1

KELYANE VERLY MORAES

ANCORAGEM ESQUELÉTICA COM MINI-IMPLANTES

NITERÓI - RJ 2011

2

KELYANE VERLY MORAES

ANCORAGEM ESQUELÉTICA COM MINI-IMPLANTES

Monografia entregue à Faculdade Redentor, como requisito para obtenção do título de Especialização em Ortodontia.

Orientador: Prof. Queiroz Ponce

Dr.

Alexandre

Luiz

3

Entrega da Monografia em ____/____/_____ ao curso de Especialização em Ortodontia.

_______________________________________ Coordenador:

_______________________________________ Orientador:

incentivo e força que permanecem vivos e me impulsionam na caminhada diária. pela dedicação de uma vida.4 Dedico a minha mãe (in memorian) Sirléa. . pelo amor.

À minha família. Aos profs. apoio e compreensão essenciais em minha vida. em especial à minha irmã Any pelo amor. Aos colegas de turma.5 AGRADECIMENTOS A Deus que me ampara. em especial Camila Ribeiro e Viviane Dallia pela paciência. . Alexandre e Ana Luiza Ponce por me incentivarem na constante busca pelo conhecimento. pela sincera amizade e pelos momentos de agradável convivência. protege e guia em todos os dias da minha vida.

6 RESUMO A mecânica ortodôntica vem sendo beneficiada significativamente pela utilização dos mini-implantes. . Várias são as suas aplicabilidades dentro da Ortodontia a fim de promover ancoragem esquelética. Tratamento. pois a correta indicação é essencial para o sucesso da mecânica ortodôntica. evitando assim efeitos colaterais e forças excessivas inadequadas. Os mini-implantes aparecem como uma excelente opção de tratamento para substituir as formas convencionais de ancoragem esquelética. Um planejamento criterioso deve ser efetuado para cada caso. Outros fatores como colaboração do paciente em relação à higiene e precisão na técnica de colocação dos mini-implantes pelo profissional influenciam no bom andamento do tratamento. Palavras-chave: Mini-implantes. Ancoragem.

because the correct statement is essential to the success of orthodontic mechanics. Mini-implants appear as an excellent treatment option to replace conventional forms of anchorage.7 ABSTRACT The orthodontic mechanics has been greatly benefited by the use of mini-implants. . thus avoiding side effects and excessive forces are inadequate. Treatment. Keywords: Mini-implants. Anchoring. Many are their applicability within the orthodontics to promote anchorage. Other factors such as patient compliance with regard to hygiene and technical precision in the placement of mini-implants by the professional influence the smooth progress of the treatment. A careful planning must be done for each case.

........... ...Retração do canino usando molas helicoidais fechadas no lado ancorado no implante................................... B) Após a retração...........................................................Fotografias pré-tratamento......................... A força de distalização foi aplicada a partir do mini-implante ao canino inferior.... que foi colocado no osso alveolar entre um segundo pré-molar e um primeiro molar..........Exposição dos mini-implantes por dissecção aguda: a) grupo experimental (hemi-arco esquerdo da mandíbula). C) Imagem radiográfica inicial....Retração do canino com mola no implante ......... .............. B) Ilustração esquemática de intrusão do molar.................... 22 Figura 6 ........................... B) Retração com mini-implantes ortodônticos e elástico chain...............................................................8 LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura 1 ......... C-E) Fotografias intra-orais do começo da intrusão do molar........... 16 Figura 2 ...........Traçados cefalométricos........ A) Antes da retração...................... 33 ..................... ..... A) Pré B) Pós-retração do canino ................... b) grupo controle (hemi..Fotografias pós-tratamento................. .. A) Frontal B) Oclusal........ ....Quadrante mandibular esquerdo após segunda intervenção e ativação do aparelho.......Intrusão dos dentes posteriores superiores com ancoragem de miniimplantes.................................. 20 Figura 5 ................................. .... 23 Figura 7 .. 25 Figura 8 ................................. 30 Figura 12 ............. ...... 29 Figura 11 ................ 19 Figura 4 ... A) Significativo aumento dos dentes superiores......Mini-parafuso com ligadura elástica em posição......A) Implantes usados como ancoragem ortodôntica.. ......A) Retração com mini-implantes ortodônticos e mola de níquel-titânio............ .. ........................................................................A força de distalização foi aplicada a um canino por uma mola de Niti conectada a partir de um mini-implante maxilar. ..................... 31 Figura 13 .......... 17 Figura 3 ...............................arco direito da mandíbula.............................. D) Imagem radiográfica pós-intrusão......... B) Os dentes posteriores superiores foram intruídos. 26 Figura 9 ............................. após 3 meses e pós-intrusão..............................Visão pós-expansão......... 28 Figura 10 .....

........................ 36 Figura 20 ..... 43 Figura 25 ....................... 47 .......... ...A) Vista oclusal do aparelho maxilar...Sistema de força envolvido: F força total.Esquema sobre o movimento distal do molar alcançado com o miniimplante............................ B) Vista vestibular do segmento maxilar direito após a segunda intervenção e ativação do aparelho..Esquema sobre comparação das mudanças no pré e no pós tratamento na análise cefalométrica...........Início do tratamento de intrusão (caso 2)..... 5 meses.......................................................................................... .......... ...................... 35 Figura 17 ............................................ duração do tratamento de distalização.....................Aparelho de distalização suportado por ancoragem adicional de miniimplantes: tratamento de uma menina de 11 anos e 1 mês...............................................................9 Figura 14 .....Overbite normal atingido após 7 meses de tratamento de intrusão (caso 2)......... ......... ......... 40 Figura 23 ....................................................................Início do tratamento de intrusão (caso 1)...Instalação clínica para retração em massa...... ..............Posicionamento das correntes elásticas para a retração dos dentes posteriores............................. 45 Figura 26 ............................. ........... 34 Figura 16 ............... .................Instalação do sistema de ancoragem e verticalização........................................ ....... i força intrusiva............ A) Vista oclusal imediatamente após a instalação do aparelho de distalização.................. .... B) Vista oclusal após a distalização dos molares. ...... 37 Figura 21 .Overbite normal atingido após 7 meses de tratamento de intrusão (caso 1).............. Linhas contínuas representam ilustração esquemática de pré-tratamento e linhas pontilhadas representam ilustração esquemática média de mudanças pós-tratamento................................. ...... 33 Figura 15 ........... 36 Figura 19 ........................... ............... .............................................. r força de retração (r é muito maior do que i)........ 36 Figura 18 ............. B) Após a retração...................... ............................. 45 Figura 27 ....................Traçados sobrepostos: pré-tratamento (preto) e pós-tratamento (vermelho)........ ...................... 38 Figura 22 ...................... A) Antes da retração...............Retração do canino usando molas helicoidais fechadas no lado ancorado no molar.... 41 Figura 24 ........................................

..... A) Durante a retração anterior em massa................ após extração do terceiro pré-molar..............................Aparelhos para retração anterior em massa..... ............. o efeito do tempo de aplicação da força foi testado....... 60 ........... C) Parafuso perfurante na mandíbula...... ... B) Colocação de miniimplantes controle e experimental na primeira cirurgia (dia 0)...................... Superior esquerda: parafuso de titânio tipo B com 1... Na maxila... ...Micrografia dos parafusos...5 mm de diâmetro e 11 mm de comprimento............................. 55 Figura 34 ............ Superior direita: parafuso de titânio tipo C com 2.................................. C) Colocação de aparelhos na segunda cirurgia (dia 26).......3 mm de diâmetro e 14 mm de comprimento.......................... A) Desenho para ilustrar mini-implantes do grupo experimental (E1 e E2) e do grupo controle...10 Figura 28 .................. Categoria 1: sem carga............. Carregamento recíproco dos elementos centrais com 1 N com mola fechada de NiTi..Inserção dos mini-implantes após a instalação do aparelho ortodôntico fixo............. ... B) No final da retração anterior em massa. categoria 2: imediatamente carregado e categoria 3: carregado após 6 ou 12 semanas......... 53 Figura 33 ................................ B) Parafuso sem perfuração na mandíbula... Diferenças significativas entre parafusos tipo B e tipo A ou mini-placas indicadas por ** e entre parafusos tipo B e mini-placas indicadas por *.......... 48 Figura 29 ...Distribuição de pacientes relatando dor após implantação de ancoragem ortodôntica......Mini-implantes inseridos na cortical óssea distando aproximadamente 5 mm entre si. Osseointegração na interface entre parafuso e osso......... o efeito do nível de força (25 ou 50 g) com carga imediata foi avaliado após distribuição aleatória........ 57 Figura 35 ... com dois mini-implantes inseridos pela vestibular e outro pela palatina... 49 Figura 30 ....................................Média de osseointegração em relação ao tempo de aplicação de força e local de inserção................................. 51 Figura 31 ..................... ............. no septo ósseo adjacente ao dente 16............. 59 Figura 36 .....Implante palatino mediano conectado a arco transpalatino ligado às bandas dos molares...................... Inferior: mini placa modificada com 2 parafusos de 2mm de diâmetro e 5 mm de comprimento................... Na mandíbula...... ............. ..................... 52 Figura 32 ............ A) Tecido ósseo (W) com canal de Havers e osso lamelar em volta do parafuso (L)... ................ ...Fotografias intra-orais mostrando ancoragem com implantes in situ...Esquema experimental..

..... ................................. B e E....................... C e F........ ...Comparação das curvas de sobrevida entre os estágios 1 e 2 de técnicas cirúrgicas.......................... o parafuso estava totalmente separado da raiz....................11 Figura 37 ................................ ... B) Movimento distal do molar superior.. B) Mesialização de molares superiores......... 67 ........................ o corpo do parafuso cobriu a lâmina dura............................. 66 Figura 41 .......................Inserção de mini-implantes médiopalatinos..Métodos de medição para angulação (IAng) e posição (IPOs) do implante nos cefalogramas inicial e final............... ........................................... A) Distalização de molares superiores................................ 67 Figura 42 .... o ápice do parafuso pareceu para tocar a lâmina dura.............Ilustrações esquemáticas (A-C) e radiografias dentárias (D-F) das categorias de classificação....Comparação das curvas de sobrevida entre os níveis alto e médio de inserção..........Procedimento ortodôntico: A) Inserção dos mini-implantes em nível alto para retração de dentes anteriores com intrusão................ A e D................................. 65 Figura 40 ..... .... 63 Figura 39 ............................................................................... 62 Figura 38 ............................ . D) Retração de dentes anteriores................... C) Intrusão de molares superiores.......

REFERÊNCIAS 13 14 15 68 72 73 .PROPOSIÇÃO 3 .REVISÃO DA LITERATURA 4 .12 SUMÁRIO 1 .CONCLUSÃO 6 .INTRODUÇÃO 2 .DISCUSSÃO 5 .

A correta indicação. distalização. podem ser citadas: a diminuição da força de reação surgida após a ação durante a movimentação ortodôntica. a diminuição do tempo de tratamento e o significativo controle de ancoragem. dentre outras. retração. o tratamento ortodôntico pôde ser simplificado e os efeitos colaterais indesejados minimizados. o mesmo deve ser colocado de acordo com a técnica preconizada e os cuidados quanto à higienização devem ser sempre bem explicados ao paciente. cada vez mais. A grande variedade de tamanho e tipos de mini-implantes permite ao ortodontista ter mais facilidade na utilização. visualizando assim uma nova possibilidade de simplificar com segurança a mecânica ortodôntica. intrusão. a facilidade de higienização pelo paciente. Com o advento da utilização dos mini-implantes. Muitas são as vantagens dos mini-implantes em relação às formas convencionais de ancoragem. escolha do ponto de inserção. A efetividade e a estabilidade dos mini-implantes podem ser observadas em diferentes funções como verticalização. Após o diagnóstico e a correta indicação do ponto de inserção do miniimplante. colocação e ativação são fundamentais para a eficácia clínica dos miniimplantes. Os ortodontistas têm. . aderido ao uso de mini-implantes para ancoragem como opção para o tratamento. Entre as principais. extrusão.13 1 INTRODUÇÃO A obtenção de uma oclusão favorável através da mecânica ortodôntica está diretamente ligada ao controle da ancoragem durante o tratamento.

14 2 PROPOSIÇÃO Este trabalho tem o objetivo de avaliar: A) São muitas as aplicações dos mini-implantes dentro da Ortodontia? B) Qual o momento ideal de aplicação de força sobre os mini-implantes? C) Quais as considerações devem ser avaliadas quanto ao local de inserção dos mini-implantes? .

Uma extensão com fio de ligadura foi feita para conectar os materiais elásticos aos mini-implantes colocados no osso distal ao segundo molares ou na área retro molar. foi iniciada a distalização com força de 200 g com mola fechada na maxila e com elásticos na mandíbula. Após incisão na mucosa e preparo foram inseridos mini-implantes na maxila (4 mini-implantes entre segundos pré-molares e primeiros molares na vestibular e 2 mini-implantes entre segundos pré-molares e primeiros molares na palatina) e na mandíbula (16 mini-implantes no osso distal ao segundo molar inferior.022 na maxila e TMA ou aço 0. A taxa de sucesso foi de 90%. verticalização e distalização dos anteriores.22 e fios TMA ou de aço 0. 4 mini-implantes na área retro molar e 1 mini-implantes entre primeiro e segundo molares).025 na mandíbula. O período médio de aplicação da força foi de 12. Os mini-implantes na maxila entre as raízes e na área retro molar .9 anos que foram tratados sem exodontia (exceto um paciente que foi tratado com exodontia do primeiro pré-molar superior e distalização dos dentes inferiores). além de extrusão dos primeiros pré-molares (o que foi positivo para o nivelamento da curva de Spee). Os resultados mostraram que na maxila houve distalização dos dentes posteriores sem efeito colateral nos dentes anteriores e na mandíbula houve distalização dos dentes posteriores. 27 ficaram estáveis durante o tratamento. Foram analisados modelos de gesso e radiografias cefalométricas de 13 indivíduos com idade média de 17. Utilizando braquetes straight-wire slot 0.018 x 0.3 meses. Radiografias cefalométricas pré e pós tratamento foram coletadas e avaliadas.15 3 REVISÃO DA LITERATURA Park et al (2004) pesquisaram os efeitos e a taxa de sucesso clínico no tratamento de distalização de molares superiores e inferiores utilizando miniimplantes. Dos 30 mini-implantes examinados.016 x 0.

Utilizando dois diferentes protocolos. Fonte: Park et al (2004). Figura 1 . foram posicionados mini-implantes entre as raízes dos segundos pré-molares e . portadores de má oclusão classe I ou II de Angle com primeiros pré-molares extraídos a fim de corrigir a anormalidade. que foi colocado no osso alveolar entre um segundo prémolar e um primeiro molar.16 mandibular promoveram absoluta ancoragem para o movimento distal em massa dos dentes posteriores. Concluíram que movendo os dentes posteriores simultaneamente através do uso de mini-implantes. além do conforto de pacientes durante o uso de mini-implantes para ancoragem em casos de retração de caninos permanentes superiores. A força de distalização foi aplicada a partir do mini-implante ao canino inferior. Herman et al (2004) avaliaram a estabilidade dos tecidos moles. o resultado foi muito satisfatório e o tempo de tratamento significativamente reduzido. Foram selecionados 16 indivíduos (10 do sexo feminino e 6 do sexo masculino) com idade média de 13 anos e 8 meses.A força de distalização foi aplicada a um canino por uma mola de Niti conectada a partir de um miniimplante maxilar.

. uma incisão vertical foi feita na gengiva. Estudos adicionais envolvendo protocolos menos invasivos ainda devem ser realizados. Em outro protocolo. mas no protocolo modificado. apesar do retalho efetuado. chamado de modificado. no local de colocação do mini-implante e um pequeno retalho periosteal foi efetuado. Um protocolo foi realizado com o uso de um fio de latão entre o segundo pré-molar e o primeiro molar superiores estendendose sobre a gengiva até o ponto prescrito para inserção do mini-implante.Retração do canino com mola no miniimplante. Fonte: Herman et al (2004).025 através de molas de níquel titânio colocadas dos mini-implantes aos caninos. Em todos os casos o implante foi colocado em um ângulo entre 50 ° e 70 ° do longo eixo dos dentes e a retração dos caninos foi feita no fio de aço 0.17 primeiros molares permanentes superiores.017x0. As radiografias obtidas antes da colocação do mini-implante e depois da retração dos caninos foram analisadas posteriormente à retração e levaram à conclusão que o conforto do paciente foi considerado excelente em todos os casos. onde foi cortado. Figura 2 . os tecidos moles na região dos miniimplantes permaneceram mais saudáveis.

Os dados foram gravados em um computador conectado a um braço mecânico e as coordenadas 3D dos pontos foram analisadas por um software. as mini placas e os mini-implantes. Os molares e pré-molares superiores foram intruídos com sucesso. Depois da intrusão suficiente ser obtida. Nos outros 18 indivíduos foram colocados mini-implante na palatina e mini placa na vestibular. A força utilizada foi de 150 a 200 gramas bilateralmente através de elástico chain entre a mini placa e o attachment da banda do primeiro molar e entre o mini-implante e o grampo do molar. Retalho muco periósteo foi efetuado somente na implantação das mini placas. assim como a direção e magnitude do movimento dentário. A intrusão média dos molares foi de 3 a 4 mm. Sobrepondo os 2 conjuntos de coordenadas. Concluíram que a associação do uso de mini-implantes com aparelho fixo é um procedimento viável para atingir a intrusão de molares superiores. a posição vertical foi mantida pela ligação entre o molares.6 anos sendo 12 portadores de má oclusão classe I e 10 classe II. As moldagens realizadas no pré e no pós tratamento foram marcadas com caneta nas cúspides dos molares e dos prémolares. Foram avaliados 22 indivíduos com idade média de 27.18 Yao et al (2004) investigaram os movimentos intrusivos do molar superior em casos nos quais foram utilizados mini-implantes para ancoragem. . foram inseridos mini-implantes na região posterior nas faces vestibular e palatina em 4 indivíduos. Após tratamento inicial com aparelho fixo. os resultados foram obtidos. sendo possível calcular a mudança de posição dos dentes. Não houve diferença significativa entre as cúspides vestibular e palatina.

D) Imagem radiográfica pósintrusão. sendo que o mesmo devia apresentar uma inclinação para mesial maior que 20 graus. B) Os dentes posteriores superiores foram intruídos. Os indivíduos foram submetidos à tomografia computadorizada de mandíbula (exceto em 1 dos casos em que o exame foi realizado após a montagem do aparelho ortodôntico fixo). . mas com pelo menos um molar situado distalmente à área edêntula. Matteo et al (2004) estudaram o uso da ancoragem com mini-parafusos para a verticalização de molares inferiores inclinados para mesial. Fonte: Yao et al (2004). apresentando ausências e agenesias de elementos dentários posteriores inferiores bilateralmente. A) Significativo aumento dos dentes superiores.Intrusão dos dentes posteriores superiores com ancoragem de mini-implantes. O tratamento ortodôntico foi realizado durante 6 a 12 meses. C) Imagem radiográfica inicial. Foram selecionados 3 indivíduos (2 do sexo feminino e 1 do sexo masculino) com idade entre 40 e 48 anos com má oclusão de Classe I ou II de Angle.19 Figura 3 .

Uma semana após da remoção das suturas. Thiruvenkatachari et al (2005) avaliaram a quantidade de perda de ancoragem dos molares com e sem uso de mini-implantes durante a retração de caninos. A troca das ligaduras foi feita de acordo com a necessidade da manutenção da força constante. Após anestesia local. Após a verticalização dos molares. foram inseridos mini-parafusos com 1.20 através da técnica MD3. Em seguida. iniciou-se a verticalização dos molares. distalmente aos molares inclinados. com a mecânica ortodôntica já em andamento. Fonte: Matteo et al (2004).Mini-parafuso com ligadura elástica em posição. Figura 4 . Concluíram que a utilização de mini-parafusos como ancoragem para verticalização de molares inferiores é uma alternativa bastante efetiva. foi realizada bilateralmente uma incisão de 1 cm sobre a linha obliqua externa da mandíbula. Foram avaliados 10 indivíduos (7 mulheres e 3 homens) com idade média . os mini-implantes foram removidos e os resultados puderam ser avaliados. através de ligaduras elásticas colocadas entre os molares e os miniparafusos com força de 150 a 200 gramas.6 mm de diâmetro e 10 a 12 mm de comprimento.

Nos oito indivíduos com má oclusão de Angle classe I e ângulo ANB de 2º a 4º foram colocados implantes em um lado da maxila e da mandíbula. concluíram que miniimplantes podem ser utilizados para garantir ancoragem em casos de retração de caninos. Sobrepondo os traçados cefalométricos obtidos.3 mm de diâmetro e 9 mm de comprimento. Após o alinhamento e nivelamento ortodôntico. molas de níquel titânio foram posicionadas nos mini-implantes e nos caninos do mesmo lado.21 de 19 anos e 6 meses e que apresentavam indicação terapêutica de extração de todos os primeiros pré-molares. Assim. No lado onde foram utilizados os mini-implantes. Radiografias. . não houve qualquer movimento mesial dos molares. modelos de gesso e fotografias foram obtidos antes da colocação dos implantes e após a retração dos caninos. observaram a migração mesial dos molares no lado onde não foram colocados mini-implantes. Após 15 dias. enquanto nos dois indivíduos com má oclusão de Angle classe II e ângulo ANB maior que 5º foram colocados implantes em um lado da maxila. com conseqüente significativa perda de ancoragem. foram colocados entre as raízes dos segundo pré-molares e primeiros molares. aplicando-se uma força de 100 gramas. miniimplantes de titânio com 1.

3 mm e comprimento de 6 mm foram colocados e . No grupo denominado cirurgia. Foram avaliados 23 indivíduos com idade média de 21 anos e 6 meses. No grupo denominado implante. Os indivíduos foram submetidos à osteotomia Lefort I na maxila. Kuroda et al (2005) compararam o resultado do tratamento para mordida aberta anterior severa. Teleradiografias e traçados cefalométricos .Traçados cefalométricos. uma carga de 150 gramas foi aplicada com uso de elástico chain. 10 indivíduos do sexo feminino foram tratados pelo uso de ancoragem esquelética com intrusão de molares.22 Figura 5 . que apresentavam padrão esquelético classe I ou II e mordida aberta anterior maior que 3mm. Fonte: Thiruvenkatachari et al (2005). através do uso de mini-implantes. sendo 4 do sexo masculino e 9 do sexo feminino. 13 indivíduos. com o resultado obtido através de cirurgia ortognática. após 4 semanas. além de osteotomia vertical ou sagital do ramo na mandíbula. A) Pré B) Pós-retração do canino. foram tratados através de cirurgia ortognática. Mini-implantes com diâmetro de 1.

enquanto no grupo cirurgia foi de 33 meses e 5 dias. o ângulo do plano mandibular diminuiu 3. A duração do tratamento no grupo implante foi de 27 meses e 6 dias. mas os incisivos superiores e inferiores foram extruídos em 4. o tamanho da mandíbula foi reduzido e o overbite aumentou 7 mm. concluíram que a intrusão dos molares através de ancoragem esquelética mostrou-se mais eficaz do que a cirurgia ortognática no tratamento da mordida aberta severa. B) Ilustração esquemática de intrusão do molar.3º e o overbite aumentou 6. No grupo cirurgia.6 mm. a mandíbula girou no sentido antihorário devido à intrusão dos molares em 3.6 mm. Fonte: Kuroda et al (2005). No grupo implante. Figura 6 - A) Implantes usados como ancoragem ortodôntica. . Avaliando os resultados. C-E) Fotografias intra-orais do começo da intrusão do molar. após 3 meses e pósintrusão. o ângulo do plano mandibular manteve-se constante.8 mm sem extrusão significativa dos incisivos.23 foram obtidos nos dois grupos antes e depois do tratamento.

permaneceram estáveis. Os miniimplantes perdidos foram associados à periimplantite. permanecendo durante 3 semanas até que fosse realizado o abate dos cães. . Após a morte dos animais. Foram colocados 78 mini-implantes variando entre dois tamanhos (6 e 10 mm) em seis cães machos da raça Beagle com idade entre 12 e 15 meses. Concluiu-se que os mini-implantes são efetivos e estáveis para ancoragem ortodôntica. até que foram divididas em blocos contendo um mini-implante no meio. imediatamente. respectivamente. respectivamente. Micrografias com 40 vezes de ampliação foram obtidas. utilizando mini-implantes para ancoragem ortodôntica. e montados em parafina. Os cães receberam 6 mini-implantes no hemi arco mandibular esquerdo (grupo experimental) três semanas antes do abate e 7 mini-implantes no hemi arco mandibular direito (grupo controle) imediatamente antes do abate. as mandíbulas foram dessecadas e permaneceram em solução de formaldeído por 15 dias. devido à irritação mecânica e a impactação alimentar. o que não ocorreu na mesma proporção na região de osso trabeculado. A carga imediata ou tardia sobre o miniimplante não afetou seu desempenho. Os mesmos foram descalcificados por imersão em EDTA e ácido fórmico por períodos de 14 dias e 48 horas. independente do momento do início da força após sua colocação. Após a avaliação. Na região de osso cortical notou-se o íntimo contato do osso com o mini-implante. Ativações com molas e carga de 250g de força foram realizadas no grupo experimental. os resultados obtidos mostraram que 100% e 77. devido à anatomia local.78% dos mini-implantes do grupo controle e experimental. uma e três semanas após a colocação dos mini-implantes.24 Freire et al (2006) pesquisaram a expansão rápida da maxila em dentadura permanente. sendo corados com hematoxilina e eosina.

25 Figura 7 - Exposição dos miniimplantes por dissecção aguda: a) grupo experimental (hemi-arco esquerdo da mandíbula). b) grupo controle (hemiarco direito da mandíbula). As extensões anteriores do Hirax foram adaptadas a um anel o qual foi fixado aos implantes através de um mini- . Em um crânio seco humano. Na região posterior a ancoragem foi obtida com bandas nos primeiros molares onde foram soldadas as extensões posteriores de um parafuso expansor Hirax. inseriram dois mini-implantes de titânio na região do palato entre as raízes do primeiro e segundo pré-molar. seguindo os protocolos estabelecidos na literatura para colocação de implantes. Garib et al (2006) pesquisaram a expansão rápida da maxila em dentadura permanente utilizando mini-implantes como ancoragem. Fonte: Freire et al (2006). bilateralmente.

terceiros e quartos pré-molares foram preparadas e moldadas. O resultado obtido levou à conclusão que a expansão rápida da maxila ancorada em mini-implantes atuou de forma a prevenir o efeito dentário de vestibularização dos molares superiores. A) Frontal B) Oclusal. Após anestesia. outros estudos serão necessários até que se possa afirmar a eficiência da utilização de implantes para expansão rápida da maxila. Figura 8 .26 implante. Entretanto. além de preservar a saúde periodontal destes dentes. Fonte: Garib et al (2006). Foram estudados 8 cães adultos (7 machos e 1 fêmea) da raça beagle com idade entre 20 e 24 meses. o que não tem sido observado na expansão rápida convencional da maxila. Carrillo et al (2006) avaliaram a estabilidade de mini-implantes utilizados com carga imediata e a quantidade de intrusão e de reabsorção dos dentes. foi realizada a primeira intervenção: as coroas dos segundos.Visão pós-expansão. Procedeu-se então a abertura do parafuso expansor com conseqüente aumento transverso da base óssea maxilar. Além .

os animais foram sacrificados. Os resultados mostraram que apenas 1 mini-implante falhou após 50 dias de colocação.8 mm de diâmetro e 6 mm de comprimento) foram colocados nos animais com a seguinte distribuição: 12 por animal. sendo que em mais de 50% dos casos ocorreu nos últimos 30 dias do experimento. marcadores foram colocados em cada quadrante para serem usados como referência radiográfica posteriormente. . Foi observada intrusão significativa (1. estabilidade e inclinação vestíbulo-lingual dos mini-implantes) foram realizados na cirurgia e em cada ativação. Radiografias de todos os dentes preparados foram efetuadas em cada quadrante e repetidas a cada 14 dias.27 disso. Após 98 dias da segunda intervenção. Registros (radiografias. Não houve reabsorção radicular significativa associada aos movimentos intrusivos. A força intrusiva foi aplicada imediatamente após a colocação dos mini-implantes através de molas fechadas ativadas a cada 14 dias com forças variando em cada dente (50 a 100 gramas nos segundos prémolares. Na segunda intervenção.2 a 3. os animais foram anestesiados e coroas de metal fundido foram cimentadas nos pré-molares.3 mm) dos dentes avaliados. Concluíram que os mini-implantes são dispositivos estáveis e efetivos para ancoragem em casos de intrusão de dentes multirradiculares sem causar reabsorção radicular significativa. sendo 3 na região vestibular e mesial e 3 na região lingual e distal de cada pré-molar. 100 a 200 gramas nos terceiros pré-molares e 50 a 200 gramas nos quartos pré-molares). A quantidade de força aplicada não influenciou significativamente as taxas de intrusão obtidas. Em seguida. realizada 14 dias após a primeira. que foi substituído. devido à reabsorção óssea ao redor do parafuso. medidas de largura. perfurações com broca de baixa velocidade foram feitas e mini-implantes (com 1.

sob anestesia local. mordida cruzada anterior e unilateral. Em seguida. foram alinhados os dentes inferiores e. com 51 anos e 11 meses de idade. foi montado o aparelho fixo inferior com braquetes Edgewise de slot 0. Sugawara et al (2006) avaliaram o uso de mini-implantes em um caso de paciente adulto com oclusão instável. Fonte: Carrillo et al (2006). Foi colocada uma placa de estabilização no arco superior e. foram inseridos mini-implantes (com 8 mm de comprimento e 1. Foi selecionado um indivíduo do sexo feminino.3 mm de diâmetro) na região retromolar. com as mesmas características do inferior. Os dentes inferiores foram distalizados em . apresentando classe III de Angle. foi montado o aparelho fixo superior.28 Figura 9 . O tratamento escolhido foi o de distalização dos molares inferiores com ancoragem de mini-implantes. doença periodontal (reabsorção óssea horizontal generalizada) e disfunção temporo mandibular. oclusão instável. desvio de linha média inferior para direita.018. Depois de corrigida a sobressaliência. Molas de níquel-titânio foram conectadas aos implantes e aos ganchos colocados entre os segundo prémolares e os primeiros molares. após três meses de uso.Quadrante mandibular esquerdo após segunda intervenção e ativação do aparelho. bilateralmente atuando com força de 100 gramas.

O caso foi avaliado um ano depois e o resultado foi mantido. .29 massa e o tempo total de tratamento foi de 33 meses. Fonte: Sugawara et al (2006). sem extrusão e os superiores foram inclinados para vestibular.Fotografias pré-tratamento.0 mm. Os dentes inferiores anteriores foram retraídos 2. O resultado foi harmonioso. Concluíram que os mini-implantes de liga de titânio são úteis para o movimento distal em massa de dentes inferiores em pacientes adultos com doença periodontal e disfunção temporo mandibular. com dentes bem alinhados e obtenção de classe I de Angle. Figura 10 .

Os resultados da avaliação mostraram que houve diferença no movimento dos dentes entre os lados direito e esquerdo. Radiografias panorâmicas e periapicais foram efetuadas para controle. Em 13 indivíduos (8 do sexo feminino e 5 do sexo masculino) com idade média de 14 anos e 10 meses foram realizadas extrações de pré-molares em ambos os arcos ou somente na maxila ou mandíbula. a força foi iniciada em período compreendido entre 3 e 5 semanas após o primeiro. mas não entre maxila e mandíbula.Fotografias pós-tratamento. O período de . procederam a instalação dos mini-implantes que mediam 1. Garfinkle et al (2006) avaliaram o uso de mini-implantes ortodônticos para ancoragem em casos de extração de pré-molares em adolescentes. Após o alinhamento e nivelamento ortodônticos. Fonte: Sugawara et al (2006). enquanto no outro lado. escolhido aleatoriamente.6 mm de diâmetro e 6 mm de comprimento. Em cada quadrante foram colocados dois mini-implantes autoperfurantes e iniciada a fase de fechamento de espaços.30 Figura 11 . com carga imediata de até 250 g de força em um dos lados do arco.

outra importante conclusão foi a de que forças ortodônticas imediatas podem ser aplicadas aos mini-implantes. Thiruvenkatachari et al (2006) compararam a taxa de retração de caninos usando ancoragem convencional em molares e ancoragem com mini-implantes de . a taxa de sucesso dos mini-implantes colocados pela técnica de retalho cortical foi maior do que nos que foram colocados diretamente. Questionários sobre a adaptação dos mini-implantes foram respondidos pelos indivíduos e levaram à conclusão de que os adolescentes aceitam e consideram eficaz o tratamento com mini-implantes.A) Retração com mini-implantes ortodônticos e mola de níqueltitânio.31 latência para início da força aplicada não interferiu no sucesso do tratamento. Porém. B) Retração com miniimplantes ortodônticos e elástico chain. Figura 12 . Além disso. Fonte: Garfinkle et al (2006).

75 na mandíbula no lado ancorado em molares. Os indivíduos com maloclusão classe I foram selecionados para receber mini-implantes em maxila e mandíbula e os indivíduos com maloclusão classe II receberam mini-implantes em maxila. Após a sobreposição das telerradiografias laterais. Quinze dias depois.32 titânio.0 mm de comprimento foram inseridos entre as raízes do segundo pré-molar e primeiro molar. a taxa de retração de caninos foi medida e os resultados analisados.022 e os mini-implantes de 1. Concluíram que a ancoragem em mini-implantes produz retração mais rápida dos caninos em relação à ancoragem convencional em molares. O período do estudo variou de 4 a 6 meses.29 mm na maxila e 4. fotografias e modelos de gesso) foram obtidos antes da colocação dos implantes e depois da retração dos caninos. foi utilizado um arco de aço inoxidável 0. A retração média foi de 4.83 mm na mandíbula no lado ancorado em implantes e de 0.79 mm na maxila e 3.10 mm na mandíbula no lado ancorado em implantes e de 3.76 na mandíbula no lado ancorado em molares. sendo por isso uma opção viável e eficiente no tratamento ortodôntico. a força de 100 gramas foi iniciada através de molas fechadas de níquel-titânio entre o implante e o canino no lado ancorado em implantes e entre canino e molar no lado ancorado em molares.93 mm na maxila e 0. . Os caninos foram retraídos em todos os casos.7 anos e com indicação terapêutica de extração de todos os primeiros pré-molares. Os mini-implantes foram colocados nos arcos maxilar e mandibular do mesmo lado em 10 pacientes e na maxila em apenas 2 pacientes.2 mm de diâmetro e 9. mas com diferenças significativas.81 mm na maxila e 0. As taxas mensais de retração de caninos foram de 0. Foram estudados 12 indivíduos (8 do sexo feminino e 4 do sexo masculino) com idade média de 19.016 x 0. Após alinhamento e nivelamento inicial. Vários registros (radiografias.

Fonte: Thiruvenkatachari et al (2006).Retração do canino usando molas helicoidais fechadas no lado ancorado no molar. Foram escolhidos 30 indivíduos com necessidade de indicação de extração de primeiros pré-molares superiores (21 do sexo feminino e 9 do sexo masculino) com idade média de 17 anos e 2 meses. B) Após a retração. comparados com os métodos convencionais de ancoragem. A) Antes da retração. A) Antes da retração.33 Figura 13 . Fonte: Thiruvenkatachari et al (2006). B) Após a retração. Figura 14 .Retração do canino usando molas helicoidais fechadas no lado ancorado no implante. Os indivíduos foram divididos . Upadhyay et al (2006) realizaram um estudo com o objetivo de determinar a eficiência dos mini-implantes como ancoragem em casos de retração em massa dos incisivos e caninos superiores após extração de primeiros pré-molares superiores. apresentando 17 deles maloclusão classe I de Angle com biprotrusão e 13 maloclusão classe II divisão 1.

arco extra-oral. Após realização da mecânica de retração. No grupo G1 não houve perda de ancoragem. Conclui-se que a utilização de mini-implantes resultou na intrusão dos incisivos superiores e no reforço da ancoragem durante a retração dos dentes anteriores superiores. Mais estudos devem ser avaliados para confirmar a efetividade do tratamento avaliado nesta pesquisa.Instalação clínica para retração em massa. Fonte: Upadhyay et al (2006). procedeu-se a avaliação das radiografias cefalométricas obtidas antes da retração e depois do fechamento dos espaços. No grupo G2 foi observada significativa perda de ancoragem. Figura 15 .34 em dois grupos quantitativamente iguais: os do grupo determinado G1 receberam ancoragem com mini-implantes entre o segundo pré-molar e o primeiro molar superiores e os do grupo G2 receberam ancoragem convencional de vários tipos (botão de Nance. mas perda na largura intermolares além de intrusão de incisivos superiores. bandas nos segundos molares). .

com crescimento ósseo finalizado e que apresentavam má oclusão classe II com mordida aberta anterior. Foram pesquisados 12 indivíduos com idade média de 18. Um arco transpalatino fixo e um arco lingual foram conectados à parte superior e inferior.35 Figura 16 . r força de retração (r é muito maior do que i). não foi realizada incisão.7 anos. respectivamente para evitar rotação dos primeiros molares. Fonte: Upadhyay et al (2006). Na arcada superior.6 mm de diâmetro e 7 mm de comprimento). Cerca de 150 .6 mm de diâmetro e 9 mm de comprimento) inserido diretamente na área palatina posterior mediana correspondente ao primeiro molar superior. Todos os indivíduos foram tratados com aparelho fixo slot 0. sendo o mini-implante (com 1. Em todos os indivíduos foi realizada uma incisão vertical na mucosa alveolar mandibular entre primeiros e segundos molares sendo inserido no osso alveolar vestibular de cada lado um mini-implante (com 1. i força intrusiva.Sistema de força envolvido: F força total. Duas semanas depois. Xun et al (2006) estudaram a eficácia da ancoragem com mini implantes para intrusão da região posterior a fim de corrigir mordida aberta esquelética.22 polegadas e mecânica de deslize. o tratamento de intrusão foi iniciado através de molas de níquel titânio colocadas bilateralmente no arco maxilar entre os mini-implantes e os ganchos de tração dos arcos transpalatinos. Elásticos chain foram colocados bilateralmente entre os mini-implantes e o arco principal na mandíbula.

principalmente em casos boderline de indivíduos com crescimento ósseo finalizado. Fonte: Xun et al (2006). O tempo médio do tratamento foi de 6. Fonte: Xun et al (2006). Figura 17 .8 meses. concluíram que os mini-implantes fornecem ancoragem esquelética estável para que seja atingida a intrusão dos molares sem necessidade de cirurgia ortognática. Assim. Teleradiografias foram feitas antes e imediatamente após a conclusão da intrusão e mostraram que a mordida aberta foi fechada em todos os casos.Início do tratamento de intrusão (caso 1). Figura 18 .Overbite normal atingido após 7 meses de tratamento de intrusão (caso 1). .36 g de força foi aplicada em cada lado.

37

Figura 19 - Início do tratamento de intrusão (caso 2). Fonte: Xun et al (2006).

Figura 20 - Overbite normal atingido após 7 meses de tratamento de intrusão (caso 2). Fonte: Xun et al (2006).

Prieto et al (2007) avaliaram o uso de mini-implantes para ancoragem em um caso clínico de ortodontia lingual. Foi selecionado um indivíduo do sexo masculino com idade de 49 anos e 3 meses, apresentando má oclusão de classe III de Angle, padrão facial equilibrado, ausência dos segundos pré-molares superiores e apinhamento antero-inferior. Foi instalado o aparelho lingual no arco superior e nos dentes posteriores do arco inferior tendo início a sequência de fios. Mini-implantes apresentando 1,5 mm de diâmetro e 10 mm de comprimento foram inseridos na região retromolar, por distal e na direção da face vestibular dos segundos molares. Em seguida, um elástico chain bilateral com 150 gramas de força foi posicionado dos primeiros molares inferiores aos mini-implantes situados na região de terceiros molares. Após a distalização dos molares e segundos pré-molares inferiores, elásticos de separação foram colocados entre os caninos e primeiros pré-molares, com o objetivo de iniciar o movimento distal dos primeiros pré-molares e possibilitar um pequeno desgaste entre ambos. Em seguida, foram colados os braquetes dos primeiros pré-molares inferiores e dos caninos. Um fio 0,016” de aço inoxidável foi

38

inserido e imediatamente iniciou-se a retração dos primeiros pré-molares. Posteriormente, foram tracionados os caninos (primeiro com elástico de classe III e depois com elástico chain). Foram também utilizados elásticos verticais anteriores, com o objetivo de evitar a abertura da mordida. Os molares superiores foram mesializados com elástico chain. Após o tracionamento dos molares superiores, um fio 0,016” x 0,022” de TMA foi inserido, enquanto o arco inferior recebeu um fio 0,016” x 0,022” Elgiloy. O aparelho foi removido e o paciente encaminhado para ajustes oclusais. Concluíram que os mini-implantes associados ao aparelho lingual proporcionaram resultados satisfatórios, sendo uma opção de tratamento bem indicada para pacientes com grande exigência estética.

Figura 21 - Posicionamento das correntes elásticas para a retração dos dentes posteriores. Fonte: Prieto et al (2007).

Carrillo et al (2007) avaliaram os efeitos das forças exercidas para intrusão segmentar utilizando ancoragem com mini-implantes. Foram estudados oito cães adultos da raça beagle com idade entre 20 e 24 meses. Foram confeccionadas coroas para os primeiros, segundos e terceiros pré-molares superiores. Um aparelho maxilar rígido foi incorporado aos primeiros, segundos e terceiros pré-molares superiores, sendo os dois lados da arcada superior ligados por uma barra palatina a

39

nível dos terceiros pré-molares. Após análise de radiografias periapicais para identificação dos locais de colocação dos mini-implantes, foram realizados orifícios com broca (sob anestesia) e inseridos os mini-implantes (4 por cão) em cada quadrante, na face vestibular: 1 anterior, a nível de primeiro pré-molar e 1 posterior a nível de terceiro pré-molar. Os oito cães foram divididos aleatoriamente em dois grupos. Ambos os grupos receberam imediatamente um total de 150 gramas de força intrusiva para cada segmento, com a mesma distribuição de força aplicada para os segmentos da direita e da esquerda. Nos quatro cães do grupo 1 a força aplicada foi de 50 gramas no implante anterior e 100 gramas no implante posterior. Já no grupo 2, a força foi de 100 gramas no implante anterior e 50 gramas no implante posterior. As ativações das molas helicoidais foram feitas a cada 14 dias, assim como radiografias, fotografias e avaliação da estabilidade dos implantes para avaliar a intrusão segmentar e a reabsorção radicular. Os cães foram mortos em 98 dias. Uma radiografia periapical padronizada dos três dentes foi obtida e todas as radiografias foram sobrepostas. Os resultados mostraram que nenhum dos implantes falhou durante o período experimental. Os segmentos de três dentes do grupo 1, carregados com 50 gramas de força anterior e 100 gramas posterior, mostraram 2,0 milímetros de intrusão do primeiro pré-molar e 1,5 mm de intrusão do terceiro pré-molar. Já no grupo 2, houve diminuição significativa de intrusão (0,9 milímetros no primeiro pré-molar e nenhuma no terceiro pré-molar). Foi observada mínima reabsorção de raiz em ambos os grupos. Concluíram que os mini-implantes usados como ancoragem são confiáveis para realização de intrusão segmentar, sendo o resultado influenciado pela distribuição de forças durante o movimento.

Após bloqueio anestésico. Para avaliar o movimento dos molares. além de serem presos às bandas posicionadas nos molares. Foram selecionados 10 indivíduos (8 do sexo feminino e 2 do sexo masculino) com idade média de 12 anos e 1 mês. apresentando maloclusão de classe II de Angle com discrepância do comprimento do arco. B) Vista vestibular do segmento maxilar direito após a segunda intervenção e ativação do aparelho. De um total de 20 segundos molares. os aparelhos foram ativados a cada quatro semanas através dos parafusos de fixação com força de 200 N. 2 mini-implantes de 8-9 mm de comprimento e 1.7 meses. foram obtidos modelos de gesso dental no início do tratamento (T1) e depois da . A duração do tratamento foi de 6. Kinzinger et al (2007) avaliaram a efetividade da ancoragem em miniimplantes para apoio de aparelhos de distalização bilateral de molares superiores sem tendência a distalizar.40 Figura 22 . apenas 4 estavam completamente erupcionados.A) Vista oclusal do aparelho maxilar.6 mm de diâmetro foram inseridos bilateralmente na região paramediana anterior do palato (na linha dos primeiros pré-molares). Fonte: Carrillo et al (2007). Os aparelhos de distalização foram posicionados nos parafusos com fios e nos pré-molares com fios e compósito. O aparelho utilizado neste estudo para distalização foi modificado: o botão de acrílico foi removido e o aparelho foi apoiado a 2 mini-implantes de titânio inseridos na região paramediana do palato e a 2 superfícies dentárias oclusais. Posteriormente.

assim como telerradiografias de perfil. 5 meses. duração do tratamento de distalização. Após avaliação dos modelos de gesso e cefalometrias utilizando um paquímetro digital. além de mesialização dos primeiros pré-molares. . apresenta vantagens em relação à higiene e também permite um maior deslocamento distal dos molares superiores em comparação com os modelos convencionais de ancoragem. B) Vista oclusal após a distalização dos molares. Figura 23 .41 remoção do aparelho (T2). os resultados mostraram mudanças significativas: aumento da largura transversal da arcada. Concluíram que a incorporação de dois mini-implantes no palato para auxiliar na ancoragem. rotação mesial e distalização dos primeiros molares permanentes. Fonte: Kinzinger et al (2007).Aparelho de distalização suportado por ancoragem adicional de mini-implantes: tratamento de uma menina de 11 anos e 1 mês. A) Vista oclusal imediatamente após a instalação do aparelho de distalização.

016 x 0. respectivamente. Em 2 casos.5 mm de comprimento e foram colocados no osso entre os segundos pré-molares e os primeiros molares superiores. Os caninos superiores foram retraídos com 0. Foram usados mini-implantes como dispositivos temporários de ancoragem esquelética sendo que. Os 30 implantes utilizados mediam 1. 13. O aparelho ortodôntico edgewise slot 0.022 foi colocado e os elásticos foram aplicados diretamente nos braquetes porque a verticalização dos incisivos era desejada.42 Kim et al (2007) analisaram os resultados da retração de incisivos e caninos em massa com dispositivos temporários de ancoragem esquelética. Foram avaliados 17 indivíduos (16 do sexo feminino e 1 do sexo masculino).022 foi montado nos seis dentes anteriores superiores e em todo o arco inferior.7 N de força enquanto os 4 incisivos foram alinhados. O tratamento planejado incluiu extração de pré-molares de acordo com a necessidade (11 indivíduos eram portadores de classe I de Angle e 6 eram classe II).8 mm de diâmetro e 8. O tempo médio de retração e de tratamento total foi de.025 com ganchos soldados foi usado para controle de torque durante a retração e molas fechadas de níquel titânio (1. foram utilizadas 4 mini-placas ao invés de implantes devido à pneumatização do seio maxilar no espaço interdental. Um arco de aço 0. A aplicação de força começou 4 semanas após a colocação dos implantes. sendo que em apenas um indivíduo foram extraídos os primeiros molares inferiores devido ao grande comprometimento. nenhum aparelho ortodôntico foi colocado na dentição maxilar posterior.44 meses.94 e 16. com idade média de 24 anos e 4 meses e cuja queixa principal era de protrusão dentária anterior.018 x 0. durante a fase de retração. A análise das radiografias cefalométricas pré e pós tratamento mostrou que houve diferença significativa nas .2N) ou elásticos foram usados para a retração em massa. A retração em massa dos dentes anteriores superiores começou quando o fio 0.

Yamadaa et al (2008) avaliaram os efeitos da ancoragem inter radicular com mini-implantes para o movimento distal de molares superiores em casos sem extrações. Foram avaliados 12 indivíduos (11 do sexo feminino e 1 do sexo masculino) com idade média de 28. Concluíram que os dispositivos temporários são suficientes para promover ancoragem esquelética necessária para retração em massa. dois tipos de mini-implantes (tipo A com 1. Figura 24 - Traçados sobrepostos: prétratamento (preto) e póstratamento (vermelho). mesmo sem inclusão de aparelho nos dentes posteriores. já que seriam submetidos à cirurgia ortognática posteriormente). Após alinhamento e nivelamento ortodôntico com aparelho de edgewise slot 0.18.3 mm de diâmetro e 8 mm de comprimento e .2 anos.43 medidas dos dentes anteriores assim como nos tecidos moles e que os molares apresentaram movimento de inclinação para mesial e extrusão. Fonte: Kim et al (2007). Os resultados mostraram que a retração em massa dos incisivos e caninos foi obtida em todos os pacientes. sendo 5 portadores de má oclusão classe II. 4 classe I e 3 classe II com grave excesso mandibular. Todos os casos tiveram indicação de distalização dos molares superiores (inclusive os casos classe III.

Medidas angulares e lineares foram obtidas e avaliadas. O fio utilizado durante o movimento foi o de aço inoxidável 0. Concluíram que os mini-implantes foram efetivos para ancoragem maxilar permitindo o movimento distal dos molares superiores sem ocorrência de efeitos secundários indesejáveis como vestibularização dos incisivos. periapicais e modelos de gesso antes e depois do tratamento a fim de avaliar mudanças esqueléticas.022. Cada mini-implante foi inserido 5 ou 6 mm no osso alveolar em ângulo de 20º a 30º do longo eixo. inclinaram para palatina 4.8 mm para distal. As coroas dos molares superiores moveram 2. rotação mandibular no sentido horário ou reabsorção radicular.2 mm. inclinaram 4. Foram realizadas radiografias dentais. Os ápices dos molares superiores distalizaram 1. foi aplicada força de 200 gramas pelo uso de elástico chain ou mola fechada de nitinol no sentido posterior e superior.4 meses. o mais paralelo ao plano oclusal possível. .6 mm.8º para distal e intruíram 0. ficando a cabeça 2 mm acima da mucosa. panorâmicas. Os incisivos apresentaram ligeira reabsorção.016 x 0.1 mm para distal. A duração média do tratamento de distalização foi de 8.5 de diâmetro e 9 mm de comprimento) foram inseridos entre os segundos pré-molares e primeiros molares superiores com uso de anestesia local e sem incisão muco periosteal. As coroas dos incisivos superiores distalizaram 2.3º e deslocaram 1. dentais e reabsorções. mas não houve diferença significativa em largura e comprimento do arco.44 tipo B com 1. Após 4 semanas.7 mm.

Figura 26 . Linhas contínuas representam ilustração esquemática de pré-tratamento e linhas pontilhadas representam ilustração esquemática média de mudanças pós-tratamento.45 Figura 25 - Esquema sobre o movimento distal do molar alcançado com o mini-implante. Fonte: Yamadaa et al (2008). .Esquema sobre comparação das mudanças no pré e no pós tratamento na análise cefalométrica. Fonte: Yamadaa et al (2008).

Foram colados dois tubos duplos retangulares nos dentes 36 e 46 e botões linguais nas faces oclusais dos dentes 38 e 48.025”. A cada três semanas.019” x 0. travado tanto por distal do tubo auxiliar dos dentes 36 e 46 como por mesial.46 Bicalho et al (2009) avaliaram o uso de mini-implantes ortodônticos como ancoragem esquelética indireta para verticalização de molares inferiores. possibilitou a colagem dos botões linguais nas faces oclusais.017” x 0. foi instalado um sistema de ancoragem indireta com fio 0. Foram inseridos dois mini-implantes auto perfurantes (com 1. sendo considerado um método eficiente e viável. observaram a verticalização dos terceiros molares. . Concluíram q a utilização de ancoragem esquelética indireta para verticalização de molares inferiores proporcionou resultados satisfatórios. Foi selecionado um indivíduo do sexo feminino com idade de 16 anos e 9 meses. Observaram que a incompleta formação das raízes dos dentes 38 e 48 facilitou o movimento e a ausência de contato oclusal entre esses dentes e seus antagonistas. com tempo de tratamento reduzido e boa aceitação pelo paciente. Os botões linguais foram substituídos por tubos simples e foram realizados o alinhamento e o nivelamento. a fim de impedir a movimentação dos primeiros molares inferiores. Os resultados radiográficos mostraram que as raízes dos dentes 38 e 48 foram totalmente verticalizadas e que não houve alteração do posicionamento radicular dos dentes 36 e 46. portadora de má oclusão classe II de Angle apresentando ausência (por exodontia prévia ao tratamento) dos segundos molares superiores e inferiores. Posteriormente.6 mm de diâmetro e 8 mm de comprimento) na face vestibular da região entre os segundos pré-molares e primeiros molares inferiores. foi instalado o sistema de verticalização com fio TMA 0.025” adaptado aos tubos principais e foi iniciada a desinclinação dos terceiros molares. Em seguida. foram feitas ativações e com 45 dias de tratamento.

um mini-implante foi inserido no processo alveolar palatino do primeiro molar superior.47 Figura 27 .Instalação do sistema de ancoragem e verticalização. Em seguida. Foi selecionado um indivíduo do sexo feminino com idade de 42 anos. Concluíram que o uso de mini-implantes foi eficaz na intrusão de molares . Valarelli et al (2010) estudaram o uso de mini-implantes durante a intrusão de primeiros molares superiores.6 mm de diâmetro e 9 mm de comprimento. apresentando extrusão do primeiro molar superior direito devido à ausência do primeiro molar inferior direito. sendo possível comprovar que a quantidade de intrusão conseguida no primeiro molar superior foi de 3 mm. No sexto mês. Fonte: Bicalho et al (2009). foi aplicada uma carga entre 150 e 200 gramas e no quarto mês foi obtida uma intrusão de 3 mm. Após colocação do aparelho ortodôntico. os segundos molares foram incluídos no arco possibilitando a estabilização dos primeiros molares até o final do tratamento ortodôntico. Após doze meses de tratamento. Utilizando elásticos em corrente dos mini-implantes ao tubo ou ao botão lingual soldado na banda do primeiro molar. Todos os mini-implantes utilizados mediam 1. sendo um na distal e outro na mesial. radiografias foram obtidas e comparadas com as radiografias iniciais. entre as raízes do segundo pré-molar e do primeiro molar. dois mini-implantes foram inseridos no processo alveolar vestibular do primeiro molar superior.

Foram avaliados 51 indivíduos com má oclusão (9 do sexo masculino e 42 do sexo feminino) com idade média de 21 anos e 8 meses.Inserção dos mini-implantes após a instalação do aparelho ortodôntico fixo. Figura 28 . no septo ósseo adjacente ao dente 16.48 superiores. já que não causou efeitos indesejados nos dentes adjacentes. Mini . Miyawaaki et al (2002) analisaram as taxas de sucesso e os fatores associados à estabilidade de parafusos de titânio inseridos no osso posterior da região alveolar. com dois mini-implantes inseridos pela vestibular e outro pela palatina. Fonte: Valarelli et al (2010). podendo ser considerado um método eficaz e seguro.

de diferentes diâmetros e comprimentos (tipo A. não havendo outras variações significativas ligadas ao resultado.0 mm) foram colocadas no processo zigomático da maxila ou osso alveolar vestibular da mandíbula. quanto menor o diâmetro do mini implante. com utilização de três tipos de mini-implantes de titânio. diâmetro de 2. e no C. Por fim. diâmetro 1. no grupo A. outros fatores considerados que poderiam influenciar no insucesso do tratamento foram: ocorrência de inflamação no tecido peri-implante e realização de cirurgia com retalho. tipo B. e tipo C. 85%.0 mm. 83. O tratamento foi avaliado pelo período de um ano após a colocação. Concluíram que. principalmente em indivíduos com a medida do ângulo do plano mandibular diminuída.e comprimento de 6. diâmetro de 1. .5 mm e comprimento de 11 mm. menor a taxa de sucesso da estabilidade. no grupo B. do segundo pré-molar ao segundo molar da mandíbula ou da maxila.49 implantes foram colocados na região posterior.3 mm e comprimento de 14 mm) colocados no osso alveolar.0 mm. desde que esta não exceda 2 N.0 mm e comprimento de 5. Já nas mini placas. Mini placas com dois mini-implantes (diâmetro de 2.4%. Além disso.9%. nulo. o índice atingiu 96. concluíram que é possível a utilização de força imediata. Os índices de sucesso foram. utilizando-se anestesia local.

Foram observados 16 indivíduos do sexo feminino com idade entre 22 e 29 anos.50 Figura 29 - Fotografias intra-orais mostrando ancoragem com implantes in situ. Foi realizada uma incisão vertical de quatro mm e retalho muco periósteo acima do segundo pré-molar e primeiro molar superiores. Em 9 dos 16 indivíduos os mini-implantes não foram deslocados em qualquer direção. os quais foram submetidos à retração em massa dos dentes anteriores precedida por colocação de mini-implantes para ancoragem.5 mm de diâmetro e 11 mm de comprimento. duas semanas após a colocação dos mini-implantes (T1) e nove meses após o início da retração anterior (T2).016 x 0.5 mm). foi colocado um fio de aço inoxidável 0. Após o tempo de espera de duas semanas para cicatrização. Em seguida. Superior esquerda: parafuso de titânio tipo B com 1.022 e a retração foi realizada com mola de nitinol do miniimplante ao gancho colocado entre incisivo lateral e canino superiores com 150 gramas de força.0 mm a 1. Fonte: Miyawaaki et al (2002). mas podem não permanecer assim durante todo o tratamento em todos . Os traçados T1 e T2 foram sobrepostos e as medidas analisadas. Liou et al (2003) estudaram a estabilidade dos mini-implantes após aplicação de força ortodôntica. Superior direita: parafuso de titânio tipo C com 2. Radiografias cefalométricas laterais foram efetuadas antes da aplicação da força. mas nos 7 indivíduos restantes houve deslocamento em todas as partes dos mini-implantes (de -1. mini-implantes com 2 mm de diâmetro e 17 mm de comprimento foram inseridos no osso zigomático.3 mm de diâmetro e 14 mm de comprimento. Inferior: mini placa modificada com 2 parafusos de 2mm de diâmetro e 5 mm de comprimento. Concluiu-se que os mini-implantes são estáveis para ancoragem em movimentações dentárias.

51 os casos. vias de acessos sanguíneos. Trinta e dois parafusos com 1. Foram utilizados dois cães machos da raça Beagle. Além disso. Em ambos os grupos. sendo os parafusos do grupo D inseridos no lado esquerdo da maxila e mandíbula (após perfuração com broca de 1. força de 200 a 300 gramas foi aplicada com mola de nitinol de uma a onze semanas após a inserção dos parafusos.2 mm sob irrigação de solução salina) e os parafusos do grupo DF inseridos no lado direito da maxila e mandíbula sem perfuração. A mobilidade de cada mini-implante foi medida após doze . nervos principais e áreas de suporte dos dentes deve ser evitada. a colocação de mini-implantes próximos a forames. Os mini-implantes foram colocados nas regiões vestibular e palatina da maxila e lingual da mandíbula. Assim. para evitar que seja atingido um órgão vital.6 de diâmetro foram divididos em dois grupos: com (D) e sem (DF) perfuração óssea.Aparelhos para retração anterior em massa. uma incisão de quatro a cinco mm foi feita na mucosa e o periósteo foi elevado para ambos os grupos. deve ser mantida uma área de segurança de 2 mm entre o mini-implante e a raiz do dente. Kim et al (2004) estudaram os efeitos do procedimento de perfuração sobre a estabilidade dos mini-implantes no início da carga ortodôntica. Fonte: Liou et al (2003). A) Durante a retração anterior em massa. Figura 30 . B) No final da retração anterior em massa. Em seguida.

Kuroda et al (2004) estudaram a aplicação clínica de mini implantes para ancoragem ortodôntica.8 anos. Avaliaram 75 indivíduos (12 do sexo masculino e 63 do sexo feminino) com idade média de 21. Dois tipos . Concluíram que os mini-implantes inseridos sem perfuração com broca são efetivos para ancoragem ortodôntica. portadores de má oclusão. C) Parafuso perfurante na mandíbula. Posteriormente. Figura 31 . A) Tecido ósseo (W) com canal de Havers e osso lamelar em volta do parafuso (L). fatores de estabilidade e desconforto pós-operatório.52 semanas da inserção. B) Parafuso sem perfuração na mandíbula. Fonte: Kim et al (2004). Os miniimplantes do grupo DF foram os mais estáveis e apresentaram maior contato entre o parafuso e o tecido ósseo. No grupo DF. os cães foram sacrificados e cada seguimento de parafusos e tecidos circundantes foi cortado e analisado.Micrografia dos parafusos. A remodelação e integração ósseas ao redor dos parafusos ocorreram no início da força ortodôntica. Osseointegração na interface entre parafuso e osso. além das taxas de sucesso. pois proporcionam melhor estabilidade primária no início da força do que os parafusos colocados com perfuração. além de maior quantidade de osso formada. enquanto no grupo D um mini-implante na maxila e um na mandíbula foram perdidos. um mini-implante foi perdido na maxila.

53 de mini-implantes de titânio com diferentes comprimentos e diâmetros foram colocados sob anestesia local: tipo A (diâmetro 2. Porém.3 mm e comprimento 7 ou 11 mm) e tipo B (diâmetro 1. já para os do tipo B não foi feita incisão. 7. B e as mini placas. Mini placas com dois ou três parafusos e dois mm de diâmetro e cinco mm de comprimento também foram utilizadas. nos casos de intrusão os parafusos do grupo B tiveram menos sucesso. 10 e 12 mm) totalizando 116 parafusos. Os parafusos do tipo A e as mini placas foram colocados após incisão muco periosteal.0 ou 2. . 8.3 mm e comprimento 6. A taxa de sucesso em todos os casos foi superior a 80%. Os indivíduos relataram dor uma hora após a colocação dos miniimplantes tipo A (95%). Concluíram que os mini-implantes são efetivos para ancoragem ortodôntica e causam menos dor e desconforto se colocados sem incisão muco periosteal. Foi aplicada força de 50 a 200 g através de molas fechadas de níquel titânio adaptadas no grupo A de 4 a 12 semanas após a cirurgia de colocação dos parafusos e no grupo B de 0 a 12 semanas. das mini placas (100%) e dos mini-implantes tipo B (50%). assim como nos casos de utilização na área de molares ao invés de pré-molares. Não houve diferenças significativas entre o grupo A.

após realização de fotos e radiografias. Owens et al (2005) avaliaram a estabilidade de mini-implantes e o movimento de dentes em relação ao tempo. Fonte: Kuroda et al (2004). Em cada animal foram utilizados 8 mini-implantes de 6 mm de comprimento e 1. os mini-implantes do grupo 1 e seus correspondentes do grupo controle foram colocados. Todos os mini-implantes foram colocados em osso alveolar vestibular através do uso de uma broca de 1. Na primeira cirurgia. sendo 4 para controle e 4 para receber aplicação de força. Diferenças significativas entre mini-implantes tipo B e tipo A ou mini-placas indicadas por ** e entre mini-implantes tipo B e mini-placas indicadas por *. Em seguida.8 mm de diâmetro.1 mm e posicionados anteriormente ao quarto pré-molar e perpendicular ao plano oclusal. foram anestesiados. quantidade e localização da aplicação de força. Os dentes foram preparados para receber coroas e os terceiros pré-molares foram extraídos. os animais foram sedados e intubados e. enquanto no grupo experimental 2 (E2) foram usados na mandíbula com força de 25 a 50 g para avaliar o efeito de aplicação de força imediata. Os animais foram novamente sedados e . no nível da junção muco gengival. Depois de 26 dias foi feita a segunda cirurgia. No grupo controle os mini-implantes foram colocados 4 mm para apical em relação aos seus correspondentes do grupo experimental.54 Figura 32- Distribuição de pacientes relatando dor após implantação de ancoragem ortodôntica. Foram estudados 7 cães machos adultos da raça beagle com idade entre 1 e 2 anos. No grupo experimental 1 (E1) os mini-implantes foram usados na maxila com força de 25 g para avaliar o efeito de um período de cicatrização (26 dias) antes da aplicação de força. Uma radiografia pós-operatória foi realizada.

. Em seguida.55 anestesiados e radiografados. Todas as falhas ocorreram dentro de 21 dias e nas mandíbulas de 3 cães. foram colocadas as coroas dos caninos e pré-molares com marca para medição do movimento dos dentes. Os miniimplantes do grupo 2 e seus correspondentes do grupo controle foram colocados. Radiografias foram obtidas a cada 21 dias até que os animais foram sacrificados sob sedação. sendo de 14% no grupo de carga imediata e 4% no grupo com carga tardia. Não houve diferenças significativas na movimentação dentária em relação ao tempo de aplicação (imediato ou tardio). Molas de níquel titânio foram adaptadas entre os mini-implantes do grupo experimental e os segundos pré-molares de cada quadrante. As radiografias finais e iniciais foram medidas e o resultado mostrou que no geral a taxa de insucesso foi de 7%. Concluíram que os mini-implantes foram úteis para os movimentos dentários e não tiveram a taxa de sucesso influenciada pelo momento de aplicação da força nem pela localização ou intensidade da força. a quantidade de força aplicada (25 ou 50 gramas) ou localização (maxila ou mandíbula).

Após montagem do aparelho. Benson et al (2005) compararam a eficiência clínica do mini-implante palatino mediano com o aparelho extra bucal. A) Desenho para ilustrar mini-implantes do grupo experimental (E1 e E2) e do grupo controle. Depois de duas semanas. Na mandíbula.Esquema experimental. os resultados demonstraram que todos os pontos esqueléticos e . o qual foi conectado com arco transpalatino soldado com as bandas dos molares superiores. utilizados para ancoragem ortodôntica.56 Figura 33 . Foram avaliados 51 indivíduos (38 do sexo feminino e 13 do sexo masculino) com idade média de 15 anos e 2 meses. o qual foi colocado e fixado nas bandas dos molares superiores. a ancoragem foi mantida até que os caninos ocluíssem em classe I. selecionados aleatoriamente. o efeito do nível de força (25 ou 50 g) com carga imediata foi avaliado após distribuição aleatória. C) Colocação de aparelhos na segunda cirurgia (dia 26). Extrações. o efeito do tempo de aplicação da força foi testado. foram realizadas em ambos os arcos. Após avaliação. após extração do terceiro pré-molar. seqüência de arcos e retração do segmento anterior. 26 no grupo 2 utilizaram arco extra oral de tração. as medidas foram repetidas em radiografias de 10 indivíduos de cada grupo. B) Colocação de mini-implantes controle e experimental na primeira cirurgia (dia 0). na maioria de prémolares. fotografias intra e extra-orais e radiografias. modelos de estudo e medidas lineares do ligamento periodontal foram obtidas. Foi suspenso o uso do arco extra bucal e os mini-implantes foram desconectados das bandas dos molares. Na maxila. Fonte: Owens et al (2005). Os indivíduos foram divididos em dois grupos: 25 no grupo 1 receberam ancoragem através de miniimplante. de acordo com a necessidade. Cefalometrias laterais. Registros iniciais foram obtidos através de estudo de modelos.

57 dentários moveram-se para mesial. Vannet et al (2007) avaliaram a osseointegração de mini-implantes ortodônticos. 4 mini-implantes (com diâmetro de 1. Além disso. Sob anestesia local. mas quanto ao movimento dos dentes entre os grupos. Concluíram então. sendo 2 do lado esquerdo e 2 do lado direito.5 meses. para cada 1 mm de movimento mesial do molar. houve 2. Foram estudados cinco cães machos saudáveis da raça beagle com idade de 6. A inserção foi feita em .3 mm de movimento de retração do incisivo no grupo 1 e 1.Implante palatino mediano conectado a arco transpalatino ligado às bandas dos molares. que os mini-implantes são aceitáveis para a ancoragem ortodôntica. apesar de mais estudos ainda serem necessários para tal afirmação. em maior proporção no grupo que usou o arco extra bucal. Fonte: Benson et al (2005). foram inseridos no processo alveolar mandibular de cada cão.7 mm e comprimento de 6 mm).2 mm de movimento vestibular no grupo 2. Diferenças não foram encontradas no que se refere à ancoragem com mini-implantes ou arco extra bucal. Figura 34 .

em oito mini-implantes foi colocada logo após a inserção e em oito foi colocada depois de seis a doze semanas de inserção. Logo. Medições foram efetuadas nos mini-implantes e as diferenças na osseointegração entre as categorias (tempo de carga) e os locais de inserção (anterior/posterior) foram analisadas. a taxa de sucesso foi de 50%. As amostras foram fixadas em formol a 10% por duas semanas e desidratadas em etanol. mas que mais estudos são necessários para avaliar a osseointegração. Todos os animais foram mortos depois de um período de 25 semanas e amostras dos locais de inserção foram obtidas para análise. Oito mini-implantes foram perdidos nas primeiras seis semanas devido à falta de estabilidade primária e três foram perdidos entre seis e doze semanas. Concluíram que os mini-implantes de titânio promoveram ancoragem ortodôntica parcial. Oito mini-implantes foram removidos e avaliados em três categorias (sem aplicação de força. . foram colocadas em blocos de resina.48%. A média geral de osseointegração foi de 74. Uma mola aberta de nitinol foi utilizada com 200 gramas de força na mesial e na distal de cada par de mini-implantes sendo que. Em seguida. Quatro mini-implantes foram deixados sem carga para controle do estudo.58 direção horizontal. entre as raízes do segundo e terceiro pré-molares e as do terceiro e quarto pré-molares. onde foram feitos cortes verticais que posteriormente foram analisados com auxílio de microscópio. A quantidade de osseointegração foi independente do tempo de carregamento e localização (anterior ou posterior). com aplicação imediata e com aplicação após 6 a 12 semanas).

6 mm de diâmetro e inseridos em cada animal. constante e perpendicular ao longo eixo dos mini-implantes.Média de osseointegração em relação ao tempo de aplicação de força e local de inserção. Em seguida. Serra et al (2007) avaliaram a fixação óssea de mini-implantes carregados imediatamente. Após aplicação de anestesia intra muscular e volátil e incisão por planos. três animais foram eutanasiados com superdose de substância anestésica. Após cada período de 1. categoria 2: imediatamente carregado e categoria 3: carregado após 6 ou 12 semanas. no sentido do longo eixo da tíbia esquerda. 4 ou 12 semanas. Fonte: Vannet et al (2007). 4 mini-implantes de titânio com 2 mm de diâmetro e 6 mm de comprimento. Os mini- .59 Figura 35 . Foram utilizados 9 coelhos brancos da raça Nova Zelândia com idade aproximada de 6 meses e peso de 3 kg. foi dissecada a tíbia esquerda de cada animal e removida a região articular. Categoria 1: sem carga. Uma mola fechada de níquel-titânio foi utilizada para aplicação de força unidirecional. foram feitos orifícios com broca cirúrgica de 1. Dois mini-implantes de cada animal foram carregados imediatamente com 1 N de força e outros dois não foram carregados.

Carregamento recíproco dos elementos centrais com 1 N com mola fechada de NiTi. contudo não comprometeu a estabilidade dos mini-implantes. . após 12 semanas. de modo que cada bloco contivesse um mini-implante e aproximadamente 4 mm de osso adjacente. os blocos ósseos foram mantidos refrigerados e hidratados até o momento do ensaio de torque. Porém.60 implantes foram expostos e a mola posicionada entre os elementos centrais foi cortada. Após secção da tíbia em 4 segmentos. independente do carregamento.1 mm/segundo e carga de 50 N.Mini-implantes inseridos na cortical óssea distando aproximadamente 5 mm entre si. Figura 36 . Fonte: Serra et al (2007). Os resultados mostraram que após 1 e 4 semanas de cicatrização não foi detectada diferença significativa nos valores de torque de remoção. Concluíram que o carregamento imediato resultou em menor fixação óssea dos mini-implantes após 12 semanas de cicatrização. ambos os grupos apresentaram aumento significativo no torque de remoção e os maiores valores foram atribuídos ao grupo sem carregamento. que foi efetuado com velocidade de 0.

. A carga sobre os mini-implantes foi aplicada de zero a 12 semanas após a cirurgia de colocação. o mini-implante estava separado da raiz.3%). Em seguida.61 Kuroda et al (2006) avaliaram a relação entre o fracasso dos miniimplantes usados para ancoragem ortodôntica e a proximidade dos mesmos com a raiz. Não houve diferença significativa de sucesso entre os dois tipos de mini-implantes na maxila. o ápice do mini-implante tocava a lâmina dura. A taxa de sucesso observada na maxila foi significativamente maior do que na mandíbula.5 anos. Pesquisaram 110 indivíduos (18 do sexo masculino e 92 do sexo feminino) com idade média de 22. Mola fechada de níquel-titânio ou elástico chain foram usados com força de 50 a 200 gramas. Concluíram que a colocação dos mini-implantes próximos à raiz pode causar perda de estabilidade já que é um importante fator de risco para falha de fixação dos miniimplantes. que apresentavam má oclusão e que passaram por procedimento cirúrgico para colocação de mini-implantes de titânio para ancoragem esquelética.3 e 1.4%). foram avaliados através de tomografia computadorizada 3D onde foi observado que os mini-implantes de titânio não estavam em contato com a raiz. II. Dois mini-implantes de diferentes diâmetros (1. foi realizada uma radiografia a fim de avaliar a distância entre as raízes e os parafusos. o corpo do mini-implante cobria a lâmina dura. III. Já na mandíbula a taxas foram de: I (83.9%). submetidos à cirurgia ortognática. II (75. II (91.4%) ou III (74. mas sim entre as categorias: I (96.5 mm) e comprimentos foram inseridos 5 ou 6mm no interior do osso alveolar. As radiografias foram classificadas em três categorias de acordo com a distância entre o parafuso e a raiz: I. Alguns indivíduos.0%) e III (35. principalmente na mandíbula.3%).

Foi efetuada a elaboração do plano de tratamento e análise das radiografias iniciais para saber a quantidade de osso vertical disponível. o ápice do parafuso pareceu para tocar a lâmina dura.lustrações esquemáticas (A-C) e radiografias dentárias (D-F) das categorias de classificação. Após anestesia local e perfuração com broca. as quais foram presas aos implantes 1 a 2 semanas depois. o corpo do parafuso cobriu a lâmina dura. Foram estudados 22 indivíduos (8 do sexo masculino e 14 do sexo feminino) com idade entre 21 e 62 anos. Assim. 6 pacientes receberam um mini-implante de 4mm de comprimento e 16 receberam um mini-implante de 6 mm de comprimento. Fonte: Kuroda et al (2006). foram utilizadas ancoragens direta e .62 Figura 37 . C e F. o parafuso estava totalmente separado da raiz. A e D. foram feitas moldagens para confecção de barras transpalatinas. B e E. Depois de um período médio de cicatrização de 10 semanas. Wehrbein & Gollner (2007) analisaram a estabilidade de posição e a taxa de sucesso dos dispositivos temporários de ancoragem colocados no palato.

Figura 38 - Métodos de medição para angulação (IAng) e posição (IPOs) do implante nos cefalogramas inicial e final. podem ser usados individualmente se associados a uma ancoragem auxiliar como. arco segmentado e com magnitude de acordo com a necessidade de cada caso. Fonte: Wehrbein & Gollner (2007). . Concluíram que os mini-implantes podem ser colocados no palato médio mesmo com pouca altura de osso e apresentam bom resultado de ancoragem. A taxa de sucesso foi de 91%. Além disso. por exemplo. sendo feita através de molas fechadas ou abertas. A aplicação de forças começou em seguida.63 indireta sobre os implantes. Telerradiografias laterais foram obtidas imediatamente após e pouco antes da remoção dos implantes. Dois pacientes foram excluídos do estudo porque os implantes foram soltos nos 2 primeiros meses. a barra transpalatina. elásticos em corrente. sendo o intervalo de tempo médio de 18 meses e 1 semana. a análise radiográfica mostrou que não houve alteração significativa na posição e angulação dos implantes independente do tipo de força utilizada. Nos outros 20 pacientes.

número e diâmetro dos parafusos. Concluíram que a região palatina mediana é uma opção bastante útil para ancoragem ortodôntica em vários tipos de movimentos dentários.20% para o número de indivíduos e 90. sexo. foram tratados com 2 mini-parafusos.5 e 2. a cada 3 semanas.64 Kim et al (2007) avaliaram o sucesso de mini-implantes na região palatina mediana para ancoragem ortodôntica. uma força inicial de 500 a 800 gramas independente do movimento desejado (distalização. em um tempo médio de 3. Foram estudados 128 indivíduos (101 do sexo feminino e 27 do sexo masculino) com idade média de 23. contando que a degradação da força chegaria a 30% durante período. principalmente adultos jovens e adolescentes. Os resultados indicaram uma taxa de sucesso de 88. . Porém.0 mm). intrusão.80% para o número de mini-implantes. idade. a taxa de sucesso foi maior nos casos de: maior experiência do profissional.5 meses. retração). mas diferentes diâmetros (1. Foi aplicada. Não houve diferença significativa nas taxas de sucesso entre os sexos e quanto ao tipo de movimento. Nos indivíduos adolescentes. Foram usados mini-implantes de comprimentos iguais (5 mm). Foram analisadas 10 variáveis clínicas (curva de aprendizado do operador. 210 mini-implantes foram colocados na sutura palatina mediana na altura do primeiro molar superior (entre a mesial e a distal). mesialização. com elásticos em cadeia. os mini-implantes foram colocados nas áreas laterais ao palato para evitar danos no desenvolvimento da sutura. tipos de movimentos dos dentes e relações esqueléticas sagitais e verticais). Sob anestesia local e sem elevação de retalho. área de inserção. A maioria dos pacientes. maior idade do paciente. mais médio palatina a localização do mini-implante e uso de 2 mini-implantes ao invés de um. período de tratamento.4 anos que receberam mini-parafusos ortodônticos na região palatina.

Os procedimentos cirúrgicos foram realizados em 2 estágios quando os miniparafusos foram completamente cobertos com o retalho ou em 1 estágio quando a . apresentando maloclusão de classe I de Angle com biprotrusão ou classe II divisão 1. D) Retração de dentes anteriores.2 mm de diâmetro e 8. com a seguinte distribuição: 73 parafusos nos indivíduos do sexo feminino e 24 nos indivíduos do sexo masculino. B) Mesialização de molares superiores. Foram selecionados 49 indivíduos (37 do sexo feminino e 12 do sexo masculino) com idade entre 15 e 45 anos. Fonte: Kim et al (2007). A maioria dos pacientes necessitou de extração dos primeiros pré-molares. Viwattanatipa et al (2007) avaliaram a taxa de sobrevida e os riscos para o fracasso clínico dos mini-parafusos de titânio. incisão e retalho mucoperiosteal.65 Figura 39 . Após anestesia local. A) Distalização de molares superiores. foram colocados na maxila os mini-implantes (com 1. C) Intrusão de molares superiores.Inserção de mini-implantes médiopalatinos. 10 ou 12 mm de comprimento) entre o segundo pré-molar e o primeiro molar. Radiografias periapicais e panorâmicas foram feitas para colocação dos parafusos.

principalmente se observados os aspectos do protocolo cirúrgico. Foram usados softwares para análise da sobrevida dos mini-implantes. Figura 40 . O sucesso foi considerado quando o mini-implante funcionou durante toda a fase de tratamento ortodôntico e o fracasso quando houve mobilidade.66 cabeça ficou exposta 3 mm acima dos tecidos moles. . A sobrevida foi maior nos casos de 1 estágio cirúrgico. nível de posicionamento e resposta do tecido. respectivamente. com força de 175 ou 200 gramas. Depois de um período de latência (que variou entre zero a seis meses depois da cirurgia) foram colocadas molas de níquel-titânio dos mini-implantes aos dentes.Procedimento ortodôntico: A) Inserção dos miniimplantes em nível alto para retração de dentes anteriores com intrusão. B) Movimento distal do molar superior.. quando colocados em altura média (área de gengiva queratinizada) e quando a resposta tecidual durante a aplicação da força foi com inflamação normal ou leve. Houve variação entre 3 características clínicas: estágio cirúrgico. Oitenta e sete mini-implantes foram utilizados para a retração dos dentes anteriores e dez mini-implantes para a distalização dos pré-molares e molares. O tempo médio de sobrevida foi de 15. Fonte: Viwattanatipa et al (2007). deslocamento ou infecção.47 meses. Os resultados mostraram que a taxa de sobrevida dos mini-implantes foi de 85% e 57% em 6 meses e 1 ano. Concluíram que os mini-implantes de titânio podem ser usados satisfatoriamente para ancoragem ortodôntica.

.Comparação das curvas de sobrevida entre os estágios 1 e 2 de técnicas cirúrgicas. Fonte: Viwattanatipa et al (2007).67 Figura 41 .Comparação das curvas de sobrevida entre os níveis alto e médio de inserção. Figura 42 . Fonte: Viwattanatipa et al (2007).

de acordo com Yamadaa et al (2008). além de redução no tempo de tratamento. tornou-se mais viável o movimento de dentes posteriores sem promover o deslocamento dos dentes anteriores. após extração dentária. os mini-implantes associados ao aparelho lingual proporcionam resultados satisfatórios. Segundo Prieto et al (2007). Os caninos também podem ser retraídos sem perda de ancoragem segundo Thiruvenkatachari et al (2006) e Thiruvenkatachari et al (2005). o movimento distal dos molares superiores pode ser atingido sem ocorrência de efeitos secundários indesejáveis.68 4 DISCUSSÃO Os mini-implantes ortodônticos são utilizados amplamente dentro da Ortodontia com várias indicações e formas de uso inclusive nas mais modernas técnicas. Para os casos de retração de incisivos e caninos em massa. os dispositivos temporários de ancoragem esquelética tem sido efetivos. A distalização de dentes é uma forma frequente de aplicação dos miniimplantes. Nos casos sem extração. . De acordo com Park et al (2004). os dentes posteriores podem ser distalizados simultaneamente através do uso de miniimplantes obtendo resultado satisfatório. Com a introdução da ancoragem esquelética. os mini-implantes são mais eficientes em comparação com os modelos convencionais de ancoragem. conforme Kim et al (2007) e Upadhyay et al (2006). Além disso. conforme Kinzinger et al (2007). sendo uma opção de tratamento bem indicada para pacientes com grande exigência estética.

Para Garfinkle et al (2006). sendo possível inclusive o tratamento da mordida aberta anterior severa. O conforto proporcionado pelos mini-implantes comparado aos de métodos tradicionais de ancoragem é considerado excelente. forças ortodônticas imediatas . conforme Yao et al (2004). segundo Garib et al (2006). Valarelli et al (2010) e Carrillo et al (2007) consideram eficaz e seguro o método de intrusão de molares superiores. conforme Herman et al (2004). o que não tem sido observado na expansão rápida convencional da maxila. A intrusão de molares superiores pode ser alcançada pelo uso de miniimplantes.69 A verticalização de molares inferiores é um movimento necessário em muitos casos de tratamento de adultos. de acordo com Kuroda et al (2005). o uso de mini-implantes é viável inclusive em indivíduos adultos com doença periodontal e disfunção temporomandibular. Tem-se discutido a importância quanto ao momento de aplicação da força sobre os mini-implantes. principalmente em casos boderline de indivíduos com crescimento ósseo finalizado. pode ser dispensada de acordo com Xun et al (2006). A necessidade de cirurgia ortognática. A expansão rápida da maxila em dentadura permanente utilizando implantes como ancoragem pode ser conseguida sem causar o efeito dentário de vestibularização dos molares superiores. Para Sugawara et al (2006). Kuroda et al (2004) consideram que os mini-implantes são efetivos para ancoragem ortodôntica e causam menos dor e desconforto se colocados sem incisão muco periosteal. Matteo et al (2004) e Bicalho et al (2009) obtiveram sucesso na utilização de mini-parafusos como ancoragem para verticalização de molares inferiores. por não causar efeitos indesejados nos dentes adjacentes pela distribuição de forças durante o movimento.

a colocação de mini-implantes próximos a forames. Segundo Miyawaaki et al (2002). A estabilidade primária.70 podem ser aplicadas. Para Kim et al (2007) e Benson et al (2005). Para Kuroda et al (2006) a colocação dos mini-implantes próximos à raiz pode causar perda de estabilidade já que é um importante fator de risco para falha de fixação dos mini-implantes. contudo sem comprometer a estabilidade dos implantes. Além disso. a região palatina mediana é uma opção bastante útil para ancoragem ortodôntica em vários tipos de movimentos dentários. não deve oferecer riscos aos dentes e estruturas adjacentes. Para Owens et al (2005) e Freire et al (2006). de acordo com Wehrbein & Gollner (2007). Em contrapartida. Deve ser posicionado em uma altura que permita promover uma relação adequada entre a linha de ação de força e o centro de resistência. vias de acessos sanguíneos. Para Viwattanatipa et al (2007) mini- . A região palatina mediana é considerada segura para colocação de mini-implantes mesmo apresentando pouca altura de osso. desde que esta não exceda 2 N. é possível a utilização de força imediata. principalmente na mandíbula. os mini-implantes não têm a taxa de sucesso influenciada pelo momento de aplicação da força nem pela localização ou intensidade da força. Além disso. O local de instalação do mini-implante deve ser escolhido de acordo com as necessidades de movimentação dentária. segundo Kim et al (2004) é mais efetiva em miniimplantes inseridos sem perfuração com broca. nervos principais e áreas de suporte dos dentes deve ser evitada. Conforme Liou et al (2003) deve ser mantida uma área de segurança de 2 mm entre o mini-implante e a raiz do dente para evitar que seja atingido um órgão vital. Serra et al (2007) enfatizam que o carregamento imediato resulta em menor fixação óssea dos mini-implantes após 12 semanas de cicatrização.

De acordo com Carrillo et al (2006) independente da quantidade de força aplicada. Conforme Vannet et al (2007) os mini-implantes apresentam satisfatória taxa de osseointegração. os mini-implantes promovem ancoragem em casos de intrusão de dentes multirradiculares sem causar reabsorção radicular significativa. principalmente se observados os aspectos do protocolo cirúrgico. Os mini-implantes são considerados seguros quanto a reabsorção radicular.71 parafusos de titânio podem ser usados satisfatoriamente para ancoragem ortodôntica. .

verticalização de molares inferiores. pois não compromete a eficácia dos mesmos. retração de caninos e incisivos em massa. a espessura e qualidade ósseas. podem ser citadas: distalização de dentes posteriores. Devem ser consideradas: a altura de inserção. . além da distância das raízes dos dentes adjacentes e dos forames e nervos. C) A escolha do local de inserção dos mini-implantes deve ser criteriosa conforme o objetivo a ser alcançado. intrusão de molares superiores e expansão rápida da maxila. possibilitando a resolução de problemas que seriam inviáveis ou muito complexos de serem corrigidos com uma mecânica convencional.72 5 CONCLUSÃO A utilização dos mini-implantes ortodônticos como recurso de ancoragem trouxe novas perspectivas para os tratamentos ortodônticos. B) A força aplicada sobre os mini-implantes pode ser imediata. A) Dentre as muitas aplicações.

Opperman LA. 2007. Buschang PH. 2007. Oltramari PVP.132(5):576. Franco PF.133(5):642-53. 2007. Magini RS. Analysis of temporary skeletal anchorage devices used for en-masse retraction: A preliminary study.8(1):63-68.128(2):190-4. Midpalatal implants vs headgear for orthodontic anchorage—a randomized clinical trial: Cephalometric results. Evaluation of orthodontic mini-implant anchorage in premolar extraction therapy in adolescents. Franco PF. Rossouw E. Gil JN. . Bicalho JS. Garib DG. Tinsley D. Intrusion of multiradicular teeth and related root resorption with mini-screw implant anchorage: A radiographic evaluation.JW. Am J Orthod Dentofacial Orthop.136(2):268-76. Kim MO.e6. e abreviatura dos títulos de periódicos em conformidade com o Index Medicus. Cunningham Jr LL. Buschange PH. Histomorphologic and histomophometric evaluation of immediately and early loaded mini-implants for orthodontic anchorage. Bicalho RF. Ferreira A. Kim SH. 2009.e1-576.130(2):228-35.12(3):75-81. Laboissière Jr M. Sandler PJ. Am J Orthod Dentofacial Orthop. Rossouwe PE. Histomorphometric and mechanical analyses of the drillfree screw as orthodontic anchorage. Am J Orthod Dentofacial Orthop.132(5):647-55. Carrillo R. Utilização de ancoragem esquelética indireta para verticalização de molares inferiores. R Clín Ortodon Dental Press. 2005. Am J Orthod Dentofacial Orthop. 2006. Kluemper GT. Herman RJ. Kim. Garfinkle JS. Ahn SJ. Chung KR. Currier GF. Doyle P.131(6):704.São Leopoldo Mandic. Expansão rápida da maxila ancorada em implantes – uma nova proposta para expansão ortopédica na dentadura permanente. Silva NRFA. Beeman CS. R Dental Press Ortodon Ortop Facial.CPO . Hwang YS. Chang YII. Majumdar A. Segmental intrusion with mini-screw implant anchorage: A radiographic evaluation. Freire JNO. Am J Orthod Dentofacial Orthop. 2007. Opperman LA. Carrillo R. 2009. Am J Orthod Dentofacial Orthop 2007.73 6 REFERÊNCIAS1 Benson PE. Hicks EP. O’Dwyer JJ. 1 De acordo com o Manual de Normalização para Dissertações e Teses do Centro de Pós-Graduação . baseado no estilo Vancouver de 2007. Francischone CE.e9.e1-704.132(5):606-15. Navarro RL. Mini-implant anchorage for maxillary canine retraction: A pilot study. 2008. Am J Orthod Dentofacial Orthop. Am J Orthod Dentofacial Orthop. Coelho PG. Miyake A.

Kyung HM.126(1):42-7. Yamamoto TT. Pai BCJ. Kuroda S. Am J Orthod Dentofacial Orthop. Lee SK. Owens SE.124(4):373-8. Sugawara Y. Kim KE.6(5):76-86. Am J Orthod Dentofacial Orthop. Buschang PH. Inoue M. Sugahara T. 2007. Yamada K. Deguchi T.132(5):639-46. Yamamoto TT.132(5):599-605. Efficiency of a skeletonized distal jet appliance supported by miniscrew anchorage for noncompliance maxillary molar distalization. 2007. Gulden N. Treatment of severe anterior open bite with skeletal anchorage in adults: Comparison with orthognathic surgery outcomes. 2004. Yang SM. Kuroda S. Grisoste SFB. Yamamoto TT. Kyung. Rossouwe PE. Diedrich PR.74 Kim YH. Villa N. Factors associated with the stability of titanium screws placed in the posterior region for orthodontic anchorage. Am J Orthod Dentofacial Orthop. Am J Orthod Dentofacial Orthop.131(1):9-15.137(1):66-72. Liou EJW.136(4):578-86. Angle Orthod. 2005. Miyawaki S. Yildizhan F. Deguchi T. 2007. 2010. Cope JB. Group Distal Movement of Teeth Using Microscrew Implant Anchorage. Koyama I. . Kim S. 2003. Kuroda S. Root proximity is a major factor for screw failure in orthodontic anchorage. Hashimoto T. 2009. Experimental evaluation of tooth movement in the beagle dog with the mini-screw implant for orthodontic anchorage. Kwon OW. Tamamura N. Gianelly AA et al. Clinical use of miniscrew implants as orthodontic anchorage: Success rates and postoperative discomfort. Yamamoto TT. Kinzinger GSM. 2005. Lee JY. Am J Orthod Dentofacial Orthop. Lin JCY.10(4):124-33. Mishima K. Matteo RCD. Am J Orthod Dentofacial Orthop.75(4):602–09. Sakai Y. Am J Orthod Dentofacial Orthop. R Clín Ortodon Dental Press. Do miniscrews remain stationary under orthodontic forces? Am J Orthod Dentofacial Orthop. 2007. Mini-implantes de ancoragem na Ortodontia Lingual: relato de caso clínico.131(1):S68-S73. Park HS. 2007. Deguchi T. Boaretti WA. Prieto MGL. Franco PF. Sendyk WR. R Dental Press Ortodon Ortop Facial. Movimentação de molares inferiores ancorados em mini-parafusos. Midpalatal miniscrews for orthodontic anchorage: Factors affecting clinical success.

Zeng X. Yadav S.133(1):102-11. 2007.136(1):29-36. Thiruvenkatachari B. Yamamoto TT. Sugawara Y. Asscherickx K. Pitiphat W. 2009. Elias CN.77(1):47-56. Vannet BV. Patil S. Mini-implant anchorage for en-masse retraction of maxillary anterior teeth: A clinical cephalometric study. 2008. Comparison of rate of canine retraction with conventional molar anchorage and titanium implant anchorage. 2009. Chiqueto KFG. Survival analyses of surgical miniscrews as orthodontic Anchorage.5(1):66-71. Kandaswamyc R. Thanakitcharu S. Andrade L. Kuroda S. Comparison and measurement of the amount of anchorage loss of the molars with and without the use of implant anchorage during canine retraction. Upadhyay M. Yamadaa K. Kyung HM. Sabzevar MM. Am J Orthod Dentofacial Orthop.129(4):551-4. Am J Orthod Dentofacial Orthop. Valarelli DP. 2007. Adult patient with mandibular protrusion and unstable occlusion treated with titanium screw anchorage. Osseointegration of miniscrews: a histomorphometric evaluation. Wang X.134(6):803-10. Yamamoto TT. Angle Orthod. 2010. Mini-implantes ortodônticos carregados imediatamente – Estudo in vivo. Xun C. Kuroda S. Microscrew Anchorage in Skeletal Anterior Open-bite Treatment. 2008. Wehrbein H. Innov Implant J Biomater Esthet. . Muller CA.75 Serra GG. Pavithranand A. 2007.134(1):30-5. Thiruvenkatachari B. Am J Orthod Dentofacial Orthop 2006. Ammayappan P. Morais LS.European Journal of Orthodontics. Viwattanatipa N. Am J Orthod Dentofacial Orthop. Uttraravichien A. Angle Orthod.79:78–84. Am J Orthod Dentofacial Orthop. Tamamura N.29:437–42. 2008. Distal Movement of Maxillary Molars Using Miniscrew Anchorage in the Buccal Interradicular Region. Celi MVR. Yamashiro T. Deguchi T. R Matéria. Valarelli FP. Rajasigamani K. Freitas KMS. Efetividade dos mini-implantes na intrusão de molares superiores.12(1):111-19.

Göllner P. Chen YJ.76 Yao CCJ.75(5):754-60. Lee JJ. . Chang HF. 2005.136(5):695-9. Angle Orthod. Chen HY. Am J Orthod Dentofacial Orthop. Chang ZCJ. Do palatal implants remain positionally stable under orthodontic load? A clinical radiologic study. 2009. Maxillary Molar Intrusion with Fixed Appliances and Mini-implant Anchorage Studied in Three Dimensions. Wehrbein H.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful