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Curso Preparatório para Auditores Fiscais, Técnicos, Analistas e Carreiras Afins.

Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos

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Professor Diego Araujo Campos

Apostila Comércio Internacional
1. Políticas Comerciais 1.1. Liberalismo → O liberalismo também é conhecido como doutrina do laissez-faire ou do livre-cambismo. → Segundo Jayme Maia, o liberalismo tem as seguintes características principais: • • Mercado livre: o Estado não intervém na economia. Livre concorrência: os preços formam-se em função do próprio mercado;

conseqüentemente, somente as empresas eficientes subsistem. • • • Iniciativa individual: qualquer indivíduo pode exercer a função que quiser. Desregulamentação: o Estado deve remover todos os obstáculos às atividades econômicas. Divisão Internacional da Produção: os países devem produzir somente o que for economicamente mais economicamente mais conveniente e, por meio do comércio internacional, trocarão seus excedentes. Com isso, haverá diminuição dos custos e maior bem-estar social.

→ O Estado deve preocupar-se somente com: • • • Preservação da justiça. Defesa nacional. Complementação da iniciativa privada.

→ O livre comércio proporciona aumento de oferta dos produtos entre os países, haja vista que os países, por inúmeros fatores, não produzem tudo o que consomem. → O incremento na oferta tem como conseqüência: a) Aumento da satisfação pessoal do consumidor: ele pode escolher entre vários produtos disponíveis. b) Barateamento dos produtos: por causa da concorrência. c) Incremento tecnológico: as empresas nacionais vêem-se obrigadas a melhorar a qualidade 1

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dos produtos. O incremento tecnológico resulta em incremento das exportações, que geram divisas para o país. O aumento nas vendas externas proporciona ganhos de escala (ou economias de escala): a produção aumenta por conta de um maior mercado consumidor, o que leva a custo unitário mais baixo.

→ Um país também obtém ganhos com o comércio internacional quando não há mão-deobra especializada ou suficiente para de produzir ou consertar o produto.

→ Críticas ao liberalismo: • A liberdade pode levar à concentração do mercado: a liberdade sem controle do Estado permite a formação de trustes, cartéis, oligopólios, etc. • Conflitos de interesses: os interesses do Estado e das empresas muitas vezes tornam-se conflitantes. • Colonialismo: o liberalismo provocou o crescimento industrial dos países europeus, particularmente da Inglaterra. Esta precisava de matéria-prima, que tinha em quantidade insuficiente. Por isso, pressionava os demais países a não se industrializarem e a continuarem a penas como fornecedores de matérias-primas.

1.2. Protecionismo → O protecionismo é uma política econômica em que o Estado é bastante intervencionista. Conquanto no liberalismo as decisões econômicas são produtos do mercado, no protecionismo essas decisões são dadas pelos burocratas estatais. → Para proteger a economia dos países, os governos criam as seguintes barreiras: • Barreiras alfandegárias: o governo aumenta os impostos alfandegários. Estes tornam o preço do produto maior, o que dificulta a aquisição. • Quotas de importação: são implantadas quando a indústria nacional produz em quantidade insuficiente para atender ao consumo interno. Diante disso, o governo permite importar somente o necessário para compensar a falta de produto, sem, portanto, prejudicar a produção nacional. • Taxa de câmbio: quando o governo mantém o controle do câmbio (monopólio cambial), 2

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eleva a taxa cambial para encarecer a mercadoria importada, tornando-a proibitiva. Tem muita semelhança com a barreira alfandegária. → O protecionismo pode ser: a) Agressivo: quando se assemelha a uma verdadeira guerra comercial. b) Defensivo: para proteger a produção nacional de dumping. c) Moderado: quando utilizado de forma mais equilibrada (Bruno Ratti). → Argumentos a favor do protecionismo: 1) Proteção à indústria nascente 2) Promoção da Segurança Nacional 3) 4) Defesa Comercial Déficit em Balanço de Pagamentos

5) Desemprego alto 6) Estímulo à Substituição de Importações 1.2. 1. O fortalecimento do protecionismo na história recente → Alguns acontecimentos mundiais a partir do final do século XIX levantaram dúvidas sobre a real capacidade de uma política livre-cambista como base para se chegar ao desenvolvimento econômico e à manutenção da prosperidade nacional. → A Alemanha adotou políticas protecionistas, já na primeira metade do século XIX, sob a égide das idéias do economista Friedrich List1. Graças a uma política de rígido controle governamental, o Japão partiu de uma economia semifeudal e atingiu o estágio de uma moderna economia industrial. Outro exemplo foi o regime comunista russo, que ascendeu ao poder em 1917, e transformou a Rússia, inserida na União Soviética, em potência de primeira ordem. Os métodos de repressão política adotados pela URSS não poderiam ser, contudo, aplicados pelas economias ocidentais, nas quais impera o Estado democrático de direito. → Devido à crise de 1929, com o crash da economia norte-americana, os países adotaram generalizadamente medidas protecionistas. Por isso, assinou-se o GATT em 1947, como meio 1
List preocupou-se em estudar, fundamentalmente, os meios de fazer progredir a Alemanha anterior à unificação de 1870. A sua crítica baseia-se na afirmação de que a teoria clássica é própria de uma economia dominante, não sendo adequada para promover o desenvolvimento de um país atrasado. A conseqüência prática mais importante é a afirmação da necessidade de um protecionismo temporário, que favorece o desenvolvimento das forças produtivas. Para fundamentar as suas opiniões utilizou a teoria do desenvolvimento econômico através da história, que consiste em postular a existência de estágios, pelos quais é imprescindível passar para se chegar a situações de maior progresso 

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para tentar fazer prevalecer o liberalismo. O liberalismo ganhou muita força na década de 1980, com os governos de Ronald Reagan, nos EUA, e de Margaret Thatcher, primeira-ministra britânica. Já sob o escopo do chamado neoliberalismo, diversos países incentivaram o abandono à intervenção estatal na economia e a diminuição da máquina pública. → Atualmente, a Organização Mundial do Comércio (OMC) tenta manter vivo o liberalismo, mesmo com a grave crise na economia mundial que começou na segunda metade de 2008. 1.3. Comércio internacional e crescimento econômico → Cabe aqui estudar a melhor forma de industrialização nos países em desenvolvimento com vistas a proporcionar o desenvolvimento econômico deles. 1.3.1. Substituição das importações → Em princípio, o país deve produzir mercadorias que, no momento, são importadas. → Aspectos positivos: a) O produto já tem mercado certo, o interno, o que é bom para o empresário. A produção local gera empregos, o que é bom para o trabalhador. A produção aumenta a arrecadação de impostos, o que é bom para o governo. b) “Obriga” os produtores estrangeiros a se instalarem no país. c) Soluciona o déficit no Balanço de Pagamentos, porque diminuem as importações. → Aspectos negativos: a) A produção nacional precisa ficar protegida. Sem concorrência externa, o produtor acomoda-se, não progride e, com o tempo, ela fica ineficiente. b) A produção nacional, voltada só para o país, é quantitativamente pequena. Não há o benefício da economia de escala e os custos são mais elevados que os produzidos no exterior. c) Devido à pequena produção, os empresários não podem fazer gastos elevados com pesquisa, o que torna a mercadoria interna obsoleta. 1.3.2. Modelo exportador → Na industrialização voltada às exportações, o livre comércio prevalece. A produção interna volta-se para a exportação e não existe reserva de mercado, o que proporciona maior concorrência. → Aspectos positivos: a) O crescimento da produção não se restringe ao mercado doméstico, que é pequeno. 4

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b) Como o mercado internacional é muito amplo, a produção pode ser em larga escala, o que reduz custos. c) No mercado externo, mercadoria não está protegida, o que obriga o produtor nacional a constante desenvolvimento técnico. d) É menos suscetível à corrupção e ao suborno tendo em vista que o governo não assume medida protecionista como no outro modelo. → Aspectos negativos: a) A conquista de novos mercados é difícil devido à concorrência das nações que já têm tradição de mercado. b) Os países desenvolvidos dificultam a transferência de tecnologia de ponta para os países pobres, o que pode diminuir a competitividade dos produtos nacionais. 1.4. Barreiras tarifárias e não-tarifárias 1.4.1. As barreiras tarifárias e os direitos aduaneiros → As barreiras tarifárias representam os impostos de importação. As tarifas aduaneiras podem ser de três tipos: 1) Ad valorem: determinada pelo valor declarado das mercadorias importadas. Em geral, sob a forma de percentagem do valor. 2) Específica: determinada pelas características físicas do produto, pelas suas quantidades, peso, medidas, etc. Não se leva em conta o valor declarado da mercadoria. 3) Mista: combinação de tarifas específicas e ad valorem. Ex.: o produto Y pagará um direito na base de R$ 10,00 por quilo e mais 2% ad valorem.

→ Efeitos de uma tarifa: • • • • • O preço do produto no mercado interno aumenta: efeito sobre o preço. A quantidade consumida diminui: efeito sobre o consumo. Aumenta a produção nacional: efeito sobre a produção. Diminui a quantidade importada: efeito sobre o comércio. A arrecadação fiscal aumenta: efeito sobre a receita. 5

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A renda sobre o fator de produção abundante do bem protegido melhora: efeitos sobre a distribuição de renda. → Direitos corretivos:

a) Antidumping: como o próprio nome indica, são direitos aplicados em relação a produtos que estejam sendo objeto de dumping por parte de outros países. b) Countervailing duties (direitos compensatórios): direitos aplicados à importação de determinados produtos que estejam sendo objeto de subsídios por parte do governo do país exportador. c) Compensatory duties: aplicam-se nos casos em que o produtor nacional deve pagar mais caro por suas matérias-primas 1.4.2. As barreiras não-tarifárias 1.4.2.1. Quotas → Entende-se por quotas as restrições quantitativas impostas sobre o volume ou o valor das importações. As quotas podem ser tarifárias ou não-tarifárias. → A quota tarifária caracteriza-se por haver determinado volume de importações a partir do qual será cobrada tarifa maior do que a cobrada até aquele volume. 1.4.2.2. Subsídios → Geralmente, o subsídio concedido por um governo pode gerar dois efeitos: 1) Aumentar as exportações do país. 2) Provocar diminuição das importações.

1.4.2.4. Outras barreiras não-tarifárias 1. Proibição de importação: é a forma mais radical de barreira. 2. Restrições cambiais (controles cambiais): representam todas as medidas tomadas pela autoridade monetária, usando a política cambial, para dificultar ou proibir importações. São três as principais formas de controle cambial: • Taxas múltiplas de câmbio: o governo define que, para certos produtos, a taxa de câmbio é 6

Barreiras sanitárias. VIII do seu Convênio Constitutivo: “Nenhum País-membro participará nem permitirá que nenhum de seus organismos fiscais participe de regimes monetários discriminatórios nem práticas de taxas de câmbio múltiplas. no âmbito da OMC: Artigo 11 Proibição e Eliminação de Certas Medidas 1. acordos de organização de mercado ou quaisquer outras medidas similares no que diz respeito tanto às exportações quanto às importações. medidas compensatórias e cláusulas de salvaguarda: são medidas de defesa comercial.. nem adotará. Todas as medidas dessa natureza.br diferente da taxa dos demais produtos. O acordo tem o nome de voluntário porque o país exportador pode não aceitar as ameaças. O país importador ameaça restringir as exportações de determinado país caso ele não diminua suas exportações. 4. Analistas e Carreiras Afins. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. sendo que as duas primeiras assumem forma de barreiras não tarifárias e a última pode assumir a forma de barreira tarifária ou não-tarifária.. Estas compreendem medidas adotadas por um Membro individualmente ou mediante acordos. (a) (. adotar-se-ão medidas de salvaguarda. foi voluntariamente. Caso não aceite. Questões: 7 . nenhum Membro procurará adotar. O FMI proíbe o uso das taxas múltiplas de câmbio. o governo autoriza uma quantidade fixa semanal para a compra de moeda estrangeira. 3.cursoparaconcursos.com.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. Barreiras técnicas: são barreiras que impõem detalhes técnicos para impedir ou dificultar a importação de um produto. devem ser adaptadas aos termos deste Acordo ou gradualmente eliminadas de acordo com o parágrafo segundo. 5. Medidas antidumping. nem manterá restrições voluntárias às exportações. arranjos e entendimentos firmados por dois ou mais Membros. Se as aceitar. Acordos Voluntários de Restrição às Exportações (AVRE): esses acordos surgem de ameaças feitas pelo país importador ao país exportador. conforme reza o art. vigentes na data de entrada em vigor do Acordo Constitutivo da Organização Mundial de Comercio. Técnicos.” • Racionamento: neste caso. Só depois de findo o prazo.) (b) Ademais. • Depósito prévio à importação: a firma precisa depositar o valor da importação para que ficasse congelado por mais um período de tempo. O uso do AVRE é condenado pelo Acordo sobre Salvaguardas. a importação era autorizada.

b) O comércio internacional tendia a gerar uma desigualdade básica nas relações de troca (uma deterioração nas relações de troca) pois os preços das matérias-primas (dos países em desenvolvimento) tendia a declinar a longo prazo. (AFRF/ESAF/2000) Durante crise de encomendas à produção interna de determinado produto do país A. a Comissão Econômica para América Latina (CEPAL) apresentou uma série de estudos e propostas. 3. que apresentam uma pauta de exportações onde a maioria dos produtos possui demanda inelástica. (AFRF/ESAF/2000) Para explicar a relação entre comércio de produtos primários e industrializados. 2. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. Analistas e Carreiras Afins. num regime de mercado. a fim de obterem uma redução imediata da quantidade do produto importado – bem conhecendo a preferência de seus consumidores pela oferta estrangeira e a inferior qualidade da mercadoria doméstica . deixando de ser produtores de monoculturas. Acerca da CEPAL pode-se fazer as seguintes afirmativas abaixo. c) O livre-cambismo é uma doutrina pela qual o governo não provê a remoção dos obstáculos legais em relação ao comércio e aos preços. enquanto o preço dos produtos manufaturados (fabricados em geral em países desenvolvidos) tendia a subir. d) O livre-cambismo só beneficia os países em desenvolvimento. a adoção de câmbios diferenciados.deverão adotar como medida mais eficaz a seus propósitos 8 .br 1. ameaçada pelo aumento desproporcional das importações similares dos países B e C. a subvenção de créditos. que subsidiam fortemente a produção e a exportação desse produto. Técnicos. os quais seriam vendidos a preços mínimos. ( AFRF/ESAF/2000) Julgue as opções abaixo e assinale a correta.com. b) O livre-cambismo rege que a livre troca de produtos no campo internacional. d) Os países em desenvolvimento deveriam procurar exportar produtos manufaturados. as autoridades econômicas do país A. e) O livre-cambismo defende a adoção de tarifas em situação de defesa nacional. a) O livre-cambismo é uma doutrina de comércio estabelecida através de tarifas protecionistas. se aproximaria ao da livre concorrência perfeita. exceto: a) A CEPAL teve um papel decisivo na criação da ALALC.cursoparaconcursos. e) Os países em desenvolvimento deveriam abrir suas economias para torná-las mais competitivas e assim conquistarem espaço no comércio internacional.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. c) Os países produtores de bens primários deveriam diversificar sua produção.

br a) o contingenciamento dos produtos importados. países como o Brasil. computadores e aviões. fixando quotas ao produto para os países exportadores b) a criação de subsídios à produção e à comercialização do produto manufaturado no país c) o aumento da tarifa aduaneira nas posições referentes a esse produto.com. Myrdall. criando uma indústria nacional protegida pelo Estado. Hirschmann. 9 . (AFRF/ESAF/2000) Os fundadores da teoria do desenvolvimento. devido à tendência secular de deterioração dos termos de intercâmbio dos produtos industriais que os países desenvolvidos exportavam e os bens primários que exportavam os países atrasados. para benefício da indústria nacional d) o aumento dos impostos de exportação. procuraram dedicar-se somente à produção de um único artigo (soja. a) Por essa razão. Técnicos.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. produzindo localmente aqueles bens industriais que antes importavam. através de políticas que procurassem substituir essas importações. Com efeito. a fim de desestimular as exportações do produto doméstico para mercados tradicionais e) o estímulo à preferência pelo produto nacional. a fim de encarecer os importados. (AFRF/ESAF/2000) As Barreiras Não-Tarifárias (BNT) são freqüentemente apontadas como grandes obstáculos ao comércio internacional. Podem vir a se constituir Barreiras Não-Tarifárias (BNT) todas as modalidades abaixo. a partir de ângulos distintos. Lewis e. mesmo sofisticados. por exemplo). As estratégias de desenvolvimento recomendadas e seguidas nos países subdesenvolvidos – e especialmente na América Latina – tenderam a ser diametralmente opostas às políticas dos países industriais. Analistas e Carreiras Afins. exceto: a) Medidas fitossanitárias b) Normas de segurança c) Direitos Aduaneiros d) Sistemas de Licença de Importação e) Quotas 5. a única solução a médio e longo prazos para estes últimos seria modificar sua inserção na economia mundial. mas o restante poderá aplicar na produção de outros artigos. certamente. Prebisch. Singer. mediante a promoção de sorteios de prêmios para seus consumidores 4. não só centraram sua análise nas diferenças estruturais existentes entre os países desenvolvidos e os países em desenvolvimento. Rosenstein-Rodan. ele poderá utilizar parte dos fatores na produção da soja. que provinham principalmente da economia dos anos cinqüenta. como Nurkse. mas também postularam. que a forma de funcionar dos países desenvolvidos constitui a causa principal do subdesenvolvimento destes últimos. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. Dessa forma. como automóveis.cursoparaconcursos.

reduziram-se as barreiras tarifárias. c) encontram amparo na normativa da Organização Mundial do Comércio (OMC). mesmo que tal atitude seja desinteressante em termos puramente econômicos. a transferência de população do setor primário para o setor industrial contribui. evitando introduzir indústrias em seu país. tal como observadas nas últimas cinco décadas. a) Aumento de arrecadação governamental b) Equilíbrio do Balanço de Pagamentos c) Proteção à indústria nascente d) Segurança nacional (defesa) e) Estímulo à competitividade de uma empresa 7. pois politicamente.br b) Por essa razão. pesadamente dependentes da produção e exportação de produtos primários. 10 . para a degeneração do nível de vida dessa população.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. proteger indústrias nascentes. não aumentarão seu prestígio junto à população. considerado estratégico.com. em muitos casos. tal como combustível. quando justificadas pela necessidade de corrigir falhas de mercado. (AFRF/ESAF/2002-2) Com relação às práticas protecionistas. os países subdesenvolvidos e em desenvolvimento procuram manter a capacidade de produzir um único artigo. café.. os países subdesenvolvidos. d) Por essa razão. indique aquela que não leva à adoção de tarifas alfandegárias. por força de compromissos multilaterais. (AFRF/ESAF/2000) Entre as razões abaixo. os governantes dos países subdesenvolvidos procedem unicamente do ponto de vista político.cursoparaconcursos. com vistas à progressiva redução e eliminação futura das mesmas. é correto afirmar-se que: a) assumiram expressão preponderantemente não-tarifária à medida que. de acordos regionais e de iniciativas unilaterais. Técnicos. Analistas e Carreiras Afins. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. e) Por essa razão. c) Por essa razão. armamento bélico etc. acabam rejeitando a teoria das vantagens comparativas e procuram industrializar-se a qualquer custo. 6. b) voltaram a assumir expressão preponderantemente tarifária em razão de compromisso assumido no âmbito do Acordo Geral de Comércio e Tarifas (GATT)) de tarificar barreiras não-tarifárias.

e o melhor aproveitamento de economias de escala. e a conseqüente geração de superávits comerciais. Técnicos. a importância das importações para o aumento da competitividade. →As negociações no âmbito do antigo GATT e hoje na OMC são chamadas de rodadas. c) a crescente importância das exportações para o Produto Interno dos países.com. 1) b 2) e 3) a 4) c 5) d 6) e 7) a 8) c 2. e) deslocaram-se do campo estritamente comercial para vincularem-se a outras áreas temáticas como meio ambiente. b) a melhor eficiência alocativa propiciada pelas trocas internacionais. e o estímulo à obtenção de saldos comerciais positivos. Analistas e Carreiras Afins.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. na segunda metade dos anos noventa.cursoparaconcursos. Histórico → O GATT foi o único instrumento multilateral a tratar do comércio internacional de 1947 até o estabelecimento em 1995 da OMC. e) a ampliação de mercados. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. que o comércio internacional confere importantes estímulos ao crescimento econômico. Apesar das tentativas de se criar algum mecanismo institucionalizado para tratar do comércio internacional. e o equilíbrio das taxas de juros e dos preços que o comércio induz. direitos humanos e investimentos. em razão da desaceleração das taxas de crescimento de suas economias.tema coberto: tarifas 11 . as pressões em favor da estabilidade cambial e monetária que provêm do comércio. a substituição de importações. O resumo das Rodadas de Negociação na história do sistema multilateral de comércio: 1a rodada:Genebra -1947-23 Países participantes. com base em argumentos teóricos e empíricos.br responder a práticas desleais de comércio e corrigir desequilíbrios comerciais.1. o GATT continuou operando por quase meio século como um mecanismo semi-institucionalizado. d) os efeitos sobre o emprego e sobre a renda decorrentes do aumento da demanda agregada. Organização Mundial do Comércio 2. (AFRF/ESAF/2002-2) A literatura econômica afirma. Entre os fatores que explicam o efeito positivo do comércio sobre o crescimento destacam-se: a) a crescente importância dos setores exportadores na formação do Produto Interno dos países. os deslocamentos produtivos. d) recrudesceram particularmente entre os países da Organização de Cooperação e desenvolvimento Econômico (OCDE). e o aumento da demanda agregada sobre a renda. 8.

br 2a rodada: Annecy . medidas de investimento.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. Analistas e Carreiras Afins. novo marco jurídico. a nova reorganização econômica dos países em acordos regionais de comércio.tema coberto:tarifas 5a rodada: Dillon .93. 2. "regras".temas cobertos: tarifas. a maior interdependência das políticas internas e do comércio internacional com fenômeno da globalização. propriedade intelectual. o fim do modelo bipolar das relações internacionais e a sua substituição por um modelo multipolar. Técnicos. serviços. Objetivos e Funções da OMC 12 .tema coberto: tarifas 6a rodada:Kennedy .56 .51.tema coberto: tarifas 3a rodada: Torquay -1950. em 1995. 9a rodada: Doha .123 Países participantes. 2.38 Países participantes. 2. OMC. resultou de negociação marcada por alguns fatores determinantes do atual cenário internacional: 1. facilitação de comércio.1949-13 Países participantes.temas cobertos: tarifas. solução de controvérsias.2.temas cobertos: tarifas. 3.79. medidas não tarifárias.1964.61. agricultura. agricultura. cláusula de habilitação 8a rodada: Uruguai . Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www.1986.102 Países participantes.153 Países participantes .26 Países participantes.1960.67-62 Países participantes . As principais características do comércio internacional → A criação da OMC. 4. serviços.1955.temas cobertos: tarifas e medidas antidumping 7a rodada: Tóquio .com.26 Países participante s.1973.tema coberto:tarifas 4a rodada: Genebra .2001.cursoparaconcursos.?. o papel das empresas transnacionais no comércio internacional.3.

Analistas e Carreiras Afins. • servir de foro para as negociações multilaterais. em que os países foram obrigados a aceitar todos os pontos negociados.FMI. BIRD e organismos conexos 2. • administrar o entendimento relativo às normas e procedimentos que regulam as soluções de controvérsias. Funções: • administrar e aplicar os acordos comerciais multilaterais e plurilaterais que em conjunto configuram o novo sistema de comércio. a proteção do meio ambiente. Estrutura da OMC 13 . • cooperar com as demais instituições internacionais que participam da fomentação de políticas econômicas a nível mundial .br → Um dos principais pontos da Rodada Uruguai foi a determinação de que só poderiam ser membros da OMC os participantes que aceitassem todos os acordos como um conjunto não dissociável (single undertaking). o pleno emprego. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www.com.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais.cursoparaconcursos. → Objetivos: A elevação dos níveis de vida.4. Técnicos. e não como na Rodada Tóquio. na qual os países puderam escolher os códigos a que desejassem aderir. o uso ótimo dos recursos naturais em níveis sustentáveis e a necessidade de realizar esforços positivos para assegurar uma participação mais efetiva dos países em desenvolvimento no comércio internacional. a expansão da produção e do comércio de bens e serviços. • supervisionar as políticas comerciais nacionais.

com maioria de 3/4 dos votos. nos casos de pedidos de derrogações temporárias de obrigações (waivers) por parte de um membro.br 2. nos casos de acessão de novos membros à OMC.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. com maioria de 2/3. com maioria de 3/4. nos casos de modificações dos acordos. Analistas e Carreiras Afins.com. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. Decisões por maioria são previstas nas seguintes circunstâncias: • • • • nos casos de interpretação das medidas previstas nos acordos. Processo Decisório da OMC → Quando a decisão não puder ser tomada por consenso. 14 . ou conforme estabelecido nos Acordos. Técnicos.4. Decisões por voto são tomadas por maioria.cursoparaconcursos. com maioria de 2/3. pode ser tomada por votação.

Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www.GATS • Anexo 1C: Acordo sobre os Aspectos dos Direitos de Propriedade Intelectual relacionados com o Comércio . • Anexo 1B: Acordo Geral sobre o Comércio de Serviços e Anexos .5.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. que formam parte do Acordo Constitutivo da OMC e são vinculantes para todos os Membros.br • modificações no próprio Acordo sobre OMC e sobre o processo decisório exigem a aceitação de todos os membros por consenso. Estes são os seguintes: • Anexo 1A : Acordos multilaterais sobre o comércio de bens : Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio de 1994 (GATT 94). Acordo Internacional de Carne de Bovino. Acordo sobre as Medidas em Matéria de Investimentos relacionadas com o Comércio. Analistas e Carreiras Afins. Acordo sobre a Agricultura. Acordo sobre a Inspeção Prévia à Expedição. Acordos sobre Salvaguardas.com.cursoparaconcursos. Acordos Multilaterais: São os acordos e instrumentos jurídicos conexos incluídos nos anexos 1. 15 . Acordo relativo a Aplicação do Artigo VI do GATT (dumping). Estes acordos são de adesão voluntária. Acordo sobre Obstáculos Técnicos ao Comércio. Acordo sobre Procedimentos para o Trâmite de Licenças de Importação. O Brasil aderiu apenas ao Acordo Internacional de Carne de Bovino. Técnicos. Acordo sobre Contratação Pública. 2 e 3. Acordo sobre a Aplicação de Medidas Sanitárias e Fitossanitárias. Acordo sobre Normas de Origem. Acordo sobre a Aplicação do Artigo VII do GATT (valoração aduaneira). Acordo sobre Têxteis e Confecções.TRIPS • Anexo 2: Entendimento relativo às normas e procedimentos que regem a solução de controvérsias • Anexo 3: Mecanismo de Exame das Políticas Comerciais 2. 2. Acordo sobre Subsídios e Medidas Compensatórias.2) Acordos Plurilaterais: Anexo 4: Acordo sobre o Comércio de Aeronaves Civis. Acordo Internacional dos Produtos Láteos. Acordos no âmbito da OMC A OMC tem o encargo de administrar duas categorias de Acordos: os Acordos Mutilaterais e os Plurilaterais.

Os demais acordos multilaterais sobre o comércio de bens. Técnicos. representa acordo geral que se aplica ao comércio como um todo. e outras decisões. 2002. uma série de seis entendimentos negociados dentro da área do comércio de bens. arbitragem.2. Como no GATT. os Membros podem retirar-se com apenas um aviso de seis meses e aceitam as mesmas regras e princípios. solução de controvérsias e execução como vinculantes. p. Analistas e Carreiras Afins. OMC e o Comércio Internacional. além de cada Membro ter um voto. Mário. propriedade intelectual e solução de controvérsias negociados na Rodada Uruguai são definidos como integrantes do Acordo Constitutivo da OMC. Alberto do. com regras. Podem-se alterar as regras somente por meio do consenso entre todas as partes e as obrigações assumidas por um Membro representam um direito adquirido por um outro. após a Rodada Uruguai. e todas as modificações introduzidas pelos termos dos instrumentos legais que entraram em vigor até a data do início das funções da OMC: concessões tarifárias. O Acordo Geral sobre o Comércio de Serviços: o Conceito e o Regime.br 2.1.5. GATS O Acordo Geral sobre Comércio de Serviços (GATS).2 2  MARCONINI. XI) 2. → A atuação do GATT pauta-se pelas seguintes regras: a) Tratamento Geral de Nação Mais Favorecida (NMF) b) Transparência c) Concorrência Leal d) Tratamento Nacional e) Lista de Concessões f) Eliminação das Restrições Quantitativas (art.cursoparaconcursos. e o Protocolo de Marraqueche. O GATT-94 → Deve-se ressaltar que. criado no âmbito da Rodada Uruguai (1986-1994). São Paulo: Aduaneiras. protocolos de acesso de novos membros.com. AMARAL JÚNIOR.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais.5. o termo “GATT 1994” FICOU DEFINIDO PARA DESIGNAR TODO O CONJUNTO DE MEDIDAS QUE INCLUI: os dispositivos do Acordo Geral do GATT de 1947. decisões de derrogações de obrigações (waivers) concedidas. O acordo é de prazo indeterminado e os Membros aceitam os processos de consultas. 92. princípios e até procedimentos gerais para a solução de controvérsias. 16 . que estabelece os prazos de implementação das concessões tarifárias negociadas na Rodada Uruguai. serviços. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www.

De forma que está constituído um ordenamento jurídico de propriedade especial. os tratados regionais.br O Acordo Geral sobre o Comércio de Serviço ou General Agreement on Trade in Services (GATS) aplica-se para todos os serviços. como o turismo ou despacho. que por sua vez se insere no sistema mais amplo do comércio. 2. no caso dos contadores. O sistema internacional da propriedade intelectual até a constituição da OMC estava composto por uma série de elementos dispersos: as legislações nacionais de propriedade intelectual. 4. serviços arquitetônicos ou bancários transmitidos via satélite ou por correspondência. a Convenção da União de Paris. firmado por ocasião da constituição da Organização Mundial do Comércio (OMC). Técnicos.com. professores ou médicos. também. como conjunto de normas que devem ser integradas no ordenamento jurídico interno dos Estados membros da organização. Embora alguns Estados permaneçam fora do sistema OMC. TRIPS na sigla em inglês. a Convenção de Berna.5. além de 17 .cursoparaconcursos. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. as pessoas de um membro que entram no território de outro membro para fornecer serviços. tais como companhias de seguro ou cadeias de hotel. e. 3. O TRIPS é um conjunto de normas que assegura o funcionamento dos direitos de propriedade intelectual em escala mundial. outro é o consumo no exterior. 2. por exemplo. referente às situações nas quais um consumidor de serviço ou sua propriedade gera serviço dentro do território de outro membro. a presença comercial implica que um fornecedor de serviços de um membro estabeleça presença territorial no território de outro membro para fornecer um serviço. aqueles definidos para cobrir serviços do território de um membro dentro do território de outro membro. por último.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. pelo fornecimento de serviços por meio de estabelecimentos e pessoas. TRIPS Acordo sobre os aspectos dos Direitos de Propriedade Intelectual relacionados com o Comércio (ADPIC). exceto aqueles fornecidos pelo governo. isto representa uma parcela insignificante em termos negociais. O GATS é responsável pelo fluxo de transação de serviços. Analistas e Carreiras Afins.3. O GATS distingue quatro modos de fornecimento de serviços: 1. reparo ou manutenção de aeronave.

g) patentes: “(. “Pessoas físicas e jurídicas terão a possibilidade de evitar que informação legalmente sob seu controle seja divulgada.. inclusive nomes próprios.. as decisões dos tribunais administrativos e judiciais de diferentes níveis e a prática nas relações negociais internacionais. d) desenhos industriais: o art. f) proteção de informação confidencial: as informações confidenciais também são um direito garantido pelo TRIPS. serão registráveis como marcas” (art. § 2). Técnicos. e) topografias de Circuitos Integrados: o conceito de topografia também não está no acordo TRIPS. capaz de distinguir bens e serviços de um empreendimento daqueles de outro empreendimento. b) marcas: “Qualquer sinal. inclusive para proteger a vida ou a saúde humana.484. 39. adquirida ou usada por terceiros (.. de 14 de maio de 1996. Estes sinais. em todos os setores tecnológicos. para os efeitos deste Acordo. São sete as categorias de propriedade intelectual protegidas pelo TRIPS: a) direito de autor: “A proteção do direito do autor abrangerá expressões e não idéias. numerais.) qualquer invenção. A lei brasileira n. de produto ou de processo. II). envolva um passo inventivo e seja passível de aplicação industrial” (art.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais.com. de 31 de maio de 2007. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www.)” (art. 95). mas a lei brasileira n. 9º. § 1º). ou combinação de sinais. ou região ou localidade deste território. bem como qualquer combinação desses sinais. 9. “Os Membros podem considerar como não patenteáveis invenções cuja exploração em seu território seja necessário evitar para proteger a ordem pública ou a moralidade. todavia os desenhos industriais: “Considera-se desenho industrial a forma plástica ornamental de um objeto ou o conjunto ornamental de linhas e cores que possa ser aplicado a um produto.279. Analistas e Carreiras Afins.cursoparaconcursos. 27. 27. §1º). que represente a configuração tridimensional das camadas que compõem um circuito integrado. animal ou vegetal ou para evitar sérios prejuízos ao meio ambiente. 11. reputação ou outra característica do produto seja essencialmente atribuída à sua origem geográfica” (art. desde que esta determinação não seja feita apenas por que a exploração é proibida por sua legislação” ((art.. desde que seja nova. § 2º). define. e na qual cada imagem represente. 26. será patenteável. métodos de operação ou conceitos matemáticos como tais” (art. que trata de tais desenhos. procedimentos. 22. elementos figurativos e combinação de cores. § 1º). a disposição geométrica ou arranjos da superfície do circuito integrado em qualquer estágio de sua concepção ou manufatura” (art. quando determinada qualidade. proporcionando resultado visual novo e original na sua configuração externa e que possa servir de tipo de fabricação industrial” (art. indicações que identifiquem um produto como originário do território de um Membro. em particular palavras. 18 .br instituições como a OMPI. assim dispõe: “Topografia de circuitos integrados significa uma série de imagens relacionadas. 15. 25 do TRIPS. construídas ou codificadas sob qualquer meio ou forma. não traz definição para eles. poderá constituir uma marca. no todo ou em parte. §2º). c) indicações geográficas: “Indicações Geográficas são. letras.

III). “O presente Acordo é aplicável às medidas de investimento relacionadas apenas com o comércio de mercadorias (designadas no presente Acordo como "TRIM")”.Sem prejuízo dos outros direitos e obrigações previstos no GATT 1994.º Tratamento nacional e restrições quantitativas 1 .º 4 do artigo III do GATT 1994 e com a obrigação de eliminação geral de restrições quantitativas prevista no n.5.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. os investimentos estrangeiros não podem ser discriminados em detrimento dos investimentos nacionais (art. 2 . 2. III e XI do GATT. sobre comércio de bens. 2. 2º: Artigo 2.4. Analistas e Carreiras Afins.No anexo ao presente Acordo é apresentada uma lista exemplificativa das TRIM incompatíveis com a obrigação de tratamento nacional prevista no n.5.5. os investimentos estrangeiros não podem ser limitados quantitativamente (art. Conforme o art.cursoparaconcursos.com. isso quer dizer que: 1. Técnicos. nenhum Membro aplicará qualquer TRIM que seja incompatível com o disposto nos artigos III ou IX do GATT 1994. Quando o TRIMS considera os art. 19 .º 1 do artigo XI do GATT 1994. Pertence ao arcabouço jurídico da OMC e encontra-se no anexo 1 A do Acordo Constitutivo da OMC.br 2. Como consta do art. 1º do TRIMS. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. Acordo sobre a Aplicação de Medidas Sanitárias e Fitossanitárias (SPS) O Acordo sobre a Aplicação de Medidas Sanitárias e Fitossanitárias (SPS) entrou em vigor no dia 1º de janeiro de 1995 e faz parte do arcabouço jurídico da Organização Mundial do Comércio.related Investment Measures (TRIMS) foi criado na Rodada Uruguai e começou a viger em 1º de janeiro de 1995. Acordo sobre medidas de Investimento Relacionadas ao Comércio (TRIMS) O Agreement on Trade. XI).

Desejando melhorar a saúde humana. animal ou vegetal. dispõe que as medidas necessárias à proteção da vida ou saúde humana. mas também disciplina. do GATT. animal ou das plantas. desde que não se constituam em medidas discriminatórias ou restrições disfarçadas ao comércio. assim. 2007. 3  AZÊVEDO.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. Brasília: Fundação Alexandre de Gusmão. Reconhecendo a importante contribuição que podem proporcionar a esse respeito normas . A OMC e a Reforma Agrícola. O Acordo de SPS constitui.com. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. que repete. em linhas gerais. desde que tais medidas não sejam aplicadas de modo a constituir discriminação arbitrária ou injustificável entre Membros em situações em que prevaleçam as mesmas condições. animal e das plantas podem ser compatíveis com o livre comércio multilateral. ou uma restrição velada ao comércio internacional. 20 . a saúde animal e a situação sanitária no território de todos os Membros. O reconhecimento desse direito legítimo está enunciado já no primeiro parágrafo do preâmbulo do Acordo 3 SPS. b.br O General Agreement on Tariffs and Trade (GATT) já dispensa atenção à saúde humana. Reafirmando que nenhum Membro deve ser impedido de adotar ou aplicar medidas necessárias à proteção da vida ou da saúde humana. Preâmbulo Acordo SPS Os Membros. o caput do Artigo XX. Desejando o estabelecimento de um arcabouço multilateral de regras e disciplinas para orientar a elaboração. O art. Tomando nota de que as medidas sanitárias e fitossanitárias são freqüentemente aplicadas com base em acordos ou protocolos bilaterais. na medida em que reconhece.cursoparaconcursos. o direito legítimo de os países membros legislarem sobre medidas ‘necessárias à proteção’ da saúde humana. Maria Nazareth Farani. Técnicos. Analistas e Carreiras Afins. XX. guias e recomendações internacionais. um desenvolvimento ou uma explicitação das exceções gerais do GATT refletidas no Artigo XX (b). adoção e aplicação de medidas sanitárias e fitossanitárias com vistas a reduzir ao mínimo seus efeitos negativos sobre o comércio.

e também para formular e aplicar medidas sanitárias e fitossanitárias em seus próprios territórios. produtos do reino animal e produtos destinados à alimentação animal. Reconhecendo que os países em desenvolvimento Membros podem encontrar dificuldades especiais para cumprir com medidas sanitárias e fitossanitárias dos Membros importadores. Define também normas fitossanitárias na importação e na exportação de plantas. portanto. e desejando assisti-los em seus esforços em tal sentido. partes e seus produtos. produtos médicos e produtos de diagnóstico in vitro. exige o cumprimento de normas sanitárias nas importações dos seguintes produtos: medicamentos. o critério científico é o princípio basilar do SPS. órgão do Ministério da Saúde. 2. cosméticos.5. Técnicos. Analistas e Carreiras Afins. fertilizantes e afins. como conseqüência. o Escritório Internacional de Epizootias e as organizações internacionais e regionais competentes que operam no contexto da Convenção Internacional sobre Proteção Vegetal.com. O objetivo principal do SPS é evitar que as medidas domésticas de natureza sanitária e fitossanitária tenham efeitos negativos desnecessários sobre o comércio internacional e sejam meios de mascarar intenções protecionistas. animal ou vegetal. para ter acesso a seus mercados. e. sem que com isso se exija dos Membros que modifiquem seu nível adequado de proteção da vida e saúde humana. Acordo sobre Barreiras Técnicas ao Comércio (TBT) 21 . Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. com base em normas. guias e recomendações internacionais elaboradas pelas organizações internacionais competentes.cursoparaconcursos. agrotóxicos. O Ministério da Agricultura.6.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. parasitas nocivos aos vegetais. A legislação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Pecuária e Abastecimento. por meio do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional – VIGIAGRO – expõe normas sanitárias para a exportação e a importação de animais (vivos ou não).br Desejando estimular o uso de medidas sanitárias e fitossanitárias entre os Membros. embalagens de madeira. em especial as disposições do Artigo XX(b)1. entre elas a Comissão do Codex Alimentarius. elaborar regras para a aplicação das disposições do GATT 1994 que se referem ao uso de medidas sanitárias e fitossanitárias. Desejando. derivados da uva e produtos de origem vegetal destinados à alimentação animal. perfumes. Por isso.

com. o direito dos países de proteger seus interesses essenciais em matéria de segurança deve ser respeitado. 3. Tais barreiras devem ter justificativa científica para que não sirvam como restrições disfarçadas ao comércio mundial. em tese. O SPS e o TBT possuem as seguintes características comuns4: 1. Técnicos. 4  LUZ. cit.cursoparaconcursos. Brinquedos. No que tange às barreiras técnicas. 22 . animais e vegetais.br Como visto no tópico anterior. op. criaram-se dois acordos internacionais: o já analisado Acordo sobre Medidas Sanitárias e Fitossanitárias (Sanitary and Phytosanitary Measures Agreement – SPS) e o Acordo sobre Barreiras Técnicas ao Comércio (Technical Barriers to Trade Agreement (TBT).. No caso do princípio da transparência. Rodrigo. p. os Membros da OMC comprometeram-se em publicar prontamente todos os regulamentos sanitários. 2. consagram dois princípios: o da equivalência e o da transparência. não podem discriminar o produto nacional em detrimento do estrangeiro (princípio da paridade). Analistas e Carreiras Afins. o art. O INMETRO define essas normas.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. sejam sanitárias. que será examinado no presente tópico. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. 4. 260-161. reconhecido pelas autoridades japonesas. mas essas barreiras devem basear-se em normas internacionais. por exemplo. deve-se respeitar a cláusula da nação mais favorecida. fitossanitárias ou técnicas. fitossanitárias e técnicas dos demais países como equivalentes às suas. XX do GATT consente que os países adotem barreiras técnicas comerciais com o intuito de proteger a saúde e a vida das pessoas. Para tal proteção. O primeiro significa que os Membros da OMC aceitam as medidas sanitárias. Quando o Japão importa carne bovina in natura da Austrália. fitossanitários e técnicos para que os demais países se familiarizem com eles. os acordos supracitados assentem que os países recorram a suas próprias barreiras comerciais. devem observar algumas características de segurança para serem importados. o atestado sanitário emitido pelos australianos será. as normas. De forma geral.

DSU) constante do Anexo 2 do Tratado de Marrakesh. entretanto. etc. Cabe ressaltar. as decisões dos Órgãos de Apelação. a conciliação e a mediação. . desde que não contrariem nenhum acordo firmado entre os membros da OMC.Abrangência: todos os acordos da OMC estão cobertos pelo mecanismo. Esses entendimentos da Rodada do Uruguai. no Entendimento sobre Solução de Controvérsias .5. e que significa dizer que verificando-se o descumprimento de decisão do Órgão de Solução de Controvérsias. introduziram um modelo mais claro e organizado de solução de controvérsias que o procedimento adotado pelo antigo GATT. A eficácia do mecanismo previsto no ESC (DSU) se baseia em três características[2].) e garante que o mecanismo somente pode ser interrompido por acordo mútuo das partes em litígio. seja como parte ou como terceiro interessado.com.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. O ESC (DSU) também prevê a possibilidade de arbitragem como forma alternativa de solução de controvérsias. o membro demandante poderá solicitar autorização para retaliar.OMC foi criado pelos países membros durante a Rodada do Uruguai e é usualmente referido como uma contribuição única da OMC para a estabilidade da economia global. é inviável que agentes não governamentais sejam partes nas disputas[3].Automaticidade: deriva da regra do consenso negativo. São os bons serviços (good offices). Somente estão aptos a participar do sistema de disputas os países membros da OMC. As disputas surgem quando um país adota uma medida de política comercial ou faz algo que um ou mais membros da OMC considerem que viole os acordos da própria organização. embasada em relatório do Painel ou do Corpo de Apelação. Técnicos. válida para diversos procedimentos (como o estabelecimento dos Painéis. Questões: 1. em 1994.ESC (Dispute Settlement Understanding . que as decisões proferidas não são vinculantes.br 2. que culminaram. que podem ser requeridas a qualquer tempo do processo por alguma parte. Analistas e Carreiras Afins. O objetivo central do sistema de solução de controvérsias da OMC é o de prover segurança e previsibilidade ao sistema multilateral de comércio. Sendo assim.Exeqüibilidade: uma adaptação do termo em inglês enforcement. existem outras formas de solução de controvérsias que não necessitem de recursos para o Painel e para o Corpo de Apelação. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. O sistema adotado pelo ESC (DSU) não visa estimular a litigiosidade e por isso as soluções mutuamente consentidas pelas partes são preferíveis . Órgão de Solução de Controvérsias → O sistema de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio .cursoparaconcursos. . (AFRF/ESAF/2000) Não constitui princípio e prática da Organização Mundial do Comércio (OMC): a) Eliminação das restrições quantitativas 23 .7. . Nesse sentido.

(AFTN/ESAF/1998) Um tratado comercial segue uma série de princípios jurídicos.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. (AFTN/ESAF/1998) A Cláusula da Nação Mais Favorecida estabelece: a) a Nação mais favorecida nas tarifas de seu produto de exportação deve manter o seu mercado aberto para os demais produtos b) um país estende aos demais os privilégios concedidos a um terceiro país c) a Nação mais favorecida é a que obtém os privilégios de uma rodada de redução tarifária sem abrir o seu mercado para as demais d) a idéia de que uma Nação deve se abster de obter vantagens injustificáveis ou praticar um comércio injusto com os demais países e) o direito de um alguns países obterem vantagens no comércio com outros países 4. a) Paridade b) Reciprocidade c) Salvaguarda d) Nação Mais Favorecida e) Equivalência 3. exceto: a) Serviços Financeiros – Acordo sobre Serviços Financeiros b) Propriedade Intelectual – Trade Related Intellectual Property Rights (TRIPs) c) Código sobre Investimentos Estrangeiros – Multilateral Investment Agreement (MIA) d) Bens de Alta Tecnologia – Acordo sobre Bens de Alta Tecnologia – Singapura e) Serviços – Acordo Geral sobre Comércio de Serviços (GATS) 24 . (AFTN/ESAF/1998) A Rodada Uruguai (1986-1993) do GATT tem sido considerada como uma das mais importantes. Técnicos.com. alguns dos quais viraram acordos internacionais. Todos os assuntos abaixo mencionados foram discutidos na Rodada Uruguai. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www.cursoparaconcursos. senão a mais importante na história da organização (GATT).br b) Nação mais favorecida c) Proibição de utilização de tarifas d) Transparência e) Tratamento nacional 2. Foram iniciadas as discussões de diversos tópicos. Analistas e Carreiras Afins. Indique o princípio que não constitui uma base corrente para tratados comerciais.

Analistas e Carreiras Afins. os membros da Organização Mundial do Comércio totalizam 146. a atual rodada de negociações multilaterais da Organização Mundial do Comércio foi batizada de Rodada do Desenvolvimento. particularmente nos setores em que são menos competitivos internacionalmente. São exemplos de formas contemporâneas de protecionismo observadas no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC): a) restrições ao investimento e cláusulas sociais nos acordos de integração. b) definir formas de corrigir e compensar os países em desenvolvimento pela deterioração dos termos de intercâmbio e promover estratégias de industrialização de suas economias. as decisões são tomadas por: a) maioria simples b) maioria qualificada c) consenso d) single undertaking e) voto de liderança 6. torna muito complexas as rodadas de negociações multilaterais conduzidas em seu âmbito. e) definir mecanismos para a progressiva eliminação de barreiras tarifárias e não-tarifárias que restringem as exportações dos países em desenvolvimento no primeiro mundo. (AFRF/ESAF/2003) Com o surgimento do Acordo Geral de Comércio e Tarifas (GATT).br 5. Técnicos.cursoparaconcursos. o protecionismo subsiste e apresenta-se sob novas roupagens. em Conferência Ministerial celebrada em Doha. após mais de cinco décadas. iniciou-se um movimento de progressiva liberalização das trocas comerciais em escala global. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. (AFRF/ESAF/2003) Lançada em novembro de 2001.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. japonês e europeu em particular. Quatar. d) estabelecer cotas e preferências para as exportações de manufaturas dos países em desenvolvimento. ainda. c) abolir as restrições e práticas desleais de comércio que obstaculizam o acesso das exportações agrícolas dos países em desenvolvimento aos mercados norte-americano. ademais da extensão de sua agenda comercial. o objetivo de tais negociações é: a) promover condições para a participação dos países em desenvolvimento no crescimento do comércio internacional em níveis compatíveis com suas necessidades de desenvolvimento econômico. No tocante ao desenvolvimento. 25 . 7. Em tais rodadas. o que.com. (AFRF/ESAF/2003) No presente.

bem como. c) Sistema Geral de Preferências. por parte dos estados signatários que. que especificamente vedam a incidência de quaisquer exações nos bens e serviços exportados. a exemplo do trânsito comercial entre membros do MERCOSUL e da União Européia. celebrado no âmbito da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD). o sistema multilateral de comércio está conformado pelo(a) a) Acordo de Livre Comércio das Américas (ALCA) e pela União Européia. de acordo com tabela anualmente revista. mediante a vedação de quaisquer restrições diretas e indiretas. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. Analistas e Carreiras Afins. fulminando-se a tributação na exportação.com. e que complementa as regras do Acordo. d) arranjos preferenciais bilaterais e acordos regionais de integração.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. Técnicos. d) Organização Internacional do Comércio (OIC). criando-se vias comerciais preferenciais freqüentadas e protagonizadas por atores globais que transcendem o conceito de estado-nação. proibida pelas regras do GATT. b) Acordo Geral de Comércio e Tarifas (GATT). a exemplo da abolição de acordos bilaterais de preferência. d) a liberalização do comércio internacional.br b) o recurso abusivo a medidas anti-dumping e à concessão de subsídios à produção e à exportação. no entanto. c) a liberação da prática de imposição de restrições quantitativas às importações. b) a manutenção de barreiras alfandegárias decorrentes de acordos pactuados entre blocos econômicos. c) a adoção de quotas e outras restrições de natureza quantitativa. no plano fático: a) a luta contra práticas protecionistas. 8. podem manter políticas de restrições qualitativas. 26 . e) Organização Mundial de Comércio. 9. (AFRF/ESAF/2003) No presente. tendo como pilar o Acordo Geral de Comércio e Tarifas (GATT). (AFRF/ESAF/2005) A adoção da cláusula da nação mais favorecida pelo modelo do Acordo Geral de Tarifas e Comércios (GATT) teve como indicativo e desdobramento a pressuposição da igualdade econômica de todos os participantes do GATT.cursoparaconcursos. tal como revisto em 1994. e) direitos compensatórios e regras sobre direitos de propriedade intelectual.

evita a emissão de moeda e conseqüentemente a inflação. medida extrafiscal que redunda na exportação de tributos. mediante a aceitação de barreiras tarifárias. 10. b) visando selecionar aquelas mercadorias tributadas com alíquotas mais elevadas e. sendo tolerado pela Organização Mundial de Comércio (OMC) principalmente a) visando selecionar aquelas mercadorias cuja produção interna seja incipiente e de qualidade inferior e. 27 . num dado momento.com. permitindo-se a tributação interna. neste sentido. com base em que princípio da Organização o estado Y poderia reclamar a invalidade dessa prática? a) Princípio da transparência. configurando uma restrição quantitativa. assim. decide majorar o imposto de importação das brocas helicoidais provenientes de Y. e) como mecanismo de controle cambial exclusivamente para os países com dificuldades em seu balanço de pagamentos. 11. e.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. Considerando que os países X. adquire o produto de vários países. incrementando a arrecadação tributária. Alegando questões de ordem interna. d) visando evitar a formação de estoques especulativos de produtos aguardando a cotação no mercado nacional em alta.cursoparaconcursos. c) Respeito ao compromisso tarifário.br e) o descontrole do comércio internacional. além da necessidade de controlar a entrada de produtos afetos à autorização de órgãos governamentais específicos. pode ser instituído pelos países. evidenciando-se as preocupações da Organização Mundial do Comércio em relação a mercados produtores e consumidores internos. Analistas e Carreiras Afins. Técnicos. b) Princípio do tratamento nacional. o estado X. e) Princípio da vedação do desvio de comércio. bem como impedir a importação de mercadorias originárias de países que discriminem as importações de outro país. e mantém inalterado o tributo para as brocas helicoidais oriundas de Z. (AFRF/ESAF/2002-2) O regime de licença prévia na importação. restringindo a importação que seria danosa pela concorrência. entre eles os estados Y e Z. impedindo ou restringindo a entrada do concorrente estrangeiro. promovendo o seu desenvolvimento. assim. d) Cláusula da nação mais favorecida. (AFRF/ESAF/2005) O estado X. promovendo o desenvolvimento do país. instrumento de incentivo às indústrias internas e de manutenção de níveis ótimos de emprego. principal importador mundial de brocas helicoidais. c) como medida de proteção à industria doméstica. promove o desenvolvimento industrial. Y e Z fazem parte da Organização Mundial do Comércio. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www.

conformado pela Organização Mundial de Comércio (OMC). com características únicas. Analistas e Carreiras Afins. Gabarito: 1) c 2) e 3) b 4) c 5) c 6) a 7) b 8) e 9) a 10) d 11) e 12) b 3. União Européia O que é a União Europeia? Uma parceria económica e política.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais.cursoparaconcursos. b) abrangem o comércio de bens e de serviços e compromissos em matéria de propriedade intelectual. entre 27 países europeus democráticos. c) são conhecidos como Acordos Plurilaterais. União Europa Os dados aqui apresentados foram retirados do sítio oficial da UE: http://europa. Processos de Integração 3. por envolver a totalidade dos membros da OMC e abrangem o comércio de bens e de serviços. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. o texto abaixo encontra-se em português de Portugal. Técnicos.1. serviços e compromissos em matéria de propriedade intelectual. d) embora conhecidos como Acordos Plurilaterais.com. (AFRF/ESAF/2002-2) O sistema multilateral de comércio. não são necessariamente firmados por todos os membros da OMC. está amparado em um conjunto de acordos em que se definem normas e compromissos dos países quanto à progressiva liberalização do comércio internacional.eu/ Como o sítio oficial é feito por portugueses. é correto afirmar-se que: a) abrangem o comércio de bens e de serviços e compromissos relacionados a investimentos. Sobre tais acordos.br 12. 28 . e) são conhecidos como Acordos Plurilaterais e abrangem o comércio de bens.

muito mais. Grécia. Analistas e Carreiras Afins. A moeda única é partilhada por 16 países (2009).com. chamadas telefónicas e viagens aéreas mais baratas. Eslovénia. Técnicos. que representam mais de dois terços da população da UE. • a Comissão Europeia (que representa o interesse comum da UE). uma acção conjunta na luta contra a criminalidade e o terrorismo. uma vez que os 29 . mais empregos e um nível de bem-estar social mais elevado para todos. Chipre. Outros se lhes seguirão. num mundo mais justo e mais seguro. Luxemburgo. Irlanda.cursoparaconcursos. Malta. que goza de elevada credibilidade junto dos investidores. que garantem que as políticas nacionais se reforcem mutuamente em vez de divergirem umas das outras. milhões de oportunidades para estudar no estrangeiro… e muito. níveis de vida melhorados nas regiões mais desfavorecidas. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. Enquanto as notas são sempre iguais. Países Baixos e Portugal. Itália. As principais instituições são: • o Parlamento Europeu (que representa os cidadãos europeus). o euro (a moeda única europeia). Bélgica. Áustria. A União Económica e Monetária (UEM) constitui o quadro para a cooperação no domínio da política económica. Finlândia. Benefícios do euro O euro é utilizado diariamente por mais de 60% dos cidadãos da UE. O euro • Países da UE que usam o euro • Países da UE que não usam o euro O euro (€) é provavelmente a realização mais tangível da UE. O resultado é mais crescimento. assim que as suas economias estejam preparadas. prosperidade e liberdade para os seus 498 milhões de cidadãos. Todas as notas e moedas em euros podem ser usadas nos países onde o euro é aceite. França. Como funciona? Tudo isto só foi possível porque os países da UE criaram instituições que asseguram o funcionamento e adoptam a legislação da UE.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. Países da União Europeia que usam o euro: Alemanha. Espanha. O que conseguiu até agora? Viagens e comércio sem fronteiras. Vários outros Estados-Membros estão a preparar-se para aderir ao euro. as moedas têm uma face comum e outra que ostenta um símbolo nacional do país emissor.br Quais os seus objectivos? Paz. produtos alimentares mais seguros e um ambiente mais limpo. Todos os Estados-Membros da UE fazem parte da UEM. • o Conselho da União Europeia (que representa os governos nacionais). Os países membros da zona euro beneficiam de uma moeda internacionalmente reconhecida. É neste contexto que estabelecem as orientações para a política económica e social. Os cidadãos e empresas desses países também beneficiam. Eslováquia.

o respeito pelos direitos humanos e a protecção das minorias. não foi necessário reforçar as medidas previstas. unindo um continente dividido pela Guerra Fria durante 45 anos. em última análise. ao défice orçamental. por outro. a Letónia. uma vez que um dos cinco critérios de entrada na zona euro é a manutenção da estabilidade cambial durante um período de dois anos antes da adesão. por um lado. que a dívida pública não deve ultrapassar 60%. determinam que o défice do orçamento nacional não deve exceder.br custos associados ao câmbio de dinheiro durante as viagens de turismo ou de negócios desapareceram na zona euro. A interpretação do pacto incumbe. Passagem progressiva ao euro Cinco países que não aderiram ao euro participam no sistema conhecido como MTC II. 3% do produto interno bruto (PIB) e. Pertencer à zona euro é uma garantia para a estabilidade dos preços. Economias coordenadas O Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC) é a ferramenta utilizada para manter as políticas económicas sincronizadas. O BCE também pode intervir nos mercados internacionais de divisas para influenciar a taxa de juro do euro e gere as reservas de divisas da UE. Deve também dispor de uma economia de mercado operacional e de uma função pública com capacidade para aplicar a legislação da UE. um mecanismo de taxas de câmbio de segunda geração. desde que tenha uma democracia estável e garanta o Estado de direito. em última instância. Os outros critérios para a adopção do euro dizem respeito às taxas de juro. os custos associados aos pagamentos transfronteiras desapareceram na maioria dos casos ou diminuíram significativamente e os consumidores e as empresas podem comparar os preços mais facilmente. que limita a moeda de um país a margens de flutuação mais estreitas em relação ao euro e que dá à moeda uma taxa de câmbio estável em relação aos parceiros comerciais mais importantes. Técnicos. Os países da zona euro conferiram a responsabilidade pela fixação das taxas de juro mais importantes ao Banco Central Europeu (BCE). Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. em geral. 30 . Nos casos até à data. a Estónia.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. a prazo. Porém.cursoparaconcursos. ao Tribunal de Justiça Europeu. multas no caso de inobservância do pacto. O pacto estabelece regras que. o que estimula a concorrência. o primeiro passo é que o Conselho estabeleça objectivos para que as economias em falta possam recuperar. O cumprimento do pacto por cada país da UE é avaliado pelos seus pares no Conselho da União Europeia. a Lituânia e a Eslováquia. Para os países que pretendem adoptar o euro. Este último fixa as taxas de juro a um nível destinado a manter. Porém. O Conselho pode impor medidas correctivas ou mesmo. Um lugar na UE Desde a sua criação pelos seis Estados fundadores há mais de 50 anos. que culminou na sua expansão histórica de 15 para 25 países em 2004. o pacto é suficientemente flexível para permitir que se excedam esses limiares em circunstâncias especiais e que se reconheçam as diferenças existentes entre os países que utilizam o euro e os restantes países.com. a participação no MTC II faz parte da sua preparação. à taxa de inflação e ao nível da dívida pública. a inflação na zona euro abaixo dos 2%. a UE tem atraído um fluxo constante de novos membros. Analistas e Carreiras Afins. Qualquer país europeu pode aderir. Esses cinco países são: a Dinamarca.

Itália. Principais órgãos da União Européia O Parlamento Europeu: a voz dos cidadãos Hans-Gert Pöttering é o Presidente do Parlamento Europeu. 31 . O Parlamento tem o poder de demitir a Comissão Europeia. Técnicos. A UE presta assistência económica e prática substancial aos países candidatos para os ajudar a preparar a sua adesão. O principal trabalho do Parlamento consiste em aprovar legislação da UE com base em propostas apresentadas pela Comissão Europeia. Estónia. Bélgica. O Parlamento partilha esta responsabilidade com o Conselho da União Europeia. Letónia. Hungria. que se eleva a 130 mil milhões de euros por ano. este deve ser ratificado pelo Parlamento Europeu e pelos parlamentos nacionais do país candidato e de todos os países membros da UE.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. O Parlamento Europeu é eleito de cinco em cinco anos pelos cidadãos europeus para representar os seus interesses.cursoparaconcursos. Irlanda e Reino Unido 1981 Grécia 1986 Portugal. Malta. Eslováquia. Eslovénia. Lituânia.br A Croácia. Espanha 1995 Áustria. Finlândia e Suécia 2004 Chipre.com. Analistas e Carreiras Afins. o Parlamento e o Conselho partilham também a competência para aprovar o orçamento da UE. Entre o momento em que um país apresenta um pedido de adesão até à data da sua adesão efectiva podem passar dez ou mais anos. a antiga República jugoslava da Macedónia e a Turquia são países candidatos à adesão. Uma vez concluído um tratado de adesão. Luxemburgo e Países Baixos 1973 Dinamarca. Polónia e República Checa 2007 Bulgária e Roménia Mais informações sobre o alargamento da UE. Um continente unido Os países da UE e ano da sua adesão: 1952 Alemanha. França. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. Além disso.

ao Tribunal de Justiça. anteriormente conhecido como Conselho de Ministros.com. sendo também competente para decisões fundamentais em matéria de justiça e liberdade. embora haja uma ponderação favorável aos países mais pequenos. tais como o Partido Popular Europeu (Democratas-Cristãos). mas o Parlamento também se reúne em Bruxelas. Várias vezes por ano. o asilo e a imigração ou a política externa requeiram a unanimidade. Técnicos. os Liberais e os Verdes.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. desde os defensores mais acérrimos do federalismo até aos abertamente eurocépticos. A Comissão Europeia: promover o interesse comum Durão Barroso preside ao executivo da UE na qualidade de Presidente da Comissão Europeia A Comissão Europeia é o órgão executivo da UE. O Parlamento elege o Provedor de Justiça Europeu que investiga as queixas dos cidadãos relativas a casos de má administração por parte das instituições da UE (ombudsman. Participam nas reuniões do Conselho os ministros responsáveis pelas questões a debater: ministros dos negócios estrangeiros. o que significa que é esse país que preside às reuniões do Conselho e que decide da ordem de trabalhos política geral. na Bélgica. é a face da diplomacia da UE. em França. se necessário. é o principal organismo de decisão da UE. os deputados europeus representam todos os quadrantes da opinião pública sobre a integração europeia. São estas «cimeiras» que definem a política da UE nas suas linhas gerais. representando e defendendo os interesses da Europa no seu conjunto.br Os deputados do Parlamento Europeu não estão organizados por blocos nacionais. No seu conjunto. 32 . As principais reuniões (sessões plenárias) do Parlamento Europeu realizam-se em Estrasburgo. A maior parte das decisões é tomada por maioria.europa. Tal como as restantes instituições europeias. ministros da economia e das finanças. A Comissão assegura também o cumprimento dos Tratados e da legislação europeia. os Socialistas.cursoparaconcursos. O Conselho é constituído por ministros dos governos dos países membros da UE. os trabalhos do Parlamento processam-se nas 23 línguas oficiais da UE. os Presidentes e/ou Primeiros-Ministros dos países membros da UE reúnemse em Conselho Europeu. Cada país membro dispõe de um determinado número de votos no Conselho em função da dimensão da sua população. embora algumas questões sensíveis em áreas como a fiscalidade. A Comissão elabora propostas de legislação da UE que apresenta ao Parlamento Europeu e ao Conselho e assume a gestão quotidiana da execução das políticas e dos fundos da UE. O Conselho da União Europeia: a voz dos Estados-Membros Javier Solana. recorrendo. Partilha com o Parlamento Europeu o poder de aprovação da legislação da UE e é responsável pela sua política externa. mas por grupos políticos de dimensão europeia.eu). de segurança e de defesa. O Conselho da União Europeia. De seis em seis meses. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. Pode actuar contra os infractores. um país diferente assume as funções daquilo a que se convencionou chamar a Presidência da UE. na qualidade de Alto Representante para a Política Externa e de Segurança Comum. Analistas e Carreiras Afins. ministros da agricultura e assim por diante.

sobretudo através da fixação das taxas de juro. por exemplo. que são assistidos por cerca de 24 000 funcionários. O Presidente e os Membros da Comissão têm um mandato de cinco anos. Existe um juiz por cada Estado-Membro. Analistas e Carreiras Afins. O BCE é independente de governos e outros organismos. um por cada país membro da UE. O Comité das Regiões: a perspectiva local O Comité das Regiões é consultado antes da tomada de decisões da UE com um impacto directo a nível local ou regional em domínios como os transportes. sendo cada um responsável por uma área política específica da UE. despesas sociais. O Presidente da Comissão é escolhido pelos governos da UE e aprovado pelo Parlamento Europeu. Além disso. organismo ou empresa que utilize verbas da UE. O Tribunal de Justiça: o Estado de Direito As funções do Tribunal de Justiça consistem em assegurar a interpretação e aplicação uniformes da legislação europeia em todos os países membros. O Tribunal. o emprego e a educação.br A Comissão é composta por 27 homens e mulheres. que se pronuncia sobre propostas de decisões da UE em matéria de emprego.não representam os governos dos seus países de origem. a maioria dos quais trabalha em Bruxelas. provenientes dos contribuintes. O Tribunal garante. de forma económica e para o fim a que se destinam. Os seus 344 membros são frequentemente presidentes de governos regionais ou de câmaras municipais. a saúde. tem o direito de controlar qualquer organização. O Tribunal de Contas: olhar pelo dinheiro dos cidadãos O Tribunal de Contas verifica se os fundos da UE. O Comité é um organismo consultivo. formação profissional. Os Membros da Comissão . 33 . por forma a que a economia europeia não seja lesada pela inflação. O Comité Económico e Social Europeu: a voz da sociedade civil Os 344 membros do Comité Económico e Social Europeu representam um amplo leque de interesses. Técnicos. que os tribunais nacionais não decidam de forma diferente sobre a mesma questão. A sede do Tribunal está localizada no Luxemburgo. O Banco Central Europeu: uma moeda estável Com sede em Francoforte.cursoparaconcursos.ou Comissários . Os outros membros da Comissão são nomeados pelos respectivos governos nacionais em consulta com o novo Presidente e devem ser aprovados pelo Parlamento Europeu.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. o Banco Central Europeu (BCE) é responsável pela gestão do euro. são utilizados de acordo com a lei. etc.com. cuja sede se situa no Luxemburgo. na Alemanha. garantido assim que a lei seja igual para todos. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. certifica-se também de que os países membros e as instituições da UE cumprem o que a lei exige deles. que coincide com o período para o qual o Parlamento Europeu é eleito. dos empregadores aos sindicalistas e dos consumidores aos ecologistas. A sua principal preocupação é garantir a estabilidade dos preços.

b) estimular a produção de gêneros agrícolas orientada para as exportações como forma de auferir receitas. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. (Analista de Comércio exterior/ ESAF/ 2002) A gradual evolução do processo de construção da União Européia conduziu à unificação monetária dos países que atenderam aos critérios de convergência em matéria de políticas monetária e fiscal estabelecidos no Tratado de Masstricht. c) índices de inflação. Uma vez que é propriedade dos governos dos países da UE. exceto: a) Parlamento Europeu b) Tribunal de Justiça c) Reunião de Ministros Europeus d) Comissão das Comunidades e) Conselho Europeu 2. 3. d) índices de inflação. Entre os objetivos da PAC pode-se apontar: a) exercer controle de preços no mercado regional e no mercado global mediante a concessão de subsídios à produção e às exportações.com.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. não é diferente. todos medidos em função dos melhores resultados alcançados pelos países membros das Comunidades Européias. taxas de juros e déficits fiscais. Analistas e Carreiras Afins. (AFRF/ ESAF/ 2003) A integração no marco da União Européia tem como um de seus importantes e controversos pilares a Política Agrícola Comum (PAC). é fundamental a existência de instituições para assegurar um mínimo de organização ao processo. No caso da União Européia. todos medidos em função dos melhores resultados alcançados pelos países envolvidos no processo de unificação monetária. Também concede crédito ao investimento a PME e empréstimos a países candidatos à adesão e a países em desenvolvimento. taxas de câmbio. taxas de câmbio. b) índices de inflação. taxas de câmbio. Financia projectos de infra-estruturas. todos medidos em função dos melhores resultados alcançados pelos países membros das Comunidades Européias. Entre estes critérios destacam-se os compromissos referentes a: a) índices de inflação. em especial nas regiões menos desenvolvidas. todos medidos em função dos melhores resultados alcançados pelos países envolvidos no processo de unificação monetária. tais como ligações ferroviárias e rodoviárias ou programas ambientais. A União Européia utiliza todos os mecanismos abaixo. taxas de juros e índice de concentração de renda. (Analista de Comércio exterior/ ESAF/ 1998) Dentro de um processo de integração regional. taxas de juros e déficits fiscais.cursoparaconcursos. taxas de juros e índices de desemprego. o BEI pode angariar capital e conceder crédito e empréstimos a taxas favoráveis. taxas de câmbio. taxas de juros e índices de desemprego. Questões: 1. Técnicos. taxas de câmbio. 34 .br O Banco Europeu de Investimento: dar ajuda O Banco Europeu de Investimento (BEI) empresta dinheiro para financiar projectos de interesse europeu. e) índices de inflação. todos medidos em função dos melhores resultados alcançados pelos países envolvidos no processo de unificação monetária.

com.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. Croácia e Ucrânia. estimulou a constituição de blocos regionais em várias partes do mundo. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. (IPEA/CESPE/2008) O sucesso da União Européia. distribuição da produção e controle de preços. Analistas e Carreiras Afins. mediante planejamento. 7.br c) incrementar a produtividade agrícola. visto que a ordem jurídica comunitária integra o direito interno de cada estado-membro da UE. Técnicos. estabilizar mercados e garantir a segurança do abastecimento. e) organizar.  d) O Conselho da Europa não faz parte do arcabouço institucional da UE. 5.cursoparaconcursos. Existem duas condições que determinam a aceitação de uma candidatura à adesão: a localização no continente europeu e a prática de todos os procedimentos democráticos que caracterizam o Estado de direito. sob forma de um direito de ser consultado sobre os principais textos comunitários. dotado de poderes de controle do raamo executivo. além disso. 6. além de não imporem restrições comerciais entre si. A União Européia é uma organização regional constituída atualmente por 27 membros. Desde a sua criação. partilham uma moeda comum e adotam políticas fiscais e monetárias unificadas. a) Atualmente. que incorporou os países mais atrasados ao bloco original do Mercado Comum e lhes concedeu expressiva ajuda financeira. d) promover a substituição de importações de alimentos pela produção regionalmente planejada. com o Conselho da União Européia o poder orçamentário. o mercado agrícola em escala regional. Foi estabelecida com este nome pelo Tratado da União Européia (normalmente conhecido como Tratado de Maastricht). b) A União Européia encontra-se aberta a todos os países europeus que a ela pretendem aderir e que respeitem os compromissos assumidos nos Tratados da fundação e subscrevem os mesmos objetivos fundamentais. poder que se foi alargando progressivamente para se transformar num verdadeiro direito de co-decisão legislativa. O parlamento partilha. em 1992. e) A Política Agrícola Comum (PAC) objetiva incrementar a produtividade agrícola. nela. Gabarito: 1) c 2) c 3) c 4) C 5) E 6) E 7) a 35 . Assinale a alternativa incorreta sobre a UE. mas muitos aspectos da União já existiam desde a década de 50. o Parlamento Europeu dispõe igualmente de poder legislativo. são candidatos a entrar no bloco: Macedônia. que é uma pessoa jurídica de direito público internacional. 4. esse tratado deveria estar em harmonia com o direito comunitário da UE. não podendo este invocar a legislação nacional para impedir a aplicação do direito comunitário. c) O Parlamento Europeu desempenha papel fundamental no equilíbrio institucional da Comunidade: representa os povos da Europa e caracteriza a natureza democrática do projeto europeu. (Analista de Comércio Exterior/CESPE/2008) A União Européia constitui uma união aduaneira porque. (IRBR/CESPE/2004) Para q u e a República de Benguela pudesse firmar qualquer tratado específico com algum estado-membro da União Européia (UE). os países-membros. estabilizar mercados e garantir a segurança do abastecimento.

cit. o Mercosul pôde firmar acordos com outros blocos e países. A Estrutura Institucional do Mercosul 5  SEITENFUS. Em 1990. Somente com o Protocolo de Ouro Preto. formando então o Mercado Comum do Sul. Mercosul O Começo do Mercosul Segundo Seitenfus5.cursoparaconcursos. em 1991. com a entrada do Uruguai e do Paraguai para a constituição do Mercosul.com. em que os países signatários não tributariam ou restringiriam as importações um do outro. o presidente do Brasil Fernando Collor e o da Argentina Carlos Menem assinaram a Ata de Buenos Aires de integração econômica entre os dois países e em complemento a essa ata. O Tratado de Assunção foi um tratado assinado em 26 de março de 1991.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. Convém frisar que o Mercosul nasceu sem personalidade jurídica internacional. Brasil. op. inserindo-se no contexto internacional como ator capaz de contrair direitos e obrigações pelo Direito Internacional Público. p. Técnicos. A partir de 1º de janeiro de 1995. Inicialmente. 243-246. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www.. essa área converteu-se em união aduaneira. No ano seguinte.br 3. na qual todos os signatários poderiam cobrar as mesmas quotas nas importações dos demais países (Tarifa Externa Comum). o Mercosul foi gerado a partir da mesma retórica que caracterizou as fracassadas ALADI e ALALC. de 1994. estabeleceu-se uma área de livre-comércio.2. A partir de então. 36 . isto é. a Bolívia e o Chile adquiriram o status de membros associados. Paraguai e Uruguai. sua motivação é política. com o objetivo de estabelecer um mercado comum entre os países-membros. entre Argentina. Ricardo. Analistas e Carreiras Afins. o bloco passou a ter tal personalidade. foi assinado o Tratado de Assunção.

de natureza intergovernamental. com papel consultivo ou administrativo. Técnicos. ou seus equivalentes. O Grupo Mercado Comum (GMC).Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. 37 . Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. A Comissão de Comércio do Mercosul (CCM). A Secretaria Administrativa do Mercosul (SAM). Parágrafo único . VI.br A estrutura do Mercosul compreende órgãos com capacidade decisória e órgãos coadjuvantes. V. Seção I Do Conselho do Mercado Comum Artigo 3 O Conselho do Mercado Comum é o órgão superior do Mercosul ao qual incumbe a condução política do processo de integração e a tomada de decisões para assegurar o cumprimento dos objetivos estabelecidos pelo Tratado de Assunção e para lograr a constituição final do mercado comum. O Conselho do Mercado Comum (CMC). o Grupo Mercado Comum e a Comissão de Comércio do Mercosul.Poderão ser criados. Analistas e Carreiras Afins. que são representados a seguir com base no Protocolo de Ouro Preto (1994): Capítulo I Estrutura do Mercosul Artigo 1 A estrutura institucional do Mercosul contará com os seguintes órgãos: I.cursoparaconcursos. os órgãos auxiliares que se fizerem necessários à consecução dos objetivos do processo de integração. dos Estados Partes. e pelos Ministros da Economia. nos termos do presente Protocolo. Artigo 2 São órgãos com capacidade decisória. O Foro Consultivo Econômico-Social (FCES). o Conselho do Mercado Comum. A Comissão Parlamentar Conjunta (CPC).com. III. II. Artigo 4 O Conselho do Mercado Comum será integrado pelos Ministros das Relações Exteriores. IV.

IV. Velar pelo cumprimento do Tratado de Assunção. Negociar e assinar acordos em nome do Mercosul com terceiros países. III. Esclarecer. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. VI. XI. Analistas e Carreiras Afins. Artigo 8 São funções e atribuições do Conselho do Mercado Comum: I. VII. VIII. grupos de países e organizações internacionais. assim como modificá-los ou extingui-los. X. Artigo 7 As reuniões do Conselho do Mercado Comum serão coordenadas pelos Ministérios das Relações Exteriores e poderão ser convidados a delas participar outros Ministros ou autoridades de nível ministerial. Designar o Diretor da Secretaria Administrativa do Mercosul. Formular políticas e promover as ações necessárias à conformação do mercado comum. Homologar o Regimento Interno do Grupo Mercado Comum.com. Manifestar-se sobre as propostas que lhe sejam elevadas pelo Grupo Mercado Comum. Exercer a titularidade da personalidade jurídica do Mercosul. nas condições estipuladas no inciso VII do artigo 14. quando estime necessário. Estas funções podem ser delegadas ao Grupo Mercado Comum por mandato expresso. II. pelo período de seis meses. Artigo 6 O Conselho do Mercado Comum reunir-se-á quantas vezes estime oportuno. Adotar Decisões em matéria financeira e orçamentária. Criar reuniões de ministros e pronunciar-se sobre os acordos que lhe sejam remetidos pelas mesmas. o conteúdo e o alcance de suas Decisões.cursoparaconcursos. de seus Protocolos e dos acordos firmados em seu âmbito. Artigo 9 38 . devendo fazê-lo pelo menos uma vez por semestre com a participação dos Presidentes dos Estados Partes. Técnicos. V. IX.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. em ordem alfabética. Criar os órgãos que estime pertinentes.br Artigo 5 A Presidência do Conselho do Mercado Comum será exercida por rotação dos Estados Partes.

nos limites de suas competências. Tomar as medidas necessárias ao cumprimento das Decisões adotadas pelo Conselho do Mercado Comum. Artigo 11 O Grupo Mercado Comum será integrado por quatro membros titulares e quatro membros alternos por país. III. IV. Criar. designados pelos respectivos Governos. pelo cumprimento do Tratado de Assunção. nas condições estipuladas por seu Regimento Interno. V. 39 . II. para o cumprimento de seus objetivos. modificar ou extinguir órgãos tais como subgrupos de trabalho e reuniões especializadas. Manifestar-se sobre as propostas ou recomendações que lhe forem submetidas pelos demais órgãos do Mercosul no âmbito de suas competências. Artigo 12 Ao elaborar e propor medidas concretas no desenvolvimento de seus trabalhos. Propor projetos de Decisão ao Conselho do Mercado Comum. Velar. Artigo 14 São funções e atribuições do Grupo Mercado Comum: I. O Grupo Mercado Comum será coordenado pelos Ministérios das Relações Exteriores. dos Ministérios da Economia (ou equivalentes) e dos Bancos Centrais. Analistas e Carreiras Afins. representantes de outros órgãos da Administração Pública ou da estrutura institucional do Mercosul.com. VI. Fixar programas de trabalho que assegurem avanços para o estabelecimento do mercado comum. de seus Protocolos e dos acordos firmados em seu âmbito. as quais serão obrigatórias para os Estados Partes. quantas vezes se fizerem necessárias. Técnicos.cursoparaconcursos. dentre os quais devem constar necessariamente representantes dos Ministérios das Relações Exteriores. Seção II Do Grupo Mercado Comum Artigo 10 O Grupo Mercado Comum é o órgão executivo do Mercosul. o Grupo Mercado Comum poderá convocar.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. Artigo 13 O Grupo Mercado Comum reunir-se-á de forma ordinária ou extraordinária.br O Conselho do Mercado Comum manifestar-se-á mediante Decisões. quando julgar conveniente.

XII. X. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. Artigo 17 40 . quando dispuser de mandato para tal fim. Analistas e Carreiras Afins. O Grupo Mercado Comum.br VII. Supervisionar as atividades da Secretaria Administrativa do Mercosul.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. Eleger o Diretor da Secretaria Administrativa do Mercosul. grupos de países e organismos internacionais. compete velar pela aplicação dos instrumentos de política comercial comum acordados pelos Estados Partes para o funcionamento da união aduaneira.cursoparaconcursos. por delegação expressa do Conselho do Mercado Comum e dentro dos limites estabelecidos em mandatos específicos concedidos para esse fim. com base nas orientações emanadas do Conselho do Mercado Comum. Submeter ao Conselho do Mercado Comum seu Regimento Interno. Técnicos. XIV. Negociar. VIII. Artigo 15 O Grupo Mercado Comum manifestar-se-á mediante Resoluções. O Grupo Mercado Comum. as quais serão obrigatórias para os Estados Partes. com o comércio intraMercosul e com terceiros países. acordos em nome do Mercosul com terceiros países. IX. Homologar os Regimentos Internos da Comissão de Comércio e do Foro Consultivo Econômico-Social. XI. XIII. Adotar Resoluções em matéria financeira e orçamentária. bem como acompanhar e revisar os temas e matérias relacionados com as políticas comerciais comuns. órgão encarregado de assistir o Grupo Mercado Comum. Organizar as reuniões do Conselho do Mercado Comum e preparar os relatórios e estudos que este lhe solicitar. quando autorizado pelo Conselho do Mercado Comum. Seção III Da Comissão de Comércio do Mercosul Artigo 16 À Comissão de Comércio do Mercosul. procederá à assinatura dos mencionados acordos.com. com a participação de representantes de todos os Estados Partes. poderá delegar os referidos poderes à Comissão de Comércio do Mercosul. Aprovar o orçamento e a prestação de contas anual apresentada pela Secretaria Administrativa do Mercosul.

Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. Técnicos. Tomar as decisões vinculadas à administração e à aplicação da tarifa externa comum e dos instrumentos de política comercial comum acordados pelos Estados Partes. Acompanhar a aplicação dos instrumentos de política comercial comum nos Estados Partes. Artigo 20 41 . Artigo 18 A Comissão de Comércio do Mercosul reunir-se-á pelo menos uma vez por mês ou sempre que solicitado pelo Grupo Mercado Comum ou por qualquer dos Estados Partes. XI. organismos internacionais e acordos de comércio. Adotar o Regimento Interno. Considerar e pronunciar-se sobre as solicitações apresentadas pelos Estados Partes com respeito à aplicação e ao cumprimento da tarifa externa comum e dos demais instrumentos de política comercial comum. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. Analistas e Carreiras Afins.br A Comissão de Comércio do Mercosul será integrada por quatro membros titulares e quatro membros alternos por Estado Parte e será coordenada pelos Ministérios das Relações Exteriores. inclusive para contemplar casos referentes a novas atividades produtivas no âmbito do Mercosul. X. II. que submeterá ao Grupo Mercado Comum para sua homologação. Estabelecer os comitês técnicos necessários ao adequado cumprimento de suas funções. Artigo 19 São funções e atribuições da Comissão de Comércio do Mercosul: I. Desempenhar as tarefas vinculadas à política comercial comum que lhe solicite o Grupo Mercado Comum. Propor a revisão das alíquotas tarifárias de itens específicos da tarifa externa comum. sobre o trâmite das solicitações recebidas e sobre as decisões adotadas a respeito delas. VIII. Analisar a evolução dos instrumentos de política comercial comum para o funcionamento da união aduaneira e formular Propostas a respeito ao Grupo Mercado Comum. VII. Informar ao Grupo Mercado Comum sobre a evolução e a aplicação dos instrumentos de política comercial comum.com. III. Velar pela aplicação dos instrumentos comuns de política comercial intra-Mercosul e com terceiros países.cursoparaconcursos. VI. bem como dirigir e supervisionar as atividades dos mesmos. IX. IV. V. Propor ao Grupo Mercado Comum novas normas ou modificações às normas existentes referentes à matéria comercial e aduaneira do Mercosul.

Analistas e Carreiras Afins. caberá à Comissão de Comércio do Mercosul considerar reclamações apresentadas pelas Seções Nacionais da Comissão de Comércio do Mercosul. Parágrafo primeiro . Quando necessário. tal como requerido pelo avanço do processo de integração.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais.As reclamações originadas nos casos estabelecidos no presente artigo obedecerão o procedimento previsto no Anexo deste Protocolo.O exame das referidas reclamações no âmbito da Comissão de Comércio do Mercosul não obstará a ação do Estado Parte que efetuou a reclamação ao amparo do Protocolo de Brasília para Solução de Controvérsias. Parágrafo segundo . Artigo 25 A Comissão Parlamentar Conjunta procurará acelerar os procedimentos internos correspondentes nos Estados Partes para a pronta entrada em vigor das normas emanadas dos órgãos do Mercosul previstos no Artigo 2 deste Protocolo. Recomendações ao Conselho do Mercado Comum. Artigo 23 A Comissão Parlamentar Conjunta será integrada por igual número de parlamentares representantes dos Estados Partes.pessoas físicas ou jurídicas -. por intermédio do Grupo Mercado Comum.br A Comissão de Comércio do Mercosul manifestar-se-á mediante Diretrizes ou Propostas. Técnicos.cursoparaconcursos. quando estiverem em sua área de competência. Da mesma forma. originadas pelos Estados Partes ou em demandas de particulares . Seção IV Da Comissão Parlamentar Conjunta Artigo 22 A Comissão Parlamentar Conjunta é o órgão representativo dos Parlamentos dos Estados Partes no âmbito do Mercosul. coadjuvará na harmonização de legislações. As Diretrizes serão obrigatórias para os Estados Partes.com. 42 . de acordo com seus procedimentos internos. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. Artigo 26 A Comissão Parlamentar Conjunta encaminhará. Artigo 21 Além das funções e atribuições estabelecidas nos artigos 16 e 19 do presente Protocolo. relacionadas com as situações previstas nos artigos 1 ou 25 do Protocolo de Brasília. Artigo 24 Os integrantes da Comissão Parlamentar Conjunta serão designados pelos respectivos Parlamentos nacionais. o Conselho do Mercado Comum solicitará à Comissão Parlamentar Conjunta o exame de temas prioritários.

Analistas e Carreiras Afins. Seção VI Da Secretaria Administrativa do Mercosul Artigo 31 O Mercosul contará com uma Secretaria Administrativa como órgão de apoio operacional. Organizar os aspectos logísticos das reuniões do Conselho do Mercado Comum. II.br Artigo 27 A Comissão Parlamentar Conjunta adotará o seu Regimento Interno.com.cursoparaconcursos. Nesse contexto. dos 43 . Técnicos. Realizar a publicação e a difusão das decisões adotadas no âmbito do Mercosul. as traduções autênticas para os idiomas espanhol e português de todas as decisões adotadas pelos órgãos da estrutura institucional do Mercosul. Seção V Do Foro Consultivo Econômico-Social Artigo 28 O Foro Consultivo Econômico-Social é o órgão de representação dos setores econômicos e sociais e será integrado por igual número de representantes de cada Estado Parte. dentro de suas possibilidades. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. para homologação. lhe corresponderá: i) Realizar. A Secretaria Administrativa do Mercosul será responsável pela prestação de serviços aos demais órgãos do Mercosul e terá sede permanente na cidade de Montevidéu. em coordenação com os Estados Partes. Servir como arquivo oficial da documentação do Mercosul. do Grupo Mercado Comum e da Comissão de Comércio do Mercosul e. ii) Editar o Boletim Oficial do Mercosul. Artigo 30 O Foro Consultivo Econômico-Social submeterá seu Regimento Interno ao Grupo Mercado Comum. Artigo 32 A Secretaria Administrativa do Mercosul desempenhará as seguintes atividades: I. III. Artigo 29 O Foro Consultivo Econômico-Social terá função consultiva e manifestar-se-á mediante Recomendações ao Grupo Mercado Comum.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. conforme previsto no artigo 39.

prévia consulta aos Estados Partes.br demais órgãos do Mercosul. em bases rotativas. bem como relatório sobre suas atividades. a Secretaria Administrativa do Mercosul fornecerá apoio ao Estado que sediar o evento.com. pelo Grupo Mercado Comum e pela Comissão do Comércio do Mercosul.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. o qual será nacional de um dos Estados Partes. Informar regularmente os Estados Partes sobre as medidas implementadas por cada país para incorporar em seu ordenamento jurídico as normas emanadas dos órgãos do Mercosul previstos no Artigo 2 deste Protocolo. VI. Artigo 33 A Secretaria Administrativa do Mercosul estará a cargo de um Diretor. Elaborar seu projeto de orçamento e. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. Terá mandato de dois anos. Técnicos. quando as mesmas forem realizadas em sua sede permanente. Desempenhar as tarefas que lhe sejam solicitadas pelo Conselho do Mercado Comum. Registrar as listas nacionais dos árbitros e especialistas. uma vez aprovado pelo Grupo Mercado Comum. Analistas e Carreiras Afins. de 17 de dezembro de 1991. IV. bem como desempenhar outras tarefas determinadas pelo Protocolo de Brasília. VII. Apresentar anualmente ao Grupo Mercado Comum a sua prestação de contas. No que se refere às reuniões realizadas fora de sua sede permanente. vedada a reeleição. V. VIII. 44 . Será eleito pelo Grupo Mercado Comum. praticar todos os atos necessários à sua correta execução. e designado pelo Conselho do Mercado Comum.cursoparaconcursos.

45 .br/organograma O Conselho Mercado Comum (CMC) tem competência para criar reuniões especializadas.br Fonte: Ministério das Relações Exteriores.mercosul. Ministros da Justiça. Analistas e Carreiras Afins. Dependendo da área temática. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www.cursoparaconcursos. Ministros da Educação. que desempenham papel auxiliar ao Grupo Mercado Comum (GMC).gov. Técnicos.com. Existem reuniões de Ministros de Economia e Presidentes de Bancos Centrais.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. no âmbito de competência de seus Ministérios. entre outros. os ministros da determinada área encontram-se para convergir interesses e buscar cooperação. O GMC leva ao CMC os acordos firmados nas Reuniões de Ministros para que sejam aprovados e implementados. http://www.

industrial. ARTIGO 3 Durante o período de transição. agrícola. constitui o acordo-quadro que inicia o Mercado Comum do Sul. para lograr o fortalecimento do processo de integração. a fim de assegurar condições adequadas de concorrência entre os Estados Partes. III e IV ao presente Tratado. que deverá estar estabelecido a 31 de dezembro de 1994. CAPÍTULO I Propósitos. um Sistema de Solução de Controvérsias e Cláusulas de Salvaguarda. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. de outras que se acordem -. 46 . fiscal. Analistas e Carreiras Afins. e que se denominará "Mercado Comum do Sul" (MERCOSUL).2. assinado em 1991. nas áreas pertinentes. entre outros. que contam com Anexos II.com. cambial e de capitais. e a fim de facilitar a constituição do Mercado Comum. na capital paraguaia.cursoparaconcursos.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. e O compromisso dos Estados Partes de harmonizar suas legislações. através. monetária. Princípios e Instrumentos ARTIGO 1 Os Estados Partes decidem constituir um Mercado Comum. Técnicos. ARTIGO 2 O Mercado comum estará fundado na reciprocidade de direitos e obrigações entre os Estados Partes. Estrutura Normativa do Mercosul:  Tratado de Assunção (1991) O Tratado de Assunção. A coordenação de políticas macroeconômicas e setoriais entre os Estados Partes – de comércio exterior. serviços e fatores produtivos entre os países. que se estenderá desde a entrada em vigor do presente Tratado até 31 de dezembro de 1994.br 3. da eliminação dos direitos alfandegários e restrições não tarifárias à circulação de mercadorias e de qualquer outra medida de efeito equivalente. os Estados Partes adotam um Regime Geral de Origem. Este Mercado comum implica: A livre circulação de bens. O estabelecimento de uma tarifa externa comum e a adoção de uma política comercial comum e relação a terceiros Estados ou agrupamentos de Estados e a coordenação de posições em foros econômico-comerciais regionais e internacionais.5.

nos outros Estados Partes. 47 . para chegar a 31 de dezembro de 1994 com tarifa zero. indicados na letra anterior.br ARTIGO 4 Nas relações com terceiros países. os principais instrumentos pra a constituição do Mercado Comum são: a. Uma tarifa externa comum. Analistas e Carreiras Afins.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. Um Programa de Libertação Comercial.cursoparaconcursos. Para tal fim. e a coordenar suas posições nas negociações comerciais externas que empreendam durante o período de transição. ARTIGO 7 Em matéria de impostos. c. que incentive a competitividade externa dos Estados Partes. sem barreiras não tarifárias sobre a totalidade do universo tarifário (Anexo I). os Estados Partes asseguração condições eqüitativas de comércio. que consistirá em reduções tarifárias progressivas. ARTIGO 6 Os Estados Parte reconhecem diferenças pontuais de ritmo para a República do Paraguai e para a República Oriental do Uruguai. do mesmo tratamento que se aplique ao produto nacional. d. os produtos originários do território de um Estado Parte gozarão. acompanhadas da eliminação de restrições não tarifárias ou medidas de efeito equivalente. lineares e automáticas. b. com o fim de otimizar a utilização e mobilidade dos fatores de produção e alcançar escalas operativas eficientes. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. A adoção de acordo setoriais. Técnicos. inclusive os Acordos firmados no âmbito da Associação LatinoAmericana de Integração. ARTIGO 8 Os Estados Partes se comprometem a preservar os compromissos assumidos até a data de celebração do presente Tratado. Evitarão afetar os interesses dos Estados Partes nas negociações comerciais que realizem entre si até 31 de dezembro de 1994. dumping ou qualquer outra prática desleal. assim como de outras restrições ao comércio entre os Estados Partes. Para tanto: a.com. os Estados Partes coordenarão suas respectivas políticas nacionais com o objetivo de elaborar normas comuns sobre concorrência comercial. Paralelamente. aplicarão suas legislações nacionais para inibir importações cujos preços estejam influenciados por subsídios. taxas e outros gravames internos. ARTIGO 5 Durante o período de transição. que constam no Programa de Liberação Comercial (Anexo I). A coordenação de políticas macroeconômicas que se realizará gradualmente e de forma convergente com os programas de desgravação tarifária e eliminação de restrições não tarifárias.

Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. ARTIGO 22 Formalizada a denúncia. Analistas e Carreiras Afins. tendentes à formação de zonas de livre comércio com os demais países membros da Associação Latino-Americana de Integração. CAPÍTULO V Denúncia ARTIGO 21 O Estado Parte que desejar desvincular-se do presente Tratado deverá comunicar essa intenção aos demais Estados Partes de maneira expressa e formal.br b. Evitarão afetar os interesses dos demais Estados Partes ou os objetivos do Mercado Comum nos acordos que celebrarem com outros países membros da Associação Latino-Americana de Integração durante o período e transição. ARTIGO 17 Os idiomas oficiais do Mercado Comum serão o português e o espanhol e a versão oficial dos documentos de trabalho será a do idioma do país sede de cada reunião. franquia. mediante negociação. mantendo-se os referentes ao programa de 48 . Realizarão consultas entre si sempre que negociarem esquemas amplos de desgravação tarifária. A aprovação das solicitações será objeto de decisão unânime dos Estados Partes.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. cujas solicitações poderão ser examinadas pelos Estados Partes depois de cinco anos de vigência deste Tratado.cursoparaconcursos. efetuando no prazo de sessenta (60) dias a entrega do documento de denúncia ao Ministério das Relações Exteriores da República do Paraguai. dos demais países membros da Associação Latino-Americana de Integração. Não obstante. imunidade ou privilégio que concedam a um produto originário de ou destinado a terceiros países não membros da Associação Latino-Americano de Integração. Técnicos. cessarão para o Estado denunciante os direitos e obrigações que correspondam a sua condição de Estado Parte. d. CAPÍTULO IV Adesão ARTIGO 20 O presente Tratado estará aberto à adesão. c. Estenderão automaticamente aos demais Estados Partes qualquer vantagem. favor. poderão ser consideradas antes do referido prazo as solicitações apresentadas por países membros da Associação Latino-Americana de Integração que não façam parte de esquemas de integração sub-regional ou de uma associação extra-regional.com. que o distribuirá aos demais Estados Partes.

Artigo 36 O Mercosul celebrará acordos de sede. em especial contratar. Técnicos. no uso de suas atribuições. Capítulo IV Aplicação Interna das Normas Emanadas dos Órgãos do Mercosul Artigo 38 49 . Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. Capítulo III Sistema de Tomada de Decisões Artigo 37 As decisões dos órgãos do Mercosul serão tomadas por consenso e com a presença de todos os Estados Partes. comparecer em juízo. adquirir ou alienar bens móveis e imóveis. conservar fundos e fazer transferências. Artigo 35 O Mercosul poderá.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. praticar todos os atos necessários à realização de seus objetivos. Esses direitos e obrigações do Estado denunciante continuarão em vigor por um período de dois (2) anos a partir da data da mencionada formalização.  Protocolo de Ouro Preto (1994) O Protocolo de Ouro Preto estabeleceu as bases institucionais do Mercosul.br liberação do presente Tratado e outros aspectos que os Estados Partes.cursoparaconcursos. Por meio desse protocolo. acordem no prazo de sessenta (60) dias após a formalização da denúncia. juntos com o Estado denunciante. Analistas e Carreiras Afins.com. o bloco passou a ter personalidade jurídica internacional. Capítulo II Personalidade Jurídica Artigo 34 O Mercosul terá personalidade jurídica de Direito Internacional.

das Resoluções do Grupo Mercado Comum. darão publicidade do início da vigência das referidas normas por intermédio de seus respectivos diários oficiais. o teor das Decisões do Conselho do Mercado Comum.com.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. Parágrafo único . o cumprimento das normas emanadas dos órgãos do Mercosul previstos no artigo 2 deste Protocolo. Com esse objetivo.br Os Estados Partes comprometem-se a adotar todas as medidas necessárias para assegurar. dentro do prazo acima. Analistas e Carreiras Afins. os Estados Partes adotarão as medidas necessárias para a sua incorporação ao ordenamento jurídico nacional e comunicarão as mesmas à Secretaria Administrativa do Mercosul. III. ii) Quando todos os Estados Partes tiverem informado sua incorporação aos respectivos ordenamentos jurídicos internos. Os acordos celebrados no âmbito do Tratado de Assunção e seus protocolos. II. bem como de quaisquer atos aos quais o Conselho do Mercado Comum ou o Grupo Mercado Comum entendam necessário atribuir publicidade oficial.Os Estados Partes informarão à Secretaria Administrativa do Mercosul as medidas adotadas para esse fim. iii) As normas entrarão em vigor simultaneamente nos Estados Partes 30 dias após a data da comunicação efetuada pela Secretaria Administrativa do Mercosul. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. Capítulo V Fontes Jurídicas do Mercosul Artigo 41 As fontes jurídicas do Mercosul são: I. em sua íntegra. as Resoluções do Grupo Mercado Comum e as Diretrizes da Comissão de Comércio do Mercosul. das Diretrizes da Comissão de Comércio do Mercosul e dos Laudos Arbitrais de solução de controvérsias. Artigo 39 Serão publicados no Boletim Oficial do Mercosul.cursoparaconcursos. nos termos do item anterior. a Secretaria Administrativa do Mercosul comunicará o fato a cada Estado Parte. os Estados Partes. seus protocolos e os instrumentos adicionais ou complementares. As Decisões do Conselho do Mercado Comum. Artigo 42 50 . O Tratado de Assunção. em seus respectivos territórios. adotadas desde a entrada em vigor do Tratado de Assunção. nos idiomas espanhol e português. Artigo 40 A fim de garantir a vigência simultânea nos Estados Partes das normas emanadas dos orgãos do Mercosul previstos no Artigo 2 deste Protocolo. deverá ser observado o seguinte procedimento: i) Uma vez aprovada a norma. Técnicos.

com o objetivo de reformar o mecanismo de solução de controvérsias do bloco. Dois deles serão nacionais dos dois Estados-partes litigantes e o terceiro. na cidade argentina de Olivos. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. salvo acordo em contrário. o Tribunal contará com a totalidade de seus árbitros. em outras cidades do Mercosul. O TPR está sediado em Assunção. que será o presidente. Criou-se o Tribunal Permanente de Revisão (TPR). será sorteado entre os demais árbitros que não sejam nacionais dos referidos Estados. pelos membros do Mercosul.cursoparaconcursos. renovável por até duas vezes consecutivas. Caso a controvérsia envolva mais de dois Estados. com o fim de controlar a legalidade das decisões arbitrais. Técnicos.com. foi feito com os países latino-americanos. Entrou em vigor em 2004. por um período de dois anos.br As normas emanadas dos órgãos do Mercosul previstos no Artigo 2 deste Protocolo terão caráter obrigatório e deverão. A maior parte desses acordos. Prevê-se no Protocolo de Olivos que os árbitros supracitados deverão ser juristas de reconhecida competência e ter conhecimento do conjunto normativo do Mercosul. três árbitros integrarão o Tribunal. As votações e deliberações seguirão o princípio majoritário e serão confidenciais. Um estágio seguinte poderá ser a criação de uma corte permanente do Mercosul. O TPR é formado por cinco árbitros designados um por Estado. para um período de três anos. quando necessário. No caso de dois Estados envolverem-se em uma controvérsia. não renovável.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. Protocolo de Olivos (2004) O Protocolo de Olivos foi assinado em 2002. contudo. Os laudos do TPR possuirão força de coisa julgada. Acordos Extra-Bloco O Mercosul já celebrou diversos acordos com países e blocos. A escolha do quinto árbitro será feita por unanimidade. como mostra o quadro abaixo: Acordos do Mercosul com países-membros da ALADI 51 . ser incorporadas aos ordenamentos jurídicos nacionais mediante os procedimentos previstos pela legislação de cada país. Analistas e Carreiras Afins. mas poderá reunir-se em caso de necessidade devidamente justificada. Deverão ser imparciais em relação à administração pública e sem interesse de qualquer natureza na controvérsia.

Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. Técnicos. Analistas e Carreiras Afins. o processo de desgravação tarifária encontra-se em estágio avançado: desde janeiro de 2006. 3) MERCOSUL.cursoparaconcursos. de uma zona de livre comércio entre as Partes. no dia 1º/07/08. Na Reunião da Cúpula do MERCOSUL. . A partir de janeiro de 2007 foi iniciado o processo de desgravação dos produtos constantes dos Anexos 6 (lista de exceções).com. a quase totalidade do universo tarifário atingiu 100% de margem de preferência. todos os demais contam com 100% de margem de preferência desde 01/01/2006. e o Anexo 06. o “Protocolo sobre o Comércio de Serviços entre MERCOSUL e Chile”. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. 2) ACE-36 MERCOSUL-Bolívia: O ACE-36 MERCOSUL-Bolívia é um Acordo de Livre Comércio assinado em 17/12/1996 e em vigor desde 28/02/1997. é um Acordo-Quadro que tem por objetivo estabelecer as bases para uma eventual futura área de livre comércio entre o México e os Estados Partes do MERCOSUL. exclusivo para os produtos do setor automotivo (veículos e autopeças). conforme cronograma que tende ao livre comércio em veículos leves (em vigor desde 2007).ACE-55 MERCOSUL-México (setor automotivo): acordo em vigor desde 01/03/03. As autopeças listadas nos apêndices bilaterais do Acordo já são comercializadas em regime 52 .br 1) ACE-35 MERCOSUL-Chile: O ACE-35 é um Acordo de Livre Comércio assinado em 25/06/1996 e em vigor desde 01/10/96. realizada em Tucumán. Este acordo estabelece a redução recíproca de alíquotas de importação dos produtos do setor. no prazo máximo de 10 anos. veículos pesados (previsto para ser negociado até o prazo máximo de 2020). foi adotada Declaração a respeito do tema.MÉXICO: .ACE-54 MERCOSUL-México: assinado em 05/07/02. O Anexo 05 lista 650 produtos que só serão completamente desgravados em 2011. À exceção dos produtos constantes dos Anexos 05 e 06 do Acordo. Argentina. 7 (lista de exceções sobre produtos do Patrimônio Histórico) e 8 (setor açucareiro). O Acordo teve por objetivo o estabelecimento. A Comissão Administradora do ACE-35 aprovou. em 20/06/2008. Nesse sentido. outros 29 produtos que só serão plenamente liberalizados em 2014.

treze e quinze anos). adotou a Resolução nº 62. O ELC buscará a convergência dos acordos de comércio regional atualmente em vigor e poderá abranger “novos temas”. de livre 4) ACE-58 MERCOSUL-Peru: O ACE-58 é um Acordo de Livre Comércio. com concessões maiores para os países andinos.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. O XIV Conselho de Ministros. Técnicos. pela 53 . investimentos. . dez e doze anos). Para produtos sensíveis. 5) ACE-59 MERCOSUL-Colômbia/Equador/Venezuela: O ACE-59 é um Acordo de Livre Comércio assinado em 18/10/04 e em vigor desde 02/02/05. no caso de Brasil e Argentina. O programa de liberalização comercial possui ritmos e prazos de desgravação diferenciados. 6) ACE-62 MERCOSUL-Cuba: Acordo firmado em 21/07/06 e em vigor entre Brasil e Cuba desde 28/07/07. pela maior preferência negociada em um daqueles acordos. ii) cronogramas para produtos do patrimônio histórico (programas de desgravação de um dez anos) e iii) cronogramas para produtos sensíveis. que podem ser ou não do patrimônio histórico (programas de desgravação de doze. e até 2019 no caso do Peru. As listas de concessões agrupam Brasil e Argentina bilateralmente (desgravação total até 2012) e listas especiais para o Paraguai (até 2012) e Uruguai (até 2011). Os cronogramas de desgravação compreendem: i) cronograma geral (programas de desgravação de quatro. O ACE-62 consolidou a multilateralização das preferências dos quatro acordos bilaterais entre os Estados Partes do MERCOSUL e Cuba.cursoparaconcursos. aprovou as bases para a conformação progressiva de um Espaço de Livre Comércio (ELC) entre os países membros da Associação. tais como serviços. assinado em 30/11/05 e em vigor desde 01/01/06. seis.ESPAÇO DE LIVRE COMÉRCIO – ELC (ALADI) A Resolução nº 59. do Conselho de Ministros. oito.com. instância máxima da Associação Latino-Americana de Integração (ALADI). de 18/11/04. existem tabelas de desgravação intermediárias para os anos de 2014. realizado em 11/03/08.br comércio. propriedade intelectual e compras governamentais. Paraguai e Uruguai. Analistas e Carreiras Afins. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. As concessões do Peru possuem prazos de desgravação mais longos que os concedidos por Brasil e Argentina (até 2014). cinco.

mercosul. Atualmente. calçados e aviões. o Brasil já assinou acordos-quadro com o Conselho de Cooperação do Golfo – CCG .10. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. garantir que os produtores dos diferentes Estados-partes pagarão o mesmo montante para importação de insumos e máquinas. Os principais produtos de exportação do Mercosul são commodities. já a União Européia defende maior abertura de serviços e de produtos industriais por parte dos sulamericanos. agroquímicos e produtos de alta tecnologia. Tarifa Externa Comum (TEC) A Tarifa Externa Comum (TEC) contempla os produtos comercializados com terceiros países. O setor petroquímico brasileiro receia a alta competitividade dos países do CCG nesse setor e por isso pressiona o governo brasileiro contra um acordo de livre-comércio Mercosul-CCG. 8 e 10 anos). com Índia (2005) e com a União Européia (1995). Mercosul e UE esperam o desfecho de Doha para prosseguir com as negociações. Com a UE. Os dois primeiros acordos ainda não foram aprovados pelo Legislativo brasileiro. já Israel exporta software. enquanto o terceiro entrou em vigor em 1999. O acordo não inclui a Venezuela.br/principais-tema-da-agenda-do-mercosul/acordos-do-mercosul-no- Fora da região sul-americana. tomando como base os trabalhos desenvolvidos no âmbito da Associação e as considerações expressadas nesta reunião”.2.(2005). 4. Analistas e Carreiras Afins. Os países do Mercosul querem maior acesso a suas commodities no mercado do bloco europeu.br qual foi encomendado ao Comitê de Representantes da ALADI que “prossiga com os trabalhos para a conformação progressiva do Espaço de Livre Comércio no marco do aprofundamento da integração regional. Trata-se da necessidade de equalizarem-se as condições de concorrência. 9. em oito dígitos. grãos. O tratado cobre 90% do fluxo comercial. Este foi o primeiro TLC do bloco com país fora do subcontinente sul-americano desde sua fundação. Técnicos. 54 . com um cronograma de quatro fases para remoção de restrições (imediata.gov. em 2007. o dilema é o mesmo da Rodada Doha.com. Estes são descritos na Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM). totalizando. Fonte: ambito-da-aladi-1/ http://www.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. No dia 17 de dezembro de 2007. 3. isto é. no âmbito da OMC.721 itens tarifários.cursoparaconcursos. durante a XXXIV reunião de cúpula do Mercado Comum do Sul e estados associados realizada em Montevidéu. que se encontra em processo de conversão em membro pleno. os presidentes dos países membros do Mercosul assinaram um Tratado de Livre Comércio (TLC) com Israel.

7/94 e 22/94do Conselho do Mercado Comum. componente fundamental do sistema global de comércio. determinar a origem de uma mercadoria muitas vezes se torna extremamente complexo com a divisão internacional da produção. necessitou-se adotar uma Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM). é entendida como o lugar onde o produto foi efetivamente extraído.11. tais acordos garantem acesso preferencial mútuo aos mercados nacionais ou regionais por meio de regime especial de preferências tarifárias. 55 . Regime de origem do Mercosul Os acordos comerciais regionais são. 3. e que tem como base o Sistema Harmonizado de Designação e Classificação de Mercadorias da Organização Mundial de Aduanas. as chamadas “regras de origem” adquirem importância singular. para que as preferências sejam adequadamente aplicadas.2.com. Entretanto. Para viabilizar a TEC. Nesse contexto.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais.cursoparaconcursos. as de bens de informática e telecomunicações terminados em 16% e as de bens de consumo em 18% a 20%. Ela compreende tarifas que variam de 0% a 20%. A TEC é fundamental para a atuação em bloco nas negociações comerciais com terceiros países ou grupos de países. é indispensável dispor de critérios que definam a origem dos bens e que garantam que os privilégios sejam concedidos exclusivamente aos produtos “originários” dos países que compõem o bloco. que definem critérios para identificar a verdadeira origem de uma mercadoria. as alíquotas dos insumos variam entre 0 e 12%. fabricado ou transformado. também só pode ser revista de comum acordo pelos países-membros.br Aprovou-se a TEC na Cúpula de Ouro Preto. Aparentemente um procedimento simples. colhido. aprovada também em 1994. pelas Decisões n. A TEC. Técnicos. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. hoje. negociadas pelas partes contratantes de um acordo preferencial. A entrada em vigor da TEC para a maior parte de universo tarifário ocorreu em 1º de janeiro de 1995. aqui. São essas regras. Assim. A origem. Ao estabelecer relações comerciais privilegiadas entre as partes contratantes. definida em comum. característica da era globalizada. as de bens de capital concentram-se em 14%. com alíquotas crescentes em 2 pontos percentuais de acordo com o grau de elaboração ao longo da cadeia produtiva. Analistas e Carreiras Afins.

para que um produto seja considerado originário. de modo que os insumos importados e o produto final sejam classificados em diferentes posições tarifárias da Nomenclatura Comum do Mercosul . Há. sob coordenação do Ministério do Desenvolvimento. utilizado nos casos em que o critério acima não possa ser cumprido. d) não existe. conforme previsto no Protocolo de Ouro Preto. no Brasil. Pelas regras do Mercosul. com direito de estabelecimento.br Ademais. c) essa união aduaneira não dispõe de personalidade jurídica internacional. ele deve ter pelo menos 60% de valor agregado regional. no MERCOSUL. os insumos de terceiros países não devem ultrapassar 40% do valor da mercadoria. (IRBr/CESPE/2008) Segundo a doutrina da integração regional. bem como possibilitar que rótulos como “made in” sejam anexados colocados em produtos. sendo reconhecida apenas no MERCOSUL como um todo. conforme definido no preâmbulo do Código Aduaneiro do MERCOSUL. que. Segundo esse critério. única e exclusivamente. o MERCOSUL recebe a classificação de união aduaneira imperfeita. quando resultantes de um processo de transformação que lhes confira nova individualidade”.cursoparaconcursos. que estabelece as diretrizes para sua fabricação. b) há um regime de exceções tributárias decorrente das assimetrias internas que impede a aplicação de um único imposto aduaneiro. Tal classificação justifica-se porque a) há expressa previsão legal a esse respeito. materiais originários dos Estados Partes” e “os produtos em cuja elaboração forem utilizados materiais não originários. O critério complementar é o do conteúdo regional. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. Analistas e Carreiras Afins.NCM. ainda. as regras de origem podem desempenhar também papel significativo na elaboração de estatísticas de comércio de cada país. Questões: 1. O Certificado é o documento que permite comprovar que os bens cumprem os requisitos de origem exigidos.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. a possibilidade de um produto ser considerado originário se obedecer ao critério de processo produtivo. Técnicos. Os produtos originários devem obter um Certificado de Origem.. é concedido pelas Federações de Indústria. o critério básico para a concessão de caráter originário é a transformação do produto no território do Mercosul. pois o processo de transformação operado não implica mudança de posição tarifária. da Indústria e do Comércio Exterior. serão considerados originários “os produtos elaborados integralmente no território de qualquer um dos Estados Partes quando forem utilizados. livre circulação de trabalhadores. que se desenvolve com a disseminação e o aprofundamento dos blocos econômicos. como ocorre na União Européia.com. ou seja. comum a todos os países-membros do bloco regional. No que se refere aos produtos que contêm materiais de diferentes origens. Esse último caso se refere principalmente a bens de informática. 56 .

Bolívia e Chile). a) V. monetária e política. V. V e) V. a União Européia é uma união aduaneira. caso o país que perca um litígio não cumpra a decisão do Órgão de Solução de Controvérsias. b) O sistema de solução de controvérsias do Mercosul. Prevê o Protocolo que a ruptura da ordem democrática em um dos países pode levar à suspensão de seus direitos e obrigações nos processos de integração entre os membros desse Protocolo. 3. F. definido pelo Protocolo de Olivos. Analistas e Carreiras Afins. F c) V. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. V. V. adotou-se um regime para a aplicação de medidas de salvaguarda às importações provenientes de países não-membros do bloco.br e) sua tarifa externa comum (TEC) é ainda muito elevada e incompatível com os padrões internacionais de liberalização comercial. F. e atualmente negocia acordos com outros países. Em seguida. por exemplo. Atribua a letra (V) para as afirmativas verdadeiras e (F) para as falsas. F. V. F. Todos os citados abaixo descrevem a estrutura do MERCOSUL. (Analista de Comércio exterior/ ESAF/ 1998) Seguindo o modelo da União Européia. o mecanismo do Mercosul conta com uma instância capaz de analisar recursos contra as decisões proferidas em primeiro grau por seus árbitros. antecessor do de Olivos. b) Comissão do Mercado Comum. Botsuana. o país vencedor pode ser autorizado a aplicar-lhe sanções comerciais. F 4. enquanto o MERCOSUL constitui uma área de livre comércio entre os países-membros. V. Namíbia e Suazilândia). V.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. F. com a Índia e com a SACU (União Aduaneira Sul-Africana. o Mercosul concluiu acordos comerciais. Assinale a opção incorreta. 57 . formada por África do Sul. marque a opção que contenha a seqüência correta.V. Técnicos.cursoparaconcursos. Para a conclusão dessa etapa. estabelece um Tribunal Permanente de Revisão para o julgamento de recursos contra decisões dos Tribunais Arbitrais Ad Hoc – o que não existia no Protocolo de Brasília. c) Em 2004. F. basta a eliminação das exceções ao livre-comércio intrabloco. ( ) As regras da OMC prevêem que um país possa ser expulso da Organização caso não cumpra uma decisão do seu Órgão de Solução de Controvérsias. o MERCOSUL também procurou criar uma série de mecanismos e instituições que compõem a sua Estrutura Institucional. V b) F. atualmente o bloco se encontra no estágio de união aduaneira imperfeita (ou incompleta). e) Muito embora o Mercosul almeje à conformação de um mercado comum. a plena vigência das instituições democráticas é condição essencial para o processo de integração entre seus signatários (países do Mercosul. a) De acordo com o Protocolo de Usuhaia. F. ( ) No âmbito do sistema de solução de controvérsias da OMC. 5. Lesoto. (IPEA/CESPE/2008) Uma das principais diferenças entre o Mercado Comum do Sul (MERCOSUL) e a União Européia é que. ( ) É possível que uma decisão do Tribunal Permanente de Revisão do Mercosul seja tomada mesmo havendo consenso entre seus membros. ( ) É possível que dois países que façam parte do Mercosul levem um litígio à apreciação do sistema de solução de controvérsias da OMC ao invés de apresentá-lo ao mecanismo do Mercosul. 2.com. d) No âmbito do Mercosul. ( ) Tal como o sistema de solução de controvérsias da OMC. F d) V. F. exceto: a) Conselho do Mercado Comum.

6. 9. A seu respeito é correto afirmar que: a) deu origem ao Conselho do Mercado Comum e ao Grupo do Mercado Comum. que criou o Mercado Comum do Sul (Mercosul) integrado por Brasil. b) a criação de uma área de livre-comércio até o ano 2000. b) o Conselho pode firmar acordos com outros países em nome do MERCOSUL. principais instâncias institucionais do Mercosul. (Analista de Comércio exterior/ ESAF/ 1998) Em relação à Nomenclatura Comum MERCOSUL. sobre o mecanismo de solução de controvérsias e o MERCOSUL. (Analista de Comércio Exterior/ ESAF/ 2002) Entre as etapas mais relevantes do processo de criação do Mercado Comum do Sul – MERCOSUL. c) o sistema de Controvérsias do MERCOSUL. Argentina. e) a imediata implantação de uma área de livre comércio que serviria de base para o estabelecimento de um mercado comum no prazo de dez anos. Paraguai e Uruguai. (Analista de Comércio exterior/ ESAF/ 1998) De um modo geral. (AFRF/ ESAF/ 2003) O Tratado de Assunção. de solução de controvérsias. está a assinatura do Protocolo Adicional ao Tratado de Assunção sobre a Estrutura Institucional do Mercosul. é correto afirmar-se que a) é empregada na classificação aduaneira de mercadorias comercializadas entre os países MERCOSUL b) é utilizada no cálculo do valor base das importações no âmbito do MERCOSUL c) substituída pela NALADI (Nomenclatura Comum da Associação Latino-Americana Integração) d) é empregada. obrigando os governos dos Estados-partes a coordenar suas políticas macroeconômicas pertinentes à gestão fiscal e da busca de estabilidade de preços. enuncia como principal objetivo: a) o estabelecimento de um mercado comum entre os quatro países até dezembro de 1994. Não é certo dizer. adotado em 1991. foi confirmado pelo Tratado de Ouro Preto. Técnicos. b) ao levar adiante a decisão de constituir uma união aduaneira. para a classificação aduaneira de mercadorias importadas ou a exportar e) é empregada exclusivamente para a classificação aduaneira de mercadorias provenientes do MERCOSUL do do foi de 8. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. pelos países membros do MERCOSUL. c) o estabelecimento de uma união aduaneira a partir de janeiro de 1995. d) Comissão Parlamentar Conjunta.br c) Grupo do Mercado Comum. ainda que flexível. aprofundou o processo de integração do Mercosul. 58 . d) o processo de solução de controvérsias se divide nos seguintes níveis: 1) exame técnico da questão 2) exame pelo Grupo do Mercado Comum 3) negociação direta entre os países envolvidos 4) submissão do caso a um tribunal ad-hoc e) o tribunal ad-hoc é uma corte de justiça permanente formada por juristas dos quatro países  7. Analistas e Carreiras Afins. um processo de integração precisa de um instrumento.com.cursoparaconcursos. d) a implantação de uma área de preferências tarifárias a partir de 26 de março de 1991. que a) o Protocolo de Ouro Preto dotou o MERCOSUL de Personalidade Jurídica Internacional. e) Foro Consultivo Econômico e Social.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. conhecido como o Protocolo de Outro Preto. firmado aos 17 de dezembro de 1994.

Bolívia. con miras a la formación gradual de un mercado común latinoamericano” (art. promover a liberalização do comércio de serviços e a incorporar à tarifa externa comum produtos mantidos à margem da mesma. Venezuela e Bolívia. Equador e Peru firmaram o Acordo de Cartagena com o objetivo de “promover el desarrollo equilibrado y armónico de los Países Miembros en condiciones de equidad. passou a vigorar a união aduaneira. d) ao instituir a representação proporcional ao número de habitantes na Comissão Parlamentar Conjunta. em 1976. facilitar su participación en el proceso de integración regional. mediante la integración y la cooperación económica y social. e conferiu ao Conselho do Mercado Comum a faculdade de criar órgãos auxiliares. especialmente as diferentes modalidades de transporte. b) aplicar integralmente o Programa de Liberalização Comercial. e) eliminar barreiras não-tarifárias ainda existentes. Os serviços também foram liberalizados. o Chile retirou-se da organização.com.br c) instituiu a Comissão de Comércio do Mercosul e a Secretaria Administrativa do Mercosul. 1º). Equador. Em 1973. o Mercado Comum do Sul (Mercosul) instituiu uma área de livre comércio e uma união aduaneira que ainda carecem de aperfeiçoamento. Gabarito: 1) b 2) E 3) e 4) d 5) b 6) e 7) d 8) a 9) c 10) e 3. d) liberalizar o comércio de serviços. Em 1995. avançou no desenho institucional do Mercosul. c) aperfeiçoar o sistema de salvaguardas intra-Mercosul. a Venezuela aderiu ao acordo. estabelecer regras de origem e incorporar produtos mantidos em listas de exceções à Tarifa Externa Comum. nos termos do mesmo protocolo. a exemplo do que hoje é o Parlamento Europeu. coordenar políticas macroeconômicas e estabelecer a livre circulação de capital e mão-de-obra. atendeu parcialmente aos reclamos de que haveria um “déficit democrático” no Mercosul. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. adotada apenas por Colômbia. mas. Chile. Colômbia.cursoparaconcursos.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. São medidas necessárias para tal fim: a) eliminar barreiras não-tarifárias ainda existentes. 10. O Peru começou a entrar na área de livre comércio em julho de 1997 e se incorporou totalmente em 2006. 59 . criando as condições para que tal Comissão evolua no sentido de se tornar um parlamento regional. (AFRF/ESAF/2002-2) A partir de dezembro de 1994. e) ao instituir alguns órgãos e especificar as funções de outros. Técnicos. Analistas e Carreiras Afins. considerados necessários à consecução dos objetivos do processo de integração. Os países andinos eliminaram entre si as tarifas e formaram uma área de livre comércio em 1993. promover a liberalização dos fluxos de capital e de serviços e coordenar políticas macroeconômicas. O Peru não usa a TEC do Bloco. acelerar su crecimiento y la generación de ocupación. com a vigência da Tarifa Externa Comum (TEC).3. implementar um regime de compras governamentais e introduzir mecanismo de salvaguardas comerciais. Comunidade Andina de Nações Em 1969. em particular ao prover um eficaz mecanismo de solução de controvérsias. reduzindo sua dimensão intergovernamental e favorecendo a integração das economias.

Venezuela.com. c) La programación conjunta. Em abril de 1997. também chamado de Protocolo de Trujillo. entre otros.html>. Analistas e Carreiras Afins. 60 . f) Programas para acelerar el desarrollo de los sectores agropecuario y agroindustrial.org/sai/estructura_6. los mecanismos y medidas siguientes: a) Profundización de la integración con los demás bloques económicos regionales y de relacionamiento con esquemas extrarregionales en los ámbitos político.comunidadandina.br Os meios para alcançar a plena integração estão explicitados no art. e) Un Arancel Externo Común. 3º do ato constitutivo: Artículo 3º Para alcanzar los objetivos del presente Acuerdo se emplearán.cursoparaconcursos. adotaram-se o “Protocolo Modificativo do Tratado Constitutivo” e o “ Protocolo Adicional sobre Eleições Diretas e Universais dos Representantes”. i) La integración física. 6 Quanto ao primeiro. g) La canalización de recursos internos y externos a la Subregión para proveer el financiamiento de las inversiones que sean necesarias en el proceso de integración. 6  Disponível em: < http://www. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. Criou-se a Comunidade Andina de Nações (CAN) em lugar do Pacto Andino. 09. introduziu reformas ao Acordo de Cartagena (Acordo Constitutivo do Pacto Andino). Técnicos. la intensificación del proceso de industrialización subregional y la ejecución de programas industriales y de otras modalidades de integración industrial. social y económicocomercial. b) La armonización gradual de políticas económicas y sociales y la aproximación de las legislaciones nacionales en las materias pertinentes. a Junta do Acordo de Cartagena foi substituída por uma Secretaria Geral.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. A reforma permitiu que a condução do processo de integração passasse para as mãos dos Presidentes e que tanto o Conselho Andino de Ministros das Relações Exteriores quanto o Conselho Presidencial Andino formassem parte da estrutura institucional. fixaram-se os procedimentos para eleições diretas e universais para representantes. com funções técnicas e políticas. Equador e Peru foram os primeiros a eleger representantes de acordo com o Protocolo Adicional. d) Un Programa de Liberación del intercambio comercial más avanzado que los compromisos derivados del Tratado de Montevideo 1980. y j) Tratamientos preferenciales a favor de Bolivia y el Ecuador. Acesso em: 20 jan. Além disso. h) Programas en el campo de los servicios y la liberación del comercio intrasubregional de servicios. Por meio do último.

em 30 de julho de 1997. México. abrindo caminho para o ingresso chileno no bloco. será considerada originária do bloco. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. que somente precisam responder por 40% do valor final do produto exportado). O Regime de origem do Pacto Andino foi estabelecido na Decisão 416. Equador. Chile. pelo menos. Em resumo. No mesmo ano. c) tiver índice de agregação regional de. instituição financeira multilateral que apóia o desenvolvimento sustentável dos países acionistas e da integração regional. Uruguai e 15 bancos privados da região. Paraguai. República Dominicana.br Em 2006. o Conselho Andino de Ministros das Relações Exteriores outorgou ao Chile a condição de país-membro associado. Importante órgão da CAN é a Corporação Andina de Fomento (CAF). Espanha. b) receber nova individualidade. a Venezuela decidiu retirar-se da CAN. Peru e ainda Brasil Argentina. Trinidad e Tobago. Colômbia. a mercadoria que: a) for integralmente produzida no bloco. Estrutura atual da Comunidade Andina de Nações: 61 . Argentina.com. Os seus principais acionistas são Bolívia. Paraguai e Uruguai são membros associados. Panamá. Costa Rica. Brasil. para poder ter vantagens comerciais. 50% (exceto para Bolívia e Equador. Analistas e Carreiras Afins.cursoparaconcursos. Técnicos. esta caracterizada com a mudança na posição da mercadoria dentro da Nomenclatura Andina (NANDINA). Além do Chile. Jamaica.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais.

br Questões: 1. c) seus objetivos. exceto o Peru que a ela está se incorporando gradualmente. Chile. é correto afirmar sobre a Comunidade Andina que: a) possui objetivos diferentes. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. d) possui objetivos semelhantes. e) conforma um mercado comum. a ALALC acabou por fracassar. desde 1993. Associação Latino-Americana de Integração (ALADI) A ALADI substituiu a Associação Latino-Americana de Livre-Comércio (ALALC). na medida em que foram abolidas as restrições ao comércio de bens e de serviços e à movimentação dos fatores de produção. Analistas e Carreiras Afins. 62 . Se comparada ao Mercosul. uma vez que teve sua tarifa externa comum implementada em todos os países-membros a partir de 1995. Equador. Esta tinha a pretensão de alcançar uma área de livre comércio no prazo máximo de 12 anos.com. alcançou nível de integração econômica mais profundo e possui arcabouço institucional mais avançado. uma área de livre comércio para bens da qual participam todosos paísesmembros. estando. Técnicos. integrada por Bolívia.4. associadas a problemas internos dos países. Por questões econômicas conjunturais e estruturais. (AFRF/ESAF/2002) O Mercado Comum do Sul e a Comunidade Andina (CAN) estão negociando a formação de uma área de livre comércio entre ambos blocos subregionais. Colômbia e Venezuela. Gabarito: 1) d 2) e 3. c) contempla o livre comércio para bens e serviços entre todos os países-membros. (AFRF/ESAF/2003) Sobre a Comunidade Andina (CAN). estando a Colômbia temporariamente suspensa em razão do conflito interno que atravessa. 2. Peru. no presente. alcançou nível de integração comercial menos profundo e seu arcabouço institucional é menos avançado. e) possui objetivos semelhantes. b) conforma uma união aduaneira. alcançou nível de integração comercial mais profundo e seu arcabouço institucional é mais avançado. d) instaurou. é correto afirmar que: a) foi criada no âmbito da Associação Latino-Americana de Livre Comércio (ALALC). alcançou o mesmo nível de integração econômica e possui arcabouço institucional mais avançado. o nível de integração comercial alcançado e seu arcabouço institucional são semelhantes.cursoparaconcursos.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. b) possui objetivos diferentes.

a cooperação horizontal com outros movimentos de integração do mundo e ações parciais com terceiros países em via de desenvolvimento ou suas respectivas áreas de integração (artigo 27). formado por doze países-membros: Argentina. constituindo-se no décimo segundo membro pleno em 26 de agosto do mesmo ano.quadro e. haja vista que em 26 de julho de 1999 a República de Cuba formalizou perante o Governo do Uruguai –país sede do Organismo. Brasil. estabelecendo os seguintes princípios gerais: pluralismo em matéria política e econômica. Cuba. igualmente. juridicamente. A ALADI representa o maior grupo latino-americano de integração. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. de programas especiais de cooperação (rodadas de negócios. México. Colômbia. Técnicos.cursoparaconcursos. convergência progressiva de ações parciais para a criação de um mercado comum latino-americano. 63 .o depósito do Instrumento de Adesão. Chile.com. tratamentos diferenciais com base no nível de desenvolvimento dos países-membros e multiplicidade nas formas de concertação de instrumentos comerciais. ao assinálo. Paraguai. O Tratado de Montevidéu 1980 está aberto à adesão de qualquer país latino-americano. oferecidas pelos países em favor dos PMDERs. O Tratado de Montevidéu é um tratado. seu campo de ação para o resto da América Latina por meio de vínculos multilaterais ou acordos parciais com outros países e áreas de integração do Continente (artigo 25). Contempla. Os países qualificados como de menor desenvolvimento econômico relativo da região (Bolívia. os governos dos países-membros autorizam seus representantes a legislar por meio de acordos sobre os mais importantes temas econômico-comerciais vinculados ao escopo da ALADI.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. Peru. Equador. Analistas e Carreiras Afins. financiamento. Por meio de listas de abertura de mercados. também. Bolívia. A ALADI abre. flexibilidade. Equador e Paraguai) gozam de um sistema preferencial.br O Tratado de Montevidéu (1980) criou a Associação Latino-Americana de Integração (ALADI). apoio tecnológico) e de medidas compensatórias em favor dos países mediterrâneos busca-se que esses países participem plenamente do processo de integração. por conseguinte. Uruguai e Venezuela. pré-investimento.

bem como suas correspondentes atualizações. Analistas e Carreiras Afins. A base utilizada para definir a origem das mercadorias transacionadas é a Resolução nº 252 do Comitê de Representantes da referida Associação. como a Federação das Indústrias do Estados de São Paulo (FIESP). MERCOSUL. Regimes 64 . A maioria dos acordos dos quais o Brasil e o Mercosul participam estão sob o amparo institucional da Associação Latino Americana de Integração (ALADI).cursoparaconcursos. no entanto. cada vez mais.2.apoiar e fomentar estes esforços a fim de que confluam progressivamente para a criação de um espaço econômico comum. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. Regras de Origem Para que as mercadorias possam se beneficiar dos tratamentos preferenciais negociados nos acordos assinados ao amparo do Tratado de Montevidéu 1980 deverão qualificar como "originários" de conformidade com o estabelecido no Regime de Origem de cada acordo. no Continente (Comunidade Andina das Nações. A Secretaria-Geral mantém um registro atualizado das mesmas. cabem os mais vigorosos acordos sub-regionais. A maioria dos acordos assinados ao amparo do Tratado de Montevidéu conta com um Regime de Origem diferente ao Regime Geral de Origem da ALADI.). as entidades autorizadas a emitir certificados de origem preferenciais no âmbito da ALADI encontram-se dispostas na Circular Secex nº 67/08 – são principalmente as federações da indústrias e do comércio.4. As Representações Permanentes dos países-membros enviam à Secretaria-Geral da ALADI a lista de repartições oficiais e entidades gremiais habilitadas para a expedição de certificados de origem. embora muitos deles mantenham sua estrutura conceitual. No Brasil. 3. Por conseguinte. Técnicos. Grupo dos Três. as listas de funcionários autorizados e suas correspondentes assinaturas autógrafas.br Na estrutura jurídica da ALADI. cabe à Associação – como âmbito ou “guarda-chuvas” institucional e normativo da integração regional. plurilaterais e bilaterais de integração. à certificação da origem e aos procedimentos aduaneiros de verificação e controle da origem. etc. que surgem.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais.com. cumprindo determinadas condições no referente à forma em que foram obtidas ou produzidas (critérios para a qualificação da origem). Muitos dos acordos celebrados ao amparo da ALADI definiram.

seleção e classificação. fracionamento em lotes.com. consideram-se originárias de um país as mercadorias que cumprirem um dos seguintes critérios: a) que sejam produzidas integralmente no país. ou c) os produtos resultantes de industrialização.br de Origem próprios. realizada no território de um país participante. caso a Colômbia adquira uma mercadoria da Inglaterra por US$ 100.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. Insurance and Freight) e . 65 . exceto quando essas mercadorias resultarem de processos que consistem em simples montagens ou ensamblagens.00 (sem contar frete nem seguro). caracterizada esta pela mudança na posição NALADI/SH. Por exemplo.00 CIF (Cost. quando em sua elaboração forem utilizados exclusivamente materiais de qualquer um dos países participantes do Acordo. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. usando materiais provenientes dos países participantes do acordo e de terceiros países. Analistas e Carreiras Afins. após um processo de industrialização.33% (menos de 50%) do preço FOB da exportação colombiana para o Brasil. 392. 7  Ibidem. parágrafo primeiro. venda o produto ao Brasil por US$ 300. p. marcação e composição de sortimentos de mercadorias ou outras operações que não impliquem um processo de transformação substancial nos termos da letra c). quando o valor CIF porto de destino ou CIF porto marítimo dos materiais originários de terceiros não exceda 50 % do valor FOB de exportação dessas mercadorias. a Colômbia será considerada como país de origem do produto já que o preço CIF da importação do produto inglês corresponde a apenas 33. b) que recebam no país uma nova individualidade.São originárias dos países . que em certos casos remetem ao formulário utilizado na Resolução nº 252 para certificação de origem. De acordo com a Resolução supracitada. Técnicos. embalagem. do mesmo modo que a NCM é a Nomenclatura Comum do Mercosul. 7 Resolução 252 Capítulo I -Qualificação de Origem Artigo 1º .membros participantes de um acordo celebrado de conformidade com o Tratado de Montevidéu 1980: a) As mercadorias elaboradas integralmente em seus territórios.cursoparaconcursos. A NALADI consiste na Nomenclatura da ALADI. peças ou volumes.

quando nesses processos forem utilizados materiais de países não . vegetal e animal (incluindo os da caça e da pesca). o Comitê poderá estabelecer requisitos específicos de origem para a qualificação de mercadorias elaboradas ou processadas em países não membros utilizando materiais originários dos países membros em percentagem igual ou superior a 50 (cinqüenta) por cento do valor FOB de exportação do produto acabado. a pedido de parte. colhidos ou apanhados. extraídos. Artigo 2º . exceto quando se tratar das operações ou processos previstos no segundo parágrafo da letra c). patrimoniais e zonas econômicas exclusivas. composição de sortimentos de mercadorias ou outras operações que não impliquem um processo de transformação substancial dos termos do parágrafo primeiro desta letra. Não serão originárias dos países participantes as mercadorias obtidas por processos ou operações pelas quais adquiram a forma final em que serão comercializadas. Esse Anexo poderá ser modificado por resolução do Comitê de Representantes. por navios de sua bandeira ou alugados por empresas legalmente estabelecidas em seu território. quando o valor CIF porto de destino ou CIF porto marítimo dos materiais originários de terceiros países não exceda 50 (cinqüenta) por cento do valor FOB de exportação dessas mercadorias. O Comitê de Representantes poderá estabelecer.br b) As mercadorias compreendidas nos capítulos ou posições da NALADI indicadas no Anexo I da presente Resolução. nascidos em seu território ou suas águas territoriais. -os produtos de mar extraídos fora de suas águas territoriais. mediante Resolução. Outrossim. Técnicos. embalagem. e) As mercadorias que. bem como modificar os que tiverem sido estabelecidos. Para esses efeitos serão considerados produzidos: -os produtos dos reinos mineral. além de serem produzidas em seu território. Analistas e Carreiras Afins.com. peças ou volumes. pelo simples fato de serem produzidas em seus territórios.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. realizadas no território de um país signatário utilizando materiais originários dos países participantes do Acordo e de terceiros países. patrimoniais e suas zonas econômicas exclusivas.membros e consistam apenas em simples montagens ou ensamblagens. e -os produtos resultantes de operações ou processos efetuados em seu território. d) As mercadorias resultantes de operações de ensamblagem ou montagem. sempre que resultantes de um processo de transformação realizada em algum dos países participantes que lhes outorgue uma nova individualidade caracterizada pelo fato de ficar classificados na NALADI em posição diferente à desses materiais. marcação.cursoparaconcursos. requisitos específicos de origem para os produtos negociados. fracionamento em lotes.Nos casos em que o requisito estabelecido na letra c) do artigo primeiro não possa ser cumprido porque o processo de transformação operado não implica mudança de posição na nomenclatura bastará com que o valor CIF porto de destino ou CIF porto marítimo de materiais 66 . seleção e classificação. Os requisitos específicos prevalecerão sobre os critérios gerais da presente Resolução. cumpram com os requisitos específicos estabelecidos no anexo 2 desta Resolução. c) As mercadorias elaboradas em seus territórios utilizando materiais de países não participantes do Acordo. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. pelos quais adquiram a forma final em que serão comercializados.

durante seu transporte e depósito. artigo 2º da Resolução 252 (texto consolidado e ordenado da resolução 78 e afins). Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. entender-se-á: a ) Que a expressão “território” compreende as zonas francas localizadas dentro dos limites geográficos de qualquer um dos países – membros. Artigo 3º . b) As mercadorias transportadas em trânsito por um ou mais países não participantes. considera-se como expedição direta: a) As mercadorias transportadas sem passar pelo território de algum país não participante do Acordo.cursoparaconcursos. sem a outorga de compensações e independentemente de negociação ou adesão dos mesmos. Para esses efeitos. sob a vigilância da autoridade aduaneira competente nesses países. Técnicos. igualmente aqueles acordos nos quais as concessões pactuadas entre seus signatários sejam automaticamente estendidas aos países de menor desenvolvimento econômico relativo. O presente Regime atinge. uso ou emprego no país de trânsito.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. Requisito : CAPÍTULO I. ii) não estejam destinadas ao comércio. e iii) não sofram.Para os efeitos desta Resolução. Artigo 4º . desde que: i) o trânsito esteja justificado por motivos geográficos ou por considerações referentes a requerimento do transporte. as mesmas devem ter sido expedidas diretamente do país exportador para o país importador. Questões: 67 . Analistas e Carreiras Afins. com ou sem trasbordo ou armazenamento temporário. os produtos intermediários e as partes e peças utilizadas na elaboração das mercadorias. Artigo 5º .com.br de países não participantes do Acordo não exceda 50 (cinqüenta) por cento valor FOB de exportação das mercadorias que se tratar. qualquer operação diferente da carga e descarga ou manuseio para mantê-las em boas condições ou assegurar sua conservação.Para que as mercadorias originárias se beneficiem dos tratamentos preferenciais.Para os países de menor desenvolvimento econômico relativo a percentagem estabelecida na letra d) do artigo primeiro e no artigo segundo será de 60 (sessenta) por cento. e b) Que a expressão “materiais” compreende as matérias – primas.

no mínimo. 40% de conteúdo nacional. c) Para ser considerado originário de país-membro da ALADI. para os demais. 60% de conteúdo nacional. b) são contabilizados os resultados da balança comercial dos países do MERCOSUL. deve ter 60%. 68 . deve ter 60%. do qual tomam parte apenas os países que integram iniciativas sub-regionais de integração. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www.5. deve ter 40%. sendo de 40 % para os países de menor desenvolvimento regional da ALADI e. Analistas e Carreiras Afins. exceto Cuba. (AFRF/ESAF/2003) Assinale a opção correta. (Analista de Comércio exterior/ ESAF/ 1998) O Convênio de Créditos Recíprocos é o instrumento pelo qual a) são registrados e compensados os créditos de operações comerciais entre os países membros da Organização Mundial do Comércio (OMC).Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. sendo de 50% para os produtos do Paraguai e do Uruguai. o produto deve ter. no mínimo. d) Os países do MERCOSUL procedem à contabilização de suas transações financeiras com o exterior.com. e) Para ser considerado originário de país-membro. de conteúdo nacional. no mínimo. no mínimo. de conteúdo nacional. 3. México e Estados Unidos da América e tendo o Chile como associado. no mínimo. sendo de 50% para os países de menor desenvolvimento regional da ALADI. 50% de conteúdo nacional. no mínimo.br 1. o produto deve ter. para os países de menor desenvolvimento econômico relativo (PMDER). (AFRF/ESAF/ 2002-2) A Associação Latino-Americana de Integração (ALADI) foi estabelecida em 1980. a ALADI logrou estabelecer: a) uma área de preferências tarifárias alcançando a totalidade dos países-membro. sucedendo à Associação Latino-Americana de Livre Comércio (ALALC). c) os bancos centrais dos países membros da Associação Latino-Americana de Integração (ALADI) registram e compensam pagamentos de qualquer natureza que ocorram entre si. e para ser considerado originário do Mercosul. Gabarito: 1) c 2) a 3) a 3. Ao longo de pouco mais de duas décadas de funcionamento. a) Para ser considerado originário de país-membro. NAFTA O Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (North American Free Trade Agreement) ou NAFTA é um tratado envolvendo Canadá. para ser considerado originário do Mercosul. d) Para ser considerado originário de país-membro do Mercosul. o produto deve ter.cursoparaconcursos. d) um mercado comum com várias disciplinas ainda por serem aperfeiçoadas. 2. 50% de conteúdo regional. o produto deve ter. e para ser considerado originário do Mercosul. b) Para ser considerado originário de país-membro. b) uma área de livre comércio que alcança apenas o comércio de bens e da qual participam todos os países-membro. no mínimo. a exemplo do Mercado Comum do Sul (Mercosul). o produto deve ter. países de menor desenvolvimento regional. sendo de 40% para os países de menor desenvolvimento regional da ALADI. e) o Banco Central do Brasil registra os créditos oriundos de operações comerciais com o exterior. no mínimo. Técnicos. e) uma união econômica que envolve apenas os países de maior desenvolvimento relativo pertencentes à Associação. c) uma união aduaneira da qual participam todos os países-membro. 50% para os países de desenvolvimento intermediário (PDI) e de 60%. de conteúdo regional. 60% de conteúdo nacional.

br Em 1988. aumentar substancialmente oportunidades de investimento dos países participantes. estabelecer uma estrutura para futura cooperação trilateral.cursoparaconcursos. computadores. regional e multilateral para expandir e realçar os benefícios deste acordo. Técnicos. o bloco recebeu a adesão dos mexicanos. O tratado protegeu os direitos de propriedade intelectual (patentes. As finalidades deste bloco econômico. oferecer proteção efetiva e adequada e garantir os direitos de propriedade intelectual no território de cada um dos participantes. diminuir a imigração clandestina partindo do México para os Estados Unidos. 69 .com. são: • • • • • • • eliminar as barreiras alfandegárias. mas alguns produtos só entraram n área em 2008. Medidas relativas à proteção do trabalhador e do meio ambiente foram adicionadas mais tarde em conseqüência de acordos suplementares assinados em 1993. copyrights. Entre EUA e Canadá. tecidos e agricultura. Restrições deviam ser removidas de várias categorias. que decide por consenso. a área de livre comércio foi atingida em 1º de janeiro de 2003. O NAFTA entrou em vigor em 1994. explicitados no Artigo 102 do acordo que formaliza o mesmo. para sua administração conjunta e para a resolução de disputas. e facilitar o movimento de produtos e serviços entre os territórios dos países participantes. Em agosto de 1992. Ela está encarregada de supervisionar a implementação do acordo. e marcas registradas) e esboçou a remoção de restrições de investimento entre os três países. Em relação ao México. Analistas e Carreiras Afins. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. Algumas exceções. promover condições para uma competição justa dentro da área de livre comércio. incluindo veículos automotores e peças automotivas. Canadá e México. com um prazo de 15 anos para a total eliminação das barreiras alfandegárias entre os três países. formalizando o relacionamento comercial entre aqueles dois países. criar procedimentos efetivos para a implementação e aplicação deste tratado. excetuando-se apenas alguns produtos agrícolas. estando aberto a todos os países da América Central e do Sul. O NAFTA dispõe de dois órgãos: • Comissão de Livre Comércio: integrada por representantes dos Estados-membros. alcançou-se o livre comércio em 1º de janeiro de 1998. os EUA e o Canadá assinaram um Acordo de Liberalização Econômica. como automóveis (prazo acordado para o livre comércio é 2019) e cláusulas de salvaguarda. obstaculizam o livre comércio total entre EUA.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais.

em 1993 2. pode-se fazer as seguintes afirmações.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. Questões: 1. • Secretariado: trata-se de três secretariados nacionais integrados por funcionários dos Estados-membros e sob total responsabilidade destes.br resolver as eventuais controvérsias de interpretação do acordo. Técnicos. A Comissão reúne-se anualmente. conhecido por NAFTA.5.com.cursoparaconcursos. é correto afirmar que: a) prevê a criação de um mercado comum entre seus membros a fim de fazer frente ao projeto de integração da Comunidade Econômica Européia. Assim sendo. criar e supervisionar os grupos ou comitês de trabalho. Analistas e Carreiras Afins. exceto: a) teve como principal antecedente o Tratado de Livre Comércio entre EUA e Canadá. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www.1. 60%. (AFRF/ESAF/2003) O Tratado de Livre Comércio da América do Norte. b) possui índice de agregação de. Sobre o mesmo. ou c) sofreu uma transformação substancial. Regime de Origem Considera-se originária do bloco a mercadoria que: a) se produziu integralmente no território do país-membro. pelo menos. 3. representando o primeiro grande acordo preferencial de que tomavam parte os Estados Unidos. 70 . de 1988 b) o NAFTA. tem como meta maior a eliminação de barreiras tarifárias c) os entendimentos entre EUA e México iniciaram-se em 1990 d) o NAFTA promove a harmonização de legislações nacionais e) o acordo foi concluído durante a administração Clinton. e a sua presidência é rotativa. sem desvio de comércio. como uma área de livre comércio. A respeito do NAFTA. em nível regional. foi firmado pelos Estados Unidos. (Analista de Comércio exterior/ ESAF/ 1998) O NAFTA representa o que é considerado como um dos modelos mais bem sucedidos de liberalização comercial. nem a Comissão de Livre Comércio nem o Secretariado representam qualquer forma de organização internacional. Canadá e México em 1992.

ainda que gradual. Organizações e organismos internacionais relacionados ao comércio internacional 71 . e) representa um acordo totalmente conforme à normativa da Organização Mundial do Comércio (OMC). a qual teve início com a proposta do presidente George Bush para a criação da Área de Livre Comércio das Américas. no caso dos EUA. ora em negociação. os EUA pretendiam lançar as bases para a criação de um bloco regional integrado. no caso do México. as regras tarifárias previstas no âmbito do Acordo de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA) aplicam-se igualmente aos países signatários desse acordo. o Acordo prevê o aprofundamento da integração econômica entre os Estados-partes. além da liberalização comercial em todos os setores das economias envolvidas. que reúne os EUA. e) estabelecido pela Comissão de Livre Comércio. e com mecanismo de transferências financeiras aos países mais pobres. (Analista de Comércio Exterior/ ESAF/2002)Sobre o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA). o Canadá e o México. d) prevê prazo de doze anos para a total liberalização do comércio de bens entre Estados Unidos e Canadá e de quinze para a total abertura do mercado mexicano às exportações desses dois países. XXIV do GATT. é correto afirmar: a) o Acordo prevê a expansão da integração econômica no continente. (Analista de Comércio Exterior/CESPE/2008) No que diz respeito ao comércio de produtos agrícolas. o Secretariado do NAFTA é responsável pela administração das provisões do acordo referentes à solução de controvérsias. d) por ser compatível com o Art. c) compreende a totalidade dos bens e serviços comercializados pelos três países.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. a exemplo da Iniciativa para a Bacia do Caribe. além de disciplinas complementares relacionadas ao meio ambiente e a direitos trabalhistas. e a formal comunicação aos demais integrantes do GATT da intenção de se constituir um processo de integração regional. o Acordo prevê a liberalização comercial em todos os setores das economias envolvidas. XXIV do GATT. 5. 3. b) por ser compatível com o Art. Técnicos. Gabarito: 1) b 2) b 3) e 4) E 5) E 4. evoluindo para uma união aduaneira e para a coordenação de políticas macroeconômicas. e do Acordo de Livre Comércio com a União Européia. 4. (IPEA/CESPE/2008) Com a proposta de criação da Área de Livre Comércio das Américas (ALCA).com.br b) foi precedido de acordo bilateral entre os Estados Unidos e o Canadá. Analistas e Carreiras Afins.cursoparaconcursos. c) o Acordo prevê que os Estados-partes devem submeter aos demais signatários propostas de complementação econômica que se interessem em integrar. o qual apresentou o primeiro grande acordo preferencial de que tomavam parte os Estados Unidos. tendo o dólar como moeda comum.

Especialmente no que diz respeito ao comércio internacional de bens e serviços e de produtos básicos. particularmente aos menos adiantados para que estes possam aproveitar os efeitos positivos da globalização. nesse campo. ajudando-os a enfrentar os desafios derivados da globalização e a integrar-se na economia mundial em condições eqüitativas. 2001. e. investimento e progresso dos países em desenvolvimento. em 1964. organiza diversas tarefas na Comissão sobre o Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas. a UNCTAD desenvolve os seguintes trabalhos: a. 72 . promove a integração do comércio. fornece ajuda aos países em desenvolvimento. a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD). Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) Os países em desenvolvimento criticavam o GATT. em Genebra. analisa a repercussão dos acordos da Rodada Uruguai sobre o comércio e o desenvolvimento e ajuda os países a aproveitar as oportunidades resultantes desses acordos. na Suíça.cursoparaconcursos. Comércio Internacional e Câmbio. São Paulo: Aduaneiras.com. Bruno. a cooperação técnica e a interação com a sociedade civil e o mundo da economia. 463. c. estabeleceu-se. Analistas e Carreiras Afins. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. 8 O principal objetivo é aumentar ao máximo as oportunidades de comércio. fomenta a diversificação nos países em desenvolvimento que dependem dos produtos básicos e ajuda-os a enfrentar os riscos comerciais. gradualmente.1. pois afirmavam que as negociações conduzidas no âmbito desse tratado multilateral raramente envolviam produtos primários. Graças às críticas dos países menos desenvolvidos e aos esforços do economista argentino Raúl Prebisch.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. A UNCTAD procura alcançar seus objetivos mediante a investigação e análise de políticas econômicas e de desenvolvimento. d. Técnicos. p. 10. o meio ambiente e o desenvolvimento e. ed. commodities.br 4. analisa questões relacionadas com o direito e as políticas da concorrência e ajuda os países 8  RATTI. Um dos princípios da UNCTAD é o de convencer os países desenvolvidos a reduzirem e suprimirem. b. os obstáculos tarifários e não-tarifários e outras restrições ao comércio e ao consumo dos produtos de procedência de países em desenvolvimento.

Na segunda conferência da UNCTAD. Surgiu. As decisões no âmbito da UNCTAD são tomadas nas conferências quadrienais. Analistas e Carreiras Afins. a idéia de se estabelecer um sistema de preferências tarifárias que fosse aplicado apenas m relação aos países subdesenvolvidos. O Sistema Geral de Preferências (SGP) A obediência à cláusula da nação mais favorecida impedia que os países industrializados concedessem privilégios aduaneiros aos países subdesenvolvidos.1. A UNCTAD é um órgão subsidiário da Assembléia Geral das Nações Unidas. Desse modo. instituiu-se. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www.cursoparaconcursos. 9  Idem. 10  Idem. p.br a formular políticas e leis e a criar instituições. Técnicos.com.10 Esse tratamento não depreende qualquer concessão recíproca por parte dos países beneficiados. 73 . 464. em fevereiro de 1968. seriam reduzidos os direitos incidentes sobre aqueles produtos. As decisões do órgão não são obrigatórias. surgiu a idéia de um Sistema Geral de Preferência (SGP). pela UNCTAD. “É um acordo pelo qual os países desenvolvidos participantes comprometemse a eliminar ou reduzir substancialmente os impostos de importação incidentes sobre originários de países subdesenvolvidos”. 4. assim. ocorrida na Índia. com o objetivo de proporcionar o desenvolvimento dos países menos desenvolvidos. o SGP.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. as quais permitem a construção de consenso no que tange a aspectos da economia global e a políticas de desenvolvimento.1. sem que tais privilégios fossem estendidos aos demais membros do GATT. enquanto continuaria sendo 9 aplicada a cláusula da nação mais favorecida em relação aos países desenvolvidos. Em outubro de 1970.

formado por 77 países. Estes costumam adotar as chamadas “cláusulas de salvaguarda” que lhes permitem suspender o tratamento preferencial sempre que o volume de importações beneficiadas venha a perturbar ou ameaçar perturbar suas indústrias.cursoparaconcursos. respectivas margens de preferências (redução da tarifa alfandegária) e regras a serem cumpridas para a concessão do benefício. Autorizado no âmbito da Organização Mundial de Comércio (OMC) por meio da “Cláusula de Habilitação”.com. obter o mesmo tratamento em contrapartida.  74 . criou-se o G-77. os países em desenvolvimento decidiram criar um grupo que os representasse. 11 No encerramento da primeira conferência da UNCTAD. tendo sido ratificado ou assinado em definitivo por 40 países. pode-se asseverar que o SGP é ato unilateral e discricionário dos países outorgantes. autônomo: cada outorgante possui seu próprio esquema. por tempo indeterminado. O SGP possui as seguintes características: • • unilateral e não-recíproco: os outorgantes concedem o tratamento tarifário preferencial. O Sistema Global de Preferências Comerciais (SGPC) O Acordo sobre o Sistema Global de Preferências Comerciais entre Países em desenvolvimento (SGPC) foi concluído em Belgrado. tais como Regras de Origem. temporário: cada esquema é válido por um prazo determinado. em 1964.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais.2. Tais concessões constam de listas elaboradas pelos países outorgantes e que podem ser revistas de tempos em tempos. O Acordo entrou em vigor em 19. Sendo assim. que contém a lista de produtos elegíveis ao benefício.1. mas. Por isso. contudo. incluindo o Brasil. aumentar a cooperação Sul-Sul. os outorgantes têm sempre renovado seus esquemas. sem. o G-77 conta com 130 membros. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. Analistas e Carreiras Afins. Técnicos. em abril de 1988. • • 4.89. historicamente.br Cada país outorgante determina quais são os produtos que têm direito ao tratamento preferencial. A participação no Acordo está reservada exclusivamente aos países em desenvolvimento membros do Grupo dos 7711. Atualmente.04. Suas principais funções são: • • coordenar os interesses coletivos dos países em desenvolvimento nas negociações com os países desenvolvidos.

o Brasil concede vantagens na importação de alguns produtos originários de países em desenvolvimento. para discutir questões relacionadas ao comércio e aos investimentos sob a perspectiva dos interesses dos países em desenvolvimento.com. a Argentina. (AFRF/ESAF/2002. no tocante ao comércio internacional. é necessário que obtenha um Certificado de Origem do SGPC. de transferência de tecnologias e atração de investimentos. e) implementação de medidas de investimentos relacionadas ao comércio. c) Em regra. o Brasil. d) identificação. 75 . d) Para que um exportador brasileiro se beneficie do tratamento preferencial do Sistema Global de Preferências Comerciais (SGPC). de compromissos sociais e ambientais no marco de acordos comerciais firmados entre países desenvolvidos e países em desenvolvimento. por exemplo. b) é um fórum constituído pelos países da Organização Econômica de Cooperação e Desenvolvimento (OECD) no âmbito da Assembléia Geral das Nações Unidas para coordenar políticas relacionadas ao comércio com os países em desenvolvimento.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. Analistas e Carreiras Afins.cursoparaconcursos. c) geração de propostas e mecanismos alternativos para a resolução de disputas comerciais e para aconstrução de esquemas preferenciais entre países em desenvolvimento. de formas de cooperação para o desenvolvimento. e) Ao mesmo tempo em que certas importações feitas pelo Brasil podem-se beneficiar do SGPC. 2. ao reduzir o imposto de importação incidente sobre eles. 3. (TRF/ESAF/2006) Assinale a opção incorreta. a) Entre os países que participam do Sistema Global de Preferências Comerciais (SGPC) estão. as finanças e os investimentos internacionais. apoio técnico para permitir participação efetiva em negociações comerciais internacionais e para a superação de entraves à plena inserção no comércio internacional. c) é um organismo intergovernamental vinculado à Assembléia Geral das Nações Unidas voltada para o tratamento de questões relacionadas à promoção do desenvolvimento econômico e seus vínculos com o comércio. emitido pelas Federações de Indústrias credenciadas para tanto. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. certas exportações brasileiras também se beneficiam do mesmo regime. Questões: 1. Técnicos. (AFRF/ESAF/2003) A Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) é a instância dedicada ao tratamento de questões afetas à participação e perspectivas dos países em desenvolvimento no comércio internacional. envolve temas como: a) sugestão de estratégias de abertura comercial e para a implementação do sistema de regras comerciais definido multilateralmente.br O SGPC foi criado com o objetivo de funcionar como uma instância para o intercâmbio de concessões comerciais entre os membros do Grupo dos 77 e pretende ser um instrumento para a promoção do comércio entre os membros do Grupo.2) Sobre a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD). Tal iniciativa tem o apoio da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD). é correto afirmar que: a) é uma conferência convocada a cada quatro anos pela Assembléia Geral das Nações Unidas. a prova documental necessária para que o produto se beneficie do tratamento tributário preferencial do Sistema Geral de Preferência (SGP) é o Formulário A. junto aos países industrializados. Sua agenda. a Colômbia e o México. assistida por todos os seus membros. b) identificação de instrumentos de política comercial em apoio aos esforços de desenvolvimento no contexto de globalização econômica. b) Com base no Sistema Geral de Preferências (SGP).

alternadamente em Nova York e em Viena. Os países-membros da Comissão são eleitos pela Assembléia Geral para um período de seis anos. Analistas e Carreiras Afins. Cada grupo é composto de todos os integrantes da Comissão e reúne-se em uma ou duas sessões ao ano. Técnicos. em dezembro de 1966. como órgão subsidiário da Assembléia Geral. constituído por países em desenvolvimento no contexto da Assembléia Geral das Nações Unidas.br d) é uma conferência de caráter permanente integrada pelos países membro da Organização das Nações Unidas com o propósito de discutir questões comerciais e os entraves ao desenvolvimento dos países de menor desenvolvimento relativo. Estados latinoamericanos e caribenhos. p.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. com o mandato da metade dos Estados integrantes expirando a cada três anos. dificultando. criar a Comissão das Nações Unidas para o Direito do Comércio Internacional (UNCITRAL). os quais se reúnem ao menos uma vez ao ano em sessões ordinárias. também de forma alternada em Viena e em Nova York. cujas regras . 4. além de complexas.2. o acesso dos pequenos exportadores aos benefícios desse sistema. os quais receberam a incumbência de tratar substantivamente dos temas constantes do programa de trabalho. A harmonização do direito privado. (Analista Comércio Exterior/ESAF/2008) Muitos países em desenvolvimento não utilizam todo o potencial do Sistema Geral de Preferência (SGP) para aumentar suas exportações porque a dinâmica desse sistema. São sessenta países que compõem a UNCITRAL.. Brasília: Fundação Alexandre de Gusmão.com. Estados do Leste Europeu e outros Estados. assim.12 A Comissão instituiu seis grupos de trabalho. Este é entendido como o conjunto de regras que regulamentam as relações comerciais de natureza privada. Gabarito: 1) a. João André. São cinco grupos regionais representados na Comissão: Estados africanos. 2) b. Países que não são membros 12 LIMA. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www.  76 . com sede em Viena. 3) c. 147-149. Estados asiáticos. Estados da Europa Ocidental. 4) C 4. Comissão das Nações Unidas para o Direito Comercial Internacional (UNCITRAL) A XXI Assembléia Geral da ONU decidiu. são freqüentemente alteradas. tendo-lhe sido conferido o mandato de promover a progressiva harmonização e unificação do Direito do Comércio Internacional. e) é um fórum permanente de consulta e de negociações comerciais. envolvendo diferentes países.cursoparaconcursos. 2007. particularmente aquelas envolvendo as regras de origem .

Os estudos e análises da organização compreendem diversas áreas. Hoje.. ed.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais.. na qualidade de observadores. a missão da organização é ajudar os países-membros a alcançar crescimento econômico sustentável e incremento no padrão de vida das populações. 14 AMARAL. sob base multilateral e não-discriminatória.cursoparaconcursos. a OCDE tem sido uma das mais confiáveis fontes de estatística e dados econômicos e sociais sobre o mundo. 4. Técnicos. sem descuidar da manutenção da estabilidade financeira. etc. como dos grupos de trabalho. Analistas e Carreiras Afins. Por mais de 40 anos. p. a África do Sul. que entrou em vigor em 1988.br da Comissão e organizações internacionais poderão participar das sessões tanto da Comissão. mas coopera com mais de 70 países. 2006.com.3. Direito do Comércio Internacional: aspectos fundamentais. Leis-modelo e Regulamentos Uniformes constituem meios legislativos que a Comissão vem adotando com vistas a 13 harmonizar o Direito do Comércio Internacional (. A Convenção constitutiva da OCDE também exorta a organização a contribuir para o crescimento econômico mundial.) Digna de nota é a Convenção das Nações Unidas sobre Contratos de Compra e Venda Internacional de Mercadorias. 237. agricultura. comércio internacional. São Paulo: Aduaneiras. Países como o Brasil. a OCDE substituiu a OCEE. A técnica legislativa que a Uncitral emprega para alcançar os seus propósitos é diversa e muito flexível.  77 . Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. criada em 1947 para administrar recursos americanos e canadenses que visavam à reconstrução da Europa no pós-Segunda Guerra Mundial – Plano Marshall. Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) A antecessora da OCDE foi a Organização para a Cooperação Econômica Européia (OCEE). meio ambiente. Carlos Rodrigues do (Coord. Convenções internacionais.). p. a OCDE conta com 30 membros. como desenvolvimento econômico. Desde então. 13  Idem. 148. 2.14 Esta será estudada na parte que aborda a análise dos contratos de compra e venda internacional de bens. Portugal e Reino Unido não aderiram à Convenção. Em 1961.

Luxemburgo. p.br Em maio de 2007. formou-se o Comitê para Cooperação Econômica Européia.) O Comitê executivo. E. República Tcheca. Coréia. Em janeiro de 2009. Analistas e Carreiras Afins. em definitivo. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. os países-membros concordaram em convidar Chile.cursoparaconcursos.4. a OCDE dispõe de capacidade jurídica no espaço territorial dos países-membros. 4. Dotada de personalidade internacional. de um órgão permanente e ágil.com. Organização Mundial das Aduanas (OMA) Em 1947. Além de funções administrativas. O Comitê compunhase por 16 países e incumbia-se de ajudar na administração dos recursos do Plano Marshall para reconstrução da Europa. Ele é eleito para um mandato. Porto Alegre: Livraria do Advogado. Índia. portanto. Eslováquia. China. Ricardo. Finalmente. 263-264. Observe-se que países em desenvolvimento fazem parte da organização.. Entre suas prerrogativas estão a de emitir recomendações e resoluções. Dinamarca. Suécia. objetiva preparar as reuniões do Conselho. Nova Zelândia. O Conselho é o órgão supremo e pleno. o Secretário geral preside as reuniões do Conselho e. estabeleceram-se o Comitê Aduaneiro e a Organização Européia para Cooperação Econômica (OECE). Islândia. elaborar estudos e relatórios e coordenar as atividades da organização.  78 . Itália. relacionar-se com os Estados-Membros e fornecelhes sugestões de votos nas decisões de outras organizações internacionais das quais façam parte (. desta forma..Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. os membros da OCDE são: Austrália. de cinco anos. A OCDE é dotada de uma estrutura simples: um Conselho. 15 SEITENFUS. Espanha. Mas. tem capacidade para orientar a política geral da 15 organização. ressaltaram o engajamento dos membros por futura adesão de Brasil. Irlanda. ed. Noruega. Ademais. a partir desse Comitê. Reino Unido e Estados Unidos. Suíça. com dez membros. Indonésia e África do Sul. órgão restrito. o secretário Geral está à frente da Secretaria e coordena as atividades de vários subsecretários. ela não foi beneficiária de cessão de soberania por parte dos membros e não existe nenhuma possibilidade de se constituir numa organização de caráter supranacional. 2003. Finlândia. Estônia. Bélgica. Técnicos. Em 1948. Hungria. Áustria. onde todos os Estadosmembros estão representados em perfeita igualdade. México. Canadá. Turquia. Alemanha. Rússia e Eslovênia para aderirem à organização. Holanda. Grécia. França. Trata-se. renovável. um Comitê Executivo e um Secretariado. Japão. Manual das Organizações Internacionais.

formas de harmonizar e simplificar os funcionamentos das aduanas. p. 5. 359. op.br Em 1952. 16  LUZ. Além disso. Em 1994.cursoparaconcursos. entrou em vigor a convenção que criou o Conselho de Cooperação das Aduanas. cabe à OMA: a) a administração do Sistema Harmonizado de Designação e Codificação de Mercadorias (SH).. visando à proteção das sociedades. facilitação do comércio internacional. cit. 79 . o Conselho adotou o nome de Organização Mundial das Aduanas (OMA). Rodrigo. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. que representam 98% do comércio internacional. Hoje. 3. A OMA aborda temas como16: 1.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. Analistas e Carreiras Afins. colaboração para o combate aos bens falsificados e pirateados. para refletir a transição do organismo para uma verdadeira instituição intergovernamental global. Apenas 17 países faziam parte do Conselho. são 174 países-membros. 2. b) supervisão dos aspectos técnicos do Acordo de Valoração Aduaneira e do Acordo sobre Regras de Origem.com. 4. Técnicos. formas de colaboração e troca de informações entre as aduanas sobre produtos transacionados e os respectivos agentes. ambos administrados pela OMC. facilitação de parcerias público-privadas.

no âmbito das atividades de exportação e importação. regional ou multilateral. • estabelecer diretrizes e procedimentos para investigações relativas a práticas desleais de comércio exterior. órgão integrante do Conselho de Governo. de natureza bilateral. • opinar sobre política de frete e transportes internacionais.CAMEX. • coordenar e orientar as ações dos órgãos que possuem competências na área de comércio exterior. diretrizes e orientações sobre normas e procedimentos. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. de 10 de junho de 2003. b) habilitação e credenciamento de empresas para a prática de comércio exterior. e) classificação e padronização de produtos.cursoparaconcursos. observada a reserva legal: a) racionalização e simplificação do sistema administrativo. c) nomenclatura de mercadoria. portuários. e g) regras de origem e procedência de mercadorias. • fixar diretrizes para a política de financiamento das exportações de bens e de serviços. adoção. d) conceituação de exportação e importação.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. observada a competência específica do Ministério da Fazenda. • definir. • estabelecer as diretrizes para as negociações de acordos e convênios relativos ao comércio exterior. implementação e a coordenação de políticas e atividades relativas ao comércio exterior de bens e serviços.° 4.732. f) marcação e rotulagem de mercadorias.br Instituições Brasileiras Intervenientes no Comércio Exterior Câmara de Comércio Exterior (CAMEX) Competências: A Câmara de Comércio Exterior . • formular diretrizes básicas da política tarifária na importação e exportação. tem por objetivo a formulação. Analistas e Carreiras Afins. bem como para a cobertura dos riscos de operações a prazo. destacam-se: • definir diretrizes e procedimentos relativos à implementação da política de comércio exterior visando à inserção competitiva do Brasil na economia internacional. aeroportuários e 80 . • orientar a política aduaneira. • fixar diretrizes e coordenar as políticas de promoção de mercadorias e de serviços no exterior e de informação comercial. Técnicos.com. para os seguintes temas. incluindo o turismo. inclusive as relativas ao seguro de crédito às exportações. • estabelecer diretrizes e medidas dirigidas à simplificação e racionalização do comércio exterior. Dentre as Competências definidas pelo Decreto n.

e salvaguardas. ou a juízo do Presidente da República. IV. Analistas e Carreiras Afins. Ressalte-se que os atos expedidos pela Camex devem considerar. de transporte e de turismo. de 30 de março de 1995. da Fazenda. ainda. • fixar as alíquotas do imposto de importação. Conselho de Ministros: A Camex tem. aeroportuários. no Decreto-Lei n. provisórios ou definitivos.162. da Agricultura.br de fronteiras. III. a Nomenclatura Comum do MERCOSUL de que trata o Decreto n. V. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. com vistas ao incremento das exportações e da prestação desses serviços a usuários oriundos do exterior.244. atendidas as condições e os limites estabelecidos na Lei n.° 2.578. sempre que constar da pauta assuntos da área de atuação desses órgãos ou entidades. de 14 de agosto de 1957. II. VII.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. um Conselho de Ministros composto pelos seguintes Ministros de Estado: I. do Desenvolvimento. como órgão de deliberação superior e final. de 11 de outubro de 1977. de 21 de novembro de 1966. • definir diretrizes para a aplicação das receitas oriundas da cobrança dos direitos de que trata o inciso XV deste artigo.° 3.com. visando à sua adaptação aos objetivos da política de comércio exterior e ao aprimoramento da concorrência. das Relações Exteriores. ao MERCOSUL e à Associação Latino-Americana de Integração – ALADI.° 2.019. • homologar o compromisso previsto no art.° 63. que o preside. indústria e Comércio Exterior. Técnicos.376. Pecuária e Abastecimento. • fixar as alíquotas do imposto de exportação. 4° da Lei n. os compromissos internacionais firmados pelo País. e VI. e • alterar. de 19 de setembro de 1984. do Desenvolvimento Agrário Podem ser convidados a participar das reuniões do Conselho de Ministros da Camex titulares de outros órgãos e entidades da Administração Pública Federal. 81 .° 1. • orientar políticas de incentivo à melhoria dos serviços portuários. • decidir sobre a suspensão da exigibilidade dos direitos provisórios. e no Decreto-Lei n. de 12 de novembro de 1997. do Planejamento. Chefe da Casa Civil da Presidência da República. Orçamento e Gestão.° 9. respeitadas as condições estabelecidas no Decreto-Lei n.cursoparaconcursos. • fixar direitos antidumping e compensatórios. em particular junto à Organização Mundial do Comércio – OMC. na forma estabelecida nos atos decisórios do Mercado Comum do Sul MERCOSUL.

bem como propor alíquotas para o imposto de importação.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. Técnicos. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www.br A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) Competências: I . V . Negociações Internacionais (DEINT) Competência • negociar e promover estudos e iniciativas internas destinados ao apoio. no âmbito das políticas fiscal e cambial.cursoparaconcursos. de transportes e fretes e de promoção comercial.propor diretrizes que articulem o emprego do instrumento aduaneiro com os objetivos gerais de política de comércio exterior.participar das negociações em acordos ou convênios internacionais relacionados com o comércio exterior. de recuperação de créditos à exportação.DECEX. Analistas e Carreiras Afins. de financiamento. e suas alterações.propor medidas.com. A SECEX está dividida em quatro departamentos: Operações de Comércio Exterior (DECEX) Competência O desafio de expandir as vendas externas brasileiras a patamar coerente com o potencial do País norteia as principais iniciativas conduzidas pelo Departamento de Operações de Comércio Exterior . 82 . II . Assim. informação e orientação da participação brasileira em negociações de comércio exterior. IV .implementar os mecanismos de defesa comercial.formular propostas de políticas e programas de comércio exterior e estabelecer normas necessárias à sua implementação. e VI . são empreendidos esforços para o aperfeiçoamento dos mecanismos de comércio exterior brasileiro e implementadas ações direcionadas à sua simplificação e adequação a ambiente de negócios cada vez mais competitivo. de seguro.apoiar o exportador submetido a investigações de defesa comercial no exterior. III .

3. examinar a procedência e o mérito de petições de abertura de investigações de dumping. 4. Competência Ao Departamento de Planejamento e Desenvolvimento do Comércio Exterior .Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. acompanhar as investigações de defesa comercial abertas por terceiros países contra exportações brasileiras e prestar assistência à defesa do exportador.br • desenvolver atividades de comércio exterior.cursoparaconcursos. compensatórias e de salvaguardas. e • coordenar.OMC. Técnicos. Propor e acompanhar a execução das políticas e dos programas de comércio exterior. em matéria de comércio exterior. Desenvolver estudos de mercados e produtos estratégicos 83 . 3. junto a organismos e participar de acordos internacionais. Defesa Comercial (DECOM) Atribuições e Competência Ao Departamento de Defesa Comercial .DEPLA compete: 1. acompanhar as discussões relativas às normas e à aplicação dos Acordos de defesa comercial junto à OMC. e 6. participar em negociações internacionais relativas à defesa comercial. de subsídios e de salvaguardas. Analistas e Carreiras Afins. Formular propostas de planejamento da ação governamental. propor a abertura e conduzir investigações para a aplicação de medidas antidumping. 2. no âmbito interno. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. em articulação com outros órgãos governamentais e com o setor privado. 5. os trabalhos de preparação da participação brasileira nas negociações tarifárias em acordos internacionais e opinar sobre a extensão e retirada de concessões.DECOM compete: 1.com. recomendar a aplicação das medidas de defesa comercial previstas nos correspondentes Acordos da Organização Mundial do Comércio . com vistas à defesa da produção doméstica. Planejamento e Desenvolvimento do Comércio Exterior (DEPLA): 2.

br para expansão das exportações brasileiras. 12. relacionados à promoção das exportações. analisar. Técnicos. O CMN tem a responsabilidade de formular a política da moeda e do crédito. Produzir. Coordenar as ações de desenvolvimento e implementação 13. Coordenar as atividades do Projeto MDIC/JICA (Agência de Cooperação Internacional do Japão) na promoção das exportações brasileiras para o mercado japonês. 6. Participar de comitês e fóruns nacionais e internacionais 10. do Programa Estado Exportador. Foi criado pela Lei 4. órgãos e entidades envolvidas com o comércio exterior. 9. 8. e sofreu algumas alterações em sua composição ao longo dos anos. 5. em fóruns e comitês internacionais. Formular estratégias de parcerias entre órgãos e entidades públicas e privadas. sistematizar e disseminar dados e informações estatísticas de comércio exterior.Ministro da Fazenda. Planejar e executar programas de capacitação em comércio exterior dirigidos às pequenas e médias empresas. Conselho Monetário Nacional (CMN) O Conselho Monetário Nacional (CMN) é o órgão superior do Sistema Financeiro Nacional. Planejar a execução e manutenção de Programas de Desenvolvimento da Cultura Exportadora. 11. implementar ações e prestar informações sobre comércio exterior. para o desenvolvimento de ações e programas relacionados com a promoção das exportações. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. em parceria com os governos estaduais.cursoparaconcursos. de 31 de dezembro de 1964.com.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais.595. objetivando a estabilidade da moeda e o desenvolvimento econômico e social do País. Coordenar atividades. como Presidente do Conselho 84 . 4. Implantar a Rede NUCEX. Analistas e Carreiras Afins. 14. Acompanhar. Sua composição atual é: . os assuntos relacionados com o desenvolvimento do comércio internacional e do comércio eletrônico. 7. Elaborar e editar material técnico para orientação da atividade exportadora.

Compete ao Banco Central organizar e assessorar as sessões deliberativas (preparar. Confira os extratos publicados. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. Banco Central do Brasil (BACEN) Competências É de competência exclusiva do Banco Central do Brasil: • emitir papel moeda e moeda metálica • executar serviços de meio circulante • receber os recolhimentos compulsórios dos bancos comerciais • realizar operações de redesconto e empréstimos de assistência à liquidez às instituições financeiras • regular a execução dos serviços de compensação de cheques e outros papéis • efetuar.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. sempre divulgado no Diário Oficial da União e na página de normativos do Banco Central do Brasil. Em casos extraordinários pode acontecer mais de uma reunião por mês. De todas as reuniões são lavradas atas. A Comoc manifesta-se previamente sobre os assuntos de competência do CMN. como instrumento de política monetária. cujo extrato é publicado no DOU. Além da Comoc. a legislação prevê o funcionamento de mais sete comissões consultivas. garantindo o correto funcionamento do mercado cambial 85 . fiscalizar e intervir nas instituições financeiras • controlar o fluxo de capitais estrangeiros. elaborar as atas e manter seu arquivo histórico). operações de compra e venda de títulos públicos federais • autorizar. normativo de caráter público. assessorar e dar suporte durante as reuniões.Presidente do Banco Central do Brasil Os seus membros reúnem-se uma vez por mês para deliberarem sobre assuntos relacionados com as competências do CMN. Junto ao CMN funciona a Comissão Técnica da Moeda e do Crédito (Comoc) como órgão de assessoramento técnico na formulação da política da moeda e do crédito do País. Analistas e Carreiras Afins. As matérias aprovadas são regulamentadas por meio de Resoluções. normatizar. Técnicos.br .cursoparaconcursos. O Banco Central do Brasil é a Secretaria-Executiva do CMN e da Comoc. Orçamento e Gestão .Ministro do Planejamento.com.

abrangendo parte significativa das contribuições sociais do País. • gestão e execução dos serviços de administração. a fraude comercial.cursoparaconcursos. Auxilia. em primeira instância. mediante convênios para permuta de informações. métodos e técnicas de ação fiscal e para a racionalização de atividades. o tráfico de drogas e de animais em extinção e outros atos ilícitos relacionados ao comércio internacional. • interpretação. inclusive os previdenciários. presencial ou a distância. • educação fiscal para o exercício da cidadania. dos processos administrativos de determinação e exigência de créditos tributários da União.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. inclusive com a delegação de competência. Técnicos. subordinado ao Ministério da Fazenda. As competências da Receita Federal do Brasil podem ser sintetizadas como: • administração dos tributos internos e do comércio exterior. fiscalização e controle aduaneiro. É responsável pela administração dos tributos de competência da União. pesquisa e investigação fiscal e controle da arrecadação administrada. além de trabalhar para prevenir e combater a sonegação fiscal. fiscalização. • atuação na cooperação internacional e na negociação e implementação de acordos internacionais em matéria tributária e aduaneira. • preparo e julgamento. humanos e tecnológicos. financeiros. • gestão dos recursos materiais. o Poder Executivo Federal na formulação da política tributária brasileira. • repressão ao contrabando e descaminho. • subsídio à elaboração do orçamento de receitas e benefícios tributários da União. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. a pirataria. o descaminho. 86 . e aqueles incidentes sobre o comércio exterior. • promoção da integração com órgãos públicos e privados afins. o contrabando. no limite da sua alçada. cobrança administrativa. também. • interação com o cidadão por meio dos diversos canais de atendimento. lançamento. Analistas e Carreiras Afins. • formulação e gestão da política de informações econômico-fiscais. aplicação e elaboração de propostas para o aperfeiçoamento da legislação tributária e aduaneira federal.br Secretaria da Receita Federal (SRF) A Secretaria da Receita Federal do Brasil é um órgão específico.com. exercendo funções essenciais para que o Estado possa cumprir seus objetivos. singular. • gestão e execução das atividades de arrecadação. • subsídio à formulação da política tributária e aduaneira.

particularmente. as atribuições do MRE sãoa s seguintes: Art. 2. 5. órgão da administração direta. Técnicos.participação nas negociações comerciais. 3.br Ministério das Relações Exteriores (MRE) Segundo o Decreto 5. trabalha com o objetivo de estimular as exportações brasileiras. reestruturada no Governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.relações diplomáticas e serviços consulares. Agência de Promoção às Exportações e aos Investimentos (APEX) A Apex-Brasil. 6.cursoparaconcursos. a Agência trabalha com as seguintes diretrizes: 1.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. Parágrafo único. econômicas. técnicas e culturais com governos e entidades estrangeiras. comitivas e representações brasileiras em agências e organismos internacionais e multilaterais. Cabe ao Ministério auxiliar o Presidente da República na formulação da política exterior do Brasil. 1o O Ministério das Relações Exteriores. Executando projetos com mais de 60 entidades de classe representativas de setores da indústria e serviços.programas de cooperação internacional e de promoção comercial. organismos e organizações internacionais. de dezembro de 2006.política internacional. II . assegurar sua execução e manter relações com Estados estrangeiros. Identificar vocações produtivas regionais Fortalecer as entidades de classe Realizar estudos e prospecções de mercado Firmar acordos de cooperação com redes internacionais Realizar grandes eventos. abertura de novos mercados e consolidação e ampliação dos mercados tradicionais e. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www.apoio a delegações. Analistas e Carreiras Afins. do crescimento notável nas vendas de itens com maior valor agregado. a Agência vem contribuindo para os excelentes resultados da balança comercial por meio da diversificação da pauta exportadora. IV .979. Com base em planejamento estratégico de promoção comercial e ações realizadas em parceria com os setores público e privado. tendo o Brasil como tema Inserir novas empresas no mercado internacional 87 . III . tem como área de competência os seguintes assuntos: I .com. e V . 4.

direcionar investimentos para áreas exportadoras e para a inclusão das médias e pequenas empresas e facilitação de negócios para dar visibilidade às oportunidades brasileiras. Pequenas Empresas Os beneficiados com as ações da Apex-Brasil são. 8.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. Para conquistar novos investimentos. 2. a Apex-Brasil levou empresários brasileiros para expor e negociar seus produtos em mais de 60 países. se qualificam também para disputar um espaço maior no mercado interno. Promover encontros de negócios com importadores Executar/coordenar eventos internacionais (missões comerciais. em todas as suas instâncias. b) Ministério do Desenvolvimento. e os empresários. ao exportar. Questões: 1. a Unidade possui a estrutura internacional que a Apex-Brasil já operacionaliza. encontros de negócios) Promover a imagem do Brasil Em cinco anos de atividade como Agência autônoma. a) Secretaria de Comércio Exterior (SECEX) b) Banco Central do Brasil (BACEN) c) Conselho Monetário Nacional (CMN) d) Secretaria de Assuntos Internacionais e) Câmara de Comércio Exterior (CAMEX) 88 . Analistas e Carreiras Afins.cursoparaconcursos. (TRF/ESAF/2006) No Brasil. com ações continuadas que fizeram com que o Brasil estivesse representado em alguma parte do mundo todos os dias do ano. a formulação das diretrizes básicas da política tarifária na importação e exportação é de competência do(a) a) Ministério das Relações Exteriores. são as pequenas e médias empresas que. Técnicos. no entanto. os governos. Desta forma.com. d) Câmara de Comércio Exterior. feiras. monetárias e fiscais sobre o comércio exterior e a fixação das diretrizes para a política de financiamento e de seguro de crédito às exportações competem à(ao). (AFRF/ESAF/2003) A avaliação do impacto das medidas cambiais. harmonizar informações e oportunidades nacionais e regionais. a Apex-Brasil implantou sua Unidade de Investimentos. e) Casa Civil da Presidência da República. de modo geral. a Agência passou a atuar também na busca de investimentos externos para o país. c) Ministério da Fazenda. 9. Indústria e Comércio Exterior. Atração de investimentos externos Em dezembro de 2004. O foco do trabalho. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. A proposta é unir a promoção comercial e a atração de investimentos no Brasil.br 7. de todos os portes.

br 3. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. com competência de propor a abertura e conduzir investigações para a aplicação de medidas antidumping. do Comércio e do Turismo e) Departamento de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda 5. Analistas e Carreiras Afins. 6. a mais alta instância política da estrutura de comércio exterior brasileira. (Analista Comércio Exterior/ESAF/2008) O sistema de defesa comercial brasileiro está organizado essencialmente em torno de duas instâncias: o Departamento de Defesa Comercial. (AFRF/ESAF/1998) A definição de diretrizes relativas às políticas de comércio exterior. fretes e promoção comercial. no que se refere ao comércio exterior. de Integração e de Comércio Exterior do Ministério das Relações Exteriores b) Câmara de Comércio Exterior do Conselho de Governo.cursoparaconcursos. de financiamento e de seguro de crédito a) Subsecretaria de Assuntos Econômicos. compensatórias e de salvaguardas. (AFRF/ESAF/1998) A atuação da Secretaria da Receita Federal. é responsável pela formulação de propostas de políticas e programas de comércio exterior e pela proposição de medidas voltadas para o financiamento das exportações e para as áreas de seguro. envolve: a) o controle administrativo das operações comerciais e a supervisão das atividades de arrecadação e fiscalização aduaneira b) atividades de tributação. arrecadação de receitas cambiais e fiscalização das práticas administrativas e) a supervisão administrativa das operações comerciais e formulação de normas tributárias 4. e de recomendar a aplicação das medidas de defesa comercial previstas nos acordos da OMC. órgão vinculado à Presidência da República c) Secretaria de Comércio e Serviços do Ministério da Indústria. arrecadação e fiscalização aduaneira c) o controle tributário. órgão executivo vinculado à Secretaria de Comércio Exterior do MDIC.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. das negociações internacionais relacionadas ao comércio exterior como órgão coordenador das posições brasileiras. participando. financeiro e administrativo das operações comerciais d) a administração de tributos internos e aduaneiros. do Comércio e do Turismo d) Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Indústria. Gabarito: 1 D 2 E 3 B 4 B 5 C 6 E 89 . Técnicos. (Analista Comércio Exterior/ESAF/2008) A CAMEX. cujas competências incluem a aplicação de medidas provisórias e o encerramento de investigação com aplicação de medidas definitivas.com. ainda. a CAMEX.

ou qualquer circunstância que exprima um liame indicativo de Direito aplicável. lugar do contrato. que pode existir se o campo produzir o trigo. objetivando relações patrimoniais ou de serviços. ou deixar de existir. • Os contratos de compra e venda são onerosos. lugar da execução. sede principal dos negócios. 4a edição. nacionalidade. pela força do domicílio. a indenização só será devida se a coisa se incendiar). Características dos Contratos • Três elementos: a coisa. consensuais e bilaterais. capacidade das partes e o objeto estão relacionados a mais de um sistema jurídico.cursoparaconcursos. Analistas e Carreiras Afins. inexistindo riscos. Mesmo quando apenas um dos países ratificou a convenção. pode-se aplicá-la. 1 da convenção.com.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. 2000. 17 STRENGER. Convenção de Viena sobre Contrato de Compra e Venda Internacional A Convenção de Viena não se aplica somente aos contratos celebrados em Estados-partes que tenham ratificado a convenção.br 2. • O contrato cuja contraprestação é certa. Já os contratos que possuem o risco como elemento serão chamados de aleatório. conforme a alínea “b” do § 1 do art. é conhecido como comutativo. o preço e o consenso entre as partes. Este é o contrato em que uma prestação pode deixar de existir em virtude de um acontecimento incerto e futuro. caso não produza) ou o contrato de seguro. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. Técnicos. Contratos Internacionais de Compra e Venda de Mercadorias Strenger define como contrato internacional de comércio todas as manifestações bi ou plurilaterais da vontade das partes. É o caso. Irineu. cujos elementos sejam vinculantes de dois mais sistemas jurídicos extraterritoriais. 90 . em que a contraprestação do segurador só é devida se ocorrer um evento futuro (no seguro contra incêndio. no mesmo contrato de compra e venda.17 a diferença fundamental entre um contrato de direito interno e o contrato internacional está no fato de que no contrato internacional as cláusulas concernentes à conclusão. Direito Internacional Privado. caso a legislação que seria aplicada fosse a deste país. quando se compra coisa incerta ou futura (compro a colheita de um campo de trigo. São Paulo: LTr.

hovercraft e aeronaves.cursoparaconcursos. a menos que o vendedor.br Artigo 1 (1) A presente Convenção aplica-se aos contratos de compra e venda de mercadorias celebrados entre partes que tenham o seu estabelecimento em Estados diferentes: (a) quando estes Estados sejam Estados contratantes. nem das informações dadas por elas em qualquer momento anterior à conclusão do contrato ou na altura da conclusão deste. Técnicos. como reza o art. (d) de valores mobiliários. (2) não é tomado em conta o fato de as partes terem o seu estabelecimento em Estados diferentes quando este fato não ressalte nem do contrato nem de transações anteriores entre as partes. barcos. (e) de navios.com. em qualquer momento anterior à conclusão do contrato ou na altura da conclusão deste.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. 2: Artigo 2 A presente Convenção não regula as vendas: (a) de mercadorias compradas para uso pessoal. 91 . familiar ou doméstico. A Convenção de Viena não se aplica a todas as operações de compra e venda. ou (b) quando as regras de direito internacional privado conduzam à aplicação da lei de um Estado contratante. não soubesse nem devesse saber que as mercadorias eram compradas para tal uso. (f) de eletricidade. (3) não são tomados em consideração para a aplicação da presente Convenção nem a nacionalidade das partes nem o caráter civil ou comercial das partes ou do contrato. Analistas e Carreiras Afins. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. títulos de crédito e moeda. (b) em leilão. (c) em processo executivo.

br Considera-se um contrato de compra e venda de mercadoria se a parte preponderante negociada for um bem tangível. não um serviço: Artigo 3 (1) São considerados de compra e venda os contratos de fornecimento de mercadorias a fabricar ou a produzir. Artigo 4 A presente Convenção regula exclusivamente a formação do contrato de compra e venda e os direitos e obrigações que esse contrato faz nascer entre o vendedor e o comprador. Artigo 5 A presente Convenção não se aplica à responsabilidade do vendedor pela morte ou lesões corporais causadas pelas mercadorias a quem quer que seja. as condições de validade dos contratos são impostas pelas leis internas. (2) A presente Convenção não se aplica aos contratos nos quais a parte preponderante da obrigação do contraente que fornece as mercadorias consiste num fornecimento de mão-de-obra ou de outros serviços. no Brasil. esta não diz respeito. a aplicação da Convenção de Viena. resposta e conclusão do contrato) e os direitos e obrigações do comprador e do vendedor.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais.cursoparaconcursos. ainda. a menos que o contraente que as encomende tenha de fornecer uma parte essencial dos elementos materiais necessários para o fabrico ou produção. como mostra o art. bem como à validade dos usos. o contrato é considerado nulo nas hipóteses dos arts 166 e 167 do Código Civil e não será a Convenção de Viena que lhe dará validade. O objeto da convenção é a formação do contrato de compra e venda (proposta. A alínea “a” do art. Salvo disposição expressa em contrário da presente Convenção. 6: 92 . Por exemplo. Sendo assim. As partes podem excluir. Analistas e Carreiras Afins. em particular: (a) à validade do contrato ou de qualquer das suas cláusulas.com. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. 4 assere que a convenção não serve para validar contratos considerados inválidos por um ou pelos dois países contratantes. Técnicos. (b) aos efeitos que o contrato pode ter sobre a propriedade das mercadorias vendidas.

levar-se-á em conta o sentido dado por pessoas razoáveis com qualifiações idênticas às das partes contratantes. Analistas e Carreiras Afins. • princípio da boa-fé: a interpretação levará em conta a intenção das partes.cursoparaconcursos. não devem a eles ser equiparados. Caso não possa ser avaliada a intenção das partes.com. Artigo 7 (1) Na interpretação da presente Convenção ter-se-á em conta o seu caráter internacional bem como a necessidade de promover a uniformidade da sua aplicação e de assegurar o respeito da boa fé no comércio internacional. por mais que pareçam com conceitos usados no ordenamento jurídico de um ou mais países. Alguns princípios regem a aplicação da convenção: • princípio do caráter internacional: os conceitos usados na convenção.br Artigo 6 As partes podem excluir a aplicação da presente Convenção ou. • princípio da informalidade: significa a não obrigatoriedade de se usar forma prescrita para a celebração dos contratos. Técnicos. não levando em consideração as legislações nacionais.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. (2) As questões respeitantes às matérias reguladas pela presente Convenção e que não são expressamente resolvidas por ela serão decididas segundo os princípios gerais que a inspiram ou. • princípio da uniformidade: a convenção é aplicada uniformemente entre as partes contratantes. de acordo com a lei aplicável em virtude das regras de direito internacional privado 93 . na falta destes princípios. sem prejuízo do disposto no artigo 12. derrogar qualquer das suas disposições ou modifcar-lhe os efeitos.

nomeadamente as negociações que possa ter havido entre as partes. a menos que as circusntâncias indiquem outra coisa. A resposta não pode trazer termos que alterem substancialmente a propsota. as declarações e os outros comportamentos de uma parte devem ser interpretados segundo a intenção desta quando a outra parte conhecia ou não podia ignorar tal intenção. Analistas e Carreiras Afins. os usos e todo e qualquer comportamento ulterior das partes Artigo 11 O contrato de compra e venda não tem de ser concluído por escrito nem de constar de documento escrito e não está sujeito a nenhum outro requisito de forma. (2) Se o parágrafo anterior não for aplicável.cursoparaconcursos. está na convenção a proposta do vendedor (proponente). Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. O contrato pode ser provado por qualquer meio. não significando aceitação o silêncio ou a inação. devem ter-se em conta todas as circunstâncias pertinentes. Sobre a formação do Contrato de Compra e Venda. as declarações e outros comportamentos de uma parte devem ser interpretados segundo o sentido que lhes teria dado uma pessoa razoável.br Artigo 8 (1) Para os fins da presente Convenção.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. 94 . incluindo a prova testemunhal.com. as práticas que se tenham estabelecido entre elas. Já o momento da conclusão do contrato é quando a aceitação da proposta se torna eficaz. A aceitação do proposto deve ser expressa. Uma proposta contratual feita verbalmente deve ser aceita de imediato. Técnicos. (3) Para determiner a intenção de uma parte ou aquilo que teria compreendido uma pessoa razoável. a resposta do proposto (a quem se dirige a proposta) e a conclusão do contrato. com qualificação idêntica à da contraparte e colocada na mesma situação.

se a retratação chega ao destinatário antes ou ao mesmo tempo que a proposta. a menos que a pessoa que fez a proposta tenha indicado claramente o contrário Artigo 15 (1) Uma proposta contratual torna-se eficaz quando chega ao destinatário. uma proposta contratual não pode ser revogada: (a) se indicar. pode ser retirada.br Artigo 14 (1) Uma proposta tendente à conclusão de um contrato dirigida a uma ou várias pessoas determinadas constitui uma proposta contratual se for suficientemente precisa e se indicar a vontade de o seu autor se vincular em caso de aceitação. que é irrevogável. expressa ou implicitamente. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. Técnicos.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. ou (b) se era razoável que o destinatário atribuísse caráter irrevogável à proposta contratual e se ele agiu em conseqüência dessa atribuição.cursoparaconcursos. se a revogação chegar ao destinatário antes de este ter expedido uma aceitação. pode uma proposta contratual ser revogada. 95 . fixa a quantidade e o preço ou dá indicações que permitam determiná-los.com. ou por qualquer outro modo. ainda que irrevogável. Uma proposta é suficientemente precisa quando designa as mercadorias e. através da fixação de um prazo para a aceitação. Artigo 16 (1) Até o momento da conclusão de um contrato. Analistas e Carreiras Afins. (2) Uma proposta dirigida a pessoas indeterminadas é considerada apenas como um convite para contratar. (2) Uma proposta contratual. (2) No entanto.

a menos que as circunstâncias indiquem outra coisa. Técnicos. à expedição das mercadorias ou ao pagamento do preço. sem comunicação ao autor da proposta. Analistas e Carreiras Afins.com. mesmo irrevogável.cursoparaconcursos. em virtude da proposta contratual. (2) A aceitação de uma proposta contratual torna-se eficaz no momento em que a manifestação de assentimento chega ao proponente. contanto que o seja nos prazos previstos no parágrafo anterior. A aceitação não se torna eficaz se aquela manifestação não chegar ao proponente no prazo que ele estipulou ou. limitações ou outras modificações.br Artigo 17 Uma proposta contratual. Artigo 19 (1) Uma resposta que pretenda ser a aceitação de uma proposta contratual. na falta de tal estipulação. ou dos usos. extingue-se quando a sua rejeição chega ao proponente. tendo em conta as circunstâncias da transação e a rapidez dos meios de comunicação utilizados pelo autor da proposta. uma resposta que pretenda ser a 96 . por exemplo. O silêncio e a inação. o destinatário da proposta contratual puder manifestar o seu assentimento através da realização dum ato relativo. (3) No entanto. é uma rejeição da proposta e constitui uma contraproposta. se. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. (2) No entanto. num prazo razoável. mas que contém aditamentos. Artigo 18 (1) Uma declaração ou outro comportamento do destinatário que manifeste o seu assentimento a uma proposta contratual constitui uma aceitação. por si sós. Uma proposta contratual feita verbalmente deve ser aceita de imediato. a aceitação torna-se eficaz no momento em que aquele ato é praticado.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. não podem valer como aceitação. das práticas que se estabeleceram entre as partes.

Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. pagamento. Analistas e Carreiras Afins. No entanto. Artigo 20 (1) O prazo de aceitação fixado pelo autor da proposta contratual num telegrama ou numa carta começa a correr no momento em que o telegrama é entregue para expedição ou na data que figura na carta ou. na data que figura no envelope. Se não o fizer. qualidade e quantidade das mercadorias. Técnicos. (2) Os dias feriados ou de descanso laboral compreendidos no decurso do prazo de aceitação são contados no cálculo deste prazo.cursoparaconcursos. ou por outros meios de comunicação instantâneos. ao âmbito da responsabilidade de uma parte em face da outra ou à resolução dos diferendos. com as modificações constantes da aceitação. se a notificação não puder ser entregue no endereço do autor da proposta contratual no último dia do prazo. se a carta não estiver datada. constitui uma aceitação. porque este calha num dia feriado ou de descanso 97 . começa a correr no momento em que a proposta chega ao destinatário. (3) Considera-se que alteram substancialmente os termos da proposta contratual elementos complementares ou diferentes relativos nomeadamente ao preço. O prazo de aceitação que o autor da proposta contratual fixa pelo telefone. telex. fizer notar verbalmente as diferenças ou mandar um aviso com esta finalidade. mas que contém elementos complementares ou diferentes que não alteram substancialmente os termos da proposta.br aceitação de uma proposta contratual. ao lugar e momento da entrega. sem atraso injustificado. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. salvo se o autor da proposta. os termos do contrato são os da proposta contratual.com.

cursoparaconcursos. Artigo 24 Para os fins da presente Parte da Convenção. uma declaração de aceitação ou qualquer outra manifestação de intenção "chega" ao seu destinatário quando ela lhe é feita verbalmente ou lhe é entregue pessoalmente por qualquer outro meio. informar o destinatário de que considera a aceitação eficaz. o prazo é prorrogado até o primeiro dia útil seguinte. Analistas e Carreiras Afins. efeitos como aceitação se. salvo se. 98 . informar o destinatário de que considera extinta a sua proposta. (2) Se a carta ou outro escrito que contenha uma aceitação tardia revelar que foi expedida em condições tais que. sem demora. uma proposta contratual. o autor da proposta.br laboral no lugar do estabelecimento do autor da proposta contratual. o autor da proposta contratual. se a sua transmissão tivesse sido regular. sem demora. a aceitação tardia produz efeitos como aceitação. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. verbalmente ou mediante um aviso com esta finalidade.com.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. Artigo 23 O contrato conclui-se no momento em que a aceitação de uma proposta contratual se torna eficaz em conformidade com as disposições da presente Convenção. Artigo 21 (1) Uma aceitação tardia produz. verbalmente ou mediante um aviso com esta finalidade. Artigo 22 A aceitação pode ser retirada se a retratação chegar ao autor da proposta contratual antes ou no momento em que a aceitação se teria tornado eficaz. teria chegado a tempo ao autor da proposta contratual. contudo. Técnicos.

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no seu estabelecimento, no seu endereço postal, ou, se ele não tiver estabelecimento nem endereço postal, na sua residência habitual.

No que tange às obrigações, o vendedor obriga-se, nas condições do contrato e da Convenção de Viena, a entregar as mercadorias, a transferir a propriedade sobre elas e, se couber, remeter os documentos necessários. O comprador obriga-se a pagar o preço e a aceitar a entrega das mercdorias, nas condições previstas no contrato.

Artigo 25 Uma violação do contrato cometida por uma das partes é fundamental quando causa à outra parte um prejuízo tal que a prive substancialmente daquilo que lhe era legítimo esperar do contrato, salvo se a parte faltosa não previu esse resultado e se uma pessoa razoável, com idêntica qualificação e colocada na mesma situação, não o tivesse igualmente previsto.

Artigo 26

Uma declaração de resolução do contrato apenas se torna eficaz quando notificada à outra parte.

Artigo 27

Salvo disposição expressa em contrário da presente Parte da Convenção, se uma notificação, um pedido ou outra comunicação forem feitos por uma das partes no contrato, em conformidade com a presente Parte e por um meio adequado às circunstâncias, um atraso ou erro na transmissão da comunicação ou o fato de ela não ter chegado ao seu destino não priva aquela parte do direito de se prevalecer de tal comunicação.

Artigo 28

Se, em conformidade com as disposições da presente Convenção, uma parte tiver o direito de exigir da outra a execução de uma obrigação, um tribunal não está vinculado a ordenar a execução específica, a não ser

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que a decretasse por aplicação do seu próprio direito relativamente a contratos de compra e venda semelhantes, não regulados pela presente Convenção.

Artigo 29

(1) Um contrato pode ser modificado ou extinto por simples acordo entre as partes. (2) Um contrato escrito, que contenha uma disposição onde se estipule que qualquer modificação ou extinção por acordo deve ser feita por escrito, não pode por outra forma ser modificado ou extinto por acordo. Contudo, o comportamento de uma das partes pode impedí-la de invocar essa disposição, se a outra parte confiou nesse comportamento.

Artigo 30

O vendedor obriga-se, nas condições previstas no contrato e na presente Convenção, a entregar as mercadorias, a transferir a propriedade sobre elas e, se for caso disso, a remeter os documentos que se lhes referem. Seção I. Entrega das mercadorias e remessa dos documentos Artigo 31 Se o vendedor não estiver obrigado a entregar as mercadorias noutro lugar especial, a sua obrigação de entrega consiste: (a) quando o contrato de compra e venda implicar um transporte das mercadorias -- em remeter as mercadorias ao primeiro dos transportadores que as fará chegar ao comprador; b) quando, nos casos não previstos na alínea anterior, o contrato incidir sobre uma coisa determinada ou sobre uma coisa genérica que deva ser retirada de uma massa determinada ou que deva ser fabricada ou produzida, e sabendo as partes, no momento da conclusão do contrato, que as mercadorias se encontravam ou

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deviam ser fabricadas ou produzidas num certo lugar -em colocar as mercadorias à disposição do comprador neste lugar; c) nos outros casos -- em pôr as mercadorias à disposição do comprador no lugar onde o vendedor tinha o seu estabelecimento no momento da conclusão do contrato.

Artigo 32

(1) Se o vendedor, em conformidade com o contrato ou com a presente Convenção, remeter as mercadorias a um transportador e se as mercadorias não estiverem claramente identificadas para os fins do contrato, pela aposição de um sinal distintivo nas mercadorias, por documentos de transporte ou por qualquer outro meio, o vendedor deve avisar o comprador da expedição, designando de forma especificada as mercadorias.

AS CLAÚSULAS RELEVANTES dos Contratos Internacionais de Compra e Venda de Mercadorias Existem nos contratos de compra e venda internacional diversos tipos de cláusulas. Como cláusulas básicas que normalmente aparecem em todos os contratos, cita-se: 1- identificação dos contratantes; 2- descrição detalhada das mercadorias; 3- forma de entrega dos bens; 4- forma de pagamento; 5- condições de venda; 6- moeda utilizada; 7- data de embarque; 8- seguros; 9- forma de transporte. 101

estabelecendo um prazo razoável para comunicar a intenção de rescindi-lo. terremotos. a parte culpada desonera-se de arcar com as responsabilidades decorrentes de perda ou dano. perturbações da ordem social. capazes de prejudicar as partes.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. de acontecimentos políticos ou administrativos nem de perturbações da ordem social. que possa afetá-lo. As cláusulas aleatórias buscam salvaguardar os contratantes no caso de qualquer ocorrência que independa de suas vontades. Na verdade. É relativamente comum. pode-se observar que nos contratos internacionais a concisão e muitas vezes uma precisão conceitual são oriundos da utilização de formas e cláusulas standard. a cláusula de força maior está prevê medidas a serem tomadas quando houver a ocorrência de um fator irresistível e inevitável que gere a inexecução forçada do contrato. etc. seja em caráter normal. Faz-se necessário incluir cláusulas com previsão da possibilidade de rescisão unilateral dos pactos. Os eventos abrangidos pela cláusula hardship não geram a inexecução do contrato. sigla que em português representa a expressão Regras Internacionais para a Interpretação de Termos 102 . seja em virtude da ocorrência de eventos como a insolvência de uma das partes ou ainda por descumprimento da parte das obrigações contratuais. mas de fatos novos que eventualmente surjam durante a vigência contratual.cursoparaconcursos.com. como comoções políticas. que necessitam de cuidados no manuseio e embalagem. como os INCOTERMS (Internacional Rules for Interpretation of Trade (Commercial) Terms). → Cláusula Hardship: preserva as partes de eventos que não dependem de sua vontade. como guerras ou greves. incêndios.br Existem cláusulas específicas. furacões. Ou seja. Analistas e Carreiras Afins. Dentre tais cláusulas destacam-se: → Cláusula de Força Maior: preserva as partes de eventos ligados à natureza. como tempestades. mas que não decorrem das forças da natureza. acontecida na vigência do contrato. acontecimentos políticos ou administrativos. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. Técnicos. prejudicando uma das partes. no caso de contratos de longa duração. Na omissão dessas cláusulas. cujas definições possam ser confiáveis porque universalmente aceitas. como mercadorias frágeis. Como por exemplo a utilização de formas padronizadas e sincopadas. mas torna-o mais oneroso. que servem para amparar determinadas mercadorias que exijam tratamento especial.

Ex Works (.cursoparaconcursos. etc. Dessa forma. FAZ. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. cabe ao comprador (importador) contratar frete e o seguro internacional. o vendedor é responsável pelo embarque. C&F e outras. Assim.. os direitos e obrigações recíprocos do exportador e do importador.. como por exemplo: onde o exportador deve entregar a mercadoria.. O termo "EXW" não deve ser utilizado quando o vendedor não está apto para.. dentro da estrutura de um contrato de compra e venda internacional.) e a disponibiliza. named place)Transportador Livre (. no seu próprio estabelecimento... quem é o responsável pela contratação do seguro. cabe ao importador estrangeiro adotar todos as providências para retirada da mercadoria do estabelecimento do exportador. no local designado do país de origem. desembaraçada para exportação..Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. direta ou indiretamente. Como se pode observar. contratações de frete e de seguro internacionais. Deve ser notado que o local escolhido de entrega tem um impacto nas obrigações de embarque e desembarque das mercadorias naquele local. o vendedor não é responsável pelo desembarque. aos cuidados do transportador internacional indicado pelo comprador. named place)A Partir do Local de Produção (.local designado) Nesse termo o vendedor (exportador) completa suas obrigações quando entrega a mercadoria. quem paga o frete. obter os documentos necessários à exportação da mercadoria. tais como FOB. o exportador encerra sua participação no negócio quando acondiciona a mercadoria na embalagem de transporte (caixa. transporte interno. CIF. que contém fórmulas mercantis sintéticas com aplicação às cláusulas que regem a entrega e o transporte de mercadorias. 103 . licenciamentos. embarque para o exterior. FCA – Free Carrier (.local designado) Nesse termo. no prazo estabelecido. saco. o comprador assume todos os custos e riscos envolvidos no transporte da mercadoria do local de origem até o de destino.br Mercantis. etc. Se a entrega ocorrer na propriedade do vendedor. Técnicos. Analistas e Carreiras Afins. Se a entrega ocorrer em qualquer outro lugar.. Incoterms Os chamados Incoterms (International Commercial Terms / Termos Internacionais de Comércio) servem para definir.com. estabelecendo um conjunto-padrão de definições e determinando regras e práticas neutras. Esse termo pode ser utilizado em qualquer modalidade de transporte.

. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www.. Insurance and Freight (.. O termo CFR exige que o vendedor desembarace as mercadorias para exportação. na venda "FOB". que contratar o seguro marítimo contra riscos de perdas e danos durante o transporte. Analistas e Carreiras Afins. tarefa a cargo do vendedor.porto de embarque designado) Nesse termo.porto de destino designado) Nesse termo.porto de embarque designado) Nesse termo.. em princípio. a negociação (venda propriamente dita) está ocorrendo ainda no país do vendedor.porto de destino designado) Nesse termo... Técnicos.. a responsabilidade do vendedor se encerra quando a mercadoria é colocada ao longo do costado do navio transportador. adicionalmente. Seguro e Frete (. O termo FOB exige que o vendedor desembarace as mercadorias para exportação..br FAS – Free Alongside Ship (. vai até o momento da transposição da amurada do navio ("ship's rail"). o exportador precisa conhecer qual o termo marítimo acordado entre o comprador e o armador.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais.. 104 . named port of shipment)Livre no Costado do Navio (.. Assim. na "ship's rail"). CFR – Cost and Freight (. muito embora a colocação da mercadoria a bordo do navio seja também. named port of destination)Custo. Esse termo só pode ser utilizado no transporte aquaviário (marítimo. Logo. fluvial ou lacustre).. O vendedor é o responsável pelo desembaraço das mercadorias para exportação. Esse termo só pode ser utilizado no transporte aquaviário (marítimo. o vendedor tem as mesmas obrigações que no "CFR" e. no porto de embarque nomeado. fluvial ou lacustre). fluvial ou lacustre).. named port of destination)Custo e Frete (. no porto de embarque. Ressalte-se que o transportador internacional é contratado pelo comprador (importador).cursoparaconcursos.com. a responsabilidade do vendedor. CIF – Cost.. bem como a contratação do frete internacional.. named por of shipment) Livre a Bordo (. a fim de verificar quem deverá cobrir as despesas de embarque da mercadoria. Destaque-se que os riscos por perdas e danos na mercadoria são transferidos do vendedor para o comprador ainda no porto de carga (igual ao FOB. Esse termo só pode ser usado no transporte aquaviário (marítimo. FOB – Free on Board (. A contratação do frete e do seguro internacionais fica por conta do comprador. para transportar a mercadoria até o porto de destino indicado. sobre a mercadoria. o vendedor assume todos os custos anteriores ao embarque internacional...

. O termo CIF exige que o vendedor desembarace as mercadorias para exportação. posto que a venda (transferência de responsabilidade sobre a mercadoria) se processa no país do vendedor. inclusive multimodal. A entrega da mercadoria ao comprador ocorre em um ponto anterior ao posto alfandegário do país limítrofe. O termo CIP exige que o vendedor desembarace as mercadorias para exportação... Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. Esse termo só pode ser usado no transporte aquaviário (marítimo.local de destino designado) Nesse termo. O comprador deve observar que no termo "CIP" o vendedor é obrigado apenas a contratar seguro com cobertura mínima. arca com o seguro contra riscos de perdas e danos da mercadoria durante o transporte internacional. adicionalmente.local designado) Nesse termo. quando a mercadoria é entregue à custódia do transportador.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais.local de destino designado) Nesse termo.. desembaraçada para a exportação.. o vendedor tem as mesmas obrigações definidas no "CPT" e..com.br Como a negociação ainda está ocorrendo no país do exportador (a amurada do navio. DAF .Delivered at Frontier (. O termo CPT exige que o vendedor desembarace as mercadorias para exportação. no porto de embarque.... bem como quaisquer custos adicionais devidos a eventos ocorridos após a entrega da mercadoria ao transportador. Esse termo pode ser usado em qualquer modalidade de transporte. o vendedor contrata o frete pelo transporte da mercadoria até o local designado. inclusive multimodal. CPT – Carriage Paid to (.cursoparaconcursos. é o ponto de transferência de responsabilidade sobre a mercadoria).. fluvial ou lacustre).. o comprador deve observar que no termo "CIF" o vendedor somente é obrigado a contratar seguro com cobertura mínima. Técnicos. named place)Entregue na Fronteira (. Os riscos de perdas e danos na mercadoria. são transferidos pelo vendedor ao comprador. named place of destination)Transporte Pago até (. o vendedor completa suas obrigações quando entrega a mercadoria. Analistas e Carreiras Afins. CIP – Carriage and Insurance Paid to (. 105 . em um ponto da fronteira indicado e definido de maneira mais precisa possível. Esse termo pode ser usado em qualquer modalidade de transporte..named place of destination)Transporte e Seguros Pagos até(.

fluvial ou lacustre).br O termo "DAF" pode ser utilizado em qualquer modalidade de transporte.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. O vendedor tem obrigação de levar a mercadoria até o porto de destino e desembarcar as mercadorias no cais.cursoparaconcursos. no desembarque do navio no cais (atracadouro) no porto de destino.. Analistas e Carreiras Afins. Contudo. Esse termo pode ser utilizado em qualquer modalidade de transporte. no caís do porto de destino nomeado.com.. taxas e demais encargos oficiais incidentes na importação e dos custos e riscos do desembaraço de formalidades alfandegárias.Delivered Duty Unpaid (. named place of destination)Entregue Direitos Não Pagos (. à exceção de impostos. DEQ – Delivered Ex Quay (.Delivered Ex Ship (. named port of destination)Entregue a Partir do Cais (. inclusive multimodal.. DDU . Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. A retirada da mercadoria do navio e o desembaraço para importação devem ser providenciados pelo comprador (importador). o vendedor somente cumpre sua obrigação de entrega quando a mercadoria tiver sido posta em disponibilidade no local designado do País de destino final. O vendedor assume todos os custos e riscos durante a viagem internacional.porto de destino designado) Nesse termo... Os riscos e os custos são transferidos do vendedor para o comprador a partir da "entrega" no cais do porto de destino. Todos os riscos de perdas e danos das mercadorias são assumidos pelo vendedor até a entrega no local designado. DES . Esse termo só poder ser usado no transporte aquaviário (marítimo. o vendedor "entrega" as mercadorias quando elas são colocadas à disposição do comprador...porto de destino designado) Nesse termo. não desembaraçadas para importação.local de destino designado) Nesse termo. 106 ... ele é usualmente empregado quando a modalidade de transporte é terrestre (rodoviária ou ferroviária).. não desembaraçadas para exportação. named port of destination)Entregue a Partir do Navio (.. no porto de descarga. Técnicos. desembaraçadas para exportação mas não desembaraçadas para importação. o vendedor completa suas obrigações quando a mercadoria é entregue ao comprador a bordo do navio. Esse termo pode ser usado apenas quando as mercadorias devem ser entregues por transporte marítimo ou hidroviário interior ou multimodal..

não. o "DDP" acarreta o máximo de obrigações para o vendedor. a diferença entre cláusula de força maior e a cláusula de hardship reside em que a) na primeira. em regra. na primeira. com circunstâncias que o tornam substancialmente mais oneroso.cursoparaconcursos. 107 . (AFRF/ESAF/2003) Nos contratos internacionais de compra e venda. o vendedor somente cumpre sua obrigação de entrega quando a mercadoria tiver sido posta em disponibilidade no local designado do País de destino final.local de destino designado) Nesse termo. a execução do controle é relativamente impossível e na segunda. O vendedor assume todos os riscos e custos. Esse termo pode ser utilizado em qualquer modalidade de transporte.. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. a segunda. named place of destination)Entregue Direitos Pagos (. o contrato se torna exeqüível e na segunda. inexeqüível. d) a primeira prevê alterações nas condições que motivaram a celebração do contrato e a segunda. Questões: 1. ambas traduzem a previsão de um desequilíbrio econômico em prejuízo de uma das partes envolvidas. a circunstância é imprevista mas evitável. Analistas e Carreiras Afins. b) ambas se referem a circunstâncias imprevisíveis e inevitáveis. obter os documentos necessários à importação da mercadoria. e) a primeira. inclusive multimodal.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. absolutamente impossível. enquanto que na segunda é imprevista e inevitável.. porque imprevisíveis. porém exeqüível. inclusive impostos. c) na primeira. taxas e outros encargos incidentes na importação.. e a segunda indica detalhadamente os fenômenos de natureza econômica que possam ocorrer.br DDP – Delivered Duty Paid (. que representa o mínimo de obrigações para o vendedor. Ao contrário do termo "EXW". desembaraçadas para importação. O termo "DDP" não deve ser utilizado quando o vendedor não está apto para. direta ou indiretamente. Técnicos. a primeira tem a ver com circunstâncias que impossibilitam sua execução. não indica detalhadamente os eventos suscetíveis de serem considerados como circunstâncias que a caracterizem..com.

distribuídos em 4 grupos identificados pelas letras E. C. alguns dos quais são aplicáveis apenas a determinado modal de transporte. D. c) compra e venda. Técnicos. 3. representados por siglas de três letras. resumem. representados por siglas de três letras. representados por siglas de três letras. D. aplicáveis a todos os modais de transporte. E. C. I (Insurance) e F (Freight). e) são 13 termos. aplicáveis ao transporte internacional marítimo e aéreo. distribuídos em 4 grupos identificados pelas letras E. que vão da obrigação mínima para o exportador à obrigação máxima para o exportador. F. D. Analistas e Carreiras Afins. (AFRF/ESAF/2003) Os Incoterms (International Commercial Terms / Termos Internacionais do Comércio). alguns dos quais são aplicáveis apenas às exportações. (AFRF/ESAF/2002-2) Os INCOTERMS contêm em seu bojo cláusulas padronizadas que. que vão da obrigação mínima para o comprador à obrigação máxima para o importador. b) leasing operacional. distribuídos em 4 grupos identificados pelas letras C. conjunto de regras internacionais que estabelecem um padrão de definições. c) são 13 termos. D.com. 108 . na essência. definem e simplificam um contrato internacional de a) arrendamento mercantil.cursoparaconcursos. representados por siglas de três letras. d) importação de serviços. alguns dos quais são aplicáveis apenas a determinado modal de transporte. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. e) importação temporária de mercadorias para utilização econômica. F. distribuídos em 3 grupos identificados pelas letras C (Cost). F. que vão da obrigação mínima para o exportador à obrigação máxima para o exportador. d) são 13 termos. F. b) são 13 termos.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. representados por siglas de três letras. que vão da obrigação mínima para o exportador à obrigação máxima para o exportador. de caráter uniformizador: a) são 13 termos.br 2. C. distribuídos em 4 grupos identificados pelas letras E. que vão da obrigação mínima para o exportador à obrigação máxima para o exportador.

br 4. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. (AFRF/ESAF/2002-2) Nos INCOTERMS versão 2000. 2. 2. 4. ( ) É de responsabilidade do vendedor disponibilizar a mercadoria a bordo do navio indicado pelo comprador e arcar com o frete até o porto de destino. associe as colunas abaixo e. 2. momento a partir do qual a responsabilidade pelo bem corre por conta do comprador. 5. e) exclusivamente o termo “ D”. 3 c) 3. 4. 1. Técnicos. 5 109 . 5 b) 1. 2. ( ) Ao vendedor compete entregar a mercadoria ao transportador indicado pelo comprador. 4. b) exclusivamente o termo “ C ”. até o momento em que a mercadoria é colocada ao lado do costado do navio. assinale a opção que contenha a seqüência correta. Analistas e Carreiras Afins. 3. a) 3. para que então transfi ra a responsabilidade sobre ela para o comprador.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. no porto de embarque. 4 e) 3. no local determinado. c) exclusivamente o termo “ F ”. 2. (TRF/ESAF/2005) A respeito das fórmulas contratuais usualmente aplicadas aos Contratos Internacionais de Compra e Venda de Mercadorias (INCOTERMS). em seguida. ( ) Compete ao vendedor arcar com todas as despesas. ( ) Ao vendedor cabe arcar com todas as despesas até o momento em que a mercadoria é colocada a bordo do navio indicado pelo comprador. 4. 5. evidenciando contratos de partida (embarque) a correspondência é com a) os termos “C” e “ F ”. no porto de embarque. 5 d) 1. 1) FCA 2) CFR 3) EXW 4) FOB 5) FAS ( ) A obrigação básica do vendedor consiste em disponibilizar a mercadoria no seu próprio estabelecimento.cursoparaconcursos. 1. 1.com. 5. d) os termos “ E ” e “ D”. incluindo a liberação para a exportação.

o conceito e a utilização de medidas de defesa comercial são regulamentados. as obrigações das partes. Analistas e Carreiras Afins. (AFTN/ESAF/1998) Sobre o contrato de compra e venda internacional. por meio do uso de um Incoterm entre elas acordado.cursoparaconcursos. é classificado.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. comutativo e típico e. instrui o processo de despacho aduaneiro para fins de controle e tributação. necessariamente. ainda quando envolva operações de leasing ou exportação de serviços d.br 6. Desde 1995. em âmbito mundial. devem constar. bilateral. os Estados-membros da OMC devem adequar suas normas internas relativas à defesa comercial com os seguintes acordos: Acordo sobre Implementação do art. medidas compensatórias e medidas de salvaguarda constituem o conjunto de mecanismos jurídicos que um Estado pode recorrer para proteger suas indústrias dos danos causados por práticas desleais de comércio ou pelo crescimento imprevisto de importações. é correto afirmar-se que a. em decorrência do Crash da Bolsa de Nova York. é um acordo multilateral em que se condenaram as medidas protecionistas levantadas na década de 1930. Técnicos. pela OMC. podendo ser substituído pelo Conhecimento de Embarque Gabarito: 1 2 3 4 5 6 B A C A A D 3. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. Na verdade. Atualmente. VI do GATT (ou Acordo Antidumping) . no mesmo. As medidas de defesa comercial são exceções às regras do Sistema Multilateral de Comércio. o GATT. a atuação de agente representante no exterior b. além do vendedor e do comprador. serviço ou conhecimento transacionado por meio de Incoterm correspondente c. como já foi visto. contempla. como consensual. Acordo sobre Subsídios Dumping e Medidas Antidumping ARTIGO VI GATT DIREITOS "ANTI-DUMPING" E DE COMPENSAÇÃO 110 . deve sempre especificar a mercadoria. juridicamente.com. oneroso. Defesa Comercial Medidas antidumping .

Nesse caso. Analistas e Carreiras Afins. 2.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. ou II) ao custo de produção no país de origem. pela ocorrência de prejuízo material e pela existência de nexo causal entre essa prática e o prejuízo material sofrido pela indústria doméstica. é inferior: I) ao preço comparável mais alto do produto similar destinado à exportação para qualquer terceiro país. poderá adotar medidas antidumping para compensar a indústria nacional. o dano deve levar a prejuízo material à indústria. Com o fim de neutralizar ou impedir "dumping" a Parte Contratante poderá cobrar sobre o produto. se houve uma queda significativa no preço do produto similar. objeto de um "dumping" um direito "anti-dumping" que não exceda a margem de "dumping" relativa a esse produto. para proteger sua indústria. de determinado produto. ou b) na ausência desse preço nacional. mais um acréscimo razoável para as despesas de venda e o lucro. A determinação do prejuízo deve basear-se em evidências positivas e em uma análise objetiva do volume de importações com preço de dumping. quais sejam: se houve um aumento significativo nas importações. no curso normal de comércio. cuja indústria está sendo prejudicada ou ameaçada. não é considerado uma prática comercial desleal. o Estado. levar-se-ão na devida conta as diferenças nas condições de venda. se o preço desse produto: a) é inferior ao preço comparável que se pede. a preço abaixo do normal. Para efeitos de investigação de dumping. ou ameaçando causar. pelo produto similar que se destina ao consumo no país exportador. sensivelmente o estabelecimento de uma indústria nacional. dano material à indústria nacional do produto similar ao produto importado. Para os efeitos deste Artigo. As Partes Contratantes reconhecem que o "dumping" que introduz produtos de um país no comércio de outro país por valor abaixo do normal.com. Caso a autoridade investigadora conclua pela existência de prática de dumping. as diferenças de tributação e outras diferenças que influam na comparabilidade dos preços. A investigação deve ainda considerar outros fatores ao decidir pela existência da prática de dumping. mas será condenado sempre que a discriminação de preços estiver causando. além do efeito sobre os preços do no mercado doméstico similar e do seu impacto sobre os produtos domésticos. poderá valer-se de uma sobretaxa na alíquota de importação. considera-se que um produto exportado de um país para outro se introduz no comércio de um país importador. Em cada caso. em termos absolutos ou relativos.br 1.cursoparaconcursos. se o efeito deprimiu os preços em um grau significativo. nas condições normais de comércio. denominada medida antidumping. na 111 . ou se evitou aumentos de preços. por si só. Técnicos. Note-se que o dumping. é condenado se causa ou ameaça causar prejuízo material a uma indústria estabelecida no território de uma Parte Contratante ou retarda.

e haja qualquer forma de receita ou sustentação de preços no sentido do Artigo XVI do 112 . empréstimos e aportes de capital).com. (iii) quando o governo forneça bens ou serviços além daqueles destinados a infra-estrutura geral ou quando adquire bens. investigar a existência de prática de dumping e de subsídios. por meio do DEPARTAMENTO DE DEFESA COMERCIAL (DECOM). por órgão governamental ou por órgão privado desempenhando funções tipicamente governamentais. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. as quais seriam normalmente incumbência do Governo e cuja prática não difira de nenhum modo significativo da prática habitualmente seguida pelos governos. (ii) quando receitas públicas devidas são perdoadas ou deixam de ser recolhidas (por exemplo. Consideram-se subsídios amarelos ou acionáveis aqueles que causam prejuízo à indústria doméstica de outro Estado-membro.cursoparaconcursos.br proporção do prejuízo. Analistas e Carreiras Afins. Existem duas categorias de subsídios: subsídios proibidos ou vermelhos e subsídios amarelos ou acionáveis.e. que beneficie uma indústria específica. i.: (i) quando a prática do governo implique transferência direta de fundos (por exemplo. por lei ou de fato. incentivos fiscais tais como bonificações fiscais). No Brasil. ARTIGO 1 Acordo sobre Subsídios e Medidas Compensatórias Definição de subsídio 1. Os subsídios vermelhos ou proibidos são aqueles vinculados ao desempenho exportador. ou ainda aqueles vinculados ao uso de bens domésticos de preferência a bens importados. Subsídios e Medidas Compensatórias Em linhas gerais. (a) (1) Para os fins deste Acordo. potenciais transferências diretas de fundos ou obrigações (por exemplo garantias de empréstimos). Técnicos. subsídio é toda contribuição financeira concedida pelo governo. considerar-se-á a ocorrência de subsídio quando: haja contribuição financeira por um governo ou órgão público no interior do território de um Membro (denominado a partir daqui “governo”). (iv) quando o Governo faça pagamentos a um sistema de fundos ou confie ou instrua órgão privado a realizar uma ou mais das funções descritas nos incisos (i) a (iii) acima. doações. ou (a) (2) GATT 1994. cabe à SECEX.

às Partes Contratantes. A expressão "direito de compensação" significa um direito especial cobrado com o fim de neutralizar qualquer prêmio ou subvenção concedidos. 113 .Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. a possibilidade de limitar a subvenção. Em todos os casos em que fique estabelecido que uma tal subvenção causa ou ameaça causar um prejuízo sério aos interesses de outra Parte Contratante. 5. inclusive qualquer subsídio especial para o transporte de um produto determinado. com a ou com as Partes Contratantes interessadas ou com as Partes Contratantes. com o objetivo de neutralizar um subsídio outorgado pelo país exportador. ou poderá adotar medidas compensatórias. Art. não somente da importância e da natureza dessa subvenção. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www.br (b) com isso se confira uma vantagem. a Parte Contratante que a concedeu examinará. Analistas e Carreiras Afins. quando solicitada. direta ou indiretamente à manufatura. na medida do prejuízo sofrido. dará conhecimento. dependendo do tipo de subsídio concedido. Se uma Parte Contratante concede ou mantém uma subvenção qualquer. Nenhum produto do território de uma Parte Contratante importado no de outra Parte Contratante. segundo se sabe foi concedido direta ou indiretamente à manufatura. VI GATT 3. Nenhum direito de compensação será cobrado de qualquer produto proveniente do território de uma Parte Contratante importado por outra Parte Contratante. estará sujeito ao mesmo tempo. como dos resultados que possam ser esperados sobre as quantidades do ou dos produtos em questão por ele importados ou exportados e as circunstâncias que tornam a subvenção necessária. a fim de contrabalançar a mesma situação decorrente de "dumping" ou de subsídios à exportação. inclusive qualquer forma de proteção das rendas ou sustentação dos preços que tenha diretamente ou indiretamente por efeito elevar as exportações de um produto qualquer do território da referida Parte Contratante ou de reduzir as importações do mesmo no seu território. poderá demandar que a norma que estabelece a concessão do subsídio seja revogada. a direitos "anti-dumping" e a direitos de compensação.cursoparaconcursos. Técnicos. ARTIGO XVI GATT SUBVENÇÕES SEÇÃO A SUBVENÇÕES EM GERAL 1. produção ou exportação de qualquer mercadoria.com. produção ou exportação desse produto no país de origem ou de exportação. que exceda a importância estimada do prêmio ou subsídio que. por escrito. Caso uma indústria esteja sendo prejudicada comercialmente por subsídios concedidos a uma indústria específica de outro país.

Indústria e Comércio Exterior. um processo investigativo. 14/02. das Relações Exteriores. são submetidos à decisão da Câmara de Comércio Exterior (CAMEX). deverá comprovar o aumento imprevisível das importações.cursoparaconcursos. as medidas de salvaguarda pressupõem a existência de uma prática leal de concorrência.com. De modo geral. Analistas e Carreiras Afins. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. da Secretaria de Comércio Exterior (SECEX). e do Chefe da Casa Civil. compensatórias ou de salvaguardas: às importações provenientes de Países não-Membros do Mercosul. de medidas compensatórias e de salvaguardas comerciais são instaurados e instruídos perante o Departamento de Defesa Comercial (DECOM). Pecuária e Abastecimento. os Acordos Antidumping e sobre Subsídios e Medidas Compensatórias da OMC. Os processos de investigação e aplicação de direitos antidumping. Diferentemente do que ocorre coma prática de dumping e de subsídios. Defesa Comercial no Mercosul Pode-se ver a defesa comercial no Mercosul por dois pontos de vista no que tange à aplicação de medidas antidumping. Técnicos.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. na esfera do Mercosul. Orçamento e Gestão. seja no comércio intrazona ou a partir de importações provenientes de terceiros países. para que um Estado adote medidas de salvaguarda. da Agricultura. Por meio das decisões CMC n. que é composta pelos ministros de Estado: do Desenvolvimento. se houve prejuízo grave ou ameaça de prejuízo grave à indústria doméstica e se há nexo causal entre o aumento das importações e o referido prejuízo. do Planejamento. da Fazenda. adotaram-se. Sempre que a abertura de investigação envolver possível prática de dumping ou de subsídios 114 . 13/02 e n. Posteriormente. ou no comércio intrazona.br Medidas de Salvaguarda Os países cujas indústrias nacionais foram prejudicadas ou encontram-se ameaçadas por um surto imprevisível de importações pode aumentar a tarifa de importação ou estabelecer restrições quantitativas (quotas) para importação de determinado produto.

nos termos da Decisão CMC n. A duração máxima da medida antidumping ou de medida compensatória definitiva no comércio intrazona será de três anos. Técnicos. c) é incongruente com a normativa da Organização Mundial do Comércio na medida em que define a formação do preço de um bem exportável em patamares inferiores aos custos de produção desse mesmo bem nos mercados a que se destina. b) é admissível na normativa da Organização Mundial do Comércio desde que devidamente mensurado em sua magnitude e impacto sobre os fluxos de comércio e sempre que almeje a conquista de mercados onde não há condições eqüitativas de concorrência. Analistas e Carreiras Afins. o intercâmbio de informações entre Estados-membros.br acionáveis no comércio intrazona. está proibida a aplicação de medidas de salvaguarda no comércio intrazona. (AFRF/ESAF/2003) Sobre a prática do dumping no comércio internacional.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. compensatórias ou de salvaguarda. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. é correto afirmar-se que: a) é considerada prática desleal de comércio e define-se como a determinação do preço de exportação de uma mercadoria com base nas diferenças entre os custos de produção nos mercados de origem e de destino. passa a ser considerada desleal. d) é prática de formação de preços que. caso implique o deslocamento de competidores em mercados de exportação. Nos termos do Tratado de Assunção. haverá: a realização de consultas prévias entre os Estados-membros. Questões 1. O combate ás práticas desleais no comércio intrazona por meio de decisão administrativa de determinado Estado-membro que tenha aplicado direitos e/ou medidas antidumping. A notificação à Comissão de Comércio do Mercosul (CCM). 64/00. consistindo na concessão de 115 .com. poderá ainda estar sujeito ao controle posterior por parte do Mecanismo de Solução de Controvérsias do Mercosul ou da OMC.cursoparaconcursos.

116 . Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. (AFRF/ESAF/2005)Assinale a opção correta.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. A ameaça de prejuízo grave não é sufi ciente para dar ensejo à aplicação de uma medida de salvaguarda.com. não é necessário o prejuízo grave para que se justifi que uma salvaguarda contra a China. e) representa medida considerada distorcida das condições de competição. (ii) existência de prejuízo grave à indústria nacional e (iii) nexo causal entre o surto de importações e o prejuízo grave à indústria nacional. consistindo na fixação de um preço de exportação para um determinado bem menor que aquele praticado no mercado em que este mesmo bem é produzido. d) Como medida de defesa comercial que é. Tais medidas são denominadas: a) medidas anti-dumping b) salvaguardas c) barreiras não-tarifárias d) medidas compensatórias e) medidas suspensivas 3. de acordo com a normas da Organização Mundial de Comércio (OMC). Com base no Protocolo de Acessão do país à Organização. c) O surto de importações. 2. quando aplicada. para que possa justifi car a salvaguarda. (AFRF/ESAF/2002-2) Quando vinculados às exportações.cursoparaconcursos. a salvaguarda não dá ensejo à compensação comercial para os países que vierem a ser prejudicados por sua aplicação. o que. está sujeita à incidência de salvaguardas transitórias. precisa ser verifi cado em termos absolutos. b) Os pressupostos de aplicação das medidas de salvaguarda são: (i) surto de importações. que faz parte da Organização Mundial do Comércio.br subsídios à produção e à exportação com vistas a elevar a competitividade preço de um bem exportado. Nesse sentido. os subsídios distorcem as condições de concorrência internacional. Analistas e Carreiras Afins. deve incidir tão-somente em relação aos países responsáveis pelo surto de importação no país que adota a medida. A esse respeito. segundo o Acordo sobre Salvaguardas da OMC. e) A China. Técnicos. faculta ao país afetado adotar medidas restritivas. a) A medida de salvaguarda. a medida somente pode ser aplicada em relação aos países cuja participação no mercado do país importador seja igual ou superior a 30% (trinta por cento) em relação ao produto investigado. não basta que o aumento signifi cativo das importações se verifi que apenas em comparação com a produção nacional.

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bastando, sob este quesito, a ocorrência ou ameaça de desorganização de mercado provocada pelo surto de importações chinesas. 4. (AFRF/ESAF/2005) A respeito de defesa comercial, assinale a opção correta. a) Segundo as normas da OMC, pratica dumping a empresa que vende no mercado de outro país abaixo do seu preço de custo. b) Para neutralizar a prática do dumping, o país prejudicado pode aplicar uma medida antidumping, respeitando o princípio da não-seletividade, ou seja, a aplicação da medida deverá atingir todas as importações do produto em questão, não importando sua procedência. c) Caso não seja possível o cálculo do preço de exportação, ou caso o preço seja duvidoso segundo os parâmetros da legislação aplicável, o preço de exportação do produto investigado pode ser construído pela autoridade investigadora para fi ns de constatação da prática do dumping. d) Para a aplicação da medida antidumping é necessária a comprovação do dolo específi co, ou seja, do objetivo da empresa estrangeira de eliminar ou restringir a ação da concorrência no país importador. e) A aplicação da medida antidumping pode ser feita de modo tanto qualitativo, por meio de um direito antidumping ad valorem ou específi co, ou de modo quantitativo, ou seja, por meio da defi nição de uma cota que restrinja o ingresso do produto no mercado do país importador.

5. (Analista Comércio Exterior/CESPE/2008) No que se refere a defesa comercial, julgue os itens que se seguem. a) O sistema de defesa comercial brasileiro está organizado essencialmente em torno de duas instâncias: o Departamento de Defesa Comercial, órgão executivo vinculado à Secretaria de Comércio Exterior do MDIC, com competência de propor a abertura e conduzir investigações para a aplicação de medidas antidumping, compensatórias e de salvaguardas, e de recomendar a aplicação das medidas de defesa comercial previstas nos acordos da OMC; a CAMEX, cujas competências incluem a aplicação de medidas provisórias e o encerramento de investigação com aplicação de medidas definitivas. b) A aplicação de medidas de salvaguarda pode assumir a forma de aumento do imposto de importação ou de restrições quantitativas, sempre com o propósito de prevenir ou reparar prejuízos à indústria doméstica causados pelo abrupto aumento das importações. c) A característica comum das medidas antidumping e das

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medidas compensatórias é seu caráter seletivo, diferenciando-as, nesse sentido, das salvaguardas comerciais, que, por força da razão pela qual são acionadas, não discriminam os produtos importados pela procedência.

Gabarito:

01

E

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CCC

4. Câmbio

O mercado de câmbio é dinâmico, envolvendo a negociação de moedas estrangeiras. Neste mercado realizam-se as operações de câmbio entre os intervenientes autorizados pelo Banco Central do Brasil e entre esses intervenientes e seus clientes.18 De acordo com a legislação atual, toda operação de câmbio, exceto a de ordem legal, deve ser realizada por meio de contrato de câmbio, tendo sempre como uma das partes intervenientes uma instituição financeira autorizada a operar em câmbio, tendo como uma das partes intervenientes uma instituição financeira autorizada a operar em câmbio pelo Banco Central do Brasil, que comprará ou venderá a moeda.19

18

VIEIRA, Aquiles. Teoria e prática cambial: exportação e importação. 3. ed. São Paulo: Aduaneiras,

2008, p. 43. 19 As Resoluções n. 3.389 e 3.548 do BACEN permitem que até 100% das receitas de exportações de mercadorias ou serviços permaneçam no exterior para cobrir despesas relativas à atividade da empresa exportadora ou do grupo econômico.

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Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos

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Mercado de Câmbio no Brasil → Mercado de câmbio manual: câmbio sacado significa a compra ou venda de moeda estrangeira em espécie ou em cheques de viagem (travelers checks). → Mercado de câmbio sacado: o câmbio sacado processa-se por meio de cartas de crédito, ordens de pagamento, etc. Divide-se em operações financeiras e comerciais: • operações financeiras: são as desvinculadas às exportações ou importações. Ex.: remessas a título de manutenção, donativos, juros, dividendos, amortizações de empréstimos, etc; • operações comerciais: são as que dizem respeito ao comércio exterior, ou seja, importação e exportação.

→ Mercado de câmbio primário: corresponde às operações cambiais que afetam o Balanço de Pagamentos, as quais registram as entradas de divisas em moeda estrangeira entre residentes e não-residentes no país. Ex.: exportação, importação,investimentos, transferências unilaterais, empréstimos, transporte, seguro, etc.

→ Mercado de câmbio secundário: composto por operações que não afetam o Balanço de Pagamentos. Ex.: compra e venda de câmbio no mercado interbancário, hedge, swaps, etc. → Mercado de câmbio à vista (Spot): realizam-se as operações de compra e venda de moeda estrangeira cuja liquidação deve ocorrer em até dois dias úteis. → Mercado de câmbio futuro: efetuam-se as operações de compra e venda de moeda estrangeira, cuja contratação seja realizada para liquidação em prazo superior a três dias úteis.
Principais Intervenientes no Mercado de Câmbio

• Banco Central do Brasil. • Bancos autorizados a operar em câmbio. • Empresas que atuam no mercado internacional. • Corretores de câmbio (opcional).

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mas dentro de pequenos limites. → Taxas estáveis: são taxas que podem variar. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. de 20 LUZ. 120 .cursoparaconcursos. Um é contrato de venda e o outro é contrato de compra. Questões: 1. O swap envolve dois contratos simultâneos de câmbio: um de compra e um de venda.br Taxas de câmbio adotadas pelos países → Taxas fixas: são taxas fixadas pela autoridade monetária sem sofrer variações provocadas pelo mercado. → Taxas variáveis: podem ser flexíveis ou flutuantes: • flexíveis: são reajustadas regularmente pelo Governo.com. Rio de Janeiro: Elsevier. (AFRF/ESAF/2002-2) A operação cambial que possibilita aos investidores protegerem-se.20 Arbitragem Cambial Trata-se de uma operação de compra e venda de uma moeda em duas praças financeiras diferentes. • flutuantes: são taxas que oscilam livremente de acordo com o mercado. Um deles será o contrato pronto e o outro o contrato futuro. a celebração simultânea de dois contratos de quantidades equivalentes de moedas. 2. Analistas e Carreiras Afins. portanto. 2007.: regime de bandas cambiais. por tempo determinado. com o objetivo de lucro sobre a diferença de preços que possa existir durante pequenos intervalos de tempo. Principais tipos de operações cambiais Swap O swap promove a proteção cambial (hedge). O swap é. contrato futuro. Exemplo: o atual sistema brasileiro é de flutuação suja. baseado na lei da oferta e da procura. um sendo contrato pronto e o outro. Ex. p. Exemplo: minidesvalorizações diárias na época do regime militar no Brasil. • flutuação suja: o governo intervém no caso de ocorrência de oscilações exageradas.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. Técnicos. Também é conhecida como Crawling Peg. Rodrigo. 126. Comércio Internacional e Legislação Aduaneira: Teoria e Questões. ed.

a oferta monetária doméstica e a demanda externa pela moeda nacional. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. b) a relação entre a demanda monetária agregada e o nível de reservas internacionais do país. e) os desequilíbrios da conta de transações correntes e o comportamento da produção e das taxas de juros no mercado doméstico.com. com o objetivo de auferir vantagens provindas de diferenças nas taxas de juros entre dois países. a relação entre a oferta e a demanda por moeda estrangeira e a relação entre taxas de juros domésticas e taxas de juros internacionais. Entre esses fatores.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. d) o produto interno. c) compra e venda simultânea de câmbio de uma mesma moeda. Técnicos. c) a oferta monetária do país. e também empregada para obter recursos em moeda estrangeira a serem usados para financiar exportações.cursoparaconcursos. realizar aplicações ou investimentos. incidem de forma direta na formação da taxa de câmbio: a) a relação entre os preços domésticos e as taxas de juros internacionais. envolvendo a compra ou venda de câmbio pronto contra a compra ou venda simultânea de câmbio futuro denomina-se: a) swap b) dual pricing c) arbitragem de dois pontos d) especulação cambial e) arbitragem de três pontos 2. b) remessa de divisas através do mercado de câmbio para outro país. Analistas e Carreiras Afins. com a finalidade de se 121 .br eventuais perdas ocasionadas por variações do câmbio. 3. (AFRF/ESAF/2002-2) Em um regime de câmbio flutuante. (AFRF/ESAF/2002-2) As operações de “SWAP” são definidas como a) remessa de moeda de uma praça a outra objetivando auferir lucros advindos das diferenças entre as taxas cambiais. a formação da taxa de câmbio responde a diferentes fatores relacionados ao funcionamento das economias nacionais e da economia internacional.

com finalidade de se regularizar operações cambiais decorrentes de importações. Técnicos. no caso.cursoparaconcursos. transações financeiras e conversão em investimentos de créditos não remetidos.com.br equilibrar o fluxo cambial. d) tratando-se. desde que o valor pactuado não venha a caracterizar uma evasão cambial ou sonegação fiscal. mantendo-se uma posição nivelada (operações casadas). desde que ocorrida dentro do prazo constante no contrato de câmbio. no caso. feitas na mesma moeda e por igual valor. b) considerando-se que esse prazo. uma operação cambial a termo. por meio de cláusula constante no contrato de câmbio. 4. é relativamente curto. (AFRF/ESAF/2003)Na contratação de câmbio de exportação cujo saque deverá ocorrer num prazo de 30 dias. exportações. o valor da taxa cambial é livremente convencionado entre as partes. a) tendo em vista que o prazo para liquidação não ultrapassa 30 (trinta) dias. c) a taxa cambial aplicável será fixada na data da liquidação do câmbio. e) configurando-se. aplica-se à operação descrita no texto uma taxa de câmbio pronta. (AFRF/ESAF/2003) A remessa de moedas de uma praça para outra com o objetivo de auferir vantagem advinda de diferenças temporárias no valor das taxas cambiais configura a) uma especulação cambial b) uma operação de SWAP c) uma arbitragem cambial d) um hedging financeiro e) uma operação day–trade 5. configura-se uma operação cambial a vista. e) compra e venda simultânea de câmbio. de um fechamento de câmbio futuro. compreendendo quantidades equivalentes de duas moedas diferentes. 122 . d) compra e venda de câmbio pronto contra a simultânea venda ou compra de câmbio futuro. nas transações comerciais internacionais. as normas do Banco Central permitem aos intervenientes liberdade no prazo para fixação da taxa cambial. com pequena margem de risco nas flutuações cambiais. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. Analistas e Carreiras Afins.

Analistas e Carreiras Afins.br Gabarito: 1 2 3 4 5 A C D C E 5. Têm-se como exemplos o CIF (Cost. Seguro no Brasil O Decreto-Lei n. 126. Muitos contratos internacionais do comércio já prevêem. Seguro no Comércio Internacional Não se pode vislumbrar. a amplitude de sua cobertura.com. Constitui-se como órgão executor da política traçada pelo CNSP e fiscalizador das sociedades seguradoras. Insurance and Freight) e o CIP (Cost and Insurance Paid to). a forma de contratação de seguro. de 21 de novembro de 1966. 123 . → O CONSELHO NACIONAL DE SEGUROS PRIVADOS (CNSP): é um órgão colegiado do Ministério da Fazenda. → O DL n. dispondo sobre os órgãos que o constituem e suas respectivas competências.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. no comércio internacional. 73. Técnicos. em suas cláusulas. As atribuições do IRB e de outras resseguradoras deverão ser definidas pelo órgão regulador de seguros. quais são os riscos assumidos pelos vendedor e quais são pelo comprador. 73/1966 dispunha que o terceiro órgão constituinte do Sistema Nacional de Seguros Privados era o IRB-Brasil Resseguros . O IRB perdeu o monopólio nas operações de resseguro. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. Pela LC n. quem irá suportar os seus custos. instituiu o Sistema Nacional de Seguros Privados. responsável pelo controle e fiscalização do mercado de seguro e resseguro. uma exportação/importação de bens sem que haja o respectivo contrato de seguro a proteger os bens negociados contra riscos durante o trajeto da mercadoria. de janeiro de 2007.cursoparaconcursos. sendo órgão superior do sistema segurador. Ao CNSP compete fixar diretrizes e normas de política de seguros privados. mas também dos mercados de previdência privada aberta e capitalização. → A SUPERINTENDÊNCIA DE SEGUROS PRIVADOS (SUSEP): é uma autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda.

Contrato de Seguro Elementos do Contrato de Seguro: Risco e sua transformação: a pessoa contratará o seguro. não podendo explorar qualquer outro ramo.br → Os dois últimos participantes do Sistema Nacional de Seguros Privados são as SOCIEDADES AUTORIZADAS A OPERAR EM SEGUROS PRIVADOS e os CORRETORES HABILITADOS. Técnicos.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. (Analista de Comércio Exterior/ESAF/2002) Os riscos cobertos pelo seguro de crédito às exportações incluem: a) circunstâncias imprevisíveis. Já o corretor de seguros é um mero intermediário do contrato de seguros. d)indenizar o exportador por destruição ou avaria da mercadoria durante o embarque. que será obrigada a indenizá-la caso ocorra o prejuízo inesperado. como desastres naturais. Prêmio: todos os participantes do grupo segurado deverão pagar uma contribuição chamada de prêmio. transferindo o risco (de acontecer um evento danoso) sobre o seu bem para a seguradora. que é um valor percentual sobre o bem. 2.cursoparaconcursos.com. e)garantir ao importador a cobertura contra avaria e danos que a mercadoria possa sofrer após embarcada. b) acidentes e danos sofridos durante o transporte 124 . b)garantir o exportador contra o risco de não-pagamento pelo importador ou a não transferência de divisas. quando não relacionada a acontecimentos catastróficos e a acontecimentos políticos. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. Indenização: é o valor pago pela seguradora em favor do segurado para a reposição do bem que estava segurado e foi perdido em razão da ocorrência do evento danoso (sinistro).(AFTN/ESAF/1998) O seguro de crédito à exportação é instrumento de política comercial que visa: a) garantir ao exportador o ressarcimento de valores referentes a operações comerciais não concretizadas por circunstâncias. garantindo ao exportador a realização da venda. c)conceder créditos para o importador. As sociedades seguradoras devem assumir a forma de sociedade autônoma. Interesse segurável: é o interesse do segurado em que o sinistro .evento danoso – não se produza. não assumindo responsabilidades quanto ao seu cumprimento. Questões: 1. Analistas e Carreiras Afins.

Insurance and Freight). pelo qual receberá reais em troca da moeda estrangeira. como falência. 2. Analistas e Carreiras Afins. cuja conversão é definida pela taxa de câmbio vigente no dia. Gabarito: 1 A 2 D 3 A 6. o exportador providencia a exportação da mercadoria e o envio da respectiva documentação. 1.com. revoluções e guerras. nas operações EXW (Ex-Work). antes do embarque. Esta modalidade de pagamento não é muito freqüente. exportador. 3. Técnicos. após o que. obrigatoriamente. o contrato de câmbio. exportador. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. o importador compra a mercadoria do exportador e efetua o pagamento por meio de um banco. nas operações CFR (Cost and Freight). junto a um banco.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. d) situações que comprometem a capacidade de pagamento do importador. EMBARQUE 125 . em operações sob a modalidade CIF (Cost. Modalidades de Pagamento no Comércio Exterior PAGAMENTO ANTECIPADO O importador remete previamente o valor da transação. exportador.br da mercadoria. PAGAMENTO Após os contatos preliminares. b. e) atrasos decorrentes de dificuldades no processamento das operações de pagamento. nas operações FOB (Free on Board). Do ponto de vista cambial. d. pois coloca o importador na dependência do exportador. c. (AFTN/ESAF/1998) A responsabilidade pela contratação do seguro para cobertura de riscos na movimentação de bens é do a. importador. o exportador deve providenciar. nas operações FOB (Free on Board). exportador. mora. e. c) danos sofridos durante permanência e manipulação em recinto alfandegário.cursoparaconcursos.

• isenção ou redução de despesas bancárias. 1. EMBARQUE Após os contatos preliminares. PAGAMENTO O importador. providencia a remessa da quantia respectiva diretamente para o exportador. Analistas e Carreiras Afins. Técnicos. promove o desembaraço da mercadoria na alfândega e. não há nenhum título de crédito que lhe garanta a possibilidade de protesto e início de ação judicial. o importador compra a mercadoria do exportador. DOCUMENTOS O exportador remete a documentação para o importador. 4. Esta modalidade de pagamento é de alto risco para o exportador. providencia o pagamento. uma vez que. No entanto.com. 2. 5. ORDEM DE PAGAMENTO O banco do importador remete uma ordem de pagamento ao banco do exportador. em caso de inadimplência.cursoparaconcursos.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. solicita o desembaraço da mercadoria. por meio de um banco localizado no seu país. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. este providencia o despacho e embarque. entre as quais: • agilidade na tramitação de documentos. 3. o banco do exportador efetua pagamento. DESEMBARQUE De posse dos documentos. REMESSA SEM SAQUE O importador recebe diretamente do exportador os documentos de embarque. DOCUMENTOS O exportador remete a documentação diretamente para o importador.br O exportador providencia o despacho e o embarque da mercadoria para o importador. possui algumas vantagens. DESEMBARQUE O importador. PAGAMENTO Finalmente. sem o saque. posteriormente. de posse dos documentos. 126 . quando existir confiança entre o comprador e o vendedor. 3. 4. 6. o importador solicita o desembaraço da mercadoria.

Os bancos intervenientes nesse tipo de operação são meros cobradores internacionais de uma operação de exportação. DESEMBARQUE Finalmente. após retirar os documentos do banco. o exportador efetua a venda da mercadoria e providencia o despacho e o embarque. 2. e contrata os serviços desse banco.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. não lhes cabendo a responsabilidade quanto ao resultado da cobrança documentária. o importador estará apto a liberar a mercadoria. 6. DOCUMENTOS EM COBRANÇA O banco do exportador envia os documentos e o saque a um seu correspondente no país do importador (banco cobrador). que paga à vista ou aceita o saque para pagamento futuro. de posse dos documentos.cursoparaconcursos. ele necessita ter em mãos os documentos apresentados para cobrança. com os documentos da exportação e um saque contra o importador. DOCUMENTOS Assim que a mercadoria é embarcada. 5. 127 . Portanto. ORDEM DE PAGAMENTO Assim que o importador efetua o pagamento ou aceita a cambial. cuja transação foi fechada diretamente entre o exportador e o importador.br COBRANÇA DOCUMENTÁRIA Ao contrário das duas modalidades anteriores. manifestando concordância) a cambial para posterior pagamento. Analistas e Carreiras Afins. o importador solicita o desembarque da mercadoria. o exportador dirige-se a um banco em seu país. O exportador embarca a mercadoria e remete os documentos de embarque a um banco. Técnicos. 7. pagando à vista ou aceitando (assina. que os remete para outro banco. 1. 4. PAGAMENTO O banco do exportador efetua o pagamento a ele. EMBARQUE Após os contatos preliminares. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. o banco cobrador expede a ordem de pagamento ao banco do exportador. 3.com. DOCUMENTOS O banco cobrador entrega os documentos ao importador. a cobrança documentária é caracterizada pelo manuseio de documentos pelos bancos. na praça do importador. Para que o importador possa desembaraçar a mercadoria na alfândega. para que sejam apresentados para pagamento (cobrança à vista) ou para aceite e posterior pagamento (cobrança a prazo).

6. DOCUMENTOS E PAGAMENTO O exportador entrega os documentos exigidos pelo crédito ao banco de seu país e este recebe os documentos. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. De conformidade com instruções deste. porto de embarque e de destino.cursoparaconcursos. Por termos e condições do crédito. discriminação da mercadoria. 7. é a modalidade de pagamento mais difundida no comércio internacional. conhecimento de embarque. 1. DOCUMENTOS O banco do exportador remete os documentos ao banco do importador. especialmente no que diz respeito aos seguintes itens: valor do crédito.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. contra entrega de documentos estipulados. DESEMBARQUE O importador. prazo de validade para negociação do crédito. certificados. o banco compromete-se a efetuar um pagamento a um terceiro (o beneficiário). É um instrumento emitido por um banco (o banco emitente). 2. Técnicos. prazo de validade para embarque da mercadoria. se estiverem em ordem. tanto para o exportador como para o importador. 8. de posse dos documentos. também conhecida por crédito documentário. o importador solicita a um banco de seu país a abertura de um crédito em favor do exportador. COMUNICA O CRÉDITO O banco do exportador comunica a ele a chegada da carta de crédito e suas condições. examina-os e. EMITE CARTA DE CRÉDITO O banco importador emite carta de crédito e comunica ao banco do país do exportador a existência desse crédito. entende-se a concretização da operação de acordo com o combinado.br CARTA DE CRÉDITO (Crédito Documentário) A carta de crédito. 5.com. 128 . etc. quantidades. 3. efetua o pagamento ao exportador. pois oferece maiores garantias. permissão ou não para embarques parciais e para transbordo. beneficiário e endereço. EMBARQUE O exportador providencia o embarque da mercadoria. Analistas e Carreiras Afins. paga os direitos aduaneiros e retira a mercadoria. faturas. 4. embalagens. desde que os termos e condições do crédito sejam cumpridos. DOCUMENTOS E REEMBOLSO O banco do importador entrega os documentos a ele e cobra deste o reembolso do pagamento efetuado. ABRE O CRÉDITO Após os contatos preliminares. a pedido de um cliente (o tomador do crédito).

não consistindo tal procedimento em essencial à liquidação do crédito.cursoparaconcursos. o exportador terá que descontar as cambiais junto a um banco com deságio. rapidez e garantias.  é razoável que busquem em todo o processo de suas transações comerciais minimizar custos e riscos e maximizar eficiência. neste sentido. 2.com. este prevalece sobre a formalidade documental. c) é autônomo em relação ao contrato comercial subjacente cujo pagamento ao beneficiário deverá ser honrado contra documentos idôneos e formalmente consistentes com as estipulações da carta de crédito. se o importador optar por pagamento a prazo. consistindo numa modalidade de pagamento tendo subjacente um contrato comercial internacional entre vendedor e comprador de mercadorias. que são claras em definir as responsabilidades das Partes de um Crédito Documentário pela nãoobservância das cláusulas que dispõem acerca das mercadorias transacionadas. e.br Questões: 1. o exportador necessita do numerário com urgência e. (AFRF/ESAF/2003) Analise a situação abaixo:  exportador e importador são intrínseca e reciprocamente conhecidos e tradicionais nos respectivos ramos (flores e frutas in natura).Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. Analistas e Carreiras Afins. Técnicos. e não contra bens ou serviços. 129 . o que acarreta custos adicionais.  o importador necessita disponibilizar as mercadorias para consumo o mais rápido possível. e) tem eficácia e validade materializada no contrato comercial do qual deriva. (AFRF/ESAF/2003) O crédito documentário. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. b) rege-se nas práticas comerciais pelas normas da Publicação 500 da Câmara de Comércio Internacional (UPC 500 da CCI).  por sua vez. d) prescinde do exame minucioso da documentação nele mencionada e de suas condições. a) não subsiste se o referido contrato estiver sendo questionado judicialmente.

para cobrar do sacado. razão pela qual é pouco empregada no comércio internacional (salvo nas importações realizadas por fi liais ou subsidiárias de fi rmas no exterior). em seguida. entre as modalidades de pagamento utilizadas no comércio internacional.cursoparaconcursos.com. O banco. Analistas e Carreiras Afins. o exportador entrega a um banco de sua preferência os documentos de embarque. após o que o exportador providencia a exportação da mercadoria e o envio da respectiva documentação. Considerando as circunstâncias acima descritas. ( ) forma de pagamento utilizada em contratos internacionais segundo a qual um banco. ( ) modalidade de pagamento que envolve maior risco para o exportador. assim. à medida que. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. indique aquela que melhor conjuga os interesses de ambas as partes (comprador e vendedor): a) remessa antecipada b) remessa sem saque c) cobrança documentária d) cobrança a prazo e) crédito documentário 3. não poderá ter certeza do cumprimento regular da obrigação por parte do exportador. após a expedição da mercadoria. por instruções de um cliente seu. compromete-se a efetuar um pagamento a um terceiro. 1. implicando. assinale a opção correta. a seu turno.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. por colocar o importador na dependência do exportador. Técnicos. crédito documentário ( ) forma de pagamento mediante a qual o importador remete previamente o valor parcial ou total da transação. acompanhados de um cartacobrança. desde que os termos e condições sejam cumpridos. para que ele possa retirar a mercadoria na alfândega. remessa antecipada 3. a seu correspondente na praça do importador. juntamente com um saque contra o importador. ( ) modalidade de pagamento não empregada com muita freqüência no comércio internacional. ( ) forma de pagamento segundo a qual o importador 130 . o banco libera a documentação ao importador. relacione as colunas e. ( ) forma de pagamento em que. contra a entrega de documentos estipulados. riscos para o primeiro. remete os documentos. (AFRF/ESAF/2005) A respeito das modalidades de pagamentos internacionais. remessa sem saque 2.br  as mercadorias foram embarcadas e consignadas ao banco do importador. enquanto não receber a mercadoria. cobrança à vista 4. Efetuado o pagamento.

Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. 3. assume(m) responsabilidade pelo pagamento de uma mercadoria exportada. promove o desembaraço da mercadoria na aduana e. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. c) Remessa sem saque. 4. 2. Técnicos. posteriormente.cursoparaconcursos. 4. 1 b) 1. 3. 3. 6. 4. e) Remessa antecipada. 4. 2. 2 d) 2. 4. mediante autorização de um cliente ou por ato próprio. 4. 3 4. 1.com. possa cobrar o pagamento da transação e liberar os documentos que serão necessários ao desembaraço aduaneiro do bem. providencia a remessa da quantia respectiva para o exterior. 3. d) Crédito documentário. é denominada: a) Adiantamento de cambiais entregues. a partir de um correspondente seu na praça do importador. 2.br recebe diretamente do exportador os documentos de embarque. 1. a) 3. 3. Esta modalidade de pagamento. b) Cobrança a vista. o exportador entrega a um banco de sua preferência os documentos relativos a essa operação para que então o estabelecimento bancário. (Analista de Comércio Exterior/ESAF/2002) A modalidade de pagamento internacional que envolve operação garantida por um ou mais bancos que. se atendidas condições estipuladas pelas partes. 2 c) 3. é denominada: a) carta de crédito b) cobrança a vista c) remessa sem saque d) cobrança a prazo e) remessa antecipada Gabarito: 1 C 2 C 3 D 4 B 5 B 6 A 131 . Analistas e Carreiras Afins. (TRF/ESAF/2005) Após enviar a mercadoria ao seu destinatário. 1 e) 2. 4. comum nas operações internacionais de compra e venda de mercadorias. 2. 1. 1.

estabelecendo. Técnicos. Regras Gerais para a Interpretação do Sistema Harmonizado – Estabelecem as regras gerais de classificação das mercadorias na Nomenclatura. desde que não sejam contrárias aos textos das referidas posições e Notas. de Capítulo e de Subposição. desde que as notas de seção e de capítulo não excluam a mercadoria da seção ou do capítulo. O Sistema Harmonizado (SH) abrange: Nomenclatura – Compreende 21 seções. Para os efeitos legais. Analistas e Carreiras Afins. Os títulos das Seções. tais como origem. Os capítulos.br 6. Capítulos e Subcapítulos têm apenas valor indicativo.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. particularmente as do comércio exterior. atribuindose códigos numéricos a cada um dos desdobramentos citados.cursoparaconcursos. são divididos em posições e subposições. é um método internacional de classificação de mercadorias. por sua vez. os Capítulos 98 e 99 foram reservados para usos especiais pelas Partes Contratantes. ou simplesmente Sistema Harmonizado (SH). Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. Notas Explicativas do Sistema Harmonizado (NESH) – Fornecem esclarecimentos e interpretam o Sistema Harmonizado. em um ordenamento numérico lógico. O Brasil. por exemplo. matéria constitutiva e aplicação. pelas Regras seguintes. o SH facilita as negociações comerciais internacionais. baseado em uma estrutura de códigos e respectivas descrições. 132 . Caso não se encontre qualquer posição possível de se enquadrar o produto. crescente e de acordo com o nível de sofisticação das mercadorias. Enquanto o Capítulo 77 foi reservado para uma eventual utilização futura no SH. Classificação Aduaneira O que é o Sistema Harmonizado (SH)? O Sistema Harmonizado de Designação e de Codificação de Mercadorias. utiliza o Capítulo 99 para registrar operações especiais na exportação. Além disso. além das Notas de Seção. a elaboração das tarifas de fretes e das estatísticas relativas aos diferentes meios de transporte de mercadorias e de outras informações utilizadas pelos diversos intervenientes no comércio internacional. RGI-1 → A Regra de Interpretação 1 aplica-se quando se encontra um texto de posição que englobe o produto que queira classificar. composta por 96 capítulos. formado por seis dígitos. A classificação das mercadorias na Nomenclatura rege-se pelas seguintes Regras: 1. permite que sejam atendidas as especificidades dos produtos.com. a classificação é determinada pelos textos das posições e das Notas de Seção e de Capítulo e. A composição dos códigos do SH. deve-se partir para a RGI-2. assim como aprimorar a coleta. Este Sistema foi criado para promover o desenvolvimento do comércio internacional. a comparação e a análise das estatísticas.

Todavia.b) não permitam efetuar a classificação.br 2. O SH entende que a televisão mesmo desmontada é uma televisão. desmontado ou por montar.a) e 3. ou como tal considerado nos termos das disposições precedentes. desde que estejam presentes as partes essenciais do produto. quando duas ou mais posições se refiram. Se não for possível. como igualmente específicas. misturado.b) ou por qualquer outra razão.a) Qualquer referência a um artigo em determinada posição abrange esse artigo mesmo incompleto ou inacabado. quer em estado puro. Como se classifica essa mesa? Primeiro. → Classificação do produto desmontado configura-se a mesma do montado. c) Nos casos em que as Regras 3. b) Os produtos misturados. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. → E se o produto for constituído parte de uma matéria e parte de outra? Mesa com estrutura de plástico e superfície de vidro. Analistas e Carreiras Afins.cursoparaconcursos. Da mesma forma. em relação a esses produtos ou artigos. Quando pareça que a mercadoria pode classificar-se em duas ou mais posições por aplicação da Regra 2. b) Qualquer referência a uma matéria em determinada posição diz respeito a essa matéria. desde que contenha as características essenciais do produto. mesmo que se apresente desmontado ou por montar. ou a apenas um dos componentes de sortidos acondicionados para venda a retalho. tais posições devem considerar-se.com. → Na verdade. quer misturada ou associada a outras matérias. as obras compostas de matérias diferentes ou constituídas pela reunião de artigos diferentes e as mercadorias apresentadas em sortidos acondicionados para venda a retalho. cada uma delas. pois segundo ela o enquadramento de um produto do tipo citado poderia ser classificado tanto na posição de artigos de plástico quanto de vidro.a). em estado puro. ainda que uma delas apresente uma descrição mais precisa ou completa da mercadoria. a apenas uma parte das matérias constitutivas de um produto misturado ou de um artigo composto. a RGI-2 não classifica. recorre-se à RG-1 (procura-se na nomenclatura uma posição cujo texto diga “mesa de plástico e de vidro”). Abrange igualmente o artigo completo ou acabado. cuja classificação não se possa efetuar pela aplicação da Regra 3. qualquer referência a obras de uma matéria determinada abrange as obras constituídas inteira ou parcialmente dessa matéria. ferro) em uma posição dizem respeito a esta em qualquer situação. no estado em que se encontra. Técnicos. inacabado. as características essenciais do artigo completo ou acabado. A classificação destes produtos misturados ou artigos compostos efetua-se conforme os princípios enunciados na Regra RGI-2 → A regra 2 determina que as referências a uma matéria (ex. A própria RGI-2B remete para a RGI-3. esteja o produto incompleto. classificam-se pela matéria ou artigo que lhes confira a característica essencial. Imagine uma televisão desmontada. a mercadoria classifica-se na posição situada em último lugar na ordem 133 .Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. a classificação deve efetuar-se da forma seguinte: a) A posição mais específica prevalece sobre as mais genéricas. deve-se conferir a RGI-2B. e a do incompleto é a mesma do completo. RGI-3 3. quando for possível realizar esta determinação. desde que apresente.

com. assim como. c) Pelo código maior na nomenclatura. que prevalece sobre a mais genérica. as mercadorias abaixo mencionadas estão sujeitas às Regras seguintes: a) Os estojos para aparelhos fotográficos. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. 134 . e suscetíveis de um uso prolongado. as embalagens contendo mercadorias classificam-se com estas últimas quando sejam do tipo normalmente utilizado para o seu acondicionamento. b) Sem prejuízo do disposto na Regra 5. quando apresentados com os artigos a que se destinam.br Exemplo da mesa de plástico e de vidro. Técnicos. RGI-5 5. o alcance e conteúdo da Nomenclatura abrangida pelo SH. Além das disposições precedentes. Notas Explicativas do Sistema Harmonizado (NESH) As Notas Explicativas do Sistema Harmonizado (NESH) compreendem as Notas de Seção. pelas Regras precedentes.cursoparaconcursos. salvo disposições em contrário. Como o produto é composto ou misturado. Trata-se de material extenso e pormenorizado. não diz respeito aos receptáculos que confiram ao conjunto a sua característica essencial. todavia. detalhadamente. Esta Regra. "mutatis mutandis". entendendo-se que apenas são comparáveis subposições do mesmo nível. as Notas de Seção e de Capítulo são também aplicáveis.a). b) a que conferir a característica essencial. de Capítulo e de Subposição. que estabelece. Todavia. para jóias e receptáculos semelhantes. a classificação será dada por: a) a mais específica.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. para instrumentos musicais. RGI-4 4. pelos textos dessas subposições e das Notas de Subposição respectivas. As mercadorias que não possam ser classificadas por aplicação das Regras acima enunciadas classificam-se na posição correspondente aos artigos mais semelhantes . para armas. para efeitos legais. especialmente fabricados para conterem um artigo determinado ou um sortido. RGI-6 6. desde que sejam do tipo normalmente vendido com tais artigos. classificam-se com estes últimos. para instrumentos de desenho. Para os fins da presente Regra. esta disposição não é obrigatória quando as embalagens sejam claramente suscetíveis de utilização repetida. Analistas e Carreiras Afins. A classificação de mercadorias nas subposições de uma mesma posição é determinada.

pelo oitavo dígito.cursoparaconcursos. -Posição: a Posição dentro do Capítulo é identificada pelos quatro primeiros dígitos. que substituiu a Nomenclatura Brasileira de Mercadorias (NBM). dentro deste último. para determinar dentro de cada posição ou subposição. representado. 2. o item aplicável e. por intermédio da Coordenação-Geral do Sistema Aduaneiro e da Superintendência Regional da Receita Federal. com a entrada em vigor do MERCOSUL. de acordo com as orientações constantes no site dessa Secretaria. (RGC-2) As embalagens contendo mercadorias e que sejam claramente suscetíveis de utilização repetida. e aprovada pelo Decreto 2. representado.br Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM) A Nomenclatura Comum do MERCOSUL (NCM) foi criada em 1995.376. no código. "mutatis mutandis". seguirão seu próprio regime de classificação sempre que estejam submetidas aos regimes aduaneiros especiais de admissão temporária ou de exportação temporária. subposição composta. -Subposição Composta: é representada pelo sexto dígito.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. -Subposição Simples: é representada pelo quinto dígito. entendendo-se que apenas são comparáveis desdobramentos regionais (itens e subitens) do mesmo nível. formulando consulta por escrito. na seguinte página: www. no código.TEC.fazenda. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www.com. juntamente com as alíquotas do imposto de importação que compõem a Tarifa Externa Comum . pelo sétimo dígito. subposição simples. -Sub-item: é a subdivisão do item. possui 8 dígitos e uma estrutura de classificação que contém até 6 níveis de agregação: capítulo. Caso contrário.www/guiacontribuinte/consclassfiscmerc. de 13 de novembro de 1997. Técnicos.receita.br/srf. A NCM. Analistas e Carreiras Afins.gov. (RGC-1) As Regras Gerais para Interpretação do Sistema Harmonizado se aplicarão. posição. -Item: é a subdivisão do SH. Em caso de dúvidas sobre a correta classificação fiscal de mercadorias. mencionadas na Regra 5 b).htm 135 . o interessado deverá contatar a Unidade da Receita Federal do seu domicílio fiscal. item e sub-item: -Capítulo: a indicação do Capítulo no código é representada pelos dois primeiros dígitos. seguirão o regime de classificação Dúvidas sobre classificação de mercadorias A solução de consultas sobre classificação fiscal de mercadorias é de competência da Secretaria da Receita Federal (SRF). REGRA GERAL COMPLEMENTAR (RGC) – Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM) 1. o subitem correspondente.

e os dois últimos.XX.XX. que pode ser de primeiro nível ou de segundo nível ou composta. O texto de descrição das mercadorias é precedido de um código.XX. o item e o subitem. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. o 5º e o 6º. para utilização pelas partes contratantes. e os dois últimos. Reservou-se apenas um capítulo para utilização futura (cap.XX.XX. os quatro primeiros a posição.XX. 2. que pode ser de primeiro nível ou de segundo nível ou composta. O texto de descrição das mercadorias é precedido de um código. composto de oito algarismos. indicando os dois primeiros o capítulo. Possui seis regras gerais de interpretação (RGI) e uma regra geral complementar (RGC1). separados da seguinte forma XX. Seis dígitos (XXXX. os quatro primeiros a posição. devendo-se lembrar que as regras complementares (RGC-1 e RGC-2) compõem a NCM. e dois foram reservados para utilização futura. Possui seis regras gerais de interpretação (RGI). indicando os dois primeiros o capítulo. separados da seguinte forma XXXX. a subposição. constitui instrumento empregado internacionalmente para a classificação de mercadorias. separados da seguinte forma XXXX. separados da seguinte forma XXXX. os quatro primeiros a posição. dos quais três foram reservados para utilização futura. composto de oito algarismos. que pode ser de primeiro nível ou de segundo nível ou composta.XX. que pode ser de primeiro nível ou de segundo nível ou composta. os quatro primeiros a posição. dos quais um foi reservado para utilização futura e dois. composto de oito algarismos. Técnicos. e não o SH. b) seções e capítulos.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. indicando os dois primeiros o capítulo.XX.cursoparaconcursos. composto de seis algarismos. Possui seis regras gerais de interpretação (RGI) e uma regra geral complementar (RGC-1). o 5º e o 6º. O texto de descrição das mercadorias é precedido de um código. (AFRF/ESAF/2003) O Sistema Harmonizado distribui as mercadorias em: a) seções e capítulos. individualmente. indicando os dois primeiros o capítulo. contudo.XX. indicando os dois primeiros o capítulo. dos quais três foram reservados para utilização pelas partes contratantes. separados da seguinte forma XXXX. (AFRF/ESAF/2005) Assinale a opção incorreta. c) seções e capítulos. Analistas e Carreiras Afins. Já a NCM possui ainda item e subitem. foram reservados para usos especiais dos países vinculados a ele. composto por 21 Seções. a partir de uma estrutura de códigos e suas respectivas descrições.com. composto de seis algarismos. 98 e 99). O texto de descrição das mercadorias é precedido de um código. que pode ser de primeiro nível ou de segundo nível ou composta. 77). dos quais três foram reservados para utilização futura. o 5º e o 6º. a subposição. O Brasil 136 . o item e o subitem. e os dois últimos. individualmente.XX) compõem o código do sistema harmonizado. Gabarito: e Comentário Reservaram-se dois capítulos para uso das partes contratantes (cap. dos quais um foi reservado para utilização pelas partes. a subposição. e os dois últimos. e os dois últimos. os quatro primeiros a posição. Os Capítulos 98 e 99 do referido Sistema. a) O Sistema Harmonizado. o item e o subitem. O texto de descrição das mercadorias é precedido de um código. Possui seis regras gerais de interpretação (RGI) e uma regra geral complementar (RGC-1). d) seções e capítulos. a subposição.br Questões: 1. a subposição. Possui seis regras gerais de interpretação (RGI) e duas regras gerais complementares (RGC-1 e RGC-2). e) seções e capítulos.

em caso de dúvida sobre a classificação do bem. Técnicos. há previsão legal para que.49) Dígitos 7 e 8 = item e subitem (ex: 8471. Para os efeitos legais. no código tarifário abaixo. de consumo de bordo de combustíveis. Todavia. os dígitos que indicam a sub-posição tarifária.01 a) o primeiro e o segundo dígitos b) o segundo e o terceiro dígitos c) o terceiro e o quarto dígitos d) o quinto e o sexto dígitos e) o sétimo e o oitavo dígitos Gabarito: d Comentário 2 primeiros dígitos = capítulo (ex: 84) 4 primeiros dígitos = posição dentro do capítulo (ex: 8471) Dígitos 5 e 6= subposições de 1º e de 2ºnível (ex: 8471. ao passo em que o sétimo e oitavo dígitos correspondem a desdobramentos específicos definidos no âmbito do Mercosul. por exemplo.cursoparaconcursos. tais posições devem considerar-se.com. Analistas e Carreiras Afins.90. como igualmente específicas. a classificação deve efetuar-se da forma seguinte: a) A posição mais específica prevalece sobre as mais genéricas. a classificação deve ser feita. e) No que atine à interpretação do Sistema Harmonizado. pela posição mais genérica em detrimento das mais específicas. (AFRF/ESAF/2002. cada uma delas. Gabarito: e Comentário 3. seja formulada consulta à autoridade aduaneira com vistas à correta classificação da mercadoria. 0703.10) 4. quando duas ou mais posições se refiram.1) Identifique.br emprega o Capítulo 99 para registrar operações como. a apenas uma parte das matérias constitutivas de um produto misturado ou de um artigo composto. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. os seis primeiros são formados pelo Sistema Harmonizado. respeitados parâmetros.b) ou por qualquer outra razão. a classificação fiscal é determinada pelos textos das posições e das Notas de Seção e de Capítulo. d) Os títulos das seções. em regra.49. quando uma mercadoria aparentemente possa ser classificada em duas ou mais posições. em relação a esses produtos ou artigos. capítulos e subcapítulos do Sistema Harmonizado têm apenas valor indicativo. b) Dos oito dígitos que compõem a Nomenclatura Comum do Mercosul. ou a apenas um dos componentes de sortidos acondicionados para venda a retalho. Não obstante.1) Para efeito de classificação das mercadorias na Nomenclatura Comum do MERCOSUL e aplicação das Regras Gerais para a Interpretação do Sistema 137 . Quando pareça que a mercadoria pode classificar-se em duas ou mais posições por aplicação da Regra 2.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. (AFRF/ESAF/2002. 3. c) A classificação fiscal da mercadoria deve ser feita pelo próprio importador. ainda que uma delas apresente uma descrição mais precisa ou completa da mercadoria.

br Harmonizado. b) não é abrangido pela posição do artigo completo ou acabado porque nesse estado sua classificação far-se-á individualmente segundo as posições específicas de suas partes. os Pareceres do Comitê Técnico do SH e os Pareceres de Classificação da OMA (Organização Mundial de Alfândegas). as Notas Explicativas do SH (NESH). pelas demais regras gerais de interpretação. montado ou por montar. desde que não sejam contrárias a esses textos. desde que se comprove que os componentes do artigo executem a mesma função do artigo completo ou acabado. montado ou por montar. características e especificações da mercadoria. pelos atributos. quando inaplicável a RGI nº1. a classificação tarifária é feita enquadrando-se a mercadoria ou produto no respectivo código da Nomenclatura. montado ou por montar. sempre que apresente no estado em que se encontra. essa condição seja atestada pelo Assistente Técnico (perito oficial) credenciado pela Secretaria da Receita Federal. devendo os órgãos da administração pública. Gabarito: c Comentário Questão retirada da Regra n. pelas demais regras gerais de interpretação. desde que através de operação de ensamblagem. 5. devendo os órgãos da administração pública observar os Pareceres da OMA e as soluções dadas às consultas pela SRF. Analistas e Carreiras Afins. bem como pelas regras gerais complementares e. os Pareceres do Comitê Técnico do SH e os Pareceres de Classificação da OMA (Organização Mundial de Alfândegas). 138 . desde que não sejam contrárias a esses textos. (AFRF/ESAF/2003)Assinale a opção que completa corretamente a afirmativa abaixo. as características essenciais do artigo completo ou acabado. bem como pelas regras gerais complementares e. na mesma posição.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. montado ou por montar. observar os Pareceres da OMA e as orientações normativas da SRF. ENSAMBLAGEM: quer dizer montagem ou reunião de artigos. c) pelos textos das posições e das Notas de Seção e de Capítulo e pelas demais regras gerais de interpretação. pelos atributos e especificações da mercadoria.com. não tendo valor legal as Notas Explicativas do SH (NESH). Técnicos. d) é abrangido pela posição do artigo completo ou acabado. no caso da NVE (Nomenclatura de Valor e Estatística). no caso da NVE (Nomenclatura de Valor e Estatística). aplicando-se as regras de interpretação. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. ao solucionar consultas. desde que reúna as características essenciais do produto montado ou completo. e. 2: determina que o artigo que vier desmontado será classificado como se montado fosse. bem como pela Regra Geral Complementar (RGC-1) e. os Pareceres do Comitê Técnico do SH e os Pareceres de Classificação da OMA (Organização Mundial de Alfândegas).cursoparaconcursos. c) é classificado na posição do artigo completo ou acabado. não tendo valor legal as Notas Explicativas do SH (NESH). e) é abrangido pela posição do artigo completo ou acabado. os Pareceres do Comitê Técnico do SH e os Pareceres de Classificação da OMA (Organização Mundial de Alfândegas). segundo as quais a classificação é determinada a) pelos textos das posições e das Notas de Seção e de Capítulo e. b) pelos textos das posições e das Notas de Seção e de Capítulo e pelas demais regras gerais de interpretação. no caso da NVE (Nomenclatura de Valor e Estatística). no caso da NVE (Nomenclatura de Valor e Estatística). e subsidiariamente as Notas Explicativas do SH (NESH). pelos atributos e características da mercadoria. pelos atributos e especificações da mercadoria. subsidiariamente. o artigo desmontado ou por montar a) não pode ser classificado na posição do artigo completo ou acabado porque as Notas Explicativas do Sistema Harmonizado determinam sua classificação preponderante no artigo em referência. bem como pela regra geral complementar e. d) pelos textos das posições e das Notas de Seção e de Capítulo e. No Brasil.

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e) pelos textos das posições e das Notas de Seção e de Capítulo e, desde que não sejam contrárias a esses textos, pelas demais regras gerais de interpretação, bem como pelas regras gerais complementares e, no caso da NVE (Nomenclatura de Valor e Estatística), pelos atributos e especificações da mercadoria, não tendo valor legal as Notas Explicativas do SH (NESH), os Pareceres do Comitê Técnico do SH e os Pareceres de Classificação da OMA (Organização Mundial de Alfândegas), devendo os órgãos da administração pública observar os Pareceres da OMA, os laudos técnicos e as soluções dadas às consultas pela SRF ou em Certificado de Classificação para Fins de Fiscalização de Exportações Gabarito: a Comentário a) Questão correta. O início da alternativa reproduz a regra n. 1. Nem as NESH nem os Pareceres da OMA possuem valor jurídico. b) Hoje são duas Regras Gerais Complementares (RGC-1 e RGC-2). Os órgãos da administração não devem observar os Pareceres da OMA, pois estes não possuem valor jurídico, são elementos subsidiários. c) NVE possui atributos e especificações. d) São duas as regras gerais complementares. Também os órgãos da administração não devem observar os Pareceres da OMA, pois estes não possuem valor jurídico. e) Os pareceres jurídicos da OMA não possuem efeito vinculante. 6. (AFRF/ESAF/2002.2) O contêiner encerrando em seu interior mercadorias despachadas para consumo de uma só espécie, natureza, tipo etc. (por exemplo, tecidos idênticos) por ocasião da conferência aduaneira a) classifica-se em posição específica da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM). b) segue a classificação fiscal da mercadoria nele contida. c) classifica-se de conformidade com a Regra 5-b, para a Interpretação do Sistema Harmonizado. d) não é objeto de classificação fiscal na Declaração de Importação para consumo das mercadorias despachadas. e) classifica-se à parte, porém, em regime isentivo do imposto de importação tendo em vista não pertencer ao consignatário das mercadorias. Gabarito: d Comentário O contêiner constitui-se uma unidade de carga. A carga transportada em contêiner chama-se de carga unitizada. Ele pode pertencer ao importador, ao exportador, ao transportador ou ser alugado. Quando utilizado para transportar mercadorias, não é objeto de classificação fiscal. Não se faz declaração de importação para o contêiner, a não ser que ele seja a própria mercadoria importada. Quando o contêiner entra no país contendo mercadorias, aplica-se a ele o regime de admissão temporária.

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8. Valoração Aduaneira

O Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio – 1994, mais conhecido como Acordo de Valoração Aduaneira, preceitua que, em caráter geral, o valor aduaneiro será o valor da transação, acabando com os conceitos de valor externo ou preço normal. O valor da transação é definido pelo Acordo de Valoração Aduaneira como o preço efetivamente pago, ou a pagar, pelas mercadorias em uma venda para exportação, pelo país de importação, ajustado de acordo com as disposições do artigo oitavo (valores que devem ser agregados ao preço efetivamente pago), e desde que sejam atendidas as condições preceituadas nos itens “a” a “d” do artigo primeiro do mesmo acordo (vinculação entre vendedor / comprador).

→ No caso deste valor não poder ser utilizado para fins aduaneiros, deve-se utilizar os modos de se calcular esse valor, definidos nos artigos 2 a 7, do acordo citado acima. → O ACORDO DE VALORAÇÃO ADUANEIRA do Valor Aduaneiro é efetuado pela Secretaria da Receita Federal, com base na legislação vigente. → Conversão da Moeda da Transação para a Moeda Nacional Acordo de Valoração Aduaneira Artigo 9: “Sendo necessária a conversão de moeda para a determinação do valor aduaneiro, a taxa de câmbio a ser utilizada será aquela que tiver sido devidamente publicada pelas autoridades competentes do país de importação interessado, e refletirá, tão efetivamente quando for possível, para o período abrangido por cada publicação, o valor corrente de tal moeda nas transações comerciais, expresso em termos da moeda do país de importação.” → A taxa de conversão a ser utilizada será aquela em vigor no momento da exportação ou da importação, conforme tiver sido estabelecido por cada Membro.

Valor Aduaneiro é a Base de Cálculo do Imposto de Importação (Art. 75 do Regulamento Aduaneiro): Art. 75. A base de cálculo do imposto é (Decreto lei nº 37, de 1966, art. 2º, com a redação dada pelo Decreto lei nº 2.472, de 1º de setembro de 1988, art. 1º, e Acordo sobre a Implementação do Artigo VII do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio - GATT 1994 - Acordo de Valoração Aduaneira, Artigo 1, aprovado pelo Decreto Legislativo nº 30, de 15 de dezembro de 1994, e promulgado pelo Decreto nº 1.355, de 30 de dezembro de 1994): I - quando a alíquota for ad valorem, o valor aduaneiro apurado segundo as normas do Artigo VII do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio - GATT 1994; e II - quando a alíquota for específica, a quantidade de mercadoria expressa na unidade de medida estabelecida.

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Princípios que regem a valoração aduaneiras

• Eqüidade • Uniformidade • Neutralidade • Simplicidade • Harmonia com as práticas comerciais • Não distinção entre fontes de suprimento • Primazia do valor de transação • Leal concorrência • Precisão • Sigilo • Publicidade

Normas de Valoração

10 MÉTODO - Valor de Transação 20 MÉTODO - Valor de Transação de Mercadoria Idêntica 30 MÉTODO - Valor de Transação de Mercadoria Similar 40 MÉTODO - Valor Dedutivo 50 MÉTODO - Valor Computado 60 MÉTODO - Critérios Razoáveis

Primeiro Método de Valoração Aduaneira

Artigo 1º - Primeiro Método: VALOR DE TRANSAÇÃO da mercadoria importada : preço efetivamente pago ou a pagar pelas mercadorias em uma venda para exportação para o país de importação Compreende o pagamento total efetuado ou a ser efetuado, direta ou indiretamente, pelo comprador ao vendedor, ou em benefício deste, como condição de venda. Deverá ser ajustado pelo Artigo 8º do Acordo sobre Valoração Aduaneira (AVA):

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com. • valor de programas para equipamento de processamento de dados. (c) royalties e direitos de licença relacionados com as mercadorias objeto de valoração. serão baseados exclusivamente em dados objetivos e quantificáveis. na medida em que tais royalties e direitos de licença não estejam incluídos no preço efetivamente pago ou a pagar. desde que fornecidos direta ou indiretamente pelo comprador. moldes e elementos semelhantes. associados ao transporte das mercadorias importadas até o porto ou local de importação. (b) . matrizes. (ii) ferramentas. 2.cursoparaconcursos. Ao elaborar sua legislação.os seguintes elementos. empregados na produção das mercadorias importadas. que o comprador deva pagar. gratuitamente ou a preços reduzidos. descarregamento e manuseio.o valor de qualquer parcela do resultado de qualquer revenda. instalação. e planos e esboços. Analistas e Carreiras Afins. componentes.o valor. dos seguintes elementos: (a) . (iv) projetos de engenharia. partes e elementos semelhantes. (iii) o custo de embalar. devidamente atribuído. e (c) .br Artigo 8º AVA 1. trabalhos de arte e de "design". como condição de venda dessas mercadorias. no valor aduaneiro.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. 142 . excetuadas as comissões de compra. 4. montagem. (ii) o custo de embalagens e recipientes considerados. Na determinação do valor aduaneiro. cada Membro deverá prever a inclusão ou a exclusão.os gastos relativos ao carregamento. Técnicos.o custo de transporte das mercadorias importadas até o porto ou local de importação. nenhum acréscimo será feito ao Não integram o Valor Aduaneiro: • despesas com construção. Os acréscimos ao preço efetivamente pago ou a pagar. necessários à produção das mercadorias importadas e realizados fora do país de importação. manutenção e assistência técnica executados no país de importação. no todo ou em parte. (b) .o custo do seguro. dos seguintes bens e serviços. 3. (iii) materiais consumidos na produção das mercadorias importadas. direta ou indiretamente. Na determinação do valor aduaneiro. na medida em que sejam suportados pelo comprador mas não estejam incluídos no preço efetivamente pago ou a pagar pelas mercadorias: (i) comissões e corretagens. compreendendo os gastos com mão-de-obra e com materiais. pesquisa e desenvolvimento. incorporados às mercadorias importadas. deverão ser acrescentados ao preço efetivamente pago ou a pagar pelas mercadorias importadas: (a) . cessão ou utilização subseqüente das mercadorias importadas. para fins aduaneiros. segundo as disposições do Artigo 1. que reverta direta ou indiretamente ao vendedor. previstos neste Artigo. e na medida em que tal valor não tiver sido incluído no preço efetivamente pago ou a pagar: (i) materiais. (d) . • juros de financiamento. como formando um todo com as mercadorias em questão. para serem utilizados na produção e na venda para exportação das mercadorias importadas. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www.

br Impedimentos para aplicação Valor de Transação 1 .Quando a venda ou o preço estejam sujeitos a alguma condição ou contraprestação. SEGUNDO MÉTODO VALOR DE TRANSAÇÃO • De Mercadorias Idênticas • Importadas ao mesmo tempo • Mesma quantidade • Mesmo nível comercial • Iguais em tudo (características físicas. • O importador não mantém em perfeita ordem os documentos comerciais. b) quando apenas limitem área geográfica c) quando não afetem o valor 2 . qualidade e reputação comercial) • Intercambiáveis • Produzidas no mesmo país. OUTROS IMPEDIMENTOS • O Importador não apresenta elementos para comprovar o valor declarado ou apresenta-os de forma insuficiente. para as quais não se possa estabelecer um valor 3 .Quando houver vinculação entre o comprador e o vendedor com afetação no preço (vinculação pode ser presumida).Quando alguma parcela do resultado reverta em benefício do vendedor 4 . Analistas e Carreiras Afins. Técnicos. ou não os apresenta quando solicitado. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. preferencialmente pelo mesmo produtor 143 .Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais.com.Se houver restrições à cessão ou à utilização das mercadorias pelo comprador EXCETO: a) quando impostas ou exigidas por lei ou pelo administração pública.cursoparaconcursos.

seguro e associados • Tributos QUINTO MÉTODO Valor Computado • Custo de Produção no exterior • Montante de lucros e despesas gerais • Demais despesas 144 . lucros e despesas gerais • Custos de transporte.cursoparaconcursos.br TERCEIRO MÉTODO Valor de Transação • De mercadorias similares • Importadas ao mesmo tempo • Mesma quantidade • Mesmo nível comercial • Características e composição semelhantes • Permutáveis entre si • Produzidas no mesmo país • Preferencialmente pelo mesmo produtor QUARTO MÉTODO Preço de Revenda • Da mercadoria importada idêntica ou similar • Maior quantidade total • A pessoas não vinculadas • Ao tempo ou aproximadamente ao tempo da importação Deduções • Comissões. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais.com. Analistas e Carreiras Afins. Técnicos.

1) O Acordo sobre a Implementação do Artigo VII do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio-1994 prevê Métodos Valorativos. isto é. marque a opção que contenha a seqüência correta.com. se o problema valorativo não se equacionar pelo Método Primeiro aplicar-se-á o Método Segundo. ( ) Mesmo que a mercadoria a ser importada tenha seu valor comercial reduzido em 145 . Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. Estão previstos: a) Dois métodos b) Três métodos c) Quatro métodos d) Cinco métodos e) Seis métodos Gabarito: e 2.(AFRF/AFRF/2002. Analistas e Carreiras Afins. entre os previstos no Acordo sobre Valoração Aduaneira da Organização Mundial do Comércio (OMC) e na legislação brasileira.(TRF/AFRF/2005) Atribua a letra (V) para as afirmativas verdadeiras e (F) para as falsas. ( ) Compete ao importador escolher o método de definição do valor aduaneiro aplicável à sua operação.br → É possível a inversão de ordem (4º e 5º métodos) SEXTO MÉTODO Critérios Razoáveis • Princípios do AVA-GATT • Princípios do Artigo VII do GATT • Flexibilidade • Valores preferencialmente já analisados Não deve ser baseado: • Preço de venda de mercadorias nacionais • Sistema de valor mais alto • Preço no mercado interno do exportador • Preço de venda para país diferente • Em valores mínimos • Em valores arbitrários Questões: 1. a serem aplicados seqüencialmente. e assim sucessivamente.cursoparaconcursos. Técnicos.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. Em seguida.

Contudo. e) O Acordo sobre Valoração Aduaneira da OMC é um dos chamados acordos plurilaterais da Organização. não pela ordem.com. d) sucessiva e seqüencialmente. F. definir o valor aduaneiro a partir do método da construção de preço. isto é. F.br função de dano ou acidente. Técnicos. salvo se o importador solicitar a inversão da ordem dos métodos 4º e 5º. situação na qual se enquadra o Brasil. ( ) Caso não seja possível a determinação do valor aduaneiro do bem pelo seu valor de transação. a) Não integram o valor aduaneiro do bem os gastos relativos a carga. F Gabarito: e 3. b) Caso não seja possível a determinação do valor aduaneiro pelo método do valor de transação.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. F. a autoridade aduaneira está autorizada a. F. em seguida. e assim prosseguir com os seguintes. V. em seguida. elegendo a autoridade fiscal aquele cujo valor aduaneiro se revele mais elevado tendo em vista a função protecionista do imposto de importação. (AFRF/ESAF/2002. b) em sua totalidade. até chegar ao terceiro método. V. V b) V. porém. definir o valor aduaneiro do bem tendo como parâmetro o preço do produto similar no mercado doméstico. até chegar ao primeiro que permita determinar tal valor. Gabarito: c 4. até chegar ao terceiro método. caso haja a aquiescência da autoridade aduaneira.1) Conforme estabelecido no Acordo de Valoração Aduaneira existem 6 (seis) métodos de Valoração Aduaneira nele descritos articuladamente. iniciando-se por quaisquer deles. desde que seja possível a aplicação do quinto método na seqüência solicitada. salvo se o importador solicitar a inversão da ordem dos métodos quarto e quinto. a autoridade aduaneira está autorizada a. associados ao transporte da mercadoria importada até o ponto onde devam ser cumpridas as formalidades de entrada no território aduaneiro. F d) F. descarga e manuseio. para as mercadorias importadas que devem ser aplicados a) sucessiva e seqüencialmente até chegar ao primeiro na seqüência que permita determinar tal valor independentemente de o importador solicitar a inversão da ordem dos 4º e 5ºmétodos. não poderá haver redução no valor aduaneiro a ser definido para fins de cálculo dos tributos aplicáveis. F. vincula apenas os países que desejarem aderir ao Acordo. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. o preço de comercialização de bem idêntico no mercado interno. c) sucessivamente. e assim prosseguir com os seguintes. tendo em vista o poder discricionário da autoridade fiscal.cursoparaconcursos. Analistas e Carreiras Afins. c) A autoridade aduaneira no Brasil deve respeitar a seqüência de métodos de valoração aduaneira prevista no Acordo sobre Valoração Aduaneira da OMC. F. V. V. e) sucessiva e seqüencialmente. (AFRF/ESAF/2005) Assinale a opção correta. Gabarito: e 9. ( ) O valor aduaneiro de bens importados deve ser o valor de transação. o importador pode optar pela aplicação do método do valor computado antes do método dedutivo. F e) F. a) F. ou seja. F c) V. d) Não integra o valor aduaneiro da mercadoria o custo de transporte do bem importado até o porto ou o aeroporto alfandegado de descarga ou o ponto de fronteira alfandegado onde devam ser cumpridas as formalidades de entrada no território aduaneiro. Financiamento às Exportações 146 . independentemente da viabilidade da aplicação do 5ºmétodo.

o exportador recebe antecipação. Adiantamento sobre Contrato de Câmbio (ACC) e Adiantamento sobre Contrato de Exportação (ou sobre Cambiais Entregues) (ACE) Os Adiantamentos sobre Contrato de Câmbio (ACCs) e Adiantamentos sobre Contratos de Exportação (ou sobre Cambiais Entregues) (ACEs) são as modalidades de financiamento a exportações mais difundidas no mercado.. A Circular BACEN 2. etc. apesar de regulamentados e supervisionados pelo Banco Central. do país de destino.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. parcial ou total.cursoparaconcursos. Com isto. 65 da Lei 4. em moeda nacional do valor equivalente à quantia em moeda estrangeira comprada a termo pelo banco. os ACCs destinam-se ao financiamento da produção. Em ambas as modalidades. Uma operação conjugada de ACC e de ACE obtém prazo de até 540 dias para liquidação. podendo o prazo ser estendido até 180 dias). representam crédito preferencial. respondendo historicamente por mais da metade do volume de câmbio contratado. combinada com taxas internacionais reduzidas e taxas domésticas elevadas. captando recursos a taxas internacionais para aplicá-los à taxa doméstica mais elevada. os ACCs compreendem as operações pré-embarque (adiantamento até 180 dias antes do embarque. que limitava o risco de flutuação das divisas. das flutuações nas taxas internacionais.br São considerados mecanismos privados de financiamento a exportações aqueles que. export notes e securitização de recebíveis de exportação. ao passo em que os ACEs englobam as operações pós-embarque (até 60 dias após o embarque. eses mecanismos são Adiantamentos sobre Contratos de Câmbio – ACC e Adiantamentos sobre Cambiais Entregues – ACE. Operações de arbitragem eram interessantes quando havia uma banda cambial.728. Essa antecipação de recursos representa importante incentivo à exportação. A taxa dessas operações varia em função do risco de crédito da empresa exportadora. determina que o fim precípuo do mecanismo é o apoio financeiro à exportação. Operações de ACC e de ACE.632/95. podendo ser estendido a 360 dias. descontada a uma taxa de juros internacional à qual é somado spread que embute o risco da operação.a.com. apesar de não contarem com nenhuma outra garantia que não o contrato de câmbio. Analistas e Carreiras Afins. Apesar de serem modalidades idênticas quanto à forma de operação. inclusive tributários. para liquidação do câmbio). que regula a modalidade. pagamentos antecipados de exportações. nos termos do Art. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. do valor da operação.5% a. na medida em que dá meios ao exportador para custear o processo de industrialização e de comercialização a taxas inferiores às do mercado doméstico. dependem de agentes privados para obtenção de recursos (funding) e para operacionalização. Importante atrativo do mecanismo é a possibilidade de o exportador realizar operações de arbitragem. Basicamente. 147 . situando-se na faixa de LIBOR + 2. enquanto os ACEs destinam-se quase que exclusivamente à geração de capital de giro. Técnicos. com precedência sobre todos os outros créditos.

A operação é caracterizada pela aplicação de recursos em moeda estrangeira na liquidação de contrato de câmbio de exportação anterior. Analistas e Carreiras Afins. que fixa a taxa de câmbio. bancos e empresas são adiantados à vista ao exportador. Contudo. com o recolhimento de compulsório de 30% em espécie (conta reservas bancárias) sobre operações vencidas. ou um banco comercial no exterior fornecem os recursos de que necessita o exportador para os ciclos de industrialização e comercialização. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. também chamada de pré-pagamento. ACCs podem ser fechados mas não liquidados. compulsório este que não é exigível de operações correntes. o que compromete o limite de crédito dessa empresa junto ao banco que concede os ACCs sem afetar os limites de crédito individuais dos diferentes fornecedores beneficiários do mecanismo. e não ao exportador final. sem a correspondente mercadoria no momento do embarque. são tratados como operação financeira e sujeitos ao recolhimento de IOF. a operação permite a antecipação de recursos para financiamento do processo produtivo mas. outro benefício é a não incidência de IOF. Técnicos. requer contrato formal que especifica o bem ou serviço a ser exportado. Export Notes Export notes são contratos de cessão de crédito de exportação pelos quais recursos obtidos no mercado doméstico junto a investidores locais. finalmente. isto é. A Lei n. mediante a transferência de direitos de venda ao investidor. no valor equivalente aos recebimentos em moeda estrangeira. ACCs sem lastro. diferentemente dos ACCs. Com base nesse contrato. sempre que a exportação se concretiza ("performa"). o exportador emite notas para mercado secundário. ou o importador. o que confere flexibilidade ao mecanismo pela compra e venda de "performance" entre bancos e exportadores. a norma cambial permite que não seja especificado o bem ou serviço objeto da exportação. Contudo. Apesar de poderem ser lastreadas por vários bancos e de constituírem títulos de crédito. No caso de o ACC ser cancelado. em reais.cursoparaconcursos. 9.com. recebe especial atenção a isenção do Imposto de Renda (renúncia fiscal) que incide sobre o pagamento dos juros de operações de financiamento externo. pela qual o adiantamento é dado a fornecedores do ciclo de produção.529 regulamentou a modalidade de ACCs indiretos. mediante a cobrança de taxa de juros. as export notes não oferecem a mesma segurança dos ACCs. também caracteriza-se operação financeira. Adiantamento a Exportações (pré-pagamento) Na modalidade de adiantamento a exportações.br Entre os benefícios dos ACCs e ACEs. tais como as de ACCs. Como na modalidade ACC. 148 . já que não se trata de operação financeira. Essa modalidade não se popularizou por envolver duplicatas que dependem do aceite do exportador final. cuja liquidez é hoje muito reduzida. O contrato conta com garantias externas e prazo de até 360 dias.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. As operações não são atraentes porque as taxas não são comparáveis com as internacionais.

Técnicos. sem o que os títulos emitidos não terão liquidez. Analistas e Carreiras Afins. 2. Soma-se ao Registro de Exportação Simplificado (RES) criado pelo Comunicado DECEX n. Os títulos emitidos pelo exportador e por banqueiro internacional (ou sindicato de bancos) são vinculados a collection account no exterior onde serão depositados pagamentos de exportações da empresa brasileira. onde não há fechamento de câmbio com o 149 . que não depende de linhas comerciais bancárias de curto prazo e obtém prazo maior do que o das operações de ACC. O SIMPLEX pode ser utilizado em duas modalidades: (1) boleto de câmbio (no prazo de 90 dias antes ou depois do embarque).com.836/98 do BACEN. por exemplo). 155/99 no conjunto de medidas adotadas recentemente com o intuito de facilitar o acesso de PMEs a operações de vendas externas Dispensa tanto a formalização do contrato de câmbio. já que prescinde de corretores.cursoparaconcursos. que é substituído pelo simples preenchimento do boleto (com redução do custo operacional. 25/98 e à Declaração Simplificada de Exportação (DSE) regulada pela Instrução Normativa SRF n.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. o crédito do contravalor correspondente e o débito de despesas incidente. acompanhado de carta ao banco que autoriza a contratação do câmbio simplificado. Securitização de Exportações Securitização de recebíveis de exportação são operações estruturadas que resultam na emissão título de crédito no mercado internacional lastreado em exportações futuras. com o que elimina a vinculação do contrato de câmbio ao documento de exportação (RE. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. sendo exigido registro no DECEC. que assegura hedge em moeda estrangeira.979 do Banco Central. de junho de 1991. 1. RES ou DSE). quanto a apresentação dos documentos comprobatórios da exportação (que devem ser mantidos por 5 anos). Pela montagem complexa e demorada e por envolverem várias instituições. são operações caras que exigem que o exportador receba boa avaliação de crédito (rating) de empresas especializadas e que exporte grandes volumes. o mecanismo permite ao exportador obter financiamento a taxas internacionais inferiores às domésticas com prazos maiores. Pelo preço e por envolver rigorosa avaliação de crédito. preenchido pelo banco e assinado pelo exportador e (2) cartão de crédito internacional emitido no exterior. SIMPLEX O SIMPLEX é uma sistemática de câmbio simplificado que desburocratiza operações de exportação de pequenos valores (até US$ 10 mil ou o equivalente em outras moedas). e para o investidor.br oferecem benefícios para o exportador. Criado pela Circular n. Pode ser utilizado por qualquer banco autorizado a operar em câmbio. os bancos são extremamente seletivos ao oferecer essa modalidade a exportadores brasileiros e o número de operações dessa natureza ainda é pequeno. criada pela Circular n.

No caso de cobrança bancária. após o que é automaticamente cancelada Financiamentos Públicos Atualmente. A parcela a ser financiada pode chegar a 100% do valor da exportação para os financiamentos com prazo de até dois anos. O prazo de equalização pode variar de 60 dias a dez anos.cursoparaconcursos. é processado pelo SISCOMEX com validade de até 5 dias. e até 85% do valor da exportação nos demais casos.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. • PROEX Financiamento: Prazo de 60 dias a dez anos.br banco. ou por empresa de transporte internacional no caso de encomenda aérea internacional. O formulário não solicita informações sobre a mercadoria ou serviço. iguais e consecutivas. contra US$ 100 a US$ 120 para os contratos de câmbio). valor em moeda estrangeira. fiança. número no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ). emitido ou pelo exportador ou seu representante em terminal conectado ao SISCOMEX. sujeitas a procedimentos especiais (Portaria Secex n. e não necessariamente devem coincidir com as condições de equalização.com. sujeitas à incidência de Imposto de Exportação. nem sobre o importador. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. com taxas de juros praticadas pelo mercado internacional e pagamento em parcelas semestrais. que informa razão social. o Governo brasileiro disponibiliza as seguintes linhas de financiamento às exportações: PROEX: O Banco do Brasil atua com exclusividade como o agente financeiro da União responsável pela sua gestão. preenchido pelo exportador. com validade de até 15 dias. taxa de juros e garantias) podem ser livremente pactuadas entre as partes. 2) e exportações contingenciadas (tais como têxteis) e (c) DSE. São três os documentos envolvidos em uma exportação com SIMPLEX: (a) boleto de câmbio. Analistas e Carreiras Afins. agência e conta corrente. As garantias podem ser constituídas por aval. Criado com o objetivo de conceder às exportações condições equivalentes às do mercado internacional. e pode ser processado a custo inferior ao dos contratos de câmbio (cerca de US$ 20. após o que é cancelado e não pode registrar operações vinculadas ao regime automotivo. (b) RES. endereço completo com telefone. o Programa está disponível em duas modalidades operacionais: financiamento e equalização. ou pelos Correios no caso de remessa postal internacional. o câmbio simplificado só será efetivado após a liquidação dos documentos colocados em cobrança no exterior. • PROEX Equalização: Trata-se de instrumento para tornar as taxas de juros dos financiamentos equivalentes às praticadas internacionalmente. carta de crédito de instituição financeira de primeira linha ou seguro de crédito à exportação. Os prazos são definidos de acordo com o valor da mercadoria ou a complexidade do serviço prestado. definidos de acordo com o valor agregado da mercadoria ou a complexidade dos serviços prestados e o percentual equalizável pode chegar a até 85% do valor da 150 . As características do financiamento (prazo e percentual financiável. Técnicos.

151 .com. O beneficiário da equalização sempre será a instituição financiadora da exportação brasileira e paga por intermédio da emissão de Notas do Tesouro Nacional. pequenas e médias empresas através de empresa exportadora (empresa âncora). a produção destinada à exportação de automóveis de passeio. que possibilita a cobertura dos riscos comercial e político dos bens e serviços exportados. através de refinanciamento ao exportador. • Pré-embarque Automóveis: financia.SBCE.br exportação. nas modalidades: • Pré-embarque: financia a produção nacional de bens a serem exportados em embarques específicos. • Pós-embarque: financia a comercialização de bens e serviços nacionais no exterior. encontramse disponíveis: • Fundo de Garantia para a Promoção da Competitividade . • Seguro de Crédito à Exportação. No Brasil. • Pré-embarque Especial: financia a produção nacional de bens a serem exportados. BNDES-Exim: Os financiamentos à exportação de bens e serviços do BNDES-Exim devem ser efetuados por intermédio de instituições financeiras credenciadas. Ainda para facilitar o acesso ao crédito à exportação. Os instrumentos de garantia utilizados são os mesmos oferecidos pelas agências de crédito à exportação.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. associada a um Compromisso de Exportação. Técnicos. sem vinculação com embarques específicos. na fase pré-embarque. pequenas e médias empresas.FGPC (Fundo do Aval). ou através da modalidade buyer's credit. este instrumento é operado pela .cursoparaconcursos. destinado a facilitar o acesso ao crédito para micros.Seguradora Brasileira de Créditos à Exportação . Analistas e Carreiras Afins. para um período de 6 (seis) a 12 (doze) meses. • Pré-embarque Ágil: financia a produção nacional de bens a serem exportados. da Série I (NTN-I). mas com período pré-determinado para a sua efetivação. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. • Pré-embarque Empresa Âncora: financia a comercialização de bens produzidos no Brasil. por micro.

com base no título de crédito gerado pela operação. A / O ________________ consiste em modalidade de fi nanciamento de exportações em que o exportador recebe os recursos relativos à operação após o embarque da mercadoria. (Analista de Comércio Exterior/ESAF/2002) Sobre o Programa BNDES-EXIM. antes. além de serviços associados aos bens exportados e que é operado diretamente pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social e por agentes financeiros credenciados. (AFRF/ESAF/2005) Assinale a opção que completa corretamente a lacuna abaixo. essencialmente. a) Carta de Crédito de Exportação b) Adiantamento sobre Cambiais Entregues (ACE) c) Adiantamento sobre Contrato de Câmbio (ACC) d) Convênio de Pagamento de Crédito Recíproco e) Cobrança de Exportação 2.cursoparaconcursos. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. porém. c) objetiva.se que: a) é um programa de apoio às exportações que financia exclusivamente a comercialização de bens e de serviços no exterior. que o banco tenha recebido as divisas relativas à transação. Técnicos. d) é um programa de financiamento da produção de bens de maior valor agregado e de serviços em geral operado pelo Banco Nacional de 152 . Analistas e Carreiras Afins. é correto afirmar.br Questões: 1.com. b) é um programa de financiamento da produção de manufaturas em geral e de bens de capital a serem exportados.Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais. (Analista de Comércio Exterior/ESAF/2002) A modalidade de financiamento de exportações que consiste da antecipação de recursos em moeda nacional ao exportador para aplicação no processo produtivo de uma mercadoria a ser exportada e/ou para cobertura de custos relativos à preparação do embarque da mesma denomina-se: a) Adiantamento sobre Cambiais Entregues (ACE) b) Carta de Crédito de Exportação c) Adiantamento sobre Contrato de Câmbio (ACC) d) Cartas de Garantia e) Cobrança de Exportação 3. fornecer linhas de financiamento ao exportador brasileiro visando equalizar os encargos financeiros praticados domesticamente com aqueles praticados no mercado internacional.

Material Completo Curso Preparatório para Auditores Fiscais.br Desenvolvimento Econômico e Social com recursos do Tesouro Nacional. Gabarito: 1 2 3 B C B 153 . Técnicos. Comércio Internacional Profº Diego de Araujo Campos www. e) é um programa de apoio e promoção das exportações de pequenas e médias empresas que financia a produção e a comercialização de bens bem como a organização de missões comerciais e de mostras no exterior.cursoparaconcursos. Analistas e Carreiras Afins.com.