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Órion MARATONA UFG Literatura (Edna Elói) 5. (FUVEST) Ossian o bardo é triste como a

Órion

MARATONA UFG

Literatura

(Edna Elói)

5. (FUVEST)

Ossian o bardo é triste como a sombra Que seus cantos povoa. O Lamartine

É monótono e belo como a noite,

Como a lua no mar e o som das ondas Mas pranteia uma eterna monodia, Tem na lira do gênio uma só corda, Fibra de amor e Deus que um sopro agita:

Se desmaia de amor a Deus se volta,

Se pranteia por Deus de amor suspira.

Basta de Shakespeare. Vem tu agora, Fantástico alemão, poeta ardente Que ilumina o clarão das gotas pálidas

Do nobre Johannisberg! Nos teus romances

Meu coração deleita-se

Parece-me que vou perdendo o gosto

NOME:

Lista 08

Lira Dos Vinte Anos – Álvares de Azevedo O Cortiço – Aluízio Azevedo

Leia o excerto abaixo, extraído da Lira Dos Vinte Anos, de Álvares de Azevedo para responder as questões 1 e 2.

Namoro a Cavalo Eu moro em Catumbi: mas a desgraça, Que rege minha vida maldada, Pôs lá no fim da rua do Catete

A minha Dulcinéia namorada.

Alugo (três mil réis) por uma tarde

Um cavalo de trote (que esparrela!) Só para erguer meus olhos suspirando

Contudo

Considerando-se este excerto no contexto do poema a que pertence (“Ideias Intimas”), é correto afirmar que, nele,

a) A dispersão do eu-lírico, própria da ironia romântica, exprime-se na

métrica irregular dos versos.

b) O eu-lírico manifesta tanto seu apreço quanto sua insatisfação em

A minha namorada na janela relação aos escritores que evoca. Todo o meu ordenado vai-se
A minha namorada na janela
relação aos escritores que evoca.
Todo o meu ordenado vai-se em flores
c) O eu-lírico rejeita a literatura e os demais poetas porque se identifica
E em lindas folhas de papel bordado
inteiramente com a natureza.
Onde eu escrevo trêmulo, amoroso,
d) A recusa dos autores estrangeiros manifesta o projeto nacionalista
Algum verso bonito
( )
mas furtado.
típico da segunda geração romântica brasileira.
e) Lamartine é criticado por sua irreverência para com Deus e a religião,
muito respeitados pela segunda geração romântica.
1. Porque a poesia acima foge dos padrões da 1º e 3º partes da Lira Dos
Vinte Anos?
6. (UFOP) Leia com atenção o seguinte texto:
Pálida, a luz da lâmpada sombria,
Sobre o leito de flores reclinada,
Como a lua por noite embalsamada,
Entre as nuvens do amor ela dormia!
2.
O que aproxima e o que diferencia a mulher de “Namoro a Cavalo” e
Era a virgem do mar! na escuma fria
Pela maré das água embalada
— Era um anjo entre nuvens d'alvorada
Que em sonhos se banhava e se esquecia!
as
mulheres da 1º parte da Lira?
Era mais bela! o seio palpitando
Negros olhos as pálpebras abrindo
Formas nuas no leito resvalando
3.
Leia o excerto abaixo, retirado do prefácio à segunda parte da Lira
Dos Vinte Anos, de Álvares de Azevedo:
Não te rias de mim, meu anjo lindo!
Por ti — as noites eu velei chorando
Por ti — nos sonhos morrerei sorrindo!
(AZEVEDO, Álvares de. Lira Dos Vinte Anos
1998. P,63)
Agora assinale a alternativa correta:
a) O poema ressalta uma situação bastante comum na estética romântica,

Cuidado, leitor, ao voltar esta página! Aqui dissipa-se o mundo visionário e platônico. Vamos entrar num mundo novo, terra fantástica, verdadeira ilha Baratária de D. Quixote, onde Sancho é rei e vivem Panúrgio, sir John Falstaff, Bardolph, Fígaro e o Sganarello de D. João Tenório: — a pátria dos sonhos de Cervantes e Shakespeare. Quase que depois de Ariel esbarramos em Caliban.

A razão é simples. É que a unidade deste livro funda-se numa binomia:

— duas almas que moram nas cavernas de um cérebro pouco mais ou menos de poeta escreveram este livro, verdadeira medalha de duas faces.

4. Considere o excerto abaixo:

qual seja o paradoxo da figura feminina, construída entre passividade e atividade.

b) O poeta oscila entre a pra contemplação e a possibilidade de

concretização da relação amorosa.

c) Romanticamente o poema leva a crer que é através do sonho que

existe a melhor oportunidade para a realização carnal do amor.

d) É possível perceber uma certa antecipação da estética realista-

naturalista na descrição do corpo da mulher.

e) Como poema do Romantismo, o texto apresenta uma construção

saudosista voltada para o passado.

Se alguma lágrima as pálpebras me inunda, Se um suspiro nos seios treme ainda,

É pela virgem que sonhei

Aos lábio me encostou a face linda! (Álvares de Azevedo – Lira dos Vinte Anos)

que nunca

A

característica do Romantismo mais evidente nessa quadra é:

a)

o espiritualismo

b) o pessimismo

c) a idealização da mulher

d)

o confessionalismo

e) a presença do sonho

7.

Considere os dois excertos abaixo extraídos da Lira dos Vinte Anos.

I

"Amoroso palor meu rosto inunda, Mórbida languidez me banha os olhos, Ardem sem sono as pálpebras doridas, Convulsivo tremor meu corpo vibra

Quanto sofro por ti! Nas longas noites Adoeço de amor e de desejos

E nos meus sonhos desmaiando passa

A imagem voluptuosa da ventura:

Eu sinto-a de paixão encher a brisa,

Embalsamar a noite e o céu sem nuvens; E ela mesma suave descorando Os alvacentos véus soltar do colo, Cheirosas flores desparzir sorrindo

Da mágica cintura.(

)

II

Eu durmo e vivo ao sol como um cigano,

Fumando meu cigarro vaporoso; Nas noites de verão adoro estrelas; Sou pobre, sou mendigo e sou ditoso!

Ando roto, sem bolsos nem dinheiro; Mas tenho na viola uma riqueza:

Canto à lua de noite serenatas, E quem vive de amor não tem pobreza.

Não invejo ninguém, nem ouço a raiva Nas carvernas do peito, sufocante, Quando à noite na treva em mim se entornam Os reflexos do baile fascinante.

Namoro e sou feliz nos meus amores;

b) transporta-se o leitor ao doloroso universo dos miseráveis e

oprimidos migrantes que, fugindo da seca, se abrigam em acomodações

coletivas.

c) consagra-se, na literatura brasileira, a prosa naturalista, marcada tanto

pela associação direta entre meio e personagens quanto pelo estilo

agressivo.

d) vê-se renascer uma prosa forte, de cunho regionalista, característico

da década de 30, que retrata nossas mazelas, em estilo seco.

e) verifica-se uma forte relação entre o meio em que vivem os

personagens e sua vida pessoal, relação essa baseada no sentimentalismo romântico.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:

O rumor crescia, condensando-se; o zunzum de todos os dias

acentuava-se; já se não destacavam vozes dispersas, mas só um ruído compacto que enchia todo o cortiço. Começavam a fazer compras na

venda; ensarilhavam-se discussões e resingas; ouviam-se gargalhadas e pragas; já se não falava, gritava-se. Sentia-se naquela fermentação sanguínea, naquela gula viçosa de plantas rasteiras que mergulham os pés vigorosos na lama preta e nutriente da vida, o prazer animal de existir, a triunfante satisfação de respirar sobre a terra.

Da porta da venda que dava para o cortiço iam e vinham como

Sou garboso e rapaz Uma criada formigas; fazendo compras. Abrasada de amor por um soneto
Sou garboso e rapaz
Uma
criada
formigas; fazendo compras.
Abrasada de amor por um soneto
Já um beijo me deu subindo a escada
12. (Pucrs 2008) O texto em questão pertence à obra O cortiço, de
Aluísio de Azevedo, cuja trama:
a) O segundo fragmento segue a linha da poesia ingênua e sentimental
a) gira em torno de um menino, malvisto pela vizinhança, mas protegido
que caracteriza a primeira e a terceira partes de Lira Dos Vinte Anos
pelo padrinho.
b) O segundo fragmento com certeza aparece na terceira parte de Lira
b) apresenta o matrimônio como solução para as dívidas financeiras.
Dos Vinte Anos. Pois se trata de um poema na linha irônica e prosaica
que caracteriza esta parte.
c) insinua a ocorrência do adultério, que atormenta o narrador-
personagem.
c) O segundo fragmento seguramente aparece na segunda parte de Lira
d) mostra a ânsia pela ascensão social movida pela avareza e pela
Dos Vinte Anos,pois trata-se de um poema na linha irônica e prosaica
exploração humana.
que caracteriza esta parte.
e) narra a história entre um jovem bacharel e uma prostituta.
d) O primeiro fragmento com certeza aparece na primeira parte de Lira
Dos Vinte Anos, pois trata-se de um poema na linha irônica e ingênua
que caracteriza esta parte.
13. (PUC- RS 2007) Para responder à questão, leia o fragmento do
romance "O cortiço", de Aluísio Azevedo e as afirmativas que seguem.
e) O primeiro fragmento segue a linha de poesia ingênua e sentimental
que caracteriza a segunda parte da Lira Dos Vinte Anos.
E maldizia soluçando a hora em que saíra da sua terra; essa boa terra
1 cansada, velha como que 2 enferma; essa boa terra tranquila, sem
8. Nestes fragmentos de “O CORTIÇO”:
sobressaltos nem desvarios de juventude. Sim, lá os campos eram 3 frios
“Uma aglomeração tumultuosa de machos e de fêmeas”, “ O zunzum de
todos os dias acentuava” Aluízio Azevedo mostra os habitantes de
cortiço como?
e melancólicos, de um verde alourado e quieto, e não ardentes e
esmeraldinos e afogados em tanto sol e em tanto perfume como o deste
a) Pessoas que não possuem educação e por isso vivem em tumultos.
inferno, onde em cada folha que se pisa há debaixo um réptil venenoso,
como em cada flor que desabotoa e em cada moscardo que adeja há um
vírus de lascívia. Lá, nos saudosos campos da sua terra, não se ouvia
b) Seres que são condicionados ao meio em que vivem.
em noites de lua clara roncar a onça e o maracajá, nem pela manhã ao
c) Seres movidos por defeitos.
d) Seres comparados a animais, constituindo a zoomorfização.
romper do dia, rilhava o bando truculento das queixadas, lá não varava
pelas florestas a anta feia e terrível, quebrando árvores; lá a sucuruju
não chocalhava a sua campainha fúnebre, anunciando a morte, nem a
coral esperava traidora o viajante descuidado para lhe dar o bote
certeiro e decisivo; 4 lá o seu homem não seria anavalhado pelo ciúme

9. (UFPA) João Romão e o Comendador Miranda, personagens de Aluízio Azevedo em O cortiço, representam duas posições extremas da sociedade brasileira da época e ilustram um dos aspectos da pesquisa social desenvolvida pelo autor. Tal aspecto é:

a) A vida da Corte no Rio de Janeiro.

b) A ausência de amor lírico entre as classes pobres.

c) A linha ascensional do imigrante português no Brasil.

d) A moral rígida existente entre os trabalhadores braçais.

de um capoeira; 5 lá Jerônimo seria ainda o mesmo esposo casto,

silencioso e meigo; seria o mesmo lavrador triste e contemplativo como

o gado que à tarde levanta para o céu de opala o seu olhar humilde, compungido e bíblico.

10.(UEL-PA) Por força das teses determinadas que abraça em sua ficção, Aluízio Azevedo:

a) Subordina as marcas subjetivas de suas personagens às influências

diretas do meio e de raça que pertencem.

b) Revela-se um autor otimista quanto à possibilidade de os miseráveis

reverterem historicamente sua situação.

c) Acredita que a cultura popular, por ser mais espontânea e criativa,

superará os modelos da cultura letrada.

d) Faz com que as personagens triunfantes sejam aquelas cujas virtudes

morais se imponham sobre o poder econômico.

11. (Ufpel 2008) Na obra-prima de Aluísio Azevedo, "O Cortiço",

a) podem-se perceber as características básicas da prosa romântica:

narrativa passional, tipos humanos idealizados, disputa entre o interesse material e os sentimentos mais nobres.

I. A diferença entre a velha e a nova terra é marcada pela força da natureza que transforma a vida e o comportamento do homem. II. Expressões como "cansada", "enferma", "frios e melancólicos", nas referências 1, 2 e 3 respectivamente, assumem uma conotação positiva

para a mulher de Jerônimo, ao definirem o espaço da felicidade perdida na velha terra.

III. As ações dos animais, pintadas com os tons fortes do Naturalismo,

narram os perigos que Jerônimo e sua mulher vivem na selva.

IV. A expressão "lá", nas referências 4 e 5, indica o espaço das virtudes

do marido, da paz doméstica e de uma vida simples e tranquila.

Pela análise das afirmativas, conclui-se que estão corretas apenas

a) I e III.

b) II e III

c) III e IV

d) I, II e IV.

e) II, III e IV.

1. (UNICAMP 2010) Leia o seguinte comentário a respeito de O Cortiço, de Aluísio Azevedo:

Com efeito, o que há n' O Cortiço são formas primitivas de amealhamento, a partir de muito pouco ou quase nada, exigindo uma

espécie de rigoroso ascetismo inicial e a aceitação de modalidades

diretas e brutais de exploração, incluindo o furto (

ganho e a transformação da mulher escrava em companheira máquina.

Aluísio foi, salvo erro meu, o primeiro dos nossos romancistas a descrever minuciosamente o mecanismo de formação da riqueza

individual. (

central da narrativa, cujo ritmo acaba se ajustando ao ritmo da sua acumulação, tomada pela primeira vez no Brasil como eixo da composição ficcional. (Antonio Candido, De cortiço a cortiço. In: O discurso e a cidade. São Paulo: Duas Cidades, 1993, p. 129-3.)

N' O Cortiço [o dinheiro] se torna implicitamente objeto

(

como forma de

- É esta! Disse aos soldados que, com um gesto, intimaram a desgraçada a segui-los. -- Prendam-na! É escrava minha!

A negra, imóvel, cercada de escamas e tripas de peixe, com uma das

mãos espalmada no chão e com a outra segurando a faca de cozinha, olhou aterrada para eles, sem pestanejar. Os policiais, vendo que ela se não despachava, desembainharam os sabres. Bertoleza então, erguendo-se com ímpeto de anta bravia, recuou de um

salto, e antes que alguém conseguisse alcançá-la, já de um só golpe certeiro e fundo rasgara o ventre de lado a lado. E depois emborcou para a frente, rugindo e esfocinhando moribunda numa lameira de sangue. João Romão fugira até o canto mais escuro do armazém, tapando o rosto com as mãos. Nesse momento parava à porta da rua uma carruagem. Era uma comissão de abolicionistas que vinha, de casaca, trazer-lhe respeitosamente o diploma de sócio benemérito. Ele mandou que os conduzissem para a sala de visitas. (AZEVEDO, Aluísio. O Cortiço. Cap.XXXIII, pp.164-5. Rio de Janeiro:

Ediouro s.d )

)

)

)

*amealhar: acumular (riqueza), juntar (dinheiro) aos poucos

14. Explique

a

que

se

referem

o

rigoroso

ascetismo

da

personagem em questão e as modalidades diretas e brutais de exploração que ela emprega.

inicial

O Texto I corresponde à cena em que a escrava fugida Bertoleza comete

suicídio, quando se depara com os policiais que vêm capturá-la, após

denúncia de seu paradeiro feita por João Romão, o amante. Leia-o atentamente e responda às
denúncia de seu paradeiro feita por João Romão, o amante. Leia-o
atentamente e responda às questões propostas em "1" e "2".
18) Explique uma característica do realismo-naturalismo expressa no
15. Identifique
a
“mulher
escrava”
e
o
modo
como
se
sua
trecho compreendido entre ("Os policiais
de
sangue") .
transformação “em companheira máquina”.
19)Transcreva
a
passagem
em
que o leitor deduz a ironia dos
Texto para as duas próximas questões:
Se eu não olhasse para Ezequiel, é provável que não estivesse aqui
escrevendo este livro, porque o meu primeiro ímpeto foi correr ao café e
bebê-lo. Cheguei a pegar na xícara, mas o pequeno beijava-me a mão,
como de costume, e a vista dele, como o gesto, deu-me outro impulso
que me custa dizer aqui; mas vá lá, diga-se tudo. Chamem-me embora
assassino; não serei eu que os desdiga ou contradiga; o meu segundo
impulso foi criminoso. Inclinei-me e perguntei a Ezequiel se já tomara
café.
acontecimentos, provocada pelo contraditório comportamento de João
Romão.
(Machado de Assis – Dom Casmurro)
GABARITO
16) Explique o primeiro ímpeto mencionado pelo narrador:
Resposta da questão 1
“Namoro a Cavalo”, apresenta um tom irônico, debochado, grotesco, do
herói romântico, descrito no poema como um ser atabalhoado e
fracassado.Esse tom predominante na primeira e terceira parte da Lira,
pois nessas predomina o chamado romantismo tradicional, com a
idealização da mulher, do amor e da existência.
Resposta da questão 2

17) Porque o narrador admite que seu “segundo impulso” foi criminoso?

Texto Bertoleza, que havia já feito subir o jantar dos caixeiros, estava de cócoras no chão, escamando peixe, para a ceia do seu homem, quando viu parar defronte dela aquele grupo sinistro. Reconheceu logo o filho mais velho do seu primitivo senhor, e um calefrio percorreu-lhe o corpo. Num relance de grande perigo compreendeu a situação: adivinhou tudo com a lucidez de quem se vê perdido para sempre. Adivinhou que tinha sido enganada; que a sua carta de alforria era uma mentira, e que o seu amante, não tendo coragem para matá-la, restituía-a ao cativeiro. Seu primeiro impulso foi de fugir. Mal, porém, circunvagou os olhos em torno de si, procurando escapula, o senhor adiantou-se dela e segurou- lhe o ombro.

A mulher no poema apresenta os mesmos elementos: distancia-se da

heroína romântica, passiva, sonhadora. Essa é enérgica, decidida e agressiva, indiferente ao suposto amor do homem. Resposta da questão 3 Ariel e Caliban são personagens Shakespereanas. Ariel é o espírito de luz, representante da pureza, da inocência, a espiritualização, as altas aspirações humanas. Essa parte da Lira. Já Caliban representa o instinto selvagem, o caráter disforme, o lado nefando e grosseiro que habita o interior do homem. Essa face aparece na segunda parte da Lira.

4 [ D ] 12[ D ]

5[ B ] 13[ D ]

6[ B ]

7[ C ]

8[ D ]

9[ C ]

10[A ]

11[ C ]

Resposta da questão 14

O ascetismo rigoroso, esforço austero a que se refere o autor, caracteriza

a personalidade e a forma de vida a que se submete João Romão para ascender socialmente. Suportando todo tipo de privação, executando trabalho pesado, sujeitando-se a uma vida sem conforto, pensava somente em enriquecer a qualquer custo. Para isso não se importava de roubar, mentir ou explorar os outros, obrigando os trabalhadores a consumirem na sua venda ou aproveitando-se da gratidão de Bertoleza enquanto esta lhe era conveniente.

Resposta da questão 15 Bertoleza, acreditando que João Romão a tinha como amiga e confidente, entrega-lhe as suas poupanças para pagar a sua alforria. Por gratidão, dedica-se inteiramente, trabalha de sol a sol como uma escrava, além de lhe servir de amante. Quando já não é mais conveniente aos planos de João Romão, passa a ser desprezada, principalmente quando este começa a pensar num conveniente casamento com a filha do Miranda, transformando-se assim em “companheira máquina”, “mulher objeto”. Finalmente, ao descobrir que a carta de alforria era falsa e que João Romão tencionava entregá-la à polícia, opta pelo suicídio.

Resposta da questão 16 Bentinho, narrador de Dom Casmurro, a parti do instante que tem a

certeza da traição de Capitu e de que Ezequiel não é seu filho, decide,

em um primeiro momento, suicidar-se, tomando café envenenado.

Resposta da questão 17

O segundo impulso de Bentinho, descartada a possibilidade de suicídio,

foi de matar Ezequiel envenenando-o.

Resposta da questão 18

O comportamento humano é determinado por forças biológicas (o instinto, a herança genética), sociológicas e
O comportamento humano é determinado por forças biológicas (o
instinto, a herança genética), sociológicas e históricas.
Os fatos psicológicos e sociais são vistos, pelo realismo-naturalismo,
como manifestações naturais e, portanto, nada tendo a ver com
fenômenos transcendentais.
As circunstâncias externas determinam a natureza dos seres vivos,
inclusive a do homem.
A realidade passa por um processo evolutivo, dentro de um sistema de
leis naturais totalmente definidas.
Resposta da questão 19
"Nesse momento parava à porta da rua uma carruagem. Era uma
comissão de abolicionistas que vinha, de casaca, trazer-lhe
respeitosamente o diploma de sócio benemérito.
Ele mandou que os conduzissem para a sala de visitas."