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Treinamento InfoLab 2010 softwarelivre.uff.br
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Treinamento

InfoLab

2010

softwarelivre.uff.br

Sumário

  • 1 – Introdução .............................................................................................................4

    • 1.1 – O projeto dos laboratórios de graduação ...............................................................................4

    • 1.2 – Objetivos do treinamento .......................................................................................................4

    • 1.3 – Papel do estagiário .................................................................................................................4

    • 1.4 – Avaliação ................................................................................................................................4

    • 1.5 – O que é software livre e porque ele foi escolhido ..................................................................5

    • 1.6 – Vantagens dos softwares livres ..............................................................................................5

1.7– O software livre é viável? .......................................................................................................5

  • 2 – O Sistema GNU/Linux...........................................................................................6

    • 2.1 – Histórico..................................................................................................................................6

    • 2.2 – Hierarquia do Sistema de Arquivos Linux .............................................................................7

      • 2.2.1 – Os diretórios ...................................................................................................................7

      • 2.2.2 – Funcionamento ...............................................................................................................9

  • 2.3 – Usuários e Permissões ...........................................................................................................9

  • 2.4 – Shell de Comandos (Terminal).............................................................................................10

  • 2.5 – Programas residentes ...........................................................................................................12

  • 2.6 – Memória virtual ...................................................................................................................13

  • 2.7 – Comandos Básicos ...............................................................................................................13

    • 2.7.1 – Manipulação de Arquivos ............................................................................................13

    • 2.7.2 – Manipulação de Usuários .............................................................................................16

    • 2.7.3 – Hardware ......................................................................................................................16

    • 2.7.4 – Rede .............................................................................................................................16

    • 2.7.5 – Manipulação de Processos ...........................................................................................17

    • 2.7.6 – Permissões ....................................................................................................................17

    • 2.7.7 – Redirecionadores e Símbolos Coringa..........................................................................18

  • 2.8 – Dispositivos .........................................................................................................................19

    • 2.8.1 – Acessando Dispositivos ................................................................................................19

  • 2.9 – Arquivos de Configuração....................................................................................................21

  • 3 - Instalação de uma Distribuição ..........................................................................21

    • 3.1 – Opções de Boot ....................................................................................................................22

    • 3.2 – Particionamento....................................................................................................................23

      • 3.2.1 – Computador com HD novo ou sem partições ..............................................................23

      • 3.2.2 – Computador com Windows já instalado no HD ...........................................................26

      • 3.2.3 – Computador com Windows e instalação a partir deste (uso do Wubi).........................28

      • 3.2.4 – Finalizando....................................................................................................................29

  • 3.3 – Seleção de Pacotes ...............................................................................................................32

    • 3.3.1 – Repositórios .................................................................................................................33

    • 3.2.2 – Comandos APT.............................................................................................................37

  • 3.3.2.1– Instalando programas usando o APT..........................................................................38

    • 3.3.2.2 – Procurando programas usando o APT........................................................................38

    • 3.3.2.3 – Removendo pacotes usando APT...............................................................................39

    • 3.3.2.4 – Atualizando o sistema usando o APT.........................................................................39

    • 3.4 – Autorizações .........................................................................................................................39

    • 3.5 – Ferramentas de Rede ............................................................................................................40

    • 3.6 – Impressoras...........................................................................................................................40

    • 3.7 – Outros Drivers (Módulos) ....................................................................................................41

      • 3.7.1 – Placas Wireless sem módulos ......................................................................................42

    • 3.8 – GRUB ..................................................................................................................................43

    3.8.1

    - Configuração..................................................................................................................44

    • 3.9 – LILO ....................................................................................................................................46

      • 3.9.1 – Configuração ................................................................................................................46

    • 4 - Interface de Administração do Sistema (Webmin)............................................47

      • 4.1 – Suporte Infolab.....................................................................................................................48

      • 4.2 – Alterar Senha.........................................................................................................................49

    4.3.1 – LDAP Users.......................................................................................................................49

    • 4.4 - Quotas de Disco.....................................................................................................................50

    • 4.5 – Servidor Proxy Squid............................................................................................................51

    • 5 - Os serviços DHCP, NAT, LDAP e NFS...............................................................52

      • 5.1 - Serviço DHCP (Dynamic Host Control Protocol).................................................................52

      • 5.2 - Serviço NAT (Network Address Translation)........................................................................52

      • 5.3 - Serviço NFS (Network File System).....................................................................................52

      • 5.4 – Serviço LDAP (Lightweight Directory Access Protocol )....................................................52

  • 6 – Verificação de Problemas....................................................................................53

    • 6.1 - Sistema apresenta inconsistência de disco............................................................................53

    • 6.2 – Máquina não aceita a senha..................................................................................................53

  • 6.3– Aplicativos sendo encerrados abruptamente..........................................................................54

    • 7 – Programas Comuns.............................................................................................54

      • 7.1 – Navegadores .........................................................................................................................55

      • 7.2 – Editores ................................................................................................................................55

        • 7.2.1 – Texto .............................................................................................................................55

    7.2.1.1 – De Linha de comando ...........................................................................................55

    • 7.2.2 – Imagem e Planilha ........................................................................................................56

    • 7.3 – Gravadores de CD/DVD ......................................................................................................56

      • 7.3.1 – Brasero .........................................................................................................................56

      • 7.3.2 – K3B ..............................................................................................................................57

      • 7.3.3 – Nero4Linux ..................................................................................................................57

  • 7.4 – Reprodutores de Vídeo ........................................................................................................57

    • 7.4.1 – MPlayer ........................................................................................................................57

    • 7.4.2 – Totem ............................................................................................................................57

    • 7.4.3 – Dragon Player ..............................................................................................................57

    • 7.4.4 – Kaffeine ........................................................................................................................57

    • 7.4.5 – VLC ..............................................................................................................................58

  • 7.5 – Reprodutores de Audio ........................................................................................................58

    • 7.5.1 – Audacious .....................................................................................................................58

    • 7.5.2 – Amarok .........................................................................................................................58

    • 7.5.3 – Rhythmbox ..................................................................................................................58

  • 7.6 – Plugins e Codecs ..................................................................................................................58

  • 7.7 – Gerenciadores de Arquivos ..................................................................................................59

    • 7.7.1 – Nautilus ........................................................................................................................59

    • 7.7.2 – Konqueror ....................................................................................................................59

    • 7.7.3 – Dolphin .........................................................................................................................60

    • 7.7.4 – Midnigth Commander ..................................................................................................60

  • 7.8) Mensageiros Instantâneos ......................................................................................................60

    7.8.1) Kopete ............................................................................................................................60 7.8.2) aMSN .............................................................................................................................60 7.8.3) Pidgin .............................................................................................................................60 7.9) Wine .......................................................................................................................................61

    • 8 - Bibliografia....................................................................................................................62

    1 – Introdução

    • 1.1 – O projeto dos laboratórios de graduação

    O projeto dos laboratórios de graduação foi criado pela Pró-Reitoria de Assuntos Acadêmicos (PROAC), em parceria com o Núcleo de Tecnologia da Informação e Comunicação (NTi), com o objetivo de implantar laboratórios de informática destinados ao uso dos alunos de graduação da universidade. Os laboratórios implantados tem o objetivo de prover aos alunos dos cursos de graduação as condições necessárias para realização de pesquisas e confecção de trabalhos com o auxílio da Internet. Hoje são 24 laboratórios em funcionamento, totalizando aproximadamente 300 máquinas. E novos laboratórios serão implantados durante o ano de 2010.

    • 1.2 – Objetivos do treinamento

    O treinamento tem os seguintes objetivos:

    Familiarizar os participantes com o projeto dos laboratórios de graduação. Difundir o conceito de software livre. Habilitar o participante a prover o suporte aos usuários dos laboratórios de graduação. Habilitar o participante a exercer as tarefas de administração básicas do sistema do laboratório, mantendo o seu funcionamento. Divulgar as formas de contato com a equipe de suporte e de realizar um intercâmbio de informações. Selecionar os estagiários que farão parte da equipe de suporte aos laboratórios.

    • 1.3 – Papel do estagiário

    O papel do estagiário está detalhado no endereço:

    • 1.4 – Avaliação

    Este treinamento terá uma avaliação com o objetivo de selecionar os melhores alunos para participarem da equipe que, de fato, prestará suporte aos laboratórios e desenvolverá uma série de outras atividades. Ela será composta de uma prova prática com questões pertinentes ao conteúdo do treinamento.

    • 1.5 – O que é software livre e porque ele foi escolhido

    Software livre é o software que atende, fundamentalmente, a quatro quesitos básicos:

    A liberdade de executar o programa, para qualquer propósito (liberdade n° 0).

    A liberdade de estudar como o programa funciona, e adaptá-lo para as suas necessidades (liberdade

    n° 1). Acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade.

    A liberdade de redistribuir cópias de modo que você possa ajudar ao seu próximo (liberdade n° 2).

    A liberdade de aperfeiçoar o programa, e liberar os seus aperfeiçoamentos, de modo que toda a comunidade se beneficie (liberdade n° 3). Acesso ao código- fonte é um pré-requisito para esta liberdade.

    Um programa é software livre se os usuários tem todas essas liberdades. Portanto, você deve ser livre para redistribuir cópias, seja com ou sem modificações, seja de graça ou cobrando uma taxa pela distribuição, para qualquer um em qualquer lugar. Ser livre para fazer essas coisas significa (entre outras coisas) que você não tem que pedir ou pagar pela permissão. A observação da definição da expressão “Software Livre” é importante para entender que ele pode se constituir em uma grande oportunidade de desenvolvimento, não só para a universidade, mas também para o país. Por isso, e com o apoio do governo federal, o Software Livre foi escolhido.

    1.6 – Vantagens dos softwares livres

    Além das vantagens estratégicas como o desenvolvimento local e criação de possibilidades de intercâmbio e exportação de tecnologia, o software livre possui outras vantagens dentre as quais destacam-se:

    Portabilidade.

    Alto índice de customização.

    Desenvolvimento colaborativo.

    Intenso processo de depuração que leva à construção de programas bastante estáveis e seguros.

    1.7– O software livre é viável?

    Muitos se fazem essa pergunta. Afinal, se o software livre é gratuito

    ...

    Nem

    é preciso

    continuar o raciocínio, pois já há um erro. Falamos anteriormente do que é software livre, suas qualidades, etc. Em nenhum momento dissemos que o o software livre é gratuito. O preço de um software não se constitui só do valor de suas licenças de uso. Outros componentes importantes são o custo de implantação/migração e de suporte/manutenção. Como não queremos iludir ninguém, fica claro que o software livre não é necessariamente gratuito. A viabilidade do software livre gira em torno da idéia de que software não é um bem, um produto, mas sim um serviço. Nenhum software dura para sempre. Os que tem vida mais longa normalmente requerem muita manutenção. E um dos principais estímulos ao desenvolvimento de software livre do ponto de vista comercial é a lógica de que se você desenvolveu um determinado software, quem seria a pessoa mais adequada para prestar o suporte? Você mesmo! Daí, o interesse de várias empresas importantes. Só para citar algumas empresas que colaboram significativamente com o software livre:

    IBM, Novell, HP, SUN, Oracle, Google, Intel, Apache Foundation, Mozilla Foundation, dentre outras.

    Grandes organizações usuárias de software livre (ou em processo de migração): NASA, NSA, DaimlerCrysler, Banco do Brasil, Banrisul, dentre outras.

    2 – O Sistema GNU/Linux

    2.1 – Histórico

    Antes da era da micro-informática e dos computadores domésticos, os computadores eram representados pelos grandes e caros mainframes, que ficavam restritos à grandes corporações e universidades. O sistema operacional desses equipamentos era o Unix, um sistema multitarefa e multiusuário, desenvolvido pela AT&T e que teve sua primeira versão lançada em 1971. No início a AT&T distribuía o seu sistema gratuitamente mas, percebendo o sucesso comercial que o Unix fazia, a empresa passou a cobrar um preço muito alto pelo seu licenciamento. Em 1983, Richard Stallman fundou a Free Software Foudation (FSF), cujo projeto, GNU (GNU is Not Unix), tinha por finalidade criar um clone melhorado e livre do sistema Unix, mas que não utilizasse nenhuma parte de seu código-fonte. O projeto GNU se desenvolveu durante alguns anos, porém no final da década de 1980 a FSF ainda não possuía um S.O. completo, pois até aquele momento apenas os utilitários de programação e os comandos- padrão estavam prontos, o núcleo (kernel) do sistema ainda não havia sido desenvolvido. Enquanto isso, Linus Benedict Torvalds, aluno da universidade de Helsinque, na Finlândia era um usuário do sistema Minix (um sistema desenvolvido pelo Dr. Andrew Tanenbaum para fins acadêmicos e clone do Unix). No início da década de 1990, Linus percebeu que o Minix, por questões de arquitetura , era um sistema fadado a ser exclusivamente acadêmico. Então, ele começou a desenvolver um novo sistema para o processador 80386, baseado no Minix e que fosse melhor que o próprio Minix. Linus sabia que essa era uma tarefa de grandes proporções e que dificilmente conseguiria desenvolver o sistema sozinho. Então, em 1991 ele enviou essa mensagem para uma lista de discussão:

    “Você

    suspira

    por

    melhores

    dias

    do

    Minix1.1, quando homens serão homens e

    escreverão seus próprios 'device drivers'? Você está sem um bom projeto e está morrendo de

    vontade de colocar as mãos em um S.O. no qual você possa modificar de acordo com suas necessidades? Você está achando frustrante quando tudo trabalha em Minix? Chega de atravessar noites para obter programas que trabalhem corretamente? Então esta mensagem pode ser exatamente para você. Como eu mencionei há um mês atrás, estou trabalhando em uma versão independente de um S.O. similar ao Minix para computadores AT386. Ele está, finalmente, próximo do estágio em que poderá ser utilizado (embora possa não ser o que você esteja esperando) e eu estou disposto a colocar os fontes para ampla distribuição.

    Ele está na versão 0.02 compressão e etc. nele.”

    ...

    contudo eu tive sucesso rodando bash, gcc, gnumake, gnused,

    No dia 5 de outubro de 1991, Linus Torvalds anunciou a primeira versão "oficial" do Linux, a versão 0.02. Desde então muitos programadores têm respondido ao seu chamado e ajudado a fazer do Linux o Sistema Operacional que é hoje. O sistema GNU agora tinha o que lhe faltava, um núcleo. Então dessa combinação nasceu o sistema operacional GNU/Linux. Em dezembro de 1992 lançada a primeira distribuição GNU/Linux, o Yggdrasil. Em 1994, surgiram as distribuições Slackware e RedHat.

    2.2 – Hierarquia do Sistema de Arquivos Linux

    Ao migrar de outro sistema operacional, algo que pode afetar profundamente o usuário é a diferença nos sistemas de arquivos. O sistema de arquivos é composto dos métodos de como os dados serão salvos no disco ou numa partição e da sua organização estrutural. A maioria dos sistemas UNIX usam estruturas similares, apesar de haver pequenas variações de sistema para sistema, pois visa-se a portabilidade entre os diversos sistemas existentes. Como no UNIX, o Linux tem somente um único diretório hierárquico. Tudo começa na raíz, representada pela / (barra) e se expande em subdiretórios ao invés dos tão chamados 'drives'. No ambiente Windows, por exemplo, um usuário pode colocar arquivos onde ele quiser: no drive 'C:', no drive 'D:' e etc. Essas estruturas hierárquicas dos sistemas de arquivos são inicializadas pelos programas (programas de diretórios) em si e não pelo sistema operacional. Por outro lado, o Linux organiza os diretórios descendentemente a partir da raiz / de acordo com sua importância no processo de inicialização (boot) do sistema. Se você se pergunta por que o Linux usa a barra (/) ao invés da contra barra (\, como é no Windows), é devido ao padrão adotado no UNIX. O Linux, como o UNIX também adotou o padrão case sensitive. Isso significa que letras maiúsculas e minúsculas importam. Logo, isso não é igual a ISSO. Esses recursos causam uma variedade infinita de problemas para novos usuários, especialmente nas transferências de arquivos em pen-drives e outros meios como o FTP.

    Estrutura de Diretórios de sistemas (Lin)UNIX

    2.2 – Hierarquia do Sistema de Arquivos Linux Ao migrar de outro sistema operacional, algo que

    Nota: Em distribuições recentes, a pasta 'X11R6' foi transferida para o diretório /etc como X11. O mesmo ocorre com 'srv', onde os 2 subdiretórios localizados nelas foram movidos para 'var'.

    2.2.1 – Os diretórios

    / (diretório raiz) - Este é o mais alto nível dentro da hierarquia de diretórios. A partir daqui está todo o resto da estrutura de pastas e outros dispositivos. É por isso que quando o sistema estiver sendo instalado, você seleciona a partição na qual você quer instalar e é exatamente a raiz (/) o ponto de montagem, ou seja, o ponto onde vai ser instalado tudo.

    /bin - Aqui estão os arquivos executáveis ou binários do nosso sistema. Temos várias ferramentas de manipulação do sistema operacional, tais como comandos cp, mv, cat, chown, etc. Não é o único diretório que contêm executáveis

    /boot - Aqui encontramos os arquivos necessários para iniciar o sistema, arquivos de do LILO ou GRUB, ou configuração até mesmo do kernel do sistema.

    configuração

    /dev - O Linux é baseado na simplicidade e no tratamento uniforme das informações. O Linux trata os dispositivos como se fossem mais um arquivo para facilitar o fluxo de informações. Neste diretório encontram-se os vários sistemas de dispositivos tais como USB, HD's, Cds/DVDs e outras placas.

    /etc - Aqui estão os arquivos de configuração dos programas instalados e alguns scripts que são executados na inicialização do sistema. Os valores desses arquivos de configuração podem ser podem ser alterados ou substituídos pelos arquivos de configuração que o administrador queira.

    /home – Esse diretório contém outros diretórios, uma para cada determinado usuário adicionado no sistema. Dentro desses diretórios é onde o usuário tem a sua pasta pessoal, onde tem os seus arquivos de configurações e arquivos pessoais, dos quais ele pode criar, modificar e remover a seu critério.

    /lib - Contém as bibliotecas do sistema, bem como módulos e controladores (drivers)

    /lost+found - É um diretório que podemos encontrar em todas as partições. Se por qualquer motivo o sistema é finalizado de uma maneira incorreta/abrupta (falta de energia, por exemplo) podemos perceber que é executado um programa chamado FSCK (File System Consistency Check) para restaurar a integridade do sistema de arquivos, após o reinicio do computador. Caso algum arquivo fique danificado, ele (ou parte dele) é enviado para este diretório.

    /media - Este é o lugar onde as unidades são montadas (ativadas para uso). Dispositivos removíveis como unidades de disquetes, memórias USB, leitores de CD / DVD, discos rígidos e as suas partições adicionais são, em geral, montadas nesse diretório.

    /mnt - Este é um diretório que é usado para montagem temporária de unidades do tipo acima. É recomendado o seu uso quando se está trabalhando no terminal de comandos.

    /opt - Tem o objetivo de armazenar softwares adicionais instalados pelo usuário.

    /proc – Contém uma série de arquivos com informações do hardware do seu computador.

    /root - Esta é o diretório pessoal do administrador do sistema. É a única pasta pessoal que não está incluída por padrão no diretório /home.

    /sbin - Estes são os arquivos executáveis de administração, tais como mount, umount, shutdown, fsck e etc.

    /sys - Informações sobre os dispositivos tal e como são vistos pelo kernel do Linux

    /tmp - Este é um diretório onde estão armazenados os arquivos temporários. Cada vez que você iniciar o sistema este diretório é limpo

    /usr - Este é o diretório-pai de outros subdiretórios de importância:

    /usr/bin - Conjunto de executáveis da maioria das aplicações do nosso ambiente de trabalho, por exemplo: firefox

    /usr/include - arquivos de cabeçalhos C e C + +.

    /usr/lib - Bibliotecas para C e C + +.

    /usr/local - Este é outro nível, oferecendo uma hierarquia semelhante ao diretório /usr.

    /usr/sbin - Outro conjunto de comandos para o sistema administrativo.

    /usr/share - Arquivos compartilhados como arquivos de configurações, imagens, ícones, etc.

    /usr/src - Tem no seu interior o código fonte para o kernel do Linux

    /var – Arquivos de sistema como o "buffer" (localização de memória num computador ou em um instrumento digital reservado para o armazenamento temporário de informação) de impressão, logs (registros), diretório de servidor Web (Apache) e FTP.

    2.2.2 – Funcionamento

    O uso do sistema de arquivos é específico a uma função do arquivo e não do contexto do programa em si (a maioria dos sistemas de arquivos Linux são estendidos, como em 'Segundo Sistema de Arquivos Estendido (EXT2)', 'Terceiro Sistema de Arquivos Estendidos (EXT3)' e 'Quarto Sistema de Arquivos Estendido (EXT4)'. Estendido pois está acima de uma camada intermediária entre esse sistema de arquivos e o kernel). É com esses sistemas de arquivos que o sistema operacional decide onde armazenar os arquivos. Tudo no Linux é um arquivo. Diferentemente de outros sistemas operacionais e assim como o Unix, o Linux trata todas as partes do sistema como arquivos, como, por exemplo, dispositivos de hardware, que são acessados por meio de arquivos que os representam e até mesmo a comunicação entre processos (programas em execução) se dá através de arquivos. Genericamente, os sistemas de arquivos suportados pelo Linux mantêm, associados a cada arquivo, informações como identificadores do dono do arquivo e do grupo do dono, o tipo do arquivo, as permissões relativas ao arquivo, data e hora de criação e última modificação e etc. Atualmente, os sistemas de arquivos mais usados e mais famosos do GNU/Linux, junto com o Ext3, são o Reiser Filesystem, criado por Hans Reiser; o Journaled Filesystem (JFS), criado pela IBM para o AIX, a versão do Unix da mesma empresa e o Extended Filesystem (XFS), criado pela Silicon Graphics Incorporated (SGI) para o Irix, sua variação do Unix.

    2.3 – Usuários e Permissões

    Sistemas operacionais multiusuário, como o Linux – permitem que vários usuários utilizem o sistema ao mesmo tempo - têm de zelar pela segurança e privacidade dos dados individuais de cada usuário, bem como prezar pela integridade do sistema. Para isso existem as chamadas permissões de acesso, que atuam em dois aspectos fundamentais. O primeiro é a privacidade e o segundo, a segurança. O GNU/Linux tem um método muito simples de lidar com permissões. Inicialmente, elas são divididas em duas categorias: as permissões simples e as permissões especiais. As permissões simples atuam liberando ou bloqueando o acesso à leitura, escrita e execução nos arquivos. Existem diversas formas de se demonstrar as permissões de um arquivo. Nesse

    instante mostraremos de forma simplificada, detalhes serão mostrados mais adiante:

    Permissão

    Literal

    Octal

    Leitura

    r

    4

    Escrita

    w

    2

    Execução

    x

    1

    * Leitura (r): A permissão de leitura é a que vai dizer se o usuário tem ou não direito de ver o conteúdo do arquivo ou do diretório; * Escrita (w): Essa permissão diz se o usuário terá ou não o direito de modificar o conteúdo do arquivo ou diretório; * Execução (x): Por fim, a permissão de execução especifica se o usuário pode ou não executar o arquivo, caso ele se trate de um binário ou de um script. No caso de um diretório, especifica se o usuário poderá ou não acessá-lo.

    Somente a existência dessas permissões não é suficiente. Suponha que você crie um arquivo, e queira que o usuário joão tenha acesso a ele, mas nenhum outro usuário tenha. Dessa forma, as permissões podem ser aplicadas a:

    * Dono: Chamamos de dono o usuário que criou o arquivo. O sistema de permissões no GNU/Linux permite que alteremos as permissões para nós próprios. Podemos, assim, evitar que, por exemplo, façamos alterações acidentais em arquivos importantes; * Grupo: todo usuário do sistema GNU/Linux pertence à pelo menos um grupo. Assim, você pode definir as permissões em nível de grupo, de forma que, se você liberar o acesso de leitura para o grupo professores, todos os usuários que fizerem parte desse grupo terão permissão de leitura no seu arquivo; * Outros: Simplesmente, todos os usuários que não são você mesmo nem pertencem ao seu grupo primário.

    PERMISSÕES

     
     

    Usuário

    Leitura

    Escrita

    Execução

    Dono

    Sim/Não

    Sim/Não

    Sim/Não

    Grupo

    Sim/Não

    Sim/Não

    Sim/Não

    Outros

    Sim/Não

    Sim/Não

    Sim/Não

    2.4 – Shell de Comandos (Terminal)

    Ao abrirmos um terminal (prompt de comando, estilo o DOS do Microsoft Windows), algumas coisas são indicadas:

    usuario@uff:/tmp$

    Isso quer dizer:

    O usuário “usuario” está utilizando um computador de nome “uff” e atualmente está no diretório ‘/tmp’. O símbolo “$” é o separador da linha do comando. Quando o usuário que está utilizando o sistema é o administrador, ou “super-usuário”, que normalmente tem o nome de usuário

    “root”, o separador se transforma no símbolo “#”. Se o usuário está no seu diretório “home”, o diretório corrente é substituído pelo símbolo “~”. Para esclarecer, o diretório “home” (/home/usuario) é o diretório para onde o usuário é direcionado quando entra no sistema e onde ele possui permissão irrestrita (afinal, ele é o dono da sua própria 'casa') para criar, apagar ou modificar arquivos ou diretórios existentes lá. O '@' é só um separador, para não ficar tudo embolado. Para virar super-usuário basta digitar, no terminal, o comando:

    usuario@nti:/tmp$ sudo su <enter> Senha:

    usuario@nti:/tmp#

    Outro item importante do Shell são as chamadas variáveis de ambiente. Elas são pares de chaves e valores que determinam alguns comportamentos do sistema. As variáveis de ambiente podem ser verificadas com o comando “set”. Uma variável de ambiente importante é a “PATH”. Ela determina em quais diretórios e em que ordem o sistema buscará por comandos para executar. Por exemplo, se a variável PATH tem o valor “/bin:/sbin” e digitamos o seguinte no prompt de comando:

    usuario@nti:/meus_programas$ imprime_texto <enter>

    O sistema fará o seguinte: buscará o arquivo “imprime_texto” no diretório “/bin”, se encontrá-lo o executará (se tiver permissão para isso, é claro). Se arquivo não for encontrado, o sistema irá procurá-lo no diretório “/sbin” e o executará. Se ainda não encontrá-lo retornará a mensagem “arquivo não encontrado”. Observe que o sistema não busca o arquivo imprime_texto no diretório corrente. Se quiséssemos executar esse programa e ele estivesse no diretório “/meus_programas”, deveríamos digitar o seguinte no prompt:

    usuario@nti:/meus_programas$ ./imprime_texto <enter>

    Com a linha de comando acima o sistema não procurará o arquivo nos diretórios do “PATH”.

    Nota: Distribuições mais recentes não vem com o usuário root ativado. Isso quer dizer que este não possui uma senha pré-definida. O comando 'sudo' (super user do) serve para você executar um comando como se fosse o super-usuário e o comando 'su' (switch user), serve para você se logar como outro usuário (su usuario_qualquer), sendo que quando você não diz qual usuário você quer se tornar (digitando apenas su <enter>), ele automaticamente loga-se como super- usuário. O comando sudo em união ao comando su (sudo su <enter>), faz o sistema pedir que o usuário em questão torne-se o administrador do sistema (caso este último tenha permissão). Assim como sudo COMANDO executa um COMANDO específico como o super-usuário. Nota ²: O Ubuntu por padrão concede permissão aos usuários que pertencem ao grupo 'admin' o direito de virarem super-usuário (o primeiro usuário cadastrado no sistema, na hora da instalação do Ubuntu, pertence a este grupo). Entretanto, caso alguém vire super-usuário e crie a senha do usuário root, ao executar 'sudo su' o comando não lhe transformará mais no root, pois ele tem outra senha definida. Nesse caso, você deverá digitar 'su' e digitar a senha criada anteriormente, na hora que lhe for pedida (ou, sudo su root).

    2.5 – Programas residentes

    Todo programa para ser executado precisa estar na memória. Então, quando um usuário invoca um determinado programa, o arquivo é lido do disco e copiado para a memória, se transformando em um processo. Um programa pode gerar um ou mais processos. Depois de executar a sua tarefa o programa é encerrado e seus processos deixam a memória, liberando-a para que outros programas possam utilizá-la. Enquanto o programa está em execução dizemos que ele

    está residente em memória. Porém, existem alguns programas que executam tarefas ininterruptas e que não interagem com o usuário de forma direta. Esses programas também ficam residentes em memória e são denominados “daemons” (pronuncia-se, “dimons”). Podemos verificar os programas que estão ocupando a memória em um determinado momento com o comando “ps”. Uma variação bastante utilizada desse comando é o “ps -aux”, que lista todos os processos, mostrando seus estados e respectivos donos. Há também o comando “top”, que mostra em tempo real o consumo de CPU, a memória utilizada pelo computador e outras informações bastante úteis para verificação de lentidões na estação de trabalho. Se um processo é iniciado por outro processo em execução, ele é dito um processo filho do primeiro, e o processo original é chamado de processo pai. Se um processo filho é encerrado de forma inesperada, normalmente o processo pai inicia um novo processo filho para substituí-lo. Porém, se um processo pai é encerrado, normalmente o programa inteiro é encerrado. Podemos observar essa organização dos processos com o comando “pstree” (indisponível em alguns sistemas). Se algum processo começar a se comportar de forma indevida, consumindo muita memória por exemplo, podemos ter problemas no sistema, como lentidão e até travamentos. O kernel Linux é inteligente o suficiente para encerrar processos nocivos automaticamente, mas, eventualmente isso deve ser feito manualmente. Para isso temos os comandos “kill” e “killall”. Para encerrar um processo, devemos primeiramente descobrir o seu número de identificação. Cada processo recebe do sistema, no momento em que é iniciado, um número. Esse número é chamado de PID (“Process ID”). Para descobrir o PID do processo usamos o comando “ps -aux”. Depois usamos o comando “kill <PID>” para matar o processo. Eis um exemplo:

    usuario@uff:/$ ps -aux <enter>

    USER

    PID %CPU %MEM

    TTY

    STAT

    START

    TIME

    COMMAND

    usuario

    5431

    0.0

    0.0

    pts/1

    S

    11:00

    0:00

    -bash

    usuario

    5760

    12.0

    80.0

    ?

    R

    11:05

    16:25

    calc [kdeinit]

    O processo “calc” (calculadora) parece estar consumindo muita memória. Para encerrar o processo da calculadora, e com isso liberar 80% da memória, executaríamos o seguinte comando:

    usuario@uff:/$ kill 5760

    Caso o comando acima não finalize a calculadora podemos enviar o sinal “-9” para o comando “kill” de forma que ele encerre o processo de forma incondicional. O comando ficaria assim:

    usuario@uff:/$ kill -9 5760

    Como um programa pode iniciar muitos processos, não seria nada produtivo encerrar todos os subprocessos um a um. O comando “killall” pode ser utilizado nesses casos. Por exemplo, para encerrar todos os processos com a string “kcalc” no campo “COMMAND” executaríamos o seguinte comando:

    usuario@uff:/$ killall kcalc

    O comando “killall” pode receber o parâmetro “-9” da mesma forma que o comando “kill”. Programas com interface gráfica podem ser encerrados de forma mais simples, bastando clicar no ícone “x”, para que a janela se fecha. Em distribuições mais antigas, poderíamos usar a

    combinação de teclas, CTRL+ALT+ESC. Após esta combinação, o ponteiro do mouse tornaria-se uma caveira e bastava você clicar sobre o programa que se queria encerrar.

    • 2.6 – Memória virtual

    A memória virtual é um recurso presente em todos os sistemas atuais. Ela consiste em simular memória RAM utilizando áreas no disco rígido, denominadas de SWAP (troca). Esse recurso possibilita que mais programas possam ser executados simultaneamente mesmo que não haja memória física disponível. Exemplificando: suponhamos que você tenha um computador com 64 MB de RAM. Você inicia o seu sistema operacional e lá se vão 24 MB de sua memória. Aí, você abre o navegador de internet que consome mais 30 MB e depois de achar algum artigo interessante sobre a origem das batatas você resolve ouvir algumas músicas em MP3 enquanto degusta a leitura (e lá se vão os 10 MB restantes). Então você lembra que tem que fazer um trabalho para a faculdade e abre o editor de textos. O que ocorre? Em um sistema sem memória virtual o seu editor de texto não abre alegando insuficiência de memória. Mas em um sistema com suporte à memória virtual os dados dos processos do seu navegador vão para a área de SWAP liberando 30 MB suficientes para abrir o seu editor de textos. Devemos lembrar que discos rígidos são muitíssimos mais lentos do que a memória RAM e por isso o usuário deve utilizar o computador com inteligência. Se um usuário abre 7 janelas de navegador, mais 5 janelas do editor de texto enquanto ouve MP3 em uma máquina com 64 de RAM obviamente terá, no mínimo, um problema de performance.

    Nota: No Windows o uso da área SWAP se dá através de um arquivo, normalmente o “win386.swp” ou “pagefile.sys”. Esse arquivo pode variar de tamanho conforme a necessidade. O Linux também é capaz de trabalhar com um arquivo SWAP, mas o mais comum é o uso de uma partição SWAP, com um sistema de arquivos específico, otimizado para o tipo de uso.

    • 2.7 – Comandos Básicos

    Abaixo uma listagem dos principais comandos necessários para manipulação básica do sistema na linha de comando.

    Nota: Todos comandos abaixo são seguidos de <enter> e o -X (onde X representa uma letra qualquer) representa um parâmetro. Um ou mais parâmetros podem ser passados precedidos de espaço, logo após o comando e juntos, inclusive. Exemplo: comando -xyz <enter> ou comando -x -y -z <enter> (ambos executam a mesma coisa).

    2.7.1 – Manipulação de Arquivos

    ls – lista o conteúdo do diretório atual -l – formato long, mostra informações adicionais -a – lista arquivos ocultos (arquivos ocultos no linux sempre começam com um “.”) pwd – indica o diretório corrente

    cd dir – muda para o diretório 'dir'

    cd – sem argumentos vai à home do usuário corrente

    – desce um diretório (Se você está em /home/usuario e o executa, você vai para /home) ~ – idem ao sem argumentos

    ..

    - – volta para o diretório anterior a mudança para o diretório corrente

     

    Exemplos:

    a)

    Estou no diretório /tmp e quero ir para o diretório /etc/apt:

    cd /etc/apt

    b)

    Agora quero voltar um diretório antes do /etc/apt (que é o /etc):

    cd ..

    c)

    Agora quero ir direto à minha pasta home (/home/usuario):

    cd ou cd ~

    d)

    Agora quero voltar para /etc:

    cd – (perceba que o sistema pegou o último diretório no qual você estava antes de ir para o diretório atual [/home/usuario]).

    mkdir – cria diretórios -p – cria o(s) diretório(s) pai(s), caso necessário(s)

     

    Exemplos:

    a)

    Estou no meu diretório home (/home/usuario) e quero criar um diretório chamado temp:

    mkdir temp

    b)

    Quero criar dentro de temp, um diretório chamado teste e dentro de teste, um diretório

    chamado outros:

    mkdir -p temp/teste/outros

    Nota: Perceba que você não criou o temp novamente, ao invés disso, você especificou que dentro de temp haverá um diretório teste e com o parâmetro '-p', você disse para criar também o subdiretório dentro de teste, chamando 'outros'.

    rm – remove arquivos e ou diretórios -r – remove diretórios e seus conteúdos recursivamente (normalmente se utiliza para remover diretórios que contém arquivos) -f – força a remoção do arquivo (normalmente é utilizado para suprimir a solicitação de confirmação)

    cp origem destino – copia arquivos e diretórios -r – copia diretórios recursivamente (normalmente utilizado para copiar um diretório com o seu conteúdo)

    mv origem destino – move (renomeia) arquivos

     

    Exemplos:

    a)

    Mover o diretório '/home/usuario/temp' para /media: mv temp /media

    b)

    Renomear o diretório 'temp' para 'temporario': mv temp temporario

    Nota: Perceba a hierarquia: No exemplo (a) 'temp' estava em /home/usuario e foi movido para /media, fora do subdiretório usuario do diretório /home (ou seja, fora de /home/usuario). Já no exemplo (b), apenas renomeamos 'temp' para 'temporario' sem mudar sua localização (o diretório continuará no diretório onde ele está, apenas mudará de nome). Nota²: Nos itens (a) e (b), antes de efetuar os comandos citados, vá ao diretório específicado. Logo, para executar o item (a) o seu diretório corrente deve ser /home/usuario e no item (b), /media.

    ln opções aquivo nome_do_link – cria links entre arquivos -s – cria links simbólicos -a – compartilha o endereço físico de um arquivo no disco

    Exemplos:

    • a) Estou no meu home e quero criar um link para /mnt/publico com o nome Publico:

    ln -s /mnt/publico Publico

    • b) Estou na minha home e quero compartilhar o endereço de /opt/programa.bin:

    ln -a /opt/programa.bin

    Nota: No item (b), caso você delete o arquivo criado na sua home ou o arquivo em /opt, ambos serão destruídos, pois compartilham o mesmo endereço físico no disco.

    touch nome_arquivo – cria ou atualiza informações sobre o arquivo 'nome_arquivo'

    cat – concatena arquivos e imprime na tela (pode ser usado apenas para ver o conteúdo de um arquivo) -n – numera a listagem.

    less – permite fazer a leitura de um arquivo.

    tail – imprime a última parte de um arquivo -n – onde n é o número de linhas do final do arquivo que será impressa -f – imprime as informações que estão sendo adicionadas ao arquivo conforme ele vai crescendo (útil para monitorar atualização de arquivos dinamicamente)

    locate arquivo – tenta localizar no sistema de arquivos o arquivo e mostrar sua localização.

    tar, zip e rar – utilitários de arquivamentos (há outros também).

    Exemplos:

    a.1) Baixei um arquivo chamado fotos.tar.gz e quero descompactá-lo:

    tar -xvzf fotos.tar.gz → Ele descompactará no diretório atual. tar -xvzf fotos.tar.gz -c <Caminho Diretório> → Descompactará em <Caminho Diretório>

    a.2) Quero compactar em formato GZIP a pasta Documentos, que está na minha home:

    tar -cvzf documentos.tar.gz ~/Documentos

    Nota: Os parâmetros servem para: x → Extração, v → Verbose (mostra detalhes da extração/compactação), f → Arquivo comum, c → Compactação, z → Tipo GZIP (.tar.gz) [Para tipos BUNZIP2 (.tar.bz2), use “j” ao invés do “z”].

    b.1) Baixei um arquivo chamado teste.rar e quero descompactá-lo:

    unrar e teste.rar → Descompactará no diretório atual. unrar e teste.rar <Caminho Diretório> → Descompactará em <Caminho Diretório>.

    Nota: O unrar não usa parâmetros com o “-” como os demais.

    c.1) Baixei um arquivo chama programa.zip e quero descompactá-lo unzip programa.zip → Descompactará no diretório atual. unzip programa.zip -d <Caminho Diretório) → Descompactará em <Caminho Diretório>.

    c.2) Quero compactar em formato ZIP a pasta Documentos, que está em minha home:

    zip -r documentos.zip ~/Documentos

    man <Comando> – exibe a página de manual de comandos, formatos de arquivos, comando de shell, etc determinado <Comando>. Exemplo: Quero ajuda com o comando cp → man cp

    Nota: Uma grande maioria dos comandos tem uma ajuda simplificada embutida, basta digitar comando --help (Exemplo: cp --help)

    • 2.7.2 – Manipulação de Usuários

    adduser – adiciona usuário ao sistema

    userdel – remove um usuário do sistema -r – remove junto com o usuário o seu diretório home (e todos os arquivos salvos nele)

    passwd – muda a senha de um usuário

    quota <usuário> – mostra o estado de utilização da quota de um usuário e seus limites (comando administrativo). Exemplo: Quero verificar a quota do usuário w10. quota w10 O seguinte texto é mostrado, caso a quota para este usuário esteja ativada:

    Cotas de disco para user w10 (uid 1119):

    Sistema de arquivos blocos

    quota

    limite

    gracearquivos

    quota limite

    grace

    /dev/sda1

    77572

    102400

    107520

    2926

    0

    0

    Onde: blocos representa a capacidade utilizada atualmente pelo usuário, quota é a capacidade limite dele, limite é o limite aceitável caso ele exceda a quantia anterior, gracearquivos é o número de arquivos que o usuário tem, quota é o limite deste número, o limite seguinte é o limite aceitável caso ele exceda a quantia anterior e o último grace, é o tempo que o usuário tem para acertar a sua conta, caso ele tenha exceda todos os limites.

    edquota <usuário> – edita a quota de um usuário. Um editor de texto padrão é aberto, no caso o vim [ver edição de textos – 7.2.1.1], onde você pode especificar as quantias mencionadas no comando anterior.

    • 2.7.3 – Hardware

    lshw – lista o hardware da máquina lspci – lista todos os dispositivos pci lsusb – lista todos os dispositivos usb

    • 2.7.4 – Rede

    ifconfig [parâmetros] [dispositivo] [máscara] – configura uma interface de rede -a – lista todas as interfaces disponíveis mesmo se não estiverem configuradas Exemplo: Especificar IP 192.168.0.37 na placa de rede eth0. ifconfig eth0 192.168.0.37

    route <opções> – mostra e manipula a tabela de roteamento ip -n – mostra os endereços em formato numérico, não tenta resolver o nome do host

    Exemplo: Configurei meu IP, mas agora quero adicionar um gateway para acesso a Internet. route add default gw <IP> (O IP é obtido com o administrador da sua rede).

    netstat – lista as conexões de rede -t – conexões tcp -u – conexões udp -a – lista todos os sockets independente do estado -n – mostra os endereços em formato numérico, não tenta resolver o nome do host

    ping host/ip – pinga o ip ou host para ver se há conectividade

    traceroute host/ip Rastrea por onde passa um determinado dado desde sua origem até o seu destino

    • 2.7.5 – Manipulação de Processos

    top – lista os processos do sistema em tempo real

    ps – lista os processos do sistema -aux – lista todos os processos do sistema

    kill – manda um sinal para um processo (usado para matar um processo através de seu PID) -9 – força o fim do processo

    killall nome_processo – mata um processo através de seu nome (nome_processo)

    • 2.7.6 – Permissões

    Para alterar as permissões dos arquivos usamos o comando chmod (change mode, mudar

    modo):

    − chmod [ugoa][+-=][rwx] arquivo_ou_diretório

    Exemplos:

    chmod +x meu_arquivo – adiciona a permissão de execução para o dono, grupo e outros chmod -x meu_aquivo – remove a permissão de execução para o dono, grupo e outros chmod g+r meu_arquivo – adiciona a permissão de leitura apenas para o grupo chmod o+w meu_diretório – adiciona a permissão de escrita para todo os outros usuários chmod -R +x diretorio - adiciona a permissão de execução para o dono, grupo e outros de todos os arquivos dentro de 'diretório' (inclusive o próprio)

    Para alterarmos os proprietários dos arquivos, utilizaremos o chown (change owner, mudar

    dono):

    Exemplos:

    chown zezinho arquivo/diretório – altera o proprietário do arquivo/diretório para zezinho chown :outrogrupo – altera o grupo do proprietário para outrogrupo

    chown usuárioxy:grupoxy – altera o proprietário para usuárioxy e o grupo do proprietário para grupoxy chwon -R usuarioxy:grupoxy diretório - altera o proprietário de TODOS os arquivos dentro de 'diretório' e o próprio.

    2.7.7 – Redirecionadores e Símbolos Coringa

    O bash tem suporte também a redirecionadores e símbolos coringa(wildcards). Os redirecionadores mais comuns são os “|”,”>” e “>>”. Os coringas mais comumente utilizados são o “*” e “?”. As suas respectivas funções estão representadas nas tabelas a seguir:

    Redirecionador

    Função

    |

    Redireciona a saída de um comando para a entrada de outro comando.

    >

    Redireciona a saída de um comando para um arquivo, sobrescrevendo o seu conteúdo.

    >>

    Redireciona a saída de um comando para um arquivo, anexando o conteúdo ao final do arquivo.

    Coringa

    Função

    *

    Substitui uma cadeia de caracteres sem quantidade definida.

    ?

    Substitui um caractere específico.

    Aprenda mais sobre Bash e como programar nele clicando aqui.

    Exemplos do uso de redirecionadores

    Exemplo 1:

    ls > listagem.txt

    No exemplo anterior foi feita a listagem dos arquivos e enviada a saída do comando para o arquivo listagem.

    Exemplo 2:

    ls / >> listagem.txt

    Será acrescentado ao arquivo listagem.txt, essa nova listagem de arquivos e diretórios. Exemplo 3:

    locate find | grep bin/

    No comando acima, todos os caminhos/arquivos quem contém find na listagem serão

    mostrados (inclusives, manpages, bibliotecas, etc

    ...

    ),

    então enviamos a saída deste comando para

    grep bin/ para mostrar somente os diretórios que contém binários.

    Nota: Veja outros exemplos de uso de redirecionadores clicando aqui.

    Exemplos do uso de coringas

    Exemplo 1:

    ls -l *.txt Exibe todos os arquivos com a extensão “txt” da pasta atual.

    2.8 – Dispositivos

    Os dispositivos estão representados no diretório “/dev” (devices). Para exemplificar vamos usar o exemplo de um disco rígido. No Windows geralmente o disco onde o sistema está instalado é denominado “C:”. No Linux esse disco teria a representação “/dev/sda”, por exemplo. Caso houvesse dois HD's, o primeiro (Master) com duas partições e o segundo (Slave) com uma partição, o Linux reconheceria a primeira partição do HD Master como /dev/sda1 e a segunda partição como /dev/sda2 e no segundo HD, como /dev/sdb1 a primeira e única partição dele. Outras unidades possuem outras siglas que correspondem à sua representação, eis uma relação das mais importantes:

    Dispositivo (/dev/)

    Definição

    sd[a-z]

    Discos rígidos padrão SCSI, SATA, PATA e dispositivos de armazenagem de dados USB

    sr[0-9]

    Dispositivos de Cds e DVDs

    fd[0-9]

    Drive de Disquete

    lp[0-9]

    Porta Paralela (normalmente usada para impressoras)

    dsp[0-9]

    Placas de Som

    eth[0-9]

    Placas de rede

    ttyS[0-9]

    Porta Serial (normalmente usada para mouses)

    Nota: A partir do Kernel 2.6.19, um novo driver (libATA) foi usado no lugar dos antigos drivers PATA e SATA. Sendo assim, a nomenclatura dos dispositivos de armaenamento PATA, SATA e USB foram universalizadas tornando-se idênticas

    2.8.1 – Acessando Dispositivos

    Ao colocarmos um pen-drive, disquete ou adicionar um novo HD ou CD/DVD-ROM em nossas máquinas precisamos ativá-los, afim de termos acesso a eles. A maioria das distribuições já tem sistemas que automatizam o que no Linux nós chamamos de 'montar', ou seja, ativar tal dispositivo afim de acessá-los em determinado diretório. Abaixo os mais importantes comandos de manipulação de dispositivos:

    mount disp dir – monta o dispositivo disp no diretório dir. mount – (sem argumentos) - lista todos os dispositivos montados atualmente

    fdisk -l – lista informações de todos os dispositivos de armazenamento encontradas no arquivo /proc/partitions (comando administrativo)

    cat /proc/partitions – também lista informações das partições presentes no sistema (não precisa de acesso do super-usuário)

    Exemplo da saída do comando fdisk -l: Visualizaremos os dispositivos de armazenamento plugados no sistema.

    Device Boot

    Start

    End

    Blocks

    Id

    System

    /dev/sda1

    1

    62

    497983+

    82

    Linux swap / Solaris

    /dev/sda2

    63

    2495

    19543072+

    83

    Linux

    /dev/sda3 *

    2496

    4928

    19543072+

    83

    Linux

    /dev/sda4

    4929

    9729

    38564032+

    83

    Linux

    Antes de falar como podemos acessar um sistema de arquivos, precisamos apresentar o conceito de partição. Uma partição é uma área, sem interseção com qualquer outra, onde poderá ser definido um determinado sistema de arquivos. Os discos rígidos são organizados em partições que são representadas por números inteiros colocados no final da designação do disco. Por exemplo, a 1a partição do disco “/dev/sda” deverá ser acessada como “/dev/sda1”.

    → mount /dev/sda2 /mnt/disco

    O comando acima diz para “montar” a 2° partição do disco “sda” no ponto de montagem (subdiretório /disco de /mnt, digamos /dev/sda3) /mnt/disco. Depois de executado o comando, o conteúdo da partição estará acessível em “/mnt/disco” da partição atual. Após montarmos o dispositivo, basta acessarmos o respectivo diretório de montagem (no caso, /mnt) para visualizarmos o conteúdo do dispositivo (cd /mnt/disco). Um disco deve ser desmontado após o uso. Esse é o principal motivo para desligarmos o computador corretamente através do comando apropriado pois, se um disco não é desmontado, a integridade do sistema de arquivos pode ser comprometida. Para desmontarmos um disco não podemos estar acessando o mesmo. Depois de nos certificarmos que não estamos usando qualquer arquivo do disco, nem estarmos no diretório, podemos desmontá-lo com o comando “umount”, executado a partir do seu diretório raíz:

    umount /mnt/disco ou umount /dev/sda2

    O comando citado diz para desativar a associação existente com o ponto de montagem “/mnt/disco” (/dev/sda2) e o conteúdo do disco. Depois disso, o diretório “/mnt/disco” volta a mostrar o seu conteúdo original (normalmente vazio). Em alguns casos podemos omitir o ponto de montagem ou o dispositivo. Isso ocorre quando o dispositivo está associado a um ponto de montagem padrão. Podemos fazer essa associação no arquivo “fstab” (File System Table, ou, Tabela do Sistema de Arquivo). Um exemplo seria um arquivo “fstab” com a seguinte linha:

    /dev/cdrom

    /mnt/cdrom

    iso9660

    noauto,ro 0

    0

    Assim poderíamos montar um CD com o seguinte comando:

    mount /mnt/cdrom ou mount /dev/cdrom

    2.9 – Arquivos de Configuração

    Os principais arquivos de configurações são mostrados abaixo, junto com seus usos.

    * /etc/network/interfaces – configuração das interfaces de rede disponíveis no sistema * /etc/hosts – tabela estática para resolução de nomes * /etc/resolv.conf – endereços dos servidores de dns * /etc/fstab – contém detalhes para a montagem de sistemas de arquivos * /etc/hostname – onde fica definido o nome da máquina * /boot/grub/menu.lst – arquivo de configuração do GRUB * /etc/passwd – arquivo que contém os dados pessoais do usuário * /etc/shadow – arquivo que guarda a senha dos usuários criptografadas

    3 - Instalação de uma Distribuição

    Uma instalação de um sistema GNU/Linux é bastante simples. Vamos cobrir aqui a título de exemplificação a instalação do Ubuntu. Ele foi escolhido por ser uma distribuição focada na facilidade de uso, não deixando de lado ferramentas administrativas importantes para o manuseio do sistema, fazendo dele uma escolha interessante para estudar e entender melhor a estrutura deste. É importante lembrar que os passos seguidos aqui variam sensivelmente de distribuição para distribuição, então tenha em mente que o que será mostrado aqui serve, em geral, para qualquer distribuição Linux. O primeiro passo é fazer o download de uma imagem (ISO) em www.ubuntu.com e gravá-la em um CD (ou DVD), utilizando o seu programa preferido, desde que ele grave arquivos ISOs. Após a gravação, você precisa reiniciar o computador e configurá-lo (na BIOS) para que ele inicie pelo CD/DVD. Após esse passo, você terá algumas opções, como mostradas na tela seguinte.

    2.9 – Arquivos de Configuração Os principais arquivos de configurações são mostrados abaixo, junto com seus* /etc/network/interfaces – configuração das interfaces de rede disponíveis no sistema * /etc/hosts – tabela estática para resolução de nomes * /etc/resolv.conf – endereços dos servidores de dns * /etc/fstab – contém detalhes para a montagem de sistemas de arquivos * /etc/hostname – onde fica definido o nome da máquina * /boot/grub/menu.lst – arquivo de configuração do GRUB * /etc/passwd – arquivo que contém os dados pessoais do usuário * /etc/shadow – arquivo que guarda a senha dos usuários criptografadas 3 - Instalação de uma Distribuição Uma instalação de um sistema GNU/Linux é bastante simples. Vamos cobrir aqui a título de exemplificação a instalação do Ubuntu. Ele foi escolhido por ser uma distribuição focada na facilidade de uso, não deixando de lado ferramentas administrativas importantes para o manuseio do sistema, fazendo dele uma escolha interessante para estudar e entender melhor a estrutura deste. É importante lembrar que os passos seguidos aqui variam sensivelmente de distribuição para distribuição, então tenha em mente que o que será mostrado aqui serve, em geral, para qualquer distribuição Linux. O primeiro passo é fazer o download de uma imagem (ISO) em www.ubuntu.com e gravá-la em um CD (ou DVD), utilizando o seu programa preferido, desde que ele grave arquivos ISOs. Após a gravação, você precisa reiniciar o computador e configurá-lo (na BIOS) para que ele inicie pelo CD/DVD. Após esse passo, você terá algumas opções, como mostradas na tela seguinte. * Experimentar Ubuntu sem fazer nenhuma alteração no seu computador : Você irá entrar no modo LiveCD , que é o modo pelo qual o sistema se inicializa a partir do CD, onde você poderá ver como o sistema funciona caso estivesse instalado no seu computador. Tudo é carregado na memória RAM dinamicamente, logo, se você tiver pouca memória RAM o sistema demorará a responder; * Instalar Ubuntu : Irá iniciar parte do sistema (interface gráfica e algumas ferramentas) e o instalador gráfico do Ubuntu (Debian). Caso você cancele o instalador gráfico, você irá iniciar o sistema no modo LiveCD; 21 " id="pdf-obj-20-21" src="pdf-obj-20-21.jpg">

    * Experimentar Ubuntu sem fazer nenhuma alteração no seu computador: Você irá entrar no modo LiveCD, que é o modo pelo qual o sistema se inicializa a partir do CD, onde você poderá ver como o sistema funciona caso estivesse instalado no seu computador. Tudo é carregado na memória RAM dinamicamente, logo, se você tiver pouca memória RAM o sistema demorará a responder;

    * Instalar Ubuntu: Irá iniciar parte do sistema (interface gráfica e algumas ferramentas) e o instalador gráfico do Ubuntu (Debian). Caso você cancele o instalador gráfico, você irá iniciar o sistema no modo LiveCD;

    * Verificar o CD por defeitos: Irá verificar possíveis danos no CD;

    * Testar memória: Irá fazer alguns testes básicos na memória principal do seu computador. É um teste demorado;

    * Iniciar do primeiro disco rígido: Irá iniciar o sistema operacional do HD principal do seu computador.

    • 3.1 – Opções de Boot

    Das outras possíveis opções que há nessa tela principal, a mais importante delas fica em 'Outras Opções'. Ali você pode passar/remover parâmetros adicionais de boot. Em algumas versões anteriores a 8.10 (e kernels anteriores a 2.6.27) o sistema trava (e retorna um kernel panic) por tentar ativar suporte a alguns recursos de hardware que há em algumas máquinas mais novas (especialmente em notebooks e algumas placas-mães recentes). Apertando F6 você verá algumas opções, como mostradas abaixo:

    * Verificar o CD por defeitos : Irá verificar possíveis danos no CD; * Testar memóriaaqui . 3.2 – Particionamento Levando em consideração que queremos realizar uma instalação do Ubuntu e que ao invés de selecionarmos a primeira opção (que abre o sistema pelo CD, LiveCD) e sim a opção 'Instalar Ubuntu', devemos considerar duas hipóteses: → Computador com HD zerado (novo, ou sem partições); → Computador com Windows (poderia ser outro SO) já instalado no HD; → Computador com Windows e instalação a partir deste (uso do Wubi). 22 " id="pdf-obj-21-19" src="pdf-obj-21-19.jpg">

    Selecionando com o teclado (setas para cima e para baixo) e apertando a tecla de 'espaço', você ativa a opção selecionada (um x deve aparecer ao lado da opção, quando ativadas). As opções ACPI (Advanced Configuration and Power Interface) e EDD (Enterprise Data Distribution) podem ajudá-lo se o seu computador não as suportam ou se o sistema está tendo problemas com esses recursos. A opção 'noapic' envolve um controlador de interrupção programável que em alguns computadores também causa problemas. Além dessas opções pré-estabelecidas, essa opção também ativa a linha de comando para o boot do LiveCD, fazendo com que você possa acrescentar outras parâmetros que o sistema aceita. Uma listagem de opções comuns (e seus efeitos) para o boot podem ser encontradas aqui.(em inglês). E uma exaustiva listagem que o kernel aceita pode ser encontrado aqui (em inglês). Outras opções como Ajuda (mostra o detalhamento dessas opções), Língua, Mapa de Teclas (mostra opções caso o seu teclado não seja específico da língua selecionada), Modos (caso o seu vídeo não mostre nada durante o boot, em geral é recomendado selecionar a opção 'Gráfico em Modo Seguro') e Acessibilidade (opções para deficientes visuais) são intuitivas. A documentação oficial (do Ubuntu) sobre todas essas opções e outros possíveis problemas pode ser encontrada aqui.

    • 3.2 – Particionamento

    Levando em consideração que queremos realizar uma instalação do Ubuntu e que ao invés de selecionarmos a primeira opção (que abre o sistema pelo CD, LiveCD) e sim a opção 'Instalar Ubuntu', devemos considerar duas hipóteses:

    → Computador com HD zerado (novo, ou sem partições); → Computador com Windows (poderia ser outro SO) já instalado no HD; → Computador com Windows e instalação a partir deste (uso do Wubi).

    Após selecionar essa opção, em 4 ou 5 minutos (dependendo da máquina), surgirá a primeira tela do instalador (a de Bem vindo) onde você define o idioma usado no sistema. A segunda tela é para configuração do relógio e fuso horário do sistema; na terceira tela se faz a configuração do layout do seu teclado.

    Após selecionar essa opção, em 4 ou 5 minutos (dependendo da máquina), surgirá a primeira tela
    Após selecionar essa opção, em 4 ou 5 minutos (dependendo da máquina), surgirá a primeira tela
    Após selecionar essa opção, em 4 ou 5 minutos (dependendo da máquina), surgirá a primeira tela

    A próxima etapa será a de particionamento, sem dúvida a parte da instalação que mais assusta os usuários iniciantes.

    3.2.1 – Computador com HD novo ou sem partições

    Observação: Caso você pretenda instalar o Windows após a instalação do Ubuntu, recomenda-se fazer o contrário, ou seja, instalar primeiramente o Windows e logo após o Ubuntu. Desse modo, o GRUB reconhecerá ambos os sistemas, diferente do BootLoader do Windows, que só reconhece os próprios sistemas.

    Observação ²: Ainda assim você pode instalar o Ubuntu e o Windows logo depois, contudo deverá reinstalar o GRUB, reconfigurando-o para reconhecer o Windows.

    Nesse caso, há duas formas: Formatando todo o disco ou criando uma partição de tamanho menor (do que o total) manualmente para o Ubuntu.

    Após selecionar essa opção, em 4 ou 5 minutos (dependendo da máquina), surgirá a primeira tela

    Se você escolher o disco inteiro, o instalador irá reservar 2 vezes a quantidade de memória RAM disponível para a partição SWAP (memória virtual) e prosseguirá com outras perguntas.

    Se você escolher o disco inteiro, o instalador irá reservar 2 vezes a quantidade de memóriaSWAP (memória virtual) e prosseguirá com outras perguntas. Após a criação de uma nova Tabela de partições e das duas (bem intuitivo no instalador) partições citadas acima, deve-se selecionar onde ficará o diretório raíz (/). Basta selecionar a partição que você quer que seja a raíz, clicar em “Editar Partição” e em ‘Mount Point’ (Ponto de Montagem), selecionar ‘ / ’. Logo depois, basta clicar em Avançar. Lembre-se que se tivéssemos dois ou mais HDs, outros dispositivos seriam mostrados (como /dev/sdb e /dev/sdc) e suas respectivas partições. 24 " id="pdf-obj-23-6" src="pdf-obj-23-6.jpg">

    Após a criação de uma nova Tabela de partições e das duas (bem intuitivo no instalador) partições citadas acima, deve-se selecionar onde ficará o diretório raíz (/). Basta selecionar a partição que você quer que seja a raíz, clicar em “Editar Partição” e em ‘Mount Point’ (Ponto de Montagem), selecionar ‘/’. Logo depois, basta clicar em Avançar. Lembre-se que se tivéssemos dois ou mais HDs, outros dispositivos seriam mostrados (como /dev/sdb e /dev/sdc) e suas respectivas partições.

    Se você escolher o disco inteiro, o instalador irá reservar 2 vezes a quantidade de memóriaSWAP (memória virtual) e prosseguirá com outras perguntas. Após a criação de uma nova Tabela de partições e das duas (bem intuitivo no instalador) partições citadas acima, deve-se selecionar onde ficará o diretório raíz (/). Basta selecionar a partição que você quer que seja a raíz, clicar em “Editar Partição” e em ‘Mount Point’ (Ponto de Montagem), selecionar ‘ / ’. Logo depois, basta clicar em Avançar. Lembre-se que se tivéssemos dois ou mais HDs, outros dispositivos seriam mostrados (como /dev/sdb e /dev/sdc) e suas respectivas partições. 24 " id="pdf-obj-23-12" src="pdf-obj-23-12.jpg">
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    Nota: Em geral, para particionamento é recomendado o uso do Gparted por ser bem mais poderoso em relação ao particionador do instalador gráfico do Ubuntu. Ele já vem instalador por padrão no Ubuntu e pode ser acessado pelo LiveCD para todo o particionamento do HD. Basta cancelar o instalador (clicar em ‘Sair’), esperar o Ubuntu iniciar automaticamente, clicar em Sistema, Administração e em ‘Particionamento de Disco’ (ou, apertar Alt+F2 e digitar ‘sudo gparted’).

    Nota ²: Poderíamos ter selecionado outros tamanhos para as partições e não termos ocupado todo o HD. Caso isso ocorrese, um espaço cinza após as partições criadas seria mostrado, evidenciando um espaço sem utilização no HD. Caso quiséssemos criar uma partição separada para nossos arquivos pessoais, poderíamos, por exemplo, utilizar esse espaço para o nosso diretório Home, bastando criar outra partição de mesmo sistema de arquivos que

    a raiz (ou outro suportado pelo Linux) e em ‘Mount Point’, selecionarmos ‘/home’.

    3.2.2 – Computador com Windows já instalado no HD

    Abordaremos nesse ponto a instalação do Ubuntu em um HD que já tenha outro sistema operacional instalado, no nosso caso, o Windows. O disco que contém a instalação do Windows (C:\ no Windows, sda1 no Linux) é que será usado para instalar o Ubuntu, mas como previsto, ele só tem uma partição.

    Nota : Em geral, para particionamento é recomendado o uso do Gparted por ser bem mais

    Nota: Os esquemas em geral não mudam de versão para versão do Ubuntu, apenas as cores das representações e nomes apresentados.

    O Linux não instala em partições com sistema de arquivos DOS/Windows (FAT/NTFS) exigindo uma partição com seu próprio sistema de arquivos (EXT2/3/4, ReiserFS, XFS, JFS, etc). Como não queremos perder a nossa instalação do Windows vamos redimensioná-la para podermos criar um espaço para instalar o Ubuntu. No nosso exemplo o disco possui 30GB de capacidade e está tomado por uma única partição também de 30GB. Nesta tela o instalador sugere redimensionar a partição do Windows em 11%, reservando o restante para o Ubuntu. Que sistema guloso, não? Vamos fazer melhor? Que tal dividir o disco em dois, cada um com 50%? É mais justo. Note o destaque abaixo:

    Nota : Em geral, para particionamento é recomendado o uso do Gparted por ser bem mais

    Mova o cursor do mouse para esse limitador (o cursor mudará de forma). Agora clique e arraste para a direita e observe os indicadores de espaço. Sugeri 50%, então case as duas partições em 50% e solte o botão do mouse. Veja a figura abaixo:

    E clique em ‘Avançar’. Você verá um aviso dizendo que haverá alterações na tabela de partições,

    E clique em ‘Avançar’. Você verá um aviso dizendo que haverá alterações na tabela de partições, basta clicar em ‘Continuar’ para que o redimensionamento seja processado. Nessa etapa o particionador criará automaticamente a partição SWAP de tamanho apropriado, portanto não se preocupe com ela.

    3.2.3 – Computador com Windows e instalação a partir deste (uso do Wubi)

    O Ubuntu inclui também (desde a versão 8.04) uma opção de instalação através do Windows, usando o Wubi. Ele é um pequeno aplicativo disponível no diretório raiz do CD, que pode ser executado diretamente dentro do Windows XP, Vista, Seven ... Ele se encarrega de instalar o sistema dentro de um arquivo de imagem (de 4 ou 8 GB), salvo na pasta "C:ubuntu" e alterar a configuração do gerenciador do boot do Windows, de forma que você passa a ter a escolha entre iniciar o Windows ou o Ubuntu a cada boot, criando um sistema alternativo de dual-boot. Durante o boot, a configuração criada pelo Wubi faz com que a imagem binária onde o sistema está instalado seja montada como se fosse uma partição, permitindo que o sistema inicialize de forma normal. A instalação é completamente funcional, permitindo a instalação de programas e todas as demais funções. Não se trata de uma máquina virtual ou de algum sistema de emulação, mas sim de uma instalação completa do sistema, que é carregada a partir do gerenciador de boot do Windows. O uso da imagem permite que o Ubuntu seja instalado dentro da partição do Windows (funciona mesmo em partições NTFS), o que facilita as coisas para os iniciantes, já que elimina a necessidade de reparticionar o HD. As limitações são que o desempenho do sistema é um pouco inferior (já que temos uma partição virtual, dentro de uma imagem binária, dentro de uma partição NTFS) e que o espaço dentro da partição de instalação é limitado. Em vez de poder escolher livremente o tamanho da partição, você pode apenas escolher entre criar uma imagem de 4 GB (onde você dispõe de pouco mais de 1 GB livre) a 8 GB (com progressivamente mais espaço disponível), sem opção de especificar outros tamanhos. Ao instalar em uma partição com pouco espaço livre, é importante desfragmentá-la antes da instalação, para evitar que a imagem de instalação fique fragmentada em diversos pontos do HD, reduzindo o desempenho. Apesar das limitações, o Wubi é uma forma bastante simples de instalar o sistema, que pode ajudar em diversas situações. Ele é também uma opção ao uso do sistema dentro de uma máquina

    virtual para fins de teste. A instalação é ridiculamente simples: basicamente, você precisa apenas definir uma senha e clicar no"Instalar.

    virtual para fins de teste. A instalação é ridiculamente simples: basicamente, você precisa apenas definir uma

    Após essa etapa, o processo se iniciará e ao final, o seu computador será reiniciado. No reinicio, você verá o menu para selecionar qual sistema operacional você quer iniciar. Selecionando Ubuntu, o processo de instalação será finalizado.

    3.2.4 – Finalizando

    Essa parte é comum após o término das configurações de qualquer dos tipos acima listados, por isso deixamos para citá-la no final. No caso dos dois primeiros tipos, o instalador pedirá para você definir seu nome, login e senha. Note que o primeiro nome que você digitar será sugerido como login e também como nome da máquina. Aceite as sugestões ou altere se desejado. Crie uma senha bem forte para aumentar a segurança da sua conta (8 ou mais caracteres, misturados com letras e números alternados). A próxima janela pedirá que você confirme se você quer importar as configurações dos usuários cadastrados na instalação Windows encontrado. Logicamente essa janela só surge se existir uma instalação do Windows no HD (Segundo tipo, Partição com Windows instalado). O "Root" é o nome de usuário cadastrado no meu Windows. Se houvesse outro usuário cadastrado ele apareceria também na lista.

    virtual para fins de teste. A instalação é ridiculamente simples: basicamente, você precisa apenas definir uma

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    Parabéns. Você terminou o assistente de instalação. Com as informações fornecidas por você ele saberá trabalhar de acordo com o que você deseja. Caso você queira alterar alguma informação pode clicar em voltar.

    Nota: Um resumo das opções fornecidas por você aparecerá. Uma opção ‘Avançada’ é mostrada a fim de selecionar outras opções, como em qual HD (0 para o primeiro [/dev/sda], 1 para segundo [/dev/sdb] e assim por diante) o GRUB será instalado. Perceba que você deve instalá-lo no HD no qual o Ubuntu também o será, caso contrário o sistema poderá acusar erros. Por padrão, o Ubuntu já reconhece isso e prossegue automaticamente.

    Após a cópia dos arquivos serão configuradas as fontes do APT (Advanced Packaging Tool), o gerenciador de pacotes dos sistemas Debian Linux e derivados (como o próprio Ubuntu, Kurumin, DreamLinux, etc). Caso você possua Internet banda larga via modem router (e que esteja ligado, obviamente) as listas de fontes de pacotes serão baixadas (configurando o famoso /etc/apt/sources.list), em seguida serão baixados os pacotes do idioma especificado no início da instalação; se você especificou o Português Brasileiro, serão baixados os pacotes do locale-PT-BR, se você escolheu o idioma Japonês, serão baixados os pacotes locale-JP, etc. Sem estes pacotes você só terá a interface em Português do BR (ou do idioma escolhido), com os demais programas (Firefox, OpenOffice, etc) com a interface em EN (Inglês). Caso você acesse via modem discado ou ADSL PPPoE Bridge, fatalmente terá que instalar os pacotes de dentro do Ubuntu instalado no HD. Continuando, serão baixados os locales do idioma escolhido, o que irá demorar de acordo com a sua conexão (na minha conexão 600kbps isso não leva mais que 7 minutos).

    Parabéns. Você terminou o assistente de instalação. Com as informações fornecidas por você ele saberá trabalharAPT (Advanced Packaging Tool), o gerenciador de pacotes dos sistemas Debian Linux e derivados (como o próprio Ubuntu, Kurumin, DreamLinux, etc). Caso você possua Internet banda larga via modem router (e que esteja ligado, obviamente) as listas de fontes de pacotes serão baixadas (configurando o famoso /etc/apt/sources.list), em seguida serão baixados os pacotes do idioma especificado no início da instalação; se você especificou o Português Brasileiro, serão baixados os pacotes do locale-PT-BR, se você escolheu o idioma Japonês, serão baixados os pacotes locale-JP, etc. Sem estes pacotes você só terá a interface em Português do BR (ou do idioma escolhido), com os demais programas (Firefox, OpenOffice, etc) com a interface em EN (Inglês). Caso você acesse via modem discado ou ADSL PPPoE Bridge, fatalmente terá que instalar os pacotes de dentro do Ubuntu instalado no HD. Continuando, serão baixados os locales do idioma escolhido, o que irá demorar de acordo com a sua conexão (na minha conexão 600kbps isso não leva mais que 7 minutos). Depois de mais algumas checagens e configurações automáticas finais (como a instalação do gerenciador de inicialização, o GRUB) esta tela é apresentada. 29 " id="pdf-obj-28-11" src="pdf-obj-28-11.jpg">
    Parabéns. Você terminou o assistente de instalação. Com as informações fornecidas por você ele saberá trabalharAPT (Advanced Packaging Tool), o gerenciador de pacotes dos sistemas Debian Linux e derivados (como o próprio Ubuntu, Kurumin, DreamLinux, etc). Caso você possua Internet banda larga via modem router (e que esteja ligado, obviamente) as listas de fontes de pacotes serão baixadas (configurando o famoso /etc/apt/sources.list), em seguida serão baixados os pacotes do idioma especificado no início da instalação; se você especificou o Português Brasileiro, serão baixados os pacotes do locale-PT-BR, se você escolheu o idioma Japonês, serão baixados os pacotes locale-JP, etc. Sem estes pacotes você só terá a interface em Português do BR (ou do idioma escolhido), com os demais programas (Firefox, OpenOffice, etc) com a interface em EN (Inglês). Caso você acesse via modem discado ou ADSL PPPoE Bridge, fatalmente terá que instalar os pacotes de dentro do Ubuntu instalado no HD. Continuando, serão baixados os locales do idioma escolhido, o que irá demorar de acordo com a sua conexão (na minha conexão 600kbps isso não leva mais que 7 minutos). Depois de mais algumas checagens e configurações automáticas finais (como a instalação do gerenciador de inicialização, o GRUB) esta tela é apresentada. 29 " id="pdf-obj-28-13" src="pdf-obj-28-13.jpg">
    Parabéns. Você terminou o assistente de instalação. Com as informações fornecidas por você ele saberá trabalharAPT (Advanced Packaging Tool), o gerenciador de pacotes dos sistemas Debian Linux e derivados (como o próprio Ubuntu, Kurumin, DreamLinux, etc). Caso você possua Internet banda larga via modem router (e que esteja ligado, obviamente) as listas de fontes de pacotes serão baixadas (configurando o famoso /etc/apt/sources.list), em seguida serão baixados os pacotes do idioma especificado no início da instalação; se você especificou o Português Brasileiro, serão baixados os pacotes do locale-PT-BR, se você escolheu o idioma Japonês, serão baixados os pacotes locale-JP, etc. Sem estes pacotes você só terá a interface em Português do BR (ou do idioma escolhido), com os demais programas (Firefox, OpenOffice, etc) com a interface em EN (Inglês). Caso você acesse via modem discado ou ADSL PPPoE Bridge, fatalmente terá que instalar os pacotes de dentro do Ubuntu instalado no HD. Continuando, serão baixados os locales do idioma escolhido, o que irá demorar de acordo com a sua conexão (na minha conexão 600kbps isso não leva mais que 7 minutos). Depois de mais algumas checagens e configurações automáticas finais (como a instalação do gerenciador de inicialização, o GRUB) esta tela é apresentada. 29 " id="pdf-obj-28-15" src="pdf-obj-28-15.jpg">

    Depois de mais algumas checagens e configurações automáticas finais (como a instalação do gerenciador de inicialização, o GRUB) esta tela é apresentada.

    Se já quiser iniciar no seu novo sistema clique em Reiniciar agora. Após alguns segundos O

    Se já quiser iniciar no seu novo sistema clique em Reiniciar agora. Após alguns segundos O CD será ejetado e o sistema pedirá que você tecle ENTER. A primeira diferença é que você tem agora a lista dos sistemas operacionais instalados (no caso o Ubuntu e o XP, ou só o Ubuntu).

    Se já quiser iniciar no seu novo sistema clique em Reiniciar agora. Após alguns segundos O

    O Splash do Ubuntu será processado, só que bem mais rápido em relação ao carregamento via CD. Em seguida você cairá na tela de login, onde usará o login e senha configurada na instalação. No canto inferior esquerdo você tem um menu com algumas opções, como selecionar o idioma da sessão, escolher qual o gerenciador de janelas, desligar o PC, etc.

    3.3 – Seleção de Pacotes

    É o método de distribuição e instalação de softwares. Eles podem ser comprados em lojas ou simplesmente baixados pela Internet. De modo simplificado, podemos entender que a maioria dos softwares são instalados por pacotes. Ex: quando instalamos o Microsoft Word no Windows, podemos dizer que estamos instalando os pacotes do Word. Nos sistemas operacionais baseados em Unix, o pacote é um artefato onde estão encapsulados diversos arquivos (bibliotecas, manuais, scripts, executáveis e etc) necessários para utilização de um determinado programa. Programas são compostos de subprogramas. Esses subprogramas, em geral são funções e procedimentos que executam determinados comandos e entrega um determinado resultado. Sendo assim, um programa pode necessitar de uma função, às vezes externa a ele. Pode até necessitar de outro programa para sua correta execução. Essa necessidade é chamada de dependência. Um programa, a partir de agora pacote, depende do outro quando precisa que esse outro execute determinada tarefa que ele não executaria sozinho. Pacotes em geral dependem de alguns conjuntos de bibliotecas (que por sua vez são conjuntos de funções) e de outros pacotes menores para que funcionem corretamente. Os

    arquivos‘.DLL’ do Windows são bibliotecas que contém funções que executam determinadas coisas. Nos sistemas Unix, as bibliotecas têm a extensão ‘.lib’. Quando baixamos um pacote na Internet, devemos antes checar e ver se nosso sistema possui os pré-requisitos necessários para o devido funcionamento deste pacote. Um dos grandes calcanhares de Aquires do Linux há anos atrás era a instalação de novos pacotes. Devia-se baixar o código fonte, compilá-lo e por fim instalá-lo em nosso sistema. Antes de compilá-lo, devíamos ter todas as dependências satisfeitas, caso contrário o processo de compilação não continuaria. Uma checagem era feita para ver se as dependências eram satisfeitas e retornaria erro caso alguma não fosse satisfeita. Caso não fosse satisfeita, você deveria procurar por esse pacote e instalá-lo no sistema. Esse pacote por sua vez, dependia de outros pacotes e todos eles deveriam ser instalados para a correta execução dessa primeira dependência encontrada. O trabalho era tal, que talvez as dependências nunca fossem satisfeitas. Pensando nesses problemas surgiu o APT, responsável por gerenciar todo esse processo automa(gi)ticamente. Ele foi criado para ser usado no Debian e como o Ubuntu é baseado nele, o APT já vem pré-instalado por padrão. O APT possui gerenciamento por linha de comando e também por interface gráfica. No Ubuntu, o gerenciador gráfico do APT é o Gnome-App-Install, baseado no GTK.

    arquivos‘.DLL’ do Windows são bibliotecas que contém funções que executam determinadas coisas. Nos sistemas Unix, asGTK . Ele tem uma interface intuitiva e é dividido por categorias. Você pode também pesquisar por pacotes, a fim de instalar ou remover um em específico (clicando em Procurar). Basta pesquisar pelo pacote desejado, marcar para instalação e clicar em ‘Aplicar Mudanças’. Caso queira remover, é só desmarcar e novamente clicar em ‘Aplicar Mudanças’. Ele já identifica todas as dependências (afinal de contas, ele usa o APT) e as instala a fim de deixar o pacote funcionando perfeitamente. Após a instalação/remoção do pacote, em geral os ícones das aplicações instaladas aparecem/desaparecem no/do menu ‘Acessórios’, de acordo com o tipo de pacote. O Ubuntu também conta com um sistema de Gerenciador de Atualizações (Sistema -> Administração -> Gerenciador de Atualizações), também baseado no APT, que mantém todo o sistema atualizado. É importante lembrar que o Ubuntu tem um suporte limitado. Em anos pares, a primeira versão lançada ganha um suporte de 2 anos e a segunda de 1 ano. Em ímpares, a primeira e segunda versão ganham 1 ano de suporte. Há também o Synaptic (também baseado no GTK), que oferece mais opções de instalação, pois mostra todos os tipos de pacotes disponíveis, incluindo as inúmeras bibliotecas disponíveis no repositório de pacotes. 31 " id="pdf-obj-30-6" src="pdf-obj-30-6.jpg">

    Ele tem uma interface intuitiva e é dividido por categorias. Você pode também pesquisar por pacotes, a fim de instalar ou remover um em específico (clicando em Procurar). Basta pesquisar pelo pacote desejado, marcar para instalação e clicar em ‘Aplicar Mudanças’. Caso queira remover, é só desmarcar e novamente clicar em ‘Aplicar Mudanças’. Ele já identifica todas as dependências (afinal de contas, ele usa o APT) e as instala a fim de deixar o pacote funcionando perfeitamente. Após a instalação/remoção do pacote, em geral os ícones das aplicações instaladas aparecem/desaparecem no/do menu ‘Acessórios’, de acordo com o tipo de pacote. O Ubuntu também conta com um sistema de Gerenciador de Atualizações (Sistema -> Administração -> Gerenciador de Atualizações), também baseado no APT, que mantém todo o sistema atualizado. É importante lembrar que o Ubuntu tem um suporte limitado. Em anos pares, a primeira versão lançada ganha um suporte de 2 anos e a segunda de 1 ano. Em ímpares, a primeira e segunda versão ganham 1 ano de suporte. Há também o Synaptic (também baseado no GTK), que oferece mais opções de instalação, pois mostra todos os tipos de pacotes disponíveis, incluindo as inúmeras bibliotecas disponíveis no repositório de pacotes.

    3.3.1 – Repositórios

    O gerenciamento dos repositórios é uma etapa importante da configuração do Ubuntu, já que eles determinam os pacotes que você poderá instalar posteriormente. A configuração é feita através do "Sistema > Administração > Canais de Software", que funciona como um configurador para o arquivo "/etc/apt/sources.list", onde são especificados os repositórios que serão usados pelo sistema. Os pacotes oficiais são divididos em 5 repositórios:

    main: O repositório principal, que inclui os softwares suportados oficialmente pela equipe do Ubuntu. Este repositório inclui um número relativamente pequeno de pacotes, incluindo os pacotes do Gnome e os outros softwares instalados por padrão, os pacotes de internacionalização e alguns poucos pacotes adicionais. É basicamente o mesmo conteúdo da versão em DVD.

    restricted: Este repositório inclui os drivers da nVidia, da ATI e alguns módulos adicionais para o kernel (agrupados no pacote "linux-restricted-modules") que possuem o código fonte fechado, ou possuem restrições com relação à modificação ou distribuição. Agrupá-los em um repositório separado foi a solução encontrada pela equipe do Ubuntu para poder distribuí-los como parte da distribuição.

    universe: Como o nome sugere, o Universe inclui quase todos os demais pacotes, um conjunto que ultrapassa a marca dos 20 GB de arquivos. Ele é basicamente um snapshot do repositório do Debian instável, que recebe uma rodada de testes e correções antes de ser disponibilizado ao público. A grande diferença em relação aos pacotes do repositório main é que eles não são oficialmente suportados pela equipe de desenvolvimento; são apenas oferecidos como um extra. A maior parte do trabalho de manutenção do repositório Universe é feito por voluntários, incluindo aí o trabalho feito pela equipe do Debian.

    multiverse: É uma derivação do Universe, que agrupa softwares distribuídos sob licenças "não livres", que possuam alguma restrição com relação à modificação ou distribuição. Inclui diversos codecs, emuladores, plugins, programas diversos e até mesmo alguns drivers de impressora. Assim como no caso do restricted, o multiverse foi criado para permitir que estes pacotes pudessem ser incluídos na distribuição, sem que "contaminassem" os repositórios principais.

    partner: Este é um repositório mantido pela Canonical (sem relação direta com o Ubuntu) para disponibilizar componentes licenciados. Ele inclui o "adobe-flashplugin", que instala o suporte a flash no Firefox e pacotes de documentação para alguns codecs comerciais vendidos no http://shop.canonical.com.

    Além das questões filosóficas, a divisão permite que os repositórios sejam seletivamente desativados, como no caso de uma empresa, onde a equipe de TI decidiu utilizar apenas os pacotes do repositório main, juntamente com alguns outros pacotes específicos, para prevenir o aparecimento de problemas. Em situações normais, você simplesmente mantém todos os repositórios ativados, com a possível exceção dos repositórios com o código fonte, que são úteis apenas para quem está interessado em compilar seus próprios pacotes:

    Você pode também escolher entre baixar os pacotes dos servidores principais (o archive.ubuntu.com) ou usar os

    Você pode também escolher entre baixar os pacotes dos servidores principais (o archive.ubuntu.com) ou usar os servidores do Brasil (o br.archive.ubuntu.com) que costumam ser mais rápidos. Por default o instalador utiliza também os pacotes do CD-ROM de instalação, que inclui alguns pacotes extras que não são instalados juntamente com o sistema. O que o gerenciador faz é simplesmente ativar ou desativar as linhas correspondentes dentro do arquivo "/etc/apt/sources.list" conforme você altera as opções, exatamente o mesmo que você faria ao editar o arquivo manualmente. As linhas referentes aos repositórios principais dentro do arquivo são:

    deb http://archive.ubuntu.com/ubuntu/ intrepid main restricted deb http://archive.ubuntu.com/ubuntu/ intrepid universe deb http://archive.ubuntu.com/ubuntu/ intrepid multiverse deb http://archive.canonical.com/ubuntu intrepid partner

    Para cada um destes repositórios, está disponível também uma linha iniciada com "deb-src", que corresponde ao repositório com o código-fonte dos pacotes. Apesar de parecerem complicadas, estas linhas são bastante simples. Tudo começa como "deb", que indica o início da configuração de um repositório. Em seguida, vai o endereço, a pasta com a versão e a sub-pasta com os arquivos do repositório específico. Os repositórios são acessados via http, você pode inclusive acessá-los pelo navegador. Uma dica para quem gosta de arrumação é que você pode agrupar linhas com repositórios dentro da mesma URL, separando-os por espaço. Em vez das 4 linhas anteriores, você poderia usar apenas:

    deb http://archive.ubuntu.com/ubuntu/ intrepid main restricted universe multiverse deb http://archive.canonical.com/ubuntu intrepid partner

    O "intrepid" em cada linha especifica a versão do Ubuntu em uso. Ao atualizar do 8.10 para o 9.04, por exemplo, o "intrepid" em todas as linhas seria substituído por "jaunty". Aqui vai uma lista rápida dos nomes e versões para referência:

    warty: 4.10 – Suporte Descontinuado hoary: 5.04 – Suporte Descontinuado breezy: 5.10 – Suporte Descontinuado dapper: 6.06 – Suporte Descontinuado

    edgy: 6.10 – Suporte Descontinuado feisty: 7.04 – Suporte Descontinuado gutsy: 7.10 – Suporte Descontinuado hardy: 8.04 – Suporte ativo até 04/2010 (1° versão, ano par) intrepid: 8.10 – Suporte ativo até 10/2009 jaunty: 9.04 – Suporte ativo até 04/2010 karmic 9.10 – Suporte ativo até 10/2010

    Além dos repositórios principais, temos os repositórios adicionais, que são mantidos por equipes independentes. A principal função deles é oferecer pacotes que, por um motivo ou outro, não podem ser distribuídos através dos repositórios oficiais, como no caso da biblioteca libdvdcss2 (que permite assistir DVDs protegidos) e diversos codecs. O gerenciamento deles é feito através da segunda aba:

    edgy: 6.10 – Suporte Descontinuado feisty: 7.04 – Suporte Descontinuado gutsy: 7.10 – Suporte Descontinuado hardy:

    Por default, é incluído apenas o repositório partner, que na verdade é utilizado apenas para distribuir o plugin do flash para o Firefox. Você pode ter acesso a um grande volume de pacotes adicionais voltados para multimídia adicionando o repositório do Medibuntu, especificando o "http://packages.medibuntu.org/" como URL e "free non-free" no campo dos componentes, como no screenshot. Isso equivale a adicionar a linha abaixo no sources.list:

    deb http://packages.medibuntu.org/ intrepid free non-free

    Ao tentar atualizar o sistema ou instalar algum novo pacote, após ativar repositórios adicionais, você receberá um erro similar a esse:

    edgy: 6.10 – Suporte Descontinuado feisty: 7.04 – Suporte Descontinuado gutsy: 7.10 – Suporte Descontinuado hardy:

    Ele indica que o sistema não possui a chave GPG de autenticação para o repositório adicionado, problema que podemos resolver manualmente. O GPG é um sistema de encriptação composto de duas chaves, uma chave pública, que é distribuída abertamente, e uma chave privada, que é secreta. A chave privada pode ser utilizada para "assinar" arquivos, cuja autenticidade pode ser comprovada usando a chave pública. Isto é feito através de um truque matemático: a chave privada é uma espécie de equação extremamente complexa, que embaralha o conteúdo dos arquivos. A chave pública é um antídoto para ela, que permite reverter os dados a seu estado original. É impossível, entretanto, descobrir o conteúdo da chave privada usando a chave pública e, devido à sua complexidade, é também impossível fazê-lo via força bruta. Este é um nível se segurança que não possui similar no mundo Windows. Mesmo que alguém consiga invadir o servidor onde os pacotes estão hospedados, ou consiga dar upload de pacotes falsos usando uma senha roubada, não terá como falsificar também a assinatura dos pacotes, fazendo com que você seja avisado ao tentar instalar e o problema seja detectado instantaneamente. O link para a chave GPG fica normalmente em posição visível no site do projeto. No caso do Medibuntu, por exemplo, o arquivo é o "http://packages.medibuntu.org/medibuntu-key.gpg". Existem duas maneiras de instalar a chave. A primeira é baixar o arquivo manualmente (você precisará geralmente usar o wget ou outro gerenciador de downloads, já que o Firefox o exibe como texto, em vez de oferecer a opção de baixar) e usar a opção Autenticação > Importar Arquivo > Chave" dentro do Canais de Software para adicionar a chave:

    Ele indica que o sistema não possui a chave GPG de autenticação para o repositório adicionado,

    No caso específico do Medibuntu existe uma opção mais prática para adicionar a chave, que é simplesmente instalar o pacote "medibuntu-keyring", que se encarrega de adicionar a chave do repositório. Como pode imaginar, este pacote foi criado para simplificar a configuração do repositório por parte de novos usuários, uma vez que o repositório é usado por 7 em cada 10 usuários do Ubuntu. Entretanto, você ainda precisará seguir estes passos manuais ao adicionar outros repositórios.

    3.2.2 – Comandos APT

    É possível fazer todos esses procedimentos através da linha de comando. Como são comandos que afetam o sistema de alguma forma, é necessário o status de super-usuário para execução dos mesmos. Para adicionar/remover novos repositórios, o arquivo a ser editado é o /etc/apt/sources.list (pode ser editado com qualquer editor [ver edição de textos]). Lá, você pode comentar (para que o APT não o use) ou descomentar (para que o APT o use) um repositório (para

    comentar/descomentar, basta adicionar/remover o símbolo '#' do início da linha). Exemplo:

    a) Caso queiramos comentar o repositório 'deb http://archive.ubuntu.com/ubuntu/ intrepid main restricted', basta acrescentar a tralha (#) no início de sua linha, ficando '# deb http://archive.ubuntu.com/ubuntu/ intrepid main restricted'.

    Para usar o apt-get, o primeiro passo é rodar o comando "apt-get update", que faz com que o apt-get verifique todos os repositórios disponíveis e baixe a lista com os pacotes disponíveis em cada um. Isso permite que ele crie uma espécie de banco de dados, com os pacotes disponíveis, onde cada um pode ser encontrado e qual endereço contém a versão mais recente. Este comando deve ser executado periodicamente. O ideal é que você o use uma vez por semana, ou sempre que for fazer alguma instalação importante (executar como superusuário):

    apt-get update

    3.3.2.1– Instalando programas usando o APT

    Usamos o comando APT para instalar programas no sistema. Precisamos ter status de superusuário para fazer isso. Utilizamos o comando:

    apt-get install <nome-do-pacote>

    Feito isso, aparecerá uma linha para a confirmação da instalação. Digite “s” para sim e “n” para não. Pronto. Agora é só esperar que o programa será instalado no seu sistema.

    3.3.2.2 – Procurando programas usando o APT

    É muito recomendado que você saiba o nome exato do pacote antes de instalá-lo e sua descrição, afim de saber exatamente o que ele fará. O APT nos das essa opções com os seguintes comandos:

    apt-cache search <palavra_chave>

    Muita das vezes o pacote tem um nome diferente no repositório. Por exemplo, digamos que queiramos instalar o Google Earth (programa de mapas da Google). Antes de instalarmos vamos procurar por ele nos repositórios.

    apt-cache search earth

    Como resposta, aparecerá alguns resultados com uma breve descrição ao lado de cada resultado. Você escolherá o correto, de acordo com essa descrição. Em nosso caso, o nome do pacote é googleearth-package. Agora sim, com o nome do pacote correto podemos instalá-lo usando o apt-get install googleearth-package

    Para uma descrição mais detalhada sobre o programa usamos o comando:

    apt-cache show <nome-do pacote>

    Esse comando retorna dados como a versão do programa, as dependências e uma descrição mais completa sobre o mesmo.

    3.3.2.3

    – Removendo pacotes usando APT

    Para remover um programa devemos ter status de superusuário. Feito isso devemos executar o comando:

    apt-get remove <nome-do-pacote>

    Haverá uma linha de confirmação, feito isso o programa será desinstalado do seu computador.

    Nota: Podemos listar os pacotes instalados através do dpkg. Listamos todos com o dpkg -l “*”, ou, por palavra chave, dpkg -l “*palavra chave*”.

    • 3.3.2.4 – Atualizando o sistema usando o APT

    Finalmente, existe a opção de atualizar todo o sistema, o que é feito usando os comandos:

    apt-get update

    apt-get upgrade

    O "apt-get update" é o comando que baixa a lista dos pacotes disponíveis, que já vimos. O "apt-get upgrade", por sua vez, age de forma bem diferente: ele verifica todos os pacotes do sistema e tenta atualizar todos de uma vez, o que geralmente resulta em uma longa lista de atualizações.

    3.4 – Autorizações

    As primeiras versões do Ubuntu simplesmente utilizavam o gksu para executar as ferramentas administrativas que precisavam de acesso de root, solicitando a senha antes de abrir. A partir do Ubuntu 8.04 passou a ser usado o PolicyKit, que permite ajustar as permissões de maneira mais granular, melhorando a segurança geral do sistema. Visualmente, não existem grandes mudanças, já que os aplicativos continuam confirmando sua senha antes de permitirem acesso às configurações, mas internamente o sistema é bem diferente. O Autorizações (polkit-gnome-authorization) é uma interface para o PolicyKi, que permite ajustar as permissões. Ele é intencionalmente pouco intuitivo (já que a idéia é que seja usado apenas por usuários avançados), mas a configuração não é tão complicada quanto pode parecer à primeira vista.

    De uma maneira geral, você utilizará o Autorizações apenas quando quiser liberar o acesso a algum utilitário específico para usuários não administrativos (ou seja, outros usuários do sistema, que não foram incluídos no grupo "admin" e que por isso não possuem permissão para usar o sudo) ou quando quiser mudar o default para que a senha seja solicitada apenas uma vez por sessão.

    3.3.2.3 – Removendo pacotes usando APT Para remover um programa devemos ter status de superusuário. Feito

    Cheque por problemas com autorizações no APT clicando aqui.

    • 3.5 – Ferramentas de Rede

    O Ubuntu conta com um bom gerenciador de rede. Este é um utilitário de verificação e diagnóstico de redes, que mostra a configuração atual de cada uma das interfaces de rede (incluindo os endereços, volume de dados transmitidos, MTU, velocidade do link e outras informações) e inclui opções para traçar rotas, verificar as portas abertas em outras máquinas, ver as conexões abertas e assim por diante. Ele é na verdade uma interface para ferramentas em texto, como o ifconfig, ping, netstat, traceroute, nmap, dig, finger e whois, que são velhas conhecidas dos administradores de sistema. Ele facilita bastante as coisas em diversas situações, permitindo que você faça uma varredura de portas em uma máquina da rede (ou em um servidor remoto) de forma rápida, sem precisar lidar com os parâmetros do nmap, por exemplo.

    Cheque por problemas com autorizações no APT clicando <a href=aqui . 3.5 – Ferramentas de Rede O Ubuntu conta com um bom gerenciador de rede. Este é um utilitário de verificação e diagnóstico de redes, que mostra a configuração atual de cada uma das interfaces de rede (incluindo os endereços, volume de dados transmitidos, MTU, velocidade do link e outras informações) e inclui opções para traçar rotas, verificar as portas abertas em outras máquinas, ver as conexões abertas e assim por diante. Ele é na verdade uma interface para ferramentas em texto, como o ifconfig, ping, netstat, traceroute, nmap, dig, finger e whois, que são velhas conhecidas dos administradores de sistema. Ele facilita bastante as coisas em diversas situações, permitindo que você faça uma varredura de portas em uma máquina da rede (ou em um servidor remoto) de forma rápida, sem precisar lidar com os parâmetros do nmap, por exemplo. 3.6 – Impressoras No Ubuntu ele está disponível através do "Sistema > Administração > Impressão" e permite adicionar impressoras (tanto impressoras locais quanto de rede) de forma bastante simples através do "Server > New > Printer". Para instalar uma impressora compartilhada em uma máquina Windows (ou em um servidor Linux rodando o Samba), você usaria a opção "Windows Printer via Samba", usando a função de localizar, ou especificando o endereço da impressora na rede, como em "smb://servidor/impressora" e para adicionar uma impressora compartilhada através do Cups usaria o "Internet Printing Protocol (ipp)" indicando o endereço do servidor. Entretanto, na grande maioria dos casos você não precisará fazer nenhuma configuração adicional, já que as impressoras locais suportadas são automaticamente adicionadas pelo Cups, com a interface servindo mais para ajustar as preferências de impressão e (em um servidor ou em uma máquina usada por vários usuários) as permissões de impressão .. 38 " id="pdf-obj-37-11" src="pdf-obj-37-11.jpg">
    • 3.6 – Impressoras

    No Ubuntu ele está disponível através do "Sistema > Administração > Impressão" e permite adicionar impressoras (tanto impressoras locais quanto de rede) de forma bastante simples através do "Server > New > Printer". Para instalar uma impressora compartilhada em uma máquina Windows (ou em um servidor Linux rodando o Samba), você usaria a opção "Windows Printer via Samba", usando a função de localizar, ou especificando o endereço da impressora na rede, como em "smb://servidor/impressora" e para adicionar uma impressora compartilhada através do Cups usaria o "Internet Printing Protocol (ipp)" indicando o endereço do servidor. Entretanto, na grande maioria dos casos você não precisará fazer nenhuma configuração adicional, já que as impressoras locais suportadas são automaticamente adicionadas pelo Cups, com a interface servindo mais para ajustar as preferências de impressão e (em um servidor ou em uma máquina usada por vários usuários) as permissões de impressão ..

    Cheque por problemas com autorizações no APT clicando <a href=aqui . 3.5 – Ferramentas de Rede O Ubuntu conta com um bom gerenciador de rede. Este é um utilitário de verificação e diagnóstico de redes, que mostra a configuração atual de cada uma das interfaces de rede (incluindo os endereços, volume de dados transmitidos, MTU, velocidade do link e outras informações) e inclui opções para traçar rotas, verificar as portas abertas em outras máquinas, ver as conexões abertas e assim por diante. Ele é na verdade uma interface para ferramentas em texto, como o ifconfig, ping, netstat, traceroute, nmap, dig, finger e whois, que são velhas conhecidas dos administradores de sistema. Ele facilita bastante as coisas em diversas situações, permitindo que você faça uma varredura de portas em uma máquina da rede (ou em um servidor remoto) de forma rápida, sem precisar lidar com os parâmetros do nmap, por exemplo. 3.6 – Impressoras No Ubuntu ele está disponível através do "Sistema > Administração > Impressão" e permite adicionar impressoras (tanto impressoras locais quanto de rede) de forma bastante simples através do "Server > New > Printer". Para instalar uma impressora compartilhada em uma máquina Windows (ou em um servidor Linux rodando o Samba), você usaria a opção "Windows Printer via Samba", usando a função de localizar, ou especificando o endereço da impressora na rede, como em "smb://servidor/impressora" e para adicionar uma impressora compartilhada através do Cups usaria o "Internet Printing Protocol (ipp)" indicando o endereço do servidor. Entretanto, na grande maioria dos casos você não precisará fazer nenhuma configuração adicional, já que as impressoras locais suportadas são automaticamente adicionadas pelo Cups, com a interface servindo mais para ajustar as preferências de impressão e (em um servidor ou em uma máquina usada por vários usuários) as permissões de impressão .. 38 " id="pdf-obj-37-18" src="pdf-obj-37-18.jpg">

    3.7 – Outros Drivers (Módulos)

    Um problema clássico das distribuições Linux, que em maior ou menor grau persiste até hoje é a questão dos drivers proprietários, que são distribuídos em formato binário (ou seja, sem que o código fonte seja disponibilizado) ou através de licenças restritivas, que impeçam a redistribuição. Estes dois fatores fazem com que as grandes distribuições não os incluem por padrão, resultando no clássico problema de você precisar baixar e instalar o driver manualmente.

    3.7 – Outros Drivers (Módulos) Um problema clássico das distribuições Linux, que em maior ou menorX.org no Ubuntu recebem todos os prefixos "xserver- xorg-video", como em "xserver-xorg-video-nv" ou "xserver-xorg-video-intel". Outra iniciativa para facilitar a instalação dos drivers de placas ATI e nVidia no Ubuntu (este não suportado oficialmente) é o Envy: usuário@nti:/home/usuario/# apt-get install envy Ele reconhecerá automaticamente a sua placa de vídeo e tentará instalar o driver para você. Além dessas opções, você pode usar o configurador que o X Server tem. Ele automaticamente reconhece a sua placa de vídeo, resoluções possíveis, teclado, mouse e suas configurações. Quando já há um driver proprietário em uso, ele reconhece e já adiciona no arquivo de configuração do X ( /etc/X11/xorg.conf ). Sua execução é obrigatoriamente no terminal (CTRL+ALT+F1) e a interface gráfica deve estar finalizada e segue a seguinte sintaxe: usuário@nti:/home/usuario# /etc/init.d/gdm stop usuário@nti:/home/usuario# X –configure usuário@nti:/home/usuario# cp /root/xorg.conf.new /etc/X11/xorg.conf usuário@nti:/home/usuario# /etc/init.d/gdm stop O primeiro comando para a interface gráfica. O segundo, usa a heurística do X Server para detectar suas melhores configurações. O terceiro, copia o arquivo de configurações que o segundo comando gera (/root/xorg.conf) para o diretório onde o X busca por ele (/etc/X11), já com o nome 39 " id="pdf-obj-38-6" src="pdf-obj-38-6.jpg">

    A lista inclui os drivers 3D para placas da ATI e da nVidia e também drivers para placas wireless com chipset Atheros (que nas versões recentes passaram a vir pré-instalados no sistema) e também drivers para algumas impressoras, softmodems e placas de TV. Embora ajude, o utilitário está longe de ser infalível, por isso problemas são relativamente comuns. Na maioria dos casos, você pode simplesmente desativar o driver e refazer a instalação usando os passos manuais, mas em casos de problemas na instalação dos drivers 3D você pode cair no clássico caso do X não abrir mais. Nesses casos, a solução é pressionar Ctrl+Alt+F2 para ir ao terminal de texto e remover o driver manualmente, reinstalando o driver open-source em seguida, como em (como super-usuário):

    usuario@nti:/home/usuario# apt-get remove --purge fglrx* xserver-xorg-video-ati usuario@nti:/home/usuario# apt-get install xserver-xorg-video-ati

    Note que os pacotes com os drivers do X.org no Ubuntu recebem todos os prefixos "xserver- xorg-video", como em "xserver-xorg-video-nv" ou "xserver-xorg-video-intel". Outra iniciativa para facilitar a instalação dos drivers de placas ATI e nVidia no Ubuntu (este não suportado oficialmente) é o Envy:

    usuário@nti:/home/usuario/# apt-get install envy

    Ele reconhecerá automaticamente a sua placa de vídeo e tentará instalar o driver para você. Além dessas opções, você pode usar o configurador que o X Server tem. Ele automaticamente reconhece a sua placa de vídeo, resoluções possíveis, teclado, mouse e suas configurações. Quando já há um driver proprietário em uso, ele reconhece e já adiciona no arquivo de configuração do X (/etc/X11/xorg.conf). Sua execução é obrigatoriamente no terminal (CTRL+ALT+F1) e a interface gráfica deve estar finalizada e segue a seguinte sintaxe:

    usuário@nti:/home/usuario# /etc/init.d/gdm stop usuário@nti:/home/usuario# X –configure usuário@nti:/home/usuario# cp /root/xorg.conf.new /etc/X11/xorg.conf usuário@nti:/home/usuario# /etc/init.d/gdm stop

    O primeiro comando para a interface gráfica. O segundo, usa a heurística do X Server para detectar suas melhores configurações. O terceiro, copia o arquivo de configurações que o segundo comando gera (/root/xorg.conf) para o diretório onde o X busca por ele (/etc/X11), já com o nome

    apropriado (xorg.conf). Já o último comando executa a interface gráfica novamente.

    Nota: Explicações mais detalhadas sobre os comandos acima serão mencionadas mais adiante. Notan²: Caso você use o KDE (que vêm por padrão ao invés do GNOME em Distribuições como o Kubuntu, Slackware, BigLinux invés de gdm.

    ...

    ), use kdm ao

    3.7.1 – Placas Wireless sem módulos

    Um problema que pode acontecer, especialmente em notebooks é a placa Wireless não ser instalada automaticamente pelo sistema. Quando o gerenciador do Ubuntu não reconhece, e o módulo (raramente) não exista, há um meio interessante de se fazer a placa funcionar: o Ndiswrapper. Ele permite ativar a placa utilizando o driver do Windows XP. Ele utiliza parte do código do Wine, adaptado para trabalhar com drivers de placas wireless, ao invés de executáveis de programas. A página oficial é a http://sourceforge.net/projects/ndiswrapper/. Mas você pode instalá- lo pela linha de comando (apt-get install ndisgtk, como super-usuário), ou buscando pela interface gráfica do Gnome-app-install (por ndisgtk, logicamente). Os drivers para Windows são arquivos executáveis, que servem de intérpretes entre a placa e o sistema operacional. Eles contêm o firmware da placa e outras funções necessárias para fazê-la funcionar. Depois de instalado, será incluído o ícone "Windows Wireless Drivers" no menu "Sistema > Administração". Ele é bem simples de usar: clique no "install new driver" e indique o driver Windows que será carregado:

    apropriado (xorg.conf). Já o último comando executa a interface gráfica novamente. Nota: Explicações mais detalhadas sobre

    Depois de ativar o driver, clique no "Configure Network". Ele abre o networkmanager, onde você pode checar se a placa foi mesmo ativada e configurar a rede:

    apropriado (xorg.conf). Já o último comando executa a interface gráfica novamente. Nota: Explicações mais detalhadas sobre

    Esse sistema simples permite que você teste vários drivers diferentes caso necessário, instalando e removendo até encontrar o correto. Tenha em mente que não é incomum que o ndiswrapper trave ao tentar carregar (ou descarregar) certos drivers, por isso não estranhe caso a placa pare de responder durante o teste e você precise reiniciar o micro. Uma última observação é que se você usar ao mesmo tempo uma placa de rede cabeada e uma placa

    wireless e o acesso pela placa wireless ficar intermitente, com a configuração caindo poucos minutos depois de configurada a rede, experimente desativar a placa cabeada ao configurar a rede wireless. Esse é um problema freqüente, principalmente ao utilizar o ndiswrapper, mas felizmente fácil de resolver. Antes de configurar a placa wireless, desative a placa cabeada. Se a placa cabeada é a eth0, por exemplo, rode o comando:

    usuário@nti:/home/usuario# ifconfig eth0 down

    3.8 – GRUB

    O LILO foi um dos primeiros gerenciadores de boot usados no Linux. Ele foi o mais usado durante muito tempo, mas tem sido gradualmente substituído pelo GRUB, que oferece mais recursos. O principal motivo é que o LILO utiliza uma configuração mais simples. Apesar disso, o GRUB também faz bem seu trabalho e permite que o sistema utilize agora um software muito mais robusto de detecção de outros sistemas instalados. O GRUB usa o arquivo de configuração "/boot/grub/menu.lst". Este arquivo é lido a cada boot, por isso não é necessário reinstalar o GRUB ao fazer alterações, como no caso do LILO. Este é um exemplo de arquivo de configuração, gerado pelo instalador do Ubuntu:

    default 0

    timeout 9

    title Ubuntu 9.04 root (hd0,2) kernel /boot/vmlinuz-2.6.27-generic ro splash quiet initrd /boot/initrd.img-2.6.27-generic

    title Microsoft Windows XP Professional (hda1) root (hd0,0) makeactive chainloader +1

    title memtest86 root (hd0,2) kernel /boot/memtest86.bin

    Com a configuração desta forma, você pode escolher entre o Ubuntu, Windows e memtest no boot. O Ubuntu é o default, por causa da opção "default 0" no início do arquivo. Do ponto de vista do GRUB, o Ubuntu é o sistema "0", o Windows é o sistema "1", e o memtest é o "2". Note que ele conta os sistemas incluídos na lista a partir do zero. Se você quisesse que o Windows passasse a ser o sistema default, bastaria trocar "default 0" por "default 1". O mesmo vale para os outros sistemas operacionais instalados. A linha "timeout 9" é um pouco mais cosmética. Ela diz que se você não pressionar nenhuma tecla na tela de boot, o sistema default será iniciado depois de 9 segundos. Você pode aumentar ou diminuir o tempo a seu gosto. O "(hd0,2)" dentro da opção diz a partição onde o Ubuntu está instalado, onde ele vai procurar o arquivo. Como pode ver, o GRUB usa uma nomenclatura própria para designar as partições do HD, o que acaba sendo o aspecto da configuração mais difícil de entender. Como dito anteriormente, no Linux um HD instalado como master na primeira porta IDE, é visto pelo sistema como "/dev/sda" e a primeira partição dentro dele é vista como "/dev/sda1". Mas para "simplificar", os desenvolvedores decidiram adotar uma nomenclatura própria, onde os HDs e

    partições são nomeados a partir do zero. Ou seja, o "/dev/shda1" é referenciado na configuração do grub como "(hd0,0)" (primeiro HD, primeira partição). O "(hd0,2)" do exemplo seria referente à terceira partição do primeiro HD, ou seja, faria referência ao "/dev/sda3". Em resumo, na nomenclatura adotada pelo GRUB temos:

    /dev/sda = 0 /dev/sdb = 1 /dev/sdc = 2 /dev/sdd = 3 As partições dentro de cada HD são também nomeadas a partir do zero:

    /dev/sda1 = 0,0 /dev/sda2 = 0,1 /dev/sda3 = 0,2 /dev/sda4 = 0,3 /dev/sda5 = 0,4 /dev/sda6 = 0,5

    etc ...

    Observação: Uma forma de confirmar isso é checar o conteúdo do arquivo "/boot/grub/device.map" (com o sistema já instalado). Ele contém uma lista dos HDs detectados pelo grub, e o endereço atribuído a cada um.

    3.8.1 - Configuração

    Agora que entendemos como o GRUB nomeia os HDs e partições, podemos ir ao que interessa, ou seja, entender como funcionam as múltiplas seções do GRUB, que permitem carregar cada sistema operacional. No meu exemplo, o HD está configurado da seguinte forma:

    /dev/sda1: Windows /dev/sda2: arquivos /dev/sda3: Ubuntu /dev/sda4: arquivos /dev/sda5: swap

    Esta configuração vem bem a calhar, pois permite explicar os três casos mais comuns, ou seja, a seção referente ao Ubuntu, referente ao Windows e a outros. Vamos começar com a seção do Ubuntu:

    title Ubuntu 9.04 root (hd0,2) kernel /boot/vmlinuz-2.6.27-generic ro splash quiet initrd /boot/initrd.img-2.6.27-generic

    A linha "title" contém apenas o nome do sistema, da forma como ele irá aparecer na tela de boot. Não é preciso que o nome indique corretamente o sistema, você pode usar apelidos, o importante é apenas que um sistema receba um apelido diferente do outro. A linha "root" logo a seguir, indica a partição (no formato do GRUB) onde o sistema está instalado. Como o Ubuntu neste caso está instalado na terceira partição do HD, usamos "(hd0,2)". A terceira linha, "kernel", indica o arquivo com o kernel, que será carregado no início do boot. O Kernel vai sempre dentro da pasta "/boot" e o arquivo sempre se chama "vmlinuz", seguido da versão, como "vmlinuz-2.6.27-generic". Além de indicar a localização do arquivo, você pode incluir opções que serão passadas para ele no início do boot. Lembra-se das opções de boot, que usamos para solucionar problemas no Ubuntu? Muitas delas são justamente opções que são repassadas para o kernel e podem ser usadas aqui, como o

    "acpi=off", "irqpoll", "noapic", "all-generic-ide" e assim por diante. Finalmente, temos a linha "initrd", que é opcional, permitindo indicar a localização de um arquivo initrd, que será carregado junto com o Kernel. O initrd nem sempre é usado. Quando necessário, ele é gerado durante a instalação, incluindo módulos de que o sistema precisará no início do boot. Se ele não estiver dentro da pasta "/boot" junto com o Kernel, não precisa se preocupar, pois ele não está sendo usado.

    Em seguida temos a seção referente ao Windows:

    title Microsoft Windows XP Professional (hda1) root (hd0,0) makeactive chainloader +1

    O Windows é um caso especial, pois ele não é carregado diretamente pelo grub. Ao invés disso ele é carregado num modo chamado de "chainload". O grub simplesmente carrega o gerenciador de boot do Windows (que é instalado dentro da partição) e deixa que ele se encarregue de carregar o sistema. Você poderia duplicar estas quatro linhas para incluir outras distribuições. Basta alterar a partição dentro da linha "root" e indicar corretamente o arquivo do Kernel e o initrd que serão usados.

    O problema é quando você instala o Windows depois do Linux (Ubuntu), já que ele chega "chutando o balde", gravando seu gerenciador de boot na MBR sem nem te consultar e apagando o GRUB. Isto acaba se revelando um grande problema, já que você perde o acesso ao Ubuntu e a qualquer outra distribuição Linux instalado no HD sempre que precisar reinstalar o Windows. Nestes casos, você pode regravar o GRUB dando boot com o LiveCD do Ubuntu. Dê boot pelo CD e abra um terminal. Logue-se como root com o comando 'sudo su'. A partir daí, use o comando "grub" para entrar no prompt do grub, onde usaremos os comandos para regravar o gerenciador de boot:

    usuario@nti:/home/usuario# grub

    Dentro do prompt, precisamos rodar dois comandos, especificando a partição onde o Ubuntu (ou a distribuição "dona" do GRUB) está instalado e o dispositivo onde ele será instalado. Comece rodando o comando "root", que especifica a partição de instalação do sistema. No exemplo, o Ubuntu está instalado no "(hd0,2)", de forma que o comando fica:

    root (hd0,2)

    Falta agora o comando "setup", que especifica aonde o GRUB será gravado. Neste caso, estou gravando o GRUB na MBR do primeiro HD:

    setup (hd0)

    Terminando, você pode sair o prompt do grub usando o "quit" e reiniciar o micro. Este é um exemplo de operação que é mais simples no GRUB. No LILO, era necessário montar a partição e abrir um chroot para conseguir regravar o gerenciador. Mais um problema comum acontece quando você precisa configurar o GRUB numa máquina com vários HDs. Nestes casos, além de verificar como o GRUB detectou cada um, você

    precisa se preocupar em gravar o grub no MBR do HD correto. O problema é muito simples. Quando você possui mais de um HD na máquina, você configura uma ordem de boot no Setup do micro. O HD que estiver em primeiro na ordem de boot do setup, será usado para inicializar a máquina e, consequentemente será reconhecido pelo grub como "(hd0)". Se você instalar o Ubuntu no segundo HD, e o grub for instalado na MBR do segundo HD, o Ubuntu não vai inicializar depois de instalado, pois o BIOS do micro continuará lendo o MBR do primeiro HD. A solução no caso é bem simples. Mesmo que você instale o Ubuntu, ou qualquer outra distribuição no segundo HD, tome sempre o cuidado de gravar o GRUB no MBR do primeiro HD. Se você está instalando o Ubuntu (por exemplo), na partição /dev/sdb1 (a primeira partição do segundo HD) o "root", ou seja, o dispositivo aonde o sistema está sendo instalado será "(hd1,0)", mas na hora de gravar o GRUB, você indicaria o "(hd0)", que é o primeiro HD. Outra pegadinha é que quando você tem uma instalação do Windows no segundo HD (hd1,0 no grub), como em situações onde você compra outro HD para instalar Linux e instala o HD com o Windows como secundário, é necessário adicionar duas linhas na seção do GRUB referente ao Windows. Elas fazem com que a posição lógica dos dois HD seja trocada, fazendo com que o Windows pense que está inicializando a partir do primeiro. Sem isso, você tem um erro de "partição inválida" durante o boot e o Windows não é carregado. Ao adicionar as duas linhas, a seção referente ao Windows ficaria:

    title Windows root (hd1,0) makeactive chainloader +1 map (hd1) (hd0) map (hd0) (hd1)
    title Windows
    root (hd1,0)
    makeactive
    chainloader +1
    map (hd1) (hd0)
    map (hd0) (hd1)

    3.9 – LILO

    O LILO (Linux Loader) foi por muito tempo o Boot Loader padrão da maioria das distribuições de Linux existentes. Sua configuração é muito simples, há poucos BUGS e rápido. Contudo, há algumas desvantagens que ocasionam alguns riscos. O LILO armazena na MBR (Master Boot Record) informações sobre a localização dos sistemas. Isso pode ser um risco caso algum problema ocorra na MBR, enquanto que no GRUB essas informações ficam armazenadas em um arquivo separado (/boot/grub/menu.lst) e se você quiser mudar algo, terá que editar o arquivo de configuração do LILO (/etc/lilo.conf) e reescrever na MBR, outro risco em caso de erros. Não tem interface de comando, para boot personalizável sem edição de arquivo de configuração e não faz boot via rede, enquanto que ambas as coisas são possíveis no GRUB. Apesar disso, algumas distribuições ainda o utilizam pela sua simplicidade e velocidade.

    3.9.1 – Configuração

    O arquivo de configuração do LILO é o /etc/lilo.conf. É editando ele que você poderá configurar o LILO conforme as suas necessidades. Um arquivo comum para uma máquina que possui dois sistemas (Linux e Windows) segue no exemplo abaixo:

    # Arquivo de configuração do LILO

    ### Seção dos parâmetros globais do LILO ### boot=/dev/sda vga=normal

    message=/boot/mensagem.txt prompt default=Ubuntu

    timeout=150

    ### Seção de partições do LILO ###

    # Partição Linux

    image=/boot/vmlinuz-2.6.28-15

    root=/dev/sda1

    label=Ubuntu

    read-only

    # Partição Windows

    other=/dev/sdb1

    label=Windows

    table=/dev/sdb

    É perceptível que as configurações do LILO são divididas em sessões. Na primeira parte ficam configurações globais, onde se configura qual o disco o LILO será instalado (boot), o modo de vídeo (vga), a mensagem padrão que é mostrada após a seleção do sistema a ser inicializado, a diretiva para mostrar um menu de seleção (prompt), o sistema padrão que é selecionado após o inicio do LILO (é o mesmo que fica na diretiva 'label' na sessão das partições) e o tempo em milisegundos (1 ms = 0.00.1 s) que o LILO irá esperar até iniciar o sistema selecionado. Já na outra parte, configura-se as partições e onde os sistemas estão.

    4 - Interface de Administração do Sistema (Webmin)

    O Webmin funciona como um centralizador de configurações do sistema, monitoramento dos serviços e de servidores, fornecendo uma interface amigável, e que quando configurado com um servidor web, pode ser acessado de qualquer local, através de um simples navegador qualquer. Para acessar o Webmin, você deverá digitar https://localhost:10000 no servidor do laboratório ou o endereço IP do servidor se você estiver em alguma estação (Ex:

    https://192.168.0.1:10000). Deverá aparecer uma janela semelhante a essa abaixo.

    message=/boot/mensagem.txt prompt default=Ubuntu timeout=150 ### Seção de partições do LILO ### # Partição Linux image=/boot/vmlinuz-2.6.28-15 root=/dev/sda1Webmin funciona como um centralizador de configurações do sistema, monitoramento dos serviços e de servidores, fornecendo uma interface amigável, e que quando configurado com um servidor web, pode ser acessado de qualquer local, através de um simples navegador qualquer. Para acessar o Webmin, você deverá digitar https://localhost:10000 no servidor do laboratório ou o endereço IP do servidor se você estiver em alguma estação (Ex: https://192.168.0.1:10000 ) . Deverá aparecer uma janela semelhante a essa abaixo. O login deverá ser feito gerência do sistema. com a conta de gerente , que permitirá acesso a tela inicial de 45 " id="pdf-obj-44-41" src="pdf-obj-44-41.jpg">

    O login

    deverá ser feito

    gerência do sistema.

    com a

    conta de

    gerente, que permitirá acesso a tela inicial de

    • Suporte Infolab – permite entrar em contato com os administradores do projeto infolab afim de

    Suporte Infolab – permite entrar em contato com os administradores do projeto infolab afim de tirar dúvidas ou reportar algum problema.

    Alterar Senha – permite a alteração da senha de um usuário

    LDAP Users and Groups – lista os usuários adicionados no sistema, onde você poderá adicionar novos usuários e editar informações como nome, telefone, senha dentre outros de um dado usuário.

    Quotas de Disco – permite edição da quota de disco de um usuário. Servidor Proxy Squid – permite o bloqueio e edição de acesso a sites.

    System and Server Status (Status do Servidor e Sistema) – permite obter informações sobre alguns serviços fornecidos pelo sistema.

    Logout – Encerra a sessão e volta para tela de login do Webmin.

    4.1 – Suporte Infolab

    • Suporte Infolab – permite entrar em contato com os administradores do projeto infolab afim de

    Nessa tela você entra com seus dados como solicitados (Nome, Email, qual laboratório que você monitora, seleciona o tipo de assunto e escreve a mensagem).

    Tudo é bem intuitivo!

    Depois só clicar em enviar que um dos administradores do projeto entrará em contato com você a fim de solucionar o problema o mais rápido possível.

    Existe também um link (Chat), ele te redicionará para a página de chat do infolab que sempre terá alguém para dar suporte em tempo real.

    4.2

    – Alterar Senha

    4.2 – Alterar Senha Aqui você poderá alterar as senhas dos usuários do laboratório. Você precisa

    Aqui você poderá alterar as senhas dos usuários do laboratório. Você precisa apenas colocar

    o nome do usuário (LOGIN) e clicar no botão “Alterar senha para usuário”, você ainda pode clicar

    em “

    que será listado todos os usuários que usam o laboratório, após isso você pode escolher o

    ... usuário que deseja mudar a senha clicando nele.

    • 4.3 – LDAP Users and Groups

    4.2 – Alterar Senha Aqui você poderá alterar as senhas dos usuários do laboratório. Você precisa

    Essa sessão lista todos os usuários e grupos que utilizarão os laboratórios. Aqui você vai adicionar, remover, habilitar um usuário ou grupo. Basicamente a aba LDAP Users é a mais usada. O único grupo que o monitor tem acesso é o “users”.

    Para remover deve-se selecionar o usuário e clicar no botão “Delete Selected Users” que fica na parte inferior da tela. Após isso para confirmar clique em Delete “Users and Home Directories”.

    4.3.1 – LDAP Users

    Nesta aba você manipula todos o usuários. Para adicionar um novo usuário você deverá clicar no link “Adicionar usuário LDAP” ao clicar nele a seguinte tela aparecerá:

    4.2 – Alterar Senha Aqui você poderá alterar as senhas dos usuários do laboratório. Você precisa

    Para criar um usuário você necessita completar apenas esses campos que citarei abaixo:

    Nome do usuário: Colocar o nome completo do usuário.

    Nome real: Colocar o login do usuário, é com esse login que ele vai ter acesso aos computadores do laboratório.

    Senha: Você deve selecionar a opção senha em claro e pedir ao usuário digitar uma senha.

    Após feito isso, só clicar no botão “Criar” que o novo usuário acabou de ser adicionado na base de dados.

    4.4 - Quotas de Disco

    Todo o usuário tem um espaço no disco rígido no servidor com seus arquivos. Dependendo do tamanho do HD do servidor e o número dos usuários do laboratório esse tamanho pode variar. A esse tamanho damos o nome de quota do usuário. Para sabermos se o usuário realmente estourou a quota usamos o webmin devemos acessar a opção “Quotas de Disco” da tela inicial, que nos levará para tela logo abaixo, em seguida

    deveremos digitar o login do usuário na caixa de texto ao lado do botão “Editar cotas do usuário:”

    ou apertar o botão “ ... ” e então selecionar o usuário na lista que irá
    ou apertar o botão “
    ...
    e então selecionar o usuário na lista que irá aparecer.

    Então observe na tela abaixo se o usuário estourou o limite.

    Para criar um usuário você necessita completar apenas esses campos que citarei abaixo: Nome do usuário

    Se a cota foi realmente excedida, existem 2 opções:

    1ª) Acompanhar o usuário até o servidor, e acessar a sua conta via shell de comando. Depois pedir que ele escolha alguns arquivos que não precisa mais e apagá-los até que sobre alguns blocos. Para isso você deve ir até a pasta do usuário (home), utilizando o comando

    cd /home/<nome_do_usuario>

    Lá você encontrará todos os arquivos daquele usuário, utilizando o comando ls. Logo após

    isso você deve remover os arquivos que o usuário não precisa mais, fazendo isso ultilizando o comando:

    rm <nome_do_arquivo>

    2ª) Aumentar a cota do usuário para que ele possa acessar a conta da própria estação e fazer a limpeza. Depois a cota deve ser restaurada. Aqui cabe a observação de que o NTi disponibiliza os sistemas com cotas de 100 MB por usuário, sendo que cerca de 7 a 30 MB são utilizados pelos arquivos básicos do sistema. As coordenações podem alterar esse valor, mas deve-se lembrar que a área de armazenagem de dados tem cerca de 80 a 150 GB de capacidade.

    4.5 – Servidor Proxy Squid

    Os monitores dos laboratórios devem zelar pela uso dos mesmos, o laboratório é um lugar para estudo. Nessa seção você deve bloquear sites de relacionamentos, sites pornos e todo tipo de site que não convenha com o ambiente de estudo. Devemos acessar a opção “Servidor Proxy Squid” da tela inicial, que nos levará para tela logo abaixo, em seguida deveremos selecionar a opção “Controle de Acesso”.

    2ª) Aumentar a cota do usuário para que ele possa acessar a conta da própria estação

    Logo depois, na tela abaixo deveremos selecionar a opção “sites_bloqueados”:

    2ª) Aumentar a cota do usuário para que ele possa acessar a conta da própria estação

    Na tela abaixo segue um exemplo de como bloquear o site do orkut, para isto basta colocar o endereço como indicado abaixo na caixa de texto “Domínios” este formato pode ser usado para bloquear qualquer outro site que se desejar, a caixa de texto “URL de Falha” indica para qual endereço o usuário será redirecionado caso digite no browser o endereço bloqueado, depois de bloquear os site que deseja basta pressionar o botão salvar e por fim a opção “Aplicar Alterações”.

    5 - Os serviços DHCP, NAT, LDAP e NFS 5.1 - <a href=Serviço DHCP (Dynamic Host Control Protocol) É o serviço responsável por distribuir endereços IP para as máquinas do laboratório. Ele controla os endereços já distribuídos de forma que não existam 2 máquinas com o mesmo endereço. Quando uma máquina é iniciada ela não possui configuração de rede alguma. A única coisa que ela sabe é que as configurações deverão ser solicitadas à um servidor DHCP. Então ela envia uma solicitação para o endereço de broadcast. O endereço de broadcast tem a propriedade de retransmitir as informações para todas as máquinas de uma rede. Quando a solicitação chega ao servidor, ele estabelece uma conexão com a máquina e lhe envia um endereço disponível. Nesse momento a máquina já pode acessar os recursos da rede. 5.2 - Serviço NAT (Network Address Translation) As máquinas dos laboratórios usam IPs privados, alguns chamam esses endereços de IPs falsos. Máquinas com esses endereços não acessam a internet, já que esses IPs não são inválidos na grande rede. Para possibilitar o acesso a internet para máquinas com endereços privados usamos o serviço NAT. Esse serviço promove a conversão dos pacotes de informação da rede interna (com endereços IP inválidos) para pacotes válidos na rede externa (internet). O servidor grava uma tabela com as solicitações, assim, quando o pacote de informação retorna, ele sabe para quem enviar a resposta. 5.3 - Serviço NFS (Network File System) O NFS possibilita que as estações de trabalho tenham acesso aos arquivos do servidor de forma transparente ao usuário. No servidor temos alguns diretórios compartilhados que são montados pelas estações como se fossem dispositivos locais. O compartilhamento desses diretórios é definido no arquivo “/etc/exports”. 5.4 – Serviço LDAP ( Lightweight Directory Access Protocol ) Este é um protocolo de rede que roda sobre o TCP/IP que permite organizar os recursos de rede de forma hierárquica, como uma árvore de diretório, onde temos primeiramente o diretório raiz, em seguida a rede da empresa, o departamento e por fim o computador do funcionário e os 50 " id="pdf-obj-49-2" src="pdf-obj-49-2.jpg">

    5 - Os serviços DHCP, NAT, LDAP e NFS

    É o serviço responsável por distribuir endereços IP para as máquinas do laboratório. Ele controla os endereços já distribuídos de forma que não existam 2 máquinas com o mesmo endereço. Quando uma máquina é iniciada ela não possui configuração de rede alguma. A única coisa que ela sabe é que as configurações deverão ser solicitadas à um servidor DHCP. Então ela envia uma solicitação para o endereço de broadcast. O endereço de broadcast tem a propriedade de retransmitir as informações para todas as máquinas de uma rede. Quando a solicitação chega ao servidor, ele estabelece uma conexão com a máquina e lhe envia um endereço disponível. Nesse momento a máquina já pode acessar os recursos da rede.

    As máquinas dos laboratórios usam IPs privados, alguns chamam esses endereços de IPs falsos. Máquinas com esses endereços não acessam a internet, já que esses IPs não são inválidos na grande rede. Para possibilitar o acesso a internet para máquinas com endereços privados usamos o serviço NAT. Esse serviço promove a conversão dos pacotes de informação da rede interna (com endereços IP inválidos) para pacotes válidos na rede externa (internet). O servidor grava uma tabela com as solicitações, assim, quando o pacote de informação retorna, ele sabe para quem enviar a resposta.

    O NFS possibilita que as estações de trabalho tenham acesso aos arquivos do servidor de forma transparente ao usuário. No servidor temos alguns diretórios compartilhados que são montados pelas estações como se fossem dispositivos locais. O compartilhamento desses diretórios é definido no arquivo “/etc/exports”.

    Este é um protocolo de rede que roda sobre o TCP/IP que permite organizar os recursos de rede de forma hierárquica, como uma árvore de diretório, onde temos primeiramente o diretório raiz, em seguida a rede da empresa, o departamento e por fim o computador do funcionário e os

    recursos de rede (arquivos, impressoras, etc.) compartilhados por ele. A árvore de diretório pode ser criada de acordo com a necessidade. Uma das principais vantagens do LDAP é a facilidade em localizar informações e arquivos disponibilizados. Pesquisando pelo sobrenome de um funcionário é possível localizar dados sobre ele, como telefone, departamento onde trabalha, projetos em que está envolvido e outras informações incluídas no sistema, além de arquivos criados por ele ou que lhe façam referência. Cada funcionário pode ter uma conta de acesso no servidor LDAP, para que possa cadastrar informações sobre sí e compartilhar arquivos.

    Nota: Clique em cima dos títulos acima, para ver explicações mais detalhadas de cada serviço.

    6 – Verificação de Problemas

    • 6.1 - Sistema apresenta inconsistência de disco

    A maneira correta para se desligar o sistema é através do ícone apropriado da interface gráfica (Em geral, clicando em Iniciar e depois em Logout/Desligar/Shutdown). Mas se por algum motivo, como falha na rede elétrica por exemplo, a máquina desligar abruptamente, o sistema de arquivos poderá ficar inconsistente. Problemas físicos no disco, também podem ocasionar uma série de problemas no sistema de arquivos. Nesses casos se faz necessária a verificação do disco. Na maioria das vezes, o próprio sistema detecta a inconsistência e corrige o problema executando o comando “fsck” automaticamente, sem que o usuário perceba. Porém, quando a inconsistência do sistema for mais grave, pode ser necessária a intervenção do administrador. Nesses casos, em algum momento do processo de inicialização do sistema surgirá a seguinte mensagem:

    Give root password for maintenance (or type Control-D for normal startup):

    Você deverá fornecer a senha de superusuário e em seguida digitar o seguinte comando no prompt que surgirá:

    fsck -yvf <partição inconsistente>

    Depois que o procedimento terminar, basta reiniciar a máquina com o comando “reboot” (será avisado após o término da checagem).

    Nota ¹: Em geral, a partição incosistente é a /dev/sda1. Nota ²: As opções -yvf são, respectivamente, para:

    y – Confirmar todos os pedidos de manutenção do FSCK. v – Modo verbose, ou seja, mostrar todos os detalhes na tela. f – Modo force, irá forçar a execução do FSCK. Nota ³: Há outras opções para o FSCK, verifique digitando 'man fsck <enter>'

    Caso você caia em alguma outra tela ou não consiga executar o comando por algum motivo, há outro modo de checar a consistência dos discos: Na hora da inicialização do computador, uma tela com uma contagem de segundos feitas pelo GRUB é feita (em geral, 3 segundos). Nesta hora, você deve apertar a tecla ESC e selecionar a opção “Passar FSCK”.

    • 6.2 – Máquina não aceita a senha

    Já vimos como o sistema de autenticação funciona. Se uma máquina não aceita a senha temos duas causas possíveis:

    a) A máquina não consegue se comunicar com o servidor LDAP. → Nesse caso devemos verificar se a máquina tem acesso a rede. Para isso, entre no sistema com um usuário local e use o comando “ping”. Eis um exemplo:

    gerente@clientlab:~$ ping 192.168.0.1 <Enter>

    Se a resposta do comando for:

    • 64 bytes from 192.168.0.1: icmp_seq=1 ttl=52 time=1 ms

    • 64 bytes from 192.168.0.1: icmp_seq=2 ttl=52 time=5 ms

    • 64 bytes from 192.168.0.1: icmp_seq=3 ttl=52 time=4 ms

    então a máquina está se comunicando com o servidor. Caso a resposta for:

    From 127.0.0.1 icmp_seq=1 Destination Host Unreachable From 127.0.0.1 icmp_seq=2 Destination Host Unreachable

    então a máquina não tem comunicação com o servidor. Se somente a estação em questão não estiver se comunicando com o servidor, verifique as conexões da placa de rede, tire e recoloque o cabo de rede e reinicie a máquina. Se a máquina estiver se comunicando com o servidor passe para o próximo item.

    b) O sistema NIS/LDAP está com mapas desatualizados, ou está fora do ar → Nesse caso, verifique se algum usuário mais antigo consegue acessar o sistema. Em caso afirmativo, vá até o servidor, troque a senha do novo usuário e tente novamente. Se todas as máquinas estiverem fora do ar o problema provavelmente está no servidor. Então acesse o terminal do servidor com a conta gerente e verifique se o processo de nome “ypserv” (ou “ldapd”) está sendo executado. Em caso negativo reinicie o servidor. A falta de conexão com a Internet também pode provocar alguns efeitos colaterais. Para verificar se o servidor tem acesso à Internet execute o comando “ping” como no exemplo abaixo:

    gerente@serverlab:~$ ping 200.20.0.18 <Enter>

    Se a resposta indicar que não há conexão com a Internet aguarde alguns minutos e tente novamente. Caso o problema persista, entre em contato com o suporte (http://softwarelivre.uff.br).

    6.3– Aplicativos sendo encerrados abruptamente

    Isso pode ocorrer se o usuário estiver utilizando muitos programas ao mesmo tempo. Se não for o caso, verifique se a memória swap está disponível com o comando “top”. Caso a linha da memória swap esteja indicando 0K total, 0K used, 0K free, é sinal de que a memória swap não está disponível. Nesse caso, solicite o suporte. Outro coisa que pode acontecer é quando a quota do usuário está prestes a acabar, os programas como o Firefox fecham sozinhos abruptamente.

    7 – Programas Comuns

    Alguns programas são essenciais no manuseio de qualquer sistema operacional. Todos precisamos de um navegador, editor de texto, planilhas, players de vídeo e música e outras coisas essenciais, que não devem faltar em nenhum sistema.

    7.1

    – Navegadores

    Numa instalação padrão Ubuntu, o Firefox vem como navegador padrão. Em linhas gerais, quando o ambiente gráfico é o GNOME o navegador padrão é o Firefox e no KDE, o navegador padrão é o Konqueror. Você pode instalar outros navegadores como o Opera ou Google Chrome, disponível em uma versão para Linux em seus respectivos sites oficiais, junto com instruções para instalação. O uso destes navegadores é bem intuitivo e dispensaremos demais explicações.

    7.2

    – Editores

    7.2.1 – Texto

    O Ubuntu vem por padrão com alguns editores de texto essenciais (livres e gratuitos), como o GEdit (editor simples, mas poderoso de texto) que é equivalente ao Notepad do Windows, OpenOffice Writer que é equivalente ao Microsoft Word. O Writer tem suporte à criação de etiquetas, imagens, objetos OLE, assinaturas digitais, hiperlinks, formulários, marcadores e folhas de estilo, assim como a macros, que podem ser escritas em JavaScript, Perl, Python ou Basic. Também tem suporte a senhas e gravações do mesmo documento e edita arquivos nativamente do

    Word (.doc, .docx, .docm e etc) e converte para os diversos formatos existentes (.odt, odf e etc), incluindo PDF. Há outros editores de texto, como o KWrite e Kate. Ambos podem ser instalados pelo Gerenciador de Pacotes do Ubuntu.

    7.2.1.1 – De Linha de comando

    O Ubuntu vem por padrão apenas com o Nano e o Pico instalados. Os outros editores citados aqui podem ser todos instalados pelo gerenciador de pacotes (APT).

    vim/vi – Este editor de texto possui vários modos de operação os principais são:

    → Normal – ele está em normal assim que o vim é iniciado, é possível → Mover com o cursor e acionar comandos de remoção e inserção mas não é possível escrever. → Inserção – é o modo de edição, as formas mais comuns de entrar neste modo são pressionando “i” ou “insert” → Comando – neste modo o cursor fica posicionado na parte inferior do editor, é neste modo que é possível passar comando para serem interpretados pelo vim, tais como comandos de busca, salvar, execução de comando no shell, etc. para entrar neste modo basta pressionar “ESC”.

    Comandos importantes no modo de comando:

    :q – sai do editor :q! – sai do editor sem salva as alterações :w – salva as alterações :wq – salva as alterações e sai :s/velho/novo => Substitui a primeira ocorrência de "velho" por "novo" na linha corrente. :%s/velho/novo => Substitui em todo o arquivo (%) a primeira ocorrência de "velho" por "novo" em cada linha. :% s/velho/novo/g => Substitui em todo o arquivo (%), todas (g) as ocorrências de "velho" por "novo". :% s/velho/novo/gc => Igual ao anterior, mas pedindo confirmação para cada substituição.

    :% s/^String[0-9]//gc => Expressões regulares também funcionam, como no sed. :% s/./\u&/gc => Converte para maiúsculas (\u) o primeiro caracter (.) de cada linha. /palavra_chave – busca a palavra_chave no texto

    → pressione “n” para buscar a próxima ocorrência e shift + “n” para procurar a ocorrência anterior.

    pico – É um editor simples. Abaixo, seus comandos:

    • - ctrl+x – sai do editor

    • - ctrl+o – grava as modificações

    • - ctrl+w – localiza uma palavra chave

    pressione “n” para buscar a próxima ocorrência e shift + “n” para procurar a

    ocorrência anterior.

    mcedit – É o editor de texto interno do Midnight Commander. Seus comandos:

    • - F1 – abre a janela de ajuda;

    • - F2 – salva o documento;

    • - F3 – habilita a seleção de texto;

    • - F4 – abre a janela de localizar e substituir;

    • - F5 – copia o texto selecionado para a posição do cursor;

    • - F6 – move o texto selecionado para a posição do cursor;

    • - F7 – busca;

    • - F8 – exclui a o texto selecionado;

    • - F9 – acessa os menus do editor;

    • - F10 – sai do editor.

      • 7.2.2 – Imagem e Planilha

    O Ubuntu vem com o poderoso GIMP como editor de imagens. O GIMP (GNU Image Manipulation Program) é um programa de código aberto voltado principalmente para criação e edição de imagens raster, e em menor escala também para desenho vetorial. Ele é equivalente, com certas observações, ao Photoshop e o Corel Draw. E o Impress (para Slides e PowerPoint) juntamente com o Calc (planilha eletrônica) terminam o grande poder do OpenOffice, pois trabalha com todos os documentos do Microsoft Office e com muitos outros formatos abertos que respeitam todos os padrões internacionais fixados por entidades internacionais.

    7.3 – Gravadores de CD/DVD

    • 7.3.1 – Brasero

    O Ubuntu vem por padrão com o Brasero para a gravação de CDs e DVDs. O Brasero se apresenta como uma solução, tanto ao propósito do Gnome (simplicidade, objetividade) quanto ao quesito recursos. Entre tais recursos, se destaca a pré-visualização de arquivos, busca de arquivos pelo Beagle e suporte a listas de reprodução. Destacando-se o primeiro, você simplesmente não precisará mais abrir uma janela ou um player apenas para ver o conteúdo do arquivo multimídia, pré-visualizando com a tecnologia Gstreamer.

    7.3.2

    – K3B

    O K3B é hoje o “queimador” de Cds oficial do Kubuntu e também de muitas outras distribuições. É um programa bem versátil e robusto. Grava tanto CDs quanto DVDs. Suas GUIs são personalizáveis e muito intuitivas.

    • 7.3.3 – Nero4Linux

    Nero Linux é um programa de computador produzido para a plataforma Linux/Unix, similar ao Nero produzido para a plataforma Windows. Além de fornecer as funções tradicionais de gravar CD e DVD, também fornece suporte a gravação de Blu-ray e HD DVD. Ele não é livre e é pago.

    7.4 – Reprodutores de Vídeo

    • 7.4.1 – MPlayer

    O Mplayer é famoso por ter sido o primeiro player de vídeo "completo" para Linux, capaz de exibir vídeos na maioria dos formatos e DVDs protegidos. Muito do que existe hoje na área de suporte a formatos de vídeo e multimídia em geral, no Linux, surgiu graças ao trabalho feito no Mplayer. Ainda hoje ele é um dos players mais usados, embora não venha incluído por padrão na maioria das distribuições, que preferem usar o Kaffeine, Totem e outros players da família do Xine.

    • 7.4.2 – Totem

    Apesar de as primeiras versões do Totem terem sido bastante deficientes, ele acabou evoluindo e se tornando o player de vídeo padrão do GNOME, o que garantiu um posto de destaque na maioria das distribuições baseadas nele. Ele ele é o único player que vem pré-instalado no Ubuntu, por exemplo. Diferente do Mplayer, que oferece um grande volume de opções, o Totem segue a filosofia oposta, escondendo toda a complexidade e mostrando uma interface bastante espartana ao usuário, com as decisões sobre os drivers, codecs e outras opções sendo tomadas automaticamente. O menu de preferências por exemplo permite ajustar… Bem, não permite ajustar basicamente nada.

    • 7.4.3 – Dragon Player

    O Dragon Player é o equivalente do Totem dentro do KDE 4, um player de interface bastante simples, que terceiriza o trabalho pesado para outros componentes do sistema. Ele utiliza o Solid e o Phonon para acesso ao hardware (placa de vídeo, som, etc.) e para decodificação dos vídeos. Na maioria das distribuições, o Phonon é configurado para utilizar o GStreamer como backend, o que faz com que a compatibilidade com formatos seja muito similar à do Totem.

    • 7.4.4 – Kaffeine

    O Kaffeine é o player de mídia default do KDE 3.5 e ainda utilizado em muitas distribuições. Ele é também capaz de exibir vídeos em diversos formatos, música, DVDs e até TV, caso você tenha uma placa de captura. O grande problema é que ele foi escrito para rodar sobre o KDE 3.5, com o uso do Arts como servidor de som (ou acesso direto à placa de som através do Alsa) e outras peculiaridades do ambiente. O grande problema é que ele ainda não foi portado para o KDE 4, o que coloca em risco a continuidade do software, já que para usar a versão antiga sobre o KDE 4, é necessário instalar um grande volume de bibliotecas de compatibilidade.

    7.4.5

    – VLC

    O VLC é outro player independente, que é capaz de exibir arquivos em diversos formatos. Ele foi também o primeiro player a oferecer suporte a DVDs protegidos no Linux. Assim como o Mplayer, algumas das bibliotecas utilizadas por ele possuem problemas relacionadas à distribuição, por isso ele fica disponível em muitas distribuições através de repositórios extras (a partir daí, basta instalá-lo através do pacote "vlc"). Apesar de estar caindo em popularidade devido à concorrência de outros players, ele oferece a vantagem de ser bastante leve, e ser por isso uma boa opção para uso em micros antigos ou em netbooks. Diferente do Totem e do Dragon Player, ele não utiliza bibliotecas do KDE nem do Gnome.

    • 7.5 – Reprodutores de Audio

    • 7.5.1 – Audacious

    Audacious é um player de áudio para Linux bastante parecido com o Winamp 3 Linux No ranking semanal e o XMMS No ranking semanal, tanto no layout como na diversidade de extensões de arquivos com as quais está apto a trabalhar. É baseado nos conceitos de design, funcionalidade e usabilidade, sendo bastante leve e aceitando customização de skins. Um dos atrativos é que, apesar de ser necessária a interface gráfica para a instalação de Audacious, você pode utilizar o programa sem fazer uso dela, por meio do modo Headless Operation. O suporte a plugins diversos também chama bastante a atenção no aplicativo.

    • 7.5.2 – Amarok

    O Amarok é um player de audio de "nova geração", que trabalha com um conceito de organização de arquivos diferente do usado em programas mais antigos com o XMMS e o WinAMP. Ao invés de simplesmente colocar alguns arquivos ou pasta numa playlist, você cria uma "coleção" contendo todas as suas músicas. O Amarok utiliza um banco de dados para armazenar todas as informações sobre as músicas, incluindo o artista, o CD do qual cada uma faz parte, gênero e assim por diante. Partes das informações são retiradas das tags ID3 dos arquivos, outras são obtidas através de uma base de dados online. Graças à combinação das duas coisas, o Amarok é capaz de reunir músicas que fazem parte de um CD, mesmo que elas estejam espalhadas em várias pastas diferentes. Ele foi feito para rodar no ambiente de trabalho KDE (roda extremamente carregado no GNOME).

    • 7.5.3 – Rhythmbox

    Outro programa com recursos similares é o Rhythmbox (também disponível via gerenciador de pacotes), que utiliza as bibliotecas do Gnome. Ele se integra ao Nautilus e à barra de tarefas do Gnome, fazendo com que ele seja mais usado em distribuições que utilizam o Gnome por padrão, como o Ubuntu e o Fedora. A página oficial é a: http://www.gnome.org/projects/rhythmbox/.

    • 7.6 – Plugins e Codecs

    O termo codec é uma combinação de coder-decoder ("compressor/descompressor"). O objeto do algoritmo dum codec é representar os sinais de alta fidelidade do áudio com a quantidade mínima de bits, preservando ao mesmo tempo a qualidade. Isto pode efetivamente reduzir o espaço

    de armazenamento e a largura de banda exigidos para transmissão do arquivo de áudio armazenado. A maioria dos codecs são implementados como bibliotecas que servem de interface para um ou mais tocadores de mídia, tais como o XMMS, Winamp, Totem, Audacious e por ai vai. Isso levou ao surgimento de diversos sistemas de compressão de áudio e vídeo, como o MP3, AAC, Vorbis (OGG), FLAC, MPEG-4, Theora, WMV e tantos outros, que permitem gerar arquivos menores. Podem ser livres como o OGG e proprietários, como o MP3. Por conter pacotes restritos e proprietários, ele não vem ativado por padrão, mas você pode ativá-lo adicionando a linha abaixo nas propriedades do gerenciador de pacotes, como mostrado anteriormente (ou, manualmente, como super-usuário no arquivo /etc/apt/sources.list):

    http://packages.medibuntu.org/ jaunty free non-free

    Caso você esteja usando a versão mais recente do Ubuntu, não se esqueça de mudar o “apelido” (nesse caso, jaunty) da distribuição no endereço acima (a versão 9.10, será koala, por exemplo).

    Logo depois, basta atualizar os pacotes (apt-get update, como super usuário na linha de comando) e instalar os seguintes pacotes: ubuntu-restricted-extras (instala alguns codecs e plugins de flash e java para o Firefox), libdvdcss2 w32codecs alsa-firmware acroread vlc mplayer. Todos esses garantirão todos os requisitos básicos para a reprodução de todos os tipos de arquivos de audio e vídeo, além de leitor PDF oficial da Adobe.

    7.7 – Gerenciadores de Arquivos

    Os gerenciadores de arquivos em geral são utilizados para controlar todo o interfaceamento na listagem de arquivos e diretórios. São usados para criar e organizar todos esses arquivos e diretórios. O Windows por exemplo, utiliza o Windows Explorer para essa tarefa.

    • 7.7.1 – Nautilus

    O Nautilus é o gerenciador de arquivos default do Gnome. Assim como outros componentes do Gnome, ele oferece uma interface bastante simples, que enfatiza a usabilidade sobre o volume de funções. Ao contrário do Konqueror, que também é navegador, o Nautilus se concentra na tarefa de gerenciador de arquivos, deixando a parte de navegação em aberto para que você escolha entre o Firefox, Opera ou outro navegador dedicado. Você notará que, mesmo como gerenciador de arquivos, ele oferece uma quantidade muito menor de opções e recursos que o Konqueror, fazendo com que muita gente que vem do KDE, ou mesmo do Windows estranhe bastante. Novamente, caímos na questão do "mais" ou do "menos": o Nautilus oferece menos opções mas em geral é mais simples de usar, o que faz com que algumas pessoas sejam mais produtivas com ele. É mais uma questão de escolha pessoal nesse caso.

    • 7.7.2 – Konqueror

    O Konqueror é o navegador de internet nativo do KDE. Além de navegador, o Konqueror também serve como gerenciador de arquivos e pode ser expandido com novas funções (em suas últimas versões, esse foco tem mudado, onde o Konqueror vem sendo usado apenas como navegador). Na verdade, o Konqueror em si é composto por apenas algumas poucas milhares de linhas de código, responsáveis por criar a interface. Todas as funções usadas nele fazem parte do Kpart, uma biblioteca de componentes que pode ser usada em qualquer aplicativo do KDE, composta de coisas como funções para abrir menus, renderizar páginas html e assim por diante.

    • 7.7.3 – Dolphin

    O Dolphin oferece uma interface mais simples e acesso mais fácil às funções para acesso a compartilhamentos de rede, mas em compensação não oferece muitos dos recursos disponíveis no Konqueror, muito embora emule muitas das funções. É o gerenciador padrão do KDE 4. Em outras palavras, ele é um aplicativo completamente novo e não um descendente direto do Konqueror e por isso tem pontos positivos e negativos em relação a ele. A principal diferença entre os dois é que o Konqueror é um aplicativo de uso geral, que pode ser usado como gerenciador de arquivos, navegador, terminal (experimente clicar nas Configurações > Emulador de terminal) e assim por diante, enquanto o Dolphin é mais especializado, destinado a ser apenas um gerenciador de arquivos.

    • 7.7.4 – Midnigth Commander

    O Midnigth Commander é um gerenciador de arquivos em modo texto e seu uso é exclusivo na linha de comando. Em termos de gerenciamento de arquivos, o mc é sem dúvidas a melhor opção. Ele é também baseado no ncurses e suporta o uso do mouse. A interface é baseada em teclas

    de atalho e é um pouco complicada de usar no início, mas o volume de opções disponíveis permite executar muitas operações que não são possíveis ou não são práticas mesmo em gerenciadores gráficos, como o Konqueror e o Nautilus. Essa combinação de funções e leveza faz com que ele ainda seja bastante utilizado. O mcedit (o editor de textos) surgiu originalmente como um módulo do mc, destinado a visualizar aquivos de texto, mas eventualmente acabou ganhando vida própria, passando a ser usado separadamente. De qualquer forma, os dois continuam ligados: para instalar o mcedit, você precisa instalar o pacote "mc", que inclui também o gerenciador de arquivos.

    7.8) Mensageiros Instantâneos 7.8.1) Kopete

    O Kopete é um dos mensageiros mais usados pois oferece suporte a quase todos os protocolos em uso. Acessando as preferências você pode habilitar os plug-ins para ICQ, MSN, AIM, Jabber, Yahoo, IRC e também SMS e WinPopup. Esta arquitetura baseada em plug-ins permite que novos plug0ins sejam incluídos com uma relativa facilidade.

    7.8.2) aMSN

    O aMSN é nada mais que um cliente para a rede Windows Live/MSN Messenger, fácil de usar, relativamente leve e com muitos dos recursos do cliente proprietário da Microsoft. Quem quer ter um cliente MSN no Linux sem complicações e principalmente se você é familiarizado com o aplicativo original, ou no mínimo quer usar e interagir com os recursos que essa rede oferece (vídeo conferência, envio de arquivos, Winks, conversa em grupo), usará o programa certo.

    7.8.3) Pidgin

    Pidgin (conhecido anteriormente como Gaim) é um mensageiro instantâneo open source multi-plataforma, um programa client side que suporta vários protocolos. O Pidgin é um dos mensageiros mais antigos. As primeiras versões tinham poucos recursos e eram baseadas no GTK 1.x, o que também não ajudava no visual. Mas, a partir da versão 0.6, o Pidgin foi portado para o GTK 2, ganhou muitos novos recursos e passou a seguir o human interface guidelines, um padrão internacional de usabilidade. Tudo isso contribuiu para quem o Pidgin se tornasse um dos mensageiros mais usados no Linux, adotado por padrão em diversas distribuições, inclusive no Ubuntu.

    7.9) Wine

    A sigla "Wine" significa "Wine is not an Emulator", ou seja, diferentemente do VMware e do Qemu o objetivo do Wine não é rodar uma cópia do Windows e rodar programas dentro dela, mas sim ser uma implementação livre da API do Windows, permitindo executar programas Windows diretamente, como se fossem aplicativos nativos. A listagem oficial de aplicativos que o Wine pode rodar pode ser encontrada aqui: http://appdb.winehq.org/. Você pode instalá-lo pelo gerenciador de pacotes, buscando por ‘Wine’. Depois de instalar o pacote, rode o "winecfg", usando seu login de usuário. Ele se encarrega de criar as pastas e arquivos de configuração usados pelo Wine. Seu atalho pode ser encontrado no menu Acessórios do Ubuntu, ou digitando ‘winecfg’ na linha de comando. Dentro do painel de configuração, clique em "Drives > Autodect". Isso faz o winecfg criar a configuração que permite que os programas Windows acessem arquivos dentro do seu diretório home e em outras pastas do sistema. O diretório home é geralmente visto dentro dos programas Windows com o drive "H:" e o diretório raiz aparece como o drive "Z:", mas você pode personalizar a lista, ativando apenas os diretórios que quiser que os aplicativos dentro do Wine possam acessar. A única pasta obrigatória é a pasta ".wine/drive_c" dentro do home, que é vista pelos aplicativos como o "C:".

    Depois de salvar a configuração no winecfg, o Wine já estará pronto para uso. A forma tradicional de executar aplicativos dentro do Wine é chamá-los via terminal (sempre usando seu login de usuário), como em:

    usuario@nti:~/programas$ wine ps55.exe

    Entretanto, na maioria das distribuições atuais os arquivos ".exe" (entre outras extensões do Windows) já estão associadas com o Wine, o que permite que você simplesmente clique nos arquivos dentro do gerenciador de arquivos. O Ubuntu 9.04 (em diante) inclui um assistente para a execução de aplicativos dentro do Wine, que é executado ao clicar sobre um arquivo .exe dentro do Nautilus. Ele se encarrega de instalar os pacotes do Wine e fazer a configuração básica, de maneira similar ao assistente para a instalação de codecs restritos que é disparado ao tentar assistir um vídeo em um formato não suportado no Totem. Ele é apenas um pequeno truque destinado a facilitar a instalação inicial, tornando o uso dos aplicativos mais natural. O Wine possui também uma ferramenta para remover programas instalados, o "uninstaller", que substituiu o "Adicionar/Remover" do Windows. Basta chamá-lo diretamente via terminal, assim como o winecfg:

    usuario@nti:~/programas$ uninstaller

    Outra dica é que o Wine é capaz também de acessar impressoras instaladas através do Cups automaticamente, permitindo que os aplicativos imprimam sem necessidade de drivers adicionais. Em outras palavras, desde que a impressora seja reconhecida pelo sistema, você não terá grandes problemas em utilizá-la dentro do Office 2003 instalado dentro do Wine, por exemplo. Nas versões recentes, você pode também instalar fontes do Windows, simplesmente copiando os arquivos para dentro da pasta ".wine/drive_c/windows/Fonts/". As fontes são um fator importante para a compatibilidade, já que muitos aplicativos não rodam se pelo menos as fontes básicas (Times, Arial, Verdana, etc.) não estiverem disponíveis.

    Nota: Por questões logísticas, o nome OpenOffice não pode ser usado oficialmente no Brasil, entretanto, a mesma suíte de aplicativos é lançada com o nome BrOffice.

    8 - Bibliografia

    Autores

    Abel Pinto Coelho de Souza (Ciência da Computação) Augusto Carneiro (Ciência da Computação) Thiago Bello (Ciência da Computação) Leandro Oliveira (Ciência da Computação) Núcleo de Tecnologia da Informação e Comunicação (NTI) – Comissão de Desenvolvimento de Novas Tecnologias Universidade Federal Fluminense

    Revisada em Fevereiro de 2010