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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO JOÃO DEL REI UFSJ ALUNOS: CARLOS FILLIPE DE ARRUDA ALVES CRISTIANE

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO JOÃO DEL REI UFSJ

ALUNOS:

CARLOS FILLIPE DE ARRUDA ALVES

CRISTIANE MELO

GUTEMBERG GOMES

IGOR FILIPE REZENDE

JORGE AUGUSTO MARQUES

TULIO MARCOS FIGUEIREDO SALOMÃO

PROJETO DE ELEMENTOS DE MÁQUINAS II PROJETO DE SISTEMA DE ELEVAÇÃO

SÃO JOÃO DEL REI MG

2011

EXERCÍCICO 1:

EXERCÍCICO 1: DADOS: VELOCIDADE MÁXIMA: 0,8 m/s M = 45 KG REDUÇÃO DE 12:1 d POLIA

DADOS:

VELOCIDADE MÁXIMA: 0,8 m/s M = 45 KG REDUÇÃO DE 12:1 d POLIA = 8 A 14 VEZES DIAMETRO DA ÁRVORE AB CONFIABILIDADE: 95% 0U 90% SOBRECARGA: CHOQUES MODERADOS VIDA: 26DIAS/MÊS, 10 ANOS, 18 H POR DIA, OU 12 ANOS, 8H POR DIA, 20 DIAS/MÊS.

DIMENSIONAR E SELECIONAR TODOS OS MATERIAIS

Calculando o diâmetro da árvore AB

Para a inicialização do cálculo do diâmetro da árvore consideraremos a barra feita de aço ABNT 1050 usinado, material resistente e relativamente barato o qual satisfará as condições do projeto, com comprimento de L = 900mm.

as condições do projeto, com comprimento de L = 900mm. Figura 1: Desenho esquemático- Árvore/Tambor/Carga

Figura 1: Desenho esquemático- Árvore/Tambor/Carga (desenho adaptado, BIGATON, C., 2000).

O valor do diâmetro que iremos adotar partirá do cálculo das reações dos apoios em conjunto com a flexão gerada pela carga, inicialmente desconsideraremos o torque no sistema, que posteriormente será incluído para alcançarmos o valor real do diâmetro a ser adotado de forma que satisfaça as condições impostas ao projeto. Para o primeiro valor de diâmetro

onde, o valor do fator prático de concentração de tensão

Chaveta de 90°,

,

(1)

será o valor máximo para Rasgo de

(2)

sendo Fs=1.5. Com este primeiro valor de diâmetro calculado faremos uso da condição imposta pelo sistema, onde:

(3)

Logo com valor do

calculado pela equação 3 recalcularemos o diâmetro

da polia agora considerando o torque no sistema, para isto faremos uso da equação:

 

 

 

(4)

onde

e dado pelas equações abaixo, admitindo sempre o menor valor.

 

(5)

(6)

Com o diâmetro da árvore recalculado pela equação 4, faremos uma nova verificação se este valor satisfaz a condição da equação 3, satisfazendo este valor será usado para o dimensionamento do sistema de levantamento de carga inicialmente este valor de referência.

Trem de engrenagem

Considerando que a relação de transmissão por par de engrenagens deve ser no máximo e não ultrapassar de . O número de pares de engrenagens de dada pela relação:

usaremos

.

(7)

Figura 2: Desenho esquemático- Trem de Engrenagens (desenho adaptado, BIGATON, C., 2000). Cálculo da Potencia

Figura 2: Desenho esquemático- Trem de Engrenagens (desenho adaptado, BIGATON, C., 2000).

Cálculo da Potencia do Motor

A potência do motor será dada a partir da potência da árvore, consideraremos o rendimento das engrenagens . Onde o rendimento total no Redutor é dado pela seguinte formula:

onde

= n o de pares de engrenagens.

(8)

formula: onde = n o de pares de engrenagens. (8) Figura 3: Desenho Esquemático- Motor (desenho

Figura 3: Desenho Esquemático- Motor (desenho adaptado, BIGATON, C., 2000).

Para o cálculo da potência de saída devemos calcular a rotação da árvore que é obtida pela equação 9 e substituir a mesma na equação 10, que nos dirá a potência da árvore AB.

(9)

(10)

Em seguida calcularemos a potência intermediária levando em consideração o rendimento das engrenagens:

(11)

A potência de entrada (potência dada pelo motor) é dada pela equação 12:

(12)

Rotação Transmitida, de Entrada e Saída

Adotados para a realização dos cálculos, a relação de transmissão mostrada na tabela abaixo:

Tabela 1: Relação de Transmissão.

iT

12

i1

6

i2

2

(13)

(14)

(15)

Dimensionamento das Engrenagens

Figura 4: Nomenclatura Básica para Engrenagens Cilíndricas de Dentes Retos (JÚNIOR, 2003). Momento Torçor Para

Figura 4: Nomenclatura Básica para Engrenagens Cilíndricas de Dentes Retos (JÚNIOR, 2003).

Momento Torçor

Para o cálculo deste faremos uso da equação 16, bem como os valores encontrados anteriormente das potências de entrada, de saída e intermediária bem com as suas respectivas rotações, das seguintes equações:

(16)

Dimensionamento pela resistência

No dimensionamento pela resistência utilizaremos o dimensionamento para carregamento dinâmico, onde é empregada a condição

onde

̅

é a tensão de flexão;

é a tensão atuante; ̅ é a tensão admissível.

A equação 18 nos permitirá obter o módulo

[

̅

]

(17)

(18)

onde

a relação de proporcionalidade; é número de dentes; é o fator de forma; ̅ é a tensão

é o momento atuante; é o fator de serviço; fator de concentração de tensões; é

admissível;

Para

equação:

é

o

coeficiente

determinar

os

de

velocidade;

fator

de

diâmetros

primitivos

das

correção

do

engrenagens

fator

de

forma.

utilizaremos

a

(19)

Dimensionamento pelo desgaste

Para que a engrenagem não falhe devido ao desgaste, é essencial que se siga a condição:

 

(20)

(21)

 

(

) ̅

(22)

onde

(maquínas novas), e

̅ é dado pela equação 23:

̅

 

(

)

(23)

(24)

onde

são os módulos de elasticidade dos materiais; ̅ é a tensão de contato; HB é a dureza Brinell;

é o tempo de funcionamento.

é a pressão atuante;

é a pressão admissível;

é o ângulo de pressão;

e

Dimensionamento das árvores

Nesta etapa faremos o cálculo do diâmetro das árvores envolvidas no sistema, e para darmos uma menor margem de erro nos cálculos o faremos considerando a Equação 4, já usada anteriormente para sistema flexo-torçor.

RESULTADOS

Tabela 2: Dados utilizados para o cálculo.

L

800,00

mm

σr

63,00

kgf/mm 2

σe

35,00

kgf/mm 2

kf

2,00

 

Fs

1,50

 

v

0,8

m/s

Na Tabela 3 encontram-se os valores do cálculo do diâmetro da árvore AB, onde Mf é o momento fletor causado pela carga suspensa na polia e d’ árvore o primeiro valor para o diâmetro inicial onde é desconsiderado o torque sofrido na árvore, o valor final da árvore AB é dado após considerarmos o torque no sistema.

Tabela 3: Cálculo do diâmetro da polia e da árvore AB.

Mf'

180000

kgf*mm

d'

53,96

mm

dpolia

539,6

mm

Mt

121410

kgf*mm

dárvore

51,4

mm

dpolia/dárvore

10,49805447

ok

No dimensionamento do trem de engrenagens, encontramos um número de 2 pares de engrenagens como relação adequada e suficiente para a transmissão no projeto. É possível notar na

Tabela 4, que o sistema de redução adotado de aproxima de modelos reais, já que este admite o rendimento das engrenagens no redutor, o qual produz uma diferença de potência nas árvores do mesmo.

Tabela 4: Cálculo da potência do motor.

ηb

0,97

 

ηt

0,86

 

v

0,8

m/s

d

539,6

mm

Mt

105300

kgf*mm

n árvore AB

28,31

rpm

Psaída

4,799970304

CV

Pintermediária

4,948422994

CV

Pentrada

5,581360819

CV

A Tabela 5 mostra as rotações calculadas a partir das relações de transmissão do sistema, que em conjunto da Tabela 6 nos fornece o momento torçor de cada engrenagem.

Tabela 5: Cálculo das Rotações.

n

entrada

339,72

rpm

n

int

56,62

rpm

n

saída

28,31

rpm

Tabela 6: Cálculo do Momento Torçor.

   

Potência (CV)

Rotação (rpm)

Momento Torçor (Kgf. mm)

Engrenagem 1

5,581360819

339,72

11766,6626

Engrenagem 2 e 3

4,948422994

56,62

62593,7928

Engrenagem 4

4,799970304

28,31

121410,0000

Neste ponto começamos a dar veracidade aos cálculos, dimensionando-os conforme os critérios de desgaste e resistência, os resultados se mostraram satisfatórios conforme podem ser vistos nas Tabelas 7 e 8.

Tabela 7: Cálculo do módulo.

 

Engrenagem 1

Engrenagem 2 e 3

Engrenagem 4

Mt

11766,6626

62593,7928

105300,0000

k

1

1,2500

1,2500

1,2500

k

t

1,3300

1,3300

1,3300

k

30,0000

30,0000

30,0000

Z

20,0000

120,0000

240,0000

Y*

0,3200

0,4210

0,4630

10

Tabela 8: Dimensionamento pelo desgaste, pressão atuante e admissível.

 

Engrenagem 1

Engrenagem 2 e 3

Engrenagem 4

Pat

397,8221

402,3007

370,0228

Padm

34,7230

1131,6366

1192,4197

Aqui damos por encerrado o dimensionamento do sistema calculando os diâmetros exigidos no projeto dados pela Tabela 9. Como última observação a diferença de 0,95% do valor do diâmetro da árvore AB para a árvore 3 se dá pelo fator de segurança admitido no primeiro calculo de 1.5, que em analises á frente poderá ser admitidos índices menores para este.

Tabela 9: Cálculo dos diâmetros das árvores.

 

Árvore 1

Árvore 2

Árvore 3

Mt

11766,6626

62593,7928

105300,0000

dp

59,1554

311,1792

569,1541

F

397,82211

402,30068

370,02279

R

1

198,91105

402,30068

185,01139

R

2

198,91105

402,30068

185,01139

Mf

44754,98714

120690,20346

41627,56337

d

     

EXERCÍCIO 2:

DADOS:

CARGA CAPAZ DE LEVANTAR:

4000N

DIÂMETRO MÁXIMO DO TAMBOR:

500 mm

REDUÇÃO DE SEM FIM-COROA:

ROTAÇÃO DO MOTOR:

75:1, 50:1, ou 40:1 1200, 1500 ou 1800 rpm

DETERMINAR:

TODAS AS DIMENSÕES DO SEM FIM-COROA POTENCIA NECESSÁRIA DO MOTOR RENDIMENTO DO SISTEMA VELOCIDADE MÁXIMA DE SUBIDA DA CARGA DIMENSIONAMENTO DO PARAFUSO SEM FIM

ESQUEMA:

DO MOTOR RENDIMENTO DO SISTEMA VELOCIDADE MÁXIMA DE SUBIDA DA CARGA DIMENSIONAMENTO DO PARAFUSO SEM FIM

12

RESULTADO

Dados utilizados para cálculo do projeto de levantamento carga.

Constante

Valor

Unidade

K1

1,5

 

K

t

1,3

 

K

30

 

K

f

2

 
 

r

63

kgf/mm²

 

e

35

kgf/mm²

y

0,302

 

n

1500

rpm

i

50/1

 
 

0,97

 

dtambor

500

mm

FS

1,5

 

Tabela 1: Dados para exercício

Constante

Valor

Unidade

M

f

51250

Kgf*mm

M

t

101902

Kgf*mm

dárvore

28,445

mm

Tabela 2-Cálculo do Diâmetro da polia

Constante

Valor

Unidade

vtambor

0,785

m/s

várvore

3,57

m/s

Psaída

4,26

cv

dp

17,49

mm

Tabela 3- Cálculo Potência do motor

Constante

Valor

Unidade

P

at

2091,58

Kgf

P

adm

155214

Kgf

Tabela 4 Dimensionamento do Desgaste