Você está na página 1de 52

www.embalagemmarca.com.br

www.embalagemmarca.com.br
Wilson Palhares Mais uma vez, nesta edição, buscamos oferecer aos leitores um conjunto de informações
Wilson Palhares Mais uma vez, nesta edição, buscamos oferecer aos leitores um conjunto de informações

Wilson Palhares

Mais uma vez, nesta edição, buscamos oferecer aos leitores um conjunto de informações que, acreditamos, confirma o que eles, em crescente número, sempre nos dizem a respeito da revista

Sem contradição no conteúdo

N
N

os contatos que man- temos com os profis- sionais da cadeia de

embalagem, às vezes alguns nos sugerem a veiculação de reportagens e artigos “mais técnicos”. Curiosamente, há quem peça matérias menos técnicas. Não há contradi- ção nisso, pois o público ao

qual EMBALAGEMMARCA é

dirigida compõe-se de pro- fissionais atuantes nas mais variadas áreas da cadeia de embalagem. Para nós, é muito importante tomar conhecimento, nesses contatos diretos, daquilo que melhor pode atender aos inte- resses de informação dos lei- tores, que procuramos sempre

satisfazer. Foi com base nesse procedimento que conse- guimos, sendo a mais nova publicação especializada do setor, alçá-la rapidamente à condição de mais comple-

ta revista de embalagem do

Brasil. Destaque-se que essa é a opinião do público que

EMBALAGEMMARCA, como

pode ser constatado nas men- sagens que seguidamente publicamos na seção Espaço Aberto e nos testemunhais apresentados em nosso site.

A razão de termos alcan-

çado a opinião quase unâ- nime do público de que

EMBALAGEMMARCA é a

melhor revista de embalagem

do Brasil pode ser verificada

de maneira muito simples:

basta comparar a profundida- de, a amplitude e a precisão da cobertura dos assuntos que são veiculados nesta publi- cação com o que fazem as

concorrentes. Evidentemente, reconhecemos em cada uma delas virtudes próprias, espe- rando que sejam ampliadas, como enxergamos nossos defeitos, esforçando-nos para reduzi-los, talvez eliminá-los. Enquanto isso, buscamos oferecer aos leitores, como

nesta edição, um conjunto de informações que, acredi- tamos, mais uma vez confir- ma o que eles, em crescente número, sempre nos dizem.

Até março.

informações que, acredi- tamos, mais uma vez confir- ma o que eles, em crescente número, sempre
nº 78 • fevereiro 2006 6 Design Novas fragrâncias da Natura trazem charges e tiras
nº 78 • fevereiro 2006 6 Design Novas fragrâncias da Natura trazem charges e tiras

nº 78 • fevereiro 2006

6
6
nº 78 • fevereiro 2006 6 Design Novas fragrâncias da Natura trazem charges e tiras cômicas

Design

Novas fragrâncias da Natura trazem charges e tiras cômicas impressas nas embala- gens secun- dárias

10
10

Oportunidades

Exportações configuram um novo canal para o design nacional de embalagens

12
12

Fechamentos

Tampa plástica que começa a ser ofertada no mercado nacio- nal pela SIG Combibloc promete conveniência a custo menor

Reportagem de capa: 18 Margarinas Consumo crescente põe em evidência sistemas produtivos alternativos e novos
Reportagem de capa:
18
Margarinas
Consumo crescente põe em
evidência sistemas produtivos
alternativos e novos processos
de decoração de embalagens
28
28

Nanotecnologia

Composto desenvolvido na Coréia promete aumentar a validade de alimentos acondicio- nados em embalagens plásticas

30
30

Entrevista:

Paulo Peres

 

Presidente da ABPO explica as recentes conquistas tributárias das embalagens brasileiras destinadas à reexportação

34
34

Higiene e Beleza

Invasão de cartuchos de papel cartão nas gôndolas de sabone- tes denuncia maior competição

e ofusca os envelopes de papel

denuncia maior competição e ofusca os envelopes de papel 38 Home Care Com mudança de imagem,
38
38

Home Care

Com mudança de imagem, Minuano apodera-se de territó- rios até então inexpugnáveis do mercado de limpeza doméstica

42
42

Celulósicas

Redesign ajuda Santa Marina

a

debelar avanço dos concor-

rentes chineses no mercado de pratos, copos e travessas

rentes chineses no mercado de pratos, copos e travessas 49 Índice de Anunciantes Relação das empresas
rentes chineses no mercado de pratos, copos e travessas 49 Índice de Anunciantes Relação das empresas
49 Índice de Anunciantes Relação das empresas que veiculam peças publicitárias nesta edição
49
Índice de Anunciantes
Relação das empresas
que veiculam peças
publicitárias nesta edição

3

Editorial

A essência da edição do mês, nas palavras do editor

7

Display

Lançamentos e novidades – e seus sistemas de embalagens

14

Internacional

Destaques e idéias de mercados estrangeiros

24

Panorama

Movimentação no mundo das embalagens e das marcas

44

Conversão e Impressão

Produtos e processos da área gráfica para a produção de rótulos e embalagens

50

Almanaque

Fatos e curiosidades do mundo das marcas e das embalagens

Diretor de Redação Wilson Palhares palhares@embalagemmarca.com.br Reportagem Flávio Palhares
Diretor de Redação
Wilson Palhares
palhares@embalagemmarca.com.br
Reportagem
Flávio Palhares
flavio@embalagemmarca.com.br
Guilherme Kamio
guma@embalagemmarca.com.br
Leandro Haberli Silva
leandro@embalagemmarca.com.br
Livia Deorsola
redacao@embalagemmarca.com.br
Departamento de Arte
Carlos Gustavo Curado (Diretor de Arte)
arte@embalagemmarca.com.br
José Hiroshi Taniguti (Assistente)
Administração
Marcos Palhares (Diretor de Marketing)
Eunice Fruet (Diretora Financeira)
Departamento Comercial
comercial@embalagemmarca.com.br
Karin Trojan
Wagner Ferreira
Circulação e Assinaturas
Marcella de Freitas Monteiro
Raquel V. Pereira
assinaturas@embalagemmarca.com.br
Assinatura anual: R$ 100,00
Público-Alvo
EMBALAGEMMARCA é dirigida a profissionais
que ocupam cargos de direção, gerência
e supervisão em empresas integrantes da
cadeia de embalagem. São profissionais
envolvidos com o desenvolvimento de
embalagens e com poder de decisão colo-
cados principalmente nas indústrias de bens
de consumo, tais como alimentos, bebidas,
cosméticos e medicamentos.
Filiada ao
Impressão: Congraf Tel.: (11) 5563-3466
EMBALAGEMMARCA é uma publicação
mensal da Bloco de Comunicação Ltda.
Rua Arcílio Martins, 53 • Chácara Santo
Antonio - CEP 04718-040 • São Paulo, SP
Tel. (11) 5181-6533 • Fax (11) 5182-9463
Filiada à
www.embalagemmarca.com.br
O conteúdo editorial de EMBALAGEMMARCA é
resguardado por direitos autorais. Não é per-
mitida a reprodução de matérias editoriais
publicadas nesta revista sem autorização
da Bloco de Comunicação Ltda. Opiniões
expressas em matérias assinadas não refle-
tem necessariamente a opinião da revista.
FOTOS: DIVULGAÇÃO
FOTOS: DIVULGAÇÃO

design >>> higiene e beleza

Humor oportuno

No agito da SPFW, Natura lança conceito de perfumaria

enso de oportunidade no lança- mento de produtos e inovação na embalagem costumam render bons frutos comerciais, ou no

mínimo pontos para a fixação da marca.

A Natura, cuja trajetória revela olho argu-

to para as boas ocasiões, não deixou por

menos durante a vigésima edição do São Paulo Fashion Week, o megaevento de

moda realizado de 18 a 23 de janeiro último na capital paulista. Justamente para aproveitar a enorme repercussão do redemoinho de lançamen- tos e badalação daquela semana, que se caracteriza pela efervescência conceitual,

a empresa apresentou um conceito de per-

fumaria que define como inovador e que

configura seu principal lançamento no pri- meiro semestre de 2006. São duas novas fragrâncias, representadas pelos números 1 (floral frutal) e 2 (cítrico, com espe- ciarias e gerânio), que formam a linha Natura Humor, a ser usada indistintamen-

te por homens e mulheres. A idéia central

da ação é explorar com humor maneiras de driblar as armadilhas do cotidiano afetivo, freqüente nos casais de relações estáveis. Além das fragrâncias, obtidas com uso de óleos essenciais exclusivos da Natura, a embalagem exerce papel fundamental para alcançar aquele objetivo. Os dois frascos de vidro da linha, fornecidos pela subsidiária brasileira da Saint-Gobain, com pumps da Rexam e tampas da Bristol e Pivaudran, foram criados pela agência francesa de design Desgrippes Gobé, cujo trabalho se limitou a definir os formatos. Todo o res- tante do projeto visual, da escolha do nome

e do logotipo à definição das cores dos fras- cos (um vinho, outro vermelho) e dos car- tuchos, impressão e demais detalhes, ficou

a cargo da Gragnani Agência Conceito,

de São Paulo. Justificando seu nome, a agência responde pelo conceito básico do lançamento – o humor.

S
S
responde pelo conceito básico do lançamento – o humor. S Box Print (11) 5505-2370 (51) 2111-1311

Box Print

(11) 5505-2370

(51) 2111-1311

www.boxprint.com.br

Bristol Pivaudran (11) 6465-7000 www.bristolepivaudran.com.br

Desgrippes Gobé (França) www.dga.com

Gragnani Agência Conceito (11) 3815-5772

Rexam

(11) 3819-0244

www.rexam.com.br

Saint-Gobain

(11) 3874-7626

www.sgembalagens.com.br

Suzano

(11) 3345-5900

www.suzano.com.br

POR DENTRO E POR FORA – Nos estojos de papel cartão que acondicionam indistintamente os dois diferentes frascos de vidro do perfume, o humor vem em charge no lado externo e em tiras na parte interna

Esse atrativo da linha é materializado em cenas humoradas de casais impressas na parte externa da embalagem secundária

e por tiras de quadrinhos, com historinhas completas, na parte interna, desenhadas

pelos cartunistas Adão Iturrusgarai, Angeli

e Caco Galhardo. Para vê-las, o consumidor

deve abrir uma parte picotada que fica no terço superior dos cartuchos, impressos em

2 x 2 cores pela Box Print, em off-set sobre papel cartão Supremo Suzano de 350g/m².

A cada lote de produção dos cartuchos a tira

será diferente, de modo a manter a dinâmi- ca e a interatividade da linha. O produto estará disponível para vendas a partir de março próximo.

estará disponível para vendas a partir de março próximo. 6 >>> EmbalagemMarca >>>

6 >>> EmbalagemMarca >>> fevereiro 2006

Latas e caixinha miram expansão Nescau Light, Nescau Ao Café e Nescau Light Pronto para

Latas e caixinha miram expansão

Nescau Light, Nescau Ao Café e Nescau Light Pronto para Beber são as três novas versões da família de achoco- latados da Nestlé. As extensões de linha visam fazer com que a marca Nescau, popular entre os adolescentes, amplie sua base consumidora entre os jovens adul- tos. As variantes Light e Ao Café chegam ao varejo em latas expan- didas de 270 gramas, com forma de ampulheta, produzidas pela CBL – Cia. Brasileira de Latas com chapas da CSN. Por sua vez, o Nescau Light Pronto para Beber é apresentado em caixinha Tetra Brik Aseptic Slim, de 200 mililitros, da Tetra Pak.

Tetra Brik Aseptic Slim, de 200 mililitros, da Tetra Pak. Yamá segue com o "tudo feito
Tetra Brik Aseptic Slim, de 200 mililitros, da Tetra Pak. Yamá segue com o "tudo feito
Yamá segue com o "tudo feito em casa" A Yamá Cosméticos apresenta novidades em suas
Yamá segue com o "tudo feito em casa"
A Yamá Cosméticos apresenta
novidades em suas linhas de depi-
latórios e de produtos capilares.
Na primeira área, a novidade é
a família Depil Mist de ceras e
removedor depilatório. Os frascos
são soprados em polietileno de
alta densidade, com decoração
em silk-screen, com tampas feitas
de polipropileno. Já a família de
xampus e condicionadores foi
ampliada com o desenvolvimento
da linha Frutas Cítricas & Girassol,
cujos frascos também são sopra-
dos em polietileno, neste caso de
alta e baixa densidade. Os visuais
dos produtos, assim como suas
embalagens, são produzidos inter-
namente na Yamá.
alta e baixa densidade. Os visuais dos produtos, assim como suas embalagens, são produzidos inter- namente
alta e baixa densidade. Os visuais dos produtos, assim como suas embalagens, são produzidos inter- namente
alta e baixa densidade. Os visuais dos produtos, assim como suas embalagens, são produzidos inter- namente
alta e baixa densidade. Os visuais dos produtos, assim como suas embalagens, são produzidos inter- namente
alta e baixa densidade. Os visuais dos produtos, assim como suas embalagens, são produzidos inter- namente
Virtual aposta em high-tech no visual A Brassuco, fabricante de refrescos e achocolatados em pó,

Virtual aposta em high-tech no visual

A Brassuco, fabricante de refrescos e achocolatados em pó, alterou a emba- lagem do seu achocolatado Virtual. Mirado no público infantil, o visual da embalagem, elaborado pela Plano Design & Propaganda, alude ao uni- verso eletrônico na figura de um personagem infantil sobre um skate voador. Quem fornece o pouch do produ- to, estruturado em filme de poli- éster laminado com polietileno,

Medicina oriental engarrafada O segmento de chá verde pron- to para beber está na mira
Medicina oriental
engarrafada
O
segmento de chá verde pron-
to
para beber está na mira da
Leão Junior, líder do mercado
brasileiro de chás, com mais de
sessenta produtos. Confiante na
ação anti-oxidante da bebida,
que ajudou a torná-la um alia-
do na prevenção de diferentes
doenças, a empresa lançou
recentemente a marca Green
Tea, que se junta ao Tao Tea,
também de ervas verdes, no
mercado desde o início do ano.
Sem calorias e rico em vitamina
C, o produto é acondicionado
em garrafa PET de 330 mililitros
da Rio Pet. O layout dos rótulos,
fornecidos pela gráfica Serena,
é da agência Kommdesign. As
tampas plásticas de rosca são
fornecidas pela Alcoa.
Hot dogs regionalizados Inovando no mercado brasileiro de embutidos, a Sadia lançou a linha de
Hot dogs regionalizados
Inovando no mercado brasileiro de
embutidos, a Sadia lançou a linha
de salsichas Sabores do Brasil. Numa
estratégia que busca representativi-
dade regional das diferentes tradições
culinárias brasileiras, o produto é ven-
dido nas versões Churrasco Gaúcho,
Tempero Baiano e Pizza Paulista.
As embalagens são da Unipac, com
design da agência Benchmark.
são da Unipac, com design da agência Benchmark. é a catarinen- se Lampack Embalagens e Laminados

é a catarinen-

se Lampack

Embalagens

e Laminados

Plásticos.

Versão morango em envelopes laminados

A Nutrimental, produtora das famo-

sas barrinhas de cereais, acrescen- tou novo sabor à linha Nutrinho de refresco em pó. A versão morango ganhou envelopes de 45 gramas

da Zaraplast, feitos de uma estrutu-

ra

que combina poliéster, alumínio

e

polietileno. A agência Komatsu

assina o design do rótulo, impresso em rotogravura em oito cores.

o design do rótulo, impresso em rotogravura em oito cores. 8 >>> EmbalagemMarca >>>

8 >>> EmbalagemMarca >>> fevereiro 2006

Balde, lata e pouch em food service A Unilever, através de sua unidade Foodsolutions, acaba
Balde, lata e pouch em food service A Unilever, através de sua unidade Foodsolutions, acaba

Balde, lata e pouch em food service

A Unilever, através de sua unidade

Foodsolutions, acaba de lançar

novos produtos voltados ao canal de food service. No campo dos atomatados, o Tomate Triturado para Molhos, base de tomate sem tempero e sem conservantes para

o preparo de molhos, chega em

lata de 3 quilos da Metalgráfica Rojek. Após estrear no grande varejo, a maionese Hellmann’s 0% Colesterol, produzida sem gemas

de ovos, ganha versão para cozi- nhas industriais, em stand-up pouch de 1 litro da Alusa. A versão con- vencional de Hellmann’s também ganhou uma nova embalagem: um balde plástico de 3 quilos, fornecido pela Jaguar. “O operador poderá

oferecer ao seu cliente a oportu- nidade de escolher qual maione- se utilizar”, diz Ana Paula Guelli, gerente de marketing da Unilever Foodsolutions.

Amanteigados comreforço no requinte

A tradicional lata de Biscoitos

Amanteigados Bauducco passou por um redesign. O novo visual foi desenvolvido pela agência Pande. Fornecidas pela Metalgráfica Itaquá, as novas embalagens têm litografada em sua tampa uma imagem dos ingredientes dos biscoitos. Nas laterais das embalagens, além de ilustrações dos biscoitos, há fotos de paisagens típicas que remetem à origem italia- na da marca Bauducco. Segundo o escritório de

design, o projeto buscou fortalecer o apelo de presente e de requinte do produto, destacando ainda o caráter colecionável da embalagem.

buscou fortalecer o apelo de presente e de requinte do produto, destacando ainda o caráter colecionável
buscou fortalecer o apelo de presente e de requinte do produto, destacando ainda o caráter colecionável
buscou fortalecer o apelo de presente e de requinte do produto, destacando ainda o caráter colecionável
buscou fortalecer o apelo de presente e de requinte do produto, destacando ainda o caráter colecionável
buscou fortalecer o apelo de presente e de requinte do produto, destacando ainda o caráter colecionável

oportunidades >>> exportações

Maior abertura

Globalização e exportações abrem novos canais para o design local de embalagens

FOTOS: DIVULGAÇÃO
FOTOS: DIVULGAÇÃO
canais para o design local de embalagens FOTOS: DIVULGAÇÃO também para projetar apresentações de produ- tos

também para projetar apresentações de produ- tos estrangeiros. Uma das primeiras agências a receber esse input foi a DIL Brands. A fim de explorá-lo, a agência iniciou em 1995 a abertura de escritórios em outros países. Depois de chegar ao Chile, em 1995, e à Argentina, em 1997, a DIL inaugurou em 2005 uma filial na Cidade do México. Agora, outras agências partem para a internacionalização de seus serviços.

Propaganda é o próprio job

Uma delas é a Spice Design. A agência, res- ponsável pelas embalagens para exportação dos arrozes Camil, criou em meados de 2005 os visuais dos pacotes das balas Bunnys Sweets e da linha de grãos Itom, produtos sul-africanos. Outras embalagens criadas pela Spice, do arroz parboilizado e da farinha de milho Nika, dão as caras em Curaçau. Em todos esses casos, a Spice foi contatada diretamente pela trading estran- geira. “Não temos marketing de longo alcance, mas esperamos que as próprias embalagens nos divulguem internacionalmente”, diz a designer Gabriela Tischer, diretora da Spice Design.

N ão é raro ouvir consultores e estra- tegistas empresariais sentenciarem que a criatividade inata do brasileiro

pode – ou, sob análise severa, deve- ria – ser utilizada como vantagem competitiva ante a irrefreável globalização dos produtos e

serviços. Um setor imbricado à criação para o

qual tal recado soaria bem endereçado há dois ou três anos, porém cada vez mais faz por merecer

a anuência dos gurus, é o de design de embala-

gens. Segundo a Abre – Associação Brasileira de Embalagem, o caixa das agências dessa área fecharia 2005 com 50 milhões de reais advindos de projetos de embalagens voltadas à exportação. Se não é suntuoso, o valor ganha importância levando-se em conta que, até pouco

tempo atrás, ele era traço nas estatísticas do setor. “Os projetistas de embalagens têm se organiza- do e investido em qualificação”, diz o designer Fabio Mestriner, presidente da Abre. “Com isso, eles não apenas têm conseguido afiar a compe- titividade mundial dos produtos brasileiros, mas também a de seu próprio ofício.” Na Packing, agência dirigida por Mestriner, um dos mais recentes trabalhos de embalagem for export foi o de latinhas para os sucos Del Valle produzidos aqui com destino à Líbia. “É um caso daquilo que sempre defendemos, o Brasil exportar produto embalado com marca e valor agregado”, observa o designer. Pouco mais de um ano atrás outra grande agência, a Pandesign, criou embalagens para mais de 80 itens de uma linha de carnes da Sadia comercializada na Rússia e em outros países do Leste Europeu. “Pesquisamos os perfis gráficos utilizados nessa categoria de produtos nos países destinatários

e adaptamos os desenhos a esses padrões, para

que os produtos tivessem competitividade com marcas internacionais”, conta Sonia Fugiwara, diretora de criação da Pandesign. Em outra frente, os designers brasileiros não

apenas têm sido procurados para desenvolver embalagens de produtos para exportação, mas

desenvolver embalagens de produtos para exportação, mas DISTÂNCIA – Spice Design projetou pacotes de arrozes e

DISTÂNCIA – Spice Design projetou pacotes de arrozes e farinhas vendidos na África do Sul e em Curaçau

NA LÍBIA – Del Valle dá exemplo de exportação de suco com valor

– Del Valle dá exemplo de exportação de suco com valor 10 >>> EmbalagemMarca >>>
– Del Valle dá exemplo de exportação de suco com valor 10 >>> EmbalagemMarca >>>

10 >>> EmbalagemMarca >>> fevereiro 2006

Marcas poderosas em vizinhos latinos tam- bém têm se fiado em embalagens desenhadas por escritórios

Marcas poderosas em vizinhos latinos tam- bém têm se fiado em embalagens desenhadas por escritórios brasileiros. Vejam-se os casos de Snuggle, Soft e Vivere, da Unilever, referências em amaciantes de roupas em países latinos como Argentina, Chile e México, cujas emba- lagens de suas mais recentes versões, frascos e stand-up pouches, foram projetadas pela Rex Design e pela Design Absoluto. “As diferentes embalagens para as mesmas marcas refletem a percepção de valor do produto em cada país”, comenta Gustavo Piqueira, sócio-diretor da Rex Design. O que não se discute, num reflexo desse elenco de cases, é a crescente percepção de valor do design nacional. “As exportações e o inter- câmbio com outros países vão inevitavelmente aumentar, e por isso as perspectivas de projetos internacionalizados são das melhores”, confia Sonia, da Pandesign.

são das melhores”, confia Sonia, da Pandesign. FOTOS: DIVULGAÇÃO GLASNOST – Pandesign estudou o mercado
FOTOS: DIVULGAÇÃO
FOTOS: DIVULGAÇÃO

GLASNOST –

Pandesign estudou

o mercado russo

para garantir compe- titividade à Sadia

Design Absoluto

(11) 3071-0474

www.designabsoluto.com.br

DIL Brands

(11) 4191-9711

www.dilbrands.com

Packing

(11) 3074-6611

www.packing.com.br

Pandesign

(11) 3849-9099

www.pande.com.br

Rex Design

(11) 3862-5121

www.rexnet.com.br

Spice Design

(11) 6977-2203

www.spice.com.br

Spice Design (11) 6977-2203 www.spice.com.br AMACIANTES – Marcas trabalhadas pela Unilever em países

AMACIANTES – Marcas trabalhadas pela Unilever em países vizinhos renderam trabalhos à Design Absoluto (à esq.)

e à Rex Design (acima)

trabalhadas pela Unilever em países vizinhos renderam trabalhos à Design Absoluto (à esq.) e à Rex
trabalhadas pela Unilever em países vizinhos renderam trabalhos à Design Absoluto (à esq.) e à Rex
trabalhadas pela Unilever em países vizinhos renderam trabalhos à Design Absoluto (à esq.) e à Rex
trabalhadas pela Unilever em países vizinhos renderam trabalhos à Design Absoluto (à esq.) e à Rex

fechamentos >>> cartonadas assépticas

Conveniência mais barata

SIG Combibloc lança nova tampa plástica com vantagens de preço para caixinhas

N a esteira do lançamento de sua tampa de rosca combiTwist para embalagem asséptica cartonada,

apresentada em janeiro último no Brasil (EMBALAGEMMARCA nº 77), a SIG Combibloc acaba de colocar no mercado local a combiSwift, que afirma oferecer a mesma qualidade e a mesma conveniência ao consumi- dor final, mas com vantagens de preço. A empresa chama a atenção para dois aspectos dessa tampa: a leveza e o mecanismo de abertura. Formada por três partes, ela é apli- cada num orifício feito no cartão antes de ele ser revestido com alumínio e polietileno. Ao ser desrosqueada, partes pontiagudas rompem essas duas camadas. Do ponto de vista mecâni- co, isso distingue a tampa da combiTwist, que tem de perfurar a camada metálica, a plástica e a de cartão. Outra diferença é que a combiSwift somente é aplicada após o processo de envase. O benefício da conveniência resulta da existência de um aro integrado à tampa que possibilita, em um único movimento de rota- ção, romper o material da embalagem, abrin- do-a. Luciana Galvão, gerente de marketing da SIG Combibloc no Brasil, considera que “esse tipo de manuseio oferece significativas vanta- gens para o consumidor final, como a facilida- de de abrir e fechar e o perfeito escoamento do

produto”. Ela cita como vantagem adicional o fato de a nova tampa possuir um mecanismo que deixa claro se a embalagem foi violada. Para a indústria usuária, ainda segundo a SIG, outro ponto positivo é que a combiSwift

segundo a SIG, outro ponto positivo é que a combiSwift FOTOS: DIVULGAÇÃO PERFURAÇÃO – Em sua
FOTOS: DIVULGAÇÃO
FOTOS: DIVULGAÇÃO

PERFURAÇÃO – Em sua abertura, a combiSwift já rompe a parede da embalagem; leites alemães Osterland já utilizam a nova tampa (à dir.)

SIG Combibloc

(11) 2107-6744

www.sigcombibloc.com

pode ser aplicada pelas tradicionais máquinas ACB por ela produzidas para o formato combi- bloc ou pelas aplicadoras ACF indicadas para os formatos combibloc e combifit, bastando pequenos ajustes. A primeira empresa a adotar a nova tampa foi a alemã Milchwerke Thueringen GmbH, do Grupo Humana Milchunion, para os leites de tipos integral, semidesnatado e desna- tado da marca Osterland.

integral, semidesnatado e desna- tado da marca Osterland. Planta brasileira da SIG Combibloc será no Paraná

Planta brasileira da SIG Combibloc será no Paraná

Chefe para operações mundiais da SIG Combibloc, o alemão André Rosenstock esteve reunido com o governador do Paraná, Roberto Requião, no início de fevereiro, para formalizar a intenção da empresa de construir sua fábrica brasileira naquele Estado. A planta

de caixinhas longa vida da SIG será erguida em Campo Largo. A previ- são é de que consumirá cerca de 250 milhões de reais e terá capa- cidade produtiva anual de 2 bilhões de unidades. As obras começarão no segundo semestre deste ano. Segundo Rosenstock, a operação

nacional da SIG Combibloc irá gerar 250 empregos diretos e mais 950 indiretos, sendo que 20% da produção serão exporta- dos para países vizinhos. Com a fábrica, a SIG Combibloc espera amealhar 15% do mercado brasi- leiro de caixinhas em dez anos.

12 >>> EmbalagemMarca >>> fevereiro 2006

A força que vende mais d y v n p a- ci as p ra

A força que vende mais

d y v n p a- ci as p ra p m n ens d
d
y
v
n
p
a-
ci
as
p
ra
p
m
n
ens
d
gir
Q
em
g
ais
A
Em entrevista
exclusiva, Ben
Miyares, do PMMI,
fala do poder que as
embalagens têm para
melhorar a imagem
de uma marca,
gerando lealdade do
consumidor e
melhorando o giro
nas gôndolas

Marcas de sucesso transmitem

mensagens de forma clara, aumentam

a credibilidade, criam uma conexão

emocional com os clientes potenciais e encorajam a lealdade do consumidor. Nenhum meio é mais eficiente como comunicador para uma marca do que a embalagem. Na realidade,

na mente do consumidor, não há sepa-

ração entre a embalagem e o produto – tudo faz parte da equação de identi- dade da marca. Com freqüência, os consumidores observam as embalagens para obter pistas sobre o produto acondiciona-

C
C

ada vez mais as empresas s que administram mar- - cas de bens de consumo deparam-se com margens s

comprimidas, enfrentam os efeitos s

da globalização e encaram o desa-

fio de responder às mudanças nas

necessidades dos consumidores. Para

continuarem competitivas, precisam

oferecer produtos mais inovadores e e

com mais valor agregado. Embalagens

exclusivas são uma forma de atingir

esse objetivo.

Nos últimos anos, a embalagem

tem extrapolado suas funções mais

básicas – proteção e preservação –

para se tornar um meio para vender marcas. Conseqüentemente, o papel que a embalagem desempenha nas estratégias de marketing das empresas tem se intensificado. Hoje, ela é um

dos principais ingredientes na criação

na manutenção dos valores funda-

mentais de uma marca. Para falar sobre a força das emba- lagens para gerar vendas conversa- mos com Ben Miyares, vice presidente de relações industriais do Packaging Machinery Manufacturers Institute (PMMI), associação dos fabricantes americanos de máquinas para embala-

e

gem. A entidade patrocina e organiza

Pack Expo, feira que ocorre entre 29 de outubro e 2 de novembro em Chicago, nos Estados Unidos.

a

Vamos começar pelo básico. O que está envolvido na criação de uma marca de sucesso? Identidade de marca é mais que um nome de produto e um logo. Trata-se de uma combinação de imagens e mensagens que capturam a essência do produto. Evidentemente, para uma marca ter sucesso, a identidade precisa fazer sentido para os consumidores- alvo, repercutir em seus estilos de vida, gostos e valores.

do nela, fruto da mentalidade “what

you see is what you get” (o que você

vê é o que você recebe). Impressões

negativas ou experiências passadas

podem afastar um consumidor poten-

cial, enquanto uma reação positiva

pode influenciar a compra, princi-

palmente se a embalagem coincidir

c com os hábitos de consumo e com as

necessidades funcionais e emocionais

do consumidor.

Quão efetivo é o design de embala-

gem como tática de marketing quando

c comparado com a propaganda?

A propaganda é, sem dúvida, uma fer-

ramenta importante. Ela chama a aten- ção dos clientes potenciais e aumenta a atenção para a marca numa escala de massa. Contudo, como a mídia voltada para a divulgação de bens de consumo está cada vez mais fragmentada, a efi- ciência da propaganda em veículos de interesse geral vem caindo. Por outro lado, a embalagem tem impacto nas decisões de compra onde isso é mais necessário – nas pra- teleiras. Com 70% dos consumido- res tomando decisões de compra nos pontos-de-venda, os profissionais de

FOTOS: DIVULGAÇÃO
FOTOS: DIVULGAÇÃO

CONHECIMENTO – Entender os hábitos de consumo pode ser chave para influenciar o ato de compra. É essa a aposta do Sabra ToGo, que junta na mesma embalagem torradas e patê de grão de bico como forma de atrair o consumidor nômade.

14 >>> EmbalagemMarca >>> fevereiro 2006

marketing podem ajudar a criar lem- brança de marca e a gerar vendas com o

marketing podem ajudar a criar lem- brança de marca e a gerar vendas com o uso de embalagens inovadoras que façam com que os produtos se destaquem. Outra vantagem é que a embalagem geralmente acompanha o produto durante todo o seu ciclo de

vida – às vezes até permanece por mais tempo, caso possa ser reutilizada ou quando se torna um item colecionável

– oferecendo exposição prolongada às

imagens e às mensagens da marca. Uma embalagem poderosa não pre- cisa necessariamente ser cara. Há mui- tos recursos para criar embalagens que saltem nas prateleiras mantendo os cus- tos de produção em níveis razoáveis. É claro que, se há espaço no orçamen- to, ou se uma marca está procurando “fazer barulho” com uma promoção especial, pode-se recorrer a embala- gens mais elaboradas, com formatos diferenciados, materiais inovadores e técnicas avançadas de decoração. A propaganda tem benefícios, mas

design de embalagens é a expres- são permanente de uma marca. Ele solidifica a relação entre comprador e vendedor e mantém a lealdade do con- sumidor que, provavelmente, dividirá suas experiências positivas com outras pessoas, criando uma promo- ção com alta credibilidade e ótima relação custo-benefício para as marcas.

o

e ótima relação custo-benefício para as marcas. o Nos últimos anos, o que mudou no design

Nos últimos anos, o que mudou no design de emba- lagem? A embalagem tem quatro funções fundamentais:

IMPACTO – Lançada na França em janeiro deste ano, a garrafa da Coca- Cola Blâk (uma mistura do tradicional refrigerante com café) é um exemplo de embalagem que se diferencia com o uso de materiais. Feito de alumínio, o vasilhame virou objeto de desejo dos aficcionados pela marca

16 >>> EmbalagemMarca >>> fevereiro 2006

INDIVIDUAL – As embalagens em porção única dos cereais Kellogg’s Drink n’ Crunch indicam o

INDIVIDUAL – As embalagens em porção única dos cereais Kellogg’s Drink n’ Crunch indicam o nível

adequado de leite

a ser adicionado na hora do consumo:

conveniência

continua sendo uma das armas para encantar

o consumidor

proteção, identificação, distribuição e promoção. Tradicionalmente, proteção

e facilidade na distribuição eram as

mais importantes. Contudo, no mundo

moderno, onde centenas de novos pro- dutos são lançados toda semana ao redor do globo, os donos de marcas lutam pela atenção do consumidor

e por espaço nos pontos-de-venda.

Os supermercados jamais conseguirão acomodar todos os produtos disponí- veis no mercado. Assim, como se diz, apenas os fortes sobrevivem. Profissionais antenados já percebe- ram isso e estão desenvolvendo emba- lagens com design inovador, extre- mamente focadas e que atendem a necessidades específicas de seu públi- co-alvo, para se comunicar de forma efetiva com o consumidor e criar um forte impacto no ponto-de-venda.

O senhor poderia nos dar alguns exemplos de como é possível aumentar o apelo das embalagens? Embalagens de porção única, por exemplo, têm se tornado muito popu- lares em diferentes segmentos. Essa forma de embalagem está intimamente ligada à mobilidade dos consumidores, já que podem ser guardadas até em carteiras ou bolsas, permitindo que se aprecie um lanche ou uma refeição em qualquer lugar. As embalagens tipo single ainda incentivam o controle de porções. Um bom exemplo são os “100 Calorie Packs” para os snacks da Nabisco. Essa é uma solução sensata que a

empresa encontrou para quem quer

acabar com os “chutes” na contagem de calorias consumidas, satisfazendo

o desejo de consumidores apaixona-

dos por produtos como Oreo Cookies,

Chips Ahoy!, Wheat Thins, Chese Nips e Mixed Berry Fruit Snacks. Outro bom exemplo são as latas

dotadas de tampas de abertura fácil. Já bastante difundidas na Europa, essas embalagens estão seduzindo cada vez mais os fabricantes norte-ameri- canos de produtos alimentícios dos mais variados, como vegetais, sopas

e pet food. As latas com abertura fácil aumentam o apelo da marca, atendem

o consumidor nômade e eliminam a

frustração surgida quando não se tem

à mão um abridor de lata. Esses são apenas alguns exemplos.

A regra básica é que, se for possível

criar uma experiência melhor para os

consumidores, seja agregando conve- niência, promovendo uma alimentação

saudável, protegendo o sabor e o fres- cor dos produtos ou incorporando um visual com grande apelo, eles prova- velmente terão uma boa impressão. Se

a marca entrega ao consumidor o que

promete, é grande a probabilidade de que ele compre o produto novamente.

Quais são os fatores que devem ser

levados em conta quando se pensa nas diferentes opções de embalagem?

A embalagem não deve ser pensada a

posteriori. A estrutura da embalagem e

o design devem ser vistos como parte

integral do desenvolvimento do produ-

to. Trazer os fornecedores de materiais e equipamentos no início do processo assegura a produção

to. Trazer os fornecedores de materiais

e equipamentos no início do processo

assegura a produção eficiente e nos volumes necessários. Essa interação

é um dos pontos em que a Pack Expo

International pode ajudar o profissio- nal de embalagem.

Por quê?

A feira permite aos visitantes examinar

quais materiais e equipamentos, quan- do combinados, funcionam bem. Essa abordagem tem um forte impacto nas linhas de produção e ajuda as empre- sas a ser competitivas no mercado, hoje e no futuro.

A Pack Expo é uma feira marcada por inovações, em que se destaca a embalagem como um meio importante

no trabalho de fortalecimento das mar- cas. A interdependência de materiais

e embalagens com os equipamentos,

contudo, não pode ser supervalorizada. Enquanto materiais avançados e emba- lagens agregam diferenciação ao pro- duto para melhorar o giro nas gôndolas

e gerar conveniência, construindo um

maior valor de marca, as inovações em equipamentos ajudam a aumentar

a velocidade na comercialização de

novos produtos, outro fator crítico para

o sucesso de uma marca.

produtos, outro fator crítico para o sucesso de uma marca. Longe de ser uma gelada Adotar

Longe de ser uma gelada

Adotar para um produto embala- gens mais sofisticadas que as exis- tentes no segmento de mercado como forma de alavancar vendas é uma lição que todos sabem, mas que nem sempre têm coragem de implementar. A fabricante britânica de água mineral e de gelo em cubos Blue Keld resolveu investir em conveniência para diferenciar os seus cubos de gelo Blue Keld Spring Water Premium Ice Cubes, até então disponíveis em sacos de 1kg e 2kg. A empresa criou uma versão para a embalagem de 2kg dotada de um zíper para refechamento

para venda em redes de varejo como

a Sainsbury’s e a Waitrose. O giro

do produto surpreendeu até o mais otimista dos envolvidos no projeto. Nos primeiros meses no mercado, as vendas superaram as expectativas em mais de 30%. “Percebemos que havia merca- do para um gelo premium”, explica Graham Cheesbrough, diretor da Blue Keld. “Quem investe em bebidas de qualidade, como uísques de primeira linha, não quer comprometer o sabor de seus drinks com gelos feitos com água filtrada.” As embalagens tipo almofada são produzidas em máquinas form/fill/seal da Sandiacre, que aplica os zípe- res de pressão na transversal, na parte superior da emba- lagem. “O gelo em sacos é consumido em períodos que podem se estender por semanas”, diz Robert Hogan, diretor de vendas interna- cionais da Zip-Pak, empre- sa fornecedora do acessório. “Uma embalagem que pode ser fechada após o consumo parcial do produto aumenta

a conveniência para o consu- midor final.”

embalagem que pode ser fechada após o consumo parcial do produto aumenta a conveniência para o
embalagem que pode ser fechada após o consumo parcial do produto aumenta a conveniência para o
embalagem que pode ser fechada após o consumo parcial do produto aumenta a conveniência para o

FOTOS: STUDIO AG: ANDRÉ GODOY

reportagem de capa >>> margarinas
reportagem de capa >>> margarinas

Cada vez mais estratégico

18 >>> EmbalagemMarca >>> fevereiro 2006

Mercado de margarinas vira “filé mignon” do setor de transformação plástica

Por Leandro Haberli

rimeiro foram os formatos. De modo gradual, os potes esféricos de cor creme começaram a perder espaço para os paralelepípedos que

encaixam melhor na porta das geladeiras e oferecem maior área de visualização de marca. Depois explodiu uma das maiores levas de seg- mentações e lançamentos que a indústria brasi-

leira de alimentos produziu nas últimas décadas. Com sabores inimagináveis pouco tempo atrás

e difusão de ingredientes que prometem melho-

rar a saúde dos consumidores, o movimento aumentou a demanda de acondicionamentos e acessórios de embalagem inovadores. Constituída por muitas outras combativas

e curiosas estratégias de marketing, essa des-

crição compõe o rumoroso cenário do mer- cado brasileiro de margarinas, que caminha em direção ao posto de maior consumidor de embalagens plásticas rígidas para alimentos do país. Restrita há pouco tempo a pratica- mente duas únicas versões, com ou sem sal, a categoria de margarinas se diversificou como nunca, e está presente em 95% das residências do país. Também atrai cada vez mais verbas de embalagem, numa conseqüência direta da maior oferta de produtos mais elaborados, com

apelos saudáveis e sabores tão diversos quanto azeite de oliva, mel, maçã e alho. A indústria de embalagem tem motivos de sobra para sorrir diante da segmentação do setor. Em 2004, somente a subcategoria margarina cremosa (o setor costuma ser divi- dido ainda em creme vegetal, margarina dura

e margarina industrial) consumiu mais de 670

milhões de embalagens no Brasil. Segundo a consultoria Datamark, a maior fatia (59%) corresponde aos potes de 500 gramas, preferi- dos das famílias brasileiras. No canal do food service, o consumo daquele ano de embalagens de 1 quilo foi estimado em 31 milhões de uni- dades. Em outra importante subcategoria, a de

P
P
SEGMENTAÇÕES – Versões especiais, como maçã e canela, ajudam a escoar embalagens com maior valor
SEGMENTAÇÕES –
Versões especiais, como
maçã e canela, ajudam a
escoar embalagens com
maior valor percebido

cremes vegetais, a demanda foi de 332 milhões

de embalagens em 2004.

Os balanços justificam a importância do mercado de margarinas no segmento de emba- lagens plásticas termoformadas. Prevendo movimentar 563 000 toneladas em 2006, con- tra 545 000 no ano passado, a indústria brasi-

leira de margarinas é ferrenha adepta dos potes termoformados. No outro balcão da transfor- mação plástica, um único player do ramo lança mão de paralelepípedos injetados por aqui. Um mero detalhe, não fosse esse solitário adepto

da tecnologia de injeção de ciclo rápido, que

resulta em paredes com espessura inferior a 1 milímetro, a líder Sadia. Dona da linha Qualy, a empresa tem 33% de participação no mercado de margarinas, sendo seguida por Bunge, Unilever e Vigor.

O envolvimento com o processo de injeção

começou há pouco mais de três anos, e foi suficiente para lançar luz sobre eventual dis- puta com a tecnologia de termoformagem, que por princípio consiste em dar forma aos obje- tos plásticos com uso de calor e pressão. À época a Sadia buscava maior sofisticação gráfica e melhor estabilidade em máquina. Por isso a empresa solicitou à Dixie Toga, que já lhe fornecia potes de margarina termoformados, um projeto de embalagens injetadas. Assim a Insit, braço da Dixie Toga especializado em unidades internas de injeção de ciclo rápido e paredes finas, ficou responsável pela implantação de uma fábrica na unidade de Paranaguá (PR) da Sadia.

PROCESSOS – Com unidade in-house de injeção de ciclo rápido e paredes finas, Sadia buscou alternativa aos potes termoformados para a Qualy

A planta in-house entrou em operação em agosto de 2002, e permanece até hoje como a única fábrica de potes de margarina injetados do país. Por não ter se

difundido, a tecnologia deixou o centro das atenções, mas ainda há quem espere que o mercado brasi- leiro de margarinas venha um dia a seguir o exemplo europeu de uso maciço de potes injetados. “AInsit proporcionou às emba- lagens da Sadia mais resistência e melhora na linha de produção”, defende Regis Sá, analista de marketing e de desenvolvimento de mercado da Dixie Toga. “Por tais motivos a injeção é a tecno- logia mais usada na Europa”, ele completa. Outro alegado benefí- cio do sistema é a regularidade dos potes. No caso da termoformagem, pequenas alterações são naturais ao processo. Com capacidade de aproximadamente 600 toneladas por mês, a unidade da Insit não atende toda a demanda da Sadia no mercado de margarina. Tal detalhe corrobora a tese de que a injeção não cresceu no mercado

STUDIO AG – ANDRÉ GODOY

DIVULGAÇÃO

DIVULGAÇÃO

STUDIO AG – ANDRÉ GODOY DIVULGAÇÃO DIVULGAÇÃO ACESSÍVEIS – Marcas com menor valor estendem pre- sença

ACESSÍVEIS – Marcas com menor valor estendem pre- sença da categoria a 95% das residências brasileiras

brasileiro de margarinas por uma questão de custo. As empresas têm grandes parques de termoformagem instalados, e mudanças de processo exigem alto investimento. Ademais, os potes injetados demandam quantidades maiores de polipropileno, afirma Leonardo de Castro, diretor-comercial da Fibrasa, outro grande player de transformação com atuação no mercado de margarinas. De acordo com ele, as embalagens injetadas para margarina pesam entre 25% e 30% mais que as termo- formadas. “À medida que a resina é três vezes mais significante no cálculo do custo do pro- duto plástico do que a mão-de-obra, o preço continua sendo o maior entrave à difusão da injeção no mercado de margarina”, conclui o diretor da Fibrasa.

Outras restrições

Quem também classifica a injeção como uma tecnologia “de nicho” no setor é Antônio Carlos Júnior, gerente comercial da Poly-Vac. A empresa produz aproximadamente 2 milhões de embalagens de margarina por mês, corres- pondentes a 30% de seus negócios. “Trata-se de um complemento do café da manhã de milhares de brasileiros. A grande maioria dos consumidores não pode pagar por produtos segmentados, com diferenciais de embalagem”, opina. Acerca das críticas de que variações intrínsecas ao processo de termoformagem podem prejudicar o desempenho das linhas, Alberto Júnior as rebate afirmando que elas são imperceptíveis ao consumidor, e tampouco interferem no maquinário. Diferentemente da Fibrasa e da própria Dixie-Toga, que atuam também com injeção, a Poly-Vac trabalha exclusivamente com termoformagem.

a Poly-Vac trabalha exclusivamente com termoformagem. 20 >>> EmbalagemMarca >>>

20 >>> EmbalagemMarca >>> fevereiro 2006

Decorações mais diversas

a parte gráfica os potes termoforma- dos de margarina aos poucos come- çam a reagir à alegada superiori- dade visual dos injetados. Grandes

lances do negócio de decoração de embalagens de margarina estão ocorrendo no terreno dos rótulos termoencolhíveis. Tradicional partidária do dry off-set, impressão direta no corpo e na tampa das embalagens, e adepta apenas em casos isolados dos rótulos auto-adesivos, a cate- goria de margarinas começou a ceder aos apelos dos rótulos termoencolhíveis. Presente há mais tempo em linha premium da Sadia, o sistema foi recentemente adotado pelas margarinas com sabores da Leco, marca controlada pela Vigor. Os produtos chegaram às gôndolas no final de 2005, mas o projeto começou há mais de um ano, informa Alberto Lopes, diretor da Trade Pack. Especializada em assessoria de projetos de embalagem, a empresa, também conhecida por representar no Brasil a família de embala- gens flexíveis da chilena Alusa, sugeriu à Vigor ainda em 2004 o uso das mangas que sob calor se amoldam às embalagens. Fornecidos pela Uniflexo, os rótulos das margarinas Leco são elaborados em filme de PVC importado com retração de 65%. A fim de diminuir as tiragens mínimas, a impressão é feita em equipamento banda estreita, no proces-

N
N
é feita em equipamento banda estreita, no proces- N ROTULAGEM – Nova linha Leco adotou termo-
é feita em equipamento banda estreita, no proces- N ROTULAGEM – Nova linha Leco adotou termo-

ROTULAGEM – Nova linha Leco adotou termo- encolhíveis e tampas com marca em relevo. Acima, ombros dos potes: encaixes assegu- ram fixação dos rótulos

STUDIO AG – ANDRÉ GODOY

so off-set com verniz ultravioleta, em até oito cores. A aplicação dos termoencolhíveis é feita pela Fibrasa, que também fabricou os potes e tampas de polipropileno. Leonardo de Castro, diretor-comercial da empresa, afirma que foram investidos 400 000 dólares na aquisição de equipamento de aplicação automática de rótulos termoencolhíveis. Segundo Alberto Lopes, da Trade Pack, é a “primeira vez que essa tecnolo- gia automatizada é usada no mercado brasileiro de margarinas”. Os potes da nova linha Leco receberam encaixes na altura dos ombros para adaptar-se ao sistema de rotulagem. Foram pro- jetadas travas que, com ajuda de aplicações de filetes de hot melt, garantem a fixação das man- gas. Sem dry off-set ou auto-adesivos, tampas trazem a marca Leco em relevo. Outra possibilidade de decoração de emba- lagens termoformadas de margarinas está sendo oferecida pela Poly-Vac. A empresa desen- volveu em conjunto com a Bunge Alimentos recipientes termoformados cujas tampas são impressas na chapa, antes de ganhar contorno final. O processo está sendo usado em marcas como Delicia e Primor. “Trata-se de um dife- rencial que garante ótima qualidade gráfica sem o impacto de custo dos termoencolhíveis”, com- para o gerente comercial da Poly-Vac, Carlos Alberto Júnior. Mais uma alternativa gráfica para as tampas de margarinas, os rótulos auto-adesivos aos

DEFINIÇÃO – Bunge desenvolveu em conjunto com a Poly-Vac sistema de impressão de tampas que oferece melhor qualidade gráfica

Líder redesenhada Com 24% de participação em volume e 29% do faturamento, a marca de
Líder redesenhada
Com 24% de participação em volume
e
29% do faturamento, a marca de
margarinas Qualy, da Sadia, é a mais
vendida no Brasil. A posição de desta-
que, consolidada anos atrás, quando
a
chancela do frigorífico gaúcho ultra-
passou a linha Doriana, da Unilever, no
ranking do setor, vem sendo mantida
com ajuda de regulares mudanças de
embalagem. Na mais recente, a Sadia
repaginou o layout de versões como
Qualy Cremosa e Light, num projeto
assinado pela agência Narita Design.
DIVULGAÇÃO

DIVULGAÇÃO

PREMIUM – Pioneira em termoencolhíveis, Qualy Oliva tem tampas com auto-adesivo. Becel e Cream Doriana
PREMIUM – Pioneira em
termoencolhíveis, Qualy
Oliva tem tampas com
auto-adesivo. Becel e
Cream Doriana também
adotaram esse tipo de
rótulo no fechamento
STUDI AG – ANDRÉ GODOY
FOTOS: DIVULGAÇÃO

poucos vêm crescendo no setor. A tendência foi inaugurada poucos anos atrás pela Unilever, que utilizou a marca Doriana como ponta-de- lança na estratégia com rótulos em vez do dry off-set. Hoje os adeptos dos auto-adesivos se multiplicaram, incluindo marcas como Becel e Qualy, além da versão cream cheese de Doriana. Aplicados tanto em sobretampas plás- ticas transparentes, usadas em conjunto com selos de alumínio impressos, como em tampas pigmentadas, os auto-adesivos das embalagens acima são fornecidos pela Prodesmaq. A despeito das incursões desse tipo de rótu- lo, o uso de termoencolhíveis tende a crescer nos próximos anos, apoiado principalmente na flexibilidade proporcionada aos fabricantes de margarina. De um lado, equipamentos de banda estreita fizeram o tempo de entrega dos rótulos cair. De outro, com pequenas quantidades de potes lisos e de etiquetas pré-impressas, é pos- sível atender diferentes demandas de consumo. Como saldo, os termoencolhíveis permitem alterar de um sabor para outro sem necessidade

Datamark

(11) 2162-1790

www.datamark.com.br

Dixie Toga

(11) 5516-2200

www.dixietoga.com.br

Fibrasa

(27) 2123-7500

www.fibrasa.com.br

Huhtamaki

(41) 3661-1010

www.huhtamaki.com.br

Narita Design

(11)3167-0911

www.naritadesign.com.br

Poly-Vac

(11) 5541-9988

www.poly-vac.com.br

Prodesmaq

(19) 3876-9300

www.prodesmaq.com.br

Tradepack

(11) 5093-6511

tradepack@alrbrasil.com.br

Uniflexo

(11) 4789-5946

www.uniflexo.com.br

FECHAMENTOS – Sobretampas transparentes destacam selos metálicos impressos: alternativa em ascensão

22 >>> EmbalagemMarca >>> fevereiro 2006

de elevados estoques de potes impressos. No lado dos consumidores, trazem ainda o apelo da reutilização das embalagens.

Mais valor

Palco de tanta movimentação, o mercado de margarinas mostra que, apesar da histórica renda comprimida, os consumidores brasileiros estão um pouco mais abertos a inovações de embalagem que agreguem custos. Talvez por se tratar de um item cujo valor unitário dificil- mente ultrapassa 4 reais, mesmo nas versões mais sofisticadas, acréscimos de 15% ou 20% não afugentam as vendas. Pelo contrário. “Os fabricantes de margarinas que apostaram em produtos de baixo valor agregado retrocederam em sua estratégia porque perderam participa- ção de mercado”, sentencia Ângela Salgado Mormul, gerente de marketing da Huhtamaki, multinacional que fornece potes de margarinas para fabricantes do Brasil e de outros países. Em que pesem distintos métodos produtivos, desenhos diferenciados e sistemas de decoração que exploram o facing dos produtos constituem tendências claras no mercado brasileiro de mar- garinas. O mesmo se pode dizer de produtos apelativos à saúde, com baixo teor de lipídios. No campo da decoração, uma das possibilida- des aguardadas são os in-mold labels (IMLs), rótulos cuja aplicação nas embalagens ocorre no momento em que elas são sopradas ou inje- tadas, no interior de seus moldes. Populares no mercado europeu de cremes vegetais, os IMLs estão perdendo a briga para os termoencolhí- veis no Brasil. Mas, pela toada de constante inovação, não será surpresa se essa tecnologia também irromper nos sempre movimentados balcões de margarinas.

inovação, não será surpresa se essa tecnologia também irromper nos sempre movimentados balcões de margarinas.

A Itap Bemis inova e busca as melhores soluções em embalagens flexíveis para atender às necessidades de seus clientes.

Estamos constantemente ligados às tendências e novi- dades dos mercados nacional e internacional, e Embala- gemMarca figura como importante fonte de informação para conhecer e divulgar novas idéias.

Somos anunciantes há quase três anos e temos obtido ótimos resultados, devido à credibilidade e à circulação da revista, dirigida exatamente ao nosso público-alvo. Além disso, EmbalagemMarca oferece sua versão digi- tal, o que facilita ainda mais a leitura e amplia a exposi- ção dos anúncios.

Cerveja em PET na Venezuela Líder do mercado venezuelano, a Polar acaba de adquirir da

Cerveja em PET na Venezuela Líder do mercado venezuelano, a Polar acaba de adquirir da Krones uma linha de envase de cervejas em garrafas de PET. A primeira marca em PET da Polar será a Maltin, sem álcool. A cerveja será envasada em garrafas PET de 600 milili- tros, 1,5 litro e 2 litros. Lotada na fábrica da Polar de San Joaquín, em Caracas, a linha tem cadência de 15 000 garrafas por hora para recipientes de 1,5 litro.

Prada recertificada Brandindo o pioneirismo na certificação ISO 9001:2000 entre fábricas de latas no Brasil, a Companhia Metalúrgica Prada recebeu uma re-certificação desse mesmo atestado. O documento foi con- cedido em janeiro. A primeira certifica- ção ocorrera há dez anos.

Ganhos em massas e rações

O setor de alimentos faz a Markem cres-

cer no país. Seis codificadoras por trans- ferência térmica da empresa, da série SmartDate 5, foram negociadas com

a mineira Domingos Costa, fabricante

das massas Vilma. Já a Nestlé/Purina adquiriu três modelos a laser Smartlase 110 para marcar sua sacaria plástica de pet food. “O laser faz uma marca- ção indelével sem afetar as proprieda- des de barreira da embalagem, o que é fundamental em produtos tão sensíveis como rações”, diz Paulo Afonso Ribeiro, gerente comercial da Markem Brasil.

Pluralmack em nova sede Fabricante de aplicadoras para rótu- los e lacres termoencolhíveis de PVC, PET e poliestireno orientado (OPS), a Pluralmack mudou sua matriz de Embu para Diadema, ambas cidades da Grande São Paulo. O telefone também é novo:

(11) 4077-5400.

Fumaça etiquetada A Receita Federal estuda a produção de um acessório de embalagem para identificação digital dos cigarros fabri- cados no país. Com o auxílio da Casa da Moeda, a Receita quer diminuir a sonegação fiscal do setor. O sistema funcionaria a partir de uma etiqueta ele- trônica contendo informações variáveis como data de fabricação.

Papelão ondulado na última moda Grande produtora de caixas de pape- lão ondulado, a Orsa
Papelão ondulado na última moda
Grande produtora de caixas de pape-
lão ondulado, a Orsa Celulose, Papel
de dez metros de comprimento e três
metros de diâmetro conduziam os con-
e
Embalagens pôde demonstrar a ver-
vidados à área principal.
satilidade do material na 10ª São Paulo
Fashion Week, semana de moda ocor-
rida em janeiro último.
(11) 4689-8700
www.orsaembalagens.com.br
O
papelão ondulado
da Orsa foi utilizado
na criação do cenário
do evento. Com um
quilômetro de extensão
e
paredes de até 6,5
metros de altura, a ins-
talação consumiu
3 900 peças de pape-
lão ondulado e 800
metros quadrados de
forro. Túneis feitos em
estrutura hexagonal
FOTO: DIVULGAÇÃO

É provável que haja corte nos preços das

chapas, pois a CSN pratica preços domésticos muito superiores aos do mercado externo e o setor de latas passa a importar o insumo

De Rogério Marins, presidente da Metalgráfica Iguaçu, ao Diário do Comércio e da Indústria, sobre
De Rogério Marins, presidente da Metalgráfica Iguaçu, ao Diário do Comércio e da
Indústria, sobre os preços do aço nacional para embalagens – mercado exclusivo da CSN.
A siderúrgica estuda novas políticas de venda de folhas-de-flandres, pois os produtores de
latas, além de terem começado a importar o material, estariam com estoques altos.
Google, a marca do ano passado
Qual marca gerou maior impacto
mundial em 2005? Segundo internau-
tas de todo o mundo que acessam
também elabora rankings por regiões.
Nas Américas Latina e Central, a cer-
veja mexicana Corona abocanhou o
o Brandchannel, portal mantido pela
consultoria em marcas Interbrand, foi
primeiro lugar, seguida pela Bacardi.
A brasileira Havaianas figura em
a da tech-house Google. Ela superou
quarta na lista. Quem também obteve
a Apple, a campeã de votos na edi-
ção anterior do júri popular. O prêmio
destaque nessa seção foi a Natura,
oitava marca mais votada.
Região da
Ásia e Pacífico
América Central
Global
Europa e África
e Latina
América do Norte
1. Google*
1.
Sony
1. Nokia*
1. Corona*
1. Apple
2. 2. Toyota*
Apple**
2. Ikea**
2. Bacardi*
2. Google
3. 3. Samsung**
Skype
3. Skype
3. Movistar
3. Starbucks*
4. Starbucks
4. LG**
4. 4. Havaianas
Zara
4. Target**
5. Ikea**
5. HSBC
5. BMW
5. Cemex**
5. Lance Armstrong
* Indica que subiu em relação à 2004 / ** Indica que caiu em relação a 2004 / Negrito indica que é novo na lista

24 >>> EmbalagemMarca >>> fevereiro 2006

De cima da pia para a pia em si Uma pia de banheiro elabo- rada
De cima da pia para a pia em si Uma pia de banheiro elabo- rada
De cima da pia para a pia em si
Uma pia de banheiro elabo-
rada a partir da reciclagem
de tubos de creme dental
foi o destaque entre os
vencedores da primeira
edição do prêmio “Mais
Design, Menos Resíduo”,
promovido pelo CEMPRE
– Compromisso Empresarial
para Reciclagem, no início
de dezembro. A peça foi
criada pela designer Fabíola
Bergamo com o patrocínio da marca
Close Up, da Unilever. “As pias têm
grande potencial de comercializa-
ção”, afirma a inventora. Projetos de
reciclagem de bisnagas laminadas,
como a fabricação de telhas, já
evitam que 20 toneladas de resídu-
os da Unilever cheguem a aterros
sanitários.
(11) 3889-7806
www.cempre.org.br
Vinho em PET, novo alvo da Ball Conhecida por sua atuação na produ- ção de
Vinho em PET, novo alvo da Ball
Conhecida por sua atuação na produ-
ção de latinhas, a multinacional ame-
ricana r Ball está entrando de cabeça
no negócio de garrafas de PET para
vinhos. v Sua divisão de plásticos, aberta
em 2001, acaba de lançar garrafas de
187 1 mililitros para essas bebidas. “Nos
Estados Unidos, as vendas de garrafas
single-serve s para vinhos cresceram
cerca de 20% no ano passado”, afirma
Jerry J Rosenow, gerente de mercado
da Ball. A primeira cliente da Ball no
novo ramo é a vinícola californiana
Sutter Home.
www.ball.com
Combinado substitui madeira Em mais um reflexo da sua política de responsabilidade ambiental, a Natura
Combinado substitui madeira
Em mais um reflexo da sua política
de responsabilidade ambiental, a
Natura começa a utilizar um
insumo da produtora gaúcha
de adesivos Artecola para
a injeção de peças que
substituem embala-
gens de madeira.
O material é o
Plastwood, produzido a partir de
uma combinação de pó de madeira
plástico. Segundo a Artecola, ele é
totalmente reciclável e sua madeira
e
é
proveniente de refugo de planta-
ções controladas. O Plastwood já é
utilizado na fabricação de móveis,
materiais de construção e solados
de calçados – como o mostrado na
foto à esquerda.
(51) 3597-5200
www.artecola.com.br
de construção e solados de calçados – como o mostrado na foto à esquerda. (51) 3597-5200

plásticas >>> nanotecnologia

Upgrade molecular

Aplicadas a resinas, nanopartículas de prata ampliam validade dos alimentos. Tecnologia coreana começa a ser oferecida aos transformadores brasileiros

STUDIO AG - ANDRÉ GODOY
STUDIO AG - ANDRÉ GODOY

nquanto ganha crescente espaço na indústria petroquímica, na qual resinas com características especiais

têm sido elaboradas a partir da mani- pulação molecular de materiais, a nanotecnologia começa a movimentar o mercado de embalagens. Não se trata, pelo menos por enquanto, da disse- minação dos já anunciados componentes que mudam de cor para indicar alterações não desejáveis em alimentos e bebidas acon- dicionados. Mas a novidade nanotecnoló- gica em questão não deixa de representar

E
E

VERSATILIDADE – Unindo propriedades antibióticas da prata a técnicas de manipulação molecular, composto Nano Silver pode ser aplicado em embalagens ou na composição de produtos. Abaixo, flocos “turbinados”

a prata, uma empresa de origem coreana está oferecendo no Brasil um produto que promete conservar alimentos por muito mais tempo, entre outros atributos. Registrado como Nano Silver, o material tem suas raízes em tradições antigas. “Os romanos já sabiam que era possível conservar as comidas por longos períodos em recipientes contendo prata”, diz Alex Hui Ku Ha, diretor-comercial da filial sul-americana da Nano T&C, que criou a marca Nano Silver. Após constatar que as nanopartículas de prata ofereceriam mais resistência contra vírus, fungos e bactérias do que o material em tamanho normal, a empresa partiu para o desenvolvimento de um composto hoje oferecido a diferentes indústrias. O material pode ser usado, por exemplo, na fabricação de itens de higiene pessoal, ajudando a eliminar odores nas axilas e

de higiene pessoal, ajudando a eliminar odores nas axilas e mais um avanço em direção aos

mais um avanço em direção aos chama- dos acondicionamentos inteligentes, que trazem a promessa de se relacionar de forma ativa com o consumidor. Atrelando a ciência dos nanomateriais às propriedades antibióticas de um dos mais famosos metais preciosos de que se tem notícia,

28 >>> EmbalagemMarca >>> fevereiro 2006

FOTO: DIVULGAÇÃO
FOTO: DIVULGAÇÃO

nos pés. Outras possibilidades, sempre envie- sadas nas propriedades antibióticas do produto, pegam carona na utilização em tecidos, medi- camentos, cosméticos e até em sistemas de ar condicionado e materiais de construção civil. No campo das embalagens, a idéia é que o produto seja aplicado nas especialidades usadas em acondicionamentos plásticos de PET e outras resinas. Um dos principais mercados-alvo é o de

GRADUAL – Em comparação com acondicionamento comum, laranjas protegidas por Nano Silver (coluna da dir.) levam mais tempo para deteriorar

Nano T&C

(11) 3277-6959

www.nanosilver.com.br

alimentos frescos. Em medições com duração de

dez dias, o processo de decomposição de laranjas

e morangos guardados em recipientes plásticos

contendo Nano Silver revelou-se mais lento do que o de alimentos similares que permaneceram em embalagens comuns. Não obstante tais possibilidades, na Coréia do Sul, onde foi lançada há mais tempo, a novi- dade é mais usada na composição de produtos em si (mamadeiras e perfumadores de veículos que aparecem na foto de abertura desta reporta- gem, por exemplo), e não em seus sistemas de acondicionamento propriamente ditos. Para a empresa, que mostrou a idéia a transformadores

brasileiros, a descoberta do material pela indús- tria de embalagem é uma questão de tempo. Mas não seria demasiadamente oneroso pro- duzir embalagens contendo prata (ainda que apenas no nível molecular)? “O impacto no custo

é baixo, pois com apenas um grama de prata é

possível cobrir 100 metros quadrados”, informa Alex. Se o produto embalar no Brasil, a história de que moedas de prata foram usadas em outros tempos para evitar que o leite azedasse passará a ser conhecida por mais gente.

o leite azedasse passará a ser conhecida por mais gente. fevereiro 2006 <<< EmbalagemMarca

DIVULGAÇÃO

entrevista >>> Paulo Peres

“Lutamos pelo draw-back verde-amarelo”

Paulo Peres “Lutamos pelo draw-back verde-amarelo” O desempenho econômico brasileiro de 2005 não chegou aos

O desempenho econômico brasileiro de 2005 não chegou aos 3%, frustrando expectativas nos mais diversos setores. Não foi diferente na cadeia de papelão

ondulado. As vendas do setor totaliza- ram 2 157 mil toneladas, resultado 2,4% maior em rela- ção a 2004. Os dados são da Associação Brasileira de Papelão Ondulado (ABPO), que esperava um avanço de 4,25%, em média, para o período. Apesar do desempe- nho desanimador, 2006 trouxe ânimo renovado para o setor. O alento veio da Lei 11 196, finalmente aprovada no final de novembro último como resultado da Medida Provisória 255, mais conhecida como MP do Bem por prever benefícios fiscais e estímulos a investimentos em diversas frentes econômicas. De todo o texto, o artigo 49 (veja a íntegra no www. embalagemmarca.com.br) é o que trata da questão e deixa em pé de igualdade as condições de comércio dadas às embalagens brasileiras e às importadas pelo regime de draw-back. Este se caracteriza por dar isen- ção fiscal às embalagens utilizadas exclusivamente no acondicionamento de produtos destinados à reexporta- ção, mas deixava de fora as produzidas no Brasil. Os esforços investidos em seis meses de negociações – realizadas desde maio de 2005 – foram necessários para que, por meio de isonomia fiscal e tributária, as embalagens brasileiras alcançassem igualdade de con- dições nas exportações indiretas. A forma encontrada para tanto é o cunhado draw-back brasileiro em siste- ma triangular, contemplado pela nova lei. Quem fala a EMBALAGEMMARCA a respeito das novas regras – ainda não regulamentadas –, do desempenho da indústria de papelão ondulado no Brasil e no exterior e sobre as

expectativas para 2006 é o presidente da ABPO, Paulo Sérgio Peres. Para ele, a medida pode ajudar o cresci- mento interno da indústria e ampliar a competitividade do produtor agrícola, “porque é aí que a indústria de embalagens ganha pontos”.

A ABPO está entre as entidades que lutaram para que fosse incluído na Medida Provisória 255, a chamada MP do Bem, o item que estabelece isonomia fiscal e tributária às embalagens brasileiras em relação às que são importadas pelo sistema de draw-back. O que impulsionou essa reivindicação? De que forma o draw- back prejudicava a cadeia de papelão ondulado? Ocorre que, atualmente, as embalagens que chegam ao Brasil por meio do sistema de draw-back, ou seja, quando destinadas à reexportação, são isentas de qual- quer tributação. No entanto, as embalagens brasileiras pagam vários tributos, mesmo que seu destino seja o mesmo. Esta não é uma situação justa para a indústria nacional, uma vez que enfrenta uma concorrência acir- rada com a indústria de fora. Daí a luta por igualdade de direitos. Para que isso aconteça, lutamos para que valha o draw-back verde-amarelo. Porém, a burocracia impede sua utilização, principalmente pelos pequenos exportadores. O sistema de draw-back em si não é o que nos prejudica, mas sim a forma como se estabelece a lei, por não oferecer as mesmas condições.

A MP inclui todas as embalagens brasileiras que seguem para exportação? Ou beneficia apenas a cadeia de papelão ondulado?De quais tributos as embalagens ficam isentas? A lei engloba todas as embalagens usadas apenas para

Paulo Peres, presidente da ABPO, comenta as mudanças geradas pela lei que confere isonomia fiscal e tributária às embalagens brasileiras destinadas à reexportação

30 >>> EmbalagemMarca >>> fevereiro 2006

entrevista >>> Paulo Peres

embalar produtos que são exportados. O benefício não se dá somente para o papelão ondulado, a lei não pode

servir apenas a um setor. A isonomia fiscal engloba pri- meiramente os impostos de Pis, Pasep e Cofins. Quanto ao ICMS, isso será resolvido separadamente em cada Estado do Brasil. Estamos trabalhando para alcançar a isenção também deste tributo. Quando isso acontecer, realmente teremos a isonomia fis-

cal completa.

a favor do produtor da fruta ou de qualquer outro

produto, para que haja mais competitividade, porque é

aí que a indústria de embalagens ganha pontos. Antes,

era o produtor agrícola brasileiro que comprava a caixa no exterior para depois exportar. A partir da nova lei,

o importador ganha em capital de giro no momento em

que precisar de 1 milhão de caixas durante uma safra

de alguns meses, por exemplo. Só

o pólo agrícola de Mossoró-Assú,

no Rio Grande do Norte, estima

exportar seus produtos em nada

menos que 109 milhões de caixas

de papelão ondulado, das quais 23

milhões seriam importadas, o que agora não será necessário.

“O sistema proposto

diminui os custos para o importador, pois a economia está na compra das caixas já isentas dos impos-

Como se configura o sistema de exportação triangular proposto? Além de dispor sobre a questão da isonomia fiscal, a MP abre espaço para que ele exista? A nova lei determina que as emba- lagens brasileiras destinadas a embalar produtos para exportação devem ser compradas diretamente pelo importador. Hoje o sistema de compra das embalagens se confi- gura da seguinte forma: na expor- tação de 100 mil caixas de melão, por exemplo, a indústria nacional de papelão ondulado fornece as caixas para que o produtor brasi- leiro o embale. Antes, essas caixas não estariam livres dos impostos. Com a Lei 11 196, resultante da MP 255, o importador compra o melão brasileiro e compra também as caixas diretamente do produtor

Em 2005 a indústria de pape- lão ondulado cresceu 2,4%. Como

ocorreu com o país como um todo, foi um valor abaixo das expecta- tivas, que ficavam entre 3,5% e 5%. Como o senhor avalia este desempenho?

O

cenário assim se deu porque

o

mercado interno praticamente

tos(

)

A vantagem é

que elas poderão ser solicitadas à medida da necessidade de cada embarque específico”

patinou no último ano. Se depen- dêssemos apenas dele, não tería- mos crescido quase nada. Fomos auxiliados pelas exportações indi- retas, que, desde 2004, têm sido uma boa alavanca do setor, afinal, dois terços de todos os produtos

no mundo circulam em papelão ondulado, com destaque para a Europa. No primeiro

trimestre sentimos os reflexos da queda de exportações de alguns segmentos, como o de calçados, e nosso crescimento foi de 1,1% em relação ao mesmo período de 2004. No segundo trimestre, as vendas foram 4,4 % maiores do que o mesmo período do ano passado, resultado da melhora de nossas entregas aos setores exportadores tradicionais, como frutas, fumo em folha

e carnes. O terceiro trimestre, historicamente bom,

cresceu apenas 0,7%, refletindo uma somatória de fatores: crise política, febre aftosa (que afetou o forne- cimento aos exportadores de carne) e mercado interno enfraquecido.

de embalagens daqui, que as envia para o produtor. Isto significa que as compras são feitas separadamente, mas sempre pelo importador. Ou seja, o produtor brasileiro não é mais o comprador da emba-

lagem. Assim, entende-se que as caixas também estão sendo importadas. Aí então estamos diante do sistema de draw-back brasileiro em esquema triangular.

O repasse dos custos das embalagens utilizadas pelos produtores de frutas e verduras aos importadores não poderá elevar o preço dos produtos? Haveria riscos à competitividade brasileira no mercado externo desse tipo de produto? De forma alguma. O sistema proposto diminui os cus- tos para o importador, pois a economia está no fato de ele comprar as caixas que serão isentas dos impostos citados. Assim, a embalagem brasileira é consumida da mesma forma que as que chegam aqui em sistema de draw-back. A vantagem é que elas poderão ser solicita- das à medida da necessidade de cada embarque especí- fico. A medida é para que as reduções de custos fiquem

Quais as perspectivas para 2006? Em que medida a sanção da MP do Bem pode favorecer o setor de pape- lão ondulado internamente?

Ainda precisamos lidar com uma situação de desigual- dade, porque a Lei 11 196 precisa ser regulamentada

e não se sabe quando isso ocorrerá – acreditamos que

32 >>> EmbalagemMarca >>> fevereiro 2006

seja logo. Mas ao menos temos uma lei. Por enquanto,

o que pode nos ajudar é uma mudança na taxa de juros

– hoje uma das maiores do mundo – e no câmbio da moeda. Se a equação for bem resolvida, o mercado

interno deve reagir e a indústria de papelão ondulado acompanhará essa reação. Caso contrário continuare- mos dependentes das importações indiretas. Se o PIB em 2006 alcançar entre 3,5% a 5%, temos tudo para crescer nos mesmos patamares. Os reflexos certamen-

te serão sentidos também na colocação do Brasil no

ranking internacional, que permanece em nono desde 2003. Neste contexto, outro fator que pesa contra a

indústria – e a sociedade como um todo – é a exclusão

de milhões de brasileiros da economia.

No mercado interno, quais os segmentos que mais têm impulsionado o consumo de papelão ondulado?

A indústria alimentícia representa 35,8% de nosso

fornecimento, seguida pelo setor de chapas de papelão ondulado para cartonagens, com 14,2%. Na seqüência vêm as áreas de avicultura e fruticultura, com 9,9%; indústria química (8,5%), onde o segmento de higiene

e limpeza é nosso grande mercado. Por fim vem o setor

de bebidas e fumos, com 7%.

As perdas de produtos hortícolas, em função de acondicio- namentos inadequados, já foram estimadas em cerca de 30% pela própria ABPO. O senhor diria que o país está conseguindo fechar esse imenso ralo de desperdício? Acreditamos que a redução de perdas está caminhando paulatinamente, mas ainda precisamos difundir e ampliar o uso de papelão ondulado. Em 2003, os produtos hortí- colas, especificamente, representavam 4% desse mercado. Avançamos para 5,5%, mas há países em que o volume chega a 10%. Ou seja, toda vez que o consumo cresce, diminuem as perdas ocasionadas principalmente por transporte inadequado.

Em 2003, avaliava-se que a Instrução Normativa nº 9 (que trata da padronização das embalagens e dos méto- dos de transporte e armazenamento desses itens) poderia alavancar o consumo do papelão ondulado. Isso de fato aconteceu? A IN nº 9 está em vigor desde 2003, mas ainda se peca por falta de fiscalização. A norma está valendo, mas não está sendo cumprida à risca. Crescemos mais por causa da persistência do setor e pelas vantagens oferecidas pela embalagem. Também neste caso, as exportações colabo- raram muito.

Também neste caso, as exportações colabo- raram muito. fevereiro 2006 <<< EmbalagemMarca
Também neste caso, as exportações colabo- raram muito. fevereiro 2006 <<< EmbalagemMarca

FOTO: STUDIO AG: ANDRÉ GODOY

higiene e beleza >>> sabonetes
higiene e beleza >>> sabonetes

A tradição vive uma barra

Briga em nichos de maior valor e busca de diferenciação favorecem os cartuchos e ofuscam os clássicos envelopes no mercado de sabonetes

Por Lívia Deorsola

S eguindo o costume corporativo de se reduzir às siglas certos con- juntos de fatores, seria possível definir o avanço dos cartuchos

de papel cartão nas gôndolas de sabonetes em três erres: recente, rápido e ruidoso. Calcado tanto em cartadas das multinacionais quanto de marcas emergentes, o que evidencia a cada vez mais renhida competição nesse mercado de 1,8 bilhão de reais anuais no Brasil, o estouro dos sabonetes em caixinha sinaliza tradições fortes e cambaleantes ao mesmo tempo. Que se explique. Se por um lado mos- tra a força do hábito brasileiro de se consumir sabonete em barra, produto já preterido por grande parte dos americanos e europeus em favor das versões líquidas, ele também sugere um esmorecimento do apelo dos envelopes de

também sugere um esmorecimento do apelo dos envelopes de papel laminado, por muito tempo as embala-

papel laminado, por muito tempo as embala- gens emblemáticas da seção de sabonetes. Muitos interpretam que o prólogo dessa candente movimentação em embalagem na categoria ocorreu em 1992. Foi quando a Unilever introduziu no Brasil sua marca Dove de sabonetes com apelo premium, famosos pelos cartuchos brancos com detalhes azuis e dourados. Tão ou mais importante que lhe ter alargado margens, Dove rendeu à Unilever um nicho de exclusividade – ou um “oceano azul”, como conceitua A Estratégia do Oceano Azul, um recente best-seller de negócios de W. Chan Kim e Renée Mauborgne. A água turvou em 2001. Foi quando a Unisoap, controlada pelo grupo Matarazzo, revitalizou a veterana marca Francis, uma das primeiras a ter lança- do sabonetes em cartuchos no país, em 1972,

34 >>> EmbalagemMarca >>> fevereiro 2006

STUDIO AG: ANDRÉ GODOY
STUDIO AG: ANDRÉ GODOY
DIVULGAÇÃO
DIVULGAÇÃO

e investiu na extensão de linha Hydratta (cuja semelhança de embalagens com as de Dove até rendeu, à época, um imbróglio judicial). Deu certo. A chancela Francis ganhou fôlego no setor e, dos atuais 13% de market share, calculados pela AC Nielsen, ambiciona che- gar aos 30%. Com esse objetivo, a Unisoap investiu recentemente numa modernização das embalagens do Francis clássico, produzi- das com papel cartão da Suzano pela mesma gráfica dos cartuchos do Hydratta, a Romiti. Os sucessos da Unilever e da Unisoap não passaram em brancas nuvens para outras empresas, que resolveram bancar estréias de sabonetes em caixinha.

Briga intensificada

Uma delas foi a rede goiana de frigorífi- cos Friboi. Com a marca Albany, a empresa estreou em sabonetes em 2000, utilizando-

Albany, a empresa estreou em sabonetes em 2000, utilizando- SIGA O LÍDER – Dove inaugurou nicho

SIGA O LÍDER – Dove inaugurou nicho de barras cremosas em caixinha, em 1992, segmento depois explo- rado com sucesso pelo Francis Hydratta

CALOURAS – Marcas Ypê e Albany estrearam seus cartuchos de sabonetes no ano passado

se dos envelopes de papel laminado como embalagens. Só que, para o lançamento de suas linhas cremosas Nutre e Spa, feitas no fim do ano passado, a Friboi não hesitou:

adotou cartuchos laminados com BOPP (poli- propileno biorientado), impressos em off-set pela Antilhas. “Quisemos nos aproximar do líder de mercado nesa categoria”, afirma, sem rodeios, a gerente de marketing da Albany, Tatiana Santo, em referência ao Dove. “O cartucho, mais que opção, é uma tendência de mercado”, entende Roberta Castelli, do marketing da Química Amparo, controladora da marca guarda-chuva Ypê e que também se lançou na briga dos sabonetes cremosos em caixinha em 2005, com a linha Fleur de Ypê. A Amparo divulga que a linha tem registrado ótimo retorno, impulsionado por uma campa- nha de mídia protagonizada pela atriz Daniela Escobar, mas esquiva-se de divulgar detalhes sobre a produção das embalagens.

de divulgar detalhes sobre a produção das embalagens. fevereiro 2006 <<< EmbalagemMarca
MIGRAÇÃO – Sabonetes Lux Luxo aderiram às caixinhas mantendo preço unitário abaixo de 1 real
MIGRAÇÃO –
Sabonetes Lux Luxo aderiram
às caixinhas mantendo preço
unitário abaixo de 1 real
FOTOS: DIVULGAÇÃO

A verdade é que o barulho de marcas calouras como Albany e Fleur de Ypê, ofer- tadas no auto-serviço com preços abaixo do chamado premium price, ou seja, os valores praticados pelas líderes da categoria, revela o potencial dos cartuchos junto às faixas mais populares de consumidores. Nessa medida, não surpreende que alguns nomes impor-

ESTOJO – Versão box de Vinólia é mais uma cartada da Unilever
ESTOJO – Versão box de Vinólia
é mais uma cartada da Unilever

tantes da área de higiene pessoal comecem a posicionar marcas de preço intermediário em caixinhas, para capitalizar junto às clas- ses populares a imagem do cartucho como sinônimo de sabonete requintado, cultivada pelas barras cremosas. “Nesse percurso, o Lux Luxo parece ter puxado a fila”, observa Natalie Adler, gerente de marketing do setor

Plásticos, também emergentes Os cartuchos de papel cartão não representam ameaça isolada aos envelopes de
Plásticos, também emergentes
Os cartuchos de papel
cartão não representam
ameaça isolada aos
envelopes de papel como
embalagem de sabo-
netes. Também cresce
nesse mercado o uso
de embalagens plásticas
flexíveis, como as flow-
packs. A Nivea, que já
possui modelos de sabo-
netes comercializados
em cartuchos, acaba de
lançar uma nova linha
em flow-packs de filme
de BOPP (polipropileno
biorientado) com apa-
rência fosca (matte),
fornecidas pela Empax.
A gerência comercial da
Empax admite que se
trata de uma aposta na
contramão da avalan-
che de estojos de papel
cartão que invadem o
mercado, mas defende
que “as possibilidades
de sofisticação de fle-
xíveis ainda não foram
totalmente exploradas”.
Outra novidade em sabo-
netes acondicionada em
embalagem plástica é
uma linha de quatro fra-
grâncias da Johnson &
Johnson para o público
adulto (complementar
ao sabonete em caixinha
mostrado na pág. xx).
As embalagens desses
produtos também são
baseados em filme de
BOPP, perolado e lamina-
do com o mesmo mate-
rial, porém no formato
envelope. Desenhadas
pela M Design, as flexí-
veis levam impressão fle-
xográfica em seis cores
da Canguru Embalagens.
STUDIO AG: ANDRÉ GODOYDIVULGAÇÃO

36 >>> EmbalagemMarca >>> fevereiro 2006

de cartuchos, rótulos e laminados do grupo Dixie Toga, aludindo à migração de todas as variantes dessa marca líder da Unilever (32,6% de share, registra a AC Nielsen) dos envelopes de papel laminado para os esto- jos cartonados. É a Impressora Paranaense, divisão de cartonadas da Dixie Toga, quem fabrica as novas embalagens de Lux (confor- me mostrado em EMBALAGEMMARCA n o 75, novembro de 2005).

Transições rumo à base

Nessa transição, os sabonetes Lux Luxo tam- bém ganharam fórmulas mais sofisticadas

aproximando-se, como todas as categorias

de

produtos de higiene pessoal, dos cosméti-

NOVO RAMO – Com cartuchos da Emibra, J&J agora também quer público adulto FOTOS: DIVULGAÇÃO
NOVO RAMO – Com
cartuchos da Emibra,
J&J agora também
quer público adulto
FOTOS: DIVULGAÇÃO

cos. Mesmo com as atualizações de produto

e de embalagem, os sabonetes da marca

continuaram com preço unitário abaixo de 1 real, graças a negociações com os forne- cedores. A gerente da marca Lux, Simone Simões, afirma que a estratégia visa fazer

jus a um conceito de “luxo acessível”. “Com

a presença das caixinhas queremos comu-

nicar que existe algo especial ali dentro”, comenta a executiva. Pode-se interpretar que a experiência com o Lux Luxo pegou bem. Isso porque uma outra linha de sabonetes de preço médio da Unilever, a Vinólia, acaba de ganhar uma extensão de linha em cartucho. A novidade, Jóias de Vinólia, chega ao varejo em caixinhas douradas, projetadas pela Rex Design e impressas em off-set quatro cores pela Brasilgráfica. Outra multinacional ligada à idéia de ten- tar difundir as vendas de sabonetes em estojo de papel cartão mais para baixo do topo

Brasilgráfica

(11) 4133-7777

www.brasilgrafica.com.br

Canguru Embalagens

(48) 3461-9000

www.canguru.com.br

Emibra

(11) 4748-2199

www.emibra.com.br

Empax

11) 5693-5400

www.empax.com.br

Dixie Toga

(11) 6982-9449

www.dixietoga.com.br

M Design

(11) 3833-0969

www.mdesign.com.br

Rex Design

(11) 3862-5121

www.rexdesign.com.br

Gráfica Romiti

(11) 6163-1514

romiti@romiti.com.br Suzano Papel e Celulose (11) 3037-9000 www.suzano.com.br
romiti@romiti.com.br
Suzano Papel e Celulose
(11) 3037-9000
www.suzano.com.br

da pirâmide social é a Johnson & Johnson. Ingressando no segmento de sabonetes para adultos, com fórmulas que carregam os aro- mas utilizados em suas tradicionais linhas infantis, a companhia quer que suas barras hidratantes Softwash, encaixotadas, cativem as classes C e D. A ampliação da base con- sumidora entre as faixas de renda mais com- primida segue uma estratégia colocada em prática pela J&J no ano passado. Não à toa, a fabricante selecionou a região Nordeste como principal ponto de testes da novidade. Com projetos gráficos assinados pela M Design, os cartuchos dos sabonetes Softwash são produ- zidos pela Emibra, a partir de impressão em off-set três cores sobre o cartão TP Hi-Bulky da Suzano. A expectativa da J&J é alcançar 9,1% de participação no novo segmento de sabonetes em quatro anos. “Só agora as marcas de sabonetes em barra sem alto apelo premium perceberam que os custos dos cartuchos não são impeditivos”, ana- lisa Célio Magalhães, diretor de marketing da Brasilgráfica. De acordo com ele, os cartuchos garantem um fator importante para as linhas de produção de sabonetes populares: a maior velocidade de envase em relação às propicia- das pelos envelopes de papel laminado e pelas embalagens plásticas flexíveis. Em geral, uma linha de acondicionamento de sabonetes em car- tuchos pode chegar às 600 unidades por minuto. Enquanto isso, sistemas concorrentes operam com cadências até três vezes menores.

concorrentes operam com cadências até três vezes menores. PIONEIRISMO – Adeptos há 33 anos dos cartuchos,

PIONEIRISMO – Adeptos há 33 anos dos cartuchos, sabonetes Francis clássicos foram recentemente modernizados

plásticas >>> home care

Renovada por inteiro

Após face-lift, Minuano quer atacar mercados de sabão em pó e detergentes. Em limpeza pesada, marca já incomoda Unilever e Reckitt Benckiser

Por Leandro Haberli

incomoda Unilever e Reckitt Benckiser Por Leandro Haberli P rincipal arma do grupo Friboi para ganhar

P rincipal arma do grupo Friboi para ganhar participação no concorrido território de limpeza doméstica,

a marca Minuano figura entre os mais notórios casos de mudança de imagem do

marketing brasileiro. Criada há cerca de vinte anos pelo maior frigorífico de bovinos do país,

a chancela hoje incomoda gigantes do porte da

Unilever e da Reckitt Benckiser. Até alcançar

status de linha de limpeza doméstica de ponta,

o nome Minuano permaneceu por anos restrito

a sabões em pedra produzidos como forma de

aproveitar o sebo do boi. Essa situação mudou muito. Não é de hoje que a divisão de higiene

e limpeza do grupo Friboi, também responsá-

vel pela marca Albany, que está fazendo igual barulho no mercado de xampus, condicionado- res e sabonetes, investe alto em diversificação de linhas e modernização de embalagens.

REVOLUÇÃO – Numa diversificada ação de segmentação, Friboi recorreu a mais de uma dezena de empresas de embalagem para reformular linha Minuano

38 >>> EmbalagemMarca >>> fevereiro 2006

O conjunto de apostas tem na última e mais

radical reformulação da família Minuano um

de seus principais expoentes.

Cerca de três meses atrás, a marca avançou mais um degrau no projeto de fortalecimento de imagem, passando a cobrir boa parte das gôndolas de home care. O lançamento de desengordurantes, multiusos, itens de limpeza pesada e perfumada, todos em embalagens

plásticas com cores e rótulos inovadores, além

de formatos chamativos, causou certo frisson

no mercado. Afora o suporte garantido por acondicionamentos diferenciados, o reposicio- namento ganhou fôlego com maciça campanha publicitária. As próprias embalagens, seus sha- pes e acessórios serviram de inspiração para personagens criados pela agência DM9DDB.

Na mídia impressa, a estratégia ganhou desta- que em anúncios sequenciais com mais de dez

CINTILANTES – Da área de desen- gordurante, chancela Citrix tem rótulos com aplicação de hot-stam-
CINTILANTES – Da
área de desen-
gordurante, chancela
Citrix tem rótulos com
aplicação de hot-stam-
ping. Gatilho e versão
de recarga dividem
espaço nas gôndolas
Engra
(11) 3704-3714
www.grupoengra.com.br
Igaratiba
(19) 3821-8000
www.igaratiba.com.br
Indexflex
(11) 3618-7100
www.indexflex.com.br
Mais Design
(11) 3333-3997
www.maisd.com.br
Moltec
(11) 5523-4011
DIVULGAÇÃOFOTOS:

www.moltec.com.br

Provider

(19) 3878-9600

Concebida em harmonia com os novos grafismos, a diversidade de formatos é outro aspecto que chama atenção no projeto. Todos os moldes lançados na estratégia de ampliação foram desenvolvidos pela Moltec. A empresa explorou perfis sinuosos e curvilíneos, como mostra o frasco do desinfetante sanitário, com chamativos corpo e bico de aplicação. Amplas áreas de rotulagem, muitas vezes com rebaixo, e formatos que se ajustam à mão das consumidoras, facilitando a pega, estão entre outras características estruturais marcantes. Da Moltec, o projeto seguiu para a Igaratiba, convertedora do mesmo grupo empresarial, que soprou todas as embalagens e injetou as tampas em polipropileno (PP).

Decoração inusitada

Na parte de decoração, a produção dos auto- adesivos ficou a cargo da Indexflex. Para con- solidar o posicionamento diferenciado da nova linha Minuano, a empresa fez aplicações de hot-stamping nos rótulos do desengordurante Citrix. As fitas utilizadas foram fornecidas pela MP do Brasil, especializada nesse tipo de acabamento. Não apenas amplos, mas com formatos às vezes inusitados, os rótulos foram

páginas. Os personagens com cabeça de bico ou gatilho aplicadores, entre outras referências ao universo das embalagens, também ficaram em destaque nos intervalos do global Big Brother Brasil 6, patrocinado por Minuano.

Representatividade visual

No território dos invólucros propriamente ditos, o desafio de conceber e reformular grafismos, cores e moldes ficou a cargo da agência Mais Design. “Buscamos shapes e roupagens para um projeto que visava inserir a marca Minuano em quase todas as categorias de limpeza”, sintetiza Renata Godoy, diretora de criação da Mais Design. A preocupação foi traduzir tamanha representatividade de forma visual no ponto-de-venda. Ademais, a agência se debru- çou sobre aspectos de visibilidade de marca. O temor era que, por ser mais extenso que seus principais concorrentes, o nome Minuano per- desse destaque nas gôndolas. Para combater o eventual problema, a Mais Design fez pequena inclinação no logo, ampliando a altura das letras finais. “Dada a possibilidade de novas segmentações futuras, desenvolvemos um manual de identidade da marca, no qual outros ajustes finos foram inclusos para utilização em próximos lançamentos”, diz Cristiane Siviero, diretora de novos negócios da agência.

Cristiane Siviero, diretora de novos negócios da agência. Sonoco For-Plas (19) 3543-2500 www.sonocoforplas.com.br

Sonoco For-Plas

(19) 3543-2500

www.sonocoforplas.com.br

Total Pack

(19) 3848-9500

NADA DE PATO – Molde do sanitário é da Moltec

40 >>> EmbalagemMarca >>> fevereiro 2006

impressos em off-set, com qualidade gráfica típica de marcas com maior valor agregado. Apenas duas embalagens da nova família Minuano não foram produzidas pela Igaratiba. Trata-se dos frascos do Tira Manchas, feito pela Sonoco For-Plas, e do Multi Uso, a cargo da Engra. Duas empresas atuam como enva- sadoras terceirizadas desses produtos: a Total Pack e a Provider. “Temos como objetivo mostrar que a marca Minuano não é só de sabão em barra, e sim uma marca para solução de limpeza”, diz Moacir Sanini, diretor comercial da divisão de limpeza. Não há notícias oficiais de valores investidos na estratégia, mas o mercado espe- cula cifras milionárias. Também a despeito da falta de confirmação, outros lançamentos do Friboi no mercado de limpeza doméstica são aguardados para breve. Há expectativas em torno de categorias ainda mais consolidadas e concorridas, como sabões em pó, detergentes líquidos e lãs de aço. Seja como for, a marca que nasceu de uma modesta operação com sabões em barra já fez acender o alerta ver- melho nos escritórios das multinacionais que gerenciam boa parte das chancelas líderes do mercado brasileiro de higiene e limpeza.

líderes do mercado brasileiro de higiene e limpeza. INOVAÇÃO – Em frascos da Igaratiba, rótulos da
líderes do mercado brasileiro de higiene e limpeza. INOVAÇÃO – Em frascos da Igaratiba, rótulos da
líderes do mercado brasileiro de higiene e limpeza. INOVAÇÃO – Em frascos da Igaratiba, rótulos da
líderes do mercado brasileiro de higiene e limpeza. INOVAÇÃO – Em frascos da Igaratiba, rótulos da

INOVAÇÃO – Em frascos da Igaratiba, rótulos da Indexflex destacam linha de limpeza perfumada

celulósicas >>> utensílios domésticos

Úteis até para presentear

Santa Marina muda layout para valorizar seu mix de utensílios domésticos

PERCEPÇÃO DE VALOR – Visual reformulado busca transmitir diferen- ciação em relação aos concorrentes chineses
PERCEPÇÃO DE VALOR –
Visual reformulado
busca transmitir diferen-
ciação em relação aos
concorrentes chineses
FOTOS:FOTOS: DIVULGAÇÃODIVULGAÇÃO

Embanor Artes Gráficas (54) 3454-9555 scapin@embanor.ind.br

Projeto Integrado (11) 3884-9344 www.projetointegrado.com.br

42 >>> EmbalagemMarca >>> fevereiro 2006

R esgatar através das embalagens o apelo de presente de utensílios domésticos como travessas,

pratos e copos, e ao mesmo tempo debelar a perda de espaço para concorrentes chineses. É com semelhantes propósitos que a Santa Marina, uma das maiores fabricantes de vidro do Brasil, está unificando a identidade visual de seu variado mix de produtos. A ação integra uma estratégia de valorização de marca que já consumiu, entre lançamentos de produtos, novas embalagens e campanhas de mídia, mais de 2 milhões de reais. As novidades começaram a chegar aos pontos-de-venda no segundo semestre do ano passado, abarcando principalmente as marcas Duralex e Colorex, que representam a linha de mesa da Santa Marina. Na categoria, um dos destaques é a família Astral da Duralex, cujas peças foram lançadas em vidro transparente, e não no tradicional tom azulado. Por sua vez, a marca Marinex, que detém 90% do mercado brasileiro de travessas de vidro refratário, também está sendo reformulada. No ano passado foram desenvolvidos refratários com tampas plásticas para facilitar a armazenagem dos alimentos nos refrigeradores dos consumidores. No território das embalagens, a maioria dos logotipos e layouts foi modernizada. O redesenho dos grafismos visou potencializar atributos que a Santa Marina quer ver vinculados às suas marcas, como tradição e qualidade. Nas palavras de André Liberali, gerente comercial e de marketing da Divisão Vidros da Saint-Gobain, multinacional francesa controladora da Santa Marina, o objetivo é “despertar o desejo de consumo, agregando valor percebido à linha”. Nada mais natural do que os sistemas de acondicionamento terem assumido papel central em toda a estratégia. Segundo o próprio Liberali, cerca de 30% das vendas da empresa estão vinculadas a presentes de casamento e outras datas especiais. “A embalagem conta muito nessas ocasiões”, frisa o executivo.Além

a presentes de casamento e outras datas especiais. “A embalagem conta muito nessas ocasiões”, frisa o

disso, o visual dos produtos nas gôndolas entra como elemento de diferenciação competitiva frente aos utensílios chineses, cuja importação pelas grandes redes varejistas embalou com ajuda do dólar em baixa. Os novos logotipos e layouts foram concebidos pela Projeto Integrado Packaging Design. Christian Klein, diretor da empresa, classifica as logomarcas das chancelas Duralex, agora representada pela cor azul, e Colorex, em degradê do tom azul para o verde, como “ascendentes”. “Isto é, elas fazem alusão ao movimento de colocação das peças na mesa”, ele diz. Já o logo da marca Marinex permaneceu com a cor vermelha, aludindo à utilização das peças em forno convencional. “Neste caso a movimentação do logotipo é descendente, numa referência à colocação dos produtos no forno”, completa Klein. Além das logomarcas, as caixas são decoradas por amplas imagens dos produtos em situações típicas de uso. Feitas de cartão duplex acoplado a microondulado branco, as embalagens são impressas em off-set pela Embanor Artes Gráficas.

são impressas em off-set pela Embanor Artes Gráficas. REFERÊNCIAS VISUAIS – Ascendentes ou descendentes, logos
são impressas em off-set pela Embanor Artes Gráficas. REFERÊNCIAS VISUAIS – Ascendentes ou descendentes, logos
são impressas em off-set pela Embanor Artes Gráficas. REFERÊNCIAS VISUAIS – Ascendentes ou descendentes, logos
são impressas em off-set pela Embanor Artes Gráficas. REFERÊNCIAS VISUAIS – Ascendentes ou descendentes, logos
são impressas em off-set pela Embanor Artes Gráficas. REFERÊNCIAS VISUAIS – Ascendentes ou descendentes, logos

REFERÊNCIAS VISUAIS – Ascendentes ou descendentes, logos aludem à categoria de cada linha de produto

Mais uma da China   A Labelexpo Asia 2005, realizada em dezembro ultimo, em Xangai,
Mais uma da China   A Labelexpo Asia 2005, realizada em dezembro ultimo, em Xangai,

Mais uma da China

 

A

Labelexpo Asia 2005, realizada

em dezembro ultimo, em Xangai, recebeu mais de 9 000 visitan- tes, sendo 70% deles chineses. Segundo os organizadores, o público dobrou em relação à últi- ma edição, de 2003, tornando o evento o terceiro maior da cadeia mundial de rotulagem, atrás ape- nas da Labelexpo Europe e da Labelexpo Americas.

Mais celulose no Sul

 

A

VCP – Votorantim Celulose e

 

Papel planeja construir uma fábri-

ca

de celulose no Rio Grande do

 

Sul, em um investimento de 1,3 bilhão de dólares. A planta está em fase de estudos de licen- ciamento sócio-ambiental, que devem levar dois anos. O local ainda não foi decidido, mas a VCP adquiriu 67 000 hectares de ter- ras em vinte municípios gaúchos para implantação de base flores- tal. Com o estudo aprovado, a fábrica pode entrar em atividade em 2011. A expectativa é produzir 1 milhão de toneladas por ano, que deverão ser direcionadas ao mercado externo.

Braga certificada

 

Fabricante de papéis e filmes auto- adesivos usados na conversão de rótulos, a Braga, localizada em Hortolândia (SP), teve seu Sistema

de

Gestão da Qualidade certificado

de acordo com as normas ISO 9001: 2000. A aprovação foi con- quistada em novembro último, e é

válida por três anos.

 

Tidland premiada pela ABTCP

 

Atuando com acessórios, compo- nentes e serviços para as indús-

trias de papel, filmes plásticos, jornais, não-tecidos, laminados

e

alumínio, a Tidland Brasil foi

uma das vencedoras do Prêmio Destaque do Setor, na categoria equipamentos e acessórios para conversão de papel. Promovido pela revista O Papel, com apoio da ABTCP – Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel, o prê- mio coincidiu com o aniversário de 20 anos da empresa.

– Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel, o prê- mio coincidiu com o aniversário de
– Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel, o prê- mio coincidiu com o aniversário de
– Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel, o prê- mio coincidiu com o aniversário de
– Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel, o prê- mio coincidiu com o aniversário de
– Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel, o prê- mio coincidiu com o aniversário de
– Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel, o prê- mio coincidiu com o aniversário de
– Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel, o prê- mio coincidiu com o aniversário de
– Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel, o prê- mio coincidiu com o aniversário de
– Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel, o prê- mio coincidiu com o aniversário de
– Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel, o prê- mio coincidiu com o aniversário de
– Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel, o prê- mio coincidiu com o aniversário de
– Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel, o prê- mio coincidiu com o aniversário de
– Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel, o prê- mio coincidiu com o aniversário de

44 >>> EmbalagemMarca >>> fevereiro 2006

Box Print sai na frente com chancela A Box Print é a primeira gráfica de
Box Print sai na frente com chancela
A Box Print é a primeira gráfica
de embalagens da América
do Sul a conquistar o selo
do Conselho de Manejo
Florestal (FSC, na sigla em
inglês), um atestado de que
os insumos florestais que
utiliza obedecem a padrões s
legais, ambientais e econô- -
micos definidos pela enti-
dade internacional. Outra
gráfica brasileira focada no o
mercado de embalagens
que acaba de conseguir o
(51) 2111-1311 • www.boxprint.com.br
(61) 3248-7274 • www.fsc.org.br
(11) 4789-4200 • www.ibratecgrafica.com.br
e
selo FSC é a Ibratec.

Etiquetagem eletrônica: novo aliado

A GS1 BRASIL, nova marca da EAN BRASIL, entidade que atua na implementação de sistemas de auto- mação, afirma estar definindo uma “nova arquitetura para os sistemas de gerenciamento da cadeia de supri- mentos”, com base na identificação por radiofreqüência (RFID). O esfor- ço prevê que cada item tenha seu próprio número individual codificado em uma etiqueta RFID. Com isso, os produtos são identificados automati- camente e rastreados em tempo real,

sem a necessidade de aproximação

a um leitor. Sergio Ribinik, CEO da GS1 BRASIL, avalia que etiquetas

desse tipo, inteligentes, poderão ofe- recer uma série de benefícios, como contagem instantânea de estoque, eliminação de itens faltantes ou com validade vencida, fácil localização de produtos em processos de recall

e rápida checagem dos itens nas

gôndolas ou mesmo no carrinho do supermercado. 0800 11 0789 • www.gs1.org.br

Iniciativas sociais reunidas outra vez

A Bracelpa – Associação Brasileira

de Celulose e Papel lançou em dezembro a segunda edição do livro Responsabilidade Social das Empresas. A obra registra as inicia- tivas do setor voltadas ao desenvol- vimento sustentável e ao bem-estar

social. Segundo o presidente da Bracelpa, Osmar Zogbi, a publicação retrata cerca de 500 ações que bene- - ficiaram 1,8 milhão de pessoas em empresas e comunidades. As ações sociais do setor de celulose e papel movimentam aproximadamente 173 milhões de reais por ano. (11) 3885-1845 www.bracelpa.com.br

do setor de celulose e papel movimentam aproximadamente 173 milhões de reais por ano. (11) 3885-1845
do setor de celulose e papel movimentam aproximadamente 173 milhões de reais por ano. (11) 3885-1845
Priorizando o treinamento Após quase três anos, a distri- buidora SPP-Nemo encerrou o programa de

Priorizando o treinamento

Após quase três anos, a distri- buidora SPP-Nemo encerrou o programa de relacionamento Super Parceria de Prêmios, que distribuiu mais de 5 000 prêmios aos parceiros da empresa desde que foi lançado, em 2003. A dis- tribuidora pretende investir em

iniciativas como o Projeto Mais+, que visa agilizar processos, modernizar sistemas tecnológi- cos, aprimorar a infra-estrutura

de

atendimento e capacitar equi-

pes de venda.

 

Balancete de premiações

 

Num singular balanço do ano passado, a Heidelberg divulgou levantamento das principais pre- miações conquistadas em 2005. Entre elas a empresa destaca o Prêmio Fernando Pini e o Prêmio Graphprint. Regionalmente, a Heidelberg foi agraciada como melhor fornecedora de equi- pamentos gráficos por repre- sentantes da Abigraf de Minas Gerais, do Paraná e do Rio de Janeiro, e ainda pelo Sindicato das Indústrias Gráficas do Distrito Federal (Sindgraf-DF).

Nova Ryobi

 

A Intergrafica Print & Pack anun- ciou o lançamento da Ryobi 920, impressora voltada à área edito- rial e ao mercado promocional. Segundo a empresa, o equipa- mento permite reduzir as perdas

de

papel, chapas e tinta. “Antes

 

do

lançamento oficial, já tínha-

mos vendidos três máquinas”,

comemora o diretor-presidente

da

Intergrafica, Mario Barcelos.

Papel cartão na mira

 

A

Klabin anunciou investimento

de 1,5 bilhão de reais na fábri- ca de Monte Alegre (PR), para ampliar a capacidade produtiva das atuais 675 000 toneladas por ano para 1,1 milhão de toneladas

por ano. A planta paranaense é dedicada à fabricação de papel

kraft e de papel cartão. O projeto

de

expansão será iniciado no pri-

meiro trimestre de 2006 e deverá ser concluído em 2008.

papel cartão. O projeto de expansão será iniciado no pri- meiro trimestre de 2006 e deverá
papel cartão. O projeto de expansão será iniciado no pri- meiro trimestre de 2006 e deverá
papel cartão. O projeto de expansão será iniciado no pri- meiro trimestre de 2006 e deverá
papel cartão. O projeto de expansão será iniciado no pri- meiro trimestre de 2006 e deverá
papel cartão. O projeto de expansão será iniciado no pri- meiro trimestre de 2006 e deverá
papel cartão. O projeto de expansão será iniciado no pri- meiro trimestre de 2006 e deverá
papel cartão. O projeto de expansão será iniciado no pri- meiro trimestre de 2006 e deverá
papel cartão. O projeto de expansão será iniciado no pri- meiro trimestre de 2006 e deverá
papel cartão. O projeto de expansão será iniciado no pri- meiro trimestre de 2006 e deverá

Cintilantes com textura areada

VSP lançou a marca Sparkle de papéis

A

especiais com produção e estoque locais. Os produtos têm acabamento

com produção e estoque locais. Os produtos têm acabamento com efeito cintilante garantido por aplica- ção

com efeito cintilante garantido por aplica- ção de coating em uma das faces do papel previamente colorido na massa. Além de textura areada, o processo garante aspecto reluzente, percep- tível mesmo em movimentos sutis.

A linha é composta por oito cores

holográficas, seis metálicas e sete cores fluorescentes ou cítricas. www.vsppapeis.com.br (11) 3071-0005

Speedmaster agrega produtividade

Atuando no mercado promocional, a Gráfica Romus concluiu a ins- talação de uma nova impressora Speedmaster SM 74-4+L com verniz em linha, da Heidelberg. Sem valor revelado, o investimento permitiu ampliar a produtividade da empresa no segmento de médio formato e na aplicação de verniz, realizada pelo equipamento em uma única passa- gem do papel. Para acomodar a nova

Speedmaster SM 74-4+L, a gráfica

ampliou suas instalações, passando

a ocupar 2 500 metros quadrados.

Entre os clientes da Romus está a Casas Bahia, atendida há 30 anos.

A empresa espera aumento de 30%

na produção em 2006. www.br.heidelberg.com (11) 5525-4500 www.romus.com.br (11) 4229-2077

Nova linha de papel cartão reciclado

Nova linha de papel cartão reciclado A Papirus Indústria de Papel S/A está investindo no mercado
Nova linha de papel cartão reciclado A Papirus Indústria de Papel S/A está investindo no mercado

A Papirus Indústria de Papel S/A está investindo no mercado de papel cartão reciclado para pro- dução de embalagens. A empresa acaba de lançar a marca Cromax, que representa uma linha de papel cartão duplex produzido a partir de fibras recicladas, fibras virgens (fibra curta de eucalipto) e pastas de alto rendimento. Entre as alega-

das vantagens do produto estão rigidez e alta performance em equipamentos de envase automá-

tico. A empresa afirma ainda que

a linha Cromax é indicada para

embalagens de produtos farma-

cêuticos, alimentícios e de higiene

e limpeza. Já a marca Opera,

também recém-lançada, enca- beça uma nova família de papel cartão produzida a partir de fibras virgens, e é voltada ao mercado de embalagens de cosméticos e produtos de higiene pessoal. O

produto também pode ser usado para impressão de material pro- mocional, relatórios anuais e car- tões comemorativos. (11) 2125-3913 www.papirus.com

Digital nas ondas do papelão Se nas embalagens brasilei- ras a impressão digital está restrita
Digital nas ondas do papelão Se nas embalagens brasilei- ras a impressão digital está restrita

Digital nas ondas do papelão

Se nas embalagens brasilei- ras a impressão digital está restrita aos rótulos, lá fora o sistema começa a avançar em outros acessórios e nichos da cadeia de acondicionamen- to. A Sun Chemical Digital, divisão recentemente criada da Sun Chemical, especiali- zada em pigmentos e tintas para impressão, anunciou a instalação da primeira impres- sora digital de alta velocidade na Jardin Corrugated Cases, empre- sa do Reino Unido que atua com cartonados e caixas de papelão ondulado. Com a marca FastJet, a máquina tem capacidade para imprimir mais de 6 000 metros quadrados de substrato por hora, em quatro cores, com resolução de 300dpi. O mercado-alvo é o

de caixas de transporte com função de display. Graças a uma estação de 1040mm de largura, com 480 cabeças de impressão, diferentes serviços podem ser rea- lizados com uma única passagem de máquina. O modelo instalado na Jardin Corrugated Cases é um protótipo, cujo desempenho está sendo testado pela primeira vez num ambiente industrial. A empresa, contudo, já está usan- do o equipamento em sua pro- dução regular. A Sun Chemical afirma ter desenvolvido uma linha de tintas UV específica para o projeto. Segundo a empresa, os produtos oferecem rápida cura e evitam problemas com respingos. Modelos semelhantes deverão ser instalados em outros clientes europeus no final de 2006. O custo da máquina é de aproximados 2,5 milhões de euros. www.fastjet.com No Brasil: (11) 6462-2500

DIVULGAÇÃO
DIVULGAÇÃO

Novas chapas no horizonte

Representada pela Gutenberg, a Flint Group Printing Plates planeja lançar no Brasil uma linha completa de chapas fotopolímeras. As novidades deverão ser apresentadas durante a 1ª Flexo Latino América, evento previsto para acontecer em abril, em São Paulo. Parte da estratégia está concentrada na linha Nyloprint,

46 >>> EmbalagemMarca >>> fevereiro 2006

cujas chapas são indicadas para aplicações em copos, tubos, latas de aerossol e bebidas. A empresa também quer conquistar clientes grá- ficos brasileiros com a linha Nyloflex, indicada para sistemas digitais em flexografia. wwww.gutenberg.com.br (11) 3225-4400

Suzano prospecta mercado peruano

A fim de introduzir sua linha de

papel cartão no mercado peruano, a Suzano Papel e Celulose reuniu na

capital daquele país, Lima, 250 grá- ficos e end-users do mercado local.

O encontro ocorreu em janeiro, e foi

motivado, entre outros fatores, pelo fato de que 100% do papel cartão utilizado pelas indústrias peruanas

é importado. Composta pelos pro-

dutos Alta Alvura e Duo Design,

a linha de papel carta Supremo

da Suzano é uma das líderes do mercado brasileiro, e quer ganhar participação internacional. Hoje a empresa exporta cerca de 40% da

sua produção total de papel cartão. Além de apresentar os produtos,

o encontro teve atividades de trei-

namento. Fernando Jorge Saiz, coordenador de suporte técnico ao cliente da Suzano, abordou tópicos como as diferentes aplicações do papel cartão, os tratamentos possí- veis contra umidade e a escolha do sentido das fibras. www.suzano.com.br • 0800 555100

Mais luz para os gráficos

A Sylvania Iluminação acaba de lançar uma lâmpada especial para gráficas, editoras e escritórios de criação. Trata-se da lâmpada fluorescente Activa, que facilita a visualização das cores impressas, reproduzindo-as com fidelidade. O produto tem 36W de potência, com vida média de 7 500 horas. www.sylvania.com.br (11) 5633-2430

com fidelidade. O produto tem 36W de potência, com vida média de 7 500 horas. www.sylvania.com.br
com fidelidade. O produto tem 36W de potência, com vida média de 7 500 horas. www.sylvania.com.br
Anunciante Página Telefone Site Avery Dennison 3ª capa (19) 3876-7600 www.fasson.com Alcan

Anunciante

Página

Telefone

Site

Avery Dennison

3ª capa

(19) 3876-7600

www.fasson.com

Alcan Packaging Cebal

43

(11) 4723-4700

www.alcan.com

Alcoa

25

(11) 4134-2500

www.alcoa.com.br

Altec

33

(11) 4053-2900

www.altec.com.br

Asterisco

11

(11) 295-2200

www.etiquetasasterisco.com.br

Brasil Multimídia

33

(11) 5678-7798

www.brasilmultimidia.com.br

Braskem

4ª capa

(11) 3443-9999

www.braskem.com.br

Colacril

3

(44) 3518-3500

www.colacril.com.br

Congraf

46-47

(11) 5563-3466

www.congraf.com.br

Elo Design

7

(11) 3871-9942

www.elopress.com.br

Fispal

31

(11) 5694-2666

www.fispal.com

Gumtac

41

(21) 2450-9707

www.gumtac.com.br

Imaje

17

(11) 3305-9455

www.imaje.com.br

Incor Artes Impressas

7

(11) 6143-3336

www.graficaincor.com.br

Integral

7

(11) 5535-1110

www.integralpack.com.br

Kromos

5

(19) 3879-9500

www.kromos.com.br

Luxepack

39

(11) 5521-4325

www.luxepack.com.br

Maddza Máquinas

9

(35) 3722-4545

www.maddza.com

Master Print

9

(41) 2109-7000

www.mprint.com.br

Metalgráfica Iguaçu

29

(11) 3078-8499

www.metaliguacu.com.br

Moltec

7

(11) 5523-4011

www.moltec.com.br

Pentapack

11

(19) 3458-2655

www.pentapack.com.br

Plastgold

11

(11) 6947-4872

www.plastgold.com.br

Poly Vac

26-27

(11) 5541-9988

www.poly-vac.com.br

Prodesmaq

15

(19) 3876-9300

www.prodesmaq.com.br

SetPrint

9

(11) 2133-0007

www.setprint.com

Simbios Pack

7

(11) 5687-1781

www.simbios-pack.com.br

Sonoco

9

(11) 5097-2750

www.sonocoforplas.com.br

Speranzini Marketing

11

(11) 5685-8555

www.speranzini.com.br

Technopack

21

(51) 470-6889

www.technopack.com.br

Vitopel

13

(11) 3089-5466

www.vitopel.com

Wheaton

2ª capa

(11) 4355-1800

www.wheatonbrasil.com.br

O prato preferido
O prato
preferido
Mascotes do Chocolate em Pó Solúvel Nestlé, os frades que se deliciam ante uma tigela
Mascotes do Chocolate em Pó
Solúvel Nestlé, os frades que
se deliciam ante uma tigela de
chocolate quase foram aban-
donados quando alguém teve a
idéia de adaptar o produto a um
“conceito mais internacional”. Em
1962, pouco tempo após a linha
ter sido adquirida pela Nestlé, na
esteira da compra da Gardano,
antiga fábrica de chocolates de
São Paulo, a multinacional quis
tirar os religiosos gulosos de
cena, a fim de estabelecer a
entrada da marca em seu portfó-
lio. Uma pesquisa de mercado
constatou, porém, que o consu-
midor conhecia o “chocolate dos
dois frades”, e não o chocolate
em pó Gardano. Por isso foi
sugerida a manutenção do grafis-
mo, lembra Antônio Muniz Simas,
profissional contratado à época
para o projeto. Dito e feito. A
despeito de alterações na estru-
tura dos cartuchos, os frades
ainda aparecem na embalagem
do chocolate culinário da Nestlé,
que hoje também é vendido em
versão barra. A imagem, por
sinal, seria a reprodução de uma
tela do pintor italiano Alessandro
Sani, nascido em Florença na
segunda metade do século 19.
O quadro chama-se “O Prato
Preferido”.
do século 19. O quadro chama-se “O Prato Preferido”. Almanaque Fornecimento quase secular A parceria entre

Almanaque

Fornecimento quase secular A parceria entre a vidraria Cisper, atual Owens-Illinois do Brasil, e a
Fornecimento quase secular
A parceria entre a vidraria Cisper,
atual Owens-Illinois do Brasil, e a
cervejaria Brahma (hoje incorpora-
da pela AmBev) é quase centená-
ria. O início da relação comercial
se deu logo após os engenheiros
Olavo Egydio de Souza Aranha
e Alberto Monteiro de Carvalho
(foto) fundarem a Cisper, no Rio
de Janeiro, em 1917. Para impul-
sionar o negócio, a dupla adquiriu
uma máquina inventada pelo ame-
ricano Michael J. Owens capaz de
fabricar garrafas em série.
Somente em 1947
a Cisper conseguiu incluir a
Antarctica em sua carteira de
clientes, ao inaugurar a fábrica
de São Paulo, ganhando um
naco de mercado da Cia. Vidraria
Santa Marina, que era vizinha da
cervejaria e lhe fornecia garrafas.
A vidraria situava-se no bairro
paulistano da Água Branca, onde
funcionava a fábrica de cerveja.
Foi essa presença, aliás, que origi-
nou o nome de Parque Antarctica
hoje remanescente no estádio do
Palmeiras.

Primeiras dentadas de um hit refrescante

Desde que foi fundada em 1901 a fabri- cante paranaense de chás Leão Junior tem empreendido pioneirismos. Em 1908, Maria Clara de Abreu Leão, viúva do fundador, assumiu o controle da fábrica, tornando-se uma das primei- ras mulheres à frente de uma grande empresa no Brasil. Outras ações des- bravadoras surgiriam. Vedete do por-

Outras ações des- bravadoras surgiriam. Vedete do por- tfólio, a marca Matte Leão chegou aos pontos-de-venda

tfólio, a marca Matte Leão chegou aos pontos-de-venda em 1938, oferecendo

a erva já queimada, algo inédito até

então. O slogan era: “Já vem queimado. Use e Abuse.” Já em 1969 seria lançado Matte Leão Concentrado, primeiro produto em garrafas de vidro one- way na categoria. Há bem menos

tempo, no verão de 1987, foi anunciada

a versão pronta para beber em copi-

nhos plásticos, que virou hit refres- cante nas praias cariocas.

plásticos, que virou hit refres- cante nas praias cariocas. 50 >>> EmbalagemMarca >>>

50 >>> EmbalagemMarca >>> fevereiro 2006