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PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS JURÍDICAS NÚCLEO DE PRÁTICA JURÍDICA COORDENAÇÃO ADJUNTA DE

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS JURÍDICAS NÚCLEO DE PRÁTICA JURÍDICA COORDENAÇÃO ADJUNTA DE TRABALHO DE CURSO ARTIGO CIENTÍFICO

O CONFLITO EMANADO DO DEVER CONSTITUCIONAL DO ESTADO BRASILEIRO DE GARANTIR O BEM ESTAR SOCIAL FRENTE AO USO DE DROGAS ILÍCITAS

ORIENTANDO(A): MARCOS VINICIUS TAVEIRA DE MORAES ORIENTADOR(A): PROF. MS. MIRIAM MOEMA DE CASTRO E SILVA M. M. RORIZ

GOIÂNIA

2012

MARCOS VINICIUS TAVEIRA DE MORAES

O CONFLITO EMANADO DO DEVER CONSTITUCIONAL DO ESTADO BRASILEIRO DE GARANTIR O BEM ESTAR SOCIAL FRENTE AO USO DE DROGAS ILÍCITAS

Artigo Científico Jurídico apresentado como exigência final do curso de graduação, do Departamento Ciências Jurídica, Curso de Direito, da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC GOIÁS).

Prof. Orientador: Ms. Miriam Moema de Castro e Silva M. M. Roriz

GOIÂNIA

2012

Dedico a minha saudosa Mãe, que, com sabedoria divina, conduziu o meu entendimento instruindo para que todo meu esforço fosse dirigido à busca do conhecimento, e a minha amada esposa que sempre esteve, está e sempre estará ao meu lado. Aos meus filhos, aos quais eu dedico os frutos do meu suor.

Agradeço

a

Deus

por

sua

fidelidade,

inquestionável,

que

permaneceu inabalável, sem sombra de mudança, pelo seu amor incondicional que se renova todos os dias na minha vida, e que é a fonte

de minhas forças; pela

promessa

que fez cumprir, por todos os desertos em que me sustentou ao

longo

dessa

jornada;

pela

família

abençoada que me concedeu e

pelos

amigos

verdadeiros

que

colocou no meu caminho; aos meus

filhos, o maior tesouro que possuo; a

minha

esposa

pelo

amor e

apoio;

aos irmãos,

pela força e

amparo e

aos amigos que estiveram ao meu

lado, me estendendo a mão nos momentos difíceis e sorrindo comigo nas graças alcançadas.

Toda sociedade precisa de limites, porque uma sociedade sem limites vai gerar desgraça.

SUMÁRIO

RESUMO

07

INTRODUÇÃO

08

  • 1. O ESTADO BRASILEIRO E SEU COMPROMISSO COM WELFARE STATE....09

    • 1.1 OBJETIVOS CONSTITUCIONAIS DO ESTADO SOCIAL BRASILEIRO

...........

10

  • 1.2 O WELFARE STATE: SEUS FUNDAMENTOS JURÍDICOS..............................12

  • 1.3 O ESTADO SOCIAL COMO IMPLEMENTADOR DE POLÍTICAS PÚBLICAS ....14

    • 2. CONSEQUÊNCIAS ADVINDAS DA DEMANDA SOCIAL PELO CONSUMO DE

DROGAS ILÍCITAS

 

16

  • 3. FATORES

DA

ORIGEM

E

AUMENTO

DO

CONSUMO

DE

DROGAS

ENTORPECENTES ILÍCITAS NO BRASIL..............................................................18

CONCLUSÃO...........................................................................................................20

REFERÊNCIAS..........................................................................................................22

RESUMO

O presente trabalho faz uma análise do dever do Estado Brasileiro de enfrentar a problemática crescente da demanda social por uso de drogas psicoativas, focando o dever do Estado enquanto fomentador do Welfare State (Estado Social), apontando- se para a remodelação de politicas publicas adotadas a assegurar o bem da coletividade. Para tanto se faz necessário analisar sua evolução bem como os questionamentos endereçados ao Estado, considerado omisso diante de sua desídia à realidade da crescente demanda de uso de drogas psicotrópicas. A pesquisa possibilita confrontar posicionamentos neoliberais que buscam induzir o Estado Brasileiro a abraçar ideias alienígenas que orientam a uma descriminalização do uso de drogas psicoativas, assim afrontado princípios basilares de um estado social.

Palavras - chave: Welfare State (Estado Social), drogas psicotrópicas, políticas publicas.

ABSTRACT

The present study makes an analysis of duty of the Brazilian State to confront the problematic growing social demand for psychoactive drugs, focusing on the duty on the State as developers of the Welfare State, pointing to the refurbishment of the public policy adopted ensure the collective good. Therefore it is necessary to analyze their evolution as well as the questions addressed to the State considered negligent before his indolence to the reality of the growing demand for use of psychotropic drugs. Confronting neoliberal positions that seek to induce the Brazilian State to embrace ideas that orient aliens to a decriminalization of the use of psychoactive drugs, thus affronted basic principles of a social state.

Keywords : Welfare State, psychotropic drugs, public policy

LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS

LENAD - Levantamento Nacional de Álcool e Drogas

LSD - Lysergsäurediethylamid, palavra alemã para a Dietilamida do Ácido Lisérgico

UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo

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O CONFLITO EMANADO DO DEVER CONSTITUCIONAL DO ESTADO BRASILEIRO DE GARANTIR O BEM ESTAR SOCIAL FRENTE AO USO DE DROGAS ILÍCITAS

MARCOS VINICIUS TAVEIRA DE MORAES* PROF. MS. MIRIAM MOEMA DE CASTRO E SILVA M. M. RORIZ**

INTRODUÇÃO

Este artigo científico trata da questão da posição imposta por força constitucional, atribuindo ao Estado Brasileiro a função de fomentador do Estado Social absoluto, vinculando as ações do poder estatal ao confronto das perturbações do bem estar coletivo. Assim, o presente artigo visa apresentar a obrigatoriedade Estatal de confrontar a problemática da crescente demanda do uso de drogas psicoativas. Será demonstrada a imposição constitucional que o Estado Brasileiro tem em desenvolver ações que fomentem politicas publicas que conduzam a de alcance do bem estar social, já que esta responsabilidade está vinculada à prestação de serviços que garantam a todos brasileiros a segurança socioeconômica, com o fim de estabelecer e manter a existência de um padrão mínimo, que garanta ao cidadão dignidade enquanto ser humano e reduzindo os riscos sociais aos quais os indivíduos estão expostos. Desta forma, a gestão de subsídios econômicos, administrativos, legislativos e judiciários deve ser aplicada para conduzir a sociedade em um caminho de progresso. A importância do tema abordado reside na necessidade de se demonstrar o paradoxo surgido nos últimos anos, sob a crescente demanda por drogas psicoativas, atingindo, de forma destrutiva, uma grande parcela da população economicamente ativa frente ao dever constitucional do Estado de resguardar o bem estar social coletivo. Trata-se de assunto relevante e controverso do ponto de vista jurídico e social, vez que, o uso de drogas ilícitas, com certeza, potencializa

*Acadêmico de Direito PUC GO. Operador de Segurança Publica no Estado de Goiás, PM GO. **Professora Mestre Pontifícia Universidade Católica de Goiás

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problemas de cunho moral e social, relacionados à segurança, economia e saúde, ou seja, atingido todas as garantias sociais asseguradas pela carta magma.

Por isto, o presente artigo cientifico, utilizando-se de um prisma jurídico- social, procura demonstrar as consequências das políticas atuais aplicadas à demanda do uso de drogas ilícitas pela sociedade, demonstrando a possibilidade do Estado Democrático de Direito continuar a ser guardião e fomentador do bem estar social, através do zelo e prevenção do uso substâncias que corroem o individuo, desestruturando a sociedade como um todo.

  • 1. O ESTADO BRASILEIRO E SEU COMPROMISSO COM O WELFARE

STATE

Em principio, para compreender a amplitude da responsabilidade do Estado diante problemáticas sociais, tem-se que compreender a posição jurídica assumida pelo Brasil. Pode-se afirmar que o Estado social (WELFARE STATE) representa o posicionamento do nosso país diante dos desafios sociais, nesse sentido, cabe observaras características de um Estado social (BONAVIDES,1993, p. 180):

O Estado social é, pois, uma fase, ou o resultado de uma longa transformação por que passou o Estado Liberal clássico e, consequentemente, parte do histórico Estado de Direito, quando incorpora os direitos sociais para além dos direitos civis. Lembra ele que o Estado social representa uma transformação superestrutural porque passou o antigo Estado Liberal. O Estado deve ser fator de conciliação, ou gestor de conflitos sociais e, ao mesmo tempo, pacificador indispensável entre o trabalho e o capital. No momento, em que buscou superar a contradição entre a igualdade política e a desigualdade social que ocorre sob distintos regimes políticos aconteceu uma importante transformação: nasce aí a noção contemporânea do Estado social. Levando-se em conta os elementos sociais e históricos, pode-se afirmar que ele se estrutura no esforço pela colocação em pauta de direitos que garantissem ou tornassem reais uma participação política igualitária, e, por objetivo, uma participação concreta da classe trabalhadora na formatação de uma nova geração de direitos fundamentais, como o direito de associação e ao sufrágio universal, de

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modo a garantir a solidariedade e a igualdade(BONAVIDES,1993 p. 181). Por conta dessa nova realidade, dessa dinâmica, que inclusive levou à formação de governos socialistas, o Direito passou a adquirir uma nova função, qual seja, a promocional, que terminará por influenciar nos textos constitucionais provocando outra e positiva atuação dos poderes públicos. Essa nova realidade, igualmente, contribuiu para o surgimento de novos direitos: os chamados direitos econômicos, sociais e culturais, que têm como fundamento a igualdade material e a solidariedade aplicada a todos indistintamente. Assim, a igualdade passou a ser utilizada como fator de diferenciação, como método para que a igualdade como vetor fosse alcançada no campo da realidade prática, sendo que essa isonomia deve ser alcançada no ponto de chegada, enquanto que nos direitos clássicos, individuais e civis, bem como nos políticos, a igualdade passa a existir desde o ponto de partida, ou seja, igualdade como equiparação.

  • 1.1. OBJETIVOS CONSTITUCIONAIS DO ESTADO SOCIAL BRASILEIRO

A Constituição brasileira de 1988 não inseriu taxativamente o termo “Estado Social”, mas sua ambição constitucional fica expressa quando abordados os Direitos Sociais que integram os Direitos e Garantias Fundamentais, e, logo em seguida os Princípios Fundamentais, apresentando-se assim: Direitos Sociais (art. 6º) e Direitos Sociais do Trabalho (art. 7º a 11). No Título da Ordem Social, em que se encontram as abundantes regras constitucionais relacionadas com a Seguridade Social (arts. 194/195), a Saúde (arts. 196/200), a Previdência Social (arts. 201/202), a Assistência Social (arts. 203/204), a Educação (arts. 205/214), o lazer (art. 217), a maternidade a infância (arts. 226/230), relativas às garantias previstas no art. 6º, também se assegura o papel institucional do Estado garantidor da ordem social. No Título da Ordem Econômica e Financeira (arts. 170 e seguintes), encontra-se um elenco de princípios orientadores da atividade econômica e financeira do Estado, “fundada na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa”, tendo por objetivo “assegurar a todos existência digna, conforme os ditames da justiça social”, observado entre outros, os princípios da propriedade privada com função social, redução das desigualdades regionais e sociais com a

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busca do pleno emprego, o que evidencia que apesar da Constituição de 1988 dizer

no art. 1º que o Brasil constitui um “Estado Democrático de Direito”, não inserindo a

cláusula do “Estado Social”, esta se encontra implícita, na medida em que tanto no Título da Ordem Econômica e Financeira como no Título da Ordem Social, adota princípios e compromissos próprios e inerentes ao Estado Social. A propósito, adverte Bonavides (1993, p. 181):

A Constituição de 1988 é basicamente em muitas de suas dimensões essenciais uma Constituição do Estado Social. Portanto, os problemas constitucionais referentes a relações de poderes e exercício de direitos subjetivos têm que ser examinados e resolvidos à luz dos conceitos derivados daquela modalidade de ordenamento. Uma coisa é a Constituição do Estado liberal, outra a Constituição do Estado social. A primeira é uma Constituição anti-governo e anti-Estado; a segunda uma Constituição de valores refratários ao individualismo do Direito e ao absolutismo no Poder.

Assim, no Preâmbulo da Carta de 1988, a cláusula do “Estado Social” encontra-se clara, na medida em que o constituinte disse expressamente que o

Estado Democrático de Direito por ela instituído destina-se assegurar “o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade

fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social

...

”, evidenciando,

assim, os principais elementos identificadores do Estado Social. E, para tornar efetivas as promessas do constituinte, o Texto Maior autoriza a criação e o desenvolvimento de uma série de mecanismos de que poderá

se valer o Estado através do Governo, como aqueles previstos no texto constitucional. Foi isso o que pretendeu o constituinte de 1988, ao aprovar uma norma suprema possuidora de um contexto suficientemente aberto, cujos limites de transformação claramente coincidem com os fins do Estado social, o que vale dizer:

conciliar capitalismo com justiça social. Como lembra Grau (2003, p.306):

Há um modelo econômico definido na ordem econômica na Constituição de 1988, modelo aberto desenhando na afirmação de pontos de proteção contra modificações extremas, que descrevo como modelo de bem-estar.

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Em conclusão, em que pese ausência de menção expressa no Texto de 1988 da cláusula do “Estado Social”, o modelo por ela adotado, levando-se em conta os objetivos que claramente se propôs alcançar, especialmente pela declaração constante de seu Preâmbulo, é induvidosamente, o modelo do Estado de Bem-estar ou modelo de Estado Social Democrático de Direito.

  • 1.2. O WELFARE STATE: SEUS FUNDAMENTOS.

O Estado social é a resposta à crescente necessidade de que exista uma regulação das relações sociais e econômicas, cada vez mais complexas que acompanham a industrialização e o processo de urbanização. Constitui, pois, a resposta a menor significação que vão tomando as forma tradicionais de assistência ou ajuda social, sobretudo na família, e o agravamento da oposição entre as classes sociais. Seu objetivo, portanto, é integrar a população através da assistência e da seguridade social, de uma igualdade acrescentada e duma cogestão político-social objetivando estabilizar o sistema político, social e econômico existente mediante um processo de adaptação contínua. De acordo com MELLO (2005, p. 25),

A função do Estado ou função pública, no Estado Democrático de Direito, é a atividade exercida no cumprimento do dever de alcançar o interesse público, mediante o uso de poderes instrumentalmente necessários conferidos pela ordem jurídica.

Assim, o Estado social, para alcançar esses seus objetivos, pressupõe um amplo sistema de comunicações tendente à igualação das condições de vida, a centralização e à uniformidade. Pode-se, assim, afirmar que o Estado social é caracterizado pelos seguintes traços, segundo Lima Filho (2005, apud AÑON ROIG, Maria Jose et al (Coord). Ob. cit., p. 23-24):

{

...

}

é

fundamentado

em

um

pacto

social-liberal

em

que

implica

a

compatibilidade com o que se poderia denominar capitalismo intervencionista ou estado neocapitalista;

{

}.o

poder

público

proporciona

certeza econômica aos

... indivíduos através da garantia de um

segurança

e

mínimo bem-estar. Isso, é claro,

pressupõe desenho de implementação de políticas públicas orientadas a

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garantir um alto nível de ocupação tendentes a alcançar o pleno emprego, bem como políticas distributivas das rendas e de proteção social que permitam proporcionar a cobertura das necessidades básicas e fundamentais dos cidadãos através de uma ampla rede de serviços sociais (seguridade social, emprego, habitação, etc ); ..

{

}

reforço da intervenção estatal nos âmbito social, econômico e laboral;

... estabelecimento de um grande convênio global implícito de estabilidade econômica ou pacto Keynesiano, através do qual uma redistribuição da renda e dos excedentes por meio de um sistema fiscal progressivo e o crescimento do gasto público, que permita obter pleno emprego, uma rede

de seguridade para todos os cidadãos, assim como integrar a classe trabalhadora diminuindo os conflitos sociais. Para isso, contribuirá um

excepcional crescimento econômico e a estabilidade do comércio internacional; extensão dos direitos sociais sobre amplas camadas da população e a colocação em prática de políticas redistributivas de rendas;

{

}

{

}

criação de bases institucionais necessárias para proporcionar o diálogo,

a negociação e a concentração entre as forças sociais e, por conseguinte, a

recondução, em relação a isto, dos conflitos sociais ou a confrontação de interesses pela distribuição das rendas;

{

}

institucionalização do que se poderia denominar salário social: garantia

... de um mínimo vital que eliminaria as situações de extrema pobreza, mediante a ampliação de formas de salário indireto, como provisão de bens, serviços prestacionais aos recebedores de rendas baixas para satisfação de necessidades básicas.

. É possível, assim dizer-se, sob o foco de Oliveira (2010 apud DURKHEIM, 1958. p. 433-437) ao sintetizar o pensamento da Sociologia Política Durkheimiana, que o Estado social tem como função assegurar os fundamentos básicos do status quo econômico e social adaptando-o as exigências do tempo atual e excluindo de forma permanente os distúrbios para seu bom funcionamento, e desse modo, “o órgão encarregado de elaborar certas representações que valem para toda coletividade, que se distingue das outras representações coletivas pelo grau mais elevado de consciência e reflexão” Também, Durkheim apud Oliveira, (1958. p. 433- 437) o Estado social significa uma correção essencial, conduzindo a uma estrutura e organização social nova, e concretamente para um socialismo democrático. Assim, o Estado social surge e se desenvolve em uma convivência com o progresso técnico, na medida em que aquele proporcionou toda sua capacidade

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para garantir ao cidadão realidade chamada por Dahrendorf (1995. P. 244) de "extensão universal das oportunidades vitais, em uma democracia assentada no Direito e na justiça", assim condicionando o próprio processo político. O Estado social visa manter os valores; a liberdade e a igualdade dos indivíduos, assim assume fazê-los mais efetivos na proporção em que lhes dá uma base e um conteúdo material partindo do suposto de que o individuo e a sociedade não são categorias isoladas e contraditórias, mas dois termos em implicação recíproca de tal forma que não se pode realizar um sem o outro. Por conseguinte, enquanto o Estado tradicional se sustentava na justiça comutativa, o Estado social se baseia e se sustenta na justiça distributiva, ou seja, o primeiro assinava direitos sem menção de conteúdo, o segundo distribui bens jurídicos de conteúdo material, enquanto aquele era fundamentalmente um Estado legislador, este é um Estado gestor segundo MAJONE (1996), cujas condições terão se submeter às modalidades da legislação mesma, aqui predominando os decretos-leis, as leis- medidas.

Ademais, o Estado social pretende concretizar a justiça legal material, ou seja, efetiva. Por conseguinte, o Estado social é um Estado que assume a

responsabilidade de que os cidadãos contem com “um mínimo vital” a partir do qual

podem exercer a sua liberdade. Enquanto o Estado liberal quis ser um Estado

“mínimo”, o Estado Social pretende ter a pretensão de estabelecer bases

econômicas e sociais para que o indivíduo, desde uns mínimos garantidos, possa desenvolver-se (2010 apud DURKHEIM, 1958. p. 433-437). O Estado social representa uma resposta às novas questões sociais surgidas a partir da Revolução Industrial, frente a manifesta incapacidade do Estado liberal para solucionar os novos problemas gerados pela transformação do sistema capitalista, ou seja, uma tentativa de adaptar o Estado tradicional liberal burguês à nova sociedade industrial e, posteriormente, pós-industrial.

1.3 O ESTADO SOCIAL COMO IMPLEMENTADOR DE POLÍTICAS PÚBLICAS.

O

Estado

do

nosso

tempo

o

Estado

contemporâneo

é,

fundamentalmente, Estado implementador de políticas públicas. Ainda que se possa encontrar os primeiros traços do esboço de seu perfil em momentos históricos

anteriores, o Estado moderno nasce e se afirma como produto do capitalismo.

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Cumpre as funções de instalação das condições indispensáveis à produção capitalista e de produção de normas jurídicas necessárias à fluência das relações econômicas (segurança e certeza jurídicas) e de arbitragem dos conflitos individuais e sociais (ordem e segurança). Esse modelo de Estado evolui até aquele que se identifica como Estado social ou Estado do Bem-estar (WELFARE STATE) Entretanto, como Grau (1995. p 135) define, deve-se, ainda, insistir na afirmação de que o Estado contemporâneo é, fundamentalmente um implementador de políticas públicas como, aliás, aqui no Brasil, se pode constatar no discorrer de

todo texto constitucional. Pode-se, pois, considerar o Estado social como a forma histórica superior da função distribuidora. Na medida em que agora não mais se trata de distribuir potestades ou direitos formais, prêmios e castigos, nem tampouco de criar o marco geral da distribuição dos meios de produção, mas se trata também de um Estado de prestações que assume a responsabilidade da distribuição de bens e serviços econômicos através da implementação de políticas públicas. Assim, toda a atuação estatal é, neste sentido, expressiva de um ato de intervenção. Por conseguinte, o Estado contemporâneo atual, enquanto tal, intervém na ordem social. Aliás, o Estado, como instituição somatório de instituições na

sociedade inseridas, esteve sempre a “intervir” na ordem social, e, portanto, sempre desenvolveu políticas públicas. Todavia, o advento do chamado Estado “intervencionista” como escreve Canotilho (1998, p. 235) , desencadeia um salto de qualidade, que informa, enriquecendo o conteúdo de suas atuações. Por isso, se levar em conta a amplitude dos recursos destinados a fazer efetiva essa atuação, podemos afirmar que o Estado do nosso tempo como um grande sistema de distribuição e redistribuição do produto social, afeta a totalidade da economia nacional, a fim de compensar e equilibrar as desigualdades sociais. Por conseguinte, a atuação estatal compensadora das disfunções ainda se mostra indispensável o que leva a se concluir que, em que pese o discurso neoliberal postulando o rompimento da concepção do Estado do bem-estar, o Estado não se afastará ou não será afastado da sua missão reguladora ou regulamentar, assim Segundo Mukai

(1979, p 105), o pensamento de Keynes:

“introduz na Ciência Econômica a idéia revolucionária (então), da

necessidade de uma intervenção mais ou menos permanente dos poderes públicos na ordem social.”

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  • 2. CONSEQUÊNCIAS ADVINDAS DA DEMANDA SOCIAL PELO CONSUMO

DE DROGAS ILÍCITAS

Posto acima a obrigação constitucional do Brasil em ser garantidor de um Estado de Bem Estar social Absoluto ao povo desta nação, cabe agora analisar as consequências que o uso de drogas, em nosso país, surge como muro contentor do alcance daquele objetivo. O uso indevido de drogas tem sido tratado, na atualidade, como questão de ordem internacional, objeto de mobilização organizada das nações em todo o mundo. Seus efeitos negativos afetam a estabilidade das estruturas que consolidam um Estado Democrático, como valores políticos, econômicos, humanos e culturais das sociedades e infligem considerável prejuízo às nações, inflando os gastos com saúde publica, aumento dos índices sinistros laborais e rodoviários, sendo também um fator multiplicador da violência urbana e de mortes prematuras e, ainda, para a queda de produtividade sendo que os mais afetados são jovens em plena idade produtiva. Afeta, também homens e mulheres, de todos os grupos raciais e étnicos, pobres e ricos, jovens, adultos e idosos, pessoas com ou sem instrução, trabalhadores especializados ou sem qualificação. Atinge, inclusive, neo-natalicios que herdam doenças e/ou a dependência química de suas genitoras toxicômanas. O Brasil diante de tal avassaladora realidade, começa embolsar reação, não podendo deixar de reconhecer que a solução desse problema de dimensões nacionais e internacionais - exige ação conjunta e compartilhamento de responsabilidades, incluindo esforços, não somente do poder publico, mais sim das comunidades, famílias, grupos de cidadania, organizações da sociedade civil e setor produtivo, envolvendo, também, os países limítrofes. Para Andrade apud BARATTA (2012, p 28- 63) as investigações científicas têm demonstrado a existência de outros efeitos como o da sua criminalização no que tange não só ao usuário, mas ao restante da sociedade, no sentido de que os efeitos mais graves advêm:

...

da falta que o sistema penal revelou-se ineficiente ao

controle da droga ilícita. Outros sistemas de controle (terapêutico assistencial),a criminalização tem determinado condições que contradizem aos métodos modernos do ponto

de vista científico;

17

do aspecto econômico, a criminalização favorece a alta de preço da substância, conferindo poder econômico aos

...

traficantes da droga, bem como desencadear a delinquência entre os jovens levando-os a cometerem delitos para satisfazer às necessidades decorrentes de sua dependência.

Portanto, para realizar um trabalho de prevenção ao abuso de drogas que seja efetivo, é necessário começar por procurar conhecer o contexto sociocultural em que ocorre o seu uso, buscando entender a sua lógica interna. Em se tratando do uso de substâncias ilícitas, esse tipo de proposta, muitas vezes, encontra resistência tanto a nível individual quanto em esferas institucionais por, ao admitir que essas atividades não sejam regidas pelo caos e a loucura e colocar em questão a maneira como a sociedade as vem representando, parecer estar compactuando com o uso. Esbarra-se, então, em questões sociais de ordem estrutural, pois a estigmatização das drogas ilícitas e de seus usuários vem desempenhando importante papel na atual ordenação da sociedade com todas as suas. Na falta de um debate público, e com a repetição de ideias falseadas, autoritárias e preconceituosas, tem-se operado uma desqualificação e demonização do usuário e do "traficante" (também tratado de maneira pouco matizada). O reducionismo dessas esteriotipação, ao encobrir alguns dos reais problemas estruturais da sociedade criando um inimigo imaginário, que tem sua utilidade na manutenção do status quo, acaba por aumentar a marginalização dos usuários, assim como leva à cristalização uma “subcultura da droga” de pouca permeabilidade aos agentes de saúde ou aos representantes de qualquer tipo de discurso oficial. Isso leva à criação de novas ameaças à ordem e à saúde na sociedade. Edward MacRae (CETAD/UFBa Centro de Estudos e Terapia de Drogas) apud Howard Becker, um dos pioneiros do estudo das dimensões sociológicas da questão das drogas, chama atenção para a importância de um saber sobre as substâncias que se difunde entre seus usuários. Constatando que as ideias do usuário sobre a droga influenciam como ele as usa, interpreta e responde a seus efeitos, Becker argumenta que a natureza da experiência depende do grau de conhecimento que lhe é disponível. Já que a divulgação desse saber é função da organização social dos grupos onde as drogas são usadas, os efeitos do uso irão, portanto, se relacionar a mudanças na organização social e cultural. Como exemplo ele cita o desenvolvimento do uso

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massivo da maconha entre a juventude americana na década de ´60, e como, apesar de originalmente esse uso levar a numerosos casos de psicose, com o passar de o tempo esses episódios terem diminuído, em termos relativos, devido à difusão do conhecimento sobre seu uso tanto entre os médicos quanto entre os usuários. Ele sugere também que um processo similar ocorreria com o uso de LSD (lysergsäurediethylamid, palavra alemã para a dietilamida do ácido lisérgico) que, com o passar do tempo, causaria menos problemas do que quando começou a ser usado de forma generalizada (Becker 1976 e 1980). Esse tipo de “conhecimento" sobre o uso de certas substâncias, difundido entre certos setores da população, faz

parte do que chamamos de "cultura” ou “subcultura" da droga.

Esses dados levam a concluir que o planejamento das ações antidrogas, com uma visão ampla e multidisciplinar deve ser direcionado a fim de abater um

fenômeno social que pode corromper as estruturas de um Estado Democrático.

  • 3. FATORES DA ORIGEM E AUMENTO DO CONSUMO NO BRASIL DE DROGAS ENTORPECENTES ILÍCITAS

Levantamento realizado pelo Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crimes (UNODC, 2003: 101), alerta para o risco do elevado consumo de drogas nos países em desenvolvimento, e mostra que o Brasil lidera índices preocupantes no mercado mundial, com aumento do consumo de cocaína, maconha e ecstasy. O Brasil é o segundo maior mercado das Américas, atrás apenas dos Estados Unidos.

O consumo de maconha se destaca, pois, tem subido gradativamente, sendo o pais da América Latina com maior consumo em crescimento anos após ano.

De acordo com o relatório realizado pelo UNODC (Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crimes), o uso de drogas ilícitas tem se mantido estável no mundo nos últimos anos, mas o controle está sob ameaça devido ao aumento da oferta e o desenvolvimento de novas rotas do tráfico a maioria via África -, que pode fortalecer a demanda nos países desenvolvidos, onde ela já existe, e criar novos mercados para algumas das substâncias mais perigosas do mundo, principalmente em países em desenvolvimento. As regiões Sudeste e Sul são mais afetadas pela cocaína, pois, ai constata-se o aumento de atividades de grupos ligados ao tráfico de cocaína nos estados da região Sudeste do país, o que pode

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indicar que há mais droga disponível nessas áreas. Segundo o levantamento, o território brasileiro tem sido crescentemente explorado por grupos do crime organizado internacional que buscam pontos de trânsito para os carregamentos de cocaína que vêm da Colômbia, Bolívia e Peru, e seguem para a Europa. O relatório afirma que é provável que o fato tenha aumentado a oferta da droga para o mercado doméstico brasileiro.

O Brasil tem o maior aumento no consumo de drogas da América Latina. Em relação à maconha, o Brasil apresenta o aumento mais importante de consumo na América Latina. A prevalência anual do uso de maconha mais que triplicou entre 2001 e 2011: atualmente, mais de 1,5 milhão de pessoas usam maconha (Lenad - Unifesp), o Brasil é o segundo maior consumidor de cocaína e derivados, atrás apenas dos Estados Unidos, de acordo com o segundo Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad), feito pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). O estudo mostra que o país responde hoje por 20% do mercado mundial da droga. Ao todo, mais de 6 milhões de brasileiros já experimentaram cocaína ou derivados ao longo da vida. Entre esse grupo, 2 milhões fumaram crack, óxi ou merla alguma vez e 1 milhão foram usuários de alguma dessas três drogas no último ano.

Só nos últimos 12 meses ou seja, de janeiro a março de 2011 até o mesmo período de 2012, quando as pessoas foram entrevistadas , 2,6 milhões de adultos e 244 mil adolescentes brasileiros consumiram cocaína sob alguma forma.

A tendência de aumento do consumo é confirmada, em parte, pelos os recordes em volume de apreensão de drogas divulgado pelas Secretarias de Segurança Publicas de todos os estados. Assim, observa-se que o desenvolvimento econômico não aliado ao desenvolvimento social, está ligado diretamente ao aumento do consumo de drogas psicoativas e se os fatores sociais não forem tratados com zelo, podem deixar uma lacuna que drogas ilícitas ocupam. Faz-se urgente que uma estratégia de reação seja iniciada com foco de estancar as mazelas da pobreza social.

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CONCLUSÃO

A conclusão a que se pode chegar a respeito das ações estatais frente à problemática do uso de drogas, é que elas existem em uma dimensão abstrata, e vem sendo de forma experimental colocadas em pratica. Existem, propostas que precisam ser implementadas e devidamente avaliadas. Os dois vetores de orientação de politicas publicas atuais são a criminalização e politicas alternativas. A criminalização já praticada há algumas décadas, foi definida e decidida sem a presença e a participação dos cidadãos no que se diz respeito a uma ampla discussão e realização estudos prévios necessários, acarretando na carência atual de políticas publicas que a sociedade se depara. Para uma verdadeira eficiência e eficácia de políticas publicas que confrontem a demanda por uso de drogas ilícitas, faz-se necessário uma discussão em que qualquer tabu pertinente ao assunto seja afastado, deixando de lado as ações fundamentadas em empirismo, e partindo para o entendimento que a importação de soluções alienígenas a realidade sociocultural brasileira, devem ser questionadas. Foi o que aconteceu com o uso da “politica de guerra, amplamente usada pelo EUA, que o Brasil, ao aplicá-la somente difundiu uma subcultura do tráfico de entorpecentes que não para de expandir, e aproveitando da ausência do estado em espaços geográficos, os operadores do tráfico de entorpecentes se consolidam em feudos anárquicos nesses espaços, determinando a lei e a ordem anárquicas.

Portanto, a imposição constitucional do ESTADO SOCIAL ser direito de todos brasileiros, e, consequentemente, o dever estatal de afastar os malefícios advindos do uso de drogas ilícitas, que confronta a visão macro de uma sociedade “saudável”, em todos os seus aspectos, conduz o Brasil à agilidade no questionamento das politicas atuais e levantamento de dados que visam subsidiar ações de vanguarda, com uma visão multidisciplinar, no tratamento desta problemática, subsidiando politicas de enfrentamento ao uso de drogas ilícitas, que desfrutem de uma flexibilidade legal e social para se adequar a um problema que tem suas raízes na dinâmica da realidade da social. Assim levando em conta que força motriz capitalista, conduz a sociedade ocidental a induzir seus integrantes a busca de satisfação instantânea econômica,

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sentimental e pessoal, e quando se depara com insucessos ou excessos destes anseios, surge as brechas, que o consumo de substancias ilícitas absorvem. Deste modo aqueles que esperavam que abundancia de posses matérias os conduzissem a uma satisfação plena enquanto seres humanos, se deparam com frustações, e as consequências da frustação na busca e na conquista de tais parâmetros sociais transcendem a esfera individual, levando a um desestruturação familiar e social, potencializada por uso de drogas ilícitas que tornaram totens de um sociedade hedonista, portanto tais consequências não se restringe a realidade particular do individuo consumidor de tais substancias, trazendo transtornos que abalam os fundamentos sociais de uma nação. Ao observar que as consequências do uso de drogas ilícitas tem um alcance macro na sociedade, confronta a busca da legalização do uso de drogas ilícitas por parte da sociedade, que tem se posicionado em defesa de uma liberdade individual absoluta, onde alegam que o uso de tais drogas por escolha do individuo que aprecia “a viagem” proporcionada por tais substâncias e suas possíveis consequências não transcendem a esfera da realidade do ser humano enquanto individuo. Uma simples observação empírica desestrutura este posicionamento, pois nenhum ser humano é uma ilha, e sabe-se que desgaste das capacidades psíquicas dos usuários de drogas ilícitas é inquestionável, pois corrompe o exercício da faculdade plena do ser humano enquanto ser social, não subsistindo a possibilidade de auto desconstituir com uso de drogas sem desestruturar a vida social no perímetro da realidade do individuo. Cabe ao Estado, ente fictício, que através do tempo recebeu atribuição de guiar as sociedades ao progresso, tendo dever, no caso do Brasil, positivado na magma legis, de afastar as condições prejudiciais ao exercício máximo de liberdade de usufruto das faculdades humanas que resultam em um bem estar absoluto, onde a liberdade individual em defender o uso de drogas ilícitas não pode suplantar a existência e o progresso da sociedade.

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