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Comunicação Expressão Profª. Dra. Débora Mallet Pezarim De Angelo A importância das situações de comunicação
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Comunicação Expressão Profª. Dra. Débora Mallet Pezarim De Angelo A importância das situações de comunicação

Comunicação Expressão

Profª. Dra. Débora Mallet Pezarim De Angelo

A importância das situações de comunicação

Introdução

A unidade procura, por meio de um texto dialogado com você, destacar dois pontos:

a) a escolha da variedade linguística adequada a uma dada situação de comunicação, pen-

sando, principalmente, nos contextos profissionais;

b) estratégias para produção e leitura de textos escritos e orais, tendo como base situações

ligadas ao universo do trabalho.

A importância das situacões de comunicação

Universidade Anhembi Morumbi

Variedades Linguísticas

Muitas pessoas, por diferentes razões (entre elas, certamente, pela formação escolar), acreditam que haja um único modo “certo” de falar e escrever a língua portuguesa e que todos os outros usos estão “errados”.

O objetivo é apresentar os diferenciais de aplicabilidade de nossos recursos de informática
O objetivo é apresentar os
diferenciais de aplicabilidade de
nossos recursos de informática
Vou mostrar pra você como é muito melhor! A gente usa muito mais recursos de
Vou mostrar pra você como
é muito melhor! A gente usa
muito mais recursos de
informática, né?
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Nas duas situações apresentadas, observa-se uma mesma personagem: uma mulher. Na primeira, ela fala de acordo com a norma padrão da língua; na segunda, em uma situação de comunicação descontraída (uma conversa com amigos), fala de maneira mais coloquial.

Todos nós passamos por situações como essas no dia-a-dia e fazemos escolhas linguísti - cas
Todos nós passamos por situações como essas no dia-a-dia e fazemos escolhas linguísti -
cas semelhantes. Desse modo, pode-se compreender que não está “errado” mudar a
forma de falar nas diferentes situações de comunicação vividas. Essa é apenas uma
adaptação da fala ao contexto.
É
importante destacar que a variação na fala (e, às vezes, na escrita) das pessoas não
se dá apenas de acordo com as situações. Há outros tipos de diferenças como a pronúncia,
o
tipo de vocabulário, o usos de palavras específicas de profissões, a maneira de organizar
as frases, entre outras.
a maneira de organizar as frases, entre outras. De acordo com os modernos estudos linguísticos, não

De acordo com os modernos estudos linguísticos, não há “certo” ou “errado” para nenhum uso da língua, mas, sim, adequado ou inadequado ao contexto. Isso quer dizer que “nós vai” não é um erro de português? Observe o seguinte:

Fala coloquial

Fala padrão

“Eu vou”

“Eu vou”

“Você vai”

“Tu vais”

“Ele(a) vai”

“Ele(a) vai”

“Nós vai”

“Vocês vai”

“Eles(as) vai”

“Nós vamos”

“Vós ides”

“Eles(as) vão”

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Como você pode observar, na fala coloquial há uma regra diferente de uso da fala padrão. Mas há regras nas duas maneiras, pois cada falante, em qualquer situação de comunicação, não se expressa de um modo inventado naquele momento, mas de uma forma consagrada por ele e por muitos outros indivíduos de sua comunidade.

A lógica que existe na primeira conjugação do verbo “ir” de nosso exemplo é a seguinte:

• Apenas a 1ª pessoa do singular (eu) apresenta uma forma diferente das demais (provavelmente para marcar a diferença entre “quem fala” e os outros);

• Nas demais pessoas, o verbo não varia, mas a idéia de singular ou plural fica no pronome. Assim, “você vai” é diferente de “vocês” vai”.

Já na lógica da norma padrão, cada pessoa apresenta uma forma verbal diferente. Além disso, no plural (nós, vós e eles) há uma dupla marca de plural, na pessoa (nós, vós e eles) e no verbo (vamos, ides e vão).

Concluindo: o que vemos aqui não são usos “certos” ou “errados” do português, mas usos que seguem regras diferentes. Todos os usos linguísticos seguem uma lógica de seus grupos usuários e não podemos dizer que a lógica do grupo “x” é melhor do que a lógica do grupo “y”. Elas são simplesmente diferentes.

lógica do grupo “y”. Elas são simplesmente diferentes. Importante A cada conjunto de regras de uso

Importante

A cada conjunto de regras de uso de uma dada língua consagrada por grupos

de seus falantes dá-se o nome de variedade ou norma linguística.

Na língua escrita, a variedade mais exigida é a padrão, pois muitos contextos de escrita são mais formais.

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Estudando algumas variedades

Há diversas normas ou variedades linguísticas, mas vamos estudar algumas:

ou variedades linguísticas, mas vamos estudar algumas: 1) Norma de espaço físico. 2) Norma de faixa

1) Norma de espaço físico. 2) Norma de faixa etária. 3) Norma de grupos profissionais. 4) Norma situacional. 5) Norma coloquial. 6) Norma padrão.

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Em cada região do país (e mesmo dentro de uma mesma região), as pessoas falam de forma diferente, seja no uso de palavras, na sonoridade (na forma de pronunciar cada termo) etc. Se você observar sua fala, verá que usa palavras ou pronúncias típicas de onde você vem ou mora. Essas diferenças, muitas vezes, levam alguns falantes a acredi- tar que “a maneira certa de falar é do lugar x”.

tar que “a maneira certa de falar é do lugar x”. Existe uma forma mais certa

Existe uma forma mais certa do que a outra? A resposta é não. Todas as diferentes ma- neiras de falar são legítimas, apresentando-se apenas como variedades do idioma. Isso, aliás, ocorre não só no Brasil, mas em todos os lugares do mundo onde há pessoas que falam português.

Norma de espaço físico, portanto, é o conjunto de usos consagrados em uma dada localidade.

Uma outra norma é a de faixa etária. De acordo com a idade, as pessoas usam modos de expressão diferentes. Os jovens, por exemplo, usam um tipo de norma de faixa etária denominada “gíria”.

Outra variedade existente é a chamada norma de grupos profissionais, ou jargão. São os usos linguísticos específicos de uma dada profissão, sendo muito comuns as criações de vocábulos próprios da área.

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Entre os profissionais de uma mesmo setor, um jargão costuma agilizar e precisar a co-
Entre os profissionais de uma mesmo setor, um jargão costuma agilizar e precisar a co-

Entre os profissionais de uma mesmo setor, um jargão costuma agilizar e precisar a co- municação, uma vez que os conhecimentos do grupo de falantes é comum. No entanto, ao entrar em contato com pessoas que não pertecem àquele grupo profissional, é preci- so usar esses termos com cautela, pois eles podem dificultar o entendimento dos falantes que não dominam esses termos.

Outra variedade é a situacional. Revendo a situação inicial desse capítulo, você pode observar que cada falante adapta sua linguagem à situação de comunicação que está vivendo naquele momento. Assim, a mesma moça, durante a reunião de trabalho, usou uma variedade mais formal; já no segundo momento, conversando com os amigos, usou uma maneira mais informal, permitindo-se usar termos como “né”, “tá” etc.

permitindo-se usar termos como “né”, “tá” etc. Importante Se você observar sua fala e sua escrita,

Importante

Se você observar sua fala e sua escrita, verá que, todos os dias, você usa diferentes variedades linguísticas, podendo, mesmo, usar mais de uma norma ao mesmo tempo. Para um uso mais adequado das variedades linguísticas, o mais importante é observar o contexto e perceber se ele exige, ou não, um uso mais formal do idioma.

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A quinta norma a ser estudada é a variedade coloquial. Ela é o conjunto de usos da língua consagrados pelos falantes, mas que não seguem a mesma lógica da norma pa- drão. Quanto mais informal o contexto, mais pertinente o uso da norma coloquial. Há alguns temas que, particularmente, geram maiores diferenças de uso entre essa norma e a padrão. Por exemplo, a colocação de pronomes, a concordância e a regên- cia verbais, a ortografia, a acentuação, a pontuação o uso do acento grave indicador de crase etc.

a pontuação o uso do acento grave indicador de crase etc. Sugestão Observando sua fala ou

Sugestão

Observando sua fala ou texto, ou mesmo contando com a ajuda de um professor ou alguém que apresente um bom domínio da norma padrão da língua portuguesa, procure detectar quais são suas maiores dificuldades com os usos formais do idi- oma. Faça uma lista e procure estudar esses tópicos. Você poderá encontrar exercí- cios em gramáticas normativas da língua portuguesa.

Sempre que tiver uma dúvida, você pode usar duas estratégias: procurar resolvê-la com a ajuda de uma gramática, um dicionário, um professor etc. Dessa forma, você poderá aprender algo que será usado em outras situações de comunicação. Se a situação for de urgência e você não tiver um modo de resolvê-la, procure uma outra forma de expressar-se, evitando o uso que gerou dúvida naquele momento.

Passando para a variedade padrão, ela deve ser compreendida como o conjunto de re- gras prescrito na gramática normativa da língua portuguesa. São os usos ditados pelas regras prescritas pelos gramáticos e usadas nas situações mais formais de comunicação. Assim, as falas e escritos profissionais, jornalísticos, políticos etc. costumam seguir as normas indicadas pelo uso padrão do idioma, o mais valorizado socialmente.

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Não é adequado, por exemplo, que você chegue em seu trabalho e diga para o chefe “nós vai fazer reunião à tarde?”. Você não deve se expressar dessa forma em uma situa- ção com alguma formalidade, pois o que se espera de você, nesse contexto, é que use a norma padrão de nossa língua. Mas não porque essa forma de falar seja um erro, mas porque é uma maneira socialmente desprivilegiada, e, portanto, em qualquer situação formal de comunicação, deve ser evitada.

situação formal de comunicação, deve ser evitada. Importante Sintetizando a questão das variedades
situação formal de comunicação, deve ser evitada. Importante Sintetizando a questão das variedades

Importante

Sintetizando a questão das variedades linguísticas

Uma norma ou variedade linguística é um conjunto de normas fixado, usado

e consagrado por uma comunidade de falantes de um dado idioma. Todas as

variedades linguísticas seguem princípios lógicos, não sendo, portanto, possível dizer que uma norma é melhor do que outra. No entanto, a norma padrão é a mais prestigiada socialmente, sendo exigida em situações mais formais de comunicação. Foram destacadas seis normas:

- de espaço físico;

- de faixa etária;

- de grupos profissionais;

- situacional;

- coloquial;

- padrão.

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Situações de Comunicação “Carla e Joana estão passando pelo mesmo problema, mas em situações opostas.
Situações de Comunicação “Carla e Joana estão passando pelo mesmo problema, mas em situações opostas.

Situações de Comunicação

“Carla e Joana estão passando pelo mesmo problema, mas em situações opostas. Carla precisa preparar uma apresentação oral para ser feita na empresa, para um grupo de colaboradores. Ela sabe o que dizer, mas está preocupada em como organizar sua ex- posição. Joana, por sua vez, vai ouvir uma palestra importante e precisará dar um retorno por escrito, em forma de relatório. Não sabe bem o que deve anotar e, principalmente, como organizar o texto a ser apresentado. Quais estratégias elas devem usar para chegar ao efeito desejado?”

Quando falamos, escrevemos ou lemos, estamos mobilizando uma série de estratégias. Ter maior consciência delas pode nos auxiliar a compor e entender melhor os diferentes textos com os quais estabelecemos contato.

Essas estratégias aparecerão em uma situação de comunicação qualquer, pois, ao pro- duzir ou ler um texto, uma fala, estaremos em interação com um outro, nosso interlocu- tor/leitor. Portanto, articular a comunicação é importante para todos, tanto os que estão produzindo como os que estão tentando compreender uma dada mensagem.

Segundo Ingedore Koch, as estratégias dividem-se em cognitivas, sócio interacionais e textuais.

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Estratégias Cognitivas

Ao compormos ou lermos um texto, ao ler uma notícia, travar um diálogo etc. vamos estabelecendo hipóteses.

Vamos imaginar uma situação. Você precisa escrever um relatório. Ao compor o texto, você levará em conta, entre outros aspectos:

o texto, você levará em conta, entre outros aspectos: • seu objetivo ao escrever o texto;

• seu objetivo ao escrever o texto;

• a quantidade de informação que precisa transmitir;

• suas crenças, opiniões e atitudes diante das informações.

Estratégias cognitivas, portanto, é o modo como organizados as informações que nosso texto pretende transmitir.

Sugestão: montando um esquema para o texto Uma boa forma de iniciar a produção de um texto é esquematizar alguns itens que

comporão o formato final. Seguindo as referências dadas anteriormente, você pode:

• indicar seu objetivo central para a escrita do texto;

• anotar, em itens em sequência, quais informações ou idéias pretende desenvolver;

• anotar os valores, crenças ou atitudes que pretende valorizar em seu texto.

Observação importante: seu texto não será a fusão pura e simples dessas anotações. Elas funcionam apenas como um roteiro para que você tenha clareza do que deseja transmitir.

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Da mesma forma que o produtor, o interlocutor/leitor também mobiliza estratégias de compreensão das mensagens. Portanto, ao estabelecer algum contato com um texto, oral ou escrito, o interlocutor/leitor também têm:

• um objetivo para sua audição ou leitura da mensagem;

• a necessidade de compreender uma certa quantidade de informações passadas pelo texto;

• suas próprias crenças, valores e atitudes.

Essas são as estratégias cognitivas do leitor: o modo como ele procura compreender o texto.

do leitor: o modo como ele procura compreender o texto. Sugestão: iniciando o contato com o

Sugestão: iniciando o contato com o texto Para iniciar o contato com o texto, procurando partir dos três elementos anteriormente

mencionados, deve-se, a princípio, procurar entender o motivo que me leva àquela leitura ou a ouvir aquela fala. Com o objetivo em mente, pode-se passar para a observação de alguns elementos, tais como:

• Títulos

• Subtítulos

• Imagens

• Trechos em destaque (sublinhados, negritados, em itálico, aspas, tamanho e tipo de letra etc.)

• observar referências bibliográficas (se houver)

• observar índice, sumário (se houver)

Observar esses elementos pode ajudar a destacar algumas informações essenciais do texto, bem como valores, crenças ou atitudes do produtor da mensagem.

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Estratégias sócio interacionais

Só ter clareza de seus objetivos, do conteúdo da mensagem e de valores ou crenças não são as únicas estratégias mobilizadas em uma dada situação de comunicação. A interação entre pessoas implica também no conhecimento e obediência a certas normas socialmente estabelecidas.

e obediência a certas normas socialmente estabelecidas. Alguns exemplos de estratégias interacionais são: • Atos

Alguns exemplos de estratégias interacionais são:

• Atos preparatórios: é preciso preparar o interlocutor/leitor para a comunicação que se estabelecerá. É preciso, portanto, introduzir o assunto, de tal forma que ele possa nos compreender. O interlocutor/leitor, por sua vez, também tem a expecta- tiva do ato preparatório, pois quer saber de antemão do que se trata a mensagem.

• Mudanças de tópico: em todo texto, falado ou escrito, é muito comum e espe- rado que haja marcas que indiquem quando o produtor está mudando de tópico. Isso facilita sua própria clareza de raciocínio e ajuda o interlocutor/leitor a com- preender a mensagem.

Observe os elementos negritados no texto a seguir. Eles servem para indicar uma mu- dança de tópico. Isso favorece a clareza entre os interlocutores, facilitando a compreen- são das ideias.

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Passemos agora a questão do currículo. Um primeiro aspecto a ser destacado é a concisão das informações, pois ninguém aguenta ler mais do que três páginas de um texto como esse. Um segundo aspecto é colocar nome, endereço e telefone logo no início da primeira página; caso contrário, será difícil encontrá-lo. Um outro aspecto ainda diz respeito à síntese de sua experiência profissional. Ela deve ser rápida e destacar as experiências que, de fato, relacionam-se com seu objetivo (pense no cargo que almeja com aquele currículo). Por fim, eu destacaria a aparência do currículo: bem escrito, bem impresso, bem dia- gramado, enfim, ele é seu cartão de visitas.

• Polidez: é fundamental, em qualquer situação de comunicação, usar formas poli- das de se dirigir ao outro. Isso indica respeito e pode interferir positiva ou negativa- mente para a compreensão da mensagem.

Uma consultora escreveu o seguinte e-mail para um cliente:

Senhor XX Já pedi mil vezes para que me mande a lista com as cores que gostaria de usar. Sem elas, não há como dar andamento a seu projeto. Espero retorno, Atenciosamente, Paula Y

O cliente, certamente, não ficará contente com essa mensagem. Pelo que é possível compreender, Paula já havia pedido a lista ao cliente outras vezes e não obteve resposta. Isso não dá a ela o direito de usar maneiras pouco polidas como “já pedi mil vezes que me mande” (ou seja, está chamando o cliente de desligado, no mínimo) ou “sem elas,

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não há como dar andamento a seu projeto” (está dizendo “o interesse é todo seu”). Com essa falta de polidez de Paula, as consequências de sua mensagem serão, pro- vavelmente, negativas.

• Negociação: em uma dada situação comunicativa, os interlocutores sempre nego- ciam posições, argumentando de acordo com seus pontos de vista.

posições, argumentando de acordo com seus pontos de vista. Estratégias textuais As estratégias text uais estão

Estratégias textuais

As estratégias textuais estão ligadas ao modo de organização linguística do texto. Ao produzirmos ou lermos/ouvirmos uma mensagem, devemos ter em mente alguns aspec- tos ligados à organização de nosso texto (ou que ouviremos/ leremos de um outro).

Em um dado texto, há sempre a combinação de dois fatores: informações dadas e info mações novas que o texto vai acrescentando. Tanto do ponto de vista de quem produz como do ponto de vista de quem lê/ouve, é fundamental perceber que os textos conju

gam esses dois elementos. Quanto mais clara pretende ser a comunicação, maior deve

ser o equilíbrio entre o já visto no texto e o novo.

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Vamos destacar duas:

Formulação: ao expor as informações e idéias, o produtor normalmente insere

explicações, justificativas, exemplos e ilustrações. Essas inserções não são as informações essenciais, mas são formas de explicar melhor suas idéias. Além disso, muitas vezes, o autor do texto corrige ou repara algo que disse. Essa correção também é uma estratégia para tornar a mensagem mais clara.

Referenciação: são as palavras ou expressões que retomam outras já escritas ou faladas, possibilitando que a mensagem seja compreendida pelo leitor.

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Sintetizando as Estratégias

As estratégias dividem-se em três grupos:

a) Cognitivas

b) Socio interacionais

c) Textuais

Todas elas podem estar presentes no ato comunicativo, tanto do ponto de vista de quem produz como do ponto de vista de quem lê/ouve a mensagem.

Quanto maior a consciência que tivermos dessas estratégias, maior nossa capacidade de organizar nossos textos ou compreender os dos outros, uma vez que entraremos em uma situação de comunicação qualquer de forma mais organizada.

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Materiais Complementares

http://museudalinguaportuguesa.org.br

BAGNO, Marcos. A língua de Eulália – uma novela sociolinguística. São Paulo: Contexto,

2000.

Língua – Vidas em português”, documentário de 105 minutos co-produzido por Brasil e Portugal e filmado em seis países (Brasil, Moçambique, Índia, Portugal, França e Japão). Dirigido por Victor Lopes em 2001.

Bibliografia

BAGNO, Marcos. A norma oculta. São Paulo: Parábola, 2003. FIORIN, José L. Linguagem e ideologia. São Paulo: Ática, 1997. KOCH, Ingedore V. O texto e a construção dos sentidos. São Paulo: Contexto, 2007. CHARAUDEAU, Patrick, MAINGUENEAU, Dominique. Dicionário de análise do discurso. São Paulo: Contexto, 2004. PRETI, Dino. Sociolinguística: os níveis da fala. São Paulo: Edusp, 2000. VAN DIJK, Teun. Cognição, discurso e interação. São Paulo: Contexto, 1999.

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