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Relatório da Actividade Formativa 2

I - Escolha múltipla
Grelha de Correção

1. - d) 2. - c) 3. - b) 4. - d) 5. - a) 6. - b) 7. - b) 8. - b)
Justificação
1. A afirmação verdadeira é a d):
!n ! n ! n !
n n !
! n
2=2 ! j ≥ i != 2 !i≤j!
i=1 j=i i=1 j=1 j=1 i=1
n ! j n
! ! n(n + 1)
=2 1=2 j=2
j=1 i=1 j=1
2
2
= n(n + 1) = n + n.
Alternativa: Poderı́amos chegar ao mesmo resultado sem recorrer à notação de Iverson:
!n !n !n !n !n n
! ! n
2=2 1=2 (n − i + 1) = 2(n + 1) 1−2 i
i=1 j=i i=1 j=i i=1 i=1 i=1
(n + 1)n
= 2(n + 1)n − 2 = (n + 1)n = n2 + n.
2
2. A afirmação verdadeira é a c). De facto,
n
! " # ! n " #
n n
(−1)i i = i n
i (−1) = (−1 + 1) = 0. (Binómio de Newton)
i=0 i=0

3. (i) é uma afirmação falsa:


$ %! n $ % !n $ %$ % !n $ %$ %
n n−2 n n−2 n n−i
2 =2 = 2
n−2 i n−2 i revisão i n−2−i
i=1 i=1 trinomial i=1
!n $ % n $ %
n (n − i)(n − i − 1) ! n
=2 %=
i 2 i
i=1 i=1

(ii) é uma afirmação verdadeira:


ni+1 + i · ni = ni (n − i) + i · ni = ni (n − i + i) = n · ni ,
logo & n '
n
! ! n
!
i 1 i+1 i
n = n + i·n .
i=1
n i=1 i=1
(iii) é uma afirmação falsa: por exemplo para n = 2 obtemos
2
! 2
!
(−2)i = −2 + (−2)(−2 + 1) = 0 %= −4 = −(2 + 2(2 − 1)) %= − 2i .
i=1 i=1

Portanto b) é verdadeira.

1
3
4. A afirmação verdadeira é a d). Para obtermos o coeficiente
" #de t terá de ser #(S∪{a}) =
4
3 e, como, a %∈ S, então #S = 2. Como S ⊆ [4] existem 2 escolhas para S. Para cada
" #
4
escolha de S temos 2 escolhas para a ∈ [4] \ S. Portanto temos 2 · 2 parcelas com t3 .

5. A afirmação verdadeira é a a). Os subconjuntos de [2] são: ∅, {1}, {2}, {1, 2}. Deste
modo,
!!
2#(S\{a}) = ()*+ 2#∅ + ()*+
0 + ()*+ 2#∅ + (2#{2} + 2#{1} ) = 20 + 20 + 21 + 21 = 6.
( )* +
S⊆[2] a∈S S=∅ S={1} S={2} S={1,2}

6. A afirmação verdadeira é a b). Com efeito,


$ %
1
∆(iHi ) = (i + 1)Hi+1 − iHi = (i + 1) Hi + − iHi
i+1
i+1
= iHi + Hi + − iHi = Hi + 1.
i+1
7. A afirmação verdadeira é a b). De facto,
" # " #
n−1 k−1 n − 1
∆ak = ak+1 − ak = (−1)k k − (−1) k−1
," # " #- " #
n−1 n−1 n
= (−1)k k + k − 1 = (−1)k k . (Lei de Pascal)

8. A afirmação verdadeira é a b). Com efeito temos que


n m " #
n ! n " #
m !
& n '
m " # !
! ! m k ! m k ! m
(i + 1)m = k i (2)
= k i (3)
= k ik
(1)
i=1 i=1 k=0 k=0 i=1 k=0 i=1

por: (1) - binómio de Newton, (2) - lei associativa generalizada, (3) - lei distributiva. As
restantes afirmações são falsas:
. .
• Para n = 2 = m, temos que ni=1 (i + 1)m = 13 %= 25 = ( ni=1 (i + 1))m , donde a) é
falsa.

• c) é falsa, porque não há quantificação para k no segundo somatório.

• d) é falsa, porque não há quantificação para i.

II - Problemas
9. a) Temos que
3 !
! i !0 !1 !2 !3
i 0 1 2 3
= + + +
i=0 j=1
i+j j=1
0 + j j=1 1 + j j=1 2 + j j=1 3 + j
$ % $ %
1 2 2 3 3 3
=0+ + + + + +
1+1 2+1 2+2 3+1 3+2 3+3
1 2 2 3 3 3 211
= + + + + + = .
2 3 4 4 5 6 60

2
b) Temos que
!! ! ! !
#(S \ T ) = #(∅ \ T ) + #({1} \ T ) + #({2} \ T )
S⊆[3] T ⊆S T ⊆∅ T ⊆{1} T ⊆{2}
! ! !
+ #({3} \ T ) + #({1, 2} \ T ) + #({1, 3} \ T )
T ⊆{3} T ⊆{1,2} T ⊆{1,3}
! !
+ #({2, 3} \ T ) + #({1, 2, 3} \ T ) = #∅ + (#{1} + #∅)
T ⊆{2,3} T ⊆{1,2,3}

+(#{2} + #∅) + (#{3} + #∅) + (#{1, 2} + #{1} + #{2} + #∅)


+(#{1, 3} + #{1} + #{3} + #∅) + (#{2, 3} + #{2} + #{3} + #∅)
+(#{1, 2, 3} + #{2, 3} + #{1, 3} + #{1, 2} + #{3} + #{2} + #{1} + #∅)
=0 + 3(1 + 0) + 3(2 + 1 + 1 + 0) + (3 + 2 + 2 + 2 + 1 + 1 + 1 + 0) = 27 .

10. a) Para n = 3, o somatório é


3 !
! 3 !
3 3 !
! 3 3 !
! 3 3 !
! 3
αijk = αij1 + αij2 + αij3
k=1 j=k i=j j=1 i=j j=2 i=j j=3 i=j
& 3 3 3
' & 3 3
' 3
! ! ! ! ! !
= αi11 + αi21 + αi31 + αi22 + αi32 + αi33
i=1 i=2 i=3 i=2 i=3 i=3
= [(α111 + α211 + α311 ) + (α221 + α321 ) + α331 ] + [(α222 + α322 ) + α332 ] + α333
= α111 + α211 + α311 + α221 + α321 + α331 + α222 + α322 + α332 + α333 .

b) Usando a notação de Iverson, tem-se


n !
! n !
n n !
! n !
n
αijk = αijk !j ≥ k!!i ≥ j!
k=1 j=k i=j k=1 j=1 i=1
n !
! n !
n n !
! i !
i
= αijk !k ≤ j!!j ≤ i! = αijk ,
i=1 k=1 j=1 i=1 k=1 j=k

uma vez que !k ≤ j!!j ≤ i! = !k ≤ j ≤ i! = !k ≤ i!!k ≤ j ≤ i! (verifique!).

11. a) Pelo teorema binomial,


n $ %
! n $ %
!
n n n i n−i n
4 = (3 + 1) = 31 = 3i .
i=0
i i=0
i

b) Por indução em n. O caso base em que n é 0 reduz-se à igualdade 1 = 1. Admitamos


agora, por hipótese de indução, que a igualdade se verifica para n, com vista a argumentá-la
para n + 1. Vem:
n+1 $
! % $
% n $ % $ %
n+1 i n+1 0 ! n+1 i n + 1 n+1
3 = 3 + 3 + 3
i=0
i 0 i=1
i n+1
! n $$ % $ %%
n n
=1+ + 3i + 3n+1 (Lei de Pascal)
i=1
i i − 1

3
n $ %
! !n $ %
n i n
=1+ 3 + 3i + 3n+1
i i − 1
( i=1)* + i=1
!n $ % n−1 $ %
n i ! n j+1
= 3 + 3 + 3n+1 (mud. de var. i − 1 ! j)
i=0
i j=0
j
( )* +
& n−1 $ % ' n $ %
! n ! n j
n j n n
=4 +3 3 +3 =4 +3 3 (hip. ind.)
j=0
j j=0
j
= 4n + 3 · 4n = (1 + 3)4n = 4 · 4n = 4n+1 . (hip. ind.)

12. a) Por um lado,


n+1
! n
!
n+1−0 n+1−i n+1
Sn+1 = (−1) + (−1) = (−1) + (−1)n+1−(i+1)
i=1 i=0
n
!
= (−1)n+1 + (−1)n−i = (−1)n+1 + Sn .
mud. de var.
i!i+1 i=0

Por outro lado,


n
! n
!
n+1−i n+1−(n+1)
Sn+1 = (−1) + (−1) = (−1)(−1)n−i + (−1)0 = −Sn + 1.
i=0 i=0

1 − (−1)n+1 1 + (−1)n
Segue-se que (−1)n+1 + Sn = −Sn + 1, donde Sn = = .
2 2
b) Por um lado,
n+1
! n
!
Tn+1 = (−1)n+1−0 0 + (−1)n+1−i i = (−1)n+1−(i+1) (i + 1)
mud. de var.
i=1 i!i+1 i=0
n
! n
!
n−i 1 + (−1)n
= (−1) i+ (−1)n−i = Tn + Sn = Tn + .
i=0 i=0
por a) 2

Por outro lado,


n
! n
!
n+1−i n+1−(n+1)
Tn+1 = (−1) i + (−1) (n + 1) = (−1)(−1)n−i i + (n + 1) = −Tn + (n + 1).
i=0 i=0

1 + (−1)n
Segue-se que Tn + = −Tn + (n + 1), donde
2
2n + 2 − 1 − (−1)n 2n + 1 − (−1)n
Tn = = .
4 4
13. a) Temos que
n
n !
& n '& n '
! ! ! n(n + 1) n(n + 1) n2 (n + 1)2
ij = i j = · = .
i=1 j=1 i=1 j=1
2 2 4

4
b) Em primeiro lugar, usando a lei da decomposição, deduzimos que
n !n n
& i n
' n
& i n
'
! ! ! ! ! ! !
ij = ij + ij = ij + ij − i2
i=1 j=1 i=1 j=1 j=i+1 i=1 j=1 j=i
n !
! i n !
! n n
!
= ij + ij − i2 .
i=1 j=1 i=1 j=i i=1

Mas
n !
n n !
n n !
n j
n ! n !
i
! ! ! ! !
ij = ij!i ≤ j! = ij!i ≤ j! = ij = ij
i=1 j=i i=1 j=1 j=1 i=1 j=1 i=1 i=1 j=1

(onde, na última igualdade, redenominámos as variáveis de indexação). Sendo assim,


n !
! n n !
! i n
!
ij = 2 ij − i2
i=1 j=1 i=1 j=1 i=1

o que, usando a alı́nea (a), nos dá


n !
! i n
n2 (n + 1)2 ! 2
2 ij = + i.
i=1 j=1
4 i=1

c) Como
i
i2 + i i(i + 1) !
= = j,
2 2 j=1

deduzimos que & '


!n n i n
i2 + i ! ! 1 n2 (n + 1)2 ! 2
i = ij = + i
i=1
2 i=1 j=1
2 4 i=1

e, portanto,
n
! !n n
i2 + i n2 (n + 1)2 ! 2
i(i2 + i) = 2 i = + i.
i=1 i=1
2 4 i=1

Mas n n n
! ! !
i(i2 + i) = i3 + i2 ,
i=1 i=1 i=1

logo
n
! n
! n
!
3 2 n2 (n + 1)2
i = i(i + i) − i2 = .
i=1 i=1 i=1
4

14. a) Por indução em n. O caso base em que n é 1 dá como resultado no somatório o
valor (−1)2 12 + (−1)3 22 = −3. O lado direito da igualdade do enunciado quando n é 1
também dá resultado −3. Admitamos agora, por hipótese de indução, que a igualdade se
verifica
.2(n+1) para k+1
n, com vista a argumentá-la para n + 1. Temos, pois, que argumentar que
k=1 (−1) k 2 = −(n + 1)(2n + 3). Ora:

5
2n+2
! 2n
!
(−1)k+1 k 2 = (−1)k+1 k 2 + (−1)2n+2 (2n + 1)2 + (−1)2n+3 (2n + 2)2
k=1 k=1
= −n(2n + 1) + (2n + 1)2 − (2n + 2)2
(hip. ind.)

= (2n + 1)(2n + 1 − n) − (2(n + 1))2 = (2n + 1)(n + 1) − 4(n + 1)2

= (n + 1)(2n + 1 − 4n − 4) = (n + 1)(−2n − 3) = −(n + 1)(2n + 3).

b) O conjunto [2n] é a união disjunta dos conjuntos P = {2, 4, . . . , 2n} e I = {1,3,. . . ,


2n − 1} e podemos usar a lei da decomposição:
2n
! ! !
(−1)k+1 k 2 = (−1)k+1 k 2 + (−1)k+1 k 2
k=1 k∈P k∈I
n n
/
! ! k = 2i se k par,
= −(2i)2 + (2i − 1)2 − com
(mud. var.)
i=1 i=1
k = 2i − 1 se k ı́mpar
n
& n
'
! ! n(n + 1)
2 2
= (−4i + 4i − 4i + 1) = −4 i + n = −4 +n
i=1 i=1
2
= −2n(n + 1) + n = −n(2n + 2 − 1) = −n(2n + 1).

15. a) (k + 1)3 − k 2 = (k + 1)k(k − 1) − k(k − 1) = k(k − 1)(k + 1 − 1) = k 2 (k − 1).


b) Utilizando o método das anti-diferenças (consulte a tabela da página 129), vem:
n
! n
! n
! n+1
! n
!
2 3 2 3
k (k − 1) = (k + 1) − k = k − k2
(mud. var.)
k=0 k=0 k=0 k=1 k=0
0 4 0n+2
0n+1 $ % $ %
k 0 k 3 00 (n + 2)4 (n + 1)3
= − 0 = −0 − −0
4 01 3 0 4 3
$ %
(n + 2)(n + 1)3 (n + 1)3 3 n+2 1
= − = (n + 1) − .
4 3 4 3
1
Reduzindo a um denominador comum, ficamos com a resposta (n + 1)3 (3n + 2).
12
c) Temos:
n
! n
! n
!
i(n − 1 − i)(n − i) = (n − k)(k − 1)k = n(k − 1)k − k 2 (k − 1)
i!n−k
i=0 k=0 k=0
n
! 1
= n k2 − (n + 1)3 (3n + 2)
b)
k=0
12
0n+1
k 3 00 1
= n 0 − (n + 1)3 (3n + 2)
3 12
$ 0 %
(n + 1)3 1
= n − 0 − (n + 1)3 (3n + 2)
3 12
1 1
= (n + 1)3 (4n − 3n − 2) = (n + 1)3 (n − 2).
12 12

6
16. a) Temos que
1 2
∆ im+1 = (i + 1)m+1 − im+1 = (i + 1)im − im+1 = i · im + im − im+1 .

Como

i · im = (i − m + m) · im = (i − m) · im + m · im
= im (i − (m + 1) + 1) + m · im = im+1 + m · im ,

vem que 1 2
∆ im+1 = m · im + im = (m + 1)im ,
e o resultado segue-se.
b) Temos, por a), que i2 = 13 ∆i3 . Deste modo,
n
! n
! n
2 1 3 1! 3 1 1
i = ∆i = ∆i = ((n + 1)3 − 13 ) 3= (n + 1)n(n − 1).
i=1 i=1
3 3 i=1 3 1 =0 3

c) Ora i2 = i(i − 1) = i2 − i, donde i2 = i2 + i. Segue-se que


n
! n
! n
!
2 2 (n + 1)n(n − 1) n(n + 1)
i = i + i= +
i=1 i=1 i=1
b) 3 2
2(n + 1)n(n − 1) + 3n(n + 1) n(n + 1)(2n + 1)
= = .
6 6
d) Temos que
(i2 − j 2 )2 ((i − j)(i + j))2
= = (i − j)2 .
(i + j)2 (i + j)2
Deste modo,

!n !2n n 2n n 2n
(i2 − j 2 )2 ! ! 2
! !
2
= (i − j) = (i2 + j 2 − 2ij)
i=1 j=n+1
(i + j) i=1 j=n+1 i=1 j=n+1
n
! 2n
! n
! 2n
! n
! 2n
!
2 2
= i + j −2 ij.
i=1 j=n+1 i=1 j=n+1 i=1 j=n+1

Ora
n
! 2n
! n
! 2n
! n
! 2n
! 2n
! n
!
2 2 2 2
i + j = i 1+ j 1
i=1 j=n+1 i=1 j=n+1 i=1 j=n+1 j=n+1 i=1
& n ' & 2n n
'
! ! !
= i2 (2n − (n + 1) + 1) + j2 − j2 · n
i=1 j=1 j=1
& n ' & n ' & 2n ' & k '
! ! ! !
= i2 n − i2 n + i2 n = i2 n
j!i
i=1 i=1 i=1 i=1
2n(2n + 1)(4n + 1) n2 (2n + 1)(4n + 1)
= n=
c) 6 3

7
Por outro lado,
n 2n n 2n
& n ' & 2n n
'
! ! ! ! ! ! !
ij = i j= i j− j
i=1 j=n+1 i=1 j=n+1 i=1 j=1 j=1
$ %
(n + 1)n (2n + 1)2n (n + 1)n n2 (n + 1)(3n + 1)
= − = .
2 2 2 4
Segue-se que
!n !2n
(i2 − j 2 )2 n2 (2n + 1)(4n + 1) n2 (n + 1)(3n + 1)
= −
i=1 j=n+1
(i + j)2 3 2
7n4 − n2 n2 (7n2 − 1)
= = .
6 6
17. Tem-se
!n !n " #" # !n !
n " #" #
j−i i j j−i j i
(−1) k i = (−1) i k !j ≥ i! !i ≥ k!
i=k j=i i=1 j=1
!n ! n " #" #
j i
= (−1)j−i i k !j ≥ k! !k ≤ i ≤ j!
j=1 i=1
j
n !
! " #" # j
n !
! " #" #
j−i j i j−i j j−k
= (−1) i =
k lei trinomial (−1) k i−k
j=k i=k j=k i=k
n " #!
! " j # n " #!
! j−k " #
j j−i j − k j j−i−k j − k
= k (−1) =
i − k i!i+k k (−1) i
j=k i=k j=k i=0
n "
! # ! " j−k # n " #
!
j j−k −i j − k j
= k (−1) (−1) i = k (−1)j−k 0j−k
(−1)−i =(−1)i
j=k i=0 j=k
bin. Newton
" # n
! " #
k j
= k (−1)0 00 + j−k
k (−1) 0 = 1
j=k+1

- porque 00 = 1 por convenção e 0m = 0 se m > 0.


18. a) Usando a Lei da Mudança de Variável, obtemos
! ! ! !
(−1)#S = (−1)#(X\S) = (−1)#X−#S = (−1)#X (−1)#S ,
S⊆X S⊆X S⊆X S⊆X

uma vez que (−1)−#S = (−1)#S . Deste modo, como #X é ı́mpar, temos que (−1)#X = −1
e, portanto, !
2 (−1)#S = 0,
S⊆X
!
de onde vem (−1)#S = 0.
S⊆X

b) De acordo com a sugestão, fixemos a ∈ X. Dado S ⊆ X, ou a %∈ S ou a ∈ S. Deste


modo, pela Lei da Decomposição,
! ! !
(−1)#S = (−1)#S + (−1)#S .
S⊆X S⊆X S⊆X
a∈S
/ a∈S

8
! !
Agora, (−1)#S = (−1)#S . Por outro lado,
S⊆X S⊆X\{a}
a∈S
/
! ! ! !
(−1)#S = (−1)#(S∪{a}) = (−1)#S+1 = − (−1)#S .
S⊆X S⊆X\{a} S⊆X\{a} S⊆X\{a}
a∈S

Assim, concluı́mos que


! ! !
(−1)#S = (−1)#S − (−1)#S = 0.
S⊆X S⊆X\{a} S⊆X\{a}

19. a) Por indução em n.


Caso base - n = 1: Como m < n, então m = 0. Neste caso,
1
! " # 1
! " #
1 m
k 1
(−1) k k = (−1)k k = (−1 + 1)1 = 0
(∗)
k=0 k=0

(*) – porque k 0 = 1 se k > 0 e 00 = 1 por convenção.


Admitamos agora, por hipótese de indução, que a igualdade se verifica para n, com
vista a argumentá-la para n + 1. Temos dois casos a considerar:
n
! " # !n " #
n n
m = 0: (−1)k k k 0 = (−1)k k = (−1 + 1)n = 0.
k=0 k=0

m %= 0: Neste caso temos que

n+1
! " # n+1
! " # n
! " #
k n+1 m k n+1 m k+1 n+1 m
(−1) k k = (−1) k k = (−1) k + 1 (k + 1)
0m =0 k!k+1
k=0 pq m'=0 k=1 k=0
n
! " #
n
= −(n + 1) (−1)k k (k + 1)m−1
fórmula da
extração k=0
n
! " # m−1 " #
kn ! m−1 j
= −(n + 1) (−1) k j k
binómio de
Newton k=0 j=0

!"
m−1
m−1
# !
n " #
n
= −(n + 1) j (−1)k k k j = 0.
j=0
(k=0 )* +
0 − por hip. ind, pq j≤m−1<n

Pelo método de indução segue-se que a soma dada é igual a zero.


b) Temos que
n
! " # n
! " #!
m " #
n n m j m−j
(−1)k k (a + k)m = (−1)k k j ak
binómio de
k=0 Newton k=0 j=0
m "
! # n
! " #
m j n
= j a (−1) k k m−j = 0
k

j=0
(k=0 )* +
0 − por a), pq 0≤m−j≤m<n

9
c) Seja X %= ∅ e suponhamos
" # que #X = n ≥ 1. Temos que o número de subconjuntos
n
de X com k elementos é k . Assim

! !n ! n
! " #
n
(−1)#S (#S)m = (−1)k k m = (−1)k k k m = 0
S⊆X k=0 S⊆X k=0
#S=k

– a última igualdade por a).


20. a) Adoptando as notações do exercı́cio 17 da página 133, sejam
" = [n] × [n] , +− = {(i, j) ∈ " : i < j},
++ = {(i, j) ∈ " : i > j} , D = {(i, j) ∈ " : i = j}.
Tem-se
! n ! n ! 1 ! ! ! 1
1 1 1
= = + + .
i=1 j=1
i·j i·j (lei da decomp.) i·j −
i · j i · j
(i,j)∈" (i,j)∈)+ (i,j)∈) (i,j)∈D

Ora,
! 1 ! 1
= ,
i·j i·j
(i,j)∈)+ (i,j)∈)−

pois a aplicação (i, j) ,→ (j, i) é uma correspondência biunı́voca entre os conjuntos ++ e


1
+− e a fracção é simétrica em i e j. Por outro lado,
i·j
! 1 !n
1
= 2
= Hn(2) .
i·j k=1
k
(i,j)∈D

Segue-se destas considerações que


!n ! n ! !
1 1 1
=2 + Hn(2) = 2 + Hn(2) .
i=1 j=1
i · j +
i · j 1≤i<j≤n
i · j
(i,j)∈)

b) Por um lado,
n ! n n ! n n
& n ' & n '& n '
! 1 ! 11 ! 1 !1 !1 !1
= = = = Hn Hn = (Hn )2 .
i=1 j=1
i·j i=1 j=1
ij i=1
i j=1
j i=1
i j=1
j

Por outro lado,


! 1 ! 1 ! 1 ! 1
= + = + Hn(2) .
1≤i≤j≤n
i · j 1≤i<j≤n
i · j i · j 1≤i<j≤n
i · j
(i,j)∈D

Logo, pela igualdade da alı́nea anterior,


n ! n
& '
! 1 ! 1 ! 1
2
(Hn ) = =2 + Hn(2) = 2 − Hn(2) + Hn(2)
i=1 j=1
i · j 1≤i<j≤n
i · j 1≤i≤j≤n
i · j
e, portanto,
! 1 1 1 (2) 2
= Hn + (Hn )2 ,
1≤i≤j≤n
i·j 2
como se pretendia.
FIM

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