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UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE PRÓ-REITORIA PARA ASSUNTOS DO INTERIOR CENTRO DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA UNIDADE ACADÊMICA DE ENGENHARIA

CIVIL ÁREA DE ESTRUTURAS

ESTRUTURAS DE CONCRETO PROTENDIDO - CONCRETO PROTENDIDO: CLASSIFICAÇÕES. MATERIAIS E EQUIPAMENTOS USADOS NA PROTENSÃO. SISTEMA DE PROTENSÃO (ECP – NO 02)

PROFESSOR: JOSÉ GOMES DA SILVA

CAMPINA GRANDE – PARAÍBA FEVEREIRO / 2005

1.0 - CLASSIFICAÇÕES

1.1 - Preliminares

Existem várias formas de classificarmos uma peça de concreto protendido: quanto ao método de protensão, quanto a aderência, quanto ao nível de protensão, quanto ao sistema de protensão, etc. Uma peça de concreto protendido pode atender à várias destas

classificações, dependendo de suas características e finalidades. Na verdade estas classificações nos dão uma idéia dos tipos, métodos e dos sistemas de protensão usados, sendo que, dos os

carregamentos e as hipóteses de cálculo à serem adotados no cálculo estrutural das peças de concreto protendido dependerão do sistema estrutural e das normas em vigor.

1.2 - Métodos de Protensão

Conforme já vimos, a protensão do concreto é feita por meio de armaduras de aços de alta resistência que são tracionadas e

ancorados na própria peça. A ancoragem da armadura pode ser feita de duas formas: - por aderência - de extremidade. 2

A

ancoragem

por

aderência

é

obtida

através

da

aderência

desenvolvida entre a armadura e o concreto.

A ancoragem de extremidade é obtida da seguinte forma: a força de protensão é conduzida até às extremidades da armadura (pelo seu tracionamento) onde é ancorada no concreto por meio de dispositivos especiais. Vários métodos podem ser usados para que se alcance o estado de protensão desejado em uma peça de concreto, no entanto, todas as peças de concreto protendido podem ser classificadas em dois

grandes métodos: - concreto com armaduras pré-tracionadas - concreto com armaduras pós-tracionadas Esta é uma das classificações mais importantes do concreto protendido.

1.2.1 – Método de protensão com armaduras pré-tracionadas

O concreto protendido com armaduras pré-tracionadas é aquele em que o tracionamento da armadura de protensão é feito antes do lançamento do concreto, utilizando-se apoios independentes da peça, sendo que, após o endurecimento do concreto, a ligação da armadura 3

de protensão com os referidos apoios

é desfeita e a protensão se

realiza através da aderência entre a armadura e o concreto. Este método é muito usado na fabricação de peças pré-moldadas,

principalmente nas peças produzidas em série em usinas. O método de execução do concreto protendido com armaduras prétracionadas realiza-se da seguinte forma: inicialmente a armadura é tracionada entre dois encontros situados em uma instalação

denominada “leito de protensão”, ficando provisoriamente ancorada nestes encontros (ver a Figura 1) em seguida o concreto é colocado nas formas e é feito o adensamento; após o endurecimento do

concreto soltam-se as ancoragens dos encontros e, a tendência da armadura encurtar é, em parte, impedida pela aderência entre ela e o concreto, aplicando um esforço de compressão à peça, realizandose a protensão da mesma. Para que haja uma melhor transmissão do esforço da armadura para o concreto é preferível que esta armadura seja de diâmetro reduzido, afim de melhorar as condições de

aderência. Ver a Figura 2.

4

Figura 1

Em peças de concreto protendido com armaduras pré-tracionadas, na maioria dos casos, a armadura é retilínea, sendo preferível que tenha certa excentricidade em relação à linha neutra; pode-se

também usar armadura com traçado poligonal, neste caso, a mudança de direção da armadura é feita por meio de pinos que ficam perdidos na massa de concreto. O pré-tracionamento da armadura é um método econômico de

protensão, não só pela padronização que o dimensionamento permite, como também porque podemos protender várias peças simultaneamente, além disso, ainda temos economia por não haver necessidade de se usar ancoragens nas extremidades das armaduras. Um dos

inconvenientes da pré-tensão da armaduras é que não podemos usar 5

em seguida concreta-se a peça (ficando as armaduras de protensão livres dentro dos dutos). Após se atingir o alongamento da armadura previsto no cálculo. comprimindo a peça. ver a Figura 2 6 .este método em peças de grandes vãos ou submetidas à grandes carregamentos. devendo estas se distenderem livremente dentro dos dutos. suspendemos a operação de tracionamento e ancoramos a armadura de protensão.2.Método de protensão com armaduras pós-tracionadas O concreto protendido com armaduras pós-tracionadas é obtido da seguinte forma: as armaduras de protensão (chamadas de cabos) são colocadas em dutos (também chamados de bainhas) deixados na peça antes de sua concretagem. A transmissão dos esforços de compressão à peça é realizada através de ancoragens especiais que impedem a armadura de voltar a ter o seu comprimento original. faz-se o estiramento da armadura de protensão. O tracionamento das armaduras de protensão é realizado utilizando-se para apoios partes das próprias peças. após o concreto atingir a resistência prevista em projeto. 1.2 . sendo perturbadas apenas pelas forças de atrito.

O método de execução do concreto protendido com armaduras póstracionadas é o mais versátil. pois os comprimentos das armaduras. principalmente naquelas com grandes vãos ou submetidas à grandes carregamentos. É o tipo de protensão mais usado em peças concretadas “in loco”. As armaduras de protensão internas às peças são colocadas no interior da peça. as suas configurações e os locais das ancoragens são determinados através dos cálculos a critério do projetista. protegidas pelas bainhas que impedem o seu contato com o concreto. também é bastante aplicada em peças pré-moldadas. 7 . ver a Figura 3. As armaduras de protensão pós-tracionadas podem ser de dois tipos: internas e externas à peça. no entanto.

parabólica (ver a Figura 5). no entanto. na prática. 8 . usam-se principalmente armaduras parabólicas (ver a Figura 4) ou armadura parabólica-retilínea .Figura 3 As armaduras de protensão internas à peça podem ter qualquer traçado em suas trajetórias.

9 . o que pode ser obtido usando-se bainhas de papelão ou plástico e injetando-se graxa inerte ou nata de cimento na bainha. podendo ser aparentes (ver a Figura 6.As peças de concreto protendido com armaduras pós-tracionadas internas também podem ser classificadas quanto à ligação entre as armaduras protendidas e o concreto. em aderentes e não aderentes.b). São não aderentes quando. até preencher todos os vazios existentes de modo a realizar a ligação íntima entre o cabo e a bainha e entre esta e o concreto. As armaduras de protensão externas à peça ficam no exterior da mesma.a) ou protegidas por meio de revestimentos de concreto. que além da proteção aos cabos ainda estabelecem a aderência entre estes e concreto (ver a Figura 6. São aderentes quando a aderência entre as armaduras de protensão e as bainhas é feita por meio de uma nata de cimento injetada sob pressão na bainha. praticamente não há aderência entre a armadura protendida e o concreto.

Uma desvantagem do uso de cabos não aderentes é que eles não são econômicos.Níveis de Protensão Já vimos que a protensão comprime o concreto antes da aplicação das cargas de serviço. 1.Os cabos não aderentes podem ser usados em alguns casos onde o cálculo de resistência à ruptura da peça não seja necessário. as seções transversais da peça ficarem totalmente comprimidas ou 10 . Os cabos externos não aderentes são muito utilizados em reforços de obras. pois no cálculo da resistência à ruptura não podemos utilizar a capacidade total dos cabos. podendo após a aplicação destas.3 . como por exemplo em reservatórios. Uma das vantagens do uso dos cabos não aderentes é que eles podem ser reprotendidos ou mesmo substituídos.

Nível 3: protensão completa. por sua vez.não. é respeitado o estado limite de descompressão (estado no 11 . Nível 2: protensão limitada. previstas no projeto. dependendo do valor da força de protensão aplicada à armadura.3.1 – Nível 3: protensão completa O nível 3: protensão completa caracteriza-se por não haver tensões de tração no concreto. 1. Tendo em vista que no concreto protendido inicialmente só se adotava protensão completa.As peças de concreto protendido podem ser classificadas em três níveis: - Nível 1: protensão parcial. Tabela 13. Segundo a NBR 6118/03. ou seja. iniciaremos o estudo dos níveis de protensão a partir do nível 3. para combinações desfavoráveis das cargas em serviço. dos níveis de protensão. Os níveis de protensão estão relacionados com os níveis de intensidade da força de protensão que.3. são função da proporção de armadura ativa utilizada em relação à passiva. na protensão completa devem ser atendidas as duas combinações seguintes: para as combinações freqüentes de ações.

3. no entanto esta tensão é limitada a certos valores admissíveis. de modo que a peça não fique fissurada 12 .2 – Nível 2: Protensão limitada No nível 2: protensão limitada permite-se a existência de tensão de tração no concreto. Figura 7 1. é respeitado o estado limite de formação de fissuras (estado em que se inicia a formação das fissuras.qual em um ou mais pontos da seção transversal a tensão normal é nula. tensão de tração máxima é inferior à resistência à tração de concreto). para o nível 3: protensão completa.para as combinações raras de ações. Portanto. não havendo tração no restante da seção). temos a combinação das tensões devido às cargas e a protensão mostrada na Figura 7. . quando previstas no projeto.

é respeitado o estado limite de descompressão. para o nível 2: protensão limitada. previstas no projeto. Figura 8 1. Segundo a NBR 6118/03. na protensão limitada devem se atendidas as combinações de ações em serviço seguintes: . é respeitado o estado limite de formação de fissuras.para as combinações quase permanentes de ações.para as combinações freqüentes de ações.3. temos a combinação das tensões devido às cargas e a protensão da Figura 8. . Logo.sob as cargas em serviço.3 – Nível 3: Protensão parcial 13 . previstas no projeto.

Assim sendo.para as combinações freqüentes de ações. dependendo do valor da força de protensão aplicada à peça. na protensão parcial deve ser atendida a combinação de ações em serviço seguinte: . chegou-se à conclusão que o concreto armado convencional e o concreto protendido são tipos similares de sistemas estruturais. provocando fissuras na peça. Verificou-se que. De acordo com a NBR 6118/03. diferenciados apenas pela compressão causada pela força de protensão aplicada ao primeiro. podemos obter situações que variam desde o concreto totalmente comprimido até o concreto armado convencional. previstas no projeto. devendo ultrapassar limites normas. passam a colaborar na resistência das peças de forma semelhante a das armaduras usadas no concreto armado convencional. 14 . após a realização da aderência. com wk ≤ 0. não no entanto as aberturas os das fissuras adotados são pelas controladas. é respeitado o estado limite de aberturas de fissuras (estado em que as fissuras se apresentam com aberturas características de valores especificados). Desta forma.O nível 3: protensão parcial ocorre quando se permitem valores mais elevados da tensão de tração no concreto. as armaduras protendidas.2mm.

concreto simples estrutural. classificamos o concreto estrutural nas cinco modalidades seguintes.25). Conforme vimos.4. Este estado é atingido quando a tensão de tração máxima na seção transversal for igual a fct. . .f a resistência à tração na flexão. sendo as três primeiras correspondentes ao concreto protendido: . 15 .concreto protendido com protensão completa. os níveis de protensão relacionam-se com os estados limites de serviço. do concreto.f (sendo fct. Portanto as estruturas de concreto protendido são classificadas em três níveis de protensão. . . seguintes: - estado limite de formação de fissuras (ELS-F): estado em que se inicia a formação de fissuras no concreto. Segundo a NBR 6118/03.concreto armado. item 10. NBR 6118/03.concreto protendido com protensão parcial. a segurança das estruturas de concreto pode exigir a verificação de alguns estados limites de serviço dados na Seção 3 desta norma. item 8.Atualmente.concreto protendido com protensão limitada. de acordo com o seu comportamento sob carga de serviço.

3.2.estado limite de deformações excessivas (ELS-DEF): estado em que as deformações atingem os limites estabelecidos para utilização normal da construção. na região onde existem armaduras ativas (protendidas).4.estado limite de descompressão parcial (ELS-DP): estado no qual garante-se a compressão na seção transversal. 1.2a da NBR 6118/03. .- estado limite de abertura de fissuras (ELS-W): estado em que as fissuras se apresentam com aberturas iguais aos máximos especificados no item 13.4 . .3 da NBR 6118/03.Escolha do nível de protensão 16 . - estado limite de compressão excessiva (ELS-CE): estado em que as tensões de compressão atingem o limite convencional estabelecido no item 17. dados no item 13.3 da NBR 6118/03. - estado limite de descompressão (ELS-D): estado no qual em um ou mais pontos da seção transversal a tensão normal é nula.3. não havendo tração no restante da seção.

4. as pontes rolantes industriais. como. e pode ser avaliada. do só meio se ambiente. segundo as condições de exposição da estrutura ou suas partes. os reservatórios de paredes circulares. etc.1 da NBR 6118/03). por exemplo. de forma simplificada. as pontes ferroviárias. permitia a Inicialmente.A escolha do nível de protensão deve ser feita em função do tipo de construção até e da da agressividade década de 60. no entanto. a agressividade ambiental deve ser considerada de acordo com o apresentado na Tabela 1 (Tabela 6. Concreto protendido sem aderência só pode ser empregado em casos especiais e sempre com protensão completa. os tirantes. a partir daí passou-se a empregar. meados protensão completa em obras de concreto protendido. nos projetos das estruturas correntes. Tabela 1 – Classes de Agressividade Ambiental Classe de Classificação geral do Risco de da agressividade Agressividade ambiental I II Fraca Moderada tipo deterioração estrutura ambiental Rural Submersa Urbana Marinha Insignificante Pequeno 17 . Segundo a NBR 6118/03. existem certos tipos de estruturas onde só é admitido o emprego da protensão completa. item 6. a protensão limitada e a protensão parcial. também.

3mm Combinação frequente ELS-W wk ≤ 0.4mm Exigências relativas à fissuração Não há Combinação de ações em serviço a utilizar - ELS-W wk ≤ 0.3 de NBR 6118/03): Tabela 2 – Escolha do nível de protensão em função da classe de agressividade ambiental (CAA) e exigências relacionadas àfissuração Classe de Tipo de agressividade concreto ambiental (CAA) e estrutural tipo de protensão Concreto CAA I a CAA IV simples CAA I Concreto armado CAA II e CAA III CAA IV Concreto protendido nível 1 Concreto Pré-tração com CAA I ou Pós-tração com CAA I e II Verificar as duas condições abaixo ELS-F Combinação frequente ELS-W w ≤ 0.2mm Combinação frequente ELS-W wk ≤ 0.III IV Forte Muito forte Industrial Industrial Respingos maré Grande de Elevado A escolha do nível de protensão pode ser feita de acordo com a Tabela 2 (Tabela 13.2mm 18 .

a seção trabalha fissurada. No concreto armado.Combinação quase protendido nível 2 Concreto protendido CAA III e IV nível 3 Pré-tração com CAA II ou Pós-tração com Pré-tração com ELS-D permanente Verificar as duas condições abaixo ELS-F Combinação rara ELS-D Combinação frequente 1. já bastante conhecido simplesmente como concreto armado. 19 . é dimensionado no estado limite último admitindo-se do a seção à fissurada Os e desprezando-se de tração a são resistência concreto tração. sendo que devemos limitar as aberturas das fissuras para garantir a proteção da armadura contra a corrosão.4 . previstas no projeto. esforços combatidos por meio de armaduras que não são submetidas à forças de tração previamente aplicadas (armaduras passivas). segundo a Tabela 2. deve ser atendida a seguinte combinação de ações: - para as combinações freqüentes de ações. deve ser respeitado o estado limite de abertura de fissuras.Concreto armado O concreto armado convencional.

2.Materiais e Equipamentos para Peças Pré-Tracionadas Em peças de concreto protendido com armaduras pré-tracionadas os materiais no usados. 20 .1 . 2. Estes materiais e equipamentos dependem do nível e do sistema de protensão adotados.Podemos considerar a protensão parcial como sendo um estágio de transição entre o concreto protendido sem apresentar fissuras e o concreto armado convencional fissurado. constituídas de aços de alta resistëncia e os dispositivos de fixação e mudança de direção destas armaduras (no caso de armaduras poligonais). concreto além daqueles são já bastante as conhecidos e empregados armado. apenas armaduras ativas (armaduras de protensão).MATERIAIS E EQUIPAMENTOS USADOS NA PROTENSÃO Para a realização da protensão em peças de concreto protendido são necessários o emprego de materiais e equipamentos próprios para este fim.0 .

2.bainhas.ancoragens. A protensão das armaduras pode ser feita de duas formas: tracionando-se cada armadura isoladamente.2 . neste caso usamos uma ancoragem móvel onde são fixadas todas as armaduras e deslocamos esta ancoragem por meio de um conjunto de macacos. 21 . são. Portanto. além daqueles usados no concreto armado: .armaduras ativas. para elas que são possamos colocadas realizar no o estiramento dentro de destas dutos concreto denominados de bainhas e após serem esticadas são encoradas nas peças. . ou tracionando-se todas as armaduras de uma só vez.Materiais e Equipamentos para Peças Pós-Tracionadas Nas peças de concreto protendido com armaduras ativas póstracionadas. armaduras. os materiais usados nas peças de concreto protendido com armaduras pós-tracionadas. . por meio de macacos de pequena capacidade.Para se efetuar a protensão das armaduras são usados macacos hidráulicos ou talhas. em seguida pode-se injetar nata de cimento na bainha para que se estabeleça aderência entre as armaduras ativas e o concreto.

.1 . 22 . As superfícies externas das bainhas devem ser corrugadas.macacos de protensão .Bainhas As bainhas são dutos metálicos ou de papel (pouco usados) que têm por finalidade proteger a armadura e permitir o seu estiramento.bombas injetoras. 2.. são flexíveis (de modo que possamos fazer as curvas dos cabos previstas nos projetos).purgadores Para realizar a protensão e a injeção da nata de cimento necessitamos dos seguintes equipamentos: . As bainhas metálicas são feitas com chapas finas de aço. o que permite aumentar a sua resistência e a sua aderência ao concreto e as suas superfícies internas podem ser lisas ou corrugadas (ver a Figura 9).2.nata de injeção.luvas. .

apesar de serem mais caras. 23 . As bainhas são fabricadas em peças retas com o comprimento variando de 6m a 12m e podem ser emendadas por meio de luvas constituídas de bainhas de diâmetros maiores. . As bainhas galvanizadas são mais caras. As bainhas podem ser feitas em chapas comuns ou serem galvanizadas. As bainhas lisas galvanizadas.As bainhas que têm a superfície interna lisa apresentam a vantagem da redução do atrito entre ela e a armadura ativa durante a fase de protensão. com reduzido atrito. As bainhas devem apresentar as seguintes características: resistência e estanqueidade suficientes para impedir a entrada da nata de cimento no seu interior. apresentam vantagens sobre as corrugadas e não galvanizadas.durante a fase de protensão devem permitir os alongamentos das armaduras.

. Para realizarmos a protensão devemos usar aços de alta resistência. nas quais se aplicam pré-alongamentos.1 .área suficiente para permitir boa acomodação das armaduras ativas e a realização da injeção da nata.5 vezes a área do cabo. 2. . 2.barras. e para barras o diâmetro interno da bainha é igual ao diâmetro da barra mais pelo menos 10mm. As características destes aços serão vistas posteriormente. os quais são classificados nas seguintes categorias: . por ora.. isto é.2.fios trefilados (isolados).2.2 .Armaduras Ativas (Armaduras para Protensão) As armaduras ativas são destinadas à produção de força de protensão.2. quando estudarmos detalhadamente os materiais usados no concreto protendido. veremos apenas as suas definições.cordoalhas. As normas americanas recomendam os seguintes valores: para fios ou cordoalhas a área interna da bainha é no mínimo igual a 2.Fios Trefilados (Isolados) 24 .

2. No caso de cordoalhas de 7 fios. com passo uniforme. 25 .2.2.a) ou entalhada (ver a Figura 10.Cordoalhas As cordoalhas são constituídas pelo agrupamento de fios trefilados de mesmo diâmetro nominal encordoados juntos. em forma helicoidal. podendo ter superfície lisa (ver a Figura 10. temos 6 fios de mesmo diâmetro nominal encordoados em forma de hélice em torno de um fio central de diâmetro um pouco superior aos dos outros seis (ver a Figura 11). As cordoalhas são fornecidas em rolos ou carretéis (bobinas). cujos diâmetros variam de 4mm a 8mm.b).2 .3 ou 7 fios. encruados a frio e fornecidos em rolos.Os fios trefilados são de aço de alta resistência. Podem ser constituídas de 2.

Figura 11 2.2. e comprimento em torno de 12m (ver a Figura 12). 26 .Barras de Aço As barras de aço são peças lineares (varões) de aço de alta resistência.2. sendo a armadura ativa formada por uma só barra dentro da bainha. São barras utilizadas individualmente. com diâmetros superiores a 12 mm.3 .

Figura 12 2. 27 . Os cabos podem. Nos projetos de estruturas de concreto protendido.2.a unidade da armadura ativa é genericamente denominada de cabo. ser constituídos por fios. conforme já vimos. Definições Nas peças de concreto protendido temos dois tipos de armaduras: armaduras ativas e armaduras passivas. cordoalhas ou barras de aço de alta resistência. Os cabos de fios ou cordoalhas são constituídos por conjuntos de fios ou cordoalhas paralelos dispostos ou não em torno de uma espiral de aço denominada mola central. por cordoalhas (cordões) formadas por fios enrolados ou por feixes compostos por fios ou cordões (cordoalhas) paralelos. é aquela na qual é aplicada a força de protensão. A armadura ativa. São designados pelo número de fios ou de cordoalhas e pelo diâmetro do fio ou da cordoalha. cujo interior apresenta espaço livre que permite a passagem da nata de injeção. por fios isolados.Observações. Pode ser constituída por barras. portanto.4 .2.

Figura 13 Os cabos de cordoalhas são constituídos por cordoalhas colocadas lado a lado no interior das bainhas (ver a Figura 14) designadas nominal da pelo múmero e de do cordoalhas tipo de acompanhadas do do aço diâmetro (conforme cordoalha relaxação veremos posteriormente). 28 .Os cabos de fios foram os primeiros usados na protensão de peças de concreto. 7mm ou 8mm (ver a Figura 13). Geralmente são constituídos de 12 fios de 5mm.

são usadas em peças de pequenos vãos ou quando são executados por meio de balanços (avanços) sucessivos. Nas peças protendidas com cabos isolados a protensão é feita através de cabos constituídos por fios ou cordoalhas. colocando-se a quantidade de cabos necessária para se atingir o esforço de protensão desejado. 29 . são constituídos de uma única barra dentro da bainha.Figura 14 Os cabos de barras. Podemos classificar os cabos quanto à sua constituição em cabos concentrados e cabos isolados. Como as barras têm comprimentos limitados (em torno dos 12m). o qual é constituído de toda a armadura ativa necessária para realizar o esforço de protensão previsto nos cálculos. conforme já foi visto. Nas peças protendidas com cabos concentrados a protensão se realiza por meio de um só cabo.

Estas ancoragens podem ser de dois tipos: . a ancoragem da armadura se faz pela aderência entre ela e o concreto. Normalmente a armadura passiva é constituída de aços de baixa resistência (CA-50 ou CA-60). Nas peças de concreto protendido. nas peças de concreto protendido. também.3 .A armadura passiva. sendo posteriormente ancorados. é toda armadura existente e que não é utilizada para produzir forças de protensão. comumente chamado de aço doce. que. geralmente. Nas peças protendidas com armaduras ativas pós-tracionadas os cabos são tracionados por meio de macacos que se apoiam na própria peça. a armadura passiva é. portanto uma única ancoragem. As ancoragens concentradas são usadas em peças protendidas onde todo o esforço de protensão é aplicado em um único cabo. 2.Ancoragens Nas peças protendidas com armaduras pré-tracionadas a protensão se processa por meio da aderência entre a armadura e o concreto.ancoragens concentradas. portanto. chamada de armadura suplementar. . é 30 .ancoragens isoladas. havendo.2. não sendo necessário o uso de qualquer elemento extra que permita a ancoragem do cabo.

constituída por um grande bloco de concreto armado que pode ser feito na própria obra (Ver a Figura 15). Figura 15 As através ancoragens de cabos isoladas são usadas ou nas peças são protendidas de independentes isolados. ancoragens capacidade conhecida e em número necessário para ancorar todos os 31 .

procurando-se aumentar a capacidade de cada cabo de modo a reduzir ao máximo o número de cabos por peças. adotam cabos isolados com ancoragens independentes. reduzindo-se.2. o que acarreta uma certa economia. São ancoragens padronizadas. ou seja. Nestes cabos podemos ter dois tipos de ancoragens: ativas e passivas (ou mortas). cujos padrões variam de acordo com o sistema de protensão adotado. nelas podem atuar os dispositivos e maquinários próprios para tracionar e fixar a armadura ativa. podemos classificá-las nos seguintes tipos: .3.ancoragens por meio de cabeçotes apoiados em calços de aço 32 . podendo a força de protensão ser ou não aplicada nestas duas extremidades ou em apenas uma delas. o número de ancoragens. consequentemente.ancoragens por meio de cunhas. 2. Atualmente. fabricadas em indústrias. Os cabos isolados são ancorados nas duas extremidades.Ancoragens ativas As ancoragens ativas são aquelas que permitem o tracionamento dos cabos.1 . . os sistemas de protensão mais usados.ancoragens por meio de rosca e porcas. .cabos existentes nas peças.

cunha central. a cunha penetra um pouco na parte fixa. no entanto. cunhas conforme no suas características. ocasionando uma perda de protensão chamada de perda por encunhamento. Freyssinet: tipos usadas Sistema - sistema com cunha central colocada entre os fios : a ancoragem é constituída de uma parte fixa chamada “cone fêmea” que apresenta uma cavidade central tronco-conica onde o cabo é ancorado. sendo impedida pela cunha. havendo variação de Vejamos sistema os para de sistema. As ancoragens por meio de cunhas podem ser realizadas de duas formas. colocada entre os fios. tendo em vista a posição da cunha em relação aos elementos constituintes dos cabos: . causando uma diminuição no alongamento da armadura. Ao se soltar o macaco a armadura tende a voltar ao seu comprimento inicial.ou de argamassa injetada. Ancoragens por meio de cunhas: as ancoragens ativas realizadas por meio de cunhas são obtidas da seguinte forma: o macaco que executa o tracionamento do cabo tem dispositivos especiais que acionam uma cunha contra uma peça fixa por onde passa a armadura ativa ancorando-a. Estes tipos de cunhas dependem do sistema de protensão usado.cunhas periféricas. com ancoragem individual. e de um órgão de cravação cônico chamado “cone macho”. . 33 .

Este tipo de cunha.tendo em sua superfície tronco-cônica ranhuras para alojar os fios ou cordoalhas (Ver a Figura 16).b). Estas cunhas podem ser de concreto de alta resistência reforçada com armadura (Ver a Figura 16. praticamente não é mais usado nas obras de concreto protendido.a) ou totalmente de aço (Ver a Figura 16. Figura 16 34 .

Figura17 .Sistema com cunhas periféricas: a ancoragem é feita por meio de cunhas periféricas à armadura ATIVA.Ancoragem por meio de roscas e porcas: as ancoragens ativas realizadas por meio de roscas e porcas são obtidas da seguinte forma: as extremidades dos fios ou cordoalhas são previamente ligadas (por meio de dispositivos mecânicos) a parafusos ou outras 35 . Atualmente tem sido muito usada ancoragem formada por placas metálicas nas quais cada cordoalha é ancorada isoladamente por meio de cunhas metálicas padronizadas (Ver a Figura 17)..

a ancoragem é feita apertando-se a porca contra a placa metálica (Ver a Figura 18) Figura 18 Nos sistemas de protensão em que são usados cabos constituídos de barras de aço de alta resistência.peças com rosca. após o estiramento do cabo. 36 . normalmente a ancoragem é feita por meio de rosca e porca. sendo a rosca feita na própria barra (Ver a Figura 19).

ou através de argamassa injetada.Ancoragens por meio de cabeçotes apoiados em calços: as ancoragens ativas realizadas calços de aço ou de por meio de cabeçotes apoiados em injetada são usadas em alguns argamassa sistemas de protensão e podem ser realizadas da seguinte forma: os fios de aço são presos a cabeçotes com roscas internas onde se aplica um parafuso que é ligado ao macaco.19 . 2.Fig. quando então se afrouxa o parafuso e a ancoragem definitiva da armadura é obtida pelo apoio do cabeçote na argamassa (Ver a Figura 20). A armadura esticada pode ser mantida nesta posição por meio de calços de aço. até que esta adquira resistência (cerca de três dias). Faz-se o estiramento do cabo e ancora-se provisoriamente o parafuso com uma porca numa placa de ancoragem provisória. 37 .

2.3.cabeça do fio. 2 . pode-se protender o cabo apenas por uma extremidade. 5 .argamassa injetada. 8 . 6 .Figura 20 1 . As ancoragens mortas ou passivas podem ser obtidas de várias formas: por atrito e aderência das extremidades dos fios (Ver a 38 .porca de ancoragem provisória.Fios de aço.cabeçote de ancoragem (com rosca interna) 3 .Ancoragens mortas ou passivas Em certas situações da obra ou quando existem construções vizinhas que não permitem o estiramento do cabo pelas duas extremidades. 2.parafuso de protensão. 4 .placa de apoio da porca.bainha metálica. ou também por conveniências técnicas ou econômicas. ficando a outra fixa na massa de concreto por meio de uma ancoragem denominada de morta ou passiva. 7 .2 .

Figura 21 Figura 22 39 . por meio de botões (Ver a Figura 23) e por meio de dispositivos mecânicos especiais (Ver a Figura 24).Figura 21). por meio de laços ou alças (Ver a Figura 22).

2.Figura 23 Figura 24 2. 40 . As luvas podem ser metálicas ou de plástico e suas ligações com as bainhas são feitas por meio de fita adesiva.4 . completando a estanqueidade do conjunto. alinhamento do cabo segundo o eixo da ancoragem e solidez das amarrações. A finalidade da luva é de assegurar a estanqueidade da junta de ligação bainha .Luvas A ligação da bainha com a ancoragem ativa (cone fêmea) deve ser feita por meio de uma luva (também chamada de trombeta). (Ver a Figura 25).ancoragem.

5 .Nata de injeção Após serem efetuadas as operações de protensão dos cabos e as suas respectivas ancoragens. 41 . é obtida através da injeção de uma nata de cimento. . em peças pós-tracionadas com aderência posterior.estabelecer a aderência de modo permanente entre a armadura ativa e o concreto estrutural.2. a aderência dos cabos.proteger a armadura ativa contra a corrosão. preenchendo-se todos os vazios existentes entre a armadura ativa e a parte interna da bainha.2. As finalidades da injeção da nata são: . através da bainha.

cuja finalidade é permitir a saída de ar ou água que porventura existam na bainha evitando-se.2. 42 . a formação de bolhas de ar ou de água durante a injeção da nata de cimento (Ver a Figura 26). permite-se o uso de argamassa com a inclusão de no máximo 20% de areia do pëso do cimento). A injeção é aplicada por meio de bombas injetoras. No Sistema Freyssinet. devem ser colocados “purgadores”.6 – Purgadores Nos cabos curvos principalmente nos pontos mais altos. em cabos longos. deve ser previsto um purgador. no mínimo a cada 40m.As natas de injeção são constituídas de cimento e água (para cabos de protensão com grandes vazios. 2. assim.

2. tendo em vista que a ancoragem da armadura é feita por meio da sua aderência com o concreto.3.3 . O estiramento das armaduras é feito através de macacos 43 .-Figura 26 2.Equipamentos para peças pré-tracionadas Em peças de concreto protendido com armaduras pré-tracionadas são usados equipamentos relativamente simples.1 .Equipamentos usados na Protensão Os equipamentos usados na protensão dependem dos métodos e sistemas de protensão adotados.

no entanto. podendo ser feito estirando-se uma cordoalha ou fio de cada vez ou deslocando-se um encontro móvel onde estão ancoradas todas as cordoalhas ou fios.3. 2. usamos macacos hidráulicos e bombas injetoras. geralmente.Equipamentos para peças pós-tracionadas Conforme já vimos. 44 . nas peças de concreto protendido com armaduras pós-tracionadas. colocadas dentro das bainhas e após serem estiradas são ancoradas na peça.Macacos Hidráulicos Existe uma grande variedade de macacos hidráulicos usados para efetuar a protensão das armaduras usadas no concreto protendido.2 . na grande maioria dos casos. Cada Sistema de Protensão tem os seus tipos de macacos específicos. que são esticados de uma só vez.2. em seguida injeta-se a nata de cimento na bainha para que se estabeleça a aderência entre as armaduras protendidas e o concreto.hidráulicos ou talhas. as armaduras são.3. as diferenças entre não os diversos grandes. tipos de macacos muitas hidráulicos existentes são havendo características comuns entre eles. Os macacos são acionados por meio de bombas elétricas.1 . 2. Para efetuarmos estas operações.

45 . . macacos para cabos concentrados.Dentre os diversos tipos de macacos usados para efetuar a protensão das armaduras. estes macacos possuem um circuito de tensão e um outro de cravação. . macacos para cabos com cunhas individuais de ancoragem. modelo S-7. podemos citar os seguintes: macacos para cabos com cunha central de ancoragem. Na Figura 27 apresentamos o esquema de um macaco Freyssinet para cabo com cunha central. são macacos de duplo efeito. e na Figura 28 uma foto de um macaco Freyssinet para cabo de 12 8mm.macacos para cabos de cordoalhas com ancoragem de rosca e porca. A ancoragem das cordoalhas ou fios que constituem um cabo é feita de uma só vez. que permitem tracionar o cabo em uma ou em várias etapas e cravar a cunha central.Macacos para cabos com cunha central de ancoragem Os macacos para cabos com cunha central de ancoragem são usados nos Sistemas de Protensão com ancoragem por cunha central.

27 1 . 6 .cunhas de fixarão dos fios ou cordoalhas no macaco.cilindro de cravação da cunha de ancoragem 46 .cunha central de ancoragem (cone macho).cabo de fios ou cordoalhas. 7 .Fig.base do macaco. 2. 3 . 4 . 5 . 2 .placa de apoio do macaco.cilindro de protensão. 8 .cone fêmea.

Macacos para cabos de cordoalhas com ancoragens individuais Atualmente estão sendo bastante usados macacos para cabos de cordoalhas com ancoragens individuais.Figura 28 . estes macacos são de grande capacidade e além de efetuarem o tracionamento dos cabos de protensão ainda realizam as ancoragens das cordoalhas individualmente. 47 . Na Figura 29 vemos um dos tipos destes macacos usados no sistema Freyssinet e na Figura 30 temos uma ancoragem com cordoalhas ancoradas individualmente.

Figura 29 48 .

no Sistema Roebing. americano. São furados de modo que permitem ao cabo atravessar os mesmos e são usados.3.Macacos para cabos concentrados Os macacos para cabos concentrados têm grande capacidade de carga e são aplicados nos Sistemas de Protensão de Cabos Concentrados. a operação da protensão de peças pós- tracionadas com aderência posterior é concluida através da injeção da nata de cimento.Figura 30 . 2. Esta injeção da nata de cimento é realizada por 49 .2. por exemplo. como por exemplo.Bombas Injetoras Após serem efetuadas as protensões dos cabos e as respectivas ancoragens.Macacos para cabos ancorados por meio de rosca e porca Os macacos para cabos ancorados por meio de rosca e porca são usados em Sistemas de Protensão cujas ancoragens são feitas por meio de roscas e porcas. .2 . o Sistema Leonhardt.

Figura 31 50 .meio de bombas injetoras que podem ser manuais (Ver a Figura 31) ou elétricas (Ver a Figura 32).

Preliminares Conforme vimos.Figura 32 3. ficando subordinados às condições impostas pelos detentores da patente do sistema a ser usado. temos dois métodos clássicos de efetuarmos a protensão de uma peça: .SISTEMAS DE PROTENSÃO 3. no início deste capítulo.1 . não há restrição quanto ao seu uso. .Método de protensão com armaduras pós-tracionadas. 51 . O primeiro método é realizado de forma bastante simples onde não são usados equipamentos e peças especiais. que não são de domínio público. Já quando se trata da protensão de peças com armaduras póstracionadas aquela liberdade não existe e os calculistas são obrigados a adotar sistemas de protensão patenteados.0 .Método de protensão com armaduras pré-tracionadas. podendo ser executado livremente por engenheiros e construtores.

principalmente. nos tipos de ancoragens usadas e na forma de se efetuar a protensão dos cabos. O Sistema Bauer-Leonhardt é um dos mais difundidos no mundo dentre os que adotam estes tipos de protensão e ancoragens.Classificação dos Sistemas de Protensão Existem vários Sistemas de Protensão de peças com armaduras pós-tracionadas.Sistemas de cabos concentrados . os quais diferem entre si.2 .2. usamos uma única ancoragem para todos os cabos conforme descrevemos no ítem 2.Sistemas de Cabos Concentrados São sistemas de protensão onde todos os cabos são tracionados e ancorados de uma só vez.2. que pode constar de um bloco fixo em uma extremidade e um móvel na outra (para cabos longos usam-se blocos móveis nas duas extremidades). Faremos uma a classificação forma de dos sistemas dos cabos e de os protensão tipos de considerando-se protensão ancoragens.Sistemas de cabos independentes 3. No 52 . temos: .3.3 deste capítulo (ver a Figura 15).1 .

1 . são usadas as ancoragens descritas no item 2. .Sistemas de Protensão com cabos independentes com ancoragens de cabeçotes apoiados na argamassa injetada. estes sistemas podem ser classificados em: . o qual foi aplicado em algumas pontes com sucesso.2. 3.Sistemas de protensão com cabos independentes ancorados com cunhas entre os fios. . semelhante ao Sistema Bauer-Leonardt.Brasil. .Sistemas de protensão com cabos independentes ancorados por meio de rosca e porca.3.Sistemas de Protensão com cabos independentes ancorados com cunhas entre os fios São sistemas de protensão onde os cabos são tracionados isoladamente e a ancoragem das cordoalhas ou dos fios é feita de 53 .2.2. Quanto ao tipo de ancoragem. o professor Walter Pfiel desenvolveu um Sistema de Protensão de cabos concentrados externos.Sistemas de Cabos Independentes Nestes Sistemas de Protensão os cabos são tracionados e ancorados isoladamente.2 .Sistemas de protensão com cabos independentes ancorados com cunhas periféricas.1 deste capítulo. 3.2.

São Sistemas de Protensão onde as ancoragens dos cabos são feitas por meio de roscas e porcas. 3.3 . Sistema Morandi. Sistema (VSL). usando-se cunhas colocadas entre os fios (ver a Figura 16).2. 54 . a única diferença reside no fato de que a ancoragem é feita por meio de cunhas periféricas à armadura de protensão. Sistema Dywidag.2.Sistemas de Protensão com cabos independentes ancorados por meio de rosca e porca. 3.Sistemas de Protensão com cabos independentes ancorados com cunhas periféricas São sistemas bastante parecidos com os vistos no ítem anterior.2. Sistema Rudolf.uma só vez. Também existem vários sistemas de protensão que adotam este tipo de ancoragens. Sistema Rudolf. Existem vários sistemas de protensão que adotam este tipo de ancoragem.2 . etc. entre eles podemos destacar os seguintes: Sistema Freyssinet. Losinger dentre os quais destacamos: Sistema Freyssinet. sendo cada cordoalha (ou fio) ancorada isoladamente por meio de cunhas metálicas (ver a Figura 17).2. etc.

conforme vimos no ítem 2.3. ou por meio de barras com extremidades rosqueadas (ver o ítem 2.2.3 e a Figura 19).3.Sistemas de Protensão com cabos independentes ancorados por meio de cabeçotes apoiados na argamassa São sistemas de protensão que adotam a ancoragem do cabo por meio de cabeçotes apoiados na argamassa injetada.2.1 e a Figura 18). Leonhardt e W. destacamos: Sistema Macalloy (inglês) e o Sistema Dywidag (Alemão).1 (ver a figura 20).2.2. 55 .2. Bauer).4 .Os cabos podem ser constituídos de fios ou cordoalhas com dispositivos especiais em suas extremidades (ver o ítem 2. 3. Como exemplos podemos citar o Sistema BBRV e o Sistema Leoba (idealizado pelos engenheiros F. Dentre os vários sistemas de protensão que adotam este tipo de ancoragem.