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5/9/2013

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE Departamento de Análises Clínicas e Toxicológicas Disciplina: Fundamentos
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE
Departamento de Análises Clínicas e Toxicológicas
Disciplina: Fundamentos de Parasitologia, Microbiologia e Imunologia
Profa. Dra. Paula Renata Lima Machado

Componentes da Resposta Imune Inata são programados para o reconhecimento de padrões e assim reconhecerem características compartinhadas por grupos de moléculas estranhas.

compartinhadas por grupos de moléculas estranhas.  Anticorpos e TCRs apresentam um alto grau de

Anticorpos e TCRs apresentam um alto grau de especificidade, reconhecendo EPÍTOPOS ou DETERMINANTES ANTIGÊNICOS específicos.

EPÍTOPOS ou DETERMINANTES ANTIGÊNICOS específicos. EPÍTOPOS  Ligam-se a moléculas de imunoglobulina 
EPÍTOPOS ou DETERMINANTES ANTIGÊNICOS específicos. EPÍTOPOS  Ligam-se a moléculas de imunoglobulina 

EPÍTOPOS

Ligam-se a moléculas de imunoglobulina

Não

antígenos (APCs)

Estão localizados na superfície das proteínas

Possuem 3 a 20 resíduos de aminoácidos ou carboidratos.

necessitam

de

processamento

por

células

apresentadoras

de

necessitam de processamento por células apresentadoras de Os anticorpos estão distribuídos pelos líquidos
Os anticorpos estão distribuídos pelos líquidos biológicos do corpo e são encontrados nas superfícies dos
Os anticorpos estão
distribuídos pelos líquidos
biológicos do corpo e são
encontrados nas superfícies
dos linfócitos B

EPÍTOPOS

específicas dos
específicas
dos

São porções do antígeno que reúnem aspectos físicos e químicos que favorecem o reconhecimento por regiões

anticorpos ou TCRs.

Uma única molécula antigênica normalmente possui vários epítopos diferentes.

EPÍTOPOS

Ac Linfócito B Epítopo Antígeno TCR Linfócito T Epítopo MHC
Ac
Linfócito B
Epítopo
Antígeno
TCR
Linfócito T
Epítopo
MHC

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ANTÍGENOS

Polissacarídeos

Lipídios

Ácidos nucléicos

Proteínas

Altamente imunogênicas

nucléicos • Proteínas – Altamente imunogênicas HAPTENOS  Algumas pequenas moléculas, denominadas

HAPTENOS

Algumas pequenas moléculas, denominadas haptenos, são antígenos mas são incapazes de induzir uma resposta imune específica (não possuem imunogenecidade).

Hapteno ligado a uma proteína carreadora, adquire a capacidade de induzir a resposta do organismo (imunogênico)

capacidade de induzir a resposta do organismo (imunogênico) Característica da ligação dos antígenos IMUNOGENICIDADE
capacidade de induzir a resposta do organismo (imunogênico) Característica da ligação dos antígenos IMUNOGENICIDADE

Característica da ligação dos antígenos

(imunogênico) Característica da ligação dos antígenos IMUNOGENICIDADE versus ANTIGENICIDADE 

IMUNOGENICIDADE versus ANTIGENICIDADE

Imunogenicidade: é a capacidade que uma substância tem de induzir uma resposta imune celular ou humoral imunógeno

uma resposta imune celular ou humoral – imunógeno  Antigenicidade: é a capacidade que uma substância

Antigenicidade: é a capacidade que uma substância tem de se ligar a um dos componentes do sistema imune antígeno

Propriedades do imunógeno que contribuem para a especificidade

do imunógeno que contribuem para a especificidade  Singularidade (Ex: > distância filogenética entre

Singularidade

(Ex: > distância filogenética entre duas espécies, maior a disparidade estrutural entre suas moléculas)

Tamanho Molecular (> 100.000 Da)

Composição e heterogeneidade química

(heteropolímeros + imunogênicos do que homopolímeros)

Suscetibilidade ao processamento e a apresentação de antígeno

ao processamento e a apresentação de antígeno Eletroforese Alfa Globulina Beta Gama Arne Tiselius e Elvin
ao processamento e a apresentação de antígeno Eletroforese Alfa Globulina Beta Gama Arne Tiselius e Elvin
ao processamento e a apresentação de antígeno Eletroforese Alfa Globulina Beta Gama Arne Tiselius e Elvin
ao processamento e a apresentação de antígeno Eletroforese Alfa Globulina Beta Gama Arne Tiselius e Elvin

Eletroforese

Alfa

Globulina

Beta
Beta

Gama

Arne Tiselius e Elvin Kabat, 1939

Alfa Globulina Beta Gama Arne Tiselius e Elvin Kabat, 1939 ovalbumina Ac encontravam-se em uma determinada
Alfa Globulina Beta Gama Arne Tiselius e Elvin Kabat, 1939 ovalbumina Ac encontravam-se em uma determinada

ovalbumina

Ac encontravam-se em uma determinada fração protéica do soro
Ac encontravam-se em uma
determinada fração
protéica do soro
Beta Gama Arne Tiselius e Elvin Kabat, 1939 ovalbumina Ac encontravam-se em uma determinada fração protéica

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Estrutura da molécula de anticorpo

as
as

Cadeia leve ou

Cadeia pesada

definem

classes: IgM,

IgG, IgA, IgD ou IgE

Cadeia leve: V L (1 domínio) C L (1 domínio) Cadeia pesada: V H (1
Cadeia leve: V L (1 domínio) C L (1 domínio)
Cadeia pesada: V H (1 domínio) C H (3 ou 4 domínios)
carboidrato
carboidrato

Características Estruturais das Regiões Variáveis

Cadeia Leve Resíduos Variabilidade
Cadeia Leve
Resíduos
Variabilidade
Os CDRs são regiões hipervariáveis que apresentam a propriedade de interagir com os epitopos
Os CDRs são regiões hipervariáveis que apresentam
a propriedade de interagir com os epitopos

Estrutura da molécula de anticorpo

com os epitopos Estrutura da molécula de anticorpo Domínios de Imunoglobulinas Características Estruturais

Domínios de Imunoglobulinas

Estrutura da molécula de anticorpo Domínios de Imunoglobulinas Características Estruturais das Regiões Variáveis 3
Estrutura da molécula de anticorpo Domínios de Imunoglobulinas Características Estruturais das Regiões Variáveis 3

Características Estruturais das Regiões Variáveis

Estrutura da molécula de anticorpo Domínios de Imunoglobulinas Características Estruturais das Regiões Variáveis 3

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Funções do Fab e algumas do Fc

Ligação com o antígeno específico

Outras

atividades

funcionais

MICRÓBIO 1 MICRÓBIO 2 LIGA NÃO LIGA Fab Fc Ligação de Fc ao Fagócito Receptor
MICRÓBIO 1
MICRÓBIO 2
LIGA
NÃO LIGA
Fab
Fc
Ligação de Fc
ao Fagócito
Receptor Fc
ATIVAÇÃO DO
COMPLEMENTO

Características Estruturais das Regiões Constantes

Características Estruturais das Regiões Constantes Moléculas de anticorpos são flexíveis, permitindo que se

Moléculas de anticorpos são flexíveis, permitindo que se liguem a uma grande variedade de antígenos

que se liguem a uma grande variedade de antígenos Subclasses de IgG humana Ordem descrescente de

Subclasses de IgG humana

Ordem descrescente de sua concentração sérica
Ordem descrescente de sua concentração sérica

Pontes dissulfídricas É a classe mais abundante no soro Constitui 80% do total de Ig
Pontes
dissulfídricas
É
a classe mais abundante no soro
Constitui 80% do total de Ig sérica

IgG1, IgG3 e IgG4 cruzam a placenta e desempenham um importante papel na proteção do feto em desenvolvimento.

IgG3 é o mais eficaz aitvador do complemento, seguiga pela IgG1. A IgG2 é menos eficaz

e a IgG4 não é capaz de ativar o complemnto.

IgG1 e IgG3 se ligam com alta afinidade aos receptores Fc das células fagocíticas e

medeiam a opsonização.

A IgG4 apresenta uma afinidade intermediária para receptores Fc e a IgG2 tem atividade

muito baixa.

Características Estruturais das Regiões Variáveis

Antígeno
Antígeno

Os domínios possibilitam a molécula de anticorpo mudar sua conformação

Pontes de hidrogênio Ligação iônica a a n n Interações t t hidrofóbicas i í
Pontes
de hidrogênio
Ligação
iônica
a
a
n
n
Interações
t
t
hidrofóbicas
i
í
Forças de van
c
g
der Waals
o
e
r
n
p
o
Ligação iônica
o
Região de dobradiça (flexível) Pontes dissulfídricas Região de dobradiça (flexível) IgM
Região de
dobradiça
(flexível)
Pontes
dissulfídricas
Região de
dobradiça
(flexível)
IgM
dissulfídricas Região de dobradiça (flexível) IgM Não atravessa a placenta logo não confere  imunidade ao

Não atravessa a placenta logo não confere

imunidade ao recém-nascido

Terceira mais abundante no soro

Marcador de fase aguda de doenças

infecciosas

Fixa Complemento

Aglutina bactérias

Neutraliza toxinas

Marcador de fase aguda de doenças infecciosas  Fixa Complemento  Aglutina bactérias  Neutraliza toxinas

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Estrutura e Formação da IgA Secretora
Estrutura e Formação da IgA Secretora
Componente Cadeia J secretor  Segunda mais abundante no soro
Componente
Cadeia J
secretor
 Segunda mais abundante no soro

Principal Ig das secreções (Mucosas e Fluídos biológicos)

Lágrimas, saliva, suco gástrico e secreções pulmonares

Não fixa Complemento

Neutraliza vírus e bactérias

Imunidade da Mucosa

 Neutraliza vírus e bactérias Imunidade da Mucosa  80% dos plasmócitos estão localizados na lâmina

80% dos plasmócitos estão localizados na lâmina própria intestinal e juntos, produzem mais IgA do que todos os outros isotipos combinados.

IgE IgD
IgE
IgD
alérgeno Receptor Fc específico para IgE grânulo Mastócito Degranulação e liberação do conteúdo do grânulo
alérgeno
Receptor Fc
específico para IgE
grânulo
Mastócito
Degranulação e liberação
do conteúdo do grânulo

Principais células: mastócitos, basófilos e eosinófilos

Ativação Ligação cruzada do antígeno com a IgE específica ligada ao FcRI

Liberação dos grânulos pré-formados (mediadores inflamatórios) e novos mediadores Reação imediata

Histamina e outras substâncias que medeiam reações alérgica

Baixa concentração no soro

Infecções parasitárias (Helmintos) Ligação via Fc aos eosinófilos

Pouco abundante no soro

Sensível à proteólise

Vida curta

Está na superfície do LB maduro

Não liga Complemento

Não fixa Complemento

maduro  Não liga Complemento  Não fixa Complemento Determinantes antigênicos das Igs Determinantes Isotípicos
maduro  Não liga Complemento  Não fixa Complemento Determinantes antigênicos das Igs Determinantes Isotípicos

Determinantes antigênicos das Igs

Determinantes Isotípicos

Determinantes antigênicos das Igs Determinantes Isotípicos IgG1 de camundongo IgM de camundongo  São determinantes

IgG1 de camundongo

IgM de camundongo

São determinantes da região constante que distinguem cada classe e subclasse de Ig de cada espécie.

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Determinantes antigênicos das Igs

Determinantes Idiotípicos

Idiotopos

Idiotopos

das Igs Determinantes Idiotípicos Idiotopos Idiotopos IgG1 de camundongo contra o antígeno A IgG1 de camundongo

IgG1 de camundongo contra o antígeno A

IgG1 de camundongo contra o antígeno B

São gerados pela conformação da sequência de aminoácidos das regiões variáveis da cadeia leve e pesada específicas para cada antígeno.

da cadeia leve e pesada específicas para cada antígeno. Valência e Avidez de Interações Antígeno-Anticorpo

Valência e Avidez de Interações Antígeno-Anticorpo

Valência e Avidez de Interações Antígeno-Anticorpo Expressão de Imunoglobulinas durante a maturação do
Valência e Avidez de Interações Antígeno-Anticorpo Expressão de Imunoglobulinas durante a maturação do

Expressão de Imunoglobulinas durante a maturação do linfócito B

de Imunoglobulinas durante a maturação do linfócito B Características relacionadas com o reconhecimento de

Características relacionadas com o reconhecimento de anticorpo

ESPECIFICIDADE

DIVERSIDADE

AFINIDADE E AVIDEZ

Complexos antígeno-anticorpo

DIVERSIDADE  AFINIDADE E AVIDEZ C o m p l e x o s a n
DIVERSIDADE  AFINIDADE E AVIDEZ C o m p l e x o s a n

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Anticorpos monoclonais e policlonais

A maioria dos antígenos é estruturalmente complexa, contendo muitos epítopos diferentes, e o sistema imune normalmente responde com a produção para vários epítopos do antígeno.

Vários clones de diferentes células B são estimulados e proliferam.

O produto das células plasmáticas derivadas de um único clone de células B é um anticorpo monoclonal que se liga especificamente a um único determinante antigênico.

Juntos, os produtos secretados por todos clones de células B estimuladas, o conjunto de anticorpos monoclonais, constituem a resposta de anticorpos séricos heterogêneo e policlonal contra um antígeno imunizante.

Anticorpos monoclonais

a resposta de anticorpos séricos heterogêneo e policlonal contra um antígeno imunizante. Anticorpos monoclonais 7
a resposta de anticorpos séricos heterogêneo e policlonal contra um antígeno imunizante. Anticorpos monoclonais 7