A CIDADE ANTIGA

INTRODUÇÃO Importância do apanhado histórico: herança cultural – o homem é hoje fruto da história do seu passado e suas transformações. LIVRO PRIMEIRO ANTIGAS CRENÇAS CAP I – CRENÇAS A REPEITO DA ALMA E DA MORTE A morte era a transformação da vida, não a decomposição do ser. A alma permanecia junto do homem, na terra, não ia para outro mundo celestial. Almas que não fossem sepultadas ficariam atormentando os vivos. Portanto, as pompas fúnebres não representavam a ostentação da dor, mas a felicidade dos mortos para preservar a felicidade dos vivos. A privação da sepultura era uma forma de punição. CAP II – O CULTO DOS MORTOS Os mortos eram criaturas sagradas, mesmo que em vida não tivessem sido virtuosos e as sepulturas eram templos de desuses a quem pediam auxílios e favores. A morte foi o primeiro mistério, colocando o homem no caminho de outros, elevou o pensamento do visível ao invisível, do passageiro ao eterno, do humano ao divino. – Gérmem da própria filosofia grega, de vida após a morte. Culto aos mortos = “parentare”. CAP III – O FOGO SAGRADO O fogo era aceso nas casas dia e noite, como algo divino protegia a casa e a família, que lhe prestava culto e fazia-lhe pedidos. Logo o fogo do lar era sagrado, uma espécie de ser moral, possuía espírito, consciência, ditava deveres e velava para que fossem cumpridos. Devia haver o sacrifício de manter e avivar o fogo sagrado, nutrir e desenvolver o corpo de deus. Era um deus. A natureza divina era baseada na natureza humana. O fogo sagrado era uma representação dos mortos em convívio e participação com a família. Os ancestrais eram os deuses da família. Posteriormente há uma personificação do fogo na deusa Vesta. CAP IV– A RELIGIÃO DOMÉSTICA Ritos próprios da família no culto ao seu deus (ancestral), normalmente na figura do pai. Adoravam os ancestrais porque eram os seus geradores. Os rituais deveriam ocorrer na presença do ente próximo, regra sem a qual haveria prejuízo da felicidade da família, estranhos não poderiam participar. Por isso, era importante para o morto que em vida tivesse tido filhos. LIVRO SEGUNDO A FAMÍLIA CAP I– A REFILIÃO FOI A NORMA CONSTITUTIVA DA FAMÍLA ANTIGA A religião ditava as regras que passariam de geração em geração. O legado da religião estava nas mãos do homem da família. O que formava a família era o cunho religioso, muito mais que o cunho afetivo. CAP II– O CASAMENTO Com o casamento a mulher abria mão do culto aos seus deuses e passava a compartilhar os deuses do marido, compromisso assumido na cerimônia.

herdava o culto. A viúva casaria com o parente mais próximo do marido. DESIGUALDADE ENTRE FILHO E FILHA. A filha solteira ficava sob tutela do irmão ou dos parentes agnados. estabelecendo a propriedade da família. Emancipação e adoção: filho excluído ao culto era excluído da herança. Testamento: o direito de testar (dispor dos bens para depois da morte passar a outros) estava em oposição com as crenças religiosas.CAP III/IV– DA CONTINUIDADE DA FAMÍLIA. ADOÇÃO E EMANCIPAÇÃO Cada pai esperava da sua posteridade os banquetes fúnebres que lhe assegurassem repouso e felicidade aos seus manes. filho adotado recebia a herança. O celibato era considerado impiedade grave porque era importante manter a família. CAP V– O PARENTESCO. passava para a família do marido. Cabia ao filho homem manter o culto. Na Grécia não era conhecido. Os bens e o culto eram inseparáveis. CAP VIII– A AUTORIDADE NA FAMÍLIA . Em Roma. O casamento era obrigado e seu objetivo principal era a união entre dois seres no mesmo culto doméstico para deles nascer um 3º apto a perpetuar o culto. razão pela qual a filha não herdava. Quem não tivesse filhos poderia adotar para que o filho adotado velasse pela continuidade da religião. Direito de representação: herdar no lugar do pai no caso da sua morte. O dever de perpetuar o culto doméstico foi a fonte do direito de adoção. levando a exigência de uma proteção do altar. CAP VII– DIREITO DE SUCESSÃO Relacionado. O nascimento de uma menina não satisfazia o casamento. Dívida: a propriedade não respondia a dívidas. Sucessão colateral: na ausência de filhos e netos a sucessão cabia ao irmão ou sobrinho. e o filho gerado seria considerado do defunto. O parentesco também era baseado na religião doméstica. ao casar-se. Esse limite dava a idéia de lugar particular na terra. por dever e por religião. CAP VI– DIREITO DE PROPRIEDADE A família estava fixada ao solo assim como ao altar. originado daí a idéia de domicílio (família vinculada ao saltar e este fortemente ligado ao solo). A propriedade era hereditária de varão em varão. o qual só cabia ao filho homem. quem compartilhasse o mesmo culto era da mesma família. CELIBATO. como tudo. a mulher. Indivisão do patrimônio: o patrimônio nasceu para o dever do culto e para perpetuação da família. Na ausência de filho herdeiro: adoção ou casamento da filho com parente próximo que seria o herdeiro. à religião. Passaram a demarcar as linhas de distância na terra. Para a privacidade do culto. os demais filhos nasceram do amor. O adotado perdia o parentesco com a família onde nasceu. Com o enfraquecimento da religião o parentesco pelo nascimento passa a ser reconhecido em direito. o que contava em ascendência paterna. Assim o lar (local de adoração dos deuses) e a família ocupariam sempre o mesmo lugar para preservar “ad eternum” o culto. indicando que aquele solo seria para sempre propriedade daquela família. o lar deveria ser isolado. de domicílio isolado. logo o herdeiro era o primogênito (do culto e da propriedade). duas pessoas de famílias diferentes mas com ancestral comum eram parentes (agnadas) – tronco comum. A adoção só era permitida a quem não tivesse filhos. evitando a vista aos estranhos. O filho adotado por uma família se emancipava da originária. de propriedade. cercado ao redor. ESTERILIDADE. Como não se podia pertencer a duas famílias. a do homem permitia a cópula de sua mulher com seu parente mais próximo para dar ao casal um filho. e a emancipação tinha como principal efeito a renúncia ao culto da família na qual nasceu. caso não tivessem filhos. A esterilidade da mulher dava direito ao divórcio. não poderia deixar bens para membros que não fossem da sua família. portanto quem herdava a propriedade. O QUE OS ROMANOS ENTENDIAM POR “AGNAÇÃO” Agnação: linha de parentesco civil.

. Das relações da família surgiu o Direito Sucessório. Juno. escravos. Originada dentro da família que estava isolada. Composição da família: pai. usufrutuário da propriedade da família. A importância da gens é a unidade na família na religião. Os deuses eram claros. pelos costumes. maior autoridade.. a maior autoridade. a própria cidade nada podia alterar em seu culto. Servos – após sua liberação continuavam considerando a autoridade do chefe e tendo obrigações para com ele. Apolo. A Tribo como a Fatria tinha assembléia e promulgava decretos. As preocupações do agir moral era restrita. Atena.. Dissociação: família / religião. progenitor. CAP IX– A ANTIGA MORAL DA FAMÍLIA Ensinava as virtudes domésticas. mas não única. Impecabilidade do lar – imoralidade dentro da casa era sacrilégio. Gens – nome. que fundava-se num só dia.. Essa comunhão também tinha um cunho político (assembléia de deliberações) – RELIGIÂO + POLÌTICA A Fatria / Cúria tinha um altar próprio e seu deus protetor Agrupamento de Fatria ou Cúrias e Tribo. era a religião doméstica. Das instituições domésticas surgiu o Direito Privado. mãe. Direito costumeiro.). que tinha um deus. CAP III/IV– FORMA-SE A CIDADE / A CIDADE A cidade era uma associação religiosa e política das famílias. mas deuses como Zeus. Pai = autoridade à obedecer. das fratrias e das tribos. a família era um pequeno corpo organizado. LIVRO TERCEIRO A CIDADE CAP I– A FATRIA E A CÚRIA. repudiar a mulher. pequena sociedade com seu chefe e o seu governo. fogo. costumes. terra. Cada chefe de família – Rei com seu reino. Concepção relçigiosos e sociedade desenvolveram-se no mesmo tempo Fatria / Cúria = integração. ao próprio pai.. não as recebeu da cidade. CAP II– NOVAS CRENÇAS RELIGIOSAS Além do culto aos antepassados (mortos). poder de pontífice. superior à religião doméstica. os filhos lhe pertenciam. A família continua sendo importante. Ex. CAP X– A “GENS” EM ROMA E NA GRÉCIA Gens = família.: Hera.. Graças à religião doméstica. entrando na cidade. culto à natureza física (água. Moral associada a religião que está dentro da casa..A família tinha suas próprias leis. mas reduzidos ao âmbito interno. Toda a sociedade que existia na época era familiar.. que era um homem divinzado ser um herói. Gens – Demo (povo) – democracia Gens – família de um tronco comum. Depois veio o Direito Público quando a atenção passou à cidade. a família era independente e se bastava. Odisséia). O pai tinha o papel principal na família. precisos e imperiosos. com divindades comuns. O santuário dessa sociedade era a urbe e lá surgia . Cada gens tinha suas peculiaridades. emancipar um filho. O outro = estranho = inimigo. pois só envolvia os familiares. não positivado. Direitos comunham o poder do “paterfamílias”: chefe supremo da religião doméstica.. A história estudava a alma (conhecimento humano). Febo entravam (época da Ilíada. designar tutor para mulher ou filhos. A TRIBO Sem data definida Saída da família. a família doméstica. soberano... A família era um Estado organizado. Gens romana – ligada ao culto. nas necessidades da vida. agrupamento das famílias para celebração de um culto que lhe fosse comum Dessa comunhão surgiu um deus comum. responsável pela perpetuidade da família reconhecer ou rejeitar o filho. filhos. casar a filha. Pré-existia à legislação escrita um direito de profundo caráter religioso.

CAP VII – A RELIGIÃO DA CIDADE Assim como no culto doméstico. era o autor do culto e o pai da cidade. escravos. Acreditavam que Enéias era o fundador da cidade dos albanos e dos romanos. cada uma tinha seu livro de orações e práticas. ligados por algo mais forte que interesse. os quais sentavam à mesa sagrada. móveis e imóveis também ficavam purificados. Os mortos eram guardas do país. gênios. incluindo praticar o mal. convenção ou hábito: a comunhão sagrada perante os deuses da cidade. heróis. no culto da cidade a principal cerimônia era o banquete em honra das divindades comuns. filhos. CAP VIII– O RITUAL E OS ANAIS A religião não significava o que significa para nós: dogmas. Deveriam estar presentes todos os cidadãos do recenseamento e nenhum estrangeiro.uma nova religião. sem ocupações terrenas. Tais companheiros não poderiam ser abandonados na guerra. Desta forma. Estavam. Para os antigos. A família tinha a religião doméstica e a cidade tinha a religião da cidade. atos de culto exterior. demônios. fé acerca dos mistérios que nos rodeiam. sem conflito e sem distinção. Outra espécie de deuses eram Júpiter (Zeus).Também eram chamados deuses: lares. o fundador tornava-se um antepassado comum para todas as gerações que se sucedessem. uma doutrina sobre Deus. todas as almas humanas divinzadas pela morte (geralmente ancestrais). Destinavam determinados dias exclusivos para o sentimento religiosos. Cada cidade tinha seu corpo de sacerdotes que não comungava os ritos. EXÈRCITO – na guerra a religião era ainda mais poderosa do que na paz. A LENDA DE ENÉIAS O fundador era o homem que realizava o ato religioso sem o qual a cidade não poderia estabelecer-se. jamais se representava Deus como um ser único. alguém respeitável. penates. Juno (mulher de Zeus) e Minerva (deusa de Athenas e Tróia). assim. ASSEMBLÉIA – o povo só se reunia em assembléia nos dias permitidos. quem presidia os banquetes eram apenas os sacerdotes especiais (epulões). Os homens que não se inscrevessem no censo eram punidos com a perda da cidadania. SENADO – seu local de reunião em Roma sempre foi um templo. Para os antigos. Ao morrer. antes de partir a uma expedição o general recitava orações e oferecia sacrifícios. e cada cidade tinha suas festas para suas divindades. assumindo caráter sacerdotal (parasitas). fora esses não havia julgamentos nem reuniões. a eles rendia-se o culto. cerimônias. religião significava ritos. . assim a religião era inteiramente local. A cidade era o domicílio religioso que acolhia os deuses e os homens. CAP V– O CULTO DO FUNDADOR. Posteriormente. TRIBUNA – só se subia à tribuna com uma coroa e começava-se o discurso com uma invocação aos deuses. mas suas mulheres. O vínculo estreito que unia os membros de uma cidade era a religião. O exército ostentava a insígnia da cidade e a religião da cidade seguia-o. ESTADO e RELIGIÃO estavam totalmente confundidos. geralmente deuses de mesma natureza dos deuses da religião primitiva das famílias. CAP VI– OS DEUSES DA CIDADE O culto era o vínculo unificador das sociedades. na presença dos cidadãos. Só os “cidadãos” assistiam à festa da purificação. a sociedade humana era uma religião. Cada cidade tinha deuses próprios.

orais ou escritas. Magistrado. estabeleceu-se sem resistência por parte dos súditos. fruto da necessidade da coletividade. chegando a ser lei fundamental da sociedade humana. sem revoluções. Na origem dos povos antigos não havia as lutas presentes no nascimento das cidades modernas. sendo governado por ela. O magistrado era o representante da cidade e o cônsul o intermediário entre o homem e a divindade. Cumulavam as funções de magistrado. Eram características da lei antiga: Parte da religião Justiça x Religião Pontífices/Jurisconsultos Conhecimento do direito = conhecimento da religião Códigos Leis reguladoras de direitos correspondiam às crenças Autêntico legislador Venerável . Todavia. CAP X– O MAGISTRADO A função do magistrado era semelhante à dos chefes de Estado das sociedades modernas. tiranos apenas foram chefes políticos. não pelo sufrágio. Os ritos tinham fórmulas sagradas e atos exteriores minuciosos e imutáveis. daí a razão de cada cidade ter um livro para guardar sua memória. Sacerdote. naturalmente. juiz e senhor. Assim como o pai era o sacerdote do lar doméstico. Tais fórmulas e detalhamentos transmitidos pelos antepassados jamais deveriam ser esquecidos. deveria estar apto para o desempenho das funções sacerdotais. O desejo de exaltar os deuses era mais forte que a própria verdade. na cidade o sumo sacerdote (rei) era também chefe político. as leis faziam parte da religião e constituíam-se de veneráveis.O caráter e a virtude da religião não eram educar o homem na concepção do absoluto e de um caminho que levasse a Deus. compondo um conjunto de sinais exteriores de caráter misteriosos e puramente civil. mas a religião. com textos inalteráveis. mas do culto do lar originou-se a autoridade. Os reis não tinham necessidade de força material (exército. A religião era o vínculo material que mantinha o homem escravizado. cada tribo tinha como chefe religioso o REI (sacerdote do lar público). juiz e chefe militar eram funções cumulativas. logo os anais não necessariamente fossem a exata descrição dos fatos reais. o curião. imutáveis e indiscutíveis breves sentenças. Autoridade política do rei: Assim como na família o pai era. prítane e arconte eram a mesma função. finanças). O que distinguia um rei e um tirano não eram as qualidades morais. com autoridade pela força ou pela eleição. a realeza. Inteligência e caráter não pareciam ser importantes. pois a revolução que implantou o regime republicano não dividiu funções. O REI. Autoridade religiosa do rei: As instituições políticas germinavam nas crenças e na religião. CAP IX– O GOVERNO DA CIDADE. ao mesmo tempo. para que a religião da cidade não ficasse comprometida. sendo oriundo de família pura. não da ambição de alguns. Em épocas posteriores. Os homens não amavam os deuses e vice-versa. cuja união parecia muito natural. do lar da cúria. não foi à força que se constituíram chefes e reis nas cidades. A principal função do rei era realizar as cerimônias religiosas. meio religiosa e meio política. chefe do culto doméstico. Os anais eram a espécie de história local escrita pelos sacerdotes e se associavam à tradição oral que era o seu reflexo. magistrado. As regras constitutivas da monarquia (sacerdócio hereditário) derivavam do culto. CAP XI– A LEI Como tudo na Antiguidade. A magistratura era hereditária. sacerdote e chefe político.

não podia ter propriedade. havia a possibilidade mais era muito difícil e poderia qualquer cidadão se opor. se aceitava a presença do estrangeiro.Coisa sagrada Imutável Coisa divina Leis novas sim. estima-lo. entrar no templo. deuses da cidade. impõe-se Deuses a fizeram Por que os homens obedeciam? Orais ou escritas Transmissão social oral Consignadas em livros sagrados Independente – aos cuidados do sacerdotes Breves sentenças Poucas palavras ritmadas Textos inalteráveis Força da lei nas palavras sagradas Recitação exata para agradar Parte de um conjunto de sinais Ritos de uma cerimônia religiosa Ex. . nenhuma lei. mas não havia xenofobia. O EXÍLIO. A religião estabelecia uma separação profunda e indelével (inapagável). pelo comércio ou política. pois o primeiro pertencia a uma família que cultuava a religião. orações. tocar nas coisas sagradas. renunciar aos cultos.: venda – cobre e balança Caráter misteriosos Como a religião Não reveladas ao estrangeiro e ao plebeu Puramente civil Especial à cada cidade Necessário ser cidadão Vínculo de direito – vínculo religioso CAP XII– O CIDADÃO E O ESTRANGEIRO O Cidadão era o que possuía a religião. filhos eram considerados bastardos. não podia assistir ao culto. decorria na renuncia da condição de cidadão. invocar os deuses. somente ele poderia fazer parte do culto. muito pelo contrário. seria punido com a morte. Ao assumir o compromisso de seguir a religião. ao descumprir. proibia a transmissão de cidadania ao estrangeiro. ao profanar o templo. ao descer a condição de escravo. até mesmo o escravo tinha mais direito que os estrangeiro. poderia velar pelo estrangeiro. . e dessa participação incidia os seus direitos civis e políticos. não poderia exercer o comércio. CAP XIII– O PATRIOTISMO. não tinha direito nenhum. revogadas nunca Indiscutível Não se discute. era partilhar as coisas sagradas O Estrangeiro.

Todas suas ações são ritos. a religião. pois o culto era coletivo. tinha que destruir tudo. cumpriam seriamente. deveria amar a pátria como a religião. A GUERRA. nem mesmo poderia ser sepultado junto de seus antepassados. sepultamento dos ancestrais. ninguém poderia recebe-lo sem ser considerado impuro. políticos. mas nunca o homem ganhou verdadeira liberdade. e sua independência política e religiosa. significava: o culto. eram destruir o deus. A ALIANÇA DOS DEUSES. aristocracia. perante os deuses. na cidade a cidadania. aprisiona-lo. a grande pátria era a cidade. o direito. destruir uma cidade. não se desguia cidade e deus. festas e cultos. Duas cidades em guerra. relativa ao culto.. estava intrínseco. vence-la não. disso deriva o império absoluto que exercia sobre seus membros e também a inexistência da liberdade individual. Não havia pena maior que o exílio. disso decorria além de tudo os direitos. Cada cidade com suas leis. os direitos políticos e religiosos. Esta era uma religião de política. OS ANTIGOS NÃO CONHECERAM A LIBERDADE INDIVIDUAL A sociedade era fundada sobre a religião e constituída como igreja. seu dia pertence a religião. A vizinhança e as necessidades fazia com que realizassem as festas religiosas os demais rituais agora praticado em comum. era impossível. vida social. demarcada pela religião. pois baseava cada uma em sua crença. participar dos cultos. era dois deuses em guerra. a união em um estado também tornaria impraticável a religião. O governo ganhou vários nomes (monarquia. contra os deuses estrangeiros poderia tudo.Pátria. Contra o estrangeiro poderia tudo. mais que as condições físicas o que impedia a união de cidades em um estado e a religião de cada uma. CAP XV– RELAÇÕES ENTRE AS CIDADES. onde encontra seus deuses e seu culto. A paz era o juramento entre os cidadãos com os cidadãos de outras cidades. já que a vida dos membros era regrada pelo Estado. civis e religiosos. não havia lei que moderasse a fúria contra uma cidade. quem descumprisse tal respeito deveria ser degola. morrer pela pátria era virtude. . etc. o governo. CAP XVI– AS CONFEDERAÇÕES. peso e medidas. religião. CAP XVII– O ROMANO. AS COLÔNIAS *Anfictionia = associação de diferentes cidades Não existia anfictionias sem cultos porque “o espírito” que presidiria a fundação das urbes criara igualmente os sacrifícios. moeda. Mesmo próxima cada cidade era totalmente separada da outra. os deuses rejeitavam qualquer aproximação de qualquer pessoa que não fosse cidadão de sua cidade. submeter uma cidade. ou deixa-la com autonomia. religião. Os atenienses possuíam ritos que assim como os gregos. perdia seus bens. com o passar do tempo e as alianças poderia se cultuar um outro deus em que foi realizada a aliança. mulher e filhos. “terra sagrada dos pais“. perdia o sentido da vida. sair da cidade era perder direitos. CAP XVIII– DA ONIPOTÊNCIA DO ESTADO. A PAZ. democracia).. injuriá-lo. As confederações exerceram pouca ação política. CAP XIV– O ESPÍRITO MUNICIPAL. O ATENIENSE A casa para o romano é seu templo. estrangeiro.

a realeza política foi suprimida e religiosa. sendo sagrada. Criou-se. TRANSFORMAÇÕES NA CONSTITUIÇÃO DA FAMÍLIA. e a realeza. A primeira revolução é marcada. tudo que havia de soberano no Estado estava nas mãos deste (chefe religioso e político). A “GENS” SE DESMEMBRA A revolução foi. CAP III– PRIMEIRA REVOLUÇÃO Existindo um rei. uma aristocracia muito forte (formada por chefes de família e tribos juntamente ao rei). então. o rei não tinha poder absoluto sobre toda a população (o interior das famílias a clientela não estavam sob seu domínio). Em Esparta divdiu-se o poder político entre senadores que dirigiam o governo e julgava processos criminais. os quais tinham que obedecer à única autoridade: o primogênito. agora. Os servos eram hereditários sobre os quais o pater tinha a autoridade de senhor. primogênitos e faziam parte do culto religioso. por terem os reis perdido seu poder político e sendo caracterizados. sendo o rei chefe se um estado federalista.assim. também o sacerdócio. CAP IV– A ARISTOCRACIA GOVERNA AS CIDADES Sendo a revolução obra da aristocracia esta ao suprir a realeza tornou-se “senhora absoluta do governo”. Em Roma a revolução sucedeu similar a grega. nem de propriedade. um movimento para conservar a antiga organização da família. A existência da plebe se devia à conseqüência necessária da natureza exclusiva da organização antiga. no máximo chegaria a um cliente ou escravo. e os éforos (magistrados) que administravam a justiça em matéria civil e executavam as decisões governamentais. conciliaram-se por um período o regime das gens (aristocrático) e o das cidades ( com o poder concentrado nas mãos das famílias mais numerosas). A aristocracia fundamentava-se na religião e no nascimento. um desentendimento referente a obediências entre o rei e a aristocracia. A classe mais inferior era o cliente. Os eupatridas passam a possuir o poder político e anos depois os reis deixam de ter.LIVRO QUARTO AS REVOLUÇÕES CAP I– PATRÍCIOS E CLIENTES Ao se enfraquecerem as crenças sobre as quais o regime social estava alicerçado e os interesses do homens entrarem em conflito com o sistema o regime desapareceu devido a grande pressão. Em Atenas. So eram sacerdotes. assim fazerem parte da sociedade. Ocorreu. pois os direitos eram estabelecidos por um lar. Existindo. que estava abaixo do chefe supremo da família e dos ramos mais novos. sendo estes senadores. uma hierarquia de chefes. Havia desigualdade entre o filho primogênito e os demais. assim. que zelavam pelo culto. CAP II– OS PLEBEUS Os plebeus estavam abaixo dos clientes em termos de classe social. certo atrito entre as famílias ( em primeiro pelo sentimento de inferioridade das famílias . porém. nunca seria um pater. então. Eles não tinham família nem religião. porém. não faziam parte do povo romano. magistrado e sacerdote. ficando a responsabilidade pelo culto nas mãos dos magistrados chamados de rei e arconte. assim. Existia. CAP V– SEGUNDA REVOLUÃO. DESAPARECE O DIREITO DE PROGENITURA. As classes sociais eram estabelecidas pela religião. como chefes religiosos. ao passo que suspendeu quase q completamente a nacionalidade e voltou ao regime das gens. políticos. e já existindo uma republica a disputa criou-se entre os eupatrias. sacerdotes. permaneceu. havendo um rei e um senado. Este governo patriarcal. magistrados e cidadãos respectivamente aqueles que eram descendentes de famílias sagradas. Os que não possuiam religião tornavam-se clientes de famílias sagradas para. Em um primeiro momento. retroagiu. Não tinham direitos de justiça.

CAP X– TENTA-SE CONSTITUIR UMA ARISTOCRACIA DA RIQUEZA. Os direitos políticos eram inerentes ao nascimento. a lei não era mais fruto da vontade divina. de dinstinção social era a riqueza. em Atenas. O INTERESSE PÚBLICO E O SUFRÁGIO Durante muito tempo a religião foi a única orientação de governo. As famílias continuaram venerando seus antepassados. dividiu as classes com direitos desiguais era necessário ser rico para galgar altos cargos. Éra possível fazer testamento. foram formando idéias e gradualmente se libertando. Estinguiu-se ao passar do tempo a primogenitura. plebe. Aos poucos. o único elem. O poder da classe inferior foi aumentando e sua riqueza também. CAP IX– NOVO PRINCÍPIO DE GOVERNO. peltastas ou como remadores da frota. por meio do legislador. Logo ocorreu o acúmulo imobiliário e surgiu a moeda. tendo chefes religiosos. CAP VIII– MODIFICAÇÕES NO DIREITO PRIVADO. a plebe que não tinha riqueza fixada para serem cavaleiros dividiam-se em 5 classes. habil. Em roma. escolhidos entre os plebeus mais ricos. era voltada ao trabalho. Assim a família antiga sacerdotal enfraqueceu-se. CAP VII– TERCEIRA REVOLUÇÃO. a aristocracia rival cria 12 centùrias de cavaleiros. QUARTA REVOLUÇÃO O poder e a autoridade moral escapam dos eupadridas e dos patrícios. para fixação das classes. buscava a classe militar para defende e também governa. chamados tiranos. Desse modo os plebeus derrubaram as barreiras da cidade e entraram. onde logo assumiram o poder. acrescendo a isso a rivalidade entre os chefes que tendo poder supremo no lar. visava a industria e o comercio como também ao processo intelectual do ser humano elevando assim os limites intelectuais de sua sociadade. A arist. Os integrantes das famílias poderiam separar-se e formar novos lares.menores. O CÓDIGO DAS DOZE TÁBUAS. assim. não admitindo que a igualdade pudesse ser absoluta. Sólon. Os pobres ficavam isento do serviço militar quando muito se empregavam como velites. mas a parte disso eram independentes. então. ESTABELECIMENTO DA DEMOCRACIA. A riqueza mudou de classe e estas também tiveram seus papéis alterados. dava mais valor ao homem mais ativo. assim como o fruto de seu trabalho também não os pertencia. a infantaria tornou-se mais importante que a cavalaria. Passou a ser conhecido por todos. o proletáriado foi totalmente excluido de qualquer classe. a regra de indivisão da família antiga. ao reunirem-se na cidade diminuía). Surgiu a democracia. O CÓDIGO DE SÓLON Com a mudança da sociedade o direito também mudou. mas sim da maioria do povo. essa forma de governo não se baseou somente na riqueza. CAP VI– LIBERTAM-SE OS CLIENTES Os clientes eram pessoas que pertenciam ao culto. à medida que pagavam tributos ao senhor. A mulher começava a possuir direitos de herança e. A PLEBE PASSA A FAZER PARTE DA CIDADE A família. agora passou a ser o interesse público por meio do voto. a fortuna. Foi abandonando-se. todos os integrantes da família tornaram-se cidadãos e todos os irmão passaram a ter direito a magistratura. O comércio. pois apenas ela conferia poder. o filho com uma certa idade pode subtrair-se do poder paterno. foram enfraquecendo. passando a pertencer à. a indústria. o poder da primogenitude. A riqueza tornou-se o único objeto de desejo humano. sem direitos políticos e sem direito a voto. A plebe começou a eleger chefes seus. venerando seus deuses. ou seja. Também houve mudanças no meio militar. mas não eram chefes e por isso deviam obediência ao senhor. a religião hereditaria foi posta de lado. conversando com clientes de outras gens. tornaram-se indispensáveis. .

a seu tempo. Essas funções eram anuais. direitos políticos como também na magistratura. cabia especialmente aos tesmótetas. a democracia continuava o culto instituído pelos eupátridas. Atenas sabia muito bem que a democracia só podia sustentar-se pelo respeito das leis. nos diversos cargos. era heliasta. os homens guerrearam-se por interesses. CAP XI– NORMAS DO GOVERNO DEMOCRÁTICO. A democracia não podia existir senão sobre a condição de trabalho incessante de todos os seus cidadãos. Era o que faltava para queda da aristocracia. devessem ter pouco prestígio e autoridade. e os povos se afastavam do antigo regime. Com isso. Vinham. e passava todo esse ano nos tribunais. EXEMPLO DA DEMOCRACIA ATENIENSE À medida que as revoluções seguiam o seu curso. ele se tornava magistrado do seu demo ou da sua tribo. sem se topar com o magistrado. quando cada homem pertencia a uma gens e tinha um chefe. era a verdadeira soberana. que mais tarde podia ser perseguido judicialmente e punido. nomeados por um ano. exercer alguma magistratura. seu secretariado. ela acabaria pouco a pouco por perecer ou por se corromper. na ática.sacredotes eram escolhidos por sorteio. Em atenas permanecia fiel às tradições do tempo antigo. a lei nova trazia sempre o nome do seu autor. cada dois anos. Poderá parecer que esses magistrados. tinha seu arconte. o governo dos homens tornava-se mais difícil. por isso. quase não se podia dar um passo na cidade ou no campo.Com as guerras as cidades se viram obrigadas a dar armas para classe inferior. Antes. o representavam. não lhes ocorria desprezarem o magistrado por ter sido eleito. os magistrados. a miséria era quase desconhecida. Estavam acostumados a respeitar o estado e todos quantos. O homem era . seu recebedor. o sulfrágio era considerado uma das fontes sagradas da autoridade. OS TIRANOS POPULARES Quando uma série de revoluções estabeleceu a igualdade entre os homens. acrescenta-se que a maior parte dessas magistraturas se repetiam em cada uma das tribos e em cada um dos demos. os magistrados que não exerciam se não funções de ordem pública eram eleitos pelo povo. a seguir. ninguém ousava romper com as antigas fórmulas da religião nacional. Abaixo dos magistrados que só tinham o encargo de fazer executar as leis. realizava-se em recinto consagrado pela religião. assim como também se exigia que todos os magistrados tivessem seu patrimônio em bem de raíz. eleitos pelos sulfrágios de seus iguais. o menor núcleo populacional. ocupado em ouvir os advogados e em aplicar as leis. o cuidado de investigar quais as notificações que pudessem ser úteis à legislação. isto é. tantas revoluções não haviam conseguido ainda apagar do homem esse supersticioso respeito por tais tradições. já não havendo a ocasião para se combaterem por princípios e direitos. O dever do cidadão limitava-se ao voto. À medida que se afastavam do antigo regime. faziam-se necessárias normas mais minuciosas. Não se exigiam provas de capacidade ou de talento mas prosseguiam-se ao inquérito sobre a probidade do condidato e de sua família. formava-se uma classe pobre. em média. Atenas possuia magistrados especiais. seu sacerdote. CAP XII– RICOS E POBRES. Assembléia era convocada pelos prítanes ou pelos estrategos. por pouco que o zelo se afrouxasse. pois a classe rica fazia a frente de batalha com isso. foi o primeiro passo para democracia. seu chefe militar. a classe pobre teve o direito de voto. responsáveis e mesmo revogáveis. DESAPARECE A DEMOCRACIA. juiz. resultando daí que não havia ninguém que não esperasse. mecanismos mais numerosos e mais delicados. Superior ao próprio senado estava a assembléia do povo. havia o senado. a que chamava guardas das leis. os magistrados especialmente criados pela democracia que não eram sacerdotes e levavam pelos interesses materiais da cidade. quando chegava a sua vez. Apesar de tanta cautela podia ainda acontecer que alguma proposta injusta ou funesta fosse adotada.

não tinham. Pelo contrário. apenas eles formavam o que em esparta se chamava de povo. enriqueceu. mais laboriosa e sujeita a maior numero de acidentes. As declamações de alguns antigos e de muitos modernos sobre a sabedoria das instituições de esparta. qual a causa que os fez sair de seu país? Teria sido a invasão de um povo estrangeiro. outro continuou pobre. Favorecida por esse governo. A desigualdade de riquezas é inevitável em toda a sociedade que não queria conservar-se no estado patriarcal. dali por diante. com que. atender à todas as suas necessidades. e que a democracia. colocou-se à frente dos aristocratas. a desigualdade ia aumentando cada vez mais. a tirania se transformasse em aristocracia. sem dívidas e à destribuição das terras. tornou-se necessário uma revolução. sobre a felicidade inalterável que ali se gozava. instituiu um senado oligárquico e fez. recursos para aumentar a riqueza pública. o corpo político. empregando a expressão de aristóteles. aquele a quem prestava obediência devia. forçou o rei a prestar um juramento que reduzia o seu poder. A vida tornou-se-lhe mais independente mas. estando como que esgotadas por uma série de revoluções. entre os espartanos. A realeza tinha natural tendência para tomar o partido da classe inferior. Quando a oligarquia levou as coisas aos últimos limites do possível. Mas muitas cidades careciam absolutamente de indústria e comércio. mas este espalhara-se de maneira mto desigual apenas enriquecera mais ainda os já ricos. Licurgo. pouco conhecida. ou na condição de tribo. ROMA DESTRÓI POR TODA A PARTE O REGIME MUNICIPAL As instituições da cidade antiga tinham-se enfraquecido. fazendo desaparecer o que delas ainda subsistia. pois. mas sabemos o suficiente para poder dizer que. por isso mesmo. a guerra do peloponeso e as expedições à ásia tinham feito fluir o dinheiro para esparta. Um. Observe-se a situação em que iam caindo os povos. à medida que foram se submetendo a roma. esparta abalada por disenssões mais que nenhuma outra cidade grega. por eleição. contida e reprimida por tanto tempo. Em sua maioria as lutas que agitaram esparta permaneceram incobertas e relegadas ao esquecimento. sobre a igualdade e a vida em comum. de se cuidar do seu bem-estar. Dessa classe saiam. a igualdade nos direitos políticos tornou mais evidente ainda a desigualdade de condições. Todas as tradições da época de licurgo nos mostram terem existido. Supõe-se também que. pelo contrário. a fim de. De todas as cidades que houve na terra. Cada qual teve. os vinte e sete senadores. isto é. enfim. por sua atividade ou boa sorte. Todos os que de entre os reis aspiravam à sair do estado de inferioridade em que a aristocracia os mantinha procuraram apoio entre pessoas de condição inferior. não sendo rei. nem por isso deixou de passar pela mesma série de revoluções. Os dórios já se haviam organizado como um povo quando invadiram peloponesa. Os reis tentaram o que nenhuma outra classe podia realizar. na verdade. tornou-a mais acentuada. A democracia não suprimiu a miséria. mas isso aconteceu porque o governo de esparta tinha como regra impor costume cercar-se do mais profundo mistério. Apenas os iguais tinham a plenitude dos direitos civis. se a história de esparta diferesensivelmente dá das outras cidades. ou alguma revolução interna? Não o sabemos. Entrar para o senado chamava-se. tinha sua propriedade e suas tarefas.alimentado pelo seu chefe. rompesse finalmente os seus diquis. a dominação romana teve como primeiro resultado sua total destruição. O que salvara esparta era a excessiva distinção sábiamente estabelecida entre as classes inferiores. duas classes e que ambas andavam em luta. . depois de tão longa compressão. não devem iludir-nos. a democracia não deveria limitar-se à reformas políticas mas ir imediatamente ao encontro das reformas sociais. CAP XIII– REVOLUÇÕES EM ESPARTA Não devemos acreditar que esparta tenha vivido dez séculos sem sofrer revoluções. obter o prêmio da virtude. na língua oficial de esparta. A história dessas lutas internas é. esparta será talvez aquela onde a aristocracia reinou mais duramente e onde menos se conheceu a igualdade. em troca.

O regime municipalista decaiu na Grécia e na Itália devido a duas causas principais: a primeira é a evolução das crenças. seria necessário regular a sorte dos latinos com alguma clemência. portanto na cidade primitiva todas as instituições políticas tinham sido instituições religiosas.Roma conseguiu através da religião obter a presidência . para dizer a verdade. os homens foram se libertando das regras rigorosas da sociedade. tudo era municipal. ager romanus. Sócrates acreditava que as regras de conduta já estavam fixadas na consciência humana. predominava o latim e as raízes sabelianas. Não se sabe o certo a origem da palavra Roma. se não queriam que roma ficasse rodeada por imenso deserto. Veio a guerra. em todas as suas fases sucessivas. De acordo com isso. esse grande acontecimento. com a cidade soberana à sua frente. que o mundo deveria ser um vasto conjunto de cidades distintas entre si. CAP II– A CONQUISTA ROMANA A raça romana era heterogenia. OS POVOS SUBMETIDOS COMEÇAM A SUCESSIVAMENTE FAZER PARTE DA CIDADE DE ROMA Essa lenta admissão dos povos do estado romano é o último ato da longa história da transformação dos antigos. o segundo era sabino. A população romana era uma mistura de diversas raças. os latinos vencidos fizeram a deditio. entregaram aos romanos suas cidades.A cidade teve como seu primeiro rei latino. o direito. nem se deixar governar substituindo o conhecimento dos antigos costumes pela arte de raciocinar e falar. porém foi julgado por corromper os jovens e em crer no individualismo e por não acreditar nos deuses que o estado adorava. um consul disse no senado que. tornou-se necessário vê-lo inicia-se no século quatro antes de cristo. O estado era ligado à religião.Aos poucos as crenças foram se transformado. o lar das cidades também sofreu descrédito. O território romano. além dos deveres para com o estado. a cidade. compunha-se de latinos e albanos.O estado romano civitas romana. suas leis e suas terras. Foi visto anteriormente como se constituiu o regime municipal entre os antigos. No princípio uma religião muito antiga fundava a família depois as cidades em seguida as leis civis e o governo municipal. contava apenas com as famílias que figuravam na cerimônia religiosa do censo.A língua romana era composta de diversos dialetos. o seu culto era a união de muitos cultos e o lar a associação de diferentes lares. Sua posição era crítica. para observar. o mesmo sofrido pelo lar doméstico. As crenças com o tempo foi sofrendo alterações. O homem nunca mais quis crer sem compreender. parecia que as instituições municipais deveriam substituir entre os vencidos. seus cultos. As instituições municipais desapareciam. outras virtudes além das virtudes cívicas. LIVRO QUINTO DESAPARECE O REGIME MUNICIPAL CAP I– NOVAS CRENÇAS. e a segunda a conquista romana. Platão defendia a idéia de que o governo municipal teria que ser regido pelos antigos princípios e Aristóteles acreditava que a medida que o tempo passasse deveria haver modificações. O estado era restrito aos limites das cidades assim como a religião. tanto de entre os povos denominados aliados. não se estendia mais que o estado. Esta revolução de crenças iniciadas pelos sofistas. não se dilatava pela conquista. continuava encerrado nos limites imutáveis que os reis lhe haviam traçado e que a cerimônia das ambarvales santificava todos os anos. Para Zenão existiam outros deveres. o quinto filho de grego e o sexto nasceu etrusco. como de entre os submetidos com a única diferença de que os primeiros conservavam ainda as formalidades exteriores. isto é. tal como a antiguidade aconsebera. o governo. A FILOSOFIA ALTERA AS NORMAS DA POLÍTICA. antes acreditava em lares domésticos sendo substituídos por um só deus. já não se via em parte alguma. a não ser dentro dos muros de roma. e continuada por Sócrates não foi aniquilada com a morte do ancião. pois.

Após oito ou dez gerações surgiu um decreto imperial que o concedeu a liberdade a todos os homens CAP III– O CRISTIANISMO ALTERA AS CONDIÇÕES DE GOVERNO O governo e o direito sofreram profundas mudanças.nas festas e em orações. As pessoas que foram conquistadas por Roma entregavam suas muralhas suas terras seus templos e seus deuses. Jamais foi criada uma constituição a estes povos e que eram tratados como estrangeiros.Tinha suas religiões municipais. Com o cristianismo se completa a transformação social.Quando contrariados no sistema de governo deslocavam a outras cidades. O cristianismo acabou com os cultos locais e eliminando os pritaneus nas cidades antigas. assim como as crenças. o direito e a segurança proporcionada pelos seus membros. No cristianismo o deus apresenta-se como um ser único. só os ricos serviam na cavalaria e os postos do exército estavam reservados aos mancebos das grandes famílias e o predomínio burguês manteve em Roma mais tempo que em qualquer outra cidade. passando ter apenas a autoridade outorgada na criação dos filhos. o sentimento religioso se reavivou traçando metas mais elevadas e menos materiais. Deixou de ser matéria e tornou-se espírito. como também a oração deixou de ser uma fórmula.A mulher tornou-se moralmente com a mesma igualdade dos homens. . como também o livre acesso aos cultos. onipotente. e para estas pessoas Roma não retribuía com as suas instituições e nem mesmo criava novas instituições para os vencidos. Na família o pai perdeu a autoridade absoluta.O novo patriotismo não teve os mesmos erros que o anterior.Na política Roma adotava para si todos os cultos das cidades vizinhas.Romanas. sendo a única cidade a usar dessa religião para seu favorecimento. universal e único à religião. Os costumes eram também aristocráticos. prendiam-se somente as instituições e as leis. mas somente suas leis e instituições. A propriedade deixou de derivar da religião e passou a ser fruto do trabalho. às vezes lutando contra sua cidade natal por contrariar o regime aristocrático defendido por Esparta. O homem não mais oferecia aos deuses alimento e bebida. Roma conquistou seu império através da aristocracia. dando importância a conquistas dos deuses como a das cidades. Roma foi à única cidade que com a guerra conseguiu aumentar sua população. acabando com os cultos municipais das cidades antigas. senadores tinham lugares reservados do teatro. Com a privação da casta sacerdotal a cidade não mais adorava a sua pátria. ou democrático defendido por Atenas. O homem passou a discutir política e seus problemas sociais deixando a religião separada dessas questões. sua religião e seus deuses. passando a ser um ato de fé.

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