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Universidade Federal de São Carlos Centro de Ciências Exatas e Tecnologia Propriedade e Seleção de Materiais

Trabalho sobre propriedade dos materiais

São Carlos, 27 de Setembro de 2010

Murilo de Almeida Furtado

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1. Resistividade 4. Tenacidade à Fratura 1. Dureza 2.7.1.8. Condutividade Térmica 2. Elétricas 4.3.7. Resistência ao Choque Térmico 2.2.5. Resistência 4. Limite de Escoamento 1. Condutividade 5. Temperatura de Transição Vítrea 2. Resistência à Fluência 3. Mecânicas 1.1.2.2.Sumário 1.6. Módulo de elasticidade ou Módulo de Young (E) 1. Limite de Resistência à Tração 1.3. Ductilidade 1. Taxa de Corrosão 4.3. Resistência à Fadiga 1.6.4.5. Corrosão 3. Difusividade Térmica 2. Bibliografia . Térmicas 2. Capacidade Calorífica 2.4.1. Tenacidade 1. Coeficiente Linear de Expansão Térmica 2.

seguindo a lei de Hooke onde a tensão e a deformação são proporcionais de acordo com a relação: σ = E. ou deformação plástica. Mecânicas 1. Limite de Escoamento A deformação elástica não é permanente e acontece até um ponto de limite de proporcionalidade.3. este que por sua vez é maior que o dos materiais poliméricos. Até um certo nível de tensão aplicada o material trabalha no regime elástico-linear.Gráfico Tensão x Deformação 1. O limite de escoamento é então a tensão na qual ocorre a transição do comportamento elástico para o plástico. ocorrendo então uma deformação não reversível. Em geral o módulo de elasticidade dos materiais cerâmicos é maior que o dos materiais metálicos. pois até uma estrutura experimentar este nível de tração ela já passou por uma grande fase de deformação plástica. Módulo de elasticidade ou Módulo de Young (E) O grau ao qual uma estrutura se deforma ou se esforça depende da magnitude da tensão imposta. No gráfico é o ponto máximo da curva Tensão x Deformação. Limite de Resistência à Tração O limite de resistência à tração é o maior valor de tração que pode ser encontrado em uma estrutura que se encontra sob tração. Vale ressaltar que esse limite é de pouca importância para os projetos de engenharia.1. . tornandose assim inútil. 1.ε Sendo a constante de proporcionalidade (E) o módulo de elasticidade ou módulo de Young. como pode ser visto na figura 1.2. a partir desse ponto a tensão deixa de ser proporcional à deformação. Figura 1 .1.

Tenacidade à Fratura A tenacidade à fratura representa a medida da resistência de um material à fratura frágil quando uma trinca esta presente. Ouro. quando o material se rompe sem sofrer grande deformação. Figura 2 .5. Tenacidade Tenacidade representa a habilidade de um material de absorver energia até a sua fratura. 1. O oposto de dúctil é frágil.6.4. Um material dúctil é aquele que se deforma sob tensão cisalhante. 1. A tenacidade pode ser avaliada também como a área abaixo da curva no gráfico de um ensaio tensão-deformação.Ductilidade Nas duas equações na figura acima “AL” representa o alongamento percentual e é definido pela variação do comprimento no processo até a fratura. É uma propriedade importante para um projeto e para operações de fabricação.1. . já “RA” representa a redução de área percentual até a fratura. cobre e alumínio são metais muito dúcteis. Ductilidade Ductilidade é o grau de deformação plástica até a fratura.

7. Capacidade Calorífica É a propriedade de um material que serve como indicativo da habilidade de um material para absorver calor da sua vizinhança externa. Sendo assim.1.1. existem diversos índices que avaliam esta propriedade de diferentes maneiras. Sob essas circunstâncias é possível uma falha em um nível de tensão consideravelmente inferior ao limite de resistência à tração ou ao limite de escoamento para uma carga estática.8. para algum número específico de ciclos. O ensaio de dureza é um ensaio que têm suas vantagens por ser simples. Térmicas 2.Fadiga 1. conforme a expressão a seguir: . não destrutivo e pode se obter dele outras propriedades dos materiais. Figura 3 . 2. Resistência à Fadiga Fadiga é uma forma de falha que ocorre em estruturas que estão sujeitas a tensões dinâmicas e oscilantes. sem sofrer falhas. Dureza É a medida da resistência de um material a uma deformação plástica localizada. barato. Hoje em dia a medição desta propriedade é feita através de um pequeno penetrador que é forçado contra a superfície do material e obtêm-se a medida pela impressão resultante no material. a resistência à fadiga é o nível máximo de tensão que um material pode suportar. Matematicamente é a razão entre a energia (dQ) necessária para produzir uma variação de temperatura (dT).

ou escoamento de calor. mas também das propriedades mecânicas e térmicas do material.5. 2.10-6 ºC a 25.Isso depende. Resistência ao Choque Térmico A formação e a propagação de trincas a partir de defeitos na superfície do corpo são mais prováveis quando é imposta uma tensão de tração. Difusividade Térmica A difusividade indica como o calor se difunde através de um material. sendo a unidade é m 2/s α=λ/μ A difusividade é uma variável mais importante para o controle térmico do que a condutividade (λ). 2. Para os metais varia de 5. reduzidos módulos de elasticidade e baixos coeficientes de expansão térmica. elevadas condutividades térmicas. Acima dessa temperatura o material se torna mais dúctil e maleável. Temperatura de Transição Vítrea É a temperatura em que a fase amorfa de um material atinge mobilidade. abaixo dela o material apresenta características de um material frágil e quebradiço. por unidade de tempo por unidade de área (a área sendo tomada como aquela perpendicular à direção do escoamento).4. A resistência ao choque térmico depende não somente da magnitude da variação da temperatura. por um lado.2. A capacidade de um material a resistir a esse tipo de falha é conhecida por resistência ao choque térmico.5. porque expressa quão rapidamente um corpo se ajusta por inteiro à temperatura de seu entorno. Para as cerâmicas de 0.10-6 ºC.2. . Condutividade Térmica É a propriedade que indica a habilidade de um material em transferir calor e é definida de acordo com a expressão a seguir: q= -k(dT/dx) Onde “q” representa o fluxo de calor. da condutividade (λ) ou da velocidade de condução da energia térmica no interior do material e.3. por outro lado.10-6 ºC a -6 15. Coeficiente Linear de Expansão Térmica É uma propriedade do material indicativa do grau segundo o qual um material se expande quando é aquecido.10-6 ºC.10 ºC. do calor específico volumétrico (μ) ou da quantidade de energia térmica necessária para aumentar a temperatura de determinado volume do material. “k” é a condutividade térmica e “dT/dx” é o gradiente de temperatura através do meio de condução 2.10-6 ºC a 400. Obtém-se a difusividade dividindo a condutividade (λ) pelo calor específico volumétrico (μ) como na equação a seguir. A resistência ao choque térmico é maior no caso dos materiais cerâmicos que possuem elevadas resistências à fratura. Para os polímeros varia de 50. 2.6.

2. mas está relacionada a resistência (R) através da expressão: ρ = RA / l Onde “l” representa a distância entre os dois pontos onde é medida a voltagem e “A” é a área de seção reta perpendicular à direção da corrente. quando estes são submetidos a uma carga ou tensão constante. Sendo assim a propriedade de resistência à fluência seria a capacidade de um material de resistir a deformações em um regime como o exemplificado acima. Ela é simplesmente o inverso da resistividade. ou a perda de espessura do material por unidade de tempo. Condutividade A condutividade (σ) é uma grandeza muitas vezes utilizada para especificar a natureza elétrica de um material.7. 4.3. ou seja. é o fator de limitação da vida útil de uma peça.1. enquanto “K” é uma constante cuja magnitude depende do sistema de unidades que é utilizado. Taxa de Corrosão A taxa de corrosão. Isso pode ser expresso com a taxa de penetração da corrosão(TPC). a fluência é em geral um fenômeno indesejável. ou a taxa de remoção de material como uma consequência da ação química.2. Elétricas 4. σ=1/ρ e é um indicativo da facilidade de um material a conduzir uma corrente elétrica . e pela lei de Ohm.Corrosão 3. e com frequência. Resistividade A resistividade (ρ) é independente da geometria da amostra. 3. 4. A fórmula para esse cálculo é: TPC = KW / (ρAt) Onde “W” representa a perda de peso após um tempo de exposição equivalente ao tempo “t”.1. Resistência A resistência elétrica é a capacidade de um corpo de se opor a passagem dos elétrons por ele mesmo. Resistência à Fluência A fluência é a deformação permanente e dependente do tempo de materiais. a densidade de área e a área da amostra que está exposta. respectivamente. é um parâmetro importante da corrosão. pode ser calculada pela relação entre a sua ddp entre suas extremidades e a corrente que por ele passa. “ρ” e “A” representam. 4.

5. 2002 HALLIDAY.. [Fundamentals of physics].htm . [Materials science and engineering: an introduction].3 http://www.com. Sérgio Murilo Stamile Soares (Trad. 1956-.Ciência dos polímeros: um texto básico para tecnólogos e engenheiros.Ciência e engenharia de materiais: uma introdução. Jearl. 5 ed. Sebastiao Vicente. Bibliografia • CALLISTER JR.protolab. David.br/Difusividade.). WALKER.). 4 ed. c1993. Rio de Janeiro: LTC. v. Rio de Janeiro: LTC • • • CANEVAROLO JR. Fundamentos de física. Robert. William D. 1940-. Gerson Bazo Costamilan (Trad. RESNICK. São Paulo: Artliber.