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ENSINO DE HISTÓRIA

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FACULDADE DE FILOSOFIA DA PARAÍBA: FORMAÇÃO DO PROFISSIONAL DE HISTÓRIA PARA O MAGISTÉRIO Francisco Chaves Bezerra Esse trabalho faz um estudo da Faculdade de Filosofia da Paraíba (FAFI), abordando aspectos relacionados ao funcionamento institucional e a formação do profissional de história de nível superior na Paraíba, entre 1952-1967. O recorte temporal tem como justificativa a implantação do primeiro curso que se propôs formar professores de História para atuarem no mercado de trabalho, isso ocorreu com o funcionamento do curso de Geografia e História, em 1952, na Faculdade de Filosofia da Paraíba. O período se estende até 1967 quando a FAFI extinta em decorrência dos efeitos da Reforma Universitária brasileira. Nesse sentido, procuramos identificar o modelo de Ensino Superior adotado no Brasil desde o Império, com a criação das primeiras escolas de Ensino Superior, passando pela fundação das primeiras Universidades brasileiras no início da década de 1930, até o surgimento do Ensino Superior na Paraíba com a implantação de escolas e faculdades isoladas, no fim da década de 1940, início da década de 1950. Nesse contexto, discutimos a estadualização dessas instituições, com a criação da Universidade da Paraíba (1955) e a federalização desta em 1960. Com isso, procuramos definir, em linhas gerais, que tipo de profissional o curso de História da FAFI formou nesse período abordado, evidenciando aquilo que foi pensado na legislação e sua relação com o executado ou com a prática acadêmica. Palavras-chave: História, Cultura Histórica, Ensino, Saberes.

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ESTUDANDO HISTÓRIA A PARTIR DA HISTÓRIA LOCAL: UMA EXPERIÊNCIA FUNDAMENTADA NA EDUCAÇÃO LIBERTADORA. Josinaldo Gomes da Silva Este projeto discute as implicações do trabalho desenvolvido pela disciplina de História nas escolas de ensino médio. Destacando aspectos relacionados a esse trabalho, como também procura analisar a proposta curricular do nosso sistema de ensino pautada na historiografia oficial. Numa perspectiva de entender a serviço de qual classe social o ensino de historia desenvolvido em nossas escolas está? Sabemos que historicamente os conteúdos escolares são sistematizados por técnicos ligados a classe dominante, com o ensino de história não poderia acontecer diferente, a história oficial foi escrita a partir do olhar do colonizador, portanto essa história escrita sob a ótica do colonizador com certeza tende a construir representações sociais alienadas e alienantes com relação a realidade. Pois os conteúdos trabalhados apresentam-se distante da realidade existencial dos educandos, principalmente daqueles egressos das classes populares. No entanto esse afastamento da realidade contribui para o desinteresse dos estudantes com relação ao estudo da história. O desinteresse pela referida matéria nada mais é do que a incapacidade do modelo tradicional de ensino em atrair a atenção dos jovens. Portanto este trabalho procura romper com o modelo tradicional de ensino através de uma proposta que tenha como base o meio social do educando, tendo como marco teórico o projeto de educação libertadora desenvolvido pelo ilustre educador Paulo Freire. Entretanto o ensino de história partindo da história local tem como objetivos levar o educando a descobrir-se como sujeito histórico, capaz de reescrever a história sob a sua ótica, ao contrário da história oficial que foi escrita sob a ótica dos vencedores dando a entender que só eles tem história. Mitifica a realidade pregando a incapacidade das massas populares, que na verdade encontram-se historicamente proibidas de ser. E só através do desvela mento da realidade na qual estão inseridas poderão aventurar-se na luta pela superação da opressão. Todavia o estudo da história a partir do meio social do educando com certeza poderá ser um grande aliado das massas populares nessa luta por liberdade, pois fundamentados nessa proposta educadores e educadoras juntamente com educandos e educandas em comunhão com as massas poderão ocupar o lugar de sujeitos da história. Palavras-chave: Estudo de história; educação libertadora; história local

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HISTÓRIA E CURRÍCULO: “AS BRECHAS ENTRE O DIZER E O FAZER” Farahyldes Farias Gomes Monalisa Roberta Lustosa Costa Discussões desenvolvidas acerca da relação entre currículo e história, estão formuladas a partir das concepções de autores, como Alfredo Veiga Neto, Maria Stephanou, entre outros, levam à percepção de que tanto o currículo, quanto a história se configuram em construção discursivas, e não em um dado pronto, acabado e desinteressado. Esta construção provém do interesse de formar identidades, de impor lugares, de estabelecer parâmetros. Dessarte, a história, quando inserida ao currículo, torna-se um instrumento fundamental que auxilia na propagação de valores pré-estabalecidos na sociedade. Esta, torna-se visivelmente permeada por relações de poder, visto que, a seleção de conhecimento histórico influencia na legitimação de verdades apresentadas como naturais, e não naturalizadas. Sendo a História uma leitura, como nos lembra Stephanou, está sujeita ao olhar de quem a produz. Ao contrário do que possamos crer, o historiador constrói a história partindo de alguns vestígios do passado, haja visto não podermos apreender os acontecimentos tal qual ocorreram. Assim, a história parte muito mais das visões de mundo de quem a constituí enquanto história, do que de uma ciência que acredita trazer para o presente aqueles eventos selecionados, tal qual ocorreram, ou sejam, cronologicamente, de maneira organizada e evolutiva. O currículo tradicional de história, tenta passar a idéia de que os fatos podem ser revividos, e para tanto, existe uma “receita”. Porém, sabemos que não pode ser possível. As lacunas sempre existirão, e dentro do currículo, estas tornam-se bem maiores, já que haverá seleções e nelas inclusões e exclusões que marginalizaram grupos sociais, culturas diversas, deixando a impressão de que elas não existiram, que não têm história, privilegiando alguns aspectos da sociedade, como o político, na maioria das vezes, enquanto outros ficam na obscuridade, silenciosos na disciplina, vistos sem importância ou sem valor histórico. Destarte, entendemos e aceitamos se configurar a relação entre currículo e história a partir das concepções que os percebem, como construções discursivas que são instauradas pela preferência de sujeitos que estão, de uma maneira ou de outra, envolvidos na sua fabricação. Existem relações de poder conduzindo para um determinado fim, qual seja, formar indivíduos, sujeitos que possam dar continuidade à implementação de valores e das verdades legitimadas pelo currículo ou pela história. Acreditamos que repensar esta relação já estabelecida entre currículo e história dentro da escola, onde professores são levados a repassar os conteúdos como sendo verdades absolutas, não é de todo impossível. Entendemos que a escola se configura enquanto executora central deste currículo que aqui discutimos, e por ser ela a mola mestra na difusão do mesmo, é que poderia-se usa-la com o intuito de reavaliar todas estas práticas, e pensar a possibilidade de construir uma outra maneira, ou uma outra relação com o saber histórico nas aulas; fazendo-os perceber, a partir de sua própria análise, que existem diversas formas para o homem constituir-se, e estas estão para além do currículo. Palavras Chave:História, Currículo, Construção

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ligadas às relações de igualdade. abrem um novo leque para a área educacional. Conscientização. não só no Brasil (com a ditadura) como em todo o mundo com vários movimentos sociais. mas vai além. mas de educação participativa. É notória a sua contribuição porque diferentemente dos demais. com essas teorias. Uma lição não apenas de cidadania. 60 . ação e democracia devem perpassar o universo do homem simples. poder. Assim sabemos que o seu surgimento não pode ser entendido se não como uma formação de aparatos para se constituir novas formas de poder. Currículo. com suas respectivas necessidades. É nesse momento que críticos envolvidos. Como um campo mais dinâmico. social e políticos. porém o nosso objetivo nesse esboço de trabalho é não apenas entender as válidas críticas por ele promovidas.FREIRE E SUA CONTRIBUIÇÃO PARA A FORMAÇÃO DO CURRÍCULO DOS ANOS DE 1960: UMA NOVA PROPOSTA DE CURRÍCULO Joselma Lúcia da Silva José Luciano Queiroz As questões ligadas ao currículo. que questões como ideologia. propondo um novo currículo. A elaboração de um currículo efetivamente crítico só vem a ser formulado nos anos 1960. Vemos com as teorias críticas uma abertura para discussão do poder que o currículo exerce no campo educacional é. Bawles e Gintes. Palavras chaves: Educação. resistência e conscientização começam a promover uma abertura para pensar a sociedade. mas que propõe uma visão mais humanitária. época de profundas mudanças nos vários aspectos. É fato que todas essas teorias contribuíram grandiosamente para uma crítica mais plausível ao currículo tradicional. sobretudo por uma visão marxista como Althusser. Bordieu e Passeron e no Brasil Paulo Freire. ele não apenas aponta as folhas do currículo tradicional. que não foge das influências marxistas. vêm sendo desde a sua constituição reelaboradas e adaptadas aos interesses de diferentes épocas. que de antemão não é tão reconhecido nos currículos tradicionais. mas ressalta a importante contribuição da década de 1960. onde questões de participação. seja cultural. Para o trabalho proposto fizemos o uso de pesquisa bibliográfica que nos auxiliou a adentrarmos um pouco no universo freiriano.

Palavras-chave: Transculturação. Com destaque às chamadas zonas de contato. símbolo privilegiado da especificidade da pátria. Utilizaremos como arsenal teórico-metodológico. Neste último. Pratt desenvolve o conceito de transculturação. Historiografia tradicional 61 . Embora timidamente.ZONAS DE CONTATO E TRANSCULTURAÇÃO: OS ÍNDIOS DA PARAÍBA OITOCENTISTA NO DISCURSO DA HISTORIOGRAFIA TRADICIONAL Catarina de Oliveira Buriti Camila Martins Fernando Colaço Jadyel Soares Iapuan Tavares José Otávio Aguiar As imagens construídas pela sociedade “civilizada” e cristã oitocentista brasileira em torno dos povos indígenas geralmente oscilam entre a noção romantizada de um índio ancestral e genuinamente bom. O trabalho em pauta objetiva recuperar algumas informações dispersas no conjunto heterogêneo de obras nomeadas genericamente de “historiografia tradicional paraibana” acerca do encontro entre índios e brancos na Paraíba do século XIX. de Regina Horta Duarte. e “Os olhos do Império: relatos de viagem e transculturação”. termo utilizado para falar das interações propiciadas entre os viajantes e os povos visitados. a autora faz um estudo dos tropos no qual tenta tanto desagregar quanto unificar o que poderia nomear como uma retórica do relato de viagem. através do qual descreve a forma como grupos subordinados ou marginais selecionam e inventam a partir de materiais a eles transmitidos por uma cultura dominante ou metropolitana. perspectivas historiográficas renovadas têm tentado superar a visão predominante de vitimização do índio para tentar escrever sua história. “Histórias de uma guerra: os índios botocudos e a sociedade oitocentista”. situando-os enquanto sujeitos e agentes da mesma. além das obras em apreço. de Mary Louise Pratt. os textos “História dos índios no Brasil” de Manuela Carneiro da Cunha. e a de selvagens marcados pelos signos da fealdade. bestialidade e animalidade. Índios. Este trabalho visa refletir sobre a forma como aqueles que exerceram o ofício de historiar em um outro tempo conceberam visões e construíram discursos em torno dos “andarilhos” que percorreram as veredas do território paraibano. evidenciando a heterogeneidade e interação desse gênero com outras formas de expressão.

no interior das salas de aula e seus impactos nos inúmeros papeis sociais que somos convocados a assumir socialmente. se não. uma série de elaborações de dispositivos e projetos na esfera educacional. legitima e deslegitima saberes. cotidianamente. o único veículo de acesso ao interior da sala de aula. Entendendo o currículo como uma construção histórica gestada em meio às relações sociais de poder. portanto. quais relações de gênero. Os PCN-História fazem parte de um projeto de redefinição do social no qual a educação e o currículo têm papeis importantes a desempenhar na constituição de novos significados culturais. É no interior das complexas relações entre currículo. Este é um estudo que se propõe. significação. 62 . Identidades. o respeito ao “outro” e ao diferente são naturalizados e entendidos como ações intimistas. este artefato cultural institui formas de falar. sobretudo sendo um projeto produzido num contexto neoliberal de tendências neoconservadoras e neotecnicistas onde o apelo à tolerância. a partir de 1990. o Brasil assumindo as orientações dos organismos internacionais. Palavras-chave: Currículo. PCN-História. sobretudo o Banco Mundial (BM) iniciou. atua sobre os corpos regulando-os. etnia estão sendo veiculados. identidade e poder que o documento deve ser discutido. Com o objetivo de reestruturar a escola e o currículo. raça. como o próprio currículo. Neste contexto. não podem ser minimizados do seu papel de produtor de subjetividades e identidades sociais e individuais. logo de sua responsabilidade política e social. foi com esse propósito que os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) foram elaborados. permiti e interdita conhecimentos. Maria de Lourdes Lôpo Ramos A Educação tem sido assunto prioritário na agenda das políticas públicas implementadas no país. por meio da Análise do Discurso. cultura. devemos estar atentos sobre qual conhecimento e o conhecimento de quais grupos sociais. O currículo é um campo em litígio e. Iniciados no Governo Collor de Mello e tendo implementação efetiva nos Governos de Fernando Henrique Cardoso. a reforma educacional tem como eixo uma ampla redefinição do currículo que emerge como possibilidade. perfil de aluno e perfil de professor que o documento aponta. tais políticas se encontram articuladas as atuais tendências de reestruturação da sociedade a partir de critérios baseados no funcionamento e lógica do mercado. raciocinar. E os PCN-História. das contribuições dos Estudos Culturais especificamente as teorizações pós-crítica de currículo e com base nas teorizações do campo da Filosofia da Diferença problematizar o PCN para a área de História do 3º e 4º ciclo do ensino fundamental quanto ao objetivo da História. inclui e exclui narrativas.CURRICULO E ENSINO DE HISTÓRIA: A PROPOSTA DOS PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS. autoriza e desautoriza culturas. do campo do privado de forma atemporal e destituídas de quaisquer historicidades. compreendido aqui.

A FORMAÇÃO DE CONCEITOS NO ENSINO DA HISTÓRIA E DA GEOGRAFIA: UM OLHAR SOBRE O PROCESSO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO Geraldina Maria da Silva Marlene Macário de Oliveira A prática didático-pedagógica da história e da geografia na escola segue um modelo curricular fragmentado e conteudístico. caóticas. È necessário contribuir ao exercício de uma cidadania efetiva. próprio de determinados grupos. Essa manifestação. do mundo. Cidadania. permeado de práticas centralizadoras do saber e do fazer educativo. Currículo 63 . unilaterais. transvestidas de conteúdo de ensino. assegura um processo educativo anti-histórico e vicioso que não consegue atingir as vicissitudes da lógica da territorialidade do lugar construído pelos sujeitos que o cercam. reflexão e análise dos perigos e possibilidades que essa realidade nos traz. Palavras-chave: Prática Pedagógica. expressão funcional de um arbitrário cultural. incide fortemente na formação do imaginário social que constitui a cidade. não consegue interagir com a complexidade da sociedade. Esse conjunto de informações. Como essa produção é frequentemente inocentada na teia dos discursos sociais e educativos. de seu conhecimento e simbologias inerentes necessitando de interlocução.

tendo em vista. recompôs histórias de vida. a exemplo disso. Palavras-chave: História Cultural. trouxe a tona o indivíduo enquanto sujeito histórico. já que a História Cultural alçou vôos pelos temas tidos como marginalizados pelos historiadores. cidadania. destaca-se hoje no Brasil como estando entre a maior parte das produções acadêmicas. que passaram a fazer parte do objeto de pesquisa do historiador. terem sido anulados ou negativados ao longo da produção historiográfica. a partir dos anos 80. etnia. ao processo didático-pedagógico. é através dessa perspectiva teórica que o presente trabalho busca analisar as possibilidades de tais temas serem trabalhados na sala de aula. e principalmente no que diz respeito. podemos constatar a ausência de tais temas nos livros didáticos e nos currículos oficiais. cultura popular. entre outros. fez surgir novas possibilidades e instaurou novos olhares. Currículo. fez implodir no país temas como: mulher.A EDUCAÇÃO À LUZ DA HISTÓRIA CULTURAL Fátima Saionara Leandro Brito A História Cultural ou a Nova História Cultural como é conhecida. A proposta neste trabalho é caminhar juntamente com a História Cultural para buscar entender como o processo educacional pode fazer valer as possibilidades lançadas por esta corrente de saber. 64 . memória. particularmente aquelas pertencentes às camadas populares. identidade. Essa corrente historiográfica. Educação. Desse modo.

Como sabemos. 65 . te cuspam uma única forma de ser e aprender. não joga-se no mesmo abismo.EDUCAÇÃO NO PLURAL Carlos A. Alves de Souza. Palavras-Chave: Iluminismo. jardins. Em alguns momentos me coloco a pensar sobre as minhas resistências ou mesmo incapacidade para lidar com as rápidas mudanças culturais e mesmo na minha vida pessoal. Mas pensar nisso é também pensar na minha formação que ainda é iluminista. mas pretende-se por via da educação/história. nem a mesma vida. Como diz Corazza: “não pula na mesma ponte. pretende-se a partir de uma analise bibliográfica. para que se crie outros modos de existência. transitórios. que em um passe de mágica transformou-se no iluminismo. Sujeito.” mas se quer dizer que teremos autonomia para abrirmos aquele que nos sirva.” Pensado nisso.não tem os mesmos sufocos. labirintos floridos. Entretanto. a esperançosa Modernidade nos trouxe idéia de progresso e universalidade racional. está que me deu promessas progressistas fazendo-me de certa forma adiar meu presente para um futuro que parece cada vez mais distante. realidade e verdade histórica. Não pretende-se aqui esperançar. idealizar um modo uma forma de se chegar a um progresso. e se abra as dimensões. e só a partir da Razão se pensa o progresso e a emancipação. em que se germinou em meio às trevas alguns focos de luzes. a uma unidade. portanto singulares. Educação. móveis. não se quer dizer que não haverá “ferrolhos trancados. abrir-se frestas e criar-se platôs de onde se pense diferentemente e se dissolva a noção de unidade. Só o que não se pretende aqui é que outros te joguem. porque entendemos que os sujeitos são históricos. sujeito. problematizar modestamente as noções de. a uma verdade. e na Razão que pensa iluminar o homem. já que este é visto como um ser das trevas. te dêem. direções nômades.

atendendo às exigências da legitimação do regime vigente. nomes de logradouros públicos). o objetivo dessa comunicação consiste em discutir as chamadas festas cívicas como parte do currículo escolar que legitima ideologias e forma identidades e subjetividades. públicas e privadas. Nesse particular. com os representantes desse regime na Paraíba. feriado do 26 de julho. desempenharão papéis relevantes no tocante à socialização do mito João Pessoa. com o regime autoritário e centralizador de Vargas e no plano local. num primeiro momento. corpos docente e discente estarão participando das comemorações do feriado do 26 de julho. Anualmente. 66 . No meu entendimento. a invenção de tradições cultuando João Pessoa esteve. Escolas. Posteriormente. Desse modo. uma corrente da Aliança Liberal da Paraíba tratou de institucionalizar a memória mítica do presidente morto. irá legitimar o Estado que emerge após a “revolução”. Essa memória oficial foi edificada em vários lugares de memória (mudança do nome da capital. no plano nacional. bandeira do Nego. Lugares de memórias. a partir de 1931. as escolas. a serviço da tomada do poder do Estado. monumentos. hino de João Pessoa. o que veio ocorrer em outubro de 1930. Palavras-chave: João Pessoa. as memórias das elites perrepistas derrotadas. se colocando como herdeiros políticos de João Pessoa.ENSINANDO A LIÇÃO DO CULTO A JOÃO PESSOA José Luciano de Queiroz Aires Após o assassinato do presidente João Pessoa. jogando para os subterrâneos.

como também procura analisar a proposta curricular do nosso sistema de ensino pautada na historiografia oficial. com o ensino de história não poderia acontecer diferente. No entanto esse afastamento da realidade contribui para o desinteresse dos estudantes com relação ao estudo da história. Pois os conteúdos trabalhados apresentam-se distante da realidade existencial dos educandos. capaz de reescrever a história sob a sua ótica. Josinaldo Gomes da Silva Este projeto discute as implicações do trabalho desenvolvido pela disciplina de História nas escolas de ensino médio. E só através do desvela mento da realidade na qual estão inseridas poderão aventurar-se na luta pela superação da opressão. Palavras-chave: Estudo de história. Mitifica a realidade pregando a incapacidade das massas populares. ao contrário da história oficial que foi escrita sob a ótica dos vencedores dando a entender que só eles tem história. Portanto este trabalho procura romper com o modelo tradicional de ensino através de uma proposta que tenha como base o meio social do educando. portanto essa história escrita sob a ótica do colonizador com certeza tende a construir representações sociais alienadas e alienantes com relação a realidade. pois fundamentados nessa proposta educadores e educadoras juntamente com educandos e educandas em comunhão com as massas poderão ocupar o lugar de sujeitos da história.ESTUDANDO HISTÓRIA A PARTIR DA HISTÓRIA LOCAL: UMA EXPERIÊNCIA FUNDAMENTADA NA EDUCAÇÃO LIBERTADORA. Educação libertadora. principalmente daqueles egressos das classes populares. que na verdade encontram-se historicamente proibidas de ser. Destacando aspectos relacionados a esse trabalho. Entretanto o ensino de história partindo da história local tem como objetivos levar o educando a descobrir-se como sujeito histórico. História local 67 . Numa perspectiva de entender a serviço de qual classe social o ensino de historia desenvolvido em nossas escolas está? Sabemos que historicamente os conteúdos escolares são sistematizados por técnicos ligados a classe dominante. Todavia o estudo da história a partir do meio social do educando com certeza poderá ser um grande aliado das massas populares nessa luta por liberdade. tendo como marco teórico o projeto de educação libertadora desenvolvido pelo ilustre educador Paulo Freire. O desinteresse pela referida matéria nada mais é do que a incapacidade do modelo tradicional de ensino em atrair a atenção dos jovens. a história oficial foi escrita a partir do olhar do colonizador.

de sensibilidades e sociabilidades. A escola. a sala de aula se torna um espaço de poder e da disciplina. Segundo Foucault. e um deles. o poder disciplinar é uma técnica. A proposta desse trabalho é exatamente desconstruir essa relação de verticalidade que existe entre professor e aluno e mostrar que nas relações pedagógicas não há donos exclusivos do saber/poder e pensar em um novo espaço para o saber a para as práticas de si. Nesse sentido. onde o primeiro. um dispositivo. Sujeito. pois é um lugar de relações de força. ou seja. 68 . sua história e seu ensino. aqui mais especificamente o professor de história e seu aluno mantém relações conflituosas. e a partir daí conseguirmos pensar de forma diferente as sociedades. demarca seu território em termos de poder e saber. um instrumento de poder. na maioria das vezes. professor e aluno. que asseguram a sujeição constante de suas forças e lhes impõe uma relação de docilidade/utilidade. são métodos que permitem o controle minucioso das operações do corpo. Desconstrução.PENSAR A HISTÓRIA E REPENSAR SEU ENSINO: AS PRÁTICAS E/OU ESPAÇOS DE PODER NAS RELAÇÕES PEDAGÓGICAS Gislainy Alencar Medeiros O pensamento do filósofo francês Michel Foucault é freqüentemente utilizado para tratar de diferentes problemas. mais especificamente a sala de aula é um desses espaços onde as relações entre os sujeitos são experimentadas e vivenciadas de forma única. Os sujeitos que nesse espaço se situam. um mecanismo. uma tecnologia que trabalha o corpo como um todo e que são encontradas em instituições como a escola. se refere aos espaços e a demarcação das territorialidades pelos sujeitos que nesses espaços constroem ou descontroem suas subjetividades. Palavras-Chaves: Filosofia. de densidade e de intensidade.

Palavras-chave: Ensino.O DISCURSO ESCOLAR EM PERSPECTIVA Antônio Jailson Coutinho da Cruz Jorge Cavalcante de Almeida Isamarc Gonçalves LÔBO A educação brasileira tem sofrido mudanças substanciais nas últimas décadas. Nesse contexto. Discurso. se faz necessário formar um perfil didático do professor de história com o intuito de entender: como este se comporta do ponto de vista de sua metodologia. estadual e municipal. Diante dessa realidade. além de se observar à contribuição desses instrumentos na dinamização do espaço pedagógico da sala de aula. e está voltado para seis escolas de ensino fundamental e médio do município de Cajazeiras. tais mudanças convergiam com a promulgação das Leis de Diretrizes e Bases (LDB) e dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs). cabe ao primeiro distribuir a competência em instâncias governamentais do tipo federal. e o segundo teria o propósito de construir uma nova roupagem para a educação brasileira. Metodologia da História. este trabalho tem o propósito de analisar e refletir acerca do que se vê dentro do espaço escolar – condições materiais da sala e materiais didáticos proporcionados aos professores – e de construir uma ligação e fazer uma analogia com o discurso dos professores no sentido de explicar o “sucesso” ou o “fracasso” de uma aula pelo o uso ou pela falta desses instrumentos. Os dados encontrados neste trabalho foram colhidos mediante um acompanhamento do cotidiano escolar dos professores que aceitaram participar da dinâmica do projeto. qual a postura que ele possui diante de seus alunos. quais foram os caminhos ou métodos que utilizou para dinamizar o espaço pedagógico da sala de aula e se tais métodos proporcionaram um melhoramento no processo de ensinoaprendizagem. Nesse contexto deve-se mencionar que esta análise é fruto de um projeto Prolicen intitulado “Entre tradições e redescobertas: o ensino de história na região circunvizinha ao CFP”. 69 . Desta maneira.

das práticas. tais como: a “nova história” francesa. as especificidades. para o estudo do particular. Entretanto. também com algumas divergências de interesses e problematizações. do cotidiano. micro. mas antes. na didática. fragmentário. ao levar em conta o processo histórico “ visto a partir de baixo”. a história cultural americana. Pois tratam-se de perspectivas que não diluem a diferença. conforme o caso. 70 . constitui uma maneira muito mais complexa e realista de proceder. por parte dos historiadores. porém feitas com uma certa atenção teórica. Alexandre Castro Farias O objeto dessa pesquisa é avaliar os impactos que a renovação da escrita da história exerce nos currículos e no ensino de história. as diversidades culturais. retórica. não são de todo evitadas. dos costumes. em que de acordo com cada contexto recebe diferentes tipos de nomeação/ conceituação. em seu próprio fazer-se. Mas que implicações tem todas essas mudanças para o ensino da historia? A escrita histórica torna-se menos descritiva e mais interpretativa. Levando-se em conta essas renovações. tanto o estudo como o ensino da história. Temas que adquirem tanta pertinência na atualidade. de leis da historia. Relativizando algumas diferenças fundamentais. e com efeitos no ensino. Em uma época na qual os sistemas totalizantes mostram-se insatisfatórios. a micro-história italiana e o pós-estruturalismo. Já há alguns anos vêm transformando alguns paradigmas assentes em história. afirmam a multiplicidade. a reeducação da escola de analise parece ser um caminho possível. Impacto no ensino. Desloca-se a atenção dos “grandes eventos”. Palavras-Chave: Escrita da história. As mudanças estéticas e metodológicas. pode-se dizer que o que essas novas perspectivas têm em comum é o abandono de modelos universalizantes. Problematiza-se até a possibilidade de conhecimento histórico. Algumas generalizações. em todas essas formas de análise o que fica perceptível é uma preocupação com abordagens em nível delimitado. a historia social inglesa. de teologias. Conjecturamos aqui que este modo cognitivo. do racionalismo cientificista. em alguns casos. a problematizaçao aqui proposta relaciona-se com os impactos provocados nos currículos educacionais. Faz parte de um repensar teórico que ocorre em diversas partes do mundo. Renovação.OUTROS OLHARES NO ENSINO DE HISTÓRIA. entre outros. com ênfase em sua forma literária.

que os espaços publicitários são também reservados aos colégios e práticas pedagógicas dispostas nos jornais. Ramsés Nunes A construção de capitais simbólicos. 1870-1934. e dos respectivos periódicos como úteis ferramentas na defesa dos interesses sócio-culturais particulares. ICONOGRAFIA PUBLICITÁRIA E INSTRUÇÃO PRIVADA NA PARAÍBA DO NORTE.“CORPO DOCENTE IDONEO. por parte das instituições educacionais: da propaganda como ferramenta de cooptação e matrícula dos discentes em seus espaços. PREÇOS MÓDICOS”: MODERNIZAÇÃO. Nosso trabalho lança um olhar sobre a perspectiva de manifestação dos novos aportes da modernidade relacionada às estratégias publicitárias e suas respectivas simbologias dispostas no âmbito educacional secular moderno. Daí uma maior percepção. quer das elites bacharelescas locais. ou representações que estabelecem critérios cada vez mais vinculados à perspectiva de modernização dos aportes educacionais se manifesta na imprensa da Paraíba do Norte desde o final do século XIX. 71 . É na segunda metade do segundo reinado. quer da Igreja.

crianças e da mulheres.LIVRO DIDÁTICO: ELEMENTO DE INCLUSÃO OU EXCLUSÃO SOCIAL Ângela Maria Santos Pereira Vanuza Souza Silva O livro didático é uma das ferramentas essenciais para que se possa ministrar uma aula. índios. contada no livro didático. valores ou preconceitos estão sendo repassados. Palavras-chave: Livro didático. Através das discussões abordadas no livro didático podemos está formando indivíduos que valorizem o outro. Inspirado em Foucault este trabalho segue a linha da desnaturalização para que comecemos a estranhar aquilo que nos parece natural.A intenção desta pesquisa é analisar de que forma o livro didático aborda o papel das mulheres dentro da construção da História. Exclusão social. Tomaremos como eixo central o papel da mulher narrado e abordado dentro da História Colonial do Brasil para que se possa refletir que tipo de espaço foi criado para a mulher nas discussões historiográficas e que tipos de preconceitos e exclusão são reproduzidos através do livro didático. o qual no geral aborda a Historia dos heróis. logo o estereótipo que é repassado a respeito das mesmas não condiz com o seus múltiplos papéis sociais. A proposta de pesquisa que se apresenta surge para que se possa discutir o papel do livro didático enquanto elemento de exclusão social na medida em que o mesmo tem muitas vezes deixado à margem de suas discussões didáticas e historiográficas um grupo de minorias como exemplo. ou seja. compreendendo a importância daqueles que sempre ficaram nas bordas da sociedade ou também podemos continuar formando indivíduos alheios à importância desses grupos como se os mesmos nunca tivessem histórias. negros. uma vez que o mesmo praticamente anula a presença da figura feminina na construção da Historia do Brasil Colonial. qual o espaço da figura feminina dentro da Historia. Diante da importância do livro na sala de aula e na formação de conhecimento dos indivíduos é necessário observar que tipo de discussão. anulando a importância e a presença da mulher na sociedade. dos grandes homens. aos nossos alunos através do livro. Minorias 72 . Se observarmos as discussões historiográficas abordadas no livro didático a respeito das mulheres verificaremos que a mulher raríssima vezes aparece na Historia e as poucas vezes que se discute sobre mulheres esta aparece relacionada á maternidade ou a serviços domésticos.

Anne-Marie Eddé e outros autores que privilegiam nos seus estudos a História Oriental. História. do feudalismo e desconsidera a cultura e as práticas do Oriente? Como representamos outra cultura? O que é cultura? As diferenças culturais e religiosas importam mais que as categorias sociais. econômicas. temos a oportunidade de trabalhar com os alunos recém chegados do Ensino Médio e saber como compreendem o Oriente. políticas? Como é que as idéias chegam a adquirir autoridade. Do ponto de vista metodológico estamos fazendo um estudo sobre as narrativas dos livros didáticos que privilegiam o Ocidente e apresentam o Oriente como pitoresco.REPRESENTAÇÃO DO ORIENTE NOS LIVROS DIDÁTICOS: UMA EXPERIÊNCIA DE ENSINO Eduardo da Silva Gomes Regina Coelli Gomes Nascimento O objetivo deste trabalho é apresentar uma reflexão sobre uma experiência de monitoria na Disciplina História Medieval Oriental ministrada no curso de Licenciatura em História da UFCG. Palavras-chave: Oriente. Will Durant. exótico e distante. 73 . Ensino. Amin Maalouf. Bernard Lewis. Por isso em nossa disciplina. Albert Hourani. Assim. no período 2006/2007. 'normalidade' e até mesmo o estatuto de verdades 'naturais'? Nesta reflexão dialogamos com Edward Said. problematizamos questões tais como: Por que a Idade Média Oriental é produzida no contra-ponto da Idade Média Ocidental? Porque os estudos acerca do medievo voltam-se aos modelos das invasões bárbaras.

Cultura 74 . a pesquisa e as fontes. Patrimônio histórico. Heloisa Caimi. Palavras-chave: Areia. Os autores constroem a Ditadura Militar nos livros didáticos privilegiando o discurso dos militares que determinavam os objetos. Para concretização desta pesquisa dialogamos com alguns autores. para tanto recortamos para análise dois livros didáticos produzidos na década de 1980: “História do Brasil da Colônia a Republica” de José Dantas e “História do Brasil: Império e República” escrito por Agostinho Boni e Francisco Romano Belluci. dentre outros que partilham das novas abordagens sobre os objetos da historia. Selva Guimarães Fonseca. Metodologicamente buscaremos realizar entrevistas orais em função das possibilidades de exercícios de análise centrados no trabalho da escrita de si. a exemplo de Verena Alberti.PRODUÇÃO DIDÁTICA: UM OLHAR SOBRE A DITADURA MILITAR Elizângela Elias Regina Coelli Gomes Nascimento O objetivo deste trabalho é problematizar a construção do Período Militar nos livros didáticos de História. as fontes e interpretações que deveriam ser ressaltadas para exaltar as "qualidades" e “benefícios” que o governo oferecia a população brasileira.

especificamente quanto à mulher no livro didático de História em acontecimentos como a Reforma Protestante e a Revolução Francesa. como também dos professores que a ensinam. Palavras-chave: Mulher. O ensaio pretende contribuir para as discurssões sobre as relações de gênero na historiografia produzida pelos livros didáticos de História. Livro didático. Interdisciplinaridade. por parte não só do aluno. 75 . bem como o estudo da educação vista a partir da interdisciplinaridade e da transversalidade. o que acaba prejudicando não só o ensino mas o estudo e o aprendizado da História. no Ensino Fundamental. O ensaio aborda a falta de atenção por parte de autores de livros didáticos de História. aqui especificamente.a saber:a Reforma Protestante e a Revolucão Francesa. quanto para uma gama de ações das mulheres nos dois acontecimentos acima especificados.Busco apresentar possibilidades pedagógicas para as mudanças no ensino e no estudo da História.Um ponto estudado e de fundamental importância a ser apresentado na análise é a construção e o mercado do livro didático de História no Brasil.SER CIDADÃ HISTÓRICA:UM ESTUDO ( PARA ALÉM ) DO LIVRO DIDÁTICO DE HISTÓRIA Gislaine Hosana Araújo Fernandes O trabalho versa sobre a falta de historicidade da mulher no livro didático de História em acontecimentos chaves para a história mundial.

No terceiro capitulo discutimos como o Ensino de história é visto tanto pelos alunos quanto pelos professores hoje. 76 . onde podemos. No primeiro capítulo fazemos uma discussão de como está o ensino de história hoje. mostrando como os professores e alunos das séries iniciais do Ensino Médio. Assim organizamos uma pesquisa sobre o Ensino de história e o livro didático. o desejo e a necessidade de trabalhar com o Ensino de História. Professor-Aluno. No segundo capítulo. Nele também abordamos as dificuldades e os desejos de mudanças que ambos querem para o ensino. que sabemos hoje está em evidencia. neste abordamos os usos que os professores e alunos fazem deste. da rede pública e privada. apesar da pequena amostragem. Foi a partir desse questionário que foram organizados dois dos capítulos que compõem o trabalho. a partir das respostas apresentadas no questionário. isso através de questionamentos levantados pelos próprios alunos. temos como objeto central da discussão o livro didático. perceber as angústias. vêem o ensino de história e o uso do livro didático. material que há tanto se utiliza em sala de aula. Livro Didático. a partir de minhas experiências e inquietações. que é formado por três capítulos. dificuldades ou necessidades dos alunos e professores. e foi assim que surgiu. Através de questionários. Gilma D’arc Batista Ensinar história tem sido durante muito tempo a minha profissão. sendo que tais questionamentos são fundamentados em autores e autoras que trabalham com esse tema. Palavras-chave: Ensino De História.O ENSINO DE HISTÓRIA E O PAPEL DO LIVRO DIDÁTICO NO ENSINO MÉDIO NA PERSPECTIVA DE ALUNOS E PROFESSORES: CIC – DAMAS E RAUL CÓRDULA. quando questionados sobre o ensino de história e o livro didático.

Palavras chave: Professor. Mercado.vale ressaltar que mesmo fora da sala de aula esse veículo de conhecimento auxilia no aprendizado dos alunos. Nesse sentido o professor deve se ater a critérios específicos para a escolha do melhor ou mais adequado livro didático. nosso objetivo com essa pesquisa é demonstrar a necessidade ainda hoje do livro didático e os cuidados principais que os professores de história devem ter ao usá-los. mesmo este sendo criticado sobre sua totalidade de conteúdos os quais são expostos de forma global sem muita análise e de maneira elitista o mesmo nao pode ser descartado da prática escolar. 77 . Livro didático. continua sendo um dos principais veículos de interação em sala de aula entre professor-aluno.LIVRO DIDÁTICO: DA LIMITAÇÃO AO AUXÍLIO DO PROFESSOR DE HISTÓRIA..sendo mais um auxilio em sua aula tanto como forma de concordância ou discordância nas suas aulas.salientando a interferencia do Mercado editorial nessa "escolha" e salientar ainda que é necessário que os professores utilizem metodologias de ensino diversificadas ressaltando que para isso o professor tenha uma boa preparação acadêmica para assim conseguir ou tentar desmistificar o conhecimento histórico e utilizar o livro didático como mais um recurso para instrumento de sua prática.salientando a criticidade que os docentes devem ter a usálo. Anne Kaline Justino O livro didático. mesmo sofrendo várias criticas no meio acadêmico.

PRODUÇÃO DIDÁTICA: UM OLHAR SOBRE A DITADURA MILITAR Elizângela Elias Regina Coelli Gomes Nascimento O objetivo deste trabalho é problematizar a construção do Período Militar nos livros didáticos de História. Metodologicamente buscaremos realizar entrevistas orais em função das possibilidades de exercícios de análise centrados no trabalho da escrita de si. as fontes e interpretações que deveriam ser ressaltadas para exaltar as "qualidades" e “benefícios” que o governo oferecia a população brasileira. Patrimônio histórico. para tanto recortamos para análise dois livros didáticos produzidos na década de 1980: “História do Brasil da Colônia a Republica” de José Dantas e “História do Brasil: Império e República” escrito por Agostinho Boni e Francisco Romano Belluci. Para concretização desta pesquisa dialogamos com alguns autores. Heloisa Caimi. Selva Guimarães Fonseca. a pesquisa e as fontes. a exemplo de Verena Alberti. Os autores constroem a Ditadura Militar nos livros didáticos privilegiando o discurso dos militares que determinavam os objetos. Palavras-chave: Areia. Cultura 78 . dentre outros que partilham das novas abordagens sobre os objetos da historia.

e nestes analisamos também o período colonial e as versões que os autores e autoras nos trazem. que foram publicados entre as décadas de 1990 e 2000. tomando como parâmetro as suas influências teórico-metodológicas e o contexto no qual estava inserido. Analisamos livros didáticos de história da Paraíba. 79 . Palavras-chave: Livro Didático. neste buscamos perceber as versões ou representações que os autores e autora nos apresentam sobre a Paraíba no período colonial. Seguimos a pesquisa fazendo análise. Assim fizemos análise de alguns destes materiais didáticos sobre a história da Paraíba e do Brasil. Análise Historiográfica. No entanto para melhor organizar as discussões. Em seguida fazemos uma análise comparativa de conteúdos que são ou não trabalhados em comum no mesmo período. e assim perceber se há ou não hiatos entre os conteúdos de História da Paraíba e do Brasil em relação ao período colonial. Jahelina de Almeida Silva O livro didático é o objeto central do nosso trabalho. tendo sua publicação entre as décadas de 1980 e 2000.A PARAÍBA COLONIAL NOS LIVROS DIDÁTICOS DE HISTÓRIA DA PARAÍBA: UMA ANÁLISE HISTORIOGRÁFICA. agora os objetos deixam de ser os livros didáticos da história da Paraíba e passam a ser os de história do Brasil. para assim podermos iniciar nossa conversa sobre estes últimos e sua versões sobre a Paraíba colonial. História da Paraíba. que foram selecionados por serem trabalhados nas séries iniciais do Ensino Médio. montamos uma pequena história do livro didático no Brasil e também deste no tocante a História da Paraíba. que é trabalhado no Ensino Médio.

SOBRE O NEGRO BRASILEIRO: ENTRE OLHARES HISTORIOGRÁFICOS E RECORTES DIDÁTICOS José do Egito Negreiros Pereira . a maioria desses estudos não é aproveitada pelos livros didáticos de história. “ A Escola Moderna e a Des/Construção do Negro: por novos olhares históricos”. proponho-me apresentar algumas abordagens de historiadores e sociólogos brasileiros . Este artigo resulta do segundo capítulo de minha dissertação monográfica. Negro. porém. ou de projetos sócio-culturais. Nele. insere-se nos limites de nossa própria historiografia brasileira que dedicou seus estudos sobre o negro. verificou-se a inexistência de um programa curricular que objetivasse a exposição de uma história da África ou Afro-descendente. Livros Didáticos.de Varnhagen a Sidney Chalhoub . a exemplo da política getulista dos anos 30. apresentada à Universidade Estadual da Paraíba em Junho de 2006. ofuscando assim. como o empreendido pelo Movimento Modernista na década de 20 e os Movimento Negros dos anos 60 e 70. Percebeu-se que um dos motivos de tal ausência.que se entregaram ao estudo do negro no Brasil sob vários olhares. que os discentes conheçam novos olhares sobre a história do negro no Brasil . Estes olhares sempre tiveram a “companhia” de políticas governamentais.uma historicidade para além do negro sujeitado. Quanto aos olhares didáticos. como escreveu a historiadora Kátia de Queirós Mattoso. quando da escrituração cartográfica do negro (o negro escravizado). priorizando o âmbito da escravidão. 80 . Palavras Chaves: Historiografia Brasileira. Nossa historiografia revela-se muito abrangente nas pesquisas sobre o negro escravizado.

como condutores de emblemas e significados. dicotomias e silenciamentos. que permitam as compreensões relativas a ele. permanecem ligados aos mesmos métodos. Ensino. não acompanhando as respectivas conquistas. mesmo com as grandes renovações teóricas ocorridas no campo da historiografia. que o universo da História tem proporcionado. Palavras-Chave: Livro Didático. determinando conhecimentos e delimitando conteúdos. merecedor de estudos mais aprofundados. propomos a partir destas limitações e distorções. O livro continua impondo saberes.AÇÕES. Esta deficiência metodológica tem distanciado os estudantes /leitores das possibilidades de observar–se como o próprio produtor de sua história. ENCANTOS E TRAMAS (DE) FORMADORAS: REFLEXÕES SOBRE O LIVRO DIDÁTICO DE HISTÓRIA: Ivone Agra Brandão Robson Elias Barbosa da Silva Os Livros Didáticos de História. problematizar o Livro Didático observando seus limites. longe de naturalizações e aproximá-lo “de um fazer da História e de fazer História”. Estas limitações continuam preocupando o profissional de História e ao mesmo tempo. têm aberto caminhos para diferentes recortes e perspectivas de investigação. programas e conteúdos. Na certeza de que o livro continua sendo um recurso central. História 81 . impossibilitando o estudante a introduzir-se no mundo da História como ator e ao mesmo tempo receptor das informações. e ao mesmo pensá-lo como um objeto de estudo.

sempre denunciando os preconceitos contra negros e pessoas humildes do Rio de Janeiro. Lima Barreto escreveu sobre os problemas dos marginais republicanos. da História da Primeira República no Brasil. pretendemos aqui analisar como as obras literárias de Lima Barreto têm uma contribuição significativamente importante para o trabalho do historiador. comprovando o quanto seus escritos são fontes históricas da maior importância para a realização de uma pesquisa historiográfica séria sobre esta temática. 82 . Discursos estes defendidos por conceituados teóricos brasileiros que são especialistas em discutir estas questões político-sociais. Discursos. mas de todo um público que assistia "bestializado" a todo este processo político sem uma participação necessariamente ativa. sobre o subúrbio carioca. Fontes literárias. Ana Luiza Martins em sua obra "O despertar da República". como: José Murilo de Carvalho em seu livro "Os Bestializados: O Rio de Janeiro e a República que não foi". o olhar não só de um literato. também faz críticas a estas propostas que não se cumpriram. Palavras-chave: História.A LITERATURA DE LIMA BARRETO NA PERSPECTIVA DO ENSINO E DA PESQUISA DE HISTÓRIA Andreza Medeiros Rodrigues Joelma Silva Santos Samira Santos Brito. Através da leitura de suas obras é possível detectar um outro olhar sobre este projeto republicano. que trazia como uma de suas propostas progressistas a idéia de apaziguar as desigualdades sociais advindas do Império. o que propicia ao historiador ouvir as vozes silenciadas pela história dita "oficial". no sentido de se tornar uma fonte histórica riquíssima de indícios que ajudam a legitimar ainda mais tais discursos. que discute as rupturas e continuidades no período de construção desta República. e ainda Emília Viotti da Costa que em seu livro "Da Monarquia à República: Momentos Decisivos". Vanuza Souza Silva De acordo com as leituras que lançam discursos desconstrutivos sob o projeto republicano brasileiro de 1889. sobre as frustrações da população frente o não cumprimento do projeto republicano de aliviar as desigualdades sociais.

um copista. A narrativa não tradicional é caracterizada pela subjetividade. Lúdico. É preciso ensinar a produzir esse conhecimento. que aplicado corretamente promove uma dinamização e uma interação nas aulas de história que muitas vezes são consideradas decorativas e enfadonhas. estimular a criticidade do educando. Sendo assim. reproduzindo os documentos sem lhes fazer nenhuma crítica. E o profissional de sala de aula. Tradicional ou inovadora? Segundo Joana Neves. entre eles destacaremos o RPG (Role Playing game) ou jogo de interpretar personagem.A NARRATIVA HISTÓRICA ENTRE A SUBJETIVIDADE E O LÚDICO Valéria Moreira Dantas Isamarc Gonçalves Lobo Esse trabalho discute brevemente dois tipos de produção historiográfica e como elas se inserem no ensino de história. Objetividade. 83 . também chamada de inovadora. um contador de casos. Muitas são os jogos educativos que o professor pode usar como subsídio em suas aulas. A narrativa tradicional ou empírica caracteriza-se pela objetividade. tornando o historiador um ser passivo aos fatos. quais as vantagens e desvantagens que existem em cada uma dessas narrativas? Palavras-chave: Narrativa histórica. fazer o aluno interagir na aula. A produção objetiva. consideradas por alguns como Vânia Dohme úteis para o ensino. denominada por alguns historiadores como história empírica e a produção subjetiva. Na perspectiva atual já não basta ser apenas um professor que transmite conhecimento. o historiador é um ser ativo que aborda os fatos de acordo com sua perspectiva. Nesse contexto se inserem as atividades lúdicas. apredemos com a escola tradicional que o quadro de giz é um símbolo de aprender e que o professor de história precisa narrar e escrever e o aluno ouvir e copiar tudo o que o professor transmite. está utilizando que tipo de narrativa histórica.

o Instituto Arte na Escola e os profissionais da arte com vistas a garantir um direito de acesso de todos os cidadãos ao patrimônio artístico e cultural da humanidade. através de aplicação de questionários com os professores da disciplina. Além disso. Videoteca. arte na escola e o Prêmio Arte na Escola Cidadã. videoteca.A ARTE COMO PERSPECTIVA DA EDUCAÇÃO Nelly Alexandre MARÇAL Rosilene Alves de MELO Esta comunicação tem propósito de apresentar o projeto NO BALANÇO DA REDE: AMPLIAÇÃO DA REDE ARTE NA ESCOLA NO MUNICÍPIO DE CAJAZEIRAS (PROBEX) cujo objetivo é contribuir para a democratização do acesso à arte nas regiões polarizadas pelo município de Cajazeiras. O projeto está sendo viabilizado a partir de três programas integrantes da Rede Arte na Escola: educação continuada. é importante despertar o talento dos jovens nas escolas. 84 . Partindo do pressuposto de que o acesso à arte não pode restringir-se apenas a fruição artística. Arte. Palavras-chave: Educação.NEC. está sendo organizada uma biblioteca e uma mideateca a ser disponibilizada para os professores no Núcleo de Extensão Cultural da UFCG. A metodologia utilizada é o levantamento do perfil do profissional da arte-educação na região. de onde poderão surgir futuros profissionais da arte em suas diversas expressões. O projeto prevê ações e parcerias integrando a rede de ensino público a Universidade Federal de Campina Grande.

depoimentos e lugares onde os processos inquisitoriais ocorreram. um outro fator interessante nessa proposta metodológica é a utilização de um estilo musical normalmente marginalizado ( Heavy Metal ). King Diamond. nos proporciona uma discussão que vai além dos conteúdos enquadrados nos currículos escolares concernente à disciplina de História. isso torna-se possível. Respectivamente. ao mesmo tempo que estuda um fato histórico dentro de uma discussão escolar. além de letras que retratam uma história de horror. por apresentar uma sonoridade tenebrosa e obscura. podemos utilizá-las tanto nas turmas do ensino médio quanto nas do ensino fundamental quando as aulas forem tratar de temas sobre a Inquisição. bem como julgamentos. Música. As músicas relatam histórias com personagens reais. Desse modo. Palavras-chaves: Ensino de História. que como dizem. produzido no ano de 1990 pela banda dinamarquesa. Por conseguinte.A MÚSICA DE KING DIAMOND COMO INSTRUMENTO PEDAGÓGICO NAS AULAS DE HISTÓRIA Cibelle Jovem Leal Alexandre Castro de Farias Esse trabalho tem como objetivo apresentar uma proposta pedagógica para o Ensino de História. Não obstante. como parte dessa proposta temos a interdisciplinaridade possível de acontecer entre as disciplinas de História e de Língua Inglesa. Inquisição. já que o álbum é gravado em inglês. possibilitando o(a) aluno(a) trabalhar a tradução. utilizar as música de King Diamond como instrumento pedagógico para o ensino de História. utilizando a música como instrumento didático para a compreensão histórica sobre a Inquisição. King Diamond não é uma banda vista com bons olhos no Ocidente Cristão. analiso algumas músicas do álbum “ The Eye”. a interpretação e a gramática inglesa. sobre a Inquisição francesa ocorrida entre os anos de 1450 e 1670. é um “som de minoria”. pois banda introduz nas letras e na sonoridade o calor dos depoimentos realizados nos tribunais. Tal álbum traz em seu conteúdo um estudo feito pelo vocalista. pois ela entra em contrapartida com os valores religiosos ocidentais. tentando mostrar aos alunos(as) que esse fato marcou a nossa história de forma cruel e sinistra. Para tanto. Kim Bendix Petesren. levando o(a) receptor(a) imaginar-se vivenciando tal momento. Nesse caso. 85 .

assim como perceber suas características artísticas e estéticas. entre outros. assim como também fazendo uso da estética dos quadrinhos para difundir o conhecimento histórico. 86 . produzindo quadrinhos de conteúdo histórico. o rádio. E para tal. Desta forma. as histórias em quadrinhos também ganharam um novo status. os meios de comunicação passaram a serem vistos de forma menos depreciativa. que buscavam atuar por intermédio de novas linguagens. Isto ocorreu com todos os meios de comunicação. buscava-se agora analisar os instrumentos de comunicação atentado para o impacto social que estes causavam. como o jornal. Neste processo. inclusive das pedagogias e licenciaturas. Este “despertar” dos intelectuais para os quadrinhos possibilitou aos quadrinhos tornar-se objeto de estudo de diversas áreas do conhecimento. partindo do pressuposto que os quadrinhos constituem uma manifestação artística. analisando as representações que estes comportam do contexto ao qual foi criado. e que possuem método e estética própria. assumindo-se enquanto manifestação artística. com enfoque para as últimas décadas do século XX. de maneira mais prazerosa e cativante aos alunos. o cinema. ou seja. Ensino de História.A NOVA ARTE EM SALA DE AULA: O USO DOS QUADRINHOS NO ENSINO DE HISTÓRIA Jefferson Justino de Queiroz Virgínia Palmeira Moreira Com o desenvolvimento das ciências da comunicação e dos estudos culturais. buscaremos analisar de que forma este instrumento pode ser utilizado pelos professores de história em sua sala de aula através de dois métodos distintos: utilizando os quadrinhos enquanto fonte histórica. com características próprias e complexas. Palavras-chave: Quadrinhos. Nosso trabalho limita-se ao uso dos quadrinhos no ensino de história. Novas Linguagens.

que tem a preocupação política cultural de recuperar “as vozes dos subalternos” e provocar a (des) colonização da cultura proveniente do centro. antropocêntrica e etnocêntrica. Ângela Prython. Palavras chaves: Identidade. em especial. as suas histórias de encantamentos (ou para a tradição. ou seja. Índios potiguara. histórias de troncoso) contadas por pessoas e transmitidas oralmente através dos tempos. Do ponto de vista metodológico estamos fazendo um estudo de suas narrativas para compreendermos suas identidades como construções de si. contos de fadas. Para problematizar fizemos um estudo da teoria pós-colonial. dentre outros. Representações 87 . O referencial teórico que permeia este trabalho está relacionado aos autores pós-estruturalista e pós-colonialista. europocêntrica. As suas histórias são narradas em sistemas de significação que dão sentido a sua cultura diferentemente da cultura não índia que é concebida como misteriosa ou sobrenatural. Eloína dos Santos. a exemplo de Sturat Hall.AS NARRATIVAS DE SI NAS FALAS DOS ÍNDIOS POTIGUARA Danielle Freire de Souza Santos Eronides Câmara de Araújo Regina Coelli Gomes Nascimento Neste projeto temos objetivo a produção de um artefato multimídia (vídeo e livro “ilustrado”) sobre a cultura indígena. Do ponto de vista didático este material deve servir como instrumento pedagógico para apresentar nas escolas públicas de Campina GrandePB e nas aldeias indígenas contribuindo para modificar os valores que circulam sobre os índios entre índios e não índios.

tendo em vista que na escolha do filme deverá ser levado em conta ações como: o estágio cognitivo dos alunos. Antônio Gutemberg Da Silva Irenilda Ferreira Da Silva Janielly Souza Dos Santos Maria de Lourdes Lôpo Ramos O filme: Guerra de Canudos do cineasta Sérgio Rezende é produzido em 1997 no Centenário do Fim da Guerra (1897). Pesquisa 88 . desigualdades sociais. O filme aborda questões como: Seca. Exaltando a noção de senso crítico. a seleção de cenas atreladas aos enfoques que se quer trabalhar e acima de tudo um olhar crítico. pois os filmes quase sempre estão vinculados a propagandas. elevando educadores e alunos à pesquisa. fazendo uso do filme como recurso transformado pelo professor para elevar o interesse à pesquisa e o debate histórico.HISTÓRIA E CINEMA. ao debate e. PARA ALÉM DO LIVRO DIDÁTICO: CANUDOS EM VERSÃO CINEMATOGRÁFICA. sobretudo o saber pensar. como também pela relação a partir de acontecimentos contemporâneos. Até porque um filme é apenas uma leitura de uma época e que não tem necessariamente maiores compromissos com o que aconteceu de fato. Palavras-chave: História. misticismo e autoritarismo oligárquico. questão da Terra no Brasil. podendo envolver as questões sociais abordadas acima. Dentre outros elementos que podem ser destacados sempre a cada nova análise. Elevando assim o cerne de nosso trabalho. miséria. Aproveitando as questões que estavam em alta no Brasil e até mesmo no mundo para dar mais credibilidade a sua produção. Fazendo uso da obra já citada propomos lançar e discutir metodologias que instiguem e tornem comum o uso de filmes em sala de aula. não somente pelo valor histórico. Ao observarmos tal obra cinematográfica vemos por meio deste trabalho enaltecer o uso de recursos didáticos como o cinema para além do livro didático como um recurso transformado pelo professor no intuito de inspirar o alunado à pesquisa sobre a temática. doutrinações e falseamento do passado. cabendo ao professor transformá-lo em um recurso didático. Cinema. elevando a problematização de temas recentes que tem origens históricas. a leitura crítica. relações de gênero.

significados e representações que. Palavras chave. Neste trabalho pretendo discutir algumas questões e problemas para a utilização e na utilização destes novos meios didáticos. pode vir mais para atrapalhar que para ajudar. Ensino de historia. jogos de vídeo game. tem uma grande dificuldade de leitura. NOVOS OLHARES E NOVOS PROBLEMAS Gersonilson Honorato da Silva Junior Com o advento das novas tecnologias e os novos meios de comunicação. Internet. não apenas decifrar o código escrito. se os alunos. como muitos no Brasil. nos deparamos com uma gama de novas possibilidades de adquirir conhecimento.. uma percepção semiótica? Os professores que trabalham com estes novos recursos estão preparados para utilizá-los? A questão não é tão simples e implica em uma serie de discussões. Utilizando um filme como meio educativo e não como oportunidade para dormir no escurinho da sala de vídeo. A utilização dessas novas linguagens como recursos didáticos acabam por levantar algumas questões. sendo esta vista como ler e interpretar. filmes. muitas vezes. visando o dialogo com os demais participantes para obtermos um maior grau de aperfeiçoamento nesta área de crescente desenvolvimento e uma forma de trazer o ensino de História do campo abstrato para mais perto da realidade dos alunos. Todos trazendo novos signos.NOVOS RECURSOS DIDÁTICOS. como trabalhar com estas novas linguagens que requerem mais que uma leitura. Novas abordagens 89 . Recursos didáticos..

desde os tempos das cavernas aos dias atuais. Apresentamos propostas como alternativas para o ensino de História. História. enxergar as imagens como construção humana. Optamos pelas imagens fixas (fotografias. ou seja. no que diz respeito à apropriação adequada destes recursos iconográficos. num mundo cada vez mais globalizado. pinturas. Sendo assim. Ensino 90 . As imagens sempre fizeram parte da história. as linguagens visuais como recurso para expressar valores e ideologias diversas. sobretudo. a realidade do passado construída pelos homens por meio de suas representações imagéticas.O ENSINO DE HISTÓRIA E OS DESAFIOS DAS ICONOGRAFIAS Genes Duarte Ribeiro Esta pesquisa se propõe a fazer um breve estudo sobre alguns conceitos imagéticos. trazendo-os para o diadia da sala de aula. e como tal “ler” nas aulas de História. desenhos. possibilitando aos alunos e professores um olhar que deseja sempre mais do lhe é dado ver. considerando que desde o século XIX a revolução ocorrida nos meios de comunicação vem privilegiando. charges etc.). Dessa forma. Palavras-chave: Imagem. sem deixar de levar em conta todos os desafios e as diversas possibilidades em transformar a imagem “ilustração” num “documento histórico”.

Esse material proporciona o interesse do aluno pela leitura individual. Neste momento. baseado na metodologia de um jogo lúdico chamado RPG (Jogo de Interpretar Personagens). Este projeto visa. também. contendo aulas-jogos com aventuras que tenta aliar ficção e história. reconfigurando a sala de aula para que a mesma se torne um ambiente mais agradável. de maior interação proporcionando uma melhor relação dentro da sala de aula e conseqüentemente entre professores e alunos (educadores e educandos). mais dinâmico. Este projeto é voltado especialmente para a área de educação. Palavras-chave: História. a participação dos alunos no desenrolar da aula.O LÚDICO NA DINAMIZAÇÃO DO ENSINO DE HISTÓRIA Nelly Alexandre MARÇAL Isamarc Gonçalves LÔBO Esta comunicação tem o propósito básico de apresentar o projeto (PROBEX) intitulado “UMA PROPOSTA LÚDICA PARA O ENSINO DE HISTÓRIA”. antes mesmo da exposição do conteúdo pelo professor. tendo como objetivo principal produzir material didático específico para professores de História. Idade Antiga e Medieval. a produção do material se baseia na Pré-história. RPG. entre outros objetivos. visando. Ensino. Este jogo nasceu por volta de 1973 nos Estados Unidos da América. 91 . tendo como pressuposto básico a transformação do processo ensino-aprendizagem. A produção desse material será destinada exclusivamente para professores de História de rede pública estadual e municipal da cidade de Cajazeiras. a ampliação das possibilidades do ensino de História.

Sendo assim. Em virtude disso. Ariano Suassuna. me proponho a utilizar como fonte para esta pesquisa a vasta e rica produção literária de Ariano Suassuna. Pensando na riqueza de significados que possuem as obras do escritor. acredito que as respostas à essa indagação só serão possíveis ao analisar os discursos produzidos acerca dos moradores desse espaço. o desconhecido. Palavras-chave: Poesia. e nas múltiplas descobertas que estas podem representar para esta pesquisa nas aulas de história. 92 . mencionada como Sertão. o outro que busca conhecer o novo. por isso é adequado o entrecruzamento entre a Literatura e a História na sala de aula para a recriação do espaço sertão a partir das obras de Ariano na própria escola. Histórias que até então eram veiculadas apenas quando de cunho trágico. especificamente a cidade de Cabaceiras. Sertão. passam a ter um poder de dizibilidade com um caráter de exemplaridade perante o todo nacional. e também pelo grande número de pessoas que para lá se deslocam por motivos diversos. e das imagens que estão sendo construídas e exibidas como “retrato” desse espaço. fiquei curiosa em compreender por que apenas neste momento as histórias de vida do povo ”sertanejo” chamam a atenção e se fazem interessante ao olhar do “estrangeiro”.ARIANO SUASSUNA E A POÉTICA DO ESPAÇO SERTANEJO Fabiana de Miranda Silva Impressionada com o grande número de matérias veiculadas em rede nacional acerca da Paraíba.

93 . objetiva melhorar o processo ensino-aprendizagem a partir do lúdico. começando pela região circunvizinha do CFP (Centro de Formação de Professores). o projeto se propõe a analisar as mudanças institucionalizadas na realidade concreta. Além disso. graças a imposição governamental. RPG. O jogo de Interpretar Personagens concilia imaginação com informação. Ao refletir sobre o papel do professor de história e sua relação com o discente. pois. História. que está estruturado sobre dois objetivos básicos: 1) elaboração do perfil didático do professor de História através do acompanhamento do cotidiano escolar 2) produção de material didático específico baseado no jogo chamado RPG. do divertido. através de leis. poderia ser futuramente uma corrente marítima que banharia com bons êxitos as demais localidades. em um pensamento mais amplo e evolutivo. Como diz Johan Huizinga. nos anos 1970. a partir da leitura de textos romances fantásticos. Alvaro Carvalho DIAS da Silva Isamarc Gonçalves LÔBO Este trabalho busca apresentar o projeto “Entre Tradições e Redescobertas: o ensino de história na região circunvizinha ao CFP”. “o jogo faz parte da cultura”. Este jogo nasceu nos Estados Unidos da América. fazendo uma reformulação na educação do ensino fundamental e médio no município de Cajazeiras. pode ser um instrumento de aproximação entre professor e aluno. decretos e outros instrumentos institucionais.ENTRE TRADIÇÕES E REDESCOBERTAS:O ENSINO DE HISTÓRIA NA REGIÃO CIRCUNVIZINHA AO CENTRO DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE CAJAZEIRAS – PB. É certo que a educação brasileira vem sofrendo inúmeras transformações nos últimos anos. atraindo os discentes para o conhecimento histórico. Palavras-chave: Educação.

grande motivador das discussões a cerca da pluralidade cultural. significação e do discurso. cristalizou a idéia do que é ser Nordestino e o que é o Nordeste. entre eles o movimento conhecido por Multiculturalismo. desde sua criação na década de 70 sofreu várias transformações e foi conquistando público em várias partes do mundo. discutindo identidades cristalizadas proposta pelo RPG Resgate dos Retirantes. A apropriação nos remete a um debate reflexivo. A partir da concepção de construção. representação. a noção de essência e naturalidade das coisas são questionadas e a cultura passa a ser entendida como prática produtiva de significação de identidades sociais. podemos nos apropriar do RPG enquanto recurso didático na prática de ensino de história. que tem como objetivo discutir sobre a vida e obra de Cândido Portinari. o diferente. imagem está tomada enquanto verdade e representada até os dias atuais. famoso pintor brasileiro que através de suas obras. Identidades. assim como a filosofia da diferença que evidencia o outro. A partir dessa ponte.RPG E HISTÓRIA: UMA ABORDAGEM PELA FILOSOFIA DA DIFERENÇA. que insere a própria discussão de currículo e as propostas que nós professores pretendemos ao nos apropriar deste produto da indústria cultural. Priscilla Emmanuelle Formiga Pereira O RPG (Role Playing Game) que em uma tradução direta significa Jogo de Interpretação de Papéis. procuro discutir os limites e possibilidades deste suplemento bem como procuro viabilizar uma dentre as inúmeras possibilidades de se usar este RPG através de outros recortes e outras narrativas. O RPG atualmente vem sendo apropriado enquanto recurso didático nas aulas de história e vários suplementos estão sendo lançados para o mercado destinado à prática de ensino. O RPG através de seu caráter interpretativo nos parece viabilizar os atuais debates do currículo. História. Palavras-chave: RPG. 94 . Neste trabalho.

tornando o historiador um ser passivo aos fatos. estimular a criticidade do educando. Objetividade. denominada por alguns historiadores como história empírica e a produção subjetiva. um contador de casos. A narrativa tradicional ou empírica caracteriza-se pela objetividade. apredemos com a escola tradicional que o quadro de giz é um símbolo de aprender e que o professor de história precisa narrar e escrever e o aluno ouvir e copiar tudo o que o professor transmite. A narrativa não tradicional é caracterizada pela subjetividade. reproduzindo os documentos sem lhes fazer nenhuma crítica. fazer o aluno interagir na aula. 95 . Muitas são os jogos educativos que o professor pode usar como subsídio em suas aulas. quais as vantagens e desvantagens que existem em cada uma dessas narrativas? Palavras-chave: Narrativa histórica. que aplicado corretamente promove uma dinamização e uma interação nas aulas de história que muitas vezes são consideradas decorativas e enfadonhas. entre eles destacaremos o RPG (Role Playing game) ou jogo de interpretar personagem. Na perspectiva atual já não basta ser apenas um professor que transmite conhecimento. Tradicional ou inovadora? Segundo Joana Neves. Lúdico. Nesse contexto se inserem as atividades lúdicas. está utilizando que tipo de narrativa histórica. E o profissional de sala de aula. consideradas por alguns como Vânia Dohme úteis para o ensino. É preciso ensinar a produzir esse conhecimento. A produção objetiva. um copista.A NARRATIVA HISTÓRICA ENTRE A SUBJETIVIDADE E O LÚDICO Valéria Moreira Dantas Isamarc Gonçalves Lobo Esse trabalho discute brevemente dois tipos de produção historiográfica e como elas se inserem no ensino de história. também chamada de inovadora. o historiador é um ser ativo que aborda os fatos de acordo com sua perspectiva. Sendo assim.