΥC, significando "peixe") é o símbolo ou marca do cristão. Direito que se pagava pela faculdade de ter açougue, ou ainda pela carne que se corta no açougue; e também por vender pão, fruta, hortaliça e peixe. Lugar onde se corta e vende a carne a retalho; talho (Almotacel) – Funcionário municipal encarregado de fiscalizar as pessoas e medidas e de taxar o preço dos géneros. Compete-lhe ainda, a distribuição dos mantimentos em épocas de escassez. Acto ou efeito de amassar (fazer pão).

Açougagem

Açougue Almotacé

Amassadura

Animais de vento Ceitil Çallayo Huvres Maninho

Animais perdidos… abandonados… Moeda de cobre mandada cunhar por D. João I, em 1415, em memória da conquista de Ceuta nesse mesmo ano. celaio – imposto sobre o pão que se cozia. uvre – úbere – o conjunto do aparelho mamário. Terreno aberto onde só se produz mato e plantas silvestres e que é propriedade dos municípios. Do comum logradouro do público.

Montados Pegulhal Pequena porção de ovelhas (gado) que pertencem ao pastor e que ele apascenta conjuntamente com o rebanho do seu amo.

pena d’arma Portagem Posturas (do concelho) – Ordens ou disposições escritas emanadas das Câmaras Municipais e tendentes à regularização de determinados servi-

ços na área sob jurisdição concelhia, como por exemplo, higiene, gado, entre outros. Regateira Mulher que vende, nos mercados ou pelas ruas, hortaliça, peixe, fruta ou outros quaisquer víveres.

Registo Sacas Sesmeiro silicet Tombo Vizinho Aquele a quem se deu uma sesmaria (terreno) para cultivar a saber – isto é… Inventário dos bens de raiz com todas as demarcações. Habitante ou morador de uma determinada localidade.

ALGUMA LIGAÇÕES A CONSULTAR

https://sites.google.com/site/amigosterrasborba/home

http://genealogiasdoalentejo.blogspot.pt/

http://www.cm-borba.pt/pt/

Arquivo Nacional da Torre do Tombo

http://antt.dgarq.gov.pt/

PT-TT-LN-45_m0009.tif

DOM MANUEL Por graça de Deus Rei de Portugal e dos Algarves, d'Aquém e d'Além-Mar em África, Senhor da Guiné da Conquista e da Navegação e do Comércio da Ethiópia, Arábia, Pérsia e da Índia a quantos esta nossa CARTA de Foral dada a Cidade, Villa ou Concelho Y virem fazemos saber que per bem das diligencias e ixames que em nossos Reynos e Senhorios mandámos geralmente fazer para justificação e decraração dos Fases delles e per algumas Sentenças e Determinações que com os nosso Conselho e Literados fizemos. Acordamos que as rendas e direitos se devem hy darecadar da forma seguinte… 1495 — 1521

INÍCIO DO FORAL DE BORBA DIGITALIZAÇÃO E TENTATIVA DE TRANSCRIÇÃO para AMIGOS DE BORBA por JORAGA – 2013

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