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3 Minas Gerais Coco-Verde
3
Minas
Gerais
Coco-Verde
3 Minas Gerais Coco-Verde FrutiSéries 3 - Brasília - Março/2000 MINISTÉRIO DA INTEGRAÇÃO NACIONAL - MI
3 Minas Gerais Coco-Verde FrutiSéries 3 - Brasília - Março/2000 MINISTÉRIO DA INTEGRAÇÃO NACIONAL - MI
3 Minas Gerais Coco-Verde FrutiSéries 3 - Brasília - Março/2000 MINISTÉRIO DA INTEGRAÇÃO NACIONAL - MI

FrutiSéries 3 - Brasília - Março/2000

Gerais Coco-Verde FrutiSéries 3 - Brasília - Março/2000 MINISTÉRIO DA INTEGRAÇÃO NACIONAL - MI Secretaria de

MINISTÉRIO DA INTEGRAÇÃO NACIONAL - MI Secretaria de Infra-estrutura Hídrica - SIH Departamento de Projetos Especiais - DPE

APRESENTAÇÃO   Esta edição do FrutiSéries, além de tratar das questões conjunturais do mercado de
APRESENTAÇÃO   Esta edição do FrutiSéries, além de tratar das questões conjunturais do mercado de
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APRESENTAÇÃO   Esta edição do FrutiSéries, além de tratar das questões conjunturais do mercado de

APRESENTAÇÃO

 

Esta edição do FrutiSéries, além de tratar das questões conjunturais do mercado de coco-verde no Estado de Minas Gerais, contempla informações técnicas importantes para assuntos que cobrem todo cíclo da produção à comercialização. Tais orientações, prestadas de for- ma sintética e objetiva têm-se revela- do fundamentais para pequenos e médios produtores, empresários e técnicos, entre outros, que vêm rece- bendo esta publicação e, mais espe- cificamente, àqueles que se dedicam ao cultivo de coco-verde.

MERCADO

 
 

A

maior parte do volume de coco-

verde transacionado na Grande Belo Horizonte passa pelo Terminal Ataca- dista da CEASA/MG, inversamente ao que ocorre no atacado da CEAGESP. Segundo informações da CEASA/MG, a comercialização do produto se dá no Mercado Livre do Produtor-MLP (destinado à venda di- reta de produtos, inclusive, transa- ções sobre caminhões) sendo, em seguida, distribuído para o varejo.

 

A

análise do comportamento dos

preços, no período 1990/99, indica os meses de janeiro/maio como os de melhores preços, sob a ótica do produtor, com pique, atingindo a mar- ca de 27% acima da média anual, no mês de fevereiro (Figura 1, área hachurada). No restante do ano, os preços situam-se abaixo da média, com 17,5% em junho, permanecen- do em cerca de 9% (média), até o mês de dezembro (Figura 1, linha ver- melha).

Do ponto de vista da oferta, os volumes variam substancialmente, em relação à média, atingindo déficit de 52% no mês de junho e superávit de 49% no mês de outubro, revelan- do amplitude de variação de 101% (Figura 1, linha azul).

 

A

grande amplitude de variação

da oferta, caracterizada nos meses de junho e outubro, entretanto, não

da oferta, caracterizada nos meses de junho e outubro, entretanto, não
da oferta, caracterizada nos meses de junho e outubro, entretanto, não
da oferta, caracterizada nos meses de junho e outubro, entretanto, não
da oferta, caracterizada nos meses de junho e outubro, entretanto, não
da oferta, caracterizada nos meses de junho e outubro, entretanto, não
da oferta, caracterizada nos meses de junho e outubro, entretanto, não
da oferta, caracterizada nos meses de junho e outubro, entretanto, não
da oferta, caracterizada nos meses de junho e outubro, entretanto, não
da oferta, caracterizada nos meses de junho e outubro, entretanto, não
da oferta, caracterizada nos meses de junho e outubro, entretanto, não
da oferta, caracterizada nos meses de junho e outubro, entretanto, não
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da oferta, caracterizada nos meses de junho e outubro, entretanto, não
da oferta, caracterizada nos meses de junho e outubro, entretanto, não
da oferta, caracterizada nos meses de junho e outubro, entretanto, não
da oferta, caracterizada nos meses de junho e outubro, entretanto, não
da oferta, caracterizada nos meses de junho e outubro, entretanto, não
da oferta, caracterizada nos meses de junho e outubro, entretanto, não
da oferta, caracterizada nos meses de junho e outubro, entretanto, não
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da oferta, caracterizada nos meses de junho e outubro, entretanto, não
da oferta, caracterizada nos meses de junho e outubro, entretanto, não

FrutiSéries 3 - Coco-Verde - Minas Gerais

FrutiSéries 3 - Coco-Verde - Minas Gerais tem reflexo nos preços, uma vez que o período

tem reflexo nos preços, uma vez que

o período de queda é coincidente

com o frio, no qual o consumo de-

cresce sensivelmente. Por outro lado,

o aquecimento da temperatura e o

conseqüente aumento do consumo, a partir do mês de setembro até o ve- rão, é coincidente com a recomposi- ção da oferta o que mantém os pre- ços sempre ao redor da média anual.

Com referência à procedência, constatou-se que cerca de 34% do coco-verde comercializado na CEASA-MG, em 1999, foi originário da Bahia. Em segundo e terceiro luga- res, como fonte abastecedora, tem- se os Estados de Pernambuco, com 23% e Ceará, com 14%. Em seguida, vêm os Estados de Sergipe, com cer- ca de 11%, o próprio Estado de Mi- nas Gerais, com 10%, e Espirito San- to, com 6% (Tabela 1).

Tabela 1– Procedência do coco-verde comercializado em 1999 - CEASA/MG. Estado Volume (t) % 1
Tabela 1– Procedência do coco-verde
comercializado em 1999 - CEASA/MG.
Estado
Volume (t)
%
1 Bahia
2.063
33,8
2 Pernambuco
1.396
23,0
3 Ceará
856
14,0
4 Sergipe
660
10,8
5 Minas Gerais
601
9,8
6 Espírito Santo
343
5,6
7 Outros Estados
185
3,0
TOTAL
6.104
100,0
Fonte: CEASA/MG.

A análise do comportamento his- tórico da oferta de coco-verde no mercado mineiro, no período 1990/ 99, demonstra crescimento significa- tivo. Das 480 toneladas comerciali- zadas em 1990, para 6.104 tonela- das em 1999, ocorreu um expressi- vo acréscimo de 1.170% (Figura 2, linha azul).

Do ponto de vista dos preços, no mesmo período, observou-se fraca tendência de alta (Figura 3, linha ver- de) de cerca de 26%. Entretanto, aná- lise mais acurada de período mais re- cente, 1995/99, indica reversão desta tendência com expressiva queda nos preços, da ordem de 63% (Figura 3, linha vermelha). Tal reversão pode ser explicada pela entrada de volumes crescentes no mercado, principalmen-

te a partir de 1995, em função da pro-

dução de parte dos coqueirais culti- vados no país, como pode ser cons- tatado na Figura 2, linha azul.

Com referência à área plantada, informações do Grupo de Coco do Vale-GCV, entidade representativa de cerca de setenta produtores de coco do Vale do São Francisco, dão conta do expressivo crescimento dos plan- tios nos últimos cinco anos, elevan- do a área plantada no país com a variedade Anão (destinada a água- de-coco), para cerca de 57 mil hec- tares, dos quais cerca de 33 mil no Nordeste, incluindo-se nestes núme- ros cerca de 10 mil hectares no Vale do São Francisco (Figura 4). É importante ressaltar que gran- de parte desta área encontra-se em fase de formação. Segundo levanta- mento realizado pela Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco-CODEVASF, da área total cultivada no Vale, cerca de 58% (5.800 ha) está em fase de formação, 37% (3.700 ha) em início de produ-

ção (baixa produtividade) e somente 5% (500 ha) em plena produção. Este diagnóstico pode ser extrapolado para toda a área de cul- tivo do país (57mil ha) o que significa dizer que estão em formação 33 mil ha, em início de produção 21 mil ha e em produção, apenas, 3 mil ha (Figura 5). Cabe salientar que a área atual- mente em produção tem sido respon- sável pela introdução no mercado interno de cerca de 280 milhões de unidades de cocos-verdes/ano, equi- valentes a 420 mil toneladas. Com a entrada em produção de toda a área atualmente cultivada, pre- vê-se o ingresso no mercado, nos próximos anos, de cerca de 1,19 bi- lhões de cocos/safra, equivalendo a 1,8 milhões de toneladas/ano, ou seja, cerca de 4,3 vezes o volume atu- almente produzido.

de toneladas/ano, ou seja, cerca de 4,3 vezes o volume atu- almente produzido. FrutiSéries 3 -
de toneladas/ano, ou seja, cerca de 4,3 vezes o volume atu- almente produzido. FrutiSéries 3 -
de toneladas/ano, ou seja, cerca de 4,3 vezes o volume atu- almente produzido. FrutiSéries 3 -

FrutiSéries 3 - Brasília - Março/2000cocos/safra, equivalendo a 1,8 milhões de toneladas/ano, ou seja, cerca de 4,3 vezes o volume atu-

  Este volume corresponde a cer- ca de 79 vezes o total comercializado no atacado
  Este volume corresponde a cer- ca de 79 vezes o total comercializado no atacado
  Este volume corresponde a cer- ca de 79 vezes o total comercializado no atacado
  Este volume corresponde a cer- ca de 79 vezes o total comercializado no atacado
  Este volume corresponde a cer- ca de 79 vezes o total comercializado no atacado
  Este volume corresponde a cer- ca de 79 vezes o total comercializado no atacado
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  Este volume corresponde a cer- ca de 79 vezes o total comercializado no atacado
  Este volume corresponde a cer- ca de 79 vezes o total comercializado no atacado
  Este volume corresponde a cer- ca de 79 vezes o total comercializado no atacado
 

Este volume corresponde a cer-

ca de 79 vezes o total comercializado no atacado das três principais CEASAS do país: São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, no ano de 1999, da ordem de 22,7 mil toneladas,

o

que poderá promover significativo

recuo nos preços do produto. Como conseqüência, mantidas as atuais condições, são previsíveis as altera- ções que poderão ocorrer nas cota- ções e prejuízo para os produtores.

Esta constatação dá a dimensão das dificuldades pelas quais poderão passar os produtores de coco do país, especialmente os do Vale do São Francisco, cuja produção é tocada, em sua maioria, por peque- nos produtores, sabidamente menos capitalizados. Tais problemas, entretanto, pode- rão ser evitados, ou diluídos, na me- dida em que as lideranças do setor estejam atentas para buscar alter- nativas de mercado para a produção crescente dos próximos anos. Em relação à água-de-coco “in natura”, por exemplo, novas alterna- tivas de mercado têm surgido nos úl- timos anos, contribuindo para au- mentar o consumo do produto. Uma delas foi a introdução de máquinas de extração de água-de-coco, as “Coco Express”, com o produto ser- vido diretamente ao consumidor.

com o produto ser- vido diretamente ao consumidor. Máquina de extração de água-de- coco. Tais máquinas

Máquina de extração de água-de- coco.

Tais máquinas são comer- cializadas por empresa localizada no Paraná, em sistema de licencia- mento, existindo no momento cerca 300 licenciados em todo o Brasil. Estes, são responsáveis por cerca de 1.200 máquinas que consomem, em média, 1,5 milhões de cocos/mês, segundo fontes da própria empresa. A exportação de coco-verde é outra alternativa. Neste sentido, o

Grupo de Coco do Vale-CGV

pro-

moveu em agosto/setembro de 1999

a

exportação exploratória de cerca de

64 mil frutos. Para o corrente ano,

estão em andamento negociações

FrutiSéries 3 - Brasília - Março/2000

FrutiSéries 3 - Brasília - Março/2000
negociações FrutiSéries 3 - Brasília - Março/2000 FrutiSéries 3 - Coco-Verde - Minas Gerais com a

FrutiSéries 3 - Coco-Verde - Minas Geraisnegociações FrutiSéries 3 - Brasília - Março/2000 com a finalidade de exportação de 50 milhões de

com a finalidade de exportação de 50 milhões de frutos.

com a finalidade de exportação de 50 milhões de frutos. Coco-verde destinado à exportação. A estratégia

Coco-verde destinado à exportação.

A estratégia a ser adotada pelos produtores é de exportar coco-verde, inicialmente, para alavancar o con- sumo de água-de-coco envasada. Com isso, a exportação poderá ser expandida em futuro próximo, uma vez que o mercado europeu poderá transformar-se num grande consumi- dor do produto. Segundo informações do Sind- coco-Sindicato Nacional dos Produ- tores de Coco, colhidas junto a traders europeuus, o consumo de su- cos de frutas na Europa apresentou crescimento da ordem de 300% após acidente comprovado em fábrica de refrigerantes, no ano de 1999, na Bél- gica. Esta constatação, obviamente, abre perspectivas para água-de- coco, especialmente a envazada, que necessita, entretanto, ser muito bem trabalhada no mercado euro- peu, com estratégia de marketing agressiva e bem definida. Em relação ao envasamento, in- formações do setor indicam a ampli- ação das fábricas tradicionais, a construção de novas unidades, bem como o crescimento de pequenas e médias agroindústrias. Esta evolução sinaliza a expansão deste mercado que poderá tornar-se uma saída para eventual excesso de produção de coco-verde. Este processo permite

excesso de produção de coco-verde. Este processo permite Embalagens utilizadas para envase de água-de-coco.

Embalagens utilizadas para envase de água-de-coco.

equilibrar a oferta de água-de-coco ao longo do ano, na medida em que retira do mercado coco-verde em épo- ca de concentração de oferta, contri- buindo para a equalizar os preços do produto. Uma medida de caráter mais ge- ral, refere-se à necessidade de reali- zação de campanha promocional a fim de consolidar e ampliar o consu- mo atual de água-de-coco, seja “in natura”, seja engarrafada.

PRODUÇÃO

• Localizar o plantio em regi-

ões com as seguintes características:

temperatura média acima de 27ºC, insolação superior a 1.800 horas/ano, umidade relativa superior a 60% e precipitação pluviométrica entre 1.500 a 2.000 mm/ano. Nos plantios em regiões de baixa pluviosidade é indispensável a suplementação de água através de irrigação.

• Em plantios irrigados para a

obtenção de água -de-coco, deve-se cultivar a variedade Anã o, de preferên- cia o tipo verde. Estão também dispo- níveis variedades de coqueiros híbri- dos de Anão e Gigante com caracte- rísticas intermediárias em tamanho, precocidade e finalidade (agroindústria ou “in natura”), além da melhor produ- ção devido ao vigor híbrido.

• No plantio, utilizar somente

mudas de procedência e qualidade garantidas, isentas de pragas, doen- ças e ervas daninhas, com aproxi-

Fonte: (Embrapa)
Fonte: (Embrapa)

Preparo da cova e plantio de muda de coqueiro-anão.

pragas, doen- ças e ervas daninhas, com aproxi- Fonte: (Embrapa) Preparo da cova e plantio de

FrutiSéries 3 - Coco-Verde - Minas Gerais

FrutiSéries 3 - Coco-Verde - Minas Gerais madamente 1,0m de altura e 6 fo- lhas vivas.

madamente 1,0m de altura e 6 fo- lhas vivas.

• O Serviço de Produção de

Sementes Básicas da Embrapa, em Petrolina/PE (81) - 862-2626, dispõe de materiais básicos (sementes e mudas) para venda, podendo tam- bém informar o nome de viveiristas idôneos para a aquisição de mudas.

• Nos primeiros quatro anos,

sempre que possível, consorciar cul- turas temporárias nas entrelinhas de plantio, com a finalidade de diminuir os custos de manutenção.

Manter as plantas em níveis nutricionais adequados, baseando as adubações em análises d e solo e foliar.

Irrigar adequadamente o po- mar evitando estresse hídrico por fal- ta de água e encharcamentos que favoreçam o surgimento de doenças.

Monitorar e controlar as pra- gas (barata-do-coqueiro,ácaro-do- fruto, cochonilhas, lagarta da folha, brocas-do-olho do tronco e do pedúncolo floral), as doenças ( anel vermelho, lixa do coqueiro, queima das folhas e podridão-seca) e ervas daninhas.

Eliminar sistematicamente plantas afetadas pela podridão-seca, evitando a sua proliferação por inse- tos vetores.

Manter limpa a copa das plantas adultas, cortando as folhas secas e/ou maduras e retirando os cachos secos.

as folhas secas e/ou maduras e retirando os cachos secos. Planta afetada pela podridão-seca. Doença de

Planta afetada pela podridão-seca. Doença de causa desconhecida e ocorrência freqüente em áreas irrigadas.

COLHEITA

A partir do quarto ano tem início a produção comercial. A colheita é fei- ta mensalmente, podendo variar con- forme as condições climáticas de cada região. Quando se destina ao consumo

“in natura”, o coco deve ser colhido

entre 6 a 8 meses após o florescimento, momento em que a quantidade de água e a concentra- ção de açúcares é maior. Para a in- dustrialização (variedade Gigante),

ou utilização da semente para a pro- dução de mudas, a colheita deve ser feita entre 11 e 12 meses.

de mudas, a colheita deve ser feita entre 11 e 12 meses. Coqueiro anão em início

Coqueiro anão em início de produção.

Os cachos devem ser transpor- tados com cuidado, evitando danos aos frutos. Forrar o lastro das carre- tas com pó de serra ou palha é uma

boa opção. Em áreas irrigadas são colhidos em média 180 cocos por planta/ano, podendo-se chegar a 250. A varieda- de Anão normalmente se mantém co- mercialmente produtiva por 40 anos.

COMERCIALIZAÇÃO

Os preços recebidos pelos produ- tores são sensivelmente afetados pela intensa intermediação ocorrida no processo de comercialização. Normalmente, o coco-verde é objeto de quatro transações comerciais, em média, até chegar ao consumidor o que, evidentemente, reduz os preços recebidos pelos produtores e aumen- ta os pagos pelos consumidores.

A organização dos produtores, principalmente dos pequenos e mé- dios, é a melhor alternativa para a di- minuição dos custos de colheita, transporte e aumento do seu poder de barganha frente aos compradores. Antes do período de preparo da produção para a colheita, é impor- tante entrar em contato com possí- veis compradores em diversos locais para obter informações sobre a evo- lução dos preços e intenção de com- pra, inclusive fechando contratos de fornecimento. Para contatos comerciais na CEASA/MG, consulte a relação de atacadistas abaixo. Para maiores in- formações junto o setor supermer- cadista de Minas Gerais, procurar a Associação Mineira de Supermerca- dos - AMIS, (31) 291-5022.

RELAÇÃO DOS ATACADISTAS DE COCO VERDE CEASA-MG

CEASA-MG (Unidade Grande BH) BR 040 – KM 688 – Guanabara /Contagem - CEP.: 32.145-900 Distribuidora de Frutas Carvalho Ltda Pavilhão M Box 03 e 04 – Módulo 05, 06, 21, 22, 23 - Telefone: (31) 394.1044 Distribuidora de Frutas Lagoa Santa Ltda. Pavilhão I Box 38,40 - Telefone: (31) 394.1697 Entreposto Comercial Porto Seguro Ltda. Pavilhão J Box 38 - Telefone: (31) 394.1375 Rossi & Rossi Comércio de Frutas Ltda. Pavilhão 01 Loja 05 - Telefone: (31) 394.3295

FABRICANTE DE EQUIPAMENTO PARA EXTRAÇÃO DE ÁGUA DE COCO

Vert Belo Comércio e Máquinas LTDA. (Coco Express) R. João Schleder Sobrinho nº 232 Boa Vista - Curitiba - PR - CEP: 82 540-060

REFERÊNCIAS

AGRIDATA - CEASA/MG - Sistema de Informações do Agribusiness de Minas Gerais/Secretaria de Estado de Agricultura Pecuária e Abastecimen- to - 2000 - http://www.agridata.mg.gov.br CODEVASF - Cadastro Frutícola - 1999. Brasília DF. Boletim Mensal - CEAGESP. Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.

1999.

FERREIRA, J. M. S.; WARWICK, D.R.N.; SIQUEIRA, L.A. Cultura do coqueiro no Brasil. 2. Ed. rev. e ampl. - Brasília: EMBRAPA-SPI, 1997. 292 p. MATTANA SATURNINO, H.; MINISOLA FILHO, L. A. Manual de Produção de Coco Anão para con- sumo de água. Viçosa - CPT, 1996. 62 p. MOURA, J.I.L.; DONALD, E.R.C.; LEITE, P. C. Cultivo do coco - Brasília: SENAR, 1999. 84p.

Para maiores informações, contactar: MI -SIH - IICA - BRA 97/012 Tel.: (61) 317-8212/322-1735 -
Para maiores informações, contactar: MI -SIH - IICA - BRA 97/012
Tel.: (61) 317-8212/322-1735 - Fax: (61) 226-2130
Elaboração:
Artur Saabor (asaabor@solar.com.br)
Luís Henrique Sganzella Lopes (lhlopes@solar.com.br)
Marcelo Mancuso da Cunha (mmcunha@solar.com.br)
Carlos Fernandes
PROGRAMA
Apoio técnico: Nelson Morelli
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FrutiSéries 3 - Brasília - Março/2000técnico: Nelson Morelli Esta publicação está disponível em formato eletrônico (arquivos pdf). AVANÇA BRASIL 4