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O PROFETA DA CRUZ

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O PROFETA DA CRUZ

Nota sobre o autor:

Irmão Romildo lima, escritor amador evangélico.

Atualmente trabalha Desenvolvendo sistema de evangelismo na internet.

Atualmente dono do site: www.estudosbiblicos-email.blogspot.com

Copyright © 2008 - By Romildo lima

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OU VENDIDA SEM AUTORIZAÇÃO PREVIA. ESTA PULBLICAÇÃO PODERA SER

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Índice

• HÁ UM PROPÓSITO NA VIDA DE ALMEIDA

• ACESSÃO E QUEDA DE UM HOMEM CHAMADO ARIMETÉIA

• O POÇO PROFUNDO DE ARI

• UM VERDADEIRO ENCONTRO COM DEUS

• A 1 ª VIAGEM MISSIONÁRIA

• O ALGE NA VIDA DE ARI; O PROFETA DA CRUZ

• JOSÉ DE ARIMETÉIA VS JOÃO LOBSOMEM

• DE VOLTA PARA CASA

• A 2ª VIAGEM MISSIONÁRIA

• ESCANDALO EM VILA PEQUENA

• UM PADRE; MEU AMIGO; MEU IRMÃO

• FIM DA VIAGEM MISSIONÁRIA; UM NOVO RUMO

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O PROFETA DA CRUZ
• DECLINIO ESPIRITUAL

• MISSIONÁRIO ELIAS; O MARTIRE

• OS ÚLTIMOS DIAS DE ARI

• HÁ UM PROPÓSITO NA VIDA DO PASTOR ALMEIDA

HÁ UM PROPÓSITO NA VIDA DE ALMEIDA

(Capitulo 1 )

Era aproximadamente 03h15min da manhã. Um barulho no telhado da casa despertava


João de Almeida, do seu tranqüilo sono.

Um tanto sonolento e Assustado, ele levanta de um susto, tateando pelas paredes de seu
quarto em busca do interruptor. Ao acender a luz a primeira coisa que ele constatava é o despertador
sobre o criado mudo, também verificando que o barulho provinha de gatos no telhado. Para não
atrapalhar o sono de sua querida esposa Ana Alice. De imediato apaga a luz.

Parece que como de repente o sono lhe foge e algo o incomoda a não voltar a sua cama, ele
tinha uma tarefa a cumprir. Logo dobraria seus joelhos para fazer uma intercessão na qual não sabia e
nem muito menos imaginava o que iria acontecer.

Ele apanha o abajur, passa pelo quarto ao lado; que os meninos João Vitor e Emanuel se
encontravam a dormir. O Sr. João de Almeida dobraria seus joelhos para falar com Deus.

A luz fraca do abajur, o brilho das estrelas que podia se vê pela janela, que estava aberta. Tudo
estava perfeito para aquela oração na madrugada.

“... Pai, bendito o teu nome Senhor. Obrigado pelo acesso que tenho a te, por meio de Jesus,
meu Senhor”.

Só bastou estas poucas palavras para ele sentir algo diferente, era a presença de Deus, porém,
era diferente de outras vezes que ele já experimentara. Era como se ele não estivesse ali naquele
quarto, o ambiente estava radiante e as estrelas já não existiam. Uma brisa suave tocava seu rosto,
junto a uma alegria tão imensa que suas lágrimas rolavam pelo seu rosto.

Ele não conseguia nem mesmo orar, apenas derramava suas lágrimas! De repente uma voz
suave sussurrou ao seu ouvido.

“... Eu sou contigo”.

Ali João derramava-se em lágrimas

Na manhã seguinte do mesmo dia, ainda cedo ele não tinha conseguido dormir apenas em sua
cama ele louvava e adorava a Deus, lembrando daquela presença.

Impulsionado pelo Espírito Santo, ele se levanta de sua cama, toma um banho, se veste e saiu
de casa sem rumo.
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Nem mesmo ele entendia o que estava acontecendo. Pegou seu carro

Então errante apenas deixava ser guiado pelo Espírito. Nunca experimentara tal experiência.

“... Senhor, não sei para onde esta me levando, só sei de uma coisa, a minha vida pertence a ti,
estou para te servir e obedecer”.

Logo após algumas quadras depois de sua casa, ele viu-se enfrente ao cemitério “PAZ
ETERNA”.Era ali o local que o Espírito o levara. Mesmo sem entender, obediente ao espírito parou seu
carro, e durante duas horas seguidas ele orava, clamando e adorando ali dentro do seu carro.

Quando viu as portas do cemitério se abrir. O Espírito disse: “... segue o coveiro”. Sem ezitar foi
em frente, mas o Espírito o levava a louvar, Até o local indicado. De repente viu-se enfrente a uma
lápide: “Oliveira Aqui jaz José de Arimatéia; servo do Senhor”.

João um tanto atônito, não estava a compreender, só restava uma coisa: Perguntar ao Senhor o
que significava.

- Senhor, não estou entendendo?!

- Revela-me a tua vontade em nome de Jesus.”

Como de imediato o Senhor anunciou uma resposta, ao anseio do coração.

“... Filho! Eu sou contigo. Você é meu escolhido, um vaso de honra. Um instrumento em minhas
mãos para conduzir muitos ao caminho de Jesus e pastora meu rebanho.

Veja aqui, onde repousa meu servo em que escolhi para convencer os corações, e confirmei
com sinais prodígios e maravilhas!

Mas veja o que ele fez. Ele escolheu seu próprio caminho, rejeitou o plano que tinha preparado
para ele.

A sua vontade tornou-se contraria a minha, o seu desejo tornaram-se maliciosos. Preferiu a
glória do homem do que a minha.”

João Caiu de joelhos no chão, com o rosto coberto por suas mãos e chorou amargamente. O
Senhor novamente falou, só que desta vez diferente. Como Flash Back João lembrava todo
testemunho, vida e ministério daquele homem a qual Deus falava justamente o homem chamado José
de Arimatéia, ex-pastor de João.

ASCESÃO E QUEDA DE UM HOMEM CHAMADO ARIMETÉIA

(capitulo2)

Na feira Central da cidade, o movimento comercial trazia muitos benefícios aos trabalhadores e
consumidores daquela capital metropolitana. Em meio à tumultuada feira, logo na área de roupas,
utensílios e bugigangas se encontravam José, jovem comerciante de agradável aparência e boa
reputação.

“... Vai ai patrão?! Um presente pro senhor

- É presente?

- É tão barato e tão bom que se torna um presente

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- Há! Pensava eu que não ia me custar nada.

- Pelo preço que o Senhor vai comprar não vai custar nem metade do que o Senhor gastaria em
outro lugar.

- Qual o preço?

- Só dez.

José como um bom conquistador de clientes, sabia negociar de maneira a induzir o cliente a
comprar mesmo contra sua vontade.

- Este preço?! Ainda tu me dizes que é barato?

- Então quanto vale?

-So Dou cinco.

- Ta certo, cinco e mais dois e de brinde um beijo.

- Sai fora! La quero beijo.

- Beijo! Não quer beijo?

- Não!!!

- Então fica por cinco.

- Fechado.

Derrepente José puxa sua colega que coincidentemente passava pelo local. Moça esbelta, olhos
claros, cabelos compridos e muito formosa.

- O moço!!!

Olhou o senhor para traz já levando sua mercadoria em mãos.

- Perdeu o brinde.

José agarra a sua colega e a beija no rosto. Aquele senhor Souta uma gargalhada e diz:

- Porque você não me mostrou a brinde?

- Você não pediu.

Assim ele conquistava tantos clientes como amigos, que sempre voltavam tanto para comprar
como para encomendar, bijuterias e bugigangas de toda qualidade.

Não demorou tanto para poder se perceber o crescimento do jovem José de Arimatéia (mas
conhecido como Ari), de uma pequena banca passou para um Box depois dois Box e um grande
sortimento de bijuterias e bugigangas diversas.

Em uma manhã, fim de semana como de costume não chegava tão cedo como em outros dias
da semana, deixava tudo a cargo de seus dois empregados. Chegando ao seu local de trabalho a
primeira coisa que veio em suas mãos foi um bilhete.

-Arimatéia! O Sr. Jonas deixou este recado, dizendo que era urgente.

O recado constatava o seguinte:

“Arimatéia, me procure com urgência, tenho boas notícias: Ass. Jonas.”

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Curioso, Arimatéia mal chegara ao local de trabalho, pega sua pequena pasta, direciona os
cuidados aos seus empregados e volta em direção à saída.

Mais curioso do que ansioso para saber o que o Sr. Jonas queria. Então sai ao seu encontro.

Era um escritório de contabilidade o local de trabalho do Sr. Jonas. Chegando lá, Arimatéia
procurou se anuncia a secretária, nem conseguindo sentar-se.

Jonas era um homem de negócios, um dos clientes de Arimatéia, aquele que soltou uma
gargalhada quando comprou uma das mercadorias de Arimatéia e acabou perdendo o brinde...

-Sr. Arimatéia. O Sr. Jonas o aguarda em sua sala.

-Obrigado. Com licença.

Ao Abrir a porta da sala não se encontrava apenas o Sr. Jonas, porém em sua companhia estava
um senhor de cabelos grisalhos, aparência nobre.

-Entre Arimatéia. Sente-se aqui conosco.

-Pois não.

- Quero apresentar-lhe o Sr. Everardo.

- Como vai Sr. Everardo? Prazer em lhe conhecer.

- Igualmente.

Interrompendo a apresentação, Jonas começa logo entrando no assunto sem fazer ar rodeios,
gabando Arimatéia, que recebia os elogios caprichosos de Jonas.

- Tai um homem de negócios!

- Sr. Everardo que crescer. Ser bem sucedido? Este é o homem ideal para ser seu parceiro.

- Nem tanto Jonas. Só um pouquinho mais, do que você falou.

(Sr. Everador soltar uma gargalhada.)

- Bem. Quero saber que negócios nós vamos fazer crescer.

Com Uma voz forte e estridente o Sr. Everardo entra no assunto

- Estou precisando de um sócio-gerente para comigo junta força para montar um aloja de
artigos preciosos.

- Gostei deste precioso ai que o senhor falou.

- São jóias finas, relógios e entre outros artigos luxuosos.

- Qual a minha parte para entrar no negócio?

- Sua disposição e suas habilidades de bom comerciante.

- Nada de dinheiro?

- Não. Porque na verdade não estarei na cidade, irei embora e confiarei primeiro no Jonas e em
você.

- Jonas estará conosco?!

- Será nosso sócio e contabilista.

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- E minha parte nos lucros?

- Ficarei com 70%. mais o inicialmente de 10% de vocês

Um silêncio pairou no ambiente até a resposta de Jonas.

- Por mim ta fechado!

Depois de alguns segundos a de Arimatéia.

- Ô vai ou racha!

Admirado da ousadia de Arimatéia o Sr. Everardo se levanta e cumprimenta os dois com um


forte aperto de mãos, dando um entender de que o negócio estava fechado. Batava agora somente
providenciar tudo que precisava para começar o trabalho.

Senhor Benedito um homem de família nobre, trabalhador de capatazia, fazia tudo na medida
do possível para trazer o alimento cotidiano pros filhos. A esposa Dona Rita, uma excelente dona de
casa, aqui acolá, fazia seus bicos como diarista. Ambos educavam seus cinco filhos rigidamente com
base na honestidade.

“Somos pobres, nada possuímos de riqueza, a não ser nossa honestidade”.

Assim conduzia seus filhos, junto a eles a mãe de dona Rita, Uma velhinha de oitenta e quatro
anos, muito saudável pra sua idade avançada.

Duas mulheres e três homens, desde sua mocidade já trabalhavam ajudando no orçamento
domestico de seu Benedito e dona Rita, até uma das suas filhas se casar. E mesmo assim continuar
ajudando no orçamento domestico.

Um pouco trabalhoso era Augusto, filho mais velho, muitas vezes dado a bebedeira e noites de
farra. Esta é a bela família de Arimatéia, que dos irmãos era o caçula e assim mais mimado. A
estabilidade do jovem José trazia a sua família muitos benefícios e alegrias. Até isto desmorona.

Com a nova sociedade, Arimatéia crescia, deixaria de lado os Box no mercado, passaria para
outro irmão administra, mas não dava muito importância. Todo seu foco estava no novo comercio que
prosperava sem medida, dando assim outras duas filiais. A loja brega e chique chegaria a sua fama e
ao seu auge. Era uma sociedade bem sucedida.

Arimatéia sempre lutou para deixar tudo em ordem, era uma habilidade administrativa que
também ele possuía. Porém Cláudio o irmão que confira o boxe era o responsável pela atual
administração, porém não possuía a habilidade do irmão.

- Arimatéia, to precisando da tua ajuda!

- O que foi desta vez?

- Cara, to devendo um fornecedor. Já faz tempo.

- Como foi que tu deixou atrasar?

- As vendas. As vendas caíram!

- Vou fazer disto; vou falar com o fornecedor e quitar a divida.

Não sabia Claudio que o plano malicioso de Arimatéia era acabar com o Box... Até determinado
dia.

Na madrugada de sábado para domingo, mais um dia das farras de Arimatéia, ele conheceu a
formosa e meiga Melissa. Mulher loira, alta e de fisionomia nobre.

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No vai vem das pessoas que tumultuavam aquele ambiente festivo, Arimatéia esbarra com
Melissa, ombro a ombro, e com troca de olhares também uma troca de desculpas. Parece que aquele
olhar meigo penetrava no mais profundo de sua alma e tocava-lhe o coração. Ele ficando a olhá-la, ela
porem vira-se dando as costas. Sem menos esperar alguém puxava suas mãos, era o próprio
Arimatéia, que encantado a puxou.

_Moça não pode ir embora assim.

_Assim como?

_Tão triste!

_Eu não estou triste.

_Então por que está chorando?

_Está ficando doido?

_Não! Não estou, olha aqui suas lágrimas.

Ele tocando em seu rosto com as costas da mão, deslizava passeando com os seus dedos em seu
rosto, até seus lábios. Ela porem sem da uma mínima importância se retira, com um rabi saco
totalmente de desprezo. Arimatéia sem se conformar passou o resto da noite como copo de bebidas
em mãos e o olhar fixo em melissa, até ter uma oportunidade de se aproximar.

Como um lance do destino, ao olhar para Melissa ele a ver conversando com um casal de colegas
seu. Com um assovio ele acena para seu colega, que de imediato larga a mão de sua namorada e vai
de encontro a ele.

_Como é que vai Ari?

_Estou bem. E você?

_Cara eu to legal!

Arimatéia nem ao menos encomprida a conversa e já vai logo perguntando por Melissa.

_Como é o nome da loirona?

_Ah!É Melissa. Quer que eu te apresente?

_Com certeza!

_Vamos lá.

Saindo ao encontro das duas (sua namorada e Melissa), Arimatéia e seu colega se aproximam.

_Olha só amor quem foi que eu encontrei!

_Ari!!!

_Tudo bem Vanessa?

_vou bem e você?

_Eu vou bem!Só não estou melhor por que...

_Que foi!?

_Eu estou apaixonado.

Todos com um sorriso o parabenizavam, até a própria Melissa com admiração pergunta:
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_E paixão não é bom?

_É bom quando correspondida!

_Verdade!

Não demoraria para Arimatéia começar a tagarelar, tira brincadeiras e conquista a amizade de
melissa. Até que ela perguntasse:

_Por que naquela hora você perguntou se eu estava chorando?

_Foi só uma desculpa minha para poder olhar em seis olhos novamente!

Ela solta um pequeno sorriso e ele a olha outra vez no profundo de seus olhos.

_Daí em diante amadureceria um relacionamento, que mudaria o mundo de Arimatéia. na manhã


seguinte sua ressaca teria que ser deixada para traz, para tomar de conta do problema do Box. Com
certeza o domingo era o momento ideal para falar com o Sr. Hélio, o fornecedor de mercadorias para
o Box.

Ao ligar para o Sr. Hélio. Arimatéia procura em primeiro lugar se desculpar do ocorrido.

_ Alô. Sr. Hélio, como vai?

_Vou bem, com quem falo?

_Arimatéia.

_ O que deseja Sr. Arimatéia?

_Quero saber o quanto lhe devo.

_ Já tem mais de dois meses que o Cláudio me comprou pra mais de cinqüenta mercadorias.

_ Então vamos quitar esta dívida depois quero pedir uma coisa, particular é claro.

A idéia de Arimatéia já estava se concretizando, o plano de acabar com o Box. Pessoalmente


pediu para suspender o fornecimento e pagando pessoalmente para que Sr. Hélio mentisse a respeito
de assunto.

No dia seguinte:

_ Cláudio, quero falar com você urgente.

_O Sr. Hélio ta furioso.

Cláudio põe as mãos na cabeça e desabafa com um palavrão e maldizenças.

_ Vou ver o que posso fazer.

Exclama Arimatéia.

Enquanto todos os acontecimentos se desenvolviam, ele já planejava outra terrível idéia para falir
os negócios. O plano era enviar Cláudio para longe dos negócios e aproveitar o momento para armar
as estratégias de falência.

No dia seguinte o plano já estava engatilhado. Arimatéia mandaria Cláudio de viagem e colocaria
outra pessoa em seu lugar provisoriamente... Agora quem?

A única pessoa disponível no momento era o irmão mais velho, Augusto. Na presença de toda a
sua família, ele traria a questão átona.

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_E agora Cláudio? Quem vai ficar no teu lugar?

_ Tenho um amigo de confiança, bom nos negócio. Ele está disponível.

Augusto nem demorou para entrar na conversa.

_ Ei cara! Eu to parado!

_ Não Augusto! Não me leve a mau, mas você não da para os negócios.

Assim exclama Cláudio replicando Augusto que voluntariamente se oferecia.

Parecia uma luva que se encaixava nas mãos; o plano de Arimatéia era justamente

Este, deixar Augusto falir o Box. Por isso propositalmente ele falou na frente de toda família.

Para completar, cada um dava sua opinião tipo: “a preferência é do Augusto que é da família e ta
precisando”. Começou um bate boca até Arimatéia da à palavra final.

_ Augusto são três meses! Olha a responsabilidade!

_ Pode deixar, eu me garanto!

Havia algo errado na loja brega e chique, isto incomodava José de Arimatéia, e isso o levava a se
questionar e ficar curioso. Primeiro as mercadorias chegavam a meios às escondidas e depois nunca
chegavam com notas. Era uma pulga atrás da orelha.

Sempre nas sextas-feiras, Arimatéia se encontrava com Jonas, ambos jantavam, conversavam
tratando de negócios e bebiam o velho uísque. Nesta conversa, Arimatéia aproveitou para soltar sua
curiosidade.

_ Jonas, estou intrigado e muito tempo com uma questão.

_ O que é?

_ Você sabia que nunca recebi nota alguma de qualquer mercadoria da loja?

_ Não recebeu!?

_ Pra completar, nunca fui abordado por seu ninguém.

_ Por que é que você nunca me falou a respeito?

_ Sei lá. Tava empolgado com as lojas. Estamos indo bem.

_ É verdade!

A questão ficou suspensa no ar. Isso desencadearia uma seria de acontecimento que traria uma
nova mudança na vida de Arimatéia.

Dava para se deduzir que não era por acaso, já que as mercadorias viam direto por autorização
do Sr. Everardo, algo esta por traz deste ocorridos.

Com a ausência de Cláudio no Box, Augusto assumiria a responsabilidade de todos os


acontecimentos e de cara enfrentaria os funcionários, na verdade os dois rapazes que trabalhavam no
Box, como vendedores, que já estavam com salários atrasados.

_ Augusto, ta sabendo a nossa situação?

_ O que? Que situação?

_Eu tenho um mês e quinze dias dentro


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_ Não recebeu nada?

_ Exceto vales!

_ E o outro?

_ Tem só um mês dentro.

_ Vamos resolver isto.

Mas sabia Augusto que toda renda estava indo para as mãos de Arimatéia, que depois de divida
com o fornecedor passou a administrar tudo que entrava e saia.

A primeira providência era entra em contato com Ari.

_ Ari. To com um probleminha aqui!

_ O que foi.

_O Salário dos meninos estão atrasados.

_ O salário deles esta nas mãos de Cláudio, só não sei o que ele fez. Avisa os dois para
esperarem as vendas até o fim do mês.

Antes mesmo do fim do mês, Arimatéia já estaria dando outro desfalque no Box, e a situação dos
empregados se agravaria. A solução seria dispensar os dois, pagando todo a divida com eles e
deixando Augusto se virar sozinho.

Dia após dia, Melissa ficava mais encantada e apaixonada por José de Arimatéia, e ele por ela.

Em uma noite de encontro, Melissa encontrava-se com a expressão abatida, como se estivesse
muito cansada. José [fixando os olhos nos olhos dela podia perceber isto sem nem ao menos
perguntar o ocorrido.]

Passava ela aperto financeiro e grandes constrangimentos.

Naquele dia não deu para segurar a aflição, as lagrimas desciam de seu rosto, e Arimatéia
tentava consolá-la.

_ Melissa, o que esta acontecendo? Fala para mim? Diga a verdade?

Ela porem escondia seu rosto sobre os peitos de Ari, sem deixar-se consolar, apenas chorava.
Arimatéia frustrado calou-se, apenas consolava sua amada. Não sabia ao certo o que se passava,
porém, deixava-se deduzir que era algo que envolvia a família de Melissa.

Ao som romântico e acústico de um barzinho, local, preferido por Ari, onde geralmente ele se
refugiava para derramar todas suas questões, rabiscando um pedaço de papel e tomando um copo de
uísque. Começava a pensar e repensar todas as suas questões.

“À loja O que fazer com o Box, seu irmão já estava para chegar de viagem... Seu
pensamento quase não se desviava de Melissa, também ao mesmo tempo vinha em mente
brega e chique e aquele velho problema de mercadorias sem nota, tudo era uma questão
para ser resolvida”. - Pegou o telefone – Esta era a primeira atitude a se tomar, o caso de Melissa,
só uma pessoa poderia ajudá-lo; Vanessa namorada de seu colega foram justamente eles que os
apresentaram Ari a Melissa...

Não hesitou em ligar, era este o momento certo.

_ Alô! Vanessa, aqui é Ari. Tudo bem.

_ Oi Ari! Tudo bem. O que você manda?


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_ To precisando te perguntar algo muito importante.

_ Pois não, pode perguntar.

_ É sobre Melissa. O que é que ta acontecendo com ela? Ela esta muito deprimida, não quer me
contar.

_ Ari, foi bom você ter-me ligado. Melissa precisa muito de sua ajuda. Sua mãe perdeu a pensão, a
mesma está em questão. Ela tem passado muita necessidade.

_ Puxa vida! Por que ela escondeu isto?!

_ Ela não quer ser vista como uma mulher interesseira, leviana, você se apaixonou por uma
grande mulher!

Ari precisou apenas isto, para suas idéias começarem a desenvolverem. O problema do boxe, já
poderia ser solucionado, passaria a ser propriedade de Melissa. Assim dispensaria seus dois irmãos e
colocaria um ponto final no assunto do Box. Agora restava saber a respeito das mercadorias da loja
“brega e Chique”. A solução seria um contato direto com os fornecedores. Só o Sr. Jonas, poderia
conter esta informação.

Na manhã seguinte estaria Ari. Na porta de loja do Sr. Jonas. Ao tocar a campainha, alguém como
de imediato o recebeu, era uma senhora alta de cabelos cumpridos, olho escuro, parecia jovem,
embora em meia idade.

_ O que deseja?

_ Gostaria de falar com o Sr. Jonas.

_ Não se encontra Senhor. Ele esta de viagem. Como se Chama?

_ Ari. Meu nome é Arimatéia.

_ Sr. Ari!? Oi, sou Janete, esposa de Jonas, entre um pouco.

Ari não sabia o que estava acontecendo, porém sentia um calafrio, o coração acelerado e uma
grande atração pela esposa de seu sócio.

_ Sr.ª Janete, como posso fazer para entra em contato com Jonas?

_ Não tentou e celular dele?

_ Está fora de área.

_ há! Ele levou seu notebook, tente contato por e-mail.

_ Tentarei ligar mais vezes, pode ser que consiga.

O telefone toca interrompendo a conversa e ao mesmo tempo a atração de olhares entre Ari e
Janete.

Sem resposta ao receber a ligação, Ari como de súbito voltar seu olhar, e sua atenção a Janete,
por pouco, um silêncio... O telefone toca novamente, na bina, o registro de chamadas do telefone de
Melissa.

_ Tenho que ir dona Janete. Tentarei entra em contato com Jonas.

_ Tudo bem. Diga para ele também entrar em contato comigo.

Ari percebeu que havia uma mensagem em seu celular, era melissa. Sua ânsia maior era retornar
a ligação e marcar um encontro com Melissa, seria um problema a menos para resolver.

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_ Alô! Melissa, to saindo da casa do Sr. Jonas, te encontro na loja Dois.

Uma nova mensagem bipava seu telefone.

“Ari, entre em contato comigo; Jonas”.

Ari nem ao menos pensara por uma segunda vez, direcionou a ligação de imediato.

A curiosidade até mesmo falava mais alto que a vontade de ver Melissa e acabar logo com aquela
aflição.

_ Alô! Jonas. O que é que há?

_ Ari, to na grande metrópole. Lembra de quando me falou das mercadorias sem nota?

_ Lembro! O que foi?

_ O problema não é que não tem nota, o problema que as notas são frias.

_ Eu sabia que tinha coisa feia no meio!

_ Procurei o Sr. Everardo... Sumiu!

_ Não! Não sumiu não! Lembro-me bem do nome e local onde ele dizia que se refugiava.

Parecia até que os dois se comunicavam telepaticamente, a intenção agora era derrubar o
homem... Não seria uma questão tão difícil para Ari, era o que ele mais desejava; assumir um maior
lucro nas lojas. O plano era chegar com as notas frias até as autoridades e entregar a localidade do Sr.
Everardo. Porém, trariam outra questão átona: como reaver as mercadorias, sem serem
confiscadas? Como provar que eram laranjas? Isto não era uma tão difícil para Ari, muito menos
para Jonas!

Na loja Dois da “brega e chique”, Melissa esperava já com ansiedade, seu amado, as mãos já
suavam, estava disposta a pedir o que fosse preciso para Ari. Na porta de entrada da loja parou
Arimatéia ao telefone, gesticulando com as mãos, demonstrando uma atitude bem empolgada.
Melissa vai ao seu encontro, já mais ansiosa que antes, era tanta ansiedade como nervosismo,
imaginava uma resposta de Ari, talvez uma resposta branda... Talvez uma resposta áspera, ela mesma
sabia que tinha frustrado Ari com sua repressão.

_ Melissa!! Meu bem, to louco para falar contigo.

_ Eu também Ari! Só me leva daqui, para um lugar mais discreto.

No diálogo, já em meio a caminho de um local mais tranqüilo, Melissa, já desabafa todo seu
sentimento. Ari apenas ouse, mesmo sabendo da situação, ele já tinha em mente o que fazer; iria
matar dois coelhos com uma cajadada só.

O plano era tomar o Box e colocar nas mãos de Melissa. Só que teria que haver um acordo.
Melissa seria a compradora, ou nova proprietária do negócio. Agora era só instruí-la como fazer para
assumir o local.

_ Ari para o carro, olha para Melissa, enxuga sua lágrimas com o dedo polegar de suas mãos e
solta idéia e o propósito. Melissa tinha apenas que decidir para mudar seu destino e também o de Ari.

Era quase meio dia, o Box estava fechado. Era tudo que Ari tinha planejado para falir o Box,
colocando Augusto, era oficializar a quebra do Box e motiva a falência definitivamente, até o plano ter
mudado naquela manhã.

_ Melissa, ta tudo certo, o Box é seu, vou pegar a chave com Augusto. Contrata mais duas
pessoas para lhe ajudar e sortir de mercadorias.

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_ Melissa saltava em seu pescoço, desequilibrando-o e fazendo rir. Era um alivio a seu coração
oprimido.

_ No dia seguinte na casa do Sr. Benedito, pai de Ari. O comentário não era outro a não ser a
venda do Box. Isto sem que Augusto soubesse; no momento se acordava um tanto resaquedo, olhos
avermelhados e rosto inchado...

_ Que, que ta acontecendo?

_ Dona Rita, mãe de Ari, respondeu com uma bronca das feias.

_ Você! Você é um irresponsável Augusto. Quando Cláudio chegar eu não quero barulho no meu
ouvido.

_ Eu nem mesmo sei o que foi que aconteceu!

_ Ari vendeu o Box! Ta satisfeito?

_ Não! Não pode! Ontem mesmo falei com Cláudio, daqui a três dias ele ta chegando.

_ Coitado... Esforçou-se tanto pra nada.

Era só um início de uma grande crise familiar. Quando Cláudio chega-se de viagem iria desejar
nunca ter viajado, sofreria uma grande e aguda aflição... A culpa cairia toda sobre Augusto.

Ari fazia o levantamento de balanço de todas as três lojas, quando seu telefone toca. Era o
esperado. O Sr. Jonas já estava com novidades para Ari.

_ Ari. É Jonas, nem sabe o que aconteceu?!

_ O que foi Jonas?

_ A localização que você deu tava certa. Os homens acharam o Sr. Everardo, não deu outra, ouvi
resistência... O Homem morreu!

_ Como?!

_ O homem tinha a ficha mais suja do que já pensei.

_ Você não sabia disso Jonas?

_ Já tinha trabalhado abrindo uma empresa pra ele. Parecia um homem sério, desconfie no início
um pouco, depois não dei mais importância. Isso já faz cinco anos.

_ E agora estamos perdidos!!

_ Deixa comigo, tenho bons contatos. Só faz uma coisa pra mim, levanta 70% do lucro da loja e
deposita na minha conta.

_ Ta certo. Depois me da outra posição.

_ Há! Fala pra minha esposa que mais tarde eu ligo

Parecia coisa do destino ou era algo maligno. Tudo que Ari queria era poder olhar naqueles olhos
de novo. No fundo desejava a mulher de seu sócio e amigo. No fundo de sue coração não sabia
distinguir entre o desejo e o remoço. Se soubesse continuaria como estava sem mais intimidade com
o Sr. Jonas. Era ele lá, ele cá, nada mais nem amenos. O desejo era mais traiçoeiro que o bom censo.
A primeira coisa que pensou foi em encontrar-se com Janete.

No dia seguinte a ligação: Ari estava novamente à casa do Sr. Jonas. Desejando aquela mulher,
levianamente.

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_ Sra. Janete! Gostaria de falar com a Senhora.

_ Tudo bem Arimatéia? Jonas me ligou. Disse que; o que eu precisa se, se dirigi-se a você

_ É justamente isto que vim fazer! Estou a sua disposição.

_ Então ta bom! Encontramo-nos mais tarde na churrascaria da esquina 23

Ari não sabia ao certo o que estava escutando; era sonho? Era loucura?... Ele tinha certeza de
uma coisa, aquela mulher já estava em seus braços.

Já havia uns três meses, desde que Cláudio saíra de viagem, um tanto sem rumo. Seu maior
desejo era melhora os negócios do Box, só não imaginava que sua chegada de jornada iria ser
dolorosa. Ao por os pés em casa era a primeira notícia que escutaria. A venda do Box. Era um fim de
semana e como de costume, a família toda estaria presente. Quando Cláudio entrou pele porta, todas
as atenções voltaram-se para ele, mas ao mesmo tempo, pairou um silêncio no ar... Parecia que havia
tido um culto fúnebre, todos queriam dar uma noticia mortal. Cláudio solta as bolsas no chão,
incluindo a que ele carregava em seu ombro, e como de imediato solta um suspiro de alívio. Só não
imaginava que seu alívio transformar-se-ia em grande angustia.

Augusto da um salto na frente de Cláudio, estendendo as duas mãos e a sacolejando começa


a soltar toda notícia desagradável:

_ Você nem sabe!? Você nem sabe!?

Acabou cara, acabou, tchau!

_ O que Augusto, o que é que você ta falando.

_ Ari, cara! O Ari vendeu tudo?

A reação de Cláudio foi de choque, parecia que o mundo tinha desabado aos seus pés. Ao
mesmo tempo uma afeição de raiva tomou conta de Cláudio.

_ Ari!!! Desgraçado! Cadê ele? Cadê aquele infeliz?

Augusto tenta acalmar Cláudio enquanto todos da família parte pra cima. Tentando também
acalmá-lo. Exceto Ari que vinha La dos fundos com o dedo apontado em sua defesa.

_ Cala a boca ai cara! Cala a boca, a loja era minha, faço dela o que eu quiser!

_ Porque foi que você aprovou minha viagem então? Foi só pra me desgraçar.

Cláudio consegue soltar-se dos seus familiares e de súbito dar um soco nos lábios de Ari, que
cai de costas em cima da mesinha central.

O Sr. Benedito toma a frente de Cláudio e asperamente manda se retirar. Ari no seu momento
de explosão corre de encontro às bolsas e começa a jogar para fora de casa. Quando olha de lado vê
uma histeria e todos partindo para cima de dona Rita, que naquele instante momento passa mal. Ari
passa pela porta bufando, seu ódio era quase incontrolável, seu destino era esganar Claudio, que
naquele momento estava já cruzando a esquina.

_ Vem cá Cláudio!!! Volta aqui. Covarde, eu te pego!!!

Ari entra em seu carro e sai cantando pneus, em arrancada brusca. E em rumo contrario o do
Cláudio. Nem ao menos percebeu o sangue que escorria de seus lábios.

Algum tempo depois de Melissa assumir definitivamente o Box, já demonstrava uma


capacidade administrativa excepcional. Os negócios no Box iam de crescendo a cada dia, era um
15
O PROFETA DA CRUZ
progresso de certo ponto, rápido para um negocio falido. A única questão era Ari, que andava um
tanto esquisito, nem ao menos pensava que Ari estivesse envolvido com outra mulher.

Na última ligação do Sr. Jonas, para Ari, o Sr. Jonas tinha feito um pedido que causou um
novo rumo para Ari, talvez o pior rumo que Ari pudesse tomar que é os braços de jante, esposa de
Jonas. Naquele dia Ari não resistiu, caiu nos encantos de Janete e vice-versa. A churrascaria da
esquina 23, não era um local apropriado para um relacionamento tão complicado, ali mesmo naquele
local, todas as sextas Ari e Jonas se encontravam, tanto para falar de negócios como para tomarem o
velho uísque juntos.

Melissa por vezes tentava comunicar-se com Ari, porem o telefone encontrava-se desligado. A
volta de Jonas seria também uma surpresa para Janete, que também vezes por outra sumia. Só que
seu sumiço acabava nos braços de Ari.

Na manhã da chegada de Jonas inesperadamente, Janete não estava em casa, sua noite tinha
sido ao lado de Ari. Tinha ela saído na noite anterior, esquecido o telefone, na cabeceira da cama. O
estranho era que para Jonas, ninguém naquela noite tinha dormido em casa. A única coisa a fazer era
entra de imediato em contato com Ari:

_ Alô. Ari tenho novidades, precisamos nos ver.

_ Ta certo Jonas, te encontro na loja (matriz).

Não sabia Ari como encarar seu sócio. Parecia que seu adultério era bem explícito. A
sensação era que Jonas tinha pré-sentido toda traição. Sem contar o que ele teria que contar para
Melissa, que desculpa daria por desligar o telefone? A trama de há libe falso, já estava mais que
manjado!

O encontro na loja entre Ari e Jonas seria breve, seria um acerto final na nova sociedade, sem
um terceiro majoritário, isso falando de Senhor Everardo.

_ Como vai Ari? Pronto para notícia que vai que vou te dar?

_ Ari um tanto sem jeito, meio desengonçado e com um sorriso sem graça no rosto responde:

_ É to bem! Pode dizer.

_ O que é que foi cara? O que é que tu tens, que ta todo esquisito.

_ Não é nada... To apreensivo com a notícia que você vai dar.

_ Rapaz, fica frio, tudo deu certo. O Sr. Everardo, lavava dinheiro sujo, tava só nos usando, agente
não deve nada!

_ Comprei tudo cara. Comprei os homens, comprei nossa liberdade e incluído as lojas, Só temos
que mudar o nome.

_ Já sei! Tu usaste os 70% do Sr. Everardo?!

_ Foi. Justamente com as outras mercadorias que já estavam para ser mandadas para cá.

Tudo o que os sois desejavam estava consumado, porém a alegria de Ari não disfarçava sua
culpa, traição e mentira. Ele só não esperava que Jonas perguntasse por Janete, coisa que o
surpreenderia muito mais que a noticia dada. Teria que mentir e ao mesmo tempo disfarçar. Este não
era o maior obstáculo que Ari enfrentaria, com certeza teria que encarar Melissa e mentir novamente
para ela, mesmo sem saber como iria fazer, já se esgotara todas suas idéias de escapulidas e
noitadas a fora com Janete. Sabia muito bem que melissa poderia Ser meiga, compreensiva, só não
sabia que era vingativa e altamente astuciosa, sua paixão poderia se transformar em ódio mortal...

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O PROFETA DA CRUZ
Logo após a desavença na casa do Sr. Benedito, as coisas mudariam de mal a pior. Tanto que
Cláudio saíra de casa intrigado com seu pai, Augusto receberia toda culpa da venda da loja por Ari e
dona Rita teria sérios problemas cardíacos. Por um breve tempo Ari não pisaria ali na casa de seus
pais, nem ao menos sabia que seu retorno a casa paterna seria constrangedora. Até aquele presente
momento ninguém conhecia a amada de Arimatéia a bela Melissa.

Ao se encontrar com Melissa no Box, a primeira coisa era soltar uma daquelas mentiras
esfarrapadas, só que desta vez, Melissa não cairia na lábia absurda de Ari.

_ Melissa! Desculpe. Amor. Ontem não pude te vê. Foi maior problemão.

_ O que foi desta vez Ari?

_ Fui roubado, roubaram meu telefone. Ainda bem que deixaram a carteira.

Melissa em resposta bruta aponta o dedo na cara de Ari e desabafa toda sua fúria

_ Escuta aqui Ari. Eu não sou nenhuma idiota.

_ O que descobri que você ta mentindo eu acabo contigo.

_ Tudo bem. Eu sei que to falando a verdade, você vai mesmo é me pedir desculpas isso sim.

As coisas complicaram mais ainda quando Jonas pergunta se Janete a respeito de Ari. No dia
que ele ligou dizendo que ela poderia procurar Ari ela o tinha dito que estava precisando cobrir um
cheque naqueles dias. Esta foi justamente a pergunta de Jonas para Ari; quanto é que ele tinha
emprestado para Janete. Enquanto Ari ficou sem resposta, Janete disse o valor especifico do cheque
que Ari teria supostamente cobrido. Janete ficaria com uma pulga atrás da orelha! Porém sua
confiança e amor por Janete era altamente cego.

Logo após a pequena discurção de Ari e sua Amada, ele não imaginaria que Melissa falava tão
sério, pena ele não passou de um blefe de mulher apaixonada.

Aquela suposta ameaça seria desconsiderada, porém na cola de Ari estava um profissional o
espiando e recolhendo toda prova possível do que estava para acontecer com Ari. Aquilo
desencadearia a maior queda na sua vida e desestruturaria toda sua família por completo.

O próximo encontro de Ari e Janete já estava preparado, o local seria o mesmo possível aos
seus encontros, uma suíte luxuoso, no motel “GARDEN SEX” .

_ Janete nem ao menos espera chegar ao motel, seu assunto seria logo o seu marido e agora uma
nova estratégia de encontro. Não percebia os dois que, estavam sendo espiados e ao mesmo tempo
fotografados.

No fim de semana posterior ao que se pode dizer último encontro e de Ari e Janete tudo
desabaria sobre a cabeça de jovem José Arimatéia. Ao chegar, no domingo pela manhã cedo na casa
de seus pais, seu retorno seria frustrado. Ao colocar seus pés em casa, todos estavam já a sua espera,
suas irmãs com lágrimas nos olhos, Augusto totalmente embriagado e seus pais com um olhar de
decepção no qual Ari jamais viu.

Augusto seria o primeiro a desabafar:

_ Ari, você é um desgraçado! Você... Você... Infeliz!

O senhor Benedito pega Augusto pela gola da camisa e o impulsiona a sentar-se e logo
assumiria a responsabilidade de verdadeiro patriarca.

_ Senta ai Augusto e cala a boca. Ari você pode ser meu filho, querido, mas o que você fez
desgraçou a família e também sua vida.

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O PROFETA DA CRUZ
Ari atônito fica perdido meio a toda aquela acusação.

_ O que foi?! O que foi que aconteceu?

Sua irmã mais velha levanta e entrega umas fotos pra Ari. Ao mesmo tempo faltam os pés no
chão de Ari. Sua mãe também começa a revelar todo o acontecimento:

_ Meu filho, que vergonha. Melissa veio nos vê ontem, a moça vem pela a primeira vez em nossa
casa e nos conta uma vergonha!

Ari senta-se com as mãos na cabeça, totalmente desconfortado, não esperava tal coisa. Sua
mãe continuava falando:

_ Olha só que você fez, Cláudio foi proibido por seu pai de andar aqui, enquanto que você é o
vilão da história.

Sr. Benedito tomou as dores.

_ Pode me desconsiderar. Mas fazer isso com seus irmãos, prejudicá-los, sei que o Box era seu,
mas eles são seu sangue!!

_ Mas pai!...Pai.

_Cale-se. Você também traiu seu próprio amigo, você é um infeliz!

Ari amassa as fotos com uma fúria incontrolável, sai de casa as carreiras para dentro do
carro, seu rumo seria encontrar-se com Melissa, nem ao menos observa as fotos em suas mãos. Na
metade da viagem rumo à casa de Melissa o telefone toca. Era um de seus funcionários.

_ Sr. Arimatéia. O Senhor Já ta sabendo?

_ O que foi? (fala aos gritos de raiva)

_ Senhor Arimatéia, o Sr. Jonas Morreu!

Ari para o carro bruscamente e fica como fora de si, sem nenhuma reação. Estava totalmente
paralisado. Até que:

_ Repete! Rapaz. Repete!

_ Ele se matou!

_ O quê?!

_ Foi Sr. Arimatéia. Descobriu que sua mulher estava o traindo. Mandaram fotos para ele.

Foi justamente o que aconteceu quando a pericia chegou. Fotos espalhadas pela cama
inundadas de sangue e uma 38 com todas suas impressões, e um tiro na cabeça. Jonas jamais
imaginaria uma traição de sua esposa. Do outro lado da linha telefônica fica o funcionário de Ari
taraguelando enquanto Ari joga o telefone no banco do passageiro e sai em disparada a casa de
Jonas, a intenção era vê Janete, saber como ela esta.

Ao chegar à rua, ou assim por dizer a tumultuada rua. Era pessoas curiosas cercando as
redondezas da casa de Jonas, carros da polícia e da perícia.

Um policial (já na rua), casa da esquina manda encostar o carro de Ari, a ordem era barra
qualquer transito a partir daquele perímetro da rua. Ari encosta o carro e parte em direção a casa o
impossível era conseguir passar pelo tumultuado. O jeito era pedir para alguém informações, ali mais
próximo encontrava-se um policial vistoriando e barrando a entrada dos curiosos, Ari estende a mão e
direciona a palavra ao policial.

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O PROFETA DA CRUZ
_ O soldado! Por favor, soldado!

Sou sócio do dono da casa, quero saber da esposa dele.

O policial faz uma cara de que não tava entendendo e maneia a cabeça pedindo explicação,
até que uma pessoa próxima ao policial sussurra a pergunta de Ari. Até o policial responder em voz
alta:

_ O marido dela a matou. Depois se matou também

Ari da alguns passos para traz até esbarra em uma pessoa próxima, sai aos tropeços,
esbarrando naquele tumulto, até chegar em seu carro. Seu destino era a casa de Melissa.

Melissa com certeza já estava a espera por Ari; não demoraria muito para que ele chega-se a
sua procura. O carro para bruscamente em frente a sua casa. Fazendo um rastro de pneus misturado
com fumaça, a buzina quase ensurdecedora insiste até que melissa saísse de dentro de casa.

Ari sai do carro bravejando e aos berros, com o dedo apontado em direção de Melissa.

_ sua assassina!!! Você é uma assassina!

Melissa parte pra cima de Ari e o agride, arranhado seu rosto e rasgando sua camisa; ele em
contra resposta da um soco em seu rosto, quando ela cai, ele volta em direção ao carro, neste
momento a rua se em festava de gente por todos os lados, Melissa levanta-se e vai em direção ao
carro entrando porta adentro com Ari quase em arrancada.

_ Você é louca! Você não sabe o que fez você acabou comigo. Você matou Janete!! Você matou
Jonas e destruiu minha família!!

_ Ari pensava que eu tava brincando? Seu corno!

_ O que!? Você é louca mesmo!

_ Você não viu as fotos não é?

No assoalho do carro estavam as fotos que ele amassou ao sair da casa de seu pai. Foi ai que
Ari percebeu que nem ao menos olhou as fotos. Parou o carro, empurrou as pernas de Melissa que
pisavam as fotos, viu o que não esperava: uma das fotos Janete beijava-o, outra ela beijava outro... Ari
conhecia bem aquele homem e com certeza não era ele; Era seu personal trainneer.

Ari acelera o carro novamente jogando de lada as fotos e sai em velocidade, Melissa solta
uma gargalhada, até perceber que Ari passava dos limites de velocidade.

_ Para o carro Ari. Para o carro Agora!!!

Ari neste momento ultrapassava os cem quilômetros por hora, quando melissa puxa a direção
fazendo o carro perder o controle e desce a ribanceira capotando diversas vezes (...)

O POÇO PROFUNDO DE ARI.

(Capítulo 3)

Era fim de tarde quando Ari desperta, como de sono profundo, quase não dava para vê
aquele ambiente onde ele estava apenas um fecho de luz penetrava pela veneziana de janela. O mais
sombrio não era o quarto em si e sim seu corpo dormente e ainda aquele sono quase incontrolável
que tirava sua consciência, os olhos baixavam devagar e se retorciam não tinha como ter resistência.

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O PROFETA DA CRUZ
...Depois se vinha recobrando a sóbria consciência, os olhos se abriam lentamente, dava para
se vê apenas um vulto ao seu lado, mexia alguma coisa, depois ficava em pé do lado com a palma da
mão esquerda em posição de toque, porém o sono era mais forte.

Os olhos novamente se abriam parecia haver mais resistência por parte de Ari que desta vez
olhava para todos os lados possíveis só não conseguia mover seu corpo, o pior era o pânico que
tomava conta de si, sem nem mesmo conseguir controlar sua aflição e nem soltar uma palavra, de
repente entra no quarto uma mulher que vem de encontro a ele, o olha e das às costas saindo do
quarto as carreiras, falta fôlego em Ari e um aperto agudo no peito, nem ao menos percebia que sua
pressão tinha subido, e a quela correria era para salvar sua vida.

Aos Poucos Ari abre os olhos, lentamente, aquele vulto estava de novo ao seu lado, dava para
escutar uns sussurros, aquela velha sena de um vulto com as palmas das mãos estendida sobre,
ele, já tinha visto antes; de repente sua vista vai recobrando as condições normais, aquela pessoa
ao seu lado sai aos poucos de costas para ele, quando ele consegui por impulso mover-se
segurando nas mãos daquela pessoa que estava saindo. Voltando-se de repente dava para vê de
quem era aquele vulto, a mesma enfermeira que lhe acudia no dia anterior, naquele surto de
ataque cardíaco. Desta vez ele já conseguia vê-la e ouvir um breve grito entusiasmado que desta
vez ele conseguia distinguir dos sussurros que geralmente escutava: Aleluia!!!

A enfermeira o direcionava a palavra :

_ graças a Deus! Senhor Arimatéia, que Deus te abençoe. Tenha calma, está tudo bem com o
Senhor, só não se angustie você está sendo medicado, avisarei sua família.

As lágrimas caiam em seu rosto, já fazia tempo que Ari não chorava tão amargamente,
parecia que aliviava a dor que ele sentia dentro do peito.

Na manhã seguinte, Ari acordava bem mais aliviado, parecia que suas forças tinham
voltado, ele já conseguia mover os dedos do pé, já respirava o ar, mais aliviado; de repente entra
no quarto a enfermeira, que vem ao seu encontro com um sorriso radiante, aquele sorriso chamou
sua atenção, era diferente, trazia paz ao seu coração.

_ Bom dia, Sr. Arimatéia! Que bom ver o senhor acordado há esta hora! Trouxe seu
medicamento.

Agora tudo se encaixava, era a mesma pessoa do vulto, ela sempre vinha e trocava o soro
nas veias. Só restava saber que sussurros estranhos eram aqueles que ela soltava.

_ Agora Sr. Arimatéia, vou ler uma palavra pro senhor, depois vou fazer uma breve oração.

Ari um tanto espantado e surpreso, fita os olhos de admiração naquela enfermeira e a


observa lendo aquela bíblia e seus olhos ficam vidrados naquela mão estendida sobre ele enquanto
ela orava. Ai estava o mistério dos sussurros e do vulto próximo ao seu leito. De repente entra no
quarto, Helena a irmã mais velha de Arimatéia que vem se aproximando o olha admirada pra ele e
solta um sorriso emocionado que se misturava com lágrimas.

A enfermeira pede licença e se retira. Helena vem de encontro a Ari, e toca suavemente
em seu rosto barbado.

_ Maninho, maninho...

Helena nem ao menos conseguia expressar com palavras sua emoção só um pouco tempo
ela consegue enxugar suas lágrimas e pronunciar alguma palavra:

_ Ari, meu bem! Não vou poder ficar com você; você esta em tratamento intensivo, mas logo
que receber alta, eu estarei do seu lado.

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O PROFETA DA CRUZ
Arimatéia consegue ter forças apenas para virar a cabeça de lado, mas não consegui solta
nenhuma palavra. Sua irmã beija sua mão se despedindo e parte saindo daquele quarto sombrio e
deixando Ari com uma falta tremendo no coração.

Na manhã seguinte La estava de novo à enfermeira, La vinha ela cantando musica gospel, Ari
lembra-se muito bem como costumava tratar aqueles que ele tanto desprezava e chamava de
fanáticos; ele lembrava muito bem um dia como aquele que ele enfurecido com palavras de uma
jovem senhora evangélica, lhe dando um daqueles papeis que ele detestava. Ele amassou o papel,
pisou esfregando no chão, olhou para a jovem e mandou ela e trabalhar, arrumar uma lavagem de
roupas... La vinha a enfermeira com a bíblia na mão dizendo as mesmas palavras e dizendo: “ vou
orar por você”.Ele desta vez a ignora virando o rosto para a parede, ela sem nenhuma importância,
o abençoava orando por ele.

No dia seguinte, seria a mesma coisa, parecia uma maldição dos crentes, ele ali paralisado
tendo que ouvir a força aquela chata enfermeira berrando no seu ouvido. Ele estava odiando.

_ Paz do Senhor, irmão Ari!

_ Ele com todas suas forças consegue falar algumas palavras:

_ Vai... Em bo... Ra!!!

Ela pelo contrário solta um sorriso para ele e diz:

_ Viu seu Ari, Jesus te cura.

Ele em contra resposta vira o rosto para a parede. Eram assim todas as manhãs de
recuperação de Ari.

Em certa manhã, esperava como de sempre a enfermeira vim a seu quarto, medicá-lo depois
Ler a bíblia, orar, cantar; era assim toda amanhã. Naquele dia seria diferente, quando a maçaneta da
porta vira, Ari dar as costas, voltando-se para o outro lado.

Só que não imaginava que aquele dia não seria igual. A voz da pessoa que chamava por ele,
o despertando para tomar o medicamento era desconhecida. Ele de repente vira-se na curiosidade de
saber quem era com certeza era outra funcionária de plantão.

_ Olá Sr. Arimatéia. Vamos tomar o medicamento?

Ari fica olhando fixo, em quanto àquela enfermeira retira o soro, injetado outra medicação em
suas veias, as sensação era de uma falta tremenda daquela voz fina cantarolando musica golpel, mas
era impossível ele sentir aquilo, ele tinha abuso daquela voz!

_ Moça. Cadê a outra enfermeira?

_ Ela hoje foi forçada a folga.

_ Como assim!?

_ Não sei o que o Senhor fez com ela, só sei que tem meses que ela não folga só pra lhe
acompanhar! Brigava para esta de plantão, nem que fosse só para trazer sua medicação.

_Moça me faz um favor, pelo amor de qualquer coisa, não deixa mais aquela mulher vim pra cá,
não, por favor!

_ O que foi que houve?

_ Ela me incomoda, fica aqui lendo a bíblia. Ela me força a aceitar aquilo.

_ Ô que!? Vou falar para enfermeira chefe agora!

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O PROFETA DA CRUZ
_ Moça, obrigado. Obrigado. Muito obrigado.

Ari tinha acabado de assinar a demissão daquela mulher amorosa, que se dedicava em um
esforça voluntário.

Naquele fim de semana, receberia uma visita mais que esperada, sua querida irmã Helena
acompanhada de seu cunhado Ricardo chegariam para visitá-lo. Pena que sua alegria momentânea se
transformaria no maior momento de depressão em sua vida. Ao chegar ao leito de Ari, Helena toda
sorridente fita os olhos em Ari, inclina a cabeça para o lado e emocionada da um sorriso e lágrimas
começam a descer sobre seu rosto lentamente. Do lado de sua irmã seu cunhado tira as mãos de
dentro do bolso abraça Helena e da um beijo em sua testa. Ari olha para aquele casal, dentro de si
bate uma saudade grandiosa do aconchego familiar.

_Helena, como é que está mamãe?

Helena nem responde, baixa a cabeça, da uma pequena mordida nos lábios, depois levanta a
cabeça olhando em direção a Ricardo e os dois deixam bem claro uma comunicação por troca de
olhares.

_ Bem Ari... Com licença, preciso ir ao banheiro.

Sai de repente e apressa a caminhada em direção a porta do banheiro. Ricardo recoloca as


mãos no bolso, olha bem firme para Ari e balança a cabeça numa posição afirmativa, e responde por
Helena:

_ Ari. Dona Rita ta bem. Tem passado um pequeno problema de pressão alta, mas está tomando
remédio.

_ E papai? Como está?

_ A família em si ta bem.

Só o seu Benedito que às vezes exagera na bebedeira!

Ari olha pra ele e faz a pergunta que o casal mais temia responder. Ricardo fica um pouco
pálido e faz um breve minuto de silêncio a respeito da pergunta que Ari estava para fazer...

_ Melissa... Como está Melissa?

(...)

_ Ela não resistiu Ari... Eu... Eu lamente muito!

Agora os dois fazem um breve silêncio enquanto que Helen ouvia tudo do outro lado da porta
quase aos soluços de choros, tampando a boca com as mãos.

Ari. Vira-se para o lado oposto de Ricardo e derrama suas lágrimas silenciosamente, só Deus
sabia o que passava La no fundo do coração do jovem Jose Arimatéia.

Pouco depois Helena sai do banheiro, tinha enxugado os olhos com lençinhos de papel; vai
em direção a Ari puxa ele pelos ombros e o abraça.

_ Não vou te deixar. Eu prometo; não vou nunca!

Nem Ricardo conteve sua emoção.

Ari já esperava o resultado final do médico, tinha passado algumas cirurgias, incluindo a do
fêmo na qual tinha que tomar analgésicos para aliviar a dor. Pelo período da tarde, ele receberia o
diagnóstico final, dando um perecer em todo quadro clinico de Arimatéia. A receita seria um
tratamento fisioterapeutico, que ele passaria a fazer semanalmente.

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O PROFETA DA CRUZ
Não sabia Ari como ele iria enfrentar sua situação La fora; como encararia sua família; o que faria
com os negócios. Nem mesmo sabia que todos seus bens já haviam sido confiscados, teria que
responder alguns processos jurídicos e o pior que, o que lhe salvou foi tirado do que restava em sua
conta corrente, incluindo toda despesa hospitalar.

Logo após ele receber alta, sairia daquele hospital para enfrentar o mundo que lhe cercava, só
não sabia se iriam ter forças para isso, pois so lhe restava depressão e angustia. Helena esperava do
lado de fora do hospital, enquanto Ricardo empurrava a cadeira de rodas de encontro ao taxi na
portaria.

Todas as manhãs eram melancólicas, sua vida já não era mais a mesma, seu desejo de continua a
vida era escasso. De passos lentos se dirigia a varanda da casa de sua irmã Helena, na qual estava
hospedado, ficava horas a fio olhando o céu, o movimento do tráfego dos carros e voltava ao quarto
onde se trancava e passava o outro resto de seu tempo. Não havia entusiasmo. Nem para ir fazer a
fisioterapia.

Eram só suas colheradas de comida que o satisfazia e quando se olhava no espelho via
alguém irreconhecível; barba grande, cabelo comprido, rosto afilado. Dava uma olhada no profundo
de seus próprios olhos, suspirava e voltava para o quarto que o separava do restante do mundo.

Helena não conseguia animar Arimatéia, Dona Rita ficava horas batendo na porta do quarto
tentando convencer Ari de Sair. Arimatéia só tinha uma convicção de uma coisa, não viveria mais
neste mundo infeliz, sua vida já não tinha mais sentido e justamente na noite anterior Ricardo e
Helena passaram a noite a discutir sobre Ari e que fariam. Ricardo não disfarçava sua raiva, aquela
situação estava tirando seu sossego.

As 05h00min da manhã, Ricardo sai de encontro ao banheiro, vê aporta do quarto de Ari entre
aberta. Ele empurra a porta bem devagar e toma um susto ao vê o lençol pendurado no armador, olha
aquela cena e deduz o que realmente aconteceu. Arimatéia tentou o suicídio. Ricardo não incomoda o
sono de sua esposa, vai a e procura Ari... Neste momento Arimatéia já estava a dois bairros de
distância do bairro da casa de sua irmã, sem saber nem mesmo a direção e o caminho que estava
seguindo, subia uma ladeira em direção a ponte do rio principal. Ao chegar em cima na ponte ele ouse
uma voz meiga, suave bem perto:

“Daqui da para pular nas pedras, do rio, chegou o fim de todo sofrimento”

Ari sobe no pequeno para peito, ficando de pé olhando para os 30 metros que separava a
ponte do rio principal, que do local de onde ele estava dava pra vê as pedras pontiagudas do rio.

Ele desce lentamente do para peito, segue sem rumo adiante da ponte. Ali ficaria o restante
do seu dia debaixo da ponte ao lado e margens do rio. O sono vai tomando conta de seu ser, assim
como a aurora do entardecer vai desaparecendo.

Na madrugada seguinte uma terrível dor tomaria conta do jovem Arimatéia, despertando do
seu sono com as mãos sobre a coxa esquerda, o local da cirurgia, o frio causava uma terrível dor. Ele
se levanta do chão e segue seu caminho mancando de dor, às vezes parando e enfrentando o local
dolorido. Dois dias se passavam errante pelo caminho no qual não conhecia, seguia totalmente
desorientado, quando a fome vem tão forte que parecia arrancar seu estomago.

Aquele Ari não era mais o mesmo homem comunicativo, nem esperto, não sabia como fazer
e nem mesmo o que fazer, hora sentava-se no chão, derramava suas lágrimas, lembrava de toda sua
desgraça e saia determinado a tirar sua própria vida. O cruzamento férreo era o local ideal para findar
sua dor, já dava para escutar o som do trem que estava a cominho. Ari deita-se sobre o trilho, fecha
bem os olhos e quando os abre esta do outro lado, oposto a que o trem passava, mas parecia que não
era possível, ele poderia estar deprimido, parecia louco escutando aquela voz mandando se matar,
mas não sabia que era idiota total em erra o lado que o trem passaria, ele mesmo estava vendo o
trem vindo em sua direção. Talvez houvesse um desvio na linha só que ao constatar, avaliava que o
desvio do trilho estava a mais de 2 km do local de onde o trem já estava passando, rumo ao local que
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O PROFETA DA CRUZ
se deitara. Todo o dia Ari saia à procura de alimento era restos deixados na lata de lixo, só não sabia
que teria que disputaria vez por outras os melhores restos que sobravam que eram justamente os de
refeições. O orgulho não deixava com que ele pedisse e vez por outra aceitava algo das pessoas que
se compadeciam.

Uma das vezes em que pode se deliciar com uma alimentação foi aos fundos do restaurante
MIRIARDES, restaurante granfino de zona nobre da cidade grande. Quando estava para provar
novamente daquela refeição, como do nada alguém toca em seu ombro e fala asperamente:

_ Passa a comida, idiota.

Olhando firme para aquela criatura toda esfarrapada, cabelos rastafári e com um odor
desagradável, ele como por impulso responde a altura

_ A comida é de idiota e não de merda alguma!!

Ele recebe um soco na boca do estomago, caindo e contorcendo-se de dor; recebe um chute nas
costelas lhe falta o ar e é espancado de pontas-pé de todos os lados, não sabia de onde viera outros,
pouco estava a sós, em outro tempo aparece uns agressores lhe espancando. Estava quase perdendo
a consciência quando falaram no seu ouvido:

_ Esta área aqui, é nossa.

Ensangüentado no chão, Ari respirava com dificuldade, seu rosto estava inundado de sangue.
Seus mesmo agressores saem às carreiras, enquanto se chegam alguns funcionários do restaurante
para socorrê-lo. O hospital era um local que ele desejaria manter a distância, mas era inevitável não
receber o socorro daquelas pessoas.

Alguns pontos no rosto, uma costela fraturada e a mão dismitida; era o estado de Ari, agora
novamente preso naquele hospital, não sabia o que era melhor, seu tratamento, repouso ou alimento
hospitalar.

A administração do hospital procurava identificação de Arimatéia, mesmo que para eles fosse só
mais um mendigo que perambulava pelas ruas da cidade grade.

No vai e vem das visitas, Ari já tinha achado uma escapulida daquele local, pegou a roupa do
paciente internado ao lado de seu leito, tomou um banho, barbeou-se e saiu em direção a saída do
hospital, agora estava livre; ... Novamente nas ruas da cidade.

Alguns dias depois, perambulando pelas ruas, ainda traumatizado pelo ocorrido recente ele
estaria novamente a procura de alimento, seus locais costumeiros sempre estavam com outros
mendigos esperando os restos, nem que fossem do lixo. Ao se encostar próximo ao local que
geralmente ele encontrava comida, já havia outro catando a lixeira, não poderia se aproximar ainda
estava dolorido, mancando e respirando com dificuldades, era so esperar; sentar-se e ficar olhando
como um cão que pede comida ao dono, sempre espiando, sem latir.

Aquela figura de homem, magro, alto, era um tanto esquisito, um mendigo que chamava atenção.
Catando na lixeira, levanta a cabeça começa a olhar para Ari. Que estava sentado do outro lado só a
observa, esperando uma oportunidade de se aproximar. Ele pega um saco com alguns restos, levanta
para cima.

_ Ei cara! Ta esperando o que?

Vem pegar logo tua comida.

Ari aproximou-se devagar, um pouco cabreiro, também meio temeroso.

_ Ei! Que é que tu tens, que ta todo engembrado?

_ Fui agredido, quando tava pegando comida.


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O PROFETA DA CRUZ
_ La no MIRIARDES?

_ Foi La mesmo.

_ Cara tu entrou nas áreas do Bob. Tem que aprender tomar teu espaço!

_ Como!?

_ Come ai Cara... Fica aqui comigo; Ai tu aprende.

Ari divide a comida com o rapaz, que logo se afeiçoa a (Ele). E daí inicia-se uma grande amizade.

Logo depois da comida, Ari limpa a boca,olha para seu novo parceiro, vê aquele cara esquisito,
magro de tão alto que era encurvado, falava sempre com a boca cheia, cuspindo comida pra todo o
lado. Sua aparência fazia juízo ao nome: “MANIVELA”.

Daquele local partiram em rumo a outro, no qual manivela dizia que tinha a sobremesa.
Chegando ao local depara-se com inúmeras crianças catando o lixo.

_ Ari. È Ari mesmo, Né!? Vai La nos guris e expulsa todos.

_ O que!? Não cara, não vou fazer isso não!

Manivela olha para Ari, balança a cabeça com olhar de reprovação e vai de encontro aos meninos
dando cascudos e expulsando á todos.

_ 1ª lição: Marque sua área, ta certo?

Arimatéia balança a cabeça afirmativamente repetindo as mesmas palavras:

_ Ta certo. Ta certo. Ta certo.

Daquele dia em diante os dois iriam pra todo canto, os laços de amizade se tornavam mais firme.
Em certo local estavam procurando comida quando foram surpreendidos por Bob:

_ Ei Manivela. Sai fora que é minha vez.

Manivela levanta a cabeça do tambor de lixo, juntamente com ri que fica frio e como uma pedra.
Bob reconhecia aquele barbudo de cabelos compridos em qualquer lugar.

_ Ei Manivela, porque foi que tu trouxeste pra cá esse otário?

_ Ah Bob! Tu bateu no meu amigo num foi? Ainda chamou tua gangue!

_ Foi. Se vacilar bato de novo

_ pois vem se tu e homem!

Quando Bob vem se aproximando, Ari sai dando uns passos para traz, todos pálido e passa para
traz de Manivela. Não foi preciso nem mesmo combate rígido, bastou apenas um soco de Manivela em
Bob, para ele cair e se levantar saindo às presas.

Manivela olha para Ari!

_ Viu cara! A Área agora é nossa.

Em um fim de tarde, ele se dirigiam a um local no qual Manivela não parava de falar. La distribuía
lençóis, roupas e um bom caldo quente. Ari só não imaginava que era uma ação social dirigida por
evangélicos. Logo na primeira oração ele ficou com a cara amarrada.

Agora se explicava a loucura do Manivela, depois de comer lixo levantava as mãos pro auto e
dizia:
25
O PROFETA DA CRUZ
“Bendito seja Deus”!

La do fundo vinha em direção aos dois, um garotinho, tinha aproximadamente oito anos de idade. Ele
aponta o dedo para Ari, balança e diz, de uma maneira carinhosa e meiga: “_ Jesus te ama e eu
também”. Ari abre bem os olhos e recebe em abraço aconchegante. Dava para se sentir sinceridade
e o amor radiante vindo daquela criança, era algo sobrenatural.

Manivela sai empolgado, todo sorridente enquanto Ari estava determinado nunca mais aparecer
lá. Todo domingo ao meio dia, Manivela saia para a zona central, antes passava por uma pracinha,
retirava uma pedra de cima de um poço e retirava de dentro uma bíblia, certo que também neste
poço ele guardava outros objetos pessoais. Ficava debaixo de um alpendre ali sentado como se
espera-se alguma coisa, Ari ficava somente á acompanhar-lo, sem perguntar. De repente surge um
senhor bem trajado, vem com a bíblia na mão e na outra uma sacola com algumas quentinhas. Em
pouco tempo, apareciam outros mendigos da região, ele ficava com uma quentinha e comia junto com
os demais. Ali eles falavam, riam jutos, tiravam algumas brincadeiras e depois começavam a falar de
Jesus; sua morte e paixão, falava e fluía uma paz. Ari mesmo um tanto cabreiro ficava a escutar.

Depois de alguns domingos, aquele pregador se dirigi a Ari.

_ tudo bem Ari? Rapaz senti vontade de te presentear, posso?

_ Claro!

Ele retira de uma sacola uma camisa de linho fino, dava pra vê que era nova. Ari da um sorriso
sem graça, agradece e recebe. Aquele senhor da um sorriso estende a mão e aperta a mão de Ari,
fitando bem em seus olhos.

Ari procurava se afastar daqueles momentos aos domingos, assim como também nas sextas-
feiras onde havia o sopão.

Todas as noites, Manivela antes de dormir, lia alguns versículos bíblicos junto com Ari, orava e
caia no sono, dava para se perceber aos poucos a mudança em Manivela, porém era o único que
conseguia se aproximar de Ari pregando a bíblia. Certo domingo Ari partia em busca de comida
enquanto Manivela saia de encontro ao homem de Deus. Mais tarde ao se encontrarem, manivela
passa um cartão junto a um embrulho de presente. Estava escrito: “Arimatéia. Sei muito bem o amor
de Deus para contigo; sei quanto você é para Deus. Paz do Senhor”!

Olhando para Ari, dava para se perceber seus olhos querendo lagrimejar, Manivela olha para Ari e
começa a brincar com a situação.

_ Chora Ari. Chora. Quero vê agora se tu não aceita a palavra de Deus.

_ To chorando não... Vai vê se to na esquina Manivela!

Manivela apontando o dedo na cara de Ari ficava dobrando-se de rir. Até Ari toca num assunto
que mexesse com ele.

_ Preciso agradecer cara.

_ Pelo menos antes abre, pra vê o que é.

Ao Abrir o presente, era uma camisa de linho fina. Manivela olha para o presente e revela:

_ Ari. O pastor não vai vim mais.

_ Porque cara!?

_ Sei não. Entendi que ele ia viajar pra índia.

26
O PROFETA DA CRUZ
Aquele homem de Deus poderia ter ido, porém a semente ficou plantada. Era assim na vida de
Manivela. Todas as noites ele abria a bíblia, lia algumas passagens para Ari:

_ Olha só Ari o que é que Deus diz: “Porque o filho do homem veio salvar o que estava perdido”. Viu
cara, Deus quer é pecador mesmo.

_ É por isso que todo evangelico já foi errado na vida?

_ Eu acho que é!... Ele veio pros pecadores.

Logo depois de lerem, Manivela fazia uma breve oração, e caia no sono. Naqueles dias enquanto
perambulavam acharam um bom abrigo na periferia, era uma casa um pouco arejada, possuía muitos
cômodos, dava até para repartir com demais. Pena que tinham que repartir tanto com pessoas de
bem, como pessoas marginalizadas. Ali tinha de tudo, ponto de trafico, motel e esconderijo de
assaltantes.

Em uma manhã dava para se ouvir o berro, parecia que alguém estava sendo torturado o que Ari
e Manivela podiam fazer era que os demais faziam: Ficar em silêncio.

Dias anteriores aquele, Manivela estava com alguns surtos de febre, não tinha muito apetite.
Coisa contraria aquele magricelo esfomeado, não passava uma hora sem que estivesse mastigando
alguma coisa. Ari sai, e volta munido de alimentos para repartirem entre si. Nas noites frias, manivela
se cobria com cobertores e obrigava Ari a lê algumas passagens bíblicas e até mesmo orar. Ari saia-se
bem, embora sua dureza de coração o atrapalha-se.

No dia dos gritos, bateram na porta dos dois:

_ Manivela. Ari. Todo mundo tem que sair cara.

Ari responde:

_ O que foi que aconteceu?

_ Mataram um cara ai. Sujou. Quem ficar se complica.

Tiveram que deixar o cômodo que tanto eles zelavam.

Na noite seguinte, Manivela estava na rua juntamente com Ari, debaixo de um alpendre o
noticiário não era outro a não ser o da casa abandonada: “esquartejaram um homem vivo!” Era o que
dizia a manchete. Manivela batia os queixos de frio. Ari preocupado sentia que a situação era séria, às
vezes Manivela cuspia secreção e sangue. A madrugada era chuvosa e fria a água respingava nos
dois, até que Manivela desse uma palavra.

_ Ari. Ta acordado, cara?

_ To. O que é?

_ Cara... Eu sou servo de Jesus ou não?

_ È cara! É claro que é

Ali Manivela silenciou-se, Ari pegou a bíblia leu alguns versículos e fez uma oração sem que
Manivela o forçar-se.

Na manhã seguinte, Ari levanta-se, não incomoda Manivela e sai à procura do café da manhã. Era
uma manhã nublada, respingava, garoava às vezes. Trinta minutos depois voltava Ari com um café
quente e alguns torradas.

_ Acorda Manivela. Olha só que foi que eu trouxe! Manivela?

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O PROFETA DA CRUZ
Ele se aproxima balança e chacoalha Manivela que não responde. Põe a mão sobre seu coração e
vê que ele não estava mais vivo. Ari puxa o corpo de Manivela abraça chorando:

_ Manivela. Não me deixe cara. Não me deixa. Eu trouxe café, ta bem quentinho, acorda!

Ali ele chorava enquanto que as pessoas que passavam percebiam que o rapaz tinha falecido.

UM VERDADEIRO ENCONTRO COM DEUS

(Capítulo 4)

Já fazia um bom tempo que ele não ouvia aquela voz, agora ela volta com mais força. Era vontade
de desaparecer deste mundo, Arimatéia não via mais sentido em continuar nem nas ruas e nem nesta
vida, e a voz contribuía para isso.

Um dia passava; a noite ia embora e o tempo corria, passavam-se já três dias que não comia nem
mesmo procurava alimentar-se. Seria ideal procura a Av. Principal, é um transito rápido e violento,
qualquer pedestre que se passa por lá descuidado, assinava sua morte.

Passando pela praçinha central, Arimatéia lembrou-se do local que Manivela guardava seus
pertences, lembrou-se da pequena bíblia: Poderia ser isto que preenche-se o vazio que Manivela
deixou. Ari tira de dentro do buraco somente a bíblia, os olhos enche-se de lágrimas, ele rapidamente
esconde entre os braços e carrega. Ao iniciar a leitura aumentava o desejo de suicídio à voz alarmava
em sua cabeça só que desta vez não o incentivava a tirar sua vida e sim desistir daquela leitura, ela
repetia: “Você vai ficar louco, fanático como os crentes”!

À medida que lê, ele fica com mais vazio em si, uma depressão terrível!

Joga fora a bíblia em uma lata de lixo na esquina da Av.Central, próximo a pracinha, sai
desnorteado, parecia um zumbi ambulante. Algo o puxava rumos à morte faltavam dois quarteirões
para chagar na Av. Principal, no qual estava disposto a jogar-se sobre os carros, que ali passavam em
alta velocidade. A voz não se calava dizendo: “É O FIM”. De repente ele não estava mais nas ruas,
desconhece aquele local, da uma olhada ao seu redor e percebe que esta dentro de uma igreja. Como
poderia aquilo!? Veio a sua lembrança o dia que se deitou sobre os trilhos (...) foi quase a mesma
experiência. A voz já não o incomodava, havia paz, de repente uma brisa suave toca-lhe o corpo, ele
olha para frente, enxerga o altar, vai adiante e curva-se pronunciando palavras que vinham a sua
cabeça:

“Jesus Cristo é o Senhor da Vida”. Abre seus lábios e começa a orar.

_ Deus, eu sei que existis. Perdoa-me. Perdoa-me... Perdoa-me. Ajude-me, eu quero viver. Eu quero ter
outra chance!

Ari cai em prantos, levantando as mãos para cima, seu corpo estremecia e arrepiava-se. Parecia
que estava louco, chorando de alegria, era grande contrate, pois o momento que estava vivendo era
de grande amargura.

Ele se levanta, vai de encontro à saída, para um pouco se vira para o altar, quando é abordo por
um home que lhe dirige a palavra:

_ Por favor. Queira se retirar

Ele olha nos olhos daquele homem da um sorriso e tenta abraçá-lo quando leva um empurrão e
toma uma chave de braço. Não consegui nem mesmo abrir a boca para defender-se, olhando para o
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O PROFETA DA CRUZ
lado na igreja, podia vê outro homem de pé, bem vestido que acompanhava toda a situação. Ele é
empurrado para fora com bastante violência caindo de quatro. Levanta-se e sai pulando, socando
para cima num ato de vibração, era um gozo incontrolável, A primeira coisa que ele pensou foi na
bíblia que ele jogou na lata do lixo, teria que resgatá-la.

Arimatéia resplandecia e exuberava muita alegria. Ao passar por uma vidraçaria ele retorna.
Começa a ver seu reflexo no espelho, embora sua aparência externa fosse de um andarilho
esfarrapado e moribundo, ele mesmo percebia que não era o mesmo.

Agora ele corria saltando de alegria rumo à lixeira no qual jogou a bíblia, só que chegando ao
primeiro quarteirão, ele vê o caminhão recolhendo os lixos, de repente para, o fôlego quase
fumegante, desanima-se e vai andando com os olhos fixos para o caminhão. Ao chegar à lata de lixo
da esquina na Av. Central, ele da uma olhada passa de lado até que sente um impulso e retorna para
olhar de mais perto, só poderia se um milagre!... Ele olha novamente sem acreditar, não recolheram o
lixo. Voltando as outras latas de lixo, vêem todas elas vazia, Ari cai de joelho, coloca a bíblia sobre sua
testa inclinando a cabeça e solta um brado de louvor! Aleluia!!!

Naquele mesmo dia, já ao entardecer ele lembra que era o exato dia do sopão dos crentes, outro
milagre acontecia, não seria como antes no qual evitava participar do sopão, ele mesmo repudiava,
agora estava louco para estar no meio deles. Chegando ao local, muitos dos seus conhecidos ficaram
apontando admirados, conheciam muito bem sua antipatia. Ele passa no meio de todos, naquele
instante já tinham distribuídos sopão, estavam preparando-se para o momento de reflexão. Ari sobe
no pequeno altar ao centro e ousadamente levanta a bíblia e começa a falar do amor de Deus:

_ Atenção! Todos que estão aqui. Venham; e ouçam; e vejam as grandezas do Deus vivo.

Neste momento, começam a se aglomerar todos que estavam no local. Tanto evangélicos como
moradores de rua. Havia algo diferente naquela voz chamativa, bem que muita curiosidade de saber o
que o amigo inseparável de manivela iria falar.

_ Vivia eu nas ruas, muitos aqui me conhecem. Até a pouco tempo atrás eu poderia ter aparência de
cidadão, porém era uma serpente venenosa, não queria saber nada de Deus, foi ai que perdi tudo, até
mesmo a vontade de viver. Agora Deus me resgatou e estou certo que Jesus vive em mim, já não
tenho mais vontade de morrer e toda minha amargura se transformou em alegria, mesmo eu não
sabendo como pode ter acontecido isto! Agora com certeza vou falar pra todo mundo que Deus Ama e
principalmente o pecador, este era o meu caso...

De repente do meio da multidão sai um homem, com as palmas das mãos estendidas para o alto
e bradando o nome de Arimatéia. Ari interrompe seu discurso, fica a olhar aquele homem que vinha
em sua direção, tentava identificá-lo. O homem estava chorando, não conseguia nem ao menos falar.
Ari desce do pequeno altar, sai de encontro ao homem olhando bem direto nos seus olhos. Surpreso,
Arimatéia levanta os dois braços para o alto da um brado de glória e abraça o homem que na verdade
era Cláudio, seu irmão. Os dois choram se reconciliando e trocando palavras de amor. As pessoas ao
redor começam a aplaudir aquela cena, enquanto que os dois choravam em voz alta.

Também em meio aquelas pessoas aproxima-se dos dois, uma senhora de cabelos grisalhos,
vinha ela falando enrolada, Ari ficava perplexo e admirado, nunca tinha visto aquilo. De repente ela
olha nos fundos dos olhos de Arimatéia, segura firme em seus ombros:

_ Meu filho! Você nem sabe o quanto orei por você! Nunca, nunca senti Raiva de você, Deus sempre
me falou que você é um escolhido.

Como do nada suas palavras começam a ganhar outro significado.

_ O meu servo! Tirei-te do fundo de um poço imundo, te atrai com grande amor, de agora em diante
veras a minha glória! Tão somente recebe o meu poder.

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O PROFETA DA CRUZ
Ela coloca a mão sobre a cabeça de Arimatéia e começa a orar enquanto Ari baixa a cabeça e
novamente derrama suas lágrimas e sente pela segunda vez, aquele mesmo gozo inicial.

Ao término da oração, Ari de frente para Cláudio e aquela senhora, começa a fazer perguntas:

_ Eu conheço a Senhora!? É de algum canto, mas conheço!

_ Filho, poucas vezes você me viu. Mas da ultima vez que nos vimos, você estava atribulado

_ Quando!?

_ Quando você foi pegar minha filha em casa, você chegou aos berros.

_ Meu Santo Jesus!!! A senhora... A senhora... A Melissa!

_ Calma filho! Satanás já é um derrotado! A minha oração foi ouvida.

_ Me perdoe. Perdoe-me.

_ Claro! Jesus te perdoou, eu... Também!

Os dois se abraçaram. Daquele dia em diante, aquela senhora seria sua segunda mãe. Ari olha
para Cláudio e o enche de perguntas:

_ Cláudio, eu te amo cara! Perdoa-me.

_ Ari. Precisa eu dizer alguma coisa? È claro que sim cara!

_ Cadê mamãe? Papai? Helena? Quero saber tudo.

_ Senta ai cara, vou te contar. Mamãe ta bem. Sofre um pouco do coração, Papai... Faleceu

_ Quando?

_ Três anos depois de você sumir. Deprimiu-se e só vivia para beber. Quero te dar outra notícia ruim...

Augusto também faleceu... Cirrose hepática! Helena e Ricardo estão bem e vovó ta mais velhinha que
nunca.

Ari dar um pequeno sorriso. Cláudio olha no fundo de seus olhos:

_ “Quem esta em cristo nova criatura é, as coisas velhas ficam para traz, e agora Deus faz tudo novo”.

Ari espreme os lábios, solta algumas lágrimas e vibra glorificando á Deus. De repente surgem
alguns mendigos que se aproximam de Arimatéia.

_ Ari. Nos aqui estamos querendo esse Jesus ai, que tu aceitaste.

Os irmãos que estavam próximos começaram a aplaudir e a glorificar a Deus.

A noticia correu rápido. Dona Rita estava com crise de pressão, Cláudio já tinha levado Arimatéia
para sua casa, a ansiedade aumentava a cada hora para um encontro familiar. Cláudio agora tem que
da a notícia desagradável para Ari.

_ Ari. As meninas estão a caminho, já que elas chegam, vem trazendo a vovó.

_ E mamãe, não vem?

_ Lavaram mamãe pro hospital. A pressão dela subiu com a notícia! Coitada da mamãe, já tem
sofrido, com aquela pressão alta.

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O PROFETA DA CRUZ
Ari baixa a cabeça, fechado os olhos e começa a interceder. Quando termina a oração. Cláudio faz
uma pequena observação.

_ Ari, faltou você falar o nome de Jesus!

_ Há! Ta certo. Em nome de Jesus.

Os dois sorriem, olhando fixo um para o outro e voltam a se abraçar.

A casa de Cláudio era pequena, tinha apenas dois cômodos, a alegria maior de Ari era os seus
sobrinhos. Não sabia Arimatéia que Cláudio se dedicava ao máximo indo até mesmo viajar,
justamente porque na época sua namorada estava gestante. No dia que Cláudio saiu de casa, expulso
pelo pai. Pegou as bugigangas que trouxera e montou uma barraquinha pelo centro da cidade grande.
Foram dias difíceis! Hoje ele conta com um comercio legal. Isto é que vem o sustentando.

Fazia um pouco mai de seis anos que Ari saíra sem rumo, o incrível era que em todos esses anos
nunca foram encontrados pelos Seus familiares, perambulando pelas periferias e regiões
metropolitanas, o maior tempo ele passou na região central foi os tempos com Manivela. Agora o
encontro seria maravilhoso, uma verdadeira vitória! Helena seria a primeira a chegar e abraçando
beijando seu irmão tão amado.

Vovó andando de bengala não deu a menor importância, não reconhecia Ari e nem mesmo
lembrava. Era uma alegria única aquele encontro. A esposa de Cláudio chorava de emoção. Pouco
depois encosta um carro no portão da casa, era Ricardo, esposo de Helena, juntamente com sua filha
mais velha e dona Rita, que pulavam do carro de encontro à família. Chegam anunciando os
acontecimentos,a primeira notícia veio de patrícia a filha mais velha de Helena.

_ Mamãe!! Nem sabe o que aconteceu!?

Vovó focou boazinha!

_ Como é que é!? A pressão baixou?

Ricardo toma a palavra:

_ Melhor... O médico diagnosticou, constatou uma pressão normal e encaminhou um novo


cardiograma, porém, observando, viu os batimentos cardíacos em perfeito estado.

Cláudio olha fixo para Ari. Os dois começam a vibrar, glorificando a Deus. Dona Rita surpreendendo a
todos afirma que sentiu um toque que esquentou seu peito e tórax esquerdo. Até aquele momento,
Helena e seu esposo, não eram evangélicos, receberiam o convite para participarem de um culto e daí
em diante iriam se firmar na igreja.

Arimatéia não tinha palavras para com Dona Rita, os dois passavam o resto do dia abraçado, Ari
sentia-se uma criança no colo da mãe. A Alegria da família aumentava a cada boa noticia. incluindo o
diagnostico final de dona Rita que constatava cura.

Domingo era o dia especial para Arimatéia, estaria ele indo à igreja com grande ansiedade,
mesmo que fosse com roupa emprestada de Cláudio. A curiosidade também era saber qual era a
igreja de Cláudio. O sopão era realizado por irmãos de diversas igrejas. Na medida em que iam
caminhando para igreja, Ari ficava perplexo olhando os locais que costumava ficar. Chegando ao local,
Ari um tanto atônito, com os olhos fixos e boca aberta a porta do templo. Até que Cláudio percebe e
toma a palavra:

_ Que foi Ari? Que é que tu tem!?

Um pouco de silêncio (...)

_ Foi aqui que eu encontrei Jesus!

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O PROFETA DA CRUZ
Cláudio dar um sorriso de alegria e da uma tapinha em suas costas.

_ Vamos logo!

Mal sabia o episódio que aconteceu naquele local. Ari entra meio cabreiro, olhando para todos os
lados até identificar os homens que expulsaram ele dali, porém não encontrando!

O culto começa dando um susto em Ari. Que nem mesmo conseguia orar perplexo, olhando
aquele homem orando no altar, justamente o homem que lhe jogou para fora do templo, mais
surpreso ele ira ficar quando o outro homem assumisse o púlpito, era o homem que ele viu assistindo
ele ser jogado para fora.

Quando Cláudio olha para Arimatéia, Vê ele sentado perplexo, pasmo... Até ele o sacudir e lhe
dirigir a palavra.

_ O que foi Arimatéia? Que bicho te mordeu?

_ Quem são aquele dois homens que falaram agora?

_ O mais alto que falou primeiro, é o prebistero Maurício, e este que fala agora é o pastor Carlos. Por
quê?

_ Não... Depois te falo.

Ao término do culto, Cláudio puxa Ari pelo ombro e o encaminha em direção ao altar, onde o
pastor Carlos cumprimentava os fieis. Ari suava as mãos, dava pra vê em sua fisionomia pálida, sem
jeito. Até Cláudio o apresentar:

_ Pastor. Quero que conheça meu irmão de sangue Jose de Arimatéia.

_ Tubo bem Arimatéia? Ficará se consagrando conosco?

Arimatéia um tanto desengonçado, falta não responder gaguejando.

_ To... To bem pastor, Vo... Fi... Fi... Ca... Aqui.

Ao saírem, Cláudio pergunta de imediato a situação:

_ O que foi que aconteceu pra você ficar daquele jeito?

_ O pastor não me reconheceu, mas foi ele que presenciou quando, aquele presbisto me colocou pra
fora.

_ Ari. É presbítero. Você deve ter chamando a atenção deles, levantando suspeita.

-não se preocupe Claudio, o assunto morre aqui.

Ari com certeza perdoaria aquela má compreensão, ainda muitas águas iria rolar.

Nos dias seguintes, Cláudio estaria contando com uma grande ajuda e força em seu pequeno
comercio, era um talento nato de Ari, comercializar. As vendas dia a dia cresciam cada dia um novo
cliente. O maior pedido de Arimatéia era o espaço que ele pediu a Cláudio, que era uma liberação a
partir das 15h00min da tarde, tempo para dedicar-se a leitura e devoção bíblica. A hora de almoço.
Pegava sua quentinha sai em meio ao centro, achava um mendigo, dividia sua marmita e ficava a
meia-hora de intervalo para almoçar junto aos pobres:

Aqueles velhos tempos de domingo entre família estavam de volta, só que desta vez diferente,
era um verdadeiro culto doméstico. Não demorou muito para que Ari estivesse trazendo uma questão
átona: evangelismo e caridade. Seriam perguntas que traria para Cláudio.

_ Cláudio, sera que o pastor Carlos deixaria evangelizar?


32
O PROFETA DA CRUZ
_ Não sei Ari, esse negócio de Evangelizar... Vamos perguntar a ele!

_ Se ele precisar eu ajudo no sopão!

_ Não cara! Não fala do sopão pra ele não.

_ Por quê? Não é a igreja que faz?

_ Não, ali é uma obra particular de alguns irmãos que resolveram fazer!

_ E isto não é bom!?

_ Ele critica e desaprova não é o sopão, e sim o movimento de irmãos de outras igrejas.

_ Poxa!...Eu não entendo!

Naquele domingo seguinte. Estaria Ari falando com o pastor o assunto, não sabia Ari que ele seria
barrado até o seu batismo, que ocorreria um mês depois.

_ Pastor, eu vim perguntar se posso me juntar aos irmãos para evangeliza?

_ Tenha um pouco de paciência Ari.

Procure se batizar e lê a bíblia.

_ Falta alguns livros do antigo testamento para terminar de lê.

_ que bom! Continui a leitura.

Não demoraria muito para que Arimatéia se batizar se e ao mesmo tempo se destacar-se na
igreja, seu nome seria uns dos que seriam cotados para assumir trabalhos evangélistico,

Aos domingos a noite surgia a porta da igreja, alguns mendigos, ficavam sentados nas últimas
cadeiras, o mau cheiro, e a fisionomia, a aparência incomodava os membros daquela igreja, eles
procuravam pelo nome de “amigo do Manivela”. Um deles citou o nome de Ari. Agora este seria o
debate da próxima reunião eclesiástica, onde decidiriam o destino de tantos mendigos indo a
congregação. O jeito mais provável era encaminhar os mendigos para o pátio, ou até mesmo retirá-
los. Até a palavra final do pastor Carlos.

_ Não podemos desprezar os pobres coitados, vamos vê se nós alimentamos eles e reservamos um
local próprio para recebê-los.

O Presbítero Maurício toma a palavra:

_ Pastor, se acostumarmos eles viram em multidão, que pode nos dizer se todos são de bem? Será
que não corremos risco de ser lesados?

_ Vamos vigiar! Como está escrito.

A medida que se passava, aumentava o número de visitantes moribundos; uns mostravam


tatuagens, uns de camiseta; suas aparências não muito agradável. A conclusão seria chamar a
atenção de Ari e saber ao certo o que estava acontecendo, para aquela igreja estar tão freqüentada
por aquele tipo de pessoas. O pastor estaria chamando Ari a participar da próxima reunião.

No dia da atual reunião:

_ Vamos dar inicio a nossa reunião dando oportunidade ao irmão orar!

Depois da oração, abordado pelo assunto que era o principal da noite;

_ Ari, como você tem feito para trazer tanto mendigos para igreja?

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O PROFETA DA CRUZ
_ Há pastor! Eu me juntei a alguns irmãos e todas sextas os alimentamos e eu dou uma palavra
amiga!

_ Sopão!? Como é que é isso?

_ è um método que nos encontramos de evangelizar e fazer ação social.

_ Nós, Quem?

_ Outros irmãos que já conhecia de outras igrejas, incluindo Dona Francisca, que é aquela senhora do
meu testemunho... O senhor lembra?

_ Sei! Só quero que você fique sabendo que nós não concordamos com estes tipos de movimento, que
envolve diversas denominações. É um movimento perigoso! Agora fica decidido que o irmão não se
meta mais nestes movimentos e trate de pedir para que estas pessoas que estão vindos lhe procurar,
venham um pouco mais bem trajadas, nossa igreja é de classe média e não tem maturidade para tais
casos.

A decisão final seria o diácono Marcos assumindo o Evangelismo e Ari seria cotado para o
diaconato.

Arimatéia estava endereçando as pessoas evangélicas, que eram moradoras de ruas a outro
local. passando-se um mês depois da decisão, ainda não se tinha uma posição correta para o dia
próprio do evangelismo.

Ari ao procurar, o pastor, sempre pedindo para evangelizar,enquanto que o diácono Marcos Pedia
um pouco de paciência. Ari vez por outra chamava alguns para nos fins de semana saírem a pregar o
evangelho. Até ser barrado por Marcos:

_ Arimatéia, não é permitido passa pela minha autoridade! Tenha mas paciência, iremos da inicio
nossas atividades.

Logo os evangelismos seriam nos feriados e fim de tarde aos fins de semana; o pedido de avisar
em público às vezes era esquecido pelo pastor Carlos, que sempre pedia desculpas e prometia avisar
em outras oportunidades.

Nos dias próprios de Evangelismo, Arimatéia costumava ficar plantado, esperando alguém
voluntariamente se oferecer a juntar-se, poucas vezes saía com Marcos que tinha seu tempo um
pouco ocupado com sua vida secular. Arimatéia estava decidido a pedir permissão ao pastor, de falar
em público a respeito da pregação evangelistica. Sendo sua oportunidade frustrada por não conter
um cargo eclesiástico. Então seria Marcos a pessoa ideal; só não esperava que Marcos esquece-se de
pegar a oportunidade. Sem contar que de vez por outra não poder dar o aviso devido o tempo de
celebração do culto.

No primeiro aviso, alguns irmãos fizeram o compromisso de juntar-se ao evangelismo, só que os


fins de semana continuavam os mesmos.

Ari estava convicto que precisaria de ajuda, coisa que teria de sobra com outros irmãos que
conhecia. Na tarde que o diácono Marcos decidiu tirar para evangelizar, ficou surpreendido ao ver Ari
e mais cinco pessoas, porém Sua surpresa não estava nas quantidade de pessoas, e sim no tipo de
pessoas, incluindo a irmã Francisca, mãe de Melissa!

Na reunião seguinte seria este assunto em pauta.

_ Ari, quem são os irmãos que você convidou para evangelizar?

_ São amigos particular.

_ Não é que sejamos preconceituosos, mas é bom que o evangelismo seja feito por nossa igreja, o
irmão tem que deixar de se precipitar e esperar a liderança tomar a decisão.
34
O PROFETA DA CRUZ
A reunião terminaria com a suspensão temporária do evangelismo, para dar espaço a 3ª festa de
Koinonia e aniversário da igreja. Arimatéia ficaria surpreso ao vê o apoio e a dedicação de toda igreja,
certamente este era a estratégia apropriada para que a igreja estendesse o evangelismo!

A proposta de Arimatéia era que fizer-se o mesmo modelo de evento, só que voltado a uma ação
social. A resposta seria barrada; para a liderança o evangelismo já tinha sido feito na 3ª festa, pelo
convite de cada irmão para trazer um visitante.

Fim de semana posterior ao evento, Arimatéia como sempre esperava frente ao templo, tinha ele
combinado com alguns irmãos da igreja.

Ligando para o diácono Marcos, ele lembra que o pastor liberou toda e qualquer outra atividade,
incluindo o evangelismo; o mês seguinte seria mês de descanso do evento.

Agora Ari estava às sós. Saiu um tanto sem rumo, em direção a região central da cidade.

Em meio ao caminho deu de cara com Nando, ex-traficante que residia na casa em que Ari a
Manivela se abrigavam. Ele veio de encontro a Ari, o abraçou aos prantos, não muito sóbrio.

_ Ari! Veio me salvar cara! Jesus num te salvou? Pedi também pra ele me salvar, mano.

_ Claro Nando!

Ari põe as mãos no alto da cabeça de Nando e intercede por sua vida, daquele local, Nando pega
o caminho oposto ao que vinha e separa-se de Ari, que volta rumo ao templo, pensa roso a respeito
daquela vida.

No inicio da semana seguinte, enquanto Ari trabalhava na lojinha de Cláudio, surgi àquela figura
assustada, olhando par um lado e outro e lhe dirige a palavra:

_ Arimatéia, vim te pedir um favor.

_ Quando Ari despercebido se volta para atender aquela pessoa que lhe dirigia a palavra, fica um
tanto surpreso, era Nando, Ari logo o indaga:

_ Cara. Porque foi que não me procurou ontem na igreja?

_ Fui lá, só que pediram para esperar me dirigindo para outro local.

_ O que foi Nando?

_ Ari, se lembra do Santos?

_ Mais ou menos, não tenho muita lembrança

_ Eu to devendo a ele. O pior é que eu muito doido disse que daria um tiro nele!

_ Como posso te ajudar?

_ A oração que você fez cara! Eu tava muito doido, só que me lembro que você orou! Fui pra igreja, lá
perguntaram se eu queria Jesus, eu disse que sim! Depois que você orou, a abstinência cessou cara!

Ari admirado ficou sem ter uma resposta, quando Cláudio entra na conversa:

_ Por que nos não falamos com esse tal Santos?

Os dois quase que simultaneamente responderam negativamente. Ari tem outra idéia.

_ Já sei! Vou pegar um dinheiro que tenho e vamos para a grande metrópole, Nando!

_ E minha família cara?

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O PROFETA DA CRUZ
_ Levamos eles também, Lá tenho um abrigo que conheci. Você passa um tempo por La.

Na noite seguinte, Nando e sua família foram de encontro à casa de Cláudio, era de lá que
seguiriam de viajem, nem ao menos perceberam que estavam o seguindo isto cairia nos ouvidos de
Santos, que furioso não só acertaria as contas com Nando, como também do que Nando tinha dito.

O ônibus para a cidade da grande metrópole sai as 05h00minhs da manhã, era preciso Arimatéia
acompanhar-los. Santos e seus capangas foram à casa de Cláudio, ali ele saberia o destino de Nando.

_ hô de casa!

Cláudio um tanto sonolento, vai à porta achando que era Arimatéia tinha voltado, isto já era
aproximo das 05h00minhs da manhã.

_ Oi, o que deseja?

Santos com a arma em punho deixa bem claro que esta muito nervoso.

_ Quero saber cadê o cara que entrou na tua casa, que eu sei.

_ Ele... Já... Já... Foram,

Ele estica o braço com arma em punho e começa a gritar. Cláudio é tomado por uma paz! sabia
que era algo divino.

_ Olha amigo, pegaram o ônibus para grande metrópole só te digo uma coisa, aquelas vidas são de
Jesus.

_ Quero vê quando meu revolver se encontrar com eles!

Cláudio sentia uma segurança enorme. Com certeza Deus estava no negócio, Santos sai
juntamente com seus capangas cantado pneus no carro, enquanto Cláudio curva seus joelhos
louvando e intercedendo.

A 1ª VIAGEM MISSIONÁRIA

Capítulo 5

Havia uns vinte quilômetros que o ônibus já percorrera, quando faz a primeira parada. Nesse
tempo, Arimatéia desce rapidamente do ônibus, iria ligar para Cláudio, o motorista do ônibus o deteve
para retorna para dentro do veículo. Percorrido os cinqüenta quilômetros, o ônibus para bruscamente,
enquanto Ari atento observa toda situação, Nando dormia juntamente com sua esposa e filho.

De repente sobe no ônibus, aos berros, um cara com uma arma em punho, alguns entram em
pânico, enquanto que o motorista com as mãos para cima pedia calma. Santos vai até o meio e dar
uma ordem aberta:

_ Nando! Desce do ônibus, só tu cara. Vamos vê se tu é homem!

Neste momento a esposa de Nando entra em pânico, enquanto que Nando tenta acalmá-la e sai
do ônibus juntamente com Santos, Ari sai atrás, a ordem de Santos era que o motorista pagaria,caso
chama-se a policia... Os passageiros tentavam consolar a esposa de Nando e seu filho, enquanto que
o ônibus prosseguia viagem,
36
O PROFETA DA CRUZ
A arma já estava engatilhada da cabeça de Nando, enquanto ele com os olhos exprimidos, cheios
de lágrimas esperava o tiro. Ari toma a palavra:

_ Amigo! Não faça isso. Sei que nós dois temos uma dívida contigo, nos da um tempo de saudar esta
dívida.

_ Quem é você meu irmão?!

_ Sou o irmão em Cristo deste homem, que agora não é dele mesmo, mas sim do reino de Deus!

_ Cara! Tu da doido é?

Ari sentiu que falou pelo poder do Espírito. Enquanto que Santos zombava.

_Vamos vê se esse tal Jesus vem salvá-los!

_ Tão certo como Deus é fiel! Esta vida é dele e não tem que diga o contrario.

_ Se esse Deus salvar ele, a divida ta perdoada.

Nesse instante, ele puxa o gatilho quatro vezes seguido, e a arma não funciona.

Nando cai de joelhos, chorando e dando glória a Deus e Ari sai vibrando com Lágrimas nos olhos
e abraça-se com Nando. Santos perplexo sai aos poucos com os olhos arregalados e sem dar um
apalavra, seus capangas esperavam no carro.

Um pouco mais a frente, vinha ele calado sem entender o que aconteceu, começou a olhar se o
revolver estava realmente carregado, manda para o carro e sai desta vez fumas ando de raiva.
Aponta o revolver para ima e descarrega para o ar.

Estavam os dois afora naquela estrada, mato de um lado, mato do outro. Ari só tinha dinheiro de
uma passagem, só restava uma decisão, Nando pegaria o próximo ônibus para grade metrópole e ele
voltaria de carona.

Arimatéia deixa o endereço com ele, para ao chegar na grande metrópole liga de imediato para
ele ou dizer seu nome ao proprietário da casa de repouso e abrigo. Com certeza a família de Nando o
estaria esperando na rodoviária, só que não imaginava que iria ter um pouco de transtorno, sua
esposa já estava de caminho de volta em uma viatura federal.

Ao entrar no ônibus, Nando despede-se de Ari, com um sorriso melancólico. Acena com as mãos
rapidamente e prossegue em viajem. Arimatéia volta em sentido à cidade grande, já estava com a
garganta seca, não lhe restava nem um tostão. Até que teve a idéia de procurar a próxima casa.

A beira da estrada tinha um pequeno caminho, viu que ali pessoas entravam, ora de bicicleta, ora
montado em cavalo, com certeza havia moradia naquela direção.

A casa mais próxima ficava a uns três quilômetros da estrada. Era uma casinha humilde, com
crianças sentadas a porta, viu ele que uma senhora vinha La de dentro:

_ Pois não moço! Em que posso lhe ajudar?

_ A senhora pode me dar um pouco de água?

_ Só tem água de pote.

_ Tudo bem.

Enquanto estava ali a conversar e beber água, sentia que algo dentro dele o incomodava a seguir
adiante.

_Senhora, Por essa estrada aqui, eu chego a aonde?


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O PROFETA DA CRUZ
_ Logo mais, ai pertinho é uma pequena vila, adiante o senhor chega a vale doce.

Este era o novo itinerário de Ari.

Não sabia exatamente o que faria ali, na verdade o certo era esta na estrada, caminho de volta
para casa.

Chegando à pequena vila, a primeira coisa que a vista é um templo pequenino, agrupado aquelas
casas humilde, Ao pedir informação. Soube que aquela igreja funcionava somente aos domingos, em
vez em quando alguns dias da semana.

Ao cair da tarde, Ari encontrava-se sentado, a porta da igreja. Sua única comida tinha sido
algumas frutas que carregava na bolsa. Ele adormeceu, Acordando com um irmão o sacolejando. Viu
que o irmão carregava uma pequena caixa de som em sua bicicleta. Ari deduziu que era dia de culto.

_ Irmão, paz do Senhor.

_ Paz do Senhor! (responde Ari)

_ O senhor mandou tua arma, vaso!

_ O que!?Que arma?

_ Essa caixa de som, pra fazer o culto. Ta com a espada ai?

Ari não tava entendendo muito aquela linguagem, nem muito menos que aquele irmão não
estava ali por acaso! Aquele irmão vai a umas casas, entende a fiação de energia, prepara o
microfone e inicia uma oração e começa a falar.

_ Atenção!!! Moradores do brejo fundo, Deus enviou este homem seu servo, porque sabe que vocês
têm sede e fome de sua palavra, venham escute a palavra de Jesus!

Arimatéia ainda não tinha caído em si, quando aquele irmão passa o microfone para ele. De
repente, Arimatéia é tomado por uma ousadia única, um desejo imenso de fala de Jesus. Ele inicia
mansamente, gaguejando algumas palavras. Menos espera aglomera-se quase toda pequena
comunidade. Enquanto que Ari vai pregando, as pessoas o olhavam quase que sem piscar os olhos!
Menos espera vê muitas delas chorando; outras caiam de julhos com as mãos no rosto, algumas se
agarravam em outros. Foi preciso ele para um pouco; estava maravilhado vendo aquela cena. Ao
termino, ninguém queria voltar as suas casas, ficaram ali esperando que ele volta-se a falar. Ari
encerra com uma oração, porem as pessoas o cercavam para saber mais sobre Deus e de como se
salva e outras perguntas a respeito da fé.

Era aproximadamente dez horas da Noite, as pessoas ainda estavam ali aos seus pés. Ari já
cansado, com fome, olhava para o irmão, que entende como um sinal. O irmão toma a palavra,
despede as pessoas e leva Arimatéia para sua casa em vale doce.

No caminho, o irmão ia explicando como sabia que Arimatéia esta ali, Pedindo que fica-se mais
um pouco, e que conhece-se a igreja do vale doce, no qual tomava conta. Ari não parava de pensar:
“como o irmão sabia que ele estava ali?; E Aquelas pessoas sedentas da palavra!” Sua decisão seria
aproveitar a oportunidade, que o Senhor estava dando para ele pregar o Evangelho.

Depois de três dias, os irmãos daquela igrejinha, ajudaram Ari a pagar a passagem de volta a
cidade grande. Durante aqueles três dias com aquelas pessoas, Ari maravilhado, fica sabendo que
em vale doce, só tinha uns dez crentes, porém as três noites foram de lotação no templo, não sai de
sua cabeça a imagem daquelas pessoas chorando, interessadas em aprender.

Durante os três dias, Cláudio apenas recebia notícias de Nando, que tinha ligado para saber de
Arimatéia. Já estava pronto para recorrer às autoridades quando Ari chega, carregando a mochila nas

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O PROFETA DA CRUZ
costas e um sorriso no rosto, como quem esta muito feliz. Ari nem ao menos espera chegar, vai logo
testemunhando os acontecimentos, deixando Cláudio boquiaberto e glorificando a Deus.

No domingo seguinte, Ari estaria novamente ao culto, porém na noite anterior seu sonho o tinha
levado a um questionamento, que lhe tirou sua noite de sono. Em seu sonho, ele se via em uma
estrada. Em meio ao caminho, podia-se ver muitos outros caminhos, muitos cepulculos ele começava
a pregar a palavra e caminhando, ao perceber via que os mortos se levantavam e começavam a
glorificar a Deus. Ao contar o sonho para o pastor na noite do culto, ele foi orientado a orar para ver
se era um sonho divino, se fosse que significado teria. Cláudio ao ouvir o sonho de Ari, de imediato
solta sua opinião:

_ Arimatéia, este sonho é muito lógico! Você é um pregador do Evangelho... Não se lembra do que te
aconteceu na viagem?

_ mas você acha que esse sonho é de Deus? Vê mortos se levantando!...Sei lá.

_Toda pessoa sem cristo é morta!

_ É! Temos que orar, como o pastor disse.

No dia seguinte pela manhã, Ari acorda com uma grande convicção de continuar aquela obra
evangélistica, o método seria o mesmo. Peregrinar pregando o evangelho. Ao contar sua decisão para
Cláudio, ele tem uma mesma opinião: Talvez isto significa-se a estrada que no sonho Ari percorreria.
No domingo ao falar com o pastor Carlos, Arimatéia acaba sendo convidado para participar da reunião
administrativa, a decisão anterior tinha cotado o nome de Ari ao diaconato.

Agora Arimatéia estava disposto a anunciar sua decisão durante a reunião:

_ Irmãos, vamos anunciar de inicio a nossa reunião, a decisão oficial administrativa de nossa igreja:
Arimatéia, Vitor e Manoel, são nossos eleitos para o diaconato.

Arimatéia levanta o dedo em resposta:

_ Irmãos, sou muito grato pela indicação, obrigado! Porém, tomei outra decisão, que se diferencia
desta decisão administrativa.

Quero dizer ao pastor Carlos, ele sabe o que digo, que tive uma resposta a respeito do sonho em
uma noite passada e isso inclui a minha decisão: Farei uma viagem missionária, sem rumo, irei por
direção do Espírito Santo.

Todos surpresos, fazem um breve silêncio (...)

Pastor Carlos toma a palavra:

_ Não se faz missões desta forma Ari, nós não podemos lhe mandar como missionário, nem muito
menos você pode ir sem, uma preparação teológica.

Depois da afirmação do pastor, os demais do conselho chegam a mesma conclusão; coisa que
surpreende Arimatéia , que não ezitar em perguntar bruscamente:

_ Sendo esta a decisão, se Eu for por conta própria eu não terei a benção de igreja?

Faz-se um novo silêncio (...). Até o pastor tomar a palavra:

_ Arimatéia, sei que você tem muita sede de pregar o evangelho, tenha um pouco de paciência.

Ao termino da reunião, Arimatéia sai decepcionado, totalmente abalado com a situação, no seu
coração crescia grande mente o desejo de fazer esta viagem.

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O PROFETA DA CRUZ
Na semana seguinte, Ari vai ao culto, já decidido a obedecer às ordens eclesiásticas. Não
esperava o que estava por vim: No termino do culto o pastor Carlos o chama a frente:

_ Amados irmãos! Tomamos uma decisão muito radical com nosso irmão Arimatéia. Decisão que não
poderíamos ter tomado sem orar. Um anjo do Senhor me apareceu em sonho e me falou tudo a
respeito deste homem. Então vamos dar nossa benção a ele, pra que ele faça tudo o que Deus pôs ao
seu coração.

Toda igreja se pôs de pé e unânime, clamaram pela vida de Arimatéia, que de cabeça baixa,
chorava.

Pastor Carlos, põe a mão em seu ombro, olha firme em seus olhos, lhe dirigindo a palavra:

_ Vai homem de Deus! Eu sou contigo, somente ouça a voz de meu Espírito.

Neste instante ele lhe abraça e a igreja aplaude de pé, glorificando a Deus.

Arimatéia não sabia nem mesmo por onde começar. Cláudio tinha comprado uma bolsa de
viagem, tinha lhe dado um dinheiro extra e também feito o que Ari tinha mandado, comprado uma
barraquinha de acampamento. Seguiria em rumo a mesma estrada que tinha começado. Antes ele
tinha que vê uma pessoa sua muito especial. A família de Arimatéia estava novamente reunida, outra
vez Arimatéia sai de casa sem rumo, só que desta vez com paz no coração, coisa que seus entes
queridos também sentiam.

Seu novo itinerário era passar pela casa da mãe de Melissa. Havia laços muitos fortes, entre
aquela senhora e Ari, ele a escutava como uma mãe. Ao chegar na casa de Dona socorro, mãe de
Melissa, ela já o esperava, tinha preparado um coberto, separado algumas frutas e uma garrafinha
d’água. Agora Ari poderia ir, glorificando a Deus e pronto para obedecer à ordem divina.

Já ao fim da tarde, ele já em uma boa distância da cidade grande, desce a um córrego, onde
certamente se banharia. Ao descer aquele local, enquanto molhava a cabeça, avista uma casa não
muito longe. Alguém lhe surpreender vindo por traz.

_ O moço! Isso é propriedade particular.

_ Mil perdões! Não sabia só vim molhar a cabeça.

_ O senhor não veio participar da festa!?

_ Que festa?

_ Hoje é dia da festa de todos os santos, vai ter comida típica, brincadeiras, muita bebida...

Vai sê muito bom...

_ Onde é isso?

_ Ali, naquele terrenozinho daquela casa.

Acompanhando aquela pessoa que lhe falara, eles vão de encontro a casa,onde naquela noite
aconteceria a festa, muitas pessoas daquelas localidades estariam presente.ao cair da tarde inicia-se
a festa, uma fogueira ao centro som de musica regional, pessoas bebendo e dançando...

Derrepente Ari impulsionado pelo Espírito Santo se posiciona ao centro, próximo a fogueira e
perto de um altar cheio de imagens e ofertas aos santos. Levantando as mãos ao alto, começa a
chamar a atenção de todos, a musica vai baixando aos poucos e pessoa a pessoa vai aproximando-se
como por curiosidade.

_ Quero pedir atenção de todos vocês! Olhem seu altar, muitos santos estão nele, bem que é a festa
de todos eles... Porém, está faltado o maior e o principal de todos eles!

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O PROFETA DA CRUZ
Neste exato momento, todos vem ao seu encontro, olhando uns para os outros atônitos e muito
curiosos a respeito do que Ari falava.

Arimatéia começa a fazer um discurso, anunciando a palavra. Sem menos perceber as pessoas
estavam lhe olhando fixamente, já estavam se deleitando com palavra tão doce e branda, mas ao
mesmo tempo rígidas; alguns já se comovendo. Outros derramavam seus copos de bebidas, dentre as
pessoas, vem empurrando um homem furioso, com um pau na mão, começa a gritar:

_ O crente!!! Ta na hora de sair daqui.

Ari olha para o homem, aponta o dedo:

_ O que você faz em oculto, Deus Vê, breve lhe envergonhara em público!

O homem bravejando começa a bater em Ari, acertando uma paulada em sua cabeça, Ari cai
desacordado, enquanto que os moradores que participavam da festa se intrometem impedindo a
agressão.(...)

Arimatéia acorda no meio da estrada, sujo de sangue, suas bagagens jogadas ao lado. Ao se
levantar,verifica um ferimento na testa,ao mesmo tempo parecia esta com uma ressaca das grandes.
Olha pro alto agradece a Deus e continua o seu caminho, louvando, pouco a dor vai sumindo. Sua
próxima parada seria a cidade seguinte chamada alto dos boiadeiros. Chegando à cidade, a primeira
coisa que observa é a alta idolatria, agora restava saber onde ele se estabeleceria...

Na pracinha, logo ao alto de uma ladeira, o local apropriado e ideal para acampar-se. Armou sua
pequena barraquinha e fez seu ultimo lanchem que ele trouxe da cidade grande. Na primeira noite ele
ia para o centro da pracinha, sentava-se observando o movimento daquela pequena cidade. As
pessoas não muito acostumada com forasteiro ficavam olhando aquele homem esquisito, barbudo,
roupa simples, sandália popular e cabelos grandes, que as vezes cobriam os olhos. Durante três
noites consecutivas, Ari ficava sentado em meio à praça, parecia que as pessoas aguardavam algo
dele. Durante o dia, comprava alguns cereais, enlatados, cozinhava e ficava andando para um lado e
outro. Debaixo da sombra de uma árvore. Aos poucos, aquelas pessoas da cidade ficavam mais
curiosas.

No quarto dia, no período do entardecer, chega à praça meia dúzia de pessoas, iam de encontro a
Ari, que já estava no mesmo local, ao centro da praça. Um homem se aproxima, tomando a palavra e
direcionando a Ari!

_ Moço, você é um Santo de Deus.

_ porque você acha isso?

_ Você disse, La no rianchinho que Marco Antônio seria envergonhado...

Foi justamente o que aconteceu!

_ Eu não estou entendendo.

_ Na festa, La no riachinho, a festa de todos os santos.

Arimatéia começa a entender e situar-se no que o homem falava.

_ O que foi que aconteceu mesmo? (perguntou Ari)

_ O senhor apontou para um homem e disse que Deus ia mostrar o que ele fazia. Dois dias depois, ele
foi pego molestando uma criança.isso já havia acontecendo!

O senhor é um servo de Deus!

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O PROFETA DA CRUZ
Arimatéia começou a ensinar aquelas seis pessoas, a respeito da bíblia e Jesus vivo. Passaram a
noite com Ari, que dividiu sua comida com os tais.

No dia seguinte, eles saíram e cada um trouxe alguns conhecidos e contavam o relato que
aconteceu. O mais impressionante era que Arimatéia não tinha seqüelas da paulada que recebeu
coisa que faziam ele se admirarem grandemente. Toda noite juntava-se um considerável número de
pessoas, escutando Ari pregar o evangelho. A cada dia que passava, a praça aglomerava de gente,
pessoas paravam para escutar aquelas palavras.

Na madrugada, Arimatéia é despertado pela autoridade local, solicitava que se retira-se da


cidade. O que eles alegavam era motim e badernagem. Quando Ari tenta se defender, eles
ameaçaram mais bruscamente, O agredindo com palavras. As seis pessoas de riachinho e as outras
três do alto dos boiadeiros, estavam determinadas a seguir Ari. Algo dizia no fundo do coração de Ari
que era preciso que aquelas pessoas o seguissem, sabia Arimatéia que era o próprio Espírito que o
dirigia.

Da cidade dos boiadeiros, entrando adentro até outra cidade, mais próxima, dava uns trinta
quilômetros de caminhada, Ari só podia orientar aquelas pessoas que o seguiam, a guardarem
comida, durante todo percurso, eles adentraram os pequenos sítios, casas e vilarejos. Arrecadavam
comida e abasteciam a todos. Toda parada Ari ensinava a doutrina cristã para eles, e orava antes de
todas as alimentações.

O mais impressionante, era vê aquelas almas faminta, sedentas e desejosas de Deus.

O ALGE NA VIDA DE ARI: O PROFETA DA CRUZ

(CAPÍULO 6)

Antes mesmo de chegarem na cidade, o boato já estava espalhado para todos moradores, “ O
SANTO PROFETA ESTA CHEGANDO NA CIDADE”! As pessoas traziam objetos pessoais, água e
enfermos, vilarejos da circunvizinhança estavam vindo para cidade, não se falava a outro respeito.

As autoridades da cidade estavam preocupados, fizeram uma reunião às carreiras, para


comentarem os acontecimentos daquele alvoroço:

_ Temos que impedir que esse homem entre na cidade! Veja o que ele já esta causando de transtorno.

Uns dos dirigentes da reunião toma a palavra:

_ Se nós impedirmos este homem de entra na cidade vamos contra nossa própria lei e principio, por
isso proponho que ele se estabeleça em meu sítio, que fica na estrada de fora da cidade.

Mal sabiam eles que essa proposta era de um homem simpatizante de Ari. Tinha ouvido falar que
Ari obrava milagres, era sua esperança de ter o filho curado de uma doença terminal. Ari e os demais
se aproximaram da cidade, quando um carro para,saindo dele alguns homens se aproximam.
Querendo reconhecer quem era o suposto pregador... Ari de imediato identifica-se. Não só ele como
os demais são convidados a hospedar-se no sítio “recanto verde”.

A população esperançosa aguardava Arimatéia, quando um novo boato se espalha alertando os


moradores a seguirem rumo ao sítio recanto verde.

Chegando ao sítio, Arimatéia é logo de cara recepcionado pelo proprietário, que também, era
uma autoridade legal daquela cidade.

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O PROFETA DA CRUZ
_ Qual de vocês é o pregador? (Arimatéia toma a palavra)

_ Eu senhor!

_ Estava lhe esperando, santo homem de Deus! Venha que eu quero que conheça uma pessoa.

Aquele homem puxa Ari pelo braço, o levando até sua casa, ao centro do sítio, Arimatéia
silenciosamente e obidientemente o acompanhava , entrando nos aposentos da casa, sendo
direcionado a um dos quartos. Chegando, podia-se vê um jovem, acamado e em estado crítico de
câncer. Arimatéia dar um sorriso para o jovem, que o responde num sorriso forçado, Ari se aproxima,
começa conversar e aquele homem proprietário do sítio, acha-se por bem retirar-se e deixa os dois a
sós.

Duas horas se passam, quando Ari se retira para fora, tomando um senhor susto!... O sítio estava
cercado por todos os lados, eram pessoas curiosas e necessitadas. Ari da varanda da casa começa a
fazer um breve discurso. Quando termina, vê que ninguém procura se retirar, pelo contrário, se
agachavam, sentavam-se e ficavam ali mesmo parados em seus lugares. Os irmãos de riachinho e
boiadeiros tinham sido convidados a entrarem para casa. Ali foi dado um quarto, lençol e uma boa
dormida para Ari e os demais.

Depois de dois dias, Ari marcava seus horários de pregação e procurava ensinar aquelas almas
famintas. Um dos mais entusiasmados e que aprendia rápido a palavra era, o irmão Chiquinho, que
vinha do riachinho e agora acompanhava Ari, bem que também o tratava como um filho... Um filho
espiritual!

Na noite do quarto dia, o dono do sítio dirigindo-se a Ari, deixando perceber que ele queria algo:

- Irmão Ari, quero lhe perguntar algo: O que você exatamente falou para meu filho? Ele esta... Esta
radiante!

(Ari em tempo oportuno ficava horas a fio, conversando, tirando prosa, pregando o evangelho,
cantando louvores e rindo a beça com o jovem enfermo) o que ele poderia falar, a não ser: “Estou
dando atenção a ele”.

O homem não muito conformado faz uma pergunta direta a Ari:

_ Meu filho vai ficar curado?

Ari olha no fundo dos olhos daquele homem:

_ O que importa!? Ele ficando curado ou não, o senhor vai nos expulsar de sua casa mesmo!

O homem fica pálido, perde sua expressão de simpatia e começa a mudar sua atitude
instantaneamente. De repente começa a bravejar e xingando, sai empurrando Ari e os demais,
expulsando de sua casa. Quando Ari vai saindo, pessoas que ficavam ali, esperando Ari pregar e
ensinar começa a segui-lo. Chiquinho curioso e também muito pesaroso, ousadamente pergunta a Ari:

_ Ari, Deus não vai levantar aquele garoto?

_ Daqui a três dias ele vai morrer!

_ Eu não entendo!

_Também não Chiquinho... Também não!

Ari escolhe bem o local que acampara e ali iniciaria novas pregações. Na última noite de Ari
naquela cidade, Ari iria experimentar o poder de Deus como nunca tinha experimentado! Parecia
descer fogo dos céus enquanto pregava; pessoas chorava,, havia grito em meio a multidão; uns

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O PROFETA DA CRUZ
glorificando, outros gritando a palavras milagre. Depois Arimatéia chega ao conhecimento de
operação milagrosa enquanto pregava, pessoas curadas do câncer, caroços e até cegueira. Para Ari
foi um momento único e que ele nunca experimentou.

As autoridades reuniram-se e decidiram expulsar não só Ari, como também os demais irmãos que
o seguiam. Saindo da cidade, mais vinte pessoas os acompanharam sem contar os outros nove de
riachinho e boiadeiros.

Na cidade seguinte, a uns vinte quilômetros, Ari vê aquelas pessoas exaustas, sem afeição em
seus rostos, cabeças baixas e fracas. Enquanto todos dormiam, Ari chama a Chiquinho em particular e
os dois conversam a respeito daquelas pessoas, que os acompanhavam.

_ Chiquinho, quero lhe pedir algo. Guie estas pessoas de volta, a cada parada ore com eles, leiam a
bíblia e encaminhe cada um a sua cidade natal e uma igreja próxima.

_ E eu? Como fico?

_ Vê se consegue uma igrejinha que o apoio em Riachinho. Procure sempre, sempre Deus!

Naquele instante eles se abraçam cumprimentando-se pela última vez. Ari olha novamente para
Chiquinho: Balança a cabeça e vira-se ajeitando sua bagagem.

O novo itinerário de Ari, era entra de mato adentro, alcançando Vilarejos e pequenos povoados,
um trabalho que duraria oito meses até a cidade regional mais próxima.

Em um vilarejo, meio a uma mata bem fechada, Ari é surpreendido por uma equipe técnica de
TV.(não sabia como o encontraram ali naquele local) Era seu primeiro contato com que estava
acontecendo La fora. Um dos entrevistadores lhe dirige a palavra:

_ Senhor, você poderia gravar uma entrevista conosco?

_ É... Claro... Sem problemas!

Arimatéia não imaginava o impacto que estava causa país afora. Seria a figura evangélica mais
comentada da atualidade, bem que já se ouvia falar dele na cidade grande.

_ Boa noite! Estamos aqui com o “Profeta da Cruz”.

_Boa noite, profeta?

Ari um tanto atônito, responde...

_ Boa noite!

_ Você tem sido o segundo homem mais comentado do país, o que acha disso?

_ Sou comentado, porque ainda não ouviram eu falar de alguém mais importante do que eu.

_ Existe este tal. Por essas bandas!?

_ Sim!! Gloria e honra é dele!

_ Quem é este!?

_ Jesus. O Cristo!

Depois da entrevista, Arimatéia queria saber o porquê daquele título. O repórter responde que foi
a própria população que o intitulou. Era sua aparência; barbado, cabelos cumpridos e a maneira como
falava e vestia-se dava a impressão de um profeta.

Causava um pouco de impacto!

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O PROFETA DA CRUZ
Ari fica mais boquiaberto, quando o repórter mostrou outras notícias a seu respeito, mas não
imaginava o que estava por acontecer.

Depois de alguns dias no vilarejo pregando a palavra, Ari dedica-se mais alguns dias para ensinar
e instruir aquelas pessoas. O que mais lhe chama a atenção, era a falta na comunidade por uma
igreja de apoio, isto o levava a interrogar-se, a passar noites a fio pensando e perguntando a Deus o
motivo da ausência da igreja, porém não tinha uma resposta. Sua única lembrança baseava-se na luta
que tinha para evangelizar em sua cidade.

A próxima parada de Ari seria, sem sombra de dúvidas, a cidade regional. Levaria uns dois dias
de peregrinação até lá.

... Na cidade regional, já rolava boatos a respeito da vinda do profeta. Os preparativos de boas
vindas seriam calorosa, e em outros ponto, constrangedora. O comércio vendia santinhos, imagens e
todo tipo de artigo religioso com fotos de um Santo Homem de Deus: Arimatéia.

A poucos quilômetros da cidade, Arimatéia para debaixo da sombra de uma árvore para
descansar. Repousando e dormindo. Arimatéia sonhava, que passava em certa localidade, avistando
um templo ele se propõe a pregar. Quando entra vê pessoas que lhe olhavam e na medida em que
caminhava, elas se levantavam das cadeiras e começavam a apedrejá-lo. Acordando um pouco
assustado. Parecia ser real!

Pouco tempo depois, segue rumo à cidade. Em meio ao caminho, começa a mutuar-se pessoas na
estrada, vinham de todos os lados acompanhavam admiradas, enquanto Ari ia em caminho, ainda
perplexo com o sonho. Ele se direciona a primeira praça, subindo em uma escadaria em direção ao
topo, ele da inicio ao seu sermão.

_ Amigos, cidadãos regionais! Sou grato a sua hospitalidade, porém quero testemunhar a vocês, que a
glória e a honra são de Jesus.

Não citando mais nenhuma palavra, desce e sai para armar sua barraquinha, onde passaria o
resto do dia. As pessoas vendo que nada mais ele diria, apenas Entra dentro da cabana e cai no
sonho. Vendedores ambulantes comercializam objetos com seu nome e fotos.

Naquela noite seguida havia uma necessidade de se achegar a uma igreja. Noite na qual
celebravam a ceia do Senhor, em uma igreja local. Ao chegar ao templo, alguns irmãos que
recepcionavam, o em caminhara de imediato ao pastor.

O pastor da igrejinha olha Ari da cabeça aos pés, balança a cabeça e vai direto ao assunto:

_ Um homem de Deus!... Parece-me mais um andarilho, com roupas mal amanhadas. Se você deseja
participar da ceia do Senhor, deve-se vestir melhor. Quem é seu pastor e de que igreja você pertence?

_ Pastor Carlos, da Igreja Unidade dos Evangélicos.

_ Você já viu o transtorno que causou no meio do povo? Você virou um santo fazedor de milagres!!

_ Posso ceia ou não com vocês?

_ Para ceia conosco, tem que ser da nossa denominação. Sua igreja crê no poder ou não?

_ Minha igreja vem de uma linha conservadora. Não sei muito a este respeito.

_ É! Eu lamento.

Ari se dirige aos últimos locais do templo, assistindo o culto e a celebração. Dava para se sentir a
discriminação a sua pessoa, alguns olhavam para ele, cochichavam nos ouvidos um do outro e
davam-lhe as costas, parecia uma faca no peito. Ari cabisbaixo sai afora do templo, levando toda sua
bagagem. Não demoraria a chegar até a esquina e ser reconhecido por uns guris,que começaram a
agarrá-lo, uns o abraçavam de modo carinhoso, outros ficavam pulando em cima dele.
45
O PROFETA DA CRUZ
De repente, uma alegria toma conta de si, e o anima daquela tristeza que estava sentindo.

Antes de fazer seu discurso na praça central, no dia seguinte. Ele recebe em mãos uma carta de
solicitação urgente:

“SANTO HOMEM DE DEUS, POR FAVOR, SALVE MEU FILHO. ESTOU DESESPERADA, NÃO TENHO
MAIS O QUE FAZER. DE UMA MÃE AFLITA.”

O endereço era de uma cidade ao norte da cidade regional, aproximadamente quarenta e três
quilômetros.

Houve muitas pessoas da cidade esperando Arimatéia, iniciar seu discurso. Pelo Espírito a
primeira anunciação foi contra a comercialização de sua imagem. Logo depois Ari prega a palavra,
fazendo todos os que estavam presentes ficarem calados, atentos, palavra por palavra. Em meio a
pregação ele pode sentir algo bater em suas pernas, ao olhar parecia um revolver, sem dar muita
importância, prolonga-se a palavra de arrependimento de pecados, e como em um instante, seus pés
estavam cheios de objetos; era cigarros, cascos de bebidas, armas e outros utensílios, incluindo suas
imagens.

Terminado de pregar, alguns se aproximaram querendo saber mais, entre eles, um homem vinha
chorando, com as mãos para o alto. Ari fixando os olhos no homem impõe suas mãos sobre ele, no
qual Cai de joelhos e falando em línguas. Arimatéia espantado lembra-se nos tempos dos apóstolos.
Seu coração enche-se de alegria, ele levanta o homem do chão e o abraça.

Arimatéia aos poucos, vai despedindo aquelas pessoas. Entra para barraquinha e agarra no
sono... De repente palmas pediam que acorda-se. Ari, meio atordoado, fica sem reação, vendo aquele
homem ajuntado seus pertences.

Ele de repente para, olha para Ari.

_ O que é que você ta esperando? Junta logo tudo agora!

Ari sem entender obedece aquele homem. Suas coisas são jogadas em um porta malas de um
carro.

Arimatéia sem nem mesmo perguntar, entra no carro, juntamente com aquela figura estranha e
sai em direção a estrada para fora da cidade regional.

JOSÉ DE ARIMATÉIA VS. JOÃO LOBSOMEN

(CAPÍTULO 7)

Algumas quadras depois de onde saíram, aquele cidadão toma a palavra:


_ Como é o nome do Profeta mesmo?
Ari olha diretamente para ele ainda atordoado de sono, e o responde:
_ José... José de Arimatéia.
_Que mal lhe pergunte. Mas o que é que está acontecendo? Pra onde estamos indo?
_ Fique calmo José. To salvando sua vida, deixa eu me apresentar, meu nome é Ivan, sou do
departamento de Justiça da cidade regional.
_ Ta me salvando de que mesmo?
_ Escutei o seu discurso, agora estou convencido que tenho que estudar mais a bíblia!... Você falou
durante o discurso, orientando o povo a não comprar os artigos religiosos, agora os comerciantes
fizeram um acordo de lhe pegar, na madrugada.
_ Iriam lhe lixar. Porém o que estou te fazendo, estou fazendo Pra Deus e também como ato de
agradecimento, você me alertou muito esta noite passada.

46
O PROFETA DA CRUZ
_ Não agradeça a mim! Creia em Deus e seu filho Jesus. Peço um favor... Deixe-me em poço fundo,
conhece?
_ A cidade do lobisomem!
_ Como é que é!?
_ Superstição popular! Dizem que na noite de lua cheia, um homem anda pelas ruas uivando... Bem
que La acontece coisas estranhas, eu mesmo já vi? Cachorro, aves e outros animais dilacerados!
Ari calando-se e imaginando o que poderia ser aquele mistério. Também não relatou da carta que
ele tinha em mãos.
Ao chegar à cidade, Ivan deixa Ari bem na entrada da cidade, se despede e volta imediatamente.
Dava para se perceber que Ivan estava um pouco cauteloso. Restava saber quem enviou aquele
pedido.
Ari entra cidade adentro procurando um local para armar a barraquinha e voltar a sua noite de
sono.
Pela manha, Arimatéia se levanta, e é abordado por uma senhora que já vem ao seu encontro
chorando!
_ Amém! Deus mandou você aqui Senhor, salva meu filho.
_ É claro Senhora, é claro!
Conte-me o que esta acontecendo!
Aquela senhora sem poder conter seu surto de choro, tenta se controla.
Quando explica a Ari o ocorrido
Até que aos poucos, vai conseguindo conter-se e falar claramente;
_ Homem de Deus, estão planejando tira à vida do meu filho. Ele é um jovem que tem problemas
desde o início de sua adolescência.
_ Mas, senhora o que é que ele tem de tão grave?
_ ele é doente! Em tempo de lua cheia se transforma, fica outro tipo de pessoa, nem mesmo me
reconhece. Quando passa, eu tenho que prendê-lo em um quarto, escondido do povo.
_ Isto é motivo de tirarem a vida dele.
_ Pois me ajude pelo amor de Deus.
Os moradores estavam se reunindo para comentar o problema do jovem. Aquele dia era o último,
planejamento. Arimatéia toma nota, com aquela senhora, para se fazer presente na reunião que
aconteceria mais tarde.

Dava para se perceber que o clima espiritual da cidade era diferente das demais cidades que Ari
já tinha passado. A população era tímida, e um tanto antipática, durante o dia ele saiam para fazer
suas tarefas diárias, porém, à noite a cidade se transformava em um deserto.

Arimatéia rodeia novamente, toda cidade, entre ruas e outras as pessoas fugiam de sua
presença, havia um clima hostil. Mas tarde era hora de reunião, Arimatéia já estava determinado a se
fazer presente, mesmo que não soube se como eles reagiriam.

Eram três da tarde, em uma casa do centro comunitário, os moradores de passo fundo já se
chegavam para a última reunião comunitária, ali tomariam a decisão definitiva sobre o jovem...

Ari ao chegar ao local, mansamente se aproxima, vendo que se concentravam na decisão geral,
ele se aproxima sem ser percebido. Aos poucos, de um por um, tomavam a decisão definitiva de tirar
a vida do lobisomem. Ari levantando a mão pede a palavra
_ Amigos, com licença! Estou me intrometendo por pedido da mãe do rapaz. Queria saber por que as
autoridades não o prendem, e procuram tratá-lo na sua insanidade mental? Será que um homem
chega a ser tão perigoso assim!?

Neste momento todos fazem um silêncio, enquanto que a liderança comunitária, olhando uns
para os outros, começam a falar entre si, sussurrando aos ouvidos. Até um de eles darem a resposta a
Ari:
_ Moço, você é um forasteiro.

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O PROFETA DA CRUZ
Porém em consideração a senhora mãe de João, o rapaz no qual estamos a discutir seu destino,
vamos lhe dar uma resposta. Também temos ouvidos falar a seu respeito em outras cidades, você
deve ter notado que aqui é bem diferente!
Saiba rapaz que nenhum policial pode pegá-lo. Não sei o que acontece, mas é inacreditável, ele
corre como o vento, salta muros de um só pulo, tem uma força descomunal e bala nenhuma o atinge!
Ele dilacerou um jumento, com as próprias mãos, e bebeu sangue de um homem, que ele matou... É
terrível.

Ari impulsionado pelo Espírito ousadamente responde:


_Me dê dois dias, e vocês viram algo mais Admirável e maravilhoso que jamais viram em todas suas
vidas.

Depois que Ari deu a apalavras todos como que de uma só vez, começaram a razoarem entre si!
Em um pedido de silêncio, o conselho comunitário decidiu da essa chance a Arimatéia.

Era noite, e como sempre a cidade mais uma vez estava deserta. Não se podia ver nenhum
movimento nas ruas, as portas todas fechadas e se escutava apenas o zumbido de vento. Arimatéia
começa a passear entre as ruas, ali intercedendo pela cidade.
_Pela vida de João, quando de repente, uma viatura policial surpreende Ari, bem na esquina de uma
das ruas principais de poço fundo.

Descendo da viatura, um dos policiais vai de encontro a Ari, que parado ficava esperando o que
aconteceria.
_ Senhor, pó favor identifique-se
Ari mostrando seu documento de identidade, não se dirige ao policial.
_ O senhor é que é o tal profeta?
_ É o senhor que esta falando!
_ Vi sua barraquinha acampada na praça... É bom que o senhor arranje um local seguro, para abrigo.

O policial entrega o documento a Ari, dando as costas e voltando para a viatura. Ao abrir a porta,
ele retorna a atenção para Ari.
_ boa sorte, com seu desafio! Espero que realmente consiga fazer um milagre... Nós não
Conseguimos!
Ari estava novamente a sós, naquelas ruas desertas.

Era aproximadamente onze da noite, quando Ari decide voltar até seu acampamento... De
repente a uns três quarteirões a sua frente, ele avista uma figura estranha. Estava agachada ao chão,
coçava-se como um cão e rolava pelo chão. Ao avistar Ari, ele se levanta indo a sua direção. Como
paralisado Ari vai também ao seu encontro, parando um quarteirão de distância e fala em voz alta:
_ João!!! Jesus pode te curar!

De repente, João começa a se mover, parecia que ia agarra alguma coisa, encurvado para frente
e com as mãos em posição de garra. Ele rosna e sai de encontro a Ari em uma velocidade incrível. Ari,
cheio do Espírito, estende a mão posição depara e da uma ordem ativa:
_ Eu te repreendo em nome de Jesus!!

João que vinha com tudo para cima de Ari, leva um tombo caindo para traz, parecia que havia
uma parede invisível. Ele bolando pelo chão, de um salto se levanta dar um uivo para o alto, e sai às
carreiras. Arimatéia corre atrás, o persegue por volta de cinco ruas seguidas, se impressionando com
a velocidade do rapaz, que entra mato adentro. Ari quando vai entrando no matagal, sente como um
esbarrão e retorna atrás.

Sentando-se no chão, começa a orar, e como uma força ele senti um vigor inexplicável e passa o
restante da noite em oração a beira do mato.

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O PROFETA DA CRUZ
Restava apenas mais um dia, para Ari cumpri aquilo que prometeu na reunião. As pessoas da
cidade não falavam outro assunto, dava para se vê nitidamente a expressão esperançosa da mãe de
João. Enquanto isto, Ari repousava, guardando suas forças para outra noitada.

Meio dia. Alguém o acorda, Ari levanta-se de imediato, a mãe de João trazia almoço, junto uma
jarra de suco. Algumas roupas para Ari. Antes de ir, ela olha profundamente em seus olhos e fala
convencidamente:
_ Eu creio. Eu creio que você vai conseguir profeta.

Ari sem nenhuma palavra faz um movimento afirmativo com a cabeça, a mãe de João vira-se indo
embora. Em Espírito orava pedindo a Deus misericórdia.

A noite vem e juntamente a esperança no coração de Ari que saia novamente as ruas desertas,
intercedendo pela cidade. As horas iam passando, enquanto já sentia uma exaustão dobrada, parecia
que tinha trabalho o período da manhã todinha.

A madrugada já estava findando-se, Ari estava na beira do matagal, desta vez pedindo forças,
pois ele já estava muito cansado, sentia uma grande sonolência, quase sem nem um vigor no seu
corpo, somente cansaço... Ele escuta um barulho, de repente um vulto vinha se aproximando, aos
poucos, dava-se para vê por nítido... Era o que Arimatéia mais conseguia, João vinha com os braços
para trás, como se estivesse atado e cabeça baixa andando como se tivesse embriagado.

Quando Ari avista, definitivamente, que era João, ele da um salto, tenta se aproximar. João de
repente olha para ele, rosna e da alguns passos para trás. Ari pelo Espírito começa a falar:

_ Espírito de satanás, eu te ordeno, retira-se deste homem em nome de Jesus.

João com os olhos avermelhados, a fala rouca e estridente, reage numa ação de tentativa de
livrar-se como se estivesse acorrentado.
_ Eu vou te matar! Seu bastardo! Ele me pertence, assim com esta cidade.
_ Chegou teu fim, retire-se em nome de Jesus!

Ele da um grito caindo no chão, bolando e gemendo. De repente levanta-se, suspirando


profundamente e com olhos fixos em Ari sem piscar nenhum segundo vai se aproximando.
_ Jesus te curou João!

João começa a piscar os olhos, as lágrimas começam a descer, ele começa a chorar em voz alta
chamando por sua mãe, parecia uma criança. Satanás tinha roubado toda sua infância. Ari o abraça,
ele igualmente responde e os dois saem matagal e vão para o acampamento.

O dia já estava raiando, Ari cai como uma pedra... Ao acordar mais tarde, ele procura
rapidamente por João, até o avistar sentado, perto de uma pequena fonte. Ao centro da praça.
Quando ele avista Ari ele levanta-se, ele estava todo arrumado, indo ao seu encontro.
Sua reação foi dar um abraço carinhoso em Ari. Com pouco tempo, a cidade foi toda Aglomerou-se na
praça. Todos queriam testificar o milagre. Do meio da multidão a mãe de João vem aos prantos com as
duas mãos no rosto, indo de encontro ao seu filho.

O encontro de João, com sua mãe, fez com que Ari chora se, parecia que a sentia o mesmo que a
mãe do rapaz. A cidade aplaudia unânime, vibrando e saudando aquele reencontro. Agora, a
oportunidade era de Ari, que inicia seu sermão, falando de amor e compaixão de Deus. Ali todos
silenciosamente, prestava atenção a cada palavra de Ari.

A mãe do jovem, convida Arimatéia como seu hóspede, oferecendo também um local para
ensinar, coisas que seria impossível, mais da metade da cidade de poço fundo, ansiava por conhecer
mais de Deus.

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O PROFETA DA CRUZ

O Prefeito e lideres comunitários, lideranças, liberam o ginásio principal da cidade local que ainda
não comportavam nem mesmo os moradores da cidade. Nem peregrinos, que vinham de outra
cidade. Era um mover de Deus que naquele local jamais se havia visto.

DE VOLTA PRA CASA


(CAPÍTULO 8)

Passado duas semanas seguidas de ensinamento, pregações; o mover de deus ainda era
constante. Não deixava de chegar pessoas vindas de outras localidades vizinhas, de poço fundo. Ari já
sentia dentro do coração um desejo imenso de retornar ao lar, a saudade já tomava conta de si. João
testemunhava toda noite, relatava o que acontecia em sua insanidade mental, relatou fatos mais
fortes para Ari, o qual o orientou a não relatar em público coisas do tipo “Satanás me aparecia,
diretamente, ordenava-me matar, matar e destruir, toda e qualquer vida ao meu alcance... Lembrou
cenas que bebia sangue humano...” Para Arimatéia era algo estarrecedor, quase inacreditável!

Era a última noite de Arimatéia na cidade. Teria ele que se despedir. Não se esqueceria de pedir
pessoalmente que uma igreja assumisse aquela obra divina, no coração daquelas pessoas da cidade.
Ao anunciar sua despedida, sentiu o abatimento nas vidas presentes, ele tentando Consolar e
transmitir paz anunciava sua partida.

Na manhã seguinte, João e sua mãe estariam na rodoviária, era pesado o coração de Ari vê
aquelas cena, mãe e filho abraçados e uma história de luta, sofrimento e amor por trás daquelas
vidas. Enquanto Arimatéia caminhava, hora por outra se virava para trás, dava-se para vê em seus
olhos a despedida, porém sem nenhuma palavra de consolo em seus lábios... Dias anteriores, Ari
tinha entrado em contato com Cláudio, avisando o dia e horário de sua partida, voltaria para casa.
Era um fim de semana, quando Ari chega em casa, casado e exausto da viagem. Cláudio o
esperava na rodoviária e juntamente com ele, Nando. A recepção calorosa alegrava o coração de Ari,
parecia que o cansaço sumia. Toda família estava preparada para uma grande e festiva recepção.
Outros mais íntimos também o esperavam incluindo Dona socorro.

Dona Rita, mãe de Ari estava a porta com as mãos unidas, sacolejando de ansiedade. Dava para
vê e até mesmo sentir suas emoções, somente na troca de olhares, o abraço demorado e o choro
sentido da emoção de um novo reencontro. Olhando para os lados, Ari emociona-se mais ainda, com a
família unida, vindo o cumprimentar. Helena vem cumprimentando, com uma saudação de paz, Ari
gesticulando com sua cabeça um sinal positivo, abraça sua irmã glorificando ao Senhor.

Dona Socorro, no canto esquerdo da casa, enxugava lágrimas com um lençinho de bolso.
Arimatéia passando por todos os ali, direcione-se até o local onde ele se encontrava, olhando bem no
fundo de seus olhos. Eles se abraçam sorrindo e dando graças ao Senhor. Já tinha um bom tempo que
não presenciava e sentia um aconchego tão agradável, como o deste reencontro, era como se fosse
uma recompensa vinda dos céus.

Nando dirigiu-se até Arimatéia para contar os acontecimentos do dia que se viram pela última
vez, contava seu desencontro com a família, seu acolhimento no centro de abrigo e o milagre da
conversão de santos; seus últimos dias no leito de um hospital, devido seu confronto com a polícia.

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O PROFETA DA CRUZ
Todos os acontecimentos da sua chegada alegravam grandemente seu coração. Agora sentia
como se tivesse recobrado todas suas forças, vontade de voltar e continuar aquela obra missionária.

O fim da semana seguinte, Ari não estava preparado enfrentar o que veria. Tinha, ele mesmo visto
reportagens, fotos e todo tipo de assunto a seu respeito, sentia-se como se fosse uma celebridade.

A forma e a história de João de poço fundo já eram notícia e testemunho em todo meio
evangélico. Pela imprensa um fato duvidoso e polêmico, debatido por programas tanto na rádio como
na televisão. No meio evangélico também havia divisão, a respeito de Ari; muitas especulações tais
com: Seu título de profeta, sua obra missionária diferenciada da igreja, e fato de não esta se
congregando e a idolatria que estava causando.

Arimatéia iria se chocar com cenas que veria, no culto que estava preste a participar na
comunidade cristã evangélica. No dia do culto, um dos irmãos chega a porta da casa, falando com
Cláudio, Ari estava se preparando e escutava a distância. Ao se aproximar, já preparado-se para ir a
igreja, o irmão anuncia que estava ali para levá-lo.

Muitas pessoas dirigiam-se pelas ruas do centro, com bíblias em mãos e em direção a Av. central.
Ari imaginava que todos estavam indos ao mesmo local. O irmão procurando vaga pra estacionar não
conseguia nem amenos passar entre as ruas lotadas, Av. Central, onde se localizava a igreja, estava
lotada, o irmão admirado faz um comentário:
_ Incrível! Se fosse um dia normal de culto, não estaria assim!
_ O que é que vai acontecer hoje na igreja? (pergunta Ari)

O irmão o olha, com olhar de admiração e responde:


_ Não é o senhor que vai Pregar?
_ Não estou sabendo.

Ari olha para Cláudio e sua esposa e faz um gesto de indagação... Cláudio balança a cabeça
negativamente. O irmão retorna a fazer outro comentário.

_ Não vou conseguir encostar-se aos fundos da igreja, é melhor encostar o carro aqui mesmo e ir a pé.

Descendo a um quarteirão, eles retornam a pé, passando entre a multidão, de frente ao templo,
Ari começa a ser reconhecido.
Do nada as pessoas, começam a se movimentar. Logo na entrada do templo, ele podia ver muitos
evangélicos, nem todo da igreja da comunidade cristã. Quando o reconheceram, começaram a puxá-
lo pelo braço dando paz do senhor, uma senhora o agarra com tanta força que o arranha, ele é
puxado pela camisa, rasgando parte dela e começa um tumulto no meio do templo.

E repente alguns diáconos, vem correndo, empurrando o povo, com um pouco de violência e
cercam Arimatéia, que também estava sangrando um pouco no rosto, as pessoas no alvoroço o
machucaram. Ele chega até o altar sendo escoltado pelos diáconos, ate o pastor da inicio ao culto.

Durante o louvor, Ari pede ao pastor para se retirar não passava muito bem. Pastor Carlos um
pouco preocupado, dica a se indagar:
_ E agora? O que eu digo pra igreja? Não tem só irmãos desta congregação, vieram pessoas de outras
igrejas, e muitas delas de longe!

Ari apenas levanta-se e sai pelos fundos. Saindo do templo, ele vai em caminhada de volta pra
casa. Na metade do caminho um grupo de pessoas que estavam em um bar o reconhece.
_ Olha ali ! É o profeta, que eu vi na TV.
_ Ta parecendo ele mesmo!

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O PROFETA DA CRUZ
O grupo de aproximadamente quinze pessoas começa a chamá-lo. Ari para olhando e sai de
encontro ao bar, onde estavam.
_ Profeta! Fica aqui conosco, fala como é que é Deus... Você já o viu?

Eles ali tinham acabado de assistir a um jogo, final de campeonato. Muitas cervejas na mesa e
comida ofereceram cerveja a Ari, depois um deles diz: “Profeta não bebe! Ta doido!” Pediram para
que ele ficasse um pouco e falasse também de Deus. Ari da uma palavra inicial respondendo a
pergunta de um deles!
_ Eu já vi Deus, sim!

Todos de repente silenciaram, fitaram os olhos nele. Arimatéia começa a testemunhar os


milagres que já tinha ocorrido em sua vida. Ali ele fez uma breve oração e retirou-se, dois deles se
levantaram e também se despediram, enquanto os outros voltaram a festejar novamente. Ari vai para
casa atônita, pensando na euforia dos irmãos, mas ao mesmo tempo se alegre com aquela
receptividade no bar.

Chegando em casa, Cláudio já o esperava.


- Pra onde tu foi? Já tava me preocupando.
_ Tava fazendo a vontade de Deus.
_ Tem uma pessoa querendo te ver.

Ari olhando para o outro compartimento da casa vê uma mulher conversando com sua cunhada,
ele tenta identificá-la, porém não consegue. Vindo ela de encontro a Ari, estende as mãos e
cumprimenta com paz.De imediato logo vai identificando-se.
_ Irmão Arimatéia, ta lembrado de mim?

Ari faz uma cara de pensaroso...


_ Me perdoe irmã, não lembro.
_ Sou a enfermeira que cuidou de você.

Ari fica extasiado por alguns momentos... Quando volta em si, começa desculpar-se quase
chorando, ela logo toma a palavra:
_ Não se desculpe irmão, você me abençoou. Também estava obedecendo a uma ordem divina. Você
não tem idéia da operação de Deus em minha vida, depois daqueles dias!

Os dois sentaram-se e começara a conversar. Criava-se uma afinidade muito grande entre Ana e
Arimatéia, foram mais de uma ora de diálogo, até ela se despedir.

No dia seguinte, Ari recebe um telefonema do pastor Carlos, solicitando para que ele pregue no
próximo culto. Dava para perceber o pouco de trauma causado no ultimo, porém estava disposto a
levar a mensagem.

O culto começaria mais cedo. Dentro do templo os locais já estavam ocupados, seria um milagre
encontrar lugar para sentar-se. Um jovem casal chega à porta do templo, entra procurando local para
sentar, o homem um tanto impaciente, começa a bordejar,
Enquanto a esposa o ignora. Os dois começam uma pequena discurção:
_ Se você quiser ir embora, pode ir! Vou ficar. – (fala ela).
_ Eu prometi a você que viria, mas não pensei que estava assim.
_ Olha aqui João de Almeida, já chega das suas implicâncias, não te agüento mais!

Ela larga de sua mão e sai em lado oposto, procurando assento. Ele fica olhando e vem em sua
lembrança à crise familiar e conjugal que estava a passar. Ele da um suspiro profundo e vai ao
encontro dela. O primeiro milagre acontece... Um rapaz sentado chama o Homem, levanta-se de sua
cadeira, desmarca a outra ao lado e a fala direcionando a João de Almeida.
_ Senhor, estava lhe esperando. Senta aqui. Tem também lugar para sua esposa.

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O PROFETA DA CRUZ

Almeida atônito olha pro rapaz, mesmo com muita curiosidade, não atreve se a pergunta, porém
vai logo sentando e chamando sua esposa. O rapaz sai pela lateral e não dirige mais sua palavra a
Almeida.

O culto começa um pouco atrasado, não só o templo estava lotado, como também a rua, que
estava intransitável. No momento da palavra, Ari começa com agradecimentos e inicia pregando o
evangelho. Quando estava para terminar e sermão João de Almeida, encontra-se chorando. Com a
cabeça baixa e mãos na testa, tampando o rosto. Sua esposa chorando e soluçado, em sua volta
muitas pessoas de cabeça baixa também choravam e glorificavam a Deus. Quando Ari vai passar o
microfone, o pastor Carlos estava de joelhos, também aos prantos, pedia perdão a Deus em voz alta.
O Prebistero Maurício corre em direção a Ari, no qual passa o microfone, e ali, encerra o culto. Pastor
Carlos sai devagar, sem falar com ninguém indo embora. Arimatéia vai ao gabinete pastoral
esperando, que esvaziasse o local como na rua.
Presbítero Maurício achega-se a Ari, em suas mãos muitos convites de igrejas vizinhas e de todo o
país. Alguns eventos e cidade principais e mega espaço, todos os eventos contando Ari como
pregador. Na mesma noite, ele recebe no gabinete uma ligação. Um pastor conhecido do meio
evangélico, Ari mesmo já tinha escutado a sua pregação, estava chamando a participar de um evento
para os dois dividirem o altar na ministração da cerimônia. Arimatéia agradece o privilégio e o pedido
para fazer uma oração entes, porém seu coração estava convicto de retornar ao campo missionário.

Durante a semana não faltava convite para pregar, em grandes igrejas locais, convite que ele
rejeitava. Cláudio não entendia. Ari não aceitava pregar em megaeventos, porém era sagrado pregar
em uma pequena varanda, em meio à favela, ainda chegava com os pés encharcados de lama. Ali ele
pregava para meia dúzia de pessoas e ficava morto de felicidade.

No fim de semana seguido, o convite de uma irmã, estaria na festa de casamento de filha mais
velha daquela senhora. No Buffet, sua mesa reservada já o esperava quando Arimatéia chega
cumprimentado a todos os que estavam presentes e sentando-se, observando que todos não tiravam
o olho dele.

Ari, observando, viu uma senhora em cadeira de rodas. Cláudio faz um pequeno comentário:
_ Olha só, a irmã teteia! Coitada, o medico desenganou ela. Agora ta com câncer na garganta.

Arimatéia, se despedindo das pessoas, sai de encontro a senhora na cadeira de rodas.


Aproximando-se, ele olha no fundo de seus olhos, ela responde com olhar... Ari toca em seu ombro.
_ Recebe a cura, em nome de Jesus!

De repente, Ari ser retira, a irmã teteia, fica olhando admirada com Ari.

A 2ª VIAGEM MISSIONÁRIA
CAPÍTULO 9

Arimatéia estava determinado a voltar para o campo missionário, Já não respondia a tanto
chamado que recebia o convidado para pregar, reserva-se em oração, e o pouco tempo disponível,
ajudar seu irmão no pequeno comercio. Na noite anterior a viajem, sonhava, parecia com o outro
sonho que experimentara antes, só que desta vez, ele sai da igreja e no caminho era apedrejado...

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O PROFETA DA CRUZ
Novamente estava confuso pensaroso a respeito do sonho, sempre considerava os sonhos, fruto do
subconsciente. Às vezes, orava a respeito dos sonhos que mexiam, com ele, e este era um...

Pastor Carlos como sempre estava em seu gabinete, ali orava, fazia seus sermões. Naquele dia
estava meditando nas sagradas escrituras, também se lembrando da noite que Ari pregou... Parecia
que Arimatéia sabia o que fazia escondido, já fazia um bom tempo que ele usufruía do dinheiro da
igreja, indevidamente. Alguém bate na porta, atrapalhando aquele momento devocional.
_ Pastor Carlos! A Irmã Tetéia quer falar com o senhor.
_ Um momento Maurício, já atendo.

Sua Ordem era, quando estivesse trancado, jamais o perturbasse, a não ser por um motivo
urgente ou grave.
Pastor Carlos ajeita sei material de estudo, organiza sua mesa e calça seu sapato, para atender
aquele chamado.
_ Mande-a entrar Maurício. Por favor.

Irmã Tetéia entra, mal cumprimenta o pastor, e vai logo contando o fato que motivaram está ali
no gabinete pastoral.

_ Pastor Carlo! O senhor tem que dar este testemunho na igreja. Fiz o diagnóstico, fui curada, um
homem que tem dom de cura, só pode ser santo! Vamos mover a igreja, talvez uma campanha de
cura? Tem muita gente enferma.
_ Calma irmã! Não estou entendendo nada. Comece devagar, explicando melhor o que esta
acontecendo.
_ Desculpe pastor. Estou emocionada.
_ Então me explique.
_ No casamento de minha sobrinha, aquele rapaz chamado Arimatéia me tocou e disse que eu
recebesse a cura. Pastor, eu o chamei de louco, mas eu estou curada! Não é incrível?
_ Que bom irmã, que Deus continue a lhe abençoa. Dê o testemunho na igreja.
_ Quando é que ele vem pregar novamente na igreja?
_ Não sei irmã. Ele é imprevisível!

Ari estava se preparando para voltar a viajar, estava determinado a sair sem se despedir. Tudo já
estava preparado. A rota seria o Sul, atingido localidades não alcançadas.

Na madrugada, Ari pega sua bagagem, deixa em cima da mesa uma carta de solicitação, para o
pastor Carlos, conta na qual pediu um trabalho na cidade de poço fundo. Cláudio acorda com o
barulho, sai um tanto sonolento, ao acender a luz, Vê a carta em cima da mesa. Dobra os joelhos e
começa a interceder. Neste instante, ele já esta breve a pegar o próximo transporte para a cidade de
Lagos, na Região Sul. Havia um pequeno problema, o dinheiro que tinha era insuficiente para chegar
até Lagos, teria que chegar a cidade próxima.

Pastor Carlos, ao receber a carta, (que lhe pedia para acolher uma igreja de poço fundo) não
pensa duas vezes, convoca uma assembléia geral, levantando fundos, indica um pastor colega seu
para o campo. Bastariam três meses para que a igreja de poço fundo fica-se entre a quinta maior
igreja do Estado.

Na cidade de brejinhos, Ari chega como de passagem, seu objetivo era descer na cidade e
locomover-se para Lagos. Na Rodoviária de imediato é reconhecido por um irmão que o convida a
ficar, insistindo para que não fosse logo embora. Arimatéia resolve atender ao pedido, hospeda se na
casa do irmão, cujo fazia um trabalho nas circunvizinhanças da cidade, localidades até mesmo de
difícil acesso; atravessando rios, mata serra e estradas.

54
O PROFETA DA CRUZ
Em um dos trabalhos, eles tinham que passar por mata fechada, era uma aldeia indígena, na qual
o irmão mantinha contato. Tinham que ir escondidos, as autoridades proibiam entra na reserva.o
convite era pedir ajuda de arimateia

Já na aldeia, Enquanto estavam presenteando e trocando objetos, um dos nativos avistou Ari,
alarma apontando o dedo e gritando em seu dialeto. O irmão pouco falava aquele dialeto, mas, dava
para entender a pequena frase “os céus os enviaram”.

Um dos tradutores da tribo, que geralmente fazia o intercâmbio entre as negociações, não estava
presente. A índia puxa Ari pelo braço e o leva em meio aos matos. Outros da tribo acompanham ate
certo local, as margens de um córrego, entre locais de pedra, a índia puxa uma criança, tinha os
braços e uma perninha manca.

Quando as outras índias viram, começou-se um reboliço, alguns da tribo agrediram a índia e a
força tomou-lhe a criança. Enquanto isso chega o irmão e o tradutor da tribo.

Ari não entendia nada do que estava acontecendo, até o tradutor esclarecer:
“A nativa tinha sonhado com Arimatéia; o homem branco, que enviado do céu, viria curar sua
pequenina. A lei da tribo é que toda criança doente ou deformada tinha que morrer assim como
também sua mãe. Isto não era caso raro... Agora as pessoas da tribo, estavam dizendo que os deuses
estavam irados, era preciso sacrificar criança e mãe”.

Arimatéia pede para traduzir o que ele dizia para o seu dialeto.
_ Realmente os céus me enviaram! Agora é preciso eu entra em contato som o Senhor dos Céus, que
esta acima de todos os deuses e restaurador de todas as coisas.

Ari entra por uma vareda de mata fechada, juntamente com o irmão Rodrigo, iriam à aldeia para
evangelizar, levando objetos para trocar e presentear os nativos.

Arimatéia caminha uns duzentos metros de onde estavam, enquanto uns seguravam a criança e a
mãe, outros seguiram Ari, o irmão e o que traduzia. Ari pede para ficarem e caminham mais alguns
passos, pedindo para que o tradutor disse-se que ele orava:

Levantando as mãos para cima começa a interceder.


_ Pai, obrigado pela oportunidade de testemunhar o nome de Jesus, teu filho. Então ouve e cura a
criança, para que não morra nas mãos dos homens.

De repente os que estavam prendendo a índia vêm em direção a Ari e os demais, vinham
gritando apontando em direção a criança e sua mãe. Ao constatar, a nativa chorava com sua criança
no colo, ao mesmo tempo cantando. Um dos índios que ali estava presente, vendo o milagre, estende
os olhos em direção a Arimatéia, caminhando de costas e movimentando a cabeça em gesto de
positivo, gritando algo em seu dialeto;
Traduzido era: “Ele fala com os céus!”

Ao conversar com i irmão, Ari fica sabendo que já tinha mais de um ano que ele evangelizava
aquele povo, conseguindo apenas discipular dois da aldeia, incluindo o tradutor. Era justamente isto
que ele vinha a orar pedindo por um sinal, coisa que naquela cultura era fundamental no testemunho
de um homem... Eles não poderiam ficar na aldeia por muito tempo, isto faria com que fossem
intimados, sobre desobediência Lei.

Passado dois dias consecutivos, ali no meio daquele povo, falando a respeito de Deus. Eles são
surpreendidos pelo órgão competente de proteção a cultura indígena que os obrigaram a se retirar e
os autuando em flagrante, porém os nativos tomando os dois deram a entender que era permissão da
tribal, eles estavam ali na aléia, Os agentes entenderam a situação, se retiram como estivessem
envergonhados.

55
O PROFETA DA CRUZ

O irmão, chamado Rodrigo, conversando com Ari, propõe uma idéia:


_ Irmãos Ari; tenho eu dentro de meu coração, que viverei na aldeia até o tempo necessário.
_ Rodrigo, mas alguns dias vamos habituar os nativos com você. Eu seguirei meu caminho.
_ O problema não é este, é nos explicarmos isto a eles!
_ Deus novamente movera com seu poder!

Aos poucos o irmão, conquistava tanto a amizade como o respeito da tribo. Sendo grandemente
visado como no dia em que pré-viu a morte o velho pajé, e os dias de chuva. Coisas que viram como
um milagre.

Quinze dias depois, Arimatéia despedia-se da tribo, levando com sigo muitos presentes, objetos
de valores e frutas. Arimatéia atravessou a reserva acompanhado por Rodrigo e alguns nativos
novamente estavam a caminho de Lagos.

Durante o percurso, Ari para de vila em vila, anunciando o evangelho, mantendo-se com o que
ganhou na aldeia indígena. Já na estrada de Lagos, Ari estava sem nenhum mantimento, porém em
seu coração não havia dúvidas a respeito da providência divina.
O local mais apropriado para se acampar, seria na região central da cidade, próximo a grande
feira da cidade. Na feira Ari direcionava suas palavras a alguns desocupados, quando dava por si
mutuava-se ao seu redor, muitas pessoas, vindo de uma por uma, reconhecendo Ari e procurando
saber o que ele estava a falar. Isto todos os dias no período da manhã durante o restante do dia Ari
descansava e vagava pela cidade em busca de alimentar-se.

Passado três dias, dava para se vê na afeição de Ari, cansaço e a fome. A única coisa que
conseguia durante o resto do dia, era frutas. Fora que as pessoas da cidade de Lagos não eram muito
hospitaleiras, Na primeira viagem, não faltava o sustento dele, eram pessoas que do nada apareciam,
oferecendo comida, ofertavam e davam abrigo. Desta vez, parecia que ele estava abandonado,
quando vinha em mente pedir comida ou algum tocado, vinha-lhe a lembrança dos tempos em que
mendigava pelas ruas.

Se lhe restava uma opção. Interceder:

Mais dois dias se passam, ele já não estava mais suportando a fome:
Não conseguia ficar no mercado pregando, não lhe restava forças.
No inicio da tarde, quando sai, depara-se com um cachorro deitado enfrente ao seu
acampamento. O cachorro se levanta vai de encontro a onde esta, balançando o rabo saltando como
se ele fosse seu dono, de repente o cão sai vai ao lado esquerdo da barraca e vem com um embrulho
na boca, deita-se e fica olhando para ele latindo. Ari curioso vai até o cachorro. Agacha-se, com
cautela puxa o embrulho no saco. De repente constata que era pão, pedaço de bolo e doces.
Arimatéia levanta para os céus, da graças, com sorriso no rosto começa a comer, jogar alguns
pedaços para o cachorro, que só faz cheirar e daí deitando-se para o outro lado.

No segundo dia, o cão trazia outro saco na boca, largando no chão, Ari indo a constatar, via que
era resto de comida fresca. Ari já começava a enxergar um milagre, o cão estava lhe alimentando.
Suas forças estavam sendo restauradas para continuar a pregação na feira. No dia seguinte, Ari volta
ao mercado, com vigor começa a falar da palavra de Deus. Já ao meio dia, quando Arimatéia volta ao
acampamento, procura pelo cachorro e não consegue encontrá-lo, indo mais enfrente, resolve dar
uma volta pela cidade procurando pelo o animal, Já no fim da tarde, Ari cansado, a fome novamente
prevalecia, volta a sua barraquinha, deita-se para descansar, talvez, a fome passasse...

Na manhã seguinte, impulsionado pelo Espírito, volta a feira-central, desta vez um dos feirantes
oferece um radiofone, desta vez, não só algumas pessoas o escutaria, que como milagre por alguns
minutos silencia-se ouvindo a mensagem. Partindo mais uma vez daquela jornada na feira, volta ao
seu acampamento, onde chegando, um irmão encontra-se esperando.

56
O PROFETA DA CRUZ
_ Irmão!! Estava lhe esperando. Assim quando terminou de pregar eu vim para cá. Vim lhe fazer uma
proposta.
_ Pode dizer. Estou lhe ouvindo.
_ Vamos para minha casa. Fica pertinho daqui de Lagos, eu quero que o irmão faça uma campanha de
evangelismo onde moro.
_ Tudo bem! Já ta na hora mesmo de seguir adiante. Como o irmão se chama?
_ Meu nome é Pedro.

Desmontando sua barraquinha, Ari segue Pedro, indo em direção á Santa Madalena, que é um
distrito próximo a Lagos. Não sabia Arimatéia que estava próximo a enfrentar seu primeiro e grande
desafio.

A pequena cidade de Santa Madalena tinha todos seus habitantes devotos da Santa, o irmão
Pedro explica que o último culto que tentou fazer ameaçaram-no de morte. Ari chega à conclusão que
para iniciarem aquele trabalho, teriam que orar antes e também jejuarem. A fama de Pedro, o crente,
já era conhecida entre os moradores. A ameaça era se ele volta-se a falar qualquer coisa a respeito do
Evangelho, ele pagaria.

Ao chegar à cidade, Arimatéia hospeda-se na casa de Pedro, começa a interceder, orando e


jejuando, preparando-se no Senhor. Durante três dias sem sair ou se quer, falar com alguém. O irmão
Pedro é abordado na feira da cidade por um grupo de devotos, que sabiam da presença de Arimatéia.
Eles em conjunto soltam uma ameaça:
_ “Crente Pedro, se aquele profeta tiver a audácia de pregar aqui na cidade de Santa Madalena, tanto
você como eles vão ser castigados”!

Pedro correndo para casa, conta tudo a Ari, que ouvindo dica em silêncio e apenas balança a
cabeça. Passado Três dias, em uma madrugada, alguém bate a porta de Pedro.
Assustado, Pedro acorda Ari, que levanta, e vai para o compartimento traseiro da casa. Pedro vai à
porta, saber quem era:
_ Quem é?
_ Senhor Pedro, abre a porta, estamos aqui em paz.

Pedro abrindo a porta depara-se com um grupo de oito pessoas:

_ Deixa a gente entra, logo!!


_ O que foi que aconteceu!?
_ Cadê o profeta? Nós queremos conversar com ele.

Arimatéia, saindo de dentro do compartimento dos fundos da casa, vai de encontro ao grupo,
saudando-os e ao mesmo tempo se identificando. Eles começam a falar o motivo de estarem ali:
_ Profeta, acompanhamos seu trajeto, mesmo que indiretamente, por meio de noticias e até mesmo
reportagens, somos um grupo de pessoas que acredita no que diz, viemos saber mais...
(Ari responde a ânsia do grupo)
_Bem, estava esperando pelo meu milagre! Vocês são o que esperava...

É certo que vou falar e responder isto, pelo o poder de Deus, tudo que vocês anseiam saber (...)

Durante as madrugadas, Ari ensinava o grupo, que pouco apouco aumentava, ele ensinava e
transmitia toda mensagem Evangelística, era uma reunião secreta. Dava par se perceber que havia
algo estranho acontecendo nas madrugadas, na casa de irmão. Já estava chamando a atenção, o
grupo tinha passado de oito para vinte e uma pessoas.

Em uma das reuniões, durante a madrugada, alguém bate na porta... Ari silencia, enquanto Pedro
sai para atender. Abrindo a porta de maneira a colocar só a cabaça, Pedro procura saber quem é...

57
O PROFETA DA CRUZ
Quando de repente ele entra, junto um homem alto, bem vestido. Uns dos que participavam de
reunião, levantou-se de repente e branda:
_ Pai!?

Os dois encontram e se abraçaram. Aquele homem com lágrimas nos olhos abraçado com o rapaz
começa a contar os fatos, todos ficavam admirados!
_ Obrigado pessoal! Obrigado profeta! Este meu filho, já tinha quase um mês que fugiu de casa, a
última notícia que tive dele, foi em locais de orgias, usando droga, fiquei desesperado. Quando falei
com seu colega Bruno, que esta aqui também com vocês, ele disse que me ajudaria. Ele convidou
meu filho para esta reunião, ele voltou pra casa, vi aos poucos sua transformação e depois descobri
que ele estava vindo para cá, obrigado.

Ari se direciona para os dois e faz uma pequena oração. Daquele dia em diante seriam
freqüentadores assíduos.

Passando algumas madrugadas, quando estavam reunidos, oravam em silencio, de repente um


barulho vindo de fora:

“Abre a porta crente!!! Vocês vai pagar agora; eu não te falei”!

ESCANDALO EM VILA PEQUENA


(CAPÍTULO 10)

Pedro abrindo a porta devagar vai de encontro a um grupo de dez pessoas, que ali estavam para
tomar satisfação.
_ Só quero dizer, uma coisa pra vocês: Este país é livre. Estou dentro da minha casa, ninguém tem
nada a ver, portanto que não seja contra lei.

(Responde Pedro tentado intimidá-los)

Eles começam a falar entre si, quando um deles parte para cima de Pedro, segurando na gola de
sua camisa. De repente, Arimatéia e os demais saem em defesa de Pedro. Senhor Abelardo, o pai de
um dos que participavam do grupo, o que deu testemunho, sai tomando a frente da situação
_ O que é que está acontecendo?

O rapaz que segurava Pedro, O larga e vai de encontro ao senhor Abelardo.


_ Olha aqui moço, essa cidade aqui não é pra crente.
_ Come é seu nome rapaz?
_ Meu nome é André, por quê?
_ Vou entra em um processo contra você! Nosso país é livre, isto é preconceito... Você sabe quem sou?

O rapaz um tanto tímido, vai saindo aos poucos, enquanto que os demais saem de um por um,
todos saem sem dizer nenhuma palavra. Senhor Abelardo, olha para o grupo, surpreendendo a todos.
_ Olha aqui, vocês! Temos direitos que não podemos deixar de usufruir. Vou entrar com um processo...
Vamos passar a nos reunir livremente, sem medo, se possível abrir uma igreja!

Na euforia da vibração, Pedro pede silêncio, lembrando que era madrugada.

Ari já podia sentir que sua missão naquela cidade estava cumprida. André depois que saiu dali,
começou a bolar um plano, contra Arimatéia. Sua promessa era persegui-lo, custe o que custar,
atrapalhando sua vida.

58
O PROFETA DA CRUZ
Ao abri um local de pregação, na mesma rua da casa do irmão Pedro, vez por outra passava
zombando, quando não atiravam pedra sobre o telhado. Ari iniciava as pregações, sempre enfatizando
o amor, pouco a pouco as pessoas se achegavam, o grupo ia crescendo e formando uma igreja Forte.
Na medida que crescia, crescia também a divisão entre os moradores da cidade. Arimatéia já estava
prestes a seguir seu itinerário para Lagos, um dia antes que André e seus cúmplices bolavam um
plano, que incriminasse Ari.

O plano de André, era acusar Ari de charlatanismo, fazendo com que sua integridade fosse
duvidosa, e que caísse no descrédito do povo.

Arimatéia despede-se, realizando um último culto, em quanto que Pedro já caia na graça do povo,
levantaram no mesmo dia uma pequena oferta para Ari, despedindo no dia seguinte , acompanhado
até a rodoviária onde seguira rumo á lagos. Enquanto isto, André e seus cúmplices pegaram
informações, e fizeram seus últimos planos conta Ari. O senhor Abelardo, sendo um homem
importante no meio político da cidade de Santa Madalena, ganhava a briga jurídica, contra o pequeno
ponto de pregação.

A chegada à cidade de Lagos surpreenderia Arimatéia, que já chega sendo recepcionados por
pessoas, alguns parentes dos irmãos da cidade de santa Madalena. De qualquer maneira ele estava
experimentando um carinho diferente, a sensação de está chegando em casa.

Na sua primeira noite de pregação em um culto na igreja centro norte evangélica, onde se
reuniam para mais de três mil pessoas, com grande impacto de vidas ali se rendendo ao senhor Jesus,
inúmeros convites para pregar em muitas outras igrejas da cidade. Arimatéia sentia uma grande
alegria no coração.

No fim do culto, um dos irmãos pastor daquela igreja, o convida a se hospedar em sua casa, Ari já
tinha recebido em mãos outro convite, este o convidara a hospedar-se no hotel municipal, em uma
suíte executiva. Ari um pouco confuso e indeciso com a situação deixa a perceber para o pastor, que
vendo o seu constrangimento, o deixa a vontade, não sabia que estava caindo em uma arapuca,
também, não lhe veio a mente saber quem lhe deu o convite para o hotel.

Estava fora de sua imaginação, não podia nem mesmo acreditar, era um hotel luxuoso,
principalmente a suíte que já estava reservada em seu nome. Passada a noite e o dia, Ari divertindo-
se somente no quarto, hora assistindo TV, outra hora em banho de espuma e entre outras novidades
para ele ali naquele local, a noite estaria na igreja na presença de Deus, onde levaria a palavra.

Ele podia sentir algo diferente, algo o incomodava, sentia sua oração sem fluir, fora que a noite a
pregação não era a mesma, no fundo não se sentia bem. Quando começou a pregar, parecia que
estava preso, não sentia o fluir do Espírito, Como sempre sentia quando começava a pregar. As
pessoas da igreja demonstravam como se estivesse sentindo a mesma coisa, ao término, Ari volta
para o hotel, atônito, sem entender... Era preciso orar, clamar ao Senhor, uma palavra não saia de sua
cabeça, era justamente uma pequena frase dita pelo pastor daquela igreja: “Este não é o rumo”.

Como em um impulso, ele arruma suas bagagens, saí daquele local, passando pela recepção,
tenta saber quem estava pagando as despesas. Sem saberem informar, Arimatéia sai do hotel,
apenas sabendo que alguns irmãos da igreja unida tinham pagado as despesas iniciais e dando uma
porcentagem de diárias pagas para o hotel.
Ari verificando os convites das igrejas certifica que não há nenhuma igreja unida na cidade de
Lagos. Era algo que também o deixava pensativo.

Na mesma noite, Ari procura um novo local para acampar achando um pequeno terreno, perto da
igreja que ele estaria pregando dois dias depois. Neste período, já dava pra sentir uma nova
mudança, sua oração fluía como antes, era como se estivesse saindo da prisão. Fluía dentro de seu
coração, uma alegria, seu sono nesta noite, seria sem dúvidas, maravilhoso e tranqüilo! Os dois dias

59
O PROFETA DA CRUZ
que se seguiram antes de pregar na próxima igreja. Ari voltava as suas origens, estaria pregando para
os pobres. Eram favelas, locais onde dormiam mendigos, ponto de trafico. Todos os lugares davam
para se vê claramente o mover de Deus nos corações.

Ari senti no coração que tinha que cumpri os convites que recebera, para prega nas igrejas,
incluindo a próxima noite em uma igreja, no bairro vila pequena, em uma igreja com o mesmo nome.
Justamente onde estava acampado.

O pequeno templo já não comportava o número de pessoas, Ari já no altar, preparava-se para
pregar. As pessoas silenciosamente escutavam cada palavra de Ari, Havia um grande silêncio, quando
alguém grita do meio da multidão
_ Milagre!!! É um milagre

As pessoas admiradas começavam um tumulto, Ari parando de pregar, fica querendo entender o
que estava acontecendo... De repente, a multidão suspende uma cadeira de rodas para o alto,
passando de mão em mão até o altar, a multidão vai abrindo um espaço, sendo um homem com as
mãos para cima, gritando: “ um milagre”.

Quando o homem sobe no altar, Ari sem entender, da uma olhada para o pastor da igreja de vila
pequena, que emocionado, chorava. O pastor começa aplaudir, nisto o homem agarra Ari, o
agradecendo. Arimatéia parado, sentia algo diferente, estava vendo um paralitico andar, porém não
sabia porque estava assim, atônito e sem palavras, parecia que sua boca tinha sido vedada. Alguém
da multidão começa a tirar fotos, Ari continua o sermão, porém antecipando seu término.

Encerrado o culto, as pessoas ainda tumultuavam o templo, Ari juntamente com o pastor, ficaram
ali no alto, esperando que o local desocupa-se. Aos poucos, diáconos e cooperadores, iam
direcionando as pessoas para fora. A cadeira de rodas ainda estava no altar, porém não se podia ver,
a onde estava o paralítico. O pastor dando uma ordem a um dos diáconos, manda que ele procure, o
rapaz da cadeira. Depois de quarenta minutos com o templo vazio e as portas fechadas, ali no templo
estava apenas o pastor, o diácono e dois presbíteros. Abrindo a porta, o diácono que tinha saido em
busca do ex-paralítico, volta sem êxito de usa missão.

O pastor olhando para Arimatéia da uma sugestão:


_ Irmão Ari. Bom que esta noite você não acampasse, antes dormisse no templo ou na minha sala.
_ Porque pastor? O senhor esta sabendo de alguma coisa?
_ Não! Senti em lhe pedir isso. Porém fique a vontade.

Ari se despede dos demais, volta ao terreno ao lado e ali arma sua pequena barraca. Poucos
minutos antes de deitar-se, uma pessoa chega o chamando.
_ Profeta, vim lhe agradecer, você é um milagreiro.

Ari vai de encontro ao homem que lhe falava, procurando identificá-lo. O homem estendendo a
mão vai colocando algo no bolso de Ari:
_ Aceite isto, é meu agradecimento. (Ari tira do bolso um bolo de cédulas de dinheiro, e por impulso,
vai logo devolvendo).
_ Que é isto!? Está ficando louco homem?

No momento em que o homem estende a mão, alguém tira uma foto (...)

Uma noite que era para ser tranqüila, transforma-se para Ari, em uma noite de insônia, não conseguia
para de pensar no que ele tinha vivenciado no dia passado. Levantando-se bem cedo da manhã
seguinte, entra em um momento de oração, seu coração estava inquieto, sua alma abatida. Ari
arruma suas coisas, se desacampa e sai de encontro ao pastor de vila pequena.

60
O PROFETA DA CRUZ
Pastor Emílio, da igreja da vila pequena, morava a alguns quarteirões. Ari chegando na esquina,
na rua onde o pastor residia, depara-se com um pequeno movimento em frente a sua casa,
inocentemente ele se aproxima também curioso, como preocupado, imaginando o que teria
acontecido. Quando avistaram Ari, correram a seu encontro, quase o sufocando num interrogatório
sem fim, no qual Ari pasmo, sem entender o que estava acontecendo, fica mudo. Pastor Emílio,
puxando Ari, entra em sua residência, fechando o portão, deixando os repórteres sem reposta.

Ari cai em si, perguntando ao pastor.


_ Pastor Emílio, o que está acontecendo?
_ Eu é que pergunto o que foi que houve Ari? Que história é esta de você enganar o povo?
_ Eu não estou entendendo!
_ Já saiu o noticiário, o profeta é uma faça. Tiraram fotos suas subornando um homem, o mesmo foi
procurar as autoridade, disse que lhe desmascararia, você não pagou o combinado, para ele se
levantar da cadeira de rodas.
_ Como é que é?
_ Ele em entrevista disse que você, esta conquistando, ludibriando, para um golpe maior... a prova é
que você já está usufruindo disto, se hospedando em hotel luxuoso, na verdade, passa o tempo na
barraquinha como truque!

Ari põe as mãos na cabeça e começa a lamentar-se, pedindo misericórdia á Deus, lastimando-se
do ocorrido, com as mãos no rosto e aos prantos... Agora era preciso saber o que fazer. O pastor
Emílio, olhando para Ari, solta o que estava sentido:
_ Arimatéia, como pode me explicar isto? Você me complicou agora a igreja está em maus lençóis...
Se você não me convencer, lamento, mas você vai ter que se retirar.

Ari olhando par o pastor Emílio, sentiu que ele não está muito confiante, antes, estava duvidoso a
respeito de sua conduta. Baixando a cabeça, sai da casa do pastor, que presenciando toda aquela
cena, fica com uma grande amargura no coração.

Ari ia andando, pelas ruas da cidade, lágrimas desciam do seu rosto. Chegando um pouco mais
distante da casa do pastor Emilio, senti uma pedrada em seu ombro, derrepente pessoas lhe cercam
atirando pedra, Ari tentando defender-se, põe o braço, protegendo a cabeça e sai correndo, quando é
acertado por outra pedrada na nuca; caindo, desacordado (...)

Derrepente, ao abrir os olhos, meio atordoado, sem saber onde estava. Olha em volta de si, não
conseguindo se situar-se. Uma moça vestida de branco entra, no quarto, Ari olha para ela tentando
identificá-la.

Quando ela lhe dirige a palavra!


_Bom dia, senhor José de Arimatéia!

Ela olhando para ele, vê que ele não conseguiu situar-se, antes fica perplexo olhando para ela.

_É Bom chamar um médico!


Não tente se levantar senhor José.

A Enfermeira sai, logo depois voltando com o médico, que começa examinar Ari, que logo reage:

_Doutor, o que esta acontecendo?


O médico suspira profundamente dirige a palavra a Arimatéia.

_Graças a Deus, senhor José! Pensava que, estava com amnésia. Você teve um leve traumatismo,
graças a Deus, seu quadro clínico esta instável. O senhor lembra porque ta aqui?

_Lembro-me só que fui atacado.

61
O PROFETA DA CRUZ
_Isto mesmo, graças a Deus por não ter acontecido o pior. A polícia chegou bem na hora!

Depois que o médico explicou toda a situação e agnóstico a Ari, a enfermeira leva a entender que
tinha que avisar os responsáveis.

No período da tarde no leito onde Ari encontrar-se, o pastor Nildo, da Igreja Centro Norte
Evangélico, vem para visitá-lo.
_Irmã Arimatéia, paz do Senhor!
Como se sente?
_Bem melhor pastor! Só um pouco dolorido.
_Rapaz explique-me o que a imprensa esta Contando?

Ari explicando todos os fatos ocorridos deixa o pastor perplexo. Pastor Nildo, alerta Ari o perigo de
ele continuar na cidade, e o processo que está vindo para Ari. Não demorou muito, entra no leito um
homem bem trajado e com papéis em mãos.

_Senhor José de Arimatéia?


(Ari confirma positivamente)
_Tenho uma intimação contra sua pessoa, sou oficial de Justiça. Quero que assine estes papéis de
intimação.

Ari tomando os papéis começa a lê. Vendo que realmente era intimação ele assina. O homem
recolhe a papelada e retira-se; o pastor, Nildo, olha fixo para Ari, lhe dirigir a palavra:
_Irmão Ari, vou colocar um advogado de defesa por você.
Passando por volta de uma semana, no Hospital recuperando-se, Ari é encaminhado a um tribunal
de pequenas causas para declarar seu depoimento. Seu advogado de defesa, já o esperava...
Passando algumas horas de depoimento, sem nenhuma testemunha de acusação, Ari é libertado,
porém não poderia ficar mais na cidade, bem que havia muito protesto, inclusive no momento de seu
interrogatório.
Ari é escoltado até fica livre, próximo onde é deixado na rodoviária (...)

Um padre, Meu amigo; meu Irmão


(Capítulo 11)

Ainda havia receio. Talvez medo, a única coisa a fazer era ora, pedindo a Deus proteção. Só havia
certeza de uma coisa: NÃO ERA HORA DE VOLTAR PRA CASA.
Da rodoviária, Ari saí errante, pronto a achar local para um novo acampamento. A pouco tempo
atrás , as ruas eram seguras, agora era duvidoso. Todos os locais pareciam sem segurança, parecia
que havia uma placa bem explícita: PROIBIDO ACAMPAR!
Dando voltas por toda Cidade, só conseguia sentir paz em um só local: De frente a Igreja
Católica. Poderia ser entendido como uma afronta, talvez não... Era o único local.
Na cidade já era notícia espalha, sobre um charlatão chamado Profeta de Cruz, os boatos
ficavam mais notórios para Ari, quando ele passava pelas ruas. As pessoas não o reconheciam; no
Hospital tinha feito uma assepsia em seu rosto, as características de Ari já não era a mesma. Vieram a
certifica-se, quando Ari acampa, na pracinha, de frente a Igreja católica.
Alguns pastores locais, daquela pequena cidade, já se reunião para trata do assunto sobre Ari.
Em suas decisões, chegaram a um acordo; falariam com Ari, se possível expulsariam ele da cidade.
Era início da madrugada, quando um carro, parando ao lado da Catedral, desce dois homens bem
trajados, indo de encontro ao acampamento de Arimatéia.

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O PROFETA DA CRUZ
Estava Ari sentado, de frente a barraquinha, com as pernas cruzadas e intercedendo
mentalmente, quando sua atenção é tomada:
_O... Rapaz! Viemos aqui falar com você.
_ Ari abrimos os olhos e fixando para os dois senhores, responde mansamente:
_Pois não! Pode falar.
_Temos ouvido tudo a seu respeito, incluindo os acontecimentos recentes, que também
acompanhamos pelos noticiários. È por isso que estamos sinceramente a divertindo, ao moço, que
não venham escandaliza o Evangelho aqui nesta cidade... Na verdade esta cidade não precisa de um
Profeta e sim de Jesus!

Ari balança a cabeça, ficando mudo, não dando resposta alguma para os senhores. Eles
vendo que não iriam ter êxito, se retiram, queixando-se um o outro. Ari retorna para dentro da
barraquinha, descansando e preparando-se para o amanhecer.
Por volta das oito da manhã, Ari levanta-se, fazendo suas ações de graça e sai a caminha
pela praça. Derrepente lhe sobrevém uma convicção, de que precisa falar do Amor De Deus e de
maneira alguma calar-se.

Este seria o dia ideal, para prega o Evangelho, notou-se que a praça já em si, possuía grande
movimento, principalmente agora, que muitos vinham na curiosidade de lhe conhecer. Por volta do
entardecer, de frente a cruz, na entrada principal daquela catedral católica, Ari levanta as mãos para
o auto, ficando a pouca distância, voltando às costas para a cruz, começa a interceder pela cidade.
Por pouco, aproxima-se um Cidadão, que se direcionando para Ari, começa a interrogar, a respeito de
assuntos da Bíblia, quando Ari vai respondendo, alguns outros curiosos e desocupados voltam sua
atenção para Ari, que tomado pelo Espírito, ousadamente começa um discurso sobre cristo. Das cinco
pessoas que estavam a ouvir, foi-se chegando outro numero considerável de aproximadamente dez
ouvintes, atentos.
Na entrada da catedral, para um homem, com uma pasta na mão e vestido de batina. Ali
escutando Ari, põe a pasta ao chão, começa a balançar a cabeça, como se estivesse concordando
com aquele sermão. O homem retira os óculos do rosto, enxuga algumas lágrimas e tomando de volta
sua pasta, entra de volta para o templo.
Não demorou muito para que os pastores do conselho ficassem a par, do discurso de
Arimatéia. Combinado entre si decidirão que iriam dar uma resposta mais rígida, a Ari, no qual
consideravam um falso irmão.
No dia seguinte, por volta de meio dia, Ari sentiu o estômago vazio, decidi-se seguir por
entre as ruas da cidade, talvez conseguisse alimentar-se, porém o receio de ser agredido era bem
maior. Quando já decidido a sair, Ari é surpreendido por uma senhora; cheia de terços, foto de santo
na camisa, uma Bíblia na mão e na outra uma sacolinha. Direciona-se a Arimatéia
_ Profeta! Venho trazendo uma caridade pro senhor.
Ela estende a sacola, entrega na mão de Ari:
_ Foi padre Azevedo que mandou.

Nem amenos esperando, agradecimentos, ela retorna para a catedral.

Ari sem entender fica com a sacola em mãos. Quando olha vê que é uma marmita. Na tarde de
mesmo dia, Arimatéia, inicia seu novo discurso, só que desta vez percebendo que vinha pessoas de
dentro da catedral, via que o homem na porta do templo, apontava pessoas que iam ao seu encontro
para escutar as palavras de Ari. Dava para se deduzir que era padre Azevedo, o mesmo ficava a
observa e ouvir de longe Arimatéia pregando. Durante dias seguidos, aumentava o número de
pessoas para ouvir a palavra.

Na tarde de domingo, encosta um carro com um som, Ficando do lado oposto da catedral; logo
em seguida, um homem começa a prega, convidando também as pessoas a fazerem parte daquele
momento, Ari atento aos acontecimentos, vai de encontro ao pregador, e alguns irmãos que ali se
encontravam escutando, participando também daquele ato evangélico. Pouco a pouco, Arimatéia vai

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O PROFETA DA CRUZ
se aproximando cada vez mais. Ali se entrosando com os irmãos, fica ele participando, quando
reconhece o homem, justamente o mesmo que veio outro dia ao acampamento, lhe afrontar.

Quando os irmãos que estavam ali, começaram a identificá-lo, deu para perceber que não era
hostil, o que estava no microfone, começou a falar explicitamente:

_ Bem irmãos, pregamos as verdades das escritas sagradas, pena que muitos falsos profetas se
levantam. O pior é que eles se autodenominam profetas, sendo ou querendo ser santo, venerados
pelos os homens.

Ari estava entendendo que as palavras iam ao seu encontro, na medida em que o pregador ia
falava, Ari mostrava-se tranqüilo, o pregado aumentava sua critica:

_ Por isso que as pessoas são enganadas, por charlatões que dizem que curam, enquanto que não
analisam sua vida;não sabendo de onde estes tais, vem, nem pra onde vão(...)

As pessoas ao seu redor começam a olhá-lo de cima para baixo. Ari envergonhado, vai se
retirando, sendo que ao chegar a uma distância de cem metros, ele, escuta um aplauso, as pessoas
vibram , dava para escutar uma frase, um pouco distante
_ “... É por isso que escutam a verdade e não podem agüentá-las, porém, conhecereis a verdade e ela
o libertará”

Ari voltando para a pequena barraquinha isola-se, começando a orar e chorando, lastimando-se
das calunias e da humilhação que vinha passando. De repente ele lembra os sonho, onde na igreja e
fora ele estava sendo apedrejado, fazia sentido, dava para entender o que ele estava passando na
atualidade.

Era aproximadamente 23h30min, Ari estava se preparando para deita, quando alguém o chama:
_ Profeta!! Está acordado?

Ari de imediato atende aquela voz.


_ Estou acordado, espera um pouco.

Saindo devagar da barraquinha, vai atender curioso, querendo saber quem estava o chamando.

_ Santo Homem de Deus, preciso falar com você.


_ Pode falar que estou ouvindo.
_ Eu tenho ficado feliz, muito feliz, com os sermões que você prega. Ninguém fala de Jesus com tanta
paixão como você fala. Estou mais convicto da minha fé, que pretendo estudar mais a respeito de
Jesus Cristo!
_ Que bom!... Com quem eu estou falando mesmo?
_ Azevedo... Padre Azevedo.

Ari faz um breve silêncio.


_ Padre Azevedo, fico muito feliz com sua alegria e entusiasmo! Que Deus continue a lhe abençoar.

Padre Azevedo, benzendo-se, despe-se de Ari e retira-se, Parece que o ânimo de Ari é restaurado,
senti um desejo de continuar pregando. No dia seguinte, ele faria outro sermão, frente à cruz da
catedral.

No período de almoço, a mesma senhora de sempre, vem deixar almoço para Arimatéia. Só que
desta vez, ela o surpreende:
_ Profeta. Posso fazer uma pergunta?
_ É verdade que o senhor é santo mesmo
_ Sou tão santo, como todo aquele que fazem a vontade de Deus!

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O PROFETA DA CRUZ

Aquela senhora olha para ele, da um pequeno sorrido, depois se retira.


Ao aproximar-se o fim da tarde, quando Ari está próximo a cruz, de frente a catedral, o som do
carro retorna com o irmão pregando e como no outro dia, fazendo crítica mais explicita a pessoa de
Ari:
_ Cuidado com esses andarilhos que não se ocupam em outra coisa, que não seja tentar tirar proveito
do povo.

Ari volta à barraquinha, totalmente decepcionado e angustiado. No terceiro dia consecutivo, o


homem estava com uma pequena radia Dora, em frente a cruz, onde Ari costumava pregar, de longe
dava par se observar que as pessoas que passavam não prestavam atenção.

Arimatéia já estava decidido a recolher todos seus pertences, desacampar e partir, no outro dia,
pela manhã, enquanto recolhia seus pertences, lembrava-se que devia agradecer ao padre Azevedo.
Teria que entra na catedral, procurar falar com o padre. A única coisa que pensava era que talvez, ele
proporcionasse um novo escândalo.

Olhando de um lado para outro, Ari caminha entrando pela porta principal, passando entre os
bancos e chegando junto ao altar, quando uma freira toca em seu ombro, chamando sua atenção:
_ Senhor, acompanhe-me, por favor.

Ele de imediato vai acompanhando a freira e chegando a uma sala onde se encontrava o padre,
que lhe vem ao seu encontro, indo pegá-lo na porta:

_ Profeta, que bom lhe ver!


_ O prazer é meu padre. Por isso é que vim pessoalmente agradecê-lo.
_ Foi bom você ter vindo. Ontem lhe observaram recolhendo parte de suas coisas. Por isso nos
reunimos, para mais uma vez ouvir seu sermão, que fala de Jesus.

O padre o levando até uma sala da paróquia, o apresenta para um grupo de aproximadamente
vinte pessoas, freiras, seminaristas, coroinhas e beatas, que já esperavam Ari. Ali mesmo na sala,
cercada de imagens, Arimatéia fala de Jesus ressuscitado e seu amor, quando percebe que todos ali
presente choravam, incluindo o padre que chorava incontrolavelmente.

Ari retira-se da localidade, procurando outro local para acampar, quando andando pelas ruas, um
carro para ao seu lado e uma pessoa o ameaça “saia da cidade, procure enganar outros”. Dava para
vê e perceber a hostilidade dos próprios irmãos

Acampado já quase fora da cidade, ali Ari fica orar e jejuar, Pedia forças para suportar tanta
injúria. Passando três dias, durante o período que ele descansava. Pedro aparece do nada.
_ Irmão Arimatéia, venho trazendo uma boa notícia!
_ O que foi irmão Pedro?

Com Pedro, encontrava-se outro rapaz, não muito conhecido, porém Ari tinha uma vaga
lembrança sobre ele.
_ E o rapaz diz:
_ Irmão Ari, meu nome é Moésio, sou ex-amigo e compassa de André. Vim lhe contar o que foi que
aconteceu!

Arimatéia curioso fica atento e inclina-se para frente ouvindo cada detalhe do plano astuciosos de
André, que pagou o homem para encenar um paralítico, contratou o fotógrafo e pagou a diária no
hotel luxuoso em Lagos. Também não deixou de contar como ele se converteu e aceitou Jesus,
deixando André furioso e o agredindo. Sentia uma amargura imensa por causa do falso testemunho
contra Ari.

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O PROFETA DA CRUZ
Depois eles uniram-se, levantaram um grande clamor com ações de graça, até Arimatéia tomar a
palavra
_ Fico muito feliz por você Moésio! Porém segurei meu caminho. Só peço uma coisa, anuncie na
imprensa em Lagos, minha inocência.
_ Deixa conosco irmão! Foi trabalhoso te encontrar, você já estava saindo da cidade. Mais Deus é
bom! (Responde Pedro)

Moésio lança uma idéia:


_ Irmão Ari, você pode entra com um processo, contra André.

Ari olhando para baixo, como se estivesse desatento, lança um olhar fixo em Moésio.
_ Esta escrito: “Amim pertence a vingança diz o Senhor”.

Tanto Pedro como Móesio, concordando entre si e despedem-se de Ari, voltando para a cidade. Ari
no mesmo instante, desacampando pega sua bagagens e segue ao interior próximo.

Parecia que não era a mesma coisa, não havia sobre ele vigor, nem muito menos ânimo,
restavam-lhe saudades de casa, vontade de isolar-se do mundo exterior. Queria em outras palavras
descansar.

Na cidade seguinte, Ari procura um local apropriado para acampar, sente como por impulso, a
ficar na porta de um templo da igreja evangélica da cidade. Passando o dia naquele local. O pastor da
igreja chega.
_ Irmãos! Graças a Deus você esta aqui. Faz tempo que me esperava?
_ Desde manhã cedo.
_ Vou procurar algo para o irmão comer.

Depois de abrir as portas do templo, o pastor daquela igreja o convida a orarem junto e logo
depois, pedi para Ari trazer a palavra aquela noite. Era algo divino, parecia uma injeção de ânimo,
havia vigor em Arimatéia; Era uma noite de pregação abençoada. As pessoas rodeavam Ari sempre
curiosos para aprenderem mais de Deus. O pastor convida Ari a ficar aquela noite no templo, coisa
que ele não negaria.

Antes de ir embora, pastor chama a Ari; entregando em suas mãos uma pequena carta, que dizia:

“Cuidado Sr. Pastor, não acolha em sua igreja, nenhum charlatão chamado profeta da cruz, seu
rebanho pode estar correndo risco, atenciosamente: Todas a igrejas de Lagos”

Depois de lê, Ari entrega nas mãos do pastor, que na mesma hora rasga e diz para ele
_ Não te cales, fala, prega. Porque eu sou tua justiça.
Ari Cai em prantos...
Passando alguns dias, naquela mesma igreja, Ari decide e confirma ao pastor, seu direcionamento
e posição, estou convicto de retornar para casa. O Pastor pedindo uma pequena contribuição repassa
como oferta e põe Ari em um ônibus, rumo a cidade grande (...)

FIM DA VIAGEM MISSIONÁRIA: UM NOVO RUMO


(CAPÍTULO 12)

Chegando a casa, a recepção não é a mesma, ninguém o esperava. Porém foi uma grande
surpresa para Claudio, que abraçando o irmão, chora como se fosse um retorno de um filho. Já era
também notícia em toda cidade grande. O profeta é uma fraude!

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O PROFETA DA CRUZ
Ari começa explicando todos os acontecimentos durante sua viagem missionária, incluindo a
armação que fizeram contra sua pessoa. Cláudio vibrando, da um brado glorificando a Deus e tocando
no ombro de seu irmão o exorta:

_ Maninho, eu sabia sempre soube, sempre vou confiar em você! Mais também não minto, fiquei com
medo do velho Arimatéia.

Ari olhando no fundo dos olhos de seu irmão, sem palavras balança a cabeça positivamente, da
um profundo suspiro e agradece a seu irmão, tão grande consideração.
Quando toda a família fica sabendo do retorno de Ari, não demoram muito para se reunirem
novamente. Dona Rita, emocionada, chora abraçando o filho. Faltava apenas uma pessoa... Vovó, não
estava presente, até que Ari surpreende com inesperável pergunta;
_ Cadê vovó?
Todos silenciam, com olhos voltados para ele. Claudio quebrando o silêncio responde:
_ Já tem aproximadamente seis meses que vovó se foi Ari.
Baixando a cabeça, Arimatéia solta pequenas lágrimas e limpa com as mãos, dar um suspiro.
Dona Rita o consola(...)

Um pouco mais tarde, Ari recebe duas visitas inesperadas, Cláudio os recepciona, e acorda Ari.
_ Ari, Ari. Acorda, tem visitas para você.
_ Quem são?
_ um é o irmão João de Almeida e sua esposa, e a outra é a irmã Ana, a enfermeira que cuidou de
você tempos atrás.
_ Diga que já estou indo.
Ao recepcioná-los, João logo se apresenta:
_ Irmão Ari. Sei que o senhor não me conhece, mas vim lhe agradecer...
_ O que foi que lhe fiz irmão?
_ Sr. Ari, no dia que o senhor pregou na igreja, estava eu e minha esposa, passávamos por uma
grande crise conjugal, mas naquele dia, Deus usou o irmão poderosamente; hoje sou servo de Deus.
_ puxa irmão! Glória a Deus!!!

Olhando para o lado, Ari fica como se estivesse atordoado, sente algo bem diferente de outros
sentimentos, fazia um bom tempo que não sentia tal sentimento. Ao olhar, estava ali pra dar boas
vindas à mulher mais linda, radiante que já tinha visto. Os cabelos ruivos, a pele branca, um sorriso
radiante, estava totalmente tomado pela paixão à segunda vista. (Ana era a enfermeira que orou por
Ari, logo depois do acidente, que matou Melissa.)

Depois de um bom bate-papo, com os irmãos, Ari despede-se ó perguntando quando Ana
voltaria...
Pastor Carlos, sabendo que o irmão Arimatéia estava de volta, não pensou duas vezes, pediu para
que fosse ter com ele. Algo o corroia por dentro, tinha uma consciência muito tranqüila; a única
pessoa com quem poderia desabafar era Arimatéia, que sentindo a urgência do recado, não demorou
para ir ao seu encontro.

Era dia de culto, a igreja já estava preparada para as boas vindas de um dos membros mais
queridos, o irmão Arimatéia. Meia-hora antes, do início, no gabinete pastoral, encontrava-se o pastor e
Ari, tendo uma voa conversa. Pastor Carlos, com as mãos na cabeça, aspecto abatido, chorava,
contando os fatos que estavam assolando:
_Ari, da primeira vez que você pregou n igreja, Deus usou seus lábios poderosamente. O Senhor te
revelou meu pecado...
- Como pastor?
_ Você naquele dia, asperamente disse: Pelo poder de Deus: “Não toques no que é do Senhor! Deus
vê em luz o que se faz em trevas”.
_ Mas o que Deus quis dizer com isso? Praticamente me lembro de ter lhe dirigido a alguma palavra
particular

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O PROFETA DA CRUZ
_ Naquele dias eu... Eu fiz algo terrível... Mexi no dinheiro da igreja ilicitamente.
_ Mas o Senhor não se arrependeu? Pegou emprestado, para depois repor?
_ Peguei como empréstimo. Estou arrependido. Na verdade não tinha como pegar emprestado. Com
que pagaria?
_ Isto é coisa passada pastor, enterre, não volte mais a fazer isto. Tentaremos repor os gastos.
_ Ai que ta o problema, voltei a fazer o mesmo, alguns dias atrás.

Faz-se um breve silêncio (...)


Arimatéia toma a palavra:
_ Vamos sair dessa, creia pastor!
_ Não estou com condições de assumir o púlpito... Ajude-me;...

Pastor Carlos, pede para que presbítero Maurício assume se, que Ari leva-se a mensagem. Na
mesma noite de culto, Ari pregando ousadamente, vidas se rendiam ao Senhor Jesus. Logo ao término
do culto, muitos irmãos vinham ao seu encontro e o cercavam, todos o cumprimentavam.
Na ida para casa, Ari dialogando com Cláudio, põe uma questão átona.
_ Cláudio, me senti hoje como se eu arrebanhasse aquela igreja.
_ Tai! Nunca pensou em ser pastor?
_ Não, porém estou convicto que não irei mais viajar.
_ Estou pensando seriamente.

No outro dia pela manhã, estava novamente junto a Cláudio, ajudando em seu comércio. Quando
recebe uma ligação inesperada
_ Ari! Irmão Pedro que falar com você.

Indo ao telefone, não consegue conter-se, tanto vibrava como chorava ao telefone. Cláudio
aproximando-se vem logo perguntando?
_ Que foi Ari, pelo amor de Deus?

Não dava para responder, soluçando. Irmão Pedro dava a notícia que a imprensa já estava atrás
dele e que Andre estava foragido, Moésio sai de igreja em igreja, dando seu testemunho. Estava
provada a inocência do profeta da cruz; logo receberia um comunicado onde se se quiser poderia
entrar com um processo de danos morais e contra a pessoa de André. A pequena igreja de cidade de
Santa Madalena crescia e vidas se convertiam dia a dia, incluindo pessoas de bem da sociedade.

No comércio de Cláudio, Arimatéia era procurado de instante a instante, tanto pessoas lhe viam
pedir conselho, como pessoas, mais íntimas vinham a seu encontro. Em uma manhã estava
atendendo alguns clientes, quando chega pessoas da imprensa, vinha lhe fazer uma entrevista e lhe
propor para fazer uma reportagem completa sobre sua vida. Em quanto estava combinando a
reportagem e respondendo a entrevista, presbítero Maurício chega, também estava precisando falar
com Arimatéia.

Despedindo-se da equipe de reportagem, Ari curiosamente vai ao encontro de Maurício, que


estava falando com seu irmão Cláudio. Maurício interrompendo a conversa com Cláudio dirigiu-se a
Ari.
_ Irmão Arimatéia. É com você mesmo que vim falar!
_ Pode falar, presbítero! O que foi que ouve?
_ Tem que ser em particular.

Saindo do comercio, dirigem-se a um local mais discreto, em uma mesinha de lanchonete


próxima.
_ Irmão Arimatéia, o que eu vou falar é muito sério! É a respeito do pastor Carlos... Você está sabendo
alguma coisa?
_ Tive uma conversa com ele. Pode escutar seus problemas.

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O PROFETA DA CRUZ
_Mas ele lhe falou do desfalque que ele fez no caixa da igreja? Como ele desviou dinheiro da reforma
dos banheiros.
_ É irmão... Falou-me sim!
_ O que você tem a dizer?
_ Acho que ele tem que corrigir,
_ Não irmão! O erro foi dele, não nosso! Ele fez uma vez, fez outra vez, e estou certo que fará
novamente. Sabe com que ele gastou?
_ Não irmão! Não sei.
_ Gastou satisfazendo sua mulher e seus filhos, com viagens e luxo para sua casa!
_ E onde você pensa em chegar com essas afirmações?
_ Não só eu como os demais presbíteros, queremos uma assembléia... Queremos um novo pastor.
_ Irmão, o que posso dizer Não sou presbítero. O que posso fazer?
_ Estou lhe convocando para a assembléia na última sexta. Foi decisão do conselho, a sua presença.

Parecia que sua tranqüilidade tinha acabado Ari sentia quase a mesma aflição que tinha tido com
aquela perseguição passada. Era uma questão, porém ao mesmo tempo lhe vinha em mente assumir
a igreja, passar a pastorá-la, de repente uma briga interna, parecia ser injusto... Porém não era justo
deixar o pastor Carlos a frente do rebanho, Tudo era uma questão para Ari, que aos poucos se
conformava com a imagem de um bom pastor conduzindo o rebanho de Cristo.

Era uma da visitas costumeiras das pessoas, ele recebe duas pessoas inesperadas. Uma é a
Imã Socorro, mãe de Melissa, a outra era Ana, ambas vinham ora e conversar com ele, indo ao
encontro das irmãs, fala primeiro com irmã Socorro, que estava ao lado oposto a Ana, dando um sinal
para que Ana o aguardasse um pouco, Arimatéia segura firme as duas mãos da irmã socorro, da um
abraço e sem soltar um minuto se quer suas mãos, vai logo desabafando o que estava acontecendo.
_Graças a Deus! Eu estava precisado de oração da Senhora.
_ Tenho orado por você, meu filho! O que está acontecendo?
_ Deus sempre usa a boca da senhora para falar comigo! Estou precisando muito.

Naquele mesmo instante, irmã Socorro faz uma pequena intercessão, onde ora tanto pela vida
como pelo ministério de Ari. Logo após orar, ela olha em seus olhos e lhe direcionam outras palavras:
_ Faz tudo que vier ao teu coração, meu servo, eu sou contigo.

Ari com os olhos cheios de lágrimas abraça novamente a irmão, que depois se despede,
seguindo seu caminho. Dava para entender que, a igreja central era sua responsabilidade, já fazia um
bom tempo que não sentia vontade de viajar e continuar sua jornada missionária.

Do outro lado, Ana esperava Ari, conversando com Cláudio. Arimatéia todo sorridente, vai ao
encontro de Ana, sem ezitar, lhe da um abraço, no qual, a mesma corresponde.
_ Ana, mais tarde quando terminar o expediente nos poderíamos nos ver?
_ Depende do horário!
_ Fim da tarde! (Ari, responde olhando para Cláudio, que responde fazendo sinal com o polegar.)
_ Tudo bem, passo aqui, quando sair da clinica.

Ao fim do expediente, Ari atravessando a rua, vai ao encontro de Ana, que todo sorridente fica
esperando pronta a olhar nos olhos de Ari. Arimatéia aproximando-se, com a mão geladas o
corresponde. Ari com coroação acelerando, sem dizer alguma palavra fica fixo olhando para Ana, Até
lhe puxar para o lado indo caminhando como sem rumo
_ Para onde estamos indio Ari?
_ Para um lugar especial.

Saindo, Ari leva Ana e um restaurante na parte alta da cidade, local onde perambulava atrás de
comida. Este era o encontro inicial do romance entre Ari e Ana, no qual se aproximavam.

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O PROFETA DA CRUZ
No culto seguinte, logo chegando a igreja, recebe o recado do pastor Carlos para que ele se
direcione ao altar, no mesmo tempo o irmão João de Almeida,vem ao seu encontro.
_ Irmão Ari, estou precisando falar com o senhor.
_ É agora irmão?
_ Pode ser logo após o culto.

Chegando ao altar, o pastor Carlos cumprimenta Ari, com um forte abraço. E da à notícia
para que Ari trouxesse a palavra naquele dia. Ari sentindo-se alegre toma a palavra trazendo um
sermão com eloqüência na qual nunca tinha tido antes, sentia-se forte, um verdadeiro gigante, algo
dentro dele lhe entusiasmava e enchia seu ego. Sentia como uma confirmação do seu propósito, ou
novo propósito ministerial...

Terminado o culto, as pessoas se dirigiam a Ari, umas pediam oração, outros queriam marcar
conselho particular. Ari levantando a cabeça pede licença e sai até João de Almeida.
_ O que tem a dizer irmão João?
_ Quero chama o senhor para evangelizar conosco.
_ Quando?
_ No fim de semana agora. Pode ser?
_É claro. Estaria aqui.

Logo as pessoas faziam motim ao lado de Ari, que tentava escutar a todos. No fim de semana Ari
na verdade estava de encontro marcado com Ana... João de Almeida como sempre, aguardava alguns
irmãos que se propuseram a estar no evangelismo. Como de sempre, seguia seu itinerário sozinho.

Era o dia da reunião de assembléia geral, um dia anterior o pastor Carlos estava em seu gabinete,
junto a um conselho, incluindo Ari que também apoiava a idéia de ampliação do templo só havia
alguns convocados.

Presbítero Maurício, iniciando a reunião, lança o assunto em pauta.


_ Irmãos, estamos hoje aqui para decidir a vida de nossa igreja. Sabemos que vivemos tempos de
crise espiritual, assim, como um grande crescimento numérico, proporcionado pelas pregações do
nosso irmão Arimatéia.

Ari balançando a cabeça lembrava-se das últimas pregações, do aquebrantamento e conversão


das pessoas. Na verdade sentia-se exaltado pelo próprio Deus. Era algo que lhe trazia uma sensação
de grandeza espiritual, dava-se para ver as pessoas sempre indo ao seu encontro, atrás de conselhos.
(Mauricio continuava).
_ Mas também sabemos que a liderança esta em grande pecado diante de Deus! É justamente isto
que vamos tratar, o destino pastoral de nossa igreja.

DECLINIO ESPIRITUAL
(CAPITULO 13)

A noite anterior a assembléia, João de Almeida corda no meio da noite, virava na cama de um
lado para outro. De repente ele senta na cama, levanta-se bem devagar para não acordar a esposa e
vai a outro quarto de sua casa, onde sempre costuma ficarem horas a fio intercedendo. Ao dobrar os
joelhos no chão, o Senhor lhe fala ao coração “João, interceda pelo meu povo, clame pela igreja, ore
pelo pastor Carlos”. João obedecendo, passa a fazer um clamor, bem que desta vez, parecia que saia
do fundo, ou mais profundo, assim possa dizer do seu ser.
Às lágrimas lhe desciam no rosto, já não conseguia pronunciar palavras apenas sussurrava aos
prantos.

70
O PROFETA DA CRUZ

Vinha-lhe a lembrança que o Espírito intercede com gemidos inexprimíveis. Ao mesmo dia a noite,
a igreja central passaria a vivência fatos que mudariam sua história.

Durante a assembléia geral, convocada pelos presbíteros, sendo seu percussor, presbítero
Mauricio, havia uma pequena divisão. Boa parte concordava com o pastor. Entrega-se o cargo. Outra
parte pedia tanto uma defesa, do próprio pastor como uma nova assembléia, depois de mais orações.
Com a divisão chega-se a uma acorde. Que teria outra assembléia que o pastor Carlos estivesse
presente e que durante o período do recesso da reunião, alguém teria que assumir o púlpito.

A única base que teriam que usar, era por meio de votação de nomes cotados para uma possível
substituição pastoral. Os nomes mais votados foram, Maurício e Arimatéia. Tendo outra pequena
votação, chega-se a um acordo, um vencedor...

Irmão Arimatéia, o próximo pastor temporário.

No mesmo dia da reunião, antes de anoitecer, um irmão não identificado, abre a conversa,
contando ao pastor todo o complô e planejamento sem consentimento da sua pessoa. Porém o pastor
Carlos, sabia a constituição da igreja, na qual permitia tais tipos de atitudes.
Ao mesmo tempo, passava-se ao coração, seu passado. Porém havia também não muita certeza
de seu ato pecaminoso. Boa parte do dinheiro, ele já estava pronto a ressarcir, pois já o tinha em
mãos.

Pastor Carlos indo a sua escrivaninha de sua casa, pega um pedaço de papel, uma caneta e
começa a detalhar em folha, seus pedidos de perdão, contando também seu afastamento definitivo.
Selando um pequeno envelope, envia para um irmão, mais próximo, orientando que ele só entregasse
no domingo a noite, antes do inicio, nas mãos do presbítero Mauricio.

Ari, encontra-se ansioso, cheio de ânimo e disposição. Parecia ser um novo objeto de sua vida;
pastorar uma igreja! No sábado anterior ao seu compromisso seu encontro estava marcado para o fim
da tarde. Ana já esperava Ari, que o avistando de longe, seu sorriso estava melhor que nunca!
Enquanto isto, João de Almeida vinha em seu caminha, como sempre: Sozinho. Lutando pelo
evangelho e sem muito apoio.

João, já seguindo seu itinerário rumo a sua casa, da bem de cara com Ari e Ana, que vinham
como casal apaixonados, sorrindo como sem causa.
_ Oi irmão Ari! Que bom te encontrar!
_ Está vindo de onde Sr. João?
_ Hoje não é dia de evangelizar? Estava eu pregando a palavra de Deus.
_ Que bom! Vai amanhã ao culto
_ Claro que sim!... Há quero dizer, que na noite passada, orei muito por você.

João indo para o lado, Ari juntamente com Ana, volta ao mesmo lugar do reencontro. Restaurante
alto. De cima na parte mais alta da cidade grande, Ari segurando a mão de Ana a puxa e
ousadamente lhe da um beijo na boca. Ana corresponde abraçando-o e se envolve em seus braços
(...)

Na noite de domingo, Ari já estava no altar, meditava a passagem bíblica que transmitiria para
igreja, de repente Mauricio, chega, toca Arimatéia no ombro. Ari olha para cima e presbítero Mauricio
com uma folha em punho lançava vibrando.
_ Esta aqui! Esta aqui! Esta é a justiça de Deus.

Arimatéia, tomando a carta, vê a despedida do pastor Carlos, bem que sua renuncia ao pastorado
daquela igreja. Agora restava saber se a igreja em peso teria o não direito de saber a decisão do seu
pastor.

71
O PROFETA DA CRUZ

Ao termino do culto, Mauricio sobe no altar, dando a notícia para toda igreja. Algumas pessoas
choravam, enquanto outras ficavam, como não acreditando, uma reunião contando com diácono e
presbíteros, também é anunciada para depois do culto.

De um lado Arimatéia, sentia-se um tanto animado, parecia que era uma nova fase em sua vida,
por outro lado, a primeira preocupação de João de Almeida era sobre o pastor Carlos, como ficaria
como está enfrentando tudo? Saindo do culto, tanto ele como sua família se direciona a casa do
pastor no qual não se encontrava mais no mesmo endereço. A vizinhança afirmava que no mesmo
dia pela manhã, ouve uma mudança.

Na sexta seguinte, reunindo-se o presbítero, juntamente com agora pastor Arimatéia, iriam
discutir na nova fase da igreja. Presbítero Mauricio, dando o ponta pé inicial com uma oração, inicia-se
a reunião:
_ Antes de ouvirmos nosso pastor, devemos saber sua decisão, a respeito do nosso tema, se
continuará o mesmo?
_ (responde Ari)
_ Nosso tema será fé:

“Porque sem fé, é impossível agradar a Deus”.

Todos em unanimidade começam a glorificar e exaltar ao Senhor, vibrando com a frase.


Silenciando-se, Ari da à palavra inicial, e passa a expor seus planos:
_ Bem como a igreja esta crescendo, devemos de imediato a obra.

( um dos presbítero o interrogou)


_ Queremos também saber da vida da igreja em geral?
_ Vamos em parte, colocaremos os principais em prioridade! Vamos nos concentra no ponto mais
carente.
_ Nossa festa anual. Existirá?
_Com certeza, não mudarei nada! Só quero alertar aos irmãos que estarei me casando em breve!

Todos olhavam uns para os outros e sorriam ao mesmo tempo se alegraram com a noticia de seu
novo pastor. De imediato marcaram uma nova reunião, para construção e ampliação do templo...

Fazia quase um ano que João de Almeida. Orava incessantemente, queria um parceiro no
evangelismo. No sábado anterior, dia de evangelismo, como e sempre, João pregava em subúrbios e
locais marginalizados. Perto de uma favela chamada matagal, João conhece um jovem rapaz, que
pedindo para ficar evangelizando ao seu lado, começou a explicar sua vida atual:
_ Irmão, está no campo só?
( responde João de Almeida)
_ Estou irmão... Por enquanto.
_ Me deixa evangelizar com o senhor?
_ Tudo bem! Apesar de tudo, como é sue nome?
_ Elias, irmão Elias!

Enquanto caminhavam, Elias contava seu testemunho, como vivia com gangues, roubava e era
altamente perigoso. Estava também sem congregar. Tinha mudado a pouco tempo. Logo depois de
evangelizar não demorou muito para que João convidasse Elias a congregar na igreja central.

No domingo seguinte, era dia de posse de Ari: a igreja com numerosos membros estava lotada,
até a rua: estavam presentes João e Elias, no qual avistando Ari, pasmos como quem não estivesse
acreditando. João olhando para sua afeição, lhe dirige a palavra:
_ O que foi Elias!? Algum problema?
_ Aquele homem... É o profeta da cruz!

72
O PROFETA DA CRUZ
_ É, ele era membro!
_ E não é mais não?
_ Não! Agora ele é pastor.

Encerrado o culto, João procura apresentar Elias ao pastor Arimatéia:


_ Pastor Ari, este rapaz aqui eu tenho que lhe apresentar pessoalmente.
_ Diga irmão João.
_ Quero que o Senhor conheça o missionário Elias.
_ Tudo bem Elias? Vai ficar conosco?
_ Tudo bem pastor! Vou me congregar sim!
_ O irmão é missionário?
_ Sou sim pastor! Faltam três meses para completar meu curso.
_ Amém! Deus o abençoe!

Havia em Elias uma empolgação muito grande, para ele o pastor Arimatéia era um herói na fé,
um exemplo missionário. No altar. Alguém ao microfone começa a recitar versos e algumas poesias
românticas. Ana já estava vindo as encontro do pastor, que olha fixo para ele e sorrir, colocando seu
braço esquerdo em seu ombro, voltando-se para o altar. De repente sem esperar, uma mensagem
inesperada:
_ Nestes versos de Amor, há laços muitos fortes de um casal, que já faz parte desta família santa. É
por isso que anuncio em público os laços matrimoniais de nosso querido pastor José de Arimatéia e
sua noiva, irmã Ana.

Ana, retirando suas mãos do ombro de Ari, olha fixo em seus olhos e o interroga admirada:
_ Arimatéia! Como vamos nos casar se nem amenos noivamos?

Ari puxa de seu bolso, uma caixinha contendo um par de alianças, estendendo o braço, entrega
nas mãos de Ana, neste momento, ela não sabe se chora ou se sorrir, era uma mistura de emoções.

Os irmãos ali presentes se aproximaram, os rodearam, sugerindo uma oração pelo casal.

Já a caminho de casa, João e Elias comentaram a respeito da obra missionária na igreja. Elias
entusiasmado propõe a João levantarem um grupo evangelístico
João ficando em silêncio, pensaroso, levanta uma questão não muito agradável:
_ Elias, Esta idéia eu já comprei desde os tempos em que cheguei naquela igreja!
_ Não dou certo?
_ Praticamente não! Porém devemos continuar tentando.
_ E o responsável pela obra?
_ É o diácono marcos, pena que o tempo dele é muito limitado! Devemos apoiá-lo.

O passo seguinte seria o pastor Arimatéia, comprara idéia, com certeza ele não só compraria
como adotaria de todo coração.
Era justamente isso que vinha em mente de João de Almeida.

Chegando em casa, João conferindo os recados na secretária eletrônica, se surpreende;


“Alô! Irmão João, aqui é o pastor Carlos. Soube que o irmão veio a minha procura... quero que saiba
que estou bem, mandarei noticias. Estou a caminho de minha cidade”.

João recebendo o recado levanta as mãos para os céus e louvando a agradecendo a Deus!

O conselho da igreja estaria precipitando o casamento de Ari, quando antes possível, a surpresa
para Ana, também tinha sido um tanto surpreendente para Ari que recebeu orientação, do conselho
da igreja de casar-se o mais breve possível, coisa que precipitaria por um período máximo de dois
meses. Ana não conseguia esconder sua alegria e ânimo. Porém estava a surpreender Arimatéia lhe

73
O PROFETA DA CRUZ
fazendo um pedido um pouco audacioso. Sua vontade era casar-se no alto da cidade grande, local
onde se encontraram pela primeira vez, onde também se beijaram pela primeira vez. Bastava saber
se a igreja permitiria.

No encontro seguinte de João com o pastor Ari, a primeira questão a vir a tona, era um anuncio
mais chamativo possível para incentiva o evangelismo. O pastor Ari, afirmando positivamente para
João, passa-lhe uma confiança a respeito do assunto. Porém as vezes o pastor Ari se esquecia de
anunciar outros ele não podia dar o anuncio por razões diversas e quando avisava não transmitia o
que João esperava. Elias um tanto frustrado, altera-se indo de encontro ao pastor, João o barrando
pedindo paciência e pro põe muita oração. No dia de evangelismo sempre estava os dois
Seguindo em seu itinerário. Elias de repente como sempre empolgado vai a João com uma idéia:
_ Irmão! Tenho uma idéia para envolvermos a igreja!
_ Só tenha calma Elias, não vamos nos precipitar, sem antes orarmos.
_ A idéia é simples!... Vamos mover um sopão. A área da igreja é muito boa para esse tipo de
atividade, o próprio pastor já deu seu testemunho sobre isto!
_ boa idéia! Como disse vamos orar.

Durante as orações na madrugada, irmão João pedia orientação divina, quando lhe vem uma
resposta: “deve-se perseverar, persistir... não desanime, eu sou contigo”.

Na verdade, era uma injeção de ânimo, aquilo que o Senhor pôs ao seu coração o fortalecia para
enfrentar outra frustração.

Logo depois de João e Elias ter uma boa conversa com o pastor Ari, amima-se com uma resposta
convincente e positiva do pastor. Como sempre, na transmissão da idéia a igreja, poucos se
prontificaram a envolver-se, em borá o número de irmãos empolgados fosse grande.

Aproximadamente quinze dias de espera, sem ter o suprimento necessário para o evento, Elias
mostra-se abatido, enquanto João tenta animá-lo, ele se dirige ao irmão, colocando suas mãos em
seus ombros e olhando em seus olhos lhe surpreende:
_ Irmão João, eu sei por quê!...
Deus está trabalhando nossa paciência, perseverança e persistência!!!

Aproximando-se o dia de festa dos tabernaculos, o movimento na congregação mudou de


maneira extraordinária, era um evento tradicional da igreja central, os irmãos se alegravam e em
entusiasmo único, davam o melhor de si, incluindo Arimatéia que como pastor animava os irmãos a
manterem firmes e entusiasmados com o evento.

Em uma tarde logo depois de Elias chegar do evangelismo, havia uma notificação urgente:
“irmão Elias. Graças e paz de nosso Senhor Jesus! Estamos convocando o irmão ajuntar-se a nós aqui
no Oriente médio, precisamos de sua presença urgente”.

Junta de missões Oriente.

Elias lendo a mensagem senta-se extasiado, sem saber o que fazer e como fazer... No dia
seguinte, não perdendo tempo, vai ao encontro do irmão João. Ao chegar, não conseguia nem se
expressar, quando João lhe surpreende
_ Calma Elias, chegou o tempo. De agora em diante, Deus moverá seu poder em sua vida, apenas
creia.

Nas orações de João por Elias, o Senhor sempre falava sobre a vida missionária de Elias. Só não
esperava que fosse tão de repente.

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O PROFETA DA CRUZ
Todos os preparativos do casamento do pastor Ari, já estavam prontos. O local era no altar da
cidade grande. Ari e Ana realizariam um sonho, um dos pedidos oficial de Ari era o casamento se da
inicialmente ao pôr do sol, um de suas testemunhas era a irmã socorro a quem considerava uma
segunda mãe. Ari sentia-se realizado, seu casamento também tinha cobertura da imprensa, que em
manchete anunciava: “O casamento do profeta”!

No mesmo dia do casamento, Elias estava de malas prontas, para embarcar rumo ao Oriente
Médio, fora sua mãe viúva, seu irmão mais velho, João também junto com sua família se despedirem
de Elias. João impondo as mãos sobre Elias, intercede derramando lágrimas.
_ Vai filho! Não se esqueça que estarei com você, sempre intercedendo, estarei ausente na carne,
porém presente em espírito.

Os dois se abraçaram choravam a sensação era de última vez que se viam (...)

Não demorou muito ao chegar a casa, dando uma olhada nos recados da secretária eletrônica,
João toma um susto, que o deixa extasiado.
“João, aqui é presbítero Mauricio, estou ligando para pedir que o senhor leve a mensagem amanhã. O
pastor estará em lua de mel”.

Na ansiedade e nervosismo de João, o senhor conforta seu coração, vindo em sua lembrança, a
exortação de Isaias. No dia e na hora da mensagem, João tomado de uma paz indescritível, transmite
todo o sermão. Os comentários eram bem satisfatórios, sem contar que comparavam com pastor Ari:
“o pastor Ari é bem mais eloqüente, porém nunca senti tanta paz em um sermão como o do irmão
João Almeida”.

A igreja central crescia tanto em números como financeiramente, o projeto anunciado pelo
pastor Arimatéia já estava em andamento. Embora os dízimos e ofertas aumentassem ainda não
supria toda necessidade da obra de ampliação do templo, embora também o conselho, junto com o
pastor, chegou a uma conclusão de reforma geral. Incluindo: banheiros, piso, altar e conforto para a
membresia.

Faziam-se aproximadamente três anos desde a partida do missionário Elias e dois anos e meio do
inicio da construção do templo. Todos os meses, João recebia notícias de Elias, somente o básico
escrito pela própria junta missionária, nunca recebia noticias direta de Elias. Uma das notificações era
o suprimento de Elias, no qual necessitava da ajuda de sua igreja, João entrando em contato com
pastor Arimatéia, chega a um acordo de entrar em conselho para saber o quanto enviaram para Elias.
Durante e reunião do conselho, a grande questão era que; o dinheiro estava sendo insuficiente para
construção, que naqueles momentos atuais estava causando transtorno. Na votação decisiva, o
número maior apontava a reforma e construção em atraso. O outro menor número de votos ia para
Elias missionário, destinada a Elias. Sendo que o alvara final seria do pastor Arimatéia:
_ em irmãos, devemos juntar o útil ao agradável. Vamos fazer o seguinte, não desfaleceremos o
dinheiro da construção, isso antecipará o término, sendo que independente, daqui a três meses nos
levantaremos uma oferta missionária. Tenho certeza que Deus proverá.

João saindo da reunião um tanto angustiado, não conseguia dormir, pedia a Deus uma resposta,
porém não obtinha apenas seu coração enchia-se de paz.

Um tanto impaciente João conversando com sua esposa, chegam a uma conclusão, venderiam a
TV dos meninos para enviar sua oferta para junta de missões.

Passando os três meses, quando o pastor Ari esta para enviar a oferta, o conselho unânime
decide bolar outro método de arrecadação. A cautela era não sufocar a igreja, que até o presente
momento se interagia ofertando para construção.
Ao contrário de João, Arimatéia recebia notificações diferentes. Porém nestes últimos Três meses ele
não havia lido as últimas notificações sobre Elias. João recebia notificação geral da obra missionária.

75
O PROFETA DA CRUZ

As últimas três notificações pra o pastor Ari, não eram agradáveis, incluindo uma quarta, enviada
com urgência que dizia
“Estamos informando a igreja ao responsável: Pastor Arimatéia que o missionário Elias foi
morto por uma facção islâmica...”

Arimatéia com a carta em mãos ficou sem reação, quando cai em si, procura outras cartas que se
referiam aos três meses anteriores. Todas elas notificavam o desaparecimento e seqüestro do
missionário Elias.

Ali mesmo em seu gabinete, com s cartas todas em cima de sua escrivaninha, pastor Arimatéia
pões as mãos na cabeça e começa a lamentar-se.

Também nas noticias gerais da junta de missões, vinha a noticia do jovem Elias. João colocando
as mãos sobre a fronte chorava gritando o nome do jovem Elias.

MISIONÁRIO ELIAS: O MARTIRE


(CAPITULO 14)

João De Almeida, não conseguia sentir-se consolado, todos os dias lembrava-se de Elias. Batia
uma profunda angustia no coração, orava pedindo que Deus o consola-se. Pastor Arimatéia, pedindo
que fizesse um convite à família do rapaz, para se fazer presente em um culto de solidariedade,
intercedendo por consolo e conforto ao coração dos familiares. Quase não havia ânimo em João; nem
mesmo no trabalho ou igreja. Os cultos que se sucediam na igreja durante quinze dias, já não eram os
mesmo para João, em verdade estava afastado sem congrega-se.

Em seu carro, João de Almeida, ia ao encontro a um local onde se retirava para orar, geralmente
procurava este local em casos que buscava uma resposta divina com muita ansiedade no coração.

Era um bosque, bem arborizado, tinha cheiro de mata fresca, uma brisa suave rodeava todo o
local. Para João não existia nem um local melhor do que este para em oração retirar-se e clamar pela
misericórdia do Senhor.

De repente, o vento aumenta João regonizava na presença de Deus, sente-se como se estivesse
flutuando, sendo mais exato, flutuando no nada. Sabia ele que era a presença de Deus em seu viver,
já podia sentir um conforto, aquele consolo lhe preenchendo, dando mais alegria a medida que
glorificava a Deus.

Havia um bom tempo que pastor Arimatéia, estava a procura de João, até que ligando para o
celular, consegue localizá-lo.
_ Alô. Irmão João, aqui é o pastor Arimatéia, desculpas lhe incomodar, mas preciso de seu auxilio
urgente!!!
- Quando pastor?
_ Se possível, hoje mesmo!

Havia certa curiosidade em João, para saber a urgência do assunto. Bem que já tinha um bom
tempo que não estava indo a igreja. Dava pra imaginar que o pastor Arimatéia iria querer saber o
motivo.

Como de sempre o restante da tarde, o pastor Ari ficava em seu gabinete, colocando algumas
coisas pendentes em dias, e ali preparava seus sermões. Por voltado fim da tarde, já ao anoitecer,
João chega ao gabinete do pastor Ari.
_ João, que bom que você veio!

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O PROFETA DA CRUZ
Tenho uma notícia a lhe dar e uma proposta a lhe fazer...
_ Tudo bem pastor. Pode dizer.
_ Nós, a partir do próximo mês, depois de terminados os acabamentos finais da reforma, vamos entrar
em parceria com a junta de missões unidas.
_ Puxa pastor! Que bom...
_ quero também pedir-lhe algo... Quero que você trabalhe comigo, preciso de sua ajuda mais do que
nunca!
_ Estou as suas ordens? Pode contar comigo.
_ João... Não tenho me sentido bem! Sinto muitas dores na cabeça. Por exemplo: hoje não poderei
assumir o púlpito... Outra notícia que tenho pra lhe dar, é muito triste e ruim, nosso querido presbítero
Mauricio que como você sabe, era meu assistente, caiu feio...
_ Que foi que houve Pasto?
_ largou a mulher, estava no nosso meio, porém, tinha um caso com uma senhora do nosso meio,
lembra daquela senhora viúva, loira, sentava sempre na segunda fileira?
_ Santo Jesus!! Misericórdia meu pai!... E agora, como está sua esposa?
_ Não sei João... Não sei.
_ Tenho a permissão de visitá-la
_ Claro que sim.
Na mesma noite, João de Almeida assumindo o púlpito, começa a intercedendo pelo pastor,
também pedindo que toda igreja ficasse neste propósito de oração. Como sempre, João com uma voz
calma, uma palavra de consola, deixava os irmãos comovidos, uns arrependidos, outros cheios de
Amor. Parecia um pai educando seus filhos, carinhosamente.

Não demoraria muito, no dia seguinte, João estava na casa do presbítero Mauricio, ali confortando
o coração de sua esposa Ester, que muito angustiada e decepcionada, não parava de chorar por um
minuto. Dando a palavra, João faz uma breve oração por Ester.
Se despedindo sai com lagrimas nos olhos, estava prendendo, para não chora na frente da quela
mulher angustiada. O espírito fazia lembrar: ”chorar com os que chorão”.
Passado o domingo, onde ele é apresentado para a igreja, João não recebe não somente as bênçãos
pastorais como também o de todo o conselho. No termino do culto muitos vinham cumprimenta-lo.
Estava maravilhado com a receptividade da igreja! Aproximadamente três irmãos vêm ao encontro de
João.
_irmão João. Queremos fazer parte do evangelismo! Podemos?
João sem esperar, muito surpreso, recebe os irmãos, marcando o próximo evangelismo.
Parecia que Deus estava lhe restituindo em múltiplas alegrias, esmagando a angustia e a tristezas
recentes.
Na quarta-feira, chegando do trabalho, Vitor, seu filho mais velho, vem de encontro
Com uma carta em mãos. João de Almeida afrouxando a gravata tira os calçados, senta-se no sofá,
olhando o remetente da carta... Der repente ele levanta se, como de um salto,Identificando o
remetente:
ELIAS ANDRADE FILHO
Abrindo imediatamente o envelope, João encontra não só uma carta, na verdade encontra muitas
folhas de um diário. Todas com certeza escrita por Elias.
*o diário do missionário Elias:
* Hoje é dia de viagem estou muito ansioso, pena que vou ter que deixa meu amigo sozinho nesta
luta, de evangelizar na igreja central. Às vezes quando sinto desanimo, vejo e lembro-me do vigor do
meu querido João. Deus o colocou no meu caminho. Fico feliz por ele estar me apoiando neste
ministério, nunca vou esquecer!
* Estava um pouco assustado com o avião!Chegando à junta de missões do oriente, aqui do
Brasil, não sabia eu que teria que me preparar durante três meses...
* mais um dia, na verdade o ultimo dia de treinamento, estarei viajando definitivamente, daqui a
três dias. Estou imaginando o que Deus tem preparado para mim!
Bem que por ultimo tenho tido muitos sonhos na noite. Sonho com minha mãe e meus irmãos, sonho
evangelizando. O sonho mais maravilhoso que tive , foi de um anjo, indo a minha frente , com espada
na mão, ele abria caminho para mim.

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O PROFETA DA CRUZ
*hoje cheguei à base do oriente médio, fui muito bem recepcionado, recebir algumas roupas
típicas, aprendi a montar em camelo e comi bastante comida típica. Conheci alguns missionários do
campo!
*desde que cheguei pela primeira vez, para falar a verdade, antes de o avião pousar, sentir algo
totalmente diferente. Havia um clima sombrio aminha volta! Sei que o espírito
Santo tem me conduzido a uma vida de oração, na qual nunca tinha tido. Tenho forças para passar, se
possível, quarenta e oito horas seguidas de oração. O Maximo que já fiquei foi um dia e meio, orando
e jejuando
*nesta primeira quinzena, fiquei extasiado, quase sem acreditar! Estava eu nos meus aposentos,
quando tudo começou a estremecer. Tinha acabado de orar naquele estante
De repente olhando eu para o canto do quarto, vinha surgindo das sombras, um homem, estava todo
de branco, sua aparência era quase hipnótica. Ele sentou sem falar nada, olhando para mim, cruzou
as pernas e dirigiu-me a palavra: “ VOCÊ SABE QUEM SOU? SOU O PRINCIPE DO ORIENTE! DE QUE
ADIANTA VOCÊR SAIR DA SUA TERRA SO PARA MERRER AQUI !? “
Der repente ele se levantou deu as costas, saindo em direção a sombra. Quando olhei, saíram
outros dois das sombras, um a direita e outro a esquerda, ele passa pelo meio dos dois; olhos
avermelhados, rostos sombrios e conduzindo espadas nas mãos.voltaram também para as sombras.
*depois de três meses na base, pode me mudar para o meio do povo. Todos ficaram pasmos,
pois falo quase fluentemente o árabe. Sem contar outros dialetos, vejo nisto o poder de Deus.
Também neste período, li quase todo o alcorão...
*hoje foi inacreditável, fiz uma porção de amigos árabes, conheci um pouco de judeus
messiânicos. Aqui é bem diferente, prevalece o medo. Confessar Jesus é motivo
De morte na certa!Falamos muito do alcorão, da política e tive o privilegio de falar de Jesus! Só não
conhecia o livro de Tomé, que eles tanto falam!
*já tem um pouco mais de um ano, de todas minhas amizades, poucos mesmos não aceitaram
Jesus! O senhor me revelou em sonhos uma parte do alcorão que eu tenho usado para testificar de
Jesus e sua obra. Muitos adi mirados ficam querendo saber que sabedoria é esta em um infiel!
*o espírito esta me conduzindo a diversos locais onde pessoas já esperam pelo evangelho. Deus
me deu um dom de cura incrível! Orei por um menino que estava quase morta, seu pai é um crente
que sofre muita perseguição na família , quando todos não sabiam mais o que fazer com o garoto ,
desafiaram que se ele pedi se a Jesus para curar o garoto, ele veio até a mim pedindo oração,o garoto
ta sã e salvo , toda família se converteu.embora em segredo.
*estão havendo muitos boatos entre as pessoas. Os enfermos chegam e saem curados. Nas
reuniões em secreto não faltam doentes.

*fiquei com vontade de rir e ao mesmo tempo com vontade de chorar! Os boatos correm falando
de um cristão com poderes de satã, curando; outros falam que tenho olhos de fogo; estam tentando
me matar, só não sabem onde me encontrar, as pessoas tem me escondido e tenho migrado de
vilarejo em vilarejo.
*hoje eu acordei e um anjo do senhor pediu que eu fosse orar. Pouco depois alguém bate a
minha porta, um homem me cumprimenta como cristão. Quando ele percebe tomo susto, ele me
chama pelo nome, e me diz que um anjo mandou que me escondesse. Ele sendo um beduíno, me
levou a lugares secretos no deserto. Descobri por seu intermédio que já sabiam meu nome, me
chamam de berração. Elias significa um profeta, como poderia ser um profeta!?
*passei dias a fio escondido no deserto. Migrei para uma cidade próxima, apareceu-me do nada
um homem, dizendo meu nome em voz alta, depois me lembrei que era um falso irmão, dias atrás
estava com nosco. Do nada soldados ficaram com medo, ressoavam entre si que eu era um cristão
perigoso, estava com medo...
*estava em uma igreja, no porão de uma casa, quando um irmão em revelação , disse-me que
eu migra se para um local aonde o espírito iria me levar. Saímos eu e mais dois irmãos rumo ao
deserto, eu dando um de guia. Em certo ponto, estávamos perdidos.
Na calada da noite perto de um rochedo, enquanto os irmãos dormiam, um anjo apareceu
E mandou com que nós fossemos adiante, o anjo nos guiava, embora eles não visem, apenas sentiam
algo diferente. Fomos guiado a um rochedo onde minava água. Antes do anjo se apartar de nós, ele

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O PROFETA DA CRUZ
nos orientou a seguir rumo ao nascente. O anjo olhando para me disse me: “ João tem orado muito
por você “. Alegrei-me e entendi a importância da oração!
*chegamos a um local, de certo vilarejo, na mesma direção que o anjo tinha nos orientado. La
fomos direcionado pelo espírito, a ficar com uma família, que já esperava por nós. Eles estavam
sedentos de conhecer a Deus! Logo que anunciei o evangelho eles
Começaram a falar em línguas. Foi incrível! Parece que estou nos tempos da igreja primitiva.
*não sei o que aconteceu, mais a família estava correndo perigo. Minha presença foi anunciada,
na cidade, só não sei como! Entreguei-me para que a família não fosse penalizada. Sofri bastantes
torturas! Aqui estou escrevendo meu diário.
*eles não estam me tratando bem, nunca passei tanta fome. Incluído os dias que deixaram de
enviar-me meu sustento. Graças dou a Deus, um carcereiro tem me ajudado
Secretamente, tenho lhe evangelizado...
*sei que daqui a alguns dias vão me decapitar. Senti no coração que tenho que enviar parte
deste meu diário, para meu irmão João. Agora conto com ajuda do jovem muçulmano.
*esta é minha ultima anotação. O senhor me tem dado paz! A pouco tempo demônios queriam
me a tormenta, porém o senhor enviou os seus santos anjos!
Morro feliz, a obra do senhor vai continuar.
João, da um abraço e um beijo em minha mãe e meus irmãos por mim. Fica na paz! Amo todos vocês!
Amém!

João na medida em que lia cada folha do diário, chorava, soluçando em prantos, ele Prostra-se,
levantando um clamor, também lamentando por senti se omiso quanto a obra missionária. Ao
levantar, sentia um renovo, sabia que daquele dia em diante trataria missões com outro ponto de
vista. Com todos os acontecimentos, lembrou que haveria evangelismo no fim de semana. Nos dias
seguintes o pastor Arimateia não sentindo se bem, a dias escondia de Ana e da igreja o que vinha
sentindo.
No dia dos cultos de quinta-feira, João chega a seu gabinete:
_ pastor Arimateia, vim deixar isto aqui!
Diante do pastor, João põe umas copias do diário de Elias, Ari tomando algumas folhas,
curiosamente, lê alguns trechos...
_que é isto João?
_quero que o senhor leia atentamente! O senhor vai se maravilhar!!
Quando João sai da sala, pastor arimateia faz uma pequena observação:
_João quero que você não se esqueça da contribuição para junta de missões!
_enquanto a isto pode ficar tranqüilo!
No dia seguinte, parecia ser para João o primeiro dia de evangelismo de sua vida.
Estavam a sua espera os três, que tinham se comprometido a ajudar no evangelismo.
No dia seguinte, João recebe uma ligação do pasto arimateia:
_João, preparasse para trazer uma mensagem para igreja amanhã.
_claro que sim pastor!
Mesmo incomodado pela idéia de sempre ser confrontado em trazer uma mensagem para a igreja.
Passava-lhe na mente a idéia de pastorear, coisa que o assustava.
No culto a noite, estando toda igreja em peso, pastor arimateia dar inicio ao culto. Tudo
ocorria bem... Antes do inicio do sermão, arimateia faz uma pequena oração, quando vai passar
microfone,der repente cai ao chão, desmaiado em cima do altar.

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O PROFETA DA CRUZ

OS ÚLTIMOS DIASDE ARI


(CAPÍTULO 15)

João de Almeida, tomando o microfone, tenta contornar a situação, pedindo que toda a igreja
se acalmasse. Imediatamente, alguns diáconos e o presbítero Antônio, tomando o pastor o põe no
carro, levando para a emergência do hospital central, que ficava a uns cinco quarteirões da igreja.

Não tendo mais condições de continuar, irmão João encerra o culto dando uma pequena palavra
de conforto. Ana, esposa de Ari, já tinha acompanhado o carro que removeu o pastor até o hospital.
Tendo acabado o culto, João também se locomoveu até o pronto socorro, não estando ali somente
quem o tinha levado porém outros irmãos estavam a espera de alguma noticia. Ana sendo enfermeira
consegui entrar no hospital, tanto ela como o presbítero Antônio encontravam-se no hospital.

Enquanto todos esperavam, ansiosos, o tempo passava e nada de noticias. Até presbítero
Antônio sair para dar notícias... Já tinha uma hora aproximadamente que o pastor estava na sala de
recuperação. Ana saindo ao encontro dos que esperavam por noticias. Vinha um tanto sorridente.
Quando todos correrem ao seu encontro, Ana faz um aceno com as mãos pedindo calma.
_ Irmãos, graças a Deus, tenho boas notícias. O pastor Arimatéia está bem, agora passará a noite se
recuperando e fazendo todos os exames possíveis.

João de Almeida, tomando a palavra, lança uma sugestão:


_ Bom irmãos, que nós possamos ir embora. Fico encarregado de dar notícias do nosso pastor. Só
quero saber se Ana ficará?
(Ana responde)
_ Com certeza irmão. Peço que nesta noite todos fiquemos em oração.

Logo pela manhã, a primeira coisa que João procura fazer, antes de ir trabalhar é saber notícias
do pastor. Chegando ao pronto socorro, se dirige à recepcionista a fim de saber noticias. Ana estava
na enfermaria, acompanhando Arimatéia, que repousava no momento. Ainda não havia feito todos os
exames necessários. Sendo chamada até a recepção, sai cuidadosamente sem despertar seu esposo.
Chegando a recepção João a esperava ansioso para saber como o pastor estava.

Ana explicando todo o quadro clínico despede-se de João, sendo combinado, telefonar assim que
recebesse todo diagnóstico final. O telefone do hospital central recebia muitas ligações, eram irmãos,
curiosos e repórteres. Também enfrente ao hospital aglomerou um bom número de pessoas que se
mobilizaram solidariamente desejando melhores para o pastor Arimatéia.

Aproximadamente quatro e meia da tarde, João recebe notícias do pastor. Ana da noticias que o
pastor estava lúcido, porém havia sido diagnosticado um tumor em sua cabeça. Estava sendo
medicado, ainda sentia dores na cabeça, bem que também teria que passar por uma cirurgia, na
mesma noite.
João de Almeida dirigindo-se ao templo ia de encontro á alguns irmãos que já estavam informados a
respeito dos fatos.
_ Irmão João, estamos aqui para orar pelo nosso pastor.
_ Tudo bem! Podem contar comigo, devemos convocar toda igreja neste propósito.

A noite seguinte todos os presentes, levantando a voz em oração. Clamavam pelo pastor
Arimatéia.

No dia seguinte, antes de sair para o trabalho, João recebe uma notícia de Ana; Arimatéia
passaria pela cirurgia na sexta. Só não tinha sido marcado o horário. João despedindo-se de Ana, olha
para o relógio, sai já um pouco atrasado. Ao tirar o carro da garagem, recebe outra ligação que não
esperava. Na linha estava o pastor Carlos se solidarizando e propondo-se a orar pelo pastor Ari.

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O PROFETA DA CRUZ
Na noite de culto, a igreja lotada, pessoas também curiosas vindas de outras igrejas, queriam
saber notícias do pastor. João de Almeida assumindo a púlpito propõe oração pelo pastor, assim como
também um propósito de uma vigília intercedendo na madrugada de sexta para sábado. Parecia
inacreditável para João, estava ele provisoriamente a frente da congregação. No dia seguintes, no
gabinete pastoral, estava João ajuntando assuntos pendentes do pastor. Abrindo uma das gavetas da
escrivaninha, estava as copias do diário de Elias. Dava para perceber que não tinham sido lidas,
cortava o coração de João, fazendo sua fisionomia decair em uma profunda tristeza.

Na sexta-feira dia da cirurgia, João tomando um pouco do tempo do seu trabalho, vai a visita a
pedido de Ana. Até aquele momento nem mesmo a família de Ari o tinha visitado. Chegando a
recepção, Claudio vai ao encontro de João e o cumprimenta. Ali estavam suas irmãs e sua mãe.
Aguardando ansiosos a visita, só que o pedido era que João entrasse primeiro. Chegando ao leito, Ana
retira-se, enquanto que João curioso ficava mais intrigado ainda, querendo saber o que o pastor
Arimatéia queria lhe falar. Ari sentado no leito olha fixamente para João e durante alguns minutos não
pronunciai nenhuma palavra... Até quebrar o silêncio, tocando ao ombro de João.
_ João... Pastor Carlos chegou?
_ Não senhor, nem mesmo sabia que ele viria.
_ Como anda as coisas na igreja? Não tem nenhuma semana que estou aqui, parece para mim meses.
_ A igreja toda ora pelo o senhor. Hoje temos uma vigília intercessora, estive no gabinete do senhor e
fiz uma arrumada.
_ Diga ao pastor Carlos, se não der para me visitar, que estarei conversando pessoalmente com ele ao
sair daqui.
_ Com certeza pastor. Agora deixa-me ir, que toda família do senhor esta esperando.

João despedindo, saí um tanto pensaroso, o que o pastor Arimatéia tinha a falar com o pastor
Carlos?

Na note da vigília, hora também da cirurgia, toda a igreja estava reunida. Orava pelo pastor. Dava
para sentir o conforto de Deus aos corações, Inclusive de João. Aproximando-se do amanhecer, já
encerrando a oração, Cláudio aparece na porta do templo, vinha ele de cabeça baixa de encontro ao
altar, onde João intercedia. João avistando, passa a oração para o presbítero, quando Cláudio com os
olhos lagrimejando da a notícia.
_Pasto João... Pastor... Eu lamento... Eu lamento... Ari não resistiu!

Terminado a oração, todos os presentes fixando o olhar em Cláudio e João, que se abraçavam
chorando, entenderam que nada tinha ocorrido bem...

Na manhã de sábado, todos os noticiários davam a notícia do plantão: “Morre o profeta da


cruz”.

Muitas pessoas se dirigiam para a igreja central, queriam saber mais detalhe, nisto, João de
Almeida trancado no gabinete pastoral, junto a alguns diáconos e presbíteros, ficavam a indagarem
muitos questionamentos, enquanto João pensativo ficava mudo, sua cabeça em outro local, ficava
somente pensando. Um dos diáconos, interrompendo outros questionamentos, lança uma pergunta na
qual não haviam pensado:
_ Quem fará o culto fúnebre?
Todos fazendo silêncio... O telefone toca. João atende.

_ Alô. Gabinete pastoral.


_ Com quem falo?
_ João de Almeida.
_ João, aqui é o Pastor Carlos.
_ Estou chegando à cidade grande.
_ Pastor, estou lhe esperando, inclusive queremos que realize um culto fúnebre.

81
O PROFETA DA CRUZ
_ Tudo bem, me esperem.

O corpo de José de Arimatéia, o profeta da cruz, chega para ser velado na tarde de sábado. Ali na
igreja central, onde se reuniam diversas pessoas. Faziam fila para velarem o corpo de Ari pela última
vez. Ana e os demais familiares choravam e lamentavam a perda.

No domingo pela manhã o corpo é removido para o cemitério, paz eterna, onde Ari seria
sepultado. Ao chegar à capela, onde realizariam o culto fúnebre, pastor Carlos à frente, ia de
encontro ao corpo, se posiciona derramando lágrimas, e dizendo sutilmente.
_ Perdoa-me. Eu te perdou.

João olhava a cena, emocionado também chorava, no dia anterior, pastor Carlos tinha confessado
que eles estavam intrigados, as últimas vezes que falaram pelo telefone tinham trocado ameaças e
insultos.

Pastor Carlos tinha mandado escrever uma lápide “AQUI JAZ JOSÉ DE ARIMATÉIA, SERVO DO
SENHOR”, era uma homenagem que ele prestava a pessoa de Ari.

Passado o enterro, o conselho marca de imediato uma reunião administrativa. O culto de


domingo a noite, é assumido pelo próprio pastor Carlos que conduz toda liturgia.

Na reunião administrativa, presbítero Antônio, assumindo o comando do conselho, inicia pondo a


questão principal da reunião, o futuro da igreja central. Pastor Carlos e João de Almeida sendo os
convidados se faziam presentes. Logo depois de um pequeno debate, alguns chegam a conclusão que
a igreja convidava o pastor Carlos a assumir novamente a denominação. Pastor Carlos fazendo
silêncio, toma a palavra:
_ Muito bem queridos! Fico muito feliz por vocês chegarem a essa conclusão. Porém quero que vocês
não se decepcionem com minha resposta. Quero que vocês saibam primeiramente que Deus tem
outros projetos para esta igreja, é certo que seus planos são diferentes dos nossos. Por isso quero
dizer a vocês, que não poderei assumir, porque embora tenha vontade, sei que esta não é a de
Deus...

Porém continuarei, no interior de estado, dirigindo minha atual igreja. Só quero pedir uma coisa.
Permissão para indicar uma pessoa, própria para esta obra...
(todos fazendo silêncio, enquanto pastor Carlos volta a falar):
_ Está aqui o homem com o chamado divino para tal obra!
(isto o pastor, põe a mão sobre o ombro de João de Almeida. Que no momento fica surpreso, e sem
ação. O conselho, olhando uns para os outros, fazem um sinal positivo, nisto, esperavam a resposta
de João.
_ Eu... Eu... Dêem-me um tempo, preciso orar.

HÁ UM PROPÓSITO NA VIDA DO PASTOR ALMEIDA


(CAPÍTULO 16)

Diante a lápide, João prostado de joelhos, chorava amargamente. Ali mesmo acabavam seus dias
angustiantes de batalha decisiva!
_ Seja feita a tua vontade Senhor! Seja feita!

Dava para sentir um renovo em sua alma e espírito, havia aproximadamente quinze dias que não
ia a igreja, vivia um conflito terrível dentro do seu ser.
Voltando para casa, Alice sua esposa, um pouco espantada vem ao seu encontro o interrogando:
_João, pelo Amor de Deus, o que esta acontecendo!?
_Preciso ter uma conversa seria com você Amor!(responde João)

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O PROFETA DA CRUZ
João pegando Alice pelas mãos a puxa até o quarto, fazendo com que ela senta se na cama.
_João, vi você se acordando pela madrugada; você também demorou em
Voltar a se deitar, saiu cedo, o que é que ta acontecendo?
_O senhor falou ao meu coração tremendamente! Agora acabou minha angustia; a sumirei a
igreja central!
Os dois se abraçaram e levantando a voz em oração, pediam a benção do senhor.
Na tarde do sábado, o grupo de evangelismo; Walter, Eduardo e Rogério, como sempre se
reunião para mais um dia de evangelismo. Der repente João de Almeida surpreende, juntando-se ao
grupo.
Domingo a noite, João, sua esposa e seus filhos, chegando a igreja Central, acomoda-se na
ultima cadeira. Presbítero Antônio, assumindo o púlpito, direciona toda liturgia de culto, avistando
João nas ultimas cadeiras. A Igreja já não estava como antes, pelo contrário, tanto sobrava espaço,
como cadeiras vazia em todo o templo. Ao termino do culto, o Presbítero, em microfone avisa uma
breve reunião, com os diáconos e outros presbíteros, convocando João de Almeida.
João indo ao encontro do Presbítero, logo anuncia que já estar com a resposta para igreja e
para o conselho. Presbítero Antônio, reunindo o restante dos irmãos do conselho, marca o dia da
reunião, sendo o mais rápido possível, isto sendo no dia seguinte.
Era aproximadamente sete e quinze da noite, de segunda-feira, Quando o ultimo irmão do
conselho chega, dando assim inicio a reunião administrativa, liberado pelo Presbítero Antônio.
_Irmão, a paz do Senhor! Vamos direto ao assunto, sem arodeios, não podemos mais perder
tempo!
Presbítero Antônio se dirigiu a João de Almeida:
_Irmão João, queremos sua resposta.
_Orei bastante... Certo que estava convicto que não assumiria tal trabalho, porém esta é a
minha vontade, mas a vontade do Senhor é contraria e superior a minha . Devo não só assumir este
compromisso, como devo Amar de todo o meu coração!
Neste momento os irmãos, começam a glorificar ao senhor. Presbítero Antônio, novamente,
da um novo andamento a reunião:
_Agora Pastor Almeida, queremos saber toda sua posição, esporadicamente, no que diz
respeito a vida desta igreja. Pastor Almeida, toma a palavra:
“_Bom irmãos vamos por ordem das coisas. Primeiro as prioridades... devemos dar ênfase as
vidas, elas são prioridade! Tudo que se diz respeito, a Evangelismo, apascentamento e Ação social é
nossa prioridade. Isto contando é claro com o Edificação Espiritual da Igreja: muito Estudo bíblico. No
que se diz respeito a construção do templo, sei que falta muita coisa que tava no projeto, do Pastor
Ari; piso de granito, refrigenção, aperfeiçoamento dos banheiros e poltronas mais confortáveis. Se
Deus assim permitir concluiremos este andamento. Porém embargaremos as obras. Pastor Ari, Pedio-
me que fizéssemos parte da junta de missões unidas, faremos de imediata!
Como somos uma igreja central, devemos periodicamente fazer Sopão, para as pessoas
carentes, é certo que abrangemos uma ação social bem maior do que apenas dar um sopão e pronto.
Investiremos em outros projetos sociais a fim de beneficiar os pobres. Talvez um centro comunitário,
Educação infantil, entre outros que estudaremos com mais detalhe. Quero dar o máximo de apoio ao
grupo evangelista, principalmente incentivando a igreja; evangelizar, contribuir e orar por missões.
Também estarei presente nos evangelismos, isto quando não for necessário me ausentar por outra
força maior. Parte do meu salário, que receberei da igreja, será investida em outras prioridades.
Receberei o básico para sobreviver, também pedirei demissão do meu atual emprego me dedicarei
integralmente à obra, atendendo o tempo necessário às pessoas, aqui dentro do templo. Veremos a
possibilidade de temos um atendimento e auxilio espiritual vinte e quatro horas por dia. Quero
também vê o que podemos fazer pela viúva do pastor Ari. Discutirmos isto depois. Vou precisa de
auxilio para fazer todo levantamento possível, de todos os membros que saíram da igreja; Onde
estão? Como está? O que podemos fazer por ele? Devemos montar um centro de estudo cristão, fazer
campanhas de estudos bíblicos. Apoiaremos o louvou, incentivando o máximo possível a adoração!
Quero levantamento do andamento de todos ministérios da igreja, quero saber tudo.

Um dos irmãos se levantando, direciona a palavra:


_ Pastor!! Mas isto é... É impossível! Ninguém trabalha assim!

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O PROFETA DA CRUZ
_ Tudo é possível ao que crer. se eu tiver apoio de vocês, vai funcionar!

Outro irmão levanta outra indagação:


_ E qual é o nosso tema agora?
Continuará sendo “sem fé é impossível agradar a Deus”, como pastor Ari disse?
_ Não!! Nosso tema agora é “amor”:

“Porque Deus amou o mundo de talmaneria, que deu seu único filho, para
que todo que nele crê, não pereça mais tenha vida eterna.”
( Jo 3:16)

RECOMENDAÇÕES:

Os escolhidos
O que a contecera na terra no período antes do arrebatamento, aproximadamente 3 anos e meio
antes? Esta e a abordagem do livro fictício evangélico: os escolhidos. A saga de 7 discípulos de Jesus
neste mundo reunindo-se para pregar o evangelho no ultimo tempo.

LANÇAMENTO: 2009.

TENHA ACESSO A UMA PARTE DO PRIMEIRO CAPITULO GRATUITAMENTE.

PEDIDO: LIVROEVANGELICO@HOTMAIL.COM

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