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CURSO ON-LINE ñ DIREITO CONSTITUCIONAL ñ ANALISTA DO BANCO CENTRAL PROFESSOR: ROBERTO TRONCOSO

Aula Extra

8. FinanÁas P˙blicas: normas gerais

I. FINAN«AS P⁄BLICAS ---------------------------------------------------------------------------------------------- 2

II. QUEST’ES DA AULA -----------------------------------------------------------------------------------------------39

III. GABARITO -----------------------------------------------------------------------------------------------------------------47

IV. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA ------------------------------------------------------------------------------48

Ol· futuros Analistas do Banco Central!

Prontos para o SEU sal·rio de R$ 12.960,77 e para ocupar um dos melhores cargos da AdministraÁ„o P˙blica Federal?

Estamos chegando ao nosso ˙ltimo encontro! Espero que o curso tenha alcanÁado as expectativas de todos, e fico aguardando notÌcias com os resultados positivos, que certamente est„o por vir!

Por favor, preencham o question·rio de avaliaÁ„o do curso. Somente assim, com as suas opiniıes e sugestıes, poderemos melhorar cada vez mais!

Caso tenham alguma d˙vida, mandem-na para o fÛrum ou para o email robertoconstitucional@gmail.com.

Estarei sempre ‡ disposiÁ„o de vocÍs!

Vamos ent„o ‡ nossa ˙ltima aula!

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I. FINAN«AS P⁄BLICAS

Meu caro Analista do Banco Central, a parte relativa ‡s finanÁas p˙blicas est· nos arts. 163 a 169 da ConstituiÁ„o e se divide em duas partes: normas gerais e orÁamentos. O seu edital pede, especificamente, somente a parte relativa ‡s normas gerais. Mas, por seguranÁa, vamos ver tambÈm a de orÁamentos, uma vez que n„o È incomum as bancas cobrarem tudo, mesmo pedindo somente as normas gerais.

Como dito, esse conte˙do È estudado com bastante profundidade em AFO (AdministraÁ„o Financeira e OrÁament·ria). Assim, nessa aula, nÛs ficaremos restritos ‡ parte constitucional, combinado?

1) NORMAS GERAIS

Emiss„o de moeda: È competÍncia da Uni„o e deve ser feita exclusivamente pelo Banco Central.

Banco Central:

o

N„o pode conceder, direta ou indiretamente, emprÈstimos ao Tesouro Nacional e a qualquer Ûrg„o ou entidade que n„o seja instituiÁ„o financeira.

o

Pode comprar e vender tÌtulos de emiss„o do Tesouro Nacional, com o objetivo de regular a oferta de moeda e a taxa de juros.

Disponibilidades de caixa: em breves palavras, a disponibilidade de caixa È o dinheiro em m„os ou em conta banc·ria de algum ente federativo (Uni„o, estados, DF e municÌpios). Assim, a CF determina que as disponibilidades de caixa n„o podem ser depositadas em qualquer lugar (o Estado n„o pode guardar seu dinheiro em qualquer lugar), devendo obedecer ao seguinte:

o

Uni„o: ser„o depositadas no BACEN.

o

Estados, DF e municÌpios + Ûrg„os ou entidades do Poder P˙blico e das empresas por ele controladas: ser„o depositadas em instituiÁıes financeiras OFICIAIS, ressalvados os casos previstos em lei.

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Lei complementar dispor· sobre:

I - finanÁas p˙blicas;

- externa - interna, incluÌda a das autarquias, fundaÁıes e demais entidades controladas pelo Poder P˙blico;

III - concess„o de garantias pelas entidades p˙blicas;

IV - emiss„o e resgate de tÌtulos da dÌvida p˙blica;

V - fiscalizaÁ„o financeira da administraÁ„o p˙blica direta e indireta;

VI - operaÁıes de c‚mbio realizadas por Ûrg„os e entidades da Uni„o, dos Estados, do

Distrito Federal e dos MunicÌpios; VII - compatibilizaÁ„o das funÁıes das instituiÁıes oficiais de crÈdito da Uni„o, resguardadas as caracterÌsticas e condiÁıes operacionais plenas das voltadas ao desenvolvimento regional.

II - dÌvida p˙blica

voltadas ao desenvolvimento regional. II - dÌvida p˙blica Esquematizando: Emiss„o de moeda - CompetÍncia da

Esquematizando:

Emiss„o de moeda

- CompetÍncia da Uni„o - Exclusivamente pelo BACEN

- CompetÍncia da Uni„o - Exclusivamente pelo BACEN

BACEN - N„o pode conceder, direta ou indiretamente, emprÈstimos ao Tesouro Nacional e a qualquer

BACEN - N„o pode conceder, direta ou indiretamente, emprÈstimos ao Tesouro Nacional e a qualquer Ûrg„o ou entidade que n„o seja instituiÁ„o financeira. - PODER£ comprar e vender tÌtulos de emiss„o do Tesouro Nacional, com o objetivo de regular a oferta de moeda e a taxa de juros

Disponibilidades de caixa

Disponibilidades de caixa - Uni„o: ser„o depositadas no BACEN; - E, DF e Mun + Ûrg„os

- Uni„o: ser„o depositadas no BACEN; - E, DF e Mun + Ûrg„os ou entidades do Poder P˙blico e das empresas por ele controladas: ser„o depositadas em instituiÁıes financeiras OFICIAIS, - Ressalvados os casos previstos em lei.

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2) OR«AMENTOS

A segunda parte do capÌtulo relativo ‡s finanÁas p˙blicas se refere aos orÁamentos e È importantÌssima. Meus caros Analistas do Banco Central, sempre que o governo quer realizar algum gasto, comprar algum bem,

sempre que se quiser gastar dinheiro

p˙blico, a regra È que esse gasto deve estar planejado e autorizado. Pois bem, o orÁamento È justamente esse planejamento de gastos que o governo deve fazer.

contratar algum serviÁo etc

enfim,

Memorize isso:

As regras que tratam sobre o orÁamento s„o estabelecidas por meio de LEI (em alguns casos, poder· ser por Medida ProvisÛria, mas veremos mais a frente. Fique tranquilo).

Essa lei È sempre de iniciativa privativa do Poder Executivo, ou seja, somente o chefe do Poder Executivo pode iniciar a tramitaÁ„o das leis sobre orÁamento.

Mas Roberto, as leis orÁament·rias possuem o planejamento de gastos de todos os trÍs poderes? R: SIM!

Mas ent„o porque somente o executivo inicia a lei? R: Cada poder elabora a sua proposta orÁament·ria e a manda para o Poder Executivo. Este poder consolida tudo em um sÛ projeto de lei e o manda para o Legislativo. Por isso È sÛ o Executivo quem deve iniciar a tramitaÁ„o do projeto de lei orÁament·ria.

Existem quatro tipos de leis que tratam sobre orÁamentos e iremos estudar cada uma delas a partir de agora:

Plano Plurianual

Lei de Diretrizes OrÁament·rias

Lei OrÁament·ria Anual

CrÈditos Adicionais

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PLANO PLURIANUAL (PPA)

O PPA est· previsto no art. 165, ß1 da CF e È um instrumento de planejamento estratÈgico da AdministraÁ„o P˙blica. Ele È feito por lei e faz um planejamento de mÈdio prazo.

A ConstituiÁ„o diz que o PPA deve estabelecer, de forma regionalizada, as diretrizes, objetivos e metas da administraÁ„o p˙blica federal para as despesas de capital e outras delas decorrentes e para as relativas aos programas de duraÁ„o continuada.

Vamos mais devagar?

de forma regionalizada: o Plano Plurianual deve se preocupar com as especificidades e caracterÌsticas de cada regi„o do paÌs.

diretrizes, objetivos e metas da administraÁ„o p˙blica federal: o PPA determina: Quais s„o os planos? Quais os objetivos do governo? Quais as metas queremos atingir nos prÛximos anos?

para as despesas de capital e outras delas decorrentes: despesas de capital s„o gastos do governo que, de alguma forma, aumentam seu patrimÙnio. Exemplo: investimentos, construÁ„o de hospitais, escolas, aquisiÁ„o de imÛveis etc.

programas de duraÁ„o continuada: s„o programas que geram gastos que n„o se interrompem no tempo (o tempo passa e eu continuo gastando).

AlÈm disso, nenhum investimento cuja execuÁ„o ultrapasse um exercÌcio financeiro poder· ser iniciado sem prÈvia inclus„o no plano plurianual, ou sem lei que autorize a inclus„o, sob pena de crime de responsabilidade.

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Processo legislativo do PPA:

Processo legislativo È o procedimento de fabricaÁ„o de uma lei. Assim, vamos ver como funciona o passo-a-passo para fabricaÁ„o do PPA:

Iniciativa: somente o chefe do Poder Executivo pode iniciar a lei do PPA.

Encaminhamento: o Chefe do Executivo encaminha ao Legislativo atÈ 4 meses antes do encerramento do PRIMEIRO exercÌcio financeiro do seu mandato (31/08 do primeiro ano de mandato).

DevoluÁ„o do PPA: O Legislativo devolve ao Chefe do Poder Executivo, para sanÁ„o ou veto atÈ o encerramento da sess„o legislativa (ADCT, art. 35, ß 2 , I).

VigÍncia: o PPA tem duraÁ„o de 4 anos e vale atÈ o final do primeiro exercÌcio financeiro do mandato presidencial subsequente.

Dessa forma, perceba que o PPA vale do segundo ano do atual mandato atÈ o fim do primeiro ano do prÛximo mandato.

Vamos desenhar isso para ficar mais claro:

VigÍncia do PPA 31/08 ñ PR envia o projeto do PPA Fim da sess„o leg
VigÍncia do PPA
31/08 ñ PR envia
o projeto do PPA
Fim da sess„o leg ñ
o CN devolve o
Projeto do PPA para
sanÁ„o/veto do PR
2 ano
3 ano
4 ano
1 ano do prÛximo
mandato
1 ano de mandato

Esquematizando:

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- CaracterÌsticas - Instrumento de planejamento estratÈgico da AdministraÁ„o P˙blica - Planejamento de mÈdio
- CaracterÌsticas
- Instrumento de planejamento estratÈgico da AdministraÁ„o P˙blica
- Planejamento de mÈdio prazo
- Feito por Lei
- CF. art. 165, ß1
- Estabelecer·
- De forma regionalizada
- Diretrizes, objetivos e metas da adm pub federal para:
- Despesas de capital e outras delas decorrentes
- Despesas de programas de duraÁ„o continuada
- Nenhum investimento cuja execuÁ„o ultrapasse um exercÌcio financeiro
poder· ser iniciado sem prÈvia inclus„o no plano plurianual, ou sem lei
que autorize a inclus„o, sob pena de crime de responsabilidade.
i. Iniciativa
- Privativa do Chefe do Poder Executivo
- art. 84, XXIII
ii. Encaminhamento
- Chefe do Exec. encaminha ao Leg.
- AtÈ 4 meses antes do encerramento do
PRIMEIRO exercÌcio financeiro do
mandato (31/08)
- Processo Legislativo
iii. DevoluÁ„o do PPA
- O Legislativo devolve ao Chefe do
Poder Executivo, para sanÁ„o ou veto
- AtÈ o encerramento da sess„o legislativa
- ADCT, art. 35, ß 2 , I
iv. VigÍncia: atÈ o final do primeiro exercÌcio financeiro do
mandato presidencial subsequente
PLANO PLURIANUAL (PPA)

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LEI DE DIRETRIZES OR«AMENT£RIAS (LDO)

A Lei de Diretrizes OrÁament·rias È um instrumento de planejamento da AdministraÁ„o P˙blica e, assim como o PPA, È feito por LEI (CF. art. 165, ß2 ). A LDO deve sempre ser compatÌvel com o PPA (o planejamento de curto prazo deve estar de acordo com o planejamento de mÈdio/longo prazo!)

Segundo a CF, a LDO compreender· as metas e prioridades da administraÁ„o p˙blica federal, incluindo as despesas de capital para o exercÌcio financeiro subsequente, orientar· a elaboraÁ„o da lei orÁament·ria anual, dispor· sobre as alteraÁıes na legislaÁ„o tribut·ria e estabelecer· a polÌtica de aplicaÁ„o das agÍncias financeiras oficiais de fomento.

T·. VocÍ j· sabe que nÛs vamos devagar

metas e prioridades da administraÁ„o p˙blica federal: quais s„o as metas a serem alcanÁadas no prÛximo ano e quais os pontos mais importantes/priorit·rios?

incluindo as despesas de capital para o exercÌcio financeiro subsequente: lembra das despesas de capital explicadas no PPA? Olha elas aqui de novo!

orientar· a elaboraÁ„o da lei orÁament·ria anual

dispor· sobre as alteraÁıes na legislaÁ„o tribut·ria: (legislaÁ„o tribut·ria s„o as normas que versam sobre os impostos, taxas, etc)

estabelecer· a polÌtica de aplicaÁ„o das agÍncias financeiras oficiais de fomento: Fomentar È promover o desenvolvimento, o

progresso de alguÈm; estimular; facilitar

estabelecer como os Ûrg„os do governo que promovem o fomento devem atuar.

LDO dever·

assim, a

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Processo legislativo da LDO:

Iniciativa: somente o chefe do Poder Executivo pode iniciar a LDO.

Encaminhamento: o Chefe do Executivo encaminha ao Legislativo atÈ 8,5 meses antes do encerramento do exercÌcio financeiro (15/04).

DevoluÁ„o da LDO: O Legislativo devolve ao Chefe do Poder Executivo, para sanÁ„o ou veto atÈ o encerramento do 1 PERÕODO da sess„o legislativa (17/07) (ADCT, art. 35, ß 2 , II).

IMPORTANTE: A sess„o legislativa n„o ser· interrompida sem a aprovaÁ„o da LDO (art. 57, ß 2 ), ou seja, os parlamentares n„o entrar„o de recesso enquanto n„o aprovarem a Lei de Diretrizes OrÁament·rias.

Esquematizando:

- CaracterÌsticas - Instrumento de planejamento da AdministraÁ„o P˙blica - Feito por Lei - Deve
- CaracterÌsticas
- Instrumento de planejamento da AdministraÁ„o P˙blica
- Feito por Lei
- Deve ser compatÌvel com o PPA
- CF. art. 165, ß2
- Compreender·
i. Metas e prioridades da adm p˙blica federal
ii. Despesas de capital para o exercÌcio financeiro
subsequente
iii. OrientaÁ„o para elaboraÁ„o da LOA
iv. AlteraÁıes na legislaÁ„o tribut·ria
v. PolÌtica de aplicaÁ„o das agÍncias financeiras
oficiais de fomento
i. Iniciativa
- Privativa do Chefe do Poder Executivo
- art. 84, XXIII
- Processo Legislativo
iii. Encaminhamento
- Chefe do Exec. encaminha ao Leg.
- AtÈ 8,5 meses antes do encerramento do
exercÌcio financeiro (15/04)
iv. DevoluÁ„o da LDO - O Legislativo devolve ao Chefe do
Poder Executivo, para sanÁ„o ou veto
- AtÈ o encerramento do 1 PERÕODO
da sess„o legislativa (17/07)
- ADCT, art. 35, ß 2 , II
LEI DE DIRETRIZES
OR«AMENT£RIAS (LDO)

- A sess„o legislativa n„o ser· interrompida sem a aprovaÁ„o da LDO (art. 57, ß 2 ) (art. 57, ß 2 )

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LEI OR«AMENT£RIA ANUAL (LOA)

A Lei OrÁament·ria Anual È o instrumento de planejamento operacional da AdministraÁ„o P˙blica e realiza um planejamento de curto prazo. Ela tambÈm deve ser feita por Lei e deve ser compatÌvel com o PPA e a LDO.

A LOA trata de dois temas: arrecadaÁ„o de receitas e fixaÁ„o de despesas (para o exercÌcio financeiro subsequente). AlÈm disso, a lei orÁament·ria anual compreender·:

I - o orÁamento fiscal referente aos Poderes da Uni„o, seus fundos, Ûrg„os e entidades da administraÁ„o direta e indireta, inclusive fundaÁıes instituÌdas e mantidas pelo Poder P˙blico;

II - o orÁamento de investimento das empresas em que a Uni„o, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto;

III - o orÁamento da seguridade social, abrangendo todas as entidades e Ûrg„os a ela vinculados, da administraÁ„o direta ou indireta, bem como os fundos e fundaÁıes instituÌdos e mantidos pelo Poder P˙blico.

Lembre-se de que a seguridade social compreende a sa˙de, a previdÍncia e a assistÍncia social.

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VedaÁ„o

A CF88 estabelece que a Lei OrÁament·ria Anual n„o poder· conter dispositivo estranho ‡ previs„o da receita e ‡ fixaÁ„o da despesa, n„o se incluindo na proibiÁ„o a autorizaÁ„o para abertura de crÈditos suplementares e contrataÁ„o de operaÁıes de crÈdito, ainda que por antecipaÁ„o de receita, nos termos da lei.

Vamos escrever isso de uma forma mais amig·vel?

A LOA pode conter:

Previs„o de receita

FixaÁ„o de despesa

AutorizaÁ„o para abertura de crÈditos suplementares

ContrataÁ„o de operaÁıes de crÈdito, inclusive referente ‡ antecipaÁ„o de receita (ARO)

Processo legislativo da LOA

Iniciativa: somente o chefe do Poder Executivo pode iniciar a LOA.

Encaminhamento: o Chefe do Executivo encaminha ao Legislativo atÈ 4 meses antes do encerramento do exercÌcio financeiro (31/08).

DevoluÁ„o da LOA: O Legislativo devolve ao Chefe do Poder Executivo, para sanÁ„o ou veto atÈ o encerramento da sess„o legislativa (22/12) (ADCT, art. 35, ß 2 , II).

Esquematizando:

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LEI DE OR«AMENTO ANUAL (LOA)

- CaracterÌsticas

- Instrumento de planejamento operacional da AdministraÁ„o P˙blica

- Planejamento de curto prazo

- Feito por Lei

- Deve ser compatÌvel com o PPA e a LDO - CF. art. 165, ß2

Deve ser compatÌvel com o PPA e a LDO - CF. art. 165, ß2 - arrecadaÁ„o

- arrecadaÁ„o de receitas - FixaÁ„o de despesas

ß2 - arrecadaÁ„o de receitas - FixaÁ„o de despesas para o exercÌcio financeiro subsequente - Trata

para o exercÌcio financeiro subsequente

- Trata de

- LOA compreende

- Poderes da Uni„o - Fundos, Ûrg„os e entidades da adm direta e indireta - FundaÁıes instituÌdas e mantidas pelo Poder P˙blicofinanceiro subsequente - Trata de - LOA compreende ii. OrÁamento de investimento: Abrange empresas que a

ii. OrÁamento de investimento: Abrange empresas que a Uni„o

detenha, direta ou indiretamente, maioria o capital social votante

iii. OrÁamento da

i. OrÁamento fiscal ñ AbrangÍncia

(CF, art. 165, ß 5 )

- £reas - Sa˙de - PrevidÍncia - AssistÍncia social - Abrange - Adm direta e
- £reas
- Sa˙de
- PrevidÍncia
- AssistÍncia social
- Abrange
- Adm direta e indireta
-
Entidades e Ûrg„os vinculados ‡
seguridade social
-
Fundos e fundaÁıes instituÌdos
e
mantidos pelo Poder P˙blico

- Previs„o de receita - FixaÁ„o de despesae fundaÁıes instituÌdos e mantidos pelo Poder P˙blico seguridade social - LOA n„o pode conter dispositivo

seguridade social

- LOA n„o pode conter dispositivo estranho ‡

- N„o se inclui na proibiÁ„o (LOA PODE CONTER)

i. Iniciativa

- AutorizaÁ„o para abertura de crÈditos suplementares - ContrataÁ„o de operaÁıes de crÈdito, inclusive referente ‡ antecipaÁ„o de receita (ARO) - (CF, art. 165, ß 8 )

- Privativa do Chefe do Poder Executivo - art. 84, XXIII

- Processo Legislativo

iii. Encaminhamento

- Chefe do Exec. encaminha ao Leg. - AtÈ 4 meses antes do encerramento do exercÌcio financeiro (31/08) 4 meses antes do encerramento do exercÌcio financeiro (31/08)

- O Legislativo devolve ao Chefe do Poder Executivo, para sanÁ„o ou veto - AtÈ o encerramento da sess„o legislativa - ADCT, art. 35, ß 2 , III

iv. DevoluÁ„o da LOA

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ñ ANALISTA DO BANCO CENTRAL PROFESSOR: ROBERTO TRONCOSO IMPORTANTE!! PPA: Diretrizes, objetivos e metas (de forma

IMPORTANTE!! PPA: Diretrizes, objetivos e metas (de forma regionalizada) LDO: Metas e prioridades + despesas de capital + orienta a elaboraÁ„o da LOA LOA: OrÁamentos fiscal + de investimento + da seguridade social

CR…DITOS ADICIONAIS

Os crÈditos adicionais s„o autorizaÁıes de despesas n„o computadas ou insuficientemente dotadas na LOA e, em regra, devem ser abertos por LEI. Existem 3 tipos de crÈditos adicionais:

CrÈditos suplementares: Destinados a reforÁo de dotaÁ„o orÁament·ria. Ou seja, havia previs„o no orÁamento para um gasto, mas o recurso foi insuficiente.

Exemplo: o governo separou R$10 para pagar despesas com energia elÈtrica, mas esse valor n„o foi suficiente. Abre-se um crÈdito suplementar para autorizar o governo a gastar mais (ex: R$ 20).

CrÈditos especiais: Destinados a despesas para as quais n„o haja dotaÁ„o orÁament·ria especÌfica. Acompanhe o raciocÌnio:

a) Suponha que, no orÁamento de 2012, n„o haja nenhum ìdinheiro separado para comprar carrosî.

b) Suponha que o governo muda seus planos e decide que quer comprar um carro no ano de 2012. Mas nÛs sabemos que esse dinheiro sÛ pode ser gasto se estiver previsto no orÁamento.

c) O governo ter· que abrir um crÈdito especial para ìincluir no planejamento (no orÁamento)î o dinheiro para comprar um carro.

CrÈditos extraordin·rios: Destinados a despesas urgentes e imprevisÌveis (como as decorrentes de guerra, comoÁ„o interna ou calamidade p˙blica).

Importante: os crÈditos extraordin·rios podem ser abertos por Medida ProvisÛria. Nem poderia ser diferente. Imagine uma enchente no estado do Rio de Janeiro. O Presidente da Rep˙blica pode abrir, por

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Medida ProvisÛria, um crÈdito extraordin·rio para combater essa enchente. Imagine sÛ as casas inundadas e o Congresso Nacional tendo

quando o

que votar uma lei para destinar recursos para essa finalidade dinheiro estivesse disponÌvel, o estrago seria muito maior.

OBS: Os crÈditos ESPECIAIS e EXTRAORDIN£RIOS ter„o vigÍncia no exercÌcio financeiro em que forem autorizados, salvo se o ato de autorizaÁ„o for promulgado nos ˙ltimos quatro meses daquele exercÌcio, caso em que, reabertos nos limites de seus saldos, ser„o incorporados ao orÁamento do exercÌcio financeiro subsequente.

OBS 2: … vedada (n„o pode!) ediÁ„o de Medida ProvisÛria sobre PPA, LDO e LOA, salvo crÈditos extraordin·rios (art. 62, ß 1 , I, "d" + art. 68, ß 1 , III + art. 167, ß 3 ).

Esquematizando:

CREDITOS ADICIONAIS
CREDITOS ADICIONAIS

- Conceito: AutorizaÁıes de despesas n„o computadas ou insuficientemente dotadas na LOA

- Regra: devem ser abertos por LEI

i. CrÈditos suplementares: Destinados a reforÁo de dotaÁ„o orÁament·ria

ii. CrÈditos especiais: Destinados a despesas para as quais n„o haja dotaÁ„o orÁament·ria especÌfica

iii. CrÈditos extraordin·rios

- Podem ser abertos tambÈm por medida provisÛria - Destinados a despesas urgentes e imprevisÌveis (como as decorrentes de guerra, comoÁ„o interna ou calamidade p˙blica)

de guerra, comoÁ„o interna ou calamidade p˙blica) OBS: Os crÈditos ESPECIAIS e EXTRAORDIN£RIOS ter„o

OBS: Os crÈditos ESPECIAIS e EXTRAORDIN£RIOS ter„o vigÍncia no exercÌcio financeiro em que forem autorizados - Salvo se o ato de autorizaÁ„o for promulgado nos ˙ltimos quatro meses daquele exercÌcio, caso em que, reabertos nos limites de seus saldos, ser„o incorporados ao orÁamento do exercÌcio financeiro subsequente.

OBS 2: Vedada Medida ProvisÛria e Lei Delegada sobre - PPA - LDO - LOA
OBS 2: Vedada Medida ProvisÛria e Lei Delegada sobre
- PPA
- LDO
- LOA
Salvo crÈditos extraordin·rios (pode MP!)
(art. 62, ß 1 , I, "d" + art. 68, ß 1 , III + art. 167, ß 3 )

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COMISS O MISTA

Meus caros Analistas do Banco Central, a ConstituiÁ„o estabelece que uma comiss„o mista formada por deputados e senadores dever·:

Examinar e emitir parecer sobre:

a) os projetos orÁament·rios;

b) sobre as contas apresentadas anualmente pelo Presidente da Rep˙blica;

c) sobre os planos e programas nacionais, regionais e setoriais previstos na CF.

Exercer o acompanhamento e a fiscalizaÁ„o orÁament·ria, sem prejuÌzo da atuaÁ„o das demais comissıes do Congresso Nacional e de suas Casas.

EMENDAS ¿S LEIS OR«AMENT£RIAS

As emendas ‡s leis orÁament·rias ser„o apresentadas na Comiss„o mista, que sobre elas emitir· parecer. ApÛs isso, elas ser„o apreciadas, na forma regimental, pelo Plen·rio das duas Casas do Congresso Nacional.

Outra observaÁ„o que costuma cair muito em prova È a seguinte. Acompanhe:

a) vocÍ se lembra que È somente o chefe do Poder Executivo que pode iniciar o PPA/LDO/LOA?

b) o Presidente da Rep˙blica encaminha ent„o esses projetos para o Congresso Nacional e, l·, eles ser„o apreciados pela comiss„o mista (acabamos de ver isso!).

c) Finalizando o raciocÌnio. O Presidente da Rep˙blica poder· enviar mensagem ao Congresso Nacional para propor modificaÁ„o nos projetos do PPA, LDO e LOA e crÈditos adicionais enquanto n„o iniciada a votaÁ„o, na Comiss„o mista, da parte cuja alteraÁ„o È proposta. (isso cai demaaaaais!)

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AlÈm disso, as emendas ao projeto da LOA somente ser„o aprovadas caso:

I - forem compatÌveis com o PPA e LDO;

II - indicarem os recursos necess·rios, admitidos apenas os provenientes

de

anulaÁ„o de despesa, excluÌdas as que incidam sobre:

a) dotaÁıes para pessoal e seus encargos;

b) serviÁo da dÌvida;

c) transferÍncias tribut·rias constitucionais para Estados,

MunicÌpios e Distrito Federal

III

- relacionadas

III - relacionadas a) com a correÁ„o de erros ou omissıes b) com os dispositivos do

a) com a correÁ„o de erros ou omissıes b) com os dispositivos do texto do projeto de lei.

Planos e Programas nacionais, regionais e setoriais

Os planos e programas nacionais, regionais e setoriais s„o instrumentos de planejamento estratÈgico de longo prazo. Eles devem ser elaborados em conson‚ncia com o PPA e s„o apreciados pelo Congresso Nacional (CF, art. 165, ß 4 ).

Esquematizando:

Comiss„o mista

permanente de

Senadores e

Deputados

I - examina e emite parecer sobre:

a) os projetos orÁament·rios b) sobre as contas apresentadas anualmente pelo PR c) sobre os planos e programas nacionais, regionais e setoriais previstos na CF

II - exerce o acompanhamento e a fiscalizaÁ„o orÁament·ria, sem prejuÌzo da atuaÁ„o das demais comissıes do CN e de suas Casas

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Emendas ao PPA, LDO, LOA e crÈditos adicionais

- Ser„o apresentadas na Comiss„o mista, que sobre elas emitir· parecer

- S„o apreciadas, na forma regimental, pelo Plen·rio das duas Casas do CN

- O Presidente da Rep˙blica poder· enviar mensagem ao CN para propor

modificaÁ„o nos projetos do PPA, LDO e LOA e crÈditos adicionais enquanto n„o iniciada a votaÁ„o, na Comiss„o mista, da parte cuja alteraÁ„o È proposta.

- AlÈm disso, as emendas ao projeto da LOA somente ser„o aprovadas caso:

I - forem compatÌveis com o PPA e LDO;

II - indicarem os recursos necess·rios, admitidos apenas os provenientes

de

anulaÁ„o de despesa, excluÌdas as que incidam sobre:

a) dotaÁıes para pessoal e seus encargos;

b) serviÁo da dÌvida;

c) transferÍncias tribut·rias constitucionais para Estados,

MunicÌpios e Distrito Federal

III

- relacionadas

III - relacionadas a) com a correÁ„o de erros ou omissıes b) com os dispositivos do

a) com a correÁ„o de erros ou omissıes b) com os dispositivos do texto do projeto de lei.

VEDA«’ES (CF, ART. 167)

Veremos algumas vedaÁıes que a ConstituiÁ„o estabelece no art. 167. Vamos vÍ-las em forma de esquema:

I - o inÌcio de programas ou projetos n„o incluÌdos na lei orÁament·ria anual;

II - a realizaÁ„o de despesas ou a assunÁ„o de obrigaÁıes diretas que excedam os crÈditos orÁament·rios ou adicionais;

III - a realizaÁ„o de operaÁıes de crÈditos que excedam o montante das despesas de capital (REGRA DE OURO), ressalvadas as autorizadas mediante crÈditos suplementares ou especiais com finalidade precisa, aprovados pelo Poder Legislativo por maioria absoluta;

IV ñ a vinculaÁ„o de receita de impostos a Ûrg„o, fundo ou despesa (PRINCÕPIO DA N O AFETA« O), ressalvadas:

a) a repartiÁ„o do produto da arrecadaÁ„o dos impostos a que se referem os arts. 158 e

159 da CF,

b) a destinaÁ„o de recursos para as aÁıes e serviÁos p˙blicos de sa˙de, para manutenÁ„o e desenvolvimento do ensino

c) para realizaÁ„o de atividades da administraÁ„o tribut·ria,

d) a prestaÁ„o de garantias ‡s operaÁıes de crÈdito por antecipaÁ„o de receita, (ARO)

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V - a abertura de crÈdito suplementar ou especial sem prÈvia autorizaÁ„o legislativa e sem

indicaÁ„o dos recursos correspondentes;

VI - a transposiÁ„o, o remanejamento ou a transferÍncia de recursos de uma categoria de programaÁ„o para outra ou de um Ûrg„o para outro, sem prÈvia autorizaÁ„o legislativa;

VII - a concess„o ou utilizaÁ„o de crÈditos ilimitados;

VIII - a utilizaÁ„o, sem autorizaÁ„o legislativa especÌfica, de recursos dos orÁamentos fiscal e

da seguridade social para suprir necessidade ou cobrir dÈficit de empresas, fundaÁıes e fundos,

inclusive dos mencionados no art. 165, ß 5 ;

IX - a instituiÁ„o de fundos de qualquer natureza, sem prÈvia autorizaÁ„o legislativa.

X - a transferÍncia volunt·ria de recursos e a concess„o de emprÈstimos, inclusive por

antecipaÁ„o de receita, pelos Governos Federal e Estaduais e suas instituiÁıes financeiras, para

pagamento de despesas com pessoal ativo, inativo e pensionista, dos Estados, do Distrito Federal e dos MunicÌpios.

XI - a utilizaÁ„o dos recursos provenientes das contribuiÁıes sociais de que trata o art. 195, I, a, e II, para a realizaÁ„o de despesas distintas do pagamento de benefÌcios do regime geral de previdÍncia social de que trata o art. 201.

DEMAIS OBSERVA«’ES

Os recursos que, em decorrÍncia de veto, emenda ou rejeiÁ„o do projeto de lei orÁament·ria anual, ficarem sem despesas correspondentes poder„o ser utilizados, conforme o caso, mediante crÈditos especiais ou suplementares, com prÈvia e especÌfica autorizaÁ„o legislativa.

O Poder Executivo publicar·, atÈ trinta dias apÛs o encerramento de cada bimestre, relatÛrio resumido da execuÁ„o orÁament·ria

O projeto de lei orÁament·ria ser· acompanhado de demonstrativo regionalizado do efeito, sobre as receitas e despesas, decorrente de isenÁıes, anistias, remissıes, subsÌdios e benefÌcios de natureza financeira, tribut·ria e creditÌcia

Os orÁamentos fiscal e de investimento, compatibilizados com o plano plurianual, ter„o entre suas funÁıes a de reduzir desigualdades inter- regionais, segundo critÈrio populacional.

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Cabe ‡ lei complementar:

I - dispor sobre o exercÌcio financeiro, a vigÍncia, os prazos, a elaboraÁ„o e a organizaÁ„o do plano plurianual, da lei de diretrizes orÁament·rias e da lei orÁament·ria anual;

II - estabelecer normas de gest„o financeira e patrimonial da administraÁ„o direta e indireta bem como condiÁıes para a instituiÁ„o e funcionamento de fundos.

Os recursos correspondentes ‡s dotaÁıes orÁament·rias, compreendidos os crÈditos suplementares e especiais, destinados aos Ûrg„os dos Poderes Legislativo e Judici·rio, do MinistÈrio P˙blico e da Defensoria P˙blica (Poder Executivo N O!), ser-lhes-„o entregues atÈ o dia 20 de cada mÍs, em duodÈcimos, na forma de lei complementar.

A despesa com pessoal ativo e inativo da Uni„o, dos Estados, do Distrito Federal e dos MunicÌpios n„o poder· exceder os limites estabelecidos em lei complementar.

A concess„o de qualquer vantagem ou aumento de remuneraÁ„o, a criaÁ„o de cargos, empregos e funÁıes ou alteraÁ„o de estrutura de carreiras, bem como a admiss„o ou contrataÁ„o de pessoal, a qualquer tÌtulo sÛ pode ser feita:

I - se houver prÈvia dotaÁ„o orÁament·ria suficiente para atender ‡s projeÁıes de despesa de pessoal e aos acrÈscimos dela decorrentes;

II - se houver autorizaÁ„o especÌfica na lei de diretrizes orÁament·rias, ressalvadas as empresas p˙blicas e as sociedades de economia mista

o Vale par os Ûrg„os e entidades da administraÁ„o direta ou indireta, inclusive fundaÁıes instituÌdas e mantidas pelo poder p˙blico

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EXERCÕCIOS

1. (ESAF - 2009 - Receita Federal - TÈcnico Administrativo) Marque a opÁ„o correta.

a) A lei que instituir o plano plurianual compreender· as metas e prioridades

da administraÁ„o p˙blica federal, incluindo as despesas de capital para o exercÌcio financeiro subsequente.

b) O Presidente da Rep˙blica poder· enviar mensagem ao Congresso Nacional

para propor modificaÁ„o a projeto de lei relativo ao orÁamento anual desde que n„o finalizada a votaÁ„o, na Comiss„o mista, da parte cuja alteraÁ„o È proposta.

c) A lei orÁament·ria anual compreender· o orÁamento de investimento das

empresas, fundos e fundaÁıes mantidas pelo Poder P˙blico.

d) Os projetos de lei relativos ao plano plurianual ser„o apreciados pelo Senado Federal.

e) Os planos e programas nacionais, regionais e setoriais previstos na ConstituiÁ„o Federal ser„o elaborados em conson‚ncia com o plano plurianual e apreciados pelo Congresso Nacional.

Gabarito: E

Item A ñ ERRADO. Essa È f·cil: È a LDO e n„o o PPA!

PPA: Diretrizes, objetivos e metas (de forma regionalizada)

LDO: Metas e prioridades + despesas de capital + orienta a elaboraÁ„o da LOA

LOA: OrÁamentos fiscal + de investimento + da seguridade social

Item B ñ ERRADO. O correto seria ìO Presidente da Rep˙blica poder· enviar mensagem ao CN para propor modificaÁ„o nos projetos do PPA, LDO e LOA e crÈditos adicionais enquanto n„o INICIADA a votaÁ„o, na Comiss„o mista, da parte cuja alteraÁ„o È proposta

Item C ñ ERRADO. N„o È empresas, fundos e fundaÁıes mantidas pelo Poder P˙blico. O correto seria: orÁamento de investimento das empresas que a Uni„o detenha, direta ou indiretamente, maioria o capital social votante.

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ñ Congresso Nacional

Item

D

ERRADO.

As

leis

orÁament·rias

s„o

Item E ñ CERTO. Vamos revisar:

apreciadas

- Planos e Programas Nacionais, regionais e setoriais

- Planos e Programas Nacionais, regionais e setoriais - Instrumentos de planejamento estratÈgico de longo prazo

- Instrumentos de planejamento estratÈgico de longo prazo - Devem ser elaborados em conson‚ncia com o PPA - Apreciados pelo Congresso Nacional - CF, art. 165, ß 4

pelo

2. (ESAF - 2009 - SEFAZ-SP - Analista de FinanÁas e Controle) Assinale a opÁ„o que apresenta uma das principais caracterÌsticas da lei de diretrizes orÁament·rias, segundo a ConstituiÁ„o Federal de 1988.

a) Especifica as alteraÁıes da legislaÁ„o tribut·ria e do PPA.

b) Define a polÌtica de atuaÁ„o dos bancos estatais federais.

c) Determina os valores m·ximos a serem transferidos, voluntariamente, aos

Estados, Distrito Federal e MunicÌpios.

d) Define as metas e prioridades da administraÁ„o p˙blica federal.

e) Orienta a formulaÁ„o das aÁıes que integrar„o o orÁamento do exercÌcio

seguinte.

Gabarito: D. Vamos conferir o art. 165, ß 2 : ìA lei de diretrizes orÁament·rias compreender· as metas e prioridades da administraÁ„o p˙blica federal, incluindo as despesas de capital para o exercÌcio financeiro subseq¸ente, orientar· a elaboraÁ„o da lei orÁament·ria anual, dispor· sobre as alteraÁıes na legislaÁ„o tribut·ria e estabelecer· a polÌtica de aplicaÁ„o das agÍncias financeiras oficiais de fomento.î

3. (ESAF - 2009 - SEFAZ-SP - Analista de FinanÁas e Controle) Segundo disposiÁ„o da ConstituiÁ„o Federal de 1988, as diretrizes e metas da administraÁ„o p˙blica, para as despesas de capital, s„o definidas no seguinte instrumento:

a) em lei ordin·ria de ordenamento da administraÁ„o p˙blica.

b) na lei orÁament·ria anual.

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c) na lei que institui o plano plurianual.

d) na lei de diretrizes orÁament·rias.

e) no decreto de programaÁ„o financeira do poder executivo.

Gabarito: C. ìDiretrizesî, ìmetasî, denotam objetivos de mÈdio/longo prazo. E qual o instrumento de programaÁ„o de mÈdio/longo prazo? O PPA! Lembre-se do esquema:

- O PPA estabelecer·

prazo? O PPA! Lembre-se do esquema: - O PPA estabelecer· - De forma regionalizada - Diretrizes

- De forma regionalizada - Diretrizes, objetivos e metas da adm pub federal para:

- Despesas de capital e outras delas decorrentes - Despesas de programas de duraÁ„o continuada

4. (ESAF - 2008 - MPOG - Especialista em PolÌticas P˙blicas e Gest„o Governamental) Os recursos correspondentes ‡s dotaÁıes orÁament·rias, compreendidos os crÈditos suplementares e especiais, destinados aos Ûrg„os do Poder Executivo, do Poder Legislativo, do Poder Judici·rio e do MinistÈrio P˙blico, ser-lhes-„o entregues atÈ o dia 20 de cada mÍs, em duodÈcimos.

Errado. O Poder Executivo n„o est· compreendido no art. 168 da ConstituiÁ„o. Vamos conferir? ìArt. 168. Os recursos correspondentes ‡s dotaÁıes orÁament·rias, compreendidos os crÈditos suplementares e especiais, destinados aos Ûrg„os dos Poderes Legislativo e Judici·rio, do MinistÈrio P˙blico e da Defensoria P˙blica, ser-lhes-„o entregues atÈ o dia 20 de cada mÍs, em duodÈcimos, na forma da lei complementar a que se refere o art. 165, ß 9

5. (ESAF - 2004 - CGU - Analista de FinanÁas e Controle) Na quest„o abaixo, relativa ‡s finanÁas p˙blicas, marque a ˙nica opÁ„o correta.

a) Segundo a CF/88, as disponibilidades de caixa dos municÌpios poder„o ser depositadas em instituiÁıes financeiras oficiais ou privadas, a critÈrio do municÌpio.

b) Os projetos de lei relativos ao plano plurianual, ‡s diretrizes orÁament·rias,

ao orÁamento anual e aos crÈditos adicionais ser„o apreciados pelo Congresso Nacional, em sess„o conjunta, unicameral.

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c) Segundo a CF/88, È possÌvel o uso de Medida ProvisÛria com a finalidade de abertura de crÈdito extraordin·rio para atender a despesas decorrentes de comoÁ„o interna.

d) A CF/88 autoriza, em car·ter excepcional, a concess„o de emprÈstimos,

pelo Governo Federal, a municÌpios, inclusive por antecipaÁ„o de receita, para pagamento de despesas com pessoal ativo, inativo e pensionista.

e) A vedaÁ„o de vinculaÁ„o de receita de impostos a despesas, prevista na

CF/88, impede a vinculaÁ„o de receitas prÛprias geradas pelos impostos

municipais para a prestaÁ„o de garantia ‡ Uni„o.

Gabarito: C

Item A ñ ERRADO. Segundo a CF, as disponibilidades de caixa dos municÌpios dever„o ser depositadas em instituiÁıes financeiras oficiais, ressalvados os casos previstos em lei.

Item B ñ ERRADO. Os projetos de lei relativos ao plano plurianual, ‡s diretrizes orÁament·rias, ao orÁamento anual e aos crÈditos adicionais ser„o apreciados pelas duas Casas do Congresso Nacional, na forma do regimento comum.

Item, C ñ CERTO. Os crÈditos extraordin·rios s„o destinados a despesas urgentes e imprevisÌveis (como as decorrentes de guerra, comoÁ„o interna ou calamidade p˙blica). AlÈm disso, eles podem ser abertos por Medida ProvisÛria.

Item D ñ ERRADO. Isso È vedado pelo art. 167, X.

Item E ñERRADO. Vamos revisar uma das vedaÁıes do art. 167?

IV ñ a vinculaÁ„o de receita de impostos a Ûrg„o, fundo ou despesa (PRINCÕPIO DA N O AFETA« O), ressalvadas:

a) a repartiÁ„o do produto da arrecadaÁ„o dos impostos a que se referem os arts. 158 e

159 da CF,

b) a destinaÁ„o de recursos para as aÁıes e serviÁos p˙blicos de sa˙de, para manutenÁ„o e desenvolvimento do ensino

c) para realizaÁ„o de atividades da administraÁ„o tribut·ria,

d) a prestaÁ„o de garantias ‡s operaÁıes de crÈdito por antecipaÁ„o de receita, (ARO)

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6. (ESAF - 2008 - MPOG - Especialista em PolÌticas P˙blicas e Gest„o Governamental) O Presidente da Rep˙blica poder· enviar mensagem ao Congresso Nacional para propor modificaÁ„o no projeto relativo ‡s diretrizes orÁament·rias enquanto n„o encaminhado o projeto relativo ao orÁamento anual.

Errado. O correto seria ìO Presidente da Rep˙blica poder· enviar mensagem ao CN para propor modificaÁ„o nos projetos do PPA, LDO e LOA e crÈditos adicionais enquanto n„o iniciada a votaÁ„o, na Comiss„o mista, da parte cuja alteraÁ„o È proposta

7. (ESAF - 2008 - MPOG - Especialista em PolÌticas P˙blicas e Gest„o Governamental) Os projetos de lei relativos ao plano plurianual, ‡s diretrizes orÁament·rias, ao orÁamento anual e aos crÈditos adicionais ser„o apreciados pelas duas Casas do Congresso Nacional, na forma do regimento comum.

Certo. Exata cÛpia do art. 166, caput da CF.

8. (ESAF - 2010 - SUSEP - Analista TÈcnico) N„o È sÛ o Banco Central do Brasil que tem a atribuiÁ„o de exercer a competÍncia constitucional de emitir moeda.

Errado. A competÍncia da Uni„o para emitir moeda ser· exercida exclusivamente pelo banco central (art. 164).

9. (ESAF - 2010 - SUSEP - Analista TÈcnico) O Banco Central pode conceder emprÈstimos a instituiÁıes financeiras, inclusive a Ûrg„os do governo, que n„o seja instituiÁ„o financeira, exceto ao Tesouro Nacional.

Errado. A CF estabelece que È vedado ao banco central conceder, direta ou indiretamente, emprÈstimos ao Tesouro Nacional e a qualquer Ûrg„o ou entidade que n„o seja instituiÁ„o financeira (art. 164, ß 1 ).

10. (ESAF - 2010 - SUSEP - Analista TÈcnico) A lei orÁament·ria anual n„o poder· conter a autorizaÁ„o para abertura de crÈditos suplementares e a contrataÁ„o de operaÁıes de crÈdito, ainda que por antecipaÁ„o de receita, nos termos da lei.

Errado. O art. 165, ß 8 estabelece que ìA lei orÁament·ria anual n„o conter· dispositivo estranho ‡ previs„o da receita e ‡ fixaÁ„o da despesa, n„o se incluindo na proibiÁ„o (ou seja, pode conter) a

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autorizaÁ„o para abertura de crÈditos suplementares e contrataÁ„o de operaÁıes de crÈdito, ainda que por antecipaÁ„o de receita, nos termos da lei.î. Revisando:

- LOA n„o pode conter dispositivo estranho ‡

Revisando: - LOA n„o pode conter dispositivo estranho ‡ - Previs„o de receita - FixaÁ„o de

- Previs„o de receita

- FixaÁ„o de despesa

- N„o se inclui na proibiÁ„o (LOA PODE CONTER)

- AutorizaÁ„o para abertura de crÈditos suplementares - AutorizaÁ„o para abertura de - ContrataÁ„o de operaÁıes de crÈdito , inclusive referente ‡ antecipaÁ„o - ContrataÁ„o de operaÁıes de crÈdito, inclusive referente ‡ antecipaÁ„o de receita (ARO) - (CF, art. 165, ß 8 )

11. (ESAF - 2010 - SUSEP - Analista TÈcnico) A ConstituiÁ„o n„o permite a transposiÁ„o, o remanejamento ou a transferÍncia de recursos de uma categoria de programaÁ„o para outra ou de um Ûrg„o para outro, ainda que haja prÈvia autorizaÁ„o legislativa.

Errado. Se houver autorizaÁ„o legislativa, poder· sim haver a transposiÁ„o, o remanejamento ou a transferÍncia de recursos de uma categoria de programaÁ„o para outra ou de um Ûrg„o para outro (art. 167, VI).

12. (ESAF - 2010 - MPOG - Analista de Planejamento e OrÁamento) A autorizaÁ„o de contrataÁ„o de operaÁ„o de crÈdito mediante antecipaÁ„o de receita È matÈria estranha ‡ lei orÁament·ria anual e nela n„o pode ser disciplinada.

Errado. Vamos revisar:

- LOA n„o pode conter dispositivo estranho ‡

revisar: - LOA n„o pode conter dispositivo estranho ‡ - Previs„o de receita - FixaÁ„o de

- Previs„o de receita

- FixaÁ„o de despesa

- N„o se inclui na proibiÁ„o (LOA PODE CONTER)

- AutorizaÁ„o para abertura de crÈditos suplementares - ContrataÁ„o de operaÁıes de crÈdito, inclusive referente ‡ antecipaÁ„o de receita (ARO) - (CF, art. 165, ß 8 )

antecipaÁ„o de receita (ARO) - (CF, art. 165, ß 8 ) 13. (ESAF - 2010 -

13. (ESAF - 2010 - MPOG - Analista de Planejamento e OrÁamento) Ofende a autonomia estadual a estipulaÁ„o, por lei federal, de limites de gastos com pessoal inativo de unidade federada.

Errado. O art. 169 da CF estabelece que "a despesa com pessoal ativo e inativo da Uni„o, dos Estados, do Distrito Federal e dos MunicÌpios n„o poder· exceder os limites estabelecidos em lei complementar.

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14. (ESAF - 2009 - ANA - Analista Administrativo) A lei orÁament·ria anual n„o conter· dispositivo estranho ‡ previs„o da receita e ‡ fixaÁ„o da despesa, incluÌda na proibiÁ„o a autorizaÁ„o para abertura de crÈditos suplementares e contrataÁ„o de operaÁıes de crÈdito, ainda que por antecipaÁ„o de receita.

Errado. O art. 165, ß 8 estabelece que ìA lei orÁament·ria anual n„o conter· dispositivo estranho ‡ previs„o da receita e ‡ fixaÁ„o da despesa, n„o se incluindo na proibiÁ„o (ou seja, pode conter) a autorizaÁ„o para abertura de crÈditos suplementares e contrataÁ„o de operaÁıes de crÈdito, ainda que por antecipaÁ„o de receita, nos termos da lei.î

15. (ESAF - 2009 - ANA - Analista Administrativo) A instituiÁ„o de fundos de qualquer natureza sem prÈvia autorizaÁ„o legislativa È autorizada pela ConstituiÁ„o Federal.

Errado. Essa È uma vedaÁ„o expressa no art. 167, IX da ConstituiÁ„o Federal.

16. (CESPE - 2012 - TJ-PI - Juiz) … vedada a transposiÁ„o, o remanejamento ou a transferÍncia de recursos de uma categoria de programaÁ„o para outra, ou de um Ûrg„o para outro, salvo mediante prÈvia autorizaÁ„o legislativa.

Certo. Essa È quase a cÛpia do art. 167, VI da ConstituiÁ„o.

17. (CESPE - 2012 - TJ-PI - Juiz) A lei que compreende o orÁamento fiscal (receitas e despesas) dos trÍs poderes da Uni„o, o orÁamento de investimento das empresas em que a Uni„o detenha a maioria do capital social com direito a voto e o orÁamento da seguridade social da administraÁ„o direta e indireta È a lei de diretrizes orÁament·rias.

Errado. Quem compreende os orÁamentos fiscal, de investimentos e da seguridade social È a LOA (art. 165, ß 5 ).

18. (CESPE - 2012 - TJ-PI - Juiz) Sendo a Uni„o, como regra, avalista nas operaÁıes de crÈdito externo obtidas pelos estados, pelo DF e pelos municÌpios em instituiÁıes multilaterais, È competÍncia exclusiva do Congresso Nacional autorizar operaÁıes externas de interesse desses entes federativos.

Errado. A CF diz no art. 52 que compete privativamente ao Senado Federal: V - autorizar operaÁıes externas de natureza financeira, de

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interesse da Uni„o, dos Estados, do Distrito Federal, dos TerritÛrios e dos MunicÌpios.

19. (CESPE - 2012 - TJ-PI - Juiz) A CF veda, de forma absoluta, qualquer vinculaÁ„o da receita de impostos a Ûrg„o, fundo ou despesas.

Errado. Vamos recordar:

- VedaÁıes (CF, art. 167)

IV ñ a vinculaÁ„o de receita de impostos a Ûrg„o, fundo ou despesa (PRINCÕPIO DA N O AFETA« O), ressalvadas:

a) a repartiÁ„o do produto da arrecadaÁ„o dos impostos a que se referem os arts. 158 e

159 da CF,

b) a destinaÁ„o de recursos para as aÁıes e serviÁos p˙blicos de sa˙de, para manutenÁ„o e desenvolvimento do ensino

c) para realizaÁ„o de atividades da administraÁ„o tribut·ria,

d) a prestaÁ„o de garantias ‡s operaÁıes de crÈdito por antecipaÁ„o de receita, (ARO)

20. (CESPE - 2012 - TJ-PI - Juiz) O plano plurianual, as diretrizes orÁament·rias e o orÁamento anual devem ser aprovados mediante projetos de lei, e os crÈditos adicionais, objeto de decreto do chefe do Poder Executivo, conforme disposto na lei orÁament·ria.

Errado. Em regra, todas as leis orÁament·rias (PPA, LDO, LOA e crÈditos adicionais) devem ser aprovadas por LEI. A ˙nica exceÁ„o s„o os crÈditos extraordin·rios (uma espÈcie de crÈditos adicionais), que podem ser aprovados tambÈm por Medida ProvisÛria (e n„o decreto).

21. (CESPE - 2011 - TRF - 2™ REGI O - Juiz) Cabe ‡ lei orÁament·ria anual estabelecer, de forma regionalizada, as diretrizes, os objetivos e as metas da administraÁ„o p˙blica federal para as despesas de capital e para os custos relacionados aos programas de duraÁ„o continuada.

Errado. Essa incumbÍncia È do Plano Plurianual e n„o da LOA.

. Essa incumbÍncia È do Plano Plurianual e n„o da LOA. IMPORTANTE!! PPA: Diretrizes, objetivos e

IMPORTANTE!!

PPA: Diretrizes, objetivos e metas (de forma regionalizada)

LDO: Metas e prioridades + despesas de capital + orienta a elaboraÁ„o da LOA

LOA: OrÁamentos fiscal + de investimento + da seguridade social

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22. (CESPE - 2011 - TRF - 2™ REGI O - Juiz) As disponibilidades de caixa da Uni„o devem ser depositadas no Banco do Brasil S.A.; as dos estados, do DF, dos municÌpios e dos Ûrg„os ou entidades do poder p˙blico e das empresas por ele controladas, nas instituiÁıes financeiras oficiais que a legislaÁ„o indicar.

Errado. As disponibilidades de caixa da Uni„o devem ser depositadas no Banco Central e n„o no Banco do Brasil.

ser depositadas no Banco Central e n„o no Banco do Brasil. Disponibilidades de caixa - Uni„o:

Disponibilidades de caixa

- Uni„o: ser„o depositadas no BACEN; - E, DF e Mun + Ûrg„os ou entidades do Poder P˙blico e das empresas por ele controladas: ser„o depositadas em instituiÁıes financeiras OFICIAIS, - Ressalvados os casos previstos em lei.

23. (CESPE - 2011 - TRF - 2™ REGI O - Juiz) … vedado ao BACEN conceder, direta ou indiretamente, emprÈstimos a qualquer Ûrg„o ou entidade que n„o seja instituiÁ„o financeira, bem como comprar e vender tÌtulos de emiss„o do Tesouro Nacional.

Errado. O erro est· na parte final. Vamos revisar?

Errado . O erro est· na parte final. Vamos revisar? BACEN - N„o pode conceder, direta

BACEN - N„o pode conceder, direta ou indiretamente, emprÈstimos ao Tesouro Nacional e a qualquer Ûrg„o ou entidade que n„o seja instituiÁ„o financeira. - PODER£ comprar e vender tÌtulos de emiss„o do Tesouro Nacional, com o objetivo de regular a oferta de moeda e a taxa de juros

24. (CESPE - 2011 - TRF - 2™ REGI O - Juiz) Pertence ao Poder Executivo a iniciativa das leis que estabeleÁam o plano plurianual, as diretrizes orÁament·rias e os orÁamentos anuais.

Certo. Quem inicia as leis sobre orÁamento È sempre o Poder Executivo (art. 165).

25. (CESPE - 2010 - TRE-MT - Analista Judici·rio) Para n„o contrariar o princÌpio da anualidade, os crÈditos especiais e extraordin·rios autorizados nos ˙ltimos quatro meses do exercÌcio anterior n„o podem ser reabertos, e seus saldos remanescentes devem ser incorporados ao orÁamento do exercÌcio corrente.

Errado. A ConstituiÁ„o assevera que Os crÈditos ESPECIAIS e EXTRAORDIN£RIOS ter„o vigÍncia no exercÌcio financeiro em que forem autorizados, salvo se o ato de autorizaÁ„o for promulgado nos

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˙ltimos quatro meses daquele exercÌcio, caso em que, reabertos nos limites de seus saldos, ser„o incorporados ao orÁamento do exercÌcio financeiro subsequente.

26. (CESPE - 2010 - AGU - Procurador) A vinculaÁ„o de receita de impostos para a realizaÁ„o de atividades da administraÁ„o tribut·ria n„o fere o princÌpio orÁament·rio da n„o afetaÁ„o.

Certo. Segundo o princÌpio da n„o afetaÁ„o, as receita de impostos n„o pode ser vinculada a nenhum Ûrg„o, fundo ou despesa, SALVO:

a) a repartiÁ„o do produto da arrecadaÁ„o dos impostos a que se referem os arts. 158 e

159 da CF,

b) a destinaÁ„o de recursos para as aÁıes e serviÁos p˙blicos de sa˙de, para manutenÁ„o e desenvolvimento do ensino

c) para realizaÁ„o de atividades da administraÁ„o tribut·ria,

d) a prestaÁ„o de garantias ‡s operaÁıes de crÈdito por antecipaÁ„o de receita, (ARO)

27. (CESPE - 2010 - AGU - Procurador) Estado da FederaÁ„o tem competÍncia privativa e plena para dispor sobre normas gerais de direito financeiro.

Errado. Segundo o art. 24, I, a legislaÁ„o sobre direito financeiro È concorrente entre a Uni„o, estados e DF. Assim, a Uni„o estabelece normas gerais e os estados e DF as normas especÌficas.

28. (CESPE - 2010 - AGU - Procurador) Tratando-se de orÁamento participativo, a iniciativa de apresentaÁ„o do projeto de lei orÁament·ria cabe a parcela da sociedade, a qual o encaminha para o Poder Legislativo.

Errado. Os projetos de lei orÁament·ria devem ser iniciados pelo Poder Executivo, n„o cabendo outro tipo de iniciativa.

29. (CESPE - 2010 - SAD-PE - Analista de Controle Interno) O Poder Executivo deve publicar, atÈ trinta dias apÛs o encerramento de cada semestre, relatÛrio resumido da execuÁ„o orÁament·ria.

Errado. O Poder Executivo publicar·, atÈ trinta dias apÛs o encerramento de cada bimestre, relatÛrio resumido da execuÁ„o orÁament·ria

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30. (CESPE - 2010 - SAD-PE - Analista de Controle Interno) A Lei OrÁament·ria Anual (LOA) n„o deve conter dispositivo estranho ‡ previs„o de receita e ‡ fixaÁ„o de despesa, n„o se incluindo, nessa proibiÁ„o, a autorizaÁ„o para abertura de crÈditos suplementares e a contrataÁ„o de operaÁıes de crÈdito, ainda que por antecipaÁ„o de receita, nos termos da lei.

Certo. Vamos revisar?

- LOA n„o pode conter dispositivo estranho ‡

revisar? - LOA n„o pode conter dispositivo estranho ‡ - Previs„o de receita - FixaÁ„o de

- Previs„o de receita - FixaÁ„o de despesa

- N„o se inclui na proibiÁ„o (LOA PODE CONTER)

- AutorizaÁ„o para abertura de crÈditos suplementares - ContrataÁ„o de operaÁıes de crÈdito, inclusive referente ‡ antecipaÁ„o de receita (ARO) - (CF, art. 165, ß 8 )

31. (CESPE - 2010 - SAD-PE - Analista de Controle Interno) Os projetos de lei relativos ao Plano Plurianual, ‡s diretrizes orÁament·rias, ao orÁamento anual e aos crÈditos adicionais devem ser apreciados pela C‚mara dos Deputados, que, apÛs aprovaÁ„o, deve remetÍ-los ao presidente da Rep˙blica.

Errado. As leis sobre o orÁamento devem ser apreciadas pelo Congresso Nacional e n„o pela C‚mara dos Deputados. AlÈm disso, elas devem, sim, ser remetidas para a sanÁ„o ou veto do Presidente da Rep˙blica.

32. (CESPE - 2010 - SAD-PE - Analista de Controle Interno) A LOA compreende, entre outros, o orÁamento de investimento de todas as empresas de que a Uni„o participe.

Errado. N„o È de todas as empresas que a Uni„o participe, mas sim das empresas em que a Uni„o, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto.

33. (CESPE - 2010 - SAD-PE - Analista de Controle Interno) A abertura de crÈdito extraordin·rio somente deve ser admitida para atender a despesas decorrentes de inÌcios de programas ou projetos n„o incluÌdos na LOA.

Errado. A abertura de crÈdito extraordin·rio somente ser· admitida para atender a despesas imprevisÌveis e urgentes, como as decorrentes de guerra, comoÁ„o interna ou calamidade p˙blica.

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34. (FCC - 2010 - TJ-PI - Assessor JurÌdico) A lei que estabelece as metas e as prioridades da administraÁ„o p˙blica federal e orienta a lei orÁament·ria anual, ao dispor sobre alteraÁıes na legislaÁ„o tribut·ria e determinar a polÌtica de aplicaÁ„o das agÍncias financeiras oficiais de fomento, È denominada

a) Lei de diretrizes orÁament·rias.

b) Lei de responsabilidade fiscal.

c) Lei de improbidade administrativa.

d) Plano plurianual.

e) Lei de incentivo fiscal.

Gabarito: A. Essa foi pra garantir o ponto, hein! Revisando:

- CaracterÌsticas

- Instrumento de planejamento da AdministraÁ„o P˙blica

- Feito por Lei

- Deve ser compatÌvel com o PPA - CF. art. 165, ß2

LEI DE DIRETRIZES OR«AMENT£RIAS (LDO)

- Dispor· sobre

i. Metas e prioridades da adm p˙blica federal

ii. Despesas de capital para o exercÌcio financeiro

subsequente

iii. OrientaÁ„o para elaboraÁ„o da LOA

iv. AlteraÁıes na legislaÁ„o tribut·ria v. PolÌtica de aplicaÁ„o das agÍncias financeiras oficiais de fomento

i. Iniciativa - Privativa do Chefe do Poder Executivo - art. 84, XXIII iii. Encaminhamento
i. Iniciativa
- Privativa do Chefe do Poder Executivo
- art. 84, XXIII
iii. Encaminhamento
- Chefe do Exec. encaminha ao Leg.
- AtÈ 8,5 meses antes do encerramento do
exercÌcio financeiro (15/04)
iv. DevoluÁ„o da LDO - O Legislativo devolve ao Chefe do
Poder Executivo, para sanÁ„o ou veto
- AtÈ o encerramento do 1 PERÕODO
da sess„o legislativa (17/07)
- ADCT, art. 35, ß 2 , II

- Processo Legislativo

- A sess„o legislativa n„o ser· interrompida sem a aprovaÁ„o da LDO (art. 57, ß 2 ) (art. 57, ß 2 )

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35. (FCC

execuÁ„o

orÁament·ria abrangendo todos os Poderes e o MinistÈrio P˙blico ser·

publicado atÈ trinta dias apÛs o encerramento de cada

2008

- MPE-RS

TÈcnico) O

RelatÛrio

-

-

resumido da

a) quadrimestre.

b) trimestre.

c) bimestre.

d) semestre.

e) ano.

Gabarito: C. Conforme o art. 165, ß 3 . Decorebinha chato

36. (FCC - 2012 - TCE-SP - Agente de FiscalizaÁ„o Financeira) Em matÈria orÁament·ria, a ConstituiÁ„o da Rep˙blica autoriza, desde que haja prÈvia autorizaÁ„o legislativa, a

a) concess„o ou utilizaÁ„o de crÈditos ilimitados.

b) abertura de crÈdito extraordin·rio para o atendimento de despesas decorrentes de guerra ou comoÁ„o interna.

c) transposiÁ„o, o remanejamento ou a transferÍncia de recursos de uma categoria de programaÁ„o para outra ou de um Ûrg„o para outro.

d) transferÍncia volunt·ria de recursos, inclusive por antecipaÁ„o de receita,

pelo Governo Federal e suas instituiÁıes financeiras, para pagamento de

despesas com pessoal ativo, inativo e pensionista, dos Estados.

e) vinculaÁ„o de receitas prÛprias geradas por impostos de Estados e MunicÌpios para o pagamento de dÈbitos com a Uni„o.

Gabarito: C. Vamos recordar as vedaÁıes constitucionais relativas aos orÁamentos?

- VedaÁıes (CF, art. 167)

I - o inÌcio de programas ou projetos n„o incluÌdos na lei orÁament·ria anual;

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II - a realizaÁ„o de despesas ou a assunÁ„o de obrigaÁıes diretas que excedam os crÈditos orÁament·rios ou adicionais;

III - a realizaÁ„o de operaÁıes de crÈditos que excedam o montante das despesas de capital

(REGRA DE OURO), ressalvadas as autorizadas mediante crÈditos suplementares ou especiais com finalidade precisa, aprovados pelo Poder Legislativo por maioria absoluta;

IV ñ a vinculaÁ„o de receita de impostos a Ûrg„o, fundo ou despesa (PRINCÕPIO DA N O

AFETA« O), ressalvadas:

a) a repartiÁ„o do produto da arrecadaÁ„o dos impostos a que se referem os arts. 158 e

159 da CF,

b) a destinaÁ„o de recursos para as aÁıes e serviÁos p˙blicos de sa˙de, para manutenÁ„o e desenvolvimento do ensino

c) para realizaÁ„o de atividades da administraÁ„o tribut·ria,

d) a prestaÁ„o de garantias ‡s operaÁıes de crÈdito por antecipaÁ„o de receita, (ARO)

V - a abertura de crÈdito suplementar ou especial sem prÈvia autorizaÁ„o legislativa e sem indicaÁ„o dos recursos correspondentes;

VI - a transposiÁ„o, o remanejamento ou a transferÍncia de recursos de uma categoria de

programaÁ„o para outra ou de um Ûrg„o para outro, sem prÈvia autorizaÁ„o legislativa;

VII - a concess„o ou utilizaÁ„o de crÈditos ilimitados;

VIII - a utilizaÁ„o, sem autorizaÁ„o legislativa especÌfica, de recursos dos orÁamentos fiscal e

da seguridade social para suprir necessidade ou cobrir dÈficit de empresas, fundaÁıes e fundos,

inclusive dos mencionados no art. 165, ß 5 ;

IX - a instituiÁ„o de fundos de qualquer natureza, sem prÈvia autorizaÁ„o legislativa.

X - a transferÍncia volunt·ria de recursos e a concess„o de emprÈstimos, inclusive por

antecipaÁ„o de receita, pelos Governos Federal e Estaduais e suas instituiÁıes financeiras, para pagamento de despesas com pessoal ativo, inativo e pensionista, dos Estados, do Distrito Federal e dos MunicÌpios.

XI - a utilizaÁ„o dos recursos provenientes das contribuiÁıes sociais de que trata o art. 195, I, a,

e II, para a realizaÁ„o de despesas distintas do pagamento de benefÌcios do regime geral de

previdÍncia social de que trata o art. 201.

37. (FCC - 2010 - PGM-TERESINA-PI - Procurador Municipal) N„o È possÌvel a apresentaÁ„o de emendas ao projeto de lei do orÁamento anual ou aos projetos que o modifiquem.

Errado. … possÌvel, sim, a apresentaÁ„o de emendas aos projetos de leis sobre orÁamentos. AlÈm disso, a CF estabelece que as emendas ser„o apresentadas na Comiss„o mista, que sobre elas emitir· parecer,

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e apreciadas, na forma regimental, pelo Plen·rio das duas Casas do Congresso Nacional.

38. (FCC - 2010 - PGM-TERESINA-PI - Procurador Municipal) Pelo princÌpio universal, a iniciativa da lei do plano plurianual È sempre do Congresso Nacional.

Errado. A iniciativa de todas as leis que versam sobre orÁamentos È do Poder Executivo.

39. (FCC

-

2011

- TCM-BA - Procurador Especial de Contas)

Em

matÈria

orÁament·ria, a ConstituiÁ„o da Rep˙blica veda a

a) realizaÁ„o de quaisquer operaÁıes de crÈditos que excedam o montante das

despesas de capital.

b) vinculaÁ„o da receita de impostos a Ûrg„o, fundo ou despesa, exceto nos

casos de destinaÁ„o de recursos para as aÁıes e serviÁos p˙blicos de sa˙de e

para a manutenÁ„o e desenvolvimento do ensino.

c) realizaÁ„o de investimento cuja execuÁ„o ultrapasse um exercÌcio financeiro,

sob pena de crime de responsabilidade.

d) inclus„o na lei anual de dispositivo estranho ‡ previs„o da receita e ‡ fixaÁ„o da despesa, n„o estando compreendida na proibiÁ„o a autorizaÁ„o para abertura de crÈditos suplementares e contrataÁ„o de operaÁıes de crÈdito, ainda que por antecipaÁ„o de receita, nos termos da lei.

e) ediÁ„o de medida provisÛria para a abertura de crÈdito extraordin·rio, que

somente ser· admitida mediante autorizaÁ„o legislativa, para atender a despesas imprevisÌveis e urgentes, como as decorrentes de guerra, comoÁ„o

interna ou calamidade p˙blica.

Gabarito: D

Item A ñ ERRADO. … vedada a realizaÁ„o de operaÁıes de crÈditos que excedam o montante das despesas de capital, ressalvadas as autorizadas mediante crÈditos suplementares ou especiais com finalidade precisa, aprovados pelo Poder Legislativo por maioria absoluta.

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Item B ñ ERRADO. O princÌpio da n„o vinculaÁ„o, de fato, diz que È vedada a vinculaÁ„o da receita de impostos a Ûrg„o, fundo ou despesa. No entanto, ele tem algumas exceÁıes:

a) a repartiÁ„o do produto da arrecadaÁ„o dos impostos a que se referem os arts. 158 e

159 da CF,

b) a destinaÁ„o de recursos para as aÁıes e serviÁos p˙blicos de sa˙de, para manutenÁ„o e desenvolvimento do ensino

c) para realizaÁ„o de atividades da administraÁ„o tribut·ria,

d) a prestaÁ„o de garantias ‡s operaÁıes de crÈdito por antecipaÁ„o de receita, (ARO)

Item C ñ ERRADO. Nenhum investimento cuja execuÁ„o ultrapasse um exercÌcio financeiro poder· ser iniciado sem prÈvia inclus„o no plano plurianual, ou sem lei que autorize a inclus„o, sob pena de crime de responsabilidade.

Item D ñ CERTO. Vamos revisar:

- LOA n„o pode conter dispositivo estranho ‡

revisar: - LOA n„o pode conter dispositivo estranho ‡ - Previs„o de receita - FixaÁ„o de

- Previs„o de receita - FixaÁ„o de despesa

- N„o se inclui na proibiÁ„o (LOA PODE CONTER)

- AutorizaÁ„o para abertura de crÈditos suplementares - ContrataÁ„o de operaÁıes de crÈdito, inclusive referente ‡ antecipaÁ„o de receita (ARO) - (CF, art. 165, ß 8 )

Item E ñ ERRADO. … o contr·rio: È permitida a ediÁ„o de Medida ProvisÛria sobre creditos extraordin·rios.

40.

(FCC - 2011 - PGE-MT - Procurador) Em matÈria de finanÁas p˙blicas, a ConstituiÁ„o da Rep˙blica veda

a) ao banco central conceder, direta ou indiretamente, emprÈstimos ao Tesouro Nacional e a qualquer Ûrg„o ou entidade que n„o seja instituiÁ„o financeira.

b) a inclus„o na lei orÁament·ria anual de dispositivo estranho ‡ previs„o da receita e ‡ fixaÁ„o da despesa, compreendida na proibiÁ„o a autorizaÁ„o para contrataÁ„o de operaÁıes de crÈdito.

c) a instituiÁ„o de fundos de qualquer natureza.

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d) a transposiÁ„o, o remanejamento ou a transferÍncia de recursos de uma categoria de programaÁ„o para outra ou de um Ûrg„o para outro.

e) a abertura de crÈdito suplementar ou especial sem indicaÁ„o dos recursos correspondentes, salvo na hipÛtese de haver prÈvia autorizaÁ„o legislativa.

Gabarito: A

Item A ñ CERTO. … vedado ao banco central conceder, direta ou indiretamente, emprÈstimos ao Tesouro Nacional e a qualquer Ûrg„o ou entidade que n„o seja instituiÁ„o financeira (art. 164, ß 1 ).

Item B ñ ERRADO. Essa È f·cil:

- LOA n„o pode conter dispositivo estranho ‡

È f·cil: - LOA n„o pode conter dispositivo estranho ‡ - Previs„o de receita - FixaÁ„o

- Previs„o de receita - FixaÁ„o de despesa

- N„o se inclui na proibiÁ„o (LOA PODE CONTER)

- AutorizaÁ„o para abertura de crÈditos suplementares - ContrataÁ„o de operaÁıes de crÈdito, inclusive referente ‡ antecipaÁ„o de receita (ARO) - (CF, art. 165, ß 8 )

Item C ñ ERRADO. A CF veda a instituiÁ„o de fundos de qualquer natureza, sem prÈvia autorizaÁ„o legislativa.

Item D ñ ERRADO. A CF veda a transposiÁ„o, o remanejamento ou a transferÍncia de recursos de uma categoria de programaÁ„o para outra ou de um Ûrg„o para outro, sem prÈvia autorizaÁ„o legislativa.

Item E ñ ERRADO. O correto seria: ìÈ vedada a abertura de crÈdito suplementar ou especial sem prÈvia autorizaÁ„o legislativa e sem indicaÁ„o dos recursos correspondentesî.

41. (FCC - 2007 - MPU - Analista - Controle Interno) A abertura de crÈdito extraordin·rio somente ser· admitida para atender a despesas imprevisÌveis e urgentes.

Certo. Lembre-se ainda de que È possÌvel a abertura dos crÈditos extraordin·rios por Medida ProvisÛria.

42. (FCC - 2010 - PGM-TERESINA-PI - Procurador Municipal) A lei orÁament·ria anual compreende exclusivamente o orÁamento da seguridade social,

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abrangendo todas as entidades e Ûrg„os a ela vinculados, da administraÁ„o direta ou indireta.

Errado. A LOA compreende trÍs orÁamentos:

- LOA compreende (CF, art. 165, ß 5 )

- Poderes da Uni„o - Fundos, Ûrg„os e entidades da adm direta e indireta - FundaÁıes instituÌdas e mantidas pelo Poder P˙blico

ii. OrÁamento de investimento: Abrange empresas que a Uni„o

i. OrÁamento fiscal ñ AbrangÍncia

empresas que a Uni„o i. OrÁamento fiscal ñ AbrangÍncia detenha, direta ou indiretamente, maioria o capital

detenha, direta ou indiretamente, maioria o capital social votante

iii. OrÁamento da

- £reas - Sa˙de - PrevidÍncia - AssistÍncia social - Abrange - Adm direta e
- £reas
- Sa˙de
- PrevidÍncia
- AssistÍncia social
- Abrange
- Adm direta e indireta
-
Entidades e Ûrg„os vinculados ‡
seguridade social
-
Fundos e fundaÁıes instituÌdos
e
mantidos pelo Poder P˙blico

seguridade social

43. (FCC - 2007 - MPU - Analista - Controle Interno) Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecer„o o plano plurianual, as diretrizes orÁament·rias e os orÁamentos anuais.

Certo. Isso mesmo! A iniciativa de todas as leis que versam sobre orÁamentos È do Poder Executivo.

44. (FCC - 2010 - PGM-TERESINA-PI - Procurador Municipal) Lei ordin·ria deve dispor sobre o exercÌcio financeiro, a vigÍncia, os prazos, a elaboraÁ„o e a organizaÁ„o do plano plurianual, da lei de diretrizes orÁament·rias e da lei orÁament·ria anual.

Errado. Isso deve ser feito por Lei Complementar e n„o por Lei Ordin·ria.

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ñ ANALISTA DO BANCO CENTRAL PROFESSOR: ROBERTO TRONCOSO Meus caros Analistas do Banco Central, chegamos ao

Meus caros Analistas do Banco Central, chegamos ao final do nosso curso! A vitÛria est· prÛxima!

Continuem firmes e lembrem-se de que ìA coragem n„o È a ausÍncia do medo, mas a disposiÁ„o de n„o permitir que ele impeÁa vocÍ de caminharî. Um videozinho sobre esse assunto:

http://www.youtube.com/watch?v=41ywNzPmohQ

Espero que todos vocÍs tenham muito SUCESSO nessa jornada, que È bastante trabalhosa, mas extremamente gratificante!

Um grande abraÁo e tomara que vocÍ consiga conquistar o t„o sonhado cargo de Analista do Banco Central.

Roberto Troncoso

ìSe vocÍ acha que pode ou se vocÍ acha que n„o pode, de qualquer maneira, vocÍ tem raz„o.î

(Henry Ford)

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II. QUEST’ES DA AULA

FinanÁas p˙blicas

1. (ESAF - 2009 - Receita Federal - TÈcnico Administrativo) Marque a opÁ„o correta.

a) A lei que instituir o plano plurianual compreender· as metas e prioridades

da administraÁ„o p˙blica federal, incluindo as despesas de capital para o exercÌcio financeiro subsequente.

b) O Presidente da Rep˙blica poder· enviar mensagem ao Congresso Nacional

para propor modificaÁ„o a projeto de lei relativo ao orÁamento anual desde que n„o finalizada a votaÁ„o, na Comiss„o mista, da parte cuja alteraÁ„o È

proposta.

c) A lei orÁament·ria anual compreender· o orÁamento de investimento das

empresas, fundos e fundaÁıes mantidas pelo Poder P˙blico.

d) Os projetos de lei relativos ao plano plurianual ser„o apreciados pelo Senado Federal.

e) Os planos e programas nacionais, regionais e setoriais previstos na ConstituiÁ„o Federal ser„o elaborados em conson‚ncia com o plano plurianual e apreciados pelo Congresso Nacional.

2. (ESAF - 2009 - SEFAZ-SP - Analista de FinanÁas e Controle) Assinale a opÁ„o que apresenta uma das principais caracterÌsticas da lei de diretrizes orÁament·rias, segundo a ConstituiÁ„o Federal de 1988.

a) Especifica as alteraÁıes da legislaÁ„o tribut·ria e do PPA.

b) Define a polÌtica de atuaÁ„o dos bancos estatais federais.

c) Determina os valores m·ximos a serem transferidos, voluntariamente, aos

Estados, Distrito Federal e MunicÌpios.

d) Define as metas e prioridades da administraÁ„o p˙blica federal.

e) Orienta a formulaÁ„o das aÁıes que integrar„o o orÁamento do exercÌcio

seguinte.

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3. (ESAF - 2009 - SEFAZ-SP - Analista de FinanÁas e Controle) Segundo disposiÁ„o da ConstituiÁ„o Federal de 1988, as diretrizes e metas da administraÁ„o p˙blica, para as despesas de capital, s„o definidas no seguinte instrumento:

a) em lei ordin·ria de ordenamento da administraÁ„o p˙blica.

b) na lei orÁament·ria anual.

c) na lei que institui o plano plurianual.

d) na lei de diretrizes orÁament·rias.

e) no decreto de programaÁ„o financeira do poder executivo.

4. (ESAF - 2008 - MPOG - Especialista em PolÌticas P˙blicas e Gest„o Governamental) Os recursos correspondentes ‡s dotaÁıes orÁament·rias, compreendidos os crÈditos suplementares e especiais, destinados aos Ûrg„os do Poder Executivo, do Poder Legislativo, do Poder Judici·rio e do MinistÈrio P˙blico, ser-lhes-„o entregues atÈ o dia 20 de cada mÍs, em duodÈcimos.

5. (ESAF - 2004 - CGU - Analista de FinanÁas e Controle) Na quest„o abaixo, relativa ‡s finanÁas p˙blicas, marque a ˙nica opÁ„o correta.

a) Segundo a CF/88, as disponibilidades de caixa dos municÌpios poder„o ser

depositadas em instituiÁıes financeiras oficiais ou privadas, a critÈrio do

municÌpio.

b) Os projetos de lei relativos ao plano plurianual, ‡s diretrizes orÁament·rias,

ao orÁamento anual e aos crÈditos adicionais ser„o apreciados pelo Congresso

Nacional, em sess„o conjunta, unicameral.

c) Segundo a CF/88, È possÌvel o uso de Medida ProvisÛria com a finalidade de

abertura de crÈdito extraordin·rio para atender a despesas decorrentes de

comoÁ„o interna.

d) A CF/88 autoriza, em car·ter excepcional, a concess„o de emprÈstimos, pelo Governo Federal, a municÌpios, inclusive por antecipaÁ„o de receita, para pagamento de despesas com pessoal ativo, inativo e pensionista.

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e) A vedaÁ„o de vinculaÁ„o de receita de impostos a despesas, prevista na CF/88, impede a vinculaÁ„o de receitas prÛprias geradas pelos impostos municipais para a prestaÁ„o de garantia ‡ Uni„o.

6. (ESAF - 2008 - MPOG - Especialista em PolÌticas P˙blicas e Gest„o Governamental) O Presidente da Rep˙blica poder· enviar mensagem ao Congresso Nacional para propor modificaÁ„o no projeto relativo ‡s diretrizes orÁament·rias enquanto n„o encaminhado o projeto relativo ao orÁamento anual.

7. (ESAF - 2008 - MPOG - Especialista em PolÌticas P˙blicas e Gest„o Governamental) Os projetos de lei relativos ao plano plurianual, ‡s diretrizes orÁament·rias, ao orÁamento anual e aos crÈditos adicionais ser„o apreciados pelas duas Casas do Congresso Nacional, na forma do regimento comum.

8. (ESAF - 2010 - SUSEP - Analista TÈcnico) N„o È sÛ o Banco Central do Brasil que tem a atribuiÁ„o de exercer a competÍncia constitucional de emitir moeda.

9. (ESAF - 2010 - SUSEP - Analista TÈcnico) O Banco Central pode conceder emprÈstimos a instituiÁıes financeiras, inclusive a Ûrg„os do governo, que n„o seja instituiÁ„o financeira, exceto ao Tesouro Nacional.

10. (ESAF - 2010 - SUSEP - Analista TÈcnico) A lei orÁament·ria anual n„o poder· conter a autorizaÁ„o para abertura de crÈditos suplementares e a contrataÁ„o de operaÁıes de crÈdito, ainda que por antecipaÁ„o de receita, nos termos da lei.

11. (ESAF - 2010 - SUSEP - Analista TÈcnico) A ConstituiÁ„o n„o permite a transposiÁ„o, o remanejamento ou a transferÍncia de recursos de uma categoria de programaÁ„o para outra ou de um Ûrg„o para outro, ainda que haja prÈvia autorizaÁ„o legislativa.

12. (ESAF - 2010 - MPOG - Analista de Planejamento e OrÁamento) A autorizaÁ„o de contrataÁ„o de operaÁ„o de crÈdito mediante antecipaÁ„o de receita È matÈria estranha ‡ lei orÁament·ria anual e nela n„o pode ser disciplinada.

13. (ESAF - 2010 - MPOG - Analista de Planejamento e OrÁamento) Ofende a autonomia estadual a estipulaÁ„o, por lei federal, de limites de gastos com pessoal inativo de unidade federada.

14. (ESAF - 2009 - ANA - Analista Administrativo) A lei orÁament·ria anual n„o conter· dispositivo estranho ‡ previs„o da receita e ‡ fixaÁ„o da despesa,

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incluÌda na proibiÁ„o a autorizaÁ„o para abertura de crÈditos suplementares e contrataÁ„o de operaÁıes de crÈdito, ainda que por antecipaÁ„o de receita.

15. (ESAF - 2009 - ANA - Analista Administrativo) A instituiÁ„o de fundos de qualquer natureza sem prÈvia autorizaÁ„o legislativa È autorizada pela ConstituiÁ„o Federal.

16. (CESPE - 2012 - TJ-PI - Juiz) … vedada a transposiÁ„o, o remanejamento ou a transferÍncia de recursos de uma categoria de programaÁ„o para outra, ou de um Ûrg„o para outro, salvo mediante prÈvia autorizaÁ„o legislativa.

17. (CESPE - 2012 - TJ-PI - Juiz) A lei que compreende o orÁamento fiscal (receitas e despesas) dos trÍs poderes da Uni„o, o orÁamento de investimento das empresas em que a Uni„o detenha a maioria do capital social com direito a

voto e o orÁamento da seguridade social da administraÁ„o direta e indireta È a

lei de diretrizes orÁament·rias.

18. (CESPE - 2012 - TJ-PI - Juiz) Sendo a Uni„o, como regra, avalista nas operaÁıes de crÈdito externo obtidas pelos estados, pelo DF e pelos municÌpios em instituiÁıes multilaterais, È competÍncia exclusiva do Congresso Nacional autorizar operaÁıes externas de interesse desses entes federativos.

19. (CESPE - 2012 - TJ-PI - Juiz) A CF veda, de forma absoluta, qualquer vinculaÁ„o da receita de impostos a Ûrg„o, fundo ou despesas.

20. (CESPE - 2012 - TJ-PI - Juiz) O plano plurianual, as diretrizes orÁament·rias e

o orÁamento anual devem ser aprovados mediante projetos de lei, e os

crÈditos adicionais, objeto de decreto do chefe do Poder Executivo, conforme disposto na lei orÁament·ria.

21. (CESPE - 2011 - TRF - 2™ REGI O - Juiz) Cabe ‡ lei orÁament·ria anual estabelecer, de forma regionalizada, as diretrizes, os objetivos e as metas da administraÁ„o p˙blica federal para as despesas de capital e para os custos relacionados aos programas de duraÁ„o continuada.

22. (CESPE - 2011 - TRF - 2™ REGI O - Juiz) As disponibilidades de caixa da Uni„o devem ser depositadas no Banco do Brasil S.A.; as dos estados, do DF, dos municÌpios e dos Ûrg„os ou entidades do poder p˙blico e das empresas por ele controladas, nas instituiÁıes financeiras oficiais que a legislaÁ„o indicar.

23. (CESPE - 2011 - TRF - 2™ REGI O - Juiz) … vedado ao BACEN conceder, direta ou indiretamente, emprÈstimos a qualquer Ûrg„o ou entidade que n„o seja

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instituiÁ„o financeira, bem como comprar e vender tÌtulos de emiss„o do Tesouro Nacional.

24. (CESPE - 2011 - TRF - 2™ REGI O - Juiz) Pertence ao Poder Executivo a iniciativa das leis que estabeleÁam o plano plurianual, as diretrizes orÁament·rias e os orÁamentos anuais.

25. (CESPE - 2010 - TRE-MT - Analista Judici·rio) Para n„o contrariar o princÌpio da anualidade, os crÈditos especiais e extraordin·rios autorizados nos ˙ltimos quatro meses do exercÌcio anterior n„o podem ser reabertos, e seus saldos remanescentes devem ser incorporados ao orÁamento do exercÌcio corrente.

26. (CESPE - 2010 - AGU - Procurador) A vinculaÁ„o de receita de impostos para a realizaÁ„o de atividades da administraÁ„o tribut·ria n„o fere o princÌpio orÁament·rio da n„o afetaÁ„o.

27. (CESPE - 2010 - AGU - Procurador) Estado da FederaÁ„o tem competÍncia privativa e plena para dispor sobre normas gerais de direito financeiro.

28. (CESPE - 2010 - AGU - Procurador) Tratando-se de orÁamento participativo, a iniciativa de apresentaÁ„o do projeto de lei orÁament·ria cabe a parcela da sociedade, a qual o encaminha para o Poder Legislativo.

29. (CESPE - 2010 - SAD-PE - Analista de Controle Interno) O Poder Executivo deve publicar, atÈ trinta dias apÛs o encerramento de cada semestre, relatÛrio resumido da execuÁ„o orÁament·ria.

30. (CESPE - 2010 - SAD-PE - Analista de Controle Interno) A Lei OrÁament·ria Anual (LOA) n„o deve conter dispositivo estranho ‡ previs„o de receita e ‡ fixaÁ„o de despesa, n„o se incluindo, nessa proibiÁ„o, a autorizaÁ„o para abertura de crÈditos suplementares e a contrataÁ„o de operaÁıes de crÈdito, ainda que por antecipaÁ„o de receita, nos termos da lei.

31. (CESPE - 2010 - SAD-PE - Analista de Controle Interno) Os projetos de lei relativos ao Plano Plurianual, ‡s diretrizes orÁament·rias, ao orÁamento anual e aos crÈditos adicionais devem ser apreciados pela C‚mara dos Deputados, que, apÛs aprovaÁ„o, deve remetÍ-los ao presidente da Rep˙blica.

32. (CESPE - 2010 - SAD-PE - Analista de Controle Interno) A LOA compreende, entre outros, o orÁamento de investimento de todas as empresas de que a Uni„o participe.

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33. (CESPE - 2010 - SAD-PE - Analista de Controle Interno) A abertura de crÈdito extraordin·rio somente deve ser admitida para atender a despesas decorrentes de inÌcios de programas ou projetos n„o incluÌdos na LOA.

34. (FCC - 2010 - TJ-PI - Assessor JurÌdico) A lei que estabelece as metas e as prioridades da administraÁ„o p˙blica federal e orienta a lei orÁament·ria anual, ao dispor sobre alteraÁıes na legislaÁ„o tribut·ria e determinar a polÌtica de aplicaÁ„o das agÍncias financeiras oficiais de fomento, È denominada

a) Lei de diretrizes orÁament·rias.

b) Lei de responsabilidade fiscal.

c) Lei de improbidade administrativa.

d) Plano plurianual.

e) Lei de incentivo fiscal.

35. (FCC - 2008 - MPE-RS - TÈcnico) O RelatÛrio resumido da execuÁ„o orÁament·ria abrangendo todos os Poderes e o MinistÈrio P˙blico ser· publicado atÈ trinta dias apÛs o encerramento de cada

a) quadrimestre.

b) trimestre.

c) bimestre.

d) semestre.

e) ano.

36. (FCC - 2012 - TCE-SP - Agente de FiscalizaÁ„o Financeira) Em matÈria orÁament·ria, a ConstituiÁ„o da Rep˙blica autoriza, desde que haja prÈvia autorizaÁ„o legislativa, a

a) concess„o ou utilizaÁ„o de crÈditos ilimitados.

b) abertura de crÈdito extraordin·rio para o atendimento de despesas decorrentes de guerra ou comoÁ„o interna.

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c) transposiÁ„o, o remanejamento ou a transferÍncia de recursos de uma

categoria de programaÁ„o para outra ou de um Ûrg„o para outro.

d) transferÍncia volunt·ria de recursos, inclusive por antecipaÁ„o de receita,

pelo Governo Federal e suas instituiÁıes financeiras, para pagamento de despesas com pessoal ativo, inativo e pensionista, dos Estados.

e) vinculaÁ„o de receitas prÛprias geradas por impostos de Estados e MunicÌpios para o pagamento de dÈbitos com a Uni„o.

37. (FCC - 2010 - PGM-TERESINA-PI - Procurador Municipal) N„o È possÌvel a apresentaÁ„o de emendas ao projeto de lei do orÁamento anual ou aos projetos que o modifiquem.

38. (FCC - 2010 - PGM-TERESINA-PI - Procurador Municipal) Pelo princÌpio universal, a iniciativa da lei do plano plurianual È sempre do Congresso Nacional.

39. (FCC - 2011 - TCM-BA - Procurador Especial de Contas) Em matÈria orÁament·ria, a ConstituiÁ„o da Rep˙blica veda a

a) realizaÁ„o de quaisquer operaÁıes de crÈditos que excedam o montante das

despesas de capital.

b) vinculaÁ„o da receita de impostos a Ûrg„o, fundo ou despesa, exceto nos

casos de destinaÁ„o de recursos para as aÁıes e serviÁos p˙blicos de sa˙de e para a manutenÁ„o e desenvolvimento do ensino.

c) realizaÁ„o de investimento cuja execuÁ„o ultrapasse um exercÌcio financeiro, sob pena de crime de responsabilidade.

d) inclus„o na lei anual de dispositivo estranho ‡ previs„o da receita e ‡

fixaÁ„o da despesa, n„o estando compreendida na proibiÁ„o a autorizaÁ„o para

abertura de crÈditos suplementares e contrataÁ„o de operaÁıes de crÈdito, ainda que por antecipaÁ„o de receita, nos termos da lei.

e) ediÁ„o de medida provisÛria para a abertura de crÈdito extraordin·rio, que

somente ser· admitida mediante autorizaÁ„o legislativa, para atender a despesas imprevisÌveis e urgentes, como as decorrentes de guerra, comoÁ„o interna ou calamidade p˙blica.

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40. (FCC - 2011 - PGE-MT - Procurador) Em matÈria de finanÁas p˙blicas, a ConstituiÁ„o da Rep˙blica veda

a) ao banco central conceder, direta ou indiretamente, emprÈstimos ao Tesouro Nacional e a qualquer Ûrg„o ou entidade que n„o seja instituiÁ„o financeira.

b) a inclus„o na lei orÁament·ria anual de dispositivo estranho ‡ previs„o da

receita e ‡ fixaÁ„o da despesa, compreendida na proibiÁ„o a autorizaÁ„o para contrataÁ„o de operaÁıes de crÈdito.

c) a instituiÁ„o de fundos de qualquer natureza.

d) a transposiÁ„o, o remanejamento ou a transferÍncia de recursos de uma

categoria de programaÁ„o para outra ou de um Ûrg„o para outro.

e) a abertura de crÈdito suplementar ou especial sem indicaÁ„o dos recursos

correspondentes, salvo na hipÛtese de haver prÈvia autorizaÁ„o legislativa.

41. (FCC - 2007 - MPU - Analista - Controle Interno) A abertura de crÈdito extraordin·rio somente ser· admitida para atender a despesas imprevisÌveis e urgentes.

42. (FCC - 2010 - PGM-TERESINA-PI - Procurador Municipal) A lei orÁament·ria anual compreende exclusivamente o orÁamento da seguridade social, abrangendo todas as entidades e Ûrg„os a ela vinculados, da administraÁ„o direta ou indireta.

43. (FCC - 2007 - MPU - Analista - Controle Interno) Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecer„o o plano plurianual, as diretrizes orÁament·rias e os orÁamentos anuais.

44. (FCC - 2010 - PGM-TERESINA-PI - Procurador Municipal) Lei ordin·ria deve dispor sobre o exercÌcio financeiro, a vigÍncia, os prazos, a elaboraÁ„o e a organizaÁ„o do plano plurianual, da lei de diretrizes orÁament·rias e da lei orÁament·ria anual.

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III. GABARITO

 

FinanÁas P˙blicas

 

1.

E

2.

D

3.

C

4.

E

5.

C

6.

E

7.

C

8.

E

9.

E

10.E

11.E

12.E

13.E

14.E

15.E

16.C

17.E

18.E

19.E

20.E

21.E

22.E

23.E

24.C

25.E

26.C

27.E

28.E

29.E

30.C

31.E

32.E

33.E

34.A

35.C

36.C

37.E

38.E

39.D

40.A

41.C

42.E

43.C

44.E

           

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IV. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

LENZA, Pedro. Direito Constitucional Esquematizado. S„o Paulo: Saraiva

MORAES, Alexandre de. Direito Constitucional. S„o Paulo: Ed. £tlas

PAULO, Vicente e ALEXANDRINO, Marcelo. Direito Constitucional Descomplicado. Ed. Impetus

MENDES, Gilmar Ferreira e BRANCO, Paulo Gustavo Gonet. Curso de Direito Constitucional. S„o Paulo: Saraiva

CRUZ, VÌtor. 1001 questıes Comentadas Direito Constitucional. Questıes do Ponto (ebook)

www.cespe.unb.br

http://www.esaf.fazenda.gov.br/

http://www.fcc.org.br/institucional/

www.consulplan.net

http://www.fujb.ufrj.br