O Direito Internacional Público entre o Efeito Estufa e o Desevolvimento Econômico

-A OCDE e a busca por eficiência energética através da AIEPor Letícia Carneiro

Trabalho Acadêmico da disciplina de Direito Internacional Público ministrada por Siddharta Legale, da graduação em Relações Internacionais da Universidade Federal do Rio de Janeiro

Rio de Janeiro, 24 de setembro de 2012

Uma sociedade sustentável seria uma sociedade desenvolvida. . sem consciência. obtendo do máximo de recursos possível e com uma mão-de-obra barata e explorada. vivendo em um só planeta. mais que uma simples reciclagem utópica de todos os detritos da sociedade. A sustentabilidade atual é um desenvolvimento sem um vencedor ou perdedor como no passado. hoje a sustentabilidade abrange temas sociais.ou pelo menos se encontra em vias de mudança. Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico. num mundo sustentável. e a discussão sobre a manutenção da geração da energia para sustentar o sistema está cada vez mais frequente na agenda dos tomadores de decisão.. O planeta Terra tem seus sete bilhões de habitantes cada vez mais consumistas. econômicos. através da sobrevivência do ambiente. Os tratados e convenções sobre energia mostram o quanto é urgente a discussão do tema e investimentos em uma eficiência energética global. Através do desenvolvimento da discussão sobre os Direitos Humanos e da globalização. conheceu-se que. que é segura e inovadora. além dos ambientais com uma visão mais lógica e que beneficia todos os níveis da sociedade. de lucro imediato e em busca do máximo de consumidores. Hoje a sustentabilidade também é outra. tem sido fundalmentalmente importante na construção dessa visão em cuja o desenvolvimento tem que ser de todos para trazer um benefício a todos.quando países periféricos que enfrentavam problemas internos graves eram explorados pelo liberalismo colonizador de países centrais desenvolvidos que só se importavam em vender seus manufaturados. num efeitoborboleta pela própria sobrevivência. Esse desenvolvimento mudou. Hoje. culturais. A OCDE. Hoje o desenvolvimento é um tema de todos. como as empresas de petróleo.Introdução . as atitudes tomadas em qualquer lugar influenciam a todos.O Desenvolvimento Efeito-borboleta O desenvolvimento do passado foi um desenvolvimento de produção sem limites. com uma sociedade que se preocupa com seu próprio ambiente e com sua sociedade. cujo o trabalho era fazer de um produto o mais competitivo do mercado. investem cada vez mais na energia do futuro. mesmo as chamadas „vilãs do meio ambiente‟.

segue com esse intuito de um desenvolvimento energético que seja economicamente viável.Nesse contexto surge a Agência Internacional de Energia. buscando as evidências necessárias suficientes para a geração de normas de caráter desenvolvedor. Discorro sobre os benefícios de melhoramentos em eficiência energética a partir de documentos da OCDE e da AIE. Seus tratados não têm prazo de duração. Nesse trabalho. influecia o Direito Internacional Público para a formulação de normas cada vez mais voltadas pela nova geração desse desenvolvimento. a internacionalização dos problemas. como sendo ator importante do sistema internacional e tendo como membros Estados atores influentes no sistema. falo sobre como a OCDE a a AIE são agentes de Direito Internacinal. Através de suas pesquisas e declarações. a interpretação desses tratados é feita pela própria organização e os Estados não podem denunciar tais tratados se inexistir previsão para tal. E por fim reúno as razões pelas quais esse tipo de desenvolvimento é a melhor via para todos. a contribuição para criar normas internacionais. mas não menos importante. que no corpo da OCDE desenvolve pesquisas para o tema com o intuito de. socialmente justo e ecologicamente correto. sendo esta responsável pelo setor energético das políticas em prol do desenvolvimento. o aumento da importância das posições adotadas pelos países subdesenvolvidos.são associações de sujeitos de Direito Internacional constituídas por meio de tratados e criadas para atingir objetivos específicos no campo internacional que gozam de privilégios e imunidades extensíveis a seus funcionários. Começando principalmente através do investimento em eficiência energética. .pois atuam como grupo de pressão-. a contribuição para a criação de Estados novos. As chamadas OIs são criadas por meio de convenções ou tratados internacionais que passam a ter um caráter de norma constitucional de organização.como a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico(OCDE) . sendo que o tratado que institui a OI prevalece sobre outros tratados. e como podem influenciar o Sistema Internacional. Entre suas funções se enumeram: o desenvolvimento de meios para dissuadir Estados a entrar em conflito armado. e finalmente. O Direito Internacional Público e as Organizações Internacionais As Organizações Internacionais . a proteção aos direitos do homem.

desenvolvendo atividades próprias. econômico. podendo inclusive socilitar pareceres à Corte Internacional de Justiça (CIJ) sempre que autorizada por sua Assembleia Geral. grandes desenvolvidos. social ou outros de interesse da comunidade internacional.A OCDE é uma Organização Internacional Específica. A OCDE e a Agência Internacional de Energia(AIE) A Agência Internacional de Energia(AIE) é um corpo autônomo parte da estrutura da OCDE. que como tal foi instituída por acordos intergovernamentais. do mercado de reformas. porém autônoma. principalmente em via das alterações climáticas. seu papel inicial foi de coordenar as medidas a serem tomadas durante a crise. é atuante nos campos cultural. tendo membros participantes ou não da ONU. Seus esforços tentam assegurar serem confiáveis e acessíveis para uma energia limpa para os seus cidadãos. orçamento próprio e tendo personalidade internacional própria. e dotada de responsabilidade internacional delimitada por seus instrumentos básicos. com destaque aos grandes consumidores de energia como os BRICs e os países da OPEP. . segurança energética e a proteção do meio ambiente. Os países-membros da OCDE aceitam os princípios da democracia demonstrativa e da economia de livre mercado. mas conforme a demanda e o desenvolvimento de energia avançavam. Seus programas de cooperação tem ferramentas como pesquisas profundas sobre a política energética de seus membros e propostas e compromissos energéticos. das tecnologias energéticas e da colaboração com países não-membros. Manifesta sua autonomia tendo sede e estrutura administrativa independente.incluindo França. seu órgão de decisão. sanitário. A Agência tem um Governing Board. a agência incorporou o equilíbrio da política energética com o desenvolvimento econômico. que é composto pelos Ministros da Energia de cada país membro ou seus representantes. educacional. Alemanha. Atua como orientadora política do setor de energia para 26 países membros . Criada após a crise do petróleo de 1973 e 1974. Grã-Bretanha e Estados Unidos. Vinculada às Nações Unidas. A AIE desenvolve pesquisas junto à inúmeros especialistas em energia de seus países membros e elabora publicações para guiar políticas energéticas mundiais. O valor jurídico da AIE é a construção de normas energéticas entre os países membros e a influência aos países não-membros. Japão. e foi criada para implementar um programa internacional de energia.

As razões para esta avaliação errônea são principalmente a falta de mercado para a eficiência energética de fato. com pouca experiência em como a eficiência energética pode impactar outros setores não-energéticos. O EEWP recolhe informações sobre programas e medidas de eficiência energética nos países membros. tendo em consideração que os esforços devem ser distribuídos de uma forma equitativa. as pesquisas em desenvolvimento de eficiência energética são subestimadas quando avaliadas somente pela redução de demanda energética. pelos efeitos devidos à complexidade de isolamento e determinação da eficiência energética por si só e pelos avaliadores e tomadores de decisão que trabalham na esfera de eficiência energética serem normalmente profissionais da energia.dgeg. Desenvolve critérios para avaliar o esforço que os países membros necessitam para a realização dos objetivos estabelecidos.aspx?f=1&back=1&codigono=676869026903AAAAAAAAAAAA . 1 Os múltiplos benefícios da melhora da eficiência energética A melhora da eficiência energética é uma via de inúmeros benefícios para a economia e sociedade. Investiga o que se entende por conservação de energia e considera o impacto que várias medidas podem ter sobre as atividades econômicas em geral.O tema da eficiência energética é fundamental. e subinvestimento na eficiência energética e como consequência oportunidades e benefícios disperdiçados. pela dificuldade de quantifica-la. 1 Do link: http://www. No entanto. mas somatórias.pt/aaaDefault. com programas suscetíveis a críticas relacionadas ao efeito rebote quando a economia de energia é menor que o esperado por outros ganhos de bem-estar. visando a melhoria da eficiência energética. A AIE tem um órgão especializado para eficiência energética: O Energy Efficiency Working Party(EEWP) que tem por objetivo incentivar a cooperação entre os países membros da AIE. Agência Internacional de Energia busca através de suas pesquisas mostrar aos tomadores de decisão as razões pelas quais os investimentos em energia sustentável e o desenvolvimento econômico não são constraditórias. a fim de abordar a questão da viabilidade ou a conveniência e fixar objetivos propostos pela AIE. Temos como resultado uma subapreciação. trabalhando para uma agência energética ou ministério. principalmente nos últimos anos onde a sustentabilidade tem sido assunto-chave entre os países do mundo devido às alterações climáticas.

onde o cidadão possa economizar em via de satisfazer outras necessidades. num círculo virtuoso de desenvolvimento. reduzindo custos de operação e melhorando margens de lucro. conseguindo mais lucro e incentivando iniciativas de desenvolvimento. através do acesso a melhores serviços em energia. mais rentáveis.a melhora na qualidade de vida em saúde e bem estar. . nacional e internacional.industriais. setorial. A nível setorial(setores econômicos. A nível individual podemos citar: . -alívio da pobreza e aumento da renda disponível. a produção é melhorada e é atingida maior capacidade de utilização. Inclusive em países subdesenvolvidos a ideia seria estender sua rede de transmissão. -prover benefícios energéticos e de infraestrutura. abaixando também o custo das contas de consumo para o cidadão.Os benefícios Os benefícios do investimento em pesquisa no desenvolvimento da eficiência energética são produzidos nos diferentes níveis da economia: num nível individual. pois os investidores se proporiam a pagar um aluguel e prêmio de vendas com melhor performance energética. através de melhores na saúde pública com prédios com aquecimento e refrigeração adequadas com eficientes meios de transporte e geração de energia com menos demanda de ambos. com melhores serviços de energia para seus clientes. Através da diminuição de recursos e poluição. e menor custos em operação e manutenção. comercial): -produtividade industrial e competitividade. transporte. -aumento de valores de ativos. residencial.

-efeitos macroeconômicos: pois a eficiência energética pode ter impactos macroeconômicos positivos.A nível nacional: -criação de empregos: através do investimento em eficiência energética e disponibilidade crescente de renda. se aumenta a criação de empregos diretos e indiretos na energia e em outros setores. se pode melhorar a segurança de sistemas de energia por quatro dimensões de risco: disponibilidade de combistível(geológica). -segurança energética: através da reduzida demanda de energia. todos esses efeitos sendo causados indiretamente pelo aumento do consumo e investimentos do governo. -redução de gastos públicos com energia: também pelo desenvolvimento de produção energética local com menor dependência de produtos importados. por menores preços de energia. A Agência Internacional de Energia foca que a eficiência energética pode fazer a segurança energética. rentabilidade(econômico). 2 Ver gráfico anexo sobre emissões de gases de efeito estufa. competitividade nacional e apoio ao emprego. impacto nas reservas atuais. acessibilidade(geopolítica). já que a demanda por energia é crescente. importantes para as estratégias de crescimento verde. e aceitabilidade(ambiental e social). . À nível Internacional: -Redução nas emissões de gases de efeito estufa por diminuir a demanda por combustíveis fósseis. ou caso o país seja exportador de energia.2 -Moderados preços de energia. como aumento do PIB e de balança comercial positiva. também podem aumentar suas vendas.

O Efeito Rebote pode ser atribuido em primeira instância ao comportamento do uso energético e segundo pelo crescente gasto em investimento da economia. o chamado „efeito rebote‟.-gerenciamento de recursos naturais: com menor demanda há menor pressão sobre os recusrsos naturais. Quando uma tecnologia é avançada e seu consumidor pode economizar em contas de consumo. assumindo que os ganhos pela eficiência melhorada são minados e contra-balanceados pelo crescente consumo e gastos. passa a investir a renda disponível em outros serviços. os tomadores de decisões devem levar em conta todos os benefícios trazidos pelo investimento em eficiência energética. e depois escolhe aumentar a produção e o consumo utilizando a renda de sobra. mas por vezes à custa de maior consumo de energia. -Objetivos de desenvolvimento: atingir eficiência energética e objetivos sociais em países em desenvolvimento em comunhão com os objetivos também dos países da OCDE. 4 3 Tradução livre de “economy-wide rebound” . segundo a AIE. Rebote Macroeconômico ou da economia-geral3:quando a eficiência energética melhorada leva ao aumento da produtividade energética e crescimento da economia. Os benefícios apresentados pela Agência Internacional de Energia levam ao bem-estar. Porém. O efeito rebote pode ser: Rebote direto: quando um consumidor ou produtor reduz seus custos energéticos investindo em uma peça energéticamente eficiente. Efeito Rebote Existem importantes alegações de que os benefícios-chave da economia de energia são frequentemente não realizados. Rebote indireto: quando consumidores e empresas investem em economias feitas devido a melhoras em eficiência energética em outros bens.

serviriam até para encorajar o investimento privado e público na modernização. o investimento em eficiência energética é um modo de aumentar a produtividade e sustentabilidade da sociedade. mas parte principal da política econômica de um país. A Busca pela eficiência energética segundo a AIE Não só por consciência ambiental. hoje vivemos uma revolução da energia. Os aumento de PIB associado ao investimento em eficiência energética giram em torno de 1%. Conclusão Após a revolução industrial. o investimento ligando o meio ambiente. As Organizações Internacionais tem tido o papel de influenciar os outros atores do Sistema 4 Vide anexo. mas com benefícios reais para a sociedade como um todo. Numa época em que ser desenvolvido é mais do que apenas ser rico. por isso não deveria ser somente uma política energética. principalmente através da economia de energia. Além disso. antes contraditórios. Através de um ajuste não só da eficiência energética pode-se atingir. mesmo que mais dificilmente. hoje são complementares e essenciais. Custos e Desafios Os desafios se encontram em não só contabilizar os benefícios. A ONU proclamou 2012 como o Ano Internacional da Energia Sustentável para Todos.O efeito rebote não supera os benefícios trazidos pela eficiência energética. Com a Rio+20 pudemos ver que os interesses dos grandes capitalistas e o dos ambientalistas podem ter um encontro. O modo como usamos os recursos e como os discartamos está sendo revisto em vista dos impactos ambientais que a sociedade enfrenta. de agricultura e tecnológica. os mesmos objetivos ambientais firmados na ONU. mas principalmente por causa disso não conseguir investimentos suficientes para tal. as revoluções políticas. Os benefícios trazidos pela eficiência energética vão muito além da economia. sendo um instrumento também da OCDE para incentivar o desenvolvimento no país todo. .

asp .compendiosustentabilidade.br/sain/pcn/PCN/ocde. A Agência Internacional de Energia é a parte de influência direta sobre políticas energéticas eficientes e modernas. evidências como às da OCDE são a melhor via para um desenvolvimento economicamente viável.Internacional para que todos caminhem em via de uma eficiência energética viável para todos.fazenda.acessado no dia 24/09/2012 às 14:15 http://www.dgeg. Nina “Spreading the Net – The Multiple Benefits of Enegry Efficiency Improvements” Shell Documents: OCDE Experts Confirm Safety Of Shell Facilities at Pandacan Oil Depot. Bom seria se não fossem necessárias tais normas para regulamentar o modo como se trata o próprio ambiente onde se vive. A OCDE é a Organização Internacional ícone para o desenvolvimento. Lisa.pt/aaaDefault.gov. socialmente justo e ecologicamente correto.oecd.iea.br/compendiodeindicadores/introducao/defau lt. Campbell. como a conscientização global ainda está longe de ser atingida.org acessado no dia 24/09/2012 às 09:25 www. Bibliografia Ryan.com. Porém.org – acessado no dia 24/09/2012 às 11:58 http://www.asp?paginaID=25&conteudoID=309 – acessado no dia 25/09/2012 às 09:55 . e suas agências são interligadas justamente em prol desse tema. Manilla www. para que os objetivos de desenvolvimento sejam atingidos.aspx?f=1&back=1&codigono=676869026903 AAAAAAAAAAAA – acessado no dia 25/09/2012 às 09:47 http://www.

Anexos .

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.Total Brazil China 359 68 112 533 51 117 52 15 62 376 833 90 55 2 42 59 435 1 205 445 9 357 178 32 34 279 63 38 15 302 54 42 192 522 5 605 12 635 309 3 308 2003 362 73 120 556 53 121 57 17 72 385 842 94 57 2 42 61 452 1 213 448 10 363 183 33 37 290 58 38 15 310 55 44 202 534 5 680 12 880 300 3 828 2004 372 73 117 554 58 122 52 17 67 385 843 93 56 2 42 60 459 1 212 469 11 369 185 33 38 293 60 37 15 327 54 44 207 534 5 758 13 019 320 4 552 2005 389 75 113 559 58 120 48 17 55 388 812 95 56 2 44 60 461 1 221 468 11 386 183 34 36 293 63 38 16 340 50 45 216 533 5 772 13 056 322 5 062 2006 393 72 110 544 60 121 56 16 67 380 824 94 56 2 45 62 464 1 205 476 11 395 178 34 37 304 56 37 16 332 48 44 240 534 5 685 12 999 327 5 603 2007 389 70 106 568 67 122 51 19 65 374 800 98 54 2 44 67 447 1 242 490 11 410 181 32 38 304 56 37 16 344 46 42 265 521 5 763 13 142 342 6 028 2008 393 70 111 551 68 117 48 18 57 371 804 94 53 2 44 66 435 1 153 502 11 404 183 34 38 299 53 36 17 318 45 44 264 512 5 587 12 799 361 6 507 2009 395 63 101 521 65 110 47 15 55 354 750 90 48 2 39 65 389 1 093 515 10 400 176 31 37 287 53 33 15 283 42 42 256 466 5 195 12 045 338 6 832 .Environment: Key tables from OECD .ISSN 2075-826X .© OECD 2011 CO2 emissions from fuel combustion Million tonnes 2002 Australia Austria Belgium Canada Chile Czech Republic Denmark Estonia Finland France Germany Greece Hungary Iceland Ireland Israel (1) Italy Japan Korea Luxembourg Mexico Netherlands New Zealand Norway Poland Portugal Slovak Republic Slovenia Spain Sweden Switzerland Turkey United Kingdom United States OECD .

9 0. Source: CO2 emissions by product and flow.2 1.9 1 5 1.9 0. The use of such data by the OECD is without prejudice to the status of the Golan Heights. 28. 6 2. 8 1.4 9.Zealand/N .9 0. 57.5 2 3.3 Japan/Japon 757 1695 5.5 0. 27.1 0.1 2. 6 2.7 6.3 1 7.9 Australia/Au stralie 251 4 158 6 406 3 770 123 . 39. 8 0.6 0.5 1.6 1. 9 1.8 26 225 720 154 3. 2005 Total emissions/Émissions totales (1 000 tonnes) NO VOC x CO (b) AIR Per capita emissions/Émissions par habitant (kg/cap.6 144 267 682 104 0.5 0.0 8 37.4 . 15.5 7. 9 2.3 5 18.9 SO x SO x Emissions per unit of GDP/Émissions par unité de PIB (kg/1 000 USD) (c) SO NO C VOC x x O (b) Canada Mexico/Mex ique 206 6 261 3 237 8 141 2 937 2 690 2 2256 64.7 2 7 2. 14.6 6 40.2 0.6 8 7. 3 0. 8 1. 4 0.7 6 5.2 13.7 6. 2005 ÉMISSIONS TOTALES DE POLLUANTS TRADITIONNELS (a).6 4.6 2 69.6 3 9.7 USA/Etats Unis 132 72 169 82 192 0 137 8 808 54 297 9 1439 0 44.) C VOC NOx O (b) 2 9 0.9 1. 73.2 2. 78. 5 7.3 N.8 6 8.Zélande Austria/Autri che Belgium/Bel gique 84 162 621 166 20. 25.3 * 1580 2.0 3 13.India Indonesia Russian Federation South Africa World 1 015 302 1 494 295 24 064 1 041 326 1 531 321 25 120 1 117 334 1 513 337 26 372 1 160 336 1 516 330 27 188 1 252 356 1 580 331 28 096 1 357 366 1 579 357 29 048 1 431 343 1 593 388 29 454 1 586 376 1 533 369 28 999 Last updated: 22 December 2011 The statistical data for Israel are supplied by and under the responsibility of the relevant Israeli authorities. 0 25.7 0 16.0 4 15. East Jerusalem and Israeli 1 settlements in the West Bank under the terms of international law.3 0.5 Korea/Corée * 447 817 797 9.9 1.9 0. IEA CO2 Emissions from Fuel Combustion Statistics (database) 1 TOTAL EMISSIONS OF TRADITIONAL AIR POLLUTANTS (a).3 7 48.6 1 9 9. 3 1. 9 2.

8 0. 8 6 5.9 0.3 30.4 1. 0 21.Czech R. 5 28.0 1.2 21.3 Portugal Slovak R. 8 1. 7 9 6. 4 27.2 15.3 62 344 599 176 3.0 70 116 111 4 222 381 8 62 28.3 17. 4 5 0.3 0.4 47.0 0. 7 3.8 15.8 15.5 1.8 1. 8 1. 5 0. 3 3.0 0.7 1.5 545 332 289 29. slovaq.2 0. 0 17.1 8 28 20 8 94.1 0. 8 4 8.5 France Germany/All emagne Greece/Grèc e Hungary/Ho ngrie Iceland/Islan de Ireland/Irlan de 465 1439 7.1 1. tchèque 219 278 511 214 21.3 1.7 0.6 0.3 68 176 120 6 144 3 510 564 6 403 5 107 3 136 33.2 1.2 27.1 1. 0 3. Spain/Espag ne Sweden/Suè de Switzerland/ Suisse Turkey/Turq uie 218 260 618 291 24.6 0. 8 27.1 1.7 1.7 17 193 8 86 108 0 353 360 5 103 2.8 0.8 0. 1 12.9 1.4 20.4 7. 8 2. 7 5 8.2 33.4 1.1 0. 9 42. 8 6 6.2 1. 0 34.7 0.8 49.4 0.0 . 9 11.8 0. 0 1.4 10. 2 1.1 0. 1 9 2.6 89 125 4 97 152 2 290 233 6 79 18.3 0.0 0. 5 3 6.0 0.5 0.4 22. 3 2./R.0 Luxembourg Netherl.1 22.3 0.8 2. 4 0.2 0. 3 5 8. 6 2. 2 6 6. 9 9 6.7 13. 5 17.5 1.3 1.1 40 205 602 199 4.9 23. 1 1 0 1. 2 20.0 2.1 1. 7 4 7.8 0.1 19.0 5 0.1 24 126 9 197 446 333 3 222 5.0 Italy/Italie 417 1207 7.8 0. 5 7.6 811 585 21. 8 9 7.1 1102 35.5 * 554 15.8 20.5 1.3 2.1 25. 5 6.1 3. 1 5 3.0 0. 0 1 1 2.3 26.3 1.0 13.6 19.6 26.7 26. 8 3. 0 2. 2 4.9 129 203 587 177 20.8 560 1253 6.2 Denmark/Da nemark Finland/Finla nde 22 186 611 118 4. 7 16. 9 4.5 1.6 0./R.3 1. 5 5 3.7 1.5 2.7 0.7 0.4 1.4 1. 3 1. 9 5 3. 5 8 7.5 14.1 28.1 0. 3 2./Pay s Bas Norway/Nor vège Poland/Polog ne 3 14 46 9 6.8 3.8 21.

9 6 1.7 0. 5 2. 2004 data. N. 8 27.0 1. Données 2002. VOC: 2004 data. Données 2004.9 0. 7 2. Chiffres arrondis. OECD/CEENU EMEP. 9 1 1 8. veuillez consulter les tableaux sur l'évolution des émissions atmosphériques par source. including Secretariat estimates. 5 11.4 0.4 1. incluant des estimations du Secrétariat. 1 2 2 3. GDP at 2000 prices and purchasing power parities. For detailed footnotes.6 1.7 1. Source: UN-ECE EMEP. 4 15.5 0. 7 6 1. UNFCCC. CCNUCC. Rounded figures.1 * 180 00 830 0 460 0 208 00 118 00 900 0 971 00 331 00 239 00 1820 0 41. 6 Notes: a) b) c) MEX) KOR) TUR) TOT) 16. 6 1. PIB aux niveaux de prix et parités de pouvoir d'achat de 2000. Émissions de COV autres que le méthane.1 EU/UE-15 * 7500 23. 9 47. Pour les notes détaillées.0 0.3 0.UK/Royaum e Uni N. VOC : donnée 2004.4 1. Émissions anthropiques.0 Man-made emissions. 3 1.7 26.0 1.8 19. please refer to the tables on air emission trends by source. 2002 data. Emissions of non-methane VOCs.2 4. 4 0. 7 32.6 7.4 OECD/OCD E Notes: a) b) c) MEX) KOR) TUR) TOT) * 300 00 376 00 138 700 3110 0 25. OCDE . Data refer to 2005 or to the latest available year. OECD/OCD E Europe 706 162 7 240 8 977 11.0 1.4 17.6 42. America/Am ér.2 4 0. 2005 ou dernière année disponible.9 * 9500 22.

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