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Nota sobre o autor:

Irmão Romildo lima, escritor amador evangélico.


Atualmente trabalha Desenvolvendo sistema de evangelismo na internet.
Atualmente dono do site: www.estudosbiblicos-email.blogspot.com

Copyright © 2008 - By Romildo lima


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Índice

• HÁ UM PROPÓSITO NA VIDA DE ALMEIDA


• ACESSÃO E QUEDA DE UM HOMEM CHAMADO ARIMETÉIA
• O POÇO PROFUNDO DE ARI
• UM VERDADEIRO ENCONTRO COM DEUS
• A 1 ª VIAGEM MISSIONÁRIA
• O ALGE NA VIDA DE ARI; O PROFETA DA CRUZ
• JOSÉ DE ARIMETÉIA VS JOÃO LOBSOMEM
• DE VOLTA PARA CASA
• A 2ª VIAGEM MISSIONÁRIA
• ESCANDALO EM VILA PEQUENA
• UM PADRE; MEU AMIGO; MEU IRMÃO
• FIM DA VIAGEM MISSIONÁRIA; UM NOVO RUMO
• DECLINIO ESPIRITUAL
• MISSIONÁRIO ELIAS; O MARTIRE
• OS ÚLTIMOS DIAS DE ARI
• HÁ UM PROPÓSITO NA VIDA DO PASTOR ALMEIDA

HÁ UM PROPÓSITO NA VIDA
DE ALMEIDA
(Capitulo 1 )

Era aproximadamente 03h15min da manhã. Um barulho no telhado da casa


despertava
João de Almeida, do seu tranqüilo sono.
Um tanto sonolento e Assustado, ele levanta de um susto, tateando pelas
paredes de seu quarto em busca do interruptor. Ao acender a luz a primeira coisa
que ele constatava é o despertador sobre o criado mudo, também verificando que o
barulho provinha de gatos no telhado. Para não atrapalhar o sono de sua querida
esposa Ana Alice. De imediato apaga a luz.
Parece que como de repente o sono lhe foge e algo o incomoda a não
voltar a sua cama, ele tinha uma tarefa a cumprir. Logo dobraria seus joelhos para
fazer uma intercessão na qual não sabia e nem muito menos imaginava o que iria
acontecer.
Ele apanha o abajur, passa pelo quarto ao lado; que os meninos João
Vitor e Emanuel se encontravam a dormir. O Sr. João de Almeida dobraria seus
joelhos para falar com Deus.
A luz fraca do abajur, o brilho das estrelas que podia se vê pela
janela, que estava aberta. Tudo estava perfeito para aquela oração na madrugada.
“... Pai, bendito o teu nome Senhor. Obrigado pelo acesso que tenho a
te, por meio de Jesus, meu SenhorÓ.
Só bastou estas poucas palavras para ele sentir algo diferente, era a
presença de Deus, porém, era diferente de outras vezes que ele já experimentara.
Era como se ele não estivesse ali naquele quarto, o ambiente estava radiante e as
estrelas já não existiam. Uma brisa suave tocava seu rosto, junto a uma alegria
tão imensa que suas lágrimas rolavam pelo seu rosto.
Ele não conseguia nem mesmo orar, apenas derramava suas lágrimas! De
repente uma voz suave sussurrou ao seu ouvido.
“... Eu sou contigoÓ.
Ali João derramava-se em lágrimas
Na manhã seguinte do mesmo dia, ainda cedo ele não tinha conseguido
dormir apenas em sua cama ele louvava e adorava a Deus, lembrando daquela
presença.
Impulsionado pelo Espírito Santo, ele se levanta de sua cama, toma um
banho, se veste e saiu de casa sem rumo.
Nem mesmo ele entendia o que estava acontecendo. Pegou seu carro
Então errante apenas deixava ser guiado pelo Espírito. Nunca experimentara tal
experiência.
“... Senhor, não sei para onde esta me levando, só sei de uma coisa, a
minha vida pertence a ti, estou para te servir e obedecerÓ.
Logo após algumas quadras depois de sua casa, ele viu-se enfrente ao
cemitério “PAZ ETERNAÓ.Era ali o local que o Espírito o levara. Mesmo sem
entender, obediente ao espírito parou seu carro, e durante duas horas seguidas ele
orava, clamando e adorando ali dentro do seu carro.
Quando viu as portas do cemitério se abrir. O Espírito disse: “...
segue o coveiroÓ. Sem ezitar foi em frente, mas o Espírito o levava a louvar, Até
o local indicado. De repente viu-se enfrente a uma lápide: “Oliveira Aqui jaz
José de Arimatéia; servo do SenhorÓ.
João um tanto atônito, não estava a compreender, só restava uma coisa:
Perguntar ao Senhor o que significava.
- Senhor, não estou entendendo?!
- Revela-me a tua vontade em nome de Jesus.Ó
Como de imediato o Senhor anunciou uma resposta, ao anseio do coração.

“... Filho! Eu sou contigo. Você é meu escolhido, um vaso de honra. Um


instrumento em minhas mãos para conduzir muitos ao caminho de Jesus e pastora meu
rebanho.
Veja aqui, onde repousa meu servo em que escolhi para convencer os
corações, e confirmei com sinais prodígios e maravilhas!
Mas veja o que ele fez. Ele escolheu seu próprio caminho, rejeitou o
plano que tinha preparado para ele.
A sua vontade tornou-se contraria a minha, o seu desejo tornaram-se
maliciosos. Preferiu a glória do homem do que a minha.Ó
João Caiu de joelhos no chão, com o rosto coberto por suas mãos e
chorou amargamente. O Senhor novamente falou, só que desta vez diferente. Como
Flash Back João lembrava todo testemunho, vida e ministério daquele homem a qual
Deus falava justamente o homem chamado José de Arimatéia, ex-pastor de João.

ASCESÃO E QUEDA DE UM HOMEM CHAMADO ARIMETÉIA


(capitulo2)
Na feira Central da cidade, o movimento comercial trazia muitos
benefícios aos trabalhadores e consumidores daquela capital metropolitana. Em meio
à tumultuada feira, logo na área de roupas, utensílios e bugigangas se encontravam
José, jovem comerciante de agradável aparência e boa reputação.
“... Vai ai patrão?! Um presente pro senhor
- É presente?
- É tão barato e tão bom que se torna um presente
- Há! Pensava eu que não ia me custar nada.
- Pelo preço que o Senhor vai comprar não vai custar nem metade do que o
Senhor gastaria em outro lugar.
- Qual o preço?
- Só dez.
José como um bom conquistador de clientes, sabia negociar de maneira a
induzir o cliente a comprar mesmo contra sua vontade.
- Este preço?! Ainda tu me dizes que é barato?
- Então quanto vale?
-So Dou cinco.
- Ta certo, cinco e mais dois e de brinde um beijo.
- Sai fora! La quero beijo.
- Beijo! Não quer beijo?
- Não!!!
- Então fica por cinco.
- Fechado.
Derrepente José puxa sua colega que coincidentemente passava pelo local.
Moça esbelta, olhos claros, cabelos compridos e muito formosa.
- O moço!!!
Olhou o senhor para traz já levando sua mercadoria em mãos.
- Perdeu o brinde.
José agarra a sua colega e a beija no rosto. Aquele senhor Souta uma
gargalhada e diz:
- Porque você não me mostrou a brinde?
- Você não pediu.
Assim ele conquistava tantos clientes como amigos, que sempre voltavam
tanto para comprar como para encomendar, bijuterias e bugigangas de toda
qualidade.
Não demorou tanto para poder se perceber o crescimento do jovem José de
Arimatéia (mas conhecido como Ari), de uma pequena banca passou para um Box depois
dois Box e um grande sortimento de bijuterias e bugigangas diversas.
Em uma manhã, fim de semana como de costume não chegava tão cedo como em
outros dias da semana, deixava tudo a cargo de seus dois empregados. Chegando ao
seu local de trabalho a primeira coisa que veio em suas mãos foi um bilhete.
-Arimatéia! O Sr. Jonas deixou este recado, dizendo que era urgente.
O recado constatava o seguinte:
“Arimatéia, me procure com urgência, tenho boas notícias: Ass. Jonas.Ó
Curioso, Arimatéia mal chegara ao local de trabalho, pega sua pequena
pasta, direciona os cuidados aos seus empregados e volta em direção à saída.
Mais curioso do que ansioso para saber o que o Sr. Jonas queria. Então
sai ao seu encontro.
Era um escritório de contabilidade o local de trabalho do Sr. Jonas.
Chegando lá, Arimatéia procurou se anuncia a secretária, nem conseguindo sentar-
se.
Jonas era um homem de negócios, um dos clientes de Arimatéia, aquele que
soltou uma gargalhada quando comprou uma das mercadorias de Arimatéia e acabou
perdendo o brinde...
-Sr. Arimatéia. O Sr. Jonas o aguarda em sua sala.
-Obrigado. Com licença.
Ao Abrir a porta da sala não se encontrava apenas o Sr. Jonas, porém em
sua companhia estava um senhor de cabelos grisalhos, aparência nobre.
-Entre Arimatéia. Sente-se aqui conosco.
-Pois não.
- Quero apresentar-lhe o Sr. Everardo.
- Como vai Sr. Everardo? Prazer em lhe conhecer.
- Igualmente.
Interrompendo a apresentação, Jonas começa logo entrando no assunto sem
fazer ar rodeios, gabando Arimatéia, que recebia os elogios caprichosos de Jonas.
- Tai um homem de negócios!
- Sr. Everardo que crescer. Ser bem sucedido? Este é o homem ideal para
ser seu parceiro.
- Nem tanto Jonas. Só um pouquinho mais, do que você falou.
(Sr. Everador soltar uma gargalhada.)
- Bem. Quero saber que negócios nós vamos fazer crescer.
Com Uma voz forte e estridente o Sr. Everardo entra no assunto
- Estou precisando de um sócio-gerente para comigo junta força para
montar um aloja de artigos preciosos.
- Gostei deste precioso ai que o senhor falou.
- São jóias finas, relógios e entre outros artigos luxuosos.
- Qual a minha parte para entrar no negócio?
- Sua disposição e suas habilidades de bom comerciante.
- Nada de dinheiro?
- Não. Porque na verdade não estarei na cidade, irei embora e confiarei
primeiro no Jonas e em você.
- Jonas estará conosco?!
- Será nosso sócio e contabilista.
- E minha parte nos lucros?
- Ficarei com 70%. mais o inicialmente de 10% de vocês
Um silêncio pairou no ambiente até a resposta de Jonas.
- Por mim ta fechado!
Depois de alguns segundos a de Arimatéia.
- Ô vai ou racha!
Admirado da ousadia de Arimatéia o Sr. Everardo se levanta e cumprimenta
os dois com um forte aperto de mãos, dando um entender de que o negócio estava
fechado. Batava agora somente providenciar tudo que precisava para começar o
trabalho.
Senhor Benedito um homem de família nobre, trabalhador de capatazia,
fazia tudo na medida do possível para trazer o alimento cotidiano pros filhos. A
esposa Dona Rita, uma excelente dona de casa, aqui acolá, fazia seus bicos como
diarista. Ambos educavam seus cinco filhos rigidamente com base na honestidade.
“Somos pobres, nada possuímos de riqueza, a não ser nossa honestidadeÓ.
Assim conduzia seus filhos, junto a eles a mãe de dona Rita, Uma
velhinha de oitenta e quatro anos, muito saudável pra sua idade avançada.
Duas mulheres e três homens, desde sua mocidade já trabalhavam ajudando
no orçamento domestico de seu Benedito e dona Rita, até uma das suas filhas se
casar. E mesmo assim continuar ajudando no orçamento domestico.
Um pouco trabalhoso era Augusto, filho mais velho, muitas vezes dado a
bebedeira e noites de farra. Esta é a bela família de Arimatéia, que dos irmãos
era o caçula e assim mais mimado. A estabilidade do jovem José trazia a sua
família muitos benefícios e alegrias. Até isto desmorona.
Com a nova sociedade, Arimatéia crescia, deixaria de lado os Box no
mercado, passaria para outro irmão administra, mas não dava muito importância.
Todo seu foco estava no novo comercio que prosperava sem medida, dando assim
outras duas filiais. A loja brega e chique chegaria a sua fama e ao seu auge. Era
uma sociedade bem sucedida.
Arimatéia sempre lutou para deixar tudo em ordem, era uma habilidade
administrativa que também ele possuía. Porém Cláudio o irmão que confira o boxe
era o responsável pela atual administração, porém não possuía a habilidade do
irmão.
- Arimatéia, to precisando da tua ajuda!
- O que foi desta vez?
- Cara, to devendo um fornecedor. Já faz tempo.
- Como foi que tu deixou atrasar?
- As vendas. As vendas caíram!
- Vou fazer disto; vou falar com o fornecedor e quitar a divida.
Não sabia Claudio que o plano malicioso de Arimatéia era acabar com o Box... Até
determinado dia.
Na madrugada de sábado para domingo, mais um dia das farras de Arimatéia, ele
conheceu a formosa e meiga Melissa. Mulher loira, alta e de fisionomia nobre.
No vai vem das pessoas que tumultuavam aquele ambiente festivo, Arimatéia esbarra
com Melissa, ombro a ombro, e com troca de olhares também uma troca de desculpas.
Parece que aquele olhar meigo penetrava no mais profundo de sua alma e tocava-lhe
o coração. Ele ficando a olhá-la, ela porem vira-se dando as costas. Sem menos
esperar alguém puxava suas mãos, era o próprio Arimatéia, que encantado a puxou.
_Moça não pode ir embora assim.
_Assim como?
_Tão triste!
_Eu não estou triste.
_Então por que está chorando?
_Está ficando doido?
_Não! Não estou, olha aqui suas lágrimas.
Ele tocando em seu rosto com as costas da mão, deslizava passeando com os seus
dedos em seu rosto, até seus lábios. Ela porem sem da uma mínima importância se
retira, com um rabi saco totalmente de desprezo. Arimatéia sem se conformar passou
o resto da noite como copo de bebidas em mãos e o olhar fixo em melissa, até ter
uma oportunidade de se aproximar.
Como um lance do destino, ao olhar para Melissa ele a ver conversando com um casal
de colegas seu. Com um assovio ele acena para seu colega, que de imediato larga a
mão de sua namorada e vai de encontro a ele.
_Como é que vai Ari?
_Estou bem. E você?
_Cara eu to legal!
Arimatéia nem ao menos encomprida a conversa e já vai logo perguntando por
Melissa.
_Como é o nome da loirona?
_Ah!É Melissa. Quer que eu te apresente?
_Com certeza!
_Vamos lá.
Saindo ao encontro das duas (sua namorada e Melissa), Arimatéia e seu colega se
aproximam.
_Olha só amor quem foi que eu encontrei!
_Ari!!!
_Tudo bem Vanessa?
_vou bem e você?
_Eu vou bem!Só não estou melhor por que...
_Que foi!?
_Eu estou apaixonado.
Todos com um sorriso o parabenizavam, até a própria Melissa com admiração
pergunta:
_E paixão não é bom?
_É bom quando correspondida!
_Verdade!
Não demoraria para Arimatéia começar a tagarelar, tira brincadeiras e conquista a
amizade de melissa. Até que ela perguntasse:
_Por que naquela hora você perguntou se eu estava chorando?
_Foi só uma desculpa minha para poder olhar em seis olhos novamente!
Ela solta um pequeno sorriso e ele a olha outra vez no profundo de seus olhos.
_Daí em diante amadureceria um relacionamento, que mudaria o mundo de Arimatéia.
na manhã seguinte sua ressaca teria que ser deixada para traz, para tomar de conta
do problema do Box. Com certeza o domingo era o momento ideal para falar com o Sr.
Hélio, o fornecedor de mercadorias para o Box.
Ao ligar para o Sr. Hélio. Arimatéia procura em primeiro lugar se desculpar do
ocorrido.
_ Alô. Sr. Hélio, como vai?
_Vou bem, com quem falo?
_Arimatéia.
_ O que deseja Sr. Arimatéia?
_Quero saber o quanto lhe devo.
_ Já tem mais de dois meses que o Cláudio me comprou pra mais de cinqüenta
mercadorias.
_ Então vamos quitar esta dívida depois quero pedir uma coisa, particular é claro.
A idéia de Arimatéia já estava se concretizando, o plano de acabar com o Box.
Pessoalmente pediu para suspender o fornecimento e pagando pessoalmente para que
Sr. Hélio mentisse a respeito de assunto.
No dia seguinte:
_ Cláudio, quero falar com você urgente.
_O Sr. Hélio ta furioso.
Cláudio põe as mãos na cabeça e desabafa com um palavrão e maldizenças.
_ Vou ver o que posso fazer.
Exclama Arimatéia.
Enquanto todos os acontecimentos se desenvolviam, ele já planejava outra terrível
idéia para falir os negócios. O plano era enviar Cláudio para longe dos negócios e
aproveitar o momento para armar as estratégias de falência.
No dia seguinte o plano já estava engatilhado. Arimatéia mandaria Cláudio de
viagem e colocaria outra pessoa em seu lugar provisoriamente... Agora quem?
A única pessoa disponível no momento era o irmão mais velho, Augusto. Na presença
de toda a sua família, ele traria a questão átona.
_E agora Cláudio? Quem vai ficar no teu lugar?
_ Tenho um amigo de confiança, bom nos negócio. Ele está disponível.
Augusto nem demorou para entrar na conversa.
_ Ei cara! Eu to parado!
_ Não Augusto! Não me leve a mau, mas você não da para os negócios.
Assim exclama Cláudio replicando Augusto que voluntariamente se oferecia.
Parecia uma luva que se encaixava nas mãos; o plano de Arimatéia era justamente
Este, deixar Augusto falir o Box. Por isso propositalmente ele falou na frente de
toda família.
Para completar, cada um dava sua opinião tipo: “a preferência é do Augusto que é
da família e ta precisandoÓ. Começou um bate boca até Arimatéia da à palavra
final.
_ Augusto são três meses! Olha a responsabilidade!
_ Pode deixar, eu me garanto!
Havia algo errado na loja brega e chique, isto incomodava José de Arimatéia, e
isso o levava a se questionar e ficar curioso. Primeiro as mercadorias chegavam a
meios às escondidas e depois nunca chegavam com notas. Era uma pulga atrás da
orelha.
Sempre nas sextas-feiras, Arimatéia se encontrava com Jonas, ambos jantavam,
conversavam tratando de negócios e bebiam o velho uísque. Nesta conversa,
Arimatéia aproveitou para soltar sua curiosidade.
_ Jonas, estou intrigado e muito tempo com uma questão.
_ O que é?
_ Você sabia que nunca recebi nota alguma de qualquer mercadoria da loja?
_ Não recebeu!?
_ Pra completar, nunca fui abordado por seu ninguém.
_ Por que é que você nunca me falou a respeito?
_ Sei lá. Tava empolgado com as lojas. Estamos indo bem.
_ É verdade!
A questão ficou suspensa no ar. Isso desencadearia uma seria de acontecimento que
traria uma nova mudança na vida de Arimatéia.
Dava para se deduzir que não era por acaso, já que as mercadorias viam direto por
autorização do Sr. Everardo, algo esta por traz deste ocorridos.
Com a ausência de Cláudio no Box, Augusto assumiria a responsabilidade de todos os
acontecimentos e de cara enfrentaria os funcionários, na verdade os dois rapazes
que trabalhavam no Box, como vendedores, que já estavam com salários atrasados.
_ Augusto, ta sabendo a nossa situação?
_ O que? Que situação?
_Eu tenho um mês e quinze dias dentro
_ Não recebeu nada?
_ Exceto vales!
_ E o outro?
_ Tem só um mês dentro.
_ Vamos resolver isto.
Mas sabia Augusto que toda renda estava indo para as mãos de Arimatéia, que depois
de divida com o fornecedor passou a administrar tudo que entrava e saia.
A primeira providência era entra em contato com Ari.
_ Ari. To com um probleminha aqui!
_ O que foi.
_O Salário dos meninos estão atrasados.
_ O salário deles esta nas mãos de Cláudio, só não sei o que ele fez. Avisa os
dois para esperarem as vendas até o fim do mês.
Antes mesmo do fim do mês, Arimatéia já estaria dando outro desfalque no Box, e a
situação dos empregados se agravaria. A solução seria dispensar os dois, pagando
todo a divida com eles e deixando Augusto se virar sozinho.
Dia após dia, Melissa ficava mais encantada e apaixonada por José de Arimatéia, e
ele por ela.
Em uma noite de encontro, Melissa encontrava-se com a expressão abatida, como se
estivesse muito cansada. José [fixando os olhos nos olhos dela podia perceber isto
sem nem ao menos perguntar o ocorrido.]
Passava ela aperto financeiro e grandes constrangimentos.
Naquele dia não deu para segurar a aflição, as lagrimas desciam de seu rosto, e
Arimatéia tentava consolá-la.
_ Melissa, o que esta acontecendo? Fala para mim? Diga a verdade?
Ela porem escondia seu rosto sobre os peitos de Ari, sem deixar-se consolar,
apenas chorava. Arimatéia frustrado calou-se, apenas consolava sua amada. Não
sabia ao certo o que se passava, porém, deixava-se deduzir que era algo que
envolvia a família de Melissa.
Ao som romântico e acústico de um barzinho, local, preferido por Ari, onde
geralmente ele se refugiava para derramar todas suas questões, rabiscando um
pedaço de papel e tomando um copo de uísque. Começava a pensar e repensar todas as
suas questões.
“À loja O que fazer com o Box, seu irmão já estava para chegar de viagem... Seu
pensamento quase não se desviava de Melissa, também ao mesmo tempo vinha em mente
brega e chique e aquele velho problema de mercadorias sem nota, tudo era uma
questão para ser resolvidaÓ. - Pegou o telefone – Esta era a primeira atitude a
se tomar, o caso de Melissa, só uma pessoa poderia ajudá-lo; Vanessa namorada de
seu colega foram justamente eles que os apresentaram Ari a Melissa...
Não hesitou em ligar, era este o momento certo.
_ Alô! Vanessa, aqui é Ari. Tudo bem.
_ Oi Ari! Tudo bem. O que você manda?
_ To precisando te perguntar algo muito importante.
_ Pois não, pode perguntar.
_ É sobre Melissa. O que é que ta acontecendo com ela? Ela esta muito deprimida,
não quer me contar.
_ Ari, foi bom você ter-me ligado. Melissa precisa muito de sua ajuda. Sua mãe
perdeu a pensão, a mesma está em questão. Ela tem passado muita necessidade.
_ Puxa vida! Por que ela escondeu isto?!
_ Ela não quer ser vista como uma mulher interesseira, leviana, você se apaixonou
por uma grande mulher!
Ari precisou apenas isto, para suas idéias começarem a desenvolverem. O problema
do boxe, já poderia ser solucionado, passaria a ser propriedade de Melissa. Assim
dispensaria seus dois irmãos e colocaria um ponto final no assunto do Box. Agora
restava saber a respeito das mercadorias da loja “brega e ChiqueÓ. A solução seria
um contato direto com os fornecedores. Só o Sr. Jonas, poderia conter esta
informação.
Na manhã seguinte estaria Ari. Na porta de loja do Sr. Jonas. Ao tocar a
campainha, alguém como de imediato o recebeu, era uma senhora alta de cabelos
cumpridos, olho escuro, parecia jovem, embora em meia idade.
_ O que deseja?
_ Gostaria de falar com o Sr. Jonas.
_ Não se encontra Senhor. Ele esta de viagem. Como se Chama?
_ Ari. Meu nome é Arimatéia.
_ Sr. Ari!? Oi, sou Janete, esposa de Jonas, entre um pouco.
Ari não sabia o que estava acontecendo, porém sentia um calafrio, o coração
acelerado e uma grande atração pela esposa de seu sócio.
_ Sr.ª Janete, como posso fazer para entra em contato com Jonas?
_ Não tentou e celular dele?
_ Está fora de área.
_ há! Ele levou seu notebook, tente contato por e-mail.
_ Tentarei ligar mais vezes, pode ser que consiga.
O telefone toca interrompendo a conversa e ao mesmo tempo a atração de olhares
entre Ari e Janete.
Sem resposta ao receber a ligação, Ari como de súbito voltar seu olhar, e sua
atenção a Janete, por pouco, um silêncio... O telefone toca novamente, na bina, o
registro de chamadas do telefone de Melissa.
_ Tenho que ir dona Janete. Tentarei entra em contato com Jonas.
_ Tudo bem. Diga para ele também entrar em contato comigo.
Ari percebeu que havia uma mensagem em seu celular, era melissa. Sua ânsia maior
era retornar a ligação e marcar um encontro com Melissa, seria um problema a menos
para resolver.
_ Alô! Melissa, to saindo da casa do Sr. Jonas, te encontro na loja Dois.
Uma nova mensagem bipava seu telefone.
“Ari, entre em contato comigo; JonasÓ.
Ari nem ao menos pensara por uma segunda vez, direcionou a ligação de imediato.
A curiosidade até mesmo falava mais alto que a vontade de ver Melissa e acabar
logo com aquela aflição.
_ Alô! Jonas. O que é que há?
_ Ari, to na grande metrópole. Lembra de quando me falou das mercadorias sem nota?
_ Lembro! O que foi?
_ O problema não é que não tem nota, o problema que as notas são frias.
_ Eu sabia que tinha coisa feia no meio!
_ Procurei o Sr. Everardo... Sumiu!
_ Não! Não sumiu não! Lembro-me bem do nome e local onde ele dizia que se
refugiava.
Parecia até que os dois se comunicavam telepaticamente, a intenção agora era
derrubar o homem... Não seria uma questão tão difícil para Ari, era o que ele mais
desejava; assumir um maior lucro nas lojas. O plano era chegar com as notas frias
até as autoridades e entregar a localidade do Sr. Everardo. Porém, trariam outra
questão átona: como reaver as mercadorias, sem serem confiscadas? Como provar que
eram laranjas? Isto não era uma tão difícil para Ari, muito menos para Jonas!
Na loja Dois da “brega e chiqueÓ, Melissa esperava já com ansiedade, seu amado, as
mãos já suavam, estava disposta a pedir o que fosse preciso para Ari. Na porta de
entrada da loja parou Arimatéia ao telefone, gesticulando com as mãos,
demonstrando uma atitude bem empolgada. Melissa vai ao seu encontro, já mais
ansiosa que antes, era tanta ansiedade como nervosismo, imaginava uma resposta de
Ari, talvez uma resposta branda... Talvez uma resposta áspera, ela mesma sabia que
tinha frustrado Ari com sua repressão.
_ Melissa!! Meu bem, to louco para falar contigo.
_ Eu também Ari! Só me leva daqui, para um lugar mais discreto.
No diálogo, já em meio a caminho de um local mais tranqüilo, Melissa, já desabafa
todo seu sentimento. Ari apenas ouse, mesmo sabendo da situação, ele já tinha em
mente o que fazer; iria matar dois coelhos com uma cajadada só.
O plano era tomar o Box e colocar nas mãos de Melissa. Só que teria que haver um
acordo. Melissa seria a compradora, ou nova proprietária do negócio. Agora era só
instruí-la como fazer para assumir o local.
_ Ari para o carro, olha para Melissa, enxuga sua lágrimas com o dedo polegar de
suas mãos e solta idéia e o propósito. Melissa tinha apenas que decidir para mudar
seu destino e também o de Ari.
Era quase meio dia, o Box estava fechado. Era tudo que Ari tinha planejado para
falir o Box, colocando Augusto, era oficializar a quebra do Box e motiva a
falência definitivamente, até o plano ter mudado naquela manhã.
_ Melissa, ta tudo certo, o Box é seu, vou pegar a chave com Augusto. Contrata
mais duas pessoas para lhe ajudar e sortir de mercadorias.
_ Melissa saltava em seu pescoço, desequilibrando-o e fazendo rir. Era um alivio a
seu coração oprimido.
_ No dia seguinte na casa do Sr. Benedito, pai de Ari. O comentário não era outro
a não ser a venda do Box. Isto sem que Augusto soubesse; no momento se acordava um
tanto resaquedo, olhos avermelhados e rosto inchado...
_ Que, que ta acontecendo?
_ Dona Rita, mãe de Ari, respondeu com uma bronca das feias.
_ Você! Você é um irresponsável Augusto. Quando Cláudio chegar eu não quero
barulho no meu ouvido.
_ Eu nem mesmo sei o que foi que aconteceu!
_ Ari vendeu o Box! Ta satisfeito?
_ Não! Não pode! Ontem mesmo falei com Cláudio, daqui a três dias ele ta chegando.
_ Coitado... Esforçou-se tanto pra nada.
Era só um início de uma grande crise familiar. Quando Cláudio chega-se de viagem
iria desejar nunca ter viajado, sofreria uma grande e aguda aflição... A culpa
cairia toda sobre Augusto.
Ari fazia o levantamento de balanço de todas as três lojas, quando seu telefone
toca. Era o esperado. O Sr. Jonas já estava com novidades para Ari.
_ Ari. É Jonas, nem sabe o que aconteceu?!
_ O que foi Jonas?
_ A localização que você deu tava certa. Os homens acharam o Sr. Everardo, não deu
outra, ouvi resistência... O Homem morreu!
_ Como?!
_ O homem tinha a ficha mais suja do que já pensei.
_ Você não sabia disso Jonas?
_ Já tinha trabalhado abrindo uma empresa pra ele. Parecia um homem sério,
desconfie no início um pouco, depois não dei mais importância. Isso já faz cinco
anos.
_ E agora estamos perdidos!!
_ Deixa comigo, tenho bons contatos. Só faz uma coisa pra mim, levanta 70% do
lucro da loja e deposita na minha conta.
_ Ta certo. Depois me da outra posição.
_ Há! Fala pra minha esposa que mais tarde eu ligo
Parecia coisa do destino ou era algo maligno. Tudo que Ari queria era poder olhar
naqueles olhos de novo. No fundo desejava a mulher de seu sócio e amigo. No fundo
de sue coração não sabia distinguir entre o desejo e o remoço. Se soubesse
continuaria como estava sem mais intimidade com o Sr. Jonas. Era ele lá, ele cá,
nada mais nem amenos. O desejo era mais traiçoeiro que o bom censo. A primeira
coisa que pensou foi em encontrar-se com Janete.
No dia seguinte a ligação: Ari estava novamente à casa do Sr. Jonas. Desejando
aquela mulher, levianamente.
_ Sra. Janete! Gostaria de falar com a Senhora.
_ Tudo bem Arimatéia? Jonas me ligou. Disse que; o que eu precisa se, se dirigi-se
a você
_ É justamente isto que vim fazer! Estou a sua disposição.
_ Então ta bom! Encontramo-nos mais tarde na churrascaria da esquina 23

Ari não sabia ao certo o que estava escutando; era sonho? Era loucura?...
Ele tinha certeza de uma coisa, aquela mulher já estava em seus braços.
Já havia uns três meses, desde que Cláudio saíra de viagem, um tanto sem
rumo. Seu maior desejo era melhora os negócios do Box, só não imaginava que sua
chegada de jornada iria ser dolorosa. Ao por os pés em casa era a primeira notícia
que escutaria. A venda do Box. Era um fim de semana e como de costume, a família
toda estaria presente. Quando Cláudio entrou pele porta, todas as atenções
voltaram-se para ele, mas ao mesmo tempo, pairou um silêncio no ar... Parecia que
havia tido um culto fúnebre, todos queriam dar uma noticia mortal. Cláudio solta
as bolsas no chão, incluindo a que ele carregava em seu ombro, e como de imediato
solta um suspiro de alívio. Só não imaginava que seu alívio transformar-se-ia em
grande angustia.
Augusto da um salto na frente de Cláudio, estendendo as duas mãos e a
sacolejando começa a soltar toda notícia desagradável:
_ Você nem sabe!? Você nem sabe!?
Acabou cara, acabou, tchau!
_ O que Augusto, o que é que você ta falando.
_ Ari, cara! O Ari vendeu tudo?
A reação de Cláudio foi de choque, parecia que o mundo tinha desabado aos
seus pés. Ao mesmo tempo uma afeição de raiva tomou conta de Cláudio.
_ Ari!!! Desgraçado! Cadê ele? Cadê aquele infeliz?
Augusto tenta acalmar Cláudio enquanto todos da família parte pra cima.
Tentando também acalmá-lo. Exceto Ari que vinha La dos fundos com o dedo apontado
em sua defesa.
_ Cala a boca ai cara! Cala a boca, a loja era minha, faço dela o que eu
quiser!
_ Porque foi que você aprovou minha viagem então? Foi só pra me desgraçar.
Cláudio consegue soltar-se dos seus familiares e de súbito dar um soco nos
lábios de Ari, que cai de costas em cima da mesinha central.
O Sr. Benedito toma a frente de Cláudio e asperamente manda se retirar. Ari
no seu momento de explosão corre de encontro às bolsas e começa a jogar para fora
de casa. Quando olha de lado vê uma histeria e todos partindo para cima de dona
Rita, que naquele instante momento passa mal. Ari passa pela porta bufando, seu
ódio era quase incontrolável, seu destino era esganar Claudio, que naquele momento
estava já cruzando a esquina.
_ Vem cá Cláudio!!! Volta aqui. Covarde, eu te pego!!!
Ari entra em seu carro e sai cantando pneus, em arrancada brusca. E em rumo
contrario o do Cláudio. Nem ao menos percebeu o sangue que escorria de seus
lábios.
Algum tempo depois de Melissa assumir definitivamente o Box, já demonstrava
uma capacidade administrativa excepcional. Os negócios no Box iam de crescendo a
cada dia, era um progresso de certo ponto, rápido para um negocio falido. A única
questão era Ari, que andava um tanto esquisito, nem ao menos pensava que Ari
estivesse envolvido com outra mulher.
Na última ligação do Sr. Jonas, para Ari, o Sr. Jonas tinha feito um
pedido que causou um novo rumo para Ari, talvez o pior rumo que Ari pudesse tomar
que é os braços de jante, esposa de Jonas. Naquele dia Ari não resistiu, caiu nos
encantos de Janete e vice-versa. A churrascaria da esquina 23, não era um local
apropriado para um relacionamento tão complicado, ali mesmo naquele local, todas
as sextas Ari e Jonas se encontravam, tanto para falar de negócios como para
tomarem o velho uísque juntos.
Melissa por vezes tentava comunicar-se com Ari, porem o telefone
encontrava-se desligado. A volta de Jonas seria também uma surpresa para Janete,
que também vezes por outra sumia. Só que seu sumiço acabava nos braços de Ari.
Na manhã da chegada de Jonas inesperadamente, Janete não estava em casa,
sua noite tinha sido ao lado de Ari. Tinha ela saído na noite anterior, esquecido
o telefone, na cabeceira da cama. O estranho era que para Jonas, ninguém naquela
noite tinha dormido em casa. A única coisa a fazer era entra de imediato em
contato com Ari:
_ Alô. Ari tenho novidades, precisamos nos ver.
_ Ta certo Jonas, te encontro na loja (matriz).
Não sabia Ari como encarar seu sócio. Parecia que seu adultério era bem
explícito. A sensação era que Jonas tinha pré-sentido toda traição. Sem contar o
que ele teria que contar para Melissa, que desculpa daria por desligar o telefone?
A trama de há libe falso, já estava mais que manjado!
O encontro na loja entre Ari e Jonas seria breve, seria um acerto final na
nova sociedade, sem um terceiro majoritário, isso falando de Senhor Everardo.
_ Como vai Ari? Pronto para notícia que vai que vou te dar?
_ Ari um tanto sem jeito, meio desengonçado e com um sorriso sem graça no rosto
responde:
_ É to bem! Pode dizer.
_ O que é que foi cara? O que é que tu tens, que ta todo esquisito.
_ Não é nada... To apreensivo com a notícia que você vai dar.
_ Rapaz, fica frio, tudo deu certo. O Sr. Everardo, lavava dinheiro sujo, tava só
nos usando, agente não deve nada!
_ Comprei tudo cara. Comprei os homens, comprei nossa liberdade e incluído as
lojas, Só temos que mudar o nome.
_ Já sei! Tu usaste os 70% do Sr. Everardo?!
_ Foi. Justamente com as outras mercadorias que já estavam para ser mandadas para
cá.
Tudo o que os sois desejavam estava consumado, porém a alegria de Ari não
disfarçava sua culpa, traição e mentira. Ele só não esperava que Jonas perguntasse
por Janete, coisa que o surpreenderia muito mais que a noticia dada. Teria que
mentir e ao mesmo tempo disfarçar. Este não era o maior obstáculo que Ari
enfrentaria, com certeza teria que encarar Melissa e mentir novamente para ela,
mesmo sem saber como iria fazer, já se esgotara todas suas idéias de escapulidas e
noitadas a fora com Janete. Sabia muito bem que melissa poderia Ser meiga,
compreensiva, só não sabia que era vingativa e altamente astuciosa, sua paixão
poderia se transformar em ódio mortal...
Logo após a desavença na casa do Sr. Benedito, as coisas mudariam de mal a
pior. Tanto que Cláudio saíra de casa intrigado com seu pai, Augusto receberia
toda culpa da venda da loja por Ari e dona Rita teria sérios problemas cardíacos.
Por um breve tempo Ari não pisaria ali na casa de seus pais, nem ao menos sabia
que seu retorno a casa paterna seria constrangedora. Até aquele presente momento
ninguém conhecia a amada de Arimatéia a bela Melissa.
Ao se encontrar com Melissa no Box, a primeira coisa era soltar uma
daquelas mentiras esfarrapadas, só que desta vez, Melissa não cairia na lábia
absurda de Ari.
_ Melissa! Desculpe. Amor. Ontem não pude te vê. Foi maior problemão.
_ O que foi desta vez Ari?
_ Fui roubado, roubaram meu telefone. Ainda bem que deixaram a carteira.
Melissa em resposta bruta aponta o dedo na cara de Ari e desabafa toda sua
fúria
_ Escuta aqui Ari. Eu não sou nenhuma idiota.
_ O que descobri que você ta mentindo eu acabo contigo.
_ Tudo bem. Eu sei que to falando a verdade, você vai mesmo é me pedir desculpas
isso sim.
As coisas complicaram mais ainda quando Jonas pergunta se Janete a respeito
de Ari. No dia que ele ligou dizendo que ela poderia procurar Ari ela o tinha dito
que estava precisando cobrir um cheque naqueles dias. Esta foi justamente a
pergunta de Jonas para Ari; quanto é que ele tinha emprestado para Janete.
Enquanto Ari ficou sem resposta, Janete disse o valor especifico do cheque que Ari
teria supostamente cobrido. Janete ficaria com uma pulga atrás da orelha! Porém
sua confiança e amor por Janete era altamente cego.
Logo após a pequena discurção de Ari e sua Amada, ele não imaginaria que Melissa
falava tão sério, pena ele não passou de um blefe de mulher apaixonada.
Aquela suposta ameaça seria desconsiderada, porém na cola de Ari estava um
profissional o espiando e recolhendo toda prova possível do que estava para
acontecer com Ari. Aquilo desencadearia a maior queda na sua vida e
desestruturaria toda sua família por completo.
O próximo encontro de Ari e Janete já estava preparado, o local seria o
mesmo possível aos seus encontros, uma suíte luxuoso, no motel “GARDEN SEXÓ .
_ Janete nem ao menos espera chegar ao motel, seu assunto seria logo o seu marido
e agora uma nova estratégia de encontro. Não percebia os dois que, estavam sendo
espiados e ao mesmo tempo fotografados.
No fim de semana posterior ao que se pode dizer último encontro e de Ari e
Janete tudo desabaria sobre a cabeça de jovem José Arimatéia. Ao chegar, no
domingo pela manhã cedo na casa de seus pais, seu retorno seria frustrado. Ao
colocar seus pés em casa, todos estavam já a sua espera, suas irmãs com lágrimas
nos olhos, Augusto totalmente embriagado e seus pais com um olhar de decepção no
qual Ari jamais viu.
Augusto seria o primeiro a desabafar:
_ Ari, você é um desgraçado! Você... Você... Infeliz!
O senhor Benedito pega Augusto pela gola da camisa e o impulsiona a sentar-
se e logo assumiria a responsabilidade de verdadeiro patriarca.
_ Senta ai Augusto e cala a boca. Ari você pode ser meu filho, querido, mas o que
você fez desgraçou a família e também sua vida.
Ari atônito fica perdido meio a toda aquela acusação.
_ O que foi?! O que foi que aconteceu?
Sua irmã mais velha levanta e entrega umas fotos pra Ari. Ao mesmo tempo
faltam os pés no chão de Ari. Sua mãe também começa a revelar todo o
acontecimento:
_ Meu filho, que vergonha. Melissa veio nos vê ontem, a moça vem pela a primeira
vez em nossa casa e nos conta uma vergonha!
Ari senta-se com as mãos na cabeça, totalmente desconfortado, não esperava
tal coisa. Sua mãe continuava falando:
_ Olha só que você fez, Cláudio foi proibido por seu pai de andar aqui, enquanto
que você é o vilão da história.
Sr. Benedito tomou as dores.
_ Pode me desconsiderar. Mas fazer isso com seus irmãos, prejudicá-los, sei que o
Box era seu, mas eles são seu sangue!!
_ Mas pai!...Pai.
_Cale-se. Você também traiu seu próprio amigo, você é um infeliz!
Ari amassa as fotos com uma fúria incontrolável, sai de casa as carreiras
para dentro do carro, seu rumo seria encontrar-se com Melissa, nem ao menos
observa as fotos em suas mãos. Na metade da viagem rumo à casa de Melissa o
telefone toca. Era um de seus funcionários.
_ Sr. Arimatéia. O Senhor Já ta sabendo?
_ O que foi? (fala aos gritos de raiva)
_ Senhor Arimatéia, o Sr. Jonas Morreu!
Ari para o carro bruscamente e fica como fora de si, sem nenhuma reação.
Estava totalmente paralisado. Até que:
_ Repete! Rapaz. Repete!
_ Ele se matou!
_ O quê?!
_ Foi Sr. Arimatéia. Descobriu que sua mulher estava o traindo. Mandaram fotos
para ele.
Foi justamente o que aconteceu quando a pericia chegou. Fotos espalhadas
pela cama inundadas de sangue e uma 38 com todas suas impressões, e um tiro na
cabeça. Jonas jamais imaginaria uma traição de sua esposa. Do outro lado da linha
telefônica fica o funcionário de Ari taraguelando enquanto Ari joga o telefone no
banco do passageiro e sai em disparada a casa de Jonas, a intenção era vê Janete,
saber como ela esta.
Ao chegar à rua, ou assim por dizer a tumultuada rua. Era pessoas curiosas
cercando as redondezas da casa de Jonas, carros da polícia e da perícia.
Um policial (já na rua), casa da esquina manda encostar o carro de Ari, a
ordem era barra qualquer transito a partir daquele perímetro da rua. Ari encosta o
carro e parte em direção a casa o impossível era conseguir passar pelo tumultuado.
O jeito era pedir para alguém informações, ali mais próximo encontrava-se um
policial vistoriando e barrando a entrada dos curiosos, Ari estende a mão e
direciona a palavra ao policial.
_ O soldado! Por favor, soldado!
Sou sócio do dono da casa, quero saber da esposa dele.
O policial faz uma cara de que não tava entendendo e maneia a cabeça
pedindo explicação, até que uma pessoa próxima ao policial sussurra a pergunta de
Ari. Até o policial responder em voz alta:
_ O marido dela a matou. Depois se matou também
Ari da alguns passos para traz até esbarra em uma pessoa próxima, sai aos
tropeços, esbarrando naquele tumulto, até chegar em seu carro. Seu destino era a
casa de Melissa.
Melissa com certeza já estava a espera por Ari; não demoraria muito para
que ele chega-se a sua procura. O carro para bruscamente em frente a sua casa.
Fazendo um rastro de pneus misturado com fumaça, a buzina quase ensurdecedora
insiste até que melissa saísse de dentro de casa.
Ari sai do carro bravejando e aos berros, com o dedo apontado em direção
de Melissa.
_ sua assassina!!! Você é uma assassina!
Melissa parte pra cima de Ari e o agride, arranhado seu rosto e rasgando
sua camisa; ele em contra resposta da um soco em seu rosto, quando ela cai, ele
volta em direção ao carro, neste momento a rua se em festava de gente por todos os
lados, Melissa levanta-se e vai em direção ao carro entrando porta adentro com Ari
quase em arrancada.
_ Você é louca! Você não sabe o que fez você acabou comigo. Você matou Janete!!
Você matou Jonas e destruiu minha família!!
_ Ari pensava que eu tava brincando? Seu corno!
_ O que!? Você é louca mesmo!
_ Você não viu as fotos não é?
No assoalho do carro estavam as fotos que ele amassou ao sair da casa de
seu pai. Foi ai que Ari percebeu que nem ao menos olhou as fotos. Parou o carro,
empurrou as pernas de Melissa que pisavam as fotos, viu o que não esperava: uma
das fotos Janete beijava-o, outra ela beijava outro... Ari conhecia bem aquele
homem e com certeza não era ele; Era seu personal trainneer.
Ari acelera o carro novamente jogando de lada as fotos e sai em
velocidade, Melissa solta uma gargalhada, até perceber que Ari passava dos limites
de velocidade.
_ Para o carro Ari. Para o carro Agora!!!
Ari neste momento ultrapassava os cem quilômetros por hora, quando melissa
puxa a direção fazendo o carro perder o controle e desce a ribanceira capotando
diversas vezes (...)
O POÇO PROFUNDO DE ARI.
(Capítulo 3)
Era fim de tarde quando Ari desperta, como de sono profundo, quase não dava
para vê aquele ambiente onde ele estava apenas um fecho de luz penetrava pela
veneziana de janela. O mais sombrio não era o quarto em si e sim seu corpo
dormente e ainda aquele sono quase incontrolável que tirava sua consciência, os
olhos baixavam devagar e se retorciam não tinha como ter resistência.
...Depois se vinha recobrando a sóbria consciência, os olhos se abriam
lentamente, dava para se vê apenas um vulto ao seu lado, mexia alguma coisa,
depois ficava em pé do lado com a palma da mão esquerda em posição de toque, porém
o sono era mais forte.
Os olhos novamente se abriam parecia haver mais resistência por parte de
Ari que desta vez olhava para todos os lados possíveis só não conseguia mover seu
corpo, o pior era o pânico que tomava conta de si, sem nem mesmo conseguir
controlar sua aflição e nem soltar uma palavra, de repente entra no quarto uma
mulher que vem de encontro a ele, o olha e das às costas saindo do quarto as
carreiras, falta fôlego em Ari e um aperto agudo no peito, nem ao menos percebia
que sua pressão tinha subido, e a quela correria era para salvar sua vida.
Aos Poucos Ari abre os olhos, lentamente, aquele vulto estava de novo ao seu lado,
dava para escutar uns sussurros, aquela velha sena de um vulto com as palmas das
mãos estendida sobre, ele, já tinha visto antes; de repente sua vista vai
recobrando as condições normais, aquela pessoa ao seu lado sai aos poucos de
costas para ele, quando ele consegui por impulso mover-se segurando nas mãos
daquela pessoa que estava saindo. Voltando-se de repente dava para vê de quem era
aquele vulto, a mesma enfermeira que lhe acudia no dia anterior, naquele surto de
ataque cardíaco. Desta vez ele já conseguia vê-la e ouvir um breve grito
entusiasmado que desta vez ele conseguia distinguir dos sussurros que geralmente
escutava: Aleluia!!!
A enfermeira o direcionava a palavra :
_ graças a Deus! Senhor Arimatéia, que Deus te abençoe. Tenha calma, está tudo bem
com o Senhor, só não se angustie você está sendo medicado, avisarei sua família.
As lágrimas caiam em seu rosto, já fazia tempo que Ari não chorava tão
amargamente, parecia que aliviava a dor que ele sentia dentro do peito.
Na manhã seguinte, Ari acordava bem mais aliviado, parecia que suas forças
tinham voltado, ele já conseguia mover os dedos do pé, já respirava o ar, mais
aliviado; de repente entra no quarto a enfermeira, que vem ao seu encontro com um
sorriso radiante, aquele sorriso chamou sua atenção, era diferente, trazia paz ao
seu coração.
_ Bom dia, Sr. Arimatéia! Que bom ver o senhor acordado há esta hora! Trouxe seu
medicamento.
Agora tudo se encaixava, era a mesma pessoa do vulto, ela sempre vinha e
trocava o soro nas veias. Só restava saber que sussurros estranhos eram aqueles
que ela soltava.
_ Agora Sr. Arimatéia, vou ler uma palavra pro senhor, depois vou fazer uma breve
oração.
Ari um tanto espantado e surpreso, fita os olhos de admiração naquela
enfermeira e a observa lendo aquela bíblia e seus olhos ficam vidrados naquela mão
estendida sobre ele enquanto ela orava. Ai estava o mistério dos sussurros e do
vulto próximo ao seu leito. De repente entra no quarto, Helena a irmã mais velha
de Arimatéia que vem se aproximando o olha admirada pra ele e solta um sorriso
emocionado que se misturava com lágrimas.
A enfermeira pede licença e se retira. Helena vem de encontro a Ari, e toca
suavemente em seu rosto barbado.
_ Maninho, maninho...
Helena nem ao menos conseguia expressar com palavras sua emoção só um pouco
tempo ela consegue enxugar suas lágrimas e pronunciar alguma palavra:
_ Ari, meu bem! Não vou poder ficar com você; você esta em tratamento intensivo,
mas logo que receber alta, eu estarei do seu lado.
Arimatéia consegue ter forças apenas para virar a cabeça de lado, mas não
consegui solta nenhuma palavra. Sua irmã beija sua mão se despedindo e parte
saindo daquele quarto sombrio e deixando Ari com uma falta tremendo no coração.
Na manhã seguinte La estava de novo à enfermeira, La vinha ela cantando musica
gospel, Ari lembra-se muito bem como costumava tratar aqueles que ele tanto
desprezava e chamava de fanáticos; ele lembrava muito bem um dia como aquele que
ele enfurecido com palavras de uma jovem senhora evangélica, lhe dando um
daqueles papeis que ele detestava. Ele amassou o papel, pisou esfregando no chão,
olhou para a jovem e mandou ela e trabalhar, arrumar uma lavagem de roupas... La
vinha a enfermeira com a bíblia na mão dizendo as mesmas palavras e dizendo: “
vou orar por vocêÓ.Ele desta vez a ignora virando o rosto para a parede, ela sem
nenhuma importância, o abençoava orando por ele.
No dia seguinte, seria a mesma coisa, parecia uma maldição dos crentes, ele
ali paralisado tendo que ouvir a força aquela chata enfermeira berrando no seu
ouvido. Ele estava odiando.
_ Paz do Senhor, irmão Ari!
_ Ele com todas suas forças consegue falar algumas palavras:
_ Vai... Em bo... Ra!!!
Ela pelo contrário solta um sorriso para ele e diz:
_ Viu seu Ari, Jesus te cura.
Ele em contra resposta vira o rosto para a parede. Eram assim todas as
manhãs de recuperação de Ari.
Em certa manhã, esperava como de sempre a enfermeira vim a seu quarto,
medicá-lo depois Ler a bíblia, orar, cantar; era assim toda amanhã. Naquele dia
seria diferente, quando a maçaneta da porta vira, Ari dar as costas, voltando-se
para o outro lado.
Só que não imaginava que aquele dia não seria igual. A voz da pessoa que
chamava por ele, o despertando para tomar o medicamento era desconhecida. Ele de
repente vira-se na curiosidade de saber quem era com certeza era outra funcionária
de plantão.
_ Olá Sr. Arimatéia. Vamos tomar o medicamento?
Ari fica olhando fixo, em quanto àquela enfermeira retira o soro, injetado
outra medicação em suas veias, as sensação era de uma falta tremenda daquela voz
fina cantarolando musica golpel, mas era impossível ele sentir aquilo, ele tinha
abuso daquela voz!
_ Moça. Cadê a outra enfermeira?
_ Ela hoje foi forçada a folga.
_ Como assim!?
_ Não sei o que o Senhor fez com ela, só sei que tem meses que ela não folga só
pra lhe acompanhar! Brigava para esta de plantão, nem que fosse só para trazer sua
medicação.
_Moça me faz um favor, pelo amor de qualquer coisa, não deixa mais aquela mulher
vim pra cá, não, por favor!
_ O que foi que houve?
_ Ela me incomoda, fica aqui lendo a bíblia. Ela me força a aceitar aquilo.
_ Ô que!? Vou falar para enfermeira chefe agora!
_ Moça, obrigado. Obrigado. Muito obrigado.
Ari tinha acabado de assinar a demissão daquela mulher amorosa, que se
dedicava em um esforça voluntário.
Naquele fim de semana, receberia uma visita mais que esperada, sua querida
irmã Helena acompanhada de seu cunhado Ricardo chegariam para visitá-lo. Pena que
sua alegria momentânea se transformaria no maior momento de depressão em sua vida.
Ao chegar ao leito de Ari, Helena toda sorridente fita os olhos em Ari, inclina a
cabeça para o lado e emocionada da um sorriso e lágrimas começam a descer sobre
seu rosto lentamente. Do lado de sua irmã seu cunhado tira as mãos de dentro do
bolso abraça Helena e da um beijo em sua testa. Ari olha para aquele casal, dentro
de si bate uma saudade grandiosa do aconchego familiar.
_Helena, como é que está mamãe?
Helena nem responde, baixa a cabeça, da uma pequena mordida nos lábios,
depois levanta a cabeça olhando em direção a Ricardo e os dois deixam bem claro
uma comunicação por troca de olhares.
_ Bem Ari... Com licença, preciso ir ao banheiro.
Sai de repente e apressa a caminhada em direção a porta do banheiro.
Ricardo recoloca as mãos no bolso, olha bem firme para Ari e balança a cabeça numa
posição afirmativa, e responde por Helena:
_ Ari. Dona Rita ta bem. Tem passado um pequeno problema de pressão alta, mas está
tomando remédio.
_ E papai? Como está?
_ A família em si ta bem.
Só o seu Benedito que às vezes exagera na bebedeira!
Ari olha pra ele e faz a pergunta que o casal mais temia responder. Ricardo
fica um pouco pálido e faz um breve minuto de silêncio a respeito da pergunta que
Ari estava para fazer...
_ Melissa... Como está Melissa?
(...)
_ Ela não resistiu Ari... Eu... Eu lamente muito!
Agora os dois fazem um breve silêncio enquanto que Helen ouvia tudo do
outro lado da porta quase aos soluços de choros, tampando a boca com as mãos.
Ari. Vira-se para o lado oposto de Ricardo e derrama suas lágrimas
silenciosamente, só Deus sabia o que passava La no fundo do coração do jovem Jose
Arimatéia.
Pouco depois Helena sai do banheiro, tinha enxugado os olhos com lençinhos
de papel; vai em direção a Ari puxa ele pelos ombros e o abraça.
_ Não vou te deixar. Eu prometo; não vou nunca!
Nem Ricardo conteve sua emoção.
Ari já esperava o resultado final do médico, tinha passado algumas
cirurgias, incluindo a do fêmo na qual tinha que tomar analgésicos para aliviar a
dor. Pelo período da tarde, ele receberia o diagnóstico final, dando um perecer em
todo quadro clinico de Arimatéia. A receita seria um tratamento fisioterapeutico,
que ele passaria a fazer semanalmente.
Não sabia Ari como ele iria enfrentar sua situação La fora; como encararia sua
família; o que faria com os negócios. Nem mesmo sabia que todos seus bens já
haviam sido confiscados, teria que responder alguns processos jurídicos e o pior
que, o que lhe salvou foi tirado do que restava em sua conta corrente, incluindo
toda despesa hospitalar.
Logo após ele receber alta, sairia daquele hospital para enfrentar o mundo que lhe
cercava, só não sabia se iriam ter forças para isso, pois so lhe restava depressão
e angustia. Helena esperava do lado de fora do hospital, enquanto Ricardo
empurrava a cadeira de rodas de encontro ao taxi na portaria.
Todas as manhãs eram melancólicas, sua vida já não era mais a mesma, seu desejo de
continua a vida era escasso. De passos lentos se dirigia a varanda da casa de sua
irmã Helena, na qual estava hospedado, ficava horas a fio olhando o céu, o
movimento do tráfego dos carros e voltava ao quarto onde se trancava e passava o
outro resto de seu tempo. Não havia entusiasmo. Nem para ir fazer a fisioterapia.
Eram só suas colheradas de comida que o satisfazia e quando se olhava no
espelho via alguém irreconhecível; barba grande, cabelo comprido, rosto afilado.
Dava uma olhada no profundo de seus próprios olhos, suspirava e voltava para o
quarto que o separava do restante do mundo.
Helena não conseguia animar Arimatéia, Dona Rita ficava horas batendo na
porta do quarto tentando convencer Ari de Sair. Arimatéia só tinha uma convicção
de uma coisa, não viveria mais neste mundo infeliz, sua vida já não tinha mais
sentido e justamente na noite anterior Ricardo e Helena passaram a noite a
discutir sobre Ari e que fariam. Ricardo não disfarçava sua raiva, aquela
situação estava tirando seu sossego.
As 05h00min da manhã, Ricardo sai de encontro ao banheiro, vê aporta do quarto de
Ari entre aberta. Ele empurra a porta bem devagar e toma um susto ao vê o lençol
pendurado no armador, olha aquela cena e deduz o que realmente aconteceu.
Arimatéia tentou o suicídio. Ricardo não incomoda o sono de sua esposa, vai a e
procura Ari... Neste momento Arimatéia já estava a dois bairros de distância do
bairro da casa de sua irmã, sem saber nem mesmo a direção e o caminho que estava
seguindo, subia uma ladeira em direção a ponte do rio principal. Ao chegar em cima
na ponte ele ouse uma voz meiga, suave bem perto:
“Daqui da para pular nas pedras, do rio, chegou o fim de todo sofrimentoÓ
Ari sobe no pequeno para peito, ficando de pé olhando para os 30 metros que
separava a ponte do rio principal, que do local de onde ele estava dava pra vê as
pedras pontiagudas do rio.
Ele desce lentamente do para peito, segue sem rumo adiante da ponte. Ali
ficaria o restante do seu dia debaixo da ponte ao lado e margens do rio. O sono
vai tomando conta de seu ser, assim como a aurora do entardecer vai desaparecendo.
Na madrugada seguinte uma terrível dor tomaria conta do jovem Arimatéia,
despertando do seu sono com as mãos sobre a coxa esquerda, o local da cirurgia, o
frio causava uma terrível dor. Ele se levanta do chão e segue seu caminho mancando
de dor, às vezes parando e enfrentando o local dolorido. Dois dias se passavam
errante pelo caminho no qual não conhecia, seguia totalmente desorientado, quando
a fome vem tão forte que parecia arrancar seu estomago.
Aquele Ari não era mais o mesmo homem comunicativo, nem esperto, não sabia
como fazer e nem mesmo o que fazer, hora sentava-se no chão, derramava suas
lágrimas, lembrava de toda sua desgraça e saia determinado a tirar sua própria
vida. O cruzamento férreo era o local ideal para findar sua dor, já dava para
escutar o som do trem que estava a cominho. Ari deita-se sobre o trilho, fecha bem
os olhos e quando os abre esta do outro lado, oposto a que o trem passava, mas
parecia que não era possível, ele poderia estar deprimido, parecia louco escutando
aquela voz mandando se matar, mas não sabia que era idiota total em erra o lado
que o trem passaria, ele mesmo estava vendo o trem vindo em sua direção. Talvez
houvesse um desvio na linha só que ao constatar, avaliava que o desvio do trilho
estava a mais de 2 km do local de onde o trem já estava passando, rumo ao local
que se deitara. Todo o dia Ari saia à procura de alimento era restos deixados na
lata de lixo, só não sabia que teria que disputaria vez por outras os melhores
restos que sobravam que eram justamente os de refeições. O orgulho não deixava com
que ele pedisse e vez por outra aceitava algo das pessoas que se compadeciam.
Uma das vezes em que pode se deliciar com uma alimentação foi aos fundos do
restaurante MIRIARDES, restaurante granfino de zona nobre da cidade grande. Quando
estava para provar novamente daquela refeição, como do nada alguém toca em seu
ombro e fala asperamente:
_ Passa a comida, idiota.
Olhando firme para aquela criatura toda esfarrapada, cabelos rastafári e
com um odor desagradável, ele como por impulso responde a altura
_ A comida é de idiota e não de merda alguma!!
Ele recebe um soco na boca do estomago, caindo e contorcendo-se de dor;
recebe um chute nas costelas lhe falta o ar e é espancado de pontas-pé de todos os
lados, não sabia de onde viera outros, pouco estava a sós, em outro tempo aparece
uns agressores lhe espancando. Estava quase perdendo a consciência quando falaram
no seu ouvido:
_ Esta área aqui, é nossa.
Ensangüentado no chão, Ari respirava com dificuldade, seu rosto estava
inundado de sangue. Seus mesmo agressores saem às carreiras, enquanto se chegam
alguns funcionários do restaurante para socorrê-lo. O hospital era um local que
ele desejaria manter a distância, mas era inevitável não receber o socorro
daquelas pessoas.
Alguns pontos no rosto, uma costela fraturada e a mão dismitida; era o
estado de Ari, agora novamente preso naquele hospital, não sabia o que era melhor,
seu tratamento, repouso ou alimento hospitalar.
A administração do hospital procurava identificação de Arimatéia, mesmo
que para eles fosse só mais um mendigo que perambulava pelas ruas da cidade grade.
No vai e vem das visitas, Ari já tinha achado uma escapulida daquele local,
pegou a roupa do paciente internado ao lado de seu leito, tomou um banho, barbeou-
se e saiu em direção a saída do hospital, agora estava livre; ... Novamente nas
ruas da cidade.
Alguns dias depois, perambulando pelas ruas, ainda traumatizado pelo
ocorrido recente ele estaria novamente a procura de alimento, seus locais
costumeiros sempre estavam com outros mendigos esperando os restos, nem que fossem
do lixo. Ao se encostar próximo ao local que geralmente ele encontrava comida, já
havia outro catando a lixeira, não poderia se aproximar ainda estava dolorido,
mancando e respirando com dificuldades, era so esperar; sentar-se e ficar olhando
como um cão que pede comida ao dono, sempre espiando, sem latir.
Aquela figura de homem, magro, alto, era um tanto esquisito, um mendigo que
chamava atenção. Catando na lixeira, levanta a cabeça começa a olhar para Ari. Que
estava sentado do outro lado só a observa, esperando uma oportunidade de se
aproximar. Ele pega um saco com alguns restos, levanta para cima.
_ Ei cara! Ta esperando o que?
Vem pegar logo tua comida.
Ari aproximou-se devagar, um pouco cabreiro, também meio temeroso.
_ Ei! Que é que tu tens, que ta todo engembrado?
_ Fui agredido, quando tava pegando comida.
_ La no MIRIARDES?
_ Foi La mesmo.
_ Cara tu entrou nas áreas do Bob. Tem que aprender tomar teu espaço!
_ Como!?
_ Come ai Cara... Fica aqui comigo; Ai tu aprende.
Ari divide a comida com o rapaz, que logo se afeiçoa a (Ele). E daí inicia-
se uma grande amizade.
Logo depois da comida, Ari limpa a boca,olha para seu novo parceiro, vê
aquele cara esquisito, magro de tão alto que era encurvado, falava sempre com a
boca cheia, cuspindo comida pra todo o lado. Sua aparência fazia juízo ao nome:
“MANIVELAÓ.
Daquele local partiram em rumo a outro, no qual manivela dizia que tinha a
sobremesa. Chegando ao local depara-se com inúmeras crianças catando o lixo.
_ Ari. È Ari mesmo, Né!? Vai La nos guris e expulsa todos.
_ O que!? Não cara, não vou fazer isso não!
Manivela olha para Ari, balança a cabeça com olhar de reprovação e vai de
encontro aos meninos dando cascudos e expulsando á todos.
_ 1ª lição: Marque sua área, ta certo?
Arimatéia balança a cabeça afirmativamente repetindo as mesmas palavras:
_ Ta certo. Ta certo. Ta certo.
Daquele dia em diante os dois iriam pra todo canto, os laços de amizade se
tornavam mais firme. Em certo local estavam procurando comida quando foram
surpreendidos por Bob:
_ Ei Manivela. Sai fora que é minha vez.
Manivela levanta a cabeça do tambor de lixo, juntamente com ri que fica
frio e como uma pedra. Bob reconhecia aquele barbudo de cabelos compridos em
qualquer lugar.
_ Ei Manivela, porque foi que tu trouxeste pra cá esse otário?
_ Ah Bob! Tu bateu no meu amigo num foi? Ainda chamou tua gangue!
_ Foi. Se vacilar bato de novo
_ pois vem se tu e homem!
Quando Bob vem se aproximando, Ari sai dando uns passos para traz, todos
pálido e passa para traz de Manivela. Não foi preciso nem mesmo combate rígido,
bastou apenas um soco de Manivela em Bob, para ele cair e se levantar saindo às
presas.
Manivela olha para Ari!
_ Viu cara! A Área agora é nossa.
Em um fim de tarde, ele se dirigiam a um local no qual Manivela não parava
de falar. La distribuía lençóis, roupas e um bom caldo quente. Ari só não
imaginava que era uma ação social dirigida por evangélicos. Logo na primeira
oração ele ficou com a cara amarrada.
Agora se explicava a loucura do Manivela, depois de comer lixo levantava
as mãos pro auto e dizia:
“Bendito seja DeusÓ!
La do fundo vinha em direção aos dois, um garotinho, tinha aproximadamente oito
anos de idade. Ele aponta o dedo para Ari, balança e diz, de uma maneira carinhosa
e meiga: “_ Jesus te ama e eu tambémÓ. Ari abre bem os olhos e recebe em abraço
aconchegante. Dava para se sentir sinceridade e o amor radiante vindo daquela
criança, era algo sobrenatural.
Manivela sai empolgado, todo sorridente enquanto Ari estava determinado
nunca mais aparecer lá. Todo domingo ao meio dia, Manivela saia para a zona
central, antes passava por uma pracinha, retirava uma pedra de cima de um poço e
retirava de dentro uma bíblia, certo que também neste poço ele guardava outros
objetos pessoais. Ficava debaixo de um alpendre ali sentado como se espera-se
alguma coisa, Ari ficava somente á acompanhar-lo, sem perguntar. De repente surge
um senhor bem trajado, vem com a bíblia na mão e na outra uma sacola com algumas
quentinhas. Em pouco tempo, apareciam outros mendigos da região, ele ficava com
uma quentinha e comia junto com os demais. Ali eles falavam, riam jutos, tiravam
algumas brincadeiras e depois começavam a falar de Jesus; sua morte e paixão,
falava e fluía uma paz. Ari mesmo um tanto cabreiro ficava a escutar.
Depois de alguns domingos, aquele pregador se dirigi a Ari.
_ tudo bem Ari? Rapaz senti vontade de te presentear, posso?
_ Claro!
Ele retira de uma sacola uma camisa de linho fino, dava pra vê que era
nova. Ari da um sorriso sem graça, agradece e recebe. Aquele senhor da um sorriso
estende a mão e aperta a mão de Ari, fitando bem em seus olhos.
Ari procurava se afastar daqueles momentos aos domingos, assim como também
nas sextas-feiras onde havia o sopão.
Todas as noites, Manivela antes de dormir, lia alguns versículos bíblicos
junto com Ari, orava e caia no sono, dava para se perceber aos poucos a mudança em
Manivela, porém era o único que conseguia se aproximar de Ari pregando a bíblia.
Certo domingo Ari partia em busca de comida enquanto Manivela saia de encontro ao
homem de Deus. Mais tarde ao se encontrarem, manivela passa um cartão junto a um
embrulho de presente. Estava escrito: “Arimatéia. Sei muito bem o amor de Deus
para contigo; sei quanto você é para Deus. Paz do SenhorÓ!
Olhando para Ari, dava para se perceber seus olhos querendo lagrimejar,
Manivela olha para Ari e começa a brincar com a situação.
_ Chora Ari. Chora. Quero vê agora se tu não aceita a palavra de Deus.
_ To chorando não... Vai vê se to na esquina Manivela!
Manivela apontando o dedo na cara de Ari ficava dobrando-se de rir. Até Ari
toca num assunto que mexesse com ele.
_ Preciso agradecer cara.
_ Pelo menos antes abre, pra vê o que é.
Ao Abrir o presente, era uma camisa de linho fina. Manivela olha para o
presente e revela:
_ Ari. O pastor não vai vim mais.
_ Porque cara!?
_ Sei não. Entendi que ele ia viajar pra índia.
Aquele homem de Deus poderia ter ido, porém a semente ficou plantada. Era
assim na vida de Manivela. Todas as noites ele abria a bíblia, lia algumas
passagens para Ari:
_ Olha só Ari o que é que Deus diz: “Porque o filho do homem veio salvar o que
estava perdidoÓ. Viu cara, Deus quer é pecador mesmo.
_ É por isso que todo evangelico já foi errado na vida?
_ Eu acho que é!... Ele veio pros pecadores.
Logo depois de lerem, Manivela fazia uma breve oração, e caia no sono.
Naqueles dias enquanto perambulavam acharam um bom abrigo na periferia, era uma
casa um pouco arejada, possuía muitos cômodos, dava até para repartir com demais.
Pena que tinham que repartir tanto com pessoas de bem, como pessoas
marginalizadas. Ali tinha de tudo, ponto de trafico, motel e esconderijo de
assaltantes.
Em uma manhã dava para se ouvir o berro, parecia que alguém estava sendo
torturado o que Ari e Manivela podiam fazer era que os demais faziam: Ficar em
silêncio.
Dias anteriores aquele, Manivela estava com alguns surtos de febre, não
tinha muito apetite. Coisa contraria aquele magricelo esfomeado, não passava uma
hora sem que estivesse mastigando alguma coisa. Ari sai, e volta munido de
alimentos para repartirem entre si. Nas noites frias, manivela se cobria com
cobertores e obrigava Ari a lê algumas passagens bíblicas e até mesmo orar. Ari
saia-se bem, embora sua dureza de coração o atrapalha-se.
No dia dos gritos, bateram na porta dos dois:
_ Manivela. Ari. Todo mundo tem que sair cara.
Ari responde:
_ O que foi que aconteceu?
_ Mataram um cara ai. Sujou. Quem ficar se complica.
Tiveram que deixar o cômodo que tanto eles zelavam.
Na noite seguinte, Manivela estava na rua juntamente com Ari, debaixo de um
alpendre o noticiário não era outro a não ser o da casa abandonada: “esquartejaram
um homem vivo!Ó Era o que dizia a manchete. Manivela batia os queixos de frio. Ari
preocupado sentia que a situação era séria, às vezes Manivela cuspia secreção e
sangue. A madrugada era chuvosa e fria a água respingava nos dois, até que
Manivela desse uma palavra.
_ Ari. Ta acordado, cara?
_ To. O que é?
_ Cara... Eu sou servo de Jesus ou não?
_ È cara! É claro que é
Ali Manivela silenciou-se, Ari pegou a bíblia leu alguns versículos e fez
uma oração sem que Manivela o forçar-se.
Na manhã seguinte, Ari levanta-se, não incomoda Manivela e sai à procura do
café da manhã. Era uma manhã nublada, respingava, garoava às vezes. Trinta minutos
depois voltava Ari com um café quente e alguns torradas.
_ Acorda Manivela. Olha só que foi que eu trouxe! Manivela?
Ele se aproxima balança e chacoalha Manivela que não responde. Põe a mão
sobre seu coração e vê que ele não estava mais vivo. Ari puxa o corpo de Manivela
abraça chorando:
_ Manivela. Não me deixe cara. Não me deixa. Eu trouxe café, ta bem quentinho,
acorda!
Ali ele chorava enquanto que as pessoas que passavam percebiam que o rapaz
tinha falecido.

UM VERDADEIRO ENCONTRO COM DEUS


(Capítulo 4)

Já fazia um bom tempo que ele não ouvia aquela voz, agora ela volta com
mais força. Era vontade de desaparecer deste mundo, Arimatéia não via mais sentido
em continuar nem nas ruas e nem nesta vida, e a voz contribuía para isso.
Um dia passava; a noite ia embora e o tempo corria, passavam-se já três
dias que não comia nem mesmo procurava alimentar-se. Seria ideal procura a Av.
Principal, é um transito rápido e violento, qualquer pedestre que se passa por lá
descuidado, assinava sua morte.
Passando pela praçinha central, Arimatéia lembrou-se do local que Manivela
guardava seus pertences, lembrou-se da pequena bíblia: Poderia ser isto que
preenche-se o vazio que Manivela deixou. Ari tira de dentro do buraco somente a
bíblia, os olhos enche-se de lágrimas, ele rapidamente esconde entre os braços e
carrega. Ao iniciar a leitura aumentava o desejo de suicídio à voz alarmava em sua
cabeça só que desta vez não o incentivava a tirar sua vida e sim desistir daquela
leitura, ela repetia: “Você vai ficar louco, fanático como os crentesÓ!
À medida que lê, ele fica com mais vazio em si, uma depressão terrível!
Joga fora a bíblia em uma lata de lixo na esquina da Av.Central, próximo a
pracinha, sai desnorteado, parecia um zumbi ambulante. Algo o puxava rumos à morte
faltavam dois quarteirões para chagar na Av. Principal, no qual estava disposto a
jogar-se sobre os carros, que ali passavam em alta velocidade. A voz não se calava
dizendo: “É O FIMÓ. De repente ele não estava mais nas ruas, desconhece aquele
local, da uma olhada ao seu redor e percebe que esta dentro de uma igreja. Como
poderia aquilo!? Veio a sua lembrança o dia que se deitou sobre os trilhos (...)
foi quase a mesma experiência. A voz já não o incomodava, havia paz, de repente
uma brisa suave toca-lhe o corpo, ele olha para frente, enxerga o altar, vai
adiante e curva-se pronunciando palavras que vinham a sua cabeça:
“Jesus Cristo é o Senhor da VidaÓ. Abre seus lábios e começa a orar.
_ Deus, eu sei que existis. Perdoa-me. Perdoa-me... Perdoa-me. Ajude-me, eu quero
viver. Eu quero ter outra chance!
Ari cai em prantos, levantando as mãos para cima, seu corpo estremecia e
arrepiava-se. Parecia que estava louco, chorando de alegria, era grande contrate,
pois o momento que estava vivendo era de grande amargura.
Ele se levanta, vai de encontro à saída, para um pouco se vira para o
altar, quando é abordo por um home que lhe dirige a palavra:
_ Por favor. Queira se retirar
Ele olha nos olhos daquele homem da um sorriso e tenta abraçá-lo quando
leva um empurrão e toma uma chave de braço. Não consegui nem mesmo abrir a boca
para defender-se, olhando para o lado na igreja, podia vê outro homem de pé, bem
vestido que acompanhava toda a situação. Ele é empurrado para fora com bastante
violência caindo de quatro. Levanta-se e sai pulando, socando para cima num ato de
vibração, era um gozo incontrolável, A primeira coisa que ele pensou foi na bíblia
que ele jogou na lata do lixo, teria que resgatá-la.
Arimatéia resplandecia e exuberava muita alegria. Ao passar por uma
vidraçaria ele retorna. Começa a ver seu reflexo no espelho, embora sua aparência
externa fosse de um andarilho esfarrapado e moribundo, ele mesmo percebia que não
era o mesmo.
Agora ele corria saltando de alegria rumo à lixeira no qual jogou a bíblia,
só que chegando ao primeiro quarteirão, ele vê o caminhão recolhendo os lixos, de
repente para, o fôlego quase fumegante, desanima-se e vai andando com os olhos
fixos para o caminhão. Ao chegar à lata de lixo da esquina na Av. Central, ele da
uma olhada passa de lado até que sente um impulso e retorna para olhar de mais
perto, só poderia se um milagre!... Ele olha novamente sem acreditar, não
recolheram o lixo. Voltando as outras latas de lixo, vêem todas elas vazia, Ari
cai de joelho, coloca a bíblia sobre sua testa inclinando a cabeça e solta um
brado de louvor! Aleluia!!!
Naquele mesmo dia, já ao entardecer ele lembra que era o exato dia do sopão
dos crentes, outro milagre acontecia, não seria como antes no qual evitava
participar do sopão, ele mesmo repudiava, agora estava louco para estar no meio
deles. Chegando ao local, muitos dos seus conhecidos ficaram apontando admirados,
conheciam muito bem sua antipatia. Ele passa no meio de todos, naquele instante já
tinham distribuídos sopão, estavam preparando-se para o momento de reflexão. Ari
sobe no pequeno altar ao centro e ousadamente levanta a bíblia e começa a falar do
amor de Deus:
_ Atenção! Todos que estão aqui. Venham; e ouçam; e vejam as grandezas do Deus
vivo.
Neste momento, começam a se aglomerar todos que estavam no local. Tanto
evangélicos como moradores de rua. Havia algo diferente naquela voz chamativa, bem
que muita curiosidade de saber o que o amigo inseparável de manivela iria falar.
_ Vivia eu nas ruas, muitos aqui me conhecem. Até a pouco tempo atrás eu poderia
ter aparência de cidadão, porém era uma serpente venenosa, não queria saber nada
de Deus, foi ai que perdi tudo, até mesmo a vontade de viver. Agora Deus me
resgatou e estou certo que Jesus vive em mim, já não tenho mais vontade de morrer
e toda minha amargura se transformou em alegria, mesmo eu não sabendo como pode
ter acontecido isto! Agora com certeza vou falar pra todo mundo que Deus Ama e
principalmente o pecador, este era o meu caso...
De repente do meio da multidão sai um homem, com as palmas das mãos
estendidas para o alto e bradando o nome de Arimatéia. Ari interrompe seu
discurso, fica a olhar aquele homem que vinha em sua direção, tentava identificá-
lo. O homem estava chorando, não conseguia nem ao menos falar. Ari desce do
pequeno altar, sai de encontro ao homem olhando bem direto nos seus olhos.
Surpreso, Arimatéia levanta os dois braços para o alto da um brado de glória e
abraça o homem que na verdade era Cláudio, seu irmão. Os dois choram se
reconciliando e trocando palavras de amor. As pessoas ao redor começam a aplaudir
aquela cena, enquanto que os dois choravam em voz alta.
Também em meio aquelas pessoas aproxima-se dos dois, uma senhora de cabelos
grisalhos, vinha ela falando enrolada, Ari ficava perplexo e admirado, nunca tinha
visto aquilo. De repente ela olha nos fundos dos olhos de Arimatéia, segura firme
em seus ombros:
_ Meu filho! Você nem sabe o quanto orei por você! Nunca, nunca senti Raiva de
você, Deus sempre me falou que você é um escolhido.
Como do nada suas palavras começam a ganhar outro significado.
_ O meu servo! Tirei-te do fundo de um poço imundo, te atrai com grande amor, de
agora em diante veras a minha glória! Tão somente recebe o meu poder.
Ela coloca a mão sobre a cabeça de Arimatéia e começa a orar enquanto Ari
baixa a cabeça e novamente derrama suas lágrimas e sente pela segunda vez, aquele
mesmo gozo inicial.
Ao término da oração, Ari de frente para Cláudio e aquela senhora, começa a
fazer perguntas:
_ Eu conheço a Senhora!? É de algum canto, mas conheço!
_ Filho, poucas vezes você me viu. Mas da ultima vez que nos vimos, você estava
atribulado
_ Quando!?
_ Quando você foi pegar minha filha em casa, você chegou aos berros.
_ Meu Santo Jesus!!! A senhora... A senhora... A Melissa!
_ Calma filho! Satanás já é um derrotado! A minha oração foi ouvida.
_ Me perdoe. Perdoe-me.
_ Claro! Jesus te perdoou, eu... Também!
Os dois se abraçaram. Daquele dia em diante, aquela senhora seria sua
segunda mãe. Ari olha para Cláudio e o enche de perguntas:
_ Cláudio, eu te amo cara! Perdoa-me.
_ Ari. Precisa eu dizer alguma coisa? È claro que sim cara!
_ Cadê mamãe? Papai? Helena? Quero saber tudo.
_ Senta ai cara, vou te contar. Mamãe ta bem. Sofre um pouco do coração, Papai...
Faleceu
_ Quando?
_ Três anos depois de você sumir. Deprimiu-se e só vivia para beber. Quero te dar
outra notícia ruim...
Augusto também faleceu... Cirrose hepática! Helena e Ricardo estão bem e vovó ta
mais velhinha que nunca.
Ari dar um pequeno sorriso. Cláudio olha no fundo de seus olhos:
_ “Quem esta em cristo nova criatura é, as coisas velhas ficam para traz, e agora
Deus faz tudo novoÓ.
Ari espreme os lábios, solta algumas lágrimas e vibra glorificando á Deus.
De repente surgem alguns mendigos que se aproximam de Arimatéia.
_ Ari. Nos aqui estamos querendo esse Jesus ai, que tu aceitaste.
Os irmãos que estavam próximos começaram a aplaudir e a glorificar a Deus.
A noticia correu rápido. Dona Rita estava com crise de pressão, Cláudio já
tinha levado Arimatéia para sua casa, a ansiedade aumentava a cada hora para um
encontro familiar. Cláudio agora tem que da a notícia desagradável para Ari.
_ Ari. As meninas estão a caminho, já que elas chegam, vem trazendo a vovó.
_ E mamãe, não vem?
_ Lavaram mamãe pro hospital. A pressão dela subiu com a notícia! Coitada da
mamãe, já tem sofrido, com aquela pressão alta.
Ari baixa a cabeça, fechado os olhos e começa a interceder. Quando termina
a oração. Cláudio faz uma pequena observação.
_ Ari, faltou você falar o nome de Jesus!
_ Há! Ta certo. Em nome de Jesus.
Os dois sorriem, olhando fixo um para o outro e voltam a se abraçar.
A casa de Cláudio era pequena, tinha apenas dois cômodos, a alegria maior
de Ari era os seus sobrinhos. Não sabia Arimatéia que Cláudio se dedicava ao
máximo indo até mesmo viajar, justamente porque na época sua namorada estava
gestante. No dia que Cláudio saiu de casa, expulso pelo pai. Pegou as bugigangas
que trouxera e montou uma barraquinha pelo centro da cidade grande. Foram dias
difíceis! Hoje ele conta com um comercio legal. Isto é que vem o sustentando.
Fazia um pouco mai de seis anos que Ari saíra sem rumo, o incrível era que
em todos esses anos nunca foram encontrados pelos Seus familiares, perambulando
pelas periferias e regiões metropolitanas, o maior tempo ele passou na região
central foi os tempos com Manivela. Agora o encontro seria maravilhoso, uma
verdadeira vitória! Helena seria a primeira a chegar e abraçando beijando seu
irmão tão amado.
Vovó andando de bengala não deu a menor importância, não reconhecia Ari e
nem mesmo lembrava. Era uma alegria única aquele encontro. A esposa de Cláudio
chorava de emoção. Pouco depois encosta um carro no portão da casa, era Ricardo,
esposo de Helena, juntamente com sua filha mais velha e dona Rita, que pulavam do
carro de encontro à família. Chegam anunciando os acontecimentos,a primeira
notícia veio de patrícia a filha mais velha de Helena.
_ Mamãe!! Nem sabe o que aconteceu!?
Vovó focou boazinha!
_ Como é que é!? A pressão baixou?
Ricardo toma a palavra:
_ Melhor... O médico diagnosticou, constatou uma pressão normal e encaminhou um
novo cardiograma, porém, observando, viu os batimentos cardíacos em perfeito
estado.
Cláudio olha fixo para Ari. Os dois começam a vibrar, glorificando a Deus. Dona
Rita surpreendendo a todos afirma que sentiu um toque que esquentou seu peito e
tórax esquerdo. Até aquele momento, Helena e seu esposo, não eram evangélicos,
receberiam o convite para participarem de um culto e daí em diante iriam se firmar
na igreja.
Arimatéia não tinha palavras para com Dona Rita, os dois passavam o resto
do dia abraçado, Ari sentia-se uma criança no colo da mãe. A Alegria da família
aumentava a cada boa noticia. incluindo o diagnostico final de dona Rita que
constatava cura.
Domingo era o dia especial para Arimatéia, estaria ele indo à igreja com
grande ansiedade, mesmo que fosse com roupa emprestada de Cláudio. A curiosidade
também era saber qual era a igreja de Cláudio. O sopão era realizado por irmãos de
diversas igrejas. Na medida em que iam caminhando para igreja, Ari ficava perplexo
olhando os locais que costumava ficar. Chegando ao local, Ari um tanto atônito,
com os olhos fixos e boca aberta a porta do templo. Até que Cláudio percebe e toma
a palavra:
_ Que foi Ari? Que é que tu tem!?
Um pouco de silêncio (...)
_ Foi aqui que eu encontrei Jesus!
Cláudio dar um sorriso de alegria e da uma tapinha em suas costas.
_ Vamos logo!
Mal sabia o episódio que aconteceu naquele local. Ari entra meio cabreiro,
olhando para todos os lados até identificar os homens que expulsaram ele dali,
porém não encontrando!
O culto começa dando um susto em Ari. Que nem mesmo conseguia orar
perplexo, olhando aquele homem orando no altar, justamente o homem que lhe jogou
para fora do templo, mais surpreso ele ira ficar quando o outro homem assumisse o
púlpito, era o homem que ele viu assistindo ele ser jogado para fora.
Quando Cláudio olha para Arimatéia, Vê ele sentado perplexo, pasmo... Até
ele o sacudir e lhe dirigir a palavra.
_ O que foi Arimatéia? Que bicho te mordeu?
_ Quem são aquele dois homens que falaram agora?
_ O mais alto que falou primeiro, é o prebistero Maurício, e este que fala agora é
o pastor Carlos. Por quê?
_ Não... Depois te falo.
Ao término do culto, Cláudio puxa Ari pelo ombro e o encaminha em direção
ao altar, onde o pastor Carlos cumprimentava os fieis. Ari suava as mãos, dava pra
vê em sua fisionomia pálida, sem jeito. Até Cláudio o apresentar:
_ Pastor. Quero que conheça meu irmão de sangue Jose de Arimatéia.
_ Tubo bem Arimatéia? Ficará se consagrando conosco?
Arimatéia um tanto desengonçado, falta não responder gaguejando.
_ To... To bem pastor, Vo... Fi... Fi... Ca... Aqui.
Ao saírem, Cláudio pergunta de imediato a situação:
_ O que foi que aconteceu pra você ficar daquele jeito?
_ O pastor não me reconheceu, mas foi ele que presenciou quando, aquele presbisto
me colocou pra fora.
_ Ari. É presbítero. Você deve ter chamando a atenção deles, levantando suspeita.
-não se preocupe Claudio, o assunto morre aqui.
Ari com certeza perdoaria aquela má compreensão, ainda muitas águas iria
rolar.
Nos dias seguintes, Cláudio estaria contando com uma grande ajuda e força em
seu pequeno comercio, era um talento nato de Ari, comercializar. As vendas dia a
dia cresciam cada dia um novo cliente. O maior pedido de Arimatéia era o espaço
que ele pediu a Cláudio, que era uma liberação a partir das 15h00min da tarde,
tempo para dedicar-se a leitura e devoção bíblica. A hora de almoço. Pegava sua
quentinha sai em meio ao centro, achava um mendigo, dividia sua marmita e ficava a
meia-hora de intervalo para almoçar junto aos pobres:
Aqueles velhos tempos de domingo entre família estavam de volta, só que
desta vez diferente, era um verdadeiro culto doméstico. Não demorou muito para que
Ari estivesse trazendo uma questão átona: evangelismo e caridade. Seriam perguntas
que traria para Cláudio.
_ Cláudio, sera que o pastor Carlos deixaria evangelizar?
_ Não sei Ari, esse negócio de Evangelizar... Vamos perguntar a ele!
_ Se ele precisar eu ajudo no sopão!
_ Não cara! Não fala do sopão pra ele não.
_ Por quê? Não é a igreja que faz?
_ Não, ali é uma obra particular de alguns irmãos que resolveram fazer!
_ E isto não é bom!?
_ Ele critica e desaprova não é o sopão, e sim o movimento de irmãos de outras
igrejas.
_ Poxa!...Eu não entendo!
Naquele domingo seguinte. Estaria Ari falando com o pastor o assunto, não
sabia Ari que ele seria barrado até o seu batismo, que ocorreria um mês depois.
_ Pastor, eu vim perguntar se posso me juntar aos irmãos para evangeliza?
_ Tenha um pouco de paciência Ari.
Procure se batizar e lê a bíblia.
_ Falta alguns livros do antigo testamento para terminar de lê.
_ que bom! Continui a leitura.
Não demoraria muito para que Arimatéia se batizar se e ao mesmo tempo se
destacar-se na igreja, seu nome seria uns dos que seriam cotados para assumir
trabalhos evangélistico,
Aos domingos a noite surgia a porta da igreja, alguns mendigos, ficavam
sentados nas últimas cadeiras, o mau cheiro, e a fisionomia, a aparência
incomodava os membros daquela igreja, eles procuravam pelo nome de “amigo do
ManivelaÓ. Um deles citou o nome de Ari. Agora este seria o debate da próxima
reunião eclesiástica, onde decidiriam o destino de tantos mendigos indo a
congregação. O jeito mais provável era encaminhar os mendigos para o pátio, ou até
mesmo retirá-los. Até a palavra final do pastor Carlos.
_ Não podemos desprezar os pobres coitados, vamos vê se nós alimentamos eles e
reservamos um local próprio para recebê-los.
O Presbítero Maurício toma a palavra:
_ Pastor, se acostumarmos eles viram em multidão, que pode nos dizer se todos são
de bem? Será que não corremos risco de ser lesados?
_ Vamos vigiar! Como está escrito.
A medida que se passava, aumentava o número de visitantes moribundos; uns
mostravam tatuagens, uns de camiseta; suas aparências não muito agradável. A
conclusão seria chamar a atenção de Ari e saber ao certo o que estava acontecendo,
para aquela igreja estar tão freqüentada por aquele tipo de pessoas. O pastor
estaria chamando Ari a participar da próxima reunião.
No dia da atual reunião:
_ Vamos dar inicio a nossa reunião dando oportunidade ao irmão orar!
Depois da oração, abordado pelo assunto que era o principal da noite;
_ Ari, como você tem feito para trazer tanto mendigos para igreja?
_ Há pastor! Eu me juntei a alguns irmãos e todas sextas os alimentamos e eu dou
uma palavra amiga!
_ Sopão!? Como é que é isso?
_ è um método que nos encontramos de evangelizar e fazer ação social.
_ Nós, Quem?
_ Outros irmãos que já conhecia de outras igrejas, incluindo Dona Francisca, que é
aquela senhora do meu testemunho... O senhor lembra?
_ Sei! Só quero que você fique sabendo que nós não concordamos com estes tipos de
movimento, que envolve diversas denominações. É um movimento perigoso! Agora fica
decidido que o irmão não se meta mais nestes movimentos e trate de pedir para que
estas pessoas que estão vindos lhe procurar, venham um pouco mais bem trajadas,
nossa igreja é de classe média e não tem maturidade para tais casos.
A decisão final seria o diácono Marcos assumindo o Evangelismo e Ari seria
cotado para o diaconato.
Arimatéia estava endereçando as pessoas evangélicas, que eram moradoras de
ruas a outro local. passando-se um mês depois da decisão, ainda não se tinha uma
posição correta para o dia próprio do evangelismo.
Ari ao procurar, o pastor, sempre pedindo para evangelizar,enquanto que o
diácono Marcos Pedia um pouco de paciência. Ari vez por outra chamava alguns para
nos fins de semana saírem a pregar o evangelho. Até ser barrado por Marcos:
_ Arimatéia, não é permitido passa pela minha autoridade! Tenha mas paciência,
iremos da inicio nossas atividades.
Logo os evangelismos seriam nos feriados e fim de tarde aos fins de semana;
o pedido de avisar em público às vezes era esquecido pelo pastor Carlos, que
sempre pedia desculpas e prometia avisar em outras oportunidades.
Nos dias próprios de Evangelismo, Arimatéia costumava ficar plantado,
esperando alguém voluntariamente se oferecer a juntar-se, poucas vezes saía com
Marcos que tinha seu tempo um pouco ocupado com sua vida secular. Arimatéia estava
decidido a pedir permissão ao pastor, de falar em público a respeito da pregação
evangelistica. Sendo sua oportunidade frustrada por não conter um cargo
eclesiástico. Então seria Marcos a pessoa ideal; só não esperava que Marcos
esquece-se de pegar a oportunidade. Sem contar que de vez por outra não poder dar
o aviso devido o tempo de celebração do culto.
No primeiro aviso, alguns irmãos fizeram o compromisso de juntar-se ao
evangelismo, só que os fins de semana continuavam os mesmos.
Ari estava convicto que precisaria de ajuda, coisa que teria de sobra com
outros irmãos que conhecia. Na tarde que o diácono Marcos decidiu tirar para
evangelizar, ficou surpreendido ao ver Ari e mais cinco pessoas, porém Sua
surpresa não estava nas quantidade de pessoas, e sim no tipo de pessoas, incluindo
a irmã Francisca, mãe de Melissa!
Na reunião seguinte seria este assunto em pauta.
_ Ari, quem são os irmãos que você convidou para evangelizar?
_ São amigos particular.
_ Não é que sejamos preconceituosos, mas é bom que o evangelismo seja feito por
nossa igreja, o irmão tem que deixar de se precipitar e esperar a liderança tomar
a decisão.
A reunião terminaria com a suspensão temporária do evangelismo, para dar
espaço a 3ª festa de Koinonia e aniversário da igreja. Arimatéia ficaria surpreso
ao vê o apoio e a dedicação de toda igreja, certamente este era a estratégia
apropriada para que a igreja estendesse o evangelismo!
A proposta de Arimatéia era que fizer-se o mesmo modelo de evento, só que
voltado a uma ação social. A resposta seria barrada; para a liderança o
evangelismo já tinha sido feito na 3ª festa, pelo convite de cada irmão para
trazer um visitante.
Fim de semana posterior ao evento, Arimatéia como sempre esperava frente ao
templo, tinha ele combinado com alguns irmãos da igreja.
Ligando para o diácono Marcos, ele lembra que o pastor liberou toda e
qualquer outra atividade, incluindo o evangelismo; o mês seguinte seria mês de
descanso do evento.
Agora Ari estava às sós. Saiu um tanto sem rumo, em direção a região
central da cidade.
Em meio ao caminho deu de cara com Nando, ex-traficante que residia na casa
em que Ari a Manivela se abrigavam. Ele veio de encontro a Ari, o abraçou aos
prantos, não muito sóbrio.
_ Ari! Veio me salvar cara! Jesus num te salvou? Pedi também pra ele me salvar,
mano.
_ Claro Nando!
Ari põe as mãos no alto da cabeça de Nando e intercede por sua vida,
daquele local, Nando pega o caminho oposto ao que vinha e separa-se de Ari, que
volta rumo ao templo, pensa roso a respeito daquela vida.
No inicio da semana seguinte, enquanto Ari trabalhava na lojinha de
Cláudio, surgi àquela figura assustada, olhando par um lado e outro e lhe dirige a
palavra:
_ Arimatéia, vim te pedir um favor.
_ Quando Ari despercebido se volta para atender aquela pessoa que lhe dirigia a
palavra, fica um tanto surpreso, era Nando, Ari logo o indaga:
_ Cara. Porque foi que não me procurou ontem na igreja?
_ Fui lá, só que pediram para esperar me dirigindo para outro local.
_ O que foi Nando?
_ Ari, se lembra do Santos?
_ Mais ou menos, não tenho muita lembrança
_ Eu to devendo a ele. O pior é que eu muito doido disse que daria um tiro nele!
_ Como posso te ajudar?
_ A oração que você fez cara! Eu tava muito doido, só que me lembro que você orou!
Fui pra igreja, lá perguntaram se eu queria Jesus, eu disse que sim! Depois que
você orou, a abstinência cessou cara!
Ari admirado ficou sem ter uma resposta, quando Cláudio entra na conversa:
_ Por que nos não falamos com esse tal Santos?
Os dois quase que simultaneamente responderam negativamente. Ari tem outra
idéia.
_ Já sei! Vou pegar um dinheiro que tenho e vamos para a grande metrópole, Nando!
_ E minha família cara?
_ Levamos eles também, Lá tenho um abrigo que conheci. Você passa um tempo por La.
Na noite seguinte, Nando e sua família foram de encontro à casa de Cláudio,
era de lá que seguiriam de viajem, nem ao menos perceberam que estavam o seguindo
isto cairia nos ouvidos de Santos, que furioso não só acertaria as contas com
Nando, como também do que Nando tinha dito.
O ônibus para a cidade da grande metrópole sai as 05h00minhs da manhã, era
preciso Arimatéia acompanhar-los. Santos e seus capangas foram à casa de Cláudio,
ali ele saberia o destino de Nando.
_ hô de casa!
Cláudio um tanto sonolento, vai à porta achando que era Arimatéia tinha
voltado, isto já era aproximo das 05h00minhs da manhã.
_ Oi, o que deseja?
Santos com a arma em punho deixa bem claro que esta muito nervoso.
_ Quero saber cadê o cara que entrou na tua casa, que eu sei.
_ Ele... Já... Já... Foram,
Ele estica o braço com arma em punho e começa a gritar. Cláudio é tomado
por uma paz! sabia que era algo divino.
_ Olha amigo, pegaram o ônibus para grande metrópole só te digo uma coisa, aquelas
vidas são de Jesus.
_ Quero vê quando meu revolver se encontrar com eles!
Cláudio sentia uma segurança enorme. Com certeza Deus estava no negócio,
Santos sai juntamente com seus capangas cantado pneus no carro, enquanto Cláudio
curva seus joelhos louvando e intercedendo.

A 1ª VIAGEM MISSIONÁRIA
Capítulo 5

Havia uns vinte quilômetros que o ônibus já percorrera, quando faz a


primeira parada. Nesse tempo, Arimatéia desce rapidamente do ônibus, iria ligar
para Cláudio, o motorista do ônibus o deteve para retorna para dentro do veículo.
Percorrido os cinqüenta quilômetros, o ônibus para bruscamente, enquanto Ari
atento observa toda situação, Nando dormia juntamente com sua esposa e filho.
De repente sobe no ônibus, aos berros, um cara com uma arma em punho,
alguns entram em pânico, enquanto que o motorista com as mãos para cima pedia
calma. Santos vai até o meio e dar uma ordem aberta:
_ Nando! Desce do ônibus, só tu cara. Vamos vê se tu é homem!
Neste momento a esposa de Nando entra em pânico, enquanto que Nando tenta
acalmá-la e sai do ônibus juntamente com Santos, Ari sai atrás, a ordem de Santos
era que o motorista pagaria,caso chama-se a policia... Os passageiros tentavam
consolar a esposa de Nando e seu filho, enquanto que o ônibus prosseguia viagem,
A arma já estava engatilhada da cabeça de Nando, enquanto ele com os olhos
exprimidos, cheios de lágrimas esperava o tiro. Ari toma a palavra:
_ Amigo! Não faça isso. Sei que nós dois temos uma dívida contigo, nos da um tempo
de saudar esta dívida.
_ Quem é você meu irmão?!
_ Sou o irmão em Cristo deste homem, que agora não é dele mesmo, mas sim do reino
de Deus!
_ Cara! Tu da doido é?
Ari sentiu que falou pelo poder do Espírito. Enquanto que Santos zombava.
_Vamos vê se esse tal Jesus vem salvá-los!
_ Tão certo como Deus é fiel! Esta vida é dele e não tem que diga o contrario.
_ Se esse Deus salvar ele, a divida ta perdoada.
Nesse instante, ele puxa o gatilho quatro vezes seguido, e a arma não
funciona.
Nando cai de joelhos, chorando e dando glória a Deus e Ari sai vibrando com
Lágrimas nos olhos e abraça-se com Nando. Santos perplexo sai aos poucos com os
olhos arregalados e sem dar um apalavra, seus capangas esperavam no carro.
Um pouco mais a frente, vinha ele calado sem entender o que aconteceu,
começou a olhar se o revolver estava realmente carregado, manda para o carro e sai
desta vez fumas ando de raiva. Aponta o revolver para ima e descarrega para o ar.
Estavam os dois afora naquela estrada, mato de um lado, mato do outro. Ari
só tinha dinheiro de uma passagem, só restava uma decisão, Nando pegaria o próximo
ônibus para grade metrópole e ele voltaria de carona.
Arimatéia deixa o endereço com ele, para ao chegar na grande metrópole liga
de imediato para ele ou dizer seu nome ao proprietário da casa de repouso e
abrigo. Com certeza a família de Nando o estaria esperando na rodoviária, só que
não imaginava que iria ter um pouco de transtorno, sua esposa já estava de caminho
de volta em uma viatura federal.
Ao entrar no ônibus, Nando despede-se de Ari, com um sorriso melancólico.
Acena com as mãos rapidamente e prossegue em viajem. Arimatéia volta em sentido à
cidade grande, já estava com a garganta seca, não lhe restava nem um tostão. Até
que teve a idéia de procurar a próxima casa.
A beira da estrada tinha um pequeno caminho, viu que ali pessoas entravam,
ora de bicicleta, ora montado em cavalo, com certeza havia moradia naquela
direção.
A casa mais próxima ficava a uns três quilômetros da estrada. Era uma
casinha humilde, com crianças sentadas a porta, viu ele que uma senhora vinha La
de dentro:
_ Pois não moço! Em que posso lhe ajudar?
_ A senhora pode me dar um pouco de água?
_ Só tem água de pote.
_ Tudo bem.
Enquanto estava ali a conversar e beber água, sentia que algo dentro dele o
incomodava a seguir adiante.
_Senhora, Por essa estrada aqui, eu chego a aonde?
_ Logo mais, ai pertinho é uma pequena vila, adiante o senhor chega a vale doce.
Este era o novo itinerário de Ari.
Não sabia exatamente o que faria ali, na verdade o certo era esta na
estrada, caminho de volta para casa.
Chegando à pequena vila, a primeira coisa que a vista é um templo
pequenino, agrupado aquelas casas humilde, Ao pedir informação. Soube que aquela
igreja funcionava somente aos domingos, em vez em quando alguns dias da semana.
Ao cair da tarde, Ari encontrava-se sentado, a porta da igreja. Sua única
comida tinha sido algumas frutas que carregava na bolsa. Ele adormeceu, Acordando
com um irmão o sacolejando. Viu que o irmão carregava uma pequena caixa de som em
sua bicicleta. Ari deduziu que era dia de culto.
_ Irmão, paz do Senhor.
_ Paz do Senhor! (responde Ari)
_ O senhor mandou tua arma, vaso!
_ O que!?Que arma?
_ Essa caixa de som, pra fazer o culto. Ta com a espada ai?
Ari não tava entendendo muito aquela linguagem, nem muito menos que aquele
irmão não estava ali por acaso! Aquele irmão vai a umas casas, entende a fiação de
energia, prepara o microfone e inicia uma oração e começa a falar.
_ Atenção!!! Moradores do brejo fundo, Deus enviou este homem seu servo, porque
sabe que vocês têm sede e fome de sua palavra, venham escute a palavra de Jesus!
Arimatéia ainda não tinha caído em si, quando aquele irmão passa o
microfone para ele. De repente, Arimatéia é tomado por uma ousadia única, um
desejo imenso de fala de Jesus. Ele inicia mansamente, gaguejando algumas
palavras. Menos espera aglomera-se quase toda pequena comunidade. Enquanto que Ari
vai pregando, as pessoas o olhavam quase que sem piscar os olhos! Menos espera vê
muitas delas chorando; outras caiam de julhos com as mãos no rosto, algumas se
agarravam em outros. Foi preciso ele para um pouco; estava maravilhado vendo
aquela cena. Ao termino, ninguém queria voltar as suas casas, ficaram ali
esperando que ele volta-se a falar. Ari encerra com uma oração, porem as pessoas o
cercavam para saber mais sobre Deus e de como se salva e outras perguntas a
respeito da fé.
Era aproximadamente dez horas da Noite, as pessoas ainda estavam ali aos
seus pés. Ari já cansado, com fome, olhava para o irmão, que entende como um
sinal. O irmão toma a palavra, despede as pessoas e leva Arimatéia para sua casa
em vale doce.
No caminho, o irmão ia explicando como sabia que Arimatéia esta ali,
Pedindo que fica-se mais um pouco, e que conhece-se a igreja do vale doce, no qual
tomava conta. Ari não parava de pensar: “como o irmão sabia que ele estava ali?; E
Aquelas pessoas sedentas da palavra!Ó Sua decisão seria aproveitar a oportunidade,
que o Senhor estava dando para ele pregar o Evangelho.
Depois de três dias, os irmãos daquela igrejinha, ajudaram Ari a pagar a
passagem de volta a cidade grande. Durante aqueles três dias com aquelas pessoas,
Ari maravilhado, fica sabendo que em vale doce, só tinha uns dez crentes, porém
as três noites foram de lotação no templo, não sai de sua cabeça a imagem daquelas
pessoas chorando, interessadas em aprender.
Durante os três dias, Cláudio apenas recebia notícias de Nando, que tinha
ligado para saber de Arimatéia. Já estava pronto para recorrer às autoridades
quando Ari chega, carregando a mochila nas costas e um sorriso no rosto, como quem
esta muito feliz. Ari nem ao menos espera chegar, vai logo testemunhando os
acontecimentos, deixando Cláudio boquiaberto e glorificando a Deus.
No domingo seguinte, Ari estaria novamente ao culto, porém na noite
anterior seu sonho o tinha levado a um questionamento, que lhe tirou sua noite de
sono. Em seu sonho, ele se via em uma estrada. Em meio ao caminho, podia-se ver
muitos outros caminhos, muitos cepulculos ele começava a pregar a palavra e
caminhando, ao perceber via que os mortos se levantavam e começavam a glorificar a
Deus. Ao contar o sonho para o pastor na noite do culto, ele foi orientado a orar
para ver se era um sonho divino, se fosse que significado teria. Cláudio ao ouvir
o sonho de Ari, de imediato solta sua opinião:
_ Arimatéia, este sonho é muito lógico! Você é um pregador do Evangelho... Não se
lembra do que te aconteceu na viagem?
_ mas você acha que esse sonho é de Deus? Vê mortos se levantando!...Sei lá.
_Toda pessoa sem cristo é morta!
_ É! Temos que orar, como o pastor disse.
No dia seguinte pela manhã, Ari acorda com uma grande convicção de
continuar aquela obra evangélistica, o método seria o mesmo. Peregrinar pregando o
evangelho. Ao contar sua decisão para Cláudio, ele tem uma mesma opinião: Talvez
isto significa-se a estrada que no sonho Ari percorreria. No domingo ao falar com
o pastor Carlos, Arimatéia acaba sendo convidado para participar da reunião
administrativa, a decisão anterior tinha cotado o nome de Ari ao diaconato.
Agora Arimatéia estava disposto a anunciar sua decisão durante a reunião:
_ Irmãos, vamos anunciar de inicio a nossa reunião, a decisão oficial
administrativa de nossa igreja: Arimatéia, Vitor e Manoel, são nossos eleitos para
o diaconato.
Arimatéia levanta o dedo em resposta:
_ Irmãos, sou muito grato pela indicação, obrigado! Porém, tomei outra decisão,
que se diferencia desta decisão administrativa.
Quero dizer ao pastor Carlos, ele sabe o que digo, que tive uma resposta a
respeito do sonho em uma noite passada e isso inclui a minha decisão: Farei uma
viagem missionária, sem rumo, irei por direção do Espírito Santo.
Todos surpresos, fazem um breve silêncio (...)
Pastor Carlos toma a palavra:
_ Não se faz missões desta forma Ari, nós não podemos lhe mandar como missionário,
nem muito menos você pode ir sem, uma preparação teológica.
Depois da afirmação do pastor, os demais do conselho chegam a mesma
conclusão; coisa que surpreende Arimatéia , que não ezitar em perguntar
bruscamente:
_ Sendo esta a decisão, se Eu for por conta própria eu não terei a benção de
igreja?
Faz-se um novo silêncio (...). Até o pastor tomar a palavra:
_ Arimatéia, sei que você tem muita sede de pregar o evangelho, tenha um pouco de
paciência.
Ao termino da reunião, Arimatéia sai decepcionado, totalmente abalado com a
situação, no seu coração crescia grande mente o desejo de fazer esta viagem.
Na semana seguinte, Ari vai ao culto, já decidido a obedecer às ordens
eclesiásticas. Não esperava o que estava por vim: No termino do culto o pastor
Carlos o chama a frente:
_ Amados irmãos! Tomamos uma decisão muito radical com nosso irmão Arimatéia.
Decisão que não poderíamos ter tomado sem orar. Um anjo do Senhor me apareceu em
sonho e me falou tudo a respeito deste homem. Então vamos dar nossa benção a ele,
pra que ele faça tudo o que Deus pôs ao seu coração.
Toda igreja se pôs de pé e unânime, clamaram pela vida de Arimatéia, que de
cabeça baixa, chorava.
Pastor Carlos, põe a mão em seu ombro, olha firme em seus olhos, lhe
dirigindo a palavra:
_ Vai homem de Deus! Eu sou contigo, somente ouça a voz de meu Espírito.
Neste instante ele lhe abraça e a igreja aplaude de pé, glorificando a
Deus.
Arimatéia não sabia nem mesmo por onde começar. Cláudio tinha comprado uma
bolsa de viagem, tinha lhe dado um dinheiro extra e também feito o que Ari tinha
mandado, comprado uma barraquinha de acampamento. Seguiria em rumo a mesma estrada
que tinha começado. Antes ele tinha que vê uma pessoa sua muito especial. A
família de Arimatéia estava novamente reunida, outra vez Arimatéia sai de casa sem
rumo, só que desta vez com paz no coração, coisa que seus entes queridos também
sentiam.
Seu novo itinerário era passar pela casa da mãe de Melissa. Havia laços
muitos fortes, entre aquela senhora e Ari, ele a escutava como uma mãe. Ao chegar
na casa de Dona socorro, mãe de Melissa, ela já o esperava, tinha preparado um
coberto, separado algumas frutas e uma garrafinha d’água. Agora Ari poderia ir,
glorificando a Deus e pronto para obedecer à ordem divina.
Já ao fim da tarde, ele já em uma boa distância da cidade grande, desce a
um córrego, onde certamente se banharia. Ao descer aquele local, enquanto molhava
a cabeça, avista uma casa não muito longe. Alguém lhe surpreender vindo por traz.
_ O moço! Isso é propriedade particular.
_ Mil perdões! Não sabia só vim molhar a cabeça.
_ O senhor não veio participar da festa!?
_ Que festa?
_ Hoje é dia da festa de todos os santos, vai ter comida típica, brincadeiras,
muita bebida...
Vai sê muito bom...
_ Onde é isso?
_ Ali, naquele terrenozinho daquela casa.
Acompanhando aquela pessoa que lhe falara, eles vão de encontro a casa,onde
naquela noite aconteceria a festa, muitas pessoas daquelas localidades estariam
presente.ao cair da tarde inicia-se a festa, uma fogueira ao centro som de musica
regional, pessoas bebendo e dançando...
Derrepente Ari impulsionado pelo Espírito Santo se posiciona ao centro,
próximo a fogueira e perto de um altar cheio de imagens e ofertas aos santos.
Levantando as mãos ao alto, começa a chamar a atenção de todos, a musica vai
baixando aos poucos e pessoa a pessoa vai aproximando-se como por curiosidade.
_ Quero pedir atenção de todos vocês! Olhem seu altar, muitos santos estão nele,
bem que é a festa de todos eles... Porém, está faltado o maior e o principal de
todos eles!
Neste exato momento, todos vem ao seu encontro, olhando uns para os outros
atônitos e muito curiosos a respeito do que Ari falava.
Arimatéia começa a fazer um discurso, anunciando a palavra. Sem menos
perceber as pessoas estavam lhe olhando fixamente, já estavam se deleitando com
palavra tão doce e branda, mas ao mesmo tempo rígidas; alguns já se comovendo.
Outros derramavam seus copos de bebidas, dentre as pessoas, vem empurrando um
homem furioso, com um pau na mão, começa a gritar:
_ O crente!!! Ta na hora de sair daqui.
Ari olha para o homem, aponta o dedo:
_ O que você faz em oculto, Deus Vê, breve lhe envergonhara em público!
O homem bravejando começa a bater em Ari, acertando uma paulada em sua
cabeça, Ari cai desacordado, enquanto que os moradores que participavam da festa
se intrometem impedindo a agressão.(...)
Arimatéia acorda no meio da estrada, sujo de sangue, suas bagagens jogadas
ao lado. Ao se levantar,verifica um ferimento na testa,ao mesmo tempo parecia esta
com uma ressaca das grandes. Olha pro alto agradece a Deus e continua o seu
caminho, louvando, pouco a dor vai sumindo. Sua próxima parada seria a cidade
seguinte chamada alto dos boiadeiros. Chegando à cidade, a primeira coisa que
observa é a alta idolatria, agora restava saber onde ele se estabeleceria...
Na pracinha, logo ao alto de uma ladeira, o local apropriado e ideal para
acampar-se. Armou sua pequena barraquinha e fez seu ultimo lanchem que ele trouxe
da cidade grande. Na primeira noite ele ia para o centro da pracinha, sentava-se
observando o movimento daquela pequena cidade. As pessoas não muito acostumada com
forasteiro ficavam olhando aquele homem esquisito, barbudo, roupa simples,
sandália popular e cabelos grandes, que as vezes cobriam os olhos. Durante três
noites consecutivas, Ari ficava sentado em meio à praça, parecia que as pessoas
aguardavam algo dele. Durante o dia, comprava alguns cereais, enlatados, cozinhava
e ficava andando para um lado e outro. Debaixo da sombra de uma árvore. Aos
poucos, aquelas pessoas da cidade ficavam mais curiosas.
No quarto dia, no período do entardecer, chega à praça meia dúzia de pessoas,
iam de encontro a Ari, que já estava no mesmo local, ao centro da praça. Um homem
se aproxima, tomando a palavra e direcionando a Ari!
_ Moço, você é um Santo de Deus.
_ porque você acha isso?
_ Você disse, La no rianchinho que Marco Antônio seria envergonhado...
Foi justamente o que aconteceu!
_ Eu não estou entendendo.
_ Na festa, La no riachinho, a festa de todos os santos.
Arimatéia começa a entender e situar-se no que o homem falava.
_ O que foi que aconteceu mesmo? (perguntou Ari)
_ O senhor apontou para um homem e disse que Deus ia mostrar o que ele fazia. Dois
dias depois, ele foi pego molestando uma criança.isso já havia acontecendo!
O senhor é um servo de Deus!
Arimatéia começou a ensinar aquelas seis pessoas, a respeito da bíblia e
Jesus vivo. Passaram a noite com Ari, que dividiu sua comida com os tais.
No dia seguinte, eles saíram e cada um trouxe alguns conhecidos e contavam
o relato que aconteceu. O mais impressionante era que Arimatéia não tinha seqüelas
da paulada que recebeu coisa que faziam ele se admirarem grandemente. Toda noite
juntava-se um considerável número de pessoas, escutando Ari pregar o evangelho. A
cada dia que passava, a praça aglomerava de gente, pessoas paravam para escutar
aquelas palavras.
Na madrugada, Arimatéia é despertado pela autoridade local, solicitava que
se retira-se da cidade. O que eles alegavam era motim e badernagem. Quando Ari
tenta se defender, eles ameaçaram mais bruscamente, O agredindo com palavras. As
seis pessoas de riachinho e as outras três do alto dos boiadeiros, estavam
determinadas a seguir Ari. Algo dizia no fundo do coração de Ari que era preciso
que aquelas pessoas o seguissem, sabia Arimatéia que era o próprio Espírito que o
dirigia.
Da cidade dos boiadeiros, entrando adentro até outra cidade, mais próxima,
dava uns trinta quilômetros de caminhada, Ari só podia orientar aquelas pessoas
que o seguiam, a guardarem comida, durante todo percurso, eles adentraram os
pequenos sítios, casas e vilarejos. Arrecadavam comida e abasteciam a todos. Toda
parada Ari ensinava a doutrina cristã para eles, e orava antes de todas as
alimentações.
O mais impressionante, era vê aquelas almas faminta, sedentas e desejosas
de Deus.

O ALGE NA VIDA DE ARI: O PROFETA DA CRUZ


(CAPÍULO 6)

Antes mesmo de chegarem na cidade, o boato já estava espalhado para todos


moradores, “ O SANTO PROFETA ESTA CHEGANDO NA CIDADEÓ! As pessoas traziam objetos
pessoais, água e enfermos, vilarejos da circunvizinhança estavam vindo para
cidade, não se falava a outro respeito.
As autoridades da cidade estavam preocupados, fizeram uma reunião às
carreiras, para comentarem os acontecimentos daquele alvoroço:
_ Temos que impedir que esse homem entre na cidade! Veja o que ele já esta
causando de transtorno.
Uns dos dirigentes da reunião toma a palavra:
_ Se nós impedirmos este homem de entra na cidade vamos contra nossa própria lei e
principio, por isso proponho que ele se estabeleça em meu sítio, que fica na
estrada de fora da cidade.
Mal sabiam eles que essa proposta era de um homem simpatizante de Ari.
Tinha ouvido falar que Ari obrava milagres, era sua esperança de ter o filho
curado de uma doença terminal. Ari e os demais se aproximaram da cidade, quando um
carro para,saindo dele alguns homens se aproximam. Querendo reconhecer quem era o
suposto pregador... Ari de imediato identifica-se. Não só ele como os demais são
convidados a hospedar-se no sítio “recanto verdeÓ.
A população esperançosa aguardava Arimatéia, quando um novo boato se
espalha alertando os moradores a seguirem rumo ao sítio recanto verde.
Chegando ao sítio, Arimatéia é logo de cara recepcionado pelo proprietário,
que também, era uma autoridade legal daquela cidade.
_ Qual de vocês é o pregador? (Arimatéia toma a palavra)
_ Eu senhor!
_ Estava lhe esperando, santo homem de Deus! Venha que eu quero que conheça uma
pessoa.
Aquele homem puxa Ari pelo braço, o levando até sua casa, ao centro do
sítio, Arimatéia silenciosamente e obidientemente o acompanhava , entrando nos
aposentos da casa, sendo direcionado a um dos quartos. Chegando, podia-se vê um
jovem, acamado e em estado crítico de câncer. Arimatéia dar um sorriso para o
jovem, que o responde num sorriso forçado, Ari se aproxima, começa conversar e
aquele homem proprietário do sítio, acha-se por bem retirar-se e deixa os dois a
sós.
Duas horas se passam, quando Ari se retira para fora, tomando um senhor
susto!... O sítio estava cercado por todos os lados, eram pessoas curiosas e
necessitadas. Ari da varanda da casa começa a fazer um breve discurso. Quando
termina, vê que ninguém procura se retirar, pelo contrário, se agachavam,
sentavam-se e ficavam ali mesmo parados em seus lugares. Os irmãos de riachinho e
boiadeiros tinham sido convidados a entrarem para casa. Ali foi dado um quarto,
lençol e uma boa dormida para Ari e os demais.
Depois de dois dias, Ari marcava seus horários de pregação e procurava
ensinar aquelas almas famintas. Um dos mais entusiasmados e que aprendia rápido a
palavra era, o irmão Chiquinho, que vinha do riachinho e agora acompanhava Ari,
bem que também o tratava como um filho... Um filho espiritual!
Na noite do quarto dia, o dono do sítio dirigindo-se a Ari, deixando
perceber que ele queria algo:
- Irmão Ari, quero lhe perguntar algo: O que você exatamente falou para meu filho?
Ele esta... Esta radiante!
(Ari em tempo oportuno ficava horas a fio, conversando, tirando prosa,
pregando o evangelho, cantando louvores e rindo a beça com o jovem enfermo) o que
ele poderia falar, a não ser: “Estou dando atenção a eleÓ.
O homem não muito conformado faz uma pergunta direta a Ari:
_ Meu filho vai ficar curado?
Ari olha no fundo dos olhos daquele homem:
_ O que importa!? Ele ficando curado ou não, o senhor vai nos expulsar de sua casa
mesmo!
O homem fica pálido, perde sua expressão de simpatia e começa a mudar sua
atitude instantaneamente. De repente começa a bravejar e xingando, sai empurrando
Ari e os demais, expulsando de sua casa. Quando Ari vai saindo, pessoas que
ficavam ali, esperando Ari pregar e ensinar começa a segui-lo. Chiquinho curioso e
também muito pesaroso, ousadamente pergunta a Ari:
_ Ari, Deus não vai levantar aquele garoto?
_ Daqui a três dias ele vai morrer!
_ Eu não entendo!
_Também não Chiquinho... Também não!

Ari escolhe bem o local que acampara e ali iniciaria novas pregações. Na
última noite de Ari naquela cidade, Ari iria experimentar o poder de Deus como
nunca tinha experimentado! Parecia descer fogo dos céus enquanto pregava; pessoas
chorava,, havia grito em meio a multidão; uns glorificando, outros gritando a
palavras milagre. Depois Arimatéia chega ao conhecimento de operação milagrosa
enquanto pregava, pessoas curadas do câncer, caroços e até cegueira. Para Ari foi
um momento único e que ele nunca experimentou.
As autoridades reuniram-se e decidiram expulsar não só Ari, como também os
demais irmãos que o seguiam. Saindo da cidade, mais vinte pessoas os acompanharam
sem contar os outros nove de riachinho e boiadeiros.
Na cidade seguinte, a uns vinte quilômetros, Ari vê aquelas pessoas
exaustas, sem afeição em seus rostos, cabeças baixas e fracas. Enquanto todos
dormiam, Ari chama a Chiquinho em particular e os dois conversam a respeito
daquelas pessoas, que os acompanhavam.
_ Chiquinho, quero lhe pedir algo. Guie estas pessoas de volta, a cada parada ore
com eles, leiam a bíblia e encaminhe cada um a sua cidade natal e uma igreja
próxima.
_ E eu? Como fico?
_ Vê se consegue uma igrejinha que o apoio em Riachinho. Procure sempre, sempre
Deus!
Naquele instante eles se abraçam cumprimentando-se pela última vez. Ari
olha novamente para Chiquinho: Balança a cabeça e vira-se ajeitando sua bagagem.
O novo itinerário de Ari, era entra de mato adentro, alcançando Vilarejos
e pequenos povoados, um trabalho que duraria oito meses até a cidade regional mais
próxima.
Em um vilarejo, meio a uma mata bem fechada, Ari é surpreendido por uma
equipe técnica de TV.(não sabia como o encontraram ali naquele local) Era seu
primeiro contato com que estava acontecendo La fora. Um dos entrevistadores lhe
dirige a palavra:
_ Senhor, você poderia gravar uma entrevista conosco?
_ É... Claro... Sem problemas!
Arimatéia não imaginava o impacto que estava causa país afora. Seria a
figura evangélica mais comentada da atualidade, bem que já se ouvia falar dele na
cidade grande.
_ Boa noite! Estamos aqui com o “Profeta da CruzÓ.
_Boa noite, profeta?
Ari um tanto atônito, responde...
_ Boa noite!
_ Você tem sido o segundo homem mais comentado do país, o que acha disso?
_ Sou comentado, porque ainda não ouviram eu falar de alguém mais importante do
que eu.
_ Existe este tal. Por essas bandas!?
_ Sim!! Gloria e honra é dele!
_ Quem é este!?
_ Jesus. O Cristo!
Depois da entrevista, Arimatéia queria saber o porquê daquele título. O
repórter responde que foi a própria população que o intitulou. Era sua aparência;
barbado, cabelos cumpridos e a maneira como falava e vestia-se dava a impressão de
um profeta.
Causava um pouco de impacto!
Ari fica mais boquiaberto, quando o repórter mostrou outras notícias a seu
respeito, mas não imaginava o que estava por acontecer.
Depois de alguns dias no vilarejo pregando a palavra, Ari dedica-se mais
alguns dias para ensinar e instruir aquelas pessoas. O que mais lhe chama a
atenção, era a falta na comunidade por uma igreja de apoio, isto o levava a
interrogar-se, a passar noites a fio pensando e perguntando a Deus o motivo da
ausência da igreja, porém não tinha uma resposta. Sua única lembrança baseava-se
na luta que tinha para evangelizar em sua cidade.
A próxima parada de Ari seria, sem sombra de dúvidas, a cidade regional.
Levaria uns dois dias de peregrinação até lá.
... Na cidade regional, já rolava boatos a respeito da vinda do profeta. Os
preparativos de boas vindas seriam calorosa, e em outros ponto, constrangedora. O
comércio vendia santinhos, imagens e todo tipo de artigo religioso com fotos de um
Santo Homem de Deus: Arimatéia.
A poucos quilômetros da cidade, Arimatéia para debaixo da sombra de uma
árvore para descansar. Repousando e dormindo. Arimatéia sonhava, que passava em
certa localidade, avistando um templo ele se propõe a pregar. Quando entra vê
pessoas que lhe olhavam e na medida em que caminhava, elas se levantavam das
cadeiras e começavam a apedrejá-lo. Acordando um pouco assustado. Parecia ser
real!
Pouco tempo depois, segue rumo à cidade. Em meio ao caminho, começa a
mutuar-se pessoas na estrada, vinham de todos os lados acompanhavam admiradas,
enquanto Ari ia em caminho, ainda perplexo com o sonho. Ele se direciona a
primeira praça, subindo em uma escadaria em direção ao topo, ele da inicio ao seu
sermão.
_ Amigos, cidadãos regionais! Sou grato a sua hospitalidade, porém quero
testemunhar a vocês, que a glória e a honra são de Jesus.
Não citando mais nenhuma palavra, desce e sai para armar sua barraquinha,
onde passaria o resto do dia. As pessoas vendo que nada mais ele diria, apenas
Entra dentro da cabana e cai no sonho. Vendedores ambulantes comercializam objetos
com seu nome e fotos.
Naquela noite seguida havia uma necessidade de se achegar a uma igreja.
Noite na qual celebravam a ceia do Senhor, em uma igreja local. Ao chegar ao
templo, alguns irmãos que recepcionavam, o em caminhara de imediato ao pastor.
O pastor da igrejinha olha Ari da cabeça aos pés, balança a cabeça e vai
direto ao assunto:
_ Um homem de Deus!... Parece-me mais um andarilho, com roupas mal amanhadas. Se
você deseja participar da ceia do Senhor, deve-se vestir melhor. Quem é seu pastor
e de que igreja você pertence?
_ Pastor Carlos, da Igreja Unidade dos Evangélicos.
_ Você já viu o transtorno que causou no meio do povo? Você virou um santo fazedor
de milagres!!
_ Posso ceia ou não com vocês?
_ Para ceia conosco, tem que ser da nossa denominação. Sua igreja crê no poder ou
não?
_ Minha igreja vem de uma linha conservadora. Não sei muito a este respeito.
_ É! Eu lamento.
Ari se dirige aos últimos locais do templo, assistindo o culto e a
celebração. Dava para se sentir a discriminação a sua pessoa, alguns olhavam para
ele, cochichavam nos ouvidos um do outro e davam-lhe as costas, parecia uma faca
no peito. Ari cabisbaixo sai afora do templo, levando toda sua bagagem. Não
demoraria a chegar até a esquina e ser reconhecido por uns guris,que começaram a
agarrá-lo, uns o abraçavam de modo carinhoso, outros ficavam pulando em cima dele.
De repente, uma alegria toma conta de si, e o anima daquela tristeza que
estava sentindo.
Antes de fazer seu discurso na praça central, no dia seguinte. Ele recebe
em mãos uma carta de solicitação urgente:
“SANTO HOMEM DE DEUS, POR FAVOR, SALVE MEU FILHO. ESTOU DESESPERADA, NÃO
TENHO MAIS O QUE FAZER. DE UMA MÃE AFLITA.Ó
O endereço era de uma cidade ao norte da cidade regional, aproximadamente
quarenta e três quilômetros.
Houve muitas pessoas da cidade esperando Arimatéia, iniciar seu discurso.
Pelo Espírito a primeira anunciação foi contra a comercialização de sua imagem.
Logo depois Ari prega a palavra, fazendo todos os que estavam presentes ficarem
calados, atentos, palavra por palavra. Em meio a pregação ele pode sentir algo
bater em suas pernas, ao olhar parecia um revolver, sem dar muita importância,
prolonga-se a palavra de arrependimento de pecados, e como em um instante, seus
pés estavam cheios de objetos; era cigarros, cascos de bebidas, armas e outros
utensílios, incluindo suas imagens.
Terminado de pregar, alguns se aproximaram querendo saber mais, entre eles,
um homem vinha chorando, com as mãos para o alto. Ari fixando os olhos no homem
impõe suas mãos sobre ele, no qual Cai de joelhos e falando em línguas. Arimatéia
espantado lembra-se nos tempos dos apóstolos. Seu coração enche-se de alegria, ele
levanta o homem do chão e o abraça.
Arimatéia aos poucos, vai despedindo aquelas pessoas. Entra para
barraquinha e agarra no sono... De repente palmas pediam que acorda-se. Ari, meio
atordoado, fica sem reação, vendo aquele homem ajuntado seus pertences.
Ele de repente para, olha para Ari.
_ O que é que você ta esperando? Junta logo tudo agora!
Ari sem entender obedece aquele homem. Suas coisas são jogadas em um porta
malas de um carro.
Arimatéia sem nem mesmo perguntar, entra no carro, juntamente com aquela
figura estranha e sai em direção a estrada para fora da cidade regional.

JOSÉ DE ARIMATÉIA VS. JOÃO LOBSOMEN


(CAPÍTULO 7)

Algumas quadras depois de onde saíram, aquele cidadão toma a palavra:


_ Como é o nome do Profeta mesmo?
Ari olha diretamente para ele ainda atordoado de sono, e o responde:
_ José... José de Arimatéia.
_Que mal lhe pergunte. Mas o que é que está acontecendo? Pra onde estamos indo?
_ Fique calmo José. To salvando sua vida, deixa eu me apresentar, meu nome é Ivan,
sou do departamento de Justiça da cidade regional.
_ Ta me salvando de que mesmo?
_ Escutei o seu discurso, agora estou convencido que tenho que estudar mais a
bíblia!... Você falou durante o discurso, orientando o povo a não comprar os
artigos religiosos, agora os comerciantes fizeram um acordo de lhe pegar, na
madrugada.
_ Iriam lhe lixar. Porém o que estou te fazendo, estou fazendo Pra Deus e também
como ato de agradecimento, você me alertou muito esta noite passada.
_ Não agradeça a mim! Creia em Deus e seu filho Jesus. Peço um favor... Deixe-me
em poço fundo, conhece?
_ A cidade do lobisomem!
_ Como é que é!?
_ Superstição popular! Dizem que na noite de lua cheia, um homem anda pelas ruas
uivando... Bem que La acontece coisas estranhas, eu mesmo já vi? Cachorro, aves e
outros animais dilacerados!
Ari calando-se e imaginando o que poderia ser aquele mistério. Também não
relatou da carta que ele tinha em mãos.
Ao chegar à cidade, Ivan deixa Ari bem na entrada da cidade, se despede e
volta imediatamente. Dava para se perceber que Ivan estava um pouco cauteloso.
Restava saber quem enviou aquele pedido.
Ari entra cidade adentro procurando um local para armar a barraquinha e
voltar a sua noite de sono.
Pela manha, Arimatéia se levanta, e é abordado por uma senhora que já vem
ao seu encontro chorando!
_ Amém! Deus mandou você aqui Senhor, salva meu filho.
_ É claro Senhora, é claro!
Conte-me o que esta acontecendo!
Aquela senhora sem poder conter seu surto de choro, tenta se controla.
Quando explica a Ari o ocorrido
Até que aos poucos, vai conseguindo conter-se e falar claramente;
_ Homem de Deus, estão planejando tira à vida do meu filho. Ele é um jovem que tem
problemas desde o início de sua adolescência.
_ Mas, senhora o que é que ele tem de tão grave?
_ ele é doente! Em tempo de lua cheia se transforma, fica outro tipo de pessoa,
nem mesmo me reconhece. Quando passa, eu tenho que prendê-lo em um quarto,
escondido do povo.
_ Isto é motivo de tirarem a vida dele.
_ Pois me ajude pelo amor de Deus.
Os moradores estavam se reunindo para comentar o problema do jovem. Aquele
dia era o último, planejamento. Arimatéia toma nota, com aquela senhora, para se
fazer presente na reunião que aconteceria mais tarde.

Dava para se perceber que o clima espiritual da cidade era diferente das
demais cidades que Ari já tinha passado. A população era tímida, e um tanto
antipática, durante o dia ele saiam para fazer suas tarefas diárias, porém, à
noite a cidade se transformava em um deserto.

Arimatéia rodeia novamente, toda cidade, entre ruas e outras as pessoas


fugiam de sua presença, havia um clima hostil. Mas tarde era hora de reunião,
Arimatéia já estava determinado a se fazer presente, mesmo que não soube se como
eles reagiriam.

Eram três da tarde, em uma casa do centro comunitário, os moradores de


passo fundo já se chegavam para a última reunião comunitária, ali tomariam a
decisão definitiva sobre o jovem...

Ari ao chegar ao local, mansamente se aproxima, vendo que se concentravam


na decisão geral, ele se aproxima sem ser percebido. Aos poucos, de um por um,
tomavam a decisão definitiva de tirar a vida do lobisomem. Ari levantando a mão
pede a palavra
_ Amigos, com licença! Estou me intrometendo por pedido da mãe do rapaz. Queria
saber por que as autoridades não o prendem, e procuram tratá-lo na sua insanidade
mental? Será que um homem chega a ser tão perigoso assim!?

Neste momento todos fazem um silêncio, enquanto que a liderança


comunitária, olhando uns para os outros, começam a falar entre si, sussurrando aos
ouvidos. Até um de eles darem a resposta a Ari:
_ Moço, você é um forasteiro.
Porém em consideração a senhora mãe de João, o rapaz no qual estamos a discutir
seu destino, vamos lhe dar uma resposta. Também temos ouvidos falar a seu respeito
em outras cidades, você deve ter notado que aqui é bem diferente!
Saiba rapaz que nenhum policial pode pegá-lo. Não sei o que acontece, mas é
inacreditável, ele corre como o vento, salta muros de um só pulo, tem uma força
descomunal e bala nenhuma o atinge! Ele dilacerou um jumento, com as próprias
mãos, e bebeu sangue de um homem, que ele matou... É terrível.

Ari impulsionado pelo Espírito ousadamente responde:


_Me dê dois dias, e vocês viram algo mais Admirável e maravilhoso que jamais viram
em todas suas vidas.

Depois que Ari deu a apalavras todos como que de uma só vez, começaram a
razoarem entre si! Em um pedido de silêncio, o conselho comunitário decidiu da
essa chance a Arimatéia.

Era noite, e como sempre a cidade mais uma vez estava deserta. Não se podia
ver nenhum movimento nas ruas, as portas todas fechadas e se escutava apenas o
zumbido de vento. Arimatéia começa a passear entre as ruas, ali intercedendo pela
cidade.
_Pela vida de João, quando de repente, uma viatura policial surpreende Ari, bem na
esquina de uma das ruas principais de poço fundo.

Descendo da viatura, um dos policiais vai de encontro a Ari, que parado


ficava esperando o que aconteceria.
_ Senhor, pó favor identifique-se
Ari mostrando seu documento de identidade, não se dirige ao policial.
_ O senhor é que é o tal profeta?
_ É o senhor que esta falando!
_ Vi sua barraquinha acampada na praça... É bom que o senhor arranje um local
seguro, para abrigo.

O policial entrega o documento a Ari, dando as costas e voltando para a


viatura. Ao abrir a porta, ele retorna a atenção para Ari.
_ boa sorte, com seu desafio! Espero que realmente consiga fazer um milagre... Nós
não Conseguimos!
Ari estava novamente a sós, naquelas ruas desertas.

Era aproximadamente onze da noite, quando Ari decide voltar até seu
acampamento... De repente a uns três quarteirões a sua frente, ele avista uma
figura estranha. Estava agachada ao chão, coçava-se como um cão e rolava pelo
chão. Ao avistar Ari, ele se levanta indo a sua direção. Como paralisado Ari vai
também ao seu encontro, parando um quarteirão de distância e fala em voz alta:
_ João!!! Jesus pode te curar!

De repente, João começa a se mover, parecia que ia agarra alguma coisa,


encurvado para frente e com as mãos em posição de garra. Ele rosna e sai de
encontro a Ari em uma velocidade incrível. Ari, cheio do Espírito, estende a mão
posição depara e da uma ordem ativa:
_ Eu te repreendo em nome de Jesus!!

João que vinha com tudo para cima de Ari, leva um tombo caindo para traz,
parecia que havia uma parede invisível. Ele bolando pelo chão, de um salto se
levanta dar um uivo para o alto, e sai às carreiras. Arimatéia corre atrás, o
persegue por volta de cinco ruas seguidas, se impressionando com a velocidade do
rapaz, que entra mato adentro. Ari quando vai entrando no matagal, sente como um
esbarrão e retorna atrás.

Sentando-se no chão, começa a orar, e como uma força ele senti um vigor
inexplicável e passa o restante da noite em oração a beira do mato.

Restava apenas mais um dia, para Ari cumpri aquilo que prometeu na reunião.
As pessoas da cidade não falavam outro assunto, dava para se vê nitidamente a
expressão esperançosa da mãe de João. Enquanto isto, Ari repousava, guardando suas
forças para outra noitada.

Meio dia. Alguém o acorda, Ari levanta-se de imediato, a mãe de João trazia
almoço, junto uma jarra de suco. Algumas roupas para Ari. Antes de ir, ela olha
profundamente em seus olhos e fala convencidamente:
_ Eu creio. Eu creio que você vai conseguir profeta.

Ari sem nenhuma palavra faz um movimento afirmativo com a cabeça, a mãe de
João vira-se indo embora. Em Espírito orava pedindo a Deus misericórdia.

A noite vem e juntamente a esperança no coração de Ari que saia novamente


as ruas desertas, intercedendo pela cidade. As horas iam passando, enquanto já
sentia uma exaustão dobrada, parecia que tinha trabalho o período da manhã
todinha.

A madrugada já estava findando-se, Ari estava na beira do matagal, desta


vez pedindo forças, pois ele já estava muito cansado, sentia uma grande
sonolência, quase sem nem um vigor no seu corpo, somente cansaço... Ele escuta um
barulho, de repente um vulto vinha se aproximando, aos poucos, dava-se para vê por
nítido... Era o que Arimatéia mais conseguia, João vinha com os braços para trás,
como se estivesse atado e cabeça baixa andando como se tivesse embriagado.

Quando Ari avista, definitivamente, que era João, ele da um salto, tenta se
aproximar. João de repente olha para ele, rosna e da alguns passos para trás. Ari
pelo Espírito começa a falar:

_ Espírito de satanás, eu te ordeno, retira-se deste homem em nome de Jesus.

João com os olhos avermelhados, a fala rouca e estridente, reage numa ação
de tentativa de livrar-se como se estivesse acorrentado.
_ Eu vou te matar! Seu bastardo! Ele me pertence, assim com esta cidade.
_ Chegou teu fim, retire-se em nome de Jesus!

Ele da um grito caindo no chão, bolando e gemendo. De repente levanta-se,


suspirando profundamente e com olhos fixos em Ari sem piscar nenhum segundo vai se
aproximando.
_ Jesus te curou João!

João começa a piscar os olhos, as lágrimas começam a descer, ele começa a


chorar em voz alta chamando por sua mãe, parecia uma criança. Satanás tinha
roubado toda sua infância. Ari o abraça, ele igualmente responde e os dois saem
matagal e vão para o acampamento.

O dia já estava raiando, Ari cai como uma pedra... Ao acordar mais tarde,
ele procura rapidamente por João, até o avistar sentado, perto de uma pequena
fonte. Ao centro da praça. Quando ele avista Ari ele levanta-se, ele estava todo
arrumado, indo ao seu encontro.
Sua reação foi dar um abraço carinhoso em Ari. Com pouco tempo, a cidade foi toda
Aglomerou-se na praça. Todos queriam testificar o milagre. Do meio da multidão a
mãe de João vem aos prantos com as duas mãos no rosto, indo de encontro ao seu
filho.

O encontro de João, com sua mãe, fez com que Ari chora se, parecia que a
sentia o mesmo que a mãe do rapaz. A cidade aplaudia unânime, vibrando e saudando
aquele reencontro. Agora, a oportunidade era de Ari, que inicia seu sermão,
falando de amor e compaixão de Deus. Ali todos silenciosamente, prestava atenção a
cada palavra de Ari.

A mãe do jovem, convida Arimatéia como seu hóspede, oferecendo também um


local para ensinar, coisas que seria impossível, mais da metade da cidade de poço
fundo, ansiava por conhecer mais de Deus.

O Prefeito e lideres comunitários, lideranças, liberam o ginásio principal


da cidade local que ainda não comportavam nem mesmo os moradores da cidade. Nem
peregrinos, que vinham de outra cidade. Era um mover de Deus que naquele local
jamais se havia visto.

DE VOLTA PRA CASA


(CAPÍTULO 8)

Passado duas semanas seguidas de ensinamento, pregações; o mover de deus


ainda era constante. Não deixava de chegar pessoas vindas de outras localidades
vizinhas, de poço fundo. Ari já sentia dentro do coração um desejo imenso de
retornar ao lar, a saudade já tomava conta de si. João testemunhava toda noite,
relatava o que acontecia em sua insanidade mental, relatou fatos mais fortes para
Ari, o qual o orientou a não relatar em público coisas do tipo “Satanás me
aparecia, diretamente, ordenava-me matar, matar e destruir, toda e qualquer vida
ao meu alcance... Lembrou cenas que bebia sangue humano...Ó Para Arimatéia era
algo estarrecedor, quase inacreditável!

Era a última noite de Arimatéia na cidade. Teria ele que se despedir. Não
se esqueceria de pedir pessoalmente que uma igreja assumisse aquela obra divina,
no coração daquelas pessoas da cidade. Ao anunciar sua despedida, sentiu o
abatimento nas vidas presentes, ele tentando Consolar e transmitir paz anunciava
sua partida.

Na manhã seguinte, João e sua mãe estariam na rodoviária, era pesado o


coração de Ari vê aquelas cena, mãe e filho abraçados e uma história de luta,
sofrimento e amor por trás daquelas vidas. Enquanto Arimatéia caminhava, hora por
outra se virava para trás, dava-se para vê em seus olhos a despedida, porém sem
nenhuma palavra de consolo em seus lábios... Dias anteriores, Ari tinha entrado em
contato com Cláudio, avisando o dia e horário de sua partida, voltaria para casa.
Era um fim de semana, quando Ari chega em casa, casado e exausto da viagem.
Cláudio o esperava na rodoviária e juntamente com ele, Nando. A recepção calorosa
alegrava o coração de Ari, parecia que o cansaço sumia. Toda família estava
preparada para uma grande e festiva recepção. Outros mais íntimos também o
esperavam incluindo Dona socorro.

Dona Rita, mãe de Ari estava a porta com as mãos unidas, sacolejando de
ansiedade. Dava para vê e até mesmo sentir suas emoções, somente na troca de
olhares, o abraço demorado e o choro sentido da emoção de um novo reencontro.
Olhando para os lados, Ari emociona-se mais ainda, com a família unida, vindo o
cumprimentar. Helena vem cumprimentando, com uma saudação de paz, Ari gesticulando
com sua cabeça um sinal positivo, abraça sua irmã glorificando ao Senhor.

Dona Socorro, no canto esquerdo da casa, enxugava lágrimas com um lençinho


de bolso. Arimatéia passando por todos os ali, direcione-se até o local onde ele
se encontrava, olhando bem no fundo de seus olhos. Eles se abraçam sorrindo e
dando graças ao Senhor. Já tinha um bom tempo que não presenciava e sentia um
aconchego tão agradável, como o deste reencontro, era como se fosse uma recompensa
vinda dos céus.

Nando dirigiu-se até Arimatéia para contar os acontecimentos do dia que se


viram pela última vez, contava seu desencontro com a família, seu acolhimento no
centro de abrigo e o milagre da conversão de santos; seus últimos dias no leito de
um hospital, devido seu confronto com a polícia.

Todos os acontecimentos da sua chegada alegravam grandemente seu coração.


Agora sentia como se tivesse recobrado todas suas forças, vontade de voltar e
continuar aquela obra missionária.

O fim da semana seguinte, Ari não estava preparado enfrentar o que veria.
Tinha, ele mesmo visto reportagens, fotos e todo tipo de assunto a seu respeito,
sentia-se como se fosse uma celebridade.

A forma e a história de João de poço fundo já eram notícia e testemunho em


todo meio evangélico. Pela imprensa um fato duvidoso e polêmico, debatido por
programas tanto na rádio como na televisão. No meio evangélico também havia
divisão, a respeito de Ari; muitas especulações tais com: Seu título de profeta,
sua obra missionária diferenciada da igreja, e fato de não esta se congregando e a
idolatria que estava causando.

Arimatéia iria se chocar com cenas que veria, no culto que estava preste a
participar na comunidade cristã evangélica. No dia do culto, um dos irmãos chega a
porta da casa, falando com Cláudio, Ari estava se preparando e escutava a
distância. Ao se aproximar, já preparado-se para ir a igreja, o irmão anuncia que
estava ali para levá-lo.

Muitas pessoas dirigiam-se pelas ruas do centro, com bíblias em mãos e em


direção a Av. central. Ari imaginava que todos estavam indos ao mesmo local. O
irmão procurando vaga pra estacionar não conseguia nem amenos passar entre as ruas
lotadas, Av. Central, onde se localizava a igreja, estava lotada, o irmão admirado
faz um comentário:
_ Incrível! Se fosse um dia normal de culto, não estaria assim!
_ O que é que vai acontecer hoje na igreja? (pergunta Ari)

O irmão o olha, com olhar de admiração e responde:


_ Não é o senhor que vai Pregar?
_ Não estou sabendo.

Ari olha para Cláudio e sua esposa e faz um gesto de indagação... Cláudio
balança a cabeça negativamente. O irmão retorna a fazer outro comentário.

_ Não vou conseguir encostar-se aos fundos da igreja, é melhor encostar o carro
aqui mesmo e ir a pé.

Descendo a um quarteirão, eles retornam a pé, passando entre a multidão, de


frente ao templo, Ari começa a ser reconhecido.
Do nada as pessoas, começam a se movimentar. Logo na entrada do templo, ele
podia ver muitos evangélicos, nem todo da igreja da comunidade cristã. Quando o
reconheceram, começaram a puxá-lo pelo braço dando paz do senhor, uma senhora o
agarra com tanta força que o arranha, ele é puxado pela camisa, rasgando parte
dela e começa um tumulto no meio do templo.

E repente alguns diáconos, vem correndo, empurrando o povo, com um pouco de


violência e cercam Arimatéia, que também estava sangrando um pouco no rosto, as
pessoas no alvoroço o machucaram. Ele chega até o altar sendo escoltado pelos
diáconos, ate o pastor da inicio ao culto.

Durante o louvor, Ari pede ao pastor para se retirar não passava muito bem.
Pastor Carlos um pouco preocupado, dica a se indagar:
_ E agora? O que eu digo pra igreja? Não tem só irmãos desta congregação, vieram
pessoas de outras igrejas, e muitas delas de longe!

Ari apenas levanta-se e sai pelos fundos. Saindo do templo, ele vai em
caminhada de volta pra casa. Na metade do caminho um grupo de pessoas que estavam
em um bar o reconhece.
_ Olha ali ! É o profeta, que eu vi na TV.
_ Ta parecendo ele mesmo!

O grupo de aproximadamente quinze pessoas começa a chamá-lo. Ari para


olhando e sai de encontro ao bar, onde estavam.
_ Profeta! Fica aqui conosco, fala como é que é Deus... Você já o viu?

Eles ali tinham acabado de assistir a um jogo, final de campeonato. Muitas


cervejas na mesa e comida ofereceram cerveja a Ari, depois um deles diz: “Profeta
não bebe! Ta doido!Ó Pediram para que ele ficasse um pouco e falasse também de
Deus. Ari da uma palavra inicial respondendo a pergunta de um deles!
_ Eu já vi Deus, sim!

Todos de repente silenciaram, fitaram os olhos nele. Arimatéia começa a


testemunhar os milagres que já tinha ocorrido em sua vida. Ali ele fez uma breve
oração e retirou-se, dois deles se levantaram e também se despediram, enquanto os
outros voltaram a festejar novamente. Ari vai para casa atônita, pensando na
euforia dos irmãos, mas ao mesmo tempo se alegre com aquela receptividade no bar.

Chegando em casa, Cláudio já o esperava.


- Pra onde tu foi? Já tava me preocupando.
_ Tava fazendo a vontade de Deus.
_ Tem uma pessoa querendo te ver.

Ari olhando para o outro compartimento da casa vê uma mulher conversando


com sua cunhada, ele tenta identificá-la, porém não consegue. Vindo ela de
encontro a Ari, estende as mãos e cumprimenta com paz.De imediato logo vai
identificando-se.
_ Irmão Arimatéia, ta lembrado de mim?

Ari faz uma cara de pensaroso...


_ Me perdoe irmã, não lembro.
_ Sou a enfermeira que cuidou de você.

Ari fica extasiado por alguns momentos... Quando volta em si, começa
desculpar-se quase chorando, ela logo toma a palavra:
_ Não se desculpe irmão, você me abençoou. Também estava obedecendo a uma ordem
divina. Você não tem idéia da operação de Deus em minha vida, depois daqueles
dias!

Os dois sentaram-se e começara a conversar. Criava-se uma afinidade muito


grande entre Ana e Arimatéia, foram mais de uma ora de diálogo, até ela se
despedir.

No dia seguinte, Ari recebe um telefonema do pastor Carlos, solicitando


para que ele pregue no próximo culto. Dava para perceber o pouco de trauma
causado no ultimo, porém estava disposto a levar a mensagem.

O culto começaria mais cedo. Dentro do templo os locais já estavam


ocupados, seria um milagre encontrar lugar para sentar-se. Um jovem casal chega à
porta do templo, entra procurando local para sentar, o homem um tanto impaciente,
começa a bordejar,
Enquanto a esposa o ignora. Os dois começam uma pequena discurção:
_ Se você quiser ir embora, pode ir! Vou ficar. – (fala ela).
_ Eu prometi a você que viria, mas não pensei que estava assim.
_ Olha aqui João de Almeida, já chega das suas implicâncias, não te agüento mais!

Ela larga de sua mão e sai em lado oposto, procurando assento. Ele fica
olhando e vem em sua lembrança à crise familiar e conjugal que estava a passar.
Ele da um suspiro profundo e vai ao encontro dela. O primeiro milagre acontece...
Um rapaz sentado chama o Homem, levanta-se de sua cadeira, desmarca a outra ao
lado e a fala direcionando a João de Almeida.
_ Senhor, estava lhe esperando. Senta aqui. Tem também lugar para sua esposa.

Almeida atônito olha pro rapaz, mesmo com muita curiosidade, não atreve se
a pergunta, porém vai logo sentando e chamando sua esposa. O rapaz sai pela
lateral e não dirige mais sua palavra a Almeida.

O culto começa um pouco atrasado, não só o templo estava lotado, como


também a rua, que estava intransitável. No momento da palavra, Ari começa com
agradecimentos e inicia pregando o evangelho. Quando estava para terminar e sermão
João de Almeida, encontra-se chorando. Com a cabeça baixa e mãos na testa,
tampando o rosto. Sua esposa chorando e soluçado, em sua volta muitas pessoas de
cabeça baixa também choravam e glorificavam a Deus. Quando Ari vai passar o
microfone, o pastor Carlos estava de joelhos, também aos prantos, pedia perdão a
Deus em voz alta. O Prebistero Maurício corre em direção a Ari, no qual passa o
microfone, e ali, encerra o culto. Pastor Carlos sai devagar, sem falar com
ninguém indo embora. Arimatéia vai ao gabinete pastoral esperando, que esvaziasse
o local como na rua.
Presbítero Maurício achega-se a Ari, em suas mãos muitos convites de
igrejas vizinhas e de todo o país. Alguns eventos e cidade principais e mega
espaço, todos os eventos contando Ari como pregador. Na mesma noite, ele recebe no
gabinete uma ligação. Um pastor conhecido do meio evangélico, Ari mesmo já tinha
escutado a sua pregação, estava chamando a participar de um evento para os dois
dividirem o altar na ministração da cerimônia. Arimatéia agradece o privilégio e
o pedido para fazer uma oração entes, porém seu coração estava convicto de
retornar ao campo missionário.

Durante a semana não faltava convite para pregar, em grandes igrejas


locais, convite que ele rejeitava. Cláudio não entendia. Ari não aceitava pregar
em megaeventos, porém era sagrado pregar em uma pequena varanda, em meio à favela,
ainda chegava com os pés encharcados de lama. Ali ele pregava para meia dúzia de
pessoas e ficava morto de felicidade.

No fim de semana seguido, o convite de uma irmã, estaria na festa de


casamento de filha mais velha daquela senhora. No Buffet, sua mesa reservada já o
esperava quando Arimatéia chega cumprimentado a todos os que estavam presentes e
sentando-se, observando que todos não tiravam o olho dele.

Ari, observando, viu uma senhora em cadeira de rodas. Cláudio faz um


pequeno comentário:
_ Olha só, a irmã teteia! Coitada, o medico desenganou ela. Agora ta com câncer na
garganta.
Arimatéia, se despedindo das pessoas, sai de encontro a senhora na cadeira
de rodas. Aproximando-se, ele olha no fundo de seus olhos, ela responde com
olhar... Ari toca em seu ombro.
_ Recebe a cura, em nome de Jesus!

De repente, Ari ser retira, a irmã teteia, fica olhando admirada com Ari.

A 2ª VIAGEM MISSIONÁRIA
CAPÍTULO 9

Arimatéia estava determinado a voltar para o campo missionário, Já não


respondia a tanto chamado que recebia o convidado para pregar, reserva-se em
oração, e o pouco tempo disponível, ajudar seu irmão no pequeno comercio. Na noite
anterior a viajem, sonhava, parecia com o outro sonho que experimentara antes, só
que desta vez, ele sai da igreja e no caminho era apedrejado... Novamente estava
confuso pensaroso a respeito do sonho, sempre considerava os sonhos, fruto do
subconsciente. Às vezes, orava a respeito dos sonhos que mexiam, com ele, e este
era um...

Pastor Carlos como sempre estava em seu gabinete, ali orava, fazia seus
sermões. Naquele dia estava meditando nas sagradas escrituras, também se lembrando
da noite que Ari pregou... Parecia que Arimatéia sabia o que fazia escondido, já
fazia um bom tempo que ele usufruía do dinheiro da igreja, indevidamente. Alguém
bate na porta, atrapalhando aquele momento devocional.
_ Pastor Carlos! A Irmã Tetéia quer falar com o senhor.
_ Um momento Maurício, já atendo.

Sua Ordem era, quando estivesse trancado, jamais o perturbasse, a não ser
por um motivo urgente ou grave.
Pastor Carlos ajeita sei material de estudo, organiza sua mesa e calça seu
sapato, para atender aquele chamado.
_ Mande-a entrar Maurício. Por favor.

Irmã Tetéia entra, mal cumprimenta o pastor, e vai logo contando o fato que
motivaram está ali no gabinete pastoral.

_ Pastor Carlo! O senhor tem que dar este testemunho na igreja. Fiz o diagnóstico,
fui curada, um homem que tem dom de cura, só pode ser santo! Vamos mover a igreja,
talvez uma campanha de cura? Tem muita gente enferma.
_ Calma irmã! Não estou entendendo nada. Comece devagar, explicando melhor o que
esta acontecendo.
_ Desculpe pastor. Estou emocionada.
_ Então me explique.
_ No casamento de minha sobrinha, aquele rapaz chamado Arimatéia me tocou e disse
que eu recebesse a cura. Pastor, eu o chamei de louco, mas eu estou curada! Não é
incrível?
_ Que bom irmã, que Deus continue a lhe abençoa. Dê o testemunho na igreja.
_ Quando é que ele vem pregar novamente na igreja?
_ Não sei irmã. Ele é imprevisível!
Ari estava se preparando para voltar a viajar, estava determinado a sair
sem se despedir. Tudo já estava preparado. A rota seria o Sul, atingido
localidades não alcançadas.

Na madrugada, Ari pega sua bagagem, deixa em cima da mesa uma carta de
solicitação, para o pastor Carlos, conta na qual pediu um trabalho na cidade de
poço fundo. Cláudio acorda com o barulho, sai um tanto sonolento, ao acender a
luz, Vê a carta em cima da mesa. Dobra os joelhos e começa a interceder. Neste
instante, ele já esta breve a pegar o próximo transporte para a cidade de Lagos,
na Região Sul. Havia um pequeno problema, o dinheiro que tinha era insuficiente
para chegar até Lagos, teria que chegar a cidade próxima.

Pastor Carlos, ao receber a carta, (que lhe pedia para acolher uma igreja
de poço fundo) não pensa duas vezes, convoca uma assembléia geral, levantando
fundos, indica um pastor colega seu para o campo. Bastariam três meses para que a
igreja de poço fundo fica-se entre a quinta maior igreja do Estado.

Na cidade de brejinhos, Ari chega como de passagem, seu objetivo era descer
na cidade e locomover-se para Lagos. Na Rodoviária de imediato é reconhecido por
um irmão que o convida a ficar, insistindo para que não fosse logo embora.
Arimatéia resolve atender ao pedido, hospeda se na casa do irmão, cujo fazia um
trabalho nas circunvizinhanças da cidade, localidades até mesmo de difícil acesso;
atravessando rios, mata serra e estradas.

Em um dos trabalhos, eles tinham que passar por mata fechada, era uma
aldeia indígena, na qual o irmão mantinha contato. Tinham que ir escondidos, as
autoridades proibiam entra na reserva.o convite era pedir ajuda de arimateia

Já na aldeia, Enquanto estavam presenteando e trocando objetos, um dos


nativos avistou Ari, alarma apontando o dedo e gritando em seu dialeto. O irmão
pouco falava aquele dialeto, mas, dava para entender a pequena frase “os céus os
enviaramÓ.

Um dos tradutores da tribo, que geralmente fazia o intercâmbio entre as


negociações, não estava presente. A índia puxa Ari pelo braço e o leva em meio aos
matos. Outros da tribo acompanham ate certo local, as margens de um córrego, entre
locais de pedra, a índia puxa uma criança, tinha os braços e uma perninha manca.

Quando as outras índias viram, começou-se um reboliço, alguns da tribo


agrediram a índia e a força tomou-lhe a criança. Enquanto isso chega o irmão e o
tradutor da tribo.

Ari não entendia nada do que estava acontecendo, até o tradutor esclarecer:
“A nativa tinha sonhado com Arimatéia; o homem branco, que enviado do céu,
viria curar sua pequenina. A lei da tribo é que toda criança doente ou deformada
tinha que morrer assim como também sua mãe. Isto não era caso raro... Agora as
pessoas da tribo, estavam dizendo que os deuses estavam irados, era preciso
sacrificar criança e mãeÓ.

Arimatéia pede para traduzir o que ele dizia para o seu dialeto.
_ Realmente os céus me enviaram! Agora é preciso eu entra em contato som o Senhor
dos Céus, que esta acima de todos os deuses e restaurador de todas as coisas.

Ari entra por uma vareda de mata fechada, juntamente com o irmão Rodrigo,
iriam à aldeia para evangelizar, levando objetos para trocar e presentear os
nativos.

Arimatéia caminha uns duzentos metros de onde estavam, enquanto uns seguravam
a criança e a mãe, outros seguiram Ari, o irmão e o que traduzia. Ari pede para
ficarem e caminham mais alguns passos, pedindo para que o tradutor disse-se que
ele orava:

Levantando as mãos para cima começa a interceder.


_ Pai, obrigado pela oportunidade de testemunhar o nome de Jesus, teu filho. Então
ouve e cura a criança, para que não morra nas mãos dos homens.

De repente os que estavam prendendo a índia vêm em direção a Ari e os


demais, vinham gritando apontando em direção a criança e sua mãe. Ao constatar, a
nativa chorava com sua criança no colo, ao mesmo tempo cantando. Um dos índios que
ali estava presente, vendo o milagre, estende os olhos em direção a Arimatéia,
caminhando de costas e movimentando a cabeça em gesto de positivo, gritando algo
em seu dialeto;
Traduzido era: “Ele fala com os céus!Ó

Ao conversar com i irmão, Ari fica sabendo que já tinha mais de um ano que
ele evangelizava aquele povo, conseguindo apenas discipular dois da aldeia,
incluindo o tradutor. Era justamente isto que ele vinha a orar pedindo por um
sinal, coisa que naquela cultura era fundamental no testemunho de um homem...
Eles não poderiam ficar na aldeia por muito tempo, isto faria com que fossem
intimados, sobre desobediência Lei.

Passado dois dias consecutivos, ali no meio daquele povo, falando a


respeito de Deus. Eles são surpreendidos pelo órgão competente de proteção a
cultura indígena que os obrigaram a se retirar e os autuando em flagrante, porém
os nativos tomando os dois deram a entender que era permissão da tribal, eles
estavam ali na aléia, Os agentes entenderam a situação, se retiram como estivessem
envergonhados.

O irmão, chamado Rodrigo, conversando com Ari, propõe uma idéia:


_ Irmãos Ari; tenho eu dentro de meu coração, que viverei na aldeia até o tempo
necessário.
_ Rodrigo, mas alguns dias vamos habituar os nativos com você. Eu seguirei meu
caminho.
_ O problema não é este, é nos explicarmos isto a eles!
_ Deus novamente movera com seu poder!

Aos poucos o irmão, conquistava tanto a amizade como o respeito da tribo.


Sendo grandemente visado como no dia em que pré-viu a morte o velho pajé, e os
dias de chuva. Coisas que viram como um milagre.

Quinze dias depois, Arimatéia despedia-se da tribo, levando com sigo muitos
presentes, objetos de valores e frutas. Arimatéia atravessou a reserva acompanhado
por Rodrigo e alguns nativos novamente estavam a caminho de Lagos.

Durante o percurso, Ari para de vila em vila, anunciando o evangelho,


mantendo-se com o que ganhou na aldeia indígena. Já na estrada de Lagos, Ari
estava sem nenhum mantimento, porém em seu coração não havia dúvidas a respeito da
providência divina.
O local mais apropriado para se acampar, seria na região central da cidade,
próximo a grande feira da cidade. Na feira Ari direcionava suas palavras a alguns
desocupados, quando dava por si mutuava-se ao seu redor, muitas pessoas, vindo de
uma por uma, reconhecendo Ari e procurando saber o que ele estava a falar. Isto
todos os dias no período da manhã durante o restante do dia Ari descansava e
vagava pela cidade em busca de alimentar-se.

Passado três dias, dava para se vê na afeição de Ari, cansaço e a fome. A


única coisa que conseguia durante o resto do dia, era frutas. Fora que as pessoas
da cidade de Lagos não eram muito hospitaleiras, Na primeira viagem, não faltava o
sustento dele, eram pessoas que do nada apareciam, oferecendo comida, ofertavam e
davam abrigo. Desta vez, parecia que ele estava abandonado, quando vinha em mente
pedir comida ou algum tocado, vinha-lhe a lembrança dos tempos em que mendigava
pelas ruas.

Se lhe restava uma opção. Interceder:

Mais dois dias se passam, ele já não estava mais suportando a fome:
Não conseguia ficar no mercado pregando, não lhe restava forças.
No inicio da tarde, quando sai, depara-se com um cachorro deitado enfrente
ao seu acampamento. O cachorro se levanta vai de encontro a onde esta, balançando
o rabo saltando como se ele fosse seu dono, de repente o cão sai vai ao lado
esquerdo da barraca e vem com um embrulho na boca, deita-se e fica olhando para
ele latindo. Ari curioso vai até o cachorro. Agacha-se, com cautela puxa o
embrulho no saco. De repente constata que era pão, pedaço de bolo e doces.
Arimatéia levanta para os céus, da graças, com sorriso no rosto começa a comer,
jogar alguns pedaços para o cachorro, que só faz cheirar e daí deitando-se para o
outro lado.

No segundo dia, o cão trazia outro saco na boca, largando no chão, Ari indo
a constatar, via que era resto de comida fresca. Ari já começava a enxergar um
milagre, o cão estava lhe alimentando. Suas forças estavam sendo restauradas para
continuar a pregação na feira. No dia seguinte, Ari volta ao mercado, com vigor
começa a falar da palavra de Deus. Já ao meio dia, quando Arimatéia volta ao
acampamento, procura pelo cachorro e não consegue encontrá-lo, indo mais enfrente,
resolve dar uma volta pela cidade procurando pelo o animal, Já no fim da tarde,
Ari cansado, a fome novamente prevalecia, volta a sua barraquinha, deita-se para
descansar, talvez, a fome passasse...

Na manhã seguinte, impulsionado pelo Espírito, volta a feira-central, desta


vez um dos feirantes oferece um radiofone, desta vez, não só algumas pessoas o
escutaria, que como milagre por alguns minutos silencia-se ouvindo a mensagem.
Partindo mais uma vez daquela jornada na feira, volta ao seu acampamento, onde
chegando, um irmão encontra-se esperando.
_ Irmão!! Estava lhe esperando. Assim quando terminou de pregar eu vim para cá.
Vim lhe fazer uma proposta.
_ Pode dizer. Estou lhe ouvindo.
_ Vamos para minha casa. Fica pertinho daqui de Lagos, eu quero que o irmão faça
uma campanha de evangelismo onde moro.
_ Tudo bem! Já ta na hora mesmo de seguir adiante. Como o irmão se chama?
_ Meu nome é Pedro.

Desmontando sua barraquinha, Ari segue Pedro, indo em direção á Santa


Madalena, que é um distrito próximo a Lagos. Não sabia Arimatéia que estava
próximo a enfrentar seu primeiro e grande desafio.

A pequena cidade de Santa Madalena tinha todos seus habitantes devotos da


Santa, o irmão Pedro explica que o último culto que tentou fazer ameaçaram-no de
morte. Ari chega à conclusão que para iniciarem aquele trabalho, teriam que orar
antes e também jejuarem. A fama de Pedro, o crente, já era conhecida entre os
moradores. A ameaça era se ele volta-se a falar qualquer coisa a respeito do
Evangelho, ele pagaria.

Ao chegar à cidade, Arimatéia hospeda-se na casa de Pedro, começa a


interceder, orando e jejuando, preparando-se no Senhor. Durante três dias sem
sair ou se quer, falar com alguém. O irmão Pedro é abordado na feira da cidade por
um grupo de devotos, que sabiam da presença de Arimatéia. Eles em conjunto soltam
uma ameaça:
_ “Crente Pedro, se aquele profeta tiver a audácia de pregar aqui na cidade de
Santa Madalena, tanto você como eles vão ser castigadosÓ!

Pedro correndo para casa, conta tudo a Ari, que ouvindo dica em silêncio e
apenas balança a cabeça. Passado Três dias, em uma madrugada, alguém bate a porta
de Pedro.
Assustado, Pedro acorda Ari, que levanta, e vai para o compartimento traseiro da
casa. Pedro vai à porta, saber quem era:
_ Quem é?
_ Senhor Pedro, abre a porta, estamos aqui em paz.

Pedro abrindo a porta depara-se com um grupo de oito pessoas:

_ Deixa a gente entra, logo!!


_ O que foi que aconteceu!?
_ Cadê o profeta? Nós queremos conversar com ele.

Arimatéia, saindo de dentro do compartimento dos fundos da casa, vai de


encontro ao grupo, saudando-os e ao mesmo tempo se identificando. Eles começam a
falar o motivo de estarem ali:
_ Profeta, acompanhamos seu trajeto, mesmo que indiretamente, por meio de noticias
e até mesmo reportagens, somos um grupo de pessoas que acredita no que diz, viemos
saber mais...
(Ari responde a ânsia do grupo)
_Bem, estava esperando pelo meu milagre! Vocês são o que esperava...

É certo que vou falar e responder isto, pelo o poder de Deus, tudo que
vocês anseiam saber (...)

Durante as madrugadas, Ari ensinava o grupo, que pouco apouco aumentava,


ele ensinava e transmitia toda mensagem Evangelística, era uma reunião secreta.
Dava par se perceber que havia algo estranho acontecendo nas madrugadas, na casa
de irmão. Já estava chamando a atenção, o grupo tinha passado de oito para vinte e
uma pessoas.

Em uma das reuniões, durante a madrugada, alguém bate na porta... Ari


silencia, enquanto Pedro sai para atender. Abrindo a porta de maneira a colocar só
a cabaça, Pedro procura saber quem é... Quando de repente ele entra, junto um
homem alto, bem vestido. Uns dos que participavam de reunião, levantou-se de
repente e branda:
_ Pai!?

Os dois encontram e se abraçaram. Aquele homem com lágrimas nos olhos


abraçado com o rapaz começa a contar os fatos, todos ficavam admirados!
_ Obrigado pessoal! Obrigado profeta! Este meu filho, já tinha quase um mês que
fugiu de casa, a última notícia que tive dele, foi em locais de orgias, usando
droga, fiquei desesperado. Quando falei com seu colega Bruno, que esta aqui também
com vocês, ele disse que me ajudaria. Ele convidou meu filho para esta reunião,
ele voltou pra casa, vi aos poucos sua transformação e depois descobri que ele
estava vindo para cá, obrigado.

Ari se direciona para os dois e faz uma pequena oração. Daquele dia em
diante seriam freqüentadores assíduos.

Passando algumas madrugadas, quando estavam reunidos, oravam em silencio,


de repente um barulho vindo de fora:
“Abre a porta crente!!! Vocês vai pagar agora; eu não te faleiÓ!

ESCANDALO EM VILA PEQUENA


(CAPÍTULO 10)

Pedro abrindo a porta devagar vai de encontro a um grupo de dez pessoas,


que ali estavam para tomar satisfação.
_ Só quero dizer, uma coisa pra vocês: Este país é livre. Estou dentro da minha
casa, ninguém tem nada a ver, portanto que não seja contra lei.

(Responde Pedro tentado intimidá-los)

Eles começam a falar entre si, quando um deles parte para cima de Pedro,
segurando na gola de sua camisa. De repente, Arimatéia e os demais saem em defesa
de Pedro. Senhor Abelardo, o pai de um dos que participavam do grupo, o que deu
testemunho, sai tomando a frente da situação
_ O que é que está acontecendo?

O rapaz que segurava Pedro, O larga e vai de encontro ao senhor Abelardo.


_ Olha aqui moço, essa cidade aqui não é pra crente.
_ Come é seu nome rapaz?
_ Meu nome é André, por quê?
_ Vou entra em um processo contra você! Nosso país é livre, isto é preconceito...
Você sabe quem sou?

O rapaz um tanto tímido, vai saindo aos poucos, enquanto que os demais saem
de um por um, todos saem sem dizer nenhuma palavra. Senhor Abelardo, olha para o
grupo, surpreendendo a todos.
_ Olha aqui, vocês! Temos direitos que não podemos deixar de usufruir. Vou entrar
com um processo... Vamos passar a nos reunir livremente, sem medo, se possível
abrir uma igreja!

Na euforia da vibração, Pedro pede silêncio, lembrando que era madrugada.

Ari já podia sentir que sua missão naquela cidade estava cumprida. André
depois que saiu dali, começou a bolar um plano, contra Arimatéia. Sua promessa era
persegui-lo, custe o que custar, atrapalhando sua vida.

Ao abri um local de pregação, na mesma rua da casa do irmão Pedro, vez por
outra passava zombando, quando não atiravam pedra sobre o telhado. Ari iniciava as
pregações, sempre enfatizando o amor, pouco a pouco as pessoas se achegavam, o
grupo ia crescendo e formando uma igreja Forte. Na medida que crescia, crescia
também a divisão entre os moradores da cidade. Arimatéia já estava prestes a
seguir seu itinerário para Lagos, um dia antes que André e seus cúmplices bolavam
um plano, que incriminasse Ari.

O plano de André, era acusar Ari de charlatanismo, fazendo com que sua
integridade fosse duvidosa, e que caísse no descrédito do povo.

Arimatéia despede-se, realizando um último culto, em quanto que Pedro já


caia na graça do povo, levantaram no mesmo dia uma pequena oferta para Ari,
despedindo no dia seguinte , acompanhado até a rodoviária onde seguira rumo á
lagos. Enquanto isto, André e seus cúmplices pegaram informações, e fizeram seus
últimos planos conta Ari. O senhor Abelardo, sendo um homem importante no meio
político da cidade de Santa Madalena, ganhava a briga jurídica, contra o pequeno
ponto de pregação.

A chegada à cidade de Lagos surpreenderia Arimatéia, que já chega sendo


recepcionados por pessoas, alguns parentes dos irmãos da cidade de santa Madalena.
De qualquer maneira ele estava experimentando um carinho diferente, a sensação de
está chegando em casa.

Na sua primeira noite de pregação em um culto na igreja centro norte


evangélica, onde se reuniam para mais de três mil pessoas, com grande impacto de
vidas ali se rendendo ao senhor Jesus, inúmeros convites para pregar em muitas
outras igrejas da cidade. Arimatéia sentia uma grande alegria no coração.

No fim do culto, um dos irmãos pastor daquela igreja, o convida a se


hospedar em sua casa, Ari já tinha recebido em mãos outro convite, este o
convidara a hospedar-se no hotel municipal, em uma suíte executiva. Ari um pouco
confuso e indeciso com a situação deixa a perceber para o pastor, que vendo o seu
constrangimento, o deixa a vontade, não sabia que estava caindo em uma arapuca,
também, não lhe veio a mente saber quem lhe deu o convite para o hotel.

Estava fora de sua imaginação, não podia nem mesmo acreditar, era um hotel
luxuoso, principalmente a suíte que já estava reservada em seu nome. Passada a
noite e o dia, Ari divertindo-se somente no quarto, hora assistindo TV, outra hora
em banho de espuma e entre outras novidades para ele ali naquele local, a noite
estaria na igreja na presença de Deus, onde levaria a palavra.

Ele podia sentir algo diferente, algo o incomodava, sentia sua oração sem
fluir, fora que a noite a pregação não era a mesma, no fundo não se sentia bem.
Quando começou a pregar, parecia que estava preso, não sentia o fluir do
Espírito, Como sempre sentia quando começava a pregar. As pessoas da igreja
demonstravam como se estivesse sentindo a mesma coisa, ao término, Ari volta para
o hotel, atônito, sem entender... Era preciso orar, clamar ao Senhor, uma palavra
não saia de sua cabeça, era justamente uma pequena frase dita pelo pastor daquela
igreja: “Este não é o rumoÓ.

Como em um impulso, ele arruma suas bagagens, saí daquele local, passando
pela recepção, tenta saber quem estava pagando as despesas. Sem saberem informar,
Arimatéia sai do hotel, apenas sabendo que alguns irmãos da igreja unida tinham
pagado as despesas iniciais e dando uma porcentagem de diárias pagas para o hotel.
Ari verificando os convites das igrejas certifica que não há nenhuma igreja
unida na cidade de Lagos. Era algo que também o deixava pensativo.

Na mesma noite, Ari procura um novo local para acampar achando um pequeno
terreno, perto da igreja que ele estaria pregando dois dias depois. Neste período,
já dava pra sentir uma nova mudança, sua oração fluía como antes, era como se
estivesse saindo da prisão. Fluía dentro de seu coração, uma alegria, seu sono
nesta noite, seria sem dúvidas, maravilhoso e tranqüilo! Os dois dias que se
seguiram antes de pregar na próxima igreja. Ari voltava as suas origens, estaria
pregando para os pobres. Eram favelas, locais onde dormiam mendigos, ponto de
trafico. Todos os lugares davam para se vê claramente o mover de Deus nos
corações.

Ari senti no coração que tinha que cumpri os convites que recebera, para
prega nas igrejas, incluindo a próxima noite em uma igreja, no bairro vila
pequena, em uma igreja com o mesmo nome. Justamente onde estava acampado.

O pequeno templo já não comportava o número de pessoas, Ari já no altar,


preparava-se para pregar. As pessoas silenciosamente escutavam cada palavra de
Ari, Havia um grande silêncio, quando alguém grita do meio da multidão
_ Milagre!!! É um milagre

As pessoas admiradas começavam um tumulto, Ari parando de pregar, fica


querendo entender o que estava acontecendo... De repente, a multidão suspende uma
cadeira de rodas para o alto, passando de mão em mão até o altar, a multidão vai
abrindo um espaço, sendo um homem com as mãos para cima, gritando: “ um milagreÓ.

Quando o homem sobe no altar, Ari sem entender, da uma olhada para o pastor
da igreja de vila pequena, que emocionado, chorava. O pastor começa aplaudir,
nisto o homem agarra Ari, o agradecendo. Arimatéia parado, sentia algo diferente,
estava vendo um paralitico andar, porém não sabia porque estava assim, atônito e
sem palavras, parecia que sua boca tinha sido vedada. Alguém da multidão começa a
tirar fotos, Ari continua o sermão, porém antecipando seu término.

Encerrado o culto, as pessoas ainda tumultuavam o templo, Ari juntamente com


o pastor, ficaram ali no alto, esperando que o local desocupa-se. Aos poucos,
diáconos e cooperadores, iam direcionando as pessoas para fora. A cadeira de rodas
ainda estava no altar, porém não se podia ver, a onde estava o paralítico. O
pastor dando uma ordem a um dos diáconos, manda que ele procure, o rapaz da
cadeira. Depois de quarenta minutos com o templo vazio e as portas fechadas, ali
no templo estava apenas o pastor, o diácono e dois presbíteros. Abrindo a porta, o
diácono que tinha saido em busca do ex-paralítico, volta sem êxito de usa missão.

O pastor olhando para Arimatéia da uma sugestão:


_ Irmão Ari. Bom que esta noite você não acampasse, antes dormisse no templo ou na
minha sala.
_ Porque pastor? O senhor esta sabendo de alguma coisa?
_ Não! Senti em lhe pedir isso. Porém fique a vontade.

Ari se despede dos demais, volta ao terreno ao lado e ali arma sua pequena
barraca. Poucos minutos antes de deitar-se, uma pessoa chega o chamando.
_ Profeta, vim lhe agradecer, você é um milagreiro.

Ari vai de encontro ao homem que lhe falava, procurando identificá-lo. O


homem estendendo a mão vai colocando algo no bolso de Ari:
_ Aceite isto, é meu agradecimento. (Ari tira do bolso um bolo de cédulas de
dinheiro, e por impulso, vai logo devolvendo).
_ Que é isto!? Está ficando louco homem?

No momento em que o homem estende a mão, alguém tira uma foto (...)

Uma noite que era para ser tranqüila, transforma-se para Ari, em uma noite de
insônia, não conseguia para de pensar no que ele tinha vivenciado no dia passado.
Levantando-se bem cedo da manhã seguinte, entra em um momento de oração, seu
coração estava inquieto, sua alma abatida. Ari arruma suas coisas, se desacampa e
sai de encontro ao pastor de vila pequena.

Pastor Emílio, da igreja da vila pequena, morava a alguns quarteirões. Ari


chegando na esquina, na rua onde o pastor residia, depara-se com um pequeno
movimento em frente a sua casa, inocentemente ele se aproxima também curioso, como
preocupado, imaginando o que teria acontecido. Quando avistaram Ari, correram a
seu encontro, quase o sufocando num interrogatório sem fim, no qual Ari pasmo, sem
entender o que estava acontecendo, fica mudo. Pastor Emílio, puxando Ari, entra em
sua residência, fechando o portão, deixando os repórteres sem reposta.

Ari cai em si, perguntando ao pastor.


_ Pastor Emílio, o que está acontecendo?
_ Eu é que pergunto o que foi que houve Ari? Que história é esta de você enganar o
povo?
_ Eu não estou entendendo!
_ Já saiu o noticiário, o profeta é uma faça. Tiraram fotos suas subornando um
homem, o mesmo foi procurar as autoridade, disse que lhe desmascararia, você não
pagou o combinado, para ele se levantar da cadeira de rodas.
_ Como é que é?
_ Ele em entrevista disse que você, esta conquistando, ludibriando, para um golpe
maior... a prova é que você já está usufruindo disto, se hospedando em hotel
luxuoso, na verdade, passa o tempo na barraquinha como truque!

Ari põe as mãos na cabeça e começa a lamentar-se, pedindo misericórdia á


Deus, lastimando-se do ocorrido, com as mãos no rosto e aos prantos... Agora era
preciso saber o que fazer. O pastor Emílio, olhando para Ari, solta o que estava
sentido:
_ Arimatéia, como pode me explicar isto? Você me complicou agora a igreja está em
maus lençóis... Se você não me convencer, lamento, mas você vai ter que se
retirar.

Ari olhando par o pastor Emílio, sentiu que ele não está muito confiante,
antes, estava duvidoso a respeito de sua conduta. Baixando a cabeça, sai da casa
do pastor, que presenciando toda aquela cena, fica com uma grande amargura no
coração.

Ari ia andando, pelas ruas da cidade, lágrimas desciam do seu rosto.


Chegando um pouco mais distante da casa do pastor Emilio, senti uma pedrada em seu
ombro, derrepente pessoas lhe cercam atirando pedra, Ari tentando defender-se, põe
o braço, protegendo a cabeça e sai correndo, quando é acertado por outra pedrada
na nuca; caindo, desacordado (...)

Derrepente, ao abrir os olhos, meio atordoado, sem saber onde estava. Olha em
volta de si, não conseguindo se situar-se. Uma moça vestida de branco entra, no
quarto, Ari olha para ela tentando identificá-la.

Quando ela lhe dirige a palavra!


_Bom dia, senhor José de Arimatéia!

Ela olhando para ele, vê que ele não conseguiu situar-se, antes fica perplexo
olhando para ela.

_É Bom chamar um médico!


Não tente se levantar senhor José.

A Enfermeira sai, logo depois voltando com o médico, que começa examinar Ari,
que logo reage:

_Doutor, o que esta acontecendo?


O médico suspira profundamente dirige a palavra a Arimatéia.

_Graças a Deus, senhor José! Pensava que, estava com amnésia. Você teve um leve
traumatismo, graças a Deus, seu quadro clínico esta instável. O senhor lembra
porque ta aqui?

_Lembro-me só que fui atacado.


_Isto mesmo, graças a Deus por não ter acontecido o pior. A polícia chegou bem
na hora!

Depois que o médico explicou toda a situação e agnóstico a Ari, a enfermeira


leva a entender que tinha que avisar os responsáveis.

No período da tarde no leito onde Ari encontrar-se, o pastor Nildo, da


Igreja Centro Norte Evangélico, vem para visitá-lo.
_Irmã Arimatéia, paz do Senhor!
Como se sente?
_Bem melhor pastor! Só um pouco dolorido.
_Rapaz explique-me o que a imprensa esta Contando?

Ari explicando todos os fatos ocorridos deixa o pastor perplexo. Pastor


Nildo, alerta Ari o perigo de ele continuar na cidade, e o processo que está vindo
para Ari. Não demorou muito, entra no leito um homem bem trajado e com papéis em
mãos.

_Senhor José de Arimatéia?


(Ari confirma positivamente)
_Tenho uma intimação contra sua pessoa, sou oficial de Justiça. Quero que
assine estes papéis de intimação.

Ari tomando os papéis começa a lê. Vendo que realmente era intimação ele
assina. O homem recolhe a papelada e retira-se; o pastor, Nildo, olha fixo para
Ari, lhe dirigir a palavra:
_Irmão Ari, vou colocar um advogado de defesa por você.
Passando por volta de uma semana, no Hospital recuperando-se, Ari é
encaminhado a um tribunal de pequenas causas para declarar seu depoimento. Seu
advogado de defesa, já o esperava...
Passando algumas horas de depoimento, sem nenhuma testemunha de acusação,
Ari é libertado, porém não poderia ficar mais na cidade, bem que havia muito
protesto, inclusive no momento de seu interrogatório.
Ari é escoltado até fica livre, próximo onde é deixado na rodoviária (...)

Um padre, Meu amigo; meu Irmão


(Capítulo 11)

Ainda havia receio. Talvez medo, a única coisa a fazer era ora, pedindo a
Deus proteção. Só havia certeza de uma coisa: NÃO ERA HORA DE VOLTAR PRA CASA.
Da rodoviária, Ari saí errante, pronto a achar local para um novo
acampamento. A pouco tempo atrás , as ruas eram seguras, agora era duvidoso. Todos
os locais pareciam sem segurança, parecia que havia uma placa bem explícita:
PROIBIDO ACAMPAR!
Dando voltas por toda Cidade, só conseguia sentir paz em um só local: De
frente a Igreja Católica. Poderia ser entendido como uma afronta, talvez não...
Era o único local.
Na cidade já era notícia espalha, sobre um charlatão chamado Profeta de
Cruz, os boatos ficavam mais notórios para Ari, quando ele passava pelas ruas. As
pessoas não o reconheciam; no Hospital tinha feito uma assepsia em seu rosto, as
características de Ari já não era a mesma. Vieram a certifica-se, quando Ari
acampa, na pracinha, de frente a Igreja católica.
Alguns pastores locais, daquela pequena cidade, já se reunião para
trata do assunto sobre Ari. Em suas decisões, chegaram a um acordo; falariam com
Ari, se possível expulsariam ele da cidade. Era início da madrugada, quando um
carro, parando ao lado da Catedral, desce dois homens bem trajados, indo de
encontro ao acampamento de Arimatéia.
Estava Ari sentado, de frente a barraquinha, com as pernas cruzadas e
intercedendo mentalmente, quando sua atenção é tomada:
_O... Rapaz! Viemos aqui falar com você.
_ Ari abrimos os olhos e fixando para os dois senhores, responde
mansamente:
_Pois não! Pode falar.
_Temos ouvido tudo a seu respeito, incluindo os acontecimentos
recentes, que também acompanhamos pelos noticiários. È por isso que estamos
sinceramente a divertindo, ao moço, que não venham escandaliza o Evangelho aqui
nesta cidade... Na verdade esta cidade não precisa de um Profeta e sim de Jesus!

Ari balança a cabeça, ficando mudo, não dando resposta alguma para
os senhores. Eles vendo que não iriam ter êxito, se retiram, queixando-se um o
outro. Ari retorna para dentro da barraquinha, descansando e preparando-se para o
amanhecer.
Por volta das oito da manhã, Ari levanta-se, fazendo suas ações de
graça e sai a caminha pela praça. Derrepente lhe sobrevém uma convicção, de que
precisa falar do Amor De Deus e de maneira alguma calar-se.

Este seria o dia ideal, para prega o Evangelho, notou-se que a


praça já em si, possuía grande movimento, principalmente agora, que muitos vinham
na curiosidade de lhe conhecer. Por volta do entardecer, de frente a cruz, na
entrada principal daquela catedral católica, Ari levanta as mãos para o auto,
ficando a pouca distância, voltando às costas para a cruz, começa a interceder
pela cidade. Por pouco, aproxima-se um Cidadão, que se direcionando para Ari,
começa a interrogar, a respeito de assuntos da Bíblia, quando Ari vai respondendo,
alguns outros curiosos e desocupados voltam sua atenção para Ari, que tomado pelo
Espírito, ousadamente começa um discurso sobre cristo. Das cinco pessoas que
estavam a ouvir, foi-se chegando outro numero considerável de aproximadamente dez
ouvintes, atentos.
Na entrada da catedral, para um homem, com uma pasta na mão e
vestido de batina. Ali escutando Ari, põe a pasta ao chão, começa a balançar a
cabeça, como se estivesse concordando com aquele sermão. O homem retira os óculos
do rosto, enxuga algumas lágrimas e tomando de volta sua pasta, entra de volta
para o templo.
Não demorou muito para que os pastores do conselho ficassem a
par, do discurso de Arimatéia. Combinado entre si decidirão que iriam dar uma
resposta mais rígida, a Ari, no qual consideravam um falso irmão.
No dia seguinte, por volta de meio dia, Ari sentiu o estômago
vazio, decidi-se seguir por entre as ruas da cidade, talvez conseguisse alimentar-
se, porém o receio de ser agredido era bem maior. Quando já decidido a sair, Ari é
surpreendido por uma senhora; cheia de terços, foto de santo na camisa, uma Bíblia
na mão e na outra uma sacolinha. Direciona-se a Arimatéia
_ Profeta! Venho trazendo uma caridade pro senhor.
Ela estende a sacola, entrega na mão de Ari:
_ Foi padre Azevedo que mandou.

Nem amenos esperando, agradecimentos, ela retorna para a catedral.

Ari sem entender fica com a sacola em mãos. Quando olha vê que é uma
marmita. Na tarde de mesmo dia, Arimatéia, inicia seu novo discurso, só que desta
vez percebendo que vinha pessoas de dentro da catedral, via que o homem na porta
do templo, apontava pessoas que iam ao seu encontro para escutar as palavras de
Ari. Dava para se deduzir que era padre Azevedo, o mesmo ficava a observa e ouvir
de longe Arimatéia pregando. Durante dias seguidos, aumentava o número de pessoas
para ouvir a palavra.

Na tarde de domingo, encosta um carro com um som, Ficando do lado oposto


da catedral; logo em seguida, um homem começa a prega, convidando também as
pessoas a fazerem parte daquele momento, Ari atento aos acontecimentos, vai de
encontro ao pregador, e alguns irmãos que ali se encontravam escutando,
participando também daquele ato evangélico. Pouco a pouco, Arimatéia vai se
aproximando cada vez mais. Ali se entrosando com os irmãos, fica ele participando,
quando reconhece o homem, justamente o mesmo que veio outro dia ao acampamento,
lhe afrontar.

Quando os irmãos que estavam ali, começaram a identificá-lo, deu para


perceber que não era hostil, o que estava no microfone, começou a falar
explicitamente:

_ Bem irmãos, pregamos as verdades das escritas sagradas, pena que muitos falsos
profetas se levantam. O pior é que eles se autodenominam profetas, sendo ou
querendo ser santo, venerados pelos os homens.

Ari estava entendendo que as palavras iam ao seu encontro, na medida em que
o pregador ia falava, Ari mostrava-se tranqüilo, o pregado aumentava sua critica:

_ Por isso que as pessoas são enganadas, por charlatões que dizem que curam,
enquanto que não analisam sua vida;não sabendo de onde estes tais, vem, nem pra
onde vão(...)

As pessoas ao seu redor começam a olhá-lo de cima para baixo. Ari


envergonhado, vai se retirando, sendo que ao chegar a uma distância de cem metros,
ele, escuta um aplauso, as pessoas vibram , dava para escutar uma frase, um pouco
distante
_ “... É por isso que escutam a verdade e não podem agüentá-las, porém,
conhecereis a verdade e ela o libertaráÓ

Ari voltando para a pequena barraquinha isola-se, começando a orar e


chorando, lastimando-se das calunias e da humilhação que vinha passando. De
repente ele lembra os sonho, onde na igreja e fora ele estava sendo apedrejado,
fazia sentido, dava para entender o que ele estava passando na atualidade.

Era aproximadamente 23h30min, Ari estava se preparando para deita, quando


alguém o chama:
_ Profeta!! Está acordado?

Ari de imediato atende aquela voz.


_ Estou acordado, espera um pouco.

Saindo devagar da barraquinha, vai atender curioso, querendo saber quem


estava o chamando.

_ Santo Homem de Deus, preciso falar com você.


_ Pode falar que estou ouvindo.
_ Eu tenho ficado feliz, muito feliz, com os sermões que você prega. Ninguém fala
de Jesus com tanta paixão como você fala. Estou mais convicto da minha fé, que
pretendo estudar mais a respeito de Jesus Cristo!
_ Que bom!... Com quem eu estou falando mesmo?
_ Azevedo... Padre Azevedo.

Ari faz um breve silêncio.


_ Padre Azevedo, fico muito feliz com sua alegria e entusiasmo! Que Deus continue
a lhe abençoar.

Padre Azevedo, benzendo-se, despe-se de Ari e retira-se, Parece que o ânimo


de Ari é restaurado, senti um desejo de continuar pregando. No dia seguinte, ele
faria outro sermão, frente à cruz da catedral.

No período de almoço, a mesma senhora de sempre, vem deixar almoço para


Arimatéia. Só que desta vez, ela o surpreende:
_ Profeta. Posso fazer uma pergunta?
_ É verdade que o senhor é santo mesmo
_ Sou tão santo, como todo aquele que fazem a vontade de Deus!

Aquela senhora olha para ele, da um pequeno sorrido, depois se retira.


Ao aproximar-se o fim da tarde, quando Ari está próximo a cruz, de frente a
catedral, o som do carro retorna com o irmão pregando e como no outro dia, fazendo
crítica mais explicita a pessoa de Ari:
_ Cuidado com esses andarilhos que não se ocupam em outra coisa, que não seja
tentar tirar proveito do povo.

Ari volta à barraquinha, totalmente decepcionado e angustiado. No terceiro


dia consecutivo, o homem estava com uma pequena radia Dora, em frente a cruz, onde
Ari costumava pregar, de longe dava par se observar que as pessoas que passavam
não prestavam atenção.

Arimatéia já estava decidido a recolher todos seus pertences, desacampar e


partir, no outro dia, pela manhã, enquanto recolhia seus pertences, lembrava-se
que devia agradecer ao padre Azevedo. Teria que entra na catedral, procurar falar
com o padre. A única coisa que pensava era que talvez, ele proporcionasse um novo
escândalo.

Olhando de um lado para outro, Ari caminha entrando pela porta principal,
passando entre os bancos e chegando junto ao altar, quando uma freira toca em seu
ombro, chamando sua atenção:
_ Senhor, acompanhe-me, por favor.

Ele de imediato vai acompanhando a freira e chegando a uma sala onde se


encontrava o padre, que lhe vem ao seu encontro, indo pegá-lo na porta:

_ Profeta, que bom lhe ver!


_ O prazer é meu padre. Por isso é que vim pessoalmente agradecê-lo.
_ Foi bom você ter vindo. Ontem lhe observaram recolhendo parte de suas coisas.
Por isso nos reunimos, para mais uma vez ouvir seu sermão, que fala de Jesus.

O padre o levando até uma sala da paróquia, o apresenta para um grupo de


aproximadamente vinte pessoas, freiras, seminaristas, coroinhas e beatas, que já
esperavam Ari. Ali mesmo na sala, cercada de imagens, Arimatéia fala de Jesus
ressuscitado e seu amor, quando percebe que todos ali presente choravam, incluindo
o padre que chorava incontrolavelmente.

Ari retira-se da localidade, procurando outro local para acampar, quando


andando pelas ruas, um carro para ao seu lado e uma pessoa o ameaça “saia da
cidade, procure enganar outrosÓ. Dava para vê e perceber a hostilidade dos
próprios irmãos

Acampado já quase fora da cidade, ali Ari fica orar e jejuar, Pedia forças
para suportar tanta injúria. Passando três dias, durante o período que ele
descansava. Pedro aparece do nada.
_ Irmão Arimatéia, venho trazendo uma boa notícia!
_ O que foi irmão Pedro?

Com Pedro, encontrava-se outro rapaz, não muito conhecido, porém Ari tinha
uma vaga lembrança sobre ele.
_ E o rapaz diz:
_ Irmão Ari, meu nome é Moésio, sou ex-amigo e compassa de André. Vim lhe contar o
que foi que aconteceu!

Arimatéia curioso fica atento e inclina-se para frente ouvindo cada detalhe
do plano astuciosos de André, que pagou o homem para encenar um paralítico,
contratou o fotógrafo e pagou a diária no hotel luxuoso em Lagos. Também não
deixou de contar como ele se converteu e aceitou Jesus, deixando André furioso e o
agredindo. Sentia uma amargura imensa por causa do falso testemunho contra Ari.

Depois eles uniram-se, levantaram um grande clamor com ações de graça, até
Arimatéia tomar a palavra
_ Fico muito feliz por você Moésio! Porém segurei meu caminho. Só peço uma coisa,
anuncie na imprensa em Lagos, minha inocência.
_ Deixa conosco irmão! Foi trabalhoso te encontrar, você já estava saindo da
cidade. Mais Deus é bom! (Responde Pedro)

Moésio lança uma idéia:


_ Irmão Ari, você pode entra com um processo, contra André.

Ari olhando para baixo, como se estivesse desatento, lança um olhar fixo em
Moésio.
_ Esta escrito: “Amim pertence a vingança diz o SenhorÓ.

Tanto Pedro como Móesio, concordando entre si e despedem-se de Ari,


voltando para a cidade. Ari no mesmo instante, desacampando pega sua bagagens e
segue ao interior próximo.

Parecia que não era a mesma coisa, não havia sobre ele vigor, nem muito
menos ânimo, restavam-lhe saudades de casa, vontade de isolar-se do mundo
exterior. Queria em outras palavras descansar.

Na cidade seguinte, Ari procura um local apropriado para acampar, sente


como por impulso, a ficar na porta de um templo da igreja evangélica da cidade.
Passando o dia naquele local. O pastor da igreja chega.
_ Irmãos! Graças a Deus você esta aqui. Faz tempo que me esperava?
_ Desde manhã cedo.
_ Vou procurar algo para o irmão comer.

Depois de abrir as portas do templo, o pastor daquela igreja o convida a


orarem junto e logo depois, pedi para Ari trazer a palavra aquela noite. Era algo
divino, parecia uma injeção de ânimo, havia vigor em Arimatéia; Era uma noite de
pregação abençoada. As pessoas rodeavam Ari sempre curiosos para aprenderem mais
de Deus. O pastor convida Ari a ficar aquela noite no templo, coisa que ele não
negaria.

Antes de ir embora, pastor chama a Ari; entregando em suas mãos uma pequena
carta, que dizia:

“Cuidado Sr. Pastor, não acolha em sua igreja, nenhum charlatão chamado
profeta da cruz, seu rebanho pode estar correndo risco, atenciosamente: Todas a
igrejas de LagosÓ

Depois de lê, Ari entrega nas mãos do pastor, que na mesma hora rasga e diz
para ele
_ Não te cales, fala, prega. Porque eu sou tua justiça.
Ari Cai em prantos...
Passando alguns dias, naquela mesma igreja, Ari decide e confirma ao
pastor, seu direcionamento e posição, estou convicto de retornar para casa. O
Pastor pedindo uma pequena contribuição repassa como oferta e põe Ari em um
ônibus, rumo a cidade grande (...)

FIM DA VIAGEM MISSIONÁRIA: UM NOVO RUMO


(CAPÍTULO 12)

Chegando a casa, a recepção não é a mesma, ninguém o esperava. Porém foi


uma grande surpresa para Claudio, que abraçando o irmão, chora como se fosse um
retorno de um filho. Já era também notícia em toda cidade grande. O profeta é uma
fraude!

Ari começa explicando todos os acontecimentos durante sua viagem


missionária, incluindo a armação que fizeram contra sua pessoa. Cláudio vibrando,
da um brado glorificando a Deus e tocando no ombro de seu irmão o exorta:

_ Maninho, eu sabia sempre soube, sempre vou confiar em você! Mais também não
minto, fiquei com medo do velho Arimatéia.

Ari olhando no fundo dos olhos de seu irmão, sem palavras balança a cabeça
positivamente, da um profundo suspiro e agradece a seu irmão, tão grande
consideração.
Quando toda a família fica sabendo do retorno de Ari, não demoram muito para se
reunirem novamente. Dona Rita, emocionada, chora abraçando o filho. Faltava apenas
uma pessoa... Vovó, não estava presente, até que Ari surpreende com inesperável
pergunta;
_ Cadê vovó?
Todos silenciam, com olhos voltados para ele. Claudio quebrando o silêncio
responde:
_ Já tem aproximadamente seis meses que vovó se foi Ari.
Baixando a cabeça, Arimatéia solta pequenas lágrimas e limpa com as mãos,
dar um suspiro. Dona Rita o consola(...)

Um pouco mais tarde, Ari recebe duas visitas inesperadas, Cláudio os


recepciona, e acorda Ari.
_ Ari, Ari. Acorda, tem visitas para você.
_ Quem são?
_ um é o irmão João de Almeida e sua esposa, e a outra é a irmã Ana, a enfermeira
que cuidou de você tempos atrás.
_ Diga que já estou indo.
Ao recepcioná-los, João logo se apresenta:
_ Irmão Ari. Sei que o senhor não me conhece, mas vim lhe agradecer...
_ O que foi que lhe fiz irmão?
_ Sr. Ari, no dia que o senhor pregou na igreja, estava eu e minha esposa,
passávamos por uma grande crise conjugal, mas naquele dia, Deus usou o irmão
poderosamente; hoje sou servo de Deus.
_ puxa irmão! Glória a Deus!!!

Olhando para o lado, Ari fica como se estivesse atordoado, sente algo bem
diferente de outros sentimentos, fazia um bom tempo que não sentia tal sentimento.
Ao olhar, estava ali pra dar boas vindas à mulher mais linda, radiante que já
tinha visto. Os cabelos ruivos, a pele branca, um sorriso radiante, estava
totalmente tomado pela paixão à segunda vista. (Ana era a enfermeira que orou por
Ari, logo depois do acidente, que matou Melissa.)
Depois de um bom bate-papo, com os irmãos, Ari despede-se ó perguntando
quando Ana voltaria...
Pastor Carlos, sabendo que o irmão Arimatéia estava de volta, não pensou
duas vezes, pediu para que fosse ter com ele. Algo o corroia por dentro, tinha uma
consciência muito tranqüila; a única pessoa com quem poderia desabafar era
Arimatéia, que sentindo a urgência do recado, não demorou para ir ao seu encontro.

Era dia de culto, a igreja já estava preparada para as boas vindas de um


dos membros mais queridos, o irmão Arimatéia. Meia-hora antes, do início, no
gabinete pastoral, encontrava-se o pastor e Ari, tendo uma voa conversa. Pastor
Carlos, com as mãos na cabeça, aspecto abatido, chorava, contando os fatos que
estavam assolando:
_Ari, da primeira vez que você pregou n igreja, Deus usou seus lábios
poderosamente. O Senhor te revelou meu pecado...
- Como pastor?
_ Você naquele dia, asperamente disse: Pelo poder de Deus: “Não toques no que é do
Senhor! Deus vê em luz o que se faz em trevasÓ.
_ Mas o que Deus quis dizer com isso? Praticamente me lembro de ter lhe dirigido
a alguma palavra particular
_ Naquele dias eu... Eu fiz algo terrível... Mexi no dinheiro da igreja
ilicitamente.
_ Mas o Senhor não se arrependeu? Pegou emprestado, para depois repor?
_ Peguei como empréstimo. Estou arrependido. Na verdade não tinha como pegar
emprestado. Com que pagaria?
_ Isto é coisa passada pastor, enterre, não volte mais a fazer isto. Tentaremos
repor os gastos.
_ Ai que ta o problema, voltei a fazer o mesmo, alguns dias atrás.

Faz-se um breve silêncio (...)


Arimatéia toma a palavra:
_ Vamos sair dessa, creia pastor!
_ Não estou com condições de assumir o púlpito... Ajude-me;...

Pastor Carlos, pede para que presbítero Maurício assume se, que Ari leva-se
a mensagem. Na mesma noite de culto, Ari pregando ousadamente, vidas se rendiam ao
Senhor Jesus. Logo ao término do culto, muitos irmãos vinham ao seu encontro e o
cercavam, todos o cumprimentavam.
Na ida para casa, Ari dialogando com Cláudio, põe uma questão átona.
_ Cláudio, me senti hoje como se eu arrebanhasse aquela igreja.
_ Tai! Nunca pensou em ser pastor?
_ Não, porém estou convicto que não irei mais viajar.
_ Estou pensando seriamente.

No outro dia pela manhã, estava novamente junto a Cláudio, ajudando em seu
comércio. Quando recebe uma ligação inesperada
_ Ari! Irmão Pedro que falar com você.

Indo ao telefone, não consegue conter-se, tanto vibrava como chorava ao


telefone. Cláudio aproximando-se vem logo perguntando?
_ Que foi Ari, pelo amor de Deus?

Não dava para responder, soluçando. Irmão Pedro dava a notícia que a imprensa
já estava atrás dele e que Andre estava foragido, Moésio sai de igreja em igreja,
dando seu testemunho. Estava provada a inocência do profeta da cruz; logo
receberia um comunicado onde se se quiser poderia entrar com um processo de danos
morais e contra a pessoa de André. A pequena igreja de cidade de Santa Madalena
crescia e vidas se convertiam dia a dia, incluindo pessoas de bem da sociedade.
No comércio de Cláudio, Arimatéia era procurado de instante a instante,
tanto pessoas lhe viam pedir conselho, como pessoas, mais íntimas vinham a seu
encontro. Em uma manhã estava atendendo alguns clientes, quando chega pessoas da
imprensa, vinha lhe fazer uma entrevista e lhe propor para fazer uma reportagem
completa sobre sua vida. Em quanto estava combinando a reportagem e respondendo a
entrevista, presbítero Maurício chega, também estava precisando falar com
Arimatéia.

Despedindo-se da equipe de reportagem, Ari curiosamente vai ao encontro de


Maurício, que estava falando com seu irmão Cláudio. Maurício interrompendo a
conversa com Cláudio dirigiu-se a Ari.
_ Irmão Arimatéia. É com você mesmo que vim falar!
_ Pode falar, presbítero! O que foi que ouve?
_ Tem que ser em particular.

Saindo do comercio, dirigem-se a um local mais discreto, em uma mesinha de


lanchonete próxima.
_ Irmão Arimatéia, o que eu vou falar é muito sério! É a respeito do pastor
Carlos... Você está sabendo alguma coisa?
_ Tive uma conversa com ele. Pode escutar seus problemas.
_Mas ele lhe falou do desfalque que ele fez no caixa da igreja? Como ele desviou
dinheiro da reforma dos banheiros.
_ É irmão... Falou-me sim!
_ O que você tem a dizer?
_ Acho que ele tem que corrigir,
_ Não irmão! O erro foi dele, não nosso! Ele fez uma vez, fez outra vez, e estou
certo que fará novamente. Sabe com que ele gastou?
_ Não irmão! Não sei.
_ Gastou satisfazendo sua mulher e seus filhos, com viagens e luxo para sua casa!
_ E onde você pensa em chegar com essas afirmações?
_ Não só eu como os demais presbíteros, queremos uma assembléia... Queremos um
novo pastor.
_ Irmão, o que posso dizer Não sou presbítero. O que posso fazer?
_ Estou lhe convocando para a assembléia na última sexta. Foi decisão do conselho,
a sua presença.

Parecia que sua tranqüilidade tinha acabado Ari sentia quase a mesma
aflição que tinha tido com aquela perseguição passada. Era uma questão, porém ao
mesmo tempo lhe vinha em mente assumir a igreja, passar a pastorá-la, de repente
uma briga interna, parecia ser injusto... Porém não era justo deixar o pastor
Carlos a frente do rebanho, Tudo era uma questão para Ari, que aos poucos se
conformava com a imagem de um bom pastor conduzindo o rebanho de Cristo.

Era uma da visitas costumeiras das pessoas, ele recebe duas pessoas
inesperadas. Uma é a Imã Socorro, mãe de Melissa, a outra era Ana, ambas vinham
ora e conversar com ele, indo ao encontro das irmãs, fala primeiro com irmã
Socorro, que estava ao lado oposto a Ana, dando um sinal para que Ana o aguardasse
um pouco, Arimatéia segura firme as duas mãos da irmã socorro, da um abraço e sem
soltar um minuto se quer suas mãos, vai logo desabafando o que estava acontecendo.

_Graças a Deus! Eu estava precisado de oração da Senhora.


_ Tenho orado por você, meu filho! O que está acontecendo?
_ Deus sempre usa a boca da senhora para falar comigo! Estou precisando muito.

Naquele mesmo instante, irmã Socorro faz uma pequena intercessão, onde ora
tanto pela vida como pelo ministério de Ari. Logo após orar, ela olha em seus
olhos e lhe direcionam outras palavras:
_ Faz tudo que vier ao teu coração, meu servo, eu sou contigo.
Ari com os olhos cheios de lágrimas abraça novamente a irmão, que
depois se despede, seguindo seu caminho. Dava para entender que, a igreja central
era sua responsabilidade, já fazia um bom tempo que não sentia vontade de viajar e
continuar sua jornada missionária.

Do outro lado, Ana esperava Ari, conversando com Cláudio. Arimatéia todo
sorridente, vai ao encontro de Ana, sem ezitar, lhe da um abraço, no qual, a mesma
corresponde.
_ Ana, mais tarde quando terminar o expediente nos poderíamos nos ver?
_ Depende do horário!
_ Fim da tarde! (Ari, responde olhando para Cláudio, que responde fazendo sinal
com o polegar.)
_ Tudo bem, passo aqui, quando sair da clinica.

Ao fim do expediente, Ari atravessando a rua, vai ao encontro de Ana, que


todo sorridente fica esperando pronta a olhar nos olhos de Ari. Arimatéia
aproximando-se, com a mão geladas o corresponde. Ari com coroação acelerando, sem
dizer alguma palavra fica fixo olhando para Ana, Até lhe puxar para o lado indo
caminhando como sem rumo
_ Para onde estamos indio Ari?
_ Para um lugar especial.

Saindo, Ari leva Ana e um restaurante na parte alta da cidade, local onde
perambulava atrás de comida. Este era o encontro inicial do romance entre Ari e
Ana, no qual se aproximavam.

No culto seguinte, logo chegando a igreja, recebe o recado do pastor Carlos


para que ele se direcione ao altar, no mesmo tempo o irmão João de Almeida,vem ao
seu encontro.
_ Irmão Ari, estou precisando falar com o senhor.
_ É agora irmão?
_ Pode ser logo após o culto.

Chegando ao altar, o pastor Carlos cumprimenta Ari, com um forte


abraço. E da à notícia para que Ari trouxesse a palavra naquele dia. Ari sentindo-
se alegre toma a palavra trazendo um sermão com eloqüência na qual nunca tinha
tido antes, sentia-se forte, um verdadeiro gigante, algo dentro dele lhe
entusiasmava e enchia seu ego. Sentia como uma confirmação do seu propósito, ou
novo propósito ministerial...

Terminado o culto, as pessoas se dirigiam a Ari, umas pediam oração, outros


queriam marcar conselho particular. Ari levantando a cabeça pede licença e sai até
João de Almeida.
_ O que tem a dizer irmão João?
_ Quero chama o senhor para evangelizar conosco.
_ Quando?
_ No fim de semana agora. Pode ser?
_É claro. Estaria aqui.

Logo as pessoas faziam motim ao lado de Ari, que tentava escutar a todos.
No fim de semana Ari na verdade estava de encontro marcado com Ana... João de
Almeida como sempre, aguardava alguns irmãos que se propuseram a estar no
evangelismo. Como de sempre, seguia seu itinerário sozinho.

Era o dia da reunião de assembléia geral, um dia anterior o pastor Carlos


estava em seu gabinete, junto a um conselho, incluindo Ari que também apoiava a
idéia de ampliação do templo só havia alguns convocados.
Presbítero Maurício, iniciando a reunião, lança o assunto em pauta.
_ Irmãos, estamos hoje aqui para decidir a vida de nossa igreja. Sabemos que
vivemos tempos de crise espiritual, assim, como um grande crescimento numérico,
proporcionado pelas pregações do nosso irmão Arimatéia.

Ari balançando a cabeça lembrava-se das últimas pregações, do


aquebrantamento e conversão das pessoas. Na verdade sentia-se exaltado pelo
próprio Deus. Era algo que lhe trazia uma sensação de grandeza espiritual, dava-se
para ver as pessoas sempre indo ao seu encontro, atrás de conselhos. (Mauricio
continuava).
_ Mas também sabemos que a liderança esta em grande pecado diante de Deus! É
justamente isto que vamos tratar, o destino pastoral de nossa igreja.

DECLINIO ESPIRITUAL
(CAPITULO 13)

A noite anterior a assembléia, João de Almeida corda no meio da noite,


virava na cama de um lado para outro. De repente ele senta na cama, levanta-se bem
devagar para não acordar a esposa e vai a outro quarto de sua casa, onde sempre
costuma ficarem horas a fio intercedendo. Ao dobrar os joelhos no chão, o Senhor
lhe fala ao coração “João, interceda pelo meu povo, clame pela igreja, ore pelo
pastor CarlosÓ. João obedecendo, passa a fazer um clamor, bem que desta vez,
parecia que saia do fundo, ou mais profundo, assim possa dizer do seu ser.
Às lágrimas lhe desciam no rosto, já não conseguia pronunciar palavras
apenas sussurrava aos prantos.

Vinha-lhe a lembrança que o Espírito intercede com gemidos inexprimíveis.


Ao mesmo dia a noite, a igreja central passaria a vivência fatos que mudariam sua
história.

Durante a assembléia geral, convocada pelos presbíteros, sendo seu


percussor, presbítero Mauricio, havia uma pequena divisão. Boa parte concordava
com o pastor. Entrega-se o cargo. Outra parte pedia tanto uma defesa, do próprio
pastor como uma nova assembléia, depois de mais orações. Com a divisão chega-se a
uma acorde. Que teria outra assembléia que o pastor Carlos estivesse presente e
que durante o período do recesso da reunião, alguém teria que assumir o púlpito.

A única base que teriam que usar, era por meio de votação de nomes cotados
para uma possível substituição pastoral. Os nomes mais votados foram, Maurício e
Arimatéia. Tendo outra pequena votação, chega-se a um acordo, um vencedor...

Irmão Arimatéia, o próximo pastor temporário.

No mesmo dia da reunião, antes de anoitecer, um irmão não identificado,


abre a conversa, contando ao pastor todo o complô e planejamento sem consentimento
da sua pessoa. Porém o pastor Carlos, sabia a constituição da igreja, na qual
permitia tais tipos de atitudes.
Ao mesmo tempo, passava-se ao coração, seu passado. Porém havia também não
muita certeza de seu ato pecaminoso. Boa parte do dinheiro, ele já estava pronto a
ressarcir, pois já o tinha em mãos.

Pastor Carlos indo a sua escrivaninha de sua casa, pega um pedaço de papel,
uma caneta e começa a detalhar em folha, seus pedidos de perdão, contando também
seu afastamento definitivo. Selando um pequeno envelope, envia para um irmão, mais
próximo, orientando que ele só entregasse no domingo a noite, antes do inicio, nas
mãos do presbítero Mauricio.

Ari, encontra-se ansioso, cheio de ânimo e disposição. Parecia ser um novo


objeto de sua vida; pastorar uma igreja! No sábado anterior ao seu compromisso seu
encontro estava marcado para o fim da tarde. Ana já esperava Ari, que o avistando
de longe, seu sorriso estava melhor que nunca! Enquanto isto, João de Almeida
vinha em seu caminha, como sempre: Sozinho. Lutando pelo evangelho e sem muito
apoio.

João, já seguindo seu itinerário rumo a sua casa, da bem de cara com Ari e
Ana, que vinham como casal apaixonados, sorrindo como sem causa.
_ Oi irmão Ari! Que bom te encontrar!
_ Está vindo de onde Sr. João?
_ Hoje não é dia de evangelizar? Estava eu pregando a palavra de Deus.
_ Que bom! Vai amanhã ao culto
_ Claro que sim!... Há quero dizer, que na noite passada, orei muito por você.

João indo para o lado, Ari juntamente com Ana, volta ao mesmo lugar do
reencontro. Restaurante alto. De cima na parte mais alta da cidade grande, Ari
segurando a mão de Ana a puxa e ousadamente lhe da um beijo na boca. Ana
corresponde abraçando-o e se envolve em seus braços (...)

Na noite de domingo, Ari já estava no altar, meditava a passagem bíblica


que transmitiria para igreja, de repente Mauricio, chega, toca Arimatéia no ombro.
Ari olha para cima e presbítero Mauricio com uma folha em punho lançava vibrando.
_ Esta aqui! Esta aqui! Esta é a justiça de Deus.

Arimatéia, tomando a carta, vê a despedida do pastor Carlos, bem que sua


renuncia ao pastorado daquela igreja. Agora restava saber se a igreja em peso
teria o não direito de saber a decisão do seu pastor.

Ao termino do culto, Mauricio sobe no altar, dando a notícia para toda


igreja. Algumas pessoas choravam, enquanto outras ficavam, como não acreditando,
uma reunião contando com diácono e presbíteros, também é anunciada para depois do
culto.

De um lado Arimatéia, sentia-se um tanto animado, parecia que era uma nova
fase em sua vida, por outro lado, a primeira preocupação de João de Almeida era
sobre o pastor Carlos, como ficaria como está enfrentando tudo? Saindo do culto,
tanto ele como sua família se direciona a casa do pastor no qual não se encontrava
mais no mesmo endereço. A vizinhança afirmava que no mesmo dia pela manhã, ouve
uma mudança.

Na sexta seguinte, reunindo-se o presbítero, juntamente com agora pastor


Arimatéia, iriam discutir na nova fase da igreja. Presbítero Mauricio, dando o
ponta pé inicial com uma oração, inicia-se a reunião:
_ Antes de ouvirmos nosso pastor, devemos saber sua decisão, a respeito do nosso
tema, se continuará o mesmo?
_ (responde Ari)
_ Nosso tema será fé:

“Porque sem fé, é impossível agradar a DeusÓ.

Todos em unanimidade começam a glorificar e exaltar ao Senhor, vibrando com


a frase. Silenciando-se, Ari da à palavra inicial, e passa a expor seus planos:
_ Bem como a igreja esta crescendo, devemos de imediato a obra.
( um dos presbítero o interrogou)
_ Queremos também saber da vida da igreja em geral?
_ Vamos em parte, colocaremos os principais em prioridade! Vamos nos concentra no
ponto mais carente.
_ Nossa festa anual. Existirá?
_Com certeza, não mudarei nada! Só quero alertar aos irmãos que estarei me casando
em breve!

Todos olhavam uns para os outros e sorriam ao mesmo tempo se alegraram com
a noticia de seu novo pastor. De imediato marcaram uma nova reunião, para
construção e ampliação do templo...

Fazia quase um ano que João de Almeida. Orava incessantemente, queria um


parceiro no evangelismo. No sábado anterior, dia de evangelismo, como e sempre,
João pregava em subúrbios e locais marginalizados. Perto de uma favela chamada
matagal, João conhece um jovem rapaz, que pedindo para ficar evangelizando ao seu
lado, começou a explicar sua vida atual:
_ Irmão, está no campo só?
( responde João de Almeida)
_ Estou irmão... Por enquanto.
_ Me deixa evangelizar com o senhor?
_ Tudo bem! Apesar de tudo, como é sue nome?
_ Elias, irmão Elias!

Enquanto caminhavam, Elias contava seu testemunho, como vivia com gangues,
roubava e era altamente perigoso. Estava também sem congregar. Tinha mudado a
pouco tempo. Logo depois de evangelizar não demorou muito para que João convidasse
Elias a congregar na igreja central.

No domingo seguinte, era dia de posse de Ari: a igreja com numerosos


membros estava lotada, até a rua: estavam presentes João e Elias, no qual
avistando Ari, pasmos como quem não estivesse acreditando. João olhando para sua
afeição, lhe dirige a palavra:
_ O que foi Elias!? Algum problema?
_ Aquele homem... É o profeta da cruz!
_ É, ele era membro!
_ E não é mais não?
_ Não! Agora ele é pastor.

Encerrado o culto, João procura apresentar Elias ao pastor Arimatéia:


_ Pastor Ari, este rapaz aqui eu tenho que lhe apresentar pessoalmente.
_ Diga irmão João.
_ Quero que o Senhor conheça o missionário Elias.
_ Tudo bem Elias? Vai ficar conosco?
_ Tudo bem pastor! Vou me congregar sim!
_ O irmão é missionário?
_ Sou sim pastor! Faltam três meses para completar meu curso.
_ Amém! Deus o abençoe!

Havia em Elias uma empolgação muito grande, para ele o pastor Arimatéia era
um herói na fé, um exemplo missionário. No altar. Alguém ao microfone começa a
recitar versos e algumas poesias românticas. Ana já estava vindo as encontro do
pastor, que olha fixo para ele e sorrir, colocando seu braço esquerdo em seu
ombro, voltando-se para o altar. De repente sem esperar, uma mensagem inesperada:
_ Nestes versos de Amor, há laços muitos fortes de um casal, que já faz parte
desta família santa. É por isso que anuncio em público os laços matrimoniais de
nosso querido pastor José de Arimatéia e sua noiva, irmã Ana.
Ana, retirando suas mãos do ombro de Ari, olha fixo em seus olhos e o
interroga admirada:
_ Arimatéia! Como vamos nos casar se nem amenos noivamos?

Ari puxa de seu bolso, uma caixinha contendo um par de alianças, estendendo
o braço, entrega nas mãos de Ana, neste momento, ela não sabe se chora ou se
sorrir, era uma mistura de emoções.

Os irmãos ali presentes se aproximaram, os rodearam, sugerindo uma oração


pelo casal.

Já a caminho de casa, João e Elias comentaram a respeito da obra


missionária na igreja. Elias entusiasmado propõe a João levantarem um grupo
evangelístico
João ficando em silêncio, pensaroso, levanta uma questão não muito agradável:
_ Elias, Esta idéia eu já comprei desde os tempos em que cheguei naquela igreja!
_ Não dou certo?
_ Praticamente não! Porém devemos continuar tentando.
_ E o responsável pela obra?
_ É o diácono marcos, pena que o tempo dele é muito limitado! Devemos apoiá-lo.

O passo seguinte seria o pastor Arimatéia, comprara idéia, com certeza ele
não só compraria como adotaria de todo coração.
Era justamente isso que vinha em mente de João de Almeida.

Chegando em casa, João conferindo os recados na secretária eletrônica, se


surpreende;
“Alô! Irmão João, aqui é o pastor Carlos. Soube que o irmão veio a minha
procura... quero que saiba que estou bem, mandarei noticias. Estou a caminho de
minha cidadeÓ.

João recebendo o recado levanta as mãos para os céus e louvando a


agradecendo a Deus!

O conselho da igreja estaria precipitando o casamento de Ari, quando antes


possível, a surpresa para Ana, também tinha sido um tanto surpreendente para Ari
que recebeu orientação, do conselho da igreja de casar-se o mais breve possível,
coisa que precipitaria por um período máximo de dois meses. Ana não conseguia
esconder sua alegria e ânimo. Porém estava a surpreender Arimatéia lhe fazendo um
pedido um pouco audacioso. Sua vontade era casar-se no alto da cidade grande,
local onde se encontraram pela primeira vez, onde também se beijaram pela primeira
vez. Bastava saber se a igreja permitiria.

No encontro seguinte de João com o pastor Ari, a primeira questão a vir a


tona, era um anuncio mais chamativo possível para incentiva o evangelismo. O
pastor Ari, afirmando positivamente para João, passa-lhe uma confiança a respeito
do assunto. Porém as vezes o pastor Ari se esquecia de anunciar outros ele não
podia dar o anuncio por razões diversas e quando avisava não transmitia o que João
esperava. Elias um tanto frustrado, altera-se indo de encontro ao pastor, João o
barrando pedindo paciência e pro põe muita oração. No dia de evangelismo sempre
estava os dois
Seguindo em seu itinerário. Elias de repente como sempre empolgado vai a João com
uma idéia:
_ Irmão! Tenho uma idéia para envolvermos a igreja!
_ Só tenha calma Elias, não vamos nos precipitar, sem antes orarmos.
_ A idéia é simples!... Vamos mover um sopão. A área da igreja é muito boa para
esse tipo de atividade, o próprio pastor já deu seu testemunho sobre isto!
_ boa idéia! Como disse vamos orar.

Durante as orações na madrugada, irmão João pedia orientação divina, quando


lhe vem uma resposta: “deve-se perseverar, persistir... não desanime, eu sou
contigoÓ.

Na verdade, era uma injeção de ânimo, aquilo que o Senhor pôs ao seu
coração o fortalecia para enfrentar outra frustração.

Logo depois de João e Elias ter uma boa conversa com o pastor Ari, amima-se
com uma resposta convincente e positiva do pastor. Como sempre, na transmissão da
idéia a igreja, poucos se prontificaram a envolver-se, em borá o número de irmãos
empolgados fosse grande.

Aproximadamente quinze dias de espera, sem ter o suprimento necessário para


o evento, Elias mostra-se abatido, enquanto João tenta animá-lo, ele se dirige ao
irmão, colocando suas mãos em seus ombros e olhando em seus olhos lhe surpreende:
_ Irmão João, eu sei por quê!...
Deus está trabalhando nossa paciência, perseverança e persistência!!!

Aproximando-se o dia de festa dos tabernaculos, o movimento na congregação


mudou de maneira extraordinária, era um evento tradicional da igreja central, os
irmãos se alegravam e em entusiasmo único, davam o melhor de si, incluindo
Arimatéia que como pastor animava os irmãos a manterem firmes e entusiasmados com
o evento.

Em uma tarde logo depois de Elias chegar do evangelismo, havia uma


notificação urgente:
“irmão Elias. Graças e paz de nosso Senhor Jesus! Estamos convocando o irmão
ajuntar-se a nós aqui no Oriente médio, precisamos de sua presença urgenteÓ.

Junta de missões Oriente.

Elias lendo a mensagem senta-se extasiado, sem saber o que fazer e como
fazer... No dia seguinte, não perdendo tempo, vai ao encontro do irmão João. Ao
chegar, não conseguia nem se expressar, quando João lhe surpreende
_ Calma Elias, chegou o tempo. De agora em diante, Deus moverá seu poder em sua
vida, apenas creia.

Nas orações de João por Elias, o Senhor sempre falava sobre a vida
missionária de Elias. Só não esperava que fosse tão de repente.

Todos os preparativos do casamento do pastor Ari, já estavam prontos. O


local era no altar da cidade grande. Ari e Ana realizariam um sonho, um dos
pedidos oficial de Ari era o casamento se da inicialmente ao pôr do sol, um de
suas testemunhas era a irmã socorro a quem considerava uma segunda mãe. Ari
sentia-se realizado, seu casamento também tinha cobertura da imprensa, que em
manchete anunciava: “O casamento do profetaÓ!

No mesmo dia do casamento, Elias estava de malas prontas, para embarcar


rumo ao Oriente Médio, fora sua mãe viúva, seu irmão mais velho, João também junto
com sua família se despedirem de Elias. João impondo as mãos sobre Elias,
intercede derramando lágrimas.
_ Vai filho! Não se esqueça que estarei com você, sempre intercedendo, estarei
ausente na carne, porém presente em espírito.
Os dois se abraçaram choravam a sensação era de última vez que se viam
(...)

Não demorou muito ao chegar a casa, dando uma olhada nos recados da
secretária eletrônica, João toma um susto, que o deixa extasiado.
“João, aqui é presbítero Mauricio, estou ligando para pedir que o senhor leve a
mensagem amanhã. O pastor estará em lua de melÓ.

Na ansiedade e nervosismo de João, o senhor conforta seu coração, vindo em


sua lembrança, a exortação de Isaias. No dia e na hora da mensagem, João tomado de
uma paz indescritível, transmite todo o sermão. Os comentários eram bem
satisfatórios, sem contar que comparavam com pastor Ari:
“o pastor Ari é bem mais eloqüente, porém nunca senti tanta paz em um sermão como
o do irmão João AlmeidaÓ.

A igreja central crescia tanto em números como financeiramente, o projeto


anunciado pelo pastor Arimatéia já estava em andamento. Embora os dízimos e
ofertas aumentassem ainda não supria toda necessidade da obra de ampliação do
templo, embora também o conselho, junto com o pastor, chegou a uma conclusão de
reforma geral. Incluindo: banheiros, piso, altar e conforto para a membresia.

Faziam-se aproximadamente três anos desde a partida do missionário Elias e


dois anos e meio do inicio da construção do templo. Todos os meses, João recebia
notícias de Elias, somente o básico escrito pela própria junta missionária, nunca
recebia noticias direta de Elias. Uma das notificações era o suprimento de Elias,
no qual necessitava da ajuda de sua igreja, João entrando em contato com pastor
Arimatéia, chega a um acordo de entrar em conselho para saber o quanto enviaram
para Elias. Durante e reunião do conselho, a grande questão era que; o dinheiro
estava sendo insuficiente para construção, que naqueles momentos atuais estava
causando transtorno. Na votação decisiva, o número maior apontava a reforma e
construção em atraso. O outro menor número de votos ia para Elias missionário,
destinada a Elias. Sendo que o alvara final seria do pastor Arimatéia:
_ em irmãos, devemos juntar o útil ao agradável. Vamos fazer o seguinte, não
desfaleceremos o dinheiro da construção, isso antecipará o término, sendo que
independente, daqui a três meses nos levantaremos uma oferta missionária. Tenho
certeza que Deus proverá.

João saindo da reunião um tanto angustiado, não conseguia dormir, pedia a


Deus uma resposta, porém não obtinha apenas seu coração enchia-se de paz.

Um tanto impaciente João conversando com sua esposa, chegam a uma


conclusão, venderiam a TV dos meninos para enviar sua oferta para junta de
missões.

Passando os três meses, quando o pastor Ari esta para enviar a oferta, o
conselho unânime decide bolar outro método de arrecadação. A cautela era não
sufocar a igreja, que até o presente momento se interagia ofertando para
construção.
Ao contrário de João, Arimatéia recebia notificações diferentes. Porém nestes
últimos Três meses ele não havia lido as últimas notificações sobre Elias. João
recebia notificação geral da obra missionária.

As últimas três notificações pra o pastor Ari, não eram agradáveis,


incluindo uma quarta, enviada com urgência que dizia
“Estamos informando a igreja ao responsável: Pastor Arimatéia que o missionário
Elias foi morto por uma facção islâmica...Ó
Arimatéia com a carta em mãos ficou sem reação, quando cai em si, procura
outras cartas que se referiam aos três meses anteriores. Todas elas notificavam o
desaparecimento e seqüestro do missionário Elias.

Ali mesmo em seu gabinete, com s cartas todas em cima de sua escrivaninha,
pastor Arimatéia pões as mãos na cabeça e começa a lamentar-se.

Também nas noticias gerais da junta de missões, vinha a noticia do jovem


Elias. João colocando as mãos sobre a fronte chorava gritando o nome do jovem
Elias.

MISIONÁRIO ELIAS: O MARTIRE


(CAPITULO 14)

João De Almeida, não conseguia sentir-se consolado, todos os dias lembrava-


se de Elias. Batia uma profunda angustia no coração, orava pedindo que Deus o
consola-se. Pastor Arimatéia, pedindo que fizesse um convite à família do rapaz,
para se fazer presente em um culto de solidariedade, intercedendo por consolo e
conforto ao coração dos familiares. Quase não havia ânimo em João; nem mesmo no
trabalho ou igreja. Os cultos que se sucediam na igreja durante quinze dias, já
não eram os mesmo para João, em verdade estava afastado sem congrega-se.

Em seu carro, João de Almeida, ia ao encontro a um local onde se retirava


para orar, geralmente procurava este local em casos que buscava uma resposta
divina com muita ansiedade no coração.

Era um bosque, bem arborizado, tinha cheiro de mata fresca, uma brisa suave
rodeava todo o local. Para João não existia nem um local melhor do que este para
em oração retirar-se e clamar pela misericórdia do Senhor.

De repente, o vento aumenta João regonizava na presença de Deus, sente-se


como se estivesse flutuando, sendo mais exato, flutuando no nada. Sabia ele que
era a presença de Deus em seu viver, já podia sentir um conforto, aquele consolo
lhe preenchendo, dando mais alegria a medida que glorificava a Deus.

Havia um bom tempo que pastor Arimatéia, estava a procura de João, até que
ligando para o celular, consegue localizá-lo.
_ Alô. Irmão João, aqui é o pastor Arimatéia, desculpas lhe incomodar, mas preciso
de seu auxilio urgente!!!
- Quando pastor?
_ Se possível, hoje mesmo!

Havia certa curiosidade em João, para saber a urgência do assunto. Bem que
já tinha um bom tempo que não estava indo a igreja. Dava pra imaginar que o pastor
Arimatéia iria querer saber o motivo.

Como de sempre o restante da tarde, o pastor Ari ficava em seu gabinete,


colocando algumas coisas pendentes em dias, e ali preparava seus sermões. Por
voltado fim da tarde, já ao anoitecer, João chega ao gabinete do pastor Ari.
_ João, que bom que você veio!
Tenho uma notícia a lhe dar e uma proposta a lhe fazer...
_ Tudo bem pastor. Pode dizer.
_ Nós, a partir do próximo mês, depois de terminados os acabamentos finais da
reforma, vamos entrar em parceria com a junta de missões unidas.
_ Puxa pastor! Que bom...
_ quero também pedir-lhe algo... Quero que você trabalhe comigo, preciso de sua
ajuda mais do que nunca!
_ Estou as suas ordens? Pode contar comigo.
_ João... Não tenho me sentido bem! Sinto muitas dores na cabeça. Por exemplo:
hoje não poderei assumir o púlpito... Outra notícia que tenho pra lhe dar, é muito
triste e ruim, nosso querido presbítero Mauricio que como você sabe, era meu
assistente, caiu feio...
_ Que foi que houve Pasto?
_ largou a mulher, estava no nosso meio, porém, tinha um caso com uma senhora do
nosso meio, lembra daquela senhora viúva, loira, sentava sempre na segunda
fileira?
_ Santo Jesus!! Misericórdia meu pai!... E agora, como está sua esposa?
_ Não sei João... Não sei.
_ Tenho a permissão de visitá-la
_ Claro que sim.
Na mesma noite, João de Almeida assumindo o púlpito, começa a intercedendo
pelo pastor, também pedindo que toda igreja ficasse neste propósito de oração.
Como sempre, João com uma voz calma, uma palavra de consola, deixava os irmãos
comovidos, uns arrependidos, outros cheios de Amor. Parecia um pai educando seus
filhos, carinhosamente.

Não demoraria muito, no dia seguinte, João estava na casa do presbítero


Mauricio, ali confortando o coração de sua esposa Ester, que muito angustiada e
decepcionada, não parava de chorar por um minuto. Dando a palavra, João faz uma
breve oração por Ester.
Se despedindo sai com lagrimas nos olhos, estava prendendo, para não chora na
frente da quela mulher angustiada. O espírito fazia lembrar: Óchorar com os que
chorãoÓ.
Passado o domingo, onde ele é apresentado para a igreja, João não recebe não
somente as bênçãos pastorais como também o de todo o conselho. No termino do culto
muitos vinham cumprimenta-lo. Estava maravilhado com a receptividade da igreja!
Aproximadamente três irmãos vêm ao encontro de João.
_irmão João. Queremos fazer parte do evangelismo! Podemos?
João sem esperar, muito surpreso, recebe os irmãos, marcando o próximo
evangelismo.
Parecia que Deus estava lhe restituindo em múltiplas alegrias, esmagando a
angustia e a tristezas recentes.
Na quarta-feira, chegando do trabalho, Vitor, seu filho mais velho, vem
de encontro
Com uma carta em mãos. João de Almeida afrouxando a gravata tira os calçados,
senta-se no sofá, olhando o remetente da carta... Der repente ele levanta se, como
de um salto,Identificando o remetente:
ELIAS ANDRADE FILHO
Abrindo imediatamente o envelope, João encontra não só uma carta, na
verdade encontra muitas folhas de um diário. Todas com certeza escrita por Elias.
*o diário do missionário Elias:
* Hoje é dia de viagem estou muito ansioso, pena que vou ter que deixa meu
amigo sozinho nesta luta, de evangelizar na igreja central. Às vezes quando sinto
desanimo, vejo e lembro-me do vigor do meu querido João. Deus o colocou no meu
caminho. Fico feliz por ele estar me apoiando neste ministério, nunca vou
esquecer!
* Estava um pouco assustado com o avião!Chegando à junta de missões do
oriente, aqui do Brasil, não sabia eu que teria que me preparar durante três
meses...
* mais um dia, na verdade o ultimo dia de treinamento, estarei viajando
definitivamente, daqui a três dias. Estou imaginando o que Deus tem preparado para
mim!
Bem que por ultimo tenho tido muitos sonhos na noite. Sonho com minha mãe e meus
irmãos, sonho evangelizando. O sonho mais maravilhoso que tive , foi de um anjo,
indo a minha frente , com espada na mão, ele abria caminho para mim.
*hoje cheguei à base do oriente médio, fui muito bem recepcionado, recebir
algumas roupas típicas, aprendi a montar em camelo e comi bastante comida típica.
Conheci alguns missionários do campo!
*desde que cheguei pela primeira vez, para falar a verdade, antes de o
avião pousar, sentir algo totalmente diferente. Havia um clima sombrio aminha
volta! Sei que o espírito
Santo tem me conduzido a uma vida de oração, na qual nunca tinha tido. Tenho
forças para passar, se possível, quarenta e oito horas seguidas de oração. O
Maximo que já fiquei foi um dia e meio, orando e jejuando
*nesta primeira quinzena, fiquei extasiado, quase sem acreditar! Estava eu
nos meus aposentos, quando tudo começou a estremecer. Tinha acabado de orar
naquele estante
De repente olhando eu para o canto do quarto, vinha surgindo das sombras, um
homem, estava todo de branco, sua aparência era quase hipnótica. Ele sentou sem
falar nada, olhando para mim, cruzou as pernas e dirigiu-me a palavra: “ VOCÊ SABE
QUEM SOU? SOU O PRINCIPE DO ORIENTE! DE QUE ADIANTA VOCÊR SAIR DA SUA TERRA SO
PARA MERRER AQUI !? “
Der repente ele se levantou deu as costas, saindo em direção a sombra.
Quando olhei, saíram outros dois das sombras, um a direita e outro a esquerda, ele
passa pelo meio dos dois; olhos avermelhados, rostos sombrios e conduzindo espadas
nas mãos.voltaram também para as sombras.
*depois de três meses na base, pode me mudar para o meio do povo. Todos
ficaram pasmos, pois falo quase fluentemente o árabe. Sem contar outros dialetos,
vejo nisto o poder de Deus. Também neste período, li quase todo o alcorão...
*hoje foi inacreditável, fiz uma porção de amigos árabes, conheci um
pouco de judeus messiânicos. Aqui é bem diferente, prevalece o medo. Confessar
Jesus é motivo
De morte na certa!Falamos muito do alcorão, da política e tive o privilegio de
falar de Jesus! Só não conhecia o livro de Tomé, que eles tanto falam!
*já tem um pouco mais de um ano, de todas minhas amizades, poucos mesmos
não aceitaram Jesus! O senhor me revelou em sonhos uma parte do alcorão que eu
tenho usado para testificar de Jesus e sua obra. Muitos adi mirados ficam querendo
saber que sabedoria é esta em um infiel!
*o espírito esta me conduzindo a diversos locais onde pessoas já esperam
pelo evangelho. Deus me deu um dom de cura incrível! Orei por um menino que estava
quase morta, seu pai é um crente que sofre muita perseguição na família , quando
todos não sabiam mais o que fazer com o garoto , desafiaram que se ele pedi se a
Jesus para curar o garoto, ele veio até a mim pedindo oração,o garoto ta sã e
salvo , toda família se converteu.embora em segredo.
*estão havendo muitos boatos entre as pessoas. Os enfermos chegam e saem
curados. Nas reuniões em secreto não faltam doentes.

*fiquei com vontade de rir e ao mesmo tempo com vontade de chorar! Os


boatos correm falando de um cristão com poderes de satã, curando; outros falam que
tenho olhos de fogo; estam tentando me matar, só não sabem onde me encontrar, as
pessoas tem me escondido e tenho migrado de vilarejo em vilarejo.
*hoje eu acordei e um anjo do senhor pediu que eu fosse orar. Pouco
depois alguém bate a minha porta, um homem me cumprimenta como cristão. Quando ele
percebe tomo susto, ele me chama pelo nome, e me diz que um anjo mandou que me
escondesse. Ele sendo um beduíno, me levou a lugares secretos no deserto. Descobri
por seu intermédio que já sabiam meu nome, me chamam de berração. Elias significa
um profeta, como poderia ser um profeta!?
*passei dias a fio escondido no deserto. Migrei para uma cidade próxima,
apareceu-me do nada um homem, dizendo meu nome em voz alta, depois me lembrei que
era um falso irmão, dias atrás estava com nosco. Do nada soldados ficaram com
medo, ressoavam entre si que eu era um cristão perigoso, estava com medo...
*estava em uma igreja, no porão de uma casa, quando um irmão em revelação
, disse-me que eu migra se para um local aonde o espírito iria me levar. Saímos eu
e mais dois irmãos rumo ao deserto, eu dando um de guia. Em certo ponto, estávamos
perdidos.
Na calada da noite perto de um rochedo, enquanto os irmãos dormiam, um anjo
apareceu
E mandou com que nós fossemos adiante, o anjo nos guiava, embora eles não visem,
apenas sentiam algo diferente. Fomos guiado a um rochedo onde minava água. Antes
do anjo se apartar de nós, ele nos orientou a seguir rumo ao nascente. O anjo
olhando para me disse me: “ João tem orado muito por você “. Alegrei-me e entendi
a importância da oração!
*chegamos a um local, de certo vilarejo, na mesma direção que o anjo
tinha nos orientado. La fomos direcionado pelo espírito, a ficar com uma família,
que já esperava por nós. Eles estavam sedentos de conhecer a Deus! Logo que
anunciei o evangelho eles
Começaram a falar em línguas. Foi incrível! Parece que estou nos tempos da igreja
primitiva.
*não sei o que aconteceu, mais a família estava correndo perigo. Minha
presença foi anunciada, na cidade, só não sei como! Entreguei-me para que a
família não fosse penalizada. Sofri bastantes torturas! Aqui estou escrevendo meu
diário.
*eles não estam me tratando bem, nunca passei tanta fome. Incluído os
dias que deixaram de enviar-me meu sustento. Graças dou a Deus, um carcereiro tem
me ajudado
Secretamente, tenho lhe evangelizado...
*sei que daqui a alguns dias vão me decapitar. Senti no coração que
tenho que enviar parte deste meu diário, para meu irmão João. Agora conto com
ajuda do jovem muçulmano.
*esta é minha ultima anotação. O senhor me tem dado paz! A pouco tempo
demônios queriam me a tormenta, porém o senhor enviou os seus santos anjos!
Morro feliz, a obra do senhor vai continuar.
João, da um abraço e um beijo em minha mãe e meus irmãos por mim. Fica na paz! Amo
todos vocês! Amém!

João na medida em que lia cada folha do diário, chorava, soluçando em


prantos, ele Prostra-se, levantando um clamor, também lamentando por senti se
omiso quanto a obra missionária. Ao levantar, sentia um renovo, sabia que daquele
dia em diante trataria missões com outro ponto de vista. Com todos os
acontecimentos, lembrou que haveria evangelismo no fim de semana. Nos dias
seguintes o pastor Arimateia não sentindo se bem, a dias escondia de Ana e da
igreja o que vinha sentindo.
No dia dos cultos de quinta-feira, João chega a seu gabinete:
_ pastor Arimateia, vim deixar isto aqui!
Diante do pastor, João põe umas copias do diário de Elias, Ari tomando algumas
folhas, curiosamente, lê alguns trechos...
_que é isto João?
_quero que o senhor leia atentamente! O senhor vai se maravilhar!!
Quando João sai da sala, pastor arimateia faz uma pequena observação:
_João quero que você não se esqueça da contribuição para junta de missões!
_enquanto a isto pode ficar tranqüilo!
No dia seguinte, parecia ser para João o primeiro dia de evangelismo de
sua vida.
Estavam a sua espera os três, que tinham se comprometido a ajudar no evangelismo.
No dia seguinte, João recebe uma ligação do pasto arimateia:
_João, preparasse para trazer uma mensagem para igreja amanhã.
_claro que sim pastor!
Mesmo incomodado pela idéia de sempre ser confrontado em trazer uma mensagem para
a igreja. Passava-lhe na mente a idéia de pastorear, coisa que o assustava.
No culto a noite, estando toda igreja em peso, pastor arimateia dar
inicio ao culto. Tudo ocorria bem... Antes do inicio do sermão, arimateia faz uma
pequena oração, quando vai passar microfone,der repente cai ao chão, desmaiado em
cima do altar.

OS ÚLTIMOS DIASDE ARI


(CAPÍTULO 15)

João de Almeida, tomando o microfone, tenta contornar a situação,


pedindo que toda a igreja se acalmasse. Imediatamente, alguns diáconos e o
presbítero Antônio, tomando o pastor o põe no carro, levando para a emergência do
hospital central, que ficava a uns cinco quarteirões da igreja.

Não tendo mais condições de continuar, irmão João encerra o culto dando
uma pequena palavra de conforto. Ana, esposa de Ari, já tinha acompanhado o carro
que removeu o pastor até o hospital. Tendo acabado o culto, João também se
locomoveu até o pronto socorro, não estando ali somente quem o tinha levado porém
outros irmãos estavam a espera de alguma noticia. Ana sendo enfermeira consegui
entrar no hospital, tanto ela como o presbítero Antônio encontravam-se no
hospital.

Enquanto todos esperavam, ansiosos, o tempo passava e nada de noticias. Até


presbítero Antônio sair para dar notícias... Já tinha uma hora aproximadamente
que o pastor estava na sala de recuperação. Ana saindo ao encontro dos que
esperavam por noticias. Vinha um tanto sorridente. Quando todos correrem ao seu
encontro, Ana faz um aceno com as mãos pedindo calma.
_ Irmãos, graças a Deus, tenho boas notícias. O pastor Arimatéia está bem, agora
passará a noite se recuperando e fazendo todos os exames possíveis.

João de Almeida, tomando a palavra, lança uma sugestão:


_ Bom irmãos, que nós possamos ir embora. Fico encarregado de dar notícias do
nosso pastor. Só quero saber se Ana ficará?
(Ana responde)
_ Com certeza irmão. Peço que nesta noite todos fiquemos em oração.

Logo pela manhã, a primeira coisa que João procura fazer, antes de ir
trabalhar é saber notícias do pastor. Chegando ao pronto socorro, se dirige à
recepcionista a fim de saber noticias. Ana estava na enfermaria, acompanhando
Arimatéia, que repousava no momento. Ainda não havia feito todos os exames
necessários. Sendo chamada até a recepção, sai cuidadosamente sem despertar seu
esposo. Chegando a recepção João a esperava ansioso para saber como o pastor
estava.

Ana explicando todo o quadro clínico despede-se de João, sendo combinado,


telefonar assim que recebesse todo diagnóstico final. O telefone do hospital
central recebia muitas ligações, eram irmãos, curiosos e repórteres. Também
enfrente ao hospital aglomerou um bom número de pessoas que se mobilizaram
solidariamente desejando melhores para o pastor Arimatéia.
Aproximadamente quatro e meia da tarde, João recebe notícias do pastor. Ana
da noticias que o pastor estava lúcido, porém havia sido diagnosticado um tumor em
sua cabeça. Estava sendo medicado, ainda sentia dores na cabeça, bem que também
teria que passar por uma cirurgia, na mesma noite.
João de Almeida dirigindo-se ao templo ia de encontro á alguns irmãos que já
estavam informados a respeito dos fatos.
_ Irmão João, estamos aqui para orar pelo nosso pastor.
_ Tudo bem! Podem contar comigo, devemos convocar toda igreja neste propósito.

A noite seguinte todos os presentes, levantando a voz em oração. Clamavam


pelo pastor Arimatéia.

No dia seguinte, antes de sair para o trabalho, João recebe uma notícia de
Ana; Arimatéia passaria pela cirurgia na sexta. Só não tinha sido marcado o
horário. João despedindo-se de Ana, olha para o relógio, sai já um pouco atrasado.
Ao tirar o carro da garagem, recebe outra ligação que não esperava. Na linha
estava o pastor Carlos se solidarizando e propondo-se a orar pelo pastor Ari.

Na noite de culto, a igreja lotada, pessoas também curiosas vindas de


outras igrejas, queriam saber notícias do pastor. João de Almeida assumindo a
púlpito propõe oração pelo pastor, assim como também um propósito de uma vigília
intercedendo na madrugada de sexta para sábado. Parecia inacreditável para João,
estava ele provisoriamente a frente da congregação. No dia seguintes, no gabinete
pastoral, estava João ajuntando assuntos pendentes do pastor. Abrindo uma das
gavetas da escrivaninha, estava as copias do diário de Elias. Dava para perceber
que não tinham sido lidas, cortava o coração de João, fazendo sua fisionomia
decair em uma profunda tristeza.

Na sexta-feira dia da cirurgia, João tomando um pouco do tempo do seu


trabalho, vai a visita a pedido de Ana. Até aquele momento nem mesmo a família de
Ari o tinha visitado. Chegando a recepção, Claudio vai ao encontro de João e o
cumprimenta. Ali estavam suas irmãs e sua mãe. Aguardando ansiosos a visita, só
que o pedido era que João entrasse primeiro. Chegando ao leito, Ana retira-se,
enquanto que João curioso ficava mais intrigado ainda, querendo saber o que o
pastor Arimatéia queria lhe falar. Ari sentado no leito olha fixamente para João e
durante alguns minutos não pronunciai nenhuma palavra... Até quebrar o silêncio,
tocando ao ombro de João.
_ João... Pastor Carlos chegou?
_ Não senhor, nem mesmo sabia que ele viria.
_ Como anda as coisas na igreja? Não tem nenhuma semana que estou aqui, parece
para mim meses.
_ A igreja toda ora pelo o senhor. Hoje temos uma vigília intercessora, estive no
gabinete do senhor e fiz uma arrumada.
_ Diga ao pastor Carlos, se não der para me visitar, que estarei conversando
pessoalmente com ele ao sair daqui.
_ Com certeza pastor. Agora deixa-me ir, que toda família do senhor esta
esperando.

João despedindo, saí um tanto pensaroso, o que o pastor Arimatéia tinha a


falar com o pastor Carlos?

Na note da vigília, hora também da cirurgia, toda a igreja estava reunida.


Orava pelo pastor. Dava para sentir o conforto de Deus aos corações, Inclusive de
João. Aproximando-se do amanhecer, já encerrando a oração, Cláudio aparece na
porta do templo, vinha ele de cabeça baixa de encontro ao altar, onde João
intercedia. João avistando, passa a oração para o presbítero, quando Cláudio com
os olhos lagrimejando da a notícia.
_Pasto João... Pastor... Eu lamento... Eu lamento... Ari não resistiu!
Terminado a oração, todos os presentes fixando o olhar em Cláudio e João,
que se abraçavam chorando, entenderam que nada tinha ocorrido bem...

Na manhã de sábado, todos os noticiários davam a notícia do plantão: “Morre


o profeta da cruzÓ.

Muitas pessoas se dirigiam para a igreja central, queriam saber mais


detalhe, nisto, João de Almeida trancado no gabinete pastoral, junto a alguns
diáconos e presbíteros, ficavam a indagarem muitos questionamentos, enquanto João
pensativo ficava mudo, sua cabeça em outro local, ficava somente pensando. Um dos
diáconos, interrompendo outros questionamentos, lança uma pergunta na qual não
haviam pensado:
_ Quem fará o culto fúnebre?
Todos fazendo silêncio... O telefone toca. João atende.

_ Alô. Gabinete pastoral.


_ Com quem falo?
_ João de Almeida.
_ João, aqui é o Pastor Carlos.
_ Estou chegando à cidade grande.
_ Pastor, estou lhe esperando, inclusive queremos que realize um culto fúnebre.
_ Tudo bem, me esperem.

O corpo de José de Arimatéia, o profeta da cruz, chega para ser velado na


tarde de sábado. Ali na igreja central, onde se reuniam diversas pessoas. Faziam
fila para velarem o corpo de Ari pela última vez. Ana e os demais familiares
choravam e lamentavam a perda.

No domingo pela manhã o corpo é removido para o cemitério, paz eterna, onde
Ari seria sepultado. Ao chegar à capela, onde realizariam o culto fúnebre, pastor
Carlos à frente, ia de encontro ao corpo, se posiciona derramando lágrimas, e
dizendo sutilmente.
_ Perdoa-me. Eu te perdou.

João olhava a cena, emocionado também chorava, no dia anterior, pastor


Carlos tinha confessado que eles estavam intrigados, as últimas vezes que falaram
pelo telefone tinham trocado ameaças e insultos.

Pastor Carlos tinha mandado escrever uma lápide “AQUI JAZ JOSÉ DE
ARIMATÉIA, SERVO DO SENHORÓ, era uma homenagem que ele prestava a pessoa de Ari.

Passado o enterro, o conselho marca de imediato uma reunião


administrativa. O culto de domingo a noite, é assumido pelo próprio pastor Carlos
que conduz toda liturgia.

Na reunião administrativa, presbítero Antônio, assumindo o comando do


conselho, inicia pondo a questão principal da reunião, o futuro da igreja central.
Pastor Carlos e João de Almeida sendo os convidados se faziam presentes. Logo
depois de um pequeno debate, alguns chegam a conclusão que a igreja convidava o
pastor Carlos a assumir novamente a denominação. Pastor Carlos fazendo silêncio,
toma a palavra:
_ Muito bem queridos! Fico muito feliz por vocês chegarem a essa conclusão. Porém
quero que vocês não se decepcionem com minha resposta. Quero que vocês saibam
primeiramente que Deus tem outros projetos para esta igreja, é certo que seus
planos são diferentes dos nossos. Por isso quero dizer a vocês, que não poderei
assumir, porque embora tenha vontade, sei que esta não é a de Deus...
Porém continuarei, no interior de estado, dirigindo minha atual igreja. Só
quero pedir uma coisa. Permissão para indicar uma pessoa, própria para esta
obra...
(todos fazendo silêncio, enquanto pastor Carlos volta a falar):
_ Está aqui o homem com o chamado divino para tal obra!
(isto o pastor, põe a mão sobre o ombro de João de Almeida. Que no momento fica
surpreso, e sem ação. O conselho, olhando uns para os outros, fazem um sinal
positivo, nisto, esperavam a resposta de João.
_ Eu... Eu... Dêem-me um tempo, preciso orar.

HÁ UM PROPÓSITO NA VIDA DO PASTOR ALMEIDA


(CAPÍTULO 16)

Diante a lápide, João prostado de joelhos, chorava amargamente. Ali mesmo


acabavam seus dias angustiantes de batalha decisiva!
_ Seja feita a tua vontade Senhor! Seja feita!

Dava para sentir um renovo em sua alma e espírito, havia aproximadamente


quinze dias que não ia a igreja, vivia um conflito terrível dentro do seu ser.
Voltando para casa, Alice sua esposa, um pouco espantada vem ao seu
encontro o interrogando:
_João, pelo Amor de Deus, o que esta acontecendo!?
_Preciso ter uma conversa seria com você Amor!(responde João)
João pegando Alice pelas mãos a puxa até o quarto, fazendo com que ela
senta se na cama.
_João, vi você se acordando pela madrugada; você também demorou em
Voltar a se deitar, saiu cedo, o que é que ta acontecendo?
_O senhor falou ao meu coração tremendamente! Agora acabou minha angustia;
a sumirei a igreja central!
Os dois se abraçaram e levantando a voz em oração, pediam a benção do
senhor.
Na tarde do sábado, o grupo de evangelismo; Walter, Eduardo e Rogério,
como sempre se reunião para mais um dia de evangelismo. Der repente João de
Almeida surpreende, juntando-se ao grupo.
Domingo a noite, João, sua esposa e seus filhos, chegando a igreja
Central, acomoda-se na ultima cadeira. Presbítero Antônio, assumindo o púlpito,
direciona toda liturgia de culto, avistando João nas ultimas cadeiras. A Igreja já
não estava como antes, pelo contrário, tanto sobrava espaço, como cadeiras vazia
em todo o templo. Ao termino do culto, o Presbítero, em microfone avisa uma breve
reunião, com os diáconos e outros presbíteros, convocando João de Almeida.
João indo ao encontro do Presbítero, logo anuncia que já estar com a
resposta para igreja e para o conselho. Presbítero Antônio, reunindo o restante
dos irmãos do conselho, marca o dia da reunião, sendo o mais rápido possível, isto
sendo no dia seguinte.
Era aproximadamente sete e quinze da noite, de segunda-feira, Quando o
ultimo irmão do conselho chega, dando assim inicio a reunião administrativa,
liberado pelo Presbítero Antônio.
_Irmão, a paz do Senhor! Vamos direto ao assunto, sem arodeios, não
podemos mais perder tempo!
Presbítero Antônio se dirigiu a João de Almeida:
_Irmão João, queremos sua resposta.
_Orei bastante... Certo que estava convicto que não assumiria tal
trabalho, porém esta é a minha vontade, mas a vontade do Senhor é contraria e
superior a minha . Devo não só assumir este compromisso, como devo Amar de todo o
meu coração!
Neste momento os irmãos, começam a glorificar ao senhor. Presbítero
Antônio, novamente, da um novo andamento a reunião:
_Agora Pastor Almeida, queremos saber toda sua posição,
esporadicamente, no que diz respeito a vida desta igreja. Pastor Almeida, toma a
palavra:
“_Bom irmãos vamos por ordem das coisas. Primeiro as prioridades...
devemos dar ênfase as vidas, elas são prioridade! Tudo que se diz respeito, a
Evangelismo, apascentamento e Ação social é nossa prioridade. Isto contando é
claro com o Edificação Espiritual da Igreja: muito Estudo bíblico. No que se diz
respeito a construção do templo, sei que falta muita coisa que tava no projeto, do
Pastor Ari; piso de granito, refrigenção, aperfeiçoamento dos banheiros e
poltronas mais confortáveis. Se Deus assim permitir concluiremos este andamento.
Porém embargaremos as obras. Pastor Ari, Pedio-me que fizéssemos parte da junta de
missões unidas, faremos de imediata!
Como somos uma igreja central, devemos periodicamente fazer Sopão,
para as pessoas carentes, é certo que abrangemos uma ação social bem maior do que
apenas dar um sopão e pronto. Investiremos em outros projetos sociais a fim de
beneficiar os pobres. Talvez um centro comunitário, Educação infantil, entre
outros que estudaremos com mais detalhe. Quero dar o máximo de apoio ao grupo
evangelista, principalmente incentivando a igreja; evangelizar, contribuir e orar
por missões. Também estarei presente nos evangelismos, isto quando não for
necessário me ausentar por outra força maior. Parte do meu salário, que receberei
da igreja, será investida em outras prioridades. Receberei o básico para
sobreviver, também pedirei demissão do meu atual emprego me dedicarei
integralmente à obra, atendendo o tempo necessário às pessoas, aqui dentro do
templo. Veremos a possibilidade de temos um atendimento e auxilio espiritual vinte
e quatro horas por dia. Quero também vê o que podemos fazer pela viúva do pastor
Ari. Discutirmos isto depois. Vou precisa de auxilio para fazer todo levantamento
possível, de todos os membros que saíram da igreja; Onde estão? Como está? O que
podemos fazer por ele? Devemos montar um centro de estudo cristão, fazer campanhas
de estudos bíblicos. Apoiaremos o louvou, incentivando o máximo possível a
adoração! Quero levantamento do andamento de todos ministérios da igreja, quero
saber tudo.

Um dos irmãos se levantando, direciona a palavra:


_ Pastor!! Mas isto é... É impossível! Ninguém trabalha assim!
_ Tudo é possível ao que crer. se eu tiver apoio de vocês, vai funcionar!

Outro irmão levanta outra indagação:


_ E qual é o nosso tema agora?
Continuará sendo “sem fé é impossível agradar a DeusÓ, como pastor Ari disse?
_ Não!! Nosso tema agora é “amorÓ:

“Porque Deus amou o mundo de talmaneria, que deu seu único filho, para que todo
que nele crê, não pereça mais tenha vida eterna.Ó
( Jo 3:16)

RECOMENDAÇ’ES:
Os escolhidos
O que a contecera na terra no período antes do arrebatamento, aproximadamente 3
anos e meio antes? Esta e a abordagem do livro fictício evangélico: os escolhidos.
A saga de 7 discípulos de Jesus neste mundo reunindo-se para pregar o evangelho no
ultimo tempo.
LANÇAMENTO: 2009.
TENHA ACESSO A UMA PARTE DO PRIMEIRO CAPITULO GRATUITAMENTE.
PEDIDO: LIVROEVANGELICO@HOTMAIL.COM