Você está na página 1de 111

IPPBIPPBIPPBIPPB ---- InstInstitutoInstInstitutoitutoituto dededede PesquisasPesquisasPesquisasPesquisas ProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicas eeee BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas

BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas CURSOCURSOCURSOCURSO

CURSOCURSOCURSOCURSO MEDIUNIDADEMEDIUNIDADEMEDIUNIDADEMEDIUNIDADE eeee ESPIRITUALIDADEESPIRITUALIDADEESPIRITUALIDADEESPIRITUALIDADE

por Maísa Intelisano

CONTEÚDOCONTEÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO

Considerações iniciais

A.A.A.A. INTRODUÇÃOINTRODUÇÃOINTRODUÇÃOINTRODUÇÃO

1.1.1.1. EnergiasEnergiasEnergiasEnergias eeee bioenergiasbioenergiasbioenergiasbioenergias

a) Definição

b) Tipos e fontes de energias

c) Energias, pensamentos e sentimentos

d) Energias e alimentação

e) Limpeza e harmonização energética

2.2.2.2. DuploDuploDuploDuplo etéricoetéricoetéricoetérico

a) Definição, funções e nomenclatura

b) Características

c) Cordão de prata

d) Duplo etérico e mediunidade

3.3.3.3. ChacrasChacrasChacrasChacras ouououou centroscentroscentroscentros dededede forçaforçaforçaforça

a) Histórico, definição e características

b) Funções físicas e psicofísicas

c) Os sete chacras principais

d) Os chacras menores ou secundários

e) Divergências de sistemas

f) Chacras, espiritualidade e mediunidade

4.4.4.4. Psicossoma,Psicossoma,Psicossoma,Psicossoma, CorpoCorpoCorpoCorpo AstralAstralAstralAstral ouououou Perispírito.Perispírito.Perispírito.Perispírito.

a) Definição e nomenclatura

b) Características

c) Funções

d) Psicossoma como identidade espiritual

e) Psicossoma e mediunidade

5.5.5.5. CorpoCorpoCorpoCorpo MentalMentalMentalMental

6.6.6.6. ProjeçãoProjeçãoProjeçãoProjeção dadadada consciênciaconsciênciaconsciênciaconsciência ouououou viagemviagemviagemviagem astralastralastralastral

a) Definição

b) Tipos básicos

c) Principais sintomas projetivos

d) Projeção e espiritualidade

e) Projeção e desdobramento

f) Projeção e mediunidade

7.7.7.7. Aura,Aura,Aura,Aura, pensenepensenepensenepensene ouououou psicosferapsicosferapsicosferapsicosfera

a) Definição

b) Características

c) A aura e as cores

d) Leitura e interpretação da aura

IPPBIPPBIPPBIPPB ---- InstInstitutoInstInstitutoitutoituto dededede PesquisasPesquisasPesquisasPesquisas ProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicas eeee BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas

BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas e) Aura e mediunidade f) Transformações da aura g) Aura e

e) Aura e mediunidade

f) Transformações da aura

g) Aura e efeito Kirlian

8.8.8.8. EctoplasmaEctoplasmaEctoplasmaEctoplasma

a) Definição

b) Características

c) Ectoplasma, mediunidade e assistência

9.9.9.9. AfinidadeAfinidadeAfinidadeAfinidade energéticaenergéticaenergéticaenergética (o(ou(o(ouuu vibratória)vibratória)vibratória)vibratória)

a) Energias afins

b) Energias antagônicas

c) Afinidade energética e mediunidade

d) Mudando o padrão energético

10.10.10.10. SensibilidadeSensibilidadeSensibilidadeSensibilidade energéticaenergéticaenergéticaenergética

a) Definição

b) Sensibilidade energética e afinidade energética

c) A sensibilidade energética nos médiuns

d) A sensibilidade energética como alavanca para o fenômeno mediúnico

11.11.11.11. TrabalhandoTrabalhandoTrabalhandoTrabalhando asasasas própriasprópriasprópriaspróprias energiasenergiasenergiasenergias

a) Benefícios

b) Tipos de práticas

c) Práticas energéticas e mediunidade

d) Práticas energéticas como facilitadoras do fenômeno mediúnico

e) Práticas energéticas e espiritualidade

f) Terapias complementares e mediunidade

12.12.12.12. SintomasSintomasSintomasSintomas bioenergéticosbioenergéticosbioenergéticosbioenergéticos

a) Definição e classificação

b) Sintomas bioenergéticos e mediunidade

c) Sintomas bioenergéticos como dispositivos de alerta, segurança e defesa

13.13.13.13. HolopenseneHolopenseneHolopenseneHolopensene eeee egrégoraegrégoraegrégoraegrégora

a) Definição e características

b) Sintonia espiritual com encarnados

c) Sintonia espiritual com desencarnados

d) Sintonia espiritual no grupo mediúnico

e) Os grupos mediúnicos e sua egrégora

f) Sintonia espiritual no dia a dia

14.14.14.14. FormasFormas-FormasFormas--pensamento-pensamentopensamentopensamento

a) Definição e características

b) Classificação

c) Formas pensamento e mediunidade

15.15.15.15. LarvasLarvasLarvasLarvas astraisastraisastraisastrais

a) Definição e características

b) Causas e consequências

c) Como eliminar

d) Como prevenir

16.16.16.16. BloqueiosBloqueiosBloqueiosBloqueios energéticosenergéticosenergéticosenergéticos

a) Definição e características

b) Causas e consequências

IPPBIPPBIPPBIPPB ---- InstInstitutoInstInstitutoitutoituto dededede PesquisasPesquisasPesquisasPesquisas ProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicas eeee BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas

BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas c) Como eliminar d) Como prevenir 17.17.17.17.

c) Como eliminar

d) Como prevenir

17.17.17.17. ParasitasParasitasParasitasParasitas ovoidesovoidesovoidesovoides

B.B.B.B. ESTUDANDOESTUDANDOESTUDANDOESTUDANDO AAAA MEDIUNIDADEMEDIUNIDADEMEDIUNIDADEMEDIUNIDADE

1.1.1.1. DefiniçãoDefiniçãoDefiniçãoDefinição

2.2.2.2. HistóricoHistóricoHistóricoHistórico

3.3.3.3. MediunidadeMediunidadeMediunidadeMediunidade eeee mediunismomediunismomediunismomediunismo

4.4.4.4. MediunidadeMediunidadeMediunidadeMediunidade eeee animismoanimismoanimismoanimismo

a) Definição de animismo

b) Animismo e mistificação

c) Animismo não é defeito mediúnico

d) Animismo como coadjuvante no fenômeno mediúnico

e) Mediunidade consciente, semiconsciente e inconsciente

f) Animismo como conscientização para o estudo e a prática constantes

g) Capacidades anímicas erroneamente classificadas como mediunidades

5.5.5.5. SintomasSintomasSintomasSintomas dededede mediunidademediunidademediunidademediunidade

6.6.6.6. MMecanismosMMecanismosecanismosecanismos dadadada mediunidademediunidademediunidademediunidade

a) Acoplamento áurico

b) Circuito mediúnico

c) Médiuns de sustentação

d) “Iscas” ou “cabides” mediúnicos

e) Aparelhos extrafísicos

7.7.7.7. TiposTiposTiposTipos dededede mediunidademediunidademediunidademediunidade

a) Quanto à natureza

b) Quanto aos efeitos

8.8.8.8. MediunidadeMediunidadeMediunidadeMediunidade eeee espiritualidadeespiritualidadeespiritualidadeespiritualidade

a) O melhor médium é o médium espiritualizado

b) “Melhor ser espiritualizado que ser médium”

c) “A melhor técnica é o amor”

9.9.9.9. MediunidadeMediunidadeMediunidadeMediunidade eeee vidavidavidavida físicafísicafísicafísica

a) Alimentação

b) Saúde

c) Higiene física e mental

d) Medicamentos

e) Sexo

f) Vida social, profissional e familiar.

10.10.10.10.

MediunidadeMediunidadeMediunidadeMediunidade nononono diadiadiadia aaaa diadiadiadia

a) Mediunidade como capacidade permanente, não ocasional.

b) Mediunidade no sono e na vigília

10.10.10.10.

PráticasPráticasPráticasPráticas bioenergéticasbioenergéticasbioenergéticasbioenergéticas comocomocomocomo práticaspráticaspráticaspráticas aanímicoaanímiconímico-nímico--mediúnicas-mediúnicasmediúnicasmediúnicas

a) Passes, reiki, cura prânica, johrei, bênção, benzimento e benzedura.

b) Técnica Pasteur de passes padronizados – Edgard Armond

c) Irradiações, preces, vibrações, mentalizações, visualizações e passes a distância

d) Projeções luminosas, visualização colorida ou cromoterapia fluídica.

e) Sopro ou insuflação

f) Água fluidificada

IPPBIPPBIPPBIPPB ---- InstInstitutoInstInstitutoitutoituto dededede PesquisasPesquisasPesquisasPesquisas ProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicas eeee BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas

BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas C.C.C.C.

C.C.C.C. DESENVOLVENDODESENVOLVENDODESENVOLVENDODESENVOLVENDO AAAA MEDIUNIDADEMEDIUNIDADEMEDIUNIDADEMEDIUNIDADE

1.1.1.1. PercebendoPercebendoPercebendoPercebendo oooo duplo,duplo,duplo,duplo, aaaa auraauraauraaura eeee osososos chacraschacraschacraschacras

2.2.2.2. TrabalhandoTrabalhandoTrabalhandoTrabalhando aaaa auraauraauraaura eeee osososos chacraschacraschacraschacras

3.3.3.3. IdentificandoIdentificandoIdentificandoIdentificando eeee modificandomodificandomodificandomodificando energiasenergiasenergiasenergias

4.4.4.4. UsandoUsandoUsandoUsando oooo pensamentopensamentopensamentopensamento eeee osososos sentimentossentimentossentimentossentimentos

5.5.5.5. ManipulandoManipulandoManipulandoManipulando energiasenergiasenergiasenergias

6.6.6.6. MétodoMétodoMétodoMétodo dasdasdasdas cincocincocincocinco fasesfasesfasesfases –––– EdgardEdgardEdgardEdgard ArmondArmondArmondArmond

a) Primeira fase – percepção de fluidos

b) Segunda fase – aproximação

c) Terceira – fase – contato

d) Quarta fase – envolvimento

e) Quinta fase – manifestação

D.D.D.D. EXERCENDOEXERCENDOEXERCENDOEXERCENDO AAAA MEDIUNIDADEMEDIUNIDADEMEDIUNIDADEMEDIUNIDADE

1.1.1.1. HarmonizaçãoHarmonizaçãoHarmonizaçãoHarmonização inicial,inicial,inicial,inicial, limpezalimpezalimpezalimpeza eeee encerramentoencerramentoencerramentoencerramento

a) Preparação

b) Limpeza

c) Encerramento

2.2.2.2. AcoplandoAcoplandoAcoplandoAcoplando comcomcomcom espíritosespíritosespíritosespíritos elevadoselevadoselevadoselevados

3.3.3.3. ConvConversandoConvConversandoersandoersando comcomcomcom espíritosespíritosespíritosespíritos elevadoselevadoselevadoselevados

4.4.4.4. AcoplandoAcoplandoAcoplandoAcoplando comcomcomcom espíritosespíritosespíritosespíritos perturbadosperturbadosperturbadosperturbados

5.5.5.5. ConversandoConversandoConversandoConversando comcomcomcom espíritosespíritosespíritosespíritos perturbadosperturbadosperturbadosperturbados

6.6.6.6. CuraCuraCuraCura espiritualespiritualespiritualespiritual ouououou energéticaenergéticaenergéticaenergética

7.7.7.7. AssistênciaAssistênciaAssistênciaAssistência aaaa distânciadistânciadistânciadistância

8.8.8.8. AnalisandoAnalisandoAnalisandoAnalisando eeee interpretandointerpretandointerpretandointerpretando mensagensmensagensmensagensmensagens medmediúnicasmedmediúnicasiúnicasiúnicas escritasescritasescritasescritas eeee faladasfaladasfaladasfaladas

E.E.E.E. MEDIUNIDADEMEDIUNIDADEMEDIUNIDADEMEDIUNIDADE NANANANA PRÁTICAPRÁTICAPRÁTICAPRÁTICA

1.1.1.1. EstudoEstudoEstudoEstudo

a) Necessidade e importância de estudo contínuo

b) Amor ao estudo, sem apego ao que é estudado

c) A leitura como um dos principais meio de estudo

d) Cursos complementares

e) Estudo e universalismo

f) Aplicação prática do estudo

2.2.2.2. MediunidadeMediunidadeMediunidadeMediunidade eeee compromissoscompromissoscompromissoscompromissos

a) Compromisso espiritual

b) Compromisso mediúnico

c) Compromisso com a instituição e o grupo mediúnico

d) Compromisso com amparadores

e) Compromisso com necessitados encarnados e desencarnados

f) Compromisso consigo mesmo

g) Compromisso com o estudo e o autoaperfeiçoamento

h) Parceria espiritual e parceria mediúnica

i) Espírito de equipe e equipe de espíritos

3.3.3.3. DisciplinaDisciplinaDisciplinaDisciplina

a) Disciplina exterior e disciplina interior

IPPBIPPBIPPBIPPB ---- InstInstitutoInstInstitutoitutoituto dededede PesquisasPesquisasPesquisasPesquisas ProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicas eeee BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas

BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas b) Disciplina versus obediência c) Disciplina versus

b) Disciplina versus obediência

c) Disciplina versus mal-humor

d) Disciplina espiritual e disciplina mediúnica

e) Preparo prévio para o trabalho mediúnico

f) Sintonia antes e depois do trabalho mediúnico

4.4.4.4. ÉticaÉticaÉticaÉtica

a) Preconceitos

b) Julgamentos

c) O médium dá o exemplo

d) Discrição

e) Compaixão sem paixão

5.5.5.5. AutocontroleAutocontroleAutocontroleAutocontrole mediúnicomediúnicomediúnicomediúnico

a) Passividade mediúnica versus disponibilidade mediúnica

b) O médium comanda o fenômeno

D.D.D.D. INFLUENCIAÇÃOINFLUENCIAÇÃOINFLUENCIAÇÃOINFLUENCIAÇÃO ESPIRITUALESPIRITUALESPIRITUALESPIRITUAL

1.1.1.1. EspíritosEspíritosEspíritosEspíritos simpáticossimpáticossimpáticossimpáticos

a) Espíritos são pessoas desencarnadas e pessoas são espíritos encarnados

b) Amparadores, mentores, protetores, guias, amigos, guardiões, etc.

2.2.2.2. AssédiosAssédiosAssédiosAssédios eeee ataquesataquesataquesataques espirituaisespirituaisespirituaisespirituais

a) Físicos e espirituais

b) Intrafísicos e extrafísicos

3.3.3.3. DefesaDefesaDefesaDefesa espiritualespiritualespiritualespiritual ouououou energéticaenergéticaenergéticaenergética

4.4.4.4. ObsessãoObsessãoObsessãoObsessão

a) Causas e origens

b) Graus ou níveis

c) Tipos

d) Auto-obsessão

e) Prevenção e tratamento

f) Obsessão e mediunidade

5.5.5.5. DesobsessãoDesobsessãoDesobsessãoDesobsessão

a) Métodos

b) Eficácia

c) Cuidados

d) Extensões

6.6.6.6. VampirismoVampirismoVampirismoVampirismo energéticoenergéticoenergéticoenergético

a) Definição

b) Exemplos

G.G.G.G. LENDASLENDASLENDASLENDAS ouououou FATOS?FATOS?FATOS?FATOS?

1.1.1.1. Patuás,Patuás,Patuás,Patuás, amuletosamuletosamuletosamuletos eeee talismãstalismãstalismãstalismãs

2.2.2.2. Magia,Magia,Magia,Magia, bruxariabruxariabruxariabruxaria eeee despachosdespachosdespachosdespachos

3.3.3.3. Exus,Exus,Exus,Exus, pombaspombaspombaspombas girasgirasgirasgiras eeee afinsafinsafinsafins

4.4.4.4. AparelhosAparelhosAparelhosAparelhos paparasitaspaparasitasrasitasrasitas

5.5.5.5. Fluidoterapia:Fluidoterapia:Fluidoterapia:Fluidoterapia: evidênciasevidênciasevidênciasevidências científicascientíficascientíficascientíficas

6.6.6.6. EvidênciasEvidênciasEvidênciasEvidências científicascientíficascientíficascientíficas sobresobresobresobre aaaa eficáciaeficáciaeficáciaeficácia dodododo passepassepassepasse

7.7.7.7. UmbralUmbralUmbralUmbral

IPPBIPPBIPPBIPPB ---- InstInstitutoInstInstitutoitutoituto dededede PesquisasPesquisasPesquisasPesquisas ProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicas eeee BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas

BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas ConsideraçõesConsideraçõesConsideraçõesConsiderações

ConsideraçõesConsideraçõesConsideraçõesConsiderações IniciaisIniciaisIniciaisIniciais

Embora seja um trabalho de intensa pesquisa e prática, este não é um trabalho científico. É mui- to mais um trabalho de compilação e organização de vários conceitos, vivências, hipóteses e fatos, estu- dados ou trazidos não só por mim, mas também por vários outros autores, pesquisadores, estudiosos da área espiritual e mediúnica.

O projeto que deu origem a este material é, por isto e de muitas maneiras, um trabalho inédito.

Inédito pela proposta que não é, como na maioria dos casos, de formar médiuns, mas de escla- recer pessoas sobre a mediunidade em si mesma e sobre a mediunidade de cada um.

Inédito pelo ambiente em que foi conduzido: universalista, livre de preconceitos, dogmas, fana- tismos, radicalismos e ranços de qualquer tipo, e distante das sessões em terreiros, centros, tendas e mesas que tanto se popularizaram no Brasil.

Inédito pelo conteúdo amplo, diversificado e abrangente, que se permitiu buscar referências nas mais diferentes correntes, doutrinas, técnicas e filosofias, inclusive as mais tradicionais, tentando ser o mais completo e livre possível, sem deixar de estar comprometido com a responsabilidade, o discerni- mento e o esclarecimento do maior número possível de pessoas.

Inédito por vários conceitos nele contemplados, que ainda não constam da literatura considerada oficial sobre o assunto, mas, nem por isso, menos válidos, uma vez que são vivenciados por muitos mé- diuns, em diversos lugares e situações.

Inédito pela abordagem bem humorada, leve e despojada com que foi tratado, desmistificando médiuns e desmistificando a mediunidade.

Inédito pela linguagem simples, popular e didática com que os temas foram tratados, permitindo que todas as pessoas pudessem compreendê-los sem rodeios, sem receios e sem meias palavras.

Inédito pela pessoa que o idealizou, montou e concretizou, sendo eu mesma médium há tanto tempo e poucas vezes tendo visto os próprios médiuns falarem e esclarecerem sobre mediunidade.

Inédito para mim que, mesmo estando em contato com a mediunidade há mais de 25 anos e en- volvida com cursos mediúnicos há alguns anos, nunca tive a oportunidade de tratar do assunto de forma tão aberta e abrangente, para um público tão eclético.

É justamente por seu caráter inusitado que este trabalho não tem, como nunca teve, a pretensão

de ser definitivo ou de fechar questão em qualquer dos temas e conceitos que explora. Muito pelo con- trário, é por saber-se inusitado que, acima de tudo, pretende ser apenas mais uma contribuição que me- reça ser modificada, aperfeiçoada, complementada, enriquecida, criticada, analisada e posta à prova por aqueles que realmente se interessam pelo assunto, estudando e observando os médiuns e os fenôme- nos mediúnicos.

Se alcançarmos este merecimento da análise séria e da crítica construtiva e responsável, já nos daremos por felizes, pois teremos, com certeza, cumprido o papel original a que nos propusemos: pro- mover o conhecimento da mediunidade por meio de diálogo franco, aberto e universalista.

MaísaMaísaMaísaMaísa IntelisanoIntelisanoIntelisanoIntelisano

Outubro de 2004

1.1.1.1. ENERGIASENERGIASENERGIASENERGIAS eeee BIOENERGIASBIOENERGIASBIOENERGIASBIOENERGIAS

a)a)a)a) DefiniçãoDefiniçãoDefiniçãoDefinição

A.A.A.A. IntroduçãoIntroduçãoIntroduçãoIntrodução

A palavra ‘energia’ vem do grego ENÉRGEIA e significa atividade ou movimento. O prefixo ‘bio’

também vem do grego BIOS e significa vida. Assim, energia é movimento ou atividade, e bioenergia é o movimento ou atividade da vida ou de tudo o que é vivo; ou o movimento/atividade que caracteriza tudo o que tem vida.

Hoje a Física já reconhece que tudo no universo é energia, em variados graus de condensação. Assim, até a matéria mais grosseira de que é feito o nosso corpo físico é energia e, portanto, é movimen- to.

IPPBIPPBIPPBIPPB ---- InstInstitutoInstInstitutoitutoituto dededede PesquisasPesquisasPesquisasPesquisas ProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicas eeee BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas

BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas Se tudo no universo é energia e energia é movimento, tudo

Se tudo no universo é energia e energia é movimento, tudo possui uma vibração característica, uma pulsação, uma frequência própria, de acordo com a velocidade com que o seu movimento próprio se repete num determinado espaço de tempo.

b)b)b)b) TiposTiposTiposTipos eeee fontesfontesfontesfontes dededede energiasenergiasenergiasenergias

Com base no que diz Wagner Borges em seu site em www.ippb.org.br, temos:

- energia cósmica ou imanente - é o principio vital que interpenetra e nutre a todas as coisas do universo interdimensional. É, aparentemente, onipresente e impessoal, permeando praticamente todos os planos de manifestação.

- energia consciencial ou pessoal - é a energia cósmica que a consciência (espírito) absorve e emprega em todas as suas manifestações. Essa energia consciencial é chamada, em geral, de energia anímica ou magnetismo pessoal. Ao ser metabolizada pela consciência, a energia cós- mica deixa de ser impessoal e assume as características pessoais da criatura.

As energias que os seres vivos absorvem e metabolizam são oriundas de fontes variadas, tais como o Sol, o espaço infinito, o próprio planeta, a água, os outros astros do universo, e outras fontes bá- sicas como:

- ar atmosférico, através do aparelho respiratório e da pele;

- alimentação com sólidos e líquidos, através do aparelho digestório;

- absorção de energia pelos chacras;

- sono, através da descoincidência dos veículos de manifestação da consciência;

- projeção da consciência, através da absorção energética no plano astral.

Os ocultistas orientais dividiram essas energias em três grupos principais distintos:

Fohat (eletricidade): energia conversível em calor, luz, som, movimento, etc.;

Prana (vitalidade): energia integrante que coordena as moléculas e células físicas e as reúne num organismo definido. O prana, por sua vez, divide-se em cinco tipos:

- Prana - concentra-se no cérebro e move-se para baixo governando a respiração. Está ligado à inteligência, à sensibilidade, às funções motoras principais. Penetra no corpo sutil pelo chacra da coroa ou coronário, situado no alto da cabeça, e pela inspiração do ar passando pelas narinas. É o principal tipo de energia cósmica.

- Vyana - concentra-se no coração. Age no corpo inteiro governando o sistema circulatório, as articulações e os músculos. É captado do ar inspirado nos pulmões e da energia dos alimentos.

- Samana - concentra-se no intestino delgado, governa o aparelho digestivo e é captado principalmente pela energia vital doa alimentos vivos (sementes, frutas, etc.).

- Udhana - concentra-se na região da garganta e governa a fala, o teor da voz, a força vital, a força de vontade, o esforço, a memória e a exalação do ar. É captado sobretudo da energia que advém do chacra da garganta.

- Apana - concentra-se no baixo ventre, governa a evacuação e a micção, a potência sexu- al, o fluxo menstrual e o processo de parto. É captado pelo chacra localizado na base da coluna, básico, e pelo dos órgãos genitais (chacra sexual ou genésico).

Kundalini (fogo serpentino): energia primária, violenta, estruturadora das formas. É oriunda do centro do planeta, também captada pelo chacra básico.

c)c)c)c) Energias,Energias,Energias,Energias, pensamentospensamentospensamentospensamentos eeee sentimentossentimentossentimentossentimentos

Uma vez que, depois de absorvida, a energia cósmica se transforma em energia consciencial ou pessoal, assumindo as características vibratórias pessoais da criatura que a absorveu, natural que fale- mos da relação entre energias, pensamentos e sentimentos.

Pensamentos e sentimentos são atividades pessoais dinâmicas e contínuas de cada consciên- cia. Todos as criaturas pensam e sentem 24 horas por dia, acordadas ou adormecidas. E são os seus pensamentos e sentimentos que as identificam espiritual e energeticamente no universo.

Por serem atividades muito dinâmicas, pensamentos e sentimentos agem facilmente nas energi- as ambientes e de outras criaturas, atuando diretamente sobre elas, interferindo em suas características, intensificando-as ou anulando-as, ao mesmo tempo em que sofrem a ação de todas elas.

IPPBIPPBIPPBIPPB ---- InstInstitutoInstInstitutoitutoituto dededede PesquisasPesquisasPesquisasPesquisas ProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicas eeee BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas

BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas Natural, portanto, que pensamentos e sentimentos sejam

Natural, portanto, que pensamentos e sentimentos sejam captadores, transformadores e emisso- res ou irradiadores de energias, de consciência para consciência, entre consciência e ambiente, da consciência para si mesma, etc.

Vejamos o que diz Ricardo Di Bernardi, médico homeopata, espírita, presidente da Associação Médica Espírita de Santa Catarina, em sua coluna no site A Jornada (www.ajornada.hpg.ig.com.br):

“Nós, médicos homeopatas e espíritas, procuramos esclarecer que a origem das doenças cos- tuma estar numa causa ou fator de origem espiritual. Ou seja, quem adoece inicialmente é a alma do in- divíduo. Seus sentimentos e pensamentos fragilizam-no, permitindo que adoeça”.

“Adoecemos, quase sempre, pelo desequilíbrio psíquico, o qual provoca uma alteração energéti- ca (fluídica), que irá repercutir depois no corpo físico”.

Daí a importância do conselho de Jesus quando disse “orai e vigiai”. Não se trata de algo místi- co, misterioso ou religioso, mas de regra básica de bem estar físico, espiritual e energético, pois quando vigiamos nossos pensamentos, alinhando-os cosmoeticamente, e mantemos nossos sentimentos em “oração”, ou seja, voltados para o amor incondicional e irrestrito que, em essência, é o próprio Deus ou o que quer que entendamos como o ser supremo do universo, não há como não estarmos em sintonia com

o bem maior, o bem universal, o bem de tudo e de todos, inclusive o nosso próprio.

d)d)d)d) EnergiasEnergiasEnergiasEnergias eeee alimentaçãoalimentaçãoalimentaçãoalimentação

Assim como as pessoas, os alimentos também têm energias e características próprias. Há os mais densos e os mais leves, os mais excitantes e os mais calmantes, os mais e os menos gordurosos, os de mais difícil digestão, os mais ricos em vitaminas, em proteínas, em água, etc.

Cada uma dessas características físicas tem o seu correspondente energético, ou seja, de acor- do com as características materiais de um determinado alimento é possível determinar algumas de suas características bioenergéticas. E essas características devem ser sempre consideradas pela pessoa em sua alimentação, de acordo com suas próprias características, necessidades e atividades, físicas ou es- pirituais.

No entanto, não há receita, não há regra, não há certo e errado, não há melhor ou pior, pois as qualidades morais/espirituais/energéticas de uma consciência só são determinadas por seus pensamen- tos e sentimentos, não por sua alimentação, muito embora os alimentos possam INTERFERIR em suas energias.

Assim, RECOMENDA-SE, SUGERE-SE, que o consumo excessivo de determinados alimentos seja EVITADO por médiuns e pessoas com atividades espirituais e energéticas regulares, especialmente nos dias de trabalho. Com base nas características materiais, fica fácil determinar quais são alguns des- tes alimentos:

- carnes, principalmente as vermelhas, por serem de mais difícil digestão, sobrecarregando o sis- tema digestório, além de, muitas vezes, estarem carregadas das energias de medo e angústia porque passou o animal no momento do abate. Os animais de carne vermelha, em geral, são mamíferos e têm já uma consciência primitiva mais individualizada que lhes permite imprimir em seu corpo físico as energias dessas emoções mais densas. Já os animais de carne branca têm um nível de consciência mais primitivo e mais grupal, e não conseguem ter essa percepção de si mesmos e do momento do abate.

Sobre o efeito da carne vermelha para o médium, vejamos também o que diz o Dr. Ricardo Di Bernardi em sua coluna:

“Os amigos espirituais nos falam que é bom evitar carne vermelha nos dias de sessão mediúni- ca. Dizem eles que a carne dos mamíferos possui energia vital de densidade muito semelhante à nossa,

o que leva a uma aderência maior desta energia ("fluido vital”) ao nosso campo de energia vital.

“Vamos emitir uma hipótese como exercício de raciocínio, e não como “verdade doutrinária”.

“Lembramos que o mamífero foi morto precocemente, portanto cheio de vida, ou seja, de energia vital em seus tecidos para uma encarnação de muitos anos ainda. Sua carne, portanto, encontrava-se plena de energia vital ("fluido vital"). Parte deste fluido vital permanece nos matadouros e costuma ser vampirizada pelos espíritos enfermos e desequilibrados que tenham o corpo astral (perispírito) muito denso. Outra parte desta energia vital, não sendo vampirizada, e não retornando à massa de energia do universo, como ocorre nas mortes naturais, fica impregnada na carne.

“Ao ingerirmos a carne (nos referimos, em especial, aos mamíferos), há uma decomposição ou fragmentação de seus subcomponentes (aminoácidos, etc.), os quais serão absorvidos pelo nosso san- gue. A energia vital é também absorvida, encaminhando-se para o nosso corpo vital (denominação de Kardec), ou corpo etérico, que é o campo de energia fixadora do perispírito ao corpo biológico. Este cor-

IPPBIPPBIPPBIPPB ---- InstInstitutoInstInstitutoitutoituto dededede PesquisasPesquisasPesquisasPesquisas ProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicas eeee BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas

BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas po vital (corpo etérico), ao absorver esta energia vital do

po vital (corpo etérico), ao absorver esta energia vital do mamífero, torna-se mais denso, mais "oleoso", dificultando o trânsito das energias do corpo biológico para o corpo espiritual (perispírito).

“Esta dificuldade acarretaria:

- maior dificuldade no desdobramento mediúnico

- maior dificuldade na captação de energias espirituais

- maior dificuldade na doação de energias pelo passe

- maior dificuldade em receber o passe

- e, com o passar dos anos, crescente dificuldade nos sentidos mencionados

Conclusão: Os mentores espirituais pedem para não se comer carne vermelha nos dias de ses- são por uma razão científica (ciência deles), e não por qualquer motivo piegas.

Quando disse Jesus: "atirai vossas redes ao mar ", poderíamos entender, também, ser melhor nos alimentarmos de peixes. Brincando, diríamos: Claro, o peixinho é limitado (burrinho), nem pineal de- senvolvida tem, quase como um sincício espiritual ou alma-grupo. Não existe uma individualidade bem constituída em peixes, como existe em mamíferos. Portanto, o fluido vital dos peixes não tem a mesma característica dos animais superiores. Seria quase como nos vegetais, onde um conjunto de mudas de grama é formado por centenas de princípio espirituais que se fundem em um gramado sem individuali- dade (alma-grupo, uma denominação esotérica, mas o raciocínio é o mesmo dos espíritas). A individua- lidade, conforme Jorge Andréa e outros autores encarnados e desencarnados, só se atinge nos lacertíli- os, e os peixes, pela pineal quase inexistente, ainda não têm esta organização”.

- café, alguns chás e chocolate, por serem excitantes e estimulantes reconhecidos;

- bebidas alcoólicas em geral, por intoxicarem o sangue e o sistema nervoso, interferindo na luci- dez, nos reflexos, na memória, na sensibilidade e na capacidade de raciocínio; além de impreg- narem o duplo etérico e provocarem um relaxamento artificial de suas energias em relação ao corpo físico.

- açúcar e frutas secas como nozes, castanhas, amêndoas, etc., por serem altamente energéticos, quentes e/ou oleosos.

Estas são apenas SUGESTÕES básicas e cada um deve adaptá-las às suas próprias necessi- dades e características, acrescentando ou retirando itens desta lista, sempre que julgar conveniente.

Além destes alimentos, citaríamos também as drogas, em geral, inclusive o fumo, de qualquer ti- po, e os medicamentos que atuam diretamente sobre o sistema nervoso, como que interferem na quali- dade de nossas energias vitais e, consequentemente, na qualidade do nosso trabalho espiritual.

e)e)e)e) LimpezaLimpezaLimpezaLimpeza eeee harmonizaçãoharmonizaçãoharmonizaçãoharmonização energéticaenergéticaenergéticaenergética

Limpeza energética é toda e qualquer prática que melhore a qualidade das energias de alguém, eliminando e transformando energias pesadas e prejudiciais, e não precisa, nem deveria, ser promovida de fora para dentro ou por terceiros.

Qualquer criatura está habilitada, pela própria natureza, a fazer sua própria limpeza energética, harmonizando-se e mantendo-se equilibrada. Qualquer um é capaz de captar, transformar e emitir ener- gias, bastando para isso disparar pensamentos e sentimentos adequados, por meio da VONTADE.

Quando se fala em “força de vontade”, tem-se a ideia de algo puramente filosófico, ou apenas de força de expressão. No entanto, a vontade é, de fato, uma força que, quando acionada por nós, pode muito, especialmente quando associada a pensamentos e sentimentos elevados.

Um pensamento alimentado pela vontade pode “mover montanhas” de dificuldades, dores, per- seguições, traumas, etc. E é por meio dessa força natural, com que todos estamos equipados, que se pode realizar uma limpeza energética contínua, evitando que influências negativas do ambiente e de ou- tras criaturas possam penetrar nosso campo energético e interferir em nosso bem estar.

Além da capacidade natural que todos temos de realizar nossa própria limpeza e harmonização energética, dispomos ainda de alguns métodos que podem ajudar nesse processo, facilitando o fluxo das energias e favorecendo a sua harmonização. Esses métodos são conhecidas por vários nomes como prece, passe, bênção, johrei, benzimento, reiki, cura prânica, homeopatia, acupuntura, yoga, etc. e mui- tos deles usam, principalmente, as mãos como instrumentos.

Isso se explica pelo chamado “poder das pontas” descrito em Física e também aplicável nos meios espiritualistas. Antes de ser irradiada, é nas mãos que a energia se concentra, direcionada, princi- palmente, pela vontade que, por sua vez, é disparada pelos pensamentos e pelos sentimentos.

IPPBIPPBIPPBIPPB ---- InstInstitutoInstInstitutoitutoituto dededede PesquisasPesquisasPesquisasPesquisas ProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicas eeee BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas

BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas 2.2.2.2. DUPLODUPLODUPLODUPLO

2.2.2.2. DUPLODUPLODUPLODUPLO ETÉRICOETÉRICOETÉRICOETÉRICO

a)a)a)a) Definição,Definição,Definição,Definição, funçõesfunçõesfunçõesfunções eeee nomenclaturanomenclaturanomenclaturanomenclatura

Segundo Wagner Borges, em seu livro Viagem Espiritual II, duplo etérico “é um campo energéti- co bastante densificado, através do qual o psicossoma se une ao corpo físico. É uma zona intermediária, pela qual passam as correntes energéticas que mantêm o corpo humano vivo. Sem essa zona interme- diária, a consciência não poderia utilizar as células de seu cérebro físico, pois as emanações emocio- nais, oriundas do seu psicossoma, não teriam acesso à matéria física.”

Já segundo Ricardo Di Bernardi, em sua coluna, “duplo etérico é um invólucro energético, vibra- tório, luminoso, vaporoso e provisório que coexiste, estruturalmente, com o corpo físico e o circunvolve. Está ligado à doação ou exteriorização de energias, pois no duplo etérico é que se situam os chakras ou centros de força. O duplo etérico tem importante papel nas terapias energéticas e é muito confundido com o perispírito ou corpo astral. É o veículo e a reserva da nossa energia vital, absorve o fluido vital e o distribui pelo corpo humano, além de transformá-lo em fluidos sutis enviando-os ao corpo astral (perispí- rito). É também o principal responsável pela elaboração do ectoplasma nos processos de irradiação, passes magnéticos e similares, em que há projeção de energia vital do corpo etérico em direção ao pa- ciente. Magos, médiuns, paranormais, feiticeiros, etc., usam (conscientemente ou não), a projeção de seu corpo etérico com finalidade terapêutica ou criminosa.”

O duplo é uma camada energética, que varia entre 1 e 5 cm de espessura, mais sutil que o cor- po físico e mais densa que o perispírito, composta de fluido vital, uma modificação do fluido cósmico uni- versal (energia cósmica), a qual tem a função de servir de "combustível vibracional" para o corpo físico e elemento de ligação entre o perispírito (ou psicossoma) e o corpo físico durante a encarnação, já que esses dois corpos têm densidades energéticas e padrões vibratórios bastante diferentes.

Para se ter uma ideia (bem grosseira), vamos imaginar um aparelho de ultrassom. Para que haja

a perfeita integração entre as ondas que o aparelho emite (muito sutis) e o corpo físico do paciente (mui-

to denso em relação às ondas), o médico usa um gel de contato, garantindo que não haverá falhas na transmissão das ondas, que as mesmas chegarão inteiras ao corpo do paciente e serão captadas de vol- ta com perfeição pelo aparelho. Bem, o duplo etérico seria o gel de contato entre o perispírito (muito su- til) e o corpo físico (muito denso em relação ao perispírito), funcionando como uma zona de contato per- feito entre os dois, garantindo perfeita transmissão de energias.

Muita gente considera o duplo como um corpo, outros preferem dizer que é apenas a camada energética que emana do corpo físico, e por aí vai. Pessoalmente, pelo que tenho estudado e visto, não considero o duplo etérico um corpo propriamente, mas apenas um elo energético (em FORMATO vapo-

roso-energético de corpo humano), entre o corpo físico e o perispírito durante a encarnação, funcionando também como uma "bateria", de onde o corpo físico tira as energias mais sutis para o seu funcionamento

e onde estão também os chacras ou centros de força de que tanto se fala.

É isso também o que diz Dr. Di Bernardi quando afirma que “o duplo etérico traz, em si, a pro- gramação do tempo de vida física do indivíduo e possui um “quantum” de energia vital. O corpo etérico não atua como veículo separado, individual, para a manifestação da consciência, nem está apto a captar informações, por não ter para cérebro (ao contrário do corpo astral = perispírito).”

De acordo com a linha de pensamento, o duplo etérico pode também receber vários outros no- mes como corpo vital, corpo bioplasmático, duplo energético, corpo etérico, corpo energético, holocha- cra, duplo vital, etc.

b)b)b)b) CaracterísticasCaracterísticasCaracterísticasCaracterísticas

Em seu livro Viagem Espiritual II, Wagner Borges diz que “o duplo etérico é observado pelos cla- rividentes como uma distinta massa de neblina cinza-violeta, debilmente luminosa, que interpenetra a parte densa do corpo físico e se estende um pouco mais além deste”.

“Segundo o parapsicólogo brasileiro Hernani G. Andrade, o duplo etérico parece ser mais uma matriz energética do que propriamente um corpo. É um campo de força vital que permeia cada parte do corpo físico. Ele é o pano de fundo, a verdadeira substância de base para a matéria física. É constituído de uma trama, ou rede, de nádis de energia, os quais, em suas dezenas de milhares, são entrelaçados e formam, em certas localizações, vários pontos focais, dos quais os mais importantes receberam dos hin- dus o nome de "chacras". “

Já Barbara Ann Brennan, em seu livro Mãos de Luz, diz que “o corpo etérico (a palavra vem de éter, estado intermediário entre a energia e a matéria), se compõe de minúsculas linhas de energia, “qual teia fulgurante de luz”, parecidas com as linhas numa tela de televisão. Tem a mesma estrutura do corpo físico e inclui todas as partes anatômicas e todos os órgãos.

IPPBIPPBIPPBIPPB ---- InstInstitutoInstInstitutoitutoituto dededede PesquisasPesquisasPesquisasPesquisas ProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicas eeee BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas

BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas “O corpo etérico consiste numa estrutura definida de

“O corpo etérico consiste numa estrutura definida de linhas de força, ou matriz de energia, sobre a qual se modela e firma a matéria física dos tecidos do corpo”.

“A estrutura do corpo etérico, semelhante a uma teia, está em constante movimento. Para a vi- são clarividente, faíscas de luz branco-azulada se movem ao longo das linhas de energia por todo o denso corpo físico. O corpo etérico se estende de um quarto de polegada (6,34 mm) a duas polegadas (50,78 mm) além do corpo físico e pulsa num ritmo de cerca de 15 a 20 ciclos por minuto”.

“A cor do corpo etérico varia do azul-claro ao cinzento. O azul-claro foi ligado a uma forma mais fina que o cinzento. Ou seja, uma pessoa mais sensível, com um corpo sensível, tenderá a ter uma pri- meira camada azulada, ao passo que um tipo robusto, mais atlético, tenderá a ter um corpo etérico mais acinzentado”.

c)c)c)c) CordãoCordãoCordãoCordão dededede prataprataprataprata

Também chamado de cordão astral, cordão fluídico, fio de prata, teia de prata, cordão luminoso, cordão vital, cordão energético, cabo astral, laço aeriforme, etc., o cordão de prata é uma extensão do duplo etérico, formando um conduto energético que liga o conjunto composto de corpo físico e duplo eté- rico ao psicossoma, quando este está projetado, e espelha o grau de desenvolvimento do espírito,

Há muitas versões sobre onde o cordão de prata estaria ligado ao corpo físico e ao perispírito. No entanto, como diz Ricardo Di Bernardi, “na realidade, a ligação é com todo o organismo, de todas as células físicas com todas as células do corpo astral (perispírito). Estes minicordões se unem em cordões maiores, regionais, que se unem em um cordão ainda maior. Visto de longe, parece sair do peito ou de outra região, mas é ilusão, pois se você unir trilhões de cordões, que formam outros maiores, até formar um único quando o corpo astral estiver desdobrado (projetado), terá a impressão de que sai de um ponto só. “

Sua cor pode variar do prateado brilhante para o cinza chumbo, passando por graus intermediá- rios. Assim como a densidade que varia proporcionalmente ao desenvolvimento do espírito, ou seja, de acordo com o seu grau de amor, sabedoria e elevação.

Sendo de natureza energética, não pode ser cortado, embaraçado, torcido, enroscado, confun- dido, trocado, amarrado, arrebentado, etc., como temem alguns, e só será rompido quando o corpo físi- co, deixando de funcionar, ou seja, deixando de ter vitalidade, ejetar o psicossoma definitivamente, no processo que chamamos, inadequadamente, de morte. Ou seja, não é o rompimento do cordão astral que causa a morte física, mas a morte física que causa o rompimento do cordão astral.

d)d)d)d) DuploDuploDuploDuplo etéricoetéricoetéricoetérico eeee mediunidademediunidademediunidademediunidade

Nos médiuns, o duplo etérico apresenta ainda uma condição especial: soltura ou predisposição à descoincidência espontânea e a relativa liberdade em relação aos outros corpos. É como se o duplo dos médiuns não estivesse bem aderido ou preso ao seu corpo físico, soltando-se facilmente e, com isso, provocando uma série de sensações, que podem ser agradáveis ou não.

Essa soltura, em geral, é natural e planejada antes do reencarne do médium, para facilitar o seu trabalho de comunicação com o plano espiritual. Ou seja, o duplo dos médiuns é propositadamente dei- xado meio solto, para facilitar o transe mediúnico, que ocorre justamente quando há uma “folga” entre o duplo etérico e o corpo físico do médium. É nesta “folga”, nesta “brecha”, que o espírito comunicante in- tervém, dando a sua comunicação, no fenômeno popular e erroneamente chamado de incorporação, já que, na verdade, o espírito comunicante não entra nem se apossa do corpo do médium.

Entre as sensações mais comuns, provocadas pela soltura espontânea do duplo etérico, vamos encontrar:

- tontura

- enjoo

- arrepios e/ou choques ao longo do corpo

- sensação de estufamento (ballonement)

- sensação de caminhar no ar

- alterações visuais (que não têm causa física conhecida)

3.3.3.3. CHACRASCHACRASCHACRASCHACRAS ouououou CENTROSCENTROSCENTROSCENTROS dededede FORÇAFORÇAFORÇAFORÇA

a)a)a)a) Histórico,Histórico,Histórico,Histórico, definiçãodefiniçãodefiniçãodefinição eeee característicascaracterísticascaracterísticascaracterísticas

A palavra CHAKRA vem do sânscrito e significa roda.

IPPBIPPBIPPBIPPB ---- InstInstitutoInstInstitutoitutoituto dededede PesquisasPesquisasPesquisasPesquisas ProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicas eeee BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas

BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas Chacras são centros de força, em forma de vórtices ou

Chacras são centros de força, em forma de vórtices ou redemoinhos, situados no duplo etérico. Foram estudados e descritos inicialmente pelos hindus há muitos séculos e, desde então, vêm sendo adotados e adaptados pelas mais diversas correntes filosófico religiosas.

Edgard Armond, no livro Passes e Radiações, diz que “no perispírito, o sistema nervoso liga-se através dos plexos e gânglios, a uma série de centros de força, denominados chacras na literatura orien- tal

estão situados no corpo físico; são conjuntos e aglomerados de nervos e gânglios

do sistema vago-simpático que regula a vida vegetativa do corpo humano”.

“Os centros de força, ao contrário, são estações de força espiritual ou fluídica no perispírito (no corpo etéreo); formam um campo eletromagnético utilizado pelo espírito e funcionam em plena ligação com os plexos do corpo material”.

Segundo Hiroshi Motoyama, em seu livro Teoria dos Chakras, “nos estágios preliminares do despertar, os chakras são habitualmente percebidos como círculos de luz, ou auras localizadas, de vá- rias cores.”

E Barbara Ann Brennan, no livro já citado, diz que “quando os chakras funcionam normalmente,

cada qual está “aberto” e gira na direção dos ponteiros do relógio, a fim de metabolizar as energias ne- cessárias do campo universal. Um giro no sentido dos ponteiros do relógio tira energia do Campo de Energia Universal (CEU), para o chakra, de maneira muito semelhante à da regra da mão direita no ele-

Quando um

tromagnetismo

chakra gira num movimento contrário ao dos ponteiros do relógio, a corrente flui para fora do corpo e,

desse modo, interfere no

“Os plexos,

Assim, classificamos o chakra de “aberto” às energias que entram

Nessas condições, classificamos o chakra de “fechado”.”

b)b)b)b) FunçõesFunçõesFunçõesFunções físicasfísicasfísicasfísicas eeee psicofísicaspsicofísicaspsicofísicaspsicofísicas

A principal função dos chacras é absorver energias do ambiente para o corpo físico e o campo

energético do ser encarnado. Eles servem também como ligação entre o psicossoma (perispírito) e o

corpo físico.

Edgard Armond, no livro citado acima, diz que os chacras “são acumuladores e distribuidores de força espiritual, situados no corpo etéreo, pelos quais transitam os fluidos energéticos de uns para outros dos envoltórios exteriores do espírito encarnado”.

E Motoyama, no livro já citado, diz que “além de centro de controle em cada dimensão, o chakra

funciona como centro de intercâmbio entre as dimensões física e astral, e entre as dimensões astral e causal. Através dos chakras, o prana sutil no corpo astral pode ser transformado, por exemplo, em ener- gia para a dimensão física, fornecendo, assim, ao corpo físico, essencial energia de vida”.

“Acredita-se ainda que a energia física pode ser transformada em energia astral por meio da ati- vidade dos chakras, e que a energia física pode ser convertida em energia psicológica (ojas), dentro da dimensão física”.

“Portanto, o chakra é considerado como um intermediário de transferência e conversão de ener- gia entre duas dimensões vizinhas do ser, tanto como um centro proporciona a conversão de energia en- tre um corpo e sua mente correspondente”.

“Quando os chakras são despertos e ativados, o homem não apenas se torna ciente das esferas superiores da existência, mas também adquire o poder de entrar nessas esferas, e então, em contrapar- tida, fortalece e dá vida às dimensões inferiores”.

c)c)c)c) OsOsOsOs setesetesetesete chacraschacraschacraschacras principaisprincipaisprincipaisprincipais

A tradição hindu descreve sete chacras principais com as seguintes características e funções:

- Chacra fundamental ou básico – localizado na base da coluna, entre as pernas, sobre o períneo, está ligado às glândulas suprarrenais e se relaciona aos instintos. Controla também as funções vegetativas do corpo humano e é responsável pela captação de kundalini, a energia magnética da Terra. Sua cor principal é o vermelho e os clarividentes o descrevem com 4 pétalas.

- Chacra genésico ou sexual – localizado no baixo ventre, está ligado às gônadas (ovários, na mu- lher; testículos, no homem), sendo responsável pelo aparelho geniturinário, pelas funções sexu- ais e reprodutivas, estando também intimamente ligado ao chacra básico, especialmente na gra- videz, para formação do novo corpo do reencarnante. Sua cor principal é o laranja e os clarivi- dentes o descrevem com seis pétalas. É considerado o chacra da alegria.

- Chacra gástrico ou umbilical – localizado cerca de 1 cm acima do umbigo, está ligado ao pân- creas e é responsável pelas funções do sistema digestório. Sua cor principal é o amarelo e os

IPPBIPPBIPPBIPPB ---- InstInstitutoInstInstitutoitutoituto dededede PesquisasPesquisasPesquisasPesquisas ProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicas eeee BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas

BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas clarividentes lhe atribuem dez pétalas. É considerado o

clarividentes lhe atribuem dez pétalas. É considerado o chacra das emoções e, por isso mesmo, bastante visado por entidades desequilibradas e também nos trabalhos de desobsessão.

- Chacra cardíaco localizado no centro do peito, está ligado à glândula timo, sendo responsável pelo sistema cardiorrespiratório. Tem doze pétalas e sua cor principal é o verde. É o chacra dos sentimentos.

- Chacra laríngeo – localizado sobre a garganta, está ligado às glândulas tireoides e paratireoides, sendo responsável pelo metabolismo, pela boca, os dentes, a garganta e as vias aéreas superio- res. Tem o azul celeste como cor principal e apresenta 16 pétalas. Está relacionado à comunica- ção e à expressão e tem grande atuação na mediunidade de psicofonia e na clariaudiência.

- Chacra da testa ou frontal localizado no centro da testa, um pouco acima das sobrancelhas, está ligado à glândula hipófise ou pituitária, e é responsável pelos olhos e nariz, além de coman- dar todos os outros chacras. Sua cor principal é o azul índigo e é descrito tendo 96 pétalas. Está relacionado às atividades mentais, como raciocínio, memória, lucidez e intelecto, atuando dire- tamente na clarividência e na intuição.

- Chacra da coroa ou coronário – localizado no alto da cabeça, está ligado à glândula pineal e controla a irrigação energética do cérebro e de todo o sistema nervoso. Sua cor principal é o vio- leta e apresenta mais de 900 pétalas, sendo, por isso mesmo, chamado de o lótus das mil péta- las pelos hindus. É o chacra de ligação com o mundo superior e com o cosmos, captando as energias sutis necessárias para o bom funcionamento do organismo. Atua diretamente na tele- patia e em todas as mediunidades.

d)d)d)d) OsOsOsOs chacraschacraschacraschacras menoresmenoresmenoresmenores ouououou secundáriossecundáriossecundáriossecundários

Além dos sete chacras principais, temos vários chacras secundários espalhados pelo corpo, dos quais destacamos os seguintes:

- nuca e ombros

- olhos, nariz, ouvidos e têmporas

- mãos, pulsos, cotovelos e axilas

- pés, tornozelos, joelhos e nádegas

- mamilos e órgãos sexuais

- estômago, fígado e baço

- céu da boca, ponta da língua, etc.

A bem da verdade, cada poro poderia ser considerado um microchacra, de modo que todo o nosso corpo está coberto por minúsculos pontos de captação e distribuição de energias.

e)e)e)e) DivergênciasDivergênciasDivergênciasDivergências dededede sistemassistemassistemassistemas

Dentre os chacras secundários, um ganhou status de chacra principal quando o Reverendo Charles Leadbeater, ao estudar o sistema hindu, por motivos pessoais, considerou inadequado e perigo- so citar ou trabalhar o chacra sexual, substituindo-o pelo do baço, que passou a chamar de esplênico (do inglês SPLEN, que significa baço).

O baço tem um chacra próprio, cuja função é captar fluido vital, mas não é um dos principais, já que não está ligado a nenhuma glândula endócrina, como todos os sete do sistema hindu.

Por conta dessa substituição, vamos encontrar muitas divergências na descrição e nomenclatura dos chacras principais, entre os diversos pesquisadores que os estudaram. No entanto, parece ser mais lógico tomar como referência o sistema hindu, mais antigo e coerente. Além disso, o estudo mais apro- fundado nos leva a perceber diversas correlações para os sete chacras principais do sistema hindu, as quais não aparecem para os chacras secundários, inclusive o esplênico.

Até hoje, uma das melhores sínteses e adaptações de sistemas no Ocidente parece ter sido a de Edgard Armond, quando incluiu o estudo dos chacras na FEESP, na década de 40, conforme está em seus livros Psiquismo e Cromoterapia e Passes e Radiações. Armond estabeleceu um sistema de oito chacras principais, considerando tanto o sexual (ou genésico), que Leadbeater havia suprimido, quanto o esplênico, que Leadbeater havia promovido à categoria de principal, no lugar do sexual.

Dessa forma, todos os chacras mais conhecidos passaram a ser considerados em seu devido lugar e função.

IPPBIPPBIPPBIPPB ---- InstInstitutoInstInstitutoitutoituto dededede PesquisasPesquisasPesquisasPesquisas ProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicas eeee BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas

BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas f)f)f)f) Chacras,Chacras,Chacras,Chacras,

f)f)f)f)

Chacras,Chacras,Chacras,Chacras, espiritualidadeespiritualidadeespiritualidadeespiritualidade eeee mediunidademediunidademediunidademediunidade

O estudo, o conhecimento e o trabalho com os chacras se reveste de importância especial para

todos os médiuns que desejam aperfeiçoar sua prática mediúnica ou energética, por ser possível perce- ber, identificar, captar, transformar, emitir, irradiar e equilibrar energias apenas pela sua movimentação, aliada à elevação de sentimentos e pensamentos.

Além disso, os chacras podem também facilitar, melhorar e intensificar, com segurança, o inter- câmbio com o mundo espiritual, além de servir de “radares” energéticos naturais, capazes de captar va- riações de energia em diversas situações.

Mesmo os chacras secundários têm um papel especial na prática mediúnica, já que em vários deles se fazem as ligações para o transe mediúnico, como os chacras dos ombros e da nuca, e outros atuam diretamente na transmissão dos passes, como os chacras das mãos.

4.4.4.4. PSICOSSOMA,PSICOSSOMA,PSICOSSOMA,PSICOSSOMA, CORPOCORPOCORPOCORPO ASTRALASTRALASTRALASTRAL ouououou PERISPÍRITOPERISPÍRITOPERISPÍRITOPERISPÍRITO

a)a)a)a) DefiniçãoDefiniçãoDefiniçãoDefinição eeee nomenclaturanomenclaturanomenclaturanomenclatura

O Dr. Di Bernardi diz que “quando as entidades espirituais se nos tornam visíveis, seja pela sim-

ples vidência mediúnica, seja pelo fenômeno da materialização ectoplasmática, observamos que elas possuem um corpo semelhante ao nosso corpo físico. Aliás, os espíritos nos dizem que nós é que pos-

suímos um corpo semelhante ao deles.

“No fenômeno da materialização, tão estudado pelo famoso físico inglês Willian Crookes e pelo prêmio Nobel de Medicina e Fisiologia, Charles Richet, os Espíritos tornam-se visíveis e palpáveis a to- dos os presentes à sessão de estudos, e são percebidos e tocados em seus corpos espirituais”.

“Embora a essência espiritual não tenha forma, pois é o princípio inteligente, os Espíritos possu- em um corpo espiritual anatomicamente definido e com uma fisiologia própria da dimensão extrafísica”.

“O corpo dos Espíritos é também matéria, um tipo especial de matéria derivada do fluido cósmi- co universal”.

Wagner Borges, no livro já citado, diz que “o psicossoma pode ser definido como a contraparte extrafísica do corpo físico, ao qual se assemelha e com o qual coincide minuciosamente, parte por parte. É uma réplica exata do corpo físico em toda a sua estrutura”.

Zalmino Zimmermann, em seu livro Perispírito, explica “perispírito (do gr. PERI, em torno, e do latim SPIRITUS, alma, espírito), é o envoltório sutil e perene da alma, que possibilita sua interação com os meios espiritual e físico”.

“A palavra foi empregada pela primeira vez por Allan Kardec, no item 93 de O Livro dos Espíri- tos. Mais tarde, os Espíritos Instrutores, endossando a designação, passaram a empregá-la regularmen- te. Tal denominação baseia-se na forma com que se apresenta este complexo fluídico, envolvendo a al- ma”.

“Outras denominações conhecidas referem-se mais à sua natureza e funções. Assim, André Lu- iz, por Francisco Cândido Xavier, chama-o de psicossoma e, também, corpo espiritual – lembrando, ali- ás, a designação de Paulo, em sua primeira epístola aos Coríntios (15:44). Hoje os autores dão aos três termos – perispírito, corpo espiritual e psicossoma – o mesmo sentido”.

“Embora os estudos sobre o perispírito tenham sido sistematizados só a partir de Kardec, tem sido ele percebido desde épocas imemoriais, recebendo as mais diversas denominações no curso do tempo”.

O psicossoma, perispírito, corpo astral, duplo astral, corpo fluídico, corpo espiritual, corpo sidé-

reo, aerossoma, mediador plástico, etc., é, portanto, o corpo com que nos manifestamos no plano espiri-

tual ou astral, seja projetados durante o sono, seja libertos após a morte física.

É também composto de uma variação do fluido cósmico universal, mas numa versão mais light,

ou seja, numa constituição mais sutil, de densidade bem menor que a do corpo físico e menor também que a do duplo etérico.

Segundo o Espiritismo, é o perispírito que funciona como molde para a formação de cada novo corpo físico e é nele também que ficam gravadas todas as nossas experiências encarnatórias e também aquelas vividas entre uma encarnação e outra, como se fosse uma fita cassete ou um CD-R (compact disc regravável). Vê-se aqui, portanto, que o Espiritismo incorpora o duplo etérico ao perispírito, tratando tudo como uma única estrutura, quando, na verdade, são dois envoltórios diferentes do espírito.

IPPBIPPBIPPBIPPB ---- InstInstitutoInstInstitutoitutoituto dededede PesquisasPesquisasPesquisasPesquisas ProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicas eeee BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas

BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas É com o perispírito que os encarnados se projetam durante

É com o perispírito que os encarnados se projetam durante o sono, com o cordão de prata, ge- rado no duplo etérico, fazendo a "ponte" entre os dois corpos nesse desprendimento parcial e temporá- rio.

Outras correntes informam que o perispírito tem ainda os seus próprios centros de força, em cor- relação com os do duplo etérico, mas com funções mais sutis. É o que diz Edgard Armond, no livro Psi- quismo e Cromoterapia:

Os centros de força (chacras) são núcleos de força psíquica e mental acumulados de existências anteriores. Quantos aos centros de força do corpo etéreo, estes se dissolvem com a morte do corpo físi- co; no entanto, os do perispírito são permanentes, acompanhando o espírito em sua trajetória evolutiva até limites ignorados, mas enquanto necessitar manifestar em esferas de vibração fenomênica”.

Quando o corpo físico morre, o perispírito se desprende e, com ele, desprende-se também a consciência que animava aquele corpo. Já o duplo etérico permanece com o corpo físico e se desintegra lentamente, num período que pode variar de algumas horas a vários anos após o desencarne.

b)b)b)b) CaracterísticasCaracterísticasCaracterísticasCaracterísticas

No livro Evolução em Dois Mundos, André Luiz, pela psicografia de Francisco Cândido Xavier, nos traz uma excelente descrição do psicossoma, dizendo que se trata de uma “formação sutil, urdida em recursos dinâmicos, extremamente porosa e plástica, em cuja tessitura as células, noutra faixa vibra- tória, diante do sistema de permuta visceralmente renovado, distribuem-se mais ou menos à feição das partículas coloides, com a respectiva carga elétrica, comportando-se no espaço segundo a sua condição específica, e apresentando estados morfológicos conforme o campo mental a que se ajusta.”

Zalmino Zimmermann, no mesmo livro acima citado diz que “é lícito conceber-se que o perispírito – ao menos para os Espíritos ligados à crosta terrestre – possa ser o resultado da aglutinação da energia cósmica matriz (“fluido cósmico”), adequada à natureza de nosso planeta, sobre um campo originado da própria extensão energética da alma (força espiritual), comportando-se, depois dessa agregação, como uma estrutura de categoria eletromagnética (de ordem física) e formando o envoltório conhecido como o “corpo da alma”, necessário, insubstituível e perene, já de textura definida como material – embora tão sutil, que os Espíritos da Codificação usaram o termo semimaterial para qualificá-la.”

E mais adiante, em nota de rodapé, acrescenta que “o campo perispirítico como um todo é, na verdade, o resultante de vários campos estruturadores, correspondentes, cada qual, a um determinado órgão. Sua integração conjunta responde pelo estado fisiológico geral”.

c)c)c)c) FunçõesFunçõesFunçõesFunções

Segundo Zalmino Zimmermann, as funções do psicossoma podem ser divididas em quatro tipos:

- instrumental – ou seja, o psicossoma serve de instrumento ao espírito no seu intercâmbio com os mundos espiritual e físico.

- individualizadora – serve também para individualizar e identificar o espírito, tornando-o único e exclusivo.

- organizadora – é responsável ainda pela organização do corpo físico no processo de reencarna- ção, servindo de modelo (aqui Zalmino incorpora o duplo etérico à estrutura do perispírito, exa- tamente como fez Kardec na Codificação).

- sustentadora – funciona como captador e distribuidor de energia cósmica e vital, alimentando o corpo físico durante o período de encarnação.

d)d)d)d) PsicossomaPsicossomaPsicossomaPsicossoma comocomocomocomo identidadeidentidadeidentidadeidentidade espiritualespiritualespiritualespiritual

Vejamos algumas informações trazidas pelo Dr. Di Bernardi:

“O corpo espiritual apresenta-se moldável conforme as emoções mentais do Espírito. Cada Espí- rito apresenta seu perispírito com aspecto correspondente ao seu estado psíquico. A maior elevação in- telecto-moral vai determinar, como consequência, uma sutilização do próprio corpo espiritual”.

“Em contrapartida, os Espíritos cujas vibrações mentais são inferiores determinam, inconscien- temente, que seu corpo espiritual se apresente mais denso, opaco e obscurecido, não tendo a irradiação luminosa dos primeiros.

“Quanto mais primitiva for a entidade espiritual, mais escuros e opacos os tons das cores com que se apresenta. À medida que galga degraus mais elevados na escada do progresso, passa a emitir uma luminosidade. Pela postura mental adotada, decorrente de situações momentâneas, as vibrações

IPPBIPPBIPPBIPPB ---- InstInstitutoInstInstitutoitutoituto dededede PesquisasPesquisasPesquisasPesquisas ProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicas eeee BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas

BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas se aceleram ou desaceleram, determinando modificações na

se aceleram ou desaceleram, determinando modificações na estrutura do corpo espiritual, e todo o con- junto se altera.”

Trazendo em si todas as memórias e experiências do espírito, mais as suas energias caracterís- ticas, o perispírito ou psicossoma pode, portanto, ser também comparado a uma identidade espiritual, tanto para encarnados como para desencarnados, pois além de individualizar o espírito, expõe suas ca- racterísticas pessoais, morais, intelectuais, etc., exibindo também suas intenções, desejos, pensamen- tos, sentimentos, necessidades, etc., sob a forma de luz, vibração, cor, textura, densidade, etc.

e)e)e)e) PsicossomaPsicossomaPsicossomaPsicossoma eeee mediunidademediunidademediunidademediunidade

Dadas as suas características de arquivo e registro de memórias e experiências, mais as de “porta-voz” energético do espírito, o psicossoma representa excelente recurso para que os médiuns pos- sam perceber e identificar melhor as entidades que se aproximam, podendo também, com mais treino, perceber seus pensamentos, sentimentos e intenções, facilitando o processo de comunicação.

Além disso, o psicossoma é, na maioria das vezes, o elo de ligação entre médium e comunican- te, por ser ele o que ambos têm em comum, mesmo estando em planos de manifestação diferentes.

5.5.5.5. CORPOCORPOCORPOCORPO MENTALMENTALMENTALMENTAL

Segundo Wagner Borges, no livro Viagem Espiritual II, “corpo mental é o veículo de manifesta- ção pelo qual a consciência se manifesta usando os atributos da inteligência (intelecto, intuição, memó- ria, imaginação), etc., mente, corpo do pensamento”.

“ é o veículo através do qual a consciência se manifesta no plano mental. Em relação à nossa

concepção material, este corpo é algo bastante diferente, pois está sujeito a leis diversas das que esta-

mos acostumados e sobre as quais pouco ou nada conhecemos. Considerando a partir de uma análise tridimensional, o corpo mental não é, de modo algum, um corpo, nem subjetiva nem objetivamente, já que ele não está submetido à ação do tempo, do espaço e da forma. É um conglomerado de energias sutis , apresentando-se como uma neblina ovalada de cor branca, dourada ou azul.

“Assim como o psicossoma interpenetra o corpo físico durante a vigília física, o corpo mental “in- terpenetra” o psicossoma”.

“Da mesma forma que o psicossoma é considerado como o corpo dos desejos e das emoções, o corpo mental é considerado o corpo do intelecto e do sentimento elevado“.

É, portanto, no corpo mental que se encontra registrada a vida mental e intelectual do espírito. De textura muito mais sutil que o psicossoma, é de difícil visualização, mesmo para clarividentes com al- gum desenvolvimento.

O cordão que liga o psicossoma ao corpo mental, por analogia, é chamado de cordão de ouro.

6.6.6.6. PROJEÇÃOPROJEÇÃOPROJEÇÃOPROJEÇÃO dadadada CONSCIÊNCIACONSCIÊNCIACONSCIÊNCIACONSCIÊNCIA ouououou VIAGEMVIAGEMVIAGEMVIAGEM ASTRALASTRALASTRALASTRAL

a)a)a)a) DefiniçãoDefiniçãoDefiniçãoDefinição

Projeção astral, viagem astral, experiência fora do corpo (EFC) ou projeção da consciência é a capacidade que todo ser humano encarnado tem de projetar sua consciência, seu espírito, para fora do corpo físico, ou seja, de sair do corpo físico, enquanto este dorme, com o psicossoma, para atividades no plano astral.

Não oferece qualquer perigo físico, espiritual ou psicológico, e acontece com todas as pessoas encarnadas, todas as noites, embora a maioria não se lembre ou não tenha consciência do fenômeno.

b)b)b)b) TiposTiposTiposTipos básicosbásicosbásicosbásicos

As projeções podem ser:

- involuntárias ou voluntárias

- conscientes, semiconscientes ou inconscientes

- assistidas ou não assistidas

- espontâneas ou provocadas

c)c)c)c) PrPrincipaisPrPrincipaisincipaisincipais SintomasSintomasSintomasSintomas projetivosprojetivosprojetivosprojetivos

Os sintomas mais comuns de projeção astral são:

- sensação de estufamento, chamado ballonement

IPPBIPPBIPPBIPPB ---- InstInstitutoInstInstitutoitutoituto dededede PesquisasPesquisasPesquisasPesquisas ProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicas eeee BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas

BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas - paralisia física, chamada catalepsia projetiva -

- paralisia física, chamada catalepsia projetiva

- sensação de cair ou escorregar de repente durante o cochilo inicial ou final do sono

- sensação de intensa corrente elétrica percorrendo o corpo, chamado estado vibracional (EV)

- estalos ou apitos dentro da cabeça, chamados ruídos intracranianos

d)d)d)d) ProjeçãoProjeçãoProjeçãoProjeção eeee espiritualidadeespiritualidadeespiritualidadeespiritualidade

Quando bem estudada e praticada de forma séria, a projeção da consciência é um dos fenôme- nos que melhor atesta a existência de vida após a morte, espíritos, etc. Permitindo que a consciência encarnada “passeie” pelo mundo espiritual, ou mundo dos desencarnados, a projeção propicia meios pa- ra que se estude e observe a vida espiritual in loco, além de permitir o intercâmbio entre as duas dimen- sões, sem a necessidade de um médium propriamente dito.

e)e)e)e) ProjeçãoProjeçãoProjeçãoProjeção eeee desdobramentodesdobramentodesdobramentodesdobramento

Uma das grandes discussões em relação à projeção astral é o uso do termo desdobramento pa- ra designar o mesmo fenômeno.

Alguns consideram o termo inadequado, já que não há desdobramento da consciência, ou seja, a consciência não se divide, mas permanece íntegra no psicossoma, ficando o corpo físico apenas vege- tando, adormecido.

Outros, no entanto, referem-se a um desdobramento de corpos, uma vez que o corpo físico se separa do corpo espiritual durante o fenômeno.

Outros ainda admitem o desdobramento da consciência, em condições muito especiais, de modo que o corpo físico permanece realizando tarefas normais, enquanto o espírito se afasta com o psicosso- ma, para outras atividades. Neste caso, o corpo físico não adormece de fato, mas funciona como um ro- bô, comandado à distância por uma pequena parte da consciência, sediada no psicossoma.

Usado para designar o desprendimento do espírito do médium de seu corpo físico, o termo des- dobramento é muito comum entre os espíritas, muito embora seja usado para designar fenômeno ligei- ramente diferente.

Para os espíritas, o desdobramento é o fenômeno que ocorre durante o trabalho ou reunião me- diúnica, em que o espírito do médium, de fora de seu corpo físico, pode ver e interagir com o mundo es- piritual e até mesmo se ausentar do local onde este está, em busca de informações importantes para o trabalho que realiza.

Também aqui há alguma divergência, já que este fenômeno pode não ser necessariamente um desdobramento ou projeção astral propriamente ditos, mas uma clarividência especial, a distância, que permite ao médium enxergar coisas diretamente com o perispírito, sem usar o corpo físico ou qualquer de suas capacidades psíquicas, ou usando recursos energéticos fornecidos pelos amparadores e espíri- tos que auxiliam no trabalho.

Para arrematar, vejamos o que diz Ricardo Di Bernardi sobre o assunto:

“Para os mais puristas, não é meu caso, dir-se-ia: desprendimento ou desdobramento. Há quem considere desdobramento como menos intenso ou menos expressivo do que desprendimento. André Lu- iz veio nos trazer, com outros autores espirituais, a informação de outros corpos: corpo etérico, astral e mental. Como este conhecimento ainda não era da época de Kardec, não havia a denominação astral. Como espírita convicto, militante, estudioso, presidente da Associação Médica Espírita de SC, não tenho preconceitos e uso, com naturalidade, todos os termos mencionados, pois são corretos e válidos.”

f)f)f)f)

ProjeçãoProjeçãoProjeçãoProjeção eeee mediunidademediunidademediunidademediunidade

Sendo um fenômeno que permite ao ser encarnado conhecer, observar e estudar o mundo espi- ritual pessoalmente, a projeção astral representa um excelente recurso para que os médiuns busquem informações, façam cursos, encontrem instrutores desencarnados, sejam treinados, aprendam técnicas, estudem fenômenos e conheçam métodos e processos de trabalho, etc., no mundo espiritual, recebendo instruções e informações que lhes permitam aperfeiçoar sua mediunidade aqui no plano físico.

Além disso, quando projetados, nossa visão se amplia e nossa sensibilidade aumenta, de modo que podemos entender melhor fatos e situações que, no mundo material, fogem à nossa compreensão. De posse desse conhecimento, encontramos soluções e alternativas para problemas que, na vigília, nos parecem insolúveis ou incompreensíveis.

A projeção consciente, ou desdobramento, praticado por espíritas, é também um recurso a mais para os trabalhos de desobsessão, cura e assistência, pois permite que os médiuns tragam informações

IPPBIPPBIPPBIPPB ---- InstInstitutoInstInstitutoitutoituto dededede PesquisasPesquisasPesquisasPesquisas ProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicas eeee BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas

BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas do plano espiritual para o plano físico, facilitando a

do plano espiritual para o plano físico, facilitando a atuação do grupo na orientação da entidade e do as- sistido.

7.7.7.7. AURA,AURA,AURA,AURA, PENSENEPENSENEPENSENEPENSENE ouououou PSICOSFERAPSICOSFERAPSICOSFERAPSICOSFERA

a)a)a)a) DefiniçãoDefiniçãoDefiniçãoDefinição

A palavra AURA vem do latim e significa sopro de ar. Aura é o halo luminoso, multicolorido, que

envolve e interpenetra o corpo físico, refletindo, energeticamente, o mundo íntimo da consciência encar-

nada, seus pensamentos, sentimentos e experiências.

O termo PENSENE foi criado para a Conscienciologia por Waldo Vieira, pela junção das sílabas

iniciais das palavras pensamento, sentimento e energia (pen + sen + e = PENSENE), e é usado para

designar o campo energético, formado, ao redor da consciência encarnada, pelos seus pensamentos, sentimentos e energias características.

O termo PSICOSFERA foi criado por André Luiz para designar o halo energético de que se re-

vestem todos os seres vivos, onde se refletem os seus pensamentos e desejos.

são sinônimos e podem ser defini-

dos como o campo resultante de emanações de natureza eletromagnética, que envolve todo ser huma- no, encarnado ou desencarnado, refletindo, não só a sua realidade evolutiva e seu padrão psíquico, co- mo também sua situação física e emocional do momento, espelhando seus pensamentos, sentimentos, desejos, ideias, opiniões, etc.

Como vemos, portanto, AURA, PENSENE e PSICOSFERA

b)b)b)b) CaracterísticasCaracterísticasCaracterísticasCaracterísticas

Vejamos o que diz o próprio André Luiz, em seu livro Evolução em Dois Mundos, pela psicogra- fia de Francisco Cândido Xavier:

“AURA HUMANA – Considerando-se toda célula em ação por unidade viva, qual motor micros- cópico, em conexão com a usina mental, é claramente compreensível que todas as agregações celulares emitam radiações e que essas radiações se articulem, através de sinergias funcionais, a se constituírem de recursos que podemos nomear por “tecidos de força”, em torno dos corpos que as exteriorizam.

“Todos os seres vivos, por isso, dos mais rudimentares aos mais complexos, se revestem de um “halo energético” que lhes corresponde à natureza.

“No homem, contudo, semelhante projeção surge profundamente enriquecida e modificada pelos fatores do pensamento contínuo que, em se ajustando às emanações do campo celular, lhe modelam, em derredor da personalidade, o conhecido corpo vital ou duplo etéreo de algumas escolas espiritualis- tas, duplicata mais ou menos radiante da criatura”.

“Nas reentrâncias e ligações sutis dessa túnica eletromagnética de que o homem se entraja, cir- cula o pensamento, colorindo-a com as vibrações e imagens de que se constitui, aí exibindo, em primeira mão, as solicitações e os quadros que improvisa, antes de irradiá-los no rumo dos objetos e das metas que demanda”.

“Aí temos, nessa conjugação de forças físico-químicas e mentais, a aura humana, peculiar a ca- da indivíduo, interpenetrando-o, ao mesmo tempo em que parece emergir dele, à maneira de campo ovoide, não obstante a feição irregular em que se configura, valendo por espelho sensível em que todos os estados da alma se estampam com sinais característicos e em que todas as ideias se evidenciam, plasmando telas vivas, quando perduram em vigor e semelhança, como no cinematógrafo comum.

“Fotosfera psíquica, entretecida em elementos dinâmicos, atende à cromática variada, segundo a onda mental que emitimos, retratando-nos todos os pensamentos em cores e imagens que nos res- pondem aos objetivos e escolhas, enobrecedoras ou deprimentes”.

Já Barbara Ann Brennan, em seu livro Mãos de Luz, diz:

“O Campo da Energia Humana é a manifestação da energia universal intimamente envolvida na vida humana. Pode ser descrito como um corpo luminoso que cerca o corpo físico e o penetra, emite sua radiação característica própria e é habitualmente denominado “aura”. A aura é a parte do CEU (Campo de Energia Universal) associada a objetos. A aura humana, ou Campo da Energia Humana (CEH) é a parte do CEU associada ao corpo humano. Estribados em suas observações, os pesquisadores criaram modelos teóricos que dividem a aura em diversas camadas. Essas camadas, às vezes chamadas cor- pos, se interpenetram e cercam umas às outras em camadas sucessivas. Cada corpo se compõe de substâncias mais finas e de “vibrações” mais altas à medida que se afasta do corpo físico.”

Vejamos também o que diz Wagner Borges no portal do IPPB (www.ippb.org.br):

IPPBIPPBIPPBIPPB ---- InstInstitutoInstInstitutoitutoituto dededede PesquisasPesquisasPesquisasPesquisas ProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicas eeee BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas

BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas “Aura (do latim: AURA , sopro de ar): É o campo

“Aura (do latim: AURA, sopro de ar): É o campo energético que apresenta-se em torno do corpo denso. Aparece à percepção parapsíquica do clarividente como um campo luminoso mesclado por várias cores. Essas cores refletem a qualidade dos pensamentos e sentimentos manifestados pela consciência. Apresenta várias camadas vibratórias correspondentes aos diversos corpos (veículos de manifestação da consciência) por onde a consciência manifesta-se nos vários planos.

“Para facilitar, vamos dividi-la em três frequências básicas:

- a aura do corpo físico, também denominada duplo etérico. Essa aura reflete apenas as condi- ções do corpo físico no momento e suas predisposições energéticas. Contudo, é bom lembrar que o soma (do grego SOMA, que significa corpo), é afetado diretamente pelo clima psíquico dos corpos sutis.

- a aura do corpo extrafísico, também chamada de alma. É a aura do corpo espiritual e reflete as condições psíquicas e parapsíquicas da consciência. Reflete diretamente as emoções do ser humano.

- a aura do corpo mental, também chamada de aura mental ou aura dos pensamentos. É a aura que reflete diretamente o clima interno de nossos pensamentos e ideias. O corpo mental (Teoso- fia) também é denominado mentalssoma. Nessa aura é possível perceber as formas- pensamento e suas cores”.

c)c)c)c) AAAA auraauraauraaura eeee asasasas corescorescorescores

Como vimos acima, a aura apresenta cores que variam muito em tom, luminosidade, intensidade

e brilho, de acordo com o estado mental, emocional, psicológico, espiritual e físico do indivíduo. Ela fun- ciona, portanto, como um verdadeiro cartão de visitas energético, por meio do qual o clarividente experi- ente pode traçar um perfil bastante preciso do indivíduo, desde que saiba interpretar corretamente o que vê.

Em cada cor, cada movimento, cada brilho, cada textura, cada forma encontrada na aura de al- guém, está também um pouco de sua personalidade, de sua história – presente e passada -, de seus anseios e crenças, de suas qualidades, sem que, para isso, seja necessária qualquer interferência direta do espírito, já que esta emanação independe de sua vontade e acontece de forma espontânea.

d)d)d)d) LeituraLeituraLeituraLeitura eeee interpretaçãointerpretaçãointerpretaçãointerpretação dadadada auraauraauraaura

Sobre isso, vejamos o que diz Ted Andrews, em seu livro Como Ver e Interpretar a Aura:

“A energia de uma aura é refletida sob a forma de luzes e cores. A cor, sua nitidez e localização indicam muito sobre o bem-estar físico, emocional, mental e espiritual da pessoa”.

“As cores mais próximas do corpo físico costumam refletir condições e energias físicas. Também indicam as energias mais atuais, presentes e ativas em sua vida”.

“As cores mais afastadas refletem energias emocionais, mentais e espirituais que podem estar afetando essas cores físicas. Indicam também as energias com que a pessoa estará lidando dentro em breve”.

“Quanto mais claras e suaves (tons pastel) forem as cores, melhor. Cores embaçadas e espes- sas podem indicar desequilíbrios, excesso de atividade, e outros problemas na área relacionada a cada cor”.

“Cores escuras, mas brilhantes, podem indicar um elevado nível energético. Não é um fator ne- cessariamente negativo”.

“Normalmente, cada aura tem mais de uma cor. Cada cor reflete aspectos diferentes”.

“As auras mudam com frequência. As cores mais próximas do corpo (a uma distância de 30 a 50 cm) podem mudar diversas vezes em um único dia. Toda emoção forte, toda atividade física ou mental forte, pode provocar flutuações na cor e na luminosidade da aura. Nossas auras também mudam com o tempo”.

“A cor pode ser construtiva ou destrutiva. Ela pode estimular ou deprimir, repelir ou atrair. Seu caráter pode até ser masculino ou feminino. Ela pode se mostrar positiva ou negativa, e, quando vista na aura, pode oferecer uma chave para a personalidade, humor, maturidade e saúde do indivíduo. Ela refle- te aspectos físicos e espirituais”.

“É preciso muita prática para interpretar os tons de cores vistos na aura. Cada cor tem suas ca- racterísticas gerais, mas cada tom dessa cor muda a interpretação. A localização da cor, sua intensidade

e até a forma que assume no campo devem ser levados em consideração”.

IPPBIPPBIPPBIPPB ---- InstInstitutoInstInstitutoitutoituto dededede PesquisasPesquisasPesquisasPesquisas ProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicas eeee BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas

BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas As Cores do Arco-íris por Ted Andrews em seu livro Como

As Cores do Arco-íris por Ted Andrews em seu livro Como Ver e Interpretar a Aura

- Vermelho – é a cor mais forte, da força criativa ígnea e básica. É a energia que dá vida. É quen- te. Pode indicar paixão, mente e vontade fortes. É uma cor dinâmica, que pode refletir raiva, amor, ódio e mudanças inesperadas. Pode indicar um novo nascimento e transmutação. É uma cor que afeta o sistema circulatório do corpo, o sistema reprodutivo (energia sexual) e o desper- tar de habilidades e talentos latentes. Vermelho em excesso ou com aparência opaca, enlamea- da, pode refletir estímulo excessivo, inflamação ou desequilíbrio. Pode indicar nervosismo, des- tempero, agressividade, impulsividade ou excitação.

- Laranja – é a cor do calor, da criatividade e das emoções. Indica coragem, alegria e sociabilida- de. É uma cor que pode espelhar a abertura para uma nova consciência – especialmente domí- nios sutis da vida, como o plano astral. Dependendo do tom, pode indicar também desequilíbrio

e agitação emocionais. Alguns tons “sujos” do laranja podem refletir orgulho e gosto pela extra- vagância, preocupação e vaidade.

- Amarelo – é uma das primeiras cores que vemos na aura, pois é mais facilmente identificada. O amarelo pálido em torno dos cabelos pode indicar otimismo. Amarelo é a cor da atividade mental

e do brilho do sol nascente. Pode indicar novas oportunidades de aprendizado, leveza, sabedo-

ria e intelecto. Aproximação com os tons pastel costuma denotar entusiasmo por alguma ativida- de nova, especialmente na faixa do espectro que vai do amarelo pálido ao branco. Amarelo é a cor que representa o poder das ideias, o despertar de dons psíquicos e da sensitividade. Os tons “sujos” ou escuros do amarelo podem refletir excessos mentais e analíticos. Pode sugerir que a pessoa tem sido demasiadamente crítica ou dogmática, ou que tem recebido pouco reconheci- mento.

- Verde – é a cor da sensibilidade e da compaixão crescentes. Reflete crescimento, empatia e calma. Pode indicar que a pessoa é confiável e que tem mente aberta. O espectro que vai do verde mais brilhante ao azul indica talento para a cura. É a cor da abundância, da força e da amizade. Os tons opacos ou escuros do verde podem indicar incertezas, desespero. Os tons opacos também refletem ciúmes e possessividade. Podem indicar hesitação e pouca confiabili- dade.

- Azul – juntamente com o amarelo, é uma das cores mais fáceis de se enxergar na aura. É a cor da calma e da tranquilidade. Reflete devoção, verdade e seriedade. Pode indicar a capacidade para a clariaudiência e para o desenvolvimento da telepatia. Os tons mais claros do azul refletem uma imaginação ativa e boa intuição. Os tons mais escuros podem indicar solidão e, em certos níveis, refletem a busca do Divino. Os tons mais escuros indicam também honestidade e boa capacidade de julgamento. Também sugerem que a pessoa encontrou ou está prestes a encon- trar seu trabalho mais adequado.

- Violeta e púrpura – violeta é a cor da transmutação. É a cor da mescla entre coração e mente, entre físico e espiritual. Sugere independência e intuição, bem como uma atividade onírica im- portante e dinâmica. Pode indicar a pessoa que está engajada numa busca. Os tons do púrpura costumam refletir senso prático e visão global. Os tons mais pálidos e claros do violeta e do púr- pura podem refletir humildade e espiritualidade. Os tons avermelhados do púrpura podem indicar grande paixão ou força de vontade. Podem refletir ainda a necessidade de maiores esforços pessoais. Os tons sombrios e opacos podem denotar a necessidade de superar algo. Podem ainda indicar pensamentos eróticos intensos. A tendência a ser dominador, a estar carente de empatia e se sentindo incompreendido também são refletidas pelos tons opacos.

Outras Cores da Aura por Ted Andrews em seu livro Como Ver e Interpretar a Aura

- Rosa – é a cor da compaixão, do amor e da pureza. Pode indicar alegria e satisfação, além de um forte espírito de companheirismo. Visto na aura, o rosa pode indicar um indivíduo calado e modesto, bem como o amor pela arte e pela beleza. Dependendo do tom, pode refletir imaturi- dade, especialmente se o tom for opaco. Pode indicar sinceridade – ou sua falta. Pode ainda re- fletir uma ocasião em que a pessoa está diante de um novo amor ou de uma nova visão de vida.

- Dourado – é a cor que reflete uma energia espiritual dinâmica e a aquisição de nosso próprio poder. Indica energias elevadas como a devoção e a recuperação da harmonia. Sugere grande entusiasmo e inspiração, uma época de revitalização. Os tons “sujos” do dourado podem sugerir que a pessoa está passando pelo processo do despertar para a inspiração superior e que ainda não a pôs em prática na vida. Reflete um processo alquímico ainda em andamento, ou seja, a pessoa está procurando transformar o chumbo de sua vida em ouro.

IPPBIPPBIPPBIPPB ---- InstInstitutoInstInstitutoitutoituto dededede PesquisasPesquisasPesquisasPesquisas ProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicas eeee BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas

BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas - Branco – antes de observarmos as verdadeiras cores da

- Branco – antes de observarmos as verdadeiras cores da aura, o branco é a cor que vemos. Ge- ralmente, surge como uma sombra diáfana. O branco abrange todas as cores, e quando aparece intensamente na aura, está mesclado a outras cores. É assim que você descobre se o que está vendo é uma cor com significado ou se está captando mal a aura. Quando o branco representa de fato uma cor da aura, indica verdade e pureza. Sugere que a energia do indivíduo está se limpando e se purificando. Costuma indicar que sua criatividade está aumentando.

- Cinza – é a cor da iniciação. Indica que a pessoa está prestes a descobrir talentos inatos. Tons de cinza que pendem para o prateado refletem o despertar das energias femininas. São as energias e talentos da iluminação, intuição e imaginação criativa. Os tons mais escuros do cinza podem indicar desequilíbrios físicos, especialmente quando vistos perto de certas áreas do cor- po. Podem indicar também a necessidade de não deixar nenhuma tarefa. A abundância de cinza na aura mostra que a pessoa é reservada, do tipo ‘lobo solitário’.

- Marrom – é um tom comum no campo da aura. Apesar de muitas pessoas considerarem-no um reflexo da falta de energia ou de desequilíbrios, nem sempre é este o caso. Marrom é a cor da terra. Quando surge na aura, especialmente acima da cabeça ou em torno dos pés, pode indicar um novo crescimento. Reflete o estabelecimento de novas raízes e o desejo de realização. É uma cor que pode sugerir senso de organização e de ação. Por outro lado, se surge sobre o ros- to ou toca a cabeça, o marrom pode indicar a falta de discernimento e sua necessidade. Se visto na região dos chakras pode indicar que esses centros precisam de limpeza. Nesses casos, refle- te um entupimento em suas energias. Geralmente, é difícil interpretar o marrom, pois ele pode refletir problemas físicos.

- Preto – esta é uma das cores mais controvertidas do espectro da aura. Já encontrei quem dis- sesse que, se o preto aparece na aura, indica a morte ou algum desastre terrível. No entanto, pude confirmar que isso não é verdade. O preto é uma cor de proteção. É a cor que pode isolar o indivíduo de energias externas. Quando surge na aura, pode indicar que a pessoa está se pro- tegendo. Pode sugerir ainda que a pessoa tem segredos. Não há nada de errado com isso, des- de que não se leve a extremos. O preto também pode indicar que a pessoa está prestes a ter de compreender o significado dos fardos e sacrifícios que fazemos na vida. Também pode sugerir desequilíbrios. Os desequilíbrios físicos costumam surgir como áreas negras ou escuras na aura que cerca o corpo físico. A localização dá pistas sobre a parte do corpo afetada. Na periferia da aura, o preto pode indicar buracos no campo. Tenho visto este fenômeno na aura de crianças que foram vítimas de abusos e de pessoas que foram ou são consumidoras vorazes de certas substâncias (álcool, drogas, fumo, etc.)

- Lampejos prateados – outro aspecto que tenho observado deve ser mencionado. Muitas vezes encontro na aura algo como luzes suaves e reluzentes. São brilhantes e prateadas. Elas podem indicar muitas coisas. Esses lampejos, como os chamo, quase sempre sugerem grande criativi- dade e fertilidade. Quando surgem dentro do campo de uma pessoa indicam que ela deve co- meçar a perceber que está ficando mais criativa. Surgem com mais frequência em mulheres, mas não se restringem a elas. Quando os vejo perto de uma mulher cuja aura estou interpretan- do, pergunto-lhe se está grávida. As grávidas e as mulheres que deram à luz nos últimos seis a nove meses sempre apresentam essa cor na aura, embora nem todas as mulheres que têm es- tes lampejos estejam grávidas.”

Pela experiência, além do que nos diz Ted Andrews, podemos acrescentar ainda os seguintes comentários sobre a presença das cores na aura humana:

- Vermelho - quando brilhante, lembrando o rubi, é a cor da atividade, da ação e da capacidade de realização, do movimento, dos instintos equilibrados. Quando embaçada, pode representar de- sejo de vingança, fanatismo ou tendência à violência.

- Laranja – quando claro e brilhante, indica alegria, boa disposição, equilíbrio e versatilidade, mas quando escurecido ou “sujo” pode indicar desânimo, desinteresse pela vida, apatia.

- Amarelo – se claro, brilhante e luminoso, indica intelectualidade equilibrada, inteligência, bom uso dos conhecimentos, ideias claras, etc. Aparece muito em pessoas ligadas ao ensino, à pes- quisa, aos estudos e à produção científica. Quando acinzentado, escurecido ou sem brilho, indi- ca excesso de racionalidade e ausência de sentimentos, arrogância e vaidade, etc.

- Verde – quando brilhante e límpido, indica saúde, vigor, energia, esperança. É comum nos pro- fissionais de saúde, bem como em doadores de energia e ectoplasma em trabalhos espirituais. Quando impregnado de marrom ou cinza, escuro ou sem brilho, pode indicar problemas de saú- de ou emocionais, fraqueza física e moral, apego, inveja, etc.

IPPBIPPBIPPBIPPB ---- InstInstitutoInstInstitutoitutoituto dededede PesquisasPesquisasPesquisasPesquisas ProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicas eeee BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas

BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas - Azul – quando claro, brilhante, luminoso, é a cor da

- Azul – quando claro, brilhante, luminoso, é a cor da espiritualidade, da serenidade, da paz e da harmonia. Quando escuro ou acinzentado, pode indicar depressão e revolta interior.

- Rosa – é a cor do amor, especialmente quando se apresenta brilhante, claro e suave. Mesclado ao azul, indica grande capacidade de doar-se, de ajudar os outros. Aparece muito em pessoas que desempenham atividades de assistência social, voluntariado, etc. Pode aparecer também na aura de pessoas que lidam ou trabalham diretamente com crianças. Quando sem brilho, pode indicar excesso de ingenuidade ou imaturidade, tendência à dependência doentia.

- Lilás ou violeta – é a mistura do azul e do rosa. Altamente positivo, quando claro e luminoso, é a cor da elevação espiritual e dos ideais nobres, da transmutação e da transcendência. Quando escuro, tendendo para roxo, pode indicar insatisfação, inveja, ciúmes, etc.

- Vinho – variação do rosa. Quando brilhante indica profunda compaixão e interesse desapaixo- nado pelo próximo.

- Cristal – variação do prateado, indica pureza de sentimentos, pensamentos e propósitos.

- Dourado – é a cor da elevação espiritual. Ao lado do prateado, é muito associado a mentores, amparadores, guias espirituais, etc.

e)e)e)e) AuraAuraAuraAura eeee mediunidademediunidademediunidademediunidade

Sendo a aura o campo energético que o médium produz e irradia, e que o envolve, é natural que seja ela o primeiro elemento de contato entre o médium e as entidades nas comunicações mediúnicas.

É, portanto, no campo áurico do médium que as entidades comunicantes, elevadas ou não, bus-

cam informações para estabelecer a sintonia com ele, pela ressonância vibratória com a sua própria au-

ra, para depois passar à comunicação propriamente dita.

f)f)f)f)

TransformaçõesTransformaçõesTransformaçõesTransformações dadadada auraauraauraaura

A aura humana apresenta, principalmente, dois padrões de cor e luminosidade.

Um é bem instável e dinâmico e reflete as emoções e o estado físico da pessoa, podendo mudar até de hora em hora, conforme as suas condições de momento.

O outro, que chamamos de “cor de fundo”, é mais duradouro e mais estável, embora não seja

estático, e reflete as características psíquicas e espirituais da pessoa, bem como a sua personalidade.

É neste segundo nível que os clarividentes se baseiam para determinar em que tipo de trabalho

espiritual a pessoa melhor se adaptará. Assim, por exemplo, pessoas de aura verde são encaminhadas para trabalhos de cura ou desobsessão, pessoas de aura amarela são encaminhadas para o ensino ou

palestras, e pessoas de aura rosa são encaminhadas para trabalhos com crianças e idosos ou para a assistência social.

No entanto, mesmo esta “cor de fundo” de uma aura pode mudar com o passar dos anos, refle- tindo não só o próprio amadurecimento psicológico da pessoa ao longo da vida, bem como as adapta- ções energéticas por que passou ou está passando para melhor desempenhar suas funções sociais, pro- fissionais e também espirituais.

Assim, alguém que tem a aura amarela na adolescência, por ser ótimo aluno, por exemplo, pode vir a ter a aura verde algum tempo depois de entrar para a faculdade de Medicina ou Enfermagem. Isso não significa que o amarelo desapareceu ou que a pessoa deixou de ser bom aluno, mas que a sua aura sofreu uma mudança para se adaptar às novas exigências energéticas de suas atividades profissionais. Nesse caso específico, pode acontecer de termos verde e amarelo em sua “aura de fundo”, refletindo tanto a sua atividade na área da saúde como seu gosto pelo estudo.

g)g)g)g) AuraAuraAuraAura eeee efeitoefeitoefeitoefeito KirlianKirlianKirlianKirlian

Segundo o psicólogo Márcio Pontes, no seu site http://www.fluidos.hpg.ig.com.br/, a descoberta do “efeito Kirlian” se deu por acaso, no ano de 1939.

Certa noite, o casal Semyon (Semyon Davidovitch Kirlian) e Valentina Kirlian, na cidade de Krasnodar (Rússia), trabalhavam em sua casa no manuseio de chapas fotográficas, próximos a uma aparelhagem de rádio que estava aberta em reparos, quando, por descuido, uma chapa fotográfica caiu entre dois eletrodos do rádio. Ao retirar tal chapa, Kirlian, no escuro, fechou curto-circuito, com seus de- dos, entre a chapa e os eletrodos. Notou ele, nesta ocasião, que algo de diferente tinha ocorrido. Banhou as chapas e, com espanto, notou que seus dedos apareciam e não apenas isto, mas uma estranha luz que, normalmente, eles não apresentavam. Repetiu a operação, agora sem a ajuda do “acaso”, e o fe-

IPPBIPPBIPPBIPPB ---- InstInstitutoInstInstitutoitutoituto dededede PesquisasPesquisasPesquisasPesquisas ProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicas eeee BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas

BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas nômeno voltou a acontecer. Repetiu a operação com

nômeno voltou a acontecer. Repetiu a operação com Valentina e, mais tarde, com diversos conhecidos,

e o mesmo fato se verificou.

Destas observações, ou melhor, destas experiências, notou que as luminescências emitidas pe- los dedos das pessoas não eram iguais, variando de pessoa para pessoa. E não apenas isto, mas que pessoas em estado de saúde precário apresentavam uma emissão de luz em menor potencial que as pessoas saudáveis, havendo também casos de pessoas saudáveis apresentando fraca emissão de luz, que, poucos dias depois, ficaram doentes.

Estes fatos ocorreram na Rússia, no final dos anos 30, mas somente na década de 60 este pro- cesso tornou-se mundialmente conhecido, tendo, também no Brasil, os seus pesquisadores, como Her- nani Guimarães Andrade, cientista de renome internacional na área de estudos psicobiofísicos, que foi o primeiro pesquisador, fora da Rússia, a possuir uma máquina Kirlian, tendo ele mesmo elaborado todo o processo. Temos também o grande pesquisador Henrique Rodrigues que, juntamente com Hernani, rea- lizou e realiza estudos internacionalmente reconhecidos.

Já para Walter Lange Jr., em seu livro Paranormalidade e Energia Mediúnica – Uma pesquisa kirliangráfica, o russo Kirlian “trabalhava nos hospitais com equipamentos eletromagnéticos e teve a oportunidade de observar o fenômeno quando aplicava – em paciente em tratamento – os eletrodos de um aparelho de diatermia: viu pequenas centelhas fulgurantes e coloridas na pele do doente. Em seu apartamento, montou um aparelho semelhante e reproduziu o observado, conseguindo registrar, em uma chapa fotográfica, com a ajuda de sua esposa Valentina, que trabalhava como fotógrafa num jornal.”

Seja como for, muitos nomes foram dados a esta estranha “luz” emitida pelos corpos. Os russos chamaram-na “corpo bioplásmico”, diversos místicos já a qualificaram como “aura”, alguns espíritas mais afoitos, na época, chegaram a falar em “foto do perispírito”, e os mais céticos afirmavam que tudo não passava de um “efeito corona”. O fato é que, ainda hoje, o assunto é motivo de muitos estudos e discus- sões, sem que se tenha chegado a qualquer conclusão científica.

Em meio à polêmica e às dúvidas causadas pela descoberta, a foto Kirlian acabou se tornando popularmente conhecida como “foto da aura”, o que, na verdade, não é bem exato, já que o complexo to- tal da aura é muito mais amplo, colorido, dinâmico e brilhante do que o halo que aparece nessas fotos.

O que a foto Kirlian capta, na verdade, e ficou conhecido como “efeito Kirlian”, é apenas a pri-

meira “camada” da aura, a parte mais densa e mais próxima do corpo físico, que nada mais é que o du- plo etérico, onde também se refletem as movimentações mentais e emocionais do espírito encarnado.

Para esclarecer melhor, vejamos o que diz Edgard Armond em seu livro Psiquismo e Cromote-

rapia:

“O duplo etéreo”, também conhecido como corpo energético, não é parte do perispírito, mas um veículo intermediário entre o corpo físico e o perispírito, que possui chacras ou centros de força etéreos. O duplo se projeta para além do corpo físico e forma uma aura a aura etérica, uma emanação leitosa e de aspecto ovalado. Alguns autores, por considerarem o duplo mais ligado ao corpo físico, designam a aura etérica como a “aura da saúde”: um vidente, através de um exame acurado, pode avaliar o estado físico do indivíduo e localizar enfermidades.

“A aura perispiritual ou astral, ou simplesmente aura, é a projeção do perispírito para além do li-

mites físicos e se revela como uma espécie de emanação bem mais brilhante e diáfana que a aura etéri- ca. Através dela, um médium estabelece o retrato psíquico-espiritual do indivíduo, uma vez que os pen-

samentos e emoções se refletem na aura, antes de alcançar o corpo físico”.

Há ainda alguns pesquisadores no Brasil, Alemanha e Rússia, que afirmam que o efeito Kirlian não é nem mesmo a foto do duplo. Para eles, seria apenas a foto do efeito luminoso causado pela ioni- zação dos gases expelidos pelo corpo humano.

Seja como for, a foto Kirlian tem sido de grande valia em estudos feitos em trabalhos mediúnicos

e de passe, como instrumento de medição dos efeitos da aplicação energética e do transe no físico do

médium, da absorção do passe nos assistidos, bem como para identificar o indivíduo que tem capacida- des paranormais e/ou mediúnicas.

Além dessa aplicação, a foto Kirlian hoje já vem sendo usada também em Medicina e Psicologia, como um recurso a mais para detectar e diagnosticar doenças e distúrbios, avaliar o efeito de medica- mentos e terapias em pacientes, bem como para acompanhar o progresso deles frente aos tratamentos aplicados.

8.8.8.8. ECTOPLASMAECTOPLASMAECTOPLASMAECTOPLASMA

IPPBIPPBIPPBIPPB ---- InstInstitutoInstInstitutoitutoituto dededede PesquisasPesquisasPesquisasPesquisas ProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicas eeee BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas

BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas a)a)a)a) DefiniçãoDefiniçãoDefiniçãoDefinição

a)a)a)a) DefiniçãoDefiniçãoDefiniçãoDefinição

Segundo Hernani Guimarães Andrade, em seu livro Espírito, Perispírito e Alma, “a palavra “ecto- plasma” resulta da combinação de dois vocábulos gregos: EKTÓS = fora, exterior; e PLASMA = dar for- ma. Em Biologia, significa a parte periférica do citoplasma. Em Metapsíquica e em Parapsicologia, o ter- mo “ectoplasma” foi, pela primeira vez, sugerido por Charles Richet, referindo-se aos fenômenos de efei- ”

tos físicos provocados pela médium Eusapia Paladino,

“Outros pesquisadores deram denominações diferentes a esta substância. Schrenk-Notzing chamou-a de “teleplasma”. Outros chamam-na de “psicoplasma”, “éter vitalizado” (F. Melton), “fluido pe- rispirítico” (Allan Kardec), “substância da vitalidade” (Robert Crookall), etc.”

André Luiz, em Missionários da Luz, transcrevendo as palavras do instrutor Alexandre, chama-o “força nervosa”. E Ricardo Di Bernardi ainda destaca outras denominações: atmoplasma, hylê, ideo- plasma, paquiplasma, primeira matéria.

Trata-se de substância produzida por todos os seres encarnados, que, em condições especiais, pode ser exteriorizada por pessoas também especiais, chamadas médiuns de ectoplasmia, médiuns de materialização ou médiuns de efeitos físicos, especialmente pela boca, nariz e ouvidos, apresentando-se nas mais variadas densidades e texturas, podendo tornar-se visível e tangível, servindo, inclusive, de material para os espíritos desencarnados modelarem as mais diferentes formas nos fenômenos conheci- dos como materializações.

b)b)b)b) CaracterísticasCaracterísticasCaracterísticasCaracterísticas

Fazendo um resumo das informações trazidas por Hernani G. Andrade, no livro já citado, em que trata do ectoplasma apenas como elemento dos fenômenos de materialização, podemos dizer que tem as seguintes características:

-

todas as pessoas são capazes de produzi-lo de maneira discreta e restrita, mas há aqueles que

o

produzem de forma mais abundante.

-

assume aspectos muito variados, desde a forma mais sutil e invisível, até o estado sólido e or- ganizado em estruturas complexas, passando por outros estados como gasoso, plasmático, flo- culoso, amorfo, leitoso, filamentoso, líquido, etc.

-

quando não estruturalmente organizado, é sensível à luz comum.

-

na maioria dos casos, é liberado pelos principais orifícios do corpo, como boca, nariz e ouvidos, bem como pelos poros.

-

alguns cientistas, no fim do séc. XIX e início do séc. XX, descrevem-no como matéria esbranqui- çada, que surge, inicialmente, em estado gasoso ou nebuloso, parecendo difusa, como fumaça.

-

de acordo com análises realizadas na mesma época, trata-se de substância albuminoide com elementos de gordura e células humanas, especialmente glóbulos brancos e células da pele, e características de material proteico, sugerindo ser derivado do corpo humano físico.

-

sua cor pode ser acinzentada, branca, amarelada, malhada ou negra, e sua consistência pode ser, às vezes, semilíquida, podendo apresentar-se também poroso e lustroso.

-

sensação ao toque também varia de acordo com o seu estado, podendo ser de teia de aranha, untuosa, viscosa, úmida, fria, etc.

a

-

pode atuar sobre objetos materiais, provocando movimentos, mudanças de forma e marcas.

-

é

capaz de apresentar-se com dois ou mais aspectos diferentes ao mesmo tempo.

-

extremamente dócil ao comando mental do médium, dos espíritos e de pessoas estranhas jun- to ao médium

é

-

com a mesma facilidade com que é exteriorizado, reverte o processo de exteriorização e volta ao organismo do médium, sendo reabsorvido.

Matthieu Tubino, em seu livro Um Fluido Vital Chamado Ectoplasma, ainda nos diz que “todos os estudos feitos, desde o século XIX, sobre as materializações de espíritos e os chamados ‘efeitos físicos’, demonstraram que esses fenômenos ocorrem somente na presença de pessoas que podem fornecer ec- toplasma. Isso leva à óbvia conclusão de que os espíritos não ‘produzem’ ectoplasma. Eles apenas po- dem manipulá-lo. Desse modo, pode-se deduzir que o ectoplasma é um atributo do corpo físico, portanto da matéria, uma vez que o corpo humano é material, embora seja controlado pelo espírito nele encarna- do”.

IPPBIPPBIPPBIPPB ---- InstInstitutoInstInstitutoitutoituto dededede PesquisasPesquisasPesquisasPesquisas ProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicas eeee BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas

BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas Mais adiante, o autor acrescenta algumas informações

Mais adiante, o autor acrescenta algumas informações interessantes, frutos de seus estudos so- bre o ectoplasma no Grupo Espírita Casa do Caminho (GECC), em Campinas, nas décadas de 70 e 80. Vejamos o que ele diz:

“Nas minhas observações, verifiquei algumas propriedades do ectoplasma. Ele está sujeito à ação da gravidade terrestre e interage fisicamente com a matéria do corpo humano, causando diversos efeitos, por exemplo, inchaço do abdome, como se fosse um gás”.

“É muito difícil afirmar, com certeza, onde se forma o ectoplasma humano. Contudo, a observa- ção indica uma ‘grande movimentação fluídica’ no abdome, na altura do umbigo”.

“Outro lugar onde é comum se perceber que há quantidade relativamente grande de ectoplasma é no tórax”.

E, em nota de rodapé, acrescenta:

“Em conversa com o sr. Nedyr Mendes da Rocha, este disse que, segundo informação que re- cebeu de espírito desencarnado, no tempo em que participava de trabalhos de materialização, o ecto- plasma se formaria, principalmente, na região do corpo próxima à base da coluna dorsal. Nesta região localiza-se o centro de força (chakra) básico, conhecido também pelos nomes de kundalíneo e funda- mental.”

Podemos ainda acrescentar alguns pontos destacados por Ricardo Di Bernardi em sua coluna no portal A Jornada:

- expelido, apresenta-se ligado ao médium emissor ou ao indivíduo projetado fora do corpo físico como um canal de alimentação. Há impulsos vitais bidirecionais, dando a aparência de um cor- dão umbilical .

- ao se evidenciar, demonstra uma interação constante entre os dois corpos ou veículos da cons- ciência, o corpo biológico mais denso e o corpo astral ou extrafísico menos denso.

- ao contrário do corpo astral, que se projeta a longas distâncias, o ectoplasma tem raio de ação mais ou menos definido, a partir e em torno do corpo humano do médium.

- tem elasticidade relativa a algumas dezenas de metros.

- abaixa a temperatura do ambiente humano de contato imediato.

- ao contrário do cordão de prata, que não atende sempre ao comando mental do espírito, o ecto- plasma apresenta-se extremamente domesticável.

- pode retornar ao emissor com partículas estranhas que aderem à sua estrutura, podendo causar reações no médium.

- em geral, apresenta-se como um combinação de elementos do corpo etérico do médium (fluido vital), elementos do corpo humano, elementos provindos de vegetais, provavelmente direciona- dos por mentes extrafísicas, e até fragmentos moleculares de tecidos da roupa do médium.

c)c)c)c) Ectoplasma,Ectoplasma,Ectoplasma,Ectoplasma, mediunidademediunidademediunidademediunidade eeee assistênciaassistênciaassistênciaassistência

Embora até, aproximadamente, a metade do século passado, o ectoplasma tenha sido usado quase que exclusivamente nas materializações, é muito raro, hoje em dia, encontrar médiuns desse tipo, por motivos que, segundo alguns, vão desde a inutilidade de fenômenos tão ostensivos nos dias de hoje, até a complexidade das providências necessárias para a sua concretização com segurança para o mé- dium e a entidade manifestante.

Seja como for, o ectoplasma hoje é usado quase que exclusivamente em sua forma invisível e mais sutil, em trabalhos que visam o bem estar físico e espiritual das pessoas, sendo, por isso mesmo, elemento de grande importância para médiuns de todos os tipos.

Atualmente, o ectoplasma é muito usado em trabalhos de assistência a desencarnados necessi- tados e desequilibrados, por mentores e amparadores que retiram o fluido do corpo dos médiuns e o modificam de acordo com as necessidades, transformando-o em bandagens, pomadas, cremes, medi- camentos orais, antissépticos, alimentos, bebidas, roupas, objetos, imagens e até membros e órgãos in- teiros, na tentativa de acalmar o espírito, sanando suas necessidades mais imediatas, para depois poder orientá-lo e esclarecê-lo sobre sua situação e as opções de que dispõe a partir dali.

É usado também em trabalhos de cura de encarnados, onde, também manipulado por mento- res, amparadores e médiuns, é transformado em curativo fluídico ou medicamento energético, na tentati- va de obter um efeito mais profundo, alcançando a matriz energética das células doentes, provocando a sua mudança vibratória e, consequentemente, a cura física da mesma.

IPPBIPPBIPPBIPPB ---- InstInstitutoInstInstitutoitutoituto dededede PesquisasPesquisasPesquisasPesquisas ProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicas eeee BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas

BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas Sendo fluido originado no corpo físico e dada sua

Sendo fluido originado no corpo físico e dada sua sensibilidade às ondas mentais, é natural que a qualidade do ectoplasma do médium esteja sujeita ao seu estado energético como um todo, incluindo

aí suas condições físicas, mentais, emocionais e espirituais.

9.9.9.9. AFINIDADEAFINIDADEAFINIDADEAFINIDADE ENERGÉTICAENERGÉTICAENERGÉTICAENERGÉTICA (ou(ou(ou(ou VIBRATÓRIA)VIBRATÓRIA)VIBRATÓRIA)VIBRATÓRIA)

a)a)a)a) EnergiasEnergiasEnergiasEnergias afinsafinsafinsafins

Chamamos de energias afins aquelas energias que, derivadas de diferentes fontes, vibram em frequências semelhantes, podendo entrar, assim, em ressonância.

Ressonância é o fenômeno pelo qual vibrações com frequências muito próximas se encontram

e, movimentando-se juntas, passam a intensificar a vibração uma da outra.

Tudo em nós é energia, portanto tudo em nós é vibração. Nosso corpo vibra, nosso pensamento emite vibrações e nossos sentimentos também geram diferentes frequências vibratórias.

Sempre que os pensamentos e sentimentos de uma pessoa encontram pensamentos e senti- mentos em uma frequência próxima, passam a vibrar juntos, passam a emitir o mesmo tipo de energia, intensificando a vibração um do outro, ou seja, fortalecendo os pensamentos e sentimentos um do outro

e, consequentemente, as energias também.

Isso pode acontecer tanto com energias negativas ou mais densas, quanto com energias positi- vas e mais sutis, já que a questão é apenas de sintonia vibratória e não de tipo de energia.

Assim, se energias negativas e densas de duas pessoas se encontram, a tendência NATURAL é que entrem em ressonância entre si e passem a se alimentar mutuamente, aumentando a negatividade.

Do mesmo modo, se energias positivas e sutis de duas pessoas se encontram, a tendência NA- TURAL é que entrem em ressonância entre si e passem a se fortalecer mutuamente, aumentando a po- sitividade.

Segundo amparadores/mentores, quanto mais alta a frequência vibratória de uma pessoa, me- lhores as suas qualidades energéticas, ou seja, quanto mais acelerada for a sua vibração, mais elevada

a será e melhor será a natureza de suas energias.

É importante não confundirmos afinidade energética com simpatia. Duas pessoas podem ter grande afinidade energética, mesmo não simpatizando uma com a outra, já que, alimentando pensamen- tos e sentimentos semelhantes de rejeição, antipatia e animosidade uma pela outra, apresentam fre- quências vibratórias muito similares e, portanto, muito afins, permitindo grande sintonia uma com a outra, mesmo que não se gostem ou nem mesmo se suportem.

b)b)b)b) EnergiasEnergiasEnergiasEnergias antagônicasantagônicasantagônicasantagônicas

De modo inverso, energias antagônicas são aquelas que não entram em ressonância, não se harmonizam, ou seja, não têm qualquer semelhança em seu padrão vibratório, em sua frequência, che- gando mesmo a se repelir ou anular mutuamente.

Quando energias antagônicas se encontram, a tendência NATURAL é que a energia com padrão vibratório mais intenso prevaleça sobre a energia de padrão vibratório mais fraco, impondo seu ritmo e acelerando a frequência da outra energia. Assim, a tendência é que energias positivas e sutis prevale- çam sobre energias negativas e mais densas, modificando seu padrão vibratório para algo mais intenso

e, portanto, mais positivo.

No entanto, isso nem sempre é assim tão matemático, pois, além de depender da frequência, is- so depende também do cuidado e do esforço despendido pela pessoa na manutenção de seu padrão vi- bratório. Ou seja, para que uma frequência elevada e mais sutil prevaleça, de fato, sobre uma baixa e mais densa não basta ser mais elevada, é preciso, também, ser mais concentrada, mais estável, mais constante e mais homogênea, persistindo, sem intermitências, em sua vibração.

Essa informação é especialmente importante em grupos mediúnicos onde se trabalha com enti- dades desequilibradas e perturbadas. O padrão vibratório de entidades nessa situação é baixo, é lento, mas pode ser mais constante e homogêneo, sendo mais difícil de ser modificado ou repelido.

É aí que entra a capacidade do médium de elevar seu padrão vibratório, ou seja, de fazer com que suas energias se movimentem mais depressa, com firmeza, constância e força, de modo que a vi- bração das entidades possa ser modificada ou anulada pela sua, garantindo segurança espiritual para si mesmo e para o grupo, como um todo.

Já no trabalho com entidades de luz, o médium deve ser capaz de elevar o seu padrão vibrató- rio, acelerando suas próprias energias, de modo a facilitar o contato e a comunicação, pela aproximação da sua frequência à das entidades comunicantes.

IPPBIPPBIPPBIPPB ---- InstInstitutoInstInstitutoitutoituto dededede PesquisasPesquisasPesquisasPesquisas ProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicas eeee BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas

BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas c)c)c)c) AfinidadeAfinidadeAfinidadeAfinidade

c)c)c)c) AfinidadeAfinidadeAfinidadeAfinidade energéticaenergéticaenergéticaenergética eeee mediunidademediunidademediunidademediunidade

Todo fenômeno mediúnico é, essencialmente, um fenômeno energético e, portanto, vibratório. Toda comunicação, todo transe mediúnico, depende, portanto, principalmente, da afinidade energética entre médium e comunicante. Quanto mais próximos forem os padrões vibratórios dos dois, quanto mais próxima a frequência em que vibram seus pensamentos e sentimentos, quanto maior for, enfim, a sua sintonia, melhor será a comunicação e maior será a precisão e a clareza com que a informação será transmitida, seja ela escrita ou falada.

Cabe ao médium manter-se atento às energias envolvidas no trabalho em que atua, para que possa modular a sua própria frequência no sentido de facilitar o mais possível as comunicações.

Muitas vezes, isso implica em que o médium reduza seu padrão vibratório, para alcançar a fre- quência de uma entidade em desequilíbrio que precisa ser atendida ou ajudada.

Quando o médium conhece e domina suas próprias energias, mantendo sempre pensamentos e sentimentos elevados, é mais fácil reduzir seu padrão para esses atendimentos, retornando ao seu pa- drão normal logo após o afastamento da entidade.

Se, no entanto, o médium for emocionalmente instável, não dominando pensamentos e senti- mentos, e não conhecendo suas energias e seu funcionamento, ele pode até entrar facilmente na faixa vibratória da entidade, mas terá grande dificuldade de sair, por estar energeticamente vulnerável, dada sua própria instabilidade emocional, espiritual e energética.

Outras vezes, ele pode ter que elevar sua frequência para permitir a comunicação de uma enti- dade mais elevada, para quem seria muito complicado chegar ao nosso padrão vibratório. Nesse caso, ele acelera sua vibração para a comunicação e a reduz imediatamente após o término da mesma, vol- tando à sua condição normal.

Vale dizer que não são só as vibrações pesadas e mais densas que causam desconforto nos médiuns. Isso também acontece com as vibrações muito elevadas, pelo fato de estarem muito acima do padrão normal dos encarnados e exigirem muito do seu corpo físico. Muitas vezes, assim como nas ma- nifestações de espíritos desequilibrados, são necessários vários minutos para que o médium se recupere e volte ao seu padrão normal após a manifestação de uma entidade mais elevada.

d)d)d)d) MudandoMudandoMudandoMudando oooo padrãopadrãopadrãopadrão energéticoenergéticoenergéticoenergético

Para direcionar pensamentos e sentimentos, basta a ação da vontade. Do mesmo modo, para se modificar o padrão vibratório das próprias energias, basta que se coloque toda a vontade nesse propósi- to, usando, também, outros recursos auxiliares que facilitam a concentração, tais como a visualização, o movimento das mãos, a respiração, a captação de energias ambientes com as mãos, a movimentação de energias pelos chacras, a música, as cores, etc.

Todos somos capazes de alterar o padrão vibratório das energias à nossa volta, inclusive a de outras pessoas, bastando que trabalhemos para isso com pensamentos e sentimentos apoiados em von- tade forte.

10.10.10.10. SENSIBILIDADESENSIBILIDADESENSIBILIDADESENSIBILIDADE ENERGÉTICAENERGÉTICAENERGÉTICAENERGÉTICA

a)a)a)a) DefiniçãoDefiniçãoDefiniçãoDefinição

Sensibilidade energética é a capacidade natural que toda pessoa tem, em maior ou menor grau, de perceber e identificar energias à sua volta.

É diferente de mediunidade e não depende dela, pois não requer a presença ou a ação de ou- tras consciências para que aconteça.

Pode manifestar-se por meio de vários sintomas ou sinais físicos, e é especialmente útil aos mé- diuns para detectar e identificar entidades e/ou energias nos ambientes que frequenta e nos trabalhos em que atua.

b)b)b)b) SensibilidadeSensibilidadeSensibilidadeSensibilidade energéticaenergéticaenergéticaenergética eeee afinidadeafinidadeafinidadeafinidade energéticaenergéticaenergéticaenergética

Sensibilidade e afinidade energética também são diferentes e independentes entre si.

Uma pessoa pode ser sensível a um determinado padrão energético e não ter afinidade com ele, por vibrar em outra frequência. Ou seja, ela pode perceber e até identificar uma determinada vibração, sem que, para isso, tenha que entrar em sintonia com a mesma, vibrando na mesma frequência.

IPPBIPPBIPPBIPPB ---- InstInstitutoInstInstitutoitutoituto dededede PesquisasPesquisasPesquisasPesquisas ProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicas eeee BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas

BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas Da mesma forma, uma pessoa pode ter afinidade com um

Da mesma forma, uma pessoa pode ter afinidade com um determinado tipo de energia e não ter sensibilidade para ela, não sendo capaz de notá-la antes de interagir com a mesma, estabelecendo sin- tonia.

Sensibilidade e afinidade energética são importantes no trabalho mediúnico, por servirem como ferramentas de percepção e identificação de entidades e energias, e como facilitadoras do transe mediú- nico.

c)c)c)c) AAAA sensibilidadesensibilidadesensibilidadesensibilidade energéticaenergéticaenergéticaenergética nosnosnosnos médiunsmédiunsmédiunsmédiuns

Em geral, médiuns têm uma sensibilidade energética mais desenvolvida, embora, muitas vezes, não sejam capazes de controlar ou interpretar o que sentem ou percebem. No entanto, por se tratar de capacidade natural, pode ser trabalhada, refinada e treinada por meio de observação, estudo e exercício.

O médium, em geral, reage facilmente às modificações energéticas à sua volta, especialmente

as mais densas, por estarem mais próximas das suas próprias, como encarnado que é. Sua predisposi-

ção à comunicação com o mundo espiritual o deixa mais exposto às vibrações externas, de modo que pode percebê-las involuntariamente, muitas vezes sem saber o que fazer com essas percepções e até se assustando com elas, por não saber o que significam realmente.

A observação do tipo de reação, do contexto em que acontece, do estado íntimo em que se en-

contrava, do local em que ocorreu, das pessoas presentes, do assunto em pauta, dos fatos envolvidos, das sensações, etc., no momento em que o médium percebe algo diferente nas energias, pode ajudá-lo a, com o tempo, mapear suas próprias sensibilidades e características energéticas, facilitando muito o seu trabalho mediúnico, bem como ajudando na prevenção e manutenção do seu padrão vibratório.

Esse mapeamento fará também com que o médium se sinta mais seguro em situações reconhe- cidamente mais pesadas ou negativas, energeticamente falando, permitindo que se defenda ou isole da- quilo que o incomoda, dando-lhe também mais segurança durante o trabalho mediúnico, já que terá con- dições de identificar o tipo de energias/entidades com que está lidando, antes de entrar em contato dire- tamente com elas.

d)d)d)d) AAAA sensibilidadesensibilidadesensibilidadesensibilidade energéticaenergéticaenergéticaenergética comocomocomocomo alavancaalavancaalavancaalavanca paraparaparapara oooo fenfenfenfenômenoômenoômenoômeno mediúnicomediúnicomediúnicomediúnico

A sensibilidade energética bem treinada e desenvolvida pode também ser uma excelente ala-

vanca para o fenômeno mediúnico, permitindo que o médium, ao perceber o tipo de energia da entidade a se comunicar, possa modular suas próprias energias, facilitando o contato e a comunicação pela sinto- nia que pode alcançar com o padrão vibratório do comunicante.

11.11.11.11. TRABALHANDOTRABALHANDOTRABALHANDOTRABALHANDO asasasas PRÓPRIASPRÓPRIASPRÓPRIASPRÓPRIAS ENERGIASENERGIASENERGIASENERGIAS

a)a)a)a) BenefíciosBenefíciosBenefíciosBenefícios

Tudo é energia e todos temos o nosso “quinhão” energético próprio, pelo qual somos responsá- veis e com o qual convivemos 24 h por dia. Nada mais lógico, portanto, que nós mesmos, maiores e pri- meiros interessados, cuidemos para que esse “quinhão” seja o mais saudável e positivo possível para nós, pelos meios que estiverem ao nosso alcance, como as práticas energéticas, por exemplo.

Além disso, ao trabalharmos nossas próprias energias, fazemos também um trabalho de autoco- nhecimento, na medida em que passamos a identificar que tipo de energia temos, que tipo criamos, de que tipo precisamos, que tipo devemos evitar, o que precisamos fazer para alcançar determinado padrão energético, o que interfere nesse padrão, para melhor e para pior, etc.

b)b)b)b) TiposTiposTiposTipos dededede práticaspráticaspráticaspráticas

Há centenas, talvez milhares, de diferentes práticas energéticas descobertas, aprendidas ou de- senvolvidas pela humanidade no decorrer de sua história. Nenhuma delas é melhor ou pior que outra, por si mesma. Todas são boas e válidas, para qualquer um, desde que permitam chegar ao objetivo de- sejado, desde que tragam bem estar, tranquilidade e segurança para a pessoa que as adota.

Por isso, ao se escolher uma determinada prática, é preciso observar os efeitos que causa, os benefícios que traz, as consequências que acarreta, etc., a fim de se persistir nela ou mudar de prática, se for o caso.

Seja como for, a maioria das práticas existentes parece basear-se, principalmente, em quatro princípios básicos, que são:

- captação – as energias da natureza e do universo estão sempre à nossa disposição, em qual- quer lugar e a qualquer hora. Se precisamos de uma “carga” extra ou de uma “carga” diferencia-

IPPBIPPBIPPBIPPB ---- InstInstitutoInstInstitutoitutoituto dededede PesquisasPesquisasPesquisasPesquisas ProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicas eeee BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas

BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas da, basta que nos coloquemos mental e emocionalmente em

da, basta que nos coloquemos mental e emocionalmente em posição de captar estas energias, para que elas sejam absorvidas pelos nossos chacras na quantidade e na modulação necessá- rias. Uma forma simples de fazer isso é usar as mãos como antenas ou como receptores, colo- cando-as abertas para cima por algum tempo, enquanto visualizamos a entrada da energia por nossos dedos e palmas, e a distribuição da mesma pelos nossos corpos e aura, expandindo-se num balão colorido que pulsa, de dentro para fora, e se movimenta continuamente, como se ti- vesse vida própria.

- circulação – energia é movimento, portanto precisa fluir, movimentar-se, estar em constante cir- culação. No entanto, embora não seja possível pará-la completamente, às vezes conseguimos bloquear parcialmente sua passagem, prejudicando o seu fluxo e, com isso, causando diversos prejuízos físicos e espirituais a nós mesmos. Se percebemos o acúmulo de energia em uma de- terminada região, órgão ou chacra, podemos dispersá-la e colocá-la para circular novamente, reativando seu fluxo natural por meio do pensamento e da vontade. Para isso, basta imaginar- mos que nossas energias estão sendo aceleradas, impulsionadas à nossa volta, horizontal ou verticalmente, em círculos ou em espiral, para que elas voltem a fluir normalmente pelos nossos corpos e pela nossa aura. Podemos também usar as mãos, em movimentos mais longos, como

se estivéssemos, nós mesmos, impulsionando os fluidos.

- projeção – todos temos o nosso “quinhão” de energia, mas uns têm uma tendência natural a captar e/ou acumular, espontaneamente, mais que outros. Essas pessoas costumam ter energia em excesso armazenada em seus corpos, o que acaba causando uma série de problemas físi- cos e espirituais, além de ser muito desconfortável. Energia não foi feita para ficar parada num lugar e onde há energias demais, elas não circulam adequadamente e não podem ser recicla- das, renovadas, trocadas com o meio e com as outras pessoas. A sensação é de estar sempre enfastiado, estufado ou sem apetite. Se energia é facilmente acionada pelo pensamento e a von- tade, além de captá-la e movimentá-la, podemos também projetá-la para fora de nós, para alvos específicos ou não, com modulações elevadas e sutis que possam levar benefícios às pessoas que as absorverem. Nesse caso, além de nos beneficiarmos pela eliminação do excesso, ainda prestamos um serviço a outras pessoas, pela emanação de boas energias e bons pensamentos.

- aplicação – uma forma segura e natural de estar com as energias em dia é usá-las em trabalhos de aplicação em benefício de outras pessoas. Há vários tipos que vão desde o passe mais co- mum, até o reiki ou a cura prânica. Se não conseguimos trabalhar adequadamente nossas ener- gias sozinhos ou se ainda não temos a disciplina necessária para fazer esse trabalho regular- mente, podemos nos juntar a qualquer grupo sério e equilibrado de práticas energéticas para, com ele, fazermos o trabalho de aplicação, reequilibrando-nos e, ao mesmo tempo, ajudando ou- tras pessoas.

c)c)c)c) PráticasPráticasPráticasPráticas energéticasenergéticasenergéticasenergéticas eeee mediunidademediunidademediunidademediunidade

A prática energética regular costuma ser um modo muito eficaz e seguro para que médiuns e

pessoas mais sensíveis, espiritualmente falando, se equilibrem e controlem sua própria mediunidade,

harmonizando seus chacras e fortalecendo seu campo energético, pois propicia, como falamos, autoco- nhecimento energético e mediúnico.

O médium acostumado a lidar com as próprias energias terá mais facilidade de entrar e sair de

faixas vibratórias mais pesadas, realizando o trabalho necessário e retornando ao seu equilíbrio rapida-

mente, e também de modificar as energias à sua volta, sem precisar desgastar-se ou prejudicar seu pró- prio padrão.

Além disso, o conhecimento das energias, das formas de se transformá-las e modulá-las, ajuda muito o médium e o trabalhador espiritual, em geral, a atuar na limpeza, defesa, segurança e manuten- ção energética do grupo mediúnico ou assistencial de que faz parte, colaborando para o bem de estar de outros médiuns que estejam em transe ou mesmo na higienização do ambiente em que ocorre o traba- lho.

d)d)d)d) PráticasPráticasPráticasPráticas energéticasenergéticasenergéticasenergéticas comocomocomocomo facilitadorasfacilitadorasfacilitadorasfacilitadoras dodododo fenômenofenômenofenômenofenômeno mediúnicomediúnicomediúnicomediúnico

Como o fenômeno mediúnico, seja de que tipo for, depende essencialmente da afinidade ener- gética entre o médium e o comunicante, quanto mais o médium souber manipular e modular as próprias energias, mais fácil será para ele sintonizar-se às diferentes faixas vibratórias em que os espíritos se apresentam, criando ou aumentando, ele mesmo, a afinidade com o comunicante.

Nesse aspecto, a prática energética regular pode ajudar o médium a experimentar modulações diferentes, maneiras diferentes de se chegar e sair dessas modulações, os efeitos que cada uma causa

IPPBIPPBIPPBIPPB ---- InstInstitutoInstInstitutoitutoituto dededede PesquisasPesquisasPesquisasPesquisas ProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicas eeee BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas

BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas nele mesmo e no ambiente, permitindo que participe

nele mesmo e no ambiente, permitindo que participe ativamente do fenômeno mediúnico, sintonizando- se às diversas energias presentes no ambiente em que trabalha e modificando-as, quando necessário.

e)e)e)e) PráticasPráticasPráticasPráticas energéticasenergéticasenergéticasenergéticas eeee espiritualidadeespiritualidadeespiritualidadeespiritualidade

Práticas energéticas não devem ser usadas apenas por médiuns e trabalhadores espirituais que atuam regularmente, pois são excelentes para qualquer pessoa interessada em sua própria saúde espiri- tual e energética e, consequentemente, em sua própria espiritualidade.

Estudos espirituais são importantes, mas devem ser acompanhados de hábitos, atitudes, pen- samentos e sentimentos condizentes, para garantir que não se transformem apenas em informação. Nesse aspecto, as práticas energéticas podem ser um excelente recurso para intensificar as vibrações de nossas próprias energias, facilitando o contato com outras mais sutis que, com certeza, nos serão en- viadas pelos amigos espirituais também interessados em nosso crescimento e evolução.

Quando atuamos consciente e ativamente na própria melhora interior, estudando, trabalhando e agindo de forma mais cosmoética, naturalmente entramos em sintonia com seres mais elevados que, percebendo nosso interesse e esforço para crescer, colaboram conosco, atraindo-nos para estudos e práticas fora do corpo ou mesmo enviando-nos mensagens, sugestões e orientações aqui no físico mesmo.

f)f)f)f)

TécnicasTécnicasTécnicasTécnicas complementarescomplementarescomplementarescomplementares eeee mediunidademediunidademediunidademediunidade

Todas as terapias e técnicas alternativas ou complementares baseiam-se na movimentação das bioenergias, usando elementos da natureza, técnicas de massagens, exercícios físicos e mentalizações.

Por serem todas técnicas de trabalho energético, podem ser extremamente benéficas para mé- diuns e pessoas com maior sensibilidade energética ou mediúnica, como meio de alcançar equilíbrio, bem estar e boa disposição.

Assim, a acupuntura, a auriculopuntura, o shiatsu e a reflexologia estão no grupo da manipula- ções físicas aplicadas por terceiros, com fins energéticos.

Depois temos o tai chi chuan, o yôga (e todas as suas variáveis) e as artes marciais em geral, inclusive a capoeira, que, muito mais que lutas, são todas técnicas de manipulação e concentração de energia, a partir de exercícios físicos.

Depois temos também a aromaterapia, a musicoterapia, a cristaloterapia, a hidroterapia, a cro- moterapia, a fitoterapia, a homeopatia, os florais e outros, técnicas que usam as energias mais sutis da natureza como formas de terapia e reequilíbrio.

E temos também o reiki, o chi kung, a cura prânica, a cura cósmica, os passes e outros, como técnicas de captação e projeção de energia feitas por terceiros.

Todas são válidas e positivas, e a escolha é sempre uma questão muito pessoal, baseando-se em afinidade, simpatia, etc.

Seja como for, o mais importante é identificar um profissional sério, que use a técnica com co- nhecimento, responsabilidade e equilíbrio. Nenhuma destas técnicas pode ser realmente dominada em cursos de fim de semana ou com leituras e palestras superficiais, já que envolvem também o adestra- mento da sensibilidade para detecção.

12.12.12.12. SINTOMASSINTOMASSINTOMASSINTOMAS BIOENERGÉTICOSBIOENERGÉTICOSBIOENERGÉTICOSBIOENERGÉTICOS

a)a)a)a) DefiniçãoDefiniçãoDefiniçãoDefinição eeee classificaçãoclassificaçãoclassificaçãoclassificação

A expressão “sintomas bioenergéticos” foi criada por Wagner Borges para designar as reações físicas decorrentes da movimentação de energias no campo energético humano. Podem ser mais ou menos intensos, dependendo do nível de sensibilidade energética de cada um.

Como se tratam de reações muito comuns e percebidas por muitas pessoas, devem ser obser- vados com muita atenção e considerados de fundo energético e/ou espiritual somente quando todas as possíveis causas físicas e/ou psicológicas já tiverem sido descartadas, inclusive por meio de exames médicos.

Wagner Borges descreveu 50 sintomas bioenergéticos já observados por ele em sua experiência espiritual de muitos anos. Dentre estes, destacamos os mais comuns:

- arrepios – são neutros e acontecem quando há interação energética com entidade desencarna- da mais densa. Podem ser causados também por pequenas descargas energéticas no duplo etérico.

IPPBIPPBIPPBIPPB ---- InstInstitutoInstInstitutoitutoituto dededede PesquisasPesquisasPesquisasPesquisas ProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicas eeee BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas

BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas - sensação de inchaço (localizada ou generalizada) –

- sensação de inchaço (localizada ou generalizada) – também conhecida como ballonement, é bastante positiva e acontece quando há expansão da aura, indicando presença de muita ener- gia.

- bocejos – são positivos e indicam movimentação energética no chacra gástrico ou umbilical, pa- ra doação de energias, especialmente ectoplasma, para assistências extrafísicas. Também po- dem ser provocados pela ativação espontânea dos chacras cardíaco e laríngeo.

- calor nas orelhas – é negativo e, confirmando a sabedoria popular, indica captação de energias negativas projetadas por encarnado ou desencarnado, as quais repercutem nas orelhas.

- calor e/ou frio nas extremidades – são positivos e indicam movimentação de energias para doa- ção. Podem também indicar mediunidade e podem acontecer de um ou dos dois lados do corpo.

- choro – é negativo e indica sintonia com desencarnado psicologicamente deprimido.

- coceira – é negativo e indica sintonia com desencarnado em desequilíbrio, geralmente suicida. Pode também indicar acúmulo excessivo de energias.

- enjoo – pode ser positivo, indicando movimentação energética na região do gástrico, para doa- ção de ectoplasma; ou negativo, indicando sintonia com entidade com problemas nesta região.

- formigamento – é positivo e indica movimentação natural de energias.

- lacrimejamento – é positivo e indica reação intensa do chacra frontal às energias do ambiente. Pode acontecer em um ou em ambos os olhos e pode ser antecedido de ardência.

- tremores e/ou movimentos involuntários – são positivos e indicam movimentação energética no duplo etérico ou nos chacras.

- pressão na nuca – pode ser positiva, quando de dentro para fora, indicando aumento de ativida- de e pulsação do chacra existente nessa região; ou negativa, quando de fora para dentro, indi- cando atuação obsessiva consciente de desencarnado, sendo acompanhada de mal-estar e de- pressão.

- pressão na testa e/ou no alto da cabeça – pode ser positiva, quando acontece de dentro para fo- ra, indicando atividade dos chacras da cabeça; ou quando acontece de fora para dentro, indi- cando manipulação de amparadores/mentores, ativando os chacras dessa região; mas pode também ser negativa, quando de fora para dentro, indicando atuação obsessiva, com fixação de energias mais densas nessa região, causando tontura e mal-estar.

- pulsação e/ou alteração de temperatura na testa – são positivas, indicando ativação do chacra frontal.

- ruídos nos ouvidos e/ou dentro da cabeça – são positivos e indicam aceleração energética do duplo etérico, especialmente na região da glândula pineal, em geral precedendo a projeção da consciência ou o transe mediúnico.

- sonolência e/ou torpor – podem ser positivos, indicando diminuição do metabolismo para desin- toxicação energética ou doação de energias e ectoplasma; ou negativos, quando acompanhados de mal-estar, suores ou enjoo, indicando vampirismo.

- tontura – pode ser positiva, indicando soltura e/ou descoincidência do duplo etérico, especial- mente em médiuns; ou negativa, indicando bloqueio nos chacras coronário e/ou da nuca, ou ati- vidade parapsíquica desequilibrada.

b)b)b)b) SintomasSintomasSintomasSintomas bioenergéticosbioenergéticosbioenergéticosbioenergéticos eeee mediunidademediunidademediunidademediunidade

Sendo reações naturais, espontâneas e involuntárias dos nossos corpos às energias à nossa volta, sejam elas do ambiente, de encarnados ou de desencarnados, os sintomas bioenergéticos podem ajudar muito os médiuns não só a conhecer melhor a sua própria sensibilidade energética, como também a perceber e identificar desencarnados, dentro ou fora de trabalhos mediúnicos.

Muitos amparadores/mentores também os usam como ferramentas para o desenvolvimento e o treinamento da mediunidade, provocando-os deliberadamente nos médiuns ainda inexperientes na ma- nipulação e identificação de energias.

Embora nem todos os sintomas bioenergéticos sejam sintomas de mediunidade, alguns podem ser bons indicadores, enquanto outros podem ser precursores, desaparecendo mais tarde, quando o médium já está mais equilibrado e seguro.

IPPBIPPBIPPBIPPB ---- InstInstitutoInstInstitutoitutoituto dededede PesquisasPesquisasPesquisasPesquisas ProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicas eeee BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas

BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas c)c)c)c) SintomasSintomasSintomasSintomas

c)c)c)c) SintomasSintomasSintomasSintomas bioenergéticosbioenergéticosbioenergéticosbioenergéticos comocomocomocomo disposdispositivosdisposdispositivositivositivos dededede alerta,alerta,alertaalerta,, segurançasegurançasegurançasegurança eeee defesadefesadefesadefesa

Funcionando como verdadeiros alarmes, os sintomas bioenergéticos podem também ser usados como dispositivos de alerta e segurança que disparam ao menor sinal de modificação energética à nossa volta, permitindo que ativemos processos de defesa e limpeza, preventivamente, quando em contato com energias negativas, ou que aceleremos nossas próprias vibrações, quando em contato com energi- as mais sutis, permitindo melhor sintonia e interação com as mesmas.

Para isso, é necessário que, mais que identificá-los, nós também aprendamos a interpretá-los, a fim de poder reagir corretamente.

13.13.13.13. HOLOPENSENEHOLOPENSENEHOLOPENSENEHOLOPENSENE eeee EGRÉGORAEGRÉGORAEGRÉGORAEGRÉGORA

a)a)a)a) DefiniçãoDefiniçãoDefiniçãoDefinição eeee característicascaracterísticascaracterísticascaracterísticas

O

prefixo HOLO vem do grego HÓLOS, HÓLE, HÓLON, e significa inteiro, completo, o todo.

O

termo PENSEN’, como vimos, foi criado por Waldo Vieira para a Conscienciologia, para desig-

nar a aura ou o campo energético ao redor da consciência, formado por seus pensamentos, sentimentos

e energias características.

Pela junção dos dois vocábulos, temos o termo HOLOPENSENE para designar a aura do todo, a aura do conjunto, ou seja, o campo energético resultante da interação e integração do campo energético de cada uma das várias consciências que fazem parte de um determinado grupo.

Assim, podemos falar no holopensene de uma turma de estudantes, de um time de futebol, de uma quadrilha de traficantes, de um hospital, de um edifício, de um prostíbulo, etc., designando o campo energético formado pelo conjunto de campos energéticos individuais que fazem parte de cada um des- ses grupos ou locais.

A palavra EGRÉGORA vem do grego EGRÉGOROI, EGREGOREN, e significa velar, cuidar, vi-

giar. É usada pelos espiritualistas, em geral, como sinônimo de holopensene

Embora sejam sinônimos, alguns autores preferem chamar de egrégora apenas os holopense- nes iluminados, virtuosos, elevados, voltados para o bem, formados com objetivos nobres. Dentro desta definição, toda egrégora seria um holopensene, mas nem todo holopensene seria uma egrégora.

Seja como for, sinônimos ou não, holopensene e egrégora funcionam da mesma forma, acumu- lando energia de várias frequências mentais, direcionadas para o mesmo objetivo, formando um comple- xo energético único e exclusivo. Assim, quanto mais poderoso for um indivíduo do grupo, mais força es- tará emprestando ao holopensene ou egrégora de que faz parte, compartilhando e somando a sua ener- gia à dos demais, e, ao mesmo tempo, reabastecendo-se e sustentando-se nela.

Aqui usaremos os dois termos com significados diferentes, como preferem alguns autores, inclu- sive Wagner Borges.

b)b)b)b) SintoniaSintoniaSintoniaSintonia espiritualespiritualespiritualespiritual comcomcomcom encarnadosencarnadosencarnadosencarnados

Toda interação entre duas ou mais consciências produz um holopensene que corresponde à média energética das emanações dessas consciências.

Toda vez que nos identificamos, simpatizamos ou relacionamos com alguém, criamos, com ele, um holopensene, um complexo energético que resulta da interação de nossas energias com as suas. Es- te campo é realimentado sempre que retomamos o contato ou nos reunimos novamente. E, quanto mais frequentemente fazemos isso, mais intenso é o nosso holopensene, mais poderoso é o campo energéti- co que nos une e caracteriza essa relação.

Isso acontece de forma automática e espontânea, o tempo todo, todos os dias, em todas as nos- sas atividades. Assim, se ESTAMOS bem dispostos e felizes, por exemplo, a tendência natural é de que entremos em ressonância (ou sintonia) com pessoas que também estejam se sentindo bem dispostas e felizes naquele momento, intensificando este estado mutuamente.

E se, mais do que ESTAR, nós SOMOS bem dispostos e felizes, manifestando este estado de

espírito a maior parte do nosso tempo e realimentando-o continuamente com pensamentos e sentimen- tos elevados, a tendência natural é que, mais que sintonia, nós criemos um holopensene com o mesmo teor ao nosso redor, composto pelas nossas energias e pelas energias de todas as pessoas que convi- vem conosco e apresentam o mesmo estado de espírito, mais ou menos permanente, de bem estar e

disposição.

Acontece que o inverso também é verdadeiro e se estamos ou somos negativos, pessimistas e depressivos, a tendência é que encontremos sintonia com pessoas com o mesmo perfil, com as quais

IPPBIPPBIPPBIPPB ---- InstInstitutoInstInstitutoitutoituto dededede PesquisasPesquisasPesquisasPesquisas ProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicas eeee BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas

BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas podemos criar um holopensene com as mesmas características,

podemos criar um holopensene com as mesmas características, caso insistamos em manter a mesma atitude mental.

O importante a destacar é que o que propicia a formação do holopensene é a regularidade e a

força com que nos apresentamos num determinado estado de espírito, pela sua manutenção e realimen- tação constante com as nossas energias, pensamentos e sentimentos, mas a sintonia pode se estabele-

cer de um momento para outro, bastando que nós nos coloquemos em ressonância com as frequências vibratórias que estão à nossa volta.

Daí, novamente, a importância do “orai e vigiai” de Jesus. Mantendo sentimentos e pensamentos elevados, 24 h por dia, criamos um ambiente propício para a sintonia com pessoas com o mesmo tipo de energia, ao passo que, permitindo que ideias e emoções negativas ocupem a nossa mente, mesmo que apenas por alguns minutos, criamos um atmosfera propícia à sintonia com mentes do mesmo tipo, que reforçarão o estado em que nos sentimos.

Todos nós, em nossas atividades diárias, fazemos parte de vários grupos e, portanto, de vários holopensenes, tais como:

-

família

-

trabalho

-

escola

-

associações e instituições

-

clubes e agremiações

-

igrejas, templos, centros, terreiros, etc.

-

torcidas

-

bairros, cidades, estados, países, etc.

Em cada uma dessas situações, o que permite a formação do holopensene é justamente a afini- dade energética que temos com as outras pessoas, a sintonia que há entre os nossos pensamentos e sentimentos. Quanto maior a sintonia, mais forte será o holopensene e, portanto, mais forte será a liga- ção com elas e a intensidade e profundidade com que nos influenciamos mutuamente.

Sempre que entramos em locais onde já há um grupo estabelecido, entramos em contato tam- bém com o seu holopensene ou a sua egrégora. Se as nossas energias encontram ressonância, ou seja, entram em sintonia, nós nos sentimos bem e nos sentiremos atraídos a voltar sempre àquele local e à companhia daquelas pessoas.

Se, do contrário, nossas vibrações não encontram ressonância com o grupo ou o local, nós nos sentimos deslocados, incomodados, desconfortáveis e, com o tempo, iremos abandoná-lo.

Para o médium isso é ainda mais importante, porque ele, na verdade, não é só médium de de- sencarnados, mas também médium de encarnados, na medida em que pode captar, assimilar e interagir com a energia, os pensamentos e os sentimentos dos encarnados que estão à sua volta, seja em casa, na rua, no trabalho, na escola ou em qualquer outro lugar que frequente.

c)c)c)c) SintoniaSintoniaSintoniaSintonia espiritualespiritualespiritualespiritual comcomcomcom desencarnadosdesencarnadosdesencarnadosdesencarnados

Mas nenhum espaço físico ou grupo de pessoas é formado apenas por encarnados. Sabemos que os desencarnados estão por toda parte, interagindo conosco 24 h por dia, nas mais simples ativida- des do dia a dia.

Assim, ao tomarmos contato com o holopensene de um lugar ou grupo, fazemos contato tam- bém com a sua atmosfera espiritual, interagindo com as energias emanadas pelos desencarnados que têm alguma ligação com aquele local ou com aquelas pessoas.

Desse modo, além do holopensene dos encarnados, entramos também em contato com o holo- pensene dos desencarnados, o conjunto de energias que as consciências desencarnadas, ligadas àque- le grupo ou local, emanam com pensamentos e sentimentos próprios.

E isso não acontece somente na sessão mediúnica, pois, como dissemos, os desencarnados es-

tão por toda parte. Isso acontece, inclusive, em todas as situações descritas acima e com a mesma natu-

ralidade. Por isso o médium deve estar sempre alerta, sempre atento às energias que emana e encontra no seu dia a dia, para poder detectar preventivamente aquelas que podem desequilibrá-lo, protegendo- se delas ou transformando-as.

A sessão mediúnica é apenas a manifestação concreta dessas interações, que, na verdade,

acontecem 24 h por dia na nossa vida. Na sessão mediúnica o médium coloca-se fisicamente à disposi- ção dessas consciências, mas o contato espiritual com elas é contínuo e bem anterior, e precisa ser ad- ministrado de forma controlada para não causar desequilíbrios de nenhum tipo ao médium.

IPPBIPPBIPPBIPPB ---- InstInstitutoInstInstitutoitutoituto dededede PesquisasPesquisasPesquisasPesquisas ProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicas eeee BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas

BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas d)d)d)d) SintoniaSintoniaSintoniaSintonia

d)d)d)d) SintoniaSintoniaSintoniaSintonia espiritualespiritualespiritualespiritual nononono grupogrupogrupogrupo mediúnicomediúnicomediúnicomediúnico

O grupo mediúnico é o local em que o médium pode, com segurança e tranquilidade, dar vazão

às suas percepções, permitindo, então, que as entidades desencarnadas possam envolvê-lo, interpene- trando a sua aura, no intuito de dar comunicações, seja para serem ajudados ou para virem ajudar.

Mas segurança e tranquilidade não surgem automaticamente, nem do dia para a noite. Elas são construídas, pouco a pouco, na medida em que o grupo se integra, se conhece e aprende a trabalhar em equipe, com confiança, respeito e colaboração mútuos.

Sem esse perfil, o grupo não tem força, não tem coesão e, por isso mesmo, os médiuns sentem- se inseguros e receosos, interferindo negativamente nas comunicações ou mesmo evitando-as, com medo do que lhes pode acontecer.

Por essa razão, a sintonia num grupo mediúnico precisa ser muito profunda e estável, de modo que os trabalhadores confiem uns nos outros e nos amparadores/mentores, e que os mento- res/amparadores também confiem na equipe encarnada de que dispõem, contando com o seu esforço e a sua responsabilidade na busca do equilíbrio pessoal.

É importante destacar que a sintonia espiritual entre os participantes de um grupo mediúnico não

acontece só na hora da reunião ou só no dia do trabalho. Ela é intensa e contínua, todos os dias, em to- dos os momentos. E é importante que o médium saiba disso, porque tudo o que faz, sente e pensa, re- percute, direta ou indiretamente, nos seus colegas de grupo, refletindo nos trabalhos e no bem estar de

todos. Todas as energias que o médium agrega à sua aura, ao seu duplo, vão com ele para o trabalho mediúnico e podem desestabilizar ou ajudar bastante o grupo.

O compromisso de um médium com o seu grupo de trabalho, portanto, não está restrito ao dia

de reunião ou aos momentos em que está trabalhando. Ele se estende à sua vida diária, às suas ativida-

des cotidianas, aos seus pensamentos e sentimentos de todas as horas, às suas atitudes, uma vez que se encontra energeticamente ligado a todos os outros e aos amparadores, o tempo todo.

e)e)e)e) OsOsOsOs gruposgruposgruposgrupos mediúnicosmediúnicosmediúnicosmediúnicos eeee suasuasuasua egrégoraegrégoraegrégoraegrégora

O grupo mediúnico que trabalha com responsabilidade e boa sintonia, com certeza tem a sua

própria egrégora, ou seja, o conjunto de energias que o identifica e caracteriza o seu trabalho e o seu ob-

jetivo, e, ao mesmo tempo, mantém, sustenta, protege e fortalece os seus trabalhadores.

Essa egrégora não se forma da noite para o dia e não se mantém sem que seja constantemente alimentada pelos seus integrantes, encarnados e desencarnados. Desse modo, toda vez que o grupo se reúne, doa energias para a sua manutenção, além de trabalhar na sua limpeza e harmonização.

Todos os médiuns são responsáveis pela egrégora do grupo e todos têm o compromisso de pro- curar sempre o equilíbrio físico, emocional, espiritual e energético, dentro e fora do trabalho mediúnico, a fim de sempre poderem contribuir positivamente para a mesma.

Se a egrégora de um grupo é forte, coesa, equilibrada e harmônica, este grupo dificilmente será desestabilizado por energias ou entidades negativas, e quando há um elemento em desarmonia, novo ou não, a própria egrégora se encarrega de fazer a “seleção energética natural”, provocando seu afasta- mento espontâneo, pelo mal estar e insatisfação que causa no elemento desarmônico.

Se, ao contrário, a egrégora não existe e o grupo se caracteriza por uma atmosfera energética instável e desarmônica, o grupo todo fica sujeito ao assédio de entidades desequilibradas, podendo sur- gir desavenças, intrigas, disputas, desentendimentos, doenças, etc.

f)f)f)f)

SintoniaSintoniaSintoniaSintonia espiritualespiritualespiritualespiritual nononono diadiadiadia aaaa diadiadiadia

Sintonia é lei universal, é algo a que estamos sujeitos o tempo todo, dormindo ou acordados, trabalhando ou descansando, dentro ou fora do grupo mediúnico. É algo que, naturalmente, buscamos, o tempo todo, é atração entre os semelhantes, e no universo tudo é regido por ela.

Na natureza, a sintonia se dá por instinto, é automática, e não tem qualquer interferência de emoções, sentimentos ou pensamentos. No ser humano, no entanto, ela é diferenciada, por ser determi- nada pelas vibrações que ele próprio cria ao seu redor, por meio dos seus próprios pensamentos e sen- timentos.

Sempre que age, fala, pensa, deseja, tem ideias, toma decisões, tem impulsos, etc., o ser hu- mano está, automaticamente, estabelecendo a sua própria frequência vibratória e, ao mesmo tempo, emitindo suas energias, nessa frequência, para fora de si. E depois de externada, a vibração já não é só sua, mas de todo o universo, para que encontre eco em vibrações semelhantes, pela lei da sintonia.

IPPBIPPBIPPBIPPB ---- InstInstitutoInstInstitutoitutoituto dededede PesquisasPesquisasPesquisasPesquisas ProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicas eeee BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas

BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas O ser humano pode, portanto, escolher o que pensar, sentir,

O ser humano pode, portanto, escolher o que pensar, sentir, dizer e desejar, mas uma vez esco-

lhido, já não poderá escolher como vibrar ou as energias que irá emanar, pois isso já terá sido determi-

nado pelos seus próprios pensamentos e sentimentos, e estará totalmente fora do seu controle.

O segredo está, então, em saber pensar e sentir, em ter o controle sobre os próprios pensamen-

tos e sentimentos, produzindo, assim, a vibração que se quer externar e, consequentemente, aquela

com que se quer sintonizar.

É por esta razão que mudança de sintonia não se faz de fora para dentro, pois é impossível mu-

dar externamente um padrão vibratório, uma vez que a origem da vibração é interna. A mudança tem que ser íntima, dentro de nós, na origem dos nossos pensamentos e sentimentos. E isso não pode ser feito por terceiros, não importa quem sejam, pois pensamentos e sentimentos somos nós mesmos que escolhemos.

Se plantamos sementes de limoeiro, não podemos colher tomates. Se escolhemos pensamentos e sentimentos negativos, não podemos esperar ter uma vibração positiva. E se não temos vibração posi- tiva, pela lei da sintonia, não podemos esperar sintonia com outras vibrações positivas.

Se a nossa sintonia não anda boa, se estamos nos sentindo cercados de energias densas, se o ambiente à nossa volta anda carregado, em vez de procurar, fora de nós, o que está causando todo esse desconforto, devemos buscar no próprio íntimo, bem lá no fundo, o que, em nós, está ATRAINDO essas coisas, o que, dentro de nós, está vibrando na mesma frequência dessas energias que insistem em nos “perseguir”.

Passes e práticas energéticas são muito bons, mas mudam apenas e temporariamente o nosso exterior. Se o que vem de dentro de nós não for mudado, não haverá prática energética suficientemente boa que consiga nos ajudar e manter o nosso padrão vibratório elevado.

E se sintonia é algo a que estamos sujeitos o tempo todo, é importante que aprendamos a bus-

car melhores pensamentos e sentimentos continuamente, evitando julgar, criticar, condenar, reclamar, agredir, ofender e ofender-se, em qualquer situação, para evitarmos a sintonia com energias mais den- sas, geradas por pensamentos e sentimentos desequilibrados que estão por aí, em todos os lugares.

Se estamos harmonizados e serenos por dentro, isso se reflete, automaticamente, por fora e cria, ao nosso redor, um campo energético que nos isola das energias mais densas, mesmo quando es- tamos completamente cercados por elas.

A energia não é boa, nem ruim. Como tudo o que Deus criou, é neutra e só se polariza pela ação

dos nossos pensamentos e sentimentos, refletindo apenas aquilo que somos por dentro.

14.14.14.14. FORMASFORMAS-FORMASFORMAS--PENSAMENTO-PENSAMENTOPENSAMENTOPENSAMENTO

a)a)a)a) DefiniçãoDefiniçãoDefiniçãoDefinição eeee característicascaracterísticascaracterísticascaracterísticas

Formas-pensamento são criações mentais modeladas em matéria fluídica. Podem ser criadas por encarnados e desencarnados, com características positivas ou negativas.

Como o próprio nome diz, são resultado da ação da mente sobre os fluidos mais sutis, criando formas correspondentes ao pensamento externado.

Os fluidos que nos rodeiam são altamente plásticos e sensíveis à ação das ondas mentais. Quando pensamos, as vibrações que emitimos atuam sobre esses fluidos, condensando ou dispersando energias, dando-lhes formas que correspondem à natureza e à essência do que pensamos.

Vejamos o que dizem Annie Besant e Charles Leadbeater em seu livro Formas de Pensamento:

“Todo pensamento dá origem a uma série de vibrações que, no mesmo momento, atuam na ma- téria do corpo mental. Uma esplêndida gama de cores o acompanha, comparável às reverberações do

sol nas borbulhas formadas por uma queda de água, porém com uma intensidade mil vezes maior. Sob este impulso, o corpo mental projeta, para o exterior, uma porção vibrante de si mesmo, que toma uma

Nesta operação mental se produz uma

espécie de atração da matéria elemental do mundo mental, cuja natureza é particularmente sutil.

“Essa matéria se amolda, muito facilmente, à influência do pensamento humano. Todo impulso que brote do corpo mental ou do corpo astral cria, imediatamente, uma espécie de veículo temporário, que se reveste dessa matéria vitalizada. Assim, um pensamento ou impulso se converte, durante deter- minado tempo, numa entidade vivente, ”

forma determinada pela própria natureza dessas

“Desta maneira, temos uma forma de pensamento pura e simples, uma entidade vivente, de uma atividade intensa, criada pela ideia que lhe deu nascimento. Se esta forma é constituída pela matéria mais sutil, será tão poderosa quanto enérgica, e poderá, sob a direção de uma vontade tranquila e firme, desempenhar um papel de alta transcendência.”

IPPBIPPBIPPBIPPB ---- InstInstitutoInstInstitutoitutoituto dededede PesquisasPesquisasPesquisasPesquisas ProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicas eeee BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas

BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas Se o pensamento é passageiro, muitas vezes nem chega a

Se o pensamento é passageiro, muitas vezes nem chega a criar nada, ou, se cria, esta forma não se mantém, pois não é realimentada. Se, no entanto, o pensamento é persistente, revivido continu- amente por imagens mentais, a forma criada se estabelece, ficando cada vez mais forte.

Quanto mais forte ela fica, mais energia necessita para se manter. E quanto mais energia ne- cessita, mais busca a sintonia com mentes e formas-pensamento de mesmo teor para se fortalecer, in- tensificando o pensamento que a criou e até provocando pensamentos similares em outras mentes.

É o que dizem Besant e Leadbeater ao afirmar que “as vibrações radiadas, como as vibrações

Estas vibrações,

tanto como as demais, tendem a reproduzir-se sempre que a ocasião seja favorável, e quando atuam em outro corpo mental, têm uma tendência imediata a sintonizá-lo com o seu próprio diapasão vibratório. Is- to significa que, no homem cujo corpo mental seja afetado por estas ondas, vibrações tendem a produzir em sua mente pensamentos do mesmo caráter que os já formados anteriormente pela mente do pensa- dor emissor da onda primitiva.”

Se se trata de uma forma-pensamento sadia, positiva, elevada, ela se alimentará dos pensamen- tos e sentimentos positivos do seu criador, ao mesmo tempo em que o abastecerá de bons fluidos agre- gados, por sintonia, de outras mentes e formas-pensamento de mesmo teor.

Se, no entanto, se trata de uma forma-pensamento negativa, densa, doentia, ela também se ali- mentará dos pensamentos do seu criador, mas levando-o a intensificar, cada vez mais, a mesma ideia e projetando sobre ele todos os fluidos com que tenha sintonia, até que o emissor não consiga mais se desvencilhar de sua própria criação. Sua mente passa, então, a ser preenchida apenas por aquela ideia, num círculo vicioso.

E mais. De acordo com Besant e Leadbeater, “se o pensamento ou os sentimentos de um ho- mem são projetados sobre uma pessoa determinada, a forma de pensamento irá diretamente a ela e lhe afetará os veículos astral e mental. Se o pensamento é egoísta, se o ser que o engendra não pensa se- não em si mesmo (como sucede a maior parte das vezes), a forma vagará constantemente próxima ao seu criador, sempre pronta a atuar sobre ele próprio, tantas vezes quantas o encontre em estado passi- vo”.

É assim que muitas obsessões começam com formas-pensamento criadas e mantidas pela pró-

pria pessoa, já que muitos obsessores se aproveitam dessas criações, manipulando-as para assustar, atormentar e drenar as energias dos seus alvos.

É importante observar também que formas-pensamento podem ser “incorporadas” por médiuns

como se fossem espíritos. A diferença é que, como não são consciências e não têm mente, ou seja, não

são individualidades, não são capazes de se comunicar de forma lógica, conversando, mas podem ser acopladas aos médiuns, à sua aura e ao seu perispírito, para drenagem das energias e consequente de- sintegração da forma, desligando-a de outras consciências encarnadas ou desencarnadas.

Estas são as manifestações que acontecem nos grupos de desobsessão em que não há diálogo, mas se nota um enfraquecimento gradativo do fenômeno, como se a “entidade” estivessem, literalmente, derretendo, desmanchando-se, para logo deixar o corpo do médium.

Besant e Leadbeater dizem também que “se o pensamento não se dirige especificamente para alguém, se não se fixa no ser a quem é enviado, flutua simplesmente na atmosfera, radiando sem cessar vibrações análogas às que têm sido postas em movimento pelo seu criador. Se o pensamento não se põe em contato com outros corpos mentais, esta vibração diminui gradualmente em energia e termina com a dissolução da forma de pensamento. Se, ao contrário, esta vibração consegue despertar, num corpo mental próximo, uma vibração simpática, as duas vibrações se atraem e a forma de pensamento é, geralmente, absorvida por este novo corpo mental.”

Muitas egrégoras também se criam ao redor de formas-pensamento iniciais que vão sendo man- tidas e fortalecidas por outras pessoas, até que se tornem tão grandes e tão fortes que passam a existir como entidade independente, com que podemos entrar em contato pela simples lembrança da ideia que ela inspira ou representa.

Assim, por meio das formas-pensamento que criamos, podemos construir ou destruir, ajudar ou prejudicar, elevar ou rebaixar. Para o médium isso é sumamente importante, pelo que ele mesmo pode criar em termos de formas mentais à sua volta, bem como pelo cuidado que deve ter com as formas mentais de entidades desencarnadas com as quais entrará em contato.

Para finalizar, acrescentamos o que Besant ainda ressalta, dizendo que “cada homem se move num espaço, encerrado como que numa caixa fabricada por ele mesmo, rodeado de cardumes de for- mas de pensamento habituais. Nestas condições, ele só vê o mundo através deste tabique, e, natural- mente, matiza todas as coisas com a sua própria cor dominante, e toda a gama de vibrações que o afe-

de toda a natureza, debilitam-se à medida que se afastam do centro que as

IPPBIPPBIPPBIPPB ---- InstInstitutoInstInstitutoitutoituto dededede PesquisasPesquisasPesquisasPesquisas ProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicas eeee BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas

BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas tam é mais ou menos modificada pela sua própria tinta

tam é mais ou menos modificada pela sua própria tinta pessoal. Assim é que o homem não vê nada com exatidão até haver aprendido a dominar, por completo, os sentimentos e os pensamentos.”

b)b)b)b) ClassificaçãoClassificaçãoClassificaçãoClassificação

Usando ainda os critérios de Besant e Leadbeater, no livro já citado, poderíamos classificar as formas-pensamento em três grandes grupos:

-

a

formas que reproduzem a imagem do seu criador – são réplicas da imagem que o criador tem

de si mesmo, projetadas para lugares distantes.

 

-

as formas que reproduzem a imagem de um objeto material – são réplicas de objetos, lugares e até pessoas em que o criador está pensando. Assim, uma escultura, por exemplo, antes de se tornar realidade no plano físico, é criada no plano fluídico, pela mente do escultor.

-

as formas com traços próprios, expressando suas próprias qualidades na matéria que atraem – estas são formas que só se veem no plano astral, pois assumem as características das energias que a compõem. São visíveis apenas aos clarividentes e exigem bastante estudo para se inter- pretar, corretamente, a sua essência e natureza, dentro do simbolismo em que se apresentam.

Dentro de cada grupo, poderíamos, ainda, classificá-las pela cor, pelo brilho, pelo movimento, pela direção, pelo tamanho, pela precisão de traços, pela nitidez, etc.

c)c)c)c) FormasFormas-FormasFormas--pensamento-pensamentopensamentopensamento eeee mediunidademediunidademediunidademediunidade

Ao pensar criamos, imediatamente, uma forma correspondente ao nosso pensamento. Donde se pode concluir que, um desencarnado um pouco mais treinado pode saber o que estamos pensando e sentindo apenas observando as formas que estão à nossa volta ou brotam de nós.

E se isso é fato no dia a dia, imaginemos o que não acontece durante uma sessão mediúnica,

quando estamos acompanhados de espíritos que nos observam atentamente, seja para nos ajudar, seja

para nos analisar, observar, acusar ou cobrar algo.

Esse mecanismo de criação mental é extremamente útil ao médium, pois, por meio dele, ele po- de criar formas-pensamento que atendam as necessidades ou exigências do trabalho em curso, harmo- nizando, acalmando ou elevando o padrão do ambiente e das consciências à sua volta.

Assim, se está se manifestando uma entidade cheia de ódio e desejo de vingança, por exemplo, os médiuns que estão em volta, e mesmo o médium que está dando a comunicação, caso seja conscien- te, podem criar formas-pensamento de amor, de perdão, de serenidade, de paz, etc., procurando abran- dar o estado agressivo da entidade, ao mesmo tempo em que o envolvem em amor e simpatia.

Do mesmo modo, em atendimentos públicos, podemos nos valer deste recurso para criar uma atmosfera de fé e esperança, levando, às pessoas que aguardam, algum conforto e serenidade.

Podemos ainda expressar, por meio de formas-pensamento, alegria, gratidão, carinho, e todos os sentimentos de que o ser humano é capaz, mantendo elevado o padrão vibratório do ambiente, seja em que condição for, ou simplesmente externando o bem estar que trazemos por dentro.

O inverso também é verdadeiro. O clarividente poderá interpretar as intenções e as necessida-

des de uma entidade ou de um encarnado, vendo suas formas-pensamento, ou mesmo apenas visuali-

zando-as em sua tela mental.

15.15.15.15. LARVASLARVASLARVASLARVAS ASTRAISASTRAISASTRAISASTRAIS

a)a)a)a) DefiniçãoDefiniçãoDefiniçãoDefinição eeee característcaracterísticascaracterístcaracterísticasicasicas

Também chamadas vibriões astrais, larvas mentais, larvas espirituais, larvas fluídicas, larvas energéticas, vermes astrais, vibriões mentais, bacilos psíquicos, larvas psíquicas, etc., LARVAS AS- TRAIS são formas-pensamento semelhantes a micróbios físicos, criadas pela viciação mental e/ou emo- cional da consciência, em atitudes, pensamentos e sentimentos desequilibrados.

Vejamos algumas descrições de André Luiz no capítulo 3 de seu livro Missionários da Luz, ao examinar, mais de perto, alguns candidatos ao desenvolvimento mediúnico:

“Fiquei estupefato. As glândulas geradoras emitiam fraquíssima luminosidade, que parecia aba- fada por aluviões de corpúsculos negros, a se caracterizarem por espantosa mobilidade. Começavam a movimentação sob a bexiga urinária e vibravam ao longo de todo o cordão espermático, formando colô- nias compactas, nas vesículas seminais, na próstata, nas massas mucosas uretrais, invadiam os canais seminíferos e lutavam com as células sexuais, aniquilando-as. As mais vigorosas daquelas feras micros-

IPPBIPPBIPPBIPPB ---- InstInstitutoInstInstitutoitutoituto dededede PesquisasPesquisasPesquisasPesquisas ProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicas eeee BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas

BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas cópicas situavam-se no epidídimo, onde absorviam,

cópicas situavam-se no epidídimo, onde absorviam, famélicas, os embriões delicados da vida orgânica.

Estava assombrado

Seriam expressões mal conhecidas da sífilis?”

Ao que o instrutor Alexandre responde:

“— Não, André. Não temos sob os olhos o espiroqueta de Schaudinn, nem qualquer nova forma suscetível de análise material por bacteriologistas humanos. São bacilos psíquicos da tortura sexual, produzidos pela sede febril de prazeres inferiores. O dicionário médico do mundo não os conhece e, na ausência de terminologia adequada aos seus conhecimentos, chamemos-lhes larvas, simplesmente. Têm sido cultivados por este companheiro, não só pela incontinência no domínio das emoções próprias, através de experiências sexuais variadas, senão também pelo contato com entidades grosseiras, que se afinam com as predileções dele, entidades que o visitam com frequência, à maneira de imperceptíveis vampiros

Observando outro candidato habituado a ingerir álcool em excesso, André Luiz nos dá a seguin-

te descrição:

“Espantava-me o fígado enorme. Pequeninas figuras horripilantes postavam-se, vorazes, ao lon- go da veia porta, lutando desesperadamente com os elementos sanguíneos mais novos. Toda a estrutu-

ra do órgão se mantinha alterada”.

Ainda no mesmo capítulo, ele examina também uma mulher com distúrbios alimentares e diz:

“Em grande zona do ventre superlotado de alimentação, viam-se muitos parasites conhecidos, mas, além deles, divisava outros corpúsculos semelhantes a lesmas veracíssimas, que se agrupavam em grandes colônias, desde os músculos e as fibras do estômago até a válvula ileocecal. Semelhantes parasites atacavam os sucos nutritivos, com assombroso potencial de destruição.”

b)b)b)b) CausasCausasCausasCausas eeee conseqconsequconseqconsequuênciasuênciasênciasências

Para entender como surgem as larvas astrais, vamos continuar com o que diz o instrutor Ale- xandre a André Luiz, no capítulo 4 do livro Missionários da Luz:

“Você não ignora que, no círculo das enfermidades terrestres, cada espécie de micróbio tem o

Acredita você que semelhantes formações microscópicas se circunscrevem à

seu ambiente preferido

carne transitória? Não sabe que o macrocosmo está repleto de surpresas em suas formas variadas? No campo infinitesimal, as revelações obedecem à mesma ordem surpreendente. André, meu amigo, as do-

enças psíquicas são muito mais deploráveis. A patogênese da alma está dividida em quadros dolorosos.

A cólera, a intemperança, os desvarios do sexo, as viciações de vários matizes, formam criações inferio-

res que afetam profundamente a vida íntima. Quase sempre o corpo doente assinala a mente enfermiça.

A organização fisiológica, segundo conhecemos no campo das cogitações terrestres, não vai além do

vaso de barro, dentro do molde preexistente do corpo espiritual. Atingido o molde em sua estrutura pelos

golpes das vibrações inferiores, o vaso refletirá imediatamente”.

Ainda no mesmo capítulo, Alexandre continua:

Não tenha dúvida. Nas moléstias da alma,

como nas enfermidades do corpo físico, antes da afecção existe o ambiente. As ações produzem efeitos,

os sentimentos geram criações, os pensamentos dão origem a formas e consequências de infinitas ex- pressões. E, em virtude de cada Espírito representar um universo por si, cada um de nós é responsável

pela emissão das forças que lançamos em circulação nas correntes da vida. A cólera, a desesperação, o ódio e o vício oferecem campo a perigosos germens psíquicos na esfera da alma. E, qual acontece no terreno das enfermidades do corpo, o contágio aqui é fato consumado, desde que a imprevidência ou a

necessidade de luta estabeleçam ambiente propício, entre companheiros do mesmo

ção particular da personalidade produz as formas sombrias que lhe são consequentes, e estas, como as plantas inferiores que se alastram no solo, por relaxamento do responsável, são extensivas às regiões próximas, onde não prevalece o espírito de vigilância e defesa.”

Como vemos, as larvas astrais surgem dos excessos e desequilíbrios físicos, emocionais e espi- rituais de toda sorte, pela repetição contínua de uma mesma conduta, física e/ou mental, o que causa o acúmulo de energias mais densas em determinadas regiões do organismo, as quais se organizam na forma de colônias de micro-organismos astrais.

As consequências são as mais variadas, podendo ir desde problemas físicos, graves ou não, até perturbações espirituais, que, se não combatidas a tempo, podem se transformar em sérios distúrbios psíquicos, acarretando sérias complicações para o encarnado, nesta vida e nas próximas.

Cada vicia-

“Primeiramente a semeadura, depois a colheita;

IPPBIPPBIPPBIPPB ---- InstInstitutoInstInstitutoitutoituto dededede PesquisasPesquisasPesquisasPesquisas ProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicas eeee BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas

BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas c)c)c)c) ComoComoComoComo eliminareliminareliminareliminar

c)c)c)c) ComoComoComoComo eliminareliminareliminareliminar

Larvas astrais são bastante “aderentes” e se reproduzem com muita facilidade, bastando, para isso, que se lhes ofereçam as mínimas condições mentais e energéticas.

Dependendo da extensão do problema, serão necessárias muitas aplicações energéticas para limpeza, desinfecção e rearmonização da região afetada, o que pode exigir a atuação de vários aplicado- res, em várias sessões, para que estas colônias sejam enfraquecidas e não possam mais se expandir, vindo a desaparecer.

Mas, como em qualquer tratamento físico, a colaboração do “paciente” é imprescindível, uma vez que estas larvas são criadas e alimentadas pelas energias geradas pelos seus próprios pensamen- tos e sentimentos. Assim sendo, além das aplicações energéticas, é necessário que se oriente e consci- entize a pessoa sobre como e por quê mudar os seus hábitos mentais e as suas atitudes, garantindo que ela mesma não mais oferecerá condições para que estas larvas se instalem e espalhem.

d)d)d)d) ComoComoComoComo prevenirprevenirprevenirprevenir

Se larvas astrais são criações mentais, geradas a partir de pensamentos e sentimentos desequi- librados, a prevenção se faz, também aqui, pelo equilíbrio e o controle do que pensamos e sentimos. Não há outro meio.

Como já dissemos, sintonia é a “alma” do universo. Tudo funciona segundo as suas leis e só vi- veremos com aquilo que nós mesmos criarmos ou atrairmos a partir do que geramos dentro de nós.

16.16.16.16. BLOQUEIOSBLOQUEIOSBLOQUEIOSBLOQUEIOS ENERGÉTICOSENERGÉTICOSENERGÉTICOSENERGÉTICOS

a)a)a)a) DefiniçãoDefiniçãoDefiniçãoDefinição eeee característicascaracterísticascaracterísticascaracterísticas

Bloqueios energéticos são estreitamentos, obstruções ou reduções na velocidade de fluxo nos canais de circulação de energias (meridianos da acupuntura), ou entupimento ou redução da velocidade de rotação dos chacras, causados por desequilíbrios físicos, emocionais ou espirituais.

Podem ser provocados pela própria pessoa ou mesmo por outras pessoas ou entidades desen- carnadas e, geralmente, caracterizam-se, à visão do clarividente, por massa de tonalidade escura e as- pecto denso pairando próxima ou aderida à região onde está instalado o distúrbio. Essa massa pode as- sumir a forma de nuvem, de visgo, de bolha e outras.

Segundo Roberto E. Silva e Ilza A. Silva, em seu livro Diagnóstico Bioenergético – Pesquisa Através da Clarividência, “na primeira análise, tudo indica que os bloqueios têm início no interior do ca- nal, quando as energias começam a ganhar maior densidade, notadamente na junção do canal principal com os chacras. A partir daí, se persistirem os motivos que levaram a essa distorção, pode o bloqueio ir se espalhando para a periferia do chacra, ultrapassar seu diâmetro, envolver a parte externa e se esten- der por toda a área onde está situado o chacra. Às vezes, ocorre um espalhamento que atinge até outros chacras próximos, ficando todos com a mesma cor. Esta é a hipótese para as cores dos bloqueios”.

“Exemplo: ao baixar a frequência, a energia toma a cor proporcional à frequência que se acumu- la no canal e se espalha”.

“Quando o chacra está lento ou parado, veem-se várias cores. Quando em rotação normal, vê- se um brilho típico de luz (tipo lâmpada de 60w acesa)”.

Como já dissemos anteriormente, pensamentos e sentimentos negativos geram energias que têm uma frequência mais baixa, vibrando menos intensamente. Com a diminuição do padrão vibratório, a energia tende a se tornar mais densa, mais pegajosa, mais viscosa, com movimentos mais lentos, po- dendo aglutinar-se facilmente.

Os bloqueios energéticos, em geral, começam com atitudes, pensamentos e sentimentos negati- vos da pessoa, repetidos com certa regularidade e por algum tempo, os quais provocam a diminuição da sua frequência vibratória fazendo com que, consequentemente, suas energias se tornem mais densas e comecem a se acumular em determinados pontos, dificultando, inclusive, o fluxo de energia para outras regiões do corpo.

Conforme o local onde está instalado o bloqueio, é possível determinar a origem do mesmo. As- sim, bloqueios que atingem os rins, por exemplo, em geral têm a ver com pensamentos e sentimentos de medo, insegurança, etc. Já os bloqueios que atingem os pulmões são, geralmente, originados em senti- mentos de tristeza. Bloqueios que atingem o fígado, nascem da raiva, da cólera, da agressividade. E os bloqueios que atingem a sistema digestório, especialmente o estômago, têm a ver com ansiedade.

IPPBIPPBIPPBIPPB ---- InstInstitutoInstInstitutoitutoituto dededede PesquisasPesquisasPesquisasPesquisas ProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicas eeee BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas

BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas Os bloqueios energéticos podem também ser causados por

Os bloqueios energéticos podem também ser causados por assediadores ou obsessores, encar- nados e desencarnados, mas, ainda assim, terão sua causa primária nos comportamentos da própria pessoa, pois só podem ser provocados por terceiros por sintonia com os mesmos.

b)b)b)b) CausasCausasCausasCausas eeee conseqconsequconseqconsequuênciasuênciasênciasências

Exatamente como acontece com as formas-pensamento, inclusive as larvas astrais, bloqueios energéticos surgem em consequência da conduta material, mental, emocional e espiritual da pessoa e podem causar desde leve desconforto, até doenças e perturbações graves, dependendo da intensidade, do tempo e da profundidade.

c)c)c)c) ComoComoComoComo eliminareliminareliminareliminar

O restabelecimento do fluxo de energias pode ser feito por qualquer técnica de aplicação de

energia, acompanhada de orientação à pessoa para que mude seus hábitos, de forma a garantir que

eles não voltem a se formar.

d)d)d)d) ComoComoComoComo prevenirprevenirprevenirprevenir

A prevenção é feita pela manutenção de hábitos físicos, mentais, emocionais e espirituais equili- brados, saudáveis, especialmente por meio de pensamentos e sentimentos positivos.

17.17.17.17. PARASITASPARASITASPARASITASPARASITAS OVOIDESOVOIDESOVOIDESOVOIDES

Ricardo Di Bernardi diz que “sabemos serem espíritos humanos que, pela manutenção de uma ideia fixa e doentia (monoideísmo), acabam estabelecendo uma vibração de baixa frequência e compri- mento de onda longo que, com o passar dos anos, produz uma deformação progressiva no seu corpo espiritual.”

Ovoides são, portanto, espíritos em estado de perturbação tão profundo que perderam a consci- ência de sua natureza humana, perdendo também a forma humana de seu perispírito.

Di Bernardi diz ainda que “trata-se de um monoideísmo auto-hipnotizante. Ele vibra de forma

contínua e constante, de maneira desequilibrada, gerando uma energia que gira sempre de maneira igual e repetida pelo mesmo pensamento desequilibrado. Ao vibrar repetidamente na mesma frequência e em desequilíbrio com a Lei Cósmica Universal, gera este circuito arredondado que o vai deformando e

tornando-o "ovoide ".

Assim, a insistência do espírito em, por auto-hipnose, reviver pensamentos e sentimentos nega- tivos, geralmente de apego, remorso ou vingança, faz com que perca a noção de tempo e espaço, numa espécie de monoideísmo, fazendo também com que se deforme, aos poucos, atrofiando, por falta de função, os órgãos do psicossoma, assumindo a forma do círculo vicioso em que vive mentalmente.

Ainda segundo Di Bernardi, este processo de ovoidização ocorre porque “o perispírito (ou corpo astral) é composto de moléculas também, tal como o nosso corpo físico. Por analogia, imaginemos as moléculas do corpo astral como as moléculas dos gases: elas são maleáveis e se modificam ao sabor da pressão, da temperatura e até do recipiente que contém o gás. As moléculas do perispírito são mol- dáveis pelo pensamento e pelo sentimento, tomam formas, de acordo com a vibração do Espírito. As- sim, se tornam brilhantes, opacas, densas ou "leves".

Quando esses ovoides se ligam a uma consciência, encarnada ou desencarnada, em especial, fica caracterizado, então, o processo obsessivo por parasita ovoide.

Neste caso, a massa fluídica em que se transformou o perispírito do desencarnado, envolve, su- tilmente, o seu alvo e depois liga-se ou cola-se ao seu corpo, físico ou perispiritual, distorcendo-lhe idei- as, pensamentos, opiniões e atitudes.

Além da influência psicológica, os parasitas ovoides agem também drenando as energias do ob- sidiado, podendo levá-lo até ao desencarne, caso seja encarnado.

É importante notar, no entanto, que a ligação do parasita ovoide com a sua “vítima” jamais acon- tece sem a aceitação ou permissão, ainda que inconsciente, da própria vítima, pelo hábito de cultivar pensamentos de remorso, ódio, egoísmo, desejo de vingança, apego excessivo, etc.

Diz André Luiz, no livro Evolução em Dois Mundos que, “no tocante à criatura humana, o obses- sor passa a viver no clima pessoal da vítima, em perfeita simbiose mórbida, absorvendo-lhe as forças psíquicas, situação esta que, em muitos casos, se prolonga para além da morte física do hospedeiro, conforme a natureza e extensão dos compromissos morais entre credor e devedor”.

IPPBIPPBIPPBIPPB ---- InstInstitutoInstInstitutoitutoituto dededede PesquisasPesquisasPesquisasPesquisas ProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicas eeee BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas

BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas Em tudo, inclusive aqui, como vemos, está a sintonia,

Em tudo, inclusive aqui, como vemos, está a sintonia, agindo como lei perfeita e autorregulável, aproximando os semelhantes, para que vivam no clima psíquico que mais cultivam e com o qual se sen- tem mais familiarizadas.

B.B.B.B. EstudandoEstudandoEstudandoEstudando aaaa MediunidadeMediunidadeMediunidadeMediunidade

1.1.1.1. DEFINIÇÃODEFINIÇÃODEFINIÇÃODEFINIÇÃO

A palavra médium vem do latim MÉDIUM e significa intermediário, que, por sua vez, de acordo com o dicionário, é aquele que está no meio, aquele que serve de mediador, de “intérprete”.

Aplicada à espiritualidade, médium é aquele indivíduo que serve de mediador entre o plano dos encarnados e o plano dos desencarnados, permitindo ou facilitando o contato e a comunicação entre eles.

2.2.2.2. HISTÓRICOHISTÓRICOHISTÓRICOHISTÓRICO

Embora o conceito seja relativamente recente, o contato com o mundo dos espíritos sempre es- teve presente na história da humanidade e podemos encontrar registros de fenômenos mediúnicos em diversas escrituras e tradições antigas de vários povos e culturas, como Egito, Pérsia, China, Índia, Gré- cia, celtas, hebreus, etc.

Em todas as épocas da humanidade houve médiuns e fenômenos mediúnicos, mas eles só pas- saram a ser estudados sistematicamente, analisados e suficientemente compreendidos com a codifica- ção do Espiritismo por Allan Kardec, no final do século XIX. A mediunidade esteve sempre muito presen- te entre os homens, principalmente nos meios religiosos, embora tivesse outros nomes e objetivos. Nas tribos humanas primitivas, as manifestações mágicas quase sempre denotavam a presença de espíritos ("almas" ou "sombras" dos mortos). Nas atividades religiosas das civilizações antigas, a comunicação com "deuses" e "forças espirituais" era comum, ainda que não se falasse em médiuns e mediunidade. Nessa época, a faculdade de se comunicar com espíritos ou forças correspondentes era exclusividade de sacerdotes, magos, feiticeiros, pajés, santos, profetas, etc., o que não impedia, no entanto, que a me- diunidade estivesse presente, ainda que potencialmente, em todas as pessoas.

3.3.3.3. MEDIUNIDADEMEDIUNIDADEMEDIUNIDADEMEDIUNIDADE eeee MEDIUNISMOMEDIUNISMOMEDIUNISMOMEDIUNISMO

Alguns autores parecem fazer uma diferença entre as palavras mediunismo e mediunidade.

Embora os dois termos sirvam para designar a capacidade que os encarnados têm de entrar em contato com os desencarnados, para alguns, mediunismo seria a sensibilidade genérica que todo ser humano tem à ação e influência espiritual, enquanto que mediunidade seria a faculdade que apenas al- gumas pessoas mais sensíveis têm de produzir os fenômenos mediúnicos, comunicando-se e trocando informações com os espíritos desencarnados, de forma evidente e compreensível.

De nossa parte, não vemos qualquer problema em usar as duas palavras como sinônimos.

4.4.4.4. MEDIUNIDADEMEDIUNIDADEMEDIUNIDADEMEDIUNIDADE EEEE ANIMISMOANIMISMOANIMISMOANIMISMO

a)a)a)a) DefiniçãoDefiniçãoDefiniçãoDefinição dededede animismoanimismoanimismoanimismo

A palavra ANIMISMO vem do latim ANIMA, que significa alma, e foi usada, pela primeira vez, por Alexander Aksakov, em seu livro Animismo e Espiritismo, para designar “todos os fenômenos intelec- tuais e físicos que deixam supor uma atividade extracorpórea ou à distância do organismo humano e, mais especialmente, os fenômenos mediúnicos que podem ser explicados por uma ação que o homem vivo exerce além dos limites do corpo.”

André Luiz, em seu livro Mecanismos da Mediunidade, pela psicografia de Francisco Cândido Xavier, define animismo como sendo “o conjunto dos fenômenos psíquicos produzidos com a coopera- ção consciente ou inconsciente dos médiuns em ação.”

Já Richard Simonetti, em seu livro Mediunidade – Tudo o que você precisa saber, diz que ani- mismo, “na prática mediúnica, é algo da alma do próprio médium, interferindo no intercâmbio.”

Ramatis, no livro Mediunismo, pela psicografia de Hercílio Maes, diz que “animismo, conforme explica o dicionário do vosso mundo, é o “sistema fisiológico que considera a alma como a causa primá- ria de todos os fatos intelectivos e vitais”.

IPPBIPPBIPPBIPPB ---- InstInstitutoInstInstitutoitutoituto dededede PesquisasPesquisasPesquisasPesquisas ProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicas eeee BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas

BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas “O fenômeno anímico, portanto, na esfera de atividades

“O fenômeno anímico, portanto, na esfera de atividades espíritas, significa a intervenção da pró- pria personalidade do médium nas comunicações dos espíritos desencarnados, quando ele impõe algo de si mesmo à conta de mensagens transmitidas do Além-Túmulo”.

Partindo de definições como estas, o termo passou a ser usado de forma negativa e pejorativa, para tudo aquilo que fosse produzido por um médium, mas que não tivesse qualquer contribuição ou par- ticipação de espíritos desencarnados. Com essa definição, o animismo passou a ser o pesadelo de to- dos os médiuns, especialmente os iniciantes, por ser usado como sinônimo de mistificação.

b)b)b)b) AnimismoAnimismoAnimismoAnimismo eeee mistificaçãomistificaçãomistificaçãomistificação

No entanto, mistificação é outra coisa completamente diferente, caracterizada pela fraude cons- ciente do médium e a simulação premeditada do fenômeno mediúnico, com intenção de enganar os ou- tros.

Médium mistificador, portanto, é aquele que FINGE premeditada e conscientemente estar em transe mediúnico, recebendo comunicação de espíritos desencarnados, quando, na verdade, está ape- nas inventando a mensagem para impressionar ou agradar as pessoas que a recebem.

A atuação anímica do médium, por sua vez, acontece de forma quase sempre inconsciente, de

modo que o próprio médium dificilmente consegue perceber a sua própria interferência ou participação

no fenômeno que manifesta, não conseguindo separar o que é seu do que é criação mental do comuni- cante, mesmo quando o fenômeno, em si, é consciente.

É o que nos diz Hermínio C. Miranda, em seu livro Diversidade dos Carismas, quando afirma

que “o fenômeno fraudulento nada tem a ver com animismo, mesmo quando inconsciente. Não é o espí- rito do médium que o está produzindo através de seu corpo mediunizado, para usar uma expressão dos próprios espíritos, mas o médium, como ser encarnado, como pessoa humana, que não está sendo ho- nesto, nem com os assistentes, nem consigo mesmo. O médium que produz uma página por psicografia automática, com os recursos do seu próprio inconsciente, não está, necessariamente, fraudando e, sim, gerando um fenômeno anímico. É seu espírito que se manifesta. Só estará sendo desonesto e fraudando se desejar fazer passar sua comunicação por outra, acrescentando-lhe uma assinatura que não for a sua ou atribuindo-a, deliberadamente, a algum espírito desencarnado”.

c)c)c)c) AnimismoAnimismoAnimismoAnimismo nãonãonãonão éééé defdefeitodefdefeitoeitoeito mediúnicomediúnicomediúnicomediúnico

O animismo não é, portanto, defeito mediúnico e nem deve ser tratado como distúrbio ou dese-

quilíbrio da mediunidade.

Na verdade, como parte dos fenômenos psíquicos humanos, deve ser considerado também par- te do fenômeno mediúnico, já que, como diz Richard Simonetti, no livro já citado, “o médium não é um te- lefone. Ele capta o fluxo mental da entidade e o transmite, utilizando-se de seus próprios recursos.

“Se o animismo faz parte do processo mediúnico, sempre haverá um porcentual a ser conside- rado, não fixo, mas variável, envolvendo o grau de desenvolvimento do médium”.

Hermínio C. Miranda, no livro já citado, diz que, “em verdade, não há fenômeno espírita puro, de vez que a manifestação de seres desencarnados, em nosso contexto terreno, precisa do médium encar- nado, ou seja, precisa do veículo das faculdades da alma (espírito encarnado) e, portanto, anímicas”.

Interessante também vermos algumas anotações de Kardec referentes a instruções dos espíri- tos, em O Livro dos Médiuns:

“A alma do médium pode comunicar-se como qualquer outra

“O espírito do médium é o intérprete, porque está ligado ao corpo que serve para a comunicação e porque é necessária essa cadeia entre vós e os espíritos comunicantes, como é necessário um fio elé- trico para transmitir uma notícia à distância, e, na ponta do fio, uma pessoa inteligente que a receba e comunique”.

Em nota de rodapé, José Herculano Pires, que traduziu a 2ª edição francesa de O Livro dos Mé- diuns, diz que “o papel do médium nas comunicações é sempre ativo. Seja o médium consciente ou in- consciente, intuitivo ou mecânico, dele sempre depende a transmissão e sua pureza”.

Quando Kardec, ainda no mesmo livro, pergunta se “o espírito do médium não é jamais comple- tamente passivo”, os espíritos lhe respondem dizendo que “ele é passivo quando não mistura suas pró- prias ideias com as do espírito comunicante, mas nunca se anula por completo. Seu concurso é indis- pensável como intermediário, mesmo quando se trata dos chamados médiuns mecânicos”.

Hermínio C. Miranda, citando ensinamento dos espíritos no livro de Kardec, diz ainda que “assim como o espírito manifestante precisa utilizar-se de certa parcela de energia, que vai colher no médium,

IPPBIPPBIPPBIPPB ---- InstInstitutoInstInstitutoitutoituto dededede PesquisasPesquisasPesquisasPesquisas ProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicas eeee BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas

BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas para movimentar um objeto, também “para uma comunicação

para movimentar um objeto, também “para uma comunicação inteligente ele precisa de um intermediário inteligente”, ou seja, do espírito do próprio médium”.

“O bom médium, portanto, é aquele que transmite, tão fielmente quanto possível, o pensamento do comunicante, interferindo o mínimo que possa no que este tem a dizer”.

“Reiteramos, portanto, que não há fenômeno mediúnico sem participação anímica. O cuidado que se torna necessário ter na dinâmica do fenômeno não é colocar o médium sob suspeita de animis- mo, como se o animismo fosse um estigma, e, sim, ajudá-lo a ser um instrumento fiel, traduzindo, em pa- lavras adequadas, o pensamento que lhe está sendo transmitido sem palavras pelos espíritos comuni- cantes”.

d)d)d)d) AnimismoAnimismoAnimismoAnimismo comocomocomocomo coadjuvantecoadjuvantecoadjuvantecoadjuvante nononono fenômenofenômenofenômenofenômeno mediúnicomediúnicomediúnicomediúnico

Quando Kardec, ainda em O Livro dos Médiuns, pergunta aos espíritos se “o espírito do médium influi nas comunicações de outros espíritos que ele deve transmitir”, recebe a seguinte resposta:

“Sim, pois se não há afinidade entre eles, o espírito do médium pode alterar as respostas, adap- tando-as às suas próprias ideias e às suas tendências”.

Em seguida, Kardec lhes pergunta se “é essa a causa da preferência dos espíritos por certos médiuns”, ao que os espíritos respondem:

“Não existe outro motivo. Procuram intérprete que melhor simpatize com eles e transmita com maior exatidão o seu pensamento”.

Vemos, portanto, que mais que parte integrante, o animismo é, até certo ponto, condição neces- sária para o fenômeno mediúnico, garantindo a sintonia adequada para que a transmissão seja o mais fiel possível às ideias do comunicante. Sem o conteúdo do médium, é muito mais difícil para o espírito transmitir-lhe suas ideias e o que pretende com elas. De posse do conteúdo mental e até emocional do médium, no entanto, torna-se muito mais fácil para o espírito fazer-se entendido, podendo, assim, trans- mitir com mais naturalidade e desenvoltura o seu raciocínio.

No livro Mediunismo, Ramatis nos diz que “mesmo na vida física é necessário ajustar-se cada

profissional à tarefa ou responsabilidade que favoreça o melhor êxito ou eficiência para alcance dos ob-

jetivos em foco

“Da mesma forma, o espírito do médico desencarnado logrará mais êxito, ao se comunicar com

o mundo material, se dispuser de um médium que também seja médico

“Quando o médium e o espírito manifestante afinizam-se pelos mesmos laços intelectivos e mo- rais, ou coincide semelhança profissional, as comunicações mediúnicas tornam-se flexíveis, eloquentes

e nítidas”. “Os espíritos não se preocupam em eliminar radicalmente o animismo nas comunicações espíri- tas, porque o seu escopo principal é o de orientar os médiuns, aos poucos, para as maiores aquisições espirituais, morais e intelectivas, a ponto de poderem endossar-lhes, depois, as comunicações anímicas, como se fossem de autoria dos desencarnados”.

Notamos, assim, que a preocupação com o animismo é muito mais de médiuns e dirigentes, do que dos espíritos que se comunicam nas reuniões mediúnicas.

”.

”.

e)e)e)e) MediunidadeMediunidadeMediunidadeMediunidade consciente,consciente,consciente,consciente, semiconscientesemiconscientesemiconscientesemiconsciente eeee inconscieninconscieninconscieninconscientetetete

Mediunidade consciente é aquela em que o médium, como o próprio nome diz, permanece consciente durante todo o transe, registrando a mensagem e quase tudo o que se passa à sua volta du- rante a comunicação, e participando ativa e conscientemente do fenômeno, imprimindo à mensagem al- go de suas características pessoais. Neste caso, a comunicação se faz mente a mente, sem afastamen- to do médium ou acoplamento áurico. Mais de 70% dos médiuns apresentam este tipo de fenômeno.

Mediunidade inconsciente é aquela em que, ao contrário da anterior, o médium, a partir da liga- ção com o espírito comunicante, fica inconsciente, incapaz de registrar qualquer parte da mensagem ou mesmo de qualquer coisa que ocorra à sua volta. Neste caso, o médium é totalmente afastado de seu corpo físico, permanecendo projetado durante a comunicação, e o espírito assume o comando do órgão correspondente ao tipo de mensagem (psicografia - braço e mão; psicofonia – garganta; ectoplasmia - cérebro) a ser transmitido. O conteúdo da mensagem não passa pela mente do médium.

Entre as duas, poderíamos citar a mediunidade semiconsciente, que é aquela em que o médium percebe o que se passa à sua volta, mas não é capaz de registrar completamente todos os detalhes, nem mesmo da mensagem que está transmitindo. Neste caso, o médium é afastado parcialmente de seu corpo físico e o comunicante se coloca entre o este e o seu perispírito, ligando-se tanto com a sua men- te, como com o órgão correspondente ao tipo de mensagem, atuando duplamente.

IPPBIPPBIPPBIPPB ---- InstInstitutoInstInstitutoitutoituto dededede PesquisasPesquisasPesquisasPesquisas ProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicas eeee BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas

BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas Importante notar que, fenômeno mediúnico consciente não

Importante notar que, fenômeno mediúnico consciente não é o mesmo que fenômeno anímico.

No fenômeno consciente, a mensagem não é do médium, embora ele esteja consciente de todo

o processo e possa participar do fenômeno que ocorre com ele, sem interferir no seu conteúdo, sem de- turpar a ideia central da mesma.

Já no fenômeno anímico é o espírito do próprio médium que se comunica e dá a mensagem através de seu corpo em transe, na maioria das vezes sem ter consciência de que é ele mesmo que está passando a mensagem, mesmo que esteja consciente durante o fenômeno. Ou seja, ele pode até estar consciente do fenômeno, mas não tem consciência de que é ele mesmo que está se comunicando e transmitindo uma mensagem. Ele pode acompanhar o desenrolar da comunicação, mas não sabe que o comunicante é ele mesmo, ou uma porção inconsciente de sua própria mente.

Importante ressaltar também que é possível a espíritos encarnados afastarem-se de seu corpo físico e manifestarem-se por intermédio de outros encarnados que sejam médiuns, sem que, no entanto, este seja um fenômeno anímico. Na verdade, é um fenômeno mediúnico entre encarnados, pois caracte- riza-se pela interação espiritual de duas consciências encarnadas diferentes.

f)f)f)f)

AnimismoAnimismoAnimismoAnimismo comocomocomocomo conscientizaçãoconscientizaçãoconscientizaçãoconscientização paraparaparapara oooo estudoestudoestudoestudo eeee aaaa prápráprápráticaticaticatica constantesconstantesconstantesconstantes

Se, como diz Hermínio C. Miranda, não há fenômeno mediúnico sem participação anímica, é im- portante que o médium se conscientize da necessidade e da importância do estudo sistemático e da prá- tica constante, como meios de garantir uma interferência anímica de melhor nível nas comunicações mediúnicas que se fazem por seu intermédio.

Quanto mais conhecimento técnico e teórico tiver o médium, mais fácil será para mentores e amparadores encontrarem, em seus arquivos mentais, material em sintonia com as mensagens a serem transmitidas.

Da mesma forma, quanto mais prática, quanto mais vivência mediúnica e espiritual tiver o mé- dium, mais fácil será para ele mesmo compreender o sentido do que lhe é transmitido, podendo repassar com mais segurança e desenvoltura as ideias que recebe mentalmente.

g)g)g)g) CapacidadesCapacidadesCapacidadesCapacidades anímicasanímicasanímicasanímicas erroneamenteerroneamenteerroneamenteerroneamente classificadasclassificadasclassificadasclassificadas comcomcomcomoooo capacidadescapacidadescapacidadescapacidades mediúnicasmediúnicmediúnicmediúnicasasas

Sendo o animismo a interferência, participação ou mesmo manifestação do espírito do próprio médium no fenômeno, vamos notar que determinadas capacidades psíquicas, classificadas como medi- únicas, são, na verdade, anímicas, por serem capacidades inerentes ao próprio ser humano, pois não dependem da interferência ou ação de mentes externas, encarnadas ou desencarnadas, para se mani- festarem.

Vejamos alguns desses casos:

- clarividência, incluindo a precognição, a retrocognição e a visão à distância, que são tipos de clarividência;

- telepatia que, embora precise de outra mente para acontecer, é anímica, funcionando como in- teração entre receptor e emissor;

- psicometria, que poderia ser considerada também um tipo de clarividência, já que se trata da visualização de fatos e cenas, geralmente passados, relacionadas a objetos;

- clariaudiência;

- transmissão de energias, seja por que técnica ou método for, desde o passe comum até bên- çãos, etc.

- desdobramento ou desprendimento astral, mesmo os ocorridos durante trabalhos mediúnicos ou os provocados mediunicamente, ou seja, por espíritos desencarnados.

Acontece que, muitas vezes, estas capacidades são despertadas ou desenvolvidas com a ajuda direta de espíritos desencarnados, dando a impressão de serem mediúnicas. Nesse caso, a capacidade

é anímica, pois é da pessoa e poderia se manifestar sem o auxílio de espíritos, mas a sua manifestação

é mediúnica, pois só acontece quando entidades desencarnadas atuam, com energias e fluidos, sobre os comandos que a controlam.

Acontece também de, muitas vezes, os espíritos desencarnados se comunicarem com as pes- soas por meio dessas capacidades anímicas, dando também a impressão de serem mediúnicas. Nesse caso, a capacidade é anímica, pois existe independentemente da presença dos desencarnados, mas o uso é mediúnico, já que é utilizada para a comunicação ou a transmissão de mensagens de espíritos de- sencarnados para os encarnados.

5.5.5.5. SINTOMASSINTOMASSINTOMASSINTOMAS dededede MEDIUNIDADEMEDIUNIDADEMEDIUNIDADEMEDIUNIDADE

IPPBIPPBIPPBIPPB ---- InstInstitutoInstInstitutoitutoituto dededede PesquisasPesquisasPesquisasPesquisas ProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicas eeee BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas

BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas (Transcrevemos abaixo palestra proferida pelo psiquiatra e

(Transcrevemos abaixo palestra proferida pelo psiquiatra e mestre em Ciências pela Universida- de de São Paulo, Dr. Sérgio Felipe de Oliveira, também diretor clínico do Instituto Pineal Mind, e diretor presidente da AMESP – Associação Médico-Espírita de São Paulo, um dos maiores pesquisadores na área de Psicobiofísica da USP).

Sempre que houver uma carga elétrica, parada ou em movimento, haverá um campo. Se a carga estiver em movimento, esse campo será eletromagnético.

Trata-se de uma propriedade da carga que modifica o espaço ao se redor, fazendo com que toda a matéria sofra uma ação de aproximação ou de repulsão, dependendo do sinal da carga. Essa intera- ção também altera a matéria que entra no campo: no caso de partículas afins, elas tornam-se imantadas. Num campo eletromagnético, as partículas de ferro, limalhas, ficam grudadas umas nas outras, mesmo após a retirada ou afastamento da fonte do campo.

O campo, por si só, tem a propriedade de autorregenerar-se. Ele não desaparece de uma hora

para outra.

Todo campo tem uma fonte. O corpo humano é fonte de vários campos eletromagnéticos, se- gundo o órgão enfocado: coração, cérebro, etc.

A mente humana é fonte de um campo - o campo mental. A razão disso é o fato de a mente hu-

mana produzir, irradiar, o pensamento, que é uma onda eletromagnética carregada de informação.

Nos seres humanos, e apenas neles, o pensamento é contínuo, mas o aparecimento do pensa- mento contínuo ocorreu gradualmente através das diferentes espécies do reino animal. O pensamento contínuo é a base para o surgimento da consciência.

Consciência, do latim 'com' (junto, ao lado de ) + 'sciencia' (saber de), significa, a grosso modo, saber de algo. É todo o conhecimento que uma pessoa tem do mundo ao seu redor (coisas, pessoas, acontecimentos), e de seu mundo interior (sua identidade, sua história). Assim, a consciência, nos seres humanos, depende da capacidade de atenção, orientação, percepção e memória.

Podemos observar nos animais mais primitivos um esboço de consciência que começaria a partir dos anfíbios e, mais particularmente, das tartaruguinhas de aquário. O comportamento de uma tartaru- guinha esboça sinais de individualidade, um modo de agir específico perante os acontecimentos diários, que marcam seu jeito de ser, como um estilo.

Com a aquisição do pensamento contínuo, a espécie humana adquire a capacidade de pensar e refletir sobre os fatos ao seu redor e sobre si mesma - é a consciência reflexiva.

Essa capacidade surgiu há muito tempo, cerca de 15 milhões de anos, quando os homens e mu- lheres que habitavam a Terra estavam na Idade da Pedra, e também foi um desenvolvimento gradual e lento.

A necessidade de sobrevivência obrigou os habitantes dessa época a formar grupos, mais ou

menos organizados, para suprir a demanda de alimentação, abrigo e segurança para os membros do

grupo e suas crias.

Na convivência, a fala torna-se linguagem, um sistema de comunicação e integração do grupo. Na coesão do grupo, foi observado o fenômeno da morte: alguém que antes estava presente, por algu- ma razão, passa a não mais se mexer e torna-se ausente. Na identificação com o elemento morto são criados os ritos de morte, cuidados funerários com os corpos dos ancestrais, visíveis até nossos dias. Essa identificação está na origem da consciência humana: ele estava aqui e agora está morto; ele era um dos nossos assim como eu; eu posso morrer um dia.

Ou seja, a criação da linguagem e a percepção da ocorrência da morte constituem a base para o surgimento da consciência nos seres humanos.

Como já dissemos, consciência significa saber algo sobre, e para sabermos algo é preciso que esse algo esteja relacionado a outras coisas já conhecidas. Essa é a função da memória: correlacionar no tempo e no espaço os diferentes acontecimentos e experiências de nossas vidas.

Para tanto, o conceito de tempo precisa estar presente em nossas mentes. Ele foi desenvolvido através dos séculos, naqueles primitivos representantes da espécie humana. Hoje, tempo é um conceito inato em todo e qualquer ser humano. Não existe uma definição adequada do que ele seja. A melhor é:

"tempo é o que separa dois acontecimentos". Esse conceito de tempo é básico e sólido para qualquer si- tuação.

Nos animais mais desenvolvidos, vertebrados, mesmo não conscientizado pelo animal, o tempo altera, modifica seu organismo. Isso decorre dos chamados relógios biológicos - estruturas nervosas presentes no cérebro desses animais, que informam ao organismo em que tempo ele está: se é dia ou noite; época de procriação ou hibernação; primavera ou inverno; infância, juventude ou velhice.

IPPBIPPBIPPBIPPB ---- InstInstitutoInstInstitutoitutoituto dededede PesquisasPesquisasPesquisasPesquisas ProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicas eeee BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas

BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas Esse mesmo mecanismo também ocorre nos seres humanos. Nosso

Esse mesmo mecanismo também ocorre nos seres humanos. Nosso relógio biológico é compos- to pela glândula pineal (órgão regulador) e núcleos supraquiasmáticos (órgãos efetores).

A glândula pineal localiza-se no centro do cérebro. Descartes, em seus estudos, observou essa

localização e a falta de paridade dessa glândula, a única estrutura do cérebro que não é pareada. A par-

tir daí, ele postulou que a pineal seria o lugar de morada da alma.

Hoje sabemos que não é possível localizar a alma, posto que ela é imaterial. A hipótese inicial, porém, tem sua validade, pois a pineal é a estrutura cerebral onde a alma se projeta, a estrutura cerebral capaz de captar as ondas eletromagnéticas do pensamento e decodificá-las para as demais partes do cérebro e, portanto, do organismo. As evidências atuais desse papel centralizador e regulador da pineal baseiam-se nos trabalhos recentes de psico-neuro-endocrinologia.

Estudos recentes em áreas não médicas têm contribuído para explicar melhor o funcionamento das ondas eletromagnéticas. Essas ondas, caracterizadas por frequência e amplitude, podem carregar informações - alterações específicas nas propriedades da onda, que configuram um dado, um saber. A informação, portanto, pode ser carregada pela matéria, pela onda eletromagnética: ondas com frequên- cia e amplitude constantes não carregam informações. Embora possa parecer muito complicado,

estamos diariamente em contato com a aplicação desse conhecimento nos telefones celulares, por exemplo.

Recapitulando:

os seres humanos possuem linguagem e consciência

o cérebro possui uma estrutura especial para captar o pensamento e distribuí-lo para o corpo - a pineal

o pensamento humano é uma onda eletromagnética que carrega informações

há um campo eletromagnético ao redor da pessoa, impregnado de informações - o conteúdo de seus pensamentos.

Prosseguindo, a pineal capta a onda mental e envia-a às demais partes do cérebro. A captação da onda mental ocorre pela anatomia da pineal com a existência de concreções calcárias em sua perife- ria que funcionam como uma caixa de ressonância para esta onda. Após captada, a onda mental, para ser enviada às outras áreas cerebrais, sofre uma modificação. Ela passa de onda eletromagnética para corrente elétrica - impulsos nervosos, e substâncias químicas – neurotransmissores. Os próprios impul- sos elétricos e neurotransmissores transformam-se uns nos outros durante todo o processo, desde a captação do pensamento à realização do ato, seja como comportamento externo ou evento interno. A in- formação, porém, mantém-se constante.

A transformação de pensamento em alterações orgânicas, comportamentais e sintomas teve sua

evidenciação com a médica italiana Rita Levy, ganhadora do Prêmio Nobel de Medicina na década de 80. Ela demonstrou a origem da depressão (um tipo de transtorno de humor):

um pensamento triste que permanece por tempo prolongado estimula uma região do cérebro lo- go abaixo da pineal, o hipotálamo;

o hipotálamo secreta um hormônio chamado hormônio estimulador de ACTH, que irá agir na hi- pófise;

a hipófise secreta seu hormônio correspondente, o ACTH, hormônio estimulador da córtex das adrenais, ou glândulas suprarrenais;

as suprarrenais secretam seu hormônio, o cortisol, que agirá em vários lugares do organismo.

O cortisol diminui a produção de interleucinas, substâncias do sistema imunológico necessárias

ao seu bom funcionamento. Diminui também a produção dos fatores tráficos neuronais, substâncias es- tabilizadoras do funcionamento do sistema nervoso central e da manutenção das células nervosas. Isso determina o aparecimento da doença depressão, tanto os sintomas somáticos (propensão a infecções, mal funcionamento do órgãos), como os psíquicos (tristeza, desânimo, dificuldades variadas). Essa é a via específica de todos os eventos ondulatórios (pensamento) e químicos que determinam a doença de- pressão.

Mas o mesmo processo ocorre rotineiramente de acordo com o conteúdo de nossos pensamen-

tos.

O funcionamento da pineal prioriza a captação do pensamento do indivíduo dono daquele cére-

bro. Isso decorre da formação do corpo humano no útero materno, criado e desenvolvido a partir do pe-

rispírito do espírito reencarnante que lhe serve de molde.

Todas as células de uma pessoa possuem sua marca, uma marca química para a identificação do que pertence e do que não pertence ao corpo, possibilitando a destruição de agentes potencialmente lesivos ao organismo (invasores externos ou componentes internos mal funcionantes ou degenerados).

IPPBIPPBIPPBIPPB ---- InstInstitutoInstInstitutoitutoituto dededede PesquisasPesquisasPesquisasPesquisas ProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicas eeee BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas

BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas Essa marca química está na superfície de cada célula:

Essa marca química está na superfície de cada célula: são os antígenos de superfície, proteínas especí- ficas para essa função.

A mesma identificação que ocorre em nível químico, também ocorre em nível ondulatório, pre-

dispondo a interação entre ondas semelhantes.

Contudo, há a possibilidade de se captar ondas mentais oriundas de outras mentes. Uma vez captadas, essas ondas mentais estrangeiras tenderão a agir no organismo da pessoa como todas as su- as próprias ondas. Esse fenômeno pode ser denominado telepatia ou mediunidade, dependendo da ori- gem das ondas. Algumas pessoas têm mais facilidade e experimentam-no em larga escala, outras não.

Essa capacidade inata está na dependência da anatomia da pineal (para determinados tipos de mediunidade), da produção de energia vital (ectoplasma e funcionamento das mitocôndrias), das altera- ções hormonais (ciclo menstrual e hormônios sexuais), enfim, de vários fatores orgânicos que entram na realização de um transe mediúnico. A mediunidade, portanto, é orgânica.

A mediunidade implica também, além da captação de ondas mentais, numa avaliação, uma aná-

lise crítica dos conteúdos captados. Captar apenas não forma um médium. É necessário o uso da razão crítica para avaliar as consequências do que é captado. Essa análise utiliza áreas cerebrais responsá-

veis pela ética humana (lobo pré-frontal).

Assim procedendo, a mediunidade passa a representar, para a espécie humana, uma ligação com a divindade, uma possibilidade maior no desenvolvimento de sociedades mais adaptadas, culturas mais evoluídas e mais complexas, com indivíduos mais aptos à autorrealização sem prejuízo de seus semelhantes ou do meio ambiente. Em nível individual, a mediunidade coloca a pessoa diante da condi- ção humana, do destino humano, para que o próprio indivíduo possa escolher seus caminhos com mais argumentos e, nessa escolha, interagir com o mundo a seu redor e seus semelhantes - a prática da cari- dade.

Esse é o funcionamento da mediunidade uma vez educada, desenvolvida, colocada a serviço das livres escolhas do médium. Para tanto, ele precisará entender o que ocorre com ele, para ser senhor de si.

Recapitulando novamente:

a pineal capta os pensamentos e, ao direcioná-los para as diferentes áreas do cérebro, possibili- ta os diversos eventos de nossa vida mental e de relação;

esse direcionamento ocorre através de impulsos nervosos, a própria onda mental ou hormônios;

ou seja, o direcionamento ocorre através de três grandes sistemas de comunicação do corpo humano: sistema nervoso, sistema endocrinológico e sistema vascular.

Quando ocorre a captação do pensamento de mentes "estrangeiras", há uma sobrecarga na pi- neal e suas funções ficam "excitadas", exacerbadas.

As comunicações da pineal com o hipotálamo estarão ampliadas e, daí, haverá maior estimula- ção da hipófise, com grande liberação de hormônios por ela produzidos (geralmente indutores da produ- ção de outros hormônios pelas diferentes glândulas do organismo). Os neuro-hormônios reguladores do hipotálamo chegam à hipófise através do sangue, pelo sistema de circulação sanguínea porta-hipofisal.

A hipófise possui vários tipos específicos de células responsáveis pela produção de um ou, no

máximo, dois hormônios.

Respondendo à estimulação pelo hipotálamo, a hipósife irá agir na tireoide, córtex suprarrenal, testículos, ovários, glândulas mamárias, pâncreas, ossos e músculos esqueléticos (ligados aos ossos e voluntários).

Podemos observar as seguintes alterações nessas áreas (como sintomas de mediunidade):

Hipotireoidismo subclínico - os hormônios T3 e T4 estão normais, porém o TSH está com uma baixa discreta, não havendo indicação do uso de hormônios por via oral. A pessoa sente cansa- ço, fadiga constante, pouco interesse pelas coisas que anteriormente lhe eram interessantes, aumento de peso, pele seca, etc.

Aumento de cortisol e depressão (já descritos acima) - há sentimentos de culpa exacerbada, tristeza, desespero (que pode levar ao suicídio), desinteresse profundo pelas coisas, dificuldade de concentração, pensamento lentificado, psicomotricidade lenta e arrastada (todos os gestos, andar), alteração de peso e de sono.

Dificuldade na reprodução.

Dismenorréia - alteração do ciclo menstrual que pode chegar à ausência de menstruação, menstruação dolorosa, tensão pré-menstrual, cistos ovarianos, miomas uterinos.

Ginecomastia - aparecimento de mamas ou glândulas mamárias em homens.

Lactorréia - produção de leite na mulher que não deu à lua recentemente.

IPPBIPPBIPPBIPPB ---- InstInstitutoInstInstitutoitutoituto dededede PesquisasPesquisasPesquisasPesquisas ProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicas eeee BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas

BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas − Hipoglicemias - queda do nível de glicose no sangue

Hipoglicemias - queda do nível de glicose no sangue (quantidade), com tontura, sensação de morte iminente, batedeira no peito (taquicardia), desorientação (não saber para onde ir), derea- lização (não reconhecer o lugar onde está e tudo parecer irreal, um sonho).

Obesidade.

Quanto à sua inervação, a pineal recebe fibras nervosas principalmente do tipo adrenérgico, isto é, cujo neurotransmissor é a adrenalina. Portanto, os sintomas de transe mediúnico decorrente da supe- rexcitação da pineal e dessas fibras nervosas serão aqueles mediados pela adrenalina.

De um modo geral, a liberação de adrenalina prepara o corpo para uma luta, imaginária ou não. Essa é uma aquisição do desenvolvimento humano quando os homens precisavam lutar para conseguir alimentos. Hoje, essa luta é mais interna e predispõe o ser humano a penetrar, não um território de caça, mas numa região ainda desconhecida de si mesmo ou de seu universo: o mundo espiritual. Então, ainda é uma busca de alimento, mas de alimento espiritual.

A liberação de adrenalina traz à tona forças extras para o corpo humano e obedece uma diretriz

geral: desviar o sangue para os músculos, retirando-o das vísceras e da pele (que fica branca e as ex-

tremidades ficam frias), mas a sudorese aumenta e os pelos ficam eriçados, as pupilas ficam grandes (midríase), aumenta a circulação na cabeça, predispondo a dores de cabeça. A pessoa fica apta a agir mais rapidamente.

Agora passaremos aos sintomas de modo mais detalhado:

1. Pressão arterial

A adrenalina é um potente vasopressor, isto é, aumenta a pressão arterial, principalmente a sis-

tólica (quando o coração se contrai), e menos a diastólica (quando o coração se relaxa). Isso ocasiona

um aumento na pressão do pulso que bate mais forte, mas a pressão média cai abaixo do normal antes de voltar ao nível de controle, o que pode causar tonturas.

Ocorre estimulação miocárdica direta levando ao aumento da força de contração ventricular (chamada ação initrópica positiva). Há aumento da frequência cardíaca (ação cronotrópica positiva). Mui- tas vezes a pessoa percebe isso como desconforto, ou interpreta como medo ou uma presença desa- gradável, quando, na realidade, isso independe do tipo do espírito comunicante.

Ocorre vasoconstrição em muitos leitos vasculares, especialmente nos vasos de resistência pré- capilar da pele. A pessoa fica pálida e, aparentemente, fria. A frequência do pulso, a princípio acelerada, pode estar acentuadamente diminuída no auge, por descarga vagal compensadora (mecanismo de com- pensação próprio do organismo para todas as suas funções), o que pode ser erroneamente interpretado por cansaço.

2. Efeitos vasculares

a. Pele - ocorre principalmente nas arteríolas menores e esfíncteres pré-capilares (pequenos va-

sos sanguíneos do corpo e seus mecanismos de regulação de fluxo do sangue), embora também as vei- as e as grandes artérias respondam à adrenalina. Vários leitos vasculares respondem diferentemente.

A adrenalina reduz acentuadamente o fluxo cutâneo, contraindo os vasos pré-capilares e veias

subcapilares. Há vasoconstrição cutânea e consequente palidez.

A vasoconstrição cutânea é responsável por uma diminuição acentuada do fluxo sanguíneo das

mãos e dos pés e a pessoa fica com ambos frios. A congestão das mucosas subsequente à vasoconstri- ção resulta provavelmente de alterações na reatividade vascular como resultado de hipóxia tissular.

b. Músculos - o fluxo sanguíneo para os músculos é aumentado. Esse efeito vascular é indepen-

dente dos efeitos reflexos cardíacos ou centrais. Isso significa que é muito importante que os músculos

recebam bastante sangue. O que está de acordo com a necessidade aumentada de energia para o cor- po, através das reações químicas da cadeia respiratória que ocorrem nas mitocôndrias, que são em maior número nas células musculares. Essa energia será responsável também pela produção aumenta- da de ectoplasma, produção esta também sediada nas mitocôndrias.

c. Cérebro - o efeito da adrenalina na circulação cerebral está relacionado à pressão arterial sis-

têmica (do corpo). Há aumento do fluxo sanguíneo cerebral e da captação de oxigênio, sem alterar a re- sistência vascular. Isso significa que o cérebro estará funcionando muito, mas as eventuais dores de ca- beça que o médium pode apresentar não estão relacionadas ao cérebro e, sim, ao aumento da quanti- dade de sangue nos vasos do couro cabeludo e ossos da cabeça. É importante salientar que o tecido ce- rebral nunca dói.

IPPBIPPBIPPBIPPB ---- InstInstitutoInstInstitutoitutoituto dededede PesquisasPesquisasPesquisasPesquisas ProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicas eeee BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas

BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas d. Fígado e baço - a adrenalina provoca notável aumento

d. Fígado e baço - a adrenalina provoca notável aumento no fluxo sanguíneo hepático e diminui

a resistência vascular esplênica (do baço), junto com grande aumento no débito de glicose hepática e no

consumo de oxigênio do baço.

Ambos os órgãos estarão com funcionamento aumentado, o que pode levar tanto a melhor de- sempenho de suas funções, como a estresse por estimulação excessiva.

A maior alteração que ocorre é no comportamento dos remédios, pois geralmente sua metaboli-

zação é hepática (no fígado), e o médium tende a apresentar maior sensibilidade e mais efeitos colate-

rais. Isso é contornado com um acompanhamento médico próximo e atento, e muitas vezes com doses menores de medicação.

e. Rins - os efeitos sobre as funções renais são variáveis, porém as alterações vasculares renais

são evidentes. Mesmo quando não ocorre grande alteração da pressão arterial, há aumento da resistên- cia vascular renal e redução no fluxo sanguíneo renal e todos os segmentos do leito vascular renal con- tribuem para a resistência vascular renal aumentada. O aumento dessa resistência vascular diminui a quantidade de sangue que circula pelos rins, predispondo o médium ao acúmulo de substâncias que le- vam à formação de cálculos renais (também favorecidos pelo aumento da produção de ectoplasma - os cálculos representam a condensação do excesso de ectoplasma).

A filtração glomerular (função de excreção dos rins), é variavelmente alterada. A excreção de só-

dio, potássio e cloreto é diminuída. O volume urinário pode estar aumentado, diminuído ou inalterado. É

aconselhável ao médium perceber como ocorre em seu organismo para evitar desconforto durante a sessão mediúnica.

A secreção de renina (ligada à pressão arterial), é aumentada, representando mais um fator para

o surgimento de hipertensão arterial nos médiuns, que normalmente segue uma evolução caprichosa,

aparecendo e desaparecendo aparentemente sem nenhuma razão orgânica.

f. Pulmões - as pressões pulmonares, arterial e venosa são elevadas. Isso ocorre porque há re- distribuição de sangue a partir da circulação sistêmica (do restante do corpo), para a pulmonar, devida à contração da musculatura mais forte nas grandes veias sistêmicas. O sangue é desviado para os pul- mões, vindo do restante do corpo, o que é necessário para aumentar a oferta de oxigênio para o corpo, especialmente para os músculos (que estão produzindo mais ectoplasma). O médium tende a respirar mais profundamente, podendo ser observada dilatação das narinas. Isso também se relaciona direta- mente ao tipo de espírito comunicante e é antes uma reação do organismo do médium às necessidades energéticas do transe.

g. Coronárias - o fluxo sanguíneo coronário é elevado pela adrenalina. O fluxo aumentado ocorre

mesmo quando não há aumento de pressão arterial na aorta, e decorre de três fatores:

aumento da compressão mecânica dos vasos coronarianos, devido à contração mais forte do miocárdio circundante (músculo do coração), tendendo a reduzir o fluxo coronário. Entretanto, um efeito oposto resulta da duração aumentada da diástole (maior tempo de relaxamento do co- ração).

ação direta sobre os vasos coronarianos, embora seja um efeito de pequena monta, se compa- rado ao terceiro fator.

efeito dilatador metabólico resultante da força de contração aumentada e devido a metabólitos produzidos localmente, resultantes da hipóxia miocárdica reativa.

O aumento do fluxo de sangue nos vasos coronarianos é necessário para preservar a integrida-

de do miocárdio que está trabalhando mais durante o transe. Contudo, pessoas que têm problemas nes-

ses vasos tenderão a aumentá-los mais.

3. Efeitos Cardíacos

A adrenalina é um poderoso estimulante. Age diretamente no miocárdio, células do marca-passo

e tecidos de condução (do ritmo cardíaco). Essa estimulação é independente das alterações da função

cardíaca secundária ao retorno venoso aumentado e a outros efeitos vasculares periféricos. É interes-

sante notar que, sendo uma função essencialmente de doação, a mediunidade se utiliza em larga escala do funcionamento do coração, o órgão cuja relação psíquica é a doação.

A frequência cardíaca aumenta e, muitas vezes, o ritmo cardíaco é alterado. Os médiuns, portan-

to, tendem a apresentar arritmias cardíacas.

A sístole cardíaca (contração da musculatura do coração), é mais curta e mais poderosa. O débi-

to cardíaco (quantidade de sangue que o coração ejeta e manda para o corpo) é aumentado. O trabalho

do coração e o consumo de oxigênio são aumentados acentuadamente. A eficiência cardíaca (trabalho realizado em relação ao consumo de oxigênio) é diminuída.

O eletrocardiograma (ECG) também apresenta alterações:

IPPBIPPBIPPBIPPB ---- InstInstitutoInstInstitutoitutoituto dededede PesquisasPesquisasPesquisasPesquisas ProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicas eeee BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas

BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas − diminuição da amplitude da onda T − desvio do

diminuição da amplitude da onda T

desvio do seguimento S-T, podendo ser atribuído a hipóxia miocárdica.

A mediunidade não age como um exercício aeróbico que melhora o funcionamento cardíaco. An-

tes ela representa uma estimulação que precisa ser bem dosada para que se obtenham os melhores re- sultados.

4. Efeitos sobre os músculos lisos

Os efeitos são variáveis nos diferentes órgãos. A musculatura lisa gastrintestinal é relaxada. O tônus intestinal diminui, a frequência e amplitude das contrações espontâneas são reduzidas. O estôma- go é geralmente relaxado e os esfíncteres, pilórico e ileocecal, são contraídos. No entanto, esses efeitos dependem do tônus pré-existente na musculatura do estômago. Se ele já estiver baixo, ocorrerá contra- ção. Isso justifica a necessidade de alimentação leve antes das sessões mediúnicas e por quê, algumas vezes, o estômago parece "torcer-se".

A adrenalina relaxa o músculo detrusor da bexiga e contrai o trígono e os músculos do esfíncter.

Isto pode resultar numa hesitação na micção e contribuir para a retenção de urina na bexiga. Havendo

retenção, a possibilidade de formação de cálculos vesicais aumenta a longo prazo.

5. Efeitos Respiratórios

A adrenalina estimula a respiração, mas é um efeito breve. Ela afeta a respiração mais significa-

tivamente através de suas ações periféricas, particularmente relaxando a musculatura brônquica. Possui

uma ação broncodilatadora poderosa, mais evidente quando a musculatura brônquica está contraída de- vido a doenças como asma. Há aumento da capacidade vital e alívio da mucosa brônquica. Provavel- mente isso ocorra por diminuição da liberação de histamina.

A adrenalina aumenta a frequência respiratória e o volume corrente, reduzindo, assim, o conteú-

do de gás carbônico nos alvéolos.

Sabendo-se da necessidade aumentada de oxigênio durante o transe mediúnico, esse aumento da função respiratória é coerente e facilmente previsível.

6. Efeitos metabólicos

A adrenalina eleva as concentrações sanguíneas de glicose e de lactato. O efeito predominante

sobre a insulina é o de inibição. A adrenalina diminui a captação de glicose pelos tecidos periféricos, em

parte pela ação da insulina, mas estimula a glicogenólise (quebra da molécula de glicose armazenada), na maior parte dos tecidos. O transe mediúnico consome glicose, inclusive aquela armazenada pelo cor- po, levando a perda de peso.

Não se deve descuidar, portanto, do consumo de glicose durante o transe mediúnico. É preciso que, antes da sessão, o médium tenha se alimentado. A alimentação deve ser forte o suficiente para prover a quantidade necessária de glicose e leve o bastante para não pesar no estômago, já que o san- gue está desviado para fora dessa víscera.

Ocorre aumento na concentração de ácidos graxos livres no sangue pela ativação da lípase (en- zima que digere gordura). A gordura é depositada na musculatura e no fígado, provavelmente devido à quantidade aumentada de ácidos graxos no sangue. Ocorre ainda aumento de colesterol, fosolipídios e lipoproteínas, aumentando também a incidência de arteriosclerose e doenças da artéria coronariana.

A ação calorigênica (aumento do metabolismo), refere-se a um aumento da ordem de 20 a 30%

no consumo de oxigênio. O médium tem uma sensação de calor e os gastos de energia diminuem o pe-

so.

7. Efeitos variados

A adrenalina promove redução no volume plasmático circulante, pela perda de líquidos sem pro-

teínas para o espaço extracelular, aumentando assim as concentrações eritrocitárias (de glóbulos verme-

lhos), e de proteínas plasmáticas. Isso deve ser cuidado com a ingestão de líquidos antes da sessão, pois o médium sentirá sede e a falta de líquido circulante predispõe à formação de cálculos renais, na vesícula e na bexiga.

Ocorre aumento na contagem leucocitária total (número de glóbulos brancos, responsáveis pela defesa imunológica do organismo), mas causa eosinopenia (diminuição dos glóbulos vermelhos). Altera- ções do hemograma podem aparecer sem estar acompanhadas de sintomas de anemia ou diminuição na capacidade de reagir a infecções, gripes e resfriados.

IPPBIPPBIPPBIPPB ---- InstInstitutoInstInstitutoitutoituto dededede PesquisasPesquisasPesquisasPesquisas ProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicas eeee BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas

BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas A adrenalina promove aceleração da coagulação

A adrenalina promove aceleração da coagulação sanguínea, provavelmente devida à atividade

aumentada do fator V de coagulação.

A ação sobre as glândulas secretoras não é acentuada. Na maior parte das glândulas a secre-

ção é inibida, parcialmente pelo fluxo de sangue reduzido pela vasoconstrição. O médium então tenderá

a alterações hormonais discretas ou com sintomas, como hipoglicemia, hipotiroidismo, etc.

A adrenalina causa estimulação da secreção de lágrimas e de uma secreção mucosa escassa

das glândulas salivares. É comum o médium chorar durante a sessão, não significando necessariamente

tristeza.

Ocorre ainda sudorese e aumento da atividade pilomotora. A pessoa sente arrepios, não relacio- nados a frio, e diz que é o espírito, quando, na verdade, trata-se de uma reação normal à descarga de adrenalina que ocorre no transe mediúnico. O suor tem um odor característico diferente do suor de exer- cício físico.

A adrenalina causa midríase por contração da musculatura ocular e abaixamento da pressão in-

traocular, tanto em pessoas normais, como em portadores de glaucoma.

A adrenalina não excita diretamente a musculatura esquelética (ligada aos ossos, com comando

voluntário), mas facilita a transmissão neuromuscular e abole temporariamente a fadiga devido à estimu- lação rápida prolongada do nervo motor. Há aumento real na força motora dos membros.

Doses elevadas ou repetidas de adrenalina, ou correspondente de excesso de transes mediúni- cos, levam a lesão das paredes arteriais e do miocárdio. São lesões graves com aparecimento de regi- ões necróticas (com morte de células), semelhantes às do enfarto do miocárdio.

8. Efeitos sobre o sistema nervoso central (SNC)

A adrenalina não é um estimulante poderoso do SNC por causa da dificuldade dessa molécula

muito polar (com carga elétrica importante), penetrar no SNC.

Em muitas pessoas, a adrenalina pode causar agitação, apreensão, cefaleia (dor de cabeça), e tremores. Esses efeitos podem ser secundários aos efeitos cardiorrespiratórios e metabólicos periféricos. Esses sintomas não devem ser confundidos com o tipo de espírito manifestante, nem com determinado tipo de mediunidade ou trabalho mediúnico.

Além dessas alterações que ocorrem em níveis químicos, a mediunidade ocasiona alterações em níveis menores intracelulares.

As pessoas que apresentam capacidade mediúnica têm metabolismo energético próprio, ade- quado a essa função. São grandes produtores de ectoplasma.

Ectoplasma, que Kardec chama de energia vital, é o veículo transmissor do pensamento e, por- tanto, necessário para a realização do transe mediúnico. Ele é composto de uma parte material (energia vinda da respiração), e outra parte imaterial (o fluido vital).

Todo transe mediúnico consome energia que é obtida nos processos respiratórios em nível intra-

celular.

No corpo humano, as células apresentam estruturas, lugares específicos para cada função, que são as organelas. Em todas as células humanas há a organela responsável pela produção de energia:

as mitocôndrias, local onde ocorre a respiração celular.

O processo químico da respiração consiste basicamente em deslocar elétrons de um complexo

(substância cuja molécula é grande), para outro, até chegar ao oxigênio - o receptor final de elétrons. A

passagem de elétrons de um para outro complexo libera energia na forma de fótons (onda eletromagné- tica de luz), que é armazenada numa molécula especial: o trifosfato de adenosina ou ATP. Sempre que há necessidade de energia, qualquer célula do organismo irá recorrer às moléculas de ATP, bastando re- tirar um fosfato e transformar em ADP (adenosina difosfato). A transformação em monofosfato é menos energética. Esses ATP's formados nas mitocôndrias podem ser usados imediatamente ou podem ser guardados pelo organismo, na forma de gordura (tecido adiposo).

Paralelamente à formação dos fótons, ocorre um escape energético da energia que está agrega- da ao fluido vital da pessoa, fabricando o ectoplasma. Esse processo está na dependência do gene con- tido na mitocôndria, um gene circular que não faz parte dos genes nucleares. Cada mitocôndria possui um gene circular e o número de mitocôndrias numa célula é muito variável. Os músculos estriados (mús- culos esqueléticos), são as células que mais têm mitocôndrias, podendo chegar a um total de 300 des- sas estruturas numa única fibra (célula muscular).

Pessoas com abundante produção de ectoplasma são mais sensíveis às percepções mediúni- cas, pois o veículo do pensamento em grande quantidade facilita isso. Essas percepções podem ser de-

IPPBIPPBIPPBIPPB ---- InstInstitutoInstInstitutoitutoituto dededede PesquisasPesquisasPesquisasPesquisas ProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicas eeee BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas

BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas sagradáveis e, num mecanismo de defesa e proteção contra

sagradáveis e, num mecanismo de defesa e proteção contra elas, o próprio organismo encarrega-se de minorá-las. Isso pode ser feito de dois modos:

diminuindo a produção global de energia e de ATP, por diminuição do aporte de oxigênio, por doenças pulmonares ou por tabagismo.

utilizando o maior número possível de ATP (deslocando a reação para esse lado) e armazenan- do-o na forma de gordura, na obesidade.

Em níveis ainda menores, ondulatórios ou de consciência, os sintomas que a pessoa irá sentir devidos à mediunidade ocorrerão na área psíquica e serão sintomas mentais, vivências internas e/ou comportamentais.

Os fenômenos mediúnicos sempre ocorrem com uma alteração do nível de consciência, isto é, do estado de vigília, do quanto estamos acordados e despertos para o mundo à nossa volta. Natural- mente, o nível de consciência de uma pessoa oscila durante o dia a cada 90 minutos: a pessoa como que "adormece" e volta a acordar, repetindo o ciclo várias vezes.

Essas variações normais da consciência predispõem ao transe mediúnico, quando o nível rebai- xado é aprofundado e a duração prolongada. Com isso, há uma dificuldade em perceber a realidade, o mundo e as coisas ao redor, as quais parecem diferentes, com menos densidade e peso, estrutura. É a desrealização, uma sensação de estranheza para com as coisas.

Concomitantemente, a pessoa sente-se também ela estranha, como se não existisse uma rela- ção contínua entre ela agora e a de minutos atrás, como se ela tivesse se tornado uma outra pessoa, mas não totalmente diferente dela. É a despersonalização.

Observam-se oscilações bruscas de humor, irritabilidade, tristeza, tendência ao choro ou euforia, alegria exagerada, sem motivo, pueril e tendendo facilmente à irritação e à briga.

Pensamentos recorrentes, repetitivos, são frequentes, sejam sobre assuntos complexos (o futuro da pessoa, sua capacidade de realização, autoestima), sejam sobre questões triviais (brigar com o vizi- nho, intolerância).

A capacidade crítica está prejudicada e a pessoa parece não entender explicações recebidas,

repetindo a mesma frase ou decisão anterior, apesar de ter prestado atenção à conversa.

A capacidade de concentrar-se também diminui e a pessoa fica dispersiva, distrai-se com qual-

quer coisa. Seu pragmatismo, a capacidade de realizar coisas úteis, diminui.

Há, porém, um juízo preservado e a pessoa tem consciência de todos esses sintomas e sofre com isso. Essa percepção correta do que está acontecendo é importante para diferir, psicopatologica- mente, os fenômenos mediúnicos dos quadros de psicose.

Em níveis psíquicos mais profundos, subconsciente, também há alterações.

No cérebro humano, há uma região importante bem no meio, o hipotálamo. Por estar na parte in- terna do cérebro, essa região não é cortical (parte mais externa), e, por isso, não é consciente - apenas o que ocorre no córtex cerebral é consciente.

No hipotálamo estão os núcleos nervosos responsáveis pelos comportamentos psicobiológicos básicos, de sobrevivência. Isso não é exclusivo do ser humano e é chamado de cérebro reptiliano, um cérebro de lagartixa que provê apenas a vida daquela criatura e de sua espécie.

Os comportamentos psicobiológicos são quatro: fome, sono, agressividade e sexualidade. Na mediunidade, todos podem estar alterados, mas o mais comum é a alteração de um ou dois, que se al- terna com a dos outros no decorrer do tempo.

A

fome pode estar aumentada (como já foi visto) ou diminuída, numa negação da vida.

O

sono pode estar aumentado ou diminuído ou fragmentado. Sendo uma das fases do ciclo so-

no-vigília que mais depende do relógio biológico humano, está em relação direta com o funcionamento da pineal. Sempre que afetado, para mais ou para menos, será um sono de baixa qualidade, não repa- rador. O sono coloca a pessoa encarnada em contato direto com o mundo espiritual. As perturbações do sono representam, portanto, perturbações desse intercâmbio. Assim, os períodos de adormecer e des- pertar são importantes para o preparo do sono e no trazer suas recordações.

A agressividade estará aumentada, determinando comportamentos de irritação, intolerância, dis-

cussão e brigas, até de violências físicas. quando voltada para si, a agressividade exacerbada torna-se a base dos transtornos de humor (depressão ou mania), do transtorno obsessivo compulsivo (TOC), das fobias (medos específicos), da síndrome de pânico (desespero perante a vida e principalmente diante do

limite da morte). Pode também chegar à autoviolência física - o suicídio.

A sexualidade estará comprometida (não no sentido de homo ou heterossexualidade), com com-

portamentos bizarros (perversões) e perda de domínio (compulsões). Além disso, e muito mais frequen-

IPPBIPPBIPPBIPPB ---- InstInstitutoInstInstitutoitutoituto dededede PesquisasPesquisasPesquisasPesquisas ProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicasProjeciológicas eeee BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas

BioenergétBioenergétiBioenergétBioenergétiicasicascascas te, a sexualidade apresenta-se alterada como a base dos

te, a sexualidade apresenta-se alterada como a base dos relacionamentos e vínculos humanos. A sexua- lidade alterada levará ao isolamento social, afastamento do convívio das pessoas, exclusão e abandono de si e do mundo.

Em nível inconsciente, Jung refere-se às instâncias da mente humana. Há quatro diferentes for- mas de o ser humano perceber a realidade e agrupam-se duas a duas, complementando-se. Há, pois, o seguinte esquema:

INTUIÇÃO

(espiritualidade)

EMOÇÃO (coração, sentimentos)

| RAZÃO

|

(cérebro, pensar)

SENSAÇÃO (corpo como um todo)

O equilíbrio central é raro e momentâneo, pois a mente é dinâmica e não somos perfeitos. Sem-

pre que um dos polos estiver superexcitado (continuamente gastando a maior parte da energia da men- te), o polo oposto estará atrofiado, necessitando de energia, atenção e desenvolvimento.

O conjunto de opostos RAZÃO - EMOÇÃO foi bem explicado na peça teatral "Conhecimento e