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“ II Congresso Internacional da Construção Metálica – II CICOM” “SOLUÇÕES PRÁTICAS PARA EXECUÇÃO DE

II Congresso Internacional da Construção Metálica – II CICOM”

“SOLUÇÕES PRÁTICAS PARA EXECUÇÃO DE ABERTURAS EM ALMAS DE VIGAS DE AÇO ” (1)

Gustavo de Souza Veríssimo (2) Ricardo Hallal Fakury (3) José Carlos Lopes Ribeiro (4)

Resumo

Neste trabalho são apresentados resultados de simulações computacionais baseadas em prescrições de normas recentes acerca de vigas com aberturas na alma. O trabalho propõe diretrizes práticas que permitem identificar situações nas quais aberturas com algumas características não afetam significativamente a resistência da viga, dispensando assim o cálculo da seção com abertura. Também são apresentados ábacos para uso prático que permitem projetar aberturas numa viga dispensando o cálculo analítico. Estes ábacos foram elaborados através de um programa computacional, considerando-se as dimensões e posições das aberturas e a geometria da seção, sendo aplicáveis a perfis soldados e laminados previstos em normas técnicas brasileiras e estrangeiras. Os estudos apresentados neste trabalho podem ser utilizados como complemento à norma brasileira, ampliando as possibilidades para a execução de aberturas na alma com formas, dimensões e posições diversas.

Palavras-chave: viga, alma, abertura, estrutura, aço

Abstract: This paper presents the results of computational simulations based on recent standard rules about beams with web holes. The work lead to practical guidelines that permit to identify that situations in which openings with some characteristics don’t affect significatively the beam strength, dispensing the calculus of the opening. Openings may be circular or rectangular, concentric or eccentric, reinforced or not. The guidelines apply also to composite beams, both as solid slabs and as steel-deck. Abacuses for practical use are presented, which allow openings in beams to be projected sparing analytical calculations. Studies presented here may be used as a complement to existing norms, widening the universe of possibilities, particularly as far as positioning of openings and its dimensions are concerned.

Key-words: beam, web, opening, structure, steel.

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(1) Contribuição Técnica a ser apresentada no “II Congresso Internacional da Construção Metálica – II CICOM” - novembro, 2002 – São Paulo, SP, Brasil. (2) Prof. Assistente do Depto. de Engenharia Civil - UFV - Viçosa, MG, Brasil. (3) Prof. Adjunto do Depto. de Eng. de Estruturas - UFMG - Belo Horizonte, MG, Brasil. (4) Mestrando do Depto. de Eng. de Estruturas – UFMG - Belo Horizonte, MG, Brasil.

“ II Congresso Internacional da Construção Metálica – II CICOM”

II Congresso Internacional da Construção Metálica – II CICOM”

“ II Congresso Internacional da Construção Metálica – II CICOM” 1 INTRODUÇÃO Atualmente, diversos fatores

II Congresso Internacional da Construção Metálica – II CICOM”

1 INTRODUÇÃO

Atualmente, diversos fatores freqüentemente impõem limitações à altura dos pavimentos em edifícios de andares múltiplos, com base em regulamentos municipais, requisitos econômicos, considerações estéticas, etc. Uma solução comum nos edifícios estruturados em aço é fazer aberturas nas almas das vigas dos sistemas de piso, através das quais possam passar os dutos de serviços da edificação, reduzindo assim o espaço vertical requerido para a estrutura e as instalações (Figura 1). Essas aberturas podem reduzir significativamente a resistência à flexão das vigas.

b f t f s t e o t h o h d w a
b f
t f
s t
e o
t
h o
h
d w
a o
s
b
t
f

a) abertura sem reforço

d r A r A r l 1 d r b) abertura com reforço
d
r
A r
A r
l 1
d
r
b) abertura com reforço

Figura 1 - Configurações de aberturas para vigas de aço.

Nas décadas de 60, 70 e 80, diversos estudos sobre vigas com aberturas na alma foram conduzidos nos EUA e Canadá, abordando vários casos particulares de cada vez, tais como aberturas circulares, aberturas retangulares, aberturas concêntricas, aberturas excêntricas, aberturas em vigas de aço isoladas, aberturas em vigas mistas etc. No final dos anos 80 Darwin (1988, 1990) demonstrou ser possível fazer uma abordagem unificada que cobrisse os diversos casos freqüentes nas estruturas de edifícios em aço. Algumas normas técnicas fornecem regras para a execução de aberturas que não causem redução significativa da resistência das vigas. No entanto, por serem muito abrangentes, essas regras são muito conservadoras e em geral restringem as aberturas ao terço médio da altura do perfil e aos dois quartos centrais do vão da viga (ABNT 1986, BSI 2000). Constatou-se que a partir de simulações computacionais é possível gerar critérios mais flexíveis para algumas situações típicas comuns na construção de edifícios, fixando-se alguns parâmetros (Veríssimo 1996). O estudo se aplica a perfis de seção I duplamente simétricos, não híbridos, cujos elementos não sejam susceptíveis a flambagem local, constituídos por aços com resistência ao escoamento de no máximo 350 MPa. As vigas devem possuir contenção adequada que evite a ocorrência de flambagem lateral com torção.

2 METODOLOGIA

Com base numa adaptação dos critérios apresentados no Design Guide #2 do AISC (AISC 1990) para a norma brasileira(Veríssimo 1996), implementou-se um simulador paramétrico com o objetivo de identificar situações em que aberturas com determinadas características não causam redução significativa da resistência das vigas. A partir disso é possível definir

“ II Congresso Internacional da Construção Metálica – II CICOM” diretrizes para o projeto de

II Congresso Internacional da Construção Metálica – II CICOM”

diretrizes para o projeto de aberturas sem considerar a seção líquida da viga, dispensando assim a verificação da seção com abertura, que é bastante trabalhosa. Procurou-se identificar a região da alma, que se origina no centro do vão e se estende em direção aos apoios da viga, na qual uma abertura com determinadas características não afeta

significativamente a resistência à força cortante e ao momento fletor. Essa região foi chamada

de “zona neutra” e apresenta-se acurada na Figura 2. x o L
de “zona neutra” e apresenta-se acurada na Figura 2.
x o
L
zona neutra d d/2 d/3 S kL kL L/2 L/2
zona neutra
d d/2
d/3
S
kL
kL
L/2
L/2

Figura 2 – Zona neutra

Para a identificação da zona neutra para cada caso estudado, considerou-se como ponto crítico aquele no qual a Eq. (1) fornece um valor maior do que 1,0 (Veríssimo 1996).

onde:

3

M

d

+ 

V

d

φ

M

m

φ

V

m

3

1

(1)

M d = momento fletor de cálculo na linha central da abertura V d = força cortante de cálculo na linha central da abertura M m = resistência máxima ao momento fletor na abertura sob flexão pura; ocorre quando V d = 0 na linha central da abertura V m = resistência máxima à força cortante na abertura sob cisalhamento puro; ocorre quando M d = 0 na linha central da abertura

φ = coeficiente de resistência = 0,90

Historicamente, vários modelos matemáticos têm sido propostos para representar a interação momento-cortante. Darwin observou que a interação em almas de perfis I, tanto em vigas simples de aço como em vigas mistas, pode ser bem representada pela Eq. (1), que fornece boa concordância com resultados de ensaios.

O procedimento básico de cálculo envolve: a determinação da resistência nominal ao

momento fletor, a determinação da resistência nominal à força cortante e a verificação da interação momento-cortante.

“ II Congresso Internacional da Construção Metálica – II CICOM” A limitação para a altura

II Congresso Internacional da Construção Metálica – II CICOM”

A limitação para a altura máxima da abertura igual a d/3 restringe muito as possibilidades de

projeto nas condições atuais. Por isso, com o objetivo de ampliar esse limite, foram simuladas

aberturas na alma com altura de até metade da altura do perfil (h o = d/2). Além disso, foram admitidas as seguintes hipóteses:

a) viga biapoiada;

b) carregamento uniformemente distribuído;

c) perfil I laminado ou soldado com dois eixos de simetria;

d) limite de escoamento do aço menor ou igual a 350 MPa;

e) altura máxima considerada para as vigas igual a 1000 mm;

f) perfil I com relação d/b f 1,20;

g) perfis com esbeltez da alma

λ w

3,76

( E

/

f

y

) 1/ 2

Considerou-se nas simulações relações entre a altura do perfil e o vão da viga desde d = L/10 até d = L/30. Foram testadas aberturas com formato retangular com a o = 2 h o ,

abertura quadrada com a o = h o e abertura circular. Foram admitidas ainda variações na taxa de solicitação, relação S d /R d, com incrementos de 5%.

O carregamento de cálculo, q d , considerado foi obtido em função do momento fletor máximo

que a seção bruta resiste sob flexão pura (M Rd ) ou da força cortante máxima que a seção bruta resiste sob cisalhamento puro (V Rd ). Para cada perfil testado, determinou-se a carga distribuída de cálculo q d que produz o momento fletor último no centro do vão ou o esforço cortante último no apoio, o que for menor. De posse de q d foram obtidos os esforços de cálculo M Sd no centro do vão e V Sd no apoio. Além disso foram calculados os esforços M Sd (x o ) e V Sd (x o ) em 500 seções intermediárias igualmente espaçadas ao longo de L/2.

O carregamento máximo é determinado com base no seguinte critério:

q

d

Rd

(

(

 

S

S

d

d

/

/

R

R

d

d

)

)

8 M

8 M

L

2

2

V

Rd

L

( carga distribuída máxima permitida )

(2)

No caso de vigas mistas, M Rd é a resistência nominal ao momento fletor da seção mista com interação total. Para efeito da resistência à força cortante admitiu-se, tanto para vigas de aço como para vigas mistas, a plastificação do perfil metálico por cisalhamento. Não se considerou qualquer contribuição da laje de concreto na resistência ao cisalhamento de vigas mistas. Os esforços de cálculo em cada seção a ser analisada foram determinados conforme as expressões seguintes:

M Sd =

V Sd =

M Sd

(

x

q

d L

2

q

8

d L

o

)

2

= V

Sd

x

o

q

d

x

o

2

2

( momento fletor no centro do vão )

(3)

( cortante no apoio )

(4)

( momento fletor na seção de coordenada x o )

(5)

“ II Congresso Internacional da Construção Metálica – II CICOM” V Sd ( x o

II Congresso Internacional da Construção Metálica – II CICOM”

V

Sd

(

x

o

)

=

V

Sd

L

2

x

o

L

( cortante na seção de coordenada x o )

(6)

Considerou-se então uma abertura, com dimensão e formato especificados, posicionada em cada uma das 500 seções e foram determinadas as resistências máximas ao momento fletor, M m , e à força cortante, V m , de acordo com Veríssimo, verificando-se em seguida o parâmetro de interação momento-cortante. O simulador foi programado para trabalhar com várias séries de perfis utilizados no mercado brasileiro, permitindo selecionar um ou vários catálogos simultaneamente. Para cada perfil dos catálogos selecionados foram verificadas diversas seções com aberturas posicionadas desde as proximidades dos apoios até ao centro do vão. Variou-se formato, dimensões e posição das aberturas, correlacionando os resultados com taxas de carregamento diferentes, em diversas faixas de esbeltez de alma para várias relações altura/vão do perfil. Várias famílias de curvas foram obtidas. As envoltórias para cada família de curvas foram então colocadas num ábaco que permite identificar a zona neutra em diversas situações possíveis de projeto. Esses ábacos permitem ao projetista fazer aberturas na alma, sem reforço, sem ter que calculá-las, ou, então, adaptar um perfil I a condições tais que possibilitem fazer a abertura desejada sem que seja necessário calculá-la.

3

RESULTADOS

Os ábacos apresentados a seguir foram elaborados a partir dos resultados obtidos de simulações com as seguintes séries de perfis consideradas simultaneamente:

Perfis soldados

- perfis soldados VE e VEE conforme UMSA (1999);

- perfis soldados CVS, VS e VSM conforme ABNT (2000).

Perfis laminados

- IPE

- IPN

- WF

- UB

- AÇOMINAS

- AÇOMINAS

- CSN

- GERDAU

conforme NBR6009/83 (ABNT 1983)

conforme NBR7012/81 (ABNT 1981)

conforme AISC (AISC 1980)

conforme BS4 [14]

conforme catálogo do fabricante

conforme catálogo do fabricante

conforme catálogo do fabricante

conforme catálogo do fabricante

(perfis de abas paralelas) (perfis de abas inclinadas) (perfis de abas paralelas) (perfis de abas paralelas) (perfis de abas paralelas) (perfis de abas inclinadas) (perfis de abas inclinadas) (perfis de abas inclinadas)

3.1 Critérios de projeto

Os critérios apresentados a seguir aplicam-se ao dimensionamento de vigas de aço com seção transversal em forma de I ou H, com uma ou mais aberturas na alma.

e

Podem ser feitas aberturas sem reforço em vigas com esbeltez da alma (

, quando as aberturas estiverem

situadas dentro da zona neutra (Figura 2) e os seguintes requisitos forem atendidos:

esbeltez da mesa comprimida

h / t

w

)

3,76

E / f y
E / f
y

( b

f

/ 2 / t

f

)

0,38

E / f y
E / f
y

a) o limite de escoamento do aço deve ser inferior ou igual a 350 MPa;

b) o perfil deve possuir altura total d igual ou inferior a 1000 mm;

“ II Congresso Internacional da Construção Metálica – II CICOM” c) o perfil deve possuir

II Congresso Internacional da Construção Metálica – II CICOM”

c)

o perfil deve possuir relação entre altura total e largura de mesa (d/b f ) igual ou superior

a

1,20;

d)

par momento-cortante na seção correspondente ao centro da abertura deve ser menor ou igual ao par momento-cortante, na mesma posição, numa viga biapoiada de mesmo vão, sujeita ao máximo carregamento uniformemente distribuído possível;

o

No caso de vigas mistas, as seguintes condições também devem ser satisfeitas:

e) a resistência do concreto da laje deve ser menor ou igual a 28 MPa;

f) a espessura total da laje deve ser igual ou inferior a 160 mm;

g) a largura efetiva da laje deve ser igual ou inferior a 3000 mm;

A zona neutra deve ser considerada sempre centrada em relação à metade da altura do perfil. Os ábacos das Figuras 3 a 16 delimitam a zona neutra para vigas com aberturas circulares, quadradas e retangulares com a o = 2 h o (Figura 2). Os ábacos das Figuras 3 a 8 se referem a vigas constituídas por perfis soldados e as Figuras 9 a 16 se referem a vigas constituídas por perfis laminados. A relação entre a solicitação de cálculo ( S d ) e a resistência de cálculo (R d ), para consulta aos ábacos, deve ser o maior dos dois valores a seguir:

Onde:

 M Sd  S  d M Rd ≥  R d  V
M
Sd
S
d
M Rd
≥ 
R
d
V Sd
 
V Rd

M Sd é o momento fletor atuante de cálculo M Rd é o momento fletor resistente de cálculo V Sd é a força cortante atuante de cálculo V Rd é a força cortante resistente de cálculo

(7)

Aberturas retangulares devem possuir os cantos arredondados com raio mínimo de 16 mm ou 2t w , o que for maior, a fim de evitar a formação de fissuras por fadiga em função da concentração de tensões nesses pontos (Veríssimo 1996).

“II Congresso Internacional da Construção Metálica – II CICOM” 0.50 0.45 0.40 0.35 0.30 1,
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0.50
0.45
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1,
00
k
0.25
0,90
0.20
0,80
0,70
0.15
0,60
0.10
0,50
0.05
0.00
10 11
12
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L/d

Figura 3 – Zona neutra para aberturas circulares ou quadradas com h o d/3, em vigas de aço isoladas, com perfil soldado.

k

0.50 0.45 0.40 Sd/Rd 0.35 0.30 0,90 0.25 0,80 1, 00 0,70 0.20 0,60 0.15
0.50
0.45
0.40
Sd/Rd
0.35
0.30
0,90
0.25
0,80
1,
00
0,70
0.20
0,60
0.15
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L/d

Figura 4 – Zona neutra para aberturas retangulares ( a o = 2h o ) com h o d/3 e aberturas circulares ou quadradas com h o d/2, em vigas de aço isoladas, com perfil soldado.

k

0.50 0.45 0.40 0,90 0.35 0,80 Sd/Rd = 1,00 0,70 0.30 0,60 0.25 0,50 0.20
0.50
0.45
0.40
0,90
0.35
0,80
Sd/Rd = 1,00
0,70
0.30
0,60
0.25
0,50
0.20
0.15
0.10
0.05
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L/d

Figura 5 – Zona neutra para aberturas retangulares ( a o = 2h o ) com h o d/2 em vigas de aço isoladas, com perfil soldado.

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k
0.25
0,70
0.20
0,60
0.15
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Figura 6 – Zona neutra para aberturas circulares e quadradas com h o d/3, em vigas mistas, com perfil soldado.

k

0.50 0.45 0.40 0.35 0,80 0.30 0.25 0,70 0.20 0,60 0.15 0,50 0.10 0.05 0.00
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0.45
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L/d

Figura 7 – Zona neutra para aberturas retangulares (a o = 2h o ) com h o d/3, ou circulares com D o d/2, em vigas mistas, com perfil soldado.

k

0.50 0.45 Sd/Rd 0.40 0,70 0.35 0,60 0.30 0,50 0.25 0.20 0.15 0.10 0.05 0.00
0.50
0.45
Sd/Rd
0.40
0,70
0.35
0,60
0.30
0,50
0.25
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0.15
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L/d

Figura 8 – Zona neutra para aberturas quadradas (a o = h o ) ou retangulares (a o = 2h o ) com h o d/2, em vigas mistas, com perfil soldado.

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k
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L/d

Figura 9 – Zona neutra para aberturas circulares ou quadradas com h o d/3, em vigas de aço isoladas, com perfil laminado.

k

0.50 0.45 0.40 0.35 0.30 0.25 1, 00 0.20 0,90 0.15 0,80 0,70 0.10 0,60
0.50
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1,
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0.15
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L/d

Figura 10 – Zona neutra para aberturas retangulares ( a o = 2h o ) com h o d/3 e aberturas circulares ou quadradas com h o d/2, em vigas de aço isoladas, com perfil laminado.

k

0.50 0.45 0.40 0.35 0,90 0.30 0,80 0.25 0,70 1, 00 0.20 0,60 0,50 0.15
0.50
0.45
0.40
0.35
0,90
0.30
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0,70
1,
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L/d

Figura 11 – Zona neutra para aberturas retangulares ( a o = 2h o ) com h o d/2 em vigas de aço isoladas, com perfil laminado.

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0.25
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0.20
0,80
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L/d

Figura 12 – Zona neutra para aberturas circulares e quadradas com h o d/3, em vigas mistas, com perfil laminado.

k

0.50 0.45 0.40 0.35 0.30 0,80 0.25 0,70 0.20 0.15 0,60 0.10 0,50 0.05 0.00
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L/d

Figura 13 – Zona neutra para aberturas retangulares (a o = 2h o ) com h o d/3, em vigas mistas, com perfil laminado.

k

0.50 0.45 0.40 0.35 0.30 0,80 0.25 0.20 0,70 0.15 0,60 0.10 0,50 0.05 0.00
0.50
0.45
0.40
0.35
0.30
0,80
0.25
0.20
0,70
0.15
0,60
0.10
0,50
0.05
0.00
10 11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
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29
30

L/d

Figura 14 – Zona neutra para aberturas circulares com D o d/2, em vigas mistas, com perfil laminado.

“II Congresso Internacional da Construção Metálica – II CICOM” 0.50 0.45 0.40 0.35 0,70 0.30
“II Congresso Internacional da Construção Metálica – II CICOM”
0.50
0.45
0.40
0.35
0,70
0.30
k
0.25
0,60
0.20
0,50
0.15
0.10
0.05
0.00
10 11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
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30

L/d

Figura 15 – Zona neutra para aberturas quadradas com h o d/2, em vigas mistas, com perfil laminado.

k

0.50 0.45 0.40 0,70 0.35 0,60 0.30 0,50 0.25 0.20 0.15 0.10 0.05 0.00 10
0.50
0.45
0.40
0,70
0.35
0,60
0.30
0,50
0.25
0.20
0.15
0.10
0.05
0.00
10 11
12
13
14
15
16
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18
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20
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L/d

Figura 16 – Zona neutra para aberturas retangulares (a o = 2h o ) com h o d/2, em vigas mistas, com perfil laminado.

“ II Congresso Internacional da Construção Metálica – II CICOM” No caso de vigas com

II Congresso Internacional da Construção Metálica – II CICOM”

No caso de vigas com mais de uma abertura, o espaçamento mínimo entre bordas de aberturas adjacentes, S (Figura 2), deve atender ao seguinte critério:

Para aberturas retangulares:

Onde:

S

h

a

o

o

V

Sd

V

pl

1,10

V

Sd

Para aberturas circulares:

S

1,5 D

o

D

o

V

Sd

V

pl

1,10

V

Sd

D o é o diâmetro das aberturas

a o é o comprimento das aberturas V pl é a força cortante correspondente à plastificação da alma por cisalhamento

Além disso, em vigas mistas, deve-se ter:

4

EXEMPLO

S

a

2,0 d

o

Deseja-se determinar a zona neutra para uma viga de aço isolada com 9000 mm de comprimento, constituída por um perfil VS 450x60, para a execução de aberturas retangulares com h o = d/2 (Figura 5).

d = 450 mm

h o = d/2 = 225 mm

a o = 2h o = 450 mm

L = 9000mm

L/d = 20 Sd/Rd = 0,80 para o carregamento admitido

Entrando com esses dados no ábaco da Figura 5, obtém-se k = 0,27. A zona neutra para este caso, portanto, vai de 0,27L = 2430 mm até 6570 mm. Nessa região podem ser feitas aberturas retangulares de 450x225 mm, desde que atendidos os critérios de 3.1.

VS 450x60 zona neutra 2430mm 9000mm
VS 450x60
zona neutra
2430mm
9000mm

Figura 9 – zona neutra para viga VS 450x60 (não-mista) com 80% de solicitação.

“ II Congresso Internacional da Construção Metálica – II CICOM” 5 CONCLUSÕES Os ábacos e

II Congresso Internacional da Construção Metálica – II CICOM”

5 CONCLUSÕES

Os ábacos e critérios de projeto apresentados constituem uma ferramenta útil para os projetistas de estruturas metálicas, atendendo a uma demanda importante do meio técnico.

6 NOTAÇÃO

D o

L

M Sd

M pl

R d

S

S d

Diâmetro de abertura circular

Comprimento do vão da viga Momento fletor de cálculo Momento de plastificação de uma seção sem abertura Resistência de cálculo

Comprimento de alma livre entre duas aberturas adjacentes (espaçamento entre duas aberturas) Solicitação de cálculo

V pl Cortante de plastificação da seção sem abertura V Sd Força cortante de cálculo V m Resistência máxima à força cortante da seção no local da abertura, submetida a

cisalhamento puro (quando M d = 0). Comprimento da abertura

a o

b Largura em geral

d

e o

Altura total da seção de aço Excentricidade da abertura Limite de escoamento do aço Altura da abertura Carga uniformemente distribuída de cálculo

Espessura em geral Espessura da mesa do perfil metálico Espessura da alma do perfil metálico Distância do apoio esquerdo à linha central da abertura

f y

h o

q d

t

t f

t w

x o

φ Coeficiente de resistência

7 AGRADECIMENTOS

Os autores agradecem ao CNPq, à FAPEMIG, à USIMINAS e ao Depto. de Engenharia Civil da UFV, por terem propiciado condições para produção e apresentação deste trabalho.

8 REFERÊNCIAS

ABNT, Associação Brasileira de Normas Técnicas, 1986. Projeto e Execução de Estruturas de Aço de Edifícios, NBR8800, Rio de Janeiro. ABNT, Associação Brasileira de Normas Técnicas, 2000. Perfis I soldados, NBR5884, Rio de Janeiro. ABNT, Associação Brasileira de Normas Técnicas, 1981. Perfis I de abas inclinadas, de aço, laminados, NBR7012/81, Rio de Janeiro.

“ II Congresso Internacional da Construção Metálica – II CICOM” ABNT, Associação Brasileira de Normas

II Congresso Internacional da Construção Metálica – II CICOM”

ABNT, Associação Brasileira de Normas Técnicas, 1983. Perfis I de abas paralelas, de aço, laminados a quente, NBR6009/83, Rio de Janeiro. AISC, American Institute for Steel Construction, 1980. Manual of Steel Construction, Chicago, Illinois. AISC, American Institute for Steel Construction, 1990. Steel and Composite Beams with Web Openings, Design Guide Series #2, Chicago, Illinois. BSI, British Standards Institution, 1993. Structural steel sections. Specification for hot-rolled sections, BS4 Part 1, UK. BSI, British Standards Institution, 2000. Structural use of steelwork in buildings. Code practice for design – Rolled and welded sections, BS-5950 Part 1, UK. Darwin, D. & Donahey, R. C., 1988. LFRD for Composite Beams with Unreinforced Web Openings, ASCE Journal of Structural Engineering 114:No.3: 535-552. Darwin, D. & Lucas, W. C., 1990. LFRD for Steel and Composite Beams with Web Openings”, ASCE Journal of Structural Engineering, 116(6), 1579-1593. USIMINAS MECÂNICA, 1999. Usilight - Perfil Eletrossoldado, Catálogo Técnico, Belo Horizonte. Veríssimo, G. S., 1996. Análise e Comportamento de Vigas de Aço e Vigas Mistas com Aberturas na Alma, Dissertação de Mestrado, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte.