Você está na página 1de 61

GERÊNCIA EDITORIAL

E DE PRODUÇÃO

Gilmar Vieira Chaves

GERENCIA

DE MARKETING

Marcos Henrique Barboza

Copyright 2013 por Editora Central Gospel

Dados Internacionais de Catalogação

na Publicação (CIP)

MALAFAIA, Silas

COORDENAÇÃO

Vitória é uma questão de atitude

EDITORIAL

Rio de Janeiro: 2013

Michelle Cândida Caetano

64 páginas

PESQUISA, ESTRUTURAÇÃO

ISBN: 978-85-7689-311-0

E COPIDESQUE

Marcus Braga

1. Bíblia - Vida cristã I. Título II.

REVISÃO

Juliana Ramos

CAPA

Eduardo Souza

DIAGRAMAÇÃO

Sanderson Santos

IMPRESSÃO E

Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução

total ou parcial do texto deste livro por quaisquer meios

(mecânicos, eletrônicos, xerográficos, fotográficos etc),

a não ser em citações breves, com indicação da fonte

bibliográfica.

As citações bíblicas utilizadas neste livro foram extraídas

da Versão Almeida Revista e Corrigida (ARC), salvo

indicação específica, e visam incentivar a leitura das

Sagradas Escrituras.

ACABAMENTO Este livro está de acordo com as mudanças propostas

Esdeva

pelo novo Acordo Ortográfico, que entrou em vigor a

partir de janeiro de 2009.

que entrou em vigor a partir de janeiro de 2009. 1 a edição: Maio/2013 Editora Central

1 a edição: Maio/2013

Editora Central Gospel Ltda

Estradado Guerenguê, 1851 - Taquara

Cep: 22.713-001

Rio de Janeiro - RJ

TEL: (21)2187-7000

SILAS MALAFAIA

VITÓRIA É UMA

QUESTÃO DE ATITUDE

S ILAS MALAFAIA V ITÓRIA É UMA QUESTÃO DE ATITUDE CENTRAL GOSPEL

CENTRAL

GOSPEL

Digitalizado

por

Digitalizado por Esdras Digital Semeadores da Palavra Compre o livro no site: www.editoracentralgospel.com

Esdras Digital

Semeadores da Palavra

Compre o livro no site:

índice

APRESENTAÇÃO

7

CAPÍTULO 1 - Não reclame daquilo que você permite

13

Adão reclamou do que havia permitido

 

13

Não reclame; tome uma

atitude

19

CAPÍTULO 2 - Seja

um cooperador

25

Cooperação

 

25

O

que nos

une

28

Favoreça a causa comum que nos une

37

CAPÍTULO 3 - Tenha uma visão

39

 

Visão

40

A

visão de Paulo

43

A

ação de Paulo

44

O

hábito de Paulo

47

O

caráter de Paulo

49

O

destino de Paulo

50

O

seu destino

51

Conclusão

55

Apresentação

Um homem investe tudo o que tem em uma pequena oficina. Trabalha dia e noite, dormindo apenas quatro horas por dia. Ele dorme ali mesmo, entre um pequeno torno e algumas ferramentas es- palhadas. Para dar continuidade aos seus negócios,

empenha a sua casa e as jóias da esposa. Quando, finalmente, apresenta o resultado de seu trabalho a uma grande empresa, recebe a resposta de que seu produto não atende ao padrão de qualidade exigido.

O homem desiste? Não! Ele, a fim de se capacitar,

volta a estudar por mais dois anos, sendo vítima da chacota de seus colegas e de alguns professores, que

o chamam de "louco".

O homem fica ofendido? Não! Dois anos depois

de haver concluído o Curso de Qualidade, a empresa que o recusara, finalmente, fecha contrato com ele. Porém, seis meses depois, é deflagrada a Segunda Guerra Mundial. E sua fábrica é bombardeada duas

vezes. O homem se desespera e desiste? Não! Reconstrói sua fábrica. Mas um terremoto novamente

a arrasa por completo.

Você conclui, então: "Bem, agora sim ele desiste!" No entanto, mais uma vez, não! Imediatamente após a guerra, há uma escassez de gasolina em todo o país, e este homem não pode sair de automóvel sequer para comprar alimentos para sua família. Ele entra em pânico e decide não mais continuar seus propósitos? Não! Criativo, ele adapta um pequeno motor à sua

bicicleta e sai às ruas. Os vizinhos ficam maravilhados e todos querem as chamadas "bicicletas motorizadas".

A demanda por motores aumenta e logo ele não

conseguiria atender a todos os pedidos! Decide, então, montar uma fábrica para a novíssima invenção. Mas, como não possuía capital algum, resolveu pedir ajuda

às mais de 15 mil lojas espalhadas pelo país. Como a

ideia pareceu excelente, conseguiu ajuda de 3.500

dessas lojas, as quais lhe adiantaram uma pequena quantia de dinheiro.

Hoje, a Honda Corporation é um dos maiores impérios da indústria automobilística! Esta conquista

só foi possível porque o Sr. Soichiro Honda, o homem

de nossa história, não se deixou abater pelos terríveis obstáculos que encontrou pela frente e adotou uma permanente atitude de perseverança, fé e ação.

E na nossa vida? Quantos de nós desistimos por muito menos? Quantas vezes o fazemos antes mesmo

de enfrentarmos minúsculos problemas?

Todas as coisas são possíveis quando sustentamos

uma atitude de perseverança naquilo que acreditamos, de fé depositada no Deus todo-poderoso e de ação.

A história de Soishiro Honda nos mostra que

vitória é uma questão de atitude. Quantas vezes desejamos ser vitoriosos na vida espiritual, mas não nos dedicamos à oração ou ao estudo e aplicação da Palavra de Deus? Queremos experimentar

prosperidade e abundância material, mas não nos dedicamos a seguir e obedecer aos princípios bíblicos que nos conduzem à fartura e ao sucesso. Ansiamos por levar uma vida plena de estabilidade e êxito emocional, mas não seguimos integralmente os padrões que Cristo nos deixou.

A vitória, em todos os âmbitos e desdobra-

mentos, é uma questão de atitude. Mas o que vem a ser "atitude"? Por definição, atitude é um com- portamento ditado por uma disposição interior que nos leva a agir em uma determinada direção ou propósito. Ou seja, atitude é igual a ação. Mental- mente, atitude envolve a forma dos pensamentos, as tendências dos mesmos e os seus impulsos; enfim, a atitude mental. O apóstolo Paulo nos mostra, em Filipenses 4.8, como conquistar uma verdadeira atitude cristã, que nos conduz à vitória:

[

]

tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto,

tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.

E para que possamos discernir se a atitude que porventura tenhamos tomado é adequada e eficaz para que alcancemos a vitória, basta que a coloquemos em confronto com a Palavra, como nos orienta Hebreus

4.12:

Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes, e pe- netra até à divisão da alma, e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e

intenções do coração.

Neste livro, analisaremos três aspectos a respeito de "atitude" que são imprescindíveis para que o leitor possa experimentar vitória em sua vida. Existem diversos outros tópicos que se complementam e desdobram-se para que atinjamos o sucesso e o êxito em nossos propósitos. Mas não se engane; os que apresento aqui são fundamentais e necessários para que a estrada da vitória seja pavimentada e torne-se viável a obtenção do sucesso.

SÍLA S A FAÍ A FAÍA

Tenha em mente que, para experimentar o sucesso, você deve dominar a atitude de vencedor. Dedique especial atenção a estes três pontos: não reclamar daquilo que você permite, ser um cooperador e ter uma visão. Eles serão a chave mestra que abrirá as portas do bom resultado e das bênçãos em seu viver!

Boa leitura!

Capítulo I

NÃO RECLAME DAQUILO QUE VOCÊ PERMITE

E chamou o SENHOR Deus a Adão e disse-lhe: Onde estás? E ele disse: Ouvi a tua voz soar no jardim, e temi, porque estava nu, e escondi-me. E Deus disse: Quem te mostrou que estavas nu? Comeste tu da árvore de que te ordenei que não comesses? Então, disse Adão: A mulher que me deste por companheira, ela me deu da árvore, e comi.

Gênesis 3.9-12

O primeiro ponto que devemos considerar ao buscar uma atitude vitoriosa é não reclamar daquilo que temos permitido em nossa vida; antes, busquemos corrigir tais erros.

Adão reclamou do que havia permitido

Para ilustrar eficazmente tal afirmação, vejamos a

situação encontrada no texto acima: Deus

busca Adão após ele e sua mulher, Eva, comerem do fruto proibido. No capítulo dois de Gênesis, Deus determina expressamente uma ordem a Adão:

E ordenou o SENHOR Deus ao homem, dizendo: De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore da ciência do bem e do mal, dela não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás.

Gênesis 2.16,1 7

Quando emitiu esta ordem, Deus deixou clara sua relação soberana com Adão e a relação subordinada de Adão com Ele. Deus possuía este direito, porque Ele é o Criador, e o homem é Sua criatura. Para expressar proibição, aqui é empregada a maneira mais forte possível em hebraico para colocar a árvore da ciência do bem e do mal fora do alcance de Adão. Visto que o discurso direto é inerentemente pessoal, a ordem "Não comerás" é pessoal, e a qualidade do negativo hebraico coloca a negação permanente. E a importância da ordem é aumentada pela severidade do castigo. Isso é muito forte na sintaxe hebraica, sendo mantida tal força, tanto quanto possível, com o uso da palavra "certamente".

No entanto,

o

que ocorre a

SILAS ÀFALAFAIA

seguir? Lemos o

seguinte no capítulo três de Gênesis:

Ora, a serpente era mais astuta que todas as ali- márias do campo que o SENHOR Deus tinha feito. E esta disse à mulher: E assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim? E disse a mulher à serpente: Do fruto das árvores do jardim comeremos, mas, do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis, para que não morrais. Então, a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis. Porque Deus sabe que, no dia em que dele comerdes, se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal.

Gênesis 3.1 -5

A serpente começou a conversa com uma expressão de surpresa: "Não comereis de toda a árvore do jardim?" e passou a citar erroneamente a ordem original de Deus, tornando-a absurda. A proibição original estava relacionada a apenas uma árvore, mas a serpente disse "de toda a árvore", frase que em Gênesis 2.1 6 é encontrada na ordem permissiva, e não na ordem negativa. Assim, a serpente pôs em dúvida a bondade de Deus, dando a entender que Ele foi muito restritivo, retendo desnecessariamente benefícios de grande valor.

Essa primeira pergunta da serpente era aparen-

temente inocente, mas enganou Eva, fazendo com que

ela também citasse erroneamente a ordem. Ela tornou

a proibição mais forte do que realmente era. Deus não dissera: "Nem no fruto tocarás" (veja Gênesis 3.3). Mas Ele fizera a ameaça de castigo muito mais forte do que "para que não morrais". Ela tornou, sem perceber, a ordem irracional e o castigo mera possibilidade, em

vez de ser um resultado inevitável. Eva perdeu a oportunidade de ouro de derrotar a sugestão da serpente. Tivesse ela citado a ordem corretamente e se apegado a ela, o inimigo não teria conseguido prosseguir em seu intento. A serpente percebeu a vantagem e passou a negar categoricamente a verdade da declaração punitiva de Deus, declarando positivamente:

"Certamente não morrereis". Ela concentrou seu ataque incitando ressentimento contra a restrição e suscitando desejo de poder. Deus não estava usando a conseqüência de morte para negar ao ser humano a descoberta de algo - "se abrirão os vossos olhos"? Ele não estava impedindo o homem de possuir um bem que tinha o direito de ter?

A serpente estava acusando Deus de motivo

impróprio, de egoisticamente manter o homem em nível de existência inferior. O verdadeiro destino do

homem, a serpente indicou,

era ser "como Deus". A característica principal do ser divino era o poder de saber o "o bem e o mal". Este saber não era conhecimento abstrato, mas a habilidade prática de saber todas as coisas, inclusive a inteligência de inventar e estabelecer padrões éticos. E, segundo a serpente, o homem poderia ter isso. Na verdade, há muito que a mulher fora derrotada, e sua contemplação às orientações da serpente logo resultou em ação. A ordem de Deus foi desobedecida e, incrivelmente, seu marido a seguiu na desobediência. Depois de terem comido, "foram abertos os olhos de ambos".

E chamou o SENHOR Deus a Adão e disse-lhe: Onde estás? E ele disse: Ouvi a tua voz soar no jardim, e temi, porque estava nu, e escondi-me. E Deus disse: Quem te mostrou que estavas nu? Comeste tu da árvore de que te ordenei que não comesses? Então, disse Adão: A mulher que me deste por companheira, ela me deu da árvore, e comi.

Gênesis 3.9-12

A pergunta: "Onde estás?" não foi feita por Deus por não saber o paradeiro deles, mas porque Ele queria provocar uma resposta e fazer o homem e a mulher saírem do esconderijo pela própria confissão.

A resposta de Adão: "Temi", esclarece o motivo

de terem se escondido. Participar do fruto da árvore não o fez semelhante a Deus, como sugeriu a serpente, mas comprometeu sua verdadeira essência

de ser homem diante de Deus.

O Senhor conhece o bem e o mal da perspectiva

da bondade divina e soberana. Mas o homem, sendo ser humano e dependente de Deus, só pode conhecer

o bem e o mal da perspectiva da obediência ou

desobediência à vontade do Altíssimo, que é a rejeição

da vontade expressa de Deus. Alcançar o estado divino

apenas lançaria o homem no papel da desobediência; por conseguinte, seu conhecimento do bem e do mal estava misturado com culpa e medo. A primeira pergunta foi feita diretamente ao homem: "Comeste tu?" Adão não tinha desculpa, porque ele sabia qual era a ordem, e esta se tratava de

uma proibição simples e clara. Mas Adão não enfrentou sua responsabilidade; ele passou a culpa para a esposa "ela me deu". E Deus não a deu para ele? Certamente, ela era digna de confiança. Adão falhou em transmitir à Eva a ordem de Deus, e errou também ao aceitar o fruto proibido. A psicologia tem muito a esclarecer a respeito disso, demonstrando que Adão não transmitiu nem explicou adequadamente, à Eva,

S I L A S

M A L A F A I A

a proibição. É sabido que, didaticamente, uma pessoa

precisa ouvir várias vezes uma orientação, uma regra, para internalizá-la e colocá-la em prática. Mas, pelo visto, Adão falou com Eva a respeito da ordem divina apenas uma vez. Ao responder à serpente, Eva alterou

a ordem recebida de Deus por intermédio de Adão. Quando alguém acrescenta um dado novo a determinada informação recebida é porque,

provavelmente, tal informação foi passada de forma incompleta ou insuficiente. A impressão que temos é de que Adão foi omisso. Recebeu a ordem de Deus e transmitiu-a de forma errada ou incompleta a Eva, e acabou com- pactuando com o erro da desobediência. Então, quando Deus o chama e pergunta-lhe se comeu do fruto da árvore proibida, o que Adão faz? Coloca a culpa na mulher! Ele reclama de Eva, porém, não cometeu sob pressão o erro da desobediência. Ele

consentiu, aceitou, permitiu

reclamando daquilo que permitiu!

Ou seja, Adão está

Não reclame; tome uma atitude

E nós? Agimos da mesma maneira que Adão. Reclamamos das coisas com as quais possuímos estreita responsabilidade por estarem acontecendo. Adão poderia ter obtido imensa vitória sobre o

inimigo, primeiro se tivesse transmitido para Eva, de forma eficaz, a orientação divina, e, depois, se houvesse assumido uma atitude de confissão, no lugar de jogar a culpa exclusivamente sobre a mulher. Reclamamos de nossos filhos que não se sub- metem à nossa autoridade ou controle, que ques- tionam as orientações e limites que lhes impomos. Mas, se refletirmos, veremos que permitimos isso. Vejamos o que a Bíblia nos diz a respeito:

disciplina

fustigando-a com a vara, nem por isso morrerá. Tu a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do inferno.

Não

retires

a

da

criança,

porque,

Provérbios 23.13,14

Se deixar de corrigir biblicamente suas crianças; mais tarde, lamentará pela desobediência e desonra. No entanto, foi você que não tomou a atitude correta no tempo adequado, e hoje se queixa. Não reclame daquilo que você permitiu! Para experimentar vitória, é preciso corrigir falhas em nossa vida. É necessário tomar uma atitude de autoridade e liderança, e não reclamar daquilo que temos tolerado, permitido que aconteça. Você tem reclamado do seu estilo de vida? Das dificuldades econômicas que tem enfrentado?

SILAS MALA FAIA.

Mas por que se permitiu gastar além das suas possibilidades? Por que assumiu dívidas superiores ao seu rendimento? Paulo nos adverte:

Sede unânimes entre vós; não ambicioneis coisas altas, mas acomodai-vos às humildes; não sejais sábios em vós mesmos.

Romanos 12.16

E procureis viver quietos, e tratar dos vossos próprios negócios, e trabalhar com vossas próprias mãos, como já vo-lo temos mandado.

1 Tessalonicenses 4.11

Paulo não diz que somos destinados a viver com coisas pequenas; ele declara que não devemos confiar em nossa própria "sabedoria" ao ambicionarmos aquilo que está além das nossas possibilidades. E instrui-nos a moldar-nos aos nossos rendimentos, ao nosso salário, para que não nos vejamos em dificuldades financeiras. Então, se você está todo "enrolado" com dívidas porque gastou além do que ganha, não se queixe. Você consentiu com isso. Não reclame daquilo que você permite! Ah! E se você reclama da sua vida espiritual? Porventura você está experimentando frieza em

sua espiritualidade? Ou será que está notando certa "mornidão" em seu dia a dia? Talvez, isso signifique que você não está de- dicando-se suficientemente à oração; ou que não venha aplicando-se à leitura e ao estudo da Palavra de Deus; ou ainda, que não esteja consagrando-se no serviço ao Senhor. Então, por que você está recla- mando? A origem da frieza espiritual está em você mesmo. Você tem falhado em dedicar-se a certas práticas e orientações colocadas pelas Escrituras!

Buscai ao SENHOR enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto.

lsaías 55.6

Buscai ao SENHOR e a sua força; buscai a sua face continuamente.

Salmo 105.4

Porque assim diz o SENHOR à casa de Israel: Buscai- me e vivei.

Amós 5.4

Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus.

Você não busca ao Senhor como deveria, não tem se aplicado a buscar a Sua face, nem a meditar nas coisas que são de cima. Então, não reclame daquilo que você permite!

Mortificai, pois, os nossos membros que estão sobre a terra: a prostituição, a impureza, o apetite desordenado, a vil concupiscência e a avareza, que é idolatria; pelas quais coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência.

Colossenses 3.5,6

Se você não mortifica seus próprios desejos, sua própria vontade, seus caprichos pessoais em prol da soberana vontade de Deus, não reclame daquilo que você permite!

Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual

ninguém verá o Senhor (Hebreus 12.14). Você não segue a paz de Cristo, nem busca a santificação e, ainda assim, reclama de sua vida espiritual? Não reclame daquilo que você permite! Como você poderá experimentar uma vida espiritual "aquecida" se não busca ao Senhor, mortifica sua vontade ou segue a paz e a consagração que há naqueles que estão em Cristo Jesus? Uma coisa é necessária para que obtenhamos uma vida repleta de bênçãos e coroada pela vitória

que Cristo reservou para nós: parar de reclamar de tudo e de todos, passando para a ação uma ação que promova mudanças, que proporcione uma vida diferenciada pela evidente influência do evangelho. Tome uma atitude vitoriosa. Mude a maneira como você governa a sua casa e relaciona-se com o seu cônjuge e os seus filhos. Mude a forma como você tem vivido a sua fé, transforme o seu relacionamento com Deus. Ou seja, mude a sua forma de viver. Saiba que tal percepção será de fundamental importância para que você possa vislumbrar coisas maiores e melhores em sua vida. Lembre-se: vitória é uma questão de atitude. Tome esta atitude em sua vida; existe vitória para você!

Capítulo 2

SEJA UM COOPERADOR

Porque nós somos cooperadores de Deus; vós sois lavoura de Deus e edifício de Deus.

1 Coríntios3.9

Outra característica fundamental para que alcancemos a vitória que o Senhor Deus tem dis- ponibilizado para nós é adotarmos uma atitude de cooperadores.

Cooperação

E você sabe o que é cooperar? Segundo o Di- cionário Houaiss da Língua Portuguesa, cooperar é "atuar, juntamente com outros, para um mesmo fim". Podemos, assim, afirmar que cooperar é favorecer a causa comum que nos une. O texto bíblico de 1 Coríntios 3.9, que destacamos acima, qualifica exemplarmente a ação de

cada um de nós como "cooperadores" de Deus, que é uma das missões para a qual todos nós, cristãos, fomos chamados. O verbo grego empregado por Paulo nesta passagem é sunergo, que significa "trabalhar com"; "auxiliar". O próprio apóstolo era um cooperador es- pecial, comissionado no ministério da reconciliação e, por isso, possuía elevada autoridade nessa questão, como representante de Cristo. E ao afirmar que somos cooperadores de Deus, Paulo nos comunica cinco pontos importantes para compreender isso:

1. Somos cooperadores de Deus, o que denota o seguinte:

a) Deus é a causa e a fonte da habilidade que possuímos de identificarmo-nos dessa maneira com Ele. Apenas pela graça de Deus somos o que somos, e fazemos o que fazemos; b) a ideia de possessão também se faz presente:

"pertencemos a Deus" (somos de Deus); c) tudo o que fizermos será em cooperação com o poder divino.

2. Alguns veem a Deus como o objeto do

trabalho efetuado: nosso objetivo seria servir o Senhor. Aquilo que fazemos é realizado para cumprir a missão que nos foi dada por Ele, a fim de glorificá-lo, cumprindo os Seus desígnios.

3. A expressão dá a entender uma íntima

associação com o Espírito Santo, na missão conferida a cada

um de nós.

4.O resultado prático disso é que ninguém pode gloriar-se em si mesmo por ser um cooperador, pois, se lhe foi dada uma missão espiritual qualquer, Deus é a origem e o alvo da mesma. Ele inspira em nós o bem e efetua-o em nós; Ele inspira os nossos esforços e confere-nos bom êxito. A Ele seja toda a glória!

5. Essa expressão é uma censura contra o espírito de partidarismo que havia em Corinto; contra a adoração a ídolos humanos; e contra as divisões da fé.

Ora, se devemos estar tão intimamente asso- ciados com Deus, a ponto de podermos ser chamados de Seus "cooperadores", então dificilmente é próprio que sejam estabelecidas distinções entre nós, com o aparecimento de "heróis" deste ou daquele partido, o que só serve para destruir a harmonia que deve haver na igreja. Assim, fica fácil compreender eficazmente o sentido de "cooperador" segundo a visão de Deus para nossa vida. A própria palavra "cooperar" explica, em sua origem, o papel que deve desempenhar aquele que se propõe a colocá-la em prática. Ela vem do latim cooperari e significava "trabalhar junto"; união de: cum, "junto, com" e operari, "trabalhar". Portanto, "trabalhar com Deus" vem a ser o papel fundamental para o qual fomos chamados.

O que nos une

Mas o termo também significa "favorecer a causa comum que nos une". Ora, se trabalhamos em prol de uma causa comum que nos une, ou atuamos, juntamente com outros, para um mesmo fim, podemos perguntar-nos: O que nos une?

I- Jesus Cristo nos une

E todas as minhas coisas são tuas, e as tuas coisas são minhas; e nisso sou glorificado. E eu já não estou mais no mundo; mas eles estão no mundo, e eu vou para ti. Pai santo, guarda em teu nome aqueles que me deste, para que sejam um, assim como nós.

João 17.10,11

Nós estamos aqui para cooperar, como Paulo, muitas vezes, declara. Em Colossenses 4.11, podemos

ler: São estes unicamente os meus cooperadores no Reino de Deus e para mim têm sido consolação. E em 1

Tessalonicenses 3.2, ele declara: E enviamos Timóteo,

nosso irmão, e ministro de Deus, e nosso cooperador no evangelho de Cristo, para vos confortar e vos exortar acerca da vossa fé.

Jesus Cristo é o ponto primordial de nossa união. Somos, a priori, cooperadores uns dos

SILAS MALAFAIA

outros por amor e consagração a Jesus Cristo, razão de tudo o que somos. Somente este ponto Já seria suficiente para justificar nossa união, nossa cooperação. Jesus é tudo em nós, e sem Ele nada

somos. Eu sou a videira, vós, as varas; quem está em mim,

e eu nele, este dá muito fruto, porque sem mim nada

podereis fazer (João 1 5.5). A nossa união em Cristo faz, ainda, que a cooperação que nos une seja identificada

pelo amor: O meu mandamento é este: Que vos ameis

uns aos outros, assim como eu vos amei (João 15.12).

E não devemos negligenciar as responsabilidades que temos quanto a cooperar com os outros: E não vos

esqueçais da beneficência e comunicação [isto é, da

cooperação] (Hebreus 13.16). Filipenses 1.5 fala de nossa cooperação no evangelho; as bases de nossa cooperação são, portanto, as doutrinas que compreendem o verdadeiro evangelho de Jesus. Por tal razão, a cooperação de que desfrutam os verdadeiros cristãos é muito maior do que qualquer outra organização. Por causa dessa cooperação, viajamos grandes distâncias para estarmos uns com os outros e para consolarmos irmãos isolados. Paulo fala da comunhão no Espírito (Filipenses 2.1), ou seja, da cooperação que é baseada em torno de seguir igualmente o Espírito de Deus,

como revelado em Sua Palavra. Então, o que nos une? Jesus Cristo é a nossa união!

2- A Igreja nos une

Porque, assim como o corpo é um e tem muitos

membros, e todos os membros, sendo muitos, são um só

corpo, assim é Cristo também.

1 Coríntios 12.12

Se estivermos unidos em Cristo, se somos cooperadores com Ele, consequentemente somos membros de Seu corpo vivo, a Igreja. Assim, somos chamados a cooperar uns com os outros para a saúde deste corpo. A cooperação é um ensinamento das Escrituras:

Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor

paga do seu trabalho. Porque, se um cair, o outro levanta

o seu companheiro; mas ai do que estiver só; pois, caindo,

não haverá outro que o levante. Eclesiastes 4-9,10

A cooperação estimula a comunhão na Igreja:

E

perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações (Atos 2.42).

SILAS MALAFAIA

Outra característica da cooperação na Igreja é o fortalecimento dos laços de amizade:

Depois disto, partiu Paulo de Atenas e chegou a Corinto. E, achando um certo judeu por nome Áquila, natural do Ponto, que havia pouco tinha vindo da Itália, e Priscila, sua mulher (pois Cláudio tinha mandado que todos os judeus saíssem de Roma), se ajuntou com eles, e, como era do mesmo ofício, ficou com eles, e trabalhava; pois tinham por ofício fazer tendas.

Atos 18.1 -3

Saudai a Priscila e a Aquila, meus cooperadores em Cristo Jesus.

Romanos 16.3

Assim, unidos na Igreja, pelo amor e o serviço a Jesus, experimentamos a verdadeira essência da cooperação cristã, essência esta que é determinante na obtenção da completa vitória que há em Cristo.

3- A família nos une

Jesus [ disse-lhes: Todo reino dividido contra si mesmo é devastado; e toda cidade ou casa dividida contra si mesma não subsistirá.

]

V I T Ó R I A

É

U M A

Q U E S T Ã O

D E

A T I T U D E

O terceiro ponto que nos une em torno de uma

causa comum é a família. Se somos cooperadores em Cristo e membros do Seu Corpo vivo a Igreja , é na família que demonstraremos, com mais visibilidade, o verdadeiro cooperador que somos. E uma atitude que se faz necessária para que experimentemos uma

vida vitoriosa é que promovamos a união em nossa casa.

A Igreja é a extensão da família. Se tal afirmação

soar como uma pergunta, chegou a hora de refletirmos se conseguimos entender que a Igreja também é uma família. Ela não é uma família para competir com a nossa casa e também não é uma opção alternativa para aqueles que vivem mal em família; a Igreja é uma família para a nossa família, um prolongamento daquilo que vivemos em casa.

É importante destacar que não existe Igreja se

não existe família. Ela não funciona como quem vai a um bar beber para "esquecer" os problemas de casa, não é um "entorpecente" para ajudar a suportar uma suposta monotonia no lar; é um lugar de celebração pela família, de ensino para nós e nossos filhos, e de

fortalecer o irmão mais fraco, assim como ensinamos em casa aos nossos filhos o filho mais velho ajuda o mais novo, sem autoritarismo, com amor. Há algo pior do que ver nossos filhos brigarem? Há coisa pior do que um

irmão viver a fazer "queixas" do outro? Na Igreja, os

princípios são os mesmos, Se uma família não tem uma casa, ainda assim será uma família. Entretanto, toda família quer uma casa. Se a igreja não tiver um templo, ela não deixará de ser igreja, mas toda igreja necessita de um templo. Isso é legítimo. O templo não é mais importante do que a Igreja; ele existe para celebrarmos que somos Igreja.

O sucesso da família é o sucesso da Igreja, e o

sucesso da Igreja é o sucesso da família. Não há confronto; há encontro. Não há confusão; mas solução. Criamos nossos filhos em casa, e, na Igreja, isso é reforçado. Na igreja, é ensinada a sã doutrina no templo, e nós a reforçamos em casa. Toda família tem

problemas, e não há igreja que seja perfeita. Mas toda família precisa da igreja, e apenas seremos Igreja se antes formos família.

E é necessária uma postura, uma atitude, para

que experimentemos a união em nossa família. Como alerta, Jesus, no texto que destacamos, afirma que, se a nossa casa for dividida, ela não subsistirá. Precisamos colocar um ponto final na "partidariza- ção" tão comum nos lares de hoje. O que vemos são maridos querendo uma coisa enquanto as esposas desejam outra. E encontramos filhos que ficam desorientados em meio a essa disputa, sem saber a

quem apoiar ou a quem seguir. Qual é o filho que torce pelo pai, e qual é o filho que torce pela mãe? São lares onde os filhos são "loteados", ora aquele é o protegido do pai, ora aquela é a protegida da mãe. E quando tais filhos cometem erros, são acobertados por seus "protetores" pessoais Tal casa é dividida, está "partidarizada", e, por isso, não se sustentará, e experimentará grande ruína! O evangelho deve ser, sempre, a régua aferidora da saúde e do equilíbrio familiar. Como declarou Josué, devemos escolher a quem serviremos em nosso âmbito doméstico:

Agora, pois, temei ao SENHOR, e servi-o com sin- ceridade e com verdade, e deitai fora os deuses aos quais serviram vossos pais dalém do rio e no Egito, e servi ao SENHOR. Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao SENHOR, escolhei hoje a quem sirvais: se os deuses a quem serviram vossos pais, que estavam dalém do rio, ou os deuses dos amorreus, em cuja terra habitais; porém eu ea minha casa serviremos ao SENHOR.

Josué 24.14,15

É devido a esta falta de atitude que muitos filhos de cristãos estão desviados hoje, cometendo torpezas, renunciando ao evangelho e causando grande dano à igreja e à sociedade. A

.34

falta de atitude de seus pais em casa, permitindo a maledicência e a fofoca, especialmente quanto a assuntos relacionados à fé e à igreja, semearam a divisão no caráter de seus lares. Este é um assunto muito sério, e, por desprezá-lo, muitos deixam de ser cooperadores em Cristo, e jamais conseguem conhecer a vitória em sua vida. Cooperar é submeter-se à autoridade, somar em união, servir, com a sua casa, ao Senhor!

4- A visão nos une

esta graça de anunciar entre os gentios, por meio do evangelho, as riquezas incompreensíveis de Cristo e demonstrar a todos qual seja a dispensação do mistério, que, desde os séculos, esteve oculto em Deus, que tudo criou; para que, agora, pela igreja, a multifor- me sabedoria de Deus seja conhecida dos principados e potestades nos céus, segundo o eterno propósito que fez em Cristo Jesus, nosso Senhor, no qual temos ousadia e acesso com confiança, pela nossa fé nele.

[

]

Efésios 3.8-12

visão de Deus que nos une, como

cooperadores, em torno de um objetivo comum. O trabalho de anunciar o evangelho de Cristo, de propagar os mistérios revelados por Deus nele, com ousadia e confiança, por meio da fé que em nós

Esta

é

a

habita, é a suprema visão que alimenta a Igreja e que nos move rumo à vitória. E você sabe por que está lendo este livro? Você sabe por que busca ser um cooperador em Cristo, por meio de sua igreja, governando e unindo a sua família? Porque você acredita nessa visão! A visão e a unidade da Igreja giram em torno do propósito da vinda de Cristo a este mundo. Sobre tal unidade e propósito, Paulo nos fala o seguinte:

Rogo-vos, porém, irmãos, peto nome de nosso Se- nhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa e que não haja entre vós dissensões; antes, sejais unidos, em um mesmo sentido e em um mesmo parecer. Porque a respeito de vós, irmãos meus, me foi comunicado pelos da família de Cloe que há contendas entre vós. Quero dizer, com isso, que cada um de vós diz: Eu sou de Paulo, e eu, de Apoio, e eu, de Cefas, e eu, de Cristo. Está Cristo dividido? Foi Paulo crucificado por vós? Ou fostes vós batizados em nome de

Mas vós sois dele, em Jesus Cristo, o qual para nós

Paulo? [ ]

foi feito por Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção; para que, como está escrito: Aquele que se gloria,

glorie-se no Senhor.

1 Coríntios 1.10-13,30,31

Nós, como Igreja de Cristo, somos unidos por uma única visão, uma única teologia, uma única

fé, um único propósito e um único pastor. Estamos aqui neste mundo para fazer diferença, alcançar almas, abrir igrejas e conquistar o território hoje ocupado pelo inimigo de nossa alma, e, assim, levar todo o Brasil a reconhecer que só o Senhor é Deus!

Favoreça a causa comum que nos une

Mas, para isso, é necessário que compartilhemos a mesma visão, que deixemos de lado as intrigas em nossa vida, as divisões e as confusões, e repreendamos o espírito de contenda, que tem por objetivo dividir a Igreja. Vocês se lembram do comportamento assumido por Pedro diante do propósito redentor de Jesus? Lemos em Mateus 16.21- 23 o que aconteceu:

Desde então, começou Jesus a mostrar aos seus discípulos que convinha ir a Jerusalém, e padecer muito dos anciãos, e dos principais dos sacerdotes, e dos escri- bas, e ser morto, e ressuscitar ao terceiro dia. E Pedro, tomando-o de parte, começou a repreendê-lo, dizendo: Senhor, tem compaixão de ti; de modo nenhum te acontecerá isso. Ele, porém, voltando-se, disse a Pedro: Para trás de mim, Satanás, que me serves de escândalo; porque não compreendes as coisas que são de Deus, mas só as que são dos homens.

V I T Ó R I A

É

U M A

Q U E S T Ã O

D E

A T I T U D E

Pedro se aproximou de Jesus com a intenção de dividir a Sua visão e interromper Seu propósito de salvação dos homens. Perceba que precisamos manter a nossa visão na unidade da Igreja, em torno do propósito de cooperar na obra redentora de Cristo. Como vimos, cooperar é favorecer a causa comum que nos une. E unidos estamos por Cristo, pela igreja, pela família e pela mesma visão. Pessoas cooperativas estão sempre dispostas a auxiliar, e nunca a dificultar ou impedir decisões e atitudes. Veja como é extensa a lista de cooperadores citados por Paulo em Romanos 16, 2 Coríntios 8.23 e Filipenses 2.25. São, ao todo, 27 cooperadores que tiveram seus nomes gravados no cânone para sempre eles serão lembrados. E nenhum desses homens e mulheres teve a pretensão de ganhar evidência, de ocupar um lugar de destaque. Não! Quem coopera não possui a intenção de ser o primeiro, mas sim de ver o nome de Jesus ser honrado e glorificado no mundo! Tome uma atitude. Seja um cooperador em torno do mesmo ideal, unido aos demais por Cristo, pela igreja, pela família e pela visão unificada; e Deus proporcionará vitórias para você!

Capítulo 3

TENHA UMA VISÃO

Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.

Filipenses 3.13,14

Por fim, tratamos de uma atitude que fará toda a diferença para que a vitória seja alcançada: construir uma visão pessoal para a sua vida. Comece por internalizar que a visão determina a ação, que cria o hábito, que molda o caráter; e estas coisas, juntas, levam-nos ao destino. Essa é uma atitude saudável e que fará diferença em sua vida. Você nunca será lembrado, ou mesmo recompensado, por suas semelhanças com os outros, mas por causa da sua diferença. E o que torna você diferente? A sua atitude diante das circunstâncias, das situações que se colocam dia a

dia diante de você, e do planejamento que você tenha feito para a sua vida ou seja, a sua visão. Essa visão poderá levá-lo ao sucesso pessoal, ou ao completo fracasso. Tudo dependerá, apenas, da sua postura diante daquilo que você planejou. Thomas Jefferson, o terceiro presidente dos Estados Unidos e o principal autor da Declaração de Independência desse país, afirmou: "Nada pode impedir o homem que tem a atitude mental correta de atingir seus objetivos; nada na terra pode ajudar o homem que tem a atitude mental errada". E no texto de Filipenses 3.13,14, anteriormente reproduzido, Paulo nos mostra como sustentar uma atitude de excelência.

Visão

É preciso, antes, que compreendamos o que vem a ser "visão". Eu tenho, já por repetidas vezes, exposto a diferença existente entre "ver" e "enxergar". Ver e não enxergar é algo comum; ver e enxergar é uma habilidade; enxergar o que se vê é sinal de inteligência; mas, enxergar o que não se vê é um privilégio dos bem-sucedidos. Algumas pessoas têm olhos, mas não veem.

Nós piscamos 25 vezes por minuto. Cada piscada leva aproximadamente 0,2 segundos. Portanto, se você faz uma viagem de automóvel que dure

dez horas, a uma velocidade de 65 quilômetros por hora, você dirige aproximadamente 54 quilômetros de olhos fechados. Porém, um fato ainda mais surpreendente que este é que algumas pessoas passam a vida de olhos fechados. Elas olham, mas não enxergam realmente, não questionam. A visão está presente, mas a percepção é ausente. Se a vida fosse uma pintura, veriam as cores, mas não a genialidade das pinceladas. Se fosse uma viagem, notariam a estrada, mas não a majestosa e tremenda paisagem. Se fosse um poema, leriam o que está escrito na página, mas perderiam a paixão do poeta. As pessoas mais inteligentes podem, às vezes, estar cegas para uma visão maior, especialmente se isso significa uma grande mudança no status quo. Até o grande escritor e pai da literatura norte-americana Mark Twain teve dificuldade em discernir entre boas e más visões. Apesar de sua inteligência, certa vez ele foi surpreendido por sua falta de visão. Em uma tarde, Twain recebia a visita de mais um homem em busca de investidores; era um inventor carregando debaixo do braço uma engenhoca de aparência estranha. Ansioso, mas com bastante convicção, o homem explicou o seu invento ao escritor, que ouviu polidamente, mas, no final, disse que teria que recusar; já havia se desgastado muitas vezes.

V I T Ó R I A

Ê

U M A

Q U E S T À O

D E

A T I T U D E

Mas não estou pedindo que o senhor invista

uma fortuna o visitante alegou. Pode ter a

participação que desejar por 500 dólares. Ainda assim, Mark Twain sacudiu a cabeça negando. Ele não estava disposto a arriscar-se em uma invenção que não fazia qualquer sentido para ele. Porém, quando o inventor resolveu ir embora com sua máquina, o escritor o chamou:

Como é mesmo o seu nome?

Bell respondeu o homem, com um traço de

melancolia na voz. Alexander Graham Bell.

As pessoas sem visão habitam, principalmente, no reino do óbvio, do esperado, do essencial. As dimensões que as interessam são compridas e largas, mas não são profundas. Portanto, o desafio proposto é: Tenha uma visão! Existe uma imensa diferença entre uma piscada necessária e a cegueira desnecessária. Analisemos, então, a visão de Paulo em Filipenses 3.13,14. Vejamos como se aplicam os conceitos relacionados à visão estudados neste capítulo. Como já vimos, a construção de uma atitude de vitória se dá modelando uma visão eficaz para nossa vida. E, assim, podemos afirmar que: A visão

SILAS MALAFAIA

determina a ação, que cria o hábito, que molda o caráter, e tais coisas nos levam ao nosso destino.

A visão de Paulo

Nesta passagem, qual é a visão de Paulo? Encontramos a resposta no versículo 14: o prêmio da soberana vocação. Aqui está a visão de Paulo, o alvo a ser atingido, a meta pela qual, a fim de ser alcançada, ele empreenderá todo o trabalho necessário. Vale ressaltar que, nesse texto de Filipenses, o apóstolo utiliza uma expressão muito empregada pelos desportistas de sua época. Paulo faz uma analogia entre a perseverança em atingir a linha de chegada e a atitude adotada pelos corredores que buscavam a vitória nos estádios de corrida de então. Aquele que corre não fixa os olhos nos es- pectadores, e, sim, no prêmio. Sem importar se os espectadores são ricos ou pobres, se dele zombam, se o aplaudem ou insultam, se lançam pedras contra ele, ou se lhe assaltam a casa; e, mesmo que vejam seus filhos e sua esposa, ou qualquer outra coisa, o corredor não se desvia de seu alvo, porquanto se preocupa tão somente com correr e conquistar o prêmio. Aquele que corre não para em parte alguma, pois, caso se mostre negligente, mesmo que por pouco tempo, tudo estará perdido.

Aquele que corre não afrouxa a corrida sob hipótese alguma antes de chegado o fim, porém, mais do que nunca, estica-se para vencer a pista. A soberana vocação a que Paulo se refere aqui significa, literalmente, uma "chamada para o alto". Se preferirmos, em uma tradução mais técnica, baseada no texto original grego, veremos que o chamado cristão nos convoca não apenas a avançar, mas também a subir sempre para novas alturas. O chamamento de Deus, Sua vontade em nós, sempre nos convoca a subir mais e mais. E nós? Qual é a nossa visão? Qual é o alvo que buscamos atingir? Seja qual for a sua visão, lembre-se de que a consistência da sua atitude é fator determinante para um futuro próspero.

A ação de Paulo

Qual foi a ação determinada pela visão de Paulo?

e

avançando para as que estão diante de mim. Ou seja,

tudo quanto ficava no passado, em sua experiência cristã, ou em qualquer outra área de sua vida, incluindo o período quando ainda estava no farisaísmo. Paulo experimenta sucessos e fracassos, alegrias e desapontamentos, tristezas e consolos; mas, agora, tudo isso era passado. Na qualidade

Esquecendo-me

das coisas que atrás ficam

de "maratonista" de Cristo, ele não permanecia olhando para trás, pois isso só serviria para tornar mais lento o seu progresso espiritual. Antes, ele olhava constantemente para frente, focando o alvo e o prêmio. Ele não considerava a velocidade e a facilidade com que chegara até aquele ponto, como se isso fosse algo significativo. Somente ao atingir o alvo e o sucesso final um homem pode considerar- -se bem- sucedido. Ter começado bem não é o bastante também; aquele que chega em primeiro lugar é que recebe o prêmio. Não que Paulo se envergonhasse ou se orgulhasse de suas realizações passadas; ele não desejava ter qualquer sentimento de auto-satisfação que pudesse enfraquecer a sua determinação de atingir o alvo final. A palavra "avançando", utilizada nesta passagem, não consegue traduzir a força da metáfora do texto original grego. Neste, é dito, literalmente: "esticando- me", o que cria a imagem de um violento esforço para a frente. A posição de todos os corredores, com o corpo inclinado para a frente, é posta em foco. E com essa metáfora, Paulo nos transmite a dimensão de seu violento e tremendo esforço. E o que significa este violento esforço para frente? A determinação em atingir o seu objetivo.

O Dr. Norman Vincent Peale explicou este esforço do seguinte modo: "O corpo do corredor se inclina para a frente, sua mão se estende na direção do alvo, e seus olhos se fixam no mesmo. O olhar vai adiante e puxa a mão, e a mão atrai o pé". O corredor, em busca do alvo, dispende energia, inteligência e determinação eis uma atitude de vencedor! E nós? Qual ação a nossa visão tem determinado? Seja qual for a visão, a ação deve caracterizar-se pela determinação. Devemos manter diante dos olhos o alvo que desejamos atingir. O mesmo esforço e determinação relatado por Paulo deve fazer parte de nossa corrida rumo ao nosso objetivo. E não devemos medir esforços para isso. Não devemos temer o que, porventura, aguarde-nos em nosso trajeto. Antes, devemos demonstrar coragem e uma atitude de vencedores, pois somente assim conseguiremos receber o prêmio. Outro detalhe importante é a disciplina que devemos manter para atingir a vitória. É sabido que um corredor, para vencer uma maratona de 42 quilômetros, deve, primeiro, vencer os primeiros centímetros da prova. Temos sempre a ideia de que precisamos conquistar grandes vitórias imediatamente, esquecendo que o determinante para um grande sucesso são os pequenos passos

que o antecedem. Pode parecer que esse método leva muito tempo, porém posso garantir que é uma maneira mais eficaz de alcançar com sucesso seus objetivos. O presidente norte-americano Abraham Lincoln afirmou a sabedoria dessa abordagem quando disse: "Eu caminho lentamente, mas nunca ando para trás".

pequenas con-

quistas todos os dias. Isso é ação!

Precisamos,

primeiro,

realizar

O hábito de Paulo

Qual foi o hábito criado por Paulo? Prossigo. Paulo declara que, em momento algum, ele interrompe sua corrida. Ele não para. Isso também

é uma questão de disciplina. O apóstolo já esqueceu o passado e já avançou para as coisas que estavam diante dele, mas disse que deveria prosseguir. Prosseguir é perseverar. A vida não

é fácil; seus projetos poderão ser bem-sucedidos, mas você terá provas ao longo do caminho. Neste momento, estamos avançando com todo o ânimo para alcançar algo, e deparamo-nos com uma barreira, uma decepção. Talvez, isso tenha acontecido com o apóstolo, mas ele disse: "Prossigo". Paulo não desiste, e não fica lamuriando a sua queda. Ele continua seguindo em frente, pois

tem um alvo. Aliás, só alcança um alvo quem tem um. Se você não tem um alvo, não tem como alcançá-lo. Como você irá atingir uma meta sem decidir qual será essa meta, qual será o objetivo de sua corrida? Tendo um alvo certo, um objetivo específico, você andará em linha reta, e, quando menos esperar, o terá atingido. Para muitos cristãos, ser salvo do inferno parece ser o único objetivo da vida cristã. Uma vez que a pessoa tenha declarado "aceito Cristo", tenha sido batizada em uma igreja e tenha adquirido o hábito de freqüentar os cultos, o assunto estará resolvido. Isto é, ela estará "vivendo" a vida cristã. Porém, o cristianismo que se resume em freqüentar igreja nunca foi o ensinado pelo apóstolo. Para Paulo, vida cristã é algo dinâmico; é vida! E é vida que extrapola templos e enfrenta as oposições do mundo; é vida bíblica, que começa no domingo de manhã, prossegue durante a semana inteira e volta no domingo seguinte com os frutos do testemunho diário. A vida cristã só faz sentido quando "prossegue para o alvo". E esse alvo é Cristo Jesus; é ser pre- enchido pelo Espírito Santo, na plenitude daquela personalidade que o Senhor programou para cada um de nós. Mas, se o alvo é para ser perseguido, viver como cristão não pode ser algo que se reduza

a meia dúzia de "hábitos" religiosos. Cristão que, de fato, é cristão não fica parado, usufruindo dos bonitos cultos; ele tem um alvo maior a conquistar. E ele prossegue todos os dias rumo a este alvo!

O caráter de Paulo

Qual foi o caráter moldado em Paulo?

deixemos todo

embaraço e o pecado que tão de perto nos rodeia e corramos, com paciência, a carreira que nos está proposta, olhando para Jesus, autor e consumador da fé.

Da mesma forma, em 2 Timóteo 4.7, lemos a vitoriosa declaração de Paulo: Combati o bom combate,

acabei a carreira, guardei a fé.

O caráter que Paulo possuía e que é testificado ao longo de todos os seus escritos é realçado aqui. Tanto no texto de Filipenses como na estupenda sentença de 2 Timóteo, fica claro o estilo de vida do apóstolo, marcado por um profundo e firme caráter, pautado pela honestidade e, como dito em Hebreus, longe de todo embaraço e pecado que de tão perto o rodeava. Em momento algum fica implícito que Paulo tenha empregado, ou mesmo recomendado, estratagemas ou astúcias para que a vitória fosse alcançada. Não precisamos "derrubar" ninguém

Lemos em Hebreus 12.1,2: [

]

na corrida que nos foi proposta e não necessitamos torcer pela derrota de algum candidato que se proponha a correr conosco. A maneira como nos dedicamos à corrida será o diferencial para a nossa vitória. A forma como construímos a nossa vida, guardando a fé, será o ponto decisivo para a obtenção do prêmio. Portanto, assim como Paulo, você não precisa querer tomar o lugar de alguém. Apenas corra a sua corrida!

O destino de Paulo

Qual foi o destino alcançado por Paulo? O prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus! Após se entregar a uma corrida em que dedicou seus maiores esforços com a implacável determinação de um desportista, Paulo atinge o seu objetivo, alcançando seu destino: a vitória. O prêmio obtido por Paulo consiste naquilo que um homem ganha ao vencer a corrida da vida: a vida eterna, a salvação. O intenso esforço de Paulo, aqui refletido, está relacionado à sua mensagem em

Filipenses 2.12: Operai a vossa salvação com temor e

tremor. Ele se referia ao lado humano da questão; daí a luta no tocante ao resultado final. Quando ele, finalmente, pôde dizer: Combati o

bom combate, acabei a carreira, guardei a fé.

Desde agora, a coroa da justiça me está guardada (2

Timóteo 4.7,8), então não restavam mais dúvidas. Por isso, tendo em vista essa atitude de Paulo, nós também devemos buscar, diariamente, a coroa da justiça, o nosso prêmio.

O seu destino

Dentro da contextualização que temos feito até aqui, cabe questionar: Qual é o seu destino? O que você almeja para a sua vida? Qual é o seu ideal na vida? As pessoas apresentam inúmeras razões a fim de explicar a razão de estarem competindo, participando da corrida rumo ao alvo que determinaram em sua visão. Alguns desejam tornar-se "alguém" na vida; outros necessitam ganhar status aos olhos dos outros; e a maioria gostaria de comprar uma casa nova ou adquirir um carro novo, desfrutar de um padrão de vida melhor, ou oferecer aos seus filhos uma vida melhor do que eles tiveram. Seu propósito na vida, sua visão, dita significa- tivamente, é sua realização. A maneira como você se porta rumo ao destino escolhido será decisiva. Não deixe que os obstáculos falem mais alto do que a sua caminhada de integridade e perseverança. Não importa o que é jogado contra você.

V I T Ó R I A

É

U M A

Q U E S T Ã O

D E

A T I T U D E

sempre persevere até o fim. Tome a atitude de ser o tipo de pessoa a quem Thomas Paine, um dos pais fundadores dos Estados Unidos da América, referiu-se quando escreveu as seguintes palavras:

Admiro o homem que pode sorrir com os pro- blemas, reunir forças na aflição e ficar mais corajoso pela reflexão. Isso é o que faz as mentes pequenas encolherem; mas aquele cujo coração é firme, e cuja consciência aprova sua conduta, perseguirá seus prin- cípios até a morte.

Uma das atitudes negativas mais comuns em que as pessoas se abrigam, impedindo um avanço em sua corrida rumo aos objetivos almejados, é a infelicidade quanto às circunstâncias atuais. Tenha cuidado para não olhar demais para o futuro se você detesta o seu presente. Por que se incomodar com onde você está hoje se isso faz parte de onde você estará amanhã? Assim, há uma busca incessante por satisfação. Porém, a verdadeira realização é alcançada quando você enxerga o seu presente pela perspectiva da gratidão e da esperança. Você tem de estar pronto quando for a hora de seguir em frente. O famoso psicólogo William James, um dos fundadores da Psicologia moderna e filósofo liga

SÍLAS MALAFAIA.

do ao Pragmatismo, escreveu no final do século 19: "A maior descoberta da minha geração é que as pessoas podem alterar sua vida alterando suas atitudes mentais". Assim, ao mudar sua atitude, você pode alterar algo em seu íntimo que precise ser transformado. O apóstolo Paulo afirma o mesmo princípio quando diz:

£ não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

Romanos 12.2

A vitória é uma questão de atitude, e a renovação do nosso entendimento (da nossa mente) é um dos sinais de uma atitude vencedora, que leva ao sucesso. Você foi criado para o sucesso. E a fórmula para a vitória e o sucesso sempre começa com uma atitude de vencedor. Mantenha em mente essa fórmula e não se esqueça dos valores contidos no prêmio da soberana

vocação de Deus em Cristo Jesus.

Acredite na soberana vontade de Deus para a sua

vida. Creia que em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou

(Romanos 8.37). Tenha certeza de que o Senhor tem vitórias reservadas para a sua vida. E tome uma atitude de vencedor - não reclame daquilo que você permite, mas corrija as áreas erradas da sua vida; seja um cooperador em Cristo; e tenha uma visão que determine a sua ação, crie o hábito, molde o caráter e conduza-o ao destino tão desejado!

Conclusão

Conta-se a história de um homem que vivia nos países frios do hemisfério norte e que, no inverno, ao chegar à beira de um rio congelado que precisava ser atravessado, não tinha maneira de saber qual era a espessura do gelo. Ele temia que, caso começasse a atravessá-lo, o gelo se partisse e ele fosse engolido pelas águas geladas do rio. Então, para distribuir melhor o seu peso, deitou- se de bruços sobre o gelo e foi arrastando-se lentamente na direção do centro do rio. Porém, repentinamente, por detrás, ouviu um barulho terrível, e, levantando os olhos, viu aproximar-se um homem idoso e com dois cavalos, que puxavam uma carroça carregada de mercadorias. E o homem, com os cavalos e a carroça sobrecarregada, atravessou o rio congelado e sem a menor hesitação. Ao ver isso, lentamente e ressabiado, o

homem se levantou e completou sua travessia, em passadas firmes. Paulo se assemelha ao homem que chegou à beira do rio congelado com os cavalos e a carroça sobrecarregada e então o cruzou sem a menor hesitação, deixando-nos o exemplo. Ele nos mostrou total dedicação, e não uma atitude tímida, encorajando-nos, com o seu exemplo, a fazermos o mesmo. A maioria das pessoas se dedica parcialmente ao Senhor, por causa de seus outros objetivos, como o dinheiro, a ambição, a rivalidade e o senso de segurança material, que são as únicas coisas que as atraem. Mas que segurança há na vida presente se apenas temos como metas essas coisas, e deixamos de lado a dedicação a Deus? Esse é um alvo elevadíssimo: conhecer a Cristo e obter o alvo para o qual fomos conquistados por Ele. Se o conhecemos em nossa experiência pessoal, então a nossa grande meta deve ser o objetivo que Ele tem para nós, não servindo aos nossos próprios objetivos por nós mesmos. Lembremos a advertência de Jesus:

Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos ou que beberemos ou com que nos vestiremos? (Porque todas essas coisas os gentios procuram.) Decerto,

vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas essas coisas; Mas buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas.

Mateus 6.31-33

Deus tem reservado, para nós, vitória sobre vitória. Fomos criados por Ele para experimentarmos o sucesso e servirmos de testemunhas do Seu grande poder e soberania neste mundo. Vimos que o exemplo que Paulo nos deixou ressoa por toda a Bíblia, na vida de todos os grandes homens e mulheres que serviram ao Senhor de todo o seu coração. Porém, uma coisa é primordial: que busquemos, antes, o Reino de Deus e a Sua justiça. É necessário que nos dediquemos ao Senhor com integridade, fazendo por Ele um trabalho de excelência em todas as áreas de nossa vida. E este nosso trabalho em prol do Reino não pode permanecer apenas na mente, no desejo, nos planos; precisa ser algo efetivo, que resulte em ações concretas para o Senhor e em nome dele. As abundantes bênçãos de Deus estão ao alcance de qualquer um que se proponha a buscá-lo e servi-lo com pureza de espírito e intenção. Qual é a sua visão? Qual é o seu alvo para a sua vida? Faça essas perguntas a si mesmo. Mas também procure responder às questões que estão

no coração de Deus: Quais são as pessoas que você deseja conduzir a Jesus? Qual será a sua cooperação junto ao Corpo de Cristo, a Igreja? Quais são os seus alvos no Reino de Deus? Tenha uma visão. Mas lembre que visão é algo construído na mente e que, por si mesma, é algo abstrato. Você constrói sua visão em torno de algo que será realidade no futuro. A partir daí, é realidade concreta, é trabalho em torno de sua realização. A ação necessária para construir essa visão é concreta; o hábito é algo concreto; o caráter é algo concreto. Para atingir um objetivo real, para chegar à vitória verdadeira, ao lugar da bênção, ao destino que Deus reservou para cada um de nós, é preciso uma atitude concreta em nossa vida! A vitória, assim como a vida, é uma questão de atitude. O destino que lhe aguarda é determinado por suas atitudes! Não esqueça que você não nasceu para ser mais um neste mundo. Assim como eu, você nasceu para fazer diferença. Para isso, estamos aqui, para influenciar a sociedade, transformar as pessoas, inspirar o mundo e levar todos a crer que o nosso Deus é o Senhor de todas as coisas e que do pó [Ele]

levanta o pequeno e, do monturo, ergue o necessitado,

SÍLA.S MALAFAIA

para o fazer assentar com os príncipes, sim, com os príncipes do seu povo (Salmos 113.7,8).

Só com atitudes será possível ao homem obter a vitória. Não será com discursos belos e inflamados, com emotividades ou sentimentalismos, nem mesmo com teologias vãs ou falsas doutrinas. A vitória só é possível com atitudes que o levem a uma visão que determine a ação que crie os hábitos que moldem o caráter e o conduza ao seu destino, de vitórias, bênçãos e sucesso! Tome essas atitudes na vida; Deus tem vitória para você!

Ore comigo:

Senhor, que eu possa assimilar, com a minha alma e o meu coração, a Tua Palavra que estudei neste livro, pois ela é a expressão da Tua vontade. E que a Tua vontade transforme o meu dia a dia. Eu declaro que sou capaz de tomar uma atitude, para que eu possa, com a Tua ajuda, corrigir as áreas da minha vida que não têm agradado a Ti, tornar-me um cooperador na Tua causa e construir uma visão produtiva para a minha vida. Eu te peço, Senhor, que eu possa correr a carreira que me foi proposta, buscando o prêmio que está reservado para mim, experimentando, assim, o sucesso e a

vitória. Declaro que só Tu és o Senhor da minha vida e que as minhas atitudes serão todas voltadas para que o Teu nome seja louvado e glorificado por meio de meu viver. Ó Altíssimo Deus, prepara-me, para que eu possa atingir patamares mais altos em minha vida, testemunhar a vitória que há somente em Ti e produzir frutos que levem outros a também tomarem atitudes que os conduzam à vitória. Peço que me abençoes, que me guardes e que me proporciones uma vida nova, assim como fizeste com Teu servo Paulo. Em nome do Teu amado Filho, Jesus, meu Senhor e Salvador, amém!