Você está na página 1de 19

A evolução dos programas de transferência de renda e o Programa Bolsa Família

Jomar Álace Santana ♣ Palavras-chave: Transferência de renda; Bolsa Família; Desenvolvimento Social.

Resumo
O objetivo deste artigo é apresentar a evolução dos programas de transferência de renda do governo federal que foram unificados para a criação do Programa Bolsa Família (Auxílio Gás, Bolsa Alimentação, Bolsa Escola e Cartão Alimentação que passaram a ser chamados de programas remanescentes). A unificação iniciou-se no fim de 2003 e continua até hoje. Seu propósito é superar as limitações que os programas têm isoladamente e que poderiam continuar a ter caso fossem simplesmente somados. Além da evolução do número de beneficiários dos programas tomando como base os meses de janeiro dos anos de 2004 a 2007, são apresentadas também as concepções nas quais o Programa Bolsa-Família se baseou para ser desenhado. Os dados utilizados neste artigo foram obtidos utilizando a ferramenta computacional Matriz de Informação Social desenvolvida pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome que organiza informações sobre os programas sociais do ministério. São analisados também os valores repassados às famílias beneficiárias dos programas de transferência de renda. Percebe-se um aumento nos valores dos repasses para todos os programas e em especial para o Bolsa Família e, como era de se esperar, uma diminuição no valor dos repasses para os programas remanescentes.

Trabalho apresentado no Seminário População, Pobreza e Desigualdade, realizado em Belo Horizonte – Brasil, de 5 a 7 de novembro de 2007. Consultor do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.

durante o período desenvolvimentista. a reestruturação industrial e a desigual distribuição das benesses do crescimento econômico contribuíram para a criação de um novo elenco de problemas e carências ligados à insegurança pessoal. a questão da pobreza não ganhou espaço como uma ação sistemática do estado. à violência urbana e à desorganização dos grupos mais vulneráveis. Pobreza e Desigualdade. a pobreza passou a desenvolver características peculiares nos últimos 200 anos a medida que o sistema capitalista de organização da sociedade passou a imperar em todo o mundo. A concentração populacional nas grandes cidades.A evolução dos programas de transferência de renda e o Programa Bolsa Família ∗ Jomar Álace Santana ♣ 1. que começou a desenvolver sistemas de proteção social que pudessem diminuir as desigualdades de modo a mitigar os problemas decorrentes da condição de pobreza. Diversas formas de enfrentar esses problemas também surgiram como. Os mais pobres formaram (e de certa forma ainda o são) um grupo sem poder de pressão e sem posição sócio-ocupacional definida e não foram alvo de políticas sistemáticas e regulares que os beneficiasse e tiveram atendimentos que se justificaram por ato humanitário ou moeda política. de 5 a 7 de novembro de 2007. 2005?). que se estendeu do pós-guerra até início dos anos 80. Fruto das desigualdades sociais e econômicas. Cria-se que a própria concepção de desenvolvimento econômico que conduzia as ações do estado levaria automaticamente ao desenvolvimento social por meio da incorporação dos excluídos ao mercado formal de trabalho e pela mobilidade social que teriam. ♣ 2 . Na América Latina e em especial no Brasil. A pobreza não era concebida como um fenômeno estrutural da sociedade brasileira e. Introdução A pobreza é um fenômeno que acompanha a humanidade há séculos. Consultor do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. não se chegou a organizar um estado de bem estar social capaz de abranger toda sua população carente de ajuda para suprir suas necessidades básicas de existência. ∗ Trabalho apresentado no Seminário População. por exemplo. baseado em valores de solidariedade e coesão social. O sistema de proteção social implantado era voltado para os seguimentos formais da economia e se caracterizava por oferecer uma cobertura restrita que atendia a uma parcela reduzida da população excluindo de fato os mais pobres por estes terem vínculos instáveis e precários com o mercado de trabalho (LAVINAS. realizado em Belo Horizonte – Brasil. Particularmente no caso do Brasil. o estado de bem estar social europeu (Welfare State).

A partir das discussões sobre o tema a grande questão que se coloca é sobre qual ou quais programas deveriam ser implementados para reduzir de maneira mais rápida e eficaz a pobreza. após a década de 90. Eles foram concebidos segundo a idéia de que o beneficiário tem a autonomia para definir como melhor utilizar o benefício por saber quais são suas necessidades mais urgentes. a pobreza. Auxílio Gás: o objetivo do programa é subsidiar. Este benefício é destinado a famílias de baixa renda que estavam inscritas no Programa Bolsa Escola e no Cadastro Único dos Programas Sociais. Após alguns anos o processo de migração dos programas para o Bolsa Família ainda se encontra em curso. 2. ganha espaço como tema de debate entre os governos e ações voltadas especificamente para a redução das desigualdades sociais passaram a ser implementadas (COHN. Os programas de transferência de renda e a sua integração para formar o Programa Bolsa Família A primeira experiência em nível nacional de instituição de um programa de transferência de renda foi o Programa Bolsa Escola. O Auxílio Gás tem um 3 . embora tragam no próprio nome a destinação do benefício como Auxílio Gás e Cartão Alimentação. como um problema social a ser enfrentado pela sociedade como um todo e pelo estado em particular. Antes de analisar a evolução dos programas é necessário uma pequena explanação sobre como cada um deles funcionava. como o Bolsa Família está estruturado e como foi concebida a integração dos programas. Bolsa Alimentação e Cartão Alimentação) para um programa que consolidasse todas estas ações e atendesse a família como um núcleo formado por membros com diferentes necessidades. Esse programa foi chamado de Bolsa Família e passou a ser o principal programa do MDS. Os programas de transferência de renda surgiram como uma alternativa para combate a pobreza. mas somente na segunda metade dos anos 90 é que este tipo de política social ganha espaço. a compra de botijão de gás para cozinhar. criado em 1996. Bolsa Escola. A pobreza se apresenta de diversas formas e combatê-la implica executar ações com visão de curto. para as famílias pobres. médio e longo prazo para que ela deixe de ser ligada à estrutura da sociedade e pare de se reproduzir a cada geração. Outras experiências em nível municipal já haviam sido implementadas.conseqüentemente. também são concebidos segundo a idéia de que o beneficiário é portador de habilidade para o exercício da cidadania e podem comportar-se como agentes econômicos eficazes no mercado de modo a trazer benefício não só para si e sua família. políticas sociais voltadas para a população nessa condição não se desenvolveram. 2004). mas para inserir-se num contexto mais amplo de relações por meio das quais podem paulatinamente mitigar os efeitos de sua condição de pobreza. Alguns deles. Após a criação do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) em 2004 iniciou-se um processo de “migração” dos beneficiários de antigos programas de transferência de renda (Auxílio Gás. Apenas recentemente.

Cada família pode ter. Para tanto. mas sim alicerçar um piso que assegure a alimentação das famílias pobres. independentemente de sua composição familiar.00 mensais e famílias com renda per capita de R$ 60. incentivo ao aleitamento materno e atividades educativas em saúde. o Programa destina-se às famílias com renda per capita de até R$ 60. 4 .00 e a ele se agregam outros benefícios que eventualmente as famílias já recebam. não foi concebido com a intenção de substituir os demais programas de transferência de renda. cuja migração para o PBF implique perdas financeiras à família.00.00 a R$ 95.00 por criança. O valor de benefício é de R$ 50. ou seja. Ou seja.00. acompanhamento do crescimento. É o chamado Benefício Variável de Caráter Extraordinário (BVCE) que é concedido às famílias dos Programas Remanescentes (Programas Bolsa Escola.00 e que têm crianças de 6 a 15 anos matriculadas no ensino fundamental regular o benefício mensal de R$ 15. Este programa também exige contrapartida familiar. que as famílias beneficiárias que possuam adultos analfabetos que freqüentem cursos de alfabetização e cumpram contrapartidas específicas exigidas em cada região. Já o variável concede um valor de R$ 15.diferencial de pagamento em relação aos outros programas. vacinação. o valor concedido é calculado caso a caso e possui prazo de prescrição. Cartão Alimentação e Auxílio Gás). Para esses beneficiários.00.50 que é pago a cada bimestre. um benefício em dinheiro para as famílias selecionadas. O valor do benefício é de R$ 15. É importante ressaltar também que há casos em que a família recebe benefício superior aos mostrados no quadro 1. mensalmente. Para isso destina às famílias com renda per capita inferior a R$ 90. O benefício é vinculado a uma agenda de participação em ações básicas de saúde como exames pré-natal. no máximo. gestantes e nutrizes o benefício pode variar de R$ 15. Cartão Alimentação: este programa. o governo federal concede. como contrapartida. Bolsa Família: este Programa tem como objetivo combater a fome e a miséria e promover a emancipação das famílias mais pobres do país. Além da obrigatória aplicação dos recursos na alimentação familiar.01 a R$ 120.00 e é exigida a contrapartida de freqüência à escola das crianças de 90% das aulas. de dois em dois meses cada família recebe o valor de R$ 15. Este programa não exige nenhum tipo de contrapartida por parte da família beneficiária.00. recebem benefício no valor de R$ 50. Bolsa Alimentação: este programa é dirigido à melhoria das condições de saúde e nutrição de gestantes e nutrizes (mães que estejam amamentando filhos com até seis meses de idade) e também para crianças com seis meses a seis anos e onze meses de idade em famílias com renda per capita de até R$ 90. As famílias com rendimento per capita de até R$ 60. pode receber um benefício de até R$ 45. O quadro 1 mostra os valores dos benefícios em função dos critérios de elegibilidade. Atualmente. Bolsa Alimentação.00. Este é o chamado benefício básico. perfazendo um valor máximo de R$ 45.00 que possuam criança de 0 a 15 anos. o número de crianças. Bolsa Escola: o objetivo do programa é incentivar a permanência de crianças de famílias pobres na escola.00 para cada criança ou adolescente de até 15 anos por família até o limite de três filhos por família. De acordo com a renda per capita da família. três crianças inscritas no programa.00 mensais por beneficiário com limite de três beneficiários por família.00. ele oferece um valor de benefício mensal de R$ 7. o programa exige. criado no governo Lula.

a freqüência à escola. Benefícios Famílias per capita gestantes e (R$) nutrizes 1 Membro Situação de Pobreza De R$ 60. tais como escolaridade. estadual e/ou municipal. analfabetismo e acesso a serviços públicos. passarão a ser gradualmente considerados na seleção das famílias que participarão do Bolsa Família.00 2 Membros 3 ou + Membros Sem ocorrência 1 Membro Situação de Extrema Pobreza Até R$ 60. quando oferecidas.mds. condicionalidades visando se certificar do compromisso e da responsabilidade de quem recebe os benefícios.00 2 Membros 3 ou + Membros (1) Variável (2) Variável (3) Variável Básico Básico + (1) Variável Básico + (2) Variável Básico + (3) Variável 18. outros indicadores sociais de pobreza e exclusão. ou seja. quando todas as crianças em idade escolar (de 6 a 15 anos) devem estar matriculadas e freqüentando o ensino fundamental.00 94.gov. Quadro 1: Critérios de elegibilidade e valores dos benefícios do Programa Bolsa Família Critério de elegibilidade Ocorrência de Valores do crianças / Quantidade e Benefício adolescentes 0Tipo de Situação das Renda Mensal 15 anos. todos os membros da família beneficiária devem participar do acompanhamento de saúde. Estas condicionalidades são: acompanhamento de saúde e do estado nutricional das famílias.00 76.01 a R$ 120.00 58.00 112. todas as famílias beneficiárias devem participar de ações de educação alimentar oferecidas pelo Governo Federal.00 36.1 Sobre a integração: 5 . condições de moradia e saneamento.00 Fonte: www. 2.br Pretende-se que além da renda familiar. por fim. para as famílias que participam do programa. principalmente as gestantes e mães que amamentam que devem fazer exames pré-natal. participar de palestras educativas desenvolvidas pelas equipes de saúde sobre aleitamento materno e alimentação saudável.00 54.O governo também estabeleceu.

democraticamente constituído. Os programas hoje chamados de remanescentes foram concebidos de forma independente e assim se mantiveram. A transferência de renda seria apenas o início de um processo de emancipação que parte da família. também. articula com a comunidade e se reflete no território – incluindo ações emergenciais. O poder local. não um fim. sua forma específica de selecionar beneficiários e mecanismos para repassar os recursos. Buscava-se.Este sub-tópico tem o objetivo de apresentar as concepções a partir das quais a integração dos programas de transferência de renda foram pensadas e que se concretizaram no Programa Bolsa Família. O programa foi pensado com o intuito de combater a fome como um caminho mais curto para atingir o núcleo duro da pobreza e com isso ser um ponto de convergência e articulação de ações 6 . o benefício é um meio. otimizar os mecanismos de gestão para que o uso dos recursos fosse mais racional e houvesse uma articulação de iniciativas de diferentes pastas bem como um estímulo para que a comunidade participasse da gestão. Esse novo programa deveria ser capaz de fornecer um benefício cujo piso assegurasse o direito inalienável à alimentação que é a base da vida. como exposto acima na descrição do Programa Bolsa Família. Uma maximização de recursos e estruturas não pode ser pensada como uma simples operação contábil-administrativa. Este isolamento dos programas contribuiu para o surgimento de ineficiências. educação e cidadania participativa. unificação do sistema de pagamento. estruturais e protagonismo participativo. expandido os espaços de inclusão e do desenvolvimento sustentável. 2003). saúde. Ou seja. dispersão e sobreposição de esforços que contribuíram para a perda de oportunidades de importantes sinergias. O Bolsa Família foi pensado como uma política social com gestão participativa da comunidade e por isso deveriam ser criados comitês gestores nos municípios. Ao se propor a integração se buscou estabelecer um novo marco para a política social do país que se distinguisse da tradição assistencial e fragmentada. O objetivo era integrar e direcionar as políticas para adquirir escala. eles eram como partes que não formavam um todo. unificação da gestão local. massa crítica e arcabouço institucional adequado de modo a incorporar os avanços obtidos sem paralisar o pagamento dos benefícios para as famílias que realmente precisassem. integração do Programa Bolsa Alimentação e do Programa Cartão Alimentação. O teto dos benefícios. foi fixado de acordo com a composição familiar e a disponibilidade orçamentária. Ela deve ser parte do processo de retomada do desenvolvimento como uma tradução da prática da diretriz de fazer justiça social. A integração é um processo demorado por meio do qual se buscou superar as limitações que os programas tinham isoladamente e que poderiam continuar a manter caso fossem simplesmente somados. Cada programa tinha sua própria estrutura administrativa. seria a espinha dorsal da estratégia unificada do governo. E funcionar também como um indutor da demanda e da oferta de alimentos. implantação do Comitê Gestor Interministerial (BRASIL. Para processar a integração algumas etapas operacionais deveriam ser cumpridas como: unificação do sistema de seleção de famílias. Nesse sentido a integração deveria estar apoiada em quatro alicerces: segurança alimentar.

Além de disponibilizar informações na forma de tabelas. As informações produzidas pela MI Social podem ser obtidas em vários formatos: planilhas eletrônicas. microrregiões. bem como valores dos recursos aplicados em cada território. que reúne uma série de aplicativos que permitem monitorar os programas sociais por meio de dados e indicadores. 7 . fundos constitucionais. Por meio da MI Social foram geradas planilhas com informações para os programas de transferência de renda do MDS segundo o município e períodos selecionados. tabelas. Espera-se. por exemplo. Metodologia A Secretaria de Avaliação e Gestão da Informação (SAGI) por meio do Departamento de Gestão da Informação e Recursos Tecnológicos (DGIRT) desenvolveu uma ferramenta computacional chamada Matriz de Informação Social (MI Social). 3. relatórios em formato PDF. portanto.voltadas para desfazer o círculo vicioso da exclusão e do assistencialismo em que as populações pobres estão envolvidas. Para a construção das faixas de tamanho da população dos municípios utilizou-se a ferramenta computacional DATASUS que fornece estimativas de população para os anos em análise. Isto possibilita a disponibilização de uma série de informações para tomada de decisões estratégicas no âmbito do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e é um instrumento importante para o monitoramento dos programas sociais. municípios e territórios especiais. Todas as planilhas foram consolidadas num banco de dados utilizando o programa SPSS (Statistical Package for Social Science) e por meio dele foram geradas tabelas e feitos cruzamentos em função da informação que se procurava saber. Um território pode ser desagregado por unidades da federação. gráficos. Estão disponibilizados mapas estáticos denominados cartogramas. dados relativos à população rural e urbana. os quais funcionam como uma biblioteca de imagens. mapas e documentos abordando temas de interesse específico do Ministério. Estão disponíveis. incluindo áreas objeto de projetos emergenciais do Ministério. a Matriz de Informação Social possibilita visualizar informações distribuídas no território de atuação dos programas sociais. gerar justiça social. mapas estatísticos e mapas temáticos. dados sócio-econômicos de cada município.

Brasil. de cerca de 10 vezes.000. seguiu sua trajetória de expansão do número de beneficiários alcançando.872 6.505) e o de maior foi o Auxílio Gás (567.000.315. por sua vez. do Programa Bolsa Família.924 5.000 2. no início de 2007.000 4. Para todos os programas observa-se a redução no número de famílias que recebiam o benefício à exceção.070 Fonte: Matriz de Informação Social 8 .000.000 0 jan.04 jan.000.06 jan.05 jan.000 6.000. O programa que manteve o menor número de famílias beneficiárias em janeiro de 2007 foi o Bolsa Alimentação (1.000 7. este programa também foi o que.559).127. como pode ser comprovado pelo Gráfico 5.559 3. quase 11 milhões de famílias atendidas.000 1. Gráfico 1: Número de famílias beneficiárias do Programa Auxílio Gás . Proporcionalmente ao número de beneficiários existentes no início do período em análise o programa que teve maior redução nesse quesito foi o Bolsa Alimentação cuja diminuição foi de cerca de 217 vezes e o Cartão Alimentação teve menor redução.000. 2004 .000 3. O Programa Bolsa Família.2007 8. apresentou maior número de famílias beneficiárias.07 567.705. como era de se esperar.000 5.000.000. desde o início da série. A evolução dos programas remanescentes e do Bolsa Família Os gráficos de 1 a 5 mostram o número de famílias que recebiam os benefícios de transferência de renda para o mês de janeiro nos anos de 2004 e 2007.4.

000 500.496 2.000 300.505 327.2007 350.500.000 1.500.000.500.Gráfico 2: Número de famílias beneficiárias do Programa Bolsa Escola .848 3.000 53.06 jan.000 3.000 200.07 48.000 250.601.000 1.07 23.324 1.04 jan.000.04 jan.000.2007 4.06 jan.05 jan.000 2.000 0 jan.321 Fonte: Matriz de Informação Social 9 .05 jan.000 3.788.000 100.000 150.371 50.000 2.693.000 0 jan.Brasil.130 1.217 Fonte: Matriz de Informação Social Gráfico 3: Número de famílias beneficiárias do Programa Bolsa Alimentação .Brasil. 2004 . 2004 .000.

000 4.572.060 8. Gráfico 5: Número de famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família .644.Gráfico 4: Número de famílias beneficiárias do Programa Cartão Alimentação .300 Fonte: Matriz de Informação Social.248 31.000 10.000.06 jan.000 0 jan.05 jan.000 350.615.2007 12.000 8.000.000 6.07 3.07 107.Brasil. 2004 .2007 400.Brasil.770 346.000 50.907 79.000.04 jan.861 6.000.000 100.452 Fonte: Matriz de Informação Social 10 .908.000 150.196 10.04 jan.000.05 jan.000 2.000 200. 2004 .000.000 250.000 0 jan.06 jan.000 300.

no máximo. Sul (8. Estes valores expressam a desigualdade entre as regiões.039 2. Em seguida vem a Região Sudeste (26. No entanto esta concentração é.9%). 1.625 26. No Nordeste era possível encontrar cerca de 85% dos beneficiários desse programa em janeiro de 2007. Estas desigualdades devem-se ao processo sócio-histórico e econômico pelo qual as regiões passaram e que fizeram com que tivessem desenvolvimentos desiguais. Já o Norte.499. proporcionalmente.260 11. também é aquela em que se concentra o maior número de beneficiários de todos os programas.995. Tabela 1: Estimativa de famílias pobres e população total segundo grandes regiões – Brasil. por ser a região com maior número de pobres do Brasil.00 População total 7. a Região Nordeste é a que apresenta o maior número de pobres.961 179.865.8%).38 100. 11 . Como pode ser observado.84 42. A organização econômica dessas regiões nas últimas décadas tem reproduzido estas diferenças dando características diferentes à condição de pobreza e suscitando ações diferenciadas de enfrentamento.00 100.327 76.278 49. Este ano foi escolhido por ser o mais recente para o qual há disponibilidade de estimativas do número de famílias pobres pela Matriz de Informação Social e foram elaboradas pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). Para as outras regiões também se observam disparidades entre a representatividade de cada região em relação aos diversos programas. O Nordeste.681 5. pois mostram que as duas distribuições não são idênticas.5%.Especificando um pouco mais o foco de análise.541.3%) e Centro-Oeste (5. Norte (9. A região Nordeste.375 Porcentagens Famílias pobres 9. embora seja a segunda região mais populosa é a que concentra maior número de pobres.083. quando comparados com a população total.184 12.4%). que é a quarta região mais populosa aparece como a terceira em número de pobres. essa concentração chegou a cerca de.98 8.102. DATASUS.315.00 A Tabela 2 mostra o número de famílias que receberam benefícios de transferência de renda por tipo de benefício e região nos meses de janeiro de 2004 a 2007 em números absolutos e porcentagens.35 5.750 927.5% das famílias pobres do Brasil.333.764 População total 14. 2004 Números absolutos Famílias pobres Região Norte Região Nordeste Região Sudeste Região Sul Região Centro-Oeste Total Fonte: MI Social.69 7. principalmente para o Nordeste e o Norte.62 14.064.120.034 597. ao passo que para os outros programas no mesmo período.85 27.53 26. quase 5 milhões e meio representando 49. 50.76 49. a Tabela 1 mostra o número de famílias pobres e a população total para as grandes regiões do Brasil para o ano de 2004. maior para o programa Cartão Alimentação.

001 11.732.310.5 11.06 0.070 Porcentagens Sudeste 25.6 48.349 821.1 Bolsa Alimentação Jan.3 1.1 24.248 32.05 13.3 Fonte: MI Social.8 Sul 835.4 84.089 25.9 6.331 Jan.0 100.5 12.1 0.810 Brasil 100.932 732.060 8.0 100.166 1.256.235 2.070 3.453 12.04 25.3 Jan.5 Cartão Alimentação Jan.4 jan.2 Jan.804 jan.1 10.2 1.870 127 41 109 92 120.615.446.05 575 Jan. Nordeste Números absolutos Sudeste 1.Tabela 2: Número de famílias que receberam benefícios de transferência de renda do MDS por tipo de benefício.0 100.05 8.660 5.0 11.9 10.8 9.435 307.115 Sul 12.156 925 447 352.965.0 3.0 100.689 439.0 100.693.657 3.0 100.702.0 0.05 302.127.188 Norte Auxílio Gás Jan.222 701.0 100.0 100.0 100.461.212 Jan.4 47.5 50.2 jan.07 5.972 317.9 0.2 jan.199 Cartão Alimentação Jan.943 8.7 10.1 0.0 100.677 149.294.848 1.300 826 1.7 27.0 49.327.0 100.07 8.5 26.7 Jan.578 1.056 Jan.247 27.8 6.0 100.0 100.06 310 jan.07 9.1 5.788.321 53.04 349.7 11.236.192 69.4 25.321 Bolsa Alimentação Jan.0 4.801 1.5 9.872 575.04 7.594 Jan.0 13.058 Jan.189 35.130.315.6 10.05 7.5 25.915 91.04 513.572.387 2.226 Jan.07 10.04 7.333 34.06 709.0 48.761 3.705.393 813.3 6.714 247 411.578 163.8 47.324 2.839 3.022 135 922.644.568 692.9 Jan.07 94 Bolsa Família Jan.4 10.06 215.649 1.144 2.232 31 226.05 8.05 528.282 Jan.07 1.131 Jan.512 2.07 266 Bolsa Escola Jan.0 100.05 424.205 2.221 Jan.907 79.07 22.5 Jan.448 590.6 10.067 639.9 50.579 Jan.097 10.04 575 Jan.1 1.3 6.0 5.9 12.8 Bolsa Escola Jan.0 100.0 47.3 Bolsa Família Jan.449 182.07 0.474 3.0 100.243 18.677 8.019 Nordeste 48.196 10.481 346.215 300.924 5.6 5.2 20.217 2.3 5.5 17.6 22.890 Jan.7 Jan.4 7.06 12.7 12 .7 33.692 192.07 29.284.5 88.6 49.060 Centro-Oeste 5.3 Centro-Oeste 398.06 9.7 1.0 48.4 jan.861 6.6 11.691.4 9.496 36.3 4.830.4 26.06 4.371 23.9 43.7 52.921 327.7 Jan.3 26.7 jan.007 252. região e período selecionado – Brasil.1 10.05 0.0 100.06 17.7 23.9 57.0 0.522 5.300 107.427 3. Norte Auxílio Gás Jan.2 9.927 1.907 282.06 305.709 189.8 23.4 7.5 Jan.412 401.6 24.188 4.05 10.450 964.04 0.0 100.437 2.0 Jan.06 8.2 5.0 100.299 10.04 279.049 1.231 34.762 1.9 88.04 9.2 87.923 95.609 64.689 14.4 Brasil 6.136 3.276 101.623.0 19.493 2.017.3 3.005 381.1 5.04 7.5 25.7 Jan.025.7 58.601.

pois os benefícios têm o mesmo valor em todas as regiões.5 31. O crescimento foi mais expressivo no primeiro ano de análise porque o programa estava começando e era necessário que ele tivesse uma forte expansão.5 Jan.1 136. esses municípios têm um volume mais expressivo de famílias pobres que os 13 . A unificação dos programas por meio do Programa Bolsa Família contribuiu para superar.05 . Como em cada região um determinado programa tinha um peso diferente e também valores de benefício diferentes.jan.4 28. Direcionando a análise para os diferenciais regionais percebe-se. não seguiram a trajetória linear de diminuição do incremento observado nos três períodos em análise e de janeiro de 2006 a janeiro de 2007 tiveram um incremento anual superior àquele alcançado no período anterior. Percebe-se que os municípios com até 50. Em uma determinada região. a estimativa de famílias pobres em 2004 elaborada pelo IPEA e o número de famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família em janeiro de 2007 por faixa de tamanho do município. Já a tabela 3 mostra as taxas de incremento do número de famílias beneficiárias do Bolsa Família. diferentemente das outras.Este dado expressa uma desarmonia que existia entre os programas de transferência de renda e as necessidades de atendimento das regiões. que as regiões “mais desenvolvidas” são as que tiveram maior incremento como foi o caso do Sudeste e Sul.8 jan.4 5.4 37. o atendimento ao público alvo das políticas de transferência de renda se dava de maneira a não corresponder com as necessidades da região.5 34.2 56. no período final de análise.1 133. As regiões Norte e Nordeste.jan. mas em níveis inferiores aos primeiramente registrados. no primeiro período analisado. Na Tabela 4 é apresentada a população total. essa disparidade. CentroNorte Nordeste Sudeste Sul Brasil Oeste jan. É importante destacar que embora a concessão do mesmo valor de benefício para todas as regiões não contemple os diferentes poderes aquisitivos. Nos anos seguintes este crescimento continuou a ocorrer. as regiões “menos desenvolvidas” tiveram uma expansão maior. Outro ponto de análise interessante a ser observado é cruzando as informações por tamanho da população total dos municípios. em parte.9 Fonte: Elaborado a partir da MI Social.5 23.000 habitantes concentravam cerca de 34% da população do país.06 .3 26. neles residiam cerca de 51% das famílias pobres em 2004 e 52% das famílias beneficiárias do PBF em janeiro de 2007. Este indicador pode ser interpretado como o percentual de aumento do número de famílias num período em relação ao anterior.06 34.4 55.8 81. poder-se-ia concentrar beneficiários de programas cujo valor do benefício é baixo. embora concentrem um menor volume de população.3 32.05 89. não tinham um foco para contemplar as desigualdades regionais. Ou seja.04 . conseqüentemente.jan. No entanto.07 44. por exemplo. Tabela 3: Taxa de incremento do número de famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família segundo Grandes Regiões e Brasil (em percentual). no entanto.4 27.4 99. esta estratégia se aproxima mais da eqüidade no tratamento dos beneficiários de diferentes regiões do que a anteriormente adotada cujos programas não comunicavam entre si e.

764 10.774.428.74 15.00 100.85 10. 14 . É possível perceber diferenças nas distribuições dos benefícios com alguns deles concentrando-se fortemente nos municípios menores com até 50.265 1.30 11.7% da população nacional.335. Datasus.001 a 50. Bolsa Alimentação (61%) e Auxílio Gás (55%).870 1.432.05 17.292.049 659.910 1.000 a 20. de 2007 Números absolutos Até 10.292.000 habitantes como é o caso do Cartão Alimentação (84.617.382 Total 189.437.80 16. estimativa de famílias pobres em 2004 e famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família segundo faixas de tamanho da população do município.000 hab 13.000 hab 7.00 100. Tabela 4: População total estimada para 2007.206.000 hab 47.000 hab 21.256 10.962.386.000 hab 31.960. Já os municípios de mais de 500.000 a 20. População total – Estimativa de famílias Famílias beneficiárias do 2007 pobres em 2004 IPEA PBF em jan.000 hab 39.821 2.000 hab 16.35 mais de 1.997 20.000.755.59 5.12 12.485 1.000 mil habitantes.06 Total 100.637.102.754 101.000 a 500.984.94 5.000 a 500. Esta informação pode ser entendida como um indicador de boa focalização Programa Bolsa Família e de alguma falha na focalização dos outros programas.64 11.271. o destaque da tabela é a distribuição do número de famílias que receberam o Bolsa Família comparada com a distribuição dos outros programas.000 hab 8.27 20.824.00 Fonte: MI Social.001 a 50.001 a 1.000 hab 11.000.653.304 583.908.429.87 11.32 50.97 500.452 Valores percentuais até 10.68 17. onde residiam 29.000. A distribuição percentual do Bolsa Família. se aproxima bastante do percentual de famílias pobres segundo faixa de tamanho do município.829 1. reuniam 18. bem mais que os outros benefícios.048 1.000 hab 25.58 24.064 50.000 hab 9.496 500.9%).077 1.municípios maiores e também de beneficiários. Na Tabela 5 é mostrada a distribuição do número de famílias que receberam benefícios de transferência de renda do MDS segundo faixa de tamanho da população do município em janeiro de 2007. No entanto.8% das famílias pobres brasileiras e 16% das famílias beneficiárias do PBF.001 a 100.000 hab 18.000 hab 16.49 13.960 1.000 hab 21.747 1.000.001 a 100.900 2.18 101.503 mais de 1.001 a 1.754.77 23.43 12.187 11.687 1.

770 10.951 179 11.000 hab 133.000 a 20.382 Total 567.068 2.501 506 12.000 hab 14.000 hab 14.001 a 100.373 4.256 10.000 hab 25.00 100.503 mais de 1.52 33.26 3.908.000 hab 40.000 hab 18.437.559 1.000 hab 7.754 101.001 a 1.00 100.00 100.07 27.620 6.255 8.001 a 50.000 hab 4.63 37.16 14.452 Valores percentuais até 10.000.419 289 7.08 0.68 19.24 9.24 11.505 48.20 15.496 500.06 7.001 a 50.000 a 20.337 12.000 a 500.55 18.53 0.84 11.00 Fonte: MI Social.000 a 500.292.63 8.960.78 13.18 101.000 hab 83.167 1.27 17.368 17 1.54 11.27 20.89 23.696 1.000 hab 106.02 5.99 24.000.62 25.05 11.000 hab 96.774.97 500.41 1.854 5 583.00 100.594 279 5.000 hab 82.001 a 1.001 a 100.41 11.017 19 1.000.85 10.Tabela 5: Número de famílias que receberam benefícios de transferência de renda do MDS segundo faixa de tamanho da população do município em janeiro de 2007 Auxílio Bolsa Bolsa Cartão Bolsa Gás Alimentação Escola Alimentação Família Números absolutos até 10.997 20.35 mais de 1.730 1.06 Total 100.007 124 5.000 hab 23.99 19.070 109 4.323 87 1. 15 .653.000 hab 16.064 50.32 50.48 16.85 0.000.130 31.206.

ao longo da série histórica analisada para os programas Bolsa Alimentação e Bolsa Escola. a ser responsável por cerca de 94. para o Cartão Alimentação. percebe-se que os recursos destinados às famílias diminuem.2% dos recursos nacionais do governo federal direcionados diretamente às famílias beneficiárias dos programas de transferência de renda aqui analisados. mas ainda assim mostrando valores expressivos. foram superiores aos de 2003. Já em 2003. Já para o Auxílio Gás e Cartão Alimentação nota-se um aumento dos repasses de 2003 para 2004 e deste ano em diante seguiu-se uma trajetória de queda.7% dos recursos totais direcionados a esses programas. Esta mesma tendência ocorreu para as Grandes Regiões. já começou respondendo por uma parcela considerável de recursos destinados a este tipo de programa. em 2006. Para as regiões este valor variou de 13.1% a 19. mesmo tendo sido criado em outubro de 2003. como era de se esperar. foi ocupando cada vez mais espaço e chegou. quando funcionou por apenas 3 meses. Para as regiões Centro-Oeste e Sul. alcançando os valores de 74% e 84%. Nos anos seguintes o Bolsa Família. teve no montante de recursos destinados a este fim. Considerando os programas remanescentes. como era de se esperar. Valor dos Repasses aos programas As tabelas 6 e 7 mostram os valores dos repasses aos beneficiários dos programas de transferência de renda. o programa respondeu por 17. como um programa que unifica quatro outros programas de transferência de renda. 16 . Isto ocorreu para todas as regiões a exceção da Região Sul e da Centro-Oeste cujos valores acumulados de repasse em 2006. respectivamente. no mesmo período. no entanto o crescimento de 2003 para 2004 foi mais expressivo para as regiões Nordeste e Sudeste e foi da ordem de 93%.5. Analisando os valores como um todo percebe-se um grande crescimento em 2004 se comparado com 2003 e crescimentos menores a partir de então. Nestas tabelas foram acrescentados os valores acumulados para 2003 com o intuito de perceber o impacto que a criação do Bolsa Família. o crescimento foi menos expressivo. O Programa Bolsa Família.5%.

122.500.136.475.892.195.925.155.00 1.554.00 91.00 637.150.00 569.00 112.385.438.00 1.00 4.00 11.00 481.00 1.00 25.00 31.173.790.301.00 416.400.00 1.736.460.385.00 2.00 354.00 2006 24.687.327.915.241.236.787.640.00 377.630.932.00 142.690.144.885.206.212.00 62.835.00 100.945.783.290.785.010.716.50 289.452.00 796.352.744.50 2003 60. Nota: Os valores para 2003 foram fornecidos pela Secretaria Nacional de Renda e Cidadania do MDS.134.190.634.087.974.350.00 806.171.00 3.00 78.954.00 5.361.450.00 17.00 7.986.00 171.00 6.537.791.00 4.00 961.048.510.832.726.429.275.005.00 3.386.174.027.600.730.256.00 241.00 345.440.225.00 202.912.305.405.153.00 351.00 Total Fonte: MI Social.941.00 7.50 25.50 281.920.00 113.101.667.804.283.818.599.869.455.183.350.00 5.00 32.873.550.721.130.100.350.00 21.767.00 59.00 272.00 17.00 491.345.735.655.00 139.246.335.00 776.00 59.205.479.931.488.025.00 386.00 17.00 2.445.00 1.00 52.220.235.041.460.545.947.00 718.500.065.00 29.040.00 14.292.00 1.00 46.900.451.615.822.102.956.831.50 186.00 102.150.00 8.00 1.177.00 10.750.641.461.00 321.760.280.762.036.822.921.987.779.00 324.700.00 2.00 728.334.00 131.00 292.00 19.045.00 63.240.00 383.540.009.00 153.000.00 7.105.085.575.495.903.810.269.548.00 1.547.740.307.712.340.00 126.010.445.157.420.00 3.699.845.00 40.750.577.00 89.905.538.00 173.596.00 653.00 626.582.650.861.845.00 722.880.413.283.00 49.491.145.214.150.600.00 3.00 274.991.831.996.865.00 275.442.000.193.900.658.879.312.877.322.452.830.00 131.820.269.00 59.50 26.855.524.912.748.300.00 76.550.434.758.665.490.491.00 824.791.323.00 1.972.00 549.605.00 77.058.779.505.555.203.173.50 52.210.00 6.00 239.250.983.00 330.938.911.267.00 6.783.00 556.00 40.779.000.00 60.728.925.550.00 340.160.00 3.642.038.796.50 69.00 869.360.00 105.00 4.320.380.495.00 454.055.50 2004 88.247.220.466.235.100.00 151.902.719.00 49.899. 17 .305.047.00 303.505.045.00 673.50 143.340.691.424.985.008.147.581.785.50 1.026. Números absolutos (em reais) Norte Auxílio Gás Bolsa Alimentação Bolsa Escola Bolsa Família Cartão Alimentação Total Nordeste Auxílio Gás Bolsa Alimentação Bolsa Escola Bolsa Família Cartão Alimentação Total Sudeste Auxílio Gás Bolsa Alimentação Bolsa Escola Bolsa Família Cartão Alimentação Total Sul Auxílio Gás Bolsa Alimentação Bolsa Escola Bolsa Família Cartão Alimentação Total Centro-Oeste Auxílio Gás Bolsa Alimentação Bolsa Escola Bolsa Família Cartão Alimentação Total Brasil Auxílio Gás Bolsa Alimentação Bolsa Escola Bolsa Família Cartão Alimentação 41.00 590.00 152.965.360.00 1.950.00 150.706.00 103.00 262.707.395.650.805.928.258.967.00 7.141.639.00 91.202.319.095.454.282.00 733.031.50 290.282.603.00 2.775.605.00 698.00 337.778.Tabela 6: Valor acumulado no ano dos repasses aos beneficiários dos programas de transferência de renda segundo Grandes Regiões e Brasil – 2003 a 2006.00 349.100.00 1.00 3.00 56.150.860.300.00 12.969.00 521.942.595.00 2005 68.00 382.807.241.661.

35 49.00 16.43 51.52 100.71 79.12 0.60 0.01 100.19 72.07 0.00 0.69 94.20 11.60 79.03 44.80 0.35 47.95 13.84 9.99 17.00 100.Tabela 7: Valor acumulado no ano dos repasses aos beneficiários dos programas de transferência de renda segundo Grandes Regiões e Brasil – 2003 a 2006.03 1.96 40.07 100.96 92.53 0.25 100.00 100.00 Total 100.04 1.94 26.00 3.12 8.09 100.03 1.05 100.51 64.01 100.48 0.18 100.21 0.00 10.17 0.05 2.87 0.71 0.66 4.00 93.00 23.51 0.64 0.90 9.00 13.00 20.15 9.04 100.35 100.06 19. 18 .15 0.68 0.02 100.00 18.08 8.67 1.22 0.95 7.00 100.83 17.65 94.11 100.63 0.12 0.77 3.71 61.55 6.79 15.34 0.27 0.00 2003 22.01 1.87 80.00 3.52 8.22 100. Nota: Os valores para 2003 foram fornecidos pela Secretaria Nacional de Renda e Cidadania do MDS.03 100.98 0.12 8.12 0.27 94.04 52.42 0.00 2006 3.83 4.15 12.00 24.02 2.00 Fonte: MI Social.37 28.91 62.00 2004 16.41 100.34 15.00 2005 10.33 13.48 0.44 59.00 11.00 100.50 1.85 77.11 0.41 17.42 57.52 50.46 7.00 3.61 100.24 0.97 77.92 15.90 0.02 100.93 2.11 7.55 15.47 0.85 19.19 0.18 17.43 94. Porcentagens Norte Auxílio Gás Bolsa Alimentação Bolsa Escola Bolsa Família Cartão Alimentação Total Nordeste Auxílio Gás Bolsa Alimentação Bolsa Escola Bolsa Família Cartão Alimentação Total Sudeste Auxílio Gás Bolsa Alimentação Bolsa Escola Bolsa Família Cartão Alimentação Total Sul Auxílio Gás Bolsa Alimentação Bolsa Escola Bolsa Família Cartão Alimentação Total Centro-Oeste Auxílio Gás Bolsa Alimentação Bolsa Escola Bolsa Família Cartão Alimentação Total Brasil Auxílio Gás Bolsa Alimentação Bolsa Escola Bolsa Família Cartão Alimentação 27.00 25.35 0.39 0.12 0.34 0.00 11.97 22.00 5.21 1.99 0.25 0.53 100.00 24.70 100.

pdf>. [2003?]. Integração dos programas federais de transferência condicionada de renda: proposta para discussão. O Programa Bolsa Família chega ao começo de 2007 com um número de famílias atendidas próximo a 11 milhões. Bolsa Alimentação. Bolsa Escola e Cartão Alimentação) num único programa que veio a se transformar no maior programa de transferência de renda do Brasil. 2007. mas em patamares inferiores aos primeiramente observados. Simon. Programas de transferência de renda e a questão social no Brasil. Rio de Janeiro: Fórum Nacional. Isto pode ser lido como um dos indicadores de focalização e mostra um acerto na distribuição dos benefícios do ponto de vista mais geral. Este processo de unificação. Brasília. DF.schwartzman.br/pt/pdfs/renda_basica_versus_programas_de_transferenc ia_direta_de_renda. n. percebe-se uma proximidade entre as duas distribuições. A partir de janeiro de 2004 o número de beneficiários de todos os programas. ainda se encontra em curso. Pobreza e exclusão social: aspectos sóciopolíticos. Rio de Janeiro: UFRJ. [mimeo].ufrj. COHN.6.Brasília. Cruzando este número de beneficiários com o porte de tamanho da população do município e comparando com a estimativa de famílias pobres para 2004. LAVINAS. segundo porte de tamanho da população do município. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. [2005?]. Disponível em: <http://www. Excepcionalidade e paradoxo: renda básica vesus programas de transferência direta de renda no Brasil. Dois programas.org. Acesso em: 12 jun. Acesso em: 12 jun.brasiluniaoeuropeia.pdf>. Bibliografia BRASIL. 2007. que é gradual.pdf>. à exceção do Programa Bolsa Família. 2003. diminui em todas as regiões do Brasil. Elisa Pereira. A partir de 2003 o governo federal iniciou um processo de unificação dos benefícios dos seus programas de transferência de renda (Auxílio Gás. 2007. DC: Banco Mundial. Disponível em: <http://www. Presidência da República. No Brasil eles começaram a ser implementados nos anos 1990 por diversas instâncias de governo. 85). destinados às famílias beneficiárias dos programas de transferência de renda teve um forte aumento em 2004 em comparação ao ano anterior que continuou nos anos seguintes. 7. Disponível em: <http://www. Lena. Washington.br/publi/ep/EP0085. BRASIL. o Bolsa Família. [mimeo]. 2005.br/simon/pdf/exclusion.forumnacional. Acesso em: 12 jun. 2004. A expansão dos recursos acumulados no ano. Programa Bolsa Família: gestão e responsabilidades compartilhadas.org. (Estudos e Pesquisas. Amélia. REIS. DF. SCHWARTZMAN. Considerações finais Os programas de transferência de renda constituíram-se como uma das alternativas para combate tanto da pobreza imediata quanto intergeracional. o Auxílio Gás e o Cartão Alimentação tiveram aumento dos repasses de recursos de 2003 para 2004 e só a partir de então começou o processo de declínio dos recursos. 19 .