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O Sonho de Deus

O Tema: A Confiança e a generosidade são possíveis e vão além das diferenças culturais e
linguísticas

Apresentação do tema
 Cântico: É tempo de ser esperança
 LUCAS: O Evangelista do CORAÇÃO misericordioso de DEUS
 Lucas mostra o Filho de Deus como Salvador de todos os homens, com particular atenção aos pequeninos,
pobres, pecadores e pagãos. Para ele, o Senhor é Mestre de vida, com todas as suas exigências e com o
dom da graça, que o discípulo só pode acolher de coração aberto.
 Por isso, Lucas é o Evangelho da Salvação universal, anunciada pelo Profeta dos últimos tempos que
convida discípulos profetas, aos quais envia o Espírito Santo, para que, por sua vez, sejam os profetas de
todos os tempos e lugares (Lc 24,45-49; Act 1,8).

Palavra de Deus: Act 2, 1-13


“Quando chegou o dia do Pentecostes, encontravam-se todos reunidos no mesmo lugar. De
repente, ressoou, vindo do céu, um som comparável ao de forte rajada de vento, que encheu toda a
casa onde eles se encontravam. Viram então aparecer umas línguas, à maneira de fogo, que se iam
dividindo, e poisou uma sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram
a falar outras línguas, conforme o Espírito lhes inspirava que se exprimissem. Ora, residiam em
Jerusalém judeus piedosos provenientes de todas as nações que há debaixo do céu. Ao ouvir aquele
ruído, a multidão reuniu-se e ficou estupefacta, pois cada um os ouvia falar na sua própria língua.
Atónitos e maravilhados, diziam: «Mas esses que estão a falar não são todos galileus? Que se passa,
então, para que cada um de nós os oiça falar na nossa língua materna? Partos, medos, elamitas,
habitantes da Mesopotâmia, da Judeia e da Capadócia, do Ponto e da Ásia, da Frígia e da Panfília,
do Egipto e das regiões da Líbia cirenaica, colonos de Roma, judeus e prosélitos, cretenses e árabes
ouvimo-los anunciar, nas nossas línguas, as maravilhas de Deus!» Estavam todos assombrados e,
sem saber o que pensar, diziam uns aos outros: «Que significa isto?» Outros, por sua vez, diziam,
troçando: «Estão cheios de vinho doce.»”

 É de Deus que vem a força que conduz ao entendimento de toda a humanidade!


 É a nós que cabe a decisão de nos reunir-mos. É o custo da liberdade que Deus nos
confiou.
 Falar-mos uma só lingua “universal”, ou falar-mos na lingua “local” de cada um. Não
reside aí o segredo da confiança!
 Reside numa atitude nova perante o diferente.
 Não é uma questão de lingua, mas de linguagem. A linguagem do Amor!
 Essa linguagem é entendida por todos e gera confiança!
 Ultrapassa barreiras culturais e linguisticas! Ultrapassa preconceitos históricos e culturais!
 Da minha experiência missionária no Congo trago alguns valores que julgo essenciais
para esta “parábola de comunhão” (desejo do Ir. Roger) seja possivel:
o Não ter medo…(o velhinho do saquinho)
o Amar o outro nas diferentes dimensões (lingua, alimentação…)
o Acolher o que o outro te dá (o pobre partilha de coração)
o Assumir a nossa história e não ser fundamentalista (corar de vergonha pelo
passado pouco heroico e assumir uma atitude construtiva que valoriza o outro…
confiança “Salvar a África com a África”)
o Perdoar… a história é demasiado dura em injustiças
o A confiança não se impõe surge naturalmente quando duas pessoas se
apresentam sem “cartas na manga”

Trabalho de Grupos

Tema: A Confiança e a generosidade são possíveis e vão além das diferenças


culturais e linguísticas

1º Momento: Confronto com a Palavra de Deus: Ac 2, 1-13


“Quando chegou o dia do Pentecostes, encontravam-se todos reunidos no mesmo lugar. De
repente, ressoou, vindo do céu, um som comparável ao de forte rajada de vento, que encheu toda a
casa onde eles se encontravam. Viram então aparecer umas línguas, à maneira de fogo, que se iam
dividindo, e poisou uma sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram
a falar outras línguas, conforme o Espírito lhes inspirava que se exprimissem. Ora, residiam em
Jerusalém judeus piedosos provenientes de todas as nações que há debaixo do céu. Ao ouvir aquele
ruído, a multidão reuniu-se e ficou estupefacta, pois cada um os ouvia falar na sua própria língua.
Atónitos e maravilhados, diziam: «Mas esses que estão a falar não são todos galileus? Que se passa,
então, para que cada um de nós os oiça falar na nossa língua materna? Partos, medos, elamitas,
habitantes da Mesopotâmia, da Judeia e da Capadócia, do Ponto e da Ásia, da Frígia e da Panfília,
do Egipto e das regiões da Líbia cirenaica, colonos de Roma, judeus e prosélitos, cretenses e árabes
ouvimo-los anunciar, nas nossas línguas, as maravilhas de Deus!» Estavam todos assombrados e,
sem saber o que pensar, diziam uns aos outros: «Que significa isto?» Outros, por sua vez, diziam,
troçando: «Estão cheios de vinho doce.»”

 Ler atentamente
 Partilhar o que mais me tocou
 O que é que Deus nos quer dizer para o tema que estamos a abordar

2º Momento: Partilha de Vida


 “Confiar é um risco”. Comentar a expressão.
 Partilhai experiências positivas de confiança e diálogo com pessoas de culturas diferentes
 Se o tempo permitir: Fazei um inquérito de rua sobre o tema. Depois vos apresentardes e dizerdes
o objectivo da entrevista. Procurai saber a origem da pessoa que entrevistais. Como te sentes no
nosso país ou cidade? Como estrangeiro! Em tua casa! Mais ou menos! Fala-nos de uma
experiência positiva de acolhimento e daquilo que mais te custa ouvir.
Entrevistai as pessoas que achardes possível dependendo do tempo. Não interessa ser muitas,
interessa é a qualidade do encontro!!!
3º Momento – Conclusão em grupo. Elaborai uma lista de “Ingredientes” para uma convivência
pacífica e fraterna