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Auditoria p/Receita Federal Teoria e exercícios comentados Prof Claudenir Brito – Aula 04 AULA 04:

Auditoria p/Receita Federal Teoria e exercícios comentados Prof Claudenir Brito Aula 04

AULA 04: Tipos de Teste em Áreas Específicas das Demonstrações Contábeis: Caixa e Bancos, Clientes, Estoques, Investimentos, Imobilizado, Fornecedores, Advogados, Seguros, Folha de Pagamentos.

SUMÁRIO

PÁGINA

1. Tipos de Teste em áreas específicas das DC

2

2. Caixa e Bancos

6

3. Clientes

10

4. Estoques

15

5. Investimentos

23

6. Imobilizado

25

7. Fornecedores

28

8. Advogados

31

9. Seguros

35

10. Folha de pagamentos

36

Lista das questões comentadas durante a aula

38

Referências bibliográficas

48

Olá, pessoal.

Normalmente, quando começamos a estudar para concursos na área fiscal, as primeiras matérias a serem incluídas em nosso “cardápio” são Português, Direito Constitucional, Direito Administrativo, Direito Tributário e Contabilidade, dentre outras.

Nessa linha, quando incluimos a Auditoria no planejamento, já adquirimos alguma base em Contabilidade, embora seja possível estudá-las no mesmo período.

Na aula de hoje, vamos tratar de alguns conceitos que exigem um mínimo de conhecimento em algumas áreas da Contabilidade, particularmente das Demonstrações Contábeis.

O aluno que não souber bem o que seja um Balanço Patrimonial ou a diferença entre uma conta do Ativo para uma do Passivo, por exemplo, pode ter alguma dificuldade em acompanhar nossa aula.

Se for esse o seu caso, não se preocupe. Se preferir, volte a essa aula quando se sentir mais seguro quanto aos conceitos contábeis.

Auditoria p/Receita Federal Teoria e exercícios comentados Prof Claudenir Brito – Aula 04 Não será

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Não será possível detalhar cada item relacionado à Contabilidade, pois aumentaria a aula de forma desnecessária. O professor da matéria vai tratar disso com oportunidade.

De qualquer forma, se precisar de ajuda, estou à disposição no email claudenir@estrategiaconcursos.com.br.

1.

Demonstrações Contábeis

Tipos

de

Teste

em

áreas

específicas

das

As Demonstrações Contábeis obrigatoriamente sujeitas à Auditoria Independente, segundo a Lei 6.404/76 Lei das Sociedades por Ações são o Balanço Patrimonial (BP), a Demonstração do Resultado do Exercício (DRE), a Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL), a Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC), a Demonstração do Valor Adicionado (DVA) e as Notas Explicativas (NE) que as acompanham.

Conforme

vimos

em

nossa aula demonstrativa, para atingir suas

finalidades,

a

Contabilidade utiliza-se das seguintes técnicas

contábeis:

- Escrituração (registro dos fenômenos patrimoniais);

- Demonstrações (balanços e outras demonstrações);

- Auditoria; e

- Análise de balanços (ou análise das demonstrações contábeis).

A análise das demonstrações contábeis (ADC) é uma técnica contábil que consiste na verificação da exatidão e da fidedignidade dos dados contidos nas demonstrações contábeis, por meio do exame dos registros contábeis e dos documentos que deram origem a esses registros.

Vimos também que, de acordo com a NBC TA 200, o objetivo da Auditoria das Demonstrações Contábeis é:

aumentar o grau de confiança nas demonstrações contábeis por parte dos usuários. Isso é alcançado mediante a expressão de uma opinião pelo auditor sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas, em todos os aspectos relevantes, em conformidade com uma estrutura de relatório financeiro aplicável.” (grifei)

Auditoria p/Receita Federal Teoria e exercícios comentados Prof Claudenir Brito – Aula 04 Na aula

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Na aula passada, ao citar a NBC TA 500 Evidência de Auditoria , dissemos que o objetivo do auditor é definir e executar procedimentos de auditoria que permitam conseguir evidência de auditoria apropriada e suficiente que lhe possibilitem obter conclusões razoáveis para fundamentar a sua opinião.

Ou seja:

- executar PROCEDIMENTOS; para

- conseguir EVIDÊNCIAS; que possibilitem

- obter CONCLUSÕES; para

- fundamentar sua OPINIÃO.

Agora chegamos ao ponto, ou melhor, item estratégico da nossa aula. Para cada tipo de conta das demonstrações contábeis, devemos aplicar testes e procedimentos específicos, em busca de evidências de distorções relevantes que possam justificar a existência de não-conformidades porventura existentes.

Essa não conformidades ou distorções , segundo Ribeiro e Ribeiro (2012), podem ser de quatro tipos:

- saldo superavaliado (valor maior que o real);

- saldo subavaliado (valor menor que o real);

- saldo fictício (valor inexistente ou irreal); ou

- saldo oculto (omissão de valor).

As não conformidades – ou distorções – encontradas nas DC podem ser de quatro tipos

As não conformidades ou distorções encontradas nas DC podem ser de quatro tipos:

- saldo superavaliado (valor maior que o real);

- saldo subavaliado (valor menor que o real);

- saldo fictício (valor inexistente ou irreal); ou

- saldo oculto (omissão de valor).

Assim, em virtude desses riscos, recomenda-se que todas as contas apresentadas nas DC sejam testadas.

Em linhas gerais, funciona da seguinte forma: o auditor confere os cálculos dos grupos de contas apresentados nas DC, para depois conferir os saldos iniciais com os saldos finais da auditoria do exercício anterior.

Auditoria p/Receita Federal Teoria e exercícios comentados Prof Claudenir Brito – Aula 04 Adicionalmente, verifica

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Adicionalmente, verifica se os saldos informados “batemcom os registrados nos livros contábeis (principalmente no razão). Se julgar conveniente, em vista do necessário ceticismo que deve possuir, estende as verificações aos registros contábeis. Isso porque o simples confronto entre os saldos das contas apresentadas nas DC com os saldos existentes no Livro-Razão dificilmente irá evidenciadar as distorções nos respectivos saldos.

Lembrem-se de que, de acordo com o Método das Partidas Dobradas (MPD), cada lançamento (ou mais) no Ativo corresponderá a um lançamento (ou mais) no Passivo, e vice versa.

Isso explica o fato de que o auditor, ao analisar a documentação, deva ter ciência de que, normalmente, a superavaliação do saldo de uma conta (ou mais) encontra guarida na subavaliação do saldo de sua (s) contrapartida (s). Observem o quadro resumo a seguir, contendo algumas das contas que abordaremos “em sala”, conforme a Lei nº 6.404/76, alterada pela

11.941/09.

 

BALANÇO PATRIMONIAL

 

ATIVO

PASSIVO

Ativo Circulante (AC)

Passivo Circulante (PC)

-

Disponibilidades

- Caixa e bancos

Passivo Não Circulante (PNC)

- Clientes (contas a receber)

Patrimônio Líquido (PL)

- Estoques

Ativo Não Circulante (ANC)

Ativo Realizável a Longo Prazo (ARLP)

-

- Investimentos

- Imobilizado

- Intangível

Esse quadro não está completo, mas serve apenas para os colegas que ainda não estão craques na Contabilidade terem uma noção do posicionamento das contas no Balanço Patrimonial.

Elaboramos outro quadro, com base na obra de Ribeiro e Ribeiro (2012), apresentando alguns exemplos das muitas situações que podem ocorrer:

Situação

Definição

Exemplo

Saldo superavaliado

O saldo constante de uma conta da DC é superior ao saldo da mesma conta no livro-razão

Superavaliação em conta de despesa:

despesa de 100 paga em $ (valor deixa de compor “caixa”), mas escriturada como 120. Para haver compensação, ou o caixa será subavaliado em 20 ou o

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passivo

será

superavaliado

com

a

inclusão de

um

saldo fictício (conta

inexistente)

Saldo subavaliado

O

saldo constante de

Subavaliação em

conta de receita:

uma conta da DC é inferior ao saldo da mesma conta no

receita de 500 recebida em $ (valor passa a compor “caixa”), mas escriturada como 400. Acarretará

livro-razão

 

subavaliação na conta de receita, e em contrapartida, subavaliação no saldo da conta “caixa”, que será menor que o real.

Saldo fictício

O

saldo constante de

Para compensar desfalque de 50 no caixa, o contador intencionalmente lança o respectivo valor na conta “duplicatas a receber”.

uma conta da DC não existe no livro-razão

Saldo oculto

O

saldo de uma conta

Nota fiscal de venda de mercadorias a prazo, no valor de 80, não escriturada no livro diário. Essa omissão provocou uma subavaliação no saldo da conta

constante

do

livro-

razão

bão

foi

informado ou sequer

contabilizado

 

“duplicatas a receber” e a consequente subavaliação da conta de “receitas com vendas”.

EXERCÍCIOS COMENTADOS

1 (SEFAZ-RJ/Fiscal de Rendas/FGV/2009) O contador da Cia. Quartzo Rosa incorreu em um erro no reconhecimento da apropriação da receita de juros sobre o investimento em debêntures, deixando de contabilizar a receita de juros no ano corrente. Antes que qualquer ajuste seja efetuado, esse erro gera

o seguinte efeito no patrimônio da empresa:

(A) subavaliação do ativo, do lucro líquido e do patrimônio líquido.

(B) subavaliação do passivo, do patrimônio líquido e do lucro

líquido.

(C) superavaliação do ativo, do lucro líquido e do patrimônio

líquido.

(D) superavaliação do passivo, do patrimônio líquido e do lucro

líquido.

(E) subavaliação do ativo e do resultado e superavaliação do

patrimônio líquido.

Resolução:

Como a apropriação da receitas de juros sobre o investimento em debêntures não foi reconhecida, uma conta do ativo será subavaliada (Juros a Receber). Como vimos, um fato traz reflexos na contrapartida, e nesse caso, a conta de contrapartida é uma conta de resultado (receitas financeiras). Isso trará uma subavaliação do resultado (lucro líquido) e, consequentemente, do PL, tudo no sentido da subavaliação.

Auditoria p/Receita Federal Teoria e exercícios comentados Prof Claudenir Brito – Aula 04 Dessa forma,

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Dessa forma, podemos concluir que ocorrerá uma subavalição do ativo,

do lucro líquido e do PL.

Gabarito: alternativa A.

2 (Pref. Natal-RN/Auditor Fiscal/ESAF/2001) O sócio-diretor pagou diversos compromissos pessoais com recursos financeiros da empresa e determinou que tais valores fossem contabilizados como duplicatas a receber de um determinado cliente. A situação descrita caracteriza-se como:

A Ativo fictício

B Ativo oculto

C Passivo fictício

D Passivo oculto

E Ativo intangível

Resolução:

Para esconder a atitude desonesta de utilizar recursos da empresa para honrar compromissos pessoais, o sócio-diretor criou um ativo fictício (valores inexistentes em duplicatas a receber). Gabarito: alternativa A.

A partir de agora, vamos nos aprofundar em cada uma das áreas

específicas, particularmente nas que são mais comumente cobradas nos concursos, e constaram no edital do último concurso para a Receita Federal.

2. Caixa e Bancos

Como sabemos, no Balanço Patrimonial, os ativos são classificados em ordem decrescente de grau de liquidez. Assim, caixa e bancos são classificados na primeira linha do lado do ativo do BP, pois é o ativo de maior liquidez.

São registrados no grupo de caixa e bancos os recursos disponíveis para aplicação nas transações da empresa, tais como:

-

dinheiro em caixa;

 

-

dinheiros em contas correntes bancárias;

 

-

recebimentos não depositados.

 

O

valor

de

caixa

e

bancos

é

composto,

em

geral,

por

dois

componentes: o numerário em caixa (também denominado encaixe) e

o depósito em bancos. Para cada componente, o auditor realiza procedimentos próprios.

Auditoria p/Receita Federal Teoria e exercícios comentados Prof Claudenir Brito – Aula 04 De acordo

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De acordo com Almeida (2010), para um ativo ser classificado nesse grupo, é importante que não haja restrições quanto ao seu uso imediato. Os cheques emitidos e ainda não entregues aos beneficiários não devem ser considerados como redução de caixa e bancos.

O autor afirma que “caixa e bancos”, por ser um ativo de pronta liquidez, é o mais sujeito a uma utilização indevida. Nessa área, mesmo que haja bom sistema de controle interno, o auditor executa maior volume de testes do que o normal, já que o risco é maior.

Os testes de auditoria são dirigidos para superavaliação, e o principal objetivo é verificar a existência do ativo. Entre os objetivos específicos, estão a verificação da existência, da propriedade da exatidão dos valores, a descoberta de restrições e a apresentação exata nas DC. E qual seria, na opinião de vocês, a melhor forma de se ter certeza da existência de recursos em caixa? Exatamente: contá-los fisicamente, principalmente em empresas nas quais o fluxo de dinheiro diário é mais expressivo.

Sempre que possível, a auditoria das DC deve ser iniciada pela contagem física do dinheiro existente em caixa. Para os recursos em contas correntes bancárias, esse procedimento não poderá ser executado, mas uma carta do banco, em resposta a uma circularização, normalmente é a forma utilizada para essa conferência.

A s contas “caixa e bancos” são as mais testadas nos trabalhos de auditoria, pois

As contas “caixa e bancos” são as mais testadas nos trabalhos de auditoria, pois apresentam alto grau de liquidez, oferecendo mais riscos que as demais. Os testes de auditoria são dirigidos para superavaliação, e o principal objetivo é verificar a existência do ativo.

2.1 Contagem de caixa (encaixe)

É normalmente utilizada para as empresas que costumam manter uma quantia considerável em caixa na data do Balanço Patrimonial. Isso é bastante comum naquelas que vendem à vista grandes quantidades de produtos de pequeno valor.

Para se realizar a contagem, na visão de Ribeiro e Ribeiro (2012), algumas recomendações devem ser seguidas:

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- que a contagem física seja realizada em horário bem próximo ao final do expediente, para evitar que o saldo esteja muito baixo, o que descaracterizaria as verificações;

- o fator surpresa inibe o mascaramento do movimento por parte dos

responsáveis (isso pode ser conseguido por meio de uma segunda contagem, já que o auditado vai acabar esperando pela primeira);

- quando a empresa trabalhar com mais de um caixa, é importante se

destacar membros da equipe de auditoria para que a contagem seja realizada simultaneamente (para evitar que o mesmo numerário seja contado nos dois caixas, por substituição de fundos);

- a contagem do dinheiro deve ser feita, se possível, pelo próprio

tesoureiro, na presença da equipe de auditores (os auditores não devem se apoderar dos valores);

- a contagem física deve abranger não só o dinheiro, mas também

outros documentos integrados ao saldo, como por exemplo, recibos e cheques;

- é importante verificar a existência de cheques depositados e devolvidos por falta de fundos ou por outro motivo (se os cheques não forem depositados enquanto o auditor controla o numerário, não será possível certificar-se da validade dos mesmos);

- após a conclusão da contagem, lavrar um termo de conferência.

2.2 Saldos bancários

Aqui, o auditor não mais está tratando de dinheiro em mãos, mas com documentos que comprovam a existência do dinheiro. A checagem é feita, normalmente, por meio de circularização aos bancos e de conferência dos extratos bancários, após a resposta.

Almeida (2010) relaciona as principais atividades a serem desenvolvidas pelo auditor, na verificação dos saldos bancários:

- solicitar o preenchimento da carta de circularização (lembre-se de

que quem preenche a carta é a administração da empresa, pois não há vínculo direto entre a equipe de auditoria e o banco a ser circularizado);

- incluir na carta um envelope selado endereçado à própria firma de

auditoria (a resposta será enviada diretamente aos auditores, e isso

facilitaria o trabalho do banco);

Auditoria p/Receita Federal Teoria e exercícios comentados Prof Claudenir Brito – Aula 04 - para

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- para as cartas não respondidas, reiterar em quinze dias. Se ainda assim não obtiver êxito, obter confirmação pessoalmente;

Os procedimentos finais de auditoria concentram-se nas conciliações bancárias.

EXERCÍCIOS COMENTADOS

3 (SEFAZ/SP/APOFP/ESAF/2009) A inspeção física, por meio da

auditoria

contagem de

aplicável à verificação em conta do:

numerário, é

procedimento básico de

(A)

Ativo Circulante.

(B)

Ativo Realizável a Longo Prazo.

(C)

Ativo Permanente.

(D)

Passivo Circulante.

(E)

Patrimônio Líquido.

Resolução:

Questão bastante simples, pois acabamos de ver que a conta caixa e bancos é normalmente verificada por meio do procedimento da inspeção física, e pertence ao Ativo Circulante.

Gabarito: alternativa A.

4 (Pref. Natal-RN/Auditor Fiscal/ESAF/2001) No encerramento do

exercício social, o balanço patrimonial apresentava a rubrica contábil "Caixa" com saldo credor. Indique a opção que pode justificar essa situação.

A pagamentos a fornecedores não contabilizados

B empréstimos concedidos não contabilizados

C recebimentos de numerários não contabilizados

D adiantamentos recebidos de clientes

E compras a prazo canceladas

Resolução:

O saldo credor na conta caixa também é conhecido por “estouro de

caixa”, e indica que a natureza da conta está sendo contariada. Em situações normais, a conta caixa não apresenta saldo credor, pois estaríamos admitindo que foram realizados pagamentos superiores aos recursos disponíveis, ou inclusão de numerário sem a devida

contabilização.

No estouro de caixa, a saída dos recursos foi contabilizada, o que elimina,

de imediato, as alternativas A e B.

A alternativa C é coerente com o alegado, e é o gabarito da questão.

A alternativa D está incorreta, pois o adiantamento de clientes não

caracteriza a utilização de numerário não contabilizado ou receita omitida.

Auditoria p/Receita Federal Teoria e exercícios comentados Prof Claudenir Brito – Aula 04 A alternativa

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A alternativa E está incorreta, pois o cancelamento das compra a prazo não implica em pagamentos pela empresa, ou numerário não contabilizado. Gabarito: alternativa C.

5 (Pref. Niterói-RJ/Contador/ESAF/1999) Os testes principais de

auditoria

respectivamente:

A superavaliação e confirmação de saldos

B subavaliação e inspeção física

C superavaliação e inspeção documental

D subavaliação e inspeção documental

E superavaliação e inspeção física

para os saldos da conta CAIXA são,

dirigidos

Resolução:

Como vimos, os testes de auditoria são dirigidos para superavaliação,

e o principal objetivo é verificar a existência do ativo. Essa

verificação da existência é realizada por meio da inspeção física. Gabarito: alternativa E.

6

(SRF/AFRF/ESAF/1998)

Assinale

a

opção

abaixo

que

não

corresponde

a

um

procedimento

geralmente

empregado

na

auditoria das disponibilidades financeiras das entidades.

A confirmação de assinaturas autorizada

B análise do fluxo de caixa projetado

C contagem de fundo fixo de caix

D confirmação de contas bancárias paralisada

E exame documental dos avisos bancários

Resolução:

A auditoria das disponibilidades é a aplicação de procedimentos em

relação à conta caixa e bancos, matéria do tópico 2. Das alternativas

apresentadas, a única que não se relaciona com esse trabalho é a de letra

B, tendo em vista que o objetivo principal do fluxo de caixa projetado é

informar como se comportará o fluxo de entradas e saídas de recursos financeiros em determinado período, podendo ser projetado a curto ou a longo prazo. Ou seja, trata do futuro, e não dos valores existentes no presente. Gabarito: alternativa B.

3. Clientes

As contas de clientes, ou contas a receber, representam direitos adquiridos por vendas a prazo de bens ou serviços relacionados ao

Auditoria p/Receita Federal Teoria e exercícios comentados Prof Claudenir Brito – Aula 04 objetivo social

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objetivo social da empresa. Além desses, algumas transações são classificadas como contas a receber:

- adiantamentos (férias, 13º salário), e empréstimos a empregados, administradores, acionistas e empresas controladas e coligadas;

- impostos a recuperar;

- conta retificadora (provisão para devedores duvidosos PDD);

- notas fiscais a receber;

- duplicatas a receber.

Na venda de bens, a principal exigência é a transferência para o comprador dos riscos e benefícios mais significativos inerentes à propriedade dos bens.

O principal objetivo do auditor na auditoria dos valores a receber é

cobrir a existência, a avaliação e a classificação das contas.

Por serem de natureza intangível, exigem procedimentos diferentes daqueles aplicados na auditoria de caixa e bancos, tendo o auditor que aplicar critérios de julgamento não só quantitativos, mas qualitativos, por meio de evidências indiretas.

De acordo com Crepaldi (2010), os procedimentos de auditoria usados no exame de contas a receber podem ser classificados da seguinte maneira:

- coleta e exame de evidências externas;

- exame de evidências internas da firma;

- procedimentos analíticos referentes a saldos de contas a receber e Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa.

3.1 Evidências Externas - Confirmação

A confirmação externa é um dos mais importantes procedimentos de

auditoria, e é particularmente utilizado na verificação da conta clientes. Como vimos na aula passada, podem ocorrer dois tipos de pedidos de confirmação: positivo e negativo.

LEMBRETE:

O primeiro é utilizado quando há necessidade de resposta da pessoa de quem se quer

obter uma confirmação formal. Pode ser usado de duas formas:

- branco: quando não se colocam os valores nos pedidos de confirmação;

- preto: quando utilizados saldos ou valores a serem confirmados na data-base indicada.

O pedido de confirmação negativo é utilizado quando a resposta for necessária em

caso de discordância da pessoa de quem se quer obter a confirmação, ou seja, na

falta de confirmação, o auditor entende que a pessoa concorda com os valores

Auditoria p/Receita Federal Teoria e exercícios comentados Prof Claudenir Brito – Aula 04 colocados no

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colocados no pedido de confirmação.

Considera-se de melhor qualidade a evidência obtida por meio dos pedidos de confirmação positivos, pois o auditor não tem meios imediatos de determinar se a ausência de resposta ocorreu por anuência

ou negligência do devedor.

Para as cartas de confirmação não respondidas, Almeida (2010) apresenta alguns procedimentos alternativos:

- inspeção de pedido de venda e nota fiscal;

- exame de comprovante de embarque, com atenção para as datas;

- verificação do recebimento subsequente, por meio da inspeção de

recibos, avisos bancários comprovantes de depósitos.

Para as cartas de confirmação não respondidas , Almeida (2010) apresenta alguns procedimentos alternativos :

Para as cartas de confirmação não respondidas, Almeida (2010) apresenta alguns procedimentos alternativos:

- inspeção de pedido de venda e nota fiscal;

- exame de comprovante de embarque, com atenção para as datas;

- verificação do recebimento subsequente, por meio da inspeção de recibos, avisos bancários comprovantes de depósitos.

3.2 Evidências Internas teste de avaliação das contas a receber

Os procedimentos utilizados para essa parte da auditoria são os testes de registros contábeis e o exame da documentação hábil. Devem ser testadas a exatidão dos registros contábeis e os documentos comprobatórios, comparando-os aos registros. Esses procedimentos de auditoria são comumente denominados testes de transações.

Para tanto, o auditor deve solicitar da empresa um mapa demonstrativo de contas a receber por idade de recebimento, a fim de facilitar a identificação de problemas.

3.3 Procedimentos Analíticos

Consiste em analisar, pelos vencimentos, os saldos das contas a receber,

e fornece dados sobre o vencimento das contas a receber. Esse

procedimento relaciona-se diretamente com a avaliação que o auditor faz da adequação da PDD, o que se traduz de grande para a fidedignidade

Auditoria p/Receita Federal Teoria e exercícios comentados Prof Claudenir Brito – Aula 04 das contas

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das contas a receber, embora outros dados também possam ser utilizados com a mesma finalidade:

- antecedentes de porcentagens dos saldos a receber, expressos pela

provisão;

- tendências da incidência de dívidas duvidosas;

- alterações na política de concessão de crédito;

- cálculos de movimentação de contas a receber; e

- condições econômicas vigentes no momento.

EXERCÍCIOS COMENTADOS

7 (SRF/AFRF/ESAF/2002) A Cia. Miudezas vende, em média, 70% de seus produtos a prazo e possui cerca de 5 mil clientes. O perfil de seus clientes é o de pessoas que possuem renda familiar de até 10 salários mínimos. Na análise da constituição de provisão para devedores duvidosos do saldo de clientes da Cia. Miudezas, o auditor deve (A) circularizar um percentual significativo de clientes, questionando quanto à posição em atraso e suas justificativas.

(B) analisar individualmente o máximo possível a carteira de

clientes da empresa e tirar suas conclusões pessoais.

(C) segregar a carteira de clientes em função de períodos de

contas vencidas, medindo tendências e probabilidades de perdas. (D) efetuar testes globais sobre o saldo de clientes, uma vez que as perdas efetivas do setor variam de 5 a 10 % das vendas. (E) estabelecer um valor adicional de provisão para cobrir perdas prováveis, de modo que não afete o fluxo de caixa projetado.

Resolução:

A alternativa A está incorreta, pois o custo x benefício da circularização de

um percentual “significativo” de 5 mil clientes seria muito baixo. A alternativa B está incorreta, pelo mesmo motivo (baixo custo x benefício), já que o auditor teria que analisar cada uma das 5 mil carteiras.

A alternativa C é a melhor opção, e é o gabarito da questão, como vimos

há pouco, facilitada pela solicitação do mapa demonstrativo de contas a receber por idade de recebimento.

A alternativa D está incorreta, pois a banca inseriu uma informação não

constante da questão, o que não é comum (perdas efetivas do setor

variam de 5 a 10 % das vendas), e não podemos chegar a conclusões sem a informação disponível.

A alternativa E está incorreta, pois não cumpriria o pedido da questão,

qual seja, a análise da constituição do PDD.

Gabarito: alternativa C.

Auditoria p/Receita Federal Teoria e exercícios comentados Prof Claudenir Brito – Aula 04 8 (INSS/AFPS/ESAF/2002)

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8 (INSS/AFPS/ESAF/2002) Assinale a opção em que o

procedimento de revisão analítica não está associado a clientes.

A Análise de flutuações de volume ou na quantidade de vendas

por produto.

B Análise do nível de devoluções e abatimentos por clientes

individualmente.

C Margem bruta por produto ou por localidade de seus postos de

vendas.

D Análise de variação de preços de produtos entregues pelos

fornecedores.

E Alterações nos preços unitários e taxas de desconto para

clientes especiais.

Resolução:

Questão bastante simples, mas que deve ser lida com atenção. Das alternativas apresentadas, a única que não diz respeito à conta clientes, em referência ao procedimento de revisão analítica é a letra D, pois está relacionada aos preços de compra de produtos pela empresa auditada (conta fornecedores), e não aos produtos vendidos (conta clientes). As demais alternativas citam as informações “vendas” ou “clientes”. Gabarito: alternativa D.

9 (INSS/AFPS/ESAF/2002) A circularização é um procedimento

de auditoria que aplicado à área de contas a receber confirma:

A os cálculos efetuados pelo auditor.

B a existência física do bem da empresa.

C a existência física do documento gerador do fato.

D a existência de duplicatas descontadas.

E o saldo apresentado pela empresa no cliente.

Resolução:

Vimos na aula que a confirmação externa é um dos mais importantes procedimentos de auditoria, e é particularmente utilizado na verificação da conta clientes. A alternativa D poderia trazer alguma dúvida aos candidatos, mas as duplicatas estariam relacionadas às contas a receber caso estivessem na situação “duplicatas e receber”. Gabarito: alternativa E.

10 (SRF/AFRF/ESAF/2002) Quando a administração de uma

entidade solicita, por carta postal, aos seus clientes que respondam diretamente aos seus auditores independentes, caso não concorde com o saldo em aberto informado, numa determinada data, tem-se uma circularização:

A branca

B preta

C positiva D negativa E atestatória Auditoria p/Receita Federal Teoria e exercícios comentados Prof Claudenir

C positiva

D negativa

E atestatória

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Resolução:

Como vimos, o pedido de confirmação negativo é utilizado quando a resposta for necessária em caso de discordância da pessoa de quem se quer obter a confirmação, ou seja, na falta de confirmação, o auditor entende que a pessoa concorda com os valores colocados no pedido de confirmação. Gabarito: alternativa D.

(SERPRO/Analista de Auditoria/ESAF/2001) O auditor

normalmente deve planejar obter confirmações diretas das contas

a receber. Todavia, quando os devedores não responderem a uma

confirmação da forma denominada "positiva", o auditor deve:

A aplicar procedimentos alternativos.

B solicitar confirmação na forma "negativa".

C solicitar confirmação em data posterior.

D aplicar procedimentos de controle.

E emitir parecer com ressalva.

11

Resolução:

Uma solução para a ausência de resposta a um pedido de confirmação positiva, segundo Almeida (2010) é a aplicação de alguns procedimentos alternativos:

- inspeção de pedido de venda e nota fiscal;

- exame de comprovante de embarque, com atenção para as datas;

- verificação do recebimento subsequente, por meio da inspeção de recibos, avisos bancários comprovantes de depósitos. Gabarito: alternativa A.

4. Estoques

Segundo Almeida (2010), os estoques são bens destinados à venda ou

à fabricação, relacionados com os objetivos e atividades da empresa.

Eles são importantes na apuração do lucro líquido de cada exercício social

e na determinação do valor do capital circulante líquido do Balanço Patrimonial.

A importância dada a este item, na auditoria das DC, deve-se ao fato de

que os resultados da empresa podem ser facilmente manipulados

pela superavaliação ou subavaliação dos estoques.

Auditoria p/Receita Federal Teoria e exercícios comentados Prof Claudenir Brito – Aula 04 As principais

Auditoria p/Receita Federal Teoria e exercícios comentados Prof Claudenir Brito Aula 04

As principais classes de estoques são:

- matérias-primas (bens comprados e destinados à produção);

- produtos em processo (bens que estão em processo de produção);

- produtos acabados (bens produzidos e destinados à venda);

- mercadorias (bens comprados e destinados à venda).

Ainda conforme a obra citada, os principais objetivos da auditoria de estoques (feita por amostragem) são:

- verificar se as quantidades de bens declaradas realmente existem;

- verificar se os bens foram custeados e avaliados de acordo com os princípios de contabilidade;

as

adequadamente divulgadas nas DC.

- verificar

se

informações

referentes

aos

estoques

foram

Crepaldi (2010), por sua vez, apresenta os seguines objetivos:

- determinação de que há bom controle sobre os estoques;

- verificação de que o cliente é realmente o proprietário do estoque;

- determinação de quantidade de estoque em mão do cliente;

- averiguação e certeza de que o cliente atribui preço adequado a seu estoque;

- determinação se há ônus sobre o estoque;

- determinação da possibilidade de venda do estoque existente,

atentando para indícios, tais como mercadoria danificada, itens obsoletos, etc;

- determinação da forma correta de apresentação do estoque nas DC.

Os principais procedimentos de auditoria nos estoques são a inspeção física (verificação da existência física) e os testes de avaliação (sistema de alocação de custos aos estoques).

A verificação da existência física ocorre por meio da observação e da

contagem física, confrontando os resultados com os registros contábeis.

O corte das operações (cut-off), de acordo com Franco e Marra (2011) consiste em determinar o momento em que os registros contábeis auxiliares, bem como os documentos a ele relacionados, refletem o levantamento do inventário. Assim, o que estiver registrado até aquele momento será incluído, o que vier a ser registrado depois será excluído.

É escolhida uma data limite, e estando os registros rigorosamente em dia, verifica-se a última anotação constante, a qual indicará os materiais que, até ali, farão parte do inventário.

Auditoria p/Receita Federal Teoria e exercícios comentados Prof Claudenir Brito – Aula 04 Os testes

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Os testes de avaliação dos estoques dizem respeito à revisão do sistema de alocação de custos aos estoques PEPS, UEPS e à verificação de que o somatório das relações finais de inventário concorda com os saldos das respectivas contas do razão geral da contabilidade.

Os principais procedimentos de auditoria nos estoques são a inspeção física (verificação da existência física)

Os principais procedimentos de auditoria nos estoques são a inspeção física (verificação da existência física) e os testes de avaliação (sistema de alocação de custos aos estoques).

EXERCÍCIOS COMENTADOS

(SRF/AFRF/ESAF/2009) A auditoria externa realizou na

empresa Avalia S.A. o cálculo do índice de rotatividade dos estoques para verificar se apresentava índice correspondente às

operações praticadas pela empresa. Esse procedimento técnico básico corresponde a:

A inspeção.

B revisão analítica.

C investigação.

D observação.

E confronto.

12

Resolução:

Vimos na última aula que o procedimento de revisão analítica objetiva verificar o comportamento de valores significativos, mediante índices, quocientes, quantidades absolutas ou outros meios, com vistas à identificação de situações ou tendências atípicas. Dessa forma, a alternativa que atende ao pedido é a de letra B. Gabarito: alternativa B.

13 (Pref. Natal-RN/AFTM/ESAF/2008) A empresa Grande Porte S.A. tem o seu Ativo formado em 15% pelo Contas a Receber e 35% composto pelos Estoques. Dessa forma, a auditoria contratada, ao realizar seus serviços, deve:

A proceder à conferência de 100% do faturamento e realizar inventário físico na empresa, para confirmar a existência dos estoques.

Auditoria p/Receita Federal Teoria e exercícios comentados Prof Claudenir Brito – Aula 04 B ressalvar

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B ressalvar em parecer o Contas a Receber por não ser possível

auditar por amostragem e recalcular a apropriação dos custos.

C realizar o procedimento de circularização para confirmação dos

saldos de contas a receber e acompanhar o inventário físico

realizado pela entidade.

D confrontar com os fornecedores o saldo de contas a receber e

determinar a realização de inventário físico pela empresa. E validar a existência de todos os clientes, mediante verificação do cadastro de clientes da empresa e realizar com sua equipe

técnica, inventário físico para confirmação dos Estoques.

Resolução:

Sobre o contas a receber (clientes), já vimos que o auditor, em vista da materialidade dos valores envolvidos (15%) e pelas características da conta clientes, deverá utilizar o procedimento da circularização para confirmação dos saldos de contas a receber. Sobre o procedimento na auditoria dos estoques, a verificação da existência física ocorre por meio da observação e da contagem física, confrontando os resultados com os registros contábeis. Assim, podemos concluir que a alternativa que atende ao pedido é a de letra C.

A alternativa A está incorreta, pois a conferência da totalidade do faturamente pode não trazer uma boa relação entre custo e benefício,

ainda mais com valores tão representativos. Nesse caso, seria desejável a utilização de amostragem.

A alternativa B está incorreta, pois é possível a utilização de amostragem

ao contrário do que se afirma.

A alternativa D está incorreta, pois contas a receber se relacionam aos

clientes, e não aos fornecedores da empresa.

A alternativa E está incorreta, pois a validação da existência dos clientes,

sem referência aos valores, não atenderia às necessidades da auditoria. Gabarito: alternativa C.

14 (Pref. Natal-RN/AFTM/ESAF/2008) A empresa Celta S.A. apresentou um nível de ociosidade de 30% de sua capacidade instalada. Seu gestor, com o objetivo de apresentar resultados mais condizentes com a performance de seus negócios, decidiu reter essa ociosidade no processo produtivo, dimensionando esses valores e mantendo-os nos estoques. O auditor, ao realizar os testes nas contas de estoques, deve concluir que o saldo da conta:

A Estoques está superavaliado, visto que não é permitido no sistema de custeio reconhecer a ociosidade. B Custo das Mercadorias Vendidas está superavaliado por ter reconhecido mais custos do que deveria apropriar aos resultados.

C Fornecedores está superavaliado por não ter sido apropriado

aos custos dos produtos.

Auditoria p/Receita Federal Teoria e exercícios comentados Prof Claudenir Brito – Aula 04 D Depreciação

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D Depreciação está superavaliado, visto ter reconhecido mais

depreciação em função da ociosidade.

E Estoques está correto, visto que desde que fundamentado a

ociosidade pode ser retida nos custos.

Resolução:

De acordo com Attie (2010) em períodos de baixa produtividade, o custo de ociosidade será apurado e levado ao resultado em rubrica específica. Isso porque os custos referentes à ociosidade compõem o estoque, já que, por exemplo, um custo de depreciação das máquinas vai ocorrer, mesmo no caso da questão, onde estas operam apenas com 70% de sua capacidade. Assim, podemos concluir que a ociosidade pode ser retida nos custos, tornando a alternativa E correta. A alternativa A está incorreta, por contrariar a informação apresentada acima. As alternativas B, C e D estão incorretas, por não se referirem à manutenção da ociosidade nos estoques, como afirma a questão. Gabarito: alternativa E.

15 (SRF/AFRF/ESAF/2005) Os procedimentos de controles internos têm sido fundamentais na prevenção e inibição de desvios, identificação de erros nos processos contábeis e

deterioração ou perdas dos ativos das empresas. Identifique a seguir o procedimento relativo ao controle dos estoques.

A Limites de alçada escalonados de acordo com os cargos para

aprovação de vendas.

B Segregação de funções do departamento de contas a pagar e do

gestor financeiro.

C Restrições de acesso aos ativos da empresa realizando

movimentações via requisições. D Circularização semestral de fornecedores de ativos para confirmação dos saldos.

E Inventário físico dos bens patrimoniais da empresa pelo menos

uma vez ao ano.

Resolução:

Das alternativas apresentadas, a única que efetivamente possibilitaria o controle dos estoques é a de letra C, com a exigência de que as movimentações de materiais do estoque somente possam ser realizadas por meio de requisições formais. Uma observação importante é quanto à definição de limite de alçada, que nada mais é do que o valor permitidos a cada nível hierárquico para a aprovação de certas operações.

Auditoria p/Receita Federal Teoria e exercícios comentados Prof Claudenir Brito – Aula 04 Outra observação

Auditoria p/Receita Federal Teoria e exercícios comentados Prof Claudenir Brito Aula 04

Outra observação diz respeito à alternativa E, que não teria um efeito tão preventivo, sendo mais utilizado para a detecção de distorções do que para inibir futuras ações fraudulentas. Gabarito: alternativa C.

16 (SRF/AFRF/ESAF/2002) Durante o acompanhamento de um inventário físico de estoques, o auditor deve efetuar o cut-off para:

(A) determinar o momento em que os registros contábeis auxiliares, bem como os documentos com eles relacionados, refletem o levantamento do inventário. (B) comprovar que efetivamente todos os itens a serem inventariados estão adequadamente acondicionados no almoxarifado da empresa.

(C) determinar o momento em que as três últimas compras e as

três últimas vendas de mercadorias ocorreram durante o

inventário.

(D) comprovar que os procedimentos adotados pela administração

para a contagem de estoques são adequados às práticas usuais.

(E) comprovar que os documentos de compras de mercadorias

estão suportados por documentação suporte às necessidades da

empresa.

Resolução:

O corte das operações (cut-off), de acordo com Franco e Marra (2011) consiste em determinar o momento em que os registros contábeis auxiliares, bem como os documentos a ele relacionados, refletem o levantamento do inventário. Assim, o que estiver registrado até aquele momento será incluído, o que vier a ser registrado depois será excluído. Assim, a alternativa correta é a de letra A. Atenção para a alternativa C, que prevê a determinação do momento em que as três últimas compras e as três últimas vendas de mercadorias ocorreram durante o inventário, quando o previsto é que sejam determinados o momento da última compra e da última venda. Gabarito: alternativa A.

O corte das operações ( cut-off ) consiste em determinar o momento em que os

O corte das operações (cut-off) consiste em determinar o momento em que os registros contábeis auxiliares, bem como os documentos a ele relacionados, refletem o levantamento do inventário.

17 (INSS/AFPS/ESAF/2002) Auditoria p/Receita Federal Teoria e exercícios comentados Prof Claudenir Brito – Aula 04

17

(INSS/AFPS/ESAF/2002)

Auditoria p/Receita Federal Teoria e exercícios comentados Prof Claudenir Brito Aula 04

Assinale

a

opção

que

não

corresponde ao fator de risco inerente em estoques.

A Flutuações significativas nos preços de materiais.

B Alterações significativas nos níveis de produção.

C Variação no custo-padrão é relevante.

D Processo de produção envolve várias etapas complexas.

E Análise de composição de estoques.

Resolução:

Risco inerente é aquele que existirá na atividade, independentemente da existência de controles interno eficientes ou de um trabalho de auditoria realizado com correção. É o risco próprio da atividade, nesse caso da questão, de estoques. As alternativas A, B, C e D correspondem a riscos aos quais os estoques estão sujeitos, independentemente de existirem controles adequados. A alternativa E, por sua vez, não chega a ser considerada como risco do estoque, já que se traduz em simples análise do material que o compõe, o que a torna o gabarito da questão. Gabarito: alternativa E.

18 (SFC/AFC/ESAF/2001) No acompanhamento dos inventários

físicos de estoques de materiais, o auditor observou a existência

de diversos itens obsoletos. Qual procedimento deve adotar?

A Propor a imediata baixa dos estoques para despesas não-

operacionais.

B Propor reclassificação dos itens para outros valores a receber.

C Propor a imediata baixa dos estoques para o custo dos produtos

vendidos.

D Propor a constituição de provisão para perdas em estoques.

E Propor a constituição de provisão de créditos de liquidação

duvidosa.

Resolução:

Vimos que um dos objetivos da auditoria em estoques é a determinação da possibilidade de venda do estoque existente, atentando para indícios, tais como mercadoria danificada, itens obsoletos, etc. No caso de identificação de itens obsoletos, a atitude correta seria a constituição de provisão para perdas em estoques, pois a possibilidade de venda de materiais obsoletos ou danificados é pequena, e a tendência é que os valores dos mesmos sejam perdidos pela empresa. Gabarito: alternativa D.

19 (SRF/AFRF/ESAF/2001) A confirmação, por escrito, de um

fornecedor que mantém estoques da empresa auditada em seu

poder na data-base do balanço:

Auditoria p/Receita Federal Teoria e exercícios comentados Prof Claudenir Brito – Aula 04 A É

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A É um procedimento usual de auditoria independente das

demonstrações contábeis

B Não pode ser aceito pelo auditor como prova de propriedade e

existência do ativo

C É um procedimento que não deve ser aplicado na auditoria contábil de estoques

D Deve obrigatoriamente ser validado com a realização de

inspeção física no local

E Deve gerar uma ressalva no parecer dos auditores e constar das

notas explicativas.

Resolução:

A confirmação é amplamente utilizada na auditoria independente das

demonstrações contábeis, tanto em relação aos fornecedores quanto aos

estoques da empresa auditada. Das alternativas apresentadas, a única que nos remete à realidade é a de letra A, pois esse tipo de procedimento

é realmente usual nas AIDC.

Além disso, na questão, aceitar que é uma prática irregular levaria o candidato a quatro possíveis respostas: B, C, D e E. Gabarito: alternativa A.

20 (Pref. Natal-RN/AFTM/ESAF/2008) No processo de acompanhamento do inventário físico de estoques de matéria-

prima, o auditor constatou a existência de quantidades relevantes de itens que não constavam dos registros físico-financeiros e contábeis. Neste caso, o auditor pode ter descoberto

A ativos e passivos fictícios

B ativos e passivos ocultos

C ativos ocultos e passivos fictícios

D ativos fictícios e passivos ocultos

E ativos obsoletos e passivos a descoberto

Resolução:

A alternativa A e D estão incorretas, pois na realidade há mais ativos do

que registros, o que inviabiliza a existência de ativos fictícios.

A alternativa B está correta, pois faltam registros de ativos (ativos

ocultos), e, consequentemente, em virtude do Método das Partidas Dobradas, é possível que existam obrigações com fornecedores (dívidas)

não registradas (passivos ocultos).

A alternativa C está incorreta, pois não há possibilidade de passivo

fictício, como vimos.

A alternativa E está incorreta, pois não há referência a obsolescência de

ativos no enunciado, nem indícios de passivo a descoberto. Gabarito: alternativa B.

5. Investimentos Auditoria p/Receita Federal Teoria e exercícios comentados Prof Claudenir Brito – Aula 04

5. Investimentos

Auditoria p/Receita Federal Teoria e exercícios comentados Prof Claudenir Brito Aula 04

Como parte da política de algumas empresas, estas aplicam recursos em títulos e outros direitos. Essas aplicações normalmente se dividem em três grupos (Almeida, 2010):

- instrumentos financeiros de dívidas: aplicações em títulos públicos e

privados;

- instrumentos financeiros de capital: participação no capital social de

outras empresas;

- investimentos avaliados pelo método de equivalência patrimonial:

investimentos em sociedades coligadas e em sociedades controladas.

Para concursos ou seja, o que nos interessa no momento o mais importante é o investimento no capital de outras empresas, tendo em vista que o que acontece com a investida acaba por refletir na situação da investidora, de acordo com a materialidade do investimento.

Na auditoria de investimentos, o auditor deve tomar cuidados especiais, além daqueles comuns a outras contas do BP, em virtude das características das operações que envolvem as operações de investimentos, especificamente às relativas à legislação de aquisição e métodos de avaliação.

As informações mais importantes dizem respeito:

- natureza do título;

- data e valor da aplicação;

- data e taxa dos juros e outros rendimentos que eles possam gerar;

- data do resgate;

- valor dos dividendos provisionados;

- valor de mercado, etc.

De acordo com Crepaldi (2010), os procedimentos usados pelo auditor para atingir o objetivo referente à existência e à propriedade dos investimentos, normalmente, compreendem exame ou confirmação. Quando há títulos envolvidos, considera-se boa prática examiná-los e confrontá-los com a contagem realizada pelo cliente.

Se esse procedimento for impraticável, uma alternativa pode ser a confirmação com o encarregado externo das custódia dos bens, ponderando sobre a reputação e os antecedentes financeiros de quem faz a confirmação.

Os principais procedimentos utilizados são, de acordo com a obra de Franco e Marra (2011):

Auditoria p/Receita Federal Teoria e exercícios comentados Prof Claudenir Brito – Aula 04 1 -

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1 - Verificação física (exame documental) dos títulos de investimento:

verificação física, caso os títulos, contratos ou certificados estejam de posse da empresa; ou circularização, em caso negativo.

2 - Verificação da contabilização do investimento: quando de sua aquisição, e das variações ocorridas, para assegurar-se da adequação dos valores mencionados no BP.

3 - Avaliações dos investimentos em coligadas e controladas (investimento relevante): deve ser feito por meio do Método de Equivalência Patrimonial MEP , por determinação legal.

EXERCÍCIOS COMENTADOS

21 (Estado do RN/Auditor do Tesouro/ESAF/2005) O auditor

externo, ao auditar entidade que controle outras empresas e que registre seus investimentos pelo método de equivalência patrimonial, tem responsabilidade sobre

A as demonstrações contábeis das controladas que serviram de

base para cálculo da equivalência patrimonial.

B o cálculo das equivalências patrimoniais registradas nos investimentos das entidades controladas. C a apresentação da reserva de reavaliação efetuada nas controladas no Patrimônio Líquido da Controladora.

D os pareceres emitidos para as entidades controladas e emitidos

por outros auditores independentes.

E a apresentação da reavaliação efetuada nas controladas e

registrada no Patrimônio Líquido da Controlada.

Resolução:

A meu ver, essa questão deveria ter sido anulada, pois o auditor não tem responsabilidade sobre a apresentação da reserva de reavaliação efetuada nas controladas no Patrimônio Líquido da Controladora, ou de qualquer saldo das DC, mas apenas em relação a sua opinião. De qualquer modo, como o candidato deve escolher a opção que atenda ao pedido da melhor forma possível, o gabarito da questão (C) é a única alternativa que se refere à controladora, já que as demais estão de acordo com as controladas, que não são de responsabilidade do auditor. Gabarito: alternativa C.

22 (SRF/AFRF/ESAF/2001) A empresa auditada possui

investimento permanente relevante em subsidiária integral. O principal procedimento de auditoria aplicável é:

A acompanhamento de inventário físico das cautelas de ações

B conferência do cálculo da correção monetária integral

C confirmação dos investimentos através de circularizações

Auditoria p/Receita Federal Teoria e exercícios comentados Prof Claudenir Brito – Aula 04 D conferência

Auditoria p/Receita Federal Teoria e exercícios comentados Prof Claudenir Brito Aula 04

D conferência do cálculo de equivalência patrimonial

E exame dos subsídios recebidos para investimentos

Resolução:

Como vimos, um dos principais procedimentos utilizados são, de acordo com a obra de Franco e Marra (2011), as avaliações dos investimentos em coligadas e controladas (investimento relevante), que deve ser feito por meio do Método de Equivalência Patrimonial, por determinação legal. Gabarito: alternativa D.

23 (SRF/AFRF/ESAF/1998) Os procedimentos de auditoria de conferência de cálculo da equivalência patrimonial aplicam-se às contas contábeis que registram

A capital social subscrito e integralizado

B investimentos permanentes relevantes em controladas

C capital social subscrito e a subscrever

D importação de bens do imobilizado em andamento

E investimentos temporários em ações de empresas

Resolução:

Utilizando a mesma justificativa da questão anterior, podemos concluir que os procedimentos de auditoria de conferência de cálculo da equivalência patrimonial aplicam-se às contas contábeis que registram investimentos permanentes relevantes em controladas. Gabarito: alternativa B.

6. Imobilizado

O Art. 179, IV, da Lei nº 6.404/76, considera Ativo Imobilizado como sendo os direitos que tenham por objeto os bens corpóreos destinados

à manutenção das atividades da Companhia ou da empresa, ou exercidos

com essa finalidade, inclusive os decorrentes de operações que transfiram

à Cia. os benefícios, riscos e controle desses bens.

Ou

materiais, tangíveis.

seja,

o

Imobilizado

é

composto

exclusivamente

por

bens

Na auditoria do imobilizado, alguns procedimentos são comuns à auditoria de outras áreas do BP, como a conferência de cálculos, a checagem de saldos do BP com saldos constantes dos livros contábeis e da documentação comprobatória.

Uma característica importante, tendo em vista a sujeição ao desgaste pelo uso, ação da natureza e obsolescência, é avaliação dos planos e cálculos de depreciação.

Auditoria p/Receita Federal Teoria e exercícios comentados Prof Claudenir Brito – Aula 04 De acordo

Auditoria p/Receita Federal Teoria e exercícios comentados Prof Claudenir Brito Aula 04

De acordo com Crepaldi (2010), a auditoria do imobilizado tem os seguintes objetivos:

- determinar sua existência física e a permanência em uso;

- determinar se pertence à empresa;

- determinar se foram utilizados os princípios de contabilidade, em bases uniformes;

- determinar se o imobilizado não contém despesas capitalizadas e, por outro lado, as despesas não contém itens capitalizáveis;

- determinar se os bens do imobilizado foram adequadamente

depreciados monetariamente, em bases aceitáveis;

- determinar a existência de imobilizado penhorado, dado em garantia ou com restrição de uso;

- determinar se está corretamente classificado nas DC e se as

divulgações cabíveis foram expostas por notas explicativas;

- estudar e avaliar o controle interno existente para esses bens.

Com

comuns:

base

nesses

objetivos,

podemos

concluir

pelas

ações

- avaliação dos bens, inclusive correção;

- existência, propriedade e posse;

- eventual ônus sobre os bens;

mais

- critérios e extensão das depreciações e amortizações.

Na auditoria do imobilizado, alguns procedimentos são comuns à auditoria de outras áreas do BP,

Na auditoria do imobilizado, alguns procedimentos são comuns à auditoria de outras áreas do BP, como a conferência de cálculos, a checagem de saldos do BP com saldos constantes dos livros contábeis e da documentação comprobatória.

EXERCÍCIOS COMENTADOS

24 (SUSEP/Analista/ESAF/2010) O auditor externo, ao realizar testes no cálculo do valor recuperável de um ativo imobilizado, feito pelo método do fluxo de caixa descontado, identificou que a taxa utilizada para descontar o fluxo de caixa estava maior que a recomendada para aquela atividade. Dessa forma, pode-se afirmar que a conta:

Auditoria p/Receita Federal Teoria e exercícios comentados Prof Claudenir Brito – Aula 04 A de

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A de ajuste especial no Patrimônio Líquido, está subavaliada.

B de despesa de depreciação, do imobilizado, está superavaliada.

C do ajuste especial no Resultado do Exercício, está subavaliada.

D de depreciação acumulada do imobilizado, está superavaliada.

E do ativo imobilizado está subavaliada.

Resolução:

No caso prático apresentado na questão, o auditor verificou que o ativo

imobilizado estava tendo seu valor descontado ao longo do tempo, utilizando-se uma taxa maior do que o normal, ou seja, estava perdendo mais valor do que deveria. Lendo a questão com atenção, podemos concluir que a redução do valor do ativo imobilizado de forma mais rápida do que o ideal o tornará subavaliado (pois seu valor registrado tende a se tornar mais baixo do que o valor real). Gabarito: alternativa E.

25 (SEFAZ-CE/AFRE/ESAF/2007) Ao analisar a contabilização em

uma imobiliária, de um terreno destinado à construção da sede da empresa, percebeu-se que o mesmo tinha sido contabilizado nos Estoques. Pode-se afirmar que

A ao executar o teste primário de superavaliação na conta de

Terrenos no Imobilizado, esta conta estará sub-avaliada e a conta Estoques de Terrenos estará superavaliada.

B ao praticar o teste primário de superavaliação na conta de

Estoques, a mesma estará com seu saldo sub-avaliado e o Contas

a

Pagar superavaliado.

C

independentemente da atividade da empresa, terrenos devem

ser sempre contabilizados no Imobilizado, por se tratar de bem

imóvel.

D ao proceder o teste primário de superavaliação do Contas a

Receber, este apresentará saldo sub-avaliado.

E o referido procedimento está adequado, em virtude de a

atividade da empresa ser de comercialização de imóveis.

Resolução:

O terreno deveria ter sido contabilizado na conta terrenosda empresa

imobiliária, do ativo imobilizado. Como o terreno foi contabilizado em estoques ao invés de em terrenos, a conta terrenosficou subavaliada

e conta estoquesficou superavaliada, o que torna a alternativa A correta. Gabarito: alternativa A.

26 (SRF/AFRF/ESAF/2002) Um auditor, sabendo que a taxa de

depreciação de um determinado grupo de imobilizado é de 10% ao ano e que não ocorreram adições ou baixas no período sob

Auditoria p/Receita Federal Teoria e exercícios comentados Prof Claudenir Brito – Aula 04 exame, efetua

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exame, efetua um cálculo global de despesa de depreciação no valor de $ 1.000. Se os saldos iniciais de custo do bem e da

depreciação acumulada eram de $ 10.000 e $ 5.000, respectivamente, e o auditor constata que o livro contábil, no final do exercício, apresenta um saldo de $ 10.000 para o custo do imobilizado e $ 5.500 como depreciação acumulada, neste caso o auditor falhou em:

A confiar demasiadamente no sistema da empresa.

B confiar que a taxa de depreciação era de 10% ao ano.

C não verificar os itens totalmente depreciados.

D não verificar os itens reavaliados do imobilizado.

E não considerar a adição de um novo imobilizado.

Resolução:

A alternativa A está incorreta, pois a questão trata de um risco de detecção do auditor que acabou se confirmando, não se relacionando ao risco de controle.

A alternativa B está incorreta, pois a taxa de depreciação é determinada

pela vida útil do bem, e não pela vontade do auditor.

A alternativa C está correta, já que, aparentemente, ainda existem bens

que já foram depreciados, mas ainda constam do ativo. Caso o auditor

tivesse verificado esses bens, a distorção seria identificada.

A alternativa D está incorreta, pois a reavaliação de itens do imobilizado

não causariam essa distorção, da mesma forma que a adição de novo imobilizado (letra E). Gabarito: alternativa C.

7. Fornecedores

Da mesma forma que nas Contas a Receber, o grupo Contas a Pagar engloba um conjunto de obrigações, como as obrigações com fornecedores, as obrigações trabalhistas, empréstimos, financiamentos, etc., de curto ou de longo prazo, ou seja, podem ser classificadas tanto no Passivo Circulante (PC) como no Passivo Não Circulante (PNC).

Em geral, o maior volume de testes recai sobre as obrigações com fornecedores. A conta fornecedores (componente do “contas a pagar”) representa uma obrigação da empresa auditada, uma dívida com fornecedores, devida às aquisições de bens ou serviços, e deve ser

reconhecida quando a empresa recebe a prestação do serviço ou quando

o ativo passa para sua propriedade.

Os procedimentos de auditoria são semelhantes aos utilizados nas contas a receber, e podem ser identificados da seguinte forma:

- Inspeção física; - Circularização; - Recálculo; - Investigação. Auditoria p/Receita Federal Teoria e exercícios

- Inspeção física;

- Circularização;

- Recálculo;

- Investigação.

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Em relação à circularização, da mesma forma que na auditoria do ”contas a receber”, no caso de “fornecedores”, é o procedimento mais importante, com a seguinte observação encontrada na obra de Ribeiro e Ribeiro (2012): “Em relação à circularização, nesse caso, nas cartas enviadas aos fornecedores, não constam valores, pois é o fornecedor quem informa o valor da dívida da auditada”.

Nesse caso, a experiência demonstra ser a circularização mais eficiente, pois o credor tem maior interesse em demonstrar seu crédito ou apontar irregularidades, sendo de grande importância na detecção de omissão de passivos.

Segue um quadro adaptado de enumeração constante da obra de Attie (2010), no qual o autor ilustra alguns dos principais procedimentos que poderão ser utilizados nos trabalhos de auditoria do Passivo:

Procedimento

 

Aplicação

Exame físico (inspeção)

- Contagem das contas a pagar

- Contagem dos títulos a pagar

 

- Dos fornecedores

Circularização (confirmação)

- Dos empréstimos a pagar

- Das contas a pagar

 

- Exame documental das faturas /

notas fiscais

Inspeção de documentos

Exame documental dos contratos de empréstimos

-

-

exame das atas e assembleias

-Exame documental das guias de

recolhimento de impostos

 

- Dos impostos a pagar

- Dos juros a pagar

Cálculo (recálculo)

- Da composição dos fornecedores

- Das provisões de férias, 13º salário

- Dos royalties a pagar

 

- Classificação adequada das contas

Observação

- Observação aos princípios de contabilidade

- Observação de ativos dados em garantia

Fonte: Attie (Atlas, 2010, p. 455 e 456)

EXERCÍCIOS COMENTADOS Auditoria p/Receita Federal Teoria e exercícios comentados Prof Claudenir Brito – Aula 04

EXERCÍCIOS COMENTADOS

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27 (Pref. Natal-RN/AFTM/ESAF/2008) Caracteriza-se como fraude

o seguinte evento identificado pelo auditor:

A o sistema de folha de pagamentos não está calculando os

duodécimos da provisão de férias para dois funcionários. B a área de produção desativou máquina da linha de produção e não informou a área contábil para suspender a depreciação.

C a empresa não reconheceu os créditos de impostos decorrentes

de prejuízos fiscais a compensar.

D saldo em aberto na Conta Fornecedores que, consultado na

carta de circularização, respondeu não possuir nenhum crédito contra a empresa.

E existem depósitos não identificados efetuados na conta-corrente

que estão em aberto na conciliação.

Resolução:

Recordando a diferença entre fraude e erro, enquanto a primeira é um ato

intencional, o erro é consequência de um ato não intencional.

A alternativa D apresenta um fato bastante característico de fraude, pois

existe uma dívida registrada que, segundo o credor, não existe. Esse aumento fictício do passivo poderia justificar uma diminuição criminosa do ativo. As demais alternativas podem ter ocorrido por equívoco ou falha na interpretação de normativos. Gabarito: alternativa D.

28 (SUSEP/Analista/ESAF/2002) O auditor independente, durante

circulariza uma amostra selecionada de

seus

fornecedores. Este procedimento de auditoria deve ser autorizado

pelo

A auditor independente.

B administrador da empresa auditada.

C contador da empresa auditada.

D auditor interno da companhia.

E sócio diretor da empresa de auditoria.

trabalhos,

Resolução:

Questão bastante interessante, relacionada a quem tem a competência de

autorizar as circularizações com fornecedores. Na circularização, o auditor solicita o preenchimento da carta de

circularização pela administração da empresa, pois não há vínculo direto entre a equipe de auditoria e a empresa a ser circularizada.

A resposta, por outro lado, será dirigida diretamente ao auditor/empresa

de auditoria. Gabarito: alternativa B.

Auditoria p/Receita Federal Teoria e exercícios comentados Prof Claudenir Brito – Aula 04 29 (SFC/AFC/ESAF/2001)

Auditoria p/Receita Federal Teoria e exercícios comentados Prof Claudenir Brito Aula 04

29 (SFC/AFC/ESAF/2001) Os procedimentos de auditoria mais

eficazes para detectar a omissão de passivos nas demonstrações contábeis são:

A exame das conciliações bancárias e análise das pendências

relevantes

B confirmação de contas a pagar e inventário físico de

mercadorias

C exames de pagamentos subseqüentes e inventário físico de

mercadorias

D análise da composição dos saldos de fornecedores e outras

contas a pagar

E confirmação de contas a pagar e exames de pagamentos

subsequentes

Resolução:

As conciliações bancárias (A) e o inventário físico de mercadorias (B e C) não possibilitam a detecção de omissão de passivos, pois são testes realizados em ativos.

A análise da composição de saldos (D), por si só, não demonstração se

determinado passivo foi omitido. A alternativa E é a única que atende ao pedido da questão, pois a confirmação de contas a pagar e exames de pagamentos subsequentes podem demonstrar se um passivo foi omitido nas DC, já que seria possível observar pagamentos subsequentes em relação a contas a pagar que não existiam quando da verificação. Gabarito: alternativa E.

8. Advogados

De acordo com a orientação IBRACON (Instituto dos Auditores Independentes do Brasil), referente à NBC T 11.15 Contingências , a circularização dos advogados é uma forma de o auditor obter confirmação independente das informações fornecidas pela administração, referentes a situações relacionadas a litígios, pedidos de indenização ou questões tributárias.

As respostas servem de evidência para que o auditor avalie se a administração adotou os procedimentos adequados para a contabilização e/ou divulgação dos passivos não registrados e/ou das contingências (ativas ou passivas).

A extensão da selação dos advogados a serem circularizados depende do

julgamento profissional do auditor, que deve levar em consideração:

- a estrutura de controles internos da empresa;

Auditoria p/Receita Federal Teoria e exercícios comentados Prof Claudenir Brito – Aula 04 - a

Auditoria p/Receita Federal Teoria e exercícios comentados Prof Claudenir Brito Aula 04

- a natureza e a relevância dos assuntos envolvidos.

Ao final o auditor deve avaliar todas as circunstâncias e as evidências obtidas durante a aplicação de seus procedimentos de auditoria para passivos não registrados e contingências para formar o seu julgamento quanto à adequação às práticas contábeis adotadas na elaboração e na apresentação das DC.

EXERCÍCIOS COMENTADOS

30 (SUSEP/Analista/ESAF/2010) As estimativas contábeis

reconhecidas nas demonstrações contábeis da empresa são de

responsabilidade:

A dos auditores externos.

B dos advogados.

C da auditoria interna.

D do conselho de administração.

E da administração da empresa.

Resolução:

Como vimos, a circularização dos advogados é uma forma de o auditor obter confirmação independente das informações fornecidas pela administração, referentes a situações relacionadas a litígios, pedidos de indenização ou questões tributárias. Assim, podemos concluir que a responsabilidade pelas estimativas contábeis é da administração, embora seja possível confirmá-las por meio da circularização dos advogados. Gabarito: alternativa E.

31 (Estado do RN/Auditor do Tesouro/ESAF/2005) Para

reconhecimento dos passivos tributários, em discussão jurídica, devem os escritórios de advocacia ou advogados da entidade

auditada classificar o sucesso das causas em remoto, possível ou provável. Assim podemos afirmar que o auditor deve

A calcular a provisão reconhecendo os passivos prováveis e

analisando as probabilidades nos processos possíveis.

B não-contabilizar provisão para as autuações que estejam sendo

discutidas administrativamente, mesmo com posição desfavorável

à

entidade.

C

não-reconhecer referidos passivos porque se assim o fizer

estará reconhecendo a obrigação.

D compor a provisão sem considerar os processos com provável

perda judicial.

E solicitar o registro contábil de provisão para processos com

classificação remota de perda.

Resolução: Auditoria p/Receita Federal Teoria e exercícios comentados Prof Claudenir Brito – Aula 04 A

Resolução:

Auditoria p/Receita Federal Teoria e exercícios comentados Prof Claudenir Brito Aula 04

A Deliberação CVM nº 489, de 03 de outubro de 2005, que aprovou o

Pronunciamento do IBRACON NPC nº 22 sobre Provisões, Passivos, Contingências Passivas e Contingências Ativas, definiu que, para fins de classificação dos ativos e passivos em contingentes ou não, usa-se os termos praticamente certo, provável, possível e remota com os seguintes conceitos:

- Praticamente certo - este termo é mais fortemente utilizado no

julgamento de contingências ativas. Ele é aplicado para refletir uma

situação na qual um evento futuro é certo, apesar de não ocorrido. Essa certeza advém de situações cujo controle está com a administração de uma entidade, e depende apenas dela, ou de situações em que há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não cabem mais recursos.

- Provável - a chance de um ou mais eventos futuros ocorrer é maior do que a de não ocorrer.

- Possível - a chance de um ou mais eventos futuros ocorrer é menor

que provável, mas maior que remota.

- Remota - a chance de um ou mais eventos futuros ocorrer é pequena.

Podemos verificar que na possível, a chance de um ou mais eventos futuros ocorrer é menor que na provável. Assim, a alternativa que atende à lógica apresentada acima é a de letra A, pois o auditor deve calcular a provisão reconhecendo os passivos prováveis e analisando as probabilidades nos processos possíveis. Gabarito: alternativa A.

Para a classificação dos ativos e passivos em contingentes ou não, usam- se os termos

Para a classificação dos ativos e passivos em contingentes ou não, usam- se os termos praticamente certo, provável, possível e remota:

- Praticamente certo - evento futuro é certo, apesar de não ocorrido.

- Provável - a chance de um evento futuro ocorrer é maior do que a de não ocorrer. - Possível - a chance de um evento futuro ocorrer é menor que provável, mas maior que remota.

- Remota - a chance de um ou mais eventos futuros ocorrer é pequena.

32 (INSS/AFPS/ESAF/2002) Em decorrência das respostas de circularização, de advogados internos e externos da empresa auditada, o auditor independente recebeu diversas respostas com opinião sobre a possibilidade remota de insucesso de ações de

Auditoria p/Receita Federal Teoria e exercícios comentados Prof Claudenir Brito – Aula 04 diversas naturezas,

Auditoria p/Receita Federal Teoria e exercícios comentados Prof Claudenir Brito Aula 04

diversas naturezas, contra a empresa, já em fase de execução. Neste caso, o auditor deve:

A concordar integralmente com os advogados.

B discordar parcialmente dos advogados.

C concordar parcialmente com os advogados.

D discordar integralmente dos advogados.

E não concordar nem discordar dos advogados.

Resolução:

As ações citadas já se encontram em fase de execução da decisão, ou

seja, já houve manifestação do Poder Judiciário contra a empresa. Se os advogados, ainda assim, informam que as possibilidades de insucesso são remotas, o auditor deve desconsiderar essa opinião, por ser contrária aos

fatos. Gabarito: alternativa D.

33 (SRF/AFRF/ESAF/2002) No momento da circularização de advogados da empresa auditada, o objetivo do auditor é

A identificar todos os compromissos.

B questionar os ativos e passivos contingentes.

C identificar todos os passivos contingentes.

D questionar as chances de sucesso das ações.

E identificar os valores a serem divulgados.

Resolução:

A circularização dos advogados é uma forma de o auditor obter

confirmação independente das informações fornecidas pela administração, referentes a situações relacionadas a litígios, pedidos de indenização ou questões tributárias, e servem de evidência para que o auditor avalie se a administração adotou os procedimentos adequados para a contabilização das contingências (ativas ou passivas). Gabarito: alternativa C.

34 (SRF/AFRF/ESAF/2002) Como resposta a uma circularização de advogados, o auditor recebeu a seguinte resposta de um dos

advogados da empresa auditada: o valor da ação, contra nosso cliente é 100.000 reais, e a expectativa de perda é remota. Baseado no julgamento do advogado, a posição do auditor é que a

empresa

A contabilize o valor total da ação e adicione uma nota explicativa.

B contabilize o valor parcial da ação e adicione uma nota explicativa.

C contabilize o valor parcial da ação sem uma nota explicativa.

D não contabilize o valor da ação e não inclua nota explicativa.

E não contabilize o valor da ação e adicione uma nota explicativa.

Resolução: Auditoria p/Receita Federal Teoria e exercícios comentados Prof Claudenir Brito – Aula 04 Vimos

Resolução:

Auditoria p/Receita Federal Teoria e exercícios comentados Prof Claudenir Brito Aula 04

Vimos que o conceito de remotaé que a chance de um ou mais eventos futuros ocorrer é pequena. Assim, não há necessidade de contabilização do valor da ação ou da inclusão do fato em nota explicativa. Gabarito: alternativa D.

9. Seguros

De acordo com Franco e Marra (2011), para verificação deste item, além do exame atento das apólices vigentes, é recomendável a circularização, com o objetivo principal de constatar qual a cobertura existente para os ativos da empresa, se é suficiente e adequada, e se existem outros tipos de seguros para contingências.

EXERCÍCIOS COMENTADOS

35 (INSS/AFPS/ESAF/2002) Para determinação da suficiência de

cobertura de seguros para ativo imobilizado deve-se proceder ao confronto da cobertura da apólice com o valor:

A da existência física do ativo imobilizado.

B das despesas antecipadas.

C total das despesas de seguros.

D do saldo contábil do ativo imobilizado.

E do Patrimônio Líquido.

Resolução:

Como suficiência nos remete ao valor da cobertura, deve-se confrontar o valor da apólice com o saldo contábil do ativo, e não com sua existência física. Gabarito: alternativa D.

36 (SRF/AFRF/ESAF/2002) O auditor independente, ao efetuar o

teste de auditoria nos contratos de seguros, constatou que todas as apólices estavam em vigor conforme relatório entregue pelo contador da Cia. Siderúrgica Ferro e Aço S.A. Dois dias após o encerramento dos trabalhos de auditoria, uma explosão ocorre em uma das principais caldeiras da empresa e o auditor é convocado pelo conselho de administração do cliente para esclarecimentos,

já que a cobertura de seguros não era suficiente para o sinistro ocorrido. Apesar de ter efetuado o teste quanto à vigência das apólices, o auditor não atentou em:

A verificar o grau de risco de eventual sinistro dos imobilizados.

B avaliar o montante segurado com o valor dos imobilizados.

C verificar as medidas preventivas tomadas pela empresa.

D avaliar a real situação financeira da companhia seguradora.

Auditoria p/Receita Federal Teoria e exercícios comentados Prof Claudenir Brito – Aula 04 E verificar

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E verificar detalhadamente as informações fornecidas para a seguradora.

Resolução:

Mesma linha da questão anterior, embora esta traga um exemplo prático do assunto. Para avaliar a suficiência do valor da cobertura, o auditor deveria ter confrontado o valor da apólice com o saldo contábil do ativo, e não com sua existência física, como deve ter feito no caso concreto. Gabarito: alternativa B.

10. Folha de pagamentos (salários a pagar)

De acordo com Franco e Marra (2011), os procedimentos são orientados sobre a razoabilidade do saldo final a pagar. Para tanto, se deve pesquisar o movimento durante o exercício, a fim de verificar possíveis lançamentos extraordinários. O confronto das folhas de pagamento, se demonstrar regularidade, é um bom elemento de convicção.

Almeida (2010) sugere as seguintes ações:

- análise de composição do saldo da conta;

- conferência do valor da análise com a respectiva conta do razão da

contabilidade;

- verificação de que não existam itens antigos ou anormais na análise;

- confrontação dos valores com a folha de pagamentos.

EXERCÍCIOS COMENTADOS

37 (Pref. Natal-RN/AFTM/ESAF/2008) Assinale a opção que não

representa um controle eficaz para prevenir o inflacionamento da folha de pagamento.

A Reajuste de salários previamente aprovados pela diretoria.

B Anotações formais de realização de jornada de trabalho.

C Resumo da folha de pagamento contabilizado mensalmente.

D Conferência dos cálculos realizada por funcionário independente. E Comparação com valores anteriores e análise de variações independentes.

Resolução:

A única alternativa que não faria diferença como controle para prevenção

do inflacionamento da folha de pagamento é a de letra C, que é o gabarito da questão.

O reajuste de salários previamente aprovados pela diretoria, as anotações

formais de realização de jornada de trabalho, a conferência dos cálculos

realizada por funcionário independente e a comparação com valores

Auditoria p/Receita Federal Teoria e exercícios comentados Prof Claudenir Brito – Aula 04 anteriores e

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anteriores e análise de variações independentes seriam atividades bastante eficientes nesse sentido. Gabarito: alternativa C.

Pessoal, terminamos nossa aula 4. Os exercícios foram comentados, em sua maioria, de forma bastante sucinta, para que pudesse incluir um número maior deles. Qualquer dúvida, enviem um email.

Abraço.

Claudenir

Auditoria p/Receita Federal Teoria e exercícios comentados Prof Claudenir Brito – Aula 04 QUESTÕES COMENTADAS

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QUESTÕES COMENTADAS DURANTE A AULA

1 (SEFAZ-RJ/Fiscal de Rendas/FGV/2009) O contador da Cia. Quartzo Rosa incorreu em um erro no reconhecimento da apropriação da receita

de juros sobre o investimento em debêntures, deixando de contabilizar a receita de juros no ano corrente. Antes que qualquer ajuste seja efetuado, esse erro gera o seguinte efeito no patrimônio da empresa:

(A)

subavaliação do ativo, do lucro líquido e do patrimônio líquido.

(B)

subavaliação do passivo, do patrimônio líquido e do lucro líquido.

(C)

superavaliação do ativo, do lucro líquido e do patrimônio líquido.

(D)

superavaliação do passivo, do patrimônio líquido e do lucro líquido.

(E)

subavaliação do ativo e do resultado e superavaliação do patrimônio

líquido.

2 (Pref. Natal-RN/Auditor Fiscal/ESAF/2001) O sócio-diretor pagou

diversos compromissos pessoais com recursos financeiros da empresa e

determinou que tais valores fossem contabilizados como duplicatas a

receber de um determinado cliente. A situação descrita caracteriza-se

como:

A Ativo fictício

B Ativo oculto

C Passivo fictício

D Passivo oculto

E Ativo intangível

3 (SEFAZ/SP/APOFP/ESAF/2009) A inspeção física, por meio da contagem

de numerário, é procedimento básico de auditoria aplicável à verificação em conta do:

(A)

Ativo Circulante.

(B)

Ativo Realizável a Longo Prazo.

(C)

Ativo Permanente.

(D)

Passivo Circulante.

(E)

Patrimônio Líquido.

4

(Pref. Natal-RN/Auditor Fiscal/ESAF/2001) No encerramento do

exercício social, o balanço patrimonial apresentava a rubrica contábil

"Caixa" com saldo credor. Indique a opção que pode justificar essa situação.

A pagamentos a fornecedores não contabilizados

B empréstimos concedidos não contabilizados

C recebimentos de numerários não contabilizados

D adiantamentos recebidos de clientes

E compras a prazo canceladas

Auditoria p/Receita Federal Teoria e exercícios comentados Prof Claudenir Brito – Aula 04 5 (Pref.

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5 (Pref. Niterói-RJ/Contador/ESAF/1999) Os testes principais de auditoria dirigidos para os saldos da conta CAIXA são, respectivamente:

A

superavaliação e confirmação de saldos

B

subavaliação e inspeção física

C

superavaliação e inspeção documental

D

subavaliação e inspeção documental

E

superavaliação e inspeção física

6

(SRF/AFRF/ESAF/1998) Assinale a opção abaixo que não corresponde a

um

disponibilidades financeiras das entidades.

procedimento geralmente empregado na auditoria das

A

confirmação de assinaturas autorizada

B

análise do fluxo de caixa projetado

C

contagem de fundo fixo de caix

D

confirmação de contas bancárias paralisada

E

exame documental dos avisos bancários

7

(SRF/AFRF/ESAF/2002) A Cia. Miudezas vende, em média, 70% de seus

produtos a prazo e possui cerca de 5 mil clientes. O perfil de seus clientes

é o de pessoas que possuem renda familiar de até 10 salários mínimos.

Na análise da constituição de provisão para devedores duvidosos do saldo

de clientes da Cia. Miudezas, o auditor deve

(A) circularizar um percentual significativo de clientes, questionando

quanto à posição em atraso e suas justificativas. (B) analisar individualmente o máximo possível a carteira de clientes da empresa e tirar suas conclusões pessoais.

(C) segregar a carteira de clientes em função de períodos de contas

vencidas, medindo tendências e probabilidades de perdas.

(D) efetuar testes globais sobre o saldo de clientes, uma vez que as

perdas efetivas do setor variam de 5 a 10 % das vendas.

(E) estabelecer um valor adicional de provisão para cobrir perdas

prováveis, de modo que não afete o fluxo de caixa projetado.

8 (INSS/AFPS/ESAF/2002) Assinale a opção em que o procedimento de revisão analítica não está associado a clientes.

A Análise de flutuações de volume ou na quantidade de vendas por

produto.

B Análise do nível de devoluções e abatimentos por clientes

individualmente.

C Margem bruta por produto ou por localidade de seus postos de vendas.

D Análise de variação de preços de produtos entregues pelos

fornecedores.

E Alterações nos preços unitários e taxas de desconto para clientes especiais.

Auditoria p/Receita Federal Teoria e exercícios comentados Prof Claudenir Brito – Aula 04 9 (INSS/AFPS/ESAF/2002)

Auditoria p/Receita Federal Teoria e exercícios comentados Prof Claudenir Brito Aula 04

9 (INSS/AFPS/ESAF/2002)

auditoria que aplicado à área de contas a receber confirma:

A os cálculos efetuados pelo auditor.

B a existência física do bem da empresa.

C a existência física do documento gerador do fato.

A

circularização

é

um

procedimento

de

D a existência de duplicatas descontadas.

E o saldo apresentado pela empresa no cliente.

10 (SRF/AFRF/ESAF/2002) Quando a administração de uma entidade

solicita, por carta postal, aos seus clientes que respondam diretamente aos seus auditores independentes, caso não concorde com o saldo em aberto informado, numa determinada data, tem-se uma circularização:

A branca

B preta

C positiva

D negativa

E atestatória

11 (SERPRO/Analista de Auditoria/ESAF/2001) O auditor normalmente

deve planejar obter confirmações diretas das contas a receber. Todavia, quando os devedores não responderem a uma confirmação da forma

denominada "positiva", o auditor deve:

A aplicar procedimentos alternativos.

B solicitar confirmação na forma "negativa".

C solicitar confirmação em data posterior.

D aplicar procedimentos de controle.

E emitir parecer com ressalva.

12 (SRF/AFRF/ESAF/2009) A auditoria externa realizou na empresa Avalia

S.A. o cálculo do índice de rotatividade dos estoques para verificar se

apresentava índice correspondente às operações praticadas pela empresa. Esse procedimento técnico básico corresponde a:

A inspeção.

B revisão analítica.

C investigação.

D observação.

E confronto.

13 (Pref. Natal-RN/AFTM/ESAF/2008) A empresa Grande Porte S.A. tem o

seu Ativo formado em 15% pelo Contas a Receber e 35% composto pelos

Estoques. Dessa forma, a auditoria contratada, ao realizar seus serviços,

deve:

A proceder à conferência de 100% do faturamento e realizar inventário

físico na empresa, para confirmar a existência dos estoques.

B ressalvar em parecer o Contas a Receber por não ser possível auditar

por amostragem e recalcular a apropriação dos custos.

Auditoria p/Receita Federal Teoria e exercícios comentados Prof Claudenir Brito – Aula 04 C realizar

Auditoria p/Receita Federal Teoria e exercícios comentados Prof Claudenir Brito Aula 04

C realizar o procedimento de circularização para confirmação dos saldos

de contas a receber e acompanhar o inventário físico realizado pela entidade.

D confrontar com os fornecedores o saldo de contas a receber e

determinar a realização de inventário físico pela empresa.

E validar a existência de todos os clientes, mediante verificação do cadastro de clientes da empresa e realizar com sua equipe técnica, inventário físico para confirmação dos Estoques.

14 (Pref. Natal-RN/AFTM/ESAF/2008) A empresa Celta S.A. apresentou

um nível de ociosidade de 30% de sua capacidade instalada. Seu gestor, com o objetivo de apresentar resultados mais condizentes com a performance de seus negócios, decidiu reter essa ociosidade no processo produtivo, dimensionando esses valores e mantendo-os nos estoques. O auditor, ao realizar os testes nas contas de estoques, deve concluir que o

saldo da conta:

A Estoques está superavaliado, visto que não é permitido no sistema de

custeio reconhecer a ociosidade.

B Custo das Mercadorias Vendidas está superavaliado por ter reconhecido

mais custos do que deveria apropriar aos resultados.

C Fornecedores está superavaliado por não ter sido apropriado aos custos

dos produtos.

D Depreciação está superavaliado, visto ter reconhecido mais depreciação

em função da ociosidade.

E Estoques está correto, visto que desde que fundamentado a ociosidade pode ser retida nos custos.

15 (SRF/AFRF/ESAF/2005) Os procedimentos de controles internos têm

sido fundamentais na prevenção e inibição de desvios, identificação de erros nos processos contábeis e deterioração ou perdas dos ativos das

empresas. Identifique a seguir o procedimento relativo ao controle dos estoques.

A Limites de alçada escalonados de acordo com os cargos para aprovação

de vendas.

B Segregação de funções do departamento de contas a pagar e do gestor

financeiro.

C Restrições de acesso aos ativos da empresa realizando movimentações

via requisições.

D Circularização semestral de fornecedores de ativos para confirmação

dos saldos.

E Inventário físico dos bens patrimoniais da empresa pelo menos uma vez

ao

ano.

16

(SRF/AFRF/ESAF/2002) Durante o acompanhamento de um inventário

físico de estoques, o auditor deve efetuar o cut-off para:

Auditoria p/Receita Federal Teoria e exercícios comentados Prof Claudenir Brito – Aula 04 (A) determinar

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(A) determinar o momento em que os registros contábeis auxiliares, bem

como os documentos com eles relacionados, refletem o levantamento do inventário.

(B) comprovar que efetivamente todos os itens a serem inventariados

estão adequadamente acondicionados no almoxarifado da empresa.

(C) determinar o momento em que as três últimas compras e as três

últimas vendas de mercadorias ocorreram durante o inventário.

(D) comprovar que os procedimentos adotados pela administração para a

contagem de estoques são adequados às práticas usuais.

(E) comprovar que os documentos de compras de mercadorias estão

suportados por documentação suporte às necessidades da empresa.

17 (INSS/AFPS/ESAF/2002) Assinale a opção que não corresponde ao

fator de risco inerente em estoques.

A Flutuações significativas nos preços de materiais.

B Alterações significativas nos níveis de produção.

C Variação no custo-padrão é relevante.

D Processo de produção envolve várias etapas complexas.

E Análise de composição de estoques.

18 (SFC/AFC/ESAF/2001) No acompanhamento dos inventários físicos de

estoques de materiais, o auditor observou a existência de diversos itens obsoletos. Qual procedimento deve adotar?

A Propor a imediata baixa dos estoques para despesas não-operacionais.

B Propor reclassificação dos itens para outros valores a receber.

C Propor a imediata baixa dos estoques para o custo dos produtos

vendidos.

D Propor a constituição de provisão para perdas em estoques.

E Propor a constituição de provisão de créditos de liquidação duvidosa.

19 (SRF/AFRF/ESAF/2001) A confirmação, por escrito, de um fornecedor

que mantém estoques da empresa auditada em seu poder na data-base

do balanço:

A É um procedimento usual de auditoria independente das demonstrações

contábeis

B Não pode ser aceito pelo auditor como prova de propriedade e

existência do ativo

C É um procedimento que não deve ser aplicado na auditoria contábil de

estoques

D

Deve obrigatoriamente ser validado com a realização de inspeção física

no

local

E Deve gerar uma ressalva no parecer dos auditores e constar das notas explicativas.

20 (Pref. Natal-RN/AFTM/ESAF/2008) No processo de acompanhamento

do inventário físico de estoques de matéria-prima, o auditor constatou a

Auditoria p/Receita Federal Teoria e exercícios comentados Prof Claudenir Brito – Aula 04 existência de

Auditoria p/Receita Federal Teoria e exercícios comentados Prof Claudenir Brito Aula 04

existência de quantidades relevantes de itens que não constavam dos

registros físico-financeiros e contábeis.

Neste caso, o auditor pode ter

descoberto

A ativos e passivos fictícios

B ativos e passivos ocultos

C ativos ocultos e passivos fictícios

D ativos fictícios e passivos ocultos

E ativos obsoletos e passivos a descoberto

21 (Estado do RN/Auditor do Tesouro/ESAF/2005) O auditor externo, ao

auditar entidade que controle outras empresas e que registre seus investimentos pelo método de equivalência patrimonial, tem responsabilidade sobre

A as demonstrações contábeis das controladas que serviram de base para

cálculo da equivalência patrimonial.

B o cálculo das equivalências patrimoniais registradas nos investimentos

das entidades controladas.

C a apresentação da reserva de reavaliação efetuada nas controladas no

Patrimônio Líquido da Controladora. D os pareceres emitidos para as entidades controladas e emitidos por outros auditores independentes.

E a apresentação da reavaliação efetuada nas controladas e registrada no Patrimônio Líquido da Controlada.

22 (SRF/AFRF/ESAF/2001) A empresa auditada possui investimento

permanente relevante em subsidiária integral. de auditoria aplicável é:

A acompanhamento de inventário físico das cautelas de ações

O principal procedimento

B conferência do cálculo da correção monetária integral

C confirmação dos investimentos através de circularizações

D conferência do cálculo de equivalência patrimonial

E exame dos subsídios recebidos para investimentos

23 (SRF/AFRF/ESAF/1998) Os procedimentos de auditoria de conferência

de cálculo da equivalência patrimonial aplicam-se às contas contábeis que

registram

A capital social subscrito e integralizado

B investimentos permanentes relevantes em controladas

C capital social subscrito e a subscrever

D importação de bens do imobilizado em andamento

E investimentos temporários em ações de empresas

24 (SUSEP/Analista/ESAF/2010) O auditor externo, ao realizar testes no

cálculo do valor recuperável de um ativo imobilizado, feito pelo método do fluxo de caixa descontado, identificou que a taxa utilizada para descontar

Auditoria p/Receita Federal Teoria e exercícios comentados Prof Claudenir Brito – Aula 04 o fluxo

Auditoria p/Receita Federal Teoria e exercícios comentados Prof Claudenir Brito Aula 04

o fluxo de caixa estava maior que a recomendada para aquela atividade. Dessa forma, pode-se afirmar que a conta:

A de ajuste especial no Patrimônio Líquido, está subavaliada.

B de despesa de depreciação, do imobilizado, está superavaliada.

C do ajuste especial no Resultado do Exercício, está subavaliada.

D de depreciação acumulada do imobilizado, está superavaliada.

E do ativo imobilizado está subavaliada.

25 (SEFAZ-CE/AFRE/ESAF/2007) Ao analisar a contabilização em uma imobiliária, de um terreno destinado à construção da sede da empresa,

percebeu-se que o mesmo tinha sido contabilizado nos Estoques. Pode-se afirmar que

A ao executar o teste primário de superavaliação na conta de Terrenos no

Imobilizado, esta conta estará sub-avaliada e a conta Estoques de

Terrenos estará superavaliada.

B ao praticar o teste primário de superavaliação na conta de Estoques, a

mesma estará com seu saldo sub-avaliado e o Contas a Pagar superavaliado. C independentemente da atividade da empresa, terrenos devem ser sempre contabilizados no Imobilizado, por se tratar de bem imóvel. D ao proceder o teste primário de superavaliação do Contas a Receber,

este apresentará saldo sub-avaliado.

E o referido procedimento está adequado, em virtude de a atividade da empresa ser de comercialização de imóveis.

26 (SRF/AFRF/ESAF/2002) Um auditor, sabendo que a taxa de

depreciação de um determinado grupo de imobilizado é de 10% ao ano e

que não ocorreram adições ou baixas no período sob exame, efetua um cálculo global de despesa de depreciação no valor de $ 1.000. Se os saldos iniciais de custo do bem e da depreciação acumulada eram de $

10.000 e $ 5.000, respectivamente, e o auditor constata que o livro contábil, no final do exercício, apresenta um saldo de $ 10.000 para o custo do imobilizado e $ 5.500 como depreciação acumulada, neste caso

o auditor falhou em:

A confiar demasiadamente no sistema da empresa.

B confiar que a taxa de depreciação era de 10% ao ano.

C não verificar os itens totalmente depreciados.

D não verificar os itens reavaliados do imobilizado.

E não considerar a adição de um novo imobilizado.

27 (Pref. Natal-RN/AFTM/ESAF/2008) Caracteriza-se como fraude o

seguinte evento identificado pelo auditor:

A o sistema de folha de pagamentos não está calculando os duodécimos

da provisão de férias para dois funcionários. B a área de produção desativou máquina da linha de produção e não

informou a área contábil para suspender a depreciação.

Auditoria p/Receita Federal Teoria e exercícios comentados Prof Claudenir Brito – Aula 04 C a

Auditoria p/Receita Federal Teoria e exercícios comentados Prof Claudenir Brito Aula 04

C a empresa não reconheceu os créditos de impostos decorrentes de

prejuízos fiscais a compensar.

D saldo em aberto na Conta Fornecedores que, consultado na carta de

circularização, respondeu não possuir nenhum crédito contra a empresa.

E existem depósitos não identificados efetuados na conta-corrente que estão em aberto na conciliação.

28 (SUSEP/Analista/ESAF/2002) O auditor independente, durante seus

trabalhos, circulariza uma amostra selecionada de fornecedores. Este

procedimento de auditoria deve ser autorizado pelo

A auditor independente.

B administrador da empresa auditada.

C contador da empresa auditada.

D auditor interno da companhia.

E sócio diretor da empresa de auditoria.

29 (SFC/AFC/ESAF/2001) Os procedimentos de auditoria mais eficazes

para detectar a omissão de passivos nas demonstrações contábeis são:

A exame das conciliações bancárias e análise das pendências relevantes

B confirmação de contas a pagar e inventário físico de mercadorias

C exames de pagamentos subseqüentes e inventário físico de mercadorias

D análise da composição dos saldos de fornecedores e outras contas a

pagar

E confirmação de contas a pagar e exames de pagamentos subsequentes

30 (SUSEP/Analista/ESAF/2010) As estimativas contábeis reconhecidas

nas demonstrações contábeis da empresa são de responsabilidade:

A dos auditores externos.

B dos advogados.

C da auditoria interna.

D do conselho de administração.

E da administração da empresa.

31 (Estado do RN/Auditor do Tesouro/ESAF/2005) Para reconhecimento

dos passivos tributários, em discussão jurídica, devem os escritórios de advocacia ou advogados da entidade auditada classificar o sucesso das causas em remoto, possível ou provável. Assim podemos afirmar que o auditor deve

A calcular a provisão reconhecendo os passivos prováveis e analisando as

probabilidades nos processos possíveis.

B não-contabilizar provisão para as autuações que estejam sendo

discutidas administrativamente, mesmo com posição desfavorável à entidade.

C não-reconhecer referidos passivos porque se assim o fizer estará

reconhecendo a obrigação.

Auditoria p/Receita Federal Teoria e exercícios comentados Prof Claudenir Brito – Aula 04 D compor

Auditoria p/Receita Federal Teoria e exercícios comentados Prof Claudenir Brito Aula 04

D compor a provisão sem considerar os processos com provável perda

judicial.

E solicitar o registro contábil de provisão para processos com classificação remota de perda.

Em decorrência das respostas de

circularização, de advogados internos e externos da empresa auditada, o auditor independente recebeu diversas respostas com opinião sobre a possibilidade remota de insucesso de ações de diversas naturezas, contra

32

(INSS/AFPS/ESAF/2002)

a empresa, já em fase de execução. Neste caso, o auditor deve:

A concordar integralmente com os advogados.

B discordar parcialmente dos advogados.

C concordar parcialmente com os advogados.

D discordar integralmente dos advogados.

E não concordar nem discordar dos advogados.

33 (SRF/AFRF/ESAF/2002) No momento da circularização de advogados

da empresa auditada, o objetivo do auditor é

A identificar todos os compromissos.

B questionar os ativos e passivos contingentes.

C identificar todos os passivos contingentes.

D questionar as chances de sucesso das ações.

E identificar os valores a serem divulgados.

34 (SRF/AFRF/ESAF/2002) Como resposta a uma circularização de advogados, o auditor recebeu a seguinte resposta de um dos advogados da empresa auditada: o valor da ação, contra nosso cliente é 100.000 reais, e a expectativa de perda é remota. Baseado no julgamento do advogado, a posição do auditor é que a empresa

A contabilize o valor total da ação e adicione uma nota explicativa.

B contabilize o valor parcial da ação e adicione uma nota explicativa.

C contabilize o valor parcial da ação sem uma nota explicativa.

D não contabilize o valor da ação e não inclua nota explicativa.

E não contabilize o valor da ação e adicione uma nota explicativa.

35

cobertura

confronto da cobertura da apólice com o valor:

A da existência física do ativo imobilizado.

(INSS/AFPS/ESAF/2002) Para determinação da suficiência de

de

seguros para ativo imobilizado deve-se proceder ao

B das despesas antecipadas.

C total das despesas de seguros.

D do saldo contábil do ativo imobilizado.

E do Patrimônio Líquido.

36 (SRF/AFRF/ESAF/2002) O auditor independente, ao efetuar o teste de

auditoria nos contratos de seguros, constatou que todas as apólices

Auditoria p/Receita Federal Teoria e exercícios comentados Prof Claudenir Brito – Aula 04 estavam em

Auditoria p/Receita Federal Teoria e exercícios comentados Prof Claudenir Brito Aula 04

estavam em vigor conforme relatório entregue pelo contador da Cia.

Siderúrgica Ferro e Aço S.A. Dois dias após o encerramento dos trabalhos

de auditoria, uma explosão ocorre em uma das principais caldeiras da

empresa e o auditor é convocado pelo conselho de administração do cliente para esclarecimentos, já que a cobertura de seguros não era

suficiente para o sinistro ocorrido. Apesar de ter efetuado o teste quanto

à vigência das apólices, o auditor não atentou em:

A verificar o grau de risco de eventual sinistro dos imobilizados.

B avaliar o montante segurado com o valor dos imobilizados.

C verificar as medidas preventivas tomadas pela empresa.

D avaliar a real situação financeira da companhia seguradora.

E verificar detalhadamente as informações fornecidas para a seguradora.

37

representa um controle eficaz para prevenir o inflacionamento da folha de pagamento.

A Reajuste de salários previamente aprovados pela diretoria.

não

(Pref.

Natal-RN/AFTM/ESAF/2008)

Assinale

a

opção

que

B Anotações formais de realização de jornada de trabalho.

C Resumo da folha de pagamento contabilizado mensalmente.

D Conferência dos cálculos realizada por funcionário independente.

E Comparação

independentes.

com

valores

anteriores

e

análise

de

variações

Gabarito:

1

2

3

4

5

6

7

8

9

A

A

A

C

E

B

C

D

E

10

11

12

13

D

A