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CENTRO UNIVERSITÁRIO DO TRIÂNGULO FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO

ILUMINAÇÃO Luz é uma radiação eletromagnética capaz de produzir sensação visual. É energia radiante produzida por uma fonte (natural ou artificial). Na arquitetura contemporânea, ambientes bem projetados exploram o máximo de possibilidades de aproveitamento do Sol num convite à luz e calor emanados por esta maravilhosa fonte natural. Quando um objeto é iluminado pela luz solar, podemos ter certeza de que ele está sendo percebido tal qual ele é na realidade, em relação à cor, principalmente. A luz artificial além de também valorizar as formas e cores, zela pela segurança, e tenta amenizar a falta da luz do Sol durante a noite. Porém pode causar distorções cromáticas devido à emissão de ondas de diferentes comprimentos, dependendo de cada tipo de lâmpada. Os conceitos técnicos que veremos a seguir de nada valerão se a curiosidade não nos levar a pesquisar sempre e se nossa sensibilidade não nos ajudar a ‘criticar’ o que vemos por aí. Um bom trabalho sempre começa na planta, com a exploração correta de recursos arquitetônicos. A iluminação natural, com janelas amplas, portas e clarabóias deve ser a primeira preocupação, especialmente nas regiões mais quentes. Posteriormente, é preciso definir que tipo de efeito você pretende dar ao ambiente para então escolher o tipo de iluminação e de lâmpada mais adequado para tal função. Este universo vem crescendo a cada dia e para que você possa se aproximar um pouco dele conheça alguns tipos de iluminação, classificados segundo a incidência luminosa no ambiente: • DIRETA - A luz incide diretamente, sem reflexão no forro ou nas paredes. 90 a 100% de luz são orientados para baixo, incidindo diretamente no campo visual. O espaço é iluminado de forma geral, e, dependendo do posicionamento das luminárias, pode causar ofuscamento. É ideal para áreas de pouca permanência, e pouco indicado para ambientes de estar.Pode ser de facho aberto ou concentrado Prof. Clayton França dependendo Carili – Apostila da abertura de autoria da Prof. Angélica Marsicano Tavares 75
2º Semestre/2007

A de facho concentrado é utilizada para iluminação de destaque voltada para a área a ser valorizada. Prof.CENTRO UNIVERSITÁRIO DO TRIÂNGULO FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO da luminária. Clayton França Carili – Apostila de autoria da Prof. Angélica Marsicano Tavares 2º Semestre/2007 76 . Trilhos com spots. cachimbos e minicalhas são alguns dos variadíssimos recursos que o mercado oferece.

a partir do uso conjunto de luz direta e indireta. como abajures e modelos de pé. Para isso. • ambientes amplos . • DIFUSA . tomando cuidado para não ofuscar a visão de quem estiver nesse espaço. pois. é possível conseguir bons efeitos. pois elas revelam as verdadeiras dimensões do espaço. desde que estejam todos do mesmo lado do recinto.50 m) . Angélica Marsicano Tavares Prof. bar e lareira . Recursos sobre o uso de cores claras e móveis pequenos de linhas suaves colaboram com o projeto de iluminação para aumentar ambientes. Para iluminação geral.é uma luz direta com o objetivo específico de dar destaque a elementos decorativos em geral ou permitir a leitura e atividades manuais. Basta ter em mente alguns cuidados básicos: • ambientes pequenos . • forro baixo (cerca de 2. devese preferir os maiores e mais pesados. basta acionar apenas os abajures ou o circuito de spots que serve ao setor escolhido.a luz deve ser projetada de baixo para cima. Quando se deseja mais intimidade. pode-se instalar diversas luminárias de funcionamento independente. • LOCALIZADA . É o efeito das arandelas. para fragmentar a área ou torná-la uniforme. Pode-se destacar objetos de arte. O ambiente não deve ser tratado como se fosse único: pode-se dividi-lo em dois ou três espaços que possam interagir . Clayton 77 2º Semestre/2007 .do tipo estar. por exemplo) são as indicações. plantas e outros elementos. das sancas. a melhor opção é usar vários circuitos de spots.o fluxo luminoso somente atinge uma determinada área depois de ser refletido em alguma superfície. com acionamento individual. quando toda luz geral deve ser aproveitada. Iluminação suave onde quase toda a luz é direcionada para o forro. é que os pontos de luz partam do piso. aqui em tonalidades escuras.o fluxo luminoso atinge apenas determinado setor de um ambiente. O ideal. são aliadas da luz. oferece uniformidade luminosa ao ambiente sem criar zonas de sombra. atingindo também as França Carili – Apostila de autoria da Prof. principalmente se ele for estreito. conforme as necessidades específicas.usar iluminação indireta e abundante. Considerando-se as características físicas dos ambientes e tendo conhecimento do arsenal de lâmpadas e luminárias de que dispomos. Quanto aos móveis. luminárias de pé e abajures. • CONCENTRADA .CENTRO UNIVERSITÁRIO DO TRIÂNGULO FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO • INDIRETA .para torná-los mais aconchegantes sem perder as boas qualidades da amplidão. Mais uma vez as cores. fazendo-a iluminar o teto uniformemente.para ocasiões como festas. lança-se mão de abajures de hastes longas.distribui quantidades iguais de luz para todos os lados. integrando os ambientes. Mais apropriado para ambientes de longa permanência e deve ser complementado por fluxos localizados ou concentrados. por exemplo. entretanto. conforme a necessidade. Deve-se evitar focalizar cantos ou extremidades. Sancas com lâmpadas embutidas e luminárias com difusores (vidro jateado ou acrílico.

assim como as luminárias pendentes por fios ou hastes longas. lustres pendentes e arandelas do mesmo estilo serão mais adequados que uma série de spots embutidos. por exemplo. por exemplo. um recurso interessante é a instalação de luminárias em vigas ou a utilização de sancas. a luz não deve "crescer". • além das cores. os materiais também influenciam na iluminação. • mesmo em locais de clima quente. levando em conta o tipo de arquitetura e de decoração: se o ambiente é neoclássico. mantendo-as desligadas quando não estiverem em uso. alterando ou mantendo as cores escolhidas. • pé-direito muito alto . Demanda muita dedicação e constante atualização! É importante estarmos sempre atentos aos novos lançamentos e nunca esquecermos a sigla IRC Índice de Reprodução de Cor (ou RA) . spots e arandelas também são uma ótima solução.medida de correspondência entre a cor real de um objeto ou uma superfície e sua aparência diante de uma fonte de luz. A iluminação de destaque. significa que a reprodução de cor é excelente. o pé-direito alto pode ser desagradável. podem ser empregadas luminárias de facho concentrado. • marque todos os detalhes arquitetônicos e os objetos que deseja realçar com focos de luz. Clayton França Carili – Apostila de autoria da Prof. vale o mesmo recurso usado para alongar o forro baixo. portanto. • defina as necessidades de cada ambiente. fazendo o facho de luz incidir em todo o teto e nas paredes. Isso também acontece com as luminárias: vidro.para valorizá-lo. Os abajures são eficientes para isso. escurecendo o forro e disfarçando sua altura. a qualidade de reprodução das cores da lâmpada utilizada vai influenciar diretamente nas cores da decoração. Um exemplo claro disto é quando compramos uma roupa em uma loja e depois ao sairmos vestidos com ela durante o dia. Angélica Marsicano Tavares 2º Semestre/2007 78 . mais distante do real é a cor vista sob a lâmpada. não é indicada neste caso. Quanto mais baixo for esse número. Nesse caso. Para leitura e outras atividades. devendo ser direcionada para baixo. Num ambiente pequeno. que podem quebrar o efeito de alongar as paredes e subir o teto. Portanto. Conhecer todas as lâmpadas disponíveis no mercado é missão quase impossível. Como há espaço. Mais tradicionais. policarbonato e tantos outros materiais produzem resultados diferentes. A luz é composta pelas sete cores do arco-íris e os pigmentos contidos nos objetos tem a capacidade de absorver determinadas cores e refletir outras. percebemos que a cor não era exatamente aquela. Ainda que produzindo calor. ambientes sociais e íntimos ficam mais aconchegantes com a presença de lâmpadas incandescentes. elas proporcionam um clima mais agradável.CENTRO UNIVERSITÁRIO DO TRIÂNGULO FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO paredes. Vejamos: Prof. Um IRC de 100. Varia numa escala de 20 a 100 e de acordo com sua abrangência é indicada para um local. papel. alumínio. O mesmo tipo de luz cria um efeito ao incidir sobre a madeira e outro sobre uma superfície de mármore. Outra boa alternativa é a instalação de arandelas. Deve-se evitar direcionar a luz para o piso e criar planos intermediários de iluminação.

Prof. a luz avermelhada nos acolhe com conforto e nos convida a levantar. Traduzindo. postos de gasolina. Em ambientes comerciais como lojas. E assim. relaxamento. no final do dia quando o Sol volta ao tom avermelhado. áreas de serviço. ao amanhecer tem um tom mais avermelhado. Angélica Marsicano Tavares 2º Semestre/2007 79 . afastamento Para iluminação geral as áreas sociais e dormitórios pedem tom neutro ao mais quente. ginásios esportivos Depósitos. o Sol.CENTRO UNIVERSITÁRIO DO TRIÂNGULO FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO Excelente Muito Bom Bom Razoável Regular Insuficiente Nível 1 Nível 2 Nível 3 Nível 4 Ra 90 –100 Ra 80 – 89 Ra 70 – 79 Ra 60 – 69 Ra 40 – 59 Ra 20 . aproximação Luz fria = maior atividade. voltando a ficar alaranjada no final do dia. residências. bares e restaurantes devemos nos atentar para as tarefas a serem realizadas em cada micro-ambiente ou setor. são exercidas com mais vigor. mais quente. oficinas. de manhã quando estamos acordando. não nos referimos ao calor físico da lâmpada. nos convida para o relaxamento. podemos perceber que nossas atividades. À medida que o dia passa sua luz vai ficando mais amarelada até se tornar bem branca. cozinhas. De acordo com a natureza. escritórios. lojas. Luz quente = aconchego. banheiros. restaurantes e bares Área de circulação. Clayton França Carili – Apostila de autoria da Prof. em fase de transição do relaxamento.39 Testes de cor. canteiro de obras. tarefas do dia-a-dia. Quando vai tomando tom azulado. estacionamentos Temperatura de Cor – Quando falamos de luz quente ou fria. e sim ao tom de cor que ela dá ao ambiente. escadas. pátio de montagem industrial Vias de tráfego. floriculturas. home-office e salas de estudo pedem do neutro a frio.

Encontradas em dourado ou prateado. Podem ser: anti-inseto. aproximadamente 10% se transformam em luz o restante produz somente calor. escurecendo a lâmpada e fazendo com que ela perca eficiência. . Com o tempo. de secagem ou de geladeira e fogão. .de custo baixo. Clayton França Carili – Apostila de autoria da Prof.Decorativas: Modelos menores. no formato de bolinha ou vela. esse filamento vai desprendendo partículas que aderem no bulbo. As incandescentes duram pouco (aproximadamente 1000 horas). reduz o ofuscamento. por ser revestida de sílica. Prof. e as parabólicas conhecidas como PAR 38 (150W). Concentram mais a luz. IRC de 100.Refletoras: Espelhadas. criados para se adequar às luminárias. Encontradas nas versões: cristal. Gera luz a partir do aquecimento do filamento interno de tungstênio. opalina e colorida. A segunda.Standard: encontrada nos modelos transparente (soft) ou leitosa (opalina). . refletem a luz direcionando-a a um determinado objeto. A primeira causa ofuscamento à vista e produz sombras mais duras. PAR 20 e 30 (50W). Angélica Marsicano Tavares 2º Semestre/2007 80 . ainda são o tipo mais difundido e utilizado. principalmente em residências. Alguns tipos: . As mais comuns são: mini-spot (60W).CENTRO UNIVERSITÁRIO DO TRIÂNGULO FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO Incandescentes .Especiais: Lâmpadas com características específicas. Dos 100% da energia consumida por uma incandescente.

Clayton França Carili – Apostila de autoria da Prof. Angélica Marsicano Tavares 2º Semestre/2007 81 .CENTRO UNIVERSITÁRIO DO TRIÂNGULO FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO Prof.

BIPINO DICRÓICA: conhecida como MR16. Seu facho de luz é concentrado. como em teto ou parede. Dicróicas . o que as torna ideais para destacar obras de arte e objetos. causando fissuras por onde os gases halógenos escapam. A primeira se apresenta nas tensões 110V e 220V. Denominadas PAR são dotadas de refletor e fechamento de vidro reforçado. Por isso. em arandelas ou luminárias herméticas para área externa. como spots embutidos. requer transformador para abaixar a tensão da rede de 110V ou 220V para 12V. 20 a 25% de energia São transformados em luz.são halógenas dotadas de um refletor que reduz substancialmente o calor projetado. se o princípio de funcionamento é o mesmo. elas não escurecem e duram mais entre 2000 e 4000 horas. Essas lâmpadas esquentam muito. Para evitar o problema. Podem ser de tensão convencional ou baixa. Uma halógena de 100W corresponde a uma incandescente de 200W. para spots e embutidos.elas também são incandescentes. Assim. Encontrada nos seguintes modelos: BIPINO: para luminárias que tenham refletores de alumínio. Mas. E lá se foi sua lâmpada. com o mesmo IRC. garante um facho mais branco e brilhante. Excelente IRC. Angélica Marsicano Tavares 2º Semestre/2007 82 . há uma diferença básica: essas lâmpadas foram incrementadas com gases halógenos. Clayton França Carili – Apostila de autoria da Prof. porém mais eficientes.CENTRO UNIVERSITÁRIO DO TRIÂNGULO FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO Halógenas . potências de 100 a 500W (bipolares) e de 60 a 100W (E27). é uma bipino halógena com refletor dicróico e facho o dirigido de abertura variável de 2 a o 45 . A segunda. São usadas para luz rebatida em algum aparato. convém não as tocar: a gordura desprendida pelas mãos "frita" a sua superfície. que se combinam com as partículas de tungstênio desprendidas no bulbo e as depositam de volta no filamento. Prof. deve-se limpá-la com uma flanela após o contato das mãos.

conhecida como AR48. Angélica Marsicano Tavares 2º Semestre/2007 83 . Clayton França Carili – Apostila de autoria da Prof. 111 e o o 70.CENTRO UNIVERSITÁRIO DO TRIÂNGULO FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO REFLETORAS DE ALUMÍNIO: Com refletor de alumínio de alto brilho. Prof. Focos predominantemente fechados de 3 a 30 para spots e embutidos.

no mercado já se encontram fluorescentes com nova tecnologia. ao receber uma descarga elétrica produzida por um reator. As primeiras produzem iluminação difusa. Podem ser tubulares ou compactas. nos modelos compactos ou tubulares.CENTRO UNIVERSITÁRIO DO TRIÂNGULO FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO Fluorescentes . Recomendadas em sancas quando não há carga suficiente para incandescente. através de reatores especiais. Atenuam os vermelhos e realçam os azuis. Hoje. São bipolares e seus comprimentos variam de acordo com sua potência. Os modelos tubulares convencionais têm IRC de 70 e vida útil de aproximadamente 7000 horas.são as chamadas lâmpadas de descarga. Clayton França Carili – Apostila de autoria da Prof. e o consumo de energia. emite luz. têm gás mercúrio. Prof. Uma compacta de 20W substitui uma incandescente de 100W. Ao invés de filamento. caso contrário. que apresentam IRC de até 85 e uma gama de novas tonalidades. das mais brancas às mais amareladas. na sua maioria. A durabilidade dessas lâmpadas é de 10000 horas. capazes de apresentar variadas temperaturas de cor. prefira as fluorescentes de nova geração.A compacta eletrônica veio substituir a incandescente podendo ser usada em qualquer luminária com soquete de rosca. Funcionam a partir de reatores e starters. Angélica Marsicano Tavares 2º Semestre/2007 84 . Só podem ser reguladas por dimmer. afinal transformam 45 a 55% da energia em luz. pode vir a gastar tanta energia quanto uma incandescente. banheiros e escritórios em arandelas ou embutidos. 80% menor que o das incandescentes. Produzem iluminação difusa e fria. As segundas geram luz difusa e foram criadas para solucionar o problema de tamanho da tubular. Para uso residencial. Recomendadas em cozinhas. que. Esta categoria de lâmpadas deve ser utilizada em áreas que necessitam de luz acesa com permanência mínima de 2horas.

laranja e amarelo.com.philips.br e www. Outro grande grupo de lâmpadas é formado pelas lâmpadas a vapor metálico de alta pressão. de áreas abertas ou de campos de esporte e ainda para vitrines. Mais eficiente em transformação de energia em luz. o azul e verde Fluorescente Lâmpadas de Descarga de alta intensidade . As lâmpadas de vapor de mercúrio de alta pressão são conhecidas a longo tempo e estão disponíveis como lâmpadas combinadas (lâmpadas de descarga com um filamento para pré-aquecimento). fonte de luz mais comum Luz mais brilhante e mais branca que a anterior. Para maiores informações recomenda-se acessar os sites: www. realça mais ou menos. áreas de vendas e iluminação de pequenas áreas. Clayton França Carili – Apostila de autoria da Prof.são fontes de luz compactas e de alta potência. áreas de treinamento e fachadas. Sua alta eficiência e sua cor branca . industrias. Dependendo do IRC. laranja e amarelo. tem alta eficiência em transformação de energia em luz e vida útil. “quente”. Efeito na cor Realça vermelho. A maioria “fria”.CENTRO UNIVERSITÁRIO DO TRIÂNGULO FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO Fonte de Luz Incandescente Halógena Características Luz convidativa. Utilizadas para iluminação industrial geral. alto fluxo luminoso e longa vida.osram. Realça vermelho. se comparada a incandescente. As lâmpadas vapor de sódio de alta pressão têm suas aplicações em ruas. Estas lâmpadas são utilizadas principalmente para iluminação de ruas. Angélica Marsicano Tavares 85 2º Semestre/2007 . Escurece (fecha) o azul e o verde. áreas abertas. Prof.br onde encontram-se disponíveis catálogos sempre atualizados.dourada são particularmente agradáveis. Escurece (fecha) o azul e o verde.com.