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CENTRO TECNOLÓGICO ESTADUAL PAROBÉ

ESCOLA TÉCNICA ESTADUAL PAROBÉ

DEPARTAMENTO DE ELETROTÉCNICA

ELETROTÉCNICA I

NOTAS DE AULA CIRCUITOS DE CORRENTE ALTERNADA

Prof. Flaviano Ribeiro Barreto

1

Corrente alternada.

A corrente alternada caracteriza-se como apresentando inversão no sentido do fluxo da corrente e inversão da polaridade da tensão em determinados intervalos de tempo.

Forma de onda.

Chamamos de forma de onda à representação gráfica das variações de uma grandeza em intervalos ou instantes de tempo. Representa o comportamento da grandeza elétrica ao longo do tempo.

Corrente alternada senoidal.

A corrente alternada é senoidal quando a sua forma de onda é do formato de uma

função seno.

Componentes de uma forma de onda de corrente alternada seniodal

valor máximo (V máx ) valor eficaz (V ef ) valor médio (V m )

valor meio ciclo ciclo / período
valor
meio ciclo
ciclo / período

tempo

Valores instantâneos v São os valores da forma de onda para cada instante de tempo considerado.

Valor máximo V máx

É o maior valor instantâneo positivo ou negativo.

Ciclo

É um conjunto de valores instantâneos que se repetem sucessivamente.

Período T

É o tempo de duração de um ciclo.

2

Freqüência f

É o número de ciclos em um intervalo de tempo de um segundo.

Relação entre freqüência e período: f = 1 / T ou T = 1 / f

Comprimento de onda – λ

É a distância percorrida pela onda entre dois valores instantâneos que ocorrem

em um intervalo de tempo que corresponde ao período.

λ = c . T onde T é o período e c é a velocidade da luz no vácuo (c=300000000m/s)

λ = c / f sendo f a freqüência

Velocidade angular – ω Representa a velocidade com que o valor do ângulo varia em intervalos de tempo. Se considerarmos a variação angular a circunferência completa, o tempo é o período. ω = 360º / T = 360º f ou ω = 2 π / T = 2 π f

Valor médio - V m

É a média aritmética dos valores instantâneos de um intervalo. Se o intervalo for

meio ciclo, o valor médio é 0,632 do valor máximo. Se o intervalo for um ciclo completo, o valor médio é zero.

Valor eficaz V ef

É a raiz quadrada da média dos quadrados dos valores instantâneos. Para uma

forma de onda senoidal, seu valor é 0,707 do valor máximo e este valor é o mesmo tanto para meio ciclo ou para o ciclo completo pois os valores instantâneos são ao quadrado. Fisicamente, é o valor de tensão ou corrente alternada senoidal que corresponde ao valor de corrente contínua e constante que causa a mesma dissipação de potência.

Fase inicial – θ

É o instante de tempo em que inicia o ciclo da forma de onda, considerando-se a

função seno no ângulo de θº em relação ao instante de 0 segundos. Como este valor é uma constante na forma de onda e uma fração do período que corresponde a 360º, normalmente expressamos este valor em graus.

Graus mecânicos Considerando-se que a forma de onda alternada senoidal é gerada a partir do gerador elementar monoespira de dois pólos magnéticos, uma rotação completa corresponde a um ciclo completo da forma de onda gerada. Chamamos de grau mecânico ao ângulo de 1/360º da rotação completa da espira do gerador, ou seja, é a posição angular da espira do gerador.

Graus elétricos No gerador elementar monoespira de dois pólos magnéticos, uma rotação completa corresponde a um ciclo completo da forma de onda gerada. Se este gerador elementar for modificado e passar a ter quatro pólos, meia rotação do gerador corresponderá a um ciclo completo da forma de onda gerada. Chamamos

3

de grau elétrico ao intervalo correspondente a 1/360º do período da forma de onda

gerada.

Representação da forma de onda de corrente alternada senoidal.

Representação gráfica

Considerando que a forma de onda é uma função da variável tempo, pedemos representar esta função através de um gráfico carteziano ou mesmo uma tabela

de valores da variável e função.

Representação trigonométrica

Representação da expressão matemática da forma de onda senoidal de corrente alternada. Representamos através da expressão matemática da função seno.

v

v

v

v

= V máx . sen ( 360º . f . t + ) ou =
= V máx . sen ( 360º . f . t +
) ou
= V máx . sen ( 360º . t / T +
) se os ângulos são em graus.
= V máx . sen ( 2
.
f . t +
) ou
= V máx . sen (2
. t / T +
) se os ângulos são em radianos.

sendo:

v

como variável o tempo.

V máx - valor instantâneo máximo da função

f - freqüência (em Hz)

T

t - tempo (em segundos)

- Valor instantâneo a cada instante de tempo. É o resultado da função que tem

- período (em segundos)

-
-

ângulo de fase (em graus ou em radianos)

O seno é uma função da variável ângulo. Entretanto, usaremos as formas de

ondas senoidais como representação de corrente alternada com variável do tempo. Podemos mudar o domínio da função através de uma transformação de variável resultante da introdução da variável tempo, em segundos, multiplicada pela freqüência, que tem dimensão de segundo -1 (ou dividido pelo período em segundos).

4

Representação fasorial

Na forma fasorial, representamos uma grandeza senoidal através de um vetor que está girando na freqüência da corrente alternada. O valor eficaz da forma de onda está representado pelo comprimento do vetor e o ângulo de fase está representado pelo ângulo que este vetor forma com uma linha de referência horizontal imaginária (horizontal, portanto a zero graus). Como este vetor está girando e porque representa grandezas que, na verdade, não são vetoriais (tensão, corrente), chamamos de fasor.

Representação gráfica (diagrama fasorial)

V
V

Representação analítica (números complexos)

Considerando o fasor localizado no plano complexo, podemos representar através

da expressão na forma retangular e polar.

Imaginário b V a
Imaginário
b
V
a

Forma retangular

Real

A parte real representa a coordenada x e a parte imaginária representa a

coordenada y.

 

V

= a + jb

Forma polar

O módulo corresponde ao comprimento do fasor e o argumento é o ângulo do

fasor em relação à zero graus.

V = |V|

O módulo corresponde ao comprimento do fasor e o argumento é o ângulo do fasor em

5

Circuitos de corrente alternada puramente resistivos

O circuito é constituído por elementos que apresentam somente o efeito resistivo.

v R R i R e
v
R
R
i R
e
Tensão e corrente em fase TENSÃO 2 CORRENTE 1,5 1 0,5 0 -180 -135 -90
Tensão e corrente em fase
TENSÃO
2
CORRENTE
1,5
1
0,5
0
-180
-135
-90
-45
0
45
90
135
180
225
270
315
360
405
450
495
540
-0,5
-1
-1,5
-2
Amplitude

ângulo em graus

Valores instantâneos, expressão trigonométrica

e = E máx sen (360 0 /T.t) = E máx sen (360 0 .f.t)

v R = V Rmáx sen (360 0 /T.t) = V Rmáx sen (360 0 .f.t) i R = I Rmáx sen (360 0 /T.t) = I Rmáx sen (360 0 .f.t)

v

e = E máx sen (2

m á x sen (360 0 .f.t) v e = E m á x sen (2

/T.t) = E máx sen (2

.f.t) .f.t)
.f.t)
.f.t)

R = V Rmáx sen (2 /T.t) = V Rmáx sen (2 .f.t)

i R = I Rmáx sen (2

/T.t) = I Rmáx sen (2

Representação fasorial

I R V R
I R
V R

6

Resistência

A resistência é uma proporcionalidade constante entre os valores instantâneos de tensão em relação aos correspondentes valores de corrente.

R = V Rmáx / I Rmáx = V Ref / I Ref

Potência em uma resistência pura

Tensão e corrente em fase POTÊNCIA TENSÃO 3 2 1 0 -180 -135 -90 -45
Tensão e corrente em fase
POTÊNCIA
TENSÃO
3
2
1
0
-180
-135
-90
-45
0
45
90
135
180
225
270
315
360
405
450
495
540
-1
-2
CORRENTE
Ângulo em graus
Amplitude

Valores instantâneos da potência em uma resistência pura

p = V Rmáx . I Rmáx . [ 1 cos (720º/T . t) ] / 2

Potência média em uma resistência pura

P m = V Rmáx . I Rmáx / 2

P m = V Ref . I Ref

7

Circuitos de corrente alternada puramente indutivos

Corrente atrasada de 90º graus em relação à tensão

TENSÃO CORRENTE 2 1,5 1 0,5 0 -180 -135 -90 -45 0 45 90 135
TENSÃO
CORRENTE
2
1,5
1
0,5
0
-180 -135
-90
-45
0
45
90
135
180
225
270
315
360
405
450
495
540
-0,5
-1
-1,5
-2
Amplitude

ângulo em graus

Valores instantâneos, expressão trigonométrica

e = E máx sen (360 0 /T.t) = E máx sen (360 0 .f.t)

i = I máx sen (360 0 /T.t - 90 0 ) = I máx sen (360 0 .f.t - 90 0 )

e = E máx sen (2

sen (360 0 .f.t - 90 0 ) e = E m á x sen (2

/T.t) = E máx sen (2

) e = E m á x sen (2 /T.t) = E m á x sen

.f.t)

i = I máx sen (2

= E m á x sen (2 .f.t) i = I m á x sen (2

/T.t -

E m á x sen (2 .f.t) i = I m á x sen (2 /T.t

/2) = I máx sen (2

x sen (2 .f.t) i = I m á x sen (2 /T.t - /2) =

.f.t -

x sen (2 .f.t) i = I m á x sen (2 /T.t - /2) =

/2)

Representação fasorial

I

V

8

Reatância indutiva.

Sabemos que a indutância produz uma oposição á variação da corrente. Chamamos de reatância indutiva ao efeito da indutância no circuito de corrente alternada. Tem como efeito:

A corrente resulta em um atraso de 90º graus elétricos, ou um quarto de período, em relação à tensão. Existe uma proporcionalidade entre os valores instantâneos da tensão e os valores instantâneos da corrente considerando-se o atraso de 90º elétricos. Esta relação é chamada de módulo da reatância indutiva e é representado por X L tendo como unidade o ohm ( ).

e é representado por X L tendo como unidade o ohm ( ). X L =

X L = E máx / I máx = E ef / I ef

Pode ser demonstrado que o valor de X L é:

X L = 2

Pode ser demonstrado que o valor de X L é: X L = 2 f L

f L , sendo f a freqüência em Hz e L a indutância em H (Henrys).

Potência em uma indutância pura

Corrente atrasada de 90º em relação à tensão CORRENTE 3 POTÊNCIA TENSÃO 2 1 0
Corrente atrasada de 90º em relação à tensão
CORRENTE
3
POTÊNCIA
TENSÃO
2
1
0
-180
-135
-90
-45
0
45
90
135
180
225
270
315
360
405
450
495
540
-1
-2
Ângulo em graus
Amplitude

Valores instantâneos da potência em uma indutância pura

p = - sen (720º/T . t) / 2

Potência média em uma indutância pura

P m = 0

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Circuitos de corrente alternada puramente capacitivos

Corrente adiantada de 90º graus em relação à tensão

TENSÃO CORRENTE 2 1,5 1 0,5 0 -180 -135 -90 -45 0 45 90 135
TENSÃO
CORRENTE
2
1,5
1
0,5
0
-180
-135
-90
-45
0
45
90
135
180
225
270
315
360
405
450
495
540
-0,5
-1
-1,5
-2
Amplitude

ângulo em graus

Valores instantâneos, expressão trigonométrica

e = E máx sen (360 0 /T.t) = E máx sen (360 0 .f.t)

i = I máx sen (360 0 /T.t + 90 0 ) = I máx sen (360 0 .f.t + 90 0 )

e = E máx sen (2

sen (360 0 .f.t + 90 0 ) e = E m á x sen (2

/T.t) = E máx sen (2

) e = E m á x sen (2 /T.t) = E m á x sen

.f.t)

i = I máx sen (2

= E m á x sen (2 .f.t) i = I m á x sen (2

/T.t +

E m á x sen (2 .f.t) i = I m á x sen (2 /T.t

/2) = I máx sen (2

x sen (2 .f.t) i = I m á x sen (2 /T.t + /2) =

.f.t +

x sen (2 .f.t) i = I m á x sen (2 /T.t + /2) =

/2)

Representação fasorial

I

x sen (2 .f.t) i = I m á x sen (2 /T.t + /2) =

V

10

Reatância capacitiva.

Sabemos que a capacitância produz uma oposição á variação da tensão. Chamamos de reatância capacitiva ao efeito da capacitância no circuito de corrente alternada. Tem como efeito:

A tensão resulta em um atraso de 90º graus elétricos, ou um quarto de período, em relação à corrente. Existe uma proporcionalidade entre os valores instantâneos da tensão e os valores instantâneos da corrente considerando-se o adianto de 90º elétricos. Esta relação é chamada de módulo da reatância capacitiva e é representado por X C tendo como unidade o ohm ( ).

e é representado por X C tendo como unidade o ohm ( ). X C =

X C = E máx / I máx = E ef / I ef

Pode ser demonstrado que o valor de X C é:

X C = 1 / ( 2 f C ), sendo f a freqüência em
X C = 1 / ( 2
f C ), sendo f a freqüência em Hz e C a capacitância em F (Farads).
Potência em uma indutância pura
Corrente adiantada de 90º em relação à tensão
POTÊNCIA
TENSÃO
CORRENTE
3
2
1
0
-180
-135
-90
-45
0
45
90
135
180
225
270
315
360
405
450
495
540
-1
-2
Ângulo em graus
Amplitude

Valores instantâneos da potência em uma capacitância pura

p = sen (720º/T . t) / 2

Potência média em uma capacitância pura

P m = 0

11

Circuito R-L série

Neste circuito, temos o efeito da resistência e da indutância em série em corrente alternada. A resistência mantém a corrente e a tensão em fase em seus terminais

e a indutância atrasa a corrente de um quarto de período em relação à tensão em

seus terminais. O efeito resultante da corrente em relação a tensão na série é um atraso da corrente de um ângulo que varia de 0 a -90 graus elétricos. O ângulo α representa a defasagem da corrente em relação à tensão na associação. Se a resistência é maior do que a reatância indutiva, o ângulo α fica entre 0 e -45 graus elétricos. Se a resistência é menor do que a reatância indutiva, o ângulo α fica entre -45 e -90 graus elétricos. Se a resistência e a reatância indutiva são iguais, o

ângulo α fica igual a -45 graus elétricos.

O circuito é série, portanto a corrente é a mesma no resistor e no indutor:

i T = i R = i L valores instantâneos I T = I R = I L fasorialmente

A

tensão da fonte é a soma fasorial entre a tensão no resistor e no indutor:

e

= v R + v L valores instantâneos

E = V R + V L fasorialmente

v R R i T i R e i L L Expressões trigonométricas: 0 i
v R
R
i T
i R
e i L
L
Expressões trigonométricas:
0
i T = I Tmáx . sen (360
. t . f – α)

v L

i R = I Rmáx . sen (360 0 . t . f – α) i L = I Lmáx . sen (360 0 . t . f – α)

e = E máx . sen (360 0 . t . f)

v R = V Rmáx . sen (360 0 . t . f – α) v L = V Lmáx . sen [360 0 . t . f + (90 – α)]

12

V L E 0 0 α I T V R
V L
E
0 0
α
I T
V
R

Circuito R-C série

Neste circuito, temos o efeito da resistência e da capacitância em série em

corrente alternada. A resistência mantém a corrente e a tensão em fase em seus terminais e a capacitância adianta a corrente de um quarto de período em relação

à tensão em seus terminais. O efeito resultante da corrente em relação a tensão

na série é um adianto da corrente de um ângulo que varia de 0 a 90 graus elétricos. O ângulo α representa a defasagem da corrente em relação à tensão na associação. Se a resistência é maior do que a reatância capacitiva, o ângulo α fica entre 0 e 45 graus elétricos. Se a resistência é menor do que a reatância capacitiva, o ângulo α fica entre 45 e 90 graus elétricos. Se a resistência e a

reatância capacitiva são iguais, o ângulo α fica igual a 45 graus elétricos.

O circuito é série, portanto a corrente é a mesma no resistor e no capacitor:

i T = i R = i C valores instantâneos I T = I R = I C fasorialmente

A

tensão da fonte é a soma fasorial entre a tensão no resistor e no indutor:

e

= v R + v C valores instantâneos

E = V R + V C fasorialmente

v R R i T i R e i C C Expressões trigonométricas: 0 i
v
R
R
i T
i R
e
i C
C
Expressões trigonométricas:
0
i T = I Tmáx . sen (360
. t . f + α)

v C

i R = I Rmáx . sen (360 0 . t . f + α) i C = I Cmáx . sen (360 0 . t . f + α)

e = E máx . sen (360 0 . t . f)

v R = V Rmáx . sen (360 0 . t . f + α) v C = V Cmáx . sen [360 0 . t . f - (90 – α)]

13

V R I T α E V C
V R
I T
α
E
V
C

0 0

Circuito L-C série

Neste circuito, temos o efeito da indutância e da capacitância em série em corrente alternada. A indutância atrasa a corrente de um quarto de período em relação à tensão em seus terminais e a capacitância adianta a corrente de um quarto de período em relação à tensão em seus terminais. Devemos considerar que o efeito indutivo e capacitivo se subtraem em série através de suas reatâncias. Dos dois efeitos, vai prevalecer o maior subtraído o menor. O efeito resultante será indutivo ou capacitivo. O ângulo α representa a defasagem da corrente em relação à tensão na associação. Se a reatância indutiva for maior do que a reatância capacitiva, o circuito resulta indutivo e a defasagem α é de -45 graus elétricos. Se reatância indutiva for menor do que a reatância capacitiva, o circuito resulta capacitivo e a defasagem α é de 45 graus elétricos. Se reatância indutiva for igual à reatância capacitiva, as reatâncias se anulam e o circuito resulta em um curto circuito.

O circuito é série, portanto a corrente é a mesma no indutor e no capacitor:

i T = i L = i C valores instantâneos I T = I L = I C fasorialmente

A

tensão da fonte é a soma fasorial entre a tensão no resistor e no indutor:

e

= v L + v C valores instantâneos

E = V L + V C fasorialmente

v R L i T i L e i C C V C E V
v
R
L
i T
i L
e
i C
C
V C
E
V L
0 0
α
I T

v C

Circuito resultante indutivo

14

I T V L α E V C 0 0
I T
V L
α
E
V C
0 0

Circuito resultante capacitivo

Expressões trigonométricas:

Circuito resultante indutivo

i T = I Tmáx . sen (360 0 . t . f - 90 0 )

e = E máx . sen (360 0 . t . f)

v L = V Lmáx . sen (360 0 . t . f) v C = V Cmáx . sen (360 0 . t . f + 180 0 )

Circuito resultante capacitivo

i T = I Tmáx . sen (360 0 . t . f + 90 0 )

e = E máx . sen (360 0 . t . f)

v L = V Lmáx . sen (360 0 . t . f + 180 0 )

v C = V Cmáx . sen (360 0 . t . f)

Circuito R-L-C série

Neste circuito, temos o efeito da resistência, indutância e da capacitância em série em corrente alternada. A resistência mantém a corrente em fase com a tensão em seus terminais. A indutância atrasa a corrente de um quarto de período em relação

à tensão em seus terminais e a capacitância adianta a corrente de um quarto de

período em relação à tensão em seus terminais. Devemos considerar que o efeito

indutivo e capacitivo se subtraem em série através de suas reatâncias. Dos dois efeitos, vai prevalecer o maior subtraído o menor. O efeito resultante será indutivo

ou capacitivo e o circuito passa a se comportar como um circuito R-L ou R-C. O

ângulo α representa a defasagem da corrente em relação à tensão na associação. Se a reatância indutiva for maior do que a reatância capacitiva, o circuito resulta R-L e a defasagem α fica entre 0 e -90 graus elétricos. Se reatância indutiva for

menor do que a reatância capacitiva, o circuito resulta R-C e a defasagem α fica entre 0 e 90 graus elétricos. Se reatância indutiva for igual à reatância capacitiva,

as

reatâncias se anulam e o circuito resulta puramente resistivo.

O

circuito é série, portanto a corrente é a mesma no resistor, indutor e no

capacitor:

i T = i R = i L = i C valores instantâneos I T = I R = I L = I C fasorialmente

A

tensão da fonte é a soma fasorial entre a tensão no resistor e no indutor:

e

= v R + v L + v C valores instantâneos

E = V R + V L + V C fasorialmente

v R R i T i R e i L L v C C i
v R
R
i T
i R
e i L
L
v C
C
i C

v L

16

V L V LC E 0 0 α I T V C V R
V
L
V LC
E
0 0
α
I
T
V
C
V
R
Reatância indutiva maior que a capacitiva V L I T E = V R 0
Reatância indutiva maior que a capacitiva
V L
I T
E = V R
0 0
V C
V R V L I T α E 0 0 V LC V C Reatância
V R
V L
I T
α
E
0 0
V LC
V C
Reatância indutiva menor que a capacitiva

Reatância indutiva e capacitiva de mesmo valor

Expressões trigonométricas:

Reatância indutiva maior que a capacitiva

i T = I Tmáx . sen (360 0 . t . f - α) i R = I Rmáx . sen (360 0 . t . f - α) i L = I Lmáx . sen (360 0 . t . f - α) i C = I Cmáx . sen (360 0 . t . f - α) e = E máx . sen (360 0 . t . f) v R = V Rmáx . sen (360 0 . t . f - α) v L = V Lmáx . sen [360 0 . t . f + (90 – α)] v C = V Cmáx . sen [360 0 . t . f - (90 + α)]

17

Reatância indutiva menor que a capacitiva

i T = I Tmáx . sen (360 0 . t . f + α) i R = I Rmáx . sen (360 0 . t . f + α) i L = I Lmáx . sen (360 0 . t . f + α)

i C = I Cmáx . sen (360 0 . t . f + α)

e = E máx . sen (360 0 . t . f)

v R = V Rmáx . sen (360 0 . t . f + α) v L = V Lmáx . sen [360 0 . t . f + (90 + α)] v C = V Cmáx . sen [360 0 . t . f - (90 - α)]

Reatância indutiva e capacitiva com mesmo valor

i T = I Tmáx . sen (360 0 . t . f) i R = I Rmáx . sen (360 0 . t . f)

i L = I Lmáx . sen (360 0 . t . f ) i C = I Cmáx . sen (360 0 . t . f)

e = E máx . sen (360 0 . t . f)

v R = V Rmáx . sen (360 0 . t . f) v L = V Lmáx . sen (360 0 . t . f + 90 0 ) v C = V Cmáx . sen (360 0 . t . f - 90 0 )

Circuito R-L em paralelo

Neste circuito os efeitos resistivo e indutivo estão em paralelo. A tensão é a mesma no resistor e no indutor. A corrente no resistor está em fase com a tensão em seus terminais e a corrente no indutor está atrasada de um quarto de período em relação à tensão nos seus terminais. A corrente total é a soma fasorial da corrente no resistor e no indutor. Esta total corrente será atrasada em relação à tensão total de um ângulo que varia de 0 a -90 graus elétricos dependendo da relação entra a resistência e a reatância indutiva. O ângulo α representa a defasagem da corrente total em relação à tensão. Devemos notar que a amplitude da corrente é inversamente proporcional à resistência ou reatância em cada ramo.

Se a resistência é menor do que a reatância indutiva, a corrente resistiva é maior fazendo com que o ângulo de defasagem α fique entre 0 e -45 graus elétricos. Se

a resistência é maior do que a reatância indutiva, a corrente indutiva é maior

fazendo com que o ângulo de defasagem α fique entre -45 e -90 graus elétricos.

Se a resistência e a reatância indutiva tiverem o mesmo valor, as corrente resistiva

e indutiva terão os mesmos valores em amplitude fazendo com que o ângulo de defasagem α fique com -45 graus elétricos.

O circuito é paralelo, portanto a soma fasorial das correntes no resistor e indutor é

igual à corrente total:

i T = i R + i L valores instantâneos I T = I R + I L fasorialmente

A tensão é a mesma em todos os ramos:

e = v R = v L valores instantâneos E = V R = V L fasorialmente

i T e i R R v R i L L
i
T
e
i R
R
v R
i L
L

v L

Expressões trigonométricas

e = E máx . sen (360 0 . t . f)

v R = V Rmáx . sen (360 0 . t . f) v L = V Lmáx . sen (360 0 . t . f) i T = I Tmáx . sen (360 0 . t . f - α) i R = I Rmáx . sen (360 0 . t . f) i L = I Lmáx . sen (360 0 . t . f - 90 0 )

0 0 I R E = V R = V L α I L I
0 0
I R
E = V R = V L
α
I L
I T

19

Circuito R-C em paralelo

Neste circuito os efeitos resistivo e capacitivo estão em paralelo. A tensão é a mesma no resistor e no capacitor. A corrente no resistor está em fase com a tensão em seus terminais e a corrente no capacitor está adiantada de um quarto de período em relação à tensão nos seus terminais. A corrente total é a soma fasorial da corrente no resistor e no capacitor. Esta total corrente será adiantada em relação à tensão total de um ângulo que varia de 0 a 90 graus elétricos dependendo da relação entra a resistência e a reatância capacitiva. O ângulo α representa a defasagem da corrente total em relação à tensão. Devemos notar que a amplitude da corrente é inversamente proporcional à resistência ou reatância em cada ramo. Se a resistência é menor do que a reatância capacitiva, a corrente resistiva é maior fazendo com que o ângulo de defasagem α fique entre 0

e 45 graus elétricos. Se a resistência é maior do que a reatância capacitiva, a

corrente capacitiva é maior fazendo com que o ângulo de defasagem α fique entre 45 e 90 graus elétricos. Se a resistência e a reatância capacitiva tiverem o mesmo valor, as corrente resistiva e capacitiva terão os mesmos valores em amplitude fazendo com que o ângulo de defasagem α fique com 45 graus elétricos.

O circuito é paralelo, portanto a soma fasorial das correntes no resistor e capacitor

é igual à corrente total:

i T = i R + i C valores instantâneos I T = I R + I C fasorialmente

A tensão é a mesma em todos os ramos:

e = v R = v C valores instantâneos E = V R = V C fasorialmente

i T e i R R v R i C C
i
T
e
i R
R
v R
i C
C

v C

Expressões trigonométricas

e = E máx . sen (360 0 . t . f) v R = V Rmáx . sen (360 0 . t . f) v C = V Cmáx . sen (360 0 . t . f) i T = I Tmáx . sen (360 0 . t . f + α) i R = I Rmáx . sen (360 0 . t . f) i C = I Cmáx . sen (360 0 . t . f + 90 0 )

I C I T 0 0 α I E = V R = V C
I C
I T
0 0
α
I
E = V R = V C
R

20

Circuito L-C em paralelo

Neste circuito os efeitos indutivo e capacitivo estão em paralelo. A tensão é a mesma no indutor e no capacitor. A corrente no indutor está atrasada de um quarto de período em relação à tensão em seus terminais e a corrente no capacitor está adiantada de um quarto de período em relação à tensão nos seus terminais. A corrente total é a soma fasorial da corrente no indutor e no capacitor. Os efeitos da reatância indutiva e reatância capacitiva são opostos, portanto subtrativos. A corrente resultante é, portanto, de natureza indutiva pura ou capacitiva pura. Se a reatância indutiva for menor que a reatância capacitiva, a corrente indutiva será maior que a capacitiva dando ao circuito uma natureza indutiva e a corrente resultante está atrasada de -90 graus elétricos em relação à tensão paralela. Se a reatância indutiva for maior que a reatância capacitiva, a corrente indutiva será menor que a capacitiva dando ao circuito uma natureza capacitiva e a corrente resultante está adiantada de 90 graus elétricos em relação

à tensão paralela. Se a reatância indutiva e a reatância capacitiva apresentarem

os mesmos valores, a corrente indutiva e a corrente capacitiva terão as mesmas amplitudes, mas defasagem de 180 graus elétricos entre si cancelando-se. Nestas condições, o circuito comporta-se como um circuito aberto.

O circuito é paralelo, portanto a soma fasorial das correntes no indutor e capacitor

é igual à corrente total:

i T = i L + i C valores instantâneos I T = I L + I C fasorialmente

A tensão é a mesma em todos os ramos:

e = v L = v C valores instantâneos E = V L = V C fasorialmente

i T e i L L v L i C C
i
T
e
i L
L
v L
i C
C

v C

21

I C 0 0 E = V L = V C α I T I
I C
0 0
E = V L = V C
α
I
T
I
L
Circuito resultante indutivo
I C
0 0
E = V L = V C
I L

Circuito resultante aberto (corrente zero)

Expressões trigonométricas

Circuito resultante indutivo

e = E máx . sen (360 0 . t . f)

v L = V Lmáx . sen (360 0 . t . f) v C = V Cmáx . sen (360 0 . t . f) i T = I Tmáx . sen (360 0 . t . f - 90 0 ) i L = I Lmáx . sen (360 0 . t . f - 90 0 ) i C = I Cmáx . sen (360 0 . t . f + 90 0 )

Circuito resultante capacitivo

e = E máx . sen (360 0 . t . f)

v L = V Lmáx . sen (360 0 . t . f) v C = V Cmáx . sen (360 0 . t . f) i T = I Tmáx . sen (360 0 . t . f + 90 0 ) i L = I Lmáx . sen (360 0 . t . f - 90 0 )

i C = I Cmáx . sen (360 0 . t . f + 90 0 )

22

I C I T 0 0 α E = V L = V C I
I C
I T
0 0
α
E = V L = V C
I L

Circuito resultante capacitivo

Circuito resultante aberto (corrente zero)

e = E máx . sen (360 0 . t . f) v L = V Lmáx . sen (360 0 . t . f) v C = V Cmáx . sen (360 0 . t . f) i T = 0 i L = I Lmáx . sen (360 0 . t . f - 90 0 ) i C = I Cmáx . sen (360 0 . t . f + 90 0 )

Circuito R-L-C em paralelo

Neste circuito os efeitos resistivo, indutivo e capacitivo estão em paralelo. A tensão é a mesma no resistor, indutor e no capacitor. A corrente no resistor está em fase com a tensão em seus terminais, a corrente no indutor está atrasada de um quarto de período em relação à tensão em seus terminais e a corrente no capacitor está adiantada de um quarto de período em relação à tensão nos seus terminais. A corrente total é a soma fasorial da corrente no resistor, no indutor e no capacitor. Os efeitos da reatância indutiva e reatância capacitiva são opostos, portanto subtrativos. A corrente resultante é, portanto, de natureza indutiva ou capacitiva, resultando o circuito R-L ou R-C. Se a reatância indutiva for menor que

a reatância capacitiva, a corrente indutiva será maior que a capacitiva dando ao

circuito uma natureza indutiva e a corrente resultante está atrasada de 0 a -90

graus elétricos em relação à tensão paralela. Se a reatância indutiva for maior que

a reatância capacitiva, a corrente indutiva será menor que a capacitiva dando ao

circuito uma natureza capacitiva e a corrente resultante está adiantada de 0 a 90 graus elétricos em relação à tensão paralela. Se a reatância indutiva e a reatância capacitiva apresentarem os mesmos valores, a corrente indutiva e a corrente capacitiva terão as mesmas amplitudes, mas defasagem de 180 graus elétricos entre si cancelando-se. Nestas condições, a corrente resultante é somente a componente resistiva e o circuito tem um comportamento resistivo puro.

O circuito é paralelo, portanto a soma fasorial das correntes no resistor, indutor e

capacitor é igual à corrente total:

i T = i R + i L + i C valores instantâneos I T = I R + I L + I C fasorialmente

A tensão é a mesma em todos os ramos:

e = v R = v L = v C valores instantâneos E = V R = V L = V C fasorialmente

i T e i R R v R i L L v L i C
i
T
e
i R
R
v R
i L
L
v L
i C
C

24

v C

I C 0 0 I R E = V R = V L = V
I C
0 0
I R
E = V R = V L = V C
α
I T
I LC
I L

Circuito resultante indutivo

I C

I R I L
I R
I L

0 0

E = V R = V L = V C

Circuito resultante resistivo

Expressões trigonométricas

Circuito resultante indutivo

e = E máx . sen (360 0 . t . f)

v R = V Rmáx . sen (360 0 . t . f) v L = V Lmáx . sen (360 0 . t . f) v C = V Cmáx . sen (360 0 . t . f) i T = I Tmáx . sen (360 0 . t . f - α) i R = I Rmáx . sen (360 0 . t . f) i L = I Lmáx . sen (360 0 . t . f - 90 0 ) i C = I Cmáx . sen (360 0 . t . f + 90 0 )

Circuito resultante capacitivo

e = E máx . sen (360 0 . t . f)

v R = V Rmáx . sen (360 0 . t . f) v L = V Lmáx . sen (360 0 . t . f) v C = V Cmáx . sen (360 0 . t . f) i T = I Tmáx . sen (360 0 . t . f + α) i R = I Rmáx . sen (360 0 . t . f) i L = I Lmáx . sen (360 0 . t . f - 90 0 ) i C = I Cmáx . sen (360 0 . t . f + 90 0 )

I C I I LC T 0 0 α I R I L
I C
I
I LC
T
0 0
α
I
R
I
L

E = V R = V L = V C

Circuito resultante capacitivo

25

Circuito resultante resistivo

e = E máx . sen (360 0 . t . f) v R = V Rmáx . sen (360 0 . t . f) v L = V Lmáx . sen (360 0 . t . f) v C = V Cmáx . sen (360 0 . t . f) i T = I Tmáx . sen (360 0 . t . f) i R = I Rmáx . sen (360 0 . t . f) i L = I Lmáx . sen (360 0 . t . f - 90 0 ) i C = I Cmáx . sen (360 0 . t . f + 90 0 )

A impedância.

Nos dispositivos na prática, em corrente alternada, não encontramos sistemas puramente resistivos, capacitivos ou indutivos.

Os transformadores, por exemplo, como quase todas as máquinas elétricas são constituídos de bobinas para produzirem campos magnéticos comportando-se com efeitos indutivos. Entretanto, estas mesmas bobinas são constituídas de espiras de condutores metálicos (cobre) que, como sabemos, possuem alguma resistência. As espiras estão enroladas paralelamente aparecendo alguma capacitância entre elas. Este dispositivo pode ser representado genericamente por uma resistência representando a resistência total em série com uma indutância representando a reatância total resultante do sistema.

Um motor síncrono em certas condições de funcionamento, resulta na sua corrente adiantada em relação à tensão aplicada dando-lhe uma característica resultante como se fosse um capacitor, não esquecendo que este motor também tem espiras que produzem indutâncias. Mas como a sua reatância resultante é de caráter capacitivo, pode ser representado genericamente por uma resistência representando sua resistência total em série com uma reatância capacitiva representando a reatância total resultante.

Caracterizamos a impedância como uma combinação dos efeitos resistivos,

indutivos e capacitivos onde os efeitos indutivos e capacitivos têm efeitos

subtrativos

produzindo

uma

reatância

resultante

que

pode

ser

indutiva

ou

capacitiva.

Simbologia:

produzindo uma reatância resultante que pode ser indutiva ou capacitiva. Simbologia: 27
produzindo uma reatância resultante que pode ser indutiva ou capacitiva. Simbologia: 27
produzindo uma reatância resultante que pode ser indutiva ou capacitiva. Simbologia: 27

27

Representação gráfica

Podemos representar através de um triângulo retângulo em que o cateto

horizontal representa a parte resistiva da impedância e o cateto vertical representa

a parte reativa da impedância. A hipotenusa representa o módulo da impedância e

o ângulo da hipotenusa representa o ângulo da impedância (equivale a defasagem entre tensão e corrente nesta impedância).

|Z| z
|Z|
z

R

X

L

Impedância indutiva

Relações do triângulo retângulo:

|Z| = R 2 + X 2 = arctan X / R

retângulo: |Z| = √ R 2 + X 2 = arctan X / R R X

R

X

= |Z| cos

= |Z| sen

R 2 + X 2 = arctan X / R R X = |Z| cos =

Expressão da impedância

Representação na forma retangular

R

z |Z|
z
|Z|

X

C

Impedância capacitiva

Podemos representar uma impedância genérica com sua parte resistiva em série com sua parte reativa usando a representação dos números complexos na forma retangular, a + jb, onde a parte real corresponde à resistência e a parte imaginária corresponde à reatância sendo esta positiva quando a reatância é indutiva e negativa quando a reatância é capacitiva. Desta maneira podemos representar a impedância por Z = R + jX.

Representação na forma polar

A impedância também pode ser representada pela correspondente representação

pode ser representada pela correspondente representação de números complexos na forma polar, r z , com

de números complexos na forma polar, r z , com o módulo da impedância, |Z|,

na forma polar, r z , com o módulo da impedância, |Z|, representado p or “r”

representado por “r” e o ângulo de defasamento representado por z .

28

A admitância

Quando estudamos a corrente contínua constante em que somente o efeito resistivo aparecia, a condutância representava a facilidade para o fluxo de corrente se estabelecer no meio físico e que era o inverso da resistência. De maneira semelhante, a admitância é o inverso da impedância e representa a facilidade para o estabelecimento do fluxo de corrente elétrica no meio físico em corrente alternada senoidal.

Representação e unidade:

Y [siemens]

Relação com impedância:

Y

=

1 / Z

 

Se Z

=

R + jX,

Y

=

1 / Z

=

1 / (R + jX) =

R jX . R 2 + X 2

Se Z = r

= 1 / (R + jX) = R – jX . R 2 + X 2

z , Y = 1 / Z = 1 / (r

– jX . R 2 + X 2 Se Z = r z , Y =

z ) = 1/r

- z
-
z

A Lei de Ohm em corrente Alternada.

Considerando a tensão e a corrente nas suas formas fasoriais e a impedância, todas representadas por números complexos, na forma retangular ou polar, verificamos que a Lei de Ohm é válida com as expressões:

E = Z x I,

I = E / Z

e

Z = E / I

Associação de impedâncias

Um circuito pode ser constituído de várias impedâncias associadas em série, paralelo ou em combinações mistas.

29

Associação série

Z 1

Z 2

Z n

e = E máx sen( t), =360°.f i T
e = E máx sen( t),
=360°.f
i T

No circuito constituído de n impedâncias associadas em série, a impedância total equivalente será a soma das n impedâncias.

Z T = Z 1 + Z 2 +

+ Z n

Em termos de admitâncias:

Y 1 = 1/Z 1 , Y 2 = 1/Z 2 ,

Y n = 1/Z n

Y T = 1/Z T =

.

1

.

1

+

1

+

+

1

.

Y 1

Y 2

Y n

A tensão total aplicada à associação é a soma fasorial de cada queda de tensão em cada impedância:

E = V Z1 + V Z2 +

+ V Zn

A corrente é a mesma em cada impedância:

I T = I 1 = I 2 =

= I n

30

Associação paralela

i T e = E máx sen( t) Z 1 Z Z 2 n =360°.f
i
T
e = E máx sen( t)
Z 1
Z
Z
2
n
=360°.f
i
i
i
1
2
n

No circuito constituído de n impedâncias em paralelo, a impedância total equivalente será a expressão:

Z T =

.

1

.

1

+

1

+

+

1

.

Z 1

Z 2

Z n

Em termos de admitâncias:

Y 1 = 1/Z 1 , Y 2 = 1/Z 2 ,

Y T = Y 1 + Y 2 +

+ Y n

Y n = 1/Z n

A corrente total aplicada à associação é a soma fasorial de cada corrente em cada impedância:

I T = I 1 + I 2 +

+ I n

A tensão é a mesma em cada impedância:

E = V Z1 = V Z2 =

= V Zn

Associação mista

Na associação mista, teremos combinações das associações série com associações em paralelo. Deveremos analisar cada associação conforme suas características particulares observadas.

31

Exemplo 1:

Z 2

Z 1 b i 2 c Z 3 i 1 e = e máx sen
Z
1
b
i 2
c
Z
3
i
1
e = e máx sen
t
i 3
i
T

a

Z 1 b i 2 c Z 3 i 1 e = e máx sen t

Impedância total:

A impedância entre o nó b e o nó c, Z bc , é a associação paralela formada por Z 2 e

Z 3 . A impedância total, Z T , resulta da associação série de Z 1 com Z bc .

Tensões:

A queda de tensão na impedância Z 2 é igual a queda de tensão na impedância Z 3 ,

pois a associação é paralela, bem como são iguais a queda de tensão v bc na associação paralela entre o nó b e o nó c. A tensão total e é igual a soma da queda de tensão v z1 na impedância Z 1 mais a queda de tensão v bc .

Correntes:

A corrente total, i T , é igual a corrente i 1 , pois Z 1 está em série. A corrente total se

divide na associação paralela Z bc entre as impedâncias Z 2 e Z 3 .

32

Exemplo 2:

Z 1

Z 2

a i 1 b i 2 c Z 3 i 3 e = e máx
a
i 1
b
i 2
c
Z
3
i
3
e = e máx sen
t
i
T

Impedância total:

No ramo formado pelos nós a, b e c a impedância Z abc é formada pela impedância Z 1 em série com Z 2 . A impedâncoa Z abc está em paralelo com a impedância Z 3 formando a impedância total.

Tensões:

A queda de tensão na impedância Z abc é igual a queda de tensão na impedância

Z 3 , pois a associação é paralela, bem como são iguais a queda de tensão v ac na

associação paralela entre o nó a e o nó c, que também é igual a tensão total. A queda de tensão total também é igual a soma entre queda de tensão na impedância Z 1 mais a impedância Z 2 .

Correntes:

A corrente total se divide entre os ramos entre os nós abc com as impedâncias Z 1

e Z 2 e o ramo ac com a impedância Z 3 .

33

Potência em corrente alternada

Em uma impedância, a potência total é chamada de potência aparente e é formada por duas componentes: potência ativa e Potência reativa.

Potência aparente

Representa a potência total na impedância e é representada por S. A unidade é o volt-ampère, VA.

Potência ativa

Representa a componente da potência que é dissipada na impedância, ou seja, é

a parte que é dissipada na componente resistiva da impedância. É representada por P e a unidade é o watt, W.

Potência reativa

Representa a componente da potência que é armazenada na componente reativa

da impedância, ou seja, é a parte que não é dissipada na impedância. Em uma impedância a potência reativa pode ser indutiva ou capacitiva. É representada por

Q e a unidade é o volt-ampère reativo, VAr.

Representação gráfica

Podemos representar através de um triângulo retângulo em que o cateto horizontal representa a potência ativa e o cateto vertical representa a potência reativa. A hipotenusa representa o módulo da potência aparente e o ângulo da hipotenusa representa o ângulo da potência aparente (defasagem entre tensão e corrente nesta impedância).

P φ z |S|
P
φ z
|S|

Q L

Impedância indutiva

Relações do triângulo retângulo

|S| = P 2 + Q 2 φ z = arctan Q / P

P = |S| cos φ z

Q = |S| sen φ z

34

|S| φ z P
|S|
φ z
P

Q C

Impedância capacitiva

Representação na forma retangular

Podemos representar a potência aparente como sendo composta de uma parte ativa com uma parte reativa com a representação dos números complexos na forma retangular, a + jb, onde a parte real corresponde à potência ativa e a parte imaginária corresponde à potência reativa sendo esta negativa quando a reatância é indutiva e positiva quando a reatância é capacitiva. Desta maneira podemos representar a potência em uma impedância por S = P + jQ.

Representação na forma polar

A potência em uma impedância também pode ser representada pela correspondente representação de números complexos na forma polar, r φ z , com a potência aparente, S, representado por “r” e o ângulo de defasamento representado por φ z .

e o ângulo de defasamento representado por φ z . Relações de potência em uma impedância

Relações de potência em uma impedância em CA senoidal

Z

Z

|Z|=R 2 + X 2

= |Z|

z
z

= R + jX

= R = |Z| cos X = |Z| sen V z =V zef Vz I
=
R
= |Z| cos
X
= |Z| sen
V z =V zef
Vz
I z
=I zef
Iz

arctan X / R

α z é a defasagem entre o fasor corrente e o fasor tensão na impedância Z.

S

= |S|

φ
φ

z

S

= P + jQ

P=|S|cos φ z

Q=|S|sen φ z

|S|=P 2 + Q 2 φ z =arctan ( Q / P ) |S|= V zef x I zef P=R x I zef 2 |Q|=|X| x I zef 2 φ z = - φ z = α z

z
z

35

Exercício 1:

R i R i T v R e v L i L
R
i R
i T
v R
e
v L
i L

e= 200 sen (360 0 . f . t) V

R

= 40

R = 40

L

= 132,63 mH

f = 60 Hz Determinar i T , v R , v L e o diagrama fasorial.

L

|E| = 0,707 E máx = 0,707 x 200 = 141,4 V

E = 141,4V

X L = 2

Z = R + jX L = (40 + j50)

0 0 = (141,4 + j0) V . 60 . 132,63 x 10 -3 =
0 0 = (141,4 + j0) V
. 60 . 132,63 x 10 -3 = 50
= 64,03
Z = 141,4
0 0 / 64,03

51,34 0

I T = E /

51,34 0 = 2,208A

0 0 / 64,03 51,34 0 I T = E / 51,34 0 = 2,208A -51,34

-51,34 0

I máx = |I T | / 0,707 = 2,208 / 0,707 = 3,12 A

i T = 3,12 sen (360 0 . 60 . t 51,34 0 ) A

V R = R x I T = 40

V Rmáx = 88,32 / 0,707 = 124,9 V

v R = 124,9 sen (360 0 . 60 . t 51,34 0 ) V

V L = jX L x I T = 50

V Lmáx = 110,4 / 0,707 = 156,15 V

v L =156,15 sen (360 0 . 60 . t + 38,66 0 ) V

I R =I L =I T

0 0 x 2,208 0 x 2,208

t + 38,66 0 ) V I R = I L = I T 0 0
t + 38,66 0 ) V I R = I L = I T 0 0

-51,34 0 = 88,32V

-51,34 0 0

L = I T 0 0 x 2,208 -51,34 0 = 88,32V -51,34 0 38,66 0

38,66 0

90 0 x 2,208

-51,34 0 = 88,32V -51,34 0 38,66 0 90 0 x 2,208 -51,34 0 = 110,4V

-51,34 0 = 110,4V

V L E = -51,34 0 V R
V L
E
= -51,34 0
V R

0 0

I T = I R = I L

Escala tensão: 10 V corresponde 0,5 cm Escala corrente: 1 A corresponde 1 cm

36

Gráfico das formas de onda

e v R v L i T =I R =I L
e
v R
v L
i T =I R =I L

37

Exercício 2:

R

i R i T v R e v C i C
i R
i T
v R
e v C
i C

C

e= 200 sen (360 0 . f . t) V

R = 50 C = 44,21 F
R
= 50
C
= 44,21
F

f = 60 Hz

Determinar i T , v R , v C e o diagrama fasorial.

|E| = 0,707 E máx = 0,707 x 200 = 141,4 V

E = 141,4V

X C = 1 / (2

Z = R jX C = (50 j60)

I T = E /

I máx = 1,811 / 0,707 = 2,56 A i T = 2,56 sen (360 0 . 60 . t + 50,2 0 ) A

V R = R x I T = 50

V Rmáx = 90,55 / 0,707 = 128,1 V

v R = 128,1 sen (360 0 . 60 . t + 50,2 0 ) V

V C = -jX C x I T = 60

V Cmáx = 108,66 / 0,707 = 153,7 V

v C =153,7 sen (360 0 . 60 . t 39,8 0 ) V

I R =I C =I T

0 0 = (141,4 + j0) V . 60 . 44,21 x 10 -6 )
0 0 = (141,4 + j0) V
. 60 . 44,21 x 10 -6 ) = 60
= 78,1
0 0 / 78,1

Z = 141,4

V . 60 . 44,21 x 10 -6 ) = 60 = 78,1 0 0 /

0 0 x 1,811

x 10 -6 ) = 60 = 78,1 0 0 / 78,1 Z = 141,4 0
x 10 -6 ) = 60 = 78,1 0 0 / 78,1 Z = 141,4 0

-50,2 0

-50,2 0 = 1,811A

50,2 0 = 90,55V

x 1,811 -50,2 0 -50,2 0 = 1,811A 50,2 0 = 90,55V 50,2 0 50,2 0
x 1,811 -50,2 0 -50,2 0 = 1,811A 50,2 0 = 90,55V 50,2 0 50,2 0
x 1,811 -50,2 0 -50,2 0 = 1,811A 50,2 0 = 90,55V 50,2 0 50,2 0

50,2 0

50,2 0

0 -50,2 0 = 1,811A 50,2 0 = 90,55V 50,2 0 50,2 0 -90 0 x

-90 0 x 1,811

50,2 0 = 108,66V

-39,8 0

V R E V C
V R
E
V C

I T = I R = I C

0 0

Escala tensão: 10 V corresponde 0,5 cm Escala corrente: 1 A corresponde 1 cm

38

Gráfico das formas de onda

e v R v L i T =I R =I L
e
v R
v L
i T =I R =I L

39

Exercício 3:

Z 1 i 1 i T v Z1 e i 2 v Z2
Z 1
i
1
i
T
v Z1
e
i 2
v Z2

Z 2

e = 220 sen (360 0 . f . t) V R 1 = 40

R 2 = 60 L 1 = 79,58 mH

C 2 = 37,89

f = 60 Hz Determinar i T , Z T , v Z1 , v Z2 e o diagrama fasorial.

, Z T , v Z 1 , v Z 2 e o diagrama fasorial. F
F
F

|E| = 0,707 E máx = 0,707 x 220 = 155,54 V

E = 155,54V

X L1 = 2

X C2 = 1 / (2 Z 1 = (40 + j30)

0 0 = (155,54 + j0) V . 60 . 79,58 x 10 -3 =
0 0 = (155,54 + j0) V
. 60 . 79,58 x 10 -3 = 30
. 60 . 37,89 x 10 -6 ) = 70
= 50
36,87 0
= 92,2
-49,4 0
= 107,7
0 0 / 107,7

Z 2 = (60 j70)

Z T = Z 1 + Z 2 = (100 j40) I T = I 1 = I 2 = E / Z T = 155,54

-21,8 0 -21,8 0 = 1,444A

= E / Z T = 155,54 -21,8 0 -21,8 0 = 1,444A 21,8 0 I

21,8 0

I Tmáx = I 1máx = I 2máx = |I T | / 0,707 = 1,444 / 0,707 = 2,04 A

i T = 2,04

V Z1 = Z 1 . I 1 = 50

V Z1máx = |V Z1 | / 0,707 = 72,2 / 0,707 = 102,1 V

v Z1 = 102,1 sen (360 0 . 60 . t + 58,67 0 ) V

V Z2 = Z 2 . I 2 = 92,2

V Z2máx = |V Z2 | / 0,707 = 133,137 / 0,707 = 188,31 V

v Z2 = 188,31 sen (360 0 . 60 . t 27,6 0 ) V Verificação:

E = V Z1 + V Z2 = (37,54 + j61,67) + (118 j61,68)

sen (360 0 . 60 . t + 21,8 0 ) A

(118 – j61,68) sen (360 0 . 60 . t + 21,8 0 ) A 36,87

36,87 0 x 1,444

sen (360 0 . 60 . t + 21,8 0 ) A 36,87 0 x 1,444
sen (360 0 . 60 . t + 21,8 0 ) A 36,87 0 x 1,444

-49,4 0 x 1,444

. t + 21,8 0 ) A 36,87 0 x 1,444 -49,4 0 x 1,444 21,8

21,8 0 = 72,2V

A 36,87 0 x 1,444 -49,4 0 x 1,444 21,8 0 = 72,2V 58,67 0 =

58,67 0 = (37,54 + j61,67) V

x 1,444 21,8 0 = 72,2V 58,67 0 = (37,54 + j61,67) V 21,8 0 =

21,8 0 = 133,137V

-27,6 0 = (118 j61,68) V

0 0
0 0
21,8 0 = 133,137V -27,6 0 = (118 – j61,68) V 0 0 (155,54 + j0)

(155,54 + j0) V = 155,54V

V Z1 I T = I 1 = I 2 = 21,8 0 E V
V Z1
I T = I 1 = I 2
= 21,8 0
E
V Z2

0 0

Escala tensão: 10 V corresponde 0,5 cm Escala corrente: 1 A corresponde 1 cm

40

Cálculo das potências

P 1 = R 1 x I 1ef 2 = 40 x 1,444 2 = 83,4W

Q

1 = X L1 x I 1ef 2 = 30 x 1,444 2 = 62,55Var indutivo ou atrasado

|S

1 | = V Z1ef x I 1ef = 72,2 x 1,444 = 104,26 VA

φ 1 = arctan Q 1 / P 1 = arctan 62,55 / 83,4 = 36,87 0 indutivo ou atrasado FP 1 = P 1 / |S 1 | = 83,4 / 104,26 = 0,8 indutivo ou atrasado

P 2 = R 2 x I 2ef 2 = 60 x 1,444 2 = 125,108W

Q

2 = X C2 x I 2ef 2 = 70 x 1,444 2 = 145,96 Var capacitivo ou adiantado

|S

2 | = V Z2ef x I 2ef = 133,137 x 1,444 = 192,25 VA

φ 2 = arctan Q 2 / P 2 = arctan 145,96 / 125,108 = 49,4 0 capacitivo ou adiantado

FP 2 = P 2 / |S 2 | = 125,108 / 192,25 = 0,65 capacitivo ou adiantado

P T = R T x I Tef 2 = 100 x 1,444 2 = 208,51W

Q

T = X T x I Tef 2 = 40 x 1,444 2 = 83,41VAr capacitivo ou adiantado

|S

T | = V ZTef x I Tef = 155,54 x 1,444 = 224,6VA

φ T = arctan Q T / P T = 83,41 / 208,51 = 21,8 0 capacitivo ou adiantado FP T = P T / |S T | = 208,51 / 224,6 = 0,9284 capacitivo ou adiantado

Cálculo das potências através de números complexos

S 1 = V Z1 * x I 1 = 72,2

S 2 = V Z2 * x I 2 = 133,137 S T = V ZT * x I T = 155,54

2 = 133,137 S T = V Z T * x I T = 155,54 -58,67

-58,67 0 x 1,444 27,6 0 x 1,444 0 0 x 1,444

-58,67 0 x 1,444 27,6 0 x 1,444 0 0 x 1,444 21,8 0 = 104,26

21,8 0 = 104,26 VA 21,8 0 = 192,25 VA 21,8 0 = 224,6 VA

= 104,26 VA 21,8 0 = 192,25 VA 21,8 0 = 224,6 VA -36,87 0 =

-36,87 0 = (83,4 j62,55) VA 49,4 0 = (125,108 + j145,96) VA 21,8 0 = (208,51 + j83,41) VA

A potência total também poderia ser calculada por S 1 + S 2

S T = (83,4 – j62,55) + (125,108 + j145,96) = (208,51 + j83,41) VA
S T = (83,4 – j62,55) + (125,108 + j145,96) = (208,51 + j83,41) VA = 224,6 VA
21,8 0
Representação gráfica das impedâncias
R 2 = 60Ω
θ Z2 = -49,4 0
|Z 1 | = 50Ω
X L1 = 30Ω
θ Z1 = 36,87 0
R 1 = 40Ω
|Z 2 | = 92,2Ω
R T = 100Ω
θ ZT = -21,8 0
X T = -40Ω
|Z T | = 107,7Ω

41

X C2 = -70Ω

Representação gráfica das potências

P 1 = 387,133W φ 1 = -36,87 0 |S 1 | = 483,885VA
P 1 = 387,133W
φ 1 = -36,87 0
|S 1 | = 483,885VA
Q 1 = 290,35Var ind |S 2 | = 262,396VA φ 2 = 49,4 0
Q 1 = 290,35Var ind
|S 2 | = 262,396VA
φ 2 = 49,4 0
P 2 = 170,758W

Q 2 = 199,218Var cap

|S T | = 224,6VA φ T = 21,8 0 P T = 208,51W
|S T | = 224,6VA
φ T = 21,8 0
P T = 208,51W

Q T = 83,41Var cap

42

Gráfico das formas de onda

e v Z1 i T = i 1 = i 2 v Z2
e v Z1
i T = i 1 = i 2
v Z2

43

Exercício 4:

i T e i 1 Z 1 i 2 v Z1 v Z2
i
T
e
i 1
Z 1
i 2
v Z1
v Z2

Z 2

e= 220 sen (360 0 . f . t) V R 1 = 40 R 2 = 60

H 1 =

C 2 = 37,89

f = 60 Hz Determinar i T , Z T , i 1 , i 2 e o diagrama fasorial.

i T , Z T , i 1 , i 2 e o diagrama fasorial. 79,58

79,58 mH

F
F

|E| = 0,707 E máx = 0,707 x 220 = 155,54 V

E = V Z1 = V Z2 = 155,54V

E

e

X

X

Z

Z

I 1 = V Z1 / Z 1 = 155,54

155,54V E e X X Z Z I 1 = V Z 1 / Z 1

0 0 = (155,54 + j0) V

máx = V Z1máx = V Z2máx = 220V

= v Z1 = v Z2 = 220 sen (360 0 . 60 . t) V

L1 = 2

. 60 . 79,58 x 10 -3 = 30 . 60 . 37,89 x 10
. 60 . 79,58 x 10 -3 = 30
. 60 . 37,89 x 10 -6 ) = 70
= 50
36,87 0
= 92,2
-49,4 0
0 0 / 50

C2 = 1 / (2

1 = (40 + j30)

2 = (60 j70)

36,87 0 = 3,111A

1 = (40 + j30) 2 = (60 – j70) 36,87 0 = 3,111A -36,87 0

-36,87 0 = (2,489 j1,867) A

I 1máx = |I 1 | / 0,707 = 3,111 / 0,707 = 4,4A

i 1 = 4,4 sen (360 0 . 60 . t 36,87 0 )A

I 2 = V Z2 / Z 2 = 155,54

I 2máx = |I 2 | / 0,707 = 1,687 / 0,707 = 2,39A

i 2 = 2,39 sen (360 0 . 60 . t + 49,4 0 )A

I T = I 1 + I 2 = (2,489 j1,867) + (1,098 + j1,281) = (3,587 j0,586) A = 3,63A I Tmáx = |I T | / 0,707 = 3,63 / 0,707 = 5,13A i T = 5,13 sen (360 0 . 60 . t 9,278 0 )A

Z T = E / I T = 155,54

. t – 9,278 0 )A Z T = E / I T = 155,54 0

0 0 / 92,2

0 )A Z T = E / I T = 155,54 0 0 / 92,2 -49,4

-49,4 0 = 1,687A

49,4 0 = (1,098 + j1,281) A 0 = (1,098 + j1,281) A

/ 92,2 -49,4 0 = 1,687A 49,4 0 = (1,098 + j1,281) A -9,278 0 0

-9,278 0

0 = 1,687A 49,4 0 = (1,098 + j1,281) A -9,278 0 0 0 / 3,63
0 = 1,687A 49,4 0 = (1,098 + j1,281) A -9,278 0 0 0 / 3,63

0 0 / 3,63

49,4 0 = (1,098 + j1,281) A -9,278 0 0 0 / 3,63 -9,278 0 =

-9,278 0 = 42,85

9,278 0 = (42,289 + j6,91) 0 = (42,289 + j6,91)

A impedância total também pode ser calculada pela associação em paralelo:

Z

Z

Z

Z

T = Z 1 // Z 2 = Z 1 . Z 2 / (Z 1 + Z 2 )

T = (50

T = 4610

1 . Z 2 / (Z 1 + Z 2 ) T = (50 T =

36,87 0 x 92,2

T = 42,8

2 ) T = (50 T = 4610 36,87 0 x 92,2 T = 42,8 -49,4

-49,4 0 ) / [(40 + j30) + (60 - j70)]

x 92,2 T = 42,8 -49,4 0 ) / [(40 + j30) + (60 - j70)]

-12,53 0 / 107,7

-12,53 0 / (100 j40) = 4610

9,27 0 = (42,24 + j6,89)

0 / (100 – j40) = 4610 9,27 0 = (42,24 + j6,89) -21,8 0 impedância

-21,8 0

impedância total também pode ser calculada transformando as impedâncias Z 1 e Z 2 em admitâncias Y 1 e

A

Y

Y

Y

Y

Z T = 1 / Y T = 1 / 0,02366

2 , respectivamente, e somando em paralelo.

1 = 1 / Z 1 = 1 / 50

2 = 1 / Z 2 = 1 / 92,2

1 = 1 / Z 1 = 1 / 50 2 = 1 / Z 2

36,87 0 = 0,02

= 1 / 50 2 = 1 / Z 2 = 1 / 92,2 36,87 0

-36,87 0 = (0,016 j0,012) 49,4 0 = (0,007061 + j0,008238)

= (0,016 – j0,012) 49,4 0 = (0,007061 + j0,008238) -49,4 0 = 0,01085 T =

-49,4 0 = 0,01085

T = Y 1 + Y 2 = (0,016 j0,012) + (0,007061 + j0,008238) = (0,023061 j0,003762)

+ (0,007061 + j0,008238) = (0,023061 – j0,003762) -9,27 0 = 42,8 = 0,02366 9,27 0

-9,27 0 = 42,8

+ j0,008238) = (0,023061 – j0,003762) -9,27 0 = 42,8 = 0,02366 9,27 0 = (42,289

= 0,02366

9,27 0 = (42,289 + j6,91)

-9,27 0 = 42,8 = 0,02366 9,27 0 = (42,289 + j6,91) -9,27 0 I 2

-9,27 0

I 2 E = V Z1 = V Z2 = -9,3 0 I T I
I 2
E = V Z1 = V Z2
= -9,3 0
I T
I 1

0 0

-9,27 0 I 2 E = V Z1 = V Z2 = -9,3 0 I T

Escala tensão: 10 V corresponde 0,5 cm Escala corrente: 1 A corresponde 1 cm

44

Cálculo das potências

P 1 = R 1 x I 1ef 2 = 40 x 3,111 2 = 387,133W

Q

1 = X L1 x I 1ef 2 = 30 x 3,111 2 = 290,35Var indutivo ou atrasado

|S

1 | = V Z1ef x I 1ef = 155,54 x 3,111 = 483,885VA

φ 1 = arctan Q 1 / P 1 arctan 290,35 / 387,133 = 36,87 0 indutivo ou atrasado FP 1 = P 1 / |S 1 | = 387,133 / 483,885 = 0,8 indutivo ou atrasado

P 2 = R 2 x I 2ef 2 = 60 x 1,687 2 = 170,758W

Q

2 = X C2 x I 2ef 2 = 70 x 1,687 2 = 199,218Var capacitivo ou adiantado

|S

2 | = V Z2ef x I 2ef = 155,54 x 1,687 = 262,396VA

φ 2 = arctan Q 2 / P 2 = arctan 199,218 / 170,758 = 49,4 0 capacitivo ou adiantado

FP 2 = P 2 / |S 2 | = 170,758 / 262,396 = 0,651 capacitivo ou adiantado

P T = R T x I Tef 2 = 42,289 x 3,63 2 = 557,238W

Q

T = X T x I T ef 2 = 6,91 x 3,63 2 = 91,052VAr indutivo ou atrasado

|S

T | = V ZTef x I Tef = 155,54 x 3,63 = 564,465VA

φ T = arctan Q T / P T = arctan 91,052 / 557,238 = 9,28 0 indutivo ou atrasado FP T = P T / |S T | = 557,238 / 564,465 = 0,98 indutivo ou atrasado

Cálculo das potências através de números complexos

S 1 = V Z1 * x I 1 = 155,54

S 2 = V Z2 * x I 2 = 155,54 S T = V ZT * x I T = 155,54

A potência total também poderia ser calculada por S 1 + S 2

S T = (387,133 j290,35) + (170,758 + j199,218) = (557,238 - j91,052) VA = 564,465 VA

-0 0 x 3,111 0 0 x 1,687 0 0 x 3,63 -36,87 0 =
-0 0 x 3,111
0 0 x 1,687
0 0 x 3,63
-36,87 0 = 483,885 VA
49,4 0 = 262,396 VA
-9,278 0 = 564,465 VA
-36,87 0 = (387,133 – j290,35) VA
49,4 0 = (170,758 + j199,218) VA
-9,28 0 = (557,238 - j91,052) VA
= (170,758 + j199,218) VA -9,28 0 = (557,238 - j91,052) VA -9,28 0 Representação gráfica

-9,28 0

Representação gráfica das impedâncias |Z 1 | = 50Ω X L1 = 30Ω θ Z1
Representação gráfica das impedâncias
|Z 1 | = 50Ω
X L1 = 30Ω
θ Z1 = 36,87 0

R 1 = 40Ω

|Z T | = 42,85Ω R T = 42,289Ω
|Z T | = 42,85Ω
R T = 42,289Ω

θ ZT = -9,28 0

R 2 = 60Ω

θ Z2 = -49,4 0 |Z 2 | = 92,2Ω
θ Z2 = -49,4 0
|Z 2 | = 92,2Ω

X T = 6,91Ω

X C2 = -70Ω

45

Representação gráfica das potências

P 1 = 387,133W φ 1 = -36,87 0 |S 1 | = 483,885VA
P 1 = 387,133W
φ 1 = -36,87 0
|S 1 | = 483,885VA
Q 1 = 290,35Var ind |S 2 | = 262,396VA φ 2 = 49,4 0
Q 1 = 290,35Var ind
|S 2 | = 262,396VA
φ 2 = 49,4 0
P 2 = 170,758W

P T = 557,238W

262,396VA φ 2 = 49,4 0 P 2 = 170,758W P T = 557,238W |S T
262,396VA φ 2 = 49,4 0 P 2 = 170,758W P T = 557,238W |S T

|S T | = 564,465VA

Q T = 91,052Var ind

φ T = 9,28 0

46

Q 2 = 199,218Var cap

Gráfico das formas de onda

e = v ZT = v Z1 = v Z2

i T

i 1

i 2

Gráfico das formas de onda e = v Z T = v Z 1 = v

47

Exercício 5:

Z 1

   
    i 1

i

1