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Capítulo 1 – Conceitos Trigonométricos Básicos 02

Capítulo 2 – Trigonometria na Circunferência: Arcos e Ângulos 03

Capítulo 3 – Razões Trigonométricas na Circunferência 08

Capítulo 4 – Relações Trigonométricas Fundamentais 08

Capítulo 5 – Redução ao Primeiro Quadrante 11

Capítulo 6 – Transformações Trigonométricas 16

Capítulo 7 – As Funções Trigonométricas 20

Capítulo 8 – Equações Trigonométricas 35

ANEXO – Questões de Trigonometria UPE e UFPE (2000-2008) 40

Por Fábio Machado Cavalcanti


Cavalcanti
NOME: _______________________________________________________

Recife, ___ de __________ de 2008

FMC/2008 1
Capítulo 1 – Conceitos Trigonométricos Básicos

Razões Trigonométricas no Triângulo Retângulo

c b
senα = senβ =
a a
b c
cos α = cos β =
a a
c b
tgα = tgβ =
b c

Valor da Tangente em Função do Seno e do Cosseno

senα senβ
tgα = e tgβ =
cos α cos β

Razões Trigonométricas de Ângulos Complementares


senα = cos β

α + β = 90° ⇒ e
senβ = cos α

Razões trigonométricas dos ângulos de 30°, 45° e 60°

α senα cos α tgα


30° 1 3 3
2 2 3
45° 2 2 1

2 2
60° 3 1 3
2 2

OBS: A partir das idéias já conhecidas de seno, cosseno e tangente de x, definem-se


cossecante, secante e cotangente de x assim:
1
 cos sec x = ; para senx ≠ 0
senx
1
 sec x = ; para cos x ≠ 0
cos x
cos x
 cot g = ; para senx ≠ 0
senx
1
Quando senx ≠ 0 e cos x ≠ 0 , podemos ainda escrever: cot g = .
tgx

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Exemplo 1: Um observador vê um prédio, construído em terreno plano, sob um ângulo de
60°. Afastando-se do edifício mais 30 m, passa a ver o edifício sob ângulo de 45°. Qual é a
altura do prédio?

30 3
Resp: h= m.
3 −1

Capítulo 2 – Trigonometria na Circunferência: Arcos e Ângulos

Comprimento de um Arco de Circunferência

Calcular o comprimento de um arco de circunferência de raio igual a 2 cm, sabendo que o


ângulo central correspondente ao arco de 60°.

Resp: ℓ = 2,09 cm

OBS: 1) Radiano é um arco de comprimento igual ao raio da circunferência que o contém.


2) Um arco de uma volta mede 360°, 400gr ou 2π rad.
3) 180° equivalem a π rad.
4) Submúltiplos do grau: 1° = 60’ e 1’ = 60’’.

Exemplo 1: Converter:
a) em radianos os arcos de 60° e 150°.

π 5π
Resp: rad e .
3 6
π 5
b) em graus os arcos de rad e rad.
3 4

225°
Resp: 60° e .
π

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Ciclo (ou Circunferência) Trigonométrico

Qualquer circunferência na qual se adota um sentido de percurso para os arcos denomina-


se circunferência orientada. O ponto A usado como referencial é denominado origem dos
arcos. Convencionou-se o sentido anti-horário como positivo.

O ciclo trigonométrico é uma circunferência orientada, de raio unitário, à qual se associa


um sistema de coordenadas cartesianas. O centro da circunferência coincide com a origem
do sistema de coordenadas cartesianas. O ciclo trigonométrico fica dividido em quatro
regiões iguais, denominadas quadrantes, contados sempre no sentido anti-horário, a partir
do ponto A.

Seja x a medida de um arco do ciclo trigonométrico. Para valores de x, tais que


0° < x < 360° , temos:

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Ou ainda, para valores de x em radianos, tais que 0 < x < 2π , temos:

Arcos Trigonométricos

Vamos considerar o arco AM no ciclo trigonométrico abaixo:

A cada arco está associado um ponto M


do ciclo trigonométrico, que é a
extremidade desse arco. Os arcos podem
ser positivos ou negativos conforme o
sentido adotado.
• No sentido anti-horário, os
arcos são positivos.
• No sentido horário, os arcos
são negativos.
Existem arcos de medidas diferentes que
têm a mesma extremidade.

OBS: Arcos côngruos são arcos de mesma origem e mesma extremidade. Se α e β são
dois arcos côngruos então α − β = k ⋅ 2π , com k ∈ Z .

Exemplo 1: Determine dois arcos côngruos de 150°, sendo um positivo e um negativo.

Resp: 870° e – 210° (por exemplo)

Expressão Geral dos Arcos Trigonométricos

De modo geral, podemos expressar as medidas dos arcos côngruos a um arco de medida αo
da seguinte maneira:
α = α o + k ⋅ 2π (em radianos)
α = α o + k ⋅ 360° (em graus)

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Em que:
o α é a expressão geral dos arcos côngruos a αo .
o 0° < α < 360° .
o k é o número de voltas, com k ∈ Z .
o O sentido do percurso do arco no ciclo trigonométrico é determinado pelo sinal de
k. Então temos:
 Sentido anti-horário para k > 0
 Sentido horário para k < 0

K > 0

K=0 1ª Determinação Positiva α=


K=1 2ª Determinação Positiva α=
K=2 3ª Determinação Positiva α=
... ... ...

K=n (n + 1)ª Determinação Positiva α=

K < 0

K=-1 1ª Determinação Negativa α=


K=-2 2ª Determinação Negativa α=
... ... ...

K=-n nª Determinação Negativa α=

Exemplo 1: Calcular a primeira determinação positiva dos arcos de:


a) 1200° Resp: 120°
17π π
b) rad Resp:
4 4
c) – 1470° Resp: 330°
d) 1340°10’ Resp: 260°10’
127π 5π
e) − rad Resp:
11 11

Exemplo 2: Escrever a expressão geral de todos os arcos côngruos de:


a) 60° Resp: α = 60° + k ⋅ 360° , com k ∈ Z
5π 5π
b) rad Resp: α= + 2kπ , com k ∈ Z
4 4
14π 2π
c) rad Resp: α = + 2kπ , com k ∈ Z
3 3

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22π
Exemplo 3: Dado o arco trigonométrico igual a rad, determinar:
3

a) a menor determinação; Resp:
3
28π
b) a 5ª determinação positiva; Resp:
3
14π
c) a 3ª determinação negativa; Resp: −
3

Ângulo Formado pelos Ponteiros de um Relógio

 A volta completa do mostrador do relógio tem 360°, logo os pontos correspondentes


aos números 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, ... , 12 dividem a circunferência em 12 arcos de 30°.
 Os deslocamentos dos ponteiros são proporcionais entre si e também são proporcionais
ao tempo; em 60 min o ponteiro dos minutos percorre 360° e o das horas 30°.

Exemplo 1: Determinar a medida do ângulo formado pelos ponteiros do relógio às


10h15min.

Resp: 142°30’

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Capítulo 3 – Razões Trigonométricas na Circunferência

Considerando a figura abaixo onde o raio da circunferência mede uma unidade de


comprimento.
______ senx =
cos x = ______
tgx = ______
cot gx = ______
sec x = ______
cos sec x = _____

Capítulo 4 – Relações Trigonométricas Fundamentais

No Capítulo 1, estudamos as razões trigonométricas e algumas relações, tais como:

senx π
tgx = ; para todo x≠ + kπ , k ∈ Z
cos x 2
cos x
cot gx = ; para todo x ≠ kπ , k ∈ Z
senx
1 π
sec x = ; para todo x ≠ + kπ , k ∈ Z
cos x 2
1
cos sec x = ; para todo x ≠ kπ , k ∈ Z
senx

A seguir, vamos estudar outras relações importantes que envolvem as funções


trigonométricas.

sen 2 x + cos 2 x = 1 ; para todo x ∈ IR

π
tg 2 x + 1 = sec 2 x ; para x≠ + kπ , k ∈ Z
2

cot g 2 x + 1 = cos sec 2 x ; para x ≠ kπ , k ∈ Z

1 π kπ
cot gx = ; para x≠ + kπ e x ≠ π + kπ , ou seja, x ≠ , k∈Z
tgx 2 2

OBS: Todas essas relações são também conhecidas como identidades trigonométricas.

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5 π
Exemplo 1: Sabendo que tgx = e que < x < π , calcular o valor de cos x .
12 2

12
Resp: cos x = −
13

sec x − cos x
Exemplo 2: (FGV-SP) é equivalente a:
cos sec x − senx
1 1
a) sec 3 x 2
b) sen x
3
c) tg x d) e) Resp: C
tgx 1 − tg 2 x

cos 2 x − cot gx
Exemplo 3: (FGV-SP) Simplificando a expressão , obtemos:
sen 2 x − tgx
a) sec 2 x b) sen 2 x c) tg 2 x d) cos 2 x e) cot g 2 x Resp: E

cos 4 x − sen 4 x
Exemplo 4: A expressão é equivalente a:
1 − tg 4 x
a) cos x + senx b) cos x − senx c) cos 4 x d) sen 4 x Resp: C

2 3π
Exemplo 5: Sendo cot gx = , com π <x< , determine o valor de
3 2
3 ⋅ sen 2 x + 16 ⋅ cos 2 x .

Resp: 07

Exemplo 6: Calcule o valor da expressão:


(cos 2
) (
1° + cos 2 2° + ... + cos 2 89° − sen 2 1° + sen 2 2° + ... + sen 2 89° )
Resp: 0


Exemplo 7: (Feeq-CE) Se sec x = 3 e < x < 2π , então senx vale:
2
2 2 2 2 3 2 2
a) b) − c) d) − e) nda Resp: A
3 3 2 2

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1
Exemplo 8: (Fatec-SP) Simplificando a expressão y= − sec 2 x + 2 ,
cos x ⋅ cos sec 2 x
2

vamos obter:
a) y = x b) y = 2 c) y = 0 d) y = 1 e) y = -1 Resp: D

1 3π
Exemplo 9: (FGV-SP) Sabe-se que senx = − e π <x< . Então, a expressão
4 2
cos x ⋅ sec x ⋅ tg 2 x tem valor:
a) -1/15 b) 1/15 c) -1 d) 1 e) 0 Resp: B

24 1 − cos a
Exemplo 10: (FGV-SP) Sabe-se que sena = . Então, o valor de y = , com
25 1 + cos a
π
0≤a≤ , é:
2
a) 3/4 b) 4/3 c) 3/5 d) 5/4 e) 1/2 Resp: A

Exemplo 11: Dado senx + cos x = m , determine:


m2 −1
a) senx ⋅ cos x Resp:
2
 3 − m2 
b) sen 3 x + cos 3 x Resp: m 
 2 
c) sen 4 x + cos 4 x Resp: 2 − m2
 m2 −1
d) sen 6 x + cos 6 x Resp: 1 − 3 
 2 
e) sen 4 x − cos 4 x + 3 ⋅ sen 2 x ⋅ cos 2 x Resp: 1

LEMBRETE!!!
a 2 + b 2 = (a + b ) − 2ab
2

a 2 − b 2 = (a + b )(a − b )
(
a 3 + b 3 = (a + b ) a 2 − ab + b 2 )
a −b
3 3
= (a − b )(a 2
+ ab + b 2
)

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Capítulo 5 – Redução ao Primeiro Quadrante

As tabelas trigonométricas geralmente trazem os valores do seno, do cosseno e da


tangente de arcos que variam de 0° a 90°. De que maneira poderíamos, por exemplo,
calcular sen126°, cos191° ou tg318°? Faremos isso, relacionando arcos do segundo, do
terceiro e do quarto quadrantes, com arcos do primeiro quadrante, para então calcularmos
os valores das funções trigonométricas. Esse processo geralmente é denominado redução
ao primeiro quadrante.

Seno, cosseno, tangente, cotangente, secante e cossecante, como coordenadas de um


ponto, têm sinais que dependem do quadrante em que se encontram, conforme o diagrama
abaixo:

Redução do 2º ao 1º quadrante

 O arco AM tem medida x ;


 O arco AM 1 tem medida π − x ;
 O ponto A é a origem dos arcos x e
π −x.

A soma das medidas desses arcos é igual


a π rad (ou 180°). Por isso, eles são
denominados arcos suplementares.

sen(π − x ) = senx
cos(π − x ) = − cos x
tg (π − x ) = −tgx
cot g (π − x ) = − cot gx
sec(π − x ) = − sec x
cos sec(π − x ) = cos sec x

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Redução do 3° ao 1° quadrante

 O arco AM tem medida x ;


 O arco AM 1 tem medida π + x ;
 O ponto A é a origem dos arcos x e
π + x.

Os arcos de medidas x e π + x diferem


de π rad (ou 180°). Por isso, eles são
denominados arcos explementares.

sen(π + x ) = − senx
cos(π + x ) = − cos x
tg (π + x ) = tgx
cot g (π + x ) = cot gx
sec(π + x ) = − sec x
cos sec(π + x ) = − cos sec x

OBS: Alguns autores preferem dizer que o arco AM 1 tem medida x e o arco AM tem
medida x −π .

Redução do 4° ao 1° quadrante

Os arcos de medidas x e 2π − x
representados no ciclo somam 2π rad
(ou 360°). Por isso, eles são denominados
arcos replementares.

sen(2π − x ) = − senx
cos(2π − x ) = cos x
tg (2π − x ) = −tgx
cot g (2π − x ) = − cot gx
sec(2π − x ) = sec x
cos sec(2π − x ) = − cos sec x

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OBS: O arco de medida 2π − x corresponde, no ciclo trigonométrico, ao arco de medida
− x . Então, temos:

sen(− x ) = − senx
cos(− x ) = cos x
sen(− x ) − senx
tg (− x ) = = = −tgx
cos(− x ) cos x

π π   π 
Redução de  4 , 2  a 0, 4 

Os arcos AM , de medida x , e AM 1 , de
π
medida − x , são complementares, pois
2
π
suas medidas somam rad (ou 90°).
2

π 
sen − x  = cos x
2 
π 
cos − x  = senx
2 


Arcos da Forma ±x
2
1º CASO: k é par → Retiram-se todas as circunferências completas ( 2π rad) e a função
trigonométrica não sofre alteração ao ser reduzida para x. Observa-se o sinal da função no
quadrante.
sen(7π + x ) = Resp: − senx
sec(12π − x ) = Resp: sec x

2º CASO: k é ímpar → Retiram-se todas as circunferências completas e a função


trigonométrica é trocada pela sua co-função ao ser reduzida para x. Observa-se o sinal da
função no quadrante.
π 
tg  − x  = Resp: cot gx
2 
 11π 
sen + x = Resp: − cos x
 2 

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Exemplo 1: Pelo que foi estudado em trigonometria, analise os itens abaixo e conclua.

I II
0 0
sen(− 30°) = −
1
2
1 1 cos 3° > cos 2°
2 2 cos 3 > cos 2
3 3 sen3° > sen 2°
4 4 sen3 > sen 2
Resp: VFFVF

Exemplo 2: Calcular: ( cos 42° = 0,74 ; sen13° = 0,22 ; cos13° = 0,97 )


5π 1
a) sen Resp:
6 2
11π 2
b) cos Resp: −
4 2

c) tg Resp: − 3
3
d) sec 222° Resp: − 1,35
e) tg193° Resp: 0,23
7π 1
f) sen Resp: −
6 2
11π
g) cot g Resp: − 3
6
5π 2 3
h) cos sec Resp: −
3 3
2
i) sen315° Resp: −
2
 π 3
j) sen −  Resp: −
 3 2

Exemplo 3: (Unicap-PE) Para x = 1.410°, assinale a única alternativa que corresponde ao


sec x + tgx
valor de y= .
senx + cos x
3 3 3 3
a) 1+ b) 1 − c) −1+ d) −1− e) 0 Resp: A
3 3 3 3

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π   15π 
sen(π + x ) ⋅ cos − x  ⋅ tg  + x
Exemplo 4: Simplificando a expressão y =
2   2  obtemos,
 7π 
cos(5π + x ) ⋅ sen + x  ⋅ tg (4π − x )
 2 
y igual a:
a) -1 b) 1 c) tgx d) − cot gx e) 0 Resp: A

π 
sen(π − x ) − cos − x  − tg (2π − x )
Exemplo 5: Calcule
2  Resp: -1
π 
tg (π − x ) − cos(2π − x ) + sen − x 
2 

sen 2460° ⋅ cos 1110°


Exemplo 6: Dado M = , pode-se dizer que:
tg 2205°

a) M = -3 b) M = -3/4 c) M = -3/8 d) M = -1/8 e) M = 3/4 Resp: B

Exemplo 7: Simplifique as expressões:


 3π 
a) sen − x Resp: − cos x
 2 
 3π 
b) cos − x Resp: − senx
 2 
 3π 
c) sen + x Resp: − cos x
 2 
 3π 
d) cos + x Resp: senx
 2 

sen(2π − x ) ⋅ cos(π − x )
Exemplo 8: Simplifique y= . Resp: − senx ⋅ cos x
π   3π 
tg  + x  ⋅ cot g  − x
2   2 

sen(180° − x ) ⋅ tg (90° + x )
Exemplo 9: Simplifique a expressão y= Resp: − cot g x
2

cot g (270° + x ) ⋅ cos(270° − x )

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Capítulo 6 – Transformações Trigonométricas

Fórmulas de Adição e Subtração de Arcos Fórmulas de Divisão (Arco Metade)

sen(a + b) = sena ⋅ cos b + senb ⋅ cos a Se cos 2 x = 2 cos 2 x − 1 ⇒


sen(a − b) = sena ⋅ cos b − senb ⋅ cos a
cos(a + b) = cos a ⋅ cos b − sena ⋅ senb cos 2 x = 1 − sen 2 x , fazendo 2 x = a , temos:
cos(a − b) = cos a ⋅ cos b + sena ⋅ senb
tga + tgb a 1 − cos a
tg (a + b) = sen =±
1 − tga ⋅ tgb 2 2
tga − tgb a 1 + cos a
tg (a − b) = cos =±
1 + tga ⋅ tgb 2 2
a 1 − cos a
tg =±
2 1 + cos a
Fórmulas de Multiplicação (Arco Duplo)

sen 2a = 2 sena ⋅ cos a


cos 2a = cos 2 a − sen 2 a Transformações em Produto

cos 2a = 2 cos 2 a − 1
p+q p−q
cos 2a = 1 − 2 sen 2 a senp + senq = 2 sen ⋅ cos
2 2
2tga p−q p+q
tg 2a = senp − senq = 2 sen ⋅ cos
1 − tg 2 a 2 2
p+q p−q
cos p + cos q = 2 cos ⋅ cos
2 2
Fórmulas de Multiplicação (Arco Triplo) p+q p−q
cos p − cos q = −2 sen ⋅ sen
2 2
Use nas fórmulas de arco duplo,
3a = 2a + a . sen( p + q )
tgp + tgq =
cos p ⋅ cos q
cos 3a = 4 cos 3 a − 3 cos a sen( p − q )
tgp − tgq =
cos p ⋅ cos q
sen3a = 3sena − 4 sen 3 a
3tga − tg 3 a
tg 3a =
1 − 3tg 2 a

Exemplo 1: Calcule:
6+ 2
a) cos15° Resp:
4
b) tg 75° Resp: 2 + 3
2− 6
c) cos105° Resp:
4

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1 + cos 2 x
Exemplo 2: Assinale a alternativa que completa corretamente a igualdade: =
2 ⋅ sen2 x
cot gx tgx
a) 2tgx b) 2 cot gx c) d) e) tg 2 x Resp: C
2 2

2− 2
Exemplo 3: Calcule sen 22°30' . Resp:
2

3 π  π 3 3−4
Exemplo 4: É dado senx = , com 0 < x < . Calcule sen x −  . Resp:
5 2  6 10

e tgy = , determine tg ( x + y ) .
1 1
Exemplo 5: Se tgx = Resp: 6/7
2 4

4 π 3π
Exemplo 6: São dados tga = 1 e senb = − , com 0 < a < e π <b< . Calcule
5 2 2

cos(a + b ) .
2
Resp:
10

π 5 π
Exemplo 7: Sabe-se que x+ y = e senx , com 0 < x < . Calcule seny e cos y .
4 13 2
7 2 17 2
Resp: ;
26 26

Exemplo 8: Se tg ( x + y ) = 1 e tgx + tgy = 2 , calcule tgx ⋅ tgy . Resp: -1

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π
, com 0 < b < , calcule tg (a + 2b ) .
1 1
Exemplo 9: (Faap-SP) Se tga = e senb =
7 10 2

Resp: 1
2
Exemplo 10: Sabendo que sena − cos a = , calcule sen2a .
5

21
Resp:
25
Exemplo 11: Calcule x em função do raio R do círculo.

8R
Resp: x =
5
Exemplo 12: Transformar em produto:
a) y = sen 28° + sen16° Resp: 2 ⋅ sen 22° ⋅ cos 6°
b) y = cos 9 x + cos 5 x Resp: 2 ⋅ cos 7 x ⋅ cos 2 x
senx + cos x
c) y = Resp: 2
π 
cos − x 
4 
1 + cos 2 x
d) y = Resp: 2 ⋅ cos x
cos x
π x  π x
e) y = 1 − senx Resp: 2 ⋅ sen −  ⋅ cos + 
 4 2  4 2
7x 3x
f) y = sen11x + senx + sen8 x + sen 4 x Resp: 4 ⋅ sen6 x ⋅ cos ⋅ cos
2 2
cos x + cos y x+ y
g) Resp: − cot g  
cos x − cos y  2 
h) sen x − sen y Resp: sen( x + y ) ⋅ sen( x − y )
2 2

 π
i) senx − cox Resp: 2 ⋅ sen x − 
 4
π 
j) cos x − senx Resp: 2 ⋅ sen − x 
4 
2π 
k) * y = 1 − sen 2 x Resp: 2 ⋅ sen  + x 
4 
2 x
l) * sen 2 x − 2 ⋅ senx Resp: − 4 ⋅ senx ⋅ sen
2

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2+ 2
Exemplo 13: (Fuvest-SP) Determine o valor de (sen22°30'+ cos 22°30')2 . Resp:
2

Exemplo 14: Se tgx + cot gx = 7 , calcule 21⋅ sen2 x . Resp: 6

sen 40° cos 40°


p= − , pode-se dizer que o valor de p − 1 é:
2
Exemplo 15: Se
sen 20° cos 20°
Resp: 20

Exemplo 16: Calcule o valor de cos 40° ⋅ cos 80° ⋅ cos 160° . Resp: -1/8

Exemplo 17: Calcule (tg10° + cot g10°) ⋅ sen20° Resp: 2

cos x − cos(5 x )
Exemplo 18: Simplifique . Resp: tg 3 x
sen(5 x ) − senx

Exemplo 19: Simplifique: cos 80° + cos 40° − cos 20° . Resp: 0

cos x − senx
Exemplo 20: Desenvolva: y = 1 − tgx . Resp:
cos x

Exemplo 21: (Cefet-PR) Simplificando a expressão sen8 x − 2 ⋅ sen3 x ⋅ cos 5 x , obtém-se:


a) cos 2 x b) senx c) sen 2 x d) 1 e) 0 Resp: C

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Capítulo 7 – As Funções Trigonométricas

Agora que sabemos como obter valores de senos, cossenos e tangentes para números reais,
podemos defini-los como funções trigonométricas. Essencialmente, é apenas uma
formalização maior em torno do que foi visto nos capítulos anteriores, agora sob o ponto
de vista de funções. Assim, estudaremos neste capítulo a função seno, a função cosseno, a
função tangente e outras decorrentes destas.

NÃO ESQUEÇA!!! ☺
Função Periódica → Uma função f: A → B é periódica se existir um número p > 0
satisfazendo a condição: f ( x + p ) = f ( x ) , para todo x ∈ A . O menor valor de p que
satisfaz a condição acima é chamado período de f.

O gráfico da função periódica se caracteriza por apresentar um elemento de curva que se


repete, isto é, se quisermos desenhar toda a curva bastará construirmos um carimbo onde
esteja desenhado o tal elemento de curva e ir carimbando. Período é o comprimento do
carimbo (medido no eixo dos x).

As funções trigonométricas se caracterizam por apresentarem uma periodicidade.

Função Seno
f : IR → IR
x → f ( x ) = senx

GRÁFICO

Para construir o gráfico da função seno, vamos construir uma tabela com valores de x da 1ª
volta positiva. O seno, em alguns casos, será usado em valores aproximados.

FMC/2008 20
Veja o gráfico inicialmente para x ∈ [0;2π ] e depois para x ∈ IR

Como a função f ( x ) = senx é definida no conjunto dos números reais, ou seja, seu domínio
é IR , a curva pode ser estendida para valores de x menores do que zero e maiores que
2π . Assim, o gráfico da função f : IR → IR , definida por f ( x ) = senx , é a curva
chamada senóide, que tem o seguinte aspecto.

OBSERVAÇÕES:
1º) O domínio de f ( x ) = senx é IR .
2º) O conjunto imagem de f ( x ) = senx é o intervalo [− 1;1] .
3º) A função seno não é sobrejetiva, pois [− 1;1] ≠ IR , isto é, sua imagem não é igual ao
contradomínio.
x temos o mesmo f ( x ) .
4º) A função seno não é injetiva, pois para valores diferentes de
5º) A função seno é ímpar, isto é, qualquer que seja x ∈ D ( f ) = IR temos
senx = − sen(− x ) .
6º) O período da função seno é 2π e indicamos assim: p = 2π .

SINAL DA FUNÇÃO SENO

Observando o sinal da função seno, vemos


que a função é positiva para valores do 1º
e 2º quadrantes e negativa para valores
do 3º e 4º quadrantes.

FMC/2008 21
VARIAÇÃO DA FUNÇÃO SENO
π
1º quadrante: quando x cresce de 0 a , senx cresce de 0 a 1.
2
π
2º quadrante: quando x cresce de a π , senx decresce de 1 a 0.
2

3º quadrante: quando x cresce de π a , senx decresce de 0 a -1.
2

4º quadrante: quando x cresce de a 2π , senx cresce de -1 a 0.
2

Função Cosseno
f : IR → IR
x → f ( x ) = cos x

GRÁFICO

Vamos construir o gráfico da função f ( x ) = cos x , inicialmente para x ∈ [0;2π ] e depois


para x ∈ IR . Alguns valores de cos x serão aproximadamente.

FMC/2008 22
Como a função f ( x ) = cos x é definida no conjunto dos números reais, ou seja, seu domínio
é IR , a curva pode ser estendida para valores menores do que zero e maiores do que 2π .
Assim, o gráfico da função f : IR → IR definida por f ( x ) = cos x é a curva chamada
cossenóide, que tem o seguinte aspecto:

OBSERVAÇÕES
π
1º) A cossenóide não é uma nova curva, e sim uma senóide transladada de para a direita.
2
π
Observe na senóide que se colocarmos o eixo y no ponto de abscissa x= , teremos
2
exatamente o gráfico acima. Isso faz com que a maioria dos aspectos relevantes da função
cosseno seja a mesma da função seno.
2º) O domínio é o mesmo f : IR → IR tal que f ( x ) = cos x tem D = IR .
3º) A imagem é a mesma f : IR → IR tal que f ( x ) = cos x tem Im = [− 1;1] .
4º) O período é o mesmo: a função cosseno é periódica de período p = 2π .
5º) A função cosseno também não é nem injetiva nem sobrejetiva.
6º) A função cosseno é par, pois cos x = cos(− x ) , para todo x ∈ D ( f ) = IR .
SINAL DA FUNÇÃO COSSENO

Observando o sinal da função


f (x ) = cos x , vemos que a função
cosseno é positiva para valores do 1º e 4º
quadrantes e negativa para valores do 2º
e 3º quadrantes.

VARIAÇÃO DA FUNÇÃO COSSENO


π
1º quadrante: quando x cresce de 0 a , cos x decresce de 1 a 0.
2
π
2º quadrante: quando x cresce de a π , cos x decresce de 0 a -1.
2

3º quadrante: quando x cresce de π a , cos x cresce de -1 a 0.
2

4º quadrante: quando x cresce de a 2π , cos x cresce de 0 a 1.
2

FMC/2008 23
Função Tangente
f : IR → IR
x → f ( x ) = tgx

GRÁFICO

Vamos construir o gráfico da função f ( x ) = tgx inicialmente no intervalo [0;2π ] .

 π 3π
Note que a medida que x tende aos valores em que tgx não existe  , e seus
2 2
5π 7π 
respectivos arcos côngruos, como , , etc.  o gráfico da tangente ao infinito
2 2 
(positivo ou negativo). Essas retas verticais tracejadas nesses valores são chamadas de
assíntotas, ou seja, retas cujo ponto de intersecção com o gráfico tende ao infinito.

 π 
Como a função f ( x ) = tgx tem o seu domínio D = IR −  x ∈ IR / x = + kπ , k ∈ Z  , a
 2 
curva pode ser estendida para valores menores do que zero e maiores do que 2π . Assim, o
gráfico da função f : D → IR definida por f ( x ) = tgx é a curva chamada tangentóide,
que tem o seguinte aspecto.

FMC/2008 24
OBSERVAÇÕES:
 π 
1º) O domínio da função tangente éD =  x ∈ IR / x ≠ + kπ , com k ∈ Z  .
 2 
2º) A imagem da função tangente é Im = IR .
3º) A função tangente não é injetiva, mas é sobrejetiva.
4º) A função tangente é função ímpar, isto é, tgx = −tg (− x ) , para todo x ∈ D( f ) .
5º) A função tangente é periódica de período p =π .

SINAL DA FUNÇÃO TANGENTE

Observando o sinal da função tangente,


vemos que a função é positiva para
valores do 1º e 3º quadrantes e negativa
para valores do 2º e do 4º quadrantes.

VARIAÇÃO DA FUNÇÃO TANGENTE


π
1º quadrante: quando x cresce de 0 a , tgx cresce de 0 a + ∞ .
2
π
2º quadrante: quando x cresce de a π , tgx cresce de - ∞ a 0.
2

3º quadrante: quando x cresce de π a , tgx cresce de 0 a + ∞ .
2

4º quadrante: quando x cresce de a 2π , tgx cresce de - ∞ a 0.
2

Função Cotangente

D( f ) = {x ∈ IR / x ≠ kπ , com k ∈ Z }
Im = IR
p = π rad
Função ímpar

FMC/2008 25
Função Cossecante Função Secante

D( f ) = {x ∈ IR / x ≠ kπ , com k ∈ Z }  π 
D =  x ∈ IR / x ≠ + kπ , com k ∈ Z 
Im = {y ∈ IR / y ≤ −1 ou y ≥ 1}  2 
p = 2π rad Im = {y ∈ IR / y ≤ −1 ou y ≥ 1}
Função ímpar p = 2π rad
Função par

Generalização

De modo geral, as funções do tipo trigonométricas são escritas na forma:

f ( x ) = a + b ⋅ trig (cx + d )

Em que a, b, c, d são constantes (b ≠ 0 e c ≠ 0) e trig indica uma das seis funções


trigonométricas estudadas (seno, cosseno, tangente, cotangente, cossecante e secante).

Por exemplo:
f ( x ) = 3 ⋅ senx f ( x ) = cos 3x
 π
f ( x ) = 1 + cos x f ( x ) = 1 + tg  2 x − 
 3
IMPORTANTE!!! ☺

Se f ( x ) é periódica de período p , a função g ( x ) = f (c ⋅ x ) será periódica de período:


p
p' = .
c
p 2π
f ( x ) = 3 ⋅ senx → p ' = senx = = 2π
c 1
p 2π
f ( x ) = cos 3x → p ' = cos x =
c 3

 π ptgx π
f ( x ) = 1 + tg  2 x −  → p ' = =
 3 c 2

FMC/2008 26
Exemplo 1: Determine o período das seguintes funções:
 π
a) y = −3 + sen x −  Resp: 2π
 4
b) f ( x ) = 3sen 2 x Resp: π
 π π
c) f ( x ) = cot g  2 x −  Resp:
 3 2
 π
d) y = 1 + sec x +  Resp: 2π
 4
 π
e) y = cos sec 2 x −  Resp: π
 2
f) y = senx ⋅ cos x Resp: π

g) g ( x ) = cos 4 x − sen 4 x Resp: π


h) h( x ) = 2 cos x π
2
Resp:
i) y = sen x
2
Resp: π
 π
j) f ( x ) = 5 cos 4πx +  Resp: 1/2
 3

k) f ( x ) = cos 2 x ⋅ cos x − sen2 x ⋅ senx Resp:
3

Exemplo 2: (Mack-SP) A função real definida por f ( x ) = k ⋅ cos( p ⋅ x ) , k > 0 e p ∈ IR tem


período 7π e conjunto imagem [− 7;7]. Então o produto k.p vale:

Resp: 2

Exemplo 3: (Mack-SP) Se k e p são números naturais não-nulos tais que o conjunto imagem
[ ]
da função f ( x ) = 2k + p ⋅ cos( px + k ) é − 2;8 , então o período de f ( x ) é:


Resp:
5
 (x − 2)
Exemplo 4: (UFES) O período e a imagem da função f ( x ) = 5 − 3 ⋅ cos  , x ∈ IR ,
 π 
são, respectivamente:

Resp: 2π 2 e [2;8]

FMC/2008 27
3
Exemplo 5: O menor valor de , para x real é:
5 + senx
a) 1/2 b) 3/4 c) 1/5 d) 1 e) 2/7 Resp: A

Exemplo 6: (U.F.Pelotas-RS) O conjunto imagem da função f : IR → IR , definida por


f ( x ) = 2senx − 3 , é o intervalo:

Resp: [− 5;−1]
π 
Exemplo 7: (Mack-SP) O domínio da função f ( x ) = sec + x  é:
2 

Resp: D( f ) = {x ∈ IR / x ≠ kπ , com k ∈ Z }

 π
Exemplo 8: (U.F.VISCOSA) O domínio da função dada por f ( x ) = cot g  2 x −  é todo
 3
número real x, exceto:

 π kπ 
Resp:  x ∈ IR / x ≠ + ;k ∈ Z
 6 2 

Exemplo 9: Qual é o domínio das funções reais?


 π kπ 
a) f ( x ) = tg 3x Resp:  x ∈ IR / x ≠ + ;k ∈ Z
 6 3 
 π  5π kπ 
b) g ( x ) = tg  2 x −  Resp:  x ∈ IR / x ≠ + ;k ∈ Z
 3  12 2 
 π  π 
c) f ( x ) = cot g  x −  Resp:  x ∈ IR / x ≠ + kπ ; k ∈ Z 
 3  3 
 π kπ 
d) g ( x ) = sec 2 x Resp:  x ∈ IR / x ≠ + ;k ∈ Z
 4 2 
 π  π 
e) h( x ) = cos sec x +  Resp:  x ∈ IR / x ≠ − + kπ ; k ∈ Z 
 4  4 

FMC/2008 28
Análise de Gráficos

As funções do tipo f ( x ) = a + b ⋅ trig (cx + d ) têm características que podem ser


relacionadas com as funções trigonométricas e seus gráficos padrões, estudados no início
deste capítulo.

A constante a translada o gráfico padrão em a unidades verticais. Se a > 0, então o gráfico


“sobe” a unidades, e, se a < 0, então o gráfico ”desce” │a│. Veja o gráfico das funções
f ( x ) = senx e g ( x ) = 1 + senx .

A constante b comprime ou dilata o gráfico verticalmente. Se b > 1, então o gráfico dilata,


se 0 < b < 1, o gráfico comprime. Veja o gráfico das funções f ( x ) = senx e g ( x ) = 2 senx .

Se b < 0, o gráfico fica simétrico (em relação ao eixo x) ao original com b > 0. O valor de b
é, muitas vezes, chamado de amplitude do gráfico. Observe o gráfico das funções
f ( x ) = senx e g ( x ) = − senx .

FMC/2008 29
A constante c altera o período padrão ( ptrig ) da função trig, ou seja, comprime ou dilata o
gráfico padrão na horizontal. Observe o gráfico das funções f ( x ) = sen2 x e
g ( x ) = sen , e depois, compare-os com a senóide.
x
2

f ( x ) = sen2 x

g ( x ) = sen
x
2

d
A constante d translada o gráfico padrão em unidades horizontal. Se d > 0, o gráfico
c
d d
translada unidades para a esquerda. E, se d < 0, o gráfico translada unidades para a
c c
 π
direita. Observe o gráfico das funções f ( x ) = senx e g ( x ) = sen x −  .
 4

FMC/2008 30
Outras Funções Importantes

f ( x ) = senx

f ( x ) = senx + cos x

NÃO ESQUEÇA!!!
Utilize as transformações trigonométricas (fórmulas de adição, subtração, multiplicação e
divisão de arcos) para simplificar algumas funções que apresentem um certo grau de
complexidade na sua lei de formação.
Tente descobrir nas funções abaixo qual transformação trigonométrica foi utilizada.

f ( x ) = 2 ⋅ sen 2 x
f ( x ) = 1 − cos 2 x

1 − cos 2 x
g (x ) =
2
g ( x ) = sen 2 x
g ( x ) = senx

h( x ) = cos x − senx
 π
h( x ) = − 2 ⋅ sen x − 
 4

FMC/2008 31
Exemplo 1: (UF-RS) O gráfico a seguir representa a função real f.

Essa função é dado por:


a) f ( x ) = 1 − cos x
b) f ( x ) = 1 + cos x
c) f ( x ) = cos( x + 1)
d) f ( x ) = cos( x − 1)
e) f ( x ) = cos( x + π )

Exemplo 2: (Puccamp-SP) Na figura a seguir tem-se parte do gráfico da função f, de


IR → IR , dado por f ( x ) = k ⋅ cos(tx ) .

Nessas condições, calculando-se k – t


obtém-se:
a) -3/2
b) – 1
c) 0
d) 3/2
e) 5/2

Exemplo 3: (PUC-SP) O gráfico abaixo corresponde a uma das funções de IR → IR a


seguir definidas. A qual delas?

a) f ( x ) = sen2 x + 1
b) f ( x ) = 2 senx
c) f ( x ) = cos x + 1
d) f ( x ) = 2sen2 x
e) f ( x ) = 2 cos x + 1

Exemplo 4: (U.F.Santa Maria)


O gráfico ao lado representa a função
a) y = 2 A(senx + cos x )
A π π 
b) y=  sen x + cos x 
2 2 2 
 π
c) y = − A cos 2πx + 
 2
π 
d) y = Asen x − π 
2 
π 3π 
e) y = A cos x + 
2 2 

FMC/2008 32
Exemplo 5: (UF-RN) A figura abaixo representa o gráfico da função y = a ⋅ sen(bx ) , onde
a ≠ 0 e b > 0.

Para o menor valor possível de b, os


valores de a e b são, respectivamente:
a) -3 e 2
b) 3 e 2
c) 3 e 1/2
d) -3 e 1/2
e) nda

Exemplo 6: (Fatec-SP) O gráfico que melhor representa a função f, de IR → IR , definida


por f ( x ) = cos x − senx está na alternativa:

Exemplo 7: (U.F.Santa Maria-RS) A função f ( x ) = senx , x ∈ IR , tem como gráfico a


senóide que, no intervalo [0;2π ] , está representada na figura abaixo.
Se g ( x ) = a ⋅ sen3x , onde a ∈ IR e
a ≠ 0 , julgue as afirmações abaixo.
I II
O domínio da função g é igual ao
domínio da função f, independente do
valor de a.
Para todo a, o conjunto imagem da
função f está contido no conjunto
imagem da função g.
O período da função g é maior que o
período da função f.

GABARITO: 1-B 2-D 3-A 4-E 5-B 6-E 7-VFF

FMC/2008 33
Funções Trigonométricas Inversas

Quando estudamos as funções inversas, vimos que uma função admite inversa se, e
somente se, ela é bijetora. As funções trigonométricas não são bijetoras, pois não são
injetoras nem sobrejetoras, portanto não admitem inversas. No entanto, para certos
intervalos do domínio, essas funções podem ser bijetoras. Nesses casos elas admitem
inversa. Portanto, uma função trigonométrica somente admite inversa se restringirmos
seu domínio.

FMC/2008 34
Capítulo 8 – Equações Trigonométricas

Equações Trigonométricas são igualdades que envolvem uma ou mais funções


trigonométricas de arcos incógnitos. Resolver uma equação trigonométrica significa
determinar o conjunto de valores dos arcos, para os quais essa equação é verdadeira.

Equações do Tipo senx = a

A equação senx = a terá solução somente se − 1 ≤ a ≤ 1 . Para determinar os valores de x


que satisfazem essa equação, vamos nos basear na seguinte propriedade: Se dois arcos
têm senos iguais, então eles são côngruos ou suplementares.

Seja x = α uma solução da equação


senx = a . As outras soluções são todos
os arcos côngruos ao arco α ou π − α ,
isto é:

senx = senα

 x = α + 2kπ ; k ∈ Z

ou
 x = π − α + 2kπ ; k ∈ Z

3
Exemplo 1: Resolver a equação: senx =
2

 π 2π 
S =  x ∈ IR / x = + 2kπ ou x = + 2kπ , com k ∈ Z 
 3 3 
Exemplo 2: Resolver a equação: sen x = 1
2

 π 
S =  x ∈ IR / x = + kπ , com k ∈ Z 
 2 
Exemplo 3: Resolver a equação: sen 2 x = senx

 π 2kπ 
S =  x ∈ IR / x = 2kπ ou x = + , com k ∈ Z 
 3 3 

 π 1
Exemplo 4: Resolver a equação: sen x −  = , no intervalo 0 ≤ x < 2π
 3 2
π 7π 
S = ; 
2 6 

OBS: Quando não se fizer menção do intervalo a ser considerado, admite-se como tal o
conjunto IR.

FMC/2008 35
Equações do Tipo cos x = a

A equação cos x = a tem solução somente − 1 ≤ a ≤ 1 . Vamos então obter todos os valores
de x que satisfazem à equação proposta, a partir da seguinte propriedade: Se dois arcos
têm cossenos iguais, então eles são côngruos ou replementares.

Seja x = α uma solução particular da


equação cos x = a . As outras soluções
são todos os arcos côngruos ao arco α ou
ao arco − α (ou ao arco 2π − α ), isto é:

cos x = cos α

 x = α + 2kπ ; k ∈ Z

ou
 x = −α + 2kπ ; k ∈ Z

2
Exemplo 1: Resolver a equação: cos x =
2

 π 7π 
S =  x ∈ IR / x = ± + 2kπ ou x = + 2kπ , com k ∈ Z 
 4 4 

Exemplo 2: Resolver a equação: cos 3 x = cos x

 kπ 
S =  x ∈ IR / x = kπ ou x = , com k ∈ Z 
 2 

 π
Exemplo 3: Resolver a equação: cos x +  = 1 , no intervalo 0 ≤ x ≤ 2π
 2

 π 2π 
S =  x ∈ IR / x = + 2kπ ou x = + 2kπ , com k ∈ Z 
 3 3 

Equação do Tipo tgx = a

A equação tgx = a tem solução para todo a ∈ IR . Os valores de x tais que


π
x≠ + kπ ; k ∈ Z , que satisfazem essa equação podem ser obtidos a partir da seguinte
2
propriedade: Se dois arcos têm tangentes iguais, então eles são côngruos ou
explementares.

FMC/2008 36
Seja x = α uma solução particular da
equação tgx = a . As outras soluções são
todos os arcos côngruos ao arco α ou ao
arco π + α , isto é:

tgx = tgα

 x = α + 2kπ ; k ∈ Z

ou
 x = π + α + 2kπ ; k ∈ Z

Podemos resumir as soluções acima na


expressão: x = α + kπ

Exemplo 1: Resolver a equação: tgx = − 3

 2π 
S =  x ∈ IR / x = + kπ , com k ∈ Z 
 3 

Exemplo 2: Resolver a equação: 2 ⋅ tg 2 x = 2 , no intervalo 0 ≤ x < 2π

π 5π 9π 13π 
S = ; ; ; 
8 8 8 8 

Exemplo 3: Resolver a equação tg 3 x = tgx

 kπ 
S =  x ∈ IR / x = , com k ∈ Z e sendo k um número par 
 2 

 π
Exemplo 4: Resolver a equação 3 ⋅ tg  x −  − 3 = 0
 6

 π 
S =  x ∈ IR / x = + kπ , com k ∈ Z 
 3 

FMC/2008 37
Resolução de Outros Tipos de Equação Trigonométrica

Exemplo 1: Resolver a equação: 4 ⋅ sen 2 x + 4 ⋅ senx − 3 = 0

 π 5π 
S =  x ∈ IR / x = + 2kπ ou x = + 2kπ , com k ∈ Z 
 6 6 

Exemplo 2: Resolver a equação: sen 2 2 x + sen 2 x = 0 no intervalo [0; π ]

 π 3π 
S = 0; ; ; π 
 2 4 

Exemplo 3: Resolver a equação: 4 ⋅ sen 4 x − 11 ⋅ sen 2 x + 6 = 0 , no intervalo [0;2π ]

π 2π 4π 5π 
S = ; ; ; 
3 3 3 3 

Exemplo 4: Resolver a equação: 3 ⋅ senx = 2 cos 2 x

 π 5π 
S =  x ∈ IR / x = + 2kπ ou x = + 2kπ , com k ∈ Z 
 6 6 

Exemplo 5: Resolver a equação: cos 2 x = 3 − 5 ⋅ senx

 π 5π 
S =  x ∈ IR / x = + 2kπ ou x = + 2kπ , com k ∈ Z 
 6 6 

Exemplo 6: Resolver a equação: 2 ⋅ senx − cos sec x = 1 , no intervalo [0;2π ]

π 7π 11π 
S= ; ; 
2 6 6 

Exemplo 7: Resolver a equação: 3 ⋅ cos x + senx = 1

 π 11π 
S =  x ∈ IR / x = + 2kπ ou x = + 2kπ , com k ∈ Z 
 2 6 

FMC/2008 38
Exemplo 8: Resolver a equação: cos 5 x + cos 3 x = 0

 π kπ π 
S =  x ∈ IR / x = + ou x = + kπ , com k ∈ Z 
 8 4 2 

Exemplo 9: Resolver a equação: sen8 x = − sen 2 x

 kπ π kπ 
S =  x ∈ IR / x = ou x = + , com k ∈ Z 
 5 6 3 

Exemplo 10: Resolver a equação: cos 7 x + cos 3 x + cos x = 0

 π kπ π kπ 
S =  x ∈ IR / x = + ou x = ± + , com k ∈ Z 
 6 3 6 2 

Exemplo 11: Resolver a equação: 3 ⋅ sen 2 x + 2 3 ⋅ senx ⋅ cos x + cos 2 x = 0

 5π 
S =  x ∈ IR / x = + kπ , com k ∈ Z 
 6 

Exemplo 12: Resolver a equação: senx + cos x = 0 , no intervalo [0;3π ]

 3π 7π 11π 
S = ; ; 
4 4 4 

Exemplo 13: Sabendo que a = 3b, determine a e b na seguinte equação:


2 + 2 ⋅ sena ⋅ cos b − 2 ⋅ senb ⋅ cos a = 4

3π π
a= + 3kπ e b = + kπ , com k ∈ Z
4 4

Exemplo 14: A soma das raízes da equação cos 3 x + sen 3 x = 0 , 0 ≤ x ≤ 2π :


2π 3π 5π 2π
a) 0 b) c) d) e) Resp: D
3 2 2 5

FMC/2008 39
1º) (UPE-2008/Mat-II) O professor de Matemática aplicou um problema-desafio para os
alunos: No intervalo aberto ]0, 2π [ , quantas são as soluções da equação?

(1 + senx )5 − 5(1 + senx )4 + 10(1 + senx )3 − 10(1 + senx )2 + 5(1 + senx ) − 1 = 1


32
Os alunos Júnior, Daniela, Eduarda, Rebeca e Dan resolveram e determinaram as
soluções abaixo para o desafio. Qual delas é a CORRETA?
a) Júnior respondeu que o problema não tinha solução.
b) Daniela respondeu que o problema tinha uma única solução.
c) Eduarda respondeu que o problema tinha duas soluções.
d) Rebeca respondeu que o problema tinha três soluções.
e) Dan respondeu que o problema tinha 4 e somente 4 soluções.

2º) (UPE-2008/Mat-II) Analise as proposições abaixo e conclua.


I II
0 0  x 1
sen 2   = (1 − cos x )
2 2
1 1 kπ sena ⋅ tg (π + a )
Se a ≠ , k inteiro e y = , então y = 2
2 π 
tga ⋅ cos − a 
2 
2 2 sen170° + cos 170° > 0
3 3
, então sen(2 x ) =
1 3
Se senx + cos x =
2 4
4 4 π 5π 1
Se <x< , então senx >
6 6 2

FMC/2008 40
3º) (UPE-2007/Mat-I) O gráfico abaixo representa uma função trigonométrica definida
por:

a) f ( x ) = sen(2 x )
b) f ( x ) = 1 + cos(2 x )
c) f ( x ) = 3 − sen(2 x )
d) f ( x ) = 3 − cos(2 x )
e) f ( x ) = 1 + senx ⋅ cos x

4º) (UPE-2007/Mat-I) Pelo que foi estudado em trigonometria, analise os itens abaixo e
conclua.
I II
0 0 O período da função real definida por f ( x ) = cos 2 x − sen 2 x é 1.

1 1 kπ sena ⋅ tg (π + a )
Se a ≠ , k inteiro e y = , então y = 2
2 π 
tga ⋅ cos − a 
2 
2 2 sen170° + cos 170° > 0
3 3
, então sen(2 x ) =
1 3
Se senx + cos x =
2 4
4 4 π 5π 1
Se <x< , então senx >
6 6 2

FMC/2008 41
5º) (UPE-2006/Mat-I) Considere as funções definidas por f ( x ) = senx e g ( x ) = cos x .
Então:
I II
0 0 f ( x ) ⋅ g ( x ) = f (2 x )
1 1 f ( x ) ⋅ g ( x ) é uma função ímpar.
2 2 f (x + y ) = f (x ) ⋅ g ( y ) + f ( y ) ⋅ g (x )
3 3 g (2 x ) é periódica de período π
4 4 f (x ) + f ( y ) = f (x + y )

6º) (UPE-2006/Mat-II/modificada) Considere A e B matrizes quadradas de ordem n e


det(a) = determinate da matriz A. Então:
I II
2 2  cos θ senθ 
se A =   , então det ( A) = cos(2θ ) .
 senθ cos θ 

7º) (UPE-2005/Mat-I) Com base na trigonometria, analise as afirmações.


I II
0 0 Se sec x = cos x , então sen 2 x = 0 .
1 1 Se tgx = 1 , então sec x = 2 .
2 2 π
Se cos sec x = senx , então x = kπ + , onde k é um número inteiro.
2
3 3 π
tgx = 1 , então x = kπ + , onde k é um número inteiro.
4
4 4 sen(π + x ) = cos x , ∀x ∈ IR

4 π
8º) (UPE-2005/Mat-II) Sabendo que senx = e que 0 < x < , analise as afirmações
5 2
abaixo.
I II
0 0 4
tgx =
3

FMC/2008 42
1 1 log 0,8 (senx ) = 1

2 2
sen(2 x ) =
24
25
3 3 cos sec 2 x = 1 + tg 2 x
4 4 1
sec x =
cos sec x

9º) (UPE-2004/Mat-I) As raízes da equação x 2 − 3 x + 2 = 0 são tgα e tgβ . Pode-se


afirmar que tg (α + β ) é igual a:
a) 3.
b) 2.
c) -2.
d) -3.
e) 0.

10º) (UPE-2004/Mat-I) Seja f a função real de variável real definida por f ( x ) = cos(3x ) .
Então:
I II
0 0 2π
O período da função f é .
3
1 1 A imagem de f é [-1;1].
2 2 π 
f =0
2
3 3 Se f ( x ) > 0 , então x > 0 .

4 4 f ( x ) é uma função ímpar.

11º) (UPE-2004/Mat-II) Uma das raízes da equação x 3 − 3 x 2 − x + m = 0 é k, onde



= y , sendo y raiz da equação trigonométrica sen 2 y − 3seny + 2 = 0 , no intervalo
6
[0; 2π ]. A soma dos quadrados das outras raízes da equação é igual a:
a) 5.
b) 4.

FMC/2008 43
c) 3.
d) 2.
e) 1.

12º) (UPE-2004/Mat-II) f é a função real de variável real definida por


f ( x ) = 3 + 2 ⋅ cos(3x ) . Analise as afirmativas.
I II
0 0 A imagem de f é [-3;3].
1 1 2π
O período de f é igual a .
3
2 2 No intervalo ]0; 2π [ , a equação f(x) = 0 apresenta três soluções.
3 3 f ( x ) > 0 para todo x real.
4 4 f ( x ) < 0 se x pertence ao segundo e ao terceiro quadrantes.

13º) (UPE-2003) Os pontos do círculo trigonométrico que são soluções da equação


2 ⋅ cos x − sec x = 1 são vértices de um polígono. A área desse polígono é igual a:
a) 3 unidades de área.
b) 2 unidades de área.

3 3
c) unidades de área.
4

2
d) unidades de área.
4
1
e) unidades de área.
2

π
14º) (UPE-2003) Se a é um ângulo tal que 0<a< e
2
S = 1 + sena + sen 2 a + sen 3 a + ... , então S é igual a:
a) sec a ⋅ (sec a + tga ) .

b) sec 2 a .
c) 1 + sena .
d) 1 − sena .
e) sen(2a ) .

FMC/2008 44
15º) (UPE-2002)
I II
0 0 Se x ∈ [0; π ] , a equação sen(3x ) = 0 tem 3 soluções.

1 1 2 3
Se tgx = e sec x < 0 , então cos x = .
3 13
2 2 A equação senx − cos x = 0 tem 4 soluções no intervalo [0;2π ] .
3 3 A equação senx = ln x não tem solução no conjunto dos números reais.
4 4 Se f : (0;2π ) → IR , definida por f ( x ) = e ln (senx ) , então, f ( x ) = 1 tem duas

soluções.

16º) (UPE-2001) Seja f : [0;2π ] → IR , definida por f ( x ) = senx . Então, a alternativa


incorreta é:
a) f (x + π ) = − f (x ) .
b) f ( x − π ) = − f (x ) .
c) f ( x + 2π ) = − f ( x + π ) .

 π  π π
d) f  x +  = f  x −  só se x = .
 4  4 4
e) f (− x ) = − f ( x )

17º) (UPE-2001)
I II
0 0 5
A equação cos x = tem duas soluções no intervalo [0;2π ] .
4
1 1 π
Se senx > 0 , então 0 < x < .
2
2 2 O período da função f ( x ) = (senx + cos x )2 é π

3 3 Se x pertence ao terceiro quadrante e tgx = 2 , então sec x = − 5 .

4 4  1 1
A imagem da função f ( x ) = senx ⋅ cos x é igual a − ;  .
 2 2

FMC/2008 45
 IR → IR  f (x + y ) = f (x ) + f ( y )
18º) (UPE-2000) Uma função f :  é linear se 
 x → f (x )  f (a ⋅ x ) = a ⋅ f ( x )
quaisquer que sejam x, y em IR e a uma constante real. Considerem-se as funções
indicadas a seguir, com domínio, o conjunto dos números reais IR. Podemos afirmar
que é linear:
a) f ( x ) = sen(2 x + 5)
b) f (x ) = 2 x + 5

c) f (x ) = x 3 + 1

f ( x ) = ( x + 1) − ( x − 1)
2 2
d)

e) f (x ) = 3 x

19º) (UPE-2000) Leia, analise e responda.


I II
0 0 Quando t varia no intervalo fechado [0;2π ] , o ponto P(2 cos t ;2sent ) descreve
uma circunferência de centro na origem de raio 2.
1 1 Quando t varia no intervalo [0;2π ] , o ponto Q(4 cos t ;2sent ) descreve uma
elipse de centro na origem, de eixo maior 8 e eixo menor 4.
2 2 π
Para 0 < t < , se tem − ∞ < tgt < ∞ .
2
3 3 π π
Para − ≤t≤ , se tem − 1 ≤ sent ≤ 1 .
2 2
4 4 No intervalo 0 ≤ t ≤ 2π , a equação sent − cos t = 1 tem 4 raízes.

20º) (UFPE-2003/1ª Fase) Sabendo-se que sen 2 x − 3senx ⋅ cos x + 2 cos 2 x = 0 temos
que os possíveis valores para tg x são:
a) 0 e -1
b) 0 e 1
c) 1 e 2
d) -1 e -2
e) -2 e 0

FMC/2008 46
1º) C
2º) VFFFV
3º) C
4º) FFFFV
5º) FVVVF
6º) V
7º) VFVVF
8º) VVVFF
9º) D
10º) VVVFF
11º) D
12º) FVFVF
13º) C
14º) A
15º) VFFFF
16º) D
17º) FFVVV
18º) D
19º) VVFVF
20º) C

FMC/2008 47
21º) (UFPE-2008/2ª Fase) Admita que a pressão arterial P(t) de uma pessoa no instante
t, medido em segundos, seja dada por
P(t ) = 96 + 18 cos(2πt ) , t ≥ 0
Considerando esses dados, analise a veracidade das seguintes afirmações.
I II
0 0 O valor máximo da pressão arterial da pessoa é 114.
1 1 O valor mínimo da pressão arterial da pessoa é 78.
2 2 A pressão arterial da pessoa se repete a cada segundo, ou seja, P(t + 1) = P(t ) ,

para todo t ≥ 0.
3 3 Quando t = 1/3 de segundo, temos P(1/3) = 105.
4 4 O gráfico de P(t) para 0 ≤ t ≤ 4 é:

110

105

100

95

90

85

80

0 1 2 3 4

22º) (UFPE-2006/2ª Fase/Mat-2) A temperatura em uma sala, ao longo do dia, é dada,


em °C, pela função
T (t ) = 6 cos[π (t − 13) / 12] + 31
onde t é o número de horas após zero hora. Nestas condições, analise as afirmações
abaixo.
I II
0 0 A temperatura na sala às cinco horas da tarde é de 34°C.
1 1 A temperatura da sala é máxima às 13h.
2 2 O menor valor da temperatura da sala é 31°C.

FMC/2008 48
3 3 O gráfico da temperatura T (em°C), em termos do número de horas t após zero
hora, é

4 4 A temperatura da sala é mínima às três horas da manhã.

23º) (UFPE-2006/2ª Fase/Mat-3) Os valores de y para os quais existe t satisfazendo a


equação 2 − sent = 8 − 6 y formam um intervalo. Calcule o comprimento c deste
intervalo e indique 6c.

24º) (UFPE-2006/2ª Fase/Mat-3) Analise as identidades abaixo:


I II
0 0 sen 2 x + cos 2 (2 x ) = 2
1 1 1 + sen 4 x = 2 sen 2 x + cos 4 x
2 2 sen 2 x
= 1 + tg 2 x
1 + cos 2 x
3 3 senx ⋅ tgx + senx = sec x
4 4 cot g 2 x
1 − sen 2 x =
1 + cot g 2 x

FMC/2008 49
25º) (UFPE-2005/2ª Fase/Mat-3) Sejam f ( x ) = senx e g ( x ) = x / 2 . Associe cada
função abaixo ao gráfico que melhor a representa. Para cada associação feita, calcule ik,
onde i é o número entre parênteses à direita da função, e k é o número entre parênteses à
direita do gráfico associado. Indique a soma dos três números assim obtidos. (O símbolo
denota composição de funções e . o produto).

FMC/2008 50
26º) (UFPE-2005/2ª Fase/Mat-3) Seja n1 o número de raízes da função sen x no( )
( )
intervalo [0,10], e seja n2 o número de raízes da função sen x 2 no intervalo [0,10].

Indique n1 + n 2 .

As informações seguintes referem-se às duas próximas questões.


O PIB (Produto Interno Bruto, que representa a soma das riquezas e dos serviços
produzidos por uma nação) de certo país, no ano 2000 + x, é dado, em bilhões de
dólares, por
P( x ) = 500 + 0,5 x + 20 cos(πx / 6)
onde x é um inteiro não negativo.

27º) (UFPE-2004/2ª Fase/Mat-1) Determine, em bilhões de dólares, o valor do PIB do


país em 2004 e assinale a soma de seus dígitos.

28º) (UFPE-2004/2ª Fase/Mat-1) Em períodos de 12 anos, o PIB do país aumenta do


mesmo valor, ou seja, P( x +12 ) − P( x ) é constante. Determine esta constante (em
bilhões de dólares).

FMC/2008 51
29º) (UFPE-2004/2ª Fase/Mat-3) Quantas soluções a equação
sen 4 x sen 6 x
sen x +
2
+ + ... = 2
2 4
Cujo lado esquerdo consiste da soma infinita dos termos de uma progressão geométrica,
sen 2 x
de primeiro termo sen²x e razão , admite, no intervalo [0,20π ] ?
2

30º) (UFPE-2001/2ª Fase/Mat-2) As cidades A, B e C estão situadas numa região plana


e a distância entre A e B é 4 km, a distância entre A e C é 10 km e o ângulo BÂC mede
60°. Pretende-se construir uma escola num ponto da região plana situado à mesma
distância d km de A, B e C. Indique 3d².

31º) (UFPE-2001/2ª Fase/Mat-3) Seja x a medida em radianos de um ângulo


satisfazendo 0 < x < π / 2 , como indicado na ilustração abaixo:

FMC/2008 52
Considerando as áreas das diferentes regiões da figura, analise as informações
seguintes:
I II
0 0 senx < x < tgx
1 1 sen 2 x
1 − cos x = < x2
1 + cos x
2 2 senx
cos x < <1
x
3 3 senx
1− x2 < <1
x
4 4 tgx < 1010 para todo x satisfazendo 0 < x < π / 2

32º) (UFPE-2000/2ª Fase/Mat-2) Analise as afirmações abaixo sobre a figura seguinte:

I II
0 0 A área do triângulo ABC é 1 / 2 ⋅ b ⋅ c ⋅ sen(θ + φ ) .

1 1 A área do triângulo ABH é 1 / 2 ⋅ c ⋅ h ⋅ senθ .


2 2 b ⋅ c ⋅ sen(θ + φ ) = b ⋅ h ⋅ senθ + c ⋅ h ⋅ senφ .
3 3 sen(θ + φ ) = h / c ⋅ senθ + h / b ⋅ senφ .
4 4 sen(θ + φ ) = cos φ ⋅ senθ + cos θ ⋅ senφ .

FMC/2008 53
33º) (UFPE) Qual o valor de 120 ⋅ sen 2 a , onde a é um ângulo tal que
2 ⋅ sen(a + x ) = senx + cos x , para todo x real?

34º) (UFPE) Seja θ um ângulo tal que:

 π  4+3 3
senθ +  =
 6 10

 π  4 3 +3
cosθ −  =
 6 10
Existem números naturais p e q, cujo máximo divisor comum é igual a 1, tais que:
p
= cos θ + senθ
q
Quanto vale p.q?

FMC/2008 54
21º) VVVFF
22º) VVFFF
23º) 02
24º) FVFFV
25º) 75
26º) 34
27º) 15
28º) 06
29º) 20
30º) 76
31º) VVVVF
32º) VVFFV
33º) 60
34º) 35

FMC/2008 55
Referências Bibliográficas

 BUCCHI, Paulo. Curso prático de Matemática. 1 ed. São Paulo: Moderna, 1998.

 DANTE, Luiz Roberto. Matemática - Contexto & Aplicações – Ensino Médio 2.


3 ed. São Paulo: Editora Ática, 2005.

 IEZZI, Gelson. Fundamentos da Matemática Elementar 3 – Trigonometria. 8 ed.


São Paulo: Atual, 2004.

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