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HIDRAULICA BASICA

- SP- TEL (15) 32731572 www.tcaflorestal.com.br HIDRAULICA BASICA COMPETENCIA EM ENSINO PROFISSIONALIZANTE 1/63

COMPETENCIA EM ENSINO PROFISSIONALIZANTE

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(AULA 1) TCA TREINAMENTO E MANUTENÇÃO LTDA Rua João Adolfo, 1410 - Itapetininga - SP-

(AULA 1)

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HIDRÁULICA

Introdução

Histórico:

Existem apenas três métodos conhecidos de transmissão de potência na esfera comercial: (1) a mecânica, (2) a elétrica e (3) a fluídica.

Naturalmente, a transmissão mecânica é a mais velha delas, por conseguinte, a mais conhecida. Começou com o “ilustre desconhecido” inventor da roda e utiliza hoje de muitos outros artifícios mais apurados como engrenagens, cames, correias, molas, polias e outros.

A elétrica, que usa geradores, motores elétricos, condutores e uma

gama muito grande de outros componentes, é um desenvolvimento dos tempos modernos. É o melhor meio de se transmitir energia a grandes distâncias.

A força fluida tem sua origem, por incrível que pareça, a milhares de

anos antes de Cristo. O marco inicial, de que se tem conhecimento,

foi o uso da potência fluida em uma roda d’água, que emprega a

energia potencial da água armazenada a uma certa altura, para a geração de energia. Os romanos por sua vez, tinham um sistema

de armazenamento de água e transmissão, através de canais ou

dutos para as casas de banho ou fontes ornamentais.

O uso do fluido sob pressão, como meio de transmissão de

potência, já é mais recente, sendo que o seu desenvolvimento

ocorreu, mais precisamente, após a primeira grande guerra.

A grande vantagem da utilização da energia hidráulica consiste na

facilidade de controle da velocidade e inversão, praticamente

instantânea, do movimento. Além disso os sistemas são auto

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lubrificados e compactos se comparados com as demais formas de transmissão de energia.

As desvantagens dos sistemas é que se comparados com a eletricidade, por exemplo, os sistemas têm um rendimento baixo, de modo geral em torno de 65%, principalmente devido a perdas de cargas e vazamentos internos nos componentes. A construção dos elementos necessita de tecnologia de precisão encarecendo os custos de produção.

CONCEITOS FUNDAMENTAIS FLUIDO

Fluido é qualquer substância capaz de deformar-se continuamente e assumir a forma do recipiente que a contém. Como o presente trabalho trata apenas de circuitos hidráulicos, o fluido que nos interessa é o óleo hidráulico. O fluido pode ser líquido ou gasoso.

FORÇA E PRESSÃO

Pode-se definir força, como qualquer causa capaz de realizar trabalho. Por exemplo, se se quer movimentar um corpo qualquer, deve-se aplicar uma força sobre ele. O mesmo ocorre quando se quer pará-lo.

Por outro lado, o conceito mais amplo de pressão pode ser entendido como a resistência oferecida pelo recipiente ao escoamento de um fluido. Disso decorre duas situações, as observações estática e dinâmica. Nas observações estáticas diz-se que “em um fluido confinado sobre áreas iguais atuam forças iguais”(princípio de Pascal), nas observações dinâmicas a pressão corresponde à energia necessária para vencer as resistência de escoamento decorrentes do atrito e choque dentro das tubulações.

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A aplicação mais simples do princípio de Pascal consiste em ao

aplicar uma força “F” sobre uma superfície “A”, defini-se como

pressão “P” , a razão entre a

força “F” e a superfície “A”. Por

exemplo, se se tem uma dada

pressão igual a 300000N/m 2

(300kPa) distribuída em uma

superfície de 1m 2 , diz-se que em

cada quadrado de lado igual a 1m da superfície considerada, está

atuando uma força de 300000N (300kN) e pode-se dizer, ainda, que

se tem 300kN de força atuando sobre o corpo.

No caso da FIG.1, sobre o êmbolo de 1m 2 de área atua a força de 300kN, resultando numa força de 900kN sobre o êmbolo de área de 3m 2 . Portanto, com o aumento da área nota-se a multiplicação da força aplicada pela razão de acréscimo da área, considerando o equilíbrio, ou seja, sistema ideal

da área, considerando o equilíbrio, ou seja, sistema ideal FIGURA 1 Prensa de Joseph Bramah P

FIGURA 1 Prensa de Joseph Bramah

P

====

F

ou

F

====

P.A

 

A

O

resumo matemático do princípio de Pascal é:

ou ainda

A ====

F

P

onde:

P = pressão

F = força

A = área

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A FIG. 2 representa um macaco hidráulico fundamental, onde F é a

força que o operador faz e G e a força

onde F é a força que o operador faz e G e a força multiplicada pelo

multiplicada pelo macaco.

Na óleo-hidráulica diz-se que existe

pressão em determinada parte do

circuito hidráulico, quando existe

resistência ao fluxo de óleo gerado

pela bomba.

A bomba nunca gera pressão, gera somente vazão de óleo. As resistências encontradas pelo óleo na sua trajetória são as responsáveis pela geração da pressão.

Como exercício calcule a força “F” do operador do macaco hidráulico para elevar uma carga “G” de 20kN, considere as distâncias apresentadas em centímetros e o sistema ideal, sem atrito.

FIGURA 2 Macaco hidráulico fundamental

Manômetro de BOURDON

2 Macaco hidráulico fundamental Manômetro de BOURDON O tubo de Bourdon consiste de uma escala calibrada

O tubo de Bourdon consiste

de uma escala calibrada em

unidades de pressão e de

um ponteiro ligado, através

de um mecanismo, a um

tubo oval, em forma de “C”.

Esse tubo é ligado à pressão

a ser avaliada.

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Observando a FIG. 3 Nota-se que com o aumento da pressão no sistema, o tubo de Bourdon tende a endireitar-se devido às diferenças nas áreas entre os diâmetros interno e externo do tubo. Esta ação de endireitamento provoca o movimento do ponteiro,

proporcional ao movimento do tubo, que registra o valor da pressão no mostrador. Esses instrumentos são de boa precisão com valores

de erro variando entre 0,1 e 3% da escala total.

FIGURA 3 Manômetro de Bourdon

A pressão é, normalmente, expressa por kgf/cm 2 , PSI (pounds

square inches - libras por polegadas quadradas), bars ou atmosferas. Porém de acordo com o sistema internacional de medidas, a pressão deve ser expressa em N/m 2 que corresponde a

Pa. (Pascal) e seu múltiplos. O QUAD. 1 apresenta valores de conversão das unidades de pressão mais usuais. QUADRO 1

FATORES DE CONVERSÃO DE UNIDADES DE PRESSÃO

1

atm

1,0333kgf/cm

1kgf/cm 2

0,9677atm

 

2

1atm

1,0134bar

1kgf/cm 2

0,9807bar

1

atm

14,697psi(lbf/

1kgf/cm 2

14,223

 

pol 2 )

psi(lbf/pol 2 )

1atm

760mmHg

1kgf/cm 2

736mmHg

1bar

0,9867atm

1psi

0,0680atm

1bar

1,0196kgf/cm

1psi

0,0703kgf/cm

2

2

1bar

14,503

1psi

0,0689bar

psi(lbf/pol 2 )

1bar

759mmHg

1psi

51,719mmHg

1MPa

10,2kgf/cm 2

1MPa

10bar

1Mpa

145,04

1MPa

7501,2mmHg

psi(lbf/pol 2 )

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VAZÃO VOLUMÉTRICA

A vazão de um fluido pode ser determinada de duas formas

distintas. Como ela é dada por 1/min (litros por minuto) ou g.p.m. (galões por minuto) ou no sistema internacional em m 3 /seg., etc., pode-se determiná-la pela razão do volume escoado do fluido por unidade de tempo ou ainda pelo produto da velocidade do fluido versos a área da secção transversal na qual o mesmo está

escoando.

Onde:

Q

A

= vazão

= área

Q ====

V

t

v = velocidade

V= volume

t = tempo

Q====v.A

Para efeito de dimensionamento de tubulações considera-se como velocidades econômicas de escoamento de fluxo os seguintes valores: sucção de 0,5m/s a 1,5m/s, para pressão até 10MPa 2m/s a 12m/s, e para pressão de 10,0MPa a 31,5Mpa. 3m/s a 12m/s e para retorno de 2m/s a 4m/s.(REXROTH, 1985)

POTÊNCIA HIDRÁULICA E POTÊNCIA DE ACIONAMENTO

A potência de um circuito hidráulico normalmente é concebida a

partir do atuador para o motor de acionamento e para cálculos

rápidos considera-se o rendimento total do sistema em torno de 65%. Daí a potência hidráulica pode ser definida a partir da seguinte

expressão:

Onde;

P h = Potência hidráulica (Watt)

p

h ====

F

××××

V

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F = Força desenvolvida considerando uma segurança de ± 10% na carga (Newton)

V = Velocidade de movimentação da carga (m/s)

(Newton) V = Velocidade de movimentação da carga (m/s) Considerando as grandezas envolvidas num circuito

Considerando as grandezas envolvidas num circuito hidráulico a expressão para cálculo da potência hidráulica é:

P h ====

P

××××

Q

Onde:

P h =

Potência

hidráulica

(Watt)

P

= pressão de trabalho do circuito (N/m 2 = Pa)

Q

= Vazão volumétrica (m 3 /s)

A potência de acionamento do motor considerando o rendimento do circuito pode ser calculado a partir da seguinte expressão:

FIGURA 4 Elevação de carga

P

ac

====

P

h

ηηηη

Onde o denominador da relação é o rendimento total do circuito

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(AULA 2) UNIDADE DE POTÊNCIA HIDRÁULICA

O QUAD. 2 apresenta os componentes básicos de uma unidade de potência hidráulica representada na FIG. 5.

QUADRO 2

COMPONENTES DE UMA UNIDADE DE POTÊNCIA HIDRÁULICA

1.

Motor elétrico

2.

Entrada de energia elétrica

3.

Capacitor

4.

Chave liga/desliga

 

5.

Saída de pressão

6.

Válvula de segurança

7.

Manômetro

8.

Retorno para o tanque

9.

Visor de nível

10.

Conexão para o tanque

11.

Reservatório

12.

Dreno

13.

Flange de acoplamento

14.

Bomba

de

deslocamento

 

positivo

 

15.

Tubulação de sucção

16.

Filtro de retorno

 

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Itapetininga - SP- TEL (15) 32731572 www.tcaflorestal.com.br FIGURA 5 Unidade de potência hidráulica TRANSMISSÃO DE

FIGURA 5 Unidade de potência hidráulica

TRANSMISSÃO DE ENERGIA HIDRÁULICA

A óleo-hidráulica pode ser definida como um meio de transmitir

energia, através de um líquido confinado sob pressão. O componente de entrada de um circuito hidráulico denomina-se bomba, e o de saída, atuador.

A maior parte das bombas incorporam vários elementos de

bombeamento tais como pistãos, palhetas, parafusos ou engrenagens,. Os atuadores, podem ser do tipo linear (cilindro), ou rotativo, no caso de motores hidráulicos.

O circuito hidráulico não é uma fonte de energia. A fonte de energia

é o acionador, tal como, o motor que gira a bomba. O leitor poderia

perguntar então, porque não esquecer a hidráulica e ligar a parte mecânica diretamente ao acionador principal? A resposta está na

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versatilidade de um circuito hidráulico, o qual oferece algumas vantagens sobre outros meios de transmissão de energia.

COMPONENTES HIDRÁULICOS

BOMBAS A bomba é provavelmente o componente mais importante e menos compreendido no circuito hidráulico. Sua função é a de converter a energia mecânica em energia hidráulica, empurrando o fluido hidráulico no circuito. As bombas são feitas em vários tamanhos e formas, mecânicas e manuais com diversos mecanismos de bombeamento e para diversas aplicações. Todas as bombas, entretanto, são classificadas em uma de duas categorias básicas:

Turbobombas (bombas centrífugas ou deslocamento dinâmico) ou bombas volumétricas (deslocamento positivo).

TIPOS DE BOMBAS PARA APLICAÇÃO ÓLEO HIDRÁULICA Tipos de bombas de deslocamento positivo de vazão constante a- manuais

b- engrenagens

c- parafusos

d- palhetas

e- pistões


radiais

axiais

Tipos de bombas de deslocamento positivo de vazão variável

a- manuais

b- palhetas

c- pistões

radiais

axiais

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VÁLVULAS

VÁLVULAS LIMITADORAS DE PRESSÃO, DE ALÍVIO OU DE

VÁLVULAS LIMITADORAS DE PRESSÃO, DE ALÍVIO OU DE SEGURANÇA FIGURA 6 Válvula limitadora de pressão A

SEGURANÇA

FIGURA 6 Válvula limitadora de pressão

A pressão máxima do circuito hidráulico pode se controlada com o uso de uma válvula limitadora de pressão normalmente fechada. (FIG. 6) Com a via primária da válvula conectada à pressão do sistema, e a via secundária conectada ao tanque, o carretel no corpo da válvula é acionado por um nível predeterminado de pressão, e neste ponto as vias primária e secundária são conectadas, e o fluxo é desviado para o tanque.

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QUADRO 3

COMPONENTES DA VÁLVULA LIMITADORA DE PRESSÃO

1.

Cone de vedação

2.

Sede da válvula

3.

Mola

4.

Botão de ajuste

5.

Encaixe do parafuso

6.

Porca de trava

VÁLVULAS DE RETENÇÃO

do parafuso 6. Porca de trava VÁLVULAS DE RETENÇÃO FIGURA 7 Válvula de retenção As válvulas

FIGURA 7 Válvula de retenção As válvulas de retenção (FIG.7) são aparentemente pequenas quando comparadas aos outros componentes hidráulicos, mas elas são componentes que servem à funções importantes e muito variadas.

Uma válvula de retenção consiste basicamente de corpo da válvula , vias de entrada e saída e de um assento móvel que é preso por uma mola de pressão

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QUADRO 4

COMPONENTES DA VÁLVULA RETENÇÃO

1.

Corpo da válvula

2. Esfera de vedação

3.

Mola

A- Engate macho

B- Engate rápido (femea)

 

VÁLVULAS DE CONTROLE DE FLUXO

A função da válvula controladora de fluxo (FIG. 8) é a de reduzir a vazão em uma linha do circuito. Ela desempenha a sua função por ser uma restrição maior que a normal do sistema. Para vencer a restrição é necessário uma pressão maior provocando o desvio do fluxo para outra parte do circuito, ou promovendo a abertura da válvula limitadora de pressão deslocando o fluxo para o reservatório. São utilizadas quando se deseja controlar a velocidade em determinados atuadores.

FIGURA 8 Válvula controladora de fluxo

em determinados atuadores. FIGURA 8 Válvula controladora de fluxo COMPETENCIA EM ENSINO PROFISSIONALIZANTE 14/63

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QUADRO 5

COMPONENTES DA VÁLVULA CONTROLADORA DE FLUXO

1.

Corpo da válvula

2.

Botão de ajuste

3.

Válvula estranguladora

4.

Sede da válvula

5.

Esfera de vedação

6.

Mola

A- União macho

B- Engate rápido(femea)

VÁLVULAS DIRECIONAIS

Considerações Iniciais

Em sua grande maioria, os circuitos hidráulicos necessitam de meios para se controlar a direção e o sentido do fluxo de fluido. Através desse controle, pode-se obter movimentos desejados dos atuadores (cilindros, motores e osciladores hidráulicos, etc.), de tal forma que, seja possível se efetuar o trabalho exigido.

O processo mais utilizado para se controlar a direção e sentido do fluxo de fluido em um circuito, é a utilização de válvulas de controle direcional, comumente denominadas apenas de válvulas direcionais. Esses tipos de válvulas podem ser de múltiplas vias que, com o movimento rápido de um só elemento, controla a direção ou sentido de um ou mais fluxos diversos de fluido que vão ter à válvula.

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IDENTIFICAÇÃO DE UMA VÁLVULA DE CONTROLE DIRECIONAL

Para identificação da simbologia das válvulas direcionais (ISO – ABNT) deve-se considerar:

- Número de posições

- Número de vias

- Posição normal

- Tipo de Acionamento

Os quadrados (FIG. 9) unidos representam o número de posições ou manobras distintas que uma válvula pode assumir. Deve-se saber que uma válvula direcional possui no mínimo dois quadrados, ou seja realiza pelo menos duas manobras.

O número de vias corresponde ao número de conexões úteis que

uma válvula pode possuir, podem ser vias de passagem ou vias de bloqueio ou a combinação de ambas.

A posição normal de uma válvula de controle direcional é a posição em que se encontram os elementos internos quando a mesma não

foi acionada, geralmente é mantida por força de uma mola.

mesma não foi acionada, geralmente é mantida por força de uma mola. COMPETENCIA EM ENSINO PROFISSIONALIZANTE
mesma não foi acionada, geralmente é mantida por força de uma mola. COMPETENCIA EM ENSINO PROFISSIONALIZANTE
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FIGURA 9 Simbologia de válvulas direcionais

As numerações de vias e comandos são indicadas por números ou letras:

- vias para utilização (saídas): A - B - C - D ou 2 - 4 - 6 - 8

- linhas de alimentação (entrada): P ou 1

- Tanque, escapes (exaustão): R - S - T ou 3 - 5 - 7

- linha de comando (pilotagem): Z - Y - X ou 12 - 14 - 16

TIPOS DE VÁLVULAS DIRECIONAIS

(pilotagem): Z - Y - X ou 12 - 14 - 16 TIPOS DE VÁLVULAS DIRECIONAIS

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FIGURA 10 Válvula direcional principal 4/2vias acionada por alavanca e retorno por mola QUADRO 6

COMPONENTES DA VÁLVULA DIRECIONAL 4/2 VIAS

1.

Carretel

2.

Mola

3.

Mola

4.

Sede

5.

Alavanca

P

– Via de pressão

A

– Via de utilização

B

– Via de utilização

T

– Via de retorno

 
 

QUADRO 7

 

COMPONENTES DA VÁLVULA DIRECIONAL 4/3 VIAS, CENTRO ABERTO

1.

Carretel

2.

Sede

3.

Mola

4.

Mola

5.

Alavanca

6.

Mecanismo de encosto

P

– Via de pressão

A

– Via de utilização

B

– Via de Utilização

T

– Via de retorno

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FIGURA 11 Válvula de controle direcional 4/3 vias, centro

FIGURA 11 Válvula de controle direcional 4/3 vias, centro aberto, alavanca e centrada por mola COMPETENCIA

aberto, alavanca e centrada por mola

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Itapetininga - SP- TEL (15) 32731572 www.tcaflorestal.com.br FIGURA 12 Válvula de controle direcional 4/3 vias, centro

FIGURA 12 Válvula de controle direcional 4/3 vias, centro fechado, acionada por alavanca e centrada por mola QUADRO 8 COMPONENTES DA VÁLVULA DIRECIONAL 4/3 VIAS, CENTRO FECHADO

1.

Carretel

2.

Sede

3.

Mola

4.

Mola

5.

Alavanca

6.

Mecanismo de encosto

P

– Via de pressão

A

– Via de utilização

B

– Via de Utilização

T

– Via de retorno

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(AULA 3)

ATUADORES HIDRÁULICOS

Atuadores lineares

(AULA 3) ATUADORES HIDRÁULICOS Atuadores lineares FIGURA 13 Atuador linear ou cilindro hidráulico Por se

FIGURA 13 Atuador linear ou cilindro hidráulico Por se tratar de um atuador, a função básica de um cilindro hidráulico é transformar força, potência ou energia hidráulica em força, potência ou energia mecânica. O cilindro hidráulico é composto de diversas partes. A FIG. 13 define bem os diferentes elementos que, unidos, compõe esse equipamento. QUADRO 9

COMPONENTES DO ATUADOR LINEAR

1.

Êmbolo

2.

Vedação do êmbolo

3.

Haste

4.

Guia da haste

5.

Vedação da haste

6.

Anel raspador

7.

Flange dianteiro

8.

Conexão

9.

Cilindro

10.

Câmara da haste

11.

Câmara do êmbolo

12.

Conexão

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ATUADORES ROTATIVOS A energia hidráulica fornecida para um motor hidráulico é convertida

fornecida para um motor hidráulico é convertida em mecânica sob a forma de torque e rotação.

em mecânica sob a forma de torque e rotação. FIGURA 14 Atuador rotativo ou motor hidráulico QUADRO 10 COMPONENTES DO ATUADOR ROTATIVO

1.

Sede com dutos de ligação

2.

Engrenagem interna fixa

3.

Engrenagem externa

4.

União universal

5.

Eixo de saída

 

Construtivamente, o motor assemelha-se a uma bomba, excetuando-se, evidentemente, a aplicação que é inversa uma da outra. Existem casos, inclusive, em que o equipamento pode trabalhar ora como bomba, ora como motor hidráulico.

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(AULA 4) RESERVATÓRIOS (TANQUE) Os tanques de óleo, além de armazenar todo o fluido utilizado no sistema hidráulico, exercem mais três funções importantes em um circuito: esfriam o óleo dissipando o calor gerado pelo esforço de trabalho, separam as impurezas do fluido por meio da decantação e eliminam possíveis bolhas de ar contidas no óleo. Um reservatório bem projetado possui tampas para limpeza, visor de nível, bujão para drenagem, bocal de reabastecimento e chicanas. As tampas para limpeza facilitam o acesso ao interior do tanque para que, durante a troca de óleo, as impurezas depositadas no fundo do reservatório possam ser retiradas.

O visor de nível indica a quantidade de óleo contida no tanque

hidráulico. Existem dois tipos de visores de nível: o de vareta, semelhante aos utilizados para verificação do óleo do cárter de motores à explosão, e o de acrílico que facilita a visualização do nível do fluido por parte

do operador.

Alguns visores de nível possuem um termômetro incorporado para medir a temperatura do óleo hidráulico.

termômetro incorporado para medir a temperatura do óleo hidráulico. COMPETENCIA EM ENSINO PROFISSIONALIZANTE 23/63

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O bujão para drenagem é um plugue rosqueado no fundo do

reservatório e sua função é facilitar o escoamento do óleo na hora

da troca.

Alguns bujões possuem uma haste magnética que, mergulhada no fluido, retém as partículas metálicas originadas pelo desgaste dos componentes mecânicos do sistema hidráulico.

desgaste dos componentes mecânicos do sistema hidráulico. O bocal de reabastecimento é a abertura por onde

O

bocal de reabastecimento é a abertura por onde se coloca o óleo

no

reservatório.

Os bocais possuem, geralmente, uma tela para evitar a entrada de impurezas sólidas no interior do tanque, durante o reabastecimento.

A maioria dos bocais possui um respiro que facilita tanto a entrada

como a saída d»o ar atmosférico no reservatório.

tanto a entrada como a saída d»o ar atmosférico no reservatório. COMPETENCIA EM ENSINO PROFISSIONALIZANTE 24/63

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As chicanas são obstáculos montados no interior do tanque. Esses obstáculos forçam o óleo que retorna do sistema a circular por todo o reservatório.

Dessa forma, o óleo se esfria, por meio da troca de calor com as paredes do tanque; as impurezas contidas no fluido se assentam no fundo do reservatório por decantação; e possíveis bolhas de ar presentes no óleo sobem à superfície e são eliminadas.

Além disso, as chicanas também são usadas para evitar que o fluido forme ondas dentro do tanque, quando o veículo se mo- vimenta.

ondas dentro do tanque, quando o veículo se mo- vimenta. Os reservatórios hidráulicos da linha móbil

Os reservatórios hidráulicos da linha móbil devem ser projetados especialmente para cada tipo de veículo. Ao contrário da Hidráulica Industrial onde as máquinas geralmente não apresentam problemas de espaço para a montagem do tanque de óleo, na Hidráulica Automotiva, muitas vezes o projetista do sistema encontra maiores

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dificuldades para determinar tamanho, formato e localização ideal do reservatório.

Quanto ao formato, o tanque ideal deve ser alto e estreito para evitar que vórtices ou turbilhões provoquem aeração na linha de sucção da bomba. Quanto ao tamanho, o reservatório deve ser dimensionado de forma que, com todos os cilindros do sistema totalmente avançados, ainda reste uma certa quantidade de óleo no tanque para impedir a aeração da bomba.

Deve haver, também, espaço suficiente para conter todo o fluido hidráulico quando os cilindros estiverem completamente recuados.

Com relação à localização, os reservatórios devem ser montados, nos veículos, em áreas de fácil acesso e de boa ventilação para facilitar o resfriamento do óleo hidráulico.

Com exceção das linhas de dreno, as tubulações de sucção e de retorno devem ser mergulhadas no óleo.

Esses tubos devem ter sua extremidades cortadas a 45 graus para facilitar o fluxo hidráulico.

extremidades cortadas a 45 graus para facilitar o fluxo hidráulico. COMPETENCIA EM ENSINO PROFISSIONALIZANTE 26/63

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ELEMENTOS FILTRANTES Os elementos filtrantes têm a função de reter todos os contaminadores insolúveis de um fluido.

A utilização de elementos filtrantes em sistemas hidráulicos é

obrigatória, pois assegura o bom funcionamento do circuito e reduz

o desgaste do equipamento.

A figura a seguir apresenta o princípio de funcionamento de um elemento filtrante.

Na vista A, um elemento filtrante comum retém as impurezas maiores e libera a passagem das menores.

Na vista B, uma filtragem sucessiva em que a abertura dos poros vai diminuindo, retém impurezas cada vez menores, até efetuar a filtragem ideal do fluido.

Quando houver um acúmulo de sujeira nos poros do elemento filtrante, este deverá ser limpo ou substituído, de acordo com as determinações do fabricante do equipamento hidráulico.

as determinações do fabricante do equipamento hidráulico. Existem dois tipos básicos de elementos filtrantes:

Existem dois tipos básicos de elementos filtrantes: peneiras e filtros micrônicos.

As peneiras são feitas de tela de arame fino ou de elementos

filtrantes constituídos por filamentos metálicos, enrolados em torno

de armações de aço.

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As peneiras são menos eficientes que os filtros micrônicos porque seus poros são maiores; entretanto, oferecem menor resistência à passagem do fluxo hidráulico.

Por essa razão, as peneiras são mais utilizadas nas linhas de sucção de bombas, onde um filtro micrônico poderia causar cavitação. As telas das peneiras são classificadas pelo número de malha.

Quanto mais alto o número da malha, mais fina é a tela da peneira.

Uma peneira de malha 200, por exemplo, consegue reter partículas menores do que as retidas numa outra peneira de malha 120.

menores do que as retidas numa outra peneira de malha 120. Os filtros micrônicos são feitos,

Os filtros micrônicos são feitos, geralmente, de algodão, polpa de madeira, feltro, tecido ou papel tratado.

Por serem mais finos do que as peneiras, os filtros micrônicos são capazes de reter impurezas que passariam com facilidade pelas telas metálicas das peneiras. Os filtros, no entanto, oferecem maior resistência à passagem do fluxo hidráulico e, portanto, não devem ser utilizados nas linhas de sucção de bombas, pois provocariam a cavitação. Os filtros micrônicos são classificados pelo tamanho mícron que corresponde à milésima parte de um milímetro (1µ = 0,001mm). Quanto mais baixo o tamanho mícron, menores são os poros do elemento filtrante. Um filtro de 10µ, por exemplo, impede a passagem de impurezas que normalmente passariam por um outro filtro de 20µ.

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Existem dois tipos de filtros micrônicos: os que são montados nas linhas de pressão do sistema hidráulico e os de retorno, instalados na tubulação que conduz o óleo de volta ao tanque.

na tubulação que conduz o óleo de volta ao tanque. Os filtros de pressão são usados
na tubulação que conduz o óleo de volta ao tanque. Os filtros de pressão são usados

Os filtros de pressão são usados quando se necessita uma filtragem

eficaz do fluido a ser introduzido num determinado componente ou

em partes sensíveis do sistema hidráulico.

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Itapetininga - SP- TEL (15) 32731572 www.tcaflorestal.com.br Os filtros de retorno filtram todo o fluido que

Os filtros de retorno filtram todo o fluido que retorna do sistema hidráulico para o tanque,

Dessa forma, eles evitam que as impurezas encontradas pelo óleo, durante o ciclo de trabalho, possam contaminar o reservatório. O fluido contaminado que volta do circuito entra no copo do filtro, é forçado a passar pelos poros de elemento filtrante, onde fica retida a sujeira, e sai em direção ao tanque. Alguns filtros de retorno possuem uma válvula de retenção, incorporada à carcaça, cuja função é desviar o óleo contaminado para o reservatório, sem passar pelo elemento filtrante.

Essa providência é necessária para evitar que o elemento filtrante saturado provoque uma contrapressão indesejável na linha de retorno.

saturado provoque uma contrapressão indesejável na linha de retorno. COMPETENCIA EM ENSINO PROFISSIONALIZANTE 30/63

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(AULA 5) TROCADORES DE CALOR O problema mais comum que os sistemas hidráulicos móbiles enfrentam é o calor. Por esta razão, deve-se resfriar o fluido, sempre que for necessário, incorporando ao sistema trocadores de calor. Os trocadores de calor são também conhecidos como intercambiadores de calor ou, mais comumente, como resfriadores. Existem dois tipos de trocadores de calor: a água e a ar.

No primeiro, a água circula através da unidade e ao redor dos tubos por onde passa o fluido hidráulico.

A água, que pode ser termostaticamente regulada para manter-se

numa temperatura desejada, absorve parte do calor do fluido.

numa temperatura desejada, absorve parte do calor do fluido. No trocador de calor a ar, o

No trocador de calor a ar, o fluido que ficou aquecido pelo uso no sistema pode passar através de tubos de alumínio ou latão em forma de serpentina.

Esses tubos são aletados e sofrem resfriamento pelo ar do am- biente ou através de um ventilador, que tem a função de aumentar a capacidade de transferência de calor ao ar externo.

O ventilador pode ser acionado pelo próprio motor do veículo ou por

um motor elétrico controlado por termostato.

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Itapetininga - SP- TEL (15) 32731572 www.tcaflorestal.com.br ACUMULADORES DE PRESSÃO Os fluidos usados nos sistemas

ACUMULADORES DE PRESSÃO Os fluidos usados nos sistemas hidráulicos não podem ser comprimidos e armazenados para utilização posterior, em hora e local distintos, como ocorre com os gases.

Entretanto, os fluidos hidráulicos incompressíveis podem ser armazenados sob pressão com o uso de um acumulador. Isto se consegue injetando o fluido na câmara do acumulador, sob pressão, que pode ser obtida de três maneiras: levantando um peso, comprimindo uma mola ou comprimindo um gás. Num acumulador de peso, o óleo em excesso no sistema enche a câmara inferior do cilindro, levantando os pesos fixados à haste. Qualquer queda de pressão do fluido na abertura de entrada criará uma reação no elemento que, com o peso, forçará o fluido a sair. Um pistão vertical permite aumentar ou diminuir os pesos, para variar a pressão. A pressão é sempre igual ao peso total utilizado dividido pela área do êmbolo que está em contato com o fluido hidráulico.

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Itapetininga - SP- TEL (15) 32731572 www.tcaflorestal.com.br Num acumulador de mola, a pressão é aplicada no

Num acumulador de mola, a pressão é aplicada no fluido através do

pistão, pela compressão de uma mola espiral.

A pressão não é constante pois a força da mola aumenta quando o

fluido entra na câmara e diminui na descarga deste.

o fluido entra na câmara e diminui na descarga deste. Os acumuladores de mola podem ser

Os acumuladores de mola podem ser montados em qualquer posição.

A força da mola, ou seja, os limites de pressão não são facilmente

ajustáveis nestes acumuladores.

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O acumulador a gás, por sua vez, tem a câmara superior pré-

carregada de nitrogênio seco.

Suas características de funcionamento são semelhantes às do acumulador de mola pois o gás neutro, comprimido, se comporta como tal.

É importante destacar que o oxigênio nunca deve ser utilizado,

devido à sua tendência de queimar ou explodir sob compressão com o óleo.

Usa-se às vezes o ar, porém, pela mesma razão do oxigênio, não é recomendável usá-lo.

O acumulador a gás deve ser pré-carregado enquanto estiver vazio

de

fluido hidráulico.

As

pressões de gás na pré-carga variam de acordo com a aplicação

e

dependem da pressão de trabalho e do volume de fluido

necessário para o trabalho.

A pressão de gás não deve ser inferior a 25% (preferivelmente

30%) da pressão máxima de trabalho.

A pressão do acumulador varia em proporção à compressão do

gás, aumentando quando o fluido é forçado para dentro e dimi- nuindo na descarga do mesmo.

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Muitos acumuladores a gás incorporam uma bexiga de borracha

sintética para separar o gás do fluido hidráulico, como se observa

na figura seguinte.

do fluido hidráulico, como se observa na figura seguinte. Como certos fluidos resistentes ao fogo não

Como certos fluidos resistentes ao fogo não são compatíveis com borracha convencional, é importante selecionar o material adequado para a bexiga a ser utilizada.

O óleo disponível pode variar entre 25% e 75% da capacidade total,

dependendo das condições de operação.

Trabalhando além desses limites, a bexiga poderia esticar ou enrugar, limitando sua vida útil.

A pressão é uma função da compressão e varia com o volume de

óleo na câmara.

Outro método de separar o gás do fluido hidráulico é por meio de um êmbolo livre, semelhante ao do cilindro hidráulico.

O êmbolo, sob pressão de gás em um dos lados, tende a forçar

constantemente o óleo para fora da câmara oposta.

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Aqui também a pressão é uma função da compressão e varia com o volume de óleo na câmara.

da compressão e varia com o volume de óleo na câmara. PRESSOSTATO Os pressostatos são interruptores

PRESSOSTATO

Os pressostatos são interruptores elétricos acionados por pressão

hidráulica.

Normalmente, são utilizados para ligar ou desligar uma lâmpada,

um sinalizador acústico ou um componente elétrico qualquer,

quando a pressão do sistema hidráulico atinge um valor

predeterminado na mola de regulagem.

Enquanto a pressão hidráulica for menor que a tensão regulada na

mola do pressostato, o interruptor elétrico permanece na sua

posição de repouso.

Quando a pressão do óleo ultrapassa a tensão da mola, o carretel

do pressostato aciona o interruptor, invertendo seus conta-tos

elétricos.

O interruptor possui, geralmente, um contato comum, um normal

aberto e outro normal fechado.

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No acionamento, pode-se ligar ou desligar um componente elétrico,

dependendo da ligação elétrica efetuada nos contatos.

dependendo da ligação elétrica efetuada nos contatos. Um exemplo típico da aplicação de pressostato em

Um exemplo típico da aplicação de pressostato em veículos está nos indicadores luminosos, que acusam a falta de pressão do óleo do motor ou do ar comprimido em sistemas de freio.

(AULA 6) INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO HIDRÁULICA

As medidas de vazão, de pressão e de temperatura são neces- sárias para se avaliar o rendimento dos componentes hidráulicos. São úteis também para localizar defeitos num sistema hidráulico. Com a dificuldade de se instalar um medidor de fluxo num circuito, a medida de vazão é muitas vezes determinada pela medição de velocidade ou rotação de um atuador. Pressões e temperaturas são determinadas por manômetros e termômetros, respectivamente. Os manômetros são instrumentos utilizados para determinar as regulagens das válvulas controladoras de pressão.

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São empregados, também, para indicar as forças que um cilindro desenvolve ou o torque de um motor hidráulico.

O manômetro encontrado com maior freqüência em sistemas

hidráulicos é o do tipo tubo de Bourdon. Esse manômetro possui um tubo selado, curvado em forma de arco, que é ligado ao eixo do ponteiro por meio de uma articulação

mecânica e de um conjunto de engrenagens. Quando se aplica pressão no manômetro, a deformação sofrida

pelo tubo sob a ação dessa pressão gera um movimento que é transmitido ao ponteiro. O ponteiro se desloca, num mostrador graduado, proporcionalmente à pressão de operação aplicada no tubo.

As escalas mais comuns encontradas em manômetro são: kgf/cm 2 ,

bar ou Ibf/pol 2 (psi).

manômetro são: kgf/cm 2 , bar ou Ibf/pol 2 (psi). Existem manômetros carregados com glicerina cuja

Existem manômetros carregados com glicerina cuja função é

amortecer os movimentos mecânicos do instrumento. O amor-

tecimento evita que o manômetro tenha sua vida útil reduzida

devido às vibrações causadas pelas alterações de carga.

reduzida devido às vibrações causadas pelas alterações de carga. COMPETENCIA EM ENSINO PROFISSIONALIZANTE 38/63

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Os termômetros são instrumentos imprescindíveis para a veri- ficação da temperatura do fluido hidráulico. Os mais usados apresentam as mesmas características estudadas nos manômetros, isto é, um mostrador circular graduado onde se movimenta um ponteiro indicador. Com a variação da temperatura, o mercúrio metálico contido dentro de um bulbo se expande ou se contrai, acionando um mecanismo semelhante ao do manômetro tipo tubo de Bourdon, que altera a posição do ponteiro no mostrador.

A maioria dos termômetros encontrados em veículos possui sua

escala graduada em graus Celsius ou Fahrenheit.

possui sua escala graduada em graus Celsius ou Fahrenheit. Os medidores de vazão, conhecidos também como

Os medidores de vazão, conhecidos também como rotâmetros têm a função de medir a quantidade de óleo que flui num determinado trecho do sistema hidráulico. Os rotâmetros são de grande utilidade para medir a eficiência volumétrica de uma bomba ou detectar vazamentos internos no circuito.

O rotâmetro mais usado em sistemas hidráulicos possui um corpo

metálico que se movimenta dentro de um tubo transparente dotado

de uma escala graduada.

O óleo flui pelo tubo e empurra o corpo metálico para uma posição

na escala, proporcional à vazão do fluido.

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A posição adquirida pelo corpo metálico na escala indica qual o

volume de óleo que passa pelo instrumento naquele instante, e pode ser representado em várias unidades.

As unidades de vazão mais usadas são:

• litros por minuto (Ipm),

• galões por minuto (gpm),

• centímetros cúbicos por minuto (cm 3 /min) e

• metros cúbicos por minuto (m 3 /min).

FLUIDOS HIDRÁULICOS

A seleção e o cuidado na escolha do fluido adequado terão efeito

importante no desempenho e na vida útil dos componentes hidráulicos do veículo.

A formulação e aplicação dos fluidos hidráulicos é, por si mesma,

uma ciência cujo estudo ultrapassa a finalidade desta unidade. Aqui, encontramos os fatores básicos envolvidos na escolha de um fluido e sua própria utilidade. Um fluido é definido como qualquer líquido ou gás. Entretanto, o termo fluido, no uso geral em Hidráulica, refere-se ao líquido utilizado como meio de transmitir energia. O fluido tem quatro funções principais em um sistema hidráulico: transmitir energia, lubrificar as peças móveis, vedar as folgas entre essas peças e refrigerar o equipamento. A primeira função do fluido é transportar a energia hidráulica da fonte geradora aos consumidores, isto é, da bomba aos elementos hidráulicos de trabalho.

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Itapetininga - SP- TEL (15) 32731572 www.tcaflorestal.com.br Além de transmitir a energia hidráulica da bomba para

Além de transmitir a energia hidráulica da bomba para os atua- dores, o fluido deve apresentar certo teor lubrificante para reduzir o desgaste dos componentes do circuito, provocado pelo atrito entre as peças móveis. O óleo deve ter, ainda, uma viscosidade adequada para vedar as folgas existentes entre as partes móveis de cada componente hidráulico.

Um óleo muito fino lubrifica bem as partes em movimento, mas devido à baixa viscosidade, flui com facilidade pelas folgas, aumentando o vazamento interno e prejudicando o funcionamento do sistema.

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Em contraposição, um óleo muito espesso não consegue penetrar nas folgas e, portanto, não lubrifica adequadamente os componentes internos do equipamento hidráulico.

os componentes internos do equipamento hidráulico. Outra função importante do fluido é dissipar o calor

Outra função importante do fluido é dissipar o calor gerado no sistema hidráulico.

O mesmo óleo que leva a energia hidráulica da bomba para os atuadores, refrigera os componentes do circuito, trazendo consigo para o reservatório o calor produzido pelo esforço de trabalho.

É circulando pelo tanque, em contato com as paredes do reser- vatório, que o óleo volta a se esfriar, antes de ser succionado novamente pelo sistema.

Os principais fluidos utilizados em sistemas hidráulicos automotivos são os óleos minerais e os fluidos sintéticos.

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Além das funções estudadas até aqui, os fluidos hidráulicos devem

evitar a corrosão dos diferentes materiais empregados no sistema,

prevenirem a oxidação e a ferrugem das peças metálicas,

impedirem a formação de lodo, goma ou verniz no circuito, evitar a

formação de espuma e manter sua viscosidade em diferentes

temperaturas de trabalho.

sua viscosidade em diferentes temperaturas de trabalho. Essas características são conseguidas por meio da

Essas características são conseguidas por meio da utilização de vários tipos de aditivos, empregados na composição do fluido.

O óleo hidráulico deve ser substituído de acordo com as deter-

minações do fabricante do veículo.

Na ocasião da troca, é aconselhável a lavagem do sistema, pois se constatou que um volume de 10% do óleo usado pode reduzir em até 75% a vida útil do óleo novo.

É importante lembrar que, na prática, 85% dos defeitos opera-

cionais em sistemas hidráulicos são causados pelo óleo.

Isto ocorre devido à contaminação do fluido e ao desrespeito às recomendações do fabricante do equipamento.

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Os reservatórios devem ser protegidos contra a penetração de

sujeira, os filtros e respiros devem ser sempre limpos e substituídos quando necessário, o nível do óleo deve ser verificado regularmente

e as trocas do fluido devem respeitar as previsões do fabricante.

TUBULAÇÕES

Tubulação é o termo geral que engloba os vários tipos de tubos e conexões que transportam o fluido hidráulico entre os componentes.

Nos sistemas hidráulicos existem três tipos principais de tubos:

• tubos roscados;

• tubos flangeados ou com anel;

• tubos flexíveis ou mangueiras.

A seleção dos tubos para as redes condutoras, assim como a sua

instalação, é de importância primordial em circuitos hidráulicos.

Por isso deve-se levar em conta o seguinte:

•Tubulação estreita provocará cavitação da bomba, perda de eficiência e superaquecimento do circuito hidráulico.

• Paredes demasiadamente finas estão sujeitas os rompimentos e,

ao contrário, paredes grossas demais aumentam o peso e o custo

da instalação.

•Tubos rígidos em instalações que vibram estão sujeitos a trincas.

• As mangueiras absorvem vibrações e oferecem facilidade de acompanhar os movimentos, mas devem ser devidamente protegidas.

O tubo roscado é mais barato. Entretanto, os tubos flangeados e as

mangueiras são mais convenientes, para se conectarem, bem como facilitam a manutenção corretiva. Objetivando baratear o custo da tubulação, os tubos de plástico vêm sendo gradativamente aplicados. As linhas hidráulicas são compostas, na grande maioria, de tubos

de precisão, sem costura e estirados a frio.

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Itapetininga - SP- TEL (15) 32731572 www.tcaflorestal.com.br Para efetuar-se as curvas desejadas, deve-se utilizar

Para efetuar-se as curvas desejadas, deve-se utilizar dispositivos apropriados de dobragem. Todos os tubos dobrados a quente ou soldados devem, incon- dicionalmente, ser submetidos a uma decapagem posterior. As mangueiras são utilizadas para acompanhares movimentos de alguns componentes hidráulicos, tais como cilindros basculantes, cabeçotes móveis e direções hidráulicas integradas. As mangueiras também são empregadas quando a instalação da tubulação apresenta dificuldades quanto ao espaço de montagem ou quando houver necessidade de absorver vibrações, oscilações de pressão e ruídos em sistemas hidráulicos.

oscilações de pressão e ruídos em sistemas hidráulicos. Ao se instalar uma rede de tubulação, é
oscilações de pressão e ruídos em sistemas hidráulicos. Ao se instalar uma rede de tubulação, é

Ao se instalar uma rede de tubulação, é fundamental que se respeitem as seções transversais requeridas e as pressões má- ximas previstas, a fim de garantir o funcionamento e a segurança do sistema hidráulico. Isso implica na escolha correia da tubulação, devendo corresponder aos valores calculados no projeto da instalação.

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Sem considerar-se o custo, é preferível usar tubos flangeados em vez de roscados devido a uma melhor vedação, além da conveniência de serem reaproveitáveis e de manutenção mais rápida.

As mangueiras não precisam ser limitadas às aplicações móveis, podendo ser convenientemente usadas em linhas curtas e têm capacidade de amortecer choques hidráulicos. As conexões hidráulicas devem ser de aço. Tubos e conexões galvanizados devem ser evitados porque o zinco pode reagir com certos aditivos do óleo. Tubulações de cobre também devem ser evitadas porque o cobre diminui a vida do óleo. O pórtico da entrada da bomba é, normalmente, maior que o da saída para acomodar uma linha de bitola maior. Será de boa prática manter esta bitola na linha inteira de sucção e tão curta quanto for possível. As curvas devem ser evitadas e a quantidade de conexões deve ser mantida no mínimo.

Como há sempre um vácuo na entrada de uma bomba, as cone- xões na linha de entrada têm que ser apertadas de modo a não permitir a entrada de ar no sistema. Nas linhas de retorno, as restrições são responsáveis pela contrapressão, resultando em energia desperdiçada. Devem se usar bitolas adequadas para assegurar velocidade baixa. Aqui também devem se evitar curvas e muitas conexões.

Linhas de retorno mal vedadas também podem admitir ar no sistema pela aspiração causada pelo refluxo do óleo, nos casos em que a carga tende a movimentar o atuador com uma velocidade maior que a capacidade de vazão da bomba. Essas linhas têm que ser apertadas e devem terminar abaixo do nível do óleo para que não haja aeração e turbulência. As linhas entre os atuadores e válvulas de controle de fluxo devem ser curtas e rígidas para um controle de fluxo preciso.

As mangueiras devem ser instaladas de modo que não se torçam durante a operação. Deve-se permitir uma folga para o movimento livre e para a absorção dos picos de pressão.

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Mangueiras muito longas e com possibilidades de sofrer torções devem ser evitadas. Pode tornar-se necessário usar braçadeiras para evitar que a mangueira se enrosque ou se embarace com peças móveis. Mangueira sujeita aos atritos com qualquer outra peça deve ser protegida.

Ao se instalarem os diversos tipos de tubos e conexões em um sistema hidráulico, é absolutamente necessário que estes estejam limpos, livres de carepas e de outros materiais estranhos. Para alcançar esse objetivo, algumas regras básicas devem ser obedecidas, pois um sistema contaminado é fonte certa de inúmeros problemas.

Assim, deve-se observar:

• Após o corte, as bordas dos tubos devem ser escareadas, para se eliminarem as rebarbas.

• As peças devem ser então, decapadas numa solução adequada até a remoção total de carepas e ferrugem.

• Antes de serem usados, os tubos e conexões devem ser lavados com uma solução desengraxante recomendável.

• Para instalações que requeiram conexões flangeadas, os tubos

não devem ser soldados após a montagem pois torna-se impossível fazer-se uma limpeza adequada no sistema. Os tubos devem ser

dobrados e ajustados com precisão para evitar forçá-los no momento da montagem.

• Quando se usam conexões flangeadas, deve-se ter o cuidado de montar os flanges em esquadro com as faces de montagem e prendê-los com parafusos de comprimentos adequados. Os parafusos devem ser apertados de modo uniforme, evitando-se distorções.

• Deve-se sempre estar seguro de que todas as aberturas do

sistema hidráulico estejam protegidas, a fim de impedir a entrada de sujeira, quando houver trabalhos de manutenção do veículo.

• Usando conexões roscadas, o sistema deve ser inspecionado para evitar-se que as rebarbas das roscas contaminem o sistema.

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• Antes de introduzir o óleo no reservatório, certifique-se de que seja

o óleo especificado e esteja limpo. Não use filtros de tecidos e óleos estocados em recipientes contaminados.

• Use uma peneira de malha 120 ao colocar o óleo no reservatório.

Opere por certo período de tempo o sistema. Acrescente mais fluido

se for necessário.

A vedação dos tubos roscados é feita por meio da adaptação entre

as roscas das conexões macho e fêmea quando apertadas.

Deve-se ter o cuidado de colocar um vedante lubrificante, no momento do rosqueamento das peças.

A fita de teflon pode ser aplicada a partir do segundo filete da rosca,

a fim de evitar que possíveis sobras da fita venham prejudicar o funcionamento do sistema.

Fios de estopa e cânhamo não devem ser utilizados como vedadores em roscas de tubos. Os tubos roscados são designados pelo seu diâmetro interno.

de tubos. Os tubos roscados são designados pelo seu diâmetro interno. COMPETENCIA EM ENSINO PROFISSIONALIZANTE 48/63

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Os tubos de aço sem costura, por sua vez, oferecem a vantagem de poder ser montados e desmontados frequentemente, sem apresentarem problemas de vedação. Isso ocorre porque os tubos de aço sem costura são conectados por meio de anéis de compressão ou por meio de flanges bise-lados nas extremidades dos tubos. Os tubos de aço sem costura são designados pelo seu diâmetro externo.

tubos de aço sem costura são designados pelo seu diâmetro externo. COMPETENCIA EM ENSINO PROFISSIONALIZANTE 49/63
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As mangueiras hidráulicas apresentam, normalmente, uma camada interna de borracha sintética compatível com o fluido utilizado no sistema, uma camada intermediária de fios

de aço trançados cuja função é aumentara resistência à altas pressões, e uma camada externa de borracha comum cuja finalidade é proteger a trama de aço.

borracha comum cuja finalidade é proteger a trama de aço. Assim como os tubos roscados, as

Assim como os tubos roscados, as mangueiras são designadas pelo seu diâmetro interno.

Na utilização de mangueiras flexíveis alguns cuidados devem ser observados, tais como: evitar flexões excessivas, dobras violentas, estiramento, torção e contato com arestas cortantes e lugares extremamente quentes.

Os terminais de conexões podem ser montados pelo próprio usuário, lembrando que cada tipo de mangueira exige um terminal compatível com suas dimensões.

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Dependendo da pressão de operação do sistema hidráulico, as

mangueiras podem apresentar duas ou mais tramas de aço ou

náilon nas camadas intermediárias.

mais tramas de aço ou náilon nas camadas intermediárias. (AULA 7) ELEMENTOS DE VEDAÇÃO A maioria

(AULA 7)

ELEMENTOS DE VEDAÇÃO

A maioria dos componentes hidráulicos é construída com uma

tolerância que permite certa quantidade de vazamento interno. As peças móveis naturalmente têm que ser lubrificadas e as

passagens são construídas para esse fim.

Alguns controles têm passagens de vazamento interno para evitar o desequilíbrio hidráulico de carretéis de válvulas.

O vazamento interno não significa perda do fluido. Este volta ao

reservatório através de um dreno externo ou pela passagem interna

do

componente.

O

aumento de vazamento ocorre quando há desgaste do com-

ponente e a folga entre as peças aumenta. Este aumento de vazamento reduz a eficiência do sistema, diminuindo a velocidade de trabalho e gerando calor. Se a passagem interna do vazamento for suficientemente grande, toda a vazão da bomba pode passar através dela e o equipamento deixa de funcionar.

O vazamento externo, por sua vez, é anti econômico porque

raramente se reaproveita o óleo.

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Além disso, o vazamento externo é indesejável, pois pode provocar sérios acidentes. Os vazamentos são causados, geralmente, por vibrações ou choques nas tubulações, pressão excessiva de trabalho e desgaste prematuro dos elementos de vedação, devido à contaminação do fluido hidráulico.

As três considerações gerais para se evitar um vazamento são:

• fazer uma instalação apropriada, protegendo o equipamento de

choques externos;

• controlar a pressão de operação e a temperatura de trabalho do

sistema;

• controlar a filtragem, a reposição e a substituição do óleo, de acordo com as determinações do fabricante do equipamento.

A maioria dos vazamentos externos é evitada com o emprego

correto dos elementos de vedação.

O tipo de fluido utilizado no sistema e a pressão de operação do

equipamento são os principais fatores determinantes dos materiais

a ser aplicados na construção dos elementos de vedação.

A maioria dos elementos de vedação é construída com borracha

sintética, que é compatível com o óleo e pode ser fabricada com

várias composições, conforme as condições de operação. A maioria dos elementos de vedação utilizados em equipamentos hidráulicos

é feita de:

• buna N (nitrile);

• silicone;

• neoprene;

• teflon ou butil.

O elastômero buna N (ou nitrile) é o material de vedação mais

usado em sistemas hidráulicos modernos.

É resistente, tem desgaste moderado e é econômico. Há muitas

composições compatíveis com o óleo mineral derivado de petróleo.

A maioria se molda facilmente em qualquer forma, A buna N trabalha com uma faixa de temperatura razoavelmente larga, mantendo sua qualidade de vedação de -40°C a 100°C.

Não se deforma em temperaturas relativamente altas quando em contato com a maioria dos óleos à base de petróleo. Pode deformar-se (inchar), entretanto, em contato com alguns fluidos sintéticos.

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O silicone é um material elástico (elastômero),com uma faixa de

temperatura maior que a buna N. É, portanto, um material popular

para vedar eixos rotativos e para ser usado como retentor elástico em sistemas onde há altas variações de frio a calor. Mantém sua forma e a capacidade de vedar de -50°C a 260°C.

A altas temperaturas, o silicone tende a absorver óleo e se incha.

Isto, entretanto, não é desvantagem em aplicações estáticas. Não é usado para retentores alternativos, porque se rasga com muita facilidade.

Retentores de silicone são compatíveis com a maioria dos fluidos, sendo mais usados àqueles compatíveis com fluidos resistentes ao fogo do que com fluidos à base de petróleo.

O neoprene é um dos materiais elásticos mais antigos utilizados

para vedação nos sistemas hidráulicos.

resistente, porém de uso limitado a sistemas que usam fluidos de

petróleo a baixas temperaturas. Acima de 70°C não convém usar o neoprene, pois este tem a tendência de se vulcanizar. Vários materiais de vedação são sintetizados pela combinação de flúor com um elastômero ou plástico.

É

Entre estes podemos citar kel-F, viton A e teflon.

O náilon é outro material sintético com propriedades semelhantes.

É frequentemente combinado com elastômeros para torná-los mais

resistentes. Ambos, náilon e teflon, são usados como anéis de encosto, bem como para vedação. O teflon está sendo usado, na forma de fita, para a vedação de juntas de tubos roscados. Todos estes materiais têm resistência excepcional à alta tempe- ratura (até 260°C) e são compatíveis com a maioria dos fluidos. Os retentores de couro sobreviveram a revolução da vedação com borracha sintética (elastômero) só porque são baratos e muito

resistentes. Muitos retentores tipo copo, de lábios e gaxetas de compressão, de couro, são impregnados com um elastômero para melhorar a capacidade de vedar.

A desvantagem do couro é sua tendência a produzir ruído quando

seco e ter uma faixa limitada de resistência a altas temperaturas.

Poucos retentores de couro agüentam operar acima de 74°C, temperatura insuficiente para a maioria dos sistemas hidráulicos.

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O limite absoluto de temperatura de operação para o couro fica ao redor de 93°C. Entretanto, o couro funciona bem a temperaturas entre 0°C e 50°C. Provavelmente, o retentor mais comum, usado em equipamento hidráulico moderno, é o anel de borracha tipo O, como mostram as figuras a seguir.

ANEL “O”

O anel do tipo O é de borracha sintética moldada e tem secção

transversal circular.

é de borracha sintética moldada e tem secção transversal circular. COMPETENCIA EM ENSINO PROFISSIONALIZANTE 54/63
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O anel de borracha é instalado num encaixe circular usinado numa

das peças. Na instalação, este anel é comprimido em ambos os diâmetros, tanto interno quanto externo.

Entretanto, é um retentor atuado tanto por pressão quanto por compressão.

A pressão força o anel contra um lado do encaixe e para fora em

ambos os diâmetros. Assim, a vedação é positiva contra duas superfícies circulares e uma superfície plana.

O acréscimo de pressão significa maior força contra as superfícies

de vedação, permitindo reter pressões extremamente altas. Os anéis tipo toroidal são usados principalmente em aplicações

estáticas.

O anel tipo T, como se vê na figura a seguir é utilizado principal-

mente para vedar os êmbolos dos cilindros, hastes e outras partes que se movimentam alternadamente. É feito de borracha sintética moldada na forma de um T e é apoiado

por anéis de encosto nos dois lados.

O ponto de vedação é arredondado e a vedação é semelhante à do

anel de borracha tipo toroidal.

Obviamente, este retentor não terá a tendência de rolar como o anel tipo toroidal.

retentor não terá a tendência de rolar como o anel tipo toroidal. COMPETENCIA EM ENSINO PROFISSIONALIZANTE

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RETENTOR LABIAL O retentor labial é um vedador dinâmico, de baixa pressão, usado principalmente para vedar eixos rotativos. Um retentor típico de lábio consta de um suporte metálico estampado e um elemento de vedação de borracha sintética ou couro, formando um lábio que é encaixado no eixo. Frequentemente, usa-se uma mola para manter o lábio em contato com o eixo, como se observa na figura a seguir. Os retentores labiais são do tipo positivo. A vedação, até certo ponto, é ajudada pela pressão.

A pressão, agindo no lábio (ou no vácuo atrás dele), produz maior

aderência deste contra o eixo, produzindo a vedação adequada.

deste contra o eixo, produzindo a vedação adequada. A alta pressão não pode ser retida porque

A alta pressão não pode ser retida porque o lábio não tem apoio.

Em certas aplicações, a câmara que está sendo vedada altera sua condição de pressão com a de vácuo.

Retentores com dois lábios opostos são disponíveis para essas aplicações, para impedir a entrada de ar ou sujeira, bem como para reter o óleo.

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RETENTOR TIPO COPO

Os retentores tipo copo são retentores positivos utilizados em muitos êmbolos de cilindros.

São atuados pela pressão em ambas as direções e a vedação é efetuada forçando-se o lábio do copo contra a camisa do cilindro.

Este tipo de retentor é apoiado e suporta altas pressões.

Os retentores tipo copo devem se^r bem apertados e ajustados no lugar.

O êmbolo do cilindro é, na realidade, nada mais que uma placa circular, onde são fixados os retentores tipo copo.

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ANÉIS DE SEGMENTO Os anéis de segmento são fabricados de ferro fundido ou aço, são altamente polidos e às vezes cromados. Oferecem menor atrito ao movimento que o couro ou os retentores sintéticos. São frequentemente utilizados nos êmbolos de cilindros. A vedação se torna eficiente quando dois ou mais anéis de segmento são colocados lado a lado pois um único anel permite vazamento pelo seu rasgo de montagem. Os anéis de segmento são capazes de suportar altas pressões.

Os anéis de segmento são capazes de suportar altas pressões. COMPETENCIA EM ENSINO PROFISSIONALIZANTE 58/63

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O retentor faceado, também conhecido como selo mecânico, é

usado em situações nas quais se necessita uma vedação para alta pressão ao redor de um eixo rotativo.

A vedação se efetua pelo contato permanente entre duas super-

fícies planas bem lisas, frequentemente de carbono e aço. Um vedador é colocado no corpo da unidade e o outro no eixo que gira contra o primeiro membro estacionário.Uma das duas peças

geralmente tem uma mola para melhorar o contato inicial e absorver

o desgaste.A pressão aumenta a força de contato melhorando a vedação.

A multiplicidade de peças e a precisão de usinagem nas faces

vedadoras tornam este tipo de retentor bem dispendioso

faces vedadoras tornam este tipo de retentor bem dispendioso GAXETAS DE COMPRESSÃO As gaxetas de compressão

GAXETAS DE COMPRESSÃO

As gaxetas de compressão foram um dos primeiros dispositivos de

vedação utilizados em sistemas hidráulicos e são usadas em aplicações tanto estáticas quanto dinâmicas. Em aplicações estáticas, as gaxetas estão sendo substituídas pêlos anéis de borracha tipo toroidal ou então retentores torneados. As gaxetas são comprimidas apertando seu anel flangeado. Um ajuste muito precisa é crítico, porque o aperto excessivo acelerará o desgaste. Em certas aplicações a gaxeta é suportada Por uma mola para manter a força correta e diminuir o desgaste. A maioria das gaxetas em uso, atualmente são moldadas em forma

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de U ou V, e gaxetas múltiplas são usadas para tornar a vedação mais efetiva.

múltiplas são usadas para tornar a vedação mais efetiva. ANÉIS DE ENCOSTO (ANTI-EXTRUSÃO) Em pressões elevadas,

ANÉIS DE ENCOSTO (ANTI-EXTRUSÃO) Em pressões elevadas, o anel de borracha tipo toroidal tende a ser extrudado entre as folgas das peças que se acoplam. Numa aplicação estática, isto não seria tão grave. Porém, a extrusão pode causar danos acelerados numa aplicação dinâmica. Isto pode ser superado instalando-se um anel de encosto rígido no encaixe do anel de borracha tipo toroidal no lado oposto da pressão. Utilizam-se anéis de encosto em ambos os lados do anel quando a pressão atua, alternadamente, nos dois lados do retentor.

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Itapetininga - SP- TEL (15) 32731572 www.tcaflorestal.com.br (AULA 8) BOMBAS DE ENGRENAGENS As bombas de engrenagens
Itapetininga - SP- TEL (15) 32731572 www.tcaflorestal.com.br (AULA 8) BOMBAS DE ENGRENAGENS As bombas de engrenagens

(AULA 8)

BOMBAS DE ENGRENAGENS

As bombas de engrenagens contêm rodas dentadas, sendo uma motriz, acionada pelo eixo, a qual impulsiona a outra, existindo folgas axial e radial vedadas pela própria viscosidade do óleo. No decorrer do movimento rotativo, os vãos entre os dentes são liberados à medida que os dentes se desengrenam. O fluido proveniente do reservatório chega a esses vãos e é conduzido do lado da sucção para o lado da pressão. No lado da pressão, os dentes tornam a se engrenar e o fluido é expulso dos vãos dos dentes; as engrenagens impedem o refluxo do óleo para a câmara de sucção.

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EXERCICIOS

REVISÃO

DUVIDAS

CONGRATULAÇÕES A TODOS Neste momento voces treinandos passaram pelos elementos basico curso. AGORA INCIAMOS UMA NOVA ETAPA

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