Sammis Reachers

DEUS AMANHECER
Poesia Evangélica

2013

© Copyright 2013, Sammis Reachers 1ª edição 1ª impressão (2013)

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) _________________________________________ Reachers, Sammis DEUS AMANHECER. Sammis Reachers. Pará de Minas, MG: Editora VirtualBooks, 2013.14x20 cm. 151p. ISBN 978-85-7953-896-4 1. Poesia brasileira. Poesia Evangélica. Brasil. Título. 2. CDD- B869.1 ____________________________________________

Livro editado pela VIRTUALBOOKS EDITORA E LIVRARIA LTDA. Rua Porciúncula,118 - São Francisco Pará de Minas - MG - CEP 35661-177 Tel.: (37) 32316653 - e-mail: capasvb@gmail.com http://www.virtualbooks.com.br

“Mas para vós, que temeis o meu nome, nascerá o sol da justiça, e salvação trará debaixo de suas asas.” Malaquias 4.2a

“Se você acredita que o Filho de Deus morreu e ressuscitou, todo o seu futuro está repleto da alvorada da eterna manhã, surgindo além das colinas da vida e repleto de esperança que a imaginação mais elevada não permitiu ao poeta vislumbrar.” George MacDonald

Índice
Apresentação / 08 Prefácio / 09 Deus Amanhecer
Carta aos Derrotados / 13 Águia d’Aurora / 15 PÓ / 16 Fiat Gratia / 17 Soldado / 18 A Grande Noite Matricial versus O Amanhecer / 19 Batalha de Guadalcanal / 20 Quando o Amanhecer me surpreendeu no fundo de uma trincheira / 21

Amplivalências
Antropotrágico / 22 Um amigo em Nazaré / 23 33° / 24 Canção Atômica do Natal Tardio / 27 Ressurreição / 29 O Quarto / 30 Civitas Dei / 31 Confissão e agradecimento de um ex-inimigo / 33 Ansiedade / 34 A Oração Fundamental, opus minimalista / 35 CONTIGO / 36 Uma Rosa para Kierkegaard / 37 Um incêndio em Alexandria, e duas ressurreições / 38 Cristão.doc / 39 Cristianismo e Anarquia / 41 Cristianismo e Anarquia II / 42 Inquisição / 43 F(l/r)ag / 44 Janela 10X40 / 45 Notícia do Surf em Itacoatiara / 46 Para o início de uma Ficção Científica / 47 PAX MULTI MAX / 48 Um Funeral (Católico) Romano / 49 A.D.D. / 50 Atrasado / 51 EVA / 53 Filho do Filho de Adão / 54 Homem de Taipa / 55 Profissão de Fé / 56 Fragmento dum Agora / 57 Réquiem para Uma Prostituta de Meu Tempo / 58 Jó / 60 VERBUM TREMENDUM / 61 Irmão Luis da Deus É Amor / 62

O Irmão Argos / 63 Dalila / 64 Nos dois mil anos da morte de Judas / 65 Ontologia p(r)o(f)ética / 66 Eu, Eliphas Levi, bruxo, nigromante / 67 PEDAGOGIA / 68 Profissão / 69 Poietiké / 70 DIÁLOGO / 71 Olhando para a luz do Sol / 72 Sobre o Deus que assopra e faz lembrar / 73

Três Clangores
Josué, Calebe e o Sol / 74 Sansão / 76 Duas Espadas / 78

O Poema Sem Fim
Trechos / 84

Poemas do livro Uma Abertura na Noite
Portas do engodo / 87 Progresso? (o eterno retorno da filosofia) / 88 Caminho / 89 Todo coração o é para Deus / 90 Pregando a Salvação / 91 Olhe ao espelho / 92 Pináculo / 93 Terra Nova / 94 ESPERA / 95 Portas de Jerusalém Porta das Ovelhas / 96 Porta do Cavalo / 97 Porta do Vale / 98 Porta da Esquina / 99 Porta da Fonte / 100 Porta do Peixe / 101

Poemas do livro A Blindagem Azul
A LIBERTAR / 102 Cantiga de ninar / 103 Diretrizes / 104 A Blindagem Azul / 105 Aguilhão quebrado / 106 Big Raiders / 107 Paz Verde / 108

Poemas do livro Águas Vivas Antologia
Mumbai Overseas / 109 Ficções Escatológicas / 111

Há uns cinco anos, numa igrejinha em Itaboraí / 113 APOSTASIA ADVINDA / 115

Poema do livro CONTÉM: ARMAS PESADAS
David / 117

Poemas do livro Poemas da Guerra de Inverno
Carta Encontrada Numa Ânfora / 118 IN HOC SIGNO VINCES / 120 Para sempre Esparta / 122 O Vale de Baca / 124 O FIM / 125

Sobre o autor / 126

Apresentação
Caro leitor: as 127 páginas deste livro reúnem uma seleção de textos escritos desde minha conversão, em 2005, até aqui. Temos aqui textos inéditos, somados a outros publicados apenas em blogs e redes sociais, e que configuram o corpo principal deste Deus Amanhecer, acrescidos de uma antologia poética, com textos selecionados de meus quatro livros anteriores (livros que circularam apenas como e-books): Uma Abertura na Noite (2006), A Blindagem Azul (2007) CONTÉM: ARMAS PESADAS (2012) e Poemas da Guerra de Inverno (2012), além de poemas publicados na Antologia Águas Vivas I (2009), que organizei e na qual tive a desfaçatez de incluir-me... Achei por bem dividir o livro em diversas seções: Deus Amanhecer, com a série de poemas de mesmo coração temático; Amplivalências, uma reunião de poemas diversos; Três Clangores, três pequenos poemas épicos, sobre passagens igualmente épicas da Bíblia; O Poema Sem Fim, com trechos deste meu poema publicado em forma de blog; e as demais seções referentes aos textos de meus livros anteriores. Com raríssimas exceções, busquei coligir aqui apenas a minha poesia de clara inspiração cristã, de teor confessional e devocional, que é a constante de meus dois primeiros livros, e em menor grau nos últimos (CONTÉM: ARMAS PESADAS e Poemas da Guerra de Inverno), pois o C.A.P. é um livro pequenino e experimental, um tipo de romance noir poético, e os poemas existencialistas de P.G.I. têm sua inspiração na Guerra, e apresentam cunho bem mais ‘secular’, por mais artificiosa que tal designação possa ser. E quanto aos trechos aqui publicados de O Poema Sem Fim: trata-se de um blog-poema, um tipo de obra em aberto ou obra-emprogresso, um poema longo e multimídia que alimento desde 2011. Durante todo este tempo de minha caminhada com Cristo, tenho atendido ao chamado de Deus que desde o início senti soar em meu peito, trabalhando pela promoção e divulgação da Poesia Evangélica, seja através do blog homônimo e outros, seja através das antologias que organizei. Sempre preteri minha própria produção, pois maior, mais urgente e necessária obra era e ainda é a divulgação da grande produção de nossos irmãos, em meio a tão escassos espaços de compartilhamento. Mas Deus, em sua misericórdia, permitiu-me sempre a graça de escrever meus humildes versos. Deus Amanhecer: o Deus da suprema Esperança que suplanta a noite da alma, a noite do homem caído. O Deus que salva, que supre, que livra. O Deus do dia seguinte, que garante que haverá um Amanhã para todo aquele que nele crer – e que estará sempre lá para recepcionar-nos, conduzindo-nos mais adiante, de fé em fé, até a consumação dos séculos. Meu sincero anseio é que estes imperfeitos poemas falem ao seu coração de maneira a incitar a reflexão devocional, e ao mesmo tempo lhe proporcionem o prazer estético e intelectual tão caro e particular, que só a Poesia alcança oferecer. o autor

Prefácio
Os poetas são, no dizer arrojado de Ezra Pound, as antenas da raça. Serão receptores, sobretudo transmissores. Gabriel Celaya, um basco da poesia espanhola, dizia: "A través de mí dicen; me utilizan". (1) Sammis Reachers tem essa consciência, de se deixar atravessar, transversalmente, e a grande generosidade do divulgar de luzes e de sons dos outros poetas, em detrimento da sua própria obra. “Sempre preteri minha própria produção, pois maior, mais urgente e necessária obra era e ainda é a divulgação da grande produção de nossos irmãos, em meio a tão escassos espaços de compartilhamento” - uma solidariedade criadora reconhecida. Fá-lo por isto, cuida da criação dos outros não por seus poemas serem escassos, não são quantitativamente, e, do ponto de vista da qualidade são excelentes, têm mesmo mundivência, possuem um universo estético e um discurso próprios. Este Deus Amanhecer é disso prova mais que suficiente. O poeta conhece que Deus está no Sol da Justiça, que é Jesus Cristo, e está na eternidade da alvorada, e só a imaginação de poeta vislumbra o futuro da eterna manhã. No primeiro bloco de poemas, designado pelo título do livro, o autor leva-nos a circunstâncias da sua vida, a encontros de espiritualidade, em poemas densos e profundamente auto-biográficos. "Rompo meus 32 anos de crepúsculos"- magnífico verso de ruptura com o passado, que faz parte do fio condutor desse conjunto de versos onde o crepúsculo cede o passo ao amanhecer, às alvoradas, várias vezes repetindo essa ideia-chave. Daqui a importância da luz neste vasto conjunto de poemas, no qual com acerado bisturi o poeta se intervenciona cirurgicamente, se desmascara do passado e cura-se: 33° Senhor dos Exércitos, O que me despedaçou? Onde estão meus cacos, Para que eu os recolha, Ó Mor-Oleiro? Oh Deus Vivo Eu que já fui soldado infiltrado Por trás das linhas inimigas...

Mas a poesia pura, a da invenção em que o autor segue a aristotélica lição, segundo a qual a poesia é a diegese do que poderia ter acontecido, também se faz presente no volume: Batalha de Guadalcanal Tudo ao meu redor Jaz sepulto sob um Epitáfio Uma palavra que resume Tudo em si C O L A P S O Quanto a mim, Não desvio meus olhos de Ti, Amanhecer Pensamos ter atingido o máximo da profundidade ontológica de uma autobiografia consistente nos poemas de Sammis, no bloco anterior, eis senão quando nos surgem as Amplivalências, com uma antropotragicidade original. Antropotrágico norte, sul, leste, oeste, zênite e nadir: seis pontos cardeais cujo exato centro é o meu Colapso Deus Absconditus, Pantocrator ou Ex Machina, eis-me: sou um cristão, um bichinho, um kierkegaard, uma angústia trapo rudemente bordado no tecido do espaço-tempo aguardando que Ele, o Teu Filho A(r)mado, volte e rasgue estes panos, despedace este maior & derradeiro Véu.

PÓ Já ouvi que sou um homem insuportável Tu és o Deus que Suporta (...) Mas acima de tudo, na poesia de SR, naqueles blocos e nos seguintes, o leitor abismarse-á na linguagem nova, de neologismos felizes, nas sintaxes de eleição, nas propostas

linguísticas e na temática com que o autor vai criando uma poesia evangélica de novo recorte. Ressurreição Distanciar, longinquar todas as coisas Desesmagá-las, retrofazê-las do pó Prodigar as flores, expandi-las galáxias Obliquar linhas retas, biotizá-las ‘Té que substanciem asas: Coleóptero inseto, Adentr’abitar o Jardim de Deus É certo que, parafraseando o poeta norte-americano objectivista Robert Creeley: " é o conteúdo que determina a forma", a própria formação estrutural dos poemas se compõe de acordo com os conteúdos que SR utiliza, umas vezes tradicional, outras completamente imprevisíveis. Assim, temos continente e conteúdo novos, o que objectivamente coloca nas mãos dos leitores uma poética diferente do comum. A poesia de Sammis Reachers é toda ela verbal. São as imagens que usa que tecem a palavra. É uma viagem pelas palavras, aquela que começamos neste livro de poesia que, por assim dizer, psicoanaliza o homem perante a História, é uma interessante viagem que nos coloca diante de um fazer poiético de abundância. Em cada esquina de uma página, encontramos a surpresa, que caracteriza a boa criação literária no meio evangélico, exempli gratia neste belo poema dedicado, no século XXI, ao filósofo do existencialismo cristão, o autor de "Temor e Tremor": Uma Rosa para Kierkegaard Eu trago uma rosa para Kierkegaard Kierkegaard que não viu Hiroshima Que, vista, Explodiria com ela E deixaria um apócrifo Contra a América cristã Eu trago uma rosa em nome de Cristo e Quero encontrar-te Senhor Soren Quero nomear meu filho assim, Soren (...)

E o exemplar poema dialogante à mesa do café para falar de Alexandria, do desastre de Alexandria, para concluir com um apocalipticamente Maran Atha? Sim, de surpresa em surpresa, a poesia de Sammis Reachers tem um espaço próprio na poesia evangélica em língua portuguesa, jovem seguidor exímio do Movimento Nova Poesia Evangélica criado em 1974, que ligou Brasil e Portugal. Um incêndio em Alexandria, e duas ressurreições Na mesa do Café (por quantos anos eu sonhei Com este fútil prazer intelectual, Sentar-me à mesa de um Café e confabular) Você transpira uma verdade ríspida, Um transpirar que se solidifica, Se doloriza em palavras: “Não se poderiam escrever Livros sobre a Queda; Todos os livros são sobre a Queda, Os livros existem simplesmente por que Um dia em Adão todos nós Fomos derrotados.” Silenciamos por 30 segundos (e há visões interiores de devassadas Estantes, e há amor em nossa amizade) E eu concluo: “Avancemos pois sem embaraços Para Aquele único que realmente Tem algo a dizer, Aquele que projetou-nos os corações Para que fossem as tábuas bastantes E únicas De Sua escritura.” Ora vem, Senhor Jesus! No regresso final a Gabriel Celaya: " Mientras otros piensan qué se debe hacer, / yo hago". Deixo o leitor para a descoberta das palavras que o poeta faz, neste seu livro. Poeta de linguagem poética arrojada. A surpresa, que está para além das palavras lusitanas do prefaciador. J.T.Parreira (1) – Operaciones poéticas, Visor, 1971, Madrid

DEUS AMANHECER
Carta aos Derrotados Aos derrotados de todas as idades, tempos e lugares: Jesus já venceu por nós Aos que escrevem poemas de amor na língua morta de um país que já não existe: Continuemos Poesia contra os muros, Jesus já venceu por nós Aos mutilados e deixados pra morrer em Waterloo e Stalingrado, Roraima e São Paulo, na próxima esquina, nos porões das (in)direitas ditaduras ou nas sibérias comunistas, no miolo efervescente da multidão ou nos últimos últimos últimos bancos das Igrejas: Olhemos para o alto, Jesus já venceu por nós Aos apunhalados enquanto dormiam por um dos cem milhões de Judas que Satanás comissionou e infiltrou nos mais improváveis meios, famílias e lugares: Perdoemos, Jesus já venceu por nós Aos que sempre ou apenas numa única hora errada (apenas) deram as costas: Ele é o nosso Grande Perdão pois Filho do único Onibenevolente; Jesus já venceu por nós Aos que nas malfadadas todas as tantas e tantas e tantas vezes roubaram e estupraram, mentiram e abusaram, traíram e assassinaram; àqueles e àquelas prostituídos e travestidos, aos viciados em substâncias, jogos ou pessoas, aos cães de todas as estirpes,

aos extirpados, a todo aquele que habita e palmeia o fundo frio do poço: Arrependamo-nos, arrependamo-nos, arrependamo-nos e creiamos: “Em Cristo Jesus somos mais que vencedores.”

Águia d’Aurora A fumaça que sobe de minha choupana incendiada Tece uma cicatriz na aurora Perdoe-me, mas incendeio baús de passados e amarras Para voar livre para Ti, Amanhecer A criança em mim (meu lastro e terna antítese) Apertou o Botão de Alarme Da minha vida E esse barulho, como um ranger de trilhos É meu coração que explode Meu tempo finda e Eu aposto Todas as minhas fichas, Todos os meus ossos Em Ti Escapei ainda ontem Da vila de Maquiavel-dos-Mortos: - Oh Cristo, eu vim Em busca de tua Engenharia de Revolução Diploma-me Mata-me Ressuscita-me Ressuscita-me Ressuscita-me

PÓ Já ouvi que sou um homem insuportável Tu és o Deus que Suporta Pó embaraçado em pó sou, espectro sem nome um sem nome Tu és a Minha Herança Já morri nas mãos de meus aliados Tu és a Rocha da minha Ressurreição Deus estranho, Deus que se esconde Deus que ama até as enésimas potências nada tenho além de Ti

sem nome

sem nome

Amanhecer Amanhecer Tu és (o) Amanhecer

Fiat gratia Sem Tua graça Não há amanhecer Todos seríamos findos Ao fim do dia Tenho um nome Para Ti, Esplendor Tu és o Deus das Alvoradas

Soldado Pouco importa se em Delfos, Kinshasa Ou no delta do Mekong Que eu seja uma asa Para os mutilados Que a bala que ceifaria o inocente Pare antes em meu peito Ou seja interceptada pela mão De Teu anjo - Tanto faz, Eis-nos aqui Trago minha sede Até os Teus regaços Toda a minha sequidão Deito diante aos Teus pés Rompo meus 32 anos de crepúsculos Para chegar a Ti, Amanhecer Sou dunas a deambular no deserto Denunciante de toda a usurpação Assassino das raposinhas do Caos Por Ti, que me moeste E vaso novo me formaste

A Grande Noite Matricial versus O Amanhecer Você já teve a sensação ‘matrixial’ de estar Sempre preso a um pesadelo? A cada acordar, após cada sorriso, No centro sutil de cada uma de suas lágrimas? Eu estou preso a um mesmo e multifacetado pesadelo. Um dia, ainda num ventre, após meu incipiente cérebro Atingir determinado número de neurônios, E estabelecer um limite operacional mínimo De conexões entre eles, Eu tive meu primeiro e único sonho. Era um pesadelo. Nele, um alguém-entidade, Meio pó, meio pai, nominado Adão Me matou. Estamos todos presos dentro de um pesadelo, O primeiro, o mesmo e o único de cada um de nós. Um omnipesadelo do qual Cristo É nossa única incontornável possibilidade de DESPERTAR.

Batalha de Guadalcanal Tudo ao meu redor Jaz sepulto sob um Epitáfio Uma palavra que resume Tudo em si C O L A P S O Quanto a mim, Não desvio meus olhos de Ti, Amanhecer

Quando o Amanhecer me surpreendeu no fundo de uma trincheira Sinto estrugirem os sons de uma paz furiosa É A TUA SALVAÇÃO QUE HOJE RUGE NOS QUATRO CANTOS DA TERRA e me (res)suscita

AMPLIVALÊNCIAS

Antropotrágico Para Francisco Carlos Machado norte, sul, leste, oeste, zênite e nadir: seis pontos cardeais cujo exato centro é o meu Colapso Deus Absconditus, Pantocrator ou Ex Machina, eis-me: sou um cristão, um bichinho, um kierkegaard, uma angústia trapo rudemente bordado no tecido do espaço-tempo aguardando que Ele, o Teu Filho A(r)mado, volte e rasgue estes panos, despedace este maior & derradeiro Véu.

Um amigo em Nazaré Teu sorriso tem essa coisa, sabe, de expandir a Realidade Teu amor, fúria e brisa, cata-me pelo chão, me constrange a continuar Tuas Palavras me multiplicam, ó Foz do Rio da Vida, meu Ombro, meu Amigo "Levou-me à casa do banquete, e o seu estandarte sobre mim era o amor." Cantares 2.4

33° Senhor dos Exércitos, O que me despedaçou? Onde estão meus cacos, Para que eu os recolha, Ó Mor-Oleiro? Oh Deus Vivo Eu que já fui soldado infiltrado Por trás das linhas inimigas... Que veneno utilizaram Para calar meu amor? O combate hoje sustentado Não era 30 vezes mais renhido, Mais vivo? Amor, amor Cápsulas deste antídoto Amor O amor A cura para meu coração O raio gama que me transmute Num mutante azul ou gigante verde, A destroçar os aparatos Inimigos por dentro - Uma cápsula de amor ágape-cianídrico Ministra-me, meu Médico Eis-me aqui Cura-me a mim Envia-me a mim Eis-me aqui Eis-me aqui Pois conheço o inferno Senhor, Já discursei em suas tribunas, Fui-lhe um poeta, sorvi Direto de sua cornucópia O fel sinistro feito Com os mais doces açúcares E não tenho medo, Senhor. Envia-me a mim Fiz-me menos que soldado raso Ao assassinar meu próprio amor Mas me arrependo e retorno ao arraial Minha antiga patente de cabo Da Tua legendária 33° PARA-GAL, 33° Divisão de Pára-Quedistas Galileus, Eu imploro de volta, meu General

Vocacionaste-me para a guerrilha eletrônica, Treinando-me em operações de guerra psicológica E contra-medidas em tecnologia da informação E nisto eu milito Todos os dias Com blogs, tweets, emails, Redes sociais Contatando, interligando, capacitando, servindo Outros operativos, milhares em rede, Sabotadores do império inimigo Mas sei também minha vocação Para a guerra convencional E sua guerrilha Tira-me novamente De minha zona de conforto e micro-rebelião Lança-me contra a corrente ao Seio dos despedaçados, Brulote* incendiado Aos sete mares Com o ágape e as lágrimas Que agora me fazem tão dura falta Com os porões fartos De especiarias - Pães, cobertores e Bíblias – Velas infladas por tua LUZ Reforça as antigas alianças Os guerreiros sem nome que não temem As sombras, reversos piratas Que singram sem submergir As águas da Morte, Sagazes saqueadores do Inferno Que me deste encontrar Pelos templos e favelas deste mundo Arme nossa nau, Senhor Jesus Carregue nossos canhões Com lírios Que eu possa todos os dias Enviar-te em oração A notícia que enviaste um dia a João Batista: “...os cegos veem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e aos pobres anuncia-se o Evangelho.” ** Explodir os ferrolhos das prisões Único motivo de eu ter nascido Único motivo para nascer

Deitar granadas de LUZ Nos bunkers de Satã Boom boomm booommm Na base do inferno Semear o conhecimento De Tua Glória Armar escaramuças Levar as batalhas Da periferia e fronteiras do teatro de batalha Direto aos centros nevrais do Sheol - Países, povos, prisões, sarjetas, hospitais Reviva-me a mim, comissiona-me, Envia-me A lançar Tua Palavra - Lírico artefato de luz e estrépito Eis-me aqui Ao núcleo duro Da sinagoga de Satanás boom boomm booommm
*Barco não-tripulado, carregado de materiais inflamáveis e explosivos, incendiado e lançado via correnteza em direção aos navios inimigos. **Lc 7.22

Canção atômica do Natal tardio Há um Natal suspenso nos gatilhos e bolsas de valores do planeta, na dependência de o assassino disparar ou não Espírito Santo esparja a canção pela paz deflagre a epidemia de armistícios Há um Natal envenenado na química porca & barata de uma pedra de crack Mas Senhor, Espírito Santo espalhe a paz pela canção dissolva os contratos de escravidão esculpidos em pedra Há um Natal latente na mente de um embriagado que Hoje cisma: Hoje deixarei esta bebida e aquela prostituta e voltarei para casa e se a porta não se abrir, sequer neste vasto dia que é Hoje, deitarei na serventia como um cão, como um Bartimeu que brada até cegar-me mudo de gritar Espírito Santo, cante a canção que rompa que abra que despedace grilhões e grileiros de corações com a sua (ir)radiação Cante a canção que cumpra as canções de Isaías e Davi e de cada qual dos quais o mundo não era digno Espírito artefato Santo nuclear expluda a estrela no lugar exato, o miolo da treva,

para rasgar de nós o silêncio-nossos-mantos Contempla-nos, cá no pó beduínos dispersos no deserto entoe a canção atonal & auroral da estrela-que-anda e faz todos os descaminhos da Terra, com nossas torrentes de pranto convergirem até o oceano-Ele

Ressurreição Distanciar, longinquar todas as coisas Desesmagá-las, retrofazê-las do pó Prodigar as flores, expandi-las galáxias Obliquar linhas retas, biotizá-las ‘Té que substanciem asas: Coleóptero inseto, Adentr’abitar o Jardim de Deus

O Quarto Eu olho para o miolo duro Da escuridão E vejo o Quarto Homem No coração da tempestade Que me fragmenta Trovões tonitruam e Meu entorno Veste as mortalhas e paramentos Da solidão Mas Ele é um olhar em silêncio E num repente sua voz é calma, (e) vem numa brisa: “Luz e Trevas, meu é todo o controle. EU, EU SOU.” Glória, glória e louvor eternos Ao Senhor dos Exércitos, O que despedaça o jugo E está ao lado dos humilhados, Para os exaltar!

Civitas Dei Além do Fim, Depois daqui Há um Mundo Onde a traição Que me despedaçou Será apagada O fabulário de todos Os meus crimes E traições que perpetrei Estará dissolvido Pelo éter da inexistência, Do não-mais... Além daqui há um Mundo Um novo planeta Terra (3x) maior que este Onde há um Deus Assentado e em pé e onipresente Que seca todas as lágrimas Já à porta, nos Portões de Pérola Da Cidade Santa Para que tristeza alguma Adentre O que é Amor, Paz e Comunhão Cidade-Estado, Cidade-Mundo (de um) Reino Eterno Eu preciso repetir esta palavra – Eterno – Eterno, De um Deus que é tudo em todos “Redenção”, está escrito Em cada pedra de ouro Do calçamento, das vias Redenção E nas esquinas e Cruzamentos há pedras De ainda mais fina lavra, Onde se lê escrito Um Paraíso que não Deteriora-se

Eterno

“Fim de Toda a Dor”

Que é um tempo E todos os tempos Um lugar e todos os Lugares, sim, Juntos, e sim, Ao mesmo tempo Além daqui, Depois do Fim (ao calar de tudo o que é transitório) Está O Mundo. O único Mundo Eterno e REAL.

Confissão e agradecimento de um ex-inimigo Dos que amam a Ti: pude estar perto a eles, e conhecê-los.

Apertaram minha mão sem importar com o odor do pecado. Comi-lhes do pão, e, defronte e dentre a meus olhos, cansados ossos, me disseram: -"Irmão".

Ansiedade que a Paz expluda no Caos como uma granada de nitrato de Nada recheada de dilacerantes grãos de Nihil paralisando com silêncio estrondoso Tudo sopro que desalme todos os entes Ragnarök, Mahapralaya, Mappou, Armagedon, Apocalipse e todos os seus Nomes: a mim, a mim meus irmãos! Andarilho Nazareno, grande Omega Lord: tornai!

A Oração Fundamental, opus minimalista Termine os dias, Senhor. Inicie o Dia.

CONTIGO E a cada vez que eu morrer, Amigo Ressuscita-nos

Uma Rosa para Kierkegaard Eu trago uma rosa para Kierkegaard Kierkegaard que não viu Hiroshima Que, vista, Explodiria com ela E deixaria um apócrifo Contra a América cristã Eu trago uma rosa em nome de Cristo e Quero encontrar-te Senhor Soren Quero nomear meu filho assim, Soren Teu semblante triste eu trago do berço, Quero teu ímpeto libertário Para denunciar nossas incongruências Nossos nadas (trans)feitos doutrina, Adaptação e contentamento Eu quero teus saltos Pois tenho asas e um teto Que me prende de usá-las (e um mundo a alcançar para Cristo) Ah, Soren, com o perdão da truculência Quero dar uma banda No coro dos contentes E deitar todos de pernas Para o ar -Quem sabe, de um Outro ângulo, Finalmente não enxergam Os não alcançados? Trago uma rosa para ti, para mim - Para a multidão de nós E laços Oxalá a realize

Um incêndio em Alexandria, e duas ressurreições Na mesa do Café (por quantos anos eu sonhei Com este fútil prazer intelectual, Sentar-me à mesa de um Café e confabular) Você transpira uma verdade ríspida, Um transpirar que se solidifica, Se doloriza em palavras: “Não se poderiam escrever Livros sobre a Queda; Todos os livros são sobre a Queda, Os livros existem simplesmente por que Um dia em Adão todos nós Fomos derrotados.” Silenciamos por 30 segundos (e há visões interiores de devassadas Estantes, e há amor em nossa amizade) E eu concluo: “Avancemos pois sem embaraços Para Aquele único que realmente Tem algo a dizer, Aquele que projetou-nos os corações Para que fossem as tábuas bastantes E únicas De Sua escritura.” Ora vem, Senhor Jesus!

Cristão.doc Sou um alvo Para tudo aquilo que atira Alienígena espalhafatosamente hostil Anil Ao promover sacralidades Saboto O fio de Ariadne Que tece a Realidade - a lã gélida do pecado – Lembra do velho poema, Da rosa voltaica Que Cristo plantou em meu rosto? Com tal aparato, De pétalas afiadas da Verdade Piso a cabeça de cobras e Da Hidra de Lerna, Desfaço harpias Em nome de Cristo Mato o próprio Gilgamesh, Traspasso Prometeu e Manco Caplac: Oh falsos heróis Rompo num átimo A insensatez de vossos simulacros Membro Das Vanguardas Revolucionárias da Cruz Mártir do dia a dia, Ao morrer para o mundo Ao amar A espada que me parte Clandestino Em todo qualquer lugar que piso Contra a corrente, Contra Constantino E sua religião das velas e Oração aos mortos, E ao contrário dela Não adapto o mundo ao meu sistema Mas com ombro forte Arco (com) as consequências

E realizo minha revolução: Você está morto, mundo E eu sei Quem lhe pode reviver

Cristianismo e Anarquia (o) colapso de toda fluição:

o muro,

o mal.

Bom dia Tolstoi!

Cristianismo e Anarquia II toda fluição colapsada pela fruição

e criados são os dicionários, a pulsão de posse e a Queda

Inquisição O cão farejador ítalo-alemão (na verdade teuto-italiano) que a Academia adestrou encontrou um fundo falso no poema e no fundo falso uma mensagem sem palavras, sem sinais, signos e ainda inserida no já corpo estranho de tão sinistra mensagem uma subliminar dizendo a Israel que marche

F(l/r)ag minhas cicatrizes são fragmentos de minhas quedas

minhas quedas fragmentos da Queda

Janela 10X40 Avanço na direção de quem morre

Avanço com uma contra-cimitarra de cicios nos beiços

Com a sedução que só o amor constrói

Notícia do Surf em Itacoatiara Para Wellington, o precursor Augusto Dia permanece sequestrado em poder de Mar Oceano Notícias não confirmadas dão conta de que o resgate requerido consiste em um swell de nordeste, embalado a ventos de 30 nós, com 30.000 ondas de 3 metros, sequenciadas em séries de 3 E atenção: um homem grisalho, caucasiano, aparentando ter entre 45 e 50 anos, que se disse Negociador da Augusta Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro acaba de entrar na água vestindo apenas um bermudão de tactel e armado com uma prancha biquilha 6’3, e um estranho ar de felicidade. Mais notícias no Jornal das 20h00.

Para o início de uma Ficção Científica (pois o dia é de Finados a dor é grande eu estou sozinho e preciso Senhor, fugir para Aldebarã) O Planeta Azul de Aldebarã... trinta e quatro androides deram suas vidas quânticas para trazer-nos até aqui... Alikdeai, a NAVE, sacrificou-se por nós – morreu nossa preceptora, a inteligência coletiva de nossa colônia. Deus, quem creria que algo assim seria possível, que até máquinas se sacrificariam – por amor a Ti? A guerra contra o mal é vasta, mas eis-nos finalmente aqui, como Lafayette em Yorktown, como os trezentos gigantes nas Termópilas, doze cães de carbono, doze portadores da Mensagem (essa história continuará um dia?)

PAX MULTI MAX uma PAZ multifocal & multimodal reinstaura a fluição edênica confere-me asas que abarcam todo o Orbe, que cobrem o mundo e permitem o vôo perfeito, total - omniasas para que tudo voe para Ti, ó Céu dos céus

Um Funeral (Católico) Romano
Um deus icônico Fundido em chumbo Afixado a uma Estrutura cruciforme De madeira Na parede da sala Dos séculos Regiamente Fixo Fixo Fixo Fixo Fixo Fixo Fixo Fixo Fixo Fixo Fixo F I X O ___________ ______________________ __________________________________ Das mentes

A.D.D. Em face à viciosa belicosidade do mundo (quando respondo mal com mal) blindo meus poros com lâminas e sou o primeiro dos mutilados, Senhor, o 1º dos Andarilhos Despedaçados pelo Desamor

Mas quando venço, quando tenho flores, oh, Senhor! Sou um céu para 30 precipícios

Atrasado Tenho pressa De nunca mais ter pressa Pressa de paz Corro desde a 1° vez De shopping centers e afetações E são milhares deles Em meu circuito, Meu circuito-dia Os ônibus levam-me Para baixo meio e cima E nunca vou a lugar algum Mas corro como corro Corro como numa tela De Carlo Carrà Fujo De onde Morpheu recita Todo o léxico do inferno (dito poema) em meus ouvidos Ao som de Radiohead Corro com tudo o que posso Com minha perna quebrada De quando caí do teto de casa Com o sedentarismo que me combate Corro com minha vesícula extirpada Corro para o Dia Sem afetações e shoppings centers Corro para minha cadeira cativa No estádio celeste Antes que algum bem-intencionado irmão calvinista A ocupe desde sempre (‘pardon, monsieur, mas Este lugar me está reservado desde a fundação de tudo’) Corro em direção ao Colapso Desta minha carne

Com minha Bíblia decomposta Em 30.000 filipetas Que distribuo, gratuitos ingressos Para o Pai de todos os Espetáculos, A presença ante a eterna estreia Do Coro Celestial Corro do Pecado e da Morte E do Inferno Heróico em minha irrelevância, Marcho sobre a cabeça de todos eles Em meu caminho Eu sou Ulisses e Sansão, Davi e Tupac Amaru, Tiradentes e Ben Gurion Sammi Maluco da Beira Rio Que voa em direção a Cristo (e) Eu tenho pressa→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→ →→

EVA Uma mulher é sempre um ruído um perder-se uma solução para nada falsa fragilidade aracnocoisa sorvedora escuridão prendada aveludado soco maçã para quem preferia não ter fome enviada

Filho do Filho de Adão Engavete minha (v)ida no vento & assopra-nos, Senhor, por favor e amor de Cristo despeça este etéreo comboio para bem distante de tudo se não é ainda tempo de a Terra deixarmos envia-nos à Isnaia Poliana, à casa de Tolstoi não, Mestre, não para que eu cultue os mortos: mas para que eu recolha as migalhas da Paz de que ele falou, para que eu as some à Tua, a todas para que eu mate finalmente e por larga overdose essa minha fissura, esse meu vício em alvacenta inebriante PAZ

Homem de Taipa A segunda esquina do sonho é a minha, onde me escondo em minha casinha de taipa. Queimada de cal azul, de pequeno quintal enricado de arbustos frutíferos (e também duas mangueiras de sombra e lastro), completado com um banco de madeira, desses de praça ou de sonho (e agora mesmo enquanto escrevo estou feliz pois vi as pequenas pitanguinhas que me vem) e já que o poema verseja sobre sonhos tenho também uma esposa que é a estrela Vésper ou a galáxia de Andrômeda que é como a mulher sábia de Provérbios 13 Mas não há mangueiras, cal azul, banco ou qualquer esposa só minha pitangueira é real e com seus 60cm já frutifica(-me). Miro-a e rememoro o dia em que foi ela também um sonho apenas, fruta, uma única: e suas três solitárias sementes em minhas mãos combatentes.

Profissão de fé Embora eu não domine Pacificamente A ciência de arrancá-las Ao útero das possibilidades Elas aqui circulam Plasmadas Eu sou um poeta: Em minha dor estão contidas Todas as Literaturas

Fragmento dum agora Se o sol perguntar qual a sua missão? Eu respondo múltiplas Se o sol perguntar onde os outros operativos? Eu respondo mortos Se o sol perguntar quais as armas requeridas? Eu respondo esperanças Pois acabei de disparar a última

Réquiem para Uma Prostituta de Meu Tempo Pós-Modernidade sepulcro de santos e musas já me trituraste na moenda de tuas literaturas, envenenaste-me com o fel laicizante de teus seios, a litania de teu caos embebedaste-me no meu dia mal, lançaste-me em tuas paredes de artes abstratas e relatividades & sevícias em minha fraqueza chutaste-me as costelas com tuas pontiagudas sapatilhas de dominatrix mas ah! deusa vã, Semíramis suicidada, nem com toda a tua sanha cibernética alcançaste matar-me o sol romântico que em meu peito pulsa tua dialética não logrou desconstruir - como Samá no cimo daquele campo de lentilhas, eis-me aqui relativizaste a Lei e vomitaste sobre a Graça, mas saiba que no inferno não subsiste relatividade alguma, apenas encarceramento em fogo adstringente-anelante-massivo ruidosamente teu olhe em meus olhos negros, espírito imundo acesse a tua própria memória genética, lembra-te de mim, dos nomes invisíveis que em meus genes fremem e contra ti solfejam em sibemol a ária de Gideão, o brado retumbante sou Josué e Leônidas, Péricles e Davi meu punho direito nomina-se Atenas, meu punho esquerdo é para sempre Esparta minhas asas são o Livro de Cristo e o meu coração é o de um mosqueteiro ciberdemônio súcubo de sexo

e cápsulas de ecstasy solta o meu braço, Messalina antropofágica arreda de mim os dedos teus ressequidos de niilismo, Górgona vampira... Jezabel, Inversão, Vazio trago em meu alforje um mistério a compartilhar-te, cabala para embalar teus pesadelos midiáticos: antes de nós ambos nascermos morreste tu em Sião, vencida, esmagada num rude madeiro, madeiro rude o mesmo onde eu fui ressuscitado sou uma criança e um servo e um soldado e um príncipe para o meu Amado não, não me toques mas olhe em meus olhos negros, ó aborto de Lilith: é neles que eu trago o teu sepulcro.

Jó Perdoa-me, Senhor que sei eu das coisas ocultas que sei eu das manifestas que sei eu de asas

VERBUM TREMENDUM Para Vilma Pires “...Ao que vencer darei a comer do maná escondido, e dar-lhe-ei uma pedra branca, e na pedra um novo nome escrito, o qual ninguém conhece senão aquele que o recebe.” Ap 2.17 Irmão cristão, meu co-operário da fornalha, - combata até o fim: pois no fim Ele terá um novo nome para ti, um nome oculto como o coração de um sol, um nome que livro algum dos muitos deste mundo, ou mesmo sua totalitária soma, comportaria. Um nome que é secreto e seu, e é todo um Universo, cujas letras são como berçários de estrelas. É preciso Eternidade para que se pronuncie tal nome; no Tempo, a pronúncia de tal termo nunca chegaria a termo, pois se espraiaria infinita. No Eterno, ele é infinito e ao mesmo tempo infinitesimal, pequenino, circular como o eterno retorno de que fala a Filosofia, selado como um Jardim secreto, Éden feito de signos, melhor, omnisignos. Já que é-nos impossível conceber tal palavra, tal Singularidade, a melhor forma de imaginá-la é como um Anel: Teu novo nome, irmão, é um memorial da última, perfeita e eterna Aliança.

Irmão Luiz da Deus É Amor Falei ao irmão que me indagou do nome “Sammis é nome de cão estranho cão que tem também sobrenome” a resposta estava pronta ele a deu “só foram com Gideão aqueles que tinham o espírito alerta de um cão” Hoje ele saiu-se com outra “Como está?”, indagou “Estou indo pela misericórdia...” “E quem não está? Me aponte um.”

O Irmão Argos a Pérrima de Moraes Cláudio Moramos próximo à praia onde, sempre que faz-se possível, estamos. Minha filha Lorelei então brinca Com nosso cão Argos - Rolam na areia e empurram-se e Irmanam-se E isso é um espetáculo e descanso Para meu estresse urbano-acinzentado. Mas o verdadeiro fato singular Dá-se apenas quando a segunda-feira Como um aviso prévio e lembrança aziaga Não me arrebanha de antemão com seu chamado Urbano-acinzentado, E tardamos na praia até o pôr do sol: Argos então desprende-se de nós, Sua familiar despelada matilha E sobe para uma alta duna À oeste da praia, e fica de lá Olhando para a barra, para o horizonte Onde um amálgama antigo funde O céu com o mar. Ele não olha o pôr do sol como o resto da família, Mas sempre em direção diversa. São minutos silenciosos (Lorelei É pequena e a duna é distante: Não deixamo-la subir até lá). Ele assenta-se solitário e observa e observa Apenas, enquanto o sol a despencar Doura a pele frágil do mar. Entendo o cão, irmanamo-nos nisto: Ele também aguarda um Retorno. O retorno de Alguém que, ele parece intuir Ao ver o declínio solar, Um dia virá, Em lugar do sol. Ele virá, irmão Argos. Que nos encontre ataviados. *Poema ficcional livremente inspirado pela leitura do belíssimo texto ‘Lampo, o cão que andava de trem’, de uma edição de 1981 da revista Seleções do Reader’s Digest.

Dalila Ela perfumava o ar com sussurros: - Olvidai esta noite a Israel, meu de amores colosso: a Escuridão é um manjar líquido, e eis que eu trouxe-nos os copos. E se não bastar, eis-me (tua) taça: ouro vivo da Filístia, mimosidade do coração de Baal. Venha, hebreu: celebrai.

Nos dois mil anos da morte de Judas Fui vendido por trinta moedas de afeto deceparam meu braço amigo com um sabre cego desses de sicário, de uma alegoria de escola de samba pelo suave sumo do sonho (e as monoaminas) que sobejam em meu fel sanguíneo. Em maio faço 35 anos. Ainda não aprendi a ganhar dinheiro. Queria morrer neste ano gregoriano de 2013 e não sei que será de minha poesia daqui a dez anos, se escreverei sobre a dor de Deus ou sobre a minha. Mas se sobreviver sei que persistirei em biografar a dor onde quer que ela esteja, como um imigrante turco em Dresden fazendo o serviço sujo nas latrinas do Reich aniquilado. E escreverei sobre a aniquilação biológica promovida pela Guerra Civil Chinesa (a Segunda), e marmelos e a mandrágora, a quem nunca fiz poema. Queria partir. Hesito; meu Pai é um abraço sem fim, um acumular de patentes. Sarça que queima meus pedidos de baixa, Deus que protela e indefere, sob os sorrisos de meu Advogado, paciente em seu amor. Ele delega missões: redigir memorandos, reconduzir almas erradias, a captura dos que assassinaram a Lua ou os dois filhos adolescentes de dona Maria, a vizinha. Discípulo de Borges, não sigo o calendário gregoriano, mas o dos Cabalistas Negros de Kiev. Por ele, Judas morreu faz dois mil anos, tomando a forma de mundo. Nele fui vendido por trinta moedas de afeto.

Ontologia p(r)o(f)ética Entre Jonas e Jeremias: A baleia e o poço, o enfado e as lágrimas.

Eu, Eliphas Levi, bruxo, nigromante A Escuridão prepara o salão para o grande baile. Ela me capta a um canto, sorri nefasta, roga minha ajuda para colocar as bexigas e estender a faixa do aniversariante. Por que eu?, pergunto, amedrontado por ter sido visto, mesmo sob minha capa de invisibilidade. Porque você está disponível, ela responde. Porque você busca saber o que está por trás do pó, e cisma, e escava o solo e o seu coração. Porque sou o alimento de seus pensamentos. Porque você me observa de cima a baixo. E acha que talvez eu possa lhe dar as respostas que Ele guardou de ti. Sim, oh ladrão de incunábulos e sombra de bibliotecas, posso lhe dar todas as respostas, e saciar tua sede de Fausto; posso revelar-te todos os segredos do Universo e minhas respostas perfeitas serão mentiras como este Universo é uma mentira. Então eu entendo tudo; ela tinha desde sempre meu coração em sua caixa. Fujo correndo e choro e não quero parar de correr, não quero acreditar que ela media-me enquanto eu a media, não quero suportar que ela tinha-me como uma conta em seu colar. O galo canta uma terceira vez.

PEDAGOGIA Atente e veja: um fim sempre tem lado avesso. Ou seja: um fim nunca deixa de ser um começo. Materializando Um tropeço: o que pro teu pé é impedimento pro resto da carcaça é arremesso.

PROFISSÃO Em casa de ferreiro o espeto é de pau em casa de poeta o espeto é de feltro e os dias de turmalina quando há sonho. Quando empedro, Senhor, confesso: pesa-me o ofício de viver.

Poietiké Se a poesia é faca e é forca a poesia também é mortalha é a plúmbea bala que estraçalha o coração sol-crispado de Lorca é a flor que ofende e enfurece o canalha... Ela incorporou o feio ao discurso, a poesia é Lírica e também é Porca linda deusa que hoje admite a falha É algo inútil, é uma Vida, é um monte de tralha é uma dose de palavras que na goela do papel o poeta emborca é banco de areia onde - cansado do oceano um desesperado encalha.

DIÁLOGO - Perdoa-me, Pai; eu não sou bom o suficiente, meu Senhor. É melhor que eu abra mão de tudo isso... - E quem é bom o suficiente, filho? - Mas Senhor, eu já pesei e analisei... Inseri todos os dados, todas as minhas possibilidades, como variantes em meu computador. E calculei todas as probabilidades, simulei em todos os cenários... E em todos eles, cedo ou tarde, eu fui VENCIDO pelo PECADO. - Eu sei. Também já fiz isso, antes mesmo de pôr a girar essas correntes, a quem chamei de Tempo, e dar forma em minhas mãos a esta esfera, a quem você chama de Mundo. E foi por isso que enviei meu FILHO para MORRER em seu lugar.

Olhando para a luz do Sol Quando você estiver em dúvida sobre sua vida, seu futuro, seus problemas ou que decisão tomar, faça um simples teste: acenda uma vela. Em seguida, vá para fora e levante a vela contra a luz do Sol. Não observe muito, pois isso pode ferir suas vistas; mas observe o suficiente para notar como a luz do Sol suplanta, engole, eclipsa a bruxuleante luz da vela. Assim é quando se compara o que Deus diz em Sua Palavra, com as opiniões e a sabedoria humanas. Não tenha dúvida: Guie-se sempre pela Luz verdadeira que é o Evangelho, e você nunca errará o caminho.

Sobre o Deus que assopra e faz lembrar Quando olho para o alto das colinas e vislumbro o matagal a balançar ao vento, num movimento assemelhado ao de um mar pacífico (em dias especiais, em lugares e condições especiais), eu sinto, ou melhor, eu sou assolado por um sentimento que era também muito caro a C.S. Lewis: uma profunda e inamissível saudade de um Jardim, um jardim de onde - num dia imemorável - eu fui expulso, como uma criança lactante arrancada ao seio de sua mãe... Um jardim para onde – contra tudo e todos e desesperadamente – eu preciso, preciso voltar. Um balançar que me encanta desde a infância, quando eu não entendia a melancolia e enlevo que dominavam meus olhos, a bailar em silêncio com o mato... Hoje sei, era uma fome profunda do τελος (Telos), do Fim, a Consumação/Reconciliação de todas as coisas no seio de Cristo. Fome de retornar ao Jardim. Ora vem, Senhor Jesus!

3 Clangores
Três poemas de cunho épico, inspirados em passagens heroicas da Bíblia Josué, Calebe e o Sol Então Josué falou ao SENHOR, no dia em que o SENHOR deu os amorreus nas mãos dos filhos de Israel, e disse na presença dos israelitas: Sol, detém-te em Gibeom, e tu, lua, no vale de Ajalom. E o sol se deteve, e a lua parou, até que o povo se vingou de seus inimigos. Isto não está escrito no livro de Jasher? O sol, pois, se deteve no meio do céu, e não se apressou a pôr, quase um dia inteiro. E não houve dia semelhante a este, nem antes nem depois dele, ouvindo o SENHOR assim a voz de um homem; porque o SENHOR pelejava por Israel. Josué 10:12-14 - Feche, Calebe Cerre seus olhos A maravilha é demais Para suportar Um sol O Sol Fincado imóvel No céu Contra todos, tudo Paralisado Encadeamentos cósmicos leis físicas Despedaçadas Por AMOR Ombreando Josué, Calebe mede o altivo porte De Hanuel seu irmão, O que empunha a córnea trombeta. Num lapso em meio à densidade metálica da batalha Ele como que vê o antílope donde o chifre fora tirado, Ele o vê saltar novamente contra o Sol, Dois relâmpagos indo de encontro um ao outro, e um terceiro raio Célere-exato formando a trindade áugure de um singular evento: O Sol, o antílope e A sua seta, que o abatera. Num átimo ele desperta, o som da trombeta Clama agora em toque de batalha Como se fora um outro sol, sonoro Explodindo som incandescente no lugar de luz,

Vibração que se expande perfurando dos seus tímpanos Até o miolo de seu coração, que ruge, responsarial Ao brado que não pode ser olvidado... O sol estaca; Israel avança! A espada, o fio que desfaz, encontra o seu dia: Brilha em seus milhares junto a uma tempestade, Uma chuva de fogo e saraiva expelida De um inaudito imóvel terrível Sol... - Aquilo que não pode parar Parado, Josué Para que nossas espadas Possam mais, terminem O que deve ser terminado Os Reis de Jerusalém e Hebrom, Jarmute, Laquis e Eglom Contemplam num surdo uníssono Atemorizados o céu, Coroadas presas eclipsadas pelo vertigo, O duro fulgor que à face lhes resvala O Sol Escravo de um povo escolhido O Sol Hoje sua segunda Lâmina

Sansão E disseram-lhe: Descemos para te amarrar e te entregar nas mãos dos filisteus. Então Sansão lhes disse: Jurai-me que vós mesmos não me acometereis. E eles lhe falaram, dizendo: Não, mas fortemente te amarraremos, e te entregaremos nas mãos deles; porém de maneira nenhuma te mataremos. E amarraram-no com duas cordas novas e fizeram-no subir da rocha. E, vindo ele a Leí, os filisteus lhe saíram ao encontro, jubilando; porém o Espírito do SENHOR poderosamente se apossou dele, e as cordas que ele tinha nos braços se tornaram como fios de linho que se queimaram no fogo, e as suas amarraduras se desfizeram das suas mãos. E achou uma queixada fresca de um jumento, e estendeu a sua mão, e tomou-a, e feriu com ela mil homens. Juízes 15:12-15 Lâminas, Sansão: Lâminas não alcançam, Não podem não sabem não Suportam Ferir-te Lâminas, Sansão: Tu não precisas delas Teu punho, teu assopro Deita pelo chão a canalha, Devolve ao pó Tudo que se levantar contra o Altíssimo Tu és robusto instrumento de Deus, Manopla A golpear Teu sangue, Sansão-o-Nazireu: Mil homens envia o rei da Filístia Para a empresa de fazê-lo verter, Pela inamissível sede duma Gota do teu sangue (figura do sangue dAquele Que há de vir, o Invencível Desarmado) Mil cadáveres, mil mortos Ao chegar, prontos para o pranto De mães e viúvas Teu baile na batalha, Sansão Quem o pode apreciar? Gerado foste, fornalha ambulante,

Sansão rocharmada, Sansão punhespada, SanSol, Sansão-o-que-despedaça... O melhor bronze filisteu verga, amassa, rasga-se Ao toque de teu destro punho Enquanto o teu esquerdo, o sinistro Ciranda dúzias de guerreiros Como se fossem espigas de trigo... Baila, rei da batalha Vinga o nome de seu povo Carros de combate, Eu o vejo arremessá-los Teu soco Torna inconscientes até os cavalos Tranças negras rebrilham, Azeite ungido odora o ar, Cria um perímetro de poder Sobre teus inimigos a morte brota Como a erva daninha do campo Que não se esgota Aqui termina a opressão, ó Israel Hoje a humilhação cai. O Espírito Santo opera: Quem, o quê o impedirá? (No entanto, o espírito do profeta não é ao profeta sujeito?)*

*1Co 14.32

Duas Espadas E depois dele Samá, filho de Agé, o hararita, quando os filisteus se ajuntaram numa multidão, onde havia um pedaço de terra cheio de lentilhas, e o povo fugira de diante dos filisteus. Este, pois, se pôs no meio daquele pedaço de terra, e o defendeu, e feriu os filisteus; e o SENHOR efetuou um grande livramento. 2 Samuel 23:11-12 I Afie seus olhos, vejao De cabelos vermelhos como Davi Surgido e fincado na melhor posição Seus olhos Dois planetas tensos em revolução, Olhos-cataclismas 360 graus Abarcando Um combatente solitário na tempestade de dardos Sem medo Duas espadas Retalhadoras Um homem Feito pela fé Invencível Fortaleza inolvidável seu coração Plantado naquele cimo Árvore trovejante A velada flor o subterrâneo orgulho das tropas de Davi Capitão de seus valentes Lótus cujas duas pétalas Sorvem e retalham Pés de lentilha hordas Filistéias E Tudo O que tocar suas espadas Hoje, por algum motivo Tão sobremaneira aguçadas Transfeitas num estranho bronze Mais sólido que o medo Seus braços enchidos, propelidos Por um poder insano O cansaço tão distante a dor Tão distante “Ainda que eu morra, Senhor”,

“Conceda-me aliviar meu povo,” “Teu povo.” Duas espadas Estranhamente indestrutíveis Uma carne Intocável Poder que lhe explode pelos poros A exudar labaredas “Esforça-me, Senhor Sabaoth”, “Sustém meu braço” Sangue feito chama, “Até que eu tombe Sobre o último dos Cadáveres incircuncisos” Duas espadas Um quilômetro De cadáveres Lembrou-se Das palavras de sua mãe E de seu aguilhão, Os seis dedos de cada mão Com que nascera: “Teu pai peregrinará só; Você é aleijado e não pode entrar Jamais na Tenda do Tabernáculo” Vislumbrou A juventude erradia, A colheita de seus erros... Lembrou-se também Das pedradas de seu pai: “Cão imundo Lixo opróbrio Da casa de teu pai Livra minha alma De contemplar outra vez Tua face; pega O que é teu e vai.” II A batalha ruge qual vagalhão, rebenta Sobre as encrespadas falésias que são suas aleijadas mãos... Uma centena de filisteus avança

Sobre o promontório Um círculo perfeito de lâminas Contra uma única sombra Na liça louca e liricamente imerso, Sua alma ascende, acessa Um novo patamar, seu coração é Iluminado-apreendido pela totalidade significante De um dos nomes maravilhosos: Jeová Sabaoth Jeová Elohim Sabaoth, O Senhor Deus dos Exércitos “Que treina as minhas mãos para a guerra e os meus dedos para a batalha”* Agora Ele compreende o que tal nome Significa, seus membros seus sentidos todos entendem E, do turbilhão desta gnose, ele lança Ousadamente uma pergunta uma prece: “Ah!!!! Conhecerei também o âmago de Teus outros nomes? Se eu não cair aqui, ó Deus da minha salvação, Dá-me a entender a tua PAZ uma única vez na vida, Ó Jeová Shalom. Que eu alcance em Ti O sono das espadas, E que a minha mãe saiba o que aqui eu alcancei.” ... ... ... Doravante saberão Os cães Que entre as tribos de Israel Há um retalhador Um soldado que enfaixa as mãos E forja suas próprias espadas III Cadmos o único que lhe deu guarita Cadmos o ferreiro que lhe ensinou Uma arte E duas E seis A forja e o combate, A infiltração e o destemor Mas também poesia e o moldar o barro Hoje todas elas juntas Nos ossos de um campeão Por Israel Que regozija titânico-apocalíptico Ao funéreo clangor da trombeta dos filisteus

- Hipnótica melodia que abre o Sheol E suas ações se sobrepõem às lembranças, Ações e lembranças e ações e lembranças Amontoando-se em frenesi Como é comum no fim de cada homem Ele se lembrou Da caverna em Jope A caverna do ferreiro Cadmos E seus imensos braços feitos fortes Não pelo combate Mas de malhar o ferro Se o velho Cadmos Rompesse nestes campos, Com sua espada e seu machado! Não sendo israelita, Lutaria como o maior de Israel Viessem também os outros, Bersabé e Hilel, Os seus companheiros Aprendizes de ferreiro de Cadmos, Aprendizes noturnos também Da estranha arte da guerra Que o grego trouxe De após o Levante... Ah!, Cadmos, involuntário fratricida! Trânsfuga do Helesponto, Que forja armas para Davi, Sem sequer requerer a paga; Cidadela de refúgio sua caverna, cidadela de refúgio Seu vário coração Ah meu nobre mentor desgraçado Que matou seu irmão Ao disparar um cego dardo Como numa tragédia Que em couros de carneiro Um dia será escrita Em sua mesma Grécia, a durar (a pátria e a lenda) Enquanto durar esta terra Oh! Pudera eu ver aqui ao meu lado Os anjos de quem o ancião Matsabé Lia nas Escrituras, à Porta de Fonte, Anjos que batalharam Por Ló em Sodoma... Mas Davi dorme em Betsaida, três dias daqui; Meu mentor e irmãos Labutam na fornalha; Teus-meus adversários ei-los, mais que uma centena, E eu só tenho a Ti, só a Ti

Senhor Lembra-te de mim Do menor de Davi O aleijado que não pode entrar na Tenda, O fugitivo o ladrão O que esconde as mãos - Ei-las aqui, Senhor, Hoje eu posso descobri-las de suas faixas E se pudesse largar um instante as espadas Ergueria minhas mãos, Doze dedos em louvor a Ti - Eis-me aqui, Deus meu!!!!! Meu único fôlego é saber-Te O Deus que desconstrói impossibilidades Não envie anjos, mas desça Teus olhos apenas, Rogo-Te, a este rubro chão e rubro cão; Esforça a minha perna ferida E minhas duas espadas Para que se não despedacem Pois todas as vezes em que afiei seus gumes Afiei-os para este dia Todas as batalhas que combati Combati para abrir caminho até este campo, Esta batalha-de-um-só-hebreu: EIS-ME AQUI IV Os homens derramam A sua chuva, A chuva do homem É conhecida, O sangue e o pranto São a sua chuva. Mas nascerá um Novo Homem Um outro diferente Adão Que trará chuvas De Águas Vivas E então o pranto não mais, O pranto nunca mais. E verterá uma vez o Sangue Para que um Dia O sangue não mais, O sangue Nunca mais.

Um Dia, um Dia Total que é um Tempo e é um Templo, Ambos eternos, abertos A todos os aleijados como Samá e você e eu. *Salmos 144.1

O Poema Sem Fim (trechos)
14/02/2011 Tua onibenevolência, Deus, manifesta-a em minhas vielas bombardeadas em minha Nantes, em minha Londres, minha Guernica, a primícia de todo o meu sofrer e até em minha Dresden, minha Berlim pulverizadas Berlim-ao-Pó, parca colheita pela multidão protosatânica de meus pecados pois também já endemoniei-me contra tudo o que se chama HumaNidaDE e também já persegui o Teu povo, Senhor. 14/03/2011 Queria então criar cabras e ter uma grande chácara para todas as minhas fruteiras e liberar-me num golpe, num lancinante golpe (oh terríveis desenhos japoneses, como eu adoro golpear!) de todos esses petropigmentos que o asfalto impinge e rodotormentos, ciberfestins de Belsazar, ah um lugar no ermo onde eu pudesse realizar o máximo ritual de transcendência desta Er@: me d e s c o n e c t a r

30/08/2011 Hoje é o dia trinta de agosto do ano de dois mil e onze, o último dia de meus quinze dias de férias estou na praia e venta forte (sou a única pessoa de meu convívio que gosta de ventos) o mar, batido, chacoalha, ressona e une seu som ao do vento que vibra em minhas orelhas (o mar detém a minha angústia quase como o Teu Espírito, Senhor), e eles (as ondas e o vento, a mais perfeita cópula da natura) sussurram como numa língua perdida e mística, desaprendida em Adão: PAZ... PAZ... PAZ... PAZ... PAZ... PAZ... (e a singularidade desta sensação de paz - que é apenas intuída! é que ela transcende até mesmo a paz das amizades verdadeiras, de dois amigos que, quedados em silêncio, comprazem-se na segura companhia um do outro) PAZ... PAZ... PAZ... uma entoação que nada detém, um cicio que não cessa ora espaçado, ora massivo, mas sem parar, como se fosse a respiração de algo aritmeticamente diluído em tudo, em todos os lugares fluindo muito além do que se pode chamar de 'vivo': uma força que hipervive como (e apenas par)a falar de um lugar onde a Paz Ininterrupta freme, onde a Paz-Sem-Fim

oceanicamente É 24/12/2011 vinte e quatro de dezembro há um homem que diariamente senta-se e chora naquela esquina e há alguma fraqueza que me impede de alcançá-lo, como se ele não quisesse ser alcançado como se sua desesperança fosse um ente poliândrico que operasse impedimentos e muralhas em todas as dimensões por onde tento penetrar alguma coisa o assassinou e ele está ali sentado e chora oh Senhor Jesus, só o Senhor o pode perdoe-me por incomodá-lo mas não consigo cumprir o meu devido Você que amanhã nascerá, que nunca nasceu e é o ululante SEMPRE venha hoje nos ajudar ajude-me a cortar-lhe todas as linhas de suicídio estenda-lhe em mim a Tua mão e leva-nos Contigo

Poemas do livro Uma Abertura na Noite
Portas do engodo O inferno tem 666 portas; O Céu apenas uma. Ave é lindo o alçapão de Satã, e dulcíssimo seu alpiste, e mimosas suas guirlandas de adorno. 666 portas, de altos pórticos em arco e boa largura, feitas em mármore, ouro e prata, com soleiras de esmeralda e berilo. Dura é a prisão, e as Chamas do forno lá dentro, ó ave. E o canto de dor, ali, será pela eternidade. No céu há uma pequena porta apenas, Humilde e escavada na rocha. Mas é Viva esta Rocha onde se abre a Porta. Saia da terra, ave; salte E voe por sobre os laços. Não temas o vento; Peça força, e ser-lhe-á dado Poder. Voe para os céus Enquanto ainda é aberta a porta, Enquanto ainda lhe hão As asas.

Progresso? (o eterno retorno da filosofia) Não sei até onde O homem abrirá estradas. Sei o fim de todas elas: O homem. E o homem sem Jesus é nada.

Caminho Esforce-se, amigo, e me siga: As pegadas enlameadas dos meus dias São ciclos de vento, Não-temporizáveis; O meu prazer é vivo, é viver Meu viver é Cristo, vivo, Nunca aquele de madeira pedra hipocrisia Que Roma disseminou em teus avós, em tua infância. Pois meu socorro é pela graça apenas, não Por justiça minha; Porque miserável é a minha justiça. Amo e esforço-me em amar, e essa é A imitação de Cristo. Venha comigo, amigo: Esse meu Cristo cura. Ele não pede promessas: Pede fé. Não quer que você repita quinhentas vezes orações medievais, Por homens compostas, homens que vendiam Indulgências, homens que se pretendiam (e agora em algum lugar duramente o pagam) Vender a Cristo, Que é salvação gratuita para todo aquele Que nEle crer. Quebre as estátuas, amigo, ouse: Deus não confere onisciência às almas, para que Santos mortos ouçam orações a eles feitas. Só Deus é onisciente, e a única ponte para Ele É o Cristo: Passe pela Ponte, só Cristo Te basta, amigo, só Cristo. Bastou para criar o Universo, sobre o qual Ele reinará. Isso mesmo: Vamos a Ele, irmão, pois Cristo Vêm já, em poder e muita glória. Veio outrora como Servo; ensinou o caminho, Sacrificou-se, ressuscitou e ascendeu. Agora tornará como Rei, e vem para sempre. Quem sofrer com Ele, com Ele também reinará.* * 2 Timóteo 2.12

Todo coração o é para Deus Seu coração é um receptáculo para o Espírito de Deus. Enquanto este poder não se acondicionar, seu coração é como um poço escuro. Se obstinar-se, vasculhe a escuridão: Ela lhe jogará de bebidas a filosofias, de ilusões a mestres cegos como a própria escuridão. (Se for sagaz, verá como ela lhe trata à beijos, socos e bandas...) Vasculhe, iluda-se, sofra: Mas não, não morra sem sentir a presença de Deus em você, o calor de uma PAZ que é quase inverbalizável; não, não sem derramar as mais doces lágrimas da sua vida. “Mas como?”, você perguntará, já em meio a imaginações. Não, não será preciso queimar duzentos reais em cinco livros de auto-ajuda, ou cinco cápsulas de ecstasy... Para isso, você não precisará ir até Lhasa, conversar face a face com os monges tibetanos. Nem ir a Agra ou Nagpur, ao asrham de um qualquer guru. Não, não peregrinarás até Meca: Para sentir este poder, é preciso empreender uma viagem muito mais difícil, muito mais dura (para ti), uma viagem prenhe de RADICALIDADES: Num dia de angústia, vá até a esquina e, SEM MEDO, reunindo suas todas forças, entre naquela igreja evangélica. E o mais Ele fará.

Pregando a Salvação Talvez eu ainda possa te dizer alguma coisa e espalhe esse meu dizer pelas favelas do teu dia Talvez eu te encontre num outro dia que não este o das favelas ou talvez você me encontre nelas

Olhe ao espelho Dias há em que teus olhos vislumbram o lampejo: E tu percebes (dolorosamente) que o Mundo (ora aos gritos, ora aos silêncios) opera contra ti. Veja, um espelho: Aí está você, amigo(a), Tróia cercada de cavalos de pau, de aço, de angústia... Retire as máscaras dos problemas, dos cavalos, dos prazeres-bombas-de-efeito-retardado que o Mundo oferta: é Satanás quem está por trás, é ele quem corrompe tuas muralhas, é ele quem às tuas posses pilha, ele é quem dia e noite te sitia, te presenteia, quem incubadamente te incendeia. E tudo com o teu inocente consentimento, ó cidade livre, cidade aberta... Saiba, cidadela esmorecida: Muralha alguma resiste sem o Cordeiro. Coisa dura e triste, como uma guerra, como (em alguns momentos) a vida: Sem Jesus do teu lado, sequer há batalha: Você já é derrotado de saída. Mas Jesus é a Vitória, aquela VITÓRIA SUPREMA que você duvida que se alcance, duvida até que exista; Alcance-O, e FINALMENTE vencerás. Pois sem Ele sequer podemos ensaiar uma resistência. Sem Ele, sem armas. Drogas, filosofias, religiões inventadas por homens? O mal é lenha para a fornalha do mal. Sonhará você vencer o inferno com o inferno? Tente com LUZ. Dispare com LUZ: Ao primeiro tiro verás o tamanho da cratera que se produzirá. Jesus é o Verbo encarnado, foi Ele quem TUDO criou: Ele é o Armeiro e a Arma, Quem iniciou e Quem terminará. Um bom amigo para ter-se, e AMIGO PARA SEMPRE. Lembra disso na batalha, altiva Tróia: o Aliado mora lá em cima, ao alcance de uma oração. Tudo o mais (use a sabedoria, que não é razão) são lindos cavalos, lindos ocos cavalos, que se abrirão. Tua salvação é gratuita, ó Jóia do Egeu: O Salvador já pagou por você. Aceite-O, e sobre todas as coisas VENCERÁS.

Pináculo (Hoje) ser um olhar firme e decidido no cimo daquela torre, nas instâncias e cicatrizes do castelo. Ofertar a outra face, não haver medo em meus membros: Arvorar o estandarte de Cristo.

Terra Nova O rio da Vida brota com suas águas de poesiazul que espelham o eterno, espalham espalham a exaltação sobre os humildes lavados em tais águas pelo próprio e vivo Cristo O Ômega e o Alfa, por você e eu: Hoje, ao sorvermos tal dádiva, lembramos do dia em que O aceitamos, em que Ele se nos revelou: “Eu vos escolhi a vós.” Naquele dia debandamos do inferno e da morte e uma cruz reivindicamos sobre nossas vidas: E Ele cumulou de cura nossas feridas, revelou o sentido que buscávamos, nos (indizivelmente, Camões, mas dizer é preciso) PACIFICOU para a caminhada a Ele, para a estreita estrada que nos conduziu a este dia, onde bebemos agora da Água da Vida. E tudo isso nos é gratuito, e a cada um que (não pelo sofrimento, não por fazer justiça, mas) apenas CRER. “Crês tu isto?”* *João 11.26

ESPERA Nas fronteiras da tua infância o exército das flores resiste ao Crepúsculo: Oferecem combate à Noite só para que você sorria. Além das linhas inimigas há orquídeas herméticas que se abrem na espera de você: Na certeza de você, ao passar, vê-las e sorrir... Na tua adolescência lírico-vulcânica, o trator insano amor soterra as trincheiras e seus trovões escoiceiam terras e ares: Tudo pelo teu sorriso. Mas, no teu sonho atemporal, seis anjos percorrem o castelo pelo teu sorrir, sondam o palácio e dão na cozinha contigo. Eles, eles têm a Chave: - Jesus vêm já – Como que sussurram e o teu espírito como que escuta E o teu sorrir então se dá, e do teu sonho à toda REaLIdaDe, mavioso se espalha, o sorriso mais profundo de quantos vi no mundo.

Portas de Jerusalém
A cidade de Jerusalém, devido à sua localização topográfica, já nasceu como uma fortaleza natural. Fortificada ainda mais pelos homens, com grandes muros, sempre contou com portas ao longo desses muros, portas essas que levavam a diferentes locais. Com as sucessivas destruições e reconstruções de que a Cidade Santa foi objeto (devido às diversas guerras e catástrofes ocorridas na região), e à própria expansão da cidade, foram construídas algumas novas portas, vindo outras dentre as antigas a mudarem de lugar, e algumas deixaram de existir. Escrevi esta série de poemas intitulando-os com os nomes de algumas dessas portas, que vieram a existir em momentos diversos da história da cidade. Todos eles, de uma forma ou outra, referem-se Àquele que é a única Porta; o Caminho, a Verdade e a Vida. Porta das Ovelhas Traga-os, Elias, traga aquelas ovelhas que desp(ed)em-se pela ravina e apenhoram-se ao que é Fel: Congregue todo o perdido em Jerusalém, toda alma sedenta abrace Aquele que é o INÍCIO.

Porta do Cavalo Eu sonhei com uma Porta por onde, em eu passando, Ela segurava (em suas malhas de amor) todos os meus erros, cada encarniçado pecado. Eu sonhei uma Porta - e Ela agora é – que me cortasse as correntes a todas as âncoras.

Porta do Vale Além (na noite) da porta avançam, em armaduras postos, chacais a serviço da Grande Prostituta. Tenho uma curta flauta e uma longa espada; o Senhor manda que eu use a flauta, me apegue à flauta e apele à flauta e ao amor contra tudo: Nossa guerra não é contra carne ou sangue. Ouçam então, chacais amados, chacais vós os últimos, o som de águas vivas.

Porta da Esquina Ser uma parte da porta e saber que uma parte da porta vai sempre além de mim: O Corpo de Cristo vive para conduzir até a Vida aqueles que ainda perecem. Aos moribundos dá-se o anúncio de Paz e verdejantes pastagens, e a eterna companhia do AMIGO.

Porta da Fonte Na porta junto ao poço há um menino que olha o fundo seco e clama, clama ao Deus de seus pais por água para seu bezerro e depois para si Olha em profundo pela porta e prepara um pranto que (des)escoará por todas as (t)er(r)as um menino que herda e antecipa o alforje, as cicatrizes e o manto de todos os poetas Por estes também veio o REDENTOR para apregoar que um dia não haverá mais lágrimas e nossa pequenina missão, ó poetas, estará cumprida.

Porta do Peixe Nela havia uma inscrição que dizia “ENTRAI AQUELE QUE PUDER”, e foi apagada, pelo suor e pelo pranto dos que se lhe aproximavam. E sobre ela muito depois foi escrito “ENTRAI AQUELE QUE FOI CONVIDADO”. E nações de órfãos ansiaram entrar e morreram, à porta e à míngua. Mas então algo passou por aqui, e de alguma forma lançou sangue sobre o escrito, e o sangue o apagou. Agora e desde aquele dia até hoje, está escrito, como que por sangue: “ENTRE TODO AQUELE QUE QUISER.”

Poemas do livro A Blindagem Azul

A LIBERTAR “Foi para isso que o Filho do homem se manifestou, Para destruir as obras do diabo.” 1Jo 3:8 Há homens que vivem Em cima do muro Há homens que vivem De um dos lados do muro Há homens que sobem E descem do muro E mudam de lado Há homens que destroem o muro. Venham para Jesus, amigos meus! Vamos viver a derrubar os muros!

Cantiga de ninar Há uma ciranda de crianças e luz; E a luz é dessas crianças, E as crianças são dessa luz. Tudo em derredor tudo canta E um Rei que é uma Rocha rege O coro de todas as coisas. Há provisão De sorriso e perdão. Não há precisão Do sol ou das estrelas, Dos planetas ou do luar: Um que é a Rocha Ilumina o lugar, E o lugar que ilumina Tem o nome de TUDO. E o amor de Deus é aqui Um tão grande estrondo Que ensurdeceu para sempre Tudo que era vazio.

Diretrizes Importa que as palavras lúgubres fiquem no front, onde é feita a morte, do suor rubro das artérias e veias Importa que sejam despedaçadas as agruras - os grilhões da timidez e do medo – Importa saber que o Deus que põe a rapina no coração da águia é o mesmo que põe o Amor no coração do justo Importa ainda Suportar esta verdade: Se há homens mais miseráveis que nós, Há miseráveis mais homens do que nós; Vaidade das vaidades, TUDO É VAIDADE. Importa, urge soterrar os precipícios inaugurar a cada dia mil novas pontes, mil novas naves entre Deus e os homens - sempre a estreitar pela Única Porta e morrer por alcançar aquele que ainda morre fora de nosso raio de alcance. No mais, “de tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque este é o dever de todo homem. Porque Deus há de trazer a juízo toda obra e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau.” * * Eclesiastes 12.13-14

A Blindagem Azul “Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais, agradáveis a Deus, por Jesus Cristo.” 1Pe 2.5 I Meu toque recambiado É o da pedra viva Que ensina o Caminho ao errante, Pega o ladrão pela mão, Dá-lhe perdão e mapa Amor e direção. Meu toque, É o toque vulcanicorrosivo De rochas igneovertidas e pulsantes, Que rompem muros e fronteiras, E criam ilhas de Amor, onde antes havia o nada. Rocha de vida lançada à Vida Ululante em seu vôo Ofereço-me Como preceptor para o que tropeça Como Azul Blindagem Ao que é perseguido de morte, Como estalagem sempre azul Para todo aquele do azul desabrigado. ... ... ... ... ...

Aguilhão quebrado Nietzsche disse que “Quando você olha dentro do abismo, O abismo olha dentro de você.” Ontem aqui no quintal eu olhei lá dentro do abismo e ele me mostrou um enorme girassol: “Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória?” * * I Coríntios 15:55

Big Raiders “JEOVÁ, o Senhor, é minha força, e fará os meus pés como os das cervas, e me fará andar sobre as minhas alturas.” Hc 3.19 Vivo o hoje, e combato, e basta-nos cada dia com o seu mal. Mas, ainda que o bom combate pelo Evangelho me arroje a mil anos no futuro, estarei preparado. Não importa o que o futuro traga: Eu sigo o Amém e o amor de Cristo me salvaguarda a surfar sobre qualquer superfície... Tanto faz a que altura do Amanhã: Com uma prancha de plasma lançar-me-ei do cimo das Cibertorres do Azul rumo a toda escuridão onde os homens perecem. E, sob os baluartes do Plantio e da Ceifa, o Evangelho de Cristo irá comigo por onde eu for. E irá além. (E se tal Palavra se propaga tão maravilhosamente por meio de nós, reles vasos de barro, é porque não é de reles barro, ó amigos vasos, a Mão Invencível que nos sustém.)

Paz Verde Criança amiga do sol, sozinha no mato, feita soldado do verde sob as insígnias dos girassóis... Corre, vigia, ri, exulta (seu corpo é nau anil alada por 7.000 asas) nos campos criados por Cristo. Sua avó lhe instruiu em todo o Evangelho e sua imaginação hoje voa, só porque o pastor lhe disse: “O melhor de Deus ainda está por vir.” Seu sorriso e inocência são uma afronta, eles bradam ao mundo e seu Satã, num silêncio de supereloquências: “Consumam vocês suas ba(le)las e logros. EU NÃO ESTOU SOB O JUGO DO SEU JOGO.” Corre, criança verde de sol.

Poemas do livro Águas Vivas Antologia
Mumbai Overseas A dor é grande Numa megalópole cinza Meu riquixá avança Calos secos em pés e mãos, Corpo firme, Coração despedaçado Dá-me força para servir, Senhor A dor é grande O pranto primal desta urbe Que o aD(J)versário equaliza & amplifica Onipresente ruge Nas microfibras que tecem A minha camisa O grito persiste, faz-se Como que meu, Como que eu A dor é grande Mas quando meu celular reinicia Eu leio no LCD a saudação -Sem pontuação, sem maiúsculas – jesus deu se por ti Isso apenas E isso, ao cabo, Muda tudo, Senhor Tudo num relance muda E o aparelho Fabricado na Indonésia Por mãos muçulmanas Que talvez não conheçam o Teu Nome Diz-me ‘Hello, moto’ E em minha intimidade De ex-inimigo Em tão incompreensível paz Aceito Digo-Lhe a Ti, Senhor: - Hello, Rabi Neste grande dia cinza Da Bombaim de cegas castas Encha-me da Tua Palavra Viva

Megaloquente Que incendeia meus cismares Teu Espírito me complete, Raboni Com seus upgrades de Fogo Louvado e exaltado para sempre Seja o Teu nome Aceita por todos A Tua mão Que um dia eu perfurei Que fazê-Lo conhecido, ó meu Caminho É tudo o que importa E que para mim o seja Radical, ultraortodoxamente Calcina as desimportâncias Do meu ego, dos meus pares, da minha era, Senhor Lança-me Contra a corrente

Ficções Escatológicas Estamos em 2064, Brasília, 11 horas da noite, dentro do bar Babylonia Centauro Lá fora mas estranhamente aqui dentro também a Igreja Integralista da Emersão da Luz tudo domina Há 36 deles aqui se embebedando com cruzes tatuadas em suas íris Não bebo, Senhor, é claro que não bebo amo-os e detesto-os e essa contradição já se me tornou um mundo um mundo de pecados dentro de meu pecado Sabem o que sou, não gostam de mim, ouriço anacrônico em seu caminho E que se me dá o volume, o teor, a direção a vilania o caudal de sua corrente? Tenho 86 anos e estou contra ela, e nunca tive medo, Senhor. Uma morte maior Ulula no horizonte... Ontem à noite, na Prússia Austral, na cidade de Nova Roma III, os anarcocristãos de Mesmer-Althuser explodiram a Torre de Débitos. E qual o propósito disto, Senhor? Qual o propósito destes que são tão loucos e cegos quanto aqueles a quem combatem?

Jogos de Pranto é o que todos eles praticam peixes mortos no Grande Mar Apostásico... Grávidos da Guerra, explodiram a Colméia de Superfusão que o Conselho Mundial antes cria ter sido roubada pela Jihad Imperial Indonésia aos coreanos. Do outro lado do mundo, a Lótus de Prata de Rangun, o homem que pacificou a Ásia e recompôs a camada de ozônio - ou, como prefiro, o Anticristo selará esta semana o acordo com as nações de Israel e Midi-Israel. Ora vem, Senhor Jesus!

Há uns cinco anos, numa igrejinha em Itaboraí Para Wilson Apolinário Setembrino dia, severa manhã O sol vem em seu crescente. Um diácono abre janelas e portas E inicia a oração. Após vai aos fundos, À casa de obreiros Lá sete varões despertos E sobre quatro camas, dois colchões No chão deitados, no velho sofá Os restos de uma madrugada Em orações despedaçada Sete, Sete de pó E quando há só arroz Comem arroz Se rara carne, carne Sete de pó Sete sem casa, Abrigados na CASA única que existe, A dAquele que é mais alto do que os altos. Sete escapados do tráfico, da bebida, Da vida escrava e inútil... Sete de pó, De monte, oração e jejum Negros, sim, e dois deles Deixaram o analfabetismo Em cima de uma Bíblia Invariavelmente doada, surrada... (Mas blindada por aquele azul do amor de Cristo, Que não me canso de referir) Sete que o mundo não quis por soldados Desertores, cães Agregados para baixo da mesa do Sol da Justiça E a quem Ele houve por bem Patentear como Brigadeiros, Almirantes e Generais Sete refugos do mundo Singularmente sete, 15, 16, 16, 17, 25, 23, 18 anos Generalíssimos

Sete do mais puro pó Desempregados, de aparência desprezível (oh quão desprezível!) Sete a catar latinhas, serventes de obra, Vivendo de biscate, sete a trilhar O trigo no lagar, sem se importar Com o que você irá pensar Sete de pó, sete eles, Vá São só pó Ou talvez não Sete ignorantes de Agostinho, Erasmo, Bultmann E de toda a multidão e compêndios desta nobre casta, A dos teologais Sete que jamais poderiam conceber O horror das sedições de Pelágio, Ário, Maniqueu Sete que nunca ouviram o som de um shofar Sete incultos, mas que do dia À noite falavam línguas desconhecidas, Com a tranqüilidade da criança Que sorri Eram apenas sete, Sete de pó A esmigalhar os discursos do mundo, A cada dia franqueando e abaixo pondo As muralhas e os medos de uma nova Jericó Sete cujo único moto, Contínuo moto Era louvar e dar plena execução À Obra dAquele que preside desde a antiguidade Sete cadáveres que um dia ancoraram na Rocha, A Rocha das Ressurreições Que os fez e faz Pássaros para sempre. *Inspirado em fatos reais. **Dedicado ao meu amigo de infância, de hoje e de sempre, Wilson Apolinário. Sim, um dos sete.

APOSTASIA ADVINDA Apostasia, Rainha do Hoje, Reino (des)Encantado das Aparências... Ninfa Bacante da Hipocrisia, a apostasia avança: Lépida bailarina, Semi-nua, semi-deusa, sereia De canto fractal, fraturante, fraudulento, Vestida com um talieur feito De lâminas de Gillette (Apostasia uma menininha rodopiante quase ao gosto de todos) & ela Baila & retalha, Baila & retalha, Baila & retalha... Apostasia, Prostituta de desfraldado cio Com uma auréola na cabeça De doce mordedura Porém letal incontornável peçonha Camaleônica, Camuflada na multidão que responde em uníssono Ao apelo da moda: - “Oh, hoje sou evangélico”, Mas se recusa a nascer de novo, E fazem-me lembrar Como todos se diziam cristãos Sob Constantino, Constantino que almejou expandir a Porta Estreita (que-sempre-será-estreita), Constantino que quase (?) ferrou com tudo. Sob o bafo de sua influência Vejo irmãos deixando de pregar e orar para cantar, E cantar e cantar E cantar mais um pouquinho, Pânica metralha... Consumidores de bênçãos, Consumidores de Deus Mas Surdos ao som do shofar, À trombeta do atalaia Que clama por santidade E rasga suas vestes em arrependimento

Irmãos a amontoar doutores, doutrinas, Bandeiras de igrejas E torrentes (hoje até em bits) de amor fingido Consumidores de bênçãos, Consumidores de Deus (forçoso é repetir este refrão) Eis a Apostasia que viria, Linda e já chegada, Nova Luz Advinda Fogosa & fagueira, & faceira Te convidando para ver Mutantes na TV, Aí no teu sofá teleologicamente assentada. A Bíblia segue o único veneno para erradicá-la, Contanto que não esteja espada cega, Com certos & fundamentais versículos apagados... Apostasia, a menina dos olhos de Satanás Globalizada cortesã que veio oferecer (distorcer a Bíblia, eis seu dever) O melhor desta terra O melhor desta terra O melhor desta terra Heroína, cocaína advinda para arrancar A cruz de nossas costas. Salve, Rainha!

Poema do livro CONTÉM: ARMAS PESADAS
David “E tu, sujo ainda de guerra, Orfeu, Como o teu cavalo, sem o chicote, Ergue a cabeça, não treme mais a terra: Urra de amor, vence, se queres, o mundo.” Salvatore Quasímodo, Diálogo Por que resolveu me ajudar? absorto em toda esta carnificina vejo tanta paz enquanto você dispara vejo-a como uma pastora bucólica tangendo nuvens e sonhos paz enquanto ululam os tiros vejo uma família, Marília de Dirceu, uma casa silente na selva e duas crianças uma bordada com meus cabelos negros e olhar melancólico outra em talho louro e duro como o sol um esquilo e uma fragata cristianizadas, desarmadas e felizes a família que nunca tivemos dois meninos que deitarão os dias a vadiar na aldeia vizinha, pintados ensinados e misericordiosamente aceitos e casar-se-ão com duas índias na pequenina Assembléia de Deus da aldeia e serão todos os homens que puderem e Rousseau vejo enquanto você dispara

Poemas do livro Poemas da Guerra de Inverno
Carta Encontrada Numa Ânfora Carta encontrada numa ânfora pelo arqueólogo inglês Christian Balden, no ano 1987, na cidade de São João de Acre (atual Acre, em Israel). É atribuída ao Capitão Gualdim Chalamera, supostamente o último soldado da Ordem Templária a cair quando do cerco dos maometanos de Saladino, que tomaram a cidade, em 1187. Naquele dia quando todas as mortes se abateram sobre mim, mas desgraçadamente sobrevivi, Você, cujo poder é a Aurora e é Tudo, - porque me preservaste? Aleximandro foi vencido por Satanaquia e traiu a Ordem e a Ti, o Deus Vivo: permitiu a entrada dos inimigos, e três dos quatro círculos de defesa caíram Grande EU SOU ao se multiplicarem tanto as traições foi destruído o meu amor e eu já como que não posso combater sim, fui adestrado nas masmorras do inferno e por isso eu ainda resisto e ofereço combate nas múltiplas frentes onde me designaste lutar mas estou sozinho (e eles destruíram o meu amor) as flechas findam em minha aljava (já arranquei as flechas dos cadáveres de meus companheiros). Envie reforços, envie alguém não por mim, que estou morto, mas para sustentar as cabeças-de-ponte quando eu cair pois Legião força todas as portas, e a cidade é morta. Sou um cão recrutado num estranho momento onde faltaram os homens; Tu o sabes, mas aqui o reafirmo: a única honra de minha vida imunda foi vestir esta cruz vermelha ao peito,

foi lutar ao lado e à favor dos que Te amam. Os que vão morrer te saúdam! Eu te saúdo, vencedor de César e vencedor da Morte e na ressurreição, se os cães alcançarem-na, saudar-te-ei com as minhas cicatrizes. Verme e mendigo, bastardo e despatriado, morro como Soldado de Cristo. Viva para sempre o nome e a glória do Senhor dos Exércitos! Para sempre o Teu Nome! Para sempre o Teu Nome! "Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao Vosso nome dai a glória".

IN HOC SIGNO VINCES Ao jovem Ali Abbas, vitimado pelo bombardeio americano num vilarejo em Bagdá em 2003, ataque que lhe custou a amputação de ambos os braços e a vida dos 16 membros de sua família (17, pois sua mãe estava grávida de seis meses). Um pouco mais de empenho, Ali, um pouco mais de amor e um outro panorama nos engolfaria Se Billy Graham tivesse gritado com toda a sua força se Rick Warren entendesse realmente se Lucado Hinn Meyer levantassem um clamor uma campanha uma mobilização uma GREVE na nação então talvez Ali Abbas suas mãos hoje acenariam suas mãos então talvez você ainda tivesse mãos para acenar Se Gandhi não estivesse certo, Ali, se Gandhi não tivesse razão em toda a miséria da verdade se os cristãos não fossem como ele disse o único defeito do Cristianismo talvez não houvesse esta guerra Talvez ainda mais, talvez seu país ainda fosse cristão desde os dias de Paulo o apóstolo até aqui e as malversações satânicas não pudessem a primazia que hoje podem, que hoje explodem. Talvez não houvesse tantas explosões no mundo

se os cristãos todos nós o fôssemos realmente, se a América toda ela realmente fosse. Empinarias pipas na Bagdá ainda de pé empinarias pipas no grande Festival Anual de Pipas da Igreja Batista de Bagdá mas os cristãos falharam em sua missão ao longo da história, ao longo das esquinas falharam em seu perdão e devolveram mil olhos por cada olho, cada terror. Mas há um Cristo que insistentemente morre em cada um de nossos pecados e nos ressuscita, que torna o mal em múltiplos bens Há esperança, Ali, para todo aquele que se atrela aferra agarra à Esperança

Para sempre Esparta Prostro-me na posição cerimonial: Minhas curtas espadas Sobre a envergadura de minhas costas Traçam um ‘X’ Meus olhos Treinados para albergar águias Dentro de si Contemplam a um tempo O sol e o rio Eurotas Que foram criados pelo Deus desconhecido No fundo da cela de meu coração Contemplo o cadáver do meu medo Executado no campo de honra, Desfeito em si, implodido, Meu medo nulificado no Agogê Verto ânforas de hidromel Nos rios do Hades, E deito junto as cabeças de pedra Dos falsos deuses, E tudo o que me fraqueja e falseia e futiliza Mesmo desgarrado da alcateia e cercado, Que importa? Sou filho dos filhos de Hércules, Sustento com virulência a guerra Pois onde eu pisar Pisa Esparta Não importa a extensão da mutilação e a largura do talho; Enquanto ainda pulsar o coração Combato, combate Esparta Se morro, Esparta se eterniza Pelo rastro de minha lança Pois respiro e quando expirar Expirarei Pela coletividade Esparta Ombreio meus irmãos de fúria e sangue e liça, A manopla da Diarquia, da Cidade de Dois Reis Juntos traçamos um perímetro intransponível, Consubstanciamo-nos num uno-mega-coração Que não pode ser traspassado E avançamos e avançamos como um sol ... ... ... Oh a mais perfeita das imperfeitas Paráfrases do Cristianismo que há de vir! Demo-nos as mãos calejadas, espartanos

Sejamos o ápice De tudo o que o homem é Até o advento da Nova Esparta, A do Amor e das estranhas armas, A do Deus desconhecido, Eterna Jerusalém que traspassará a eternidade.

O Vale de Baca Vou aproveitar o dia Para anoitecer Sou sargento de uma equipe De infiltração & sabotagem do SAS* Instalo explosivos nas pilastras de uma ponte Em algum país insurgido Contra os objetivos da Inglaterra, Do Reino Mas o tenente diz que não presto para o serviço: Eu faço perguntas No mais sou como Adão, Vivo de explodir pontes Penso nas poesias de outro poeta, Herege, William Blake Meu discernimento tem se estreitado, Senhor Dias vejo o mal Em tudo Dias mais não vejo o mal Em lugar algum Como se bem e mal se fundissem Numa massa insossa, vale de ossos secos ou poema de Blake Onde trafego como cósmico calango Dias maus em que pareço Lutar uma guerra mais que perdida: olvidada Lembra-te de mim nas trincheiras de minha fraqueza, Rei meu; livra-me da morte de confundir *SAS (Special Air Service): Tropa de Elite do exército inglês

O FIM

Naquele Dia toda a gama dos espectros eletromagnéticos inverter-se-á; os sons soarão de revés, as luzes brilharão ao contrário

quando o Anjo tocar sua grande flauta

a rEaLIdaDe inteira se enrolará como papiro incendiado, numa omni-vasta-espiral-big-crunch

o pau-de-arara o garrote a dama-de-ferro o tronco o chicote nunca nunca nunca mais

Sobre o autor
Sammis Reachers nasceu em 09/05/1978 em Niterói – RJ. É poeta, antologista, editor e blogueiro. Tem destacado-se como promotor e divulgador da poesia evangélica, através das antologias que organiza e dos blogs como o Poesia Evangélica, onde já publicou mais de trezentos autores. Atua também na promoção missionária, através do blog Veredas Missionárias e por ações nas redes sociais. É autor dos livros de poesia:      Uma Abertura na Noite (2006) A Blindagem Azul (2007) CONTÉM: ARMAS PESADAS (2012) Poemas da Guerra de Inverno (2012) Deus Amanhecer (2013)

Organizou as seguintes antologias:          3 Irmãos Antologia (2006 - textos de Gióia Júnior, Joanyr de Oliveira e J.T.Parreira) Sabedoria: Breve Manual do Usuário (2008 - antologia de frases). Antologia de Poesia Cristã em Língua Portuguesa (2008) Águas Vivas volume 1 (2009 – antologia reunindo textos de poetas evangélicos contemporâneos); Antologia de Poesia Missionária (2010) Águas Vivas volume 2 (2011) Breve Antologia da Poesia Cristã Universal (2012) A Poesia do Natal Antologia (2012) Águas Vivas volume 3 (2013)

Todas estas obras podem ser lidas online ou baixadas gratuitamente (Clique sobre os títulos ou acesse a página ‘Biblioteca’ no blog Poesia Evangélica, para ter acesso a muitos outros livros). Mantém mais de 10 blogs, incluindo os blogs literários: Poesia Evangélica (desde 2006) - http://poesiaevanglica.blogspot.com O Poema Sem Fim (pessoal) - http://opoemasemfim.blogspot.com Liricoletivo - http://liricoletivo.blogspot.com Mar Ocidental - http://marocidental.blogspot.com * * *

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