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Limites da experiência: Hume e a construção de uma ciência a respeito do homem

Natália Paranhos Mastropaschoa Elaborado em 06/2012.
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aA A utilidade da filosofia difícil reverte em favor da filosofia fácil na medida em que esta não poderia ser cultivada com perfeição sem a filosofia humeana, densa. É o que nos traz a obra "Investigação acerca do entendimento humano". Resumo: Nosso intento é analisar a obra Investigação acerca do entendimento humano, de David Hume. Podemos diferenciar dois posicionamentos da ciência humeana: o primeiro, tradicional, traz o “ceticismo” como corrente a qual Hume se filiava, já que ele negava a realidade objetiva da causalidade, do mundo e do sujeito; o segundo posicionamento vê Hume como um “naturalista” e cuja contribuição foi desvendar o papel dos instintos. No intuito de promover uma nova teoria, Hume não apenas expôs, mas também rejeitou as outras teorias para facilitar a aceitação da sua. Pretendemos analisar excertos da obra nos pautando no método de interpretação histórico-filosófico, diferenciando a “filosofia fácil” da “filosofia abstrusa”, “teoria das ideias”, “causalidade” e o “princípio do hábito/costume”. Tais temas sustentam a ciência humeana e nos permitem refletir a respeito da forma pela qual o homem conhece algo. Palavras-chave: teoria humeana, ceticismo, naturalismo, causalidade, princípio hábito/costume. Sumário: Introdução; filosofia fácil versus filosofia humeana; teoria das ideias; considerações finais; referencial bibliográfico.

INTRODUÇÃO
Nosso intento é analisar a obra Investigação acerca do entendimento humano[1] – Investigação, de agora em diante – de autoria de David Hume.[2] Neste momento introdutório, podemos diferenciar dois posicionamentos da ciência humeana: o primeiro, tradicional, traz o “ceticismo” como corrente a qual Hume se filiava, já que ele negava a realidade objetiva da causalidade, do mundo e do sujeito; o segundo posicionamento vê Hume como um “naturalista” e cuja contribuição foi desvendar o papel dos instintos. Hume enquanto destruidor do conhecimento é uma corrente pregada por Immanuel Kant, ao passo que o viés naturalista tinha Norman Kemp Smith como defensor. (SMITH, 1995, p. 15)

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O termo “ceticismo” é citado na Investigação como “ceticismo total, moderado/mitigado, antecedente, consequente, vulgar, filosófico, determinado”, entre outros. De outra banda, há passagens em que o autor parece rejeitar o ceticismo, como na passagem infra: O cético é um inimigo da religião que provoca naturalmente indignação de todos os místicos e filósofos sérios; apesar de ser certo que nenhum homem jamais encontrou

e outro momento. em contrapartida. agora não mais autônoma. Sendo toda “ideia simples” uma cópia de uma “impressão simples”. Sendo assim. o que é ciência. se seus princípios fossem admitidos. haveria uma mudança radical na filosofia. Assim. No que se refere à corrente “cética”. Ainda com ênfase no aspecto “naturalista”. mas também rejeitou as outras teorias para facilitar a aceitação da sua. seja de ação ou especulação. A natureza impeliria o homem à ação. p. identificando qual sua intenção. 56) Em outras passagens. Ao contrário. 1748. este fundamental. O cético põe em dúvida certas crenças cujo questionamento é sem sentido. A interpretação “naturalista”. Hume seria visto como um filósofo revolucionário. Os princípios da ciência de Hume seriam trazidos à baila a partir da observação de casos particulares. com o “ceticismo”. ela coloca o “ceticismo” como aliado do pensamento “naturalista”. o autor em análise não apenas expôs. sendo incumbência de outros teóricos fazê-lo. cometendo os mesmos erros e contendo os mesmos defeitos das outras filosofias. Hume parece ser a favor do “ceticismo”. George Berkeley[4] e Isaac Newton[5]. qual o papel da razão. sem contradições. ao invés de negar a existência de uma tendência destrutiva em Hume. Feita esta apresentação. o “ceticismo” de Hume tem um momento cujo escopo seria mostrar a incapacidade da razão para justificar nossos instintos (“naturalismo”). pois a mente só tem acesso a representações. Tendo a ciência newtoniana como modelo. Hume pretendia mostrar que toda filosofia estaria fadada ao fracasso. Nossos instintos permitiriam superar as dificuldades enfrentadas pela análise racional para construir uma ciência do homem. FILOSOFIA FÁCIL versus FILOSOFIA HUMEANA . entre outras questões. pois tais crenças nos são naturais. o “ceticismo” humeano seria limitado pela natureza. (tradução livre) (HUME. Como crítica do racionalismo cartesiano. é por nós repudiada quando se propaga a concepção de um “ceticismo negativo”. No intuito de promover uma nova teoria. Hume teria proposto uma inversão do papel da razão. Ora. A “causalidade/causação”. porém. Eis uma visão mitigada. pretendemos analisar excertos da obra humeana nos pautando no método de interpretação histórico-filosófico e tendo como pressuposto a influência de teóricos da época. Afirmamos a necessidade de se agir para sobreviver e a necessidade de se terem instintos para poder agir. Hume teria proposto a construção da ciência moral com base na experiência. qual o funcionamento da imaginação. vê Hume como um filósofo original e cuja pretensão não seria reduzir a “teoria das ideias” a absurdos. Esta variação constante teria o condão de impedir a incidência em dogmatismo a permitiria ampliar a visão. Hume analisou conceitos por meio da refutação. Hume não empregou tal termo em suas obras. é da estrutura conceitual de nosso entendimento. No que concerne à corrente “naturalista”. mas sim subordinada aos instintos. Esta discussão entre “ceticismo” e “naturalismo” busca dar sentido à filosofia humeana. a corrente “naturalista”. o mundo exterior e a identidade pessoal/sujeito seriam os pilares do ceticismo. sendo este nosso posicionamento no presente trabalho. haveria um limite para a dúvida. O ponto de convergência pode ser perceptível ao tomarmos como fato que Hume teria momentos “céticos” e “naturalistas”. O viés destruidor de Hume é assim visto porque ele intentava mostrar a falta de fundamento da ciência ao apontar as consequências a partir de premissas da época. Assim como há um limite para o conhecimento. Para nós. como John Locke[3].opinião ou princípio relacionado a nenhum assunto. Não se pode provar a existência de nenhum dos três. Em suma. que resultados alcançou.

que podem servir de contribuição para a instrução da posteridade. No texto há apontamentos no sentido de que a “filosofia fácil” tem vantagens e pretendeu conciliar os dois modos de filosofia. Isso significa que a experiência só permite um certo grau de conhecimento a partir do qual ela não mais ilumina ou serve de base para a teoria de Hume. Isso significa que a diferença é de grau. a filosofia tem pouca ou nenhuma influência sobre a vida e. por outro. p. 12) A “filosofia difícil” trata de modos eminentemente teóricos e se preocupa menos em formar caracteres e em influenciar o comportamento das pessoas do que em formar o intelecto. Assim. Por outro lado. tendo por objetivo a descoberta de princípios. “por um lado. não levando ao erro. portanto. densa. Pensamento e raciocínio são “ideias”. aumentando o conhecimento rumo ao progresso. o advogado. Até aqui. podendo ser reduzida a princípios. mais regularidade na sua disciplina e mais cuidado em seus planos e operações. Hume elaborou uma descrição do funcionamento da mente para apresentar os princípios deste processo de conhecimento. sendo as percepções os únicos objetos de nossa mente. Hume diferencia a “filosofia fácil” e a “filosofia humeana. (SMITH. Apenas por meio do refinamento da filosofia “difícil” é possível fazer emergir princípios gerais. É o que a Investigação nos traz: O político adquirirá maior previsão e sutileza na subdivisão e balanceamento do poder. ao reconciliar a investigação profunda com a clareza e a verdade com a novidade”.A ciência da natureza humeana foi o fundamento sólido que faltava até então. a maneira pela qual as questões podem ser resolvidas de forma construtiva e de forma a não ultrapassar os limites da experiência propiciou um raciocínio experimental. 33) A utilidade da filosofia difícil reverte em favor da filosofia fácil na medida em que esta não poderia ser cultivada com perfeição sem a filosofia humeana. 1995. As “simples” são aquelas que não admitem distinção nem separação. em oposição à “filosofia fácil”. distinguindo a causa da ação dos homens daquilo que não passa de uma circunstância que acompanha esta causa. pois há preocupação com o descobrimento de princípios acerca de como é o processo para o ser humano atingir o conhecimento. Vale ressaltar que estes princípios só devem ser formulados com base na observação. 1758. desejos são “impressões”. Uma segunda divisão das “percepções” é entre “simples” e “complexas”. ao passo que a “percepção complexa” . o confinamento à experiência. pontuamos que a filosofia pode ser classificada como “fácil” e “difícil”. o general. Ora. 1748. (HUME. As “percepções” podem ser divididas em “impressões” (“percepções fortes”) e “ideias” (“percepções fracas”). obter a aprovação dos doutos e descobrir algumas verdades escondidas. como no excerto por nós traduzido: “felizes se pudermos unir os limites das diferentes espécies de filosofia. emoções. deve-se mostrar uma “filosofia profunda” de forma a ser tida como ciência. difícil”. O escopo é encontrar princípios cada vez mais gerais. TEORIA DAS IDEIAS Na obra em análise. tem uma maior possibilidade de incidir em erro e nele permanecer”. uma vez que há um limite. que é a experiência. A “filosofia difícil” elabora um conhecimento abstrato que parte da experiência. Esta é profunda e mais valiosa que a superficial. 43) Em suma. p. Nos dizeres de Plínio Smith.(tradução livre) (HUME. Na seção I da Investigação. por não se submeter ao controle do senso comum. que considera os homens como nascidos para a ação. p. mais método e princípios mais refinados nos seus raciocínios. Sensações. Hume reconhecia a impossibilidade de se chegar a princípios últimos e. a experiência constitui-se como o novo fundamento das ciências.

Tentar determinar qualquer evento singular. por exemplo. construímos a “complexidade”. (SMITH. embora em muitos casos ela possa se enganar e. chamamos de uma “causa” e o outro de “efeito” e inferimos a existência de um a partir do outro. 21) O argumento de Hume ressalta a arbitrariedade na invenção de um “efeito” a partir da “causa”. Nossas “ideias complexas” se resolvem em combinações de “ideias simples”. Não há razões a priori para preferir um “efeito” em particular. sem nenhum novo raciocínio ou conclusão. se analisadas. exceto no grau de força.(tradução livre) (HUME. Isso posto. é “complexa”. Ao depararmos com um objeto X e associarmos ao outro. Ele surge da experiência passada de associação de “impressões” que tende à repetição. 1995. O que acontece é que a experiência é o fundamento da “causalidade”. mas surge inteiramente da experiência. Nada. Todas as ficções por ela produzidas. não podendo senão compor. que é fraca. mas também comunica a elas uma parte de sua força. Y. Está é uma máxima da ciência de Hume.é distinguível das partes. quando não temos nenhuma experiência de suas relações. . Remeter “ideias” às suas “impressões” originais. Quando nos lembramos de ter visto objetos de uma certa espécie. Quando estamos acostumados a ver duas “impressões” associadas conjuntamente. que podemos inferir a existência de um objeto a partir da existência de outro. sendo a relação de semelhança entre as “ideias” e as “impressões” em todos os aspectos. A nossa capacidade de imaginar está. A “impressão” faz com que o pensamento se volte para a “ideia”. cuja procedência última são os sentidos. pois todos são igualmente cabíveis para a razão. p. já que quando qualquer “impressão” se torna presente. 73) As “percepções” admitem distinções e mantêm relações entre si. adquire maior vivacidade a partir de sua relação com a “impressão”. aumentar ou diminuir aquilo que os sentidos e as experiências lhe fornecem. mas sim da experiência. pois suas qualidades podem ser distinguidas. que não admite exceção. A “causa e efeito” não é fruto da razão. 1748. A questão é a de saber como. Uma “ideia”. Chamamos de “costume” tudo que procede de uma repetição passada. pois o “efeito” é totalmente diferente da “causa”. em nenhum caso. ou inferir qualquer “causa” ou “efeito”. elaborando uma descrição deste processo é uma das tarefas centrais da Investigação. é uma tarefa vã. rever o seu engano? As análises de Hume acerca da noção de “causalidade” são elementos-chave na Investigação. transpor. pode ser mais ilimitado do que o pensamento do homem. aparentemente. O “costume” é. É pela experiência. confinada aos limites da experiência. a “ideia” de uma imediatamente nos leva à “ideia” da outra. portanto. A “percepção” de uma maçã. Como descrever o modo pelo qual nossa mente imperfeita distingue as “percepções”. pensamos que a conjunção constante que a experiência nos apresenta ocorre sempre entre as duas espécies de objetos analisados. portanto. ela não apenas transporta a mente para as “ideias” relacionadas a ela. No entanto. Senão vejamos: Atrevo-me a afirmar. quando nós descobrimos que alguns objetos particulares estão em constante um com o outro. apenas. p. sem a assistência da observação e experiência. posteriormente. a próxima questão é se a experiência produz a “ideia” por meio do entendimento (razão) ou da imaginação (relação de percepções). alcançado por um raciocínio a priori. que o conhecimento dessa relação não é. e que nossa experiência os mostrou sempre associados a objetos de outra espécie. como uma proposição geral. um princípio de associação independente do raciocínio. a partir das “ideias simples”. a imaginação tem limites. resolvem-se em “percepções” prévias advindas dos sentidos. e não outro. da experiência passada. A resposta à pergunta nos remete ao princípio que nos leva a associar a causa ao efeito é o “costume/hábito”.

a contribuição de David Hume no campo da teoria do conhecimento é notória.br/revista/texto/22542/limites-da-experiencia-hume-e-aconstrucao-de-uma-ciencia-a-respeito-do-homem#ixzz27s7cNqCE CONSIDERAÇÕES FINAIS Pretendemos elucidar questões basilares do pensamento de David Hume a partir da análise da obra Investigação acerca do entendimento humano. Leia mais: http://jus. “prováveis”. Porém. p. difícil”. “Provas”. Na Investigação. Nossas “ideias complexas” se resolvem em combinações de “ideias simples” e cujo limite se encontra na experiência. apesar dos poderes e forças pelos quais o primeiro é governado serem totalmente desconhecidos para nós. Nos posicionamos no sentido de um “ceticismo” limitado pela natureza. Não é um intento “fácil”. enquanto fundamento da ciência. a “ideia” de uma imediatamente nos leva à “ideia” da outra. quando existe dúvida no que se refere à associação de “causa e efeito”. a “causa” Y pode admitir “efeitos” A. Isso significa que existe dúvida no que concerne à conjunção constante de acontecimentos de “causa e efeito”. como a certeza de que a lei da gravidade existe e que todo homem é mortal. Uma segunda divisão é entre “percepções simples” e “complexas”. Eis a “probabilidade”. Diferenciamos as correntes “céticas” e “naturalistas” no que se refere à interpretação da obra humeana. e descobrimos a mesma sequência das outras obras da natureza. Há argumentos “prováveis”. Para Hume. O processo de conhecimento humeano coloca que as “percepções” podem ser divididas em “impressões” e “ideias”. B. quando a convicção atinge seu grau máximo. A despeito da complexidade na obra.sendo um instinto que a natureza implantou no homem. não há razões a priori para preferir um “efeito” X associado a uma “causa” Y. Todas as ficções provêm de “percepções” prévias e o modo pelo qual nossa mente as distingue tem na “causalidade” a explicação. nossos pensamentos e concepções a seguiram. Mas nem todos os argumentos são provas. A experiência é o fundamento da “causalidade/causação”. A ciência oferece segurança e tem a função precípua de estar a serviço dos propósitos de vida da humanidade. REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO . (tradução livre) (HUME. razão pela qual a filosofia humeana é “abstrusa. 39) Situações de conjunção constante fazem com que os argumentos sejam considerados “provas”. o “princípio do hábito/costume” sustenta que quando estamos acostumados a ver duas “impressões” associadas. a convicção atinge seu grau máximo. com parco negativismo. A experiência. Mesmo sem demonstração. 1748. Por fim. O conhecimento só tem valor se útil.com. A Investigação possui caráter revolucionário: tem a tarefa de mostrar a incapacidade da razão para justificar nossos sentidos. cuja diferença é de grau de vivacidade. etc. É um instinto da natureza humana. Hume faz referência ao curso da natureza: Há uma espécie de harmonia preestabelecida entre o curso da natureza e a sucessão de nossas idéias. foi reduzida a princípios. Situações de conjunção constante podem ser classificadas como “provas” e “prováveis”. C. Ora.

Disponível em Digireads. Notas [1] HUME. ABSTRACT: Our intent is to analyze An Enquiry Concerning Human Understanding. Sua principal obra é Ensaio acerca do entendimento humano. [3] John Locke nasceu na Inglaterra em 1692 e faleceu em 1704. David.com. kinds of philosophy. “causality” and “principle of habit / custom”. We intend to analyze excerpts using philosophical-historical interpretation method. Filosofia: os grandes pensadores. Originalmente. publicado entre 1739 e 1740. 1995. aos 67 anos. These themes underpin Hume’s science and allow us to reflect how human being knows something. by David Hume. aos 65 anos. SMITH.com. Plínio.HUME. but also rejected other theories to facilitate the acceptance of his own theory. [2] David Hume nasceu na Escócia em 1711 e faleceu em 1776. and a second position. tendo sido fruto do Tratado da Natureza Humana. Philip.br/revista/texto/22542/limites-da-experiencia-hume-e-aconstrucao-de-uma-ciencia-a-respeito-do-homem/2#ixzz27s7q6ta9 . An Enquiry Concerning Human Understanding. [5] Isaac Newton nasceu na Inglaterra em 1642 e faleceu em 1727. [4] George Berkeley nasceu na Inglaterra em 1685 e faleceu em 1753. aos 84 anos. a obra foi escrita em 1748. David. causality principle habit / custom. We divide traditional point. A obra Philosophiae Naturalis Principia Mathematica é considerada uma das mais importantes da história. São Paulo: Loyola. Hume not only exposed. naturalism. In order to promote a new theory. Escreveu Ensaio para uma nova teoria da visão. An Enquiry Concerning Human Understanding. Leia mais: http://jus. that sees Hume as a “naturalist” and whose contribution was to unravel the role of instincts.Cedic. skepticism. Keywords: humean theory. 2009. O Ceticismo de Hume. tratado sobre os princípios do conhecimento humano. about “skepticism”. aos 72 anos. entre outros. Belo Horizonte: Centro Difusor de Cultura . “theory of ideas”. STOKES. Disponível em Digireads.com.