Você está na página 1de 8

Dossier de Psicologia

Hélder Paixão Nº9


As Emoções

.http://www.scribd.com/doc/2581429/As-emocoes

Somos os únicos seres na superfície da terra capazes de transformar nossa biologia


mediante o que pensamos e sentimos. Nossas células estão constantemente observando
nossos pensamentos e sendo modificadas por eles.

Um ataque de depressão pode arrasar nosso sistema imunológico; ou fortificá-lo


tremendamente quando relaxamos. A alegria e a atividade harmoniosa mantêm-nos
saudáveis e prolongam a vida.

A lembrança de uma situação negativa ou triste libera os mesmos hormônios e


substâncias biológicas destrutivas que o stress. Nossas células estão constantemente
processando todas as experiências e metabolizando de acordo com nossos pontos de
vista pessoal. Não se pode simplesmente captar dados isolados e os confirmar como um
julgamento.
Quem está deprimido por causa da perda de um emprego, por exemplo, projeta tristeza
por todas partes do corpo desencadeando uma seqüência sem fim: A produção de
neurotransmissores é alterada pelo cérebro, o nível de hormônios varia, o ciclo do sonho
é interrompido, os receptores na superfície externa das células da pele modificam-se
(como uma sensação de calafrio crônica, mas de menor intensidade), as plaquetas
sanguíneas tornam-se mais viscosas e até as lágrimas contêm traços químicos diferentes
ao das lágrimas de alegria.
Todo este perfil bioquímico será drasticamente modificado quando a pessoa encontrar-
se em uma nova situação. Estes fatos confirmam a grande necessidade de usar nossa
consciência para criar os corpos que realmente precisamos. A ansiedade por causa de
um exame ou encontro acaba passando, assim como a depressão por causa de um
emprego perdido. O melhor então é relaxar e deixar acontecer. Nosso corpo é o espelho
de nossos sentimentos, uma pequena trinca em um causa uma fissura noutro.
Sentimentos, de forma genérica, são informações que seres biológicos são
capazes de sentir nas situações que vivenciam. Por exemplo, medo é uma
informação de que há risco, ameaça ou perigo direto para o próprio ser ou
para interesses correlatos.
A empatia é informação sobre os sentimentos dos outros. Esta informação
não resulta necessariamente na mesma reação entre os receptores, mas
varia, dependendo da competência em lidar com a situação, e como isso se
relaciona com experiências passadas e outros fatores.
O sistema límbico é a parte do cérebro que processa os sentimentos e
emoções. A medicina, biologia, filosofia e a psicologia estudam o
sentimento humano.
Valores inatos
Abraham Maslow, professor de Harvard, comentou que todos os seres
humanos nascem com um senso inato de valores pessoais positivos e
negativos. Somos atraídos por valores pessoais positivos tais como justiça,
honestidade, verdade, beleza, humor, vigor, poder (mas não poder abusivo),
ordem (mas não preciosismo ou perfeccionismo), inteligência (mas não
convencimento ou arrogância). Da mesma forma, somos repelidos por
injustiça, morbidez, feiúra, fraqueza, falsidade, engano, caos etc. Maslow
também declara que valores pessoais positivos são definíveis somente em
termos de todos os outros valores pessoais positivos - em outras palavras,
não podemos maximizar qualquer virtude e deixar que ela contenha
quaisquer valores pessoais negativos sem repulsa.
Por exemplo, a beleza que está associada com o engano se torna repulsiva.
A justiça associada com a crueldade é repulsiva. Esta capacidade inata de
sentir atração ou repulsão é o fundamento da moralidade - em outras
palavras, sentimentos bem entendidos formam a capacidade interior com a
qual nascemos para chegar ao que pensamos ser bom/mau e certo/errado.
Este ponto de vista contrasta agudamente com alguns ensinamentos
extremistas de algumas religiões e ideais políticos, que querem estabelecer
o que é moral - que os humanos nascem num vácuo moral e que é somente
a autoridade quem pode dizer aos seres humanos o que é certo e errado. A
exploração extremista dos sentimentos aumenta na medida em que os
sentimentos não são apenas distingüidos, mas mesmo separados do
pensamento crítico.
Algumas religiões, entretanto (algumas correntes atuais do cristianismo),
acreditam que o ser humano nasce com princípios morais a ele inatos, e
nele colocados por Deus. E que a "imagem e semelhança" ao Deus criador,
citada no livro de Gênesis da Bíblia cristã, se referiria na verdade à imagem
e semelhança moral a esse Deus criador, e não à aparência física do Deus
cristão. Chegando a uma conclusão próxima à de Abraham Maslow, porém
não científica.
Disposição mental
Atualmente o termo sentimento é também muito usado para designar uma
disposição mental, ou de propósito, de uma pessoa para outra ou para algo.
Os sentimentos assim, seriam ações decorrentes de decisões tomadas por
uma pessoa.
Por exemplo, o amor não é o conjunto de emoções (sensações corporais)
que a pessoa sente por outra ou algo, mas o ato de sempre decidir pelo bem
ou a favor de outrem ou algo, independente das circunstâncias. As
sensações físicas sentidas surgem como conseqüência da decisão de amar.
Este sentimento é chamado por muitos estudiosos como ágape, ou amor
ágape. Já as sensações que a atração física que uma pessoa sente por outra
produzem em alguém, não podem ser chamadas de amor, ou de algum tipo
de sentimento, mas apenas emoções (sensações corporais), conseqüentes do
instinto que levou essa pessoa a sentir atração física pela outra.
Nesta concepção, um sentimento é uma decisão (disposição mental) que
alguém toma em sua mente, ou alma, ou espírito, a respeito de outrem ou
algo. Por este conceito, toda e qualquer palavra que denota emoções
quando usada, pode ser classificada como sentimento quando se refere a
algo que podemos ou não escolher fazer (se é um ato pode-se cometê-lo ou
não, não é um instinto fora do controle da consciência) ou seja, que possua
uma forma verbal. Exemplos:
• Amor - Amar (pode-se ou não cometer o ato de amar, a si mesmo, a
outrem ou a algo);
• Ódio - Odiar (pode-se ou não cometer o ato de odiar, a si mesmo, a
outrem ou a algo);
• Alegria - Alegrar (pode-se ou não cometer o ato de alegrar, a si
mesmo, a outrem ou a algo);
• Tristeza - Entristecer (pode-se ou não cometer o ato de entristecer, a
si mesmo, a outrem ou a algo);
• e outros...
Estes sentimentos (estas decições ou disposições mentais) porém, vão
promover emoções no corpo que, estas sim, serão sentidas. Por isso, uma
pessoa que ama outra, por haver tomado essa decisão de amar essa outra,
mesmo depois de sofrer algum mal cometido pela pessoa amada, pode
continuar amando-a, muitas vezes sem entender como pode amar ao
mesmo tempo que sente a emoção característica do momento da ira, ou da
dor da traição, ou alguma outra emoção que, racionalmente, poderia
conduzir a pessoa que ama a querer deixar de amar.
Um problema que pode confundir o entendimento nesta concepção do que
é sentimento, é o fato de que, geralmente, os nomes usados pra se referir a
um sentimento, também são os mesmos usados pra se referir às emoções
mais características destes mesmos sentimentos..
A psicologia cognitiva estuda a cognição, os processos mentais que estão
por detrás do comportamento. É uma das disciplinas da ciência cognitiva.
Esta área de investigação cobre diversos domínios, examinando questões
sobre a memória , atenção, percepção, representação de conhecimento,
raciocínio, criatividade e resolução de problemas.
Wundt o pai da psicologia estudava a cosciência, por muito tempo ela não
foi aceita como objeto de estudo na ciência, mas a psicologia cognitiva
promove uma revolução paradigmática ao colocar a consciência no centro
das pesquisas em psicologia novamente.
A psicologia cognitiva é um dos mais recentes ramos da investigação em
psicologia, tendo se desenvolvido como uma área separada desde os fins
dos anos 1950s e princípios dos anos 1960s (apesar de terem existido
exemplos de pensadores na área da cognição). O termo começou a ser
usado com a publicação do livro Cognitive Psychology de Ulrich Neisser
em 1967. No entanto a abordagem cognitiva foi divulgada por Donald
Broadbent no seu livro Perception and Communication em 1958. Desde
então o paradigma dominante na área foi o do processamento de
informação, modelo defendido por Broadbent. Neste quadro de
pensamento, considera-se que os processos mentais são comparáveis a
software a ser executado num computador que neste caso seria o cérebro.
As teorias do processamento de informação têm como base noções como:
entrada; representação; computação ou processamento e saídas.
O estudo dos processos mentais tinha já sido abordado de uma forma geral
pela psicologia. Encontramos teorias cognitivas na psicologia social,
personalidade, psicologia patologica, psicologia do desenvolvimento.
Aplicações de teorias cognitivas na psicologia comparada conduziu a muito
estudos recentes sobre a cognição animal
Algumas das abordagens dentro da psicologia cognitiva São: abordagem
dos sistemas simbólicos, abordagem culturalista, abordagem dos sistemas
de infomação e conexionista.