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Estudo dirigido Modais de Transportes Logística Módulo A Distribuição Fase II

Livro da disciplina: Transporte e Modais com suporte de TI e SI. Edelvino Razzolini Filho IBPEX

Olá pessoal!

Ao longo das aulas neste módulo de Distribuição, vocês aprenderam noções básicas fundamentais para entender os conceitos de modais de transporte. Agora chegou a hora de demonstrar seu conhecimento através das avaliações. Para ajudá-los, montamos este guia de estudos como uma ferramenta auxiliar no seu processo de aprendizagem. Nele, vocês poderão rever aspectos importantes que possibilitarão o entendimento do conteúdo.

Recordemo-nos dos primeiros movimentos sociais e da mudança na economia baseada puramente no extrativismo, inerente à subsistência, para uma economia agrícola e pastoril que foi um elemento causador de impacto profundo no modus vivendi das sociedades primitiva, levando ao procedimento de trocas complementares e, por consequência, à necessidade de transportar excedentes para locais diferentes de onde eram produzidos. A partir daí, a humanidade não pode mais prescindir da função transporte, ao qual entende- se que transporte é um elemento de ligação fundamental entre a expedição de produtos acabados de uma empresa e os seus clientes finais, pois o objetivo do transporte é movimentar pessoas e bens.

Para que os sistemas de transportes sejam eficientes, as empresas precisam ter à sua disposição diferentes maneiras (modais) de realizar a movimentação dos bens ao longo das cadeias de suprimentos, possibilitando as empresas de escolher a mais conveniente sob os aspectos logísticos, para tanto é necessário observar objetivos principais que justificam a escolha de um modal. São eles: 1. Proporcionar um elevado nível de serviço; 2. Possibilitar o menor custo total possível e 3. Alcançar um nível de serviço elevado, com um custo que o cliente esteja disposto a pagar, por receber valor adicionado aos bens.

Quando observamos a evolução dos transportes no Brasil, podemos também perceber que a evolução esta diretamente ligada à expansão econômica. Por exemplo: Em 1771, no período da Revolução Industrial, surgiu o carro a vapor e, em 1878, Nikolaus August Otto desenvolveu o motor a explosão a quatro tempos. Daí o automóvel foi um pequeno passo, pois, em 1908, os carros já eram fabricados em série por Henry Ford e no Brasil, a indústria automobilística começou a funcionar apenas em 1952, em regime CDK, ou seja, os veículos vinham do exterior completamente desmontados e eram apenas montados aqui.

Certamente, as invenções não se limitavam aos pequenos veículos movidos a vapor e foram mais longe, surgindo outros mais poderosos, capazes de transportar volumes maiores de cargas (pessoas e o mercadorias), nesse contexto destacavam- se os trens e seus vagões de carga. O aparecimento das

ferrovias se relaciona diretamente com a Revolução Industrial, onde a extensão da primeira estrada de ferro brasileira era de 14,5 km de extensão e foi concluída em 30 de abril de 1854, ligando o Porto de Estrela, no Rio de Janeiro, até a estação de Fragoso e com sua conclusão do trecho final até Petrópolis, a rodovia foi denominada Estrada de Ferro Mauá.

Sabemos que a logística exerce um papel fundamental para as empresas, ao possibilitar que os bens produzidos o os serviços ofertados sejam disponibilizados nos locais em que são necessários ou desejados para os clientes. Ainda pela análise desse conceito, segundo Razollini Filho(2004), podemos entender que os sistemas logísticos somente satisfazem as necessidades dos clientes e da empresa, em termos de lucratividade e rentabilidade, desde que siga oito fundamentais premissas. São elas: 1. Na forma desejada pelo cliente em condições de uso imediato; 2. Com custo adequado atendendo às necessidades da empresa;3. Pelo custo esperado pelo cliente;4. No local esperado pelo cliente; 5. No prazo certo; 6.Com qualidade esperada pelos clientes; 7. Com resultado satisfatório; 8. Agregando valor.

Em síntese, a essencia da gestão dos sistemas logísticos esta em fazer chegar um produto o serviço ao cliente final de tal forma que agregue valor à sua compra e gere repetição de negócios, o seja, deve conquistar lealdade por parte dos clientes para com a empresa. Para que isso aconteça é fundamental que o organização compreenda profundamente a totalidade da experiência do cliente. A isso dá-se o nome de CONHECER O CLIENTE, onde destacamos sete principais serviços que podem ser oferecidos pelo sistema de transporte:

1. Rapidez de entrega; 2. Entrega sem erros; 3. Entregas pontuais; 4. Entregas completas; 5. Confiabilidade; 6. Qualidade e 7. E integridade (produtos em condição de uso).

Obviamente, Lidar com custos sempre foi um desafio para o gerenciamento em qualquer empresa. No Brasil, os custos nunca representaram um problema mais sério, mesmo no período de inflação mais elevada. Os procedimentos contábeis tradicionais eram suficientes para fornecer as planilhas de custos ao elo seguinte da cadeia de valor. Contudo, a partir da abertura do mercado e com a manutenção do poder de compra do real, percebeu-se que não bastava distribuir os custos como era feito tradicionalmente pela contabilidade. Numa visão clássica da economia, o mercado tornou-se elástico e, com isso, as empresas precisaram reduzir custos permanentemente, se quisessem continuar competitivas. Para tornar possível esse cenário foi preciso que os gerenciamentos dos custos logísticos fizessem uma revisão completa aos conceitos tradicionais de custos e isso implicava em intervenções diretas nas ações administrativas. Segundo Razzolini Filho era possível validar as ações administrativas pela verificação do resultado obtido, avaliando se foi compensador em relação ao esforço realizado para compensar a mudança. Em termos técnicos é necessário verificar a relação custo-benefício de tal ação, identificando se o valor do resultado obtido é maior do que o valor do esforço despendido para atingi-lo.

Já sabemos que um dos modais mais antigos é o rodoviário, sendo o único que permite a chamada ligação ponto a ponto, o porta a porta, sendo empregado

isoladamente o como complemento dos demais modais de transporte e definido por cinco formas que o caracterizam: 1. Via de transporte: rodovias (pavimentadas), estradas com ou sem pavimentação, avenidas, ruas,

caminhos, picadas e etc

caminhões, e veículos médios de diversos tipos, com diferentes especificações

e aplicações, com ônibus e automóveis; 3. Força propulsora: Motores a

explosão (a diesel e a gasolina) energia solar e elétrica; 4. Instalações\terminais: Estações rodoviárias, terminais urbanos de ônibus, paradas de ônibus, armazéns, centros de distribuição, instalações de cross docking e de transit point, instalações para garagens e manutenção ( oficinas)

etc. e 5. Sistemas de controle: Fiscalização de órgãos públicos e de operadores logísticos, conferencia de cargas e de equipamentos de movimentação, comunicação por rádio, acompanhamento por GPS, o sistema de posicionamento global.

Ao lado do modal rodoviário o modal ferroviário é um dos mais antigos modais

e apresenta-se como alternativa bastante interessante para o transporte de

produtos de baixo valor agregado e o transporte de grandes volumes de cargas, sendo indicado também para grandes distancias, caracterizado por: Via

de Transporte: Ferrovias trilhos; Meio de Transporte (veículo) Locomotivas

e vagões de diversos tipos com diferentes especificações e aplicações; Força propulsora motores a vapor e a diesel, motores elétricos. Instalações/terminais Estações ferroviárias, plataformas de embarque, garagens de manutenção; Sistemas de controle Fiscalização dos órgãos públicos, cancelas, passagens de nível, conferência de cargas e de equipamentos de movimentação, comunicação por rádio, acompanhamento por

GPS;

Vamos agora falar de Unitilização. Unitilizar significa “tornar único” e tem como finalidades facilitar s movimentação de mercadorias, agilizar processos de carga e descarga, proteger as mercadorias e reduzir os custos no sistema logístico, sendo o objetivo maior a redução de custos no sistema logístico, porém essa não é a única finalidade com que se realiza esse procedimento e podemos citar como seus principais objetivos: Reduzir custos de manuseio; Aumentar a velocidade de movimentação de materiais; Facilitar a movimentação dos materiais; Aumentar a proteção dos materiais; Racionalizar

a ocupação de espaços nos armazéns; Racionalizar a ocupação dos espaços nos veículos transportadores.

Dando seguimento, chegamos ao conceito de conteinerizar, que significa “utilizar contêineres ou contenedores para adicionar ou agrupar as cargas”. Os contêineres têm dimensões definidas pala Internacional Organization for Standardization (ISO), que são: 40 pés, 30 pés, 20 pés e 10 pés. Na prática, os mais utilizados no Brasil são os de 40 pés, pois esses tamanhos são compatíveis com as carretas e com os demais modais de transportes. Resumindo: contêineres nada mais é que uma grande caixa de metal que possui dimensões e várias outras características normatizadas pela ISO. Com base nessas informações, podemos conceituar a grande vantagem da utilização do contêiner como sendo obter formas e dimensões padronizadas, que podem ser movimentados por diferentes modais de transporte (como

;

2. Meio de transporte(veículos): Carretas,

caminhão, trem, navio ou avião), sem que a descarga seja manipulada, pois está contida no contêiner.

“ O contêiner-padrão é uma peça de equipamento que é transferível para todos os modais de transporte de superfície, com exceção dos dutos. Como a carga dos contêineres evita remanejamentos custosos de pequenas unidades de carga nos pontos de transferência intermodal e oferece serviço porta a porta quando combinado com caminhões, empresas de navegação agora tem navios porta-contêineres, de forma que serviços integrados navio-caminhão podem ser oferecidos, nas formas de:

1. Dry ( carga-seca convencionais): Utilizado para cargas nobres como (

fumo, café, produtos alimentícios diversos, enlatados ou ensacados, etc.) e apara chamada carga geral ( madeiras, caixas, bobinas de papel ou aço, produtos químicos, sacarias, fardos, tambores, eletroeletrônicos, paletes de diversos produtos, etc.) É o tipo mais empregado no transporte, principalmente

no modal aquaviário.

2. Open top ( teto aberto, coberto com lona): Utilizado sobretudo, para

cargas gerais (principalmente para equipamentos e volumes pesados ou cargas com dimensões que ultrapassam a altura padrão do contêiner). O open top tem a estufagem e desova ( enchimento e esvaziamento) facilitadas por cima. Devidamente preparado, pode ser usado, ainda, para o transporte de granéis. Uma derivação do contêiner open top é o contêiner side ( aberto na

lateral).

3. Isotan ( tanque): é o modelo de contêiner utilizado para o transporte de

liquido, gases ou outras mercadorias. Possui uma camada isolante térmico entre a parede externa e a interna, para manter constante a temperatura da

carga e não deixa-la sujeita às variações térmicas externas. Em função da especialidade na construção e no uso, é de alto custo de compra e de manutenção. Pode sofrer avarias nas partes de baixo, sobretudo por castanhas.

4. Flat rack: Não tem laterais nem teto, mas apresenta paredes nas

extremidades, que podem ser fixas ou rebatíveis. Pode ser utilizado no transporte de grandes caixas, máquinas, veículos e equipamentos, ( devidamente embalados ou não). São materiais que geralmente excedem as medidas ISSO, ou seja, a altura e a largura padrão dos contêineres ( envelope ISSO). A infraestrutura é bastante reforçada e a configuração facilita a ova e a desova; contudo, os materiais ficam expostos ao contato, protegidos apenas

pelas embalagens originais. Ficam portanto sujeito a danos.

5. Plataform ( plataforma): Sem laterais, teto e paredes nas extremidades,

é empregado normalmente no transporte de máquinas, caixas e equipamentos que, em geral, possuem medidas que excedem as dimensões do contêiner.

São exatamente como os flat racks, porém sem paredes nas extremidades.

6. Reefer ( frigorífico): É um contêiner com maquinário semelhante a um

freezer e é usado para adicionar materiais que exigem resfriamento,

congelamento ou manutenção de temperaturas ( entre -25°C + 25° C).

7.

Insulado ( ou ventilado): É também um contêiner frigorífico, mas não

possui maquinário próprio. Recebe a ventilação para resfriamento ou congelamento por dutos do sistema de resfrigeração do navio que o transporta.

Em terra a temperatura é mantida por meio de uma unidade de refrigeração portátil ( chamada clip on) e que é acoplada em uma ou mais unidades. Em função dessas limitações, seu uso está bastante restrito atualmente.

8. Hig Cubic ( HC): É um contêiner 20’ ou 40’, com altura aumentada para

o estufamento de cargas de maior densidade ( maior cubagem), maior altura.

Geralmente, é identificado por adesivos fixado em seus painéis laterais.

Ainda sobre o transporte terrestre, como o nome indica, ocorre em terra e subdivide-se em: rodoviário, ferroviário e dutoviário, que se destaca pela sua importância para o sistema econômico, pois detém o potencial de interligar diferentes regiões econômicas de qualquer país, ao mesmo tempo, levar o desenvolvimento às localidades mais necessidades.

Quanto ao transporte marítimo internacional, destacamos a utilização doo Conhecimento de Transporte ou de embarque, denominado ainda como Bill of Landing (BL). O BL é um dos documentos mais importantes no comércio internacional. É emitido pela companhia responsável pelo transporte de mercadorias. O BL é, ao mesmo tempo, o contrato de transporte, o recibo de entrega da carga e o título de crédito que poderá ser emitido em quantas originais forem necessárias e solicitadas pelo embarcados.

Já os serviços integrados de transporte apresentam-se como um compromisso entre os serviços oferecidos pelos operadores de transporte, associados individualmente. Isto é, mesmo existindo mais de um operador de transporte envolvido no processo, os custos e o desempenho desejados ou esperados são responsabilidade conjunta de todos os operadores envolvidos. Tais praticas, denominadas INTERMODALIDADE e MULTIMODALIDADE de transporte, agilizam os processos e reduzem custos operacionais do sistema.

INTERMODALIDADE e MULTIMODALIDADE de transporte, agilizam os processos e reduzem custos operacionais do sistema.
Com a evolução dos recursos da tecnologia da informação (TI), ocorreu uma diminuição dos custos

Com a evolução dos recursos da tecnologia da informação (TI), ocorreu uma diminuição dos custos relativos ao provimento e à manutenção de informações atualizadas e confiáveis, por outro lado, os custos com mão de obra e outros ativos aumentaram. Assim, as organizações tem procurado substituir recursos ( a exemplo da mão de obra) por informações. Além disso, os clientes também querem, cada vez mais, maior rapidez no retorno ás solicitações de informações. Se pensarmos em tecnologia e sistemas de transportes identificamos como as mais usadas: Rastreamento por satélite; Computadores de bordo; Roteirizadores; Eletronic Data Intercharge (EDI); Internet; Código de barras; Identificação por radiofrequência, Rádio Frequency Identification (RFID) eUtilização de cargas.

Um sistema de administração de transportes (TMS) tem por objetivo gerenciar os fluxos de transporte de uma empresa para seus clientes e dos fornecedores até a empresa, além de eventuais fluxos reversos. Uma boa administração deve ser capaz de realizar diferentes tarefas, entre elas as amis importantes são: Escolha de modais; Processamento de reclamações; Consolidação de fretes; Roteirização; Programação de embarques; Rastreamento de embarques; Avaliação de desempenho.

Os problemas decorrentes das exigências legais implícitas na movimentação de bens entre dois ou mais países e a responsabilidade mais limitada dos transportadores internacionais, quando em comparação com os nacionais, são elementos capazes de tornar a movimentação internacional bem mais complexa.

Quando falamos de operações de modais no âmbito internacional, deve-se levar em conta outros fatores relevantes como: Disponibilidade de serviço; Valor do frete; Perdas e danos; Tempo de transito; Tempo médio de entrega e variabilidade e rastreabilidade.

Já no transporte aéreo temos a modalidade realizada, nacional ou internacionalmente, por aeronaves de diferentes tipos e tamanhos. É um modal que pode ser utilizado para praticamente todo tipo de carga, embora seja

preferido para cargas de maior valor agregado e apresente limitações em relação ao transporte aquaviário, em termos de volumes e especificações.

Quando falamos de transporte aéreo internacional, alguns fatores o diferenciam da modalidade nacional, são eles: Rapidez maior que os demais modais de transporte; Ideal para transporte de cargas de pouco peso\volume e alto valor agregado; Aeroportos situados próximos aos centros de produção, em praticamente todas as grandes cidades do planeta; Diminuição dos estoques em transito, por intermédio de embarque continuo, praticamente diário; Redução de custos das embalagens; Segurança maior no transporte de pequenos volumes; Eficácia para transporte de amostras (que exige rapidez); Ideal para cargas urgentes.

Quando pensamos na preparação da carga, pensamos nas implicações de preparar os produtos a serem exportados de forma que atendam ás exigências do importador ou ainda, do país do importador, respeitando as exigências contratuais, legais ou de sanidade (geralmente compreendidas como restrições não tarifarias\ barreiras alfandegárias), como, por exemplo, a fumigação* e acondicionamento em embalagens especiais. São os cinco tipos de cargas mais comuns nas operações de transportes: Carga geral; Carga a granel; Neogranéis; Cargas frigorificadas e Cargas perigosas.

*Ato de expor um produto á ação de vapores ou gases desinfetantes para impedir riscos sanitários ao país exportador.

Neste guia você teve acesso a algumas informações essenciais que fazem parte da proposta de construção do conhecimento neste módulo de Distribuição. Com abordagens a respeito dos modais, seu resgate histórico, suas formas de apresentação e aplicação evidenciando a importância da sua boa operação para o crescimento e desenvolvimento da economia e da sociedade.

Lembramos que esse guia é um complemento de seus estudos. Não deixe de ler o livro, assistir as aulas, realizar os exercícios e pesquisar muito!

Lembre-se que você conta com uma equipe sempre pronta para orientá-lo e ajudá-lo durante seu processo de aprendizagem.

Bons estudos e boa sorte!