APOSTILA PREPARATÓRIA PARA O EXAME DE SUFICIÊNCIA DO CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE - TEORIA X PRÁTICA DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

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DISCIPLINAS DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS
LEGISLAÇÃO, NORMAS, RESOLUÇÕES E PRONUNCIAMENTOS TEORIA DA CONTABILIDADE CONTABILIDADE GERAL CONTABILIDADE DE CUSTOS E CONTABILIDADE GERENCIAL CONTABILIDADE APLICADA AO SETOR PÚBLICO CONTROLADORIA AUDITORIA CONTÁBIL BIBLIOGRAFIA 01 01 99 131 157 183 212

Neste material abordaremos os principais assuntos das disciplinas com maior peso no Exame de Suficiência do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), baseando-se em grandes pesquisadores, autores e professores de Contabilidade, como também nas principais alterações ocorridas na Contabilidade a partir das Leis 11.638/07, 11.941/09, Resoluções e Pronunciamentos Contábeis que regem a matéria. No desenvolvimento da apostila, apresentaremos questões dos exames anteriores (Lei 12.249/2010) e questões similares de Concursos Públicos. Os assuntos serão apresentados com as devidas resoluções, comentários e conceitos básicos, intermediários e avançados da Ciência Contábil. Dessa forma, aliando Teoria x Prática o estudo será mais produtivo e o aluno poderá compreender de forma prática e objetiva. Bons estudos!

TEORIA DA CONTABILIDADE, LEGISLAÇÃO E CONTABILIDADE GERAL
CONTEXTUALIZAÇÃO A Contabilidade é uma Ciência Social que estuda o comportamento das riquezas que se integram a Patrimônio. É o grande instrumento que auxilia a administração, pois é a linguagem dos negócios que mede os resultados das empresas, avalia o desempenho dos negócios, dando as diretrizes para as tomadas de decisões. Noutro conceito, a contabilidade é a ciência que estuda, controla e interpreta os fatos ocorridos no patrimônio das entidades, mediante o registro, a demonstração expositiva e a revelação desses fatos. A Contabilidade tem como função fornecer informação útil para a tomada de Decisões. A Contabilidade vêm apresentando grandes evoluções e significativas mudanças nos últimos anos. No Brasil, destaca-se a adoção de normas internacionais de contabilidade (Convergência Contábil). No país foi criado em decorrência da alteração da Lei 6.404/76, pela 11.638/2007 o Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC). A busca pela Convergência Contábil tornou-se o grande debate no Brasil e no mundo (principalmente em países desenvolvidos e emergentes), pois existem diversas vantagens na convergência. Talvez a principal ocorra quando o sistema contábil adotado no país é inferior às normas internacionais, nesse sentido a convergência pode apresentar m benefício significativo para a contabilidade atualmente praticada. Ainda no sentido das vantagens, pode-se afirmar que o aspecto da comparabilidade das informações entre diferentes países é um elemento extremamente positivo para a adoção das normas internacionais. Logo, a credibilidade e a qualidade das informações contábeis são fatores que também caminham para o sucesso no processo de convergência. Como todo processo, também existem os pontos negativos, nesse caso especialistas apontam dois problemas: a dificuldade da convergência, já que existem as particularidades de cada país e os problemas políticos e culturais de cada nação, afinal quando determinado país adota a convergência abre mão das suas próprias normas. A adoção através da Lei 11.638/07, fez com que o Brasil ingressasse no clube de países que passam a observar as normas contábeis elaboradas pelo International Accounting Standards Board (IASB), não somente para as companhias abertas, como também para todas as sociedades por ações. Observa-se que isso se aplica tanto para as demonstrações contábeis consolidadas quanto paras as individuais. O Campo de Aplicação da Contabilidade é a Azienda - Entidade econômico-administrativa, assim chamadas aquelas que, para atingirem seu objetivo, seja ele econômico ou social, utilizam

bens patrimoniais e necessitam de um órgão administrativo, ou ainda, toda Pessoa Física ou Jurídica que tem um Patrimônio e sobre ele detém o poder decisório. Os Usuários da Contabilidade são: INTERNOS - são os que utilizam a contabilidade com a finalidade de controle e planejamento. Este usuário é preferencial. Exemplos: Administradores, Gerentes, Diretores, etc, e EXTERNOS - são aqueles que estão fora da empresa. Eles não têm acesso aos documentos que deram origem à informação contábil. Exemplos: Bancos, Fornecedores, Clientes, Investidores, Governo, etc. Antes de entrarmos mais intensamente na Contabildade precisamos revisar a sua história, suas escolas e a evolução dessa Ciência. EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA CONTABILIDADE A História da Contabilidade é tão antiga quanto a história da própria civilização. Ela surgiu 6.000 anos a.C. dos povos Sumero-Babilônicos, Feníncios, Egípcios, Gregos, Cretenses, Romanos, etc. A contabilidade passou por uma época chamada "Época Empírica" (6.000 a 1202 a.C.) que se caracterizou pela ausência da sistematização dos registros e pela ausência dos estudos de natureza científica e metodológica. A Contabilidade surgiu das necessidades que as pessoas tinham de controlar aquilo que possuíam, gastavam ou deviam. Sempre procurando encontrar numa maneira simples de aumentar suas posses. Logo com as primeiras administrações, surge a necessidade de controle, que seria totalmente impossível sem a aplicação dos registros. Os vestígios de contabilidade dos Incas se davam através de nós dados em cordas penduradas, que registravam os seus bens. No Egito, era anotado a medição e o transporte do trigo. Entre hieroglíficos se encontra a figura de um pastor registrando as suas ovelhas, através de pedrinhas. Pelos achados nota-se que a contabilidade consistia em simples anotações a fim de evitar lapsos de memória, como em relatórios de trocas de bens e serviços. Quando inadvertidamente uma matilha de lobos ataca, e após uma enorme confusão causa um considerável prejuízo, com um misto de raiva e resignação, ele faz a recontagem das ovelhas e atira fora as pedrinhas excedentes. Auxiliada pela própria natureza, acaba de ser inventada a Contabilidade. Na Babilônia, a escrituração era feita em tábuas de argila retangulares ou ovais bem rudimentares. As mais famosas são URUK, JENDET-NASR e UR ARCAICA. Os templos possuíam escriturários próprios, denominados DUB-SAR e o chefe de escrituração era chamado DUB-SARMAG ou PADUB-SAR. A fim de evitar adulterações, já tinham o "SELO DO SIGILO" do templo. Alcançando-se assim, uma nova fase de evolução no controle e nas administrações. Foi nesta fase que apareceram o Diário e Memorial. As revisões ou complicações da escrita eram depois arquivadas, ou seja, depositadas em vasos ou caixas, feitos de argila ou vime, que eram lacrados e colocado etiquetas que resumiam o conteúdo. No Antigo Egito, havia muitos armazéns, também chamado casa das contas e tesourarias, onde trabalhavam vários escriturários. O Inventário tinha grande influência na vida do povo, pois servia para registrar os bens móveis e imóveis. No império Médio, encontramos um livro escriturário, onde era feito o registro diário da entrada de bens. Esse registro era feito pelo secretário da Corte. O Egito muito colaborou para a história da contabilidade, quer pelo amor que tinham pela escrita, como pela evolução que conseguiram imprimir. Milhares de anos se passaram, pouco mudou os lobos e as ovelhas. Na Antiguidade, as trocas de bens e serviços eram seguidas de simples registros ou relatórios sobre o fato. Mas as cobranças de impostos na Babilônia, já se faziam com escrituração, embora rudimentar.

Tábuas de barro cozido e placas de madeira ou de pedra eram usadas para os registros de pagamentos de serviços. Uma escriba egípcia contabilizou os negócios efetuados pelo governo do seu país, no ano 2000 a.C. Sistemas de escritas contábeis foram bastante utilizados nas Ilhas Britânicas. Empregavam-se ramos de árvores assinalados com talhos como provas de dívida ou de quitação. As escritas governamentais da república romana (200 a.C.) já traziam as receitas de caixa classificadas em rendas e lucros, e as despesas compreendidas nos itens salários, perdas e divisões. Os gestores, funcionários do Estado tinham como atribuição examinar as contas dos governos provinciais. O imperador Augusto foi talvez, o primeiro governante da história a estabelecer um orçamento público. No período medieval, diversas inovações na técnica da contabilidade foram introduzidas por governos locais e pela Igreja. O imperador Carlos Magno determinou, por volta do ano 800, na Capitulare de Villis, na realização de um inventário anual de propriedade, em livros especiais as receitas e despesas. Em 831, um "contador" assinou a escritura de uma propriedade transferida por santo Ambrósio a um nobre italiano. Exames de livros de contabilidade foram efetuados na Inglaterra, durante o reinado de Henrique I, no século XII. Os empréstimos a empresas comerciais e os investimentos em dinheiro determinaram no desenvolvimento de escritas especiais que refletissem os interesses dos credores e investidores e, ao mesmo tempo, fossem úteis aos comerciantes, em suas relações com os consumidores e os empregados. O aumento de volume dos negócios registrado após a Revolução Industrial fez surgir na necessidade de exames contábeis das experiências financeiras das empresas, como base para empréstimos e inversões de capitais. O governo passou a reconhecer como contadores, somente pessoas qualificadas para o exercício da profissão. A importância da matéria aumentou com a intensificação do comércio internacional e com as guerras ocorridas nos séculos XVIII e XIX, que causaram numerosas falências e a conseqüente necessidade de se proceder à determinação das perdas e lucros entre credores e devedores. Já no século atual, o extraordinário crescimento dos negócios exigiu a criação de serviços especiais e um aprendizado legal. Este trabalho teve por objetivo precípuo sintonizar a Contabilidade, através de sua evolução histórica, como um ferramental insubstituível do Administrador de negócios na organização como um todo, destinada a informar os múltiplos usuários nos seus aspectos mais relevantes à tomada de decisões. O pesquisador ao longo de sua carreira profissional vivenciada em empresas transnacionais constatou as mudanças e aplicativos de cada demonstrativo e a sua real utilidade para envio aos interessados não somente para decidir, mas, sobretudo para criar mecanismos que pudessem minimizar o impacto das obrigações tributárias em detrimento do retorno de seus investimentos, e para também poderem analisar o comportamento de seus delegados à frente de suas Companhias sobre o modo como foram aplicados os recursos destinados à manutenção e ao enriquecimento do capital.

Lucros e Perdas. que o iria substituir entre os intelectuais de nossa Ciência. que deu maior seriedade ao assunto no livro Idee teoritiche e pratiche di ragioneria e doppia registrazione. com profundas raízes jurídicas. que refutava o Contismo e apresentava. quando Nicolo D’Anastasio publicou o seu livro La scrittura doppia ridotta a scienza.(2) Caixa.PRINCIPAIS ESCOLAS DO PENSAMENTO CONTÁBIL CONTISMO Apesar de não ser considerada uma corrente científica. teve como grande opositora a Escola Materialista de Fábio Besta. a Teoria das Cinco Contas Gerais de Degranges. Degranges estabeleceu a norma de que se deve Debitar Aquele Que Recebe e Creditar Aquele Que Dá (débiter celui Qui reçoit et créditer celui Qui donne). principalmente os da Itália. este tratava a Contabilidade como pessoal. Antes dela. uma teoria das contas que distinguia quatro grandes grupos: (1) contas do proprietário. com cunho administrativo-jurídico. o Personalismo. não obstante sua oposição aos contistas. com sua obra editada em Paris. e (4) contas dos correspondentes. 1837) e Ludovico Giuseppe Cripa (1838) com a sua La scienza dei conti. O Personalismo teve sua origem científica com o francês Hypolitte Vannier. (4) Contas a Pagar e (5). no proprietário. . (b) contas dos gerentes e (c) contas pessoais ou dos correspondentes. abrindo caminho para outros pensadores como Cerboni. que se resumiam em (a) contas patronais. uma ciência não se dedica ao estudo do efeito. dividindo inicialmente as contas em: (1) Mercadorias Gerais. de séria reação ao Contismo transformou a conta em Pessoa. mas o efeito que expressa o fenômeno patrimonial. Entre outras contribuições. (2) contas dos gerentes ou administradores. (3) Contas a Receber. depois dele apareceu um grande estudioso. já se preocupa em estudar o instrumento utilizado para compilar os dados do comportamento da riqueza aziendal. exposição e análise. O Contismo perdeu influência entre os estudiosos da ciência devido à falta de suporte de sua enunciação. (3) contas dos consignatários. cujo maior líder foi Giuseppe Cerboni e o maior gênio Giovanni Rossi (com as obras mais destacadas a partir de 1873). Giuseppe Bornaccini. de ficção. em 1795. A primeira tentativa do Contismo data de 1803. em que colocara responsabilidade na propriedade. Posteriormente acrescentou a sexta conta. Marchi estabeleceu. em 1844. A conta não é a causa. O Contismo tentou sobreviver com as novas tendências de observação que Fábio Besta elaborou. Logo. A partir de 1818. além da oposição do materialismo substancial de Villa. mas da causa como objeto de observação. o principal líder do Contismo foi Giuseppe Bornaccini. foi escola precursora da teoria de serem as contas o objeto de estudo da contabilidade e influenciou grandes contadores. e aquele dava o caráter científico à corrente. no administrador e na matéria administrada. Surgem depois dois grandes estudiosos: Angelo Galli (Instituzioni di contabilitá. Mas foi Francesco Marchi quem lançou as bases de um Personalismo científico. mas não conseguiu impedir o desenvolvimento do Personalismo. Não só combateu a corrente de Degranges como também apresentou as idéias que viriam posteriormente a substituir as do Contismo. PERSONALISMO Esta escola. com coloração científica. denominada Diversas Contas. elaboração. capaz de direitos e obrigações Baseada na responsabilidade pessoal entre os gestores e a substância patrimonial.

O legítimo proprietário conserva todos os direitos sobre as coisas ainda quando estas lhe são roubadas. se preocupava mais em saber o que significava a conta e qual a sua verdadeira expressão em meio dos estudos contábeis do que com a forma de apresentação da mesma conta. À medida que ganhava terreno. que teve grande influência com a Escola Toscana. direitos e obrigações. os da Escola Controlista. CONTROLISMO A Escola Veneziana de Fábio Besta. ou seja. Em 1880. Esse pensamento difere do materialismo. Giuseppe Cerboni e Giovanni Rossi. como corrente que retomava o Contismo. conserva aquele direito integral ainda que o devedor seja insolvente. preocupava-se com o conteúdo da conta. que seguiu os estudos de Villa. O mestre Fábio Besta. antes de enunciar o Controlismo. se não há nenhuma possibilidade de recuperá-las. promoveu grande reação às idéias personalistas de Cerboni. somando-se a estes os Direitos e as Obrigações. Partiam do raciocínio de que as relações que motivam os direitos e as obrigações são importantes objetos de estudo. controle concomitante e controle subseqüente. dando-lhe vestes novas (de caráter científico e não mais o empírico de Bornacinni) e como a primeira reação ao Personalismo. em seu memorável discurso. onde se encontravam. Muitos foram os seguidores do Personalismo. a tese com o título Primi saggi di logismigrafia e em 1886 sua mais importante obra La ragioneria scientífica e le sue relazione con le discipline amministrative e sociali. Fábio Besta pôde propagar suas idéias nos debates do Congresso de Contabilidade realizado em 1879. Um dos grandes pontos de divergências entre as escolas de Besta e Cerboni era quanto à delimitação do patrimônio aziendal. pois estuda as relações pessoais que agem na substância patrimonial. em 1873. dentre outros. para Cerboni o patrimônio não era apenas os Bens. . Francesco de Gobbis. já se valia de grande influencia com o Neocontismo. Vincenzo Vianelo. mas se não há nenhuma possibilidade de o credor recuperar em todo ou em parte o que lhe é devido. conforme podemos atestar: . em Roma. para Besta. Carlo . Pietro D’Alvise e o mais importante de todos. Cerboni e o gênio Giovanni Rossi. apesar de seus seguidores. escreve. por essa razão.Quem tem direito de exigir uma soma. Fábio Besta abandonava a tradicional Escola do Contismo e estabelecia seus próprios princípios. Pietro Rigobon. mas. Varnnier. aquele direito em nada aumenta a sua riqueza. apresentou a ciência contábil como aquela que trazia como objeto de estudo o “controle econômico das aziendas”. aquelas coisas nada podem valer. reagindo contra os postulados de Cerboni. tem-se como conceito mais difundido de patrimônio o conjunto de bens. o patrimônio é o agregado de valores atribuíveis aos bens. negando o conjunto de direitos e obrigações como conceito. dentre eles Vittorio Alfieri. quando da abertura do ano acadêmico 1880-1881. que. dividindo este em três funções a saber: controle antecedente. porém os pilares dessa brilhante corrente de pensamento foram Marchi. Como já dito.Cerboni.O direito de possuir uma coisa ou de havê-lo por isto só não vale. As idéias de Besta.

contábil. M. os pesquisadores da época evidenciaram o surgimento de nova corrente que enunciava existirem os sistemas de ciências que cuidavam de fenômenos ocorridos nesse mundo particular. embora a corrente estivesse voltada para o capitalismo. O Aziendalismo. mas com o ciclo operacional. Schmalenbach visualizava os fenômenos circulatórios da riqueza patrimonial em sua dinâmica. O reditualismo não ganhou força como escola pois diversos apreciadores das enunciações de Schmalenbach criticavam seu objeto de estudo argumentando que o rédito é o efeito da dinâmica patrimonial e não a causa. do estudo de uma dinâmica patrimonial. entre outros seguidores. nem em outros países. R. a localização da Contabilidade no campo material e do valor enfatiza a necessidade de abandonar-se o raciocínio jurídico dos personalistas para situar-se em uma realidade materialista de maior significação. estudo das funções da riqueza e estudo dos agregados da riqueza. O julgamento do rédito deve ser uma medida relativa entre o que o capital oferece ao empreendedor e o que a azienda oferece à sociedade em que se encontra. ou seja. da realidade empresarial. Giovanni Rossi. mas desprezavam a estrutura dos elementos patrimoniais. a entendesse como controle. em realidade não fizeram senão desenvolver seus principais raciocínios sob a ótica patrimonial. Conseguiram desenvolver-se num país socialista. inclusive com um sem número de exemplos práticos. tendo como principal líder Eugen Schmalenbach e. objeto de indagações próprias. E. dando a essa dinâmica o aspecto temporal não coincidente com o ano calendário. Os reditualistas estudavam a dinâmica da riqueza patrimonial. teve suas origens com pesquisadores de outras partes do mundo: da França. berço de todas suas argumentações. Geldmacher. real. Courcelle-Seneuil. antes de se desenvolver como grande escola de pensamento italiano. AZIENDALISMO Motivados pela ansiedade de se encontrar o campo e o objeto de estudos da Ciência Contábil. Walb e Frederich Leiter com seu reditualismo específico. o Controlismo teve Carlo Ghidiglia. da relatividade do lucro. Assim como o Personalismo teve seu grande gênio. por finalidade. REDITUALISMO Desenvolveu-se principalmente na Alemanha. O maior mérito foi a reação provocada contra o Personalismo procurando dar o máximo à riqueza patrimonial como algo concreto. o que inspirou o Aziendalismo. tendo a seu cargo regular todas as ações que se relacionam com a riqueza e com as necessidades humanas. Eembora admitissem sob a denominação de economia da empresa todos esses princípios.Ghidiglia. ou seja. que admitia a Contabilidade como ciência. Os reditualistas tiveram a propriedade de reconhecer o valor da consideração dos fluxos em contabilidade. da . Era a corrente de pensamento que enunciava ser o resultado (lucro ou prejuízo) o objeto de estudo da contabilidade. E. Malhberg. ainda que. não encontraram grandes repercussões na Itália. o reconhecimento da perda ou do lucro como fonte principal da continuidade da atividade empresarial. Lehmannn. estabelecendo uma hierarquia para o estudo dos fenômenos: estudo da riqueza. W.

publicado na Revista Italiana di Ragioneria. não se pode negar que se torna necessário observá-los. que anteriormente já era preconizado por Cerboni e sustentado por Rossi. dinâmica patrimonial e relevação ou levantamento patrimonial. Gomberg estabeleceu a relação de causa e efeito para os fenômenos patrimoniais. com Vincenzo Masi. Tendo como base a economia aziendal. Rudolf Dietrich acrescentou. que por sua estrutura era a causa. dividindo seus estudos em estática patrimonial. Gomberg tomou como objeto de estudos a riqueza impessoal ou administrativa. que teve suas raízes nos pensadores alemães. escreveu: . próprios das ciências . deu foco à economia e denominou a Contabilidade como Economologia. expô-los procurar explicá-los. quando admitiam um raciocínio de unidade de funções dentro da azienda. que mais tarde se tornaria. munidos dos ensinamentos oferecidos pelas pesquisas feitas com o subsídio de métodos especiais de investigação. a estática patrimonial examinava a estrutura do grande sistema da riqueza aziendal.Rússia. da Suíça. Gino Zappa. em seus estudos do aziendalismo socialista. Para ele. entendia que os fatores homem. a Escola Veneziana enunciava o Aziendalismo. na Itália. Em 1924 com seu artigo “A pretesa bancarotta scientifica della Ragioneria”. Enunciava também que o Ativo era o efeito do Passivo. mas de maneira científica. De acordo com seus adeptos. sendo cada ciência apenas parte desse conjunto. Os aziendalistas se preocupavam em estudar o conjunto de ciências que tratavam da azienda como campo de aplicação.Se examinarmos os fenômenos fundamentais de contabilidade. Johann Friedrich Schar. natureza e trabalho só poderiam estar organizados para atender o social. a visão de dinâmica patrimonial. os fenômenos a estudar são os aziendais. Foi Gomberg o primeiro a despertar para uma economia aziendal. quer de suas expressões de valor. e admite a Contabilidade apenas como levantamento de fatos patrimoniais. PATRIMONIALISMO Sua primeira formulação se deu em 1923. e que o lucro deveria ser considerado como um fator patológico. Nicklisch e Rudolf Dietrich. e da Alemanha H. da Organização e da Contabilidade. depois. sendo o levantamento patrimonial. Leo Gomberg. relacionando o efeito ao débito e a causa ao crédito. com Alberto Ceccherelli e com seu principal líder italiano. Courcelle acenou para um complexo entendimento de toda a empresa como objeto comum científico. a corrente aziendalista. Em sua visão idealista. Compunha-se da Administração. não podemos deixar de reconhecer que requerem indagações acuradas. tendo como função estudar todos os fatos da gestão patrimonial. a dinâmica patrimonial tratava da movimentação dessa estrutura. quer sob o aspecto quer de qualidade dos elementos. restringindo-lhe o campo. a base racional que permitia ter informações sobre tais relações e aspectos. que considerava como objeto de estudo da Contabilidade os fenômenos do patrimônio aziendal.

Masi adotava a posição de que o mais importante como objeto de estudo é a essência dos fatos e não a sua forma de apresentação. daí retirar normas de prática aplicação a casos concretos. de fato. e circulante que é destinado à realização do objetivo aziendal. Em 1926.o patrimônio aziendal. fora da Itália. de fato. depois em 1990. observado nos seus aspectos estático e dinâmico -. Ora. embora grande parte deles se referenciem às idéias precursoras do grande gênio dessa escola. os fenômenos dos custos. não se fazendo distinção entre eles. mas também e sobretudo aquele do objeto deste levantamento .experimentais. as pesquisas do passado mas. pois o ambiente da época não lhe favorecia com tantas idéias preconizadas pelos aziendalistas que formaram uma forte escola. O Patrimonialismo só tomou forma apurada e teve divulgação. que lhe foi peculiar. Masi enunciava que se deve dar importância não somente ao aspecto quantitativo do patrimônio como também ao qualitativo. Espanha. Antônio Lopes de Sá. confiando a Contabilidade não só o estudo do levantamento patrimonial. acresce ao conteúdo a importância e a dignidade científica. primeiramente limitadas aos estudos dos instrumentos de levantamento patrimonial e sucessivamente se passou ao estudo do objeto de tais levantamentos. das entradas e saídas financeiras. na Universidade de Málaga. evidenciando que muito se extrai da informação sobre o estado patrimonial se forem observados os aspectos citados cumulativamente. evidenciando as suas origens sob a forma de capital de terceiros ou de próprios. das receitas. Masi teve como inspiração as obras de Besta. divergindo com essa idéia fundamental os estudos feitos pelas demais escolas de pensamento. Outros pensadores se destacaram além de Masi. são todos investigados em suas fases de constituição e de evolução e apresentam problemas que sempre se apresentaram e sempre se apresentarão. embora enunciasse seu próprio objeto de estudo. . O Neopatrimonialismo teve sua origem com o Prof.A concepção de Contabilidade como ciência do patrimônio não destrói. dividindo sua estrutura em capital fixo. publica o artigo “A Contabilidade como Ciência do Patrimônio”. que é destinado ao uso produtivo. Masi argumentava: . do rédito. para lembrar só alguns do mais evidentes fenômenos contábeis já por nós referidos.A Contabilidade. sempre estudou o patrimônio. com a edição da obra Teoria Geral do Conhecimento. NEOPATRIMONIALISMO Pouco se conhece dessa nova tendência do objeto de estudo para a Contabilidade. Outra importância dada por Masi era a distinção dos tipos de aziendas em empresas. em 1992. Também se preocupou em conceituar o capital como um fundo de riqueza em constante movimentação. aquelas destinadas à obtenção do lucro e as instituições com fins ideais. e em 1997 a convite da Universidade de Servilha. . Foi divulgado pela primeira vez ao público no XIII Congresso Brasileiro de Contabilidade (1988). Dr. mas as suas indagações foram no campo teórico. na Revista Italiana di Ragioneria.

ainda não se constitui numa escola de pensamento. como ponto de partida de um entendimento racional. tempo. não foge à norma que requer a compreensão da essencialidade. Básico: compreende os sistemas de liquidez. tendo como axioma a eficácia. portanto o Patrimônio da entidade não se confunde com aquele de seus sócios ou proprietários. efeito. 3. As dimensionais. . 1282/10 Todas as ciências apresentam nos seus núcleos princípios. Lopes de Sá procura fazer uma classificação dos sistemas por hierarquia de necessidades. causa primária. Para o citado professor. A palavra “princípio” significa origem. Já as ambientais são formadas pelas relações de natureza administrativa. As relações essenciais compreendem a necessidade. organizando logicamente as relações que são responsáveis pelas causas dos fatos. Auxiliar: compreende os sistemas de produtividade e invulnerabilidade. PRINCÍPIOS DE CONTABILIDADE Conforme a Resolução CFC nº. segundo Antônio Lopes de Sá. O Prof. a mensuração e a apresentação dos componentes do patrimônio levam em conta esta circunstância. regra geral. estabilidade e economicidade. qualidade e quantidade. como objeto de indagação. rentabilidade. pessoal. A Contabilidade como ciência também tem seus princípios que servem como “vigas mestras” da ciência social da qual é atuante. juízos de uma ciência. II) da CONTINUIDADE: O Princípio da Continuidade pressupõe que a Entidade continuará em operação no futuro e. preceito. Segue a exposição da regra que todos os contabilistas têm de seguir como ponto inicial da profissão: I) da ENTIDADE: O Principio da Entidade reconhece o Patrimônio como objeto da Contabilidade. o fenômeno patrimonial. econômica etc. espaço. Em análise simplista os Princípios Fundamentais de Contabilidade são proposições. Estes são fontes que norteiam sua qualidade de ciência. tendo então os seguintes sistemas: 1. Complementar: sistema de elasticidade. a finalidade. A contabilidade é autônoma e o patrimônio particular no universo dos patrimônios existentes não poderá ser confundido. 750/93 e alterações pela Resolução CFC nº. distinguido-as em relações lógicas dos seguintes tipos: essenciais. Os estudos concentram-se em obter uma filosofia do fenômeno patrimonial. portanto. o meio patrimonial e a função. Assim as regras gerais da ciência contábil no Brasil são os Princípios de Contabilidade e está regulamentada pela Resolução CFC nº 750/93 com atualização da Resolução CFC 1282/10. se referem às relações de causa. dimensionais e ambientais. 2. pois muito ainda deve ser estudado e divulgado para que se possa admitir a formação de tal escola. III) da OPORTUNIDADE: O Princípio da Oportunidade refere-se ao processo de mensuração e apresentação dos componentes patrimoniais para produzir informações íntegras e tempestivas.O Neopatrimonialismo.

ao longo do tempo. Os ativos são mantidos pelo valor presente. podem sofrer variações decorrentes dos seguintes fatores: a) Custo corrente. Os ativos são registrados pelos valores pagos ou a serem pagos em caixa ou equivalentes de caixa ou pelo valor justo dos recursos que são entregues para adquiri-los na data da aquisição. Os ativos são mantidos pelos valores em caixa ou equivalentes de caixa. d) Valor justo. ou um passivo liquidado. em algumas circunstâncias. IV) do REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL: O Princípio do Registro pelo Valor Original determina que os componentes do patrimônio devam ser inicialmente registrados pelos valores originais das transações. sempre que se apresentem . Os passivos são registrados pelos valores dos recursos que foram recebidos em troca da obrigação ou. Uma vez integrado ao patrimônio. pelos valores em caixa ou equivalentes de caixa. descontado do fluxo futuro de entrada líquida de caixa que se espera seja gerado pelo item no curso normal das operações da Entidade. c) Valor presente. os quais teriam de ser pagos se esses ativos ou ativos equivalentes fossem adquiridos na data ou no período das demonstrações contábeis. os quais serão necessários para liquidar o passivo no curso normal das operações. os componentes patrimoniais.O Princípio da Competência pressupõe a simultaneidade da confrontação de receitas e de despesas correlatas.A falta de integridade e tempestividade na produção e na divulgação da informação contábil pode ocasionar a perda de sua relevância. em uma transação sem favorecimentos. por isso é necessário ponderar a relação entre a oportunidade e a confiabilidade da informação. que seriam necessários para liquidar a obrigação na data ou no período das demonstrações contábeis. Os efeitos da alteração do poder aquisitivo da moeda nacional devem ser reconhecidos nos registros contábeis mediante o ajustamento da expressão formal dos valores dos componentes patrimoniais. Os passivos são mantidos pelos valores em caixa e equivalentes de caixa. b) Valor realizável. entre partes conhecedoras. não descontados. de diferentes formas: I – Custo histórico. e II – Variação do custo histórico. expressos em moeda nacional. não descontados. e e) Atualização monetária. As seguintes bases de mensuração devem ser utilizadas em graus distintos e combinadas. É o valor pelo qual um ativo pode ser trocado. independentemente do recebimento ou pagamento. ativos e passivos. descontado do fluxo futuro de saída líquida de caixa que se espera seja necessário para liquidar o passivo no curso normal das operações da Entidade. Os passivos são mantidos pelo valor presente. Os ativos são reconhecidos pelos valores em caixa ou equivalentes de caixa. V) da ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA: Os efeitos da alteração do poder aquisitivo da moeda nacional devem ser reconhecidos nos registros contábeis através do ajustamento da expressão formal dos valores dos componentes patrimoniais. que se espera seriam pagos para liquidar as correspondentes obrigações no curso normal das operações da Entidade.” VII) da PRUDÊNCIA: O Princípio da Prudência determina a adoção do menor valor para os componentes do ATIVO e do maior para os do PASSIVO. Os passivos são reconhecidos pelos valores em caixa ou equivalentes de caixa. VI ) da COMPETÊNCIA: – O Princípio da Competência determina que os efeitos das transações e outros eventos sejam reconhecidos nos períodos a que se referem. dispostas a isso. os quais poderiam ser obtidos pela venda em uma forma ordenada.

a relevância de alguns itens qualitativos emerge de seu relacionamento direto com os quantitativos. A interpretação dos demonstrativos contábeis é tarefa única e exclusivamente reservada aos experts em contabilidade e finanças. pois por mais que se queira evidenciar e facilitar a interpretação.alternativas igualmente válidas para a quantificação das mutações patrimoniais que alterem o Patrimônio Líquido. Os usuários das informações contábeis. necessitam que estas sejam produzidas com maior qualidade. que deveriam ser os intermediários entre as empresas e os donos de recursos. A Contabilidade deve estudar o modelo ideal de informação para cada classe de usuários e fazer com que esse modelo obedeça aos princípios fundamentais de contabilidade bem como a outros aspectos qualitativos de conteúdo informativo. a saber: EVIDENCIAÇÃO CONTÁBIL As Ciências Contábeis têm como finalidade principal informar sobre seu objeto de estudo aos diversos tipos de usuários. pelo menos nas interpretações mais profundas. tornando-os muito explicativos. A informação qualitativa (não quantitativa) é muito mais difícil de ser avaliada pois envolve vários julgamentos extremamente subjetivos. Essa informação é fornecida através de evidenciação. Isto não significa que devam ser truncados os esforços para que o leitor médio se torne possuidor de melhores conhecimentos na área contábil e financeira. Entretanto. a Demonstração do Fluxo de Caixa e os Orçamentos: financeiro. é muito mais complexa do que possa parecer à primeira vista. a contabilidade não pode deixar de obedecer suas técnicas de elaboração. É muito difícil estabelecer o “ponto de corte” em que uma consideração não quantificável deixa de ser importante no processo decisório de forma que justifique a omissão da evidenciação. Hoje a necessidade do usuário não é somente pelas informações contidas nas demonstrações obrigatórias pela legislação. que pode ser conceituada como a qualidade ou o caráter do que é incontestável. Os relatórios contábeis não são capítulos de novelas empresarias que qualquer pessoa mobralizada possa entender. assessorando esse último nas análises. principalmente para as grandes tomadas de decisões. É bom salientar que por mais que se queira evidenciar os demonstrativos contábeis. Normalmente. mas o resumo de um processo. Faz-se necessário compreender um tema relevante da Ciência Contábil. ao garantir as informações diferenciadas para os diversos tipos de usuários. como por exemplo. operacional e de capital. de uma forma de pensar da contabilidade que. o disclosure está ligado aos objetivos da contabilidade. a contabilidade não é a responsável pela tomada de decisão. se faz necessário que o usuário tenha algum domínio de interpretação dos demonstrativos contábeis e dos documentos complementares ou tenha um assessoramento de um analista experimentado. Evidenciação (disclosure) não se trata de uma convenção. a Evidenciação (disclosure). a entrada em ação dos verdadeiros experts é indispensável. Com isso. internos ou externos. Não se pode esperar e seria tolice pensar que boas decisões de investimentos pudessem emanar de um leitor com vagas noções de contabilidade e de negócios. tempestividade e utilidade. . Busca-se outras informações nos relatórios auxiliares ou facultativos. Na verdade.

transações e condições econômicas de uma entidade. Informação confiável requer representatividade. Entretanto. substituindo-o em todas as avaliações subjetivas do modelo decisório e do risco. este penhor deve ser evidenciado se o valor do imobilizado ao qual se refere for relevante. Se faltar qualquer dos dois atributos a informação não será útil. foi penhorada em garantia de empréstimos. servir para efetuar previsão ou para medir a previsão feita no passado. na medida em que seu usuário acredite que ela represente adequadamente os eventos. c) Comparabilidade: . não deveria ser evidenciado. a maior limitação ao trabalho contábil. Os quadros demonstrativos obrigatórios brasileiros são complicados de serem lidos. facilita a tomada de decisão. Interage com a relevância e a confiabilidade. segundo ainda o citado professor. ano corrente e ano anterior. que assegure ao usuário a ausência de vício da mensuração dos eventos econômicos. mas não pretenda invadir o campo do investidor.Se uma parte da propriedade do imobilizado. Para haver relevância o relatório tem que ser pontual. de uma pequena parte do imobilizado pode levar a uma situação não favorável para entidade. Por último. O segundo elemento da confiabilidade é que a informação seja passível de verificação. note o perigo de confundirmos. Vejamos melhor cada dos citados parâmetros: a) Relevância: Informação relevante é aquela relacionada ao evento examinado. por abrangerem dois modelos em um só – legislação e correção integral. e sem um interesse no futuro investigar a história é um processo estéril. Primeiro. a penhora anual. É importante lembrar a máxima: forneça a informação relevante para o usuário. progressiva. Uma informação confiável deve ser representativa do fenômeno a qual pretende espelhar. A comparabilidade é também uma qualidade importante da informação contábil. mas sim trazer a tona fatos relevantes e confiáveis. retira-se a base para a previsão. porém secundária. mudanças frequentes de normas legais e de índices de correção acabam produzindo um excesso de colunas e de quadros explicativos. Segundo. toda informação que possibilite a realização de estimativas ou permita confirmar outras anteriormente feitas. Em contabilidade. caso contrário. novamente. compreendem dois tipos: controladora e consolidado. relevância com desprezo pelo detalhe. Significa que o contador responsável por estabelecer os critérios de contabilização de sua empresa. elaborados de maneira integrada. b) Confiabilidade: A informação contábil é confiável. que por sua vez contribuem para a utilidade. Sem o conhecimento do passado. O último elemento de qualidade exigido para uma informação ser confiável é a neutralidade. nem sempre compreensíveis. As qualidades mais importantes da informação contábil. não deve faze-lo pensando em defender um interesse particular. são a relevância e a confiabilidade. por exemplo. todas as qualidades citadas estão sujeitas ao conceito de materialidade. Finalmente. ser passível de verificação independente e ser neutra.

d) Prestar informações aos interessados sobre a situação da Entidade no âmbito econômico. especialmente dados quantitativos. As avaliações no campo da materilidade são basicamente de natureza quantitativa. dentre outros. Patrimônio . depende muito de podermos relacioná-los a uma outra variável ou critério. tributário. ou seja. financeiro. um item pode ser de valor insignificante no meio de transações rotineiras. O significado de qualquer informação. as Leis 11. As companhias abertas são subordinadas às disposições da Lei 6. A contabilidade tem como finalidade: a) Planejar o desenvolvimento econômico e financeiro da Entidade. A informação contábil cresce em utilidade quando pode ser comparada com a de empresas similares ou com a de anos anteriores na mesma empresa. societário. patentes. cadeira. O segundo se refere ao uso por uma empresa dos mesmos procedimentos e regras contábeis de um período para outro. . etc. dinheiro. também conhecida como apurar o redito. b) Controlar o Patrimônio das Entidades. O problema é que a natureza da transação quase sempre afeta a resposta. particularmente os da legislação do Imposto de Renda.638/2007 e 11.941/2009. marcas. porém importante se estiver ocorrendo pela primeira vez em circunstancias anormais.Comparabilidade é composta de dois elementos: uniformidade e consistência. veículo. c) Apurar o resultado das operações da Entidade. O primeiro indica que transações iguais serão contabilizadas do mesmo modo.404/1976 e suas atualizações.O que é Patrimônio? Para essa resposta observe o quadro a seguir: BENS: mesa. APLICAÇÃO DA CONTABILIDADE A Contabilidade é sempre bem influenciada pelos limites e critérios fiscais. d) Materialidade: Materialidade é exercida diariamente por aqueles que tomam decisões contábeis e pelos auditores que efetuam julgamentos sobre a correção dos relatórios financeiros.

Os bens são classificados em: a) Tangíveis: São bens materiais, concretos, ou seja, são Terrenos, Veículos, Dinheiro em Caixa, etc. bens corpóreos; Exemplos:

b) Intangíveis: São bens imateriais, abstratos, Exemplos: Software , Marcas (Coca-Cola), licenças, propriedade intelectual, etc. DIREITOS: são valores de propriedade da Entidade a receber de terceiros por força de aplicação monetária (como exemplo aplicação de dinheiro no Banco); ou valores a serem recebidos de terceiros por venda a prazo. OBRIGAÇÕES: são compromissos exigíveis da Entidade que em data prevista deverão ser liquidados, ou seja, quitados. Os compromissos poderão ser dívidas ou exigibilidades perante terceiros ou ainda bens que estiverem em posse da Entidade que sejam de terceiros. Exemplos: Fornecedores (compromisso); Impostos a Recolher (exigibilidade); Receitas Antecipadas (compromisso).

Os elementos diretamente relacionados com a mensuração da posição financeira e patrimonial de uma entidade são os ativos, passivos e patrimônio líquido. Ativo: A definição de ativo apresenta três elementos: (a) é um recurso controlado pela entidade; (b) como resultado de acontecimentos passados; (c) e que os benefícios econômicos serão canalizados e fluirão para a entidade no presente ou em períodos futuros. A definição enfatiza o aspecto econômico e não sua forma legal. O processo de reconhecimento diz respeito a incorporar, nas demonstrações contábeis, um item que se enquadre na definição. Além disso, deve ser mensurado de forma confiável. Os benefícios incorporados em um determinado ativo são representados pela sua contribuição (direta ou indiretamente) para o fluxo de caixa da entidade. Esses benefícios são gerados pela produção de bens ou prestação de serviços, ou pela capacidade de reduzir os custos de produção de uma entidade. Muitos ativos, como exemplo, imóveis, instalações, equipamentos têm uma forma física. A forma física não é essencial para a existência de um ativo. Um exemplo são marcas, patentes e direitos autorais, que são classificados como ativos intangíveis, desde que os benefícios econômicos fluam e sejam controlados pela entidade. É importante não confundir a base confiável de mensuração com a existência de estimativa de valores contábeis. Certos itens podem ser estimados, como é o caso de uma ação judicial que a empresa possui da qual haja uma razoável jurisprudência a respeito. Desse modo, existindo uma estimativa razoável de valor, ela deve ser reconhecida no balanço. Passivo: é uma obrigação presente resultante de acontecimentos passados cuja liquidação será o pagamento da obrigação no presente ou em períodos futuros. Uma característica essencial de um passivo é a de que a entidade possui uma obrigação presente. As obrigações podem ser executórias, como consequência de um contrato vinculativo ou obrigação legal. Este é normalmente o caso dos montantes a pagar pelas mercadorias e

serviços recebidos. Obrigações surgem a partir de uma prática comercial normal, em relacionamento de compra e venda de ativos e serviços entre outras operações comerciais. Assim como no ativo, a definição do passivo deve estar separada do seu reconhecimento. Alguns passivos só são mensurados por estimativas. Em relação a incerteza do passivo, uma obrigação pode ser classificada em quatro categorias: a) O passivo é conhecido, assim como seu montante – nesse caso, não existe motivo para que o passivo não seja evidenciado. Exemplo: fornecedores; b) O passivo é conhecido, mas não seu montante – o passivo é conhecido por estimativas, devendo ser considerado pela entidade. É o caso do 13º salário, em que o valor preciso só é obtido, pela entidade, no pagamento; c) O passivo é incerto, mas o pagamento pode ser estimado – caso das milhas aéreas; d) O passivo é incerto e seu montante também – representa a contingência. Patrimônio Líquido: Um elemento do patrimônio liquido é o interesse residual nos ativos, após dedução de todos os passivos (ou componente do patrimônio liquido originado de um instrumento financeiro composto ou instrumento que atenda à definição de um componente do patrimônio liquido em sua totalidade). O patrimônio líquido ainda é definido, de forma simples, como a diferença entre o ativo e o passivo. Como é possível perceber, o valor do patrimônio líquido depende da mensuração do ativo e do passivo. Em razão das limitações do processo de reconhecimento e mensuração, o patrimônio líquido não corresponde ao valor de mercado das ações. O patrimônio líquido de uma entidade possui diversos componentes: 1) Capital social representado pelo aporte dos acionistas; 2) Lucros acumulados; 3) Reservas de lucros, que representam apropriações de resultados retidos de períodos anteriores ou atual; 4) Outras reservas; e 5) Participação dos minoritários (ou participação de acionistas não controladores). Aspecto qualitativo e quantitativo do patrimônio Aspecto qualitativo: Este aspecto consiste em qualificar os bens, Direitos e Obrigações. Por aspecto qualitativo do patrimônio entende-se a natureza dos elementos que o compõem, como dinheiro, valores a receber ou a pagar expressos em moeda, máquinas, estoques de materiais ou de mercadorias, entre outros. Aspecto quantitativo: Este aspecto consiste em dar a esses Bens, Direitos e Obrigações seus respectivos valores, levando-nos a conhecer o valor do Patrimônio da Organização. O atributo quantitativo refere-se à expressão dos componentes patrimoniais em valores, o que demanda que a Contabilidade assuma posição sobre o que seja "Valor", porquanto os conceitos sobre a matéria são extremamente variados. Representação gráfica do patrimônio

Para tornar mais fácil a compreensão do Patrimônio, a partir de agora vamos representá-lo em um gráfico simplificado, em forme de T:

O T, como vemos, tem dois lados. No lado esquerdo, colocamos os Bens e os Direitos e do lado direito as Obrigações e o Patrimônio Líquido (Capital, lucros). Na representação gráfica apresentada temos, de um lado, os Bens e os Direitos, que formam o grupo dos elementos positivos e, do outro lado, as Obrigações, que formam o grupo dos elementos negativos. Assim temos:

Patrimônio Elementos Positivos Bens Móveis e Utensílios Estoque de Mercadorias Caixa (numerário) Bancos Direitos Duplicatas a Receber Títulos a Receber Elementos Negativos Obrigações Fornecedores Salários a Pagar Impostos a Pagar

Os elementos positivos são denominados Componentes Ativos e o seu conjunto ATIVO e os elementos negativos são denominados Componentes Passivos e o seu conjunto PASSIVO.

Patrimônio Líquido Patrimônio Líquido é o quarto grupo de elementos patrimoniais que juntamente com os Bens, Direitos e Obrigações, completará a Demonstração Contábil denominada Balanço Patrimonial. No Balanço Patrimonial, esse grupo aparece sempre do lado direito, juntamente com as Obrigações:

Patrimônio ATIVO Bens Direitos PASSIVO Obrigações Patrimônio Líquido

Equação básica da contabilidade. (Bens+Direitos) – (Obrigações) = Patrimônio Líquido

Quando o resultado da equação é negativo, convenciona-se denominá-lo de "Passivo a Descoberto". O Patrimônio Líquido não é uma dívida da Entidade para com seus sócios ou acionistas, pois estes não emprestam recursos para que possa ter vida própria, mas, sim, os entregam, para que com eles forme o Patrimônio da Entidade. O conhecimento que a Contabilidade tem do seu objeto está em constante desenvolvimento como, aliás, ocorre nas demais ciências em relação aos respectivos objetos. Por esta razão, deve-se aceitar como natural o fato da existência de possíveis componentes do patrimônio cuja apreensão ou avaliação se apresenta difícil ou inviável em determinado momento. Atos e fatos contábeis (permutativos, modificativos e mistos). Atos Contábeis: são os atos que não provocam alterações nos elementos do Patrimônio ou do Resultado, portanto não interessam a Contabilidade. Fatos Contábeis: são os acontecimentos que de alguma forma alteram o patrimônio das entidades, quer sob o aspecto qualitativo, quer sob o aspecto quantitativo. Ex.: emissão de cheques, depósitos bancários, compra de veículos, compra de materiais. Fatos Permutativos: são fatos que alteram o patrimônio da entidade sem alterar o seu patrimônio líquido. Refletem trocas entre os elementos patrimoniais. Ex.: - compra de mercadorias à vista (bens por bens); compra de mercadorias a prazo (bens por obrigações); recebimento de valor pela quitação de uma duplicata; aumento do capital social com lucros acumulados; Fatos Modificativos: são aqueles que alteram o patrimônio da entidade e o patrimônio líquido, aumentando (fato modificativo aumentativo) ou diminuindo (fato modificativo diminutivo) a riqueza própria do patrimônio. Fatos Mistos: são aqueles que combinam fatos contábeis permutativos e modificativos. Podem ser aumentativos ou diminutivos, conforme alterem para maior ou menor o patrimônio líquido.

FATOS CONTÁBEIS PERMUTATIVO Provocam alterações qualitativas Representam permutações entre os elementos patrimoniais MODIFICATIVO Provocam alterações quantitativas MISTOS Provocam alterações qualitativas e quantitativas

DIMINUTIVO Reduzem o valor do PL

AUMENTATIVO Aumentam o valor do PL

DIMINUTIVO Reduzem o valor do PL

AUMENTATIVO Aumentam o valor do PL

Há três formas de integralizar o capital social numa sociedade: dinheiro. será deliberado entre os sócios. que significa patrimônio em sentido puro. com recursos provenientes de terceiros. valor das ações.Comprar à vista Comprar à prazo Pagameto de duplicatas Pagamento o IR dos empregados Aumento do CS com uso de reservas de capital Pagamento de despesas Apropriação de salários Recebimento de receitas Prescrição de dívida Recebimento de duplicata com desconto Pagamento de duplicata com juros Reforma de dívida com juros Emissão de debêndures abaixo do par (com deságio) Recebimento de duplicata com juros Pagamento de duplicata com desconto Reforma de dívida com desconto Emissão de debêndures acima do par (com ágio) Capital Social: Capital é um termo de origem inglesa. O capital social subscrito é a parcela em que o sócio se compromete no futuro restituir para a formação da sociedade. . que se origina de contribuições feitas por sócios. Capital é o bem em dinheiro ou espécie que produz outros bens e espécies. que corresponde ao patrimônio líquido inicial. valor nominal. O capital é constituído pelas contribuições individuais dos sócios e divide-se em partes ou em frações. e outras decisões relativas ao patrimônio social da pessoa jurídica. O capital nominal só será alterado quando os proprietários realizarem investimentos adicionais (aumentos de capital) ou desinvestimentos (diminuições de capital). como entrará na sociedade esses recursos. para garantir os fins previstos pela sociedade e deve ser previsto nos contratos sociais das sociedades comerciais e nos Estatutos Sociais das Sociedades por Ações. abrangendo o capital inicial e suas variações. 2) Capital próprio: que corresponde ao conceito de patrimônio líquido. podem ser considerados quatro conceitos: 1) Capital nominal: investimento inicial feito pelos proprietários de uma empresa que é registrado pela contabilidade numa "conta" denominada capital. 3) Capital de terceiros: que corresponde aos investimentos feitos na empresa. O capital social integralizado é a parcela total restituída para o patrimônio social. de como será a parcela de cada sócio. 4) Capital total à disposição da empresa: em acepção mais ampla. prazo para o capital subscrito. Capital social é o montante que a sociedade declara em seus atos constitutivos". Capital social é o fundo em dinheiro. bens ou crédito. Ou ainda. ágio. A formação desse capital social. Assim. Na contabilidade. ou seja. Daí concluí-se ser a soma da participação de todos os sócios na sociedade. pode-se conceituar o capital como sendo o conjunto dos valores disponíveis pela empresa em dado momento. Este o capital nominal. O capital social numa sociedade pode ser subscrito ou integralizado. em bens ou em trabalho e indústria.

num determinado período de tempo. Para a formação pela cessão de créditos. analisar e acompanhar as modificações do patrimônio em virtude da atividade econômica ou social que a empresa exerce no contexto econômico. executivo ou não. o sócio manifesta sua vontade em pagar à companhia. à vista ou nos prazos determinado. discriminando sua natureza. a emissão de ações. obrigações e a situação líquida das entidades. j) os lucros distribuídos. Funções da Contabilidade As principais funções da Contabilidade são: registrar.São as contas que representam as receitas. Contas Patrimoniais . f) as destinações do lucro líquido do período. demonstrar. o sócio subscritor responde pela existência do crédito e pela solvência do devedor. corpóreos ou incorpóreos). Passivo e Patrimônio Líquido. são incorporadas ao Balanço Patrimonial via Patrimônio Líquido. organizar. em natureza e valor. Estas contas devem ser sempre encerradas (tornar o saldo zero e transferi-lo a apuração do resultado) na apuração do resultado ou do exercício social. b) os ajustes de exercícios anteriores. Registros de mutações patrimoniais e apuração do resultado (receitas e despesas): A demonstração das mutações do patrimônio líquido é aquela destinada a evidenciar as mudanças. a companhia está proibida de expedir o certificado da ação correspondente. o sócio acionista transfere à sociedade os direitos de crédito que possui perante terceiros. duplicata. . Para a integralização de bens (móveis ou imóveis. Contas de Resultado . dentro das formalidades legais. por nota promissória. e) a redução de capital. líquida do efeito dos impostos correspondentes. com uma votação em assembléia geral. Essa forma de capitalização depende da concordância da companhia. l) os saldos no final do período. As contas de resultado devem ser encerradas porque elas servem apenas para apurar o resultado de um período. contratos ou qualquer outro título. de laudo técnico feito por empresa especializada ou três peritos. g) as reavaliações de ativos e sua realização.São as contas que representam os bens. ou seja: Ativo. é necessário uma avaliação desses bens. havidas no patrimônio líquido da entidade. d) os aumentos de capital. volte acumular valores daquele exercício. h) o resultado líquido do período. para a sociedade. direitos.O mais usado e menos complexo é o dinheiro. seus saldos precisam ser zerados para que. custos e despesas. Estas contas permanecem com o seu saldo no momento da apuração do resultado. A demonstração das mutações do patrimônio líquido discriminará: a) os saldos no início do período. no período seguinte. e enquanto não cessar essa obrigação. Para apurar o resultado (lucro ou prejuízo) obtido pela empresa no período. c) as reversões e transferências de reservas e lucros. é necessário encerrar as contas de resultado (receitas e despesas). i) as compensações de prejuízos.

pagamentos.Contém a escrituração contábil. vendas. com individuação e clareza. rasuras. entrelinhas. sem intervalos em branco. Porem as pessoas jurídicas optantes pelo Lucro Real fará a entrega da ECD – Escrituração Contabil Digital. recebimentos. por ordem cronológica de dia. patrimonial e financeira da empresa.1. borraduras. Escrituração de fatos contábeis Os fatos contábeis deverão ser escriturados no Livro Diário e deverá atender a NBC T 2 : NBC T 2 – DA ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL NBC T 2. rasuras.1 . porém não tem obrigatoriedade de registro quando em papel. e)com base em documentos de origem externa ou interna ou. prevendo os pagamentos a serem realizadas.Registrar: todos os fatos que ocorrem e podem ser representados em valor monetário. o Livro Diário deverá conter o termo de Abertura e de Termo de Encerramento com as informações da empresa. mês e ano. emendas e transportes para as margens conforme Decreto nº. na sua falta. Este livro deve ser registrado na Junta Comercial quando em papel conforme IN DNRC nº.2 – A escrituração será executada: a) em idioma e moeda corrente nacionais. expor periodicamente por meio de demonstrativos. Entretanto as pessoas jurídicas optantes pelo Lucro Real farão a entrega da ECD – Escrituração Contabil Digital.DAS FORMALIDADES DA ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL “2. 65/97. as quantias a serem recebidas de terceiros. os registros devidamente documentados. Para que isso ocorra. em idioma e moeda corrente nacionais. ou seja.” Além dos requisitos destacados. 2. Analisar: os demonstrativos podem ser analisados com a finalidade de apuração dos resultados obtidos pela empresa. nem entrelinhas. mês e ano. b) em forma contábil. etc. . sendo o livro Razão auxiliar registrado eletronicamente conforme IN RFB 787/07. e alertando para eventuais problemas. 787/07. mecanizado ou eletrônico. 64.1 – A Entidade deve manter um sistema de escrituração uniforme dos seus atos e fatos administrativos.Contém toda escrituração contábil por elementos patrimoniais.1. Demonstrar: com base nos registros realizados. que possam existir.567/69 e DL 486/69. Organizar: um sistema de controle adequado à empresa. primeiramente é necessário registrar todas as operações que ocorrem na empresa tais como compras. c) em ordem cronológica de dia. através de processo manual. d) com ausência de espaços em branco. a situação econômica. Livros Contábeis Livro Diário . sendo o livro registrado eletronicamente conforme IN RFB nº. Livro Razão . emendas ou transportes para as margens. Sua origem é o Livro Diário. O Livro Razão tem as mesmas formalidades do Livro Diário. borrões. dentre outros. em elementos que comprovem ou evidenciem fatos e a prática de atos administrativos. conciliados de forma completa. de resultado. Acompanhar: a execução dos planos econômicos da empresa. em forma mercantil.

Crédito: as contas com natureza credora representam as origens de recursos.Débito: as contas com naturezas devedoras representam aplicações de recursos com objetivo de retorno. Em contrapartida. Para tanto. credor ou nulo. Para registrar um fato necessário. obtém-se o saldo de uma determinada conta pela diferença entre o total dos débitos e o total dos créditos. pois sua natureza é devedora e são diminuídas quando creditadas. O relatório denominado Balancete de Verificação do Livro Razão apresenta a relação de cada saldo das contas envolvidas em determinado exercício. Partidas Dobradas . Saldo de Conta É a diferença entre o valor do débito e o valor do crédito sendo que o resultado poderá ser devedor. Ou sejam. basta apurar os saldos das contas no Livro Razão e transferi-los para o Balancete de verificação. O método das partidas dobradas apresenta o conceito que “para todo débito existe um crédito de igual valor” assim os saldos de todas as contas devedoras serão iguais aos saldos de todas as contas credoras. Escrituração Contábil . Assim.Depois de efetuados os lançamentos no Livro Diário e no Livro Razão o contabilista deverá apurar os saldos de todas as contas.Para desenvolver a escrituração contábil são adotados pela Contabilidade o Método das Partidas Dobradas. Assim. ao observar a DRE todas as Receitas são de natureza credora. Em contrapartida. ou seja. Exemplo: Aumento de numerários em caixa é débito e . Crédito e Saldo . um OU MAIS DÉBITO(S) E UM OU MAIS CRÉDITO(S). e essas classificações provocam modificação na composição patrimonial bem como no resultado do exercício. o patrimônio líquido e as receitas. ao observar o Balanço Patrimonial afirmamos que todo o ATIVO É DEVEDOR. uma aplicação e uma origem. 1. Esse método tem como conceito que um registro de qualquer peração que ocorra na Entidade implica em um ou mais débito(s) e corresponde automaticamente em um ou mais credito(s). direitos. NOTA: São exemplos as obrigações. mas forte base para conhecimento do leitor. despesas e custos. ao observar a DRE (Demonstração do Resultado do Exercício) todas as Despesas e Custos são de natureza devedora. ao observar o Balanço Patrimonial afirmamos que todo o PASSIVO É CREDOR.Balancete de Verificação . Débito. NOTA: São exemplos de contas de natureza devedora todos os bens. As contas do ATIVO são aumentadas quando debitadas. Lançamento Contábil e o mecanismo do débito e do Crédito.330/11. como já estudado.De acordo com as normas apresentadas pela Resolução CFC nº. a scrituração tem suas formalidades intrínsecas (internas) e as extrínsecas (externas). A seguir serão apresentadas diversas formas de contabilizações de fatos contábeis das quais não alcança todas as rotinas necessárias.

mercadorias. materiais de consumo. obrigações e patrimônio líquido de forma segregada.O Balanço Patrimonial é uma demonstração contábil obrigatória para todas as empresas e entidades independente do porte ou forma de constituição. que quando aumentadas são créditos e quando diminuídas são débitos. O Ativo Não Circulante compõe-se de: . (b) Crédito: são os títulos de crédito.pagamento a vista de uma despesa com dinheiro do caixa é crédito. serviços em andamento e outros valores relacionados às atividades-fim da entidade. (e) Outros Valores e Bens: São os não relacionados às atividades-fim da entidade. (d) Despesa Antecipada: são as aplicações em gastos que tenham realização no curso do período subseqüente à data do balanço patrimonial. (c) Estoque: são os valores referentes às existências de produtos acabados. são créditos. sendo essa conta aumentada.941/09 e CPC PME (Bens.404/76. Um Balanço Patrimonial tem regras estabelecidas pela Lei 6. valores mobiliários e outros direitos. quando aumentadas. os depósitos bancários à vista e os títulos de liquidez imediata.638/07 e Lei 11. pois sua natureza é credora. são débito e diminuídas. Quando há o pagamento ao fornecedor. matérias-primas. ordenada e conforme a sua natureza. Balanço Patrimonial . indicando origem. Assim também são as receitas. Direitos e Obrigações são representados pelas nomenclaturas abaixo): Ativo Circulante (a) Disponível: são os recursos financeiros que se encontram à disposição imediata da entidade. Já as contas do PASSIVO são aumentadas quando creditadas. Essa demonstração contábil apresenta os bens. compreendendo os meios de pagamento em moeda corrente nacional e em outras espécies. Já a diminuição das contas do Passivo são devedoras. direitos. produtos em elaboração. a diminuição desse valor é débito. Lei 11. assim aumenta o crédito. pois. Assim também acontecem com as despesas e custos. assim a origem será Fornecedores. Exemplo compra a prazo de mercadorias.

(c) os ganhos e as perdas extraordinários ocorridos no período de apuração. situem-se após o término do exercício subseqüente à data do balanço patrimonial. (c) Ajustes de Avaliação Patrimonial: são as contrapartidas de aumentos ou diminuições de valores atribuídos a elementos do ativo e do passivo. nos casos previstos na legislação societária. utilizados na consecução das atividades-fim da entidade. por esta adquirida. apresentados como parcela redutora do Patrimônio Líquido. O Patrimônio Líquido compõe-se de: (a) Capital: são os valores aportados pelo titular. obtidas no curso das atividades ordinárias da entidade. O Passivo é composto pelos grupos Circulante e Não Circulante e o Patrimônio Liquido: No Passivo Circulante. (e) Ações em Tesouraria: são os valores correspondentes a ações da própria entidade. para posterior destinação.(a) Realizável a Longo Prazo: são os ativos cujos prazos esperados de realização situem-se após o término do exercício subseqüente à data do balanço patrimonial. (b) Reservas de Capital: são contribuições de acionistas por ágio na subscrição de ações. sócio ou acionista e os decorrentes de incorporação de reservas e lucros. cujos prazos estabelecidos ou esperados. apresentados como parcela redutora do Patrimônio Líquido. independentemente de seu recebimento. (d) Reservas de Lucros: são parcelas de lucros destinados à reserva por determinação legal ou estatutária. (b) Investimento: são as participações permanentes em outras sociedades. cujos prazos estabelecidos ou esperados situam-se no curso do exercício subseqüente à data do balanço patrimonial. (d) Intangível: são os direitos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da entidade ou exercidos com essa finalidade. Demonstração do Resultado do Exercício A demonstração do resultado do exercício . A demonstração do resultado compreende: (a) as receitas e os ganhos do período. inclusive os decorrentes de operações que transfiram à entidade os benefícios. despesas. encargos e perdas. são registradas as obrigações conhecidas e os encargos estimados. (b) os custos. (f) Prejuízos Acumulados: são prejuízos ainda não compensados. pagos ou incorridos. alienação de partes beneficiárias e bônus de subscrição e outros valores previstos na legislação societária. enquanto não computados no resultado em obediência ao regime de competência. em decorrência de sua avaliação a valor justo. além dos bens e direitos que não se destinem à manutenção das atividades-fim da entidade. riscos e controle desses bens. são registradas as obrigações conhecidas e os encargos estimados. . No Passivo Não circulante. inclusive o fundo de comércio adquirido. correspondentes a esses ganhos e receitas. (c) Imobilizado: são os bens e direitos corpóreos.DRE serve para informar aos usuários da contabilidade como foi que a empresa obteve seu resultado (lucro ou prejuízo) em um determinado exercício.

638/07 retratam que ao final de cada exercício social. mas prever como será o seu futuro. para que sejam estruturadas um Sistema Contábil adequado é necessário um plano de contas que atenda de fato os requisitos da Entidade.Identifica os Grupos específicos em que se dividem os grandes grupos.404/76 e a Lei 11. art. a Lei 11.x.x. tributação. De acordo com o Conselho Federal de Contabilidade.Identifica os Grandes Grupos Ativo. A Lei 6. Receitas. Demonstração de Resultado e Análises. de acordo com o ciclo operacional da Entidade.C. com base na escrituração mercantil da companhia. (DVA). além de outros. as contas do Plano de Contas tem como objetivo homogeneizar o sistema de escrituração contábil. ou seja. e RIR/99. O objetivo da contabilidade é apresentar relatórios para que os usuários da contabilidade possam compreender e tomar decisões com base nas informações apresentadas nesses documentos. o plano de contas é a estrutura básica da escrituração contábil.Identifica os subgrupos em que se dividem os grupos. receitas e despesas. (BP) II . É o nível que receberá os lançamentos contábeis.se companhia aberta.x) . pois é com sua utilização que se estabelece o banco de dados com informações para geração de todos os relatórios e livros contábeis. a diretoria fará elaborar. com cinco níveis onde: 1o Nível (x) . 1º juntamente com a Lei 10. despesas. direitos. bem como seu possível crescimento.x) .Identifica as contas SINTÉTICAS agregadas das contas analíticas que representam os elementos do patrimônio. VI – Notas Explicativas. tratamento e análise dos resultados e dos fatos contábeis.Demonstração do Resultado do Exercício. Conforme o Conselho Federal Contabilidade – CFC. Balanço Patrimonial. elaborar Demonstração do Valor Adicionado. custos.404/76. 4o Nível (x. Observadas as regras e explicações acima. Despesas e Contas de Apuração.x. (DFC) V .638 art. 5o Nível (x. classificação dos documentos. .Demonstração dos Fluxos de Caixa.Plano de Contas O Plano de Contas é o elenco de todas as contas utilizadas pelo contabilista e criado de acordo com a natureza da entidade. A Lei 6. que deverão exprimir com clareza a situação do patrimônio da companhia e as mutações ocorridas no exercício: I . ou seja. etc. o Plano de Contas deverá contemplar nomenclaturas para as mais variadas situações que necessitem contabilização. 3o Nível (x.x. apresentamos um plano de contas de 5 (cinco graus) ou seja. Devese analisar não apenas o momento atual da Entidade. E com o passar do tempo o plano de contas recebem adaptações necessárias em conformidade com novos negócios ou fatos que possam ocorrer na Entidade. (DLPA) III .x) . 2o Nível (x. dentre outras normas obrigam a apresentação de uma ou mais demonstrações contábeis de acordo com seus objetivos. as seguintes demonstrações financeiras. Razão. Assim. Passivo.x) .406/02 C.x. 176. Balancete.Representa as contas ANALÍTICAS que identificam os bens.Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados.Balanço Patrimonial. possíveis negociações com terceiros. obrigações.(DRE) e IV .x. tais como: Diário. neste modelo.

A CVM (Comissão de valores Mobiliários) por força de norma expedida. como valor de entrada ou saída: . Legislação Contábil. Pronunciamentos e Resoluções Contábeis. saída. pode ser mencionado novamente.Valor de Liquidação . c) saída. o desenvolvimento das questões e os devidos comentários abordarão: Teoria da Contabilidade. dessa forma ficam os assuntos correlacionados.Valor Realizável Líquido . entrada. PRÁTICA X TEORIA Adiante. obrigam as Companhias abertas (aquelas que têm ações negociadas em bolsa) de apresentar a DMPL (Demonstração das Mutações do patrimônio Líquido). saída. O conteúdo cobrado pelo Conselho Federal de Contabilidade é aqui aplicado de forma teórica e prática. RESOLUÇÃO: Custo histórico .sendo que dos recursos obtidos com esta venda deve se descontar o valor das obrigações da empresa com seus credores e acionistas. OBS: Como as outras disciplinas. QUESTÃO: Classifique os métodos de avaliação do Ativo a seguir enumerados. saída. ENTRADA Valor de Liquidação . Eventualmente um conceito abordado nas teorias. d) saída. veremos questões resolvidas e comentadas de forma mais desenvolvida com os devidos conceitos e exemplos.Custo Histórico . Análise das Demonstrações Contábeis. entrada. SAÍDA . Essas resoluções. b) entrada. o que auxilia sobremaneira no aprendizado aplicado. entrada. entrada. saída. dentre outras.valor do ativo adquirido sem considerar a variações de preços gerais ou específicos.Custo Corrente de Reposição A sequência CORRETA é: a) entrada. em outro momento para uma melhor compreensão e para exemplificar a solução da questão. Vale ressaltar que se qualquer Entidade fizer a DMPL está desobrigada de elaborar a DLPA . Recomendamos o desenvolvimento da leitura e da prática de cada questão passo a passo para um aproveitamento eficiente. entrada. via de regra. saída. Notem que são exercícios de provas anteriores do Exame de Suficiência e Concursos Públicos do mesmo nível. estão dentro da Contabilidade Geral e suas Teorias. entrada. saída. comentários e conceitos objetivam trazer para o aluno um entendimento mais aprofundado da Ciência Contábil e suas alterações.

d) O Capital Circulante Líquido foi reduzido em R$4.000. Pode ser também o valor realizável líquido é consistente com o ponto de vista de que os ativos não devem ser escriturados por quantias superiores àquelas que se espera que sejam realizadas com a sua venda ou uso.00 30.00 18.000.00 Com relação ao Balanço Patrimonial acima.600.600.Valor Realizável Líquido .400.00 12.00 30.000.000.000.200.000.00 107.00 43.000.000. uma determinada companhia publicou a seguinte demonstração contábil: ATIVO Ativo Circulante Disponível Clientes Estoques 88.000.000.00 19.00 9.000.600.00 1.200.00 24. c) O Capital Circulante Líquido foi reduzido em R$2.00 57.00 9.600.00 5.400. Resolução A questão trata de dois temas interligados: 1o.é o preço de venda estimado no curso normal dos negócios deduzido dos custos estimados para sua conclusão e dos gastos estimados necessários para se concretizar a venda. – Quociente de Liquidez Corrente Vamos primeiro entender esses termos e depois resolver a questão .00 27.800.000.00 27.00 32.00 Ativo Não Circulante Realizável a Longo Prazo Imobilizado 31.00 28.600. b) O Capital Circulante Líquido foi ampliado em R$4.00 36. SAÍDA Custo Corrente de Reposição .00 Patrimônio Líquido Capital 30.200.00 30.400.custo corrente de reposição (correspondente ao tipo e quantidade normalmente adquiridos pela entidade) no caso de matérias-primas e materiais de almoxarifado.400.00 e o Quociente de Liquidez Corrente foi reduzido em 0.00 33.800.00 e o Quociente de Liquidez Corrente foi reduzido em 0.000.00 6.000.800.00 e o Quociente de Liquidez Corrente foi reduzido em 0.15.00 6.000.400.600.00 33.400.10.400.00 21.10. 2o. ENTRADA Resposta B QUESTÃO: Em 31 de dezembro de 2010.00 22.00 28.600. – Capital Circulante Líquido.00 61. assinale a opção CORRETA: a) O Capital Circulante Líquido foi ampliado em R$2.00 45.400.000.00 Passivo Não Circulante Empréstimos 21.15.00 e o Quociente de Liquidez Corrente foi reduzido em 0.00 107.00 PASSIVO E PL Passivo Circulante Fornecedores Contas a Pagar Empréstimos 88.000.

O cálculo é feito dividindo-se o Ativo Circulante pelo Passivo Circulante.00 .Capital Circulante Líquido é o que sobra entre o Ativo Circulante e o Passivo Circulante.00 = 20.00 = 43.28 Significado: Para cada R$1.28 (um real e vinte e oito centavos) de Ativos Disponíveis para realização (Ativo Circulante).00 = 1.200. Empresa “A” Ativo Circulante Passivo Circulante CAPITAL CIRCULANTE LÍQUIDO Empresa “B” Ativo Circulante Passivo Circulante CAPITAL CIRCULANTE NEGATIVO = 23.00 ÷ Passivo Circulante = 28.800. Exemplificando: Empresa “A” Ativo Circulante = 23. então vamos calcular a variação do Capital Circulante Líquido e do Quociente de Liquidez Corrente de 2009 para 2010.350. RESOLVENDO A QUESTÃO As respostas da questão falam sobre a variação positiva ou negativa desses dois conceitos.800.400.00 (um real). vejamos os exemplos.550. e o resultado significará o valor disponível no Ativo Circulante para pagar o Passivo Circulante a cada 1.150.00 ÷ Passivo Circulante = 18. Quando nós temos um Ativo Circulante maior que o Passivo Circulante significa dizer que temos Capital Circulante Líquido.00) Quociente de Liquidez Corrente é um cálculo utilizado para medir em índice a capacidade de pagamento de curto prazo.00 (um real) de dívida (Passivo Circulante) a empresa possui R$0.00 =( 11.00 = 28.350.350.400.150. e encontrar a afirmativa correta CAPITAL CIRCULANTE LÍQUIDO DE 2009 Ativo Circulante Passivo Circulante CAPITAL CIRCULANTE LÍQUIDO = 57.350.60 Significado: Para cada R$1. Empresa “B” Ativo Circulante = 17.00 = 18. porém se o Ativo Circulante for menor que o Passivo Circulante nós teremos um Capital Circulante Negativo.200.00 = 5.00 = 36.00 = 17.00 (um real) de dívida (Passivo Circulante) a empresa possui R$1.60 (sessenta centavos) de Ativos Disponíveis para realização (Ativo Circulante).00 = 0.600.00 CAPITAL CIRCULANTE LÍQUIDO DE 2010 Ativo Circulante Passivo Circulante = 61.550. do ano de 2009 para o ano de 2010.

No mesmo período. revendeu toda a mercadoria adquirida por R$9.000.00 = 1.00. o valor adicionado a distribuir é igual a: a) R$1.00.000.00 (20.00 e depreciação de veículos de R$200.42 De 2009 para 2010. no período.000.1.00. d) R$4. o QUOCIENTE DE LIQUIDEZ CORRENTE reduziu em 0.00 18.00) 1.200. vamos apresentar a Demonstração do Resultado do Exercício.200.00.800.200.400.00) (200.00.400.00 = 1.200.15.400.800. QUESTÃO: Uma sociedade empresária adquiriu mercadorias para revenda por R$5.00. Na Demonstração do Valor Adicionado .00. c) R$3. elaborada a partir dos dados fornecidos.57 QUOCIENTE DE LIQUIDEZ CORRENTE 2010 Ativo Circulante = 61. Apenas com o objetivo de ajudar na solução.00 ÷ Passivo Circulante = 36.00 ÷ Passivo Circulante = 43.00) QUOCIENTE DE LIQUIDEZ CORRENTE 2009 Ativo Circulante = 57.15 (1. A sociedade empresária registrou.DVA.600.O Capital Circulante Líquido foi reduzido em R$2.800.CAPITAL CIRCULANTE LÍQUIDO = 18.000.00.400.800.00) 7.400.00 (4. neste valor incluído ICMS de R$1.00 e o Quociente de Liquidez Corrente foi reduzido em 0.57 .400.600. que é uma Demonstração mais conhecida RECEITAS (-) IMPOSTOS RECEITA LÍQUIDA (-) CMV LUCRO BRUTO (-) DESPESAS COMERCIAIS (-) DEPRECIAÇÃO RESULTADO 9. neste valor incluído ICMS de R$1.000.00 (1. despesas com representação comercial no montante de R$1.00 (1.00 De 2009 para 2010. b) R$2.00) 3.000.00 .800.42) RESPOSTA C .800.200.00. o CAPITAL CIRCULANTE LÍQUIDO reduziu em 2.

00 1. o Valor Adicionado foi gerado pela operação normal da empresa.00) 2.600. considerando uma taxa de juros de 10% no período. demonstra a riqueza gerada (valor adicionado) através da operação principal da empresa (compra. Instituições Financeiras e Sócios Vejamos então a DVA RECEITAS Vendas de Mercadorias INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS Custo das Mercadorias Vendidas Serviços de Terceiros – Representantes Comerciais VALOR ADICIONADO BRUTO RETENÇÕES Depreciação. A Demonstração do Valor Adicionado – DVA.00 800. apurando o resultado econômico ao final.00 (débito contábil) Líquido = 800. . produção e venda).800.00 (5.00 (crédito contábil) Sobre as saídas = 1. essa riqueza gerada é distribuída ao Governo.000. Amortização e Exaustão VALOR ADICIONADO LÍQUIDO VALOR ADICIONADO A DISTRIBUIR DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO Impostos Lucros Retidos / Prejuízos Acumulados (200.800.00 9. a saber: Sobre as entradas = 1. através dos Impostos e aos Sócios.00) 2. O valor da nota fiscal foi de R$110. Apenas a título de esclarecimento.600. através do Lucro. portanto reduz o resultado) Resposta: B QUESTÃO: Uma companhia efetuou. vamos detalhar os impostos distribuídos. Funcionários.00 2. a venda de mercadorias para recebimento com prazo de 13 meses.200.A Demonstração do Resultado do Exercício é elaborada de forma dedutiva.000.00 (saldo contábil devedor.000.600.000.00 2.00 Como pudemos ver.800. em dezembro de 2010. e a distribuição dessa riqueza basicamente em quatro grupos: Governo. ordenando Receitas e Despesas. Neste caso.00.00) (1.

00 Crédito: Receita Bruta de Vendas R$100.00 Crédito: Receita Bruta de Vendas R$100.000.00 d) Débito: Contas a Receber (Ativo Não Circulante) R$110.000. A venda foi feita com o compromisso de recebimento à prazo.00 Crédito: Receita Financeira R$10.282/10 .000. Nesta operação.000.000.00 b) Débito: Contas a Receber (Ativo Não Circulante) R$110.00 = R$10.000. o valor presente.000. e R$110.000.000. e por este motivo foi adicionado ao valor da mercadoria um custo financeiro de 10%. a saber: PRINCÍPIOS CONTÁBEIS: Registro pelo Valor Original e Competência Texto atual conforme Resolução CFC 1.00 RESOLUÇÃO Primeiramente vamos entender os detalhes da questão.000. ou seja.00 Crédito:Receita Bruta de Vendas R$110. R$100.000.000. ou seja.00 c) Débito: Contas a Receber (Ativo Não Circulante) R$100.000. assim temos: VALOR DA MERCADORIA CUSTO FINANCEIRO (embutido) = R$100.00 Crédito: Receita Bruta de Vendas R$100.O registro contábil CORRETO no ato da transação é: a) Débito: Contas a Receber (Ativo Não Circulante) R$110. estão envolvidos dois princípios contábeis.00 é o valor futuro.000.000.00 (ou seja. cujo vencimento será daqui a 13 meses.00 é o valor à vista.00 x 10%) Podemos então entender que R$100.00 Crédito: Receita Financeira a Apropriar (Ativo Não Circulante) R$10. o valor a prazo.

fica claro que as receitas financeiras de vendas a prazo.000. expressos em moeda nacional. Pela resolução.000. ou seja. O Princípio da Competência pressupõe a simultaneidade da confrontação de receitas e de despesas correlatas.: A apropriação dos juros não é proposta pela questão.com base nos IFRS.000. § 1º As seguintes bases de mensuração devem ser utilizadas em graus distintos e combinadas. .000. Os passivos são mantidos pelo valor presente. Parágrafo único.00 770. mas fizemos apenas para completar o raciocínio.PRINCÍPIO DO REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL Art. devem ser contabilizadas no resultado somente no período em que elas são auferidas.00 100. Este é um lançamento que deve ser feito mensalmente até o vencimento da duplicata. independentemente do recebimento ou pagamento.000. Conforme determina os princípios contábeis. separando assim os custos financeiros. deverá ser contabilizada pelo seu valor presente. toda operação de longo prazo. ao longo do tempo. e as Novas normas contábeis.00 (10. 9º O Princípio da Competência determina que os efeitos das transações e outros eventos sejam reconhecidos nos períodos a que se referem.00 110. 7º O Princípio do Registro pelo Valor Original determina que os componentes do patrimônio devem ser inicialmente registrados pelos valores originais das transações. Os ativos são mantidos pelo valor presente. demonstrando na Receita de Vendas. SUGESTÃO DO EXAME DE SUFICIÊNCIA Pela Venda Débito – Contas a Receber (Ativo não Circulante) Crédito – Receita Bruta com Vendas Crédito – Encargos Financeiros a Apropriar Pela Apropriação dos juros mensais Débito – Encargos Financeiros a Apropriar Crédito – Receita com financiamento de vendas Como fica demonstrado no ativo Circulante não Circulante Contas a Receber (-) Encargos Financeiros a Apropriar 110. que deverão ser contabilizados no resultado de acordo com o período de competência. descontado do fluxo futuro de saída líquida de caixa que se espera seja necessário para liquidar o passivo no curso normal das operações da Entidade. apenas o valor de Venda de Mercadorias.00 10. de diferentes formas: c) Valor presente.00) OBS. descontado do fluxo futuro de entrada líquida de caixa que se espera seja gerado pelo item no curso normal das operações da Entidade.00 770. PRINCÍPIO DA COMPETÊNCIA Art. pelo valor à vista. e devem ser consideradas em conta própria de Receita Financeira.

600.00 e R$50.00 20.100. LIQUIDO RESULTAD O Caixa Bancos Conta Movimento Capital Social 6.300. RESOLUÇÃO Primeiramente vamos separar as contas contábeis.00 3.00 9.00 3.Resposta: D d) Débito: Contas a Receber (Ativo Não Circulante) R$110.000.00. em 31.500. apresentou os seguintes saldos: Caixa Bancos Conta Movimento Capital Social Custo das Mercadorias Vendidas Depreciação Acumulada Despesas Gerais Fornecedores Duplicatas a Receber em 60 dias Equipamentos Reserva de Lucros Estoque de Mercadorias Receitas de Vendas Salários a Pagar R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ 6.00 e R$41.00 Após a apuração do Resultado do Período e antes da sua destinação. c) R$41.00 Crédito: Receita Bruta de Vendas R$100.400.00.000.12.00 97.00 20.2010.700.400.000.000. b) R$37.000.00 14.00 23.00 QUESTÃO: Uma determinada sociedade empresária.00 6.100.000.000.00 e R$45.00 14.00 .00 e R$46.00 1.00 4.00 20.00 10.00. d) R$41. de acordo com a origem de cada uma CONTAS CONTÁBEIS R$ ATIVO CIRCULANTE PASSIVO CIRCULAN TE PATR.00 14.100.00 56.500.000.000.900.000.00 Crédito: Receita Financeira a Apropriar (Ativo Não Circulante) R$10.000.100. o total do Patrimônio Líquido e o total do Ativo Circulante são.000.400.500.00 20.500.00.100. respectivamente: a) R$37.000.500.

devemos primeiro apurar o resultado e depois incorporá-lo ao Patrimônio Líquido.00 4.00 3.700.00 23.00 1. conforme demonstrado acima Resposta: c) R$41.00 9.00 23.100.100.00 (23.00 18.900.600.00) 18.100.000.700.300.100.00 3. 97.800.00 4.000.000.00 45.00.00 56.00 12.000.000. para apurarmos o saldo final.500.000.000.000.00 3.00 3.500.Custo das Mercadorias Vendidas Depreciação Acumulada Despesas Gerais Fornecedores Duplicatas a Receber em 60 dias Equipaments Reserva de Lucros Estoque de Mercadorias Receitas de Vendas Salários a Pagar TOTAIS 56.00 9.500.00 + 18.400.00 e R$45.00 97.00 Para termos o saldo final do Patrimônio Líquido.00) SALDO DO ATIVO CIRCULANTE = 45.00) (23.100.400.00.00 23.00 10.000.900.00 (56.00 97.600.00 20.600.000.400.300.700.00 QUESTÃO: A movimentação ocorrida nas contas de Reservas de Lucros em um determinado período é evidenciada na seguinte demonstração contábil: a) Balanço Patrimonial b) Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido c) Demonstração dos Fluxos de Caixa d) Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados RESOLUÇÃO .00 20. APURAÇÃO DO RESULTADO RECEITA CUSTO DAS MERCADORIAS VENDIDAS DESPESAS GERAIS RESULTADO ANTES DA DESTINAÇÃO SALDO DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO: PATRIMÔNIO LÍQUIDO = 41.

através dos aumentos ou diminuições ocorridas nas contas do Balanço Patrimonial Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados Demonstra uma a uma as movimentações ocorridas somente na conta Lucros ou Prejuízos Acumulados durante o exercício.50. Os valores apresentados são totais do período. em determinada data. a resposta correta é: Resposta: b) Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido QUESTÃO: Uma determinada sociedade empresária apresentou os seguintes dados extraídos da folha de pagamento: Empregados Empregado A Empregado B Salário mensal R$1. a empresa deverá registrar um gasto total com o 13º Salário e Encargos Sociais no montante de: a) R$112. Demonstra o saldo de todas as contas patrimoniais: Bens. Como a questão está pedindo o nome do Demonstrativo que tenha a movimentação ocorrida nas contas de Reservas de Lucros em um determinado período.por operação Método Indireto Demonstração a alteração do saldo do disponível de período para o outro. Demonstração dos Fluxos de Caixa: Este demonstrativo pode ser feito de duas formas: Método Direto ou Método Indireto Método Direto Demonstra a movimentação resumida das operações que afetaram o caixa. Direitos e Obrigações.00 R$1. Financeiras e de Investimentos. e essa conta faz parte do Patrimônio Líquido. Considerando os dados da folha de pagamento e a premissa de que o percentual total dos Encargos Sociais é de 20%. separando-as por Operacionais. cujo conteúdo é exatamente a movimentação ocorrida durante o exercício a que se quer demonstrar. . em janeiro de 2011.Esclarecimentos sobre as Demonstrações Contábeis. individualmente.500. O nome mutações é justamente porque apresenta as movimentações por data uma a uma.200. Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido: Demonstrativo que apresenta todas as contas que compõe o Patrimônio Líquido. portanto é um demonstrativo estático. a saber: Balanço Patrimonial.00 Foi solicitado que a empresa elaborasse as demonstrações contábeis para janeiro de 2011. como se fosse uma foto da situação patrimonial tirada numa data específica. não apresenta movimentações.

e os encargos inerentes.00 = R$45. 248. c) R$150. ou seja. e não o valor total do 13o.00.00. vamos rever o conceito de Provisão: PROVISÕES: São cálculos matemáticos feitos na maioria das vezes com embasamento histórico. Em respeito aos princípios de Competência e Oportunidade. temos que efetuar a contabilização a cada mês em que o funcionário adquiri o direito. O valor do ajuste referente ao lucro não realizado.000. d) R$540.00 (Empregado A + Empregado B) 1/12 = R$2. no item I do art.00.700.00 Total de gastos com 13o. Resolução Antes de resolver. não se tem o conhecimento do valor real a que o funcionário terá direito no momento de usufruir das férias. PROVISÃO DE 13o. temos a certeza do acontecimento mas a incerteza do valor envolvido. Faltas injustificadas e outros. para fins de cálculo da equivalência patrimonial. No final do exercício. Salário e Encargos: R$225. no valor do patrimônio da coligada ou controlada. remanescia no estoque da controladora 50% das mercadorias adquiridas da controlada. é de: a) R$25.00 Encargos = 20% sobre R$225. ou com outras sociedades coligadas à companhia. cujo valor exato ainda não conhecemos.700. A contabilização é feita por provisão. salário no momento do pagamento. QUESTÃO: Uma determinada sociedade empresária vendeu mercadorias para sua controladora por R$300.00 Resposta correta c) R$270.000.000.00 = R$270. Resolução Esta situação está prevista na Lei das Sociedades por Ações.00. “não serão computados os resultados não realizados decorrentes de negócios com companhia.000.00. ou por ela controladas”. auferindo um lucro de R$50.00 + R$45. d) R$300. como por exemplo: Reajuste salarial.000. Por que esta definição? .00.b) R$225. SALÁRIO: Calcula-se mensalmente 1/12 sobre o salário dos funcionários. pois alguns fatores poderão alterar este valor. onde estabelece que.00.00.00. e serve de base para se contabilizar uma variação patrimonial ocorrida.000. pois no momento em que se faz.00 ÷ 12 = R$225. pois assim estaríamos onerando um período com despesas que dizem respeito a outros períodos. Esta contabilização se justifica pelo direito adquirido pelo funcionário a cada mês trabalhado.00. b) R$50. c) R$270. Calculando: Total dos salários = R$2.

Isso funciona para parte do estoque também.Isto acontece porque.000. não geram efetivamente lucro para o grupo.000.000.000. a saber Estoque remanescente em ALFA = 60.00 LUCRO NÃO REALIZADO = 25.00 será considerado como “não realizado”. vejamos um exemplo mais didático: A empresa BETA. Dessa maneira.000. controladas e controladoras. de fato. Como BETA e ALFA participam do mesmo grupo empresarial (coligada e controladora.00.000.00) Lucro de BETA na transação = 25. Antes de solucionar a questão. porém essas mercadorias haviam sido adquiridas por 65. registra em seu estoque estas mercadorias pelo valor de 100. neste caso a venda está com um lucro embutido de 25. O valor do investimento. se ALFA tiver vendido todo o estoque (100.00 x 60% = 15. caso contrário o lucro de 25. ou seja. só poderemos reconhecer como lucro na controladora a parte desse estoque que for vendida a terceiros. é coligada da empresa ALFA.00. Vamos considerar que do estoque comprado por ALFA (100. uma vez que as diferenças de preços ficam dentro do grupo.000.00. portanto.000.000. valor de compra.000.000.000. todas as vezes em que tivermos uma venda de uma coligada ou controlada. ela conseguiu vender 40% até a data do fechamento do balanço. as vendas ocorridas entre coligadas. será determinado mediante a aplicação da porcentagem de participação no capital social.00).00 (60% de 100.00 Outras contextualizações e resolução da questão: Conceito de Equivalência Patrimonial A equivalência patrimonial é o método que consiste em atualizar o valor contábil do investimento ao valor equivalente à participação societária da sociedade investidora no patrimônio líquido da sociedade investida. no momento de fazermos a equivalência patrimonial. para a controladora. o lucro auferido por BETA (25. ALFA por sua vez.000. só será considerado. porque em termos de grupo empresarial. e no reconhecimento dos seus efeitos na demonstração do resultado do exercício. o equivalente ao estoque que permanece com ALFA.00) para terceiros.00 e BETA ainda incorreu em custos equivalentes a 10. respectivamente).00 até o momento da venda. mercadorias pelo valor de 100.000.00) nessa transação. somente se deve reconhecer lucro em operações com terceiros. Neste caso vamos considerar como lucro não realizado. Obrigatoriedade da avaliação de investimentos pelo valor do Patrimônio Líquido Estão obrigadas a proceder à avaliação de investimentos pelo valor de patrimônio líquido as sociedades anônimas ou não que tenham participações societárias relevantes em: . BETA vende para ALFA. sobre o patrimônio líquido de cada sociedade coligada ou controlada.

000. sem controlá-la e controlada a sociedade na qual a controladora. o valor contábil do ativo líquido será de: a) R$7.01. Para Ferreira (2011) na alienação de ativos da controlada para a controladora ou entre controladas. possa ser vendido por R$3. De acordo com o disposto nos parágrafos 1º e 2º do artigo 243 da Lei 6.00.200. isso inclui um lucro a realizar também de 50%.000.00. d) R$12.2008. é titular de direitos de sócio que lhe assegurem. no grupo Imobilizado. com 10% ou mais. consideram-se coligadas as sociedades quando uma participa. . c) sociedades coligadas de que a sociedade investidora participe com 20% (vinte por cento) ou mais do capital social.000.00.00 QUESTÃO: Uma empresa adquiriu um ativo em 1º de janeiro de 2009.a) sociedades controladas.000.00. de acordo com o Princípio do Registro pelo Valor Original. a eliminação do lucro não realizado para fins de equivalência patrimonial é feita deduzindo-se. de modo permanente.638/2007 Por força da Lei 11. ao final do ano de 2010.000. Regras a partir da Lei 11. Com base no Princípio da Competência e no Princípio da Oportunidade. b) R$9. Espera-se que o ativo. preponderância nas deliberações sociais e o poder de eleger a maioria dos administradores. c) R$10. (Portal de Contabilidade). permanecendo assim em estoque a outra metade. Resolução Todo Ativo Imobilizado deve ser registrado pelo seu valor de aquisição em conta específica. no Ativo Não Circulante. ou de que participe com 20% (vinte por cento) ou mais do capital votante. R$ 50. A vida útil do ativo foi estimada em cinco anos. Resposta: a) R$25. 100% do lucro contido no ativo ainda em poder do grupo econômico.638/2007. ao final dos cinco anos. em controladas e em outras sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum. ou seja.00 x 50% = R$ 25. b) sociedades coligadas sobre cuja administração a sociedade investidora tenha influência.000. diretamente ou através de outras controladas. a empresa deve calcular e contabilizar o valor correspondente a Depreciação.00. do percentual de participação da controladora sobre o resultado da controlada.404/1976 (Lei das S/A). a partir de 01. o qual foi registrado contabilmente por R$15.200.00.000. Utilizando-se o método linear para cálculo da depreciação e supondo-se que não houve modificação na vida útil estimada e nem no valor residual. mensalmente. do capital da outra.00. Para o cálculo. a obrigatoriedade de avaliar pelo método da equivalência patrimonial atinge os investimentos em coligadas sobre cuja administração tenha influência significativa. Comentários acerca da questão A metade da mercadoria já tinha sido comercializada.

Calculando: Considerando: Valor Residual Estimado = 3.000.000. 2009 e 2010) = R$4. Método de Horas Trabalhadas. Valor Residual: Refere-se ao valor estimado de venda do imobilizado após o término de sua vida útil.00 6.000. porém o valor a ser depreciado (base de cálculo) deve ser o Valor Original subtraído do Valor Residual.200.12. Métodos de cálculo da Depreciação: Método das Quotas Constantes (Método Linear).00 6.000.00 2.800. QUESTÃO: indústrpresenta.00 = R$12.000.poderá ser utilizado um.00 = Depreciação Total Valor do Imobilizado = R$15.000.00.000.00 Vida útil = 5 anos Método de depreciação = Linear (Quotas Constantes) Temos: R$15.00 Valor contábil do Ativo Líquido = R$10. dentre vários tipos de cálculos existentes.00 300.00 12.000. Método de Unidades Produzidas.600.800.00 Resposta: c) R$10.00 Depreciação Acumulada = R$ 4.400.00 40.200.2010.00 = Valor a ser Depreciado R$12.00 .00 700. ou seja.400. em 31.00 Depreciação Anual R$2.00 x 2 (dois anos.000.600.00 900. por quanto conseguiremos vender o imobilizado depois de estar 100% depreciado. Método da Soma dos Dígitos dos Anos. os seguintes saldos de contas: CONTAS Ações de Outras Empresas – Para Negociação Imediata Ações em Tesouraria Ajustes de Avaliação Patrimonial (saldo devedor) Aplicações em Fundos de Investimento com Liquidez Diária Bancos Conta Movimento Caixa Capital Social Clientes – Vencimento em março/2011 Clientes – Vencimento em março/2012 Saldos (R$) 400.00 .R3.00 ÷ 5 (vida útil) = R$2.

200. no Balanço Patrimonial.00 300. vencendo a primeira em janeiro de 2011) Fornecedores ICMS a Recuperar Imóveis de Uso Impostos a Pagar (Vencimento em janeiro/2011) Máquinas Obras de Arte Participação Societária em Empresas Controladas Participações Permanentes no Capital de Outras Empresas Reserva Legal Reservas de Capital Veículos No Balanço Patrimonial.400.4 A entidade deve apresentar ativos circulantes e não circulantes.00. em http://www.br/pdf/CPC_PMEeGlossario_R1. vide o PRONUNCIAMENTO TÉCNICO PME. como grupos de contas separados no balanço patrimonial. de acordo com os itens .000.000.00 8.00.org.000. CONTABILIDADE PARA PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS.00 19.600.00 8. c) R$27.300. Para a correta classificação. o saldo do Ativo Circulante é igual a: a) R$24.00 2.pdf Como a questão menciona o ATIVO CIRCULANTE vamos apresentar apenas a definição do Ativo Circulante.00 4.000.00 18.00 26. Resolução 4.800.Clientes – Vencimento em março/2013 Depreciação Acumulada Despesas Pagas Antecipadamente (prêmio de seguro com vigência até dezembro/2011) Estoque de Matéria-Prima Financiamento Bancário (a ser pago em 12 parcelas mensais de igual valor. Distinção entre circulante e não circulante 4.00 6.00.00 600.00 4. b) R$25. conforme o pronunciamento supra citado.00.000.00 5.00 1.000.000.200.000.00 Para a resolução desta questão é necessário classificar cada conta dentro de seu grupo correspondente.000.cpc.000.00 14.000.00 30. e passivos circulantes e não circulantes.000. d) R$27.

4. de acordo com os respectivos grupos de conta. PASS. ou ciclo operacional. Ativo Circulante 4. com o objetivo de registrar a contrapartida dos aumentos ou diminuições contabilizadas nas contas Ativas e Passivas. e não pelas parcelas pagas. (c) esperar realizar o ativo no período de até doze meses após a data das demonstrações contábeis.6 A entidade deve classificar todos os outros ativos como não circulantes.8. dos dois o maior. exceto quando uma apresentação baseada na liquidez proporcionar informação confiável e mais relevante. todos os ativos e passivos devem ser apresentados por ordem de liquidez (ascendente ou descendente). a partir da data do fechamento do balanço patrimonial. 6. e em seguida classificar as contas elencadas na questão. Vamos agora esclarecer o significado de algumas contas.CIRC.5 a 4. Ativo Circulante deve conter as contas cujos saldos irão se realizar no prazo de até um ano. 4. As operações com as próprias ações estão previstas no art. ou pretender vendê-lo ou consumi-lo durante o ciclo operacional normal da entidade. SOBRE ALGUMAS CONTAS APARENTEMENTE NÃO MUITO Ações em Tesouraria: Referem-se a ações da sociedade que forem adquiridas pela própria sociedade. a menos que sua troca ou uso para liquidação de passivo seja restrita durante pelo menos doze meses após a data das demonstrações contábeis.N.404/76 Ajustes de Avaliação Patrimonial (saldo devedor): Esta conta foi introduzida pela Lei 11. Despesas Pagas Antecipadamente: São despesas cujos benefícios ou prestação de serviços tem início após o período de contratação e pagamento.CIRC. antes de computar esses aumentos e diminuições no resultado do exercício conforme o regime de competência. = Patrimônio Líquido. (b) o ativo for mantido essencialmente com a finalidade de negociação. como por exemplo Apólice de Seguros com vigência de 12 meses. considerando as seguintes siglas: AT. ESCLARECIMENTOS COMUNS. ou (d) o ativo for caixa ou equivalente de caixa. Mesmo que a apólice venha a ser paga parceladamente.CIRC. = Ativo Circulante. presume-se que sua duração seja de doze meses. Quando o ciclo operacional normal da entidade não for claramente identificável. . a apropriação da despesa será feita pelo prazo do contrato.5 A entidade deve classificar um ativo como circulante quando: (a) espera realizar o ativo. obedecida a legislação vigente. em função da avaliação destas ao Valor Justo.LIQ. AT. Entre outras palavras.638/07. que é o prazo do benefício. Quando essa exceção se aplicar. = Passivo Circulante. 30 da Lei no. = Ativo Não Circulante. PATR.

000.LIQ. AT.CIRC.CIRC.000.00 600.00 6.00 700.000. PATR. AT. AT.600.LIQ.00 .CIRC.N.200.CIRC.LIQ.600.CIRC.00 30.LIQ.N.000.000. PATR.N.00 6. 27.00 8.CIRC.00 2.CIRC.N. AT. AT.000.N. PATR.00 26.Ações de Outras Empresas – Para Negociação Imediata Ações em Tesouraria Ajustes de Avaliação Patrimonial (saldo devedor) Aplicações em Fundos de Investimento com Liquidez Diária Bancos Conta Movimento Caixa Capital Social Clientes – Vencimento em março/2011 Clientes – Vencimento em março/2012 Clientes – Vencimento em março/2013 Depreciação Acumulada Despesas Pagas Antecipadamente (prêmio de seguro com vigência até dezembro/2011) Estoque de Matéria-Prima Financiamento Bancário (a ser pago em 12 parcelas mensais de igual valor. AT. vencendo a primeira em janeiro de 2011) Fornecedores ICMS a Recuperar Imóveis de Uso Impostos a Pagar (Vencimento em janeiro/2011) Máquinas Obras de Arte Participação Societária em Empresas Controladas Participações Permanentes no Capital de Outras Empresas Reserva Legal Reservas de Capital Veículos ATIVO CIRCULANTE 400.00 300.800.00 18.CIRC.000. AT.00 40.00 900.CIRC.CIRC.000.CIRC. AT. 19.CIRC.000. PASS.CIRC.000.00 PASS.00 1.N.00 2.000.N.00 4.000.600.000.CIRC.LIQ. AT.00 14.00 4.00 4. AT.00 300.N. AT. AT. AT.00 6.CIRC. PATR.CIRC.CIRC.00 12. AT. PASS.000. AT.00 AT.CIRC.00 8.N. PATR.CIRC. AT.CIRC.00 5.400.

00 1.00 ATIVO NÃO CIRCULANTE Realizável a Longo Prazo Clientes – Vencimento em março/2012 Clientes – Vencimento em março/2013 Investimentos Participação Societária em Empresas Controladas Participações Permanentes no Capital de Outras Empresas Obras de Arte Imobilizado Imóveis de Uso Máquinas Veículos Depreciação Acumulada - 72.600.Bancos Conta Movimento Caixa Clientes – Vencimento em março/2011 Estoque de Matéria-Prima ICMS a Recuperar Despesas Pagas Antecipadamente (prêmio de seguro com vigência até dezembro/2011) Ações de Outras Empresas – Para Negociação Imediata Aplicações em Fundos de Investimento com Liquidez Diária 6.00 14.800.00 2.000.00 400.000.600.000.800.00 4.00 5.00 600.00 TOTAL DO ATIVO PASSIVO CIRCULANTE 100.000.000.00 26.000.00 8.00 6.400.000.00 8.00 18.00 700.000.000.00 4.00 55.00 12.00 .000.00 300.400.

00 2.000.0000.00. vencendo a primeira em janeiro de 2011) 19.000.000.00 40.000. A DFC pode ser elaborada pelo método direto ou indireto.Fornecedores Impostos a Pagar (Vencimento em janeiro/2011) Financiamento Bancário (a ser pago em 12 parcelas mensais de igual valor.00. porém em ambos os casos a estrutura da demonstração é a mesma conforme exemplo abaixo: DFC – MÉTODO INDIRETO .00 900. uma variação positiva no saldo de caixa e equivalentes de caixa no valor de R$18. no exercício de 2010.000.00 TOTAL DO PASSIVO Resposta: D = 27.00 e o caixa consumido pelas atividades de investimento foi de R$25.00 4. c) consumiram um caixa de R$21. Sabendo-se que o caixa gerado pelas atividades operacionais foi de R$28. d) geraram um caixa de R$15.00 30.400.00.000.00 6.600.000.000.00 QUESTÃO: Uma sociedade empresária apresentou. Resolução A resolução desta questão passa pelo entendimento na elaboração da Demonstração dos Fluxos de Caixa.00.00.00 300.000. ou seja a DFC.400.00 PATRIMÔNIO LÍQUIDO Capital Social Reserva Legal Reservas de Capital Ajustes de Avaliação Patrimonial (saldo devedor) Ações em Tesouraria - 45.000. as atividades de financiamento: a) geraram um caixa de R$21.200.00 100. b) consumiram um caixa de R$15.00.000.

00 Fluxo de caixa Financiamento ? Variação positiva no saldo do caixa A SOLUÇÃO AGORA É MATEMÁTICA: Fluxo de caixa operacional 3.00 .1 – ATIVIDADES OPERACIONAIS Lucro Líquido (-) Aumento Estoques (-) Aumento Clientes (+) Aumento Salarios Encargos a pagar (+) Aumento Ctas pagar operacional (+) Aumento Tributos a pagar (+) Aumento Fornecedores = Fluxo de caixa operacional líquido 2 – ATIVIDADES DE INVESTIMENTOS Terrenos Obras civis Moveis e utensilios Maquinas e equipamentos Veiculos de uso Computadores / software (-) Investimentos a pagar = Fluxo de caixa da atividade de investimentos 3 – ATIVIDADES DE FINANCIAMENTOS Recursos proprios (capital) 280.000.000.caixa consumido pelas atividades de investimento foi de R$25.000.000.variação positiva no saldo de caixa e equivalentes de caixa no valor de R$18.00 .00 Fluxo de caixa Investimentos -25.000 Financiamentos leasing = Fluxo de caixa da atividade de Financiamentos = (1 + 2 + 3) Caixa líquido do período Saldo inicial de disponibilidades Saldo final de disponibilidades Resolução: DADOS DO ENUNCIADO .00 Fluxo de caixa operacional 28.caixa gerado pelas atividades operacionais foi de R$28.000.000.0 .00 28.000.

b) um aumento nos Custos e uma redução de igual valor no Ativo. DÉBITO CRÉDITO Despesas com aluguel (despesas) Aluguéis a pagar (passivo) Despesa de aluguel do mês R$ 1.000. ou seja.000. então vejamos como fica a contabilização em janeiro de 2010. d) uma redução no Ativo e uma redução de igual valor no Patrimônio Líquido.000. se o pagamento feito em Janeiro de 2010 refere-se ao aluguel de dezembro de 2009. O lançamento correspondente ao pagamento do aluguel irá provocar: a) um aumento nas Despesas e uma redução de igual valor no Ativo. Quando o autor menciona “caixa consumido” devemos interpretar como saldo negativo (caso das atividades de investimentos) Resposta D geraram um caixa de R$15.00. significa dizer que a dívida do aluguel já foi contabilizada em dezembro.00 Como em dezembro de 2009 já foi reconhecida a despesa e a dívida (passivo). em janeiro de 2010.000.00 Fluxo de caixa Financiamento 15. é apurado segundo o regime de competência. Resolução Para responder a questão é necessário estar ciente que o Resultado do exercício.000.000. e consequentemente a despesa também. . Vamos considerar o valor de R$1. todas as despesas e receitas devem ser contabilizadas no momento em que são incorridas (despesas) e geradas (receitas). o pagamento feito em janeiro deve baixar esta dívida e não reconhecer despesa novamente. c) uma redução no Ativo e uma redução de igual valor no Passivo. o aluguel do galpão destinado à área de produção.00 apenas para melhorar a interpretação.: A interpretação importante para a solução desta questão é quanto aos termos utilizados:   Quando o autor menciona “caixa gerado” devemos interpretar como saldo positivo (caso das atividades operacionais). vejamos então como foi contabilizado em Dezembro de 2009. Neste caso.00 Variação positiva no saldo do caixa 18. relativo ao mês de dezembro de 2009. QUESTÃO: Uma empresa pagou.Fluxo de caixa Investimentos -25.000.00 R$ 1.00 OBS.

00 65. a resposta correta é: Resposta C uma redução no Ativo e uma redução de igual valor no Passivo. do Passivo. Sendo assim.2 DÉBITO CRÉDITO Aluguéis a pagar (passivo) Caixa ou Bancos (ativo) Pagamento de despesa de aluguel do mês de dezembro de 2009 A contabilização do pagamento irá gerar uma diminuição da dívida (Aluguéis a pagar).00.00.000. d) R$390.2010.00 355.00.00 . Resolução A questão pede o Resultado Líquido.000.000.000.00 200.000.00. então temos primeiro que identificar as contas que farão parte da elaboração da Demonstração do Resultado do Exercício (DRE).00.000.00 80. R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ Valor 80.000.00 70.000. ou seja.12.000.00 140.000.00 110. e uma diminuição do Ativo (caixa ou bancos) pelo mesmo valor.000.000.00 150.00 QUESTÃO: De acordo com os dados abaixo e sabendo-se que o Estoque Final de Mercadorias totaliza R$350. b) R$240.000.000.000.00 R$ 1. R$ 1.000.00 1.000.00 800. em 31.000. c) R$350. o Resultado Líquido é de: Contas Caixa Capital Social Compras de Mercadorias Depreciação Acumulada Despesas com Juros Despesas Gerais Duplicatas a Pagar Duplicatas a Receber Estoque Inicial de Mercadorias Móveis e Utensílios Receita com Juros Receitas com Vendas a) R$170.00 50.000.000.

000. DRE Caixa Capital Social Compras de Mercadorias Depreciação Acumulada Despesas com Juros Despesas Gerais Duplicatas a Pagar Duplicatas a Receber Estoque Inicial de Mercadorias Móveis e Utensílios Receita com Juros Receitas com Vendas 80.00 .000. Resultado Líquido = Receitas (-) Despesas (-) Custos Vamos agora classificar as contas apresentadas na questão. fazem parte do Balanço Patrimonial.000.00 800. Despesas e Custos do período. ou seja. as contas patrimoniais. e consequentemente o Resultado Líquido do Exercício.000.000.000.000. Vejamos agora como fica a apuração do resultado considerando estas contas DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO Receita com Vendas (-) Custo das Vendas ? 1.00 1.000. Receitas.00 200. observando que Estoque Inicial. fazem parte da movimentação dos estoques. Despesas e Custos.00 150. Estoque Final e Compras de Mercadorias.000. Estas são as contas que nos interessam para apurar o resultado.000.A DRE é um demonstrativo elaborado de forma dedutiva. que apresenta as Receitas.000.000.000.00 Como resultado da separação das contas. ou seja.00 110.00 140. objetivando separar aquelas que farão parte da DRE: CONTAS B.000.P. Na coluna DRE estão as contas de resultado.00 50.00 70.00 355. temos na coluna B.P.000.00 65.00 80.

quais sejam: Receitas.00 . só conseguem apurar o custo das vendas quando efetuam o procedimento de contagem de estoque. = Estoque Final Após apurarmos o custo das mercadorias vendidas. = Estoque Inicial E.V.000.M.F. Após saber qual é o estoque final (através do inventário).000. CMV = 200.00 LEGENDA: C. através da movimentação dos estoque. pois teremos todos os elementos da DRE.000. . Esta conta não está apresentada na relação de contas porque muitas empresas.00 CMV = 650.V. é possível.I.000. saber o valor do custo das mercadorias que foram vendidas.000.350.00 + 800.M.F. e o cálculo é feito da seguinte maneira: CMV = E. Vejamos então como fica. já é possível apurar o resultado líquido do exercícios.00 150. não conseguimos apurar o resultado líquido.000. ou seja.00 110. = Custo das Mercadorias Vendidas E. por que? Porque é necessário saber qual foi o custo da venda do período.I. + COMPRAS – E.= Lucro Bruto (-) Despesas Operacionais (-) Despesas Gerais (-) Despesas com Juros + Receita com Juros - 180. ou seja o C. o inventário.00 = Resultado Líquido Mesmo tendo alocado todas as contas de resultado que encontramos. Despesas e Custos. que não mantém um controle de estoque a cada operação.000. (Custo da Mercadoria Vendida).000.00 80.

Está(ão) certo(s) apenas o(s) item(ns): a) I e II. d) III.000.00 650. os ativos mantidos com o propósito de serem negociados classificamse no grupo do Ativo Circulante. b) II e III. III. .00 80. assinale a opção CORRETA.000.000. tenha incorrido em comissões sobre venda no valor total de R$2.000. O recebimento de caixa resultante da venda de Ativo Imobilizado e Intangível é apresentado na Demonstração dos Fluxos de Caixa como atividade operacional. que foi adquirido por R$11.00 = Resultado Líquido A resposta correta então será Resposta A R$170.000.00 110.000.000.000. julgue os itens abaixo e.000.DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO Receita com Vendas (-) Custo das Vendas 1.00 150. No Balanço Patrimonial. em seguida. 170.000.00 apresentará na Demonstração do Resultado um Lucro Bruto de R$8. Uma empresa que realize uma operação de venda do seu estoque por R$21.00 (-) Despesas Operacionais (-) Despesas Gerais (-) Despesas com Juros + Receita com Juros - 180.000. Resolução Vamos entender cada afirmação I.000. I.00 e que.000.00. c) II.00. O recebimento de caixa resultante da venda de Ativo Imobilizado e Intangível é apresentado na Demonstração dos Fluxos de Caixa como atividade operacional.00 = Lucro Bruto 350. II. ainda.00 QUESTÃO: Acerca das demonstrações contábeis.00.000.

até o final do exercício seguinte. Intangível e Investimentos. do valor de aquisição do produto (que é o Custo da Mercadoria Vendida) e o valor da comissão. Temos que entender primeiro o que é. na verdade o é de forma indireta.00.000. os ativos mantidos com o propósito de serem negociados classificam-se no grupo do Ativo Circulante. por este motivo são considerados atividades de Investimento. será: + (-) Receita Bruta com Vendas Deduções:Impostos sobre as vendas Devoluções Abatimentos Receita Líquida com Vendas 21. a saber: + (-) Receita Bruta com Vendas Deduções:Impostos sobre as vendas Devoluções Abatimentos Receita Líquida com Vendas Custo das Mercadorias Vendidas Lucro Bruto = (-) = Na afirmativa. é um grupo que classifica todas as contas representativas de Caixa ou equivalentes de Caixa que serão. que podem ou não ser produzidos e/ou comercializados através destes imobilizados. e não faz parte do custo da mercadoria.00 0.00 = 21. são consideradas Atividades de Investimentos. tenha incorrido em comissões sobre venda no valor total de R$2. por definição.000. Esta afirmativa está incorreta II.00. O Imobilizado.00 . As movimentações financeiras relativas a Ativo Imobilizado.Atividades Operacionais são aquelas que tem relação direta com a atividade fim da empresa. o Intangível e os Investimentos não existem com a finalidade de realização em dinheiro. que foi adquirido por R$11.000.00 apresentará na Demonstração do Resultado um Lucro Bruto de R$8. ou deverão ser negociados. Esta afirmativa está correta. pois não tem relação direta com a atividade fim da empresa. no curto prazo III.000. a demonstração de apuração do Lucro Bruto. e pagamentos de: Fornecedores. ou como se apura o Lucro Bruto.00 e que. sendo assim. pois a operação da empresa (objeto social) é a compra e venda de produtos ou serviços. e normalmente estão ligadas a recebimento de Clientes (à vista ou a prazo) ou adiantamento a fornecedores. Funcionários. O Ativo Circulante. Impostos e outros ligados a operação principal da empresa. temos a informação do Valor da Venda. Comissão é uma despesa comercial. No Balanço Patrimonial. ou seja. embora saibamos que o imobilizado é utilizado na operação. Uma empresa que realize uma operação de venda do seu estoque por R$21. ainda.000. realizados.000.

d) R$4.(-) = Custo das Mercadorias Vendidas Lucro Bruto 11.00 10.00) somente para o mês de contratação.000. a apólice de seguro refere-se a uma despesa. Vejamos como seria o cálculo de apropriação mensal: Valor total da apólice (÷)Prazo do contrato (Dez/10 a Nov/11) = Valor mensal a ser apropriado Como ficam os lançamentos contábeis? R$4. se à vista ou a prazo. c) R$4. b) R$400.00 em Despesa. contabilizá-la por todo o período de vigência do benefício.800. quando do encerramento da vigência do contrato. porém é uma despesa contratada em Dez/10 (vale o período de vigência). Neste caso.00 (÷) 12 meses R$400. devemos primeiro entender o Princípio da Competência. todas as Despesas e Receitas devem ser contabilizadas no momento em que são incorridas e no momento em que são geradas. Em janeiro de 2011.00 em Custo de Produção. vigente de dezembro de 2010 a novembro de 2011.400. Como o benefício desta despesa se estende a períodos futuros. dessa maneira esta apólice de seguro deveria ter a despesa lançada a cada mês durante todo o prazo de vigência. O movimento de caixa não interfere no reconhecimento da Despesa ou da Receita. seria injusto e inadequado atribuir toda a despesa (4. QUESTÃO: Uma indústria de alimentos pagou em 1º de dezembro de 2010 o valor de R$ 4.00 pela contratação de prêmio de seguro dos veículos utilizados para entrega dos produtos vendidos. segundo o Princípio de Competência.400.00 em Despesa. respectivamente.800.000.00 Está afirmativa está incorreta.00 .00 em Custo de Produção. que rege este tipo de operação. Segundo o Princípio da Competência. que gere benefícios futuros.800.II. ou seja. o registro contábil correspondente ao gasto com seguros gerou um aumento de: a) R$400. Resolução: Para resolver a questão. Quando ocorre a contratação de uma despesa. Dez/10. independentemente da condição de pagamento. Resposta C . segundo o Princípio da Competência. é correto. que trará benefícios até Nov/11.

a sociedade utilizou-se de peças que haviam custado R$5. Prestação de serviços no valor total de R$80.000. o Resultado do Período apurado é: .000.000. Considerando as transações do mês de agosto de 2011. a ser pago no fim do mês de agosto de 2011 acrescidos de juros de 3% para o período.800.00 31 de janeiro de 2011 Pela apropriação da despesa relativa a Janeiro/2011 Débito Crédito Despesa com seguros Seguros a apropriar 400.00 para serem utilizadas na prestação de serviços do mês de setembro de 2011.000.00 4.00 e o custo total com pessoal totalizou R$25.000.00 Resposta A . Obtenção de empréstimo bancário no início do mês de agosto de 2011. Pagamento de salários referente à folha do mês de julho de 2011 no valor de R$20.R$400. Para a execução desses serviços.00 Seguros a Apropriar Caixa 4. Recebimento do valor de R$60.00 referente aos serviços prestados no mês de maio de 2011. QUESTÃO: Uma sociedade empresária que tem como atividade operacional a prestação de serviços registrou as seguintes transações no mês de agosto de 2011.1º. Pagamento do valor de R$100.00 400.00 a ser pago em setembro de 2011.00.000.000.00. Aquisição de peças para reposição no valor de R$10. Despesa com o pessoal administrativo no valor de R$1.00 para diversos clientes. De dezembro de 2010 Pela contratação e pagamento Débito Crédito 31 de dezembro de 2010 Pela apropriação da despesa relativa a Dezembro/2010 Débito Crédito Despesa com seguros Seguros a apropriar 400.00.800. no valor de R$40.00 em Despesa.00 400.000.00 referente à comissão sobre as vendas do mês de julho de 2011.

ou Bancos.00.00 80. Aqui contabiliza-se somente o pagamento .00. teremos que contabilizar cada transação e considerar para apuração do resultado somente aquelas que envolvam as contas de resultado.800.00. ou Salários a Pagar 25.000.000.00 Pagamento do valor de R$100.000.900.00 referente à comissão sobre as vendas do mês de julho de 2011.000. c) R$47.00. Resolução: Entre as transações mencionadas acima. custos e/ou receitas. conforme solicitado pela questão.00 para serem utilizadas na prestação de serviços do mês de setembro de 2011.000. para apurarmos o Resultado do período.000.00 25. sendo assim.00 3º.00 10.000.000. Como a comissão é relativa a Julho/11. ou Fornecedores 10. ou Bancos.00 Prestação de serviços no valor total de R$80. DÉBITO CRÉDITO Estoque de Peças para reposição Caixa. quer dizer que a apropriação da despesa e a contabilização no Passivo (Comissões a pagar) foi feito em Julho/11.000.00 e o custo total com pessoal totalizou R$25. 1º.00 5.000. Apropriação do custo com as peças utilizadas DÉBITO CRÉDITO Custo dos Serviços Prestados Estoque de Peças 5.000.000.00 2º. ou Clientes Receita Bruta com Serviços 80. Para a execução desses serviços. algumas alteram o resultado do período por tratarem de despesas. Resolvendo: Aquisição de peças para reposição no valor de R$10.00. d) R$37. Reconhecimento da Receita DÉBITO CRÉDITO Caixa.a) R$78.800. a sociedade utilizou-se de peças que haviam custado R$5. Apropriação do custo com Mão de Obra DÉBITO CRÉDITO Custo dos Serviços Prestados Caixa.000. mas outras transações tratam apenas de Contas Patrimoniais e não afetam o resultado. b) R$49.00 para diversos clientes. ou Bancos.

000.000.00 2º.000.000.00 Recebimento do valor de R$60.00 a ser pago em setembro de 2011.000.00 Despesa com o pessoal administrativo no valor de R$1. sendo assim no mês de Agosto cabe apenas a contabilização do pagamento.000.00 20. 1º.000.00.000. significa dizer que a despesa com salários já foi contabilizada em Julho/2011.00 40.00.00 1.00 41.000.00 40.000.000. a ser pago no fim do mês de agosto de 2011 acrescidos de juros de 3% para o período.00 Pagamento de salários referente à folha do mês de julho de 2011 no valor de R$20.00) Empréstimos a Pagar Bancos 1. ou Bancos. cuja contra partida foi Salários a Pagar.200.000.200.00 60. DÉBITO CRÉDITO Despesa com salários Salários a Pagar 1.000.00 Quais os lançamentos que envolveram contas de resultado? DÉBITO CRÉDITO Caixa. Como os salários referem-se a folha de julho/2011.000.000.00 Obtenção de empréstimo bancário no início do mês de agosto de 2011.000. Pagamento do empréstimo com juros DÉBITO DÉBITO CRÉDITO Despesa com juros (3% x R$40.00 DÉBITO Custo dos Serviços Prestados 5.00 100. a débito de Salários a Pagar DÉBITO CRÉDITO Salários a Pagar Caixa ou Bancos 20. Obtenção do empréstimo DÉBITO CRÉDITO Bancos Empréstimos a Pagar 40.DÉBITO CRÉDITO Comissões a Pagar Caixa. DÉBITO CRÉDITO Caixa ou Bancos Clientes 60.00 80. no valor de R$40.000. ou Clientes Receita Bruta com Serviços 80.00 . ou Bancos 100.00 referente aos serviços prestados no mês de maio de 2011.

200.00 Receita Bruta com Serviços (-) Custo dos Serviços Prestados = Lucro Bruto (-) Despesas Administrativas = Resultado antes das Desp.200. ou Salários a Pagar Despesa com juros Empréstimos a Pagar Bancos Despesa com salários Salários a Pagar 5.00 1. ou Bancos. .000.00 1. Em 31 de dezembro de 2010.00 80.00 25.00.000. foi apresentado o seguinte papel de trabalho para que fossem identificados os registros de eliminações e os saldos consolidados.800.00 1.00 (30.00 41.R$ 47.200.00 25. Financeiras (-) Despesas Financeiras = Resultado Operacional Resposta C .000.00) 50.00 49.000. Não existem lucros não realizados decorrentes de transações entre as companhias.000.000.00 40.000.00 1.000. QUESTÃO: Uma sociedade empresária apresenta no seu Ativo Não Circulante investimento em uma Subsidiária Integral.00 1.000.800.00 47.CRÉDITO DÉBITO CRÉDITO DÉBITO DÉBITO CRÉDITO DÉBITO CRÉDITO Estoque de Peças Custo dos Serviços Prestados Caixa.000.000.

deverá classificar no Ativo Circulante todos os valores realizáveis até 31 de dezembro de 2011.A partir da elaboração do Balanço Patrimonial Consolidado. como padrão.000.000.000.00. uma empresa cujo exercício social encerre em 31 de dezembro. é usado esta classificação mais extensa.00. pode-se adotar a classificação das contas como circulante se forem realizáveis ou exigíveis no prazo de 1 (um) ano. CONCEITOS E RESOLUÇÃO ATIVO CIRCULANTE O ativo circulante abrange valores realizáveis no exercício social subsequente. c) O Patrimônio Líquido consolidado é de R$550. Assim. b) O Ativo Não Circulante consolidado é de R$350. Na empresa cujo ciclo operacional tiver duração maior que o exercício social. por exemplo. O Balanço Patrimonial é constituído pelo: Ativo . destinados ao funcionamento normal da sociedade e do seu empreendimento.00. Raramente. ATIVO NÃO CIRCULANTE São incluídos neste grupo todos os bens de permanência duradoura.00. a classificação no circulante ou longo prazo terá por base o prazo deste ciclo. ao realizar o encerramento do exercício de 31 de dezembro de 2010. assinale a opção INCORRETA.100. d) O Ativo consolidado é de R$1. a) O Ativo Circulante consolidado é de R$650. de forma que. porém.000. assim como os direitos exercidos com essa finalidade.

ou seja. uma conta que representa o direito de receber valores de sua controlada. capazes de gerar benefícios econômicos futuros. temos uma apresentação dos balanços da controladora e da controlada. porém o balanço consolidado deve representar a situação financeira e patrimonial do grupo econômico considerando apenas transações realizadas com terceiros. os direitos e as demais aplicações de recursos controlados pela entidade. e que pela regra da consolidação devem ser eliminados. que apresentam saldos representando transações entre elas. Por outro lado temos o saldo da conta “Fornecedores – Controladora”. Na prática: Pela questão apresentada. Isso permite uma visão mais geral e abrangente e melhor compreensão do que inúmeros balanços isolados de cada empresa do grupo. Patrimônio Líquido Compreende os recursos próprios da Entidade. é necessária a leitura do CPC 36. principalmente acionistas e credores. ou seja. Para entendermos com profundidade o tema. e seu valor é a diferença positiva entre o valor do Ativo e o valor do Passivo. originados de eventos ocorridos. Qual o objetivo da consolidação? O objetivo da consolidação é apresentar aos usuários da informação contábil. Dessa forma identificamos primeiro na controladora a conta “Clientes – Subsidiária”. no balanço da controlada que representa a contra partida da primeira. como se o grupo econômico fosse uma única entidade. Entendimento…. porém para que possamos apenas resolver esta questão podemos simplificar dizendo que consolidação é o somatório de saldos das contas patrimoniais dos balanços da controladora e das controladas. dessa forma ao somar os saldos contábeis das contas patrimoniais deveremos fazer ajustes (eliminações) entre as contas que representam transações entre controladora e controlada. Identificadas as contas. representa o quanto a controlada deve para a controladora. devemos fazer a eliminação. Como se faz a consolidação? Consolidação é matéria complexa e com regras próprias. como segue: . Passivo Compreende as origens de recursos representados pelas obrigações para com terceiros.Compreende os bens. os resultados das operações e a posição financeira da sociedade controladora e de suas controladas. resultantes de eventos ocorridos que exigirão ativos para a sua liquidação.

Ao adquirir a participação societária de outra empresa. deveremos fazer a eliminação como segue: As eliminações realizadas. que normalmente é o percentual de participação multiplicado pelo patrimônio líquido da investida. sendo assim. contabilizamos a mesma na conta de Investimentos. não geram lançamentos contábeis em diário em nenhuma das empresas. e seu valor será o desembolso efetuado. pois é apenas um papel de trabalho que serve apenas para a apuração extra contábil do balanço consolidado.Além de contas a receber e contas a pagar entre as empresas do mesmo grupo. temos também a conta de Investimentos. dessa forma se a Investidora adquiriu 100% da investida (como é o caso da questão apresentada). controlada). . seu investimento será exatamente igual ao valor do Patrimônio Líquido da Investida (neste caso.

00. b) R$28.000.00.O Ativo consolidado é de R$1. para esse ativo.000.00.000.Após os ajustes de eliminação. um valor justo líquido de despesas de venda de R$10. b) O Ativo Não Circulante consolidado é de R$350.000.00.00. c) R$30. d) R$40. o valor a ser registrado como perda por desvalorização do Ativo Imobilizado será de: a) R$18.000.00 e um valor em uso de R$20.000.00.100.00.00. Resposta D . Com base nos dados informados.00 e cuja depreciação acumulada equivale a R$12.00.000. assinale a opção INCORRETA. Resolução: A base para responder a esta questão está no PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 01 (R1) Redução ao Valor Recuperável de Ativos .000. d) O Ativo consolidado é de R$1.000.00.000. QUESTÃO: Uma empresa industrial possui um Ativo Imobilizado cujo custo histórico é igual a R$50. a) O Ativo Circulante consolidado é de R$650.100. c) O Patrimônio Líquido consolidado é de R$550. considerando a NBC TG 01 – Redução ao Valor Recuperável de Ativos –.000.00.000. teremos o seguinte papel de trabalho com os saldos consolidados Com o Balanço consolidado apurado deveremos responder ao questionamento A partir da elaboração do Balanço Patrimonial Consolidado.000. A empresa apurou.

” 19. até sua baixa. Esse será frequentemente o caso para um ativo que é mantido para alienação.000. com o valor em uso. Muito bem.00 Valor em uso = 20.000. haverá desvalorização quando na comparação do Valor Contábil do Ativo com seu Valor Recuperável. não é necessário estimar o outro valor.00 Calculando a perda por desvalorização . Este Pronunciamento define valor recuperável como o maior valor entre o valor justo líquido de despesas de venda de um ativo ou de unidade geradora de caixa e o seu valor em uso. portanto. 20.12.000.” Resolvendo Então.00 = 38. O valor recuperável de uma unidade geradora de caixa é o maior valor entre o valor justo líquido de despesas de venda e o valor em uso. Se qualquer um desses montantes exceder o valor contábil do ativo.00 Valor Recuperável = 20. aquele (Valor Contábil) for maior.000. deveremos utilizar sempre o maior valor entre o Valor justo líquido das despesas com vendas.000. Isso ocorre porque o valor em uso de ativo mantido para alienação corresponderá principalmente às receitas líquidas da baixa. “Para o propósito de determinar o montante recuperável de uma unidade geradora de caixa. (…) 21.00 . Se não há razão para acreditar que o valor em uso de um ativo exceda materialmente seu valor justo líquido de despesas de venda. qualquer referência a “um ativo”. uma vez que os futuros fluxos de caixa do uso contínuo do ativo.Tal pronunciamento menciona: “Mensuração do valor recuperável” 18.000. este não tem desvalorização e. para sabermos o valor da desvalorização. vamos comparar o Valor Contábil com o Valor Recuperável Calculando o valor contábil: Valor Contábil = Custo histórico menos depreciação acumulada Valor Contábil = 50. Segundo o enunciado os valores respectivos são: Valor justo líquido das despesas com vendas = 10. Nem sempre é necessário determinar o valor justo líquido de despesas de venda de um ativo e seu valor em uso. Os itens 19 a 57 estabelecem as exigências para mensuração do valor recuperável. como vimos no texto do Pronunciamento. muito embora se apliquem igualmente a um ativo individual ou a uma unidade geradora de caixa. o valor justo líquido de despesas de venda do ativo pode ser considerado como seu valor recuperável.” … “Valor recuperável e valor contábil de unidade geradora de caixa 74. Primeiro devemos saber qual é o Valor Recuperável que utilizaremos para comparar com o Valor Contábil.00 Neste caso. provavelmente serão irrisórios. constante dos itens 19 a 57 deve ser lida como referência a “uma unidade geradora de caixa”. “Essas exigências usam o termo “um ativo”.

c) R$860.00. Resolução: Para resolver esta questão devemos apenas ler o que está definido na NBC TG 25. De acordo com a NBC TG 25 – Provisões. a saber: 13.00.000. cujas probabilidades de saída de recurso foram classificadas como prováveis ou possíveis. ou não pode ser feita uma estimativa suficientemente confiável do valor da obrigação). Esta Norma distingue entre: (a) provisões – que são reconhecidas como passivo (presumindo-se que possa ser feita uma estimativa confiável) porque são obrigações presentes e é provável que uma saída de recursos que incorporam benefícios econômicos seja necessária para liquidar a obrigação. visto que ainda há de ser confirmado se a entidade tem ou não uma obrigação presente que possa conduzir a uma saída de recursos que incorporam benefícios econômicos.000. d) R$1. conforme esclarece o próprio enunciado.000.00 .00 Resposta A . QUESTÃO: Uma sociedade empresária apresentou o seguinte quadro.000. construído a partir da identificação de diversas obrigações presentes decorrentes de eventos passados. b) R$850.00. o valor de provisões a ser constituído e apresentado no Balanço Patrimonial será de: a) R$400.00.R$18.20. ou (ii) obrigações presentes que não satisfazem os critérios de reconhecimento desta Norma (porque não é provável que seja necessária uma saída de recursos que incorporem benefícios econômicos para liquidar a obrigação.00.000.000. e (b) passivos contingentes – que não são reconhecidos como passivo porque são: (i) obrigações possíveis. Reconhecimento Provisão .250.Valor contábil menos Valor em uso (neste caso) 38.00 = 18.000.000. Passivos Contingentes e Ativos Contingentes.

d) R$1. temos uma definição mais genérica. está escrito: O CPC nr 16 estabele em vários itens os critérios utilizados para a devida apuração do custo do estoque. Como podemos ver.693. Se essas condições não forem satisfeitas.753. No item 9 do pronunciamento. relativo a Mensuração dos estoques.00 Resposta B QUESTÃO: Uma sociedade empresária mantém no seu estoque de mercadorias para revenda três tipos de mercadorias: I. (b) seja provável que será necessária uma saída de recursos que incorporam benefícios econômicos para liquidar a obrigação.00 No Balanço Patrimonial em 31. estão detalhados a seguir: Tipo de Estoque I II III Custo R$660. e (c) possa ser feita uma estimativa confiável do valor da obrigação. Na questão apresentada.00 R$800. c) R$1.00. foi emitido o Pronunciamento Contábil (CPC) nr. apenas duas situações atendem essas condições.00 R$366. II e III.00. preço de vendas e gastos com vendas. que nos ajuda a resolver esta questão. que trata dos critérios de valoração e registro dos Estoques. a Provisão será contabilizada apenas quando a saída de recursos for Provável e baseada em Estimativas confiáveis.845.00 R$45. a saber: . Resolução A partir do processo de convergência contábil às Normas Internacionais – IFRS.00. 16. ou provável com inexistência de estimativa confiável Sendo assim o valor das provisões a serem constituídas será de R$850.2010.00 Preço de Venda R$820.2010. Esclarecendo e resolvendo. nenhuma provisão deve ser reconhecida.14. porém no item 10.000. Uma provisão deve ser reconhecida quando: (a) a entidade tem uma obrigação presente (legal ou não formalizada) como resultado de evento passado. pois as demais situações referem-se a saída possível. em 31. b) R$1.936. o saldo de Estoque de acordo com a NBC TG 16 é de: a) R$1.00 R$750.00 Gastos com vendas R$100.00 R$38.12. O valor total do custo de aquisição.12.00.00 R$385.

00 (o menor valor entre o custo e o valor de mercado líquido) Produto III Preço de venda líquido = R$750.00 = R$705. bem como outros custos incorridos para trazer os estoques à sua condição e localização atuais.693.00 Custo = R$800.R$38.R$45.693.00 R$705. “O valor de custo do estoque deve incluir todos os custos de aquisição e de transformação. Produto I Preço de venda líquido = R$820.00 R$328.00 .00.00 = R$720.00 (o menor valor entre o custo e o valor de mercado líquido) Produto II Preço de venda líquido = R$366. como por exemplo: comissões.00 .00 .00 Custo = R$366. o tratamento é dado nos itens 28 a 33 do referido CPC 16.“Custos do estoque 10. temos que fazer um confronto entre o Custo e o Valor Realizável Líquido de cada item.00 Custo = R$660.00 R$1.00 Valor a ser considerado para estoque = R$660.00 (o menor valor entre o custo e o valor de mercado líquido) Valor total dos estoques: Produto I Produto II Produto III TOTAL = = = = R$660. Para a resolução da questão.00 = R$328. porém em resumo significa o valor de mercado subtraído de todas as despesas comerciais inerentes a venda do produto em análise. fretes etc.00 Resposta A .R$100.00 Valor a ser considerado para estoque = R$328.” Sobre o Valor Realizável Líquido. e considerar para efeito de saldo de estoque o valor menor entre os dois.00 Valor a ser considerado para estoque = R$705.R$ 1. .

00 R$300.000. contabilizando o mesmo em Receita de Dividendos. na Demonstração de Resultado. conforme determina o Pronunciamento Contábil CPC 18 e NBC TG 18. a ser aplicado aos demais investimentos permanentes. Nesta questão apresentada.000. A investida. ao obter a informação do reconhecimento dos Dividendos Propostos pela Investidora. será: a) Débito Crédito b) Débito Débito Crédito c) Débito Crédito d) Débito Débito Crédito Resolução Para resolver esta questão é preciso entender que os Investimentos Permanentes podem ser avaliados de duas maneiras: Pelo método de Equivalência Patrimonial. deverá providenciar o reconhecimento deste direito.00 a titulo de Dividendos Propostos e. um Lucro do Período no valor de R$4.000.000. Controladas e Grupo Econômico. no grupo de Passivo Circulante.000. já está definido que o método de valorização e contabilização é o método de custo.000.00 R$100. em Outras Receitas e Despesas Operacionais.000.00 Dividendos Propostos a Receber Receitas de Dividendos Dividendos Propostos a Receber Investimentos Ganho por Equivalência Patrimonial Dividendos Propostos a Receber Investimentos Dividendos Propostos a Receber Investimentos Ganho por Equivalência Patrimonial R$100. ou método de custo.00 .00 R$100.00 R$400.00.000.000. classificada como Investimento avaliado pelo método de custo. as receitas dos investimentos são reconhecidas pelos dividendos.000. o registro contábil desta mutação patrimonial na investidora “B”. Considerando que uma determinada sociedade investidora “B” participa do Capital dessa empresa com um percentual de 10% e que apresenta no Ativo Não Circulante a participação na sociedade “A”.000.000.000. em seu balanço.00 R$100. aplicado aos investimentos em Coligadas.QUESTÃO: Uma sociedade empresária “A” apresentou em seu Balanço Patrimonial. no Subgrupo Outras Receitas e Despesas Operacionais.00 R$100.000. sendo assim o recebimento ou reconhecimento dos dividendos a receber serão contabilizados em contra partida a uma conta de Receita Operacional nos termos da legislação.00 R$100.00 R$500.00 R$400.000. por ser a forma adequada de classificação. Por este método. ou seja. porém será feito em grupo de contas em separado das demais receitas operacionais.000.00 R$100. a quantia de R$1. a saber: Débito Crédito Dividendos Propostos a Receber Receitas de Dividendos R$100.

000. Os dividendos declarados pela investida são contabilizado como receitas na investidora.000.Resposta correta: a) Débito Crédito Resposta A De outra forma: Passivo Circulante 1.000. de Em em por Desconsiderando a incidência de tributos e com base nos dados informados.000.000.00 Os investimentos avaliados pelo método de custo são mantidos por seu valor histórico.000.00 C Receitas com Dividendos 100.12.12. c) as atividades de investimento consumiram caixa no valor de R$40. na Demonstração dos Fluxos de Caixa relativa ao mês de janeiro de 2011: a) as atividades de financiamento geraram caixa no valor de R$70. janeiro de 2011.2010 Débito Caixa R$10. A investidora não altera o valor contábil do investimento em função da investida ter apurado lucro ou prejuízo.00 .000.00 dividendos propostos 10% 100. dos quais R$10.000.000. d) as atividades operacionais consumiram caixa no valor de R$16.000. os sócios entregaram mais R$30.00.00 Resposta A QUESTÃO: Uma sociedade empresária foi constituída em 31.00 em dinheiro e R$40. é CORRETO afirmar que.2010 com capital R$100. a sociedade empresária adquiriu mercadorias para revenda R$32.00 R$100.00.000.000.00 terrenos.00.00.000.000.000. b) as atividades de financiamento geraram caixa no valor de R$80.000. D Dividendos propostos a receber 100. metade à vista e metade para pagamento em 30 dias.00.00 foram integralizados em dinheiro naquela data. Resolução: Lançamentos contábeis Pela constituição e integralização do Capital: 31.000.000 Dividendos Propostos a Receber Receitas de Dividendos R$100.00. Ainda em janeiro.00 Demonstração de Resultado Lucro no período 4.000.

Depois de definidos os conceitos de cada atividade. Investimentos e Financeiras.R$16.000.000.000.00 R$100. Financiamentos: Nesta atividade são comuns as transações relacionadas a obtenção de créditos para suprir necessidade de financiamentos complementares.R$16.00 R$40.0 Aquisição de mercadorias para revenda: Janeiro de 2011 Débito Crédito Crédito Estoque Mercadorias para Revenda Caixa Fornecedores R$32. e podem estar relacionadas a empréstimos de credores ou investidores.00 R$16.00 . mas cujo objetivo e a produção de bens e serviços.000. como por exemplo investimentos em outras empresas. ou Ativos que estejam relacionados com a atividade fima.00 Pela 2ª. e administração. como por exemplo o imobilizado.000. parte da integralização: Janeiro de 2011 Débito Débito Crédito Caixa Terrenos Capital a Integralizar R$30.00 R$16.000.000.00 Para responder a questão é necessário entender quais tipos de atividades foram movimentadas nos lançamentos realizados em Janeiro de 2011. considerando que para a Demonstração dos Fluxos de Caixa. venda.Débito Crédito Capital a Integralizar Capital Social R$90. atividades de produção.00 R$70. as atividades são separadas em três tipos: Operacionais.000. a saber: Operacionais: Normalmente referem-se as atividades relacionadas diretamente com o objeto social da empresa.00 . Investimentos: Normalmente estas atividades estão relacionadas a aumentos e ou diminuições de Ativos não circulantes que não estejam diretamente relacionados com a atividade fim da empresa.000. ou seja. vamos elaborar a DFC de janeiro de 2011 DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA ATIVIDADES OPERACIONAIS Pagamento a fornecedores ATIVIDADES DE INVESTIMENTOS .000.

fizemos isso apenas para facilitar uma informação.00. numa operação isenta de tributos de qualquer natureza.3. .000.00. totalizando R$532.00. Por este método o saldo é apurado a cada movimentação.00.2011 Resposta C . totalizando R$576. QUESTÃO: Uma empresa realizou seu inventário físico em 1º.00. totalizando R$576.000 unidades. identificando em seu estoque de mercadorias 8.00.000.00. a partir do saldo inicial de 01.2011 vendeu 6.800. dividindo-se o saldo em Reais pelo saldo em Quantidade. Considerando essas transações as únicas do mês de agosto.50.50.as atividades operacionais consumiram caixa no valor de R$16.000. Observação: Consideramos a devolução de vendas como valor negativo na coluna de saída.200.000.2011.000. totalizando R$460.00.200 unidades a R$180.000. a empresa apresentou um estoque em 31. d) 3. por R$1.200 unidades a R$166.650.00 Resposta D . c) 3. No caso desta questão o custo médio unitário não foi alterado porque não houve nenhuma entrada de mercadorias com valor diferente. refere-se a uma movimentação relacionada a venda e por isso altera o CMV (Custo da Mercadoria Vendida). O comprador.00.08. porque apesar de ser uma entrada de mercadorias (nosso cliente devolveu).800.8. portanto se quisermos saber qual é o valor do CMV do período é só somar a coluna de Saídas. é necessário montar o mapa de movimentação dos estoques. devolveu 20% da compra e ainda conseguiu obter um abatimento de 20% no preço. avaliadas ao custo médio unitário de R$180. Resolução Para resolver.200 unidades a R$180. à vista.200 unidades a R$144.8.2011. no dia 10. b) 3.8. ou seja.2011 de: a) 3.ATIVIDADES DE FINANCIAMENTOS Integralização de Capital R$30. As saídas devem ser registradas pelo último custo apurado. totalizando R$619.8.00.200 unidades a R$193. a saber A movimentação dos estoques foi registrada segundo o método da Média Ponderada Móvel.00. e as devoluções devem ser registradas pelo mesmo valor do lançamento original (venda ou compra). Em 5.000 unidades.00 R$30.

125.00 30. a) A empresa teve uma variação negativa no Capital Circulante Líquido no montante de R$11.125.00 Capital Circulante Líquido = R$16.000.000.000.000.00 Variação do Capital Circulante Líquido de 01/01/2011 à 30/06/2011 Calculando: Capital Circulante Líquido 30/06/2011 = R$19.000.00 Nesta questão o que se quer é achar a variação do Capital Circulante Líquido. precisamos entender o Capital Circulante Líquido Capital Circulante Líquido.000. exemplificando: Ativo Circulante = R$128.125.125.125. de 01/01/2011 à 30/06/2011 Calculando: Capital Circulante Líquido em 01/01/2011 Ativo Circulante = R$17.00 R$9. c) A empresa teve uma variação negativa no Capital Circulante Líquido no montante de R$19.00.000.00 R$20.00.625.00 Capital Circulante Líquido = R$8.00 Variação positiva de R$11.500. assinale a opção CORRETA.450.000. é a diferença positiva entre o Ativo Circulante e o Passivo Circulante.00.00 Capital Circulante Líquido em 30/06/2011 Ativo Circulante = R$39.500.00 (-) Passivo Circulante = R$9.625.000.000.00 (-) Passivo Circulante = R$112.00. no primeiro semestre de 2011.00.00 (-) Passivo Circulante = R$20. d) A empresa teve uma variação positiva no Capital Circulante Líquido no montante de R$19.00 Resposta B .00 (-) Capital Circulante Líquido 01/01/2011 = R$8.1.00 Em relação à variação do Capital Circulante Líquido da empresa.2011 R$39.000.000.A empresa teve uma variação positiva no Capital Circulante Líquido no montante de R$11.000.00 Capital Circulante Líquido = R$19. b) A empresa teve uma variação positiva no Capital Circulante Líquido no montante de R$11.000.125.000.000. em milhões de reais: Grupos de Contas Ativo Circulante Passivo Circulante 1º.000.125.125.QUESTÃO: Uma empresa possui as seguintes informações extraídas de seu Balancete de Verificação em 30 de junho de 2011.350.500.500.000. Resolução: Para resolvermos esta questão.500.2011 R$17.000.6.100.500. .000.

2. e a capacidade de produzir lucro de todo o Ativo Investido. 1. 3. A resposta será em número de dias ou número de vezes. 2. identificando a capacidade de pagamento a Curto Prazo. Indicadores de Atividade: Também conhecidos como Indicadores de Produtividade. 3. Liquidez Geral e Endividamento. Resposta D . 2. em seguida. Liquidez Seca. assinale a opção CORRETA. 2. (1) Incorporação (1 ) Operação pela qual uma ou mais sociedades são absorvidas por outra. Giro de Estoques. 3.QUESTÃO: Relacione o Indicador Econômico Financeiro descrito na primeira coluna com exemplos de indicadores na segunda coluna e. d) 1. relacione a primeira coluna à segunda. 1. em seguida. (1) Indicadores de Capacidade de Pagamento Indicadores de Atividade (1) Liquidez Corrente. Liquidez Imediata. c) 1. que lhes sucede em todos os direitos e obrigações. Giro do Ativo Total.1. (2) (2) (3) Indicadores de Rentabilidade (3) A sequência CORRETA é: a) 2. b) 3. Margem Operacional sobre Vendas. a saber: Indicadores de Capacidade de Pagamento: Analisam a relação entre Ativos e Passivos. (2) Fusão ( 3) Operação pela qual a companhia transfere parcelas do seu . a Longo Prazo e o total de endividamento. Rentabilidade do Ativo Total e Rentabilidade do Patrimônio Líquido. Prazo Médio de Recebimento. Resolução: Para responder a questão é necessário saber o significado de cada grupo de indicadores. Prazo Médio de Pagamento. 3. QUESTÃO: De acordo com as formas de reorganização societária e suas características. assinale a opção CORRETA. Os cálculos são feitos através dos índices de Líquidez. Margem Líquida sobre Vendas. Indicadores de Rentabilidade: Medem o ganho das Vendas. medem a rotatividade das contas com Ativo e do Passivo.

2010.000.000. Com base no código civil: 1 Art. que lhes sucede em todos os direitos e obrigações.2010 um veículo para ser utilizado na sua atividade operacional por R$70. b) 1. Resposta B . será de R$10. 3 Art. trazida a valor presente. Na incorporação. 1. 3. A fusão é a operação pela qual se unem duas ou mais sociedades para formar sociedade nova. O valor do Imobilizado. se parcial a versão.1 .3 . A sequência CORRETA é: a) 2. Operação pela qual se unem duas ou mais sociedades para formar sociedade nova.116. 228. que lhes sucede em todos os direitos e obrigações. que a elas sucederá nos direitos e obrigações. 2. A incorporação é a operação pela qual uma ou mais sociedades são absorvidas por outra. 3. em 31. Na data da aquisição. .2 QUESTÃO: Uma sociedade adquiriu em 2. é de: a) R$45.12.00.00. 229.119. 1. ou dividindo-se o seu capital. 3. líquido da depreciação acumulada. Em 31. 227.000. a empresa apresentou estudo no qual demonstrou que a vida útil do veiculo é de 10 anos e que o valor justo líquido de despesa de venda no momento de sua desativação. A fusão determina a extinção das sociedades que se unem. c) 2.1. 3. para formar sociedade nova.(3) Cisão ( 2) patrimônio para uma ou mais sociedades. A cisão é a operação pela qual a companhia transfere parcelas do seu patrimônio para uma ou mais sociedades. devendo todas aprová-la. constituídas para esse fim ou já existentes.404/76 1 Art.000. na forma estabelecida para os respectivos tipos. 1. extinguindo-se a companhia cindida. 2. 1. constituídas para esse fim ou já existentes. 2 Art. 2 Art. que lhes sucederá em todos os direitos e obrigações. se houver versão de todo o seu patrimônio.00. que lhes sucederá em todos os direitos e obrigações. uma ou várias sociedades são absorvidas por outra.00.2010. Na lei 6. d) 1.12. a empresa aplicou NBC TG 01 – Redução ao Valor Recuperável de Ativos e apresentou estudo onde o valor recuperável deste bem é de R$55.

000. .000.” Resolvendo Então.000. o valor recuperável de um ativo for inferior ao seu valor contábil. d) R$64.00 Valor do Imobilizado.000. Essa redução representa uma perda por desvalorização do ativo. como vimos no texto do Pronunciamento.000.2010 Balanço patrimonial = 31. ou seja. segundo a NBC TG 01 – Redução ao Valor Recuperável de Ativos O MENOR VALOR ENTRE VALOR CONTÁBIL E VALOR RECUPERÁVEL: Valor Contábil = R$ 63. o valor contábil do ativo deve ser reduzido ao seu valor recuperável.00 Valor contábil = R$ 70. em 31. Resolução: A base para responder a esta questão está no PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 01 (R1) Redução ao Valor Recuperável de Ativos Tal pronunciamento menciona: “Reconhecimento e mensuração de perda por desvalorização 58.12. Se. Os itens 59 a 64 estabelecem as exigências para reconhecer e mensurar perdas por desvalorização para um ativo individual com exceção do ágio por expectativa de rentabilidade futura (goodwill). é igual ao valor de custo subtraído da depreciação acumulada. haverá desvalorização quando na comparação do Valor Contábil do Ativo com seu Valor Recuperável.2010.01.00 (deprec. O reconhecimento e a mensuração de perdas por desvalorização para uma unidade geradora de caixa e para o ágio por expectativa de rentabilidade futura (goodwill) são tratados nos itens 65 a 108.00 Depreciação acumulada: R$ 70.00 ÷ 10 anos (vida útil) = R$ 7. e somente se.000. líquido da depreciação acumulada.00 Valor Recuperável = R$ 55.12.000.000.2010 Depreciação acumulada em 31.000.00 (custo) . em outras palavras significa que o valor que deverá permanecer no balanço será o menor entre o Valor Recuperável e o Valor Contábil Nesta questão o valor recuperável já é informado.000.R$ 7. Acumulada) = R$ 63.12.000. como segue: Valor de custo = R$70. 59.R$55.00. aquele (Valor Contábil) for maior. c) R$55.000.000.00 (depreciação anual) Aquisição = 02.b) R$54.00 Resposta C .00 Resta então calcular o valor contábil Valor contábil neste caso. a saber: R$ 55.2010 = R$ 7.00.00.000.00.

00 d) R$75.000.00 b) R$73. devemos identificar no elenco de contas quais delas são Bens e Direitos pois compreendem o Ativo Classificação B = Bens D = Direitos O = Obrigações Redutora = As contas redutoras estão sempre vinculadas a uma conta de origem.000. portanto apesar de não serem diretamente Bens ou Direitos.QUESTAO 03. Exaustão e Amortização acumulada.00 Resolução O Balanço Patrimonial é a representação gráfica das contas contábeis que representam o patrimônio da entidade. assim as contas serão divididas entre ATIVO e PASSIVO. serão classificadas no Ativo abaixo de sua conta de Origem.000. Direitos e Obrigações. em geral a vinculação é com as contas do Imobilizado. e o PASSIVO pelas obrigações. O patrimônio por sua vez é representado por Bens.000. Uma sociedade empresária. no encerramento do exercício de 2010. Para resolver a questão. Exemplo: Ativo Imobilizado = Conta que representa um bem (-) Depreciação Acumulada = Representa desgaste físico e/ou Econômicos do bem e portanto é sua redutora Classificando as contas da questão .00 c) R$74. sendo que o ATIVO será representado pelo Bens e Direitos. obteve as seguintes informações: O valor total do Ativo no Balanço Patrimonial é de: a) R$71. No caso da Depreciação.

12.00 Reserva Legal R$ 4.500. o saldo do grupo Investimentos do Ativo Não Circulante é igual a: a) R$21. em 31.00 Participação Societária em Empresas Controladas R$ 17. RESOLUÇÃO ATIVO NÃO CIRCULANTE São incluídos neste grupo todos os bens de permanência duradoura.500.500.Resposta B . O Ativo Não Circulante será composto dos seguintes subgrupos: Ativo Realizável a Longo Prazo .300.500.300.000. c) R$24.200.500.000.000.00 Impostos a Pagar – Vencimento em janeiro de 2011 R$ 8.00 Propriedades para Investimento R$ 5. d) R$26.00.00 Imóveis de Uso R$ 32.000.00 Ações em Tesouraria R$ 500. destinados ao funcionamento normal da sociedade e do seu empreendimento.00 8.00 Bancos Conta Movimento R$ 7.300.500. assim como os direitos exercidos com essa finalidade.00 Caixa R$ 1. Uma entidade apresentou.00 Capital Social R$ 26.00 No Balanço Patrimonial.00 Estoque de Mercadoria para Revenda R$ 6.00 Depreciação Acumulada R$ 11.00 Fornecedores – Vencimento em setembro de 2011 R$ 24.000.00 Participações Permanentes no Capital de Outras Empresas R$1. os seguintes saldos de contas: Contas Saldos Ações de Outras Empresas – para negociação R$ 2.000.000.00. b) R$23.000.00.R$73.2010.00.

00 c) entre $ –5.000. 2.Investimentos Imobilizado Intangível INVESTIMENTOS No subgrupo Investimentos do Ativo Não Circulante devem ser classificadas as participações societárias permanentes. entre eles.00.00 Participação Societária em empresas controladas R$ 17. como fonte permanente de renda.404/76. seria capaz de produzir 10. os gastos médios incorridos na produção e venda de uma unidade de produto Z é $8. não classificáveis no ativo circulante. 4.000. a Empresa X é sediada num paraíso fiscal.00 Participação Permanentes no Capital de Outras Empresas R$ 1. no seu art.00 Resposta C QUESTÃO: Segundo a Resolução CFC 1. portanto. é $ 62. até a data do teste.00. 6.00 por unidade. caso a Empresa X não vendesse o equipamento Y e o continuasse utilizando no processo produtivo. o lançamento contábil relativo ao teste de recuperabilidade do equipamento Y. dentro do Ativo Não Circulante.000.00 e $ –5. assim entendidas as importâncias aplicadas na aquisição de ações e outros títulos de participação societária. o valor de registro original do equipamento Y é $100. a depreciação acumulada do equipamento Y. Propriedades para investimento R$ 5.110/07. 7.800.000. adequadamente. e por isso classificadas no subgrupo Investimentos. seja por interesses econômicos.500. sabendo-se que: 1. o custo de capital da Empresa X é 10% ao ano. é $40. com a intenção de mantê-las em caráter permanente.00. na data do teste.00 b) entre $ –10.00 e $ –1.000. 9.em investimentos: as participações permanentes em outras sociedades e os direitos de qualquer natureza.00 Valor do Ativo não circulante são de R$ 24.000.001.500. seja para se obter o controle societário. a) entre $ –15. As contas serão classificadas do seguinte modo: III . o preço de venda do produto Z é $10. assinale o valor da variação que deverá sofrer o patrimônio da Empresa Industrial X ao efetuar. e que não se destinem à manutenção da atividade da companhia ou da empresa.As propriedades para investimento são mantidas para obter rendas ou para valorização do capital ou para ambas. De acordo com a Lei 6. na data do teste. ignore qualquer tributo. incorreria em gastos associados a tal transação no montante de $13.801.00. CPC 28 .000. 3. 179. o valor de mercado do equipamento Y.00. 5. caso a Empresa X vendesse o equipamento Y.00 e $ –10.00 . 8.000.000 unidades do produto Z por ano pelos próximos 3 anos.

A Lei 6404/76 obriga o teste de recuperabilidade para itens do ativo imobilizado e no intangível. por exemplo. Essa regra serve bem aos ativos destinados a venda. dos dois o menor. Valor justo líquido de despesa de venda é o montante a ser obtido pela venda de um ativo ou de unidade geradora de caixa em transações em bases comutativas.d) zero e) entre $1. O Teste de Recuperabilidade visa reduzir o valor do ativo.000 (40. e também consideramos seu valor econômico decorrente de seu uso. entretanto. ao seu valor justo (valor de venda) ou valor em uso. amortização ou exaustão acumulada e ajuste para perdas. a CPC 01 faz referência a todos os ativos. Assim. menos as despesas estimadas de venda. A redução de valores do ativo ao valor recuperável é um nome mais elegante para o velho jargão contábil: custo ou mercado.000. A conta para reduzir o valor do ativo ao seu valor recuperável é “perdas estimadas por redução ao valor recuperável”.000 2 . não há necessidade de constituir a provisão para perdas (perdas estimadas por redução ao valor recuperável).00 e $2. entre partes conhecedoras e interessadas. Significa dizer: se o equipamento continuasse funcionando.00 Resolução: Nos termos do CPC 01: Valor recuperável de um ativo ou de unidade geradora de caixa é o maior montante entre:  o seu valor justo líquido de despesa de venda  o seu valor em uso. Quando o valor de mercado (valor justo) for superior ao valor contábil reduzimos o valor do ativo por meio de constituição de provisão. 1 – Cálculo do valor contábil: Valor do equipamento (-) Depreciação Acumulada (=) Valor Contábil 100. Se o valor contábil for inferior ao valor em uso ou justo. dos dois o menor pode não fazer muito sentido (o bem não está destinado à venda. semelhante a depreciação acumulada ou provisão. para itens não destinados à venda a regra custo ou mercado. Valor em uso é o valor presente de fluxos de caixa futuros esperados que devem advir de um ativo ou de unidade geradora de caixa. Valor contábil é o montante pelo qual o ativo está reconhecido no balanço depois da dedução de toda respectiva depreciação. quando for maior. a necessidade de levarmos em conta o valor de mercado.Cálculo do preço de venda líquido (valor justo): corresponde ao preço de venda diminuídas das despesas com a venda: Preço de venda 62.000 .000) 60. entretanto. um bem do imobilizado). quanto geraria de lucro? Esse valor é calculado por estimativa.

000/1.21 = 20. o valor recuperável é de 49. Como a questão nos dá o custo do capital empregado. 5 – Determinar se há que se fazer provisão (para perdas estimadas): A provisão deverá ser feita quando o valor contábil (60.1) n = período de tempo.1)3 = 20.182 16.000/ (1+ 0.000 de lucro.000 por ano) à data do teste considerando o custo de capital dado no problema (10% ao ano).000/1.000 Considerando os três anos a empresa teria 60.737.000 unidades 20. Desse modo: 1° ano 2° ano 3° ano Total valor em uso 20.000/ (1+ 0.000) é maior que o valor recuperável (49.1)2 = 20.000) e o valor em uso (49.1 = 20. devemos levar os 3 valores (20.263) Resposta B .000 – 49.000/ (1+ 0.737).000) i = taxa de custo do capital (10% = 0. Capital na data futura (20.(-) Despesas com vendas (=) Valor justo (preço de venda líquido) (13. C = M/ (1+i)n C = Capital na data atual M = Montante.000/1.000) 49.529 15. então.737). Assim.1) = 20.263 O lançamento contábil seria: D – Perda por Desvalorização (conta de resultado) C – Perdas pelo valor não recuperável (retificadora Imobilizado) (10. Nesse ponto. consideramos que nesse lucro já está embutido esse custo.331 = 18. Aqui usaremos a fórmula de juros compostos: M = C (1+ i)n Assim.026 49.737 4 – Determinação do valor recuperável: O valor recuperável é o maior dentre o valor justo (49.000 3 – Cálculo do valor em uso do equipamento (valor que o equipamento produziria em funcionamento): Preço de venda unitário (-) Gastos incorridos na produção (=) Lucro unitário (x) Quantidade produzida (=) Lucro Anual 10 (8) 2 10.737 = 10. No nosso problema foi o que ocorreu. Dessa forma o valor da provisão seria: 60.

Em relação à resposta temos: Caixa das atividades de operações (Operacionais). Alternativamente.Demonstração dos Fluxos de Caixa Objetivo Informações sobre o fluxo de caixa de uma entidade são úteis para proporcionar aos usuários das demonstrações contábeis uma base para avaliar a capacidade de a entidade gerar caixa e equivalentes de caixa. respectivamente.QUESTÃO: Na Demonstração dos Fluxos de Caixa. (B) das operações e de investimento. quando usada em conjunto com as demais demonstrações contábeis. Questão relacionada ao CPC 03 (R2) . porque são custos de obtenção de recursos financeiros ou retornos sobre investimentos. porque eles entram na determinação do lucro líquido ou prejuízo. visto que reduz os efeitos decorrentes do uso de diferentes critérios contábeis para as mesmas transações e eventos. como fluxos de caixa de financiamento e fluxos de caixa de investimento. respectivamente. Benefícios da informação dos fluxos de caixa A demonstração dos fluxos de caixa. os juros pagos e os juros. As decisões econômicas que são tomadas pelos usuários exigem avaliação da capacidade de a entidade gerar caixa e equivalentes de caixa. Para reforçar a resposta recorremos ao item 14 letra A das atividades operacionais: . sua estrutura financeira (inclusive sua liquidez e solvência) e sua capacidade para mudar os montantes e a 4 CPC_03(R2) época de ocorrência dos fluxos de caixa. bem como da época de sua ocorrência e do grau de certeza de sua geração. (E) de financiamento e de financiamento. os dividendos e os juros sobre o capital próprio recebidos podem ser classificados. como caixa das atividades: (A) das operações e de financiamento (Resposta Correta). As informações sobre os fluxos de caixa são úteis para avaliar a capacidade de a entidade gerar caixa e equivalentes de caixa e possibilitam aos usuários desenvolver modelos para avaliar e comparar o valor presente dos fluxos de caixa futuros de diferentes entidades. Os juros pagos e recebidos e os dividendos e os juros sobre o capital próprio recebidos são comumente classificados como fluxos de caixa operacionais em instituições financeiras. A demonstração dos fluxos de caixa também concorre para o incremento da comparabilidade na apresentação do desempenho operacional por diferentes entidades. os juros recebidos de aplicações financeiras e a amortização de empréstimos obtidos são classificados.DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS . a fim de adaptá-los às mudanças nas circunstâncias e oportunidades.PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 03 (R2) . proporciona informações que permitem que os usuários avaliem as mudanças nos ativos líquidos da entidade. (C) de investimento e de investimento. não há consenso sobre a classificação desses fluxos de caixa para outras entidades. Todavia. Os juros pagos e recebidos e os dividendos e os juros sobre o capital próprio recebidos podem ser classificados como fluxos de caixa operacionais. bem como as necessidades da entidade de utilização desses fluxos de caixa. Item 33 CPC 03 (R2). (D) de investimento e de financiamento.

eles geralmente resultam de transações e de outros eventos que entram na apuração do lucro líquido ou prejuízo. portanto. valor presente e valor justo. assinale a opção CORRETA. e (g) recebimentos e pagamentos de caixa de contratos mantidos para negociação imediata ou disponíveis para venda futura. Portanto. hipotecas e outros empréstimos de curto e longo prazos. mediante a aplicação de indexadores ou outros elementos aptos a traduzir a variação do poder aquisitivo da moeda em um dado período. Caixa das atividades de financiamento Atividades de financiamento Item 17 CPC 03 (R2). tais como valor realizável. e (e) pagamentos em caixa pelo arrendatário para redução do passivo relativo a arrendamento mercantil financeiro. a) A aplicação do Princípio do Registro pelo Valor Original implica que os ativos e passivos sejam registrados pelos valores pagos ou a serem pagos em caixa.Item 14 CPC 03 (R2). honorários. empréstimos. A divulgação separada dos fluxos de caixa advindos das atividades de financiamento é importante por ser útil na predição de exigências de fluxos futuros de caixa por parte de fornecedores de capital à entidade. Resposta A QUESTÃO. comissões e outras receitas. (f) pagamentos ou restituição de caixa de impostos sobre a renda. (b) pagamentos em caixa a investidores para adquirir ou resgatar ações da entidade. outros títulos de dívida. anuidades e outros benefícios da apólice. Exemplos de fluxos de caixa advindos das atividades de financiamento são: (a) caixa recebido pela emissão de ações ou outros instrumentos patrimoniais. (d) pagamentos de caixa a empregados ou por conta de empregados. . constituindo-se. (c) caixa recebido pela emissão de debêntures. não sendo admitida outras bases de mensuração. Exemplos de fluxos de caixa que decorrem das atividades operacionais são: (a) recebimentos de caixa pela venda de mercadorias e pela prestação de serviços. Em relação à aplicação do Princípio do Registro pelo Valor Original. em um descumprimento do Princípio do Registro pelo Valor Original. b) A atualização monetária representa nova avaliação. Os fluxos de caixa advindos das atividades operacionais são basicamente derivados das principais atividades geradoras de receita da entidade. (b) recebimentos de caixa decorrentes de royalties. grifo nosso). (e) recebimentos e pagamentos de caixa por seguradora de prêmios e sinistros. a menos que possam ser especificamente identificados com as atividades de financiamento ou de investimento. notas promissórias. (d) amortização de empréstimos e financiamentos. (juros recebidos é uma receita financeira. (c) pagamentos de caixa a fornecedores de mercadorias e serviços.

Resposta C QUESTAO: Considerando os conceitos de passivos e provisões. F. V. mas tão somente o ajustamento dos valores originais para determinada data. V. A sequência CORRETA é: a) F. F. mediante a aplicação de indexadores ou outros elementos aptos a traduzir a variação do poder aquisitivo da moeda nacional em um dado período. mediante a aplicação de indexadores ou outros elementos aptos a traduzir a variação do poder aquisitivo da moeda nacional em um dado período. Passivos são obrigações presentes. Provisões são passivos com prazo ou valor incertos. 7º O Princípio do Registro pelo Valor Original determina que os componentes do patrimônio devem ser inicialmente registrados pelos valores originais das transações. mediante a aplicação de indexadores ou outros elementos aptos a traduzir a variação do poder aquisitivo da moeda nacional em um dado período. II. julgue os itens abaixo como Verdadeiros (V) ou Falsos (F) e. F.” Não representa o descumprimento do princípio.c) A atualização monetária representa o ajustamento dos valores originais para determinada data. IV. III. expressos em moeda nacional. D) Incorreto Artigo 7º da norma. assinale a opção CORRETA. convergentes às normas internacionais de contabilidade. Provisões estão relacionadas a perdas operacionais futuras. b) F. V. d) A redação atualizada da Resolução CFC n. F. I. RESOLUÇÃO A) Incorreto Art. feita pela Resolução n. V.º 750/93. F. em seguida.º 1.282/10. . que trata dos Princípios de Contabilidade. não representando um descumprimento Princípio ao Registro pelo Valor Original. B) Incorreto III – a atualização monetária não representa nova avaliação. d) V. Passivos podem representar obrigações formais ou legalmente exigíveis ou obrigações decorrentes de práticas negociais costumeiras. F. V. mas tão somente o ajustamento dos valores originais para determinada data. c) V. C) Correto III – a atualização monetária não representa nova avaliação. aboliu o Princípio do Registro pelo Valor Original por estar em desacordo com as novas normas contábeis brasileiras. V.

Sobre a definição de Provisões segundo o texto do PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 25 Provisões. Esse é normalmente o caso. Entretanto. Uma obrigação é um dever ou responsabilidade de agir ou de desempenhar uma dada tarefa de certa maneira.V.: O texto foi retirado do pronunciamento. Com base nos textos dos pronunciamentos. cuja liquidação se espera que resulte em saída de recursos da entidade capazes de gerar benefícios econômicos. as importâncias que espera gastar com os produtos já vendidos constituem passivos. Os seguintes termos são usados neste Pronunciamento. se. Passivos Contingentes e Ativos Contingentes e sua correspondente NBC TG 25 – Resolução nº. obrigações surgem também de práticas usuais do negócio. F. QUESTÃO: Em relação à aplicação do Princípio da Oportunidade.180/09 Sobre a definição de Passivo. V. . Passivo é uma obrigação presente da entidade. conforme texto do PRONUNCIAMENTO CONCEITUAL BÁSICO (R1) Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro Passivos 4. OBS. Uma característica essencial para a existência de passivo é que a entidade tenha uma obrigação presente. com os significados especificados: Provisão é um passivo de prazo ou de valor incertos. a) A falta de integridade e tempestividade na produção e na divulgação da informação contábil pode ocasionar a perda de sua relevância. Desse modo. sem alterações. retificar defeitos em seus produtos. 1.Resolução: Para resolver esta questão devemos ler o que está definido no PRONUNCIAMENTO CONCEITUAL BÁSICO (R1) Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro e sua correspondente NBC TG Estrutura Conceitual – Resolução nº. porém nós fizemos os destaques pra salientar as respostas às questões. V. derivada de eventos já ocorridos. por exemplo. 1. podemos concluir a resposta correta: Resposta D .15. por questão de política mercadológica ou de imagem.: O texto foi retirado do pronunciamento. das contas a pagar por bens e serviços recebidos. As obrigações podem ser legalmente exigíveis em consequência de contrato ou de exigências estatutárias. mesmo quando tais defeitos tenham se tornado conhecidos depois da expiração do período da garantia. ressaltados os destaques feitos por nós.374/11. sem alterações. porém nós fizemos os destaques pra salientar as respostas às questões. bem como o PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 25 Provisões. a entidade que decida. Passivos Contingentes e Ativos Contingentes Definições 10. assinale a opção INCORRETA. por exemplo. de usos e costumes e do desejo de manter boas relações comerciais ou agir de maneira equitativa.” OBS.

. que dispõe sobre os Princípios Fundamentais de Contabilidade. por isso é necessário ponderar a relação entre a oportunidade e a confiabilidade da informação. 6º O Princípio da Oportunidade refere-se ao processo de mensuração e apresentação dos componentes patrimoniais para produzir informações íntegras e tempestivas Resposta C QUESTÃO: Relacione a base de mensuração na primeira coluna com a descrição respectiva na segunda coluna e. d) Correto . Assinale a opção incorreta a) Correto A falta de integridade e tempestividade na produção e na divulgação da informação contábil pode ocasionar a perda de sua relevância. RESOLUÇÃO Resolução CFC n. b) Correto por isso é necessário ponderar a relação entre a oportunidade e a confiabilidade da informação. 3.b) É necessário ponderar a relação entre a oportunidade e a confiabilidade da informação. de forma a tentar equilibrar as duas qualidades. d) Este Princípio de Contabilidade refere-se ao processo de mensuração e apresentação dos componentes patrimoniais para produzir informações íntegras e tempestivas. 1. 1.º 750/93. 2. A sequência CORRETA é: a) 2.diz isso sim Art. assinale a opção CORRETA. em seguida. 1. sendo sempre preferível sacrificar a tempestividade em prol da confiabilidade. c) Incorreto. o princípio não informa isso. c) 3. b) 2. c) É necessário considerar que a confiabilidade tem prioridade em relação à tempestividade da informação produzida. 3.

não descontados. Vamos então verificar o que diz o texto do Pronunciamento a respeito dos critérios de mensuração. que se espera seriam necessários para liquidar a obrigação na data do balanço. em algumas circunstâncias (como.” Tentando evitar o entendimento do texto por mera “decoreba”.374/11. Os passivos são reconhecidos pelos montantes em caixa ou equivalentes de caixa. É o valor atualizado do Item. descontado. tanto para contas do Ativo quanto para contas do Passivo. Os passivos são mantidos pelo valor presente. Os ativos são mantidos pelo valor presente. que se espera serão pagos para liquidar as correspondentes obrigações no curso normal das operações. pelos montantes em caixa ou equivalentes de caixa. 1. Os ativos são registrados pelos montantes pagos em caixa ou equivalentes de caixa ou pelo valor justo dos recursos entregues para adquiri-los na data da aquisição. Custo histórico. Mensuração é o processo que consiste em determinar os montantes monetários por meio dos quais os elementos das demonstrações contábeis devem ser reconhecidos e apresentados no balanço patrimonial e na demonstração do resultado. da negociação.d) 3. imposto de renda). 2. Os passivos são registrados pelos montantes dos recursos recebidos em troca da obrigação ou. seja Ativo ou Passivo. descontado. (c) Valor realizável (valor de realização ou de liquidação). (d) Valor presente. Esse processo envolve a seleção da base específica de mensuração. Essas bases incluem o que segue: (a) Custo histórico. É o valor nominal do contrato. não descontados. pelos montantes em caixa ou equivalentes de caixa se espera serão necessários para liquidar o passivo no curso normal das operações. dos fluxos futuros de saídas líquidas de caixa que se espera serão necessários para liquidar o passivo no curso normal das operações. por exemplo. Os ativos são mantidos pelos montantes em caixa ou equivalentes de caixa que teriam de ser pagos se esses mesmos ativos ou ativos equivalentes fossem adquiridos na data do balanço. isto é. RESOLUÇÃO A resposta a esta questão está apresentada no conteúdo do PRONUNCIAMENTO CONCEITUAL BÁSICO (R1) Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro. No . 4.55.54. da Nota Fiscal. 1. dos fluxos futuros de entradas líquidas de caixa que se espera seja gerado pelo item no curso normal das operações. Custo corrente. É o valor da negociação efetuada. (b) Custo corrente. “Mensuração dos elementos das demonstrações contábeis 4. No caso do Ativo é como se eu atualizasse meus estoques por exemplo pelo valor de compra na data do balanço. vamos resumir as formas de mensuração de uma maneira mais simples. emitido pelo CPC (Comitê de Pronunciamentos Contábeis) e pela NBC TG Estrutura Conceitual – Resolução no. Um número variado de bases de mensuração é empregado em diferentes graus e em variadas combinações nas demonstrações contábeis. Os ativos são mantidos pelos montantes em caixa ou equivalentes de caixa que poderiam ser obtidos pela sua venda em forma ordenada. Os passivos são mantidos pelos seus montantes de liquidação.

assinale a opção INCORRETA. RESOLUÇÃO A resposta a esta questão está apresentada no conteúdo do PRONUNCIAMENTO CONCEITUAL BÁSICO (R1) Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório . As demonstrações contábeis não são neutras se. pela escolha ou apresentação da informação. Valor presente. ajudando-os a avaliar o impacto de eventos passados. d) Uma qualidade essencial das informações apresentadas nas demonstrações contábeis é que elas sejam compreendidas pelos usuários. visando atingir um resultado ou desfecho predeterminado. imparcial. isto é. No caso do Passivo funciona a mesma sistemática. Valor realizável (valor de realização ou de liquidação). atividades econômicas e contabilidade e a disposição de estudar as informações com razoável diligência. Como exemplo. QUESTAO: Em relação às características qualitativas das informações contábeis. Para tanto. presentes ou futuros ou confirmando ou corrigindo as suas avaliações anteriores.Passivo é como se eu atualizasse as dívidas para a data do balanço. porém contabilizamos sempre o valor total da nota fiscal como Contas a Pagar ou Contas a Receber respectivamente. 3. podemos citar as compras e vendas a prazo. O valor presente é o Valor total da Nota Fiscal subtraído do custo financeiro embutido nela. c) Para ser confiável.2. e mudanças em políticas contábeis somente são admitidas quando requeridas pela introdução de normas contábeis aperfeiçoadas. É o valor atual de mercado. elas induzirem a tomada de decisão ou julgamento específico. Tanto para o Ativo quanto para o Passivo refere-se ao valor histórico subtraído dos ônus financeiros adicionados na data da contratação. presume-se que os usuários tenham um conhecimento razoável dos negócios. o que poderia incorrer em acréscimos de valores até a data do balanço. a) A mensuração e a apresentação dos efeitos financeiros de transações semelhantes e outros eventos devem ser feitas de modo consistente pela entidade. Resposta A . 1. Em outras palavras é o valor que eu conseguiria obter se me desfizesse do Ativo na data do balanço. pois toda compra ou venda a prazo está adicionada de custo financeiro. b) As informações são relevantes quando podem influenciar as decisões econômicas dos usuários. a informação contida nas demonstrações contábeis deve ser neutra.

no seu desempenho e nos seus fluxos de caixa. outros eventos ou condições acerca da posição patrimonial e financeira. A informação pode ser capaz de fazer diferença em uma decisão mesmo no caso de alguns usuários decidirem não a levar em consideração. presentes ou futuros ou confirmando ou corrigindo as suas avaliações anteriores. De acordo com o PRONUNCIAMENTO CONCEITUAL BÁSICO “Características qualitativas fundamentais QC5. a menos que uma mudança em política contábil esteja em conformidade com um dos critérios enunciados no item 14. . do desempenho ou dos fluxos de caixa da entidade. pela correspondente NBC TG Estrutura Conceitual – Resolução no. 15. 1.. Mudança de Estimativa e Retificação de Erro – Resolução no. Segundo o CPC 23 Políticas Contábeis. emitido pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis. devem ser aplicadas as mesmas políticas contábeis em cada período e de um período para o outro.” Alternativa incorreta.Contábil-Financeiro. ou (b) resultar em informação confiável e mais relevante nas demonstrações contábeis sobre os efeitos das transações. Relevância QC6. emitido pelo CPC (Comitê de Pronunciamentos Contábeis). pois além de novas normas ou normas aperfeiçoadas. Os usuários das demonstrações contábeis devem ter a possibilidade de comparar as demonstrações contábeis da entidade ao longo do tempo para identificar tendências na sua posição patrimonial e financeira. 1. Por isso.374/11. A entidade deve alterar uma política contábil apenas se a mudança: (a) for exigida por Pronunciamento. As características qualitativas fundamentais são relevância e representação fidedigna. ou já tiver tomado ciência de sua existência por outras fontes. as mudanças das políticas contábeis podem acontecer pelos motivos elencados no item 14 b do pronunciamento CPC 23 b) As informações são relevantes quando podem influenciar as decisões econômicas dos usuários. e pelo Pronunciamento CPC 23 Políticas Contábeis. Mudança de Estimativa e Retificação de Erro. e mudanças em políticas contábeis somente são admitidas quando requeridas pela introdução de normas contábeis aperfeiçoadas.179/09 Para facilitar a resolução e o entendimento vamos comentar cada alternativa com base nos pronunciamentos referenciados anteriormente. “Mudança nas políticas contábeis” 14. Interpretação ou Orientação. a) A mensuração e a apresentação dos efeitos financeiros de transações semelhantes e outros eventos devem ser feitas de modo consistente pela entidade. ajudando-os a avaliar o impacto de eventos passados. Informação contábil-financeira relevante é aquela capaz de fazer diferença nas decisões que possam ser tomadas pelos usuários. Mudança de Estimativa e Retificação de Erro e sua correspondente NBC TG 23 Políticas Contábeis.

QC7. QC10. De acordo com o PRONUNCIAMENTO CONCEITUAL BÁSICO “QC14. De acordo com o PRONUNCIAMENTO CONCEITUAL BÁSICO “QC32. A informação contábil-financeira com valor preditivo é empregada pelos usuários ao fazerem suas próprias predições. ou qualquer outro tipo de manipulação que aumente a probabilidade de a informação contábilfinanceira ser recebida pelos seus usuários de modo favorável ou desfavorável. c) Para ser confiável. pela escolha ou apresentação da informação. imparcial.” Resposta A . Um retrato neutro da realidade econômica é desprovido de viés na seleção ou na apresentação da informação contábil-financeira. visando atingir um resultado ou desfecho predeterminado. a informação contida nas demonstrações contábeis deve ser neutra. elas induzirem a tomada de decisão ou julgamento específico. informação contábil-financeira relevante. presume-se que os usuários tenham um conhecimento razoável dos negócios. Relatórios contábil-financeiros são elaborados para usuários que têm conhecimento razoável de negócios e de atividades econômicas e que revisem e analisem a informação diligentemente. A informação contábil-financeira tem valor preditivo se puder ser utilizada como dado de entrada em processos empregados pelos usuários para predizer futuros resultados. a informação sobre receita para o ano corrente. Os resultados dessas comparações podem auxiliar os usuários a corrigirem e a melhorarem os processos que foram utilizados para fazer tais predições. QC9. por definição. Por exemplo. é aquela capaz de fazer diferença nas decisões tomadas pelos usuários. A informação que tem valor preditivo muitas vezes também tem valor confirmatório. A informação contábil-financeira não precisa ser uma predição ou uma projeção para que possua valor preditivo. também pode ser comparada com predições de receita para o ano corrente que foram feitas nos anos anteriores. A informação contábil-financeira tem valor confirmatório se retro-alimentar – servir de feedback – avaliações prévias (confirmá-las ou alterá-las). ênfase maior ou menor. Um retrato neutro não deve ser distorcido com contornos que possa receber dando a ele maior ou menor peso. d) Uma qualidade essencial das informações apresentadas nas demonstrações contábeis é que elas sejam compreendidas pelos usuários. atividades econômicas e contabilidade e a disposição de estudar as informações com razoável diligência. A informação contábil-financeira é capaz de fazer diferença nas decisões se tiver valor preditivo. a qual pode ser utilizada como base para predizer receitas para anos futuros. O valor preditivo e o valor confirmatório da informação contábil-financeira estão interrelacionados. A bem da verdade. valor confirmatório ou ambos.” Alternativa correta.” Alternativa correta. mesmo os usuários bem informados e diligentes podem sentir a necessidade de procurar ajuda de consultor para compreensão da informação sobre um fenômeno econômico complexo. Informação neutra não significa informação sem propósito ou sem influência no comportamento dos usuários. Para tanto. As demonstrações contábeis não são neutras se. isto é. QC8. Por vezes.

ativos fiscais diferidos. c) Imobilizado. ativos advindos de contratos de construção. Este Pronunciamento Técnico não se aplica a estoques. . (e) ativos financeiros que estejam dentro do alcance dos Pronunciamentos Técnicos do CPC que disciplinam instrumentos financeiros.292/10 Neste Pronunciamento. b) Estoque. leia-se: Alcance 2. EXCETO a: a) Ativo Intangível. aprovada pela RESOLUÇÃO CFC N. (b) ativos advindos de contratos de construção (ver Pronunciamento Técnico CPC 17 – Contratos de Construção). (g) ativos biológicos relacionados à atividade agrícola que sejam mensurados ao valor justo líquido de despesas de venda (ver Pronunciamento Técnico CPC 29 – Ativo Biológico e Produto Agrícola). ativos advindos de planos de benefícios a empregados ou ativos classificados como mantidos para venda (ou incluídos em grupo de ativos que seja classificado como disponível para venda) em decorrência de os Pronunciamentos Técnicos do CPC vigentes aplicáveis a esses ativos conterem disposições orientadoras para reconhecimento e mensuração desses ativos. Este Pronunciamento Técnico deve ser aplicado na contabilização de ajuste para perdas por desvalorização de todos os ativos. assinale a opção INCORRETA.QUESTAO: Redução ao Valor Recuperável de Ativos se aplica a todos os ativos a seguir. (c) ativos fiscais diferidos (ver Pronunciamento Técnico CPC 32 – Tributos sobre o Lucro). 3. Em relação às Notas Explicativas e às Demonstrações Contábeis. d) Investimento em Controlada Resolução Esta questão diz respeito ao PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 01 (R1) Redução ao Valor Recuperável de Ativos e a correspondente NBC TG 01 – Redução ao Valor Recuperável de Ativos. exceto: (a) estoques (ver Pronunciamento Técnico CPC 16(R1) – Estoques). (d) ativos advindos de planos de benefícios a empregados (ver Pronunciamento Técnico CPC 33 – Benefícios a Empregados). (h) custos de aquisição diferidos e ativos intangíveis advindos de direitos contratuais de companhia de seguros contidos em contrato de seguro dentro do alcance do Pronunciamento Técnico CPC 11 – Contratos de Seguro. (f) propriedade para investimento que seja mensurada ao valor justo (ver Pronunciamento Técnico CPC 28 – Propriedade para Investimento).” Resposta B. e (i) ativos não circulantes (ou grupos de ativos disponíveis para venda) classificados como mantidos para venda em consonância com o Pronunciamento Técnico CPC 31 – Ativo Não Circulante Mantido para Venda e Operação Descontinuada.º 1. conforme letra “a” item 2 do Pronunciamento Técnico CPC 01 (R1) Questão 09 9.

Estrutura 112. Divulgação de políticas contábeis 117. c) Informação adicional que não tenha sido apresentada nas demonstrações contábeis. d) Políticas contábeis inadequadas podem ser retificadas por meio da divulgação das políticas contábeis utilizadas ou por notas ou qualquer outra divulgação explicativa. que tenham risco significativo de provocar modificação material nos valores contábeis de ativos e passivos durante o próximo. deve ser apresentada nas notas explicativas. c) Informação adicional que não tenha sido apresentada nas demonstrações contábeis. mas que seja relevante para sua compreensão. As notas explicativas devem: (a) apresentar informação acerca da base para a elaboração das demonstrações contábeis e das políticas contábeis específicas utilizadas de acordo com os itens 117 a 124. (b) divulgar a informação requerida pelas normas. RESOLUÇÃO a) A entidade deve divulgar nas notas explicativas as fontes principais da incerteza das estimativas à data do balanço que tenham risco significativo de provocar modificação material nos valores contábeis de ativos e passivos durante o próximo. b) A entidade deve divulgar no resumo de políticas contábeis significativas as bases de mensuração utilizadas na elaboração das demonstrações contábeis e outras políticas contábeis utilizadas que sejam relevantes para a compreensão das demonstrações contábeis. interpretações e comunicados técnicos que não tenha sido apresentada nas demonstrações contábeis. e (b) outras políticas contábeis utilizadas que sejam relevantes para a compreensão das demonstrações contábeis. Principais fontes da incerteza das estimativas 125. mas que seja relevante para sua compreensão. A entidade deve divulgar nas notas explicativas informação acerca dos principais pressupostos relativos ao futuro. Com respeito a esses ativos e passivos. na NBC TG 26 – Apresentação das Demonstrações Contábeis menção sobre esta afirmativa. O que diz a NBC TG 26 – Apresentação das Demonstrações Contábeis. deve ser apresentada nas notas explicativas. Não há. e outras fontes principais da incerteza das estimativas à data do balanço. O que diz a NBC TG 26 – Apresentação das Demonstrações Contábeis. as notas explicativas devem incluir detalhes informativos acerca: (a) da sua natureza. portanto é uma afirmativa incorreta . e (c) prover informação adicional que não tenha sido apresentada nas demonstrações contábeis. e (b) do seu valor contábil à data do balanço. d) Políticas contábeis inadequadas podem ser retificadas por meio da divulgação das políticas contábeis utilizadas ou por notas ou qualquer outra divulgação explicativa.a) A entidade deve divulgar nas notas explicativas as fontes principais da incerteza das estimativas à data do balanço que tenham risco significativo de provocar modificação material nos valores contábeis de ativos e passivos durante o próximo. mas que seja relevante para sua compreensão. A entidade deve divulgar no resumo de políticas contábeis significativas: (a) a base (ou bases) de mensuração utilizada(s) na elaboração das demonstrações contábeis. O que diz a NBC TG 26 – Apresentação das Demonstrações Contábeis. b) A entidade deve divulgar no resumo de políticas contábeis significativas as bases de mensuração utilizadas na elaboração das demonstrações contábeis e outras políticas contábeis utilizadas que sejam relevantes para a compreensão das demonstrações contábeis.

nesse caso. deve existir uma diferenciação na valorização de Ativos e Passivos dependendo da continuidade ou não das atividades da empresa. Uma empresa em continuidade deve avaliar seus Ativos e Passivos pelo seu valor original. as demonstrações contábeis têm que ser preparadas numa base diferente e. a linha mestra de nossa ciência. enquanto que uma empresa em liquidação. A afirmação acima tem por base o Princípio da: a) Continuidade. sempre que se apresentem alternativas igualmente válidas para a quantificação das mutações patrimoniais que alterem o patrimônio líquido. 6º O Princípio da Oportunidade refere-se ao processo de mensuração e apresentação dos componentes patrimoniais para produzir informações íntegras e tempestivas. vamos ao menos verificar o que está publicado nas Normas Técnicas a respeito de cada Princípio mencionado nas alternativas. independentemente inclusive de documentos comprobatórios. portanto.282/10 Continuidade: “Art. desde haja uma condição e um critério técnico de apuração. Resolução É de fundamental importância conhecer todos os Princípios Contábeis. nem reduzir materialmente a escala das suas operações. “A falta de integridade e tempestividade na produção e na divulg ação da informação contábil pode ocasionar a perda de sua relevância. tal base deverá ser divulgada.” O Princípio da Oportunidade existe para garantir que toda variação patrimonial seja contabilizada no momento em que ela acontece. Parágrafo único. 10. . c) Prudência. pois eles são a base. se tal intenção ou necessidade existir. Oportunidade: “Art.” Pelo princípio da continuidade. a mensuração e a apresentação dos componentes do patrimônio levam em conta esta circunstância. 5º O Princípio da Continuidade pressupõe que a Entidade continuará em operação no futuro e. por isso é necessário ponderar a relação entre a oportunidade e a confiabilidade da informação. Para resolver esta questão.Resposta D QUESTÃO: Presume-se que a entidade não tem a intenção nem a necessidade de entrar em liquidação. Prudência: “Art. O Princípio da PRUDÊNCIA determina a adoção do menor valor para os componentes do ATIVO e do maior para os do PASSIVO. d) Relevância. deve avaliar seus Ativos e Passivos ao valor de realização futura. Texto atual conforme Resolução CFC 1. b) Oportunidade.

I. QUESTÃO: Em relação ao Passivo. (b) Passivo é uma obrigação presente da entidade. apenas.Parágrafo único. II e III. passivos e patrimônio líquido. São quatro as características qualitativas da informação contábil: Compreensibilidade. apenas. Os elementos diretamente relacionados com a mensuração da posição patrimonial e financeira são ativos. Relevância. III. cuja liquidação se espera que resulte em saída de recursos capazes de gerar benefícios econômicos. ou dois critérios de mensuração. derivada de eventos já ocorridos. c) II e III. vamos ler o que está escrito na NBC TG – ESTRUTURA CONCEITUAL. O Princípio da Prudência pressupõe o emprego de certo grau de precaução no exercício dos julgamentos necessários às estimativas em certas condições de incerteza. . II. 1. mas não são reconhecidas por não ser possível mensurá-las de forma confiável. Posição Patrimonial e Financeira 49.Continuidade. no sentido de que ativos e receitas não sejam superestimados e que passivos e despesas não sejam subestimados. Resolução A questão fala sobre a definição de Passivo. dessa maneira. A extinção de um passivo pode ocorrer mediante a prestação de serviços. Estes são definidos como segue: (a) Ativo é um recurso controlado pela entidade como resultado de eventos passados e do qual se espera que resultem futuros benefícios econômicos para a entidade. Confiabilidade e Comparabilidade Resposta A . Existem obrigações que atendem ao conceito de passivo. Relevância: Relevância não é um Princípio Contábil. atribuindo maior confiabilidade ao processo de mensuração e apresentação dos componentes patrimoniais. (c) Patrimônio Líquido é o valor residual dos ativos da entidade depois de deduzidos todos os seus passivos. julgue os itens abaixo e.” Este Princípio está presente sempre em que houver dúvida entre dois valores. b) I e II. apenas. e sim uma característica qualitativa da informação contábil. publicada pela Resolução CFC no. em seguida. Neste caso ser prudente significa contabilizar o menor valor para Ativos e o maior valor para Passivos. Está(ão) CERTO(S) o(s) item(ns): a) I. assinale a opção CORRETA. d) III.121/08. Passivos podem decorrer de obrigações formais ou legalmente exigíveis.

Dessa forma. Especificamente. por exemplo. Obrigações surgem também de práticas usuais de negócios. Neste último caso. mesmo quando tais defeitos tenham se tornado conhecidos depois que expirou o período da garantia. como contraprestação de aceitar a obrigação de pagar por esse direito um valor próximo do valor justo do ativo e o respectivo encargo financeiro. retificar defeitos em seus produtos. das contas a pagar por mercadorias e serviços recebidos. são reconhecidos como tais no balanço patrimonial do arrendatário. “Passivos 53. passivo ou patrimônio líquido. por uma questão de política mercadológica ou de imagem. de recursos capazes de gerar benefícios econômicos a fim de satisfazer o direito da outra parte.50. Assim. ou (e) conversão da obrigação em capital. uma entidade decide. por exemplo. Uma característica essencial para a existência de um passivo é que a entidade tenha uma obrigação presente. antes que um ativo ou um passivo seja reconhecido. mas não tentam especificar os critérios que precisam ser atendidos para que possam ser reconhecidos no balanço patrimonial. no caso do arrendamento financeiro. (c) prestação de serviços. a expectativa de que futuros benefícios econômicos fluam para a entidade ou deixem a entidade deve ser suficientemente certa para que seja atendido o critério de probabilidade do item 83. (b) transferência de outros ativos. Deve-se fazer uma distinção entre uma obrigação presente e um compromisso futuro. a natureza irrevogável do acordo significa que as conseqüências econômicas de deixar de cumprir a obrigação. por exemplo. A obrigação normalmente surge somente quando o ativo é recebido ou a entidade assina um acordo irrevogável de aquisição do ativo. as importâncias que espera gastar com os produtos já vendidos constituem-se passivos. A extinção de uma obrigação presente pode ocorrer de diversas maneiras. (d) substituição da obrigação por outra. Assim. deixem a entidade com pouca ou nenhuma alternativa para evitar o desembolso de recursos em favor da outra parte. por causa da existência de uma penalidade significativa. 55. usos e costumes e o desejo de manter boas relações comerciais ou agir de maneira eqüitativa. As obrigações podem ser legalmente exigíveis em conseqüência de um contrato ou de requisitos estatutários. portanto. por exemplo. pela entidade. . Uma obrigação é um dever ou responsabilidade de agir ou fazer de uma certa maneira. devese atentar para a sua essência e realidade econômica e não apenas sua forma legal. as definições abrangem itens que não são reconhecidos como ativos ou passivos no balanço porque não satisfazem aos critérios de reconhecimento discutidos nos itens 82 a 98. A liquidação de uma obrigação presente geralmente implica na utilização. As definições de ativo e passivo identificam os seus aspectos essenciais. Se. por meio de: (a) pagamento em dinheiro. Ao avaliar se um item se enquadra na definição de ativo. 54. Balanços patrimoniais elaborados de acordo com as normas devem incluir como ativo ou passivo itens que satisfaçam a essas definições. uma obrigação presente. Esse é normalmente o caso. A decisão da Administração de uma entidade de adquirir ativos no futuro não constitui. 51. por exemplo. o arrendamento financeiro dá origem a itens que satisfazem a definição de um ativo e um passivo e. 51. por si só. a essência e a realidade econômica são que o arrendatário adquire os benefícios econômicos do uso do ativo arrendado pela maior parte da sua vida útil.

constante do item 49. deve-se ao menos colocar em nota explicativa. Alguns passivos somente podem ser mensurados com o emprego de um elevado grau de estimativa.” OBS. tem um enfoque amplo e assim.I. com o item exposto acima conforme a NBC TG – ESTRUTURA CONCEITUAL. a venda das mercadorias no passado é a transação da qual deriva o passivo. assinale a opção CORRETA.” Ler na NBCT TG os itens 49 b. requer uma saída de recursos. Assim. tais como pela renúncia do credor ou pela perda dos seus direitos creditícios. nesse caso. (2) Nenhuma provisão é reconhecida. No Brasil esses passivos são descritos como provisões. Exemplos incluem provisões por pagamentos a serem feitos para satisfazer acordos com garantias em vigor e provisões para fazer face a obrigações de aposentadoria. ela é um passivo. . se não houver condições de mensurar. Opção “III” A extinção de um passivo pode ocorrer mediante a prestação de serviços. provavelmente. Passivos resultam de transações ou outros eventos passados. publicada pela Resolução CFC no. por exemplo. mas isso não descaracteriza o passivo. mas para sermos objetivos em relação a questão.121/08 Opção “I” “Passivos podem decorrer de obrigações formais ou legalmente exigíveis. 56. não será feita a provisão. QUESTÃO: Relacione a situação descrita na primeira coluna com o procedimento a ser adotado na segunda coluna e. A definição de passivo. Ou uma entidade pode ter a necessidade de reconhecer como passivo futuros abatimentos baseados no volume das compras anuais dos clientes.: Obviamente a definição de Passivos é complexa e merece a leitura de todos os ítens acima. em seguida. ainda que seu valor tenha que ser estimado. mas não são reconhecidas por não ser possível mensurá-las de forma confiável. Nos casos em que o fato se mostrar relevante. e 53 Opção “II” “Existem obrigações que atendem ao conceito de passivo.Uma obrigação pode também ser extinta por outros meios. (1) Há obrigação presente que. 57.” Ler na NBCT TG o ítem 57 Neste caso devemos entender que. II e III. mas é exigida divulgação para o passivo contingente. a aquisição de mercadorias e o uso de serviços resultam em contas a pagar (a não ser que pagos adiantadamente ou na entrega) e o recebimento de um empréstimo resulta na obrigação de liquidá-lo. identificaremos abaixo cada alternativa de resposta. se a provisão envolve uma obrigação presente e satisfaz os demais critérios da definição. 1. Ler na NBCT TG o ítem 55 c Resposta A .

extraídos do Pronunciamento Técnico CPC 25 – Provisões. Adicionalmente. 1. Por contraste: (a) as contas a pagar são passivos a pagar por conta de bens ou serviços fornecidos ou recebidos e que tenham sido faturados ou formalmente acordados com o fornecedor. mas que não tenham sido pagos. 13. Em sentido geral. (3) Nenhuma provisão é reconhecida e nenhuma divulgação é exigida. c) 2. Porém. 3. incluindo valores devidos a empregados (por exemplo. 3. neste Pronunciamento Técnico o termo “contingente” é usado para passivos e ativos que não sejam reconhecidos porque a sua existência somente será confirmada pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros incertos não totalmente sob o controle da entidade. mas provavelmente não irá requerer uma saída de recursos. Os passivos derivados de apropriação por competência (accruals) são frequentemente divulgados como parte das contas a pagar. As provisões podem ser distintas de outros passivos tais como contas a pagar e passivos derivados de apropriações por competência (accruals) porque há incerteza sobre o prazo ou o valor do desembolso futuro necessário para a sua liquidação. 3. Há obrigação possível ou obrigação presente cuja probabilidade de uma saída de recursos é remota. Resolução: Para entendimento da resolução é necessário a leitura do itens abaixo. a incerteza é geralmente muito menor do que nas provisões.(2) Há obrigação possível ou obrigação presente que pode requerer. 3. valores relacionados com pagamento de férias). faturados ou formalmente acordados com o fornecedor. e (b) os passivos derivados de apropriações por competência (accruals) são passivos a pagar por bens ou serviços fornecidos ou recebidos. Este Pronunciamento Técnico distingue entre: . enquanto as provisões são divulgadas separadamente. Passivos Contingentes e Ativos Contingentes “…Provisão e outros passivos 11. Relação entre provisão e passivo contingente 12. 2. 1. Embora algumas vezes seja necessário estimar o valor ou prazo desses passivos. todas as provisões são contingentes porque são incertas quanto ao seu prazo ou valor. o termo passivo contingente é usado para passivos que não satisfaçam os critérios de reconhecimento. 2. d) 1. A sequência CORRETA é: a) 2. b) 1. (3) (1) A provisão é reconhecida e é exigida divulgação para a provisão.

A provisão é reconhecida e é exigida divulgação para a provisão. assinale a opção CORRETA. 3. e (c) possa ser feita uma estimativa confiável do valor da obrigação. 1. Uma provisão deve ser reconhecida quando: (a) a entidade tem uma obrigação presente (legal ou não formalizada) como resultado de evento passado. Em casos raros não é claro se existe ou não uma obrigação presente. (V) Estão fora do alcance da Estrutura Conceitual informações financeiras elaboradas . Se essas condições não forem satisfeitas. levando em consideração toda a evidência disponível. Com base nessa observação. é mais provável que sim do que não que existe uma obrigação presente na data do balanço…” Baseado na leitura acima.(a) provisões – que são reconhecidas como passivo (presumindo-se que possa ser feita uma estimativa confiável) porque são obrigações presentes e é provável que uma saída de recursos que incorporam benefícios econômicos seja necessária para liquidar a obrigação. Obrigação presente 15. teremos a seguinte resposta: (2) (3) (1) Nenhuma provisão é reconhecida. presume-se que um evento passado dá origem a uma obrigação presente se. em seguida. (b) seja provável que será necessária uma saída de recursos que incorporam benefícios econômicos para liquidar a obrigação. visto que ainda há de ser confirmado se a entidade tem ou não uma obrigação presente que possa conduzir a uma saída de recursos que incorporam benefícios econômicos. mas é exigida divulgação para o passivo contingente. Resposta A . Nesses casos.2. nenhuma provisão deve ser reconhecida. e (b) passivos contingentes – que não são reconhecidos como passivo porque são: (i) obrigações possíveis. ou não pode ser feita uma estimativa suficientemente confiável do valor da obrigação). QUESTÃO: A Estrutura Conceitual para Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis estabelece os conceitos que fundamentam a preparação e a apresentação de demonstrações contábeis destinadas a usuários externos. julgue os itens a seguir como Verdadeiros (V) ou Falsos (F) e. Reconhecimento Provisão 14. ou (ii) obrigações presentes que não satisfazem os critérios de reconhecimento deste Pronunciamento Técnico (porque não é provável que seja necessária uma saída de recursos que incorporem benefícios econômicos para liquidar a obrigação. Nenhuma provisão é reconhecida e nenhuma divulgação é exigida.

c) V. (V) (F) A sequência CORRETA é: a) F. esclarecendo a opção de Falso ou Verdadeiro. Esta Estrutura Conceitual aborda: (a) o objetivo das demonstrações contábeis. F.. V. F. b) F. F. informações sobre assuntos complexos devem ser excluídas por serem de difícil entendimento para usuários que não conheçam as particularidades do negócio. aquelas incluídas em prospectos para . (c) a definição. Muitos usuários. F. Alguns desses usuários talvez necessitem de informações. e tenham o poder de obtêlas. Segundo a NBCT TG “…Alcance 5. devem ser preparadas e apresentadas tendo em vista essas necessidades. têm de confiar nas demonstrações contábeis como a principal fonte de informações financeiras. para cada alternativa iremos identificar imediatamente abaixo o item correspondente na Norma. Compreensibilidade. 6. inclusive das demonstrações contábeis consolidadas. F. V. (b) as características qualitativas que determinam a utilidade das informações contidas nas demonstrações contábeis. d) V. Resolução A resolução desta questão está no texto da NBC TG ESTRUTURA CONCEITUAL – Estrutura Conceitual para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis. Estão fora do alcance desta Estrutura Conceitual informações financeiras elaboradas para fins especiais. portanto. Esta Estrutura Conceitual trata das demonstrações contábeis para fins gerais (daqui por diante designadas como “demonstrações contábeis”). Por esta razão.para fins exclusivamente fiscais. Regime de Competência e Continuidade são apresentados na Estrutura Conceitual para Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis como pressupostos básicos. relevância. Tais demonstrações contábeis são preparadas e apresentadas pelo menos anualmente e visam atender às necessidades comuns de informações de um grande número de usuários. F. Tais demonstrações. por exemplo. confiabilidade e comparabilidade são apresentadas na Estrutura Conceitual para Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis como pressupostos básicos. (F) Uma qualidade essencial das informações apresentadas nas demonstrações contábeis é que elas sejam prontamente entendidas pelos usuários. e (d) os conceitos de capital e de manutenção do capital. portanto. V. além daquelas contidas nas demonstrações contábeis. F. V. como. o reconhecimento e a mensuração dos elementos que compõem as demonstrações contábeis. F. () Estão fora do alcance da Estrutura Conceitual informações financeiras elaboradas para fins exclusivamente fiscais. todavia.

inclusive sob o pretexto de que seria difícil para certos usuários as entenderem…. Segundo a NBCT TG “…Compreensibilidade 25. presume-se que os usuários tenham um conhecimento razoável dos negócios. os efeitos das transações e outros eventos são reconhecidos quando ocorrem (e não quando caixa ou outros recursos financeiros são recebidos ou pagos) e são lançados nos registros contábeis e reportados nas demonstrações contábeis dos períodos a que se referem. quando as exigências de tais demonstrações o permitirem…. demonstrações contábeis são preparadas conforme o regime contábil de competência. presume-se que a entidade . informações sobre assuntos complexos que devam ser incluídas nas demonstrações contábeis por causa da sua relevância para as necessidades de tomada de decisão pelos usuários não devem ser excluídas em nenhuma hipótese.” Alternativa FALSA () Regime de Competência e Continuidade são apresentados na Estrutura Conceitual para Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis como pressupostos básicos. informações sobre assuntos complexos devem ser excluídas por serem de difícil entendimento para usuários que não conheçam as particularidades do negócio. mas também sobre obrigações de pagamento no futuro e sobre recursos que serão recebidos no futuro. atividades econômicas e contabilidade e a disposição de estudar as informações com razoável diligência. O regime de competência pressupõe a confrontação entre receitas e despesas que é destacada nos itens 95 e 96. As demonstrações contábeis são normalmente preparadas no pressuposto de que a entidade continuará em operação no futuro previsível. Dessa forma. Dessa forma. Uma qualidade essencial das informações apresentadas nas demonstrações contábeis é que elas sejam prontamente entendidas pelos usuários. Segundo esse regime. Segundo a NBCT TG “…Pressupostos Básicos Regime de Competência 22.lançamentos de ações no mercado e ou elaboradas exclusivamente para fins fiscais. Não obstante. Por esta razão. Continuidade 23. As demonstrações contábeis preparadas pelo regime de competência informam aos usuários não somente sobre transações passadas envolvendo o pagamento e recebimento de caixa ou outros recursos financeiros.” Alternativa VERDADEIRA () Uma qualidade essencial das informações apresentadas nas demonstrações contábeis é que elas sejam prontamente entendidas pelos usuários. Todavia. Para esse fim. esta Estrutura Conceitual pode ser aplicada na preparação dessas demonstrações para fins especiais. A fim de atingir seus objetivos. apresentam informações sobre transações passadas e outros eventos que sejam as mais úteis aos usuários na tomada de decisões econômicas.

relevância. as demonstrações contábeis têm que ser preparadas numa base diferente e.V. se tal intenção ou necessidade existir. confiabilidade e comparabilidade são apresentadas na Estrutura Conceitual para Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis como pressupostos básicos.não tem a intenção nem a necessidade de entrar em liquidação. nem reduzir materialmente a escala das suas operações. V. Segundo a NBCT TG CARACTERÍSTICAS QUALITATIVAS DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Compreensibilidade Relevância Materialidade Confiabilidade Representação adequada Primazia da essência sobre a forma Neutralidade Prudência Integridade Comparabilidade Alternativa FALSA Resposta C . nesse caso. tal base deverá ser divulgada. Alternativa VERDADEIRA () Compreensibilidade. F. 24 – 46 25 26 – 30 29 – 30 31 – 38 33 – 34 35 36 37 38 39 – 42 . F.

dos planos operacionais e das atividades de distribuição para determinar o lucro. surgiu a necessidade de aperfeiçoar os mecanismos de planejamento e controle das atividades empresariais. Nessa época. quer seja um produto. É. e conseqüentemente os únicos custos produtivos considerados eram o valor das matérias-primas consumidas e da mão-de-obra utilizada. para qualquer empresa ter um sistema de . da intensificação da concorrência e da crescente escassez de recursos. dos serviços. dos inventários. as empresas possuíam processos produtivos basicamente artesanais. imprescindível. tudo ao final de um determinado período. Além disso. organiza. dos componentes da organização. então. uma mercadoria ou um serviço. de produtos fabricados e de produtos vendidos. Como consequência do crescimento das organizações.CONTABILIDADE DE CUSTOS E GERENCIAL CONTABILIDADE DE CUSTOS CONCEITO Contabilidade de Custos é a parte da ciência contábil que se dedica ao estudo racional dos gastos feitos para se obter um bem de venda ou de consumo. analisa e interpreta os custos dos produtos. ORIGEM E EVOLUÇÃO DA CONTABILIDADE DE CUSTOS A Contabilidade de Custos nasceu com a Revolução Industrial. Estoques iniciais (+) Compras (-) Estoques finais (=) Custo das Mercadorias Vendidas b) Verificar os resultados obtidos pelas empresas como consequência da fabricação e venda de seus produtos. para controlar as operações e para auxiliar o administrador no processo de tomada de decisão. e tinha como objetivos: a) Avaliação de inventários de matérias-primas. Contabilidade de Custos é o ramo da função financeira que acumula. as inúmeras possibilidades de utilização dos fatores de produção determinam uma variedade quase infinita no comportamento dos custos resultantes.

sem o conhecimento dos custos do modo mais real possível. 3 .A determinação do preço de venda dos produtos ou serviços. num verdadeiro sistema de informações gerenciais.O estabelecimento dos orçamentos.custos. ainda mais numa economia capitalista e concorrencial como a nossa. b) Investimento . de qualquer atividade da empresa.A redução dos custos dos fatores de produção. . a Contabilidade de custos. 7 . 8 .Sacrifício financeiro com que a entidade arca para a obtenção de um produto ou serviço qualquer.O levantamento dos custos dos desperdícios. dos produtos danificados.A determinação dos custos dos setores de uma organização 4 .Gasto ativado em função de sua vida útil ou de benefícios atribuíveis a futuro(s) período(s). quando as despesas de manutenção e reparos ultrapassarem os benefícios advindos da utilização do equipamento. gradativamente. 2 . controle e atribuição dos custos. sacrifício esse representado por entrega ou promessa de entrega de ativos (normalmente dinheiro). estabelecer planos ou solucionar problemas especiais. constituem uma ferramenta administrativa da mais alta relevância. quando esta deseja tomar uma decisão. Em resumo.A determinação dos custos dos inventários com a finalidade de ajustar o cálculo dos estoques mínimos. agrupamento.À Administração.A determinação dos custos de qualquer natureza. do trabalho necessário para conserto. isto é. fornece informações para: 1 . Assim. 5 . as informações relativas aos custos de produção e/ou comercialização. FINALIDADE DA CONTABILIDADE DE CUSTOS A Contabilidade de Custos ocupa-se da classificação. resumidas e relatadas. 6 . do tempo ocioso dos operários. Essas informações constituem um subsídio básico para o processo de tomada de decisões. sendo que os custos coletados servem a três finalidades principais: a) Fornecer dados de custos para a medição dos lucros e avaliação dos estoques. É difícil tomar decisões confiáveis e ter uma margem de segurança satisfatória. TERMINOLOGIA UTILIZADA a) Gasto . as informações de custos transformam-se. 10 . 9 . bem como para o planejamento e controle das atividades empresariais. desde que apropriadamente organizadas. b) Fornecer informações aos dirigentes para o controle das operações e atividades da empresa.A determinação dos custos dos fatores de produção. da capacidade ociosa do equipamento. do lote econômico de compra e da época de compra.A determinação da época em que se deve desfazer de um equipamento. c) Fornecer informações para o planejamento da direção e a tomada de decisões. de vital importância para a administração das organizações empresariais. dos serviços de garantia dos produtos. Nesse sentido.

Bem ou serviço consumido direta ou indiretamente para a obtenção de receitas.Bem ou serviço consumido de forma anormal e involuntária. Ex. energia elétrica.A apropriação (rateio) dos custos indiretos FLUXO DOS CUSTOS E DESPESAS CUSTOS DEPESAS DESPESAS INDIRETOS DIRETOS RATEIO PRODUTO A VENDAS PRODUTO B PRODUTO C ESTOQUES CUSTO PRODUTOS VENDIDOS RESULTADO Custos e Despesas incorridos num mesmo período só irão para Resultado desse período caso toda produção elaborada seja vendida e não haja estoques iniciais e finais.Pagamento resultante da aquisição do bem ou serviço. Material deteriorado por um defeito anormal no equipamento.: Comissão de vendedor.A separação entre custos e despesas 2º Passo . ESQUEMA BÁSICO DA CONTABILIDADE DE CUSTOS 1º Passo .A apropriação dos custos diretos 3º Passo . e) Desembolso . d) Despesa . f) Perda .Gasto relativo a bem ou serviço utilizado na produção de outros bens ou serviços.c) Custo . Ex. É reconhecido no momento da utilização dos fatores de produção. 2.: Matéria prima. Ex.: Gasto com mão-de-obra durante período de greve. . para a fabricação de um produto ou execução de um serviço.

Rateio dos Custos Indiretos comuns e dos da Administração Geral da produção aos diversos Departamentos. etc. que serve para melhor identificar. Porque Departamentalizar ? Para uma racional distribuição dos custos indiretos. . representada por homens e máquinas desenvolvendo atividades homogêneas. não produtivos/serviços/auxiliares. Síntese do Esquema Básico Completo 1º Passo . possibilitando o controle dos gastos e realizações pelos próprios responsáveis. visivelmente. em determinadas empresas.Apropriação dos Custos Diretos diretamente aos produtos. autoridade. as responsabilidades. pois a simples alocação aos produtos. custos.Atribuição dos Custos Indiretos que agora só estão nos Departamentos de Produção aos produtos segundo critérios fixados. 3º Passo . à parte. quer de produção quer de serviços. ou seja. objetivos e metas dos centros específicos. Podem receber a classificação de Produtivos. 4º Passo . Esta técnica de departamentalizar a entidade em centros acumuladores de custos é o que denominamos de custeamento ou custos por responsabilidade. 6º Passo .Apropriação dos Custos Indiretos que pertencem. nele são acumulados os custos indiretos para posterior alocação aos produtos ou a outros departamentos.DEPARTAMENTALIZAÇÃO E CENTROS DE CUSTOS Departamento: É a unidade administrativa para a Contabilidade de Custos. agrupando. Centros de Custos: Na maioria das vezes um departamento é um Centro de Custos. não espelha a correta apropriação dos custos aos produtos.Separação entre custos e Despesas. aos Departamentos. 2º Passo . 5º Passo .Escolha da seqüência de rateio dos Custos acumulados nos Departamentos de Serviços e sua distribuição aos demais Departamentos. os comuns.

FLUXO DOS CUSTOS E DESPESAS EM EMPRESAS POR DEPARTAMENTO .

no entanto. Serviço D R Produto Y Estoques R = R a te io Custos dos Produtos Vendidos RESULTADO MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DOS MATERIAIS Preço Médio O critério mais utilizado no Brasil é o do Preço Médio para avaliação dos estoques.Custos de Produção Despesas de Adm. Serviço A Vendas R Depart. fixar pelo menos dois tipos diferentes de Preço Médio: Móvel e Fixo. Serviço C R Produto X Depart. Podemos. de Vendas e Financeira Indiretos Diretos R Comuns Alocáveis Diretamente aos Depart. Serviço B R Depart. . Depart.

quer visem a suprir apenas idéias. notadamente sob os da tomada de decisões. há uma tendência de o produto ficar avaliado por custo menor do que quando do custo médio. na contabilidade de custos. avaliado por preços maiores. A contabilidade gerencial pode ser caracterizada superficialmente como: um enfoque especial. mas é provável que então o preço de venda também seja maior. A legislação fiscal brasileira não está mais aceitando o preço médio ponderado fixo se for calculado com base nas compras de um período maior que o prazo de rotação do estoque. utiliza-se da doutrina e da técnica existente para encaminhá-las na observação de uma finalidade definida. Realmente não faz sentido avaliar pelo preço médio das compras do ano os estoques adquiridos nos últimos três meses. Critérios de Avaliação dos Materiais: PEPS (FIFO) Neste critério é custeado pelos preços mais antigos. É lógico que o material estocado. Provavelmente por essa razão. uma outra contabilidade. Com o uso desse método. há tendência de se apropriar custos mais recentes aos produtos feitos. será apropriado no futuro à produção. pois uma organização de conhecimentos científicos para conseguir efeitos práticos na direção dos empreendimentos. essa forma de apropriação. CONTABILIDADE GERENCIAL DEFINIÇÕES DA CONTABILIDADE GERENCIAL No que diz respeito à contabilidade gerencial. O primeiro a entrar é o primeiro a sair (first-in. não é admitida pelo Imposto de Renda brasileiro. o que provoca normalmente redução do lucro contábil. first-out). qual seja a da correta administração do patrimônio. como conceito básico. tendo-se em vista a situação normal de preços crescentes. o menor valor existente do material nos estoques. conferido a várias técnicas e procedimentos contábeis já conhecidos e tratados na contabilidade financeira. por exemplo. via de regra. Não se constrói. Essa sub avaliação do custo do produto elaborado acaba por apropriar um resultado contábil maior para o exercício em que for vendido. first-out) provoca efeitos contrários ao PEPS. acaba-se por apropriar ao produto. apesar de aceita pelos princípios contábeis. pode-se dizer que é o método que orientará o conjunto de conhecimentos contábeis organizado para observar o objeto da ciência sob o aspecto administrativo. Ao se utilizar o PEPS. permanecendo os mais recentes em estoques. A contabilidade gerencial é. Com a adoção do UEPS. na análise financeira de . portanto. Critérios de Avaliação dos Materiais: UEPS (LIFO) O método de último a entrar primeiro a sair (last-in. quer sejam eles lucrativos.Preço Médio Ponderado Móvel: É assim chamado aquele mantido pela empresa com controle constante dos seus estoques e que por isso atualiza seu preço médio após cada aquisição. Preço Médio Ponderado Fixo: Utilizado quando a empresa calcula o preço médio apenas após o encerramento do período ou quando decide apropriar a todos os produtos elaborados no período um único preço por unidade.

monitoramento e medição do desempenho e indução a qualquer ação corretiva exigida para retornar a atividade a seu curso intencional. inclui aspectos estratégicos. participação no desenvolvimento do sistema de planejamento. efetivamente e prontamente. as conclusões referentes a esses dados. Informação pertinente para a administração e outros para usos internos e externos. fornecimento de informações aos executivos que operam em áreas funcionais que possam usá-las para alcançarem o desempenho desejável. transações impresariais ou outros eventos econômicos que têm ocorrido ou previsões dos que podem acontecer.. históricas e prospectivas para facilitá-la. Julgamento das implicações de eventos históricos e esperados e ajuda na escolha do curso ótimo de ação. Assegurar a integridade da informação financeira relativa às atividades e aos recursos e aos recursos da empresa.  MENSURAÇÃO    ACUMULAÇÃO ANÁLISE PREPARAÇÃO E INTERPRETAÇÃO  COMUNICAÇÃO  PLANEJAMENTO  AVALIAÇÃO  CONTROLE . incluindo estimativas. está voltada única e exclusivamente para a administração da empresa. Determinação das razões para reportar a atividade e sua relação com outros eventos econômicos e circunstanciais. se apropriado. Quantificação. num sentido mais profundo. A contabilidade gerencial. procurando suprir suas informações que se encaixam de maneira válida e efetiva no modelo decisório do administrador. Quantificação e interpretação dos efeitos de transações planejadas e outros eventos econômicos na empresa. também. isso inclui. de maneira a auxiliar os gerentes das entidades em seu processo decisório. das análises. CARACTERÍSTICAS DOS PROCESSOS DA CONTABILIDADE GERENCIAL PROCESSO  IDENTIFICAÇÃO CARACTERISTICAS Reconhecimento e avaliação de transações empresariais e outros eventos econômicos para ação contábil apropriada. táticos e operacionais e requer que o contador forneça informações quantitativas. provendo informações apresentadas logicamente. o que inclui. Delineação de abordagens disciplinadas e consistentes para registrar e classificar transações empresariais apropriadas e outros eventos econômicos. colocados numa perspectiva diferente. um grau de detalhe mais analítico ou numa forma de apresentação e classificação diferenciada. estabelecendo metas alcançáveis e escolhendo meios apropriados de monitorar o progresso em direção às metas. inclui a tradução de dados em tendências e relações: comunicação das conclusões derivadas. Coordenação e planejamento de dados contábeis.balanços etc.

contabiliza. transmitir os objetivos e as metas da administração ao longo da empresa na forma de responsabilidades nomeadas. a correta diferenciação dos gastos em custos e despesas se faz necessária já que a contabilidade trata ambas de formas distintas. então. não alteram o resultado do período. as informações financeiras para o processo de gestão da empresa. que são base para identificar responsabilidades. como acionistas. ativos. obrigações e informação Quantitativa relacionada para gerentes que terão. c) quando incorridos pelo comprador na aquisição de mercadorias para revenda. Conceitos e Exemplos De grande importância para a gestão de negócios. credores. para grupos não administrativos. aliando à teoria x prática. b) quando incorridos pelo vendedor na entrega de mercadorias vendidas. ou em outras bases apropriadas. sistema que fornece. com conhecimento e acompanhamento amplo do contador gerencial nos processos de planejamento. reporta e que acumulará e informará receitas apropriadas. despesas. devem ser classificados como custo de mercadorias vendidas. d) quando incorridos pelo comprador na aquisição de mercadorias para revenda. melhor controle sobre estes elementos. apurando as variações ocorridas e suas possíveis causas. a seguir. Demais conceitos. devem ser classificados como despesas comerciais.  RELATÓRIOS A Contabilidade Gerencial consiste em preparar. execução e controle. Preparação de relatórios financeiros baseados em princípios de contabilidade geralmente aceitos. agências regulamentadoras e autoridades tributárias. ASSEGURAR RECURSOS DE RESPONSABILIDA DE Implementar um sistema de reportar o que está alinhado com as responsabilidades organizacionais e contribuir para o uso efetivo de recursos e de medidas de desempenho da administração. devem ser classificados como custo de aquisição de mercadorias. TEORIA X PRÁTICA QUESTÃO: Os gastos com fretes e seguros: a) quando incorridos pelo vendedor na entrega de mercadorias vendidas. . nas questões comentadas. participação no processo de desenvolver os princípios de contabilidade que estão subjacentes ao relatório externo. de forma simples e objetiva.

salários e encargos do pessoal da produção.” Desta forma. pois está vinculado a produção. somente uma possível queda nas vendas. Custo De acordo com a NPC 2 do IBRACON. energia aplicada na produção de bens. bem como aos esforços para a obtenção de receitas através da venda dos produtos. Despesa Valor gasto com bens e serviços relativos à manutenção da atividade da empresa.Contabilmente os custos integram diretamente o valor dos estoques. já as despesas são deduzidas do resultado apenas na Demonstração do Resultado do Exercício. Portanto trata-se de uma despesa. caso contrário temos uma despesa. Exemplos: matéria prima. ou realizados de qualquer outra forma. conversão e outros procedimentos necessários para trazer os estoques à sua condição e localização atuais. e compreende todos os gastos incorridos na sua aquisição ou produção. custo é o valor gasto com bens e serviços para a produção de outros bens e serviços. Exemplos: Materiais de escritório. Exemplo de aplicação: Gasto com propaganda e publicidade é custo ou despesa? Aplicando a análise acima veremos que ao cortar gastos com publicidade e propaganda não teríamos alteração na produção de estoques. Se ainda restar dúvida proponho a seguinte pergunta para esclarecimento da natureza do gasto: Se hipoteticamente eu eliminar este gasto a produção ou obtenção de estoques seria diretamente afetada? Se a resposta for afirmativa trata-se de um custo. Quadro Comparativo: Custos x Despesas Custos Despesas Gastos de produção Gastos administrativos e de vendas Vinculados diretamente aos Produtos/Serviços Não se identificam diretamente à produção Gastos com o objeto de exploração da Gastos outras atividades não exploradas pela empresa (atividade-afim) empresa (atividade meio) Comentários acerca da questão Segundo Ferreira (2011) integram o custo de aquisição apenas os gastos necessários a que se tenham as mercadorias disponíveis para a venda. utilizados na elaboração de produtos ou na prestação de serviços que façam parte do objeto social da entidade. de difícil vinculação aos produtos obtidos. Salários da administração. tais como o valor pago pelas mercadorias. o . Como diferenciar? Os custos tem a capacidade de serem atribuídos ao produto final. “Custo é a soma dos gastos incorridos e necessários para a aquisição. transformados. despesas são de caráter geral. de modo a colocá-los em condições de serem vendidos.

frete, o seguro do frete, os impostos não recuperáveis. Os gastos não relacionados à compra das mercadorias não fazem parte do seu custo de aquisição. Resposta C

QUESTÃO: Uma empresa apresenta duas propostas de orçamento para o segundo semestre de 2012. Orçamento 1 Vendas Custos Variáveis Margem Contribuição Custos Fixos Lucro Líquido R$8.550.000,00 R$5.130.000,00 R$3.420.000,00 R$1.795.500,00 R$1.624.500,00 % 100 60 40 21 19 Orçamento 2 R$14.400.000,00 R$5.760.000,00 R$8.640.000,00 R$4.752.000,00 R$3.888.000,00 % 100 40 60 33 27

Os pontos de equilíbrio contábil dos Orçamentos 1 e 2, em valores monetários, são, respectivamente: a) R$9.450.000,00 e R$17.600.000,00. b) R$7.735.714,29 e R$11.781.818,18. c) R$4.488.750,00 e R$7.920.000,00. d) R$4.061.250,00 e R$6.480.000,00. Resolução: Para a solução desta questão é necessário esclarecer dois conceitos: Margem de Contribuição e Ponto de Equilíbrio Contábil 1) Margem de Contribuição: Simplificando, margem de contribuição é representada pelo valor da venda menos os custos e despesas variáveis, e que contribuirá para o pagamento dos custos e despesas fixas. Podemos demonstrar da seguinte maneira RECEITA BRUTA COM VENDAS Custos Variáveis: aqueles que estão diretamente relacionados com o volume de produção e vendas, como por exemplo: Matéria prima e insumos Despesas Variáveis: aquelas que estão diretamente relacionadas com o volume de vendas, como por exemplo: Comissões e Impostos MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO o que sobra, para pagar os custos e despesas fixas

-

=

2) Ponto de Equilíbrio: Representa o volume de faturamento suficiente para cobrir todos os gastos, ou seja, Custos e Despesas Fixas e Variáveis, sem que haja resultado. Não haverá nem lucro, nem prejuízo. A apuração do Ponto de Equilíbrio se dá pela divisão do total de Custo e Despesa fixa, pelo percentual de margem de contribuição. Com base na teoria apresentada vamos efetuar os cálculos e solucionar a questão. Ponto de Equilíbrio: Custo Fixo ÷ Percentual de Margem de Contribuição Calculando: Orçamento 1 R$1.795.500,00 ÷ 40% (informado no enunciado) = R$4.488.750,00 Orçamento 2 R$4.752.000,00 ÷ 60% (informado no enunciado) = R$7.920.000,00 Resposta C - R$4.488.750,00 e R$7.920.000,00. QUESTÃO: Uma empresa apresenta seu orçamento de produção estimado para 2012, com um total de vendas de 1.485.000 unidades; um estoque estimado no início do ano de 412.500 unidades; e um estoque desejado no final do ano de 294.000 unidades. A produção anual total indicada no orçamento de produção em unidades será de: a) 778.500 unidades. b) 1.366.500 unidades. c) 1.603.500 unidades. d) 2.191.500 unidades Resolução: Esta questão diz respeito a movimentação de estoque, onde é necessário calcular a quantidade correta de produção para um estoque desejado. Para fazermos isso deveremos utilizar uma derivação da fórmula de cálculo do C.P.V., para calcularmos a quantidade de produção (entradas no estoque). Calculando: Fórmula para cálculo do C.P.V. Estoque Inicial + Compras (entradas) – Estoque Final = C.P.V. (vendas) Substituindo pelos dados do enunciado 412.500 + ? produção (precisamos calcular) – 294.000 = 1.485.000 Derivando a fórmula Produção = Vendas + Estoque Final – Estoque Inicial Produção = 1.485.000 + 294.000 - 412.500 Produção = 1.366.500 Resposta B - 1.366.500 unidades.

QUESTÃO: No primeiro semestre de 2011, uma determinada indústria tem os seguintes custos indiretos em seu departamento de colocação de tampas em garrafas. Mão de Obra Indireta Lubrificantes Energia Elétrica Depreciação Custos Indiretos Diversos R$11.200,00 R$2.450,00 R$3.325,00 R$1.750,00 R$4.200,00

Neste primeiro semestre, foram produzidas 24.500 dúzias de garrafas de 0,5 litro, 28.000 dúzias de garrafas de 1,0 litro e 17.500 dúzias de garrafas de 1,5 litro. Com base na quantidade produzida, assinale a opção que apresenta o rateio dos custos indiretos das garrafas. a) A garrafa de 1,0 litro totalizou custos indiretos na ordem de R$9.651,43. b) A garrafa de 1,5 litro totalizou custos indiretos na ordem de R$9.050,79. c) As garrafas de 0,5 e 1,0 litro totalizaram custos indiretos na ordem de R$17.193,75. d) As garrafas de 1,0 e 1,5 litro totalizaram custos indiretos na ordem de R$18.702,22. RESOLUÇÃO: Como estamos falando de Custos Indiretos, a apuração por produto deverá ser feita através de rateio. Os critérios de rateio podem ser diversos, porém neste caso consideramos que o trabalho de colocação de tampas independe do tamanho das garrafas, pois o trabalho é o mesmo independentemente se colocarmos tampa em uma garrafa de 0,5 litro ou 1,5 litro. Sendo assim, faremos o rateio baseado na quantidade produzida de cada tipo de garrafa. CALCULANDO: Custos Indiretos Mão de Obra Indireta Lubrificantes Energia Elétrica Depreciação Custos Indiretos Diversos TOTAL R$22.925,00 R$11.200,00 R$2.450,00 R$3.325,00 R$1.750,00 R$4.200,00

Garrafas Produzidas 24.500 garrafas de 0,5 litro; 28.000 garrafas de 1,0 litro; 17.500 garrafas de 1,5 litro. 70.000 garrafas produzidas no total. Cálculo do custo unitário R$22.925,00 (custo indireto total) ÷ 70.000 (total de garrafas produzidas) = R$0,3275 , de custo indireto por garrafa

Custo por tipo de garrafa 0,5 litro = 24.500 unidades x R$0,3275 = 8,023,75 1,0 litro = 28.000 unidades x R$0,3275 = 9.170,00 1,5 litro = 17.500 unidades x R$0,3275 = 5.731,25 AVALIANDO AS RESPOSTAS a) A garrafa de 1,0 litro totalizou custos indiretos na ordem de R$9.651,43. O correto é R$9.170,00 b) A garrafa de 1,5 litro totalizou custos indiretos na ordem de R$9.050,79. O correto é R$5.731,15 c) As garrafas de 0,5 e 1,0 litro totalizaram custos indiretos na ordem de R$17.193,75. Resposta correta d) As garrafas de 1,0 e 1,5 litro totalizaram custos indiretos na ordem de R$18.702,22. O correto é R$14.901,25 (R$9.170,00 + R$5.731,25) Resposta C - As garrafas de 0,5 e 1,0 litro totalizaram custos indiretos na ordem de R$17.193,75. 0,5 litro = 24.500 unidades x R$0,3275 = 8,023,75 1,0 litro = 28.000 unidades x R$0,3275 = 9.170,00 TOTAL 17.193,75

QUESTÃO: As seguintes informações foram extraídas do departamento de escuderia de uma indústria, no mês de junho 2011, que utiliza o Sistema de Custeio ABC: Produto MATERIAIS DIRETOS R$22.000,00 R$28.000,00 R$50.000,00 MÃO DE OBRA DIRETA R$8.000,00 R$12.000,00 R$20.000,00 Pedidos de alterações de engenharia 15 25 40 Quilowatthora 7.000 W 13.000 W 20.000 W

A B Total

Foram identificadas as seguintes atividades relevantes: ATIVIDADE Realizar engenharia Energizar DIRECIONADOR DE CUSTO Pedidos de alterações de engenharia Quilowatt-hora

Os custos indiretos de manufatura para o mês foram:

000 (Quilowatt-hora) = R$0.00 Custo de Realizar Engenharia produto B 13.000 (Quantidade de Quilowatt-hora) X R$0.00 Custo de Realizar Engenharia produto B 25 (nr.00 Rateio do Custo de Energizar: R$15. Resolução: Para encontrarmos o Custo Total de cada produto.75 = R$9. c) R$72. vamos somá-los com os Custos Diretos (informado no enunciado).000 (Quantidade de Quilowatt-hora) X R$0.00 e R$96.000 R$99.600.000 ÷ 20.750.250. Os Custos Diretos já são apropriados a cada produtos (diretamente).00 por pedido de alteração de engenharia Custo de Realizar Engenharia produto A 15 (nr.Realizar engenharia Energizar Total dos custos indiretos de manufatura R$84. Vamos então calcular primeiramente o rateio dos Custos Indiretos.560. assinale a opção que apresenta o custo total do Produto “A” e do Produto “B”.571.500.440. d) R$73.000 R$15.250.750.00.00 Agora que nós já calculamos os Custos Indiretos de cada produto. Rateio dos Custos Indiretos Rateio do Custo de Realizar Engenharia: R$84.00.100. teremos que somar os Custos Diretos (Materiais e Mão de Obra) + Custos Indiretos (Realizar Engenharia e Energizar). utilizando o método ABC. mas os Custos Indiretos deverão ser rateados de acordo com o consumo de cada direcionador de custo.000 Com base nos dados apresentados. e posteriormente somar os Custos Diretos. De pedidos de alteração de engenharia) X R$2.75 por Quilowatt-hora Custo de Energizar produto A 7.100. e apurar o Custo total CUSTOS PRODUTO “A” PRODUTO “B” TOTAL .00 = R$52.00 e R$102.100. De pedidos de alteração de engenharia) X R$2.00 e R$99.00 e R$ 95.429.00. respectivamente: a) R$66.75 = R$5.500. b) R$69.000 ÷ 40 (Total de pedidos de alteração de engenharia) = R$2.00.400.00 = R$31.

00 R$8.250. em seguida. V. os itens que permanecerem em estoque no fim do período sejam os mais recentemente comprados ou produzidos. F.000. De acordo com o critério do custo médio ponderado.000.00 Resposta A . V. F.000.00 R$15. V.000.00. podemos citar: Custos de Mão de Obra de supervisores. d) V.00 Custo Materiais Diretos Custo Mão de Obra Direta R$22. F. V.750.000.000.000. R$102.750. a saber: Custos Indiretos de Fabricação: São aqueles que não podem ser identificados diretamente ao produto o serviços no momento de sua aplicação. V. F. por exemplo.00 R$12. V. II. assinale a opção CORRETA. Como exemplos. A sequência CORRETA é: a) V. IV.750.00 QUESTÃO: De acordo com a terminologia de custos.00 R$84. julgue os itens abaixo como Verdadeiros (V) ou Falsos (F) e. mão de obra ou outros insumos de produção são incluídos como custo do período. o custo de cada item é determinado a partir da média ponderada do custo de itens semelhantes no começo de um período e do custo dos mesmos itens comprados ou produzidos durante o período.00 R$169. O valor anormal de desperdício de materiais.00 R$5. Custos com energia também são muito difíceis para apropriar diretamente a um produto ou serviço.500. III.250.00 e R$102.R$66.00 R$66.00 R$28. F. não existe alocação de custos indiretos de fabricação. F. Resolução Para responder essa questão será necessário a definição de alguns termos. V. necessitando de um critério de rateio para apropriá-lo. V. F. F.000. mas podem ser rateados por exemplo por horas/máquina . b) V. I. A depreciação de equipamentos que são utilizados em mais de um produto é classificada como custos indiretos de fabricação.00 R$52. consequentemente.00 R$20. O critério PEPS pressupõe que os itens de estoque que foram comprados ou produzidos primeiro sejam vendidos em primeiro lugar e. c) V.00 R$9. Quando uma indústria produz apenas um produto.500.250.000. que não podem ser apropriados diretamente a um produto ou serviço. V.Custo Indireto de Realizar Engenharia Custo Indireto de Energizar R$31. mas pode ser rateado por um critério de horas/homem.00 R$50.

e não no custo do produto.V. devem ser contabilizados diretamente em resultado (DRE). QUESTÃO: Uma indústria apresenta os seguintes dados: Aluguel de setor administrativo Aluguel do setor de produção R$ R$ 80. ou seja. Alternativa verdadeira.000. o estoque ficará sempre valorizado pelos últimos lotes adquiridos. 1. o estoque terá sempre o valor mais atualizado. V.00 . A depreciação de equipamentos que são utilizados em mais de um produto é classificada como custos indiretos de fabricação. ou seja.Desperdício de materiais: Desperdício são gastos não usuais. Alternativa verdadeira De acordo com o critério do custo médio ponderado. O critério PEPS pressupõe que os itens de estoque que foram comprados ou produzidos primeiro sejam vendidos em primeiro lugar e. Por este método a baixa dos estoques é feita pelo último custo calculado. O valor anormal de desperdício de materiais. até o limite de quantidades desse lote e assim sucessivamente. Média Ponderada: Também é um critério de valorização dos estoques. pois por serem desperdícios anormais são considerados perda. Alternativa verdadeira. serão custos diretos 1. e o cálculo é feito dividindo-se o saldo Em Reais pelo saldo em quantidade. mão de obra ou outros insumos de produção são incluídos como custo do período. todos os custos serão relacionados a este produto. V. PEPS: É um critério de valorização dos estoques. no momento de registrar a baixa iremos considerar o custo do primeiro lote comprado. Alternativa falsa. Significa Primeiro que Entra é o Primeiro que Sai. 1. e portanto contabilizados diretamente em resultado. Alternativa verdadeira Resposta D . não existe alocação de custos indiretos de fabricação. o custo de cada item é determinado a partir da média ponderada do custo de itens semelhantes no começo de um período e do custo dos mesmos itens comprados ou produzidos durante o período. ou seja. V. não fazem parte do processo normal de produção e devem então ser considerados como perda. 1. os itens que permanecerem em estoque no fim do período sejam os mais recentemente comprados ou produzidos.00 56.000. pois como se trata de um único produto. pois neste caso não é possível apropriar o custo de depreciação diretamente ao produto Quando uma indústria produz apenas um produto. Após a definição dos termos. Desta maneira. consequentemente. vamos analisar cada alternativa. e como tal. F. 1.

fixos e variáveis.00 a) O custo de transformação da indústria totalizou R$302. a saber: .000.000.00 26. em seu item 12. tais como materiais indiretos e certos tipos de mão-deobra indireta.00 100. Resolução Para responder esta questão é necessário primeiramente o entendimento conceitual dos termos utilizados nas respostas. pois o custo da empresa é a soma de todos os itens apresentados. . com o volume de produção. pois o custo de transformação é a soma da mão de obra direta e custos Indiretos de fabricação.00. que sejam incorridos para transformar os materiais em produtos acabados. Indireto. b) O custo do período da indústria totalizou R$444. pois o custo da empresa é a soma de todos os itens de sua atividade.000. o conceito de Custo de Transformação é “Os custos de transformação de estoques incluem os custos diretamente relacionados com as unidades produzidas ou com as linhas de produção.00 38.000. Os custos indiretos de produção variáveis são aqueles que variam diretamente. máquinas e equipamentos e os custos de administração da fábrica.00. R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ 38. ou quase diretamente.00.000. tais como a depreciação e a manutenção de edifícios e instalações fabris. assinale a opção CORRETA.000.00 70. pois o custo primário leva em consideração a soma da mão de obra e do material direto.” Custo do Período: Refere-se a todos os custos de produção incorridos no período analisado.000.Custo primário da indústria Custo de Transformação: Segundo o PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 16(R1) ESTOQUES. c) O custo do período da indústria totalizou R$524. d) O custo primário da indústria totalizou R$208. como pode ser o caso da mão-de-obra direta. independentemente de sua classificação em Direto.Custo do período .000. Fixo ou Variável. Também incluem a alocação sistemática de custos indiretos de produção.00.Custo de Transformação .000.00 82.00 34.000. Os custos indiretos de produção fixos são aqueles que permanecem relativamente constantes independentemente do volume de produção.000.Depreciação da área de produção Mão de Obra Direta de produção Mão de Obra Direta de vendas Material requisitado: diretos Material requisitado: indiretos Salários da diretoria de vendas Seguro da área de produção Analisando-se os dados acima.

a saber: CONTAS DESPESAS CUSTOS Aluguel de setor administrativo Aluguel do setor de produção Depreciação da área de produção Mão de Obra Direta de produção Mão de Obra Direta de vendas Material requisitado: diretos Material requisitado: indiretos Salários da diretoria de vendas Seguro da área de produção 80. Resposta correta.00 70.000.000.00 82.00 34.000.000. mencionam custos.00 26.00 38. Todas as alternativas de respostas apresentadas.00 Com base nas definições conceituais.00 100. serão: CONTAS DESPESAS CUSTOS Aluguel do setor de produção Depreciação da área de produção 56. Conforme definição.000. segundo os dados apresentados.000.00 38.000. utilizados na produção.00. o custo de transformação deve somar a Mão de Obra Direta com os custos indiretos de produção que.00 38. vamos analisar cada alternativa proposta para a solução da questão: a) O custo de transformação da indústria totalizou R$302.000.000. portanto a primeira coisa a fazer é separar as contas apresentadas em Custos e Despesas. e na separação das contas.00 56. pois o custo de transformação é a soma da mão de obra direta e custos Indiretos de fabricação.000.Custo Primário da Indústria: É o somatório da Mão de Obra Direta e da Matéria Prima.000.000.00 .

000. independentemente das classificações.000.00.00 38.000.000.000.00 b) O custo do período da indústria totalizou R$444.000. o conceito é este: Mão de Obra direta somada ao material direto. Teoricamente a resposta está correta. pois o custo da empresa é a soma de todos os itens apresentados.000. pois o custo do período não é a soma de todos os itens da atividade.00 d) O custo primário da indústria totalizou R$208. c) O custo do período da indústria totalizou R$524.00 .00 38. e sim o total de todos os custos de produção.000.000.000. e também não é a soma de todos os itens apresentados.00 70.00 100.000.00 82.00. pois o custo primário leva em consideração a soma da mão de obra e do material direto.000. ou seja.000. A definição desta resposta já está equivocada. porém o valor está errado.00 70. conforme demonstramos abaixo: CONTAS Aluguel do setor de produção Depreciação da área de produção Mão de Obra Direta de produção Material requisitado: diretos Material requisitado: indiretos Seguro da área de produção CUSTOS 56.00 38.000.00 384.00 302. conforme demonstrado abaixo: CONTAS DESPESAS CUSTOS Mão de Obra Direta de produção 100.Mão de Obra Direta de produção Material requisitado: indiretos Seguro da área de produção 100.00. pois o custo da empresa é a soma de todos os itens de sua atividade.000.

Calculando: 300 (total de produtos em processo) x 65% percentual de acabamento = 195 produtos acabados 300 produtos com percentual de 65% de acabamento. vamos calcular a equivalência dos produtos em processo em relação aos produtos acabados.00 (custo unitário) = 78.00 182. Isso é necessário. 1.00. uma vez que o custo está apresentado por total. Ao final do mês.000. equivalem a 195 produtos com 100% de acabamento.00. d) R$558. Para resolver.000.00 e R$111. para valorizarmos os produtos. Vamos agora calcular o custo individual. O custo total de produção do período foi de R$558. ou seja.00 Resposta correta.00 ÷ 1. . vamos ter que usar o critério de equivalência 1o.00 QUESTÃO: No mês de setembro de 2010.500 unidades de um determinado produto.000. Como alguns produtos estão semi-acabados.200 unidades estavam totalmente concluídas e restaram 300 unidades em processo. ou seja.00 300 produtos em processo x 260. O Custo de Produção dos Produtos Acabados e o Custo de Produção dos Produtos em Processo são.200 produtos acabados x 400. c) R$558. vamos multiplicar o valor do produto acabado pelo percentual de acabamento dos produtos em processo (semi-acabados). b) R$480.00 Este é o custo unitário dos produtos em processo Agora que temos o custo unitário dos produtos acabados e dos produtos em processo. O percentual de conclusão das unidades em processo é de 65%.600.00 (custo unitário) = 480.000. foi iniciada a produção de 1.194. 1.00 Este é o valor unitário de um produto acabado. 300 produtos em processo equivalem a quantos produtos acabados.000.200 + 195) = 400.00.00 e R$0.00.Material requisitado: diretos 82.000.00. respectivamente: a) R$446.400. Resolução Neste caso.000. considerando que todos estivessem acabados. totalmente acabados. a saber: 400.000.000. a solução é muito mais matemática do que contábil na verdade.00 e R$78. podemos responder a questão.00 e R$64.000.00 x 65% = 260. 558.395 produtos acabados (1.

00 relativos a ICMS.508. 342. o valor registrado em estoques será: a) R$2. faremos o seguinte cálculo: Valor da Nota Fiscal (-) I. subtraído de todos os impostos recuperáveis. que custou R$204. Resolução O registro do estoque deve ser o valor da nota fiscal.00. no valor de 204.000.018.P.C.000.850.00 150.00 .000.P.00.00.M.00. incluídos nesse valor R$150.508.00 342. e adicionado de todas as despesas incorridas para deixá-lo disponível na unidade compradora. b) R$2.I (recuperável) (-) I. dos impostos 3.00.00 Valor total da nota fiscal 3. mas a empresa compradora teve que arcar com o transporte entre o aeroporto e a fábrica.204.00 150.00 foi pago pelo vendedor.000.00. QUESTÃO: Uma matéria-prima foi adquirida por R$3. Pelo enunciado da questão.00 + frete rodoviário 204.S (recuperável) Valor da Nota Fiscal liq. O frete de R$306.I. d) R$3.00 2.000.S. 2. Considerando-se que os impostos são recuperáveis.Resposta B R$480.CM. podemos imaginar a seguinte nota fiscal: Valor da mercadoria I.00 Além do valor da nota fiscal.00.00 I. a empresa compradora ainda teve um gasto com o frete rodoviário.00 e R$78. c) R$3.712.00 referentes a IPI e R$342. que enviou o material via aérea.00 Para apurar o valor registrado do estoque.

c) a prazo. à vista. Considerando uma taxa de juros de 10% ao mês.Valor a ser registrado no estoque 2. recuperáveis em 1 (um) mês. enquanto a compra à vista resulta em valor presente de R$9.800.00. pois resulta em valor presente de R$8. a Recuperar I.00 Apenas para melhorar o entendimento.00.000.000.00. b) à vista.00 o quilo.00 x 2.20 Análise a Vista 5.I. enquanto a compra a prazo resulta em valor presente de R$9. pois resulta em valor presente de R$9. para pagamento em dois meses.00 204.00 Preço a Prazo .P.00.00. a melhor opção de compra para a empresa é: a) à vista.5. pois resulta em valor presente de R$8.2.000.C.00 150.00 x 10% .M.00 Valor Presente VP = 10000. Dados do Problema: IPI recuperável . d) a prazo.900.2. enquanto a compra a prazo resulta em valor presente de R$9.000.800.000.508. colocamos abaixo os lançamentos contábeis Débito Débito Débito Crédito Débito Crédito Resposta: B Estoque de Matéria Prima I.680.00 342.712.000.20 o quilo.10% ICMS recuperável . ou R$2. enquanto a compra à vista resulta em valor presente de R$9.00 QUESTÃO: O comprador de uma indústria tem a opção de compra de 5.00 2.00. Em ambos os casos.00.00. pois resulta em valor presente de R$7. incidirá IPI à alíquota de 10% e ICMS à alíquota de 12%.10 % Volume . a Recuperar Fornecedores ou Caixa ou Bancos Estoque de Matéria Prima Fretes a pagar ou Caixa ou Bancos 204.000 Preço a Vista .S.000kg de matéria-prima por R$2.00 = 10.12 % Taxa de Juros .

00 n VP = FC / (1 + n ) Resposta D 1 = 8. Custeio por absorção. independentemente de serem fixos.580.00 = 1.Despesa Variável unitária de R$1.00 IPI .000.00. Resolução Neste caso. pois a despesa fixa já tem seu valor definido anualmente. isso significa que todos os custos incorridos no período serão absorvidos pela produção realizada.00 e Prejuízo de R$550.Preço de Venda unitário de R$20.2.00 = 1320.00 = 8.10) = 7.420. ou seja. d) Lucro Bruto de R$400. . teremos que fazer o Demonstrativo de Resultado (DRE).00 e Prejuízo de R$950.Estoque inicial igual a zero.000.000.100.000.00.00 x 2.580. Vamos primeiramente calcular qual será o valor do custo de produção unitário.00.050. Sabendo-se que a empresa utiliza o Custeio por Absorção.Custo Variável unitário de R$15.00. .12 % 11.Despesas Fixas anuais de R$350. respectivamente: a) Lucro Bruto de R$2.10% 11. . são.00 Impostos recuperáveis = 11.Valor Presente 9.00.00 ICMS .000.000.00 / ( 1 + 0. . bem como as despesas variáveis.00. ou seja. .00 Total de Impostos . 800. .000.Custo Fixo anual de R$2.00 QUESTÃO: Uma determinada empresa apresentou os seguintes dados referentes ao ano de 2010: .50 para cada unidade vendida. Uma informação importante para resolver a questão é o método de custeio. diretos ou indiretos (subclassificação dos custos). b) Lucro Bruto de R$2.00 Análise a Prazo 5. c) Lucro Bruto de R$400.000.000. variáveis. serão apropriados aos produtos acabados (e em elaboração.00. seu Lucro Bruto e o Resultado Líquido em 2010. se fosse o caso).420.00 e Lucro Líquido de R$50. .Produção anual de 500 unidades com venda de 400 unidades.00.00 e Lucro Líquido de R$1.2.20 = 11. e para isso teremos que calcular os custos das vendas.00 .

P.00 cada Agora vamos calcular o Custo do Produto Vendido.600.000.000.000.50 por unidade = 600.000.00 (informado no enunciado) Custo fixo = 2.00 = 7.00 (custo fixo) = 7.00 por unidade = 1.600. (Custo do Produto Vendido) LUCRO BRUTO (-) DESPESAS OPERACIONAIS Fixas + variáveis = 8.00 Com a apuração do CPV.Custo variável = 15. dos produtos vendidos = 400 unidades x 4.600.00 Custo fixo.00 950.00 por unidade = 6. menos as Despesas Operacionais (fixas e variáveis). precisamos apurar o Resultado Líquido.00 = total de despesas variáveis TOTAL DAS DESPESAS (fixas e variáveis) = 350.00 (valor informado no enunciado) Despesas Variáveis = 1.00 Calculando o Resultado Líquido (completo) RECEITA BRUTA COM VENDAS 400 x 20.00 + 600.00 (custo variável) + 1.00 TOTAL DO CUSTO DO PRODUTO VENDIDO (CPV) = 6.00 Para terminarmos de responder a questão.00 = = 400.000.50 para cada unidade vendida (informado no enunciado) 400 unidades vendidas x 1.V.600. menos o Custo co Produto Vendido (CPV).00 = 7.00 .00 dividido por 500 unidades produzidas = 4. a saber: RECEITA BRUTA COM VENDAS 400 unidades vendidas x 20.00 (valor unitário da venda) (-) C.V.00 (valor unitário da venda) (-) C. que é a Receita Bruta com Vendas.00 = 400. que será igual ao Lucro Bruto. Calculando: Despesas Fixas = 350.00 = 950. que será importante para chegarmos ao resultado Quantidade vendida = 400 Custo variável dos produtos vendidos = 400 unidades x 15. (Custo do Produto Vendido) Calculado acima LUCRO BRUTO = 8. já podemos ter o valor do Lucro bruto.600.P.

00 e Prejuízo de R$550.00 + 160. ou seja. Custeio Variável: Neste método.00 e R$74.00 Custos Fixos = 160. Talvez para melhorar o entendimento seja necessário esclarecer custo variável e custo fixo.00 por unidade e custos com mão de obra direta no valor de R$28.00 (informado no enunciado) Total dos custos.00 (m.00 e R$44. Custo Fixo = São os custos que não dependem do volume de atividade (produção ou venda) para sofrerem alterações para mais ou para menos. Os custos fixos totais do período foram de R$160. como por exemplo: Mão de Obra Indireta. todos os custos serão apropriados aos produtos acabados (e em elaboração. independentemente de serem fixos. por absorção = 580.00 por unidade 58. existem independentemente do volume. diretos ou indiretos.00.00 e R$58.00 e R$46.000.o.000. Depreciação. respectivamente: a) R$46. Aluguel.00 . se fosse o caso). QUESTÃO: Uma determinada empresa. c) R$74. variáveis. d) R$74. apresentou custos com materiais diretos no valor de R$30.000 unidades totalmente acabadas. mais teremos custos variáveis.00 por unidade.000.00 = 740.000. como por exemplo: Matéria prima e Insumos (água. no mês de agosto de 2010. b) R$58.00 (materiais diretos) + 28. Resolução Para respondermos a questão temos que entender os conceitos relativos a: Custeio por Absorção e Custeio Variável Custeio por absorção: é o método de custeio pelo qual todos os custos incorridos no período serão absorvidos pela produção realizada.000. vamos calcular: CUSTEIO POR ABSORÇÃO Custos variáveis + Custos fixos = Custos variáveis = 30.00. o custo unitário de produção do período será o total de custo variável dividido pela quantidade produzida. etc.00.000. Sabendo-se que a empresa produziu no mês 10. Entendidos os conceitos.00) Resposta D Lucro Bruto de R$400. e o custo fixo será apropriado direto ao resultado do exercício.00 x 10.000 unidades produzidos = 580. Quanto mais vender ou produzir. não passa pelo estoque. energia etc). direta) = 58. ou seja.00.00. a saber Custo Variável = São os custos que existem dependendo do volume de produção ou vendas.= RESULTADO LÍQUIDO = (550.00. o custo unitário de produção pelo Método do Custeio por Absorção e Custeio Variável é.

000.000. em 31. O estoque de Produtos acabados.00.00 (informado no enunciado) Adições (entradas): Toda a produção do mês (em valores). cujo valor unitário já foi informado no enunciado Custos variáveis = 30. c) R$120.000 unidades produzidas = 74. b) R$55.R$74.000.00.000. Dessa maneira.00 e não havia Estoque de Produtos Acabados em 31. Com base nas informações. O Custo dos Produtos Vendidos.00 de mão de obra .8. a) R$35.00 (total dos custos) dividido por 10. devemos considerar apenas os custos variáveis. de R$20.00 de gastos gerais de fabricação.00 por unidade Resposta C .000.000. no mês de agosto.7.8.000. e saída para produtos acabados. d) R$135.00 de matéria-prima.00.o. MOVIMENTAÇÃO DO ESTOQUE DE PRODUTOS EM PROCESSO Estoque inicial em 31/07/2010 = 15.000. assinale a opção que apresenta o saldo final. foi de R$80.00.00 de mão de obra direta e R$30. se movimenta basicamente por entrada de insumos de produção.000.2010.00 (m. dos Estoques de Produtos Acabados.2010. O saldo dos Estoques de Produtos em Elaboração.00 e. QUESTÃO: Uma empresa industrial aplicou no processo produtivo.2010. R$40. direta) = 58.00 CUSTEIO VARIÁVEL Conforme vimos no conceito.7. o que precisamos construir é essa movimentação em termos numéricos. vamos lá.000.00 e R$58.000. e exige de nós um entendimento sobre o fluxo dessa movimentação.00. ou seja: 50. Resolução Esta questão trata principalmente da movimentação de estoques de produtos em processo e produtos acabados.2010.00 (materiais diretos) + 28.000. no mês de agosto de 2010.00. em 31.000. se movimenta por entradas de produtos acabados (vindos do estoque de produtos em processo) e saídas por vendas.000.00 de matéria prima 40.Custo unitário pelo Custeio por Absorção = 740. em 31. então vejamos: O estoque de produto em processo. R$50. era no valor de R$15.

000. de produtos em processo para prod. o valor do custo dos produtos vendidos Calculando a movimentação e o estoque final: Saldo inicial = 0.000.00 de gastos gerais de fabricação Subtrações (saídas) Transferência da produção para produto acabado Esta informação não foi fornecida. .000.000.00 por aluno.00 . os valores que foram transferidos do estoque de produtos em processo. = Saldo Final = 35.000. QUESTÃO: Uma empresa de treinamento está planejando um curso de especialização. c) 14 alunos.00 por aluno e Custos Fixos de R$72.Saídas = ? (transferência para produto acabado.R$ 35. Subtrações (saídas) Referem-se aos produtos que foram vendidos.000. ou seja.200.00 (transf.acabados) . a saber: Saldo inicial = 15.000. = Saldo Final = 20. Os custos previstos são: Custos Variáveis de R$1.000.000.00 (informado no enunciado) Adições (entradas): Toda a produção de acabados do mês (em valores).15.000.00 Calculando o valor da transferência para produto acabado 20.000. b) 12 alunos.) . informado no enunciado) . dos quais R$4.Saídas = 80.000. podemos calcular o estoque final dos produtos acabados MOVIMENTAÇÃO DO ESTOQUE DE PRODUTOS ACABADOS Estoque inicial em 31/07/2010 = 0.000.00. O Ponto de Equilíbrio Contábil se dá com: a) 10 alunos.00 Resposta A . isso nos ajuda a calcular a produção de acabados do mês por diferença.800.30. mas informaram qual foi o estoque de Produtos em processo que sobrou (saldo final) no final do mês (31/08/2010).00 Agora que temos o valor da transferência dos produtos em processo.00 (informado no enunciado) + Entradas = 115. para os produtos acabados. O curso será vendido a R$6.00 . não informado) .00.120.00 (Matéria prima + mão de obra + gastos gerais de fabr.00 (Custo das vendas.00 = -115.00 + Entradas = 120.00 referem-se à depreciação de equipamentos a serem utilizados. ou seja.000.

800.d) 15 alunos. Com base na teoria apresentada vamos efetuar os cálculos e solucionar a questão.000.000. Podemos demonstrar da seguinte maneira + = RECEITA BRUTA COM VENDAS Custos Variáveis: aqueles que estão diretamente relacionados com o volume de produção e vendas. Não haverá nem lucro.200. margem de contribuição é representada pelo valor da venda menos os custos e despesas variáveis. nem prejuízo.000. sem que haja resultado.00 = 4. A apuração do Ponto de Equilíbrio se dá pela divisão do total de Custo e Despesa fixa. como por exemplo: Comissões e Impostos MARGEM DE CONTRIBUIÇÃOo que sobra.00 ÷ 0. pelo percentual de margem de contribuição.800.00 = 1.000.00 ÷ 6. como por exemplo: Matéria prima e insumos Despesas Variáveis: aquelas que estão diretamente relacionadas com o volume de vendas. 90. Custos e Despesas Fixas e Variáveis.00 ÷ 6.00 = 15 alunos Resposta D .00 .000. dividido pelo percentual de Margem de contribuição. = 6. porém a questão pede o Ponto de Equilíbrio em número de alunos. Neste caso devemos dividir o total de faturamento no ponto de equilíbrio. ou seja.15 alunos. para pagar os custos e despesas fixas 2) Ponto de Equilíbrio: Representa o volume de faturamento suficiente para cobrir todos os gastos. pelo valor do curso (individual).00) Calculando o Ponto de Equilíbrio Total de Custos e Despesas Fixas.00 Esse é o valor do faturamento total no ponto de Equilíbrio. a saber: 72. e que contribuirá para o pagamento dos custos e despesas fixas. Resolução Para a solução desta questão é necessário esclarecer dois conceitos: Margem de Contribuição e Ponto de Equilíbrio Contábil 1) Margem de Contribuição: Simplificando.000. Calculando a Margem de Contribuição unitária: Valor de venda unitário (-) Custos variáveis por aluno =MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO UNITÁRIA MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO PERCENTUAL = 80% (4.80 (80%) = 90.

00 6.00.00. pois a quantidade a ser vendida está limitada a capacidade de produção. c) reduzirá em R$3.500.00 Demonstrativo de Resultado com a situação proposta: Antes de fazermos este demonstrativo.200.500.000.00 3.00 4.00 a unidade.00 cada = 17.00 a unidade.800.000 camisetas Dados: . d) reduzirá em R$800.00 Custo variável de 1. haveria demanda no mercado para 6.000. Desta forma o demonstrativo será feito levando-se em consideração uma venda de 5.500 x 1.00.00 (20% x 17.00.00 Demonstrativo Receita Bruta com Vendas (-) Custo Variável (-) Despesa Variável (-) Custo Fixo RESULTADO FINAL 17.00 (3. mas isso não quer dizer que serão vendidas 6.20 por unidade.000. Uma pesquisa de mercado revelou que ao preço de R$4.00. que no caso é de 5.000 unidades por mês”.000 unidades.00 cada.20 cada camiseta = 4.000 camisetas por mês. mensalmente. A fábrica tem capacidade para produzir 5. e outro com a situação proposta. 3.500. haveria demanda no mercado para 6. b) aumentará em R$200. Demonstrativo de Resultado com a situação atual: Dados: Venda mensal de 3.200.200.500 camisetas ao preço de 5. ou seja. este é o volume da demanda apenas. Resolução Para resolver a questão devemos preparar dois demonstrativos de resultado.500. não podemos vender mais do que poderemos produzir. o resultado final da empresa: a) aumentará em R$2. No enunciado é mencionado “Uma pesquisa de mercado revelou que ao preço de R$4.500. As despesas variáveis representam 20% do preço de venda e os custos variáveis são de R$1.000 unidades por mês.500 camisetas ao preço de R$5.QUESTÃO: Uma fábrica de camisetas produz e vende. sem alterações no custo fixo atual de R$6.00 3.000. sendo um com a situação atual.500.00) Custo Fixo = 6.20) Despesa Variável de 20% do preço = 3. é preciso entender qual a quantidade de camisetas devem ser consideradas para a venda. Caso a empresa adote a redução de preço para aproveitar o aumento de demanda. mantendo a estrutura atual de custos fixos e capacidade produtiva.

800.20) Despesa Variável de 20% do preço = 4.20 cada camiseta = 6.000 pacotes de produtos/mês.00.500.00 6.000. a saber: .00 Sit.875.000.00 Variação 2.500.00 4.Venda mensal de 5.00 1.00 por pacote.000.000.00) Custo Fixo = 6.00 3. à base de R$35. 30.00 0 200.000. Seus custos e despesas fixas têm sido de R$472.000. Prop. nos últimos meses.00 ao mês e os custos e despesas variáveis.00.000 camisetas ao preço de 4.500.00.000.00 (5. 20. QUESTÃO: Um analista de custos resolveu aplicar as técnicas de análise do Ponto de Equilíbrio Contábil para verificar o desempenho de uma determinada empresa.00 (20% x 20.00 por pacote.00 Na questão o que se quer saber é quanto variou o resultado da situação atual para a situação proposta.00 500.00. Sabia que a empresa vinha vendendo.000.00 6.00 Conforme podemos ver. o Resultado líquido aumentou em 200.atual 17.125. d) R$1.00 6.000.000.000 x 1.00 6.00 cada = 20.500.200. a saber: Item Receita Bruta com Vendas (-) Custo Variável (-) Despesa Variável (-) Custo Fixo RESULTADO FINAL sit.00.000.00 4.000.00 Custo variável de 1. Resolução A solução desta questão exije o entendimento de dois conceitos: Ponto de Equilíbrio Contábil e Margem de Segurança Operacional.000.00 Receita Bruta com Vendas (-) Custo Variável (-) Despesa Variável (-) Custo Fixo RESULTADO FINAL 20. b) R$270.00 6. A margem de segurança é de: a) R$223.00 Resposta B .000. e para isso vamos comparar os dois resultados.00 4. c) R$826.aumentará em R$200.800.000.000.00 3.00 4.000.050. de R$15.000.00 4.

E. .00 Margem de Segurança Operacional em Reais Resposta A . = 472. quando a quantidade atual de venda for maior.375 unidades de margem de segurança operacional 6.Custos e Despesas Variáveis unitário) = Custos e Despesas Fixas = 472. Para resolvermos a questão temos que calcular primeiro o ponto de equilíbrio em quantidades. pelo percentual de margem de contribuição. a quantidade de margem de segurança.00. ou seja. nem prejuízo.00 Custos e Despesas Variáveis por unidade = 15.R$ 223.00 (ponto de equilíbrio por unidade) Margem de Segurança Operacional em quantidades: 30. Não haverá nem lucro.500.Ponto de Equilíbrio: Representa o volume de faturamento suficiente para cobrir todos os gastos.500.E.00 = 223.00 ÷ 20.625. Custos e Despesas Fixas e Variáveis.00 = P. Valor de venda unitário = 35.00) = P.00. depois a quantidade correspondente a margem de segurança operacional.E. Ponto de Equilíbrio em quantidades: Custos e Despesas Fixas ÷ (Valor de venda unitário .125. Margem de Segurança Operacional: Refere-se a diferença entre a quantidade atual de venda e a quantidade de venda no ponto de equilíbrio. = 23.500.625 unidades no ponto de equilíbrio = = 6.125.15.00 P. e por último a margem de segurança operacional em valores. garante uma venda com lucro já que o ponto de equilíbrio não dá nem lucro nem prejuízo.00 ÷ (35.375 x 35. A apuração do Ponto de Equilíbrio se dá pela divisão do total de Custo e Despesa fixa. = 472. sem que haja resultado.000 unidades vendidas .23.00 . ou seja.

A Contabilidade Púbica.320. Costumamos dizer que a Lei no 4. Estadual. logradores.. Municipal ou no Distrito Federal. também.320/64 está para a Contabilidade Aplicada à Administração Pública assim como a Lei das Sociedades por Ações. Lei nº 6. tem. vemos com clareza. ruas etc. registra. . que a Contabilidade Pública não está interessada. somente. além de registrar todos os fatos contábeis (modificativos. Pela definição dada. lagoas. a Lei nº 4. permutativos e mistos). está para a Contabilidade aplicada à atividade empresarial. O da Contabilidade Pública é o Patrimônio Público.CONTABILIDADE PÚBLICA CONCEITO A Contabilidade Aplicada à Administração Pública. dos Municípios e do Distrito Federal. praças. de 17 de março de 1964. os atos potenciais praticados pelo administrador.404/76. como: lagos. que poderão alterar qualitativa ou quantitativamente o patrimônio. que estatui normas gerais de direito financeiro para a elaboração e o controle dos orçamentos e balanços da União. OBJETO O objeto de qualquer contabilidade é o Patrimônio. seja na área Federal. mas também. exceto os bens de domínio público. no Orçamento e sua execução (Previsão e Arrecadação da Receita e a Fixação e Execução da Despesa). no Patrimônio e suas variações. como fio condutor. dos Estados. estradas. rios.

quase tudo se origina no orçamento. e caracteriza como sua função social evidenciar informações de natureza orçamentária. e parcialmente observadas pelas demais entidades (aquelas que recebam. administrem ou guardem bens pertencentes ou confiados à Administração Pública. agregação ou divisão de patrimônio de uma ou mais entidades do setor público e suas classificações. Recentemente foram apresentadas as principais mudanças e inovações para a Contabilidade pública decorrentes da aprovação das Normas Brasileiras de Contabilidade Aplicadas ao Setor Público (NBCASP). Ainda quanto ao campo de aplicação. serviços sociais e conselhos profissionais. e equipara. a NBCASP reforça o disposto no artigo 83 da Lei Federal nº 4. gerenciem ou apliquem recursos públicos. movimentem. no processo gerador de informações. ou incentivo. Esta norma apresenta como inovação o conceito de Unidade Contábil. movimentem.1 caracteriza em sentido amplo como entidade do setor público os órgãos. caracterizado pela soma. guardem. gerenciem ou apliquem recursos públicos. para fins contábeis. tem um papel importantíssimo na Contabilidade Pública. Objeto e Campo de Aplicação SETOR PÚBLICO – Esta norma conceitua a contabilidade aplicada ao setor público como o ramo da ciência contábil que aplica. econômica.320/64. pois.a saber: NORMAS BRASILEIRAS DE CONTABILIDADE APLICADAS AO NBCASP Conceituação. praticamente. visto que o orçamento. guardem. na execução de suas atividades. fundos e pessoas jurídicas de direito público ou que. faz uma separação no tocante a observância e aplicação das normas contábeis públicas. financeira e física do patrimônio da entidade do setor público como forma de apoio: à tomada de decisões. à prestação de contas da gestão e à instrumentalização do controle social. onde determina que a contabilidade deve evidenciar as operações realizadas por quaisquer pessoas que arrecadem receitas. fiscal ou creditício. bem como às instituições governamentais e particulares informações estatísticas e outras de interesse dessas instituições.A Contabilidade Pública está interessada nos atos e fatos de natureza orçamentária. efetuem despesas. Nesse sentido. possuindo personalidade jurídica de direito privado. A NBC T 16. OBJETIVO O objetivo da Contabilidade Aplicada à Administração Pública é o de fornecer informações atualizadas e exatas à Administração para subsidiar as tomadas de decisões e aos Órgãos de Controle Interno e Externo para o cumprimento da legislação. benefício. sendo um dos primeiros atos praticados pelo administrador. os princípios fundamentais de contabilidade e as normas contábeis direcionados ao controle patrimonial de entidades do setor público. a norma institui que o campo de aplicação contabilidade aplicada ao setor público abrange todas as entidades anteriormente citadas. recebam. as pessoas físicas que recebam de órgão público subvenção. as quais devem ser integralmente seguidas pelas entidades governamentais. no entanto. Subdivide as Unidades Contábeis em: . na execução de suas atividades) no tocante aos aspectos contábeis da prestação de contas. Delimita como seu objeto o patrimônio público.

para fins de controle e evidenciação dos seus resultados. autárquica e fundacional. Cabe destacar que o conceito de Unidade Contábil Originária apresenta relação com a Unidade Orçamentária caracterizada no artigo 14 da Lei Federal nº 4. • Consolidada – representa a soma ou a agregação do patrimônio de duas ou mais Unidades Contábeis Originárias. registro. com o objetivo de orientar e suprir o processo de decisão. 14. No tocante ao controle contábil segregado por Unidade Contábil Originária. o artigo 50. controle e evidenciação dos atos e dos fatos da gestão do patrimônio público. Legislativo. a ser realizada de forma segregada entre os Poderes Executivo. conforme previsto na NBCASP. além de apresentar o conceito de sistema e de subsistemas de informações contábeis para as entidades públicas. Unificadas e Consolidadas segundo a NBC T 16. mensuração. inciso III da LRF determina que as demonstrações contábeis devem compreender. Judiciário e Ministério Público. inclusive empresa estatal dependente. • Unificação de parcelas do patrimônio público vinculadas a unidades descentralizadas. cabe a criação de Unidade Contábil Consolidada por Poder. • Descentralizada – representa parcela do patrimônio de Unidade Contábil Originária. fundo ou entidade da administração direta. Patrimônio e Sistemas Contábeis Esta norma estabelece a definição de patrimônio público e a classificação dos elementos patrimoniais sob o aspecto contábil. a NBC T 16. com base nos atributos de Conversibilidade (transformação de bem ou direito em moeda) e Exigibilidade (classificação das obrigações por prazo de vencimento).320/64 que diz “Art. em atendimento à necessidade de controle e prestação de contas. Constitui unidade orçamentária o agrupamento de serviços subordinados ao mesmo órgão ou repartição a que serão consignadas dotações próprias”. A criação de Unidades Contábeis Descentralizadas. isolada e conjuntamente. avaliação. de evidenciação e instrumentalização do controle social. .2 estabelece critérios para a classificação do Ativo e Passivo em Circulante e Não-Circulante. Para auxiliar no cumprimento dessa tarefa. contábeis • Consolidação de entidades do setor público para fins de atendimento de exigências legais ou necessidades gerenciais.• Originária – representa o patrimônio das entidades do setor público na condição de pessoas jurídicas. No tocante a classificação dos elementos patrimoniais. A NBCASP carateriza o sistema contábil público como a estrutura de informações sobre identificação.1 será realizada nos seguintes casos: • Registro dos atos e dos fatos que envolvem o patrimônio público ou suas parcelas. a prestação de contas e a instrumentalização do controle social. as transações e operações de cada órgão. • Unificada – representa a soma ou a agregação do patrimônio de duas ou mais Unidades Contábeis Descentralizadas. A LRF prevê em seus artigos 19 e 20 a verificação do limite com gastos com Pessoal.

A norma traz como inovação a criação do subsistema de Custos. • Patrimonial – registra.3 define Plano como o conjunto de documentos elaborados com a finalidade de materializar o planejamento por meio de programas e ações. § 3º. processa e evidencia os fatos relacionados aos ingressos e aos desembolsos financeiros. processa e evidencia os atos e os fatos relacionados ao planejamento e à execução orçamentária. Lei de Diretrizes Orçamentárias – LDO (orientações para a elaboração dos orçamentos anuais).A norma segrega o Sistema Contábil Público em 5 (cinco) Subsistemas de Informações Contábeis: Orçamentário.2 tem como uma de suas funções evidenciar os atos que possam vir a afetar o patrimônio público (atos potenciais).320/64. e traz como inovação a criação do subsistema de Custos. obrigações e situações que. processa e evidencia os atos de gestão cujos efeitos possam produzir modificações no patrimônio da entidade do setor público. onde além de evidenciar a execução orçamentária anual (LOA). com o intuito de permitir a identificação dos recursos vinculados a órgão. definições de metas para períodos de quatro anos). onde prevê a escrituração de forma individualizada da disponibilidade de caixa. compreendendo desde o nível estratégico até o nível operacional. processar e apurar os custos da gestão de políticas públicas. processa e evidencia os fatos não financeiros relacionados com as variações qualitativas e quantitativas do patrimônio público. artigo 50. produzidos e ofertados à sociedade pela entidade pública. amplia para toda a Administração Pública a necessidade de implementação de sistema de custos. • Orçamentário – registra. Na Administração Pública Brasileira os planos os hierarquicamente interligados se traduzem no Plano Plurianual – PPA (nível estratégico. bem como propiciar a avaliação e a instrumentalização do controle. a Lei Federal nº 4. e Lei Orçamentária Anual – LOA (nível operacional. A LRF. O subsistema Financeiro assume papel importante no cumprimento do artigo 50. Planejamento e seus Instrumentos sob o Enfoque Contábil Esta norma estabelece as bases para controle contábil sobre o planejamento das entidades do setor público. A norma traz como inovação a ampliação do controle contábil sobre os instrumentos de planejamento. • Financeiro – registra. Nesse sentido. A NBC T 16. . planejamento este expresso em planos hierarquicamente interligados. onde prevê que o Balanço Patrimonial deve demonstrar em contas de compensação os bens. bem como aqueles com funções específicas de controle. valores. inciso I da LRF. processa e evidencia os custos dos bens e serviços. fundo ou despesa obrigatória. de forma que atende o artigo 105 da Lei Federal nº 4. tradução em metas físicas e financeiras dos objetivos da Administração Pública para o período de um ano). Patrimonial e de Compensação. O subsistema de Compensação previsto na NBC T 16.320/64 determina em seu artigo 99 a adoção de contabilidade especifica para apurar os custos dos serviços industriais. bem como as disponibilidades no início e final do período. possam vir a afetar o patrimônio. Financeiro. • Custos – registra. • Compensação – registra. imediata ou indiretamente. pretende-se acompanhar a cumprimento das metas estratégicas contidas no PPA. a ser implementado para coletar.

se transporta saldo para o exercício seguinte. A norma também trata das transações que envolvem valores de terceiros. caracterizadas como sendo aquelas em que a entidade do setor público responde como fiel depositária e que não afetam o seu patrimônio líquido. identificação do subsistema a que pertence. • Utilização do método das partidas dobradas em todos os registros dos atos e dos fat os que afetam ou possam vir a afetar o patrimônio das entidades do setor público. e abre a possibilidade de escrituração contábil eletrônica. financeira. de acordo com sua natureza orçamentária. 2. originadas de atos administrativos. de forma que possibilite os registros de valores e a integração dos subsistemas. apresenta as características do registro e das informações contábeis no setor público. A NBC T 16. da execução de orçamento. etc. A norma segrega as transações. portanto extraorçamentário). Registro em contas de compensação dos contratos firmados com fornecedores de bens e serviços. com o objetivo de dar cumprimento às metas programadas e manter em funcionamento as atividades da entidade do setor público.5 – . Como exemplo. inversão ou não de saldos. patrimonial e de compensação nos respectivos subsistemas contábeis. arrecadação de receita de Impostos (aumento do patrimônio decorrente de ingresso de receita orçamentária). podendo provocar alterações qualitativas ou quantitativas.5 dá ênfase à estruturação do sistema de informação contábil no momento em cita que este deve possuir Plano de contas que contemple: • Terminologia das contas e sua adequada codificação. devendo ser demonstradas de forma segregada. efetivas ou potenciais.5 NBC T 16. trata da estrutura do plano de contas contábil. e enfatiza que o registro contábil deve observar os Princípios de Contabilidade e às Normas Brasileiras de Contabilidade Aplicadas ao Setor Público. • Função e o funcionamento a cada uma das contas (circunstâncias de débito e crédito. no patrimônio das entidades do setor público. Registro Contábil Esta norma estabelece critérios para o registro contábil dos atos e fatos que afetam ou possam vir a afetar o patrimônio público. a entidade pública deve repassar os recursos de ISS retido à Prefeitura Municipal que possui a competência de arrecadação do imposto. conforme sua natureza em: • Econômico-financeira – aquelas originadas de fatos que afetam o patrimônio público. Posteriormente. . efetivas ou potenciais. Exemplos: recebimento de bens por doação (aumento do patrimônio sem a necessidade de utilização de recursos orçamentários. • Administrativa – corresponde às transações que não afetam o patrimônio público. tem-se a retenção do Imposto sobre Serviços – ISS efetuado por Entidade Pública no momento do pagamento para prestador de serviço (nesse instante a entidade pública figura como mera depositária do ISS pertencente à Prefeitura Municipal). controle contábil sobre os bens em poder de terceiros.4 caracteriza como transação no Setor Público os atos e os fatos que promovem alterações qualitativas ou quantitativas.Transações no Setor Público A NBC T 16. em decorrência. ou não. a natureza e o grau de desdobramento.).

ampliando o rol de demonstrativos a serem elaborados pela Contabilidade. o profissional da contabilidade deve utilizar. as normas nacionais e internacionais que tratem de temas similares. . portanto. subsidiariamente. Esse posicionamento da NBCASP demonstra um desprendimento do foco estritamente orçamentário. A Norma cita que os registros contábeis devem ser realizados e os seus efeitos evidenciados nas demonstrações contábeis do período com os quais se relacionam. orçamentários e extraorcamentários. e Demonstração do Resultado Econômico. Balanço Financeiro. • Tabela de codificação de registro que identifique o tipo de transação. Ao tratar da Demonstração do Fluxo de Caixa. independentemente do momento da execução orçamentária. a NBCASP discorre que a entidade do setor público deve manter procedimentos uniformes de registros contábeis. a NBCASP considera como documento de suporte qualquer documento hábil. Nesse sentido. Por fim.320/64. Demonstração dos Fluxos de Caixa. vindo ao encontro do Principio de Contabilidade da Oportunidade. a movimentação a débito e a crédito e os subsistemas utilizados.5 orienta que na ausência de norma contábil aplicado ao setor púbico. Ao tratar das formalidades do registro contábil. que evidencie a totalidade dos os atos e fatos. por meio de processo manual. a norma além de atender o disposto no art. Balanço Orçamentário. utilizado para sustentação ou comprovação do registro contábil. previstos ou não em legislação. evidenciando o procedimento e os impactos em notas explicativas. traz como inovação a Demonstração do Fluxo de Caixa e a Demonstração do Resultado Econômico. a NBC T 16. No tocante aos documentos de sustentação aos registros contábeis. inclusive decorrentes de receitas originárias e derivadas. Nesse aspecto. e nesta ordem. bem como a permissão de digitalização e armazenamento em meio eletrônico ou magnético dos documentos em papel. reconhecidos. podendo ser utilizados livros ou meios eletrônicos que permitam a identificação e o seu arquivamento de forma segura. onde determina a publicação dos Balanços Orçamentário. qual seja a de evidenciar as alterações no patrimônio da entidade. e os desembolsos relacionados com a ação pública e os demais fluxos que não se qualificam como de investimento ou financiamento. enfatiza-se a possibilidade aberta pela norma de implementação de escrituração contábil eletrônica. A NBCASP destaca que as transações no setor público devem ser reconhecidas e registradas integralmente no momento em que ocorrerem. Demonstração das Variações Patrimoniais. Financeiro e Patrimonial e da Demonstração das Variações Patrimoniais. de modo que prevaleça a essência da Ciência Contábil. 101 da Lei Federal nº 4. mecanizado ou eletrônico. e serve como reforço para a implementação de uma contabilidade pública com visão patrimonial.• Contas específicas que possibilitem a apuração de custos. pelos respectivos fatos geradores. a NBCASP esclarece que se deve evidenciar as movimentações de caixa e equivalentes segregadas nos fluxos: • Fluxo de caixa das operações: compreende os ingressos. Demonstrações Contábeis Esta norma estabelece como Demonstrações Contábeis a serem elaboradas e divulgadas pelas entidades públicas: Balanço Patrimonial. físico ou eletrônico que comprove a transação na entidade do setor público. as contas envolvidas.

cabe destacar a ausência de informações nos sistemas contábeis atuais sobre o custo de oportunidade. a norma determina como sendo a quantidade de serviços prestados multiplicada pelo custo de oportunidade. No tocante aos procedimentos para consolidação previstos na NBCASP. qual seja a transparência da gestão fiscal. a consolidação das demonstrações contábeis objetiva o conhecimento e a disponibilização de macroagregados do setor público. o que resulta em grande desafio e dificuldade para a implementação do referido demonstrativo. • Fluxo de caixa dos financiamentos: recursos relacionados à captação e à amortização de empréstimos e financiamentos. A LRF prevê em seu artigo 56 que as Contas do Poder Executivo incluirão os Poderes Legislativo. Nesse sentido. não originando nenhum tipo de lançamento na escrituração das entidades que formam a unidade contábil. as demonstrações contábeis consolidadas devem ser complementadas por notas explicativas que contenham. que determinam que compete à União promover a consolidação. • Resultado econômico apurado. os procedimentos adotados na consolidação. os quais tratam dos instrumentos de transparência da gestão e de sua forma de acesso e divulgação para a sociedade.7 conceitua Unidade Contábil Consolidada como a soma ou a agregação de saldos ou grupos de contas de duas ou mais unidades contábeis originárias. a NBC T 16. cabe destacar que os ajustes e as eliminações devem ser realizados em documentos auxiliares. e mais especificamente o disposto nos artigos 48 e 49. a LRF determina que as Contas dos Poderes supracitados devem ser analisadas separadamente pelos Tribunais de Contas. bem como recebimentos em dinheiro por liquidação de adiantamentos ou amortização de empréstimos concedidos e outras operações da mesma natureza. No entanto. a NBCASP proporciona um auxílio para atender a um dos pressupostos da LRF. • Custos e despesas identificados com a execução da ação pública. Para o cálculo da Receita econômica. Consolidação das Demonstrações Contábeis.6 detalha que deve conter a seguinte estrutura: • Receita econômica dos serviços prestados e dos bens ou dos produtos fornecidos. cabe a criação de Unidade Contábil Consolidada para cada Poder e Unidade Contábil Consolidada Geral (abrangendo todos os Poderes). conforme previsto na NBCASP. das contas dos entes da Federação. o que cria a necessidade da elaboração do Balanço Consolidado do Ente. Nesse aspecto. A NBC T 16. Quanto à previsão de elaboração da Demonstração do Resultado Econômico. excluídas as transações entre elas. No entanto. Para auxiliar no cumprimento dessa tarefa. a natureza e . o que resulta na elaboração de Balanços Consolidados para cada Poder. a norma contribui para o atendimento ao disposto nos artigos 111 Lei Federal nº 4. Como custo de oportunidade caracteriza como o valor que seria desembolsado na alternativa desprezada de menor valor entre aquelas consideradas possíveis para a execução da ação pública. identificação e características das entidades do setor público incluídas na consolidação.320/64 e 51 da LRF. nacional e por esfera de governo. Além disso.• Fluxo de caixa dos investimentos: recursos relacionados à aquisição e à alienação de ativo não circulante. Judiciário e o Ministério Público. a visão global do resultado e a instrumentalização do controle social. pelo menos. Segundo a NBCASP.

onde determina que o controle interno deve fiscalizar o cumprimento das metas previstas na LDO e os limites: das dívidas consolidada e mobiliária. com o devido registro nas contas de resultado do exercício. amortização e exaustão. procedimentos e processos adotados pela entidade do setor público. No tocante ao registro. • Auxiliar na prevenção de práticas ineficientes e antieconômicas.9 estabelece que valor depreciado. a NBC T 16. • Dar conformidade ao registro contábil em relação ao ato correspondente. Sob esse aspecto. desvios e outras inadequações. entre outros. erros.320/64. • Bens de uso comum que absorveram ou absorvem recursos públicos. • Estimular adesão às normas e às diretrizes fixadas. pelo menos. métodos. Depreciação.montantes dos ajustes efetuados. fraudes. visto que este deve abranger todo o patrimônio da entidade. no final de cada exercício. objetivando garantir razoável grau de eficiência e eficácia do sistema de informação contábil. • Animais que se destinam à exposição e à preservação. A NBCASP arrola os ativos que não estão sujeitos ao regime de depreciação: • Bens móveis de natureza cultural. antigüidades. Segundo a norma o controle interno sob o enfoque contábil compreende o conjunto de recursos. diferentemente da visão estritamente orçamentária imposta pela Lei Federal nº 4. . amortizado ou exaurido deve ser apurado mensalmente. de vida útil indeterminada. tais como obras de artes. documentos. bens integrados em coleções. abusos. considerados tecnicamente. Controle Interno A NBC T 16.8 trata do controle interno aplicável as entidades públicas. para a concessão de garantias e para a inscrição em restos a pagar. que dispõe no artigo 77 que o controle interno deve verificar de forma prévia. e os eventos subseqüentes à data de encerramento do exercício que possam ter efeito relevante sobre as demonstrações contábeis consolidadas. a NBCASP reforça o disposto no artigo 59 da LRF. para a contratação de operações de crédito. malversação. bens com interesse histórico. • Propiciar a obtenção de informação oportuna e adequada. • Contribuir para a promoção da eficiência operacional da entidade. e deve ser reconhecido até que o valor líquido contábil do ativo seja igual ao valor residual. concomitante e subseqüente a legalidade dos atos da execução orçamentária. das despesas com pessoal. a NBCASP apresenta do modo amplo o campo de atuação do Controle Interno Contábil. Nesse sentido. Cita ainda que o valor residual e a vida útil econômica de um ativo devem ser revisados. Amortização e Exaustão Esta norma estabelece critérios e procedimentos para o registro contábil da depreciação. com a finalidade de: • Salvaguardar os ativos e assegurar a veracidade dos componentes patrimoniais.

• Terrenos rurais e urbanos. Por fim, dentre os métodos de depreciação, a NBCASP sugere a adoção dos seguintes: método das quotas constantes; método das somas dos dígitos; método das unidades produzidas. Avaliação e Mensuração de Ativos e Passivos em Entidades do Setor Público Estabelece critérios e procedimentos para a avaliação e mensuração de ativos e passivos integrantes do patrimônio de entidades do setor público. Destaca-se a previsão de contabilização no Ativo Permanente dos Bens de Uso Comum (tais como praças, estradas, etc.). A norma apresenta conceitos importantes para fins de avaliação patrimonial, destacando-se: • Avaliação patrimonial: a atribuição de valor monetário a itens do ativo e do passivo decorrentes de julgamento fundamentado em consenso entre as partes e que traduza, com razoabilidade, a evidenciação dos atos e dos fatos administrativos. • Redução ao valor recuperável (impairment): o ajuste ao valor de mercado ou de consenso entre as partes para bens do ativo, quando esse for inferior ao valor líquido contábil. • Valor de mercado ou valor justo (fair value): o valor pelo qual um ativo pode ser intercambiado ou um passivo pode ser liquidado entre partes interessadas que atuam em condições independentes e isentas ou conhecedoras do mercado. No tocante a avaliação dos elementos patrimoniais, a NBCASP estabelece critérios para cada um dos grupos: disponibilidades, créditos e dívidas, estoques, investimentos permanentes, imobilizado, intangível e diferido. Quanto às disponibilidades, aos créditos e dívidas, estabelece a avaliação pelo valor original, feita a conversão, quando em moeda estrangeira, à taxa de câmbio vigente na data do Balanço Patrimonial. Dessa forma, atende ao disposto no artigo 106, inciso I da Lei Federal nº 4.320/64. Quando trata da avaliação dos estoques a norma estabelece para mensuração e avaliação das saídas dos estoques o custo médio ponderado, em conformidade com o artigo 106, inciso III da Lei Federal nº 4.320/64. A NBCASP adota como base o valor de aquisição ou no valor de produção ou de construção, ou o valor de mercado, caso este último seja o menor. A NBC T 16.10 ao tratar da avaliação do ativo imobilizado, determina a mensuração ou avaliação com base no valor de aquisição, produção ou construção, e traz uma grande inovação, ao propor a contabilização dos bens de uso comum, tais como praças e rodovias. A norma dispõe que os bens de uso comum que absorveram ou absorvem recursos públicos, ou aqueles eventualmente recebidos em doação, devem ser incluídos no ativo não circulante da entidade responsável pela sua administração ou controle, estejam, ou não, afetos a sua atividade operacional. Ou seja, segundo a NBCASP, a contabilidade deve incorporar ao patrimônio público e efetivar controle sobre os bens de uso comum construídos com recursos ou sob a responsabilidade da Administração Pública. A implementação do controle contábil sobre esses bens permitirá a implementação de acompanhamento dos custos, com a possibilidade de verificar, por exemplo, o valor anual aplicado na manutenção de uma determinada rodovia. A NBCASP também estabelece regras para a realização de reavaliações dos componentes patrimoniais, onde se deve utilizar o valor justo ou o valor de mercado na data de encerramento do Balanço Patrimonial. Alem disso, estipula prazos para que seja procedida reavaliação, conforme segue: • Anualmente, para as contas ou grupo de contas cujos valores de mercado variar significativamente em relação aos valores anteriormente registrados;

• A cada quatro anos, para as demais contas ou grupos de contas. As Normas Brasileiras de Contabilidade Aplicadas ao Setor Público são importante para a implementação de dispositivos contidos na LRF e Lei 4.320/64, tais como a implementação de sistema de custos, ampliação do controle contábil sobre o cumprimento das metas estabelecidas no planejamento governamental (PPA, LDO e LOA). Em sentido amplo as novas normas são um instrumento para elevar a eficácia e efetividade das Leis quanto aos seus objetivos de promover o planejamento, a transparência e responsabilidade da gestão fiscal. Especificamente, há inovações no reconhecimento de receitas e despesas sob a ótica do regime da competência. Alem disso, foi dado destaque a instrumentos de transparência e de registro de operações similares a contabilidade comercial, como o estabelecimento de atributos específicos da informação contábil do setor público, relatório de fluxo de caixa, previsão de depreciação e da contabilização dos bens de uso comum, caminhando para a correção da visão da contabilidade aplicada ao setor público estritamente ligada à execução dos orçamentos públicos. Espera-se que a implementação das normas provoque uma melhoria nos controles internos para a proteção do patrimônio público, além de apresentar maior transparência à aplicação de recursos da sociedade. O tema ainda carece de discussão, sobretudo da validação empírica dos pressupostos contidos em cada uma das normas. A Secretaria do Tesouro Nacional, como órgão central de normatização no Brasil, deve buscar instrumentos de difusão das normas, em especial nos estados e municípios, visando a harmonização de entendimento e aplicação das normas. PATRIMÔNIO PÚBLICO Patrimônio Público é o conjunto de bens e direitos, tangíveis ou intangíveis, onerados ou não, adquiridos, formados ou mantidos com recursos públicos, integrantes do patrimônio de qualquer entidade pública ou de uso comum, que seja portador ou represente um fluxo de benefícios futuros inerentes à prestação de serviços públicos. PATRIMÔNIO PÚBLICO SOB O ENFOQUE CONTÁBIL O Patrimônio Público é estruturado em Ativo, Passivo e Patrimônio Liquido: (a) o Ativo compreende as disponibilidades, os bens e os direitos que possam gerar benefícios econômicos ou potencial de serviço. (b) o Passivo compreende as obrigações, as contingências e as provisões. (c) o Patrimônio Líquido representa a diferença entre o Ativo e o Passivo. No Patrimônio Líquido deve ser evidenciado o resultado do exercício segregado dos resultados acumulados de exercícios anteriores. A classificação dos elementos patrimoniais considera a segregação em circulante e nãocirculante, com base em seus atributos de conversibilidade, exigibilidade e interesse social. Os ativos são classificados como circulante quando satisfizerem um dos seguintes critérios: (a) estarem disponíveis para utilização imediata;

(b) serem realizados ou terem a expectativa de realização, consumo ou venda até o final do exercício financeiro subseqüente. (i) Os outros ativos são classificados como não-circulante. Os passivos são classificados como circulante quando satisfizerem um dos seguintes critérios: (a) corresponderem a valores exigíveis até o final do exercício financeiro subseqüente; (b) corresponderem a valores de terceiros ou retenções em nome deles, quando a entidade pública for a fiel depositária. (i) Os outros passivos são classificados como não-circulante.

SISTEMA CONTÁBIL PÚBLICO O sistema contábil público representa a macroestrutura de informações sobre registro, avaliação, evidenciação e transparência dos atos e dos fatos da gestão pública com o objetivo de orientar, suprir o processo de decisão e a correta prestação de contas. ABRANGÊNCIA DO SISTEMA CONTÁBIL PÚBLICO O ciclo da administração pública é composto pelas etapas de planejamento, execução, controle e avaliação. A função social da contabilidade deve refletir, sistematicamente, o ciclo da administração pública para evidenciar informações públicas necessárias à tomada de decisões e à prestação de contas ao cidadão. A contabilidade pública é organizada na forma de sistema de informações, cujas partes ou subsistemas, conquanto possam oferecer produtos diferentes em razão da respectiva especificidade, convergem para o produto final, que é a informação geral sobre o Patrimônio Público. O sistema contábil público estrutura-se nos seguintes subsistemas: (a) Subsistema de Informações Orçamentárias – registra e evidencia, por meio de Demonstrações Contábeis próprias, os atos e os fatos relacionados ao orçamento e à sua execução, que subsidia a administração com informações sobre: (i) orçamento; (ii) programação e execução orçamentária; (iii)alterações orçamentárias; e (iv)resultado orçamentário. (b) Subsistema de Informações Financeiras – registra e evidencia, por meio de Demonstrações Contábeis próprias, os fatos relacionados aos ingressos e aos desembolsos financeiros, bem como a situação das disponibilidades no início e no final do período, que subsidia a administração com informações sobre:

(i) fluxo de caixa; (ii) resultado primário; e (iii) receita corrente líquida. (c) Subsistema de Informações Patrimoniais – registra, avalia e evidencia, por meio de Demonstrações Contábeis próprias, a situação estática dos elementos patrimoniais e a apuração do resultado do exercício, que subsidia a administração com informações sobre: (i) alterações nos elementos patrimoniais; (ii) resultado econômico; e (iii) resultado nominal. (d) Subsistema de Custos – coleta, processa e apura, por meio de sistema próprio, os custos da gestão de políticas públicas, gerando relatórios que subsidiam a administração com informações sobre: (i) custos dos programas, dos projetos e das atividades desenvolvidas; (ii) otimização dos recursos públicos; e (iii) custos das unidades contábeis. (e) Subsistema de Compensação – registra e evidencia por meio de contas específicas, os atos de gestão cujos efeitos possam produzir modificações no patrimônio da entidade, que subsidia a administração com informações sobre: (i) alterações potenciais nos elementos patrimoniais; e (ii) acordos, garantias e responsabilidades. Os subsistemas contábeis devem ser integrados a outros subsistemas de informações de modo a subsidiar a administração pública sobre: (a) o desempenho da organização no cumprimento da sua missão; (b) a avaliação dos resultados obtidos na execução dos programas de trabalho com relação à economicidade, à eficiência, à eficácia e à efetividade; (c) a avaliação das metas fiscais estabelecidas nas diretrizes orçamentária; e (d) a avaliação dos riscos e das contingências fiscais. BALANÇO PATRIMONIAL O Balanço Patrimonial, estruturado em Ativo, Passivo e Patrimônio Líquido, tem por objetivo evidenciar qualitativa e quantitativamente a situação patrimonial da entidade pública: (a) o Ativo compreende as disponibilidades, os bens e os direitos que possam gerar benefícios econômicos ou potencial de serviço; (b) o Passivo compreende as obrigações, as contingências e as provisões; (c) o Patrimônio Líquido representa a diferença entre o Ativo e o Passivo.

(i) No Patrimônio Líquido, deve ser evidenciado o resultado do exercício segregado dos resultados acumulados de exercícios anteriores. A classificação dos elementos patrimoniais considera a segregação em circulante e nãocirculante, com base em seus atributos de conversibilidade, exigibilidade e interesse social. Os ativos devem classificados como circulante quando satisfizerem um dos seguintes critérios: (a) estarem disponíveis para utilização imediata; (b) serem realizados ou terem a expectativa de realização, consumo ou venda até o final do exercício financeiro subseqüente. (i) Os outros ativos devem ser classificados como não-circulante. Os passivos devem ser classificados como circulante quando satisfizerem um dos seguintes critérios: (a) corresponderem a valores exigíveis até o final do exercício financeiro subseqüente; (b) corresponderem a valores de terceiros ou retenções em nome deles, quando a entidade pública for a fiel depositária. (i) Os outros passivos devem ser classificados como nãocirculante. As contas do ativo devem ser dispostas em ordem decrescente de seu grau de liquidez; as contas do passivo, em ordem decrescente de seu grau de exigibilidade. Devem ser demonstrados no compensado os valores decorrentes de atos que possam afetar o patrimônio, bem como aqueles com função precípua de controle. BALANÇO ORÇAMENTÁRIO O Balanço Orçamentário tem por objetivo evidenciar o orçamento inicial, suas alterações, incorporação de superávit e suas reestimativas, confrontando-os, individualizadamente, com a execução da receita e da despesa. O Balanço Orçamentário é estruturado de forma a evidenciar a integração entre o planejamento e a execução orçamentária. BALANÇO FINANCEIRO O Balanço Financeiro demonstra a movimentação de disponibilidades da entidade no período a que se refere, evidenciando: (a) a receita orçamentária arrecadada; (b) a despesa orçamentária paga; (c) os recebimentos e os pagamentos extra-orçamentários; (d) o saldo inicial e o saldo final das disponibilidades. DEMONSTRAÇÃO DAS VARIAÇÕES PATRIMONIAIS

obtido do confronto entre a receita econômica e os itens de custos e despesas dos serviços. DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ECONÔMICO A Demonstração do Resultado Econômico evidencia o resultado econômico. programa. Para fins de apresentação na Demonstração das Variações Patrimoniais. O fluxo de caixa dos investimentos inclui os fluxos de recursos relacionados à aquisição e à alienação de ativo não-circulante. pelo menos. (b) Variações Patrimoniais Passivas são aquelas que proporcionam redução da situação patrimonial da entidade. fundo ou outra unidade de acumulação relevante. a saber: (a) fluxo de caixa das operações. financeiro e patrimonial em cada período.A Demonstração das Variações Patrimoniais tem por objetivo apurar o resultado patrimonial e evidenciar as variações patrimoniais qualitativas e quantitativas resultantes e independentes da execução orçamentária. permitindo aos usuários projetar cenários de fluxos futuros de caixa e elaborar análise sobre eventuais mudanças em torno da capacidade da entidade de manter o regular financiamento dos serviços públicos sob sua responsabilidade. as variações descritas na NBC T 16. DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA A Demonstração do Fluxo de Caixa apresenta a movimentação financeira histórica da entidade pública. O fluxo de caixa dos financiamentos inclui os fluxos de recursos relacionados à captação e à amortização de empréstimos e financiamentos. projeto. bem como outros cenários de solvência.4 – Transações no Setor Público são agrupadas em ativas e passivas: (a) Variações Patrimoniais Ativas são aquelas que proporcionam aumento da situação patrimonial da entidade. (b) fluxo de caixa dos investimentos. (c) O resultado patrimonial do período é apurado pelo confronto entre as variações patrimoniais ativas e passivas. dos bens ou dos produtos. evidenciar as movimentações em três grandes grupos. pelo menos. em cada nível de prestação de serviços. e (c) fluxo de caixa dos financiamentos. O fluxo de caixa das operações compreende os ingressos e os desembolsos relacionados com a ação pública. A Demonstração do Resultado Econômico deve ser elaborada considerando a interligação sistêmica com o Plano Plurianual e apresentar na forma dedutiva. e os demais fluxos que não se qualificam como de investimento ou financiamento. oriundos dos sistemas orçamentário. A Demonstração do Fluxo de Caixa deve ser elaborada pelos métodos direto ou indireto e deve. a seguinte estrutura: . liquidez e graus de probabilidade da permanência de itens que representam entradas e saídas de caixa. fornecimento de bens ou produtos pela entidade pública. bem como recebimentos em dinheiro por liquidação de adiantamentos ou amortização de empréstimos concedidos e outras operações da mesma natureza.

legal. e (c) resultado econômico apurado. social e de desempenho.000. entre aquelas consideradas possíveis para a execução da ação pública. um determinado órgão público publicou a seguinte Demonstração de Resultado Econômico: DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ECONÔMICO Receita Econômica dos Serviços Prestados R$ 4. pelo custo de oportunidade.6 e o Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público. a transparência sobre aspectos qualitativos. bem como eventos subseqüentes ao encerramento do período a que se refere. financeira. em conformidade com a NBC T SP 16. NOTAS EXPLICATIVAS Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.900.00) = Resultado Econômico Apurado (R$ 466. A seguir apresentamos algumas questões práticas e teóricas para uma melhor compreensão da disciplina. financeiro e patrimonial. (b) custos e despesas identificados com a execução da ação pública.(a) receita econômica dos serviços prestados e dos bens ou dos produtos fornecidos. econômica. orçamentária.886. complementares ou suplementares àquelas não suficientemente evidenciadas ou não-constantes nas Demonstrações Contábeis.00) = Margem Bruta R$ 14.000. física.000. As informações contidas nas Notas Explicativas devem ser relevantes. A receita econômica é o valor medido a partir dos benefícios futuros gerados à sociedade pela ação pública.00 (-) Custos de Execução Indiretos (R$ 480. bens ou produtos fornecidos. As Notas Explicativas incluem os critérios utilizados na elaboração das Demonstrações Contábeis. . obtido por meio da multiplicação da quantidade de serviços prestados.00) Acerca da análise da Demonstração do Resultado Econômico. assinale a opção CORRETA. das informações de naturezas patrimonial. a) A apresentação desta demonstração permite a este órgão público avaliar os custos dos serviços prestados.000. quantitativos e ampliar mecanismos de controle da sociedade sobre a atuação governamental no campo orçamentário. TEORIA X PRÁTICA QUESTÃO: Em 31 de dezembro de 2010. Custo de oportunidade é o valor que seria desembolsado na alternativa desprezada de menor valor.000.00 (-) Custos de Execução Diretos (R$ 4.

não. (1) Variação (2 ) Tributos e Patrimonial Contribuições. pois a Lei de Responsabilidade Fiscal determina que a Administração Pública mantenha sistema de custos que permita a avaliação e o acompanhamento da gestão orçamentária e. do financeiro e patrimonial. Nas questão apresentou um não. c) A Constituição Federal de 1988 afirma que a apresentação da aplicação de recursos públicos nos órgãos federais é fator de comprovação da eficácia e eficiência da gestão orçamentária. Segundo o professor Lino Martins da Silva A Demonstração do Resultado Econômico evidencia o resultado econômico. 50. d) Errado. Planejamento Aprovado. Orçamento .” c) Errado . em seguida. Venda de Diminutiva Mercadorias. QUESTÃO: Relacione a classe descrita na primeira coluna com exemplos de grupo de contas na segunda coluna e. a escrituração das contas públicas observará as seguintes: § 3º A Administração Pública manterá sistema de custos que permita a avaliação e o acompanhamento da gestão orçamentária.6 b) Errado. Completamente errado. obtido do confronto entre a receita econômica e os itens de custos e despesas dos serviços. dos bens ou dos produtos. financeira e patrimonial. a) Correta. assinale a opção CORRETA. oriundos dos sistemas orçamentário. NBC 16. d) Este órgão público está apresentando um controle financeiro e patrimonial que deve ser apenas analisado pela gestão interna. pois a não obrigatoriedade da demonstração financeira e patrimonial deixa a execução orçamentária fora dos parâmetros diante da falta do sistema de controle interno. financeiro e patrimonial em cada período. O demonstrativo do resultado econômico possibilita a realização de diversos estudos voltados para o processo decisório pois permite que os administradores enxerguem além da simples execução orçamentária em que as únicas informações estão representadas pela execução da receita e despesa nas suas diversas etapas. portanto.Art. em cada nível de prestação de serviços. Valorização e Ganhos de Ativos. fornecimento de bens ou produtos pela entidade pública. Financeiro e Patrimonial é obrigatório! LRF – LC 101/ 00 . dispensando a apresentação do financeiro e patrimonial. Além de obedecer às demais normas de contabilidade pública. “ não obrigatoriedade da demonstração financeira e patrimonial de a execução orçamentária fora dos parâmetros diante da falta do sistema do controle interno.b) A avaliação da gestão deste órgão público não pode ser verificada pela avaliação dos custos de serviços prestados e da receita econômica apresentada nesta demonstração. A Constituição Federal de 1988 não afirma isso.

c) 2. d) 2. Execução da Dívida Ativa. 5. Benefícios Previdenciários. de forma facultativa e obrigatoriamente em 2011 para a União. Uso de Bens. de 2009) 1ª edição ITEM 1. 1. 5.Aprovado. 3. ao Distrito Federal e aos Municípios. Custos. 1. aos Estados. aos Estados. (Portaria STN nº467. 2012 para os Estados e 2013 para os Municípios. A sequência CORRETA é: a) 2.Variação Patrimonial Diminutiva . Riscos Fiscais. Pessoal e Encargos. Tributos e Contribuições. Apuração de Custos. 5. 1. Execução da Administração Financeira. Execução dos Riscos Fiscais. Execução de Restos a Pagar. Atos Potenciais. Execução do Planejamento. RESOLUÇÃO Planos de Contas Aplicado ao Setor Público MANUAL DE CONTABILIDADE APLICADA AO SETOR PÚBLICO Aplicado à União. b) 2. 5. 4. 4. 4. Dívida Ativa. Execução do Orçamento. Válido para o exercício de 2010. Inscrição de Restos a Pagar. 3. de 6 de agosto de 2009) MANUAL TÉCNICO DE CONTABILIDADE APLICADA AO SETOR PÚBLICO Aplicado à União. ao Distrito Federal e aos Municípios (Portaria STN nº XXXX. 3. Serviços e Consumo de Capital Fixo. 4. 3. (2) Variação Patrimonial Aumentativa ( 5) (3) Controles da Execução do Planejamento e Orçamento ( 1) (4) Controles Devedores ( 4) (5) Controles Credores ( 3) Execução dos Atos Potenciais. 1. Administração Financeira.

b) Quanto à dependência da execução orçamentária: . . etc.Outras Variações Diminutivas – Outras variações patrimoniais diminutivas não classificadas nos grupos anteriores. A variação patrimonial aumentativa pode ser classificada: a) Quanto à entidade que apropria a variação patrimonial aumentativa: .Variação patrimonial aumentativa privada – aquela auferida por entidade privada. auxílios.A variação patrimonial diminutiva pode ser classificada: a) Quanto à entidade que apropria a despesa: .Variação patrimonial diminutiva pública – aquela efetuada por entidade pública.Variação patrimonial aumentativa pública – aquela auferida por entidade pública. subvenções.Pessoal – Trata da remuneração de pessoal do governo e seus encargos. transferências intergovernamentais e intragovernamentais concedidas. despesa com serviço.Variação patrimonial diminutiva privada – aquela efetuada pela entidade privada. . . entre outros.Transferências – Incluem doações. c) Quanto às ações executadas pelo setor público: .Variação patrimonial diminutiva independente da execução orçamentária – aquela que independe de autorização orçamentária para acontecer. a variação patrimonial aumentativa deve ser registrada no momento da ocorrência do seu fato gerador. .Operações Financeiras – Tratam de despesas com juros.Benefícios Sociais – Caracterizados em geral por espécies de transferências com o objetivo de proteger a população ou segmentos dela contra certos riscos sociais.Uso de Bens e Serviços – Consistem de serviços. independentemente de recebimento. . .Variação Patrimonial Aumentativa Segundo os princípios contábeis.Variação patrimonial diminutiva resultante da execução orçamentária – aquela que depende de autorização orçamentária para acontecer. bens acabados e mercadoria para revenda. insumos e matérias-primas empregados na produção de bens e serviços acrescidos de mercadorias compradas para revenda menos a variação líquida de inventários de produtos em elaboração. Exemplo: constituição de provisão. . b) Quanto à dependência da execução orçamentária: . . subsídios. etc. ITEM 2. descontos concedidos. etc. Exemplo: despesa com salário. despesa com depreciação.

subvenções. Controles da Execução do Planejamento e Orçamento Planejamento e Orçamento 6.registra a receita prevista no orçamento geral.Controles Devedores 7. bem com a previsão adicional. .2 Execução do Orçamento 6.4 Inscrição de Restos a Pagar – registra o valor da inscrição e integração das despesas empenhadas e não pagas até o último dia do ano financeiro ITEM 4 .2 LOA – Previsão e Fixação .3 Execução de Restos a Pagar A classe de CONTROLES DA APROVAÇÃO DO compreende as seguintes grupos de contas: PLANEJAMENTO E ORÇAMENTO aumentativas não 6. dividendos. auxílios. Controles Devedores 7. Exemplo: incorporação de bens (doações recebidas).Transferências – Incluem doações.registra as variações qualitativas e quantitativas decorrentes da execução do orçamento.Variação patrimonial aumentativa independente da execução orçamentária – são fatos que resultam em aumento do patrimônio líquido.Governamentais – Abrangem tributos e contribuições.Empresariais – Tratam de venda de bens e serviços. entre outras. Registra os valores oriundos da receita inicial e adicional a realizar e sua realização. . de propriedade do ente. . . transferências intergovernamentais e intragovernamentais recebidas.Variação patrimonial aumentativa resultante da execução orçamentária – são receitas orçamentárias efetivas arrecadadas.1 Execução do Planejamento 6.1 Planejamento – registra o somatório dos valores financeiros previstos para execução dos programas e ações estabelecidos no Plano Plurianual e Projeto de Lei Orçamentária Anual.Controles da Execução do Planejamento e Orçamento Conforme o Plano de Contas do Manual Aplicado ao Setor Público 6.Outras Variações Aumentativas – Outras variações patrimoniais classificadas nos grupos anteriores ITEM 3. c) De acordo com as características e peculiaridades das entidades: .3 Variações Patrimonias Decorrentes do Orçamento . segundo a natureza da receita ou fonte de recurso 6. . Exemplo: receita de tributos.1 Atos Potenciais .. subsídios. que resultam em aumento do patrimônio líquido. que ocorrem independentemente da execução orçamentária.Financeiras – Versam sobre receitas de juros. 6. 6. descontos obtidos etc.

que dispõe sobre normas gerais de consolidação das Contas públicas no âmbito da União. que. serviços de terceiros prestados sob qualquer forma e outros de que a administração pública se serve para a consecução de seus fins. Com base em um contrato continuado de serviço de manutenção de aparelhos com o fornecimento de peças incluso no mesmo contrato. serviços de terceiros .5 . d) V. I. II.2 Administração Financeira 7. sendo emitido apenas um na Natureza da Despesa. F. deve-se identificar o objeto do gasto. V. Para a emissão do empenho. F.4 Riscos Fiscais 7. pois o fornecimento de peças está incluso e não altera o valor do contrato. tais como vencimentos e vantagens fixas.8 Custos ITEM 5 . assinale a opção CORRETA. material de consumo. Controles Credores 8. no caso.2 Execução da Administração Financeira 8. Distrito Federal e Municípios. F. V. RESOLUÇÃO Item I . e dá outras providências. juros. 3º A classificação da despesa. sem distinção dos objetos de gasto no Setor Público. diárias. diárias. III. A sequência CORRETA é: a) F. Estados. O elemento de despesa tem por finalidade identificar os objetos de gasto. F. b) F.8 Apuração de Custos Resposta B – 2 . segundo a sua natureza. material de consumo. É desnecessária a emissão de dois empenhos.Controle Credores 8. c) V.3 Dívida Ativa 7. em seguida.3 QUESTÃO:. tais como vencimentos e vantagens fixas. compõe-se de: § 3º O elemento de despesa tem por finalidade identificar os objetos de gasto. informa : Art.correto Segundo a portaria ministerial 163/01.1 Execução dos Atos Potenciais 8. V.3 Execução da Dívida Ativa 8.7. é a prestação de serviços com base no contrato de manutenção de aparelhos. julgue os itens abaixo como Verdadeiros (V) ou Falsos (F) e.4 .4 Execução dos Riscos Fiscais 8. F. juros. já que não é possível no contrato fazer a distinção entre os objetos de gasto.1 .

000.000.00 no terceiro ano. diárias. juros. no caso. c) superávit de R$5. está dentro do campo de aplicação da Contabilidade Aplicada ao Setor Público. amortização e outros de que a administração pública se serve para a consecução de seus fins.00 em cada ano e. portanto. obras e instalações. resolveu fazer um seguro cujo prêmio foi pago em dinheiro no valor de R$3. Contabilidade Pública Receita de 30. que se reuniram e resolveram pagar de uma só vez o valor de R$30.39. é a prestação de serviços com base no contrato de manutenção de aparelhos. b) déficit de R$8. serviços de terceiros prestados sob qualquer forma e outros de que a administração pública se serve para a consecução de seus fins.000.000.000.00 com cobertura para o segundo e o terceiro anos. A referida instituição tem ainda como fonte de receita a contribuição mensal de seus associados. já que não é possível no contrato fazer a distinção entre os objetos de gasto. Assim.00 no primeiro ano e de R$3. pois o fornecimento de peças está incluso e não altera o valor do contrato Resposta D – V V V QUESTÃO: Uma instituição social recebe recursos públicos e.500. com o objetivo de formar um fundo financeiro. material de consumo. no segundo ano. também fundamenta: Conforme definição constante deste manual.Correto E. o elemento de despesa tem por finalidade identificar os objetos de gasto.00 em todos os exercícios. é CORRETO afirmar que a instituição irá apurar: a) déficit de R$8.000.000.00 para três períodos . d) superávit de R$8. complementa o parágrafo anterior o manual.00 em todos os exercícios. equipamentos e material permanente. Nos três exercícios.00 no segundo e de R$5.00 no primeiro ano. No Manual Aplicado ao Setor Público de 2010. ainda. tais como vencimentos e vantagens fixas.000. torna-se desnecessária a emissão de dois empenhos.00 no segundo e no terceiro anos. sendo emitido apenas um na ND 3. essa organização tem custos de impressão de folhetos informativos da ordem de R$5. auxílios. Item III . para emissão do empenho deve-se identificar o objeto do gasto que. Item II .000.3.90. subvenções sociais.Correto No mesmo caso anterior o manual complementa: Portanto. devendo seguir o Princípio da Competência.000.prestados sob qualquer forma.00 correspondente a três exercícios. do Ministério da Fazenda. Com base nos valores informados e nos conceitos relativos ao Princípio de Competência. superávit de R$25.

as despesas nêle legalmente empenhadas.00 10.IPI.00 10.000.00 5.000.00 5. publicada no dia 30 de agosto de 2010.000.Custos de R$ 5. Pertencem ao exercício financeiro: I .00 5. a lei 4. . ou seja. competência e misto.000. X.00 QUESTÃO: A Lei no. migra do regime misto para o regime de competência o reconhecimento das receitas e despesas. já existe uma portaria conjunta nº 3 de 14/10/08. 6º A despesa e a receita serão reconhecidas por critério de competência patrimonial.00 1. II .00 3.000. vamos fixar a competência de cada exercício tanto para as despesas quanto para as receitas: Ano 1 Ano 2 Ano 3 Receita 10.000.00 Aplicação do Princípio da Competência Algumas observações Na contabilidade pública existem três regimes: de caixa.000.000.00 Seguro 1.320 /64 informa no art.500. visando conduzir a contabilidade do setor público brasileiro aos padrões internacionais e ampliar a transparência sobre as contas públicas. no art. 34 Art. 6.500.500. No Brasil. Art.00 Resposta C 3. Porém. 35. sendo omissa quanto à sua entrada em vigor. Assim.as receitas nêle arrecadadas.00 Despesas 5.00 Contrato de seguro para dois períodos R$ 3. Com relação à situação hipotética apresentada e à vigência das leis tributárias.500. começa uma mudança de sistema. majorou a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados . Mas em análise o exercício pediu o regime de competência.000. assinale a opção CORRETA.

2011. já que aquela Lei foi omissa quanto a sua entrada em vigor. O parcelamento é uma modalidade de suspensão da exigibilidade. d) Poderá ser cobrada a referida majoração em face dos fatos geradores ocorridos após quarenta e cinco dias da publicação na Lei no. 155-A. assinale a opção CORRETA. o IPI não respeita a anterioridade. já que o IPI não se submete ao Princípio da Anterioridade. A suspensão da exigibilidade do crédito tributário superior a quinhentos mil . da Anualidade e da Tipicidade Cerrada. Assim. c da CF/88 Resposta B QUESTÃO: No que diz respeito ao parcelamento disposto no Código Tributário Nacional. Problema 1 . a) O parcelamento afasta o cumprimento da obrigação acessória.Aumento da alíquota de IPI por uma lei nova 2.1. X. a.ERRADA A Lei Complementar 104/2001 estabelece parcelamento como forma de suspensão da exigibilidade do crédito tributário no art. b) O parcelamento constitui uma das modalidades de extinção dos créditos tributários prescritas pelo Código Tributário Nacional. STJ . pode-se falar anterioridade nonagesimal. b) De acordo com o Princípio da Anterioridade Nonagesimal. Aplica-se a regra do art.CERTA Sim. d) O parcelamento extingue o crédito tributário de forma fracionada e continuada. Inclusive já discutido pelo STJ. b. razão pela qual não se pode suspender. previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos. Cito: BERNARDO RIBEIRO DE MORAES: “ Com razão. a suspensão da exigibilidade do crédito tributário não pode prejudicar o controle de outros créditos tributários.a) A referida majoração somente poderá ser cobrada nos casos em que os fatos geradores tenham ocorrido a partir de 1°. a referida majoração somente poderá ser cobrada em face dos fatos geradores ocorridos após noventa dias da sua publicação. III. c.Respeita o princípio da anterioridade ou não Pela redação do § 1º do art. mas tem de entrar na vacatio de noventa dias. 150. 150 da CF/88. quando a legislação tributária não dispuser a respeito.ERRADA A obrigação acessória e a obrigação principal têm natureza distintas. c) O parcelamento é uma modalidade de suspensão da exigibilidade do crédito tributário. as obrigações tributárias acessórias. c) Os valores provenientes dessa majoração podem ser cobrados em face dos fatos geradores ocorridos a partir de sua publicação. devido à regra contida na Lei de Introdução ao Código Civil. No que diz respeito ao parcelamento disposto no CTN. também. devido aos Princípios da Legalidade.“Súmula 437.

a decisão judicial passada em julgado.o pagamento antecipado e a homologação do lançamento nos termos do disposto no artigo 150 e seus §§ 1º e 4º.320/64 estabelece como estágios da execução da despesa orçamentária: o empenho (ato emanado de autoridade competente que cria para o Estado obrigação de pagamento.” d. Para responder essa questão se faz necessário buscar o conceito de despesas orçamentárias: Segundo Niyama e Silva (org) (2011. Extinguem o crédito tributário: I . (Incluído pela Lcp nº 104. a liquidação (verificação do direito adquirido pelo . IX . (E) amortização da dívida fundada interna. VI .a decisão administrativa irreformável. IV . XI – a dação em pagamento em bens imóveis.2001) Resposta C QUESTÃO: Uma despesa orçamentária efetiva é aquela decorrente de (A) auxílio financeiro a estudantes.a transação. na forma e condições estabelecidas em lei. pendente ou não de implemento de condição). como obras e aquisição de bens permanentes). em seu artigo 156. (B) aquisição de material de consumo. Podem ser classificadas como despesas correntes (respondem pela manutenção das atividades da entidade governamental. p. 341) “as despesas orçamentárias são os gastos da entidade governamental para o funcionamento dos serviços públicos.1. VII . como as despesas de pessoal) e despesas de capital (que contribuem diretamente para formação ou aquisição de um bem de capital.a consignação em pagamento. VIII . A Lei 4. O CTN. (C) cobrança da dívida ativa tributária. assim entendida a definitiva na órbita administrativa. 156. III . nos termos do disposto no § 2º do artigo 164. que não mais possa ser objeto de ação anulatória. de 10.remissão. (D) aquisição de bens móveis.a conversão de depósito em renda. com doze hipóteses distintas de extinção do crédito tributário. X .a compensação. Que são : Art.ERRADA .o pagamento. V . II . apresenta onze incisos.reais para opção pelo Refis pressupõe a homologação expressa do comitê gestor e a constituição de garantia por meio de arrolamento de bens.a prescrição e a decadência.

outras alternativas estariam corretas. A Lei n° 4. há despesa corrente não-efetiva como. a segunda categoria econômica se subdivide em despesas de investimentos. a despesa com a aquisição de materiais para estoque e a despesa com adiantamento. Fundamentalmente e nos limites das possibilidades financeiras a concessão de subvenções sociais visará a prestação de serviços essenciais de assistência social. a segunda categoria econômica se subdivide em despesas de investimentos. 12). Constitui fato contábil modificativo diminutivo. do art. de inversões financeiras e transferências de capital (art.320/64 classifica a despesa em duas categorias econômicas: as despesas correntes e asdespesas de capital. 12). As primeiras se subdividem em despesas de custeio e transferências correntes. a Despesa Orçamentária Efetiva coincide com a Despesa Corrente. revelar-se mais econômica. reduz a situação líquida patrimonial da entidade.credor tanto por base os títulos e documentos comprobatórios do respectivo crédito).320/64. 12). médica e educacional. por exemplo. sempre que possível. que representam fatos permutativos. As subvenções correspondem às despesas referentes às transferências destinadas a cobrir despesas de custeio das entidades beneficiadas (§ 3°. de inversões financeiras e transferências de capital (art. Parágrafo único. Fomos buscar no artigo 16 da referida lei para responder a pergunta. As primeiras se subdividem em despesas de custeio e transferências correntes. 16. ao passo que. Para Rocha (2011) a Despesa Orçamentária Efetiva . O valor das subvenções.Despesa com ajuda financeira concedida pelo Estado a estudantes comprovadamente carentes. O auxílio financeiro a estudantes trata-se de uma subvenção social que é uma despesa orçamentária. do art. e o pagamento (entrega de numerário ao credor após a regular liquidação da despesa). As subvenções correspondem às despesas referentes às transferências destinadas a cobrir despesas de custeio das entidades beneficiadas (§ 3°.320/64 classifica a despesa em duas categorias econômicas: as despesas correntes e as despesas de capital. como também na Lei de Responsabilidade Fiscal 101/2000. sempre que a suplementação de recursos de origem privada aplicados a esses objetivos. Auxílio Financeiro a Estudantes . no momento de sua realização. além de uma tabela auxiliar de CLASSIFICAÇÃO DAS NATUREZAS DE DESPESA do Portal do Planejamento do Governo: Das Despesas Correntes SUBSEÇÃO ÚNICA Das Transferências Correntes I) Das Subvenções Sociais Art. será calculado com base em unidades de serviços efetivamente prestados ou postos à disposição dos interessados obedecidos os padrões mínimos de eficiência prèviamente fixados. se não tivesse a palavra efetiva na questão. Essa questão está diretamente relacionada à Lei 4. vejam abaixo exemplos de despesas. Entretanto. 12). e concessão de auxílio para o desenvolvimento de . Reforçando: A Lei n° 4. ao passo que. Em geral.aquela que.

realizadas por pessoas físicas na condição de estudante. onde caracterizam a controladoria da seguinte maneira: A controladoria não compete o comando do navio. É sua tarefa manter informado quanto à distância percorrida. 26 da Lei Complementar nº 101. de 2000. entretanto. poder-se-ia citar. pois essa é tarefa do primeiro executivo: representa. Resposta A CONTROLADORIA DEFINIÇÃO DE CONTROLADORIA Para esclarecer. o sentido da palavra Controladoria. o navegador que cuida dos mapas de navegação.estudos e pesquisas de natureza científica. como exemplo. a terminologia da navegação do livro Controllership. a razão de sua existência na empresa. ao local em que se encontra e a velocidade da . observado o disposto no art. mais especificamente.

Atualmente. A controladoria pode atuar como órgão administrativo. na tomada de decisões da empresa. à resistência encontrada. registrando esses fatos. é preciso que ela ocupe um espaço atuante e preciso. É ela que fornece os dados e informações. Ela funciona como um órgão de controle. precisa-se de controle. quando não sabemos a que porto queremos chegar. a controladoria serve como órgão de observação e controle da cúpula administrativa. visando sempre os pontos estratégicos presente e futuros. na verdade. precisa-se de objetivo. De nada adianta Ter um navegador. Nas empresas de médio e de grande portes. na rota prevista. assim. O controle e planejamento são processos integrados que afetam todos os aspectos operacionais. Em síntese: Para praticar o controle. visando sempre mostrar a essa mesma cúpula os pontos estratégicos presente e futuros que põem em perigo ou reduzem a rentabilidade da empresa. incluindo a determinação dos objetivos e o desenvolvimento de planos de longo e curto prazos. algo essencial para o gerenciamento da empresa. Controle são os instrumentos de navegação. indicando precisamente onde estamos. Daí a necessidade de se dar um novo enfoque: o de não apenas registrar números. aos desvios da rota. MISSÃO DA CONTROLADORIA A empresa de pequeno porte pode ser controlada e dirigida por uma mesma pessoa. a contabilidade não pode ficar alheia a estes avanços. funções e momentos da organização. que planeja e pesquisa. visto que toda cúpula administrativa se dedica a controlar as operações empresariais. no qual está diretamente ligada ao cumprimento dos objetivos da organização. com todo o um instrumental. Atua também como ramo do conhecimento na conceituação e teoria em apoio à contabilidade. um departamento que registra fatos ocorridos. mas de controlar. impõe-se a divisão de tarefas em áreas distintas. A controladoria assegura a chegada ao porto objetivando. A contabilidade como controladoria é. na elaboração e continuidade do sistema de informações. A síntese da controladoria e a sua importância de chegar ao porto de destino sem o concurso do navegador é mera casualidade. consiga projetar a situação real da empresa.embarcação. sem dúvida. O controle é função que excede os limites da controladoria. dando suporte à contabilidade e à gestão da empresa. Planejamento é rota . direções. e sua inovação é no sentido de que. abrindo caminhos para que estes atinjam os objetivos pretendidos. vindo a garantir a qualidade das informações e a auxiliar os administradores e gestores em suas áreas. diante das grandes inovações do mundo gerencial. abrangendo todos os setores. acompanha e . Neste ponto. mostrar caminhos. A controladoria é. Examina as origens mais remotas dos atos da gestão. poder-se-ia então dizer : Objetivo é o porto de destino. para que o navio cheque ao destino. aos recifes perigosos e aos caminhos traçados nos mapas. Para atingir o objetivo. auxiliando. No contexto empresarial. de suporte e apoio à decisão.

o controle que dá suporte à gestão de negócios da empresa. fazendo o melhor uso dos recursos disponíveis. como em todas as áreas. Manter os gestores informados e atualizados com o sistema de informações é a missão da controladoria. no perfeito desempenho das atividades de uma entidade. de acordo com os materiais coletados. cada setor de atividade deverá procurar aplicar métodos eficientes. Assim. como também participar na busca das causas. a tarefa da empresa seria a de determinar quais as necessidades ou desejos desta mesma coletividade. Essa tarefa é contínua. Para atingir esse objetivo. a missão da controladoria é otimizar os resultados econômicos da empresa. Através dos processos de planejamento e execução dos relatórios. desempenho e otimizando seus resultados.registra toda a evolução e efeitos. baseados num conjunto de princípios com flexibilidade de aplicação. mediante o atendimento das suas necessidades. é de responsabilidade da controladoria a veracidade das informações. para depois organizar-se do ponto de vista da produção e da comercialização. é devido a ela garantir os dados em exame que são importantes e imprescindíveis na continuidade da organização. a controladoria indica os pontos que apresentam problemas e acompanha o desenvolvimento do processo decisório. . OBJETIVOS E META O alvo da empresa é o maior lucro possível. Para desempenhar convenientemente as funções que lhe são inerentes. O departamento de controladoria busca a forma eficiente e eficaz do conhecimento dos fatos atuais e da previsão dos acontecimentos futuros. A missão da Controladoria é assegurar a otimização do resultado econômico da organização. a qual tem métodos próprios de trabalho. observando todos aspectos favoráveis da organização. através da integração dos esforços das diversas áreas. Gera. visando inovações e correção de atitudes indevidas. por meio de um sistema de informação que permita simulações e projeções sobre eventos econômicos no processo de tomada de decisão. acompanha o desenvolvimento dos planos em andamento e aponta soluções que conduzam aos resultados desejados segundo os gestores. participando das tomadas de decisões a respeito destes. pois as necessidades e os desejos dos homens sofrem alterações permanentes. tendo como objetivo prestar informações para a empresa. para garantir a sua continuidade. colaborando assim. mas buscar o melhor caminho a seguir para decisão empresarial. tendo em vista os objetivos setoriais fazem parte do objetivo global da empresa. Estará sendo materializada tanto no suporte à estruturação do processo de gestão como pelo efetivo apoio às fases do processo de gestão. com a responsabilidade de tornar as informações úteis para breves ou futuras e importantes mudanças no cenário empresarial. A função envolve ajudar a adequação do processo à realidade da empresa ante seu meio ambiente. Dessa forma. de modo a assegurar que esta atinja seus objetivos da empresa. a partir de uma análise cuidadosamente elaborada. que atua como base sólida. constatando a sua efetiva incorporação aos resultados da empresa. Não significa que dará a solução perfeita. conciliável com seu crescimento a longo prazo e também com o bem-estar da coletividade. assegurando a continuidade. evidenciando e transparecendo a realidade dos relatórios para a gestão da empresa. assim. Para que a empresa consiga alcançar seus objetivos. a empresa recorrerá à técnica da controladoria. Cabe à controladoria pôr em evidência não só os efeitos.

• A função de reporte. exceto em seu próprio departamento. o controller realmente controla: fazendo relatórios e interpretando dados pertinentes. A essência da função de controller. implantação. CONTROLLER E CONTABILISTAS O contador é responsável pelas informações contábeis da empresas e o Controller pelas informações para tomada de decisões. Deve influenciar na tomada de decisões de maneira lógica. É um conceito de olhar para a frente . Podemos dizer que hoje é a Controladoria a grande responsável pela coordenação de esforços com vista à otimização da gestão de negócios das empresas e pela criação. • A função contábil. coerente e consistente com a missão e visão da organização. o objetivo e responsabilidade da controladoria são avaliar e acompanhar o desenvolvimento dos gestores ou das áreas de responsabilidade.um enfoque analiticamente treinado. Horngren e outros entendem que as funções do controller incluem: • Planejamento e controle. Já vimos que o controller moderno não faz controle algum em termos de autoridade de linha. • Avaliação e consultoria.) O termo controller (às vezes escrito com p. num sentido especial. Conforme os mesmos autores. elaborando e mapeando informações relevantes a alta direção. as funções do controller são as seguintes: • A função de planejamento. derivado do francês. operação e manutenção de sistemas de informação que dêem suporte ao processo de planejamento e controle. O CONTROLLER E SUAS FUNÇÕES O título de controller se aplica a diversos cargos na área de contabilidade. Essencial para a compreensão apropriada da função de controladoria é uma atitude mental que energiza e vitaliza os dados financeiros por aplicá-los ao futuro das atividades da companhia. o controller exerce uma força ou influência ou projeta uma atitude que impele a administração rumo a decisões lógicas e compatíveis com os objetivos..Contudo. que traz balanço entre o planejamento administrativo e o sistema de controle. compte. o conceito moderno de controladoria sustenta que. é uma visão proativa. cujo nível e cujas responsabilidades variam de uma empresa para outra (. OBJETIVO: ser um dos estrategistas da empresa. • Relatórios internos. Contudo. • Avaliação econômica. comp-troller. que quer dizer conta) significa o principal executivo da área de contabilidade administrativa. .. permanentemente voltada para o futuro. • Proteção dos ativos. coletando e organizando dados. • A função de controle. • Relatórios externos.

O Controller é o gestor encarregado do departamento de Controladoria. seu papel é. • A área de planejamento e controle: que incorpora a questão orçamentária. por meio do gerenciamento de um eficiente sistema de informação. é imprescindível um setor que se responsabilize pelo que denominamos de acompanhamento do negócio. análise de investimentos etc. a sua estrutura deve estar ligada aos sistemas de informações necessários à gestão. normalmente vinculadas aos aspectos contábeis societária e de legislação fiscal. a qual deriva do latim gestione. custos. até serem transformados em informações. que quer dizer ato de gerir. desde a mais simples atividade até a mais complexa e conquistar a integração da empresa como um todo. O Controller tem como tarefa manter o executivo principal da companhia informado sobre os rumos que ela deve tomar. pois os dados são simplesmente um conjunto de fatos expressos como símbolos ou caracteres. análise ambiental. Podemos estruturar Controladoria em duas grandes áreas: • A área contábil e fiscal: que é responsável pelas informações societárias. ela deve atuar fortemente em todas as etapas do processo de gestão da empresa. Dentro da Controladoria. proj eções e simulações. Assim. controle de inventários etc. gerência. no desejo de atingir seus objetivos. para tanto. As organizações têm necessidade de fazer as coisas acontecerem dentro de uma gestão tão qualitativa quanto quantitativa. Utiliza-se pesadamente dos sistemas de informações de apoio às operações e é o setor que possibilita ao controller sua efetiva participação no processo de Planejamento Estratégico. aonde pode ir e quais os caminhos que devem ser seguidos. Este setor é responsável pêlos dados estatísticos para análise de mercado. tais como: demonstrativos a serem publicados. além das gerenciais. A INFLUÊNCIA DA CONTROLADORIA NA GESTÃO EMPRESARIAL No atual mundo dos negócios. deve assumir as funções regulatórias. Além disso. melhorando o desempenho e buscando alternativas que indiquem a boa administração e adequação dos recursos disponíveis. incapazes de influenciar decisões. fazendo com que as atividades desenvolvidas conjuntamente alcancem resultados superiores aos que alcançariam se trabalhassem independentemente. e a contabilidade por responsabilidade. Ela não pode se furtar das suas funções de execução das tarefas regulamentares. ESTRUTURA DA CONTROLADORIA A Controladoria basicamente é responsável Sistema de Informação Contábil Gerencial da empresa sua função é assegurar o resultado da companhia. viabilizando as sinergias existentes. controle patrimonial e seguros. análise conjuntural e projeção de cenários. o termo gestão empresarial ganha cada vez mais destaque dentro das organizações. A abordagem do conceito de gestão empresarial requer o conhecimento da etimologia da palavra gestão. elaboração e acompanhamento de projetos. zelar pela continuidade da empresa. gestão de impostos. .É tarefa dos contadores transformar dados em informações. sob pena de não exercer adequadamente sua função de controle e reporte na direção do planejamento. fiscais e funções de guarda de ativos.

perante as realidades externas. ou seja. demonstrado o estado da organização. conduzindo os gestores no planejamento.) deverá cumprir sua missão para garantir sua continuidade. gestão e administração são sinônimos (. estabelecer padrão de controle. será estabelecido o processo de gestão. A tarefa da controladoria requer aplicação de princípios sadios. ou seja. que seguem normas estabelecidas que levam ao cumprimento do objetivo principal da empresa. sua atual posição no mercado e a influência na organização. O processo de gestão assegura o cumprimento da missão. A empresa (. A missão de todas as áreas de uma empresa é dar suporte à gestão de modo a assegurar que a mesma atinja seus objetivos. desde o planejamento inicial até a obtenção do resultado final. identificar onde a empresa tem maior desempenho podendo utilizar os recursos e mudar os pontos que precisam de melhorias.. o que se pretende obter especificando-o e aonde se pretende chegar. O planejamento é a mais básica de todas as funções gerenciais. elaborar e avaliar os procedimentos e apresentar soluções viáveis. desenvolvimento e acompanhamento da empresa e sua continuidade.administração. a execução e o controle. Verificação dos pontos fortes e fracos da empresa. tomada de decisões e controle. Portanto. desenvolver métodos eficientes de comunicação e manter um sistema adequado de relatórios. O processo de gestão. Planejamento pode ser definido como o processo de reflexão que precede a ação e é dirigido para tomada de decisão agora com vistas no futuro. Por planejamento entende-se que o controller deve medir as possibilidades de sua empresa.. .. elaborar o organograma com responsabilidades definidas para cada posição dentro da sua própria organização. Avaliação das ameaças e oportunidades ambientais. e a habilidade com que esta função está sendo desempenhada determina o sucesso de todas operações. para fixar objetivos. o relacionamento entre acionistas e gestores. fala-se do ambiente externo.) é composto de três etapas: o planejamento. estabelecer políticas básicas. O modelo de gestão representa os princípios básicos que norteiam uma organização e serve como referencial para orientar os gestores nos processos de planejamento.. A controladoria fornece as informações exatas para tomada de decisões. também denominado processo decisório (. os quais são denominados de órgãos..) Gerir é fazer as coisas acontecerem e conduzir a organização para seus objetivos. considerando inclusive os fatores externos. Formulação e avaliação de planos alternativos. O planejamento é a primeira fase do processo decisório e envolve os seguintes passos: Projeção de cenário. refletindo a forma como será aplicado o modelo de gestão. Definição dos objetivos a serem alcançados.. De acordo com os valores da organização. os quais abrangem todas as atividades empresariais. os diversos segmentos que perfazem o todo. atuando de acordo com o modelo de gestão que é influenciado pela cultura da empresa e as variáveis ambientais. ou seja. O modelo de gestão da empresa inclui sua estrutura organizacional. ou seja. como está e o que precisa mudar. de que maneira está operando.

. Controle é a função administrativa relacionada com a monitoração das atividades a fim de manter a organização no caminho adequado para o alcance dos objetivos e permitir a correção necessárias para atenuar os desvios. tanto mais fácil será o controle e a implementação de ações corretivas se necessárias no processo. O controle consiste fundamentalmente em um processo que guia a atividade exercida para um fim previamente determinado. Ao apresentar as possíveis variações das diversas atividades.. Três papeis importantes do contador gerencial. A finalidade de controle é assegurar que os resultados daquilo que foi planejado. O processo de manter uma empresa sob controle envolve cinco passos: PLANEJAMENTO Consiste no desenvolvimento dos objetivos primários e secundários da empresa e na identificação dos processos que o completam. são: 1 – Ajudar uma empresa a ficar sob controle.. com apoio ao planejamento e a tomada de decisão. organizado e dirigido. que é a escolha do plano que irá beneficiar e dar solução eficaz para processo decisório. Quanto mais completos.Implementação do melhor plano alternativo. O controle representa o acompanhamento. o controle analisa se estas fogem do padrão de normalidade.(. organizado e dirigido se ajustem tanto quanto possível aos objetivos previamente estabelecidos. A essência do controle reside na verificação se a atividade controlada está ou não alcançando os objetivos ou resultados desejados. monitoração e avaliação do desempenho organizacional para verificar se as coisas estão acontecendo de acordo com o que foi planejado. podendo alguma delas serem propícias ao desempenho atual e futuro da empresa e corrigir os erros e desvios no processo organizacional. Destaca-se que o processo de monitorar.. avaliar e melhorar o desempenho da empresa para alcançar seus objetivos é normalmente chamado controle organizacional. 2 – Identificar quando o processo está fora de controle.) Um sistema está sob controle se ele está no caminho para alcançar seus objetivos. 3 – dar suporte à aprendizagem da empresa. O controle é um processo que assegura que as atividades atuais estejam em conformidade com as atividades planejadas. definidos e coordenados forem os planos. Caso contrário. o sistema está fora de controle.

surgem de duas atividades maiores: primeiro. O controle deve evitar ORIENTAÇÃO ESTRATÉGICA PARA RESULTADOS  COMPREENSÃO . As decisões envolvidas na área de controle. O controle deve apoiar o processo de tomada de decisão apresentando dados em Termos compreensíveis. O processo de controle consiste em ações corretivas. determinar se o plano deve ser modificado com ações de melhoria para atingir o resultado. Características dos aspectos do processo de controle: ASPECTOS  CARACTERÍSTICAS O controle deve apoiar planos estratégicos e focalizar as atividades essenciais que fazem a real diferença para a organização. comparar o desempenho real com o que foi planejado. por meio de correções de rumos . O controle visa assegura. apoiando-se na avaliação de resultados e desempenhos. segundo. a empresa deve ter conhecimento e habilidades par detectar as situações que exigem correções. em determinados passos. tanto no desempenho que vem sendo realizado quanto em programas de curto prazo. e a decisão quanto às ações a serem implementadas.EXECUÇÃO Consiste em implementar o plano CORREÇÃO Consiste na realização de qualquer ação corretiva necessária para trazer o sistema sob controle MONITORAÇÃO Consiste em mensurar o nível atual de desempenho do sistema AVALIAÇÃO Consiste na comparação do nível atual de desempenho do sistema para identificar qualquer variância entre os objetivos do sistema e o desempenho efetivo e decidir sobre ações corretivas Para o processo de controle fazer sentido. a identificação de desvios e suas respectivas causas. aplicar as ações corretivas necessárias para acerto do processo de controle objetivando o alcance do objetivo proposto. O processo de controle compreende a comparação entre os resultados realizados e os planejados. que os resultados planejados sejam efetivamente realizados. planos de médio e longo prazos e diretrizes estratégicas se for o caso.

O controle deve proporcionar um julgamento individual e que possa ser modificado para adaptar-se a novas circunstâncias e situações. O controle deve enfatizar o desenvolvimento. portanto. com visão sistêmica para a obtenção de resultados. e o que deve ser feito para corrigi-los adequadamente. é assessorar a gestão da empresa. as variações. Deve ser respeitado como um propósito fundamental : a melhoria do desempenho. O papel da controladoria. Assim. mas sim de aplicações de ações corretivas que visa manter o desempenho dentro do nível dos padrões estabelecidos. fornecendo mensuração das alternativas econômicas e. e estatísticas  ORIENTAÇÃO RÁPIDA AS EXCEÇÕES PARA O controle deve indicar os desvios rapidamente. . Deve alavancar a iniciativa das pessoas e minimizar o papel da penalidade das punições. A missão da controladoria é otimizar os resultados econômicos da empresa através da definição de um modelo de informação baseado no modelo de gestão.  NATUREZA POSITIVA  CLAREZA E OBJETIVIDADE O objetivo do controle é manter as operações dentro dos padrões estabelecidos a fim de que os objetivos sejam alcançados com envolvimento da equipe. erros ou desvios devem serem corrigidos para que as operações sejam normalizadas. através de uma visão panorâmica sobre o local em que as variações estão ocorrendo. boa comunicação e participação entre as pessoas envolvidas. sem ficar a procura de culpados e de penalidades. visando que tudo seja feito exatamente de acordo com o que se pretendia fazer. integrar informações e reportá-las para facilitar o processo decisório. O controle deve ser imparcial e acurado para todos. através da visão sistêmica. mudança e melhoria.relatórios complicados enganosas.  FLEXIBILIDADE  AUTOCONTROLE O controle deve proporcionar confiabilidade. que exigem sistemas de informações que suportem estas decisões. A controladoria desempenha papel atuante no fornecimento de informações gerenciais integradas para apoio aos gestores no processo de informações baseada em modelo de gestão que facilita o processo de tomada de decisões. O processo decisório é influenciado pela atuação da Controladoria através das informações de planejamento e controle.

avaliação e conclusão. fatores políticos e até sociais. Portanto. que têm por objetivo garantir que a empresa atinja uma situação objetivada. . Estes. do modelo de gestão. Logo. Os planejamentos operacionais servem para orientar a alocação de recursos para as várias partes dos planos táticos. ao elaborar um plano estratégico. Assim sendo. aconselha-se levar em consideração os ambientes internos e externos como fatores econômico-financeiros globais. O PROCESSO DE GESTÃO A seqüência de decisões exigidas dos gestores em função das variáveis ambientais e dos objetivos e metas determinados deve ser consistente. TÁTICO E OPERACIONAL O Planejamento Estratégico diz respeito à organização como um todo. A informação é uma ferramenta para o desenvolvimento do planejamento. pela fase de execução e. Esses são os planejamentos táticos. O sistema de relatórios faz parte do plano de controle da empresa. O processo de gestão consiste de uma série de processos ou subprocessos. para que sejam tomadas determinadas decisões. DIFERENÇA DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO. execução e do controle. Após esta. Depois os resultados são relatados aos respectivos responsáveis. se desdobram em planos operacionais (curto prazo) para a sua devida realização. através dos canais preestabelecidos. Após a concepção da empresa. finalmente. por sua vez. Esta sequência deve ser consubstanciada em um processo de gestão que deve direcionar os esforços das áreas especialistas. O planejamento tático.A controladoria utiliza-se das informações e relatórios das áreas a serem controladas para iniciar o trabalho de interpretação. uma empresa que possui uma área financeira e uma área comercial traça planos financeiros e planos comerciais. e identificação de sua missão. fundamentadas e sistematizadas de forma lógica. o planejamento estratégico (estende-se ao longo prazo) é desdobrado em vários planejamentos táticos (médio prazo). por sua vez. A seqüência se inicia pelo planejamento estratégico. no cumprimento da missão da empresa. planejamento e programação do planejamento operacional. Após o planejamento. Faz-se também necessário ter uma visão integrada desenvolvida. segue-se a tarefa de analisar os resultados obtidos. deve haver o estabelecimento de planos de ação que englobem as áreas e atividades que serão desenvolvidas. a partir da situação atual. passa pelas fases de pré-planejamento (simulações). iniciase a fase de controle. esta relacionado com as diferentes áreas da instituição. pela fase do controle gerencial.

consistentes e flexíveis é de importância vital. em nível global. Neste sentido. bem como a rapidez com que novos desafios aparecem. éticas. onde são identificadas as variáveis econômicas. políticas. é a fase em que as diretrizes estratégicas. mas sim aquele que aponta onde os erros podem ocorrer. Nesta fase devem ser usados modelos de simulação e orçamentação realizando-se um pré-planejamento para escolha do conjunto de melhores alternativas de cada área. em nível de áreas. seja ela de marketing. sua postura e o estilo de sua participação. Controlar a . haja vista o número de empresas que estão sucumbindo às mudanças na economia nacional. tecnológicas. O Planejamento Estratégico. etc. culturais. Da atuação dos gestores dependerá totalmente o desempenho de cada área e da empresa. deve ser a de empreendedor. Quanto à postura. e as diretrizes táticas. finanças. haja vista o ambiente de turbulência que vive a empresa moderna. Neste sentido. estabelecem a forma como a empresa deverá ser gerida. que são definidos a partir do conjunto de crenças e valores dos proprietários do empreendimento. através da aquisição de recursos dos fornecedores e disponibilização de produtos aos clientes. haja vista o maior grau de comprometimento neste papel. O estabelecimento de diretrizes claras. A missão e o modelo de gestão.Como vemos na figura.. o modelo de gestão adequado é aquele que define o estilo dos gestores. O modelo de gestão deve definir a forma de ação dos gestores no processo de gestão: seu papel. sociais. O papel esperado deve ser o de dono da área como se essa fosse uma empresa independente. e realiza constante interação interna e externa. objetivas. são formuladas. produção ou controladoria. cujo objetivo é a otimização do desempenho da empresa. referese à fase em que são previstas a realização das atividades nas áreas. O Planejamento Operacional. o melhor controle sobre as operações executadas não é aquele que aponta onde os erros ocorreram. a empresa está inserida no ecossistema. aproveitando as oportunidades que surgem e precavendo-se em relação às ameaças. o de buscar maior interação interna e externa. e assuma a responsabilidade de todas as decisões que impactam o resultado de sua área de responsabilidade.

a atenção deve ser dada à efetiva realização das operações previstas. não são provocadas por nenhum gestor. é logicamente mais econômico e eficiente para a empresa. conforme a Figura abaixo.). representam oportunidades ou ameaças. com a decisão privilegiando as alternativas que otimizem o resultado econômico das atividades. Quando identificadas no ambiente externo. etc. normalmente conhecidas por forças e debilidades. O produto deste planejamento é a formulação das linhas mestras de ação. natural ou provocado. representam os pontos fortes e fracos em relação à missão. O objetivo é garantir a eficácia. afirmamos que no que se refere à velocidade e descontinuidade das mudanças. que irão nortear o planejamento operacional. Porém. tempo de produção. por exemplo. estes devem tomar decisões no sentido de amenizar seus efeitos ou tirar deles o melhor resultado (proteção de ativos. As variáveis do ambiente interno à empresa. curto e imediato. do plano com as diretrizes estratégicas. surge como elemento indispensável ao planejamento organizacional a análise profunda e sistemática da ambiência sócio-econômica na qual a organização opera. capacidade de produção. O cenário onde a empresa opera é constituído por variáveis ambientais que impactam favorável ou desfavoravelmente a missão da empresa e podem levá-la à descontinuidade. . nível de satisfação das pessoas. através de adequados modelos de simulação. A esse respeito. qualidade. se necessários). aquisição de produtos com risco de escassez. Ocorrências climáticas. internas e externas. qualificação profissional dos funcionários. MAIS SOBRE O PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO A primeira fase de planejamento no processo de gestão deve ser voltada ao entendimento do cenário onde a empresa está operando.execução de atividades antes mesmo de serem executadas. As fases de execução e controle atendem e verificam se os planos aprovados atingiram os objetivos esperados. Todo evento. Nestas fases do processo de gestão. É nesta fase que se consolida a eficácia das atividades. Após o pré-planejamento é necessário o planejamento das operações que deverão ser realizadas nos próximos períodos (longo. médio. Relaciona-se as variáveis ambientais. ou que representem real perigo (ameaças) para os negócios da empresa. etc. A preocupação do gestor com tais variáveis deve ser no sentido de identificar a intensidade e o momento em que poderão surgir (oportunidades). terá um gestor responsável por suas conseqüências. São exemplos destas variáveis.

Portanto. matérias-primas. examinando os pontos fortes e fracos da organização. Assim. as empresas concorrem tanto por recursos. Como a empresa atua em um ambiente turbulento e de mudanças descontínuas. que se concentra nos níveis hierárquicos mais elevados da organização e que não pode ser concebido como atividade clássica de planejamento. tudo o que impacta o cumprimento da missão é estratégico para a empresa. as oportunidades e ameaças. é essencialmente um processo gerencial. através de um processo contínuo e sistemático de antecipar mudanças futuras. como resultado da análise das variáveis ambientais.Como vemos na figura acima. A empresa deve conseguir estabelecer um alto grau de congruência e efetividade entre o sistema de valores do ambiente externo. O Planejamento Estratégico tem como objetivo a determinação de diretrizes estratégicas em nível macro. dinheiro. pessoal. quanto por produtos que oferecem a seus clientes e consumidores. com o sistema de valores da organização. estabelecendo e corrigindo cursos de ação a longo prazo. tirando vantagem das oportunidades que surgem. Assim. Meios de obtenção e oferecimento. o processo que melhor atende à necessidade de estabelecimento de melhores diretrizes e planos que garantam o cumprimento da missão e assegurem a continuidade da empresa é o Planejamento Estratégico. quantidade e qualidade de materiais. suas forças e debilidades. Constitui a essência da gerência de alto nível sobre a qual recai o maior peso da responsabilidade externa e interna pelos rumos da organização. tecnologia. os quais necessitam para suas atividades. que irão determinar o nível de eficácia que a empresa conseguirá em suas operações. bem como . delegável a comissões ou grupos de planejamento. podemos definir o Planejamento Estratégico como o processo de gestão pelo qual a organização identifica ou constrói o cenário em que atua. O planejamento estratégico se volta para o alcance de resultados. são exemplos de itens estratégicos. e diretrizes táticas em nível de áreas. produzindo diretrizes estratégicas que orientem o cumprimento da missão e garantam a continuidade da empresa.

Nestas afirmações percebe-se que o planejamento estratégico. ou sempre que estas se modificarem. O sistema de informações sobre as variáveis ambientais deve a todo momento. pois irão capacitá-la a perceber mudanças em valores ambientais desejáveis e transformá-los em objetivos organizacionais relevantes. FASES DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO Devido à rapidez e descontinuidade das mudanças no ambiente. contemplando o espaço de tempo que as informações utilizadas na construção do cenário garantirem confiabilidade. o processo de planejamento estratégico deve ser estabelecido como um processo permanente. . internas e externas. A Figura abaixo apresenta o processo de Planejamento Estratégico. crenças e valores. é que irão garantir a continuidade da empresa. a missão. Os níveis de congruência. O Plano contendo as diretrizes deve garantir a continuidade da empresa. a partir da qual é definido ou construído o cenário em que a empresa atua. levando-os a um pensar estratégico constante.um alto grau de congruência. Não se pode perder de vista a missão e a continuidade da área de responsabilidade e da empresa. entre o sistema de valores da organização e o sistema de valores dos subsistemas organizacionais. Onde se pode ver as interações com o modelo de gestão. O principal input do processo é a análise das variáveis ambientais. citados acima. provocar revisão das estratégias. o sistema de informações sobre variáveis ambientais bem como as principais etapas do processo. que resulta em eficiência e eficácia. através de uma metodologia apropriada. A metodologia de obtenção das melhores diretrizes deve permitir o envolvimento das pessoas com condições reais de contribuir nas discussões. deve provocar um envolvimento dos gestores de todas as áreas e de seus subordinados especialistas.

. cabendo aos demais gestores tomar conhecimento das diretrizes aprovadas e implementá-las na operacionalização das atividades. em nossa opinião. o planejamento estratégico deve ser discutido somente em nível da alta administração. ORÇAMENTO O orçamento é a expressão quantitativa de um plano de ação e ajuda na coordenação e implementação deste plano. especialistas externos e internos devem ser incluídos entre aqueles que irão participar do processo. a Figura abaixo. A primeira. apresentaremos a melhor seqüência de fases para a implementação do Planejamento Estratégico que resultará na definição das melhores diretrizes estratégicas e táticas.Não existe uma receita pronta para o Planejamento Estratégico. através de um processo de planejamento que indique os parâmetros de eficiência e eficácia para a execução daquelas atividades.Além dos gestores das áreas. no qual toda a organização é direcionada a pensar e repensar sobre a sua própria identidade. postura e estilo do gestor. A visualização desta seqüência conforme. tendo sempre em vista a missão e objetivos da empresa. Tendo em vista as características quanto ao papel. sejam elas operacionais ou de suporte. A seqüência das fases e o envolvimento dos diversos níveis organizacionais devem ser adequados à capacidade de cada participante ou gestor. a de buscar as melhores formas de ação (diretrizes) para enfrentar as turbulências advindas do ambiente. os gestores de nível operacional não tiverem capacidade de visualização e entendimento dos relacionamentos complexos das variáveis ambientais. o processo leva as pessoas a uma revisão constante da missão de cada área e da empresa. Numa visão mais ampla. O processo de Planejamento Estratégico. Devido ao nível de questionamento e discussão sobre as variáveis ambientais. A realidade de cada empresa é que determinará a melhor seqüência de fases. aperfeiçoando o entendimento dos diversos papéis no contexto da organização. por exemplo. porque se constitui em um ritual de escopo e abrangência sem igual em todo o processo de gestão. Se. Este processo executa dupla função. o orçamento é o instrumento gerencial que busca otimizar o resultado econômico das atividades de cada uma das áreas funcionais da empresa. é ocorrência de maior importância para a empresa. bem como o envolvimento das pessoas. permite melhorar o seu entendimento. com vistas às diretrizes que deverão ser validadas. a segunda. dar contribuições efetivas nas análises e discussões. discutidos no início deste trabalho.

O controle orçamentário é baseado na emissão de relatórios. O controle é fundamental para o entendimento do grau de desempenho atingido e quão próximo o resultado almejado situou-se em relação ao planejado. CONTROLADORIA X ORÇAMENTO A responsabilidade pela condução do processo orçamentário é da controladoria. é imprescindível o controle orçamentário. e orçamento parcial. Uma abordagem adequada do planejamento de negócios é aquela que considera o orçamento como a forma de controle do resultado futuro. Os orçamentos também podem ser classificados em orçamento de desempenho ou orçamento de recursos. É a etapa final de um processo de planejamento . A elaboração do orçamento é tarefa de toda a organização. receita e despesa. O principal motivo reside no fato de que o orçamento deve ser estruturado com base no sistema de Contabilidade geral ou de contabilidade societária. há a necessidade de otimização dos sistemas de informações. comparando e avaliando constantemente os resultados reais alcançados. O orçamento de desempenho refere-se a objetivos de lucratividade. que também é responsabilidade do Controller. por outro lado. tendo em vista o previsto ou programado. Esse último tipo de orçamento tem como desvantagem não permitir a projeção da demonstração de resultado e do balanço patrimonial. não englobam o orçamento. sendo que o orçamento global atinge todas as unidades e atividades da empresa. Mas. o orçamento parcial incorre em menores custos. ou seja. O planejamento e o orçamento são ferramentas utilizadas para se chegar aos objetivos da empresa de forma mais eficaz. e gera medidas corretivas quando necessário. Definição de Orçamento: 1. O processo orçamentário é um dos instrumentos que permitem acompanhar o desempenho da empresa e assegurar que os desvios do plano sejam analisados e adequadamente controlados. uma vez que as condições do empreendimento estão sempre mudando. Cada área será responsável por alcançar determinadas metas.O orçamento pode ser global ou parcial. Como o valor realizado é obtido no sistema de contabilidade geral. É a Expressão monetária de um plano operacional 2. Análise orçamentária se dá por análise das variações do valor orçado versus o valor realizado. a captação de recursos financeiros e a aplicação dos excedentes temporários. que também é responsabilidade do Controller. enquanto o orçamento de recursos diz respeito às fontes e épocas em que os meios necessários poderão ser obtidos ou não. somente aquelas em que há previsões e programas para certos aspectos das atividades. Finanças tem a responsabilidade da efetivação financeira das transações. Como não há planejamento adequado sem controle. e o orçamento é uma quantificação do planejamento. direcionando esforços para planejar e controlar apenas os aspectos mais importantes das operações da empresa. as quais deverão estar harmonizadas com as metas da entidade toda.

desde que tenham sido implementadas. Estabelece expectativas definidas. Controlar o desempenho em face dos objetivos e metas definidas (acompanhamento orçamentário) Comitê Orçamentário 1. resultando em ações que se destinam a corrigir eventuais distorções. 6. obrigando os administradores a pensar a frente e encorajando o estabelecimento de objetivos de lucros. É um compromisso de realização 4. É um instrumento de acompanhamento e contínua avaliação de desempenho das atividades e dos departamentos Vantagens 1. 2. 3. a função do controle é assegurar que o desempenho real possibilite o alcance dos objetivos que foram anteriormente estabelecidos. inclusive aquelas de não fazer. pois o produto final do processo de controle é a informação. Um pré-requisito indispensável para o bom desempenho do controle é um eficiente sistema de informações. 4. Formaliza as responsabilidades pelo planejamento. Rever e definir o modelo de processo orçamentário Consolidar o cronograma Selecionar o cenário a ser utilizado Explicar os objetivos e as metas estratégicas Rever e definir os tipos de orçamento a serem utilizados Definir as premissas gerais orçamentárias CONTROLE Sem planejamento não há padrões. 2. Formalizar um instrumento de comunicação. 5. Nesse sentido. departamentos e função dentro da empresa.3. é avaliada a eficácia empresarial de cada área. o que o torna a melhor base de avaliação do desempenho posterior 3. Planejamento e controle devem andar sempre juntos e para controlar é necessário que existam padrões preestabelecidos. Orientar a execução das atividades Otimizar o resultado global da empresa Reduzir os riscos operacionais Projetar de forma integrada e estruturada o resultado econômico financeiro de um processo de planejamento. O planejamento diz respeito à tomada de decisões. 4. 3. 5. Auxilia os administradores a coordenar seus esforços de forma que os objetivos da organização em sua totalidade se harmonizem com os objetivos de suas partes. Objetivos 1. e que estes sirvam de parâmetros para averiguar o andamento de planejamento. 2. permitindo a integração das atividades. Cada funcionário deve observar como suas atividades contribuem para as metas diárias e para o objetivo global da empresa. enquanto que o controle é uma fase do processo decisório em que. através da comparação entre as situações alcançadas e as previstas com base no sistema de informação. pois pode impedir que os gestores tenham . 4. sem padrões não há controle e sem controle o planejamento não tem sentido. O sistema de informações não pode ser muito simplório.

e de feedback para a reavaliação da missão e dos objetivos da empresa. e o controle. suas atividades tornam-se mais complexas. além de se basear em dados financeiros e não financeiros (Indicadores – 4 perspectivas). selecioná-los. O pré-controle tem como objetivo prevenir ou impedir a ocorrência de atos indesejáveis. O Balanced Scorecard (BSC) é uma ferramenta de medição de resultados e desempenho. A tomada de decisões depende. O processo de controle abrange as seguintes atividades: a) estabelecimento de objetivos. Em síntese. que faz os membros da empresa mantê-lo no caminho em direção ao alcance de seus objetivos. segundo seus autores. durante e após da ocorrência do evento ou fato que se pretende controlar. em grande parte da quantidade e da qualidade das informações recebidas. Melhor controlar as operações correntes e tomar decisões necessárias. devendo ser realizado antes. O controle deve ser feito desde a verificação das relações da empresa com ambiente até o cumprimento da metas estabelecidas no plano operacional das áreas e da empresa como um todo.conhecimento detalhado das causas das variações ocorridas. os relatórios visam fornecer à empresa melhores condições para que possa : Calcular o lucro e as vantagens obtidas em relação aos planos estabelecidos. servindo como fonte para a ação corretiva. O controle efetivo implica em um sistema de controle que pode se adaptar às mudanças necessárias. c) comparação do desempenho real com o esperado. enquanto que o controle corrente tem por finalidade ajustar o desempenho ainda em curso a fim de alcançar o objetivo. . Para dirigi-la. f) acompanhamento da ação corretiva. metas e padrões estabelecidos. Além disso. d) comunicação do desempenho com as alternativas de ação em decorrência de variações relevantes. o produto final do controle é a informação obtida através de um modelo de desempenho. como uma ferramenta de comunicação interna eficiente no que diz respeito à comunicação da estratégia quanto a sua efetiva implantação e controle. É mediante esse fluxo de informações que ela consegue administrar sua empresa. metas e padrões. Como afirmado anteriormente. que identifica os objetivos da empresa e desenvolve as estratégias e os processos para alcançá-los. e) ação corretiva. O pós-controle determina as causas dos desvios e ajusta os parâmetros do sistema para operações futuras. A tarefa de coletar dados. tornado incapaz a implementação de ações corretivas em tempo apropriado. A avaliação do desempenho propicia um vínculo crítico entre planejamento. CONTROLADORIA E O SISTEMA DE INFORMAÇÃO À medida que uma empresa cresce. auxilia na gestão estratégica dos diversos setores de uma organização na busca do atendimento de objetivos e metas em longo prazo. que. Avaliar o desempenho por área e responsabilidade. analisá-los e retratá-los é muito importante para que a empresa alcance seus objetivos. a cúpula administrativa necessita de informações para inteirar-se dos acontecimentos importantes nas respectivas áreas de atuação. o Balanced Scorecard tem se mostrado. b) observação do desempenho de maneira sistemática e coerente com os objetivos.

COMO E O QUE RELATAR ? O conteúdo do relatório. TIPOS DE RELATÓRIOS Tendo cada empresa necessidades específicas. a condição primordial de um bom relatório é a clareza. Separar os custos e as despesas por centro de responsabilidade. o que possibilitará localizar as causas dos grandes desvios .as modificações.um relatório entregue com atraso significa dinheiro perdido . as de pouca importância são relegadas ao final ou eliminadas. o sistema de relatórios deverá ser elaborado de modo a atender tais necessidades. Dentre eles. Estímulo à ação . Tais relatórios . mais curto . O bom relatório é. Entrega a tempo . se freqüentes. Padrão definido . A sua apresentação exterior é muito importante. IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA DE RELATÓRIO Como falado anteriormente.o relatório é um trabalho escrito semelhante a outros documentos. a implantação do sistema de relatórios tem os seguintes objetivos : Elaborar o planejamento anual. bem como a maneira de apresentá-lo varia em função das circunstâncias. Estabelecer os níveis de responsabilidade individuais em função de um padrão de lucro ou de retorno sobre o investimento . retarda as decisões ou as medidas corretivas necessárias. mas fornece sempre uma indicação para o futuro. Como ponto fundamental desse sistema. em geral.Fornecer base para o planejamento futuro. não pode haver relatório sem Ter havido um sistema de controle e de planejamento devidamente implantado e consolidado. Em um bom relatório as informações são classificadas em função de usa relevância . Idealizar um sistema de revisão e avaliação de relatórios para que haja o desenvolvimento do planejamento da empresa. Eis algumas sugestões práticas : Limpeza na apresentação .são os relatórios que dizem à respeito da produtividade de um número reduzido de trabalhadores sob a responsabilidade de um supervisor. baseado nas estimativas das receitas . Deverá ser evitado um número exagerado de cifras e tabelas complicadas. Uma informação clara e objetiva permite a compreensão. que permite uma tomada de decisão pelo responsável. poder-se-ia destacar : Relatórios para supervisores . Assim sendo. Portanto. o sistema de relatórios faz parte do sistema de controle da empresa. afetam a comparação entre os dados e a compreensão daqueles que os recebem. Para isso.a finalidade do relatório é incentivar a ação. a qual conduz à confiança e ao sucesso. Há praticamente uma infinidade de tipos de relatórios. Um bom relatório indica claramente a situação passada e a tendência futura do fenômeno observado. a sua função não se limita aos fatos passados. O relatório deve ser sucinto e objetivo.

um relatório de investimento que não inclui todos os custos importantes não está completo. Isto auxilia os supervisores no controle das suas atividades presentes e no planejamento das futuras . Característica da boa Informação dos relatórios contábil-gerenciais DEFINIÇÕES CARACTERÍSTIC AS A informação precisa não tem erros. Os dados devem ser fornecidos diária ou semanalmente. bem como as causas de tais variações. sai lixo (ELSL). a fim de que tenham noção da situação geral da empresa e possam tomar decisões e tempo. Relatórios para vice-presidente e diretores . Por exemplo. Relatórios para superintendentes . ECONÔMICA A informação também deve ser de produção relativamente econômica.à medida que se passa para escalões superiores à hierarquia da administração. a informação de quanto se tem de estoque disponível de uma determinada peça pode ser usada por representantes de vendas no fechamento de uma venda. Por exemplo. visto que os resultados globais constituem a meta final da empresa. . PRECISA COMPLETA A informação completa contém todos os fatos importantes. por um gerente de produção para determinar se mais estoque é necessário.estes relatórios devem ser diários e comparados com os dados planejados no mês ou ano anterior . FLEXIVEL A informação flexível pode ser usada para diversas finalidades. Em alguns casos. os relatórios deverão ser menos detalhados.evidenciam a atuação real em comparação com a planejada. e por um diretor financeiro para determinar o valor total que a empresa tem investido em estoques. Isto é comumente chamado de entra lixo.a cúpula administrativa não se interessa pelos detalhes. Relatório para gerente . quando for preciso . Os tomadores de decisões devem sempre fazer um balanço do valor da informação com o custo de sua produção. a informação imprecisa é gerada pela entrada de dados incorretos no processo de transformação.

Quer dizer.. como forma de garantir que cada atividade do sistema seja executada da melhor forma possível. a confiabilidade depende da fonte da informação. a informação deve ser verificável. A informação sofisticada e detalhada pode não ser necessária.e agir com correções. a tecnologia usada deve estar alinhada com o plano estratégico e diretamente ligada ao dia. talvez checando várias fontes da mesma informação VERIFICÁVEL É necessário usar tecnologia da informação como instrumento de suporte ao desenvolvimento do sistema de organização. EM TEMPO A informação em tempo certo é enviada quando necessária.a.é necessário aprender uma metodologia que possibilite planejar e executar um plano. Em muitos casos. pode não ser relevante para o fabricante de chips de computador. Na verdade. RELEVANTE A informação relevante é importante para o tomador de decisões.dia da organização.. SIMPLES A informação deverá ser simples. quando um tomador de decisões tem informações demais e não consegue determinar o que realmente é importante. aquela que melhor se ajuste às necessidades da empresa. sendo: OPERAR   Organizar as necessidades para que cada uma delas possa ser considerada dentro de um contexto de importância e prioridade Planejar cada uma das soluções com base na análise das necessidades. .. a confiabilidade da informação depende da confiabilidade do método de coleta dos dados.. Saber as condições do tempo da semana passada não ajudará a decidir qual agasalho deve vestir hoje . informações em excesso pode causar sobrecarga de informações. Isto significa que pode-se checá-la para saber se está correta.. não deve ser exageradamente complexa.CONFIÁVEL A informação confiável pode ser dependente. ou seja. Para poder ajudar na tarefa da escolha da melhor tecnologia da informação. A informação de que os preços da madeira de construção devem cair. Finalmente.

A forma de apresentação da informação contábil para o processo de gestão nas empresas deverá ser apresentada de forma clara. expressar e analisar as condições de uso e torná-las compatíveis aos diversos setores. contidas ou geradas pelos sistemas contábeis. Revisar periodicamente a execução do plano para que as correções de rumo sejam tomadas imediatamente às necessidades. completa. Agir sobre toda e qualquer ocorrência. Os pressupostos básicos dos aspectos principais e mais relevantes. o estudo dos métodos e sistemas da contabilidade gerencial. oferecendo estimulo e ouvindo e considerando as opiniões pode ser uma forma de incentivar a equipe ao envolvimento e concentração de esforços para atingirem seus objetivos. por meio de suas necessidades de planejamento e controle. Realizar o plano original. c) Medir e registrar os resultados das atividades que ocorrem dentro da empresa para assegurar que os tomadores de decisões estejam bem informados. de maneira que cabe a gerência. Para implantação de um sistema de informações na empresa. bem como o planejamentos e procedimentos que deverão serem executados pelo sistema. faz-se necessário utilizar recursos tecnológico. simples e objetiva. ou direitos e obrigações. Jamais esperar que as soluções aconteçam por geração espontânea. na implantação e desenvolvimento do planejamento e objetivos do sistema de informação gerencial da empresa. melhor desempenho das atividades e melhorias do resultado geral da empresa.    Executar os planos sem atropelos. d) Avaliar o desempenho dos funcionários e grupos da empresa. e retratar todos os aspectos contábeis de determinada operação ou conjunto de eventos ou operações. proporcionando assim. podem ser dados financeiros ou dados d desempenho. abrangendo os aspectos operacionais. Não se devem compensar créditos com débitos. Conforme apresentado as metas do sistema gerencial e de controle são as seguintes: a) Auxiliar a empresa a planejar para o futuro. para decisão. envolvimento e treinamento da equipe e aplicações de ações corretivas quando necessário. As características gerais das informações. atualizando-o com as correções que se fizerem necessárias. Todos os aspectos de uma operação que afeta o patrimônio precisa ser levado em conta. SISTEMAS DE INFORMAÇÕES CONTÁBIL GERENCIAIS A informação contábil precisa ser compreensiva. isto é. devem estar conectados ao estudo do comportamento humano com envolvimento e a participação da equipe. econômicos e financeiros da empresa. b) Monitorar os eventos do ambiente externo e seus efeitos no projeto e funcionamento do Sistema de contabilidade gerencial e de controle. Como as pessoas estão envolvidas com cada uma dessas metas. que devem ser observados na elaboração de um Sistema de informação Contábil Gerencial. com acompanhamento constante dos resultados. bem como as características e procedimentos para sua utilização adequada são apresentadas conforme quadro abaixo PRESSUPOSTOS BÁSICOS NA ELABORAÇÃO CONTÁBIL-GERENCIAIS DO SISTEMA DE INFORMAÇÕES .

gerando assim. por um ou mais processos. não devendo ter como resultado o custo maior que o benefício da informação. que necessita da coleta dados com entrada e. poderá ficar numa situação de descrédito perante seus usuários. armazenamento. informações que deverão serem controladas para o atendimento da real necessidade do usuário. Planejamento e Controle O sistema de informação exige planejamento para produção dos relatórios. Além disso. a relevância está em direta inter-relação (adaptação) com o contexto decisório dessa decisão e com as atitudes e preferências de quem assumirá a decisão. FUNÇÕES DAS INFORMAÇÕES CONTÁBIL GERENCIAL .PROCEDIMENTOS CARACTERISTICAS Necessidade de Informação a necessidade da informação alinhada ao absoluto respaldo ao contador e a seus sistema. é necessário apenas o conhecimento profundo da Ciência Contábil e de seu papel informativo – gerencial. Um processo de implantação de um sistema de contabilidade gerencial. Dessa forma. é o elemento vital para o sucesso de um sistema de informação contábil. controle administrativo e controle estratégico. Ë necessário saber o conhecimento contábil de todos os usuários. será possível efetuar o controle posterior. A informação contábil deve pois. Caso esses conceitos de utilidade e necessidade da informação contábil não estejam imediatamente presentes no ambiente da cúpula administrativa da entidade. ser significativa para os problemas decisórias do usuário (relevância) e não custar mais para ser produzida do que o valor esperado de sua utilização (economicamente). Só poderá ser controlado aquilo que é aceito e entendido. necessariamente. pois dessa forma poderá ser ilusória seu processo de auxilio na tomada de decisões. Por outro lado. custeio do produto e do cliente. implantadas ações corretivas para melhor aproveitamento do sistema. O sistema de informações gerenciais assim como todos os sistemas de processamento de transações tem atividades em comum. como uma atividade decisória específica determina as necessidades. e quando necessário. geram informações. se o sistema de informações gerenciais não for atualizado periodicamente. A informação contábil na apresentação de relatórios precisos no processo de tomada de decisões como medidores de rentabilidade e produtividade na empresa. As informação gerencial contábil participa de várias funções organizacionais diferentes. para atender plenamente aos usuários. e construir relatórios com enfoques diferentes para os diferentes níveis de usuários. sendo – controle operacional. deverá também apresentar qual é o valor do custo da informação com relação ao benefício que ela está proporcionando na empresa. é tarefa do contador fazer nascer e crescer essa mentalidade gerencial. deverá ser planejado para estabelecer a relação dos dados necessários. Para isso.

A informação será sempre fornecida pelo mesmo e único sistema contábil de informação. o compartilhamento de dados e mesmo o potencial e agilidade no processo da informação será essencial à qualidade para o seu gerenciamento. com a junção de informações operacionais. As imediatas ações corretivas nos casos de divergências. que são convertidos em produtos acabados e ou de serviços. O fato de uma informação ter uma única entrada dentro do sistema. Não haverá necessidade de reclassificação para outros sistemas. deverá ser apresentado não somente num contexto de informações contábeis. embora óbvia. Existem.. detalhados. O sistema de informação gerencial baseia-se no sistema contábil societário.. Descrevemos três pontos fundamentais para que um sistema de informações contábeis tenha validade perene dentro de uma entidade.. conforme descrito no quadro abaixo: PONTOS FUNDAMENTAIS DO SISTEMA DE INFORMAÇÃO CONTÁBIL GERENCIAL . Diante disso. mesmo de boa qualidade técnica. assim. que são executados para os clientes sendo utilizadas em processo de gestão para sinais de divergências entre o planejado e o realizado. é que os relatórios contábeis. A partir do momento em que um dado é coletado(. não são feito para contadores. comparativamente falando-se. Uma das premissas mais simples e freqüentemente mais esquecidas pelo contador. e é responsável pelo registro de todas as operações da organização e pela elaboração de relatórios que permitam a mensuração de resultados e forneçam dados para a tomada de decisões(.Dependendo do nível da operação. via de regra. por outro lado.). mas para gerentes dos mais variados níveis.). serão detectadas na análise do desempenho obtido e reestruturadas de forma que contribuirão para a eficiência e no processo gestão dos negócios . o dado navega por todos os segmentos do sistema de informação contábil(. como de reintrodução do dado em algum sistema particular de outro setor ou departamento da empresa. Os níveis de gerências podem ser identificados a partir de seu interesse em informações de caráter global e estratégico ou setorial analítico. Sem dúvida. categorias intermediárias que gostam de analisar relatórios amplos quanto à área abrangida e.. tem conseqüências práticas em termos de qualidade de informações e definições de erros. ainda assim. mas sim.). O que caracteriza um sistema de informações contábil integrado é a ‘navegabilidade’ dos dados. Não havendo assim a necessidade de reintroduzir os dados no sistema para processar outros relatórios. O sistema de informações gerenciais representa o banco de dados em que estão centralizadas todas as informações da empresa. complementando pelo sistema de contabilidade gerencial. estes são processados e transformados de forma que possam diversificar os relatórios apresentados para atender as necessidades dos usuários. as informações gerenciais contábeis possuem uma demanda diferente.. este deverá ser utilizado em todos os segmentos do sistema de informações contábil (.. Isso é possível através da integração entre padrões e orçamentos (que fornecem os resultados previstos dentro de determinado nível de atividade) e contabilidade ( que fornece o resultado efetivamente realizado. Na medida em que os dados são coletados e integrados ao sistema de informações gerenciais. os sistemas se tornam tão mais úteis quanto forem integrados. Muito se fala sobre os benefícios proporcionados pela integração entre os sistemas de informações das organizações. Essa percepção.. O sistema de informação contábil gerencial..) O sistema de informações gerenciais objetiva fornecer condições para que os resultados reais das operações sejam apurados e comparados com aqueles orçados. do ambiente externo e outros fatores que sejam necessários para a empresa na estruturação de medidas para tomadas de decisões com informações objetivas e completas.

armazenados e processados de forma prática e objetiva. devem saber e sentir que estão operando com dados reais. para o processo de gestão. significativos. . Todos devem utilizar-se de um mesmo e único sistema de informação. portanto deverá ser sucinto e objetivo. devera seguir padrões estabelecidos com acompanhamento dos resultados obtidos pelos usuários. Com isso teremos uma utilização gerencial. O relatório é um trabalho escrito semelhante a outros documentos. ele deverá ser utilizado em todos os Segmentos do sistema de informação contábil. Um sistema de informação contábil gerencial. armazenadas e processadas de forma operacional. A sua apresentação exterior é muito importante. elaborado de acordo com as necessidades de informações solicitadas pelos usuários.(relatórios práticos e objetivos) INTEGRAÇÃO NAVEGABILIDADE DOS DADOS E Sistema de informação integrado Quando todas as áreas necessárias para o gerenciamento da informação contábil estejam abrangidas por um único sistema de informação contábil. a partir do momento que um dado é coletado. prática e objetiva. devendo o sistema de informações contábeis gerenciais apresentar uma situação de custo abaixo dos benefícios que proporciona à empresa. práticos e objetivos. conseguidos. para apresentar resultados eficazes. O que caracteriza um sistema de contabilidade integrado é a navegabilidade dos dados. CUSTO DA INFORMAÇÃO O sistema de informação contábil deve ser analisado na relação de custo x benefício para a empresa. O fundamento da operacionalidade significa que todos os que trabalham com a informação contábil. bem como uma análise do custo benefício que está apresentando para empresa. O bom relatório é em geral.FUNDAMENTOS DO SISTEMA DESCRIÇÃO OPERACIONALIDADE As informações devem serem coletadas. ou seja.

-Controle de custo. diante disso o controller exerce influencia na organização á medida quenorteia os gestores para que mantenham a sua eficácia na organização. nesse momento. implementação e manutenção do Sistema Integrado de Informações operacionais. trouxemos esse material teórico e dinâmico que acabamos de apresentar pra você. Diferenciação – diferenciar a oferta de produtos de modo que os clientes possam perceber. informá-lo o nível das questões que serão aplicadas na próxima edição. mensurar e medir a performance e reportar aos usuários da informação. . que papel a controladoria deve ter? O processo decisório é influenciado pela controladoria. Por isso. avaliam as oportunidadeambientais externas. Baixo Custo – utilização de baixo custo em relação ao mercado onde a liderança de baixo custopode ser conseguida por tais abordagens: . Abaixo. financeiras e contábeis de determinada entidade. fornecendo mensuraçõesdas alternativas econômicas por meio da visão sistêmica.A missão da controladoria é assessorar as diversas gestões da empresa. elaboração. nos exames anteriores o Conselho Federal de Contabilidade não cobrou questões relacionadas a Controladoria. Qual a atribuição mais importante da controladoria? Controlar.valorizar e estar sempre dispostos a adquirir o produto pelo fator diferencial.Com isso a controladoria é vital para o planejamento e a visão de Longo prazo. REFLEXÕES: Defina Controladoria como gestão e controle e explique? Departamento responsável pelo projeto. Qual o conceito de estratégia e a Implicação para controladoria? A estratégia é o processo pelo qual os gestores da organização. assim não pudemos buscar algumas questões para resolver e comentar.OBS: Prezado aluno. consideradacomo estágio evolutivo da contabilidade.Economia de escala. O que afeta as empresas no ambiente externo que ela está inserida? . Recomendamos ler essa apostila novamente para fixar o conteúdo. alguns questionamentos com as devidas respostas para auxiliálo num melhor entendimento da leitura. .Sinergia entre força de vendas e publicidade. Não é possível. pois cada vez mais éexigido um gerenciamento cada vez mais eficiente e eficaz. por meio das informações de Planejamento econtrole. Nas tomadas de decisão.Curva de aprendizagem. Como as empresas podem sustentar suas vantagens competitivas? Existem duas formas das empresas sustentarem suas vantagens competitivas. integrar informações e reportá-las parafacilitar o processo decisório. assim como a capacidade a fim de se decidirem sobre as metas e sobre umconjunto de Plano de Ação.

que mede e avalia a eficiência de outros controles. controlar e alterar os objetivos de curto. Explique os pontos fortes e fracos das organizações? Nas variáveis internas existem fatores ligados ao processo de decisão. sendo que os fatoreseconômicos. OBJETIVO AUDITORIA EXTERNA AUDITORIA INTERNA Opinar sobre as demonstrações Assessorar a administração da . Examina o grau de confiabilidade das informações e o desempenho das tarefas delegadas. como base para servir à administração.No ambiente externo a empresa pode ser afetada por situações desfavoráveis.Fortes – é uma característica da empresa que a colocam em uma posição estrategicamente favorávelpara um desempenho eficaz. COMPARAÇÃO ENTRE AUDITORIA INTERNA E EXTERNA ITENS 1. independente dentro da organização. sociais e tecnológicos podem também influenciar de forma positiva ou negativa as entidades. É um controle administrativo. AUDITORIA EXTERNA OU INDEPENDENTE A auditoria é um conjunto de procedimentos técnicos e legais que visam propiciar a emissão de um parecer ou opinião sobre as demonstrações contábeis. políticos. o resultado das operações e as origens e aplicações de recursos da empresa examinada.Fracos – é uma característica da empresa que a colocam em uma posição estrategicamentedesfavoráveis para um desempenho eficaz. Qual o papel do Planejamento orçamentário? O papel do planejamento orçamentário é de ser o instrumento que permite a administração traçar emonitorar os objetivos de forma coordenada. no sentido de verificar se estas refletem adequadamente a posição patrimonial ou financeira. para a revisão da contabilidade. os comportamentos destasvariáveis podem afetar os fatores-chaves de sucesso. AUDITORIA CONTÁBIL AUDITORIA INTERNA A auditoria interna é uma atividade de avaliação. O que significa fatores chaves de sucesso? O fator chave de sucesso representa um atributo da qual a entidade deve dispor para ser bem sucedida em seu ramo de negócio. que poderáprejudicar de forma quantitativa e qualitativa o desempenho da entidade. médio e longoprazo. constituindo-se respectivamente em pontosfortes e fracos. Seu trabalho apresenta como característica um maior volume de testes em função da maior disponibilidade de tempo na empresa para executar os serviços de auditoria. finanças e outras operações.

credores e investidores em geral. com razoável certeza. Confiança nos registros contábeis/financeiros – os registros devem refletir transações reais. bem como todos os processos de registros e controles desenvolvidos internamente. consignadas pelos valores e enquadramentos corretos. . bem como dos organismos reguladores de atividades do mercado. e dos próprios clientes. determinado. CONTROLE INTERNO É um processo desenvolvido para garantir. que garantam a qualidade dos serviços executados. envolvendo todos os critérios adotados para sua elaboração. As regras e procedimentos devem ser colocados à disposição do Conselho Federal de Contabilidade para fins de acompanhamento e fiscalização. financeiras. como afirmação de transparência. Conformidade – ações e documentos gerados pelos processos internos devem estar em conformidade com a legislação e normas pertinentes. CONSIDERAÇÕES GERAIS Os auditores independentes – empresas ou profissionais autônomos – devem implantar e manter regras e procedimentos de supervisão e controle interno de qualidade. A QUEM Empresa. que sejam atingidos os objetivos da empresa. A função principal da Auditoria Contábil é de manifestar uma opinião sobre as Demonstrações Contábeis de uma entidade. PROFISSIONAL Independente com Há relação de dependência responsabilidade civil e com responsabilidades contratação por período pré. 2. transparentes e relevantes para o desenvolvimento das atividades empresariais. nas seguintes categorias: Eficiência e efetividade operacional . empresas. 4. 5. EXISTÊNCIA Obrigatória em determinadas Facultativa.empresa no efetivo desempenho de sua função. órgãos Empresa. As regras e procedimentos relacionados ao controle de qualidade interno devem ser formalmente documentados. recomendações/sugestões à administração. PRODUTO FINAL Parecer sobre demonstrações Relatório de financeiras. com vistas ao seu conhecimento e acompanhamento. INTERESSA governamentais. e ser do conhecimento de todas as pessoas ligadas aos auditores independentes. objetivando ainda o claro entendimento para os usuários destas informações. 3.relaciona-se ao atingimento ou não dos objetivos básicos da entidade.Desenvolvemos a Auditoria Contábil de forma a fornecer informações seguras.trabalhistas entre as partes. no que se refere às metas de desempenho e rentabilidade.

capacidade e especialização adequados para a execução dos trabalhos contratados. em especial quanto: a) ao planejamento preliminar com base nos julgamentos e informações obtidos. estabelecendo. no mínimo: a) habilitação legal para o exercício profissional. A EXECUÇÃO DOS TRABALHOS DE AUDITORIA INDEPENDENTE Os auditores devem ter política de documentação dos trabalhos executados e das informações obtidas na fase de aceitação ou retenção do cliente. inclusive quanto à habilidade e competência da equipe técnica. à cultura. Os auditores devem ter como política a designação de recursos humanos com nível de treinamento. As equipes de auditoria são responsáveis. b) habilidades. entrevistas. organização e à complexidade dos serviços realizar. os auditores devem adotar procedimentos formais para contratação. estabelecimento dos objetivos e qualificação necessária para os envolvidos no processo de seleção e contratação. devendo verificar se há a . recursos humanos e estrutura para prestar e entregar o serviço que está sendo solicitado. c) regras para a contratação de parentes de pessoal interno e de clientes. Os auditores devem adotar. Para atingir tal objetivo. Devem ser estabelecidas as qualificações e diretrizes para avaliar os selecionados para contratação. e d) análises de currículo. treinamento. as qualificações técnicas e a competência necessárias para cumprir as suas responsabilidades profissionais. características comportamentais e expectativas futuras para o cargo a ser preenchido. O controle interno de qualidade é relevante na garantia de qualidade dos serviços prestados e deve abranger a totalidade das atividades dos auditores. experiência profissional. DAS HABILIDADES E COMPETÊNCIAS Os auditores devem manter procedimentos visando à confirmação de que seu pessoal atingiu. desenvolvimento e promoção do seu pessoal. e b) à habilitação legal para o exercício profissional. pelo atendimento das normas da profissão contábil e pelas regras e procedimentos destinados a promover a qualidade dos trabalhos de auditoria. com evidenciação por trabalho de auditoria independente dos profissionais envolvidos quanto a suas atribuições. referências pessoais e profissionais e testes a serem aplicados. experiência profissional. diante da repercussão que os relatórios de auditoria têm.Vários fatores devem ser levados em consideração na definição das regras e procedimentos de controle interno de qualidade. observados os limites das atribuições individuais. no mínimo. Os auditores devem ter plena consciência de sua capacidade técnica. notadamente. e mantém. formação universitária. um programa de contratação e monitoramento que leve em consideração o planejamento de suas necessidades. interna e externamente. contratação de funcionários de clientes. principalmente aqueles relacionados à estrutura da equipe técnica do auditor. afetando a entidade auditada. ao porte.

3. Eles integram um processo organizado de registro de evidências da auditoria.necessidade de alocação de recursos humanos especializados em tecnologia da computação. O Planejamento da Auditoria é muitas vezes denominado Plano de Auditoria. O auditor dever emitir parecer adverso quando verificar que as demonstrações contábeis estão incorretas ou incompletas. no planejamento e execução da auditoria. ou Programa de Auditoria. . PLANEJAMENTO DA AUDITORIA O Planejamento da Auditoria é a etapa do trabalho na qual o auditor independente estabelece a estratégia geral dos trabalhos a executar na entidade a ser auditada. ainda. elaborando-o a partir da contratação dos serviços. PAPÉIS DE TRABALHO DE AUDITORIA Os papéis de trabalho constituem a documentação preparada pelo auditor ou fornecida a este na execução da auditoria. para fundamentar o parecer do auditor independente. O parecer do auditor independente deve expressar essa convicção de forma clara e objetiva. por intermédio de informações em papel. filmes. b) facilitar a revisão do trabalho de auditoria. supervisionar e revisar o trabalho em todas as suas etapas. A delegação de tarefas para todos os níveis da equipe técnica deve assegurar que os trabalhos a serem executados terão o adequado padrão de qualidade. de modo que possa desempenhar uma auditoria eficaz. Os auditores devem planejar. As equipes de trabalho deverão ser integradas por pessoas de experiência compatível com a complexidade e o risco profissional que envolvem a prestação do serviço ao cliente. a oportunidade e a extensão dos exames. em tal magnitude que impossibilite a emissão do parecer com ressalva. pela análise dos documentos de auditorias anteriores. no ramo de negócios do cliente em potencial. TIPOS DE PARECER O parecer sem ressalva é emitido quando o auditor está convencido sobre todos os aspectos relevantes dos assuntos tratados no âmbito de auditoria. Os papéis de trabalho destinam-se a: a) ajudar. e c) registrar as evidências do trabalho executado. O parecer com ressalva é emitido quando o auditor conclui que o efeito de qualquer discordância ou restrição na extensão de um trabalho não é de tal magnitude que requeira parecer adverso ou abstenção de opinião. estabelecendo a natureza. ou pelos coligidos quando da contratação de uma primeira auditoria. em matéria fiscal e tributária ou. meios eletrônicos ou outros que assegurem o objetivo a que se destinam. de modo a garantir que o trabalho seja realizado de acordo com as normas de auditoria independente de demonstrações contábeis.

Uso indevido do nome do auditor independente Essa parte discute as implicações da associação do auditor independente com determinado objeto. Esta Estrutura Conceitual trata dos trabalhos de asseguração executados por auditores independentes. cuja execução é permitida ao auditor independente. Definição e objetivo do trabalho de asseguração Essa parte da Estrutura Conceitual define os trabalhos de asseguração e identifica os objetivos dos dois tipos de trabalhos de asseguração. por exemplo. e o trabalho de asseguração limitada é denominado “revisão”). como os de consultoria. o papel do risco e da materialidade nos trabalhos de asseguração. demonstrações contábeis). Essa seção explica as diferenças importantes entre os trabalhos de asseguração razoável e os de asseguração limitada (também detalhadas no Apêndice). (observação: quando se tratar de trabalho de asseguração de informações contábeis históricas (por exemplo. o trabalho de asseguração razoável é denominado “auditoria”. PRINCIPAIS PONTOS DAS RESOLUÇÕES CONTÁBEIS DOS EXAMES ANTERIORES NBC TA ESTRUTURA CONCEITUAL – Estrutura Conceitual para Trabalhos de Asseguração. Essa seção discute também. Aceitação de trabalho Essa parte estabelece as características que devem estar necessariamente presentes antes do auditor independente aceitar um trabalho de asseguração. como aqueles que contratam um auditor independente (contratante). Ela define esses dois tipos como “trabalhos de asseguração razoável” e “trabalhos de asseguração limitada”. Ela proporciona orientação e referência para auditores independentes e para outros envolvidos em trabalhos de asseguração. NBC TA 200 – Objetivos Gerais do Auditor Independente e a Condução da Auditoria em Conformidade com Normas de Auditoria .O parecer com abstenção de opinião é emitido quando houver limitação significativa na extensão de seus exames que impossibilitem o auditor expressar opinião sobre as demonstrações contábeis por não ter obtido comprovação suficiente para fundamentá-la. evidências e um relatório de asseguração. critérios. Elementos do trabalho de asseguração Essa parte identifica e discute os cinco elementos presentes nos trabalhos de asseguração executados por auditores independentes: um relacionamento de três partes. as variações significativas no objeto dos trabalhos de asseguração. e como as conclusões são expressas em cada um dos dois tipos de trabalhos de asseguração. as características exigidas dos critérios adequados. Abrangência da estrutura conceitual Essa parte distingue os trabalhos de asseguração de outros trabalhos. um objeto.

o risco de que o auditor expresse uma opinião inadequada quando as demonstrações contábeis contiverem distorção relevante). elaboradas pela sua administração. e na avaliação do efeito de distorções identificadas sobre a auditoria e de distorções não corrigidas. As NBC TAs não impõem responsabilidades à administração ou aos responsáveis pela governança e não se sobrepõe às leis e regulamentos que governam as suas responsabilidades. os objetivos gerais do auditor são: (a) obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis como um todo estão livres de distorção relevante. ou por uma combinação de ambos. o auditor não é responsável pela detecção de distorções que não sejam relevantes para as demonstrações contábeis como um todo. Isso é alcançado mediante a expressão de uma opinião pelo auditor sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas.Materialidade no Planejamento e na Execução da Auditoria. Esse nível é conseguido quando o auditor obtém evidência de auditoria apropriada e suficiente para reduzir a um nível aceitavelmente baixo o risco de auditoria (isto é. Objetivos gerais do auditor Ao conduzir a auditoria de demonstrações contábeis. e NBC TA 450 . Em geral. as NBC TAs exigem que ele obtenha segurança razoável de que as demonstrações contábeis como um todo estão livres de distorção relevante. em todos os aspectos relevantes. elas influenciem as decisões econômicas dos usuários tomadas com base nas demonstrações contábeis. Asseguração razoável é um nível elevado de segurança. as quais resultam do fato de que a maioria das evidências de auditoria em que o auditor baseia suas conclusões e sua opinião. as distorções. em conformidade com uma estrutura de relatório financeiro aplicável. Julgamentos sobre a materialidade são estabelecidos levando-se em consideração as circunstâncias envolvidas e são afetadas pela percepção que o auditor tem das necessidades dos usuários das demonstrações contábeis e pelo tamanho ou natureza de uma distorção. quando apropriado. em .Avaliação das Distorções Identificadas durante a Auditoria). com supervisão geral dos responsáveis pela governança. em conformidade com a estrutura de relatório financeiro. independentemente se causadas por fraude ou erro. essa opinião expressa se as demonstrações contábeis estão apresentadas adequadamente. No caso da maioria das estruturas conceituais para fins gerais. independentemente se causadas por fraude ou erro. a auditoria em conformidade com as normas de auditoria é conduzida com base na premissa de que a administração e. A auditoria das demonstrações contábeis não exime dessas responsabilidades a administração ou os responsáveis pela governança. em todos os aspectos relevantes. Contudo. Contudo. O conceito de materialidade é aplicado pelo auditor no planejamento e na execução da auditoria. os responsáveis pela governança têm conhecimento de certas responsabilidades que são fundamentais para a condução da auditoria. é persuasiva e não conclusiva. Como base para a opinião do auditor.Auditoria de demonstrações contábeis O objetivo da auditoria é aumentar o grau de confiança nas demonstrações contábeis por parte dos usuários. inclusive as omissões. possibilitando assim que o auditor expresse sua opinião sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas. sobre as demonstrações contábeis (NBC TA 320 . portanto. são consideradas relevantes se for razoável esperar que. A opinião do auditor considera as demonstrações contábeis como um todo e. asseguração razoável não é um nível absoluto de segurança porque há limitações inerentes em uma auditoria. A auditoria conduzida em conformidade com as normas de auditoria e exigências éticas relevantes capacita o auditor a formar essa opinião. individual ou conjuntamente. As demonstrações contábeis sujeitas à auditoria são as da entidade. se houver.

quando necessário. e (b) apresentar relatório sobre as demonstrações contábeis e comunicar-se como exigido pelas NBC TAs. responsável pelo trabalho e sua execução e pelo relatório de auditoria ou outros relatórios emitidos em nome da firma. quando a renúncia for possível de acordo com lei ou regulamentação aplicável. e (b) os relatórios emitidos pela firma ou pelos sócios do trabalho são apropriados nas circunstâncias. legal ou regulador. na data ou antes da data do relatório.todos os aspectos relevantes. Objetivo O objetivo do auditor é implementar procedimentos de controle de qualidade no nível do trabalho que forneçam ao auditor segurança razoável de que: (a) a auditoria está de acordo com normas profissionais e técnicas e exigências legais e regulatórias aplicáveis. em conformidade com as constatações do auditor. aplicáveis. “sócio” e “firma” devem ser lidos como se referissem a seus equivalentes no setor público. Definições Para fins das normas de auditoria. Revisão de controle de qualidade do trabalho é um processo estabelecido para fornecer uma avaliação objetiva. O processo de revisão de . tem a autoridade apropriada de um órgão profissional. os termos a seguir possuem os significados a eles atribuídos: Sócio encarregado do trabalho (as expressões “Sócio encarregado do trabalho”. as políticas e os procedimentos de controle de qualidade são de responsabilidade da firma de auditoria. e quem. em conformidade com a estrutura de relatório financeiro aplicável. a firma tem por obrigação estabelecer e manter sistema de controle de qualidade para obter segurança razoável que: (a) a firma e seu pessoal cumprem com as normas profissionais e técnicas e as exigências legais e regulatórias. as NBC TAs requerem que o auditor se abstenha de emitir sua opinião ou renuncie ao trabalho. dos julgamentos relevantes feitos pela equipe de trabalho e das conclusões atingidas ao elaborar o relatório. quando relevante) é o sócio ou outra pessoa na firma. Em todos os casos em que não for possível obter segurança razoável e a opinião com ressalva no relatório do auditor for insuficiente nas circunstâncias para atender aos usuários previstos das demonstrações contábeis. De acordo com a NBC PA 01 – Controle de Qualidade para Firmas (Pessoas Jurídicas e Físicas) de Auditores Independentes que executam exames de auditoria e revisões de informação contábil histórica e outros trabalhos de asseguração e de serviços correlatos. Sistema de controle de qualidade e função da equipe de trabalho Os sistemas. NBC TA 220 – Controle de Qualidade da Auditoria de Demonstrações Contábeis. e (b) os relatórios emitidos pelo auditor são apropriados nas circunstâncias.

assim como quaisquer pessoas contratadas pela firma ou uma firma da rede para executar procedimentos de auditoria no trabalho. Equipe de trabalho são todos os sócios e quadro técnico envolvidos no trabalho. Apesar de o auditor poder suspeitar ou. uma pessoa externa adequadamente qualificada. com a supervisão geral dos responsáveis pela governança. O fator distintivo entre fraude e erro está no fato de ser intencional ou não intencional a ação subjacente que resulta em distorção nas demonstrações contábeis. se houver. É importante que a administração. para os quais a firma determinou a necessidade de revisão de controle de qualidade do trabalho. o que pode . Inspeção. em raros casos. Monitoramento é um processo que consiste na contínua consideração e avaliação do sistema de controle de qualidade da firma. Dois tipos de distorções intencionais são pertinentes para o auditor – distorções decorrentes de informações contábeis fraudulentas e da apropriação indébita de ativos. projetado para fornecer à firma segurança razoável de que seu sistema de controle de qualidade está operando de maneira efetiva. ele não estabelece juridicamente se realmente ocorreu fraude. no Contexto da Auditoria de Demonstrações Contábeis. incluindo a inspeção periódica de uma seleção de trabalhos concluídos. Firma é um único profissional ou sociedade de pessoas que atuam como auditor independente. em relação a trabalhos concluídos. com experiência e autoridade suficientes e apropriadas para avaliar objetivamente os julgamentos relevantes feitos pela equipe de trabalho e as conclusões atingidas para elaboração do relatório de auditoria. Embora a fraude constitua um conceito jurídico amplo. cotas ou outros títulos cotados ou registrados em bolsas de valores ou negociados de acordo com os regulamentos de uma bolsa de valores reconhecida ou outro órgão equivalente. ou uma equipe composta por essas pessoas. Responsabilidade pela prevenção e detecção da fraude A principal responsabilidade pela prevenção e detecção da fraude é dos responsáveis pela governança da entidade e da sua administração. o auditor está preocupado com a fraude que causa distorção relevante nas demonstrações contábeis. nenhuma delas fazendo parte da equipe de trabalho. enfatize a prevenção da fraude. Companhia aberta é uma entidade que tem ações. Características da fraude As distorções nas demonstrações contábeis podem originar-se de fraude ou erro. identificar a ocorrência de fraude. são procedimentos projetados para fornecer evidências de cumprimento das políticas e procedimentos de controle de qualidade da firma pelas equipes de trabalho. Isso exclui especialistas externos contratados pela firma ou por uma firma da rede (NBC TA 620 – Utilização do Trabalho de Especialistas define o termo especialista do auditor. para efeitos das normas de auditoria.controle de qualidade do trabalho é somente para auditoria de demonstrações contábeis de companhias abertas e de outros trabalhos de auditoria. NBC TA 240 – Responsabilidade do Auditor em Relação a Fraude. Revisor de controle de qualidade do trabalho é um sócio ou outro profissional da firma.

A supervisão geral por parte dos responsáveis pela governança inclui a consideração do potencial de burlar controles ou de outra influência indevida sobre o processo de elaboração de informações contábeis. ou detectar e corrigir tempestivamente.reduzir as oportunidades de sua ocorrência. causadas por fraude ou erro. são de importância suficiente para merecer a atenção deles. é de importância suficiente para merecer a atenção dos responsáveis pela governança. Objetivo O objetivo do auditor é comunicar apropriadamente. tais como tentativas da administração de gerenciar os resultados para que influenciem a percepção dos analistas quanto à rentabilidade e desempenho da entidade. as deficiências de controle interno que o auditor identificou durante a auditoria e que. Isso envolve um compromisso de criar uma cultura de honestidade e comportamento ético. Deficiência significativa de controle interno é a deficiência ou a combinação de deficiências de controle interno que. devido às limitações inerentes da auditoria. distorções nas demonstrações contábeis. implementado ou operado de tal forma que não consegue prevenir. o que pode persuadir os indivíduos a não perpetrar fraude por causa da probabilidade de detecção e punição. como um todo. com base no trabalho de auditoria executado. há um risco inevitável de que algumas distorções relevantes das demonstrações contábeis podem não ser detectadas. no julgamento profissional do auditor. ele identificou uma ou mais deficiências de controle interno. não contém distorções relevantes. Definições Para fins das normas de auditoria. no seu julgamento profissional. aos responsáveis pela governança e à administração. Conforme descrito na NBC TA 200. Requisitos O auditor deve determinar se. . distorções nas demonstrações contábeis. e a dissuasão da fraude. que pode ser reforçado por supervisão ativa dos responsáveis pela governança. apesar de a auditoria ser devidamente planejada e realizada de acordo com as normas de auditoria NBC TA 265 – Comunicação de Deficiências de Controle Interno. os termos a seguir possuem os seguintes significados a eles atribuídos: Deficiência de controle interno existe quando: (i) o controle é planejado. ou (ii) falta um controle necessário para prevenir. ou detectar e corrigir tempestivamente. Responsabilidade do auditor O auditor que realiza auditoria de acordo com as normas de auditoria é responsável por obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis.

inclusive para:  auxiliar o auditor a dedicar atenção apropriada às áreas importantes da auditoria. Aprova a NBC TA 300 – Planejamento da Auditoria de Demonstrações Contábeis. O auditor deve especificamente explicar que: (i) o objetivo da auditoria era o de expressar uma opinião sobre as demonstrações contábeis. são de importância suficiente para merecer a atenção da administração. e (iii) os assuntos comunicados estão limitados às deficiências que o auditor identificou durante a auditoria e concluiu serem de importância suficiente para comunicar aos responsáveis pela governança. no julgamento profissional do auditor. Papel e oportunidade do planejamento O planejamento da auditoria envolve a definição de estratégia global para o trabalho e o desenvolvimento de plano de auditoria. e (b) outras deficiências de controle interno identificadas durante a auditoria que não foram comunicadas à administração ou a outras partes e que.  auxiliar o auditor a identificar e resolver tempestivamente problemas potenciais. se elas constituem. com base no trabalho de auditoria executado. as deficiências significativas de controle interno que o auditor comunicou ou pretende comunicar aos responsáveis pela governança. a menos que não seja apropriado nas circunstâncias comunicar diretamente à administração. mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia do controle interno. individualmente ou em conjunto. O auditor também deve comunicar tempestivamente à administração no nível apropriado de responsabilidade.  auxiliar o auditor a organizar adequadamente o trabalho de auditoria para que seja realizado de forma eficaz e eficiente. .Se o auditor identificou uma ou mais deficiências de controle interno. o auditor deve determinar. O auditor deve incluir na comunicação por escrito das deficiências significativas de controle interno: (a) descrição das deficiências e explicação de seus possíveis efeitos. (a) por escrito. (ii) a auditoria incluiu a consideração do controle interno relevante para a elaboração das demonstrações contábeis com a finalidade de planejar procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias. deficiência significativa. e (b) informações suficientes para permitir que os responsáveis pela governança e a administração entendam o contexto da comunicação. Um planejamento adequado é benéfico para a auditoria das demonstrações contábeis de várias maneiras. O auditor deve comunicar tempestivamente por escrito as deficiências significativas de controle interno identificadas durante a auditoria aos responsáveis pela governança.

na coordenação do trabalho realizado por outros auditores e especialistas. Atividades de planejamento O auditor deve estabelecer uma estratégia global de auditoria que defina o alcance. incluindo o planejamento e a participação na discussão entre os membros da equipe de trabalho. Objetivo O objetivo do auditor é planejar a auditoria de forma a realizá-la de maneira eficaz. inclusive independência. se for o caso. Requisitos Envolvimento de membros-chave da equipe de trabalho O sócio do trabalho e outros membros-chave da equipe de trabalho devem ser envolvidos no planejamento da auditoria. (c) considerar os fatores que no julgamento profissional do auditor são significativos para orientar os esforços da equipe do trabalho. a época e a direção da auditoria. (b) definir os objetivos do relatório do trabalho de forma a planejar a época da auditoria e a natureza das comunicações requeridas.  auxiliar. Ao definir a estratégia global. para orientar o desenvolvimento do plano de auditoria. conforme exigido pela NBC TA 210 – Concordância com os Termos do Trabalho de Auditoria. o auditor deve: (a) identificar as características do trabalho para definir o seu alcance. auxiliar na seleção dos membros da equipe de trabalho com níveis apropriados de capacidade e competência para responderem aos riscos esperados e na alocação apropriada de tarefas. e (c) estabelecimento do entendimento dos termos do trabalho. conforme exigido pela NBC TA 220. (b) avaliação da conformidade com os requisitos éticos. Atividades preliminares do trabalho de auditoria O auditor deve realizar as seguintes atividades no início do trabalho de auditoria corrente: (a) realizar os procedimentos exigidos pela NBC TA 220 – Controle de Qualidade da Auditoria de Demonstrações Contábeis. .  facilitar a direção e a supervisão dos membros da equipe de trabalho e a revisão do seu trabalho.

Requisitos Respostas gerais . a época e a extensão dos recursos necessários para realizar o trabalho. quando aplicável. conforme estabelecido na NBC TA 315 – Identificação e Avaliação dos Riscos de Distorção Relevante por meio do Entendimento da Entidade e de seu Ambiente. se é relevante o conhecimento obtido em outros trabalhos realizados pelo sócio do trabalho para a entidade. a época e a extensão do direcionamento e supervisão da equipe de trabalho e a revisão do seu trabalho. O auditor deve desenvolver o plano de auditoria. a época e a extensão dos procedimentos adicionais de auditoria planejados no nível de afirmação. e (e) determinar a natureza. (c) outros procedimentos de auditoria planejados e necessários para que o trabalho esteja em conformidade com as normas de auditoria. os termos abaixo têm os seguintes significados: Procedimento substantivo é o procedimento de auditoria planejado para detectar distorções relevantes no nível de afirmações. Objetivo O objetivo do auditor é o de obter evidência de auditoria apropriada e suficiente relacionada aos riscos avaliados de distorção relevante por meio do planejamento e da implementação de respostas apropriadas a esses riscos. que deve incluir a descrição de: (a) a natureza. Os procedimentos substantivos incluem: (a) (b) testes de detalhes (de classes de transações. conforme previsto na NBC TA 330 – Resposta do Auditor aos Riscos Avaliados. e procedimentos analíticos substantivos. a época e a extensão dos procedimentos planejados de avaliação de risco. O auditor deve atualizar e alterar a estratégia global de auditoria e o plano de auditoria sempre que necessário no curso da auditoria. O auditor deve planejar a natureza. de saldos de contas e de divulgações). (b) a natureza. NBC TA 330 – Resposta do Auditor aos Riscos Avaliados. Teste de controle é o procedimento de auditoria planejado para avaliar a efetividade operacional dos controles na prevenção ou detecção e correção de distorções relevantes no nível de afirmações. Definições Para fins das normas de auditoria.(d) considerar os resultados das atividades preliminares do trabalho de auditoria e.

Natureza e extensão dos testes de controle Ao planejar e executar os testes de controle. o auditor pretende confiar na efetividade operacional dos controles para determinar a natureza. . o risco de controle). época e extensão se baseiam e respondem aos riscos avaliados de distorção relevante no nível de afirmações. época e extensão dos procedimentos substantivos). Procedimentos de auditoria em resposta aos riscos avaliados de distorção relevante no nível de afirmações O auditor deve planejar e executar procedimentos adicionais de auditoria. e (b) obter evidência de auditoria mais persuasiva quanto maior for a avaliação de risco do auditor. o risco inerente). exigindo assim que o auditor obtenha evidência de auditoria para determinar se os controles estão operando eficazmente (isto é. ou (b) os procedimentos substantivos isoladamente não fornecem evidência de auditoria apropriada e suficiente no nível de afirmações. o auditor deve obter evidência de auditoria mais persuasiva quanto maior for a sua confiança na efetividade do controle. saldo de contas e divulgações. o auditor deve: (a) executar outros procedimentos de auditoria juntamente com indagação para obter evidência de auditoria sobre a efetividade operacional dos controles. Ao planejar procedimentos adicionais de auditoria a serem realizados. Ao planejar e executar os testes de controle. . e (ii) se a avaliação de risco leva em consideração os controles relevantes (isto é. por quem ou por quais meios eles foram aplicados. época e extensão dos procedimentos substantivos). Testes de controle O auditor deve planejar e realizar testes de controle para obter evidência de auditoria apropriada e suficiente quanto à efetividade operacional dos controles relevantes se: (a) a avaliação de riscos de distorção relevante no nível das afirmações pelo auditor inclui a expectativa de que os controles estão operando efetivamente (isto é. incluindo: (i) (ii) (iii) o modo como os controles foram aplicados ao longo do período. o auditor deve: (a) considerar as razões para a avaliação atribuída ao risco de distorção relevante no nível de afirmações para cada classe de transações. incluindo: (i) a probabilidade de distorção relevante devido às características particulares da classe de transações.O auditor deve planejar e implementar respostas gerais para tratar dos riscos avaliados de distorção relevante no nível das demonstrações contábeis. saldo de contas ou divulgação relevantes (isto é. cuja natureza. o auditor pretende confiar na efetividade operacional dos controles para determinar a natureza. a consistência como eles foram aplicados.

o auditor deve testar os controles na auditoria corrente. Se o auditor planeja usar a evidência de auditoria da auditoria anterior a respeito da efetividade operacional de controles específicos. o auditor deve estabelecer se essa evidência continua relevante mediante a obtenção de evidência de auditoria quanto a ocorrência ou não de alterações significativas nesses controles após a auditoria anterior. incluindo a natureza e extensão de desvios na aplicação do controle observados nas auditorias anteriores e se houve mudanças de pessoal que afetaram de forma significativa a aplicação do controle. incluindo o ambiente de controle. Uso da evidência de auditoria obtida em auditoria anterior Para determinar se é apropriado usar evidência de auditoria da efetividade operacional dos controles obtida em auditorias anteriores e. juntamente com observação ou inspeção. o auditor deve: (a) obter evidência de auditoria das alterações significativas nesses controles após o período intermediário. (d) a efetividade do controle e sua aplicação pela entidade. se é necessário obter evidência de auditoria que suporte a operação efetiva desses controles indiretos. O auditor deve obter essa evidência mediante indagação. o auditor deve testar os controles pelo menos uma vez a cada três auditorias e deve testar alguns desses controles em todas as auditorias a fim de evitar a possibilidade de testar todos os controles nos quais o auditor pretende confiar em um único período de auditoria e não testar os controles nos dois períodos de auditoria subsequentes. Uso da evidência de auditoria obtida durante um período intermediário Se o auditor obtém evidência de auditoria sobre a efetividade operacional dos controles durante período intermediário. (b) se não houve essas alterações. caso afirmativo. Época dos testes de controle O auditor deve testar os controles para uma data específica ou ao longo do período no qual o auditor pretende confiar nesses controles. (e) se a falta de alteração em um controle em particular oferece risco devido às mudanças de circunstâncias. a duração do período de tempo que pode decorrer antes de testar novamente o controle. Controle sobre risco significativo . e (b) determinar a evidência de auditoria adicional a ser obtida para o período remanescente.(b) determinar se os controles a serem testados dependem de outros controles (controles indiretos) e. (c) a efetividade dos controles gerais de Tecnologia da Informação (TI). incluindo se ele é manual ou automatizado. (b) os riscos decorrentes das características do controle. para confirmar o entendimento desses controles específicos. e (f) os riscos de distorção relevante e a extensão da confiança no controle. caso afirmativo. os controles de monitoramento da entidade e o seu processo de avaliação de risco. e: (a) se houve alterações (nos controles) que afetam a continuidade da relevância da evidência de auditoria de um trabalho anterior. o auditor deve considerar o seguinte: (a) a efetividade dos outros elementos de controle interno.

ou (c) os riscos potenciais de distorção precisam ser tratados usando procedimentos substantivos. Avaliação da efetividade operacional dos controles Ao avaliar a efetividade operacional dos controles relevantes. esses procedimentos devem incluir testes de detalhes. entretanto. (b) são necessários testes adicionais de controle. Procedimento substantivo em resposta aos riscos significativos Se o auditor determinar que um risco identificado de distorção relevante no nível de afirmações é significativo. Procedimento substantivo Independentemente dos riscos identificados de distorção relevante. Quando a abordagem a um risco significativo consiste somente em procedimentos substantivos. Época dos procedimentos substantivos Se os procedimentos substantivos forem executados em data intermediária. A ausência de detecção de distorções por procedimentos substantivos. o auditor deve cobrir o período remanescente mediante a execução de: . não fornece evidência de auditoria de que os controles relacionados com a afirmação que está sendo testada são efetivos. o auditor deve avaliar se as distorções que foram detectadas pelos procedimentos substantivos indicam que os controles não estão operando efetivamente. o auditor deve planejar e executar procedimentos substantivos para cada classe de transações. O auditor deve considerar se procedimentos de confirmação externa devem ser executados como procedimentos substantivos. Quando são detectados desvios de controles nos quais o auditor pretende confiar. Procedimento substantivo relacionado com o processo de encerramento das demonstrações contábeis Os procedimentos substantivos do auditor devem incluir os seguintes procedimentos de auditoria relacionados com o processo de encerramento das demonstrações contábeis: (a) confrontar ou conciliar as demonstrações contábeis com os registros contábeis que as suportam. saldo de contas e divulgações significativas. o auditor deve executar procedimentos substantivos que respondem especificamente a esse risco.Se o auditor planeja confiar em controles sobre um risco determinado como significativo. e (b) examinar lançamentos relevantes de diário e outros ajustes efetuados durante a elaboração das demonstrações contábeis. o auditor deve fazer indagações específicas para entender esses assuntos e suas potenciais consequências e deve determinar se: (a) os testes de controle executados fornecem uma base apropriada para se confiar nos controles. o auditor deve testar esses controles no período corrente.

cálculos. que suportem as alocações de custos. Evidência de auditoria compreende as informações utilizadas pelo auditor para chegar às conclusões em que se fundamentam a sua opinião. Suficiência da evidência de auditoria é a medida da quantidade da evidência de auditoria. época e extensão planejadas dos procedimentos substantivos que cobrem o período remanescente precisam ser modificadas. isto é. Aprova a NBC TA 530 – Amostragem em Auditoria. A quantidade necessária da evidência de auditoria é afetada pela avaliação do auditor dos riscos de distorção relevante e também pela qualidade da evidência de auditoria. Objetivo O objetivo do auditor é definir e executar procedimentos de auditoria que permitam ao auditor conseguir evidência de auditoria apropriada e suficiente que lhe possibilitem obter conclusões razoáveis para fundamentar a sua opinião. Definições Para os fins das normas de auditoria. razões geral e auxiliares. as reclassificações nas demonstrações contábeis não refletidas no diário e as planilhas de trabalho. o auditor deve avaliar se a respectiva avaliação de risco e a natureza. Objetivo .(a) procedimentos substantivos. ou (b) se o auditor determinar que é suficiente. conciliações e divulgações. Se forem detectadas distorções que o auditor não esperava na avaliação de riscos de distorção relevante em data intermediária. os livros diário. cujo trabalho naquela área de especialização é utilizado pela entidade para ajudá-la na elaboração das demonstrações contábeis. contratos). a sua relevância e confiabilidade para suportar as conclusões em que se fundamenta a opinião do auditor. NBC TA 500 – Evidência de Auditoria. faturas. apenas procedimentos substantivos adicionais. Adequação da evidência de auditoria é a medida da qualidade da evidência de auditoria. combinados com testes de controle para o período desde a data intermediária até o encerramento. que não contabilidade ou auditoria. que forneçam base razoável para estender as conclusões de auditoria da data intermediária até o final do período. os termos a seguir têm os significados atribuídos abaixo: Registros contábeis compreendem os registros de lançamentos contábeis e sua documentaçãosuporte (cheques e registros de transferências eletrônicas de fundos. Especialista da administração é uma pessoa ou organização com especialização em uma área. A evidência de auditoria inclui as informações contidas nos registros contábeis que suportam as demonstrações contábeis e outras informações.

em que seja identificada distorção relevante.O objetivo do auditor. os termos a seguir têm os significados a eles atribuídos: Amostragem em auditoria é a aplicação de procedimentos de auditoria em menos de 100% dos itens de população relevante para fins de auditoria. A abordagem de amostragem que não tem as características (i) e (ii) é considerada uma amostragem não estatística. pudesse ser diferente se toda a população fosse sujeita ao mesmo procedimento de auditoria. em que os controles são considerados mais eficazes do que realmente são ou no caso de teste de detalhes. em que os controles são considerados menos eficazes do que realmente são ou no caso de teste de detalhes. quando. Taxa tolerável de desvio é a taxa de desvio dos procedimentos de controles internos previstos. definida pelo auditor para obter um nível apropriado de segurança de que essa taxa de desvio não seja excedida pela taxa real de desvio na população. ela existe. em que não seja identificada distorção relevante. O risco de amostragem pode levar a dois tipos de conclusões errôneas: (a) no caso de teste de controles. é o de proporcionar uma base razoável para o auditor concluir quanto à população da qual a amostra é selecionada. na verdade. e (b) o uso da teoria das probabilidades para avaliar os resultados das amostras. Risco não resultante da amostragem é o risco de que o auditor chegue a uma conclusão errônea por qualquer outra razão que não seja relacionada ao risco de amostragem. (b) no caso de teste de controles. Distorção tolerável é um valor monetário definido pelo auditor para obter um nível apropriado de segurança de que esse valor monetário não seja excedido pela distorção real na população. ao usar a amostragem em auditoria. de maneira que todas as unidades de amostragem tenham a mesma chance de serem selecionadas para proporcionar uma base razoável que possibilite o auditor concluir sobre toda a população. Unidade de amostragem é cada um dos itens individuais que constituem uma população. cada uma sendo um grupo de unidades de amostragem com características semelhantes (geralmente valor monetário). O auditor está preocupado com esse tipo de conclusão errônea porque ela afeta a eficácia da auditoria e é provável que leve a uma opinião de auditoria não apropriada. Definições Para fins das normas de auditoria. Amostragem estatística é a abordagem à amostragem com as seguintes características: (a) seleção aleatória dos itens da amostra. com base em amostra. ela não existe. Esse tipo de conclusão errônea afeta a eficiência da auditoria porque ela normalmente levaria a um trabalho adicional para estabelecer que as conclusões iniciais estavam incorretas. na verdade. incluindo a mensuração do risco de amostragem. Anomalia é a distorção ou o desvio que é comprovadamente não representativo de distorção ou desvio em uma população. quando. . População é o conjunto completo de dados sobre o qual a amostra é selecionada e sobre o qual o auditor deseja concluir. Risco de amostragem é o risco de que a conclusão do auditor. Estratificação é o processo de dividir uma população em subpopulações.

e (b) se as respectivas divulgações nas demonstrações contábeis são adequadas. como é exigido do auditor independente quando ele expressa uma opinião sobre as demonstrações contábeis. Embora os objetivos da função de auditoria interna e o do auditor independente sejam diferentes. é usado o termo “estimativas contábeis do valor justo”. O auditor independente assume integral responsabilidade pela opinião de auditoria expressa e essa responsabilidade do auditor independente não é reduzida pela utilização do trabalho feito pelos auditores internos. quando aplicável. Este termo é usado para um valor mensurado do valor justo quando existe incerteza de estimativa.NBC TA 540 – Auditoria de Estimativas Contábeis. incluindo as de valor justo. Relação entre a função de auditoria interna e o auditor independente Os objetivos da função de auditoria interna são determinados pela administração e. no contexto da estrutura de relatório financeiro aplicável. pelos responsáveis pela governança. ou intervalo de valores. Estimativa pontual ou intervalo é o valor. derivado de evidências de auditoria para uso na avaliação da estimativa pontual da administração. Estimativa pontual da administração é o valor selecionado pela administração para registro ou divulgação nas demonstrações contábeis como estimativa contábil. os termos a seguir possuem os seguintes significados: Estimativa contábil é a aproximação de um valor monetário na ausência de um meio de mensuração preciso. tal função não é independente da entidade. registradas ou divulgadas nas demonstrações contábeis. são razoáveis. Objetivo O objetivo do auditor é obter evidência de auditoria apropriada e suficiente sobre: (a) se as estimativas contábeis. os meios utilizados pela auditoria interna e pelo o auditor independente para alcançar seus respectivos objetivos podem ser semelhantes. Objetivo . bem como para outros valores que requerem estimativas. e Divulgações Relacionadas. Incerteza de estimativa é a suscetibilidade da estimativa contábil e das respectivas divulgações à falta de precisão inerente em sua mensuração. Quando esta Norma trata apenas de estimativas contábeis que envolvem mensuração do valor justo. evento ou condição de que trata a estimativa contábil. Definições Para fins das normas de auditoria. Independentemente do grau de autonomia e de objetividade da função de auditoria interna. Inclusive do Valor Justo. Tendenciosidade da administração é a falta de neutralidade da administração na elaboração e apresentação de informações. respectivamente. NBC TA 610 – Utilização do Trabalho de Auditoria Interna. Desfecho de estimativa contábil é o valor monetário real resultante da resolução da transação.

. Definições Para fins das normas de auditoria. Suas funções incluem. e (b) se utilizar um trabalho específico da auditoria interna. os termos a seguir têm os significados a eles atribuídos abaixo: Função de auditoria interna é a atividade de avaliação estabelecida ou fornecida como um serviço para a entidade.2. exceto se forem discutidos com a administração. Auditores internos são as pessoas que executam as atividades da função de auditoria interna. A seguir algumas questões com base nos Exames anteriores e questões de concursos com nível parecido a prova do Conselho Federal de Contabilidade. RESOLUÇÃO 11.1.Os objetivos do auditor independente. e de acordo com os prazos e demais compromissos contratualmente assumidos com a entidade. d) Se o auditor identificou informações referentes a um assunto significativo que é inconsistente com a sua conclusão final. dentre outras: exame. quando a entidade tiver a função de auditoria interna que o auditor independente determinou como tendo a probabilidade de ser relevante para a auditoria.1 – O auditor deve planejar seu trabalho consoante as Normas Profissionais de Auditor Independente e estas normas. ele não deve documentar como tratou essa inconsistência. o auditor não precisa registrar quem executou o trabalho de auditoria nem a data em que foi concluído. antes do início dos trabalhos de auditoria. c) O auditor deve documentar discussões de assuntos significativos. a) Ao documentar a natureza. são: (a) determinar se e em que extensão utilizar um trabalho específico dos auditores internos. avaliação e monitoramento da adequação e efetividade do controle interno.2 – NORMAS DE EXECUÇÃO DOS TRABALHOS 11. b) É fundamental que o auditor. assinale a opção CORRETA. TEORIA X PRÁTICA QUESTÃO: Em relação à preparação da documentação da auditoria. a época e a extensão dos procedimentos de auditoria executados. determinar se aquele trabalho é adequado para os fins da auditoria. Os auditores internos podem fazer parte de um departamento de auditoria interna ou de uma função equivalente.1 – PLANEJAMENTO DA AUDITORIA 11.2. prepare tempestivamente a documentação de auditoria.

e e) identificação de relevantes eventos subseqüentes ao exercício anterior. 11.1. e h) a necessidade de atender prazos estabelecidos por entidades reguladoras ou fiscalizadoras e para a entidade prestar informações aos demais usuários externos.1. quer pela complexidade de suas atividades. . b) exame da adequação dos saldos de encerramento do exercício anterior com os saldos de abertura do exercício atual. c) verificação se as práticas contábeis adotadas no atual exercício são uniformes com as adotadas no exercício anterior.2. 11.2. filiais e partes relacionadas. quer pelo volume de transações.2.3 – O planejamento deve considerar todos os fatores relevantes na execução dos trabalhos. conteúdo e oportunidade dos pareceres. f) o uso dos trabalhos de outros auditores independentes. revelados ou não revelados. independência e treinamento requeridos nas circunstâncias. 11.4 – O auditor deve documentar seu planejamento geral e preparar programas de trabalho por escrito.7 – A utilização de equipe técnica deve ser prevista de maneira a fornecer razoável segurança de que o trabalho venha a ser executado por pessoa com capacitação profissional. oportunidade e extensão. especialistas e auditores internos.5 – Os programas de trabalho devem ser detalhados de forma a servir como guia e meio de controle de sua execução.2.1. de alguma maneira. o planejamento deve contemplar os seguintes procedimentos: a) obtenção de evidências suficientes de que os saldos de abertura do exercício não contenham representações errôneas ou inconsistentes que.2 – O planejamento pressupõe adequado nível de conhecimento sobre as atividades.9 – Quando for realizada uma auditoria pela primeira vez na entidade.6 – O planejamento da auditoria. 11. d) identificação de fatos relevantes que possam afetar as atividades da entidade e sua situação patrimonial e financeira. distorçam as demonstrações contábeis do exercício atual.11. e) a existência de entidades associadas. deve prever a orientação e supervisão do auditor. especialmente os seguintes: a) o conhecimento detalhado das práticas contábeis adotadas pela entidade e as alterações procedidas em relação ao exercício anterior.1.2.1. legislação aplicável e as práticas operacionais da entidade.2. ou quando as demonstrações contábeis do exercício anterior tenham sido examinadas por outro auditor. 11.1.1. em termos de natureza. os fatores econômicos. e o nível geral de competência de sua administração. g) a natureza. relatórios e outros informes a serem entregues à entidade.2. 11. que assumirá total responsabilidade pelos trabalhos executados.8 – O planejamento e os programas de trabalho devem ser revisados e atualizados sempre que novos fatos o recomendarem.2. oportunidade e extensão dos procedimentos de auditoria a serem aplicados.1. detalhando o que for necessário à compreensão dos procedimentos que serão aplicados. d) a natureza. c) os riscos de auditoria e identificação das áreas importantes da entidade. quando incluir a designação de equipe técnica. b) o conhecimento detalhado do sistema contábil e de controles internos da entidade e seu grau de confiabilidade. 11.

c) As NBC Técnicas impõem responsabilidades à administração ou aos responsáveis pela governança e se sobrepõem às leis e regulamentos que governam as suas responsabilidades. ele deve conhecer do controle interno c) Errado. c) O auditor não deve identificar riscos de negócio relevantes para os objetivos das demonstrações contábeis. quando for analisar as demonstrações contábeis. d) O objetivo da auditoria é aumentar o grau de confiança nas demonstrações contábeis por parte dos usuários. a) O auditor deve obter entendimento do controle interno relevante para a auditoria. RESOLUÇÃO: Sobre os riscos de distorção relevante assinale a alternativa correta: a) Correto. O auditor deve registrar a execução. a) A auditoria das demonstrações contábeis exime as responsabilidades da administração ou dos responsáveis pela governança. b) O auditor na sua análise deve identificar pontos fortes no ambiente de controle que são desconhecidos. c) Incorreto. Principalmente com a administração. assinale a opção CORRETA. O auditor deve obter o entendimento do controle interno relevante para a auditoria b) Errado.EXEMPLIFICANDO a) Incorreto. b) As demonstrações contábeis sujeitas à auditoria são as da entidade elaboradas pelo auditor independente. b) Correto. A afirmativa faz parte do planejamento de auditoria. Resposta B QUESTÃO: Em relação à identificação e à avaliação dos riscos de distorção relevante. RESOLUÇÃO Marque a opção correta sobre os procedimentos . O auditor deve documentar a inconsistência. Ele deve obter um entendimento do ambiente de controle. d) O auditor não deve obter um entendimento do ambiente de controle. Resposta A QUESTÃO: Em relação aos procedimentos de auditoria. assinale a opção CORRETA. revisão e supervisão dos trabalhos. com supervisão geral dos responsáveis pela governança. Ele deve identificar os riscos de negócio d) Errado. d) Errado.

O auditor independente. O objetivo da auditoria é aumentar o grau de confiança nas entidades contábeis. que trata das responsabilidades gerais do auditor independente na condução da auditoria de demonstrações contábeis em conformidade com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. essa opinião expressa se as demonstrações contábeis estão apresentadas adequadamente. A questão também está relacionada com a Resolução 001203/2009 NBC TA 200 . pois a auditoria não exime as responsabilidades da administração ou da governança b) errada. em todos os aspectos relevantes. Ela também explica o alcance. No caso da maioria das estruturas conceituais para fins gerais. realiza a revisão de acordo com a NBC TR 2410.a) errado. Nesta Norma e em outras normas elas estão substancialmente apresentadas pela sua sigla “NBC TA”. A Resolução tem como objetivo estabelecer normas e orientações quanto às responsabilidades profissionais do auditor independente quando este. inclusive a obrigação de atender todas as NBC TAs. com supervisão geral dos responsáveis pela governança. . a auditoria não elabora demonstrações c) errada. Isso é alcançado mediante a expressão de uma opinião pelo auditor sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas. que é o auditor da entidade contratado para realizar a revisão das informações contábeis intermediárias. A mesma Resolução ratifica a letra d) como correta: O objetivo da auditoria é aumentar o grau de confiança nas demonstrações contábeis por parte dos usuários. em conformidade com a estrutura de relatório financeiro. elaboradas pela sua administração. A letra b) está incorreta porque as demonstrações contábeis sujeitas à auditoria são as da entidade. o “auditor independente” é denominado o “auditor”. assume um trabalho de revisão das demonstrações contábeis dessa entidade e quanto à forma e ao conteúdo do relatório emitido pelo auditor independente em conexão com tal revisão. que não é o auditor da entidade. A Resolução 1275/2010 atribui a responsabilidade para ambos (administração da entidade e auditor independente). conforme versa a Res. A letra c) está incorreta porque as NBC TAs NÃO impõem responsabilidades à administração ou aos responsáveis pela governança e NÃO se sobrepõe às leis e regulamentos que governam as suas responsabilidades. Especificamente. 1203/2009. Doravante. Normas Brasileira da Contabilidade não força de lei.Objetivos Gerais do Auditor Independente. A letra a) está incorreta porque a norma NÃO exime a responsabilidade da administração ou de seus responsáveis. em todos os aspectos relevantes. logo não se sobrepõem d) CERTA. em conformidade com uma estrutura de relatório financeiro aplicável. conforme determina a Resolução 1203/2009. A auditoria conduzida em conformidade com as normas de auditoria e exigências éticas relevantes capacita o auditor a formar essa opinião. a autoridade e a estrutura das NBC TAs e inclui requisitos estabelecendo as responsabilidades gerais do auditor independente aplicáveis em todas as auditorias. ela expõe os objetivos gerais do auditor independente e explica a natureza e o alcance da auditoria para possibilitar ao auditor independente o cumprimento desses objetivos. RESOLVENDO E CONCEITUANDO: Esta questão está relacionada com a Resolução 001275/2010 do Conselho Federal de Contabilidade (CFC).

o que. algum risco de controle sempre existirá em decorrência das limitações inerentes ao desenho e à operação do controle interno. aplicar erroneamente um procedimento de auditoria apropriado ou interpretar erroneamente os resultados da auditoria. c) distorção inerente. b) detecção. dessa forma ela explica: .incorporar elementos adicionais de imprevisibilidade na seleção dos procedimentos adicionais de auditoria a serem executados. d) relevante. A1. a supervisão e revisão do trabalho de auditoria executado. ajudam a aprimorar a eficácia do procedimento de auditoria e de sua aplicação e reduzem a possibilidade de que o auditor possa selecionar um procedimento de auditoria inadequado.designar pessoal mais experiente ou aqueles com habilidades especiais ou usar especialistas. . época ou extensão dos procedimentos de auditoria como.enfatizar para a equipe de auditoria a necessidade de manter o ceticismo profissional. As respostas gerais para tratar os riscos avaliados de distorção relevante no nível das demonstrações contábeis podem incluir: . todos os atributos informados no enunciado são dessa norma. .efetuar alterações gerais na natureza. e (ii) risco de controle é o risco de que uma distorção relevante possa ocorrer e não ser evitada. e (b) risco de detecção é o risco de que o auditor independente não detecte uma distorção relevante existente. consiste em: (i) risco inerente é a suscetibilidade da informação sobre o objeto a uma distorção relevante. por sua vez. .fornecer mais supervisão.QUESTÃO: O planejamento adequado. a aplicação de ceticismo profissional. RESOLUÇÃO: Analisaremos por partes NBC TA ESTRUTURA CONCEITUAL (a) o risco de que a informação sobre o objeto contenha distorções relevantes. ou detectada e corrigida. Tais procedimentos são fundamentais na redução do risco de: a) controle. . executar procedimentos substantivos no final do período ao invés de em . pressupondo que não haja controles relacionados.O objetivo do auditor é o de obter evidência de auditoria apropriada e suficiente relacionada aos riscos avaliados de distorção relevante por meio do planejamento e da implementação de respostas apropriadas a esses riscos. NBC TA 315 – IDENTIFICAÇÃO DISTORÇÃO RELEVANTE POR MEIO E DO SEU AMBIENTE E AVALIAÇÃO DOS RISCOS DE DO ENTENDIMENTO DA ENTIDADE NBC TA 330 – RESPOSTA DO AUDITOR AOS RISCOS AVALIADOS Assim. a designação apropriada de pessoal para a equipe de trabalho. por exemplo. em tempo hábil por controles internos relacionados. Quando o risco de controle é relevante para o objeto.

dos responsáveis pela governança.Responsabilidade do Auditor em Relação a Fraude no Contexto da Auditoria de Demonstração Contábeis. D.dolo para obtenção de vantagem injusta ou ilegal. Resposta B QUESTÃO: De acordo com a NBC TA 240 – Responsabilidade do Auditor em Relação a Fraude no Contexto da Auditoria de Demonstrações Contábeis. dos responsáveis pela governança. ou detectada e corrigida em tempo hábil por controles internos relacionados é considerado um risco: . c) dolo ou culpa para obtenção de vantagem injusta ou ilegal. empregados ou terceiros que envolva: a) a obtenção de vantagem justa ou legal.data intermediária ou modificar a natureza dos procedimentos de auditoria para obter evidência de auditoria mais persuasiva. Assim temos. d) dolo para obtenção de vantagem injusta ou ilegal. a fraude é considerada o ato intencional de um ou mais indivíduos da administração. a fraude é considerada a ato intencional de um ou mais indivíduos da administração. Resposta D QUESTÃO: De acordo com as Normas Brasileiras de Auditoria convergentes com as Normas Internacionais de Auditoria. b) culpa para obtenção de vantagens. os termos abaixo têm os seguintes significados: (a) Fraude é o ato intencional de um ou mais indivíduos da administração. o risco de que uma distorção relevante possa ocorrer e não ser evitada.é a condição do auditor não perceba a distorção relevante. funcionários ou terceiros. dos responsáveis pela governança. empregados ou terceiros que envolva: NBC TA 240 Definições 11. Risco de Distorção Relevante Risco Inerente Risco de Controle Não existe na norma o "risco relevante" e o "risco de distorção inerente" Risco de Detecção . que envolva dolo para obtenção de vantagem injusta ou ilegal. De acordo com a NBC TA 240 . Para efeito desta Norma.

(ii) risco de controle é o risco de que uma distorção que possa ocorrer em uma afirmação sobre uma classe de transação. não indica por si só. Portanto. a suficiência e adequação das evidências de auditoria obtidas como resultado desses procedimentos e a adequação do relatório do auditor com base na avaliação dessas evidências considerando os objetivos gerais do auditor. O risco de auditoria é uma função dos riscos de distorção relevante e do risco de detecção.328/11 que trata da Estrutura das Normas Brasileiras de Contabilidade. Esta questão está relacionada a: NBC TA 200 .27 citada nesta Norma para NBC TG 26. Para entender essa questão. Em decorrência das limitações inerentes de uma auditoria.Objetivos Gerais do Auditor Independente que aprovou a NBC TA 200 – Objetivos Gerais do Auditor Independente e a Condução da Auditoria em Conformidade com Normas de Auditoria e a Resolução CFC n. individualmente ou em conjunto com outras distorções. os limites inerentes de uma auditoria não são justificativas para que o auditor se satisfaça com evidências de auditoria menos que persuasivas. embora a auditoria seja adequadamente planejada e executada em conformidade com as normas de auditoria.a) de controle. resultante de fraude ou erro.329/11 que alterou a sigla e a numeração da NBC T 19. não seja prevenida. c) inerente.º 1. uma falha na condução de uma auditoria em conformidade com as normas de auditoria. individualmente ou em conjunto com outras distorções. descritos a seguir no nível das afirmações: (i) risco inerente é a suscetibilidade de uma afirmação a respeito de uma transação. d) inevitável. antes da consideração de quaisquer controles relacionados. saldo contábil ou divulgação. individualmente ou em conjunto com outras distorções. Além da RESOLUÇÃO CFC N. b) de detecção. há um risco inevitável de que algumas distorções relevantes das demonstrações contábeis não sejam detectadas. Contudo. Consiste em dois componentes. Risco de detecção é o risco de que os procedimentos executados pelo auditor para reduzir o risco de auditoria a um nível aceitavelmente baixo não detectem uma distorção existente que possa ser relevante.º 1. detectada e corrigida tempestivamente pelo controle interno da entidade. saldo contábil ou divulgação e que possa ser relevante. Risco de auditoria é o risco de que o auditor expresse uma opinião de auditoria inadequada quando as demonstrações contábeis contiverem distorção relevante. a) de controle Resposta A . descoberta posterior de uma distorção relevante das demonstrações contábeis. a uma distorção que possa ser relevante. definiremos: Risco de distorção relevante é o risco de que as demonstrações contábeis contenham distorção relevante antes da auditoria. Se o auditor executou ou não uma auditoria em conformidade com as normas de auditoria é determinado pelos procedimentos de auditoria executados nas circunstâncias.

000.000.00 Saldo Inicial = 100.000. Em carteira .Pagamento em dinheiro de despesas diversas no valor R$ 21. Considerando que nessa data o saldo anterior existente era de R$100.540. acrescido de juros por atraso de 2%.Pagamento de duplicata de um determinado fornecedor.100.Pagamento de duplicata de um determinado fornecedor.00 4. com ajuste na conta e o que não for da conta caixa seja retirado para contas de sua natureza. levando em consideração os eventos após a contagem.é o recebimento na empresa das duplicatas que está em seu poder. A lei 5474/68. c) R$100.00. Assim. Auditoria Contábil.440. 2.000.00. .900.000.000. efetuado por meio de cheque no valor de R$ 57.00.00 e.00.Recebimento de duplicatas em carteira no valor de R$ 72. b) R$43.900. d) R$173.QUESTÃO: O auditor realizou uma contagem física no caixa da empresa auditada.00 3.440.00.Recebimento de duplicatas em carteira no valor de R$72.00 .Pagamento em dinheiro de serviços terceirizados no valor de R$51. que dispõe sobre duplicatas.00. Essa conta deve ser registrada no BANCO CONTA MOVIMENTO.00.00 x 2% = 1.000. R$ 72000. explica que a duplicata pode ser recebida tanto por instituições financeiras como pelo empresário.440.00 Total = 73. Esse exercício tem um semelhante no livro do Benedito de Souza.00.000. caso prático. . 1 . a idéia é que o auditor faça a contagem física do caixa.00. Considero que esses são os registros do caixa.000. acrescido de juros por atraso de 2%. .00 R$ 72. formando pontos de recomendações.00.Pagamento em dinheiro de serviços terceirizados no valor de R$ 51.Pagamento em dinheiro de despesas diversas no valor de R$21. a) R$27.540. efetuado por meio de cheque no valor de R$57. então é um recebimento dele. o CORRETO valor do saldo final do caixa da empresa é de: Eventos: .

00 Resposta C QUESTÃO: A firma de auditoria Auditores Associados foi contratada para emitir parecer específico sobre o balanço patrimonial de determinada entidade.00 Saldo Final 100. pelo menos. dados.540. Ela disponibilizou acesso ilimitado a todas as áreas da empresa. (B) um trabalho de objetivo ilimitado. mas não de extensão limitada para tal objetivo. Desde que não haja nenhuma restrição ao acesso do auditor às informações. (D) um trabalho de objetivo limitado. (E) um a restrição na profundidade do trabalho.Pagamento 21.não entra 2. ABC foram constatadas as seguintes incorreções pelo auditor: . Resposta D QUESTÃO: Nos procedimentos de auditoria independente da Cia. (C) um a indeterminação na profundidade do trabalho.00 4. essa solicitação de exame não caracteriza uma limitação na extensão.00 3.Pagamento 51.Recebimento 73. registros. registros e dados em que se baseiam as demonstrações contábeis e sejam possíveis todos os procedimentos de auditoria que considere necessários nas circunstâncias.Movimento 1. Comentários Nos termos da NPA 01 do Ibracon: É possível que o auditor seja contratado para uma auditoria voltada somente para opinar sobre o balanço patrimonial e não sobre as demais demonstrações contábeis. informações e demais demonstrações contábeis.900. Representa somente um trabalho de auditoria de objetivo limitado. a todos os relatórios. é correto classificar essa auditoria como (A) um a limitação no escopo do trabalho.440.000. que deverá gerar parecer na modalidade com ressalvas. Dessa forma. de forma a serem possíveis todos os procedimentos de auditoria.

de R$ 120. Na conta de Estoques. (D) 6.00.450.450. na realidade. Na conta de Imposto de Renda a Recolher estava contabilizado um valor de R$ 10. uma vez que não foram contabilizadas. a (A) 14. não deram baixa do custo de mercadorias vendidas decorrentes de uma venda.750.00. cujo lucro bruto correspondeu a 9/10 desse valor. constava uma duplicata de R$ 8. II. quando.00.00. em R$.00.750.500.000 = 120. Tal fato não altera o lucro da Companhia.250. já que o contador da companhia não tinha considerado um incentivo fiscal de dedução do imposto.000. Comentários Calculando os ajustes de cada alternativa: I.000. IV.00. cujo lucro bruto correspondeu a 9/10 desse valor. Em conseqüência desses erros.250. III. constava uma duplicata de R$ 8. o valor correto seria R$ 9.00 ao saldo do extrato bancário em virtude do não registro contábil de despesas de juros nesse montante cobradas pela instituição financeira. que já tinha sido recebida pela companhia. O saldo da conta Bancos C/Movimento estava superior em R$ 2.000 x (9/10) = 108.000 Logo.250 II. que já tinha sido recebida pela companhia. Não foi registrado o custo da mercadoria vendida (CMV). devemos retirar R$ 12. A companhia deverá simplesmente registrar o recebimento da duplicata por meio do lançamento: . Como o lucro é de 9/10 da venda. Tal operação fará com que o lucro contábil diminua R$ 2. Na conta de Estoques.00 ao saldo do extrato bancário em virtude do não registro contábil de despesas de juros nesse montante cobradas pela instituição financeira.00. Na conta de Duplicatas a Receber. temos: 120. (E) 5. Na conta de Duplicatas a Receber.000 Lucro = Vendas – CMV 108. o auditor concluiu que o lucro contábil da companhia estava superestimado na importância equivalente. O saldo da conta Bancos C/Movimento estava superior em R$ 2. não deram baixa do custo de mercadorias vendidas decorrentes de uma venda.850. (B) 13.000.00.00. somente a venda foi registrada corretamente. esta contabilizada corretamente.I.00.00 que corresponde ao CMV não registrado.000 – CMV CMV = 120.00. esta contabilizada corretamente. (C) 12.000. de R$ 120.000. O montante das despesas de juros deve ser diminuído do lucro. III.000.

000.00.750) Resposta B Prezado aluno. quando. O ajuste seria contabilizar. O Imposto de Renda a Recolher tem como contrapartida a Despesa de Imposto de Renda.000.00.250) + (12.00. já que o contador da companhia não tinha considerado um incentivo fiscal de dedução do imposto.500.000 IV. o valor correto seria R$ 9. o valor de R$ 500.500.00 ao lucro. Na conta de Imposto de Renda a Recolher estava contabilizado um valor de R$ 10.000) + 500 = (13. boa sorte! . na realidade. por meio de soma.00 como despesa quando deveria ser lançado R$ 9. Foram lançados R$ 10.D – Disponibilidades C – Duplicatas a Receber 8. Considerando todas as operações: (2.

cpc. Controladoria Estratégica e Operacional (Padoveze).fazenda.br) BLOG CONTABILIZANDO (www. Teoria e Questões comentadas (Ferreira).br). Contabilidade para Concursos e Exame de Suficiência (Silva e Niyama . Contabilidade Geral.cfc. GELBKE e SANTOS). Contabilidade Gerencial (Iudicibus) Controladoria Básica (Padoveze).BIBLIOGRAFIA PROFESSORES E PESQUISADORES Principal fonte de pesquisa das questões: Professor Mário Jorge Demais fontes: Adriano de Souza Pereira Anderson Julião Antonio Gustavo da Mota Arievaldo Alves de Lima Professor Christian Abrão de Oliveira Jaime Crozatti Leandro Luís Darós Rosiane Cristina Sozzo Gouvêa Sérgio Bispo de Oliveira LIVROS DE CONTABILIDADE Auditoria Contábil (Almeida).Aplicável Às Demais Sociedades (IUDÍCIBUS.com.com) Comitê de Pronunciamentos Contábeis (www.org.portaldecontabilidade.blogcontabilizando.com. Portal de Contabilidade (www.org.profmariojorge.br) . Introdução a Teoria da Contabilidade (Marion).tesouro. SITES ESPECIALIZADOS PROFESSOR MÁRIO JORGE (www.br) Conselho Federal de Contabilidade (www. Contabilidade Pública – da Teoria à Prática (Araújo e Arruda). MARTINS.gov. Contabilidade Empresarial (Marion).br) Portal Tributário (www.br) Manual Contabilidade Setor Público (www.Org).portaltributario. IFRS – Introdução às Normas Internacionais de Contabilidade (Mourad e Paraskevoloups). Manual de Contabilidade das Sociedades Por Ações .com. Contabilidade de Custos (Martins).

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