Você está na página 1de 38

Direito Tributário - Professor Nilton

Elaine Gianotto

Direito Tributário – CELSO Aula 1: 06/03 Legislação básica: 1. CF/88: pois se necessita de recursos para custear despesas. Ver art. 6º; O art. 1º traz o principio da soberania, ( 1º problema) o que não é respeitado no Brasil e nem nos outros países, pois quem manda é quem tem o dinheiro e quem tem força (ex. EUA). 2º problema: será a falta de água, e vai tributar muito. Quando falta a tributação aumenta. Quando o legislador incluiu na CF, devido a sua importância. (tributos) 2. CTN: a informação básica está na CF/88 e a legislação especial traz as regras específicas. Nas relações tributárias estão fazendo só emendas, quando na realidade, o que se necessita é de um novo CTN. OBS: TRIBUTO NÃO PODE SER FEITO PARA COBRANÇA NO MESMO ANO, SÓ PARA COBRANÇA NO PRÓXIMO ANO. CONCEITO: Direito tributário é o ramo do direito que estuda os princípios e normas que regem a tributação. Obs.: cuida da tarefa de estudar a criação dos tributos, desde a sua estruturação pela CF/88 até o seu desaparecimento (revogação). Ex. de tributo revogado – CPMF.

O Estado e o Poder de tributar atual: O Estado nasce da necessidade do homem em viver em sociedade e, para tanto, foi e é necessário estabelecer regras de conduta. O Estado, para realizar seus fins sociais utiliza-se da tributação como instrumento válido para sobreviver e servir, obedecido, é lógico, certos princípios universais.

1

Direito Tributário - Professor Nilton

Elaine Gianotto

AULA – 13/03 DIREITO TRIBUTÁRIO I Prof. Nilton Kiyoshi Kurachi

Privado: Direito Civil Direito Empresarial Direito do Trabalho? Direito Internacional Privado Conceito:

Público: Direito Constitucional / Processo Direito Penal / Ambiental Direito Eleitoral / Previdenciário Dto Administrativo Dto Financeiro* / Dto Tributário

É o ramo do direito público que rege as relações do fisco (Estado) e o contribuinte (sociedade) com o fim de arrecadar tributos e, por meio da legislação tributária, regular a relação jurídicotributária. OBS: Quando você não paga seu tributo, a SEFAZ, ou RF envia um fiscal que lavra um auto de infração. Abre-se um processo administrativo tributário, você recorre a um “fiscal de rendas” (julgador de 1ª instância). Este profere uma decisão. Quando é necessário recorrer, é ao TAT – tribunal administrativo tributário que julga. Quando este decide, não cabem mais recursos. Acabou a instância administrativa. É decisão administrativa definitiva. Só depois disso, vai para a PGE, que inscreve o débito na dívida ativa. Se pagar aqui, já paga com honorários (10%). Se não pagar, o Estado executa com base na Lei 6.830/80 e no CPC, pois você já tem um título executivo extrajudicial, já tem o CDA – Certidão de Dívida Ativa. Chama-se Execução Fiscal. Art. 5º, XXXV, CF. A qualquer momento o contribuinte pode ajuizar ação na justiça. QUESTÕES PARA O DIA DA PROVA: 1. Qual o entendimento do STF e do STJ, bem como demais tribunais do nosso País, em relação a definição da natureza jurídica do fornecimento de água e energia, ou seja, se é taxa ou tarifa, e quais são as consequências desse entendimento? (súm. 500 e pouco) se taxa é tributo, serviço essencial, se tarifa é contrato, serviço de utilidade pública (nem tão essencial) – tem o princípio da exceção do contrato não cumprido. 2. Quais são os requisitos principais (fato gerador, alíquota, sujeito ativo e sujeito passivo) instituídos nos projetos de lei existentes no Congresso Nacional que trata do imposto sobre grandes
2

Direito Tributário - Professor Nilton

Elaine Gianotto

fortunas? Colocar o que é grande fortuna, quem paga, o que trouxe... para cada projeto... Luciana Genro tem projeto. Manuscrito. Uma folha para cada questão. Natureza Jurídica: Direito Público: pois é formado por normas cogentes / obrigatórias / compulsórias. Art. 3º CTN. Obrigatório por causa do art. 5º II, CF; o Estado regula a obrigação de cobrar tributos. Obrigacional: por ter natureza pública (caráter compulsório). Comum: pois não é uma matéria específica. Um tributo instituído vale para todos, é genérico. Ex. IPVA: todos que têm automóvel o devem.

Aula dia: 15/03 DIREITO TRIBUTÁRIO E A RELAÇAO COM OUTRAS DISCIPLINAS DO DIREITO Privado: Direito Civil Direito Empresarial Direito do Trabalho? Direito Internacional Privado Público: Direito Constitucional / Processo Direito Penal / Ambiental Direito Eleitoral / Previdenciário Dto Administrativo Dto Financeiro* / Dto Tributário No direito civil que o tributário busca seus conceitos para elaborar seus tributos, ex. hipóteses de incidência tributária (esta está como o fato típico para o direito penal). Ex: ser proprietário de veículo automotor. Estuda-se em direito civil o termo propriedade. Hipótese de incidência tributária é o mesmo que fato gerador “in abstrato” (só está previsto na lei), e o fato imponível tributário é o fato gerador “in concreto” (ocorreu efetivamente a situação). Fato gerador é o fato que gera, por parte do poder público, a possibilidade de circular mercadoria. Ex. para fins de ICMS é necessário que se mude a titularidade. Tem que sair do atacadista (IPI) e ir para o varejista (ICMS) e deste para o consumidor. No direito empresarial, principalmente ICMS os conceitos são buscados neste ramo do direito. Buscase como apurar o ICMS.

3

transferir para os municípios. excesso de exação (o fiscal exagerar na hora de cobrar o tributo). Aula dia: 20/03 NOÇÕES DE DIREITO FINANCEIRO Art. de nação para nação. 157 e ss da CF/88 Entrada é todo ingresso de dinheiro nos cofres públicos (erário/tesouro da União. O conceito. tudo isso está na CF (direito constitucional). é administrativo. Direito administrativo – o processo administrativo tributário. não pode haver bis in idem na tributação. No direito internacional público. caução. pois lembra fiscalização. e também em pagamentos de imposto de renda sobre salários. está ligado com a repartição das receitas tributárias. prevaricação (o fiscal finge de morto porque recebeu propina – corrupção). ele dá mais dinheiro aos municípios que têm projetos favoráveis para o meio ambiente. termo não muito adequado. Direito ambiental não tem uma ligação tão direta. Como o direito tributário já é naturalmente público. as mercadorias importadas para fins da copa serão isentas de tributo. nem toda entrada compõe a receita do Estado.Direito Tributário . os princípios tributários. do Estado e do Município). os dois países cobrando o mesmo tributo. o tributo. e as Procuradorias Municipais. Antigamente. em pagamento da previdência. Lei 8137/90 – trata de crimes contra a ordem tributária. Outro ex. sua relação é indireta. tratando-se dos tratados de convenção internacional remete a tributos. e se compõe de Ministério da Fazenda (Receita Federal) e as SEFAZ (Secretaria de Fazenda). A doutrina atribuiu ao direito tributário somente a arrecadação. Houve uma época que o direito tributário foi chamado de direito fiscal. e esta é subdividida em: arrecadação e gastos (ou despesas). Etc. fiança e os empréstimos em 4 . Entretanto. chamava-se o direito tributário de direito financeiro. sua relação com o tributário não é direta. É a Procuradoria da Fazenda Nacional. antes de ser tributário. quando se fala em fisco: é o órgão que fiscaliza a arrecadação. Ex: ICMS ecológico: quando o Estado vai repartir as receitas tributárias. No direito agrário. Ex. competências para instituir e cobrar tributos. O direito financeiro cuida das finanças do Estado. social ou público?). O direito do trabalho (privado. que não permanecem nos cofres públicos (ex. e com este não se confunde. pois existem as entradas provisórias. Fazenda Pública é o Estado em juízo. Direito penal: ex.Professor Nilton Elaine Gianotto No internacional privado. a Procuradoria Geral dos Estados. O processual: processo administrativo! Ex. as normas do direito tributário. Sonegação fiscal é considerada crime. contraditório e ampla defesa. mas por força do direito previdenciário. sua relação com os ramos do direito público já é direta. não é o fisco.

como no caso de herança jacente (para o município) ou doação. 150. OUTRAS RECEITAS: Receitas originárias ou facultativas são oriundas do patrimônio do Estado e se traduzem nos preços cobrados (ex. analisar-se-á todos os tipos de receitas. LDO: Lei de Diretrizes Orçamentárias LOA: Lei Orçamento Anual PPA: Plano Pluri Anual As receitas são estimativas. devidos em caso de guerra externa ou sua iminência (art. contrato de compra e venda. ou seja. ex. pelo sistema de cobrança de tributos. que as arrecadou. as entradas definitivas são aquelas que se realizam por meio da cobrança de tributos e dos preços públicos (tarifas). são periódicas. por exemplo. ex. Receitas transferidas são aquelas repassadas por outro ente político. Receitas gratuitas são as que o Fisco arrecada sem nenhuma contrapartida. Essas receitas são aprovadas e arrecadadas no curso do exercício do orçamento.: cobrança de tributos. 5 . preços públicos (tarifas). Receitas obrigatórias são aquelas arrecadadas de forma vinculada e obrigatória. III. Esse princípio significa que um tributo jamais pode ser instituído em um exercício e ser cobrado neste mesmo exercício (de 1º janeiro a 31 de dezembro e ter no mínimo 90 dias de interregno). Receitas contratuais derivam de ajustes entre o ente estatal e particulares. RECEITAS PÚBLICAS: Receitas ordinárias são as que entram regularmente nos cofres públicos.Professor Nilton Elaine Gianotto geral). como no caso da cobrança de tributos. ambos da CF). A partir deste momento. alugueis recebidos). receitas previstas no orçamento. as despesas devem ser certas. de fornecimento de mercadorias e serviços. 154. Receitas extraordinárias são provenientes de tributos instituídos em caso de anormalidade (excepcionalidade-calamidade pública). I. e 148. não precisando respeitar o princípio da anterioridade (art. “b”. Ao contrário. os impostos extraordinários (Só a União que pode instituir esses impostos extraordinários) e os empréstimos compulsórios previstos na CF. II.Direito Tributário . CF). Receitas derivadas ou compulsórias advêm do constrangimento do patrimônio particular.

O poder público impõe a cobrança daquele valor. mas esta delega ao INSS a capacidade para cobrar a contribuição. mas a venda. Minas Gerais decretou moratória e o Presidente da República ameaçou reter seus créditos). É defesa a retenção ou qualquer restrição à entrega e ao emprego dos recursos destinados à transferência (art. Existem também o preços quase-privados. a União e os Estados não estão impedidos de condicionar a entrega ao pagamento de seus créditos (art. 160. o negócio é do particular. o Estado cobra valor reduzido ou nem cobra o serviço. ex.Professor Nilton Elaine Gianotto PREÇOS PÚBLICOS E TARIFAS FACE O DIREITO FINANCEIRO Nos preços públicos a arrecadação ocorre com prevalência do interesse do usuário do serviço.: contribuição previdenciária (a competência para legislar sobre o assunto é da União. Decorre de um contrato de concessão/delegação. o Estado procura.: livro didático. tornando-se sujeito ativo da obrigação tributária). 150 e ss. SISTEMAS DE ARRECADAÇÃO Na fiscalidade. Tarifas são os valores cobrados dos usuários que utilizam serviços de utilidade pública pelas empresas privadas que recebem a delegação dos direitos de prestar tais serviços. ICMS-ecológico). ou seja. 160. CF) (ex. A DESPESA 6 . estimular determinado ramo de atividade ou determinada região (ex. a atividade do poder publico se volta única e exclusivamente para a entrada de numerário. CF). ex. § ú.E. o Ente Político (U.M. Na extrafiscalidade. através de concessão de incentivos fiscais.: venda de álcool combustível. TRANSFERÊNCIA DE RECEITAS É disciplinada pela CF.DF) que detém a competência tributária (poder legiferante – de legislar) outorga a terceiro a capacidade tributária (poder de arrecadar – cobrar e fiscalizar tributos).Direito Tributário . No entanto. quando o interesse primordial é o lucro do Estado. ex. Art. Zona Franca de Manaus. Na parafiscalidade. sem qualquer outra preocupação.

e. desde que expressamente previsto em lei. atos normativos – decretos. Pressupõe: . toda despesa deve estar prevista no orçamento. II.Professor Nilton Elaine Gianotto Segundo o art. É permitido o regime de adiantamento. Após é emitido Ordem de Pagamento pela autoridade competente. sendo vedada a realização de despesa ou a assunção de obrigações diretas que excedam os créditos orçamentários ou adicionais. onde se identificarão a origem. fundo ou despesa. CLASSIFICAÇAO DAS DESPESAS Despesas correntes Despesas de capital Despesas ordinárias Despesas extraordinárias Aula dia: 22/03 SISTEMA TRIBUTÁRIO NACIONAL: formado em duas etapas: em âmbito constitucional e em âmbito infraconstitucional (não é só lei: leis – CTN e outras. segundo o princípio da não-afetação. Realização depende de prévia licitação publica e prévio empenho.Os dispositivos constitucionais que têm direta pertinência com o tributo ou com a tributação (arts. CF. EMPENHO Ato emanado da autoridade que cria para o Estado a obrigação de pagamento e não pode exceder o limite do crédito concedido. 167. come exíguas exceções. a importância e o credor. tributo (é o propriamente dito) – tributação (a forma pela qual se cobra o tributo).Direito Tributário . cartão coorporativo). o objeto. tende a abusar dele. a destinação da receita é livre. sendo defesa a vinculação da receita de impostos a órgão. O pagamento da despesa depende de procedimento denominado liquidação de despesa. 145 ao 156. Consiste na entrega de numerário ao servidor antecipadamente para que efetue a despesa posteriormente (ex. Em regra. CF). OS LIMITES DO PODER DE TRIBUTAR – pois geralmente quem tem o poder. 7 . regulamentos).

bem como por todo o CONJUNTO DE REGRAS adequadas a cada matéria. Ex. 150. 3.As limitações constitucionais ao poder de tributar (imunidades ou vedações – direitos e garantias individuais). DIFERENÇA ENTRE bis in idem e bitributação – invasão de competência. se outro ente quiser cobrar o mesmo tributo que o município é invasão de competência / bitributação / bis in idem. IPTU e ITBI.E os meios para os contribuintes defenderem tais direitos. verifica-se a bitributaçao. a descrição da hipótese de incidência tributária é o mesmo que fato gerador in abstrato (se ocorrer. Templo Partidos políticos Entidades sociais dos trabalhadores Instituição de educação Sem fins lucrativos Instituição de saúde sem fins lucrativos Imunidade recíproca.Professor Nilton Elaine Gianotto .. no bis in idem o mesmo ente politico tributa mais de uma vez o mesmo contribuinte em razão da mesma causa”. 6. 173 § 1º Aula dia 27/03 8 . O poder de tributar é limitado pelos PRINCIPIOS GERAIS TRIBUTÁRIOS. . ex. A CF traçou hipóteses de incidência. . mas devido às medidas. IMUNIDADE: só se refere a impostos. IV. Bitributação: É o fenômeno pelo qual o mesmo fato jurídico vem a ser tributados por duas ou mais pessoas políticas. município só pode cobrar ISS.Os limites à competência dos entes públicos. CF/88 Proíbe a instituição do imposto. a descrição de hipóteses de incidência de cada um dos tributos deixando pouca liberdade ao legislador ordinário. “quando entes políticos distintos (a União e um Estado-membro) exigem do mesmo contribuinte tributos idênticos. Dois impostos sobre o mesmo ato ou coisa decretados pela mesma autoridade. 2. 5. gerará a obrigação de pagar o tributo) e fato imponível tributário é o mesmo que fato gerador in concreto. incluindo autarquia e fundações – art. 4. Concorrência de dois entes públicos diferentes. 1. pelas VEDAÇOES CONSTITUCIONAIS e ainda. O município entende que é urbano e lança IPTU. Bis in idem: mesmo fato jurídico e tributado duas vezes ou mais pela mesma pessoa política. também é lançado o ITR pela União..Direito Tributário . pelas IMUNIDADES TRIBUTÁRIAS. e pouco deixou de liberdade ao legislador ordinário. de bitributação: tenho uma chácara que com o tempo ficou no centro da cidade.

lançar outros impostos por meio de lei complementar. Não pode instituir e majorar tributos. 154.Direito Tributário . Ressalta-se que houve exclusão expressa a competência dos municípios. (Sob pena de caracterizar ilegalidade ou ineficácia). somente serão válidas as disposições estaduais que não contrariem as federais que forem editadas. 24. é criação doutrinária com base na legitimidade. COMPETÊNCIA RESIDUAL – compete à União. 153. (validade. 7º § 3º CTN). Exclusiva. dentro da área de atuação de cada uma. DNER. Só tem o poder de cobrar e fiscalizar. à União. No DT quando se fala em privativa ou exclusiva quer dizer que é só daquele ente. Não existe delegabilidade. Estados. adequação daquela norma ao sistema normativo). DF (art. SISTEMA CONSTITUCIONAL TRIBUTÁRIO 9 . Rol fixo e limitado. II. Capacidade não é prevista na CF. desde que não cumulativos e com fato gerador diverso dos impostos existentes. concomitantemente. instituir ou majorar tributos. facultativamente. Sob pena de bitributação e bis in idem. aos Estados e ao DF. CF). Também conhecida como competência “subsidiária” ou “substitutiva” (art. pois a competência é só de um ente. Podem outros entes públicos editar normas gerais válidas quando a União se omitir (art. 154. exclusivamente. se delegar à PJDprivada pressupõe relação contratual (art. CF). É um instituto emprestado do processo civil. Quem recebe a capacidade tributária: ex. A competência para legislar sobre o direito tributário. no caso de guerra externa ou sua iminência ou calamidade (art. taxas e contribuição de melhoria. Porém sobrevindo lei federal. I) (art. A União legisla sobre normas gerais e o Estado fica com a competência suplementar. INSS. além daqueles previstos no art. mas algumas leis orgânicas municipais abordam a matéria. COMPETÊNCIA COMUM – quando é pertinente a todas as entidades. 148. 147. que compete privativamente aos municípios. COMPETÊNCIA EXTRAORDINÁRIA – refere-se a impostos que podem ser criados pela União. I e II. como no caso do IPTU. Não havendo lei federal. I). CF (art. financeiro e sobre orçamento é concorrente da União.Professor Nilton Elaine Gianotto COMPETENCIA E CAPACIDADE TRIBUTÁRIA Competência é prevista na CF. CF). 24. COMPETÊNCIA PRIVATIVA – quando a competência pertence a uma só entidade (ente). É o poder de um ente criar. o Estado fica com a competência legislativa plena. ex. COMPETÊNCIA CONCORRENTE – é atribuída. Porém. Fala-se da capacidade de poder estar no polo ativo da RJ processual. §§ 3º e 4º ).

CF – não basta ser lei.contribuições sociais (INSS). II e IE são reguladores do mercado interno e externo e também o câmbio. 5º. guerra externa ou sua iminência ou calamidade publica.Direito Tributário . 148. tem 4 que não precisam respeitar o principio da anterioridade. 150. I CF) Nesses casos não precisa respeitar nem os noventa dias. III. IOF e IPI.Professor Nilton Elaine Gianotto . §2º CF. estrita legalidade (o que a lei expressamente o autoriza) ou reserva legal (ART. Outra exceção art. trata das penas acessórias. não expede nota. Art. IE. 03 – Princípio da irretroatividade. 10 . regra geral. II CF). III. 62. “b” CF. “c” CF. 146. 145. tem que ser lei complementar p. 150. 97. enfim. “a”. Discussão se o principio da legalidade atinge esses casos: a doutrina majoritária entende que não obrigatoriamente deve ser lei. art. 153 CF. II. II. Obs. Ver art. 04 – Princípio da isonomia ou igualdade. 02 – Princípio da anterioridade (diferente da anualidade: além de poder ser cobrado somente no exercício seguinte. salvo isso. Art. (art. O da anterioridade basta que o tributo seja cobrado no exercício seguinte. a lei é irretroativa. (art. 150. Cabe a retroatividade pro-contribuinte. Deve-se observar a noventena. do tributo propriamente dito. Exceções: impostos extraordinários. Deve-se respeitar somente a noventena após a data da publicação.). diz que em qualquer situação. MP – VER ART.PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS TRIBUTÁRIOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS TRIBUTÁRIOS EXPRESSOS: 01 – Princípio da legalidade (Lei). 150. § 6º . CF “tratar igual os iguais e desigual os desiguais na medida da sua desigualdade”.ex. deve-se tratar também das Penas acessórias para quem não escritura. qualquer aumento de tributo ou instituição dev ese respeitar a noventena.III. O IPI nessa mesma sistemática. Art. art. Exceção: art. 106 CTN. não basta só tratar da alíquota. O ente só pode instituir ou majorar tributos dali para frente. nunca para trás. CTN e 113. empréstimos compulsórios. ainda tinha que obrigatoriamente estar previsto no orçamento como estimativa de receita). as obrigações determinadas pela secretaria de fazenda.

etc. essa regra deve valer para todo o território. Um tributo não pode ser cobrado com efeito confiscatório. quem ganha mais paga mais.salvo quando abate ou quando ultrapassa a fronteira) então. Esse princípio diz: como todos são públicos. um não pode cobrar tributo do outro.Professor Nilton Elaine Gianotto 05 – Princípio da capacidade contributiva. Ex. 07 – Princípio da uniformidade geográfica ou nacional. um tributo tão alto que incorra em confisco (tomar um bem). pois a proposta é incentivar o desenvolvimento da região norte do país. é uma exceção a esse princípio. 06 – Princípio da vedação à tributação confiscatória. 08 – Princípio da territorialidade da tributação. 11 . Estados não podem cobrar dos municípios. deve haver uma uniformidade. alguns doutrinadores entendem como princípio. N1 ATÉ AQUI. quem ganha menos paga menos. A Zona Franca de Manaus não paga nada. proibição de confisco ou vedação ao confisco.Direito Tributário . vedação de efeitos confiscatórios. outros não. União não pode cobrar tributos dos Estados. sem discriminar nenhum Estado. não pode beneficiar um Estado em detrimento do outro. ou seja. não pode cobrar ICMS em nenhuma cidade do Estado. 09 – Princípio da imunidade recíproca das esferas públicas. que deve ser todo abrangido. quando você estipula uma regra. Se o Estado tem o ICMS diferido (gado não paga ICMS na movimentação .

9 – princípio da indelegabilidade da competência tributária. 7 – Princípio da isonômica tributação da renda nos títulos da dívida pública e nos vencimentos dos agentes públicos. 2 – Princípio da supremacia do interesse público ao do particular. 3 – Princípio da indisponibilidade do interesse público. 8 – princípio da proibição das isenções heterônomas. 11 – princípio da não-discriminação tributária em razão da procedência (origem) ou do destino dos bens. 4 – Princípio da autonomia municipal. PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS TRIBUTÁRIOS INEXPRESSOS 1 – Princípio da isonomia das pessoas constitucionais. 5 – Princípios da universalidade ou generalidade.Professor Nilton Elaine Gianotto 12/04 – MATÉRIA PARA N2 10 – princípio da imunidade de tráfego. 10 – princípio da tipicidade ou tipologia tributária. 6 – Princípio da progressividade (Estatuto de cidade).Direito Tributário . PRINCÍPIOS TRIBUTÁRIOS ESPECÍFICOS 1 – princípio da não-cumulatividade (IPI e ICMS) 17/04: LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA: 12 . liberdade de trânsito ou ilimitabilidade ou não limitação ao tráfego de pessoas ou bens e a ressalva do pedágio.

Através de ADI (legitimados do art.  FONTES SECUNDÁRIAS: 13 . tem relevância. Como o tratado é introduzido na legislação brasileira? Decreto legislativo via Congresso Nacional. Maioria simples = maioria dos presentes).CF e emendas constitucionais – até quando essa EC pode ser analisada sobre sua constitucionalidade? Não há uma concepção. Leis delegadas = poder legislativo delega a competência para o poder executivo legislar sobre específico assunto. § 2º. 148. V. 2. 84. . pois agora não há mais impedimento. . I. Fato imponível quando realmente ocorre a situação. Ex. no quórum que é maioria absoluta (lei ord.Professor Nilton Elaine Gianotto FONTES DO DIREITO TRIBUTÁRIO 1. 62. A partir do momento em que entrega a mercadoria para alguém. Decreto-lei é a antiga medida provisória). leis delegadas. CF) – o Brasil deve ser signatário. CF). concluiu-se doutrinariamente que o ponto máximo é quando o STF se pronuncia. posso utilizar a LC. CF) E medidas provisórias *(estas podem criar tributos. mas não há tempo para isso. art. desde que surja um caso fático para essa análise. CF. FONTES FORMAIS SUBDIVIDIDAS EM:  FONTES PRINCIPAIS/DIRETAS: Leis:: (em sentido amplo): . pode o mais! . (obs. A partir do momento que a EC se consolida na sociedade jurídica ela está inserida na CF. Quase perdeu a relevância. haja vista que há expressa previsão constitucional (art. Observar se esses atos e situações tem hipótese de incidência tributária.Direito Tributário . FONTES MATERIAIS: são atos e situações que dão origem à obrigação tributária. VIII. aí sim. Se a CF não diz que deve ser LC para instituir algo. lei que aumenta o subsídio de deputados.leis complementares (arts.g. circular mercadoria dentro da cidade não é relevante para o direito tributário enquanto não mudar de mão. 103. pois quem pode o menos. LC deve estar expressa na CF dizendo que é lei complementar. pois hoje existe a MP que não precisa de autorização para ser editada. decretos legislativos (art. 59. Decretos legislativos = é uma norma que inicia no legislativo.g. FONTES FORMAIS: conjunto de normas que se aplicam aos atos e às situações.leis ordinárias. 146.CF). CF) – a diferença para as outras leis está no processo legislativo.tratados e convenções internacionais (art. pode ser a qualquer tempo. Códigos. V. 49.

: Lei federal só se aplica à União. APLICAÇÃO DA LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA: a aplicabilidade da lei refere-se à possibilidade de aplicação da lei vigente a um caso concreto. no território nacional. entrará em vigor. estadual.Professor Nilton Elaine Gianotto Atos administrativos normativos em geral. pareceres etc). só aproveita àqueles que se encontram na situação ensejadora da cobrança do tributo. RF sempre explica o que declarar via instrução normativa). e a lei nacional vale em qualquer cidade do nosso país. Normalmente as leis indicam a data em que entrarão em vigor. ou seja. 100. você não precisa vir pessoalmente ao TAT. salvo no caso de vacatio legis (espaço de tempo ente a publicação da leia e a data fixada para sua entrada em vigor). São atos que impõem normas à sociedade. distrital). Fora do território nacional o prazo estende para 3 meses (art. Não dispondo a respeito.g. ordens de serviço (usa muito na Sefaz – qual estabelecimento que o fiscal vai fiscalizar). 1º § 1º da LINDB). instruções normativas (v.  VIGÊNCIA DA LEGISLAÇAO TRIBUTÁRIA: (prova diferença aplicabilidade e vigência) Vigência: É a lei pronta e acabada (Celso Bastos). costumes administrativos (art. Obs.  FONTES INDIRETAS: Doutrina (ensinamentos dos mestres e estudiosos. v. atinge a todos. e a Jurisprudência (interpretação da lei pelo judiciário – decisões reiteradas de julgados). atos. geralmente na data da publicação. resoluções. CTN). Está em vigor a lei que completa os trâmites para a sua formação (sancionada e publicada no órgão oficial). materializados em livros. etc.Direito Tributário . artigos. 14 . como os decretos: peculiaridade: só podem ser expedidos pela autoridade máxima – chefe do executivo (federal. 1º LINDB). regulamentos (baixado por um decreto regulamentar). convênios entre órgãos estatais (CONFAZ – convenio das fazendas) secretários de fazenda se reúnem e discutem todas as questões tributárias pertinentes aos Estados. é geral. 45 dias após a publicação (art. circulares (banco central usa muito). palestras. municipal.g recursos ao tribunal administrativo tributário – você protocola nas agenfas da região e esta envia para o TAT. portarias (ministério saúde usa bastante).

For mais benéfica ao contribuinte. II – à natureza ou às circunstâncias materiais do fato. excepcionalmente a lei poderá retroagir (art. 195. A lei tributaria não pode alterar a definição. IV – à natureza da penalidade aplicável. 106. As leis não se aplicam a fatos passados. b. 5º. (Um artigo interpreta o outro). 150. ou à natureza ou extensão dos seus efeitos. resolvendo aparentes contradições. expressa ou implicitamente. pareceres. Lógica: reconstrução do pensamento do legislador. pela CF. 15 . etc. Jurisprudencial: feita pelo judiciário. III – à autoria.CF. * 6º CF.CF. III “b”. For meramente interpretativa (explicativa). A lei tributária que define infrações. c. em alguns casos. A lei nova deve respeitar o direito adquirido (situação definitivamente constituída no regime da lei anterior. na aplicação da lei aos casos concretos. mas aos presentes e futuros (princípio da irretroatividade). 112. para definir ou limitar competências tributárias (art. 19/04:  INTERPRETAÇAO DAS NORMAS TRIBUTÁRIAS: Autentica: Trata da mesma lei. Ex. imputabilidade. III “c”CF. ou lhe comina penalidades. CTN) quando: a. não tem impedimento para ser aplicada ao caso concreto.Direito Tributário . princípio da anterioridade (art.Professor Nilton Elaine Gianotto É a lei que. CTN). No entanto. 150. artigos palestras. Doutrinária: dada pelas lições de professores. 90 dias – art. ou punibilidade. além de estar em vigor. Cominar pena menos severa. pelas Constituições Estaduais ou pelas leis orgânicas do DF ou dos municípios. o ato jurídico perfeito (já consumado segundo lei anterior) e a coisa julgada (qualidade que a decisão judicial adquire de ser imutável depois que dela não couber mais recurso). o conceito e o alcance de institutos. interpreta-se da maneira mais favorável ao acusado. XXXVI. ou à sua graduação (art. O sentido é explicado por outra lei e. CTN). previstos no art. utilizados. aulas. em caso de duvida quanto: I – à capitulação legal do fato. 110. noventena das contribuições – art. juristas e estudiosos. por dispositivo específico da mesma lei. por meio de livros. conceitos e formas de direito privado (civil ou empresarial).

Essa interpretação não tem exceções. mas nem sempre isso é possível. Histórica: analisa a lei em conformidade com o momento social em que foi editada. 108 do CTN: (nesta ordem) 1.Professor Nilton Elaine Gianotto Literal ou gramatical: fulcrada nas regas gramaticais (interpreta-se literalmente a legislação tributária que disponha sobre: “I suspensão ou exclusão (ex. Restritiva: limita o sentido do texto restringindo o alcance para outras situações semelhantes. interpreta-se da maneira mais favorável ao acusado”. gerais de dto público 4. má-fé. Art.art.analogia 2. Quando isso ocorrer faz-se necessário integrá-la (completa-la) de acordo com certos critérios constantes do art.princ. inclua. II – outorga isenção. gerais de dto tributário 3. CTN. deve integrá-la (complementá-la).costume (art. 16 . Faz essa interpretação no caso de padrão popular que more lá os herdeiros. 111. ou lhe comina penalidade. ITCMD – isenção para quem tem casa padrão popular. III. Extensiva: amplia o sentido da lei para abranger casos semelhantes.equidade 5. Teleológica ou social: compreende os fins sociais para que a lei foi editada. e não a má-administração. O juiz não pode deixar de julgar a matéria. vamos aumentar a alíquota de tal tributo porque está prejudicando tal coisa nesse momento Sistemática: harmoniza o texto da lei com o sistema jurídico todo. É a mais importante! Igual in dubio pro mísero (trabalho) e in dubio pro reu (penal) aqui in dubio pro contribuinte (tributário). Crime de sonegação fiscal. 112. Tentar alcançar o máximo de pessoas possíveis. Não é logico exigir que todos os herdeiros morem na casa.CTN).Direito Tributário . III – dispensa do cumprimento de obrigações tributárias acessórias”. pois algumas vezes ela é omissa. Ex.princ. De Direito comparado: confronte com lei nacional com a de outros países. se não houver lei. 100. Na duvida. Deve ser ao pé da letra. Principalmente II E IE. Ex. Benéfica: “a lei tributária que define infrações. dos padrões populares das casas. e. anistia) do credito tributário. isso é crime. Ex. 24/04/13 INTEGRAÇÃO DA LEI TRIBUTÁRIA Todos devem seguir a lei. CTN) **Nem todas as situações são previstas em lei. analisar se houve dolo.

III. Porém. adaptando razoavelmente a ordenação legal ao caso concreto. ICMS e IPI são parecidos – ambos são aplicados em mercadorias – então pode-se utilizar analogicamente uma regra do ICMS. O tributo deve estar previsto em lei. para facilitar seu entendimento.Direito Tributário . 109 do CTN). Ex. 108. para aplicar no caso concreto do IPI.ex. do conteúdo e do alcance de seus institutos. Ex. Princípios gerais de direito tributário são aqueles estudados no tópico Sistema Constitucional Tributário. A analogia não consegue ser aplicada quando o caso é sui generis (muito específico). 100. constituem em critérios adotados pela doutrina ou jurisprudência que regulam as situações não previstas em leis. temos o direito de propriedade. Ex. jamais a equidade poderá dispensar o pagamento de tributo devido (art. Princípios gerais de direito público são critérios maiores adotados pelo direito público para resolver situações não reguladas pela lei ou pelos princípios gerais de direito tributário e pela analogia. HIERARQUIA DAS NORMAS 17 . e isto não está em lei. Costume é prática reiterada de atos pelas autoridades administrativas (art.. Ver art. IPVA) . Equidade é a solução equânime do caso concreto. p.: protocolo de recurso administrativo pode ser protocolado na Agenfa da cidade do contribuinte. e sim numa prática reiterada. § 10 CTN). (Principio da razoabilidade e da proporcionalidade). do CTN). 108. Os princípios gerais de direito privado utilizam-se para pesquisa da definição.quando isso ocorrer deve restar claro o principio da tipicidade tributária.Professor Nilton Elaine Gianotto Analogia é a aplicação a um caso não previsto de regra que rege hipótese semelhante. afim de não se obter um confronto entre direito privado e público. § 2º. conceitos e formas. 145 CTN. mas não para definição dos respectivos efeitos tributários (art. do CTN). quando o poder público vai retirar parte dessa propriedade (cobrando IPTU. com bom senso. Mas o emprego dessa analogia não poderá resultar na exigência de tributo não previsto em lei (art. Os casos de integração da norma tributária também podem ser utilizados para a interpretação da lei.

“existe a norma..: um assunto é regulado por lei ordinária – esta lei é existente e valida quanto à matéria. essa lei refere-se à norma válida. VIGÊNCIA É DIFERENTE DE APLICAÇAO: A vacatio legis diz respeito a eficácia da norma. inconstitucional etc. O tratado de matéria tributária tramita como decreto legislativo e na pirâmide se põe como lei ordinária. II. afastando quaisquer eventuais contradições aparentes. produção de efeitos. se fundamenta em uma norma hierarquicamente superior. sem contrariar. só pode raciocinar em termos de norma válida ou inválida. E uma norma inválida não obriga ninguém.Direito Tributário . Não havendo fundamentação na norma hierarquicamente superior ou havendo contradição (. 18 . a pagar um tributo. inclusive e especialmente. e invalida quanto ao aspecto formal. pois deveria ter sido criada por lei complementar. segundo o insígne jurista HANS KELSEN.) não é norma. A invalidade pode ser material – quanto ao conteúdo da norma – ou formal – quanto ao procedimento de criação da norma. "Uma norma é válida quando. 03/05 Decreto: só pode ser feito pelo chefe do poder executivo. 5º. este será inexistente. a aplicabilidade ocorre depois. É a consagração do art.. utilizando-se do critério da hierarquia. “Toda norma que contrariar ou não se fundamentar em uma norma hierarquicamente superior. a inferior é sempre inválida. é um dado pré-jurídico. pois norma inválida (ilegal. O jurista. Destarte. Ex. é existente após a vacatio legis”. (estrutura hierarquizada das normas). diante de uma norma jurídica.). da Constituição da República. a norma inferior é sempre inválida”. pois. Preciso verificar se é valida de acordo com todo o ordenamento. e assim não obriga ninguém a pagar tributo. ou seja. uma norma sempre será válida se estiver de acordo com uma norma hieraquicamente superior.Professor Nilton Elaine Gianotto É inaceitável dizer que uma lei tributária é injusta. PARA A PROVA N2: É POSSÍVEL A COBRANÇA DE TRIBUTO EM FACE DE ATIVIDADES ILEGAIS?? (2 PONTOS) Segundo YOSHIAKI ICHIHARA. Portanto. da cronologia e da especialidade. se outro fizer. justiça ou injustiça é extrajurídico (subjetivismo).

Concluindo. “demonstrando que as normas são hierarquizadas e que o fundamento de validade está em que a inferior extrai a sua validade na superior”.Tratados e Convenções Internacionais (*Tema aporético). . segundo YOSHIAKI ICHIHARA. na criação (elaboração) da norma. Vigência é uma coisa. 59 da Constituição Federal e a doutrina instituem uma hierarquia entre as normas escritas. Decretos Legislativos. “O sistema jurídico é constituído por um conjunto de normas em que as partes se harmonizam com o todo e o todo com as partes. 100 do CTN): SEÇÃO III Normas Complementares 19 .Professor Nilton Elaine Gianotto Essa invalidade pode ter como causa o aspecto material ou formal. formando um conjunto único e harmônico”. Leis Delegadas. respeito à vacatio legis). . Outro aspecto é o da eficácia da norma.Direito Tributário .ex. Medidas Provisórias. . conforme preleciona Hans Kelsen.Constituições Estaduais e as Emendas à Constituição. . que avalia se uma norma válida produz ou não efeitos. ou seja. que idealizou uma perâmide jurídica. terá que aguardar a noventena para ser aplicável. conforme abaixo se descreve: . aplicabilidade é outra: mesmo vigente uma lei do IPI p. As normas que compõem o ordenamento jurídico nacional são hierarquizadas.Leis Ordinárias. Material quando o conteúdo da norma inferior contraria o conteúdo da superior e formal quando.Leis Complementares (* Tema aporético). jurista austríaco.Normas Complementares (art. não se obedeceram às formalidades legais previstas para a sua criação. .Constituição Federal e as Emendas à Constituição. OS TRATADOS E CONVENÇÕES INTERNACIONAIS QUE TRATAM DE MATÉRIA TRIBUTÁRIA ENCONTRAM-SE EM QUE POSIÇÃO HIERÁRQUICO-NORMATIVA DENTRO DO NOSSO ORDENAMENTO JURÍDICO? O art. há possibilidade de aplicação prática para a resolução de problemas concretos ou não (ex.

CONFAZ) Parágrafo único. (decretos dos chefes do Executivo. decreto nunca. . A observância das normas referidas neste artigo exclui a imposição de penalidades. consequentemente ineficazes.as práticas reiteradamente observadas pelas autoridades administrativas. (ex.Há doutrinadores que incluem as Normas Individuais (sentenças. 20 . São normas complementares das leis. dos tratados e das convenções internacionais e dos decretos: I . a cobrança de juros de mora e a atualização do valor monetário da base de cálculo do tributo.as decisões dos órgãos singulares ou coletivos de jurisdição administrativa .Professor Nilton Elaine Gianotto Art. 1999. circulares. 2º ed. 97: somente a lei pode instituir tributo ou extinguir.os atos normativos expedidos pelas autoridades administrativas. pois a alteração na base acarretou no aumento do tributo.) II .. em sua sublime obra Constituição da República Federativa do Brasil anotada e legislação complementar. São Paulo. portarias. § 1º majore o tributo não por lei. instruções normativas. Art. Art. Editora Saraiva. o Distrito Federal e os Municípios. a que a lei atribua eficácia normativa. A Constituição Federal fundamenta e extrai seu conteúdo de validade numa norma hipotética fundamental. LUÍS ROBERTO BARROSO.) OBSERVAÇÕES RELEVANTES Todas as leis infraconstitucionais buscam fundamento de validade na lei superior sob pena de serem declaradas ilegais e inconstitucionais. resoluções.os convênios que entre si celebrem a União. os Estados. ordens de serviço etc. IV . 96 CTN: É uma lei diferente de legislação tributária – integra a LT. contratos.Direito Tributário . burlando a regra que exige a lei. alterando a base de calculo e faz por decreto. cita jurisprudências do Supremo Tribunal Federal que hão de ser transcritas. negócios jurídicos etc. pareceres jurídicos que o chefe do Executivo atribui caráter ou efeito normativo) III . (ex. 100.

força de lei ordinária (tratados que não sejam sobre direitos humanos). III . b) hierarquia supralegal (tratados de direitos humanos aprovados antes de 2004 – e.as hipóteses de exclusão. 39. 97. ressalvado o disposto nos artigos 21. A expressão "legislação tributária" compreende as leis. e do seu sujeito passivo.a majoração de tributos. no todo ou em parte. IV .Professor Nilton Elaine Gianotto Qual é a posição hierárquico-normativa do tratado ou convenção internacional que trata de matéria tributária? Resposta: hoje. 39. §3º). 5º. ressalvado o disposto no inciso I do § 3º do artigo 52. portanto.a definição do fato gerador da obrigação tributária principal. c) hierarquia legal. os decretos e as normas complementares que versem.a cominação de penalidades para as ações ou omissões contrárias a seus dispositivos. ou a sua extinção. os tratados internacionais podem ter no ordenamento brasileiro três diferentes posições hierárquicas: a) hierarquia constitucional (tratados de direitos humanos aprovados pelo trâmite das emendas constitucionais: art. 26.a fixação de alíquota do tributo e da sua base de cálculo. sobre tributos e relações jurídicas a eles pertinentes. os tratados e as convenções internacionais. 57 e 65.Direito Tributário . sem ser pelo trâmite de emenda constitucional). 57 e 65. VI . Somente a lei pode estabelecer: I . Tratados e Convenções Internacionais e Decretos Art. ou para outras infrações nela definidas. ou de dispensa ou redução de penalidades.a instituição de tributos. ou sua redução. PRECEITOS DO CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL Art. ressalvado o disposto nos artigos 21. 21 . V . 26. suspensão e extinção de créditos tributários. SEÇÃO II Leis. 96. II .

Célio Borja). Min. que importe em torná-lo mais oneroso. 99. em sua noção conceitual. em verdade.Professor Nilton Elaine Gianotto § 1º Equipara-se à majoração do tributo a modificação da sua base de cálculo. ADIn 581-DF. Rel. a idéia e um estatuto fundamental. para os fins do disposto no inciso II deste artigo. a atualização do valor monetário da respectiva base de cálculo. O conteúdo e o alcance dos decretos restringem-se aos das leis em função das quais sejam expedidos. que reconhecendo-se legitimidade constitucional a uma determinada proposta interpretativa. excluam-se as demais construções exegéticas propiciadas pelo conteúdo normativo do ato questionado" (STF. desse modo. RTJ 140/954. 98. Rep. PRINCÍPIOS NORTEADORES DA INTERPRETAÇÃO HIERÁRQUICA NORMATIVA Princípio da supremacia da Constituição: "A superioridade normativa da Constituição traz. RTJ 101/924). 22 . "Se a única interpretação possível para compatibilizar a norma com a Constituição contrariar o sentido inequívoco que o Poder Legislativo lhe pretendeu dar. 1. A violação há de ser manifesta (STF.869. RTJ 66/631). Rel. Marco Aurélio. Min.417. Min. que implicaria. ínsita. cujo incontrastável valor jurídico atua como pressuposto de validade de toda a ordem positiva instituída pelo Estado" (STF. e serão observados pela que lhes sobrevenha. de uma fundamental law. RT-CDCCP 1/ 314. determinados com observância das regras de interpretação estabelecidas nesta Lei. o que é privativo do legislador positivo" (STF. Transcrição feita do voto do Min. Art. Os tratados e as convenções internacionais revogam ou modificam a legislação tributária interna. Moreira Alves). não se pode aplicar o princípio da interpretação conforme a Constituição. Princípio da presunção de constitucionalidade das leis: A inconstitucionalidade nunca se presume. Art. Celso de Mello). RTJ 144/146. RE 107. § 2º Não constitui majoração de tributo. criação de norma jurídica. Rel. Princípio da interpretação conforme a Constituição: "A incidência desse postulado permite.Direito Tributário . militando a dúvida em favor da validade da lei (STF.

I. JURISPRUDÊNCIA SOBRE O ASSUNTO Emendas à Constituição sujeitam-se ao controle formal e material de constitucionalidade. Rel. Também não se admite controle de constitucionalidade de lei por confronto com Constituição já revogada (STF. Rel. p. representa a capacidade de impedir o desrespeito à Constituição como um todo. automaticamente. e não a fiscalização do poder constituinte originário. pelo princípio da continuidade do direito (RTJ 71/289) (fenômeno da não recepção) Não cabe ação direta de incostitucionalidade contra lei anterior à Constituição em vigor.5. do poder constituinte derivado. emanada.Professor Nilton Elaine Gianotto Princípio da unidade da Constituição: Não existe hierarquia ente normas constitucionais elaboradas pelo constituinte originário. 102. RDA 188/288. DJU 10. Promulgada uma nova Constituição. As leis Anteriores à Constituição e que não sejam com ela incompatíveis. portanto. conferido ao STF. cuja função precípua é de guarda da Constituição (CF. RDA 191/214). 15131.. 95/980. permanecem válidas e eficazes. O poder de guarda da Constituição. RTJ 128/606). 95/544 e 107/928). art.. Moreira Alves). "A tese de que há hierarquia entre normas constitucionais originárias dando azo à declaração de inconstitucionalidade de umas em face das outras é incompossível com o sistema de Constituição rígida. incidindo em violação à Constituição originária. todas as representações de incostitucionalidade ajuizadas tendo como paradigma a Constituição superada (STF. 23 .. a Constituição não deixa de produzir efeitos revogatórios. Paulo Brossard).) A constituição sobrevinda não torna inconstitucionais leis anteriores com ela conflitantes: revoga-as. "Uma Emenda Constitucional. ou não. RTJ 130/102 E 130/1010). a fim de verificar se este teria. pode ser declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal. a)" (STF. extinguem-se..) Ação direta de que se não conhece por impossibilidade jurídica do pedido" (STF. (. ADIn 815-3. violado os princípios de direito suprapositivo incluídos por ele próprio no texto da mesma Constituição" ( STF. Min.96. Pelo fato de ser superior.Direito Tributário . ADIn 521. Min. A legislação infraconstitucional incompatível com a nova Carta fica por ela revogada (RTJ 87/758. "Lei anterior à Constituição não pode ser inconstitucional em relação à Constituição superveniente (.

cosip (contribuição social para iluminação pública). Exemplo: lei ordinária dispondo sobre matéria reservada pela nova Carta à lei complementar permanece em vigor. as taxas. continuará em vigor.Professor Nilton Elaine Gianotto Revogada a lei argüida de inconstitucional extingue-se a ação direta.  Esses critérios de identificação das espécies tributárias constituem-se na materialidade do fato gerador e o regime jurídico diferenciado para cada uma dessas espécies. a contribuição de melhoria.4. os empréstimos compulsórios e as contribuições sociais (especiais ou parafiscais). RDA 195/79. ainda que a Constituição superveniente tenha modificado o procedimento para sua edição. RTJ 77/659). necessitando para esse desiderato de recursos financeiros.Direito Tributário . por perda de seu objeto (STF. Um ato normativo validamente editado sob o regime anterior. criadas. 10/05/13 TRIBUTOS . Paulo de Barros diz que temos 5 matrizes: 1. os quais são providos pela arrecadação (receitas públicas derivadas). Ex. os impostos. Interv. Domínio econômico – cobrada pela União). Não caberia a nomenclatura “contribuição parafiscal” pois algumas contribuições são cobradas. Esses elementos são essenciais ao Direito Tributário.Impostos 24 . CID (contrib. suas características. Este tópico destina-se a estudar a definição de tributo. pois constituem seu objeto.DEFINIÇÃO E CLASSIFICAÇÃO A finalidade do Estado é a realização do bem comum. p. suas espécies e os critérios eleitos pelo legislador para a identificação das espécies tributárias. A contribuição de melhoria é especifica. se for com ela compatível (STF. Analisar-se-ão. 7378-9). Inexiste inconstitucionalidade formal superveniente. sua classificação. Geral é a contribuição social. DJU 28. sendo materialmente compatível com a nova ordem. RTJ 133/33). O fato de a nova Constituição não ter reiterado a competência do STF para editar normas processuais através de seu Regimento Interno não revoga as já existentes quando da promulgação da Carta (STF.93. fiscalizadas pelo próprio ente. especificadamente.

com sentido de obrigatoriedade (imposição tributária). 18. mercadorias etc. Lei nº 5. Você coloca o lixo. DECORAR!!! Toda prestação compulsória. pegou fogo no seu estabelecimento e você tinha uma cartela de estampilha. ou valor equivalente.  A definição de TRIBUTO se encontra explicitada no Código Tributário Nacional (CTN). Por isso. você não tem direito à restituição.Taxas a utilização do serviço tem que ser efetiva ou potencial. você já começa a pagar. Outro ex. especialmente os artigos 3º (decorar). A prestação é também pecuniária (em dinheiro).172/66. serão de graça. pois não tem como ser comprovado se a estampilha foi ou não cobrada). instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada”. se naquele dia o governo diz que os vinhos pelo qual ele pagou o IPI não serão vendidos. 16. 15. Constitui uma das 3 formas de pagamento de crédito tributário previstas no art. Estampilha normalmente está em mercadoria supérflua (vinho. 79. 3.Professor Nilton Elaine Gianotto 2. não ia mais exclusivamente para a saúde.993/99). taxa de lixo: potencial. 17.Contribuiçoes Sociais (CPMF ia para a saúde – tinha um destino certo) – na CS a característica é que o valor arrecadado tem um destino certo. O vocábulo tributo vem do latim “tributu”. 145 e seguintes e no CTN em muitos artigos. cigarro). dai quem pagou o IPI vai pedir a restituição ou vai ganhar um crédito pelo que ele pagou. A perda ou destruição da estampilha não dará ao devedor direito de restituição. por exemplo: a dação em pagamento com bens imóveis. 80. então essa matriz começou a não servir mais para a CPMF. id est. a estampilha extingue o crédito tributário quando regularmente inutilizada (sua mera aquisição não extinguirá – enquanto a estampilha está lá colada no vinho não está inutilizada. em papel selado ou por processo mecânico). em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir: o pagamento deve ser feito em dinheiro.Contribuiçoes de Melhorias 4. 82 e 217. que não constitua sanção de ato ilícito. Ex. (ex. Ex.Direito Tributário . o vinho pode demorar para ser vendido. a festa da uva pega fama e vira um evento nacional. que significa aquilo que um Estado (ou tribo) pagava ao outro como sinal de vassalagem. conforme anotação de Yoshiaki Ichihara. contribuição previdenciária vai para o INSS. sendo esta uma vinheta representativa de imposto pago que se cola em documentos ou mercadorias representando a obrigação ou a quitação pecuniária. pois ainda não está colada e o vinho ainda não foi vendido). água: passou a canaleta do esgoto. em seu art. 3º : “Tributo é toda prestação pecuniária compulsória. 78. a prefeitura recolhe.: Lei estadual de MS nº 1. PODE ser pago também por meio de selo postal ou estampilha do Tesouro. 81. Ex. em estampilhas. quando compra a cartela de estampilha o crédito do Estado ainda existe. 4º. 5º. 77.Empréstimos compulsórios 5. Em qualquer situação necessita de lei para autorizar essa forma de pagamento. PROVA!!!! 15/05/13 25 . determinado. 162 do CTN (o pagamento é efetuado: II – nos casos previstos em lei. Ao final.  Os tributos foram explicitamente previstos na CF a partir do art. em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir. (EX.

a multa decorrente da impontualidade no pagamento e. se eu delego a capacidade tributária ao INSS para cobrar sua contr. O Direito Positivo. a CF é mais recente e hierarquicamente superior. Ex. CLASSIFICAÇAO E ESPÉCIES DE TRIBUTOS Não basta a identificação genérica da figura do “tributo”. escriturar livros.Professor Nilton Elaine Gianotto Que não constitua sanção de ato ilícito. ao contrário do CTN que se expressa no plural (no sentido de se reportar às 3 esferas – federal. Outrossim. Se a lei diz cobre. jamais correção monetária e também não perdoa o tributo. haja vista que só existe uma espécie de contribuição de melhoria. O tributo é o principal. estadual e municipal). **Dois tipos de multa: . Só a administração pública (federal. Essa atividade administrativa deve ser plenamente vinculada: ato administrativo vinculado é aquele que não deixa margem para o administrador escolher a conveniência e oportunidade do ato. estadual ou municipal) pode cobrar o tributo. MF. quando ele não cumpre essa obrigação leva uma multa (puramente multa). ou seja. Na Constituição consta a expressão "contribuição de melhoria" no singular. e 3) contribuição de melhoria. É cobrada mediante atividade administrativa. esta só perdoa juros e multa. 1) impostos. . 2) taxas. Surge uma lei que concede anistia. conforme preceitua o art. sem margem de discricionariedade. Multa não é tributo.). é necessário identificar também a espécie tributária. 145 da CF e o art. por isso tem gente que confunde. id est. O tributo qualifica-se pelo fato que lhe dá origem (fato gerador ou hipótese de incidência tributária) e não pela sua destinação (Direito Financeiro) ou pelos nomes eventualmente adotados pela lei (art. somente o Poder Executivo ou a quem for delegado poderá cobrar o tributo. RF e Sefaz (agenfas. Exceções: delegação – capacidade tributária que pode ser delegada. É instituída em lei (previsão legal). Previdenciária. 26 . A multa também é obrigatória.. 5º do CTN. quem cobrará administrativamente é o INSS. é o seu caráter não punitivo. o restante são contribuições sociais. parar no posto fiscal. estabelece três espécies de tributos: Corrente majoritária. Lei produzida pelo Poder Legislativo. O acessório é a multa. o tributo é distinto da multa.Direito Tributário . 4º do CTN).a multa que é aplicada em face de um descumprimento de uma obrigação acessória: o comerciante tem obrigação de expedir nota.. Princípio da estrita legalidade. cobre efetivamente. mas a primeira é a que está correta.

MAXIMILIANUS C. 3. dado que o sistema jurídico prescreve regimes diferentes.: taxas) e não vinculados (ex. os doutrinadores pátrios divergem ao classificar as espécies de tributos. Conclusão a que se chega YOSHIAKI ICHIHARA analisando o conteúdo da materialidade do fato gerador. FÜHER subdivide as contribuições em: contribuição de melhoria e contribuições sociais. A. Deve o intérprete determinar qual a espécie tributária (natureza específica do tributo. empréstimos compulsórios e contribuições sociais. porém o STF não tem o poder de calar todos os doutrinadores tributários pátrios. IVES GANDRA DA SILVA MARTINS entende que cinco são as espécies tributárias: 1. taxas e contribuição de melhoria. De qualquer forma. subdividindo os vinculados em direta e indiretamente. econômicas e corporativas) e empréstimos compulsórios. impostos. de tributos vinculados (ex. 27 . como entende nosso Direito Positivo. contribuições (sociais. este inciso é uma atecnia. 4º do CTN). POSIÇAO DO STF A DE IVES GANDRA. pois tenho que verificar a destinação da arrecadação). conforme a espécie".Professor Nilton Elaine Gianotto Qualifica-se ou identifica-se o tributo pelo fato que lhe dá origem (fato gerador em abstrato ou hipótese de incidência tributária) e não pela destinação do produto arrecadado (isso é problema de direito financeiro) ou pelos nomes eventualmente adotados pela legislação (art. 4º do CTN). II – a destinação legal do produto da sua arrecadação. mas a maioria deles adota o critério tripartido (impostos. GERALDO ATALIBA adota a classificação bipartida. 4º “A natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo fato gerador da respectiva obrigação. entendendo existir somente três espécies de tributos: impostos. (segundo o professor. taxas e contr. QUADRO SINÓTICO DE TRIBUTOS . Esse mesmo autor menciona em sua magnífica obra as seguintes correntes: LUCIANO AMARO entende que existem quatro espécies tributárias: impostos. 2. Melhoria). os empréstimos compulsórios e as contribuições sociais possuem natureza jurídica tributária e sujeitam-se ao mesmo regime jurídico de tributo. de utilização de vias públicas e de melhoria).: impostos).Direito Tributário . Aqui. GERALDO ATALIBA preleciona que "não é suficiente reconhecer o tributo. taxas. 4. Taxa é divisível e específica – não tem como eu cobrar taxa de asfalto pois como dividirei o pedação do asfalto.?? No entanto. de polícia. sendo irrelevantes para qualificá-la: I – a denominação e demais característica formais adotadas pela lei. conforme o diz o art. Art. contribuição de melhoria. já se começa a dizer que são 5 espécies de tributos. IDENTIFICAR A ESPÉCIE TRIBUTÁRIA. 5. taxas (de serviço.

empréstimo compulsório ou contribuições especiais e previdenciárias. Imposto é exigido sem contraprestação e sem indicação prévia sobre a sua destinação. 149. § 5º. Independe de contraprestação específica. da CF) *Empréstimos compulsórios (art. o valor obtido com impostos não pode ser vinculado a um fundo. uma exigência cujo fato gerador não se liga a uma atividade estatal específica relativa ao contribuinte ou por ele provocada. § *Contribuição social previdenciária cobrada 2º. 16 do CTN que “imposto é o tributo cuja obrigação tem por fato gerador uma situação independente de qualquer atividade estatal específica. em ocorrendo tal hipótese no mundo concreto. sem destinatário específico (ex. 212. educação. 149.). portanto. o CTN agiu por exclusão preceituando que é o tributo que não se enquadra no conceito de taxa. imposto é um tributo de caráter genérico que independe de qualquer atividade ou serviço do poder público em relação ao contribuinte. pois independe de qualquer atuação estatal para caracterizar o aspecto material de sua hipótese de incidência (fato 28 . "materialidade do fato gerador é exatamente a descrição hipotética do fato ou do conjunto de fatos na lei. Ao conceituar imposto. saúde pública. O imposto é. órgão ou despesa específica. 195. Costuma-se dizer que imposto é uma exação (exigência) não vinculada. DF e MUNICÍPIOS *Impostos *Impostos *Taxas *Taxas *Contribuição de melhoria *Contribuição de melhoria *Contribuições sociais diversas (arts. segurança pública etc. relativa ao contribuin te”. 149-A da CF) – somente aos municípios Ao DF COMPETE TANTO OS TRIBUTOS ESTADUAIS COMO OS MUNICIPAIS Competência da UNIÃO 17/05/13 IMPOSTOS Partindo do pressuposto de que a materialidade do fato gerador é que fornece elementos para a classificação da espécie tributária. § 1º. gera a obrigação de pagar determinado tributo" (ex: circular mercadorias é fato gerador do ICMS). Preceitua o art.Direito Tributário . A aplicação posterior será para o custeio da administração e para serviços em benefício de toda comunidade. Nesse sentido. que. contribuição de melhoria.Professor Nilton Elaine Gianotto Competência dos ESTADOS. salvo expressa previsão constitucional nesse sentido (Princípio da Não Afetação). Para YOSHIAKI ICHIHARA. em benefício destes (art. 240. em geral. da CF) de seus servidores. § 6°. 148 da CF) *Contribuição para custeio da iluminação pública – COSIP (art. segundo GERALDO ATALIBA. um tributo não vinculado.

no caso de tê-lo transferido a terceiro. estar por este expressamente autorizado a recebe-la. mas por terceira pessoa que não realizou o fato imponível (contribuinte de fato . Imposto tem por hipótese de incidência um comportamento do contribuinte ou uma situação na qual o contribuinte se encontre. § 2º. 166 do CTN.Professor Nilton Elaine Gianotto gerador). 2º. 166 do CTN .(para Regina Helena da Costa. IR) ou real (ex. consumidor final . O imposto tem seu fundamento de validade na competência tributária da pessoa política que o instituiu. obter de volta aquilo que você pagou novamente. por sua natureza. Problemática: art. O contribuinte é sempre uma pessoa (física ou jurídica) ou. mas.ex.que tem legitimidade para mover ação tributária).STF 29 . IR). direta ou indiretamente referida ao contribuinte. p. IPTU. conforme determinação legal. 22/05/13 Impostos “diretos” ou “que não repercutem”: são aqueles cuja carga econômica é suportada pelo próprio realizador do fato imponível (ex. ou. embora sua cobrança (capacidade tributária ativa) possa ser atribuída a terceira pessoa. segundo o STF). ou “que repercutem”: são aqueles cuja carga financeira é suportada não pelo contribuinte (contribuinte de direito – p. o imposto pode ser pessoal (ex. Sinalagma é contrato (bilateral). Você mesmo faz o fato e você mesmo é tributado. você vai ser tributado pelo IPTU. poderá ser algo que inclua uma ação ou atuação estatal. Impostos “indiretos”. no ICMS. transferência do respectivo encargo financeiro somente será feita a quem prove haver assumido o referido encargo . excepcionalmente. do decreto-lei 834 – se o contribuinte houver pago o imposto a um Estado quando devido a outro.” (art. Isso se chama repetição do indébito. terá direito à restituição do que houver recolhido indevidamente. porquanto não faz nascer para a entidade tributante qualquer dever específico em relação ao contribuinte.ex. ex. “A restituição de tributos que comportem. feita a prova do pagamento ou do inicio deste ao Estado onde efetivamente devido”. o que ocorre no caso do ICMS. o comerciante). A prestação patrimonial do contribuinte do imposto é unilateral e não signalagmática. no sentido de obrigações recíprocas. para uma parte exígua da doutrina. Art.Direito Tributário . denomina-se repercussão econômica ou translação tributária). Ser proprietária de imóvel urbano.JURISPRUDÊNCIA I – TRANSFERENCIA DE ENCARGOS .

§ 1°. e 147. do CTN).STF SÚMULA 546.QUE no caso do ISS.STJ 1.JURISPRUDÊNCIA III – TRANSFERENCIA DE ENCARGOS . (ultrapassada) Art. II. QUADRO SINÓTICO DOS IMPOSTOS FEDERAIS Importação (II) Exportação (IE) Produtos industrializados (IPI) Operações Financeiras (IOF) Renda (IR) Propriedade territorial rural (ITR) Impostos Extraordinários Impostos Residuais ESTADUAIS Transmissão causa mortis e doações (ITCD) Circulação de mercadorias sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal (ICMS) Propriedade de veículos automotores (IPVA) MUNICIPAIS Propriedade predial e territorial urbana (IPTU) Transmissão (onerosa) inter vivos de bens imóveis (ITBI) Serviços de qualquer natureza (ISS) Obs. TAXAS 30 . da CF) (art. com interpretação literal do art.. 166 do CTN. Obs. IE e IOF não se sujeitam ao princípio da anterioridade. 1 . 166 do CTN .Direito Tributário . II.Professor Nilton Elaine Gianotto O STF tem dado diversa interpretação à repetição do indébito no caso dos denominados impostos diretos. 2 – IPI (tem noventena). se transferiu ou não o encargo financeiro para o contribuinte de fato não importa. que o contribuinte “de jure” (de direito) não recuperou do contribuinte “de facto” o quantum respectivo.. SÚMULA 71. (atual) Art. 32. Cabe restituição do tributo pago indevidamente quando reconhecido por decisão. 166 do CTN .Ao Distrito Federal cabem tanto os impostos estaduais como os municipais (arts. 18.JURISPRUDÊNCIA II – TRANSFERENCIA DE ENCARGOS . ele tem o direito de restituir se recolheu indevidamente.

não há como saber quem passa por baixo do poste de iluminação e quantas vezes para poder tributá-lo. Potencial: mesmo você não utilizando você paga o consumo mínimo. 77 . A taxa não tem como ser específica e divisível. SP é aquele essencial para o ser humano (saúde. 31 . mas é útil (telefonia). entendendo como potencial aquele posto à disposição do contribuinte. A mesma coisa no asfalto.beneficiário identificado ou identificável: um dos itens pelo qual foi declarada a inconstitucionalidade da taxa de iluminação pública. é uma espécie de tributo relacionado com a prestação de algum serviço público para um beneficiário identificado ou identificável. Fornecimento de água e de energia há discussão se é essencial ou útil. 145 da CF). Na relação contratual vige o princípio da exceptio non adimpleti contractus. *O serviço público deve ser também específico e divisível (art. caso contrário. por isso é inconstitucional a taxa de iluminação pública bem como a de asfalto. prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição”. Não tem como saber quem e quantas o sujeito passou para tributá-lo.serviço público: há grande discussão entre serviço público e utilidade pública. consumo mínimo de água.CTN. pelo Distrito Federal ou pelos Municípios. ou a utilização. educação e segurança pública). 1. Relação contratual. 2. têm como fato gerador o exercício regular do poder de polícia. Se essencial só pode ser tributável por meio de taxa. 1. Só sou obrigada a pagar aquilo que eu realmente consumir. prevista no art. A taxa tem duas características: 1. • Art.prestaçao de um serviço público. um para cada contribuinte).Direito Tributário . 2.Específico e divisível: não dá para dividir o serviço de iluminação pública (poste) e nem o asfalto. de serviço público específico e divisível. Se não for tão essencial é possível delegar ao particular que o faça. *Esse serviço pode ser efetivo ou potencial. por tarifa. pelos Estados.Professor Nilton Elaine Gianotto *A taxa. efetiva ou potencial. Se é efetivo é tarifa. mesmo que não utilizado (ex. “As taxas cobradas pela União. 77 do CTN. • O serviço específico é definido e delimitado a uma determinada pessoa ou grupo de pessoas (espécie definida e prestado em unidades autônomas (um para cada contribuinte). você efetivamente gasta a água e manda para o esgoto. O poder público regula essa situação por meio de contrato de concessão. se é potencial. Tarifa.é decorrente do poder de polícia. no âmbito de suas respectivas atribuições.Efetivo: p. SUP é aquele que não é necessário para a sobrevivência humana.ex. Se a relação é contratual não é cobrado por taxa e sim por tarifa. taxa de coleta de lixo onde não tem lixo para recolher). é taxa. Específico ou especificável. 1.

630-DF.2000. dividem-se em compulsórios ou facultativos. Mas os serviços não divisíveis ou não individualizáveis (ut universi) devem ser custeados por impostos (Maximilianus). taxa de publicidade. Os serviços compulsórios são remunerados por taxa (tributo). ex. como o serviço de esgoto ou coleta de lixo. ao contrário. podendo ser cortados por falta de pagamento. Tarifa e preço público significam a mesma coisa ou. ou individualizáveis.491-PE. Facultativos são os serviços que o beneficiário pode aceitar ou recusar.Direito Tributário . taxa de registro. RE 54.12. rel. 85. qual natureza jurídica se encaixa melhor? Maximilianus Cláudio Américo Fuhrer e Maximiliano Roberto Ernesto Fuhrer destacam que há certa dúvida sobre a natureza do pedágio. de acordo com o que foi prestado a cada beneficiário (uti singuli). que não podem ser taxados. o ato tem caráter contratual. v. tb. segurança pública. Os serviços facultativos são remunerados por tarifa ou preço público. de modo geral ou indefinido.268-PR). cobra-se por taxa. E o pedágio. abastecimento de água e fornecimento de energia (conforme jurisprudência do STJ). A maioria entende que se trata de taxa de serviço* (serviço de conservação de via pública). taxa de esgoto. devendo ser cobrados. ou seja. iluminação pública etc. Esse ensinamento contrapõe-se aos serviços não divisíveis e não individualizáveis (uti universi – de modo geral ou universal). licença (decorrente do poder de polícia – tema aporético). Min. Aí vige a exceptio non adimpleti contractus. independente de quem seja o dono). e não taxa (RE 201. se for o caso. de 17. Hellen Gracie. taxa judiciária (tem contraprestação). para a minoria. Esses serviços divisíveis ou individualizáveis (uti singuli) devem ser cobrados por taxa ou tarifa. trata-se de tarifa ou preço público. Para outros. ex. Se. 32 • • • • • • • • • • . em regime de direito privado. Não é muito clara a questão de se saber se o serviço deve ser cobrado por taxa ou por tarifa. por via judicial. Se o ato é de império. como o serviço de telefonia. Serviços uti singuli. taxa de coleta de lixo (divido um para cada casa. seria tabelamento de preços. construção de rodovias. Entende-se que os serviços compulsórios não podem ser suprimidos por falta de pagamento. obrigatório. taxa de expediente. ou universal. uti universi. A escolha varia conforme a época e a conjuntura política do Estado. Essas partículas latinas UT ou UTI significam de que modo.Professor Nilton Elaine Gianotto • Divisível ou individualizável é o serviço que pode ser medido (para cada um). Compulsórios são os serviços que o beneficiário não pode recusar. transporte coletivo. O STF tem decidido que o fornecimento de água é retribuído mediante preço público ou tarifa.

o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir os seguintes tributos: (competência comum) • • [.php?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=11026 24/05/2013  CONTRIBUIÇÃO DE MELHORIA • Art. uma contribuição especial. a taxa de uso (ao lado das taxas de serviço e de polícia). pode-se admitir a existência de uma terceira espécie de taxa. em face da materialidade de seu fato gerador é a “atuação estatal diretamente referida ao contribuinte ”. taxa de licença em que a Prefeitura toma como base de cálculo o valor venal do imóvel) ou cuja base de cálculo seja em função do capital das empresas (ex. • Dispõe o art. 150. 145. 77). mas um ou outro doutrinador entende que a cobrança de pedágio poderia ser considerada tarifa. • No CTN não há previsão para taxas de uso. parágrafo único.Direito Tributário . para outros. ainda. decorrente de obras públicas. Entretanto. no âmbito de suas respectivas atribuições.Professor Nilton Elaine Gianotto porém. licenciamentos e fiscalizações em geral (“taxa de publicidade”. porém. Como.. previsto no art. Pode também decorrer do poder de polícia . parágrafo único. O art.ambito- juridico. pelo menos na forma restrita ao pedágio. taxa da Junta Comercial que leva em consideração o capital das empresas – ilegalidade explícita). só para taxas de serviço e de polícia (art. 81 do CTN “A contribuição de melhoria cobrada pela União. pelo Distrito Federal ou pelos Municípios. tendo como 33 . o pedágio é uma taxa de uso de bem público e. 78. ex. em decorrência de um contrato de concessão. veda a cobrança da taxa cuja base de cálculo seja idêntica à dos impostos (ex. Só existe um tipo de contribuição de melhoria. pelos Estados.. A União. o que identifica uma taxa. Concluindo. 77. em forma de contraprestação de serviço público (ou decorrente do poder de polícia). os Estados. por isso a CF colocou no singular.com.contribuição de melhoria (no singular). “taxa de instalação e funcionamento”). nas cabines dos pedágios o termo utilizado é “tarifa”. do CTN.atividade estatal de polícia atribuído ao Estado.br/site/index. é instituída para fazer face ao custo de obras públicas de que decorra valorização imobiliária. V). • • • • É possível a cobrança de tributos em face de atividades ilegais? http://www. o pedágio é previsto na Constituição Federal (art.] III .

fixação de prazo não inferior a 30 (trinta) dias. aí o prefeito resolve fazer uma obra e te cobrar? Isso já foi questionado no STF. então não há pq cobrar nada. b) orçamento do custo da obra. c) determinação da parcela do custo da obra a ser financiada pela contribuição (em %). apesar da semelhança do nome.publicação prévia dos seguintes elementos/documentos: a) memorial descritivo do projeto (detalhadamente tudo o que ele pretende fazer). • III . e) determinação do fator de absorção do benefício da valorização para toda a zona ou para cada uma das áreas diferenciadas. conforme art. 82 do Código Tributário Nacional (Lei Nº 5. Face aos custos: a administração não pode cobrar TUDO. para impugnação pelos interessados. 34 . • Há duas correntes doutrinárias sobre o fato gerador (in abstrato) e fato imponível (in concreto) desse tributo.: o obelisco na Afonso. que disse que é necessário se provar que a valorização imobiliária foi acima do valor da obra.172.meu imóvel valorizou 40%. em decorrência de obras públicas realizadas pelos entes estatais.Professor Nilton Elaine Gianotto limite total a despesa realizada e como limite individual o acréscimo de valor que da obra resultar para cada imóvel beneficiado”. pois sua natureza é totalmente diversa. Porém ambas devem ser amparadas em lei.Direito Tributário . sindicais etc. TOTAL do contribuinte. despesa realizada: você não escolhe fazer uma obra. Em outra. Não valorizou nenhuma casa. Total. d) delimitação da zona beneficiada. • II . • • A lei relativa à contribuição de melhoria observará os seguintes requisitos mínimos : I . • É uma espécie de tributo que incide sobre a valorização de imóvel particular. • Sua natureza específica é identificada com a análise do conteúdo da materialidade do seu fato gerador (hipótese de incidência tributária). Ex. basta o benefício decorrente da obra pública (ex. de 25 de Outubro de 1966). sem prejuízo da sua apreciação judicial.). previdenciárias. Que decorra valorização imobiliária: precisa dessa valorização. é exigida a valorização imobiliária ou melhoria (valorização efetiva). o obelisco – não melhorou o imóvel de ninguém). de qualquer dos elementos referidos no inciso anterior. nela contidas (ex. (a materialidade é a valorização imobiliária decorrente da obra pública). • A contribuição de melhoria não se confunde com as outras contribuições (sociais. mas vou pagar 20% de CM).regulamentação do processo administrativo de instrução e julgamento da impugnação a que se refere o inciso anterior. Em uma.

decorrentes de calamidade pública. embora coativo (ou ditado). • Tem por fundamento a justiça fiscal. de guerra externa ou sua iminência. Se o relevante interesse nacional foi para melhorar os equipamentos bélicos do país. 148 da CF. A União (competência privativa). que não seria alcançada se o proprietário tivesse. III. • A maioria dos doutrinadores considera o empréstimo compulsório um tributo. para que este o resgate em certo prazo. conforme as determinações estabelecidas por lei. • Trata-se de tributo vinculado. • Parágrafo único. b. tinha como base de cálculo veículo 0km. • Alguns autores asseveram ter o empréstimo compulsório natureza de contrato. 35 . poderá instituir empréstimos compulsórios: • I – para atender a despesas extraordinárias. Porém.  EMPRÉSTIMOS COMPULSÓRIOS • Art. tem que ser vinculado àquilo. sem contrapartida. (proporcionalidade). A aplicação dos recursos provenientes de empréstimo compulsório será vinculada à despesa que fundamentou sua instituição. • Empréstimo compulsório consiste na tomada compulsória de certa quantidade em dinheiro do contribuinte a título de "empréstimo". mediante lei complementar (se for por lei ordinária haverá um vício formal). um tributo qualificado pela promessa de restituição. tivemos no Brasil: um. Conhecido também como tributo restituível. outro.(aqui é urgentíssimo) • II – no caso de investimento público de caráter urgente e de relevante interesse nacional. (aqui é só urgente).ex. base de cálculo era sobre combustível. pelos imóveis situados na zona beneficiada em função dos respectivos fatores individuais de valorização.Direito Tributário . pois seu fato gerador está ligado à atividade específica relativa ao contribuinte. observado o disposto no art. 150. p.ex. benefício patrimonial decorrente da valorização de seu imóvel em razão de obra pública custeada por toda a sociedade (Mauro Luís Rocha Lopes).Professor Nilton Elaine Gianotto • A contribuição relativa a cada imóvel será determinada pelo rateio da parcela do custo da obra a ser financiada.

PARAFISCAIS. (Neste caso não precisa obedecer ao princípio da anterioridade) • Diferentemente. I. que representam o endividamento. das normas e princípios gerais aplicáveis aos tributos. • Há doutrinadores que entendem ser tal disposição da antiga constituição prova cabal da carência de natureza tributária dos empréstimos compulsórios. em se tratando de empréstimo compulsório. • Os empréstimos compulsórios. da CF). • De qualquer forma. uma equivalência prática entre empréstimos compulsórios e tributos. o dinheiro entra e sai). OU SOCIAIS  Denominam-se também contribuições sociais ou parafiscais (termo não muito adequado. não são tributos por não representarem incremento à receita do Estado (pq tem que devolver o dinheiro. assim. o passado está recheado de episódios em que empréstimos compulsórios só foram devolvidos após muito tempo. portanto. 148.  CONTRIBUIÇÕES ESPECIAS. o dinheiro devolvido foi reduzido a pó (Wikipédia). determinou a aplicação. pois as Contribuições são cobradas pelos entes paraestatais da administração indireta) 36 . vez que sua contabilização no ativo também gera lançamentos em contrapartida no passivo. através da Emenda Constitucional nº 1/1969. o empréstimo compulsório para assuntos de interesse relevante precisa atender ao princípio da anterioridade (art. a rigor e de acordo com a Teoria Geral do Direito. e só pode ser instituído pela União. a Constituição de 1967.Direito Tributário .Professor Nilton Elaine Gianotto • Na prática. 148. • O empréstimo compulsório serve para atender a situações excepcionais. Determinou-se. guerra externa ou sua iminência (art. vez que não seria necessária norma explícita no sentido de definir conceitos (o que não representa ó propósito clássico da norma jurídica) se fosse tal espécie classificável como tributo. Como o Brasil vivia crise de hiperinflação. • Contudo. II da CF). • Empréstimos compulsórios para atender às despesas extraordinárias decorrentes de calamidade pública. o tema é aporético e continua sendo discutido na seara doutrinária.

ún.  A União tem competência para instituir impostos. O art. em benefício destes (art. CSLL. Justifica a intervenção do Estado no domínio econômico. Materialidade do fato gerador da CE é a destinação certa. etc. mas somente a contribuição social previdenciária cobrada dos servidores estaduais.  As leis que tratam dessas contribuições não têm seguido um padrão homogêneo. 240). COFINS.  Contribuições sociais para a Seguridade Social: destinam-se ao financiamento e à manutenção da Seguridade Social. contribuição de melhoria. 193 a 195. Nesse sentido assevera Ruy Barbosa Nogueira (Curso de Direito Tributário. PIS/PASEP. compreendendo os direitos relativos à saúde. SESCOOP. da CF). Ex. 149-A permite ao município cobrar COSIP.). SENAI. 37 . A taxa não tem destinação certa. Distrito Federal e os Municípios podem instituir impostos. da CF). contribuição de melhoria. par. 212. Ex. a contribuição social tem destinação certa. CRM. 149. sendo recolhida com finalidade ou destinação predeterminada. Ex. 195 da CF)  Contribuição de intervenção no Domínio Econômico: cuja finalidade é intervir sobre a parcela da atividade econômica em que atuam os agentes privados e dar efetividade às políticas econômicas.Professor Nilton Elaine Gianotto  Finalidade: são tributos destinados a arrecadar recursos para certas áreas de interesse do poder público. etc.  Distinta das espécies de tributos. SEBRAE.) e contribuições sindicais (art. sistema S (SENAC. FGTS. CIDE-COMBUSTÍVEIS. prevista na lei que a instituiu. 178). FINSOCIAL etc. § 5º. (art. CIDE-TECNOLOGIA.  Contribuições sociais gerais: são instituídas para financiar atividades ligadas à ordem social. empréstimos compulsórios e contribuições sociais diversas (Artigos 149. CRO. na Administração direta ou indireta.  Os Estados. § 5º. p. Ex. Contribuições aos conselhos de profissão regulamentadas (OAB. taxas.. 149-A. taxas. 240 e outros da CF). bem como na atividade de empresas que prestam serviços para o ente público. contribuição ao salário-educação (art. SESC. previdência e assistência social. 212. por isso devem ser examinadas caso a caso. 149 da CF). § 6º. pois não foram sistematizadas.Direito Tributário .  Contribuições de interesse das categorias profissionais ou econômicas (corporativas): que têm a finalidade de financiar atividades de interesse das categoriais profissionais ou econômicas. com exceção da seguridade social (art.

visa financiar a previdência social dos servidores públicos (art. 38 .Direito Tributário . 149. por alguns doutrinadores.  A contribuição recebe a denominação de contribuições “ parafiscais”.  Podem ser denominadas também contribuições paraestatais. COSIP (art. tem como finalidade o custeio do serviço de iluminação pública. porque. § 1º. em regra. da CF). 149-A da CF). as entidades administrativas que detém a capacidade tributária ativa são integrantes da administração indireta ou descentralizada. Ex.  Contribuição para o Custeio do Serviço de Iluminação Pública: de competência dos Municípios e do Distrito Federal.Professor Nilton Elaine Gianotto  Contribuições sociais para a Seguridade Social dos servidores públicos: de competência comum dos entes federativos. sindicais ou de previdência.