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EAD UNITINS – INFORMÁTICA FORENSE - FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS

EAD UNITINS – INFORMÁTICA FORENSE - FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Informática Forense 2º PERÍODO Maria do

Informática Forense

2º PERÍODO

Maria do Carmo Cota

PALMAS-TO/ 2006

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EAD UNITINS – INFORMÁTICA FORENSE - FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS

EAD UNITINS – INFORMÁTICA FORENSE - FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Fundação Universidade do Tocantins Reitor: Humberto

Fundação Universidade do Tocantins

Reitor: Humberto Luiz Falcão Coelho Pró-Reitor Acadêmico: Galileu Marcos Guarenghi

Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Extensão: Maria Luiza C. P. do Nascimento

Pró-Reitora de Pesquisa: Antônia Custodia Pedreira

Pró-Reitor de Administração e Finanças: Maria Valdênia Rodrigues Noleto

Diretor de Educação a Distância e Tecnologias Educacionais:

Andreaci

Claudemir

Equipe Pedagógica – Unitins

Coordenação do Curso: José Kazuo Otsuka Conteúdos da Disciplina: Maria do Carmo Cota Revisores: Damião Carlos Amaral Mesquita e Darlene Teixeira Castro

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Apresentação

Caro(@) Acadêmico(@);

Estamos iniciando o 2º período do Curso de Fundamentos e Práticas Judiciárias na modalidade de ensino a distância – EaD. No pouco tempo que você está cursando, já deu para perceber a forte presença das tecnologias de informação e comunicação (as chamadas TIC’S) na prática de ensino dos seus professores. Informática Forense não é uma disciplina de informática, mas ela servirá como um elo que irá aproximar você ainda mais da era da informação em meio a tantas tecnologias. É por meio dessas tecnologias que veiculam as informações, e com isso, surge a pergunta: Quais tecnologias sofreram uma evolução mais expressiva? Como acompanhar paralelamente esta evolução? Como essas tecnologias irão me auxiliar no trabalho jurídico? Todas essas perguntas serão respondidas conforme o andamento de nossa disciplina. Como você poderá observar ao longo do seu processo de estudo, a nossa apostila conta com uma linguagem simples, para que você possa desenvolver a prática de estudo autônomo (auto-estudo). O nosso objetivo ao elaborar este material é que você não se sinta tão distante do seu professor, pois tenha a certeza de que estaremos ao seu lado durante todo o processo. Para isto, o vocabulário a ser utilizado na teleaula será o mesmo da apostila. Caso surja alguma dúvida durante as aulas, saiba que você poderá esclarecê-las através do nosso portal (http://www.ead.unitins.br/) e de interfaces que possibilitam ao aluno uma maior interatividade com o professor através do envio de mensagens e outros meios de interação. Para que você tenha uma melhor compreensão, aconselhamos a você o estudo em grupo, pois na EaD é importante que os alunos estejam juntos, afinal, não é porque o professor está distante, que os alunos também devam estar, não é verdade?

Desejamos que você tenha êxito em seus estudos.

Profa. Maria do Carmo Cota

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Plano de Ensino

CURSO: Fundamentos e Práticas Judiciárias PERÍODO: 2° DISCIPLINA: Informática Forense (Direito da Informática) . NÚMERO DE HORAS/AULA: 60 (sessenta) CURSO: Fundamentos e Práticas Judiciárias PROFESSORA: Maria do Carmo Cota PERÍODO LETIVO: 2006/1

EMENTA: Informática Jurídica: conceitos, histórico e perspectivas. A utilização do computador nas atividades jurídicas. O impacto da moderna tecnologia na sociedade. Inteligência artificial e sistemas especialistas. Aplicações práticas.

OBJETIVOS

Fornecer conceitos básicos de Informática Jurídica, familiarizando os alunos com os respectivos termos técnicos. Apresentar uma visão crítica sobre o uso das modernas tecnologias da informação e seu impacto na sociedade. Preparar o aluno para a utilização do computador e da informática nas atividades jurídicas. Identificar e apontar soluções para os principais problemas jurídicos surgidos com o uso crescente da tecnologia da informação.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

Surgimento e evolução do computador. Sistemas operacionais. Redes de comunicação. Evolução da informação. Revolução, Sociedade e Era da informação. Tecnologia da Informação. Métodos de Pesquisas jurídicas. Informática Jurídica e Direito da Informática. Princípios norteadores do Direito da Informática. Nomes de Domínio.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA

LUCCA, Newton de. Aspectos Jurídicos da Contratação Informática e Telematica. São Paulo: Saraiva, 2003.

MARCACINI, Augusto Tavares R. Direito e Informática: uma abordagem jurídica da criptografia. Rio de Janeiro: Forense, 2002.

ROVER, Aires José. Informática no Direito: inteligência artificial. Curitiba: Juruá,

2001.

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VII- BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

ALMEIDA, Marcos Garcia. Linux: Sistema Operacional II. 1. ed., São Paulo:

Brasport, 2001.

BLUM, Renato Opice (organizador). Direito Eletrônico. A Internet e os Tribunais. Rio de Janeiro, EDIPRO, 2001.

CASTELLS, Manuel. A galáxia da internet. 2001. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor.

CASTELLS, Manuel. A Sociedade em Rede. 1. ed., São Paulo: Paz e Terra,

1999.

CASTRO, Aldemario Araújo. Apostila eletrônica de direito da informática. Disponível em <http://infojurucb.hpg.ig.com.br/conteudo6.htm> acesso em

31/11/2005.

CASTRO E ALMEIDA FILHO. Manual de informática jurídica e direito da informática. Rio de Janeiro: Forense, 2005.

CASTRO, Aldemario Araújo. Informática Jurídica e Direito da Informática. Livro eletrônico, 2005.

CASTRO, Carla Rodrigues Araújo de. Crimes de Informática e seus Aspectos Processuais. Lúmen Júris, 2003.

CORRÊA, Gustavo Testa. Aspectos Jurídicos da Internet. São Paulo, Editora Saraiva, 2000.

COSTA, Marcelo Antonio Sampaio Lemos. Computação Forense. Millennium Editora, 2003.

FEDELI, R. D.; POLLONI, E. G. F.; PERES, F. E. Introdução a Ciência da Computação. Thompson, 2003.

FILHO, José Carlos de Araújo Almeida e CASTRO, Aldemario Araújo. Manual de Informática Jurídica e Direito da Informática. Rio de Janeiro, Editora Forense, 2005.

GOUVÊA, Sandra. O direito na era digital. 1997. São Paulo, Mauad, 1997.

GRECO, Marco Aurélio. Internet e Direito. São Paulo: Dialética, 2001.

LUCCA, Newton de (coordenador). Direito e Internet. Aspectos Jurídicos Relevantes. EDIPRO, 2000.

MELO, Marco Antônio Machado Ferreira de. A tecnologia, direito e a solidariedade no livro Direito, Sociedade e Informática. Limites e perspectivas da vida digital. Boiteux, 2000.

MESQUITA, Damião Carlos Amaral. Conhecendo o sistema, conhecendo as possibilidades. Uma reflexão diante da utilização de um sistema operacional desconhecido. São Paulo: USP, 2003.

MOURSUND, Dave. The Journey Inside: The Computer - Teacher's Guide – 3. ed., Oregon: Intel Corporation, 1997.

OLIVEIRA, Karina. Microsoft Windows XP Professional: Guia Prático. 2. Ed. - São Paulo: Viena, 2003.

ZUFFO, J. A. A tecnologia e a Infosociedade. Manole, 1999.

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Sumário

Tema 01: Computador: Surgimento e Evolução

07

Tema 02: Conhecendo a máquina: O computador

11

Tema 03: Sistema Operacional

14

Tema 04: Redes de comunicação

18

Tema 05: Internet

22

Tema 06: Revolução da Informação – Sociedade da Informação –

Era da

informação

27

Tema 07: Tecnologia da Informação

33

Tema 08: Serviços Disponíveis na Internet

40

Tema 09: Métodos de pesquisa jurídica

51

Tema 10: Informática jurídica e Direito da Informática

66

Tema 11: Os Princípios Norteadores do Direito da Informática

78

Tema 12: Nomes de domínio – Comitê gestor da internet

83

Glossário.......................................................................................................90

Sites pesquisados......................................................................................97

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Tema 01 Computador: Surgimento e Evolução

Objetivos

Esclarecer o conceito de informática. Mostrar a importância da matemática na evolução do computador. Classificar a evolução do computador em cinco etapas.

Introdução

EAD UNITINS – INFORMÁTICA FORENSE - FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Tema 01 Computador: Surgimento e Evolução

O homem sempre buscou criar ferramentas para facilitar o seu trabalho. Essas criações passaram por uma constante evolução até o momento em que bastava simplesmente aperfeiçoá-las. O computador é uma das ferramentas que o homem buscou aprimorar de modo que tornasse mais simples a atividade de realizar cálculos cada vez mais complexos. Neste tema, nós iremos abordar a evolução do computador em cada uma de suas 5 (cinco) etapas.

Os cálculos sempre fascinaram grandes personagens que contribuíram para o desenvolvimento do pensamento humano. Pensadores como Aristóteles, Platão entre outros grandes filósofos que contribuíram para que o homem desenvolvesse a sua visão crítica em relação ao mundo tinham como base a matemática (É sim! A matemática). Muitas pessoas consideram a matemática como um bicho de sete cabeças, por percebê-la como uma ciência muito “complicada”. O homem, na sua história, sempre buscou nos cálculos a resposta para muitas situações do seu cotidiano, em sua maioria, voltadas para o aumento de produtividade (não só de produtividade no campo de produção de bens, mas de aprendizagem). Faz parte da natureza humana um constante esforço de superação de si mesmo. O homem, desde a Antigüidade, procurou meios mais fáceis de efetuar certas operações matemáticas. Podemos dizer que o primeiro "modelo" de computador foi o ábaco, usado desde 2000 a.C. Ele é um tipo de computador em que se pode ver claramente a soma nos fios. Nosso mundo, atualmente, encontra-se permeado pela influência do computador e pela informatização. Não seria fácil nem mesmo enumerar

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quantas pessoas hoje possuem um computador, pois a cada dia o número muda de forma cada vez mais rápida.

A INFORMÁTICA

O que é Informática?

Ciência que desenvolve e utiliza máquinas para tratamento, transmissão, armazenamento, recuperação e uso de informações. O computador - capaz de realizar várias operações matemáticas em curto espaço de tempo, de acordo com programas pré-estabelecidos - é a principal máquina utilizada. O desenvolvimento da informática tem permitido o surgimento de computadores cada vez menores, mais baratos e com maior capacidade. Atualmente, um computador laptop de US$ 2 mil é muito mais potente do que um computador de grande porte da década de 70, que custava US$ 10 milhões. Esse barateamento é um fator decisivo na popularização dos computadores e de sua inclusão nas escolas. Se há 25 anos existiam apenas 50 mil computadores no mundo inteiro, hoje há cerca de 140 milhões.

Primeiros computadores

Em 1890, o norte americano Hermann Hollerith (1860-1929) desenvolveu o primeiro computador mecânico. A partir de 1930, começaram as pesquisas para substituir as partes mecânicas por elétricas. O Mark I, concluído em 1944 por uma equipe liderada por Howard Aiken, foi o primeiro computador eletromecânico capaz de efetuar cálculos mais complexos sem a interferência humana. Ele media 15 m x 2,5 m e demorava 11 segundos para executar um cálculo. Em 1946, surgiu o Eniac (Electronic Numerical Integrator and Computer), primeiro computador eletrônico e digital automático: pesa 30 toneladas, empregava cerca de 18 mil válvulas e realizava 4.500 cálculos por segundo. Mas o marco da informática foi caracterizado com o surgimento dos computadores digitais e passou por cinco etapas de evolução.

Primeira Geração (1945-1955) Os primeiros computadores digitais surgiram na II Guerra Mundial. Eles eram formados por milhares de válvulas e ocupavam áreas enormes, sendo de funcionamento lento e não confiável. Imagine um computador com mais de 100m 2 com uma estrutura que possuía válvulas, capacitores, resistores, pesava 30 toneladas, e realizava 5.000 adições por segundo. Aí você pode perguntar: Isso é um computador mesmo? Sim, era um computador e o seu nome era ENIAC (Eletronic Numerical Integration and Computer), mas o ENIAC (ver fotos abaixo) não foi o

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único computador da época, assim como ele, existiam outros computadores digitais.

Para

trabalhar

nessas

máquinas, era necessário conhecer

profundamente o funcionamento do hardware, pois a programação era feita em painéis, por meio de fios, e em linguagem de máquina. Existia um grupo de pessoas que projetava, construía, programava, operava e realizava a

manutenção nestes computadores. Nessa fase, não existia o conceito de Sistema Operacional e nem de linguagem de programação.

Segunda Geração (1956-1965)

A criação do transistor e das memórias magnéticas contribuiu para o enorme avanço dos computadores da época. O transistor permitiu o aumento da velocidade e da confiabilidade do processamento, e as memórias magnéticas permitiram o acesso mais rápido aos dados, maior capacidade de armazenamento e computadores menores. O uso individual do computador (conceito de open shop) era pouco produtivo, pois a entrada de programas constituía uma etapa muito lenta e demorada que, na prática, representava o computador parado. Nessa época, o governo americano iniciava os estudos de como implantar o computador na sala de aula, mas os computadores ainda tinham um custo muito elevado para as escolas, possibilitando somente a empresas e grandes corporações a sua aquisição. Os usuários infantis contavam com programas específicos, mais voltados para o entretenimento, é o caso de jogos como o “Spacewar” e “Rato de Labirinto”. Em 1957, o matemático Von Neumann colaborou para a construção de um computador avançado, o qual, por brincadeira, recebeu o nome de MANIAC, Mathematical Analyser Numerator Integrator and Computer. Em janeiro de 1959, a Texas Instruments anuncia ao mundo uma criação de Jack Kilby: o circuito integrado. Enquanto uma pessoa de nível médio levaria cerca de cinco minutos para multiplicar dois números de dez dígitos, o MARK I o fazia em cinco segundos. O ENIAC em dois milésimos de segundo, um computador transistorizado em cerca de quatro bilionésimos de segundo, e, uma máquina de terceira geração em menos tempo ainda.

Terceira Geração (1966-1980)

A terceira geração de computadores é de meados da década de 60,

com a introdução dos circuitos integrados. O Burroughs B-2500 foi um dos primeiros. Enquanto o ENIAC podia armazenar vinte números de dez dígitos, ele armazenava milhões de números. Surgem, então, conceitos como memória virtual, multiprogramação e sistemas operacionais complexos. Exemplos desta época são o IBM 360 e o BURROUGHS B-3500.

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Quarta Geração (1981-1990)

A partir desse momento, o co-processador matemático já vinha embutido no próprio processador. Houve também uma melhora sensível na velocidade, devido à criação de memórias mais rápidas. Os equipamentos já tinham capacidade para as placas SVGA que poderiam atingir até 16 milhões de cores, porém este artifício seria usado comercialmente mais para frente com o advento do Windows 95. Neste momento, iniciava uma grande demanda para as pequenas redes, como a Novel e a Lantastic que rodariam perfeitamente nestes equipamentos, substituindo os "micrões" que rodavam em sua grande maioria os sistemas UNIX (Exemplo o HP-UX da Hewlett Packard e o AIX da IBM). Esta substituição era extremamente viável devido à diferença brutal de preço entre estas máquinas.

A Quinta Geração (1991-até hoje)

As aplicações exigem cada vez mais uma maior capacidade de processamento e armazenamento de dados. Sistemas especialistas, sistemas multimídia (combinação de textos, gráficos, imagens e sons), banco de dados distribuídos e redes neurais, são apenas alguns exemplos dessas necessidades. Uma das principais características dessa geração é a simplificação e miniaturização do computador, além de melhor desempenho e maior capacidade de armazenamento. Tudo isso, com os preços cada vez mais acessíveis. As reduções dos custos de produção e do volume dos componentes permitiram a aplicação destes computadores nos chamados sistemas embutidos, que controlam aeronaves, embarcações, automóveis e computadores de pequeno porte.

Síntese da Aula

EAD UNITINS – INFORMÁTICA FORENSE - FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS • Quarta Geração (1981-1990) A partir

O homem está em constante busca pela sua auto-superação. Neste tema, destacamos a importância que a matemática teve na evolução das ferramentas que facilitariam o cotidiano. Toda essa evolução resultou na atual era da informática.

Atividades

1 – Explique a importância do conhecimento da matemática pelo homem no surgimento e evolução do computador.

Comentário:

Faça uma busca histórica e explique porque a matemática sempre

fascinou o homem e quais as conseqüências disso.

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Tema 02 Conhecendo a Máquina: O Computador

OObbjjeettiivvooss

Conhecer os componentes que integram o computador. Entender a importância dos profissionais conhecerem os componentes básicos do computador para melhor se inserirem no mercado de trabalho.

Introdução

EAD UNITINS – INFORMÁTICA FORENSE - FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Tema 02 Conhecendo a Máquina: O

O computador é basicamente uma calculadora. Ela transforma os cálculos realizados em imagens que são transmitidas pelo monitor. Mas, considerando o computador como um todo, veremos que é por meio de um conjunto de equipamentos contidos dentro da CPU que é possível realizar os feitos que hoje estamos vivenciando. Neste tema, iremos abordar a máquina, mostrando os dispositivos responsáveis pelo seu funcionamento.

Mas de que adianta falar de informática sem antes conhecer o computador propriamente dito? Para que você possa compreender melhor, vamos fazer uma comparação com o seu corpo. Por exemplo: você tem o cérebro onde são armazenadas (Hard Disk) e processadas (Processador) as informações que serão transformadas em ordens que serão enviadas pelo sistema nervoso (Motherboard – placa-mãe) e enviadas ao conjunto do seu corpo: olhos (placa de vídeo), ouvidos (placa de som) etc. Como você viu, o computador funciona semelhante a um corpo humano. A diferença básica é que se houver algum problema com alguma parte ou ela ficar velha demais (ultrapassada), você poderá fazer um transplante de peça (upgrade – aperfeiçoar), tornando o computador mais rápido.

CONHECENDO O COMPUTADOR

Agora vamos conhecer cada parte do computador responsável pelo seu funcionamento:

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O processador (ou CPU): É o "cérebro" do PC, pois além dele ser o responsável pelo funcionamento do computador, a sua velocidade de processamento é responsável pela velocidade/lentidão das principais tarefas executadas no micro.

HD – Hard Disk – é onde são armazenados dados e informações como programas de computador, trabalhos, imagens, músicas e o próprio sistema

operacional.

Monitor – É a “televisão” do computador. Por meio dele você irá visualizar todos os comandos feitos por você no computador a partir do manuseio do mouse e do teclado.

Impressora – Seria como as suas mãos, é por meio da impressora que você irá registrar no papel seus trabalhos, sejam eles digitados ou até mesmo imagens e fotos.

Scanner – É um equipamento em que você irá “fotografar” um documento, foto ou imagem e enviar para o computador.

Teclado – É aqui que você irá digitar os seus textos como se fosse uma máquina de escrever qualquer, só que com mais recursos, pois por meio do teclado você poderá realizar comandos ao computador sem o auxílio do mouse.

Mouse – É uma ferramenta muito útil na informática, com um simples movimento nele, você poderá abrir programas, fechar, configurar, entre outras funções. Na hora de trabalhar com programas de imagens, fica bem mais fácil o seu manuseio.

Placa-mãe - Como o próprio nome sugere, é a principal placa no computador, em que todos os dispositivos são conectados. Ela pode possuir dispositivos diretamente acoplados a ela, chamados de onboard (denominação dada a placas que ficam "dentro" da placa-mãe e não podem ser retiradas). Essas placas geralmente possuem dispositivos como placas de vídeo, placa de rede, placa de som, modem etc., embora isso tenha seu preço: o desempenho de computadores com placas-mãe onboard usualmente é pior do que computadores com placas offboard) ou simplesmente conectados, mas sem nenhum vínculo ao mesmo tempo, chamadas offboard (oposto de Onboard, são as placas que não estão diretamente na placa mãe e devem ser encaixadas na mesma).

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Modem - Utilizado para se conectar à Internet, ele

disca o número do

provedor e se conecta a ele.

Drive - Local em que podem ser lidos os arquivos: pode ser cd-rom, dvd, disquete, ou o hd, no Windows os drives são denominados por letras.

Cooler – Você já reparou como o computador tem a sua temperatura elevada com o passar do tempo de utilização; um dos responsáveis por este aquecimento é o processador, e este conta com o cooler para resfriá-lo e evitar possíveis danos.

Gabinete – Local onde estão localizadas os equipamentos responsáveis pelo funcionamento do computador como placa-mãe, processador, placa de vídeo, placa de som, drive de cd-rom, disquete, etc.

Síntese da aula

Nesta aula, você pôde perceber a quantidade de dispositivos existentes no computador. A nossa intenção é proporcionar uma visão geral para que você possa estar mais familizarizado com os termos técnicos e mais preparado para o mercado de trabalho. Neste contexto, aprendemos as principais peças do computador para posteriormente poder executar as tarefas com maior facilidade.

Atividades

EAD UNITINS – INFORMÁTICA FORENSE - FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS • Modem - Utilizado para se

1 - Além das peças descritas no texto acima, faça um estudo sobre os tipos de placas e impressoras que são usadas com maior freqüência, citando-as.

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EAD UNITINS – INFORMÁTICA FORENSE - FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Tema 03 Sistema Operacional O O

Tema 03 Sistema Operacional

OObbjjeettiivvooss

Conceituar Sistema Operacional. Ressaltar a sua importância no funcionamento do computador. Citar os sistemas operacionais mais utilizados no mercado. Destacar os aplicativos presentes no sistema Windows.

Introdução

Como vimos nos temas anteriores, o computador passou por um período evolutivo até chegar ao período atual (5ª geração), que é marcado pela popularização do computador. Uma boa maneira de se compreender um sistema operacional é acompanhando a sua evolução através dos últimos anos, como vimos no tema 02. Assim, poderemos entender o porquê de determinadas características, como e quando estas foram incorporadas nos atuais sistemas operacionais. O sistema operacional surgiu da necessidade de melhor aproveitar o hardware, em determinados momentos, houve necessidade de se alterar o hardware para melhor aproveitamento de um sistema operacional.

Sistema Operacional: o que é?

Como o próprio nome diz, o sistema operacional é responsável pela operacionalização do conjunto software com hardware. Todas as ações que você executa ao teclar no teclado, por exemplo, ou mesmo o movimentar do mouse é reconhecido pelo próprio hardware e enviado ao sistema operacional. Este, por sua vez, traduz os comandos feitos por você e envia o resultado à tela do seu monitor, tudo isto em fração de um segundo. É ele também que gerencia os programas de computador, os chamados softwares, como o Microsoft Word (editor de texto muito utilizado). Se formos perguntar quais os softwares mais utilizados, a resposta logo vem acompanhada com nome ‘Microsoft’. O sistema operacional mais o utilizado no mundo é o Microsoft Windows. Com certeza o computador que você tem em casa ou no trabalho ou até mesmo na sua telessala funciona com este sistema operacional, mas antes

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de existir o Windows, os computadores funcionavam com outro sistema operacional, o D.O.S. O D.O.S. é a sigla de Disk Operating System - sistema de operação de disco. Os computadores mais antigos eram da marca IBM. O DOS era o sistema operacional dos computadores da IBM, mas, depois de um tempo, o até então jovem Bill Gates junto com colegas fundaram a empresa Microsoft que criou uma nova versão do DOS o MS-DOS (MS = Microsoft) e depois de um tempo o Windows, que funciona com base no DOS. A evolução dos sistemas operacionais está, em grande parte, relacionada ao desenvolvimento de equipamentos cada vez mais velozes, compactos e de custos baixos, e à necessidade de aproveitamento e controle desses recursos. Neste histórico, a evolução é dividida em fases, em que são destacadas, em cada uma, suas principais características de hardware e de software.

CONHECENDO ALGUNS SISTEMAS OPERACIONAIS

Sistema Microsoft Window s

Bill Gates iniciou seu trabalho como um simples programador de sistemas da IBM, depois de um tempo fundou a Microsoft, empresa que logo, juntamente com uma equipe de outros programadores, criara o sistema operacional chamado de Microsoft Windows. Na época, o lançamento do sistema foi considerado uma “revolução” no acesso à informação. Imagine como era complicado para uma pessoa comum operacionalizar um computador. Após o lançamento, o acesso ao computador se tornou mais fácil para muitas pessoas da época. O Microsoft Windows popularizou a moda do PC (Personal Computer – Computador Pessoal), mas o preço do equipamento ainda era considerado muito elevado para muitas pessoas e a sua inserção no mercado acontecia de forma mais lenta. O Microsoft Windows conta com um ambiente intuitivo e não é exigido do (a) usuário (a) um conhecimento muito aprofundado sobre o computador. A versão Windows 95 foi o responsável pela popularização do Windows. Hoje ele está na sua versão XP. Esta versão está com um visual mais bem elaborado e conta com ferramentas que facilitam ao usuário (a) um melhor acesso a ferramentas de internet e outras que visam ao entretenimento.

Sistema MacOs – O sistema para poucos

Você deve estar se perguntando, o porquê do sistema MacOs ser considerado para poucos. A resposta é o preço. Diferente dos computadores que suportam o Windows e o Linux como sistema operacional, o sistema MacOs só funciona no computador da Apple. O computador da Aplle

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(chamados por muito de “Machintosh”) tem como característica o fato de uma única empresa fabricar as suas peças e componentes, isso acaba tornando o preço do produto bem caro no final. Mas um fator que deve ser levado em conta é o design. Os computadores da Aplle possuem um visual muito atrativo. O sistema MacOs não trava, nem é atacado por vírus de computador, isso possibilita uma maior estabilidade do funcionamento do sistema operacional, que por sinal também é muito fácil de utilizar e impede que usuários com pouca experiência venham a “danificar” o computador ou programas.

Sistema Linux – A nova onda do software livre

Imaginem um sistema operacional que começou praticamente como um bebê. Assim é a história do Linux (pronuncia-se “Lainucs”). Este sistema operacional não tem uma empresa que possa se dizer dona dele, pois é um sistema de código-fonte aberto, quer dizer, qualquer pessoa poderá abri-lo e mexer à vontade (desde que esta pessoa possua conhecimentos em programação de sistemas), de modo que modifique o seu visual e conteúdo. Há diversas versões de Linux de modo que fica quase impossível dizer quantas são as versões existentes, mas existem as mais conhecidas que são:

Conectiva, Suse, Red Hat, Mandrake, Corel, Turbo Linux e Kurumim. Muitas instituições estão adotando o Linux como o sistema operacional padrão de seus computadores por vários motivos, entre eles, destacam-se:

preço (gratuito em sua maioria) facilidade de uso (possui um visual semelhante a do windows) segurança (usuários inexperientes dificilmente conseguem danificar o sistema)

estabilidade (dificilmente trava)

A

maioria

das

instituições que adotaram o Linux

são

de ensino

superior, um dos motivos é o financeiro, pois fica mais barato para a instituição ter um sistema no qual não é necessário arcar despesas com licença de uso.

Outro motivo seria o fato da preocupação de despertar na mente dos universitários a consciência do software livre.

Aplicativos presentes no sistema w indow s

a) Word Pad: um editor de texto em que o usuário poderá visualizar e digitar textos, podendo formatá-los conforme o gosto da pessoa que utiliza. Você acessa o Word Pad através do menu iniciar / programas / acessórios / Word Pad.

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Síntese da Aula

Existem outros recursos que o sistema oferece. Você poderá notá-los conforme a sua necessidade e a realidade do seu trabalho. No decorrer do nosso curso, você perceberá que existem muitas possibilidades na utilização do computador em seu cotidiano. Informatizar o método de instrução é o primeiro passo para que seja conseguido o sucesso na utilização da informática forense.

Atividades

1 – Quais as diferenças encontradas por você entre os modelos de sistema operacional?

EAD UNITINS – INFORMÁTICA FORENSE - FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Síntese da Aula Existem outros recursos

Comentário:

Escreva quais dos sistemas operacionais você já conhecia e a sua experiência

com ele.

2 – Como você reagiria ao se deparar com um sistema operacional totalmente diferente daquele com que você já estava acostumado (a) a trabalhar?

Comentário:

Procure relatar como seria ou foi o seu contato com um sistema desconhecido.

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Tema 04 Redes De Comunicação

EAD UNITINS – INFORMÁTICA FORENSE - FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Tema 04 Redes De Comunicação Objetivo

Objetivo

Conhecer as redes de computadores, seus componentes e sistemas de segurança.

Introdução

Uma rede consiste em dois computadores conectados a um outro por um cabo para que possam compartilhar dados. Portanto, redes de computadores consistem de um conjunto de computadores autônomos e outros dispositivos conectados entre si.

Interconectar os computadores, assim como gerenciar um grupo de pessoas é sem dúvida um desafio. O vocabulário de redes locais é repleto de siglas. Os benefícios de se conectar os recursos podem ser grandes (mas em alguns casos podem ficar piores com ela), e podem significar um avanço incalculável de benefícios que um micro isolado nunca poderia apresentar. Atenta aos possíveis benefícios, as empresas estão interconectando seus computadores em ritmo acelerado.

Em um ambiente profissional é muito importante um responsável pelo bom funcionamento da rede, dentre as responsabilidades deste citamos:

coordenar tarefas, gerenciar problemas, monitorar progressos e administrar usuários, entre outras.

Objetivos das Redes

Os principais objetivos das redes de computadores são:

Compartilhamento de recursos Os computadores que fazem parte de uma rede podem compartilhar:

Dados

Mensagens

Gráficos

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Impressoras

Aparelhos de fax

Modem

Disco

CD-ROM

Outros Recursos de HW

Aumento na confiabilidade do sistema como um todo. Pode-se, por exemplo, ter vários arquivos em duas ou mais máquinas para que, em caso de defeito de uma máquina, cópias dos arquivos continuarão acessíveis em outras máquinas. Além disso, o sistema pode operar em regime degradado no caso de pane de um computador, sendo que outra máquina pode assumir a sua tarefa. A continuidade de funcionamento de um sistema é ponto importante para um grande número de aplicações, como por exemplo: aplicações militares, bancárias e o controle de tráfego aéreo, entre outras.

Redução de custos é uma outra questão importante da utilização das Redes de Comunicação, uma vez que computadores de pequeno porte apresentam uma menor relação preço/desempenho em relação aos grandes. Assim, sistemas que utilizam apenas uma máquina de grande porte e de custo muito elevado podem ser concebidos à base da utilização de um grande número de microcomputadores (ou estações de trabalho) manipulando dados presentes num ou mais servidores de arquivos.

Comunicação e troca de informações. A diferença na dimensão das Redes de Comunicação introduz diferentes problemas e necessidades e devem, então, ser objeto de uma classificação:

Rede

Local

(ou

LAN Local Area Network), caracterizada

particularmente por uma pequena extensão, limitando-se normalmente à interconexão de computadores localizados em uma mesma sala, em um mesmo prédio ou em um campus.

Rede Metropolitana (MAN (Metropolitan Area Network) é uma versão ampliada de uma LAN, pois os dois tipos de redes utilizam tecnologias semelhantes. Uma MAN pode atingir um grupo de escritórios vizinhos ou uma cidade inteira e pode ser pública ou privada. A principal razão de ser uma categoria especial é que

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utilizam um padrão especial chamado DQDB (Distributed Queue Dual Bus).

Rede de Longa Distância (ou WAN Wide Area Network) ou também chamada de Rede Geograficamente Distribuída, carateriza-se por conectar computadores localizados em diferentes prédios numa mesma cidade ou mesmo em cidades distantes de uma dada região.

PRINCIPAIS TIPOS DE REDES

Os principais tipos de redes existentes, quanto à disposição física dos equipamentos, são:

a)

rede

local

ou

LAN

(Local

Área

Network)-

equipamentos estão no mesmo espaço

neste

primeiro tipo, os

  • b) rede ampla ou WAN (Wide Área Network)- neste segundo tipo, os

equipamentos estão distribuídos em dois ou mais locais diferentes

  • c) internet (rede mundial de computadores)- neste caso, o planeta serve como

parâmetro espacial

  • d) intranet (rede de organização com recursos e apresentação gráfica típicos

da Internet), neste quarto tipo elencado, não há critérios espaciais de definição.

Do Sistema de Segurança nas Redes.

As redes, notadamente a internet, trouxeram a preocupação sistemática com os aspectos de segurança das informações manipuladas e armazenadas nos computadores.

Os principais instrumentos de segurança utilizados são:

  • a) senha de acesso;

  • b) controle de usuário , com níveis de acesso;

  • c) firewall ( lógicos ou físico, funcionam como filtros do tráfego de dados);

  • d) encripação (codificação das informações);

  • e) BACKUP (cópias de segurança dos arquivos).

Servidores

Uns componentes muito importantes utilizados nas Redes Locais são os SERVIDORES. Eles são micros dedicados que prestam serviços específicos, tais como a gerência de arquivos e a impressão para as demais estações da rede.

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O servidor é um computador que eleva a capacidade de processamento, cuja função é disponibilizar serviços à rede. Em geral essa máquina processa grandes volumes de dados requerendo uma CPU rápida, dispositivos de armazenamento de alta capacidade e acesso rápido. Em uma rede baseada em um servidor, temos normalmente sistemas operacionais mais potentes como é o caso do Windows NT, Netware 4.x, LAN Server IBM, UNIX, sendo necessário um estudo mais criterioso para a definição de qual deve ser utilizado.

Síntese da aula

Você aprendeu os principais tipos de rede. Existem, todavia, diversos outros tipos de redes que já se encontram em desuso e outras ainda não são tão comuns e usuais no nosso sistema eletrônico. Neste tema, verificamos os diversos tipos de redes de comunicação e especificamos onde elas podem ser melhor utilizadas. Agora, basta que você aplique no seu cotidiano mais esse conhecimento apreendido.

Atividades

EAD UNITINS – INFORMÁTICA FORENSE - FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS O servidor é um computador que
  • 1 – Cite cinco objetivos das redes, conceituado-os.

  • 2 – Quais são os principais tipos de redes?

  • 3 – Qual o instrumento de segurança nas redes que funciona como filtro de tráfego de dados?

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Tema 05

Internet

EAD UNITINS – INFORMÁTICA FORENSE - FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Tema 05 Internet Objetivos Conhecer como

Objetivos

Conhecer como surgiu e evoluiu a internet. Entender como funciona a internet. Citar as ferramentas da internet e a sua aplicação no mercado de trabalho.

Introdução

O mundo está em constante transformação. As tecnologias de informação e comunicação (TIC’s) dão maior velocidade às informações na mesma medida em que elas aumentam. Dispor de uma ferramenta que nos possibilite enviar e receber informações armazená-las virtualmente, é importante para a disseminação do conhecimento.

Internet: até pouco tempo atrás esta palavra era coisa de cinema americano: onde você via o agente americano se comunicando com o seu chefe no quartel do FBI por meio de um computador ligado via satélite ou mesmo por linha telefônica. Hoje, a internet está mais comum do que se imagina, por exemplo, a popularização dos computadores (o projeto Computador para Todos do Governo Federal disponibiliza computador a um preço máximo de R$ 1.400,00 pela redução de impostos) juntamente com a linha telefônica fque avoreceu acessar a internet. Segundo Lévy (1999), o nome Internet vem de internetworking (ligação entre redes). A internet é um conjunto de meios físicos (linhas digitais de alta capacidade, computadores, roteadores etc.) e programas usados para o transporte da informação. Simplificando para uma linguagem mais popular, podemos caracterizar a internet como um conjunto de redes de computadores interligados por um mesmo protocolo que determina como dois ou mais processos se comunicam e interagem para troca de dados, de forma que o usuário dela pode ter acesso a serviços e informação em escala mundial.

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ASSIM NASCEU A INTERNET

Em 1969, o Governo dos Estados Unidos criou a APARNET (Advanced Research Projects Agency Network – rede da agência de projetos de pesquisa avançada). Essa rede de computadores tinha como objetivo colocar cientistas em contato uns com os outros, trocando idéias e visando potencializar os resultados de suas pesquisas. Mas, a APARNET é a INTERNET? Não, mas foi a partir do conceito de da APARNET que surgiu a Internet. Antes a APARNET tinha um número limitado de usuários, depois de um tempo é que esse número foi aumentando conforme o crescimento de universidades interessadas em participar do projeto. Daí nasceu a internet, de lá pra cá a internet não parou de crescer. De 6 anos para cá houve uma explosão da internet; hoje mais de 30 milhões de brasileiros têm acesso à internet conforme a SBC (2005). Nos dias de hoje, considerar a internet como uma simples ferramenta para enviar e receber e-mails ou mesmo para visitar um site para pegar uma receita vista em um programa de televisão é subestimar a sua potencialidade frente às possibilidades quase que infinitas.

QUEM CONTROLA A INTERNET?

Bill Gates com certeza não é. Ao contrário do que muita gente pensa, a internet não tem um dono nem um controlador específico. Segundo Castells (1999), o único modo de controlar a rede é não fazer parte dela, e esse é um preço alto a ser pago por qualquer instituição ou organização, já que a rede se torna abrangente e leva todos os tipos de informação para o mundo inteiro. Mesquita (2003) reforça afirmando que a internet é uma rede corporativa, são os usuários que fazem a cara da internet conforme os fins que cada um espera dela. Se voltar ao início deste tema verá que a internet foi criada com intuito de compartilhar informações entre estudiosos de vários lugares dos Estados Unidos e, com o tempo, esta rede foi aumentando de modo que já é praticamente impossível alguém controlar o conteúdo da internet, são bilhões e bilhões de páginas munidas com milhares de todos os tipos de assuntos. Para Lévy (1999), nenhuma autoridade central garante o valor das informações na internet, mas os sites são produzidos e mantidos por pessoas e instituições que assinam as suas contribuições e defendem a sua validade frente a comunidade dos internautas; portanto, essas informações são garantidas por essas pessoas, que colocam em jogo sua reputação na web tanto quanto (ou mais que) por meio de outras formas de comunicação.

TORNANDO-SE UM INTERNAUTA

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Internauta é quem acessa a internet. Feitas as apresentações vamos conhecer o equipamento básico necessário para acessar a internet.

Computador com modem

Linha telefônica

Acesso a um provedor de internet Você precisa dos três elementos básicos acima citados para poder entrar no mundo virtual da internet, pois através do computador você aciona um programa que é chamado de discador, que por sua vez, dá a ordem ao modem para utilizar a linha telefônica onde é feita uma ligação para o provedor. Ele é responsável por estabelecer uma conexão do internauta com a internet. Se você pretende acessar um computador na China, por exemplo, não é necessário fazer um interurbano internacional. Basta conectar-se a um computador ligada à internet em sua cidade. Esse computador local está conectado a uma máquina em outro estado, que está ligado a outro país e assim por diante, o desenho abaixo explica melhor o que estou querendo dizer.

CONHECENDO OS TERMOS E FERRAMENTAS PARA A INTERNET

Até agora conhecemos como nasceu e como funciona a internet, mas quase que deixamos de mencionar mais itens que também são muito importantes para que você entenda não só o funcionamento, mas também como utilizar a internet de forma produtiva em suas aulas, e por que não, em seu cotidiano. Em primeiro lugar, você já deve ter se perguntado por que todos os endereços na internet começam com www? A resposta é simples, www é a sigla de World Wide Web (tradução: rede de alcance mundial), podemos pensar nela como uma maneira de navegar no mundo virtual da internet. Dentro da internet você poderá encontrar textos, imagens e sons denominados hipertextos e hipermídia. A www não é o único serviço da internet, além dela há outros serviços como correio eletrônico, transferência de arquivos (FTP), listas de discussão, chat (bate papo) entre outros. Hipertexto é o nome dado a uma forma de acesso ao conteúdo não linear, na internet cada página está interligada uma a outra, não importa se estão a quilômetros de distância, então quando estivermos falando de leitura não linear de um texto estaremos falando de um hipertexto. Agora quando você acessa um conteúdo na rede que contém além de texto, possui sons, vídeo e imagens, estaremos falando de hipermídia. Para acessar o conteúdo da internet você precisará de um browser (navegador: para nós que falamos na língua portuguesa). Conforme sabemos, a internet possui conteúdo e que é apresentado sob forma de textos, imagens, sons e vídeo, o navegador tem como função interpretar essas mensagens e

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organizá-las de modo que o internauta possa visualizá-las. Uns dos mais conhecidos são os navegadores Internet Explorer e o Netscape, veja figura:

EAD UNITINS – INFORMÁTICA FORENSE - FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS organizá-las de modo que o internauta

Imagem do Microsoft Internet Explorer

EAD UNITINS – INFORMÁTICA FORENSE - FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS organizá-las de modo que o internauta

Imagem do Netscape

Todos os navegadores seguem em sua maioria um padrão de interface conforme o desenho:

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Através do navegador, além dos sites com informações sobre um

de

termi

nado assunto, você poderá acessar salas de bate-papo (chat), listas de

discussão (Fórum) e correio eletrônico (e-mail). Vamos conhecer cada um

deles:

 

Bate-papo (chat): Funciona da seguinte forma: você entra em uma sala

onde tem um determinado número de pessoas, você pode conversar diretamente com uma pessoa (reservado) ou pode falar com todos os participantes da sala, é um espaço democrático, mas como toda sala, tem um

limite de pessoas que podem participar.

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Listas de discussões (Fórum): Imagine um mural de recados onde você pode deixar um recado e outra pessoa passa por este mural e pode deixar um comentário relacionado ao que você escreveu. O Fórum ou Lista de Discussão funciona deste modo, o internauta entra em uma lista de discussão sobre um determinado tema e deixa o seu recado, outro internauta o acessa e coloca o seu ponto de vista sobre o que o colega escreveu ou então escreve outro recado para que outros possam dar a sua opinião. O fórum é considerado um dos espaços mais democráticos da internet e não tem limites de participantes.

Correio eletrônico (e-mail): Em frente a sua casa você deve ter uma caixa de correios, certo? Pois então, o correio eletrônico funciona da mesma forma. Na internet você tem uma caixa de correio (caixa postal) em que você receberá as suas cartas (e-mails). Para você receber é necessário que você possua um endereço da sua casa (endereço eletrônico), por exemplo: Você mora na Rua dos lougros, N° 37, Palmas – TO. Já na internet o seu endereço poderia ser astrogildo@provedor.com.br. O endereço eletrônico, diferente do residencial, é você quem escolhe.

Síntese da aula

É através da internet que podemos nos comunicar de forma mais interativa. Os hipertextos são recheados de hipermídia (textos com sons e imagens) que proporcionam maior familiaridade com as páginas. Isso facilita (e muito!), a nossa forma de comunicação no trabalho e em casa. Com este estudo vimos que a tecnologia digital é uma realidade, são fascinantes as informações relativas à internet, justamente por sua aptidão em dar vida à era da informação.

EAD UNITINS – INFORMÁTICA FORENSE - FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS • Listas de discussões (Fórum): Imagine

Atividades

  • 1 – Qual a maneira de entendermos as inovações tecnológicas e conciliá-las ao mundo jurídico?

  • 2 – No seu entendimento, a internet facilitou o acesso às informações? Explique.

  • 3 – A tecnologia digital é uma realidade ou utopia? Explique.

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Tema 06

Revolução da Informação - Sociedade da Informação Era da Informação

Objetivo

Conhecer o mundo virtual, a era e sociedade da informação e seus aspectos históricos e atuais.

Introdução

EAD UNITINS – INFORMÁTICA FORENSE - FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Tema 06 Revolução da Informação -

Atualmente, somos testemunhas de transformações radicais da forma de vida na face do planeta. Destacamos a principal condutora dos vários fenômenos observados e vivenciados: a chamada "Revolução da Informação". A utilização crescente de expressões como "Era da Informação", "Sociedade da Informação", "Nova Economia", entre outras, anunciam as mudanças em curso, algumas delas tão-somente na sua fase inaugural.

Todos os domínios da vida social estão sendo modificados pelos usos disseminados da internet e estão mudando a forma como as pessoas se comunicam. Uma nova forma social, a sociedade de rede, está se constituindo, embora sob uma diversidade de formas e com consideráveis diferenças em suas conseqüências para a vida das pessoas, dependendo de história, cultura e instituições. As oportunidades que essa transformação oferece são tão numerosas quanto os seus desafios. A "Revolução da Informação" ou "Era da Informação" significa, entre outros aspectos importantes, o ingresso da sociedade humana em um novo patamar de produção de riquezas e valores. A "Revolução Agrícola" colocou a "terra produtiva" como elemento central do sistema de geração de riquezas. Para Melo (2000, p. 22), "A primeira grande mudança vivenciada se deu no período neolítico, quando o homem começa a afastar-se da floresta. De nômade passa à vida sedentária, dando início a uma agricultura rudimentar. Foi chamada de Revolução Agrícola, em que a terra consistia no maior patrimônio, meio pelo qual, através do dispêndio de energia humana e de tração animal, empregavam-se técnicas rudimentares e gerava-se riqueza".

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Já a Revolução Industrial teve como ator central a máquina (movida a vapor e, depois, a eletricidade). A humanidade, há uns 300 anos, iniciou outra grande mudança, passando de civilização eminentemente sedentária e agrícola para outra de produção em massa, principalmente na Europa, chamada de

Revolução Industrial “(

...

)

A Revolução Industrial tem por marco a invenção da

máquina a vapor em 1776, que possibilitou o aparecimento da produção em massa, substituindo o trabalho artesanal. MELO (2000). No estágio atual, na fase da "Revolução da Informação", a informação e o conhecimento passam a desempenhar o papel central na atividade econômica . De acordo com Castells (2001), a informação é o produto-chave da Era da Informação sendo que a Geração de conhecimento e processamento de informação são as fontes de valor e poder nessa fase. Na Revolução Digital o conhecimento passa a ser o principal meio de geração da riqueza.

Para Zuffo (1999), numa cibersociedade, em que o conhecimento e a educação ocupam papel central no processo de desenvolvimento e progresso social, as políticas governamentais de desenvolvimento científico-tecnológico são fundamentais no processo de manutenção da identidade cultural e soberania nacional.

A "Revolução da Informação" pode ser considerada o grande acontecimento do século XXI.

Num realce histórico, segundo os estudiosos, percebemos que já passamos por quatro estágios de uma revolução da informação que teve início no século XVI. O primeiro estágio foi a invenção da prensa tipográfica, no início do século XVI (Gutemberg). Até o século XIX não foi introduzida nenhuma tecnologia que alterasse a forma, o volume e a velocidade da informação. Com o surgimento do telégrafo, em meados do século XIX, temos o início do segundo estágio da revolução. Até então, a informação só podia mover-se com a velocidade do trem, ou seja, cerca de 50 quilômetros por hora. Com o telégrafo, o transporte e a comunicação se libertam um do outro e a informação se transforma numa mercadoria, algo que pode ser comprado e vendido, sem levar em conta seus usos ou sentidos. A fotografia, inventada mais ou menos na mesma época da telegrafia, inicia o terceiro estágio da revolução da informação e no final do século XIX, os anunciantes e homens de jornais descobriram que uma imagem valia, não apenas mil palavras, mas em termos de vendas até milhões de dólares. No início do século XX, ocorre no Ocidente o quarto estágio, a radiodifusão, em seguida, o surgimento da televisão e hoje estamos vivendo em cheio o quinto estágio com o advento da tecnologia do computador e da Internet. (Apresentação do livro "Tecnologias da Informação e da Comunicação" de Jayr Figueiredo de Oliveira).

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Afinal, a sociedade da informação substituiu a sociedade industrial do século XX. Esta substituição provocou (provoca e provocará) mudanças fundamentais na disseminação de conhecimentos, no comportamento social, nas atividades econômicas, na organização administrativa de instituições públicas e privadas, na esfera das relações políticas, nos meios de comunicação, na educação, na saúde e mesmo nas atividades recreativas e de lazer.

Importa destacar que a informação sempre esteve presente na sociedade humana. Portanto, a decantada "Revolução da Informação" não fez surgir a codificação, o armazenamento e a transmissão da informação. Entretanto, este fenômeno está modificando profundamente as formas de existência, produção, posse, propriedade e transmissão da mesma. “Na verdade, estamos em meio a uma explosão da informação. Segundo um estudo da Universidade da Califórnia em Berkeley, há na web cerca de 550 bilhões de documentos (95% publicamente acessíveis), e a informação on-line está crescendo à taxa de 7,3 milhões de páginas da web por dia. A produção de e-mails por ano é quinhentas vezes maior que a de páginas da web. A produção de informação anual do mundo, sob diferentes formas, eleva-se a 1,5 bilhão de gigabytes, dos quais, em 1999, 93% foram produzidos em forma digital". (Castells, 2001, p.77) Hoje, a informação não conhece, em termos de propagação, limites temporais ou geográficos. Mesmo os limites políticos, relacionados com a soberania dos Estados, estão sendo superados com imensa facilidade.

Dos Desafios da Nova Ordem Mundial

A imensa e crescente quantidade de informações produzidas e transmitidas no mundo moderno desperta a atenção e a preocupação de cientistas e filósofos para os aspectos negativos decorrentes desta realidade. Acentua-se, com acerto, a necessidade do desenvolvimento da capacidade de aprender, de lidar com sabedoria com as informações e conhecimentos disponíveis. Dentre os desafios da nova ordem mundial, inclui-se o alerta para a aparente maior relevância das novas tecnologias e equipamentos, assim como da geração e difusão de informações do que propriamente conhecimentos. Objetivando realçar este ponto, alguns autores chegam inclusive a falar de Era da Ignorância (ao contrário de Conhecimento), enquanto outros chamam a atenção para os riscos associados à hiperinformação, resultante do alto volume de informação em circulação e ao relativo descuido com a geração e acumulação de conhecimentos. Desta forma, adverte-se que mais grave ainda do que não possuir acesso às novas tecnologias e a informações, seja não dispor de conhecimentos suficientes para fazer uso das mesmas.

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Aspectos mais Relevantes

Para Castells (2001), os aspectos mais relevantes da revolução em andamento, pela variedade e profundidade das conseqüências antevistas, estão a interatividade generalizada e a separação entre a informação e seu substrato material. Este último ponto deve ser sublinhado. Afinal, durante quase três séculos de Revolução Industrial, ou mesmo nos três últimos milênios, a sociedade humana lidou com bens corpóreos, com realidades

materiais e suas múltiplas relações.

Os universos econômico, social e

jurídico, para citar alguns, estão voltados para este traço da existência, verdadeiro paradigma para construção do conhecimento científico, do arcabouço intelectual para compreensão do mundo. Agora, temos a informação dissociada de seu suporte físico, como algo autônomo, prometendo mudar radicalmente nosso estilo de vida em sociedade. Este fenômeno tem sido

denominado de "desmaterialização de conceitos". Meio e mensagem na história da Humanidade sempre coexistiram, tendo por ponto de partida a ocorrência de uma relação comunicativa. A grande mudança verificada nos últimos anos foi ter a informação (mensagem) adquirido valor próprio independente do suporte físico pelo qual é veiculada. Esta mudança acarreta delicados problemas jurídicos relacionados aos atos realizados à distância ou por intermédio de equipamentos eletrônicos. Greco (2000) afirma que esta revolução pode ser resumida no reconhecimento

de que estamos passando 'dos átomos para os bits'. (

...

)

Uma nova civilização

está em criação; nesta, o conceito relevante não é mais o de átomo, mas sim o

de bit, (

)

Esta é a grande mudança. O valor não está mais atrelado

 

)

Ou seja, há uma

dupla mudança: por um lado, a informática deu vida a novos 'bens' (softwares,

banco de dados etc.); por outro lado, bens clássicos assumiram nova feição (virtual) em razão dos avanços da tecnologia e da informática (basta lembrar os

chamados 'livros eletrônicos'). (

)

Na medida em que se acrescenta uma

... utilidade, acrescenta-se um valor ao que antes existia. Daí dizer-se que o elemento chave num mundo informático é o conceito de 'valor adicionado'. Vale dizer, os bens informáticos não valem pelo que eles são, mas sim pelo valor que eles adicionam à vida de alguém, de uma empresa, do Poder Público etc. "Numa economia eletrônica baseada no conhecimento, na informação e em fatores intangíveis (como imagem e conexões), a inovação é a função primordial". Castells (2001, p.85)

Surgimento de uma Nova Forma de Sociedade

Manuel Castells (2001), considerado um dos principais teóricos da "Era da Informação", destaca, com bastante ênfase, o surgimento de uma nova

forma de sociedade: a "sociedade de rede"

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"Uma rede é um conjunto de nós interconectados. A formação de redes é uma prática humana muito antiga, mas as redes ganharam vida nova em nosso tempo transformando-se em redes de informação energizadas pela Internet. As redes têm vantagens extraordinárias como ferramentas de organização em virtude de sua flexibilidade e adaptabilidade inerentes, características essenciais para se sobreviver e prosperar num ambiente em rápida mutação. É por isso que as redes estão proliferando em todos os domínios da economia e da sociedade, desbancando corporações verticalmente organizadas e burocracias centralizadas e superando-as em desempenho. Contudo, apesar de suas vantagens em termos de flexibilidade, as redes tiveram tradicionalmente de lidar com um grande problema, em contraste com hierarquias centralizadas. Elas têm tido considerável dificuldade em coordenar funções, em concentrar recursos em metas específicas e em realizar uma dada tarefa dependendo do tamanho e da complexidade da rede". Castells (2001, p.7).

Neste contexto, as fórmulas organizacionais tradicionais, baseadas em cadeias de comando e controle verticais e racionais, estão cedendo espaço para redes caracterizadas pela flexibilidade, coordenação de esforços, descentralização e horizontalidade. Vale lembrar que as considerações realizadas neste campo ainda são precárias e parciais. Conspiram contra elas a complexidade, a novidade e a vertiginosa velocidade das mudanças. Não são raras, mesmo partindo de atores sociais em posições privilegiadas, previsões completamente desastradas. Assim, quanto ao conhecimento, estamos na fase de perplexidade, de aproximação, de problematização. No futuro, inexoravelmente, os esforços científicos, incluindo os do direito, terão de aprofundar suas percepções e construir os elementos necessários para lidarmos com estas novas realidades. Ademais, as mudanças tecnológicas em curso têm gerando enorme surpresa em todas as áreas do convívio social. Afinal, situações ou casos antes tratados como ficção científica já fazem parte do dia-a-dia das pessoas e desafiam os cientistas e técnicos de todas os setores, entre eles os operadores do direito. Por conseguinte, um dos traços sociais mais instigantes dos "tempos modernos" é o processo de assimilação, inclusive psicológica, das novas tecnologias, suas múltiplas facetas e utilidades.

Síntese da aula

Procuramos verificar o quanto a sociedade, hoje chamada de sociedade da informação, tem modificado os modos de pensar no mercado de trabalho e nas próprias relações com as pessoas, e perceber o quanto as novas tecnologias da informação e comunicação vêm contribuindo para tais ações.

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A sociedade da informação não é um modismo; é um fenômeno global com elevado potencial transformador das atividades sociais e econômicas podendo ser considerada um novo paradigma técnico-econômico.

EAD UNITINS – INFORMÁTICA FORENSE - FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS A sociedade da informação não é

Atividades

  • 1 – Faça uma busca histórica sobre a evolução da informação

e,

no final,

estabeleça as conclusões relativas às vantagens e desvantagens sobre a evolução da tecnologia no mundo.

  • 2 – Estabeleça um paralelo entre a Sociedade da Informação.

Informação e

a

Era da

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Tema 07

Tecnologia da Informação

Objetivo

Conhecer os traços marcantes da tecnologia da informação, o desenvolvimento tecnológico e seus aspectos positivos e negativos.

Introdução

EAD UNITINS – INFORMÁTICA FORENSE - FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Tema 07 Tecnologia da Informação Objetivo

Um dos traços mais marcantes do convívio humano consiste no manuseio de dados, informações e conhecimentos como forma de entender as realidades física, biológica e social reduzindo continuamente os níveis de ignorância e incerteza. A sabedoria, posta num plano prático, empresta a perspectiva de responsabilidade social para a aplicação do conhecimento.

Dados, informação e conhecimento

Dados

são

os

elementos

básicos

da construção do saber,

representados por números, palavras ou fatos. Já informação é o resultado de

uma organização, transformação ou análise de dados, ou seja, o tratamento de um conjunto de dados para obtenção de um significado específico. O conhecimento, por sua vez, consiste na interpretação (com argumentos e explicações) de um conjunto de informações. Envolve hipóteses, teorias, modelos e leis.

É interessante notar a diferença que a informática estabelece entre 'dado' e 'informação'. Refere-se à palavra dado o registro que podemos estabelecer com um dos atributos (nomes, endereços, medidas, valores monetários, datas etc) de uma entidade (pessoa, objeto, empresa etc). Um dado passa a ser considerado informação quando é passível de ser recuperado para possíveis tomadas de decisões. Conseqüentemente, sistemas de informação, na informática, são hardware e software que automatizam a recuperação rápida de dados para tomadas de decisões. (GOUVÊA, 1997, p.41).

Para Fedeli, Polloni

e

Peres

(2003, p.

03),

"Dado é o elemento

identificado em sua forma bruta que por si só não conduz a uma compreensão

de um fato ou uma situação. Ao obter um levantamento de informações, de nada nos serve, apenas como exemplo, o sexo do entrevistado; porém, a

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informação analisada em conjunto com todos os dados levantados nos permite saber quantos são do sexo feminino e quantos do sexo masculino, caracterizando a amostra. Podemos, ainda, separá-la por faixa etária, para uma análise mais profunda. Isto se chama tratamento da informação. Tratamento é a transformação de um insumo (dado) em um resultado gerenciável (informação). Informação é o dado trabalhado, que permite ao executivo tomar uma decisão". "Consideramos sinal como sendo o resultado em função do tempo da

coleta, medição ou detecção de qualquer grandeza física. (

)

A informação é

por sua utilidade para aplicações presentes ou futuras. (

)

Conhecimento

significa, aqui, a forma e a capacidade de utilização das informações para a obtenção de benefícios ou produção de bens para a prestaçãode serviços. ( ) ... Finalmente, consideramos sabedoria como sendo a utilização dos

conhecimentos de forma ponderada, justa e ética, em benefício de pessoas, de comunidades, do meio ambiente, da ecologia e de todo o universo de seres vivos e mesmo de coisas materiais e imateriais". (Zuffo, 1999, p. 43 e 44) Assim, os dados, as informações e os conhecimentos precisam ser armazenados, recuperados, combinados e relacionados de todas as formas possíveis, notadamente com o objetivo de gerar ou criar conhecimentos novos a partir dos já existentes.

Processamento de Dados

Denomina-se processamento, daí processamento de dados, às várias operações efetuadas com dados, rumo à produção de informações e conhecimentos. Este pode assumir as mais diversas formas e manusear os mais diversos tipos de instrumentos ou ferramentas auxiliares. Assim, podemos falar em processamento não-mecânico ou manual (utilizando sinais e gestos), mecânico (com a presença de engrenagens e mecanismos) e eletrônico (relacionado com circuitos eletrônicos compostos por elementos específicos, tais como transistores, resistores e capacitores, responsáveis pela execução das tarefas solicitadas). "A computação óptica completa é considerada por muitos pesquisadores a maior esperança de desenvolvimento futuro do processamento de grande porte, pois permite superar muitas das cada vez mais severas limitações tecnológicas do processamento eletrônico" ( ) ... "Encerrando nossas considerações sobre as possibilidades futuras da fotônica, frisamos que, apesar da predominância dos circuitos eletrônicos e da nanoeletrônica convencional ainda por muitos anos, acreditamos que a nanofotônica será usada de forma crescente, podendo tornar-se até mesmo

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dominante na área de informática a partir do ano 2020". (ZUFFO, 1999, p.13 e

23).

O desenvolvimento do computador, mais precisamente do computador eletrônico, representou um gigantesco salto de qualidade nas atividades de processamento de dados. Seguramente, ele foi o elemento decisivo da Revolução da Informação e do ingresso na chamada Sociedade da Informação. Neste sentido, a expressão tecnologia da informação (TI) é empregada para identificar toda e qualquer tecnologia controlada por um computador eletrônico (mais precisamente por um chip ou microprocessador).

Para Zuffo (1999, p.5) "

as Tecnologias da Informação (Information

... Tecnology – IT), considerando seus quatro pilares fundamentais de sustentação: a microeletrônica, a optoeletrônica, as telecomunicações e a logicionária (software) de modo geral e, dentro das telecomunicações, a Internet em particular. Observamos, também, que, no ponto vista de tecnologias de informação, o próprio projeto de decodificação e interpretação do DNA e do genoma humano enquadrando-se nessa área básica". Verificamos que a sociedade contemporânea está mergulhada em tecnologias da informação. Afinal, temos processadores eletrônicos em relógios de pulso, aparelhos de telefonia móvel, agendas eletrônicas, computadores de mão e de mesa, elevadores, aparelhos de som e TV, máquinas de fotografia, filmadoras, fornos de microondas, entre tantos outros. Não pode ser olvidado o fenômeno da aceleração histórica, onde a tecnologia se alimenta de si mesma, onde a tecnologia torna possível mais tecnologia. Assim, temos uma progressão geométrica do desenvolvimento tecnológico, seguida pela diminuição do lapso de tempo entre uma descoberta científica e sua exploração comercial. Gordon Moore, da empresa Intel, fabricante de microprocessadores eletrônicos, afirma que a cada dezoito meses os chips dobram sua capacidade de processamento enquanto mantêm o preço. A rigor, a chamada "Lei de Moore" não se aplicaria indefinidamente. Segundo as mais abalizadas manifestações científicas, quando o tamanho dos circuitos eletrônicos se aproximar das dimensões atômicas será muito difícil ampliar sua capacidade como vem sendo feito.

O Uso Eficiente de novas Técnicas

A tecnologia da informação tornou-se vital em praticamente todos os aspectos da vida contemporânea. O uso eficiente das novas técnicas com certeza significa a medida entre o sucesso e o fracasso, quer no campo pessoal, quer no campo das diversas organizações sociais

Em suma, nos EUA, na segunda metade da década de 1990, houve um aumento substancial do investimento em equipamento e software de tecnologia da informaçãoo, que, em 2000, correspondeu a 50% do investimento total em negócios. Esse investimento, juntamente com a

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reestruturação organizacional, em particular com a difusão de uma interconexão baseada na Internet como prática empresarial generalizada, parecem ser fatores críticos para explicar o crescimento da produtividade do trabalho - que é a fonte última da criação de valor e o fundamento da nova economia. (CASTELLS, 2001, p.84).

Da Economia Baseada no Conhecimento

Na atual "economia baseada no conhecimento", uma das inúmeras denominações da sociedade da informação, a ciência e a tecnologia desempenham papéis centrais. Cresce, inclusive, a dificuldade de distinção entre ciência e tecnologia, até porque são, as duas, intensamente permeadas por interesses econômicos. Neste sentido, a inovação tecnológica, considerada como a transformação do conhecimento em bens e serviços voltados para o mercado, funciona como o motor do desenvolvimento econômico. Ressurge, assim, com força, a "teoria da inovação", formulada originalmente por Schumpeter para explicar a dinâmica de evolução da sociedade capitalista a partir de inovações representadas por novos bens de consumo, novos métodos de produção e novas formas de organização empresarial.

Teoria da Inovação

A Teoria da Inovação vincula-se, enquanto legado teórico, a Joseph Schumpeter, economista austríaco e professor da Universidade de Harvard, que o foi o principal formulador desta teoria em seus aspectos epistemológicos. Foi dele a observação de que as longas ondas dos ciclos do desenvolvimento no capitaslismo resultam da conjugação ou da combinação de inovações, que criam um setor líder na economia, ou um novo paradigma, que passa a

impulsionar no crescimento rápido dessa economia. (

...

)

Segundo Schumpeter:

O impulso fundamental que inicia e mantém o

movimento da máquina capitalista decorre de novos bens de consumo, dos novos métodos de produção e transporte, dos novos mercados, das novas formas de organização industrial que a empresa capitalista cria

A abertura de novos mercados - estrangeiros ou domésticos - e o desenvolvimento organizacional, da

...

(

)

oficina artesanal aos conglomerados (

)

ilustram o

mesmo processo de mutação industrial (

)

que

É nisso que consiste o capitalismo e é aí que têm de viver todas as empresas capitalistas." Pires. Hindenburgo Francisco. Inovação Tecnológica e Desenvolvimento da Cibercidade: O advento da

Cibercidade.

Disponível

em:

<http://www.educacaopublica.rj.gov.br/biblioteca/geogr afia/geo13a.htm>. Acesso em: 20,jun.2005.

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O momento crucial da mudança tecnológica refere-se à entrada da

invenção

no

processo

produtivo,

desenvolvimento econômico.

que

possui

grande

impacto

para

o

Diferença entre invenção e inovação

Podemos distinguir invenção de inovação para demarcar esse momento: a invenção, em si mesma, não teria dimensão econômica, referindo- se à descoberta de princípios que podem permanecer restritos ao campo do conhecimento. A inovação, por outro lado, teria aplicação prática, possibilitando o emprego de recursos econômicos de uma forma ainda não efetivada. Essa distinção tem o mérito de destacar o fato de que nem todo avanço no conhecimento tem, necessariamente, implicações na produção, circulação e consumo de mercadorias. No entanto, não podemos ver estes dois processos como sendo independentes: a descoberta de novos princípios cria a possibilidade de sua aplicação a curto ou longo prazo, assim como um novo emprego de recursos econômicos pode conduzir à descoberta de novos conhecimentos. Em sua acepção mais geral, inovação refere-se à 'introdução de conhecimento novo ou novas combinações de conhecimentos existentes'. Por sua própria definição, o conceito supõe e impõe uma relação estreita entre inovação e conhecimento. Já a inovação tecnológica, refere-se a 'novos produtos e/ou processos de produção e aperfeiçoamentos ou melhoramentos de produtos e/ou processos já existentes'. No entanto, um conceito mais abrangente de inovação foi introduzido por Chistopher Freeman no âmbito das discussões realizadas pela OCDE, em meados de 1970, para responder à necessidade sentida nos países desenvolvidos de ações governamentais que integrassem políticas econômicas e de ciência e tecnologia, P&D e indústria, sistema de pesquisa e sistema produtivo, visando a aumentar a competitividade internacional. Hoje em dia, diante da constatação de que a inovação tecnológica stricto sensu não garante competitividade e não resolve sérios problemas sociais ligados a processos de produção, amplia-se o alcance do conceito para incluir também:

  • a) a organização e gestão do trabalho dentro da empresa;

  • b) formas de atualização e qualificação profissional dos trabalhadores;

  • c) desenvolvimento de novas formas de relação capital/trabalho e/ou de

organização do trabalho na empresa;

  • d) descentralização com integração (social, produtiva, administrativa e

política);

  • e) formação de recursos humanos qualificados em colaboração com as

universidades, etc.

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A inovação em seu sentido mais amplo torna-se objeto-chave, tanto para a ciência social quanto para as políticas e estratégias de desenvolvimento. "A inovação ocupa lugar central na 'economia baseada no conhecimento'. Um grande número de estudos sociais e econômicos recentes indicou a existência de um corpo substancial de evidências de que a inovação é o fator dominante no crescimento econômico nacional e na dinâmica dos padrões do comércio internacional.

Segundo o art. 39 da lei n° 10.637, de 30 de dezembro de 2002, considera-se inovação tecnológica a concepção de novo produto ou processo de fabricação, bem como a agregação de novas funcionalidades ou características ao produto ou processo que implique melhorias incrementais e no efetivo ganho de qualidade ou produtividade, resultando maior competitividade no mercado.

Finep - Fundação de Estudos e Projetos
Finep - Fundação
de Estudos e
Projetos

Para a Finep a fim de contribuir de forma mais abrangente para a indução do processo de inovação tecnológica nas empresas brasileiras, decidiu estruturar a Biblioteca Virtual focada em "Tecnologia e Inovação", de maneira a facilitar o acesso e a recuperação de informações relevantes sobre o tema, bem como possibilitar o intercâmbio e o compartilhamento de conhecimento entre seus clientes e parceiros. Por outro lado, as modernas técnicas em questão suscitam inúmeros problemas novos, tais como a utilização ética das inovações tecnológicas, modificações nos processos de aprendizagem, explosão da quantidade de informação disponível, radicais modificações na acessibilidade ao conhecimento, profundas diferenças sociais a partir do acesso à informação (exclusão digital, divisão digital, apartheid digital, analfabetismo tecnológico) entre outros. A sociedade da informação não é um modismo. Ela representa uma profunda mudança na organização da sociedade e da economia, havendo quem a considere um novo paradigma técnico-econômico, uma vez que a estrutura e a dinâmica dessas atividades inevitavelmente serão, em alguma medida, afetadas pela infra-estrutura de informações disponível. Tem ainda marcante dimensão social, pelo seu elevado potencial de promover a integração, ao reduzir a distâncias entre pessoas e aumentar o seu nível de informação. Segundo o Livro Verde não é livre de riscos, entretanto. Noventa por cento da população do planeta jamais teve acesso ao telefone. Como podemos evitar que as novas tecnologias aumentem ainda mais a desigualdade social entre as pessoas. Os países e blocos políticos, desde meados da década de 90, defrontam-se com as oportunidades e os riscos que cercam o futuro e, reconhecendo a importância estratégica da sociedade da informação, vêm tomando iniciativas para assegurar que essa nova era venha em seu benefício.

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A influência das redes baseadas na Internet vai além do número de seus usuários: diz respeito também à qualidade do uso. Atividades econômicas, sociais, políticas, e culturais essenciais por todo o planeta estão sendo estruturadas pela Internet e em torno dela, como por outras redes de computadores. De fato, ser excluído dessas redes é sofrer uma das formas mais danosas de exclusão em nossa economia e em nossa cultura. ( ) ... Assim, não surpreende que a proclamação do potencial da Internet como um meio de liberdade, produtividade e comunicação venha de par com a denúncia da 'divisão digital' gerada pela desigualdade a ela associada. A diferenciação entre os que têm e os que não têm Internet acrescenta uma divisão essencial às fontes já existentes de desigualdade e exclusão social, numa interação complexa que parece aumentar a disparidade entre a promessa da Era da Informação e sua sombria realidade para muitos em todo o mundo. (CASTELLS, 2001 p.8 e

203).

A emergência da sociedade virtual, que hoje envolve a maioria das nações do planeta, é irreversível e trará para aqueles que souberem desfrutar seus benefícios todas as benesses da integração econômica mundial. Os excluídos, porém, amargarão um subdesenvolvimento e uma ignorância atávicos, que os colocarão à margem de quaisquer benefícios tecnológicos ou científicos. Determinados cenários e experimentos são particularmente instigantes, a exemplo daqueles que envolvem o desenvolvimento da "inteligência artificial".

Aspectos Importantes Ligados à Informática Jurídica

Destacamos dois aspectos importantíssimos, ligados ao enfoque da Informática Jurídica. Tratam-se:

  • a) da seleção do conhecimento de qualidade em meio ao volume de

informações existentes e em crescimento vertiginoso

  • b) da dificuldade de localizar este conhecimento.

Síntese da aula

Verifica-se através deste estudo que o desenvolvimento e as mudanças tecnológicas em curso, vem gerando enorme surpresa em todas as áreas do convívio social, das quais fazem parte do dia-a-dia das pessoas e desafiam os cientistas e técnicos de todos os setores, entre eles os operadores de direito.

Atividades

  • 1 – Discorra com suas palavras sobre a teoria da inovação.

  • 2 – Qual a diferença crucial entre invenção e inovação?

  • 3 – O que se entende por processamento de dados?

4

Estabeleça

os

aspectos

positivos

e

negativos

do

desenvolvimento

tecnológico diante o desenvolvimento da informação.

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Tema 08

Serviços Disponíveis na Internet

EAD UNITINS – INFORMÁTICA FORENSE - FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Tema 08 Serviços Disponíveis na Internetwww.stf.gov.br/andamento/ConsultaProcessual.asp 40 " id="pdf-obj-39-8" src="pdf-obj-39-8.jpg">

Objetivo

Conhecer as possibilidades e ferramentas de pesquisa que a internet pode proporcionar.

Introdução

Você viram no tema 05 o quanto a internet cresceu nos últimos anos paralelo a popularização do computador, mas de nada adiantaria ter a internet se não conhecer todo o seu potencial. Neste tema veremos os serviços que estão a disposição do usuário jurídico na rede mundial de computadores.

Acompanhamento de processos: pesquisa na Internet e sistemas Push

Entre as atividades mais delicadas dos operadores do direito, notadamente o advogado e os auxiliares da justiça, está o acompanhamento da tramitação dos processos sob sua responsabilidade. Trata-se, em regra, de um considerável esforço de consulta minuciosa às publicações oficiais e/ou de visitas periódicas aos vários cartórios onde os feitos seguem seu curso. Tudo, para o advogado, num contexto de extrema responsabilidade relacionada com a zelosa condução dos interesses de seus clientes em juízo. Este quadro tradicional passou (e passa) por uma profunda modificação com o advento da Internet. Nos sites de praticamente todos os Tribunais encontramos dois tipos de serviços voltados para a prestação de informações acerca da tramitação dos processos. São eles:

a) consulta direta via navegador - com a indicação de referências específicas (número do processo, advogado, parte, entre outros) são apresentados os dados mais relevantes, notadamente os andamentos registrados para os autos;

Supremo Tribunal Federal

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Superior Tribunal de Justiça

Tribunal Superior do Trabalho

  • b) Sistema push - mediante cadastramento prévio são enviados por correio eletrônico os andamentos dos processos selecionados pelo interessado.

Supremo Tribunal Federal

Superior Tribunal de Justiça

Tribunal Superior do Trabalho

Atualmente, o acompanhamento processual pela Internet, principalmente o sistema push, não produz nenhum efeito jurídico. Trata-se de um serviço meramente informativo ou indicativo. Das conseqüências mais interessantes dos mecanismos de acompanhamento processual pela Internet é a administração da ansiedade das partes pela conclusão dos processos. Agora, o interessado pode acompanhar diretamente, sem mediação do advogado, a tramitação de seu caso. O acompanhamento processual é um dos exemplos mais eloqüentes do fenômeno da disponibilização crescente de inúmeros serviços, notadamente públicos, pela Internet.

Peticionamento eletrônico

O peticionamento eletrônico é o mais recente dos serviços disponibilizados pelos Tribunais. Trata-se, em linhas gerais, da possibilidade de encaminhar petições pela Internet, sem necessidade de protocolar os "originais", em papel, dentro de determinado prazo. O fundamento legal para o

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serviço pode ser encontrado no art. 1o. da Lei n. 9.800, de 1999 e no art. 18. da Lei n. 10.259, de 2001. Resta indagar, agora, qual terá sido o âmbito de abrangência da Lei n. 9.800 ao permitir que a prática de atos processuais possa utilizar-se de sistema de transmissão de dados e imagens do tipo fac-símile ou outro similar. Deve-se entender que transmissão de dados feita por computador enquadra-se no conceito de "outro similar?

Tipos de similares

Por outro lado, a interpretação da cláusula do similar aponta para dois caminhos claramente distintos: o similar técnico e o similar funcional. No primeiro caso - do similar técnico - teríamos o aproveitamento de uma técnica com procedimentos semelhantes ou análogos aos daquela expressamente indicada. Já no caso do similar funcional, a técnica pode ser completamente diferente da indicada, desde que realize a mesma função, ou seja, atinja o mesmo resultado. Entendemos, salvo algum caso particular, que a cláusula do similar deve ser interpretada no segundo sentido. Um dos melhores exemplos de aplicação da interpretação pelo critério funcional está justamente na Lei n. 9.800, de 1999.

Tribunal Regional do Trabalho da 12a. Região

Tribunal Regional Federal da 1a. Região

Processo virtual. Vista eletrônica de autos

A utilização dos inúmeros recursos da tecnologia da informação avança firmemente nos meios judiciários. Conforme já verificamos, praticamente todos os Tribunais já criaram sites na Internet. Nestes espaços, podem ser encontrados serviços de pesquisa de jurisprudência (ementas e inteiro teor), boletins com as decisões mais importantes, notificação de andamentos (sistema Push), consulta aos andamentos processuais, entre outros. Atualmente, várias funcionalidades estão sendo desenvolvidas. Destacamos, entre elas:

  • a) a notificação não só do andamento mas do inteiro teor da decisão

proferida;

  • b) o recebimento de petições pela Internet (peticionamento eletrônico)

  • c) o ajuizamento de certas ações (execuções fiscais) de forma virtual.

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Estes avanços delineiam no horizonte a possibilidade da adoção do processo virtual. Teríamos, então, a substituição do papel pelo arquivo eletrônico. Os autos seriam a reunião dos vários arquivos componentes de um processo: a inicial, a contestação, as decisões interlocutórias, a sentença, os recursos, as decisões dos Tribunais, etc. Neste estágio, poderíamos ter o requinte da vista virtual do processo pela rede mundial de computadores. Confira algumas das funcionalidades em desenvolvimento no campo jurídico:

Trechos do edital da licitação visando a contratação do fornecimento de uma solução integrada de informática, utilizando tecnologia GED (Gerenciamento Eletrônico de Documentos) e "Workflow", para controlar a entrada, saída, armazenamento e circulação de documentos, visando a informatização dos processos de execução fiscal e seus incidentes.

Trabalho virtual

Os vários recursos, principalmente de comunicação, presentes na Grande Rede estão produzindo uma revolução no campo das relações de trabalho. Atualmente, dois fenômenos chamam a atenção. O primeiro, conhecido como teletrabalho, é o aparecimento e crescimento quantitativo de postos de trabalho virtuais. Nestes, o trabalhador desenvolve suas tarefas onde lhe for mais conveniente e mantém relações funcionais com o empregador

através da Internet. O outro é a crescente utilização da Internet para oferecimento e busca de mão-de-obra especializada. Para atender esta demanda, foram desenvolvidos vários sites de empregos e currículos.

Site de empregos

Site de currículos

Não tardará para o universo jurídico

ser incorporado a esta nova

realidade que descortina, várias possibilidades, notadamente no campo da consultoria, acompanhamento de processos etc.

Eventos Jurídicos

A participação em eventos jurídicos (seminários, conferências, congressos, etc) desempenha importante papel na formação intelectual do

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operador do direito. O ambiente propiciado pelos encontros viabiliza a troca de idéias e experiências e o conhecimento de novas tendências doutrinárias e jurisprudenciais. Com o advento da internet, a participação em eventos deste tipo ficou bastante facilitada. Praticamente todas as fases ou etapas envolvidas podem ser realizadas pela rede mundial de computadores. A divulgação ou conhecimento pode ser obtido por e-mail ou visitas aos sites relacionados com a ocorrência. A inscrição também pode ser feita de maneira eletrônica. A reserva de hotel e a emissão de bilhetes aéreos também já chegaram na Grande Rede. Outro aspecto digno de nota é a própria realização do evento no seio da rede. Manuseando as mais modernas tecnologias é possível transmitir, em tempo real, as exposições e debates. Imagina-se que esta área tem um enorme potencial de desenvolvimento.

Site especializado em eventos jurídicos on-line www.ambito-juridico.com.br

Disco virtual

Um dos recursos mais interessantes da Internet é a utilização dos chamados discos virtuais. Trata-se de "espaço de memória" num computador ligado permanentemente à rede mundial (servidor) onde o usuário do serviço pode armazenar e acessar arquivos. A utilização compartilhada do disco virtual (por várias pessoas) viabiliza, com incrível flexibilidade, trabalhos coletivos em torno de um mesmo documento ou projeto. A mencionada flexibilidade decorre da ininterrupta disponibilidade do material, independentemente de deslocamentos físicos do usuário ou do uso do correio eletrônico.

Disco virtual I

Disco virtual II

Outros serviços disponíveis na Internet

Vale registrar a implantação do Governo Eletrônico (Decreto de 18 de outubro de 2000), voltado para a prestação de serviços e informações ao

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cidadão. Entre os objetivos do Governo Eletrônico está o de viabilizar a prestação na Internet, até dezembro de 2002, de todos os serviços realizados pelas repartições governamentais federais. Neste campo, o art. 35 da Lei n. 10.522, de 2002, contém disposição expressa quanto à validade jurídica das certidões emitidas pelos órgãos da Administração Fiscal e Tributária na Internet.

Certidão quanto à Dívida Ativa da União

Certidão emitida pela Secretaria da Receita Federal

Certidão de Contas Julgadas Irregulares

Governo Eletrônico

Portal Rede Governo (mais de 700 serviços e 4 mil itens de informação)

Também merece registro a disponibilização gratuita de inúmeros serviços relacionados com o funcionamento da própria Internet (acesso, agenda virtual, apostilas, cursos, disco virtual, dicionários, e-mails, fóruns, favoritos, hospedagem, jogos, listas de discussão, chats, plug-ins, download, antivírus, currículos, formulários, entre outros).

Grátis On Line

Serviços Grátis

Formação de Escritórios

Cálculos

O mundo dos números e dos cálculos está cada vez mais próximo do operador do direito. Nas inúmeras situações envolvendo valores pecuniários,

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torna-se necessário produzir planilhas ou conferir aquelas apresentadas por terceiros. A modificação do art. 604 do Código de Processo Civil é um dos mais eloqüentes exemplos da justeza da afirmação anterior. A partir da alteração do dispositivo legal em questão pela Lei n. 8.898, de 1994, quando a determinação do valor da condenação depender apenas de cálculo aritmético, o credor procederá à sua execução instruindo o pedido com a memória discriminada e atualizada do cálculo. Podemos arrolar as seguintes formas eletrônicas de se trabalhar com cálculos:

a) planilhas: são programas ou softwares que permitem ao usuário realizar praticamente todos os tipos de cálculos necessários. Neste caso, devem ser obtidos os índices aplicáveis e construídas, uma a uma, as matrizes a serem utilizadas. O projeto OpenOffice.org, baseado em softwares livres e com distribuição gratuita, inclusive para o uso comercial ou profissional, disponibiliza um conjunto de aplicativos envolvendo também uma planilha eletrônica compatível com os arquivos do Microsoft Office, pacote de programas mais difundido no universo da microcomputação.

OpenOffice

c) programas ou softwares desenvolvidos especialmente para a montagem de planilhas relacionadas com a atuação do operador do direito.

Programa especializado em Cálculos

Sistema de Cálculos da Receita Federal

c) utilização de sites especializados no assunto. Site especializado em Cálculos

Site com vários elementos para Cálculos

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Atualmente, várias empresas trabalham para suprimir a venda ou distribuição de softwares. Nesta linha, uma das tendências mais significativas é a manutenção dos programas em computadores permanentemente ligados à Internet (servidores) e a venda de licenças de uso para os usuários. Assim, o processamento seria realizado no servidor, sem necessidade de instalação do programa no computador do usuário.

Banco de Dados

O operador do direito na sua atividade diária necessita coletar, organizar e recuperar uma série de informações relevantes. São dados relacionados com processos administrativos e judiciais, clientes, outros operadores do direito, etc. Para realizar estes procedimentos existe um tipo específico de programa de computador ou software: o banco de dados. Este aplicativo permite a criação de verdadeiras fichas eletrônicas com todo tipo de dado imaginável (inclusive sons, imagens, etc). Por outro lado, a recuperação dos dados também pode ser definida de inúmeras formas, inclusive relatórios especialmente formatados. Além dos softwares de banco de dados, onde existe necessidade de configurar e desenvolver as características dos arquivos a serem utilizados, podem ser adquiridos programas deste tipo especialmente voltados para o universo jurídico (na mesma linha das planilhas eletrônicas antes referidas).

Controle de Prazos

O controle de prazos processuais consiste numa das atividades mais críticas para o operador do direito, notadamente o advogado, membros do ministério público, juízes, etc. Para desenvolver a contento este crucial aspecto de suas atividades, o profissional do direito pode lançar mão de programas ou softwares específicos, normalmente componentes de pacotes de automação de escritórios ou aproveitar programas de agenda, vários deles gratuitos, existentes na internet.

Agenda na Internet I

Agenda na Internet II

Armazenamento eletrônico de Informações

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Já observamos que o operador do direito na sua atividade diária necessita coletar, organizar, arquivar e recuperar uma série de informações relevantes. São dados relacionados com processos administrativos e judiciais, clientes, outros operadores do direito, etc. Antes, visualizamos o problema sob a ótica dos softwares utilizados para armazenamento das informações, agora, cabem algumas considerações sobre o suporte físico utilizado nesta atividade. Os principais meios físicos para armazenamento eletrônico de informações são:

  • 1. Disquete - de fácil manuseio, podendo ser lido e gravado em praticamente

qualquer computador, mas com limitada quantidade de memória;

  • 2. CD-R e CD-RW - também de fácil manuseio, necessita de drive específico

para leitura e gravação e possui significativa quantidade de memória;

  • 3. Zip Drive - outro de fácil utilização, requer um drive específico para

utilização, pode ser lido e gravado e possui significativa quantidade de

memória;

  • 4. Pen-Drive - dispositivo portátil, semelhante a um chaveiro, que pode ser

conectado na porta USB do microcomputador. Gera, a partir do reconhecimento automático, um disco removível de tamanho variável, conforme o modelo;

  • 5. Disco rígido - presente em todos os microcomputadores, vem aumentando

de tamanho, quanto à memória, continuamente;

  • 6. Disco virtual - disponível em vários sites da Internet, alguns gratuitos,

permite até o compartilhamento de arquivos por vários usuários. Os espaços

de memória são significativos.

Disco virtual I

Disco virtual II

Organização de Escritório

Várias

das

atividades

do

profissional

do

direito

analisadas

isoladamente em momentos anteriores podem ser realizadas de forma integrada mediante utilização de pacotes de automação de escritórios. As funcionalidades normalmente encontradas são:

  • 1. cadastro de clientes;

  • 2. tramitação de processos;

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  • 3. agenda de compromissos;

  • 4. controle financeiro;

  • 5. geração de relatórios.

Vários destes gerenciadores jurídicos permitem a atualização de informações, notadamente processuais, por intermédio da Internet. Também é bastante comum a disponibilização de versões de demonstração

inteiramente gratuitas.

Gerenciador Jurídico I

Gerenciador Jurídico II

Gerenciador Jurídico III

Revolução Digital e a Sociedade do Conhecimento

Um dos fatores, talvez o principal, que aponta para a existência de uma Revolução da Informação (RdI) é o crescimento mostrado nos últimos anos, tanto na quantidade de computadores, quanto na capacidade computacional e de comunicação. Essas taxas de crescimento, assim como todas as características ligadas ao computador, são caracterizadas por funções exponenciais crescentes, ou seja, em intervalos de tempo aproximadamente constantes seus valores dobram (os intervalos de tempo variam de acordo com a característica analisada).

Síntese da aula

Para Castro (2005, p. 12/13). O fim de todos os processos exponenciais está relacionado à falta de recursos, entretanto, limites podem ser superados em função da constante descoberta de novas tecnologias. Embora as arquiteturas de computadores usadas hoje ainda sejam baseadas no modelo de von Neumann de 1946, atualmente, novos modelos são objetos de pesquisa. Esses modelos, por exemplo, computação biológica e computação quântica, podem estender esse crescimento exponencial da computação.

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EAD UNITINS – INFORMÁTICA FORENSE - FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Atividades 1.Segundo o texto, qual o

Atividades

1.Segundo o texto, qual o tipo de sistema de busca na Internet onde a indexação das páginas é realizada por pessoas:

  • diretório

diretório ferramenta de busca

ferramenta de busca

  • metabusca

  • 2. Segundo o texto, qual o melhor mecanismo de busca da Internet:

  • Altavista

Altavista MetaMiner

MetaMiner

  • Google

  • 3. Segundo o texto, qual a denominação do sistema de envio de

informações processuais por correio eletrônico mediante cadastramento prévio:

  • peticionamento push

  • peticionamento file

  • peticionamento eletrônico

4.

Segundo

o

texto,

qual

peticionamento eletrônico:

o

fundamento

legal

para

o

sistema

de

  • Lei n. 9.610, de 1998

  • Lei n. 9.800, de 1999

  • Lei n. 10.522, de 2002

    • 5. Segundo o texto, trata-se de forma de intercâmbio de informações por

correio eletrônico onde uma mensagem enviada será distribuída para todos os participantes de um grupo previamente constituído:

Disco virtual

  • Lista de discussão

Fórum

Fonte: Exercícos retirados do site www.apostilando.com.br.

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Tema 09

Métodos de pesquisas Jurídicas

Objetivo

Aprender a pesquisar a legislação, Doutrinas e jurisprudências, e processos judiciais.

Introdução

EAD UNITINS – INFORMÁTICA FORENSE - FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Tema 09 Métodos de pesquisas Jurídicas

O sistema jurídico brasileiro, ao contrário de vários alienígenas, está assentado num complexo ordenamento legal. A importância da regra jurídica assume tal magnitude que os Poderes do Estado são identificados segundo suas relações com a mesma. Assim, temos o responsável pela criação da regra de direito (Poder Legislativo), o incumbido de aplicar a lei para resolver conflitos de interesses (Poder Judiciário) e, por fim, aquele com a função de aplicar a lei de ofício (Poder Executivo).

Pesquisa de Legislação

Dois

aspectos deste sistema jurídico fundado na lei concorrem

decisivamente para dificultar a vida do profissional do direito. Primeiro, o fato de que temos quatro níveis de ordens normativas: o nacional, o federal, o estadual e o municipal. A efetiva quantidade deles

apresenta correspondência um a um (biunívoca) com o número de pessoas políticas existentes na Federação.

Segundo, a produção de normas jurídicas assume proporções assustadoras, notadamente as tão criticadas Medidas Provisórias, mesmo depois das restrições impostas pela Emenda Constitucional n. 32, de 2001. Atualmente, dois são os elementos eletrônicos mais relevantes de consulta e acompanhamento da produção legislativa: o CD-ROM e a Internet. No caso da legislação compilada em CD-ROMs, temos as seguintes características ou vantagens mais importantes:

  • a) ocupação de espaço físico reduzidíssimo;

  • b) facilidade extrema de importação ou transferência do conteúdo (sem

necessidade de digitação);

  • c) atualização constante;

51

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  • d) indicação das revogações e modificações sofridas pelos dispositivos legais;

  • e) possibilidade, extremamente útil, de pesquisa por palavra ou expressão;

  • f) disponibilidade permanente para consultas.

Legislação Informatizada Saraiva

Em relação à internet, já contamos com significativos repositórios com ampla base de dados legais. Alguns deles incorporam a indicação de modificações no diploma legal de interesse. A base de dados legais do Senado Federal é de visita obrigatória quando se pretende a consulta de um diploma legal específico ou a busca a partir palavras ou expressões. Hoje, o banco de dados possui documentos de referências de boa parte da legislação brasileira de hierarquia superior.

Legislação Senado Federal

O site da Presidência da República apresenta entre seus pontos fortes

um amplo conjunto de normas legais. Seus destaques são: a) Constituição Federal (com a redação atual e a redação anterior dos dispositivos alterados);

  • b) Constituições Estaduais; c) Emendas Constitucionais; d) Códigos; e)

Medidas Provisórias em tramitação e f) Legislação Federal do Brasil.

Legislação Presidência da República

A "LEGISLAÇÃO FEDERAL DO BRASIL", no site da Presidência da República, é uma base de dados referencial da legislação brasileira, de hierarquia superior, que abrange atos desde a proclamação da República - 1889, constantemente atualizada. As referências da legislação do Império desde 1808 encontram-se em fase de complementação. Existem links para o texto integral de boa parte da normas referidas na base de dados. O acesso é realizado por meio de formulário eletrônico (de busca) contendo campos de identificação do ato, número, ano, período, ementa e/ou assunto.

Legislação Federal do Brasil

O produto "LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL", presente no site da Câmara dos Deputados, permite a pesquisa dos dispositivos constitucionais

já regulamentados, das cláusulas constitucionais pendentes de regulamentação, dos artigos parcialmente regulamentados, das normas correlatas existentes, da legislação anterior recepcionada pela Carta de 1988,

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do tipo previsto de legislação (complementar ou ordinária), dos artigos constitucionais que mais receberam proposições e das proposições apresentadas e sua tramitação no Congresso Nacional.

Legislação Infraconstitucional

O projeto "CÓDIGOS COMENTADOS", desenvolvido pela Universidade Federal de Santa Catarina, procura reunir de forma organizada, tomando como modelo um código comentado, o conteúdo relativo às matérias tratadas nos Códigos Civil, Penal e de Processo Civil disponíveis de forma dispersa na Internet.

Projeto Códigos Comentados

Está em processo de implantação a Interlegis. Trata-se de uma rede de comunicação e informação para os Parlamentares brasileiros, nas esferas federal, estadual e municipal. A Rede Interlegis permitirá a formação de uma comunidade virtual do Poder Legislativo utilizando a Internet como tecnologia de suporte. A Rede terá dois níveis de acesso. Um restrito aos Parlamentares e órgãos do Legislativo e outro aberto à sociedade em geral. Uma de suas utilidades da Rede será a distribuição geral ou seletiva de documentos, tais como discursos, anteprojeto se projetos de lei. Entre as informações legislativas já disponíveis, destacamos as seguintes: a) atos normativos - conceitos básicos (fonte: Manual de Redação

Oficial da Presidência da República); b) glossário de termos legislativos (fonte:

Manual de Redação da Câmara dos Deputados); c) coletâneas de legislação por assunto; d) legislação federal, estadual e municipal e e) Lei de Responsabilidade Fiscal Comentada.

Rede Interlegis

Destacamos, no campo da seleção de projetos de lei, o apanhado

realizado pela Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico em torno das proposições legislativas relacionadas com o direito da informática em suas mais variadas vertentes.

Projetos de Lei - Direito da Informática

Outro fenômeno importante, amplamente disseminado na rede mundial de computadores, consiste no desenvolvimento de seções ou páginas

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dedicadas à legislação setorial nos sites de órgãos ou entidades públicas e privadas.

Legislação sobre a Dívida Ativa da União

Legislação sobre consumidor

Também é possível acompanhar pela Internet o conteúdo de vários jornais oficiais, notadamente o Diário Oficial da União no site da Imprensa Nacional.

Diário Oficial da União

Merece destaque o fato de que vários sites jurídicos, alguns de forma

gratuita, produzem e distribuem por correio eletrônico boletins de legislação de caráter geral ou restritos a determinadas áreas de atuação jurídica.

Boletim gratuito da Legislação Tributária

Boletim gratuito de atualização legislativa

Ainda no campo da atualização legislativa deve ser registrada

a

comercialização de códigos (civil, penal, tributário, etc) impressos com

veiculação, na Internet, de suplementos de atualização.

Revista dos Tribunais www.rt.com.br Por fim, podem ser encontrados na Internet conjuntos (kits) com vários elementos, notadamente legislativos, acerca de determinados assuntos. As compilações em questão permitem uma visão integrada das várias regras relacionadas com o tema.

Kit da legislação básica da Dívida Ativa da União

Pesquisa de Doutrina

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As mais variadas formas de apresentação do pensamento jurídico (artigos, trabalhos, memoriais, petições, pareceres, etc) já possuem suporte eletrônico dentro e fora da rede mundial de computadores. Existem atualmente, ainda que em quantidade limitada, notadamente se comparados aos de jurisprudência, repositórios de doutrina (em sentido amplo) na forma de CD-ROMs.

Exemplo de CD-ROM com doutrina: Informa Jurídico

Neste campo, o fato mais significativo é a crescente utilização do CD- ROM e do DVD combinado com o trabalho escrito (livros, revistas, etc) ou

mesmo isoladamente. Alguns dos produtos disponíveis no mercado possuem certos refinamentos bastante interessantes. Entre as funcionalidades identificadas, temos a possibilidade de anotações ou registros do usuário relacionados com as várias partes da obra.

Dicionário de Direito Tributário com CD-ROM

Publicações Saraiva Data - Seção CD-ROM

Multimídia MP Editora - Cursos em CD-ROM e DVD

Tipos básicos de páginas

No que tange à Internet é significativa e crescente a quantidade de

sites com disponibilização de farto material doutrinário. Podemos, neste aspecto, encontrar três tipos básicos de páginas:

a) gerais - dedicadas aos vários ramos do direito.

BuscaLegis (quase 20 mil documentos)

Direito e Justiça

Jus Navigandi

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b) específicas ou especializadas - voltadas para disciplinas ou áreas delimitadas do Direito.

Sites especializados em Informática Jurídica e Direito de Informática

Site especializado em Direito Tributário

Site especializado em Direito Previdenciário

c) periódicas - veiculadoras de trabalhos por períodos de tempo determinados e, normalmente, sem acumulação ou formação de banco de dados.

Teia Jurídica

Direito e Justiça (suplemento do jornal Correio Braziliense)

Doutrina Saraiva

Um dos fenômenos mais relevantes no âmbito da pesquisa de conteúdo jurídico na internet é o surgimento de bibliotecas eletrônicas. Destacamos, pela ênfase na doutrina jurídica, a Rede Virtual de Bibliotecas - Congresso Nacional - RVBI. Em 2000, segundo dados colhidos no site do Senado Federal, implantou-se um novo software de gerenciamento de bibliotecas denominado Aleph, que adota um formato bibliográfico de amplo uso internacional. Assim, é possível efetivar buscas para identificar a publicação, devidamente catalogada pela RVBI, de artigos, livros e outros trabalhos em torno de determinada matéria de interesse.

Rede Virtual de Bibliotecas (RVBI)

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Bibliografia Brasileira de Direito

Biblioteca Virtual do CJF

A busca de doutrina na Internet apresenta, ao mesmo tempo, características negativas e positivas bem marcantes. No lado negativo temos a significativa dificuldade de encontrar as referências pretendidas. Como a Grande Rede possui uma estrutura anárquica, diluída numa multidão de sites, que surgem e desaparecem com indesejável freqüência, não temos marcos ou guias seguros e constantes para localizar o material desejado.

Uma das exceções na Grande Rede: organização de temas jurídicos por ordem alfabética

No lado positivo temos a presença de inúmeros trabalhos relativos aos fatos mais recentes da vida jurídica (edição de leis, decisões judiciais, etc). Abordagens que, pelas vias tradicionais (escritas), demorariam dias, semanas ou meses para serem disponibilizadas podem ser encontradas com incrível e inimaginável velocidade.

Edição mensal do Jus Navigandi

Problemas e Demandas

A veiculação de doutrina (em sentido amplo) na Internet gera uma série de problemas ou demandas novas. Destacamos, entre elas, as seguintes:

a) necessidade de padronizar a citação (referência à fonte) dos trabalhos; Segundo a NBR 6023:2000, estabelecida pela Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT, os elementos a serem incluídos em referências de documentos eletrônicos devem obedecer os seguintes modelos:

SILVA, M. M. L. Crimes da era

digital.

.Net, Rio de Janeiro, nov. 1998.

Seção Ponto de Vista. Disponível em:

<http://www.brazilnet.com.br/contexts/brasilrevistas.htm>. Acesso em:

28 nov. 1998.

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BRASIL. Lei n. 9.887, de 7 de dezembro de 1999. Altera a legislação tributária federal. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 8 dez. 1999. Disponível em:

<http://www.in.gov.br/mp_leis_texto.asp?Id=LEI%209887>. Acesso em:

22 dez. 1999. ACCIOLY, F. Publicação eletrônica [mensagem pessoal]. Mensagem recebida por <mtmendes@uol.com.br> em 26 jan. 2000.

Como visto, após a indicação dos elementos tradicionais, é essencial acrescentar o endereço eletrônico e a data de acesso. As mensagens de correio eletrônico devem ser referenciadas somente quando não se dispuser de nenhuma outra fonte. b) considerar a "publicação" como título nos concursos para os cargos das carreiras jurídicas. Quanto ao último aspecto, entendemos que a veiculação de trabalhos jurídicos em sites consagrados equivale a "publicação em repertórios especializados", dispositivo bastante comum nos editais dos concursos jurídicos.

Pesquisa de Jurisprudência

A consulta aos precedentes judiciais por intermédio dos meios eletrônicos já é uma realidade para boa parte do universo dos profissionais do direito. Os repositórios de jurisprudência em CD-ROM chegam a ser mais comuns, e numerosos, do que os de legislação. Vários deles são confeccionados a partir de convênios específicos com os mais diversos Tribunais. Ao utilizar o CD-ROM como fonte de pesquisa de jurisprudência, o operador do direito beneficia-se, em regra, das mesmas características da legislação veiculada por este meio (ver Capítulo 7. Legislação).

Jurisprudência Informatizada Saraiva

Também é bastante comum a pesquisa de jurisprudência na Internet. Praticamente todos os Tribunais já possuem este recurso em seus sites. Por outro lado, várias associações e organizações ligadas ao universo jurídico mantêm em seus sites acesso a significativos bancos de dados de consultas às decisões judiciais.

Operadores Booleana

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Invariavelmente, as consultas utilizam a conhecida lógica ou álgebra booleana. Os chamados operadores booleanos permitem definir a pesquisa

com maior ou menor amplitude, considerando a presença ou ausência de palavras ou expressões nos textos analisados. Os principais operadores ou expressões são:

  • a) operador de redução E, AND ou & - recupera documentos onde todos os

argumentos aparecem necessariamente;

  • b) operador de redução NÃO, NOT ou ! - recupera documentos onde o

argumento indicado não aparece;

  • c) operador de ampliação OU, OR ou | - recupera documentos onde pelo

menos um dos argumentos aparece;

  • d) operador de proximidade NEAR - funciona como o operador E acrescido da

particularidade da necessidade de proximidade do argumento (com algumas palavras entre eles);

  • e) operador de proximidade ADJ - funciona como o operador NEAR, mas exige

que entre os argumentos não exista nenhuma palavra. Deve ser dispensa especial atenção para os operadores denominados de curingas. Com eles é possível recuperar ocorrências do termo pesquisado em suas inúmeras variações. Vejamos um exemplo, admitindo o $ (cifrão) como curinga. Obteremos, ao pesquisar PRESC$, ocorrências das palavras PRESCRIÇÃO, PRESCRITO, PRESCRICIONAL, PRESCREVER, entre outras. Em regra, todos os mecanismos de pesquisa de jurisprudência apresentam instruções ou ajudas de manuseio (help). Este recurso é de consulta obrigatória pela diversidade de funcionamento (utilização de operadores booleanos) dos softwares responsáveis pelas buscas nas bases de dados.

Tribunais Superiores:

Supremo Tribunal Federal – Jurisprudência

Supremo Tribunal Federal – ADIn

Superior Tribunal de Justiça

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Tribunal Superior do Trabalho

Tribunal Superior Eleitoral

Superior Tribunal Militar

Tribunais Regionais Federais:

Tribunal Regional Federal da 1a. Região

Tribunal Regional Federal da 2a. Região

Tribunal Regional Federal da 4a. Região

Tribunal Regional Federal da 5a. Região

Tribunais de Justiça dos Estados:

Tribunal de Justiça do Distrito Federal

Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro

Tribunal de Justiça de Minas Gerais

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Tribunal de Justiça do Paraná

Tribunal de Justiça de Santa Catarina

Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul

Outras bases de decisões:

Portal da Justiça Federal

Jurídica On-line

Revista dos Tribunais

Súmulas dos Tribunais - Organizadas pela AASP

A disponibilização, pelos diversos Tribunais, de jurisprudência na Internet apresenta vários estágios. Num primeiro momento, os resultados das consultas retornavam apenas as ementas dos julgados. O passo seguinte, já presente em inúmeros sites, consiste na apresentação do inteiro teor das decisões em formato de imagem (normalmente TIFF). Na fase atual, inúmeros Tribunais já viabilizam o acesso ao inteito teor das decisões em formato texto (DOC ou TXT).

Supremo Tribunal Federal - Inteiro teor das decisões

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Superior Tribunal de Justiça - Inteiro teor das decisões

Tribunal Regional Federal da 1a. Região - Inteiro teor das decisões em formato texto

Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios - Inteiro teor das decisões em formato texto

Importa destacar que as consultas disponíveis em praticamente todos os sites recuperam decisões isoladas onde o argumento de pesquisa aparece. Em regra, a identificação de leading cases ou tendências jurisprudenciais requer significativo trabalho "braçal" do operador do direito. Como exceção, inaugurando um importante serviço na área de disponibilização de jurisprudência, o STJ - Superior Tribunal de Justiça possui uma seção de análise comparativa de jurisprudência.

Superior Tribunal de Justiça - Jurisprudência Comparada

Algumas instituições desenvolveram mecanismos de busca simultânea em vários sites. Assim, num único local, é possível pesquisar várias bases de dados sem necessidade de visita a cada uma das páginas integrantes do sistema.

Pesquisa

Simultânea

de

Jurisprudência

-

Supremo

Tribunal

Federal

telescopium.stf.gov.br www.stf.gov.br Outra facilidade encontrada em inúmeros sites jurídicos é o boletim de

jurisprudência com a resenha das principais decisões adotadas. Assim, o boletim ou informativo de jurisprudência é o instrumento ideal para informação praticamente imediata acerca das mais relevantes decisões judiciais, notadamente daquelas ainda não publicadas oficialmente.

Informativo

(de

Jurisprudência)

do

Supremo Tribunal Federal

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Informativo

(de

Jurisprudência)

do

Superior

Tribunal

de

Justiça

No site do Supremo Tribunal Federal é possível acessar uma publicação eletrônica, denominada "A Constituição e o Supremo", contendo uma compilação das súmulas, acórdãos e decisões monocráticas, proferidas no âmbito do STF, referentes a cada artigo, parágrafo e inciso da Constituição. O trabalho, atualizado semanalmente, pode ser acessado: (a) na íntegra; (b)

mediante um sumário; (c) pesquisando por tema e (d) pesquisando por artigo, parágrafo ou inciso.

A Constituição e o Supremo

Sistemas de busca ou pesquisa na Internet

Para Castro e Almeida e Filho, 2005), o segmento multimídia da rede mundial de computadores (Internet) conta, segundo cálculos de especialistas, com mais de 4 (quatro) bilhões de páginas. O ritmo quantitativo de crescimento está na casa de 1 (um) milhão de novas páginas por dia. Por outro lado, a Web possui uma estrutura anárquica. Não existe um critério ou padrão de organização definido por uma autoridade central ou mesmo pelo costume. Assim, em que pese a quantidade de informações disponíveis na rede ser enorme e apresentar um crescimento vertiginoso, um dos grandes desafios do internauta (operador do direito ou não) é encontrar a informação desejada. Para solucionar este problema foram desenvolvidos vários sites cujo objetivo é justamente facilitar ou viabilizar que a informação seja encontrada.

Sistemas de busca ou pesquisa.

Nesta área, encontramos três tipos básicos de páginas:

a) diretórios - onde a indexação das páginas Web (websites) é realizada por pessoas na forma de categorias e subcategorias. Normalmente, cada link indicado vem seguido de uma breve descrição;

Cadê

Yahoo

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  • b) mecanismos ou ferramentas de busca - baseados exclusivamente no uso de

programas de computador, a indexação das páginas Web (websites) é

automatizada a partir de bancos de dados de informações recolhidas eletronicamente na rede;

RadarUOL

Altavista

Google

  • c) metabusca (meta-search engine) - não possui nenhum tipo de base dados,

ou seja, não possui nenhuma página cadastrada. Funciona mediante pesquisa

simultânea em vários sites previamente definidos.

MetaMiner

Principais sistemas de busca da Web jurídica brasileira:

Jus Navigandi

DireitoNet

Jurisminer

Infojuri

Cadejur

A

Web

jurídica brasileira ainda

é pobre

em sistemas

eficientes e

abrangentes

de

busca ou

pesquisa.

Freqüentemente,

o

jusinternauta

se

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socorre dos sistemas gerais de busca para encontrar material jurídico na Grande Rede. Merece referência a disseminação de funções internas de busca nos mais variados sites. São funcionalidades com ação restrita às páginas ou seções do site visitado.

Busca Interna na Rede Governo www.redegoverno.gov.br/Busca www.redegoverno.gov.br Veja as observações já realizadas quanto à utilização dos operadores booleanos, também aplicáveis nos procedimentos de pesquisa em sistemas de busca (Capítulo 9. Jurisprudência). Como as várias ferramentas de busca utilizam softwares diferentes para a pesquisa na base de dados, a otimização dos resultados depende do conhecimento das regras ou operadores de cada um. Assim, deve ser dispensada especial atenção na leitura das instruções, ajudas ou helps.

Síntese da aula

O texto discorre sobre o acesso democrático a informação, bem como a orientação no dia-a-dia de quem lida com o domínio do direito/informática. Serve para melhorar ou mesmo transformar nosso entendimento e os usos da tecnologia no mundo contemporâneo.

Atividades

1 – Utilizando o computador, faça uma pesquisa de legislação, doutrina e jurisprudência, relativa a processos ligados a área jurídica junto aos tribunais, cujos sites encontram-se neste tema.

EAD UNITINS – INFORMÁTICA FORENSE - FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS socorre dos sistemas gerais de buscawww.redegoverno.gov.br/Busca www.redegoverno.gov.br Veja as observações já realizadas quanto à utilização dos operadores booleanos, também aplicáveis nos procedimentos de pesquisa em sistemas de busca (Capítulo 9. Jurisprudência). Como as várias ferramentas de busca utilizam softwares diferentes para a pesquisa na base de dados, a otimização dos resultados depende do conhecimento das regras ou operadores de cada um. Assim, deve ser dispensada especial atenção na leitura das instruções, ajudas ou helps . Síntese da aula O texto discorre sobre o acesso democrático a informação, bem como a orientação no dia-a-dia de quem lida com o domínio do direito/informática. Serve para melhorar ou mesmo transformar nosso entendimento e os usos da tecnologia no mundo contemporâneo. Atividades 1 – Utilizando o computador, faça uma pesquisa de legislação, doutrina e jurisprudência, relativa a processos ligados a área jurídica junto aos tribunais, cujos sites encontram-se neste tema. 65 " id="pdf-obj-64-40" src="pdf-obj-64-40.jpg">

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Tema 10

Informática Jurídica e Direito da Informática

EAD UNITINS – INFORMÁTICA FORENSE - FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Tema 10 Informática Jurídica e Direito

Objetivo

Compreender o Direito de Informática e Informatica Jurídica, como ciência autônoma, e sua relação com os demais ramos do Direito.

Introdução

A informática jurídica é a ciência que estuda a utilização de aparatos e elementos físicos eletrônicos, como o computador, no Direito; isto é, a ajuda que este instrumento presta ao desenvolvimento e aplicação do direito. Em outras palavras, é o instrumental necessário a utilização da informática no Direito.

Informática Jurídica

A Informática jurídica constitue uma ciência que forma parte do âmbito informático, demonstrando desta maneira que a informática tem penetrado em

uma infinidade de sistemas, instituições,

etc...

prova disto e que tem penetrado

no campo jurídico para servir de ajuda e fonte. Portanto, a informática jurídica pode ser considerada como fonte do direito, critério próprio que talvez encontre

muitos tropeços devido a falta de cultura informática que existe em nosso país. (CASTRO, 2005)

Direito da Informática

O Direito Informático é mais complexo e não se dedica simplesmente ao estudo do uso dos aparatos informáticos como meio de auxílio ao direito delimitado pela informática jurídica, pois constitue o conjunto de normas, aplicações, processos, relações jurídicas que surgem como conseqüência da aplicação e desenvolvimento da informática, isto é, a informática é geral deste ponto de vista e regulada pelo direito.

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Podemos então afirmar que o Direito Informático é o conjunto de normas e instituições jurídicas que pretendem regular o uso dos sistemas de computador – como meio e como fim - e podem incidir nos bens jurídicos dos membros da sociedade; as relações derivadas da criação, uso, modificação, alteração e reprodução do software; o comércio eletrônico, e as relações humanas realizadas de maneira sui generis nas redes, em redes ou via internet (CASTRO, 2005). Ao penetrar no campo do Direito Informático, que também constitue uma ciência, que estuda a regulação normativa da informática e sua aplicação em todos os campos. Porém, quando se diz direito informático, então analisa- se que esta ciência forma parte do Direito como ramo jurídico autônomo, assim como o Direito é uma ciência geral integrada por ciências específicas que resultam de ramos autonômos, tal como é o caso do Civil, Penal e Trabalhista.

Diferenças Entre Informatica Jurídica e Direito da Informática

A informática jurídica constitui uma ciência que faz parte do sistema de informática mostrando a infinidade de sistemas e instituições, enquanto o Direito de Informática estuda a aplicação de normas em suas consequências. Portanto a Informática jurídica é uma ciência que é parte do Ciber Direito e está para este como sustentação e fonte.

A Ordenação do Direito nos Diversos Ramos.

A razão da ordenação do direito em diversos ramos, tem sua origem na influência das relações sociais ou de conteúdo das normas, que vão se formando e delimitando em setores ou ramos, como o direito civil, penal, constitucional, administrativo etc., sem contudo poder-se estabelecer um limite entre um ramo e outro porquanto, existe uma zona comum a todos eles, que integram a esses campos limítrofes. Assim, este agrupamento de ramos de direito deu origem às Ciências Jurídicas, que estão encarregadas de estudar cada setor que a compete e, para analisar esta situação, é preciso mencionar as bases que sustentam cada um destes ramos e o assunto do qual tratam. Uma legislação específica (campo normativo).

O Direito Informático e Como Ramo Autonômo da Ciência do Direito

O Direito Informático é constituído de conhecimentos e estudos específicos que entrelaçam a relação Direito e Informática, e que não são tão desenvolvidas como outros ramos do Direito. Porém, só poderemos aprimorar conhecimentos específicos do saber humano que caracterizam um ramo do

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Direito como autonômo, a medida em que forem realizados estudos, conferências, debates acerca da matéria envolvendo juristas de todos os outros ramos dos direito. O VI Congresso Iberoamericano de Direito e Informática celebrado em Montevidéo, Uruguay, em 1998, expôs as razões pelas quais o Direito Informático é uma ciência autonoma do Direito. Desde aquele momento surgiram diferentes critérios, alguns afirmavam que o Direito Informático nunca compreenderia um ramo autonômo do Direito, porquanto dependia em sua essência de outros ramos do Direito, outros argumentavam acerca do Direito Informático como um ramo potencial do direito, devido a sua insuficiência de conteúdo e desenvolvimento. O problema da autonomia do Direito Informático tem ocupado de modo especial a atenção dos seus cultores, os quais, em sua maioria, não hesitam em proclamá-lo um direito autonômo, embora poucos aprofundem o estudo da questão, satisfazendo-se, muitas vezes com simples argumentos de autoridade. Por exigências científicas, porquanto um conjunto de conhecimentos específicos entrelaçam a sua organização e ordenação, ou por razões práticas que levam a separação do trabalho em vias de organização, se encontram uma série de normas legais, doutrina, jurisprudência, que têm sido catalogadas e

publicadas em diversos setores ou ramos. Dita ordenação e organização do Direito em diversos ramos, tem em sua formação a influência de caráter das relações sociais ou de conteúdo das normas, então vão se formando e delimitando em setores ou ramos, como os do Direito Civil, Penal,

Constitucional,

etcc...,

sem poder estabelecer limites entre um ramo jurídico e

outro, porquanto, existe uma zona comum a todas elas, que integram esses campos limítrofes. No caso do Brasil, são poucas as fontes encontradas para o estudo desta matéria, talvez sua aplicação se limite fundamentalmente a aparição de livros ou normativas (doutrinas), e comentários de Direito Informático. Porém talvez, seja mais fácil para os estudiosos buscar esta normativa em outros ramos do direito, por exemplo; a utilização do Código Civil para solucionar questões de pessoas (proteção de dados, direito a intimidade, responsabilidade civil, dentre outras). Resulta, sem embargo, que esta situação não se acopla com a realidade informática do mundo, já que existem outras figuras como os contratos eletrônicos, comércio eletrônico, firmas digitais e documentos eletrônicos, que correspondem a instituições próprias do Direito Informático por pertencerem a este ramo autonômo de direito.

Natureza

jurpidica do Direito Informático: Direito Público ou Direito

Privado?

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Distingue-se no Direito dois ramos fundamentais: o público e o privado. A distinção foi conhecida pelos romanos, que consideravam direito público o que interessava à coletividade e direito privado o que dizia respeito a interesses particulares. Outra distinção, mais recente, considera o direito público como o campo das relações de subordinacão e o direito privado como campo das relações de coordenação. O exclusivismo desses critérios foi temperado pela consideração de prevalência: no direito público consideram-se prevalentemente (não exclusivamente) os interesses públicos e no direito privado consideram-se prevalentemente (não exclusivamente) os interesses privados; ou pelo critério da tipicidade: no direito público, as relações típicas são de subordinação e no direito privado as relações típicas são de coordenação. É neste ponto em que toda a informação anterior deve mesclar-se para poder determinar as respectivas conclusões.

Direito Informático e Direito Eletrônico

Não será fácil definir o que venha a ser Direito da Informática ou Direito Eletrônico. Inexiste consenso entre os Institutos existentes no Brasil, que debatem o tema com seriedade, acerca do termo Direito da Informática ou Direito Eletrônico. Quando o Instituto Brasileiro de Direito Eletrônico estava se formando, houve discussão acerca dos termos em questão e a opção pendeu para a amplitude do termo Direito Eletrônico, uma vez que o mesmo abrange todas as áreas do moderno instituto jurídico que vem se formando desde o início dos anos 90, ganhando força no final do século XX. Ao adotar, assim, o termo Direito Eletrônico, imagina-se que todas as relações surgidas estariam devidamente abrangidas, porque não se-pode, simplesmente, entender a informática como o único meio de evolução do direito.

Tendo em vista, agora, o Direito da Informática ser matéria afeita a todas as instituições de ensinos jurídicos, os debates acadêmicos proporcionarão uma pacificação do tema, podemos entender como Direito da Informática o conjunto legislativo e doutrinário que visa estudar, em conjunto com os demais ramos do Direito, as relações havidas através dos canais de informação obtidos por meio digital. Direito da Informática referente à disciplina que estuda as implicações e problemas jurídicos surgidos com a utilização das modernas tecnologias da informação.

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Direito da Informática ou Direito Eletrônico?

Analisando o conceito de Castro (2005), podemos alavancar nossa teoria de que a denominação mais correta é a de Direito Eletrônico, porque nem todos os canais de comunicação da era moderna são afeitos, especificamente, à informática. Ainda que não se possa assim admitir, porque a informática é uma realidade presente e substancialmente importante, se partirmos da premissa que tudo envolve a informática, primariamente, em um campo secundário, a informática deixa de ter importância e passamos a uma segunda fase – que é eletrônica. Talvez seja melhor uma exemplificação, com o fim de não tumultuar os conceitos. Há um caso concreto, sobre o qual emito parecer, onde uma determinada pessoa cede sua assinatura para que a mesma seja reproduzida por meio de scanner. A uma primeira vista temos uma reprodução originária de meios próprios da informática. A partir do momento, contudo, em que este meio digital é reproduzido, passamos a um universo maior, que importa em conhecimentos mais abrangentes do que os restritos à informática. No caso em tela, esta assinatura foi reproduzida em notas promissórias e é interessante a leitura do parecer. Assim sendo, quando admitimos que a informática é uma fonte primária – inclusive geradora de direitos e deveres -, passamos a uma segunda etapa, admitindo fontes secundárias e, assim, teremos um conceito mais abrangente quando adotamos o termo Direito Eletrônico.E é certo que a informática é espécie do gênero eletrônico. (CASTRO, 2005)

Direito Eletrônico

Para Castro (2005, p.85),

Direito

Eletrônico

é

o

conjunto

de

normas

e

conceitos doutrinários, destinados ao estudo

e

normatização de toda e qualquer relação onde a

informática seja o fator primário, gerando direitos e deveres secundários. É, ainda, o estudo

abrangente, com o auxílio de todas as normas

codificadas

de

direito,

a

regular as

relações dos

mais diversos meios de comunicação, dentre eles os próprios da informática.

Distinção entre Direito e Informática e Direito Eletrônico

Para Castro (2005), conceituar, neste momento, não é tão importante quanto nos dedicarmos ao estudo sistemático das novas tendências de nosso direito. Contudo, a distinção da terminologia é por demais importante.

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Quando analisamos, somente, o Direito da Informática, deixamos de lado diversos outros aspectos importantes das novas relações jurídicas que surgem. O fax, por exemplo, não pode ser considerado um elemento informático, mas eletrônico. E o estudo do Direito Eletrônico nos empurra para institutos mais contundentes, como os das telecomunicações, das transmissões de dados via satélite etc. Vimos, assim, que a denominação Direito Eletrônico é mais abrangente no cenário novo que se apresenta aos estudiosos do Direito. Ressaltada, linhas acima a novidade do estudo que ora se apresenta, as críticas que advirão desta nova modalidade de ensino serão mais que oportunas.

Importância da Hermêneutica Nesta Fase

Em clássica obra, Carlos Maximiliano (citado por CASTRO,2005) afirma que nenhum acontecimento surge isolado; como explicar a sua origem, razão de ser, ligação com os outros, resulta compreender melhor a ele próprio. E é dentro deste entender o acontecimento que surge a grande importância do estudo da hermenêutica quando estamos tratando de Direito da Informática. E, novamente nos valendo dos preciosos ensinamentos de Maximiliano, “não pode o Direito isolar-se do ambiente em que vigora, deixar de atender às outras manifestações da vida social e econômica; e esta não há de corresponder imutavelmente às regras formuladas pelos legisladores.” O momento social não é outro senão o grande afloramento de toda uma ciência jurídica a ser construída. E será construída a partir de obras ousadas, teses defendidas nos Tribunais, nas cátedras do Mestrado, enfim, pelos acadêmicos, porque nosso processo legislativo em termos de Direito da Informática e, mais abrangente, o Direito Eletrônico, ainda está longe de vir sistematizado. Propostas tramitam na Câmara dos Deputados, mas, ao que parece, estão longe, muito longe, de tornarem-se normas codificadas. E, enquanto perdurar esta omissão legislativa, somente aos estudiosos e à aplicação das regras de hermenêutica, os diversos problemas que advêm do novel ramo poderão ser resolvidos. Por enquanto, havendo uma grande lacuna legislativa, com exceção da Lei de Software, a interpretação mais adequada a ser adotada em casos controversos e que exijam do intérprete o uso do art. 4º da Lei de Introdução ao Código Civil Brasileiro, a melhor interpretação – até que surjam decisões a nos ajudar – será aquela denominada interpretação doutrinária. E é por esta razão ser um risco escrever diante de tanta omissão. Contudo, que nas linhas corajosas, se apontem tantos outros corajosos, a fim de criarmos um Direito Eletrônico de forma pacífica e com uma doutrina embasada a ponto de auxiliar nossos aplicadores do Direito.

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“Todos são iguais perante a lei sem distinção de qualquer natureza, garantindo- se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, a igualdade,

à segurança e à propriedade, nos seguintes termos:

“XII- é inviolável o sigilo da

correspondência

Importância do Estudo Sistematizado

Castro (2005) afirma que as relações jurídicas que envolvem todo um sistema do Direito da Informática são resolvidas, como analisamos no capítulo anterior, através da hermenêutica. No Brasil, a não ser algumas Portarias Interministeriais e Resoluções do Conselho Gestor10, a única regulamentação legal que possuímos é sobre o software, através da Lei 9609/98 e a mesma está longe de solucionar os mais diversos conflitos emanados do que denominamos Direito Eletrônico. Ainda que a Internet, por exemplo, seja fruto originário de programas de computador e, por esta razão, poderíamos estar adstritos ao simples uso da informática, há, ainda, bases de dados e outros elementos que são de natureza secundária. Envolveremos, assim, assuntos como propriedade intelectual, propriedade industrial, marcas, patentes etc. O primeiro passo, portanto, é analisar o artigo 4º da Lei de Introdução ao Código Civil – Decreto-Lei 4.657/1942 -, que não se encontra revogado pela Lei 10.406/2002. Dispondo o art. 4º que “quando a lei for omissa, o juiz decidirá o caso de acordo com a analogia, os costumes e os princípios gerais de direito”. Sem dúvida, há uma omissão integral no que diz respeito a qualquer ramo do Direito Eletrônico, com a exceção, sempre, da Lei de Software. Assim sendo, como este novel ramo do Direito é totalmente omisso, o juiz deverá valer-se do comando do art. 4º de acordo com o caso em espécie a ser analisado. Em alguns ramos de nosso ordenamento já há previsões, ainda que de forma tímida, acerca de relações oriundas do Direito da Informática. Quando houver tais disposições, a aplicação da norma ao caso concreto não será de difícil solução. Contudo, à inexistência de normas próprias acerca da matéria, o juiz deverá decidir utilizando-se do direito codificado. E é por esta razão que a análise dos diversos ramos do Direito é de fundamental importância para o perfeito entendimento do que se chama, por ora, de estudo sistematizado do Direito da Informática.

Relação do Direito Informático Com Outros Ramos do Direito

A relativa autonomia anteriormente assinalada não impede que o Direito informático, por vezes, se apresente no quadro geral do Direito em posição de subordinação; em outras, em posição de coordenação com as demais disciplinas jurídicas. (CASTRO, 2005). Vejamos:

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EAD UNITINS – INFORMÁTICA FORENSE - FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS

1) com o Direito Constitucional

No que se refere ao Direito Constitucional a relação é manif