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19/06/13 A ESCOLA QUE QUEREMOS | Pedagogia ao Pé da Letra

Pedagogia ao Pé da Letra Educar é um ato de amor

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Pedagogia ao Pé da Letra
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Veja também:
LDB Atualizada e Comentada 2011
Monografia Lúdico Jogos e Brinquedos
Resumo: Relação Professor Aluno
Projeto Leitura Na Educação Infantil
Literatura e Educação Infantil
Danças Folclóricas e Lendas do Brasil
Resumo Do Livro Pedagogia Do Oprimido
Resenha Do Filme a Guerra Do Fogo
Trabalho Infantil
Resumo Do RCNEI

PERFIL
DOWNLOAD EM PDF DA MATÉRIA
Soraya Mendonca

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19/06/13 A ESCOLA QUE QUEREMOS | Pedagogia ao Pé da Letra

* MATÉRIAS MAIS LIDAS

MONOGRAFIA – O LÚDICO: JOGOS,


BRINQUEDOS E BRINCADEIRAS NA
CONSTRUÇÃO DO PROCESSO DE
APRENDIZAGEM NA EDUCAÇÃO INFANTIL -
193.550 visualizações
LITERATURA E EDUCAÇÃO INFANTIL:
RECONTANDO HISTÓRIAS - 102.913
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DANÇAS FOLCLORICAS E LENDAS DO
BRASIL - 85.202 visualizações
PRÁTICA EDUCATIVA, PEDAGOGIA E
DIDÁTICA - 61.137 visualizações
TRABALHO INFANTIL - 61.114
visualizações
BRINCADEIRAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL -
No início deste ano foi aprovada a Lei n. 10.172, que estabelece o Plano Nacional de
58.649 visualizações
Educação – PNE. Este Plano define um novo cenário para a educação no País nos próximos ESTATUTO DA CRIANÇA E DO
dez anos e resulta de um esforço histórico de mais de 60 anos dos educadores e ADOLESCENTE: RESUMO E ROTEIRO -
54.697 visualizações
intelectuais brasileiros, que foram construindo, ao longo de tantos anos, um processo de
ALFABETIZAÇÃO E SEUS MÉTODOS -
planejamento e organização da educação nacional. Na sequência congresso nacional, de 54.253 visualizações
um processo, ele constrói um novo patamar, por configurar-se como Plano de Estado, LDB ATUALIZADA 2011 MEC: LDB
ATUALIZADA E COMENTADA EM PDF ( LEI
aprovado pelo Congresso Nacional, portanto, com força de lei, por ter sido
9394/96 ) - 51.940 visualizações
democraticamente construído, por abranger todos os graus de ensino e modalidades de RESUMO: A CRIANÇA E A CONSTRUÇÃO
educação e estabelecer metas de médio e longo prazos, em cujo período deve-se garantir DA LEITURA E ESCRITA - 50.264
visualizações
continuidade de objetivos.
PARLENDAS E CANTIGAS - 49.919
visualizações
O PNE firma um compromisso da nação consigo mesma no que toca a educação do seu LDB ATUALIZADA E COMENTADA PASSO A
PASSO - 48.752 visualizações
povo, neste início de século. Ele deverá ser explicitado, em cada estado, município e no
A CONSTRUÇÃO DO PROJETO POLÍTICO
Distrito Federal, por meio de Planos Estaduais e Municipais de Educação. PEDAGÓGICO DA ESCOLA - 47.741
visualizações
PROJETO: LITERATURA INFANTIL - 46.419
A partir do tema do Congresso de Educação realizado pelo MEC em outubro de 2001, sobre
visualizações
qualidade da educação, o Plano Nacional de Educação também se volta diretamente para a MONOGRAFIA: O DESENVOLVIMENTO DA
escola, na certeza de que ali se processa a verdadeira e profunda mudança da educação. LEITURA E DA ESCRITA NAS SÉRIES
INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL -
45.414 visualizações
Por isso, o Plano precisa chegar até a escola e ser um instrumento de transformação nas RESUMO: DO CONTRATO SOCIAL DE JEAN
mãos dos atores principais da educação, que são os professores e alunos. JACQUES ROUSSEAU - 44.105
visualizações
AS DIFICULDADES DA ALFABETIZAÇÃO
Estes temas tão relevantes vão estar em discussão com professores e gestores de todo o NAS SÉRIES INICIAIS: SERÁ UM
país no programa Salto para o Futuro, da TV Escola, de 1 a 5 de abril de 2002. PROBLEMA DE MÉTODO? - 44.040
visualizações
HISTÓRICO DA GESTÃO DEMOCRÁTICA -
Objetivos da série 43.536 visualizações
AVALIAÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL -
43.069 visualizações
1. Levar ao conhecimento do professor de educação básica alguns pontos centrais do PNE
PLANEJAMENTO ANUAL DE EDUCAÇÃO
e aqueles mais diretamente relacionados com a sua atuação na escola; FÍSICA DO ENSINO FUNDAMENTAL -
41.392 visualizações
A IMPORTÂNCIA DO MEIO FAMILIAR NO
2. Contribuir para o envolvimento dos professores no processo de elaboração dos Planos
PROCESSO DE APRENDIZAGEM DA
Estaduais e Municipais de Educação; CRIANÇA - 41.360 visualizações
AVALIAÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: O
PORTFÓLIO - 40.712 visualizações
3. Mostrar exemplos de metas do PNE (que estarão também nos Planos Estaduais e
SÍNTESE DO FILME: TEMPOS MODERNOS
Municipais) decisivas para a melhoria da qualidade da educação no Brasil. COM CHARLIE CHAPLIM - 39.107
visualizações
INFLUÊNCIA E CARACTERÍSTICAS DO
NOTAS:
FOLCLORE AMAZÔNICO - 39.016
visualizações
* Professor. Ex-consultor legislativ o da Câmara dos Deputados e consultor especial para o MONOGRAFIA: O LÚDICO: JOGOS,
BRINQUEDOS E BRINCADEIRAS NA
PNE. Atualmente é consultor do Conselho Nacional de Secretários de Educação – CONSED.
CONSTRUÇÃO DO PROCESSO DE
Consultor da série A escola que queremos. APRENDIZAGEM NA EDUCAÇÃO INFANTIL -
38.909 visualizações
A LEITURA E A ESCRITA NA ESCOLA E OS
O PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO
DESAFIOS ATUAIS - 38.329 visualizações
PRESENÇA DO MOVIMENTO NA
Neste programa, vamos mostrar como surge o Plano Nacional de Educação: uma breve EDUCAÇÃO INFANTIL : IDEIAS E
PRÁTICAS CORRENTES - 37.771
história em cujo processo se insere o esforço de hoje de construir uma educação mais
visualizações

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19/06/13 A ESCOLA QUE QUEREMOS | Pedagogia ao Pé da Letra
democrática de qualidade para todos. Também vamos discutir a importância e as DICA DE PORTUGUÊS: A COERÊNCIA
TEXTUAL - 37.648 visualizações
características da educação na sociedade do conhecimento e, ainda, os grandes desafios
PROJETO: RECICLAGEM DO LIXO - 37.553
para o Brasil alcançar o patamar necessário em educação no mundo de hoje. visualizações
JOGOS MATEMÁTICOS: BINGO DAS
OPERAÇÕES A PARTIR DE MATERIAIS
O Plano Nacional de Educação e os Planos Estaduais e Municipais:
RECICLÁVEIS - 37.089 visualizações
LDB REVISADA E ATUALIZADA 2012 -
Se perguntarmos a nossos alunos qual é o maior acontecimento para a educação brasileira 36.118 visualizações
MONOGRAFIA: A IMPORTÂNCIA DO
no ano 2000, certamente eles não dirão que é o Plano Nacional de Educação. Com razão,
LÚDICO NO PROCESSO DE ENSINO E DE
porque esse plano não foi bem divulgado e a maioria dos dirigentes da educação e dos APRENDIZAGEM NO 1º ANO DO ENSINO
professores ainda não o leu. A falta de iniciativa e empenho na sua divulgação é FUNDAMENTAL - 35.921 visualizações
O ÍNDIO NO BRASIL - 35.560
lamentável. O País merece e os estudantes têm direito a um sistema educacional mais
visualizações
eficiente e a uma educação de melhor qualidade. Tudo isso o Plano Nacional de Educação COMPORTAMENTO AFETIVO SOCIAL DE
(PNE) pretende trazer. Neste texto, vamos conhecê-lo um pouco melhor. Em 9 de janeiro CRIANÇAS DE 6 A 12 ANOS NA EDUCAÇÃO
FÍSICA ESCOLAR - 34.815 visualizações
de 2001 o presidente da República sancionou a Lei nº 10.172, que aprova o Plano Nacional
VARIAÇÃO LINGUÍSTICA: PRECONCEITO
de Educação e define os mecanismos necessários para colocá-lo em prática. Esse Plano LINGUÍSTICO - 33.945 visualizações
deve orientar toda a atividade educacional dos sistemas de ensino nos próximos dez anos, PROJETO ALIMENTAÇÃO: APRENDENDO A
COMER PARA VIVER MELHOR - 33.564
em todo o País. Se cumprir as diretrizes e alcançar os objetivos e metas nele fixados, o
visualizações
Brasil terá, no ano 2010, um quadro educacional muito melhor do que o atual. Estará à DESENVOLVIMENTO E A APRENDIZAGEM
altura dos desafios do nosso tempo. Mas, para isso, é preciso agir logo, e NA ETAPA DE 0 A 6 ANOS - 31.459
visualizações
coordenadamente, num esforço conjunto da União, dos estados, do Distrito Federal e dos
LDB ATUALIZADA - 30.766 visualizações
municípios. A responsabilidade é de todos os entes federados, segundo o regime de HISTÓRIA INFANTIL NA EDUCAÇÃO
colaboração estabelecido pela Constituição Federal. INFANTIL - 30.552 visualizações
A LITERATURA DE CORDEL COMO FONTE
DE INCENTIVO NO ENSINO DE
Todos nós já ouvimos falar de Anísio Teixeira, Fernando de Azevedo, Lourenço Filho, LITERATURA - 30.019 visualizações
Almeida Junior e do Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, escrito em 1932… Mas o RESUMO: NECESSIDADE DA LEITURA NO
PROCESSO ENSINO/APRENDIZAGEM -
que estes educadores têm a ver com um plano de educação que surgiria 68 anos depois?
29.856 visualizações
MONOGRAFIA: A INCLUSÃO DO
1. Uma conquista histórica PORTADOR DE DEFICIÊNCIA - 29.772
visualizações
PRESENÇA DA MÚSICA NA EDUCAÇÃO
O Plano Nacional de Educação não apareceu de repente nem é fruto de iniciativa particular INFANTIL: IDEIAS E PRÁTICAS
de alguns idealistas da educação. Ele é resultado de um esforço histórico da sociedade CORRENTES - 29.753 visualizações
DICA: PASSOS PARA FAZER UMA RESENHA
brasileira, especialmente dos educadores, que lutaram mais de sessenta anos para chegar
CRÍTICA - 28.778 visualizações
a esse momento. Esse esforço começou em 1932, quando um grupo de educadores, BULLYING NO AMBIENTE ESCOLAR -
intelectuais e escritores, preocupados com o desenvolvimento do país e com a causa da 27.458 visualizações
RESENHA DO LIVRO: UMA PROFESSORA
educação nacional, lançaram o Manifesto dos Pioneiros pela Educação. De lá até aqui,
MUITO MALUQUINHA DE ZIRALDO -
diversos passos foram dados, tanto no âmbito da legislação quanto no da administração 27.264 visualizações
pública da educação, que foram construindo o patamar sobre o qual o PNE pôde ser TCC: A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO
AMBIENTAL PARA FORMAÇÃO DO
formulado e aprovado.Em 1932 – Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, expressando
CIDADÃO DO CAMPO: UMA REFLEXÃO
a necessidade de um plano amplo e unitário para promover a reconstrução da educação no SOBRE A PRÁTICA DOS PROFESSORES -
País; 27.036 visualizações
PROJETO: RECICLANDO - 26.862
visualizações
1934 – A Constituição Federal incluiu um artigo determinando como competência da União MONOGRAFIA: O ENSINO DA MATEMÁTICA
fixar o plano nacional de educação, abrangendo o ensino em todos os graus e ramos, ATRAVÉS DE JOGOS NAS SÉRIES INICIAIS
- 26.721 visualizações
comuns e especializados;
DICAS DE PORTUGUÊS: GRAFIA DE DATAS
E HORAS - 26.233 visualizações
1946 - Constituição Federal reintroduz o dispositivo, que fora omitido na CF de 1937; ANÁLISE DA OBRA DE ARTE “RETIRANTES”
DE PORTINARI - 26.193 visualizações
PROJETO EDUCACIONAL: A GANGUE DO
1962 – Foi elaborado pelo MEC e aprovado pelo Conselho Federal de Educação o primeiro PIOLHO - 26.127 visualizações
plano nacional de educação, para um período de 8 anos; RESUMO: RELAÇÃO PROFESSOR/ALUNO
NA EDUCAÇÃO INFANTIL - 26.111
visualizações
1965 e 1966 – Revisões do plano, incluindo normas descentralizadoras, para elaboração de RESUMO DO LIVRO: REFLEXÕES SOBRE A
planos estaduais e destacando novas prioridades; ALFABETIZAÇÃO DE EMÍLIA FERREIRO -
25.551 visualizações
METODOLOGIA CIENTÍFICA: O QUE É
1967 – Constituição Federal repete o dispositivo sobre o plano nacional de educação; FICHAMENTO, RESENHA, RESUMO,
SINOPSE, RESENHA CRÍTICA, ESQUEMAS -
25.301 visualizações
1970 a 1984 – Planos Setoriais de Educação, Cultura e Desporto – PSECD, no contexto dos
EMILIA FERREIRO: COMO ALGUÉM
Planos Nacionais de Desenvolvimento. O III PSECD contou com a participação dos estados; APRENDE A LER E ESCREVER? - 24.870
visualizações
A IMPORTÂNCIA DA LEITURA DOS LIVROS
1988 – Constituição Federal determina o estabelecimento, por lei, do plano nacional de
PARADIDÁTICOS NAS SÉRIES INICIAIS DO

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19/06/13 A ESCOLA QUE QUEREMOS | Pedagogia ao Pé da Letra
educação, com duração plurianual, visando à articulação e ao desenvolvimento do ensino ENSINO FUNDAMENTAL - 24.642
visualizações
em seus diversos níveis;
PRESENÇA DA MÚSICA NA EDUCAÇÃO
INFANTIL: IDEIAS E PRÁTICAS
1993-94 – Processo de elaboração do Plano Decenal de Educação para Todos, sob a égide CORRENTES - 24.539 visualizações
RESUMO DO LIVRO PEDAGOGIA DA
da Conferência Mundial de Educação para Todos, realizada pela UNESCO, em Jomtien
AUTONOMIA DE PAULO FREIRE - 24.216
(Tailândia), em 1990; visualizações
UMA REFLEXÃO SOBRE O SISTEMA
EDUCACIONAL BRASILEIRO - 24.204
1996 – LDB determina que a União encaminhe ao Congresso Nacional, no prazo de um ano
visualizações
após a promulgação dessa Lei, o Plano Nacional de Educação, com diretrizes e metas para PROJETO: LEITURA E ESCRITA NA
os dez anos seguintes, em sintonia com a Declaração Mundial sobre Educação para Todos; EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS -
23.912 visualizações
APRENDIZAGEM DO ALUNO COM
1998 – Apresentação ao Poder Legislativo de dois Projetos de PNE: do II CONEG e do MEC; SÍNDROME DE DOWN - 23.863
visualizações
O BARROCO NO BRASIL - 23.847
1998-2000 – Processo legislativo, na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, com
visualizações
debates, emendas, sugestões, apresentação de substitutivo e aprovação do PNE; COMO TRABALHAR A INDISCIPLINA EM
ALUNOS DAS SÉRIES INICIAIS DO ENSINO
FUNDAMENTAL - 23.101 visualizações
9/1/2001 – Sanção da Lei nº 10.172, que aprova o Plano Nacional de Educação.
ANÁLISE DO FILME LARANJA MECÂNICA
SEGUNDO A PSICOLOGIA BEHAVIORISTA -
As idéias vêm de longe, mas o que o atual Plano Nacional de Educação herda dessa 23.061 visualizações
RESUMÃO: LDB LEI N.º 9.394/96 COM A
história?
MODIFICAÇÃO DO ART. 5º E 6º - 22.908
visualizações
2. Características novas do Plano Nacional de Educação RELAÇÃO ESCOLA- FAMÍLIA E A
INTERVENÇÃO DO PSICOPEDAGOGO -
22.629 visualizações
Essa seqüência de acontecimentos mostra que o PNE responde a uma expectativa da CARACTERÍSTICA DA ESCRITA E DA
sociedade brasileira e que ele se constrói sobre um patamar de experiências em LEITURA - 22.501 visualizações
BRINCAR, CONHECER E ENSINAR DE
planejamento e administração educacional. A reflexão sobre essas experiências, que
FORMA LÚDICA - 22.291 visualizações
mesclam êxitos e frustrações, é capaz de descortinar uma visão ampla das necessidades e IDENTIDADE E AUTONOMIA - 22.241
das possibilidades da educação em nosso País, neste início do novo século. Dessa forma, o visualizações
DIFERENÇAS E PRECONCEITO NA
PNE é tributário de uma longa história e, ao mesmo tempo, é uma novidade, pelas
ESCOLA: ALTERNATIVAS TEÓRICAS E
características próprias que agrega. PRÁTICAS - 22.117 visualizações
ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DE
PROJETOS - 21.577 visualizações
“O PNE entra na história da educação brasileira com seis qualificações que o distinguem de
RECICLAR, RECRIAR E TRANSFORMAR
todos os outros já elaborados: PARA PODER BRINCAR NA EDUCAÇÃO -
21.569 visualizações
DEFICIÊNCIA MENTAL - 21.554
a) é o primeiro plano submetido à aprovação do Congresso Nacional, portanto, tem força
visualizações
de lei; INCLUSÃO SOCIAL: PORTADORES DE
NECESSIDADES ESPECIAIS EM ESCOLAS
REGULARES E NO MERCADO DE
b) cumpre um mandato constitucional (art. 214 da Constituição Federal de 1988) e uma
TRABALHO. - 21.392 visualizações
determinação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB, art. 87, 1º); MONOGRAFIA: A CRIANÇA E A
CONSTRUÇÃO DA LEITURA E ESCRITA -
21.374 visualizações
c) fixa diretrizes, objetivos e metas para um período de dez anos, visando à garantia de
DIFICULDADES DA APRENDIZAGEM DE
continuidade da política educacional e coerência nas prioridades durante uma década; MATEMÁTICA: ONDE ESTÁ A DEFICÊNCIA?
- 21.301 visualizações
OS NÍVEIS DE ESCRITA – BEM RESUMIDO
d) contempla todos os níveis de ensino e modalidades de educação e os âmbitos da
- 21.265 visualizações
produção de aprendizagens, da gestão e financiamento e da avaliação; e) compromete o HISTÓRICO DA EJA NO BRASIL - 21.142
Poder Legislativo no acompanhamento de sua execução visualizações
O PEDAGOGO EM ESPAÇOS NÃO
ESCOLARES - 20.911 visualizações
e) convoca a sociedade para acompanhar e controlar a sua execução” (Vital Didonet, PNE O LÚDICO NO AUXILIO DO ENSINO DA
– Apresentação. Editora Plano). MATEMÁTICA: UMA PROPOSTA POSSÍVEL -
20.554 visualizações
TCC: TDAH NA ESCOLA,CONHECIMENTO E
Essas características não são uma garantia de que o Plano vai ser aplicado integralmente, ATUAÇÃO DO PROFESSOR DE EDUCAÇÃO
de que suas diretrizes orientarão a prática educacional durante toda a década e, ainda, de FÍSICA - 20.539 visualizações
LITERATURA INFANTIL: CONSTRUÇÃO DA
que as metas serão atingidas.
LEITURA E DA ESCRITA - 19.758
visualizações
Como todo Plano, é um documento de trabalho e, portanto, um instrumento que orienta a ATIVIDADES DE COORDENAÇÃO MOTORA.
- 19.692 visualizações
ação política e administrativa dos sistemas de ensino. Mas, ao mesmo tempo, é algo mais.
RESUMO DO LIVRO: PEDAGOGIA DO
A sociedade, os professores, os pais, os técnicos e os dirigentes da educação, os políticos, OPRIMIDO DE PAULO FREIRE - 19.650
enfim todos as pessoas comprometidas com a educação no País têm à mão algo mais do visualizações
REDAÇÃO - 19.626 visualizações
que um instrumento técnico de orientação para o planejamento, para a alocação de
BULLYING NA ESCOLA: DIGA NÃO! -

www.pedagogiaaopedaletra.com.br/posts/a-escola-que-queremos/ 4/17
19/06/13 A ESCOLA QUE QUEREMOS | Pedagogia ao Pé da Letra
recursos e para as ações educativas. Se reforçarmos as características a seguir 19.590 visualizações
NOVA LDB 9394/96 ATUALIZADA 2013
relacionadas, estaremos ampliando as condições para sua implementação:
ENTRA EM VIGOR - 19.583 visualizações
AS DIFICULDADES DA LINGUAGEM
PLANO NACIONAL ESCRITA NA EDUCAÇÃO INFANTIL -
19.133 visualizações
CRECHE: ABRIGO DE CRIANÇAS OU
a) Trata-se de um plano nacional, e não de um plano da União. Os objetivos e metas nele ESPAÇOS DE EDUCAÇÃO INFANTIL? -
fixados são da nação brasileira. É para o Brasil que se quer o novo panorama educacional. 19.082 visualizações
A CONSTRUÇÃO DE CONCEITOS
Cada estado, o Distrito Federal e cada município estão ali dentro, como parte constitutiva.
MATEMÁTICOS POR ALUNOS DA
Nesse sentido, ele pode ser entendido como algo que pertence a cada um dos entes EDUCAÇÃO INFANTIL - 18.678
federados, enquanto membro da federação brasileira e enquanto unidade autônoma, com visualizações
MONOGRAFIA: AUTISMO NA EDUCAÇÃO
competências e responsabilidades específicas;
INFANTIL - 18.545 visualizações
BREVE HISTÓRIA DA LITERATURA
PLANO DE ESTADO INFANTIL - 18.434 visualizações
PROJETO: LEITURA NA EDUCAÇÃO
INFANTIL - 18.413 visualizações
b) É um plano de Estado, não um plano de governo. Os governantes atuais lideram o RESUMO DO LIVRO: PEDAGOGIA DO
processo de elaboração do PNE e dos Planos Estaduais e Municipais, mas isso não lhes OPRIMIDO - 18.368 visualizações
ASPECTO DA FILOSOFIA
confere propriedade sobre eles, pois a proprietária é a sociedade. O Plano tem vigência por
CONTEMPORÂNEA - 18.184 visualizações
dez anos, indo além, portanto, de dois períodos de governo. Mesmo com alternância de A RELAÇÃO DE PSICOPEDAGOGIA COM A
pessoas e partidos nos governos federal, estadual e municipal, as diretrizes, os objetivos e PSICOMOTRICIDADE: ASPECTOS
PSICOPEDAGÓGICOS DA EDUCAÇÃO
as metas do Plano devem permanecer, orientando a política educacional. Para que essa
INFANTIL - 17.833 visualizações
característica impregne a essência dos planos estaduais e municipais, é essencial que a RESENHA DO LIVRO PEDAGOGIA DO
sociedade deles participe ativamente, como parceira de sua elaboração, acompanhando OPRIMIDO DE PAULO FREIRE - 17.754
visualizações
sua execução e fazendo parte de sua avaliação;
RESENHA DO FILME: A GUERRA DO FOGO
- 17.624 visualizações
PLANO GLOBAL TCC: VIOLÊNCIA NA ESCOLA - 17.440
visualizações
REFERENCIAL CURRICULAR NACIONAL
c) É um plano global, isto é, abrangente de toda a educação, tanto no que se refere aos PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL - 17.216
níveis de ensino e modalidades de educação, quanto no envolvimento dos diversos setores visualizações
HISTÓRIA DOS NÚMEROS - 17.212
da administração públicas e da sociedade. Em relação aos níveis, o PNE trata da Educação
visualizações
Infantil, do Ensino Fundamental, do Ensino Médio, da Educação Superior. Em relação às
modalidades, trata da Educação de Jovens e Adultos, Especial, Indígena, a Distância,
Tecnológica e Formação profissional. Trata, igualmente, do magistério e da gestão e
Conectar-se
financiamento da educação. Em relação à realização da educação, ao contexto e aos Nome de usuário
agentes da educação, o PNE centra sua visão na escola, como lugar privilegiado para o
ensino e a aprendizagem, mas contempla também todos os espaços, físicos e virtuais em
que a aprendizagem acontece e recomenda a articulação do setor educação e de sua Senha
instância operativa mais concreta – a escola – com os demais setores como saúde,
Lembrar de mim
assistência, trabalho, justiça e promotoria pública e com as organizações da sociedade
civil. Não se trata, pois, de um plano que diz respeito apenas à Secretaria de Educação ou
Conectar-se →
à rede estadual ou municipal de ensino. As diversas forças governamentais e sociais se
engajam no ideal proposto pelo Plano;
Registrar-se
Perdeu sua senha?
APROVADO POR LEI

d) Sendo aprovado por lei e, portanto, pelos representantes da sociedade, ele


compromete – poderíamos dizer, obriga! – a todos no seu cumprimento. Embora a lei que o
aprova não estabeleça penalidades pelo não cumprimento de suas metas (além daquelas já
fixadas na Constituição e na lei), o fato de ter envolvido a sociedade, diretamente e por
representação, na sua elaboração, discussão e aprovação, lhe confere um poder maior do
que têm os planos técnicos elaborados em gabinetes. Pode-se dizer que é uma lei de
compromisso, uma opção ética da sociedade por um ideal de educação para o país, um
pacto político e técnico por metas necessárias.

Será que essas características tornam o PNE diferente do que já foi feito em planejamento
educacional no Brasil? E será que este Plano vai ser posto em prática? No que depender
dos professores, ele contará com o apoio necessário? Na seqüência dos textos deste
Boletim, serão apresentados mais elementos para que possamos refletir e nos posicionar
sobre essas e outras questões.

www.pedagogiaaopedaletra.com.br/posts/a-escola-que-queremos/ 5/17
19/06/13 A ESCOLA QUE QUEREMOS | Pedagogia ao Pé da Letra
3. Pontos de partida para a construção do PNE

O PNE se assenta sobre três idéias-chave:

(a) A educação como direito de todos. O século XX pode ser considerado o século dos
direitos humanos. O direito à educação é um dos mais expressivos e foi sendo
progressivamente detalhado (o direito das crianças a partir do nascimento, dos jovens e
adultos, das meninas, dos indígenas, dos refugiados, dos migrantes, a necessidade da
educação permanente etc.). Seria empobrecer o ideal educativo fundamentá-lo apenas na
necessidade da instrução para a inserção social e o exercício do trabalho. Toda pessoa –
independente da idade, da condição social, dos objetivos econômicos – tem direito ao
conhecimento, à formação de uma visão de mundo progressivamente mais ampla, à
organização de um quadro de valores que lhe dê uma visão cada vez mais solidária, mais
profunda e mais abrangente da vida, da história e do sentido de sua vida;

(b)A educação como fator de desenvolvimento social e econômico do país. A


educação contribui decisivamente tanto no desenvolvimento pessoal, na vivência dos
valores sociais e morais, na produção cultural, quanto no desenvolvimento das ciências, da
técnica, no progresso material dos indivíduos, das comunidades e do país. Não há forma
mais eficaz de promover o desenvolvimento econômico e social e de fazer com que todas
as pessoas dele participem do que a educação. Sobretudo hoje, que vivemos na chamada
“sociedade do conhecimento“, é preciso ter um certo nível de instrução formal, de
conhecimento e de competências desenvolvidos pela educação para ser capaz de entender
o que acontece no mundo, inserir-se no exigente e competitivo mercado de trabalho, ser
criativo e flexível de acordo com a dinâmica das mudanças que ocorrem em todos os
campos da atividade humana, enfim, de exercer a cidadania com autonomia, espírito crítico
e participação construtiva;

(c) A educação como instrumento de combate à pobreza e de inclusão social. Ela


produz melhoria nas condições de vida das pessoas, não só pela elevação da sua
capacidade de trabalho e melhoria da renda, mas também pela criação de possibilidades de
inserção profissional, de exercício de trabalhos melhor remunerados e de oportunidade de
optar por um estilo de vida mais satisfatório. A educação é o mais poderoso instrumento de
combate à exclusão social ou, dito de outra forma, de inclusão dos segmentos
marginalizados no conjunto da sociedade.

4. Objetivos do PNE

O PNE estabeleceu 4 objetivos gerais que sinalizam para um panorama educacional


condizente com as exigências dos tempos atuais:

(a) Elevação global do nível de escolaridade da população;

(b) Melhoria da qualidade do ensino em todos os níveis;

(c) Redução das desigualdades sociais e regionais no tocante ao acesso e à permanência,


com sucesso, na educação pública;

(d) Democratização da gestão do ensino público, nos estabelecimentos oficiais.

Esses objetivos serão buscados ao longo dos dez anos, abrangendo todos os níveis de
ensino e modalidades de educação. Mas considerando as possibilidades reais e a
capacidade administrativa, técnica e financeira atual e aquela que se criar para cumprir
tais objetivos, o Plano estabelece as seguintes prioridades:

(a) Garantia de Ensino Fundamental obrigatório de oito anos a todas as crianças de 7 a 14


anos, assegurando o seu ingresso e permanência na escola e a conclusão desse nível de
ensino;

www.pedagogiaaopedaletra.com.br/posts/a-escola-que-queremos/ 6/17
19/06/13 A ESCOLA QUE QUEREMOS | Pedagogia ao Pé da Letra
(b) Garantia de Ensino Fundamental a todos os que a ele não tiveram acesso na idade
própria ou que não o concluíram;

(c) Ampliação do atendimento nos demais níveis de ensino – a Educação Infantil, o Ensino
Médio e a Educação Superior;

(d) Valorização dos profissionais da educação;

(e) Desenvolvimento de sistemas de informação e de avaliação em todos os níveis e


modalidades de ensino.

Há muitos desafios para o Brasil alcançar os objetivos e as metas estabelecidos no Plano


Nacional de Educação. O ponto de partida para superá-los é a vontade política. E essa é
dos dirigentes nacionais, estaduais e municipais, mas também é dos professores, dos pais,
dos alunos. A vontade política leva à tomada de decisão. Tomando-se a decisão política,
os recursos financeiros são alocados e, se insuficientes, novas fontes ou novos valores são
buscados. Os professores têm um papel importante nessa questão. Quanto mais estiverem
informados e forem participantes da definição da política educacional, do plano de
educação, do orçamento nacional, estadual ou municipal, tanto mais pressão poderão fazer
para que o Plano dê certo.

OS PLANOS ESTADUAIS E MUNICIPAIS

Neste programa, vamos analisar a necessidade de articulação entre o Plano Nacional e os


Planos Estaduais e Municipais de Educação. Vamos debater o processo de elaboração, que
deve ser democrático, abrangente e baseado no compromisso entre todos os atores, em
regime de colaboração entre a União, os estados e os municípios. Vamos mostrar também a
participação dos professores na elaboração dos Planos Estaduais e Municipais.

ESCOLA: DO SONHO À REALIDADE

Os temas centrais que serão discutidos neste programa são: o espaço escolar como
ambiente e conteúdo pedagógico; os Padrões Mínimos – nacionais e regionais – de infra-
estrutura; a escola como lugar de alegria, gostoso de estar, de estudar, de aprender. E,
ainda, pais, alunos e professores dizem como gostariam que fosse a escola: a sala de aula,
os móveis, o laboratório, a biblioteca, os espaços de movimentação etc.

“O espaço da escola não é apenas um ‘continente’, um recipiente que abriga alunos,


livros, professores, um local em que se realizam atividades de aprendizagem. Mas é
também um ‘conteúdo’, ele mesmo é educativo. Escola é mais do que quatro paredes; é
clima, espírito de trabalho, produção de aprendizagem, relações sociais de formação de
pessoas. O espaço tem que gerar idéias, sentimentos, movimentos no sentido da busca
do conhecimento; tem que despertar interesse em aprender; além de ser alegre,
aprazível e confortável, tem que ser pedagógico. Há uma ‘docência do espaço’. Os alunos
aprendem dele lições sobre a relação entre o corpo e a mente, o movimento e o
pensamento, o silêncio e o barulho do trabalho, que constroem conhecimento (por que
silêncio na biblioteca e barulho na oficina, no ateliê de artes ou mecânica?).

É verdade que ‘até embaixo de uma árvore se aprende’ e para algumas coisas é até mais
agradável e apropriado, como aprender sobre a terra, o chão, as pedras, uma formiga, o
vento, o sol, o frio e observar o movimento circundante. Mas também é verdade que uma
sala de aula, um laboratório, uma biblioteca oferecem melhores condições para observar
microorganismos num microscópio, resolver uma equação matemática que exige alta
concentração, ficar algumas horas lendo e analisando um texto… E estudar sobre coisas
distantes, que exigem atenção, pesquisa e posterior elaboração própria. Por isso, é
importante que as escolas sejam espaços funcionais, produtivos e produtores de
aprendizagem.”

O texto a seguir faz parte do documento “Padrões Mínimos de Qualidade do Ambiente

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19/06/13 A ESCOLA QUE QUEREMOS | Pedagogia ao Pé da Letra
Escolar”, elaborado pelo Fundo de Fortalecimento da Escola – FUNDESCOLA/MEC. Este
documento constitui a base para a organização do trabalho sobre Padrões Mínimos de
Qualidade do Ambiente Escolar, a partir do foco nos serviços a serem oferecidos pela
escola de Ensino Fundamental.1

Pressupostos

A escola é uma organização de prestação de serviços educacionais.


Todo e qualquer aluno tem direito aos mesmos serviços, no mesmo padrão de
qualidade, independentemente da localização ou do tamanho da escola que freqüente.
O tratamento do ambiente escolar (espaço físico e recursos materiais) com base na
idéia de prestação de serviços privilegia os fins e não os meios.
A flexibilização do uso dos espaços, equipamentos e mobiliário, mediante a adoção de
soluções criativas, é a condição para alcançar a “universalização” da oferta dos
serviços.
Serviços são os produtos oferecidos pela organização escola a alunos, pais,
comunidade local, professores e funcionários. Todos os serviços oferecidos por uma
escola, em seu ambiente físico ou mediante utilização de espaços da comunidade, têm
como fim último o aluno e seu sucesso.
Funções são etapas ou atividades componentes do processo de oferta do serviço, ou
seja, é preciso que elas sejam executadas para viabilizar a oferta do serviço. Por
exemplo, planejar aulas e desenvolver aulas são duas funções essenciais para a oferta
do serviço de docência.
Cada função, por sua vez, possui um conteúdo composto por um conjunto de ações
específicas. Por exemplo, o preparo da merenda escolar, que é uma das funções que
viabilizam o serviço de alimentação, requer que os alimentos sejam desembalados,
higienizados e cozidos.
Ambiente é o espaço físico criado e organizado para abrigar as mais diversas atividades
de indivíduos e grupos. Os ambientes escolares são, pois, os espaços organizados para
permitir a realização das ações específicas que dão conteúdo às funções que, por sua
vez, viabilizam a oferta dos serviços diretos e indiretos

Conceitos Público alvo

O trabalho é dirigido, fundamentalmente, aos gestores, tanto dos sistemas de ensino,


como, e especialmente, das escolas. Inscreve-se na categoria de trabalhos desenvolvidos
com o objetivo de apoiar a gestão escolar, resultantes da tendência mundial de destaque
ao protagonismo da escola, claramente enfatizada na Lei de Diretrizes e Bases da
Educação Nacional, e coerentes com a premissa que fundamenta o Programa Fundescola,
de que o desempenho educacional dos alunos sofre influência decisiva da qualidade das
escolas que freqüentam. Leva em conta as iniciativas destinadas a estimular a autonomia
da escola e a exigência, cada vez mais freqüente e intensa, de que o gestor escolar,
liderando sua equipe e assessorado por ela, decida, planeje, estabeleça prioridades,
fiscalize a qualidade e faça exigências aos fornecedores de bens e serviços às escolas,
zelando pela boa utilização dos recursos públicos destinados à educação.

Enfoque inovador

O trabalho se pretende inovador sob três pontos de vista.

Em primeiro lugar, pela mudança do eixo dos meios para os fins, do que a escola tem
que ter como mínimo, para o que a escola tem que fazer como mínimo.
Em segundo lugar, pelo público ao qual se orienta. Especialmente no campo do espaço
educativo, da arquitetura escolar, o Brasil tem produzido vários e bons trabalhos, de
modo geral, porém, destinados a técnicos e especialistas. Ao voltar-se para os clientes
desses técnicos e especialistas, o trabalho busca ajudá-los a definir suas prioridades,
especificar suas “encomendas”, facilitar o diálogo e mesmo acompanhar e fiscalizar a
qualidade dos bens e serviços que recebem.
Finalmente, o terceiro aspecto é aquele no qual, provavelmente, reside

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19/06/13 A ESCOLA QUE QUEREMOS | Pedagogia ao Pé da Letra
verdadeiramente a característica inovadora do trabalho. A diversidade de condições de
operação das escolas brasileiras é imensa. Se existem, sem dúvida, gestores e
profissionais que limitam as possibilidades educacionais de seus alunos sob o argumento
da “falta de recursos e de condições”, também é inegável a existência de um grande
contingente de gestores que, no dia-a-dia, buscam soluções criativas para contornar
limitações, carências e obstáculos. Inventam, improvisam, “quebram o galho”. Na maior
parte das vezes, o fazem puramente apoiados no bom senso, já que a produção
técnica, pouco acolhendo a realidade, quase não lhes oferece subsídios. É
principalmente sob esse ponto de vista que este trabalho se crê inovador.
Reconhecendo a diversidade de condições das escolas existentes; consciente de que,
no país, já quase não se trata de construir novas escolas, mas de reorganizar as redes
escolares e otimizar a utilização da capacidade instalada; admitindo que o próprio
esforço de redução dos déficits de escolarização por meio da ênfase na ampliação da
oferta de vagas foi responsável, em boa medida, pela degeneração da qualidade de
prédios, móveis e equipamentos escolares, o trabalho pretende oferecer estímulo,
subsídios e orientações para transformar a improvisação e o “quebra-galho” em
otimização ou flexibilização da utilização dos ambientes e recursos escolares, com base
em critérios técnicos e responsáveis.

Critérios

Para a seleção de serviços e funções

O trabalho está motivado pela identificação e indicação de padrões mínimos de qualidade


para ambiente da escola de Ensino Fundamental. O foco preferencial nos serviços e não
nos ambientes – ou seja, nos fins ou na missão da escola e não no edifício ou nos recursos
escolares – exigiu, portanto, que fossem identificados aqueles serviços aos quais todo e
qualquer aluno tem direito, independentemente dos meios adotados pelas escolas e pelos
sistemas de ensino para ofertá-los. Passou-se, então, a buscar a seleção dos serviços e
funções essenciais ao desenvolvimento do processo educativo escolar que, enquanto
essenciais, são, portanto, mínimos.

Essa seleção não deixa de conter uma certa dose de subjetividade ou juízo de valor.
Procurou-se, no entanto, pautá-la pelos instrumentos maiores, norteadores da política
educacional do país para o Ensino Fundamental, bem como por iniciativas do governo
central destinadas a incidir favoravelmente na qualidade do ensino ministrado. Assim, foram
considerados como balizadores da definição de serviços e funções essenciais ou mínimos:

a Constituição Federal, especialmente seus artigos 206, que estabelece os princípios


com base nos quais deve ser ministrado o ensino, e 208, que fixa os deveres do Estado
para com a educação, com especial ênfase no Ensino Fundamental.
a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, especialmente seus artigos 12 e 13
que definem, respectivamente, as responsabilidades dos estabelecimentos de ensino e
dos docentes.
os Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental, elaborados para
“garantir a todos os alunos, de qualquer região do país, do interior ou do litoral, de uma
grande cidade ou da zona rural, que freqüentam cursos nos períodos diurno ou noturno,
que sejam portadores de necessidades especiais, o direito de ter acesso aos
conhecimentos indispensáveis para a construção de sua cidadania” (PCN, 5ª a 8ª série,
Introdução, Apresentação).
programas mantidos ou apoiados pelo Ministério da Educação, por intermédio do Fundo
Nacional de Desenvolvimento da Educação – FNDE, tais como o Programa Nacional do
Livro Didático – PNLD, o Programa Nacional de Alimentação Escolar – PNAE, o Programa
Nacional de Saúde Escolar – PNSE, o Programa Nacional de Informática na Educação –
PROINFO, a TV Escola, o Programa de Apoio Tecnológico.

Analiticamente, os serviços desenvolvidos em uma escola podem ser classificados em duas


grandes categorias:

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19/06/13 A ESCOLA QUE QUEREMOS | Pedagogia ao Pé da Letra
os serviços com foco direto no aluno, nos quais ele participa como protagonista e, ao
mesmo tempo, beneficiário principal. Nessa categoria se incluem a docência
(desenvolvimento das aulas e atividades curriculares, de reforço e recuperação ou
voltadas à regularização da trajetória escolar), as atividades que favorecem o convívio
escolar extra-classe; os serviços suplementares de alimentação, higiene e assistência à
saúde.
os serviços com foco indireto no aluno, na medida em que propiciam as condições para
um adequado desenvolvimento dos serviços diretos. Nessa categoria se incluem o apoio
à ação docente (por meio de atividades de educação continuada ou disponibilização de
recursos didáticos), a manutenção e conservação do ambiente físico escolar, as
atividades administrativas, a segurança.

A enumeração e categorização dos serviços, sua titulação e a identificação das funções


que os viabilizam podem suscitar opiniões diferentes, sem que, contudo, se modifique, de
modo substantivo, o significado desses mesmos serviços, funções e ações. A organização
apresentada no documento é fruto do consenso do grupo responsável pelo
desenvolvimento do trabalho, levando em consideração opiniões de diversos profissionais,
atuantes em diferentes áreas da educação.

Por sua vez, a enumeração das ações que dão conteúdo às funções poderia obedecer a
diferentes graus de detalhamento. O critério adotado para limitar a discriminação foi o
impacto quanto ao uso do ambiente.

Para a seleção de ambientes

Se os critérios e orientações anteriores nortearam a seleção de serviços e funções


essenciais ou mínimos, a escolha dos ambientes comentados teve como parâmetro a
freqüência com que aparecem nas escolas de Ensino Fundamental, ou seja, os
ambientes mais comuns.
É oportuno ressaltar, mais uma vez, que o ponto de partida são os serviços e funções
essenciais ou mínimos e não os ambientes. Nesse sentido, a tipologia inicial de
ambientes é pouco importante. A idéia é mostrar que os serviços e funções essenciais
podem ser desenvolvidos em um grande ou em um pequeno número de ambientes,
convenientemente organizados; em ambientes específicos, sofisticados, de alto custo
de construção e manutenção ou em ambientes mais simples e genéricos, que
comportem várias funções, e que os ambientes mínimos são aqueles que permitem a
oferta dos serviços mínimos.
Se a seleção de uma certa tipologia de ambientes não era fundamental enquanto eixo
norteador do trabalho, ela era essencial em termos didáticos, de apresentação do
próprio trabalho. Para orientar o leitor na avaliação de sua própria realidade, para
sugerir uso flexível, consciente e organizado dos espaços, para indicar alternativas,
cuidados e restrições, era necessário dispor, ao lado da relação de serviços e funções,
de um rol de ambientes para exemplificar algumas das associações possíveis. O critério
para definir a amplitude e composição desse rol é que foi, portanto, o de freqüência de
existência dos espaços considerados, nas escolas públicas de Ensino Fundamental.
Levando em consideração o uso principal, os ambientes foram organizados em:
ambientes de aulas, ambientes de acesso à informação, ambientes de convivência,
ambientes para atendimento a necessidades primárias, ambientes de guarda de
materiais e documentos, ambientes de administração e apoio pedagógico, ambientes de
acesso e circulação.

Para a associação entre serviços / funções e ambientes

A associação entre serviços / funções e ambientes é dependente da ação específica


considerada como parte da função.

Levando em conta as ações que dão conteúdo às funções que, por sua vez, viabilizam a
oferta dos serviços, o uso do ambiente pode ser considerado específico ou múltiplo. Essa
classificação, que depende de cada situação concreta, é prerrogativa do próprio usuário,

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19/06/13 A ESCOLA QUE QUEREMOS | Pedagogia ao Pé da Letra
considerando o seguinte entendimento:

O uso específico reflete a associação entre um ambiente e a função / ação para a qual
ele foi originalmente concebido / construído. Representa, de modo geral, a utilização
“usual”, “tradicional” ou “especializada” dos ambientes.
O uso múltiplo reflete a otimização ou flexibilização da utilização do ambiente, de modo
que, mediante os arranjos necessários, ele possa abrigar funções / ações diferentes
daquela para a qual foi originalmente concebido / construído. O uso múltiplo ou
flexibilizado representa um “novo olhar” sobre o ambiente, uma visão inovadora de sua
utilização, e não se confunde com uso inadequado dos espaços.

Os diversos quadros apresentados no documento original, referentes a serviços, funções e


ações que têm relação com a ambiente escolar, podem ser obtidos, se houver interesse,
entrando em contato com o FUNDESCOLA:

NOTAS:

1 Nota de trabalho: Nesta “nota de trabalho” estão registrados observações e lembretes


que deverão ser considerados até que o trabalho chegue à sua forma final. Este texto foi
adaptado e resumido para a publicação no Boletim da série A escola que queremos. Se
houver interesse em conhecer a publicação completa, procurar a página da Internet:

A PROPOSTA PEDAGÓGICA

O programa pretende abordar a meta do PNE de elaboração e aplicação da Proposta


Pedagógica da Educação Infantil, do Ensino Fundamental e do Ensino Médio. Vamos
debater a importância da participação dos professores na elaboração da Proposta
Pedagógica e, ainda, como as Propostas Pedagógicas estão mudando o cotidiano da
educação.

Fernando S.Mota

“A esperança não é para amanhã. A esperança é este instante. Precisa-se dar outro nome
a certo tipo de esperança, porque esta palavra significa sobretudo espera. E a esperança é
já.”

Clarice Lispector

Neste texto, pretendemos abordar a questão da construção da Proposta Pedagógica numa


visão de construção democrática. Para tanto, escolhemos este pensamento de Clarice
Lispector, no sentido de dar a verdadeira dimensão que pretendemos ao assunto: a
dimensão de esperança e ao mesmo tempo de imediatismo necessário.

Esperança de que a questão das propostas pedagógicas possa verdadeiramente ser


assumida pelas equipes de nossas escolas e imediatismo necessário no sentido de que
possam essas equipes assumir seus papéis de forma plena, comprometida e imediata.

Para abordar este tema se faz necessário um detalhamento inicial de pontos da Lei de
Diretrizes e Bases da Educação – Lei Darcy Ribeiro – nº 9.394/96 e das Diretrizes
Curriculares Nacionais.

É importante destacar o artº 3º, que enfatiza os princípios norteadores do ensino no Brasil:

Art. 3º O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios: ( … )

II – Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e


o saber;

III – Pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas;

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19/06/13 A ESCOLA QUE QUEREMOS | Pedagogia ao Pé da Letra
IV – Respeito à liberdade e apreço à tolerância.

Consideramos importante que todos tenham a real dimensão do que isso significa, pois sem
assumirmos compromissos com estes princípios, teremos certamente dificuldades em mudar
concepções que remetem para uma nova postura em relação à Proposta Pedagógica.

Ainda reportando ao texto legal, base da educação brasileira, Lei 9.394/96, chegamos aos
Artigos 13 e 14. O primeiro diz claramente em seu inciso I: “Os docentes incumbir-se-ão de
participar da elaboração da proposta pedagógica do estabelecimento de ensino” e o
segundo: “Os Sistemas de ensino definirão(…): Inciso I: “Participação dos profissionais da
educação na elaboração do projeto pedagógico da escola”.

As Diretrizes Curriculares Nacionais estabelecem que as propostas pedagógicas devem


respeitar os seguintes fundamentos norteadores (em todos os níveis):

Princípios éticos da autonomia, da responsabilidade, da solidariedade e do respeito ao


bem comum;
Princípios políticos dos direitos e deveres de cidadania, do exercício da criticidade e do
respeito à ordem democrática;
Princípios estéticos da sensibilidade, da criticidade, da ludicidade e da diversidade de
manifestações artísticas e culturais.

As Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental enfatizam, inclusive, que “ao
definir suas propostas pedagógicas, as escolas deverão explicitar o reconhecimento da
identidade pessoal de alunos, professores e outros profissionais e a identidade de cada
unidade escolar e de seus respectivos sistemas de ensino”. Na Educação Infantil vemos
uma pequena variação nas DCN: “explicitar o reconhecimento da importância da identidade
pessoal de alunos, suas famílias, professores e outros profissionais e a identidade de cada
unidade educacional no contexto de suas organizações” e no Ensino Médio as DCN dizem:
“as propostas pedagógicas das escolas e os currículos constantes dessas propostas
incluirão competências básicas, conteúdos e formas de tratamento dos conteúdos,
previstas pelas finalidades do Ensino Médio”.

Como vemos, a nova lei e as novas diretrizes apontam os caminhos necessários à garantia
do envolvimento dos professores na formulação das propostas pedagógicas dos
estabelecimentos de ensino em todos os níveis da educação básica (Infantil – Fundamental
– Médio) e Educação Superior e estabelecem, ao mesmo tempo, novos paradigmas a serem
incorporados nesta ação. No entanto, ainda temos encontrado muitos obstáculos para a
concretização desse ideal.

Acreditamos que é chegada a hora de assumirmos plenamente o nosso papel. Miguel


Arroyo, em Prática Pedagógica e Currículo – Anais do VII ENDIPE, Florianópolis, 1996,
pág.167/168, nos diz: “Primeiro ponto que pretendo destacar é que não elaboramos um
projeto de cima para baixo. Partimos da prática pedagógica das escolas, passamos mais de
meio ano mapeando as práticas significativas e descobrimos que há, na escola pública, uma
prática transgressora, extremamente inovadora; (…) somos tímidos na flexibilização da
escola. Não é suficiente pendurar flores nas grades curriculares como estamos fazendo,
muitas vezes, com nossas reformas.Não adiantarão novos parâmetros se os currículos
continuarem gradeados. A escola que temos é uma escola onde não fazemos o que somos
capazes de fazer, onde a iniciativa pedagógica do profissional se sente entre grades.”

Arroyo nos convida a desgradear não só os currículos, mas também, nossas mentes. Ele
nos convida a ousar, a inovar na formulação de nossas práticas pedagógicas. É um convite
e ao mesmo tempo um desafio.

Quem nos permite ousar?

Quem nos possibilita inovar ?

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19/06/13 A ESCOLA QUE QUEREMOS | Pedagogia ao Pé da Letra
Não há possibilidade de construção coletiva de proposta, sem que todos os atores do
processo estejam assumindo papéis de construtores dentro das novas concepções da
educação neste século XXI.

A UNESCO apresentou, através do Relatório Jacques Delors, em 1996, os quatro pilares


fundamentais que deveriam nortear a educação neste século XXI. São eles:

-Aprender a aprender;

-Aprender a fazer;

-Aprender a conviver juntos;

-Aprender a ser.

Nossa legislação educacional incorporou todos esses quatro pilares.

Com base nestes pilares e devido à realidade da nova legislação educacional, podemos
durante estes últimos dois anos vivenciar algumas práticas extremamente interessantes e
marcantes e que mobilizaram centenas de professores e funcionários na formulação de
propostas pedagógicas coletivas.

Vivemos a construção de algo verdadeiramente significativo junto a duas comunidades bem


distintas entre si: a primeira em Imperatriz do Maranhão e a segunda nas cidades de
Taguatinga, Ceilândia e Gama, em Brasília -DF.

Na comunidade Capuchinha de Imperatriz – Maranhão, uma escola religiosa – Escola Santa


Terezinha -, que atenda a todos os segmentos da educação básica, foi possível vivenciar
uma relação profunda com profissionais sensíveis, criativos e que canalizaram suas energias
para a elaboração de uma proposta pedagógica factível com suas realidades, no entanto
não menos criativa e sonhadora.

Na outra experiência significativa como consultor externo foi possível vivenciar a


construção da Proposta Pedagógica das Unidades do SESI- Serviço Social da Indústria –
DF. Três unidades de educação básica (Educação Infantil e Ensino Fundamental) assumiram
ousadamente uma profunda ruptura nas concepções de formulação de ações.

“Conhecer fatias do mundo não é conhecer o mundo.”

Jurjo Torres Santomé

Com este pensamento do educador espanhol Jurjo Santomé, apresento a teoria do currículo
integrado, que foi desenvolvido com sucesso na proposta das Unidades SESI-DF. Nossa
experiência junto à equipe das Unidades do SESI-DF sustentou toda uma dinâmica de
envolvimento coletivo na discussão e formulação de um novo desenho de gestão
participativa:

- Novo desenho de matriz curricular e de currículo integrado, através de práticas


pedagógicas construtivas;

- Nova forma de oferecimento do Ensino Fundamental em ciclos de estudos de três anos;

- Nova visão avaliativa com registros de periodicidade trimestral e incorporando novas


concepções;

- Uma convivência harmoniosa construída coletivamente com a participação de alunos,


professores, equipe pedagógica,

auxiliares e pais, através dos “contratos de convivência”.

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19/06/13 A ESCOLA QUE QUEREMOS | Pedagogia ao Pé da Letra
Acreditamos que os caminhos trilhados tanto pela Escola Santa Terezinha – Imperatriz,
quanto pelas Unidades do SESI-DF foram significativos e com certeza não foram os únicos.
Tantos outros exemplos teríamos a registrar, que foram concretizados e apontam para dias
melhores na ação educativa de seus construtores.

Perrenoud em seu livro 10 Novas Competências para Ensinar (Artmed, 2000, pág. 20)
enfatiza os domínios de competências reconhecidas como prioritárias na formação contínua
dos professores do Ensino Fundamental ( e de outros níveis):

1) Trabalhar em Equipe: elaborar um projeto de equipe, representações comuns;

2) Participar da administração da escola: elaborar, negociar um projeto da instituição;

3) Enfrentar os deveres e os dilemas éticos da profissão: participar da criação de regras de


vida comum, referentes à disciplina na escola, às sanções e à apreciação da conduta
(Contratos de Convivência).

Acreditamos que estas sejam concepções que precisam ser assumidas pelos professores,
para que os mesmos possam mergulhar de forma concreta na ação de construção de
propostas verdadeiramente democráticas.

Pierre Weil, em A arte de viver em paz (Unesco, 1990) concretamente nos diz que “a
humanidade atingiu o limiar de uma nova era e vive, agora, uma espécie de dor de
crescimento(…). Acumulamos conhecimentos em quantidade. Mas, sem sabedoria para usá-
los podemos destruir-nos e ao mundo que habitamos. Felizmente, uma nova consciência
está se estabelecendo no espírito de grande parte das pessoas. Ela inspira outra maneira
de ver as coisas em ciência, filosofia, arte e religião. Trata-se de um momento de síntese,
integração e globalização. Nesta fase, a humanidade é chamada a colar as partes que ela
mesma separou nos cinco séculos em que se submeteu à ditadura da razão.”

A esperança é já!

Que possamos assumir essa esperança de concretizar esse sonho de construção coletiva.

Que possamos entender que uma proposta elaborada a partir de experiências, realidades e
contribuições de diversos profissionais pode representar conquistas.

Que possamos transformar nossas escolas em espaços de práticas democráticas e de


convivência harmoniosa.

Sabemos das dificuldades, no entanto. Apostamos nelas para atingir o sucesso.

Apresentamos aqui uma sugestão de roteiro para a execução de ações coletivas da


construção da Proposta Pedagógica:

I) Identificação da Instituição – Marco Referencial

Tipo de clientela – diagnóstico escolar;

Tipo de estabelecimento com a identificação de linhas filosóficas e metodológicas;

Localização – que tipo de espaço dispomos para a ação educacional?

II) Planejamento Curricular

Matriz Curricular e o tempo/espaço para as ações

Regime de funcionamento

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Objetivos – proposta para cada curso oferecido

Atividades propostas para cada nível de escolaridade, com outros níveis e extra-classe

Utilização dos espaços

Ações externas

Interdisciplinaridade/Multidisciplinaridade/transdisciplinaridade

Progressão Continuada

Estudo de apoio

III) Sistema de Progressão e Avaliação – com coragem para mudar

Instrumentos avaliativos

Auto-avaliação

Avaliação Institucional

IV) Sistema de Organização Disciplinar

Voz e vez aos alunos

Conquistas – Compromissos e conseqüências

Contratos de Convivência. Representação Estudantil

V) Calendário Escolar

Reuniões/ atividades especiais / eventos

Dias letivos

Formação Continuada

Apoio/ recuperação

Recesso/ Férias

Conclusão:

Mudar concepções, quebrar paradigmas, assumir papéis dentro dos novos princípios da
educação, ter postura ética e cidadã são algumas das questões postas aqui para
possibilitar sua reflexão. Estou certo de que este caminho será significativo para a
formação de uma nova mentalidade da gestão e ação na escola brasileira.

Vamos à construção?

Referências

Arroyo, Miguel. Prática Pedagógica e currículo – Simpósio do VIII ENDIPE. Florianópolis,


INEP,1996.

Mota, Fernando e De Luca, Marly. Os Caminhos e Descaminhos de um projeto Pedagógico.


Rio de Janeiro, IEDITORA, 2001.

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Perrenoud, Philippe. 10 novas competências para ensinar:convite à viagem. Porto Alegre:
Artmed, 2000.

Weil, Pierre. A arte de viver em Paz - por uma consciência e educação, Paris, UNESCO,
1990;
Documentos consultados:

Brasil. Ministério da Educação. Lei nº 9.394/96 de 20 de dezembro de 1996. Diretrizes e


Bases da Educação- Lei Darcy Ribeiro. Brasília, DOU, 1996.

Diretrizes Curriculares Nacionais:

Educação Infantil – Parecer n. 22/98 e Resolução n. 1/99.

Ensino Fundamental – Parecer n. 4/98 e Resolução n. 2/98.

Ensino Médio – Parecer n. 3/98 e Resolução n. 3/98.

Brasil. Ministério da Educação. Plano Nacional de Educação – PNE. Brasília, INEP, 2001.

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Pedagogia ao Pé da Letra 9 de abril de 2013


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Ensino Médio, Jovens e Adultos, Legislação Educacional
3 C omments
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