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A web2.

0 que principalmente mudou a forma como


os usuários utilizam a Internet, seja pela produção
de conteúdo, participação social e tantos outros
serviços plataformas e facilidades, vem atraindo o
interesse das empresas. Várias corporações já
utilizam vários serviços oferecidos na web, porém
outras ainda estão com bastante receio quanto a
mudança ou do esforço para essa mudança de
sistema e forma de trabalho. Mostrarei aqui
exemplos de serviços que podem facilitar a
comunicação, produtividade e outras tarefas dentro
de uma empresa por exemplo, mas que também em
vários casos são úteis para qualquer usuário.

Web 2.0 e o conteúdo


O conteúdo dos websites também sofreu um enorme
impacto com a Web 2.0, dando ao usuário a
possibilidade de participar, geralmente gerando e
organizando as informações. Mesmo quando o
conteúdo não é gerado pelos usuários, este pode
ser enriquecido através de comentários, avaliação,
ou personalização.
Algumas aplicações Web 2.0 permitem a
personalização do conteúdo mostrado para cada
usuário, sob forma de página pessoal, permitindo a
ele a filtragem de informação que ele considera
relevante.
O conceito usado é comparável com o do software
livre: se há muitas pessoas olhando, todos os erros
são corrigidos facilmente. Para isso existem
comunidades que se auto-moderam, através da
participação dos usuários indicando ao sistema qual
usuário não deve mais participar da comunidade.
Dentro dos princípios da Web 2.0 o conteúdo deve
ser aberto, utilizando licenças como "Creative
Commons" que flexibilizam os direitos autorais
permitindo que o usuário reutilize (republicando,
alterando ou colaborando) o conteúdo. O
compartilhamento de informações deve dar ao
usuário a possibilidade de reutilizá-lo.
Além do conteúdo editorial e noticioso, na web 2.0 o
conteúdo de alguns sites visa gerar comunidades,
seja através de sites de relacionamento, seja através
de comentários em notícias e blogues.

Marketing e publicidade
O marketing e a publicidade online também
mudaram muito com a web 2.0. Agora a empresa já
não pode comunicar, ela deve aprender a interagir. A
publicidade deixou de ser uma via de mão única,
onde a empresa emite uma mensagem que o
consumidor recebe. Como a Internet é feita de
gente, a publicidade se tornou o relacionamento
entre pessoas da empresa e pessoas que são
consumidores.
Isso inclui o um novo conceito chamado marketing
de performance. Neste novo conceito, você contrata
o serviço de marketing e só paga pelos resultados
que recebe. Nada de estar na Internet só para não
ficar fora dela, agora toda ação online deve ser
interessante do ponto de vista do retorno sobre o
investimento.
Além disso, as antigas formas de publicidade online
deram lugar a campanhas onde você só paga pelos
cliques que seu banner recebe, marketing através de
links patrocinados em sites de busca, otimização de
sites para sites de busca e marketing viral.
Essas ações tornaram a experiência com as marcas
muito mais interessantes, levando um número cada
vez maior de empresas a apostar em ações de
marketing com esse conceito.
A web 2.0 foi responsável também pelo surgimento
de ações cross-media que unem a internet com
outras mídias. São ações que começam em um
anúncio de jornal ou em um comercial na televisão e
continuam na internet com a participação dos
usuários.

Jornalismo
Os impactos da internet nas empresas e práticas
jornalísticas foram potencializados com a
popularização da web 2.0. O envolvimento de
cidadãos comuns, antes considerados meros
leitores, na publicação e edição de conteúdos
jornalísticos tem se tornado uma prática cada vez
mais comum. A esta tendência atribui-se o conceito
de Jornalismo Participativo, Jornalismo Cidadão ou
mesmo Jornalismo Open-Source.
Um dos sites mais representativos desta tendência é
o Digg, que permite que usuários cadastrem artigos
publicados em outros sites. Estes textos recebem
votos (diggs) da comunidade e os mais populares
ganham destaque na página principal do site. Ao
permitir a influência direta do público na
hierarquização da informação, este mecanismo traz
inovações às técnicas tradicionais de edição
jornalística, caracterizada pela centralização na
figura do editor. Alguns sites brasileiros, como o
Rec6 e Eu Curti têm propostas bem semelhantes ao
Digg.

Web 2.0 e a Segurança

A web2.0 foi aceita pelas pessoas, só não foi aceita


ainda pelas empresas. A segurança é o maior
problema. Enquanto a nova web não mostrar que
pode lidar de forma segura com as informações de
empresas, não veremos sistemas B2B no formato
web2.0.
Se por senso comum é inseguro manter as
informações fora da empresa, imagine além disso
mantê-las nas mãos de pequenas startups. A
empresa não vai saber onde nem por quem estão
sendo acessadas suas informações. Quando a
startup for adquirida por outra empresa essas
informações irão mudar de mãos. As APIs, que tanto
facilitam o acesso, se tiverem qualquer falha,
comprometem não somente todas as informações da
empresa, mas de todas as empresas que utilizem a
aplicação. E todas essas informações críticas das
empresas em um só lugar vira alvo ataques hackers.
Vendo por este lado estamos muito longe de termos
um ERP no formato da web2.0. Mas e se
tivéssemos diversas aplicações web2.0 distintas,
cada uma especialista em apenas um módulo de
um sistema de gestão? E pudéssemos criar um
grande mashup integrando todos esses módulos,
formando assim o tão sonhado ERP da web2.0?
Nossas chances aumentariam?
Por exemplo
Uma aplicação web2.0 especializada em estoque.
Uma empresa cria uma conta, cadastra seus
produtos e informa as quantidades. Depois pode
adicionar e remover itens do estoque através de
APIs, celular, etc, como um Twitter da vida. A conta
criada não está vinculada à nenhuma empresa, ou
seja, não tem como saber de quem são aqueles
itens.
Agora outra aplicação, de vendas. A empresa cria
uma conta lá também e passa a vender utilizando as
ferramentas disponibilizadas pela aplicação. Pode
utilizar as APIs pára automatizar as vendas também.
Cada venda dispara um processo, que será a baixa
do estoque lá na outra aplicação.
Pensando assim, cada módulo estaria
desvinculado da empresa, o que aumentaria a
segurança ao pulverizar essas informações.
Módulos redundantes seriam utilizados para o caso
de uma das aplicações sair do ar. A aplicação que
faz essa integração toda seria desenvolvida
especificamente para a empresa, com sua própria
identidade visual e padrões, e poderia ser expandida
facilmente para criar outras aplicações de integração
acessíveis por desktop, web, celular, etc.
Os módulos poderiam ser divididos da seguinte
maneira, tendo serviços web2.0 especialistas em
cada item:
• Estoque: você cadastra seus produtos e pode

controlar o estoque dediversas maneiras,


através de requisições únicas, APIs, IM, etc…
O serviço pode avisá-lo (através de API, email
ou RSS) quando o estoque de um produto
estiver no fim, e pode até disparar alguma ação
automática.
• Vendas: uma pequena integração com a

aplicação de estoques automatiza a baixa do


estoque. Exportação de relatórios de vendas,
telas para wap, celular, vendas por email,
geração de boleto e integração com cartão de
crédito agregam valor à aplicação.
• Financeiro: possibilidade de controlar diversas

contas, avisos de pagamentos pendentes,


integração com agenda, facilidade em inserir e
quitar lançamentos, exportação de relatórios,
etc.
• RH: cadastro de colaboradores, microblog,

integração com suas contas em redes sociais


(Orkut, Facebook, Twitter, Via6), envio de
comunicados por email e rss.
• Clientes: cadastro de clientes, vendas

realizadas (integra com módulo de vendas),


microblog, tags, envio de malas diretas, etc.
• Administrativo: relatórios administrativos

(mashups dos diversos módulos), configuração


dos módulos, blog corporativo, etc.
• Compras: cadastro de fornecedores, ligação

com produtos, inclusão no estoque, compras


automáticas.
• Marketing: integração com ferramentas de

marketing, blog de documentação das


campanhas, compartilhamento de informações
com a agência de marketing, brainstorming
online e ferramentas para ajudar nas decisões
das próximas campanhas da empresa.
Web 2.0 e Algumas de Suas Aplicações:

Para quem não entendeu ainda o que é web 2.0, vou


dar uma rápida explicação sobre o assunto. A web
2.0 na verdade funciona de forma com o usuário
possa tirar o máximo de proveito possível dos
softwares que rodam nela. Neles, os softwares são
eternos betas, com objetivo de estarem sendo
corrigidos, alterados e melhorados o tempo todo de
acordo com o seu uso, pelo usuário. Algumas
aplicações Web 2.0 permitem a personalização do
conteúdo mostrado para cada usuário, sob forma de
página pessoal, permitindo a ele a filtragem de
informação que ele considera relevante. Maiores
informaçoes pode ser encontradas no wikipédia,
pelo endereço http://pt.wikipedia.org/wiki/Web_2.0
ou no google ;).

Ainda complmentando sobre a web 2.0


É importante não confundir Web 2.0 com a tão
falada e tão pouco vista Internet 2 – a rede super-
rápida que interliga instituições acadêmicas e
governamentais e eventualmente substituiria a
infraestrutura atual. A Internet 2 é isso: infra-
estrutura. A Web 2.0 é um conceito, uma série de
princípios que definem um novo tipo de site, de
serviço, de experiência online.
A origem do termo remonta a 2004, quando
representantes da editora O'Reilly e da promotora de
eventos MediaLive realizaram uma sessão de
“brainstorming” para conceber um congresso sobre
Internet. Dale Dougherty, vice-presidente da O'Reilly,
teria então saído com a idéia da Web 2.0. A primeira
conferência, realizada em outubro daquele ano, foi
um sucesso – assim como as edições de 2005 e
2006. Mas o que “pegou” mesmo foi o nome, que já
aparece mais de 100 milhões de vezes no Google

Alunos: Cintia Araújo


Diego Canez
Raphael Vieira