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Cartilha

Denuncie o abuso e a exploraçao sexual


contra crianças e adolescentes
Esta cartilha destina-se ao público adulto,
composto por profissionais da educação,
saúde, assistência social, psicólogos,
conselheiros tutelares e de direitos,
pais, familiares e vizinhos de crianças e
adolescentes.
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O que é abuso sexual?


É o ato praticado pela pessoa que usa uma criança ou adolescente para satisfazer
seu desejo sexual.

FORMAS MAIS COMUNS DE ABUSO

com contato físico:

Tocar ou acariciar os órgãos genitais de


criança ou adolescente
Ter relação sexual com crianças ou
adolescentes
Obrigar ou estimular a criança ou
adolescente a tocar nos orgãos genitais dos
adultos

sem contato físico:

Fazer com que a criança ou o adolescente


veja adultos se masturbando ou praticando
relação sexual
Fazer com que a criança ou o adolescente
veja revistas ou sites pornográficos
Fotografar ou filmar crianças e
adolescentes nus, em posturas eróticas
Ficar observando os órgãos genitais de
crianças e adolescentes para conseguir
se excitar
Falar sobre relações sexuais com crianças
ou adolescentes com a finalidade de se
excitar ou de deixá-los excitados
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Quem é o abusador?
É uma pessoa aparentemente normal, que nem
sempre age de forma agressiva.

Geralmente, é uma pessoa que as crianças e


os adolescentes conhecem (pai, padrasto, tio,
irmão(ã), mãe, madrasta, tia, primo(a), avô(ó),
vizinho, amigo da família, babá, professor(a),
médico(a), policial, entre outros).

Em regra, é uma pessoa comum, que leva uma


vida social normal.
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O que é a exploração
sexual de crianças
e adolescentes?
Na exploração sexual há a utilização
sexual de crianças e adolescentes com
fins comerciais, ou seja, para obter
dinheiro ou vantagem.

Quase sempre existe a participação


de um(a) aliciador(a), que lucra
intermediando a relação com o cliente.
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Quais são as consequências do abuso e da


exploração sexual na vida das vítimas?
A vítima de abuso ou exploração sexual sempre
sofrerá traumas psicológicos e até físicos que podem
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ser irreversíveis, perpetuando o seu sofrimento.

As reações podem começar imediatamente ou


depois de um tempo.

É importante ficar atento, pois a maioria dos


casos de abuso sexual não deixa vestígios
físicos evidentes.

Um sintoma isolado pode não ser


indicador de violência, por isso
a necessidade de observar o
contexto. Se possível, procurar
o auxílio de um profissional
qualificado.
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Sinais do abuso sexual

SINAIS FÍSICOS

Dor, coceira, inchaço ou sangramento na área genital e/ou anal


Aparecimento de hematomas no corpo
Infecção na região genital e abdominal
Gravidez
Doenças sexualmente transmissíveis

SINAIS COMPORTAMENTAIS

Depressão
Dificuldades para dormir ( pesadelos frequentes)
Manifestações de incômodo ao ser tocado(a)
Persistente interesse em assuntos de natureza sexual
Alterações súbitas de comportamento
Agressividade
Autodepreciação do corpo
Dificuldade de concentração
Desenhos e textos com conteúdo sexual
Instabilidade emocional: tristeza, abatimento profundo, choro sem
causa aparente, medo, ansiedade e irritabilidade
Conhecimento sobre sexualidade inapropriado para a idade
Comportamento extremamente tenso
Incontinência de urina ou fezes
Isolamento social etc...
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Como prevenir?
Converse com seu filho sobre toques “apropriados”

Encoraje seu filho a contar sobre qualquer pessoa que esteja agindo de maneira que
o preocupe, o deixe infeliz, confuso ou com medo

Saiba sempre onde ele está, com quem está e o que está fazendo

Ensine-o a não aceitar convites, dinheiro, comida e favores


de estranhos, especialmente em troca de carinho

Conheça seus amigos, principalmente


os mais velhos

Supervisione o uso da internet


(Facebook, Orkut, MSN, salas
de bate-papo, etc.)

Oriente seu filho a não


responder e-mails de
desconhecidos, muito menos
enviar fotos ou fornecer
dados (nome, idade,
telefone, endereço, senha)
a outras pessoas.
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Como agir em caso de suspeita


de abuso sexual?
Não critique nem duvide que ela/ele esteja falando a verdade
Incentive a criança e/ou o adolescente a falar sobre o ocorrido, mas não o obrigue
Fale sempre em ambiente isolado, para que a conversa não sofra interrupções
nem seja constrangedora
Evite tratar do assunto com aqueles que não poderão ajudar
Denuncie e procure ajuda de um profissional
Converse de um jeito simples e claro para que a criança e/ou o adolescente entenda o
que você está querendo dizer
Esclareça à criança e/ou adolescente que a culpa não é dela/dele
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Denuncie:
Muitas pessoas têm dificuldade em A maioria dos casos não é denunciada.
denunciar casos de violência sexual às Quando há envolvimento de familiares é
autoridades, geralmente por medo de mais difícil que a vítima consiga denunciar,
represálias. seja por motivos afetivos, por medo do
Não denunciar o abuso sexual pode ser abusador, medo de perder os pais ou o
fatal para a criança ou adolescente. provedor da familia, medo de ser expulso
A denúncia é a forma mais correta de de casa, medo de que não acreditem ou
impedir que o abusador continue a praticar medo de ser o culpado pela discórdia
seus atos e de conseguir que seja punido familiar
pela Justiça. Se você descobrir ou suspeitar que está
Todos somos responsáveis e temos o ocorrendo o abuso sexual,
dever de denunciar. denuncie!

Art. 245, ECA - Deixar o médico, professor ou responsável por


estabelecimento de atenção à saúde e de Ensino Fundamental,
pré-escola ou creche, de comunicar à autoridade competente os casos
de que tenha conhecimento, envolvendo suspeita ou confirmação de
maus-tratos contra criança ou adolescente:

Pena: multa de três a vinte salários de referência, aplicando-se o dobro


em caso de reincidência
PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA
BENEDITO TORRES NETO

COORDENAÇÃO
LIANA ANTUNES VIEIRA TORMIN
Promotora de Justiça
Coordenadora do CAOINFÂNCIA

COLABORAÇÃO
TALITA PAIVA MAGALHÃES
Assessora Jurídica do CAOINFÂNCIA

UNIDADE TÉCNICA EM PSICOLOGIA MP/GO

CAMPANHA PUBLICITÁRIA
Assessoria de Comunicação Social do MP/GO
Onde denunciar

Assessoria de Comunicação Social/MP-GO


Ao Disque 100 ou pelo
e-mail disquedenuncia@sedh.gov.br

Ao número 190

À Safernet: combate à pornografia


infantil na Internet no Brasil:
www.safernet.org.br
À Central Nacional de Denúncias
Ao Conselho Tutelar de Crimes Cibernéticos:
de sua cidade
www.denunciar.org.br.
À Polícia Militar,
Polícia Federal ou Polícia
Rodoviária Federal
À Promotoria de Justiça
da Infância e Juventude
de sua Comarca

Às Delegacias comuns ou
especializadas em crimes contra
crianças ou adolescentes