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Aula 05 – Aspectos socioculturais I

Olá, pessoal, como estão os estudos? Espero que estejam se esforçando cada vez mais para fazer uma prova brilhante!!! Falaremos hoje de um tema muito importante para o conhecimento de nossa realidade, a demografia. Embora muitas vezes a gente desconsidere e o ache um tema menos importante, ele é, ao contrário, essencial para compreendermos vários outros aspectos de nossa sociedade. Afinal de contas, como poderemos falar de Violência sem voltar, ainda que minimamente, em desigualdade, discriminação ou exclusão social? Esforçar-me-ei ao máximo para ser o mais objetiva possível, mas confesso que os itens dessa aula tendem a nos puxar a uma verdadeira degustação sociológica, já que classe social e mobilidade social, tudo tem a ver com essa matéria, né? Mas, além disso, hoje abordaremos mais alguns itens do edital que, infelizmente, nos são bastante familiares. :-/ Digo familiares, pois, por menos que estejamos inteirados da matéria cobrada, desigualdades e discriminações, econômicas e sociais, já fazem parte do nosso cotidiano. Do mesmo modo, por mais apolíticos que sejamos, ao pensar na sociedade brasileira, as informações que surgem em nossa mente estão quase que diretamente ligadas a esses itens, não é mesmo? Todavia, antes de compreendermos como exatamente se dá essa desigualdade e o que ela pode gerar, precisamos compreender as divisões e os critérios adotados na divisão social. Como assim? Falar em desigualdade social é o mesmo que abordar a existência de classes econômicas e sociais heterogêneas, mas afinal,

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o que são classes sociais? O que nos faz pertencer à determinada classe ou a outra?

X

Classes e mobilidade social

determinada classe ou a outra? X Classes e mobilidade social Encontrar uma definição de classe social

Encontrar uma definição de classe social não é tarefa nada fácil, ainda mais quando o tema não gera uma definição consensual entre estudiosos das mais diferentes tradições políticas e intelectuais. Porém, uma coisa é certa:

os mais de 7 bilhões de habitantes do nosso planeta vivem de formas diferentes, possuem padrões e prioridades de consumo diferentes e acima de tudo, possuem poder de consumo bem distintos, não é mesmo? Não tenho a menor dúvida de que quando falo em classe social todos vocês compreendem a que estou me referindo, todavia, definições de palavras comuns ao nosso dia-a-dia tendem a nos deixar numa sinuca de bico!! Calminha, pessoal, pois tenho certeza que essa definição não será cobrada na prova. No entanto, ela será nosso ponto de partida para compreendermos questões maiores e mais complexas! Assim, chamamos classe social:

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ATUALIDADES PARA O TJ-DFT PROFESSORA VIRGÍNIA GUIMARÃES Um grupo de pessoas que têm status social similar

Um grupo de pessoas que têm status social similar segundo critérios diversos, mas normalmente o econômico é o mais lembrado.

Explico: é um grupo de pessoas que vivencia a mesma realidade econômica, política e cultural, ou seja, esses três fatores determinarão a qual classe pertencerá cada cidadão. Portanto, as classes sociais são grupos amplos, em que a qualificação social é determinada pela junção de vários fatores.

As formas de classificarmos os grupos sociais variam muito de pais para país, mas como nossa disciplina é voltada para o Brasil. Vejamos quais são os critérios de classificação local. No Brasil temos uma infinidade de formas de classificação de classes sociais, porém pelo menos duas visões se apresentam como as mais relevantes.

A primeira delas vem da Associação Brasileira de empresas

de pesquisas (ABEP) mais conhecida como Critério Brasil. A visão

dessa empresa é a utilizada pela maioria dos institutos de pesquisa, justamente por ser bem mais complexo que o adotado pelo IBGE, como veremos a seguir.

O fato é que , segundo a ABEP, o Critério de Classificação

Econômica Brasil utiliza o levantamento de muitas características domiciliares para diferenciar a população. Dentre elas estão, inclusive

o grau de escolaridade do chefe da família, e a presença, ou mesmo a quantidade de alguns itens domiciliares de conforto. Partindo da análise desses itens eles fazem uma correspondência entre faixas de pontuação que criam estratificações econômicas definidas por A1, A2, B1, B2, C1, C2, D, E.

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Deste modo, podemos entender a sociedade dividida em

oito classes diferentes em que A1 seria a classe mais privilegiada e a

E a mais desprivilegiada.

Nesse tipo de análise, as famílias vão “ganhando” mais

pontos à medida que possuem mais itens em casa como rádio, TV,

máquina de lavar, automóveis, empregadas mensalistas, banheiros

etc.

Pra vocês terem uma ideia, se a família possui uma TV em

casa ela tem agregado 1 ponto, se têm 2, dois pontos, e de 4 em

diante marca-se 4 pontos. Isso é feito com vários itens - o que acaba

resultando numa classificação que possibilita a ABEP dividir a

sociedade em classes segundo a tabela abaixo:

Classe

Pontos

CLASSES

PONTUAÇÃO

NECESSÁRIA

A1

42

- 46

A2

35-41

B1

29

- 34

B2

23

- 28

C1

18-22

C2

14-17

D

8-13

E

0-7

Como você pode perceber a pessoa pra ser considerada rica

tem que pertencer à classe A tipo 1 ou 2, ou seja, precisa atingir a

marca mínima de 35 pontos segundo os critérios de pesquisa da

ABEP. Ocorre, pessoal, que apenas 1% da população brasileira se

encaixa nessa classe A1 e 4 % se encontra na A2, somando um total

de apenas 5 % da população de todo usufruindo desse padrão de

vida!

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Porém, além dessa Associação Brasileira de empresas de pesquisas, temos uma segunda forma de analisar e classificar a sociedade brasileira. Esse é bem mais conhecido por todos nós como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – o qual utiliza uma classificação baseada nos dados do censo populacional. Todavia, apesar de utilizar formas diferentes de realizar a sua pesquisa demográfica os dados encontrados são muito parecidos com os da outra instituição. A divisão social do IBGE é baseada no número de salários mínimos, e se apresenta de forma bem mais simples do que a primeira. Sendo assim, esse instituto divide a sociedade em apenas cinco faixas de renda ou classes sociais e leva em conta apenas a renda familiar do grupo em questão. Assim, aquelas classes numeradas da tabela anterior aqui desaparecem ficando as estratificações econômicas definidas pelas classes A, B, C, D e E. Vejamos esses dados de forma mais clara na tabela abaixo.

Não se preocupem, mesmo estando considerando o valor do salário mínimo como R$ 622,00 (A pesquisa do IBGE acontece a cada 10 anos)foi obtida a partir de vários artigos sobre classes sociais nas pesquisas do IBGE divulgados na imprensa.

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ATUALIDADES PARA O TJ-DFT PROFESSORA VIRGÍNIA GUIMARÃES Pois bem, esse órgão divide a sociedade brasileira em

Pois bem, esse órgão divide a sociedade brasileira em pelo menos cinco classes: A,B,C, D e E, sendo que, a cada uma dessas classes pertencem determinados indivíduos com semelhantes condições financeiras, políticas e culturais. Certamente estar na classe A é sonho de todos os Brasileiros, inclusive o seu, que ficou com os olhinhos brilhando quando viu o salário do MPOG, não é mesmo? Quem não quer ter um salário de cinco dígitos? Como dizem lá no interior de Minas onde fui criada “Até eu que sou mais boba” rsrs Mas e aí, afinal de contas, quais os indicadores são utilizados por essas instituições para definirmos essas classes? Dependendo da instituição que estiver avaliando os fatores se modificam, mas acho que fica claro pra todos nós que a situação econômica é, indubitavelmente, a que mais pesa em qualquer uma das classificações. Afinal de contas, dificilmente uma pessoa com baixa renda mantém uma casa repleta de itens de consumo – com exceção de alguns cidadão que não tem o menor melindre em comprometer seu nome na “praça”.

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1) (Questão inédita) O IBGE é um dos órgãos mais cheio de

critérios ao analisar as categorias das classes sociais a partir de várias óticas e elementos distintos, o que lhe permitiu concluir que a Classe C cresceu tanto nos últimos anos que a desigualdade no país é quase imperceptível. Comentários Bem, pessoal, está questão está incorreta, por dois motivos.

O Primeiro deles pode ser encontrado quando fala da complexidade

de analise do IBGE, que, na realidade, analisa e classifica a população APENAS de acordo com a renda familiar mensal.

O outro ponto equivocado está ao afirmar que a desigualdade no país

é quase imperceptível. Muito pelo contrário, apesar de muito se ter

avançado nos últimos anos a desigualdade no Brasil ainda é expressiva: enquanto 22,5 milhões de pessoas estão no topo da pirâmide social, 24,6 milhões de brasileiros ainda ocupam a classe E,

ou seja, vivem com renda familiar mensal de até R$ 751.

2) (Questão inédita) Segundo os órgãos que avaliam a demografia brasileira, como IBGE, ABEP, dentre outros, podemos afirmar que as classes A e B compõem a maior parte da população brasileira. Comentários Bem, pessoal, para responder essa questão precisamos ter compreendido muito bem o que compõem as classes sociais A e B no nosso país. Uma vez que saibamos que elas são as classes economicamente mais favorecidas, veremos quase de imediato que essa questão está incorreta, já que apenas 5 % da população do Brasil se encontram na classe A, 24 % na B somando um total de

29% da população. Os outros mais 70 % se dividem entre as classes

C, D e E com 43%, 25% e 3% respectivamente.

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De todo modo, o que obervamos empiricamente é que há em nosso país uma distribuição de renda muiito desigual, né? Mas veremos isso mais detalhadamento ao final da nossa aula, ok? De qualquer modo, o fato é que todos queremos ascender sociale economicamente - e não há nada de anormal nisso, mas a grande questão aqui é:

Afinal, um indivíduo pode migrar de uma classe para

outra?

Tenho certeza que você pensou ” que pergunta tola, é claro que pode!!!” enquanto na verdade a resposta correta seria depende! Depende de que realidade estamos tratando, pois quando se fala em realidade brasileira essa mobilidade, teoricamente, é algo muito comum. Entretanto, essa situação não se apresenta sob a mesma forma em todas as partes do mundo, não! Mas aqui no Brasil estamos inseridos numa falsa cultura do “oportunidades iguais e para todos”

Ora, pessoal, o Sílvio Santos não é a única história de sucesso que conhecemos, não é mesmo? Se observarmos bem, veremos que a nossa volta estamos cercados de pessoas que conseguiram uma mobilidade social - de forma positiva e negativa. Eu mesma tenho um amigo que, aos 30 anos de idade, já pertenceu a pelo menos 3 classes diferentes , segundo o IBGE!!! Ele nasceu numa classe B, o pai faliu e ele foi pra C, onde permaneceu por 10 anos, estudou muito e hoje está no topo da classe A. Esse exemplo nos diz duas coisas importantes, das quais, hoje, tenho certeza absoluta! A primeira é a importância do estudo e da persistência na mobilidade social e a segunda é a irrefutabilidade de que é possivel mudar de classe no nosso país!! Vocês já pensaram que depois de passar nesse concurso estarão praticamente compondo o topo dessa pirâmide? ;-)

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Pois é, amigos, o quanto isso tem de positivo e negativo eu vou guardar pras minhas aulas de psicologia na faculdade, mas é inegável que podemos mudar de classe, tanto pra melhor quanto pra pior :-/

Um caso muito famoso em São Paulo é o do português, Lourenço Carvalho de Oliveira, que, em maio de 1953, desembarcou no porto de Santos. Em Portugal ele havia deixado a mulher e três filhos pequenos, vivendo graças à solidariedade de parentes e vizinhos. Aqui no Brasil, foi morar de favor na casa de um primo e arrumou emprego como ajudante num bar, quando economizando muito pode mandar buscar a família. Depois de anos de trabalho e privações, abriu uma pequena venda em sociedade com um amigo:

primeiro uma mercearia, depois um mercado, a seguir outro e mais outro.

Muitos anos depois de chegar ao Brasil, o hoje falecido, Sr. Lourenço, se tornou um grande ícone social, sendo além de dono de uma grande rede de supermercados, um dos mais influentes membros da Associação Comercial. Seus filhos todos têm curso superior e um deles é professor na Universidade de São Paulo. Pois é, amigos, esse caso, como tantos outros que poderíamos aqui ficar horas divagando sobre eles, nos mostra que numa sociedade capitalista e estratificada em classes sociais, os indivíduos podem não ocupar um mesmo status durante toda a vida. É possível que alguns deles, que integram a camada de baixa renda (classe C), passem a integrar a de renda média (classe B). Por outro lado, alguns indivíduos da camada de alta renda (classe A), por algum acontecimento, podem ver sua renda diminuída, passando a integrar a camada B ou C. De acordo com Pastore (2000), mesmo no final do século XX, quando o Brasil tinha oportunidades sociais restritas

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(principalmente se comparado as atuais) ele manteve uma intensa mobilidade social. Lembrando que, de modo geral, o século XX resultou em 90% dos filhos tendo alcançado a uma situação social melhor ou igual que a de seus pais. É claro que uma série de fatores estão ligadas a isso, pois foi nesse período que nosso país começou a passar por uma mudança profunda e estrutural - como veremos nas próximas aulas. De qualquer forma, quando o autor ainda constatou que a mobilidade ascendente ocorreu na faixa etária entre 30 e 50 anos de idade, os quais se encontravam no auge de suas carreiras profissionais. No entanto, a maior parte da ascensão social ocorreu na base da pirâmide, ou seja, a ascensão veio das classes mais baixas, pois os filhos, ao migrarem para a cidade, mesmo com condições de vida mínima, encontravam ocupação em uma posição melhor que a de seus genitores, que se encontravam no setor rural com condições econômico-sociais muito baixas. Bem, amigos, continuando na linha de raciocínio de Pastore, essa ascensão ou mobilidade social representou, naquele momento, uma significativa melhoria dos padrões de vida, com uma elevação do nível de consumo e a abertura de novas oportunidades de acesso à escola, ao trabalho e à renda para uma boa parcela das novas gerações.

Em conseqüência à redução dos estratos inferiores e à ampliação dos estratos médios e altos, surgiu no Brasil a tão famosa classe média - que abarca as classes B e C.

Portanto, amigos, quando falamos em mudar de classe social não significa apenas ascender, não! Essa mudança pode ser pra pior, desde que haja queda na renda familiar e é esse fenômeno que chamamos de mobilidade social.

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ATUALIDADES PARA O TJ-DFT PROFESSORA VIRGÍNIA GUIMARÃES Mobilidade Social É a possibilidade de um indivíduo (ou

Mobilidade Social

É a possibilidade de um indivíduo (ou um grupo) que pertence a determinada posição social transitar para outra, de acordo com o sistema de estratificação social.

Portanto, meus amigos, é bom frizar que Mobilidade social é um termo neutro no universo das Ciências Sociais. Isso porque tanto ele pode indicar algo positivo a respeito de um país - caso as pessoas estejam ascendendo na pirâmide que define as classes sociais – quanto ele também pode ser negativo se o movimento for inverso.

No Brasil, mobilidade social, sob a forma de ascensão, ainda está entre as mais altas do mundo, apesar da crise econômica dos últimos anos. Por isso, o sociólogo José Pastore afirma que, do universo dos que se movem no nosso país, 80% subiram na escala social e apenas 20% desceram em uma geração. Portanto, pessoal, o que os dados nos indicam é que a maioria das famílias brasileiras está em condições melhores do que a geração anterior e, segundo o IBGE , 40% das pessoas vivem melhor hoje do que há vinte anos. No inicio da aula, ao falarmos sobre a porcentagem de pessoas que pertencem a classe A falamos em 5 %, vocês estão lembrados? Pois e pessoal, se nós já achamos pouco esse numero

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imaginem no passado quando essa classe era formada por apenas3,5 da população nacional. Pode parece pouco mais 1,5 % é uma aumento significativo, pois no final das contas essa porcentagem equivale a quase dois milhões de pessoas. Isso sem falar na modificação ocorrida nas outras classes, que foram ainda mais expressivas. É um aumento significativo, mas outros aspectos ligados ao desenvolvimento da economia brasileira sugerem que os indicadores a respeito da distribuição de renda talvez não sejam tão animadores. A maioria dos brasileiros está subindo um pouco, mas o o avanço social de algumas famílias está ligado ao fracasso de outras. Mas antes de entrarmos nesse assunto vamos compreender quais são as duas configurações diferentes, mais comumente, como mobilidade social horizontal e vertical.

Mobilidade Social Horizontal

Nessa categoria o indivíduo tem sua posição social alterada devido a fatores geracionais ou profissionais, mas não implica uma mudança de classe social. A mobilidade acontece dentro da mesma classe. Por exemplo, um jovem estudante universitário que desenvolve trabalhos de pesquisa na graduação (bolsista) num futuro próximo será um profissional com mais prestígio e mais rendimentos do que quando era estudante bolsista. Esse exemplo, mostra uma pessoa que experimentou alguma mudança de posição social, mas que, apesar disso, permaneceu na mesma classe social. Eu gosto muito de utilizar exemplos, pois através deles acabamos assimilando muitas conceitos de forma mais fluida do que

gosto muito de utilizar exemplos, pois através deles acabamos assimilando muitas conceitos de forma mais fluida

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quando pegamos a teoria pura, não é mesmo? Então me permitam lançar mão de mais alguns para compreendermos bem essa mobilidade horizontal! Uma pessoa que morava no interior e defendia ideias políticas muito conservadoras se muda para capital, onde, sob novas influencias ela passa a defender idéias progressistas, ainda que isso em nada influencie seu nível de renda. Essa situação nos mostra uma pessoa que experimentou uma grande mudança de posição social mas que, apesar disso, permaneceu no mesmo estrato social. Assim, a mudança de uma posição social dentro da mesma camada social caracteriza-se como mobilidade social horizontal. Por fim, temos o caso de um trabalhador que migra de uma cidade pequena a outra bem mais desenvolvida - tendo a sua posição social alterada, já que ele deixa de ser visto como “matuto”. Todavia, ainda que sua posição social tenha se alterado o nível de renda não sofre grandes alterações e, por isso ele permanece na mesma classe social.

Mobilidade Social Vertical

permanece na mesma classe social. Mobilidade Social Vertical Nesse tipo há uma alteração de classe social

Nesse tipo há uma alteração de classe social que pode acontecer de forma ascendente (de uma classe baixa para outra superior) ou descendente (de uma classe alta para outra Que ela é possível, nos já entendemos, mas é preciso lembrar que o fenômeno da mobilidade social varia de sociedade para sociedade, de cultura para cultura.

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Em algumas sociedades ela ocorre de maneira mais fácil; em outras, é praticamente impossível haver uma ascendência no sentido vertical. Essa mobilidade social vertical pode ser:

Ascendente ou de ascensão social: quando a pessoa melhora sua posição no sistema de estratificação social, passando a integrar um grupo economicamente superior a seu grupo anterior

Descendente ou de queda social: quando a pessoa piora de posição no sistema de estratificação, passando a integrar um grupo economicamente inferior. Podemos pensar no filho de um operário que, por meio do estudo, se forma professor, ingressa no mestrado, doutorado e passa a lecionar numa Universidade, passando assim a fazer parte da classe média. Esse seria um típico exemplo de ascensão social. Em contrapartida, a falência e o conseqüente empobrecimento de um comerciante, que acarretaria uma significativa mudança no padrão de consumo de sua família, poderiam ser entendidos como um exemplo

de queda social.

Assim, pessoal, o que precisa estar bem claro aqui, é que, tanto a subida quanto a descida na hierarquia social são

manifestações de mobilidade social vertical, ok? Assim, amigos, é sempre bom lembrar que estudar mobilidade social é fundamental para a compreensão das formas pelas quais os diferentes grupos humanos diferenciam os integrantes

de sua própria cultura.

De forma mais específica, compreender a possibilidade de mobilidade tem a importante função de nos permitir “pensar” as vias

e possibilidades de troca, ascensão ou rebaixamento que um

determinado indivíduo possui no meio em que estabelece suas relações sociais.

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Em uma sociedade aberta e democrática, como o Brasil se pretende, é comum pessoas de um grupo social passarem para outro grupo, mais ou menos elevado na escala social. A esse fenômeno, que tanto pode ser ascendente como descendente, dá-se o nome de mobilidade social. No nosso país, a chegada do ex-metalúrgico Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República, em janeiro de 2003 foi uma das maiores expressões dessa mobilidade. Com ele, passaram a integrar o governo diversas pessoas provenientes das camadas mais baixas da sociedade, como, por exemplo, Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente , que foi seringueira no Acre e só pôde estudar a partir dos 17 anos.

Apesar disso, pessoal, é bom sabermos que essa mobilidade não é uma característica mundial, ok? Em alguns países existem sociedades que classificamos como ESTRATIFICADAS, onde a questão da mobilidade é tida como inexistente, ou seja, a posição social de um indivíduo é preservada desde o seu nascimentos até a sua morte. Um dos mais reconhecidos exemplos mais antigos utilizados para esse tipo de situação foi observado no interior da sociedade feudal, onde clérigos, nobres e servos dispunham de uma mesma posição ao longo da existência. Atualmente, quando falamos em sociedade estratificada a Índia é o primeiro lugar que nos vem a mente, justamente por ser um dos “poucos” lugares onde o regime de castas sobrevive. Todavia, atualmente é muito difícil trabalharmos com a idéia de uma sociedade estratificada, pois são muitos os problemas de definição e outros limites que nos mostram o quanto é complicado afirmar que não há nenhum tipo de mobilidade em determinada coletividade.

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Bem, mas pra aula não ficar histórica demais, é bom lembrarmos que foi na era moderna que a disseminação de valores liberais transformou o conceito de mobilidade social em uma meta política para as nações guiadas por princípios democráticos e seus cidadãos.

Portanto, já faz algum tempo que somos estimulados a fazer isso e cá estamos nós, buscando as tão sonhadas “dades” mobilidade, estabilidade, seguridade, etc…rsrs Os números de desenvolvimento social e econômico enxergam na mobilidade ascendente um claro indício do acúmulo e distribuição menos desigual da riqueza entre a população. Contudo, não podemos restringir a concepção de mobilidade somente à variação das condições materiais que uma pessoa tem ao longo de sua vida.

Em algumas culturas, podemos notar que a posição social de um indivíduo pode estar atrelada à sua descendência familiar ou algum tipo de papel político-religioso desempenhado. Para ilustrar isso podemos pensar naquelas sociedades onde o poder decisório de um sacerdote não é o mesmo de um rico comerciante. Sim, pessoal, estou falando de Brasil e de Brasil atual!! Se nos deslocarmos para as pequenas cidades do nosso pais conseguiremos observar a força que os religiosos possuem, sejam padres ou pastores. Muitas vezes o poder social dessas figuras acaba sendo bem mais forte do que de outro individuo numa posição econômica mais privilegiada. Esse exemplo, amigos, vem pra nos ajudar a compreendermos que a mobilidade social é um conceito dinâmico que deve ser definido a partir das informações recolhidas dentro da sociedade que é investigada. Em geral é mais fácil ascender socialmente em São Paulo do que numa cidade do Nordeste. A mobilidade social ascendente

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também é mais comum na sociedade americana do que no Brasil. Isso porque este tipo de mobilidade é mais intenso numa sociedade aberta, democrática - como os Estados Unidos -, do que numa sociedade aristocrática por tradição, como a Inglaterra. Entretanto, é bom esclarecer que, numa sociedade capitalista mais aberta, dividida em classes sociais, embora a mobilidade social vertical ascendente possa ocorrer mais facilmente do que em sociedades fechadas, ela não se dá de maneira igual para todos os indivíduos como muitas vezes pensamos. A ascensão social depende muito da origem de classe de cada indivíduo. Assim, por mais que tentem nos vender a idéia de igualdade, fica bem claro que alguém que nasce e vive numa camada social elevada tem mais oportunidade e condições de se manter nesse nível, ascender ainda mais e se sair melhor do que os originários das camadas inferiores. Isso pode ser facilmente verificado no caso dos pretendentes aos cursos universitários. Aqueles que desde o início de sua vida escolar freqüentaram boas escolas e, além disso, estudaram em cursinhos preparatórios de boa qualidade têm mais possibilidade de aprovação no vestibular das universidades não pagas, federais e estaduais. É por isso que a maioria dos alunos das melhores universidades é originária da classe média e da classe alta. Alguém que nasce e vive numa camada social elevada tem mais oportunidade e condições de se manter nesse nível, ascender ainda mais e se sair melhor do que os originários das camadas inferiores.

3) (CESPE – 2010 – DPU - DEFENSOR PÚBLICO DA UNIÃO) A mobilidade social implica movimento significativo na posição econômica, social e política de um indivíduo ou de um estrato. Comentários

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Muitos podem estar se questionando: a prova foi em 2010, explico: o tema em questão não é atualidades e será útil para mais algumas considerações. Como vimos anteriormente, mobilidade social é a possibilidade de um indivíduo (ou um grupo) que pertence a determinada posição social transitar para outra, de acordo com o sistema de estratificação social. Logo, desde que um indivíduo mude de posição, seja ascendendo ou descendendo sua posição (mobilidade social vertical) ou apenas mude de posição .devido a motivos geracionais ou profissionais (mobilidade social horizontal), ficará caracterizada a mobilidade social. Gabarito: CERTA

4) (Questão inédita) Verificamos no Brasil, assim como na maior parte dos países do mundo, uma grande tendência em adotar uma organização social estratificada. Comentários Essa questão nos exige que lembremos do conceito de sociedade estratificada e repense como se dá a nossa organização social? A sociedade estratificada é aquele onde a mobilidade social é praticamente inexistente, portanto a questão está errada. X

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Desigualdades econômicas e sociais

VIRGÍNIA GUIMARÃES Desigualdades econômicas e sociais De forma geral, pode-se afirmar que um país com tal

De forma geral, pode-se afirmar que um país com tal mobilidade social como o Brasil deveria estar se transformando num modelo de sociedade homogênea e igualitária, não é mesmo? No entanto, o que vemos na prática é algo muito diferente de tudo isso. Não é segredo pra nós que a desigualdade social no Brasil é uma das maiores do mundo e embora nós até já tenhamos, em grande parte, nos acostumado a conviver com esse dado, ele está longe de ser aceitável. Antes de mais nada é fundamental compreendermos que o conceito de desigualdade social é um verdadeiro guarda-sol, daqueles bem grandes que vemos nas reportagens que mostram as praias badaladas do Brasil, sabe? Pois é, pessoal, estou falando do tal guarda sol porque só um daqueles daria conta de aglomerar os diversos tipos de desigualdades que antecedem e contribuem diretamente para as que são nosso alvo: a econômica e social.

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A começar pela desigualdade de oportunidade, de resultados, até as desigualdades de escolaridade, de renda, de gênero, etc, tudo isso entraria no guarda-sol da desigualdade econômica/social. De modo geral, a desigualdade econômica – a mais conhecida – é chamada imprecisamente de desigualdade social, dada pela distribuição desigual de renda. No Brasil, a desigualdade social tem sido um cartão de visita para a comunidade internacional, uma vez que pertencemos a lista dos países mais desiguais do mundo. Segundo dados da ONU, em 2005 o Brasil era a 8º nação mais desigual do mundo e em 2012, o Brasil ficou como o 4º país mais desigual da América Latina em distribuição de renda, ficando atrás somente de Guatemala, Honduras e Colômbia, segundo relatório sobre as cidades latino-americanas, feito pelo Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) Alguns dos pesquisadores que estudam a desigualdade social brasileira atribuem, em parte, a persistente desigualdade brasileira a fatores que remontam ao Brasil colônia, pré-1930 – a máquina midiática, em especial a televisiva, produz e reproduz a ideia da desigualdade, creditando o “pecado original” como fator primordial desse flagelo social e, assim, por extensão, o senso comum “compra” essa idéia já formatada –, ao afirmar que são três os “pilares coloniais” que apóiam a desigualdade: a influência ibérica, os padrões de títulos de posse de latifúndios e a escravidão. É evidente que essas variáveis contribuíram intensamente para que a desigualdade brasileira permanecesse por séculos em patamares inaceitáveis. Todavia, a desigualdade social no Brasil tem sido percebida nas últimas décadas, não como herança pré-moderna, mas sim como decorrência do efetivo processo de modernização que tomou o país a partir do início do século XIX.

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Junto com o próprio desenvolvimento econômico, cresceu também a miséria, as disparidades sociais – educação, renda, saúde, etc. – a flagrante concentração de renda, o desemprego, a fome que atinge milhões de brasileiros, a desnutrição, a mortalidade infantil, a baixa escolaridade, a violência. Essas são expressões do grau a que chegaram as desigualdades sociais no Brasil. Segundo Rousseau, a desigualdade tende a se acumular, já que os que vêm de família modesta têm, em média, menos probabilidade de obter um nível alto de instrução. Do mesmo modo, os que possuem baixo nível de escolaridade têm menos probabilidade de chegar a um status social elevado, exercer profissão de prestígio e ser bem remunerado. É verdade que as desigualdades sociais são em grande parte geradas pelo jogo do mercado e do capital, assim como é também verdade que o sistema político intervém de diversas maneiras, às vezes mais, às vezes menos, para regulamentar e corrigir o funcionamento dos mercados em que se formam as remunerações materiais e simbólicas, não é mesmo? Mas o que a gente percebe é que o combate à desigualdade deixou de ser entendida como uma responsabilidade nacional e passou a sofrer certa regulação de instituições multilaterais, como o Banco Mundial. O quadro refere-se ao ano de 2012.

Fonte:< http://g1.globo.com/brasil/noticia/2012/08/brasil-avanca-mas-e-quarto-pais-

mais-desigual-da-america-latina-diz-onu.html > Acesso em 26/02/2013

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ATUALIDADES PARA O TJ-DFT PROFESSORA VIRGÍNIA GUIMARÃES De todo modo, o fato é que o Brasil

De todo modo, o fato é que o Brasil tem o quarto pior índice de desigualdade no mundo e, apesar do aumento dos gastos sociais nos últimos dez anos, apresentou uma baixa mobilidade social e educacional entre gerações. Como podemos ver o fator financeiro não é a única origem para isto, a falta de acesso à educação, saúde, moradia, cultura, etc., também fazem parte do nosso país -

Bem, que há desigualdade em nosso país não restam dúvidas né, pessoal? Mas, afinal de contas, onde ela se localiza principalmente?

Os dados de 2010 (O último censo foi em 2010) apontaram ainda que as mulheres e as populações indígena e afrodescendente são as mais prejudicadas pela desigualdade social na região. No Brasil, por exemplo, apenas 5,1% dos descendentes de europeus vivem com menos de 1 US$ por dia. O percentual sobe para 10,6% em relação a índios e afros, cenário que poderia ser alterado consideravelmente se houvesse mais acesso à infraestrutura, saúde e educação. O relatório do órgão da ONU destacou ainda que a maior dificuldade na América Latina é impedir que desigualdade social

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persista no decorrer de novas gerações, já que ela acaba se reproduzindo- tanto por razões econômicas, como políticas. Esses números não são nada positivos para o Brasil já que pelo menos, 58% da população brasileira mantêm o mesmo status social de pobreza entre duas gerações - enquanto em países mais desenvolvidos como o Canadá e os países nórdicos esse índice é de

19%.

Mas, fiquem tranqüilos porque estou falando de percentuais aqui apenas para ficar bem clara a explicação, mas ninguém precisa guardar todos esses números, ok? O que precisa estar bem forte são as idéias que eles nos evidenciam!! Vamos ver como esse assunto costuma ser cobrado em

prova

5) (CESPE / Especialista em gestão, regulação e vigilância em saúde – SESA-ES / 2011) Em geral, as regiões menos desenvolvidas no mundo contemporâneo apresentam sérias deficiências de saneamento básico — ausência, por exemplo, de sistema de esgotamento sanitário e de fornecimento de água tratada —, o que acarreta diversos tipos de doença, onera os serviços de saúde pública e eleva o número de óbitos.

Comentários Afirmativa correta. A análise do texto está corretíssima. Como falei na aula anterior pessoal, aqui está um claro exemplo de panorama mundial que se encaixa perfeitamente na nossa realidade. Se formos pensar, por exemplo, nos países ou regiões em desenvolvimento em todo mundo, vamos perceber que apresentam sérias deficiências de saneamento básico e péssimas condições sociais. No caso do Brasil, as regiões Norte e Nordeste são as que apresentam menor desenvolvimento quando comparadas com o Sul

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ou Sudeste, são também marcadas por enormes deficiências sociais e

estruturas mínimas de saneamento. Além disso, e para agravar a situação, as condições climáticas, de relevo e geográficas contribuem para a ocorrência de períodos em que a população dessas áreas sofra ainda mais com as péssimas condições de vida. Mesmo com índices tão altos de pobreza no Brasil, o último Censo em 2010 apontou a redução da desigualdade social no país. Além do aumento de renda, os dados do IBGE demonstraram queda da mortalidade infantil e aumento da freqüência escolar, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, que permanecem sendo as mais pobres. Os avanços nos indicadores sociais do Brasil na última década, apontados pelos resultados gerais da amostra do Censo 2010, mostram que o país está no caminho - que ainda será bem longo – para conseguir erradicar a miséria.

A avaliação do MDS, Ministério do Desenvolvimento

Social e Combate à Fome, tanto o aumento do salário mínimo, os

programas de transferência de renda (como Bolsa Família e Benefício de Prestação Continuada), quanto os incentivos fiscais para equipamentos da linha branca beneficiaram o consumo de bens duráveis das famílias mais pobres. No Nordeste, por exemplo, 86,5% dos domicílios têm geladeira e no Norte, 83,8% demonstrando que a renda domiciliar melhorou, especialmente no Nordeste – que obteve um crescimento de 25,5% entre 2000 e 2010.

A região Norte ficou em terceiro lugar, com aumento de

21,6% - atrás somente do Centro-Oeste, com aumento de 23,4%. Apesar disso, a expectativa é de que os programas de transferência de renda melhorem ainda mais esses números a longo prazo, já que

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o Brasil vem realizando consideráveis esforços para melhorar a

incidência do gasto social. Conforme argumenta a socióloga Amélia Cohn, a partir dessa ideia “se inventou a teoria do capital humano, pela qual se investe nas pessoas para que elas possam competir no mercado”.

Ressaltando,pessoal, que essa é exatamente a lógica dos programas

de sociais. Ainda que eles sofram inúmeras criticas por seu caráter,

segundo alguns, paternalista, a lógica desses programas de transferência de renda está justamente em encarar isso como um investimento na qualificação do indivíduo.

O fato é que sem um efetivo Estado democrático, não há

como combater ou mesmo reduzir significativamente a desigualdade social no Brasil que determina, diretamente, o índice Gini, que mede a desigualdade de renda no pais. Em 2009, esse índice divulgou em

que o Brasil caiu de 0,58 para 0,52 (quanto mais próximo de 1, maior a desigualdade), porém a desigualdade continua gritante.

O fato é que quando tomamos os números da desigualdade

social brasileira, constatamos que estes afetam o próprio desenvolvimento humano do país, colocando-o no mesmo patamar de nações como a República Dominicana e o Suriname. Além disso, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) quando ajustado à desigualdade social brasileira cai de cai de 0,718 (índice que situaria o país no grupo dos países com desenvolvimento humano elevado) para 0,519 (índice de países com desenvolvimento humano mais baixo). O impacto negativo da desigualdade no IDH do Brasil é maior que a média de perda global e a dos países da América Latina, ou seja, o nível acentuado da desigualdade nacional fica evidente quando comparamos o impacto negativo que ela exerce no Brasil em relação a outros países.

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Se o Brasil entrar numa nova fase de crescimento de sua economia, é possível que isso mude. A base de superação das desigualdades sociais já está sendo lançada: ampliou-se a oferta de vagas nas universidades, por exemplo. No Brasil, o número de matrículas no ensino superior triplicou em uma década, e o país está superando o atraso histórico de sua educação inclusive em relação à Argentina. Amigos, como foram muitas informações ate aqui é bom lembrar , para que fique bem claro pra todos que há uma significativa diferença entre desigualdade econômica e desigualdade social. A primeira delas é praticamente autoexplicável, no entanto a segunda se liga se confunde diretamente com o nosso próximo item:

discriminação e exclusão social, que são os principais responsáveis pelo segundo tipo de desigualdade que aqui nos referimos: o social! Numa discussão sobre a constitucionalidade ou não das cotas raciais para Universidades, ocorrida no final do mês de abril de 2012, o STF decidiu por unanimidade sobre a validade das cotas. Pois bem, o fato é que o principal argumento da maior parte dos ministros se calcou na “evidente” desigualdade social entre negros e brancos. A atual (26/02/13) ministra do STF Rosa Weber, apresentou um argumento que nos faz refletir e compreender com mais clareza a diferença entre a desigualdade econômica e a social. Quando ela afirmou que “não se pode dizer que os brancos em piores condições financeiras têm as mesmas dificuldades dos negros, porque nas esferas mais almejadas das sociedades a proporção de brancos é maior que de negros” muito ela nos deixou a pensar.

Pessoal, não estou entrando no mérito da legitimidade ou não das cotas raciais, até porque esse é um assunto bastante polêmico mesmo. No entanto, independente de nossas opiniões pessoais a respeito desse assunto a teoria que o ronda e valida sua

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legalidade é exatamente essa de que o preconceito racial é a raiz da desigualdade social.

6) (Questão inédita) Os programas de transferência de renda foram um dos principais responsáveis pela diminuição na desigualdade social constatada pelo IBGE no ultimo senso . Comentários Uma pesquisa divulgada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) revela que os programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, contribuíram significativamente para a queda da desigualdade no Brasil na última década. Outros estudos acadêmicos sobre a desigualdade no Brasil apontam esses programas para à população de baixa renda como fundamentais para erradicação da pobreza e redução da desigualdade. Embora estes programas seguramente não constituam uma solução única e permanente para os problemas sociais do país, não há dúvida que esses programas devem fazer parte de qualquer proposta séria de promoção de uma sociedade mais justa. Resposta: correta (CESPE/TJ-RR/2012) O avanço da educação dos trabalhadores brasileiros explica 60% da queda na informalidade do mercado de trabalho entre 2002 e 2009. Para o economista Barbosa Filho, “apesar da baixa qualidade da nossa educação, diversos efeitos positivos que estão acontecendo na economia estão atrelados ao processo de universalização da educação no país”.

O Estado de S.Paulo, 8/7/2012, p. B7 (com adaptações).

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Considerando as ideias do texto acima e tomando o tema nele abordado como referência inicial no que se refere a aspectos da realidade educacional brasileira atual, julgue os itens seguintes.

7) (CESPE/TJ-RR/2012)O grande problema da educação básica brasileira é a falta de escolas na maior parte do país. Comentários As questões dessa prova estão tão fáceis que é até difícil de acreditar que sejam do CESPE. Entretanto, não se esqueçam de que esta prova é para nível fundamental. Bem, vamos lá, então. Entre os vários problemas da educação brasileira, podemos citar: a má preparação dos docentes, pouco ou nenhum envolvimento da família, falta de políticas públicas, gestão educacional ineficiente, entre outros. A falta de escolas não é problema na maior parte do país. Portanto, a assertiva está errada.

8) (CESPE/TJ-RR/2012)Atualmente, a conclusão do ensino médio é exigência legal para trabalhar na construção civil. Comentários Uma das maiores exigências para trabalhar na construção civil é experiência, pois se espera que o pedreiro, pintor, eletricista, entre outros, saiba trabalhar. Não há exigência quanto ao nível de escolaridade, principalmente, no setor de mão de obra, logo a assertiva está errada.

9) (CESPE/TJ-RR/2012) Entende-se, de acordo como o texto, que, quanto mais escolarizada é a pessoa, mais possibilidade ela tem de conseguir emprego com carteira assinada. Comentários

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A queda do trabalho informal no Brasil é prova que mais pessoas estão trabalhando com carteira assinada. A qualificação advinda com a educação favorece, logicamente, à melhoria de condições de trabalho. Portanto, a assertiva está correta.

Distribuição de renda.

Bem, o simples pensar em distribuição de renda em nosso país nos pede para viajar, só um pouquinho, pela nossa história! Talvez esse seja um dos motivos pelos quais eu me apaixonei por História, já que tudo parece partir dela e fica bem mais compreensivel a partir de seus pressupostos.

a particularidade brasileira de acumulu de

capital nas mãos e poucos, permeia a nossa história, desde o Brasil Colônia. Naquele momento, iniciamos um pressuposto de extrema desigualdade e criamos a

manutenção de elevado contingente de cidadão que passariam a viver abaixo da linha de pobreza. Vejam a piramide ao lado, (dados de 1999) e o quadro abaixo com dados de 01/2012 e fica fácil de perceber que o Brasil vem conseguindo aprofundar a

redução das desigualdades, Contudo a imprensa está sempre noticiando, que o Brasil é um dos países do mundo com a pior distribuição de renda, todavia, amigos, é bom lembrarmos que ele também é um dos mais industrializados da terra cujo PIB e a economia estão entre os 10 maiores do mundo!!

Mas, enfim

também é um dos mais industrializados da terra cujo PIB e a economia estão entre os

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Assim, não é de hoje que o Brasil é mundialmente conhecido por ser um dos países com a pior distribuição de renda do mundo. Sempre lembrado por seu alto grau de desigualdade, tanto de renda como de patrimônio, em 2004, foi indicado como o 8º pior índice de desigualdade entre os 127 países analisados – perdendo apenas de sete países africanos. Pra termos uma idéia da seriedade desse problema, solucioná-lo passou a integrar, há 10 anos atrás o programa de governo do então candidato, Lula, que insistia na importância de programas de transferência de renda para diminuir o enorme abismos existente entre as classes sociais brasileira. De fato, após o governo Lula, o ultimo Censo constatou que ações dessa natureza implementadas por ele, geraram uma redução de 21% no coeficiente de Gini brasileiro - índice que mede a desigualdade de distribuição de renda em uma sociedade. Apesar disso, o Brasil ainda apresenta uma das piores distribuições de renda do mundo! :-( Os resultados desse censo trouxeram a tona dados que mostraram que a desigualdade de renda ainda é bastante acentuada no país.

Mas, para Marcelo Néri, chefe do Centro de Políticas Sociais da FGV, o Brasil vem conseguindo aprofundar a redução das desigualdades, mesmo diante da crise mundial. Entre janeiro de 2011 e o mesmo mês em 2012, a desigualdade de renda caiu 2,1%, de acordo com as pesquisas mensais de emprego, e a pobreza caiu 8%, índices melhores que os da década passada, marcada pela redução da pobreza e da desigualdade.

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ATUALIDADES PARA O TJ-DFT PROFESSORA VIRGÍNIA GUIMARÃES A média nacional de rendimento domiciliar per capita tenha

A média nacional de rendimento domiciliar per capita tenha sido estimada em R$ 668 em 2010, 25% da população recebia no máximo R$ 188 e metade dos brasileiros R$ 375, ou seja, bem menos do que o salário mínimo vigente no ano (R$ 510). Em 2010, a incidência de pobreza era maior nos municípios de porte médio (10 mil a 50 mil habitantes), ou seja, a renda ficava mais concentrada nos grandes centros, né? Além disso, foi constatada a permanência de uma expressiva diferença de rendimento entre homens e mulheres , em que eles ganhavam em média, 47% mais que elas. O rendimento e a forma como essa renda é distribuída é um dos temas abordados mais importantes pra nossa compreensão nesse momento, mas o Censo analisou muitos outros indicadores sociais nos 5.565 municípios brasileiros. Assim, vimos que a população urbana recebe tem um rendimento médio quase das vezes maior do que o da rural. Esses dados, unidos a outros sobre o rendimento per capita do município, me permitem afirmar que nas áreas mais urbanizadas estão as maiores concentrações de renda!

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Outro dado que chama atenção, mas que continua mantendo uma tendência histórica diz respeito ao maior rendimento domiciliar per capita nos estados das regiões Sul e Sudeste – em contraposição ao Norte e Nordeste do país. Por fim, eu gostaria de me deter aqui ha um dos dados eu que mostra que a população preta e parda passou a ser maioria, atingindo a marca dos 50,7%. Você deve estar aí se perguntando o que isso tem a ver com a distribuição de renda, né? Vejamos:

A comparação das pirâmides etárias referentes aos anos de, mostra que, para os três principais grupos (pretos, brancos e pardos), houve estreitamento da base da pirâmide devido a diminuição da fecundidade. Sendo assim duas diferenças despontam. Pretos e pardos mostram maior proporção de pessoas abaixo de 40 anos enquanto os brancos têm maior proporção de idosos. E o que isso nos diz sobre renda?

Diz que, muito provavelmente, existe uma expressiva diferença nas condições de vida e acesso a cuidados de saúde, entre as raças, portanto me diz que há uma distribuição bem desigual na distribuição de rendimentos. Apesar disso, acho que a grande questão aqui é o que o governo tem feito para amenizar essa situação periclitante, onde tanto tem pouco e poucos têm muito!!. Até outubro de 2003, o Brasil tinha quatro Programas de Transferência de Renda com Condicionalidades no âmbito federais. O primeiro a ser criado, em 1996, foi o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti), voltado para crianças de 7 a 15 anos obrigadas a trabalhar ou submetidas a atividades perigosas, insalubres e degradantes.

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O Peti é composto por uma bolsa de R$ 25,00 para crianças

de áreas rurais, e R$ 40,00 de áreas urbanas, além de um orçamento

suplementar para os municípios, com o objetivo de criar uma jornada

escolar ampliada, de tal forma que as crianças não tenham tempo para trabalhar. Como contrapartida, os beneficiados menores de 16 anos não podem trabalhar e devem ter uma frequência escolar de 75% no ano. O programa, no entanto, acabou sendo parcialmente incorporado ao Bolsa Família a partir do ano passado.

O segundo PTCR federal no Brasil foi o Bolsa Escola, criado

em 2001. A contrapartida para participar do programa era a freqüência escolar mínima de 85% no ano para as crianças de 6 a 15

anos. O benefício era concedido a famílias cuja renda per capita se situava abaixo de R$ 90,00. O valor da bolsa era de R$ 15,00 por criança, com um teto de R$ 45,00 por família. Um pouco depois do Bolsa Escola foi criado o Bolsa Alimentação, um PTCR da saúde, cujas contrapartidas eram:

aleitamento materno; exames pré-natais para gestantes; e vacinação das crianças. O valor da bolsa era de R$ 15,00 por criança entre 0 e 6 anos, com teto de R$ 45,00 por família. O programa estava a cargo do Ministério da Saúde. Em 2003 foi criado um quarto programa, o Cartão Alimentação, uma transferência de R$ 50,00 para famílias cuja renda per capita não alcançava meio salário mínimo. Seu uso estava limitado, exclusivamente, à compra de alimentos. Cada programa tinha sua agência executora e a coordenação entre elas era mínima. Com a falta de comunicação, muitas famílias que se encontravam na mesma condição, acabavam recebendo quantias diferentes de benefício. Na tentativa de solucionar o problema, em outubro de 2003, o governo federal criou

o programa Bolsa Família, com o objetivo de unificar todos os

programas de transferência de renda, a partir de um Cadastro Único,

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facilitando assim a gestão e distribuição dos recursos. O Bolsa Família também incorporou o Vale-Gás, uma transferência sem contrapartida. Para o Bolsa Família, no início, as famílias pobres foram divididas em dois grupos: as extremamente pobres, com renda familiar per capita mensal de até R$ 60,00; e as pobres, com renda familiar per capita mensal de R$ 60,00 a R$ 120,00. As famílias extremamente pobres participantes recebiam um benefício fixo de R$ 50,00 independentemente da composição familiar. Além disso, o programa contava com um benefício de R$ 15,00, recebido para cada criança de até 15 anos, ou cada gestante. As contrapartidas exigidas pelas antigas ações também foram herdadas pelo programa unificado. A realidade é que no Brasil as classes dirigentes poucas vezes desprenderam grandes esforços para melhorar as questões de distribuição de renda. Em consequência disso, temos graves prejuízos sociais como a violência, péssimas condições de vida e trabalho etc. Mas esses são temas pra nossa próxima aula, ok? Agora vamos ver como essas questões podem ou já foram cobrados em concursos anteriores

10) (Questão inédita) Foi no governo Lula que os programas de transferência de renda foram implementados no Brasil modificando por completo a realidade brasileira no que diz respeito as desigualdades sociais. Comentários

Bem pessoal essa questão está duplamente errada. Primeiro porque a desigualdade social foi amenizada com os programas de transferência de renda, no entanto, os índices de pobreza e distribuição de renda continuam aviltantes.

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O segundo ponto equivocado da questão está em afirmar que foi no governo Lula que esses programas tiveram início. Na realidade, esses programas já existiam, mas não sob a forma do bolsa família. Se a questão tivesse falado, especificamente sobre esse programa ela estaria parcialmente certa,já que este sim foi uma criação especifica do governo Lula, de todo modo, não dói suficiente para modificar , por completo a realidade da pobreza no Brasil. O programa Bolsa Família é uma das principais ações governamentais que teve inicio na década de 90 e considerada extremamente pobres as famílias com renda domiciliar até R$ 70 e pobres, aquelas com até R$ 140.

11) (FMP / Auditor Público Externo – TCE-RS / 2011) Acerca do crescimento econômico e da distribuição de renda no Brasil, podemos afirmar que:

(A) a base da política econômica do Governo Fernando Henrique

Cardoso, que debelou a inflação e garantiu um cenário de estabilidade econômica foi fundamentada, entre outras coisas, no

controle do gasto público.

(B) o recente crescimento econômico no Brasil se explica pela

melhora do sistema educacional nos últimos anos e por uma pauta de

exportações de elevado valor agregado, fundado na geração de inovação (marcas, patentes, know how).

(C) a melhora econômica do Brasil não guarda correlação com o

crescimento chinês, o qual está sendo responsável pela destruição da

indústria nacional.

(D) o Brasil vem tendo piora constante nos últimos vinte anos em

distribuição de renda, por isso os crimes violentos vêm diminuindo

em todo país. (E) o PIB per capita do Brasil é inferior ao da China e da Índia.

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Comentários

A letra A está correta. O governo de Fernando Henrique Cardoso conseguiu debelar a inflação e estabilizar a economia no país, adotando políticas baseadas no controle dos gastos públicos, exatamente como afirma esta opção que, portanto, está certa.

A opção B está errada. Há uma grande concentração na pauta

de exportações brasileiras em produtos primários, são 5 os principais:

minério de ferro, petróleo em bruto, complexo soja, açúcar e

complexo carnes. Ainda existe certa deficiência nas exportações de manufaturados e produtos geradores de inovação. A letra C também está incorreta. Ao contrário do que diz a afirmativa, o crescimento da economia brasileira está relacionado com o crescimento chinês, pois a China é o maior comprador de minério de ferro e soja do país.

A letra D está incorreta. Segundo os dados do IBGE houve uma

melhora de 10% na distribuição de renda no país nos últimos 10 anos. Alguns dos mecanismos que ajudaram a melhorar esta estatística foi o aumento dos gastos do governo com educação, saúde e programas assistenciais. Mais um dado que deve ser levando em consideração é que a afirmativa diz que a diminuição dos crimes violentos está relacionada com a má distribuição de renda, na verdade, a tendência é de os crimes violentos aumentarem se houvesse piora na distribuição de renda. Deste modo, a alternativa está incorreta.

A letra E, igualmente, é errada. Apesar do crescimento do PIB

per capita da China e da Índia terem crescido mais que o do Brasil – 10,3%, 8,6% e 7,5% de crescimento, respectivamente – o PIB brasileiro ainda é maior que o dos dois países. Nesse caso, é importante atentar para o que diz a alternativa. Se tivesse dito que o crescimento do PIB destes dois países é maior que o do Brasil,

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estaria correto. Mas, como disse que o PIB per capita desses países

é maior que o do Brasil, a alternativa torna-se errada.

12) (CESPE – 2011 – ANALISTA DE CORREIOS) Considerando o desempenho da economia brasileira nos últimos anos, julgue

os

item subsequente.

O

Brasil experimenta, a partir de 2005, expansão da renda

nacional per capita aliada à gradual melhora do padrão de distribuição de renda, o que resulta no declínio da pobreza e em maior mobilidade social. Comentários

Essa é fácil, não é pessoal? Lembram-se da aula demonstrativa quando falei dos programas sociais e das benesses trazidas pela disseminação das atividades econômicas pelas diferentes regiões? Pois é. Toda essa atividade econômica aumentou

o PIB do Brasil nos últimos anos, alcançando em 2011 a ordem de R$

4,1 trilhões de reais. Com o PIB em ascensão, a renda per capita também vem crescendo nos últimos anos, bem como a distribuição de renda também vem crescendo a, em grande parte graças aos programas sociais do governo. Em conseqüência, como a assertiva corretamente explicitou, esses fatores resultam no declínio da pobreza e em maior mobilidade social. Gabarito: alternativa CERTA.

Violência

Bem, pessoal, até agora estivemos falando de desigualdade, inclusão social, mobilidade social, discriminação e etc., ma o fato é

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que todos esses fatores, aliados ao crescimento desordenado acarretou em dados negativos, como o crescimento da violência. De todo modo, falar sobre violência no Brasil é abordar uma questão muito ampla e que engloba uma série de pequenos circuitos que estão interligados e que interferem na sociedade como um todo. Um dos exemplos mais claros disso é que várias coisas que foram faladas acima acabam gerando ou interferindo nos índices de violência tanto nas cidades quanto nas áreas rurais. Houve um tempo que violência era algo restrito a atos isolados de pessoas mentalmente perturbadas, no entanto, cada vez mais ela se mostra como um reflexo de uma sociedade capitalista e desigual.

Deste modo, amigos, eu realmente acredito que é isso que a banca espera que saibamos: compreender essa imensa teia social que liga desigualdade a violência, crescimento econômico a empregabilidade etc! Como eu já disse um grande número de pessoas que saíram de áreas rurais, ou mesmo de pequenas cidades em direção aos grandes centros urbanos, acabaram sem emprego e sem moradia, engrossando o número de desempregados e desabrigados nas grandes metrópoles. Outros tantos entraram para índices mais tristes, os índices de mortos ou aumentam os indicadores daqueles que transgridem as normas sociais e praticam, eles mesmos, atos de violência. Assim, pessoal, o rápido processo de urbanização das cidades Latino-Americanas foi marcado pela falta de planejamento urbano, gerando o surgimento de submoradias nas regiões periféricas e, até mesmo, no centro que resultam em verdadeiros nichos de violência. Portanto é importante lembrarmos que o surgimento desses nichos de habitações irregulares, que decorre da concentração ou da

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má distribuição de renda, unido ao descaso do poder público acaba sendo um estímulo ao aumento da violência.

No dia 25 de setembro de 2012 foi divulgada uma pesquisa

indicando que o Brasil continua entre os 12 países mais desiguais do mundo, ainda que a desigualdade tenha sido diminuída em muito.

Segundo a pesquisa na última década, os 10% mais pobres viram a sua renda crescer nada menos que 550% mais depressa do que a dos 10% mais ricos. Esses dados que num primeiro momento nos fazem vibrar de felicidade e esperança, num segundo momento nos faz pensar mesmo é no quanto é absurda a desigualdade social em nosso país. Afinal de contas, mesmo com 550% de aumento na renda ainda

somos o 12º- país mais desigual do mundo!! E o que isso tem a ver com a violência, pessoal? Tuuuudo!!!!!

O geógrafo Milton Santos, tão citado nas provas de

concurso, sempre defendeu que o espaço geográfico é indissociável das ações ali realizadas. É só pararmos pra pensar um pouquinho e fica fácil compreender o que ele quis dizer com isso. Afinal, é mais fácil encontrarmos violência em prédios de luxo ou nas zonas mais pobres da cidade? O aluno mais atento e crítico responderia:

depende, de que violência estamos falamos? Pois é, amigos, e depende mesmo, porque alguns tipos dela estão igualmente presentes aonde quer que haja ser humano, não é mesmo? Então afinal o que é violência? Segundo o Dicionário Houaiss, violência é a “ação ou efeito de violentar, de empregar força física (contra alguém ou algo) ou intimidação moral contra (alguém); ato violento, crueldade, força”. No aspecto jurídico, o mesmo dicionário define o termo como o “constrangimento físico ou moral exercido sobre alguém, para obrigá- lo a submeter-se à vontade de outrem; coação”.

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Já a Organização Mundial da Saúde (OMS) define violência como “a imposição de um grau significativo de dor e sofrimento evitáveis”. Ainda assim, os especialistas afirmam que o conceito é muito mais amplo e ambíguo do que essa mera constatação de que a violência é a imposição de dor, a agressão cometida por uma pessoa contra outra; mesmo porque a dor é um conceito muito difícil de ser definido.

Para todos os efeitos a violência se manifesta de várias maneiras: guerra, fome, tortura, assassinato, preconceito. Na comunidade internacional de direitos humanos, a violência é compreendida como todas as violações dos direitos civis, econômicos, políticos, culturais e sociais. Assim, podemos entender violência como a violação da vida, propriedade, liberdade de ir e vir, de consciência, supressão do direito ao voto, a habitação, saúde, educação, segurança, a emprego, salário etc. E por isso a resposta mais adequada seria mesmo “depende”! As formas de violência, tipificadas como violação da lei penal, como assassinato, seqüestros, roubos e outros tipos de crime contra a pessoa ou contra o patrimônio, formam um conjunto que se convencionou chamar de violência urbana, porque se manifesta principalmente no espaço das grandes cidades. Todavia, não é possível deixar de falar, sobre a existência das diferentes formas de violência. Mas, voltando ao edital, eu acredito mesmo, que o que eles querem é que o candidato tenha conhecimento, pelo menos nesse primeiro momento, é sobre a violência urbana, que não compreende apenas os crimes, mas todo o efeito que provocam sobre as pessoas e as regras de convívio na cidade.

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A violência urbana interfere no tecido social, prejudica a

qualidade das relações sociais, corrói a qualidade de vida das pessoas. Assim, os crimes estão relacionados com as contravenções e com aquilo que chamamos de incivilidades. Gangues urbanas, pixações, depredação do espaço público, o trânsito caótico, as praças mal cuidadas, sujeira em período eleitoral compõem o quadro da perda da qualidade de vida. Certamente, o tráfico de drogas, talvez a ramificação mais visível do crime organizado, acentua esse quadro, sobretudo nas grandes e problemáticas periferias. Hoje, no Brasil, a violência, que antes estava presente apenas nas grandes cidades, espalha-se para cidades menores, à medida que o crime organizado procura novos espaços. Além das dificuldades das instituições de segurança pública em conter o processo de interiorização da violência, a degradação urbana contribui decisivamente para ele, já que a pobreza, a desigualdade social, o baixo acesso popular à justiça não são mais problemas exclusivos das grandes metrópoles. Na última década, a violência tem estado presente em nosso dia-a-dia, seja no noticiário ou/e em conversas com amigos. Todos nós conhecemos alguém que sofreu algum tipo de violência, não é mesmo?

É claro, gente, que não existe um consenso entre os

estudiosos sobre a causa definitiva da violência urbana e as formas de superá-la. No entanto, a grande maioria entende que a violência

urbana é algo evitável, desde que políticas de segurança pública e social sejam colocadas em ação.

É preciso atuar de maneira eficaz tanto em suas causas

primárias quanto em seus efeitos. É preciso aliar políticas sociais que reduzam a vulnerabilidade dos moradores das periferias, sobretudo

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dos jovens, à repressão ao crime organizado. Uma tarefa que não é só do Poder Público, mas de toda a sociedade civil, não é mesmo? Ainda assim, amigos, é importante lembrar que não estamos aqui defendendo que não há violência entre ricos, até porque o próprio termo violência pode assumir várias conotações (como já vimos).

De toda forma, a essa altura do campeonato já percebemos que esse fenômeno está muito mais presente em espaços frágeis, onde as pessoas não possuem sequer uma infraestrutura urbana básica. Assim, é exatamente em meio a localidades, sem condições adequadas ao ser humano, geralmente, habitações irregulares ou próximas a equipamentos urbanos, como: estação de metrôs, indústrias, pontes, viadutos, entre outros que temos os principais nichos de violência. Pra nossa sorte, ano passado tivemos concursos abordando diretamente esse assunto, vamos dar uma analisada nas questões?

Em contraste com a tendência de queda no número de óbitos por causas naturais na infância e na adolescência, a violência passou a responder sozinha por 26% de todas as mortes registradas na faixa etária de zero a dezenove anos de idade

no país em 2010. Em 1980, essa proporção era de apenas 7%.

Os números constam do estudo “Mapa da Violência – Crianças

e Adolescentes

adaptações).

do

Brasil”.

O

Globo,

18/7/2012,

capa

(com

Tendo o texto acima como referência inicial e considerando as múltiplas implicações do tema por ele abordado, julgue os itens subseqüentes.

13) (CESPE / MCTI - Analista / 2012) O atual mapa da violência no Brasil inverte o cenário de descentralização das

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atividades econômicas, que migram dos grandes centros

urbanos para o interior. A criminalidade, ao contrário, afasta-

se rapidamente do interior e concentra-se nas áreas centrais

das grandes metrópoles, nas quais os investimentos públicos para o combate à violência tendem a ser menores.

Comentários

Se invertermos os dados da questão ela ficaria correta!

A assertiva começa dizendo que o mapa da violência inverte o cenário de descentralização das atividades econômicas, quando, na verdade, é a descentralização, ou se preferirem – a desconcentração econômica, que expande o mapa da violência também para as regiões interioranas.

Em seguida a assertiva diz que a violência caminha do interior para as grandes cidades e que o combate à violência nestas (as grandes cidades) é menor que naquelas. Mais uma vez, temos uma inversão dos dados, a violência tem se expandido, cada vez mais, dos grandes centros para as cidades do interior e é nestas áreas interioranas que o combate à violência ainda é bastante deficiente e requer maiores investimentos.

Gabarito: Errado

14) (CESPE/MCTI-Analista/2012) Há consenso entre

especialistas de que o aumento da violência contra crianças e adolescentes brasileiros, nas últimas três décadas, decorre, em larga medida, da inexistência de legislação federal específica para atender a essa parcela da população, fato que

a torna ainda mais vulnerável em face do crescimento

desordenado das cidades.

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Comentários

É possível desmentir a afirmativa só pelo dado de que o Estatuto da Criança e do Adolescente é de 1990, ou seja, legislação federal criada no período indicado no texto e que trata especificamente da parcela da população formada por CRIANÇAS e ADOLESCENTES.

Por outro lado, não há consenso entre os especialistas sobre os fatores que influenciam no aumento da violência contras crianças e adolescentes. O que há são questionamentos e diversos levantamentos de possibilidades.

Dentre as principais causas indicadas pelos especialistas estão:

Dificuldades cotidianas; Pobreza; Separação do casal; Crises financeiras; Temperamento, retardo mental, hiperatividade etc.; Influência dos familiares; Aspectos socioculturais; etc.

Concluímos, assim, que a assertiva está errada.

Violência em Santa Catarina Bem amigos, a situação em Santa Catarina é recorrente. Teve seu início em novembro de 2012, e durou 7 dias, resultando em 58 atentados em 16 cidades. Mas, o que realmente aconteceu? O fato é que desde o fim do ano de 2012, os presos de Santa Catarina alegaram sofrerem torturas, falta de atendimento médico e odontológico, falta de água, e por possuir poucos agentes, os banhos

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de sol são poucos os que podem tomar. Diante dessas denúncias, a ouvidora da Secretaria Nacional de Direitos Humanos foi a Santa Catarina, ouviu os presos, e constataram uma série de problemas, solicitando providências. O “Xis” da questão é que não aconteceram as mudanças desejadas e então os presos decidem recomeçar os ataques. Para vocês terem uma idéia, neste atual confronto, do dia 30 /01/2013 de 2013 até 18/01/2013, o número de ataques em Santa Catarina já havia chegado a 111. Mas, ao que tudo indica o clima “tava” tenso já algum tempo! Em agosto de 2012, aconteceu a morte da agente prisional Deise Alves, que por sinal era esposa do diretor da penitenciária de São Pedro de Alcântara, em Florianópolis, onde acredita-se que teria partido as ordens para a onda de ataques. O diretor pediu afastamento do cargo atribuindo o assassinato da esposa à uma das facções que age no Estado e controlaria o presídio. Bom amigos, como a “medalha” tem dois lados, do outro lado os detentos dizem que, após a morte da agente prisional, a situação ficou insustentável e chegaram a denunciar a violência praticada pelo diretor e um grupo de agentes em um vídeo gravado pelos próprios detentos, além de questionarem a rapidez da Polícia Civil em investigar a morte da agente prisional Deise Alves, ocorrida em agosto, com o indiciamento de 11 pessoas. Alguns devem estar se perguntando, e aí, vai ficar essa guerra eternamente? Eu digo que não, e é claro também que não vai terminar de um dia para o outro, mas providencias já foram tomadas! A Força Nacional começou a atuar no estado, a pedido do governo catarinense, desde o fim da última semana. Sendo que o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo Cardozo afirmou que a ação da Força Nacional em Santa Catarina vai durar o tempo que o governo estadual considerar necessário.

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Como forma de repressão a Força Nacional transferiu no dia

16/02/2013, 40 líderes da facção criminosa PGC (Primeiro Grupo Catarinense) de seis cadeias de Santa Catarina para presídios federais de segurança máxima fora do Estado (acreditando que quebrar a espinha dorsal da facção), além do reforço no policiamento

ostensivo nas ruas, etc

ônibus e instalações policiais em busca de regalias dentro das

prisões., ataques constantes a cidades.

Mas, as coisas não se resolvem tão rápido assim não é mesmo? Acreditem! a presença da Força Nacional de Segurança em Santa

de

18/02/2013, 36 cidades foram alvos de ataques. Segundo o governo de Santa Catarina este já trabalhava com a possibilidade de que os ataques não acabariam imediatamente com a chegada das forças federais. Para a secretaria de segurança do Estado o trabalho da Força Nacional será concentrado no sistema penitenciário, uma possível raiz do problema. A polícia acredita que a violência deve diminuir aos poucos, apesar de perceber que a onda de

Catarina

E como resposta, O PGC ordena ataques a

não

intimidou

a

ação

dos

bandidos.

Até

o

dia

ataques acaba por contaminar também outras pessoas que não estão necessariamente ligadas ao crime organizado como alguns vândalos que se aproveitam da situação.

Vamos dar uma olhada de como esse assunto pode ser cobrado em prova!!! 1 - O montante de recursos movimentado pelo tráfico de drogas ilícitas em escala global faz dessa atividade um dos principais sustentáculos do crime organizado mundial e cria um poder econômico difícil de ser enfrentado por muitos Estados nacionais. Verdadeira ou Falsa? Reposta: VERDADEIRA

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Comentários: Segundo o Escritório da Organização das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes, UNODC, o crime organizado internacional é um negócio de 870 bilhões de dólares anuais. Sendo um negócio tão lucrativo e que envolve grande quantidade de pessoas, é evidente que o crime organizado tenha muito poder e que seja difícil de ser enfrentado. Temos o nosso próprio exemplo nas grandes cidades brasileiras que sofrem com as ações de grupos, comandos e facções. Sendo assim, a assertiva está correta.

2 - Zedillo, do México, Gaviria, da Colômbia, e Fernando Henrique Cardoso, do Brasil, são ex-presidentes latino- americanos que se engajaram no exame do tema das drogas e assumem posição crítica em relação a uma política de combate às drogas que obtém parcos resultados e cujo custo em vidas humanas é altíssimo. Resposta: CORRETA omentários: Os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso do Brasil, César Gaviria da Colômbia e Ernesto Zedillo do México criaram a Comissão Latino- Americana sobre Drogas e Democracia, que avaliou o impacto das políticas de “guerra às drogas” e formulou recomendações para estratégias mais eficientes, seguras e humanas. Os seus dados e argumentos foram expostos no relatório “Drogas e Democracia: Rumo a uma Mudança de Paradigma”. Nele, os governantes exigem uma nova abordagem com menos ênfase na repressão e mais em políticas de saúde e educação. E inclui uma recomendação, a descriminalização da posse de maconha – o que por seu apelo midiático pode ofuscar uma reflexão mais profunda. Portanto, a assertiva está correta.

X

X

X

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Bem, queridos, terminamos nossa aula por aqui! Espero, mais uma vez, que vocês tenham tido uma boa compreensão dos temas, mas quaisquer dúvidas não hesitem em utilizar nosso fórum, ok?

Grande abraço, um ótimo estudo e excelente semana a todos vocês!

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Lista de questões

1) (Questão inédita) O IBGE é um dos órgãos mais cheio de critérios ao analisar as categorias das classes sociais a partir de várias óticas e elementos distintos, o que lhe permitiu concluir que a Classe C cresceu tanto nos últimos anos que a desigualdade no país é quase imperceptível. GABARITO: INCORRETA 2) (Questão inédita) Segundo os órgãos que avaliam a demografia brasileira, como IBGE, ABEP, dentre outros, podemos afirmar que as classes A e B compõem a maior parte da população brasileira. GABARITO: ERRADO

3) (CESPE – 2010 – DPU - DEFENSOR PÚBLICO DA UNIÃO) A mobilidade social implica movimento significativo na posição econômica, social e política de um indivíduo ou de um estrato. GABARITO: CORRETA

4) (Questão inédita) Verificamos no Brasil, assim como na maior parte dos países do mundo, uma grande tendência em adotar uma organização social estratificada. GABARITO: ERRADA

5) (CESPE / Especialista em gestão, regulação e vigilância em saúde – SESA-ES / 2011) Em geral, as regiões menos desenvolvidas no mundo contemporâneo apresentam sérias deficiências de saneamento básico — ausência, por exemplo, de sistema de esgotamento sanitário e de fornecimento de água tratada —, o que acarreta diversos tipos de doença, onera os serviços de saúde pública e eleva o número de óbitos.

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GABARITO: CORRETA

6) (Questão inédita) Os programas de transferência de renda foram um dos principais responsáveis pela diminuição na desigualdade social constatada pelo IBGE no ultimo senso.

GABARITO: CORRETA

(CESPE/TJ-RR/2012) O avanço da educação dos trabalhadores brasileiros explica 60% da queda na informalidade do mercado de trabalho entre 2002 e 2009. Para o economista Barbosa Filho, “apesar da baixa qualidade da nossa educação, diversos efeitos positivos que estão acontecendo na economia estão atrelados ao processo de universalização da educação no país”. O Estado de S.Paulo, 8/7/2012, p. B7 (com adaptações).

Considerando as ideias do texto acima e tomando o tema nele abordado como referência inicial no que se refere a aspectos da realidade educacional brasileira atual, julgue os itens seguintes.

7) (CESPE/TJ-RR/2012)O grande problema da educação básica brasileira é a falta de escolas na maior parte do país.

GABARITO: ERRADA

8) (CESPE/TJ-RR/2012)Atualmente, a conclusão do ensino médio é exigência legal para trabalhar na construção civil. GABARITO: ERRADA

9) (CESPE/TJ-RR/2012) Entende-se, de acordo como o texto, que, quanto mais escolarizada é a pessoa, mais possibilidade ela tem de conseguir emprego com carteira assinada.

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GABARITO: CORRETA

10) (Questão inédita) Foi no governo Lula que os programas de transferência de renda foram implementados no Brasil modificando por completo a realidade brasileira no que diz respeito as desigualdades sociais. GABARITO: ERRADA

11) (FMP / Auditor Público Externo – TCE-RS / 2011) Acerca do crescimento econômico e da distribuição de renda no Brasil, podemos afirmar que:

GABARITO: LETRA A

12) (CESPE – 2011 – ANALISTA DE CORREIOS) Considerando o desempenho da economia brasileira nos últimos anos, julgue

os

item subsequente.

O

Brasil experimenta, a partir de 2005, expansão da renda

nacional per capita aliada à gradual melhora do padrão de distribuição de renda, o que resulta no declínio da pobreza e em maior mobilidade social. GABARITO: CERTA

Em contraste com a tendência de queda no número de óbitos por causas naturais na infância e na adolescência, a violência passou a responder sozinha por 26% de todas as mortes registradas na faixa etária de zero a dezenove anos de idade

no país em 2010. Em 1980, essa proporção era de apenas 7%.

Os números constam do estudo “Mapa da Violência – Crianças

e Adolescentes

adaptações).

do

Brasil”.

O

Globo,

18/7/2012,

capa

(com

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Tendo o texto acima como referência inicial e considerando as múltiplas implicações do tema por ele abordado, julgue os itens subseqüentes.

13) (CESPE / MCTI - Analista / 2012) O atual mapa da violência no Brasil inverte o cenário de descentralização das atividades econômicas, que migram dos grandes centros

urbanos para o interior. A criminalidade, ao contrário, afasta-

se rapidamente do interior e concentra-se nas áreas centrais

das grandes metrópoles, nas quais os investimentos públicos para o combate à violência tendem a ser menores.

GABARITO: ERRADO

14) (CESPE/MCTI-Analista/2012) Há consenso entre

especialistas de que o aumento da violência contra crianças e adolescentes brasileiros, nas últimas três décadas, decorre, em larga medida, da inexistência de legislação federal específica para atender a essa parcela da população, fato que

a torna ainda mais vulnerável em face do crescimento

desordenado das cidades.

GABARITO: ERRADO O montante de recursos movimentado pelo tráfico de drogas ilícitas em escala global faz dessa atividade um dos principais sustentáculos do crime organizado mundial e cria um poder econômico difícil de ser enfrentado por muitos Estados nacionais. Verdadeira ou Falsa? GABARITO: VERDADEIRA 2 - Zedillo, do México, Gaviria, da Colômbia, e Fernando Henrique Cardoso, do Brasil, são ex-presidentes latino- americanos que se engajaram no exame do tema das drogas e

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assumem posição crítica em relação a uma política de combate às drogas que obtém parcos resultados e cujo custo em vidas humanas é altíssimo. GABARITO: CORRETO