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Operação Josué

Judaísmo Messiânico Não Existe


Aqui no Brasil, após o fracasso da execução do Projeto Josué
2000, iniciado no ano de 1994, que previa a conversão de
judeus a aceitar Iehoshua de Nazaré, até o final do ano 2000, os
diversos grupos participantes do projeto mudaram suas
características de atuação, a começar pela mudança de como
deveriam se apresentar aos judeus. Alguns trocaram o nome de
Messiânicos para Marranos Retornados, outros modificaram o nome para
Cristãos Sionistas, “Judaísmo Messiânico” e outros decidiram agir com mais
vigor e violência. Entre eles, está o movimento Jews for Jesus (JFJ),
erradamente considerado, por um grande número de judeus, como um
movimento folclórico. Este grupo foi fundado no ano de 1973 na cidade de São
Francisco, Califórnia-EUA por um certo Moishe Rosen, o qual abriu uma
"sinagoga" em Higienópolis em São Paulo, no ano de 1974.

Embora, no início, o JFJ tenha passado uma imagem amena, atualmente eles
estão pregando abertamente. Agora eles se intitulam de Judeus Evangelistas
cuja lema da missão é:

"Nós existimos para fazer com que o caráter messiânico de Jesus


seja uma questão irrevogável para o povo judeu em todo o mundo.
Jews for Jesus é uma das mais extensivas expansões evangélicas
para o povo judeu no mundo de hoje."

Usando temas e assuntos contemporâneos, o JFJ apresenta aos judeus das áreas
urbanas a falsa mensagem de que Iehoshua de Nazaré é o Mashiach. David
Brickner, diretor executivo do movimento, afirma que os judeus precisam ouvir
o Gospel. Segundo ele, o evangelismo judaico é um imperativo e, de fato, é uma
forma de anti-semitismo negar aos judeus o direito de ouvir o Gospel.

A maior parte da atuação deste movimento ocorreu com a chegada aos Estados
Unidos da América dos judeus de origem russa que perderam suas raízes
judaicas ao longo do regime comunista, levando-os a crer que o Judaísmo se
completa com a crença em Iehoshua de Nazaré como Mashiach. Atualmente, os
movimentos messiânicos exercem uma forte presença nas ex-repúblicas
soviéticas. O movimento JFJ, por exemplo, possui quatro sedes na Ucrânia e
uma em Moscou.

Uma das maiores e novas investidas deste movimento foi através da ação
intitulada BYG (Behold Your God - Veja Seu Deus), que iniciou no mês de
dezembro do ano de 2002, na cidade de Los Angeles. Em seguida BYG foi levada
à Paris no mês de junho do ano de 2003. No mês de agosto do ano de 2003, ela
foi levada as cidades de Londres, Seatle, Toronto, Cleveland e Rio de Janeiro.
No mês de outubro do mesmo ano chegou em Dallas e em dezembro de 2003
chegou na Austrália e West Palm Beach. Não foram ações pequenas, pois seu
cronograma foi de cerca de um mês para cada uma.

No Brasil a ação BYG na cidade do Rio de Janeiro ocorreu entre os dias 19 de


agosto e 13 de setembro de 2003 e foi coordenado por Sérgio Danon, filho de
Joseph Danon, que também é um membro do movimento messiânico Jews for
Jesus de acordo com a entrevista dado ao portal Tabernáculo.

Sérgio Danon nasceu no ano de 1968 e foi educado na cidade do Rio de Janeiro
e, atualmente, é membro do grupo de palestrantes do movimento JFJ em New
York. Segundo ele, aceitou Iehoshua quando ingressou no serviço militar pelo
CPOR-RJ (Corpo Preparatório dos Oficiais da Reserva do Rio de Janeiro). Entre
os dias 1 e 19 de setembro de 2003, participou, juntamente com um
companheiro, Marcelo Araújo, de uma ação BYG na Cidade do México.

O coordenador do movimento no Brasil, Sérgio Danon, concedeu várias


entrevistas em programas de rádio e TV declarando que o JFJ se uniu com
grupos evangélicos brasileiros, que o projeto BYG-RJ (Behold Your God -
Operação Eis o Vosso Deus) já completou a formação de seus agentes
messiânicos, e que no período especificado no projeto, vários plantões estariam
presentes diariamente nas esquinas e perto de todas as instituições e
comunidades judaicas da cidade do Rio de Janeiro, onde seriam distribuídos
materiais com conteúdo judaico, porém com pano de fundo cristão e abordar
judeus. Veja aqui

Embora estes agentes messiânicos saibam que os judeus não gostam de


proselitismo, eles acreditam que o trabalho que estão efetuando é uma missão
confiada a eles pelo Criador não importando o que aconteça. O senhor Sérgio
Danon foi o co-responsável pelo mesmo projeto na Cidade do México, onde
foram convertidos apenas, mas mesmo assim, infelizmente, três judeus. Isto
significa o quão fracassado é este movimento onde os seus membros precisam
usar o Kipá, Talit e o Tefilim para convencer judeus a respeito da do
messianismo de Iehoshua de Nazaré. Estes desiludidos senhores investem uma
fortuna incalculável com um retorno deveras lamentável. Atualmente, a ação do
projeto BYG conta com a participação de mais de 25.000 pessoas e se
desenvolve em 66 cidades onde residem comunidades judaicas, mas
absolutamente nada ou quase nada de conversão de judeus ocorre.

Nós, judeus, precisamos continuar a dar exemplo e mostrar a estes agentes


messiânicos que este tipo de terrorismo não têm espaço nas comunidades e
instituições judaicas aqui no Brasil. Mesmo assim, este movimento não pode ser
ignorado por quaisquer judeus, pois para estes ilustres, porém inocentes
cidadãos, a missão é esvaziar por completo o Judaísmo.

Desde o ano de 2000, segundo os dados oficiais do JFJ, já foram distribuídos


8.896.836 panfletos, convertidos 734 judeus, entre eles 628 originários da ex-
URSS, convertidos 2.931 não-judeus, entre eles 1.537 oriundos da ex-URSS.
Desta forma, a estatística de conversão de judeus é de 0.08% sobre o material
distribuído no total, onde 0.13% dos judeus são oriundos da ex-URSS e 0.002%
são oriundos dos EUA, onde obtiveram o êxito fracassado de converter
simplesmente 47 judeus. Logo, o projeto todo é um grande fracasso. Assim, se
este projeto fracassado for levado a diante, este movimento deve conseguir
converter pelo menos entre um e três judeus na cidade do Rio de Janeiro.

Durante a campanha frustrada destes ilustres agentes messiânicos foi possível


observá-los usando camisetas vermelhas em alguns pontos da cidade do Rio de
Janeiro. Esta fase da campanha foi o treinamento de rua, mas a ação mesmo de
abordagem iniciou-se no dia 25 de agosto de 2003 e se estendeu até o dia 13 de
setembro do mesmo ano. Ainda é fundamental que a comunidade judaica do
Brasil e do mundo esteja esclarecida e reaja contra esta campanha repleta de
mentiras que fere os preceitos constitucionais de liberdade religiosa. É muito
provável que missionários do movimento JFJ continuem tentando se infiltrar
em outras instituições e comunidades judaicas para efetuar sua propaganda
inescrupulosa. O próximo alvo, segundo eles, dependendo do resultado na
cidade do Rio de Janeiro será São Paulo.

Para levar a frente sua campanha de conversão, os agentes messiânicos nos EUA
se baseiam no primeiro artigo da Constituição, o da Liberdade de Expressão. Na
Inglaterra, eles não possuem esta liberdade e podem ser presos por perturbação
da ordem. No Brasil existe liberdade total de culto onde um culto não pode ser
importunado por outros, ou seja, nas ruas estes missionários estarão atuando
dentro da lei, mas nas nossas calçadas ou tentando entrar em nossas
entidades eles estarão fora da lei.

Para tornar, então, a evangelização mais eficaz, os missionários messiânicos do


movimento JFJ seguem um manual com as seguintes instruções:

Durante as ações, apresentar-se com camisetas intituladas ”Judeus


Messiânicos” ou “Judeus por Ieshua”. Evitar a qualquer custo associação
ao nome Jesus. Como se Yeshua e Jesus não fossem a mesma pessoa.

Enviar mala direta para judeus. Inclusive por e-mails.

Telefonar para residência de judeus.

Distribuir folhetos nas ruas.

Montar uma lista com nomes e endereços de judeus interessados na conversão.

Oferecer fitas de vídeo e CDs gratuitos com propaganda cristã.

Abordar judeus universitários nas faculdades e universidades.

Distribuir folhetos nas estações de metrô e locais de grande circulação de


pessoas.

Montar grupos musicais.

Fazer propagandas em outdoors.

Fazer anúncios nos principais jornais da cidade e em jornais de bairros onde


residem judeus.

Colocar anúncios em jornais de faculdades.

Comprar pequenos horários em emissoras de TV, aberta ou a cabo para fazer


suas propagandas.
Eles estão agindo. Defenda-se!

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