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PIRIPIRI Fundador: Padre Domingos de Freitas e Silva Domingos de Freitas e Silva nasceu na Vila de São João da Parnaíba, em 1798

. Era filho de Domingos de Freitas Caldas, e Rita Maria de Almeida. Tinha quatro irmão, José, Catarina Maria Rita e Silva e Bernardo de Freitas Caldas. Seu pai Domingos de Freitas Caldas era português ligado por laços de parentesco e amizade aos Dias e Silva. Eram os Dias da Silva abastados portugueses que instalados em Porto das Barcas, atraíram vários patrícios, entre os quais Domingos de Freitas Caldas, o qual exerceu o cargo de escrivão do cartório da Vila de São João da Parnaíba, pois era um dos homens de confiança dos Dias da Silva. Mais tarde passaria o cargo para o filho Bernardo, dos outros filhos, José faleceu criança, Catarina e Maria casaram-se e Domingos o caçula, abraçou a vida religiosa. O Padre Domingos de Freitas e Silva, foi ordenado presbíterol secular no seminário da capital maranhense. Custeou-lhe os estudos o padrinho Padre Henrique José da Silva. Como era costume da época o afilhado receber o sobrenome do padrinho, por este motivo, Domingos se chamou Silva e não Caldas. Voltando a Parnaíba, Domingos inicia suas atividades pastorais e classes de Latim. Quando se deflagra o movimento da independência do Brasil, no Piauí, sua atuação foi notável destacando-se como um dos corifeus. Em 04 de dezembro de 1822 com outros revolucionários, se ausenta para Granja, no Ceará, transferindo-se mais tarde para Gameleira, fazenda situada na freguesia de Piracuruca, afastada das trilhas dos viajantes da época, um lugar seguro, apropriado para esconderijo, com fornos especiais como requeriam os costumes dos ricos proprietários. Sabedor que fora contratado um pistoleiro para elimina-lo talvez por Fidié, comandante das tropas portuguesas sediadas em Parnaíba, ou por familiares, embrenha-se nas matas. Em sua companhia viviam uma de suas irmãs, sobrinhos e uma senhora, Lucinda Rosa de Sousa, da família Silva Henrique, a ele ligado por laços de família com quem vivia maritalmente. Dessa união nasceram cinco filhos: Domingos, raimundo, Porfírio, Antonio, Francisco e Amélia Clemêncio. Lucinda Rosa de Sousa faleceu na Gameleira, a 03 de junho de 1839 e, em 1840, Domingos de Freitas e Silva une-se a Jesuíta Francisca da Silva, filha de Antônio da Silveira Sampaio e Umbelina Francisca de Castelo Branco, com que teria sete filhos: Henrique, Raimundo, Antônio, Rita Maria, Maria Justiniana, Umbelina e Aureliano. Há muitas lendas sobre Padre Freitas e como ele chegou a Piripiri. Para alguns fugia da Confederação do Equador. No entanto, o próprio Padre Freitas, no seu testamento, declara ser “natural da freguesia de Nossa Senhora das Graças, da cidade de Parnaíba, Província do Piauí.

no dia 28. Ao lado construiu uma capela em honra de Nossa Senhora dos Remédios. vítima de câncer. Construiu uma casa para sua residência em 1844 na fazenda. Dois dias após. Padre Domingos abre uma escola de primeiras letras e outra de latim. A casa da fazenda primeira edificada no lugar. é aberto o testamento deixado pelo reverendo. uma de suas propriedades. Em 26 de dezembro de 1868. No mesmo ano Padre Freitas doa a Nossa Senhora dos Remédios trezentas praças quadradas de terras demarcada. dirigidas e regidas por ele próprio. foi o marco chantado para a formação de um núcleo que deu origem à atual cidade de Piripiri. aos 70 anos. Em 05 de novembro de 1862. Em 1857. a 20 de janeiro de 1777 e registrada a 1560. Encerrava-se a trajetória terrena de um homem digno dos aplausos piripirienses de todos os tempos. Instalou engenho de cana e aviamento para o fabrico de farinha. Em 25 de agosto de 1860. Coube a esta. Era o primeiro passo para a caminhada histórica da futura cidade e ainda testemunhado pelo fundador. como sacerdote celebrou a missa inaugural. sentindo as necessidades educacionais do povoado. situada na data Botica concedida em sesmaria a Antônio Fernandes de Macedo. foram assim as primeiras edificações de nossa história. resolveu ele dividir terras em lotes oferecendo a quem quisesse edificar e de tal modo despertou interesse em função de atividades agrícolas e criação de gado. Deixava o Padre Domingos de Freitas e Silva o seu nome escrito nas páginas da história da terra por ele fundada e amada. perto de um olho d’água. . falece o Padre Domingos de Freitas e Silva . Nesse ano de 1855.Em 1844. sob o Juiz Procurador de Capelas e Resíduos. Alojou-se provisoriamente no Sítio Anajá. do livro primeiro. foi elevado de povoado a Distrito de Paz. Para inaugurar a capela Padre Freitas. Até 1855 apenas existiam na fazenda duas casas: a da residência do Padre Domingos e a capela. que no ano de 1857 já havia considerável número de moradores. reconhecendo como filhos e herdeiros os cinco descendentes de Lucinda Rosa de Souza e os sete de Jesuína Francisca da Silva. o fundador decide fazer testamento. na Vila de Piracuruca. em data desconhecida o Padre Domingos de Freitas e Silva iniciou o aproveitamento de terras adquiridas. bem como de um alambique para fabricar a cachaça. o Padre Domingos de Freitas e Silva . Situou uma fazenda para criação de gado denominado “Fazenda Piripiri”. a terça parte de todos os bens.

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