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DEFENSORIA PÚBLICA DO PARANÁ – PROJETO UTI Sociologia Jurídica Rubem Valente QUESTÕES (A) ética de

DEFENSORIA PÚBLICA DO PARANÁ PROJETO UTI Sociologia Jurídica Rubem Valente

QUESTÕES

(A)

ética de justeza e ética de consequência.

(B)

ética de justeza e ética de responsabilidade.

Sociologia Jurídica (FCC DPE/SP 2012)

de

responsabilidade.

(C)

ética

convicção

e

ética

de

82. Em Vigiar e Punir, Michel Foucault explicita os mecanismos disciplinares de poder que, segundo
82. Em Vigiar e Punir, Michel Foucault
explicita os mecanismos disciplinares de
poder que, segundo o filósofo, caracterizam a
forma institucional da prisão do início do
século XIX. De acordo com as análises deste
autor, pode-se afirmar que a modalidade
panóptica do poder disciplinar:
(D)
ética de convicção e ética de consequência.
(E)
ética
de
responsabilidade
e
ética
de
convicção.
85. “A Ciência do Direito (
),
se de um lado
quebra o elo entre jurisprudência e
procedimento dogmático fundado na
autoridade dos textos romanos, não rompe,
(A)
não está na dependência imediata nem é o
de
outro, com o caráter dogmático, que tentou
prolongamento direto das estruturas jurídico-
políticas de uma sociedade e, portanto, é
absolutamente independente destas estruturas.
(B) está na dependência imediata e é o
prolongamento direto das estruturas jurídico-
políticas de uma sociedade e, desse modo, é
absolutamente dependente destas estruturas.
aperfeiçoar, ao dar-lhe a qualidade de
sistema, que se constrói a partir de premissas
cuja validade repousa na sua generalidade
racional. A teoria jurídica passa a ser um
construído sistemático da razão e, em nome
da
própria razão, um instrumento de crítica da
realidade”.
(C)
está na dependência imediata, mas não é o
prolongamento direto das estruturas jurídico-
políticas de uma sociedade e, desse modo, é
Esta caracterização, realizada por Tercio
Sampaio Ferraz Júnior, em sua obra A Ciência
absolutamente dependente destas estruturas.
do
Direito, evoca elementos essenciais do:
(D)
não está na dependência imediata, mas é o
prolongamento direto das estruturas jurídico-
políticas de uma sociedade e, entretanto, não é
absolutamente dependente destas estruturas.
(A)
jusnaturalismo moderno.
(B)
historicismo.
(C)
realismo crítico.
(E)
não está na dependência imediata nem é o
(D)
positivismo jurídico.
prolongamento direto das estruturas jurídico-
políticas de uma sociedade e, entretanto, não é
absolutamente independente destas estruturas.
(E)
humanismo renascentista.
87. “O Estado moderno é um agrupamento de
dominação que apresenta caráter institucional
84. “Toda a atividade orientada segundo a
ética pode ser subordinada a duas máximas
inteiramente diversas e irredutivelmente
opostas”. Esta afirmação precede as análises
de Max Weber, no ensaio “A Política como
Vocação”, acerca da oposição entre, de um
lado, a atitude daquele que, convencido da
justeza intrínseca de seus atos, é indiferente
aos efeitos que estes atos podem acarretar e,
de outro lado, a atitude daquele que leva em
conta as consequências previsíveis de seus
atos.
Segundo a terminologia empregada por
Weber no ensaio encionado, estas duas
atitudes referem-se, respectivamente, àquilo a
que o autor denomina:
e
procurou (com êxito) monopolizar, nos
limites de um território, a violência física
legítima como instrumento de domínio e que,
tendo esse objetivo, reuniu nas mãos dos
dirigentes os meios materiais de gestão.
Equivale isso a dizer que o Estado moderno
expropriou todos os funcionários que,
segundo o princípio dos “Estados”
dispunham outrora, por direito próprio, de
meios de gestão, substituindo-se a tais
funcionários, inclusive no topo da hierarquia”.
No trecho acima, extraído do ensaio "A
Política como Vocação", Max Weber refere-se
ao Estado moderno, resultante de seu
desenvolvimento racional. Para o autor, este
Estado é caracterizado como um estado:
Estado moderno, resultante de seu desenvolvimento racional. Para o autor, este Estado é caracterizado como um

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DEFENSORIA PÚBLICA DO PARANÁ – PROJETO UTI Sociologia Jurídica Rubem Valente (A) burocrático. 84. No

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(A)

burocrático.

84. No ensaio “A Política como vocação”, Max

(B)

autoritário.

Weber realiza uma caracterização de três

(C)

autocrático.

tipos de dominação legítima, a saber:

(D)

democrático.

(E)

nação.

A dominação que repousa sobre a “autoridade

Sociologia Jurídica (FCC DPE/SP 2010)

do „passado eterno‟, isto é, dos costumes santificados pela validez imemorial e pelo hábito, enraizado nos homens, de respeitá-los”.

82. Em sua teoria da norma jurídica, Noberto Bobbio distingue as sanções jurídicas das sanções morais e sociais. Segundo esta distinção, a sanção jurídica, diferentemente da sanção moral, é sempre uma resposta de grupo e, diferentemente da sanção social, a sanção jurídica é regulada em geral com as mesmas formas e através das mesmas fontes de produção das regras primárias. Para o autor, tal distinção oferece um critério para distinguir, por sua vez, as normas jurídicas das normas morais e das normas sociais. Considerando-se este critério, pode-se afirmar que são normas jurídicas as normas cuja execução é garantida por uma sanção:

(A)

(B)

(C)

(D)

(E)

− (A) carismática, tradicional e legal. (B) tradicional, carismática e legal. (C) carismática, legal e
(A)
carismática, tradicional e legal.
(B)
tradicional, carismática e legal.
(C)
carismática, legal e tradicional.
(D)
tradicional, legal e carismática.
(E)
legal, tradicional e carismática.

A dominação que se funda em “dons pessoais

e extraordinários de um indivíduo”, na “devoção e confiança estritamente pessoais depositadas em alguém que se singulariza por qualidades

prodigiosas, por heroísmo ou por outras qualidades exemplares que dele fazem o chefe”.

− A dominação que se impõe “em razão da crença na validez de um estatuto legal e de uma „competência‟ positiva, fundada em regras racionalmente estabelecidas”. Estes modos de dominação correspondem, respectivamente, ao que Weber entende por dominação

interna e não-institucionalizada.

interna e institucionalizada.

externa e não-institucionalizada.

interna e informal.

externa e institucionalizada.

85. “A intelectualização e a racionalização crescentes não equivalem, portanto, a um conhecimento geral crescente acerca das condições em que vivemos. Significam, antes, que sabemos ou acreditamos que, a qualquer instante, poderíamos, bastando que o quiséssemos, provar que não existe, em princípio, nenhum poder misterioso e imprevisível que interfira com o curso de nossa vida; em uma palavra, que podemos dominar tudo, por meio da previsão. Equivale isso a despojar de magia o mundo. Para nós não mais se trata, como para o selvagem que acredita na existência daqueles poderes, de apelar a meios mágicos para dominar os espíritos ou exorcizá-los, mas de recorrer à técnica e à previsão. Tal é a significação essencial da intelectualização”. No trecho citado acima, retirado do ensaio “A Ciência como vocação”, Max Weber

83. Em sua Teoria Pura do Direito, Hans Kelsen concebe o Direito como uma “técnica social específica”. Segundo o filósofo, na obra O que é justiça?, “esta técnica é caracterizada pelo fato de que a ordem social designada como „Direito‟ tenta ocasionar certa conduta dos homens, considerada pelo legislador como desejável, provendo atos coercitivos como sanções no caso da conduta oposta”. Tal concepção corresponde à definição kelseniana do Direito como:

(A)

uma ordem estatal facultativa.

 

(B)

uma

ordem

axiológica

que

vincula

a

interioridade.

 

(C)

um veículo de transformação social.

 

(D)

uma ordem coercitiva.

 

(E)

uma positivação da justiça natural.

 
social.   (D) uma ordem coercitiva.   (E) uma positivação da justiça natural.   2

2

caracteriza aquilo que entende ser um processo “realizad o ao longo dos milênios da civilização

caracteriza aquilo que entende ser um processo “realizado ao longo dos milênios da civilização ocidental”, do qual a ciência participa como “elemento e motor”. Weber denomina este processo:

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CESPE DPU DEFENSOR 2010

A respeito das relações de poder e legitimação, julgue o próximo item.

(A) tecnocracia. (B) descrença. (C) democratização. (D) sistematização. (E) desencantamento. 196 A forma
(A)
tecnocracia.
(B)
descrença.
(C)
democratização.
(D)
sistematização.
(E)
desencantamento.
196 A forma legítima de dominação
carismática, de acordo com Max Weber, está
baseada na designação do líder pela
virtude da fé na validade do estatuto legal.
Considerando a social-democracia, o estado
de bem-estar social e os estudos de Adam
Przeworski, julgue o próximo item.
87. Em sua teoria do ordenamento jurídico,
Norberto Bobbio estuda os aspectos da
unidade, da coerência e da completude do
ordenamento. Relativamente ao aspecto
da coerência do ordenamento jurídico, “a
situação de normas incompatíveis entre si”
refere-se ao problema:
197
Os social-democratas defendem a não
abolição da propriedade privada dos meios de
produção em troca da cooperação
dos capitalistas na elevação da produtividade
e
na distribuição dos ganhos.
(A)
das antinomias.
Com relação às concepções teóricas de Estado,
julgue os itens subsequentes.
(B)
da analogia.
(C)
do espaço jurídico vazio.
198
Para Thomas Hobbes, com a criação do
(D)
das lacunas.
(E)
da incompletude.
Estado, o súdito deixa de abdicar de seu
direito à liberdade natural para proteger
a
própria vida.
88. “Na fase madura de seu pensamento, a
substituição da lei pela convicção comum do
povo (Volksgeist) como fonte originária do
direito relega a segundo plano a
sistemática lógico-dedutiva, sobrepondo-lhe a
sensação (Empfindung) e a intuição
(Anschauung) imediatas. Savigny enfatiza o
relacionamento primário da intuição do
jurídico não à regra genérica e abstrata, mas
199 De acordo com a teoria política de John
Locke, a propriedade já existe no estado de
natureza e, sendo instituição anterior
à
sociedade, é direito natural do indivíduo,
não podendo ser violado pelo Estado.
De acordo com as concepções teóricas do
marxismo, julgue o item seguinte. CERTO
aos „institutos de direito‟ (Rechtsinstitute),
que expressam
„relações
200
Segundo Louis Althusser, o aparelho
vitais‟ (Lebensverhältnisse) típicas e
concretas”. Esta caracterização, realizada por
Tercio Sampaio Ferraz Júnior, em sua obra A
ideológico de Estado dominante para a
burguesia era a Igreja.
Ciência do Direito, corresponde a aspectos
essenciais da seguinte escola filosófico-
jurídica:
CESPE DPU – SOCIÓLOGO 2010
01.
Os
objetos
de
estudo
da
sociologia

jurídica incluem:

(A)

Normativismo.

(B)

Positivismo jurídico.

a) os mesmos objetos de estudo do direito.

(C)

Jusnaturalismo.

b) as circunstâncias jurídicas.

(D)

Historicismo Jurídico.

c) a consolidação da legislação, da jurisprudência

(E)

Realismo Jurídico.

e da dogmática jurídica.

c) a consolidação da legislação, da jurisprudência (E) Realismo Jurídico. e da dogmática jurídica. 3

3

d) as formas com que o direito opera socialmente e a explicação sociológica do direito.

d) as formas com que o direito opera socialmente e a explicação sociológica do direito. e) a designação dos valores e ideologias não explicitados e que estão contidos na legislação, na jurisprudência e na dogmática jurídica.

DEFENSORIA PÚBLICA DO PARANÁ PROJETO UTI Sociologia Jurídica Rubem Valente

e na dogmática jurídica. DEFENSORIA PÚBLICA DO PARANÁ – PROJETO UTI Sociologia Jurídica Rubem Valente 4
e na dogmática jurídica. DEFENSORIA PÚBLICA DO PARANÁ – PROJETO UTI Sociologia Jurídica Rubem Valente 4

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GABARITO: 82. 84. 85. 87. E C A A GABARITO DEFENSORIA PÚBLICA DO PARANÁ –

GABARITO:

82.

84.

85.

87.

E

C

A

A

GABARITO

DEFENSORIA PÚBLICA DO PARANÁ PROJETO UTI Sociologia Jurídica Rubem Valente

82. E 83. D 84. B 85. E 87. A 88. D GABARITO 196. E
82.
E
83.
D
84.
B
85.
E
87.
A
88.
D
GABARITO
196. E
197. C
198. E
199. C
200. E
GABARITO: D
Valente 82. E 83. D 84. B 85. E 87. A 88. D GABARITO 196. E

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