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DIREITO CONSTITUCIONAL Controle Abstrato de Constitucionalidade. Primeiramente gostaria de lembrar que no controle abstrato de constitucionalidaderaimundo.constitucional@gmail.com Page 1 " id="pdf-obj-0-2" src="pdf-obj-0-2.jpg">

DIREITO CONSTITUCIONAL

Controle Abstrato de Constitucionalidade.

Primeiramente gostaria de lembrar que no controle abstrato de constitucionalidade não estamos diante de um caso concreto e sim de um caso meramente imaginado.

Não há necessidade de um caso concreto para que o PGR ou qualquer outro legitimado possa propor ação direta de inconstitucionalidade.

Daí vem a noção de que no Controle Abstrato de Constitucionalidade o processo é objetivo.

A PRIMEIRA COISA QUE DEVE SER LEMBRADA AO ANALISAR UMA QUESTÃO SOBRE CONTROLE ABSTRATO DE CONSTITUCIONALIDADE É QUE O PROCESSO É OBJETIVO – A PARTE NÃO ESTÁ DEFENDENDO UM INTERESSE PROPRIO E SIM UM INTERESSE DE TODA A COLETIVIDADE.

Os legitimados para propor ADI quando entram com essa ação não estão defendendo um interesse próprio e sim um interesse de toda uma coletividade.

O fato de o processo ser objetivo gera inúmeras conseqüências jurídicas – Lembrar sempre – Ali a pessoa não está defendendo um interesse próprio e sim um interesse de toda uma coletividade.

Quando duas pessoas estão discutindo a propriedade de um carro, ambas estão discutindo interesses subjetivos – trata-se então de um processo subjetivo. É perfeitamente possível que uma das partes venha a desistir do seu direito.

No Controle Abstrato de Constitucionalidade a parte não está ali defendendo um interesse seu e sim um interesse de toda a coletividade, logo – NÃO CABE DESISTENCIA DO CONTROLE ABSTRATO DE CONSTITUCIONALIDADE.

Quando o PGR propõe uma ADI ele não pode desistir da ação porque ele não está defendendo um interesse dele e sim um interesse de toda a coletividade.

Trata-se do Art. 5 da lei 9868

Art. 5 o Proposta a ação direta, não se admitirá desistência.

Quando duas pessoas estão discutindo a propriedade de um carro é perfeitamente possível que venha um terceiro e faça uma intervenção perante esse processo alegando

DIREITO CONSTITUCIONAL que na verdade o carro é seu – Trata-se da intervenção de terceiro conhecidaraimundo.constitucional@gmail.com Page 2 " id="pdf-obj-1-2" src="pdf-obj-1-2.jpg">

DIREITO CONSTITUCIONAL

que na verdade o carro é seu – Trata-se da intervenção de terceiro conhecida como OPOSIÇÃO.

É possível a intervenção de terceiros em processo subjetivo porque a parte está intervindo no processo para defender um interesse seu.

Já no Controle Abstrato de Constitucionalidade o processo é objetivo – Logo não cabe intervenção de terceiros.

Trata-se do Art. 7 da Lei 9868.

Art. 7 o Não se admitirá intervenção de terceiros no processo de ação direta de inconstitucionalidade.

As partes quando estão brigando pela propriedade de um carro estão discutindo interesses subjetivos, logo a sentença apenas terá eficácia entre as partes. Em processo subjetivo a sentença apenas produz eficácia INTRA PARTES.

Quando o PGR propõe ADI não está defendendo um interesse próprio e sim um interesse de toda a coletividade, não faria o menor sentido que a sentença tivesse eficácia apenas entre as partes.

NO CONTROLE ABSTRATO DE CONSTITUCIONALIDADE A SENTENÇA TERÁ EFICÁCIA ERGA OMNES

O PROCESSO NO CONTROLE ABSTRATO DE CONSTITUCIONALIDADE É OBJETIVO.

Em processos subjetivos o Juiz está vinculado aos argumentos da parte – O juiz somente pode dar ganho de causa para uma das partes com base nos argumentos trazidos ao processo.

No processo objetivo

a

Causa de pedir

é aberta

O

juiz

não está vinculado

aos

argumentos da parte – O STF no julgamento de uma ADI não está vinculado aos

argumentos da parte, ele por julgar a ação com base em fundamentos não deduzidos pela parte.

DIREITO CONSTITUCIONAL CONTROLE ABSTRATO DE CONSTITUCIONA LIDADE SENTENÇA NÃO CABE NÃO CABE POSSUI INTERVENÇÃO DESISTENCIA EFICÁCIA(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) I - o Presidente da República; II - a Mesa do Senado Federal; III - a Mesa da Câmara dos Deputados; IV - a Mesa de Assembléia Legislativa ou da Câmara Legislativa do Distrito Federal; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) V - o Governador de Estado ou do Distrito Federal; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) VI - o Procurador-Geral da República; VII - o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil; VIII - partido político com representação no Congresso Nacional; IX - confederação sindical ou entidade de classe de âmbito nacional. Professor Raimundo Barbosa Netto Email: raimundo.constitucional@gmail.com Page 3 " id="pdf-obj-2-2" src="pdf-obj-2-2.jpg">

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CONTROLE ABSTRATO DE CONSTITUCIONA LIDADE

SENTENÇA NÃO CABE NÃO CABE POSSUI INTERVENÇÃO DESISTENCIA EFICÁCIA ERGA CAUSA DE PEDIR ABERTA DE TERCEIROS
SENTENÇA
NÃO CABE
NÃO CABE
POSSUI
INTERVENÇÃO
DESISTENCIA
EFICÁCIA ERGA
CAUSA DE PEDIR
ABERTA
DE TERCEIROS
OMNES

Legitimados para propor ADI

O Rol taxativo de legitimados para propor ADI está previsto no Art. 103 da CF.

Notar que o Rol é taxativo, logo quem não constar no rol não pode entrar com a ação

Art. 103. Podem propor a ação direta de inconstitucionalidade e a ação declaratória de constitucionalidade: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

I - o Presidente da República;

II - a Mesa do Senado Federal;

III - a Mesa da Câmara dos Deputados;

IV

-

a

Mesa

de Assembléia

Legislativa ou da Câmara Legislativa do Distrito

V - o Governador de Estado ou do Distrito Federal; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

VI - o Procurador-Geral da República;

VII - o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil;

VIII - partido político com representação no Congresso Nacional;

IX - confederação sindical ou entidade de classe de âmbito nacional.

DIREITO CONSTITUCIONAL O primeiro legitimado para propor Ação Direta de Inconstitucionalidade é o Presidente da Repúblicaraimundo.constitucional@gmail.com Page 4 " id="pdf-obj-3-2" src="pdf-obj-3-2.jpg">

DIREITO CONSTITUCIONAL

O primeiro legitimado para propor Ação Direta de Inconstitucionalidade é o Presidente da República

A primeira pergunta é – O Presidente precisa contratar um Advogado para propor a ação?

Não – O Presidente exerce uma função pública e dentre as atribuições da função está a possibilidade de propor ADI – Logo não precisa de Advogado.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA PODE PROPOR ADI CONTRA QUALQUER LEI FEDERAL OU ESTADUAL – ELE NÃO PRECISA COMPROVAR A CHAMADA PERTINÊNCIA TEMÁTICA

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA É LEGITIMADO UNIVERSAL.

Pode o Presidente da República entrar com ADI de uma lei que ele tenha sancionado?

O Presidente pode vetar inconstitucional.

uma lei

no prazo

de

15

dias úteis

caso

essa lei

seja

Imaginemos que o Presidente sancionou uma lei de forma expressa dizendo que essa lei é CONSTITUCIONAL – pode no dia seguinte o Presidente propor ADI contra essa lei?

Ninguém é obrigado a se manter em ERRO – caso o Presidente entenda que ele errou e que na verdade a lei é inconstitucional não existe impedimento para que ele proponha ADI

O fato de o presidente ter sancionado uma lei alegando a Constitucionalidade dessa lei não impede que ele venha a propor ADI contra a mesma lei.

Vício de Iniciativa

Existem determinados tipos de leis que possuem iniciativa reservada

O Congresso Nacional só poderá votar determinadas leis caso elas tenham sido apresentadas por um determinado legitimado.

Exemplo: O Congresso Nacional somente poderá votar projetos de leis relativos a servidores públicos caso o Presidente da República tenha enviado o projeto lei para o Congresso Nacional. Trata-se de lei de iniciativa privativa do Presidente

Se o Congresso Nacional votar a matéria sem a iniciativa do Presidente a referida lei será inconstitucional por vício de forma.

DIREITO CONSTITUCIONAL Imaginemos a seguinte situação. O Congresso Nacional vota uma lei relativa a servidores públicosraimundo.constitucional@gmail.com Page 5 " id="pdf-obj-4-2" src="pdf-obj-4-2.jpg">

DIREITO CONSTITUCIONAL

Imaginemos a seguinte situação.

O Congresso Nacional vota uma lei relativa a servidores públicos sem que o Presidente tenha feito a iniciativa da Lei – Trata-se de uma lei inconstitucional – Acontece que após a aprovação da lei o Congresso Nacional envia o projeto de lei para o Presidente para que ele faça sanção ou veto – Caso o Presidente venha a sancionar essa lei a pergunta que deve ser feita é: A sanção convalida o vício de iniciativa?

O STF adotava na Súmula 05 a seguinte posição:

A SANÇÃO DO PROJETO SUPRE A FALTA DE INICIATIVA DO PODER EXECUTIVO

Acontece que essa não é mais a posição do STF.

Atualmente o STF entende que mesmo que o Presidente venha a sancionar a lei essa lei não passará a ser Constitucional.

A lei mesmo com a Sanção do Presidente poderá ser declarada inconstitucional por vício de iniciativa.

HOJE NO BRASIL A SANÇÃO DO PROJETO DE LEI NÃO SUPRE A FALTA DE INICIATIVA DO PODER EXECUTIVO – A LEI CONTINUA SENDO INCONSTITUCIONAL.

MESA DA CÂMARA E MESA DO SENADO FEDERAL.

Não necessitam contratar advogado pois exercem uma função pública e dentro das atribuições da função está a possibilidade de propor ADI.

São também considerados legitimados universais – Podem propor ADI contra toda e qualquer lei Federal ou lei Estadual.

Notar que o Rol do Art. 103 da CF é um rol taxativo – e no rol não está incluída a mesa do Congresso Nacional.

POR SER UM ROL TAXATIVO A MESA DO CONGRESSO NACIONAL NÃO PODE PROPOR ADI.

DIREITO CONSTITUCIONAL GOVERNADOR DE ESTADO. Não precisa contratar advogado, pois exerce função pública e nas atribuiçõesraimundo.constitucional@gmail.com Page 6 " id="pdf-obj-5-2" src="pdf-obj-5-2.jpg">

DIREITO CONSTITUCIONAL

GOVERNADOR DE ESTADO.

Não precisa contratar advogado, pois exerce função pública e nas atribuições da função está a possibilidade de propor ADI.

O Governador de Estado não pode propor ADI contra toda e qualquer lei – O STF entende que governador de Estado é legitimado RELATIVO.

O GOVERNADOR DE ESTADO PARA PROPOR ADI DEVE COMPROVAR A PERTINÊNCIA TEMÂTICA.

O governador deve comprovar que a lei questionada por meio de ADI influencia o Estado dele.

Imagine a seguinte situação: A Lei 8.112 trata do regime jurídico dos servidores públicos da União – logo a Lei 8.112 nunca vai influenciar o Estado – O Governador não pode propor ADI contra a lei 8.112 porque ela não afeta o estado dele.

O Governador do Estado de GO pode propor ADI contra uma lei do Estado do MS?

Pode – desde que ele comprove que a lei do MS influencia no Estado de GO.

O MS criou uma lei proibindo o comércio de Amianto no Estado de MS – Essa lei é inconstitucional porque a competência para legislar sobre direito comercial é da União. O Governador de GO certamente poderia propor ADI contra a lei do MS porque GO é o maior produtor de Amianto do País e com certeza essa lei vai influenciar em GO.

Isso geralmente ocorre em leis que tratam de ICMS

Certamente o governador terá pertinência para questionar uma lei que trata de ICMS porque isso certamente vai influenciar no Estado.

Procurador Geral da República

Legitimado Universal – Pode propor ação direta de inconstitucionalidade contra toda e qualquer lei federal

Não necessita contratar advogado

PARTIDO

POLÍTICO COM REPRESENTAÇÃO NO CONGRESSO

NACIONAL.

DIREITO CONSTITUCIONAL O Partido político é considerado pelo STF como legitimado universal – Pode propor ADIraimundo.constitucional@gmail.com Page 7 " id="pdf-obj-6-2" src="pdf-obj-6-2.jpg">

DIREITO CONSTITUCIONAL

O Partido político é considerado pelo STF como legitimado universal – Pode propor ADI contra toda e qualquer lei federal ou lei estadual

O Partido político vai ter que contratar advogado para propor ADI

SOMENTE PODE PROPOR ADI O PARTIDO POLÍTICO QUE TENHA REPRESENTAÇÃO NO CONGRESSO NACIONAL - A REPRESENTAÇÃO NECESSARIAMENTE DEVE SER NO CONGRESSO NACIONAL E NÃO NA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO

O STF possui entendimento de que para que o partido tenha representação no Congresso Nacional basta que ele tenha um parlamentar – Só 1 deputado ou 1 senador basta para que o partido tenha representação no Congresso.

O problema acontece em caso de perda da legitimação.

Imagine um partido que tenha apenas um parlamentar no Congresso Nacional – Ele pode então propor ADI – Imagine que o partido perca a representação no Congresso antes do julgamento da ADI – quando o STF for julgar – essa ação será considerada prejudicada?

O STF modificou a sua posição sobre o assunto – antigamente o STF entendia que quando o Partido perdia a sua representação no Congresso Nacional a ação deveria ser considerada prejudicada. Atualmente o STF entende que deve julgar a ação mesmo que o partido não tenha mais representação no Congresso Nacional.

Confederação Sindical e Entidade de Classe de âmbito nacional.

Confederação Sindical é a entidade de terceiro grau do direito do Trabalho.

Vários

sindicatos

formam

uma

federação

Varias

federações

formam

uma

confederação.

 

Somente pode propor ADI a CONFEDERAÇÃO.

A Confederação vai necessitar contratar Advogado e somente poderá propor ADI se conseguir comprovar a chamada Pertinência Temática – Ela vai ter que comprovar que a Lei questionada influencia na Confederação

Entidade de Classe é aquela que defende um interesse profissional específico

DIREITO CONSTITUCIONAL A UNE (União Nacional dos Estudantes) não pode propor ADI porque não pode serraimundo.constitucional@gmail.com Page 8 " id="pdf-obj-7-2" src="pdf-obj-7-2.jpg">

DIREITO CONSTITUCIONAL

A UNE (União Nacional dos Estudantes) não pode propor ADI porque não pode ser considerada entidade de classe, ela não defende um interesse profissional. Estudante não pode ser considerado profissão – Para ser considerado profissão tem que ter remuneração

A CUT também não pode ser considerada uma entidade de classe, ela não defende interesse profissional específico e sim um interesse de todos os trabalhadores.

PODEMOS CITAR COMO EXEMPLOS DE ENTIDADES DE CLASSE – O CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA – O CONSELHO FEDERAL DE ODONTOLOGIA – TODOS ELES DEFENDEM UM INTERESSE PROFISSIONAL ESPECIFICO.

Notar que a entidade de classe para propor ADI necessita ter âmbito nacional – Os Conselhos Regionais não podem propor ADI.

Segundo a Jurisprudência do STF para que a entidade tenha âmbito nacional ela precisa ter representantes em pelo menos 9 Estados da Federação – o STF fez uma analogia com a lei dos partidos políticos para chegar ao conceito de entidade de classe de âmbito nacional.

A Entidade de Classe vai precisar contratar advogado e também vai precisar demonstrar pertinência temática.

CONSELHO FEDERAL DA OAB.

O Conselho Federal da OAB também pode propor ADI.

Notar que somente o Conselho Federal pode propor ADI – Os Conselhos Regionais não possuem o poder de propor ADI – SOMENTE O CONSELHO FEDERAL.

A constituição trás o seguinte problema – O Conselho Federal da OAB é uma entidade de classe de âmbito nacional – Porque a Constituição colocou a OAB em um inciso diferente das entidades de classe?

O Conselho Federal da OAB não pode ser considerado como qualquer entidade de classe.

As entidades de classe somente podem propor ADI se comprovarem pertinência temática – se comprovarem que aquela lei afeta aos interesses daquela entidade.

O STF entendeu que o Conselho Federal da OAB devido a sua importância constitucional ele não precisa demonstrar pertinência temática

DIREITO CONSTITUCIONAL O CONSELHO FEDERAL DA OAB É LEGITIMADO UNIVERSAL – ele pode propor ação diretaraimundo.constitucional@gmail.com Page 9 " id="pdf-obj-8-2" src="pdf-obj-8-2.jpg">

DIREITO CONSTITUCIONAL

O CONSELHO FEDERAL DA OAB É LEGITIMADO UNIVERSAL – ele pode propor ação direta de inconstitucionalidade contra toda e qualquer lei federal ou lei estadual.

O

CONSELHO

FEDERAL

DA

OAB

NÃO

PERTINÊNCIA TEMÁTICA.

PRECISA

COMPROVAR

Papel Constitucional do Advogado Geral da União

Sempre que algum legitimado propuser ADI – o AGU será intimado para defender a presunção de constitucionalidade da lei.

Quando o PGR propõe uma ADI ele está pedindo para que a lei seja declarada inconstitucional – o AGU será citado para defender a constitucionalidade da lei.

A intenção é estabelecer uma espécie de Contraditório – Todas as leis aos serem editadas são presumidamente constitucionais – O AGU será citado para manter essa presunção de constitucionalidade.

Art. 103. CF

§ 3º - Quando o Supremo Tribunal Federal apreciar a inconstitucionalidade, em tese, de norma legal ou ato normativo, citará, previamente, o Advogado-Geral da União, que defenderá o ato ou texto impugnado.

O STF é bastante flexível sobre a posição do AGU – entende o STF que o AGU não é obrigado a defender a constitucionalidade da lei a qualquer custo – podendo inclusive se manifestar pela inconstitucionalidade da lei.

O AGU somente será obrigado a defender a constitucionalidade da lei caso existam argumentos plausíveis para defender essa constitucionalidade – o AGU não é obrigado a fazer o impossível e defender argumentos que não existem – Ele somente será obrigado a defender o que for possível defender.

Imaginemos uma medida provisória criando pena de morte no Brasil – Impossível que o AGU argumente a constitucionalidade da referida medida provisória.

O AGU NÃO ESTÁ OBRIGADO A DEFENDER A PRESUNÇÃO DE CONSTITUCIONALIDADE DAS LEIS A QUALQUER CUSTO. Caso não existam argumentos o AGU pode até menos se manifestar pela inconstitucionalidade da lei.

DIREITO CONSTITUCIONAL Amigo da Corte – Amicus Curiae Como estudamos – O processo no controle abstratoraimundo.constitucional@gmail.com Page 10 " id="pdf-obj-9-2" src="pdf-obj-9-2.jpg">

DIREITO CONSTITUCIONAL

Amigo da Corte – Amicus Curiae

Como estudamos – O processo no controle abstrato de constitucionalidade é objetivo – A parte que entra com ADI não está defendendo um interesse próprio e sim um interesse coletivo.

Vimos que em virtude disso não cabe intervenção de terceiros no controle abstrato de Constitucionalidade. O terceiro entra no processo para defender um interesse pessoal e na ADI a pessoa não defende um interesse pessoal e sim um interesse de todos.

O Amigo da Corte é um especialista que entra no processo para auxiliar os Ministros do STF a decidir alguma matéria sobre a qual os ministros não possuem conhecimento.

É impossível que os Ministros do STF tenham conhecimento técnico em todas as áreas e algumas vezes eles podem necessitar o auxilio de alguns especialistas – Esses especialistas são amigos da corte – Entram no processo não para defender um interesse pessoal e sim um interesse de toda uma coletividade

O AMIGO DA CORTE NÃO PODE SER CONSIDERADO INTERVERÇÃO DE TERCEIROS.

O amigo da corte é apenas um especialista que entra no processo para auxiliar os ministros do STF em matéria Técnica da qual eles não possuem conhecimento.

Exemplo: No julgamento da ADPF que tratava das Células Tronco – o STF convocou uma audiência pública para que especialistas pudessem auxiliar os ministros do STF a tomar a decisão correta – Impossível que os Ministros tivessem conhecimento técnico sobre a matéria.

O AMIGO DA CORTE PODE APRESENTAR NO PROCESSO ALEGAÇÕES ESCRITAS E TAMBÉM PODE FAZER SUSTENTAÇÃO ORAL.

O STF POSSUI POSIÇÃO DE QUE O AMIGO DA CORTE NÃO TEM LEGITIMIDADE RECURSAL – NÃO PODE RECORRER.

A Parte para recorrer necessita estar defendendo um interesse próprio e o Amigo da Corte não defende um interesse seu e sim um interesse de toda uma coletividade.

O Ministro Gilmar Mendes possui um voto vencido no sentido de que o Amigo da Corte teria legitimidade para propor Embargos de Declaração, porém a posição do STF é no sentido de que o Amigo da Corte não possui legitimidade para recorrer em nenhuma situação.

DIREITO CONSTITUCIONAL Ação Direta de Inconstitucionalidade. Na ação direta de inconstitucionalidade a finalidade da ação éraimundo.constitucional@gmail.com Page 11 " id="pdf-obj-10-2" src="pdf-obj-10-2.jpg">

DIREITO CONSTITUCIONAL

Ação Direta de Inconstitucionalidade.

Na ação direta de inconstitucionalidade a finalidade da ação é que a lei seja declarada inconstitucional.

Os legitimados ao entrarem com ADI não estão buscando um interesse pessoal e sim um interesse de toda uma coletividade

SÓ CABE AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE PARA QUESTIONAR A VALIDADE DE LEI OU ATO NORMATIVO FEDERAL OU LEI ESTADUAL.

NÃO CABE ADI PARA QUESTIONAR A CONSTITUCIONALIDADE DE UMA LEI MUNICIPAL.

Notar que não está sendo dito que o STF não pode declarar uma lei municipal como sendo inconstitucional – Apenas está sendo dito que o STF não pode declarar uma lei municipal como sendo inconstitucional através de ADI

Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe:

I - processar e julgar, originariamente:

a) a ação direta de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo federal ou

estadual

e

a

ação

normativo federal;

declaratória

de constitucionalidade de lei ou ato

O Supremo pode declarar a inconstitucionalidade de leis municipais através de outros instrumentos processuais – tais como o Recurso Extraordinário e a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental

O que não cabe é ADI para questionar uma lei municipal.

Cabe controle de Constitucionalidade de uma lei distrital?

Como sabemos o DF possui uma competência legislativa mista

Ele pode editar tanto leis estaduais quanto leis municipais

DIREITO CONSTITUCIONAL Art. 32. O Distrito Federal, vedada sua divisão em Municípios, reger- se-á por leiraimundo.constitucional@gmail.com Page 12 " id="pdf-obj-11-2" src="pdf-obj-11-2.jpg">

DIREITO CONSTITUCIONAL

Art. 32. O Distrito Federal, vedada sua divisão em Municípios, reger- se-á por lei orgânica, votada em dois turnos com interstício mínimo de dez dias, e aprovada por dois terços da Câmara Legislativa, que a promulgará, atendidos os princípios estabelecidos nesta Constituição.

§ 1º - Ao Distrito Federal são atribuídas as competências legislativas reservadas aos Estados e Municípios.

O problema que o STF teve que decidir é – Cabe controle de Constitucionalidade de Leis Distritais?

O STF respondeu de forma afirmativa a esse questionamento – Desde que o DF esteja no exercício de sua competência Estadual

Cabe Controle de Constitucionalidade das leis Distritais através de ADI – caso o DF esteja no exercício de sua competência estadual.