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01. (FCC – TCE/MA - Anal-Controle-Externo – 2005) As disposições da Lei Complementar no 101/00 (Lei de Responsabilidade Fiscal) são aplicáveis:

(A)

exclusivamente ao Poder Executivo.

(B)

exclusivamente ao Poder Legislativo.

(C)

exclusivamente ao Poder Judiciário.

(D)

exclusivamente à Administração Direta.

(E)

ao Distrito Federal e empresas estatais dependentes.

Comentário: As disposições da LRF tem o seu campo de aplicação pessoal estendido à Administração Direta, Autárquica e Fundacional, bem como às empresas estatais dependentes, abrangendo, também, todos os Poderes dos entes federados. É o que se pode depreender do art. 1°, §§2° e 3°, da Lei Complementar n° 101/2000:

"Art. 1o (

)

§ 2o As disposições desta Lei Complementar obrigam a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios.

§ 3o Nas referências:

I - à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, estão compreendidos:

a) o Poder Executivo, o Poder Legislativo, neste abrangidos os Tribunais de Contas, o Poder Judiciário e o Ministério

Público;

b) as respectivas administrações diretas, fundos, autarquias, fundações e empresas estatais dependentes;

II - a Estados entende-se considerado o Distrito Federal;

III - a Tribunais de Contas estão incluídos: Tribunal de Contas da União, Tribunal de Contas do Estado e, quando

houver, Tribunal de Contas dos Municípios e Tribunal de Contas do Município".

2. (FCC – TCE/MA - Anal-Controle-Externo – 2005) O limite de gastos de pessoal e endividamento público serão calculados com base na Receita Corrente Líquida que é composta basicamente por receitas:

(A)

tributárias, patrimoniais, industriais, agropecuárias e de serviços.

(B)

correntes e de capital arrecadadas até o bimestre de referência.

(C)

correntes e de capital arrecadadas no bimestre de referência.

(D)

correntes e de capital arrecadadas no mês de referência e nos 11 meses anteriores.

(E)

tributárias, patrimoniais, operações de créditos e decorrentes de alienação de ativos.

Comentário: A Receita Corrente Líquida (RCL) encontra-se definida, para fins da Lei de Responsabilidade Fiscal, conforme art. 2°, inciso IV, da Lei Complementar n° 101/2000, verbis:

"Art. 2o Para os efeitos desta Lei Complementar, entende-se como:

( )

IV - receita corrente líquida: somatório das receitas tributárias, de contribuições, patrimoniais, industriais,

agropecuárias, de serviços, transferências correntes e outras receitas também correntes, deduzidos:

a) na União, os valores transferidos aos Estados e Municípios por determinação constitucional ou legal, e as

contribuições mencionadas na alínea a do inciso I e no inciso II do art. 195, e no art. 239 da Constituição;

b) nos Estados, as parcelas entregues aos Municípios por determinação constitucional;

c) na União, nos Estados e nos Municípios, a contribuição dos servidores para o custeio do seu sistema de previdência

e assistência social e as receitas provenientes da compensação financeira citada no § 9o do art. 201 da Constituição.

§ 1o Serão computados no cálculo da receita corrente líquida os valores pagos e recebidos em decorrência da Lei

Complementar no 87, de 13 de setembro de 1996, e do fundo previsto pelo art. 60 do Ato das Disposições

Constitucionais Transitórias.

§ 2o Não serão considerados na receita corrente líquida do Distrito Federal e dos Estados do Amapá e de Roraima os recursos recebidos da União para atendimento das despesas de que trata o inciso V do § 1o do art. 19.

§ 3o A receita corrente líquida será apurada somando-se as receitas arrecadadas no mês em referência e nos onze anteriores, excluídas as duplicidades".

A Receita Corrente Líquida nada mais é que a Receita Corrente Bruta (somatório das receitas correntes arrecadadas no

mês em referência e nos onze anteriores), deduzidas algumas parcelas previstas em Lei.

3. (FCC – TCE/MA - Anal-Controle-Externo – 2005) O Anexo de Metas Fiscais deverá integrar:

(A) Plano Plurianual (PPA) disposto pela Constituição Federal, estabelecendo metas de resultados primário e nominal

para o seu período de vigência.

(B) a Lei Orçamentária Anual (LOA), estabelecendo as metas de resultados primário e nominal para o exercício a que

se referirem e para os dois seguintes.

(C) o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), estabelecendo em valores correntes e constantes a meta para o

montante da dívida pública para o exercício a que se referir e para os dois seguintes.

(D) a Lei Orçamentária Anual (LOA), estabelecendo as metas de resultados primário e nominal somente para o

exercício a que se referir.

(E) o Plano Plurianual (PPA) disposto pela Constituição Federal, estabelecendo as metas anuais em valores correntes e

constantes relativas a receitas, despesas, resultado nominal e primário e o montante da dívida pública. Comentário: O Anexo de Metas Fiscais deverá integrar o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), bem como a própria LDO, nos termos do art. 4°, §1°, da Lei Complementar n° 101/2000: "Integrará o projeto de lei de diretrizes orçamentárias Anexo de Metas Fiscais, em que serão estabelecidas metas anuais, em valores correntes e constantes, relativas a receitas, despesas, resultados nominal e primário e montante da dívida pública, para o exercício a que se referirem e para os dois seguintes".

4. (FCC – TCE/MA - Anal-Controle-Externo – 2005) O limite de gastos de pessoal foi fixado do seguinte modo:

(A) a despesa de pessoal global da União, Estados e Municípios não poderá exceder a 60% da Receita Corrente

Líquida.

(B) o limite para as despesas com pessoal do Ministério Público Estadual foi fixado em 2%, devendo a sua apuração

ser efetuada quadrimestralmente.

(C) o limite de gastos com pessoal para o poder executivo municipal corresponderá a 54% da receita total arrecadada

pelo município, durante o exercício civil.

(D) na esfera estadual o Poder Legislativo não poderá extrapolar ao limite de 3% da Receita Corrente Líquida,

excluindo-se na apuração, os gastos com pessoal do Tribunal de Contas do Estado.

(E) na esfera federal o Poder Legislativo não poderá extrapolar ao limite de 2,5% da Receita Corrente Líquida,

excluindo-se na apuração, os gastos com pessoal do Tribunal de Contas da União. Comentário: A repartição dos limites globais de despesas de pessoal entre os Poderes, no âmbito estadual, encontra-se

definida no art. 20, inciso II, da LRF:

"Art. 20. A repartição dos limites globais do art. 19 não poderá exceder os seguintes percentuais:

) II - na esfera estadual:

a) 3% (três por cento) para o Legislativo, incluído o Tribunal de Contas do Estado;

b) 6% (seis por cento) para o Judiciário;

c) 49% (quarenta e nove por cento) para o Executivo;

(

5.

(FCC – TCE/MA - Anal-Controle-Externo – 2005) Para o acompanhamento dos gastos de pessoal a LRF criou

mecanismos de controle e gerenciamento, estabelecendo percentuais preventivos e regras de recondução quando

verificada eventual extrapolação dos limites legais. Diante disto é correto afirmar que:

(A) fica vedada a contratação de pessoal a qualquer título nas Fundações Municipais, ressalvada a reposição

decorrente de aposentadoria ou falecimento de servidores das áreas de educação, saúde e segurança,

quando o percentual de gastos exceder a 51,3% da Receita Corrente Líquida.

(B) se a despesa total com pessoal tiver extrapolado o limite legal, o percentual excedente deverá ser eliminado nos 3

quadrimestres subseqüentes, reduzindo o excedente em pelo menos 25% no primeiro quadrimestre.

(C) se a despesa total com pessoal tiver extrapolado o limite legal, o percentual excedente deverá ser eliminado nos 2

quadrimestres subseqüentes, reduzindo-se 2/3 do excesso no primeiro quadrimestre.

(D) fica vedada a concessão de aumento salarial nas Autarquias Federais, Estaduais ou Municipais, ressalvada a

revisão prevista na Constituição, quando a despesa total exceder a 90% do seu limite legal.

(E) durante o prazo de redução e enquanto perdurar o excesso, o ente não poderá receber transferências voluntárias e

contratar operações de crédito. Comentário: O percentual de 51,3% da RCL, apontado pela alternativa "A", corresponde a 95% do limite de 54% da RCL estabelecido para as despesas de pessoal do Poder Executivo Municipal. O limite de 95% do limite total é denominado de "limite prudencial". Ultrapassado este limite, ficam vedados os atos que impliquem aumento das despesas de pessoal (art. 22, parágrafo único, LRF), tais como, o provimento de cargo público, a admissão ou contratação de pessoal a qualquer título, ressalvada a reposição decorrente de aposentadoria ou falecimento de servidores das áreas de educação, saúde e segurança.

No tocante às alternativas "B" e "C", recomendamos a leitura do art. 23, caput, da LRF, segundo o qual a eliminação do excesso deverá ser feita nos dois quadrimestres seguintes, sendo pelo menos 1/3 no primeiro quadrimestre. O Limite de 90% do limite legal, que se refere a alternativa "D", é chamado de "limite de alerta". Ultrapassado este limite, os Tribunais de Contas deverão promover um alerta para os órgãos responsáveis, sem que haja outra conseqüência legalmente prevista para a superação deste limite (art. 59, §1°, II, LRF). Por fim, o art. 23, §3°, da LRF, dispõe que se aplica a vedação ao recebimento de transferências voluntárias, não durante o prazo de redução, mas se não for alcançada a redução no prazo estabelecido por lei e enquanto perdurar o excesso.

6. (FCC – TCE/MA - Anal-Controle-Externo – 2005) Em matéria orçamentária, o princípio da exclusividade,

consagrado na Constituição Federal de 1988, estabelece a vedação de conteúdos estranhos à fixação da despesa e à

previsão da receita, excetuando

(A)

a autorização para criação de estruturas administrativas.

(B)

a propositura de emendas parlamentares sem indicação de fontes de recursos.

(C)

o remanejamento de dotações entre diferentes categorias de programação.

(D)

a contratação de operações de crédito, ainda que por antecipação de receita, nos termos da lei.

(E)

a autorização para abertura de créditos extraordinários para atender a despesas previstas de forma insuficiente no

orçamento. Comentário: As exceções ao princípio da exclusividade estão dispostas no art. 165, §8°, da CF/88, verbis:

"A lei orçamentária anual não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da despesa, não se incluindo na proibição a autorização para abertura de créditos suplementares e contratação de operações de crédito, ainda que por antecipação de receita, nos termos da lei."

7 (FCC – TCE/MA - Anal-Controle-Externo – 2005) A competência legislativa concorrente da União, dos Estados e do Distrito Federal recai sobre:

(A)

os ramos de Direito: Tributário, Civil, Financeiro, Penitenciário, Econômico e Urbanístico.

(B)

a política de educação para a segurança do trânsito.

(C)

o desenvolvimento urbano, inclusive habitação, saneamento básico e transportes urbanos.

(D)

os ramos de Direito: Agrário, do Trabalho, Especial e Eleitoral.

(E))o Orçamento. Comentário: Conforme art. 24, II, da CF/88.

8. (FCC – TCE/MA - Anal-Controle-Externo – 2005) Emendas ao projeto de lei do orçamento anual ou aos projetos

que o modifiquem somente podem ser aprovadas caso

(A) sejam relacionados exclusivamente com os dispositivos do texto do projeto da lei de diretrizes orçamentárias.

(B)) indiquem os recursos necessários, admitidos apenas os provenientes de anulação de despesa, excluídas a que incidam sobre o serviço da dívida.

(C)

indiquem os recursos necessários, admitidos os provenientes de anulação de dotações de pessoal e seus encargos.

(D)

sejam compatíveis apenas com o plano plurianual.

(E)

sejam compatíveis apenas com as metas e prioridades do Anexo de Metas Fiscais.

Comentário: A Constituição Federal impõe restrições à aprovação, na Comissão de Orçamento (art. 166, CF/88), de emendas ao projeto de Lei Orçamentária Anual e aos projetos que o modifiquem. Com efeito, dispõe o Art. 166, § 3º, da CF/88 que:

"As emendas ao projeto de lei do orçamento anual ou aos projetos que o modifiquem somente podem ser aprovadas caso:

I - sejam compatíveis com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias;

II - indiquem os recursos necessários, admitidos apenas os provenientes de anulação de despesa, excluídas as que incidam sobre:

a)

dotações para pessoal e seus encargos;

b)

serviço da dívida;

c)

transferências tributárias constitucionais para Estados, Municípios e Distrito Federal; ou

III

- sejam relacionadas:

a)

com a correção de erros ou omissões; ou

b)

com os dispositivos do texto do projeto de lei".

9. (FCC – TCE/MA - Anal-Controle-Externo – 2005) As despesas empenhadas e não pagas até o final do exercício financeiro são consideradas como restos a pagar. Sobre a matéria é correto afirmar:

(A) Dividem-se em duas categorias: as processadas, aquelas que foram empenhadas e pendem de liquidação e as não

processadas, aquelas que foram empenhadas e pendem de pagamento.

(B)

Compõem-se unicamente de obrigações a longo prazo.

(C)

Os empenhos decorrentes de contratos com vigência plurienal, que não tenham sido liquidados, serão computados

pelo valor total como restos a pagar ao final do primeiro exercício financeiro.

(D) Os restos a pagar com prescrição interrompida poderão ser pagos à conta de dotação específica consignada no

orçamento.

(E) A anulação de restos a pagar não será considerada como receita no exercício em que se efetivar.

Comentário: A resolução da questão encontra-se nos arts. 36 a 38, da Lei n° 4.320/64, verbis:

"Art. 36. Consideram-se Restos a Pagar as despesas empenhadas mas não pagas até o dia 31 de dezembro

distinguindo-se as processadas das não processadas. [cumpre lembrar que os restos a pagar processados referem-se

às despesas que já foram liquidadas]

Parágrafo único. Os empenhos que sorvem a conta de créditos com vigência plurienal, que não tenham sido

liquidados, só serão computados como Restos a Pagar no último ano de vigência do crédito. Art. 37. As despesas de exercícios encerrados, para as quais o orçamento respectivo consignava crédito próprio, com saldo suficiente para atendê-las, que não se tenham processado na época própria, bem como os Restos a Pagar com prescrição interrompida e os compromissos reconhecidos após o encerramento do exercício correspondente poderão

ser pagos à conta de dotação específica consignada no orçamento, discriminada por elementos, obedecida, sempre

que possível, a ordem cronológica. Art. 38. Reverte à dotação a importância de despesa anulada no exercício, quando a anulação ocorrer após o encerramento dêste considerar-se-á receita do ano em que se efetivar".

10. (FCC – TCE/MA - Anal-Controle-Externo – 2005) Em relação à despesa pública é correto afirmar:

(A)

A ordem de pagamento da despesa será materializada em documentos processados pelo serviço de contabilidade.

(B)

É vedada a realização de despesa sem prévio empenho e sob hipótese alguma será dispensada a emissão da nota de

empenho.

(C) Serão indicados no empenho o nome do credor, a especificação, a importância da despesa, os comprovantes da

entrega de material ou da prestação efetiva do serviço.

(D)

São tipos de empenhos da despesa: global, extraordinário, estimativo e ordinário.

(E)

É vedada, sob qualquer hipótese, a redistribuição de parcelas das dotações de pessoal de uma para outra unidade

orçamentária.

Comentário:

a)

Afirmação Verdadeira. Cf. art. 64, parágrafo único, da Lei n° 4.320/64.

b) Afirmação Falsa. Cf. art. 60, §1°, da Lei n° 4.320/64, em situações excepcionais poderá haver a dispensa de emissão

do documento "nota de empenho".

c) Afirmação Falsa. Cf. art. 61, da Lei n° 4.320/64, a nota de empenho (NE) deverá indicar o nome do credor, a

representação, a importância da despesa e a dedução da despesa do saldo da dotação própria.

d) Afirmação Falsa. As modalidades de empenho são: empenho global, por estimativa e ordinário, conforme o art. 60,

da Lei n° 4.320/64.

e) Afirmação Falsa. Cf. art. 66, da Lei n° 4.320/64.

GABARITO:

1-Resposta: E 2- Resposta: A 3- Resposta: C 4- Resposta: B 5- Resposta: A 6- Resposta: D 7- Resposta: E 8- Resposta: B 9- Resposta: D 10- Resposta: A

11- A Lei de Responsabilidade Fiscal estabeleceu “normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal”. De acordo com essa lei, escolha a opção incorreta.

a) A lei fixa limites para a despesa de pessoal em relação à receita corrente líquida, para os três Poderes e para cada nível de governo.

b) A lei impede a contratação de operações de crédito por antecipação de receita orçamentária no último ano de mandato e proíbe o aumento das despesas com pessoal nos 180 dias que antecedem o final do mandato.

c) O montante previsto para as receitas de operações de crédito não poderá ser superior ao das despesas de capital constantes do projeto de lei orçamentária.

d) As empresas controladas não dependentes integram o orçamento do ente público.

e) Uma das sanções institucionais para os entes públicos que ultrapassarem os respectivos limites de endividamento é a obrigatoriedade de superávit primário para a redução do excesso, inclusive através de limitação de empenho.

12- Durante muito tempo, e mesmo após a Constituição de 1988, não houve mudanças substantivas em termos de orçamento-programa. Em 14 de abril de 1999, a publicação da Portaria nº 42 do Ministério do Planejamento e

Orçamento reavivou as normas de classificação funcional. Nesse contexto, ocorreu a aprovação da Lei de Responsabilidade Fiscal. Indique qual opção não representa mudanças em termos de orçamento, segundo a referida lei.

a) O reforço da necessidade de compatibilização entre a Lei de Diretrizes Orçamentárias, a Lei Orçamentária Anual e os Balanços Gerais de cada esfera de governo.

b) A aplicação das disposições da Portaria nº 42/1999 a partir do exercício de 2000.

c) A aplicação imediata das regras de final de mandato.

d) A necessidade de padronização de conceitos e procedimentos adotados em todas as esferas de governo.

e) A necessidade de articulação entre orçamento, programação e execução financeira.

13- A ampla consulta à sociedade sobre o Plano Plurianual 2004-2007 confirmou o compromisso do governo federal com a participação social nas grandes decisões nacionais. O Plano foi concebido traçando Mega-Objetivos e Desafios. Identifique o único desafio que pertence ao Mega-Objetivo III, ou seja, promoção e expansão da cidadania e fortalecimento da democracia.

a) Promover o acesso universal e com qualidade à seguridade social e à educação.

b) Alcançar o equilíbrio macroeconômico com a recuperação e sustentação da renda, do trabalho e do emprego.

c) Implementar uma nova gestão pública, ética, transparente, descentralizada, com controle social e orientada para o cidadão.

14- O Orçamento-Programa contribui para o planejamento governamental, pois é capaz de expressar com maior

veracidade a responsabilidade do Governo com a sociedade. Assinale a única opção falsa no que diz respeito às características do planejamento governamental.

a) Identificação das necessidades de bens e serviços.

b) Diagnóstico da situação futura.

c) Discriminação e quantificação das metas e seus custos.

d) Definição clara dos objetivos para a ação. e) Avaliação dos resultados obtidos.

15- Com base no conceito do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (SIAFI) e seus fundamentos lógicos e contábeis, aponte a única opção incorreta.

a) O SIAFI entrou em operação a partir de 1987 e foi desenvolvido pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (SERPRO).

b) O SIAFI é um sistema de acompanhamento das atividades relacionadas à administração financeira dos recursos da União.

c) O fundamento lógico do SIAFI é o evento.

d) O Governo Federal, após utilizar o SIAFI por quase uma década e realizar inúmeros aperfeiçoamentos, decidiu repassar a tecnologia aos Estados e Municípios.

e) A Secretaria do Tesouro Nacional (STN), por intermédio do SIAFI, já realiza o acompanhamento e controle de toda a execução orçamentária e financeira dos Governos Federal, Estaduais e Municipais.

16- A afirmação "os créditos adicionais, concedidos durante o exercício fiscal, visam a assegurar a continuidade dos programas previstos na Lei de Orçamento" é

(A) correta, somente para os casos em que a Lei de Orçamento aprovada para o exercício preveja a concessão de

créditos adicionais. (B) parcialmente correta, pois há casos em que os créditos adicionais são concedidos para atender a situações imprevistas ou emergenciais.

(C)

errada, uma vez que os créditos adicionais após a edição da Lei de Responsabilidade Fiscal estão proibidos.

(D)

errada, pois os créditos adicionais, quando aprovados, visam exclusivamente atender às obrigações advindas de

operações de crédito.

(E) parcialmente correta, pois os créditos adicionais não são concedidos durante o exercício fiscal, mas ao término

deste.

17. Os resultados gerais do exercício, demonstrados nos balanços anuais previstos na Lei 4.320/64, apresentam as

despesas orçamentárias como os valores correspondentes às despesas que foram

(A)

processadas.

(B)

pagas.

(C)

empenhadas.

(D)

decorrentes de processo licitatório.

(E)

previstas na Lei de Orçamento.

18.

O endividamento cuja amortização seja em prazo superior a doze meses é considerado como dívida

(A)

pública consolidada ou fundada.

(B)

por antecipação de receita.

(C)

precatória.

(D)

de refinanciamento.

(E)

principal.

19.

Uma despesa empenhada, porém não paga, pode ser contabilmente considerada como

(A)

restos a pagar, caso exista dotação que a permita.

(B)

não processada, caso inexistam disponibilidades de caixa para atendê-la.

(C)

ilegal, caso incompatível com os créditos adicionais autorizados. (D) dependente do estágio de processamento

para definição.

(E)

vedada, frente às novas determinações da Lei de Responsabilidade Fiscal.

20.

A consignação de dotação própria a órgão ou repartição que subordine agrupamento de serviços, por definição

legal específica, denota a existência de

(A)

unidade orçamentária.

(B)

unidade administrativa.

(D)

rubrica orçamentária.

(E)

operação especial.

21.

De acordo com a Constituição Federal, a Lei de Diretrizes Orçamentárias tratará

(A)

das despesas de capital, desde que mantidas em limites inferiores às despesas de custeio.

(B)

das metas e prioridades da administração pública federal.

(C)

dos limites à concessão de créditos adicionais.

(D) das alterações na legislação tributária a serem observadas após a aprovação da Lei Orçamentária do ano

subseqüente.

(E) da política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento vinculadas as políticas de saúde e

educação.

22. A Constituição Federal determina que o Plano Plurianual seja regionalizado. Das situações hipotéticas apresentadas, NÃO está em consonância com esta determinação, a divisão

(A)

do Estado em mesorregiões, conforme definidas pelo IBGE.

(B)

do Estado em Regiões Administrativas, conforme definidas em Lei Estadual.

(C)

da União em regiões que integram vários Estados.

(D)

do Município em bairros, desde que previsto no respectivo Plano Diretor.

(E)

do Município em subdistritos, conforme regulado em Lei Municipal.

23.

Sobre as operações de crédito, é correto afirmar que

(A)

não são permitidas as operações de antecipação de receita orçamentária, mas são permitidas operações de

financiamento de custeio, desde que não ultrapassem o mandato.

(B) são permitidas as operações de antecipação de receita orçamentária, mas não são permitidas as operações de

crédito para financiar despesas de custeio.

(C) são permitidas as operações de antecipação de receita orçamentária, em quaisquer circunstâncias, bem como os

financiamentos das despesas de capital.

(D)

são permitidas quaisquer operações de crédito desde que a administração pública tenha superávit primário.

(E)

são permitidas as operações de crédito para quitar todas as dívidas no último ano do mandato.

24.

As seguintes frases: "o que será feito além de manter o que já funciona", "estima a receita e despesa de toda a

administração pública, inclusive a indireta, dentre outras questões" e "detalha metas e prioridades para o exercício seguinte, entre outras questões", se referem, respectivamente, a (A) LOA, LDO e LDO.

(B)

LOA, PPA e LDO.

(C)

PPA, LOA e LOA.

(D)

LDO, LDO e LOA.

(E)

PPA, LOA e LDO.

25.

A Lei Complementar no 101/00, com sua edição, objetivou, principalmente, reforçar na administração pública

(A)

a austeridade econômica.

(B)

o conservadorismo.

(C)

o planejamento.

(D)

a responsabilidade social.

(E)

a governança corporativa.

26) No exercício das suas funções de controle externo da Administração Pública Federal, compete constitucionalmente ao Tribunal de Contas da União

a) julgar as contas anuais do Presidente da República

b) realizar inspeções e auditorias contábeis nas unidades administrativas dos órgãos da União, inclusive as da Câmara

dos Deputados e do Senado Federal

c) examinar, em grau de recurso voluntário, as contas anuais dos Governadores dos Estados e do Distrito Federal

d) apreciar, para fim de registro prévio, que é condição essencial de validade, a legalidade dos contratos administrativos

e) verificar a legalidade dos atos em geral de admissão de pessoal do serviço público, exceto as nomeações no Poder

Judiciário

27) A fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial, dos atos da Administração Pública Federal, exercida pelo Tribunal de Contas da União no desempenho da sua função de controle externo, não comporta exame, propriamente, quanto aos aspectos, conjuntamente considerados, de

a) legalidade e legitimidade

b) economicidade e oportunidade

c) legitimidade e conveniência

d) conveniência e oportunidade

e) legalidade e economicidade

28) As decisões do Tribunal de Contas da União, no uso da competência que lhe confere a Constituição, no atinente às suas funções institucionais de controle externo da Administração Pública Federal, de um modo geral, são

a)

irrecorríveis

b)

insusceptíveis de reapreciação em sede judicial, pelo Poder Judiciário c) recorríveis, mas apenas para o próprio TCU

d)

recorríveis, para o Congresso Nacional, do qual ele é órgão auxiliar

recorríveis, extraordinariamente, para o Supremo Tribunal Federal

29) A competência constitucional do Tribunal de Contas da União, para fiscalizar a aplicação de recursos públicos,

a) alcança os repassados pela União, mediante convênio e ajuste, para os Municípios

b) alcança os repassados pela União e os próprios dos Estados, DF e Municípios, por eles mesmos arrecadados

c) não alcança os repassados pela União, mediante convênio e ajuste, para os Estados

d) não alcança os repassados pela União, mediante convênio e ajuste, para os Estados e Municípios não alcança os

repassados pela União, mediante convênio e ajuste, para os Estados e Municípios nem os próprios seus

30) As contas anuais da gestão financeira, orçamentária e patrimonial do Tribunal de Contas da União são apreciadas e julgadas, quanto à sua regularidade,

a) pela Câmara dos Deputados

b) pelo Senado Federal

c) pelo Congresso Nacional

d) por Comissão Mista Parlamentar

e) pelo próprio TCU

31) O controle externo da Administração Pública Federal, por disposição constitucional expressa, é exercido pelo Congresso Nacional, com o auxílio do Tribunal de Contas da União, decorrendo desse contexto normativo que

a) o TCU é um órgão subordinado e dependente do Congresso Nacional b) o Congresso Nacional é que detém o poder

absoluto e exclusivo de controle externo

c) o TCU detém e exerce algumas funções de controle que lhes são próprias e privativas

d) as funções de controle do TCU são de caráter opinativo e subsidiárias e) o Congresso Nacional não exerce nenhuma

competência efetiva e própria de controle externo

32) Em tema de competência e jurisdição do Tribunal de Contas da União, é incorreto afirmar-se que lhe cabe

a) julgar as contas dos administradores das entidades dotadas de personalidade jurídica de direito privado, constituídas

sob a forma de sociedade de economia mista federal

b) fiscalizar a aplicação dos recursos do Fundo Partidário

c) acompanhar a arrecadação de receita a cargo da União

d) emitir parecer prévio sobre as contas dos governos dos Territórios Federais

e) efetuar o cálculo das cotas dos Fundos de Participação dos Estados, fiscalizando a correta aplicação dos respectivos

recursos que lhes são entregues

33) O Tribunal de Contas da União compõe-se de nove Ministros, que nas suas ausências e impedimentos serão

substituídos pelos auditores, por convocação do Presidente e observada a ordem de antigüidade, estabelecendo a sua lei orgânica que

a) os auditores substitutos de ministros são escolhidos entre os analistas de controle externo, do quadro de pessoal do

TCU

b) o TCU funcionará por meio de Câmaras, que serão presididas pelos ministros mais antigos, entre os seus integrantes

c) junto ao TCU funcione uma representação do Ministério Público Federal, por designação do procurador-geral da

República d) o auditor, quando não convocado para substituir ministro, realizará as inspeções e auditorias nos órgãos da Administração Pública Federal, por designação do Presidente

e) os ministros do TCU terão as mesmas garantias e prerrogativas dos magistrados membros integrantes do Superior

Tribunal de Justiça

34) Ao Tribunal de Contas da União, no âmbito de sua competência e jurisdição, como órgão de controle externo, assiste o poder regulamentar, podendo expedir atos e instruções normativas.

a) Correta a assertiva, entendido esse poder regulamentar restrito a matéria de suas atribuições e sobre a organização

dos processos que lhe devam ser submetidos.

b) Correta a assertiva, entendido ser esse poder regulamentar restrito aos procedimentos a serem adotados no âmbito

interno da sua Secretaria.

c) Correta a assertiva, entendido ser esse poder regulamentar amplo destinado inclusive a interpretar e disciplinar a

execução de leis, que disponham sobre matéria sujeita ao seu exame.

d) Incorreta a assertiva, porque o poder regulamentar do TCU é restrito à matéria própria do seu Regimento Interno,

quanto ao funcionamento desse órgão.

e) Incorreta a assertiva, porque o TCU não dispõe de nenhum poder regulamentar.

35) O Tribunal de Contas da União, no exercício de suas atribuições, pode apreciar a constitucionalidade de leis e atos do poder público.

a) Assertiva correta, entendida no sentido do controle de constitucionalidade concentrado e em abstrato.

b) Assertiva correta, entendida no sentido do controle de constitucionalidade difuso e incidental.

c) Assertiva incorreta, porque não cabe essa apreciação de constitucionalidade, quer no chamado controle concentrado

ou no difuso.

d) Assertiva incorreta, porque só pode apreciar a constitucionalidade de ato do Poder Executivo e não o de lei.

e) Assertiva incorreta, porque só pode apreciar a legalidade de ato sob sua jurisdição e não a constitucionalidade.

GABARITO:

11

D 12 A 13 C 14 B 15 E 16 B 17 C 18 A 19 D 20 A 21 B 22 D 23 B 24 E 25 C 26 B 27 D 28 C 29 A 30 E 31 C 32 E

33

E 34 A 35 B