Você está na página 1de 30
A gestão de resíduos no ambiente hospitalar Legislações e Tecnologias
A gestão de resíduos no ambiente hospitalar Legislações e Tecnologias

A gestão de resíduos no ambiente hospitalar

Legislações e Tecnologias

HistóricoHistórico
HistóricoHistórico

Tratamento diferenciado desde a implantação dos primeiros estabelecimentos de saúde.

Resíduo Comum > Lixões

Resíduo de Saúde > Incineração

Adotado o Princípio da Precaução (O.M.S)

de saúde. Resíduo Comum > Lixões Resíduo de Saúde > Incineração Adotado o Princípio da Precaução
HistóricoHistórico
HistóricoHistórico

Desativação dos pequenos Fornos Hospitalares devido:

Crescimento dos centros urbanos Transtornos gerados por odores

Emissão de Fumaça

A responsabilidade foi assumida pelas administrações municipais encaminhando os resíduos para:

Incineradores já disponíveis Incineradores adquiridos para esta finalidade

Valas Sépticas

os resíduos para: Incineradores já disponíveis Incineradores adquiridos para esta finalidade V alas Sépticas
HistóricoHistórico
HistóricoHistórico

As soluções adotadas foram reprovadas pelos órgãos de controle ambiental pois:

Incineradores > emissão de gases tóxicos

Valas sépticas > ineficiência e impossibilidade de controle

pois: Incineradores > emissão de gases tóxicos Valas sépticas > ineficiência e impossibilidade de controle
DescriçãoDescrição dasdas TecnologiasTecnologias
DescriçãoDescrição dasdas TecnologiasTecnologias

Disposição direta no solo

Princípio do Tratamento: Vala Séptica

Ciclo básico

Abertura da Vala

Tratamento: Vala Séptica Ciclo básico Abertura da Vala Carregamento Mistura com Cal Cobertura com Terra

Carregamento

Vala Séptica Ciclo básico Abertura da Vala Carregamento Mistura com Cal Cobertura com Terra Características do

Mistura com Cal

básico Abertura da Vala Carregamento Mistura com Cal Cobertura com Terra Características do resíduo após o
básico Abertura da Vala Carregamento Mistura com Cal Cobertura com Terra Características do resíduo após o

Cobertura com Terra

da Vala Carregamento Mistura com Cal Cobertura com Terra Características do resíduo após o tratamento:

Características do resíduo após o tratamento:

Descaracterização / Redução de Volume: Não Teor de Umidade / Peso : Inalterado

Vantagens:

Baixo custo

Desvantagens:

Ineficiência Grandes impactos ao meio ambiente Inexistência de controle do processo

DescriçãoDescrição dasdas TecnologiasTecnologias
DescriçãoDescrição dasdas TecnologiasTecnologias

Incinerador

Princípio do Tratamento: Combustão

Ciclo básico

Princípio do Tratamento: Combustão Ciclo básico Carga (Manual ou Automática) Combustão (800ºC) Tratamento
Princípio do Tratamento: Combustão Ciclo básico Carga (Manual ou Automática) Combustão (800ºC) Tratamento

Carga (Manual ou Automática)

Combustão Ciclo básico Carga (Manual ou Automática) Combustão (800ºC) Tratamento dos Gases Remoção das

Combustão (800ºC)

básico Carga (Manual ou Automática) Combustão (800ºC) Tratamento dos Gases Remoção das Cinzas Características

Tratamento dos Gases

ou Automática) Combustão (800ºC) Tratamento dos Gases Remoção das Cinzas Características do resíduo após o

Remoção das Cinzas

(800ºC) Tratamento dos Gases Remoção das Cinzas Características do resíduo após o tratamento: -

Características do resíduo após o tratamento:

- Descaracterização / Redução de Volume: Sim

- Teor de Umidade / Peso : Muito Reduzido

Desvantagens:

Alto custo operacional Alto investimento inicial Geração de gases tóxicos

Vantagens:

Eliminação quase total dos resíduos Possibilidade de tratamento do Grupo B Possibilidade de geração de energia

LegislaçõesLegislações
LegislaçõesLegislações

Evolução da legislação brasileira

CONAMA

nº 6/91 – artigo 3 – norteamento do princípio do tratamento para resíduos sólidos da área de saúde, portos e aeroportos.

nº 5/93 - estabelece critérios para gerenciamento de resíduos sólidos oriundos de serviços de saúde, aeroportos, terminais rodoviários e ferroviários.

nº 283/2001 - dispõe sobre o Tratamento e a Destinação final dos Resíduos de Serviços de Saúde.

nº 358/2005 – revisão e atualização da nº 283.

• nº 358/2005 – revisão e atualização da nº 283. ANVISA • RDC 33/2003 – regulamento

ANVISA

RDC 33/2003 – regulamento técnico para o gerenciamento de resíduos de serviços de saúde.

RDC 306/2004 – revisão e atualização da RDC 33.

LegislaçõesLegislações
LegislaçõesLegislações

CONAMA nº 5/93

Divisão dos RSS em 4 grupos -

(A)

Presença de agentes Biológicos Não poderão ser disposto no meio ambiente sem tratamento prévio que assegure :

Eliminação das características de periculosidade

Atendimento aos padrões de qualidade Ambiental de Saúde Pública

(B)

– Risco devido as características químicas Tratamento e disposição final específicos

(C)

– Rejeitos Radioativos

(D)

– Rejeitos Comuns

químicas Tratamento e disposição final específicos (C) – Rejeitos Radioativos (D) – Rejeitos Comuns
LegislaçõesLegislações
LegislaçõesLegislações

Diferenciação entre as resoluções

RESOLUÇÃO Nº 33 – ANVISA fevereiro de 2003

RESOLUÇÃO Nº 283 –CONAMA julho de 2001

Classificação: 5 grupos A, B, C. D e E.

Classificação: 4 grupos A, B, C e D

Transporte interno

Transporte interno

Armazenamento

Armazenamento

Segregação

Segregação

Acondicionamento e Identificação

Acondicionamento e Identificação

Identificação ≠ Acondicionamento e Identificação Tratamento Apenas A1, A2, A5 e A7 e os resíduos do

Tratamento Apenas A1, A2, A5 e A7 e os resíduos do Grupo A3, A4 e A6

encaminhados diretamente para aterros devidamente licenciados sem tratamento.

Tratamento total do Grupo A

Destino Final

LegislaçõesLegislações
LegislaçõesLegislações

Harmonização entre as resoluções

RESOLUÇÃO Nº 306 – ANVISA de 7 de dezembro de 2004

RESOLUÇÃO Nº 358 –CONAMA 29 de abril de 2005

• Classificação: 5 grupos A, B, C, D e E. Sub-Grupos A – A1, A2, A3, A4 e A5 • Segregação • Acondicionamento e Identificação • Transporte interno • Armazenamento

• Tratamento prévio A1, A2, A3 e A5, B e E Grupo A4 encaminhados diretamente para aterros devidamente licenciados sem tratamento prévio.

• Destino Final

A5, B e E Grupo A4 encaminhados diretamente para aterros devidamente licenciados sem tratamento prévio. •
TecnologiasTecnologias
TecnologiasTecnologias

Evolução das tecnologias no Brasil

1993 a 2000 Estado de São Paulo – Incineradores na Grande São Paulo Microondas no ABC, Vale do Paraíba e Campinas Outros Estados – Incineradores

1998 Importação de autoclave francesa no Estado de São Paulo Início das atividades em 2001

1999 Fabricação da primeira autoclave com tecnologia brasileira Início das atividades em 2002

das atividades em 2001 1999 Fabricação da primeira autoclave com tecnologia brasileira Início das atividades em
DescriçãoDescrição dasdas TecnologiasTecnologias
DescriçãoDescrição dasdas TecnologiasTecnologias

Autoclave

Princípio do Tratamento: Aquecimento sob pressão

Ciclo básico

Carga Manual

Aquecimento sob pressão Ciclo básico Carga Manual Pré-Vácuo Esterelização a Vapor (150ºC/33PSI) Descarga

Pré-Vácuo

sob pressão Ciclo básico Carga Manual Pré-Vácuo Esterelização a Vapor (150ºC/33PSI) Descarga Manual

Esterelização a Vapor (150ºC/33PSI)

Descarga Manual

Esterelização a Vapor (150ºC/33PSI) Descarga Manual Trituração Características do resíduo após o
Trituração

Trituração

a Vapor (150ºC/33PSI) Descarga Manual Trituração Características do resíduo após o tratamento: -

Características do resíduo após o tratamento:

- Descaracterização / Redução de Volume: Sim = 70%

- Teor de Umidade / Peso : Inalterado

Vantagens:

Processo tradicional e eficiente

Desvantagens:

Restrição para resíduos do Grupo B

DescriçãoDescrição dasdas TecnologiasTecnologias
DescriçãoDescrição dasdas TecnologiasTecnologias

Autoclave

Resíduos tratados

DescriçãoDescrição dasdas TecnologiasTecnologias Autoclave Resíduos tratados
DescriçãoDescrição dasdas TecnologiasTecnologias
DescriçãoDescrição dasdas TecnologiasTecnologias

Autoclave

Sistema de trituração para descaracterização

DescriçãoDescrição dasdas TecnologiasTecnologias Autoclave Sistema de trituração para descaracterização
DescriçãoDescrição dasdas TecnologiasTecnologias
DescriçãoDescrição dasdas TecnologiasTecnologias

Autoclave

DescriçãoDescrição dasdas TecnologiasTecnologias Autoclave Testes de Eficiência

Testes de Eficiência

DescriçãoDescrição dasdas TecnologiasTecnologias Autoclave Testes de Eficiência
DescriçãoDescrição dasdas TecnologiasTecnologias
DescriçãoDescrição dasdas TecnologiasTecnologias

Microondas

Princípio do Tratamento:

Aquecimento por Ondas Eletromagnéticas

do Tratamento: Aquecimento por Ondas Eletromagnéticas Características do resíduo após o tratamento:

Características do resíduo após o tratamento:

Descaracterização / Redução de Volume: Sim Teor de Umidade / Peso : Pequeno Aumento

Vantagens:

Sistema fechado e automatizado Não emissão de gases tóxicos e efluentes líquidos

Ciclo básico Carga

de gases tóxicos e efluentes líquidos Ciclo básico Carga Trituração Pré-Aquecimento a Vapor (150ºC) Aquecimento

Trituração

e efluentes líquidos Ciclo básico Carga Trituração Pré-Aquecimento a Vapor (150ºC) Aquecimento por Microondas

Pré-Aquecimento a Vapor (150ºC)

Carga Trituração Pré-Aquecimento a Vapor (150ºC) Aquecimento por Microondas (95º) Descarga Desvantagens:

Aquecimento por Microondas (95º)

a Vapor (150ºC) Aquecimento por Microondas (95º) Descarga Desvantagens: Exige mão de obra especializada para

Descarga

a Vapor (150ºC) Aquecimento por Microondas (95º) Descarga Desvantagens: Exige mão de obra especializada para

Desvantagens:

Exige mão de obra especializada para operação e manutenção

DescriçãoDescrição dasdas TecnologiasTecnologias
DescriçãoDescrição dasdas TecnologiasTecnologias

Microondas

Aquecimento por microondas

DescriçãoDescrição dasdas TecnologiasTecnologias Microondas Aquecimento por microondas
DescriçãoDescrição dasdas TecnologiasTecnologias Microondas Aquecimento por microondas
DescriçãoDescrição dasdas TecnologiasTecnologias
DescriçãoDescrição dasdas TecnologiasTecnologias

Microondas

Rosca secundária

DescriçãoDescrição dasdas TecnologiasTecnologias Microondas Rosca secundária
DescriçãoDescrição dasdas TecnologiasTecnologias
DescriçãoDescrição dasdas TecnologiasTecnologias

Incineração

Princípio do Tratamento: Termodesinfecção

Incineração Princípio do Tratamento: Termodesinfecção Vantagens: Produção em grande escala Sistema de elevação

Vantagens:

Produção em grande escala

Sistema de elevação

Desvantagens:

Geração de gases Geração de resíduo para aterro classe I

DescriçãoDescrição dasdas TecnologiasTecnologias
DescriçãoDescrição dasdas TecnologiasTecnologias

Incineração

DescriçãoDescrição dasdas TecnologiasTecnologias Incineração Tratamento de efuentes Monitoramento

Tratamento de efuentes

Monitoramento
Monitoramento
DescriçãoDescrição dasdas TecnologiasTecnologias
DescriçãoDescrição dasdas TecnologiasTecnologias

Desativação Eletrotérmica (ETD) - São Paulo

Princípio do Tratamento: Inativação dos microorganismos pela ação de ondas eletromagnéticas

Ciclo básico Carga

pela ação de ondas eletromagnéticas Ciclo básico Carga Trituração Pré-Aquecimento a Vapor (150ºC) Desinfecção

Trituração

de ondas eletromagnéticas Ciclo básico Carga Trituração Pré-Aquecimento a Vapor (150ºC) Desinfecção (ETD)
de ondas eletromagnéticas Ciclo básico Carga Trituração Pré-Aquecimento a Vapor (150ºC) Desinfecção (ETD)
de ondas eletromagnéticas Ciclo básico Carga Trituração Pré-Aquecimento a Vapor (150ºC) Desinfecção (ETD)

Pré-Aquecimento a Vapor

(150ºC)

Carga Trituração Pré-Aquecimento a Vapor (150ºC) Desinfecção (ETD) Aquecimento Indireto Descarga

Desinfecção (ETD)

Pré-Aquecimento a Vapor (150ºC) Desinfecção (ETD) Aquecimento Indireto Descarga Características do resíduo

Aquecimento Indireto

a Vapor (150ºC) Desinfecção (ETD) Aquecimento Indireto Descarga Características do resíduo após o tratamento:

Descarga

Características do resíduo após o tratamento:

Descaracterização / Redução de Volume: Sim Teor de Umidade / Peso : Pequeno Aumento Vantagens:

Produção em grande escala Sistema fechado e automatizado

Desvantagens:

Exige mão de obra especializada para operação e manutenção Alto investimento inicial

Não emissão de gases tóxicos e líquidos

efluentes

DescriçãoDescrição dasdas TecnologiasTecnologias
DescriçãoDescrição dasdas TecnologiasTecnologias

Outras Tecnologias

AQUECIMENTO POR ÓLEO TÉRMICO Princípio do Tratamento:

Aquecimento por transferência de calor

- Rio de Janeiro

Ciclo básico Carga

de calor - Rio de Janeiro Ciclo básico Carga Trituração Pré-Aquecimento a Vapor Aquecimento Indireto

Trituração

de calor - Rio de Janeiro Ciclo básico Carga Trituração Pré-Aquecimento a Vapor Aquecimento Indireto Descarga

Pré-Aquecimento a Vapor

Ciclo básico Carga Trituração Pré-Aquecimento a Vapor Aquecimento Indireto Descarga Características do resíduo

Aquecimento Indireto

Trituração Pré-Aquecimento a Vapor Aquecimento Indireto Descarga Características do resíduo após o tratamento: -
Trituração Pré-Aquecimento a Vapor Aquecimento Indireto Descarga Características do resíduo após o tratamento: -

Descarga

Características do resíduo após o tratamento:

- Descaracterização / Redução de Volume: Sim Teor de Umidade / Peso : Pequeno Aumento

Vantagens:

Sistema fechado e automatizado Não emissão de gases tóxicos e efluentes líquidos

Desvantagens:

Alto investimento inicial Necessidade de mão de obra especializada

DescriçãoDescrição dasdas TecnologiasTecnologias
DescriçãoDescrição dasdas TecnologiasTecnologias

Outras Tecnologias

• Plasma a Frio

• Plasma térmico

• Radiação

• Maceração Química

• Autoclave + Microondas

Setores em desenvolvimento com várias tecnologias sendo pesquizadas.

desenvolvimento com várias tecnologias sendo pesquizadas. Viabilidade da tecnologia depende da combinação de

Viabilidade da tecnologia depende da combinação de eficiência + custo competitivo.

No Brasil várias empresas estão empenhadas no desenvolvimento de equipamentos nacionais.

TecnologiasTecnologias
TecnologiasTecnologias

As principais tecnologias

* Microondas inclui 100 T/Dia da ETD/SP – desativação eletrotérmica, uma vez que tecnologias trabalham
* Microondas inclui 100 T/Dia da ETD/SP – desativação eletrotérmica, uma vez que tecnologias trabalham dentro do espectro eletromagnético.
TecnologiasTecnologias
TecnologiasTecnologias
TecnologiasTecnologias
PanoramaPanorama dosdos resíduosresíduos
PanoramaPanorama dosdos resíduosresíduos

Quantidade de Municípios em que existem serviços de Coleta de RSS por macrorregiões e Brasil em 2008

resíduosresíduos Quantidade de Municípios em que existem serviços de Coleta de RSS por macrorregiões e Brasil
PanoramaPanorama dosdos resíduosresíduos
PanoramaPanorama dosdos resíduosresíduos

RSS coletados por macrorregiões e Brasil em 2008 (t/ano)

RSS coletados por macrorregiões e Brasil em 2008 (t/ano) A coleta de RSS executada por grande

A coleta de RSS executada por grande parte dos municípios brasileiros é parcial, o que contribui significativamente para o desconhecimento sobre a quantidade total e o destino dos RSS gerados no Brasil. O quadro da destinação final dos RSS coletados é um alerta aos organismos responsáveis pela saúde pública e à própria sociedade sobre a preocupante questão.

PanoramaPanorama dosdos resíduosresíduos
PanoramaPanorama dosdos resíduosresíduos
Tratamento de RSS por macrorregiões e Brasil em 2007 (Ton/ano)
Tratamento de RSS por
macrorregiões e Brasil
em 2007 (Ton/ano)
PanoramaPanorama dosdos resíduosresíduos
PanoramaPanorama dosdos resíduosresíduos

Tratamento de RSS no Estado de São Paulo

PanoramaPanorama dosdos resíduosresíduos Tratamento de RSS no Estado de São Paulo
PanoramaPanorama dosdos resíduosresíduos Tratamento de RSS no Estado de São Paulo
PanoramaPanorama dosdos resíduosresíduos Tratamento de RSS no Estado de São Paulo
A precaução é um ato de preservação do meio ambiente.
A precaução é um ato de preservação do meio ambiente.

A precaução é um ato de preservação do meio ambiente.