Você está na página 1de 191

http://angrad.org.br/novidades/estudantes_e_universidades_pedem_r

evisao_de_avaliacao_de_ensino/1496/

Estudantes e universidades pedem revisão de avaliação de ensino

04/12/2008 12:15

revisão de avaliação de ensino 04/12/2008 12:15 Deputado Lobbe Neto (PSDB-SP), autor do requerimento.

Deputado Lobbe Neto (PSDB-SP), autor do requerimento.

Estudantes e mantenedoras de universidades pediram a reformulação dos novos instrumentos de avaliação e índices usados pelo Ministério da Educação no ensino superior desde setembro. O assunto foi debatido em audiência pública da Comissão de Educação, que discutiu o Conceito Preliminar de Curso (CPC) e o Índice Geral de Cursos (IGC), recentemente criados pelo MEC.

Houve críticas, por exemplo, à suposta supervalorização que os novos critérios dão aos programas de pós- graduação em detrimento da graduação e ao número de doutores no corpo de docentes das instituições. A presidente da UNE, Lúcia Stumpf, pediu aperfeiçoamentos no IGC e sugeriu que o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) tenha menor peso no CPC.

"O IGC é visto por nós com grande preocupação. Simplesmente somar a nota do Conceito Preliminar de Curso com

a nota da Capes e dividir pelo número de alunos não responde às expectativas que os estudantes têm de uma

avaliação verdadeira das instituições de ensino superior. Já o Conceito Preliminar de Curso tem 70% de seu peso sobre o Enade. Então, a maior parte da avaliação continua recaindo sobre os estudantes".

Lúcia lamentou que a votação do projeto de reforma universitária (PL 7200/06) não avance na Câmara, pois, em sua opinião, a avaliação precisa ser discutida no contexto de uma reforma universitária mais ampla. "Ao mesmo tempo em que responderemos para quê a avaliação deve servir, vamos estar respondendo o que esperamos das universidades brasileiras".

Mantenedoras de universidades

O diretor jurídico do Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior do Estado de

São Paulo (Semesp),

aperfeiçoamentos. Ele lembrou que foi discutida a possibilidade de dar maior controle à divulgação dos resultados, inclusive com a oportunidade de defesa das instituições, "não tornando esse conceito preliminar (CPC) como definitivo".

esse conceito preliminar (CPC) como definitivo". José Roberto Covac, disse ser a favor das avaliações, mas

José Roberto Covac, disse ser a favor das avaliações, mas também sugeriu

Ele também ressaltou que os problemas de motivação do aluno em relação ao Enade acabam prejudicando as instituições. "O aluno pode não fazer a prova, tirar zero e o grande prejudicado é a instituição. Há que se criar critério que envolva o aluno no compromisso de realizar o Enade". Porém, Reynaldo Fernandes, do Inep, salientou que hoje apenas 2,5% dos estudantes entregam a prova em branco ou nula, principalmente nas instituições públicas.

Autor do requerimento que deu origem à audiência pública, o deputado Lobbe Neto (PSDB-SP) disse concordar com os novos mecanismos de avaliação do ensino superior usados pelo MEC, mas também defendeu aperfeiçoamentos. Ele citou o exemplo da polêmica em relação ao número de doutores. "A lei não exige que haja doutores nos cursos,

enquanto a avaliação privilegia o número de doutores. E não é só porque é doutor que o professor vai conduzir bem a aula. Precisamos aperfeiçoar essa metodologia das avaliações".

http://aprendiz.uol.com.br/content/cedruwotes.mmp

Faculdades cobram acima do que a lei permite por emissão de diplomas

Universidades e faculdades particulares paulistas descumprem lei estadual que limita a cobrança para emissão de diplomas a cerca de R$ 70. O valor exigido do formando chega a R$ 300 em algumas instituições. Quase 1 milhão de alunos cursam o ensino superior privado em São Paulo. Sem o diploma, o recém-formado não pode se registrar como profissional no Ministério do Trabalho ou ingressar em pós-graduação; o documento também é uma exigência em concursos públicos.

A lei está em vigor desde fevereiro. Algumas instituições alegam que o sistema de ensino

superior no País é regido pelo governo federal e por isso não precisam cumprir determinações estaduais. O Ministério da Educação (MEC), no entanto, informou que o aluno "tem direito ao diploma, gratuitamente, porque ele é conseqüência do próprio curso". Diz ainda que apenas as instituições com status de faculdade - que precisam recorrer a universidades para registro dos

diplomas - podem cobrar pelo documento, mas "o valor não deve ser maior que o custo".

No Estado, muitas delas registram os diplomas na Universidade de São Paulo (USP), que passou

a cobrar neste ano R$ 90 pelo serviço. Segundo a reitoria, há 18 funcionários que trabalham no

registro de diplomas, checando dados e créditos dos estudantes e faculdades. Em 2005, foram cerca de 40 mil documentos, fora os emitidos para alunos da USP, que são gratuitos. O deputado

estadual Donisete Braga (PT), autor da lei, diz que quando o texto foi finalizado, em 2001, o valor era próximo de R$ 70. Mesmo assim, as instituições ultrapassam o preço cobrado pela USP.

O

formando de Jornalismo Rômulo Augusto Orlandini, de 22 anos, não sabia da existência da lei

e

pagou R$ 145 neste ano para a Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas)

por um diploma simples, em papel. "Eu precisava do documento para me registrar no Ministério

e arrumar um emprego como jornalista", diz. "Agora, quero meu dinheiro de volta." A PUC-

Campinas alega que a lei estadual não se aplica à instituição, ligada ao sistema federal.

O mesmo informou o Centro Universitário FIEO (UniFieo), que cobra R$ 250 pelo diploma.

"Nunca atrasei um mês de mensalidade e agora não posso ter o diploma porque não tenho como pagar", diz a motorista Marilda Lessa, cuja filha se formou em Letras na instituição. O valor do diploma da Universidade Mackenzie é de R$ 120. Segundo a instituição, ele é feito em pele de carneiro e tem impressão especial. O ex-aluno Marcos, que não quis dar seu sobrenome, se formou em Administração na instituição e desistiu de pedir seu documento quando soube do

valor. "Não sei como farei para começar um MBA", diz. O Mackenzie informou que passou a cobrar o valor estipulado em lei para quem não quiser o diploma especial. Mas o aluno terá de fazer o pedido do documento convencional por escrito e pagar também pelo histórico escolar.

"Eles nos ensinam a cumprir a lei e depois nos pedem para esquecer tudo o que aprendemos", diz

o formando da Faculdade de Direito de São Bernardo Thiago Pellegrini Valverde, de 25 anos.

Ao requisitar seu diploma em março, foi informado de que deveria pagar R$ 360, o que equivale

a 80% da mensalidade do curso. O documento seria confeccionado em pele de carneiro e era a

única opção oferecida. Valverde entrou com uma ação contra a faculdade, mas perdeu, porque a Justiça entendeu que ele não tinha direito ao limite de valor porque havia se formado antes da vigência da lei. A instituição informou que só os que se formaram até 2006 continuarão sendo

obrigados a comprar o diploma em pele de carneiro.

O MEC e a advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Maíra Feltrin,

recomendam que os estudantes exijam o cumprimento da lei na Justiça. A interpretação dos juízes pode ser diferente. "Se as instituições prestam serviços em São Paulo precisam seguir as leis estaduais", diz. A Fundação de Defesa e Proteção do Consumidor (Procon) informou que as instituições podem ser chamadas a comparecer a audiências na entidade, caso haja reclamação de

alunos.

Há seis meses, a Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen) ingressou no Supremo Tribunal Federal com uma ação de inconstitucionalidade contra a lei, que ainda não

foi julgada. "Ela fere a autonomia universitária", diz sindicato paulista (Semesp).

universitária" , diz sindicato paulista (Semesp). José Roberto Covac, consultor jurídico do (O Estado de S.

José Roberto Covac, consultor jurídico do

(O Estado de S. Paulo)

http://aprendiz.uol.com.br/content/cefrihowre.mmp

Semesp pedirá ao MEC reabertura do prazo de adesão ao Prouni

O Semesp (Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no

Estado de São Paulo) solicitou uma audiência com o ministro da Educação, Tarso Genro, na quarta-feira. O objetivo é expor as razões para a dilação do prazo para adesão das instituições de

ensino superior ao Prouni (Programa Universidade Para Todos).

Pela regulamentação atual do Programa, o encaminhamento das propostas de adesão das IES (instituições de ensino superior) deveria ter sido feito, via internet, até sexta-feira (29), ou, pelo correio, até hoje (1º) as entidades filantrópicas podem aderir até o dia 5 de novembro. Até a última quinta-feira, de acordo com o MEC (Ministério da Educação), cerca de 700 entidades haviam preenchido o cadastro de adesão.

Segundo o Semesp, as IES já concluíram o planejamento para o ano letivo de 2005 e não tiveram tempo para revisá-lo, "considerando os impactos de natureza pedagógica, social, societária e associativa, financeira e tributária que o Prouni pode acarretar", afirma o consultor jurídico da

entidade,

acarretar", afirma o consultor jurídico da entidade, José Roberto C ovac. "Por isso a necessidade de

José Roberto Covac. "Por isso a necessidade de mais tempo para a adesão", diz ele.

Na última quarta-feira, Covac esteve em Brasília para apresentar sugestões de emenda ao Prouni para o secretário executivo do MEC, Fernando Haddad. Foram contestadas pela entidade, além do prazo para adesão, a confusão existente entre renúncia fiscal, isenção e imunidade tributária das IES, e a exigência de demonstração de regularidade fiscal para a adesão.

Pela Instrução Normativa número 456, que regulamenta o Programa, as faculdades ou universidades só podem aderir ao projeto se apresentarem uma certidão negativa de débitos. "Há instituições que devem tributos e não negam, estão se organizando para pagar, mas mesmo assim não podem participar [ do Prouni]. Não queremos amortizar dívidas passadas, mas pensar nas futuras", explica o presidente o do Semesp e da Universidade Cruzeiro do Sul (Unicsul), professor Hermes Ferreira Figueiredo.

Segundo Covac, a entidade quer que o dispositivo seja urgentemente alterado. "O poder público dispõe de todos os meios necessários para cobrar as entidades em dívida com o fisco", afirma. "Além disso, como contribuintes, elas têm direito a discutir o crédito tributário. Essa exigência é inaceitável, pois representa um fator impeditivo e desnecessário que, em última análise, dificulta o acesso dos alunos ao ensino universitário."

O Prouni tem como objetivo reservar vagas em universidades e faculdades particulares para alunos de baixa renda. O interessado deve possuir renda de até um salário mínimo e meio por pessoa da família. Além disso, o estudante deve ter cursado todos os anos do ensino médio em escolas públicas ou, ainda, em escolas particulares, mas com bolsas integrais.

(Folha Online)

http://dahonestinoguimaraesfsa.blogspot.com/

Wednesday, October 04, 2006

Matéria no Estado de São Paulo sobre as Fundações que cobram mensalidade!!

O ESTADO DE SÃO PAULO

Sexta-feira, 15 Setembro de 2006.

Faculdades públicas municipais cobram mensalidade

Agência Estado - Ricardo Westin

Pelo menos 15 faculdades criadas por prefeituras depois de 1988 cobram mensalidades de seus alunos, como se fossem instituições particulares. A cobrança vai contra a Constituição Federal, que determina que a educação oferecida pela União, pelos Estados e pelas prefeituras deve ser gratuita.

Algumas instituições só continuam cobrando mensalidades porque recorreram aos tribunais e conseguiram liminares favoráveis, o que indica que, apesar da lei, a questão é controversa.

Existem no País, segundo o Ministério da Educação (MEC), 61 faculdades e universidades municipais. Dessas, somente 3 não exigem pagamento de mensalidade. As 58 restantes cobram, mas a maioria (43) tem respaldo legal para isso. A Constituição, elaborada em 1988, diz que as faculdades municipais que cobravam mensalidades até aquele ano manteriam esse direito. Mas as criadas depois disso, não.

O Estado de S. Paulo localizou, a partir de dados do MEC, as 15 faculdades municipais que se encontram nessa situação. Ficam no interior dos Estados de São Paulo, Minas, Mato Grosso, Pernambuco, Paraná e Rio.

A cobrança das mensalidades - que não costumam ser altas (R$ 300 em média), embora exista uma que cobre R$ 934 pelo curso de Odontologia - foi confirmada ao Estado, por telefone, por todas as instituições. Questionados por estudantes, os funcionários das secretarias costumam dar a seguinte confusa resposta: 'A faculdade é pública, mas é particular'.

'Juridicamente, a instituição é pública ou privada. Não existe meio-termo', diz o advogado João Roberto Moreira Alves, do Instituto de Pesquisas Avançadas em Educação (Ipae), do Rio. 'Infelizmente nem todos têm acesso à legislação, que realmente é complicada para os leigos', acrescenta o também advogado especializado em direito

educacional

José Roberto Covac.

http://desempregozero.org/2008/08/08/educacao-privada-x-publica/

Educação privada x pública

Escrito por Katia Alves, postado em 8 de agosto de 2008

Escrito por Katia Alves, postado em 8 de agosto de 2008 Por Katia Alves O Exame

Por Katia Alves

Katia Alves, postado em 8 de agosto de 2008 Por Katia Alves O Exame Nacional de

O Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), que integra o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes), tem o objetivo de aferir o rendimento dos alunos dos cursos de graduação em relação aos conteúdos programáticos, suas habilidades e competências.

Seguem abaixo alguns artigos publicados na Folha de São Paulo que retratam alguns resultados obtidos pelas universidades na avaliação do Enade. E chega numa vergonhosa conclusão que a cada três cursos oferecidos por instituições particulares, um foi mal no Enade e uma fatia menor delas aparece no topo do ranking.

E isso é muito preocupante, pois o setor privado é o principal responsável pela expansão das matrículas no ensino superior nos últimos dez anos. Sem ele, o já vergonhoso percentual de menos de 10% da população adulta com nível superior no país seria ainda menor.

Ao defender o novo conceito de avaliação do ensino superior, o ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou que, antes, o processo era uma “festa”. “Todo mundo era aprovado pelo Inep”, disse em entrevista coletiva.

A cada três cursos privados, um foi mal no Enade

Angela Pinho e Johanna Nublat

Publicado originalmente na Folha Online

Praticamente um em cada três cursos oferecidos por instituições particulares foi mal no Enade do ano passado, que avaliou as áreas de saúde, ciências agrárias e serviço social.

Dos cursos de universidades privadas, 31,4% tiveram notas 1 e 2, em uma escala de 1 a 5, no CPC (Conceito Preliminar de Curso). Entre as públicas, o percentual foi de 18,2%. Estão incluídas aí 23 federais, 19 estaduais e 22 municipais.

Assim como existem mais universidades privadas com notas ruins, uma fatia menor delas aparece no topo do ranking do Enade.

Um terço das graduações oferecidas por instituições públicas tirou notas 4 e 5, o que se repetiu somente com 10,4% dos cursos privados.

O curso de radiologia do Centro Universitário São Camilo, na cidade de São Paulo, foi o único,

de 1.074 privados avaliados, que recebeu a nota máxima no Enade.

Conceito Enade

Se for considerado o conceito Enade, que mede o desempenho dos estudantes universitários na prova, o número de cursos com nota máxima aumenta -são quatro.

O aspecto em que as universidades particulares mais se destacam é o que diz respeito ao

conhecimento agregado pelas instituições ao aluno durante o curso, medido pelo conceito IDD

(Indicador de Diferença de Desempenho).

Nesse quesito, 42 cursos de universidades privadas obtiveram nota máxima. Na maioria deles, os alunos tiraram médias consideradas baixas ou regulares no Enade, mas demonstraram ter

adquirido muito conhecimento durante a sua graduação. É o caso da Unip, a instituição que teve mais cursos que receberam nota 5 no IDD -são quatro.

Ainda que o chamado “efeito instituição” seja o que reflita uma comparação mais favorável às universidades privadas, elas estão em situação pior do que as públicas mesmo nesse quesito. Das instituições privadas avaliadas, 34,8% tiraram as notas mais baixas de acordo com esse critério. O percentual entre as públicas é de 27%.

Mais qualidade

Especialistas procurados pela Folha disseram que orçamento maior, professores e alunos mais qualificados e melhor infra-estrutura são os fatores responsáveis pelo desempenho superior das instituições públicas em geral comparadas às particulares.

“Mais uma vez se verifica que as [instituições] públicas estão muito bem situadas em todos os cursos, mostrando que, de fato, o sistema público tem grande qualidade”, disse o reitor Amaro Lins, presidente da Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior).

Para Roberto Lobo, ex-reitor da USP e consultor na área, algumas universidades públicas se destacam pela produção de conhecimento. A maioria, no entanto, restringe sua atividade ao ensino, “o que o setor privado faz”, afirma.

“O setor privado hoje no Brasil não tem condições de investir fortemente em pesquisa, porque custa muito. Um docente em tempo integral é muito caro, o custo da pesquisa é muito caro”, avalia Lobo.

Cursos “inadequados” formam 1 em cada 4 médicos do país

Fábio Takahashi e ângela pinho e Antônio Gois

Publicado originalmente na Folha Online

Levantamento divulgado pelo Ministério da Educação revela que 27 cursos de medicina do país não têm condições de funcionar, segundo o próprio governo. Dados do Enade mostram que 2.600 alunos cursaram faculdades mal avaliadas. Os cursos tiveram notas 1 e 2 em indicador do MEC, que leva em conta uma prova, o perfil do corpo docente e a satisfação dos alunos

Essas escolas, na maioria privadas, formam anualmente cerca de 2.600 alunos - um a cada quatro médicos que concluem o ensino superior na área. Os cursos mal avaliados obtiveram notas 1 e 2 em um novo indicador criado pelo ministério. Esse indicador, o conceito preliminar, vai de 1 a 5 e engloba a titulação de professores, a satisfação dos estudantes e o desempenho dos alunos no Enade (antigo provão, do qual USP e Unicamp não funcionam).

De 153 cursos de medicina, só 4 tiveram nota 5, como “referências” no setor. Outras 15 áreas foram avaliadas. O ministro Fernando Haddad prometeu fiscalização mais rígida.

Levantamento divulgado ontem pelo Ministério da Educação revela que 27 cursos de medicina do país “não têm condições de funcionar”, nas palavras do próprio governo.

Nessas escolas, cerca de 2.600 alunos se formam anualmente, o que representa 1 a cada 4 médicos que terminam o ensino superior na área.

Os cursos mal avaliados tiveram notas 1 e 2 em um novo indicador criado pelo MEC, o CPC (Conceito Preliminar de Curso), que vai de 1 a 5. Ele contabiliza desempenho e evolução dos alunos no Enade 2007 (antigo Provão), perfil do corpo docente (como titulação dos professores) e a satisfação dos estudantes, com base no questionário do Enade.

Nos anos anteriores, o ministério considerava apenas o desempenho e a evolução dos universitários na prova.

Em medicina, foram analisados 153 cursos. Apenas quatro obtiveram a nota 5, que significa “referência na área”.

Outras 15 áreas também foram avaliadas, a maioria ligada à saúde (odontologia, veterinária, fisioterapia, nutrição, entre outros). Analisou-se ainda agronomia, zootecnia e tecnologia em agroindústria.

Do total de 3.239 cursos, 25% obtiveram notas 1 ou 2, grande parte de instituições privadas, e 21,4% ficaram entre 4 e 5 (1.211 não tiveram nota, por impossibilidades estatísticas).

A Unesp teve o maior número de notas máximas (seis cursos). Por outro lado, a Universidade

Estadual Paulista também teve curso mal avaliado (educação física em Rio Claro, com conceito

2). USP e Unicamp não participam do Enade, por não concordar com a metodologia adotada.

Maior universidade do país, a Unip teve o maior número de “sem condições”: 26 cursos com nota 2. A Uniban, também entre as maiores instituições do país, chegou a ter nota 1.

Para calcular o número de estudantes formados nos cursos de medicina, a Folha usou o último Censo da Educação Superior, com dados de 2006 -o de 2007 ainda não está disponível.

O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse que, com base nos novos indicadores, a

fiscalização dos cursos será mais rígida. O próximo passo será enviar uma comissão de

especialistas às instituições que tiraram notas 1 e 2.

O Inep, órgão do MEC responsável pela avaliação, pretende começar as visitas em um mês. Elas

vão verificar se as condições das escolas diferem da mostrada pelos indicadores.

Uma das maiores reclamações das universidades é o boicote dos estudantes. Caso o conceito continue baixo, o MEC diz que abrirá processo para analisar o fechamento do curso.

Crítica

“As escolas que tiraram conceito 1 deviam ser fechadas.

Não reúnem a menor condição para o ensino da medicina”, diz Antonio Carlos Lopes, professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica e ex-presidente da Comissão Nacional de Residência Médica do MEC.

Entidades que representam instituições de ensino superior privadas disseram que não são contrárias a avaliações, mas se posicionaram contra a criação do novo conceito de avaliação, o conceito preliminar, que consideram “improvisado”.

“Ninguém critica a avaliação, que é uma necessidade. A crítica trata da fórmula, do formato e da

metodologia [utilizada no novo conceito]“, afirmou

Entidades Representativas do Ensino Superior Particular, que diz reunir 80% das instituições do setor. Em nota, o fórum afirma que, se o Sinaes (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior) não for totalmente implementado, instituições de ensino superior “serão obrigadas a mudar seus projetos para transformarem-se em cursos preparatórios sobre Enade”.

transformarem-se em cursos preparatórios sobre Enade”. José Roberto Covac, advogado do Fórum das •

José Roberto Covac, advogado do Fórum das

http://douglashrhds.blogspot.com/2008_08_01_archive.html

Terça-feira, 12 de Agosto de 2008

Cursos inadequados forma 1 em cada 4 médicos do país.

Cursos inadequados forma 1 em cada 4 médicos do país. Levantamento divulgado pelo Ministério da Educação

Levantamento divulgado pelo Ministério da Educação revela que 27 cursos de medicina do país "não têm condições de funcionar", nas palavras do próprio governo. Nessas escolas, cerca de 2.600 alunos se formam anualmente, o que representa 1 a cada 4 médicos que terminam o ensino superior na área. Os cursos mal avaliados tiveram notas 1 e 2 em um novo indicador criado pelo MEC, o CPC (Conceito Preliminar de Curso), que vai de 1 a 5. Ele contabiliza desempenho e evolução dos alunos no Enade 2007 (antigo Provão), perfil do corpo docente (como titulação dos professores) e a satisfação dos estudantes, com base no questionário do Enade. Nos anos anteriores, o ministério considerava apenas o desempenho e a evolução dos universitários na prova. Em medicina, foram analisados 153 cursos. Apenas quatro obtiveram a nota 5, que significa "referência na área". Outras 15 áreas também foram avaliadas, a maioria

ligada à saúde (odontologia, veterinária, fisioterapia, nutrição, entre outros). Analisou-se ainda agronomia, zootecnia e tecnologia em agroindústria. Do total de 3.239 cursos, 25% obtiveram notas 1 ou 2, grande parte de instituições privadas, e 21,4% ficaram entre 4 e 5 (1.211 não tiveram nota, por impossibilidades estatísticas). A Unesp teve o maior número de notas máximas (seis cursos). Por outro lado, a Universidade Estadual Paulista também teve curso mal avaliado (educação física em Rio Claro, com conceito 2). USP e Unicamp não participam do Enade, por não concordar com a metodologia adotada. Maior universidade do país, a Unip teve o maior número de "sem condições": 26 cursos com nota 2. A Uniban, também entre as maiores instituições do país, chegou a ter nota 1. Para calcular o número de estudantes formados nos cursos de medicina, a Folha usou o último Censo da Educação Superior, com dados de 2006 -o de 2007 ainda não está disponível. O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse que, com base nos novos indicadores, a fiscalização dos cursos será mais rígida. O próximo passo será enviar uma comissão de especialistas às instituições que tiraram notas 1 e 2. O Inep, órgão do MEC responsável pela avaliação, pretende começar as visitas em um mês. Elas vão verificar se as condições das escolas diferem da mostrada pelos indicadores. Uma das maiores reclamações das universidades é o boicote dos estudantes. Caso o conceito continue baixo, o MEC diz que abrirá processo para analisar o fechamento do curso. Crítica "As escolas que tiraram conceito 1 deviam ser fechadas. Não reúnem a menor condição para o ensino da medicina", diz Antonio Carlos Lopes, professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica e ex-presidente da Comissão Nacional de Residência Médica do MEC. Entidades que representam instituições de ensino superior privadas disseram que não são contrárias a avaliações, mas se posicionaram contra a criação do novo conceito de avaliação, o conceito preliminar, que consideram "improvisado". "Ninguém critica a avaliação, que é uma necessidade. A crítica trata da fórmula, do formato e

da metodologia [utilizada no novo conceito]", afirmou

das Entidades Representativas do Ensino Superior Particular, que diz reunir 80% das instituições do setor. Em nota, o fórum afirma que, se o Sinaes (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior) não for totalmente implementado, instituições de ensino superior "serão obrigadas a mudar seus projetos para transformarem-se em cursos preparatórios sobre Enade". Aluno não trata nem gripe, diz médico Antonio Carlos Lopes, diretor da Sociedade Brasileira de Clínica Médica, afirma que cursos mal avaliados deveriam ser fechados "Já vi aluno que passou saliva na agulha [para fazer sutura]. Vi aluno fazer exame ginecológico sem pôr luva", conta Lopes. O médico Antonio Carlos Lopes, que dirige a Sociedade Brasileira de Clínica Médica e até o início deste ano presidia a Comissão Nacional de Residência Médica, do Ministério da Educação, diz que todas as faculdades de medicina mal avaliadas deveriam ser fechadas. Folha - O Enade mostra que muitas escolas de medicina não têm qualidade

Folha - O Enade mostra que muitas escolas de medicina não têm qualidade José Roberto Covac,

José Roberto Covac, advogado do Fórum

Antonio Carlos Lopes - As escolas que tiraram conceito 1 deveriam ser fechadas. Folha - Que

problemas têm? Lopes - Não têm hospital próprio, os professores não são titulados e não se

dedicam à pesquisa. Os professores deveriam estar aprendendo. Já vi alunos tendo aula de

anatomia com slide. Conheço uma escola que, por não ter hospital-escola, divide a turma em

três grupos e manda cada um para um hospital diferente. Cada grupo aprende de maneira

distinta. Folha - Como são os alunos? Lopes - Não sabem nem tratar gripe. Vejo isso nas

provas práticas para residência médica. Já vi aluno que, na hora de passar o fio na agulha

[para fazer sutura], passou saliva na agulha. Vi aluno fazer exame ginecológico sem pôr luva.

Já ouvi estudante dizer que o ducto pancreático sai da vesícula. E o pior é que os alunos

depois não vão ter condições de fazer residência num lugar bom. Poderão colocar a vida do

paciente em risco. Folha - Por que existem tantas faculdades ruins no país? Lopes - Em

primeiro lugar, para atender à vaidade dos reitores. Um curso de medicina dá status. Em

segundo, por interesse mercadológico. O aluno paga R$ 3.500 por mês. Escola de medicina dá

dinheiro. Folha - Qual é a solução? Lopes - A situação só vai mudar se elas fecharem. O

ministro da Educação é um indivíduo bem intencionado e trabalhador, mas não sei se tem força

para fechar as escolas ruins. O governo ainda vê a medicina pela janela do gabinete. O poder

[das faculdades] é muito grande. Elas fazem um lobby político, e até partidário, muito forte. É

mais fácil o ministro cair do que fechar uma faculdade. Fonte: Folha de S.Paulo

http://joaojosefonseca1.blogspot.com/2008/10/nova-lei-dos-

estgio.html

CONSEQUÊNCIAS DA PUBLICAÇÃO DA NOVA LEI DOS ESTÁGIOS

Lei de estágio causa queda em número de vagas

Ambigüidades da nova legislação, em vigor há 45 dias, foram reconhecidas pelo próprio Ministério do Trabalho

Alexandre Gonçalves e Simone Iwasso, de O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO - Em 45 dias, desde que a nova lei de estágio foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o número de vagas oferecidas no País caiu 40%, de acordo com levantamento da Associação Brasileira de Estágios (Abres). A oferta caiu de 55 mil postos

mensais para 33 mil.

O motivo, segundo a entidade, é o desconhecimento das novas regras, que têm assustado e

confundido as empresas e as instituições de ensino superior. Apenas o Centro de Integração

Empresa-Escola (Ciee) já fez cerca de 30 mil atendimentos para solucionar dúvidas de empresários, instituições de ensino e estudantes.

Além disso, a burocracia exigida para adaptar contratos e modificar as propostas pedagógicas dos cursos torna o processo ainda mais lento. "Acreditamos que levará cerca de dois anos para que a situação se normalize e a oferta volte ao normal", afirma Seme Arone Júnior, presidente da Abres. "Isso porque as faculdades não se prepararam e as empresas estão com medo.

Há muita falta de informação", diz ele. Arone Júnior, no entanto, acredita que a lei, apesar da confusão inicial, será benéfica para os estagiários, que terão mais garantias de respeito ao seu desenvolvimento educacional. Um dos pontos da lei que provocaram confusão e empacaram os estágios foi a determinação de que os estágios não obrigatórios constem do projeto pedagógico dos cursos de graduação - até então, isso não era requisito.

Desse modo, se a instituição ainda não atualizou seu projeto - e em algumas isso é um processo demorado, que depende de votação em conselhos universitários, por exemplo -, ela não poderá assinar ou renovar o contrato de estágio do aluno.

Outros pontos polêmicos são a jornada diária da atividade (de 8 para 6 horas semanais), o tempo de permanência no mesmo estágio (restrito a dois anos) e os benefícios obrigatórios.

O secretário de Políticas Públicas de Emprego do Ministério do Trabalho, Ezequiel Sousa do

Nascimento, afirma que a pasta pretende publicar uma instrução normativa para dirimir as dúvidas em até 15 dias. "Vamos nos reunir terça e quarta-feira para redigir o texto", diz Nascimento.

Para tentar acabar com as polêmicas, o Ministério da Educação também se pronunciará oficialmente. A coordenadora de políticas públicas da Secretaria de Educação Profissional e Técnica do Ministério da Educação (MEC), Caetana Juracy Rezende Silva, que participou da elaboração da lei, diz que o MEC enviará até o fim do mês um comunicado às instituições de ensino com instruções práticas.

APLICAÇÃO - A falta de clareza de alguns artigos é mencionada mesmo por quem defende a nova lei. Coordenadora dos estágios do curso de Enfermagem do Centro Universitário São Camilo, em São Paulo, Taís Fortes considera a lei um avanço por dificultar a utilização do estagiário como mão-de-obra barata. Mas tem dúvidas.

Ela não sabe, por exemplo, se o artigo 14, que afirma se aplicar "ao estágio a legislação relacionada à saúde e segurança no trabalho", implica a exigência de exames médicos admissionais e demissionais. Caetana explica que a intenção desse artigo não era exigir esses

exames, mas garantir aos estagiários os instrumentos e procedimentos de segurança utilizados pelos funcionários da empresa.

A gerente jurídica e de desenvolvimento de projetos sociais do Ciee, Maria Nilce Mota,

comemora a interpretação de Caetana, mas afirma que, até a publicação da instrução normativa, a entidade vai recomendar às empresas, de forma preventiva, a realização dos exames. Maria Nilce considera que a diminuição na oferta de vagas é apenas temporária e só vai durar

até as empresas e instituições fazerem os ajustes.

O assessor jurídico do Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino

Superior no Estado de São Paulo (Semesp), atrapalha do que ajuda os estagiários.

Paulo (Semesp), atrapalha do que ajuda os estagiários. José Roberto Covac, afirma que a lei mais

José Roberto Covac, afirma que a lei mais

Ele argumenta que a nova lei engessa as relações entre estudante, escola e empresa. "Alguns estágios tornam-se inviáveis com a carga horária de seis horas e o período máximo de dois anos na mesma empresa." Ele afirma que não seria necessário criar uma nova lei: bastaria fiscalizar as condições de atividade dos estagiários.

Caetana entende que, no início, a lei pode dar a impressão de que prejudica o estagiário. "Afinal, alguns se submetem a um estágio precário porque precisam da remuneração", aponta. "Mas, depois, é fácil compreender que todos são beneficiados quando não se reforça a precarização das condições de trabalho."

Postado por João José Saraiva da Fonseca em 5 de outubro de 2008 e re-postado em 26 de novembro de 2008

http://juliomoraes.blogspot.com/2008_08_01_archive.html

O Lado A e B da Saúde no Brasil.

07Ago2008 Escrito por Julio Moraes às 12:48 PM

Lado A

07 Ago 2008 Escrito por Julio Moraes às 12:48 PM Lado A Pub's: Cotidiano, Saude O

Pub's: Cotidiano, Saude

O Ministério da Saúde esta promovendo, de terça-feira (5) até o dia 8 de agosto, a III Mostra Nacional de Produção em Saúde da Família, em comemoração aos 15 anos do programa. O evento acontece no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, e terá a participação de 6 mil pessoas. No encontro, serão exibidos trabalhos acadêmicos e das equipes do programa. Foram inscritos 4.490

estudos e 3.665 foram selecionados para a apresentação.

A Saúde da Família é uma estratégia criada em 1993 pelo Ministério da Saúde e mudou o modelo de

atenção à saúde no país. Uma equipe multidisciplinar, responsável por até 4.000 habitantes, realiza ações de promoção da saúde, prevenção e assistência, atuando na recuperação e reabilitação nos casos de doenças. Com isso, houve redução no movimento nas emergências e nos problemas de saúde. As

equipes são compostas por um médico de família, um enfermeiro, um auxiliar de enfermagem e de seis

a dez agentes comunitários de saúde. Quando ampliada, conta ainda com: um dentista, um auxiliar de consultório dentário e um técnico em higiene dental.

“Teremos um grande painel para propiciar a troca de experiências entre as equipes, entre os gestores do sistema de saúde e entre a academia brasileira, e assim será possível conseguir nos atualizar e nortear os rumos da atenção primária no Brasil”, afirma o coordenador do evento, Antônio Dercy Silveira Filho, do Departamento de Atenção Básica.

Os temas são bastante diversificados: Assistência na Atenção Básica, Avaliação e Monitoramento, Controle Social e Cidadania, Gestão da Saúde, Integralidade da Atenção, Intersetorialidade na Atenção

à Saúde, Processos de Educação e Formação em Saúde, Promoção da Saúde, Tecnologias de Cuidado em Saúde e Vigilância em Saúde.

Lado B

Incrivelmente enquanto isto um levantamento divulgado ontem pelo Ministério da Educação revela que 27 cursos de medicina do país "não têm condições de funcionar", nas palavras do próprio governo.

Nessas escolas, cerca de 2.600 alunos se formam anualmente, o que representa 1 a cada 4 médicos que terminam o ensino superior na área.

Os cursos mal avaliados tiveram notas 1 e 2 em um novo indicador criado pelo MEC, o CPC (Conceito Preliminar de Curso), que vai de 1 a 5. Ele contabiliza desempenho e evolução dos alunos no Enade 2007 (antigo Provão), perfil do corpo docente (como titulação dos professores) e a satisfação dos estudantes, com base no questionário do Enade.

Nos anos anteriores, o ministério considerava apenas o desempenho e a evolução dos universitários na prova. Em medicina, foram analisados 153 cursos. Apenas quatro obtiveram a nota 5, que significa "referência na área".

Outras 15 áreas também foram avaliadas, a maioria ligada à saúde (odontologia, veterinária,

fisioterapia, nutrição, entre outros). Analisou-se ainda agronomia, zootecnia e tecnologia em agroindústria.

Do total de 3.239 cursos, 25% obtiveram notas 1 ou 2, grande parte de instituições privadas, e 21,4% ficaram entre 4 e 5 (1.211 não tiveram nota, por impossibilidades estatísticas). A Unesp teve o maior número de notas máximas (seis cursos). Por outro lado, a Universidade Estadual Paulista também teve curso mal avaliado (educação física em Rio Claro, com conceito 2). USP e Unicamp não participam do Enade, por não concordar com a metodologia adotada.

Maior universidade do país, a Unip teve o maior número de "sem condições": 26 cursos com nota 2. A Uniban, também entre as maiores instituições do país, chegou a ter nota 1. Para calcular o número de estudantes formados nos cursos de medicina, a Folha usou o último Censo da Educação Superior, com dados de 2006 -o de 2007 ainda não está disponível. O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse que, com base nos novos indicadores, a fiscalização dos cursos será mais rígida. O próximo passo será enviar uma comissão de especialistas às instituições que tiraram notas 1 e 2.

O Inep, órgão do MEC responsável pela avaliação, pretende começar as visitas em um mês. Elas vão verificar se as condições das escolas diferem da mostrada pelos indicadores. Uma das maiores reclamações das universidades é o boicote dos estudantes. Caso o conceito continue baixo, o MEC diz que abrirá processo para analisar o fechamento do curso.

Crítica

As escolas que tiraram conceito 1 deviam ser fechadas. Não reúnem a menor condição para o ensino da medicina", diz Antonio Carlos Lopes, professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica e ex-presidente da Comissão Nacional de Residência Médica do MEC.

Entidades que representam instituições de ensino superior privadas disseram que não são contrárias a avaliações, mas se posicionaram contra a criação do novo conceito de avaliação, o conceito preliminar, que consideram "improvisado".

"Ninguém critica a avaliação, que é uma necessidade. A crítica trata da fórmula, do formato e da

necessidade. A crítica trata da fórmula, do formato e da metodologia [utilizada no novo conceito]", afirmou

metodologia [utilizada no novo conceito]", afirmou José Roberto Covac, advogado do Fórum das

Entidades Representativas do Ensino Superior Particular, que diz reunir 80% das instituições do setor. Em nota, o fórum afirma que, se o Sinaes (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior) não for totalmente implementado, instituições de ensino superior "serão obrigadas a mudar seus projetos para transformarem-se em cursos preparatórios sobre Enade.

Como confiar nos projetos do governo quando proprio diz: "Cuidado, nem todos médicos estão

preparados para cuidar de você"?

http://oglobo.globo.com/blogs/educacao/default.asp?a=364&periodo=

200903

Enviado por Demétrio Weber -

2/3/2009

-

17:01

Universidades dizem não temer auditoria no ProUni

A Associação Brasileira de Mantenedores do Ensino Superior (ABMES), entidade que reúne os donos de

instituições privadas, diz não temer a fiscalização que será realizada pelo MEC no Programa Univesidade para Todos, o ProUni.

O advogado e consultor da ABMES

pelo Ministério da Educação.

e consultor da ABMES pelo Ministério da Educação. José Roberto Covac, lembra que a pré-seleção de

José Roberto Covac, lembra que a pré-seleção de estudantes é feita

— As instituições de ensino não vão ter nenhum problema. Quem pré-seleciona os estudantes é o MEC— diz Covac.

Para pleitear uma bolsa, o candidato é obrigado a fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

A nota mínima para ser contemplado é 45 pontos, na escala até 100. Quem está nessa situação se

inscreve na página do MEC, na internet.

O sistema é eletrônico e controlado pelo ministério. As instituições entram na fase seguinte, na hora de

verificar a documentação dos alunos, inclusive o comprovante de renda.

Covac admite que há vagas do ProUni que acabam não sendo preenchidas.

Isso ocorre, segundo ele, por falta de estudantes aptos a receber a bolsa ou que se matriculam e depois desistem por falta de dinheiro para despesas de alimentação, transporte e material didático.

— As instituições cumprem a sua parte na concessão das bolsas, mas não há recursos para que os alunos se mantenham — diz Covac.

Para ser contemplado com bolsa integral, o estudante deve ter renda familiar máxima de um e meio salário mínimo mensal (R$ 697,50); para bolsas de 50%, o limite é de três salários mínimos (R$ 1.395).

Na semana passada, o presidente Lula deu a entender que o MEC estaria preparando mudanças no ProUni para mais do que dobrar o número de bolsistas.

O ministério negou qualquer mudança no programa, dizendo que a expansão a que se referiu o

presidente engloba o aumento de vagas nas universidades federais, nos institutos federais de tecnologia

e no programa de Financiamento Estudantil (Fies).

O texto abaixo fala sobre a fiscalização que terá início nas próximas semanas.

http://redacaovest.blogspot.com/2008_08_01_archive.html

Quinta ­feira, 7 de Agosto de 2008

SP tem a sexta pior avaliação do Brasil

O Estado de São Paulo teve a sexta pior avaliação no conceito Enade no país. A classificação

considera esse conceito, calculado somente a partir do resultado da prova, sem considerar outros indicadores educacionais. São Paulo ficou atrás apenas dos Estados de Alagoas, Rio de Janeiro, Amazonas e Paraíba e do Distrito Federal. Dos 731 cursos que receberam nota em São Paulo, 208, ou 28,5%, obtiveram notas 1 e 2 em uma escala de 1 a 5. São Paulo fica em 18º lugar na lista dos Estados com maior percentual de cursos com notas máximas: apenas 14,6% obtiveram conceito Enade 4 e 5. Sob esse critério, o ensino superior paulista está atrás de unidades da federação mais pobres, como Rio Grande do Norte, Acre e

Piauí --elas, por outro lado, têm menos cursos universitários. O Rio Grande do Sul é o Estado com mais cursos com as notas máximas --32,2%.

O secretário de Ensino Superior do Estado de São Paulo, Carlos Vogt, foi procurado ontem

pela reportagem. Assessores disseram que ele não poderia falar porque estava em compromissos. As três universidades estaduais de São Paulo (USP, Unesp e Unicamp) estão ligadas à secretaria.

A Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) não aderiu ao Enade sob o argumento de

que o exame não é obrigatório. "Para essa decisão, a Unicamp levou em conta que a lei 10.861 não é mandatória em relação

às universidades estaduais paulistas, uma vez que a Lei de Diretrizes e Bases define claramente esferas de competência", diz a Unicamp em nota. A USP (Universidade de São Paulo) também não participa da avaliação e não quis se manifestar a respeito de não participar da avaliação do MEC.

A Unesp, a única estadual a participar do exame do ministério e que tem seis cursos entre os

nove mais bem avaliados no Estado, atribui o que chama de "ótimo resultado" ao "trabalho sistemático das coordenações de cursos e também à qualificação dos profissionais". Em Rio Claro, no entanto, a universidade teve nota 2 para o curso de educação física. "Os cursos que não tiveram conceito ótimo ou bom foram aqueles nos quais provavelmente houve resistência, por parte de um número expressivo de alunos, em participar dessa avaliação".

Postado por carla chinaglia às 13:03 0 comentários

Cursos "inadequados" formam 1 em cada 4 médicos do país Publicidade

Levantamento divulgado ontem pelo Ministério da Educação revela que 27 cursos de medicina do país "não têm condições de funcionar", nas palavras do próprio governo. Nessas escolas, cerca de 2.600 alunos se formam anualmente, o que representa 1 a cada 4 médicos que terminam o ensino superior na área. Os cursos mal avaliados tiveram notas 1 e 2 em um novo indicador criado pelo MEC, o CPC (Conceito Preliminar de Curso), que vai de 1 a 5. Ele contabiliza desempenho e evolução dos alunos no Enade 2007 (antigo Provão), perfil do corpo docente (como titulação dos professores) e a satisfação dos estudantes, com base no questionário do Enade. Nos anos anteriores, o ministério considerava apenas o desempenho e a evolução dos universitários na prova. Em medicina, foram analisados 153 cursos. Apenas quatro obtiveram a nota 5, que significa "referência na área". Outras 15 áreas também foram avaliadas, a maioria ligada à saúde (odontologia, veterinária, fisioterapia, nutrição, entre outros). Analisou-se ainda agronomia, zootecnia e tecnologia em agroindústria. Do total de 3.239 cursos, 25% obtiveram notas 1 ou 2, grande parte de instituições privadas, e 21,4% ficaram entre 4 e 5 (1.211 não tiveram nota, por impossibilidades estatísticas). A Unesp teve o maior número de notas máximas (seis cursos). Por outro lado, a Universidade Estadual Paulista também teve curso mal avaliado (educação física em Rio Claro, com conceito 2). USP e Unicamp não participam do Enade, por não concordar com a metodologia adotada. Maior universidade do país, a Unip teve o maior número de "sem condições": 26 cursos com nota 2. A Uniban, também entre as maiores instituições do país, chegou a ter nota 1. Para calcular o número de estudantes formados nos cursos de medicina, a Folha usou o último Censo da Educação Superior, com dados de 2006 --o de 2007 ainda não está disponível. O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse que, com base nos novos indicadores, a fiscalização dos cursos será mais rígida. O próximo passo será enviar uma comissão de especialistas às instituições que tiraram notas 1 e 2. O Inep, órgão do MEC responsável pela avaliação, pretende começar as visitas em um mês. Elas vão verificar se as condições das escolas diferem da mostrada pelos indicadores. Uma das maiores reclamações das universidades é o boicote dos estudantes. Caso o conceito continue baixo, o MEC diz que abrirá processo para analisar o fechamento do curso.

Crítica "As escolas que tiraram conceito 1 deviam ser fechadas. Não reúnem a menor condição para o ensino da medicina", diz Antonio Carlos Lopes, professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica e ex-presidente da Comissão Nacional de Residência Médica do MEC.

Entidades que representam instituições de ensino superior privadas disseram que não são contrárias a avaliações, mas se posicionaram contra a criação do novo conceito de avaliação, o conceito preliminar, que consideram "improvisado". "Ninguém critica a avaliação, que é uma necessidade. A crítica trata da fórmula, do formato e

da metodologia [utilizada no novo conceito]", afirmou

das Entidades Representativas do Ensino Superior Particular, que diz reunir 80% das instituições do setor. Em nota, o fórum afirma que, se o Sinaes (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior) não for totalmente implementado, instituições de ensino superior "serão obrigadas a mudar seus projetos para transformarem-se em cursos preparatórios sobre Enade".

José Roberto Covac, advogado do Fórum

sobre Enade". José Roberto Covac, advogado do Fórum • http://revistaensinosuperior.uol

http://revistaensinosuperior.uol.com.br/textos.asp?codigo=1184

2

Cotas da discórdia

Instituições de ensino superior batalham para conseguir a mudança na base de cálculo da Lei de Cotas para a contratação de deficientes

Rachel Bonino

Desde 1991, a Lei de Cotas (nº 8.213) determina que todas as empresas brasileiras com mais de cem funcionários devem ter de 2% a 5% de deficientes contratados no seu quadro de funcionários. Segundo o IBGE, os portadores de algum tipo de deficiência representam 14,5% da população. Passados 15 anos da entrada em vigor da lei, gestores de empresas dos mais variados setores apontam uma série de empecilhos que inviabilizam sua colocação em prática. O setor do ensino superior não fica de fora.

Diferentemente de outras empresas, nas quais normalmente se contrata alguém por período integral, nas instituições de ensino o que prevalece entre professores é o regime de hora-aula. Por causa desse sistema, as IES possuem um número elevado de empregados contratados e, portanto, um índice alto de registros no Cadastro Geral de Empregados (Caged ), usado como base de cálculo pela lei. Essa conta torna obrigatório empregar uma quantidade maior de deficientes, o que, segundo as IES, é muito difícil dada a escassez de mão-de- obra qualificada no mercado. "Se eu tenho mil professores, terei de contratar 50 com necessidades especiais. Eles têm que ter

especialização, o que é difícil de encontrar atualmente", analisa

das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo (Semesp).

de Ensino Superior no Estado de São Paulo (Semesp). José Roberto Covac, assessor jurídico do Sindicato

José Roberto Covac, assessor jurídico do Sindicato

Outra peculiaridade do regime de contratação nas IES é o fato de o coordenador de curso ser também professor e ter dois contratos junto à instituição, por força do que estabelece a convenção coletiva de trabalho. Sendo assim, ele representará dois registros no Caged, elevando ainda mais a cota que a IES deverá reservar à contratação de deficientes.

"Trata-se de uma lei burra, pois não há a previsão de uma regulamentação das exceções. De fato, existem setores que têm muita dificuldade de cumprir a lei pelo ramo de atividade que exercem", explica o advogado trabalhista Gustavo Granadeiro Guimarães. Ele cita, como exemplo, as empresas de siderurgia, que podem colocar em risco os deficientes recrutados por força da lei. No caso das IES, o que emperra muitas vezes a contratação é, como já foi dito, a baixa qualificação dos candidatos, principalmente para ocupar as vagas de professores. São postos de trabalho que exigem, no mínimo, um diploma de mestrado, qualificação rara entre os deficientes.

Mesmo com as distorções apontadas, a lei está em vigor e há poucas opções senão cumpri-la. Para não atuarem na ilegalidade, as IES têm buscado maior flexibilidade na sua interpretação. A proposta, no entanto, vem encontrando resistência no Ministério Público do Trabalho (MPT), um dos responsáveis por fiscalizar as relações entre empregados e empregadores.

"O MPT entende que existem certos cargos em que é mais difícil encontrar profissionais capacitados. Mas entende que também é difícil encontrar pessoas que não tenham deficiência com qualificação exigida", argumenta a procuradora Adélia Augusto Domingues, que compõe o Núcleo de Combate à Discriminação da Procuradoria Regional do Trabalho da 2ª Região, setor da Justiça do Trabalho que abrange a Região Metropolitana de São Paulo

e a Baixada Santista. "Já imaginou se cada categoria que tiver dificuldade em contratar deficientes capacitados pedir para alterar a base de cálculo?"

Segundo a procuradora, as empresas têm uma responsabilidade social. "Se não encontram mão-de-obra qualificada, elas têm que qualificar esta mão-de-obra", indica. Ela cita o caso de outras empresas fora do ramo da educação que destinaram verbas para a capacitação, como bancos e hospitais.

verbas para a capacitação, como bancos e hospitais. Sebastião Lacarra, da UnG: deficiente promovida a ombudsman

Sebastião Lacarra, da UnG:

deficiente promovida a ombudsman da instituição

Negociação

Atualmente, o Ministério Público do Trabalho tem em andamento 327 procedimentos de investigação contra empresas de todos os setores para averiguar a contratação de deficientes. Já foram lavrados 269 termos de compromissos de ajustamento de conduta, pelos quais as empresas estabelecem metas para cumprir a lei. O MPT já propôs na Justiça 25 ações civis públicas contra quem não se adequou. Dados da Delegacia Regional do Trabalho em São Paulo, órgão do Ministério do Trabalho, apontam que cerca de 45% das empresas privadas do Estado de São Paulo - em todas as áreas - ainda não cumprem as cotas.

Os acordos são um caminho para obter um respiro na disputa com Ministério Público do Trabalho, aponta o advogado trabalhista Gustavo Granadeiro Guimarães. Ele entende que há pouco espaço para flexibilização da regra. "Não cabe ao MP julgar a lei, o papel dele é fazer cumprir a lei. O que pode dar uma amenizada no rigor são os acordos com os sindicatos das categorias para que haja um período de adaptação ou para que a empresa monte cursos de capacitação profissional", diz.

Para dar uma solução ao caso sem que seja necessário alterar a lei, as instituições de ensino organizaram uma Comissão Permanente de Negociação, composta pelo Semesp e por entidades que representam os funcionários:

Sindicato dos Auxiliares de Administração Escolar de São Paulo (Saaesp), Federação dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo (Fetee) e Federação dos Professores do Estado de São Paulo (Fepesp).

A proposta sugere a mudança na interpretação da lei. Pretende usar como referência para a base de cálculo a carga

horária semanal, e não mais o Caged. Diversas reuniões já foram realizadas com a Delegacia Regional do Trabalho,

que se mostrou aberta ao diálogo, segundo o assessor jurídico do Semesp

Ministério Público do Trabalho foi realizado no dia 25 de julho último. Ficou estabelecido o prazo de 30 dias para uma resposta ao acordo coletivo proposto pela comissão. Três dias antes do cumprimento do prazo, no entanto, o Semesp foi surpreendido por um ofício de repúdio ao acordo assinado por Roberto Rangel Marcondes, procurador- chefe do MPT na 2ª Região.

José Roberto Covac. Um encontro com o

MPT na 2ª Região. José Roberto Covac. Um encontro com o Em reunião posterior com a

Em reunião posterior com a Delegacia Regional do Trabalho, ficou acertada a marcação de novo encontro com o MPT. Procurada pela reportagem, a sub-delegada da DRT, Maria Elena Taques, que está acompanhando o caso, é cuidadosa ao falar sobre o assunto, já que o processo ainda está em andamento. Ela confirma que uma nova reunião será marcada para outubro, mas evita detalhar a posição do órgão na negociação. "A função do DRT é de aproximar as partes", afirma.

"Houve uma evolução da discussão junto à Delegacia Regional do Trabalho. Mas não adianta fazer um acordo com

a Delegacia se não há a concordância do MP", aponta Covac. Na prática, o que acontece é que os órgãos

envolvidos são independentes e entendem de formas diferentes a aplicação da lei. O advogado lembra que, mesmo que seja firmado um acordo com a DRT, o MP pode pedir sua anulação na Justiça, como aliás já afirmou que faria o procurador-chefe, no ofício citado anteriormente. "Há dissonâncias entre os órgãos", diz o advogado.

A discussão sobre o cumprimento da lei ganhou corpo há cerca de três anos quando as Delegacias Regionais do

Trabalho começaram a fiscalizar as instituições de forma sistemática, realizando termos de compromissos de

ajustamento de conduta e, até mesmo, autuando as IES. Segundo Covac, uma única multa pode chegar a R$ 1,5 milhão.

Enquanto não se chega a um acordo sobre a mudança na base de cálculo, algumas instituições se mobilizam para dar soluções internas ao caso. A Universidade de Guarulhos, multada em R$ 90 mil este ano, está alterando layouts de departamentos e remanejando alguns quadros de funcionários para atender à legislação. "Estamos transferindo algumas funções para outros funcionários, e deixando livres outras, como aquelas de teleatendimento, nas quais o funcionário só precisa atuar em frente ao micro", afirma Sebastião Lacarra, pró-reitor administrativo da UnG. Segundo o dirigente, nenhuma nova vaga foi criada para abrigar os deficientes. Um dos últimos reposicionamentos colocou uma funcionária cega no cargo de ombudsman na secretaria-geral da instituição.

A Universidade de Guarulhos contrata hoje 23 empregados com deficiência. Pela lei,

sua cota deveria ser de 55. "Como educadores poderíamos prepará-los para irem para

o mercado de trabalho. Isso poderia nos ser exigido. Sendo assim, não deveríamos ter

também a função de contratar. A lei deveria cobrar de outra forma as empresas que já fazem capacitação", sugere Lacarra.

A Unicsul enfrenta problema parecido. Lá, atualmente existem sete funcionários com

deficiência, quando a lei indicaria a contratação de 43. A instituição já foi autuada no final do primeiro semestre - o valor não foi revelado. Para Valéria Cristina Fidélis,

supervisora de planejamento de RH da universidade, os departamentos técnicos e administrativos são os que concentram a maior parte dos atuais empregados deficientes. "É raro aparecer esse profissional mais qualificado", afirma.

Além do trabalho interno de comunicar a abertura de processos de seleção - que são abertos para profissionais com ou sem deficiência -, a instituição faz a divulgação externa, em jornais, e contato com organizações não-governamentais e entidades que apóiam o deficiente. Mas nem sempre obtém resultados satisfatórios: "O retorno [das entidades] é muito baixo às nossas ofertas", afirma.

entidades] é muito baixo às nossas ofertas", afirma. Valéria Fidélis, da Unicsul: departamentos administrativos

Valéria Fidélis, da Unicsul:

departamentos administrativos são os que mais abrigam deficientes

http://revistaensinosuperior.uol.com.br/textos.asp?codigo=11887

Promessa de agilidade

Novo sistema eletrônico do Ministério da Educação promete dinamizar e tornar transparentes os processos de credenciamento, autorização e reconhecimento de cursos. O setor comemora a novidade, mas também critica alguns itens da ferramenta

Fabiana Lopes

Em maio de 2006, quando entrou em vigor o Decreto 5.773/06, que trata do exercício das funções de regulação,

supervisão e avaliação de instituições de educação superior e cursos superiores de graduação e seqüenciais no sistema federal de ensino, o Ministério da Educação tomou, entre outras medidas, a decisão de dinamizar e tornar mais transparente o processo de credenciamento, recredenciamento de instituições e reconhecimento de cursos. Até então, os processos eram acompanhados pelo sistema eletrônico Sapiens, mas a maior parte dos autos continuava em papel, o que representava um atraso tanto para o Ministério quanto para as instituições.

A busca pela agilidade no processo resultou no sistema e-MEC, que permite, por via totalmente eletrônica, o

credenciamento, renovação, autorização e reconhecimento de cursos das instituições de ensino superior privadas. Para as instituições públicas, a ferramenta permite apenas o reconhecimento e a renovação das graduações. O novo sistema, que deve estar disponível até o final de março, tem como base a certificação eletrônica e foi desenvolvido pela coordenação geral de informática do Ministério da Educação, de modo que seja possível a

comunicação com outros sistemas e que a tecnologia seja reutilizada para procedimentos similares em outras secretarias do Ministério. Por meio de um cadastro, tanto a instituição quanto o Ministério da Educação movimentam

o processo com assinatura digital. Assim, qualquer internauta pode consultar o andamento dos pedidos, saber em

que fase estão e em qual setor ou departamento do Ministério. "O processo eletrônico é o mais simples, mais racional e transparente, porque pode ser consultado pela internet", afirma Maria Paula Dallari Bucci, consultora jurídica do MEC. Segundo ela, a partir de agora será possível fornecer as informações para os interessados e estudantes diretamente, sem a necessidade de intermediação do Ministério. "O fornecimento de informações se torna mais efetivo, porque você supera o problema do MEC de ter pouco pessoal para processar esse material todo", diz Maria Paula.

O sistema está dividido em dois menus principais: credenciamento e autorização de curso. Depois de preencher

todos os dados da mantenedora e da mantida, o representante da instituição pode acessar o menu de credenciamento, cuja tela principal é a do PDI (Planejamento do Desenvolvimento Institucional). Nessa tela, são exigidas informações como perfil institucional; projeto pedagógico; implantação e desenvolvimento da instituição (programa de abertura de curso de graduação e seqüencial e de pós-graduação e extensão); organização didático- pedagógica da instituição; perfil do corpo docente; organização administrativa da instituição; infra-estrutura e instalações acadêmicas; e demonstrativo de capacidade e sustentabilidade financeiras, além de documentos como texto do regimento/estatuto, situação legal, regularidade fiscal e demonstração de patrimônio.

Já no menu de autorização de curso, são solicitadas informações como denominação do curso, projeto pedagógico, tipo e modalidade, local de oferta, número total de vagas ao ano, carga horária do curso, turno de funcionamento e dados do coordenador. "Depois de tudo preenchido, o sistema faz tramitar eletronicamente. Primeiro acontece a análise documental, depois o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) lança seu parecer de avaliação no sistema eletrônico e, em seguida, a Secretaria de Educação Superior (SESu) emite o parecer final e dá a decisão", afirma Maria Paula. "A instituição recebe um e-mail ou comunicação e tem um prazo para responder, para que o andamento do processo seja retomado. O fluxo é todo feito no processo eletrônico", explica.

Segundo a consultora jurídica do Ministério, foram realizadas algumas modificações em relação ao procedimento utilizado anteriormente. Antes, o MEC exigia, por exemplo, a demonstração da regularidade fiscal dos cursos e das instituições. Agora, a exigência é apenas em relação às instituições. Outras simplificações também vão acontecer no cenário da avaliação. Os processos de avaliação das instituições de ensino superior e dos cursos de graduação feitos pelo Banco de Avaliadores do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes) também devem ser integrados ao sistema e-MEC. "A tarefa do processo eletrônico é colocar tudo isso junto, funcionando de uma maneira racional e econômica", diz Maria Paula Dallari. "Não instituímos requisitos novos e nada que pudesse onerar mais o processo", afirma.

Uma das principais críticas ao sistema e-MEC é o fato de não incluir os processos de credenciamento e autorização antigos e de faltar, apesar do esforço, uma real integração de cadastros entre a nova ferramenta e o sistema Sapiens, entre outros, o que causaria, segundo os críticos do setor, a obrigatoriedade de informar os mesmos dados ao Inep e ao e-MEC. O prazo para preenchimento de formulários de avaliação, anteriormente de 30 dias, agora é de

15 dias, o que também gerou críticas. "O prazo de 30 dias é o mais adequado", afirma

consultor jurídico do Semesp, em documento encaminhado ao Ministério da Educação. O documento foi elaborado com base nas oficinas sobre a ferramenta ministradas pelo Ministério.

José Roberto Covac,

Uma das críticas é a não inclusão dos processos de credenciamento e autorização antigos e a falta de integração com o Sapiens.

Segundo o documento, as instituições também deverão providenciar outra certificação digital, já que a atual não serve para o acesso ao e-MEC. Também será necessário, agora, limitação de espaço para incluir documentação. No Sapiens, a limitação não existia. "Será necessário verificar se os técnicos não vão questionar se as informações são muito resumidas", diz Covac.

Para

deveriam ter o mesmo tratamento dos tecnológicos, com reconhecimento por área, não por curso. Segundo ele, ainda não estão definidos prazos de análise, parecer, nomeação de comissão em nenhuma das etapas. Após concluído o processo de autorização de curso, a SESu terá prazo de 30 dias para publicar a portaria de autorização ou não-autorização. "Mas o dirigente da IES saberá em que setor está tramitando o processo e quanto tempo está no setor sem análise. Assim, poderá haver processo de responsabilização dos funcionários que não cumprirem

prazos", acredita

9.784/99, cujo cumprimento é a principal reivindicação do setor.

cujo cumprimento é a principal reivindicação do setor. José Roberto Covac, outras falhas no sistema são

José Roberto Covac, outras falhas no sistema são referentes aos cursos seqüenciais - que, na sua opinião,

referentes aos cursos seqüenciais - que, na sua opinião, José Roberto Covac. Os prazos a que

José Roberto Covac. Os prazos a que o consultor jurídico se refere são os definidos na Lei

que o consultor jurídico se refere são os definidos na Lei Zacarin: mais transparência nos processos

Zacarin: mais transparência nos processos administrativos

Na opinião de Marcos Zacarin, diretor administrativo da Uniban, o sistema e-MEC promoverá a transparência nos processos administrativos e o efetivo cumprimento dos princípios que norteiam a Administração Pública Federal, previstos na Lei 9.784/99. "Os prazos contemplados em Portarias e Resoluções ou, na falta de previsão, na Lei 9.784/99, agora deverão ser também rigorosamente observados pelo MEC, CNE, Inep e Capes", afirma Zacarin. "O sistema e-MEC facilitará o controle de legalidade dos atos administrativos expedidos pela Administração Pública Federal", acredita. Segundo ele, o principal fator prejudicial às instituições no sistema antigo era justamente a falta de rigor no cumprimento de prazos pelo MEC. Afinal, ele afirma, até então a instituição tinha pouco acesso ao andamento dos processos administrativos. "Se o MEC não cumprir prazos, agora eu vou poder cobrar. É um grande passo", comemora.

Segundo Wilson Tadini, pró-reitor de pesquisa e pós-graduação do Centro Universitário de

Rio Preto (Unirp), o sistema representa, de fato, o cumprimento efetivo da Lei 9.784/99. "É um avanço muito significativo e necessário. Agora podemos contar com a fixação de prazos, que até então só eram cobrados das instituições." Ele acredita, entretanto, que serão necessários muitos avaliadores para que o sistema funcione com eficiência. "Mas ao menos saberemos com que comissão está o pedido. O e-MEC criou bancos de dados muito interessantes. Se for bem administrado, vai ser bom para as instituições e para o próprio ministério", diz.

AS NOVAS EXIGÊNCIAS DO E-MEC

Credenciamento

- perfil institucional;

- projeto pedagógico;

- implantação e desenvolvimento da instituição (programa de abertura de curso de graduação e seqüencial e de pós- graduação e extensão);

- organização didático-pedagógica da instituição;

- perfil do corpo docente;

- organização administrativa da instituição;

- infra-estrutura e instalações acadêmicas;

- demonstrativo de capacidade e sustentabilidade financeiras;

- texto do regimento/estatuto;

- situação legal;

- regularidade fiscal;

- demonstração de patrimônio.

Autorização de curso

- denominação do curso;

- projeto pedagógico;

- tipo e modalidade;

- local de oferta;

- número total de vagas ao ano;

- carga horária do curso;

- turno de funcionamento;

- dados do coordenador.

http://revistaensinosuperior.uol.com.br/textos.asp?codigo=11900

REVISTA - EDIÇÃO 101

REVISTA - EDIÇÃO 101 Gestão e transparência são fundamentais Vinícius

Gestão e transparência são fundamentais

Vinícius Gorgulho

É consenso entre os analistas que, apesar de todas as teorias e metodologias, só a concretização de uma transação

define, de fato, o valor de uma instituição. "O valor final de compra vai depender mesmo da força de negociação entre as partes, da relação entre oferta e demanda e de outros aspectos qualitativos ou subjetivos", analisa Souza Neto.

Nesse âmbito, a gestão profissional e a transparência são consideradas preponderantes para valorizar uma instituição numa transação. "Se a intenção é vender ou se fundir com outras instituições, é fundamental não ter 'esqueletos', como são chamados os passivos ocultos das empresas. Para evitar isso, é preciso fazer auditorias tributárias, trabalhistas, acadêmicas e cíveis, ou seja, sob o aspecto do consumo, do produto oferecido. Os alunos

não são bobos e a lei do consumidor está aí para protegê-los", afirma

Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo (Semesp).

de Ensino Superior no Estado de São Paulo (Semesp). José Roberto Cova c, consultor jurídico do

José Roberto Covac, consultor jurídico do

Covac chama a atenção dos mantenedores para a necessidade de capacitar os coordenadores de cursos e profissionalizá-los como gestores de projetos, que levem em consideração aspectos gerenciais, acadêmicos e de mercado.

Marcos Gregori concorda e complementa. "Profissionalizar a gestão, para reduzir a inadimplência, modernizar a atuação com reformulação curricular e capacitar os gestores dos cursos são passos importantíssimos para quem planeja uma fusão e venda, ou até para quem administra uma IES para gerar valor aos seus acionistas. Além das auditorias de diversas ordens, não é possível continuar sem elaborar um plano de negócios completo, fazer uma

apresentação da instituição formatada, a contratação de um bom assessor financeiro que possa conduzir e planejar

a negociação e adotar a governança corporativa."

Veja tabela

Apontada por dez entre dez analistas como item de necessidade básica de qualquer instituição, a governança corporativa é uma série de práticas calcadas na transparência na gestão, na elaboração de relatórios financeiros fiéis, na estrutura societária e no respeito aos sócios minoritários. De acordo com o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), o termo designa "o sistema pelo qual as sociedades são dirigidas e monitoradas, envolvendo os relacionamentos entre Acionistas/Cotistas, Conselho de Administração, Diretoria, Auditoria Independente e Conselho Fiscal. As boas práticas de governança corporativa têm a finalidade de aumentar o valor da sociedade, facilitar seu acesso ao capital e contribuir para a sua perenidade".

Duque Estrada é categórico. "Tudo começa com uma mudança de cultura, que inclua visão de negócio e governança. Sem isso, a chance de morrer na praia é grande. Quanto mais transparentes, enxutos, eficazes e eficientes são os processos de uma empresa, obviamente, mais ela vai valer."

Veja também:

Quanto vale uma instituição?

Especialistas ensinam a fazer a conta

A consolidação do mercado

Reforma universitária volta ao ponto zero

A era do capital aberto

http://www2.camara.gov.br/comissoes/cec/cobertor-curto-para-

financiamento-das-anuidades-

do/?searchterm=José%20Roberto%20Covac

Cobertor curto para financiamento das anuidades do Ensino Superior

04/07/2008

O cobertor é curto para que os recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) sejam

utilizados para pagar anuidade do ensino superior, contrariando o PL 5.706/2005, do Senador Leomar Quintanilha, que abre esta alternativa para alunos carentes e que está sendo relatado pelo

deputado Lira Maia (DEM/PA), na Comissão de Educação e Cultura da Câmara.

A discussão sobre este tema aconteceu na última terça-feira, na audiência pública promovida

pela Comissão de Educação e Cultura da Câmara, por iniciativa do deputado Pedro Wilson (PT/GO). O FAT destina 20% para a Desvinculação das Receitas da União (DRU). Dos 80% restantes, 60% vão para Programas de Pagamentos de Benefícios, como seguro-desemprego e abono salarial, e 40% para o Programa de Desenvolvimento Econômico do BNDES. "Ou se reduz a despesa ou se aumentam os impostos. No segundo caso, ninguém quer", afirmou o presidente do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) e

representante do Ministério do Trabalho e Emprego, Luiz Fernando de Souza Emediato.

O uso dos recursos do FAT está longe de se tornar uma realidade para bancar a anuidade escolar.

A receita do FAT, que era de R$ 23 bilhões em 2004, pulou para R$ 29 bilhões ano passado. A

despesa cresceu ainda mais. Em 2004 era de R$ 16 bilhões e em 2007 chegou a R$ 26 bilhões. As projeções sinalizam um déficit a partir de 2010. Em 2011, prevê-se uma receita de R$ 41 bilhões, contra R$ 45 bilhões de despesa. O aumento no repasse para o seguro-desemprego e

abono salarial serão os grandes responsáveis por este número negativo daqui a três anos.

Na outra ponta, os números também não são generosos. Dos cerca de 3,7 milhões de jovens que

se inscreveram no ENEM, em 2006, apenas 1,4 milhão ingressaram no ensino superior. "Há uma

população de 2,3 milhões de jovens sem acesso a essa modalidade de ensino, possivelmente porque lhes faltam recursos financeiros para custear seus estudos", conta o membro do Conselho da Presidência da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abms) e reitor do

Centro Universitário de Maringá, Wilson de Matos

viabilizar fundos que possam financiar os estudos da população de baixa renda", acrescentou.

"Existe uma necessidade premente de

Como a meta do Plano Nacional de Educação é de promover a oferta de educação superior para 30% dos jovens, com um incremento de 5 milhões de novos estudantes, seria necessário, tomando por base a anuidade média de R$ 7 mil, R$ 28 bilhões ao ano, por quatro anos, totalizando cerca de R$ 112 bilhões, que deveriam permanecer no sistema para financiamentos futuros. Por mais que o Governo Federal se esforce para abrir novos cursos, inaugurar novas universidades públicas e abri-la à noite não será o suficiente para atender a demanda daqueles que querem ingressar no ensino superior.

A necessidade de se buscar novas formas de financiamento para custear as anuidades da educação superior é uma das metas da Comissão, destaca o presidente deputado João Matos (PMDB/SC). "Não existe programa de inclusão social que supere um projeto de educação com qualidade", acrescenta. "O índice de inclusão de alunos no ensino superior brasileiro é reduzido", reconhece o Consultor Jurídico do Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos

de Ensino Superior no Estado de São Paulo (Semesp),

José Roberto Covac.

http://www.direito2.com.br/acam/2007/mai/31/associacao-

educacional-explica-inadimplencia-do-setor

Associação educacional explica inadimplência do setor

Por: Agência Câmara Data de Publicação: 31 de maio de 2007

Envie para:

Data de Publicação: 31 de maio de 2007 Envie para : Índice Texto Anterior | Próximo
Data de Publicação: 31 de maio de 2007 Envie para : Índice Texto Anterior | Próximo

Índice

de Publicação: 31 de maio de 2007 Envie para : Índice Texto Anterior | Próximo Texto

Texto Anterior | Próximo Texto

2007 Envie para : Índice Texto Anterior | Próximo Texto Links Patrocinados O diretor-executivo da Associação

Links Patrocinados

O diretor-executivo da Associação Brasileira de Mantenedores do Ensino Superior (Abmes), José Augusto Padilha, afirmou

que o endividamento do setor deve-se à inadimplência dos alunos, cujo índice, segundo ele, chega a 30%. "A redução no faturamento fez as instituições ficarem inadimplentes com alguns impostos", disse.

O

presidente da Associação Brasileira de Direito Educacional (ABDE),

O presidente da Associação Brasileira de Direito Educac ional (ABDE), José Roberto Covac, criticou o aumento

José Roberto Covac, criticou o aumento da

participação das instituições de ensino superior no risco de inadimplência do Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies) de 5% para 50%, previsto no Projeto de Lei 920/07 . Durante audiência pública promovida pela

Comissão de Educação e Cultura, Covac disse que as escolas precisariam manter estruturas de Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e Serasa internamente para avaliar o risco de inadimplência do aluno.

Para o deputado Átila Lira (PSB-PI), a inadimplência deve-se ao desemprego e ao baixo salário dos estudantes. "O salário hoje é equivalente a uma mensalidade", comparou.

O relator do projeto na comissão, deputado Rogério Marinho (PSB-RN), ressaltou que é a favor do aumento da

responsabilidade das faculdades. O parlamentar, porém, defendeu que o novo índice fique abaixo de 50%.

Sobra de vagas

O senador Wilson Matos (PSDB-PR), que compareceu ao debate, apontou que há 2 milhões de jovens fora da universidade

ao passo que sobram vagas financiadas pelos dois principais programas federais de inclusão universitária. De acordo com o deputado Rogério Marinho, das 100 mil vagas oferecidas no Fies ano passado, apenas 58.307 foram preenchidas. No ProUni sobraram 11.057 vagas para o primeiro semestre de 2007.

Matos afirmou que, no caso do ProUni, o problema é o exame seletivo. "Todos os alunos que concluem o ensino médio deveriam ter direito a cursar o ensino superior. As deficiências do aluno são culpa do próprio Estado. Portanto, não faz sentido puni-lo", disse.

Marinho destacou ainda que os estudantes estão com dificuldades para conseguir fiador para ter acesso ao Fies. Ele defendeu sua proposta de instituir a figura do "fiador solidário", um sistema em que um grupo de quatro seja fiador um do outro entre si como alternativa ao sistema atual, em que o fiador é um terceiro com renda e bens suficientes para pagar o financiamento estudantil.

Reportagem - Edvaldo Fernandes

Edição - Regina Céli Assumpção

Próximo texto:

ACam Governo anuncia envio de projeto sobre resíduos sólidos

Texto Anterior:

ACam Qualidade de curso será requisito para quitação de dívida

Índice da edição - 31

http://www.estudante.adm.br/news.php?cod=65

Justiça põe fim à cobrança por diploma

30/11/2007 12:55 GMT

por admin

Por Lilian Burgardt Uma ação movida na última semana pelo MPF (Ministério Público Federal) contra a cobrança dos diplomas em 13 instituições particulares do Ensino Superior de São Paulo recebeu, no último dia 11, parecer favorável da Justiça.

A decisão, publicada, hoje, no site oficial da Procuradoria da República garante que estudantes

recebam o diploma sem qualquer custo.

A juíza Fernanda Souza Hutzler, da 20ª Vara Federal Cível de São Paulo, concedeu a liminar com base

na existência da Norma federal do Conselho Nacional de Educação, editada em 1989, e jurisprudência posterior, proibindo as Instituições de Ensino Superior privadas de cobrar qualquer taxa para a

expedição de diplomas, uma vez que a lei determina que tal serviço não é extraordinário.

MEC diz: diplomas fazem parte da conclusão do curso

Em nota oficial, MEC (Ministério da Educação) se pronuncia a favor da liminar e diz que atuará para o cumprimento da lei. "Com o objetivo de atender a um conjunto de demandas em torno da cobrança para expedição de diplomas por parte de IES (Instituições de Ensino Superior), a SeSu (Secretaria de Educação do Superior do Ministério da Educação) corrobora o entendimento que a expedição do certificado, de acordo com embasados pareceres jurídicos, é ato indissociável da conclusão do curso, não podendo ser considerada, portanto, serviço extraordinário já que, nos termos do art. 48 da Lei 9.394/961 (LDB), trata-se de documento legalmente estabelecido como meio de prova da formação acadêmica." Clique para ler a nota oficial na íntegra.

Segundo a decisão da juíza, o fornecimento de certificados e diplomas de conclusão de curso está entre os encargos educacionais sujeitos à cobrança por meio de anuidade escolar a ser paga pelo aluno. Em seu texto, a magistrada destaca: "o aluno se matricula no curso para, ao final, receber o

diploma registrado e reconhecido pela instituição educacional, pagando por isso ao longo de toda sua vida acadêmica."

A boa notícia para os estudantes é que, por se tratar de uma lei federal, ela pode ser estendida para

todas as instituições privadas de Ensino Superior, desde que os ministérios públicos estaduais entrem

com ação nesse sentido. É o que já acontece nos estados do Ceará, Goiás, Rio Grande do Sul e Distrito Federal.

A novidade abalou o setor, uma vez que já é praxe das Instituições de Ensino Superior privadas cobrar

pela emissão do documento. Em 10 de fevereiro de 2006, uma lei estadual de autoria do então deputado estadual Donisete Braga (PT-SP) publicada no Diário Oficial, causou furor por limitar a cobrança pela emissão do diploma nas Instituições de Ensino Superior privadas do estado de São

Paulo a 5 Ufesps (Unidades Federativas do Estado). Na época, essa limitação representava o equivalente a R$ 69,95. Desde então, universidades e alunos travam uma briga para conseguir seu diploma de acordo com a lei estadual. Universidades alegavam responder apenas à União, enquanto alunos queriam fazer valer

o seu direito. Na briga, a UNE (União Nacional dos Estudantes) se uniu ao Procon-SP (Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor) para evitar a cobrança indevida. Assim, quem quisesse seu

diploma de acordo com a lei estadual era obrigado a entrar com um pedido munido da cópia da

legislação e aguardar a aprovação da instituição. Caso o pedido fosse indeferido, o estudante poderia procurar a ouvidoria do estudante da UNE que oferece assistência jurídica gratuita em proteção aos seus direitos. Na época, entrevistado pelo Universia, o presidente do Semesp (Sindicato das Entidades Mantenedoras das Instituições de Ensino do Estado de São Paulo), Hermes Ferreira Figueiredo, declarou que considerava a medida autoritária, pois feria a autonomia das universidades que, segundo

o MEC, têm total gerência sobre suas contas e sobre a forma como podem cobrar em relação aos seus

serviços. Ainda assim, não aconselhava que nenhuma instituição de Ensino Superior privada fosse contra a legislação. Hoje, nem o próprio MPF, nem o Semesp reconhecem a lei estadual. Ambos alegam que a questão da fiscalização da emissão do diploma é de responsabilidade da União. Motivo que levou o MPF a entrar com uma ação afim de regular, de vez, a questão.

Para o consultor jurídico do Semesp, José Roberto Covac, assim como a lei estadual de 2006 - sobre a

qual o Semesp move uma ação de inconstitucionalidade -, a decisão da juíza pode levantar um outro

problema: a falsificação dos diplomas. "O selo especial ou o papel de pele de carneiro são diferenciais que ajudam a conferir a autenticidade do documento. Se os diplomas passarem a serem expedidos em papel sulfite serão muito mais fáceis de serem falsificados", diz. Com relação à Norma do Conselho editada em 1989, o consultor explica que leis posteriores como a lei 8.170, a 9.170 e o próprio Código de Defesa do Consumidor não a recepcionaram. Isso quer dizer que, antigamente, o Conselho Federal de Educação era o responsável por disciplinar os valores escolares. Hoje, não cabe mais a este órgão. Além disso, o artigo 207 da Constituição - que trata da autonomia - permite que as universidades estabeleçam os valores pelos serviços oferecidos e possam, elas mesmas, ser responsáveis pela emissão dos diplomas. "O problema são os centros universitários

e as faculdades isoladas que não têm a mesma autonomia", diz Covac. Hoje, estas instituições têm

seus diplomas expedidos pela USP (Universidade de São Paulo). Para Covac, depois da concessão dessa liminar, a recomendação do sindicato é que as instituições a cumpram, mas lembra que a entidade deverá recorrer para, em sua opinião, promover o equilíbrio do setor. "Mais uma vez é preciso pensar em uma forma de manter a qualidade da autenticação para que

uma forma de manter a qualidade da autenticação para que o processo de certificação não seja

o

processo de certificação não seja prejudicado", defende.

O

que muda com a ação do MPF?

Segundo o procurador da República Sergio Gardenghi Suiama, no ano passado, o Ministério Público recebeu um documento sugerindo a investigação do problema. Foi então que chegou a Norma editada em 1989 que exime os estudantes de todo o País do pagamento de qualquer taxa pelo recebimento do diploma. "Cobrar o diploma do aluno que já paga a mensalidade é o mesmo que exigir que o estudante pague a mais para ter acesso à biblioteca", compara Suiama. Até o momento, a liminar é válida contra as universidades que responderam ofício do MPF afirmando que cobram pela expedição dos diplomas ou que foram denunciadas por alunos que questionaram a cobrança. Ela também beneficiará os alunos já graduados que ainda não retiraram seus certificados pelo não-pagamento da taxa. Caso a liminar seja descumprida, o MPF pede a multa de R$ 10 mil por dia para cada aluno sobre o qual for cobrada a taxa. As treze instituições atingidas pela liminar são: Uniban (Universidade Bandeirante), Unicsul (Universidade Cruzeiro do Sul), PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), São Judas (Universidade São Judas Tadeu), Unicid (Universidade Cidade de São Paulo), Unib (Universidade Ibirapuera), UniSant´Anna (Centro Universitário Sant'Anna), Associação Educativa Campos Salles, FMU (Faculdades Metropolitanas Unidas), UniFIEO (Centro Universitário FIEO), São Marcos, Unisa (Universidade Santo Amaro) e Unicastelo (Universidade Camilo Castelo Branco). Os alunos das 13 universidades rés da ação que já pagaram a taxa para a confecção do diploma deverão aguardar a sentença final do processo para pleitear a devolução dos valores pagos ou então ingressar com ações individuais com a mesma finalidade. Em Bauru, cidade onde o MPF moveu ação do mesmo gênero em 2006, o juiz da 1ª Vara Federal, Roberto Lemos dos Santos Filho, concedeu sentença em junho deste ano para impedir a cobrança da taxa de expedição e/ou registro de diplomas para os alunos de 17 universidades da região e determinou, ainda, que a União fiscalize essas instituições quanto ao cumprimento das normas gerais de educação nacional. De posse deste resultado, o MPF pretende seguir adiante com as ações contra outras instituições privadas de Ensino Superior. "Começamos pelos centros universitários, mas há muitas instituições privadas de Ensino Superior constituídas como faculdades isoladas que também deverão ser procuradas pelo MPF", diz.

Além das faculdades, o MPF também acionou a União e pede que, ao final do processo, o governo federal seja obrigado a cumprir sua função fiscalizadora sobre o Ensino Superior privado e exija das instituições o cumprimento das normas gerais da educação nacional. Dentre elas, a que impede a cobrança pela expedição ou registro do diploma. Para a atual presidente da UNE (União Nacional dos Estudantes), Lúcia Stumpf, não há dúvida de que

a questão dos diplomas é um dos principais problemas enfrentados pelos estudantes nas

universidades particulares por uma falta de regulamentação do setor. Daí a importância da interferência do Ministério Público neste impasse. Além disso, se for confirmada a entrada do MEC na fiscalização da cobrança da taxa pelos diplomas, trata-se de uma novidade que, em sua opinião, vai garantir o direito dos estudantes. "Até hoje, cabia aos alunos por meio da UNE se organizarem, pedirem a ajuda do Procon-SP e da ouvidoria dos estudantes. Sem dúvida a entrada do MEC irá conferir mais peso ao cumprimento do dever", acredita Lúcia.

Disponível em: http://www.universia.com.br/materia/materia.jsp?materia=14387

http://www.migalhas.com.br/mostra_noticia_articuladas.aspx?cod=80

007

As entidades beneficentes de assistência social e o seu papel no ensino superior

José Roberto Covac*

Kildare Araújo Meira*

O mercado educacional universitário tem se transformado radicalmente. O marco inicial desta mudança foi a Lei nº 9394/96 (LDB - clique aqui), antes deste diploma legal as entidades privadas só poderiam oferecer o ensino universitário constituídas como entidades sem fins lucrativos.

Antes de 1996, não haviam entidades lucrativas constituídas no ensino superior e a partir do momento em que a nova LDB permitiu às Instituições de ensino superior assumirem novas formas societárias, inclusive empresariais, aquelas instituições de natureza familiar, que tinham uma

aquelas instituições de natureza familiar, que tinham uma estrutura sem fins lucrativos por força da legislação,

estrutura sem fins lucrativos por força da legislação, começaram a migrar para uma formatação comercial.

Nesses mais de dez anos que se permitiu no ensino superior a existência de instituições com outras constituições societárias, há uma nítida alteração da composição do mercado educacional universitário, sendo que hoje as instituições filantrópicas que atuam no ensino superior passam a ser minoria no mercado.

Observa-se nesse processo de alteração do mercado que as instituições universitárias que permaneceram com uma constituição sem fins lucrativos, e lutando para serem beneficentes de assistência social, em sua esmagadora maioria, o fizeram por terem uma vocação filantrópica, uma vocação para a assistência social. Notadamente, as instituições educacionais universitárias filantrópicas são fundações (que tem imensa dificuldade em proceder a alteração nas sua estruturas societárias), confessionais e entidades comunitárias.

Desse modo, não é razoável crer que o mercado educacional privado brasileiro irá prescindir das entidades beneficentes de assistência social; primeiro, porque como identificado, há um grupo de entidades que tem tal vocação e irão lutar pela manutenção de seu status; segundo, que a legislação e jurisprudência pátria autorizam as instituições educacionais a atuarem como beneficentes de assistência social.

Nessa direção, a perspectiva para o mercado do ensino superior é de coexistência de entidades beneficentes de assistência social, em um número mais reduzido, com uma maioria de empresas de educação.

O papel das entidades universitárias privadas beneficentes neste mercado estará

cada vez mais atrelado aos ditamos do MEC, pois a legislação que emergirá desse imbróglio

causado pela Medida Provisória 446/08 (clique aqui), que vigorou e depois foi rejeitada, certamente vai caminhar na direção da setorização das Entidades Beneficentes de Assistência Social e a vinculação delas a uma política pública definida, que no caso das educacionais será ditada pelo MEC.

Há no Congresso um sentimento de discussão sobre a norma que vai substituir a MP 446/08. Porém, já podemos identificar alguns cenários já sólidos, como o fato que os ditames da atual Lei nº 8212/91 não permanecerão e que as instituições educacionais terão sua certificação como entidades beneficentes sob a tutela do MEC, limitadas a sua consecução de política de assistência social a distribuição de bolsa de estudo, ou seja, o que vai surgir como exigência para certificação dessas entidades será próximo do que exige a Lei do Prouni.

Se a MP 446/08 trouxe instabilidade sobre a legislação aplicável, pode se dizer também que ela gerou por um comando expresso, que se materializou como direito adquirido e se cristalizou através das resoluções CNAS nas renovações de CEAS das entidades (incluída as educacionais) com validades diversas (2009, 2010 e 2011), uma situação de segurança jurídica melhor do que a anterior, sendo que, mesmo com uma vindoura legislação, esta não poderá desconstituir o ato jurídico perfeito materializado na resolução CNAS e o direito adquirido gerado pela publicação no diário oficial da Medida Provisória 446/2008.

A manutenção do status de beneficente gera estabilidade para as entidades, pelo

menos até a renovação do próximo certificado.

Contudo, existe grande dúvida para passo seguinte (próxima renovação), especialmente sobre quais os critérios que serão adotados, isso porque essa legislação vigente não perdurará ao 2º semestre deste ano, período que a grande parte das entidade terá que renovar o seu certificado. É necessário que o Congresso Nacional, estabeleça com agilidas os novos prazos e regras para o setor filantrópico.

Esta insegurança com relação à legislação da filantropia, cria para tais entidades uma dificuldade a mais em sua gestão, eis que elas são as principais vitimas do manancial de legislação, ou seja, em que pese terem o certificado concedido, o órgão de fiscalização constituem, lançam e criam um passivo impagável.

Regras claras, bem fundamentadas e que lhes permitam gozar dos benefícios fiscais com segurança jurídica, evitando a criação de passivos e contingentes a serem dividados por suas auditorias é o que carecem tais entidades em um cenário de futuro imediato.

É ignorância ou má fé acreditar que as entidades beneficentes educacionais são

organizações montadas para fraudar o fisco. Estas entidades possuem um escopo claro; o

de fazer política pública de assistência social por meio da educação, preparando o cidadão

para o mercado de trabalho e dessa forma materializando o comando do artigo 203, inciso

III da Constituição (clique aqui), que define como objetivo da política de assistência social a "a

promoção a integração ao mercado de trabalho".

E o melhor na atuação das entidades beneficentes educacionais é que elas realizam

seus objetivos de maneira inteligente, criam fontes de renda por meio de sua atividade

econômica, cobrando de quem pode pagar para financiar a atividade de quem não pode.

Para o Estado, a existência das entidades educacionais universitárias beneficentes é

extremamente vantajoso, eis que elas vagas exclusivas para carentes (o que inexiste nas universidades públicas), via Prouni e bolsas sociais da instituições a um custo mais barato

do que a vaga na Universidade Federal.

A atuação das entidades beneficentes universitárias põe na pauta uma discussão que

o país deve fazer de forma racional sobre os efeitos maléficos de se tributar a atividade educacional. É evidente que tal tributação depõe contra o desenvolvimento do país e inibe o

progresso.

Em conclusão, resta cada vez mais claro que, para o mercado educacional, o número

de Entidades Beneficentes de Assistência Social será menor, mas as que restarem terão um

papel importante na acessibilidade e disponibilização de vagas para a população carente, provocando um questionamento sobre a função das universidades públicas e, por outro lado, regulando as empresas de educação quanto ao preço e qualidade, no primeiro critério

pelo seu menor custo tributário e no segundo pela força de suas tradições.

As Entidades Beneficentes de Assistência Social de Ensino Superior são o meio termo necessário entre a noção de atividade educacional estatal e empresarial.

*Sócios do escritório Covac - Sociedade de Advogados

*Sócios do escritório Covac - Sociedade de Advogados Esta matéria foi colocada no ar or iginalmente

Esta matéria foi colocada no ar originalmente em 13 de março de 2009.

http://www.scribd.com/doc/12935993/As-Entidades-Beneficentes-de-

Assistencia-Social-e-o-Seu-Papel-No-Ensino-Superior

As Entidades Beneficentes de Assistência Social e o seu Papel no Ensino Superior

*Por José Roberto Covac e Kildare Araújo Meira

O mercado educacional universitário tem se transformado radicalmente. O marco inicial desta mudança foi a Lei nº 9394/96 (LDB), antes deste diploma legal as entidades privadas só poderiam oferecer o ensino universitário constituídas como entidades sem fins lucrativos. Antes de 1996, não haviam entidades lucrativas constituídas no ensino superior e a partir do momento em que a nova LDB permitiu às Instituições de ensino superior assumirem novas formas societárias, inclusive empresariais, aquelas instituições de natureza familiar, que tinham uma estrutura sem fins lucrativos por força da legislação, começaram a migrar para uma formatação comercial. Nesses mais de dez anos que se permitiu no ensino superior a existência de instituições com outras constituições societárias, há uma nítida alteração da composição do mercado educacional universitário, sendo que hoje as instituições filantrópicas que atuam no ensino superior passam a ser minoria no mercado. Observa-se nesse processo de alteração do mercado que as instituições universitárias que permaneceram com uma constituição sem fins lucrativos, e lutando para serem beneficentes de assistência social, em sua esmagadora maioria, o fizeram por terem uma vocação filantrópica, uma vocação para a assistência social. Notadamente, as instituições educacionais universitárias filantrópicas são fundações (que tem imensa dificuldade em proceder a alteração nas sua estruturas societárias), confessionais e entidades comunitárias. Desse modo, não é razoável crer que o mercado educacional privado brasileiro irá prescindir das entidades beneficentes de assistência social; primeiro, porque como identificado, há um grupo de entidades que tem tal vocação e irão lutar pela manutenção de seu status; segundo, que a legislação e jurisprudência pátria autorizam as instituições educacionais a atuarem como beneficentes de assistência social.Nessa direção, a perspectiva para o mercado do ensino superior é de coexistência de entidades beneficentes de assistência social, em um número mais reduzido, com uma maioria de empresas de educação. O papel das entidades universitárias privadas beneficentes neste mercado estará cada vez mais atrelado aos ditamos do MEC, pois a legislação que emergirá desse imbróglio causado pela Medida Provisória 446/08, que vigorou e depois foi rejeitada, certamente vai caminhar na direção da setorização das Entidades Beneficentes de Assistência Social e a vinculação delas a uma política pública definida, que no caso das educacionais será ditada pelo MEC.Há no Congresso um sentimento de discussão sobre a norma que vai substituir a MP 446/08. Porém, já podemos identificar alguns cenários já sólidos, como o fato que os ditames da atual Lei nº 8212/91 não permanecerão e que as instituições educacionais

terão sua certificação como entidades beneficentes sob a tutela do MEC, limitadas a sua consecução de política de assistência social a distribuição de bolsa de estudo, ou seja, o que vai surgir como exigência para certificação dessas entidades será próximo do que exige a Lei do Prouni.Se a MP 446/08 trouxe instabilidade sobre a legislação aplicável, pode se dizer também que ela gerou por um comando expresso, que se materializou como direito adquirido e se cristalizou através das resoluções CNAS nas renovações de CEAS das entidades (incluída as educacionais) com validades diversas (2009, 2010 e 2011), uma situação de segurança jurídica melhor do que a anterior, sendo que, mesmo com uma vindoura legislação, esta não poderá desconstituir o ato jurídico perfeito materializado na resolução CNAS e o direito adquirido gerado pela publicação no diário oficial da Medida Provisória 446/2008.

http://sptv.globo.com/Sptv/0,19125,LPO0-6147-20070905-

299946,00.html

05.09.2007 Ministério Público Federal quer acabar com taxa do diploma Reportagem de Guilherme Portanova Os
05.09.2007
Ministério Público Federal quer acabar com taxa do diploma
Reportagem de Guilherme Portanova
Os estudantes reclamam dos valores cobrados pelas
universidades.

Antes de entrar no mercado, os estudantes precisam pagar pelo diploma. A universidade não abre mão de receber a taxa. “Eles disseram que a gente tem uma taxa de cerca de R$ 70 para pagar e informaram que esse valor já é um pouco menor do que no ano passado que foi de mais de R$ 200”, reclama a estudante Amanda Rodrigues.

Na região metropolitana, o menor valor cobrado é o da faculdade Camilo Castelo Branco, R$ 50. E o maior, é do Centro Universitário de Osasco, R$ 150.

As universidades cobram pelo diploma com base em uma lei estadual de 2006. Mas o Ministério Público Federal entende que a cobrança é ilegal pois desde 1989 o Conselho

Nacional de Educação proibiu este tipo de cobrança

De acordo com o Ministério Público, o valor do diploma está embutido nas mensalidades. Denúncias feitas por alunos resultaram em uma ação judicial contra 13 instituições de ensino da capital e de Osasco.

“Se o estudante não pagar ele não consegue o diploma e não consegue depois prestar um concurso, um exame da ordem e exercer sua profissão. Para nós é importante garantir que ele não seja privado do exercício profissional por causa da cobrança ilegal da taxa de diploma”, disse o procurador da República, Sérgio Suiama.

“As normas de 89 não prevalecem mais no mundo jurídico. Os serviços não educacionais e

cobrados a parte, obrigatoriamente a instituição divulga esses valores de um edital que

liberado previamente antes do período Estabelecimentos de Ensino Superior,

letivo” , alega o representante do Sindicato dos

José Roberto Covac.

As reclamações sobre a taxa do diploma podem ser encaminhadas ao Ministério Público Federal pelo telefone 3253-7800.

1.

http://stoa.usp.br/shigueharum/weblog/35515.html

1. • http://stoa.usp.br/shigueharum/weblog/35515.html 14 de Novembro de 2008 | Atualizado às 13:38h 2. 3. 4. 5.

14 de Novembro de 2008 | Atualizado às 13:38h

14 de Novembro de 2008 | Atualizado às 13:38h 2. 3. 4. 5. Ministério do Trabalho

2.

3.

4.

5.

Ministério do Trabalho

Sexta-Feira, 14 de Novembro de 2008 | Versão Impressa

Lei de estágio causa queda em número de vagas

Ambigüidades da nova legislação, em vigor há 45 dias, foram reconhecidas pelo próprio

1.

Em 45 dias, desde que a nova lei de estágio foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula

da Silva, o número de vagas oferecidas no País caiu 40%, de acordo com levantamento da Associação Brasileira de Estágios (Abres). A oferta caiu de 55 mil postos mensais para 33 mil. O

motivo, segundo a entidade, é o desconhecimento das novas regras, que têm assustado e confundido as empresas e as instituições de ensino superior. Apenas o Centro de Integração Empresa-Escola (Ciee) já fez cerca de 30 mil atendimentos para solucionar dúvidas de empresários, instituições de ensino e estudantes.

Leia a íntegra da nova lei do estágiode empresários, instituições de ensino e estudantes. Opine: as novas normas prejudicam o estagiário? Leia artigo

Opine: as novas normas prejudicam o estagiário?ensino e estudantes. Leia a íntegra da nova lei do estágio Leia artigo e acompanhe a

Leia artigo e acompanhe a discussão do assuntodo estágio Opine: as novas normas prejudicam o estagiário? Além disso, a burocracia exigida para adaptar

estagiário? Leia artigo e acompanhe a discussão do assunto Além disso, a burocracia exigida para adaptar
estagiário? Leia artigo e acompanhe a discussão do assunto Além disso, a burocracia exigida para adaptar

Além disso, a burocracia exigida para adaptar contratos e modificar as propostas pedagógicas dos cursos torna o processo ainda mais lento. "Acreditamos que levará cerca de dois anos para que a situação se normalize e a oferta volte ao normal", afirma Seme Arone Júnior, presidente da Abres. "Isso porque as faculdades não se prepararam e as empresas estão com medo. Há muita falta de informação", diz ele. Arone Júnior, no entanto, acredita que a lei, apesar da confusão inicial, será benéfica para os estagiários, que terão mais garantias de respeito ao seu desenvolvimento educacional.

Um dos pontos da lei que provocaram confusão e empacaram os estágios foi a determinação de que os estágios não obrigatórios constem do projeto pedagógico dos cursos de graduação - até então, isso não era requisito. Desse modo, se a instituição ainda não atualizou seu projeto - e em algumas isso é um processo demorado, que depende de votação em conselhos universitários, por exemplo -, ela não poderá assinar ou renovar o contrato de estágio do aluno.

Outros pontos polêmicos são a jornada diária da atividade (de 8 para 6 horas semanais), o tempo de permanência no mesmo estágio (restrito a dois anos) e os benefícios obrigatórios. O secretário de Políticas Públicas de Emprego do Ministério do Trabalho, Ezequiel Sousa do Nascimento, afirma que a pasta pretende publicar uma instrução normativa para dirimir as dúvidas em até 15 dias. "Vamos nos reunir terça e quarta-feira para redigir o texto", diz Nascimento.

Para tentar acabar com as polêmicas, o Ministério da Educação também se pronunciará oficialmente. A coordenadora de políticas públicas da Secretaria de Educação Profissional e Técnica do Ministério da Educação (MEC), Caetana Juracy Rezende Silva, que participou da elaboração da lei, diz que o MEC enviará até o fim do mês um comunicado às instituições de ensino com instruções práticas.

APLICAÇÃO

A falta de clareza de alguns artigos é mencionada mesmo por quem defende a nova lei.

Coordenadora dos estágios do curso de Enfermagem do Centro Universitário São Camilo, em São Paulo, Taís Fortes considera a lei um avanço por dificultar a utilização do estagiário como mão-de-

obra barata. Mas tem dúvidas. Ela não sabe, por exemplo, se o artigo 14, que afirma se aplicar "ao estágio a legislação relacionada à saúde e segurança no trabalho", implica a exigência de exames médicos admissionais e demissionais.

Caetana explica que a intenção desse artigo não era exigir esses exames, mas garantir aos

estagiários os instrumentos e procedimentos de segurança utilizados pelos funcionários da empresa. A gerente jurídica e de desenvolvimento de projetos sociais do Ciee, Maria Nilce Mota, comemora a interpretação de Caetana, mas afirma que, até a publicação da instrução normativa,

a entidade vai recomendar às empresas, de forma preventiva, a realização dos exames. Maria

Nilce considera que a diminuição na oferta de vagas é apenas temporária e só vai durar até as

empresas e instituições fazerem os ajustes.

O assessor jurídico do Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino

das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo (Semesp), José Ro

Superior no Estado de São Paulo (Semesp), José Roberto Covac, afirma que a lei mais atrapalha do

que ajuda os estagiários. Ele argumenta que a nova lei engessa as relações entre estudante, escola e empresa. "Alguns estágios tornam-se inviáveis com a carga horária de seis horas e o período máximo de dois anos na mesma empresa." Ele afirma que não seria necessário criar uma nova lei: bastaria fiscalizar as condições de atividade dos estagiários.

Caetana entende que, no início, a lei pode dar a impressão de que prejudica o estagiário. "Afinal, alguns se submetem a um estágio precário porque precisam da remuneração", aponta. "Mas, depois, é fácil compreender que todos são beneficiados quando não se reforça a precarização das condições de trabalho."

o

COMENTÁRIOS

http://tutorunopar.blogspot.com/2008_11_01_archive.html

Lei de estágio causa queda em número de vagas

Lei de estágio causa queda em número de vagas Não canso de dizer, tudo que é

Não canso de dizer, tudo que é novo cria uma certa resistência, com a Nova Lei que regulamenta o estágio, não seria diferente, conforme reportagem abaixo, a oferta de estágios caiu vertiginosamente após a implementação da citada lei, culpa do rigor excessivo da mesma? Acredito que não, essa resistência deve-se mais ao desconhecimento e ao temor que normalmente as mudanças ocasionam.

Ambigüidades da nova legislação, em vigor há 45 dias, foram reconhecidas pelo próprio Ministério do Trabalho

Alexandre Gonçalves e Simone Iwasso, de O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO - Em 45 dias, desde que a nova lei de estágio foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o número de vagas oferecidas no País caiu 40%, de acordo com levantamento da Associação Brasileira de Estágios (Abres). A oferta caiu de 55 mil postos mensais para 33 mil. O motivo, segundo a entidade, é o desconhecimento das novas regras, que têm assustado e confundido as empresas e as instituições de ensino superior. Apenas o Centro de Integração Empresa-Escola (Ciee) já fez cerca de 30 mil atendimentos para solucionar dúvidas de empresários, instituições de ensino e estudantes.

Além disso, a burocracia exigida para adaptar contratos e modificar as propostas pedagógicas dos cursos torna o processo ainda mais lento. "Acreditamos que levará cerca de dois anos para que a situação se normalize e a oferta volte ao normal", afirma Seme Arone Júnior, presidente da Abres. "Isso porque as faculdades não se prepararam e as empresas estão com medo. Há muita falta de informação", diz ele. Arone Júnior, no entanto, acredita que a lei, apesar da confusão inicial, será benéfica para os estagiários, que terão mais garantias de respeito ao seu desenvolvimento educacional.

Um dos pontos da lei que provocaram confusão e empacaram os estágios foi a determinação de que os estágios não obrigatórios constem do projeto pedagógico dos cursos de graduação – até então, isso não era requisito. Desse modo, se a instituição ainda não atualizou seu projeto – e em algumas isso é um processo demorado, que depende de votação em conselhos universitários, por exemplo –, ela não poderá assinar ou renovar o contrato de estágio do aluno.

Outros pontos polêmicos são a jornada diária da atividade (de 8 para 6 horas semanais), o tempo de permanência

no mesmo estágio (restrito a dois anos) e os benefícios obrigatórios. O secretário de Políticas Públicas de Emprego

do Ministério do Trabalho, Ezequiel Sousa do Nascimento, afirma que a pasta pretende publicar uma instrução

normativa para dirimir as dúvidas em até 15 dias. "Vamos nos reunir terça e quarta-feira para redigir o texto", diz

Nascimento.

Para tentar acabar com as polêmicas, o Ministério da Educação também se pronunciará oficialmente. A coordenadora de políticas públicas da Secretaria de Educação Profissional e Técnica do Ministério da Educação (MEC), Caetana Juracy Rezende Silva, que participou da elaboração da lei, diz que o MEC enviará até o fim do mês um comunicado às instituições de ensino com instruções práticas.

APLICAÇÃO

A falta de clareza de alguns artigos é mencionada mesmo por quem defende a nova lei. Coordenadora dos

estágios do curso de Enfermagem do Centro Universitário São Camilo, em São Paulo, Taís Fortes considera a lei um avanço por dificultar a utilização do estagiário como mão-de-obra barata. Mas tem dúvidas. Ela não sabe, por exemplo, se o artigo 14, que afirma se aplicar "ao estágio a legislação relacionada à saúde e segurança no trabalho", implica a exigência de exames médicos admissionais e demissionais.

Caetana explica que a intenção desse artigo não era exigir esses exames, mas garantir aos estagiários os instrumentos e procedimentos de segurança utilizados pelos funcionários da empresa. A gerente jurídica e de desenvolvimento de projetos sociais do Ciee, Maria Nilce Mota, comemora a interpretação de Caetana, mas afirma que, até a publicação da instrução normativa, a entidade vai recomendar às empresas, de forma preventiva, a realização dos exames. Maria Nilce considera que a diminuição na oferta de vagas é apenas temporária e só vai durar até as empresas e instituições fazerem os ajustes.

O assessor jurídico do Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no

Estado de São Paulo (Semesp),

estagiários. Ele argumenta que a nova lei engessa as relações entre estudante, escola e empresa. "Alguns estágios tornam-se inviáveis com a carga horária de seis horas e o período máximo de dois anos na mesma empresa." Ele afirma que não seria necessário criar uma nova lei: bastaria fiscalizar as condições de atividade dos estagiários.

José Roberto Covac, afirma que a lei mais atrapalha do que ajuda os

Covac, afirma que a lei mais atrapalha do que ajuda os Caetana entende que, no início,

Caetana entende que, no início, a lei pode dar a impressão de que prejudica o estagiário. "Afinal, alguns se submetem a um estágio precário porque precisam da remuneração", aponta. "Mas, depois, é fácil compreender que todos são beneficiados quando não se reforça a precarização das condições de trabalho."

Fonte: www.estadao.com.br

http://www.alub.locaweb.com.br/mundoalub/alub_pre/?p=alub/educa

cao

Educação: Brasil só tem 25 excelentes universidades

MEC garante que as instituições que receberam notas baixas poderão ser beneficiadas com as visitas

Fonte: Jornal do Brasil

BRASÍLIA - Entre 3.239 cursos superiores avaliados pelo Ministério da Educação em 2007, apenas 25 conseguiram a nota máxima (5) no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), no Indicador de Diferença entre os Desempenhos Observado e Esperado (IDD) e no Conceito Preliminar de Cursos (CPC).

As 508 escolas que tiraram notas 1 e 2 no Enade receberão, obrigatoriamente, a visita de uma comissão do MEC para firmar um protocolo de compromisso. A partir daí elas terão um ano para sanar as falhas detectadas, caso contrário, poderão não ser recredenciadas. Cerca de 25% dos cursos encontram-se nessa situação.

O Enade avaliou 16 áreas de conhecimento: Enfermagem, com 540 cursos; Educação Física,

com 497 e Fisioterapia, com 399, foram aquelas com maior número de cursos participantes representando, juntas, 44,3% do total. Foram avaliados, também, cursos de Agronomia, Biomedicina, Farmácia, Fonoaudiologia, Medicina, Veterinária, Nutrição, Odontologia, Serviço Social, Tecnologia em Radiologia, Tecnologia em Agroindústria, Terapia Ocupacional e

Zootecnia.

O Fórum das Entidades Representativas do Ensino Superior Particular criticou a criação do CPC

e a divulgação do mesmo pelo MEC. Segundo o Fórum, além de revogar parcialmente a lei que criticou o Sistema Nacional de Avaliação de Ensino Superior (Sinaes), o novo instrumento

avaliativo prejudicará a imagem das instituições e, por conseqüência, os alunos.

Para o diretor jurídico do Fórum,

leva em consideração o boicote ao Enade feito por muitos alunos.

consideração o boicote ao Enade feito por muitos alunos. José Roberto Covac, a avaliação do MEC

José Roberto Covac, a avaliação do MEC é falha porque não

O ministro da educação, Fernando Haddad, disse não entender as críticas aos novos métodos,

que deveriam ser “destinadas ao antigo modelo”. O secretário de Educação Superior do MEC também garante: “Não estamos aqui para fechar curso, mas não hesitaremos em fazê-lo se for

necessário”.

Para mais informações, acesse o site do INEP: http://www.inep.gov.br/

Excesso de regulação incomoda universidades privadas

Desde a publicação da LDB, mais de 1.500 atos legais foram editados, confundindo a regulamentação do setor

Publicado em 20/10/2005 - 16:34

Não deixe de ler

ESPECIAL 7° FNESP

Excesso de regulação incomoda universidades privadas

Expansão e polêmica

LDB: reflexos e tendências

Reforma na mira

Panorama brasileiro

De olho na reforma

7º FNESP (Fórum Nacional: Ensino Superior Particular Brasileiro)

Programação do 7º FNESP

Por Renato Marques

A legislação excessiva do Ensino Superior por parte do Governo Federal foi tema de uma das palestras do segundo dia do 7° Fnesp (Fórum Nacional: Ensino Superior Privado). Ministrado

pelo CEO da MSBC Advogados,

e até mesmo portarias que, segundo os dirigentes do setor, impedem uma melhor organização do mesmo.

do setor, impedem uma melhor organização do mesmo. José Roberto Covac, o painel debateu as se

José Roberto Covac, o painel debateu as seguidas leis, decretos

Logo no início de sua apresentação, Covac apresentou os dados da legislação do Ensino Superior. Segundo ele, foram editados 1.351 atos de regulação do setor, apenas após a edição da LDB (Leis de Diretrizes e Bases da Educação), que, teoricamente, deveria servir de lei orgânica. Confira abaixo a divisão desses atos por natureza:

Atos reguladores do Ensino Superior pós-LDB Leis - 71 Medidas Provisórias - 66 Decretos - 164 Portarias - 535 Resoluções - 368 Total - 1.531

"Há uma cultura no Brasil de que tudo se resolve pela lei. O problema da Educação Superior é que isso extrapola a sua regulamentação", criticou Covac. Em sua opinião, o excesso de ingerência do MEC no setor provoca casos em que o MEC extrapola suas competências e comete erros de concepção, confundindo ainda mais a atuação das instituições.

Covac apresentou uma agenda positiva de discussões, com diversos pontos a serem levados ao MEC. Entre eles, a revogação de diversos atos, bem como a correção de muitos outros pontos. O

advogado afirmou que as instituições devem expressar o seu descontentamento e darem um "grito de alerta". "O segmento particular não concorda com esses excessos", finalizou.

http://www.semesp.org.br/news_15.htm

Ano II - N° 15- Abril de 2004 - Informativo on-line para mantenedoras filiadas ao SEMESP

EVENTOS

UNIVERSIDADE PARA TODOS

Programa polêmico Mal saiu do papel, o programa Universidade para Todos, proposto pelo Ministério da Educação (MEC), já causa polêmica entre as Instituições de Ensino Superior. Para debater o impacto das mudanças e a necessidade de adesão à iniciativa, o Semesp promoveu uma tarde de debates na capital paulista. Profissionais abordaram aspectos técnicos do projeto e desenharam os cenários possíveis com as repercussões nas instituições.

José Roberto Covac, Abib Salim Cury, Gabriel Mário Rodrigues, Édson Franco e Ibrahim David Curi

José Roberto Covac, Abib Salim Cury, Gabriel Mário Rodrigues, Édson Franco e Ibrahim David Curi Neto durante debate sobre o programa Universidade para Todos

Com o viés da inclusão social, o Universidade para Todos pretende se utilizar da capacidade ociosa das IES. No total, cada escola deverá ceder 20% de suas vagas a alunos carentes. Entretanto, ainda há muitos pontos controversos na proposta do MEC. Para o vice- presidente da Associação Nacional das Universidades Particulares – Anup, Abib Salim Cury, “o ponto central é

definir o sentido do termo ‘carente’. Há muitas perguntas que ainda precisam ser feitas e cada caso deverá ser estudado. Cada entidade terá que fazer suas contas e propor ao governo o que poderá oferecer”.

Vale a pena?

O

primeiro ponto discutido durante o debate foi a real necessidade de integração das IES ao projeto do

Ministério da Educação. Segundo Roberto Covac, assessor jurídico do Semesp, dos três grupos de entidades

filantrópicas hoje existentes - confessionais, comunitárias e associações não comunitárias e não confessionais

somente as últimas teriam motivos para aderir ao projeto. “Elas foram constituídas por famílias e podem ter o interesse de mudar a sua natureza jurídica. Pelo que está sendo proposto, essas entidades se beneficiariam com a remuneração dos seus dirigentes, que poderiam ser donos do patrimônio”, explica.

-,

O

cerne dessa questão é o peso da isenção fiscal prometida pelo Governo Federal no orçamento de cada

instituição. A maioria das IES, por serem instituições sem fins lucrativos, não estão sujeitas à tributação. “Para integrar-se ao programa, as escolas precisariam migrar sua natureza jurídica e se tornarem lucrativas”, ressalta Covac. Entretanto, a mudança pode repercutir no balanço financeiro das IES pela conseqüente

elevação da carga tributária e elevação no custo da mensalidade escolar.

O que diz a lei

Durante a apresentação, o assessor jurídico do Semesp, Covac, apresentou a fundamentação que sustenta o direito das entidades a permanecerem com sua natureza jurídica. A Constituição Federal, no inciso 17 de seu artigo 5°, protege a entidade que desejar permanecer na posição de instituição filantrópica ou associação sem fins lucrativos, usufruindo da imunidade tributária. “Todas as IES que desejarem permanecer nesta condição têm o respaldo constitucional para continuar sendo uma entidade sem finalidade econômica”.

O novo Código Civil ainda oferece a possibilidade de que associados vinculados a entidades que tenham

constituído um patrimônio inicial, com definição clara de sua fração ideal, possam receber, em caso de extinção, os valores atualizados de suas partes.

Vagas + bolsas = prejuízo Além da manutenção das bolsas de estudo já concedidas a uma parcela dos estudantes, o programa Universidade para Todos visa destinar 20% das vagas consideradas ociosas para alunos carentes. Na ponta do lápis, os custos da implantação do programa trariam um impacto negativo para as instituições. Para Édson Franco, presidente da Associação Brasileira de Mantenedores do Ensino Superior (ABMES), “se há um dado que não se pode aceitar são os 20%”.

“se há um dado que não se pode aceitar são os 20%”. Felipe Zanchet Magalhães, José

Felipe Zanchet Magalhães, José Roberto Covac, Valdir José Lanza, Almir Maia e André Felipe Bento Macedo no encontro de Entidades Mantenedoras Filantrópicas

Ao entrar em vigor, as bolsas cedidas anteriormente não poderiam ser extintas, pelo conceito de direito adquirido. Durante o evento no Semesp, o assessor jurídico da entidade, Roberto Covac, alertou os mantenedores sobre possíveis repercussões.“Vocês terão que fazer um trabalho sério de planejamento, em que deverão ser avaliados os níveis de concorrência, a condição societária e o patrimônio, além da definição sobre até onde se pode ir com a oferta de bolsas”.

Avidez tributária Mesmo com a vocação social da proposta do MEC, a suspeita geral entre os mantenedores é a de que o Governo Federal estaria tentando forçar a migração de natureza jurídica das IES para que elas possam recolher impostos. O presidente da Associação Brasileira de Instituições Educacionais Evangélicas (ABIEE) e reitor da Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep), Almir Maia, iniciou sua fala na segunda etapa do encontro com os mantenedores no Semesp, ressaltando sua percepção quanto à postura fiscalista da União. O posicionamento do ministério e do INSS, de certa forma, colide com a filosofia dessas instituições. Há uma vertente no Ministério da Previdência Social que não encara a educação como uma ação social. Posso dizer que filantropia e o programa Universidade para Todos são quase incompatíveis”.

Um direito histórico

O caráter filantrópico das Instituições de Ensino Superior é inerente à história acadêmica brasileira. Em 1959,

a Lei nº 3577 isentou as entidades sem finalidade econômica de então a pagar a taxa de contribuição da

previdência. Nessa época surgiram os certificados de fins filantrópicos, que tinham prazos indeterminados de validade. Dezoito anos mais tarde, o Decreto Lei nº 1572 revogou a isenção, protegendo apenas as IES que receberam o certificado entre 1959 e 1977. Os advogados que defendem as escolas estão baseados nessa premissa. A Lei nº 8212, de 1991, estabelece novos requisitos para a retirada de novos certificados e resguarda também o direito adquirido pelas escolas.

http://www.portalaz.com.br/noticias/brasilia/110248_projeto_que_limit

a_poderes_do_mec_e_defendido_na_camara_federal.html

Projeto que limita poderes do MEC é defendido na Câmara Federal

Tamanho da fonte:

Tamanho da fonte:
O presidente da Associação Brasileira de Direito Educacional e diretor do Departamento Jurídico da Associação

O presidente da Associação Brasileira de Direito Educacional e diretor do Departamento Jurídico da Associação Brasileira de Mantenedoras do Ensino Superior,

Associação Brasileira de Mantenedoras do Ensino Superior, José Roberto Covac, apoiou projeto de autoria do deputado

José Roberto Covac, apoiou projeto de autoria do

deputado federal Átila Lira.

Ele tratou na Câmara dos Deputados do projeto de lei 4212/04, do deputado piauiense, que limita os poderes do Ministério da Educação e Cultura (MEC) para editar portarias.

Segundo o projeto, a União só poderá editar normas sobre

cursos de graduação e pós-graduação mediante lei.

Para Covac, ao mesmo tempo em que o MEC “exarceba na edição de normas, falha no cumprimento dos prazos de avaliações institucionais e de publicação de portarias que beneficiam as escolas”.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/dimenstein/noticias/gd150906.htm

EDUCAÇÃO

15/09/2006

Faculdade pública cobra mensalidade

Pelo menos 15 instituições municipais desrespeitam a Constituição e recebem dos alunos como se fossem particulares

Pelo menos 15 faculdades criadas por prefeituras depois de 1988 cobram mensalidades de seus alunos, como se fossem instituições particulares. A cobrança vai contra a Constituição Federal, que determina que a educação oferecida pela União, pelos Estados e pelas prefeituras deve ser gratuita.

Algumas instituições só continuam cobrando mensalidades porque recorreram aos tribunais e conseguiram liminares favoráveis, o que indica que, apesar da lei, a questão é controversa.

Existem no País, segundo o Ministério da Educação (MEC), 61 faculdades e universidades municipais. Dessas, somente 3 não exigem pagamento de mensalidade. As 58 restantes cobram, mas a maioria (43) tem respaldo legal para isso. A Constituição, elaborada em 1988, diz que as faculdades municipais que cobravam mensalidades até aquele ano manteriam esse direito. Mas as criadas depois disso, não.

O Estado localizou, a partir de dados do MEC, as 15 faculdades municipais que se encontram nessa situação.

Ficam no interior dos Estados de São Paulo, Minas, Mato Grosso, Pernambuco, Paraná e Rio.

A cobrança das mensalidades - que não costumam ser altas (R$ 300 em média), embora exista uma que cobre

R$ 934 pelo curso de Odontologia - foi confirmada ao Estado, por telefone, por todas as instituições. Questionados por estudantes, os funcionários das secretarias costumam dar a seguinte confusa resposta: 'A faculdade é pública, mas é particular'.

'Juridicamente, a instituição é pública ou privada. Não existe meio-termo', diz o advogado João Roberto

Moreira Alves, do Instituto de Pesquisas Avançadas em Educação (Ipae), do Rio. 'Infelizmente nem todos têm acesso à legislação, que realmente é complicada para os leigos', acrescenta o também advogado especializado

os leigos', acrescenta o também advogado especializado em direito educacional José Roberto Covac. •

em direito educacional José Roberto Covac.

http://www2.camara.gov.br/homeagencia/materias.html?pk=104442

Consolidada - 31/05/2007 18h36

Qualidade de curso será requisito para quitação de dívida

O relator do Projeto de Lei 920/07, deputado Rogério Marinho (PSB-RN), anunciou que

as instituições privadas de ensino superior só poderão compensar suas dívidas - de cerca R$ 11 bilhões junto ao fisco federal - com bolsas de estudo concedidas por meio do Programa Universidade para Todos (ProUni) se os cursos atenderem a requisitos de qualidade. Essa é uma das principais mudanças que o relator vai acrescentar no projeto. "Não sei se vou ter força para aprovar isso, mas vou incluir em meu relatório", disse o deputado.

A proposta, que tramita na Comissão de Educação e Cultura, integra o recém-

anunciado Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), cuja meta é que 30% dos jovens com idade entre 18 e 24 anos estejam na universidade em 2011. Com R$ 11 bilhões seria possível garantir pelo menos 510 mil bolsas integrais a mais no ProUni, que beneficia, atualmente, cerca de 277 mil estudantes.

De acordo com o deputado, o objetivo do projeto é impulsionar a qualificação profissional dos jovens brasileiros para aumentar a competitividade do País no cenário internacional. "O principal ativo econômico do mundo é o conhecimento", justificou. Marinho antecipou ainda que seu relatório não vai contemplar "apenas o aspecto econômico e financeiro".

O relator participou nesta quinta-feira de audiência pública da Comissão de Educação e

Cultura com o presidente da Associação Brasileira de Direito Educacional (ABDE),

José
José
Associação Brasileira de Direito Educacional (ABDE), José Roberto Covac; e com o diretor-executivo da Associação

Roberto Covac; e com o diretor-executivo da Associação Brasileira de Mantenedores do

Ensino Superior (Abmes), José Augusto Padilha.

Covac disse que as instituições privadas de ensino superior em nenhum momento foram procuradas pelo governo durante a elaboração do projeto e que não estão

procurando "benesses, nem posição privilegiada". Ele acredita, porém, que o projeto vai ampliar a oferta de vagas do ProUni.

Benefícios Pelo projeto, qualquer entidade privada que mantenha escola de ensino superior participante do ProUni poderá pagar com crédito referente às bolsas do programa qualquer dívida com a Receita Federal do Brasil vencida até 31 de dezembro de 2006, inclusive as inscritas em dívida ativa ou que estejam sendo cobradas judicialmente. Pela legislação em vigor, pode haver compensação apenas em relação à contribuição patronal ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Para contornar o requisito de regularidade fiscal, que impede as faculdades inadimplentes de aderirem ao programa, o projeto autoriza essas entidades a parcelarem suas dívidas em 120 meses, com os valores reajustados mês a mês pela taxa Selic mais 1% de juros.

Leia mais:

Associação educacional explica inadimplência do setor

Notícias anteriores:

Receita: Dívidas das faculdades privadas chegam a R$ 11 bi Universitário poderá financiar até 100% da mensalidade

Reportagem - Edvaldo Fernandes Edição - Regina Céli Assumpção

(Reprodução autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara')

Agência Câmara Tel. (61) 3216.1851/3216.1852 Fax. (61) 3216.1856 E-mail:agencia@camara.gov.br SR

http://www44.bb.com.br/appbb/portal/bb/unv/ntca/noticia.jsp?Noticia.

codigo=161195

Bolsas para funcionários geram impasse

Embora sejam garantidas pela convenção coletiva de trabalho, as bolsas de estudo concedidas para os funcionários de instituições de ensino superior e seus filhos estão no centro de um impasse entre o setor privado de ensino superior e a Previdência Social. Isso porque o órgão, agora parte da Super Receita, entende que as bolsas de estudo configuram salário, o que fez com

que algumas universidades já tenham recebido multa pesada pela não-contribuição.

No entanto, de acordo com o consultor jurídico do Sindicato das Entidades Mantenedoras de

Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo (Semesp),

convenções coletivas são firmadas, periodicamente, com os sindicatos dos trabalhadores em estabelecimentos de ensino e de professores, em que são determinadas as condições de relação de trabalho entre as partes. Elas têm vigência de um a dois anos com cláusulas de natureza econômica e social. Na maioria dessas convenções, existe a cláusula que estabelece a obrigatoriedade da concessão de bolsas de estudos integrais ou parciais para os professores e auxiliares, assim como para seus filhos ou dependentes legais. Do mesmo modo, essas bolsas também eram concedidas em dissídios coletivos de trabalho.

eram concedidas em di ssídios coletivos de trabalho. José Roberto Covac, as De acordo com a

José Roberto Covac, as

De acordo com a legislação, texto dessas convenções coletivas tem força de lei entre as partes (Lei nº 9.250/95, regente do Imposto de Renda), não podendo delas se distanciar qualquer instituição envolvida. Por causa desse conceito as entidades mantenedoras vêm cumprindo as determinações, concedendo normalmente as bolsas de estudo. No entanto, alguns auditores vêm afirmando que a concessão de bolsa de estudo não tem respaldo legal de isenção do recolhimento do Imposto de Renda nem das contribuições previdenciárias. "Apesar disso, desde 2001 a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) desconsidera a bolsa de estudo como salário", destaca o advogado.

Para ilustrar a polêmica, basta observar o caso que ocorreu com o Centro Universitário São Camilo, relatado pelo advogado da instituição, Ricardo Salvador. Segundo ele, um inspetor de alunos que, hipoteticamente, ganha R$ 1 mil e tem dois filhos estudando administração de empresas com uma mensalidade de R$ 500,00, para o INSS o salário do inspetor é R$ 2.000,00. "Isso é um absurdo e está errado. As bolsas de estudo dadas aos filhos do funcionário nunca compuseram sua remuneração, são meros benefícios dados por força das convenções coletivas de trabalho. Esse entendimento do INSS poderá levar ao cancelamento de todas as bolsas de estudo dadas pelas escolas aos filhos de seus funcionários", afirma Salvador.

Covac concorda com essa observação. Segundo ele, a interpretação dos auditores da Super Receita, se levada a efeito, pode obrigar as instituições mantenedoras a gastos muito altos não previstos, como multas e penalidades que tornariam ainda mais pesados tais encargos. "Persistindo tal entendimento, dificilmente o beneficio da concessão de bolsas será mantido nas convenções coletivas", afirma.

Além disso, esse tipo de bolsas de estudo, destinadas especificamente para profissionais e seus dependentes, já encontra precedente em outras normas legais, como a que trata da criação do ProUni. De acordo com a Lei nº 11.096/2005, as instituições que aderirem ao ProUni ou adotarem suas regras de seleção poderão considerar como bolsistas do programa os trabalhadores da própria instituição e seus dependentes que forem bolsistas em decorrência de convenção coletiva ou acordo trabalhista, até o limite de 10% das bolsas concedidas.

Para o advogado Marcel Cordeiro, especialista em direito previdenciário, autuações desse tipo são normais e devem continuar acontecendo, mas as instituições que recorrem à Justiça geralmente conseguem reverter a situação. "Ainda que não tenham êxito no âmbito

administrativo, vão conseguir no judiciário", diz. Segundo ele, o fato de a concessão de bolsas constar da convenção coletiva é um "argumento fortíssimo" para as empresas autuadas. "A convenção tem força de lei. Além disso, (o estudo) é uma área atrelada. Isso é importante vincular", defende.

De acordo com Cordeiro, apesar da "farta jurisprudência" em contrário, o fiscal da Receita se vê obrigado a autuar. Na opinião dele, porém, esse cenário está mudando, principalmente após a fusão da Previdência com a Receita, que criou a Super Receita. "Antes de percorrer o judiciário, vale a pena tentar no administrativo. É difícil, mas estamos tendo surpresas bastante agradáveis", aconselha.

Notícia publicada em 07/01/2008 às 13h54 Fonte: LivrOnline

https://conteudoclippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2

009/3/1/projeto-piloto-de-fiscalizacao-ja-comecou

Projeto piloto de fiscalização já começou

O Globo - 01/03/2009

Universidades privadas negam haver irregularidades

BRASÍLIA. A Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação já deu início a um

projeto piloto de fiscalização. O objetivo é verificar a consistência do banco de dados do governo

e

testar hipóteses.

O

ministério está intrigado com o fato de que algumas instituições deixam de oferecer bolsas em

determinados semestres. Em tese, isso poderia estar ligado ao fato de elas realizarem só um

vestibular por ano. Mas pode ser também uma irregularidade.

Universidades dizem não temer fiscalização

A Associação Brasileira de Mantenedores do Ensino Superior (ABMES), entidade que reúne os

donos de instituições privadas, diz não temer a fiscalização do governo. O advogado e consultor

da ABMES

da Educação.

José
José

Roberto Covac lembra que a pré-seleção de estudantes é feita pelo Ministério

- As instituições de ensino não vão ter qualquer problema. Quem pré-seleciona os estudantes é o

MEC- diz Covac.

Para pleitear uma bolsa, o candidato é obrigado a fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A nota mínimo para ser contemplado é 45 pontos, na escala até 100. Quem está nessa situação se inscreve na página do MEC, pela internet. O sistema é eletrônico e controlado pelo ministério. As instituições entram na fase seguinte, na hora de verificar a documentação dos alunos, inclusive o comprovante de renda.

Covac admite que há vagas do ProUni que acabam não sendo preenchidas. Isso ocorre, segundo ele, por falta de estudantes aptos a receber a bolsa ou que se matriculam e depois desistem por falta de dinheiro para despesas de alimentação, transporte e material didático.

- As instituições cumprem a sua parte na concessão das bolsas, mas não há recursos para que os alunos se mantenham - diz Covac.

MEC nega mudanças no sistema do ProUni

Para ser contemplado com bolsa integral, o estudante deve ter renda familiar máxima de um e meio salário mínimo mensal (R$697,50); para bolsas de 50%, o limite é renda familiar de três salários mínimos (R$1.395).

Na semana passada, o presidente Lula deu a entender que o MEC estaria preparando mudanças no ProUni para mais do que dobrar o número de bolsistas. O ministério negou qualquer mudança no programa, dizendo que a expansão a que se referiu o presidente engloba o aumento de vagas nas universidades federais, nos institutos federais de tecnologia e no programa de Financiamento Estudantil (Fies).

www.adufrgs.org.br/conteudo/sec.asp?id=cont_noticias.asp&InCdNot

icia=8894

icia=8894 08.08.08 Cursos "inadequados" formam 1 em cada 4

08.08.08

Cursos "inadequados" formam 1 em cada 4 médicos do País

Levantamento divulgado pelo MEC revela que 27 cursos de medicina do País "não têm condições de funcionar", nas palavras do próprio governo.

Nessas escolas, cerca de 2.600 alunos se formam anualmente, o que representa 1 a cada 4 médicos que terminam o ensino superior na área. Os cursos mal avaliados tiveram notas 1 e 2 em um novo indicador criado pelo MEC, o CPC (Conceito Preliminar de Curso), que vai de 1 a 5. Ele contabiliza desempenho e evolução dos alunos no Enade 2007 (antigo Provão), perfil do corpo docente (como titulação dos professores) e a satisfação dos estudantes, com base no questionário do Enade. Nos anos anteriores, o ministério considerava apenas o desempenho e a evolução dos universitários na prova. Em medicina, foram analisados 153 cursos. Apenas quatro obtiveram a nota 5, que significa "referência na área".

Outras 15 áreas também foram avaliadas, a maioria ligada à saúde (odontologia, veterinária, fisioterapia, nutrição, entre outros). Analisou-se ainda agronomia, zootecnia e tecnologia em agroindústria.

Do total de 3.239 cursos, 25% obtiveram notas 1 ou 2, grande parte de instituições privadas, e 21,4% ficaram entre 4 e 5 (1.211 não tiveram nota, por impossibilidades estatísticas).

A Unesp teve o maior número de notas máximas (seis cursos). Por outro lado, a Universidade Estadual Paulista

também teve curso mal avaliado (educação física em Rio Claro, com conceito 2). USP e Unicamp não participam

do Enade, por não concordar com a metodologia adotada. Maior universidade do país, a Unip teve o maior número de "sem condições": 26 cursos com nota 2. A Uniban, também entre as maiores instituições do país, chegou a ter nota 1. Para calcular o número de estudantes formados nos cursos de medicina, a Folha usou o último Censo da Educação Superior, com dados de 2006 --o de 2007 ainda não está disponível.

O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse que, com base nos novos indicadores, a fiscalização dos cursos

será mais rígida. O próximo passo será enviar uma comissão de especialistas às instituições que tiraram notas 1

e

2.

O

Inep, órgão do MEC responsável pela avaliação, pretende começar as visitas em um mês. Elas vão verificar se

as condições das escolas diferem da mostrada pelos indicadores.

Uma das maiores reclamações das universidades é o boicote dos estudantes. Caso o conceito continue baixo, o MEC diz que abrirá processo para analisar o fechamento do curso.

Crítica

"As escolas que tiraram conceito 1 deviam ser fechadas. Não reúnem a menor condição para o ensino da medicina", diz Antonio Carlos Lopes, professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica e ex-presidente da Comissão Nacional de Residência Médica do MEC. Entidades que representam instituições de ensino superior privadas disseram que não são contrárias a avaliações, mas se posicionaram contra a criação do novo conceito de avaliação, o conceito preliminar, que consideram "improvisado". "Ninguém critica a avaliação, que é uma necessidade. A crítica trata da fórmula, do formato e da metodologia

[utilizada no novo conceito]", afirmou José Roberto Covac, advogado do Fórum das Entidades Representativas do

Cova c, advogado do Fórum das Entidades Representativas do Ensino Superior Particular, que diz reunir 80%

Ensino Superior Particular, que diz reunir 80% das instituições do setor. Em nota, o fórum afirma que, se o Sinaes (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior) não for totalmente implementado, instituições de ensino superior "serão obrigadas a mudar seus projetos para transformarem-se em cursos preparatórios sobre Enade".

Fonte:

Folha de São Paulo

www.advsaude.com.br/noticias.php?local=1&nid=1527

Clippings Jurídicos

Clippings Jurídicos Cursos ``inadequados`` formam 1 em cada 4 médicos do país

Cursos ``inadequados`` formam 1 em cada 4 médicos do país

(08/08/2008 07:23:00)

Levantamento divulgado pelo Ministério da Educação revela que 27 cursos de medicina do país ``não têm condições de funcionar``

FÁBIO TAKAHASHI da Folha de S.Paulo ANGELA PINHO da Folha de S.Paulo, em Brasília ANTÔNIO GOIS

da Folha de S.Paulo, no Rio

Levantamento divulgado ontem pelo Ministério da Educação revela que 27 cursos de medicina do país ``não têm condições de funcionar``, nas palavras do próprio governo.

Nessas escolas, cerca de 2.600 alunos se formam anualmente, o que representa 1 a cada 4 médicos que terminam o ensino superior na área.

Os cursos mal avaliados tiveram notas 1 e 2 em um novo indicador criado pelo MEC, o CPC (Conceito Preliminar de Curso), que vai de 1 a 5. Ele contabiliza desempenho e evolução dos alunos no Enade 2007 (antigo Provão), perfil do corpo docente (como titulação dos professores) e a satisfação dos estudantes, com base no questionário do Enade.

Nos anos anteriores, o ministério considerava apenas o desempenho e a evolução dos universitários na prova.

Em medicina, foram analisados 153 cursos. Apenas quatro obtiveram a nota 5, que significa ``referência na área``.

Outras 15 áreas também foram avaliadas, a maioria ligada à saúde (odontologia, veterinária, fisioterapia, nutrição, entre outros). Analisou-se ainda agronomia, zootecnia

e tecnologia em agroindústria.

Do total de 3.239 cursos, 25% obtiveram notas 1 ou 2, grande parte de instituições privadas, e 21,4% ficaram entre 4 e 5 (1.211 não tiveram nota, por impossibilidades estatísticas).

A Unesp teve o maior número de notas máximas (seis cursos). Por outro lado, a

Universidade Estadual Paulista também teve curso mal avaliado (educação física em

Rio Claro, com conceito 2). USP e Unicamp não participam do Enade, por não concordar com a metodologia adotada.

Maior universidade do país, a Unip teve o maior número de ``sem condições``: 26 cursos com nota 2. A Uniban, também entre as maiores instituições do país, chegou a ter nota 1.

Para calcular o número de estudantes formados nos cursos de medicina, a Folha usou

o último Censo da Educação Superior, com dados de 2006 --o de 2007 ainda não está disponível.

O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse que, com base nos novos

indicadores, a fiscalização dos cursos será mais rígida. O próximo passo será enviar

uma comissão de especialistas às instituições que tiraram notas 1 e 2.

O Inep, órgão do MEC responsável pela avaliação, pretende começar as visitas em um

mês. Elas vão verificar se as condições das escolas diferem da mostrada pelos

indicadores.

Uma das maiores reclamações das universidades é o boicote dos estudantes. Caso o conceito continue baixo, o MEC diz que abrirá processo para analisar o fechamento do curso.

Crítica

``As escolas que tiraram conceito 1 deviam ser fechadas.

Não reúnem a menor condição para o ensino da medicina``, diz Antonio Carlos Lopes, professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica e ex-presidente da Comissão Nacional de Residência Médica do MEC.

Entidades que representam instituições de ensino superior privadas disseram que não são contrárias a avaliações, mas se posicionaram contra a criação do novo conceito de avaliação, o conceito preliminar, que consideram ``improvisado``.

``Ninguém critica a avaliação, que é uma necessidade. A crítica trata da fórmula, do

formato e da metodologia [utilizada no novo conceito]``, afirmou

advogado do Fórum das Entidades Representativas do Ensino Superior Particular, que diz reunir 80% das instituições do setor. Em nota, o fórum afirma que, se o Sinaes (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior) não for totalmente implementado, instituições de ensino superior ``serão obrigadas a mudar seus projetos para transformarem-se em cursos preparatórios sobre Enade``.

José Roberto Covac,

Fonte: FOLHA ONLINE

www.agora.uol.com.br/trabalho/ult10106u510818.shtml

01/03/2009

Hora de ter o diploma

Camila Souza

do Agora

Após cursar os anos da graduação e cumprir todos os deveres acadêmicos, é chegada a hora de receber o diploma e iniciar a vida profissional. Nesse momento, o aluno pode ter algumas dúvidas sobre o que é preciso fazer para receber o certificado.

Entre as dúvidas mais frequentes, está o questionamento sobre a cobrança do diploma. "No início de 2006, existia uma lei estadual que permitia a cobrança. Mas, como houve diversas ações contra, essa lei está suspensa", comenta Valéria Cunha, assistente de direção do Procon-SP.

Além disso, em dezembro de 2007, entrou em vigor uma portaria do MEC (Ministério da Educação) que proíbe a cobrança, pois entende que o valor do diploma já está incluso nas mensalidades pagas ao longo do curso. "De acordo com a portaria, o diploma só pode ser cobrado no caso de apresentação

decorativa, como a utilização de papel ou tratamento gráfico especiais, por opção do aluno", diz

José
José
gráfico especiais, por opção do aluno", diz José Roberto Covac, diretor jurídico do Semesp (Sindicato das

Roberto Covac, diretor jurídico do Semesp (Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos

de Ensino Superior do Estado de SP).

Caso a instituição esteja cobrando pela emissão do certificado de conclusão de curso, o aluno pode procurar os órgãos de defesa do consumidor ou propor uma ação no Juizado Especial Cível.

O histórico escolar é outro documento necessário após a finalização do curso, pois é ele que certifica o desempenho acadêmico do estudante. ôAs regras para a emissão do histórico escolar são as mesmas do diploma, ou seja, não pode haver cobrança porque o custo do documento já estava incluso no cursoö, diz Valéria.

Outra questão que deve ser considerada nesse momento é a dos alunos que estão com mensalidades em atraso. De acordo com a lei 9.870, de 1999, são proibidas a suspensão de provas escolares, a retenção de documentos escolares, como o diploma de conclusão, ou a aplicação de quaisquer outras penalidades pedagógicas por motivo de inadimplência.

"No entanto, a universidade não é obrigada a renovar a matrícula nem a negociar a dívida. Esse aluno, ainda, pode ser cobrado judicialmente e ter seu nome inscrito nos órgãos de proteção ao crédito, desde que haja previsão contratual e que o aluno seja comunicado previamente pela instituição", analisa Covac.

www.andes.org.br/Informandes50_reforma.htm

REFORMA UNIVERSITÁRIA

Empresários do ensino superior atacam conceito de educação como bem público

Por Elizângela Araújo ANDES-SN

como bem público Por Elizângela Araújo ANDES-SN A “audiência pública” realizada na última

A “audiência pública” realizada na última quarta-feira (11/6)

na Câmara dos Deputados, pela Frente Parlamentar em Defesa do Ensino Superior, ressaltou a organização dos empresários da educação na defesa de seus interesses e deixou clara a influência que o setor exerce sobre os parlamentares. A reunião foi convocada pelo presidente da Frente, deputado Severiano Alves (PDT-BA), para discutir os projetos de lei 4.212/04 (ao qual foi apensado o PL 7.200/06, da reforma universitária), que altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (leia mais), e 2.138/03, que proíbe o capital estrangeiro nas instituições educacionais públicas.

O que poderia ser uma boa oportunidade de discussão de um

assunto que interessa amplamente aos brasileiros foi palco para dois representantes de instituições privadas – únicos palestrantes da tarde, defenderem os interesses do setor. A reunião durou pouco mais de uma hora.

Antônio Carbonari Netto, diretor de Relações Institucionais do Sindicato das Entidades Mantenedoras

de Estabelecimentos de Ensino Superior de São Paulo – SEMESP e José Roberto Covac, presidente da

Associação Brasileira de Mantenedoras do Ensino Superior – ABMES, atacaram o conceito de educação como bem público, rechaçaram a limitação de capital estrangeiro em 30% e cobraram a ampliação do ensino a distância.

em 30% e cobraram a ampliação do ensino a distância. José Roberto Covac afirmou que “a

José Roberto Covac afirmou que “a reforma universitária não é a principal preocupação [dos

empresários], mas há alguns aspectos do PL 7.200 que incomodam, como o conceito de educação como bem público, presente no Art. 3º do projeto”. Para ele, esse artigo deve ser retirado do PL porque contraria o Art. 209 da Constituição Federal, que estabelece que o ensino é livre à iniciativa privada, desde que sob autorização e avaliação da qualidade do ensino pelo Poder Público. Aliás, Covac também criticou a a Constituição nesse ponto, afirmando que “isso precisa ser atacado”.

nesse po nto, afirmando que “isso precisa ser atacado”. Antônio Carbonari, que é reitor do Centro

Antônio Carbonari, que é reitor do Centro Universitário Anhanguera, ironizou o conceito de bem público resumindo – de forma grosseira – que “o Código Civil estabelece que bens públicos são rios, mares, o céu etc.” “Esse conceito significa o fim da iniciativa privada nesse país e é abominável”, afirmou.

O InformANDES Online, o presidente do ANDES-SN, Paulo Rizzo, diz que a Constituição deveria ir

além e estabelecer a educação como monopólio do Estado. "Para nós, o conceito de bem público que

os empresários atacam, por trazer embutido uma regulamentação mínima, é pouco, mas o empresariado quer a desregulamentação total do serviço que prestam, ou seja, não aceitam nenhum controle. O que vem acontecendo com a educação é que vem deixando de ser um direito para ser um serviço, de acordo com as orientações do Banco Mundial. Para o ANDES-SN e outros movimentos ligados à defesa da educação, ela deveria ser uma concessão ao setor privado".

Educação a distância e capital estrangeiro Covac afirmou que o PL 7.200 é “extremamente tímido e mal cuidado com relação ao ensino a distância, que inexoravelmente tem que ser ampliado”. Com relação à limitação em 30% do capital estrangeiro nas entidades privadas de educação superior, o presidente da ABMES afirmou que o Ministério da Educação deve se preocupar com a qualidade dos cursos, e não com a origem do seu financiamento. “O capital estrangeiro não é prejudicial”, defendeu.

Carbonari disse, ainda, considerar inconstitucional a proibição do capital estrangeiro nas empresas de ensino superior. “É engessar a entidade. É um contraste à educação liberal do povo brasileiro. Para mim, esse projeto (2.138/03) deve sair da pauta [da Câmara] imediatamente”. O diretor do SEMESP mencionou, ainda, o projeto de lei para o ensino superior elaborado pelo ANDES-SN, que propõe a proibição total do capital estrangeiro em empresas de educação, ao qual se referiu como “radical”.

Os representantes dos empresários da educação entregaram ao deputado Jorginho Maluly (DEM/SP), que presidiu a audiência, um documento intitulado “Subsídios para uma agenda propositiva ao MEC”, elaborado conjuntamente pela ABMES, SEMESP, Associação Brasileira de Instituições Educacionais Evangélicas - ABIEE, Associação Brasileira de Mantenedoras das Faculdades Isoladas e Integradas - Abrafi, Associação Nacional dos Centros Universitários - Anaceu, Associação Nacional das Universidades Particulares – ANUP e Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino - CONFENEN.

Perfil do presidente da frente parlamentar

O deputado Severiano Alves (PDT-BA) é um dos mais ferrenhos defensores do setor privado da

educação no Congresso Nacional. Ao assumir a presidência da Frente Parlamentar em Defesa do Ensino Superior, em abril deste ano, o parlamentar afirmou que “as instituições privadas precisam se impor, já que são responsáveis por mais de 75% do alunado”. Para ele, a ampliação do ensino superior deve ser feita por meio da parceria entre o governo e o setor privado.

Em entrevista à revista Ensino Superior, Alves afirmou: "Pela carência de uma reforma universitária é que eu defendo que o ensino superior privado tenha uma postura não de competição, mas de posicionamento. Mais ousado e agressivo em relação ao governo. Sem esse setor, o Brasil não teria como atender à demanda por mão-de-obra especializada. Tenho dito isso aos mantenedores. Não devem negociar com o governo mais vagas no ProUni trocando isso por isenções tributárias. O governo tem de entrar com uma parcela de contribuição no setor como se as instituições fossem públicas. O governo deveria investir diretamente para criar mais vagas nas instituições privadas. Conveniar o ensino público usando estrutura particular. Ao invés de criar uma universidade pública, o melhor seria ampliar a oferta de vagas pelo setor privado. Aí aproveitávamos as vagas ociosas nessas faculdades".

A Frente é formada por 213 parlamentares – 31 senadores e 182 parlamentares – e foi formada no

ano passado.

<< PRIMEIRA PÁGINA

www.andifes.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=2

91

Você está aqui:

 

CURSOS "INADEQUADOS" FORMAM 1 EM CADA 4 MÉDICOS DO PAÍS

  CURSOS "INADEQUADOS" FORMAM 1 EM CADA 4 MÉDICOS DO PAÍS
  CURSOS "INADEQUADOS" FORMAM 1 EM CADA 4 MÉDICOS DO PAÍS
  CURSOS "INADEQUADOS" FORMAM 1 EM CADA 4 MÉDICOS DO PAÍS

06 de agosto de 2008 23:00

 

Dados do Enade mostram que 2.600 alunos cursaram faculdades mal avaliadas. Os cursos tiveram notas 1 e 2 em indicador do MEC, que leva em conta uma prova, o perfil do corpo docente e a satisfação dos alunos

 

Dados do Enade mostram que 2.600 alunos cursaram faculdades mal avaliadas

 

Os cursos tiveram notas 1 e 2 em indicador do MEC, que leva em conta uma prova, o perfil do corpo docente e a satisfação dos alunos

Levantamento divulgado ontem pelo Ministério da Educação revela que 27 cursos de medicina do país "não têm condições de funcionar", nas palavras do próprio governo. Nessas escolas, cerca de 2.600 alunos se formam anualmente, o que representa 1 a cada 4 médicos que terminam o ensino superior na área.

Os cursos mal avaliados tiveram notas 1 e 2 em um novo indicador criado pelo MEC, o CPC (Conceito Preliminar de Curso), que vai de 1 a 5. Ele contabiliza desempenho e evolução dos alunos no Enade 2007 (antigo Provão), perfil do corpo docente (como titulação dos professores) e a satisfação dos estudantes, com base no questionário do Enade.

Nos anos anteriores, o ministério considerava apenas o desempenho e a evolução dos universitários na prova.

 

Em medicina, foram analisados 153 cursos. Apenas quatro obtiveram a nota 5, que significa "referência na área".

 

Outras 15 áreas também foram avaliadas, a maioria ligada à saúde (odontologia, veterinária, fisioterapia, nutrição, entre outros). Analisou-se ainda agronomia, zootecnia e tecnologia em agroindústria.

Do total de 3.239 cursos, 25% obtiveram notas 1 ou 2, grande parte de instituições privadas, e 21,4% ficaram entre 4 e 5 (1.211 não tiveram nota, por impossibilidades estatísticas).

A

Unesp teve o maior número de notas máximas (seis cursos). Por outro lado, a Universidade

Estadual Paulista também teve curso mal avaliado (educação física em Rio Claro, com conceito 2).

 

USP e Unicamp não participam do Enade, por não concordar com a metodologia adotada.

 

Maior universidade do país, a Unip teve o maior número de "sem condições": 26 cursos com nota 2. A Uniban, também entre as maiores instituições do país, chegou a ter nota 1.

Para calcular o número de estudantes formados nos cursos de medicina, a Folha usou o último Censo da Educação Superior, com dados de 2006 -o de 2007 ainda não está disponível.

O

ministro da Educação, Fernando Haddad, disse que, com base nos novos indicadores, a fiscalização

dos cursos será mais rígida. O próximo passo será enviar uma comissão de especialistas às instituições que tiraram notas 1 e 2.

O Inep, órgão do MEC responsável pela avaliação, pretende começar as visitas em um mês. Elas vão verificar se as condições das escolas diferem da mostrada pelos indicadores.

Uma das maiores reclamações das universidades é o boicote dos estudantes. Caso o conceito continue baixo, o MEC diz que abrirá processo para analisar o fechamento do curso.

Crítica

"As escolas que tiraram conceito 1 deviam ser fechadas.

Não reúnem a menor condição para o ensino da medicina", diz Antonio Carlos Lopes, professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica e ex-presidente da Comissão Nacional de Residência Médica do MEC.

Entidades que representam instituições de ensino superior privadas disseram que não são contrárias a avaliações, mas se posicionaram contra a criação do novo conceito de avaliação, o conceito preliminar, que consideram "improvisado".

"Ninguém critica a avaliação, que é uma necessidade. A crítica trata da fórmula, do formato e da

metodologia [utilizada no novo conceito]", afirmou José Roberto Covac, advogado do Fórum das

Entidades Representativas do Ensino Superior Particular, que diz reunir 80% das instituições do setor. Em nota, o fórum afirma que, se o Sinaes (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior) não for totalmente implementado, instituições de ensino superior "serão obrigadas a mudar seus projetos para transformarem-se em cursos preparatórios sobre Enade".

superior "serão obrigadas a mudar seus projetos para transformarem-se em curs os preparatórios sobre Enade".

www.aprendervirtual.com.br/noticiaInterna.php?ID=1&IDx=75

LDB versus Reforma

O ensino superior privado já vinha com forte tendência de expansão

antes do estabelecimento da Lei de Diretrizes e Bases (LDB) pelo

então ministro Paulo Renato em 1997. Depois dessa lei, abriu-se um

espaço ainda maior para esse fenômeno, além de derrubar o que era

chamado pelo MEC de "currículo mínimo", que muitas vezes se

transformava em "currículo máximo" e limitava os cursos. A LDB teve

A LDB

teve

como

seus

principais

méritos uma maior abertura para a

expansão do ensino, a derrubada do

currículo mínimo e a criação da cultura

de avaliação

também o mérito de criar uma cultura de avaliação e novos cursos,

como os seqüenciais.

Para o professor Paulo Alcântara Gomes, reitor da

Universidade Castelo Branco (RJ), apesar de a

LDB ter suas falhas, o governo teria mais margem

para fortalecer o ensino privado se trabalhasse na

reconstrução e consolidação desse conjunto de

leis, uma vez que corremos o risco de ter mais uma

reforma inacabada em nosso histórico. "Nove anos

depois da LDB teríamos de reconsiderar muitos

aspectos, como a presença cada vez mais forte da

globalização e da competitividade das empresas, a

inserção

da

universidade

e

Tecnologia

da

a

necessidade

Informação

na

atual

de

formar

profissionais para desenvolver pesquisas futuras

no mercado profissional, já que a pesquisa dentro

da própria instituição dificilmente gera resultados.

Nem mesmo

a

Stanford faz isso pelo Vale do

Silício".

"Um dos grandes problemas da

Lei é estabelecer três tipologias

de

instituições

(faculdades,

centros

universitários

e

universidades),

criando

uma

espécie de hierarquia entre elas e

a

sensação

de

que

a

escola

sempre deve trabalhar para se

transformar em centro e depois

em

universidade",

Paulo

Alcântara Gomes, reitor da UCB

Excesso de regulação

Não é sem razão que muitos gestores do ensino superior

reclamam do excesso de regulamentação do MEC. Após

a LDB, já são 1.351 leis, medidas provisórias, decretos,

portarias e resoluções.

medidas provisórias, decretos, portarias e resoluções. José Roberto Covac, mostra um exemplo emblemático em que a

José Roberto Covac, mostra um

exemplo emblemático em que a regulação beira o

absurdo: as instituições precisam de endereço para

fornecimento de curso, com contrato de aluguel de pelo

menos 5 anos para recredenciamento.

Covac defende uma agenda positiva no MEC, que tenha

como objetivo a flexibilização dos processos de

transferência de mantidas, a utilização do FGTS para a

educação e a possibilidade de remanejamento de vagas

em diferentes turnos. "Apesar de tantas necessidades, o

governo edita uma reforma que não corrige os problemas

e ainda aponta para o estabelecimento de um decreto-

ponte. Está na hora de o setor privado se unir e dar seu

grito de alerta para evitar falências generalizadas no

meio", conclui.

www.artigonal.com/carreira-artigos/lei-do-estagio-causa-quedas-nos-

numeros-de-vagas-643978.html

APLICAÇÃO

A falta de clareza de alguns artigos é mencionada mesmo por quem defende a nova lei. Coordenadora

dos estágios do curso de Enfermagem do Centro Universitário São Camilo, em São Paulo, Taís Fortes considera a lei um avanço por dificultar a utilização do estagiário como mão-de-obra barata. Mas tem dúvidas. Ela não sabe, por exemplo, se o artigo 14, que afirma se aplicar “ao estágio a legislação relacionada à saúde e segurança no trabalho”, implica a exigência de exames médicos para admissão e demissão.

Caetana explica que a intenção desse artigo não era exigir esses exames, mas garantir aos estagiários os instrumentos e procedimentos de segurança utilizados pelos funcionários da empresa. A gerente jurídica e de desenvolvimento de projetos sociais do Ciee, Maria Nilce Mota, comemora a interpretação de Caetana, mas afirma que, até a publicação da instrução normativa, a entidade vai recomendar às empresas, de forma preventiva, a realização dos exames. Maria Nilce considera que a diminuição na oferta de vagas é apenas temporária e só vai durar até as empresas e instituições fazerem os ajustes.

O assessor jurídico do Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior

no Estado de São Paulo (Semesp), ajuda os estagiários.

no Estado de São Paulo (Semesp), ajuda os estagiários . José Roberto Covac, afirma que a

José Roberto Covac, afirma que a lei mais atrapalha do que

Ele argumenta que a nova lei engessa as relações entre estudante, escola e empresa. “Alguns estágios tornam-se inviáveis com a carga horária de seis horas e o período máximo de dois anos na mesma empresa.” Ele afirma que não seria necessário criar uma nova lei: bastaria fiscalizar as condições de atividade dos estagiários.

Caetana entende que, no início, a lei pode dar a impressão de que prejudica o estagiário. “Afinal, alguns se submetem a um estágio precário porque precisam da remuneração”, aponta. “Mas, depois, é fácil compreender que todos são beneficiados quando não se reforça a precarização das condições de trabalho.”

www.caetanocontabilidade.com.br/ver_noticia.php?not_id=29

Nova lei complica estágios

Fonte: O Estado de São Paulo em 17/11/2008 Ambigüidades da nova legislação, em vigor há 45 dias, foram reconhecidas pelo próprio Ministério do Trabalho

Em 45 dias, desde que a nova lei de estágio foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o número de vagas oferecidas no País caiu 40%, de acordo com levantamento da Associação Brasileira de Estágios (Abres). A oferta caiu de 55 mil postos mensais para 33 mil. O motivo, segundo a entidade, é o desconhecimento das novas regras, que têm assustado e confundido as empresas e as instituições de ensino superior. Apenas o Centro de Integração Empresa-Escola (Ciee) já fez cerca de 30 mil atendimentos para solucionar dúvidas de empresários, instituições de ensino e estudantes.

Além disso, a burocracia exig