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ATERROS SANITÁRIOS TÉCNICAS CONSTRUTIVAS E MÉTODOS OPERACIONAIS

Claudio Michel Nahas. Engenheiro civil, consultor em programas de assessoria técnica e desenvolvimento tecnológico, gerenciamento de resíduos sólidos e projetos de infraestrutura urbana e regionais e estudos e projetos de aproveitamento de recursos hídricos – ENGECORPS – Corpo de Engenheiros Consultores Ltda, Al. Rio Negro 433, 5o Andar, Prédio I, Alphaville, Barueri, SP, Cep 06454-904, email – nahas@engecorps.com, Tel – 0xx-11-4166-52-46. RESUMO Aterros sanitários são dispositivos indispensáveis e parte integrante de qualquer modelo de gerenciamento de resíduos sólidos urbanos. Apesar do caminho ainda muito longo a percorrer para eliminar do vocabulário expressões como lixões e aterros controlados, catadores, lançamento de chorume em corpos d´água, etc., o desenvolvimento tecnológico e a experiência prática de profissionais de diversas entidades públicas e empresas privadas têm permitido a introdução de soluções e técnicas inovadoras para abreviar esta jornada. Mesmo empregando técnicas construtivas e métodos operacionais de última geração, já testados em outros países e em alguns aterros brasileiros, é possível implantar e operar aterros sanitários, de forma técnica e ambientalmente segura, a custos competitivos. A abordagem que é apresentada neste artigo, não tem a intenção de esgotar o assunto, mas de apresentar uma visão geral sobre aspectos que podem ou merecem ser seguidos na implementação e operação de novos aterros sanitários, bem como para a melhoria de aterros já existentes. ABSTRACT Landfills are one of the most important facilities in urban solid waste management systems. There is a hard way to pursue in order to eliminate words like, dumps, controlled landfills, scavengers, leachate contamination, among others. However, recent researches, technologic development, and experience of engineers have allowed the introduction of new solutions to abbreviate this journey. Waste disposal based on appropriate environmental and technical procedures is possible with low costs even using new solutions and construction methods that have been recently tested in other countries and Brazilian landfills. The paper presents and describes some aspects that could be used in new landfills, as well as procedures to improve technical performance and operation methods of existing and designed landfills.

1.

INTRODUÇÃO

A implantação e operação de aterros sanitários são condições impositivas para o correto gerenciamento técnico-administrativo e operacional de sistemas de coleta, transporte, tratamento e disposição final de resíduos sólidos urbanos. O nível de desenvolvimento tecnológico atual permite solucionar e/ou minimizar os principais aspectos negativos ou impactantes que, geralmente, estão associados a essas estruturas. Em geral, a adoção das técnicas construtivas e procedimentos operacionais abordados neste trabalho, não está, necessariamente, associada a investimentos elevados ou custos proibitivos à nossa realidade econômica. A grande maioria dos aspectos e alternativas aqui abordados, compreendem, principalmente, mudanças de procedimentos construtivos e operacionais que trazem vantagens econômicas e melhorias ambientais a curto prazo. Outras alternativas, dependem de vontade política dos tomadores de decisão, as quais subsidiadas por avaliações apropriadas e pelo apoio da sociedade em geral, após ampla discussão, podem ser implementadas no médio e longo prazo.

2.

PRINCIPAIS ASPECTOS INTERVENIENTES

Vários aspectos influem direta e/ou indiretamente na seleção das melhores técnicas construtivas e métodos operacionais de aterros sanitários. Dentre eles podem ser destacados:

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2.1

Forma do Gerenciamento dos Resíduos Sólidos

Durante a elaboração do plano de gerenciamento dos resíduos sólidos urbanos de um município ou, de um conjunto de municípios, procura-se, entre outros aspectos, desenvolver um planejamento de médio e longo prazo, visando otimizar ações gerais e específicas das diversas atividades associadas ao trato dos resíduos sólidos, bem como agregar modelos funcionais para as diversas atividades do sistema, incluindo sistemas de coleta, transporte, tratamento e destinação dos resíduos que reduzam os impactos ambientais e otimizem investimentos e custos operacionais. Estes aspectos influem, especialmente, nas formas, demandas e ritmo como os resíduos chegam às unidades de destinação. Como os aterros sanitários são unidades indispensáveis em qualquer sistema de gestão operacional, criam-se, conseqüentemente, maiores oportunidades de emprego de alternativas tecnológicas que maximizem a quantidade de resíduos dispostos por metro quadrado, minimizem a geração de percolados e otimizem a recuperação do biogás gerado nos aterros modernos. Além disso, nos aterros intermunicipais e municipais de cidades de grande porte, devido às maiores demandas envolvidas, há a possibilidade de uma melhor programação das atividades e serviços associados, dada à possibilidade de se obter uma maior uniformidade de recebimento dos resíduos ao longo do dia, evitando assim, ociosidades dos equipamentos operacionais. Por outro lado, equipamentos de transporte que conduzem os resíduos aos aterros podem ser otimizados, quando se agregam, por exemplo, equipamentos não convencionais, como transbordos móveis, trituradores e enfardadores de resíduos. Mesmo empregando equipamentos convencionais, verifica-se que nos aterros intermunicipais e de grandes cidades há uma grande influência na operação, pela maior participação de carretas e de caminhões que transportam contêineres simples ou do tipo “roll-on roll-off”, em relação a coletores simples. Desta forma, os aterros devem estar preparados para o tráfego desses equipamentos, bem como para inclusão de equipamentos auxiliares para a descarga dos resíduos. Quando os aterros sanitários são operados dentro de um Centro Integrado de Tratamento e Destinação de Resíduos, pode-se obter otimizações significativas em relação a aterros isolados. Nesta situação, obtêm-se otimizações da frota de equipamentos operacionais; melhores possibilidades de emprego de sistemas de reaproveitamento dos resíduos recebidos; maiores potencialidades de emprego de sistemas de minimização de volume dos resíduos, como trituradores para madeiras, poda de jardinagem, pneus e resíduos volumosos; e maiores potencialidades de reaproveitamento do biogás dos aterros na geração de energia elétrica, visto que o centro integrado passa a ser um consumidor potencial. 2.2 Forma da Área de Implantação do Aterro Na grande maioria dos casos os aterros sanitários são implantados e operados em 3 (três) tipos de áreas - encostas naturais ou degradadas, planícies e cavas de antigas minerações. Dentre outros, os aspectos que influem nas técnicas construtivas e sistemas operacionais de aterros de encosta dizem respeito à necessidade de isolar e drenar águas de nascentes ou de potenciais afloramentos do lençol freático durante as escavações; maior preocupação com sistemas de drenagem superficial devido ao maior afluxo de água durante períodos chuvosos; maior área de impermeabilização de fundação por volume de material disposto; maior preocupação em controlar eventuais acidentes que possam gerar a contaminação do lençol freático; necessidade de implantação de sistemas de drenagem interna de percolados e gases mais complexos; maior movimento de terra por necessitar de escavações de regularização de encostas; possibilitar implantação de acessos construtivos e definitivos fora do corpo do aterro; e menor exposição do maciço do aterro, melhorando desta maneira aspectos ligados à inserção visual das atividades de operação. Com relação aos aterros de planície, os aspectos que mais influem nas técnicas construtivas e sistemas operacionais estão relacionados à necessidade de importe de solo para o recobrimento diário e final; obrigatoriedade de implantação de vias de acesso no próprio corpo do aterro;

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devido a maior superfície específica dos resíduos triturados. 2. 1996).3 Forma como os Resíduos são Recebidos A maior parte de nossos aterros recebe resíduos brutos. com relação aos aterros que aproveitam cavas de mineração. o que. pode imprimir um maior ritmo de biodegradação dos mesmos.2 – Aterro de Fardos (“Balefill”) A alternativa de trituração dos resíduos corresponde a uma tecnologia que merece ser seriamente analisada dentro do sistema de gerenciamento de resíduos domiciliares. feitos através de modelos que agregam prazos reduzidos de vigência. devido à destruição do efeito de entrelaçamento provocado pela presença de sacos plásticos que acondicionam os resíduos.2). maior facilidade para implantação de sistemas de drenagem superficial de águas e de drenagem interna de percolados e gases. Em vários países é comum o emprego de trituração prévia ou o enfardamento dos resíduos (vide Figuras 2. desde que estas tecnologias sejam implantadas junto às unidades de transbordo dos resíduos.. pela incerteza de poderem amortizar os investimentos necessários à aquisição dos equipamentos requeridos. mas também em sistemas de transporte dos resíduos. de reaproveitamento do biogás e de sistemas de cobertura. visto que. além da maior facilidade de tráfego sobre células já concluídas (Nahas et al. Não há tradição de uso no Brasil dessas tecnologias. Estas duas alternativas permitem uma grande redução do volume dos resíduos. não só na operação dos aterros.1 e 2. sem qualquer processamento. a grande presença de matéria orgânica nos resíduos pode ser um condicionante técnico importante contra o seu emprego em resíduos domiciliares. destacando.maiores áreas de implantação de camada de revestimento final. entre outros os associados à compactação mais eficiente dos resíduos triturados e aos sistemas de drenagem de chorume e gases. De qualquer forma. O emprego desses processos permite gerar otimizações técnicas e econômicas. Como ponto desfavorável. 3 . importe de solo para a realização da cobertura diária e final. o que não incentiva que as empresas gerenciadoras adotem grandes inovações. os aspectos que mais influem na sua execução correspondem à necessidade de instalação de sistemas de recalque de água e de percolados durante a implantação e operação da parcela do aterro que se situa abaixo do nível natural do terreno. permite uma otimização geral de diversas técnicas e dispositivos. a trituração influencia substancialmente a resistência ao cisalhamento dos resíduos. por que os sistemas de gestão adotados pelos governos estaduais e municipais são. julga-se oportuno que sejam promovidas e incentivadas pesquisas e estudos experimentais detalhados para avaliar adequadamente estes aspectos. Finalmente. e maior facilidade de futura mineração do aterro. A prática mais comum compreende o lançamento dos resíduos recebidos e a compactação direta sem qualquer tratamento prévio. maior facilidade de reaproveitamento do biogás. e maior dificuldade de impermeabilização da fundação e encostas. aparentemente. No caso do enfardamento.1 – Triturador de RSU Figura 2. na sua maioria. Figura 2. conseqüentemente. além da vantagem de permitir uma grande redução inicial de volume dos resíduos.

que dispõe sobre a gestão dos resíduos da construção civil. obtidos pelo processamento de resíduos inertes. Desta forma. 4 .3. Ressalte-se que esses contêineres. é uma tendência que vem ganhando muita aplicabilidade em aterros particulares que recebem rotineiramente este tipo de resíduos.3 – “Tipper” para Descarga de Carretas para as destinações finais. passa a ser um problema mais complexo. o qual pode gerar uma dispersão de lixo (sacos plásticos. a imediata cobertura e o emprego de telas de proteção são dispositivos e técnicas operacionais que solucionam o problema. que recebem contêineres de grande capacidade de carga. Ainda pouco difundido no Brasil. bem como a dispersão de odores no seu entorno. em grande parte do ano. papéis.2. onde o balanço hídrico é negativo. especialmente em regiões metropolitanas. como regiões semi-áridas. A dispersão de odores. o recebimento de resíduos através de composições ferroviárias representa um aspecto que deve ser considerado no transporte de resíduos Figura 2. regimes climáticos adversos e/ou dificuldade de trânsito de carretas. Em vista da nova política de gerenciamento de resíduos inertes que se pretende agregar através da aplicação da Resolução No . como por exemplo. especialmente em períodos de grandes precipitações pluviométricas. o emprego de “Tippers” móveis. a geração de percolados é significativamente menor. podendo gerar custos importantes. tendo em conta. inexistência de áreas adequadas. Em regiões de pouca precipitação de chuvas. Em muitos aterros. visto que esses últimos empregam em geral dispositivos de pressão negativa. os sistemas de drenagem podem ser significativamente simplificados. Outro aspecto que deve ser considerado corresponde ao regime predominante de ventos na área dos aterros. há em geral a necessidade de emprego de equipamentos auxiliares para se fazer a descarga. 2. Neste tipo de transporte. devido ao baixo custo envolvido.) ao longo das praças de trabalho. ou quase inexistente.307 de 05/07/2002 do CONAMA. pois em função dele pode ocorrer a paralisação da operação do aterro e o aumento de geração de percolados.4 Tipo de Transporte dos Resíduos que chegam aos Aterros As frotas de equipamentos que transportam os resíduos aos aterros são elementos que podem condicionar diversos aspectos relativos à operação de aterros sanitários. os resíduos são em geral transportados em contêineres que necessitam ser descarregados nos aterros com o auxílio do sistema descrito anteriormente. conforme ilustrado na Figura 2. entretanto. quando os resíduos são recebidos em contêineres. Quanto à dispersão de lixo. Basicamente são dois os elementos que geram odores desagradáveis – os percolados e os gases. No tocante aos gases. os períodos curtos de tempo onde ocorrem precipitações concentradas. Influem decisivamente na escolha dos tipos de implantação e nas formas de manutenção de acessos internos dos aterros e dos acessos às frentes de lançamento.5 Aspectos Climáticos O regime de chuvas na área dos aterros sanitários é um elemento de extrema importância a ser considerado. no entanto. não dispõem de sistemas de basculamento próprios para a descarga dos resíduos transportados. O emprego de materiais alternativos na construção desses acessos. onde os aterros cada vez mais situam-se a grandes distâncias dos centros de geração. Esses equipamentos são muito comuns em aterros de grande porte norteamericanos. a implantação de recobrimentos eficientes e sistemas de drenagem que permitem a recuperação dos mesmos deve ser incentivada. em geral. pode-se vislumbrar que a sua efetiva implantação propiciará um grande incentivo a prática de beneficiamento dos resíduos inertes para obtenção de material alternativo para este fim. devido a restrições ambientais. etc.

2. visando facilitar a implantação dos sistemas de impermeabilização e de acessos operacionais e/ou construtivos. pode ocorrer a aproximação de urubus. o tipo e localização do sistema de tratamento de percolados devem ser cuidadosamente escolhidos.4 – Aproximação de Aves em Aterro Sanitário na Califórnia 3.). deve-se estar preparado para o emprego de outros meios que contornem este problema. durante o processo de descarga dos resíduos. Outra técnica que pode ser aplicada. gaivotas. Além disso. Desta forma. normalmente. Na execução dessas atividades. para afastar as aves indesejáveis.). bem como da camada vegetal natural.6 Aproximação de Aves A aproximação de aves durante a operação de aterros sanitários apresenta-se como um aspecto comum a ser enfrentado. a fim de se evitar a necessidade de criação de bota-esperas volumosos. ao longo do corpo do aterro.1 ASPECTOS RELACIONADOS À EXECUÇÃO DO ATERRO Tratamento Prévio da Fundação Uma vez que a grande maioria de acidentes em aterros sanitários está associada a rupturas pela fundação. com essências de produtos aromáticos (eucalipto. etc. além dos solos inadequados à fundação dos aterros. etc. A alternativa mais comum compreende o uso sistemático de queima de fogos de artifício para que sejam afastadas essas aves das frentes de lançamento. corujas. 3. Como os materiais oriundos dessas escavações são geralmente empregados na execução das camadas de cobertura diária das frentes em operação dos aterros. os projetos recentes tem procurado remover ou substituir camadas de solos de baixa resistência e/ou aquelas que geram deformações indesejáveis ao maciço. No que tange aos percolados. normalmente são feitas escavações procurando remover. consiste no emprego de aves de rapina treinadas (gaviões. o emprego de aspersão de desodorizadores. Outros dispositivos. evitando a formação de subpressões que possam influir na resistência dos materiais remanescentes. deve-se programar e executar a supressão da eventual vegetação existente. aleatoriamente. há a necessidade de armazenamento provisório para qualquer sistema de tratamento. Na prática. o planejamento dessas atividades deve ser cuidadosamente detalhado.fazendo com que sejam minimizados escapes de gases. tutti-frutti. Como. como por exemplo. bem como prever a implantação de sistemas de drenagem eficientes de nascentes e do lençol freático. o emprego de tanques enterrados cobertos pode reduzir substancialmente os odores gerados. mesmo quando se emprega a pronta e eficiente cobertura dos resíduos dispostos. aqueles necessários à conformação de encostas. Figura 2. têm sido utilizados com sucesso em alguns aterros. garças e outros pássaros (vide Figura 2.4). visando a obtenção de mudas de espécies vegetais naturais para a formação do viveiro de mudas para posterior reaproveitamento em áreas de compensação 5 .

ambiental no entorno dos aterros. uma vez que as mesmas estarão sujeitas à carga total dos aterros. Figura 3. Uma eficiente alternativa para contornar esta ação corresponde à implantação dos drenos em trincheiras escavadas na fundação. nos drenos principais. conforme ilustrados na Figura 3. tais como camadas de solo pobremente compactada ou de resíduos Figura 3. especialmente os constituídos por tubulações. etc. estruturas provisórias de arrimo.1 – Sistema de Drenagem de Nascentes A prática corrente tem empregado. envoltas por material granular e geotêxtil de filtro. e a drenos auxiliares junto ao pé dos taludes escavados. valas escoradas. Em geral. necessita ser convenientemente calculado. Eventuais troncos de árvores e arbustos que venham a ser cortados devem ser reservados para aplicação durante a implantação e operação do aterro como material de cercas. PEAD ou RPVC. Vale aqui destacar que através da determinação das propriedades físico-químicas e sanitárias das águas das nascentes e do lençol freático regional conduzidas por esses sistemas poderá ser avaliada a eficiência dos dispositivos de impermeabilização da fundação do aterro. os sistemas de drenagem de nascentes de fundação são constituídos por linhas de drenos principais.2 – Detalhe do Dreno Principal de Nascentes 6 . tubulações perfuradas de concreto. associadas a drenos secundários. geralmente ao longo das drenagens naturais. Quanto aos sistemas de drenagem de fundação deve-se procurar implantá-los através de dispositivos de elevada durabilidade considerando as principais solicitações e esforços a que estarão sujeitos ao longo de sua vida útil. As camadas de solo vegetal devem ser estocadas para posterior emprego no revestimento final do próprio aterro. prevendo junto à sua base a incorporação de elementos francamente deformáveis. O projeto desses dispositivos. do tipo espinha de peixe.1.

funcionam como camada coletora de percolados. Este tapete drenante pode empregar areias disponíveis nas proximidades do aterro obtidas em jazidas. visando reduzir as cargas atuantes pelo efeito associado de arqueamento e diferença de rigidez dos materiais presentes no entorno da vala. de forma a obrigar que este fenômeno somente ocorra na saída dos sistemas de drenagem onde. são empregadas duas alternativas de impermeabilização. O solo tem a finalidade de proteger as camadas subjacentes.3 ilustra este aspecto. nos quais há grande presença de íons de ferro. A Figura 3. esses dispositivos devem ser dimensionados para operar afogados.3 – Placas e Gel de Óxido de Ferro nas Saídas de Drenagens de Nascentes a execução de sistemas de rebaixamento a partir de drenos horizontais profundos. a utilização destas alternativas de forma isolada ou combinada é a mais freqüente nos aterros sanitários brasileiros. verifica-se uma forte tendência de formação de placas e gel de óxido de ferro quando os líqüidos entram em contato com a atmosfera. especialmente quando no contato do aterro com a fundação o material é argiloso. esbarra em custos maiores de implantação. podendo torná-los ineficientes. protege os resíduos da entrada de líquidos externos e o subsolo da infiltração dos percolados e gases provenientes do aterro. ainda incipiente entre nós. ou alternativamente podem ser empregados materiais sintéticos tipo geodrenos. utilizando geodrenos em substituição às camadas de areia e brita. pode ser feita limpeza periódica do gel formado. Na Figura 3. os quais são interligados ao sistema de drenagem de nascentes. uma a partir da utilização de solos argilosos e a outra através de elementos sintéticos. as soluções de controle do fluxo de água compreendem e a execução de trincheiras drenantes circundando as escavações e Figura 3. A extensão destas ações depende do tipo de solo. Estas placas tendem a colmatar os sistemas de drenagem com o tempo. garantindo a integridade das mesmas na ocasião da deposição dos resíduos.plásticos. um grande número de sistemas de impermeabilização e combinações tem sido desenvolvido. fato que diminuiria sua capacidade drenante. a argila e a geomembrana servem como barreira para os percolados e gases.2 Impermeabilização de Fundação Na engenharia atual de aterros sanitários. cada uma tem a sua finalidade. uma vez que a argila absorve e retém com facilidade vários constituintes químicos dos percolados. Embora existam outros tipos de revestimentos. Os projetistas prevêem a instalação de um tapete drenante entre a camada de impermeabilização de fundação e o sistema de drenagem de nascentes. conseqüentemente. 7 . No caso de múltiplas camadas. Alguns projetistas consideram os dois materiais complementares e há uma certa resistência em se adotar somente a geomembrana devido ao seu custo elevado e às possibilidades de dano durante a instalação e operação do aterro.4 apresenta. 3.2 são apresentados detalhes destes dispositivos.4b é similar a anterior. do tipo geomembrana. A areia e a brita. A alternativa da Figura 3. Neste sentido. Assim. de forma esquemática. o que. O geotêxtil usado não permite a intrusão do solo na areia ou brita. De forma geral. sendo drenantes. Na Figura 3. A Figura 3. prevalece o conceito de confinar os resíduos por barreiras impermeáveis. Esta última alternativa. conseqüentemente.4a. algumas soluções utilizadas. Com relação a potencial surgência do lençol freático nos retaludamentos de encostas. Tendo em vista que a percolação de água confinada na fundação de aterros tende a promover a lixiviação dos solos adjacentes.

Figura 3.4 – Sistemas de Impermeabilização de Fundação 8 .

Outro aspecto digno de nota. sendo porém o seu campo de aplicação mais associado a aterros de resíduos Classe I. Esta tendência baseia-se na experiência americana que praticamente alijou as geomembranas de PVC do mercado de aterros sanitários.As alternativas indicadas nas Figuras 3. Os resultados. As geomembranas. Ressalte-se. É importante ressaltar que a utilização dos geotêxteis e geodrenos é muitas vezes evitada. tendem a provocar o fissuramento da camada argilosa da base. por sua vez. estão sujeitas a danos (furos e rasgos) durante a instalação e início da operação do aterro.0 a 1. a necessidade do desenvolvimento de investigações detalhadas para estudar este fenômeno. apesar do curto período de observação (cerca de 3 anos). deve ser feita com base em estudos comparativos enfatizando os aspectos executivos. 1998 e Maia. 2001). diminuindo sua eficiência como revestimento. favorecendo mecanismos de ruptura e formação de planos preferenciais de escorregamento. Os parâmetros de resistência das interfaces entre a geomembrana e outros materiais. por sua vez. A idéia de combinar os revestimentos leva em conta também outros fatores. cada uma com um sistema de drenagem e de coleta de percolados. econômicos e operacionais. devido ao pequeno acréscimo de custo e às vantagens técnicas envolvidas. deve-se prever a irrigação constante para minimizar os efeitos da ação solar. entretanto. com duas geomembranas.4f apresentam a utilização de tubos coletores e camadas de areia e brita instaladas sobre a geomembrana superior. No Brasil já existem aterros que empregaram esta alternativa. bem como alternativas para contorná-lo. O emprego de geomembranas texturizadas em ambas as faces. Após a implantação das camadas argilosas. Ao absorver água. As alternativas das Figuras 3.4c e 3. conduzindo ao emprego de geomembranas de polietileno de alta densidade (PEAD). portanto.5 m abaixo das geomembranas ou camadas isoladas. sendo no segundo caso utilizado o sistema GCL. Com relação ao emprego de camadas de argilas compactadas. Os percolados alteram a permeabilidade do solo. tais como a alteração das características das camadas de solo devido à infiltração dos percolados e às altas temperaturas no interior do aterro. as condições de deformabilidade e de estabilidade do aterro. O tema é ainda muito controverso e diversas pesquisas têm sido realizadas com o intuito de avaliar o comportamento de materiais sintéticos utilizados na fundação de aterros sanitários. a bentonita se torna um excelente elemento de vedação. cuidados especiais são geralmente exigidos para evitar o trincamento das mesmas por expansão e ressecamento. muito resistente ao movimento da água. A seleção dos revestimentos. Elevadas temperaturas no interior de aterros sanitários. foram realizadas investigações comparativas entre geomembranas do PVC e PEAD na construção de um aterro experimental junto ao Aterro Sanitário Bandeirantes (Marques et al. tornando-o mais compressível e piorando. Quando se opta pela aplicação e associação de solos argilosos como elemento de impermeabilização. A prática mais recente tem preterido a aplicação de geomembranas de PVC. 9 . diz respeito a descontinuidade introduzida no meio através da aplicação da geomembrana. são menores. que associa às geomembranas uma camada de bentonita. face a tendência de colmatação destes materiais. respectivamente. geralmente se empregam camadas de espessura de 1. deve ser incentivado para aterros de médio e grande porte. em certos tipos de geomembranas. são usualmente utilizados sistemas de barreira dupla. Em algumas aplicações. até que seja feita a implantação da camada de geomembrana ou o início efetivo da operação do aterro.4d envolvem o uso de revestimentos duplos de geomembrana. A bentonita tem a capacidade de absorver água numa quantidade equivalente a dez vezes o seu peso. Ao final da década de 90. especialmente para resíduos Classe I. além do ataque pelos percolados. não demonstraram evidências que pudessem comprometer o emprego do PVC como elemento de impermeabilização de fundação de aterros sanitários.4e e 3.

previamente à instalação do sistema. Tendo em vista que tanto os gases como os percolados representam potenciais elementos de degradação ambiental dos solos de fundação. hidrogênio e secundariamente. dependem. As características físicas. bem como o volume e a vazão desses materiais. sistemas de drenagem interna necessitam ser implantados para assegurar a adequada captação e condução dos mesmos para dispositivos de tratamento. químicas e biológicas. oxigênio. vilenos. juntamente com a execução da camada de impermeabilização. das águas do lençol freático e das áreas nos arredores do aterro. Esses dispositivos devem ser projetados com declividades mínimas (imin ≥ 1%) para assegurar a eficiente drenagem. 10 . configurando sistemas tipo espinha de peixe. feita após a conclusão de cada célula de resíduos. além de poderem ocasionar possíveis explosões e instabilizações no corpo do aterro. Na seqüência lança-se o material granular. Na Figura 3. Os tubos podem ser de concreto ou PEAD. entre outros fatores. das condições atmosféricas. mediante a execução de valas. os quais são executados junto à extremidade da escavação e/ou nas bermas da escavação. da idade do aterro. toluenos. No tocante aos gases. mediante a escavação de uma trincheira até o topo da célula subjacente.1 Drenagem de Percolados Na fundação dos aterros. Apresentam elevadas demandas biológica e química de oxigênio e concentrações variáveis de vários elementos como ácidos e metais pesados. sendo o espaço remanescente preenchido com os resíduos escavados na abertura da trincheira. preferencialmente. são implantados sistemas de drenagem constituídos por linhas principais de drenagem com tubos perfurados envoltos em material granular subjacentes a camadas drenantes de areia e ou brita / cascalho. os quais conduzirão os percolados coletados para o sistema de drenagem da fundação. Estes dispositivos. atuam como elemento de ancoragem da geomembrana de impermeabilização. A sua implantação deve ser. deve ser feita a conformação topográfica da fundação para assegurar a declividade mínima desejada. associados a drenos secundários.5 são apresentados detalhes dos sistemas geralmente utilizados. os tubos de drenagem de percolados junto à fundação necessitam ser convenientemente projetados para receber a carga total dos aterros. Esses drenos horizontais são constituídos por materiais granulares do tipo rachão. onde os percolados são conduzidos para um sistema de coleta localizado junto ao talude do aterro. A alternativa para contornar este aspecto é similar à dos drenos de nascentes. quando concluídos. outros gases constituídos por benzeno. principalmente relacionadas às precipitações.3 Drenagem de Percolados e Gases Durante o processo de decomposição da matéria orgânica dos resíduos sólidos ocorre uma grande produção de gases e de percolados. Em geral.3. A exemplo dos sistemas de drenagem de nascentes. Os aterros de encostas. Em áreas planas. gás carbônico. Esses drenos devem ser interligados aos poços verticais de drenagem de gás e de percolados. esses sistemas servem para drenar simultaneamente os percolados e os gases. Caracterizam-se por pH ácido na fase inicial e básico nas fases mais maduras do aterro. A composição físico-química dos percolados depende da idade do aterro. do tipo de aterro. apresentam drenos de anel. além de assegurar a drenagem de percolados. bem como para evitar a colmatação dos sistemas por microrganismos do próprio chorume.3. em geral. Alternativamente. etc. há uma grande produção de metano. ou seja. do tipo de cobertura utilizado nas células. bioclorometano. 3. implantação em trincheiras e base constituída por elementos deformáveis. as quais são preenchidas com material granular. pode-se executar uma rede em “espinha de peixe”. do revestimento final do aterro e da compactação dos resíduos. À medida que o aterro sanitário é alteado é importante executar drenos horizontais para promover a dissipação de níveis piezométricos dos percolados e de bolsões de gases presos nas células de resíduos já concluídas.

Além desses sistemas. e conduzílas aos drenos de fundação. e drenos de talude similares aos drenos horizontais. são executados drenos horizontais ao longo das bermas externas para assegurar que os percolados não venham aflorar nos taludes. porém instalados transversalmente ao talude para conduzir os percolados coletados nas diversas células para a base do aterro. Estes drenos têm por finalidade captar eventuais vazões de percolados não interceptadas pelo sistema de drenagem principal. Figura 3.5 – Detalhes do Sistema de Drenagem de Percolados 11 .

Os poços são espaçados. providos de queimadores na sua extremidade.50m. ou serem instaladas tubulações para posterior aplicação de vácuo e conseqüente reaproveitamento do biogás. Geralmente.2 Drenagem de Gases Para assegurar a dissipação dos gases gerados no interior do maciço dos aterros devem ser implantados sistemas de poços de drenagem. A maioria dos aterros sanitários brasileiros emprega esta última alternativa. uma vez que há a tendência de entrada de oxigênio e nitrogênio da atmosfera para o interior do mesmo. os gases são conduzidos a pontos de queima controlada ou a centrais térmicas para a produção de vapor ou geração de energia elétrica. podem ser instalados tubos galvanizados.3. para assegurar que os percolados captados pelo sistema de drenagem do maciço sejam conduzidos à fundação. tomando todos os cuidados necessários para proteger a operação e procedendo a extinção de fogo nessas tubulações. dando assim maior drenabilidade ao maciço do aterro.7.6 apresentam-se detalhes deste sistema. sem qualquer aplicação de vácuo. também. depois de escavados. nos quais. Os sistemas ativos apresentam maior eficiência na coleta de gases devido a aplicação de vácuo para forçar a drenagem. mantida junto aos tubos. sensivelmente. Os poços são constituídos por tubos perfurados de concreto envoltos por uma camada de rachão de espessura não inferior a 0.8 apresenta a concepção básica deste queimador.3. locadas a distâncias regulares e ensaia-se a extração de gás para períodos curtos e longos. de modo a propiciar a sobreposição dos raios de influência. deve-se executar dispositivos especiais de proteção para se evitar o puncionamento da camada de impermeabilização da fundação. Após a captação. Na base dessas tubulações. conforme indicada na Figura 3. A Figura 3. são introduzidos tubos perfurados. A profundidade máxima dos poços verticais deve ser restringida entre 80% e 90% da altura do aterro. Os sistemas podem ser ativos ou passivos. Esses poços servem. Na Figura 3. através da instalação de uma tela metálica. Aplica-se vácuo em sondas. devido ao escape de gases pela camada de revestimento do aterro. tanto das células de resíduos como do aterro. 12 . Uma vez que o volume de gás diminui com o tempo é comum serem empregados espaçamentos constantes e controlar o raio de influência por ajuste de pressão de vácuo. Após a conclusão do aterro. sendo o espaço remanescente preenchido com brita ou rachão. O esquema construtivo neste caso pode ser similar ao do sistema ativo. Estes poços podem ser instalados após a execução parcial ou encerramento do aterro. A grande vantagem deste tipo de poço de drenagem diz respeito a possibilidade de interligação desses dispositivos com o sistema de drenagem de percolados de fundação e interligação com os drenos horizontais de cada célula. reduzidas as emissões de odores desagradáveis. Em cada célula os poços são instalados previamente ao lançamento de resíduos. A aplicação do vácuo traz a vantagem de que na área do aterro e entornos são. são executados com auxílio de trados mecânicos. isto é. de forma a evitar possíveis danos à camada de impermeabilização de fundação. São. os quais são determinados através de ensaios de campo. O raio de influência depende ainda da profundidade do aterro e das características de recobrimento. aplicados em aterros quando há reaproveitamento do biogás. Após a execução da célula em questão é feito o alteamento para a célula seguinte. escavando os poços com trados mecânicos ou alternativamente implantando-os à medida que se alteia o corpo do aterro. comumente. Nos sistemas passivos a drenagem dos gases é feita naturalmente.

Figura 3.6 – Poços de Gás – Sistema Ativo 13 .

7 – Detalhes de Poço de Gás – Sistema Passivo Figura 3.8 – Queimador de Gases 14 .Figura 3.

por sua vez. um valor de pico (peso específico máximo) associado a um teor de umidade ótimo. podem ainda ser citadas as seguintes vantagens deste processo possibilidade de processamento de grandes volumes de resíduos. melhorando assim a estabilidade dos maciços. utilização de poucos equipamentos (trator de lâmina e rolo compactador) e reduzida mão de obra. pode-se citar: menores pesos específicos. que permitem obter elevados graus de compactação. sendo recomendados equipamentos de 22t para demandas de até 700t/dia. de forma a obter os máximos pesos específicos com o mínimo de energia despendida. os quais procuram distribuir os materiais em praças de trabalho com espessuras e inclinações apropriadas para as operações de compactação que se seguem. favorável a sua estabilidade. No caso brasileiro. em volumes adicionais de disposição e. A obtenção de elevados graus de compactação permite ainda minimizar o espalhamento dos resíduos pela ação do vento. Inclui-se aqui o conhecimento da curva de compactação característica dos equipamentos.500t/dia (Holand. graças ao desenvolvimento de equipamentos mais eficientes. e por outro. por um lado. Os resultados indicaram ainda que o teor de umidade constitui o principal parâmetro controlador do peso específico seco e do processo de compactação. número de passadas do equipamento e inclinação do plano de compactação. Espalhamento e Compactação As operações de espalhamento dos resíduos nos aterros sanitários são. maior vida útil para os aterros. para obtenção e aferição dos parâmetros construtivos e operacionais para execução de aterros sanitários. Além disto. 15 . Os pesos específicos secos diminuem com o aumento do teor de umidade do material. normalmente. A compactação dos resíduos. muitas delas baseadas na execução de aterros experimentais. 2003). necessidade de maior infra-estrutura para drenagem de gases e líquidos. diversas pesquisas foram desenvolvidas.200 t/dia e de 45t para demandas superiores a 1. Face à heterogeneidade dos resíduos e à elevada gama de fatores intervenientes no processo de compactação. visto que maiores densidades implicam. Atualmente encontram-se disponíveis no mercado. efetuadas por tratores de esteira. o processo de densificação resulta em menores recalques. de 34t para demandas de até 1. e maior possibilidade de dispersão dos resíduos por ventos. 2001 e Marques et. Quanto às desvantagens. no tocante aos pesos específicos obtidos para distintas técnicas construtivas (espessura das camadas. maiores resistências. a quantidade e características do material de recobrimento e o método de disposição e exigências quanto ao peso específico final requerido. em comparação aos processos de enfardamento e trituração prévia. limitar a migração dos percolados e gases e reduzir a espessura das camadas de recobrimento diárias. à semelhança dos solos. Do ponto de vista operacional. al. é usualmente realizada pelo tráfego dos próprios equipamentos de transporte e espalhamento (tratores de lâmina) e/ou por equipamentos específicos para este fim (rolos compactadores). indicando ser o processo de compactação mais eficaz quanto mais seco estiver o material. a demanda e a composição dos resíduos. Ressalte-se que o emprego econômico dos equipamentos é função direta da demanda diária de resíduos. conseqüentemente. associados a técnicas operacionais que maximizam o peso específico dos resíduos. reduzir o risco de incêndio.3. merece citação os trabalhos efetuados no Aterro Experimental Bandeirantes (Marques.a vida útil esperada para o aterro. e manutenção do “efeito de entrelaçamento” dos resíduos no maciço. os quais avaliaram o desempenho de tratores tipo D6 e rolos compactadores. a adequada espessura das camadas e o número de passagens do equipamento de compactação. Dentre os resultados obtidos vale destacar: − as curvas de compactação não apresentaram. maiores espessuras de material de recobrimento. 1995).. A compactação dos resíduos apresenta-se como fator de elevada importância nas operações de aterros sanitários. A seleção dos equipamentos deve levar em conta quatro aspectos principais . entre outros).4 Lançamento. importante aspecto para integridade dos sistemas de drenagem e de recobrimento. O processo de compactação de resíduos em aterros sanitários vem experimentando nos últimos anos uma grande evolução. compactadores com carga (peso) operacional entre 22 e 45t.

ainda.− as correlações entre o peso específico seco.0H). enquanto que aterros que recebem resíduos muito úmidos e/ou com 16 . com ligeira vantagem para o rolo compactador e ao plano inclinado (1. podendo ser elemento que condicione o aparecimento de lençóis suspensos de percolados e bolsões de gás.5% para a relação vazão x precipitação observada. Outro aspecto muitas vezes questionado.0V:5. para evitar o arraste de detritos pelo vento. apresentaram valores médios da ordem de 8. Materiais inertes que seriam dispostos no próprio aterro. parcialmente perdidas. mostraram ser menor a influência da energia aplicada às camadas de resíduos. Cobrimento Diário dos Resíduos Dispostos − − 3. valores estes bastante reduzidos se comparados com a experiência reportada na literatura. a saber: − − − − − − Solos provenientes das áreas de escavação do próprio aterro. Adicionalmente. Estas camadas representam entre 10 e 20% do volume total do aterro. Assim. insetos. as vazões percoladas pelo aterro experimental. os resíduos dispostos em células devem receber camadas de cobrimento ao final do dia.5 Durante a operação de aterros sanitários. tipo e número de passadas do equipamento e inclinação do plano de compactação. os pesos específicos obtidos para os resíduos foram pouco sensíveis ao tipo de equipamento e à inclinação do plano de compactação. Para o cobrimento das células de lixo ao final de cada dia tem sido empregados vários materiais. Em geral. aterros que recebem compactação intensiva e aterros de resíduos enfardados necessitam de reduzidas espessuras de recobrimento para permitir o tráfego de carretas e coletores na camada sobrejacente. Materiais selecionados e/ou triturados provenientes de resíduos domésticos e comerciais. Solos de jazidas fora da área do aterro. Já se observa em vários aterros o emprego de materiais inertes oriundos de demolições diversas (entulhos) devidamente segregados. e Geomembranas sintéticas removíveis ou. A questão da necessidade de implantação desses recobrimentos através de solos é freqüentemente debatida. Tal energia foi indiretamente representada pela variação da espessura das camadas. mediante importe de solos. 2003). A escolha da melhor solução deve ser feita a partir de estudos técnicos e econômicos para avaliar as vantagens e desvantagens de cada metodologia. estimadas pelos métodos do balanço hídrico e pelo programa HELP (USEPA) indicaram igualmente valores sistematicamente inferiores aos valores registrados no experimento. A espessura dessas camadas é função do tipo de aterro em execução. É muito questionado o volume perdido do aterro por ocupação das camadas de solo argiloso. as soluções mais comumente empregadas recaem sobre a utilização de solos provenientes das áreas de escavação do próprio aterro e entornos ou. sendo um importante indicativo do efeito benéfico da compactação na geração dos líquidos percolados de aterros sanitários (Marques e Vilar. bem como para evitar o aparecimento de moscas. Materiais oriundos de “minerações” de aterros sanitários já inertizados existentes no seu entorno. ao longo de um período monitorado de 22 meses. podendo gerar custos significativos para sua implantação. pequenos animais e outros vetores que possam provocar problemas de saúde pública. corresponde à possibilidade da camada de recobrimento interferir substancialmente na permeabilidade vertical do aterro. servem para reduzir a geração de percolados durante períodos chuvosos. o teor de umidade e as técnicas construtivas empregadas. do tipo de compactação que recebe os resíduos e da própria composição dos resíduos. respectivamente. As vazões percoladas pelo aterro experimental.

Em função da quantidade de resíduos recebidos nos aterros e das dimensões da célula em execução. de materiais sintéticos. No esquema (d) é esquematizado o uso de barreira de argila e geomembrana como revestimento. conseqüentemente. de forma ainda incipiente. pois aumenta o volume útil do aterro e assegura maior drenabilidade entre as células já concluídas. impedindo a mistura do solo com a camada de areia. Na Figura 3. Ser resistente a erosão provocada pela água e pelo vento. Impedir o escape desordenado de gases e. como por exemplo. caracterizam-se por uma camada de solos argilosos pouco erodíveis. ser prevista a remoção da camada de recobrimento. devem ser implantadas pistas de acesso para a execução das camadas subseqüentes. Aceitar recalques acentuados provenientes da deformação do maciço do aterro. solos granulares ou materiais alternativos para eliminar dificuldades de tráfego desses equipamentos. 17 . No esquema (c) a areia ou brita é substituída por geodrenos. Suportar sobrecargas oriundas do tráfego de veículos durante as operações de encerramento do aterro. os recobrimentos empregados nos nossos aterros. plástico preto de construção civil sem previsão de sua recuperação e/ou mantas de PVC ou de PEAD de pequena espessura. sendo sobre ela realizado o plantio de grama. previamente à execução da célula sobrejacente. Propiciar a plantação de vegetação e o reaproveitamento da área.6 Revestimento Final Dentre as principais finalidades do recobrimento final sobre a superfície dos aterros sanitários podem-se destacar: − − − Minimização de infiltração de águas provenientes de precipitações pluviométricas após a conclusão dos aterros. etc. com conseqüente aumento da geração de percolados. animais. limitar a possibilidade de ocorrência de acidentes e ou degradação ambiental do entorno dos aterros. em geral. Verifica-se a aplicação. Como ponto desfavorável. No esquema (a). utilizando-a no cobrimento de células de outras partes do aterro. Ser resistente a ataques químicos causados por gases. Adicionalmente. o geotêxtil atua como elemento de separação. 3. Em geral. as quais por sua vez receberão os recobrimentos sempre que paralisações do lançamento de resíduos ocorrerem por mais de 12 horas. deixando apenas expostas as frentes de lançamentos. Esta alternativa deve ser incentivada. No esquema (b) têm-se uma barreira constituída de geomembrana e argila. plantas. em pontos convenientemente locados.elevada composição de materiais orgânicos. as quais são removidas para posterior reaproveitamento assim que se inicia a operação de uma nova célula do aterro. Para atingir esses objetivos a camada de recobrimento deve apresentar as seguintes características ao longo do tempo: − − − − − Resistir às condições climáticas a que estará sujeita. também. Pode. necessitam espessuras maiores. as coberturas dos topos das células são feitas continuamente.9 estão esquematizados alguns tipos de recobrimentos comumente utilizados. as células necessitam ser mais eficientemente compactadas para permitir o tráfego de equipamentos de transporte ou ser prevista a execução de pistas de acesso com solos argilosos. Essas camadas devem ser mantidas niveladas e apresentarem sistemas de drenagem provisórios para evitar o acúmulo de água em períodos de chuva.

Figura 3.9 – Sistemas de Revestimento Final 18 .

Após a ocorrência de chuvas intensas. 3.Apesar de apresentar custo reduzido de implantação. Um ponto importante a ser considerado quando do emprego de sistemas estanques de revestimento. devem ser feitas inspeções no sistema de drenagem e serem feitas restaurações dos locais onde ocorrerem quaisquer danos aos aterros (sulcos de erosão. devido ao regime de chuvas presente. consiste na implantação de canaletas escavadas na camada de cobrimento de cada célula. para recomposição de eventuais erosões e de camadas vegetais que sofreram descontinuidades ou danos por animais ou pessoas. 19 . Caso esses dispositivos não sejam convenientemente considerados. esses dispositivos devem ser implantados nas ombreiras provisórias a fim de conter afluxos de águas superficiais oriundas de escoamentos superficiais a montante das praças de trabalho. deve ser feito o revestimento com brita/pedra de mão e/ou sacos de solo/areia. de modo a proteger as praças de trabalho e os taludes de corte e aterro de danos provocados pelas chuvas.7 Drenagem Superficial A implantação de sistemas de drenagem superficiais apropriados se reveste de extrema importância para aterros brasileiros. assim como para evitar a instalação de caminhos preferenciais de escoamento de percolados. diz respeito à necessidade de se assegurar um nível de umidade no interior do aterro próximo a 60%. também. 3. A drenagem definitiva compreende os dispositivos relacionados aos sistemas de drenagem que funcionarão após a conclusão de cada célula e/ou após a conclusão do aterro. Adicionalmente.2 Drenagem Definitiva À medida que os aterros são alteados. descidas d’água nos taludes. 3. devem ser implantados sistemas definitivos de drenagem superficial. consiste na recirculação dos percolados gerados. Caso isto não seja conseguido poderá ocorrer a indesejável “mumificação” dos resíduos. Neste caso. atuará como um elemento de redução de suas propriedades físicas e químicas. Esses sistemas devem ser interligados ao sistema de drenagem definitiva já implantados. os quais necessitam de sistemas de revestimento finais eficientes e. descidas d´água em degraus. Nos locais com declividade acentuada ou grande afluxo de água. a fim de serem evitadas constantes manutenções. Esses dispositivos devem compreender tanto a execução de sistemas provisórios como definitivos. os aterros poderão gerar parcelas indesejáveis de percolados e também influir nas condições operacionais durante períodos chuvosos. também. entretanto. etc. além de estradas de acesso definitivas. Essas canaletas devem ser instaladas no contato de cada célula com as ombreiras e junto às bordas externas das células. ou de longa duração. as drenagens necessárias nas estradas de acesso provisórias. deverá ser substancialmente alterada no curto prazo. caixas de passagem. sarjetões. por que várias geomembranas já são fabricadas no Brasil a preços competitivos. especialmente das partes ainda em operação do aterro. canaletas de concreto. em geral. Os dispositivos mais comuns compreendem canaletas de berma. a fim de manter ativo o processo de biodegradação dos resíduos. A drenagem provisória engloba os dispositivos de controle de escoamento superficial para evitar a infiltração e/ou erosões nas praças e/ou taludes em decorrência do afluxo de águas de chuvas e.1 Drenagem Provisória O sistema de drenagem provisória. etc. como geomembranas ou GCL´s. entupimentos por solo ou outro material. exigem constantes manutenções. além de manter ativo o processo de biodegradação dos resíduos. Esta tendência.7.7. pela atratividade de implementação de sistemas de recuperação do biogás para geração de energia elétrica.). a alternativa mais atraente para se manter a umidade. A recirculação do chorume.

após os períodos prolongados de chuvas ou precipitações intensas. A Figura 3. As Figuras 3. destacamse os entulhos da construção civil e os pneus. peneiramentos simples ou associados a dispositivos de redução de volume podem gerar frações de materiais granulares que podem substituir. Estudos e experiências recentes revelam que o processamento de entulhos gerados pela construção civil e demolições. integralmente construídas no início dos trabalhos. Durante a operação do aterro devem ser mantidas equipes para desobstrução dos diversos dispositivos de drenagem e para a recomposição de eventuais trechos danificados. de seção retangular ou trapezoidal. A instalação de canaletas de concreto para drenagem das águas pluviais deve se estar restrita a regiões não sujeitas às deformações dos maciços dos aterros. Nas bermas onde for previsto o tráfego constante de equipamentos de manutenção e de coletores ou carretas.8 Materiais de Construção Alternativos Ultimamente. devem ser instalados tubos de passagem embutidos. Os elementos de drenagem que forem implantados no corpo do aterro devem ser constituídos por dispositivos que aceitem as grandes deformações que serão geradas pelos aterros. estruturas de arrimo provisórias e/ou definitivas (Rodrigues. camadas de brita e rachão na construção de drenos de chorume e gás. a combinação de canaletas de brita nas bermas e descidas d´água de taludes constituídos por colchões de gabiões corresponde à solução mais atraente. onde a água passará a escoar pelo terreno natural. poderá ser necessário executar muros de gabião caixa e colchões de gabião. sempre que possível. 20 . Essas alternativas sempre recomendam o emprego de centro de triagens e reciclagem de resíduos junto aos aterros sanitários. revestimento de pistas de serviço e definitivas. vem ganhando corpo o emprego de materiais alternativos oriundos de processamento dos próprios resíduos que chegam aos aterros sanitários. com grande vantagem econômica. implantadas totalmente em concreto armado. prevenindo o fluxo de águas pluviais externas à área de trabalho. bem como frações finas que podem ser empregadas na execução de camadas de cobertura diária dos resíduos dispostos. Os pneus.11 e 3. descidas d´água em taludes.As canaletas de drenagem e descidas em degraus que circundam os aterros. podem gerar materiais alternativos passíveis de aplicação na construção de diversos dispositivos associados aos aterros sanitários. como a região de contato do aterro com as ombreiras. em geral. devem ser previstos dispositivos especiais. pois minimiza manutenções ao longo da vida útil dos aterros Nas bermas onde esteja previsto tráfego de manutenção do aterro devem ser implantados colchões de gabiões com pequena declividade transversal. Outra alternativa consiste no emprego de pneus triturados. Dentre eles. como revestimentos em rachão. 3. Em geral. Nas drenagens naturais existentes. Nos locais de forte declividade das encostas. especialmente. em região de fortes declividades e onde ocorram fluxos concentrados e/ou velocidades acentuadas que podem provocar erosão do terreno. de forma a assegurar que os equipamentos possam trafegar sobre eles. 2004). Na parte final dos dispositivos de drenagem. Assim. como canaletas e descidas em degrau.10 apresenta a concepção de sistemas de beneficiamento. podem ser cortados e unidos entre si para formar camadas de estivas para tráfego de equipamentos sobre partes do aterro com baixa capacidade de suporte ou como elementos acessórios.12 apresentam algumas dessas aplicações. devem ser. Nos trechos de transição de taludes deve ser dada atenção especial ao travamento da escada (através de abas laterais) para evitar trincas por movimentação diferenciada de trechos da estrutura. devem ser executadas descidas em degraus. bem como de materiais que seriam destinados a bota foras. cortados ou brutos na execução de drenos horizontais. igualmente. para dissipação de energia e/ou controle de erosão na base das estruturas.

procuram de um modo eficiente drenar os percolados e conduzí-los aos sistemas de tratamento projetados. 21 . As técnicas construtivas e métodos operacionais mais modernos de aterros sanitários foram desenvolvidos.11 – Emprego de Pneus Cortados como Estiva TERRAMAT CORPORATION 3. implantação e operação de aterros sanitários consiste em escolher a alternativa mais atraente para o tratamento e disposição dos percolados. Estas alternativas. o transporte para tratamento em estações de esgotos.9 Tratamento de Percolados Um dos principais desafios associados ao projeto. a evaporação. os tratamentos aeróbicos associados a processos físico-químicos e os tratamentos anaeróbicos e de osmose reversa. Dentre as diversas alternativas de tratamento.Figura 3. destacam-se a recirculação.10 – Processamento de Materiais não Convencionais Figura 3. visando reduzir ao máximo a geração de percolados e impedir a contaminação do lençol freático. como mostradas nos itens precedentes.

Além disso. a maximização de disposição de resíduos por metro cúbico de aterro (compactação intensiva) corresponde a uma premissa que de certa forma passa a ser um forte empecilho à recirculação dos percolados. Neste processo. onde ocorrem grandes volumes de precipitações. dificultando. devem ser previstas soluções que permitam. Do ponto de vista prático. uma vez que resíduos mais compactos são. Conseqüentemente. Este processo apresenta a vantagem adicional do custo reduzido. Assim. caso seja uma alternativa que venha a ser considerada na fase de projeto em aterros brasileiros. os percolados obtidos nas partes mais antigas do aterro. bem como a agregação de sistemas complementares de tratamento e/ou destinação. os percolados coletados pelo sistema de drenagem são reinjetados no próprio corpo do aterro visando promover uma aceleração da decomposição dos resíduos dispostos. armazenar as grandes quantidades dos percolados gerados nos períodos chuvosos. No entanto. devido a forte interferência da prática de recirculação de percolados com a operação do aterro. que se apresenta rico em microorganismos. destacando a importância dos métodos para a 22 . 4. apresentase a seguir algumas considerações sobre esta metodologia. operação e monitoramento de aterros sanitários.12 – Emprego de Pneus em Estruturas de Arrimo A escolha entre um desses processos deve ser feita criteriosamente. esta alternativa esbarra em diversos problemas que muitas vezes tendem a inviabilizá-la. especialmente para aterros de zonas tropicais e sub tropicais. bem como a redução da carga poluidora dos percolados. esta alternativa apresentase atrativa. uma vez que este assunto faz parte de outro tema de discussão deste seminário. por conseguinte. A recirculação do chorume é um procedimento que é defendido por um grande número de profissionais envolvidos em projetos. o transporte para estações de tratamento de esgotos e/ou sistemas de evaporação. é reintroduzido no corpo do aterro. CONSIDERAÇÕES FINAIS O presente trabalho procurou apresentar as principais técnicas construtivas e procedimentos operacionais em prática nos aterros sanitários. principalmente nas partes mais novas do maciço que necessitam destes vetores para iniciar ou acelerar o processo de biodegradação. menos permeáveis. Neste trabalho. considerando aspectos técnico-econômicos e ambientais. em condições emergenciais. como por exemplo. De um modo geral.Figura 3. não é feita a avaliação dessas tecnologias. porém. em períodos chuvosos verifica-se um forte aumento na geração de percolados. muitas vezes. a recirculação pela elevada saturação do maciço. em períodos de pouca precipitação pluviométrica.

9. 127132 Marques.S. v. Cambridge.222-226. P. no prelo.M. Brasil. M.25-37. 5. Universidade de São Paulo (USP).F.adequada gestão dos resíduos sólidos e para maximização de disposição em maciços executados de maneira segura e ambientalmente apropriada.A. Novas tecnologias para otimização de disposição de resíduos sólidos urbanos em aterros sanitários e de inertes. Filz. R. G. Apesar de grande parcela das tecnologias e metodologias operacionais terem sido abordadas de forma qualitativa. Avaliação da degradação de geomembranas instaladas em aterros sanitários. São Carlos. que demonstraram ser economicamente atraentes e técnica e ambientalmente eficientes. v. (2003) – Compaction of municipal solid waste.C. Anais. Marques. Maia.. T. 23 . São Carlos.Escola de Engenharia de São Carlos. V Congresso Brasileiro de Geotecnia Ambiental.C. Portugal. 3rd Int. A. Rodrigues. Sept. (2001). USA. Comportamento geotécnico de resíduos sólidos urbanos. A.M. (1998). O. Dissertação (Mestrado) – Escola de Engenharia de São Carlos. (2003). Dissertação (Mestrado) – Escola de Engenharia de São Carlos. (2004) – Influência de parâmetros geotécnicos e de propriedades geomecânicas de pneus inservíveis em obras geotécnicas e rodoviárias.M. Universidade de São Paulo. Holand.. Nahas. Tese (doutorado) .M. estas foram objeto de amplos estudos de sua aplicabilidade em trabalhos recentes desenvolvidos pelo corpo técnico da ENGECORPS para a Prefeitura do Município de São Paulo e para vários aterros sanitários de médio e grande.C. (2001).. O. Proc. C. The fundamentals of waste compaction on a landfill site. Kaimoto. “Urban solid waste – conception and design of a test fill”. 1996.1. (1996).M.I. Proc. Françoso.M. S.. 408p. REGEO 2003.M. Vilar. Congress on Environmental Geotecnhincs. 12th Panamerican Conference on Soil Mechanics and Geotechnical Engineering.T. Avaliação dos efeitos da compactação na geração de líquidos percolados em aterros sanitários.M. (1995).. Simpósio Internacional de Qualidade Ambiental. A. 300p. A. Tese (Doutorado) – Escola de Engenharia de São Carlos. A. Compactação e compressibilidade de resíduos sólidos urbanos. Vilar. L. Vilar. p. P. Lisbon. O. (1999). Marques. na medida que a legislação brasileira vem impondo uma crescente exigência de eliminação de lixões e aterros controlados e a sociedade vêm cobrando novas posturas dos órgãos governamentais (Estado e Prefeituras)..C. N. Porto Alegre. BIBLIOGRAFIA Carvalho. Folloni. Universidade de São Paulo Marques. Wastes Management.C. Tais métodos revestem-se de relevada importância..

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