PROBLEMAS AMBIENTAIS URBANOS E RURAIS - RESUMÃO 1 INTRODUÇÃO

Erosão, desmatamento, poluição, lixo e queimadas são alguns dos principais problemas ambientais em qualquer lugar do planeta. Neste trabalho são apresentadas algumas técnicas e soluções, formas de participação e discute-se o que esperar da sociedade. Não esqueça que cada problema a superar é uma oportunidade de fazer algo positivo. Temos, pois a oportunidade de pensar na conservação e no meio ambiente, num amplo contexto educacional. Assim fazendo, podemos chegar à nova geração e demonstra-lhe a beleza e as vantagens do mundo que a cerca. E lembre-se da frase de "O Pequeno Príncipe" (Antoine de Saint Exupèry): Tu te tornas responsável por aquilo que cativas 2 DESENVOLVIMENTO 2.1 PRINCIPAIS PROBLEMAS AMBIENTAIS Estudo do IBGE publicado na Folha de São Paulo sob o título Suplemento de Meio Ambiente, em 2002, realizado em parceria com o Ministério do Meio Ambiente [ MMA], em todos os municípios brasileiros, mostra dados impressionantes:

1. 2. 3. 4. 5.

47% das cidades sofreram prejuízo na sua agricultura, pecuária e pesca, por problemas ambientais;  41% dos municípios foram atingidos por desastres ambientais, como deslizamentos de terra, seca, erosão do solo e outros;  38% dos municípios têm seus rios e enseadas contaminados;  33% dos municípios têm problemas de poluição no solo, provocados principalmente pelos lixões (inclusive hospitalar);  22% das cidades têm problema de contaminação do ar. As principais fontes poluidoras foram: Queimadas (64%), Vias não pavimentadas (41%), Atividade industrial (38%), Agropecuária (31%) Veículos (26%). O trabalho do IBGE é mais um alerta de que o ambientalismo não é um capricho de "adoradores de florestas", mas sim um ponto relevante e com significativo impacto econômico, que precisa sempre ser levado em conta. O que você acha que nós, pobres mortais que não dispomos de autoridade administrativa podemos fazer para reverter essa situação? Todas as agressões ambientais têm como palco, a bacia hidrográfica. Assim, a EMBRAPA bolou um Plano de Manejo Integrado de Bacia Hidrográfica – MIBH. FAUSTINO (1996) apresenta um exemplo de Matriz Lógica, referente à problemática de uma bacia. Trata-se de um Quadro com 5 linhas e 4 colunas, com quatro dos principais problemas ambientais: 1) Desmatamento acelerado:

CAUSAS: pressão sobre novas áreas; exploração madeireira; falta de fiscalização.CONSEQUÊNCIAS: degradação do solo; inundações de baixios; descrédito institucional. SOLUÇÕES: reflorestamento; plano de manejo florestal; gestão de políticas.

2) Perda de solo:

CAUSAS: erosão; práticas inadequadas de cultivo. CONSEQUÊNCIAS: baixa produtividade; assoreamento; diminuição do valor da terra.SOLUÇÕES: práticas de conservação do solo.

3) Qualidade da água:

CAUSAS: contaminação por agrotóxicos; poluição por esgotos; falta de fiscalização.CONSEQUÊNCIAS: doenças; custo do tratamento (da água); falta de água. SOLUÇÕES:uso racional de agrotóxicos; tratamento dos esgotos; aplicação das leis.

4) Baixa produtividade agrícola:

CAUSAS: falta de conhecimento; conflitos de uso da terra; falta de recursos p/produção.CONSEQUÊNCIAS: diminuição da oferta; importação de produtos; aumento de preços.SOLUÇÕES: tecnificação; incentivos para a produção agrícola; planejamento de uso da terra.

Como podemos ver, até que não é difícil organizar as ideias e apresentar, numa planilha, os problemas ambientais, seguidos das

esgoto. vento. é fundamental para a vida de todos os seres vivos do nosso planeta. alterando o equilíbrio do solo e contaminando os animais através das cadeias alimentares. o solo deve ser fértil. Eles são usados para destruir pragas e até ajudam na produção. umidade. CAUSAS E CONSEQUÊNCIAS . Poluentes . agrotóxico e outros tipos de poluentes produzidos pela ação do homem. A poluição do solo tem como principal causa o uso de produtos químicos na agricultura chamados de agrotóxicos. ou seja. etc. 2. deve ser um solo saudável e produtivo. O solo. enriquecidos com matéria orgânica (restos de animais e plantas). Ele é o resultado da ação conjunta de agentes externos: chuva. Para que os alimentos dele retirados sejam de qualidade e em quantidade suficiente para atender as necessidades da população. Substâncias como lixo. Falta apenas uma coisinha: implementar as soluções. também chamado de terra. O solo é a camada mais fina da crosta terrestre e se localiza na superfície externa. consequências e soluções. Quando o solo é poluído. os alimentos nele cultivados ficam contaminados. provocam sérios efeitos no meio ambiente.2 POLUIÇÃO DO SOLO A poluição do solo ocorre pela contaminação deste através de substâncias capazes de provocar alterações significativas em sua estrutura natural. mas causam muitos danos ao meio ambiente. Como num tabuleiro de xadrez.suas causas.

mas não são apenas os agrotóxicos que poluem os solos. além de provocar sérias alterações ambientais como. o solo passa a receber produtos perigosos e com grande potencial de contaminação misturado com o lixo comum. Isto ocorre pelo fato de não haver um processo de separação destes materiais. É. Eles são usados para destruir pragas e até ajudam na produção. vaza promovendo a contaminação do solo.depositados no solo sem nenhum tipo de controle causam a contaminação dos lençóis freáticos (ocasionando também a poluição das águas). SOLO DESGASTADO A poluição do solo tem como principal causa o uso de produtos químicos na agricultura chamados de agrotóxicos. a chuva ácida. produzem gases tóxicos. em buracos "preparados" pra este fim. Outro problema grave que ocorre nestes aterros é a mistura do lixo tóxico com o lixo comum. mas causam muitos danos ao meio ambiente. por exemplo. Existem outros responsáveis que causam muitos problemas ao solo. O lixo depositado em aterros é responsável pela liberação uma substância poluente que mesmo estando sob o solo. São eles: ATERROS . Como consequência disso. alterando o equilíbrio do solo e contaminando os animais através das cadeias alimentares.

o que causa muitos danos ao lençol freático. Como não há um processo de seleção do lixo. A decomposição da matéria orgânica existente no lixo gera um líquido altamente poluidor. que mesmo com a proteção da argila e do plástico nos aterros. o chorume. LIXO TÓXICO É outro problema decorrente dos aterros. uma camada do solo onde os espaços porosos são preenchidos por água LIXOS RADIOATIVOS . não é suficiente e o liquido vaza e contamina o solo.Os aterros são terrenos com buracos cavados no chão forrados com plástico ou argila onde o lixo recolhido na cidade é depositado. alguns produtos perigosos são aterrados juntamente com o lixo comum.

intitulada "Indicadores de Desenvolvimento Sustentável".f. serão utilizados em nossa alimentação. também seremos contaminados. perda de solo. 2. mostramos resumidamente os 4 principais problemas da degradação ambiental em uma bacia hidrográfica (a Matriz Lógica): desmatamento. o que pode trazer muitos riscos para a nossa saúde. água. O solo ou terra é composto por quatro partes: ar. os vegetais serão contaminados. erosione. ato de corroer . portanto não podemos comer. s.08 mil metros cúbicos. EROSÃO DO SOLO No início deste trabalho. É como um ciclo: nós plantamos. matéria orgânica e mineral. onde também fica a água. e pelas usinas Angra 1 e Angra 2. Se nós comermos. Erosão. cuidamos e colhemos os vegetais que por sua vez. do Lat. O dado foi revelado pela pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Estes minerais se misturam uns com os outros. ficam temporariamente armazenados em centros vinculados à Comissão Nacional de Energia Pública (Cnem). A matéria orgânica se mistura com a água e a parte mineral e o ar fica guardado em buraquinhos que chamamos de poros do solo. O relatório indica que o lixo radioativo produzido por indústrias e hospitais. Se o solo estiver poluído. qualidade da água e baixa produtividade agrícola. Como todos têm a ver com a agricultura vamos discutir a erosão. Por isso é tão importante que não tenha poluição no solo. São destes poros que as raízes das plantas retiram o ar e a água que necessitam. que representam 13..Este lixo é produzido pelas usinas nucleares e causam sérios problemas à saúde.7 mil metros cúbicos. O Brasil não tem depósitos adequados para armazenar o lixo radioativo.

desagregam as partículas do solo. para conter o lixo). CONSEQUÊNCIAS: A erosão do solo é tão comum entre nós que. carbônico e a própria água) e.  Reflorestamento ou cobertura do solo (com palha ou lona plástica). Pior. além de outras impurezas. em regiões de alta pluviosidade.  Preferir a irrigação pressurizada (aspersão) à de superfície (sulcos). Os sais minerais do solo. nitrogênio. pelo seu próprio peso.  Práticas agrícolas: curvas de nível. solos arenosos. que são levadas pela enxurrada para assorear rios e lagos.  Não utilizar para agricultura (ou pecuária). dimensionado para obrigar a água a perder velocidade (Q=A. a chuva costuma lavá-los e leválos.  Pneus usados na contenção de encostas e em voçorocas. lateralmente às estradas vicinais. são os principais alimentos das plantas (juntamente com os gases oxigênio.3m/s ou menor. Este fenômeno tem início com o desmatamento. ao atingirem o solo desnudo.  Preservação da vegetação nativa em terrenos muito declivosos. agrotóxicos. causam eutrofização ("apodrecimento") dos mananciais. como a Amazônia. a energia da água não é mais suficiente para empurrar as partículas do solo e estas. como são muito solúveis. processo pelo qual pequenas partículas de rocha e solo se separam da sua localização original. fósforo e potássio. é que junto com a água.V ou vazão = área da seção x velocidade). em qualquer estação de tratamento de água (ETA) ou de esgotos (ETE). a primeira estrutura hidráulica exigida (logo depois da grade. plantio direto e cobertura morta. As gotas de chuva.  Bacias de infiltração. ficam no fundo do . chamadas de voçorocas. Trata-se de um canal comprido. baixando a produtividade agrícola.  Plasticultura: plantio sob estufas de plástico. é a CAIXA DE AREIA. quando V=0. No caminho da água. para fora do alcance das raízes. corrosão. em excesso.  Usar leguminosas (com sementes inoculadas com bactérias fixadoras de nitrogênio do ar) nas áreas já degradadas. são transportadas e depois depositadas noutro local pela ação de agentes erosivos geológicos ou naturais ou pelas atividades humanas. SOLUÇÕES EXEQUÍVEIS :  Não agricultar áreas de preservação permanente (Conama 303/03).  Macrodrenagem e drenagem agronômica (a nível de parcela). Esses 2 últimos elementos. vão também bactérias. podem abrir-se valas enormes.lentamente.

diminuem o poder de penetração da luz solar. chuva ácida. Tóquio. principalmente. sendo retirada dali periodicamente. entopem as guelras dos peixes e cobrem seus ovos. cidade poluídas. A partir deste momento. queima de combustíveis fósseis. quase todas as grandes cidades mundiais sofrem com os efeitos da poluição do ar. o homem teve que conviver com o ar poluído e com todas os danos advindos deste "progresso" tecnológico. Cidades como São Paulo. 2. da queima dos combustíveis fósseis como. a cor e o pH da água. Nova Iorque e Cidade do México estão na relação das mais poluídas do mundo. Belo Horizonte. cresceu significativamente a poluição do ar. elementos eutrofizantes. Desde a metade do século XVIII. além de assorearem as estruturas. atrapalham os processos físicos e biológicos do tratamento da água ou esgoto. com o início da Revolução Industrial na Inglaterra. Essas partículas. além de outros estragos ambientais. gases tóxicos. doenças causadas pela poluição do ar. A poluição gerada nos centros urbanos de hoje são resultado. Estes dois combustíveis são responsáveis pela geração de energia que. mudam a salinidade. carvão mineral e derivados do petróleo (gasolina e diesel). Nos mananciais.canal. CAUSAS E CONSEQUÊNCIAS Nos dias de hoje. as partículas do solo: fazem crescer exageradamente as algas (por carregarem consigo Fósforo [P] e Potássio [K]. poluição atmosférica. A queima destes produtos tem lançado um alto nível de monóxido e dióxido de carbono na atmosfera terrestre. A queima do carvão mineral (fonte de energia para as máquinas da época) jogava na atmosfera das cidades industriais da Europa. alimenta os setores .3 POLUIÇÃO DO AR Prejuízos para o meio ambiente. por exemplo. toneladas de poluentes.

monumentos históricos (prédios. Várias doenças respiratórias como a bronquite. elétrico e de transportes de grande parte das economias do mundo. Muitas espécies animais poderão entrar em extinção e tufões e maremotos poderão ocorrer com mais frequência e intensidade. Este tipo de poluição tem provocado muitos problemas nas grandes cidades.industrial. coloca-los de lado atualmente é extremamente complicado. o calor fica concentrado nas camadas baixas da atmosfera. O fenômeno do efeito estufa está aumentando a temperatura no planeta Terra. Desta maneira. monumentos. Pesquisadores afirmam que já está ocorrendo a elevação do nível de água dos oceanos. animais e vai corroendo. Ele ocorre da seguinte forma: os gases poluentes formam uma camada de poluição na atmosfera. rinite e asma levam milhares de adultos e crianças aos hospitais todos os anos. a Acrópole de Atenas passou por um processo de restauração. igrejas etc). A poluição também tem causado danos aos ecossistemas e ao patrimônio histórico e cultural. Nos últimos anos. é a mais afetada com a poluição atmosférica. impedindo a dissipação do calor. pois a milenar construção grega estava sofrendo desgaste com a poluição da capital da Grécia. por exemplo. A saúde das pessoas. Resultado desta poluição. . O clima do planeta também é afetado pela poluição atmosférica. provocando mudanças no clima. com o passar do tempo. provocando o alagamento de ilhas e cidades litorâneas. a chuva ácida mata plantas. Portanto.

casas e solo: é a chamada precipitação seca. todas as fontes de poluição do ar devem se adequar a determinadas condições. os carros poderão usar um tipo de combustível que lança no ar apenas vapor de água. Muitos automóveis já estão utilizando gás natural como combustível. agora do IBGE. e Óxidos de nitrogênio – pode provocar nevoeiros e doenças. Pesquisa da Universidade de São Paulo. divididas em 5 grupos: Monóxido de carbono – provoca asfixia. Partículas – responsáveis por bronquites. Segundo a legislação em vigor. A maior parcela da poluição do ar é produzida pela queima de combustíveis fósseis. por causa dos gases de veículos. só perdendo para as atividades industriais e os veículos automotores. mostrou que as queimadas são a terceira maior causa da poluição do ar no Brasil. Uma parte do material em suspensão precipita nas árvores. revelou que a poluição do ar é a responsável por 32% das mortes de cardíacos na cidade de São Paulo e que. CAUSAS MAIS COMUM Atividades industriais e mineradoras. Óxidos de enxofre – agente da chuva ácida. toda fonte de poluição existente que não esteja adaptada à lei. Outra pesquisa. O resto. só na região metropolitana. morrem cerca de 8 pessoas por dia. queimadas. escapamento de veículos. Os sistemas tecnológicos estão avançando no sentido de criar máquinas e combustíveis cada vez menos poluentes ou que não gerem nenhuma poluição. Hidrocarbonetos – agentes de várias doenças. de forma a não ocasionarem danos ao ambiente e à população. não fóssil. por exemplo. erupções vulcânicas e outras. Assim. permanece no ar durante semanas e é transportado pelo vento a longas distâncias. Testes realizados com hidrogênio tem mostrado que num futuro bem próximo. o qual estabelecerá um prazo viável para que seja feita a adequação aos padrões estabelecidos. Essas substâncias estranhas encontram-se suspensas na atmosfera. Existe poluição do ar quando a presença de uma substância estranha ou a variação importante na proporção de seus constituintes pode provocar efeitos prejudiciais ou doenças. lixões. . No Brasil. em estado sólido ou gasoso e são chamadas agentes poluentes. pode se denunciada ao órgão ambiental competente. o homem tem procurado encontrar medidas para solucionar estes problemas ambientais. em todos os municípios brasileiros (maio/05). que poluí pouco. combustível renovável.     Diante das notícias negativas. temos milhões de automóveis movidos a álcool. como o carvão e o petróleo.

tem-se tornado uma ameaça para a saúde e bem estar das pessoas e do meio ambiente em geral. sendo toleráveis os seguintes limites. 100. para acomodar valores acima de 400).3. colocam-se no eixo horizontal os valores máximos das faixas de tolerância e. tomam-se a média de cada um dos 6 poluentes do ar e. no eixo vertical. Esse instrumento possibilita a elaboração de diagnósticos que facilitam a tomada de decisões relativas ao licenciamento das atividades poluidoras e as eventuais ações de controle necessárias. Seguro à saúde. fixa as concentrações máximas permissíveis de poluentes do ar. Agora. cor amarela Inadequada: 101 – 199.IQA A Resolução CONAMA n. onde se lê o valor correspondente à faixa de IQA (Bom. 200. cor laranja Má: 200 – 299. "uma das cidades mais poluídas do mundo"]. utilizadas no estudo da poluição atmosférica. em algumas regiões (lembram-se de como era a cidade de Cubatão-SP[ na década de 80. Impróprio. é só tomar o valor da média calculada e.000 ug/m3x8h nota : ug/m3x24h significa: microgramas de partículas por metro cúbico de ar. Rio e São Paulo são 2 belos exemplos. cor preta Assim. 400 e 500 (este último. delimitadas pela topografia e espaços aéreos (vertical e horizontal) de uma região. até o eixo vertical. num gráfico em papel milimetrado. Tolerável. entrando-se no gráfico correspondente pelo eixo horizontal. cor marrom Crítica: > 400. traça-se uma linha de chamada até a reta (anteriormente traçada) e daí. Para a composição do Índice de Qualidade do Ar – IQA.      AS BACIAS AÉREAS são áreas homogêneas (definidas pelo seu relevo. Está pronto o gabarito. horizontalmente. durante o tempo de amostragem de 24 horas. Justificativa: A qualidade do ar urbano. de 28/06/90. Ofensivo à saúde. Ofensivo à saúde. etc. Plotam-se os valores limites do poluente em cada faixa do IQA e unem-se esses pontos por uma reta. Partículas totais em suspensão (PTS): 240 ug/m3x24h Partículas inaláveis c/d<10micron (PM10): 150 ug/m3x24h Dióxido de enxofre (SO2): 365 ug/m3x24h Dióxido de nitrogênio (NO2): 320 ug/m3x1h Ozônio (O3): 160 ug/m3x1h Monóxido de carbono (CO): 9. cor vermelha Péssima: 300 – 399. O Índice de Qualidade do Ar . cor verde Regular: 51 – 100. cobertura do solo e clima). Ofensivo à saúde. os valores máximos do IQA: 50. . 300. para o cálculo do IQA. Regular. as concentrações de poluentes (cujas faixas de tolerância são especificadas na Resolução 3/90) foram classificadas do seguinte modo:       Bom: 0 – 50.).

um dos quais. o Protocolo criou três "mecanismos de flexibilização". foram negociados US$ 330 milhões em todo o mundo e as projeções indicam um grande incremento no mercado global. A redução certificada de emissões está sendo negociada por 8 a 10 dólares por tonelada de dióxido de carbono e os créditos europeus. adquirindo "créditos" associados a projetos de florestamento ou tecnológicos de redução de emissões. A MOEDA ECOLÓGICA COMO INVESTIR EM MEIO AMBIENTE. 5% em relação às emissões registradas em 1990. com o objetivo de organizar um mercado de créditos de carbono.ex. em todo o mundo.CRÉDITOS DE CARBONO. o MDL permite.. a se beneficiar (concretamente) com recursos internacionais dos Créditos de Carbono. que não estão incluídos no PK. obriga os países desenvolvidos a reduzir as emissões dos gases do efeito estufa. possa atender parte de suas exigências. o tema anuncia o Brasil como o primeiro País. por cerca de 35 dólares. o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo – MDL. O Protocolo de Kioto (PK para os íntimos). tornando o País . que poderá chegar a US$ 13 bilhões em 2007. Por estarmos tratando de poluição atmosférica e esse gás (o CO2 ou dióxido de carbono) ser uma das vedetes do efeito estufa. Em linhas gerais. Está sendo criado em SP o Mercado Brasileiro de Redução de Emissões (MBRE). em média. executados por empresas de países em desenvolvimento. permite a participação dos países em desenvolvimento. "como diz a vinheta das novelas da Globo. A meta é a redução. Em 2003. negociado pela Comissão da ONU para a Mudança do Clima e assinado (menos pelos EUA e Austrália) em 1997. como o Brasil. que uma indústria de um país desenvolvido (que esteja sujeito à meta de redução de emissões). Para facilitar o cumprimento das metas. p. vale a pena ver de novo". entre 2008 e 2012.

2 (todos os peixes morrem) pH = 4. esperamos sobreviver pra ver no que vai dar. Efeitos: Danos às florestas. Mede-se com um aparelho chamado peagâmetro ou tem-se uma noção com o papel de Tournassol. o oxigênio e outras. cerca da metade da acidez na atmosfera atinge o solo pela deposição seca.0 (CHUVA ÁCIDA) pH = 5. transformando-se em vários compostos ácidos. no máximo. de onde podem ser lavadas pelas chuvas. mas sim de gases ácidos e partículas sólidas. Segundo a Agência de Proteção Ambiental Americana – EPA. Com as catástrofes climáticas atuais. como o ácido sulfúrico ou H2SO4 e o ácido nítrico ou HNO3. outros seres vivos e ao homem.referência mundial no campo das negociações com carbono. que são arrastados pelas gotas de chuva com o nome de chuva ácida. Como medir: A quantidade de íons livres de hidrogênio (H+) na água é dada pelo pH (potencial de Hidrogênio ionte) e causa a sua acidez (pH baixo) ou alcalinidade (pH alto. casas e árvores. carros. E ainda corrói as obras de arte expostas ao ar livre. não sob a forma de chuva.0 (ácido sulfúrico) pH = 4. Essas substâncias. pH = 1. ao solo. Os riscos de acidentes são enormes e vale a pena "ficar de olho" (mas não para cima).2 a 5. reagem na atmosfera com a água. ou seja. A CHUVA ÁCIDA     A água da chuva atinge o solo já poluída (por 2 dos agentes . peixes. 14). que saem das chaminés das fábricas. o dióxido de enxofre ou SO2 e o óxido de nitrogênio ou NOx). Vejamos alguns casos. na prática. O vento sopra-as para os edifícios.6 (chuva limpa) . principalmente as esculturas de mármore.

com o aumento da mortalidade de doenças respiratórias. principalmente nos locais não servidos pela coleta domiciliar e nas casas de praia (onde esse . lesões degenerativas no sistema nervoso ou em órgãos vitais e até câncer. se mantém suspenso na atmosfera. tais como: poeiras.ex.0 (água do mar) Material Particulado Inalável A emissão excessiva de poluentes do ar tem provocado sérios danos à saúde como problemas respiratórios (bronquite crônica e asma). existe uma classe de poluentes.   pH = 6. Morreram em decorrência desse fenômeno cerca de 4. Como não são retidas pelas defesas do organismo (nariz e mucosas). Sob a denominação geral de material particulado (MP). cerca de 12m3/d de ar atmosférico e seus alvéolos possuem uma área de 70m2. p. por destruir a clorofila) e são responsáveis pela redução da visibilidade (podendo causar sérios acidentes terrestres ou aéreos). causam irritação e doenças crônicas.5 (lago saudável) pH = 7. 94 e subindo escada 115. a taxa sobe para 39m3/d. alergias. fumaças expelidas pelas chaminés das fábricas. devido ao seu pequeno tamanho. A maioria de nós pensa que a maneira mais rápida. fumaças e todo tipo de material sólido e líquido que. São representadas por MP10. transportando para os pulmões substâncias tóxicas e cancerígenas. à vegetação (o dióxido de enxofre. O perigo das partículas: Partículas < 10u (com diâmetro inferior a dez mícron) têm mais facilidade de penetrar no sistema respiratório humano. poeiras das pedreiras e marmorarias e outras. São conhecidas como Partículas Respiráveis de Alto Risco (MP2. Fontes: As fontes emissoras são as mais variadas: gases de escapamento dos veículos. correndo. Partículas < 5u são mais fáceis de alcançar os pulmões e seus alvéolos.0 (água pura) pH = 8.5). prática e eficiente de se livrar do lixo doméstico. Curiosidade: O homem em repouso deixa passar pelos seus pulmões. "fuligens" das queimadas. o material particulado (MP) e o ozônio (O3) ao nível do solo. prejudica a fotossíntese. Assim. Se estiver andando. cardíacas e respiratórias. O perigo das dioxinas Um último lembrete relacionado à poluição do ar.000 pessoas em Londres no ano de 1952. Esses distúrbios agravamse pela ausência de ventos e no inverno com o fenômeno da inversão térmica (ocorre quando uma camada de ar frio forma uma parede na atmosfera que impede a passagem do ar quente e a dispersão dos poluentes). constituem-se num dos maiores problemas mundiais de saúde pública.. Causam danos às estruturas e fachadas dos edifícios.

desde a Revolução Industrial (segunda metade do século XVIII). O uso irracional e a poluição de rios. tem motivado a exploração racional de aquíferos (grandes reservas de água doce subterrâneas).3 POLUIÇÃO DAS ÁGUAS Poluição de rios e mares.serviço também. faz com que sejam lançadas no ar as temíveis Dioxinas. Fundamental para a vida em nosso planeta. é inexistente). temos o Aquífero Guarani. podem ocasionar. depois de algum tempo. III Fórum Mundial da Água. lagos e oceanos são: poluição e contaminação por produtos químicos e esgotos. através dos lixos. Na América do Sul. esgotos. mares e lagos. caso não ocorra uma mudança drástica na maneira com que o ser humano usa e trata este bem natural. a água tem se tornado uma preocupação em todas as partes do mundo. 2. água poluída. a falta de água doce. O melhor é enterrá-lo (mas sem o plástico do saco). Pelo menos. degradação do meio ambiente. às vezes. Não faça isso. "vira adubo". CAUSAS E CONSEQUÊNCIAS Os principais fatores de deteriorização dos rios. em breve. substâncias altamente cancerígenas. que podem afetar a nossa saúde. problemas de saúde. mares. Aqui vem o grande perigo: a presença do plástico. os governos com consciência ecológica. O homem tem causado. dejetos químicos industriais e mineração sem controle. um dos maiores do mundo e ainda pouco utilizado. É como cuspir para cima. Pesquisas realizadas pela Comissão Mundial de Água e de outros órgão ambientais internacionais afirmam que cerca de três bilhões de habitantes em nosso planeta estão vivendo sem o mínimo . Em função destes problemas. oceanos. é queimando-o.Grande parte das águas deste aquífero situa-se em subsolo brasileiro (região sul). todo este prejuízo à natureza.

entre 16 e 23 de março de 2003. Estes documentos reafirmam que a água doce é extremamente importante para a vida e saúde das pessoas e defende que. óleos de automóveis. Em razão desses graves problemas. esquistossomose. Embora muitas soluções sejam buscadas em esferas governamentais e em congressos mundiais. alguns desafios devem ser urgentemente superados: o atendimento das necessidades básicas da população. a garantia do abastecimento de alimentos. para que ela não falte no século XXI. no dia-a-dia todas as pessoas podem colaborar para que a água doce não falte no futuro. que matam mais de 5 milhões de pessoas por ano. a valorização da água. gasolina. 3 LIXO URBANO DE BELO HORIZONTE . tintas.necessário de condições sanitárias. pois o desperdício de água doce pode trazer perigosas consequências num futuro pouco distante. sendo que um número maior de doentes sobrecarregam os hospitais e postos de saúde destes países. alumínio e mercúrio). hepatite e febre tifoide. produtos químicos usados em indústrias. a proteção dos ecossistemas e mananciais. leptospirose. pesquisadores e autoridades de diversos países aprovaram vários documentos que visam a tomada de atitudes para resolver os problemas hídricos mundiais. o III Fórum Mundial de Água. zinco. metais pesados (chumbo. Cerca de um milhão não tem acesso à água potável. BUSCA DE SOLUÇÕES: Com o intuito de buscar soluções para os problemas dos recursos hídricos da Terra. espalham-se diversas epidemias de doenças como diarreia. óleos de cozinha. A preservação. Políticos. CURIOSIDADE: Produtos que mais poluem os rios. a administração de riscos. foi realizado no Japão. A pessoa consciente deve economizar. a divisão e a eficiente administração dos recursos hídricos do planeta. economia e o uso racional da água devem estar presentes nas atitudes diárias de cada cidadão. lagos e mares: detergentes.

as celas "Beccari" foram desativadas e a maior parte dos resíduos coletados era depositada. para a destinação final da maior parte dos resíduos urbanos. sobrevivendo da catação das sobras. foi instalado um forno de incineração.A preocupação com a melhoria do padrão de limpeza da capital. A cidade se destaca. mais uma vez. mais de 300 pessoas moravam em condições sub-humanas. com a implantação. nos anos de 1971 e 1972. era implantado em Belo Horizonte. a partir de 1975. e da Usina de . Ao longo da década de 60. aliada ao crescimento da população e ao consequente aumento da quantidade de resíduos descartados exigiu a incorporação de novos recursos para o tratamento do lixo. retoma-se a orientação de gestão adequada dos resíduos. entrando em funcionamento cem celas de fermentação do sistema "Beccari". desativado. ocorreram dois trágicos deslizamentos na "Boca do Lixo". Em 1972. na capital mineira. O sistema de fermentação do lixo em celas foi desenvolvido pelo florentino Giovani Beccari. do Aterro Sanitário. em 1922. Para o tratamento do lixo. cujo funcionamento se deu desde a fundação da cidade até o ano de 1930. e. O forno de incineração foi. Nesse local. no cenário nacional. gerando péssima repercussão quanto ao processo de degradação da cidade. teve a higiene e a salubridade incluídas como requisitos fundamentais. conhecido popularmente como "Boca do Lixo". a céu aberto. com a elaboração do Primeiro Plano Diretor de Limpeza Urbana de Belo Horizonte.BREVE HISTÓRICO Belo Horizonte. Sua história é marcada por pioneirismo na busca da destinação adequada para o lixo. já em 1929. no Vazadouro Morro das Pedras. No período das chuvas. então. Salienta-se a adoção de tecnologia de ponta no tratamento do lixo. primeira cidade planejada do Brasil. prevista para abrigar trezentos mil habitantes. ambos com vítimas fatais.

A gestão de resíduos é. certamente. o serviço público que mais depende do envolvimento das pessoas. Em 1993. em especial nas grandes cidades. Com o lançamento de novos produtos no mercado e a publicidade se incumbindo de "criar" necessidades. tratamento e destino final. Em 1996. reaproveitamento. observava-se. Posteriormente. foi gerado um sistema de produção e consumo indutor de desperdícios. buscando prevenir dificuldades futuras para a identificação de locais no município para esse uso. No início da década de 90. foi utilizada para implantação de um conjunto habitacional. É. tendo recebido vários prêmios. o trabalho foi premiado. mas. total alheamento da sociedade em relação aos problemas relacionados ao lixo urbano. que são destinados. o lixo urbano já era reconhecido.Triagem e Compostagem. também. O Plano também reservou outra área para aterro sanitário no município. pela sua relação com o esgotamento dos recursos naturais. a Superintendência de Limpeza Urbana – SLU iniciou a implementação do Modelo de Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos de Belo Horizonte. incluindo Belo Horizonte. são o saturamento da capacidade das áreas existentes para aterramento dos resíduos e as dificuldades para identificação de novas áreas para essa finalidade. deixando o município sem opção de local para disposição dos seus resíduos urbanos. em Belo Horizonte. que havia sido desapropriada para aterro. pelo Programa "Gestão Pública . assumindo-o como problema seu apenas nos limites do seu espaço privado. acondicionamento. desde a sua geração. como um dos mais graves PR oblemas ambientais da atualidade. para um aterro sanitário no município de Sabará. um problema de grande complexidade. como um todo. da água e do ar. com a substituição massificada de produtos duráveis por outros. a área de Capitão Eduardo. não só por seu alto potencial poluidor dos solos. com destaque. nacional e internacionalmente. triagem. atualmente. Outros problemas das grandes cidades. coleta. entretanto. que diz respeito à sociedade. Novo modelo a partir de 1993 A partir de 1993. beneficiamento. uma atitude individualista das pessoas em relação ao lixo. mundialmente. à situação de miséria de parte da população que tem como única fonte de sobrevivência e geração de renda a catação de alimentos e de outros materiais do lixo. pelo qual foi reconhecida. descartáveis ou com vida útil muito curta. que permitia o reaproveitamento de pequena parte dos recicláveis e da matéria orgânica. A cultura do desperdício no Brasil contrapõe-se. como Belo Horizonte. portanto.

Nesse novo modelo. com a implantação de unidades de reciclagem em locais de maior geração desse tipo de resíduos na cidade. propiciavam economias de recursos naturais e energéticos e ainda viabilizavam a geração de trabalho e renda. O programa de reciclagem do entulho da construção civil. de manutenção de vias públicas e de construção civil. podas e capina). promovido pela Fundação Ford. a correção da disposição irregular de entulho pela malha urbana. poupando sua vida útil. Em estudo realizado em 1993. foram identificadas 134 áreas de deposição clandestina na cidade. de baixa qualidade. feiras e sacolões. que já estava próxima de se esgotar. da Universidade de Harvard. No novo sistema. Foram implantados três programas de reciclagem: Compostagem simplificada dos resíduos orgânicos (restos de alimentos. A Coleta Seletiva dos materiais recicláveis também apresentava . Em função dessa premiação. seletivamente. destacaram-se inovações tecnológicas. nos Estados Unidos da América. Esses programas. era usado em canteiros centrais e jardins e causava incômodo à população pelo mau cheiro. além disso. e. com a utilização do entulho reciclado em obras de pavimentação. A compostagem simplificada foi adotada após a decisão de se paralisar a Usina de Triagem e Compostagem. o processo não tinha o devido controle operacional. gerando graves problemas para o município e despesas adicionais para o serviço de limpeza urbana. com ênfase à segregação dos resíduos na fonte e à coleta seletiva.. e propiciou a produção de um composto de qualidade significativamente superior ao que era produzido na usina. o composto era feito a partir do material coletado. propiciou economia para a prefeitura. em mercados. etc. metal. das Fundações Getúlio Vargas e Ford. Antes. o composto gerado a partir da matéria orgânica limpa e com rigoroso controle de qualidade passou a ser usado como insumo. ainda. visando ao máximo reaproveitamento e à reciclagem dos resíduos sólidos. A separação não conseguia eliminar a contaminação por cacos de vidro. em hortas comunitárias e escolares. misturado e triado posteriormente na usina.e Cidadania". em parceria com a Escola de Governo John Kennedy. Permitiu. junto com os materiais oriundos de podas e capinas. que já se encontrava obsoleta. além de possibilitarem a redução de materiais que seriam encaminhados ao aterro sanitário. pilhas. Reciclagem dos resíduos da construção civil (entulho) e Coleta Seletiva dos materiais recicláveis (papel. a SLU foi convidada a apresentar o trabalho e a participar de evento de comemoração de 10 anos de programa análogo. vidro e plástico). O novo processo passou a ser feito com os resíduos orgânicos coletados. O composto resultante.

tomar banho após a jornada de trabalho nas ruas e. já que era muito difícil encontrar áreas disponíveis para a construção de pontos tradicionais de apoio à varrição. para aquecer suas marmitas. também. com adequação e inovação de equipamentos e instalações e ampliação do atendimento.desafios tecnológicos. efetivamente. sob viadutos. Antes. Para isso. em geral com pavimentação irregular e com acentuada declividade. nas ruas da cidade. no centro da cidade. fazer uso de sanitários. Apesar de tantas novidades tecnológicas. que viabilizaram o acesso às vias estreitas. que trabalhavam. de maneira informal e extremamente precária. esses trabalhadores eram obrigados a pedir para usar banheiros em bares e outros estabelecimentos e a fazer suas refeições em praças ou na beira de calçadas. a parceria com os catadores. foi promovido o aprimoramento dos serviços prestados. o que mais se destacou no novo modelo de gestão de resíduos instituído em 1993 foi a incorporação. até então com uma atuação estritamente técnico-operacional 3 CONCLUSÃO . Ainda no que se refere à inovação tecnológica. Uma solução criativa permitiu a ampliação dos serviços de coleta domiciliar em vilas e favelas. de forma intensiva e sistemática. de componentes de caráter social e ambiental. Outra invenção do novo sistema de limpeza urbana foi a criação e instalação de 100 micro pontos de apoio à varrição na área central. pequenas instalações. já que havia poucas experiências no País e Belo Horizonte se propôs a buscar alternativas que viabilizassem a redução dos altos custos praticados em outros municípios. do porte de uma banca de revistas. foi instituído um processo revolucionário de mobilização e participação social no sistema de limpeza urbana. o que permitiu que os garis passassem a ter um local para trocar de roupas. além do compromisso de incorporar. com a utilização de veículos especiais menores. contemplando áreas excluídas ou mal atendidas.

Pornô não serve? Responde o jornaleiro. As técnicas comuns da percepção ambiental são: entrevistas. o bem estar de cada um e da sociedade. tanto a nível global como local.A Geografia. Vá numa livraria e peça para visitar a estante de Meio Ambiente. Na TV. "mapas mentais" e registros estruturados.) que tem com função principal a formação de cidadãos conscientes. preparados para a tomada de decisões e atuantes na realidade socioambiental. procure por algum que dê informações sobre a Natureza. passou a utilizar-se dos estudos da percepção para assim compreender como os homens percebem o espaço por eles vivenciado. entre os milhares de CD´s. Temos de ter um comprometimento com a vida. Não existe. Saber-pensar-agir é a filosofia de quem está preocupado em defender o Meio Ambiente. e encontrar um caminho para rever a questão da degradação do meio ambiente. revistas e jornais. . Passe no jornaleiro da esquina e. espere sentado por algo parecido. fotografias.A. Aliado a Educação Ambiental (E. que tem justamente por preocupação compreender como a o homem interage com o espaço e toda a dinâmica que envolve este processo. procure interagir nos assuntos ambientais locais e globais.

ET alii. Sergio de Almeida.acesso agosto 2010 http://pt. sociedade e educação – 8ª edição. tenho a ver com isso ? Quando nos perguntamos o que nós.metro.Suplemento de Meio Ambiente. Do nicho ao Lixo – ambiente.com/ – acesso agosto 2010 http://www.br/ acesso em agosto 2010 .acesso agosto 2010 http://bibocaambiental. SP.com.acesso agosto 2010 http://www.gov.multiply.blogspot.com/journal/ . Ed.apostila do curso de Educação Ambiental.br/biosseguranca/ . podemos fazer pelo Meio Ambiente. temos que começar pela saúde do meio ambiente. Omar – O lixo urbano . FÜRST. É preciso nos conscientizar. Jornal Folha de São Paulo .wikipedia.2006. simples mortais.acesso agosto 2010 http://jviana. Atual – 1989. SCARLATO. simples cidadão. é porque nossa consciência ambiental aflorou como um botão de rosa desponta num sopro de vida. Era Verde? Ecossistemas brasileiros ameaçados – 19ª edição. Para sermos saudáveis. SP. Ed.uol.br/ acesso agosto 2010 http://www. Atual – 1992.E o que EU. Ed. 4 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS RODRIGUES.com/ acesso agosto 2010 http://www. Francisco Capuano.todabiologia. Atual – 1991.org.ibge. NEIMAN. Vamos cuidar bem dele. Zysman.fiocruz. SP.org/.br/ . Destruição e equilíbrio – o homem e o meio ambiente no espaço e no tempo – 11ª edição. 2002 http://www.

A poucos dias do início da Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável. esse índice de quase um quarto da população não é baixo. realizada no Rio de Janeiro. mas na época muitos a consideraram um fracasso. intitulada “O Que o Brasileiro Pensa do Meio Ambiente e do Consumo Sustentável”. mas o governo brasileiro vê a questão com outra perspectiva.Consciência ambiental no Brasil aumenta. presente à cerimônia de lançamento da pesquisa. mas só 22% ouviram falar da Rio+20 por Maurício Thuswohl. Ao contrário. “Considerando que a pesquisa cobriu todas as classes sociais e todas as regiões do Brasil. “ainda falta fazer o link da problemática ambiental com as questões econômica e social”. afirmou a ministra Izabella Teixeira. inclusive a mídia". Izabella afirmou que. Há vinte anos. é um número bastante expressivo. última modificação 06/06/2012 15:00 0 Comments e 0 Reactions Após o Dia Mundial do Meio Ambiente. apesar do crescimento da consciência ambiental do povo brasileiro. o resultado da pesquisa. social e política (Foto: ONU) Rio de Janeiro – Uma pesquisa encomendada pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) e divulgada nesta quarta-feira (6) revela que apenas 22% dos brasileiros afirmam já ter ouvido falar da Rio+20. a ministra espera que a conferência da ONU reforce as conexões entre as questões ambiental. A ministra disse acreditar que isso poderá ser feito a partir da Rio+20: “Os três pilares da Conferência da ONU farão essa ligação ao discutir o . A ministra acrescentou que “hoje se fala na Rio92 como um grande êxito. celebrado na terça-feira. parece pouco animador. especial para a Rede Brasil Atual publicado 06/06/2012 14:00. apenas 3% dos brasileiros sabiam da Rio92”.

de fato. segundo a ministra. 69% afirmaram que se trata de “garantir que os recursos naturais não sejam destruídos pelos seres humanos”. baterias e pneus velhos. esse número caiu para 10%. demonstra um aumento no nível da informação ambiental do cidadão brasileiro. A íntegra da pesquisa pode ser vista no site do Ministério do Meio Ambiente . e teve como base a realização de 2. seguida pelas regiões Sudeste (55%). 52% da população brasileira não separa o lixo antes do descarte. se isso acontecer à custa da depredação dos recursos naturais do país. a administração sustentável dos recursos do planeta e a adoção de uma governança ambiental global”. já está pavimentado. O caminho para avançar na consciência socioambiental do país. Em 2012. praticamente inexistem no país. enquanto 26% disseram que é “cuidar do meio ambiente. Nordeste (32%) e Norte (27%). Entre estes. A pesquisa foi feita pelo Instituto CP2 entre os dias 15 e 30 de abril. no entanto. ainda estão longe do ideal. o descarte adequado de pilhas. a pesquisa mostra também como é avaliada a atuação dos órgãos públicos e empresas privadas na conservação ambiental e qual a disposição do povo brasileiro para se engajar na busca por soluções para os problemas ambientais. tarefas como. por exemplo.2 mil entrevistas domiciliares nas cinco regiões do país. 46% dos brasileiros não sabiam mencionar sequer um problema ambiental na sua cidade ou bairro.combate à pobreza. Centro-Oeste (41%). além de toda sorte de lixo eletrônico ou hospitalar. Em 1992. os brasileiros listam o meio ambiente como o sexto problema. A Região Sul apresenta o maior percentual de coleta seletiva (76%). Segundo a pesquisa. Além dos principais problemas ambientais identificados pelos brasileiros no Brasil e no mundo e dos hábitos de consumo e reciclagem no país. A pesquisa. “Entre os dez principais problemas do país. Ainda segundo a pesquisa. 47% dos entrevistado afirmaram saber o que é desenvolvimento sustentável. 82% das pessoas entrevistadas disseram não estar dispostas a ter mais progresso. A preocupação com o problema do lixo. A separação do lixo é maior em áreas urbanas (50%) do que na zona rural (35%). Maus hábitos Os hábitos de consumo da maioria dos brasileiros. o meio ambiente sequer aparecia na lista de prioridades do brasileiro”. por outro lado. já faz parte da realidade de 29% dos entrevistados. Outro dado interessante na comparação com 1992: naquele ano. Além disso. das pessoas e da economia do país ao mesmo tempo” e 5% que é “produzir cada vez mais com combustível fóssil como o petróleo e o gás abundante em nosso país”. disse.

Poluição Atmosférica A poluição atmosférica está associada. de acordo com o capítulo Cidades Sustentáveis da Agenda 21. que a concentração de poluentes atmosféricos em São Paulo. óxidos de enxofre e nitrogênio. uma das maiores fontes de poluentes. Um grupo da Faculdade de Medicina da USP constatou. crianças e idosos. Desmatamento e Desertificação.3 em 2005. entre 1960 e 1996. Uma estatística. A ação dos resíduos sobre a saúde está sintetizada na Tabela 2). que mostraram que a poluição abrevia a vida de 12 a 24 mil pessoas por ano e provoca outras 24 mil internações. Vazamentos de Petróleo.br/energia/ambiente/problemas_ligados_energia. Os efeitos nocivos do crescimento automotivo têm aparecido continuamente em levantamentos de saúde. mais que dobrou. principalmente nos meses de inverno. No Brasil. De 1950 até 1994. Esses dados confirmaram informações de pesquisas anteriores.php Principais Problemas Ambientais Ligados às Fontes de Energia Nesta seção são tratados os seguintes problemas:      Poluição atmosférica. apontou a poluição como responsável por um número maior de mortes do que o trânsito. Suíça e França). realizadas no Reino Unido. a emissão de carbono (CO e CO 2) resultante da queima desses combustíveis. deve subir de 1. segundo a projeção. Esses dois insumos alimentam grandes setores da economia atual. em decorrência de problemas respiratórios ou cardíacos desencadeados pela exposição contínua ao ar poluído.http://www. em 1997. Aumento do efeito estufa e alterações climáticas.7 viagens. O transporte rodoviário. ônibus e caminhões) cresceu nove vezes. passando de 70 milhões para 630 milhões.com. à queima de carvão e de combustíveis derivados de petróleo (Os aspectos e impactos gerados pela queima de gasolina e diesel podem ser vistos na Tabela 1. enquanto a quantidade média diária de viagens por habitante. pode aumentar até 12% o risco de mortes por doenças . Os dados brasileiros também revelam prejuízos significativos à saúde. podendo chegar essa relação a 4. material particulado) pelo transporte também é apontada como a responsável por 25 mil novos casos anuais de bronquite crônica e mais de 500 mil ataques de asma. estimam que essa seja a causa de 40 mil mortes anuais. Os pesquisadores europeus. como a própria geração de energia (termoelétricas). Chuva ácida. que avaliaram os efeitos da poluição do ar em três países (Áustria. A poluição gerada (monóxido de carbono. joga mais de 900 milhões de toneladas de CO2 por ano na atmosfera. metade das quais ligadas diretamente à poluição produzida por veículos automotores.5 registradas em 1995 para 1. com o incremento das atividades industriais e de transporte (rodoviário e aéreo). totalizando aproximadamente 90% da energia comercial utilizada no mundo. a frota mundial de veículos (carros. em particular de gestantes. a produção industrial e o transporte. divulgada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em 1999. a taxa de motorização passou de 72 habitantes por automóvel em 1960 para pouco mais de 5 em 1998. principalmente.guiafloripa. Estima-se que.

Entre as crianças esse índice chega a 20% e a taxa de mortalidade de idosos acima de 65 anos. aumenta até 12%. O ar de São Paulo recebe. anualmente. Os efeitos agudos da poluição se manifestam. Sérgio Marques Júnior.respiratórias. nesse período do ano. além da redução das defesas imunológicas pulmonares. 90% deles emitidos por veículos automotores. aparecem sintomas de rinite alérgica e crises de asma. cerca de 3 milhões de toneladas de poluentes. efeito estufa Cancerígeno para animais Negativo Global Negativo Regional e global Negativo Regional Fonte: Breno Torres Santiago Nunes. Rubens Eugênio Barreto Ramos. Os experimentos feitos com animais de laboratório indicaram que. Tabela 2 Ação dos Resíduos de Combustível Fósseis sobre a Saúde Substância Efeitos sobre a Saúde . Tabela 1 Aspectos e Impactos Gerados pelo Uso de Gasolina e Diesel Aspecto Emissão de dióxido de enxofre (SO2) Emissão monóxido carbono (CO) de de Impacto Chuva ácida Intoxicação Tipo Negativo Negativo Categoria Regional Local Emissão de dióxido de carbono (CO2) Efeito estufa Negativo Negativo Global Regional e global Emissão de óxidos Chuva ácida. de nitrogênio formação de ozônio de baixa altitude (NOx) (O3) Emissão material particulado de Não identificado - - Emissão de hidrocarbonetos Formação de ozônio de baixa altitude (O3) Emissão aldeídos de Formação de ozônio de baixa altitude (O3) Problemas no desenvolvimento de plantas. após 3 meses de exposição aos poluentes. o que dobra o risco de contrair câncer. quando o egime mais intenso de chuvas e ventos ajuda a dispersar a poluição.Estratégia de gerenciamento ambiental para setor de transportes: perspectivas para o uso do gás natural como minimizador da poluição atmosférica. quando a procura por atendimento em pronto-socorros infantis aumenta 25% e o número de internações por problemas respiratórios sobe 15% em relação às outras estações. durante o inverno. sobretudo.

Afeta sistemas nervoso. fenômeno que permite manter uma temperatura terrestre favorável à existência biológica. tosse Irrita olhos. dois em cada oito óbitos fetais tardios estão associados à poluição. investigou os danos provocados aos fetos. amplificando os efeitos do fenômeno produzido naturalmente. o . apesar da proteção oferecida pela placenta e pelo próprio corpo materno. De acordo com os pesquisadores. embora não possuam a capacidade de absorver a radiação proveniente do sol. irritação nos olhos. faringite e bronquite Fatal em altas doses. Entre os gases de efeito estufa mais conhecidos estão o dióxido de carbono (CO2). nariz e garganta. Aumento do Efeito Estufa e Alterações Climáticas A crescente consumo de combustíveis fósseis também está alterando o equilíbrio do planeta proporcionado pelo "efeito estufa". A análise comparativa entre o número de óbitos fetais tardios (ocorridos após o 7º mês de gestação) e o nível diário de poluição revelou um número maior de mortes em períodos mais poluídos.NOx SO2 CO Irritação dos olhos e aparelho respiratório. os halocarbonos e outros de origem industrial como o hidrofluorcarbono (HFC). Os óxidos de nitrogênio (NOx). nariz e garganta. potencial no desenvolvimento de enfisema efeito Problemas respiratórios. Sérgio Marques Júnior. de Provoca Provoca náuseas náusea e e O3 Hidrocarbonetos Aldeídos Material particulado queima carvão) Fonte: Breno Torres Santiago Nunes. pois esses gases. liderada pelo Laboratório Experimental de Poluição Atmosférica. o óxido nitroso (N2O) e os clorofluorcarbonos (CFCs). olhos e nariz. Irrita olhos. Rubens Eugênio Barreto Ramos. gera sonolência Irritações na garganta. o monóxido de carbono (CO). diminui os reflexos. Embora não seja fator determinante para a perda do bebê. aumento da incidência de rinite. o metano (CH4). também da USP. a poluição é um risco adicional à saúde das gestantes nos grandes centros urbanos. dificuldade respiratória. aumento da incidência de tosse e asma. cardiovascular e respiratório. Sonolência. Contudo. a temperatura média da Terra responde ao aumento da concentração de gases de efeito estufa. podem reter a radiação de retorno.Estratégia de gerenciamento ambiental para setor de transportes: perspectivas para o uso do gás natural como minimizador da poluição atmosférica Outra pesquisa. (da dificuldades respiratórias. Dificulta o transporte de oxigênio no sangue.

O dióxido de carbono é o principal agente da mudança em vista do tempo de dispersão muito longo e da quantidade gerada pelas atividades antropogênicas. passando para a 5ª posição no ranking. realizados na década de 1950.91 0. O histórico das emissões de CO2.00 Emissão CO2 1980 0. estão na Tabela 4. também têm a mesma característica de reação fotoquímica com a luz solar. na Suíça. O relato da Academia Nacional de Ciências (NAS) dos Estados Unidos durante a realização do Fórum Econômico. promovendo a formação de ozônio de baixa altitude.perfluorcarbono (PFC) também são exemplos de gases de efeito estufa. Segundo o Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas (IPCC). por países.83 1. quando estudos experimentais.50 4. A quantidade de dióxido de carbono e metano produzida pela decomposição orgânica nos lagos represados de grandes centrais hidrelétricas e o índice elevado de óxidos nítricos expelido diretamente na camada estratosférica pelo tráfego aéreo tem sido citados como fatores agravantes do fenômeno. O assunto permaneceu como tema acadêmico até meados do século XX. Os dados da emissão de CO2por setor de economia. o País passaria a emitir 200 milhões de toneladas a mais.50 . Os óxidos nítricos. está na Tabela 3. em janeiro de 2000. Tabela 3 Intensidade Energética e Emissão per Capita de CO2 Países Intensidade Energética 1980 Países de baixa renda Países de renda média Baixa Renda Média Alta 1.91 1. possui expressiva contribuição no aumento do efeito estufa porque absorve maior quantidade do calor irradiado pela Terra. O metano.00 1995 1. embora tenha período curto de permanência na atmosfera.90 2. emitindo 74. Em 2000.6 milhões de toneladas de dióxido de carbono por ano. Calcula-se que o metano tem um potencial de aquecimento atmosférico 56 vezes maior do que o dióxido de carbono. biomassa). o aumento de dióxido de carbono em decorrência da intensificação das atividades industriais foi o principal fator que contribuiu para elevar a média da temperatura entre 0.11 0. no Brasil. confirmou que a temperatura média global nos dias atuais é substancialmente maior que a taxa média de aquecimento durante todo o século XX. o Brasil ocupava a 17ª posição no ranking de poluidores. Se as emissões causadas pelos desmatamentos fossem computadas. (Os dados de intensidade energética e emissão per capita de CO2. por fonte de energia.40 4.8ºC na superfície do planeta durante o último século.00 1995 0.4ºC e 0. em menor proporção. as pesquisas de Svente Arrhenius já apontavam indícios de superaquecimento terrestre como decorrência do aumento de dióxido de carbono (CO2) produzido pela queima de recursos fósseis (petróleo. A contribuição desses gases para o aumento da temperatura global depende do tempo de sua permanência na atmosfera e da interação com outros gases e com o próprio vapor d'água natural do planeta. está na Tabela 5). provaram que a composição atmosférica tinha mudado desde o início da Era Industrial e que o ritmo dessa mudança poderia estar se acelerando.90 2. carvão. Em 1896.

3 73. N.86 35.60 12.40 n. Maria Bernadete Sarmiento Gutierez. Balanço de Eficiência Energética do Brasil.1 2. : não disponível Tabela 4 Emissão de CO2 dos Combustíveis Fósseis por Setor da Economia Brasileira (Dados de 1996 em 106 tC de CO2) Setor Agropecuário Industrial Comercial Público Transporte Residencial Consumo Final Quantidade de Emissão 3.11 1.60 Fonte: Mário Jorge Cardoso de Mendonça.01 56. emissão medida em Kg de CO2/US$.50 1. n.90 2.2 5.34 0.50 1.8 52.05 45.5 10. 2000.d.0 10.2 13.5 749 .00 1.50 4.4 31.d.27 49.60 2.50 2.7 Percentagem do Total 6 34 1 1 49 8 100 Fonte: INEE. por Fonte de Energia (em Milhões de toneladas de Carbono) Fonte Gás Petróleo Carvão Total PIB (US$) 1974 0.29 0. IPEA.45 0.Renda Média Países de Renda Média Ásia e Pacífico Europa e Ásia Central América Latina/Caribe Países de Alta Renda (OCDE) Brasil 0.91 n.d.67 0.60 1.67 0.11 621 1990 2.50 7.29 0.60 635 1993 3.4 0.0 659 1996 4.32 49.9 21.0 61. Edição própria.4 54.66 546 1986 2.37 4.50 0.9 12. O efeito estufa e o setor energético brasileiro. 2000 Tabela 5 Histórico das Emissões de CO2 no Brasil.6 6.59 0.4 0. Texto de Discussão 179. 2.91 1. 0.49 32.44 367 1980 0.79 42.40 12.d. Observações: Intensidade energética medida em Kg equivalente de petróleo/US$ produzido.3 62.72 41.

causada principalmente pelos compostos de cloro e bromo. epidemias. Mudanças impostas ao equilíbrio do planeta pela atividade humana. registraram um aquecimento médio global de 1. a partir de 2050. no final do século XVIII. desertificação de terras produtivas. Os resultados de outra pesquisa. no último século. prevêem que o impacto causado pelo aquecimento sobre determinadas regiões poderá agravar a situação de países que figuram entre os mais quentes e secos do mundo. como o Cazaquistão e a Arábia Saudita. destruição de recifes de coral e submersão de países do Caribe e do Pacífico. com territórios ao nível do mar. produtos da queima de combustível fóssil. que podem ser carregados pelo vento por distâncias superiores a .Índice (kgC/US$) - -0. Os pesquisadores cruzaram as temperaturas medidas em poços com até 600 metros de profundidade com os dados registrados a partir de 1860 por estações meteorológicas. da Universidade de East Anglia (Inglaterra). As temperaturas obtidas são semelhantes àquelas aferidas por outro grupo de pesquisadores em poços do hemisfério Sul. conforme dados divulgados por seguradoras ligadas ao Programa das Nações Unidas sobre Meio Ambiente. ocorreu por causas naturais. e são coerentes com os relatórios emitidos pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC). 2000 O estudo feito por geólogos da Universidade do Texas. e os tipos climáticos das regiões terrestres. estoques pesqueiros e produção de energia devem consumir aproximadamente U$ 300 billhões. demonstrou que apenas 25% da variação total da temperatura terrestre. Esses fenômenos naturais foram os responsáveis pela maior parte das mudanças climáticas globais verificadas até meados do século XIX.94 -1.51 2. Os dados projetados pelo Centro Tyndall. Estados Unidos. Chuva Ácida Os principais ácidos da chuva são o sulfúrico (H2SO4) e o nítrico (HNO3). sendo o CFC (clorofluorcarbonos) o principal deles. como o Afeganistão e a Etiópia. tendem a acelerar também a alteração da temperatura oceânica. fome. durante o ano de 2000. formados pela associação da água com dióxido de enxofre (SO2) e óxidos de nitrogênio (NOx).85 Fonte: INEE. O cenário resultante dessas mudanças seriam desastres como enchentes. a circulação associada entre a terra e os mares. Balanço de Eficiência Energética do Brasil. água potável. que incluem principalmente o aumento dos gases de efeito estufa e da radiação solar incidente em virtude da destruição da camada de ozônio. desenvolvida por geofísicos da Universidade de Utah. extinção de espécies animais e vegetais.17 0. ou já enfrentam escassez de alimentos. Os custos para prevenir e contornar as catástrofes decorrentes das mudanças climáticas e das perdas de terras agrícolas.1ºC desde o início da Revolução Industrial. como erupções vulcânicas e flutuações na intensidade da luz solar que atinge a Terra.20 1.

. o que acaba se tornando um problema sem fronteiras territoriais. quase 40% a mais do que os Estados Unidos. em Araucária (PR) e em Tramandaí (RS). nove deles somente entre 1990 e 2000. O fator significativo aqui também são as ações humanas porque o fluxo derivado destas é concentrado em poucas regiões industriais. ocasionando chuvas ácidas distantes da fonte primária de poluição. cinzas e poeira mineral . prédios. março. europeus e indianos do Projeto INDOEX (Indian Ocean Experiment) constataram a existência de uma mancha marrom de 10 milhões de quilômetros quadrados de extensão com 3 a 5 Km de espessura formada por resíduos poluentes . sobretudo na China. dos esgotos lançados in natura e de materiais contaminados oriundos das dragagens portuárias. os compostos mais nocivos evaporam. etc. Tailândia e Coréia do Sul. fluxos naturais de enxofre e nitrogênio causados pelas emissões vulcânicas. existe todo um processo que pode ocorrer com a mancha provocada. normalmente. nitratos. Em quatro deles (janeiro. como pela precipitação úmida. além do lixo. que não causam grandes precipitações. Para a saúde humana os principais danos causados pela ingestão de água ou alimentos contaminados por metais pesados presentes na chuva ácida são os problemas neurológicos. além do consumo intenso de carvão como gerador de energia. Há. esses números devem triplicar até 2010. atingindo uma grande superfície.sobre a Índia e o Oceano Índico. pois são muito voláteis. pesquisadores norte-americanos. junho e julho de 2000). foram lançados mais de 5 milhões de litros de petróleo na região costeira da Baía de Guanabara (RJ). a Petrobrás somava 18 desastres causados desde março de 1975 por vazamento de óleo e gasolina ou emissão de vapores de soda caústica. em abril. com o batimento das ondas se agregam a pequenas partículas em suspensão no oceano. dependendo do regime dos ventos. Neste processo. pela queima de biomassa e pela iluminação solar. Vazamentos de Petróleo No caso brasileiro. em março de 2001.). e do acidente com a plataforma P-7. os países asiáticos lançaram na atmosfera cerca de 34 milhões de toneladas de dióxido de enxofre ao ano. porém tem a desvantagem adicional de poder se espalhar e afetar a população de outras regiões.000 quilômetros do ponto de emissão. sedimentando lentamente. e as partes mais pesadas dos hidrocarbonetos. partículas orgânicas. até então o maior responsável pela emissão desse gás no mundo. que se depõe sobre a vegetação e as estruturas (monumentos.fuligem. dissolvidos na chuva ou em vapores d'água atmosféricos. São fluxos uniformemente espalhados. Como o óleo é menos denso do que a água. Por causa do incremento da industrialização e da frota de veículos. fazendo com que ela se disperse antes de chegar à costa. Para os cientistas. No decorrer da década de 1990.1. Antes do afundamento da plataforma P-36. a ocorrência crescente de vazamentos de petróleo têm sido um fator crescente de poluição dos ecossistemas costeiros. obstruindo a passagem da luz solar e provocando chuva ácida. a mancha resulta da alta concentração de poluentes emitidos em toda a Ásia e acumulados sobre essa região em decorrência dos padrões de circulação climática. O dióxido de enxofre e os óxidos de nitrogênio podem causar danos tanto pela precipitação seca. Por dois anos consecutivos (1999-200). Quando o vazamento ocorre em alto mar. sulfatos. Índia. ele tende a flutuar.

mas as condições da mata são precárias em virtude de incêndios. A Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) divulgou que. A degradação dos recifes de corais ameaça uma diversidade de espécies animais que utiliza as formações como habitat e torna as costas litorâneas desprotegidas contra a erosão provocada pelos movimentos oceânicos e o impacto das tempestades sobre a plataforma continental. Outro sinal visível da degradação dos ambientes oceânicos é a descoloração dos recifes de coral. De um total estimado em 62. praias arenosas e de cascalho. 17 milhões de hectares de florestas tropicais. considerada pelos especialistas como uma das maiores fontes de petróleo do Brasil devido à sua extensão (40 mil km2). A própria extração do petróleo provoca danos ambientais que ainda não foram devidamente mensurados. todo ano. o relatório Planeta Vivo. incluindo o ilegal. Nas áreas reflorestadas mais de 25% das árvores apresentam processos de desfoliação e número de matas primárias saudáveis reduziu.2 milhões de quilômetros quadrados. no mesmo período. manguezais. A lama utilizada como lubrificante para evitar o excesso de atrito do equipamento durante o processo de furo produz um montante ainda não calculado de rocha moída que é jogada no mar assim como todos os resíduos que são inerentes ao processo de extração do petróleo (gás e água com alta salinidade e concentração de metais). secas. houve um aumento de 4% na cobertura florestal da Europa. informou 100 episódios de descoloração de recifes durante a década de 1980. de acordo com o WWF e o Centro Mundial de Monitoramento e Conservação (WCMC). de 69% para 39%.Para o ecossistema marinho. restam somente 33. entre 1980 e 1995. que movimenta aproximadamente U$ 6 bilhões por ano. a construção de malhas viárias e a implantação de projetos hidrelétricos ou para extração de minérios. Uma alteração significativa do ambiente oceânico poderá agravar a diminuição dos principais estoques pesqueiros. também contribuem para a desvastação. emitido pelo WWF. pragas e poluição atmosférica. além de áreas de pescas e bancos de calcário em profundidades até 120 metros. Desmatamento e Desertificação O desmatamento promovido para obtenção de fontes energéticas (madeira e carvão) e a transformação de florestas em terrenos cultiváveis reduziram em 70% o parque florestal europeu e asiático entre os séculos XIX e início do século XX. costões rochosos. A bacia marítima de Campos (RJ). As queimadas para prática de técnicas agropecuárias são a principal forma de desmatamento. já considerados sob risco uma vez que 70% deles são superexplorados ou estão em seu limite biológico de reprodução. desde 1980. o custo desses vazamentos pode representar o comprometimento no longo prazo da diversidade biológica e genética. somados ao desmatamento da cobertura vegetal. um índice alarmante comparado aos três registros históricos ocorridos nos cem anos anteriores. Atualmente. colônias de aves marinhas. composta por organismos e plantas que formam a base da cadeia alimentar e são responsáveis pela dispersão intra e inter-oceânica das espécies. também . Em 1998. o aumento do número de formações atingidas pelo problema. além do comércio de madeira. A expansão de áreas urbanas.4 milhões de florestas. 46% das matas nativas do planeta estão sob o mesmo risco de destruição pelo desmatamento que consome. O manejo inadequado da terra e uso excessivo de fertilizantes. O Fundo Mundial para a Natureza (WWF) tem observado. fica em uma região de grande diversidade ecológica e interesse turístico porque abriga várias lagoas costeiras.

o que representa 38% da área total plantada no mundo. As queimadas com fins agrícolas ou comerciais.Atmosfera na Amazônia. o projeto Experimento de Grande Escala da Biosfera . áridos ou desérticos. Além de provocar os efeitos climáticos diretos. No Brasil. embora menor do que havia sido divulgado anteriormente (5 a 8 toneladas de carbono por hectare). Ao longo da década de 1980. se tratava de um equívoco porque o oxigênio liberado durante a fotossíntese era absorvido pelas próprias árvores para realimentar esse processo. segundo o WRI. p. De todo modo. Fonte: Almanaque Abril. somadas todas as fontes conhecidas de absorção e emissão. acarretando uma diminuição no ciclo das chuvas. que abrange 70% do ecossistema florestal da América Latina. algo entre uma e duas toneladas anuais. as prefeituras têm recorrido ao reflorestamento com espécies nativas para tentar reverter o processo de degradação e conter os riscos de desabastecimento. Em várias cidades. Considerando a sua extensão.são responsáveis pela desertificação de áreas extensas ao redor do planeta. onde mais da metade do território são de terrenos semiáridos. ou o eqüivalente à aproximadamente 10% das emissões globais devido à queima de combustíveis fósseis e ao desmatamento. As correções realizadas nos cálculos indicam que. como Piraciba (SP). a floresta retira uma quantidade relativamente modesta de carbono por hectare preservado. particularmente na África. Seção +ciência. 26-27. na realidade. algumas pesquisas apontaram que isso. microorganismos e pequenos animais) que promove a fertilidade do solo. a destruição das florestas por queimadas ou desmatamento acarreta um duplo impacto ambiental porque as queimadas desprendem uma grande quantidade de dióxido de carbono e os desmatamentos. Recentemente. Istoé on Line Caderno Mais. Quanto mais quente. também são um grande fone de emissão de dióxido de carbono. o calor adicional pode destruir o húmus (nutrientes. 6 de fevereiro de . ao retirar a cobertura vegetal. reduzem a quantidade de água evaporada do solo e a produzida pela transpiração das plantas. que reúne mais de 300 pesquisadores da América Latina. 2001 Ar Nefasto. além de causarem degradação ambiental. Durante a década de 1990. A posteriori. foram perdidos 562 milhões de hectares de terra férteis. as florestas chegaram a ser consideradas "o pulmão do planeta". Os efeitos da destruição já são sentidos inclusive nas áreas urbanas. a floresta ainda seria capaz de retirar uma quantidade de carbono nada desprezível. Estados Unidos e Europa. estimada entre 400 e 800 milhões de toneladas por ano. pior. reduzindo a vazão da água e a qualidade do abastecimento. a desertificação já compromete 980 mil quilômetros quadrados. onde a perda de terras cultiváveis chega a U$ 4 bilhões ao ano. onde o desmatamento das margem dos rios aumenta progressivamente o grau de erosão dos terrenos ribeirinhos. em virtude da absorção de dióxido de carbono e à liberação de oxigênio realizadas pelas plantas durante o processo de fotossíntese. comprovou que existe realmente um balanço positivo na absorção de carbono pela floresta amazônica.

com. p. Estudo aponta o declínio de ecossistemas mundiais. Petrobrás levou 10 horas para pedir ajuda. Estadao. A poluição causa doenças e mata.com. Revista Ecologia e Desenvolvimento . Revista Fapep. CEUTA. Liana John. O efeito estufa e o setor energético brasileiro. A18. Folha de São Paulo.Setor de Controle da Poluição .com. Estadao. Controle ambiental na Bacia de Campos: A técnica contra a poluição.br Mabel Augustowski.com. Edição própria. 16 julho 2. 2000. 22 de julho de 2001. 3 de setembro de 2000. Desmatamento agrava crise de água em SP. Poços também confirmam efeito estufa. Estado. Revista Fapesp. Folha de São Paulo. 23 de julho de 2000 Poluentes formam grande mancha na atmosfera. Décio Rodrigues. p.com. Folha de São Paulo.SAP.2. Folha Cotidiano. Chuva Ácida. Estadao.000.000 Debora Vallory Figuerêdo. Maria Bernadete Sarmiento Gutierez.001. julho 1997 Rosângela Trolles. Carro versus Ambiente. p.2001 Sérgio Luis Boeira. IPEA. 4 de março de 2.br Marcos Pivetta. C1. Texto de Discussão 179.br.com.br Desertificação é tema de encontro em Recife. Pouco gás na floresta amazônica. afirma pesquisa européia . Poluição é causa de 1 em cada 17 mortes. Estado. Notícias Unesco. A-31 Gerardo Honty. Folha de São Paulo. CETEC .Edição 97 . p. C5. O alto mar não é deserto. A-19.Folha Ciência. Edição 72. Folha Ciência.br Folha de São Paulo Estudo culpa homem pelo efeito estufa. ONU prevê desastres com mudanças no clima.br . Estadao. p. Caderno Cotidiano. Apagão precede o desertão. Folha Ciência. Impactos Ambientales del Sector Energético en el Mercosur. fevereiro 2002 Mário Jorge Cardoso de Mendonça.

br/content/ABAAABBAIAJ/historico-evolucao-questao-ambiental Evolução da Questão Ambiental Morosine (2005) reportou que a capacidade que os seres humanos têm de interferir na natureza para dela retirar o seu sustento e sobrevivência. é o que vem sendo chamado de desenvolvimento sustentável. dolo1 ou indiferença das pessoas e dos agentes produtores e consumidores de bens e serviços. organizações internacionais. astúcia. Jur. maquinação. 3a . mas que incorporam dimensões sociais.com. Pode-se pensar em uma evolução que seguiu as seguintes etapas (BARBIERI. como a pobreza e a exclusão social. 2a . que também tem 1 Qualquer ato consciente com que alguém induz. mantém ou confirma outrem em erro. A degradação ambiental é percebida como um problema generalizado. Morosine (2005) citou que a Terra está tão densamente povoada que virtualmente todos os sistemas econômicos são interligados e interdependentes  os mais importantes problemas hoje são globais. . A preocupação com os problemas ambientais decorrentes dos processos de crescimento e desenvolvimento deu-se lentamente e de modo muito diferenciado entre os diversos agentes. má-fé.ebah. Somente há poucas décadas. contestam as relações internacionaisEssa nova maneira de atinge a todos e que decorre do tipo de desenvolvimento praticado pelos países. políticas e culturais. dos índices alarmantes de poluição e da constatação de que os limites da natureza estavam sendo superados é que se iniciou um movimento em favor da utilização racional destes recursos. negligência. governos. A degradação ambiental é percebida como um problema planetário que estados. (?) As ações que se fazem necessárias nesta nova fase começam questionando as políticas e as metas de desenvolvimento praticadas pelos perceber as soluções para os problemas globais.http://www. 1a . indivíduos. que não se reduzem apenas à degradação do ambiente físico e biológico. em decorrência de catástrofes ambientais. Baseia-se na percepção de problemas ambientais localizados e atribuídos à ignorância. logro. permitiu a exploração e consumo de recursos por muito tempo sem que se pensasse em sua conservação. entidades da sociedade civil. fraude. etc. porém confinados nos limites territoriais dos estados nacionaisGestão inadequada dos recursos. A Organização das Nações Unidas (ONU) tem se esforçado para reverter o processo acelerado de degradação dos recursos naturais no mundo. Vontade conscientemente dirigida ao fim de obter um resultado criminoso ou de assumir o risco de o produzir.

O 2 No mês de abril de 1968. elaborou um relatório polêmico a partir de solicitação do Clube de Roma2 . com muita propriedade. como um “colégio invisível”. A origem do Clube de Roma remonta ao ano de 1968. argumentos e metodologias de análises controversas. o crescimento populacional e a tecnologia. uma organização informal descrita. abrindo caminhos para mudanças nas atitudes sociais e políticas.. reuniu-se em Roma com o objetivo de aprimorar a compreensão dos componentes econômicos. e instituições capazes de minorar os problemas (PHILIPPI Jr. foi um sinal de alerta que incluía projeções.como causa a explosão demográfica e as precárias condições de vida de grande parte da população. Deste encontro nasceu o Clube de Roma. naturais e sociais interdependentes do “sistema global” e encorajar a adoção de novas atitudes e políticas públicas. preveniu dos riscos de um crescimento econômico contínuo baseado na exploração de recursos naturais esgotáveis. entre economistas. Apesar de terem sido muito criticados por apresentarem dados. 2004). entre cientistas. industriais e funcionários públicos de diferentes instâncias de governo. Valle (2002) ainda reportou que: Primeiros movimentos ambientalistas. em grande parte não cumpridas. mas que teve o mérito de conscientizar a sociedade dos limites da exploração do planeta. com alguns fatos marcantes. objetivando discutir os dilemas atuais e futuros do homem. Consciência – os resíduos incorretamente dispostos podem penetrar na cadeia alimentar e causar mortes e deformações físicas em larga escala (processo chamado de bioacumulação). Exemplos: Descontaminação do rio Tamisa e a melhoria do ar em Londres. Em uma retrospectiva histórica pode-se ordenar iniciativas do sentido da globalização. cientistas. Em temos gerais. et al. educadores e industriais. motivados pela contaminação das águas e do ar nos países industrializados. suscitaram debates em torno de três (3) questões: a poluição. Seu relatório Limits of Growth (Limites do crescimento). Contaminação da Baía de Minamata (Japão) com mercúrio proveniente de uma indústria química. que estipula que o continente antártico somente poderá ser utilizado para fins pacíficos. . publicado em 1972. quando em grupo de trinta (30) especialistas. seus esforços foram reconhecidos como importantes para que a reflexão e o debate sobre essas questões se generalizassem. Década de 1960 De acordo com Valle (2002): Na segunda metade do século X um grupo de cientistas de renome do Massachusetts Institute of Tecnology (MIT). Década de conscientização! Contribuição – O Tratado Antártico (entrou em vigor em 1961). pessoas de dez países. políticos. Utilizando-se de modelos matemáticos. reuniram-se em Roma (Itália). educadores.

Contribuição – Livro publicado (1962) pela bióloga norte-americana Rachel Carson (Silent Spring – Primavera Silenciosa). pela Organização das Nações Unidas (ONU). que designa a Antártica como reserva natural e estabelece rígidos princípios ambientais que regulam todas as atividades humanas naquela parte do plaleta. e do público do mundo inteiro. também. que. envenenavam os pássaros. Em 1968 foi organizada a Conferência Intergovernamental de especialistas sobre as da poluição do ar e da água. pois desde a década de 1940 já haviam sido realizadas várias pesquisas.cujas finalidades eram promover o entendimento dos componentes variados. O livro não foi a primeira advertência a respeito do impacto dos pesticidas sobre o meio ambiente. incluindo os efeitos 2004). para que fossem abordadas as dimensões políticas. e por ter gerado reações por parte de governos de vários países.. Seu grande diferencial foi ter explicado ao público. naturais e sociais – que formam o sistema global. simplesmente. sociais e econômicas da questão ambiental que . em linguagem acessível. 2004). Dedicado a Albert Schweitzer. Ele terminará por destruir a Terra). aumentado a consciência pública quanto às implicações das atividades humanas sobre o meio ambiente e seu custo social. mas interdependentes – econômicos. o que mostrava a necessidade da adoção de políticas ponderadas e abrangentes para a gestão ambiental. Promoveu a discussão a respeito dos impactos humanos sobre a biosfera. os mecanismos e efeitos adversos da contaminação ambiental. além de destruir insetos como se pretendia. Philippi Jr. (2004) ainda reportaram que Um dos resultados mais significativos foi a ênfase no caráter interrelacionado do meio ambiente. políticos.. chamar a atenção dos que são responsáveis por decisões de alto alcance. et al. Incentivaram. para aquele novo modo de entender e. o desmatamento(PHILIPPI Jr. Tratado foi aditado em 1991 pelo Protocolo sobre Proteção Ambiental. cujos dados e conclusões eram divulgados em revistas científicas. promover novas iniciativas e planos de ação (DIAS. objetivando avaliar os problemas do meio ambiente global e sugerir ações corretivas. Concluíram que a deterioração ambiental tinha como principais responsáveis o crescimento populacional. o excesso de pastagens. bem como os riscos envolvidos (PHILIPPI Jr. A publicação de livro supra citado foi um dos acontecimentos apontados como mais significativo para o impulso da revolução ambiental. a realização de outra conferência. o livro principia com as palavras desse grande humanistas: “Man has lost the capacity to foresee and to forestall. que ocorriam em ritmo acelerado. assim. He will end by destroying the earth” (O homem perdeu a capacidade de antever e de prevenir. visando regulamentar a produção e a utilização de pesticidas e inseticidas químicos sintéticos. et al. no qual alertava para o uso indiscriminado de pesticidas. por ter gerado muita indignação. a urbanização e a industrialização. et al. 2008). Conferência da Biosfera.. Reconheceu-se que os problemas ambientais não respeitavam fronteiras regionais ou nacionais. Bases Científicas para Uso e Conservação Racionais dos recursos da Biosfera ou.

haviam ficado de fora da esfera de ação naquela oportunidade. No ano que em o homem chegou à Lua, para muitos veio à tona a percepção da fragilidade do planeta e da responsabilidade coletiva em relação ao meio ambiente. Durante esta década, gradativamente os relatórios publicados por entidades científicas e de proteção à natureza passaram a ressaltar os efeitos nocivos das atividades humanas, especialmente os decorrentes do processo industrial. Contudo, a ênfase recaía sobre os resultados dos avanços da ciência (responsáveis pela ruptura dos equilíbrios naturais) e sobre a necessidade de ações técnicas (isoladas) para a correção dos problemas ambientais decorrentes. Nesse período, poucos cientistas estavam envolvidos com uma militância política, pois tinham receio de que um envolvimento desse porte pudesse gerar efeitos indesejáveis nas pesquisas que desenvolviam em sua própria respeitabilidade. Década de 1970 Por volta de 1970, a crise ambiental não mais passava despercebida. Um movimento significativo havia surgido no cenário mundial e a evolução dos estudos científicos comprovava cada vez mais a existência de vários problemas ambientais que poderiam comprometer a vida no planeta. Se a década de 1960 pode ser considerada como o período de mobilização, a década de 1970 marcou a construção de uma nova fase no mundo, em que a responsabilidade pela sustentabilidade disseminou-se entre diversos atores sociais. Esse foi o período em que a educação ambiental foi delineada e várias organizações ambientalistas e “partidos verdes” foram formados pelo mundo. No entanto, mesmo diante dos problemas econômicos e energéticos mundiais, muitos empresários, sindicatos, partidos políticos, entre outros, ainda consideravam o movimento ambientalista um fenômeno de moda e de revolta idealista, sustentado por uma elite de ricos “fora de propósito” (PHILIPPI Jr. et al., 2004) De acordo com Valle (2002): Época da regulamentação e do controle ambiental; Em 1972, o Clube de Roma publicou o relatório “Limites do Crescimento” (Limits of Growth), documento que condenava a busca do crescimento da economia dos países a qualquer custo e a meta de torná-lo cada vez maior, mais rico e poderoso, sem levar em consideração o custo ambiental desse crescimento. A repercussão deste relatório, bem como as pressões exercidas pelos movimentos ambientalistas que eclodiram em várias partes do mundo, levaram a Organização das Nações Unidas (ONU), em 1972 (em Estocolmo, Suécia), a realizar a I Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, reunindo representantes de cento e treze (113) países. Nesse evento, popularizou-se a frase da então primeira-ministra da Índia, Indira Gandhi: “A pobreza é a maior das poluições”. Foi nesse contexto que os países em desenvolvimento afirmaram que a solução para combater a poluição não era brecar o desenvolvimento e sim orientá-lo para preservar o meio ambiente e os recursos nãorenováveis (ANDRADE et al., 2002).

Durante a Conferência foi recomendado que se criasse o Programa Internacional de Educação Ambiental (PIEA), para enfrentar a ameaça de crise ambiental no planeta. Primeira conferência da ONU sobre as relações entre o homem e o meio ambiente. Marco para o surgimento de políticas de gerenciamento ambiental. Discutiram-se questões como a defesa e melhoria do meio ambiente para as gerações presentes e futuras. Gerou a Declaração sobre o Ambiente Humano e estabeleceu o Plano de Ação Mundial com o objetivo de inspirar e orientar a humanidade para a preservação e melhoria do ambiente humano. Preocupações: crescimento populacional, aumento dos níveis de poluição e o esgotamento dos recursos naturais. Nesta ocasião representantes do governo brasileiro defenderam o desenvolvimento econômico a qualquer custo (MOROSINE, 2005). Nesta conferência, pela primeira vez, as questões políticas, sociais e econômicas geradoras de impactos ao meio ambiente foram discutidas em um fórum intergovernamental, com a perspectiva de suscitar medidas corretivas e de controle. No caso do Brasil e de outros países em desenvolvimento, como Índia e China, que vislumbravam um desenvolvimento agroindustrial acelerado, inspirados no modelo proposto pelos países desenvolvidos, as recomendações quanto à necessidade de investimentos e medidas relativas à proteção ambiental pareciam constituir entraves ao progresso, além de uma estratégia de ingerência na autonomia interna, por isso, os representantes desses países resistiram ao reconhecimento da problemática ambiental como uma realidade que também deveria ser considerada (PHILIPPI Jr. et al., 2004). Apesar de toda controvérsia ocorrida, o evento gerou saldos bastante positivos: reconhecimento generalizado da profunda relação entre meio ambiente e desenvolvimento; formulação de uma legislação internacional concernente a algumas questões ambientais; emergência das organizações não governamentais (ONGs), recomendação que fosse realizada uma conferência internacional específica para se discutir a Educação Ambiental, considerada como elemento fundamental para o combate à crise ambiental, foram alguns de seus principais resultados (PHILIPPI Jr. et al., 2004). O principal documento resultante desse conclave, a Declaração sobre o ambiente humano, enfatizou a necessidade de livre intercâmbio de experiências científicas e do mútuo auxílio tecnológico e financeiro entre os países, a fim de facilitar a solução dos problemas ambientais (MILARÉ, 2004). Como reflexo da Conferência, Valle (2002), Philippi Jr et al., (2004) e Milaré (2002) reportaram que:  As nações começam a estruturar seus órgãos ambientais e estabelecer suas legislações visando ao controle da poluição ambiental. Poluir passa a ser crime em alguns países;  A ONU criou um organismo próprio em sua estrutura para tratar das questões ambientais no âmbito das Nações Unidas, denominado Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), com sede em Nairóbi (Kenya) e instituiu o dia 5 de junho como Dia Internacional do

Meio Ambiente;  1973 – criou-se a Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies de Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (Cites);  1974 – estabelecida a relação entre os compostos de clorofluorcarbonos3 (CFCs) e a destruição da camada de ozônio na estratosfera4 ;  1975 - Porém, somente neste ano em Belgrado (Iugoslávia), foi que representantes de sessenta e cinco (65) países reuniram-se para formular os princípios orientadores do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), que a partir de então, passou a existir formalmente. Neste contexto, os países participantes da Conferência de Estocolmo, afirmaram que a solução para combater a poluição não era brecar o desenvolvimento e sim orientar o desenvolvimento para preservar o meio ambiente e os recursos não-renováveis.  Considerando a crise energética causada pelo súbito aumento do preço do petróleo: racionalização do uso de energia e busca de fontes energéticas renováveis;  O conceito de desenvolvimento sustentável começa a tomar forma.  1978 – Iniciativa alemã do primeiro selo ecológico “Blue Angel” (Anjo azul), destinado a rotular produtos que se diferenciam por suas qualidades ambientais. Década de 1980 Com a chegada da década de 1980 e a entrada em vigor de legislações específicas que controlavam a instalação de novas indústrias e exigências para as emissões nas indústrias existentes, desenvolveram-se empresas especializadas na elaboração de Estudos de Impacto Ambiental (EIA) e de Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) (VALLE, 2002). LICENÇA AMBIENTAL – É um ato administrativo pelo qual o órgão competente estabelece as condições, restrições e medidas de controle ambiental que deverão ser obedecidas pelo empreendedor para localizar, instalar, ampliar e operar empreendimentos ou atividades utilizadores dos recursos ambientais considerados efetiva ou potencialmente poluidores ou aqueles que, sob qualquer forma, possam causar degradação ou contaminação ambiental. Para o licenciamento de ações e atividades modificadoras do meio ambiente, a legislação 3 Composto químico gasoso, cuja molécula é composta dos átomos dos elementos cloro, flúor e carbono. Constitui um gás de alto poder refrigerante, por isso era muito usado na indústria, existem diversos programas em todo o mundo para banimento total do uso de CFCs em virtude dos efeitos danosos à camada de ozônio.

4 . Camada atmosférica situada acima de 12.000m de altitude, e onde há principalmente nitrogênio. prevê a elaboração de documentos técnicos específicos, pelo empreendedor, conforme o tipo de atividade a ser licenciada, como, por exemplo: Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e o respectivo Relatório de Impacto Ambiental (RIMA); Plano de Controle Ambiental (PCA); Relatório de Controle Ambiental (RCA); Plano de Recuperação de Áreas Degradas (PRAD); Plano de Gestão de Resíduos. Destes, o EIA/RIMA é o instrumento de maior amplitude nacional (MOROSINE, 2005). Em 1984 o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) participou da organização Conferência Mundial da Indústria sobre a Gestão do Meio Ambiente (WICEM); O setor químico do Canadá criou o programa Atuação Responsável (Responsible Care), uma das primeiras tentativas de se proporcionar um código de conduta para uma gestão ambiental saudável no setor empresarial (INTEGRAÇÃO..., 2005). O ano de 1987 constitui um marco na evolução do pensamento ambientalista mundial, em razão da publicação do relatório “Nosso Futuro Comum” pela Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Comissão Brundtland5 ), que fora especialmente constituído 2004; Valle, 2002) pela ONU, em 1983, sob a direção da então primeira-ministra da Noruega Gro Harlem Brundtland, (bastante respeitada por sua atuação na área ambiental) e realçou a importância da proteção do ambiente na realização do desenvolvimento sustentável (PHILIPPI Jr. et al., O documento “Nosso Futuro Comum” foi elaborado a partir de um estudo minucioso da problemática ambiental em todo o mundo, cujos resultados tornaram evidentes a necessidade da erradicação da pobreza (vista como causa e efeito dos problemas ambientais), por meio da polêmica proposta de “desenvolvimento sustentável”, definido no relatório como aquele que “atende às necessidades do presente sem comprometer a capacidade de as gerações futuras atenderem também as suas” (PHILIPPI Jr. et al., 2004). Sobre o relatório supracitado, Dias (2008) citou que: Pode ser considerado um dos mais importantes documentos sobre a questão ambiental e o desenvolvimento dos últimos anos. Vincula estreitamente economia e ecologia e estabelece com muita precisão o eixo em torno do qual se deve discutir o desenvolvimento, formalizando o conceito de desenvolvimento sustentável e estabelecendo os parâmetros a que os Estados, independente da forma de governo, deveriam se pautar, assumindo a responsabilidade não só pelos danos ambientais, como também pelas políticas que causam esses danos. As recomendações desse documento serviram de base para a Conferência sobre Meio

Segundo Dias (2008): Nos anos 80. Acidentes ambientais ocorridos na época 1984 – Bhopal (Índia). foi dado um alerta por várias organizações e acadêmicos no mundo todo sobre o perigo representado ao planeta: a elevação da temperatura global devido ao efeito estufa. incêndio em uma indústria provocaram um derramamento de 30 toneladas de pesticidas no Rio Reno. onde se lê no Artigo 225 “Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. está a salvo do impacto causado pelas atividades humanas. Rio 92). legal e administrativa para recebê-los. desenvolvimento sustentável. 1986 – Chernobyl (Antiga União Soviética – atual Ucrânia). pela ocasião do 20º aniversário da Conferência de Estocolmo. Ministra da Noruega). tanto pelo aumento das temperaturas médias. dispõe sobre o controle da importação e exportação e proíbe o envio de resíduos para países que não disponham de capacidade técnica. onde se popularizou o conceito de 5 Em razão do nome de sua coordenadora Gro Harlem Brundtland (1ª.. como pelo avanço da tecnologia. impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações” (PHILIPPI Jr et al. VALLE. foi realizada a Convenção da Basiléia criada. que provocam problemas em várias partes do mundo. entre outras razões. Foi firmado um convênio internacional que estabelece as regras para os movimentos transfronteiriços de resíduos. 1989 – Alasca (EUA). tornando as questões ambientais e de desenvolvimento sustentável indissoluvelmente ligadas (DIAS. acidente nuclear com mais de 80 mortos e com efeitos até os dias atuais. Atingiu uma área de 260 Km2 . para coibir o comércio de resíduos tóxicos para serem descartados em países menos desenvolvidos. 2008. junho de 1992. 2004). mostrando que nenhuma área. bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida. 1986 – Basiléia (Suíça). Um vazamento de gases letais da fábrica Union Carbide deixou um saldo de 3400 mortes e 20 mil feridos devido ao lançamento de gases tóxicos na atmosfera. por mais remota e mais “intacta” que seja. 2002). e um capítulo dedicado ao meio ambiente. Em 1989. causando a mortandade de peixes ao longo de 193 Km. bem como foram a referência e base importante para os debates que aconteceram na Conferência.Ambiente e Desenvolvimento (Rio de Janeiro. que . O problema desde então só tem se agravado. Basiléia (Suíça). derramamento de 4 milhões de litros de petróleo no Canal Príncipe Willian. O ano de 1988 constitui um ponto de inflexão na política ambiental brasileira ao assegurar na Constituição Federal (promulgada em 05/10/1988) uma moderna legislação ambiental. causado pelo petroleiro Exxon Valdez.

convergiram para uma abordagem mais ampla e lógica do tema ambiental. água. os eventos do final da década de 1980 continuavam a influenciar o desenvolvimento político em todo o mundo. que combate o desperdício. especialmente no que diz respeito ao comércio e à tecnologia. Década de 1990 De acordo com Seiffert (2007): A década de 90 colocou em evidência os problemas relacionados ao clima e como isso poderia comprometer a sobrevivência dos ecossistemas. aceitando-se pagar um preço pela qualidade de vida e mantendo-se limpo o ambiente.consegue demonstrar com mais precisão o que realmente está acontecendo com o clima global devido à atividade humana. combustível e outros).International Organization for Standardization). paralelamente às tendências crescentes em direção à globalização. Em termos de gestão governamental. o entusiasmo pela reciclagem. Valle (2002) reportou que: Na década de 1990. que pode ser resumida pela expressão qualidade ambiental. Nesta década. No âmbito institucional. além de maior empenho e estímulos à reciclagem e reutilização. A convicção de havia um número cada vez maior de problemas ambientais no mundo que exigiam soluções internacionais se tornou mais forte. que constituem o coroamento de uma longa caminhada em prol da conservação do meio ambiente e do desenvolvimento em bases sustentáveis (VALLE. denominadas de “Série ISO 14000”ou Normas de Série ISO 14000 (ISO – Organização Internacional para a Normatização ou Padronização . evitando desperdícios. ganharam maior dimensão com uma série de eventos internacionais. como a participação de múltiplos grupos de interesse e uma maior responsabilização em relação a questões ambientais e sócias. houve grande impulso com relação à consciência ambiental na maioria dos países. De acordo com INTEGRAÇÃO(2005): A década de 1990 caracterizou-se pela busca por uma melhor compreensão sobre o conceito de desenvolvimento sustentável. A preocupação com o uso parcimonioso das matérias-primas escassas e não renováveis. o homem se viu preparado para internalizar os custos da qualidade de vida em seu orçamento e pagar o preço de manter limpo o ambiente em que vive. . 2002). Muitas empresas passaram a se preocupar com a racionalização do uso de energia e de matérias-primas (madeira para fabricação de papel. A expressão qualidade ambiental passou a fazer parte do cotidiano das pessoas. as idéias que tomaram forma no final da década de 1980. A década de 1990 assistiu também à entrada em vigor das normas internacionais de gestão ambiental (1996). já consciente da importância de manter o equilíbrio ecológico e entendendo que o efeito nocivo de um resíduo ultrapassa os limites da área em que foi gerado ou é disposto. a racionalização do uso da água e da energia.

. as organizações necessitam partilhar do entendimento de que deve haver um objetivo comum. A preservação do meio ambiente é considerada uma das prioridades de qualquer organização. Em 1992 foi realizada a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento . a XLIII Sessão da Assembléia Geral das Nações Unidas aprovou a Resolução 43/196. VALLE. são essenciais à obtenção desses resultados. naquela Sessão da Assembléia Geral. também conhecida como Cúpula da Terra ou Rio 92. foi desenvolvido na Câmara de Comércio Internacional (CCI). os problemas ambientais com os temas econômicos e sociais. que é. de forma abrangente. a Carta Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável foi criada com dezesseis princípios relativos à gestão do ambiente. dinâmicas. elaborado por uma comissão de representantes de empresas. objetivando avaliar como os países haviam promovido a proteção ambiental desde a primeira conferência e discutir . Para o Brasil convinha conjugar sempre. entidade que está instituída com o objetivo de ajudar organizações em todo o mundo a melhorar os resultados das suas ações sobre o ambiente (ANDRADE et al. ao se completarem vinte anos da proposta sueca de realização da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano (Conferência de Estocolmo). O Brasil. As economias de mercado. ágeis e lucrativas. devem ser a força impulsora do desenvolvimento econômico sustentável.Em 1990 houve a Conferência Ministerial sobre o Meio Ambiente (Bergen. para as organizações. em todas as questões. Esse documento. e não um conflito entre desenvolvimento econômico e proteção ambiental. Essa conferência foi convocada como uma preparação para a Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e Desenvolvimento (CNUMAD). Os países desenvolvidos teriam preferido excluir do título a questão do desenvolvimento de modo a permitir concentração nos aspectos estritamente ambientais com base em dados e conclusões científicas. Em 1991 foi publicada a Carta Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável (dirigida às empresas por ocasião da 2ª. Noruega) . tanto para o momento presente como para as gerações futuras (ANDRADE et al. caracterizadas pelas iniciativas empresariais. Conferência Mundial da Indústria sobre a Gestão do Meio Ambiente – WICEM I). A Resolução optou por essa concepção dual (SETTI. A definição do próprio título da Conferência – Meio Ambiente e Desenvolvimento – atendeu aos interesses do Brasil e dos demais países em desenvolvimento.CNUMAD (Rio de Janeiro.idéias foram formalmente apoiadas pela primeira vez. De acordo com a Carta Empresarial. 2002). Neste contexto. 2002). deve-se ressaltar que em 1988. assim como a fonte da capacidade de gestão e dos recursos técnicos e financeiros indispensáveis à resolução dos desafios ambientais. as suas obrigações em matéria de gestão do ambiente. pela qual decidiu realizar até 1992 uma conferência sobre temas ambientais. Brasil). 2001). aspecto de importância vital de Desenvolvimento Sustentável. ofereceu-se para sediar o encontro. A carta auxiliará as empresas a cumprir. 2002.. consideram que as organizações versáteis. Coerentemente a este movimento.

):  Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento ou Carta da Terra (rebatizada de Declaração do Rio). os valores sociais. a proteção da biodiversidade entre outras (PHILIPPI Jr. Apesar de sua importância. rejeitos perigosos. 2007. tanto no âmbito local quanto planetário. colocando os seres humanos no centro das preocupações relacionadas ao desenvolvimento sustentável. é necessário o engajamento e responsabilidade dos governos. incluindo a publicação “Cuidando do Planeta Terra: uma estratégia para o futuro da vida” (Caring for the earth: a stratey for sustainable l iving). sub-regional. internacionais (SEIFFERT. et al. Reflete o consenso global e compromisso político em seu mais alto nível. A Agenda 21 é hoje um dos instrumentos sem validade legal mais sólidos. 2004). a Rio 92 aprovou cinco acordos oficiais VALLE. o modelo de desenvolvimento econômico dos países. Estabelece uma base sólida para a promoção do desenvolvimento em termos de progresso social. No entanto.encaminhamentos para algumas questões específicas. como as mudanças climáticas. entre outros (INTEGRAÇÃO . resíduos tóxicos. PHILIPPI Jr. Dedica-se aos problemas da atualidade e almejava preparar o mundo para os desafios do “próximo” século. et al. para a sua implantação bem sucedida. a principal crítica que se faz a Rio 92 refere-se ao fato de as causas estruturais dos problemas ambientais (o capitalismo. Contém 27 princípios que reafirmaram as questões que haviam sido formuladas em Estocolmo. econômico e ambiental. 2004. Visa “estabelecer acordos internacionais que respeitem os interesses de todos e protejam a integridade do sistema global de ecologia e desenvolvimento”. Pode-se dizer que. VALLE. tem quarenta capítulos. 2005. como citam alguns livros) e contou com a participação maciça da sociedade civil. as preparações em âmbito nacional. vinte anos antes.  Agenda 21 – um plano de ação para o meio ambiente e desenvolvimento no século XXI. INTEGRAÇÃO . 1400 organizações não-governamentais (ONGs) e aproximadamente 9 mil jornalistas. Antes da sua realização propriamente dita. 2005. Constitui um plano de ação que tem por objetivo colocar em prática programas para frear o . 2005. É um plano de ação parcialmente baseado em uma série de contribuições especializadas de governos e organismos internacionais. empreender ações concretas para a melhoria das condições sociais e ambientais.. et al. 2004). as relações de poder entre os países). PHILIPPI Jr. 2002. lançando as bases sobre as quais os diversos países do mundo deveriam. ao declarar que os seres humanos “têm o direito a uma vida saudável e produtiva. não terem sido discutidos em profundidade.. importantes e influentes no campo do meio ambiente. garantindo que suas vozes fossem ouvidas (INTEGRAÇÃO…. A Rio 92 ainda é a maior reunião de gênero já realizada. também envolveram a participação de centenas de milhares de pessoas em todo o mundo. em harmonia com a natureza”. objetivando o desenvolvimento e o compromisso ambiental. O evento reuniu mais de 178 países (ou 182. a partir daquela data. Também compareceram mais de 100 chefes de Estado. regional e global. cerca de 10 mil delegados.. servindo com base de referência para o manejo ambiental na maior parte das regiões do mundo.

a comunidade internacional convocou uma nova cúpula chamada Rio + 5 para rever os compromissos empreendidos no Rio de janeiro em 1992.. que foi a criação da Comissão sobre o Desenvolvimento Sustentável (CDS) em dezembro de 1992. A CDS é uma comissão do Conselho Econômico e Social das Nações Unidas (ECOSOC). houve uma preocupação em relação à lenta implementação da Agenda 21. resíduos 2002).. foi firmado o “Protocolo de Kyoto” (Japão): os países industrializados se comprometem a reduzir. Esses programas estão subdivididos em capítulos que tratam dos seguintes problemas: atmosfera.. 2005): 1993 – Conferência Mundial dos Direitos Humanos (Viena). recursos da terra. houve um desdobramento institucional importante. mudanças climáticas. 2002 e INTEGRAÇÃO. cerca de 800 milhões de pessoas (quase 14% da população mundial) não só passavam fome como não sabiam ler ou escrever. 2005). 1996 – Cúpula Mundial da Alimentação (Roma). 1997 apud Integração.. água potável. Dias (2008) citou que: Além dos documentos contendo as diretrizes globais. calculados com base nos níveis de emissões de 1990. por ocasião da “3a . A conclusão geral foi de que.2%.. agricultura sustentável.processo de degradação ambiental e transformar em realidade os princípios da Declaração do Rio. já no final do século X. cinco anos após a Rio 92. meio ambiente marinho. 2002. habilidades essenciais para o desenvolvimento sustentável (UNESCO... oceanos. 2005). embora um certo progresso houvesse sido feito em relação ao desenvolvimento sustentável. 1997 (Nova York . florestas. para assegurar a implementação das propostas da Rio 92. 1997. Conferência das Partes da Convenção sobre Mudanças do Clima”.  duas grandes convenções internacionais – a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (UNFCCC) e a Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB). até 2012. Em 1998 foi estabelecido o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Cimáticas. desertificação. várias das metas da Agenda 21 ainda estão longe de se concretizar (INTEGRAÇÃO. .  Declaração de Princípios para o Manejo Sustentável de Florestas.. biotecnologia..EUA). Em 1997. suas emissões de gases que contribuem para o aquecimento global em 5. 1995 – Cúpula Mundial para o Desenvolvimento Social (Copenhaque). Os princípios do desenvolvimento sustentável foram reafirmados ao longo da década de 1990 em várias conferências internacionais. 1996 – Conferência Mundial das Nações Unidas sobre os Assentamentos Humanos (HABITAT I) (Istambul). alguns exemplos (ANDRADE et al. Durante o encontro. VALLE. 1994 – Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento (Cairo). Neste contexto..

inseticidas ou herbicidas (Aldrin. Dialdrin. no 6 O IPPC é constituído por cientistas de diversos países e áreas de conhecimento. Suas denúncias contribuíram para o estabelecimento. objetivando reunir todas as evidências científicas sobre as mudanças climáticas. os últimos trinta anos forneceram uma base sólida sobre a qual o desenvolvimento sustentável poderá ser implementado nas próximas décadas. incluem nove famílias dos pesticidas.IPPC)6 . A preocupação com as questões ambientais globais atingiu seu ápice no virar do século com as discussões em torno das mudanças do clima. 2002). Neste contexto. ao Congresso Norte-Americano. que ocorreria em Johannesburgo entre os dias 26 de agosto e 4 de setembro de 2002 e que teria como objetivo avaliar a situação do meio ambiente global em função das medidas adotadas na CNUMAD -92. qual afirmava que a mudança climática representava de fato uma ameaça à humanidade e conclamava pela adoção de um tratado internacional sobre o problema. Mirex e Toxafeno) mais as bifenilas cloradas (PBCs) (utilizados sobretudo como óleos isolantes elétricos) além das dioxinas e furanos (resultantes na maioria das vezes da queima de substâncias organocloradas) (VALLE. do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática pela Organização Metereológica Mundial (OMM) e pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). Em julho de 2001 o Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPPC) publicou o primeiro relatório de avaliação sobre as mudanças climáticas (três volumes). em novembro de 1988. Década de 2000 Apesar de vários contratempos. Endrim. no qual apontava evidências científicas de que os humanos estavam interferindo perigosamente no clima. a Convenção dos Poluentes Orgânicos Persistentes (POPs). Em 2001 foi aprovada em Estocolmo (Suécia). Em agosto de 2007 reiterou as informações contidas no primeiro relatório e apontou que a concentração do CO2 na atmosfera está em seu nível mais elevado em 400 mil anos. Com relação às substâncias poluentes foram tomadas iniciativas importantes nos últimos anos do século X (VALLE. Dias (2008) citou que: Um marco na tomada de consciência sobre o aquecimento global foi o depoimento do físico James Edward Hansen. Heptaclor. da NASA. conhecida como Rio + 10. . em 1988. Hexacloro-benzeno. que estabeleceu medidas de controle/banimento sobre doze produtos químicos altamente tóxicos. 2002). diclorodifeniltricloretano (DDT). a Assembléia Geral das Nações Unidas resolveu que a Comissão sobre o Desenvolvimento Sustentável (CDS) serviria de Órgão Central Organizador da Cúpula Mundial de Desenvolvimento Sustentável. Clordano. Dias (2008) reportou que: Em dezembro de 2000.

teve como objetivo constituirse em um espaço no qual a sociedade tivesse voz e voto para apontar diretrizes para a Política Nacional do Meio Ambiente. dez anos após a Conferência do Rio de Janeiro. No Brasil (Brasília). Ecologicamente.. fortalecer os compromissos assumidos nessa ocasião. podendo participar de políticas públicas de meio ambiente e do acompanhamento das ações desenvolvidas pelo Governo. que em geral se adaptam ao meio.. foi realizada a I Conferência Nacional do Meio Ambiente. 2008). que assim como a I Conferencia. Philippi Jr. o que diferencia o homem dos demais animais que fazem parte dos ecossistemas naturais é o raciocínio. et al. 2004). No tocante às mudanças climáticas em dezembro de 2009 foi realizada a COP 15. que expira em 2012. et al. (2004) reportaram que há autores que discutem a existência de problemas ambientais a partir de suas relações com a pobreza e a riqueza. em 2003. e em 2005 foi realizada a I Conferência Nacional do Meio Ambiente. além de proporcionar trocas de experiências e o fortalecimento de laços entre pessoas e instituições de diversas nações (PHILIPPI Jr. diferentemente da maioria dos animais. Em 2008 (Poznan – Polônia) foi realizada uma reunião mundial sobre mudanças climáticas – acordo para a segunda etapa do Protocolo de Kyoto. ampliou a participação da sociedade brasileira na formulação de proposta para o Sistema Nacional de Meio Ambiente (SISNAMA).Em 2002. que o homem molde as características do meio natural para assegurar-lhe conforto e sobrevivência. A conferência supra citada produziu dois documentos relevantes – a Declaração de Johannesburgo sobre o Desenvolvimento Sustentável e o Compromisso de Johannesburgo para um Desenvolvimento Sustentável (DIAS. 15 Considerações Finais De acordo com Seiffert (2007): A origem dos impactos ambientais gerados pelos ecossistemas antrópicos nos ecossistemas naturais está associada a características bastante peculiares do ser humano. Chamam a atenção para o fato de não existir um desequilíbrio socioecológico no planeta: . E é ele que vem possibilitando. em Copenhagen (Dinamarca). a ONU promoveu em Johannesburgo (África do Sul) um novo encontro internacional intitulado “Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável” objetivando analisar os progressos alcançados na implementação dos acordos firmados na Rio 92. identificar novas prioridades de ação. ao longo dos anos.

. o lixo radioativo advindo das usinas nucleares. educação. Carvalho. chega a ser exportado para outros países.ibama. Gestão ambiental: responsabilidade social e sustentabilidade. Tachizawa. daí dizer-se que produzem problemas ambientais relacionados à riqueza. a maioria da população tem um padrão de consumo suntuário. as acumulações crescentes de lixo que. agricultura. a falta de água. Takeshy. A situação é muito complexa.. Por outro. a omissão do poder público na promoção da melhora da qualidade de vida da população como um todo e o desrespeito de indivíduos que impigem à sociedade a inadequada disposição de seus resíduos ou a apropriação de bens coletivos. 1ª ed. DIAS.No chamado Primeiro Mundo. Reinaldo. que restringem o investimento necessário em infraestrutura. Gestão Ambiental – Enfoque Estratégico Aplicado ao Desenvolvimento Sustentável. generalizam-se a precariedade dos serviços. não sendo exclusivos dos países do Primeiro e do Terceiro Mundo. entre outros) têm uma profunda relação com a situação de pobreza em que essas populações se encontram. que preconizam altos níveis de consumos de energia. os lixões a céu aberto.. São Paulo: Pearson Education do Brasil. São Paulo: Atlas. Dias (2008) reportou que: A busca de uma agenda comum de ataque à pobreza e à destruição ambiental constitui-se num objetivo que une países desenvolvidos e em desenvolvimento nos fóruns internacionais. Por um lado. . Disponível em:<http://www2. 2002. Há que se ressaltar que os problemas relacionados à riqueza e à pobreza coexistem dentro de cada país. Ana Barreiros de. de água e de matérias-primas para sustentar altos níveis de produção de bens e produtos.br/~geobr/geo3-port/geo3port/capitulo1. grandes impactos ambientais decorrentes da exploração desenfreada das fontes de matériasprimas. por falta de espaço para ser aterrado. habilitação e assim por diante. Rui Otávio Bernardes de. Assim. 10:25h. 2008. concordam em que somente com a adoção de estratégias comuns poderão enfrentar o duplo desafio que representa a pobreza e o meio ambiente.gov. os problemas ambientais relacionados à riqueza são decorrentes da manutenção de um estilo de vida com base no consumismo e no desperdício. que decorre dos altos níveis de poluentes jogados na atmosfera. São exemplos disso a chuva ácida. esses países possuem reais dificuldades financeiras. 196p. Referências Bibliográficas ANDRADE. problemas ambientais bastante freqüentes (como a poluição e a contaminação da água e do solo em virtude da inadequada disposição de resíduos industriais e da falta de saneamento básico. a destruição da biodiversidade em decorrência de desmatamentos e queimadas. 2a ed. No chamado Terceiro Mundo. saúde. o efeito estufa e a destruição da camada de ozônio.pdf> Acesso: 26/08/2005. INTEGRAÇÃO entre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento: 1972 – 2002 – Capítulo 1. embora apresentem diferentes proporções no enfrentamento do problema. 3ª reimpressão.

Introdução ao Gerenciamento de Recursos Hídricos. Jorge Enoch Furquim Werneck. 193p. 2003. Adriana Goretti de Miranda. atualizada e ampliada. BARBIERI. ed.. Curso .Gestão e Controle Ambiental. 2001. 2004. 160p. SP: Manole. 3a ed. Brasília: Agência Nacional de Energia Elétrica / Agência Nacional de Águas. Barueri.MILARÉ. MOROSINE. Gilda Collet. ROMÉRO. Direito do Ambiente – Doutrina. Mari Elizabete Bernardini.. ed. . 1024p. 2005.. Jurisprudência e Glossário. 1045p. 6a . revista. BRUNA. 4a . LIMA. Gestão ambiental: instrumentos. 2004. 2007. Cyro Eyer do. CHAVES. Édis. Marcelo de Andrade.. São Paulo: SENAC. Qualidade Ambiental. 2002.. São Paulo: Atlas.. João Pessoa: ABES. Desenvolvimento e meio ambiente: as estratégias de mudanças da agenda 21. Maria de Fátima Morais. 3a ed. 328p. Arlindo. VALLE. Arnaldo Augusto.. São Paulo: Revista dos Tribunais. RJ: Vozes. 310p. esferas de ação e educação ambiental. PHILIPPI Jr. PEREIRA. revisada e ampliada. José Carlos. Petrópolis. Isabella de Castro. Curso de Gestão Ambiental. SEIFFERT. 84p. SETTI.

A crescente e rápida expansão da atividade econômica. a recente Conference of the Parties -COP3. sociedade civil e empresários). a perda de florestas tropicais. Hoje é preocupação mundial a persistência do efeito estufa (aumento de dióxido de carbono e outros gases na atmosfera). realizada em dezembro de 1997. Há inúmeros exemplos de lugares no País e no mundo onde essa qualidade vida dos sistemas naturais e até sociais já foi perdida (por exemplo. o acúmulo de metais tóxicos nos sedimentos e no solo. a contaminação e exaustão de cursos d‟água. academia. Houve no passado algumasprevisões catastróficas e alarmantes. cento e três países haviam criado suas comissões para .que se transformou em marco histórico. em Kyoto.Introdução Entre os muitos avanços e mudanças deste século. pois disseminou mundialmente a necessidade de vincular o desenvolvimento econômico às questões ambientais. ou seja. seguindo o modelo industrial e agrícola prevalecente (intensa mecanização. Estas preocupações estão sendo levadas às convenções internacionais promovidas pelas Nações Unidas. e portanto levando à insustentabilidade a longo prazo.ufsc.html Capítulo 1 . Já em 1994.92 . um dos mais importantes é o despertar de uma consciência ecológica. de terras úmidas. a necessidade de harmonizar desenvolvimento econômico com qualidade do meio ambiente. porém sem muitos adeptos e sem soluções plausíveis de serem implementadas O impacto dos desastres ecológicos e a visível deterioração de muitos ecossistemas têm gerado uma consciência social coletiva. O despertar do recente e abrangente conceito de desenvolvimento sustentável começou surtir maior efeito a partir da realização da Rio. o acúmulo de produtos químicos não-biodegradáveis no meio ambiente. de biodiversidade em geral. o aumento de lixos radioativos. a destruição progressiva da camada de ozônio. intenso uso de recursos naturais). dedicada à busca de formas para reduzir a emissão de CO2. na mudança climática e nos danos para a saúde humana. Minamata -Japão).br/disserta98/bello/cap1.SP.eps. Cubatão . vêm deteriorando os ecossistemas.http://www. Os cientistas foram os primeiros a identificar os impactos negativos das atividades econômicas sobre os ecossistemas. como por exemplo. Esta harmonia é expressa através de um desenvolvimento sustentável e é compartilhada pelos vários setores da sociedade (governo. a acidificação do solo e da superfície das águas.

Parece óbvio. devendo ir além dos conceitos de qualidade assimilados até agora para incluir também o conceito de qualidade do meio ambiente. muitos industriais reconhecem a necessidade de uma mudança fundamental no manejo e uso dos recursos naturais. O crescimento econômico para atender às necessidades de uma crescente massa populacional é um imperativo universalmente reconhecido (direitos humanos). que é nos setores produtivos onde a mudança se faz. necessária. 1995. A produção industrial conheceu uma evolução extraordinária na eficiência e na qualidade dos processos e na gestão da produção com a evolução da qualidade (TQM). os próprios empresários sob a pressão da opinião pública. A questão posta por muitos. segundo o State of the World – 1995 [Brown et al. se vêem obrigados a repensar. organizações internacionais. de forma a compatibilizar as atividades econômicas com os princípios ecológicos. crescimento da atividade industrial com a qualidade ambiental? Esta questão se coloca para todos os setores da atividade humana. é: como assegurar desenvolvimento sustentável.implementar a Agenda 21. países desenvolvidos e em desenvolvimento.181]. e . e isso requer qualidade do meio ambiente para que se tornem compatíveis a longo prazo. porém. a qualidade do meio ambiente foi negligenciada.agora. Neste contexto.. dada a abundância na oferta e seu baixo custo. a saúde dos ecossistemas começou a tornar-se um requisito a mais na questão da qualidade total. p. dos organismos não-governamentais. O reconhecimento de que os impactos ambientais negativos são atribuídos principalmente às atividades econômicas. Hoje governos. A esse imperativo acrescenta-se hoje a necessidade do "desenvolvimento humano" (qualidade de vida). ou um conformismo com políticas de governo. suas estratégias de produção industrial. mas uma questão de sobrevivência no mercado. prioritariamente. Com a preocupação ambiental. Sabe-se que a industrialização é responsável por uma grande parcela da poluição ambiental. todavia. opinião pública. portanto. mostra a urgência de uma nova forma de gestão dos processos produtivos. mostrando a repercussão do evento e seus desdobramentos. há o reconhecimento de que o problema existe. A eficiência no uso de recursos naturais foi uma preocupação menor. de forma cada vez mais insistente. . A ISO 14000 vem reforçar e até tornar primordial a inclusão de critérios de qualidade ambiental nos sistemas produtivos. O interesse empresarial pela qualidade ambiental talvez não seja tão somente uma preocupação social em si. em profundidade. Emprega-se muito a expressão desenvolvimento sustentável apesar da diversidade de definições. dos consumidores em particular e até mesmo dos investidores (acionistas. ONG‟s. pouco consenso. bancos e também seguradoras).

reciclagem) que melhoram a qualidade ambiental. 1.Objetivos Específicos Para atingir este objetivo o estudo busca:    compreender os aspectos que norteiam o desenvolvimento sustentável. identificar as principais iniciativas atualmente empregadas pelo setor industrial e verificar de que forma as mesmas atendem os aspectos da qualidade ambiental. e apresentar os elementos constituintes da iniciativa Zeri.: tecnologia limpa. especificamente ao industrial. tendo em vista a promoção do desenvolvimento sustentável.2 Justificativa e Relevância do Assunto O Zeri vem ao encontro da preocupação da sociedade. Ao valer-se do conhecimento e progressos tecnológicos adquiridos com outras formas de gestão (entre elas a qualidade total e as ISO‟s) mundialmente aceitas e já assimiladas em muitas empresas industriais e de serviços. mostrando como ela induz à gestão da qualidade ambiental na perspectiva do desenvolvimento sustentável. . sem no entanto resolver as questões do desenvolvimento sustentável. A busca de estratégias de gestão da qualidade ambiental e mais amplamente do desenvolvimento sustentável inspirou muitas iniciativas.Objetivo Geral Analisar o Zeri como proposta de gestão aplicável a diversos setores econômicos. cria um clima favorável para induzir um novo salto qualitativo nessas estratégias.Desde antes. Este estudo dedica-se a analisar o Zeri. apresenta inovações na forma de pensar e conduzir as profundas transformações que se fazem necessárias nessa fase importante da globalização da economia. inclusive o Zero Emissions Research Initiative -Zeri. buscando apresentá-lo como a proposta mais adequada à promoção da gestão da qualidade ambiental na linha do desenvolvimento sustentável.1 Objetivos . e sobretudo depois da Rio-92. governos e empresários em harmonizar desenvolvimento com qualidade da vida ecológica. surgiram diversas propostas de tecnologias (ex. . em que a sustentabilidade da empresa se atrela a sustentabilidade ambiental social e econômica. 1. da cultura e da vida política dos povos. Ele propõe uma mudança nos processos produtivos com a participação desses três agentes – na qual a academia está presente de várias maneiras -.

com a participação de todos e na qual os benefícios são também partilhados por todos. a maior parte das ações de implementação devam ter lugar no âmbito dos países e localmente. estas têm pouca eficácia se fossem tomadas sem um esforço orquestrado. com o objetivo de elaborar um quadro conceitual que serve de referencial para estudar a questão da gestão da qualidade ambiental. adotadas e implementadas pelo conjunto das nações. a ser implementada a longo prazo. A segunda característica refere-se ao esforço multilateral para resolver questões ambientais. objetivando desenvolvimento industrial sustentável. bem como apresenta aspectos limitantes de tais iniciativa para a condução do desenvolvimento sustentável.3 Organização do Estudo Este estudo está organizado em quatro partes nessa ordem: O Capítulo 2 faz uma síntese histórica da evolução da questão ambiental até o surgimento do conceito de desenvolvimento sustentável. Embora. que se faça a apresentação de como o Zeri integra os conceitos e valores do desenvolvimento sustentável com princípios. parece importante. Diante disso. estratégias e métodos da qualidade total e dessa visão integrada elabora políticas e estratégias para gestão da qualidade ambiental. O crescimento perseguido segue o mesmo modelo de industrialização (alto consumo de recursos naturais e geração de poluentes) adotados por aqueles que começaram há mais de um século. 1. A escala global dos problemas gerados pelo conjunto das atividades humanas faz com que as soluções sejam cada vez mais negociadas. visando a melhoria da qualidade ambiental. buscando juntar-se aos já industrializados. A primeira refere-se ao elevado número de países (do Brasil ao México. O Zeri propõe uma evolução do pensamento de estratégias que leva ao desenvolvimento sem esses efeitos perversos. O Capítulo 3 examina as principais iniciativas mundiais (ênfase nas de gestão).A relevância dessa visão do Zeri aparece com mais nitidez ao se identificar duas características no quadro da globalização pertinente ao desenvolvimento sustentável. do Vietnã à China) e de regiões inteiras que estão na corrida do crescimento econômico. O Zeri tem a vantagem de oferecer uma visão ampla e uma estratégia pragmática. .

nas últimas décadas. "O homem. 1996. Em 1968. irremediavelmente. Donaire. 2." [Nosso Futuro Comum. Albert Shweitzer (1954) que ganhou o Prêmio Nobel da Paz ao popularizar a ética ambiental e o livro "Primavera Silenciosa". cit.html Capítulo 2 . depois do vazamento de petróleo do Valdez [Callenbach. Também. a questão ambiental. apresenta o Zeri. foi fundado o Clube de Roma que. seu próprio habitat. passaram a fazer parte do nosso cotidiano as previsões apocalípticas. com os desastres ambientais de Bhopal e Chernobyl respectivamente.]. p. http://www. vazamento numa fábrica de pesticida na Índia e explosão de reator nuclear. de interesse acadêmico e voltadas para a formulação de políticas de governos ou para revisão de estratégias empresariais.29]. "O ponto crucial é que a gestão dos recursos naturais não . o Capítulo 4. de acordo com Brügger [1994]. cresce uma conscientização ambiental na Europa. Capra et al. Cita-se. a origem e o contexto em que foi formulado.eps.Em função disto.8].1 Uma Visão Global O meio ambiente vem.br/disserta98/bello/cap2. 1995.1. Desse modo. nos anos 80. que é a nossa frágil biosfera.ufsc. 1991. o Capítulo 5 apresenta as conclusões do estudo sobre a gestão da qualidade ambiental em harmonia como o desenvolvimento econômico e social. na então União Soviética. seguida nos EUA. por exemplo. denunciando que o crescente consumo mundial ocasionaria um limite de crescimento e um possível colapso [op. de Rachel Carson. atraindo maior atenção e interesse.20-21]. p.A Questão Ambiental e o Desenvolvimento Sustentável "Temos o poder de reconciliar as atividades humanas com as leis naturais e de nos enriquecermos com isso. bem como sugestões para trabalhos futuros. p.23]. E. Mas. os antecedentes conceituais. 1994. p. em 1972. desde a década de 60. em face dos desastres ecológicos. 1993. bem como as estratégias gerenciais propostas e sua aplicabilidade. que trata do uso e efeitos dos produtos químicos sobre os recursos ambientais [Genebaldo Dias. dito sapiens." [Toynbee (1982) apud Mello. lançado em 1962. finalmente. tornou-se um foco de grande interesse. p. Nas décadas de 70 e 80. a deterioração ambiental e sua relação com o estilo de crescimento econômico já eram objeto de estudo e preocupação internacional. publicou o conhecido relatório "Limites do Crescimento". Mas também é o único com habilidade para reverter esse processo que ele próprio deflagrou. é o único animal capaz de destruir.

1994. com isso. Tais intervenções antrópicas têm se traduzido freqüentemente em problemas como extinção de espécies. da realidade. os primeiros impactos negativos ao meio ambiente. a maior parte da literatura faz referência a esta última. No entanto. uma mudança na concepção linear de causaefeito. ou seja. Entretanto. tornando-se mais discutidas real âmbito ao qual pertencem. na quase sua totalidade. ou seja. Esta concepção linear é explicada como sendo o resultado das divisões das áreas do conhecimento e suas conseqüentes especializações que. entender a complexidade das questões ambientais. p. 1994. Na década de 90.17]. 1996]. Esta evolução do conhecimento das questões ambientais que se tem hoje é fruto de diversos estudos científicos realizados ao longo do tempo e o crescimento de uma consciência ecológica. não pode ser isolada do contexto social e político. suas relações e suas inter-relações cíclicas. . como fornecedor de bens e serviços e como assimilador de dejetos [Bellia. para enxergar as causas. "A Terra tem 4. requer uma visão holística e sistêmica [Capra. ao serem feitas. A questão ambiental é complexa e portanto. a maior parte dos impactos causados ao meio ambiente. p. Durante as últimas frações de segundo geológico da história do nosso planeta. com a realização da Rio-92. Faz-se necessária a percepção do todo. Em síntese. o uso do meio ambiente pelo homem dá-se através de três funções básicas: como fornecedor de recursos. o Homo sapiens industrial interferiu em ciclos naturais que levaram de milhões a bilhões de anos interagindo dinamicamente para formar as atuais condições de vida que conhecemos e às quais nos adaptamos.39]. Torna-se necessário. pois." [Brügger. bem antes da revolução industrial. Assim. os processos produtivos causam algum tipo de dano ao meio ambiente. 1996. vem de muito longe a interferência humana no equilíbrio da natureza." [Brügger. a questão ambiental dificilmente poderia ter um encaminhamento melhor para seu entendimento e tentativas de soluções. muito se perdeu do todo. a poluição. as questões ambientais assumiram um papel de destaque na esfera das preocupações mundiais. mudanças climáticas.é uma questão apenas técnica e. Freqüentemente é atribuído ao desenvolvimento industrial dos últimos séculos. poluição. exaustão de recursos úteis ao homem e outras questões que nos são hoje bastante familiares. p. e reconhecer que não haverá nenhuma solução técnica aceitável sem se resolver os problemas políticos e sociais associados. o político e o social.6 bilhões de anos. uma vez que.24]. além do usual econômico. na era Paleolítica. provavelmente têm sua origem na Idade dos Metais. Sem estes dois primeiros aspectos.

e a "Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento" . bens recicláveis. fez surgir uma indústria de produção em escala."A apropriação dos recursos naturais provindos do meio ambiente cede ao homem os materiais e a energia necessários à produção de bens e serviços usados para a manutenção e desenvolvimento da vida. 1996." [Leal apud Bellia. como ocorre com os minerais radioativos usados na geração de energia termonuclear. Paralelamente a isto. o just-in-time. Além da tradicional classificação dos recursos naturais em recursos exauríveis e não-exauríveis. p. bens inextinguíveis. Por muito tempo. no curto prazo.a primeira grande conferência das nações sobre o meio ambiente. Na história recente. e bens permanentes . foram elaborados métodos.fundamentais à vida. como a eliminação de uma floresta natural. desastres ambientais. não só as reais necessidades de subsistência) e à sua oferta. . considera-se como sendo três as principais fases destas questões: a Reunião de Estocolmo em 1972 . os recursos naturais estiveram a serviço do ser humano para satisfazer suas necessidades que.UNCED (mais conhecida por ‘Rio92’ ou ‘Eco-92’) que procurou o consenso para sua operacionalização. destaca-se uma outra proposição formulada por Bellia [1996. A mudança vem se dando na forma de pensar e agir com o crescimento da consciência ecológica [Maximiano apud Donaire.44-45] a qual identifica quatro categorias: bens dificilmente renováveis. o Relatório de Brundtland em 1987 como resultado de uma comissão de estudos de quatro anos que cunhou as bases e o conceito de desenvolvimento sustentável. a água. a automação industrial. ferramentas e formas de gerenciamento cada vez mais aprimorados. as organizações precisavam preocupar-se apenas com a eficiência dos sistemas produtivos. Bastava que fossem economicamente viáveis sua exploração/extração. A importância cada vez maior dada às necessidades humanas (de consumo. tais como os sistemas de qualidade. ao retirá-los e ao despejá-los de volta em forma de lixo. serviram para mostrar as limitações no trato com o meio ambiente. Até certa altura da História. Para o aprimoramento desta produção. que tiveram repercussões mundiais. Historicamente. etc.39]. tal como o ar. por sua vez. no sentido de atendimento e criação de novas necessidades. essa foi a mentalidade predominante na prática da gestão empresarial. p. etc. p. refletindo a noção de mercados e recursos ilimitados. Porém. as discussões sobre as questões ambientais têm se dividido entre as conseqüências negativas do crescimento e/ou os fracassos na gestão do nosso ambiente. que se pode situar no anos 60. 1995.11]. geraram um aumento na produção. Os recursos eram considerados à disposição das pessoas sem que as mesmas se preocupassem com o papel que exerciam no equilíbrio da natureza e os danos causados.

estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS). 1992. a qual sugeria que através de um controle de natalidade poder-se-ia obter o controle sobre a economia. além de elaborar . 1994]. que foi presidida por Gro Harlem Brundtland (na época Primeira Ministra da Noruega). em 1972. Na continuidade. p. Poucos eram os que se aventuravam a destacar os aspectos sociais dessa crise. As Três Fases Históricas na preocupação com o Meio Ambiente A partir dos anos 70 fortalece-se a noção de limitação dos recursos naturais com receio de sua exaustão e dos estragos causados pela crescente poluição.CMMAD. realiza-se a Conferência da ONU sobre o Ambiente Humano.onde as recomendações passaram a ser mais realistas e mais próximas da vida e da qualidade da vida humana" [Maimon. com o objetivo de influenciar e orientar o mundo na preservação e melhoria do ambiente humano [Genebaldo Dias. dentre elas a poluição e a questão da chuva ácida na Europa.2. a Convenção sobre o Comércio Internacional de espécies ameaçadas da fauna e flora silvestres (CITES. UNEP e Organização Internacional do Trabalho (OIT). das questões políticas. com a publicação do Clube de Roma. e o Programa Internacional de Proteção a Produtos Químicos (1980). Das grandes preocupações.. Segundo. Em 1983 foi criada pela Assembléia Geral da ONU. Como resultado deste evento. conhecida como Conferência de Estocolmo.14] menciona que "na década de 70 predominava no ‘inconsciente coletivo’ mundial a idéia de que a chamada crise ambiental se devia sobretudo à exaustão dos recursos naturais. objetivando avaliar os riscos causados à saúde humana e ao meio ambiente. em 1972. pode-se dizer que a questão ambiental ganha um cunho político. levaram a Conferência de Estocolmo a reflexão. p. porque logo depois. à poluição.20]. Brügger [1994. Até aquela década vivenciava-se ainda. de forma mais ampla. em nível planetário. em 1973). p. intitulada "Limites do Crescimento". etc. como por exemplo. com a incumbência de reexaminar as questões críticas do meio ambiente e de desenvolvimento. proliferaram acordos e conferências temáticas internacionais.‘boas em si’ que são cada vez mais questionadas. a Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento . o fim de uma certa prosperidade por uma ciência e uma tecnologia . Neste sentido. 1991. ". foi criado o Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas – UNEP. Primeiro." Nessa época.21].. As preocupações ambientais já vinham sendo tratadas desde a Reunião de Estocolmo. encarregado de monitorar o avanço dos problemas ambientais no mundo. sociais e econômicas envolvidas.. visando dar uma nova compreensão. que gerou a Declaração sobre o Ambiente Humano e produziu um Plano de Ação Mundial. onde se "buscava soluções técnicas para os problemas de poluição" [Brasil.

"o atendimento das necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem as suas próprias necessidades" [Nosso Futuro Comum.].cit. Nele. Já que as necessidades humanas são determinadas social e culturalmente. O desenvolvimento sustentável significa compatibilidade do crescimento econômico. p. na verdade. o desenvolvimento sustentável preconiza que as sociedades atendam às necessidades humanas em dois sentidos: aumentando o potencial de produção e assegurando a todos as mesmas oportunidades (gerações presentes e vindouras). com desenvolvimento humano e qualidade ambiental.49]. por relacionar-se com os . apontou-se a pobreza como uma das principais causas e um dos principais efeitos dos problemas ambientais do mundo. isto requer a promoção de valores que mantenham os padrões de consumo dentro dos limites das possibilidades ecológicas. a orientação do desenvolvimento tecnológico e a mudança institucional se harmonizam e reforçam o potencial presente e futuro. como resultado da CMMAD. Emerge.4]. Neste mesmo sentido. ou seja. 1991. a ser alcançado pelos países em desenvolvimento e desenvolvidos [op. desta forma. Portanto.pela redução da capacidade de recuperação dos ecossistemas e pelo esgotamento progressivo da base de recursos naturais . veio mostrar a necessidade de um novo tipo de desenvolvimento capaz de manter o progresso em todo o planeta e. Nesta nova visão.cit. Esse relatório destaca que a crise. mas sim de mudanças quanto ao acesso aos recursos e quanto à distribuição de custos e benefícios. p. A questão não é simplesmente referente ao tamanho da população. O primeiro trata da eqüidade (necessidades essenciais dos pobres) e o outro refere-se as limitações que o estágio da tecnologia e da organização social determinam ao meio ambiente [op. o desenvolvimento sustentável não é um estado permanente de equilíbrio. Na sua essência. o relatório ‘O Nosso Futuro Comum’ ou ‘Relatório de Brundtland’. é ambiental . Em 1987.]. O relatório criticou o modelo adotado pelos países desenvolvidos. o conceito de desenvolvimento sustentável. sob pena de se esgotarem rapidamente os recursos naturais. Neste conceito estão embutidos pelo menos dois importantes princípios: o de necessidades e o da noção de limitação. convém lembrar algumas contribuições elaboradas pela Comissão Interministerial CIMA (1991). a direção dos investimentos.46]. cit. "é um processo de transformação no qual a exploração dos recursos. a fim de atender às necessidades e às aspirações humanas" [Nosso Futuro Comum.10 e p. Essa Comissão deveria propor novas normas de cooperação internacional que pudessem orientar políticas e ações internacionais de modo a promover as mudanças que se faziam necessárias [Nosso Futuro Comum. p. por ser insustentável e impossível de ser copiado pelos países em desenvolvimento. a longo prazo. 1991. através do ‘Relatório do Brasil para a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento’.e política.. mas sim a distribuição equânime dos recursos [op.propostas de abordagem realistas. 1991].

p.cit. 1996]. para a Conferência de Estocolmo. sintetizada no título do relatório de Barbara Ward e René Dubos. porém. A imensa maioria dos passageiros. aliado a tudo isto. p. saúde e habitação e. além da importância de que a dimensão ambiental deva passar a integrar políticas e programas de governos. 1991]. mas.5 de junho) e afirma que a ‘pobreza e degradação ambiental se encontram intimamente relacionadas’. somos obrigados a reconhecer. além de gerar situação de escassez absoluta (exaustão do estoque de recursos) ou relativa (padrões insustentáveis de consumo ou iniqüidades no acesso a eles) [Brasil. produz um impacto nas reservas de recursos 25 vezes superior ao dos ocupantes dos compartimento de carga. a Assembléia Geral das Nações Unidas (1988) aprovou a Resolução 43/196. 1991. como forma de ajudar e não vir a ser barreiras comerciais [op. cerca de 80% da população mundial.14]. como mencionado no relatório da CIMA (1991). privilegiando fontes renováveis e o processo de inovação tecnológica [op.18]. a qual determinou que a II Conferência deveria se realizar até 1992.. em sua quase-totalidade proveniente dos países do mundo desenvolvido. à alteração da matriz energética. ocasião em que o Brasil se ofereceu para sediar a Conferência [Brasil. Esta resolução foi aprovada por consenso de todos os participantes. que nem todos os povos ocupam as mesma posições nessa espaçonave.cit. 1991. Já a Resolução 44/228 (da Assembléia Geral de 1989) confirma a Conferência no Brasil (a coincidir com o dia do Meio Ambiente . que a maioria dos problemas de poluição são provocados pelos países desenvolvidos. 1991. Tomado como quadro de fundo a metáfora da ‘economia do astronauta’. . A percepção do mundo em relação aos problemas ambientais começa a mudar suas perspectivas com o relatório Nosso Futuro Comum [op.cit. da satisfação das necessidades básicas de alimentação. E acrescenta: "Vinte anos depois de Estocolmo.sistemas de poder para a distribuição e o uso de recursos pela sociedade. Ele mostra que as possibilidades de um estilo de desenvolvimento sustentável está intrinsecamente ligado aos problemas de eliminação da pobreza. os quais têm a principal responsabilidade no seu combate.. em que se compara o planeta a uma nave espacial onde todos os povos seriam os passageiros [Bellia. o referido relatório mostra que esta metáfora ajuda a frisar o caráter global e interdependente da sociedade de fins de século.].16]. Passados vinte anos da apresentação de proposta da Suécia para realização da Conferência sobre o Meio Ambiente Humano. Mais de um terço destes padece de fome ou desnutrição e três quartos não têm acesso adequado à água e acomodações dignas." [Brasil. A comissão de Brudtland não se restringiu aos problemas ambientais. "Uma só Terra" [Brasil. p. p.19]. ocupa os compartimentos de carga da nave. Destaca-se ser nesta resolução a primeira vez que se declarou formalmente que a maior parcela de responsabilidade pela degradação ambiental é dos países desenvolvidos. p.183]. refletiu uma postura identificada com os interesses dos países em desenvolvimento. Cada passageiro da primeira classe. também expondo a importância da cooperação e do multilateralismo. Menos de uma quinta parte da população do planeta ocupa a primeira classe da nave e consome 80% das reservas disponíveis.

foi proposto que cada país fizesse a adaptação da Agenda 21 à sua realidade. atividades e meios de implementação. no Rio de Janeiro. e seu sucesso na execução é responsabilidade principal dos governos [Conferência. Ao falar de um novo paradigma de desenvolvimento. A Agenda 21 trata de temas como pobreza. uma declaração de boas intenções e uma Agenda de Ação . mais do que a capacidade humana de adaptação. reduzindo os riscos e perigos. mas sim social e político. objetivos. a CIMA (1991) diz que um dos maiores desafios para que este novo paradigma se formalize. em nível mundial. retratado na elaboração da Agenda 21. de ajustar nossos números.a Agenda 21 [Mello. 1996. ao mesmo tempo. e propõe uma série de ações. são convocados a perseguirem o desenvolvimento sustentável. estratégias preventivas. na atualidade. tecnologias e de procedimentos mais limpos de produção ao longo do ciclo de vida do produto. em 1992. Esta realidade não revela um problema técnico. 1996." [Brasil. p. Isto seria conseguido. dado que a situação de pobreza política. na qual os mais diversos atores de uma sociedade. p. através de uma redução de impactos sobre o uso dos recursos e no meio ambiente. foram firmadas 2 duas convenções (uma sobre clima e outra sobre biodiversidade). nossas aspirações e nossas necessidades à capacidade de sustentação do planeta. O que está em jogo é. crescimento econômico. frisa-se que. assim minimizando ou evitando os resíduos. é um agravante e perpetuador de desigualdade sócio-econômica [op.. Ela espelha um consenso mundial e um compromisso político no nível mais alto que diz respeito a desenvolvimento e cooperação ambiental. Esses elementos são considerados indispensáveis à transformação do estilo em vigor. industrialização e degradação ambiental. Não se trata. Quanto ao papel a ser desempenhado por cada um dos principais grupos de uma sociedade. os de um desenvolvimento desigual para as sociedades humanas e nocivo para os sistemas naturais. Como recomendação maior."Os problemas de preservação do meio ambiente são os problemas do desenvolvimento. foi realizada a "Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento" . proposto na referida Agenda. 1991.102]. p. como a prosperidade desejada para o processo de desenvolvimento é fruto do resultado das atividades do comércio e da indústria. Na Rio-92.UNCED (Rio-92/Eco-92). p. Esse marco mudou os rumos mundiais com o consenso de mais de uma centena de países. Nesse sentido. ordenar prioridades e maneiras de implementá-la nas diversas áreas propostas.cit. a Agenda 21 salienta: "O aperfeiçoamento dos sistemas de produção por meio de tecnologias e processos que utilizem os recursos de maneira mais eficiente e. Assim. as mesmas devem perseguir uma gestão ‘responsável’ (manejo responsável) do meio ambiente. produzam .19-20]. fazendo uso de processos de produção mais eficientes.151]. a possibilidade de imprimir uma mudança substancial em sua forma de organização social e de interação com as leis da natureza. ou seja. está na captura da imaginação e da vontade política dos atores sociais.9].

a necessidade de um crescimento econômico para satisfazer as necessidades sociais e a equidade (todos possam compartilhar) entre geração presente e futuras.] recomenda melhorar a comunicação e a cooperação entre esta comunidade e os responsáveis por decisões.conseguindo mais com menos . na implementação de políticas e programas. não existe uma única definição que seja compartilhada por todos interessados.482]. Desta forma. Os elementos que compõem o conceito de desenvolvimento sustentável já foram colocados. é o reconhecimento de que a pobreza. Nenhum destes problemas fundamentais pode ser resolvido de forma isolada. no qual sumarizava o livro "The World Conservation Strategy: Living Resource Conservation for Sustainable Development" (1980). ou o desenvolvimento de técnicas substitutivas do uso de bens não-renováveis ou.constitui um caminho importante na direção da sustentabilidade do comércio e da indústria. além de promover um ‘código de conduta e diretrizes relacionados com ciência e tecnologia’. tendo demorado quase uma década para ser amplamente conhecida nos círculos políticos. Mas. no artigo "How to Save the World". o adequado manejo de resíduos. a deterioração do meio ambiente e o crescimento populacional estão indiscutivelmente interligados.cit.23].cit. Por isso. a Agenda 21 [op. bem como com o público em geral.487+. como a racionalização do uso da energia. 1996. a preservação da qualidade do sistemas ecológicos. ao longo deste trabalho adotar-se-á o conceito de Brundtland. a fim de proporcionar um uso maior da informação e dos conhecimentos. e que o relatório de Brundtland foi a peça chave. p. No que se refere a comunidade científica e tecnológica. ainda. Allen o define como sendo "o desenvolvimento requerido para obter a satisfação duradoura das necessidades humanas e o crescimento (melhoria) da qualidade de vida" [Allen apud Bellia.menos resíduos . na busca de parâmetros ditos como aceitáveis." [Conferência. United Nations Environmental Program (UNEP). Eles destacam também que apesar da importância do conceito nos atuais debates político e científicos. 2. . visando a convivência do ser humano numa base mais justa e equilibrada. 1996. p. por ser amplo. principalmente.3 Desenvolvimento Sustentável O termo desenvolvimento sustentável foi primeiramente utilizado por Robert Allen. ou seja. e World Wide Fund (WWF. bem difundido e o mais aceito. p. da International Union for the Conservation of Nature and Natural Resources (IUCN). ‘melhorar e acelerar o reconhecimento e valor das contribuições ligadas ao meio ambiente e desenvolvimento’ *op. antes denominada World Wildlife Foundation). percebe-se que os ideais do desenvolvimento sustentável são bem maiores do que as preocupações específicas.. visando entre outros. Rotmans e Vries [1997] comentam que a noção de desenvolvimento sustentável foi introduzida nesse ano.

. Do contrário. impedindo-o de atender às necessidades presentes e futuras. Ele contém dois conceitos chaves: " . sobretudo as necessidades essenciais dos pobres do mundo.o conceito de ‘necessidades’. surgirão falsas alternativas como um Livre Comércio ‘maquiado de verde’ que continuará a reproduzir o sistema econômico que degradou a qualidade de vida no planeta. .cit. " ..cit. mas em todo o planeta e até um futuro longínquo. que devem receber a máxima prioridade.a noção das limitações que o estágio da tecnologia e da organização social impõem ao meio ambiente. a direção dos investimentos. É importante lembrar que muitos obstáculos deverão ser vencidos para que se possa atingir. o ‘desenvolvimento sustentável’ é um objetivo a ser alcançado não só pelas nações ‘em desenvolvimento’. 49]. a fim de atender às necessidades e aspirações humanas.. Brügger [1994] atenta para o seguinte: "A economia não está isolada dos demais processos sociais e. assim.Destacam-se. Sem dúvida.. os pontos centrais do conceito de desenvolvimento sustentável elaborados pela CMMAD e contidos no relatório Nosso Futuro Comum [1991] e que se tornaram a linha mestra da Agenda 21: ". o desenvolvimento sustentável de uma determinada região.." [op. 46] "Em essência. p." [op. [p. 25]. de forma satisfatória. atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem suas próprias necessidades. é preciso examinar as conseqüências da imposição e/ou dependência tecnológica presentes nos processos de transferência de tecnologia dos países desenvolvidos para os em desenvolvimento. os novos desenvolvimentos tecnológicos podem atuar no controle da poluição causada por tecnologias mais antigas. assim. tipo de desenvolvimento capaz de manter o progresso humano não apenas em alguns lugares e por alguns anos. p.4+ ". *p. do planeta como um todo. o desenvolvimento sustentável é um processo de transformação no qual a exploração dos recursos. mas também pelas industrializadas.. será preciso uma profunda revisão dos valores que compõem a nossa sociedade industrial. como também as restrições quanto ao uso de agentes químicos poluentes podem ser eficazes no controle ambiental. No entanto. Assim. a orientação do desenvolvimento tecnológico e a mudança institucional se harmonizam e reforçam o potencial presente e futuro. ou melhor ainda.

Para reforçar. não só cabe analisar os recursos não-renováveis como. p. nível de modernidade e sofisticação. abrangendo o econômico. consciente da questão ambiental. também. estes passaram a ser objeto de gestão. Três ênfases básicas podem ser identificadas no desenvolvimento do conceito de tecnologia apropriada. a proteção ambiental deve constituir-se parte integrante do processo de desenvolvimento e não pode ser considerada isoladamente deste.." [Brügger. e grau de autoctonia e auto-sustentação. a serem utilizados para determinar se uma tecnologia é apropriada ou não. 18]. 1996].cit. etc.61]. como pesquisa e utilização de formas renováveis de energia. a crise chamada ambiental nada mais é do que uma ‘leitura’ da crise da nossa sociedade. a elevação ou a degradação da qualidade de determinado sistema social. ela será mais ou menos apropriada à medida que permitir que o sistema social em que é (ou vai ser) empregada se aproxime ou afaste das características ideais que deveria apresentar". É também em Bellia que se encontra a afirmação de que "nenhuma tecnologia é apropriada em sentido absoluto.cit. Então. e a forma como o conceito foi elaborado é ampla. densidade de capital e trabalho. demanda de recursos finitos. Sete critérios para uma análise multidimensional das tecnologias. ao contrário. destaca-se o 4º Princípio da Declaração do Rio sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento: [Conferência. que muitas vezes acabou permitindo a exploração desenfreada por alguns indivíduos. nível de agressividade ambiental..Para se abordar a importância da dimensão tecnológica para a manutenção. Se a eficiência econômica e a preservação ambiental parecem estar distantes de uma solução conciliadora.] são: eficiência econômica. a saber: preocupação com o significado sócio-político das tecnologias.. e o impacto ambiental causado por estas tecnologias [Bellia. A partir da falência do conceito de que os recursos ambientais seriam infinitos. destacados por Bellia [op. Ele inclui também a exigência da sociedade organizada. É necessário que se promova a adoção de técnicas que garantam a redução/eliminação do consumo acerbado ou. pode-se encontrar algumas soluções parciais em andamento na produção sustentável. passa a ser problema do Estado. o seu tamanho. o social e o ecológico. na tentativa do estabelecimento de um novo sistema econômico. da produção não sustentável. discutir a questão do bem público. Portanto. p. 1994. 1996] para alcançar o desenvolvimento sustentável. grau de simplicidade. . [op. escalas de funcionamento. O conceito de desenvolvimento sustentável inclui usar recursos com o caráter de perpetuação. ". impera a necessidade de se definir um grupo de critérios.

. fauna. 1994. [p.. O que se deseja criticar. flora e a biodiversidade). A questão ambiental é complexa e o conceito de desenvolvimento sustentável. Rotmans e Vries [1997] mencionam que este último "pode ser interpretado e desenvolvido de acordo com várias perspectivas". menciona que globalização é "uma palavra que está sendo esticada para encobrir diferentes sentidos .. Alie-se. sim. na entrevista dada à revista ‘Isto é’ (1403.. A globalização do problema ambiental suscita à questão da complexidade."A atual crise ambiental é portanto muito mais a crise de uma sociedade do que uma crise de gerenciamento da natureza. como demonstrado.36] "Analogamente. p. não têm estado sempre associados a qualidade de vida para a maioria da população: na esmagadora maioria das vezes são um eufemismo para designar crescimento desordenado. necessários para o crescimento e manutenção de todos os agentes envolvidos (seres humanos.. ótica que transcende fronteiras nacionais e que significa evitar a poluição. O primeiro é o das grandes empresas e se refere ao domínio do mercado mundial ou.27] ". os principais atores não são países e sim empresas". é bastante amplo. a expressão ‘desenvolvimento sustentável’ abrange pelo menos dois significados bem gerais: um inclui sua dimensão política e ética e o outro diz respeito unicamente ao gerenciamento sustentável dos recursos naturais. tout court. é a adequação que conduz particularmente à perpetuação de uma estrutura social injusta.109] "Mas o que é progresso não se discute. A globalização poderia ser vista por "dois lados". mas que se aja localmente. mas também o ecológico. os quais são. muitas das intervenções antrópicas que têm degradado os recursos naturais e as condições de vida têm sido feitas em nome do ‘progresso’ e do ‘desenvolvimento’. de 21/8/96). que o desenvolvimento sustentável é um processo global e não pode ser confundido com a globalização. ". a procura de um novo enfoque do desenvolvimento regional deve levar em conta não somente o aspecto econômico. principalmente como ele se produz e quem o impulsiona. também. Progresso e desenvolvimento. político. Esta permeia o conceito de desenvolvimento sustentável e exige que se pense de forma global. a questão ambiental não é apenas a história da degradação da natureza. em outras palavras.66+. Já o outro lado. também. sob o título "Desordem Mundial". o "da poluição". traduzido em ‘modernização da pobreza’. social e cultural. [p. Pode-se constatar que as . [p. Neste sentido. o aspecto comercial. mas também da exploração do homem (que também é natureza!) pelo homem." *Brügger. Sachs. entretanto.

e muito menos estes vão conformar-se com crescimento econômico zero..cit.. deve-se procurar formas de conciliar esses objetivos dentro de um novo paradigma de crescimento. já consensual. da sociedade organizada e também do sistema de mercado." e que é preciso questionar os aspecto do velho paradigma. aos governos e à sociedade são atribuídos omissão. [Cordani et al. . esta mudança de paradigma envolve a mudança de estratégias e enfoques sócio-econômicos que deverão ser elaborados de forma adequada. pode-se deduzir que o modelo atual não garante a longo prazo a manutenção do patamar de desenvolvimento dos países já industrializados.decisões tomadas na Rio-92. mas antes de sabermos isso. principalmente encontrados na diferença entre crescimento (aumento da produção) e desenvolvimento (mudanças sociais e mentais). Na literatura pode-se encontrar como principais explicações para este fato a falta de visão de longo prazo e a mudança do individualismo para o coletivo. p. com referência a questão ambiental. mais ainda. de que o modelo de desenvolvimento atual não pode ser mantido pelos países desenvolvidos. A busca pelo desenvolvimento sustentável pressupõe uma maior participação cooperativa dos governos (e inter-governos). científicos. pois ". não precisaremos nos desfazer de tudo. saúde. devemos estar dispostos a questionar tudo (. De forma genérica. O caminho a ser percorrido é a busca do desenvolvimento sustentável. industriais. nem seguido pelos países que almejam atingir o estágio de primeiro mundo.. Os governos não têm conseguido resolver eqüitativamente os problemas de acumulação de riqueza e sua distribuição e. materiais utilizados. 2. desemprego e subemprego (exploração). mas também de nossos valores.26-27]. não apresentaram resultados práticos significativos até o momento. que passa necessariamente pela implementação de diversas ações propostas na Agenda 21. desnutrição. distribuição)..4 A Busca de Estratégias para o Desenvolvimento Sustentável Pelo exposto. 1997] Capra [1996] menciona que "a mudança de paradigmas requer uma expansão não apenas de nossas percepções e maneiras de pensar. enquanto que às empresas têm sido atribuída a culpa pelos maiores impactos ambientais que vieram gerando. Partindo-se da premissa. que incluem as ações propostas na Agenda 21.. Contudo. pobreza..) a respeito dos próprios fundamentos da nossa visão de mundo e do nosso modo de vida modernos." [op. seja através de seus processos em si seja pelos produtos ou derivados (embalagens. produtos químicos/sintéticos. orientados para o crescimento e materialistas.

Assim. as questões sociais. se integra no conceito mais amplo do desenvolvimento sustentável. É nesta linha que as práticas de gestão adotadas pelos setores produtivos. tanto organizações empresariais no âmbito dos países ou globalmente. quando houver resíduos. à luz de várias motivações. na linha do desenvolvimento sustentável. pela Universidade das Nações Unidas . além da eficiência dos processos de produção. agora. em todos os níveis. estes devem ser convertidos em ‘inputs’ (de valor agregado) para outras indústrias. ainda pouco conhecida no Brasil. Todos os ‘inputs’ deverão se incorporar no produto final ou. tal como apresentada neste capítulo. Assim. ou seja. o presente trabalho concentra-se no setor produtivo e analisa as contribuições que este poderá proporcionar a sustentabilidade. o Zeri é uma evolução da filosofia da Qualidade Total. 1994. podem e devem se prestar para gerir a . UNU (Feasibility Study). Segundo Pauli [1995]. considerando a variável ambiental. estabelecido na ocasião de sua fundação. as empresas poderão contribuir significativamente para amenizar os impactos negativos causados ao meio ambiente. passam a adotar novas estratégias (reciclagem de materiais. Assim. mas que está a frente das iniciativas citadas.UNU e possui um compromisso com a estratégia do desenvolvimento sustentável. O Zeri (que será estudado no Capítulo 4) foi lançado. político e econômico. ou melhor iniciado. O desafio. Na busca de sua própria sustentabilidade no mercado. na elaboração de opções políticas para o crescimento sócio-econômico sustentável. depois de melhorar a utilização dos recursos. O Zeri auxiliará os governos. A nova questão passa a ser como gerenciar a questão ambiental no contexto do desenvolvimento sustentável? Embora. do consumo de energia e de matérias-primas. estão passando a adotar novas formas de gestão. é o Zero Emissions Research Initiative – Zeri. é o de passar do conceitual ao operacional. Segundo a UNU. o inter-relacionamento entre ações que conduzam ao desenvolvimento sustentável pressuponham grande abrangência de várias iniciativas no campo social. adoção de tecnologias limpas pela substituição de processos e matérias-primas." [Héden. a questão ambiental. nenhuma contaminação na água ou no ar e nenhum resíduo sólido. restringe-se o trabalho à procura de iniciativas vinculadas ao setor produtivo. em 1994. A ISO 14001 vem reforçar esta tendência.) que atendem melhor aos critérios de desenvolvimento sustentável. pivô e agentes de mudanças. além das questões ambientais antes não consideradas. isto é traduzir o desenvolvimento sustentável em ação. 1995]. pois agrega-lhe. Uma nova proposta. pois são agentes os mais dinâmicos. todos os tipos de países devem empenhar-se em seguir um modelo de desenvolvimento sustentável que satisfaça a todos. uma vez que. "O Zeri empreenderá pesquisa científica envolvendo centros de excelência de todo o mundo com o objetivo de alcançar mudanças tecnológicas que facilitarão a produção sem nenhuma forma de desperdício.Neste sentido. como qualidade total e outras.

na linha a ser perseguida do desenvolvimento sustentável. estudar a questão ambiental. Apesar de reconhecer que estas são apresentadas mais sob o ponto de vista econômico. A segunda apresenta algumas iniciativas diretamente relacionadas com a gestão da qualidade ambiental. e tendo sempre presente a perspectiva maior da sustentabilidade do desenvolvimento. Neste sentido. no Capítulo 3. neste trabalho busca-se dar ênfase às questões ambientais. abrangendo desde os aspectos econômicos até a questão da saúde e educação das pessoas e outros aspectos do bem-estar humano que fazem parte dos sistemas sociais. a Qualidade Ambiental é o primeiro item.questão ambiental com devidas adaptações. Abrange também o meio ambiente físico. sob a ótica da sua gestão. e por via de conseqüência à promoção do desenvolvimento sustentável. 3.html Capítulo 3 . Pois. Portanto.br/disserta98/bello/cap3. enfocando-a sob o aspecto da gestão da qualidade. Cabe ressaltar que não se procurou aqui esgotar o assunto. mas sim identificar as principais contribuições destas iniciativas à gestão da qualidade ambiental.eps. observou-se que o conceito de desenvolvimento sustentável é bastante amplo. A primeira considera iniciativas voltadas à gestão da qualidade total e sua relevância para a questão ambiental. mas não o único. compreender mais profundamente as iniciativas de gestão e tecnologia atualmente mais empregadas. com a complexidade dos ecossistemas que sustentam a vida local e globalmente. faz-se necessário. fica evidenciada a necessidade de reduzir-se o espectro deste estudo. procura-se examinar as principais iniciativas do setor empresarial voltadas para a gestão da qualidade ambiental que tenham em seu bojo as características exigidas para efetivação do desenvolvimento sustentável.Iniciativas visando à Gestão da Qualidade Ambiental 3. por isso. Portanto.2 Iniciativas voltadas à qualidade total .1 Gestão da Qualidade e Gestão Ambiental Pelo exposto no capítulo anterior.ufsc. Dividiu-se este Capítulo em três partes. e verificar de que forma as mesmas podem auxiliar à condução das empresas à qualidade ambiental http://www. Optou-se. E a terceira parte estabelece a relação entre as iniciativas de gestão da qualidade ambiental com o conceito de desenvolvimento sustentável.

Nesse sentido. pela necessidade de respaldo político e financeiro (apoio às atividades futuras). os defeitos eram corrigidos. pode-se dizer que nenhum sistema da qualidade total obteria resultado com eficácia se não houvesse uma visão estratégica do problema da qualidade. pois encontrase em questões sobre a natureza humana. como forma de superá-la (reativas). porém sem eliminação das causas de uma forma sistemática e permanente [Qualidade. Crosby. como Juran. p. Então. Assim.1 A Gestão da Qualidade Total Os programas de gestão da qualidade estão hoje difundidos pela maior parte dos países no mundo. A visão sistêmica da qualidade. Segundo Brocka [1994. Contudo. formas simples e ferramentas apropriadas. entre outros. o gerenciamento da qualidade pode retornar a 2.500 anos. têm chamado a atenção para diversos ‘vícios’ e erros gerenciais. Deming. ou gerar uma crise na empresa para provocar mudança por meio de uma visão nova (proativas). A literatura traz quase sempre referência à questão da qualidade como se fosse originária deste século. Autores. pode-se dizer que o marco de sua estruturação e difusão industrial iniciou-se na década de 50.2.O primeiro conjunto de iniciativas a ser examinado está correlacionado com sistemas de gestão existentes nas empresas. forma de gerenciar. Glitow *1995+ diz que ‘só há dois meios’ da alta administração alterar os rumos de sua empresa: mudar por causa de uma crise. embora as causas fundamentalmente fossem provenientes da definição e gestão do sistema produtivo. Nesse sentido. 3. . especialmente no Japão. 1988]. desenvolvida principalmente por Juran e Deming deu origem aos atuais programas de qualidade total conhecidos. A conscientização da alta administração de uma empresa mostra-se como um dos passos principais para a implementação de um sistema de gestão. Feigenbaum e Ishikawa. Neste conjunto de iniciativas destacam-se os sistemas de gestão da qualidade total e de gerenciamento ambiental. a culpa dos erros na produção era quase sempre imputada à mão-de-obra.70]. embora a mesma tenha suas origens em tempos longínquos. Os sistemas de gestão são aqui examinados principalmente sob aspectos referentes à gestão da qualidade ambiental.

permeando tudo que se fazia na organização e chamando a participação de todos. p. Neste sentido. a não ser naqueles aspectos ligados à legislação e/ou especificações dos clientes. nem mensurável no sentido tradicional [Brocka. Como instrumento de gestão. têm-se desenvolvido novas abordagens que reconhecem os limites da objetividade e apresentam alternativas para tratar problemas nessa área. Porém. torna-se compreensível que a gestão voltada à qualidade total tenha contribuído em muito para que os recursos da empresa sejam utilizados em sua forma mais eficiente. etc. entre outras coisas. Esta nova postura exigiu mudanças internas nas empresas que ultrapassam os limites de departamentos e se desdobram por todos processos da organização. Talvez essa característica seja o principal marco dessa visão sistêmica de gestão. a qualidade é um vetor de mudança e essas mudanças têm sido chamadas de revolução da qualidade ou revolução gerencial. a redução de desperdícios e retrabalhos contribuem para que os impactos ambientais sejam reduzidos.51]. os programas de qualidade total basearam-se no conhecimento mais profundo das externalidades questionadas pelo mercado (consumidores). principalmente. percebe-se que a sistemática utilizada na qualidade não deixava claro como os aspectos ambientais seriam tratados. que inclui a subjetividade [Ensslin. 1994. Cabe aqui observar que essa forma de quantificação tem apresentado limitações. Assim. impõe um conjunto de procedimentos que visam. nem se pode dizer que na época havia esta preocupação com a ótica ambiental. Uma questão que está sempre presente na qualidade é a seguinte: Qual é o valor agregado? Embora esta questão permita um melhor entendimento da melhoria contínua. a resposta não precisa ser necessariamente quantitativa. 1997]. deixando ainda mais visível a questão ambiental. Apesar de inicialmente a qualidade estar baseada. Nesse sentido. logo passou a ser vista de uma forma mais abrangente. a qualidade passou a ser considerada como responsabilidade de todos membros da organização e não mais dos inspetores do final da linha de produção. na ótica da qualidade.Assim. Da mesma forma. dentro da visão ampliada que se tem hoje. É evidente que a racionalização no uso de matérias-primas. a conformidade do produto ao mercado exigiu um grande investimento na imagem da empresa. a utilização mais eficaz dos recursos do processo. particularmente para as questões ligadas ao meio ambiente. . nos métodos de controle. a agregação de valor. A busca pela satisfação adequada das necessidades do mercado. esta conformidade exigiu um maior rigor ao cumprimento de normas e padrões aplicáveis ao produto. Ainda neste contexto. a racionalização da forma de trabalho. Isto acarretou ações de integração entre a organização e a comunidade em que a mesma se insere. como é o caso do Multiple Criteria Decision Aid (MCDA) de Bernard Roy.

2. entre outros. Todavia. p. 1988. Neste sentido. A primeira.cit. pois não basta conseguir lucro rápido hoje. porém. a preocupação com o meio ambiente é um fato. Contudo. p. o tema educação surge como uma necessidade básica.. sem necessariamente considerar como prioridade a variável ambiental. observa-se que na noção de cliente externo proposta por Juran [Juran e Gryna (QCH).3] fala de qualidade como sendo "a perda que um produto causa à sociedade após ser embarcado". A segunda. Kaoru Ishikawa [apud Teboul. Para ele. p.8-9]. Mann [1992. no caso desta qualidade superior ter sido uma meta da indústria ocidental. Ao se compreender a qualidade como um processo de adequação.12] diz que: "a qualidade começa pela educação e acaba na educação. p. etc. deseja-se ressaltar que a gestão voltada à qualidade total tem como foco principal a adequação à satisfação dos consumidores.11-12]. preço e qualidade. considerando a terceira parte [op. p. que isto só pode ser alcançado com produtos e/ou serviços de confiança e de alta qualidade. também abrange as questões ambientais. pela lógica da melhoria contínua. e comenta a existência de restrições legais [op. Esse autor frisa que todos os problemas de poluição que causam perdas à terceira parte são problemas de qualidade. para os propósitos do presente trabalho. Contudo. incluindose aí quem compra o produto. no contexto do mercado em que atuavam. pode-se notar que "algo se perdeu na tradução da teoria para a realidade". além dos esforços feitos para se criar um mercado para eles. este é um exemplo. ressalta que pouco uso se faz deste potencial. 1991. Uma empresa que progride em qualidade é uma empresa que aprende. na visão de seus maiores expoentes. pode-se observar os ganhos ambientais que advieram dessas ações. Neste sentido.29] menciona duas idéias fundamentais de Deming. impuseram modificações nos produtos tornando-os mais adequados à nova realidade. a qualidade total. melhorias na qualidade são sempre benefícios para a sociedade e uma qualidade mais alta deve incluir menos poluição. órgãos de regulamentação governamental e o público (o qual pode sofrer impacto de produtos sem segurança ou prejuízo ao meio ambiente). Aqui também. que um negócio deve ser desenvolvido no longo prazo. Esta autora também concorda com a maioria dos autores sobre o potencial de aprendizagem com os erros cometidos.Os efeitos da não qualidade. Nesse sentido." Isto demonstra que não se pode pensar em qualidade total sem se ter a preocupação ambiental. Apesar disto. considerados como perdas à sociedade. Taguchi [1990.2].. Textualmente ele diz: "clientes externos são aqueles que não pertencem à empresa. comprovando que havia preocupação com impactos ambientais. cit. que . ela frisa que. embora possa ser discutível a noção de meio ambiente preconizada por Juran. p. que os produtos são comprados pela sua utilidade.

QPA. p. e as pessoas estão em pontos diferentes ao longo do caminho.338) apud Juran.1]. controle e melhoria. em 1989."[Juran.cit.]. p. pois a etapa processo de controle se direciona para ações voltadas à regularização de problemas esporádicos de qualidade. 1993. não é melhoria de processo.4] diz "a jornada da qualidade nunca termina.aprende a aprender.. a qualidade tradicional concentrada só na manufatura é chamada de ‘qualidade com q minúsculo’ (little q). p. os problemas continuaram (tornam-se crônicos) a menos que uma mudança básica de causas comuns seja feito. O mesmo pode ser aplicado à qualidade na área . Walton [1992. A trilogia de Juran [1986. op. não um remendo no atual sistema gerencial" [Deming apud Walton. 1993] distingue o processo da qualidade como um intermitente planejamento. como tal. Outros pontos interessantes de ligação entre qualidade e meio ambiente está na relação feita por Juran a respeito de custo da má qualidade. que era preciso transformações no governo. p. "Remover uma causa especial de variação para direcionar-se ao controle estatístico. na grande maioria das vezes. Entende este autor que os ganhos da qualidade que se obtém são originados basicamente com a melhoria.cit.411]. Porém. Isto também se aplica à gestão na área ambiental. tanto Deming quanto Juran argumentam que os problemas de qualidade esporádicos e crônicos requerem cada um diferente abordagem. Diante do exposto.cit." Neste mesmo sentido.411]. op. Juran alerta para o fato de que os problemas esporádicos são cruciais e reclamam tratamento de urgência e os problemas crônicos se perenizam. p. Mas. na indústria e na educação. Nesse sentido. o meio ambiente pode ser afetado." Numa visão mais ampliada Deming já alertava." [Deming (1986. p. em ambos os casos. Primeiro. Desta visão. (QPA). o importante a considerar é que.6+. são erradamente tomados como inevitáveis [op. são de difícil solução e. Juran e Gryna (QPA). Como o processo é estável. Eles ressaltam que: "um processo sob controle estático pode ter sérios problemas de qualidade. não têm recebido adequada atenção para encaminhamento de soluções. Já o processo de melhoramento identifica e implementa ações para sanar problemas crônicos da qualidade. não raramente. os impactos negativos ao meio ambiente provocados pela indústria têm sido vistos como problemas crônicos e. é possível fazer uma relação com a questão ambiental e notar que. ainda mais ao se atentar para a complexidade das questões que envolvem o conceito de desenvolvimento sustentável.41 e p. e atividades de qualidade moderna que compreendem todas as atividades é denominada ‘qualidade com Q maiúsculo’ (big Q) *Juran. ele entendia que era necessário "uma metamorfose. embora possa ser importante.

onde considera o termo custo da qualidade significando custo da má qualidade [Juran.4. ‘ecologia com e minúsculo’ (little e) correspondendo a práticas de controle tipo end-of-pipe e. acrescido de que cliente é "alguém que é impactado pelo produto" [op. negociantes que revendem o produto. não deram certo. o conceito de usuários e clientes é mais amplo. 1994.4]. ou seja. p. sim. é que precisa ser mais aprofundado. Segundo. 1988. destaca-se que em seu livro Handbook . resultaram posteriormente. métodos ou serviços que ela fornece à sociedade" [Paladani. 3. valores e ética. e mais ainda às que estão voltadas para as premissas do desenvolvimento sustentável. o critério do que é certo. ‘Ecologia com E’ (big E) refere-se à preocupação e às ações voltadas para a qualidade ambiental em todas as atividades da empresa. p. o qual é diferente de correto. Para ele. então.cit. A nova variável requer mudanças no sistema de gerenciamento das organizações. inventário) que por serem alocadas a departamentos específicos.3]. p. por ter sido por meio do levantamento dos custos da má qualidade que se iniciou muitas vezes o processo de convencimento para a adoção de um programa de qualidade. não somente referente às leis. Juran comenta que os esforços feitos por várias companhias que usaram informações de custo da qualidade como base para fazer melhoria. Pelas colocações dos vários autores citados.2. Assim. p. automação.2. método de melhoria para reduzir custo de mãode-obra. das questões ambientais já referidas e a tradicional visão de que consumidores são os usuários finais dos produtos. Por fim. livre de erro. hoje em dia em evidência e discussão na literatura. QCH.25]. e consumidores que executam o último uso do produto". o que é permitido. onde..cit. No momento em que o mercado passa a reconhecer a importância da variável ambiental. exato. pode-se concluir que as questões ambientais agora reclamam pela efetiva inclusão da Natureza no rol dos consumidores. os quais compram o produto como um insumo aos seus processos.3].QCH. mais do que adaptações precisam ser feitas nas metodologias empregadas. gerenciamento por objetivo e programas anuais de melhoria).ecológica.2 A Série de Normas ISO 9000 . Uma nova revolução gerencial. pode-se destacar ainda que "usuários incluem processadores. a maior parte delas endereçou esses esforços às áreas "convencionais" de redução de custo (reprojeto de produto para reduzir materiais e produção. o mesmo pode ser notado hoje nas questões ambientais.4. em sérias limitações [op. já que a maioria dos processos busca eficiência e satisfação dos consumidores e que grande parte da "existência de uma empresa é justificada pelo produto. porém. mas. distribuição. estas empresas se utilizaram durante anos de várias formas para reduzir custos (tais como: melhoria no orçamento. Ainda. tendo faltado aos seguidores destes conceitos a consideração da Natureza e a visão de que o ser humano impreterivelmente precisa da qualidade ambiental.2-2.

o sucesso de uma empresa está na competitividade de seus produtos e não no reconhecimento de um dado sistema. . em 1987. a International Organization for Standardization – ISO. mas é preciso cumprir os quesitos mínimos dessas mesmas normas quando quiser se certificar [Almeida Júnior. Desta maneira. a forma e conteúdo de se organizar um sistema de gestão da qualidade depende de cada um. Assim. Elas especificam as exigências. lançou uma série de normas específicas à questão da qualidade intituladas Série ISO 9000. demonstraram que as ações da empresa estavam em dissonância com seus propósitos (empresa). os elementos que devem compreender um sistema da qualidade. Esta série da ISO traduz o estágio de organização das empresas. Embora contestada por alguns. devendo ser entendida como uma conseqüência e não um fim em si mesma [op. já que esta devia constantemente adaptar-se às exigências e mudanças dos consumidores. processos e práticas específicas – ao qual se aplica. dificultavam o processo de melhoramento contínuo do processo. cabendo aqueles que concebem ou implementam um sistema da qualidade levar em conta as diferentes necessidades da empresa – produtos/serviços fornecidos. sem impor a uniformidade do mesmo. ressalta-se que um cliente pode solicitar de forma condicionante que o fornecedor obtenha o certificado da série. mas sim que o mesmo esteja estabilizado e sob controle.]. sedimenta uma maior confiança nas relações cliente/fornecedor e na imagem organizacional. Alguns autores colocam que as referidas normas restringem a flexibilidade à mudança e portanto. a norma é um indicativo e não uma determinante. haja vista que a série ISO 9000 não objetiva graus de competitividade do processo produtivo. No entanto. Portanto. O reconhecimento da norma é como um padrão de produção e não como validação de atingimento/atendimento ao mercado. em realidade.cit. Alguns processos certificados. Portanto. empresas que obtinham certificação não necessariamente apresentavam um programa de qualidade total funcionando adequadamente. a certificação significa "casa arrumada". a série de normas ISO 9000 protagonizou em vários países uma visão uniforme dos elementos (requisitos) de um sistema de gerenciamento da qualidade.Visando homogeneizar os conceitos praticados pelas diversas filosofias da qualidade e seus respectivos programas. Cabe salientar aqui que as contribuições da norma. A série ISO 9000 constitui-se de documentos de orientação e ajuda às empresas para a implementação de sistemas de gestão da qualidade. podiam ser considerados de baixa eficiência e pouco adequados às necessidades da empresa. em alguns casos. São genéricas e independentes do setor industrial ou econômico. Tais normas nem sempre são bem entendidas e por vezes são consideradas obrigatórias. 1995]. embora sejam voluntárias (do ponto de vista legal).

3. que a instituição dos prêmios nacionais da qualidade exigem uma avaliação mais ampla que à ISO. práticas. também.Mas.3. detêm uma organização básica que." [ISO 14001. responsabilidade.EMS) é aquela proposta pela norma ISO 14001: "parte integrante de todo sistema gerencial que inclui uma estrutura organizacional. planejamento de atividades. tais como: normalização. realização. as normas desta série apresentam aspectos interessantes do ponto de vista normativo. desenvolveram-se esforços em cada país. 1996]. empresas que possuem um sistema de qualidade bem implantado e mantido. certificação. em princípio. pois levam em conta o esforço que vem sendo realizado pelas organizações.3 Iniciativas voltadas à Gestão da Qualidade Ambiental 3. legislação. educação e treinamento. não se pode negar o avanço trazido pelos sistemas de gestão voltados à qualidade mesmo sob o ponto de vista ambiental.SGA (Environmental Management Systems . deixando para a empresa a decisão do procedimento a ser empregado para alcançar as reivindicações explícitas nas normas. Assim. por que continham as características desejáveis à certificação. bem como o SGA vem demonstrar que o controle da poluição no final do processo ("end of pipe") se torna insuficiente. muito mais que o check-list das normas. portanto. . facilita a busca da qualidade ambiental.1 A Gestão da Qualidade Ambiental A definição mais conhecida e adotada de sistemas de gestão ambiental . Cabe lembrar que. A qualidade substitui a inspeção no final da produção. ou seja. revisão e gerenciamento da política ambiental. Menciona-se. com o trabalho de dados e informações e atentos ao mercado (clientes e sociedade). com as atividades de planejamento. já que por meio deles a empresa passou a conhecer melhor seus processos e a tratar os desperdícios de forma sistemática. infra-estrutura institucional e promoção nacional. que estão habituadas com o controle de seus processos. para enfatizar a importância da área de qualidade. procedimentos e processo e recursos para desenvolvimento. auditoria. implementação. Assim.

uma organização para assegurar os efeitos dessa política. elas não deveriam criar expectativas as quais não podem ser encontradas no produto. Da mesma forma. considerando seus limites. para passar a ver as necessidades da Natureza. Também. nas orientações. o controle e monitoramento. Em suma. cenários de possíveis situações de emergência. tudo bem definido com tarefas. quando for o caso. A análise dos impactos ambientais gerados por uma empresa começa pelo conhecimento dos seus processos. o exame pormenorizado da produção e dos seus resíduos sempre foi utilizado e fundamental. 1996]. Oportunidade. considerando os aspectos ambientais.Assim. nas políticas.]. através da possibilidade de reciclagem e aproveitamento de resíduos [op. e uma avaliação para garantir o processo de melhoria contínua. estabelecer prioridades e pesos. como na qualidade. Como o que ocorreu no começo na qualidade. as atividades de controle da poluição gerada também se iniciaram na área de produção. a inserção de questões ambientais na organização passa a ter valor nas decisões. significa planejar e prever essas emergências. Esta última. a prevenção. como se fabrica e o que sai. Portanto. Então o que muda. bem como a distribuição deste ou de um novo produto deveria ser .]. sabendo-se o que entra. A base de um SGA está sedimentada em uma política de gestão ambiental que deve ser estabelecida pela alta administração da empresa. faz-se necessário analisar os impactos ambientais gerados pelos seus processos produtivos. Na busca de novas alternativas para os insumos utilizados e/ou modificações no processo produtivo. Através de uma análise dentro da fábrica (sistema fechado). portanto. no referente às atividades de propaganda. A adoção de um SGA afeta a concepção de produtos e dos materiais usados no processo de produção de bens ou serviços. é quem define os requisitos e os objetivos que posteriormente serão aprimorados em metas e ações.cit. prevenção. o SGA compreende o desenvolvimento de uma política. não apenas como fonte a ser explorada. responsabilidades. os insumos utilizados. definir. além de estabelecer planos de contingência para os casos de ocorrência de acidentes. o que fará a diferença é o enfoque. recomenda-se desde o início incluir o pessoal de concepção de projeto. promover o exame de todas suas operações e conseqüências. mas como transformadora que é.cit. o SGA está fortemente calcado nas pessoas. Igualmente. o que se faz. se obtém uma visão clara que possibilitará analisar esta questão na empresa [op. atribuições e um indispensável sistema de informação eficiente e eficaz [Thé. com controle na saída dos processos. em ambos. como no sistema de qualidade. E. nos planos de ação e possibilita a divulgação ao mercado do comprometimento efetivo da empresa ao tema ambiental.

Isto faz com que a análise de risco. terá sua localização dentro da estrutura organizacional certamente dependente dos riscos do negócio. passou a ser estendido a todos os funcionários nas mais diversas funções da empresa.iniciada somente quando os requisitos de qualidade e segurança estipulados encontram-se completamente satisfeitos. Isso faz parte do processo de busca pela melhoria contínua. conseqüências de longo prazo e intervenções/ações em casos de emergência. O mesmo pode vir a ocorrer na implantação de sistema de gestão ambiental. normalmente consideradas nos sistemas de qualidade (composta de: definição. no que concerne ao controle das operações da fábrica e monitoramento das fontes poluentes. o qual também representará a empresa junto aos órgãos governamentais de controle ambiental. o que agora também se aplica à gestão ambiental.o estudo de mercado. o treinamento que antes era somente dado a gerentes e engenheiros ligados ao departamento de qualidade. devido à experiências limitadas e ausência de treinamento em gestão para a qualidade. a probabilidade de um dano. o desenvolvimento de produto. pois novamente provocará outra quebra de tradição nos conceitos já estabelecidos. ou seja. sendo que os produtos não devem mais serem planejados em termos "do berço ao túmulo" e sim "do berço ao berço". Neste sentido. produção piloto. Cabe destacar que a literatura apresenta casos de resistência de envolvimento da alta administração na implementação de programas de qualidade. o processo de conscientização. A determinação de um responsável pela execução das medidas propostas. passam a ser revistas com a inserção das questões ambientais em todas as suas atividades. A gestão ambiental requer a manutenção de um sistema de informação eficiente e atualizado (interna e externamente). Contudo. pois envolve efeitos de difícil visualização. compras (insumos). as conhecidas funções que afetam a qualidade . projeto preliminar. A exemplo do que ocorreu na qualidade. a engenharia de produção (manufatura). as fases do ciclo de vida de um produto. Em outras palavras. produção. treinamento e capacitação dos funcionários é muito mais amplo. órgão de defesa do consumidor e a sociedade como um todo. na visão tradicional das empresas. são treinados funcionários para essas atividades e para prestarem assessoria técnica às outras áreas da empresa. que trate de fontes alternativas. e de uso). mercado e serviços . mais especificadamente. de desenvolvimento de novas tecnologias e de legislação ambiental.detalhes. projeto final . maior que os sistemas de qualidade total. deva estar presente no planejamento. .devem ser vistas e repensadas para reduzir os impactos ambientais. Assim. O gerenciamento ambiental deve gerar mudanças nos processos e nos produtos.

bons exemplos são o aço e o alumínio. bem como identificar e criar novas oportunidades de melhoria. levantamentos de clientes. a ISO 14000 está trazendo uma abordagem mais sistêmica. e pode ser mostrado facilmente nas atividades agrícolas. O aproveitamento de materiais pode se dar por meio de três ações principais: . algumas das principais iniciativas conhecidas mundialmente que podem ser consideradas como importantes na promoção da melhoria da qualidade ambiental. Ultimamente. mais integrada para tratar da questão ambiental. . ou atacam problemas parcialmente (tratamento de poluentes na saída da indústria). a reciclagem tornou-se destacada em alguns setores como o de plásticos onde se estima que 1/6 de todo plástico é reciclado [Blass. o qual inclui atividades tais como: desenvolver e implementar sistemas. 3. Apresenta-se a seguir. ainda persiste entre outros aspectos a questão energética. Na indústria metal mecânica. pode-se considerar que os impactos ambientais advindos desta prática são menores. realizar pesquisa. porém. onde todas as sobras de material podem ser utilizadas como matériaprima para outros fins ou incorporadas ao solo como fertilizantes. As vantagens da reciclagem tornam-se importantes quando os custos de obtenção desta matéria-prima pelos processos tradicionais são maiores (primeiramente mais uma questão de custo). ou parte dele. atacar e eliminar as causas dos erros e problemas.A reciclagem de materiais é talvez um dos movimentos mais antigos de aproveitamento de materiais que se conheça.3. De outra parte. Essas tentativas de cunho "ambientalistas" buscam eliminar crises de poluição grave (despoluição de um rio contaminado). Porém.2 Iniciativas e Tecnologias "Ambientalistas" Diversas iniciativas vêm sendo utilizadas para a melhoria da qualidade ambiental. Entre elas há métodos de gestão e tecnologias apropriadas para gerenciar a questão da qualidade ambiental. porém. O grande objetivo da reciclagem é a transformação do produto.Reciclagem de Materiais . 1993]. de forma sucinta. em novas matérias-primas a serem utilizadas para a fabricação do mesmo produto ou novos produtos. achar. Neste último os ganhos com reciclagem são consideráveis já que o consumo de energia elétrica é elevado nas primeiras fases de produção do mesmo.Para assumir o compromisso com a melhoria contínua é requerido um plano de ação. A reciclagem é um processo antigo. já que evita-se a extração e pré-beneficiamento de matérias-primas.

. Embora interessante.Apesar de importante meio para o aproveitamento de materiais. Parte de produtos onde a segurança é importante. certos produtos são mais adequados que outros. Exemplos de reutilização são algumas embalagens de produtos que após cumprida sua função original passam a ter novos usos. Uma outra iniciativa também importante é a reutilização de produtos ou componentes. Uma forma de aumentar a eficiência do aproveitamento de materiais é a chamada recuperação de materiais. desmontagem e seleção de materiais. ou seja. é mais indicado para aquelas partes "invisíveis" do produto. já que após recuperado ele retorna ao mercado na forma de um produto novo. Outro aspecto a ser considerado é que a reciclagem não é a melhor forma de aproveitamento de materiais já que a mesma atua nas primeiras etapas de transformação de um produto. Diferentemente da reciclagem. a recuperação é mais eficiente do ponto de vista ambiental já que entra em uma parte bem adiantada da cadeia produtiva de um novo produto ou componente.Recuperação de Materiais (materiais constantes de um produto) . onde o volume disponível seja compatível com os custos envolvidos. que se tornaram um problema ambiental grave. a recuperação é normalmente restrita a um número de vezes ou ciclos o que limita a indefinida recuperação dos materiais. a reutilização de partes de produto é mais indicada para o cumprimento de . Sob o aspecto ambiental a reutilização pode ser considerada a iniciativa mais eficiente já que o material entra praticamente no final da cadeia produtiva. na montagem ou acabamento do produto. a reciclagem apresenta algumas limitações. já que a parte em análise deve estar em perfeito estado de conservação e praticamente pronta para ser novamente usada. a reutilização é bastante limitada. A recuperação aumenta a vida de um produto ou parte dele.Reutilização de Produtos ou Componentes . Quando comparado à reciclagem. A maior limitação desta iniciativa está baseada no fato de que nem tudo pode ser recuperado.Entende-se por reutilização o aproveitamento do produto ou parte dele para cumprir a mesma função anterior num produto similar ou completamente diferente. Esta forma de aproveitamento de materiais requer um processamento adicional às partes escolhidas de forma a inserí-las novamente em um novo produto. Mas. como na reciclagem. a possibilidade de recuperação é avaliada frente os custos de coleta. Percebe-se aí a dificuldade inerente ao processo de reciclagem por exemplo das latas de refrigerantes. entre outros.A recuperação de materiais está baseada no fato de que um produto ou parte dele ainda pode ser utilizado mesmo quando a vida útil do conjunto originário estiver esgotada. óleos lubrificantes. Como no caso da recuperação. . testes não destrutivos devem ser realizados para comprovar a estado de integridade do material selecionado. Assim. Talvez a maior delas seja a complexidade e custos envolvidos para sua coleta e seleção. Exemplos desta iniciativa podem ser vistos em produtos como pneus.

todas essas abordagens ‘ao reverso’ têm um foco comum no processo de mudança para reduzir emissões na fonte mais do que remover ou tratá-las mais tarde. A ecologia industrial enfatiza o potencial para reciclar resíduos de uma indústria como alimentação de estoques para outras. enquanto o dióxido de carbono é um produto residual da respiração. O termo eco-eficiência foi primeiramente utilizado no livro Mudando o Rumo. segundo Ayres *op. Mas. eco-eficiência é um conceito mais firme baseado em perspectivas empresariais. cujo custo não ultrapasse 15% do custo final do produto.funções "invisíveis" ao consumidor. nem os efeitos dos poluentes emitidos durante o processo industrial sobre os ecossistemas.cit. Segundo este autor as diferenças entre estas abordagens são mínimas e cita. "tecnologia limpa" ou "desmaterialização". que a redução de desperdício enfatiza conservação de energia e eficiência na utilização de materiais. com o seguinte teor: . em 94. Assim. já que o mesmo procura adquirir um "produto novo". Tecnologia limpa enfatiza a mudança técnica que reduz as emissões na fonte.WBCSD) como uma estratégia para empresários. por exemplo o impacto que o produto final causa ao meio ambiente. "ecologia industrial" e "eco-eficiência" e vários outros nomes. Ayres [1997. Contudo. A partir desses exemplos pode-se observar que o aproveitamento de materiais traz benefícios inegáveis quando considerado sobretudo o envolvimento de matérias-primas denominadas não renováveis. por exemplo. para ele difere das outras sendo desenvolvidas e é apresentada explicitamente para os executivos (notavelmente no World Business Council for Sustainable Development . estas iniciativas apresentam limites à luz do conceito de desenvolvimento sustentável. obtido a partir de um processo de reciclagem ou recuperação. poder-se-ia estipular que um material é classificado como reutilizado se o mesmo exigir um processamento prévio. A eco-eficiência abriga todas as outras abordagens. Oxigênio é. por exemplo. é difícil imaginar a reutilização de produtos ou peças sem uma necessidade mínima de processamento prévio à sua utilização. 1997] e uma definição mais atual foi apresentada no Workshop sobre o assunto realizado em Antwerp. pois no processo de aproveitamento de materiais não é questionado.+.cit.]. Neste caso. a semelhança dos nutrientes recicláveis de organismos biológicos.5] comenta que um novo modo de pensar "de-trás-para-frente" (no sentido inverso ao processo produtivo) sobre redução de emissões começou a emergir nos anos 80 e que tem sido chamado de várias maneiras de "redução de desperdício na fonte". um produto residual da fotossíntese. as outras abordagens são tipicamente definidas em vista a um resultado. Contudo. Embora desejável. A abordagem básica é aumentar o valor agregado para os consumidores por unidade de materiais divida por energia consumida [op. como um subsídio para a Rio-92 [Schmidheiny apud Ayres. p.

Ayres [1997] diz que parecem existir quatro elementos chaves. 1997].Três Estágios da Eco-eficiência. recycling) e minimização de resíduos – ‘utilização dos resíduos em produto utilizáveis’. bem como energia e matéria-prima)."eco-eficiência é alcançada pela entrega de mercadorias com preços competitivos e serviços que satisfaçam as necessidades humanas e tragam qualidade de vida.5]. mais que simplesmente minimizar desperdícios ou poluição associada com um dado produto. repair. p. para um nível de pelo menos na linha com a "capacidade de suporte" estimada da Terra. . Do ponto de vista gerencial. 2 .Fornecer serviço real baseado nas necessidades do consumidor ou cliente. 3 ..minimizar a dispersão tóxica. 4 . Na linguagem dos economistas. extensão da vida do produto (re-use.cit.aumentar a intensidade dos serviços de produtos e serviços. enquanto progressivamente reduzem os impactos ecológicos e o consumo intensivo de recursos." [op. em Antwerp.maximizar o uso sustentável de recursos renováveis. re-manufacturing. 5 . Fig.] No segundo Workshop de Eco-Eficiência. 1 .cit.minimizar a intensidade de energia de materiais e serviços." [op. 6 . conforme a seguir: I .minimizar a intensidade material de mercadoria e serviços. renovation. os quais têm sido identificados. [Ayres. Ayres destaca que há três tipos de tecnologias para reduzir desperdícios e emissões: conservação de energia e materiais.estender a durabilidade dos produtos. do World Business Council for Sustainable Development -WBCSD.aumentar a reciclabilidade dos materiais. ao longo de todo o ciclo da vida do produto. isso sugere o objetivo de maximizar o valor agregado por unidade de bens produzidos. e 7 . O autor frisa que "essa idéia é essencialmente equivalente a maximizar recursos de produtividade ao nível da empresa (levando em conta recursos ambientais escassos. são sete objetivos para atingir a eco-eficiência: 1 .

].Reconhecer o nível da política (diretrizes) da empresa.3. A eco-eficiência assim definida já antecipa muitas idéias que o ZERI vai incorporar. 1997]. expandir e integrar numa proposta mais abrangente para a gestão da qualidade ambiental voltada para o desenvolvimento sustentável. proposta pela Câmara de Comércio Internacional e assinada em 1991. da série ISO 14000 (série de documentos e normas relacionadas com o aspecto do meio ambiente). O SAGE. em agosto. como se verá no Capítulo 4. pois foi neste relatório sobre o desenvolvimento sustentável que aparece a primeira chamada para a indústria desenvolver efetivamente sistemas de gerenciamento ambiental [Lawrence.Adotar um sistema do ponto de vista de ciclo de vida com respeito a ambos os processos e produtos.Assegurar a viabilidade econômica para a empresa. o SGA é anterior ao lançamento. após avaliar a necessidade de normalização na área de .3 A Série ISO 14000 Na realidade. divulgado em 1987.cit. Os dois primeiros elementos acima têm sempre permanecido firmemente no domínio do gerenciamento das organizações. a capacidade de suporte da Terra é limitada. elaborada com a participação de uma centena de países tornou ampla a necessidade de uma maior responsabilidade no trato da questão ambiental. mas pode-se afirmar que esta norma internacional. Numa breve retrospectiva histórica. foi formalmente estabelecido o Strategic Advisory Group on Environment pelo Business Council for Sustainable Development. um ponto de vista e reconhecimento pode não ser suficiente para assegurar que as ações da empresa sejam consistentes com os imperativos de sustentabilidade global [op. estas normas promovem uma aproximação a um consenso voluntário do controle de aspectos ambientais e a visão de prevenção. Neste mesmo ano. e VI. e que a empresa cria algumas responsabilidades considerando o meio ambiente. III. Campos [1996] apresenta uma versão traduzida dos 16 princípios de gestão ambiental da Carta Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável. 3. Ao mesmo tempo.II . que o ambiente é finito . por diversas instituições. em 1997. No entanto. as origens da série ISO na área ambiental podem ser vistas como um reflexo do Relatório Nosso Futuro Comum. os elementos III e VI.

monitoramento.gerenciamento ambiental. 14004 . e 14012 . 1997]. que uma empresa pode ser certificada mesmo poluindo. para desenvolver normas internacionais de gerenciamento ambiental [Lawrence. pois o que é exigido é um plano de prevenção/mitigação ou melhoria [Lawrence.cit. controle. Posteriormente. e três de Diretrizes para Auditoria Ambiental (14010 .Especificação e diretrizes para uso. A mais importante diferença entre a ISO 14001 e o EMAS está na obrigatoriedade de publicação dos resultados das auditorias EMAS [Lawrence. A ISO 14001 tem como objetivo guiar e fornecer os passos essenciais à implementação de um sistema de gerenciamento ambiental. e neste mesmo ano é publicada a norma britânica de SGA.Diretrizes gerais sobre princípios.Critérios de qualificação para auditores ambientais).Procedimentos de auditoria. . o TC-207.1996]. Salienta-se. Gerenciamento este que compreende o desenvolvimento de uma política interna ambiental para a organização. auditoria de SGA. contudo. Cabe lembrar que ambas as normas da série ISO de sistemas de gerenciamento da qualidade e de gerenciamento ambiental receberam influência das normas britânicas. foi realizada a Rio-92. conhecida como BS 7750. A série completa da norma ISO 14000 ainda não foi publicada. Com a ISO 14001 cada empresa assume o problema relativo aos impactos ambientais negativos.]. assegurar os efeitos dessa política (objetivos e metas) e proporcionar o melhoramento contínuo (com revisões da política) [Lawrence. Aquelas ligadas a processo. que se tornaram conhecidas como ISO 14000. e já aprovadas. ISO 14001.(14001 . A norma ISO 14001 pode ser resumida como sendo o reconhecimento dos impactos negativos causados pelas empresa e a elaboração de um plano de mitigação e melhoria [op. performance ambiental e comércio. além de determinar a existência de um plano de prevenção e mitigação da poluição. ou seja. Houve também influência do Esquema de Auditoria de Eco-gerenciamento (Eco-Management Audit Scheme . prevenção. a BS 5750 no desenvolvimento da ISO 9000 série da Qualidade. A busca da certificação por esta norma preconiza o estabelecimento de uma política ambiental (plano de melhoria. 1997. Já. 1997]. porém. em janeiro de 1993 foi criado pela ISO um novo comitê técnico. bem como a BS 7750 é para a ISO 14000. 14011 . As outras normas e documentos guias referentes a produtos estão em diferentes estágios de desenvolvimento. pode-se dizer que a mesma se divide em duas grandes partes: processos e produtos. reconheceu que qualquer abordagem deveria incluir negócios. manutenção. são: duas para Sistema de Gerenciamento Ambiental .Princípios gerais.EMAS) que foi publicado pela Comunidade Econômica Européia (CEE) primeira versão em junho de 1993 e a segunda lançada em 02/04/95. 1997]. revisão). sistemas e técnicas de apoio).

. Enquanto a norma ISO de qualidade envolveu mais uma relação cliente/fornecedor. grupos ambientais). Esta norma foi baseada no ciclo PDCA (Plan-Do-CheckAct). ambas prevêem o .. desde junho de 1995. Lawrence.Modelo de Sistema de Gerenciamento Ambiental. Assim.As bases de abordagem da ISO 14001 para a melhoria contínua. a ISO 14004 é um guia. organismos normativos. p. Apsan [in op. que foi desenvolvido para os sistemas de qualidade. empresas. Ainda. bem como na sua aprovação como norma por intermédio de representantes de diversos setores (governos. Inclui perguntas que ajudam a empresa a avaliar ‘onde se está’ e ‘como começar’. com um sistema de qualidade definido. tentar entender as visões das partes interessadas. 1996]. porém. também uma certificação ISO 14001 não significa zero poluição. Ao se referir sobre voluntariedade da norma nesta obra citada. Cabe aludir que impactos positivos constam na norma de SGA. Os primeiros passos recomendados consistem em: verificar requerimentos legislativos e regulamentos. implementação e operação. identificar atividades/produtos e serviços que tem ou podem ter impactos significativos. entre outros. isto tende a se repetir também na série ambiental. contém maiores informações de como projetá-lo.cit. procurar a existência de práticas e procedimentos de gerenciamento ambiental. p. Por sua vez. draft international standards). a de SGA inclui a sociedade e expande os limites da empresa. 1996. Portanto. Fig. e como tal fornece os princípios que envolvem uma implementação efetiva do SGA. checagem e ações corretivas. ou nenhum impacto negativo ao meio ambiente. Um desses extra elementos da ISO 14004 é a revisão ambiental inicial. a certificação é referente ao processo e não ao produto. De acordo com Marcus e Willig [1997] os especialistas estão prevendo que o impacto desta série irá ultrapassar a extensa adoção da ISO 9000. possuir um sistema certificado ISO 9001 não significa ter um produto de qualidade.67-68] comenta que a série ISO 9000 trata da performance do processo e a ISO 14000 de melhoria da performance ambiental. 1996]. 2 . planejamento. conforme mostra a figura 2. e sim processo produtivo certificado. e revisão gerencial [ISO 14001. [ISO 14001.64] diz que "veio a existir para preencher um vazio" e que mais de 100 delegações de 50 países estiveram engajadas em redigir os padrões internacionais (os draft’s. haja vista as relações existentes entre as duas e que podem ser vistas no Anexo C da ISO 14001. procurar oportunidades de vantagem competitiva. 1997]. bem como atividades de outras organizações que impedem a performance ambiental [ISO 14004. Mas. A ISO 9001 e 14001 são compatíveis. É inegável que o aumento das atividades ligadas à qualidade em todo o mundo está relacionado à elaboração e adoção das Normas ISO 9000. Apsan [op. estão divididas em 5 tópicos: política ambiental.cit. investigar acidentes prévios de não-conformidade. Neste caso. na qual mais de 75 mil empresas no mundo obtiveram a certificação.

e a indústria precisa liderar este caminho a menos que deseje ser liderada. Alie-se também sua menção que em junho de 95.21] menciona que iniciativas ambientais voluntárias e. ‘clean up’.. TC 207) ao dizer que o impacto da ISO 14000 será veloz e significativo. a qualidade da água melhorada.cit. o que quer dizer que caminhos menos caros para diminuir poluição não eram perseguidos. e as vezes. Gro Harlem Brundtland.) a indústria começa a ser cada vez mais parte da solução dos problemas ambientais. a indústria dizia que usava a melhor tecnologia de controle disponível. p. Sob este novo paradigma..19] faz alusão as palavras de Frantisak (chefe do comitê assessor canadense na ISO. que ao fazer uma retrospectiva da evolução da política ambiental. … Nossos esforços devem visar (objetivar) um progresso real. a solução requer uma mudança no foco de "uma tarefa relativamente fácil para uma mais difícil tarefa de mudança de comportamento das pessoas controlando fontes não pontuais difusas".controle de documentos e dados. iam mais longe. A esta afirmação o autor adiciona diversas colocações de Ron Harper. mudanças climáticas) e são ‘de uma diferente natureza’. 1997]." [op.cit. que imensos progressos foram feitos. e que não se trata de uma opção. Ele afirma que no Canadá e nos EUA o ar está ficando mais limpo. A ISO 14000 suscita práticas proativas. (. Quase nenhuma atenção era dada as regras dos instrumentos econômicos e ação voluntária pela indústria na proteção ambiental. Assim. Nossa questão comum deve ser para uma constante melhoria da atuação ambiental da indústria.. conforme este autor demonstra no quadro abaixo. Mas geralmente. a inovação tem sido identificada como a chave do crescimento econômico e renovação." [Brundtland apud Johannson. no entanto. são mais complexos. não petrificando uma idéia que o tempo passou. mas é um problema de sobrevivência. Johannson [op. quinhentas e quarenta delegações compareceram ao Oslo City Hall para escutar a Primeira Ministra da Noruega. p. Dentre elas destaca-se: "As regulamentações ditavam quando e qual o nível a indústria deveria limpar-se.cit. Johannson [in Marcus e Willig. biodiversidade.] Harper [op. prescrevendo a tecnologia do momento.] comenta que as tradicionais medidas de ‘comando-e-controle’ têm conduzido/levado a um real e quantificável resultado no endereçamento da variedade de problemas ambientais. os problemas persistem (destruição do habitat. controle do processo. em particular a ISO 14000. proporciona o contexto do presente regime que promove iniciativas voluntárias. a dirigir-se sobre a ISO 14000: "Nossa contribuição é crucial para assegurar as mudanças necessárias no meio industrial e operação do mercado. Assim então. treinamento e auditoria interna. 1997. A mudança de paradigma na abordagem da presente complexidade dos problemas ambientais ‘requer novos remédios e o uso de técnicas mais sofisticadas’. a pergunta para os elaboradores de políticas está em como criar uma . mas que. in Marcus e Willig. 1997. têm começado a aumentar a importância para ambos o governo e a indústria.

e dá como resposta: .] lança a pergunta que normalmente se faz. fontes de poluição não pontuais Fonte: Harper apud Johannson. Comando-e-controle é o instrumento de escolha Ampla série de instrumentos. compatível e consistente com a manutenção do clima favorável a investimentos. fáceis de identificar e gerenciar Direcionamento difuso e difíceis de gerenciar. 1997 Johannson [in op. dá flexibilidade a indústria e encoraja inovação Direcionado à fontes de poluição pontuais.Mudança de Paradigma Mudança de Paradigma Velho Novo Proteção ambiental e crescimento econômico vistos como opostos sustentável une meio ambiente e tomadas de decisão econômicas Foco problemas locais Foco problemas regionais e mundiais Agenda dirigida para considerações dentro do próprio país internacional e clima (ambiente) para investimentos Agenda sensível ao comércio Desenvolvimento Público olha para governo para priorizar problemas e encontrar soluções pública na identificação dos problemas e no desenvolvimento de soluções Participação Fragmentação jurisdicional conduz a duplicação e sobreposiçãoDiscussão cooperativa de jurisdição elimina duplicação e sobreposição Pensamento voltado para reação/solução prevenção Pensamento voltado para antecipação. ou seja. Quadro 1 . em muitas circunstâncias.cit. Ele acrescenta ainda que a indústria é capaz de selecionar a maior abordagem de custo-efetividade para os problemas. in Marcus e Willig. incluindo ações voluntárias e instrumentos econômicos são utilizados Regulamentação prescreve soluções técnicas. A sua idéia para a mudança de paradigma na abordagem da questão ambiental está resumida do Quadro l. quais os benefícios específicos que se poderia esperar da ISO 14001. é promover o uso de iniciativas voluntárias.regulamentação ambiental que ao mesmo tempo seja flexível para ser inovativa. inibe inovação Regulamentação trata de padrões de performance. A resposta.

estes autores destacam que o TQEM pode incluir a gestão da qualidade ambiental. onde você não pode esperar ganhar a menos que esteja no jogo.cit.44]. CEO da Cinergy Corp.26]. Assim. reordenar as relações entre atividades humanas e meio ambiente não é uma tarefa fácil. 1997. Johannson finaliza dizendo que "no ambiente dos negócios de hoje.. p. com a ISO 14000. os benefícios reais virão para aqueles que entrarem no espírito profundo do SGA." [op. realizando operações de controle ambiental através do Total Quality Environmental Management . mas a maioria deles são difíceis de se quantificar.. Contudo. da revista Quality Progress. Para ele mentes que se mantêm fechada ao progresso. Mas. sem necessidade da ISO 14001. A ISO.TQEM. Apesar desta incerteza.] diz o que TQEM começa com claros objetivos de negócios que incluem objetivos ambientais. é como a loteria. são tipicamente aquelas quando deparadas com uma oportunidade. Como também. p. as empresas acreditam que um SGA trará benefícios financeiros e ambientais a longo prazo. e não somente nas especificações traçadas na ISO 14001."Depende das metas e necessidades específicas de sua organização e daquelas de seus clientes. ecologia industrial e balanço ecológico.27]. p. Na literatura. proporciona uma sólida fundação para implementação de um SGA [Diamond. Pode-se integrar responsabilidades ambientais dentro das funções existentes da companhia. e estes podem comprometerse com o desenvolvimento sustentável. "Precisamos adotar o "cathedral thinking". as gerações de planejadores e construtores não . in op. ele frisa que a maior barreira encontrada origina-se na mentalidade de resistência a mudança. o que leva à se pensar em educação ambiental. 1997]. Portanto é uma questão de conscientização ambiental. FitzGerald [apud op. Entretanto. Hemenway e Hale [1996] mencionam que muitas empresas pesaram o mérito da ISO 14001 e as progressivas têm se movido através dos seus requisitos. p. Neste mesmo sentido. p. nem todos os benefícios são prognosticáveis.. O desafio é demonstrar esses benefícios para outros [op.cit.43].9]. Num destes. Rogers [in Marcus e Willig.cit. dizem não poder fazer ou não ter capacidade para fazê-la. "quando nós não sabemos sobre como nossas ações afetam o meio ambiente". diversos artigos apresentam comparações entre os programas de gestão da qualidade com os da gestão ambiental.. mas complexa [op.cit. comenta que. conceito que explica esforços heróicos que constariam nas grandes catedrais da Europa. ou outro tipo formal de sistema de gerenciamento. A implementação de um SGA está associada a muitos benefícios. Este autor acredita que uma barreira potencial pode ser uma pobre implementação e interpretação que é também rígida. que na realidade estas pessoas estão dizendo que não irão fazer a mudanças.cit. a flexibilidade (habilidade de se adaptar ao mercado mundial) é um requerimento básico à sobrevivência" [in Marcus e Willig. As empresas reconhecem o potencial do SGA para reduzir os riscos ambientais (incluindo a possibilidade de não conformidade) e a esta dificuldade está pois são ações preventivas..

3. 1995. Esta é a missão como inspiradora e energia para criar catedrais . mas nós queremos avaliálo contra ‘comando e controle’. "Nós temos uma missão. p.tinham esperança de ver o produto no seu trabalho de vida." *op. "A melhor maneira de predizer o futuro é inventá-lo". nacional e global. na maioria dos casos.13]. O estudo de sistemas de gestão que aqui se fez. 1997. avaliação do ciclo de vida (ACV –ou em inglês LCA. este autor destaca Villani. "Na realidade a poluição industrial é uma forma de desperdício e um indício da ineficiência dos processo produtivos até agora utilizados. os quadros de governos e de empresas vêm tentando determinar como utilizar o sistema de gerenciamento ambiental para facilitar seus trabalhos". cabe perguntar-se sobre a relação dessas iniciativas como o desenvolvimento sustentável. "desde o lançamento de parte da ISO 14000. Gestão da Qualidade Ambiental e Desenvolvimento Sustentável Depois do inventário das principais iniciativas de gestão. mas. de life-cycle assessement).mudar a estrutura/ reformular/transformar as relações entre o meio ambiente e as atividades humanas. uma é pessoal. sim verificar que tipo de decisões e ações são tomadas para facilitar e quando se tem um SGA ‘no lugar’. Acrescenta que muitos segmentos empresariais estão esperando para ver se a norma dará a eles mais flexibilidade no retorno de instituição de um SGA voluntário. num estudo realizado com empresas nos USA. in Marcus e Willig. além de que muitas conferências anunciam os benefícios destas normas e os perigos de ser o único no seu bloco econômico a não adotá-la. p. inclui auditoria. ." [Valle. avaliação de desempenho (performance) ambiental. "nós não sabemos se um SGA . Begley [1997] comenta que. ainda em fase de elaboração.+. Ao referir-se que o SGA não é só para negócios e regulamentação.ISO 14000 é uma coisa boa ou ruim.] Outra citação encontrada em Begley é de Smoller. Nossa missão é contemplar um futuro melhor e deixar que a próxima geração um passo mais perto desta realização. revelou certos pontos importantes que servem de resposta à questão. Convém lembrar que uma dos normas da série ISO 14000 terá como objeto a avaliação de ciclo de vida (a ISO 14040 estabelecerá os principais elementos da ACV). perdas de matérias-primas e insumos. que irá requerer uma base de dados e alguns impactos que ainda não têm padrões ou legislação.cit. corporativa." [Rogers.cit.4. que diz: "não esperar melhoria ambiental substancial nos primeiros dois anos. selo ambiental. A ISO 14000 contém uma ampla área de gerenciamento. de Recursos Naturais de Wisconsin.8]." *op. Resíduos industriais representam. Secretário do Deptº. mas para o meio ambiente e economia.

Antes de 1979. pois este também necessita de um engajamento maior de todos os seres humanos nos problemas da Humanidade e do Planeta. Nessa perspectiva. não ainda quanto à sua solução total. tinha o propósito de facilitar a normalização como forma de promoção do comércio internacional. diferentemente. Este avanço servirá de valia no rumo ao desenvolvimento sustentável. quando as diferenças não são tão grandes.cit. os progressos realizados no sistema de gestão visando a qualidade. Na área de administração já foi uma grande descoberta ‘aprender’ a ouvir sugestões dos funcionários ‘subalternos’. Esse é um salto qualitativo que está faltando na visão dos sistemas de gestão. forma de gerenciar. na direção do desenvolvimento sustentável." [Ishikawa. Nos dias de hoje. 1993]. Apesar das diferenças de opinião. A criação da ISO. pela atenção que vêm despertando. então há que se lembrar a autora Mann [1992]: "muito se perdeu na tradução da teoria para a prática na área da qualidade". apresentam uma concordância nas idéias de 95% [op. se ‘todos os problemas de poluição são problemas de qualidade’*Taguchi. A qualidade.]. autor de uma guia de orientação da área da qualidade. e há uma consciência generalizada. mais se encontra em questões sobre a natureza humana. poderia ter sido diferente. em 1946. Como já mencionado. Com referência as normas internacionais pode-se também observar a transformação ocorrida. como um esforço para harmonizar o processo produtivo com os ecossistemas parecer ser o salto importante. principalmente. mas. segundo eles.A qualidade total inclui a qualidade ambiental. 1990+ e se a qualidade deveria trazer sempre um benefício para a sociedade. na Suíça. qualidade total estende-se à qualidade ambiental. Naquele ano . e por essa ligação estabelece-se já uma relação com o conceito de desenvolvimento sustentável. Já o casal Brocka [1994]. À luz de todas as citações referentes à qualidade e reflexões sobre as contribuições. as "discussões que ocasionalmente ocorrem entre os defensores de cada guru algumas vezes parecem disputas religiosas". formas simples e ferramentas apropriadas. assim. menciona que "o Gerenciamento da Qualidade não se trata de uma novidade e não é conduzido pelas forças econômicas presentes. cidadãos e governos. "O controle de qualidade total. No entanto. de que o desenvolvimento sustentável precisa ser perseguido. Considerar a qualidade ambiental. representa esforços e benefícios de empresas. mas foi esquecida ao longo do caminho. ‘quase universal’. é uma revolução do pensamento administrativo. tiveram ‘saltos qualitativos’ e tinham o objetivo de melhor servir a sociedade. de Juran e Taguchi a história da humanidade com o movimento da qualidade (se bem entendida). a consumidora final. sim. É claro que não se pode comentar uma época sem levar em conta o contexto histórico. pelas razões já citadas no capítulo anterior. a questão ambiental está em evidência. Agora os problemas crônicos ambientais estão deixando de o serem. Faltou a Natureza no rol de consumidores. ao estilo japonês. o trabalho da ISO era mais focado em técnicas e questões de segurança (por exemplo: normas para tamanho de papel).

32. As iniciativas ambientalistas. [Mello. passaram a ser padrão de referência. (. O próprio nome ISO é uma sigla oficial. Ambas auxiliaram o melhor conhecimento dos processos e como tratar o desperdício de forma sistemática.que significa isobar. A este fato. Geraram uma adesão e corrida para manter e/ou ganhar mercado.houve uma mudança. Já em 1991. 1997.40]. como forma de forçar habilidades empresariais para melhorar e medir sua performance ambiental.) parâmetros nada mais são do que o desdobramento de um objetivo maior. que vão sendo substituídas por outras de melhor rendimento. surgidas soltas do contexto de impactos ambientais negativos. "A abordagem sistêmica de uma organização e a postura pró-ativa fundamentam-se. uma comparação pode ser realizada. o econômico e o social. integrada. legislação. Os estilos de gerenciamento em muitos países ocidentais. tecnologia). o desenvolvimento auto-sustentável. até mesmo eliminando o uso de algumas matériasprimas mais escassas ou poluidoras. que desenvolveu a série de normas da qualidade (1987). calibração. mas é também uma palavra vem do grego isos ... ao mesmo tempo que para os ajustes pretendidos houve necessidade de outros desenvolvimentos em paralelo (entre outros: treinamento. 1993. para isso recorre a diversas ferramentas e métodos. o ecológico. dos processos e métodos da gestão. no entanto. ou seja. no mesmo conceito de visão a longo prazo e de melhoramento contínuo descritos anteriormente. propiciando um melhor aproveitamento dos insumos. adotam princípios que são frontalmente contra essas diretrizes.[1996]: "um sistema de gestão ambiental possui um aspecto marcante que fundamenta a sua concepção: o conceito de visão a longo prazo e de melhoramento contínuo. Portanto. o SAGE foi formado para encorajar uma abordagem comum de gerenciamento ambiental. "O que o avanço tecnológico tem promovido é a redução do desperdício. p. o desenvolvimento sustentável necessita para ser atingido três ângulos de igual importância. como meio de sobrevivência e perpetuação. p. criação do technical commitee. tanto as de qualidade tanto as do meio ambiente. apud Hormozi 1997]. As normas da ISO. Implementar um sistema é uma das formas (meio) encontradas para atingir determinado fim.18] Como observa Carvalho et al. ganham força quando visualizadas no conjunto das interações do processo produtivo com o meio ambiente e destes com a sociedade. 1993 e Henkoff. TC 176. de uma maneira simplista e geral. isométrico. de facilitar o comércio internacional e de remover barreiras [Alexander (1996) apud Hormozi. técnicas. Tais princípios . no que se refere ao desenvolvimento sustentável as ISO’s contribuem com a visão sistêmica. normas setoriais. além de lembrar triângulo isósceles (dois ângulos iguais) [Arnolds. 1996.

quanto do social e. tanto do ponto de vista econômico.br/disserta98/bello/cap4. Representam etapas significativas na história do progresso da humanidade. Inicialmente das iniciativas que surgiram para aprimorar gestão da qualidade total no setor empresarial." [Carvalho et al. A relevância dessas iniciativas para o desenvolvimento sustentável está no fato de que elas oferecem as ferramentas e instrumentos de gestão para a qualidade ambiental. suficientemente abrangente para integrar progresso econômico. uma abordagem mais estratégica juntando a consciência ecológica e o desenvolvimento sustentável.html Capítulo 4 . Compatibilizar estes dois tipos de ciclos é possível. por muitas vezes.. Para romper esta estrutura e adotar-se uma nova postura. Falta-lhes uma visão de conjunto.refletem uma cultura reativa fortemente enraizada em várias organizações e que. Falta-lhes. Enquanto uma se preocupa com a produtividade. Como observado. a gestão da qualidade ambiental vem emergindo de várias abordagens de gerenciamento. é conflitante com valores e princípios da postura ocidental de gerenciamento. passa despercebida e é praticamente de maneira inconsciente. porém.eps. porém. o que deturpa e condena uma série de modelos e ferramentas úteis de gestão. que apesar dos progressos na gestão da qualidade total e ambiental. incorpora o progresso realizado pelas iniciativas de gestão aqui mencionadas e avança na direção da visão abrangente. "O compromisso com uma visão de longo prazo e a visualização de vantagens econômicas a médio e longo prazo. custos e rentabilidade. como a ISO 14000 e a eco-eficiência. servindo assim ao desenvolvimento sustentável. primordialmente uma abordagem sistêmica dos ciclos produtivos e deste com os ciclos dos ecossistemas em que a empresa atua. http://www.Zero Emissions Research Initiative . capaz de convencer os seus seguidores de sua própria visão e dos seus ideais. a ser estudado no Capítulo 4. Surgiram depois abordagens específicas para a questão ambiental. Observa-se. e atendimento das aspirações de bem estar da sociedade. 1996]. a lucratividade de uma é neutralizada pelos prejuízos da outra.ufsc.Zeri . aos poucos foram tomando forma sistemática. a outra volta-se para a recuperação dos danos causados ao meio ambiente. fundamentalmente. Ambas procuram a máxima eficiência no seu respectivo campo de ação. Resultados rápidos e imediatos constituem a maioria dos retornos desejados de muitos investimentos. ultimamente. necessita-se um esforço extra e uma liderança adequada. propondo uma estratégia que integra produtividade industrial com qualidade ecológica. preservação da qualidade ecológica. mas requer uma nova mudança de paradigma gerencial. para o tratamento da questão do meio ambiente. Parece óbvio que falta a ambas. em muitos casos. No balanço final que a sociedade fizer. as duas linhas de gerenciamento correm em paralelo. para unir e não seguir em paralelo. O Zeri. no sentido pró-ativo. as quais.

mas consubstanciada com o pragmatismo empresarial. o Zeri adquiriu a marca distinta de uma proposta visionária e inovadora. além da aptidão acadêmica e operacional (capacidade para articular estudos teórico-práticos em redes mundiais de pesquisa).1 Contexto Institucional e Lançamento O Zeri surgiu na UNU como resultado da convergência de três correntes de pensamento que dominaram o cenário mundial nos últimos 60 anos: a desenvolvimentista. Essas três correntes encontraram nas Nações Unidas. em particular dos processos de produção industrial. Nesse contexto institucional. com o propósito de "elaborar uma política orientada ao planejamento e implementação de estratégias de desenvolvimento sustentável. 4. lançado pela UNU (United Nations University) em 1994. o braço acadêmico que pode mobilizar a capacidade científica mundial para estudar os problemas de caráter global e propor alternativas políticas para resolvê-los. composto por cientistas. postulada pela Agenda 21. voltada para o crescimento econômico e a expansão da produção industrial.1 A Proposta do Zeri O Zero Emissions Research Initiative – Zeri. Dado sua singular posição institucional e sua missão de estudar assuntos de caráter global. seu conceito e princípios. Seu conceito ainda está em evolução e sua aplicabilidade para a gestão do desenvolvimento sustentável vem sendo demonstrada via exemplos de empresas que adotam as estratégias que ele propõe. o Zeri emergiu de um processo de cristalização dos ideais do desenvolvimento sustentável proclamados na Conferência de Estocolmo e consagrados na Rio-92. e sua aplicabilidade para gestão da qualidade ambiental na perspectiva do desenvolvimento sustentável. e da busca de estratégias apropriadas para promovê-lo. defendendo os sistemas naturais e a qualidade do meio ambiente. atenta ao bem estar humano individual e coletivo.4. dirigentes de organismos internacionais e empresários. o Reitor da UNU convocou um Comitê internacional. como base para promover um novo tipo de desenvolvimento que seja sustentável. Integra os princípios e estratégias da qualidade total com os requisitos da qualidade ambiental. Desde o primeiro instante. .2 Origens e Formulação 4. e a ecológica. advoga uma mudança de paradigmas no conjunto das atividades econômicas.2. a estratégia. após a UNCED 92. Este capítulo examina quatro dimensões dessa proposta: as origens e desenvolvimento do Zeri. Assim. a UNU reconheceu a necessidade de um redirecionamento dos estudos nas perspectivas micro e macro do gerenciamento ambiental para torná-los mais pragmáticos. a social. por intermédio da UNU. Como prioridade.

na presença de trinta convidados. O Zeri foi baseado no primeiro dos três programas. o governo e a sociedade. do comportamento individual e coletivo do cidadão em relação ao meio ambiente e das organizações sociais. os resultados dos estudos e/ou cursos oferecidos podem ganhar efeito sinergético e multiplicador. seja de governo seja de comunidades rurais ou urbanas.Eco-restruturação – estratégia para o total redirecionamento da civilização industrial. Seu principal idealizador. em Tokyo. processos e instituições pelas quais o estado e a sociedade civil gerenciam o desenvolvimento de uma maneira ambientalmente sustentável. Como estratégias operacionais. naturalmente e por conseqüência. . UNU (AR). O objetivo maior é aumentar a capacidade interna de gerenciamento nos países em desenvolvimento. A proposta gerou imediatas repercussões na imprensa dedicada ao setor empresarial e à comunidade diplomática residente no Japão (por meio do Nihon Keizai Shimbun . visando o estreitamento de parceria com o setor privado no esforço coletivo de eco-restruturação.aquele Comitê recomendou três programas. Enfatizou também a necessidade de estreitar a articulação entre academia. empresas e governo. entre os quais estavam empresários e cientistas japoneses e representantes da mídia. voltado para envolver o setor empresarial no processo do desenvolvimento sustentável. envolvendo a academia.capacidade dos ecossistemas de tolerar e de se recuperar das intervenções humanas ou destruição atribuídas às causas naturais.Governabilidade Ambiental . Pauli esquematizou as linhas mestras do Zeri como um programa de longo prazo.NIKEI e do Japan Times). . Gunter Pauli. A presença da mídia e do setor empresarial revelou-se um fator determinante no ímpeto que tomou a partir de então. 1993. assumindo a visão conceitual e as estratégias operacionais recomendadas pelo Comitê. A primeira apresentação pública do Zeri foi realizada em 1994 na sede da UNU. aí incluindo a mudança da organização das atividades econômicas com ênfase na tecnologia. . 1996]: .Sustentabilidade Ecológica . o da eco-restruturação. como forma de auxiliar os mesmos a definirem suas próprias estratégias e planos de desenvolvimento sustentável. o Comitê deu ênfase ao treinamento de recursos humanos nas áreas de reflexão política e elaboração de políticas de gestão. na qual. recebeu a incumbência de criar um plano de ação para implementar a Agenda 21 da UNU. a saber [UNU (UNU Agenda 21).o uso de normas.

inclusive com várias apresentações do projeto na Europa. esboçou linhas gerais da pesquisa de diferentes setores selecionados. cuidou dos preparativos para o primeiro congresso mundial do Zeri e dedicouse a um intenso esforço de promoção junto às empresas e governos. lideradas por Pauli. a UNU promoveu um estudo de viabilidade do Zeri. Isso se conjuga com sua recente liderança na gestão da qualidade total e da produtividade.35-36]. tanto para rebater as objeções quanto para sustentar às adesões. o Zeri gerou curiosidade ou ceticismo no meio empresarial. O Relatório final recolheu os resultados que estas atividades preparatórias geraram e incorporou um grande número de sugestões que foram incluídas num programa de pesquisa para o período de 95 a 98. O Relatório do Estudo de Viabilidade ficou pronto em abril de 1995 sob o título Feasibility Study on The Zero Emissions Research Initiative/UNU. 4. já que o Japão é um país que tem despertado certa curiosidade no mundo ocidental. Recolheu principalmente o pensamento e a visão estratégica de cientistas. também desde o primeiro instante. Pauli. p. Aos poucos. Uma das objeções mais freqüentes ouvidas era: ZE (Zero Emissions) é impossível. no Japão e internacionalmente. Na busca de uma fundamentação mais sólida. empresários e estadistas que proporcionaram os recursos intelectuais para a formulação do Zeri. o fato de o país. uma equipe de três pessoas. 1996. em Beijing/China. pela escassez de matéria-prima. e a performance na recuperação após os choques dos preços do petróleo. Entre 94 e início de 95. Carl-Göran Hedén da Royal Swedish Academy of Sciences. Mas houve.2 Estudo de Viabilidade No início. . levando o debate sobre o Zeri em vários países. in UNU World (Proceedings). A realização deste Estudo de viabilidade contou com uma equipe central de seis cientistas e promoveu uma série de debates e encontros. receptividade e até entusiasmo por parte de empresários e cientistas. EUA. sob a coordenação do Prof. essa atitude prevaleceu sobre os menos otimistas. tende a compreender bem a necessidade de maximizar o seu aproveitamento [Mitsuhashi. por sua vez. especialmente sob dois aspectos: a rápida transformação de reprodutor de tecnologia para um dos líderes em P&D.A escolha do primeiro público alvo reflete uma estratégia promocional no lançamento do Zeri. ganhando adesão de importantes segmentos no governo e no mundo empresarial do Japão e depois internacionalmente. organizou mesas redondas. e muitas controvérsias científicas. Alia-se a isto. inclusive dentro da própria UNU. começou a trabalhar dentro da UNU: empreendeu um estudo de viabilidade do Zeri. Nova Deli/Índia.2.

bem como às interfaces destes com outros sistemas. econômico e socialmente sustentável. na busca de um desenvolvimento que seja ecológico. o social e o econômico."representa uma continuação lógica da atual tendência de gerenciamento industrial. O relatório destaca três razões para a importância do Zeri. no ponto culminante na série de inovações sociais e de gestão empresarial. 1994. constituindo-se. conceitos que têm tido grande impacto no desenvolvimento industrial.A principal conclusão deste Relatório revela que "a iniciativa não é só viável. Afirma ainda.cit. mas este contém um desafio maior: ele não só incorpora e expande os princípios de gestão já estabelecidos. e implementar projetos por meio de redes de força-tarefa. utilizando os meios de comunicação da eletrônica moderna. a saber [Héden."prepara o terreno para criar uma indústria ecológica sustentável. JIT (zero estoque) e outros. 1995]. p. se materializa na promoção da produtividade total. .cit. UNU (Feasibility Study). destaca a necessidade de um novo paradigma de desenvolvimento em consonância com a Agenda 21. mas também leva em conta impactos sobre meio ambiente fora dos portões da empresa [UNU (Feasibility Study). Não somente chama a um irrepreensível uso eficiente das matérias-primas e qualidade dos produtos produzidos. sem sacrifício da sustentabilidade ou desgastar o respeito à dignidade humana e à equidade para com a presente e futura gerações [op. o Relatório recomenda ainda criar uma "organização virtual". que o mesmo ocorrerá com o ZE."lança uma ponte disciplinar e fronteiras geográficas." [op. em particular o ambiental. tanto para o gerenciamento interno. e consagrados no âmbito das empresas. No horizonte mais a longo prazo. No horizonte imediato e operacional. Uma essencial função no exercício dinâmico das redes será iniciar amplo diálogo regional dirigido à disseminação de boas práticas que irão manter e aumentar a produtividade. mas vai ao centro dos processos. assim. . o Relatório.] O Relatório contém recomendações para ações imediatas e de longa duração. como ela é essencial". 1995. um aspecto operacional importante para o Zeri é a utilização em grande parte de comunicações via Internet.V]: . Para assegurar a coordenação apropriada do Zeri. . UNU (Feasibility Study). 1994.]. industrializados ou não. 1995]. Portanto.ZE. o conceito de Zero Emissions . além de sublinhar a interdependência entre os países. e menciona que a mudança de valores é uma busca contínua [Héden. quanto para interagir com seus clientes. entre as quais se incluem: TQM (zero defeito).

sem comprometer as chances de que as futuras gerações tenham o mesmo. por exemplo. Ao mesmo tempo. empresários e funcionários de governo. a Internet constitui-se. Após o primeiro congresso do Zeri (Tokyo. já que essa é responsável. os primeiros projetos de pesquisa seriam iniciados. e que a sobrevivência da empresa está atrelada à estabilidade dos sistemas que sustentam a vida. em uma mostra ("vitrine") dessa circulação contínua das idéias e experiências. bem como o "White Paper" da Agência para a Proteção do Meio Ambiente que incluiu o Zeri na avaliação de esforços daquele país para alcançar Zero Emissões" [Mitsuhashi. . 1995].36]. tendo alocado recursos de vários ministérios para estas atividades. Paulatinamente. in UNU World (Proceedings). 1996. Na estratégia institucional da UNU o Zeri foi uma das formas encontradas para implementar a sua Agenda 21. desde então. respeitar as leis da vida sobre o Planeta (crescimento e sobrevivência) enquanto se busca progresso material e bem-estar social. em 1996. p. o Zeri propõe uma estratégia de ação voltada primeiramente para a mudança de paradigma da atividade industrial. o II em Chattanooga (USA.3 Conceito e Princípios do Zeri Imitar a natureza harmonizando as atividades econômicas com os ciclos biológicos. fonte inspiradora e guia para o desenvolvimento do Zeri mundialmente. em grande proporção. em anos sucessivos. e proporcionar às gerações presentes o que necessitam. Atividades regionais podem também servir como incubadoras para projetos que sejam cientificamente desafiantes e apropriados para cooperação internacional [UNU (Feasibility Study). a juntar esforços e viabilizar respostas às maiores questões referentes ao desenvolvimento sustentável [UNU (UNU Agenda 21). 1995). Assim.A estrutura administrativa deverá ser flexível e receptiva a ganhos obtidos de experiências de outras organizações com propósitos similares aos do Zeri. pela degradação dos ecossistemas. 1993]. Este Relatório tornou-se. 1996) e o III em Jakarta (Indonésia. disponibilizar o conhecimento existente e futuro da academia. e mesmo na esfera de governo central. 4. são os princípios fundamentais que inspiram o conceito Zeri. Portanto. no sentido de auxiliar governos (formuladores de política) e a indústria. novas iniciativas foram surgindo em comunidades urbanas e regionais. Advogando que a sustentabilidade ecológica e social são intimamente ligadas. 1997). com o Estudo de Viabilidade completo e depois do Primeiro Congresso Mundial do Zeri. Esses congressos deram ao Zeri visibilidade global e serviram de fórum para troca de idéias e relatos de experiências entre cientistas. No Japão. seguiram-se dois outros. "o próprio governo japonês começou a tomar oficialmente conhecimento do Zeri. desde então. em abril de 95. começaram os movimentos para organizar grupos de discussão ao nível de municípios.

dos conhecimentos científicos sobre a vida nos ecossistemas e das experiências empresarias na economia de mercado. podendo ser utilizados de forma indiscriminada. 1995. 1996). Japão e Filipinas. o Zeri advoga o uso "total". tanto como fator econômico (os chamados recursos naturais). à biodiversidade e aos sítios turísticos.. recusando-se aceitar que os rejeitos (considerados lixo). na teoria econômica moderna. O Zeri.gross national product). porém. 1990). de minérios. transformando-o em recurso. há estudos avançados que passam da teoria à prática. "…quando a teoria econômica começou a ser elaborada. ao contrário. Há. p. de forma integral. Índia. A literatura sobre o assunto.cit." [Todd in Capra e Pauli. Em síntese. o mundo estava „vazio‟ e assim parecia razoável tratar o meio ambiente como bem gratuito. quanto como base de sustentação da vida sobre o Planeta.1 Fundamentos Conceituais O conceito em que o Zeri se sustenta." [Daly in op. Para isso. O valor econômico da Natureza vem ganhando espaço nas contas nacionais. 1994. como Costa Rica.: pesca. "Baseia-se na premissa de que lixo é recurso fora do lugar e que a natureza assimila qualquer forma de lixo. constrói sua sustentação intelectual em cima de valores filosófico-sociais. de cardumes de peixes. p. mas tornou-se mais explícito com o Estudo de Viabilidade (1995) e com as primeiras publicações que o sucederam (Capra e Pauli. o conceito nasceu da consciência da necessidade das mudanças que a civilização industrial deve fazer para harmonizar os sistemas produtivos e sociais com os da natureza. os fundamentos conceituais do Zeri se inspiram na observação dos sistemas da natureza e da reflexão sobre os sistemas de valores da sociedade: 1. teórica ou aplicada a setores específicos (ex.116]. . jazidas de petróleo). 1996. Assim. Em alguns países.167]. minas. UNU World -Proceedings of the Second Annual UNU World Congress on ZERI. assim refinando conceitos e métodos de análises (a exemplo de Bartelmus. de água limpa. Pearce e Turner. Pauli. propõe o aproveitamento total desses recursos.Valor da Natureza. sejam fatos normais no processo produtivo.3. Mas. a) Enquanto fator econômico. dos recursos naturais que servem de matéria-prima e fonte de energia para a produção de bens e serviços. Nesse sentido. a escala do sistema econômico era pequena em relação ao meio ambiente.4. avoluma-se. busca a eliminação do desperdício dos recursos naturais. parte ou todo o acervo de recursos naturais naqueles países. propõe que se ultrapasse o pressuposto de que os recursos naturais são ilimitados. chegando a integrar na contabilidade nacional e inclusive no cálculo do PIB (GNP. uma corrente crescente que sustenta a atribuição de valores contábeis ao estoque de florestas. 1995. foi enunciado no ato do seu lançamento.

ficou evidente o stress dos ecossistemas que sustentam a vida naquela localidade. Nas palavras de Paul Hawken. a extinção de espécies e mesmo ante a perspectiva de uma ameaça global à sobrevivência humana. 1995. p.O futuro parece reservar aos „economistas ambientais‟ boas oportunidades para explorarem teórica e praticamente esse novo ângulo de um dos três fatores econômicos. resultantes das atividades antropogênicas.. A consciência de que a vida sobre o Planeta se sustenta sobre um complexo sistema de múltiplos processos interativos e de que a atividade econômica deve sintonizar-se com o ritmo de vida dos ecossistemas para tornar-se sustentável. balanceando melhor os custos de produção e dos custos de consumo de produtos acabados com uma taxação também sobre a matéria-prima. O solo. Mais ainda essa abordagem sugere mudanças profundas na própria política fiscal. o Zeri associa-se aqueles que como Herman Daly [Daly in Capra e Pauli. inclusive para utilizá-la em sua totalidade. o ar e o mar vem sendo transformado de sistemas geradores de vida em depósitos de lixo. (."a ecologia profunda" no conceito de Capra [op.1] A vida sobre a Terra depende de um complexo e frágil sistema de múltiplos processos interativos.. ao invés de uma coletânea de partes dissociadas umas das outras. a teoria dos sistemas vivos proporciona a formulação científica mais apropriada da ecologia profunda. É uma teoria que somente agora está emergindo na sua totalidade. numa visão mais profunda da ecologia . os bebes nasciam com graves lesões. começaram a aparecer em cadeia (a Floresta Atlântica veio morrendo e com ela a biodiversidade existente nas encostas da Serra do Mar. "Dito de forma direta. 108-124] propõem uma revisão do regime fiscal. p.3 ].cit. p. o ser humano arvora-se de soberano à Natureza. em São Paulo. nossas práticas empresariais estão simplesmente destruindo a vida sobre a terra.. . The Ecology of Commerce. até ausência de cérebro). de forma a incluir tributos sobre os recursos naturais. o valor da Natureza ganha nova dimensão ante os desastres ecológicos localizados." [ op. Quando os efeitos da poluição provocada por indústrias de Cubatão. holístico. eliminando qualquer forma de desperdício. "Na ciência. as enxurradas vieram descendo com mais rapidez e o volume inundando a várzea santista. Para isso requer-se a reestruturação do conjunto das atividades econômica. em particular da produção industrial. mas tem suas raízes em diversos campos científicos que foram desenvolvidos durante a primeira parte deste século biologia organísmica. b) Enquanto sustentação da vida. deste modo. tradicionalmente chamado de „matéria-prima‟. com vistas a alterar o regime de taxas e incentivos no sentido de incorporar os requisitos de preservação do meio ambiente.) Sabemos que cada sistema natural vivo sobre o planeta está se desintegrando diante de nossos olhos. Nessa perspectiva. apud Capra. psicologia gestáltica. teoria geral dos sistemas e a cibernética. água. A ecologia tradicional é antropocêntrica.cit. isto é. p. Isto não é uma maneira polida de dizer que a empresa está arrasando o mundo. in Capra e Pauli. Contudo. ecologia..3] – o mundo é visto como um todo integrado." [Hawken.

Todos esses são totalidade irredutíveis." [op. Segundo Capra. usando e reciclando continuamente.. Os princípios ecológicos: interdependência. Todos os membros de um ecossistema estão interligados formando um sistema vasto e intrincada rede de relações. "As interações entre os membros de um ecossistema incluem o intercâmbio de energia e de recursos em ciclos contínuos – o ciclo da água. O paradigma. e finalmente. op. p. implica numa mudança de percepção de objetos para relações. op. o do dióxido de carbono (CO2).cit. cujas estruturas específicas redundam da interação e interdependência das suas partes. uma mudança de paradigmas. in Capra e Pauli. 1995. Pode ser também chamado de visão ecológica em que o universo é visto como uma rede de fenômenos que estão fundamentalmente interconectados e interdependentes ao invés de uma coletânea de objetos isolados. cooperação. fluxo cíclicos de energia e de recursos. e parceria – fazem parte do mesmo padrão de . água e ar. Importa. os sistemas vivos incluem organismos individuais. tão radical quanto a revolução Coperniana. p. tem dominado a cultura industrial mundial por algumas centenas de anos.cit. de que o corpo humano é uma máquina. as mesmas moléculas de minerais.3]. "O primeiro princípio da ecologia é interdependência..cit. de que a vida em sociedade é uma luta competitiva pela existência.4]. Esse paradigma consiste em várias idéias e valores. tais como os sistemas sociais e os ecossistemas. não o menos importante. O novo paradigma pode ser chamado de visão holística do mundo." [Capra. Comunidades de organismos têm evoluído ao longo de bilhões de anos. que vem se esgotando. durante os quais moldou a sociedade moderna e influenciou significativamente todas a partes do mundo. e o dos vários nutrientes. entre os quais o entendimento de que o universo é um sistema mecânico composto de blocos elementares. pois conhecer e aprender como funcionam esses sistemas. parte de organismos e comunidade de organismos.Capra diz estar-se assistindo a uma mudança radical da visão mundial na ciência e na sociedade. que para os negócios significa mudar de produtos para serviços.2]. p. a rede da vida. Reconhece que estamos todos imersos nele e dependentes dos processos cíclicos da natureza [Capra. Outro princípio importante da ecologia é a natureza cíclica da maioria dos processos ecológicos. a crença do progresso material ilimitado a ser alcançado através do progresso econômico e tecnológico. de acordo com o autor. a crença de que a submissão da mulher ao homem segue a lei natural básica [Capra. considerando o mundo como um todo integrado ao invés de uma coletânea de partes dissociadas. Este princípio.].

emprego. o Zeri incorpora. tudo se recicla ao longo de poucas horas (processos de fermentação). do solo. regional. a aspiração universal de melhores padrões de vida individual e coletiva. a cadeia de vida se auto-regula. etc) e bem estar social (por exemplo: habitação. O conceito Zeri sustenta-se também nos valores trazidos pelos ideais do desenvolvimento sustentável e da gestão da qualidade total apresentados nos Capítulos precedentes. do ar. 2 – Valores da sociedade . gestão da qualidade total. Quatro características dessa cadeia. não parasítica.valores humanos: qualidade de vida "total" (equidade nos benefícios do desenvolvimento). a gestão eqüitativa do bem comum e a busca da qualidade total. na qual o processo produtivo se resume em três estágios: insumo. essa cadeia cresce em complexidade à medida que se sobe na hierarquia dos seres vivos (do molusco ao ser humano). O Zeri busca na ciência físico-biológica fundamentos para propor uma relação simbiótica. bem como também os valores sociais: desenvolvimento comunitário. assim. imitando os ciclos de vida existentes na Natureza. à visão linear tradicional da empresa. Terceira. Analisa o processo produtivo interligado e sugere políticas e estratégias de gestão do sistema econômico e social. em particular da produção industrial. entre outras. conciliando-se com os do desenvolvimento sustentável e. mas de maneira integrada e visando uma mudança de paradigma. evolui. processo e produto. cidadania). desenvolvimento humano (educação. saúde. vale-se do conhecimento científico para promover a consciência de que a atividade humana deve sintonizar-se com o ritmo de vida dos ecossistemas para tornar-se sustentável. inspiram princípios e estratégias do Zeri. Contrapõe-se. como parte dos sistema dinâmico do universo. harmonizando as atividades econômicas com os ciclos naturais com os ecossistemas. Essa é a forma como os ecossistemas se auto-organizam para maximizar a sustentabilidade. internacional. Por esse ângulo. o Zeri revê os valores que regem a economia de mercado. mas também passa por transformações e mutações. E a última. A primeira é que a Natureza não conhece desperdício. alterações da visão de mercado e responsabilidade fiduciária. . diretos humanos. como também geram a energia que sustenta a própria vida. cultura. esses processos metabólicos consomem energia e nutrientes do sol. Na prática. O Zeri traz a abordagem sistêmica para dentro do conjunto das atividades industriais. Desses ideais. ou de milhões de anos (a fossilização animal e vegetal).organização. isso requer a reestruturação do conjunto das atividades econômicas. Segunda. Vai mais longe. agora globalizada.

1995. devemos repensar tanto as bases do mercado e as virtudes da competitividade" [Pauli. Como diz Nicolin . "O livre mercado tem sido considerado como o caminho mais eficiente para organizar o uso e a distribuição de matéria-prima e produtos acabados. 1996. 1996.97]. e a presença de políticas públicas se fazem necessárias para conciliar forças opostas. p. muitas vezes se revela mau para todos os outros. Produtividade.Breakthroughs. Estabelece. na qual procuram incorporar os méritos da economia de mercado e corrigir as iniqüidades sociais e desequilíbrios no meio ambiente que ela pode provocar. ao mesmo tempo reconhece que é injusta na distribuição da riqueza e é danosa para a natureza.27]. Mas." [Nicolin in UNU World. três pressupostos: .. a economia de mercado é regida por leis muitas vezes que estão em contradição com os valores propostos pelos ideais do desenvolvimento sustentável. apontando para três desafios interligados: desemprego.. 1995. O comunismo não ofereceu nenhuma alternativa viável. discute-se sobre os méritos e a perversidade da economia de mercado. Pauli e todos quantos aderiram na primeira hora às idéias de Emissão Zero promovidas pela UNU. O Zeri toma-a como um fato profundamente arraigado na civilização presente. engajam-se em consolidar uma abordagem conceitual e prática do desenvolvimento sustentável. de acordo com Brandt. é uma reforma profunda da economia que conduza a uma sociedade industrializada. no momento em que temos de reconhecer que o que parece bom para os acionistas de empresas. pois já em 1984. p.) O que se precisa. ampliará as oportunidade da economia" [inCapra e Pauli. na qual se integram os outros ângulos do desenvolvimento sustentável.27] Assim. eficiência e qualidade são as condições básicas para competir e sobreviver na economia de mercado. O Zeri incorpora essa convergência de políticas e coloca a sustentabilidade da empresa na dependência de sua capacidade de enfrentar os novos desafios do mercado e na de se ajustar aos requisitos maiores do bem-estar ecológico e social. o Chanceler Willy Brandt "esboçava as prioridades do conceito de modernização ecológica. Tal política econômica moderna. Nessa ambivalência de valores. utilizando matérias-primas e energia econômica e eficientemente. p.97] comenta que isto não é uma abordagem inteiramente nova. Griefan [in Capra e Pauli.eleva a gestão da qualidade total (TQM) a uma nova dimensão. Ao mesmo tempo vê-se facilmente como esses frutos podem ser destruídos pelo mau uso dos princípios da econômica do mercado. entende sua lógica e mecanismos operacionais que geram crescimento econômico. mais uma vez. ambiental. econômico e social. ecologicamente orientada. Mas. (. No entanto. o mercado "pode gerar muito bons frutos para todos sobre a Terra. ameaças ao meio ambiente e a mudança tecnológica. p. dessa forma.

a qualidade refere-se a melhoria dos processos e produtos acabados. Os princípios do Zeri são [UNU (Feasibility Study). refere-se à nova postura empresarial em que "a empresa. Nessa perspectiva. Sua elaboração deu-se por um processo interativo em que participaram. quanto pelas exigências da competitividade do mercado. p. p. do governos e da mídia.125]. 1995]:  Os participantes do Zeri compreendem haver necessidade urgente de projetar estratégias associativas e políticas industriais baseadas no princípio do desenvolvimento sócio-econômico sustentável. Da mesma forma." [in Capra e Pauli.Resumo dos conceitos que inspiraram o Zeri 4. à visão marcada pela conservação. . virtudes prescritas como essenciais para a competitividade no mercado. 1995. obviamente. retoma as noções de produtividade e qualidade total. Responsabilidade fiduciária é um conceito mais amplo do que "prudência financeira"("a obrigação moral para com o investidor de maximizar o retorno e minimizar o risco"). o Zeri incorpora a noção da "responsabilidade fiduciária" [Capra e Pauli. Para Tasch e Viederman "a noção nova de prudência financeira e responsabilidade fiduciária que vêm sendo desenvolvida na comunidade dos investidores inclui o impacto da atividade empresarial sobre o meio ambiente e as comunidades locais. O segundo. tornaram-se fatores determinantes do sucesso empresarial no futuro. tanto quanto uma consciência de empresa ecológica em produzi-lo. O terceiro pressuposto indica que para ganhar o favor do público. Fig. a ser adotada por quantos queiram empenhar-se em traduzir o conceito de Emissões Zero em estratégias para o desenvolvimento sustentável. cooperação e parceria. aí incluídos. para sobreviver e florescer em tempos em que o mundo industrializado atravessa uma dramática mudança de paradigma. sob a liderança da UNU.3. mas agora vistas na perspectiva do desenvolvimento sustentável e da gestão da qualidade ambiental.126]." [Pauli in Capra e Pauli. produtividade se impõe tanto pelo valor econômico da Natureza já referido. líderes empresariais. a academia. evolui da visão global mecanicista à ecológica. 3 .2 A Carta de Princípios Esses valores anteriormente descritos foram consignados em uma Carta de Princípios do Zeri. competição e dominação. Nesse sentido. 1995.   O primeiro. p. gestão da produtividade industrial com qualidade ambiental. assim como agora incluída à preocupação que estes demonstram para com o meio ambiente natural.145]. 1995. do sistema de valores que exalta expansão. qualidade do produto.

como parte da mudança de paradigma subjacente ao conceito do desenvolvimento sustentável. engenharia e tecnologias aplicadas serão reacessados tendo emissão zero como meta. A indústria precisa combinar esquemas de redução de custo com investimento em meio ambiente. como uma metodologia. Concordam que a indústria somente atingirá seu potencial quando todo o desperdício for eliminado. Se a pesquisa for bem sucedida. Os atuais processos de produção. emerge o pensamento cíclico que os interligam dentro de uma lógica maior de longo prazo. a listagem dos dez princípios. Visto superficialmente. pode dar a impressão de uma seqüência linear de idéias separadas umas das outras. Reconhecem que o ZERI questionará formas de produção já estabelecidas. delineiam a estratégia do Zeri para essa mudança de paradigma. projetos-piloto serão estabelecidos seguidos da disseminação da tecnologia. Um esforço especial será realizado para informar e educar os consumidores e o público. em geral. Estão conscientes de que o grande público necessita de um amplo entendimento das complexas questões que estão em jogo. no mínimo de 5 (cinco) anos. sistemas de processamento. quando observados mais atentamente. no nível pré-competitivo. Almejam. consumidos ou integrados no produto ou no processo de produção. Apoiam a pesquisa multidisciplinar. A busca da eliminação de desperdício (emissão zero) está alinhada com o direcionamento das corporações para a qualidade total (defeito zero) e para o „just-in-time‟ (estoque zero). No entanto. Buscarão soluções baseadas em inovações tecnológicas apoiadas por políticas industriais apropriadas. sobre as oportunidades que se abrem quando a emissão zero é buscada.         Acreditam que a criação/geração de benefícios de valor agregado para a sociedade é melhor sustentada por meio de mecanismos de mercado. portanto. Comprometem-se com um processo de longo prazo. onde forças competitivas estimulam a indústria a eliminar todas as formas de desperdício. combinando os seus interesses estratégicos associativos com um visão de como garantir a competitividade no futuro. Empreenderão pesquisa conjunta.4 Linhas Mestras da Estratégia do Zeri . Ao mesmo tempo. os resíduos resultantes se tornarão insumos de „valor agregado‟ para outras indústrias. a eliminação de todo desperdício. 4. No caso em que todos os insumos („inputs‟) não venham a ser completamente utilizados. trabalhando com centros de excelência e têm compromisso de criar um exemplo.

ou que mostram casos concretos de P&D e de empreendimentos empresariais em andamento. inclusive com exemplos que sugerem o modo de operacionalizá-los. mediante a eliminação de qualquer resíduo ou refugo. minimizar desperdício. quanto à totalidade das empresas. Em outras palavras. ao setor público. e não somente do aumento da eficiência . O Zeri incorpora essa estratégia. Ela tanto se aplica à uma empresa como um todo. Estas são as linhas mestras da estratégia Zeri. as quais devem ser vistas como iniciativas interligadas e complementares. entre estas às já citadas Capra e Pauli. É a produtividade total dos insumos. por exemplo. entendida no sentido dos recursos naturais. Faz parte da estratégia empresarial clássica. inclusive energia. ou de ilhas.produzidos. Pauli (1995 e 1996) e Estudo de Viabilidade (UNU. correspondentemente. Para dar uma idéia mais clara dessa estratégia.A estratégia Zeri encontra-se delineada em várias publicações. Vai mais longe: propõe que com a mesma quantidade de matéria-prima se produza bens com maior durabilidade sem perder em eficiência. líquidos ou gasosos que possam alterar a vida dos sistemas ecológicos. bem como a administração e desenvolvimento regional de cidades. P&D é necessária em todos os passos da "metodologia" e ambas visam e se realizam quando chegam à escala empresarial. Aplicam-se. apresenta-se a seguir os cinco passos da metodologia que ela promove. a estratégia do Zeri conta com o suporte da academia (principalmente para P&D) e do governo (para a gestão de mudança no modelo industrial vigente). Ela compreende três linhas de ação: a metodologia para gerir a mudança industrial na direção do desenvolvimento sustentável. Os passos são: Passo 1 – Produtividade total da matéria-prima Produtividade é uma das principais questões para competir e sobreviver no mercado. os materiais sólidos.1995). com as devidas adaptações. mas. a primeira linha de ação da metodologia Zeri consiste em obter que toda a matéria-prima esteja contida no produto final. o programa de P&D para criação de novos modelos e protótipos industriais. nas palavras de Ayres [1997] é "ecoeficiência". Prolongar o ciclo de vida dos bens . adiciona uma dimensão maior: aproveitar os insumos na sua totalidade. Em todas as linhas. o Zeri promove uma metodologia de mudança empresarial em cinco passos. A meta proposta pelo Zeri se completa com a exigência de uma qualidade superior do produto em termos de vida útil. a exemplo do que vem acontecendo em alguns países na Ásia e na Europa (mais especificadamente Gotland/Suécia e Yakushima/Japão). Assim. Como parte de sua estratégia maior. maximizar o uso da matéria-prima e. e com maior razão. e novos empreendimentos em escala empresarial ou reestruturação dos existentes. reduzindo o termo de obsolescência. e este deve ter um ciclo de vida mais longo.

tornou claro aos industrialistas que é melhor antecipar-se. segundo Ayres "a empresa que apenas vende seus produtos a outros. conseqüentemente. muito pelo contrário. e não o aproveitamento total da matéria-prima ou redução de seu uso. o qual prioriza maximização do retorno do investimento pela venda do produto industrializado. de aumentar a durabilidade dos bens que fabrica. Pauli observa "a internalização de muitos custos reais de produção. amplia. com vistas a mapear minuciosamente fluxo dos materiais. A primeira. A lógica que prevalece hoje está dentro dos parâmetros da economia de mercado.148] A estratégia de ampliar a durabilidade dos bens industriais e reduzir os custos de seu manejo e manutenção. e não retêm a responsabilidade sobre sua manutenção ou no seu descarte. 1995.24]. A produtividade assim entendida. Aqui a ISO 14001 vem juntar-se e reforçar a linha da metodologia do Zeri. não tem nenhum interesse. Mas. pois. eliminar perdas de matéria-prima e evitar emissões. ou de ambos. desde a entrada da matéria-prima e energia. resulta em diminuição da quantidade de matéria-prima. o sentido de qualidade. p. e todas as saídas ao longo da linha de produção da empresa. do que ter de arcar com complexas legislações ambientalistas em constantes mudanças. requer dos fabricantes assumirem a responsabilidade pela vida total do produto que fabricaram. e consequentemente de rejeitos e poluentes. implica em duas mudanças radicais nas práticas do mercado. já vem sendo utilizado em vários . e o contínuo aumento de taxas aplicadas sobre efluentes liberados. A estratégia consiste em uma dupla ação: estender a durabilidade do bem e aumentar seu valor de recuperação. reduzindo os custos dos resíduos no início do processo industrial. nem para reduzir os custos operacionais de seu manejo"[Ayres. Esse aumento da qualidade. p. A razão parece simples. é possível também identificar inovações tecnológicas e de processos. capazes de reduzir insumos. dos equipamentos ou dos processos.da mão-de-obra. e também da sobrecarga de lixo que é jogada nos ecossistemas. Outra forma de enfocar a produtividade total centraliza-se no ciclo de vida do produto. evita que estes se voltem contra o fabricante pelos danos de deteriorização do meio ambiente em que este vive. 1997. O sistema de "leasing". que agora devem ser arcados pelo poluidor." [Pauli. produtos e refugos. A partir disso. O mapeamento permite traçar o ciclo dos materiais durante o processo industrial. A busca da produtividade total começa com o estudo meticuloso de toda o processo produtivo industrial. in Capra e Pauli. Sabe-se que muitas indústrias programam a durabilidade dos seus produtos. bem como o balanço final dos insumos. identificar os pontos de fuga. e com isso valorizar a redução do insumo de recursos naturais. além de buscar satisfação dos consumidores através do produto. durabilidade e eficiência dos bens produzidos.r via de conseqüência a redução na extração de recursos naturais. e po.

carros estão disponíveis via firmas especializadas nesse ramo. muitas vezes. responsabilizam-se pela sua manutenção. para o caso brasileiro. Há. a responsabilidade pela vida do bem. Grandes empresas automobilísticas alemãs. garrafas plásticas e outras formas de "descarte". partilham desta responsabilidade com os provedores de serviços. Na linha do Zeri. [Ayres. trata-se de materiais extraídos dos ecossistemas. Nesse sistema. Além disso. recuperação. agridem o meio ambiente. embora sejam menos ofensivas que o lixo nuclear. que não são incorporados no produto final. uma vez utilizado pelo consumidor. minimizar custos de manutenção e com maior versatilidade para reforma. requerse especificações para maximizar a durabilidade. reciclagem ou descarte. entre elas a Mercedes Benz. 1997] A segunda mudança refere-se as especificações para o design dos bens duráveis. no anexo I). É o descompasso entre dois regimes de metabolismo: o natural e o industrial. A experiência da IBM e XEROX são as mais conhecidas. reciclagem e descarte. na maioria das vezes. As montanhas de ferro velho dos carros usados. Ao invés de um design visando a obsolescência programada. além do bem intencionalmente produzido. de anos para reintegrá-los nos ecossistemas. os torna de difícil absorção pelos organismos vivos e pela Natureza como um todo.segmentos do mercado: aviões. no início dos anos 90 anunciaram políticas no sentido de receber de volta carros usados para reutilizar parte de seus componentes. Tais saídas são geralmente aceitas como efeito normal do processo de fabricação. Conseguiria fazê-lo se a quantidade de emissões e descartes não fosse tão grande. O processo industrial tradicionalmente concebido. portanto. ainda não é do fabricante. e devolvidos a estes depois de transformados pela indústria. recuperação. Sua composição físicoquímica. A Natureza necessita de milhares. Passo 2 – Ciclo de Vida de Materiais (Modelo Output – Input) No segundo passo metodológico evolui-se do pensamento linear para o cíclico. como parte do ativo no balanço da empresa. aparelhos domésticos. computadores. os ciclos da vida dos ecossistemas não fecham. o produto acabado. Surge disso . um descompasso entre a massa de recursos naturais processados (principalmente a partir dos últimos 250 anos da história da humanidade) e a capacidade dos ecossistemas que sustentam a vida em recuperar-se. crescem com a expansão industrial. é jogado fora ou despejado em locais prédeterminados (aterros sanitários). emissões de líquido e gases. os produtores dos bens ficam com a propriedade deles. ou pelo menos. BMW e a Volkswagem. mas das firmas intermediárias que se constituem em "provedores de serviços". lixo sólido. Como resultado. ou até milhões. Na verdade. gera múltiplas "saídas" de materiais em forma de resíduos. pneus. e sobretudo se a velocidade da produção não fosse tão alta. Muitos deles são tóxicos ao sistema de vida dos ecossistemas e à saúde animal e humana (vide exemplos citados por Pauli.

no sentido de processar todas as emissões e rejeitos de matéria-prima. passa-se a explorar a viabilidade técnica e econômica de introduzir novos processos de produção para a produção de outros bens dentro da própria empresa. para inventariar todo e qualquer resíduo ou emissão. Em outras palavras. Na estratégia do Zeri. e a elaboração de uma plano de mitigação/melhoria. „Saídas‟ e „descarte‟ geralmente são consideradas lixo/desperdício sem valor econômico e freqüentemente envolvem custo para seu despejo. Resíduos. Passo 3 . passa-se a pesquisar a existência de outras industrias que possam utilizar como matéria-prima os resíduos ou emissões não aproveitados. vale-se dos requisitos . portanto. ao invés da visão linear do processo produtivo que se limita a "insumo – produto". Mais ainda. tecnológica. acrescenta-se o complemento cíclico „produto – insumo‟.Agrupamentos empresariais O Zeri vale-se da estrutura sistêmica de conglomerados empresariais que nasceram sob o impulso do mercado para planejar novas estruturas. não usados no produto final ou no processo de produção. Nesse passo metodológico. no sentido sistêmico da palavra. já mencionado no passo anterior. com o objetivo de planejar a produção industrial como um sistema "fechado". toda „saída‟ em forma de resíduo ou emissão é tomado como insumo para a produção de outros bens. O Zeri vai um passo adiante: com essa planilha de "novos insumos". econômica ou outras. mediante diversos processos produtivos apropriados. o novo planejamento do sistema industrial vai incluindo esses ciclos produtivos complementares ao processo produtivo principal. Para tanto. utiliza-se o mapeamento do fluxo de materiais. em que nada se perde. Para isso. ao terceiro passo metodológico. assim diminuindo o impacto sobre o meio ambiente graças à produtividade total. e a partir dai se harmoniza com os ecossistemas em que se situa. nesse caso. Havendo viabilidade. para fechar o ciclo dos materiais é preciso planejar e reestruturar a produção industrial de modo a fazer com que toda a matéria prima seja transformada em bens úteis. reciclar os bens usados. Faz-se uma relação de todos os tipos saídas. Não havendo viabilidade dentro da mesma empresa. A ISO 14001 na sua recomendação propõe verificar todos os impactos negativos e positivos de cada processo produtivo. Recorre-se. que se agrava na medida que cresce a industrialização no modelo atual.tudo a questão da qualidade ambiental. ou reorientar as existentes. ou reintegrada nos ecossistemas sem danificá-los. emissões de toda espécie e bens descartados podem ser insumos para outros produtos. por razões de capacidade física. requer-se rigorosa a análise dos processos industriais. agora vistos como insumos de valor agregado.

poluentes venenosos que contaminam a água. quanto os efluentes tornam-se fatores negativos. . ou pelos menos é preciso encontrar uma utilidade para conseguir seu retorno à capacidade cíclica na Natureza. O próprio mercado se encarregou de induzir a iniciativa empresarial a estabelecer curtumes altamente especializados e tecnologicamente cada vez mais sofisticados para garantir um produto competitivo que servem a uma diversidade de fábricas calçadistas. devem sobreviver no mercado cada vez mais exigente com produtos de maior qualidade. também. pontualidade. Com efeito. Há. A função das políticas públicas na estratégia do Zeri será retomado no quinto passo metodológico. O insumo de matéria-prima flui de uma empresa para outra. bem como o produto final tem boa aceitação no mercado. não só geram problemas de poluição. utilizam o couro beneficiado por outras empresas. entre os efluentes líquidos e gasosos dos processos químicos praticados pelo curtume. seja por uma questão de porte. a qualidade inclui também maior durabilidade dos produtos. na fabricação do calçado há rejeitos de couro com valor econômico desperdiçados.de qualidade e pontualidade como freio para reduzir a pressão sobre a extração de recursos naturais e uso de energia. este ainda contínua na direção da degradação dos rios. para produzir calçados. nem para aproveitar os resíduos que resultam da fabricação do sapato. por sua vez. em geral de pequeno e médio porte. O mercado não teve até agora atrativo suficiente para estimular iniciativas para o aproveitamento dos resíduos e emissões que continuam poluindo os rios e o ar no Vale dos Sinos. por exemplo. A maioria das fábricas de sapatos no Vale dos Sinos (RS) por exemplo. se industrializados passam a ter valor econômico. além da diminuição de grandes estoque. não seria economicamente viável para cada uma individualmente curtir o couro. ao contrário. como podem tornar-se elementos de "deseconomia" (nãoeconômico) se não aproveitados. deteriorando a qualidade do meio ambiente. seja pela natureza dos bens que produz. ar etc. Em termos empresariais e econômicos clássicos. Esses. Por outro lado. Por uma questão de escala. o de desenvolvimento sustentável. esse agregado empresarial pode ser considerado como uma história de sucesso da estratégia de aglomeração empresarial. já que. diminuem o índice de qualidade e produtividade. O ciclo não fecha. Tanto os rejeitos. Estas fábricas. A estratégia de integrar e aglomerar a atividade industrial com vistas à sustentabilidade ambiental aplica-se a todos os empreendimentos industriais nos quais a empresa não está montada para fazer uso total da matéria-prima que processa. o ar e o solo. a produtividade e a qualidade não é total. quando conciliados com os princípios de qualidade ambiental e produtividade total da matéria-prima. e o processo produtivo é eficiente. portanto menor consumo de energia e de matéria-prima. como já mencionado nos passos anteriores.

a segunda. ou como reintegrá-los aos ecossistemas.Descobertas Científicas e Inventos Tecnológicos Os objetivos de produtividade total. Muitas vezes não há conhecimento científico. Investimentos maciços são feitos em P&D. O Zeri aborda a questão. problemas de ordem técnica. de fechar o ciclo de vida dos materiais dentro da empresa ou no conjunto das empresas. descobriu como transformá-los e desenvolveu métodos para faze-lo. mas ainda muito incompleto para garantir um modelo industrial sustentável. A primeira via prevê esquemas de P&D sob regime de consórcios entre empresas e a academia. sobretudo. ou para retornar os materiais utilizados à natureza de forma biodegradável. reconstituindo-os das perdas sofridas com as retiradas. financeiros. know-how tecnológico ou de gerenciamento de processos disponível para realizar os passos propostos pela metodologia Zeri. nos quais há partilha de recursos humanos e financeiros. quando existem. mercadológicos. e participação em royalties. e isso tem duas conseqüências importantes: a primeira dificilmente haverá P&D para tecnologias "ambientais". etc. Há. A partilha nos custos facilitará a utilização das tecnologias geradas por uma . Tornou-se também muito mais cara. À academia cabe auxiliar o empresário a vencê-los. estão a preços que a maior parte das pequenas e médias empresas ou os países menos ricos. Ela tem desvendado os segredos da Natureza. O acervo tecnológico e cientifico da humanidade é imenso. não podem pagar. Muita pesquisa básica foi desenvolvida para „dominar segredos‟ dos materiais e na tecnologia para sua transformação em bens úteis. de capacidade física.Passo 4 . penetrado no ciclos de vida dos materiais. sob os dois aspectos: a criação de conhecimentos e tecnologias e a disseminação das mesmas. inventariado sua composição físico-química e estrutura. por parte de governos. os problemas são de logística. essas tecnologias. para restaurar os ecossistemas na sua integridade. Tecnologia tornou-se o fator dominante no avanço do desenvolvimento industrial e na conquista de posições de mercado. Há problemas de recursos humanos. parecem atraentes. O Zeri propõe estimular a criação de novas tecnologias via mecanismos de mercado e mediante políticas públicas. Mas. e de grandes conglomerados econômicos para assegurar ou conquistar mercado. mas em muitos casos esbarra em inúmeros obstáculos tecnológicos. já que o mercado pode não ver retorno nelas (a curto prazo). Cabe-lhe agora avançar nesses conhecimentos e know-how mediante o aprendizado de como maximizar a utilização dos recursos naturais sem danificar o meio ambiente. e outros. há necessidade de muita descoberta científica e invenções tecnológicas a fazer. nos termos definidos anteriormente.

o que requer tanto o empenho individual de cada empresa. resta recorrer à segunda via.Políticas Públicas Os quatro passos metodológicos até aqui descritos. O outro aspecto da metodologia Zeri é a disseminação. fechamento dos ciclos dos materiais. As motivações do mercado. TQM e as tecnologias ambientalistas) para estimular mudanças no setor produtivo de modo a levá-lo a seguir os passos metodológicos indicados. A metodologia Zeri busca envolver não somente as forças do mercado. Aborda desde o uso dos meios modernos de comunicação. O segundo caminho leva ao uso dos mecanismos do Estado na gestão do bem comum. firmam-se nos pressupostos da economia de mercado. Na esfera nacional o poder público participa na gestão ambiental mediante o . para a divulgação de tecnologias disponíveis. mas modera-se ao propor soluções radicais por serem contraproducentes. como se observa com muito freqüência. Outro aspecto importante da questão ambiental levantado nos Capítulos 2 e 3 é sua abrangência e complexidade. podem não ter a força suficiente para induzir o setor produtivo a preocupar-se com a qualidade ambiental. incentivos e taxação que levem a todos os beneficiários e responsáveis pela sustentabilidade dos ecossistemas a compatibilizarem interesses e estratégias. como os as organizações não-governamentais (ONG‟s) e a academia. O Zeri assume. associa-se a tudo quanto existe em estratégia de difusão tecnológica. agrupamento das atividades industriais) devem ser técnica e economicamente viáveis ou ter o estímulo do poder público para desencadear essa viabilidade. mas não se limitam a eles. quanto o empenho coletivo do setor produtivo. Trata-se da formulação de políticas de orientação para a gestão da qualidade ambiental na perspectiva da sustentabilidade da empresa. e das condições para a sua efetiva assimilação pelo setor produtivo. dos cidadãos. Tenta-se. Passo 5 . A função deste é de proporcionar políticas. e do Estado. Os passos metodológicos propostos (busca da produtividade total. até a questão mais delicada da propriedade intelectual e o custo das patentes. Nisso. a dos incentivos através de políticas tecnológicas públicas. a metodologia Zeri segue dois caminhos: no primeiro vale-se dos mecanismos que se revelaram efetivos no crescimento da economia de mercado (ISO 14000. do meio ambiente e do desenvolvimento econômico. e esse tem dimensões nacionais (locais e regionais) e inter-nações. Se esta não for efetiva. em relação a essa última. mas também da participação dos que se regem por outras motivações. uma posição não-conformista com o atual regime. assim resolver a questão estabelecendo economia de escala nos custos da criação tecnológica. Para isso.maior numero de usuários.

"eco-eficiência". nisso incluindo as questões mais freqüentemente levantadas. 4. procurou-se entender o conceito e a estratégia do Zeri. na medida em que ela propõe os passos concretos para a gestão da qualidade ambiental do setor produtivo.5. porém. e das profundas implicações para as questões de desenvolvimento econômico e social sustentáveis. 4 . ou coibir e até punir as que danificam o meio ambiente. outras emergem na passagem da teoria à pratica. estará mais reforçada quando respaldada em políticas e em práticas empresariais internas consistentes com os princípios de desenvolvimento sustentável. 4. Sua presença nos foros de negociação multilateral (Convenção do Clima. A estratégia proposta pelo Zeri leva a essa consolidação de posições. "analise do ciclo de vida dos materiais". Biodiversidade.).  Em que o Zeri inova sobre as propostas de gestão ambiental existentes? Deve-se reconhecer que muitas das idéias que o Zeri promove já existiam antes. Cabe-lhe regular e incentivar as iniciativas do setor produtivo. As questões sobre aspectos mais profundos referem-se à sua fundamentação cientifica. cabe um exame mais crítico de sua aplicabilidade. Recursos do Mar. Uma vez concluída essa etapa.Resumo ilustrativo das estratégias e dos passos metodológicos. sem a preocupação ainda de questionar os valores que o sustentam ou a viabilidade da metodologia que propõe. Dada a dimensão global da questão do meio ambiente. até agora.estabelecimento de políticas públicas e na administração dessas políticas. Algumas são de cunho conceitual. e algumas foram citadas nos Capítulos 2 e 3: "ecorestruturação". "ecologia industrial".5 APlicabilidade e Crítica do Zeri Neste Capitulo. os quais incluem o envolvimento das forças do mercado. ver-se-á também as condicionantes e os limites que a implementação do Zeri apresenta. ou que foram emergindo durante o estudo.1 Aplicabilidade e Crítica Conceitual Nas criticas mais freqüentes ao Zeri há aspectos periféricos e outros bem mais profundos. à viabilidade econômica e operacional. mesmo porque ao respondê-las o Zeri vai aprimorando sua formulação e consolidando sua credibilidade. "metabolismo industrial" e mesmo algumas das . às dos movimentos comunitários (ONG‟s) e as da academia. etc. Cabe examinar estas questões com atenção. Fig. Ao fazer-se esse balanço de pontos fortes e fracos. dos grupos sociais e dos cidadãos que levem à qualidade ambiental. Entre os primeiros encontram-se questões sobre o que o Zeri acrescenta de novo ao que já tem sido proposto antes na gestão ambiental. essa função do Estado vem assumindo uma importância crescente.

mas também a inspiração. deve ser procurada na sua visão abrangente da gestão da qualidade ambiental. para o paradigma de gestão sustentável já referido. integrando-os num conjunto coerente. buscando interligá-los dentro de uma visão sistêmica. ele se alinha com o conceito de desenvolvimento sustentável. o grau de originalidade conceitual do Zeri não está em trazer „uma proposta a mais e melhor‟ que as outras. À gestão da qualidade total (TQM) no processo produtivo. fundamentada na observação das "leis" da Natureza. O Zeri eleva o meio ambiente ao nível ecológico. o Zeri encontra na Natureza não só os valores econômicos e biológicos. Ao contrário. na qual as atividades que se passam no "interior da indústria" (TQM e ISO's em seu pleno sentido). e também com a Agenda 21. falta-lhe a componente ambiental. mencionado no Capítulo 3. . Para romper com isso. Reexamina. Partindo dessa perspectiva ecológica. o Zeri construiu sua base conceitual e estratégica em cima dos avanços precedentes na área de gestão (TQM. A novidade conceitual do "ZERI".normas da serie ISO 14000 que foram sendo discutidas na mesma época em que o Zeri era lançado. à questão ambiental falta-lhe uma proposta sistêmica que a integre no processo econômico. o processo produtivo em todos os seus ciclos.  De fato. como foi assinalado no Capítulo 3. ou. assim. ao invés de afirmar-se negando o mérito das propostas anteriores. e tendo como objetivo maior a sustentabilidade de ambas. Fica assim esclarecida a relação que este estudo buscava entre o Zeri . a gestão da qualidade ambiental e desenvolvimento sustentável. portanto. e esse é um dos seus méritos. replanejadas) e gerenciadas de modo a compatibilizá-las com os ciclos naturais existentes nos ecossistemas. propõe uma metodologia que mostra os passos operacionais da gestão da qualidade total (de produção e ambiental) sob a visão integrada. são revistas (isto é. e harmoniza o processo produtivo com os ciclos de vida nos ecossistemas. em que o "todo se torna maior que a soma das partes". o Zeri apresentase como uma proposta que leva à superação das limitações e prejuízos do paradigma existente. iniciativas ambientalistas). redesenhadas. a empresa e os ecossistemas em que ela se insere. uma em oposição à outra. Assim. traz o ecológico para dentro do econômico. ISO‟s. em que as linhas de produção industrial e de qualidade ambiental correm em paralelo. Assim. de onde extrai a estratégia de gestão da produção industrial que se harmoniza com elas.

Ao mesmo tempo que fica estabelecida claramente a relação entre o Zeri e o desenvolvimento sustentável pela via da gestão da qualidade total no setor industrial acima definida, não se encontra ainda a mesma explicitação clara quanto ao terceiro componente do desenvolvimento sustentável, o bem estar social. Embora o Zeri se inspire nos valores da sociedade e tenha como objetivo o desenvolvimento humano, ainda não os incorporou numa estratégia de gestão social, como já o fez em relação a empresa. O estudo mostrou que muitos dos princípios se aplicam tanto ao setor empresarial quanto ao serviço publico no nível das comunidades. Encontrou-se referências freqüentes aos benefícios que a aplicação da estratégia do Zeri na empresa traria para a comunidade (mais emprego, condições de trabalho mais favoráveis, participação nos benefícios e responsabilidades). Contudo, não chegou encontrar os passos de uma estratégia específica para gerir o serviço público, o desenvolvimento regional, a gestão de vida urbana "humanizada", a educação de hábitos de consumo mais "ecológico". No seu estágio atual de formulação, este pode ser apontado como um dos pontos "fracos" na aplicabilidade do Zeri, necessitando de maior desenvolvimento. A fundamentação científica do Zeri é outra fonte de questões críticas que indicam pontos fortes e fracos em sua proposição. "Zero Emissões é impossível, científica e tecnologicamente". Essa objeção é a primeira e a mais freqüentemente feita ao Zeri. Advém da observação empírica comum, bem como a do conhecimento das „leis‟ da Física (segunda lei da termodinâmica), da Engenharia de Produção e outras. Ayres [1997] chama o Zeri de „slogan atraente‟. O que está em questão, portanto, é a viabilidade do processo industrial utilizar a matéria-prima integralmente eliminando toda e qualquer forma de resíduo ou emissão. Notou-se que o Zeri responde a esse questionamento seguindo duas linhas de raciocínio. A primeira vale-se do exemplo da qualidade total (no início foi considerada impossível) para enfatizar que é uma questão de postura intelectual criativa, de mentalidade aberta, de espirito científico à busca de soluções. Enfatiza, também, que não parece relevante provar se é possível ou não "Emissão Zero", mas tal qual o TQM, o Zeri é um ideal que orienta a busca do progresso, da perfeição. Se alcançar o zero absoluto de emissões é impossível, qual seria o ponto mais próximo possível a ele? A pergunta, então, volta-se para os cientistas responderem. Dai porque a segunda linha de raciocínio reconhece a necessidade de se empreender pesquisas científicas e tecnológicas visando conhecer melhor a composição dos materiais, as

transformações por que passam durante o processo produtivo, os resíduos e emissões que ocorrem e como utilizá-los como valores agregados para a produção de outros bens. E se tudo não puder ser aproveitado, então, resta pesquisar como devolvê-los à Natureza em estado físico-químico benignos aos ecossistemas. Sob esta perspectiva, o que poderia ser o ponto mais fraco da aplicabilidade do Zeri, acaba tornando-se um dos pontos fortes pelo incentivo que contém para avanços científicos e inovações tecnológicas.

A aplicabilidade do Zeri pode ser também questionada sob o ponto de vista de sua viabilidade econômica. Muitos pensam, diz Pauli [1995], que a produção sem emissões, que é inviável, ou muito cara nas condições da economia de mercado. Há o problema dos custos. Verificou-se ao longo do estudo que a estratégia do Zeri está toda montada para eliminar custos (eliminação de perdas, o ciclo completo insumo-produto-insumo, a agregação de empresas para chegar a uma economia de escala). A qualidade também, 20 anos atrás, era considerada um custo adicional, passou a ser, depois, uma pré-condição para entrar no mercado, tornou-se por fim rentável com a redução de custos. Assim também, muitos pensam hoje que Emissão Zero é impraticável, mas em menos de 20 anos, acredita-se que o Zeri será o padrão de qualidade para tornar-se sustentável. Resta saber, porém, como sobreviver até lá, já que a economia de mercado ainda está controlada por valores de produtividade e qualidade.

Há também um problema de escala empresarial. Muitas empresas não tem como enfrentar o desafio de aplicar o Zeri sozinha, seja por uma questão de porte, seja por limitações tecnológicas, seja pela natureza da atividade industrial. Esses são limitações à estrutura empresarial e a economia de mercado não oferece soluções para elas. Na estratégia do Zeri essas limitações seriam superadas mediante políticas industriais apropriadas, incentivos à pesquisa cientifica e tecnológica, apoio à gestão da qualidade total e com forte aliança entre empresários, academia e poder público. Mesmo assim fica em evidência ainda maior a disparidade entre setores industriais, regiões e países quanto a capacidade de aplicar o Zeri em toda a sua abrangência.

4.5.2 Condicionantes e Limites Operacionais O Zeri, para convencer, deve passar pelo teste da viabilidade, isto é demonstrar sua capacidade de traduzir teoria em ação, promessas em resultados. Passados três anos após ser lançado, pode-se fazer uma retrospectiva da sua evolução, inclusive sua presença no Brasil. Seria prematuro fazer uma rigorosa avaliação geral, pois não houve tempo suficiente para maturação de muitas das iniciativas. O que parece possível, no entanto, e útil para efeito deste estudo, é destacar alguns fatos na implementação que indicam tendências e sugerem elementos de conclusões – no atual estágio que se encontram, e servem de base para algumas observações críticas sobre a operacionalização do Zeri. O Estudo de Viabilidade sugeriu um vasto programa inicial de pesquisa, com 10 linhas de projetos sobre assuntos os mais diversos (encontrados também em Capra e Pauli, 1995, p.151-156). Entre eles havia tópicos bastante convencionais, tais como a reciclagem do papel, e outros surpreendentes, como o estudo da cera que cobre as penas das aves. Cada projeto teria uma equipe de P&D, trabalharia em rede, desenvolveria protótipos e disseminaria amplamente os resultados. Não cabe aqui fazer uma descrição detalhada da implementação do programa inicial do Zeri, nem dos outros projetos em andamento em várias partes do mundo. É suficiente indicar que há registro de inúmeras iniciativas, em vários estágios de desenvolvimento, inspiradas pela „filosofia‟ e estratégia do Zeri. As informações, em constante evolução, estão disponíveis aos interessados, principalmente via Internet. Quem analisar mais de perto observará que:

alguns dos projetos do programa inicial não foram além da proposta (o das aves, por exemplo); outros tomaram um direção pouco significativa para a filosofia do Zeri (reciclagem do papel); em contrapartida, um grande número de outras iniciativas não previstas no programa inicial começaram a surgir em busca de soluções para velhos ou novos problemas até então considerados sem interesse ou sem solução. Nos arquivos da UNU, bem como nos anais dos três Congressos que o Zeri promoveu mundialmente, há numerosos relatos das experiências de empresas, mostrando iniciativas novas, ou o redirecionamento de atividades existentes, que foram desencadeadas pelos princípios e metodologia do Zeri.

As iniciativas inspiradas pelo Zeri que estão em andamento pelo mundo, podem ser agrupadas em três tipos:

Iniciativas industriais. Várias grandes empresas, no Japão, principalmente, adotaram os princípios e metodologia propostas pelo Zeri em seu planejamento industrial, ora em determinado setor da empresa, como é o caso da Chichibo Onada Ciment, um dos maiores produtores de cimento daquele país, que introduziu uma série de mudanças seja para eliminar as emissões de suas chaminés, seja para reciclar , reaproveitar parte dos equipamentos que ela ou outra empresa fabrica (por exemplo: as máquinas – em grande número as do jogo eletrônico „pachinco‟, uma espécie de caça-níquel, a cada ano são substituídas), pela utilização do bambu na fabricação de blocos prémoldados para a construção de paredes). Outro exemplo é o da grande agroindústria Golden Hope, da Malásia, que até agora vinha utilizando 7 a 10% da palmeira na produção de óleo de coco, jogando fora o restante da biomassa, passou a introduzir uma série de processos industriais para a produção de vários outros bens de valor mercadológico considerável. Iniciativas integradas. Há vários exemplos de empresas ou de entidades que abriram linhas de produção totalmente diferentes da sua atividade principal. É o caso de algumas cervejarias, como a da Namíbia, que além de produzir a cerveja com a matéria-prima tradicional, tendo de enfrentar uma enorme massa de resíduos, ao invés de despejá-los em lugares pré-determinados (como sem nenhum valor), passou a utilizálos como alimento para a criação de gado, de peixe, produção de champignons e até de hortaliças. Em Fiji, campo experimental, este modelo está sendo testado com a participação de uma escola de menores abandonados. Um exemplo que chegou a inspirar e cresceu com o Zeri é Las Gaviotas, na Colômbia, no qual a atividade hospitalar, a sustentação da comunidade local, a atividade econômica e a recuperação da floresta se desenvolveu ajustando-se ao ecossistema local. Iniciativas regionais. Algumas iniciativas de aplicar o Zeri a toda uma região podem ser apontadas. No Japão, mais uma vez a Ilha de Fukushima, vários estados (inclusive Okinava) estão desenvolvendo planos e políticas públicas visando organizar a atividade econômica (industrial e outras), a exploração dos recursos naturais, o turismo, a gestão de cidades e vilas de forma a integrar-se mais harmoniosamente com os micro-sistemas ecológicos da região. É claro que nesses casos o processo de mudança é mais longa, portanto não há como apontar resultados. Note-se que vários dos ministérios do governo japonês (o dos transportes, o de indústria e comércio, o do meio ambiente) estão adotando programas sob o nome de Zero Emissões. Ainda, também, a já citada iniciativa na Suécia, ilha de Gotland.

Esses exemplos fazem parte de uma lista bem mais longa que consta dos anais dos Congressos do Zeri nos quais as iniciativas são descritas com detalhes

os exemplos serviram para desencadear um novo processo de abordagem da questão ambiental. e com recursos financeiros para implementá-los. o Japão. esta. estimular a criatividade. como mostrado anteriormente. enfrentando a grande empresa. A estratégia básica foi a de sugerir um certo número de projetos de pesquisa. Cabe reconhecer que. não se deve concluir. Pode-se argüir que esta aplicabilidade é mais fácil para um setor empresarial acostumado há mais tempo a todas as inovações da TQM e tendo maior sensibilidade para os impactos negativos da atividade industrial sobre os ecossistemas naturais. A UNU quando o lançou apostou no mérito intrínseco da visão e da coerência da estratégia na perspectiva do desenvolvimento sustentável. deve-se admitir que Zeri poderá ser pouco atraente para empresas enfrentando alta competitividade. planejados em seus menores detalhes operacionais.org).técnicos.unu. estando também a disposição de interessado via Internet. não se reduz a um receituário de medidas gerenciais visando resultados imediatos. embora o Zeri tenha uma estratégia pragmática. A forma de implementá-lo foi.3.edu e www. e que são montados em cima de uma máquina burocrática. que o Zeri se reduz a uma visão teórica solta. com o objetivo de introduzir uma nova visão da atividade empresarial na linha do desenvolvimento sustentável. O objetivo era despertar iniciativas. na homepage da UNU e do Zeri (www. Mais importante do que descrever os projetos e iniciativas em andamento é observar a estratégia de implementação do Zeri. Incorporando a TQM e as iniciativas ambientalistas em novo modo de pensar e utilizando a linguagem econômica de mercado que empresários bem conhecem.ias. como também para as de pequeno porte se tiverem que arcar com onerosas mudanças sozinhas. Diante dessa observação. e num país em estágio avançado de industrialização. O fato de que várias grandes corporações japonesas tenham aderido com recursos e demonstram hoje em seus relatórios oficiais iniciativas em nome do Zeri parece indicar que o conceito e a metodologia proposta revelou-se aplicável em seus respectivos sistemas empresariais. e não montar um programa bem estruturado de projetos a serem gerenciados centralmente. Tal como assinalado em 4.zeri. Por outro lado. no entanto. O Estudo de Viabilidade. Entendê-lo assim eqüivaleria a não entendê-lo. foi enfático em cortar pela raiz a expectativa de que o Zeri seria "mais um" desses programas "fechados". (os exemplos são relatados por Mitsuhashi em seu livro recente sobre o ZE no Japão). deliberadamente. requer-se uma visão integrada na qual a excelência da empresa e da atividade industrial em si é completada com a interação harmoniosa com o meio ambiente e com a sociedade que a rodeia. "a titulo de exemplos". Com maior . começar pelo setor empresarial. descolada da realidade empresarial.

o ciclo metabólico dos ecossistemas) se tomadas ao pé da letra. a rede de pesquisa formada por 40 universidades japonesas conta com recursos do setor privado e do governo japonês. O "marketing" do Zeri (desde o uso do Internet até o estilo dos cursos para executivos). em vários casos empresas investiram em pesquisas de novas soluções tecnológicas (explosão a vapor para retirar a tinta do papel impresso para melhor reciclagem). Isto se reflete nos editoriais que recebeu em jornais de grande circulação entre empresários. Observase que para chegar a Emissão Zero. e análises Output-Input de materiais e metodologia de gerenciamento [Suzuki. Há inclusive registro de recursos mais vultuosos colocados à disposição da pesquisa sobre formas de viabilizar o Zeri (por exemplo. ou por tecnologias existentes mas em desuso (sistemas biológicos integrados no tratamento dos resíduos da cervejaria). na eliminação da praga do jacinto aquático que infesta os lagos e rios na África) até a meta da DuPont de chegar a Zero Emissões em 20 anos. mas se utilizadas para comunicar idéias inovativas tem grande poder de romper o círculo vicioso no modo de pensar.razão. Pode-se reconhecer. produtividade. A busca pela viabilidade científica do Zeri veio crescendo a medida que o Zeri foi ganhando o interesse do empresário e encontrando objeções na academia. in UNU World. revelou-se tão importante quanto a próprio conteúdo mensagem em si. a "linguagem" em que sua mensagem foi dita/envolvida (competitividade. viabilidade de agrupamentos industriais e tecnologia "renovative". um destes é o Institute of Industrial Science da Universidade de Tokyo escolheu „três área prioritárias de pesquisa‟. Importante para a empresa e a academia parece ser como reduzir esta emissão . e do uso de conceitos e expressões que por vezes não resistem ao rigor da linguagem científica. 1997]. pois. Na implementação do Zeri. perdem todo o sentido quando utilizadas para descrever processos técnicos industriais. Aceita-se. o risco dos excessos terminólogicos "para efeitos de linguagem". que há o tempo próprio para a alegoria e outro para o rigor cientifico. e nos vários artigos publicados em revistas cientificas. qualidade e outros conceitos da economia de mercado).) Os registros mostram também uma variedade muito grande de frentes de pesquisa. É relevante observar que a motivação para essa busca científicotecnológica ultrapassou a dúvida sobre a viabilidade ou não da Emissão Zero. porém. alegorias referentes a natureza (por exemplo. a saber: clarificação e gerenciamento de ciclos completos de materiais com processos industriais. outro fator crítico que merece reflexão é a forma de divulgação e de formação de um novo pensamento para empresários. hesitarão os países em desenvolvimento se tiverem que depender de pesquisa avançado ou compra de tecnologias caras. Além disso. desde as que investigam processos para eliminar emissões através de biosistemas integrados (exemplo. e a ênfase na responsabilidade "ecológica" da empresa (lembrando a participação dos empresários na Rio-92) ao invés de meramente "ambientalista".

e quando o zero é inviável. que persiste. que criou uma zona industrial Emissão Zero. o Zeri chegou em 1995 por iniciativa do CNPq que facilitou a vinda de Gunter Pauli que fez a primeira apresentação dos conceitos e estratégias de Emissão Zero ao público brasileiro em uma conferencia em Brasília (transcrição em Anexo) e outra em São Paulo. principalmente. a política nacional na Namíbia. Essas imensas potencialidades e necessidades. que contém uma estratégia que motiva empresários. da performance na gestão da qualidade ambiental das indústrias daquele país. e também devido à propensão esbanjadora que se apossou da população desde os tempos coloniais. uma legislação na Indonésia que estabelece uma gradação. além de que os prejuízos dos desastres ecológicos ainda não se fizeram se sentir de maneira aguda. A literatura é escassa e a divulgação incipiente. Uma delas. identificada por cores. obviamente na falta de conhecimento devido estágio inicial do Zeri. 1996 e. ante a sensação de riqueza de recursos naturais. é a falta de conhecimento. esbarram. Pode-se dizer.ao mínimo. Parece uma dedução lógica diante do imenso volume de biomassa. A isso acrescenta-se o desafio da mentalidade conservadora generalizada. o impacto na política industrial e ambiental do Japão (nível nacional e de prefeituras). recursos minerais. cientistas e estadistas a utilizá-la na gestão de problemas concretos da qualidade ambiental. ambas seguindo modelos considerados agressivos ao meio aos ecossistemas. mas tem limitações para efetivar-se. No que tange ao Brasil. No que se refere a formulação de políticas ambientais inspiradas pelo Zeri cita-se. biodiversidade. todos sob pressão crescente gerada pelas atividades humanas. É com base nesses dados concretos que se pode dizer que o Zeri se apresenta como uma proposta viável para abordar a questão ambiental no contexto do desenvolvimento sustentável. A busca de soluções requer que cada . durante 1996 e 1997. Cita-se também planejamento regional do Oeste de Java. como descarregar as emissões nos ecossistemas em forma benigna para a sua subsistência. florestas. naturalmente. Iniciativas foram então surgindo em vários lugares com um grau de assimilação do conceito Zeri „desigual‟. água. ou para a população (exceto em casos raros como Cubatão entre outros). em termos financeiros para as empresas. Começaram a partir daí os primeiros contatos com a academia (UFSC e PUC/RS) com empresas (entre elas a Usina Santa Fé) e a FIESP e o SENAI (em São Paulo) e com os setores do Governo (Paraná). também. O Zeri tem enorme potencial de aplicabilidade no Brasil. em 1997. seja pela intensa industrialização seja pelas grande expansões agrícolas. A aplicabilidade é portanto enorme.

html Capítulo 5 . ou seja.br/disserta98/bello/cap5. Sua aplicação requer algumas mudanças de paradigmas. O Zeri tem como objetivo propor que se revejam processos e tecnologias aceitas como acabadas. com isso. como também pode possibilitar a geração de empregos e a redução da pobreza.uma faça sua parte. mas foi concentrando seu foco no setor industrial. E essa é uma questão mais ampla. reconheceu-se a necessidade de se buscar a resposta para a questão da qualidade ambiental numa visão mais abrangente da gestão da .Conclusões e Recomendações 5. e.1 Conclusões A princípio este estudo teve por escopo o conceito de desenvolvimento sustentável no sentido amplo. na verdade ela permaneceu num plano secundário até recentemente. consequentemente. embora a preocupação com a qualidade ambiental estivesse presente no pensamento dos que promoveram esses progressos gerenciais. academia e setor privado. a qualidade ambiental e o desenvolvimento social.ufsc. O caminho a ser percorrido agora exige que se leve em conta o crescimento econômico. Assim pode-se dizer que o Zeri é uma busca real pela melhoria contínua. quando a sustentabilidade dos ecossistemas passou também a ser reconhecida como importante para a sobrevivência da empresa. governo. sobre a saúde humana. Portanto. em busca da melhoria contínua. http://www. Qualidade entendida como vetor de mudança. colaborando para a solução de problemas sociais. sua filosofia de zero desperdício. Em seguida. que se resumem no conceito do desenvolvimento sustentável. que não é objeto deste estudo. energia e empregos (conversão da "praga" jacinto em alto substrato de valor agregado para cogumelo) e. Trata-se de uma evolução da qualidade total. estimula empresários e centros de pesquisa a conceberem tecnologias a exemplos do que ocorre nos processos dinâmicos da Natureza. Ele inclui as questões ambientais antes "esquecidas" pelas empresas. de percepção. Observou-se que. pode-se concluir que o Zeri é atraente. acompanhando a evolução histórica dos progressos feitos na gestão da qualidade total. ciente dos impactos negativos das atividades industriais poluidoras sobre os ecossistemas. Na busca de aproveitamento dos resíduos da cervejaria gerou-se alimentos. a conscientização ecológica. Hoje.eps. até chegar à gestão ambiental em particular. consumidores e governo (nível local e internacional). da forma de lidar com problemas complexos. afeta a aceitação de certas atividades empresariais por parte dos cidadãos. de produtividade total da matéria-prima.

e a própria comunidade local – participam. quanto as iniciativas de gerenciamento voltadas para o meio ambiente. Chegou-se. ainda. que está em consonância com os princípios formulados pela Agenda 21 e as convenções internacionais que tratam da questão ambiental. não se restringe a ele. como aquelas propostas pelas normas ISO 14000. as linhas metodológicas para a gestão do desenvolvimento industrial sustentável que se aplicam ao nível das empresas. à conclusão de que à semelhança da mudança de paradigma trazida ao sistema empresarial pelos conceitos e métodos da qualidade total. O Zeri é uma proposta estratégica que incorpora as contribuições do TQM. viu-se que esta mudança significa um esforço coletivo em busca do desenvolvimento sustentável. da ISO e de outras iniciativas de gerenciamento da qualidade ambiental. Destaca-se que a proposta Zeri oferece uma visão abrangente. que o Zeri veio trazer um novo quadro de referência para esta mudança de paradigma. embora este estudo esteja focalizado principalmente à aplicação do Zeri ao setor produtivo. portanto. Deste estudo tornou-se possível tirar. Verificou-se. entre as quais. Portanto. Reconheceu-se. tentou-se fornecer evidências para mostrar as aberturas de sua aplicabilidade aos demais setores. contribuindo conceitual e pragmaticamente. como demonstrado pelas iniciativas concretas em vários países. ecológico e social.qualidade que incorpore tanto os avanços já alcançados pela prática da TQM. no qual não somente o setor industrial. podendo-se dizer. a partir do Zeri. então. destacam-se as seguintes:  O Zeri tem uma abrangência suficientemente ampla para incluir os três aspectos essenciais do desenvolvimento sustentável: econômico. é possível estabelecer. Mais ainda. do conjunto do setor industrial. as ONG‟s. mas também os segmentos mais ativos da sociedade governo. ainda. e embora sua implementação tenha começado pelo setor industrial. centros de pesquisa. Desta forma.   . assim. um outro salto qualitativo se faz agora necessário para que a gestão da qualidade ambiental compatibilize a sustentabilidade ecológica com a empresarial. algumas conclusões mais especificas. integrando-as numa proposta holística de gestão empresarial. a ponto de interessar empresários e executivos de grandes e pequenas empresas com proposições que lhes permitam integrar-se no processo de desenvolvimento sustentável. que esta visão mais ampla requer um novo paradigma de gestão ambiental que leve à harmonização das atividades econômicas com a preservação da vida nos ecossistemas. Propõe uma estratégia que é suficientemente pragmática para gestão da qualidade ambiental e compatível com leis do mercado.

como estratégia e como metodologia apropriada para gerir a questão da qualidade ambiental na perspectiva do desenvolvimento sustentável. administradores de empresa e do serviço público.bem como para o estabelecimento de políticas industriais apropriadas ao nível do governo. 5. tais como o de serviços públicos. Isso abre perspectivas promissoras para inovações em vários campos. maior aprofundamento conceitual e de maior disseminação de sua visão estratégica e metodologia operacional. em primeiro plano. a aplicabilidade dos conceitos e estratégias do Zeri em outros setores. Algumas são inerentes ao seu recente desenvolvimento ou pouca divulgação. ao nível geral e principalmente se visto em relação no Brasil. que foram abordados. quanto aos órgãos de políticas ambientais. o desenvolvimento urbano e regional. como ela é essencial. Mas.). organização dos serviços públicos. Entre estes está. de fomento à pesquisa. Muitos dos tópicos. cientistas sociais. etc. desenvolvimento regional. nas negociações . abrem perspectivas para estudos mais aprofundados sobre o Zeri. Esta é uma sugestão que se dirige tanto ao setor empresarial. administradores. estende-se à todas as áreas de gerenciamento das atividades econômicas e sociais. envolvendo profissionais (economistas. sua filosofia e estratégia. A segunda linha de ação está relacionada com a continuidade deste estudo. e à academia (centros de pesquisa). também. seu sucesso no ambiente empresarial brasileiro depende de maior divulgação. A Iniciativa Zeri tem limitações e condicionantes em sua aplicabilidade. engenheiros.2 Sugestões para Trabalhos Futuros As conclusões acima levam à indicação de duas principais linhas de ação complementares: A primeira é a de sugerir a adoção do Zeri como quadro de referência. de estudos específicos sobre sua aplicabilidade na promoção do desenvolvimento sustentável no nível regional e urbano. assim como sobre sua aplicabilidade na gestão do setor de serviços e na administração pública. a sua aplicabilidade a estas áreas ainda necessita de maior elaboração. Depende. como é o caso dos outros setores além do produtivo. tais como gestão de cidades. caso a caso. outras são devidas à incompleta elaboração. Embora o Zeri tenha mostrado sua aplicabilidade na sustentabilidade do desenvolvimento industrial em vários países. Pode-se assim concluir como diz o Relatório do Estudo de Viabilidade do Zeri: a „Iniciativa Zeri‟ não só é possível/viável.   A abrangência do Zeri.

pois em cada processo industrial há resíduos. e produtos que podem ser revistos sob o ângulo da sustentabilidade ecológica. mas principalmente de novas tecnologias. A lista de oportunidades é praticamente ilimitada. o impacto de diferentes legislações ambientalistas para incentivo ou „desincentivo‟ (taxas e regulamentos) de práticas industriais não sustentáveis. A gama de possibilidades se estende desde estudos sobre a organização departamental. etc. de forma essencialmente integrada à gestão da qualidade total.  Há oportunidades de pesquisa e estudos sobre estratégias industriais visando resolver a questão ambiental. vastas oportunidades para P&D em busca. não mediante processos e tecnologias em paralelo ao processo produtivo. mas. o desenho da planta industrial. principalmente por parte de órgãos de fomento à pesquisa. Pode-se visualizar estudos sobre mudanças nas políticas públicas com vistas à promoção do desenvolvimento industrial sustentável na perspectiva do Zeri. até analise dos custos do aproveitamento de resíduos. engajados na proposta do desenvolvimento sustentável. aproveitamento de tecnologias existentes para maximizar o uso da matéria-prima. a participação dos empregados na consciência ecológica. Estudos podem também aprofundar questões de políticas consideradas críticas para a mudança de paradigmas proposto pelo Zeri. mediante estímulos do mercado e com suporte de políticas públicas. do planejamento das linhas de produção. o marketing dos produtos e as reações do mercado consumidor. Outros estudos mais específicos podem ser particularmente relevantes para sua aplicabilidade no caso do Brasil.  . entre elas o impacto do regime de patentes na transferência de tecnologias e know-how. seja no estágio de "incubação" (há várias instituições que se consideram incubadoras de iniciativas empresariais). novos inventos. e. Estudos podem determinar a viabilidade de inúmeros casos de agrupamentos industriais na perspectiva ecológica. ou o descarte de resíduos benignos aos ecossistemas. Isso poderia motivar investimentos em P&D por parte das empresas. emissões. não tanto de "tecnologias limpas". seja na reorganização de amplos distritos ou parques industrias. completar o ciclo dos materiais.internacionais sobre a mudança climática. Por exemplo:  O Zeri coloca em questão muitas tecnologias de produção industrial praticadas hoje que não levam em conta adequadamente a noção de sustentabilidade dos ecossistemas. A partir de tais valores ecológicos.

 . Poder-se-ia. – exemplo: a cadeia da cana-de-açúcar. agora vista na sua extensão à qualidade ambiental. por último. Ante a importância desta série de normas para o desenvolvimento industrial brasileiro. examinar as mudanças que os currículos de graduação ou da pós-graduação deveriam ter para formar profissionais de planejamento e gestão empresarial ou de gestão pública com a visão da sustentabilidade da empresa no contexto econômico e social (local e regional). e em associação com a implementação da ISO 14000. também. esta linha de pesquisa sugere empreender estudos de caso de todo a cadeia de produção industrial. desde o plantio do canavial até a colocação do açúcar/álcool no mercado. A cadeia da agroindústria é outro setor no qual estudos na perspectiva Zeri . apontar para temas de estudo sobre a função da academia na formação profissionais e no encaminhamento de pesquisas voltadas à gestão para o desenvolvimento sustentável. setor por setor. por exemplo. podem trazer contribuições novas para o desenvolvimento industrial sustentável. Cabe.ISO 14000. com o objetivo de avaliar sua sustentabilidade sob o prisma do Zeri. por exemplo. Poder-se-ia imaginar. pesquisas sistemáticas mediante toda uma série de estudos de casos sobre a industrialização de determinada região. um tema relevante à aprofundar é a contribuição do Zeri ao aprimoramento dos métodos de gestão da qualidade total. Na linha da gestão propriamente dita. a cadeia da industrialização do quartzo desde a mina até a colocação dos produtos de alta tecnologia no mercado de fibras óticas e chips. Cita-se.

alguma. sobre o impacto ambiental das ações humanas. exaustão de recursos energéticos e mudança climática.http://www. Nov-Dez.php?pg=temas&cd=1385 Problemas ambientais não fazem parte da realidade dos brasileiros A conclusão tem como base uma pesquisa realizada pela Market Analysis. mas que ainda falta muito para tal questão ocupar um lugar de relevância em suas preocupações do dia-a-dia. entre os brasileiros. (% dos que apontam a opção "é um problema muito sério") Questão: Qual é a seriedade que você atribui a cada um dos problemas indicados: muita. pouca ou nenhuma Fonte: Pesquisa realizada com 800 adultos.2005. extinção de espécies. em oito das principais capitais do país Market Analysis Brasil Um estudo realizado pela Market Analysis em oito capitais do país revela que existe um grau importante de sensibilidade.com. face-a-face. Gráfico 1 – Gravidade dos problemas ambientais.46% Quer dizer que a consciência ambiental atingiu seu ápice? Significa que estamos perante uma revolução das massas pela sustentabilidade? . Margem de erro= ± 3. nas oito principais capitais do Brasil.br/home/index. 82% dos brasileiros – em média – julgam como “muito sério” os fenômenos de contaminação.ecoterrabrasil. Interrogados sobre quão grave consideram uma série de conseqüências ecológicas da ação do homem. Market Analysis.

O dado surpreende.6%) dos entrevistados mencionam espontaneamente problemas ambientais como poluição. A admissão da gravidade desses assuntos permanece desconectada do topo da agenda pública nacional. Ainda . nota-se que o espaço dedicado ao efeito estufa triplicou nos últimos oito anos. Apenas entre os formadores de opinião. enquanto mais do que duplicaram as matérias sobre poluição da água.9%) e ocupa um lugar de destaque junto à violência/guerra/terrorismo e corrupção/degradação moral/intolerância. superpopulação ou mudanças climáticas quando consultados sobre sua visão dos principais problemas do mundo. Tomando como referência o número de menções aos assuntos pela mídia nacional. Crise ambiental simplesmente não está inclusa entre os maiores problemas que o país enfrenta atualmente. a posição dos tópicos ambientais chega a ser importante – mesmo assim não chega a ser absolutamente prioritária.Nem um pouco. na opinião dos brasileiros. Fonte: Arquivos da Folha de São Paulo. menos de 4% (3. É verdade que o assunto é preocupante para um em cada oito líderes de opinião (13. 1998-2006(Maio) Mesmo diante das catástrofes naturais e do esgotamento dos recursos energéticos (e suas conseqüências ambientais) que caracterizaram os últimos anos. Só diminuíram ou permaneceram quase iguais as notas sobre gases poluentes ou espécies em extinção. haja visto a crescente atenção da mídia a tais assuntos.

o que inclui emissão de gases e limitações e problemas decorrentes do uso do petróleo. tais como a desigualdade e a pobreza. ainda existe um descompasso ou dissociação parcial entre as conseqüências ambientais da ação humana e a preocupação com as necessidades econômicas . Uma está relacionada à calamidades naturais. o que recebeu o menor índice de gravidade foi o da produção e uso do petróleo. A opinião de líderes e público geral coincide em apontar que questões ambientais. Dentre todos os itens estudados. Ou seja. mas não do Brasil. desaparecimento dos recursos naturais e mudanças climáticas. como poluição. e outra aos aspectos diretamente referentes às conseqüências econômicas do impacto humano sobre o ecossistema. nota-se a existência de duas dimensões de compreensão do assunto. fazem parte dos problemas do mundo. a poluição da água nos rios. embora uma maioria expressiva dos brasileiros o classifiquem como “muito sério” (60%). lagos e oceanos é o problema ambiental que desperta maior seriedade entre os brasileiros: 93% dos adultos residentes nas grandes cidades julgam o problema como "muito sério".assim. Calamidades naturais ou impacto humano? Tal como indicado no gráfico 1. Menções a questões desse tipo simplesmente somem da agenda nacional. Explorando mais a fundo a lógica subjacente às avaliações que o consumidor no Brasil faz dos problemas ambientais. na melhor das hipóteses. perde para fatores vistos por eles como muito mais sérios globalmente.

entre os quais estão estudos regulares para clientes como American Express. Unilever e RS Consulting. além de cinco países da América Latina. Desde sua fundação. introdução de novos produtos e conceitos no mercado e turismo e entretenimento. . O foco do trabalho da empresa está nos setores de saúde. análise de dados e datamining. a Market Analysis conta com uma equipe multidisciplinar formada por sociólogos. cientistas políticos. bens de consumo geral. em 1997. desk research. financeiros. já coordenou mais de 600 projetos em 20 Estados brasileiros.que dependem do uso de energia. Afiliada da Abep (Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa) e da Esomar (Associação Mundial das Empresas de Pesquisa de Mercado). que utilizam os mais modernos métodos de pesquisa: quantitativas e qualitativas. existe pouca legitimidade para iniciativas que priorizem uma política ambiental sólida em detrimento de investimentos em outras áreas ou em detrimento do crescimento econômico. Essa brecha na consciência ambiental surge como um dos principais entraves à popularização prática de iniciativas pró-sustentabilidade ambiental. Motorola. estudo de custo-benefício entre preços e atributos. Sobre a Market Analysis Brasil A Market Analysis Brasil tem sua matriz em Florianópolis (SC) e a sede operacional em São Paulo (SP). Merck. publicitários e estatísticos. telecomunicações. Afinal. novas tecnologias de comunicação/informação. opinião pública e comportamento social. identificação de prospects. na medida em que se dissocia espontaneamente a necessidade energética dos desastres ecológicos. mystery shopping e estudos de inteligência competitiva.

gerando “lixões”.org/index. que acarreta em perda de Biodiverdidade. Aumento progressivo das necessidades energéticas e suas conseqüências ambientais 11. .http://www. 3. lagos e represas 7. Efeitos de grandes obras civis 9. Perda da diversidade genética 8. Poluição das águas e solos devido a falta de saneamento básico nas áreas urbanas e rurais. Alteração global do clima 10. 5. Urbanização acelerada 3. Desmatamento. Falta de políticas de gerenciamento de resíduos sólidos nas áreas urbanas. Crescimento demográfico rápido 2.php/blog/item/694 OS 12 GRANDES PROBLEMAS AMBIENTAIS DA HUMANIDADE Escrito por Ricardo Limberger  Tamanho da letra  Imprimir  E-mail Seja o primeiro a comentar!  1. podemos listar os mais críticos: 1.Poluição do ar e do solo 6. 4. Desmatamento 4. Dentre os problemas ambientais que afetam o Brasil. 2.webradioagua. Produção de alimentos e agricultura 12. Falta de saneamento básico. Poluição e eutrofização de águas interiores – rios. Poluição marinha 5. Poluição industrial. Erosão devido a desmatamento e manejo inadequado do solo na agricultura e pecuária.

ibama.br Risco máximoDesmatamento e destruição de rios são os problemas que mais preocupam os ambientalistas Mata Atlântica . E isso acontece no Brasil em função das atividades econômicas. como em todo país desenvolvido". O duro é saber que por trás disso tudo está. por exemplo. a ação humana.http://mundoestranho. Quer um exemplo? Há cerca de 20 anos. deixando uma região em situação crítica após.como a destruição das florestas. Os efeitos de alguns desses problemas só serão sentidos num futuro distante . o vazamento de um oleoduto ou de uma usina nuclear. "Estamos alterando ciclos importantes do planeta. da fauna e da flora.abril. os prognósticos sobre a poluição atmosférica nas grandes metrópoles brasileiras era sombrio: alguns especialistas imaginavam que no ano 2000 os automóveis poderiam ser até proibidos de circular na cidade de São Paulo. claro. Após mudanças na legislação.br/materia/quais-sao-as-principais-ameacas-de-desastresecologicos-no-brasil Quais são as principais ameaças de desastres ecológicos no Brasil? por Suzana Paquete A extinção de grandes áreas de vegetação nativa e a destruição de rios importantes são algumas das principais ameaças. Esse tipo de fiscalização é fundamental e dá resultados. como nos sete casos que listamos abaixo. diz o engenheiro Márcio Freitas. As ameaças de acidentes ecológicos são tão sérias que mobilizam várias organizações não-governamentais (ONGs). Esse exemplo bem que poderia ser seguido em outros casos de ameaças ambientais.com.gov. todas desenvolvendo projetos para driblar os problemas e tentando abrir os olhos dos governantes enquanto há tempo. Mergulhe nessa Na Internet: www. Mas há também as conseqüências que podem estourar a qualquer momento. o controle da emissão de poluentes dos veículos ficou bastante rigoroso e as previsões assustadoras não se concretizaram: os carros continuam circulando por São Paulo. mas agora numa versão bem mais ecológica. coordenador de qualidade ambiental do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

pois chuvas simples causam deslizamentos das margens. para a agricultura e a extração ilegal de madeiras. Do que sobrou. Apesar da necessidade concreta de se ampliar a produção de energia no país. A expansão agropecuária. segundo a Conservação Internacional. Além de uma possível . isso tem provocado o assoreamento . A vegetação em volta dele foi desmatada e. A taxa anual de desmatamento é de cerca de 25 500 km2. É que são as próprias árvores que dão a umidade necessária para a região e tornam o solo fértil para outras plantas Cerrado A vegetação típica da região central do Brasil perdeu. Segundo dados de entidades como a Conservação Internacional e a SOS Mata Atlântica. especialistas dizem que a obra terá um grande impacto ambiental. o que já provocou um sério desequilíbrio ecológico e a extinção de várias espécies que habitavam o São Francisco Floresta Amazônica O desmatamento da maior floresta tropical úmida do mundo ocorre por vários motivos. a mineração e a abertura de estradas são os principais problemas Rio Xingu A maior ameaça ao rio que cruza o Pará e Mato Grosso é a construção da hidrelétrica de Belo Monte. hoje se perde um campo de futebol de vegetação a cada quatro minutos! Essa destruição põe em risco também a fauna da região: de 271 mamíferos que habitam a floresta. 60% de sua área original. Outro problema é a introdução no rio de peixes de hábitats diferentes.Restam só 7% de sua vegetação original. várias ONGs afirmam que em pouco tempo o cerrado estará numa situação pior que a da Mata Atlântica. especialistas não se cansam de alertar que a Amazônia poderá no futuro se tornar um grande deserto.a obstrução por sedimentos . 160 só existem lá e podem desaparecer Rio São Francisco A construção de hidrelétricas já afetou bastante um dos principais rios brasileiros. segundo a Conservação Internacional. Nesse ritmo de desmatamento. como o uso de áreas para a pecuária. O desmatamento nos últimos 100 anos a transformou numa das florestas mais ameaçadas do planeta. menos de 2% estão protegidos em parques ou reservas. Se ela continuar perdendo a cobertura vegetal nesse ritmo. que deverá ser a terceira maior do planeta.de trechos do São Francisco. em apenas 30 anos.

A Petrobrás se defende. mas desde 2000 investimos 6 bilhões de reais em segurança. Empresários hoteleiros rebatem garantindo que as novas construções têm procurado preservar o máximo de floresta nativa .mudança no fluxo do rio. por meio de sua assessoria: "Somos uma indústria de risco. Os principais dutos foram automatizados com sensores e recebem manutenção a cada dois anos" Sul da Bahia Hoje restam 25% de cobertura verde original da região. podendo se romper e causar um grande acidente ecológico nas praias e nos mangues da região. Entidades como a The Nature Conservancy (TNC) e a SOS Mata Atlântica se preocupam principalmente com as cercanias de Porto Seguro. áreas previstas para virar parques nacionais estão abandonadas e a extração de madeira ainda existe. rachados. a barragem de Belo Monte e outras complementares poderão inundar uma imensa área de vegetação nativa Cubatão e São Sebastião As duas cidades abrigam inúmeros oleodutos da Petrobrás. A Fundação SOS Mata Atlântica afirma que os dutos estão velhos. Florestas são desmatadas para dar lugar a grandes hotéis.

De acordo com os especialistas no assunto. Degelo no Mundo O degelo é um dos efeitos do aquecimento global que vem ocorrendo em diversas partes do planeta. b) formas distintas de poluição Poluição do ar . As grandes cordilheiras mundiais estão tendo suas massas de gelo e neve reduzidas. O aumento dos ventos alísios carrega as águas quentes superficiais para a Ásia. e as águas frias seguem a direção inversa. Principais problemas ambientais no mundo e no Brasil É possível dividir os problemas ambientais do mundo em três níveis: a) Alterações climáticas Os efeitos de El Niño e La Niña São fenômenos que se manifestam nas águas oceânicas do Pacífico ocasionando alterações noclima do planeta Terra e interferências nas variações de temperatura e na regularidade das chuvas.br/trabalhos-escolares/geografia/problemasambientais/principais-problemas-ambientais-no-mundo-e-no-brasil. e a Antártica possuía 3000 Km2 de degelo.html 01/06/2012 10:10 Principais problemas ambientais no mundo e no Brasil 1.http://www. porém com efeitos contrários. chegando à superfície aos arredores do litoral peruano. até o ano de 1997 a região Ártica já tinha 14% de sua área reduzida. Geralmente seguido do El Niño ocorre a La Niña.colegioweb.com.

lagos e represas. Lixo. Poluição da água As águas são contaminadas pelo lançamento de materiais poluentes nos mares. produtos químicos e esgoto sem tratamento são os principais poluentes das águas e a despoluição das águas é um processo bastante trabalhoso. . rios.É causada principalmente pela queima de combustíveis fósseis (como o carvão e o petróleo) que aumenta a concentração de CO2 (dióxido de carbono) na atmosfera terrestre.

e por componentes químicos. Principais poluentes do solo .Poluição do solo É causada pelos lixos que são jogados em locais impróprios e que demoram se decompor.

pichações dispostos em ambientes urbanos.Poluição sonora Ocorre principalmente nos grandes centros urbanos devido às buzinas. que além de poluir o visual das cidades. ruídos de motores e escapamentos. é o habitat mais diversificado do planeta. outdoors. máquinas. . Animais estão sujeitos à caça e pesca predatória para a comercialização de sua pele e carne. prejudicando o sistema auditivo. Com isso. . Favorece a existência de animais de várias espécies. . c) extinção de espécies e desmatamento Muitas florestas estão sendo derrubadas para o comércio de madeira. A importância das florestas está relacionada a alguns fatores: . evitando que ela passe pelo tronco e infiltre no subsolo. tiram a atenção dos motoristas contribuindo para os acidentes de trânsito. Importância das florestas As florestas são muito úteis para a vida na terra. Protegem os solos da água da chuva. e pessoas falando ao mesmo tempo. Portanto. ou sendo queimadas para a formação de pastos e para o crescimento urbanização. . diminuindo as chances de assoreamento. Poluição visual É provocada por placas. Conservam o equilíbrio entre os gases presentes na atmosfera. propagandas. a destruição das florestas representa um grande risco ambiental. . Mantêm o equilíbrio da temperatura. fornecendo alimento à eles. Protegem os rios. muitas espécies de plantas e animais correm sérios riscos de entrar em extinção.

O lixo Com o crescimento populacional. portanto. não se decompõe causando a poluição. a quantidade de lixo produzido também tem aumentado. O lixo das cidades pode ser levado para os lixões. uma ONG ambientalista internacional. .O selo verde O Conselho de Manejo Florestal (FSC). representa o selo verde que apóia os produtos de origem florestal de maneira sustentável. A decomposição é uma forma de controlar o lixo urbano. aterros sanitários ou passam pelos processos de incineração ou compostagem. porém grande parte desse lixo não é biodegradável.

Neste local o lixo não recebe tratamento adequado. reduzindo o número de resíduos e destruindo os microorganismos causadores de doenças. Aterros Sanitários O aterro sanitário é um local onde o lixo é enterrado em camadas alternadas de lixo e terra. materiais não-aproveitáveis e materiais recicláveis. Incineração Incineração é um processo que consiste em queimar o lixo em câmaras de incineração. pois a coleta seletiva ainda não é realizada adequadamente. Na execução de um aterro sanitário. é importante impermeabilizar sua base para evitar a contaminação do subsolo e construir canais de drenagem para os gases e líquidos (chorume) que se formarão. Compostagem Compostagem é um processo na qual o lixo passa por uma triagem e é divido em três partes: material orgânico. . evitando-se assim o mau cheiro e a proliferação de insetos. no entanto. causando grandes problemas ambientais como a reprodução de moscas e a produção do chorume através da decomposição do lixo. substância altamente tóxica que contamina os lençóis freáticos e o solo.Lixão Os Lixões são extensos terrenos a céu aberto para onde os lixos urbanos são levados. é comum encontrar materiais recicláveis nos aterros. O lixo que vai para o aterro sanitário são os não-recicláveis.

pois esta prática traz muitos benefícios. latas e sacolas. etc. reutilizar vasilhames. não misturar materiais recicláveis com o restante do lixo. É preciso nos conscientizar de que reciclar é importante para a vida do planeta. Os materiais não-aproveitáveis são levados para os aterros sanitários. ou seja. limpeza e higiene das cidades. Reciclagem É um processo que reaproveita certos materiais com o intuito de reduzir a produção de lixos. redução de poluição. como a economia de energia.O material orgânico passa por um tratamento biológico. . Os materiais recicláveis são direcionados para determinados locais onde ele será reaproveitado para fazer novos produtos. Para reciclar é necessário adotar uma série de atitudes como a coleta seletiva. entre outras. geração de empregos. onde é produzido um composto que é usado como adubo para a fertilização do solo.

Enquanto nação em desenvolvimento ou recém-industrializada. O Ministério do Meio Ambiente anunciou recentemente dados mostrando uma queda nas taxas de desmatamento na Floresta Amazônica desde meados de 2011. Os impactosdecorrentes do desenvolvimento da agricultura e da industrialização no país ameaçam essa biodiversidade. mas o desmatamento tem sido principal causa do Brasil de degradação ambiental e ecológica. Recentemente. o Brasil está negociando o uso de satélites da Índia para . o Brasil tem todas as condições para assumir a liderança no campo das iniciativas ambientais. devido a uma maior conscientização dos efeitos nocivos das práticas de exploração madeireira prolífico e uma mudança na direção florestal sustentável no Brasil. a degradação de zonas húmidas e derrames de petróleo graves.000 quilômetros quadrados de floresta amazônica foram destruídos e o nível de desmatamento nas zonas protegidas de floresta amazônica do Brasil aumentou mais de 127 por cento entre 2000 e 2010. em parte. uma maior destruição da Floresta Amazônica tem sido promovido por um aumento da demanda global por madeira ea soja. Desde 1970.com. No campo de biocombustíveis somos o segundo maior produtor de etanol do mundo. perda de biodiversidade e emissões de gases de efeito estufa em todo o mundo. poluição atmosférica e da água.http://www.br/?p=442 Questões Ambientais Sem categoria dez 262011 As principais questões ambientais no Brasil incluem o desmatamento na Bacia Amazônica. o que é. o comércio ilegal de animais silvestres. O efeito do desmatamento sobre a precipitação. O brasil também é o lar de cerca de 13% de todas as espécies animais conhecidas. tendo uma das coleções mais diversas de flora e fauna do planeta. degradação da terra e poluição da água causada por atividades de mineração. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) tem ajudado a reduzir os níveis de desmatamento ao longo de 2011 através de seu Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real. O desmatamento tem sido uma fonte significativa de poluição. Além disso.epgea. as questões ambientais continuam a ser uma grande preocupação no Brasil. No entanto. entre outros. mais de 600.

Em 2009. Com uma taxa de crescimento constante. a perda de biodiversidade. . no entanto. 97 espécies foram identificadas no Brasil como mais vulneráveis. que estão experimentando um rápido crescimento urbano. Mesmo que haja serviços de coleta. as áreas de preservação ambiental não contam com a proteção essencial de que precisam. 769 espécies ameaçadas de extinção foram identificadas no Brasil tornando-o o lar do maior número de espécies ameaçadas oitavo do mundo. Autoridades brasileiras e defensores do meio ambiente são igualmente confiante de que estas medidas irão reforçar a capacidade do governo brasileiro para combater o desmatamento. De acordo com uma avaliação de espécies realizado pela Lista Vermelha da IUCN de espécies ameaçadas. em perigo ou criticamente em perigo. e a poluição. Enquanto o financiamento é insuficiente. Espécies ameaçadas de extinção O Brasil é o lar de mais de 6% das espécies ameaçadas do mundo. bem como os países que precede. é causada pelo desmatamento rápido e industrialização. pneus e agrotóxicos. que afirma que enquanto as áreas protegidas são povoadas por seres humanos. menor risco/quase ameaçada. Isso tem sido observado por Carlos Minc. Resíduos A população brasileira tem uma taxa de crescimento estável em 1% (2009). Estes esforços individuais por oficiais da cidade são tomadas em resposta à falta de uma lei abrangente que gerencia todo o país materiais de resíduos. Grande parte deste aumento no Brasil. eles tendem a se concentrar no sul e sudeste do Brasil. A alteração dos fatores ambientais também é em grande parte responsável pelo aumento no número de espécies ameaçadas de extinção. o desafio para a gestão de resíduos sólidos está em relação à prestação de um financiamento adequado e de governo. ao contrário da China ou Índia. os legisladores e as autoridades municipais estão tomando medidas para melhorar seus sistemas de cidades individuais de gestão de resíduos. tais como óleo. o Brasil não regular resíduos perigosos. Apesar de todos esses esforços.melhorar o monitoramento do desmatamento na floresta amazônica. o Governo está tomando medidas para cumprir mais eficazmente sua política de redução de desmatamento fechando serrarias ilegais e apreendendo veículos transportando madeira ilegal. Além disso. Entretanto. o problema com o desmatamento ea extração ilegal de madeira continua a ser uma questão muito séria no país.

algumas cidades estão avançando de forma eficiente no gerenciamento de seus resíduos. Colecção serviços Atualmente. uma grande quantidade de investimento é entrar no país. juntamente com a protecção da saúde pública. A fim de solucionar a falta de envolvimento federal. bem estão se unindo com as autoridades municipais locais. quando os serviços do país expandiu-se para recolha de resíduos de serviço um adicional de um milhão de pessoas. o projeto é capaz de promover políticas que estabelecem mudanças ambientais. [13] Uma das principais vitória para a recolha de resíduos foi entre 2006 e 2008. ainda melhorias de gestão de resíduos ainda não têm fundos. 3% de vidro e plástico de 3%. estão desenvolvendo soluções possíveis para esses problemas. Vários métodos são usados para separar resíduos. De acordo com um relatório do PNUMA. De acordo com a Gestão Integrada de Resíduos Sólidos Municipais. 7% dos municípios total do país. como no caso do Programa Ambiental das Nações Unidas (UNEP). o Brasil sediará a Copa do Mundo seguidas pelos Jogos Olímpicos de Verão de 2016. Organizações internacionais. o projeto já reuniu pesquisas sobre saneamento no Brasil. Com o envolvimento da comunidade. [14] Os aterros Enquanto a coleta de resíduos no Brasil está melhorando um pouco. Esta parceria é entre os funcionários do PNUMA e da cidade que formam o verde e saudável do Projeto Ambientes em São Paulo . 25% de papel. Dentro de 405 municípios. e 43% através de catadores informais de rua. resíduos sólidos no Brasil é composto por 65% de matéria orgânica.Em 2014. bem como os mercados formal e informal. dos setores público e privado. Com as várias parcerias e colaborações. a eliminação final dos resíduos ocorre geralmente em aterros sanitários inadequados. metal e vidro. elevando a taxa de recolha de resíduos separados entre a população do país para 14%. o Brasil favorece a aterros . Desde 2008. o PNUMA vem trabalhando com o Brasil para criar um sistema de gestão sustentável dos resíduos que promove a preservação e conservação ambiental. 50% da separação desses materiais é realizado através de porta-a-porta de serviço. Como resultado. 26% através de pontos de coleta. metal 4%. preferindo resíduos em energia de sistemas em vez. serviços de coleta são mais proeminentes nas regiões sul e sudeste do Brasil. Enquanto aterros são muitas vezes vistas como a última opção para eliminação de resíduos em países europeus. mas uma decisão mais abrangente e conclusivo deve ser feita para todo o país para criar um futuro mais sustentável. como papel.

etanol ou combustíveis renováveis. Sener.e acredita que eles são modos eficientes de eliminação. os cidadãos estão incitando os funcionários a melhorar os sistemas de gestão de resíduos. A fim de fornecer soluções específicas para problemas no Brasil. Outro benefício do uso de pequenas quantidades de gás natural é a possibilidade de substituí-lo com gás de aterro. Resíduos em energia Resíduos em energia é uma maneira de eliminar todos os resíduos de combustível em que a reciclagem por si só não é economicamente viável. Em contrapartida. Apesar de os cidadãos e as autoridades estão começando a entender o dano dos aterros e da importância da gestão de resíduos. eliminá-los como uma opção para a maioria das cidades no Brasil. o que lhe permite usar componentes que já existem em outros resíduos em energia das plantas. Envolvimento do setor privado no setor de resíduos em energia inclui empresas como a Siemens. Algumas cidades actualmente a considerar tais projetos são Belo Horizonte . Keppel-Seghers. essas mudanças de política só vai acontecer com o financiamento adequado. essa hesitação é em resposta aos custos iniciais da adoção de novas soluções. Como níveis de renda alta na região sul do Brasil. Fisia-Babcock. Outra vantagem é que este sistema não muda a tecnologia atual incinerador. Muitas vezes. VonRoll. Pirnie Malcolm e outros que já estão estabelecidas no Brasil e em desenvolvimento resíduos em energia projetos. Por exemplo. No entanto. Seu sistema patenteado tem uma turbina a gás de pequeno e mistura-o com ar pré-aquecido. No entanto. operar e manter. Rio de Janeiro . os resultados são limitados. São Bernardo do Campo e outros. mais lixeiras estão sendo fechadas em favor dos aterros sanitários. os incineradores são caros para comprar. CNIM. Projetos de mecanismo de desenvolvimento limpo também . o desperdício de energia Conselho de Pesquisa de Tecnologia no Brasil está desenvolvendo um híbrido de resíduos urbanos sólidos urbanos (RSU) / ciclo de gás natural. Este sistema de queima uma pequena quantidade de gás natural que é de 45% de eficiência e 80% da energia que é produzida por resíduos sólidos urbanos é de 34% de eficiência. o uso do aterro começará a cair devido ao novo regulamento e as leis. a maioria não entender resíduos para sistemas de energia. De acordo com o Manual de Gestão Integrada Municipal de Resíduos Sólidos. A preferência por aterros tem dificultado a criação de métodos alternativos de eliminação de resíduos. sem instalações comerciais estão sendo construídas atualmente. Como os riscos e perigos ambientais de lixões a céu aberto são entendidas pelos administradores município no Brasil. São José dos Campos . São Paulo. os líderes de resíduos em energia da indústria não entendem a condição atual dos resíduos no Brasil. Pöyry.

O Brasil produz 240 mil toneladas de resíduos todos os dias. o metano está sendo coletado e convertido em eletricidade.5 milhões de toneladas de emissões de dióxido de carbono até 2012. Esses projetos são estabelecidos para coletar gases produzidos no local e convertê-los em energia. a reciclagem em geral no Brasil é baixo. Concentrações atmosféricas de etanol acetaldeído. apenas 62% da população tem acesso à coleta de lixo. sendo maior em veículos que utilizam combustíveis etanol. o Brasil é líder em reciclagem de latas de alumínio sem a intervenção do governo. uma organização sem fins lucrativos que promove a reciclagem e eliminação de resíduos. mais de 96% das latas disponíveis no mercado foram recicladas. [15] Reciclagem De acordo com dados da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais. Por exemplo. realiza investigação técnica. porque ambos os óxidos de . Em 2007. Deste montante. Em 1992. No entanto. Mesmo dentro desses sistemas de coleta. maior no Brasil do que a maioria outras áreas do mundo devido às suas emissões. e óxidos de nitrogênio são. a coleta de material reciclável não é comum. O sucesso dos catadores informais forneceram evidências para os legisladores e os cidadãos que as soluções que são de baixa tecnologia. Com cerca de 40% do combustível usado nos veículos brasileiros provenientes de etanol. No entanto. realiza seminários e mantém bancos de dados. Este processo é esperado para eliminar 2. a poluição do ar no Brasil difere da de outras nações onde predominantemente de petróleo ou gás natural com base em combustíveis são utilizados.estão começando a desenvolver em alguns aterros sanitários brasileiros. baixo custo e mão de obra intensiva pode fornecer soluções sustentáveis para a gestão dos resíduos enquanto também proporciona benefícios sociais e econômicos. [16] A poluição do ar Devido à sua posição única como a única área do mundo que utiliza extensivamente o etanol. possivelmente. Questões da organização de publicações. as empresas privadas no Brasil estabeleceu o Compromisso Empresarial Brasileiro para Reciclagem (CEMPRE). As maiores áreas urbanas de São Paulo e Rio de Janeiro sofrem de problemas de ozônio substancial. as questões de qualidade do ar no Brasil relacionam mais com o etanol derivado de emissões. Essa liderança vem de catadores de lixo informais que ganham a vida recolhendo latas de alumínio. em um aterro sanitário em Nova Iguaçu (Rio de Janeiro da área). apenas 2% é reciclado com o restante despejado em aterros sanitários.

Em 2000. Provavelmente devido à liberalização do comércio. incluindo uma refinaria de petróleo da Petrobras e uma siderúrgica da Cosipa . incluindo. abaixo dos 1. A poluição industrial A cidade de Cubatão. Por outro lado. o Brasil tem uma alta concentração de indústrias poluidoras intensiva de exportação. [18] Rio de Janeiro e São Paulo foram classificados os dias 12 e 17 cidades mais poluídas uma avaliação com base em dados do Banco Mundial e das Nações Unidas de emissões e qualidade do ar em 18 mega-cidades. Operação dessas instalações foi feito “sem qualquer controle ambiental que seja” levando trágicos acontecimentos ao longo da década de 1970 e 1980. esforços têm sido feitos para melhorar as condições ambientais na área. Com base em dados anuais de poluição do ar se reuniram nas cidades de Belo Horizonte. A área tem historicamente abrigou inúmeras instalações industriais. por meados dos anos 1990.nitrogênio acetaldeído e contribuem significativamente para a poluição do ar fotoquímicos e formação de ozono. incluindo deslizamentos de terra e defeitos congênitos potencialmente atribuíveis à poluição pesada da região.984 medições registrar 100 microgramas de partículas por metro cúbico. tornou-se conhecido como o “Vale da Morte” e “o lugar mais poluído do planeta”. 5% do total de mortes anuais nas faixas etárias de crianças cinco anos de idade e mais jovens e adultos de 65 anos e mais velhos foram atribuídos aos níveis de poluição do ar nessas cidades. de US $ 200 milhões em controle ambiental. O mais elevado dos níveis de intensidade de . Estudos apontam para isso como evidência de o Brasil ser um paraíso de poluição . Rio de Janeiro. O índice multipoluente usado para realizar a avaliação não incluiu nenhum dos poluentes específicos aos impactos da qualidade do ar da utilização do combustível etanol. centro de Cubat ão está registrado 48 microgramas de partículas por metro cúbico de ar. Fortaleza . Porto Alegre . desde 1993. São Paulo. Desde aquele tempo. o investimento COSIPA. [17] Número de automóveis e os níveis de industrialização nas cidades brasileiras influenciar fortemente os níveis de poluição do ar em áreas urbanas que têm um impacto importante sobre a saúde de grandes grupos populacionais em grandes áreas urbanas brasileiras. designado pelo governo brasileiro como uma zona industrial em parte devido à sua proximidade com o Porto de Santos . Curitiba . os níveis de chumbo no ar diminuiu em aproximadamente 72% após a introdução generalizada de combustíveis sem chumbo no Brasil em 1975. e Vitória entre os anos de 1998 e 2005.

o Projeto Tietê foi iniciado em um esforço para limpar o rio.poluição são encontrados em indústrias relacionadas com a exportação. Em 1992. a energia produzindo unidades instaladas em usinas e por outros fontes menores de águas residuais. Essas fontes de aumentar a demanda bioquímica de oxigênio nas águas onde são descarregadas. Legislação proibiu a descarga direta de vinhaça sobre as águas de superfície. São Paulo hoje processos de 55% do seu esgoto e está prevista para processar 85% em 2018. destilação. vinhaça é às vezes mal utilizado no armazenamento e transporte em usinas. tais como papel. levando-o para ser misturado com águas residuais provenientes do processo de lavagem da cana para ser reutilizado como adubo orgânico em campos de cana de açúcar. devido à falta de recursos de transporte e aplicação. e fabricação. principalmente de São Paulo. Apesar desta proibição. Do Brasil do Rio Tietê tem mais de 20 anos foram atingidas com a poluição pesada de esgoto. erosão do solo. A poluição da água no Brasil e poluição e degradação ambiental no rio Tietê As regiões Sul e Sudeste do Brasil a escassez de água devido à experiência de superexploração e mau uso de recursos hídricos superficiais. Poluição da água também é derivada de produção de etanol. sua atividade agroindustrial no cultivo. colheita e processamento da cana gera a poluição da água a partir da aplicação de fertilizantes e agrotóxicos. aterros sanitários e resíduos industriais. principalmente atribuíveis à poluição pesada de esgoto. a lavagem da cana. fermentação. metalurgia e celulose e calçados. e vinhaça . produzida em destilação. Além disso. Devido ao tamanho da indústria. [22] As duas maiores fontes de poluição da água de produção de etanol vem de usinas na forma de águas residuais de lavagem de hastes de cana antes de passar através de moinhos. que leva ao esgotamento do oxigênio dissolvido na água e muitas vezes provoca anóxia . algumas usinas de cana ainda pequena descarga de vinhaça em córregos e rios. .

além de destruirmos as reservas naturais sobrecarregamos o meio ambiente com poluentes. Depto Química Industrial. então. estamos sempre atrasados com relação aos países desenvolvidos e. os indígenas que aqui habitavam (estimados em 8 milhões) sobreviviam basicamente da exploração de recursos naturais. 2001). 2002).org. . o término de uma exploração se dava com a extenuação dos recursos do local. porém esses “povos não civilizados” sabiam muito bem a importância da natureza para sua vida. ao contrário dos países desenvolvidos. Doutoranda LADETEC/IQ/UFRJ. Com o surgimento do homem. SC.br/noticias/materias/pnt_problemasamb. com isso. CEP 21. a pobreza. Todavia. No Brasil. o início da influência do homem sobre o meio ambiente pode ser notada a partir da chegada dos portugueses. o processo degradativo do meio ambiente tem sido proporcional à sua evolução. INTRODUÇÃO Por cerca de 4 bilhões de anos o balanço ecológico do planeta esteve protegido. Os acontecimentos decorrentes da industrialização dividiram o povo em duas classes econômicas: os que espoliavam e os que eram espoliados.949-900. meros 100 mil anos. As carências em tantas áreas impedem que sejam empregadas tecnologias/investimentos na área ambiental. principalmente em função de prioridades ainda maiores como. continuamos poluindo. Após a exterminação de grande parte dos índios pelos portugueses. RJ. A pobreza pelo fato de só sobreviver pelo uso predatório dos recursos naturais e os ricos pelos padrões de consumo insustentáveis (NEIVA. p. 2000). 2000). A primeira classe acumulava economias e conhecimento. aumentando a pobreza (PORTUGAL.http://www. A segunda classe pela falta de recursos. por isso.. O modelo econômico atual está baseado na concentração–exclusão de renda. A sociedade ainda não absorveu a importância do meio ambiente para sua sobrevivência.com 1. causando a degradação de áreas agricultáveis e de recursos hídricos e. A preocupação com o meio ambiente caminha a passos lentos no Brasil. enquanto a segunda vivia no estado mais precário possível. o número de habitantes do Brasil se reduziu a três milhões no início do século XIX. O homem branco sempre considerou os índios como povos “não civilizados”.htm PROBLEMAS AMBIENTAIS: TEMOS CONSCIÊNCIA DA INFLUÊNCIA DOS MESMOS EM NOSSA VIDA? ADRIANA GIODA Profa. A única forma para evitar problemas futuros.terrabrasil. utilizavam-nos de forma sustentável (WALLAVER. Dessa forma. Centro de Tecnologia. é através de legislações rígidas e da consciência ecológica. já visível nos problemas causados pela poluição do ar e da água e no número de doenças derivadas desses fatores. Bloco A. Infelizmente. que trouxe como uma das principais conseqüências a poluição. o homem saltou para uma nova era: o mundo industrializado. de ainda maiores degradações do meio ambiente. Rio de Janeiro. ex. econômica e cultural. utilizava desordenadamente as reservas naturais. O homem “civilizado” tem usado os recursos naturais inescrupulosamente priorizando o lucro em detrimento das questões ambientais. Ilha do Fundão. Joinville. UNIVILLE. Ambos os modelos econômicos afetam o meio ambiente. Com a descoberta do petróleo em 1857 nos EUA. essa cultura tem passado de geração em geração e até os dias de hoje ainda predomina (WALLAVER. À época. Foi nesse período que começaram as intensas devastações do nosso território. As causas das agressões ao meio ambiente são de ordem política. Antes da ocupação do território brasileiro. Ou seja. com isso. agioda@hotmail. o homem se baseava em crenças religiosas que pregavam que os recursos naturais eram infindáveis. Sala 607. essa ganância tem um custo alto.

580 espécies) a maior diversidade de primatas do planeta e anfíbios (330 espécies). homem. A poluição. As principais causas da extinção das espécies faunísticas são a destruição de habitats. Se houvesse uma diminuição da população de gaviões devido à caça predatória.FAUNA A fauna brasileira é uma das mais ricas do mundo com 10% das espécies de répteis (400 espécies) e mamíferos (600 espécies). ex. Esses gafanhotos precisariam de muito alimento e com isso poderiam atacar outras plantações. culturas anuais e outras plantações de valor econômico) para alimentar as mesmas. 03/07/02). solo. agravando o aquecimento do planeta. PROBLEMAS AMBIENTAIS ATUAIS Embora estejam acontecendo vários empreendimentos por parte de empresas. devido ao aumento demográfico elas vêm sendo derrubadas para acomodar as populações. etc. ainda é grande o número de incêndios ocorridos nas florestas brasileiras (SILVA. Essa ocupação tem sido realizada sem um planejamento ambiental adequado causando alterações significativas nos ecossistemas do planeta. que serve de alimento para cobras que serve de alimento para gaviões que quando morrem servem de alimento para os seres decompositores. o ar. Cada um desses itens está sofrendo algum tipo de degradação. as montanhas. a saúde pública e a economia. o gafanhoto serve de alimento para sapos. 03/07/02). sendo que 10% corresponde ao mercado brasileiro. além de 100. a introdução de espécies estranhas a um determinado ambiente e a poluição (WALLAVER. geralmente praticadas pelo homem.. causando perdas para o homem (IBAMA. em menor intensidade. flora. Além de haver um aumento de pragas no meio ambiente. ar. 22 de répteis. É preciso lembrar que o meio ambiente não se refere apenas as áreas de preservação e lugares paradisíacos.. conseqüentemente. P. Apesar do uso de sistemas de monitoramento via satélite. o número de sapos diminuiria e aumentaria a população de gafanhotos. O fogo afeta diretamente a vegetação. a realidade apontada pelas pesquisas mostra que os problemas ambientais ainda são enormes e estão longe de serem solucionados. Algumas espécies da fauna brasileira se encontram extintas e muitas outras correm o risco. assim como a caça predatória.2. Muitas cobras precisariam de mais alimentos e. uma vez que esses são seus maiores predadores. 148 de aves e 84 de mamíferos. É importante lembrar que o desaparecimento de determinadas espécies de animais interrompe os ciclos vitais de muitas plantas (O GLOBO. Técnico do IBAMA) e facilmente controlada . acordos internacionais estejam em vigor. pampas e. 2000). ressecamento do solo entre vários outros fatores. além de aumentar a concentração de dióxido de carbono na atmosfera.FLORA Desde o princípio de sua história o homem tem exercido intensa atividade sobre a natureza extraindo suas riquezas florestais. altera a cadeia alimentar e dessa forma pode haver o desaparecimento de uma espécie e superpopulação de outra. aceleração do processo de erosão. 1998). 17% das espécies de aves (1. os quais facilitam a localização de focos e seu combate. 2001). mas sim a tudo que nos cerca: água. . O tráfico de animais silvestres movimenta cerca de 10 bilhões de dólares/ano. a água. aumentaria a população de cobras. As queimadas. o solo. sendo 34 espécies de insetos. são atualmente um dos principais fatores que contribuem para a redução da floresta em todo o mundo. Há uma perda efetiva de macro e micronutrientes em cada queimada que chega a ser superior a 50% para muitos nutrientes. com perda de 38 milhões de espécimes (O GLOBO. De acordo com o IBGE há pelo menos 330 espécies e subespécies ameaçadas de extinção.000 espécies de invertebrados (WALLAVER. 2000). a vida silvestre. ou para estabelecer campos agricultáveis (pastagens artificiais. As florestas têm sido as mais atingidas. novas leis tenham sido sancionadas. . a caça/pesca predatórias. Em seguida serão apresentados alguns dados dessa catástrofe. ex. A queimada não é de todo desaconselhada desde que seja feita sob orientação (p. . fauna.

2000) foram construídos no Brasil 4. . mangues. Como se sabe. rios e reservatórios. incluindo a desviada dos rios e a bombeada do subsolo. a maior concentração de petróleo conhecida está localizada no Golfo Pérsico. mais de 3 milhões de moradias foram construídas em terras invadidas ou em áreas inadequadas. várzeas e áreas de proteção ambiental. Há uma relação direta entre as moradias pobres e as áreas ambientalmente frágeis (beira de córregos. Toda legislação que pretende ordenar o uso e a ocupação do solo. Paquistão (http://www. As conseqüências dessa ocupação desorganizada já são bastante conhecidas: enchentes. isso já foi comprovado que todo o oxigênio produzido por essa floresta é consumido por ela mesma. O modelo urbanístico brasileiro praticamente se divide em dois: a cidade oficial (cidade legal. a qual é a que mais cresce. Apenas 2% da água do planeta é doce. Ermíria Maricato (FAU/USP) (apud MEIRELLES. Além desta. Cerca de 70% da água consumida mundialmente. desmoronamento de encostas.RECURSOS HÍDRICOS Já ouvimos falar muito sobre a guerra do petróleo e os países da OPEP. Uma das maiores agressões para a formação de água doce é a ocupação e o uso desordenado do solo. Aproximadamente 20% vão para a indústria e 10% para as residências (http://www. sendo apenas 700 mil dentro do mercado formal. ameaçando a saúde das pessoas.4 milhões de moradias entre 1995 e 1999.76 bilhões de pessoas sofrerão com a escassez de água. Os invasores passam a ser considerados inimigos da qualidade de vida e do meio ambiente. Para agravar ainda mais a situação são previstas as adições de mais de 3 bilhões de pessoas que nascerão neste século. correspondendo a 1/5 da água doce disponível. é aplicada à cidade legal. mas não se aplica à outra parte. 2002). APA). Porém. . Relatórios da ONU apontam que 1 bilhão de pessoas não tem acesso a água tratada e com isso 4 milhões de crianças morrem devido a doenças como o cólera e a malária (DIAS. Em um futuro próximo o mundo sedento virá buscar água na Bacia do Amazonas e o Brasil será a OPEP da água. Fortaleza). sem conhecimento técnico e financiamento público. .org. A cidade fora da lei.org. sendo que 90% está no subsolo e nos pólos. a ausência de uma política habitacional tem levado a esses fatos. Atualmente a água já é uma ameaça a paz mundial. quando na verdade eles não têm alternativas e isso ocorre devido à falta de planejamento urbano. temos que ter muito cuidado para não sermos surpreendidos e dominados por nações mais poderosas. já tendo sido devastados 97% de sua área (VITOR.br). são em torno de 20 mil km2 de floresta amazônica. Obviamente esses dados são melhor observados nas grandes metrópoles (Rio de Janeiro. 2000). Os rios ainda sobreviventes são o Amazonas e o Congo. China. Não é porque a Amazônia é o pulmão do mundo.br). registrada em órgãos municipais) e a cidade oculta (ocupação ilegal do solo). A expectativa é de que nos próximos 25 anos 2. A escassez de água se deve basicamente à má gestão dos recursos hídricos e não à falta de chuvas. São Paulo. Esses rios se encontram tanto em países pobres quanto ricos. assoreamento dos cursos de água devido ao desmatamento e ocupação das margens. Esses fatores ainda são agravados pelo ressurgimento de epidemias como dengue. bem como. Infelizmente no Brasil a má gestão do solo. 2000).wiuma.wiuma. a mata Atlântica é a mais ameaçada no Brasil e a quinta no mundo. são utilizadas para irrigação. Por isso. febre amarela e leptospirose (MEIRELLES. Ou seja. 1994). A Bacia do Amazonas é o maior filão de água doce do planeta. muitos países da Ásia e do Oriente Médio disputam recursos hídricos. como Índia.150 mil Km2 de floresta tropical são derrubados por ano. é onde ocorre o embate entre a preservação do meio ambiente e a urbanização. comprometimento dos cursos de água que viraram depósitos de lixo e canais de esgoto. Não é à toa que há um interesse mundial na proteção dessa região (PORTUGAL.OCUPAÇÃO DO SOLO O acesso a terra continua sendo um dos maiores desafios de nosso país. pois. encostas íngremes. De acordo com a Profa. o petróleo deste novo século que também causará muitas guerras é outro: a água. Mais da metade dos rios do mundo diminuíram seu fluxo e estão contaminados. sendo a maioria em países que já tem escassez de água. sendo que no Brasil. onde mais da metade da população mora ilegalmente. desaparecimento de áreas verdes.

minimizando os problemas sociais para o país.905 favelas no país. por isso é tão pouco abordado.wiuma. como se pode pensar em não fazer um controle da natalidade? . Há 3. principalmente nos grandes centros onde a maior porcentagem da população carente tem muitos filhos. portanto. De acordo com o pensamento maltusiano. Thomas Malthus (1766-1834). crianças abandonadas. Já a maior parte da sociedade brasileira não tem acesso aos mesmos recursos e dispensam menor preocupação com as condições que darão a seus descendentes. 2000). semelhante à política adotada em países ricos. Se no planeta com 6 bilhões de habitantes. imagine-se com 10 bilhões de pessoas previstas para o ano de 2050. 2001). tendo em média dois filhos. A classe média alta. Com número estável de habitantes. exploradas. . o esgotamento destes condenará a humanidade à infelicidade. um economista inglês.5% de novas favelas em 9 anos.O censo de 2000. A partir dessa iniciativa seriam evitados abortos indesejáveis. no momento. e. um aumento de 15 vezes em 120 anos (http://www. 23/05/02. realizado pelo IBGE. condenado ao desastre. 13/06/02). por ter mais acesso a informação. 26/06/02. ou seja.br). Há muitos aspectos a serem questionados. o ótimo da população garantiria mais recursos por habitante.CRESCIMENTO POPULACIONAL O tema controle da natalidade ainda é um assunto que causa muita polêmica.org. a população já se encontra no limite. com isso a sobrevivência de 1 bilhão de pessoas está ameaçada. prostituídas e com um futuro quase certo para a criminalidade.com. beneficiaria as condições sócioeconômicas do país. Malthus assegurava que o crescimento populacional traria a miséria. ou seja. se faz necessário conter a explosão demográfica. a felicidade do ser humano está diretamente relacionada com os recursos naturais. então. O Brasil é um dos países a apresentar maior crescimento populacional. seja pela exaustão dos recursos naturais esgotáveis. Outro fator que está afetando o solo é o mau uso na agricultura. O controle da natalidade é indispensável pois o planeta está acima de sua capacidade máxima de ocupação e há evidências de falta de alimentos e água para as próximas décadas. 24 milhões de toneladas de solo agricultável são perdidos a cada ano correspondendo. E o pior é que a situação tende a agravar-se. tanto do ponto de vista ideológico. faz uso de métodos anticoncepcionais. seremos todos responsáveis pela condenação de milhões de pessoas a morrer de fome ou sede. a 30% da superfície da Terra. abordou o problema do crescimento populacional e da produção de alimentos em seus livros. China 211 milhões e o Paquistão de 200 milhões até o ano de 2050 (http://www. O crescimento populacional é uma forma de proliferação da pobreza.br). 2001) os maltusianos “acreditavam e ainda acreditam que o mundo já está superpovoado e. Países como a Índia terão um acréscimo de 519 milhões de pessoas. aponta um crescimento de 22. que é a atual realidade das grandes cidades do Brasil e dos países pobres. A morte por fome já é uma realidade em vários países da África e tem sido destaque na imprensa diariamente (O GLOBO 20/02/01. atingindo o equilíbrio entre população e produção de alimentos (RODRIGUES.frigoletto. Essa classe sem privilégios é onde deveria ocorrer um controle maior da natalidade. muito superior à população de vários países. Como alternativa. A pobreza e o meio ambiente estão tão interligadas que serão o tema central da Conferência Mundial sobre o Meio ambiente (RIO+10) deste ano na África do Sul. Segundo SACHS (apud RODRIGUES. seja pela excessiva sobrecarga de poluentes nos sistemas de sustentação da vida”. os planos assistenciais seriam mais facilmente desenvolvidos e o meio ambiente poderia ser mantido. As maiores causas da desertificação são o excesso de cultivo e de pastoreio e o desmatamento. quanto cultural e religioso. Se não for realizado um controle da natalidade. Trata-se de um fenômeno mundial cujos prejuízos chegam a 26 bilhões de dólares anuais. O Censo realizado em 1872 (primeiro) e o de 1991 (décimo) mostraram que a população brasileira passou de 10 milhões para 150 milhões de pessoas. A idéia de um controle de natalidade não é nova. Entre as décadas de 50-80 sua população teve um acréscimo de 67 milhões. ou seja. a limitação de 2 filhos por casal. Para ele. Com base nestes dados. sendo 1. além das práticas deficientes de irrigação (MOREIRA.548 em São Paulo e 811 no Rio de Janeiro.

uma vez que. Os poucos investimentos do governo nessa área são inexplicáveis. cerca de 85% da população brasileira vive nas cidades. no estado do Rio de Janeiro 36-70% das indústrias reciclam seus dejetos (BRANDÃO.br). A partir desses dados foi criado o Protocolo de Kioto. O Brasil já aprovou a assinatura deste Protocolo (O GLOBO 20/06/02). são as mais poluídas do mundo. ou seja. .ultimosegundo. a falta de saneamento básico responde por 65% das internações nos hospitais do país (http://www. se a pessoa viver 70 anos terá produzido em torno de 25 toneladas. A preocupação com as mudanças climáticas é justificada. 200 cientistas participaram do primeiro painel intergovernamental de mudança do clima.2% até janeiro de 2012. O renomado cientista Stephen Hawkings já havia alertado que a espécie humana não chegaria ao final do Terceiro Milênio justamente por causa do efeito estufa (NORONHA. Esses países são mais vulneráveis devido à falta de recursos.LIXO Outro trágico fator ambiental é o lixo que em sua maioria ainda é lançado a céu aberto. 2002). o lixo se tornou um dos grandes problemas das metrópoles. aumenta a transmissão de doenças por estes vetores (O GLOBO 21/06/02). o qual estabeleceu que os países industrializados deveriam diminuir as emissões de dióxido de carbono em 5.. para restabelecer o equilíbrio na Terra. 2000). Mas. com isso. Se multiplicarmos pela população brasileira. ainda são poucos os materiais aproveitados no Brasil onde é estimada uma perda de cerca de 4 bilhões de dólares por ano. O lixo industrial apresenta índices maiores de reciclagem. 2001). cabe às prefeituras gerenciar a coleta e destinação dos resíduos sólidos. podese imaginar a dimensão do problema (COZETTI. 76% do lixo é jogado a céu aberto sendo visível ao longo de estradas e também são carregados para represas de abastecimento durante o período de chuvas. pois afetarão todo o planeta e de forma desproporcional os países pobres que serão atingidos por ciclones tropicais. para cada dólar investido no saneamento básico. De acordo com o IBGE. Um relatório da ONU revela que as regiões costeiras. Com isso. Embora muito esteja se fazendo nesta área em nível mundial. Pela legislação vigente. Atualmente apenas 8% do esgoto doméstico é tratado no Brasil e o restante é despejado diretamente nos cursos d’ água (MEIRELLES. 2001). À época eles alertaram que o mundo precisava reduzir de 60 a 80% seus gases causadores do efeito estufa. cuja produção é 63% reciclada (COZETTI. poderá haver a redução de colheitas e nesse caso o Brasil seria um dos países afetados entre vários outros efeitos (NORONHA. 2002). 2000). escassez de água. há indícios de melhora na área no país onde se tem como melhor exemplo as latas de alumínio. 40 milhões de pessoas vivem no litoral lançando 150 mil litros de esgoto por dia ou 6 bilhões de litros de esgoto sem tratamento (VITOR. Cada brasileiro produz 1 Kg de lixo doméstico por dia. No Brasil. Segundo dados preliminares do relatório a ser apresentado na RIO+10. . 4 dólares são economizados com a prevenção de doenças que requerem internações (CRUZ. sul e sudeste do Brasil. Com verões mais longos e quentes aumentará a taxa de reprodução e crescimento de insetos e. Além disso. doenças e erosão. sobre os níveis vigentes em 1990. 2001). De acordo com a FIRJAN. 2001). chuvas torrenciais e ventos fortes.CONDIÇÕES CLIMÁTICAS Em 1990.com. organizado pelas Nações Unidas.SANEAMENTO BÁSICO Outro fator gravíssimo para aumentar a poluição ambiental é a falta de saneamento básico.ig. .

pouco se tem feito com relação ao desenvolvimento sustentável proposto na ECO-92. Em ambos os casos o desperdício gera poluição ambiental. Como exemplo. 20% dos alimentos são desperdiçados (desde a colheita até a mesa da comunidade) segundo o IBGE. É pouco provável que as medidas propostas venham a ser adotados por esses governos. prevista no Protocolo de Kioto. pouca periodicidade nas chuvas. secas e enchentes etc. nas próximas três décadas 50% da população sofrerá com a falta de água. A cada tonelada de papel que se recicla. 11 mil espécies de animais e plantas estão ameaçados de extinção. como a Etiópia e causando a morte de 1 milhão de pessoas por fome (http://www. isso tanto para pobres quanto ricos. Uma gota de água caindo o dia inteiro corresponde a 46L (CRUZ.com/news). Essas toneladas perdidas seriam suficientes para matar a fome de toda a população carente. agravarão o problema da fome e de doenças infecciosas e tornarão as tragédias climáticas mais freqüentes. pelas quais o planeta está passando. louças na qual é desperdiçada mais água do que o necessário. E o pior é que essa água retorna aos mananciais após o uso. Segundo o relatório. . o desperdício se tornou parte de nossa cultura. Muitos outros efeitos serão somados a esses. 2001). os brasileiros desperdiçam meia produção anual de Itaipu ou 9. Entre os possíveis danos causados pela emissão descontrolada de compostos para a atmosfera alguns já estão comprovados. A poluição gerada nesses países teria reduzido de 20 a 50% o volume de chuvas no Sahel.5% da média total anual (CRUZ. Um novo e mais amplo estudo sobre a Terra foi realizado por 1. porque os países ricos não têm cumprido os acordos internacionais firmados à época. O uso racional poderá evitar a construção de novas barragens. mesmo assim. novamente. se não tomarmos providências. roupas. 15% do solo estão degradados e 80 países sofrem com a escassez de água. É só olharmos para trás e veremos as modificações sofridas no meio ambiente nos últimos dez anos: verões mais quentes. anunciaram oficialmente que não se sente no compromisso de colaborar com a despoluição atmosférica. jogamos fora muito material reciclável (são despejadas na natureza 125 mil toneladas de rejeitos orgânicos e materiais recicláveis por dia). O relatório alerta que essas drásticas mudanças. Kafi Annau. 50% da água tratada é desperdiçada no país. OUTROS DADOS “INTERESSANTES” . através do Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas. Entre os maus hábitos estaria a lavagem de carro. Com relação à energia elétrica. invernos mais curtos.De acordo com o secretário geral da ONU. banhos demorados. O relatório informa que muitos desses problemas poderiam ter sido amenizados se houvessem sido cumpridos os acordos estabelecidos na RIO-92. precisariam de uma mudança total no modelo de desenvolvimento econômico e social (NEIVA. apenas pela minimização dos desperdícios. Os EUA reconheceram que há um elo entre o efeito estufa e o homem. (O GLOBO 23/05/02) Não devemos pensar que essas mudanças estão muito distantes de nós. os maiores poluidores mundiais. sem tratamento e. Esses dados comprovam que as fronteiras geográficas do planeta não impedem que a poluição se alastre. De acordo com esse estudo metade dos rios já estão poluídos. 2001). 2001). Como exemplo de desperdícios está o uso irracional de aparelhos elétricos e luzes acessas desnecessariamente. Esse relatório prevê um futuro sombrio para o planeta caso não sejam tomadas providências imediatas. os poluentes lançados por usinas geradoras de energia e indústrias dos EUA.000 especialistas. 3. para que suas indústrias gastem com programa de controles de emissões sujas (O GLOBO 04/06/02). uma vez que. Canadá e Europa causaram uma das principais secas da história da humanidade. além de vazamentos. calçadas.newscientist. que causam grandes impactos ambientais. retorna a nós para consumo após vários tratamentos com custos elevadíssimos.DESPERDÍCIO No Brasil por se ter disponibilidade de recursos. afetando os países mais pobres do mundo. 40 árvores deixam de ser cortadas. Além disso. nos próximos 10 anos. que até agora não saíram do papel.

49%) e o Brasil 1. protejam áreas naturais. Já os líderes em questões ambientais no país apontaram o saneamento e o lixo. Embora ainda não muito familiarizados com a consciência ecológica. EDUCAÇAO AMBIENTAL . mares e oceanos (26%). 20/06/02). em 1997. Eles também se mostraram dispostos a ajudar em campanhas de separação e reciclagem de lixo (72%). A preservação do meio ambiente depende de todos: governo. Organizações Não-Governamentais (ONGs). Até o momento pouco foi implantado nessa área. adquirir produtos de empresas preocupadas com o meio ambiente. 2001). 2002).ig. os grandes investimentos em pesquisas e tecnologias limpas por empresas. REUSAR e RECICLAR).795 de 27/04/1999 institui a Política Nacional de Educação Ambiental a qual reza que todos os níveis de ensino e da comunidade em geral têm direito à educação ambiental e que os meios de comunicação devem colaborar para a disseminação dessas informações. Todos esses avanços ainda não são suficientes para salvar o . O relatório da PNUD também afirma que as 3 pessoas mais ricas do mundo têm lucro superior ao PIB dos 48 países mais pobres onde vivem cerca de 600 milhões de pessoas. mas a Educação Ambiental já é lei no país. A Lei 9.5% ao ano (COZETTI. a Índia 900 Kg/habitante (3.5 toneladas/habitante (13. 5. os brasileiros se mostram dispostos a colaborar. É estimado que sejam gastos no planeta 435 bilhões de dólares/ano em publicidade. luz e consumos desnecessários (REDUZIR. China e África.br). na qual entrevistou 2.7% emissões mundiais) de CO2 por habitante. recursos naturais) e o déficit é aumentado 2. 2000). países com uma população dez vezes maior (O GLOBO. seguidos de contaminação dos recursos hídricos.Dados recentes fornecidos pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) mostraram que o mundo está consumindo 40% além da capacidade de reposição da biosfera (energia. 4. Os EUA aumentaram em 13% (e deverá chegar a 29% até o fim da década) suas emissões poluentes nos últimos 10 anos o que equivale a um aumento conjunto da Índia. Os EUA. A educação ambiental é fundamental na resolução desses problemas.000 pessoas e 90 líderes de vários setores. contra o desperdício de água (52%) e energia (41%) e no reflorestamento (27%). 2002). em 1992 e 1997. CRESPO (1998) comprovou esse fato quando realizou uma pesquisa sobre meio ambiente.com. emitiam 20. A população citou como principais problemas ambientais. educadores. compre aquilo!!!). incentivem a reciclagem entre outros. façam um planejamento da utilização do solo. fazer coleta seletiva. Mais da metade (59%) consideram a natureza sagrada e têm noção de que os danos ambientais causados pelo homem são irreversíveis e concordaram que o controle da natalidade é indispensável para o meio ambiente. pois vai incentivar os cidadãos a conhecerem e fazerem sua parte. cobrar as autoridades competentes para que apliquem a lei. Poucos sabem. empresas. que mata 10 milhões de crianças por ano (BISSIO. o desmatamento e as queimadas (45%) e a contaminação dos rios. Nós também somos culpados por essas mortes uma vez que atendemos aos apelos da mídia e da sociedade de consumo (compre isso. Relatórios da ONU apontam que 85% de produção e do consumo no mundo estão localizados nos países industrializados que tem apenas 19% da população (VITOR.ALTERNATIVA PARA UM FUTURO ECOLOGICAMENTE CORRETO A questão ambiental ainda é pouco conhecida pela população no Brasil e atinge basicamente as classes mais privilegiadas da sociedade. Os EUA têm 5% da população mundial e consomem 40% dos recursos disponíveis.07%). a China 2. entre elas: evitar desperdício de água. seriam necessários 6 planetas (Edward Wilson apud MOON. meios de comunicação e de cada cidadão. Se os 6 bilhões de pessoas usufruíssem o mesmo padrão de vida dos 270 milhões de americanos. alimentos.aquecimentoterrestre. CONSIDERAÇÕES FINAIS O maior número de leis de proteção ambiental. 15 bilhões de dólares seriam suficientes para acabar com a fome do mundo. a criação de ONGs e a participação mais ativa da sociedade são uma realidade mundial.3 toneladas (22.25%) (http://www. tratem o lixo e o esgoto de forma correta.91 toneladas/habitante (1.

embora lentamente. * EUROPA e Japão criticam plano climático de Bush.wiuma. Brasília. * MEIRELLES. 32.br>.istoedigital.br>. consumir tanto. Revista Ecologia e Desenvolvimento. Jornal O GLOBO. desenvolvimento e sustentabilidade: o que pensa o brasileiro? Revista Debates Sócioambientais. Editora IBAMA.br>. 06/06/2002. obter a participação mais ativa da mesma.com. Para que os danos ambientais não atinjam maiores proporções..com. * BRAGA. * CADERNO Planeta Terra. 03/07/2002. C. Brasil é destaque em lista de crimes ambientais atribuídos a indústria. (2002) O futuro é um inferno. * COZETTI. Evidente que essas atitudes estão mudando. M. * MOREIRA. Jornal O GLOBO. tanto carro. 34.br>. * Disponível em <http://www. o grito da terra. RJ. * CAOS no clima trará fome. RJ. Jornal O GLOBO.org.br>. 5. 04/06/2002. * DUTRA. * Disponível em <http://www. No Brasil. RJ.ig. Revista Ecologia e Desenvolvimento.. pág. 85: 2000. Jornal O GLOBO. Lixo. 04/06/2002. pág. 2000. 76: . 2000. S A. Para refletir: A cada criação do homem um pouco do planeta se acaba. 92: 2001. * Disponível em <http://www. Apesar do país estar se destacando na área ambiental frente outros países da América Latina. Disponível em <http://www. Acesso em maio/2002. 16/06/2002. É preciso construir tanto prédio. * CRUZ. 2001. 4651. Acesso em maio/2002. 27. A adoção de uma política ambiental mais eficiente com leis mais rigorosas. o petróleo do século 21. S. A explosão urbana. * Disponível em <http://www. Acesso em junho/2002. Brasil será destaque em Joanesburgo. maiores investimentos em pesquisas de solução ecologicamente sustentável para os problemas ambientais e incentivos fiscais a empresas. pág. Educação e crescimento populacional. 21. C. * IBAMA. (2000) As soluções não se situam mais dentro da economia. * CRESPO. RJ. RJ. B.istoedigital... * EUA reconhecem o elo entre efeito estufa e o homem.com. RJ. pág. Revista Ecologia e Desenvolvimento. os ganhos dos acordos judiciais. Jornal O GLOBO. 26/06/2002.library. Jornal O GLOBO. Nas campanhas eleitorais atuais alguns partidos incluíram em seus planos de governo questões ambientais como o Tratado de Kioto. Revista Ecologia e Desenvolvimento. 35. ou seja. mas ainda não há uma ação política efetiva nessa área.. B.. * MEIRELES. Acesso em junho/2002. T. será a única alternativa viável para conter os danos ao meio ambiente. Desertificação.marca incomoda de modernidade.com. DF. Acesso em junho/2002. 27. pág. 2000).planeta e as previsões são sombrias. pág. * BRANDÃO.. 2002). M. econômicos. A educação ambiental será absolutamente necessária para conscientizar a sociedade e. ainda é no Brasil que ocorrem os maiores desastres ecológicos atribuídos a indústria (BRAGA. 96: 2001. sociais e até mesmo culturais entre todas as nações e por isto a resolução do problema não é tão simples. (1998) Meio ambiente. Revista Ecologia e Desenvolvimento. está aumentando a consciência ecológica e há leis mais rígidas.com/news>. 20/02/2002. (2001) Manual dos agentes ambientais colaboradores. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS * BISSIO. * MOREIRA. Revista Ecologia e Desenvolvimento. N. para que o ser humano se realize na vida?” Ladislau Dawbor (apud BISSIO. danos irreversíveis. G. Água.ultimosegundo. As riquezas que jogamos fora. * DIAS. Indústrias do Rio aderem a gestão ambiental. D. O tema é complexo e envolve fatores políticos. I. Revista Ecologia e Desenvolvimento. fiscalização. 9: 24-25. RJ. Acesso em junho/2002. 100: 2002. monitoramento ambiental adequado e permanente. 77..newscientist. * FOME provoca a pior crise em dez anos na áfrica.. * MOON. Jornal O GLOBO. S. serão indispensáveis neste século que todos os povos se unam. Crimes ambientais. 76. com isso. 22-28. Revista Ecologia e Desenvolvimento. P. Então devemos pensar bem no que criamos ou consumimos. J. Disponível em <http://www.

Jornal O GLOBO. pág. Agenda 21. 32. Revista Ecologia e Desenvolvimento. 29. * POLUIÇÃO de países ricos causou fome na África. Editora IBAMA. * SILVA.. S. P. Jornal O GLOBO.com. * PORTUGAL. diz estudo. J. P. S. G. RJ. Brasília. 100: 2002. * MUNDO será mais quente e doente. 93: 2001. N. Acesso em junho/2002. COZETTI. F.frigoletto. Mineiro. RJ. RJ.br>. 21/06/2002. A. (1998) Manual de prevenção e combate aos incêndios florestais. fauna brasileira. M. * ONU retrata terra devastada e prevê um futuro sombrio. Jornal O GLOBO. G. S. . 20/06/2002. * VITOR. População e meio ambiente. DF (2000). pág.br>. RJ. * NORONHA. X.2000. * WALLAVER.. F.. A questão ambiental deve estar no centro de tudo. COZETTI. . pág. N. R. Jornal O GLOBO. NORONHA.. 2001 * SENADO dá aprovação para o Protocolo de Kyoto. 34.com. Revista Ecologia e Desenvolvimento.. MEIRELLES. 38. * NEIVA. ABC do meio ambiente. Disponível em <http://www. Mudanças climáticas já são realidade. NEIVA.. Acesso em maio/2002. 13/06/2002. 91: 2001. 23/05/2002. Editora IBAMA. o futuro que o brasileiro quer. Brasília.gpca. MOREIRA. DF. * RODRIGUES.. Revista CSOnline.. pág. C.. A.. Disponível em <http://www. Revista Ecologia e Desenvolvimento. * O CRESCIMENTO da população brasileira.

aumentando gravemente os riscos de secas. a ONU estabeleceu a Convenção-quadro sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC. não conseguiu conter a extinção de espécies. o único tratado que estabelece cortes específicos de emissões de gases de efeito estufa. mas sua recuperação total está prevista para meados deste século ou inclusive depois. o que protege o planeta dos raios solares que podem causar câncer de pele. os temas "verdes" entraram na agenda política e na consciência do consumidor. Mas como este quadro demonstra. As partes da UNFCCC concordaram em lançar um novo pacto em 2015. a UNFCCC promulgou o Protocolo de Kyoto. Foi contida uma expansão maior do buraco na camada de ozônio. Mas as metas de Kyoto foram atropeladas pelas emissões de grandes economias emergentes que não são obrigadas a cumprir metas. O tempo é curto.uol.http://noticias. efetivo a partir de 2020.com. Proteção à camada de ozônio: o Protocolo da ONU de 1987 tornou ilegal o uso de gases de clorofluorcarbono (CFC) que corroem a camada de ozônio.br/ciencia/ultimas-noticias/afp/2012/06/14/conheca-quais-sao-osprincipais-problemas-ambientais-desde-1972. outra herança da Eco-92. na sigla em inglês). Biodiversidade: a Convenção sobre Diversidade Biológica (CBD). O mundo não . Mudanças climáticas: na Rio-92. inundações e tempestades. A Terra está a caminho de um aquecimento de três graus Celsius ou mais ao final do século. Em 1997. em 1972.htm Conheça quais são os principais problemas ambientais desde 1972 COMENTE No Rio de Janeiro 14/06/201218h27     Comunicar erroImprimir Desde a primeira grande conferência mundial sobre meio ambiente. poucos problemas foram resolvidos e alguns se agravam rapidamente.

causadores do aquecimento global. contrasta com o predomínio dos combustíveis fósseis.9% das fontes de energia em 2009. Oceanos: com exceção de algumas pescas que estão sob controle dos Estados. Água doce: nos últimos 50 anos. as florestas primárias do mundo recuaram 300 milhões de hectares. Com os biocombustíveis e o gás proveniente do lixo. Desde 1992. que representaram 80. uma área quase do tamanho da Argentina.000% e eólica (ventos) em 6. A decomposição do plástico é muito lenta.2%. Só 158 das 263 bacias de rios que cruzam fronteiras nacionais têm acordos de cooperação em matéria de gestão de recursos. representaram apenas 0. Noventa e dois por cento da "pegada de carbono" mundial da água se deve à agricultura. Há 169 "zonas costeiras mortas" nos oceanos e 415 que sofrem eutrofização. Contaminação e dejetos: a produção anual de plásticos mais que duplicou nas últimas duas décadas para 265 milhões de toneladas. impulsionado especialmente pelos objetivos estabelecidos na Europa. triplicou a extração mundial de água subterrânea em resposta ao aumento da população urbana e da demanda agrícola. 540% a mais do que em 2004. Desde 2006. poluição das águas provocadas por altas concentrações de nutrientes (devido ao despejo de fertilizantes ou matéria orgânica) que causam a proliferação de organismos que consomem o oxigênio dissolvido na água.000%. Energia: o aumento do interesse em energias renováveis. A boa notícia é que o reflorestamento ganhando terreno no hemisfério norte e que houve algum progresso na oferta de incentivos financeiros para proteger as florestas nativas. Os recifes de coral sofreram redução de 38% desde 1980 e e perda de hábitat é superior a 20% desde aquela década. das quais a metade é usada para artigos descartáveis. quadruplicou uma iniciativa da ONU de replantar pelo menos um bilhão de árvores ao ano. O desmatamento é a terceira maior causa de emissões de gases de efeito estufa. o percentual chega a 10. Mas em conjunto com a geotérmica. só 7% da produção mundial de pescado tinha o certificado do Conselho de Administração Marinho (Marine Stewardship Council) de produção com respeito ao meio ambiente. . muitas populações de peixes sofrem um esgotamento sem precedentes. principalmente por causa da agricultura. Em 2007. Desmatamento: desde 1992.8% do total global em 2009.alcançou a Meta de Desenvolvimento do Milênio sobre a perda da biodiversidade para 2010. O investimento global em energia e combustíveis renováveis alcançou um recorde de 211 bilhões de dólares em 2010. a produção de energia solar aumentou 30.

Por outro lado. números sobre energia do informe da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômicos (OCDE) e Agência Internacional de Energia (AIEA). Chumbo no petróleo ou na gasolina está perto de ser eliminado e há um tratado mundial para deter a tristemente célebre "dúzia suja" de poluentes orgânicos persistentes (POPs) e produtos químicos que se biodegradam tão lentamente que se acumulam na cadeia alimentar. os consumidores são cada vez mais sensíveis à reciclagem. .criando uma ameaça ambiental de longo prazo. desde que não seja caro demais. o número de vazamentos de petróleo caiu nos últimos 20 anos. Também no lado positivo. Fontes: Informe Global sobre Meio Ambiente do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).

br/p/principais-problemas-ambientais.html Principais Problemas Ambientais Amazônia: Um dos principais problemas é o desmatamento ilegal e predatório. Há também fazendeiros que provocam queimadas na floresta para ampliação de áreas de cultivo(principalmente de soja).blogspot.http://biomasnacionais. Madereiras instalam-se na região para cortar e vender troncos de árvores nobres. Estes dois problemas preocupam cientistas e ambientalistas do mundo.com. pois em pouco tempo. colocando em risco a floresta. . podem provocar um desequilíbrio no ecossistema da região.

para utilizar substâncias cujas matérias-primas são originárias do nosso território. Mata Atlântica: A destruição da Mata Atlântica começou no início da colonização européia. O grande problema é que o Brasil teria que pagar. para obter amostras de plantas ou espécies animais. principalmente pela pressão urbana. com a extração do pau-brasil (Caesalpinia echinata) e continua até os dias atuais. Mato Grosso do Sul. Rio de Janeiro. registrando patente e depois lucrando com isso. futuramente. sem autorização de autoridades brasileiras. Levam estas para seus países. Cientistas estrangeiros entram na floresta.Outro problema é a biopirataria na floresta amazônica. distribuída por 17 Estados: Rio Grande do Sul. Santa Catarina. Minas gerais. pesquisam e desenvolvem substâncias. Goiás. Paraná. São Paulo. A Mata Atlântica originalmente ocupava 16% do território brasileiro. Espírito .

faz com que as . sendo a fragmentação deste ecossistema. Atualmente este ecossistema está reduzido a menos de 7% de sua extensão original. dispostos de forma fragmentada ao longo da costa brasileira. no interior das regiões Sul e Sudeste.Santo. Das espécies vegetais. Rio Grande do Norte. uma das principais causas.Do que se perdeu. de espécies não puderam ser conhecidas. por serem retiradas da mata paracomercialização ilegal ou por serem extraídas de forma irracional como ocorreu com o paubrasil e atualmente ocorre com o palmito juçara (Euterpe edulis). e Piauí. muitas correm risco de extinção por terem seu ecossistema reduzido. Sergipe. Ceará. Mato Grosso do Sul e no interior dos estados nordestinos. ou talvez milhões. principalmente de mamíferos de médio e grande porte. Alagoas. milhares. pouco se sabe. Paraíba. Pernambuco. observa-se um número elevado de espécies ameaçadas de extinção. Para a fauna. além de trechos nos estados de Goiás. entre muitas outras espécies. A fragmentação do habitat de algumas espécies. Bahia.

Garimpo de ouro e pedras preciosas – Processo de erosão. 2. os principais impactos ambientais podem ser enumerados a partir dos seguintes fatores: 1. estejam subdivididas e representadas por um número consideravelmente pequeno de indivíduos. Apesar de toda a destruição que o ecossistema vem sofrendo. 3. contaminação dos rios. em geral. Pecuária extensiva – Emulação com a fauna nativa. aproximadamente 100 milhões de brasileiros dependem desta floresta para a produção de água.populações remanescentes. manutenção do equilíbrio climático e controle da erosão e enchentes. . Pantanal: No Pantanal. Pesca predatória e caça ao jacaré – redução das reservas pesqueiras e possibilidade de extinção de algumas espécies de animais.

Atualmente. intensa na região. Plantio de cana-de-açúcar .A má administração das lavouras causa grandes erosões no solo e a utilização de biocidas e fertilizantes contamina os rios. menos de 2% está protegido em parques ou reservas. Turismo e migração desordenada e predatória – Fogos na região.4.Provoca dano à preservação ambiental. Hoje. . contaminou os rios de mercúrio e contribuiu para seu assoreamento. vivem ali cerca de 20 milhões de pessoas. 6. por exemplo. Amineração favoreceu o desgaste e a erosão dos solos. Aproveitamento dos cerrados . a pecuária extensiva. A atividade garimpeira. trazendo grandes perigos para a contaminação de rios. Cerrado: O cerrado é o ecossistema brasileiro que mais sofreu alteração com a ocupação humana. causando a morte das aves. Nos últimos 30 anos. as monoculturas e a abertura de estradasdestruíram boa parte do cerrado. 5.

causando uma degeneração da composição das matas nativas da região. sobretudo com Algaroba (Prosopis sp. já desponta uma agricultura moderna. tem sido a única alternativa econômica do sertanejo. Por outro lado. Devido aos elevados índices de aridez que caracteriza a maior parte da região. no vale do São Francisco. vegetação nativa e solos agricultáveis estão em franco desaparecimento. onde existe elevado potencial para irrigação.) e sua exploração como lenha e carvão vegetal. com elevada produtividade. Em seu conjunto. As terras agrícolas estão .Caatinga: Na Caatinga. e boa parte da produção direcionada para o mercado externo. é substituído ou seletivamente explorado. a região semi-árida está inserida num contexto onde a ação antrófica tem contribuído para o avanço sobre remanescentes florestais que. em determinados casos. A pecuária e o reflorestamento. o uso da terra está diretamente ligado à disponibilidade de água nos solos.

com boa retenção de umidade. Assim. que já ocupa uma área superior a 640 mil hectares. De resto. Mata de Araucária: Possuindo muitas madeiras de grande valor econômico . Estudo recente do Núcleo Desert da Universidade Federal do Piauí constatou que em 71 microregiões o empobrecimento generalizado dos recursos da terra já atinge mais de 52 mil hectares. propiciando a verticalização da produção. tabuleiros e terraços aluviais de solos profundos.localizadas em áreas de baixadas. é uma atividade econômica de grande significado para a região nordestina. tende a se tornar mais grave o problema da desertificação. Todavia.o próprio pinheirodo-Paraná serve para construção bem . a agricultura irrigada. o que compensa as perdas nos anos de maior déficit hídrico. Incentivou o surgimento de diversas agroindústrias. Nestes solos alcançam-se elevadas produtividades. a má drenagem tem provocado um sério problema de salinização.

Pampas: Nos Pampas. provocando assoreamento nos rios e grandes enchentes.esta formação vegetal foi muito devastada pelo homem nos últimos anos. Mesmo os incentivos ao reflorestamento. sofre erosão e carregamento pela chuva. O solo descoberto. não obtiveram os efeitos desejados. eliminando a possibilidade de existência dos animais que dependem dos pinhões. a agropecuária tem bastante força. como a erosão do solo. como a que atingiu Santa Catarina em 1983. já que utilizam-se. o que vem provocando problemas ambientais. deixado no lugar da antiga mata. para isso.como fonte de celulose . Cerca de 50% deste. correndo agora o risco de desaparecer. de espécies exóticas (estrangeiras) de rápido crescimento e maior produtividade. Com isso descaracteriza-se tremendamente a comunidade desse ecossistema. é ocupado por . como o pinus e o eucalipto. fornecidos pelo governo.

uol.com.asp?did=27173&action=reportagem .br/ecologia/default. Entretanto. os Pampas é o que possui menor porcentagem territorial destinada à conservação e um dos menos estudados.shtml http://360graus. http://www1.folha. se comparado aos outros biomas.br/folha/ciencia/ult306u7016.áreas rurais: valor relativamente pequeno.terra.com.

desequilíbrios ambientais. e até mesmo do mundo todo. Todavia o recurso é finito. todavia a grande maioria não busca aliar outros fatores importantíssimos e até mesmo cruciais para a própria expansão da economia. mas sim de levar vantagem em disputas por poder internacional. não com a finalidade de proporcionar o bem-estar social. na recente Conferência sobre o Clima realizada em Copenhague. e consequentemente se torna mais pobre e com menos recursos para sua saudável qualidade de vida. desenvolvendo bens a partir. como no decorrer de seu uso e da produção energética. é basicamente predominada pela produção e atuação da iniciativa privada. consequentemente aumentará o número de cobras. como por exemplo a caça de gaviões.tutelaambiental. querendo ou não. elevada e invasiva exploração do meio ambiente. todavia. quando se estabelece um acordo e são impostas metas vinculantes. e a cada dia mais está se esgotando.com/a-realidade-ambiental-atual/ A REALIDADE AMBIENTAL ATUAL março 30. O mesmo aconteceu também com a China e Índia. irão se manifestar de forma acentuada. desproporcionalidade energética. tanto no desenvolvimento e instalação do novo meio. Meio Ambiente 0 O mundo atingiu patamares elevadíssimos relacionados à vida social. Apesar de muitas atividades e especulações. haveria um maior consumo de seu alimento. má distribuição de alimentos. Tais patamares dizem respeito à economia. o Meio Ambiente na maioria dos casos é relegado a um segundo ou terceiro plano. o sapo. desigualdade de riquezas. instaure-se determinada disputa ou corrida a fim de se determinar qual nação está a frente em determinado quesito em relação a outras da mesma região. apesar de ser um bem de vital importância também para a “saúde”da economia. mesmo não levando em conta fatores como a pobreza e a poluição ambiental. Uma sociedade com alto índice de pobreza poluí e danifica mais. população. Não há comofalar em novos meios de produção energética sem tocar no assunto de dano ou ao menos potencial dano ambiental. produção industrial. visto que estas são alimentos preferenciais daqueles. A produção industrial da atualidade é alta. e . de matérias-primas provenientes do Meio Ambiente. língua. em 2011. as quais somente tomam efetivo conhecimento de causa quando tais problemas incidirem diretamente em suas vidas. em pouco tempo. como por exemplo a exploração das classes mais pobres e a falta de meios energéticos. Seus níveis estão cada dia mais altos. Tais desequilíbrios afetam diretamente a vida humana. além claro dos EUA.http://www. o que acarreta outros fatores de sérios impactos tanto ambientais como sociais. 2012 Artigos. modelo predominante no mundo atual. qual seja. fizeram com que alguns problemas se instaurassem. como a iniciativa privada e grandes corporações industriais que. Um exemplo atual pode ser dado no caso dos Estados Unidos da América. Uma economia capitalista. A expansão econômica é constantemente buscada por todos os países. Os problemas energéticos mundiais já estão enraizados e. A incessante busca pela constante expansão e desenvolvimento da suas economias. O crescimento irresponsável de muitos setores frente ao Meio Ambiente e às possibilidades sociais. direta ou indiretamente. O país constantemente se diz preocupado com questões ambientais. Todos os dias são noticiados desastres naturais ocorridos em algum lugar do planeta. promove e participa de congressos e reuniões internacionais para discussão do tema. alegando sempre motivos econômicos e de altos custos à sua economia. causando o desequilíbrio ecológico e a consequente superpopulação de outras espécies. e muitos outros fatores que. A própria existência de divisas e da variedade de países em todo o mundo faz com que. Desse modo. muitas vezes passam despercebidos aos olhos das pessoas. o país se retira e recusa a assinar tais documentos. pelo que tudo indica. A pobreza é outro fator que gera um ciclo degenerativo frente ao Meio Ambiente. o petróleo continua sendo o meio energético mais demandado e principal fonte do desenvolvimento. de tão presentes. Aumentando-se o número de cobras. tendo objetivos estritamente lucrativos. como é o caso do Meio Ambiente. sempre investem seus interesses em uma economia que cresce a cada dia mais. Com o baixo número das aves. As grandes respostas naturais. Forças aquém do poder estatal também exercem suas pressões. frente às formas danosas da atividade humana. dia a dia estão se manifestando de forma mais frequente e em toda a extensão do Globo. Dinamarca. As atividades humanas estão induzindo o desaparecimento de determinadas espécies de animais. O número de sapos então estaria reduzido. faz com que os olhos de muitos governos sejam vendados a ponto de ignorarem outros fatores que não digam respeito direto à prosperidade econômica de suas nações.

em detrimento às possibilidades de acesso a alimentos. o número de gafanhotos aumentaria. agora já ultrapassamos. Diariamente o número da população mundial cresce. a qual está crescendo em regiões como Nordeste e Sul. são grandes fatores não só de destruição de florestas. primeiramente não pela maior demanda frente à menor oferta. o grande problema do crescimento populacional frente ao meio ambiente será a falta de alimentos e recursos naturais. Aproximadamente 20% vão para a indústria e 10% para as residências. a marca dos 7 bilhões. etc. são reduzidos drasticamente. Tanto a ocupação como o cultivo de alimentos. elemento sem o qual não há vida? A grande maioria dos rios mundiais está diminuindo seu fluxo e seu curso. some-se a isso o fato de que a população mundial cresce de forma assustadora. em dois segmentos. como os nutrientes contidos no solo. saúde. os animais. Grande são os incidentes e o número de queimadas dolosas no Brasil. Se atualmente o petróleo. A realidade de muitas cidades brasileiras é divida. O crescimento populacional é também fator determinante para a crise ambiental do planeta. necessitando em um aumento da produção. Assim. sem planejamento ambiental e de desenvolvimento urbano. O quantum de água saudável e disponível para consumo do homem está cada vez menor. e outros elementos. o que acontecerá com a água. Devido ao crescimento populacional as florestas tem sido cada dia mais afetadas pela ação humana. O não planejamento e o descompromisso com o nascimento e a vida futura dos filhos. Anualmente milhões de toneladas de solo são perdidas. é objeto de disputa política econômica e até mesmo bélica. são utilizadas para irrigação. porém distante da atuação do poder público. foram e continuam sendo realizados sem o devido planejamento ambiental. alimentação adequada. também exerce fundamental alteração na taxa de natalidade. dentre outros. religiosos. o solo. poluição e inviabilização do uso responsável de diversos bens naturais. capaz de garantir a vida e a sobrevivência humana. do ponto de vista analítico e de ocupação. e este tem determinados conhecimentos acerca das características urbanas do local. por motivos culturais. que atinge diretamente a qualidade e disponibilidade da água na região e consequentemente no planeta. seja para assentar suas moradias. havendo o uso e a ocupação irresponsável do solo. a fim de saciar suas necessidades. Cerca de 70% da água consumida mundialmente. incluindo a desviada dos rios e a bombeada do subsolo. E ainda. Trata-se de uma realidade próxima. é a agricultura. causando grandes impactos aos ecossistemas planetários. fonte energética. e também em alguns pontos do norte de Minas Gerais. Outro fator responsável também pelo agravamento da qualidade da água no planeta é o uso desordenado e irresponsável do solo. O fogo afeta o ar. como saneamento básico. seja para o cultivo de alimentos.consequentemente. educação. Até pouco tempo éramos 6 bilhões. a água. éticos. onde há a atuação do governo. um tabu estabelecido sobre o controle de natalidade. As queimadas. chegando a ser um elemento de alta preocupação do setor público ambiental em muitas épocas do ano. O segundo segmento é aquele que cerca o primeiro. deslisamentos. o homem tem agido cada vez mais invasivamente sobre a vegetação e a natureza em geral. Até certo ponto. desaparecimento de áreas verdes. por exemplo. com as possíveis assistências públicas e sociais. aumentariam os ataques a plantações e consequentemente diminuiria o número de alimentos disponíveis. A água contida no planeta sempre esteve presente na mesma quantidade. e muitos outros. Tal ocupação acarreta sérias consequências ao Meio Ambiente e à população em geral. fazendo com que determinadas pessoas tenham muito mais do que necessitam e. que a cada queimada. que prejudicam a saúde humana e também a existência de outros ecossistemas. assoreamento de cursos de água. desrespeitando-se o meio ambiente. saúde gratuita. e sim pela má distribuição de tais elementos. outras não tenham nada. Outra área que é vitima da irresponsabilidade na utilização do solo. O acesso da população a oportunidades garantidoras de uma vida qualificada. Há ainda. . segundo a ONU. tanto em outros países como no Brasil. De fato o crescimento populacional está intimamente ligado às possibilidades de renda e aos níveis de pobreza da população. das leis e da consciência preservacionista em geral. E diminuí devido a atividades mal planejadas e a falta de políticas efetivas de gerenciamento de recursos hídricos no mundo. A desertificação de muitas áreas já é uma realidade. enquanto isso. são fatores que acarretam tanto o aumento da pobreza como também das taxas de criminalidade no mundo. Enchentes. mas também da emissão de gases em altíssimas quantidades. educação. Apenas 2% da água do planeta é doce. Desde que passou a atuar sobre a natureza. sendo que 90% está no subsolo e nos polos. Primeiro a cidade legal. A questão é que o mesmo não ocorre com a água saudável.

etc). Assim a cada 1 dólar investido. O mundo produz muito lixo. O saneamento básico também é um fator determinante que incide diretamente na vida humana e na qualidade do Meio Ambiente. 20% dos alimentos são desperdiçados. Ainda que a ideia e a ameaça já tenha se fixado como uma verdade atual e com a certeza de uma maior gravidade no futuro. em 110 relatórios nacionais feitos com o objetivo de atender a promessa de 2002 de “reduzir significativamente” ou reverter a perda de biodiversidade. seriam necessários 6 planetas. muitos países. não sendo aproveitado em outras atividades. Djoghlaf disse aos jornalistas que nenhum país atingiu as metas. índices de reaproveitamento. 200 cientistas participaram do primeiro painel intergovernamental de mudança do clima.2% até janeiro de 2012. a poluiç ão e a exploração excessiva estão prejudicando a capacidade produtiva dos ambientes mais vulneráveis. a normalidade do desperdício. energia. o desperdício é uma realidade presente em todos os níveis da sociedade. chegando mesmo a afetar colheitas e criação de animais. Como conciliar a redução de gases e poluentes no ar. Segundo dados preliminares do relatório a ser apresentado na RIO+10. recursos naturais. no Brasil pouco ainda é reciclado. e tal diferença aumenta a cada ano que passa a patamares de 2.5%. Relatórios da ONU apontam que 85% de produção e do consumo no mundo estão localizados nos países industrializados que tem apenas 19% da população. urgem por alterações. O estudo “Perspectivas Globais de Biodiversidade” descobriu que o desmatamento. O clima é outro fator de grande discussão e problemática atual. embora muito se discuta em termos de redução de emissões por meio de metas. lagos e recifes de corais. A cultura popular brasileira desenvolveu. de acordo com a ONU. “Este relatório indica que estamos chegando a um ponto sem retorno no qual danos irreversíveis serão causados a menos que tomemos atitudes urgentemente”. Os EUA têm 5% da população mundial e consomem 40% dos recursos disponíveis. quatro outras partes são economizadas com a prevenção de doenças que requerem internações. Outro dado alarmante é que exatamente a metade de toda a água tratada é desperdiçada no país. O relatório da ONU foi baseado. O alumínio é o que representa os melhores resultados. da colheita ao consumo. O não investimento em saneamento básico por parte do poder público não tem respaldo. visando o bem comum e o interesse social. Em 1990. é lixo. apesar de suas características tradicionais. publicada em 10/5/2010: “A Organização das Nações Unidas (ONU) advertiu hoje que a “enorme” perda de vida sustentável em ambientes naturais deve se tornar irreversível se os objetivos globais para impedir as perdas não forem atingidos neste ano. Segundo dados do IBGE. “Continuamos a perder biodiversidade numa taxa sem precedentes”. Outro ponto a ser tocado é o desperdício. O ambiente mundial encontra-se saturado e em risco de assumir um estado de irreversibilidade. Djoghlaf argumentou que as taxas de extinção de algumas espécies animais e vegetais atingiram um pico histórico. aliado à má distribuição. a grande maioria dos lixões é a céu aberto. uma vez que a cada parte investida em saneamento. porém ainda não satisfatórios. a destinação adequada do lixo é um dos maiores problemas ambientais urbanos da atualidade. Constantemente danos ambientais são presenciados pela população. secretário -executivo da Convenção de Diversidade Biológica da ONU.O lixo é outro grande problema. é um fator de grande problemática atual para a qualidade de vida da grande maioria das pessoas do mundo. sobre os níveis vigentes em 1990. para restabelecer o equilíbrio na Terra. o qual estabeleceu que os países industrializados deveriam diminuir as emissões de dióxido de carbono em 5. em parte. tanto nas classes baixas como nas classes altas. Nas cidades brasileiras. dentre eles as florestas da Amazônia. Em comparação a algumas nações. tudo que é descartado pelo homem. No Brasil nem 10% do esgoto é tratado. A partir desses dados foi criado o Protocolo de Kyoto. com vistas ao lucro e ao irresponsável crescimento econômico. disse Ahmed Djoghlaf. 4 são preservados. À época eles alertaram que o mundo precisava reduzir de 60 a 80% seus gases causadores do efeito estufa. até mil vezes maiores que as vistas antes. O desperdício. O desperdício também está presente na energia elétrica. A grande maioria dos dejetos são diretamente liberados em cursos de água. Segundo matéria veiculada no Estado de São Paulo. Desperdiçar é normal. cerca de 40% a mais do que o Meio Ambiente pode repor (alimentos. com bons. responsáveis por alterações climáticas. empresas e pessoas relegam e subordinam o assunto de acordo com seus interesses privados. pouco tem sido feito. Como a população brasileira em sua grande maioria vive nas cidades. Se 6 bilhões (número menor que a atual população mundial) de pessoas usufruíssem o mesmo padrão de vida dos 270 milhões de americanos. e em muitos casos é embasado por fatores culturais que. organizado pelas Nações Unidas. O mundo atualmente está consumindo. O Brasil é signatário deste protocolo. . Enfim. a falta de saneamento básico responde por 65% das internações nos hospitais do país. sem contudo frear os motores da produção industrial? Trata-se de uma preocupação mundial que.

diz o documento. executasse algum tipo de planejamento referente a tais áreas urbanas em expansão. . contribuem para a deterioração da saúde humana. De acordo com matéria vinculada na Folha Online em 05/11/2009: As ações brasileiras para reduzir as emissões provocadas pelo desmatamento na Amazônia ficaram em sexto lugar em uma lista que classifica as melhores medidas específicas na luta contra o aquecimento global. Elas incluem tentativas de regular a devastação do solo. ou mudanças. formando-se então as favelas. Na primeira e segunda posição do ranking ficou um programa de “eficiência energética em edifícios” do governo alemão. como a expansão de áreas naturais protegias e o controle da poluição. torna-se uma barreira no ciclo natural da água proveniente das chuvas. A falta de planejamento resulta no pior. aumentando a quantidade de água sobre o solo. O relatório defende uma nova estratégia para lidar com essas perdas. medindo o sucesso ambiental e econômico. uma vez que a quantidade de anúncios. E os recifes de coral estão desaparecendo em razão da combinação de águas mais ácidas e mais quentes. “A humanidade fabricou a ilusão de que de alguma forma pode ficar sem a biodiversidade ou que isso é de alguma forma periférico ao mundo contemporâneo”. como por exemplo encostas de grandes desfiladeiros. As questões levantadas pelo relatório devem ser discutidas durante uma reunião da ONU sobre biodiversidade que acontecerá em outubro. reduzindo assim a quantidade das reservas de água doce subterrânea e.” O relatório afirma que a biodiversidade é uma preocupação central para a sociedade que poderia ajudar a lidar com a pobreza e melhorar a riqueza. também é um fator de suma preocupação para os agentes urbanos. Saneamento básico idem. placas. acarretando em catástrofes tanto naturais como pessoais. “A verdade é que precisamos dela mais do que nunca em um planeta de 6 bilhões de habitantes que se encaminha para ter 9 bilhões de pessoas em 2050. A poluição sonora em grandes centros é tão evidente que muitas vezes a tranquila vida chega a se tornar inviável. com a morte de várias pessoas. comércio e crescimento populacional. a população rural passou então rapidamente a migrar para tais centros. como consequência.” O ambiente urbano convive com inúmeras problemáticas decorrentes do descuido ambiental e da falta de uma política efetiva que realmente desenvolva as cidades de forma sustentável e não poluidora. saúde e pobreza. juntamente com medidas mais tradicionais.Principais alvos Três potenciais pontos sem retorno foram identificados: o clima global. impossibilitou que o poder público. Muitos rios e lagos estão se tornando contaminados por algas. sofrem com problemas de saneamento básico. O lixo. gerando grandes inundações. Achim Steiner. e áreas de preservação permanente. deixando suas águas com pouco oxigênio e matando peixes. na Espanha. Muitas áreas inabitáveis são ocupadas. impedindo que estas penetremno e atinjam os lençóis freáticos. planícies de inundação. o relatório apresentado pelas ONGs ambientais WWF e E3G avalia as ferramentas utilizadas pelos países do G20. como já foi apresentado acima. no Japão. avisos. que seriamente degradam o meio ambiente e. em parte pensadas para interromper subsídios “prejudiciais” ou “perversos”. responsável pela garantia de diversos direitos sociais à população. A super aglomeração de pessoas em um curto espaço de tempo. como consequência de tais fatos. dos oceanos e da atmosfera. dentre outros. disse Steiner. no âmbito da vida de muitas famílias. A poluição visual também contribuí. Intitulado “O melhor e o pior das políticas climáticas e da recuperação econômica”. O diretor-geral do Programa de Meio Ambiente da ONU. apresentada nesta quinta-feira (5). as periferias sub-humanas e os locais de habitação não planejados. As in formações são da Dow Jones. merecendo tanta atenção quando a crise econômica por apenas uma fração do custo dos recentes empréstimos financeiros. O solo vem sendo tornado cada vez mais impermeável. bem como a pesca predatória. por meio de sua compactação e de formas de asfaltamento. pesca. afetando o sustento e a recreação de populações locais. as chuvas regionais e a perda de espécies de plantas e animais são prejudicados pelo contínuo desmatamento da floresta amazônica. destacou o valor econômico e o retorno do “capital natural” e seu papel em assegurar a saúde do solo. o que ainda continua ocorrendo nos dias de hoje. Com a industrialização e a concentração dos elementos industriais e produtivos nos centros urbanos. diz o relatório.

“Apelamos ao G20 para conduzir uma estratégia de investimento na economia verde”. Os ministros da Fazenda do G20 se reúnem neste fim de semana no Reino Unido. Outras implicações políticas capazes de melhorar significativamente – se efetivadas – a qualidade ambiental do planeta. a flora em geral. que ocupam o 61º lugar. em matéria exibida pela Folha Online datada de 29/01/2010: O Brasil caiu para o 62º lugar em um índice de performance ambiental elaborado pelas universidades americanas Yale e Columbia. A conversão gradativa da própria economia em uma futura economia responsável. sustentável e efetivamente voltada aos interesses ambientais e sociais. Bilhões são gastos em campanhas de divulgação política e de angariamento de fundos para o custeamento de candidatos ao poder de diversas nações. e. disse Kim Carstensen.O relatório salienta que as políticas climáticas não apenas geram benefícios ambientais. países com crescimento econômico acelerado. o Brasil ocupava o 34º lugar. traduz-se em ameaças ambientais. a fauna. as geleiras. é negada devido à implicação de determinados ônus à própria economia. quando alguns países tidos como grandes poluidores tornam-se signatários de determinados acordos ambientais internacionais. e ocupam respectivamente o 121º e o 123º lugares. mas sim terciária. reuniões são idealizadas. todos contribuem de forma decisiva para a situação alarmante que o Meio Ambiente. aliada ao crescimento populacional desenfreado. com bom resultado em indicadores como qualidade de água potável. pode ser considerada insuportável. levando-se em conta que os países do G20 são responsáveis por três quartos das emissões de gases de efeito estufa no mundo. em seu estado atual.]. Novamente. onde deverão apresentar propostas concretas sobre o financiamento para ajudar países emergentes a desenvolver uma economia de baixa emissão de carbono. são sempre colocadas na balança e comparadas da seguinte forma: Se gerar algum custo. Os mesmos gastos porém não são implementados no que tange as políticas ambientais. pautas e mais pautas incluem o Meio Ambiente como tema a ser debatido. acrescentou. inúmeras são as vozes que pedem por atitudes urgentes e de efetiva mudança na abordagem e tratamento do Meio Ambiente. saneamento básico. “Este relatório mostra que os governos que aplicam medidas para combater a mudança climática ter ão êxito e ocuparão uma posição de liderança”. Cada região do globo possuí seus principais problemas ambientais: Falta de água. na grande maioria dos casos. A realidade ambiental no mundo como um todo é crítica. Constantemente congressos são realizados. de seus governos. Diariamente a demanda por recursos naturais. privando muitos do básico e necessário. Algumas metas jamais são atingidas. diretor da iniciativa global das alterações climáticas da WWF. e muitos outros. em matéria publicada hoje na Folha [. A demanda cresce. pobreza e fome. e a distribuição a cada dia mais se torna inadequada. as florestas. os resultados sequer chegam a tocar os patamares necessários e previstos para a redução dos danos ambientais.. […] O resultado coloca o Brasil atrás dos EUA. como China e Índia. informa Janaína Lage. tais acordos são lançados à uma política nem mesmo secundária. estão muito atrás no ranking. de Nova York. mas desempenho ruim na emissão de gases-estufa e poluentes. e de ajustamento de conduta de seus países. em âmbito mundial. destinação de resíduos sólidos. para evitar que uma crise ambiental sem precedentes se instaure. Na última edição. O clima. . o solo. geração de energia. Ainda assim. mas também melhoram e diversificam a economia. são temas constantes de eventos promovidos por muitos governos a fim de se buscar meios viáveis. A expansão da economia mundial.. etc. alimentos e matéria-prima cresce. Todavia em muitos casos. Embora em alguns casos os problemas ambientais se manifestem de formas diferentes em determinados pontos do planeta. há dois anos. enfrenta. as águas tanto marinhas como doces. se não norteada por planejamentos e meios de tornar tais fenômenos sustentáveis.

OCEANOS: com exceção de algumas pescas que estão sob controle dos Estados. a ONU estabeleceu a Convenção-quadro sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC. poucos problemas foram resolvidos e alguns se agravam rapidamente.Atualizado em 19/06/2012 12h54 Principais problemas ambientais desde 1972 France Presse RIO DE JANEIRO. na sigla em inglês). Em 1997. Mas como este quadro demonstra. triplicou a extração mundial de água subterrânea em resposta ao aumento da população urbana e da demanda agrícola. aumentando gravemente os riscos de secas. O tempo é curto. . efetivo a partir de 2020. os temas "verdes" entraram na agenda política e na consciência do consumidor. PROTEÇÃO À CAMADA DE OZÕNIO: o Protocolo da ONU de 1987 tornou ilegal o uso de gases de clorofluorcarbono (CFC) que corroem a camada de ozônio. Noventa e dois por cento da "pegada de carbono" mundial da água se deve à agricultura. poluição das águas provocadas por altas concentrações de nutrientes (devido ao despejo de fertilizantes ou matéria orgânica) que causam a proliferação de organismos que consomem o oxigênio dissolvido na água. a UNFCCC promulgou o Protocolo de Kyoto. inundações e tempestades. em 1972. mas sua recuperação total está prevista para meados deste século ou inclusive depois. ÁGUA DOCE: nos últimos 50 anos.com/mundo/noticia/2012/06/principais-problemas-ambientais-desde-19721.globo.http://g1. Os recifes de coral sofreram redução de 38% desde 1980 e e perda de hábitat é superior a 20% desde aquela década. O mundo não alcançou a Meta de Desenvolvimento do Milênio sobre a perda da biodiversidade para 2010. Há 169 "zonas costeiras mortas" nos oceanos e 415 que sofrem eutrofização. outra herança da Eco92. 14 Jun 2012 (AFP) -Desde a primeira grande conferência mundial sobre meio ambiente. Mas as metas de Kyoto foram atropeladas pelas emissões de grandes economias emergentes que não são obrigadas a cumprir metas. o único tratado que estabelece cortes específicos de emissões de gases de efeito estufa. MUDANÇAS CLIMÁTICAS: na Rio-92. não conseguiu conter a extinção de espécies.html 19/06/2012 12h54 . A Terra está a caminho de um aquecimento de três graus Celsius ou mais ao final do século. principalmente por causa da agricultura. As partes da UNFCCC concordaram em lançar um novo pacto em 2015. Em 2007. muitas populações de peixes sofrem um esgotamento sem precedentes. Foi contida uma expansão maior do buraco na camada de ozônio. só 7% da produção mundial de pescado tinha o certificado do Conselho de Administração Marinho (Marine Stewardship Council) de produção com respeito ao meio ambiente. Só 158 das 263 bacias de rios que cruzam fronteiras nacionais têm acordos de cooperação em matéria de gestão de recursos. o que protege o planeta dos raios solares que podem causar câncer de pele. BIODIVERSIDADE: a Convenção sobre Diversidade Biológica (CBD).

o número de vazamentos de petróleo caiu nos últimos 20 anos. Por outro lado. Desde 2006.000%.9% das fontes de energia em 2009. quadruplicou uma iniciativa da ONU de replantar pelo menos um bilhão de árvores ao ano. O investimento global em energia e combustíveis renováveis alcançou um recorde de 211 bilhões de dólares em 2010. A boa notícia é que o reflorestamento ganhando terreno no hemisfério norte e que houve algum progresso na oferta de incentivos financeiros para proteger as florestas nativas. contrasta com o predomínio dos combustíveis fósseis. A decomposição do plástico é muito lenta. que representaram 80.ENERGIA: o aumento do interesse em energias renováveis.2%. Também no lado positivo. causadores do aquecimento global. os consumidores são cada vez mais sensíveis à reciclagem. CONTAMINAÇÃO E DEJETOS: a produção anual de plásticos mais que duplicou nas últimas duas décadas para 265 milhões de toneladas. DESMATAMENTO: desde 1992. impulsionado especialmente pelos objetivos estabelecidos na Europa. desde que não seja caro demais. FONTES: Informe Global sobre Meio Ambiente do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). uma área quase do tamanho da Argentina. as florestas primárias do mundo recuaram 300 milhões de hectares. das quais a metade é usada para artigos descartáveis. o percentual chega a 10. Chumbo no petróleo ou na gasolina está perto de ser eliminado e há um tratado mundial para deter a tristemente célebre "dúzia suja" de poluentes orgânicos persistentes (POPs) e produtos químicos que se biodegradam tão lentamente que se acumulam na cadeia alimentar. a produção de energia solar aumentou 30. Com os biocombustíveis e o gás proveniente do lixo.8% do total global em 2009.000% e eólica (ventos) em 6. ri/jt/lbc/emm/mvv/dm . Desde 1992. representaram apenas 0. números sobre energia do informe da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômicos (OCDE) e Agência Internacional de Energia (AIEA). 540% a mais do que em 2004. Mas em conjunto com a geotérmica. criando uma ameaça ambiental de longo prazo. O desmatamento é a terceira maior causa de emissões de gases de efeito estufa.

com patrocínio da ONU e deflagra vários estudos com o objetivo de traçar uma estratégia para a preservação da vida no planeta. portanto. além de equipes do FMI (Fundo Monetário Internacional) e do Banco Mundial.br/celo/topicos/subtopicos/ecologia/questoes_ambientais/que stoes_ambientais. a questão ambiental é assumida oficialmente por um grande número de governos e mais de cem países criam organismos oficiais específicos para tratar do tema.http://www. reduzindo os danos ao meio ambiente. limitações à produção de substâncias tóxicas e emissões de poluentes no meio ambiente. Mostram que os países ricos são os grandes consumidores desses recursos e. os maiores responsáveis pela manutenção do equilíbrio ambiental e preservação das espécies. Para pressionar os organismos oficiais. Após a Conferência de Estocolmo. no centro de convenções Riocentro.html Desenvolvimento Sustentado A degradação do meio ambiente está diretamente vinculada às atividades econômicas praticadas no planeta. 1a CONFERENCIA MUNDIAL A primeira Conferência Mundial para o Meio Ambiente e Desenvolvimento realiza-se em 1972. considerado predatório.universitario. Aconselham os países pobres a construir modelos de desenvolvimento nãopredatórios e sugerem que os países ricos os ajudem nessa tarefa através de verbas e tecnologias. mais de . e apontam o desequilíbrio ecológico como um dos resultados das relações entre países pobres e ricos.com. Especialistas do mundo inteiro elaboram o conceito de desenvolvimento sustentado: sistemas de exploração mais racional dos recursos naturais. ECO-92 A segunda Conferência Mundial para o Meio Ambiente e Desenvolvimento é realizada no Rio de Janeiro. os analistas indicam a necessidade de mudar o atual modelo de desenvolvimento econômico. na Suécia. Demonstram que os países pobres ou em desenvolvimento são os que detêm as maiores reservas de recursos naturais e estão destruindo-as rapidamente para pagar suas dívidas externas. Os estudos mostram o estreito vínculo entre pobreza. Os principais resultados são reunidos no livro Nosso futuro comum. Participam 114 chefes de Estado e 170 delegações oficiais. desigualdade de renda e deterioração ambiental. em junho de 1992. publicado em 1987. Esse conceito implica mudanças nas relações políticas internacionais: maior cooperação entre as nações para a geração de tecnologias não-poluidoras e acordos internacionais sobre o uso dos recursos naturais. que preservem o equilíbrio ecológico. com patrocínio da ONU. Para conter a degradação. em Estocolmo.

A convenção sobre mudanças climáticas limita a emissão dos gases tóxicos associados ao efeito estufa e à destruição da camada de ozônio. portanto. que reúne cerca de 40 mil militantes no aterro do Flamengo (RJ) . têm a responsabilidade de garantir que sua exploração não cause danos ao meio ambiente de outros países e o dever de indenizar as vítimas de poluição e outros danos ambientais. As delegações oficiais concordam teoricamente com os princípios da preservação ambiental. e a conferência não consegue estabelecer a fonte de recursos para financiar a implantação das políticas aprovadas. mas não define datas para seu cumprimento. realiza-se também a Conferência Mundial dos Povos Indígenas. Os EUA não aceitam limites à emissão de poluentes atmosféricos e não assinam o documento. da conservação e gestão dos recursos naturais. Em 1993 o Brasil passa a integrar a comissão. Reconhece que os Estados têm o direito soberano sobre os recursos naturais de seus territórios.200 ONGs de todo o mundo organizam um encontro paralelo. As formas de implantá-los. sete descrevem o papel dos grupos sociais. o Fórum Global. devem ajudar as nações pobres com tecnologias nãopoluidoras e avanços científicos que as conduzam a um desenvolvimento mais rápido e menos predatório. É criada uma Comissão para o Desenvolvimento Sustentável (CDS). São inúmeras as divergências entre as delegações oficiais. a Kari-Oca. . que serão definidos em novos fóruns internacionais. Clima e florestas – Três outros documentos tratam do desmatamento. são motivo de controvérsia. Agenda 21 – O objetivo da Agenda 21 é traçar estratégias para implantar os princípios da Carta da Terra. e 11 tratam das políticas para garantir a qualidade de vida das próximas gerações. no entanto. Os dois documentos mais importantes aprovados na conferência são a Carta da Terra. Formas de redução do desmatamento também não são consolidadas em documento. formada por 53 países. no bairro de Jacarepaguá (RJ). também chamada de Declaração do Rio. do clima e da biodiversidade. 14. numa grande taba construída por índios tucanos e do Alto Xingu. Na mesma época. para fiscalizar o cumprimento da Agenda 21.3. São eliminadas as barreiras comerciais para a madeira e a borracha exploradas com técnicas de manejo que evitem o esgotamento desses recursos. A declaração sobre as florestas garante a soberania de cada país no uso de suas riquezas florestais. mas os países desenvolvidos têm responsabilidades maiores: são os que mais consomem e os que detêm as tecnologias necessárias para o desenvolvimento dos países pobres. É assinada por 153 países. oito tratam de questões econômicas e sociais. Todos os governos e pessoas devem cooperar na erradicação da pobreza. De seus 40 capítulos. Carta da Terra – O ponto central da Carta da Terra é a constatação de que os países ricos poluem mais o planeta e. e a Agenda 21. Os projetos de desenvolvimento sustentável ficam na dependência da definição dos mecanismos de financiamento e de transferência de tecnologia.

Reconhece a soberania dos países detentores da biodiversidade. da Suíça. por exemplo. AGENTES DO DESEQUILÍBRIO A escalada do progresso técnico humano pode ser medida pelo seu poder de controlar e transformar a natureza. a área do atual deserto do Saara. o que só será feito em julho de 1993. As quatro glaciações já registradas – quando as calotas polares avançam sobre as regiões temperadas – fazem a temperatura média do planeta cair vários graus. sobre seus recursos e propõe que tenham o direito de participar dos lucros resultantes de sua exploração. recusam-se a assinar o documento.Biodiversidade – O documento Estratégia global para a biodiversidade. Os EUA. e pela União Mundial para a Natureza.5 bilhões de anos. Em conseqüência. Com o surgimento do homem na face da Terra. Degradação Ambiental A superfície da Terra está em constante processo de transformação e. era ocupada por uma grande floresta e os terrenos que hoje abrigam a floresta amazônica pertenciam ao fundo do mar. como o Brasil. apresenta 85 propostas para a preservação da diversidade biológica no planeta e um plano para o uso sustentado de recursos biológicos. maior o ritmo de alterações provocadas no meio ambiente. Quanto mais rápido o desenvolvimento tecnológico. o planeta registra drásticas alterações ambientais . seus climas passam por grandes transformações. Cada nova fonte de energia dominada pelo homem produz determinado tipo de desequilíbrio ecológico e de poluição. são provocadas por fenômenos geológicos e climáticos e podem ser medidas em milhões e até centenas de milhões de anos. indica a necessidade do acesso igualitário à tecnologia de conservação e à tecnologia baseada em recursos biológicos. país que detém a maior indústria farmacêutica do planeta. A invenção da máquina a . no entanto. O documento é aprovado pelo Programa de Meio Ambiente da ONU e pelas ONGs que participam do Fórum Global. As rupturas na crosta terrestre e a deriva dos continentes mudam a posição destes ao longo de milênios . elaborado pelo World Resource Institute. Há milhões de anos. o ritmo de mudanças acelerase. Essas mudanças. ao longo de seus 4. pelo presidente Clinton. dos EUA. Mostra que os desmatamentos podem destruir milhares de espécies vivas ainda desconhecidas.

As fraldas descartáveis demoram mais de cinqüenta anos para se decompor. Produtos químicos não-biodegradáveis. Florestas cedem lugar a lavouras e criações. como alguns plásticos. pesticidas e componentes de produtos eletroeletrônicos. surgem novas matérias-primas e substâncias não-biodegradáveis. insetos e aves. tintas e solventes. e os plásticos levam de quatro a cinco séculos. Lixo – Acúmulo de detritos domésticos e industriais não-biodegradáveis na atmosfera. A destilação do petróleo multiplica a emissão de gás carbônico e outros gases na atmosfera. produtos de limpeza. Cresce o desmatamento e a superexploração da terra. roupas e demais utilidades são planejados para durar pouco. o ritmo de crescimento demográfico e de urbanização não é acompanhado pela expansão da infra-estrutura. Uma boa parcela dos dejetos humanos e do lixo urbano e industrial é lançada sem tratamento na atmosfera. Substâncias radiativas são usadas como combustível em usinas atômicas de geração . Crescimento populacional – O aumento da população mundial ao longo da história exige áreas cada vez maiores para a produção de alimentos e técnicas de cultivo que aumentem a produtividade da terra. multiplicam-se aceleradamente. poluem os rios e águas subterrâneas e contaminam os alimentos. A urbanização multiplica esses fatores de desequilíbrio. Automóveis. Ao longo do tempo. Nos países pobres. ao perderem seus predadores naturais. Economia do desperdício – O estilo de desenvolvimento econômico atual estimula o desperdício. A grande cidade usa os recursos naturais em escala concentrada. As substâncias não-biodegradáveis estão presentes em plásticos. Resíduos radiativos – Entre todas as formas de lixo. eletrodomésticos. nas águas ou no solo. no solo. espécies animais e vegetais são domesticadas. por exemplo. usados para aumentar a produtividade e evitar predadores nas lavouras. oceanos e manguezais vêm servindo de depósito para esses resíduos.vapor. A diferença de riqueza entre as nações contribui para o desequilíbrio ambiental. Com a petroquímica. principalmente da rede de saneamento básico. os mares. aumenta a procura pelo carvão e acelera o ritmo de desmatamento. reduzem a fertilidade da terra. O apelo ao consumo multiplica a extração de recursos naturais: embalagens sofisticadas e produtos descartáveis não-recicláveis nem biodegradáveis aumentam a quantidade de lixo no meio ambiente. muitas extintas e outras. matam microrganismos decompositores. subsolo e nas águas continentais e marítimas provoca danos ao meio ambiente e doenças nos seres humanos. quebra as cadeias naturais de reprodução desses recursos e reduz a capacidade da natureza de construir novas situações de equilíbrio. A necessidade de aumentar as exportações para sustentar o desenvolvimento interno estimula tanto a extração dos recursos minerais como a expansão da agricultura sobre novas áreas. os resíduos radiativos são os mais perigosos.

não podem ser destruídas e permanecem em atividade durante milhares e até milhões de anos. O número de pessoas contaminadas é incalculável. Mesmo depois de esgotarem sua capacidade como combustível. em motores de submarinos nucleares e em equipamentos médicohospitalares. na Ucrânia. Despejos no mar e na atmosfera são proibidos desde 1983. em 1987: o Instituto Goiano de Radioterapia abandona uma cápsula com isótopo de césio-137. O mais grave. No Brasil. EUA. Encontrada e aberta por sucateiros. Submarinos nucleares afundados durante a 2a Guerra Mundial também constituem grave ameaça. um vazamento na Usina de Angra I. Em contato com o meio ambiente. As mais recomendadas são tambores ou recipientes impermeáveis de concreto. à prova de radiação. Questões Ambientais no Brasil Reflexões . no entanto. O primeiro deles. em Chernobyl . O mar Báltico é uma das regiões do planeta que mais concentram esse tipo de sucata. Vazamentos ou explosões nos reatores por falhas em seus sistemas de segurança provocam graves acidentes nucleares. na usina russa de Tcheliabínski. mas até hoje não existem formas absolutamente seguras de armazenar essas substâncias. em pouco tempo provoca a morte de quatro pessoas e a contaminação de duzentas. contamina dois técnicos.de energia elétrica. que devem ser enterrados em áreas geologicamente estáveis. França e Leste europeu. Mas o pior acidente com substâncias radiativas registrado no país ocorre em Goiânia . em setembro de 1957. Essas precauções. contamina cerca de 270 mil pessoas. deixa mais de trinta mortos. no Rio de Janeiro. centenas de feridos e forma uma nuvem radiativa que se espalha por toda a Europa. as substâncias radiativas interferem diretamente nos átomos e moléculas que formam os tecidos vivos. Ameaça nuclear – Atualmente existem mais de quatrocentas usinas nucleares em operação no mundo – a maioria no Reino Unido. em 1986. provocam alterações genéticas e câncer. nem sempre são cumpridas e os vazamentos são freqüentes. usada em equipamento radiológico.

O programa entra em funcionamento em 1988 e deve estar concluído em 1997. dejetos humanos e resíduos industriais saturam a deficiente rede de saneamento básico e envenenam águas e solos.Ecologia no Brasil Com dimensões continentais e 70% da população concentrados em áreas urbanas. a concentração média de partículas poluentes no ar também é alta: 94 mcg/m³. iniciada na década de 50. A poluição e o desmatamento ameaçam seus diversificados ecossistemas. monóxido de carbono. de 1991. Dados da Cetesb (Companhia Estadual de Tecnologia e Saneamento Básico). A maior responsável por esses índices é Contagem. O agravamento dos problemas ambientais no país está ligado à industrialização. no Rio de Janeiro. Poluição do ar As emissões de dióxido de enxofre. Na região metropolitana de Belo Horizonte. a concentração de partículas em suspensão atinge a média anual de 160 mcg/m³. Rio de Janeiro e Belo Horizonte. o amazônico. poluem a atmosfera. como São Paulo. têxteis e de transformação de minerais não-metálicos. crescem em todas as aglomerações urbanas e industriais do país. cidade mineira que concentra as indústrias metalúrgicas. No complexo industrial da Baixada Fluminense. e os níveis de dióxido de enxofre são maiores que os de São Paulo. que obriga a instalação de filtros catalisadores no escapamento dos automóveis e caminhões novos. o Brasil é o país em desenvolvimento que mais tem atraído a atenção internacional. mostram que as indústrias da Grande São Paulo lançam por ano no ar cerca de 305 mil toneladas de material particulado e 56 mil toneladas de dióxido de enxofre. Gases liberados por veículos e fábricas. além das queimadas no interior. como poeira. o dobro do considerado seguro. Águas contaminadas . óxido e dióxido de nitrogênio e de material particulado. A situação é mais grave em grandes centros. o governo federal cria o Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores. à urbanização acelerada e à desigualdade socioeconômica. Em 1986. ao modelo agrícola monocultor e exportador instituído desde os anos 70. Automóveis e veículos pesados são responsáveis pela emissão de 2. fumaça e fuligem. Nas grandes cidades.065 toneladas anuais de monóxido de carbono . inclusive o de maior biodiversidade do planeta.

Jacuí. subsolo e águas doces é a utilização abusiva de pesticidas e fertilizantes nas lavouras. Os rios Tapajós . um desfolhante usado pelos americanos na Guerra do Vietnã para devastar a .5 kg para cada grama de ouro extraído dos garimpos. Taquari. além de 3 mil toneladas de resíduos sólidos – areia. os rios Paraíba do Sul. Em 1993. Vazamentos de petróleo em poços das plataformas submarinas e acidentes em terminais portuários e navios-tanques têm provocado graves desastres ecológicos. Os deltas do Amazonas e do Capibaribe . substância tóxica usada no tratamento de madeira. Tietê. das Velhas. no Rio de Janeiro. está contaminada por mercúrio. 50 toneladas de nitratos e metais pesados. O lixo e o desmatamento nas margens provocam o assoreamento de seu leito. O agente laranja. do Peixe. na Bahia. a Sudeste e a Sul. O terminal de São Sebastião (SP) registra 105 vazamentos em 1990 e 1991.Praticamente todas as grandes e médias cidades brasileiras têm suas águas contaminadas por esgotos. o maior dano é provocado pelo mercúrio. Em maio de 1994. Sinos e Guaíba são repositórios desses resíduos. Paranapanema. responsáveis por quase toda a produção agrícola para consumo interno e exportação. A média anual brasileira é duas vezes superior à do mundo inteiro. Degradação da superfície O principal fator de poluição do solo. A areia e a terra são levadas a uma distância de 5 km e o lixo para aterros sanitários. As regiões mais atingidas por esses agrotóxicos são a Centro-Oeste. Os pólos petroquímicos e cloroquímicos localizados em quase todos os estuários dos grandes rios lançam metais pesados e resíduos de petróleo nos manguezais e na plataforma continental . A baía de Todos os Santos. as baías de Todos os Santos. Xingu. o governo do Estado do Rio de Janeiro consegue financiamento do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) de US$ 793 milhões para a despoluição da baía de Guanabara. metais pesados e outras substâncias tóxicas. Em São Paulo. Itajaí. latas e outras sucatas. mata os peixes e qualquer outra forma de vida aeróbica. de Guanabara e de Paranaguá. em alguns trechos do rio Tietê dentro da capital existem apenas bactérias anaeróbicas. os rios da bacia Amazônica. Na Amazônia. jogado nos rios à média de 2. recebe diariamente cerca de 500 toneladas de esgotos orgânicos. o governo do Estado inicia um programa de despoluição e desassoreamento do rio: barcaças retiram areia e lixo do seu leito. A baia de Guanabara. lixo urbano. proibidos ou de uso restrito em mais de 50 países devido a sua toxicidade e longa permanência no ambiente. Miranda e Madeira são os mais afetados. O excesso de cargas orgânicas em suas águas consome todo o oxigênio. Ainda são usados no Brasil produtos organoclorados e organofosforados. Gravataí. Poluição do mar – Dejetos industriais e orgânicos são jogados em vários pontos do litoral. plásticos. O litoral do Pará e as praias da ilha de Marajó estão contaminados por pentaclorofeno de sódio.

Em algumas regiões. mineração e expansão urbana. para transformar a floresta em terrenos agropastoris. já foi aplicado por empresas transnacionais na Amazônia. pecuária. No homem. queimadas. No Centro-Oeste. exigindo doses cada vez maiores de pesticidas. poluição. a direção da usina confirma a informação. causam lesões hepáticas e renais e problemas no sistema nervoso. o grupo Greenpeace denuncia: a paralisação da Usina Nuclear de Angra I. provoca um aumento anormal de radiatividade no interior de seu reator. Ao longo dos quase cinco séculos de história do país. Queimadas – Desde o início da ocupação portuguesa o fogo foi o principal instrumento para derrubar a vegetação original e abrir áreas para lavoura. desaparece quase toda a cobertura original da mata Atlântica nas regiões Sudeste. Em março de 1993. A área desertificada chega a 50 mil ha e afeta a vida de 400 mil pessoas. Nordeste e Sul. em 1991. Nos anos 80. as queimadas na floresta Amazônica são consideradas uma das piores catástrofes ecológicas do mundo. de ocupação mais recente. hoje espalhada por quase todas as regiões do país. mas garante que o problema não é preocupante. A cultura da soja. em Angra dos Reis (RJ). o cerrado vem sendo queimado para abrir espaço à soja e à pecuária. Pressionada. Desertos – Desmatamento indiscriminado. na divisa de Goiás com Mato Grosso do Sul. mineração. Radiatividade – A ausência de comunicação imediata de problemas em usinas nucleares preocupa militantes ecológicos e cientistas no mundo inteiro. No caso de Angra. A região Nordeste é a mais atingida: 97% de sua cobertura vegetal nativa já não existem.mata tropical. Podem provocar envelhecimento precoce em adultos e diminuição da capacidade intelectual em crianças. No Rio Grande do Sul. uso excessivo dos defensivos agrícolas. Espécies ameaçadas . é a seca que provoca os incêndios que devastam os ecossistemas: 80% do Parque Nacional das Emas . Isso também acontece no Brasil. Eles também tornam as pragas cada vez mais resistentes. A médio e longo prazo esses produtos destroem microrganismos. a superexploração agrícola e a pecuária extensiva fazem crescer o já chamado "deserto dos pampas": uma área de 200 ha no município de Alegrete. o incidente serviu de alerta para o fato de ainda não se ter estabelecido um plano eficiente para a população abandonar a cidade em caso de acidente grave. manejo inadequado do solo e seca trazem a desertificação de algumas áreas do país. A mineração e as salinas também afetam o sul do Pará e a região de Mossoró (RN). fungos. são destruídos pelo fogo em 1988 e. insetos e contaminam animais maiores. outro incêndio destrói 17 mil ha do parque. também faz uso acentuado desses fosforados.

Espécies vegetais ameaçadas – A substituição dos ecossistemas originais por pastagens. A Amazônia. o extrativismo desordenado e a poluição têm reduzido e até levado à extinção inúmeras espécies vegetais nativas. Colômbia. a mata Atlântica e o Pantanal estão entre as maiores reservas biológicas do planeta. a maioria delas ameaçadas pelo processo de degradação ambiental. .Brasil. México e Indonésia são os países de maior diversidade biológica no mundo. É o caso da araucária.

a diminuição da vida aquática em alguns dos grandes lagos norte-americanos. surgem problemas ambientais. pois a natureza era mais poderosa do que os homens. Até então. Os processos educativos haviam ficado racionais e a escola descuidara dos sentimentos. fazendo com que países muito desenvolvidos temessem que a contaminação colocasse em perigo o futuro da Humanidade. sua prática é antiga. das sensações e das relações em sala de aula. os casos fatais de intoxicação com mercúrio em Minamata e Niigata. a morte de aves provocada pelos efeitos secundários e imprevistos do DDT e outros pesticidas. Em 1975. Nesta conferência de Tbilisi. Essa conferência representa o momento em que a Educação Ambiental entra para a história do movimento ambientalista mundial. e em Outubro de 1977. para isso. reais e urgentes. mudaram as razões subjacentes à necessidade de educar para o ambiente. Porém. O homem. a sobrevivência do homem estava atrelada à sua relação com a natureza. esquecendo o ar. realizada em Estocolmo (Suécia). com o passar do tempo e as novas descobertas. concluiu-se que a educação deveria. a UNESCO promove o Encontro Internacional em Educação Ambiental. deram o alerta. Esta série de acontecimentos causou comoção internacional. preocupar-se com a sensibilização. representantes de 113 países participam da Conferência de Estocolmo Conferência da ONU sobre o Ambiente Humano (marco inicial do Direito Ambiental Internacional). Episódios como a contaminação do ar em Londres e Nova York. o bairro. Já nos tempos primitivos.cacadoresdecachoeiras. em 1966. mesmo sem saber.http://www. o . 2007). A década de 70 é um marco político na medida em que o ambiente passa a ser reconhecido em termos legais. Ao interagir com o mundo que os rodeava e ao ensinar seus filhos a fazerem o mesmo. 2002). que assumem proporções alarmantes. bem como a contaminação do mar provocada pelo petroleiro Torrey Canyon. entre 1952 e 1960. Eram problemas que transcendiam as fronteiras dos países e surgiam como resultado de grandes alterações nos processos ambientais regionais ou globais. exigindo de todos os habitantes do planeta o exercício de uma cidadania que incorpora uma consciência ética na qual a relação natureza/sociedade reconhece o valor intrínseco de todas as formas de vida. Em 1972. bem como a forma de fazê-lo. simultaneamente. contaria com ferramentas transformadoras (Nóbrega.com. em acordo à perspectiva da “ecologia profunda”. durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente. 2008). Assim. Essa Educação Ambiental “primitiva” era uma condição necessária. entre 1953 e 1965. o corpo.php?option=com_content&view=article&id =419&Itemid=584 Histórico da Educação Ambiental Origens da Educação Ambiental O termo Educação Ambiental foi criado em 1972. o conhecimento da natureza e a transmissão desse conhecimento servia apenas para que o ambiente fosse mais dominado e explorado (Maia. fruto de enormes impactos causados pela atividade humana. passando a ser considerada como um campo de ação pedagógica (Medina. quando a sociedade tomou conhecimento dos problemas ambientais e os governos definiram que a saída para mudar o mundo seria a educação. a água. a Educação Ambiental se propõe a discutir os problemas ambientais por meio da formação dos indivíduos e. a partir dessa Conferência. acontece a Primeira Conferência Internacional em Educação Ambiental. Apesar da utilização do termo Educação Ambiental ser relativamente nova. nas décadas de 50 e 60. a transmissão de informação.br/index. já praticava Educação Ambiental desde que surgiu. Todos esses problemas transcendiam projetos educativos ou disciplinas científicas isoladas. em Tibilisi (URSS). nossos ancestrais vivenciavam a Educação Ambiental. Descobrem-se novas formas de exploração dos recursos naturais e os fenômenos da natureza começam a ser compreendidos. em Belgrado/Iugoslávia. Entretanto. com 65 países. Criou-se o termo Educação Ambiental porque o homem estava se afastando da natureza. a cidade e o planeta.

também. de caráter não oficial. a Lei 7. consolida e capacita os Núcleos de Educação Ambiental (NEAs) nos estados. um programa de capitação de multiplicadores em Educação Ambiental em todo o país. Em cumprimento às recomendações da Agenda 21 e aos preceitos constitucionais. Ainda assim. De acordo com os preceitos desta agenda. é promulgada a Constituição da República Federativa do Brasil. todo o tipo de programas de educação de adultos. melhoria e recuperação da qualidade ambiental propícia à vida. Na década de 1990. o que permite desenvolver Programas Integrados de Educação Ambiental para a . em 1988. Num contexto de críticas ao desenvolvimento acelerado e à forma de exploração dos recursos ambientais.490 transforma a Secretaria de Meio Ambiente em Ministério do Meio Ambiente. foram estabelecidas estratégias internacionais para ações no campo da educação e formação ambiental (Maia. Visa. visando assegurar no país condições ao desenvolvimento socioeconômico.desenvolvimento de hábitos e a promoção de valores. contendo um capítulo (VI) sobre meio ambiente e outros artigos afins. O IBAMA cria. foi criada a SEMA (Secretaria Especial de Meio Ambiente). Como resultado da ECO-92. Ela deveria propiciar a reflexão.  Na ECO-92 elaborou-se também a Carta Brasileira de Educação Ambiental. celebrado por diversas organizações da sociedade civil. No MEC. com a participação de 170 países. o primeiro órgão brasileiro de ação nacional voltado para o Meio Ambiente. o debate e a sua própria capacidade de aperfeiçoamento. realiza-se no Rio de Janeiro a Conferência da ONU sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento – UNCED (ECO-92). Estabelece ainda que a Educação Ambiental deve ser oferecida em todos os níveis de ensino e em programas específicos direcionados para a comunidade. A preocupação centrou-se nos problemas ambientais globais e nas questões do desenvolvimento sustentável.938 instituiu a Política Nacional de Meio Ambiente. com a finalidade de formular. 2002). O Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global. centrada nos problemas locais. a Lei 8.735 cria o IBAMA. aos interesses da segurança nacional e à proteção da dignidade da vida humana”. assim. Ainda em 1992. dos quais destacamos:  A Agenda 21. à preparação de todo cidadão para uma participação na defesa do meio ambiente. Desenvolve-se. coordenar e executar a Política Nacional de Meio Ambiente. Esta Lei situa a Educação Ambiental como um dos princípios que garantem “a preservação. em 1994. em 1973. Nesta perspectiva. baseado no respeito por todas as formas de vida. deveria ser promovido. Reconhece ainda a Educação Ambiental como um processo de aprendizagem permanente. que prevê ações nos âmbitos de Educação Ambiental formal e não-formal. a Lei 6. o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) desenvolvem diversas ações para consolidar a Educação Ambiental no Brasil. onde se estabelecem as recomendações para a capacitação de recursos humanos. com a colaboração apropriada das organizações não governamentais. no Brasil. que reconhece a educação como um processo dinâmico em permanente construção. editaram-se vários documentos. Em 1981. A Questão Ambiental no Brasil Na década de 70 o Brasil estava em plena ditadura militar e havia um interesse desenvolvimentista que não contemplava a preocupação ambiental como prioridade. são aprovados os novos “Parâmetros Curriculares” que incluem a Educação Ambiental como tema transversal em todas as disciplinas. O MMA cria a Coordenação de Educação Ambiental. o Ministério da Educação (MEC). bem como o estabelecimento de critérios e orientações para a resolução de problemas. que se prepara para desenvolver políticas nessa área no país e sistematizar as ações existentes. é criado o CONAMA (Conselho Nacional de Meio Ambiente). que apresentou um plano de ação para um desenvolvimento sustentável dos vários países. em 1989. de forma a incentivar uma educação permanente sobre meio ambiente e desenvolvimento. Em 1986. é aprovado no Brasil o Programa Nacional de Educação Ambiental (PRONEA).

envolvendo entidades não governamentais. desenvolvem atividades de Educação Ambiental. meios de comunicação. Assim. impulsionam iniciativas governamentais. foi organizada pela UNESCO.). Realizada em Tiblisi – Geórgia (ex-URSS. de classe. liderados pelo industrial Arílio Peccei. as quais. a partir dos pressupostos da Lei 9. cabe ressaltar que uma proposta de Educação Ambiental dialógica e transformadora pressupõe escolhas. atitudes e competências voltadas para a conservação do Meio Ambiente. O compromisso e a competência do educador são requisitos indispensáveis para passar do discurso para a ação (Quintas. 2006). humanistas. são sempre excluídos dos processos decisórios e ficam com o maior ônus. passa a se reunir em Roma para discutir a crise atual e o futuro da humanidade. (Medina.281/2002. é promulgada a Lei nº 9.Gestão. muitas vezes. em colaboração com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). Foi um prolongamento da Conferência das Nações Unidas sobre meio Ambiente Humano MARCO REFERENCIAL 1962 1968 Clube de Roma 1972 Conferência de Estocolmo 1977 Primeira Conferência Intergovernamental sobre Educação Ambiental . regulamentada pelo Decreto 4.795. para a preservação e melhoria do ambiente humano. atendendo à necessidade de estabelecer uma visão global e princípios comuns que servissem de orientação e inspiração à humanidade. desencadeando uma grande o livro Silent Spring (Primavera inquietação internacional sobre a perda de Silenciosa) qualidade de vida Um grupo de 30 especialistas de várias áreas (economistas. O decreto reafirma os principais pontos da Lei 9795/99. Representantes de 113 países participam da /Conferência da ONU sobre o Ambiente humano. entre outras funções. que definiu a educação ambiental como "uma prática educativa integrada. Em 1999. industriais.795/99 entende-se por Educação Ambiental os processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais. essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade. contínua e permanente em todos os níveis e modalidades do ensino formal". conhecimentos. Ao negar a neutralidade da gestão ambiental e ao afirmar o caráter intrinsecamente conflituoso da sua prática. não como disciplina específica no currículo de ensino. Nesta perspectiva. O decreto estende a obrigatoriedade da Educação Ambiental para uma variedade de instituições: instituições educacionais públicas e privadas dos sistemas de ensino. Marcos Históricos Segue um resumo dos principais marcos históricos da Educação Ambiental: ANO DESCRIÇÃO Torna-se um clássico na história do movimento A jornalista Rachel Carson lança ambientalista. órgãos e entidades integrantes do Sistema Nacional de Meio Ambiente (Sisnama) e outros órgãos públicos (desde federais até municipais). 2008). Paralelamente. pedagogos. na disputa pelo controle dos bens ambientais do país. etc. mas presente em todas as matérias. esta concepção só deixa uma alternativa ao educador: a de comprometer-se com aqueles segmentos da sociedade brasileira que. bem de uso comum. habilidades. que instituiu a Política Nacional de Educação Ambiental. Várias organizações estaduais do meio ambiente (OEMAs) implantam programas de Educação Ambiental e os municípios criam as secretarias municipais de meio ambiente. as ONGs têm desempenhado importante papel no processo de aprofundamento e expansão das ações de Educação Ambiental que se completam e.

A Conferência de 92 apresenta como objetivos: examinar a situação ambiental do mundo e as mudanças ocorridas depois de Estocolmo. Com a finalidade de formular. iniciado em 1975 pela UNESCO/PNUMA (Belgrado. 1972).735 cria o IBAMA 1992 ECO-92 (Conferência da ONU sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento. o aumento significativo da consciência ambiental da população e o movimento duplo de setores estratégicos e ações individuais e coletivas de porte. entre outros. 20 anos atrás. identificar estratégias regionais e globais para ações apropriadas referentes às principais questões ambientais. a institucionalização da problemática ambiental no país. Ásia. I Conferência sobre Meio Ambiente da Câmara de Comércio Internacional Our Commom Future (Nosso Futuro Comum) Ocorreu em Versalhes. Com representantes de 170 países. Estados Árabes. com atividades celebradas na África. na atualidade. promover o aperfeiçoamento da legislação ambiental internacional. com o objetivo de estabelecer formas de colocar em prática o conceito de “desenvolvimento sustentado”. o mesmo da Conferência de Estocolmo. em nossos dias.(Estocolmo. 1975).UNCED) 1997 Rio + 5 . coordenar e executar a política ambiental do meio ambiente. examinar estratégias de promoção de desenvolvimento sustentado e de eliminação da pobreza nos países em desenvolvimento. Competelhes a preservação. a multiplicidade de atores sociais. trouxe como pontos principais de discussão a diversificação do movimento ambientalista brasileiro. conservação. Europa e América Latina. fomento e controle dos recursos naturais renováveis em todo território federal. sobre meio ambiente e desenvolvimento É promulgada contendo um capítulo sobre Meio Ambiente e vários outros artigos afins. Realiza-se no Rio de Janeiro com a participação de 170 países. secretariado por Maurice Strong. proteger bancos genéticos da flora e da fauna brasileira e estimular a Educação Ambiental nas suas diferentes formas. 1984 1987 1988 Constituição da República Federativa do Brasil 1989 Lei 7. recomendar medidas a serem tomadas a níveis nacional e internacional referentes à proteção ambiental através da política de desenvolvimento sustentado. o evento mais decisivo para os rumos da EA em todo mundo. É considerada. uma constituição de vanguarda em relação à questão ambiental. A Conferência de Tiblisi como foi consagrada – é o ponto culminante da primeira fase do Programa Internacional de Educação Ambiental. Considera-se. Divulga-se o. relatório da Comissão Mundial ou Comissão de Brundtland.

Porém os resultados não foram muito satisfatórios. 2002 Rio + 10 2002 Decreto 4. Ao definir responsabilidades e inserir na pauta dos diversos setores da sociedade.1999 Lei No 9795 "Dispõe sobre a educação ambiental. a educação ambiental como um componente urgente." Sancionada pelo presidente Fernando Henrique.795/99. reconheceu. elaborar um documento com propostas mobilizadoras. A Política Nacional de Educação Ambiental é uma proposta programática de promoção da educação ambiental em todos os setores da sociedade. reduzir as atividades que causam o aquecimento do globo terrestre. África do Sul. Regulamentou a Lei 9. a Política Nacional de Educação Ambiental institucionaliza a educação ambiental. formal e/ou não-formal. Os principais objetivos da conferência foram: avaliar a primeira década da “Era Ambiental”. Na cidade de Joanesburgo.281 Documentos de Referência . essencial e permanente em todo processo educativo. mas estabelece responsabilidades e obrigações. não estabelece regras ou sanções. legaliza seus princípios. foi realizada a Conferência reunindo representantes de 190 países. enfim. institui a Política Nacional de Educação Ambiental e dá outras providências. além de fornecer à sociedade um instrumento de cobrança para a promoção da educação ambiental. as propostas finais foram consideradas muito genéricas pelos ambientalistas de todo o mundo representando um retrocesso. em 27 de abril de 1999. a transforma em objeto de políticas públicas. As expectativas em relação aos grandes avanços foram frustradas. como orientam os Artigos 205 e 225 da Constituição Federal. Diferente de outras Leis.

embasado na busca de um equilíbrio entre o homem e o ambiente. paisagens naturais. Ampliando a maneira de perceber a Educação Ambiental podemos dizer que se trata de uma prática de educação para a sustentabilidade. tem se acentuado a necessidade de levar em conta os vários aspectos que interferem nas situações ambientais. Neste contexto. Dentro deste enfoque. colocamos à disposição diferentes definições para a Educação Ambiental. a Educação Ambiental assume um caráter mais realista. valores. O conceito de Educação Ambiental varia de interpretações. Ambiental O conceito de Educação Ambiental foi mudando e se aperfeiçoando ao longo do tempo.br/conteudo/38 Educ.Tbilisi. tendo em vista ser o próprio "desenvolvimento" causador de tantos danos sócio-ambientais).individual e coletivamente . Só assim será possível a evolução deste conceito ao seu amplo significado. a fim de perceber este conceito de forma mais abrangente e contextual. preservação. experiências e determinação que os tornem aptos a agir . a Educação Ambiental restringe-se em trabalhar assuntos relacionados à natureza: lixo. a Educação Ambiental assume um caráter basicamente naturalista. política. Na tentativa de fazer uma análise sobre os conceitos desta prática. Georgia (ex URSS) a Educação Ambiental foi definida como uma dimensão dada ao conteúdo e à prática da Educação. com vista à construção de um futuro pensado e vivido numa lógica de desenvolvimento e progresso (pensamento positivista). Para muitos especialistas. através de .1995). 1994. incorporando as dimensões socioeconômica. animais. "É um processo permanente no qual os indivíduos e a comunidade tomam consciência do seu meio ambiente e adquirem conhecimentos.org. habilidades. orientada para a solução dos problemas concretos do meio ambiente. etc. cultural e histórica de uma população.e a resolver problemas ambientais.http://www. Inicialmente relacionado a idéia de natureza e o modo de percebê-la. a Educação Ambiental é ferramenta de educação para o desenvolvimento sustentável (apesar de ser polêmico o conceito de desenvolvimento sustentável. uma Educação Ambiental para o Desenvolvimento Sustentável é severamente criticada pela dicotomia existente entre "desenvolvimento e sustentabilidade". de acordo com cada contexto.vidagua. presentes e futuros" (Dias.Na I Conferência Intergovernamental sobre educação ambiental . Algumas definições de Educação Ambiental . Para muitos. Atualmente. conforme a influência e vivência de cada um. Para perceber a abrangência e o significado da Educação Ambiental é preciso uma forma de pensar mais complexa – da teoria moriniana.

individual ou coletivamente. sob uma perspectiva histórica. a Educação Ambiental deve permitir a compreensão da natureza complexa do meio ambiente e interpretar a interdependência entre os diversos elementos que conformam o ambiente. essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade" (art. política. as capacidades.2).A definição oficial de educação ambiental. bem de uso comum do povo.individual e coletivamente . . habilidades. experiências e determinação que os tornam aptos a agir ." ( in Leão & Silva.Na conferência de Estocolmo em 1972 "A finalidade da educação ambiental é formar uma população mundial consciente e preocupada com o ambiente e problemas com ele relacionados. atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente. no qual os indivíduos e a comunidade tomam consciência do seu meio ambiente e adquirem conhecimentos. na busca de soluções para os problemas ambientais. de 27/4/99) . cultural e histórica."A educação ambiental é um processo permanente no qual os indivíduos e a comunidade tomam consciência do seu meio ambiente e adquirem conhecimentos. 1987)". valores. . com vistas a utilizar racionalmente os recursos do meio na satisfação material e espiritual da sociedade. e de atividades que levem à participação das comunidades na preservação do equilíbrio ambiental. Lei Federal nº 9. habilidades.O CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente) define a Educação Ambiental como um processo de formação e informação orientado para o desenvolvimento da consciência critica sobre as questões ambientais. conhecimentos. .795 define a Educação Ambiental como "o processo por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais.1º. do Ministério do Meio Ambiente: "Educação ambiental é um processo permanente. "a educação ambiental se caracteriza por incorporar as dimensões sócio-econômica.1995).e resolver problemas ambientais presentes e futuros". habilidades.enfoques interdisciplinares e de uma participação ativa e responsável de cada indivíduo e da coletividade. . 1976. p. região e comunidade. não podendo se basear em pautas rígidas e de aplicação universal.De acordo com o conceito de educação ambiental definido pela comissão interministerial na preparação da ECO-92. no presente e no futuro. presentes e futuros (UNESCO.795. . a motivação e o compromisso para colaborar individual e coletivamente na resolução de problemas atuais e na prevenção de problemas futuros" (UNESCO.A Lei Federal nº 9. e que possua os conhecimentos. valores e a determinação que os tornam capazes de agir. . Assim sendo. devendo considerar as condições e estágios de cada país. experiências. as atitudes.

Links: www.apoema.com.br www.aultimaarcadenoe.com.br www.prea.org.br www.repea.org.br www.revistaea.org www.mma.gov.br www.criancaecologica.sp.gov.br

https://pt.wikipedia.org/wiki/Sustentabilidade
Sustentabilidade é a habilidade de sustentar ou suportar uma ou mais condições, exibida por algo ou alguém. É uma característica ou condição de um processo ou de umsistema que 1 permite a sua permanência, em certo nível, por um determinado prazo. Ultimamente este conceito tornou-se um princípio, segundo o qual o uso dos recursos naturais para a satisfação de necessidades presentes não pode comprometer a satisfação das necessidades das gerações futuras, e que precisou do vínculo da sustentabilidade no longo prazo, um "longo 2 prazo" de termo indefinido, em princípio. Sustentabilidade também pode ser definida como a capacidade do ser humano interagir com o mundo, preservando o meio ambiente para não comprometer os recursos naturais das gerações futuras. É um conceito que gerou dois programas nacionais no Brasil. O Conceito de Sustentabilidade é complexo, pois atende a um conjunto de variáveis interdependentes, mas podemos dizer que deve ter a capacidade de integrar as Questões Sociais, Energéticas, Econômicas e Ambientais. Com a finalidade de preservar o meio ambiente para não comprometer os recursos naturais das gerações futuras, foram criados dois programas nacionais: o Procel (eletricidade) e o Conpet. • Questão Social: Sem considerar a questão social, não há sustentabilidade. Em primeiro lugar é preciso respeitar o ser humano, para que este possa respeitar a natureza. E do ponto de vista do ser humano, ele próprio é a parte mais importante do meio ambiente. • Questão Energética: Sem considerar a questão energética, não há sustentabilidade. Sem energia a economia não se desenvolve. E se a economia não se desenvolve, as condições de vida das populações se deterioram. • Questão Ambiental: Sem considerar a questão ambiental, não há sustentabilidade. Com o meio ambiente degradado, o ser humano abrevia o seu tempo de vida; a economia não se desenvolve; o futuro fica insustentável. O princípio da sustentabilidade aplica-se a um único empreendimento, a uma pequena comunidade (a exemplo das ecovilas), até o planeta inteiro. Para que um empreendimento humano seja considerado sustentável, é preciso que seja:     ecologicamente correto economicamente viável socialmente justo culturalmente diverso

Área exterior do projeto sustentável Biosfera 2, noArizona, Estados Unidos

Índice
[esconder]

     

1 Definição 2 Conceitos correlatos 3 Diluição do conceito 4 Referências 5 Ligações externas 6 Ver também

Definição
O termo "sustentável" provém do latim sustentare (sustentar; defender; favorecer, apoiar; conservar, cuidar). Segundo oRelatório de Brundtland (1987), o uso sustentável dos recursos naturais deve "suprir as necessidades da geração presente sem afetar a possibilidade das gerações futuras de suprir as suas". O conceito de sustentabilidade começou a ser delineado na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano (United Nations Conference on the Human Environment UNCHE), realizada na suécia, na cidade de Estocolmo de 5 a 16 de junho de 1972, a primeira conferência das Nações Unidas sobre o meio ambiente e a primeira grande reunião internacional para discutir as atividades humanas em relação ao meio ambiente. A Conferência 3 de Estocolmo lançou as bases das ações ambientais em nível internacional, chamando a atenção internacional especialmente para questões relacionadas com a degradação ambiental e a poluição que não se limita às fronteiras políticas, mas afeta países, regiões e povos, localizados muito além do seu ponto de origem. A Declaração de Estocolmo, que se 4 traduziu em um Plano de Ação, define princípios de preservação e melhoria do ambiente natural, destacando a necessidade de apoio financeiro e assistência técnica a comunidades e países mais pobres. Embora a expressão "desenvolvimento sustentável" ainda não fosse usada, a declaração, no seu item 6, já abordava a necessidade imper "defender e melhorar o ambiente humano para as atuais e futuras gerações" - um objetivo a ser alcançado juntamente com a paz e o desenvolvimento econômico e social. A ECO-92 - oficialmente, Conferência sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento -, realizada em 1992, no Rio de Janeiro, consolidou o conceito de desenvolvimento sustentável. A mais importante conquista da Conferência foi colocar esses dois termos, meio ambiente e desenvolvimento, juntos - concretizando a possibilidade apenas esboçada na Conferência de Estocolmo, em 1972, e consagrando o uso do conceito de desenvolvimento sustentável, defendido, em 1987, pela Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Comissão Brundtland). O conceito de desenvolvimento sustentável entendido como o desenvolvimento que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade das futuras gerações de atenderem às suas próprias necessidades - foi concebido de modo a conciliar as reivindicações dos defensores do desenvolvimento econômico como as preocupações de setores interessados na conservação 5 6 dos ecossistemas e da biodiversidade. Outra importante conquista da Conferência foi

a Agenda 21, um amplo e abrangente programa de ação, visando a sustentabilidade global 7 no século XXI. Em 2002, a Cimeira (ou Cúpula) da Terra sobre Desenvolvimento Sustentável de Joanesburgo reafirmou os compromissos da Agenda 21, propondo a maior integração das três dimensões do desenvolvimento sustentável (econômica, social e ambiental) através de programas e políticas centrados nas questões sociais e, particularmente, nos sistemas de 8 proteção social.

Conceitos correlatos
"Sustentável" significa apto ou passível de sustentação, já "sustentado" é aquilo que já tem garantida a sustentação. É defendido que "sustentado" já carrega em si um prazo de validade, no sentido de que não se imagina o que quer que seja, no domínio do universo físico, que apresente sustentação perpétua (ad aeternu), de modo que, no rigor, "sustentado" deve ser acompanhado sempre do prazo ao qual se refere, sob risco de imprecisão ou falsidade, acidental ou intencional. Tal rigor é especialmente importante nos casos das políticas ambientais ou sociais, sujeitos a vieses de interesses divergentes. Crescimento sustentado refere-se a um ciclo de crescimento econômico constante e duradouro, porque assentado em bases consideradas estáveis e seguras. Dito de outra maneira, é uma situação em que a produção cresce, em termos reais, isto é, descontada a inflação, por um período relativamente longo. Gestão sustentável é a capacidade para dirigir o curso de uma empresa, comunidade ou país, através de processos que valorizam e recuperam todas as formas de capital, humano, natural e financeiro. A sustentabilidade comunitária é uma aplicação do conceito de sustentabilidade no nível comunitário. Diz respeito aos conhecimentos, técnicas e recursos que uma comunidade utiliza para manter sua existência tanto no presente quanto no futuro. Este é um conceito chave para as ecovilas ou comunidades intencionais. Diversas estratégias podem ser usadas pelas comunidades para manter ou ampliar seu grau de sustentabilidade, o qual pode ser avaliado 9 através da ASC (Avaliação de Sustentabilidade Comunitária) . Sustentabilidade como parte da estratégia das organizações. O conceito de sustentabilidade está intimamente relacionado com o da responsabilidade social das organizações. Além disso, a ideia de "sustentabilidade" adquire contornos de vantagem competitiva. Isto permitiu a expansão de alguns mercados, nomeadamente o da energia, com o surgimento das energias renováveis. Segundo Michael Porter, "normalmente as companhias têm uma estratégia económica e um estratégia de responsabilidade social, e o que elas devem ter é uma estratégia só". Uma consciência sustentável, por parte das organizações, pode significar uma vantagem competitiva, se for encarada integrar uma estratégia única da organização, tal como defende Porter, e não como algo que concorre, à parte, com "a" estratégia da organização, apenas como parte da política de imagem ou de comunicação. A ideia da sustentabilidade, como estratégia de aquisição de vantagem competitiva, por parte das empresas, é refletida, de uma forma expressamente declarada, na elaboração do que as empresas classificam como "Relatório de Sustentabilidade". Investimento socialmente responsável. Investir de uma forma ética e sustentável é a base do chamado ISR (ou SRI, do inglês Socially responsible investing). Em 2005, oSecretário Geral das Nações Unidas, Kofi Annan, em articulação com a Iniciativa Financeira

↑ UNCED . De todo modo. e com um grande número de organizações parceiras. Por outro lado. traduzido como crescimento da produção ou.Prêmio Nobel de Economia 1998: "Não houve mudança significativa no entendimento dos determinantes do progresso. o crescimento econômico. em inglês. bem como a ação efetiva dos governos. Atualmente a PNUMA-FI trabalha com cerca de 200 instituições financeiras. http://dictionary. Os princípios da PNUMA-FI foram lançados na Bolsa de Nova York. ↑ Declaration of the United Nations Conference on the Human Environment ↑ Stockholm 1972 . 4. Continuam a ser vistos como resultado direto do desempenho econômico. ↑ United Nations Conference on Environment and Development (UNCED).do PNUMA (PNUMA-FI ou. da sociedade civil e da academia. Segundo Amartya Sen. 5. 3. a PNUMA-FI procura identificar e promover a adoção das melhores práticas ambientais e de sustentabilidade em todos os níveis.reference. Rio de Janeiro. Rio de Janeiro. " Referências Notas 1.com . convidou um grupo de vinte grandes investidores institucionais de doze países para elaborar os Princípios do Investimento Responsável. como crescimento (preponderantemente não sustentável) da exploração de recursos naturais. 2. Annex I . ainda se norteia basicamente pela crença na possibilidade do crescimento econômico perpétuo e essa crença predomina largamente sobre a tese oposta. O trabalho contou também com o apoio de um grupo de 70 especialistas do setor financeiro. The Encyclopedia of Earth 7. As políticas públicas. signatárias desses princípios. por Nicholas 12 Georgescu-Roegen. 3-14 June 1992. o desenvolvimento dos países continua a ter como principal indicador. cujas bases foram lançadas no início dos anos 1970. Página visitada em 13/05/2012. o decrescimento econômico. Através de redes peer-to-peer.United Nations Conference on Environment and Development . das organizações da sociedade civil. nas operações das instituições 11 financeiras. 10 Diluição do conceito O uso do termo "sustentabilidade" difundiu-se rapidamente. se olhado pelo avesso. incorporando-se ao vocabulário politicamente correto das empresas. a abordagem do combate às causas da insustentabilidade parece não avançar no mesmo ritmo. suapesquisa.Rio Declaration on Environment and Development 6. Brazil. UNEP-FI) e o Pacto Global das Nações Unidas (UN Global Compact). ↑ Sustentabilidade . de organizações multilaterais e governamentais.Report of the United Nations Conference on the Human Environment ↑ Report of the United Nations Conference on Environment and Development.com. a ponto de se tornar quase uma unanimidade global. ↑ sustain (em inglês). assim como acontecia antes de 1987. dos meios de comunicação de massa. visando desenvolver e promover as conexões entre sustentabilidade e desempenho financeiro. pesquisa e treinamento. Página visitada em 13/05/2012. ainda que possa estimular a produção de previsões mais ou menos catastróficas acerca do futuro e aquecer os debates sobre propostas de soluções eventualmente conflitantes. em abril de 2006. da prosperidade ou do 13 desenvolvimento.

The Natural Advantage of Nations: Business Opportunities. . ↑ Avaliação de Sustentabilidade Comunitária 10. ↑ Desenvolvimento como Liberdade Companhia das Letras. Innovation and Governance in the 21st Century . 13. 26 August. por José Eli da Veiga.4 September 2002 9. & SMITH. Promoting Practical Sustainability. Folha de São Paulo. Canberra (Australia): Australian Agency for International Development (AusAID) (2000 and reprints) ISBN 0 642 45058 7. Johannesburg. K. ISBN 0-471-58082-1    Desenvolvimento sustentável e perspectiva de genero Desenvolvimento sustentável microrregional. 5 de setembro de 2010. M. Metodos para planejamento local HARGROVES. Food for the Future: Conditions and Contradictions of Sustainability . Jonathon.8. 2005. (Editors). Hardback: Earthscan/James&James. ISBN 1-84407-121-9   Questões para o desenvolvimento sustentável YOUNG. Lincoln & HAMSHIRE. (Editor). 2000. apud José Eli da Veiga. P.gerações futuras e o discurso de hoje" . Paperback. Bibliografia  ALLEN. ↑ Declaração Internacional das Instituições Financeiras sobre Ambiente e Desenvolvimento Sustentável 12. ↑ Report of the World Summit on Sustainable Development. ↑ "Sustentabilidade equivocada . South Africa. ↑ United Nations Environment Programme Finance Initiative 11. 1993.

faz parte de uma série de iniciativas. Indicada pela entidade. para estudar o assunto. publicado em 1987. nessa nova visão das relações homem-meio ambiente. de modo que sejam preservados. (Redirecionado de Relatório de Brundtland) Relatório Brundtland é o documento intitulado Nosso Futuro Comum (Our Common Future).1 . chefiou a Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento. Fica muito claro. a ONU retomou o debate das questões ambientais. anteriores à Agenda 21. Gro Harlem Brundtland.wikipedia. há também um limite máximo para a utilização dos recursos naturais. e que ressaltam os riscos do uso excessivo dos recursos naturais sem considerar a capacidade de suporte dos ecossistemas.org/wiki/Relat%C3%B3rio_de_Brundtland Relatório Brundtland Origem: Wikipédia. que é “aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem às suas necessidades”. Apresentado em 1987. O Relatório. elaborado pela Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento. propõe o desenvolvimento sustentável. as quais reafirmam uma visão crítica do modelo de desenvolvimento adoptado pelos países industrializados e reproduzido pelas nações em desenvolvimento. O relatório aponta para a incompatibilidade entre desenvolvimento sustentável e os padrões de produção e consumo vigentes. Neste documento o desenvolvimento sustentável é concebido como: o desenvolvimento que satisfaz as necessidades presentes. No início da década de 1980. a primeira-ministra da Noruega. sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades. O documento final desses estudos chamou-se Nosso Futuro Comum. que não existe apenas um limite mínimo para o bem-estar da sociedade. também conhecido como Relatório Brundtland. a enciclopédia livre.https://pt.

A Conferência de Estocolmo s questões ambientais globais. garantia de recursos básicos (água. diminuição do consumo de energia e desenvolvimento de tecnologias com uso de fontes energéticas renováveis. Entre elas:     limitação do crescimento populacional. energia) a longo prazo. alimentos. Dennis L. fundado em personalidades de relevo mund ambiente.Índice [esconder]      1 Contexto histórico 2 Medidas propostas 3 Ver também 4 Referências 5 Ligações externas Contexto histórico[editar] O Clube de Roma.2 primeira Cimeira da Terra.e on O Relatório O Nosso Futuro C Medidas propostas[editar] Segundo o Relatório da Comissão Brundtland. política internaciona O relatório "The Limits to Gro Meadows. . preservação da biodiversidade e dos ecossistemas. uma série de medidas devem ser tomadas pelos países para promover o desenvolvimento sustentável. Meadows efectuado por uma equipa do M Roma.

  controle da urbanização desordenada e integração entre campo e cidades menores.Assim como mencionado Sustentabilidade em tendo um alto desenvolvimento ao decorrer dos anos através de suas hierarquias. etc. por outro lado. Algumas outras medidas para a implantação de um programa minimamente adequado de desenvolvimento sustentável são:    uso de novos materiais na construção. a miséria. por um lado. estendendo essa cultura a todos os níveis da organização. atendimento das necessidades básicas (saúde. buscando conciliar o desenvolvimento económico com a preservação ambiental e. as metas propostas são:  adopção da estratégia de desenvolvimento sustentável pelas organizações de desenvolvimento (órgãos e instituições internacionais de financiamento).    reciclagem de materiais reaproveitáveis. escola. se. O conceito de desenvolvimento sustentável deve ser assimilado pelas lideranças de uma empresa como uma nova forma de produzir sem degradar o meio ambiente. oceanos. para que seja formalizado um processo de identificação do impacto da produção da empresa no meio ambiente e resulte na execução de um projecto que alie produção e preservação ambiental. Diante desta constatação. pela comunidade internacional. com uso de tecnologia adaptada a esse preceito. a eólica e a geotérmica. aproveitamento e consumo de fontes alternativas de energia. como a solar. ainda.   banimento das guerras. O actual modelo de crescimento económico gerou enormes desequilíbrios. Em âmbito internacional.  protecção dos ecossistemas supra-nacionais como a Antárctica. aumento da produção industrial nos países não-industrializados com base em tecnologias ecologicamente adaptadas. reestruturação da distribuição de zonas residenciais e industriais. nunca houve tanta riqueza e fartura no mundo. ao fim da pobreza no mundo. Ver também[editar]  Desenvolvimento sustentável . redução do uso de produtos químicos prejudiciais à saúde na produção de alimentos. consumo racional de água e de alimentos. moradia). implantação de um programa de desenvolvimento sustentável pela Organização das Nações Unidas (ONU). a degradação ambiental e a poluição aumentam dia-a-dia. surge a ideia do Desenvolvimento Sustentável (DS).

↑ Earth_Summit. Sustentabilidade Referências 1. Página visitada em 30 de Dezembro de 2010.com. Rio de Janeiro: Editora da Fundação Getúlio Vargas. Ligações externas[editar]  Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento. 1991 . 2.ambientebrasil. ↑ Ambiente Brasil » Conteúdo » Gestão » Artigos » Desenvolvimento Sustentável. Nosso futuro comum2ª ed.un. ambientes.br. Página visitada em 30 de Dezembro de 2010. www.org.

A teoria neomalthusiana. a fim de que se verifique as pressões da sociedade organizada na regulação das decisões e atividades de ordem ambiental. A questão ambiental. contudo. envolvendo poucas variáveis quando toca o problema dos efeitos do crescimento e desenvolvimento econômico sobre o meio ambiente. A perspectiva populacional em consonância com os problemas ambientais é tratado por Martine (1993a) que propõe uma análise diferente da . simplesmente. Apenas a perspectiva demográfica é considerada. que estabelece uma relação direta entre crescimento demográfico e pressão sobre recursos naturais. a um controle do crescimento populacional dos países pobres. 1. Primeiramente. é mais complexa e interdisciplinar que a mera visão demográfica da corrente neomalthusiana. as tendências na análise da população mundial em relação as questões ambientais.com. como o próprio assunto já incita. na visão desses teóricos. não se pode deixar de trazer à tona a abordagem da teoria populacional neomalthusiana[1]. ao se tratar de população. sociais e ambientais é o crescimento descontrolado populacional. Visão Neomalthusiana do Crescimento Populacional A questão ambiental vem sendo discutida de maneira interdisciplinar. apresenta algumas limitações quando o assunto é meio ambiente. INTRODUÇÃO O presente trabalho tem por objetivo abordar. a redução dessas populações. Em seguida. a responsabilidade quanto aos problemas ambientais será objeto de análise a partir de suas diferenças. nos últimos anos. o tamanho e crescimento populacional são fatores determinantes para o equilíbrio ambiental. ou seja.cenedcursos. a proposta de solucionar os problemas ambientais se reduziria. Isso porque. Essa abordagem demográfica aponta para a urgência de um controle populacional através da formulação de políticas públicas nesse sentido. Assim. É preciso também abordar o modelo de desenvolvimento baseado na modernização. a participação política crescente nas questões ambientais é vislumbrado. no entanto. 2. pelas diversas facetas apresentadas pelos problemas de ordem ambiental. pois demonstra ter uma visão muito simplista. o ponto de partida para se analisar os problemas econômicos. de forma sucinta.html Efeitos dos problemas ambientais na sociedade e população Escrito por Laura Tavares Henrique. melhor dizendo. que acarreta em desigualdades profundas na sociedade. Por fim. não são por ela discutidos apesar de serem demasiado agressivos ao meio ambiente. numa perspectiva interdisciplinar. a visão neomalthusiana será trazida à tona como instrumento pouco eficiente de análise do crescimento populacional. Os padrões de produção e consumo no qual a teoria neomalthusiana se funda. Assim.1.http://www. EFEITOS DOS PROBLEMAS AMBIENTAIS NA SOCIEDADE E POPULAÇÃO 2.br/efeitos-dos-problemas-ambientais-na-sociedade-epopulacao. haja vista a poluição e a devastação causadas.

Diferentes graus de responsabilidades frente aos problemas ambientais O binômio “crescimento populacional” e “pressão sobre recursos” é constantemente ressaltado na discussão sobre os problemas ambientais em relação à população.acima exposta. As percepções se darão em longo prazo. o fator inercial da dinâmica geográfica não permite que os reflexos sejam percebidos de imediato no ritmo de crescimento populacional. nas suas áreas de adensamento demográfico. Apesar de não poder ser delimitada de forma rígida o grau de responsabilidade dos países em relação a determinados problemas. Os problemas ambientais podem ser diferenciados em dois tipos. destaca-se a importância do desenvolvimento para a redução acelerada e expressiva do crescimento populacional. . solo. ocupações do solo. o debate tem envolvido uma nova questão: a concentração populacional em dadas regiões. os danos à camada de ozônio. A relação entre população. mudanças climáticas. Segundo ela. etc. Os países menos industrializados teriam um peso maior sobre problemas ambientais como desertificação. Entretanto. Os problemas regionais estariam fortemente ligados ao desenvolvimento e à pobreza de alguns países. Assim. pois a estrutura populacional está definida no curto prazo. Assim. estaria então. condições inapropriadas de habitação. as quedas de fecundidade já são consideráveis na população mundial. o cerne da relação entre meio ambiente e população está na adoção de modelos de desenvolvimento e teconologia que se adeqüem a problemas ambientais como escassez de recursos. dentre outros que repercutem no mundo como um todo. o efeito estufa. pois seriam exemplificados pela falta de saneamento básico. poluição. pois a explicação para a redução dos níveis de fecundidade está na modernização e desenvolvimento dos países que já obtiveram sucesso nesses índices. meio ambiente e desenvolvimento no Brasil deve atentar-se principalmente para esse nicho urbano. Porém. teriam maior peso nos problemas ambientais globais. a grosso modo. e não especialmente para os espaços naturais ou intocados. devido ao modelo de produção e consumo adotados ao longo da história. pandemias ou catástrofes naturais de escala global.: os problemas ambientais globais e os problemas ambientais regionais ou locais. pois o critério para essa análises levaria a polêmicas discussões interdisciplinares. como se pode presumir. O fator desenvolvimento ainda está presente na análise da população mundial de Martine (1993a). seria possível dizer que a responsabilidade dos países frente a esses problemas varia de acordo com as condições econômicas de cada país. de diminuição das taxas de crescimento populacional. a menos que fatores externos de grande proporção alterem essas previsões como grandes guerras. desmatamento. no seu espaço urbano. interligados porém distintos. pode levar a problemas de sustentabilidade nesses locais. e não do controle populacional. A contribuição brasileira para os problemas ambientais. Para reforçar essa afirmação. Os problemas regionais ainda estariam vinculados ao esgotamento de alguns recursos naturais como água. pode-se dizer que os países industrializados. Com o novo quadro que se apresenta mundialmente. 2. está em relação aos espaços urbanos já ocupados e construídos. tem-se Martine (1993) que apresenta a idéia de que a preocupação populacional brasileira.2. Os primeiros. fontes de combustíveis. dentre outros. salvo algumas exceções. etc. dentre outros que envolvem um modelo de produção e consumo mais tardios que dos países em desenvolvimento. para Martine (1993) seriam a perda de biodiversidade.

1993. Especificamente a exploração de minerais não metálicos. p. XX e por enquanto.3. maiores índices de poluição e demanda de recursos naturais. 1993. como propõe Torres (1993). pois são eles que apresentam problemas de crescimento demográfico. (MARTINE. tanto nos países atualmente desenvolvidos. Franco et al (1994) esclarece que a conduta das atividades industriais de Camaçari até então. não se pode descartar a relevância dos padrões de produção e consumo que caracterizam os séculos XIX. b) do ritmo de desenvolvimento e adoção de tecnologias que permitam padrões de produção e consumo mais condizentes com o bem-estar ambiental. a industria de papel e celulose e química. A responsabilidade desses países em desenvolvimento frente aos problemas ambientais está ligada ao crescimento demográfico e à pobreza. enchentes e desertificação. também o XXI. todavia. Modernização: um modelo predatório e desigual A modernização defendida pelo sistema capitalista é alvo de críticas dos ambientalistas. a metalurgia. implica na exploração dos recursos naturais até seu esgotamento. Apesar de o crescimento populacional ser um fator importante na análise dos problemas ambientais. A análise do caso do pólo petroquímico de Camaçari. desde o começo dos debates ambientalistas na década de 60. Esse discurso "lhes evita ter que fazer um exame crítico da civilização industrial ou da sua responsabilidade na degradação ambiental global". deve tomar novos padrões. Essas industrias ainda apresentam o perfil de se instalarem em grandes centros urbanos. e conseqüentemente. necessariamente. toma-se os setores produtivos de bens intermediários no Brasil. p. A título de exemplo. (MARTINE. ou seja. sem que haja uma preocupação voltada para o desenvolvimento de técnicas que não agridam o meio ambiente e a sociedade de forma irreversível. em melhoria de qualidade de vida. A modernização sem sustentabilidade. como naqueles que deverão se desenvolver durante o intervalo. A projeção de futuro. Camaçari é um caso que permite a percepção de que modernização e desenvolvimento tecnológico não implicam. como vê-se: a trajetória futura da problemática ambiental mundial dependerá basicamente da evolução de dois fatores: a) do grau de incorporação de países atualmente subdesenvolvidos aos padrões de produção e consumo que prevalecem nas sociedades industrializadas. escassez de recursos com água. a expansão de capital através de crescimento econômico e implantação de indústrias sem a recente noção de “sustentabilidade”.25) 2. Resultado de todo um processo de expansão industrial que privilegiou e incentivou a implantação de indústrias poluentes e de alto risco no país. o que gera um maior número de impactos no meio ambiente.10).O discurso neomalthusiano seria mais interessante para os países industrializados ou desenvolvidos. o que pode acarretar em um agravamento das diferenças sociais. porém não resumem a única explicação para os demais problemas eu não sejam desmatamento. pois envolveria uma carga maior de responsabilidade nos problemas ambientais para os países em desenvolvimento. na Bahia é realizada por Franco et al (1994). apresentaram estruturas produtivas de maior crescimento nos últimos 10 anos. . não abarcavam a preocupação com saúde e segurança dos trabalhadores ou impactos ambientais ocasionados por sua atividade. Entende-se por modernização.

A conclusão do autor é de que não houve mobilização da população da cidade para evitar o agravamento da situação ambiental devido. através das lutas travadas pelos sindicatos. Hogan (1993) deixa claro seu argumento de que há uma relação direta entre a organização das camadas médias urbanas e sua sensibilidade às questões ambientais. Estas são expressas nas políticas públicas. Nesses países. hajam organização e mobilização política efetivas. e ainda em investimentos para recuperação dos recursos naturais prejudicados. 1994. Os partidos verdes já possuem uma certa tradição em países europeus. de viés mais democráticos[2].69) . às próprias características dessa população. quais sejam: a poluição. 2. executivas e judiciais). organizações não governamentais e instituições públicas e privadas. por parte dessas empresas que não se atentaram para questões ambientais e sociais. tem-se uma visão que defende a organização democrática como forma de regular os efeitos negativos sobre o meio ambiente: Os diferentes graus de risco deste tipo de indústria (química e petroquímica) em cada país e/ou região são determinados. Na obra de Franco et all (1994). que apesar de seu potencial de organização para reivindicação. Papel regulador da sociedade organizada: Participação Política A questão ambiental mobiliza agentes sociais que foram chamados por alguns autores como “terceiro setor”. vê-se uma situação distinta no Brasil. Isso já não é tão simples para as camadas médias. p. como pode-se perceber pela análise de Hogan (1993) acerca da composição sócio-demográfica de Cubatão. Essa dinâmica política da sociedade civil que defende o movimento ambiental pode ser percebida mais intensamente nos países industrializados. que resultam em relações de forças políticas em cada momento e lugar. como é o caso da Suíça e da França.4. com eleitorado fiel. pois contam com a participação da sociedade organizada e d e organizações não governamentais. que podem auxiliar no alcance do objetivo final que é a diminuição de situações que geram degradação ambiental. que por sua vez correspondem em um aumento dos encargos no sistema de saúde e seguridade. e uma socialização dos custos. degradação ambiental e prejuízos à saúde. pelas próprias estruturas políticas e sociais que apresentam. Entretanto. como fontes de pressão sobre as decisões políticas nesse sentido. Embora não se possa negar que as camadas de renda mais elevada possuem maior capacidade de organização e. nas práticas fiscalizatórias e na mobilização da sociedade civil. Esses elementos sociais e seus respectivos movimentos possuem um papel cada vez maior na tomada de decisão das instancias governamentais (nas esferas legislativas. por escolhas de práticas de gestão da produção e do trabalho. em virtude disso. em geral. não garante que. entre outros elementos. Os efeitos da modernização são sentidos pelos trabalhadores mais diretamente envolvidos na produção. apesar da demanda pela questão ambiental ser relativamente recente na política mundial.. maior pressão sobre as decisões políticas. essencialmente.Daí extrai-se a defesa do argumento de que existe uma apropriação privada dos lucros. (FRANCO et al. a opinião desses setores tem sido marcada pela criação de leis ambientais reforçadas e limites nos processos produtivos de seus respectivos países.

O processo de redistribuição das indústrias pelo mundo pode ser interpretado como resultado da elaboração e implementação de leis ambientais mais rigorosas nos países industrializados. Fatores como a diminuição de custos com mão de obra e matéria prima, incentivos fiscais oferecidos pelos governos dos países em desenvolvimento e a possibilidade de uma legislação ambiental "mais flexível" têm atraído investimentos das indústrias transnacionais. As questões ambientais têm sido negligenciadas por vários países em desenvolvimento, mesmo podendo ter repercussões no médio e longo prazo. A preferência política desses países tem sido voltada para a possibilidade de crescimento econômico (representado principalmente pela criação de empregos) oferecidas por essas indústrias transnacionais. A força dos movimentos iniciados pelos sindicatos é significativa nessa situação crítica de crise de empregos, embora esses não coloquem em pauta em suas negociações as condições de segurança dos trabalhadores. Os discursos de defesa às questões ambientais nem sempre são acompanhados de políticas que ponham em prática tais argumentos. A saúde da população, por exemplo, não é mais importante nas decisões de instalações de industrias nesses países do que os incentivos fiscais por eles propostos. Como atenta alguns estudiosos, bastante afinado com certos organismos internacionais imputam os problemas de meio ambiente e de saúde nos países de terceiro mundo exclusivamente à questão do crescimento da população e seus atributos de pobreza e educação. (FRANCO et al., 1995, p.135)

3. CONSIDERAÇÕES FINAIS Neste trabalho, o esforço foi voltado para uma abordagem da questão ambiental, mais ampla e interdisciplinar, voltando os olhos para uma discussão reflexiva acerca dos efeitos dos problemas ambientais na sociedade e população mundial. A qualidade de vida da população mundial está intrinsecamente ligada às soluções a problemas que atingem a todos, como as mudanças climáticas, a poluição, o aumento dos níveis dos oceanos, as catástrofes ambientais, dentre outros. À medida que problemas regionais como o saneamento básico e fornecimento de recursos às populações como água e energia elétrica, forem solucionados em cada país, haverá uma redução dos problemas ambientais causados pela poluição generalizada. Os centros urbanos, objeto de maior preocupação no que tange aos problemas ambientais populacionais, precisam ser reestruturados a partir de um novo conceito de desenvolvimento que abandone os padrões de produção e consumo adotados até então, embora essa sentença também seja válida para as regiões menos povoadas do globo. Autora: Laura Tavares Henrique REFRÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS CARMO, R.L. (1993) O Conceito de qualidade de vida: uma primeira abordagem. IFCH/UNICAMP. Campinas.

DRUCK, G.; FRANCO, A.; BORGES, A.; FRANCO, T. (1994) "Mudanças na gestão, precarização do trabalho e riscos industriais". Salvador, Revista Caderno CRH, UFBA, n.21, PP.68-87. FRANCO, T. (1993) "Trabalho industrial e meio ambiente: a experiência do complexo industrial de Camaçari" In: MARTINE, G. (org.) População, meio ambiente e desenvolvimento: verdades e contradições. Campinas, Ed. da UNICAMP, pp.69-100. FRANCO, T.; REGO, M.; PEREIRA, R.; FRANCO, A.; BORGES, A.; DRUCK, G.; (1994) "Riscos industriais: de desafio a instrumento de opressão dos povos". Salvador, Revista Caderno CRH, UFBA, n.20, pp.127-144. HOGAN, D.J. (1993) "População, pobreza e poluição em Cubatão" In: MARTINE, G. (org.) População, meio ambiente e desenvolvimento: verdades e contradições. Campinas, Ed. da UNICAMP. MARTINE, G. (1993a) "A demografia na questão ecológica: falácias e dilemas reais" In: MARTINE, G. (org.) População, meio ambiente e desenvolvimento: verdades e contradições. Campinas, Ed. da UNICAMP, pp. 9-19. MARTINE, G. (1993b) "População, meio ambiente e desenvolvimento: o cenário global e nacional" In: MARTINE, G. (org.) População, meio ambiente e desenvolvimento: verdades e contradições. Campinas, Ed. da UNICAMP, pp. 21-41. TORRES, H.G. (1993) "Indústrias sujas e intensivas em recursos naturais: importância crescente no cenário industrial brasileiro" In: MARTINE, G. (org.) População, meio ambiente e desenvolvimento: verdades e contradições. Campinas, Ed. da UNICAMP, pp.43-67.

[1] A teoria populacional neomalthusiana corresponde a uma revisão da proposta de Malthus (1766 – 1834), economista inglês criador da corrente da demografia dentro das Ciências Econômicas. Para os neomalthusianos, há uma relação direta entre o subdesenvolvimento e o crescimento populacional, ou seja, a superpopulação era o fator determinante da pobreza dos países, pois eleva gastos com serviços públicos oferecidos pelo Estado, reduzindo os investimentos em setores produtivos. Essa idéia é baseada no pressuposto de que a superpopulação levaria a um esgotamento dos recursos naturais e, conseqüentemente, à pobreza. [2] O termo “democrático” é aqui colocado, no sentido de estruturas políticas que permitem a livre organização social e política, e expressão das opiniões de seus cidadãos.

http://www.florestalrecicla.com/2011/05/qual-origem-dos-problemas-ambientais.html

QUAL A ORIGEM DOS PROBLEMAS AMBIENTAIS?

Você já se deu conta que existem diversas concepções para identificar as causas dos problemas ambientais? Poderíamos questionar: Para que buscar estas causas? Os problemas com o meio ambiente estão a nossa vista e devemos atuar no sentido de solucionarmos ou minimizá-los. Algumas pessoas acreditam que buscar as causas que geram estes problemas seria demandar tempo, tempo este que poderia ser utilizado de forma objetiva.

Esta pode ser a opinião de muitos, principalmente quando nos detemos superficialmente sobre um assunto, entretanto devemos atentar para o fato de que apenas conhecendo as causas é que podemos buscar meios eficientes para resolvê-los. Diagnosticar o problema é uma etapa, mas para se usar o medicamento ou antídoto correto tem-se que saber a causa.

Vamos simular que estamos de posse de uma lente de aumento e de posse deste instrumento vamos identificar três diferentes concepções sobre as causas da crise ambiental. A primeira delas considera que os problemas ambientais se intensificaram a partir do modelo industrialista de desenvolvimento, caracterizado por alto consumo de matérias primas, energia e água. Claro que este modelo se assenta nas conquistas científicas tradicionalmente pautadas numa lógica cartesiana em que valoriza-se o conhecimento especializado e a visão linear dos processos: retira-se matéria prima do meio ambiente, transforma-a, repassa-se ao consumidor a utiliza e os resíduos da produção e do consumo são descartados diretamente no ambiente.

Nesta concepção, a solução ou mitigação dos problemas ambientais se encontram no emprego de tecnologias limpas ou ecotecnologias; deve-se incentivar o reaproveitamento dos produtos, ou, reciclá-los, de modo que o resultado do processo industrial seja a mínima geração de resíduos. A partir do advento do desenvolvimento sustentável se insere a concepção de ciclo de vida de um produto, e a visão cíclica dos processos é inserida na cadeia produtiva. Educação ambiental nesta concepção é educação para saber reciclar, reutilizar, economizar no uso da água e da energia, por exemplo, e propõe-se repensar o consumo, mas é admissível que o repensar seja superficial, precisa-se manter as indústrias aquecidas produzindo sempre

mais, agora com mais cuidado quanto à exploração dos recursos naturais e com o destino dado os rejeitos.

Fechando um pouco mais o foco da lente veremos uma segunda concepção que alia problema ambiental com sistema político adotado. As causas seriam o capitalismo que na lógica do lucro deseja transformar tudo em riquezas a serem usufruídas por poucos, segundo Foladori (2001) O capital “inaugura, pela primeira vez na história da humanidade, um sistema de produção, cujo objetivo não é a satisfação direta das necessidades, mas a obtenção do lucro”. Este sistema responde pela desigualdade acentuada na distribuição da riqueza, 80% da população mundial, detém 20% do capital que circula no mundo, enquanto 80% da riqueza encontra-se nas mãos de 20% da população. Nesta concepção unicamente promovendo melhor distribuição derenda, permitindo acesso da população à saúde, educação, moradia, lazer, incluindo consciência política, o indivíduo agiria em seu meio com mais responsabilidade. Entretanto os dois sistemas têm base na produção industrial intensiva no uso de recursos e de energia, ambientalmente seriam degradadores.

Fechando mais o foco vamos encontrar a terceira vertente que situa as causas dos problemas ambientais, no campo dos valores humanos. A preponderância das atitudes autoafirmativas, tendo seu maior representante o sistema patriarcal, responderiam pelas nossas ações em relação ao meio que nos cerca, incluindo nossos semelhantes. No entendimento de Fritjof Capra (1982, p. 27), as atitudes decorrentes do sistema patriarcal são os gestores da degradação ambiental como um todo. Este sistema (que está instalado há, pelo menos, três mil anos) caracteriza-se pelo domínio, pela força, pressão direta, ou pressões mais sutis, como o ritual, a tradição, lei e linguagem, costumes, etiqueta, educação que são impostos ao ser mais fraco.

Os contrapontos a este sistema, tão arraigado em nossa sociedade, são os movimentos feministas, os de valorização da diversidade, de acolhimento ao diferente. Nesta concepção educação ambiental seria educação em valores humanos, mudança profunda nas nossas crenças, resultando em quebra de preconceitos, atitudes responsáveis em relação ao mais fraco, entendendo mais fraco como nossos semelhantes e o ambiente natural. Nesta visão se insere as concepções sistêmica, holística e a teoria da Complexidade de Edgar Morin. Talvez esta breve discussão nos faça entender porque às vezes os educadores trabalham com focos diferenciados. No mais cabe-nos ressaltar que devemos tratar de EDUCAÇÃO SÓCIOAMBIENTAL, meio ambiente e ser humano estão profundamente interligados e estes assuntos não podem ser tratados separadamente. O leitor concorda? Joedla Rodrigues de Lima, Dra. Professora do curso de Engenharia Florestal (UFCG) Colaboradora do Projeto Florestal Recicla III.

Grito dos Pobres. MORIN. Guilhermo. Amar e Brincar: Fundamentos Esquecidos do Humano. Rio de Janeiro: Sextante. 266 p.Sugestões para Leitura: ALTVATER. 2001. 1995. Tradução de Wofgang Leo Maar. São Paulo: Editora da Universidade Estadual Paulista. R. Leonardo. Terra-Pátria. & ZOLLER. BOFF. Tradução de Sandra Valenzuela. 2004. Traduzido por Marise Manoel. 333 p. H. FOLADORI. Anne Brigitte. São Paulo: Palas Athena. Limites do Desenvolvimento Sustentável. O Preço da Riqueza. 319 p. 2002. Ecologia: Grito da Terra. Henrique. Edgar & KERN. MATURANA. . 2001. 2004. Tradução de Paulo Azevedo Neves da Silva Porto Alegre: Sulina. São Paulo: Cortez. G. LEFF. Campinas (SP): Editora da Unicamp e São Paulo: Imprensa Oficial. V. Tradução de Humberto Marioti e Lia Diskin. Elmar. Epistemologia Ambiental.

A interdisciplinaridade é explicada por Norgaard (1998) através de uma metáfora muito interessante. É necessário ter claro que a Educação Ambiental não deve estar presente no currículo escolar como uma disciplina. depende das relações estabelecidas entre os homens e os recursos naturais. a partir de novas práticas pedagógicas que sejam promotoras de sujeitos de ação e não de adaptação. Dessa maneira. Foi a partir da Conferência de Estocolmo. uma vez que o ambiente é um todo complexo. criou-se. (SATO. nela ele simboliza a orquestra para explicar a importância da interdisciplinaridade. com ações voltadas apenas para o cuidado com a natureza mas hoje sabemos que ela não se limita simplesmente às modificações ambientais. A Educação Ambiental também está relacionada com a prática das tomadas de decisões e a ética que conduzem para a melhoria da qualidade de vida. a Educação Ambiental vem adquirindo uma grande importância no mundo. e tais discussões vêm ganhando espaço com o passar dos anos. as questões ambientais têm adquirido uma grande importância em nossa sociedade. para entender e apreciar as inter-relações entre os seres humanos. enquanto homens e mulheres organizados em sociedade. Mas possuir conhecimentos complementares ou divergentes seria comparável a uma orquestra. sem deixar de lado suas especificidades. a partir da crise da modernidade. Assuntos como ética. onde a dissonância pode ser compreendida como parte da .http://www. Como perspectiva educativa. buscando desenvolver-se de maneira interdisciplinar. Com as mudanças que o mundo vem sofrendo. urge uma reformulação no sistema educativo. estaríamos tocando um só instrumento e alcançando as mesmas notas musicais. a Educação Ambiental apresentava um caráter preservacionista. um consenso mundial de que o nosso futuro. 2002: 23-24) Assim. conforme preconiza o Plano Nacional de Educação Ambiental . sendo hoje pertinente que os currículos escolares busquem desenvolver práticas pedagógicas ambientalizadas. de cidadãos responsáveis e conscientes de seu papel no mundo. estética.com. E. o som da improvisação orquestral pode representar uma revolução. Assim começam a surgir novos paradigmas que visam uma direção mais sistêmica e complexa de sociedade. políticos e econômicos que se está passando. Se todos os pesquisadores envolvidos numa pesquisa possuíssem os mesmos entendimentos sobre um determinado conhecimento. objetivando o desenvolvimento das habilidades e modificando as atitudes em relação ao meio. um desses espaços é a escola. como não poderia deixar de ser.espacoacademico. o meio natural e as relações sociais. ambientais. Ainda que numa orquestra os músicos não possam escolher as partituras que tocam juntos ou eleger o regente. Inicialmente. no mundo inteiro. acentuaram-se os números de estudos na busca de soluções para os problemas sociais. respeito e cidadania planetária devem estar presentes diariamente na rotina da sala de aula. ela possui um caráter social e político que não podem ser negados. mas sim como um tema que permeia todas as relações e atividades escolares. Nesse processo. a Educação Ambiental deve estar presente no currículo de todas as disciplinas.Lei 9795/99.br/083/83vieira.htm A educação ambiental e o currículo escolar por Suzane da Rocha Vieira* “Estrangeiro eu não vou ser Cidadão do mundo eu sou” Milton Nascimento Nos últimos anos. Dessa forma. onde tocar juntos requer uma partitura mais elaborada e uma competência mais considerável. em 1972 que se ampliou o conceito de Educação Ambiental e na Conferência de Tibilisi em 1977 que internacionalmente reconheceu-se que: A Educação Ambiental é um processo de reconhecimento de valores e clarificação de conceitos. suas culturas e seus meios biofísicos. a partir da década de setenta emergiram em todo o mundo discussões acerca da Educação Ambiental. porque ela não se destina a isso. uma vez que permite a análise de temas que enfocam as relações entre a humanidade.

no sentido de que ela reivindica e prepara os cidadãos para exigir justiça social. produção de materiais locais. a modernidade está assentada sobre dois pilares de construção do conhecimento. É concordando com Sacristán (1998) que compreende o currículo como algo construído no cruzamento de influências e campos de atividades diferenciadas e inter-relacionadas. e.transição da modernidade. . da autonomia e da ética. transpassa todas as disciplinas já que ela. Atualmente. Barcelos (2002) apontará que para se atingir o conhecimento emancipação é necessário uma construção paradigmática. Cabe aos professores. o currículo escolar vem transformando-se e atendendo as exigências do paradigma da pósmodernidade. por intermédio de prática interdisciplinar. projetos ou qualquer outra atividade que conduza os alunos a serem reconhecidos como agentes ativos no processo que norteia a política ambientalista. a interdisciplinaridade envolve muito mais do que integração entre as disciplinas. disposições e sensibilidades que comandam relações e comportamentos sociais do sujeito e estrutura sua personalidade” (1995: 50). relações essas inerentemente políticas. reduzir ou anular qualquer uma das partes ou disciplinas envolvidas”. isolá-las. Por isso. biológicos. 2002: 100). Considerando que a Educação Ambiental tem por objetivo a busca do conhecimento integrado de todas as áreas para a solução dos problemas ambientais. a retomada do conhecimento emancipação permitirá o surgimento de uma nova relação entre conhecimento e cidadania. Currículo é um processo inacabado” (GALIAZZI. Há diferentes formas de incluir a temática ambiental nos currículos escolares. deve ser entendida como educação política. ela precisa envolver conhecimentos do cotidiano dos alunos e que lhes traga significado. associar sem. mas como sujeito do conhecimento. a fragmentação do conhecimento perde o sentido. relacionado a exemplos de problemas atualizados (2003: 25). A maneira como o currículo é oferecido na maioria das escolas não permite um arranjo flexível para que os professores possam incluir a dimensão ambiental em suas aulas. Portanto. Assim. desenvolvimento da cidadania. um conhecimento construído. onde o primeiro é o conhecimento-regulação e o segundo o conhecimento-emancipação. permitindo analisar o curso de objetivação e concretização do currículo em vários níveis e assinalando suas múltiplas transformações. a EA tem sido identificada como transdisciplinar isto é. Entretanto. Conforme Barcelos (2002). Portanto. adquirem-se também consciência. mas para se construir uma conscientização ambiental/planetária é necessário desconstruir a compartimentalização do conhecimento. uma vez que esta educação visa o conhecimento emancipação. cidadania nacional e planetária. como atividades artísticas. com isso. que entende a sociedade como uma totalidade. então. E é para esse tipo de conhecimento que a Educação Ambiental está voltada. uma vez que a educação ambiental. proporem novas metodologias que favoreçam a implementação da Educação Ambiental. De acordo com Sato. que “permite distinguir as disciplinas sem. e onde os conhecimentos se complementam para a interpretação conjunta de uma realidade. mesmo que implicitamente sempre intencionais. Sendo que o conhecimento que se consagrou foi o conhecimento regulação. a dimensão ambiental traz a necessidade de uma rica orquestra musical. separá -las. GARCIA. sempre considerando o ambiente imediato. segundo Sato. sociais e culturais dos seres humanos” (2002: 24). portanto. no entanto. em que o ato de conhecer é também ato de reconhecer que o outro não mais é visto tomado apenas como objeto. O que não será uma tarefa muito fácil. autogestão e ética nas relações sociais e com a natureza Para Moreira “nas escolas não se aprendem apenas conteúdos sobre o mundo natural e social. tendo em vista que tudo no mundo está fragmentado. atividades fora da sala de aula. a Educação Ambiental precisa fazer parte do cotidiano escolar. por em prática a máxima do pensamento ecologista mundial de poder agir local e pensar global. e. dominando e anulando as possibilidades de implementação do conhecimento emancipação. para refletir sobre questões atuais e pensar em que mundo se deseja viver. “sustenta todas as atividades e impulsiona os aspectos físicos. Segundo Santos (2000). É necessário que o currículo seja entendido como “algo que se constitui nas relações intersubjetivas na comunidade escolar. et al. experiências práticas.que se viabiliza a educação ambiental na escola.

entre outras aprendizagens que lhe dêem suporte para melhor compreender o mundo. 2002: 24). a sua sociedade e a sua história de forma a criar uma situação de um compromisso que possa gerar a transformação. As palavras de Giesta expressam essa realidade da seguinte maneira: “a educação se dá na interação com as pessoas e com o meio ambiente” (1994: 183). In Ambiente & Sociedade. Porto Alegre: Artmed. G. C. S. Ano I. 09. NORGAARD.. Tomada de decisões pedagógicas no cotidiano escolar. M. sociais e culturais dos seres humanos” (SATO. 2002. Partindo disto. no sentido de que os conteúdos propostos compõe um quadro bastante diverso e ao mesmo tempo peculiar.Porém. 2. Deste modo. Al. Porto alegre:UFRGS. M. p. (1999:120). v. Sobre o desenvolvimento de um currículo Giesta. Percebe-se. Referências BARCELOS. p. MOREIRA. a EA “sustenta todas as atividades e impulsiona os aspectos físicos. Campinas: Papirus. Rio Grande. A . São Carlos: Rima. – dez. a uma determinada sociedade e as relações que esta estabelece com o conhecimento. no sentido que está diretamente ligado a um momento histórico. Os conteúdos precisam ser revistos para que os mesmos convirjam entre as disciplinas de forma interdisciplinar. B. SANTOS. apresenta -se como uma peça importante no currículo escolar. Portanto. N. aprenda a obter informações e desenvolver competências para perceber o ambiente particular como parte as sociedade global. Construindo Caleidoscópios: organizando unidades de aprendizagem. Currículos e Programas no Brasil. 3ed. Educação Ambiental. é evidente a necessidade de trazer para os currículos escolares os conhecimentos. et. Subjetividade: inquietações contemporâneas. 1998. 1994. . 1998. Sendo assim. GALIAZZI. 1995. n. os fatos. Richard. as pessoas. deve proporcionar a participação de todos no processo de sua construção execução. 149159. que o currículo é uma construção social. 98 –111. 2000. jul. os valores e comportamentos do estudante e da sociedade da qual ele é partícipe em uma relação recíproca de influências que envolvem uma variedade de conceitos e visões de mundo. tendo os alunos como sujeitos do processo. 25-40. T. além de terem sua importância dentro da Educação Ambiental. (16). segundo Sato. assim se pronuncia: o estudante analise a coerência de seus próprios valores e comportamentos. então.C. Uma vez que. Educação e filosofia 32. A Educação Ambiental precisa ser entendida como uma importante aliada do currículo escolar na busca de um conhecimento integrado que supere a fragmentação tendo em vista o conhecimento emancipação. F. J. A improvisação do conhecimento discordante. O currículo: uma reflexão sob a prática. biológicos. A critica da razão indolente – contra o desperdício da experiência. a construção de um currículo deve levar em conta o indivíduo. assim com da sociedade. existe nas diversas realidades uma pluralidade de objetivos com relação ao que ensinar. GIESTA. São Paulo: Cortez. Revista eletrônica do Mestrado de Educação Ambiental. M. a escola ao propor o desenvolvimento do currículo escolar voltado para a questão ambiental. SATO. 2002. SACRISTÁN. (2002).

php?option=com_content&view=article&id =420&Itemid=587 17 Leis Ambientais 1 . aplicação.o descumprimento desta lei pode acarretar multas e reclusão. turístico ou paisagístico. chegando à liquidação da empresa. Para saber mais: www. importar ou exportar material sem autorização legal.br.número 7. 5 . a instituição autorizada a operar a instalação tem a responsabilidade civil pelo dano.Lei dos Agrotóxicos . controle. As multas variam de R$ 50. Determina que se houver um acidente nuclear. Dispõe sobre a responsabilidade civil por danos nucleares e a responsabilidade criminal por atos relacionados com as atividades nucleares. Exigências impostas : . fornecer. trata da ação civil publica de responsabilidades por danos causados ao meio ambiente. A lei regulamenta desde a pesquisa e fabricação dos agrotóxicos até sua comercialização. ou deixar de seguir normas de segurança relativas à instalação nuclear.número 7. 4 .00 a R$ 50 milhões de reais. 3 . Foram criadas também as "Áreas de Proteção Ambiental " ou APAS. até sua comercialização.Lei da Ação Civil Pública . independente da existência de culpa. ao consumidor e ao patrimônio artístico. extrair e comercializar ilegalmente minério nuclear. sendo que 90 % delas devem permanecer intocadas e 10 % podem sofrer alterações para fins científicos. .974 de 05/01/1995.com. 2 .número 6.453 de 17/10/1977.Lei da Área de Proteção Ambiental .número 6. autora ou co-autora da infração ambiental. áreas que podem conter propriedades privadas e onde o poder público limita as atividades econômicas para fins de proteção ambiental. A autorização e fiscalização do funcionamento das atividades na área e da entrada de qualquer produto geneticamente modificado no país.Lei das Atividades Nucleares . Lei de interesses difusos.registro de produtos nos Ministérios da Agricultura e da Saúde.obrigatoriedade do receituário agronômico para venda de agrotóxicos ao consumidor.gov. pode ser penalizada.http://www. 6 – Lei da Engenharia Genética – número 8.cacadoresdecachoeiras.ibama. os danos serão assumidos pela União. Lei que criou as "Estações Ecológicas ". transmitir informações sigilosas neste setor.br/index.802 de 10/07/1989. Esta lei estabelece normas para aplicação da engenharia genética.registro no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis IBAMA . fiscalização e também o destino da embalagem. .605 de 12/02/1998. é de responsabilidade dos Ministérios do Meio Ambiente .347 de 24/07/1985. da Saúde e da . A pessoa jurídica. Reordena a legislação ambiental brasileira no que se refere às infrações e punições. Em caso de acidente nuclear não relacionado a qualquer operador. manipulação e transporte de organismos modificados (OGM) .Lei de Crimes Ambientais .902 de 27/04/1981. A punição pode ser extinta caso se comprove a recuperação do dano ambiental. áreas representativas de ecossistemas brasileiros. processar. se ela tiver sido criada ou usada para facilitar ou ocultar um crime ambiental. consumo e liberação no meio ambiente. desde o cultivo.número 9.Esta lei classifica como crime produzir. usar.

além de proibir a introdução de espécie exótica (importada ) e a caça amadorística sem autorização do Ibama. Para estas atividades é obrigatória a licença ambiental prévia. 7 – Lei da Exploração Mineral – numero 7. encostas com declividade superior a 45 graus e locais acima de 1. Determina a proteção de florestas nativas e define como áreas de preservação permanente (onde a conservação da vegetação é obrigatória) uma faixa de 30 a 500 metros nas margens dos rios.gov. Esta lei regulamenta as atividades garimpeiras. Define as diretrizes para criar o Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro. arqueológico. naquelas onde a poluição representa perigo à saúde e em terrenos alagadiços. incorporando a Secretaria Especial do Meio Ambiente e as agências federais na área de pesca. desenvolvimento florestal e borracha. além dos sítios e paisagens de valor notável pela natureza ou a partir de uma intervenção .805 de 18/07/1989. apanha de animais silvestres.br. Para saber mais: www.gov. A atividade garimpeira executada sem permissão ou licenciamento é crime. Toda entidade que usar técnicas de engenharia genética é obrigada a criar sua Comissão Interna de Biossegurança.800 metros de altitude. controlar e fomentar o uso racional dos recursos naturais. desde que prevaleçam as normas mais restritivas. comércio de espécies da fauna silvestre e produtos derivados de sua caça. Criminaliza também a exportação de peles e couros de anfíbios e répteis em bruto. 8 – Lei da Fauna Silvestre – número 5. fiscalizar. que deverá. Permite aos estados e municípios costeiros instituírem seus próprios planos de gerenciamento costeiro. 9 – Lei das Florestas – número 4. perseguição. Os trabalhos de pesquisa ou lavra.ibama. os monumentos naturais.197 de 03/01/1967. proibidos em áreas de preservação ecológicas. sendo o titular da autorização de exploração dos minérios responsável pelos danos ambientais. informar trabalhadores e a comunidade sobre questões relacionadas à saúde e segurança nesta atividade. Criou o Ibama.Agricultura.661 de 16/05/1988. ou seja.766 de 19/12/1979. caça profissional. incluindo os recursos naturais e abrangendo uma faixa marítima e outra terrestre. atuando para conservar.735 de 22/02/1989. Para saber mais: www. de lagos e de reservatórios. do mar e da terra.br. 12 – Lei do Parcelamento do Solo Urbano – número 6. que causarem danos ao meio ambiente são passíveis de suspensão. entre outros. A lei classifica como crime o uso. devendo tal reserva ser averbada em cartório de registro de imóveis.dnpm. que deve ser concedida pelo orgão ambiental competente. Lei que organiza a Proteção do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Também exige que propriedades rurais da região Sudeste do país preservem 20 % da cobertura arbórea. Ao Ibama compete executar a política nacional do meio ambiente. 11 – Lei da criação do IBAMA – número 7. define o que é zona costeira como espaço geográfico da interação do ar.decreto-lei número 25 de 30/11/1937. além de topos de morro. Este gerenciamento costeiro deve obedecer as normas do Conselho Nacional do Meio Ambiente ( CONAMA ). 13 – Lei Patrimônio Cultural . 10 – Lei do Gerenciamento Costeiro – número 7.771 de 15/09/1965. Estabelece as regras para loteamentos urbanos. incluindo como patrimônio nacional os bens de valor etnográfico.

O Ministério Público pode propor ações de responsabilidade civil por danos ao meio ambiente.br/informativo/intermed. 16 – Lei de Recursos Hídricos – número 9. independentemente da culpa. impondo ao poluidor a obrigação de recuperar e/ou indenizar prejuízos causados.número 8.Esta lei criou a obrigatoriedade dos estudos e respectivos relatórios de Impacto Ambiental (EIA-RIMA). A lei prevê também a criação do Sistema Nacional de Informação sobre Recursos Hídricos para a coleta.humana. desenvolver programas de educação ambiental. Fonte: http://www. produção de energia.171 de 17/01/1991. destruição ou mutilação sem prévia autorização do Serviço de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. lançamento de esgotos). Define a água como recurso natural limitado.embrapa. SPHAN. É a lei ambiental mais importante e define que o poluidor é obrigado a indenizar danos ambientais que causar. da fauna e da flora.938 de 17/01/1981.cnpma.php3#127 Prof. Institui a Política Nacional de Recursos Hídricos e cria o Sistema Nacional de Recursos Hídricos. da água. 15 – Lei da Política Nacional do Meio Ambiente – número 6. entre outros. que pode ter usos múltiplos (consumo humano. A partir do tombamento de um destes bens. Define que o poder público deve disciplinar e fiscalizar o uso racional do solo. fomentar a produção de mudas de espécies nativas. Atribui aos estados e municípios o poder de estabelecer limites e padrões ambientais para a instalação e licenciamento das industrias. 14 – Lei da Política Agrícola . tratamento. armazenamento e recuperação de informações sobre recursos hídricos e fatores intervenientes em sua gestão.433 de 08/01/1997. dotado de valor econômico. ficam proibidas sua demolição. Coloca a proteção do meio ambiente entre seus objetivos e como um de seus instrumentos. 17 – Lei do Zoneamento Industrial nas Áreas Críticas de Poluição – número 6.803 de 02/07/1980. realizar zoneamentos agroecológicos para ordenar a ocupação de diversas atividades produtivas. transporte. Paulo Affonso Leme Machado Professor da UNESP – campus de Rio Claro – SP Autor do livro "Direito Ambiental Brasileiro" . exigindo o Estudo de Impacto Ambiental.

5. 16. Diminuir a quantidade de pacotes e embalagens. 12. pois de antemão concluímos que todos f Mas é necessário parar para pensar: 1.https://sites. 13. 10. isto é. 4. estaremos reutilizando quando: 1. se não houver coleta do mesmo no bairro? Evitamos queimar o lixo? Lemos os rótulos dos produtos para conhecer as suas recomendações ou informações ambientais? Usamos detergentes e produtos de limpeza biodegradáveis? Utilizamos pilhas recarregáveis? Não compramos produtos provenientes de trabalho escravo? Não compramos produtos produzidos por crianças que são obrigadas a trabalhar? Não compramos produtos de origem duvidosa? Evitamos a compra de caderno e papéis que usam cloro no processo de branqueamento? Pegamos emprestado ou alugamos aparelhos/equipamentos que não usamos com freqüência. Comprar somente o necessário. após o uso. Adotar um consumo mais racional. 6. no c Escolhemos produtos de empresas certificadas.google. Comprar produtos que tenham refil. 8. sem analisarmos o que estamos fazendo. assim como vasilhames? Damos preferência a produtos e serviços que não agridem ao ambiente. tanto na produção. injeções e curativos feitos em casa. 14. . 2. devolvemos o produto para o reven Junto aos outros consumidores. III – Conceito de Reutilizar Este conceito está relacionado com a utilização de um produto ou embalagem mais de uma vez. em substituição as sacolas oferecidas pelas lojas e supermer Dividir com outras pessoas alguns materiais como: jornais. 6. 3.com/site/reambientar/Home/os-7-r-s-do-meio-ambiente 7 R's: Amigos do Meio Ambiente Repensar | Reduzir | Reutilizar | Reaproveitar | Reciclar | Recusa I – Conceito de Repensar Geralmente agimos na vida automaticamente. devemos reduzir o consumo tomando as seguintes atitudes: 1. Realmente precisamos de determinados produtos que compramos ou ganhamos? Compramos produtos duráveis/resistentes. Levar sacolas ou carrinhos de feira para carregar compras. ao invés de comprá-lo? Não jogamos no lixo remédios. 4. Compramos produtos cujas embalagens são reutilizáveis e/ou recicláveis. Portanto. 7. substituindo-os por novos? Deixamos os pneus velhos nas oficinas de trocas. exigimos produtos sem embalagens desnecessárias. revistas e livros. quanto na distribuição. procurando uma farmácia ou um posto de saúde com Consertamos produtos em vez de descartá-los. 18. 15. 5. 8. 19. 20. 11. 3. cadmo e mercúrio ou então. 2. 21. certificando que existe um sistema de retorno ao f Evitamos as pilhas de alto teor de chumbo. 9. pois elas são responsáveis pelo seu destino adequado? Deixamos a bateria usada do carro no local onde adquirimos a nova. Evitar gastos desnecessários de papel para embrulhar presentes. que desenvolvam programas sócio-ambientais e/ou que sejam re II– Conceito de Reduzir Portanto. 17. evitando comprar produtos descartáveis? Evitamos a compra de produtos que possuem elementos tóxicos ou perigosos? Enterramos o nosso lixo. Comprar produtos duráveis. 7.

6. Caixas de papelão poderão ser utilizadas para colocar produtos de limpeza. 5. 7. 5. 3. 4. Envelopes podem ser usados para guardar documentos ou fotografias. parafusos. 6. para começar a reutilizá-los. pois além de nos levar a ter conhecimentos científicos e jurídicos. Trocamos a capa dos estofados. Potes de plástico ou de vidro são boas opções para guardar pregos.E o ambiente agradece. vidros. Comprando produtos reciclados. papéis. Pintamos móveis antigos. 8. Utilizem as embalagens das compras para jogá-lo fora. 5. Guardamos. VII – Conceito Recuperar NOVO! Temos de recuperar o que foi danificado. de modo geral. Os materiais que poderão ser coletados. como: revistas. Vejam como reaproveitar 1. etc. Quando usamos o verso da folha de papel para escrever. a quantidade de lixo diminui e ainda economizamos. chips. Doamos produtos que possam servir as outras pessoas. livros. são: jornais. 4. Organizem-se em seu trabalho/escola/bairro/rua/comunidade/igreja/casa um projeto de separação de materiais para col Entrando em contato com uma Associação de Catadores do seu bairro. roupas. 8. Fazemos a limpeza em objetos antigos. 7. VI – Conceito Recusar NOVO! É dizer NÃO aos produtos que agridam o meio ambiente. mas que continuam perfeitos. 3. 4. e Procuramos dar um novo destino aos objetos que foram utilizados. compensar o planeta pelos desgastes e retiradas que temos realiz Durante a explanação sobre os 5 R‟s observamos a gama de ações que podemos fazer para diminuir a quantidade de lixo produz um de nós. 7. fazendo-os parecer novos. envelopes pardos que já foram usados. Procurem comprar produtos que tenham embalagens que podem ter outro uso. alumínio Após a coleta encaminhar para a Associação de Catadores ou diretamente para a Indústria de Reprocessamento. outras são mais complexas. papelões. Roupas usadas poderão ser recortadas ou tingidas. 8. Espero que se possa. dizer: sou um Consumidor Ético. Participando de campanhas para coleta seletiva de lixo. livros. plásticos. Comprando produtos cujas embalagens sejam feitas de materiais reciclados.2. 2. distrito ou município para juntos traçarem um p Só faça coleta seletiva de “lixo” que poderá ser encaminhado para local de reciclagem ou de venda. Não comprem sacos de lixo. móveis. sem uso. sou um Consum Evolução dos R's 1º MOMENTO 2º MOMENTO 3º MOMENTO (ONTEM) (HOJE) (AMANHÃ) 3 R’s 5 R’s 7 R’s OBSERVAÇÃO DESEJADO . obriga-nos a uma orga sustentável depende da participação de todos. IV – Conceito de Reaproveitar Com o reaproveitamento. et Consertamos brinquedos. utensílios domésticos. em breve. V – Conceito de Reciclar Através da reciclagem. 2. 6. 3. pois a economia de água e de energia é muito grande. Podemos contribuir com a Re 1. para uso posterior. Caixas de sapato são ótimas para porta –trecos. os produtos (= lixo) serão transformados em matéria prima para se iniciar um novo ciclo de produção-co O ambiente também agradece a reciclagem.

1.Reciclar 1.Reutilizar 3.Reciclar 5.Reduzir 2. produzir. transportar.Recuperar O mais importante de tudo: REINVENTAR uma nova maneira de: viver. consumir.Reaproveitar 4.Reutilizar ou Reaproveitar 3. .Repensar 1.Reciclar 5.Reaproveitar 4.Recusar 7.Repensar 6. armazenar e até prestar serviços financeiros.Reduzir 2.Reduzir 2.Reutilizar 3.

mas algumas mudanças na estrutura dos grandes centros urbanos podem minimizar o efeito destas. outros fenômenos que contam com grande participação da natureza também dificultam a vida nos centros urbanos. o desmatamento. . a ocupação de áreas inadequadas para moradia. a poluição da atmosfera e dos cursos de água e a produção de calor geram diversos efeitos sobre os aspectos do ambiente.Problemas Ambientais Urbanos Por Morgana Aline Voigt. Além disso. As áreas urbanas são as que mais expressam as intervenções humanas no meio natural. Problemas como a presença de aterros sanitários. a impermeabilização dos solos. Não existe fórmula mágica para evitar as consequências sentidas pela população. efeitos estes decorrentes no Brasil e no mundo.

Na cidade de São Paulo ocorre também.A urbanização se intensificou com a expansão das atividades industriais. No estado de São Paulo. O desenvolvimento e o crescimento desses centros urbanos muitas vezes não ocorrem de maneira planejada. consequentemente. outros fenômenos que contam com grande participação da natureza também dificultam a vida nos centros urbanos: as enchentes. A ocupação de áreas inadequadas para a moradia resulta. . A expansão da rede urbana sem o devido planejamento ocasiona problemas ambientais também nas cidades brasileiras. essas áreas abrigam quase 2 milhões de pessoas. produzida pela reação química dos vapores de água com os resíduos lançados pelas fábricas e automóveis. Por fim. muito comum nas regiões mais industrializadas do Sudeste. Além da degradação da água. Esse fenômeno é causado. metade dos municípios ainda utiliza aterros sanitários. sobretudo. esses e outros problemas urbanos são causados pela característica eminentemente mercantil dos empreendimentos imobiliários. caracterizado pelo aquecimento exagerado do centro urbano. pode facilmente penetrar no subsolo e. deve ser destacado o fenômeno físico denominado inversão térmica. Enchentes Além dos mais variados problemas causados pelo homem que assolam as grandes cidades. ocasionando a destruição de casas e um grande número de vítimas fatais. constituído de gases emitidos por automóveis e fábricas e carregado de poluentes. fica retido por uma camada superior de ar frio. Recorrentes no Brasil. Esse fato é muito preocupante. também. A contaminação e a escassez da água decorrem também da ocupação irregular e caótica das áreas de mananciais pela população de baixa renda. pelas emissões de gases pelos automóveis e fábricas. Além dos efeitos nocivos à saúde. Esses gases retêm calor. um fenômeno físico conhecido como ilha de calor. a poluição do ar é responsável pela chuva ácida. contaminar os recursos hídricos. Nesse caso. outras formas de poluição têm assumido graves proporções no Brasil. em catástrofes como o deslizamento de encostas e enchentes. o ar quente. com frequência. provocando mudanças drásticas na natureza e desencadeando diversos problemas ambientais. Na Grande São Paulo. Uma delas é a poluição atmosférica. gerando grande diferença térmica entre as áreas centrais e a periferia. uma vez que o Chorume. fato que atraiu e ainda atrai milhões de pessoas para as cidades. resíduo altamente tóxico produzido pela decomposição do lixo urbano. outro problema típico das grandes cidades e muito frequente no inverno.

Essa consequência do processo de urbanização teve como causa principal a construção de casas. Outro fator que agrava a situação das enchentes são as mudanças climáticas. ocasionando a enchente. é o fato de que a maior parte do solo é impermeabilizada pelo asfalto e pelo concreto. onde o fator se aplica. Interferência da mudança de temperatura . Junta-se a isto. um problema constante nos períodos chuvosos dos principais centros urbanos. proveniente da chuva. tendo-se um quadro típico do período de chuvas no Brasil: dezenas de cidades alagadas e pessoas desabrigadas. aumentando a vazão e causando um transbordamento. indústrias e vias marginais nas áreas de várzeas dos rios e proximidades e é. essas inundações são muito comuns e são fenômenos naturais que ocorrem em todos os corpos d’água.Todo rio ou corpo d’água tem uma área em todo seu entorno que costuma inundar em determinadas épocas do ano ou quando há um índice de precipitação muito grande.Portanto. tendo sido gastos mais de 540 milhões de reais. diminuindo a quantidade de água que poderia ser infiltrada e aumentando ainda mais a vazão dos corpos d’água. cai de maneira torrencial causando as enchentes. o material particulado (poluentes) em suspensão favorece a formação de núcleos de condensação na atmosfera. Ou seja. Nas áreas urbanas. a quantidade de chuva anual é 5% maior e. ele transborda. Um dos fatores que contribui para o agravamento das enchentes. o fato de que a maioria da população joga lixo nas ruas entupindo os sistemas artificiais de escoamento projetados pelas prefeituras. O resultado é o aumento da quantidade de chuvas. maior do que sua capacidade de comportá-la. em dias de chuva. Em algumas regiões que possuem um clima regular permanecem a maior parte do ano sem receber chuva que. O aumento de temperatura nos centros urbanos intensifica a evaporação. quando o leito natural de um rio ou córrego recebe uma quantidade de água. além disso. principalmente nas grandes cidades. atualmente. posteriormente. Só este ano mais de 190 mil pessoas foram afetadas por enchentes apenas na região nordeste do país. a precipitação é 10% superior se comparada com as áreas rurais.

social. Em épocas de inundações. deixa de ser uma questão puramente ambiental e passa a ser também. A questão das enchentes no Brasil. Dentre as ações.Em alguns lugares ainda. consequentemente. são provocadas por erros de operações de comportas ou por erros de projetos de obras hidráulicas como bueiros. As enchentes representam uma ameaça para a população. pontes e diques. estrutural e até mesmo política. Esta urbanização desmesurada também leva a população a ocupar áreas dos leitos de rios ou de mananciais. na maior parte dos casos. atualmente. contribuindo para os processos de erosão. econômica. As soluções encontradas para conter. sem planejamento. com canalização e construção de reservatórios regularizadores de vazão. destacam-se as obras de desassoreamento dos rios (retirada dos sedimentos depositados pela água) e. O processo de urbanização no Brasil. Tudo isso só faz agravar a problemática das enchentes nos grandes centros urbanos. ocorre de forma intensa e. o aprofundamento do leito. de forma clandestina. têm ocorrido enchentes pela necessidade de abertura repentina de vertedouros em determinadas barragens devido ao fato de estas se encontrarem acima do seu limite de armazenamento. onde há deficiência de coleta e tratamento de esgoto. a população tem contato com a água contaminada. Enchente em Santa Catarina (2008) Criança em contato com água contaminada . ou não. especialmente nas áreas periféricas. Áreas inteiras são ocupadas e loteadas. ou em qualquer lugar do mundo onde haja falta de planejamento. as enchentes seguem uma linha imediatista na tentativa de alcançar a resolução do problema em um período curto de tempo. Chamadas de cheias artificiais. contribuindo para a propagação de doenças como a leptospirose. da maneira que é possível.

incide sobre áreas propensas à ocorrência. chamados ravinas. tiver sido povoada. . sem cobertura vegetal. as atividades pluviométricas superiores à 40 mm já são suficientes para provocar inundações regionalizadas. uma força maior quando proveniente de áreas montanhosas e menor para áreas de bacia. Em geral elas estariam elevando níveis de rios ou de córregos em regiões de bacias. que se avolumam na estreita faixa da antiga corredeira. dando origem à enxurrada. prejudicando a agricultura. as enxurradas podem desenhar desde sulcos superficiais até outros mais profundos. ela estará propensa a perceber a descida das águas de áreas mais elevadas. a ação combinada das enxurradas e das águas subterrâneas causa as voçorocas. enormes buracos que destroem trechos de terra cultiváveis. proveniente das chuvas torrenciais. Nas cidades.Enxurradas As Enxurradas ocorrem quando uma quantidade substancial de água. No Brasil. Em terrenos inclinados. consigam arrastar veículos. Quando uma região onde existiu um rio ou corredeira no passado. pessoas. Ela prossegue com ação natural da lei gravitacional nas áreas de declínio do solo tendo deste modo. mas o desmatamento e a ocupação populacional acabam interferindo nesta ação. pela sua força. Não é raro ocorrerem enxurradas que. animais e mobílias para as corredeiras e rios.

consolidando literalmente uma ilha climática. a Rua 25 de Março. no centro. Ao mesmo tempo em que a região da Serra da Cantareira apresenta 20 graus Celsius. por exemplo. a temperatura é superior a de áreas periféricas.SP Ilha de Calor Ilha de calor é um fenômeno climática que ocorre a partir da elevação da temperatura de uma área urbana se comparada a uma zona rural. sofre com um calor de 32 graus. Isso quer dizer que nas cidades. a construção de prédios barrando a passagem do vento e impedindo que este refresque as regiões centrais. irradiando 50% a mais de calor. Essa anomalia ocorre devido à junção de diversos fatores.Enxurrada em São José do Rio Preto . É apontada também a ocorrência de um maior número de chuvas volumosas. a alta densidade demográfica. Atualmente. Estudos realizados mostram que na cidade de São Paulo a temperatura varia em até 12 graus Celsius entre um bairro e outro. tornam as cidades mais abafadas. entre outros fatores que contribuem para o aumento da retenção de calor na superfície. precipitações acima de 50 mm ao dia eram raras na cidade. acontecem de duas a cinco vezes por ano. com a poluição. Nos últimos 30 anos. especialmente nas grandes. Dados recentes mostram que a região metropolitana terá um aumento da temperatura média entre 2 e 3 graus Celsius neste século. como: a poluição atmosférica. a grande quantidade de veículos e indústrias que. a temperatura média da cidade sofreu um acréscimo de 1. a pavimentação e diminuição da área verde. Antes de 1950. .6 graus.

Aumenta a concentração de gases tóxicos. Além disso. Durante o dia. . como a cidade de Manaus. pode resultar em enchentes catastróficas. Catete. a intensificação das ilhas de calor afeta a saúde da população e das cidades. a zona norte (Leopoldina. combinado com a impermeabilização dos solos. reduzir a emissão de gases poluentes na atmosfera e planejar a expansão urbana e o uso do solo. aumentar os níveis de estresse e alterar mecanismos de regulação endócrina. Mesmo em centros urbanos circundados por florestas. Ramos e Penha). O fenômeno de formação de ilhas de calor em centros urbanos ao redor do mundo contribui para o aquecimento global. o que pode levar a um aumento da mortalidade por doenças respiratórias. que. Para evitar a formação das ilhas de calor é necessária a preservação das áreas verdes nas cidades. Flamengo e Botafogo) e as áreas centrais de Niterói e São Gonçalo.Um mapeamento das ilhas de calor do Rio de Janeiro revela que as temperaturas mais elevadas estão localizadas no núcleo metropolitano. além de afetar a pressão arterial. a temperatura pode se elevar em até 3 graus Celsius. que inclui a área central da cidade do Rio de Janeiro. Bonsucesso. Também faz com que se desenvolva um maior índice de chuvas. Representação ilustrativa de uma ilha de calor Inversão Térmica A inversão térmica é um fenômeno atmosférico muito comum nos grandes centros urbanos industrializados. sobretudo naqueles localizados em áreas cercadas por serras ou montanhas. arborizar regiões desmatadas. a maior da região Norte. quando comparada em relação a áreas vizinhas. parte da zona sul (Glória. ao mesmo tempo em que a elevação das temperaturas no planeta intensifica a concentração de calor já existente nessas regiões. o ar próximo do chão é aquecido pelo calor da superfície do solo.

Comparação entre o fluxo de ar É importante ressaltar que a inversão térmica é um fenômeno natural. a dispersão desses poluentes fica extremamente prejudicada. o que é muito comum nas grandes cidades. sobe e carrega os poluentes. então. em dezembro de 1952. Esse ar aquecido. fato que dificulta a dispersão dos gases poluentes. morreram cerca de 4000 pessoas em . além do índice pluviométrico também ser menor durante o inverno. Em Londres. Sendo assim. Forma-se. No entanto. Com a atividade industrial e a numerosa frota de veículos dessas regiões. sendo registrada em áreas rurais e com baixo grau de industrialização. Ou seja. sua intensificação e seus efeitos nocivos se devem ao lançamento de poluentes na atmosfera. À noite. essa massa de ar não consegue subir e a qualidade do ar piora por causa da fumaça emitida por veículos e indústrias. Se a inversão durar vários dias. formando uma camada de cor cinza. mais densa e pesada. a concentração de poluentes pode elevar-se a níveis perigosos. esse ar quente sobe. oriunda dos gases emitidos. Nos dias frios o clima fica propício para inversões térmicas. No dia seguinte. o solo esfria rapidamente e a temperatura do ar que está mais próximo da superfície também diminui. Já nos dias quentes. menos denso e mais leve. uma camada de ar frio abaixo da camada de ar aquecida durante o dia. a camada de ar frio. Forma-se uma camada de ar frio em baixas altitudes. Por isso o nível de poluição do ar costuma ser maior no inverno do que no verão.Por ser menos denso e mais leve. os raios de sol aquecem a superfície terrestre e o chão transfere o calor para o ar acima dele. a camada de ar frio começa a concentrar os poluentes. não consegue subir. porque o ar quente funciona como um "tampão": é a inversão térmica. esse processo ocorre quando o ar frio e mais denso é impedido de circular por uma camada de ar quente menos denso. provocando uma alteração na temperatura.

Ao se precipitarem em forma de chuva. A chuva ácida é um dos grandes problemas ambientais dos locais onde ocorre a poluição atmosférica decorrente da liberação de óxidos de nitrogênio. sobretudo pela queima do carvão mineral e de outros combustíveis de origem fóssil. redução das queimadas e políticas ambientais mais eficazes. . fiscalização de indústrias. sendo que o resultado desse processo é a formação do ácido nítrico e do ácido sulfúrico. Camada visível formada por poluentes Chuva Ácida A chuva contém um pequeno grau natural de acidez. dióxido de carbono e do dióxido de enxofre.conseqüência de uma prolongada inversão térmica devido à combustão excessiva de carvão contaminado com enxofre. Doenças respiratórias. em virtude da ação das correntes atmosféricas. irritação nos olhos e intoxicações são algumas das consequências da concentração de poluentes na camada de ar próxima ao solo. indústrias e usinas termelétricas tem aumentado a acidez das chuvas. no entanto. o óxido de nitrogênio e o dióxido de enxofre reagem com as partículas de água presentes nas nuvens. O problema é que o lançamento de gases poluentes na atmosfera por veículos automotores. não gera danos à natureza. neve ou neblina. também pode ser desencadeado em locais distantes de onde os poluentes foram emitidos. O dióxido de carbono. Entre as possíveis medidas para minimizar os danos gerados pela inversão térmica estão a utilização de biocombustíveis. ocorre o fenômeno que.

Esquema que ilustra a formação de chuvas ácidas Grandes cidades como Nova York. De acordo com o Fundo Mundial para a Natureza. já sofrem com os efeitos da chuva ácida há muito tempo. tais como a redução no consumo de energia. modificação das propriedades do solo. esse fenômeno se intensificou nos países asiáticos. sistema de tratamento de gases industriais. cerca de 35% dos ecossistemas do continente europeu foram destruídos pelas chuvas ácidas. A maior ocorrência de chuvas ácidas até os anos 1990 era nos Estados Unidos da América. a chuva ácida é mais comum nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo. contaminação da água potável. que consome mais carvão mineral do que os EUA e os países europeus juntos. principalmente na China. Efeitos nocivos decorrentes da chuva ácida . Berlim e até Atenas. No Brasil. Contudo. alteração dos ecossistemas aquáticos. Entre os transtornos gerados pela chuva ácida estão a destruição de lavouras e de florestas. danificação de edifícios e corrosão de veículos e monumentos históricos. Algumas ações são necessárias para reduzir esse problema. utilização de carvão com menor teor de enxofre e popularização de fontes energéticas mais limpas.

Frente aos problemas elucidados. bem como a elaboração e aplicação de políticas ambientais eficazes. com os quais toda a sociedade tem que arcar.CONCLUSÃO Conclui-se que a expansão e ocupação da rede urbana sem o devido planejamento ocasionou e ainda ocasiona vários problemas ambientais para a população que a habita. é necessário um planejamento urbano coerente. além da conscientização da população. . A implantação de medidas preventivas tende a evitar os prejuízos vistos atualmente. Esses transtornos são causados por diversos fatores antrópicos. diretamente ligados à expansão das atividades industriais e ao êxodo rural.

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Poluição e eutrofização de águas interiores – rios. 3. administradores e gerentes da área ambiental. disposição inadequada de resíduos sólidos (exemplo: lixões) e de resíduos industriais que causam poluição do solo. e etc. 6. Crescimento demográfico rápido: Mesmo considerando que a taxa de fecundidade das mulheres está diminuindo nos países desenvolvidos. Esses centros de alta densidade populacional demandam maiores recursos. lagos e represas: a poluição orgânica provenientes dos centros urbanos e atividades agropecuárias gera uma variedade de efeitos sobre os recursos hídricos continentais. a aglomeração de população em áreas urbanas está gerando grandes centros com 15 milhões de habitantes ou mais.http://coletivopiracicaua. Poluição marinha: a poluição marinha está se agravando cada vez mais devido a: descargas de esgotos domésticos e industriais através de emissários submarinos. poluição térmica de efluentes de usinas nucleares e etc. contaminação do solo por pesticidas e herbicidas. perda de biodiversidade. devido ao aumento na produção industrial e nos padrões de consumo.br/p/os-12-grandes-problemas-ambientais-da. Urbanização acelerada: além do rápido crescimento demográfico. assoreamento de corpos hídricos e etc. 4. os quais são . Desmatamento: a taxa anual de desmatamento das florestas. e em geral traz como consequência mais impactos ambientais. levantou 12 grandes problemas que preocupam pesquisadores. especialmente das tropicais. perda de biodiversidade (exemplo: espécies frágeis de corais). são eles: 1. econômicos e principalmente social. acúmulo de metais pesados no sedimento marinho nas regiões costeiras e estuários. acúmulo de aerossóis na atmosfera provenientes da poluição veicular e industrial. desastres ecológicos de grandes proporções. 2. além de criarem problemas complexos de caráter ambiental. o crescimento demográfico aliado ao desenvolvimento tecnológico acelera a pressão sobre os sistemas e recursos naturais. agroindústria e automóveis. Poluição do ar e do solo: ocasionada principalmente pelas indústrias. energia e infra-estrutura. 5.blogspot.com. como naufrágio de petroleiros.html Os 12 grandes problemas ambientais da humanidade Uma análise da UNEP (United Nations Environment Programme – Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) sobre os grandes problemas mundiais da atualidade em relação ao ambiente. diminuição da produtividade dos solos. através de: emissões atmosféricas das indústrias. ocasiona diversos problemas como erosão.

distribuição de vetores e expectativa de vida . urbanização e crescente desenvolvimento tecnológico gera a necessidade da construção de novas usinas hidrelétricas e termelétricas. 10. A expansão das fronteiras agrícolas aumenta as taxas de desmatamento e perda de biodiversidade. que é o aumento da temperatura do planeta. e se o aumento chegar a 4º C estima-se que até 3. carvão mineral) mais gases de efeito estufa são lançados na atmosfera. E quanto maior a utilização de combustíveis fosséis (termelétricas. e etc. 7.2 bilhões de pessoas poderão sofrer com a falta d’água e que a subida do nível do mar irá ameaçar a existência de cidades costeiras em todo o mundo. Alteração global do clima: o aumento da concentração dos gases estufa na troposfera terrestre (primeira camada da atmosfera) e de partículas de poluentes está causando um fenômeno conhecido como aquecimento global. portos e canais. como represas de usinas hidrelétricas. terrestre segundo irá o trazer 2º consequências do diferentes. Aumento progressivo das necessidades energéticas e suas conseqüências ambientais: o aumento da demanda energética devido ao crescimento populacional. acúmulo de metais pesados no sedimento. Cada grau celsius de aumento da temperatura acumulativas. Perda da diversidade genética: o desmatamento e outros problemas ambientais acarreta em perda de biodiversidade. 12. ou seja em extinção de espécies e perda da variabilidade da flora e da fauna. e estas são relatório Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) apenas 1º C a mais já é suficiente para derreter as geleiras de topos de montanha do mundo todo. Outros tipos de matrizes energéticas como hidrelétricas e usinas nucleares possuem impactos ambientais associados a sua construção e operação (exemplo: falta de tratamento para os resíduos nucleares).8º C e 4º C a mais na média da temperatura mundial.fundamentais para o abastecimento público das populações. 11. 9. Essa pressão resulta na deterioração da qualidade da água. devido a maior retenção da radiação infravermelha térmica na atmosfera. alterações no estoque pesqueiro e geralmente inviabiliza alguns dos usos múltiplos dos recursos hídricos. Produção de alimentos e agricultura: A agricultura de alta produção é uma grande consumidora de energia. grandes e pequenas usinas nucleares. As previsões de aquecimento para o fim deste século estimam entre 1. Efeitos de grandes obras civis: a construção de obras civis de grande porte. a falta de saneamento básico é um problema crucial devido às inter-relações entre doenças de veiculação hídrica. 8. gera impactos consideráveis e díficeis de mensurar sobre sistemas aquáticos e terrestres. causada pelo fenômeno da eutrofização. comprometendo abastecimento locais de água. Falta de saneamento básico: principalmente nos países subdesenvolvidos. A biodiversidade e seus recursos genéticos são fundamentais para futuros desenvolvimentos tecnológicos. de pesticidas e de fertilizantes.

a partir da década de 70. “lixões”. No entanto. devido principalmente as consequências econômicas que as reações da natureza a esses impactos geravam. Falta de políticas de gerenciamento de resíduos sólidos nas áreas urbanas. Isso levou ao surgimento de uma nova abordagem de desenvolvimento econômico conciliatório com a conservação ambiental. podemos listar os mais críticos: 1.adulta e taxa de mortalidade infantil. a humanidade começou a tomar consciência dos seus impactos sobre a natureza. Erosão devido a desmatamento e manejo inadequado do solo na agricultura e pecuária. Dentre os problemas ambientais que afetam o Brasil. que acarreta em perda de Biodiverdidade. surgiu assim o conceito de desenvolvimento sustentável. . E também pela poluição orgânica gerada pelo aporte de esgostos domésticos e drenagem pluvial em corpos d’água devido a falta de infra-estrutura adequada e a lançamentos irregulares. 2. e rurais. Poluição industrial. como mais gastos com saúde pública. Desmatamento. Poluição das águas e solos devido a falta de saneamento básico nas áreas urbanas gerando 5. 3. 4.

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